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]]>Sendo assim, a tecnologia de aplicação visa a colocação do produto no alvo; no ‘timing’ adequado; na quantidade requerida; de forma econômica; e com o mínimo de contaminação humana e ambiental.
O principal objetivo de uma pulverização é garantir a lucratividade e rentabilidade da cultura, de modo que não se possa reduzir os custos ao ponto de comprometer significativamente a produtividade final e, consequentemente, a lucratividade esperada.
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A Inspeção Periódica de Pulverizadores (IPP), visa avaliar o estado de pulverizadores agrícolas com base no estado de conservação e operacionalidade que pode nortear orientação de uso e manutenção, além da redução do impacto ambiental.
Devem ser examinados os componentes do circuito hidráulico do pulverizador (tanque, bomba, manômetro, filtros, mangueiras, bicos entre outros) a fim de verificar se estes componentes se encontram em boas condições. Caso o pulverizador esteja equipado com controlador automático de taxa de aplicação e pressão, suas configurações e programação deve ser conhecida do operador.

Avaliação da variação na vazão das pontas de pulverização.


Teste de vazão de pontas de pulverização.

Modelo de checklist para realização da IPP
Dentre os fatores que podem influenciar a qualidade química da água e tem grande interferência sobre a eficácia dos defensivos agrícolas está a “dureza”.
A dureza da água está relacionada aos teores de carbonatos, sulfatos, cloretos e nitratos de vários cátions. Íons livres (Al+3, Zn+2, Ca+2, Mg+2, HCO3-, NO3-) podem combinar com moléculas orgânicas como a reação dos íons de 2,4-D com Ca+2 e Mg+2 e da quelação dos íons pelo glifosato.
Isso reduz a quantidade de ingrediente ativo disponível, por consequência reduz a eficiência biológica do herbicida, além do entupimento das pontas de pulverização, em função da aglutinação e precipitação das partículas. Neste sentido, níveis de até 320 ppm de CaCO3 apresentam boa compatibilidade.

Formas de classificação da dureza da água. (Fonte: Queiroz et al. (2008)).
Além da qualidade química, a qualidade física da água é de extrema importância, principalmente quanto a quantidade de sedimentos em suspensão. Sedimentos como argila e matéria orgânica, além de obstruir filtros e pontas, reduzem a vida útil dos equipamentos (bombas e pontas), sendo que também podem se associar aos produtos químicos adicionados ao tanque, inativando ou reduzindo sua eficiência.
Um exemplo clássico é a inativação do glifosato pela argila presente na solução de aplicação. A adsorção do herbicida as partículas de argila ocorrem devido à atração entre as cargas da superfície do colóide do solo com as moléculas do herbicida.
As superfícies das plantas apresentam uma barreira para a penetração de líquidos, denominada cutícula, cujas características variam de espécie para espécie e dependem da idade dos órgãos vegetais e das condições climáticas.
Para vencer estas barreiras das plantas à penetração dos defensivos agrícolas, são utilizadas substâncias inertes, denominadas aditivos ou adjuvantes, capazes de modificar a atividade dos produtos aplicados e as características da pulverização, aumentando a eficiência da aplicação.
Estes produtos podem ser acrescentados à formulação dos defensivos agrícolas pelas empresas fabricantes, ou ser adicionados à calda no momento da pulverização.

Gota sem uso de adjuvante (esquerda) e com uso de adjuvante (direita).
A cutícula da folha é a primeira barreira que o defensivo agrícola precisa passar. A adição de adjuvante pode influenciar nesse processo. A utilização de óleos tem como função melhorar a penetração e adesão dos defensivos agrícolas nas folhas e da camada de quitina dos insetos.
Os três principais modos de ação dos adjuvantes para melhorar a penetração dos produtos são:
Dentre os efeitos dos adjuvantes, destaca-se a redução da tensão superficial das gotas pulverizadas, causando o seu achatamento, o que aumenta a sua superfície de contato com o alvo biológico e melhora a cobertura deste.

Classificação e função dos adjuvantes.
No Brasil os adjuvantes estão em duas categorias:
Grande parte dos problemas advindos da utilização de aditivos de calda origina-se do desconhecimento de sua ação e das implicações de sua utilização.
Atualmente o uso de adjuvantes é uma prática importante no aumento da eficiência dos defensivos agrícolas. Sua utilização melhora na medida que a qualidade de aplicação aumenta e assim, a quantidade de ingrediente ativo nas plantas.
Segundo a instrução normativa N° 40 de 11 de outubro de 2018 do MAPA, a mistura em tanque é permitida desde que haja recomendação técnica, que só pode ser feita por um profissional de nível superior.
Desta forma, cabe aos engenheiros agrônomos e/ou engenheiros florestais receitarem a aplicação combinada de diferentes produtos. A normativa traz transparência a esta prática, que deixa de ser um tabu, em que todos executam a prática, mas ninguém fala sobre ela.
Nas aplicações de defensivos agrícolas os produtores realizam mistura de defensivos a fim de otimizar a pulverização. Por consequência tem como resultante uma mistura de difícil previsão devido às variáveis envolvidas como pH, viscosidade, tensão superficial, formação de espuma, dispersibilidade, decantação, temperatura, cristalização, entre outros.
Nessas misturas, é muito provável que alguns tipos de perdas ocorram com os defensivos adicionados. A fim de minimizar esses efeitos, assim que adicionados os defensivos agrícolas no tanque é necessário ligar o sistema de agitação.
Em tanques de maior capacidade, é comum a existência de “pontos mortos”, onde há dificuldade de se manter a uniformidade na concentração dos produtos. Recomenda-se também a pré-diluição de defensivos de baixa solubilidade (WG, WP e SC), caso contrário pode haver deposição no fundo do tanque reduzindo assim, sua funcionalidade.
Independente da solubilidade ou formulação dos produtos, a agitação deverá estar sempre ligada e ininterrupta, e os produtos adicionados gradativamente no reservatório. A mistura de dois produtos ou mais, sejam defensivos agrícolas ou demais produtos, podem ocasionar três efeitos:
Como medida de precaução, assim que os defensivos agrícolas chegarem à propriedade deve ser realizado uma pré-mistura em garrafa pet, nas mesmas proporções indicadas nas aplicações de campo, seguindo a sequência apresentada na tabela logo abaixo.
Caso tenha algum problema de incompatibilidade, deve-se advertir para retirada do defensivo que ocasionou o problema e seguir com a sequência de mistura.

Pré-mistura de defensivos agrícolas em garrafas pet.



Equipamentos utilizados para o preparo de calda de pulverização.

Sugestão para ordem de mistura em tanques de pulverização.
A pressão de trabalho está associada ao fluxo de calda que estará quando passar pelo orifício de saída da ponta de pulverização.
Sua importância está ligada à formação de gotas de diâmetro correto, para formação do jato no ângulo nominal e para que as gotas tenham velocidade suficiente para atingir o alvo sem que haja tempo para se perderem por deriva.
1 bar = 100 kPa = 14,5 PSI = 1,01 kgf/cm²
A forma de checar a pressão do sistema é por meio de um manômetro. Sem a utilização dele é impossível saber qual é o espectro de gotas que está sendo produzido pela ponta e estimar vazão da ponta.
Em alguns pulverizadores montados ou de arrasto, é comum não encontrar o manômetro ou que ele esteja quebrado ou ausente.
O manômetro de ponta pode indicar a leitura com maior acurácia. Caso tenha acúmulo de resíduos por sedimentação na tubulação ou obstrução de filtros, é provável que ocorram diferenças na leitura entre o manômetro do regulador de pressão e o acoplado na saída da ponta.

Manômetro de ponta (esquerda) e manômetro do pulverizador (direita).
Não se deve utilizar pressões abaixo de 2,7 bar (40 PSI), pois alguns modelos de pontas não abrem totalmente o jato pulverizado e/ou apresentam desuniformidade no espectro de gotas produzidas.
Na tabela a seguir é apresentada uma sugestão para pressão de trabalho de acordo com o grupo de defensivos agrícolas que são utilizados.

Faixa de pressão de trabalho.
Ao escolher uma ponta de pulverização pelo diâmetro de gota produzido, é necessário correlacionar seu diâmetro com a pressão de trabalho.
Nesse sentido é comum o operador aumentar a velocidade de trabalho e o controlador compensar com aumento da pressão do sistema, reduzindo o diâmetro de gotas, o que pode gerar deriva.
Para uma boa pulverização, ela deve apresentar gotas no tamanho de interesse e com o mínimo de deriva possível, sempre de acordo com o que o produto e as condições do alvo a ser pulverizado exijam.
A ponta de pulverização é responsável por diversos aspectos relacionados à qualidade da aplicação, como diâmetro das gotas, distribuição do líquido pulverizado, uniformidade de distribuição e vazão da calda. O espectro de gotas segundo (ASABE, 2009) classifica em oito classes, sendo elas apresentadas na tabela a seguir.

Classe de gotas de pulverização.

Tipos de pontas vs. tamanho de gotas.
Sendo assim a escolha correta das pontas de pulverização deve priorizar os seguintes passos:
De maneira geral, as condições climáticas para uma boa pulverização preconizam que tenha umidade relativa superior a 50%, temperatura inferior a 30°C e velocidade do vento entre 2 e 10 km/h.
As condições climáticas podem interferir diretamente no risco de deriva, onde é definido através do volume pulverizado por determinada ponta a uma determinada pressão com gotas inferiores a 100 micrômetros de diâmetro.
Para avaliação do risco de deriva no campo tem-se utilizado papel sensível à água, posteriormente uso de um software que realiza a contagem de gotas por cm² e mensurar o diâmetro mediano volumétrico das gotas. Além disso, possibilita a investigação do percentual de cobertura no interior do dossel das plantas cultivadas.

Número de gotas por cm² vs. tipo de aplicação.
Com a intensificação de cultivo de safra e safrinha, mistura de defensivos agrícolas nos tanques de pulverização e o número de aplicações realizadas durante os cultivos, os pulverizadores começam a acumular resíduos de defensivos agrícolas até que seja feita a correta limpeza de todo o sistema de pulverização.
Antes da aplicação, comece com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, deve ser realizada uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formatação de depósitos sólidos que podem se tornar difíceis de serem removidos.
O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil. A não lavagem ou mesmo a lavagem inadequada do pulverizador pode resultar em danos às culturas posteriores.
Caldas com dificuldade de homogeneização, entupimentos de pontas, obstrução de filtros pode ser advindo de uma falta de limpeza do sistema de pulverização. Na tabela a seguir são apresentados os passos a serem seguidos para uma limpeza de tanque de pulverização.

Etapas para limpeza do tanque de pulverização.

Tubulação de pulverizador com resíduos de defensivos agrícolas.
O uso seguro de defensivos agrícolas exige o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). As recomendações hoje existentes para o uso de EPI são bastantes genéricas e padronizadas, não considerando variáveis importantes como o tipo de equipamento utilizado na operação, os níveis reais de exposição e, até mesmo, as características ambientais e da cultura onde o produto será aplicado.
EPI’s são ferramentas de trabalho que visam proteger a saúde do trabalhador que utiliza os defensivos agrícolas, reduzindo os riscos de intoxicações decorrentes da exposição.

Vias de exposição do corpo humano.
A função básica dos EPI’s é proteger o organismo de exposições ao produto tóxico, minimizando o risco. Intoxicação durante o manuseio ou a aplicação de produtos fitossanitários é considerado acidente de trabalho.
O uso do EPI é uma exigência da legislação trabalhista brasileira através de suas normas regulamentadoras. O não cumprimento poderá acarretar ações de responsabilidade cível e penal, além de multas aos infratores.
Quanto às responsabilidades a legislação trabalhista prevê que são obrigações do empregador:
Como obrigação do trabalhador:
É recomendado que o fornecimento de EPI e que treinamentos ministrados sejam registrados através de documentação apropriada para eventuais esclarecimentos em causas trabalhistas.

EPI para manuseio de defensivos agrícolas.

Ordem de vestir e retirar o EPI.
Percebemos que para obter sucesso na aplicação de defensivos agrícolas, o mais importante á a capacitação do operador do pulverizador na compreensão dos pontos críticos atrelados à prática da pulverização, protegendo a lavoura com eficiência e otimização dos recursos.
Seguindo essas e outras recomendações, as chances do sucesso e eficácia da aplicação de defensivos agrícolas serão com certeza maiores. Por isso, a busca pelo conhecimento e especialização deve ser contínua.
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]]>O post Vassourinha de botão: como realizar um manejo correto? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas.
O manejo em pré-semeadura ou “dessecação” é fundamental para um bom desenvolvimento das lavouras. A eliminação das plantas daninhas, antes da semeadura, permite que a cultura tenha um desenvolvimento inicial rápido e vigoroso.
A literatura tem demonstrado que aplicações sequenciais, que introduzem antecipadamente herbicidas sistêmicos, tais como glyphosate e 2,4-D, e após 15 a 20 dias, na véspera ou na data da semeadura, herbicidas de contato, como paraquat, paraquat em mistura com diuron, diquat e flumioxazin, proporcionam maior eficiência no controle das plantas daninhas.
A utilização isolada do glyphosate já não é mais garantia de uma boa dessecação.
Plantas daninhas resistentes ou com tolerância a este herbicida, como a buva, o capim amargoso e o capim pé-de-galinha já são responsáveis pela utilização de outros herbicidas nas áreas cultivadas com soja no Brasil. Além disso, existem atualmente 41 casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas no país.
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A planta daninha vassourinha de botão (Spermacoce sp.) é uma espécie dentro da família Rubiaceae, nativa da América Tropical, introduzida em outras regiões do mundo.
Sua reprodução é exclusiva por sementes, a via fotossintética provável é a do tipo C3 e o ciclo de vida é classificado como perene simples.
As sementes são do tipo fotoblásticas positivas preferenciais e as temperaturas que promovem maior germinação estão entre 20 e 35°C, além disso a dinâmica populacional da planta é influenciada por elevadas temperaturas (acima de 25 °C) e condições de luminosidade de 12 horas diárias. As estruturas reprodutivas são produzidas em grande quantidade sendo de fácil dispersão.
A vassourinha de botão é uma espécie que apresenta biótipos tolerantes ao glyphosate, e que estão amplamente distribuídos nas lavouras brasileiras. É uma espécie capaz de formar grandes infestações e interferir negativamente em culturas agrícolas e pastagens por meio da competição por nutrientes.
As plantas daninhas competem com a cultura da soja pelos recursos, competição essa que é importante por poder afetar o desenvolvimento da cultura causando perdas na produtividade, redução na qualidade dos grãos, maturação desuniforme e até inviabilização da colheita.
O manejo dessas plantas daninhas, como a vassourinha de botão, consiste em suprimir o crescimento ou a densidade de indivíduos até níveis aceitáveis, não ocasionando prejuízos para a cultura principal.
Existem diferentes métodos para controle de plantas daninhas, sendo o controle químico, principalmente na cultura da soja, o mais utilizado.
Entre os mecanismos de ação utilizados para controle de plantas daninhas dicotiledôneas, se destacam os Inibidores da 5-enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase (EPSPS), inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), Mimetizadores de Auxina (AUXINA), Inibidores do Fotossistema I e II (FSI e FSII) e Inidores da Acetolactato Sintase (ALS).
Os herbicidas são a principal e mais eficiente ferramenta usada para controle de plantas daninhas na cultura da soja.
O uso desses produtos em pré ou pós-emergência, combinados com outras práticas de manejo, são suficientes para garantir vantagem competitiva para a soja nos estádios iniciais e mesmo durante todo o ciclo. Entre as vantagens do controle químico, podem ser destacadas a eficiência; praticidade e rapidez na operação.
Existem diversas plantas daninhas que apresentam difícil controle. Nesse quesito tem destaque a vassourinha-de-botão, espécie vem se tornando problema em várias áreas por apresentar difícil controle, já que os herbicidas utilizados no manejo da lavoura não estão apresentando bom percentual de controle, principalmente o glyphosate, herbicida do qual a planta é considerada tolerante.
Em condições de campo, consultores e produtores relatam bons resultados de controle de Spermacoce sp. com aplicações de herbicidas que agem na PROTOX.
Esse mecanismo contém os herbicidas tidos como mais eficazes para controle de vassourinha de botão com tolerância ao glyphosate. No caso de vassourinha de botão, os mecanismos de tolerância são relacionados com baixa translocação de herbicidas nas plantas.
A competição com plantas de vassourinha de botão durante todo ciclo da soja ocasiona reduções nos índices produtivos, fitomassa da planta e produtividade de grãos da cultura.
Cada planta de vassourinha-de-botão em competição com a cultura da soja durante todo ciclo é capaz de reduzir a produtividade da soja em 1,3 a 4,2%, equivalente a 0,8 a 2,6 sacas de 60 kg por hectare.
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]]>O post Produção de soja e milho na safra 22/23: como ficam as margens de lucro? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Alta no custo de produção, alta do preço dos insumos devido à guerra, inflação, alta de juros e falta de crédito, são algumas dessas incertezas. Para minimizá-las, é imprescindível direcionar o foco corretamente.
Veja as recomendações do especialista da Equipe Grãos do Rehagro, Fábio Pereira, para conquistar uma boa rentabilidade na próxima safra.
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Para a safra 22/23, a expectativa é que o preço médio da saca de soja diminua, enquanto os custos diretos, que são todos aqueles relacionados ao processo produtivo, seguem uma tendência a se manterem altos.
Na Safra 20/21, tivemos um lucro bruto de cerca de R$8.000,00/ha na produção de soja e uma margem bruta de aproximadamente 67%, o que representou um excelente resultado econômico para o produtor. No entanto, esses valores estavam fora da curva e, na Safra 22/23, a tendência é que eles retomem o equilíbrio, retornando para uma margem bruta em torno dos 40%.
Na Safra 18/19, uma margem bruta de 40% vinha com lucro bruto aproximado de R$2.000,00/ha. Para a Safra 22/23, o lucro bruto pode atingir aproximadamente o dobro desse valor absoluto, mas que representará a mesma margem bruta de 40% graças à inflação.
Antes, o lucro obtido permitia a compra de um trator, custeava insumos da safra seguinte e além disso fazia estoque. Hoje, com o dobro do lucro, o produtor não consegue comprar dois tratores e não compra insumos para duas safras, porque os investimentos mais que duplicaram de preço.
Para o milho, esse cenário requer ainda mais atenção. Graças aos altos custos de produção, o milho tem apresentado uma margem de lucro inferior à da soja.
A expectativa para a safra 22/23 é que os custos de produção desse grão continuem subindo, alcançando maiores patamares, com uma diminuição do lucro bruto e da margem bruta do produtor.
Diante desse cenário, o que fazer para segurar a margem?
É imprescindível ser eficiente nos custos e aumentar a produtividade.
É necessário estar atento ao mercado, estudá-lo e buscar informações com especialistas.
Para a soja, é interessante agir para garantir a margem dos 40-45%, que é uma referência interessante e ajuda a tomar decisões. Mais do que nunca, é essencial ter uma gestão muito bem feita.
Algumas perguntas podem ajudar a nortear a sua estratégia de gestão, como:
A gestão nas propriedades vem crescendo, mas muitas fazendas não conseguem obter indicadores. Ou quando os obtêm, não sabem o que fazer com eles. Por isso é fundamental entender onde você está para definir para onde você vai e traçar um caminho para chegar lá.
Atenção! Pode parecer uma saída, mas cortar custos pode comprometer a sua produtividade.
O adubo está caro – devo cortar? Cuidado!
Ser mais eficiente na utilização dos recursos para melhorar a produtividade pode ser um melhor caminho. Afinal, eles são o motor da geração do resultado!
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]]>O post Produção de grãos no Brasil: cenário atual e perspectivas para o futuro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter et al., 2017).
Ao mesmo tempo, as perdas de nutrientes e as emissões de gases de efeito estufa da agricultura devem cair drasticamente pela adoção de sistemas conservacionistas, a fim de restaurar e manter o funcionamento do ecossistema.
Prevê-se que a demanda por alimentos aumente, enquanto os impactos ambientais devem despencar. Os pedidos para duplicar a produção agrícola a partir de uma linha de base recente implicam taxas de crescimento fora do intervalo das projeções empíricas, como mostra na figura a seguir:
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O trabalho da OECD-FAO (2019) projeta uma produção mundial da ordem de 1,311 bilhão de toneladas de milho para a safra 2027/28. Deste total, cerca de 60,0% devem ser destinados à alimentação animal, 13,4% ao consumo humano e 15,5% à produção de biocombustíveis.
Os maiores incrementos serão representados pelos 5 países:
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta exportações totais de milho da ordem de 188,8 milhões de toneladas em 2027/28. Esse volume deverá ser suprido principalmente pelos Estados Unidos, 29,6%. No entanto, a ordem aqui muda um pouco, pois é seguido por:
Em volume, as exportações brasileiras previstas pelo USDA são de 44,8 milhões de toneladas. Os maiores importadores, em um total de 84,0 milhões de toneladas, serão:
Segundo o USDA (2018), o comércio internacional de commodities agrícolas, tais como o milho, soja, e farelo de soja, é impulsionado pela demanda crescente de rações para a produção de frangos e suínos. O consumo internacional de carnes continuará a crescer ao longo do período das projeções.
Saber as projeções para o agronegócio brasileiro é importante para identificar a direção que o mercado está tomando.
Esse tipo de conhecimento possibilita saber quais as tendências de preços, entre outros pontos importantes.
Podemos observar que haverá aumentos significativos nas safras de grãos:
Percebe-se que o ganho com o agronegócio não será devido somente à expansão de área, mas sim ao ganho com produtividade.
Tabela 1: Projeção de produção de grãos e área plantada no Brasil para 2027/28. – Fonte: MAPA (2019).
Atualmente, no Brasil, cerca de 850 mil toneladas de milho estão sendo usadas para etanol. A capacidade industrial atual é para uso de 1,95 milhão de toneladas e, até o final de 2019, essa capacidade deverá crescer para 4,8 milhões de toneladas.
O Brasil é um dos maiores produtores de alimento do mundo, com potencial para ser o maior produtor mundial. Isso se deve, em partes, porque dispomos de vários recursos, principalmente climáticos, que favorecem a vasta produção de alimentos.
Além do clima, o Brasil apresenta quantidade de água considerável e potencial de mais áreas agricultáveis, utilizamos apenas 7,8% dessas áreas, com 25,6% de área preservada nos imóveis rurais.
Há também mais investimentos em tecnologia, o que difere positivamente nos valores de produção alcançados, desta forma, o agronegócio vem sendo impulsionado a produzir de maneira eficiente e consciente.
Figura 1: Uso e ocupação de terras no Brasil. – Fonte: Embrapa, (2019).
A rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.
Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.
O sistema de plantio direto (SPD) apresenta como pilares fundamentais para a produção sustentável, a construção da fertilidade do solo, antes da sua adoção, e a rotação/sucessão de culturas.
O cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na:
Atualmente, estima-se que existam no Brasil cerca de 33 milhões de hectares sob SPD (IBGE, 2017).
Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.
Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, preconizando-se a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.
Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessário uma adequada correção da acidez até as profundidades de 30 a 40 cm.
Caso a correção não seja adequada, haverá limitação do desenvolvimento das raízes das plantas, reduzindo a absorção de água e nutrientes. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.
Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário e/ou gesso na superfície, sem incorporação.
A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez no perfil do solo, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo. Sua associação com o gesso contribui como um carreador de nutrientes no perfil do solo.
A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.
Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura há maior produção da palhada. Isso favorece e fortalece:
Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo. Isso é, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.
A adoção do SPD promove um sistema mais tamponado pela MO, reduzindo a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação.
Esse sistema favorece também, segundo Resende et. al (2016), a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência do:
Nas figuras a seguir, estão apresentados alguns dos principais sistemas de rotação/sucessão de culturas utilizados nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.
Figura 2: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Centro Oeste (MT, MS, GO).
Figura 3: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sul (RS, SC, PR).
Figura 4: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sudeste (SP, MG).
Figura 5: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Norte/Nordeste (BA, TO, MA, PI, PA, AL e SE).
Uma opção de rotação de cultura que tem ganhado cada vez mais adeptos pelos múltiplos benefícios, é o consórcio milho-braquiária.
Por meio desta técnica é possível aproveitar o excedente hídrico do outono/inverno, em que se cultiva milho segunda safra para, ao mesmo tempo, cultivar a braquiária para formação de resíduos ao SPD.
No caso de propriedades sob o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), a braquiária serve como planta forrageira, justamente no período de maior escassez das pastagens.
Como você pôde notar, as perspectivas para a produção agrícola brasileira são positivas. No entanto, também mais exigentes. É preciso produzir mais, em menos área e menos tempo. A isso se atribui a produtividade acelerada e ao alto volume que o país tem demonstrado a cada safra.
O mercado está mais exigente e quem não consegue acompanhá-lo, acaba perdendo grandes oportunidades. Por isso, é preciso se especializar, entender as tendências de mercado, as perspectivas, novas tecnologias e conseguir superar as metas de produtividade.
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]]>O post Produtos químicos ou biológicos: como ter equilíbrio na agricultura apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa liberação é muito lenta para compensar a remoção de nutrientes pela produção agrícola e para atender às necessidades das culturas.
Dentre os materiais utilizados na agricultura, o fertilizante é o mais utilizado. Com base no processo de produção, pode ser categorizado em três tipos:
Os fertilizantes, portanto, são projetados para complementar os nutrientes já presentes no solo.
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O uso de adubo químico, adubo orgânico ou biofertilizante tem suas vantagens e desvantagens no contexto do fornecimento de nutrientes, crescimento das culturas e qualidade ambiental.
As vantagens precisam ser integradas para otimizar o uso de cada tipo de fertilizante e obter um manejo equilibrado de nutrientes para o crescimento das culturas.
Os microrganismos do solo desempenham um papel significativo na regulação da dinâmica da decomposição da matéria orgânica e na disponibilidade de nutrientes para as plantas, como nitrogênio, fósforo e enxofre.
É bem reconhecido que os inoculantes microbianos constituem um componente importante do manejo integrado de nutrientes que leva a agricultura.
Além disso, inoculantes microbianos podem ser utilizados como insumo econômico para aumentar a produtividade das culturas. As doses de fertilizantes podem ser reduzidas e mais nutrientes podem ser colhidos do solo.
O biofertilizante é definido como uma substância que contém microrganismos vivos e é conhecido por ajudar na expansão do sistema radicular e na melhor germinação das sementes.
Uma planta saudável geralmente tem uma rizosfera saudável que deve ser dominada por micróbios benéficos. Por outro lado, em solo insalubre e dominado por micróbios patogênicos, o crescimento ideal das plantas não seria possível.
Os biofertilizantes diferem dos fertilizantes químicos e orgânicos no sentido de que não fornecem diretamente nenhum nutriente às culturas e são culturas de bactérias e fungos especiais. A tecnologia de produção de biofertilizantes é relativamente simples e o custo de instalação é muito baixo em comparação com plantas de fertilizantes químicos.
A rizosfera é a zona do solo ao redor da raiz que é afetada por ela. O significado da rizosfera surge da liberação de material orgânico da raiz e do efeito subsequente do aumento da atividade microbiana na ciclagem de nutrientes e no crescimento das plantas. Nela, as quantidades e os tipos de substratos são diferentes do solo e isso leva à colonização por diferentes populações de bactérias, fungos, protozoários e nematoides.
Outros fatores físico-químicos que podem ser diferentes nesta região são acidez, umidade e estado nutricional, condutividade elétrica e potencial redox.
A associação entre organismos e raízes pode ser benéfica (absorção de água, estabilização do solo, promoção do crescimento, fixação de N2, biocontrole, antibiose e simbiose), prejudicial (infecção e fitotoxicidade) ou neutra (fluxo de nutrientes, liberação de enzimas livres, fixação, aleopatia e competição).
Esses efeitos dependem frequentemente das condições do solo e, portanto, devem ser considerados variáveis.
As interações que são benéficas para a agricultura incluem micorrizas, nodulação de leguminosas e produção de compostos antimicrobianos que inibem o crescimento de patógenos. Claramente, o objetivo de manipular a rizosfera deve ser aumentar o equilíbrio dos efeitos benéficos, uma vez que a rizosfera é profundamente afetada pela fertilização.
A gestão eficiente da nutrição das plantas deve assegurar uma produção agrícola melhorada e sustentável e salvaguardar o ambiente.
O fertilizante químico, orgânico ou microbiano tem suas vantagens e desvantagens em termos de fornecimento de nutrientes, qualidade do solo e crescimento das culturas.
Desenvolver um sistema adequado de manejo de nutrientes que integre o uso desses três tipos de fertilizantes pode ser um desafio para alcançar a meta da agricultura sustentável.
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]]>O post Biofertilizantes na agricultura: saiba a sua importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Vários mecanismos são usados por cepas microbianas para aumentar a absorção de nutrientes, melhorar a fertilidade do solo e aumentar o rendimento das culturas, como fixação de nitrogênio, solubilização de potássio e fósforo, excreção de fitohormônios, produção de substâncias supressoras de fitopatógenos, proteção de plantas contra estresses abióticos e bióticos e desintoxicação de poluentes subterrâneos.
Levando em consideração as crescentes exigências de consumo na terra e os perigos decorrentes do uso excessivo de fertilizantes químicos e pesticidas, os biofertilizantes são considerados uma alternativa promissora e não tóxica aos agroquímicos sintéticos, incluindo controle de fungos e minimização da contaminação por micotoxinas.
Considera-se que a implementação de inoculantes microbianos supera as deficiências associadas às técnicas agrícolas baseadas em produtos químicos. A pesquisa sobre o uso generalizado de biofertilizantes, portanto, é uma das principais no trabalho científico para o desenvolvimento da agricultura sustentável.
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Biofertilizante é um termo que pode ser interpretado de várias maneiras. Não é difícil encontrar definições que identifiquem o biofertilizante como extrato de algas marinhas, resíduos urbanos compostos, misturas microbianas com constituintes não identificados ou produtos fertilizantes minerais enriquecidos com compostos orgânicos.
Curiosamente, os trabalhos de pesquisa científica apresentam uma interpretação muito ampla desse termo, representando desde adubos verdes, passando por estercos animais, até extratos de plantas.
O conceito de biofertilizante mudou junto com o estado do conhecimento sobre as associações que ocorrem entre os microrganismos do solo e as plantas. Substâncias que melhoram o aproveitamento dos nutrientes presentes no solo, mas não os substituem (como os fertilizantes minerais) não devem ser determinadas como biofertilizante, mas como inoculante.
Da mesma forma, os microrganismos que potencializam o crescimento das plantas pela síntese de fitohormônios são considerados como fitoestimuladores ou bioestimulantes, enquanto aqueles que possuem a capacidade de biodegradar poluentes orgânicos são referidos como rizorremediadores. Nem todos os inoculantes microbianos, portanto, devem ser identificados diretamente como biofertilizantes.
O biofertilizante é um microrganismo individual que exerce propriedades promotoras de crescimento de plantas, mas no contexto agronômico, esse termo se refere ao produto composto por cepa(s) benéfica(s), que são úteis na mobilização de nutrientes, incluídos em um carreador, possuindo características que permitem seu armazenamento no momento especificado pelo produtor, e pronto para aplicação efetiva no solo ou planta.
Nesse ângulo, o biofertilizante também pode possibilitar a adição de substâncias que contribuem para a melhora da atividade dos microrganismos.
O termo “biofertilizante” não deve ser usado de forma intercambiável não apenas com termos como esterco vegetal ou animal, consórcio ou fertilizantes se referindo à combinação de compostos minerais e orgânicos, mas também, com bioestimulantes derivados de microrganismos (produtos à base de células microbianas mortas ou extratos de microrganismos origem).
O principal papel da aplicação de biofertilizantes é promover o crescimento das plantas sem efeitos colaterais prejudiciais para o meio ambiente e aumentar a produtividade das colheitas. A inoculação com biofertilizante aumentou o rendimento da cultura em média 16,2% em comparação com os controles não inoculados.
Os biofertilizantes microbianos desempenham um papel crucial na manutenção da fertilidade do solo no nível adequado e na melhoria de sua estrutura, influenciando a agregação das partículas do solo.
Eles também contribuem para:
Embora os biofertilizantes sejam uma abordagem comercialmente promissora na agricultura sustentável, existem alguns inconvenientes que os tornam menos competitivos, como vida útil limitada, falta de materiais adequados para produção, aumento da sensibilidade a altas temperaturas e dificuldades relacionadas ao armazenamento e transporte.
Além disso, os fertilizantes microbianos requerem maiores quantidades para fornecer às plantas um teor de nutrientes suficiente, sua eficácia depende das condições do solo prevalecentes na zona de aplicação e os resultados de sua ação são perceptíveis após uso prolongado.
Novas tecnologias, no entanto, estão sendo desenvolvidas para superar as desvantagens associadas à aplicação de biofertilizantes em ecossistemas agrícolas.
Os biofertilizantes constituem uma ferramenta promissora em ecossistemas agrícolas como fonte complementar, renovável e ecologicamente correta de nutrientes vegetais.
Como eles têm a capacidade de transformar elementos nutricionalmente importantes de formas não utilizáveis em formas altamente assimiláveis, sem efeitos deletérios no ambiente natural, eles são um componente importante do Sistema Integrado de Nutrientes Vegetais.
A aplicação de fertilizantes biológicos é considerada um elemento-chave para manter a fertilidade do solo e a produtividade das culturas em um nível suficientemente alto, indispensável para alcançar a sustentabilidade da agricultura.
Os biofertilizantes também podem ajudar a mitigar as armadilhas decorrentes da crescente demanda da população global por alimentos e da química generalizada nos agroecossistemas.
A mudança na abordagem das práticas agrícolas os torna uma parte vital da produção agrícola moderna e enfatiza a importância dos inoculantes biológicos nos próximos anos. Sabe-se que vários microrganismos da rizosfera exercem várias atividades promotoras de crescimento de plantas, mas muito poucos foram formulados na forma de biofertilizantes.
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]]>O post Doenças do trigo: conheça as principais e saiba como fazer o manejo correto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em sua grande maioria, as doenças são causadas por fungos, embora enfermidades causadas por bactérias e vírus também possam causar danos importantes.
Devido ao cenário de diversidade de ambientes na qual a cultura do trigo tem sido cultivada, se torna mais difícil a viabilização de sistemas padronizados de controle, resultando em uma condição no qual o efeito local se apresenta como grande importância no manejo de doenças.
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Agente causador: Gibberella zeae. A principal forma assexuada do patógeno é Fusarium graminearum
Sintomas: Os sintomas iniciais são observados nas aristas, que desviam do sentido daquelas de espiguetas não afetadas. Posteriormente, aristas e espiguetas adquirem coloração esbranquiçada ou cor de palha. Em cultivares muito suscetíveis, os sintomas progridem para o pedúnculo, que adquire coloração marrom. Também podem ocorrer nas espigas sintomas similares aos da brusone.
Condições favoráveis: A giberela é extremamente influenciada pelo ambiente, cujas condições climáticas favoráveis são de frequente precipitação pluvial e temperaturas entre 20 °C e 25 °C.
Manejo: A giberela é uma doença de difícil controle. A integração de medidas de controle é a melhor estratégia para minimizar os prejuízos quantitativos e qualitativos por giberela.
Agente causador: Pyricularia oryzae
Sintomas: Aparecem em folhas, colmos e espigas, mas o dano mais significativo ocorre nas espigas.
Em lavouras de sequeiro no Cerrado brasileiro, com semeaduras precoces (realizadas antes de meados de março), a ocorrência de brusone nas folhas pode se configurar em um grave problema, a ponto de promover perda total da lavoura.
Condições favoráveis: plantas em estádio de espigamento, temperatura variando entre 24 ºC e 28 ºC e períodos constantes de chuva, com manutenção de alta umidade relativa.
Manejo: O controle químico de brusone na parte aérea das plantas de trigo se baseia no princípio de que a espiga deve estar protegida preventivamente à infecção do patógeno. A chuva que forma o molhamento necessário para iniciar a infecção.
Vários experimentos de campo determinaram que fungicidas comerciais com mancozebe na sua formulação foram os de maior eficiência para controlar a brusone do trigo.
Agente causador: Pyrenophora tritici-repentis
Sintomas: No início do desenvolvimento da doença, ocorrem lesões em forma de pequenas manchas de coloração marrom-bronzeada, que se expandem para manchas ovais ou em forma de diamante. Em volta das lesões é comum a ocorrência de um halo clorótico com um ponto mais escuro no centro da lesão.
A doença é mais severa em folhas mais velhas, após a emissão da folha bandeira. A planta, entretanto, pode ser infectada e apresentar sintomas desde a emissão das primeiras folhas, ainda jovens. Essa infecção inicial ocorre, muitas vezes, pelo inóculo primário, presente nos restos culturais deixados sobre o solo, entre uma safra e outra.
Condições favoráveis: Em condições climáticas favoráveis, com chuva frequente e temperatura em torno de 25 °C, a doença prolifera para as folhas superiores.
Disseminação: É um fungo necrotrófico, ou seja, que sobrevive e se desenvolve sobre restos culturais.
Manejo: O uso de fungicidas é sempre uma boa alternativa, especialmente em condições meteorológicas favoráveis à ocorrência da doença. Muitas vezes, essas condições favoráveis são previsíveis.
Em anos de ocorrência do fenômeno “El Niño”, é esperado que os meses de setembro e de outubro sejam de temperaturas e de volume de chuvas acima da média normal, altamente favoráveis ao desenvolvimento e à dispersão do patógeno. Em anos assim, será necessário ao menos uma aplicação de fungicida, dependendo do clima e da cultivar utilizada.
O momento da aplicação é outro fator igualmente importante, que depende do momento da ocorrência da doença que, por sua vez, depende das folhas de trigo com sintomas de mancha-amarela. Porções de folhas de trigo com sintoma de mancha-amarela coincidência entre clima favorável e cultivar suscetível.
Considerando-se apenas uma aplicação para o controle dessa doença, dados de experimentos têm demonstrado que a ocorrência da doença durante o emborrachamento pode ser mais crítica para a cultura.
Uma possível explicação é que nessa fase há redução de área verde, devido às áreas necrosadas pelo patógeno, quando a planta mais precisa de fotoassimilados, que é o enchimento de grãos.
Agente causador: Puccinia triticina
Sintomas: Os sintomas ocorrem principalmente nas folhas como lesões elípticas, formando pústulas com uredosporos de cor alaranjada.
Condições favoráveis: O desenvolvimento da ferrugem da folha ocorre rapidamente a temperaturas entre 10 °C e 30 °C e, em condições favoráveis, com alta densidade de inóculo e em cultivares suscetíveis, os sintomas podem aparecer em outros tecidos verdes da planta.
Puccinia triticina sobrevive somente em tecidos vivos dos hospedeiros, mas os uredosporos têm vida relativamente longa e podem permanecer no campo, longe dos hospedeiros por várias semanas.
Disseminação: A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.
Manejo: O uso de cultivares com resistência genética é a medida de controle mais eficiente e econômica. Para o controle químico tem sido realizada a aplicação de estrobirulinas e triazóis nos órgãos aéreos das plantas.
Agente causador: Barley yellow dwarf virus – PAV
Sintomas: O sintoma mais evidente é o amarelecimento das folhas no sentido ápice-base. Os danos, porém, já iniciam quando o vírus é introduzido no sistema vascular da planta durante a alimentação dos afídeos. Pode ocorrer o escurecimento das espigas (confundido com outras patologias).
Disseminação: A transmissão ocorre por afídeos (pulgões), principalmente, Rhopalosiphum padi, do outono à primavera, e por Sitobion avenae, na primavera.
Manejo: O manejo inicia na escolha da cultivar. As cultivares disponíveis são suscetíveis ao vírus, mas variam em tolerância. Cultivares intolerantes podem perder mais de 60% do seu potencial produtivo.
O segundo passo é o manejo dos afídeos. Com a ação de inimigos naturais (parasitóides e predadores), as populações de afídeos não costumam atingir níveis que causem dano direto, mas causam danos pela transmissão do vírus, sendo necessária ação complementar com inseticidas.
Recomenda-se o Tratamento de Sementes (TS) com inseticidas sistêmicos que, em geral, dura até 30 dias após a semeadura.
Agente causador: Soil-borne wheat mosaic virus (SBWMV)
Sintomas: O longo período de sobrevivência do vetor no solo (superior a cinco anos) e a ampla gama de plantas hospedeiras, dificultam o controle desta virose de outra forma que não por meio da resistência genética.
Condições favoráveis: Os danos à produção costumam ser limitados às áreas da lavoura onde o vetor se concentra, mas sob condições de alta umidade, grandes áreas podem ser comprometidas.
Cultivares suscetíveis semeadas em áreas com inóculo, quando a precipitação pluvial mensal acumulada supera 200 mm, apresentam danos ao redor de 50% na produtividade de grãos.
Disseminação: O vírus é transmitido por Polymyxa graminis, microrganismo residente no solo e parasita obrigatório de raízes de plantas.
Manejo: Atualmente, há cultivares disponíveis com resistência, que podem ser empregadas em áreas com a doença.
Agente causador: Blumeria graminis f. sp. tritici
Sintomas: A superfície das plantas, principalmente a folha, fica recoberta por micélio, conidióforos e conídios de aparência pulverulenta, com coloração branca quando jovem, ou cinza, quando envelhece.
Aparece principalmente em folhas inferiores, mas pode causar crestamento em folhas superiores, espigas e aristas de cultivares suscetíveis. Tecidos foliares infectados se tornam amarelados e, quando severamente atacados, as folhas colapsam e caem.
Disseminação: Oídio é um fungo biotrófico que se mantém, na entressafra, sobre plantas voluntárias e em restos culturais de trigo, sendo disseminado pelo vento.
A germinação, a infecção e a produção de novos conídios são completadas entre 5 dias e 10 dias, o que leva à ocorrência de muitos ciclos consecutivos da doença, principalmente entre 18 ºC e 22 ºC.
Em climas temperados, temperaturas muito baixas ou longos períodos de chuvas, no outono, retardam a epidemia.
Manejo: O uso de cultivares de trigo com resistência genética é a forma preferencial de controle. Como o fungo é variável, pode se tornar capaz de infectar cultivares consideradas resistentes em anos anteriores.
O controle químico via tratamento de sementes em cultivares suscetíveis é mais econômico do que pela aplicação de fungicidas nos órgãos aéreos.
O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.
Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.
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]]>O post Gestão de indicadores financeiros e econômicos na produção de grãos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Controle biológico de pragas: o que é e a principais formas de realizar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Isso resulta em uma concentração de recursos homogêneos que pode afetar as populações dos diferentes organismos ali presentes trazendo possíveis consequências indesejáveis, como, por exemplo, o surto populacional de pragas.
Uma forma de buscar simular o equilíbrio populacional dinâmico que ocorre nos ambientes de vegetação natural é promover o controle biológico, que é um serviço ecossistêmico resultante da ação dos inimigos naturais.
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Os inimigos naturais das plantações podem ser:
Atuam sobre as populações de suas presas ou hospedeiros, prestando o serviço ecossistêmico de controle biológico. Em ambientes agrícolas, quando populações de plantas, animais ou fitopatógenos aumentam em níveis economicamente inaceitáveis.
Além disso, atingem o status de praga e seus inimigos naturais podem ser manejados ou inseridos no sistema para suprimi-las. Permitem, assim, o uso dos agrotóxicos de amplo espectro de forma alternativa.
Como consequência, temos a produção de alimentos de forma mais sustentável, bem como a conservação de habitat naturais.
A pesquisa sobre o controle biológico fez progressos notáveis nos últimos 50 anos, passando de um método baseado em tentativa e erro para uma abordagem mais preditiva, baseada em teorias ecológicas de interações inimigo natural-presas e dinâmica populacional.
Uma atividade tão rigorosa baseada em pesquisa deve ajudar a evitar erros como os cometidos no passado. Uma nova era está se iniciando, em que os benefícios e os riscos são bem compreendidos, de modo que as soluções que maximizam os benefícios e minimizam os riscos possam ser perseguidas e implementadas.
Rotação de culturas com leguminosas usadas para adubação verde do solo, tais como guandu (Cajanus cajan) e crotalária (Crotalaria juncea), podem também contribuir para atrair e manter inimigos naturais nas áreas cultivadas.
Em área de cultivo de milho, o uso de crotalária como adubo verde favoreceu a presença dos predadores Doru luteipes (Scudder) (Derm.: Forficulidae), Nephila clavipes L. (Aran.: Nephilidae), Orius insidiosus (Say) (Het.: Anthocoridae), Pheidole sp., Solenopsis sp. (Hym.: Formicidae) (Tavares et al., 2011).
Na escolha das espécies a serem cultivadas em consórcio, além dos aspectos agronômicos, é importante considerar as interações bióticas das plantas com:
Existem espécies de plantas que, quando plantadas em combinação, se comportam como “companheiras”. Assim, favorecem o crescimento mútuo e maximizam o potencial produtivo das áreas plantadas.
Também é importante observar o conjunto de pragas que cada espécie hospeda. Isso evita o uso de plantas nos consórcios que hospedem o mesmo grupo de espécies de pragas e doenças.
Quando os inimigos naturais que ocorrem naturalmente no agroecossistema não conseguem fornecer o nível de controle desejado de determinada praga, o aumento artificial da população de uma ou mais espécies de inimigos naturais selecionados pode ser uma estratégia importante.
Nesse caso, o aumento é feito por liberações do agente de controle biológico por meio das táticas inoculativa e inundativa. O procedimento mais comum é a produção massal do inimigo natural.
Em geral, ocorrem em fábricas comerciais altamente especializadas e a liberação em campo de grande número de indivíduos com o objetivo de suprimir a praga em relativamente curto prazo.
Essa estratégia de controle biológico é a mais apropriada quando o agente é um microrganismo. É muito adotada no Brasil para o controle de artrópodes e doenças de plantas. O aumento de inimigos naturais tem sido bem-sucedido quando o inimigo natural é passível de produção massal.
Nos agroecossistemas, as cadeias alimentares não são apenas verticais e lineares. Há uma rede de interações conhecidas por teias tróficas.
Os consumidores de ordens superiores, que são denominados predadores, parasitoides e patógenos, formam uma complexa rede de interação mútua entre si e com os consumidores de primeira ordem (que são os herbívoros ou fitófagos) e com as plantas.
Essas interações tróficas afetam a abundância relativa das espécies dessas comunidades por causa da competição e do sinergismo entre elas nos diferentes níveis tróficos.
O conhecimento do funcionamento dessas intrincadas interações permite o entendimento de como a introdução de um agente de controle biológico exótico. Este é o caso do controle biológico clássico.
Este, pode alterar a estrutura da comunidade de inimigos naturais existentes em um agroecossistema e as consequências, instantâneas ou em longo prazo, dessa introdução na população de pragas.
Da mesma forma, a mudança na abundância de um inimigo natural pela sua liberação massal, usando a estratégia de controle aumentativo, pode ter impacto imediato ou posterior na teia trófica e modificar a população de pragas.

Exemplo de teia trófica parcial que mostra a complexidade das interações entre organismos produtores (plantas) e consumidores (herbívoros, fitófagos, parasitoides, patógenos, etc.) de diferentes níveis.
O princípio da dinâmica populacional está relacionado a uma propriedade fundamental e evidente de que todas as populações de organismos vivos crescem geometricamente quando não sofrem efeitos do ambiente em que estão inseridos.
Dessa forma, uma espécie que apresenta taxa de crescimento r = 2 será capaz de aumentar sua população em oito vezes em apenas três gerações. No entanto, outra espécie com r = 10 será capaz de aumentar sua população em mil vezes nas mesmas três gerações.
Pragas agrícolas como diversas mariposas da família Noctuidae (ex.: lagarta-da-soja, lagarta-do-cartucho-do-milho e curuquerê-do-algodoeiro) são capazes de colocar entre 100 e 300 ovos por fêmea.
Além disso, podem completar seu ciclo vital de ovo a adulto (geração) em menos de 30 dias. Assim, percebe-se como pode ser dramático o crescimento das populações, alcançando valores milionários em apenas uma estação do ano ou uma safra agrícola.

Curvas teóricas de crescimento exponencial de populações de organismos vivos.
Fatores intrínsecos e intraespecíficos, como competição e cooperação, podem alterar o crescimento das populações. Fatores extrínsecos e abióticos também são capazes de afetar a abundância populacional.
Mudanças sazonais nas condições climáticas, como: temperatura; umidade relativa do ar; luminosidade; eventos meteorológicos eventuais (como seca, chuvas torrenciais e geadas), são capazes de afetar de forma direta as populações, alterando a sobrevivência, a longevidade e a fecundidade.
Além disso, podem atuar de forma indireta, modificando a abundância de recursos alimentares e hídricos, impactando também a dinâmica populacional das espécies.
Fatores bióticos, como outras espécies competidoras e inimigos naturais como predadores, parasitoides e patógenos, são fatores extrínsecos ou interespecíficos de mortalidade capazes de controlar as populações.
Se, por um lado, os fatores físicos do ambiente podem matar os indivíduos independentemente de sua densidade, por outro os fatores bióticos como competidores e inimigos naturais podem atuar em algumas situações independentemente da densidade da população, enquanto em outras situações pode haver aumento da mortalidade em resposta à densidade das populações da praga e de seu inimigo natural.
Se o controle biológico é a manutenção da abundância dos indivíduos de uma população por seus inimigos naturais, o fato de esses inimigos naturais serem capazes de responder à abundância de suas presas ou hospedeiros e aumentar sua interação trófica é fundamental para que haja algum grau de sincronismo entre as populações de forma a manter um estado de equilíbrio dinâmico.
Essa propriedade pela qual uma população é capaz de manter-se dentro de limites máximos e mínimos em torno de um ponto de equilíbrio é conhecida como regulação populacional.
Esse conceito implica, portanto, que o inimigo natural não é apenas um fator de mortalidade quando em contato com a população da praga, mas é capaz de manter a densidade populacional da praga flutuando em um nível de equilíbrio.
Quando a presença ou a introdução da população do inimigo natural reduz a densidade da praga para o nível inferior ao de dano econômico em cultivos, estabelecendo um novo patamar de equilíbrio populacional, e passa a apresentar flutuação populacional em sincronia com a praga, ocorrerá uma situação “ideal” em que o controle biológico apresentará sua condição de maior sucesso.

Modelo hipotético de curva populacional que mostra uma situação ideal em programas de controle biológico: a presença ou a introdução da população do inimigo natural reduz a densidade da praga para o nível inferior ao de dano econômico em cultivos, estabelecendo novo patamar de equilíbrio populacional, em sincronia com a praga.
Este efeito de dependência entre as densidades da praga e seu inimigo natural, por meio da interação trófica e da regulação das populações, está relacionado, com cinco características principais das espécies envolvidas:
Duas dessas variáveis, densidade da praga e densidade do inimigo natural, são características fundamentais em qualquer relação trófica e dão origem a dois componentes básicos para avaliar se a interação é dependente das densidades: a resposta numérica e a resposta funcional do predador.
As interações entre pragas e inimigos naturais auxilia no entendimento dos diferentes mecanismos que regulam o controle natural, sendo essa compreensão fundamental para o uso bem sucedido e seguro do controle biológico.
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]]>O post Plantas de cobertura do solo: conheça as principais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As plantas de cobertura propiciam uma melhoria na resposta das culturas, principalmente em anos de estresses ambientais, ocasionados pelas mudanças climáticas. A diversidade das plantas de cobertura é essencial para um sistema produtivo e para a manutenção da saúde do solo.
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O aporte de resíduos orgânicos é fundamental para a cobertura do solo, no intuito de protegê-lo do impacto das gotas de chuva e da erosão, corroborando para uma boa qualidade estrutural, não somente pela adição de matéria orgânica proveniente da rotação de culturas, mas também pelo fornecimento de substrato orgânico como fonte de energia para as populações de microrganismos do solo, que agem na produção do carbono da biomassa microbiana, atuando como agente de estabilização dos agregados do solo, contribuindo com o sequestro de carbono, ciclagem e dinâmica de nutrientes.
Há uma gama de plantas de coberturas utilizadas nos trópicos e subtrópicos, ligadas a serviços de ecossistêmicos, aplicados em sistemas de cultivos anuais ou perenes. Sua adoção depende exclusivamente das diferenças climáticas regionais e pela adoção, ou não, do sistema de plantio direto.
O preparo do solo e as culturas utilizadas, possuem efeito preponderante sobre a estrutura do solo e, consequentemente, os fluxos de água e ar. A degradação do solo pode ser considerada uma das ameaças mais graves para o ecossistema, pois compromete a função do solo pelas mais diferentes causas, seja por erosão, compactação, redução nos estoques de carbono do solo e perda de matéria orgânica e nutrientes, acarretando menores produtividades.
O Sistema de Plantio Direto (SPD) é um componente chave para o manejo sustentável do solo, sendo definido pela aplicação de três princípios:
No Brasil, estima-se que tenha uma área superior a 33 milhões de hectares sob sistema de plantio direto.
Os principais fatores para a adoção generalizada do SPD são:
A rotação de culturas é definida como a alternância ordenada de diferentes culturas, em um determinado ciclo, na mesma área e na mesma estação do ano. A sucessão de culturas consiste no ordenamento de duas culturas na mesma área agrícola por tempo indeterminado, cada uma cultivada em uma estação do ano.
Sendo assim, modelos de sistemas de produção envolvendo a rotação de culturas se tornam mais complexos, envolvendo maior diversificação de espécies vegetais em comparação à sucessão de culturas.
Para dimensionamento do sistema de produção que apresente resiliência, a adoção de estratégias para diversificação de espécies vegetais que envolvam rotação, sucessão e consórcio de culturas, se torna fator fundamental.
A implantação de um sistema de produção diversificado deve garantir não causar transtornos operacionais ou econômicos, tendo em vista que a diversificação de culturas aumenta o grau de complexidade das tarefas a serem executadas. Sendo assim, para um modelo de produção envolvendo a primeira e segunda safra para regiões com clima subtropical e tropical, estão como exemplo na figura a seguir.

Distribuição temporal de espécies vegetais em um exemplo de modelo de sistema de produção para regiões subtropicais e tropicais.
Dentre as plantas de cobertura utilizadas para estimular a produção de cobertura morta, as leguminosas são as mais requeridas, pois apresentam a capacidade de fixar biologicamente o nitrogênio e disponibilizá-lo para a cultura sucessora.
As leguminosas com potencial de utilização para adubação verde, se destacam:
As gramíneas apresentam alto grau de rusticidade, elevado acúmulo de matéria verde, atuam como reguladoras da temperatura e umidade do solo e diminuem os riscos de erosão pela alta relação C/N e menor velocidade de decomposição da biomassa vegetal.
*PVC, ponto de valor cultural; Quantidade mínima de sementes = PVC / %VC, onde %VC = valor cultural
Época de florescimento dependerá da cultivar selecionada e, para alguns casos, também do fotoperíodo.
*DAS = dias após a semeadura
brizantha:
decumbens:
ruziziensis:
breviflora
juncea
ochroleuca
spectabilis
C. breviflora;
juncea
ochroleuca
spectabilis
breviflora
juncea
ochroleuca
spectabilis
Produção de biomassa
breviflora
juncea
ochroleuca
spectabilis
sativa
strigosa
sativa
strigosa
sativa
strigosa
Produção de biomassa
sativa
strigosa
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
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]]>O post Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra. Suas perdas anuais são estimadas de 15 a 20%. Algumas doenças, entretanto, podem ocasionar perdas de até 100%.
O planejamento da safra deve levar em consideração as doenças mais comuns na região, época na qual ocorrem previsão climática e infraestrutura da propriedade.
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Deve-se evitar a introdução de doenças na área utilizando semente certificada – quando necessário tratadas com fungicidas. A época de semeadura pode significar em maior ou menor número de aplicações de fungicidas, em função da ocorrência da doença em relação ao estádio fenológico da cultura.
O complexo de doenças pode causar diversos danos à lavoura, prejudicando a qualidade dos grãos, tendo como principais problemas: desfolha precoce, tombamento de plantas, queda na produtividade, maturação precoce, redução da atividade fotossintética, redução da qualidade dos grãos e redução no estande de plantas.
Os fungicidas devem ser usados da maneira correta, com dose, época de aplicação e condições de aplicação que possibilitem o controle efetivo dos patógenos, sem o risco de selecionar populações resistentes a eles.
Na parte aérea das plantas, o principal sintoma é a queda e o apodrecimento de vagens. As vagens em início de formação, quando infectadas, adquirem coloração castanho-escura a negra, abortam a formação de grãos e ficam retorcidas.
No enchimento de grãos (R5 e R6), as lesões se iniciam por pontos encharcados (anasarca) e evoluem para manchas negras circulares. Os pontos escuros nas lesões são as estruturas de reprodução do fungo (acérvulos). Nas hastes, nos pecíolos e nos ramos florais, a doença se manifesta por manchas negras, ligeiramente deprimidas e brilhantes. Nas folhas, geralmente são observadas lesões necróticas pretas sobre as nervuras.
Para germinar, o fungo precisa de, pelo menos, 12 horas de molhamento foliar, por isso a infecção ocorre em períodos chuvosos ou com alta umidade.
Deve-se evitar a introdução do fungo na área utilizando sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas.
O controle da antracnose é mais eficiente com a adoção de medidas que afetam a sobrevivência do fungo e que evitam proporcionar condições favoráveis à infecção, como rotação de culturas, adubação adequada (principalmente com potássio), população de plantas adequadas a cultivar e manejo eficiente de pragas (principalmente percevejos) e de plantas invasoras.
As duas espécies de fungo causam sintomas nas hastes e nas folhas, que se iniciam por pequenos pontos negros que evoluem para lesões que se tornam castanho-avermelhadas a negras, alongadas e elípticas e adquirem coloração castanho-clara com bordas castanho-avermelhadas.
As lesões são profundas e a coloração da medula necrosada varia de castanho-avermelhada em planta ainda verde, a castanho-clara a arroxeada, em haste seca. As folhas ficam amareladas e com necrose entre as nervuras (folha carijó). As folhas permanecem presas à planta.
Períodos prolongados de alta umidade favorecem a produção de estruturas reprodutivas, beneficiando a dispersão dos esporos e infecção.
Sobrevivem em restos culturais e são disseminadas por sementes contaminadas.
As medidas de controle são uso de cultivares resistentes (forma mais econômica e eficiente), tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, semeadura com maior espaçamento entre as linhas e entre as plantas e adubação equilibrada (principalmente com potássio).
Cercospora kikuchii pode atacar folhas, pecíolos, hastes, vagens e sementes.
Nas folhas, os sintomas são caracterizados por pontuações escuras, castanho-avermelhadas, com bordas irregulares, as quais coalescem e formam grandes manchas escuras que resultam em crestamento e desfolha prematura, iniciando pelas folhas do terço superior da planta. Também pode ser observada necrose nas nervuras das folhas.
Nas hastes e nos pecíolos, o fungo causa manchas avermelhadas, geralmente superficiais. Quando a infecção ocorre na parte dos nós, o fungo pode penetrar na haste e causar necrose, de coloração avermelhada na medula.
Nas vagens, aparecem pontuações vermelhas, que evoluem para manchas castanho-avermelhadas. Por meio da vagem, o fungo atinge a semente e causa a mancha-púrpura no tegumento. É o fungo mais frequentemente encontrado em lotes de sementes, porém, não afeta a germinação.
Os primeiros sintomas da mancha-parda podem aparecer cerca de duas semanas após a emergência, como pequenas pontuações ou manchas de contornos angulares, castanho-avermelhadas, nas folhas unifolioladas.
Em situações favoráveis, a doença pode atingir as primeiras folhas trifolioladas e causar desfolha.
Os sintomas podem ocorrer com maior intensidade durante o enchimento de grãos, sendo caracterizados por pontuações pardas nas folhas, menores que 1 mm de diâmetro, as quais evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de contorno angular, de coloração castanha em ambas as faces, medindo até 4 mm de diâmetro.
Infecções severas, na fase de enchimento de vagens, podem causar desfolha e maturação precoce.
Tempo chuvoso ou de alta umidade e temperatura.
Sobrevivem em restos culturais.
Em razão da sobrevivência dos fungos nos restos culturais, a rotação de culturas é indicada para a redução do inóculo na área.
O controle deve ser feito se utilizando de semente livre dos patógenos, tratamento de semente e aplicações na parte aérea, com fungicidas – os mesmos utilizados para controle da ferrugem-asiática. Isolados de C. kikuchii, com resistência a fungicidas IQo (“estrobilurinas”) e MBC (benzimidazóis) têm sido obtidos de plantas e sementes de diferentes regiões produtoras.
Os sintomas da ferrugem-asiática podem ser observados em qualquer estádio de desenvolvimento da planta.
Os órgãos atacados são cotilédones, folhas e hastes, sendo nas folhas os sintomas característicos da doença.
Os sintomas nas folhas tendem a iniciar pelas folhas do terço inferior das plantas, sendo caracterizados por minúsculos pontos mais escuros do que o tecido sadio da folha, variando de coloração esverdeada a cinza-esverdeada, com correspondentes saliências (urédias) na face inferior da folha. Essas, abrem-se em um minúsculo poro, por onde são expelidos os uredosporos. As lesões tendem a apresentar formato angular, podendo atingir de 2 mm a 5 mm de diâmetro.
A precipitação pluvial é um fator importante por causa da sua ação de deposição dos esporos, ao mesmo tempo em que promove condições de molhamento. Um mínimo de seis horas de molhamento sobre a superfície da folha é necessário para que ocorram infecções.
A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.
As estratégias recomendadas para reduzir o risco de danos à cultura são:
Os fungicidas utilizados são misturas comerciais de inibidores de desmetilação (IDM ou “triazóis”), inibidores da quinona externa (“estrobilurinas”) e/ou inibidores da succinato desidrogenase (ISDH ou “carboxamidas”).
Esses são os chamados sítio-específicos, porque atuam em um ponto do metabolismo do fungo. Também têm sido utilizados os multi sítios, que atuam em mais de um ponto do metabolismo do fungo, à base de cobre, clorotalonil e mancozeb, associados aos sítio-específicos.
Podem ser observados na folha, no caule, na vagem, na semente, no hipocótilo e nas raízes.
As lesões na folha iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 20 mm de diâmetro.
Geralmente, as manchas apresentam uma pontuação escura no centro, semelhante a um alvo. Plantas severamente infectadas desfolham precocemente. Manchas pardo-avermelhadas podem ser observadas nas nervuras das folhas na haste e nas vagens. As manchas nas vagens são geralmente circulares, de 1 mm de diâmetro e tecido deprimido, com centro escuro e margens amarronzadas.
As condições que favorecem a doença são temperatura de 18ºC a 32ºC e alta umidade relativa.
O fungo C. cassiicola pode sobreviver em outras plantas, em restos de cultura e na forma de estrutura de resistência (clamidosporos) e na semente infectada.
Para o controle da doença, é recomendado o uso de cultivares resistentes/tolerantes, tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas com milho e outras espécies de gramíneas e controle químico com fungicidas.
Os fungicidas contendo os ingredientes ativos protioconazole e fluxapiroxade apresentaram maior eficiência de controle.
Essa doença pode atingir folha, haste, vagem e semente. Os sintomas iniciam com pontuações de encharcamento, que evoluem para manchas com centros de coloração castanho-claro na face superior da folha, e cinza, na inferior, com bordos castanho-avermelhados nas duas faces.
As condições favoráveis à ocorrência da doença são temperatura e umidade altas.
O fungo pode ser disseminado por semente e pelo vento. Sobrevive em restos de cultura.
A doença é controlada pelo uso de cultivares resistentes, mas o tratamento de sementes é uma medida que deve ser adotada para evitar a reintrodução do fungo ou a introdução de novas raças de C. sojina.
Os sintomas nas folhas iniciam por lesões de 3 mm a 5 mm, verde-claras, que passam a amarelas e, mais tarde, o tecido necrosa. No verso dessas lesões, na face inferior da folha, aparecem as estruturas de frutificação do patógeno, de aspecto cotonoso e de coloração acinzentada.
A infecção é favorecida por temperaturas amenas (20 °C a 22 °C) e umidade elevada.
O patógeno é introduzido na lavoura por sementes infectadas e por esporos disseminados pelo vento.
Não há medidas de controle indicadas em razão da pouca importância econômica da doença.
Os primeiros sintomas são manchas aquosas, adquirindo coloração castanho-clara e desenvolvendo abundante formação de micélio branco e denso.
O fungo é capaz de infectar qualquer parte da planta, porém, as infecções iniciam com frequência a partir de flores, nas axilas das folhas e nos ramos laterais. Ocasionalmente, nas folhas, podem ser observadas murchas e secamentos. Em poucos dias, são formados os escleródios, estruturas negras e rígidas que podem permanecer viáveis no solo por até três anos.
A fase mais vulnerável da planta vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens (R2 a R3). Escleródios caídos ao solo, sob alta umidade e temperaturas entre 10 ºC e 21 ºC, germinam, formando apotécios.
Os apotécios produzem ascosporos que são liberados ao ar, responsáveis pela infecção das plantas.
A introdução do fungo em uma lavoura ocorre primordialmente por meio de escleródios, que podem ser transportados por máquinas, equipamentos, caminhões e por sementes de diversas espécies, quando não são obedecidos os critérios de manejo durante a produção e o beneficiamento.
O manejo do mofo-branco deve ser realizado pela integração de medidas de controle, tais como:
O sintoma característico é uma fina cobertura branca que pode ser em pequenos pontos ou cobrir toda a parte aérea da planta. Nas folhas, com o passar dos dias, a coloração branca muda para castanho-acinzentada, dando a aparência de sujeira em ambas as faces. Em infecções severas, as folhas podem secar e cair prematuramente.
É favorecida por períodos de baixa umidade e de temperaturas amenas (18 °C a 24 °C).
A infecção pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, porém é mais visível no início da floração.
O método mais eficiente de controle do oídio é o uso de cultivares resistentes, podendo ser controlado com uso de fungicidas.
O sintoma de infecção na raiz inicia com mancha avermelhada, mais visível na raiz principal, geralmente localizada 1 cm a 2 cm abaixo do nível do solo, circundando a raiz e passando da coloração vermelho-arroxeada para castanho-avermelhada a quase negra.
Essa necrose acentuada fica localizada no córtex, enquanto a medula da raiz adquire coloração, no máximo, castanho-clara, se estendendo pelo tecido lenhoso da haste a vários centímetros acima do nível do solo.
Solos compactados, com acúmulo de água, favorecem a ocorrência da doença que aparece em reboleiras.
Para o manejo da doença, é preciso evitar a semeadura em solos compactados e mal drenados e fazer rotação/sucessão de culturas com sorgo e trigo.
Penetra nas raízes da soja e dificulta a absorção de água e nutrientes, resultando em porte reduzido das plantas e clorose na parte aérea, daí a doença ser conhecida como nanismo amarelo da soja. Os sintomas aparecem em reboleiras, geralmente, próximas de estradas ou carreadores.
Em muitos casos, as plantas de soja acabam morrendo. Por outro lado, em regiões com solos mais férteis e com boa distribuição de chuva, os sintomas na parte aérea podem não se manifestar. Por isso, o diagnóstico definitivo exige sempre a observação do sistema radicular.
Na planta parasitada, o sistema radicular fica reduzido e apresenta, a partir dos 30-40 dias após a semeadura da soja, minúsculas fêmeas do nematoide, com formato de limão ligeiramente alongado e coloração branca.
Com o passar do tempo, a coloração vai mudando para amarelo, marrom claro e, finalmente, a fêmea morre e seu corpo se transforma em uma estrutura dura de coloração marrom-escura, denominada cisto, que se desprende da raiz e fica no solo.
A disseminação do NCS se dá, principalmente, pelo transporte de solo infestado. Isso pode ocorrer por meio de equipamentos agrícolas, de sementes mal beneficiadas que contenham partículas de solo, pelo vento, pela água e até por pássaros que, ao coletar alimentos do solo, podem ingerir junto os cistos.
Em áreas onde o nematoide de cisto foi identificado, o produtor tem que conviver com ele, uma vez que sua erradicação é praticamente impossível.
Algumas medidas ajudam a minimizar as perdas, destacando rotação de culturas com plantas não hospedeiras e uso de cultivares resistentes, sendo o ideal a combinação dos dois métodos.
Nas raízes das plantas atacadas observam-se galhas em número e tamanho variados, dependendo da suscetibilidade da cultivar e da densidade populacional do nematoide no solo. No interior das galhas, estão localizadas as fêmeas do nematoide. Essas possuem coloração branco pérola e têm o formato de pera.
Em anos em que acontecem veranicos na fase e enchimento de grãos, os danos tendem a ser maiores.
O cultivo prévio de espécies hospedeiras aumenta os danos na soja semeada na sequência. Da mesma forma, a presença de plantas daninhas na área também possibilita a reprodução e a sobrevivência do parasita.
A rotação/sucessão de culturas para o controle dos nematoides de galhas deve ser bem planejada, uma vez que a maioria das espécies cultivadas multiplica uma ou mais espécies de Meloidogyne.
As raízes das plantas parasitadas se apresentam, parcial ou totalmente, escurecidas, em consequência do ataque às células do parênquima cortical, onde o patógeno injeta toxinas durante o processo de alimentação. A movimentação do nematoide na raiz também desorganiza e destrói células.
Pratylenchus brachyurus também pode parasitar aveia, milho, milheto, girassol, cana-de-açúcar, algodão, amendoim, entre outras, alguns adubos verdes e a maioria das plantas daninhas, o que dificulta a escolha de espécies vegetais para inclusão na rotação/sucessão com a soja.
E existe diferença entre e dentro de espécies vegetais, com relação à capacidade de multiplicar o nematoide.
Espécies resistentes, ou seja, com fatores de reprodução (FR)<1,0, como em algumas crotalárias, devem ser preferidas para semeadura nas áreas infestadas.
Na ausência de espécies vegetais resistentes, o agricultor deve optar por semear genótipos com FR menores, ou seja, que multipliquem menos o nematoide, como por exemplo, alguns híbridos de milheto ou sorgo.
As plantas apresentam folhas com coloração verde mais escuro, menor pilosidade, afilamento e embolhamento no limbo foliar. Podem ocorrer, também, lesões necróticas angulares de coloração pardo-avermelhada a marrom.
Os nematoides podem sobreviver no solo ou em restos culturais e migram para a parte aérea das plantas, em períodos com chuvas frequentes e temperaturas médias acima de 28 °C.
A disseminação ocorre pelo contato entre folhas doentes e sadias na presença de água da chuva ou de orvalho ou de irrigação. Durante a colheita pode haver dispersão do nematoide por meio de resíduos de plantas doentes expelidos pelas colhedoras.
Semeadura da soja sobre palhada de plantas completamente mortas (dessecação com 15 a 20 dias de antecedência), o controle de plantas daninhas logo no início do desenvolvimento da soja, em pós-emergência, cultivar milho em segunda safra, quando possível, e evitar a sucessão da soja com outras plantas hospedeiras.
O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.
Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.
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]]>De modo geral, pragas e doenças, se não controladas corretamente, reduzem de forma significativa o volume de produção, acarretando em prejuízos aos produtores.
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Com a identificação desses patógenos, é necessário a adoção de um manejo adequado, que vai desde a escolha da cultivar, baseando-se na qualidade de sementes, até a pós-colheita, avaliando a armazenagem. Tudo isso, visando preservar o investimento que o produtor fez em sua lavoura, bem como toda a safra.
Esse monitoramento vai desde o planejamento, com análise nematológica do solo, por exemplo, especialmente em sistemas de plantio direto, até a identificação correta de doenças em lavouras já implantadas.
No entanto, há muitas doenças e indicativos foliares que, muitas vezes, nos confundem devido às semelhanças entre as que são mais comuns e aquelas que não são tão corriqueiras. Em casos como as pintas anormais que aparecem nas folhas de milho, como identificar corretamente?
Algumas doenças em milho, são até fáceis de identificar, já outras acabam confundindo pela similaridade com os sintomas das mais comuns. E é justamente essa facilidade, que gera confusão quando doenças secundárias compartilham alguma similaridade com as características daquelas mais rotuladas.

Talvez, sintomas mais avançados como esses que aparecem nas imagens, não gerem tanta confusão quanto àqueles do início da doença, no aparecimento das primeiras manchas.
De toda forma, você é capaz de diferenciar com segurança sintomas de pinta branca e holcus spot?
Se você quiser identificar, de maneira eficiente, os sintomas de alguma doença a nível de lavoura, então deve ficar atento a esses três pontos principais:
Em se tratando de pinta branca e holcus spot, a ideia geral sobre os sintomas é: pequenas manchas circulares de coloração branco-palha. Apenas com essas informações você não conseguirá diferenciá-las.
A pinta branca é provocada por uma associação entre os patógenos Phaeosphaeria sp. e Pantoea sp. (um fungo e uma bactéria) que necessitam de temperatura branda para o estabelecimento da doença.
Isso a torna mais comum em lavouras acima de 700m de altitude. Além disso, o aparecimento da doença é mais frequente próximo ao florescimento, com forte evolução na fase reprodutiva da lavoura.
O aumento da severidade dessa doença é favorecido, justamente, pela incidência de dias nublados e alta umidade relativa do ar, afinal, trata-se de um fungo e uma bactéria.
Holcus spot (nome originalmente usado pelos produtores americanos) é uma doença de ocorrência recente no Brasil. Causada pela bactéria Pseudomonas sp., pode aparecer em áreas de maior e menor altitude (já a encontrei em áreas a 500m).
É comum observar o aparecimento dos primeiros sintomas no início da fase vegetativa da cultura do milho, mesmo em condições de tempo ensolarado.
No caso de pragas como o percevejo, os danos causados na fase inicial da cultura podem comprometer severamente a lavoura. Já o Holcus spot, apesar dos sintomas surgirem nas fases iniciais, não existem referências de perdas expressivas por essa doença (pelo menos por enquanto).
Imagine que você esteja caminhando em uma lavoura de milho cerca de um mês após o plantio e encontre uma mancha circular de coloração clara, qual doença você supõe ser? E se essa for uma lavoura de segunda safra na região do vale do Araguaia no MT?
Os sintomas iniciais dessas doenças possuem certa similaridade, a coloração típica evolui a partir de uma lesão “encharcada”. No entanto, se você acompanhar em uma perspectiva de médio prazo, é possível notar algumas diferenças na sua evolução.
No caso de pinta branca, a lesão encharcada se torna totalmente preenchida pela coloração branco-palha, e uma vez que ela se forma, não há crescimento da lesão. Também não há nenhum halo ou borda muito evidente na lesão, conforme imagem a seguir:

Com Holcus spot, é possível perceber no centro da lesão encharcada, um ponto claro, que cresce até formar a lesão circular. Mesmo nas lesões já formadas, é possível ver um halo de coloração mais clara, que sinaliza seu crescimento.
Com o tempo, a lesão cresce em todo o limite dessa área mais clara. Nas lesões mais velhas é possível notar um bordo amarelo-castanho, como mostra a imagem a seguir:

O sintoma típico (lesão circular branco-palha) também pode ser confundido com a deriva do herbicida dessecante Paraquat. Nesse caso você não observará nenhum tipo de bordo ou halo na lesão, e tomando uma perspectiva sobre a evolução do sintoma não irá observar aumento no número de lesões (elas se formam apenas por ocasião da deriva).
Falando sobre evolução dos sintomas, no caso da pinta branca, a severidade da doença aumenta de maneira bem expressiva, chegando a “tomar conta” da maior parte das folhas do terço médio e superior. Uma severidade dessa dificilmente irá acontecer no caso de Holcus spot.
A identificação de doenças pode ser simples em muitos casos, em outros exigirá uma leitura mais complexa. Um olhar sobre o todo (atento aos três pontos já citados) sempre garantirá um maior nível de assertividade.
E agora que você já sabe identificar corretamente e diferenciar se as manchas nas folhas de milho são de Pinta Branca ou Holcus spot, quantas outras doenças semelhantes você sabe identificar nos demais grãos?
Existem algumas doenças que podem comprometer toda a safra e algumas delas, como a mancha-amarela em trigo, podem causar uma verdadeira epidemia. Em levantamentos a campo, ela foi encontrada em 60% deles. Então, fique por dentro!
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]]>O post Plantio Direto: quais são as estratégias e benefícios desse sistema? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O sistema de plantio direto (SPD) é um dos pilares fundamentais para a produção sustentável, pois ajuda na construção da fertilidade do solo, e a rotação/sucessão de culturas. Assim, o cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. Como por exemplo, o plantio do milho, sobre a palhada de trigo, mas o ideal é rotacionar com leguminosa e gramíneas.
A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na manutenção da umidade, aeração, temperatura e atividade macro e microbiológica do solo. Atualmente, estima-se que existam, no Brasil, cerca de 33 milhões de hectares sob sistema de plantio direto.
Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.
Lembrando que, além da exploração das raízes em busca de nutrientes, as mesmas buscam por água, então, dependendo do seu empreendimento agrícola, é interessante adotar um sistema de irrigação.
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Com o sistema de plantio direto, o solo permanece úmido por mais tempo, ou seja, pode reduzir o gasto com água, já a rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.
Além disso, a rotação de culturas é uma das práticas efetivas na redução de nematoides no solo.
Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.
A união dos dois métodos: SPD e rotação de cultura, é muito utilizada no Brasil, com cultivares de soja e milho na próxima safra, e essa prática aumenta significativamente o rendimento de ambas as culturas.
Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, sendo prioritária a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.
Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessária uma adequada correção da acidez, até as profundidades de 30 a 40 cm. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.
Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário na superfície, sem incorporação. A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo.
A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.
Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura, há uma maior produção da palhada, o que fortalece o tamponamento, resiliência e estabilidade nos solos de fertilidade construída. Isso tudo, ainda favorece o funcionamento do sistema.
Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.
Na prática, por outro lado, há relatos de produtores que adotaram o SPD e tiveram problemas de compactação do solo. Nesse caso, o problema pode ser causado pelo tráfego de máquinas pesadas, principalmente se o solo ainda estiver muito úmido.
Solos sob SPD bem manejados, com mínimo revolvimento do solo, rotação de culturas e produção de palhada, não apresentam limitações físicas de manejo. Os bioporos, criados pelas raízes das culturas anteriores e mesofauna do solo, proporcionam que raízes das culturas sucessoras penetrem camadas mais compactadas.
A adoção do SPD reduz a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação. Favorece também a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência no uso da água, redução de custos, estabilidade produtiva e econômica, com melhoria das condições de vida do produtor.
Fique atento, pois apesar de você ter acabado de aprender e entender mais sobre o sistema de plantio direto e rotação de culturas no Brasil, pode estar se perguntando se esses métodos beneficiam alguma praga. E um dos maiores problemas desse sistema é o quanto ele favorece percevejos, atraídos pelos restos de culturas e eles fazem parte das principais pragas para soja, por exemplo!
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As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.
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]]>O post Agronegócio no Brasil: qual a importância para o país? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Hoje, a cadeia produtiva é responsável por mais que a metade das exportações e por cerca de 26% do produto interno bruto brasileiro, mesmo considerando a crise instalada com a pandemia do COVID-19.
Os dados do agronegócio no Brasil são surpreendentes. Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a taxa de crescimento do PIB agropecuário, publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), têm sido também elevadas nos últimos anos, impulsionado pelo protagonismo da soja nas demandas dos principais países importadores, especialmente China e Estados Unidos.
O superávit do setor foi maior do que o da própria balança comercial, que registrou US$ 50,9 bilhões em receita líquida, enquanto o agronegócio excedeu a marca de US$ 100 bilhões (CEPEA, 2021).
A atividade agrícola para exportação tem sido um importante propulsor para o crescimento do produto interno brasileiro. O agronegócio hoje é responsável por 52,2% de tudo exportado no Brasil, e este resultado está ligado à alta produtividade motivada por incrementos tecnológicos usados no campo.
Percebe-se que o agronegócio no Brasil tem sido o propulsor da economia, mesmo em tempos difíceis vividos pela pandemia do COVID-19. O setor passou a ter uma participação de 26,1% do produto interno bruto no ano de 2020, segundo o estudo do CEPEA.
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O agronegócio é um dos setores econômicos mais dinâmicos no Brasil, levando a debates sobre como sua expansão pode oferecer oportunidades para o desenvolvimento local, superando a atual estratégia simplificada de expansão para novas fronteiras agrícolas com altos custos sociais e ambientais.
Com a perda relativa da participação industrial na economia, o agronegócio tornou-se fundamental para a balança comercial e um dos principais dinamizadores da economia brasileira, inclusive da indústria relacionada à produção agropecuária.
Em 2019, o agronegócio como um todo foi responsável por 21% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro (incluindo a produção agropecuária e a indústria a montante e à jusante da fazenda), enquanto a produção agropecuária apenas representou 5% do PIB nacional.
Estimativas apontam que a expectativa para a safra 21/22 de grãos e oleaginosas deve alcançar mais de 260 milhões de toneladas. O avanço é decorrente do uso intensivo de tecnologia e transformação digital associadas a técnicas inovadores de cultivo de solo, insumos e sementes melhoradas, georreferenciamento e uso de drones.
A atual situação de um ambiente de negócios liberal e globalizado em que o país se insere resulta na necessidade de um novo paradigma de desenvolvimento baseado em oportunidades criadas por setores econômicos dinâmicos como é o caso do agronegócio.
Um desafio crucial é a consolidação de empresas de capital doméstico ao longo das cadeias produtivas do agronegócio feito no Brasil, em superação à crescente hegemonia das multinacionais estrangeiras.
Os setores com o maior número de empresas foram o de bioenergia (24%), o misto (diversas atividades, normalmente cooperativas mistas) (18%), o de proteína animal (15%) e o de grãos e óleos (11%).
Os setores com maior destaque em receita total foram o de proteína animal (30% da receita total), o de bioenergia (26%) e o de tradings (18%).
Das 100 maiores empresas de capital aberto do agronegócio brasileiro, 23 são cooperativas. Das 100 maiores empresas de capital aberto do agronegócio brasileiro, 88 foram fundadas no Brasil e 12 no exterior.
O Sudeste, Sul e Centro-Oeste representam as regiões de fundação da maioria das empresas nacionais do agronegócio brasileiro. As cooperativas possuem receita total média menor do que as empresas privadas. As empresas predominam nas regiões, mas no Sul as cooperativas também são expressivas.
Não se pode, portanto, deixar de perceber a grande diversidade em termos de setores abrangidos e regiões de origem das grandes empresas do agronegócio brasileiro, e um ambiente de negócios favorável certamente aumentará o dinamismo no setor.
Com isso, a principal contribuição que as políticas públicas podem trazer nesse contexto é assegurar regramentos claros e transparentes, que permitam que as empresas possam atuar de forma competitiva nos seus respectivos segmentos.
Como todo negócio, o setor também enfrenta dificuldades. A pandemia impôs sérias restrições à mobilidade de pessoal, o que dificultou a realização de alguns serviços no campo e ao apoio do setor de logística, responsável pelo transporte de insumos e produtos.
Além disso, o setor se viu ameaçado pela forte pressão do mercado mundial, que passou a exigir melhores práticas de preservação ambiental, entre elas o combate ao desmatamento e às queimadas.
Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?
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]]>O sucesso do cultivo agrícola implica conhecer, estudar e adequar-se às particularidades de cada tipo de solo e clima, além de investir em práticas que possam tornar a agricultura sustentável e otimizar os benefícios ambientais, econômicos e sociais.
Isso mostra claramente que a sustentabilidade não depende apenas da conservação e valorização dos recursos naturais, mas também de ganhos de produtividade e rentabilidade aos agricultores.
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A prática do Plantio Direto tem causado uma revolução na agricultura brasileira, pois tem permitido o desenvolvimento de uma produção sustentável baseada na agricultura de conservação, envolvendo cobertura permanente do solo e sistemas de cultivo diversificados com mais de uma colheita por ano.
O plantio direto também levou à redução dos custos de produção, uma vez que são necessárias menos operações agrícolas, economizando combustível e custos de mão de obra.
Além disso, a qualidade e a saúde do solo podem ser melhoradas e restauradas, em particular os níveis de carbono e biodiversidade do solo podem aumentar os rendimentos agrícolas, ao longo do tempo, reduzindo a aplicação de fertilizantes, devido à redução da erosão, colocação mais precisa de fertilizantes e melhoria da saúde do solo. Por fim, minimiza-se o impacto das gotas de chuva no solo e o escoamento da água, mitigando os processos erosivos.
No Brasil, o plantio direto foi introduzido pela primeira vez no início da década de 1970, por iniciativa de agricultores pioneiros do Paraná, como forma de controlar inicialmente o escoamento de água e a erosão do solo, mas posteriormente para melhorar a saúde e a produtividade do solo, integrando outras práticas complementares para construir sistemas conservacionistas.
Foi uma resposta ao uso de sistemas de preparo intensivo em áreas de produção de grãos que causavam severas perdas por erosão e degradação do solo, afetando a capacidade produtiva e a produtividade das culturas, nas décadas de 1970 e 1980.
Entre 2006 e 2017, um aumento de 84,9% na área de lavouras na prática do plantio direto foi registrada no Brasil, passando de 17,9 para 33,0 milhões de ha.
Esse aumento da área de plantio direto foi observado em todas as cinco grandes regiões do país (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste). O número de propriedades sob a prática do plantio direto também passou de 507 mil para mais de 553 mil, ou seja, um aumento de 9,2%.
A maior expansão da área de plantio direto no Brasil entre 2006 e 2017 ocorreu na região Centro-Oeste, de 6,5 a 13,7 milhões de ha, um aumento de 110,4%. Essa expansão ocorreu com maior intensidade em Mato Grosso, atualmente o estado com maior área de plantio direto e área média de plantio direto no ranking nacional, superando a região Sul nesse período.
A expansão da área de plantio direto também foi de alta intensidade nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.
Na região Sudeste, a área sob a prática do plantio direto expandiu de 1,4 para 2,9 milhões de ha, um aumento de 107,4% entre 2006 e 2017.
Há dois estados principais em termos de terras agrícolas nesta região: estado de São Paulo predominantemente no Atlântico Bioma Floresta onde a área de NT expandiu 113,0 % e o estado de Minas Gerais predominantemente no bioma Cerrado onde houve um aumento semelhante de 103,0 % na área de plantio direto.
A área sob plantio direto na região Nordeste passou de 1,2 para 3,3 milhões de ha, correspondendo a um aumento de 184,2%. Este aumento foi o resultado de diferentes fenômenos e esconde tendências opostas dentro dele.
Por um lado, um aumento acentuado da área total de plantio direto foi registrado nos estados da Bahia (BA), Maranhão (MA) e Piauí (PI), que pertencem à nova área de expansão dentro do bioma Cerrado denominada MATOPIBA. que inclui os três estados (MA, PI, BA) juntamente com o estado do Tocantins (TO) localizado na região Norte.
Na região Norte, a área total do plantio direto aumentou de 0,2 para 1,2 milhão de ha, ou seja, um aumento de 431%. Os estados do Tocantins, Pará e Rondônia, que juntos respondem por 93% da área do NT na região, foram os mais destacados.
A área de cultivo anual no Brasil aumentou de 36,6 milhões de ha em 2006 para 52,7 milhões de ha em 2017, um aumento de 43,9% durante este período.
Enquanto isso, a área de cultivos anuais sob a prática do plantio direto nas propriedades que o utilizam como sistema exclusivo de manejo do solo no Brasil aumentou de 18,7 para 32,1 milhões de ha, ou seja, um aumento de cerca de 71,5%.
Com isso, o percentual de cultivos anuais sob plantio direto passou de 51,2 % em 2006 para 61,0 % em 2017. Sendo a prática do plantio direto um dos três princípios da agricultura sustentável, sua adoção e disseminação tem contribuído para a correspondente expansão da área de agricultura sustentável no Brasil.
Assim, o aumento da área de plantio direto indica uma melhora na sustentabilidade econômica e ambiental da agricultura brasileira.
Os sete principais estados com maior adoção da prática de TN em 2017 são Mato Grosso (86,6%), Paraná (81,9%), Rio Grande do Sul (76,8%), Santa Catarina (71,3%), Goiás (70,7%), Distrito Federal (69,9%) e Mato Grosso do Sul (69,3%).
A adoção do sistema plantio direto foi um dos principais fatores que contribuíram para a expansão e ganhos de produtividade liderados por agricultores na agricultura brasileira.
A introdução do plantio direto em áreas de vegetação nativa reduz os estoques de carbono do solo entre 4% e 8% na camada de 0-30 cm após 20 anos de uso da terra em várias regiões do Brasil.
Esses dados mostram que a manutenção dos ecossistemas naturais deve ser uma prioridade para evitar possíveis perdas de carbono do solo com consequentes emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera, ocasionado pelo revolvimento do solo.
Por outro lado, a adoção de plantio direto em áreas anteriormente manejadas por sistemas convencionais e pastagens é uma alternativa potencial para promover o sequestro de carbono em solos agrícolas nas diferentes regiões do Brasil.
Especificamente, a conversão do cultivo convencional para plantio direto promoveu aumentos médios nos estoques de carbono do solo não apenas nas camadas superficiais do solo (0-30 cm), mas também em perfis mais profundos (0-50 cm), e que variaram entre 9% e 25%.
Em áreas ≥ 20 anos após a conversão de cultivo convencional para plantio direto a taxa de sequestro foi de 0,63 Ton de C ha-1 ano-1, ou 17% do carbono do solo, enquanto em áreas ≥ 20 anos após a conversão de pastagem para plantio direto, a taxa de sequestro foi de 0,53 Ton C ha-1 ano-1 ou 10% de carbono orgânico do solo.
O sequestro de carbono orgânico do solo é evidentemente uma função do tempo desde a conversão de cultivo convencional para plantio direto, com uma taxa de sequestro de 0,39 Ton C ha-1 ano-1 ou 2% carbono orgânico do solo entre 4 e 10 anos após a conversão, e 0,59 Ton C ha-1 ano-1 ou 16% carbono orgânico do solo entre 17 e 26 anos.
Para a conversão de pastagem para plantio direto, o sequestro de carbono orgânico do solo varia com o tempo, onde em áreas com menos tempo desde a conversão (2-7 anos) a taxa de sequestro é de 0,05 Ton C ha-1 ano-1 ou 2% carbono orgânico do solo, e em áreas com em um período mais longo (12-20 anos) a taxa de sequestro é de 0,45 Ton C ha-1 ano-1 ou 10% carbono orgânico do solo.
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]]>A adaptação dos insumos de produção localmente dentro de um campo e individualmente para cada unidade de produção permite um melhor uso dos recursos para manter a qualidade do meio ambiente enquanto melhora a sustentabilidade do fornecimento de alimentos. A agricultura de precisão fornece um meio de monitorar o sistema de produção de grãos e gerenciar a quantidade e a qualidade dos produtos agrícolas.
A agricultura de precisão, ou gestão baseada em informações de sistemas de produção agrícola, surgiu em meados da década de 1980 como uma forma de aplicar o tratamento certo no lugar certo na hora certa.
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O aumento da conscientização sobre a variação nas condições do solo e das culturas, combinado com o advento de tecnologias como sistemas globais de navegação por satélite (GNSS), sistemas de informações geográficas (GIS) e computadores, servem como os principais impulsionadores.
Inicialmente, a agricultura de precisão foi usada para adaptar a distribuição de fertilizantes às diferentes condições do solo em um talhão.
Desde então, outras práticas evoluíram, como orientação automática de veículos e implementos agrícolas, máquinas e processos autônomos, rastreabilidade de produtos, pesquisa na fazenda e softwares para o gerenciamento geral dos sistemas de produção agrícola.
Apesar das diferenças nos tipos de tecnologia e nas áreas de adoção, os objetivos da agricultura de precisão são três:
As variabilidades que têm influências significativas na produção agrícola podem ser categorizadas em seis grupos.
Distribuições de rendimento históricas e atuais.
Topografia do talhão – elevação, inclinação, aspecto e terraço; proximidade ao limite do talhão e córregos etc.
Infestação de ervas daninhas; infestação de insetos; infestação de nematoides; infestação de doenças; danos causados pelo vento.
Prática de condução da lavoura; híbrido/cultivar; taxa de semeadura da cultura; rotação de colheitas; aplicação de fertilizantes; aplicação de pesticidas; e padrão de irrigação.
Entre esses tipos de variabilidade, a variabilidade de rendimento é frequentemente considerada a variável dependente final, enquanto a maioria dos outros tipos de variabilidade são tratados como variáveis independentes.
A variável independente mais extensivamente estudada até hoje tem sido o nível de fertilidade do solo. De fato, a maioria das tecnologias de taxa variável para aplicações químicas foram desenvolvidas em aplicadores de fertilizantes.
Muitos tipos de variabilidade são de natureza espacial e temporal. A infestação de ervas daninhas serve como exemplo. Padrões espaciais de manchas de ervas daninhas podem mudar durante a estação de crescimento da cultura.
As variabilidades nos parâmetros climáticos são principalmente de natureza temporal. No entanto, o monitoramento intensivo da precipitação nos talhões também é importante para auxiliar na tomada de decisões para aplicações de fertilizantes.
O gerenciamento da variabilidade pode ser alcançado por duas abordagens: a abordagem baseada em mapas e a abordagem baseada em sensores.
Com as tecnologias disponíveis de GNSS, sensoriamento remoto, monitoramento de produtividade e amostragem de solo, a abordagem baseada em mapas é geralmente mais fácil de implementar.
Essa abordagem requer o seguinte procedimento: amostragem em grade de um campo, realização de análises laboratoriais de amostras de solo, geração de um mapa específico do local e, finalmente, utilização desse mapa para controle de um aplicador de taxa variável. Um sistema de posicionamento, como um GNSS, geralmente é necessário para essa abordagem.
A abordagem baseada em sensor, por outro lado, mede as propriedades desejadas, como propriedades do solo e da planta, usando sensores em tempo real de maneira ‘on-the-go’ (em movimento) e controla o aplicador de taxa variável com base nas medições.
As aplicações específicas do local de insumos agrícolas podem ser implementadas dividindo um campo em zonas de manejo menores que são mais homogêneas em propriedades de interesse do que o campo como um todo.
Uma zona de manejo é definida como “uma porção de um campo que expressa uma combinação homogênea de fatores limitantes de rendimento para os quais uma única taxa de um insumo de cultura específico é apropriada”.
Assim, as zonas de manejo dentro de um campo podem ser diferentes para diferentes insumos, e o delineamento de zonas de manejo para um insumo específico envolve apenas os fatores que influenciam diretamente a eficácia desse insumo no alcance de determinados objetivos.
Uma zona de manejo também pode ser delineada por mais de uma cultura específica. Neste caso, uma única taxa é aplicada para cada uma das entradas específicas dentro de uma zona. O número de zonas de manejo distintas dentro de um talhão é uma função da variabilidade natural dentro do talhão, do tamanho do talhão e de certos fatores de manejo.
O tamanho mínimo de uma zona é limitado pela capacidade do agricultor de gerir diferencialmente as regiões dentro de um campo. Se um GNSS estiver envolvido para controlar a aplicação ou guiar o implemento, parece não haver razão para restrições na forma da zona.
No entanto, na realidade, o padrão em que o equipamento de aplicação percorre o campo deve ser considerado ao delinear as zonas de gerenciamento.
A agricultura de precisão permite rastreamento e ajuste precisos da produção agrícola. As tecnologias de agricultura de precisão oferecem aos agricultores oportunidades de alterar a distribuição e o tempo de fertilizantes e outros agroquímicos com base na variabilidade espacial e temporal em um campo.
Os agricultores podem fazer análises econômicas com base na variabilidade do rendimento das culturas em um campo para obter uma avaliação precisa do risco. Conhecendo o custo dos insumos, os agricultores também podem calcular o retorno em dinheiro sobre os custos de cada hectare.
Certas partes dentro de um campo, que sempre produzem abaixo do ponto de equilíbrio, podem ser isoladas para o desenvolvimento de um plano de gerenciamento específico do local.
Embora os benefícios ambientais da agricultura de precisão não tenham sido mensurados sistemática e quantitativamente, algumas pesquisas têm revelado evidências positivas.
Um estudo realizado em dois campos adjacentes, um tratado com tecnologia de taxa uniforme para fertilizante nitrogenado e outro com tecnologia de taxa variável, demonstrou o efeito da tecnologia de taxa variável na redução da contaminação do lençol freático.
Com a disponibilidade de dados topográficos para campos implementados com tecnologias de agricultura de precisão, a interação entre o preparo do solo e a erosão do solo/água pode ser examinada e, assim, a redução da erosão pode ser alcançada.
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]]>O post Como obter sucesso no plantio de grãos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para atingir a produtividade satisfatória, é necessário proteger sua lavoura contra patógenos. Tudo isso minimiza os danos, mas o foco central é antes da ocorrência das perdas, nesse caso: o plantio.
Neste e-book, você descobrirá como ter sucesso garantido e aumentar os lucros da sua produção. Clique no botão abaixo e faça o download GRATUITO!
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]]>O post Controle estratégico do pulgão no sorgo e milho apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Fungicidas: quais são os principais tipos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Primeiramente, o que é fungicida e inseticida? A pergunta parece bem simples, porém, dentre os grupos, possuem diversas classes.
1. Fungicida: é um defensivo agrícola usado com o objetivo de controlar ou acabar com fungos que atacam e reduzem produtividades em plantas.
2. Inseticida: de modo geral, são substâncias químicas e biológicas usadas para controle e combate de insetos-pragas que causam prejuízos às lavouras. Agem em todas as fases do inseto.
Só para a soja, são registrados mais de 350 tipos de fungicidas e mais de 340 em inseticidas. Há aqueles indicados para tratamento de sementes, os preventivos, os que agem diretamente na planta, e muitos outros. Por isso, é importante entender como é a ação desse tipo de defensivo em sua lavoura.
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De modo geral e informal, as pessoas costumam dividir os fungicidas entre aqueles que são protetores e aqueles que são sistêmicos.
Nosso antigo coordenador, facilitador e consultor Geraldo Gontijo, que também é mestre em Fitotecnia, com ênfase em vários cereais, como a soja e o milho, explica sobre os tipos de fungicidas no vídeo “Tipos de fungicidas“.
Se analisarmos de forma mais simplificada, os fungicidas do tipo protetor são aqueles com ações mais superficiais, enquanto os sistêmicos, são aqueles que agem mais profundamente na planta. No entanto, é muito comum ter confusão quanto aos sistêmicos, é o que explica Geraldo:
“É comum muitos pensarem que quando um determinado produto possui ação sistêmica, consegue se translocar de uma folha para a outra. Na verdade, todas as vezes em que falamos de sistematicidade, tanto de fungicida quanto de inseticida, é uma sistematicidade baixa!”
E isso está atrelado ao vaso condutor o qual o fungicida irá agir. Clique no link do vídeo acima e entenda melhor essa relação.
Soja e milho são culturas de alta intensidades produtivas, possuindo mais de uma safra ao ano. Isso significa que qualquer cuidado é pouco. Aliás, dependendo da doença, pragas ou até mesmo a planta daninha que surgir na lavoura, pode ocasionar mais de 80% de perdas. Dependendo da severidade, pode dar perda total e o produtor ter prejuízos grandiosos.
O melhor é sempre a prevenção do que o combate. Claro que quando o agente causal de dano surgir, é preciso agir, mas antecipar isso, deixando suas lavouras protegidas, pode ser a chave para a lucratividade garantida.
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?
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]]>O post Sistema Santa Fé: o que é como implantá-lo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Boa parte dessas plantas daninhas, também chamadas de invasoras, se desenvolvem junto à cultura e, além de causarem prejuízos no desenvolvimento da cultivar, seu controle impacta no custo da produção.
Há diversas maneiras de conseguir esse controle contra essas daninhas. Cada método tem suas particularidades e depende de vários fatores para escolher o melhor. Alguns deles são:
Sobre esse último, controle cultural, basicamente consiste em favorecer o crescimento da cultura principal em detrimento das plantas daninhas, por meio de boas práticas agrícolas, como: rotação de cultura, variação de espaçamento, uso de plantas de cobertura verde, dentre outros.
No uso da cobertura verde, desde 2000, tem se falado e se implementado muito o Sistema Santa Fé.
O Sistema Santa Fé consiste no aproveitamento intensivo das áreas agrícolas, reduzindo os custos porque consegue o aproveitamento da mesma área o ano todo, com lavouras anuais de cereais na safra de verão.
Na entressafra são produzidas forrageiras, como a braquiária, para fornecimento de palhada boa o bastante para um plantio direto.
O engenheiro agrônomo, consultor e especialista em fertilidade, Flávio Moraes, afirma que:
“Sim, é um sistema com vários benefícios e pode ser usado como uma forma de manejar plantas daninhas.”
No vídeo de, aproximadamente 4 minutos a seguir, você pode conferir como que esse tipo de sistema funciona, porque ele beneficia tanto, principalmente no caso do milho e quais os parâmetros seguir para fazer dar certo.
Lembrando que, inicialmente pode haver uma competição entre milho e a braquiária. Então como proceder? Flávio Moraes te explica no vídeo a seguir:
Ele cita o exemplo da buva, que é uma planta daninha de difícil controle, mas que no consórcio de milho com braquiária, por criar um ambiente desfavorável a ela, acaba ajudando a controlar o surgimento dessa planta invasora.
Posteriormente, esse tipo de técnica, acaba por inibir a germinação de outras plantas daninhas.
Isso significa retorno positivo ao produtor!
Como dito, plantas daninhas causam enormes prejuízos, quando não controladas. A palavra de “ordem” é essa: controlar.
Essas plantas são apenas um dos problemas que os produtores precisam lidar ao longo do desenvolvimento da cultura e, quando essas são anuais, como soja, milho e demais cereais, o cuidado é ainda mais intenso.
Há ainda as pragas e doenças que impactam em diversas fases da safra. Então, como se preparar para cada uma delas e garantir mais segurança para uma colheita satisfatória?
Não perca mais tempo. O controle e proteção das suas lavouras, só depende de você! Clique e tire suas dúvidas, sem compromisso:
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]]>O post Como realizar o controle do capim-amargoso apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além de causar enormes prejuízos, ela é de difícil controle. Há algumas que já adquiriram resistência a um dos principais, se não o principal, herbicida: glyphosate (glifosato). Por esse motivo, o custo para seu controle é ainda maior.
Essa planta daninha ainda possui outras características que dificultam e atrapalham a tentativa de controle, como:
E, quando o assunto é milho, o controle é ainda mais delicado, afinal, os 2 são da família das poaceae (gramíneas). É o que salienta o consultor em grãos e engenheiro agrônomo, Flávio Moraes:
Os principais graminicidas que podem controlar o amargoso, podem ter efeitos prejudiciais à cultura do milho.
No entanto, há uma solução sim para áreas com infestação de capim amargoso e nesse vídeo a seguir de apenas 3:03 minutos, Flávio explica qual técnica seguir, melhor época e dá dicas. Confira:
Cuidado com o herbicida o qual você vai optar para fazer o controle do capim-amargoso, isso porque além de alguns afetarem o milho, há aqueles que são residuais.
Flávio também exemplifica o que fazer nesses casos.
A cada ano que passa, a expectativa de produção de milho por hectare aumenta. A última média prevista pela Conab diz que, para a safra 2021/22 é de 90 sacas de milho por hectare, mas há quem consiga produzir acima de 200!
O impacto dessa gramínea é tão forte que, no caso da soja, por exemplo, pode ter perdas de 6 sacos por hectare.
Há outras plantas daninhas tão prejudiciais quanto, além das doenças e pragas. Para atingir altas produções e lucratividade, é preciso ter o controle e a segurança em suas lavouras.
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]]>O post Colheita mecanizada: principais pontos e o seu papel na produção de grãos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Entender os pontos da fase em que nos mostra o real resultado de nossos esforços na lavoura, é de suma importância. Uma colheita de grãos mal feita, inclusive, acarretará em mais perdas do que a aceitável e isso vai refletir no lucro final do produtor, que pode acabar sendo abaixo do esperado.
À medida que a tecnologia avança, maior é a intensidade de produção do setor agrário, com no mínimo 2 safras e em alguns casos até 3 safras por ano.
Como isso ocorre na mesma área, há ainda a rapidez na comercialização e tudo isso se torna possível com a colheita mecanizada, é o que aponta Alessandro Alvarenga, que é consultor técnico e coordenador em agricultura de precisão do Rehagro.
Ele exemplifica que, no caso do milho, ocorre esses dois tipos de colheita:
No milho, quando ele atinge a maturação, o colmo seca demais e ocorre queda de algumas espigas, pelo vento e demais fatores. A colhedora não tem a capacidade de colher esses, sendo necessária a colheita manual.
Apesar da colheita mecanizada ser vantajosa, por apresentar mais rapidez, ela também tem seus pontos negativos e um deles é a perda. Confira mais detalhes nesse vídeo do Alessandro com menos de 4 minutos:
É possível ter um bom rendimento em sua área, desde que você conduza de forma correta, precisa e com as técnicas adequadas.
Como dito mais acima, a colheita é a fase pela qual o produtor mais espera, mas ela não é a única. Para uma lavoura ser produtiva, é preciso um manejo adequado antes mesmo do plantio, iniciando pelo preparo do solo.
As fases são muitas até a comercialização e captação de lucro pelo produtor, mas com os avanços tecnológicos e o mercado demandando cada vez mais volume produtivo, os cerealistas precisam estar por dentro das novas tecnologias que tornarão isso possível.
Não precisa necessariamente ter máquinas de última geração, mas o conhecimento atualizado sim. Já existem tratores, colhedoras e sensores usados há anos, porém, nem sempre de forma correta e em seu máximo potencial.
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]]>O post Produção de milho no Brasil e no mundo: principais dados apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Concomitantemente à sua importância em termos de produção, a cultura ainda se notabiliza pelos diversos usos. Estimativas apontam para mais de 3.500 aplicações deste cereal.
Além da relevância no aspecto de segurança alimentar, na alimentação humana e, principalmente, animal, é possível produzir com o milho uma infinidade de produtos, tais como combustíveis, bebidas, polímeros, etc.
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Da safra 2000/01 para a de 2017/18, a produção mundial de milho passou de 591 milhões de toneladas para 1,076 bilhão de toneladas, com aumento de 82%, principalmente por causa do uso como ração animal para a produção de frangos e suínos.
Segundo dados da USDA (2018a, 2018b) apenas dois países representam 58,9% da produção mundial de milho, sendo representado pelos Estados Unidos, com 34,5% (371 milhões de toneladas) da produção mundial, seguido da China, com 24,5% (263 milhões de toneladas).
Ao se agregarem Brasil e União Europeia aos dois maiores produtores mundiais, os 4 maiores produtores são responsáveis por 72,3% da produção mundial.
Alguns países destacam-se com aumento da produção bem acima da média mundial:
Gráfico 1: Principais países produtores de milho (Em 1.000 t). 2000/01 – 2005/06 – 2010/11 – 2017/18.t/. – Fonte: USDA (2018a, 2018b), Adaptado Contini et al. (2019).
A Ucrânia merece destaque por ter apresentado um crescimento da produção em menos de duas décadas superior a 500%, passando a ser um dos principais players no comércio mundial de milho, e com a vantagem logística de estar mais próximo dos mercados consumidores do que os Estados Unidos, o Brasil e a Argentina.
A importância do milho como maior cultura agrícola mundial e de sua comercialização, apresenta uma taxa de crescimento de 3,34% a.a., bem superior ao crescimento populacional, uma indicação do dinamismo do produto (USDA, 2018b).
Sua comercialização como commodity, no comércio internacional desse cereal, possui um percentual baixo em relação à produção, apenas de 14% em 2017/18.
A produção de milho no mundo tem aumentado a cada ano. É possível observar pelo aumento de produção e de produtividade ao longo dos últimos anos.
Os principais fatores que contribuíram com esse aumento de produção foram:
O Gráfico 2 apresenta os principais importadores mundiais. Apesar de em 2017/18 a União Europeia ter se destacado como a maior compradora de milho, individualmente o México é o maior cliente mundial, condição que deve se consolidar ainda mais na próxima década.
Para a próxima década, em 2027/28, a projeção é de que o México será o maior comprador de milho no planeta, seguido de Japão, Irã, Egito, União Europeia e Vietnã.
Há anos se espera que a China se torne em algum momento o maior comprador de milho do mundo, mas os aumentos de produção sucessivos do país têm frustrado esses planos.
Gráfico 2: Principais países importadores de milho (Em 1.000 t.). 2000/01, 2005/06, 2010/11 e 2017/2018. – Fonte: USDA (2018a, 2018b), Adaptado Contini et al. (2019).
Segundo Contini et al. (2019) no relatório do USDA de novembro de 2018 os dados de produção e estoque de milho da China, mostram que a produção era maior que a estimativa divulgada.
Os estoques estimados para o final da safra 2018/19, que eram de 58 milhões de toneladas nos relatórios de setembro/2018, passaram para 208 milhões de toneladas nos relatórios em novembro. Sendo assim, não é provável que a China seja um relevante comprador de milho nos próximos anos.
No Gráfico 3 encontram-se os principais países exportadores de milho, no período de 2000/01 a 2017/18.
Em termos de volume exportado, no ano de 2000/01 foram 76,9 milhões de toneladas, passando para 90 milhões em 2010/11, e atingindo 151,1 milhões em 2016/17.
Considerando o período, o crescimento foi de 96,7%. Da mesma forma que a produção, as exportações também estão concentradas em poucos países.
Gráfico 3: Principais países exportadores de milho (Em 1.000 t.). 2000/01, 2005/06, 2010/11 e 2017/18. – Fonte: USDA (2018a, 2018b), Adaptado Contini et al. (2019).
Em 2017/18, os Estados Unidos foram responsáveis por 24,1% das exportações totais de milho no mundo, diminuindo sua participação em relação a 2000/01, que era de 64,1%.
Nos últimos anos o Brasil se estabeleceu como o segundo maior exportador de milho no mundo, apresentando um crescimento de 302% (CONAB 2018b).
Os últimos 10 anos têm apresentado aumento no valor de comercialização e fatores climáticos, como a seca no Meio Oeste Americano no ano de 2012, contribuem para elevar o valor da ommodity no mercado internacional, segundo Contini et al. (2013).
O risco climático é um dos principais fatores que podem contribuir para a alta dos preços no mercado internacional, possibilitando com que países emergentes possam atuar como players no mercado internacional.
O milho é cultivado em todas as regiões do Brasil. Sua produção ocorre em diferentes épocas, face às condições climáticas das regiões.
O cultivo da primeira safra é semeado na primavera/verão e predomina na maioria das regiões produtoras, com exceção de regiões no Norte e Nordeste, em que, a época de chuvas tem maior concentração a partir do mês de janeiro, sendo o período de semeadura denominado segunda safra.
Na região Centro-Sul do Brasil o cultivo de milho é realizado após a colheita da soja, com semeio concentrado no verão/outono denominado segunda safra. Sendo assim, o sistema e o fluxo de produção em diferentes meses do ano trazem maior complexidade no entendimento do equilíbrio de oferta e demanda.
A mudança da época de semeadura do milho para a segunda safra ocorreu gradualmente desde o início da década de 1990.
Em 2006/07 representou 29% da produção nacional, em 2009/10 e 2010/11 foi de 39%. Na safra 2018/19 apresentou produção recorde de 74 milhões de toneladas.
A inversão da produção do verão para o inverno se estabeleceu de fato em 2011/12, quando a colheita da safrinha quase dobrou em relação ao ano anterior e passou pela primeira vez a safra de verão. Desde então a diferença só aumentou (Gráficos 6 e 7).
Gráfico 4: Área plantada de milho no Brasil por safras – 1976/77 a 2019/20. – Fonte: CONAB (2019).
Gráfico 5: Produção de milho no Brasil por safras – 1976/77 a 2019/20 – Fonte: CONAB (2019).
A produção brasileira de milho durante os últimos 40 anos pode ser visualizada no Gráfico 8.
O aumento da produção foi de 20 milhões de toneladas na safra 1976/77 a ponto de atingir o pico de 99 milhões em 2018/19.
O crescimento do Brasil é espetacular, com 4,67% ao ano (a.a.) na produção e 2,95% a.a. na produtividade (Conab, 2018a), dados superiores aos observados para o mundo (3,34% a.a.).
A produtividade média do milho brasileiro (4,9 t/ha), no entanto, está abaixo da mundial (5,65 t/ha), a produtividade norte-americana supera 11 t/ha (USDA,2018b).
Gráfico 6: Produção total de milho no Brasil – 1976/77 a 2019/20. – Fonte: CONAB (2019)
Este crescimento da produção só foi viável em decorrência do aumento da demanda doméstica, associado à evolução da avicultura e da suinocultura, e da demanda externa com o crescimento acentuado das exportações.
Na Tabela 1, observa-se que, entre 2014/15 e 2018/19, o consumo animal de milho aumentou 250 mil de toneladas, e as exportações aumentaram mais de 1 milhão de toneladas.
Tabela 1: Demanda de milho no Brasil (milhões de toneladas) – 2014/15 a 2018/19. – Fonte: Associação Brasileira das Indústrias do Milho (2019).
No âmbito nacional, a situação da produção de milho no Brasil em 2018/19 e perspectiva para a safra 2019/20, mostra que a produção passou do verão para o inverno, e a localização predominante foi do Sul para o Centro-Oeste.
O Mato Grosso passou a ser o maior produtor de milho no país com 31,3 milhões de toneladas, sendo que o milho segunda safra representou 95% da produção total na safra 2018/19 (Conab, 2019).
Cabe ressaltar que a mudança da produção de milho do verão para o inverno favoreceu as exportações, ao diminuir a competição com a soja por espaço nos portos.
Assim, os embarques de milho ganham força em julho, quando passam a diminuir os embarques de soja, e despencam em fevereiro do ano seguinte, após a colheita da oleaginosa.
O milho apresenta uma razoável distribuição regional. Os principais estados produtores são:
Juntos, foram responsáveis por 76% da safra nacional de milho em 2018/19. Esses números são suportados pela importância do milho no mercado nacional e internacional e pelo crescimento acentuado do milho de segunda safra.
Em algumas regiões dos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia, tem se observado o cultivo de milho terceira safra, os cultivos são semeados no outono/inverno devido ao período de chuvas.
Essa característica climática faz com que os produtores tenham grãos de alta qualidade para serem comercializados fora do período tradicional, próximo à colheita de milho nos Estados Unidos.
Há também a vantagem de estar próximo aos terminais portuários dos três estados, garantindo uma redução no frete para exportação da produção.
O PIB do agronegócio no Brasil teve alta de 1,87% em 2018, segundo o Cepea. Atualmente, o agronegócio sozinho representa 21,1% do PIB brasileiro. Além disso, é responsável por metade das exportações do país, o que demonstra grande poder sobre o saldo positivo na balança comercial brasileira.
O valor bruto da produção (VBP) do agronegócio alcançou R$536,5 bilhões em 2017, dos quais R$342,6 bilhões na produção agrícola e R$193,9 no segmento pecuário.
Em relação a esses valores, os 10 que mais se destacaram no ranking foram:
Figura 1: Valor bruto da produção no Brasil em 2017 (R$ bilhões). – Fonte: CNA (2019).
O setor agrícola absorve praticamente 1 de cada 3 trabalhadores brasileiros.
Em 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 32,3% (30,5 milhões) do total de 94,4 milhões de trabalhadores brasileiros eram do agronegócio.
Desses 30,5 milhões:
Quanto ao comércio internacional 44,1% das exportações brasileiras, em 2017, foram de produtos do agronegócio – também há forte contribuição do agronegócio para o desempenho da economia brasileira.
A importância econômica desse setor se dá pelo fato, que desde 2007 o superávit comercial do agronegócio brasileiro tem mais que superado o déficit comercial dos demais setores da economia brasileira, e garantido sucessivos superávits à Balança Comercial brasileira.
Atualmente, o Brasil é o quarto maior exportador mundial de produtos agropecuários, aproximadamente US$ 96 bilhões. Ele fica atrás, apenas, da União Europeia, EUA e China.
Esse desempenho comercial superavitário com o resto do mundo, tem contribuído de forma decisiva para a estabilidade da taxa de câmbio e para a continuidade da política de flexibilização da política monetária, com reflexos importantes nos menores custos de crédito para toda a sociedade brasileira.
Gráfico 7: Saldo da balança comercial brasileira (US$ bilhões) – 1989 a 2017. – Fonte: MDIC e AgroStat/Mapa. Adaptado CNA.
Apesar dos desafios contemporâneos nos mercados doméstico e internacional, os destinos e a diversidade de produtos exportados pelo agronegócio brasileiro aumentaram significativamente.
O milho tem sua importância mundial bem difundida, por servir de alimento humano, animal e ainda tem seus subprodutos. No entanto, apesar do Brasil estar crescendo em produção, produtividade e exportação, ainda fica abaixo da produção mundial.
Analisando as perspectivas futuras, a demanda por esse alimento tende a crescer cada vez mais. Isso significa: oportunidade!
Esse cereal é cultivado, comercialmente, 2 vezes ao ano e em todo o país, então há a oportunidade clara de crescimento nesse segmento, tanto para produtores quanto para profissionais que lidam nessa área.
Mas com grande expectativa de produção, também vêm grandes exigências. Estar por dentro do mercado, se atualizando e aprimorando seus conhecimentos pode ser a chave para seu sucesso.
A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro é um curso EAD que, inclusive, foi vencedor no ranking da revista Exame como o melhor curso à distância do Agro.
Isso porque ele é completo e pode te fazer dominar desde o planejamento assertivo das safras, a fisiologia das culturas, fertilidade, proteção e muito mais.

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]]>O post Germinação das sementes: o que é e como ocorre esse processo? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Muitos produtores seguem o ciclo comum de: plantar a semente em solo fértil; irrigar; manejar pragas, doenças e plantas daninhas e, por fim, colhem. No entanto, se a semente não germinar, não adiantará de nada os demais processos.
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Conseguir visualizar o “nascimento” de uma plântula, quando a semente se rompe e inicia seu desenvolvimento, emitindo a primeira estrutura, que é a radícula, é realmente incrível.
Figura 1: Fenologia do milho. Fonte: Pioneer Sementes
Essa, porém, é apenas a parte visual externa, pois o mais importante ocorre internamente com substâncias, hormônios e transformações.
Todo o processo inicia com a entrada da água no embrião de uma semente. É o que explica Evandro Fagan, que é professor e pesquisador de fisiologia da produção do Rehagro.
“Quando a água entra, ela ativa a giberelina, que está na estrutura do embrião.” – pontua Evandro.
A giberelina é um tipo de hormônio vegetal que ajuda a regular diversos processos de desenvolvimento, então ela tem forte papel na germinação. Esse hormônio ainda ativa enzimas igualmente importantes para o processo.
A emissão da radícula só ocorre quando outro processo, dependente da giberelina e da ativação de enzimas, ocorre.
Evandro exemplifica com uma monocotiledônea, como o milho, e também mostra com uma dicotiledônea, como a soja. Os processos são parecidos, mas possuem suas diferenças.
Uma produção de grãos depende de muitos fatores, inclusive que vão além da lavoura. No entanto, entender detalhadamente o processo inicial do desenvolvimento de qualquer cultura agrícola, pode fazer toda a diferença.
Nesse caso da germinação, por exemplo, deixa claro a importância da disponibilidade de água nesse início. Mostra também que o processo diverge de acordo com o tipo de semente.
Entender cada fase de cada processo com propriedade de conhecimento, pode ser o que resultará em colheitas fartas depois, ou no manejo mais adequado em cada etapa do processo. E, claro, isso pode te destacar no mercado, seja como produtor ou especialista do setor.
Aprenda pontos importantes sobre a safra da soja com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.
O Rehagro é um grupo composto de vários segmentos e todos eles voltados para o agronegócio. Isso o torna completo e referência no assunto.
A faculdade Rehagro possui a Pós-graduação em Produção de Grãos, que é um curso em formato EAD e que já recebeu o título de melhor curso nessa modalidade no segmento agrícola pela revista Exame.
Além disso, todos os professores também prestam consultorias, ou seja, possuem vivência prática e atualizada das tendências de mercado.
Com essa pós-graduação, além da fisiologia, você ainda dominará:
Tudo para te tornar especialista de destaque e renome na área. Você terá acesso a dados e situações reais, com feedback personalizado e individual, para seu máximo desenvolvimento e desempenho.
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]]>O post Produtividade do trigo: qual o índice mais importante? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A Abitrigo aponta que a necessidade de consumo brasileiro é de 12,7 milhões de toneladas de trigo, mas produzimos bem menos que isso, portanto, acabamos importando esse grão, geralmente da Argentina.
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A alta no preço das commodities, no entanto, tem incentivado o crescimento da produção.
Segundo a Conab, na safra 21/22 a rentabilidade do triticultor teve um aumento de 10,6%.
A Conab ainda projeta que, para a safra de 2022, a expectativa seja de 9,6 milhões de toneladas de trigo. Outro fator positivo é que estão apostando no “trigo tropical” do cerrado, pois tem potencial quantitativo e qualitativo.
As novas técnicas de manejo permitem gerar sementes adaptadas ao clima. Assim, o ponto focal do sucesso futuro do trigo brasileiro, está na semente!
Aliás, não é segredo para ninguém a importância da semente em qualquer cultivo. Ela é o principal insumo da produção cerealista e pode representar 20% ou mais nos custos totais.
A qualidade da semente reflete diretamente na colheita. A importância da semente está desde o potencial germinativo, até a distribuição correta e uniforme do estande.
Claudio Isamu, que lecionou a disciplina de Ecofisiologia e Manejo das Lavouras visando elevadas produtividades (tópico Manejo da Cultura do Trigo – Pós Graduação em Produção de Grãos do Rehagro), explica que para obter altas produtividades em trigo, é preciso primeiro entender a semente.
E como a semente é o insumo mais importante e de forte impacto no custo de uma produção, o primeiro passo é saber: quantas sementes de trigo você vai precisar em um hectare?
Cláudio diz que já fez essa pergunta para vários profissionais da área, mas as respostas são sempre vagas ou inconsistentes.
“Produtores, consultores, representantes de empresa destinados à cultura trigo: quantos quilos de semente de trigo usamos por hectare? Aí escutamos: 180Kg, 200Kg, até 220Kg de semente. Eu digo a vocês: depende do PMS!”
No vídeo abaixo, com menos de 4 minutos, Cláudio explica detalhadamente e mostra como fazer esse cálculo de PMS para a cultura do trigo. Confira:
Soja e milho também são calculados por meio do PMS. No caso da soja, até a compra da semente leva isso em conta.
É um trabalho demorado, exige paciência e concentração, mas é extremamente necessário para garantir um estande adequado, alta produtividade e redução de custos com esse insumo, uma vez que estará calculado corretamente.
Outro ponto a se levar em conta são as características específicas da variedade e cultivar que você pretende produzir.
Seja triticultor, sojicultor ou demais cereais, a produção depende de muitos fatores, sejam eles climáticos ou de manejo.
Ano após ano a demanda por grãos aumenta, pois muitos são usados no consumo humano in natura, seus derivados como a farinha e também na alimentação animal.
Para produzir muito e alcançar resultados acima da média, é preciso se atualizar no mercado tecnológico, consumidor e cumprir as novas exigências do mercado agrário.
A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro foi eleito o melhor curso EAD do setor pela revista Exame e isso tem diversas razões. Primeiro, porque é um curso completo. Todos os professores são consultores, ou seja, eles lidam diariamente no campo e sabem as reais necessidades do produtor.
O curso aborda outros fatores de enorme importância para a produção de grãos, como:
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]]>O post 6 passos para o sucesso da produtividade na produção de grãos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em 2020, os produtores nacionais de milho exportaram mais de 35 milhões de toneladas desse grão.
A cada nova safra, a demanda aumenta, já que boa parte do que produzimos é consumido internamente. Então, o que é preciso para produzir cada vez mais e com qualidade?
Breno Araújo, que é mestre em fertilidade do solo e nutrição de plantas com foco em alta produtividade de milho e soja pela UFLA, explica que os campeões de produtividade possuem vários pontos em comum.
Esses produtores entenderam a curva de pré-requisitos para melhorar a produtividade do sistema de produção dentro das fazendas.
Será que você possui esses pontos ou pode consegui-los?
Há 6 pontos primordiais para quem almeja alcançar uma produtividade satisfatória e eles dependem de algo que muitos já conhecem: investimento.
No entanto, engana-se quem pensou em investimento financeiro, propriamente dito. O primeiro passo é um olhar mais criterioso para seu solo. Ele está apto para sua expectativa de colheita?
Veja na íntegra, em menos de 4 minutos, quais são os passos em comum que os campeões de produtividades fazem para atingirem esses resultados:
O solo precisa estar abastecido e equilibrado:
Breno ainda aponta que:
Em qualquer lugar do país que você observar os grandes campeões de produtividades, quem está produzindo bem e colocando dinheiro no bolso, eles têm esses fatores em comum.
Dominar as necessidades do seu solo, os requisitos exigidos de sua cultura, implantar corretamente em solo protegido e acompanhar o desenvolvimento de sua lavoura é o conjunto para o sucesso nas colheitas.
Ser um campeão em produtividade requer conhecimento de cada uma dessas fases e muitas outras. Não é um trabalho fácil, mas se feito corretamente, garante renda e lucratividade que perpassa gerações.
No curso online Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, você saberá desde os primeiros cuidados do solo até as mais recentes tecnologias de aplicação desses adubos.
O ensino é atualizado e prático, isso porque todos os professores atuam diretamente em campo, em fazendas de alto nível produtivo por meio de consultorias. Eles passarão esses conhecimentos para você!
Já são mais de 100 profissionais qualificados nesse curso, que já melhoraram a forma de trabalho e condução de suas lavouras.
Há várias técnicas que, quando executadas corretamente, torna possível atingir a alta produtividade. Além disso, ainda permite uma economia com insumos, uma vez que você será capaz de calcular com precisão a quantidade, dosagem e necessidade de aplicação.
Se você busca safras de alto volume produtivo, alta qualidade e investimento eficiente em insumo, conheça mais sobre o curso:
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]]>O post Sistema de produção de grãos com alto potencial: planejamento e avaliação de aspectos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Há vários tipos de sistemas de produção de grãos que o produtor pode optar e dois deles possuem destaque maior: convencional e conservacionista.
Esse é um sistema que tem ficado cada vez mais para trás, por ser caro e não entregar tanto resultado quanto se espera.
Esse sistema tem ganhado cada vez mais adesão, por ser mais barato e com múltiplos benefícios, como a conservação da matéria orgânica, diminui a incidência de ervas daninhas, etc.
Iniciar um sistema de produção de grãos que seja de alto potencial produtivo, requer um planejamento e avaliação de vários aspectos.
Flávio Moraes, que é Engenheiro Agrônomo, especialista em fertilidade e consultor técnico em produção de grãos, listou quais são esses aspectos a serem levados em conta.
“Quais são as condições edafoclimáticas da região onde estará sua cultura?” – esse é o primeiro ponto que ele citou. Confira mais no vídeo abaixo:
Além da escolha do sistema a ser adotado, é preciso entender qual modelo de safras anuais que você pretende seguir:
O arranjo que você vai optar, dita muito no planejamento que você vai seguir, principalmente o nutricional. Se você seguir com o sistema SPD, por exemplo, a cultura anterior tem relevância, já que a próxima será sobre a palhada dela.
Outro fator do SPD é que ele se subdivide em alguns métodos, como a rotação de culturas, que fornece fertilidade à cultura subsequente.
“Para ter sucesso no sistema de produção de grãos é necessário fazer um bom dimensionamento do nosso maquinário” – pontua Flávio.
A disponibilidade do seu maquinário, será suficiente para suprir sua expectativa de produção? Afinal, quanto mais produção você almeja, mais maquinários você precisa ter disponíveis e isso dentro da sua janela produtiva. Por exemplo, se você pretende produzir soja em Goiás, de modo geral a época de plantio vai de outubro a dezembro. Você terá semeadoras exatamente nessa época e em quantidades suficientes?
Antes mesmo do plantio, há ainda a correção e nutrição desse solo, de acordo com as necessidades da cultura.
O Rehagro é a maior e única faculdade privada do Brasil com mais de 200 clientes de consultoria. Isso significa que nossos professores também sofrem a pressão do produtor rural todos os dias. Ou seja, sabemos dos desafios muito além da sala de aula.
E se você não tem disponibilidade de viagens, se seu tempo é mais corrido e não consegue estudar no horário comercial, saiba que o Curso de Gestão na Produção de Grãos é 100% Online!
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]]>O post Potássio na produção de soja: como utilizar a quantidade necessária? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Como uma cultura anual, com 2 safras por ano, a soja requer altas doses de nutrientes, para seu desenvolvimento pleno e em pouco tempo.
50% da soja consumida no mundo é originada no Brasil, mas pelas estimativas do Cepea, o gasto médio com fertilizante também deve subir mais de 50%. Assim sendo, ter um planejamento nutricional equilibrado e sem desperdícios, é de suma importância.
Todo nutriente possui um valor crítico para atender as necessidades das plantas. No caso do potássio, esse valor é de 120 mg/dm3 no solo, segundo o Engenheiro Agrônomo, especialista em fertilidade e consultor em produção de grãos, Flávio Moraes.
Para plantar soja, porém, esse nível precisa estar acima desse valor? É possível produzir uma safra com quantidade abaixo do nível crítico?
Flávio lista em torno de 6 passos para entender o que deve ser levado em conta em relação ao plantio de soja e a quantidade necessária de potássio para atingir seus objetivos.
Essa é a primeira pergunta que se deve fazer. Por meio de estimativas e cálculos, no vídeo a seguir Flávio explica de forma simplificada o que você deve fazer, caso queira produzir soja e seu solo já apresente 140 mg/dm3 de potássio.
Saber o quanto sua cultura demanda de cada nutriente também faz toda a diferença.
“Para produzir 1 tonelada de grãos, a cultura da soja demanda 20 Kg de K2O por hectare”, cita Flávio.
No caso apresentado no vídeo em questão, o solo já possui uma “reserva” de 20 mg/dm3 e mesmo o valor parecendo baixo, não é. Isso significa economia a ser abatida no seu gasto final com potássio.
Um outro ponto a ser levado em conta é a conversão dos valores. Saber a quantidade disponível de potássio auxilia, mas é preciso transformar o valor para K2O e depois em quilos por hectare.
Além da economia, numa simulação onde o objetivo é colher 70 sacos de soja por hectare, só com essa quantidade de reserva, é possível garantir 20 sacos de soja!
Entender esses cálculos, técnicas e conseguir criar um planejamento e gestão de forma adequada é o que pode garantir uma maior produtividade. No entanto, saber calcular a quantidade de potássio necessário, de acordo com sua análise de solo, é apenas um dos passos para atingir esse objetivo.
O Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.
Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.
Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.
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]]>O post Uso de drones na agricultura: mapeamento e pulverização localizada de plantas daninhas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao integrar um potencial de alta resolução espacial com uma grande repetitividade, os drones podem acompanhar de forma adequada a fenologia de culturas agrícolas, demandas dos processos de manejo da lavoura e qualificar a tomada de decisões.
Fixando as condições das câmeras, a escala cartográfica de uma imagem de drone pode equivaler a uma resolução espacial de poucos centímetros a decímetros, dependendo da altura do voo.
Esse é um dos pontos mais atrativos dos dados de drone considerando a demanda das aplicações desses produtos na agricultura de precisão.
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Os índices de vegetação representam um dos principais produtos gerados a partir das imagens multiespectrais/hiperespectrais adquiridas por meio de drones.
Em geral, operações algébricas são aplicadas para promover esse realce, numa base pixel-a-pixel. Independente do índice e da escala que forma abordado, devemos sempre procurar trabalhar com os dados de reflectância de superfície.
Os números digitais presentes nas imagens devem ser transformados em reflectância para evitar os erros associados a discretização diferenciada de cada banda. A reflectância (efetivamente o fator de reflectância) é uma propriedade do alvo e assim, comparações podem ser feitas em séries históricas de dados de um sensor.
Os índices de vegetação são utilizados para caracterizar a dinâmica da vegetação e para estimar parâmetros biofísicos como o índice de área foliar.
Em tese, o índice de vegetação ideal deveria maximizar a resposta do verdor da vegetação e minimizar a influência dos fatores não desejados (exemplos: efeitos direcionais, atmosfera, contribuição do substrato). Devido ao processo de normalização de boa parte dos índices, espera-se reduzir a influência das diferenças na resolução espacial e espectral dos sensores.
A identificação e o monitoramento de plantas daninhas são necessários, pois cada espécie apresenta seu potencial de estabelecimento e sua agressividade, sendo sua interferência diferente entre as culturas. A identificação correta de plantas daninhas permite compactuar com o manejo integrado de plantas daninhas e ainda monitorar as espécies tolerantes na área.
No manejo de plantas daninhas, a agricultura de precisão permite o gerenciamento local das culturas.
Atualmente os drones, possibilitam fazer levantamentos nas áreas agrícolas, permitindo, assim, o uso de agricultura de precisão para o posterior manejo do sistema agrícola e das ações de melhor manejo. O uso desta tecnologia no manejo de plantas daninhas tem se mostrado eficiente, com redução entre 40 a 60% no número de aplicações de herbicidas.
Entre as mais diversas técnicas de aplicação de defensivos agrícolas que são encontradas no mercado, as que mais se destacam são as que se baseiam no princípio de fracionamento hidráulico das gotas. Quando se observa somente o modo cujo defensivo agrícola atua sobre o alvo, é errôneo, pois não se observar a técnica de aplicação de defensivos podem acarretar a contaminação do ambiente.
Para os aplicadores, um dos maiores desafios é minimizar essa contaminação ambiental, devido à forte pressão que a sociedade tem colocado, a fim de uma produção agrícola socialmente sustentável e ambientalmente segura. As aplicações com essas características são conseguidas, com o domínio da técnica de aplicação e a correta escolha da ponta de pulverização.
Atualmente, a tendência é a redução do volume de pulverização, pois adotando esse procedimento, se reduz o número de reabastecimentos, e como consequência, há redução do volume de água necessário para as operações, aumentando então, a capacidade operacional.
Têm-se observado a aplicação de baixos volumes e a redução do diâmetro de gotas, fatores estes que, apresentam maiores capacidades de coberturas atingindo então as diversas partes do alvo com maior facilidade.
Os drones voltados para a pulverização, são equipamentos capazes de operar em áreas de difícil acesso e em locais que aviação agrícola não consegue atuar.
Os gastos com insumos se reduzem em até 80%, otimizando recursos e aplicando defensivos no momento e local correto, além dos impactos ambientais serem reduzidos. Esses equipamentos podem atender tanto pequenas culturas quanto grandes, em situações que, pulverização com aviões não é viável economicamente, e em áreas de risco, que podem ser próximas à rede elétrica e árvores.
As aplicações realizadas de maneira aérea, não se diferem das aplicações com equipamentos terrestres. O uso da tecnologia aérea se apresenta como mais econômica e vantajosa, uma vez que reduz o tempo da aplicação e que, o produto pode ser aplicado em condições adversas de solos irrigados ou encharcados, possibilitando assim, maior qualidade e uniformidade de aplicação, que não provoca danos seja de amassar a cultura ou compactação de solo.
No processo de produção agrícola, a aplicação de defensivos agrícolas é um dos mais exigentes, pois além de atender a área de cultivo, existem os cuidados com a preservação do meio ambiente.
Uma máquina sofisticada terá pouco valor, se sua operação não seguir as especificações técnicas. Já é possível utilizar um drone tipo avião para mapear uma grande lavoura e assim, gerar mapas com o posicionamento de focos de plantas daninhas, e assim, pulverizar com herbicidas utilizando o drone multirotor nestes locais em dois ou três dias.
A economia de herbicidas chega em até 95%, em relação à pulverização de uma área total.
A Pós-Graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.
Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.
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]]>O post Herbicidas pré-emergentes em soja: posicionamento e resultados atuais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assista ao conteúdo na íntegra!
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]]>O post Fertilizantes nitrogenados: benefícios e eficiência na produção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A população humana está projetada para atingir 11 bilhões neste século, com o maior aumento nas nações em desenvolvimento. Este crescimento, em conjunto com o aumento do consumo per capita, exigirá grandes aumentos na produção de biocombustíveis e alimentos, o que vai exigir maior consumo de fertilizantes, como o nitrogênio.
Em última análise, a capacidade global de produção de alimentos será limitada pela quantidade de terra e recursos hídricos disponíveis e adequados para a produção agrícola, e pelos limites biofísicos no crescimento da cultura.
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Estimativa alimentação mundial – dados da FAO (Fonte: UFRGS)
Quantificar a capacidade de produção de alimentos em cada hectare de terras agrícolas atuais, de uma maneira consistente e transparente, é necessário para informar as decisões sobre:
Tudo o que visa afetar o rendimento futuro da safra e uso da terra deve ser analisado, para construir ações para incremento da produtividade pelos produtores por meio de suas redes de conhecimento.
A capacidade de produção da safra pode ser avaliada estimando-se o rendimento potencial e os níveis de rendimento com limitação de água, como referência para a produção agrícola sob, respectivamente, condições irrigadas e de sequeiro.

Milho irrigado – Fonte: Embrapa
A diferença entre a produtividade potencial e as produtividades obtidas, apresentam como oportunidade de incremento na produtividade, por meio do conhecimento dos fatores que causam a redução na produtividade, a fim de realizar o cultivo de forma sustentável.
A agricultura intensiva requer grandes quantidades de energia e isso influencia fortemente os preços dos alimentos.
As fazendas modernas são grandes consumidoras de combustível e eletricidade. Além disso, a produção de fertilizantes à base de nitrogênio também gasta energia e seu custo é fortemente influenciado pelos preços do petróleo e do gás natural.
Outro fator a considerar é que os solos tropicais são limitados por fósforo, cujos estoques mineráveis estão diminuindo e frequentemente localizados longe das regiões agrícolas tropicais. Os custos de produção, transporte e aplicação de fósforo irão aumentar claramente com os preços da energia.

Recorde de rocha fosfática pela Vale – Fonte: Exame
Apesar das demandas globais por energia, provavelmente irão dobrar até 2050, os avanços tecnológicos para acessar petróleo e gás natural em formações de xisto profundas podem ajudar a manter os preços da energia relativamente estáveis nas próximas 1–2 décadas.
No curto a médio prazo, suprimentos estáveis de energia poderiam apoiar a intensificação agrícola se os preços das safras aumentassem mais rapidamente do que os custos da energia.
Melhorias na eficiência do uso de nitrogênio na produção agrícola são críticas para enfrentar os desafios triplos de segurança alimentar, degradação ambiental e mudança climática. Essas melhorias dependem não apenas da inovação tecnológica, mas também de fatores socioeconômicos que atualmente são mal compreendidos.
A aplicação de fertilizantes sintéticos de nitrogênio (N) e fósforo (P), além de aumentar a produtividade agrícola, a aplicação em áreas agrícolas altera drasticamente:
As taxas de uso de fertilizantes N e P por unidade de área cultivada aumentaram em aproximadamente 8 vezes e 3 vezes, respectivamente, desde o ano de 1961 quando os levantamentos da IFA (International Fertilizer Industry Association) e da FAO (Food and Agricultural Organization) em nível de país a entrada de fertilizantes tornou-se disponível.

Padrões temporais de nitrogênio (N) e fósforo (P) globais de uso de fertilizantes em termos de quantidade total (tot) e taxa média por unidade de área de cultivo (média) por ano. Os gráficos de pizza mostram a proporção do uso de fertilizantes N e P nos cinco principais países consumidores de fertilizantes e outros no ano de 2013 – Fonte: Lu & Tian (2017) – Traduzido.
Considerando a expansão das áreas de cultivo, o aumento no consumo total de fertilizantes é ainda maior.
A entrada de fertilizante P mostra um padrão semelhante com o Brasil como o maior consumidor. É observado um aumento global na razão N/P do fertilizante em 0,8 g N g −1 P por década durante 1961–2013.
O nitrogênio é crucial para a produtividade das culturas. No entanto, hoje em dia mais da metade do N adicionado às plantações é perdido para o meio ambiente. Além de desperdiçar o recurso, isso gera:
Durante as últimas cinco décadas, a resposta dos sistemas agrícolas ao aumento da fertilização com nitrogênio evoluiu de forma diferente nos diferentes países do mundo.
Enquanto alguns países melhoraram seus desempenhos agroambientais, em outros o aumento da fertilização produziu baixos benefícios agronômicos e maiores perdas ambientais.
De forma geral, países que usam uma proporção maior de insumos de N da fixação simbiótica de N, em vez de fertilizantes sintéticos, têm uma melhor eficiência de uso de N.
A eficiência fotossintética e a tolerância ao estresse são exemplos de características que foram aprimoradas pela seleção natural por milhões de anos antes da domesticação das safras. Melhorar ainda mais essas características muitas vezes requer a aceitação de compensações que teriam reduzido a aptidão dos ancestrais da cultura onde eles evoluíram.
Exemplo: as melhorias no potencial de rendimento vêm, principalmente, da reversão da seleção anterior para a competitividade individual da planta, que entrava em conflito com a eficiência da comunidade planta, ou de compensações entre a adaptação às condições do passado e do presente.
Identificar compensações evolutivas, que impõem concessões agronômicas mínimas, pode apontar o caminho para melhorias adicionais no potencial de rendimento e outras características de nível de comunidade.
Os genótipos de culturas que beneficiam as culturas subsequentes merecem mais atenção. As inovações radicais nunca testadas pela seleção natural podem ter um potencial considerável, mas tanto as compensações quanto as sinergias costumam ser difíceis de prever.
O milho, por exemplo, é um dos cereais mais cultivados e importantes na alimentação humana e animal. Mesmo com os avanços genéticos, é inegável seu alto consumo de fertilizantes, em especial o nitrogenado. Mas o quão impactante é isso?
Nutricionalmente, a planta e o solo requerem atenção e, claro, isso culminará no preço final.
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]]>As culturas, em geral, necessitam que o N2 atmosférico seja modificado por meio de processos naturais ou em forma comercial de fertilizantes nitrogenados.
Por meio de vários processos biológicos ou industriais de fixação, o N2 atmosférico é transformado nas formas assimiláveis pelas plantas:
Pode ser fixado também por organismos no solo e em nódulos nas raízes de leguminosas.
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O nitrogênio faz parte da composição de proteínas de plantas e animais. O valor nutricional dos alimentos que ingerimos depende, em grande parte, do fornecimento adequado deste nutriente.

O nitrogênio é exigido pelas culturas em maiores quantidades do que qualquer outro nutriente, exceto potássio (K).
Nitrato e amônio são as principais formas de N absorvidas pelas raízes das plantas.
Embora a quantidade de nitrogênio armazenada na matéria orgânica do solo seja grande, a quantidade decomposta e disponível para absorção pela planta é relativamente pequena. Normalmente, essa decomposição não é sincronizada com a necessidade da planta.
A matéria orgânica libera N lentamente e a taxa é controlada pela atividade microbiana do solo (influenciada por temperatura, umidade, pH e textura).
Em geral, estima-se que para cada 1% de matéria orgânica do solo, são disponibilizados cerca de 20 kg/ha de N.
Um dos produtos da decomposição orgânica (mineralização) é o amônio, que pode ser retido pelo solo, absorvido pelas culturas ou convertido em nitrato. O nitrato é absorvido pelas plantas, lixiviado da zona radicular ou transformado em nitrogênio gasoso e perdido para a atmosfera.
Como a maioria dos solos não pode fornecer quantidades suficientes de nitrogênio para sustentar economicamente o crescimento ótimo e a qualidade da cultura, os fertilizantes comerciais são bastante usados para suplementar suas necessidades.
Esterco, lodo de esgoto e outros resíduos que são fontes de nitrogênio são aceitáveis também, quando disponíveis.
A escolha da fonte de nitrogênio correta deve ser baseada em fatores como:
Todas as fontes de nitrogênio necessitam de um manejo mais cuidadoso, para o aproveitamento máximo de seu potencial. Quando não manejados corretamente, todas as fontes de nitrogênio podem representar potencial dano ambiental, incluído acúmulo de nitrato em águas subterrâneas e superficiais.
Os fertilizantes nitrogenados são os mais utilizados na agricultura e devido a necessidade da redução de suas perdas por volatilização quando aplicado em superfície, a ureia tornou-se o fertilizante convencional mais utilizado para o desenvolvimento de fertilizantes com eficiência aumentada. Eles podem ser classificados em três categorias:

Podem ser citados:
Podem ser citados: a ureia tratada com aditivos para estabilização do nitrogênio. Sendo subdivididos em: aditivos para inibição da urease e aditivos para inibição da nitrificação.

São produtos de condensação da ureia com aldeídos.
São fertilizantes nitrogenados convencionais, como a ureia, que têm alta solubilidade em água, aos quais são adicionados compostos para o recobrimento do grânulo que serve de barreira física e controla a passagem de nitrogênio por difusão.
Existem diferenças conceituais entre as tecnologias quando são utilizados os termos liberação lenta e controlada.
A necessidade de adubação com nitrogênio é mais comum do que com quaisquer outros nutrientes. No caso do milho, é o nutriente de maior exigência e de maior custo.
No entanto, sabendo manejar adequadamente o nitrogênio, com base no uso de uma fonte certa, na dose certa, na época correta e no local certo, é possível otimizar a produtividade e o retorno da cultura. Simultaneamente, reduz os riscos de efeitos potencialmente negativos para o ambiente.
Um bom exemplo disso é a adoção de Sistema de Plantio Direto (SPD), por fornecer biomassa à cultura e uma melhor ciclagem de nutrientes. No caso do milho de segunda safra, por exemplo, é comum no Brasil fazer consórcio com braquiária.
Sistemas como esse, trazem diversos benefícios, inclusive econômicos. Alinhar o fornecimento de nitrogênio, com um sistema de preservação e que ainda auxilia contra pragas e daninhas, pode ser promissor, vantajoso e rentável.
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]]>A demanda nutricional depende de muitos fatores, dentre os quais podemos citar:
Sobre os 2 últimos, o solo acaba tendo um foco, afinal ele atua como reservatório de minerais necessários às plantas. Para saber a composição, é preciso fazer, ao menos, uma análise de solo.

Figura 1: Esquema didático com elementos do solo
O sistema é aberto, pois os elementos são constantemente removidos de um lado, a uma fase sólida (reservatório) e acumulados no outro, a planta.
A solução do solo é o compartimento de onde a raiz retira ou absorve os elementos essenciais.
Quando a fase sólida (matéria orgânica + minerais) não consegue transferir para a solução do solo quantidades adequadas de um nutriente qualquer, é necessária sua aplicação mediante o emprego do fertilizante, que contém o elemento em falta.
Na prática, a adubação consiste em cobrir a diferença entre a quantidade do nutriente exigida pela planta e o fornecimento pelo solo, multiplicado por um fator, para compensar as perdas do adubo, ocasionadas principalmente quando o pH do solo encontra-se fora da faixa adequada.

Figura 2. Adubação – Fonte: Sítio da Mata
Estabelecer a essencialidade dos elementos é muito mais complexo do que apenas a análise química.
As plantas absorvem do solo, sem muita discriminação, os elementos essenciais, os benéficos e os tóxicos, podendo estes últimos, inclusive, levá-las à morte. “Todos os elementos essenciais devem estar presentes nos tecidos das plantas, mas nem todos os elementos presentes são essenciais” (Arnon e Stout, 1939).
O N é exigido pelas culturas em maiores quantidades do que qualquer outro nutriente, exceto potássio (K). Nitrato e amônio inorgânicos são as principais formas de N absorvidas pelas raízes das plantas.

Figura 3. Fórmulas químicas do Nitrato, Amônio e Nitrato de Amônio – Fonte: Sandy Azevedo
A quantidade de N armazenada na matéria orgânica do solo, apresenta pouca quantidade decomposta e disponível para as culturas.
Normalmente a decomposição não é sincronizada com a necessidade da planta. Estima-se que para cada 1% de matéria orgânica do solo são disponibilizados 20kg/ha de N.
O P é um componente vital no processo de conversão da energia do sol em alimentos, fibras e óleos nas plantas. Tem papel fundamental na fotossíntese, no metabolismo de açúcares, no armazenamento e transferência de informações genéticas.
As raízes das plantas absorvem o P quando este está dissolvido na solução do solo.
Os solos naturalmente apresentam baixa concentração de P, devido a esse fator o solo deve ser continuamente reabastecido com esse elemento para repor o que foi absorvido pelas plantas.
As raízes das plantas geralmente absorvem P na forma de íons ortofosfato inorgânicos (HPO42- ou H2PO4–).
A disponibilidade de P às plantas são influenciadas por fatores como:
O K está envolvido em diversas funções essenciais como:
As plantas supridas com quantidades adequadas de K são capazes de resistir mais ao estresse climático e aos danos causados por pragas e doenças em comparação com plantas deficientes em K.

Figura 4. Sintoma clássico de deficiência de potássio em milho – Fonte: IPNI (1993).
O K é absorvido pelas plantas quando está disponível na solução do solo, sendo alguns fatores que contribuem para a sua disponibilidade:
O K trocável é medido pela análise de solo e é considerado prontamente disponível às plantas.
Os filossilicatos que liberam K também podem “fixar” este nutriente em posições entre as camadas, desta forma removendo-o da solução do solo.
O sulfato solúvel (SO42-) é a fonte para nutrição de S para as plantas.
O S é exigido para a síntese de proteínas, auxiliando na produção de sementes e da clorofila necessária para o processo fotossintético.
É um componente necessário de três aminoácidos (cisteína, metionina e cistina) requeridos para a síntese proteica. Exigido para a formação de nódulos em leguminosas.

Figura 5. Nódulos em raízes – Fonte: Fabiano Bastos via 3rlab
A maior parte do S do solo é, geralmente, encontrada na matéria orgânica e nos restos culturais.
Este nutriente está presente em uma variedade de compostos orgânicos que não estão disponíveis para a absorção pelas plantas, até serem convertidos em sulfato solúvel.
A velocidade na qual os microrganismos do solo convertem esse composto orgânico de S é determinada por temperatura, umidade e outros fatores ambientais.
Uma pequena fração do S do solo é encontrada na forma de sulfato. O sulfato geralmente é solúvel, e se movimenta na solução do solo para as raízes.
O Ca é classificado como um macronutriente secundário que é requerido em quantidades relativamente grandes pelas plantas na forma de Ca2+.
O Ca desempenha papel fundamental na estrutura da parede celular e na integridade da membrana. Ele também promove:
A solubilidade do Ca depende de fatores do solo, como:
Solos com maior pH apresentam mais Ca disponíveis em sítios de troca de cátions;
O Ca disponível é afetado tanto pela CTC do solo, quanto pela saturação de Ca nos sítios de troca de cátions do solo.
O Ca tem grande influência nas propriedades do solo, especialmente porque previne a dispersão de argila.
O fornecimento abundante de Ca pode auxiliar na redução do encrostamento e da compactação do solo, levando à melhora da percolação da água e à redução do escoamento superficial.
Nas plantas, o Mg é essencial para muitas funções como:
Sendo o átomo central de sua molécula;
As “fábricas” que sintetizam as proteínas nas células;
As moléculas que transferem informações genéticas quando novas células são formadas;
Moléculas com formatos específicos requeridos para acionar certas reações químicas necessárias para o crescimento e o desenvolvimento adequado das plantas;
Uma “bateria” que armazena energia na planta;
Os carboidratos são usados nas plantas para energia e estrutura.
O Mg disponível às plantas está presente na solução do solo, sendo o Mg trocável e da solução do solo as formas deste nutriente medida pelas análises de solo e considerado prontamente disponíveis para as plantas.
Quando as raízes das plantas absorvem água, a água localizada em grande distância se move para as raízes, repondo a absorvida. O Mg que está dissolvido na solução do solo se move com essa água.
Esse processo, denominado fluxo de massa, é responsável por manter a planta suprida com Mg.
Os nutrientes requeridos pelas plantas podem ter diversas origens, mas boa parte vem dos minerais. O fósforo, por exemplo, advém de rochas fosfáticas. Só a agricultura consome mais de 90% delas, o que tem tornado isso escasso.
Para analisar o quanto seu solo requer esse nutriente, é necessária uma análise química, que pode ser feita pelos extratores Mehlich 1, Mehlich 3 ou Resina.
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]]>Uma das maneiras que tem se difundido para preservar o solo e fornecer demais benefícios às culturas, é o sistema de plantio direto (SPD). Ele é definido pela aplicação de três princípios:
Visita técnica para análise da plantação de feijão sobre palhada de milho no Sul de Minas Gerais – Fonte: Sandy Azevedo
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No Brasil estima-se que tenha uma área superior a 33 milhões de hectares sob SPD.
Os principais fatores para adoção generalizada do SPD:
As formas de preparo do solo, o tráfego de máquinas e as culturas utilizadas, possuem efeito preponderante sobre a estrutura do solo.
A degradação do solo pode ser considerada uma das ameaças mais graves para o ecossistema, pois esta compromete a função do solo pelas mais diferentes causas:
Há uma gama de plantas de coberturas utilizadas nos trópicos e subtrópicos, ligadas a serviços de ecossistêmicos. Aplicados em sistemas de cultivos anuais ou perenes, sua adoção depende exclusivamente das diferenças climáticas regionais e pela adoção ou não do SPD.
A rotação de culturas é definida como a alternância ordenada de diferentes culturas, em um determinado ciclo, na mesma área e na mesma estação do ano.
A sucessão de culturas consiste no ordenamento de duas culturas na mesma área agrícola por tempo determinado, cada uma cultivada em uma estação do ano.
A implantação de um sistema de produção diversificado não deve causar transtornos operacionais ou econômicos, pois a diversificação de culturas aumenta a complexidade das tarefas a serem executadas.
Para um modelo de produção envolvendo a primeira e segunda safra para regiões do sul e sudeste, e centro-oeste norte e nordeste, estão como exemplo na Figura 2:
Distribuição temporal de espécies vegetais em um exemplo de modelo de sistema de produção para regiões subtropicais e tropicais.
Para o cultivo de plantas de cobertura, a capacidade de promover a absorção de nutrientes em camadas profundas do solo e acumulá-las na parte aérea, proporciona benefícios para a cultura sucessora após a degradação da palhada na superfície do solo.
Dentre as plantas de cobertura utilizadas como adubos verdes, se destacam:
Assim, os adubos verdes são importantes para a agricultura por promoverem a ciclagem rápida de nutrientes, favorecendo seu uso pela cultura em sequência, principalmente daqueles com potencial de lixiviação como o nitrogênio e potássio ou dos que podem ser fixados em solos intemperizados, como o fósforo.
O preparo do solo está relacionado ao seu nível de compactação. Ele visa criar condições favoráveis para um bom estabelecimento e desenvolvimento das culturas, com alto custo e alta demanda de energia.
Um dos principais objetivos do preparo do solo é influenciar os processos do solo, predominantemente na modificação das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.
A compactação do solo está se tornando cada vez mais uma preocupação à medida que os equipamentos agrícolas se tornam maiores e mais pesados. Por exemplo, o peso dos tratores tem aumentado de 4 ton ha-1 na década de 1940 para 20 a 45 ton ha-1 na década de 2000.
Trator da McCorneck dos anos 50 e da Case IH modelo 2018.
As mudanças causadas pela compactação do solo deterioram as propriedades físicas do solo, como:
A água é um fator importante, não só na produção de biomassa das plantas cultivadas, mas também na manutenção da fertilidade do solo do ponto de vista físico e químico.
Ele é utilizado para proteger e gerenciar a estrutura física do solo das mudanças indiscriminadas de tráfego extensivo de máquinas agrícolas.
O tráfego desorganizado de máquinas agrícolas promove aumento na densidade do solo, sua resistência e reduzindo sua porosidade.
As plantas de cobertura semeadas durante o inverno, com restrição hídrica, reduzem a compactação superficial do solo (0-0,06 cm), proporcionando maior produtividade de milho e soja cultivados no verão.
O uso de plantas de cobertura de inverno, aliado a ausência de tráfego de máquinas, pode reduzir a densidade do solo e aumentar a macroporosidade. Por outro lado, diminui a capacidade de suporte de carga e aumenta a suscetibilidade da superfície do solo à compactação.
Quando o solo apresenta compactação e mesmo assim o produtor quer utilizar a área com a adoção de SPD, a máquina, no entanto, pode ser uma aliada. É o caso dos escarificadores e subsoladores.
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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]]>Apesar da pecuária ter um impacto maior, a agricultura também tem sua parcela, com o desmatamento de áreas para o plantio, uso exagerado de agrotóxicos e a mudança nos solos.
Novas análises têm sido feitas, em busca de dados que quantifique, qualifique e mostre resultados concretos sobre ecossistemas.
Não apenas para monitorar a sustentabilidade, mas também para entender mais sobre a qualidade do solo, o uso de análises por meio de bioindicadores têm se tornado uma boa opção para produtores.
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De forma generalizada, bioindicadores são resultados de análises ambientais sobre seres vivos de qualquer natureza. Já o termo ‘qualidade do solo’ surgiu por volta dos anos 90, ou seja, é relativamente novo.
Em 1994, os pesquisadores Doran e Pakin definiram que um solo de qualidade é aquele com capacidade de funcionar dentro de um limite de ecossistema que:
A qualidade do solo, porém, pode ser divergente devido à complexidade. Um único grama de solo contém 1 bilhão de bactérias, 1 milhão de actinomicetos e 100 mil fungos!
Assim, é fato dizermos que as atividades metabólicas geradas por esses seres é grande demais. Além de que, os microrganismos atuam de forma direta em todo o sistema do solo, como: ciclagem do nutriente, formação da matéria orgânica (MO) e demais processos.
Tudo isso demonstra o quanto é importante avaliar de forma mais criteriosa o solo, o que inclui os bioindicadores.

Fatores que influenciam na qualidade do solo e que estão correlacionados – Fonte: Mendes et. al (2015)
No Brasil, a percepção da necessidade da inclusão dos bioindicadores nas avaliações de rotina do solo coincidiu com adoção de sistemas conservacionistas de manejo, como:
Do ponto de vista de microbiologia do solo, a comparação entre áreas agrícolas com revolvimento do solo e sob SPD é uma das mais emblemáticas e mais estudadas.
Em áreas com revolvimento do solo e sob SPD, a ecologia do ambiente solo-planta é bem distinta, pois envolve a destruição frequente e a preservação das relações construídas no solo com o tempo de cultivo nesses sistemas.
Isso se deve, principalmente, às diferenças no grau e intensidade de revolvimento do solo, no manejo da palha e da diversidade biológica (rotação de culturas) desses sistemas.
No SPD, a camada arável deixa de existir dando origem a uma camada superficial enriquecida com resíduos.

Plantio de feijão sobre a palhada (SPD) – Fonte: Sandy Azevedo
Diferentemente do que ocorre com os indicadores químicos de fertilidade, cujos níveis (baixo, médio, adequado e alto) já estão bem definidos para cada elemento e tipo de solo (sempre levando em consideração características como: textura, teor de MOS, etc.), até pouco tempo era difícil simplesmente medir e interpretar bioindicadores, independentemente de um controle ou referencial de comparação.
Nas tabelas de recomendação de nutrientes, pela comparação dos valores obtidos na análise de uma amostra de solo com aqueles das faixas de teores estabelecidos experimentalmente, atribui-se o grau de fertilidade.
Posteriormente, para cada cultura e tipo de solo, define-se a quantidade de nutrientes ou de corretivos a ser aplicada.

Classes de interpretação de bioindicadores para Latossolos Vermelhos argilosos de cerrado, sob cultivos anuais, na camada de 0 cm a 10 cm.
Valores da C da biomassa microbiana (CBM) expressos em mg de C/kg de solo; valores de atividade de β-Glicosidase, fosfatase ácida e arilsulfatase expressos em mg de p-nitrofenol/kg de solo/h. Fonte: Mendes et al. (2018).
O objetivo das tabelas de interpretação dos bioindicadores é o de auxiliar com relação à tomada de decisões sobre diferentes sistemas de manejo e/ou práticas de uso da terra e de seus impactos na qualidade do solo.
A coleta de solo pode ser efetuada no fim do período chuvoso, após a colheita das culturas, coincidindo com a amostragem para química de solo (quando o solo ainda apresenta alguma umidade, o que facilita a amostragem).
Um aspecto muito importante é que a camada diagnóstica para a bioanálise de solo é a profundidade de 0 cm a 10 cm.
A atividade enzimática total de um solo é o somatório da atividade enzimática dos organismos vivos:
E as enzimas abiônticas também entram nesse somatório, como as enzimas associadas à fração não viva, que se acumulam no solo protegidas da ação de proteases por meio de sua adsorção em partículas de argila e na matéria orgânica.
Por isso, as enzimas arilsulfatase e β-glicosidase, tendem a se comportar de modo mais semelhante a MOS, constituindo-se em verdadeiras impressões digitais dos sistemas de manejo aos quais o solo foi submetido, permitindo, dessa forma, acessar a “memória do solo”.
Ao contrário dos indicadores químicos de fertilidade, o componente biológico do solo é fortemente influenciado por fatores climáticos, tais como a umidade do solo e temperatura, gerando padrões de variação temporal.
Atributos biológicos que variam muito em períodos curtos tornam a calibração e interpretação mais difícil.
Por esta razão, um desvio padrão pequeno e baixas variações ao longo do tempo são alguns dos requisitos necessários para o uso dos parâmetros microbiológicos no monitoramento da qualidade do solo.
O uso da bioanálise de solo, como parte do conjunto de métricas, para avaliar a qualidade/saúde do solo, será fundamental para separar os sistemas com diferentes “condições” de sustentabilidade e para reforçar o papel da agricultura como importante prestadora de serviços ambientais.
A base de dados sobre a biologia completa do solo é escassa de informações. Havendo uma maior dificuldade em interpretar os bioindicadores presentes, além do mais, não há ainda uma padronização.
Todo estudo científico para “provar ou não” um dado, precisa ser quantificado e padronizado. No caso dos bioindicadores há diversos modelos propostos por pesquisadores, mas carece de padrão, o que abre brecha para interpretações e necessidade de mais investimento em pesquisas.
Alguns parâmetros são os mais comumente adotados nessa classificação, como:
Ainda assim há a expressiva necessidade de padronizar essas análise para ser ainda mais fiel aos valores obtidos e, com isso, determinar a qualidade ou não do solo.
Ainda na pesquisa de Mendes (et. al, 2015), ela defende que é preciso determinar parâmetros-chaves que sejam reconhecidos e sirvam de referência a todos os estudos posteriores. Ela enumera os listados abaixo:
Por fim, que não estejam na lista de controle do Exército.
A necessidade de inclusão dos bioindicadores nas análises está cada vez mais evidente. Num futuro próximo, esse tipo de análise poderá predizer aos produtores que utilizem sistemas de conservação, se seu solo está de fato tendo resultados sustentáveis.
Outro ponto que pode ajudar nisso, seriam as certificações que valorizam diversos produtores. Tendo os bioindicadores padronizados, é possível estipular metas para certificar propriedades que estejam dentro dos parâmetros ambientais e sustentáveis.
Você pôde notar que no futuro agrícola usaremos e muito as análises com os bioindicadores. Isso se mostra ainda mais importante em culturas anuais, como soja, milho, feijão e demais cereais.
Estar atento às novas demandas de mercado é o que pode diferenciar as fazendas de sucesso.
A fertilidade do solo implica não apenas na aplicação de adubos, mas do conhecimento básico do solo presente nas lavouras.
É possível produzir muito com um perfil de solo equilibrado e com plantas nutricionalmente desenvolvidas. Aliás, em termos de custos com a produção, os fertilizantes ficam em 2º lugar, tamanha a importância de entender bem essa etapa.
Se você busca resultados promissores em sua produção, é preciso dominar os aspectos da fertilidade.
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]]>Neste Webinar, Paulo César Sentelhas, professor da ESALQ e membro efetivo do CESB, fala sobre o assunto.
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]]>O post Enxofre para as plantas: importância na adubação do solo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A essencialidade do S para as plantas é devido à presença dos aminoácidos sulfurados cistina e metionina nas proteínas vegetais. No solo, encontra-se armazenado na forma orgânica.
O manejo do solo realizado de forma inadequada, resulta em redução no teor de matéria orgânica, associado ao uso de corretivos em superfície e fertilizantes concentrados com ausência de S, possibilita uma maior probabilidade de resposta das culturas à adubação sulfatada.
Assim, você vai entender o que torna o S um importante nutriente para o solo e planta, uma vez que ele interfere diretamente na qualidade dos grãos e até na defesa da planta.
O S é importante não somente como nutriente, mas também por seu papel no mecanismo de defesa da planta contra pragas e doenças. As plantas sadias contêm grande variedade de metabólitos secundários, muitos dos quais contendo Nitrogênio(N) e S em sua estrutura.
Esses compostos estão presentes seja em sua forma ativa biologicamente ou armazenados como precursores inativos, que são convertidos na forma ativa pela ação de enzimas em resposta ao ataque do patógeno ou da praga.
Embora o uso do enxofre elementar (S0) como fungicida seja muito antigo, pouco se sabe a respeito do modo como ele funciona.
Nos solos tropicais, o S está nas formas orgânicas e inorgânicas, sendo a primeira forma predominante (90%). Isso é comprovado pelas altas correlações verificadas entre os teores de carbono orgânico ou N total e os teores de S total ou orgânico.
O S orgânico pode ser dividido em duas frações distintas: ésteres e ligados diretamente ao carbono.
O S orgânico é gradualmente mineralizado à SO4-2. Pelo fato de a fração orgânica deste nutriente ser a predominante, a mineralização e imobilização regulam o ciclo no solo e controlam a disponibilidade de S às plantas.
O armazenamento de S orgânico significa suprimento constante deste elemento às plantas e, para isso, a manutenção de teores adequados de matéria orgânica no solo é fundamental!
As transformações de S no solo são controladas por processos bióticos e abióticos. A importância relativa de cada processo depende de fatores como:
Há ainda os processos de transformações bióticas que estão relacionadas aos processos de:
Já os processos abióticos ocorrem em função de:
Para determinar corretamente a necessidade de S, deve-se realizar análise de solo em duas profundidades, 0 a 20 cm e 20 a 40 cm, devido à mobilidade do nutriente no solo e o seu acúmulo em subsuperfície.
As fontes mais comuns de fertilizantes sulfatados simples têm o elemento na forma de sulfato:
A recomendação de fertilizantes sulfatados apresenta grande complexidade em função dos inúmeros fatores que controlam a dinâmica de S no solo. Alguns fatores que influenciam na resposta, são:
Nas recomendações típicas de S, as doses variam de 20 a 50 kg ha-1, dependendo do manejo, da cultura e do teor do elemento no solo.
Para o uso eficiente do gesso agrícola em regiões de subsolo ácidos requer uma correta diagnose baseada em critérios químicos que levem às recomendações seguras das doses a serem aplicadas.

Gesso agrícola. Fonte: Calcário Fosfarine
Os critérios para aplicação são avaliação da camada de 20 a 40 cm onde: teores de Ca < 0,4 cmolc dm-3 e/ou Al > 0,5 cmolc dm-3 e ou saturação por alumínio (m%) > 30%.
Para cálculo da dosagem sugere-se a seguinte fórmula:
NG (kg ha-1) = 50 * % argila
onde: NG – Necessidade de gessagem
Método que baseia em elevar a saturação de Ca na CTC efetiva na camada de 20 a 40 cm a 60%, sendo aplicado a seguinte fórmula:
NG (t ha-1) = (0,6 * (CTC efetiva – Ca (20 a 40 cm)) * 6,4
onde: NG – Necessidade de gessagem
Para avaliação da dose a ser aplicada, o monitoramento da análise de solo em profundidade deve ser considerada, para que se possa avaliar a redistribuição de cálcio no perfil do solo.

Distribuição relativa das raízes, no perfil de um solo do tipo latossolo argiloso. Na 1ª, sem a aplicação de gesso e na 2ª, com a aplicação de gesso. Fonte: Boletim técnico 32 – Embrapa

Cultura do milho em um perfil de lâmina d’água no latossolo argiloso, após um veranico de 25 dias. À esquerda, sem tratamento com gesso e à direita com tratamento de gesso. Fonte: Boletim técnico 32 – Embrapa
Programas de adubação, que visam altas produtividades, devem considerar, além das necessidades de S da cultura, a reciclagem dos resíduos orgânicos.
Deve-se observar que a disponibilidade de S, a curto prazo, está ligada principalmente à quantidade e ao tipo de resíduos culturais, os quais dependem do sistema de rotação de culturas empregado, enquanto, a longo prazo, a disponibilidade de S está mais relacionada ao sistema de preparo do solo.
E fique atento! Cada um desses pontos, quando não analisados e respeitados, podem ocasionar perda de produção.
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Se esse é seu objetivo, se você busca safras de alto volume produtivo e de qualidade, conheça mais sobre o curso:

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]]>Em uma propriedade rural, qualquer que seja sua característica, a sustentabilidade do negócio agrícola e pecuário, será atingida apenas se a gerência dessa propriedade for capaz de contemplar apropriadamente todos os fatores envolvidos no processo produtivo, tais como:
Todos esses, são aspectos indispensáveis na formulação de um negócio bem administrado.
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É primordial que a propriedade se atente aos quesitos ambientais, disponibilidade de mão de obra, bem como toda a equipe, recursos financeiros e materiais de que essa fazenda dispõe.
A união desses fatores, quando usados de forma adequada, é possível otimizar e gerar oportunidades e evitar imprevistos. Assim, a fertilidade do solo passa a ser fundamental.
Há uma gama de informações de pesquisa que, se bem utilizadas, permitem transformar solos pobres do Cerrado em solos tão ou mais produtivos do que os mais férteis do Brasil.
Os fatores de produção normalmente citados são: terra, trabalho e capital. Um quarto fator de produção, que é o conhecimento tecnológico, deve também ser incluído.
No processo de desenvolvimento econômico de diferentes nações, são utilizados todos esses fatores em combinações variadas e apropriadas para cada caso. Assim, países com pequenas dimensões territoriais, procuram fazer do trabalho, capital e tecnologia os maiores fatores propulsores do desenvolvimento.
Como exemplo, podem ser citados o Japão, a Holanda, alguns países asiáticos e os países nórdicos.
Por sua vez, existe uma corrente de pensamento econômico que defende o uso da terra em maior escala como fator propulsor do desenvolvimento em países de grandes dimensões territoriais.
Em nível mundial, essa corrente de pensamento já perdeu grande parte da sua importância, e o número de defensores hoje é relativamente pequeno e em declínio.
No Brasil, entretanto, existem grupos de teóricos que ainda defendem o uso de maiores áreas de terra e mais trabalho, considerados abundantes e de baixo custo, como os elementos-chave para o desenvolvimento.
Em consequência, no tocante ao aproveitamento agroindustrial da região do Cerrado, ainda ocorrem questionamentos sobre a tecnologia que está sendo gerada para o segmento agrícola.
Os críticos argumentam que o modelo de desenvolvimento agrícola do Cerrado é capital intensivo, sendo o país extremamente carente em capital e tendo como fatores abundantes terra e trabalho. Concluem, assim, que seria mais racional usar mais os fatores terra e trabalho e menos o fator capital, que é escasso.
Nesse ponto, é de se duvidar que o que acreditamos sobre domínio público do conhecimento em relação à pobreza generalizada dos solos do Cerrado seja verdadeiro.
Não é economicamente e cientificamente viável a produção comercial e em larga escala, nesses solos do Cerrado. De modo geral, eles são são do tipo:
A terra é abundante em quantidade, mas limitada na sua fertilidade. Além disso, a mão de obra deixou de ser abundante no meio rural e é limitada, seja por falta de qualificação profissional dos operários rurais, seja devido à atual legislação trabalhista para o campo, onerando os custos e reduzindo a competitividade em contraposição à mecanização dos processos.
O desenvolvimento econômico do Cerrado deve passar pela formação de um complexo agroindustrial forte e atuante que, além de propiciar o surgimento de um segmento agrícola tecnificado e produtivo, seja capaz de gerar empregos e renda para a região.
Até o final da década de 1970, não era comum a discussão sobre o tema relativo à eficiência do processo produtivo na região Centro-Oeste do Brasil. Naquela época, as políticas macroeconômicas eram voltadas para o desenvolvimento acelerado da região do Cerrado, como uma alternativa de produção de alimentos, especialmente, grãos.
Como um segundo objetivo, não menos importante, os governos da época estimularam a ocupação dessa região, baseados numa filosofia de integração dos espaços vazios, como fundamento para um processo duradouro de segurança nacional.
Um conjunto de fatores, representado por um ambiente econômico de programas voltados para essa região e de subsídios elevados para alguns insumos importantes para a agricultura, abriu espaço para certo nível de ineficiência no processo produtivo.
No início do desenvolvimento da agricultura no Cerrado, o grau de utilização das tecnologias, então existentes, deixava a desejar. Mesmo assim, vultosos investimentos foram realizados para possibilitar a formação de um parque produtivo na região.
A partir de determinado momento, os subsídios foram retirados e programas de desenvolvimento regional desativados em curto espaço de tempo.
Como consequência, os custos de produção foram bruscamente elevados, e os produtores viram-se ante uma necessidade imperativa: ou se ajustavam rapidamente à nova situação, diminuindo custos e aumentando a eficiência técnica e econômica, ou faliam.
A substituição do capital por terra pode ser viável em situações específicas, quando não existe pressão de uso sobre a terra e seu valor de mercado é relativamente baixo.
Essa situação ainda existe em algumas áreas diferenciadas do Cerrado. Nessas circunstâncias, pode existir um sistema de criação de gado (pecuária extensiva), produzindo cerca de 20 kg de carne por hectare por ano, como uma atividade econômica estável.
Outra alternativa é o uso da terra, por curtos períodos de tempo, para desenvolver atividades extrativas de carvão, lenha, madeira, fibras, oleaginosas, látex, frutos comestíveis, plantas medicinais e mesmo agricultura de subsistência.
Nesses sistemas de produção, tanto a terra como a mão de obra, podem ser utilizadas em maior quantidade em substituição ao capital. Contudo, esses sistemas de produção pouco intensivos no uso de capital e de tecnologia, foram importantes no passado, quando grande parte da população residia nas zonas rurais.
Atualmente, o valor agregado da produção obtida nesses sistemas é de importância marginal e eles não atendem mais às necessidades de uma população predominantemente urbana.
Pode-se afirmar que uma propriedade agrícola sustentável deve resultar da otimização do conjunto-solução de um sistema de equações do tipo:
As equações econômicas são, em geral, as que apresentam resultados mais rápidos e perceptíveis para as decisões tomadas.
Por isso mesmo, a preocupação com elas leva muitos a não obedecer às restrições de outras equações, como as biológicas, ambientais e a adotar o monocultivo de culturas que, comercialmente, sejam interessantes.
Por isso surgem exemplos indesejáveis de monocultivos como os da soja, do feijão e do algodão.
Nos últimos anos, houve investimentos vultosos na formação de recursos humanos especializados, de tal modo que, atualmente, já se dispõe de conhecimentos sobre vários componentes dessas equações.
A formação de indivíduos capazes de resolver sistemas de equações, não tem tido um investimento equilibrado, observando os limites e restrições desses sistemas.
Em outras palavras, dispõe-se de pessoas capacitadas para executar trabalhos de análise, mas poucos capazes de sintetizá-los, enxergando a propriedade agrícola como um todo e inserida num ambiente externo de dimensão global.
Essa é uma limitação de natureza técnica e pode restringir o sucesso nas análises, interpretações e recomendações de conjuntos de técnicas e práticas agrícolas.
A busca da eficiência, como toda aprendizagem, é um processo que leva tempo e exige sensibilidade administrativa e investimentos tanto em recursos materiais (novas máquinas e equipamentos, por exemplo) como em recursos humanos (mão de obra mais qualificada, inclusive na administração e na gerência dos estabelecimentos rurais).
A eficiência pode ser definida como a relação entre as saídas e as entradas no processo de produção agrícola, podendo ser medida em termos de unidades de valores monetários ou de energia entre outros. Essa relação deve ser maior que 1, numa ordem de grandeza que satisfaça o produtor rural e a sociedade.
Na agricultura, trabalha-se com fatores de difícil controle ou mesmo incontroláveis como:
Por sua vez, há fatores controláveis e todo o esforço deve ser despendido para controlá-los, tais como:
As interações constituem posto-chave do processo produtivo, uma vez que se pode aumentar bastante a eficiência, como as interações do tipo:
Há um elenco de interações e cabe ao empresário e administrador rural, tirar proveito delas.
Conhecer e saber usar as interações, significa ter como resultado do uso de dois ou mais desses fatores interativos, mais do que o somatório dos benefícios obtidos com o uso individual de cada fator.
Contudo, os mecanismos de controle dos chamados fatores controláveis da agricultura, requerem o uso de capital. A utilização pura e simples do ambiente natural do Cerrado não permite exercitar muitos desses controles.
Dentro do sistema de equações da produção, a ambiental é tão importante quanto a equação econômica, já mencionada.
A redução da área, até determinado limite, poderá resultar em maiores cuidados no seu uso e manejo, na sua conservação e na preservação de maior superfície com a cobertura vegetal natural. Tudo isso sem redução de produção e a um custo menor da unidade de produto obtido.
A preservação, por tempo prolongado do ambiente natural, pode proporcionar à pesquisa, a oportunidade para conhecer melhor o patrimônio genético da flora e da fauna regionais.
Isso é de extrema importância pela sua diversidade e para o estabelecimento do equilíbrio e da sustentabilidade dos sistemas de produção estabelecidos ou a se estabelecer.
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]]>A fertilidade do solo pode ser modificada pelo homem com certa facilidade para se adequar às exigências das plantas cultivadas, como necessidade de enxofre e fósforo que é bem limitante em nossos solos. Trata-se, pois, de uma característica variável no tempo e com o manejo agrícola.
Preparo do solo.
Mesmo em condições naturais, o fluxo de nutrientes no sistema solo-planta-atmosfera é dinâmico e, portanto, passível de mudanças, cujas magnitudes dependem das condições ecológicas locais e da interação com a exploração agrícola.
Em solo já cultivado, as mudanças dependem das condições iniciais de cultivo, do manejo adotado, da cultura trabalhada e das condições climáticas locais.
A agricultura moderna exige a determinação precisa do teor de nutrientes no solo e na planta, para permitir um manejo que aperfeiçoe a produção e que garanta altas rentabilidades, sem perdas de sustentabilidade no tempo, nem danos ambientais ao ecossistema, onde a atividade agrícola está inserida.
A análise de solo e a análise de tecido vegetal constituem as ferramentas apropriadas para isso, viabilizando a avaliação da fertilidade do solo. A partir dos resultados de análise do solo e de tecido vegetal, é possível tomar as decisões técnicas adequadas, levando em conta:

Para uso adequado das análises de solo e de tecido vegetal como ferramentas que permitem avaliar a fertilidade e recomendar a correção do solo e adubação das culturas, é importante o entendimento de alguns termos técnicos.
É a capacidade que o solo tem em fornecer nutrientes para as plantas. É caracterizada pelos teores disponíveis dos nutrientes:
Outra característica importante avaliada é a acidez ativa:
E, por fim, o teor de matéria orgânica (MO). Os teores disponíveis de nutrientes são medidos utilizando extratores químicos que simulam a extração de nutrientes pelas raízes das plantas.
A disponibilidade de um nutriente é a porção de seu teor total que o solo pode ceder às plantas durante todo seu ciclo. A esta porção chamamos de lábil ou de fator quantidade. Já a fração do nutriente que está na solução do solo e é facilmente disponível, podendo ser absorvida pelas plantas a qualquer momento, é denominada de fator intensidade.
A capacidade do solo em manter constante a concentração do nutriente na solução do solo, por meio de reposição a partir dos nutrientes adsorvidos às partículas minerais, chama-se fator capacidade.
Um solo fértil tende a manter os teores dos nutrientes na solução do solo razoavelmente constantes por longo período de tempo, mesmo em condições normais de cultivo. Um exemplo prático do uso desses conceitos é a análise de fósforo e enxofre no solo: os teores disponíveis desses nutrientes dependem estreitamente da capacidade tampão do solo, de modo que o teor de argila é amplamente utilizado como estimador dessa capacidade.
É o teor recuperado do solo por determinado extrator químico, que reflete a quantidade de nutriente que é absorvido e acumulado na planta em condições controladas de cultivo.
Há diversos extratores químicos e as interpretações dos teores são válidas para cada extrator específico.
Os elementos trocáveis, de modo geral, (K, Na, Ca, Mg e Al) são pouco influenciados pelos extratores usados no Brasil. No entanto, os teores de fósforo medidos pela resina trocadora de íons (Sistema IAC de Análise de Solo) e pelo extrator duplo ácido (Sistema Embrapa de Análise de Solo) são bem contrastantes em suas características e sensibilidade do fator capacidade tampão de fosfato.
Em geral, a sensibilidade da resina ao teor de argila do solo é baixa, tornando desnecessária a sua indexação com os teores de argila; já os extratores ácidos, especialmente o Mehlich-1, tem necessidade de classificação dos teores recuperados de fósforo em função do teor de argila do solo, como um estimador de sua capacidade tampão de fosfato.
É o nutriente presente na superfície das partículas do solo, que é facilmente trocável por outro íon de igual caráter eletrônico, vindo de um sal neutro (por exemplo, K+ do KCl substitui NH4+, Ca2+, Mg2+ e Al3+ adsorvido nas partículas da fração argila) ou de um ácido forte diluído (por exemplo, o ânion fosfato substitui o sulfato; o cloreto substitui o nitrato; ou o H+ do duplo ácido substituindo o K+ e o Na+).
Aqueles cuja deficiência impede que a planta complete seu ciclo vital. Não podem ser substituídos por outros com propriedades semelhantes.
Elementos que fazem parte de moléculas essenciais ao metabolismo da planta ou que participam diretamente nesse metabolismo.
Nem todos os elementos encontrados em grandes concentrações nas plantas são essenciais, pois as plantas possuem capacidade limitada de absorção seletiva, podendo absorver elementos não essenciais e até mesmo tóxicos.
São os elementos essenciais que as plantas exigem em grandes quantidades normalmente em kg ha-1.
Fertilizante do tipo ureia granulada – fornece N.
Fonte: Carlos Dias (Embrapa)
Eles são subdivididos em macronutrientes primários (N, P e K) e secundários (Ca, Mg e S) em função de sua presença predominante ou não na maioria dos fertilizantes comercializados.
São os elementos essenciais que as plantas exigem em pequenas quantidades, geralmente em g ha-1.
São eles: B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni e Zn.
A acidez ativa do solo é a concentração hidrogeniônica em solução.
A escala de pH utilizada para medir a acidez ativa varia de 0 a 14.
Acidez por alumínio em plantas anuais. Fonte: Embrapa
A acidez trocável é representada pelo alumínio (Al3+).
A presença de alumínio no solo pode inibir o crescimento radicular e influenciar na disponibilidade de outros nutrientes e processos como a mineralização da matéria orgânica.
A correção do solo com calcário eleva o pH e insolubiliza o Al3+, tornando-o inofensivo para as raízes e processos do solo.
Insistir em não fazer calagem quando o Al3+ no solo é maior que 0,5 cmolc dm-3, não é recomendado, pois, pode trazer prejuízos com a queda da produtividade. Algumas culturas são mais sensíveis ao Al3+ que outras.
A acidez potencial é composta pela acidez trocável e não trocável e é representada pelo H+Al.
Pode ser obtida diretamente através do método do acetato de cálcio a pH 7.
O método baseia-se na relação existente entre o pH de uma solução tamponada, adicionada ao solo e o teor de H+Al.
A relação é dependente de atributos físicos, químicos e mineralógicos do solo.
A capacidade de troca catiônica (CTC) pode ser obtida por soma de bases, conforme a fórmula: CTC = Ca2+ + Mg2+ + K+ + H+Al.
Em solos intemperizados, boa parte da CTC vem da matéria orgânica.
A capacidade de troca catiônica é um dado a ser considerado no manejo da adubação. Em solos de baixa CTC o parcelamento do nitrogênio e do potássio é necessário para evitar perdas por lixiviação.
A saturação por bases é a proporção da capacidade de troca catiônica ocupada pelas bases.
Todo aquele que pretende produzir, principalmente culturas anuais, precisa estar ciente que a análise do solo deve ser constante, ao menos a cada nova semeadura.
Conforme você pôde notar no artigo, entender os macro e micronutrientes são essenciais, pois as culturas são dependentes deles, no entanto, há também os limitantes, como o alumínio.
É possível reduzir as perdas ao se adequar o solo, mas mais do que isso, podemos mudar o foco, e nos perguntarmos: como torná-lo ainda mais produtivo? Como conseguir que seu solo esteja adubado o bastante para ter lavouras altamente produtivas?
Saiba mais com o artigo: “A fertilidade do solo para máxima eficiência produtiva: principais aspectos”

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]]>Figura 1. Fórmula do fósforo

Fonte: Rehagro
O P é um macronutriente primário e essencial, já que está ligado ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Ou seja, quanto mais no início conseguir fornecer este nutriente, maiores são as garantias de sucesso da cultura.
No entanto, os solos brasileiros são, predominantemente, Latossolos e pobres em P e isso limita a produção das plantas, que por sua vez, absorvem P da solução do solo.
Na solução do solo, o P constitui apenas uma fração de todo o fósforo presente no solo, podendo ser fornecido pela hidrólise do P inorgânico (Pi) ou pela mineralização do P orgânico (Po). Essas frações, por sua vez, são trocadas por compostos P mais estáveis por meio de reações lentas.
Portanto, o suprimento de P para as culturas depende das quantidades de Pi lábil, das taxas de transformação entre Pi lábil mais estáveis e do tamanho das taxas de transformação do reservatório de Po mineralizável no solo.
Figura 2. esquema didático da fosfatagem

Fonte: Rehagro
As principais fontes minerais de fósforo são o fosfato monoamônico ou MAP (10% de N e 46 a 50% de P2O5) e fosfato diamônico ou DAP (16% de N e 38 a 40% de P2O5), superfosfato simples ou super simples (16 a 18% de P2O5 e 18 a 20% de Ca – Cálcio), superfosfato triplo ou super triplo (41% de P2O5 e 7 a 12% de Ca) e termofosfato (18 % de P2O5, 9% de Mg – Magnésio, 20% de Ca e 25% de SiO4).
Um dos problemas na avaliação da reversibilidade da sorção é que o P sorvido sofre outras transformações com o tempo. O processo pode envolver: recristalização; difusão de estado sólido, ou múltiplos reservatórios de P que não estão em troca imediata com a solução ou que têm afinidades diferentes com o P.
Além dos processos inorgânicos, o turnover da matéria orgânica libera constantemente P na solução a partir da mineralização de Po que cria um reservatório de P “total disponível” dependente do tempo.
O P disponível deve ser definido com relação ao tipo de sistema de produção em que é medido, incluindo:
Sistemas de produção de grãos considerando a rotação de culturas, pastagens e o conceito de “sustentabilidade”, requerem que a compreensão e as capacidades analíticas se desenvolvam além do reservatório de nutrientes “imediatamente disponível”.
A escassez natural de (P) é um grande problema nos solos brasileiros. A ampla disponibilidade e uso de fertilizantes P, no entanto, tem transformado áreas do Cerrado consideradas improdutivas.
Figura 3. Mapa do fósforo acumulado no solo durante o cultivo no Brasil, com adição de fertilizante mineral entre 1960 e 2016.

Fonte: Pavinato et al. (2020)
As previsões para o uso de fertilizantes minerais fosfatados no Brasil devem aumentar de 3 a 5% ao ano na próxima década. Além disso, a quantidade de P aplicada por cultura também aumentou ano a ano nas últimas duas décadas (72 e 105% para soja e milho, respectivamente), com valores médios de 27,2 e 22,9 kg ha− 1 de P aplicados atualmente.
Apesar do aumento no uso de fertilizante P, a eficiência de seu uso ainda é muito menor do que o esperado.
Os baixos valores de eficiência estão associados à alta capacidade de fixação de P dos solos brasileiros e sua capacidade de ligar quase irreversivelmente nas superfícies de oxihidróxidos de Fe / Al.
Essa eficiência pode ser aumentada em até 80% em solos tropicais quando o pH do solo é corrigido frequentemente e as rotações de culturas são adequadas.
Outra maneira de melhorar a eficiência do uso de P é a estratégia de gestão 5R:
Há uma necessidade de adotar estratégias de manejo aprimoradas para explorar P acumulado e sua eficiência, se quisermos aumentar a produção agrícola global preservando os recursos naturais.
Algumas das estratégias mais promissoras incluem:
Quando o solo não está corrigido e adubado de acordo com as necessidades da cultura, isso reflete no volume e na qualidade da produção e, consequentemente, no bolso do produtor. Se você quer dominar as estratégias para evitar essas perdas, acesse o artigo abaixo:
Perdas de produção: solo inadequado

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]]>O post O impacto da qualidade das sementes na produtividade das lavouras de soja apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Acompanhe a explicação de Charles Allan Teles, gestor e consultor em negócios! Neste Webinar, ele falou sobre a importância da escolha das sementes.
Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra!
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]]>O post Cigarrinhas e enfezamentos: como reduzir os prejuízos na cultura do milho apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>Para quem não teve a oportunidade de conferir o evento, disponibilizamos o conteúdo na íntegra! Aperte o play no vídeo abaixo e confira!
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]]>O post Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Webinar Bolsa – Aula 3: ferramentas de proteção de margem no milho apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assista ao vídeo apresentado por: Alexandre Ayosa, Ricardo Mourão, Evandro Ferreira e Pedro Lanera. O conteúdo está disponível na íntegra. Compartilhe com quantas pessoas quiser!
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O post Webinar Bolsa – Aula 3: ferramentas de proteção de margem no milho apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Webinar Bolsa – Aula 2: ferramentas de proteção de margem na pecuária apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Como a inteligência artificial pode auxiliar na produtividade agrícola? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Neste artigo, abordaremos justamente como a Inteligência Artificial (IA) tem atuado no manejo e monitoramento de lavouras, trazendo mais produtividade, maiores escaladas e precisão nos negócios agrícolas.
O setor agrícola, agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras.
O acesso a um grande número de equipamentos e tecnologias de ponta, como o sistema de monitoramento inteligente, drones, robôs, entre outros, revolucionou totalmente este setor.
A inteligência artificial é uma tecnologia vital na atualidade da agricultura digital, que está sendo implementada e implantada em grande escala para um uso mais sustentável dos recursos disponíveis. Ela pode melhorar a eficiência agrícola de várias maneiras.
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Primeiro, ela pode determinar a qualidade das safras de grãos.
Tradicionalmente, os agricultores teriam que avaliar manualmente os grãos, verificando se há doenças, pragas e a qualidade geral da safra. No entanto, esse processo é caro, demorado e suscetível a erro humano. Além disso, a inspeção humana pode levar a rendimentos mais baixos, pois as colheitas são danificadas durante a inspeção.
A IA não só oferece a possibilidade de reduzir o custo e o tempo gasto para realizar a inspeção, mas também permite que muito mais seja feito com os dados coletados.
A tecnologia pode determinar rapidamente:
Com essas informações, as soluções podem ser encontradas rapidamente e o problema corrigido com um custo ambiental mínimo. Este monitoramento também é muito menos intrusivo se comparado aos demais e, portanto, reduz o desperdício da colheita.
Outro benefício da IA é sua capacidade de prever o rendimento das safras. Ele pode fazer isso monitorando a germinação e a saúde das sementes, ao mesmo tempo que leva em consideração os recursos e insumos das fazendas usando redes neurais artificiais (RNAs).
O inverso também é verdadeiro, as RNAs podem indicar quais entradas são necessárias para atingir o rendimento desejado.
Por ter uma compreensão mais clara dos insumos necessários, torna a agricultura mais eficiente e minimiza o desperdício.
A inteligência artificial tem muito a oferecer ao setor agrícola e pode monitorar variáveis em um nível de detalhe com o qual os humanos não podem competir. Ela pode fornecer informações em tempo real sobre a saúde da planta, a qualidade do solo e as condições climáticas, permitindo que ajustes automatizados ocorram.
Isso aumentará o rendimento e, ao mesmo tempo, minimizará o gasto de energia, uma vantagem para os agricultores e para o planeta. Particularmente importante para a irrigação, que é responsável por 80% da energia de entrada da agricultura.
A IA possibilita a criação de bancos de dados públicos, que podem informar a gestão da fazenda e incentivar a adoção de práticas sustentáveis.
Cada fazenda terá uma estratégia de manejo diferente, portanto, ao compartilhar essas informações, pode expor os agricultores a métodos que podem adotar para aumentar sua eficácia. Por sua vez, melhorando a eficiência do setor como um todo.
Isso garante que o setor agrícola está defendendo as melhores práticas e terá padrões em constante evolução, à medida que as fazendas continuam a inovar e compartilhar.
Hoje, a IA tem um grande impacto no espaço agrícola, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.

Tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto, são úteis e podem fornecer métricas de safra em milhares de hectares de terras agrícolas.
Além disso, trazem mudanças revolucionárias do ponto de vista do tempo e os esforços são monitorados pelos agricultores.
Com a ajuda de soluções emergentes, os agricultores e empresas agrícolas podem tomar melhores decisões durante o cultivo, bem como avaliar uma variedade de coisas como condições climáticas, temperatura, uso de água ou condições do solo em tempo real.
Com a ajuda da tecnologia de visão computacional e dados coletados com base em drones, os agricultores podem tomar ações imediatas em tempo real para gerar o alerta e acelerar a agricultura de precisão.
Esta é uma das áreas significativas na agricultura de hoje.
As tecnologias de visão por computador podem ser implantadas em áreas, incluindo detecção de doenças, preparação e identificação de safras, gerenciamento de campo, levantamento e mapeamento do solo.
Desafios ambientais como mudança climática e outros, são as maiores ameaças à produtividade agrícola, mas as técnicas acionadas por IA e a agricultura baseada em dados podem ajudar a tornar mais fácil para os agricultores navegar por turnos de acordo com as condições ambientais.
Ele ajuda a lidar com as mudanças climáticas, possibilitando um gerenciamento de recursos mais inteligente.
No processo da agricultura de precisão, os agricultores podem detectar pragas, doenças nas plantas e má nutrição das mesmas com a ajuda da inteligência artificial. Além disso, os sensores de IA podem identificar e direcionar as ervas daninhas e, em seguida, decidir quais herbicidas aplicar na zona certa.
Ajuda a impedir a aplicação excessiva desses defensivos e toxinas excessivas que aparecem na alimentação diária de hoje.
Aproveitando a IA, os agricultores também estão criando modelos de previsão sazonal para aprimorar a precisão e a produtividade agrícolas.

Apesar de um grande número de oportunidades para aplicações na agricultura, ainda existe uma falta de familiaridade com as tecnologias mais recentes na maior parte do mundo. Além disso, o alto custo inicial associado à implantação de IA na agricultura, pode ser um fator de restrição à digitalização do setor agrícola.
Os crescentes investimentos e adoção de IA e robótica estão acelerando principalmente o crescimento da IA global no mercado agrícola.
As aplicações da inteligência artificial na agricultura compreendem:
Conforme você conferiu neste artigo, a inteligência artificial auxilia o produtor desde a detecção de necessidades do solo, doenças, pragas e até na qualidade da safra, mas por ser algo novo, muitos ficam inseguros em implementar e quantificar o que sua fazenda precisa.
Os benefícios são muitos, mas é preciso um plano de negócio assertivo para empregar esse investimento em seu negócio.
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]]>O post Giberela no trigo: como identificar e realizar o manejo correto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O trigo é uma cultura de grande importância mundial, estando sempre entre os mais produzidos e apreciados por suas multifuncionalidades. São muitos subprodutos oriundos deste cereal, porém ele é limitante em condições climáticas.
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O Brasil, por ser um país tropical, não favorece muito o cultivo do trigo que se desenvolve mais plenamente em climas temperados. Isso restringe um pouco seu cultivo em nosso país, que em sua grande maioria se concentra no sul e alguns estados do sudeste.
O clima em si, não atrapalha apenas no desenvolvimento deste cereal, mas na ocorrência de doenças fúngicas e que em sua grande maioria está associada à alta umidade. É o caso da Giberela, conhecida também por fusariose do trigo.
A giberela, cujo agente causal é o fungo Gibberella zeae (Schwein.) Petch (anamorfo Fusarium graminearum Schwabe), é uma das principais doenças em trigo, sendo transmitida em sua grande maioria, pelas sementes contaminadas.
Esta doença se manifesta mais intensamente em regiões com excesso de chuva e temperaturas amenas durante os períodos de floração e maturação dos grãos, podendo ser encontrada de forma generalizada por todo o mundo.
A doença é mais frequentemente encontrada no trigo, mas também pode afetar a cevada, a aveia, o centeio e algumas gramíneas forrageiras.
A giberela é melhor reconhecida pelo branqueamento de flores na ponta. Infecções graves podem causar crestamento precoce ou branqueamento de todo o espinho. Outros sintomas incluem descoloração de bronzeado a marrom.
Normalmente um micélio rosado/laranja está presente na base das flores sob condições úmidas, e grãos que são enrugados, brancos e de aparência calcária. Peritécios (corpos escuros de frutificação) são produzidos dentro do micélio, posteriormente no processo de infecção. Espiguetas descoloridas e doentes são estéreis ou contêm sementes murchas/descoloridas (geralmente com uma tonalidade rosa ou laranja).

A transmissão do patógeno da semente para a plântula, ocorre entre as etapas de disseminação e colonização do seu ciclo de vida. Esse processo implica no transporte que proporciona uma infecção bem-sucedida, dando origem a uma planta doente.
Quanto à quantificação da transmissão, esta pode ser realizada através da detecção dos sintomas nas plantas, partindo do princípio de que o único meio de inoculação foi através da associação do patógeno com a semente.
Patógenos necrotróficos, em sua grande maioria e parte dos biotróficos, utilizam-se da semente como veículo de disseminação, abrigo e sobrevivência.
Dentre os fatores que afetam a transmissão dos patógenos a partir de sementes e, que podem afetar o estabelecimento do patógeno em uma cultura, destacam-se:
Existem ainda duas outras maneiras possíveis de estabelecimento do patógeno no interior das sementes: através do sistema vascular de plantas atacadas e através de órgãos fertilizadores, como grão de pólen contaminado ou infectado.
No caso da contaminação de sementes por patógenos, esta é comumente concretizada pela mistura mecânica do inóculo por ocasião da manipulação de plantas durante a colheita.
Tais fatores podem reduzir ou incrementar significativamente a passagem do patógeno para os órgãos foliares e/ou radiculares da planta hospedeira, refletindo no desenvolvimento da doença na lavoura.
A transmissão de patógenos através das sementes é capaz de propiciar:
Por se tratar de uma associação biológica, as taxas de transmissão planta-semente e semente-plântula são bastante influenciadas pelo ambiente e pelas características inerentes ao patógeno e ao hospedeiro.
A idade da planta, na ocasião da infecção, por exemplo, é um dos fatores que afeta a transmissão. De qualquer forma, essa relação biológica é afetada por fatores físicos, biológicos e por aqueles inerentes ao tipo de germinação das sementes.
Para patógenos habitantes do solo, como é o caso dos fungos pertencentes ao gênero Fusarium, o acesso à superfície dos frutos e sementes é favorecido pelo contato direto dessas estruturas com o solo ou através de respingos de chuva ou de irrigação por aspersão.
A giberela é considerada a doença do plantio direto. A sobrevivência saprofítica do patógeno em diversos hospedeiros, como espécies de plantas cultivadas, nativas e invasoras, assim como a facilidade de dispersão dos ascósporos, transportados a longa distância pelo vento, faz com que a giberela não seja controlada eficientemente pela rotação de culturas.
A grande disponibilidade de inóculo no ar, durante o período de floração, associada a períodos de molhamento contínuo, tem levado a danos significativos na cultura do trigo.
O escalonamento na época de semeadura e o uso de cultivares com diferentes ciclos, são estratégias de escape que possibilitam que as plantas possam atingir o período de predisposição sob condições climáticas adversas ou menos favoráveis ao patógeno.
No Brasil, ainda não estão disponíveis pela pesquisa cultivares resistentes à doença. Há indicação de cultivares com diferentes níveis de tolerância.
A aplicação de fungicidas específicos na floração é uma estratégia recomendada. A eficácia de controle depende principalmente do fungicida e do momento de aplicação.
A eficácia de controle químico da giberela no campo e o rendimento de grãos de trigo são maiores quando as aplicações de fungicidas específicos são realizadas no início do estádio fenológico de floração.
Tabela 1 – Desempenho de fungicidas aplicados no início da floração sobre o rendimento de grãos, peso de mil grãos e incidência de Fusarium graminearum em grãos de trigo.
O maior rendimento de grãos foi obtido com o fungicida metconazole, diferindo estatisticamente da testemunha, com aumento relativo de 29,6%. Uma única aplicação de todos os fungicidas proporcionou aumento médio no rendimento de grãos em relação à testemunha de 24,3%, variando de 15,7% até 29,6% (Tabela 1).
Em termos gerais, é possível reduzir a incidência dessa doença fúngica por meios práticos. Como ela é uma doença que requer a umidade, é preciso fazer o manejo sanitário em restos culturais, caso opte pelo plantio direto.
O uso de cultivares tolerantes à doença também pode ajudar e, ainda, o manejo gradual de mudança de cultivares no plantio, sendo eles de ciclos distintos, auxilia na tolerância da planta e desfavorece a doença.
Por fim, se optar pelo tratamento químico, fique atento à qualidade do produto e principalmente a época de aplicação, que deve ser no início do florescimento.
Fonte: Brown et al. (2011)

A giberela é a principal doença apontada pelos triticultores, mas há outras como mancha-amarela e ferrugem. Todas elas reduzem significativamente a produção e, caso não sejam controladas, podem permanecer nos restos culturais e serem passadas às próximas culturas, comprometendo sua renda!
Além das doenças, há ainda as pragas e daninhas. Ou seja, é preciso entender de forma específica cada uma delas, se quiser alcançar os resultados que almeja em sua produção.
Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?
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]]>O post Mancha-amarela no trigo: impactos na produção e tratamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O passo primordial, antes mesmo da sua identificação, é ter a segurança no uso de sementes de qualidade.
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Se mesmo assim, doenças como a mancha-amarela surgirem na lavoura, é necessário ficar atento, afinal, os danos são muitos. Quando o assunto é a proteção, conhecer bem a cultivar, saber executar um bom manejo, identificar com precisão as doenças, pode ser a base para trazer sucesso à sua lavoura.
No caso do trigo, que é uma cultura de inverno, boa parte de suas doenças são fúngicas, favorecidas pelo clima e umidade. Portanto, o cuidado precisa ser redobrado.
A ocorrência de doenças da parte aérea na cultura do trigo pode causar reduções significativas na produtividade e na qualidade de grãos.
A magnitude dos danos causados depende da suscetibilidade da cultivar, agressividade do patógeno, estádio de desenvolvimento da cultura no momento da infecção e das condições ambientais de cada ano e local.

Entre as doenças foliares do trigo, a mancha-amarela, causada pelos fungos Drechslera tritici-repentis e Drechslera siccans, aumentou significativamente em importância nos últimos anos, sendo encontrada em mais de 60% de levantamentos efetuados em campo.
As principais fontes de inóculo para a mancha-amarela são as sementes infectadas, os restos culturais e hospedeiros alternativos (azevém).
Os ascósporos e conídios, provenientes das fontes de inóculo, são os responsáveis pelo estabelecimento das lesões iniciais. Posteriormente, a produção de toxinas que causam clorose e necrose resulta no crescimento das lesões e contribui para o aumento da epidemia.
Os sintomas iniciais da doença são pequenas lesões, pontuações escuras, e evoluem para necroses com coloração marrom e halo amarelo, uma característica resultante da produção de toxinas do fungo.
Como componente do processo epidêmico da mancha-amarela, a expansão de lesão deve ser considerada na definição de estratégias de controle para a doença.
Estas lesões são elípticas, podendo atingir 12 mm de comprimento e são circundadas por um halo amarelo. Conidióforos e conídios longos são formados no centro das manchas.
Em áreas com problemas de mancha-amarela, a rotação de culturas não hospedeiras (aveia, nabo forrageiro, canola) por pelo menos um ano, pode ser eficiente para reduzir a quantidade de inóculo no campo, bem como o uso de sementes com boa qualidade sanitária.
Sempre que possível deve-se optar pelo uso de cultivares menos sensíveis à doença.
O tratamento de sementes com fungicidas é outra ferramenta importante, e deve ser realizado sempre que houver presença do patógeno na área ou na semente.
A aplicação foliar de fungicidas para controle da mancha-amarela é indicada após o aparecimento dos primeiros sintomas, quando atingido o limiar de dano econômico.
A maioria dos fungicidas foliares utilizados para o controle de mancha-amarela possuem os grupos químicos triazol ou estrobilurina, ou a mistura de ambos.
Os fungicidas utilizados são:
Fonte: Deuner (2013)
A melhor eficiência de controle foi constatada para o tratamento com a primeira aplicação de trifloxistrobina + protioconazol com adição do propiconazol e as duas subsequentes de trifloxistrobina + protioconazol, com eficiência de 72%.
Os maiores rendimentos foram observados nos tratamentos: três aplicações da mistura piraclostrobina + epoxiconazol (5.034,1 kg/ha); mesma mistura com adição de propiconazol na primeira aplicação (5.072,5 kg/ha); aplicações de trifloxistrobina + protioconazol, com propiconazol adicionado na primeira aplicação (4955,0 kg/ha).
As manchas foliares são melhores controladas pelos triazóis, respondendo positivamente à adição de mais triazol à mistura (triazol + estrobilurina).
Esse procedimento é fundamental em cenários favoráveis às manchas foliares, como cultivares suscetíveis, monocultura de trigo e condições ambientais favoráveis.
Segundo a indicação técnica da pesquisa do trigo, considera-se um bom controle, quando o fungicida apresenta eficiência superior a 70%, e controle regular quando a eficiência fica entre 50% e 70%.
O processo de melhoramento, por meio de seleção natural, ocorre a cada ano, a cada ciclo e novo cultivar. Isso significa que patógenos também evoluem com as plantas, o que torna seu controle cada vez mais difícil.
É necessário um planejamento desde a escolha da cultivar e testes de pureza, pois como você viu neste artigo, o inóculo da mancha-amarela vem principalmente de sementes infectadas com plantas hospedeiras.
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]]>O post Webinar Bolsa – Aula 1: cenário de oportunidades no agro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Pela primeira vez na história, o Rehagro se uniu a B3, uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo. A parceria teve como intuito principal, apresentar temas essenciais para todo pecuarista e agricultor.
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]]>O post Sucessão familiar: caminhos e legados apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Principais doenças do feijoeiro: estratégias para o controle apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Gerenciamento de dados agrícolas e sustentabilidade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Grandes empresas, produtores, varejistas e outros membros da cadeia de valor estão trabalhando incansavelmente para implementar novos padrões de administração e transparência; eles estão examinando dados, testando estratégias de gerenciamento e experimentando novas tecnologias.
As empresas do agronegócio devem garantir que esses esforços de sustentabilidade sejam economicamente viáveis, além de otimizar seu impacto. Para promover maior participação e maior eficiência, essas empresas devem ajudar a comunicar os esforços dos produtores à cadeia de valor e aos consumidores.
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Os produtores devem aprender o raciocínio por trás dos protocolos sugeridos e os membros da cadeia de valor aprendem sobre o impacto em campo desses mesmos protocolos.
Esse novo entendimento fornece aos participantes as ferramentas e informações para adotar uma abordagem melhor e mais eficiente da sustentabilidade. Por sua vez, os produtores começam a estabelecer relacionamentos mais fortes com as partes interessadas em todo o setor.
Os relacionamentos são apenas o primeiro passo. Para obter informações valiosas e compartilhar estratégias e melhorias de sustentabilidade, as empresas do agronegócio devem fazer um esforço conjunto para defender a segurança dos dados. Eles devem tomar medidas claras e demonstráveis para proteger os dados do produtor e educar os membros da cadeia de valor sobre práticas de segurança de dados para manter a confiança do produtor.
Políticas de dados fortes e acessíveis estabelecem expectativas claras sobre o compartilhamento de dados. Essas políticas devem ser favoráveis ao produtor e adaptáveis às necessidades individuais de cada operação.
Como a eficácia dessas iniciativas de sustentabilidade depende de dados do produtor, é imprescindível a disposição para implementar a tecnologia de agricultura digital orientada a dados.
Um sistema intuitivo de gerenciamento de dados pode ser uma excelente ferramenta para produtores experientes e inexperientes.
Uma maior adoção de ferramentas digitais como plataformas de inteligência artificial (IA), drones, desempenho das lavouras e outros avanços mecânicos na agricultura ajudará os agricultores a maximizar os recursos e melhorar a produtividade.
A análise de dados, IA, drones e outras tecnologias agrícolas cumprem a promessa de ajudar o setor agrícola a se adaptar aos desafios demográficos e ambientais do mundo.
Drones podem gerar informações agrícolas de grande valor em uma fração do tempo que levaria um agricultor a inspecionar o mesmo terreno a pé. Equipado com câmeras multiespectrais de resolução ultra alta ou estabilizadas por vagens para obter a máxima qualidade de imagem e auxiliado por sofisticados algoritmos de IA, esse tipo de monitoramento revela o que o olho nu não pode, até um nível granular, de infestações por pragas a indicadores de excesso de água.

Drone sobrevoando uma lavoura agrícola

Mapa com dados de uma lavoura
O gerenciamento de dados é uma parte importante de todos os negócios, processos e interações entre negócios, e é por isso que os dados da agricultura são tão importantes para os produtores e seus parceiros agrícolas durante momentos de mudanças.
Alguns produtores e agrônomos digitalizaram seus registros nos últimos 10 anos, outros ainda não começaram devido a várias razões. Empresas agrícolas que compram commodities ou vendem insumos para exigir que mais informações sejam trocadas digitalmente com os produtores em vez de pessoalmente ou com o papel envolvido.
Fazer com que os parceiros da cadeia de suprimentos exijam informações digitais será um motivador extra para os produtores e agrônomos coletarem todas as informações digitalmente do campo, em vez de terem que digitá-las novamente em um computador posteriormente.
A agricultura sempre foi um setor que gira em torno de relacionamentos pessoais, e isso não mudará tão cedo. O que já está mudando, no entanto, é a maneira pela qual devemos interagir uns com os outros.
Algumas das funcionalidades mais importantes que os produtores precisam ser capazes de fazer digitalmente:

Figura 2

Figura 3
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de dados, maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.
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]]>O post Estádio fenológico do trigo: identificação e ciclo de desenvolvimento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A escala mais recomendada para a descrição dos estádios fenológicos de desenvolvimento do trigo é a de Zadoks, por considerar conjuntamente as fases vegetativas e reprodutivas.
A escala de Zadoks é constituída por dois dígitos, sendo que o primeiro corresponde ao estádio principal de desenvolvimento, iniciando com a fase de germinação (estádio 0) e finalizando com a fase de maturidade fisiológica dos grãos (estádio 9), e o segundo formado pela subdivisão do estádio principal.
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Durante o ciclo de cultivo do trigo, ocorrem duas mudanças na morfologia externa das plantas:
A descrição dos diferentes estados externos e internos através dos quais a colheita de trigo pode ser feita através do uso de diferentes escalas, permitindo uma referência precisa dos diferentes estágios ou estados de desenvolvimento pelo qual a colheita passa.
A escala de Zadoks é a mais utilizada no cultivo de trigo e apenas descreve estados morfológicos externos de cultivo, que envolve algum desenvolvimento e outros processos de crescimento.
Esses estados devem ter levados em consideração ao analisar os estados e processos de desenvolvimento e os fatores que os regulam e modificam. A escala de Zadoks possui 10 fases numeradas de 0 a 9 que descrevem o cultivo.
Estádio fenológico do trigo e componentes de produção.



Tabela representando a escala decimal de desenvolvimento do trigo segundo Zadoks et al. (1974).

A escala de Zadoks nos permite, por meio de uma apreciação da morfologia exterior da cultura, tenha uma ideia do estado de desenvolvimento que acontece.
Essa escala é inestimável como uma ferramenta para unificar critérios e falar todo o mesmo idioma ao tomar uma decisão agronômica; Ex.: aplicação de fertilizantes, herbicidas, inseticidas, tratamento com fungicidas.
Para aplicar esta ferramenta corretamente no nível do lote, uma amostragem representativa deve ser realizada. Devem ser observadas plantas individuais e, a partir disso, será considerado que a colheita atingiu um certo estado quando o mesmo se manifestou em 50% das plantas observadas.
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]]>O post Cigarrinha-do-milho e enfezamentos: como prevenir e realizar o controle? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O aumento da área cultivada com milho e a redução da sazonalidade de seu cultivo, têm destacado a cigarrinha Dalbulus maidis com importância relativa de pragas e doenças.

Os sintomas dos enfezamentos manifestam-se em maior intensidade na fase de produção das plantas de milho, porém pode se manifestar na fase vegetativa quando o hospedeiro se encontra sob grande pressão desde a emergência, ou na fase de florescimento.
O enfezamento pálido, caracteriza-se pelas manchas cloróticas e independentes, produzidas na base das folhas, posteriormente coalescem e formam bandas grandes; os entre nós se desenvolvem menos e a planta tem altura reduzida.
O enfezamento vermelho, caracteriza-se pela severidade dos sintomas na planta com incidência do enfezamento e pela maior intensidade da cor vermelha, que chega a ser púrpura nas folhas mais velhas, e por abundante perfilhamento nas axilas foliares e na base das plantas.
Os sintomas do MRFV consistem na ocorrência de pontos cloróticos, manchas, ou linhas-curtas, distribuídas, de forma uniforme na parte superior de folhas jovens, e geralmente nas nervuras secundárias e terciárias.
Com o passar do tempo os pontos tornam-se mais numerosos e coalescem, ao longo das nervuras formando riscas com mais de 10 cm de comprimento, podendo ser facilmente observadas quando colocadas contra a luz.
Na literatura são citadas como plantas hospedeiras de D. maidis: milho (Zea mays), tripsacum (Tripsacum dactiloides) teosinto (Euchlaena mexicana), sorgo (Sorghum bicolor), braquiária ruziziensis (Urochloa ruziziensis) e milheto (Pennisetum glaucum).
Os ovos de D. maidis podem ser depositados de forma isolada, em pares ou em grupos de cinco ou seis na superfície superior das folhas, sendo inseridos nos tecidos da planta, de preferência na metade basal das primeiras folhas das plantas jovens.
As ninfas se alimentam da seiva da planta e dificilmente abandonam o sítio de alimentação durante o seu desenvolvimento, sendo que após a muda é fácil a observação das exúvias presas nas folhas.
A duração dos estádios ninfais de D. maidis varia com a temperatura. A 23,4°C e 83 % UR, os ínstares I, II, III, IV e V tiveram duração média de 2,0; 2,0; 2,5; 3,0 e 3,0 dias, respectivamente. Estudos da biologia dessa cigarrinha em temperaturas variando de 10 a 32ºC, apresenta cinco ínstares com duração média variando de 23,0 (10ºC) a 3,2 dias (32ºC).
Os adultos da cigarrinha do milho medem cerca de 3 mm de comprimento e são de coloração palha, podendo apresentar coloração mais escura nas regiões geográficas altas e em tons claros com manchas em baixas altitudes.
A longevidade média dos adultos é de 16,3 dias para machos e de 42,1 dias para fêmeas a 23,4ºC e 83% de UR. Entretanto, essa longevidade varia em função da temperatura, atingindo 66,6 dias a 10ºC e 15,7 dias a 32,2ºC. O período de pré-oviposição é de 8,5 dias, o de oviposição de 29,6 dias e a fecundidade média é de 128,7 ovos/fêmea.
A utilização de híbridos com resistência genética, apresenta-se como um importante método de controle de pragas e doenças virais na cultura do milho. Características físicas, morfológicas e/ou químicas das plantas podem alterar o comportamento dos insetos ou interferir na sua biologia, dando proteção às plantas permitindo a seleção de híbridos resistentes.
A cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) é a principal transmissora de doenças conhecidas como os enfezamentos e a virose do raiado fino, provocando perdas de até 90% no milho cultivado em algumas regiões.
Vírus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino vírus) (CULTIVAR)
A infestação da cigarrinha de milho é influenciada pelo híbrido de milho plantado, havendo materiais que podem apresentar maior ou menor infestação.
A severidade fitossanitária demonstrou ser crescente em função do número de cigarrinhas/plantas, havendo híbrido que demonstraram maior ou menor suscetibilidade.
A intensidade da infestação por cigarrinhas no milho influenciou diretamente a severidade fitossanitária de forma que o aumento do número de cigarrinhas proporcionou maior severidade com reflexo nos parâmetros produtivos.
A adoção do manejo integrado de pragas deve se considerados aspectos como a eliminação de hospedeiros, definição de épocas de semeadura, controle biológico e controle químico.
O tratamento de sementes com inseticidas neonicotinóides (imidacloprid, thiametoxan e clotiandina) tem sido importante por realizar o controle na primeira população migrante no cultivo, apresentando eficiência até os 15 dias após a emergência da cultura.
A adoção de pulverizações com organofosforado (acefato) nos estádios V4/V5 e V8/V9, a fim de promover o controle da cigarrinha para reduzir os prejuízos.
A adoção destas pulverizações tende a complementar a estratégia do tratamento de sementes, sendo fundamental para o controle de populações migrantes de outras culturas.
Enfezamento do milho (EMBRAPA)
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]]>O post Ferramentas de Agricultura de Precisão no auxílio para tomada de decisão apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: o Engenheiro Agrônomo, Alessandro Alvarenga, que também atua como Consultor Técnico no Rehagro.

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]]>O post Nematoides na soja: o que são e como controlá-los de maneira eficaz apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Espécies como Helicotylenchus dihystera e Scutellonema brachyurus têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição nas lavouras brasileiras, seja pelo aumento nas densidades populacionais encontradas na cultura. Tubixaba tuxaua também pode ser considerado patógeno potencial da cultura, embora com distribuição mais restrita.
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Outro nematoide emergente, Aphelenchoides besseyi, é o único de parte aérea, relatado na cultura da soja, que tem por hábito alimentar-se das inflorescências, flores e folhas.
No Brasil, os danos provocados por nematoides podem chegar a R$ 35 bilhões por ano e, somente na soja, estima-se que os prejuízos alcancem R$ 16,2 bilhões.
Não obstante, pela primeira vez, em 2015, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) listou os nematoides entre as pragas consideradas de maior risco sanitário e com potencial de provocar prejuízos econômicos à agricultura brasileira.
Os nematoides apresentaram, ao longo de centenas de anos, transformações de partes do aparelho bucal em estrutura resistente, denominada estilete. Esta modificação conferiu a esses organismos a capacidade de adaptar-se a outra fonte alimentar e, assim, extrair alimentos de células vegetais.
Utilizam o estilete para perfurar os tecidos da parede celular e, a princípio, injetar secreções enzimáticas no interior das células. Estas secreções promovem uma pré-digestão do conteúdo celular que, posteriormente, será sugado por meio do estilete. Ação que pode induzir alterações na morfologia desta célula e das células adjacentes ou necrose dos tecidos.
Estes minúsculos patógenos são imperceptíveis até provocar os primeiros danos à lavoura, quando os sintomas da sua presença são observados nas plantas, na maioria das vezes, já completamente comprometidas.
As doenças de plantas causadas por fitonematoides tornaram-se comuns em diversos países, e a maioria refere-se à alimentação do patógeno no sistema radicular do vegetal. No entanto, algumas espécies são parasitas de órgãos aéreos. Na cultura da soja existem relatos no mundo que se referem à coexistência de mais de 100 espécies de fitonematoides, envolvendo cerca de 50 gêneros.
Os nematoides-das-galhas estão entre os mais importantes parasitas da cultura da soja. Existem mais de 80 espécies de nematoides do gênero Meloidogyne reconhecidas em todo o mundo.
Na cultura da soja nacional destacam-se Meloidogyne javanica e M. incognita. A primeira encontra-se disseminada por todas as áreas de soja e tem sido relacionada com os danos mais severos à cultura, enquanto a segunda, não menos problemática, é muito comum em áreas com histórico de cultivo de café e algodão.
Esses nematoides são classificados como endoparasitas sedentários, cuja interação entre patógeno e planta é extremamente evoluída.
Tanto a formação quanto a manutenção do sítio de alimentação são complexas e envolvem ação de enzimas e outras proteínas produzidas pelo nematoide. Tal sítio é composto por cerca de seis a oito células do hospedeiro, caracteristicamente grandes, com vacúolos pequenos ou ausentes, multinucleadas e com citoplasma denso.
Comumente, os sítios de alimentação são denominados células gigantes e funcionam como drenos na planta, visto que são responsáveis por desviar nutrientes que seriam usados no crescimento e na produção da planta, para servirem como alimento para os nematoides.

Como a alimentação do nematoide causa crescimento e multiplicação desordenada das células, observa-se, externamente, a formação de nodosidades nas raízes, comumente chamadas galhas, sendo este o sintoma típico do nematoide. Como reflexo, observam-se plantas subdesenvolvidas e com característica de deficiência nutricional, sendo ainda comum a presença de folhas carijó.
No campo, os sintomas ocorrem em reboleiras, visto que o nematoide apresenta movimentação limitada no solo, sendo disseminado, principalmente, por práticas agrícolas resultantes do revolvimento do solo.
É importante ressaltar que os sintomas são comumente observados no período reprodutivo da planta, o que muitas vezes faz com que técnicos e produtores acreditem que os nematoides atacam as plantas no período do florescimento, mas, na verdade, o nematoide infecta as raízes desde a germinação das sementes, preferindo sempre as raízes jovens.
O sintoma é mais visível em plantas na fase de florescimento, por ser um período de alta demanda de água e nutrientes, e quando a população do nematoide já se encontra elevada nas raízes, as quais perdem a função de suprir as necessidades da planta. Outro fator que contribui para manifestação severa de sintomas é a estiagem.
Apesar de as galhas constituírem sintomas típicos e fáceis de ser diagnosticados a olho nu, é importante lembrar que, comumente, os nematoides ocorrem em populações mistas no solo. A presença de nematoides-das-galhas pode mascarar a percepção de outras espécies presentes na área.
Destaca-se ainda que, além dos danos diretos ocasionados pelo nematoide, os processos de penetração, movimentação e alimentação abrem portas de entrada e predispõem a planta à ocorrência de outras doenças, principalmente associadas a fungos de solo, com destaque para Fusarium solani f. sp. glycines.
O nematoide-de-cisto-da-soja, Heterodera glycines, continua a ser uma séria ameaça à produção de soja em todo o mundo. É uma das principais pragas da cultura pelos prejuízos que podem causar e pela facilidade de disseminação.

Este nematoide caracteriza-se como um semiendoparasita sedentário, cujo ciclo de vida é semelhante àquele descrito para Meloidogyne, e completa-se em torno de três semanas.
A reprodução ocorre por anfimixia (cruzamento entre macho e fêmea), o que garante alta variabilidade genética. O sintoma inicial de ocorrência do nematoide-de-cisto-da-soja nas lavouras caracteriza-se pela presença de reboleiras, com as plantas atrofiadas e cloróticas e com poucas vagens.
Em locais onde a população do patógeno é alta, também pode ocorrer morte prematura de plantas. Cuidados devem ser tomados, uma vez que deficiência de alguns nutrientes, especialmente nitrogênio (N), potássio (K) e certos micronutrientes, fitotoxicidade por defensivos agrícolas, compactação do solo e outras desordens fisiológicas podem ocasionar os mesmos sintomas na parte aérea das plantas.
Nas regiões com boa distribuição de chuvas e solos de fertilidade natural mais alta, as plantas doentes podem não exibir sintomas evidentes na parte aérea, exceto uma ligeira redução no porte.
Portanto, o diagnóstico definitivo deve ser realizado com base nos sinais, ou seja, presença de fêmeas de cor branca ou amarela presas às raízes, cerca de cinco semanas após a semeadura da soja.
Os nematoides-das-lesões-radiculares (Pratylenchus spp.) são assim denominados pelos sintomas causados nas raízes das plantas hospedeiras, as quais servem de porta de entrada para bactérias e fungos, resultando em necroses e podridões.

É um endoparasita migrador que causa danos mecânicos às raízes durante a alimentação e movimentação no interior dos tecidos. Além disso, apresenta ação espoliadora, pela retirada do conteúdo citoplasmático, e danos por ação tóxica, pela injeção de substâncias no córtex radicular.
Como consequência, modificam e destroem os tecidos, comprometendo a absorção e o transporte de água e nutrientes, prejudicando o desenvolvimento da planta, bem como facilitando a infecção por patógenos secundários. Os sistemas radiculares parasitados mostram-se reduzidos e pouco volumosos, e as plantas apresentam menor estatura, clorose e murchamento das folhas, refletindo em perdas de produção.
Rotylenchulus reniformis é considerado um dos principais problemas da cultura do algodoeiro, mas sua importância vem crescendo nos últimos anos em áreas cultivadas com soja e algodão na região do Cerrado brasileiro.
Até pouco tempo atrás, esse nematoide era considerado um patógeno secundário para a cultura da soja. Contudo, atualmente é tido como espécie emergente nesta cultura, principalmente em lavouras do estado do Mato Grosso, onde sua ocorrência tem aumentado de forma consistente e altas populações têm sido associadas a perdas em rendimento na cultura.

Esse nematoide é considerado um semiendoparasita sedentário, que pode alimentar-se em qualquer ponto ao longo do comprimento das raízes. As fêmeas presentes no interior das raízes induzem à formação de um tecido nutridor, de onde retiram seu alimento para completar o ciclo de vida.
A produção de ovos inicia-se entre cinco e sete dias após a infecção das raízes das plantas, em número de até 100 ovos. Seu ciclo de vida é completado entre 24 a 30 dias, com grande influência da temperatura nesse período.
Outro fator que favorece essa espécie é a textura do solo, sendo este de textura fina, siltoso ou argiloso. Tem como característica a elevada capacidade de sobrevivência na ausência do hospedeiro, podendo permanecer no solo por até dois anos.
O manejo de R. reniformis pode ser realizado, principalmente, por meio da rotação de culturas, uma vez que esse nematoide possui círculo de hospedeiros mais restrito, em relação a Meloidogyne spp. ou P. brachyurus, além do uso de cultivares resistentes.
As cultivares de soja americanas Forrest e Custer são consideradas padrões de resistência ao nematoide-reniforme e, aparentemente, cultivares com resistência ao nematoide-de-cisto também conferem resistência a R. reniformis.
Atualmente, práticas de controle biológico fazem parte do manejo integrado para redução de um organismo “patógeno” alvo através de outros organismos vivos presentes rotineiramente na natureza, que não plantas resistentes com foco no retardo da densidade do inóculo ou das atividades determinantes da doença, estabelecendo equilíbrio por meio de ações que busquem melhoras na biodiversidade do solo.
Desse modo, os fungos antagonistas, fazem parte do nicho ecológico de biocontrole, entre eles os chamados fungos nematófagos, divididos em três grupos distintos (predadores, endoparasitas, oportunistas parasitas de ovos e juvenis), produzindo metabólitos tóxicos aos nematoides, além de poderem competir por nutrientes e espaço com os patógenos, ou ainda induzir a planta a desenvolver resistência as doenças.
São classificados de acordo com os mecanismos de ataque a seus hospedeiros, entre eles:
As populações de fitonematoides, que coexistem no solo, flutuam sob a dependência da pressão dos fatores bióticos e abióticos. Tal influência responde não só pela quantidade, mas também pela qualidade das populações.
A duração do ciclo de vida, razão sexual, taxa reprodutiva, dinâmica e distribuição populacional no solo são geridos pela temperatura, umidade, textura, aeração e pH do solo, bem como pela cultura e pela planta hospedeira, por outros organismos existentes e pelo manejo adotado.
O produtor deve conhecer e estabelecer um rigoroso manejo em cada talhão da propriedade, para tanto a análise nematológica, em laboratório especializado, é tão necessária quanto as demais análises efetuadas na lavoura.
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]]>O post Inoculação da soja: aumente a produtividade com a fixação biológica do nitrogênio apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Produção de milho no Brasil: produtividade e sustentabilidade da atividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As tecnologias empregadas nas regiões produtoras deste cereal, torna a oferta de grãos no mercado brasileiro dinâmica. Além disso, também têm relação direta nos preços das commodities agrícolas e/ou pecuárias que compõem os sistemas produtivos em que o milho está inserido.
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]]>O post Sistema radicular das plantas e qualidade do solo no plantio direto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Atualmente, tem sido desenvolvido metodologias para avaliar o crescimento de raízes em profundidade, além da avaliação da atividade de raízes no perfil. O desenvolvimento radicular no perfil do solo é afetado pela presença de Al tóxico e principalmente pelo impedimento físico.
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A causa direta do excesso de Al tóxico é o engrossamento das raízes nas camadas superficiais do solo e restrição do crescimento da parte aérea em situação de limitação de chuvas.
As raízes não apresentam bom desenvolvimento em solos ácidos devido ao excesso de Al e/ou deficiência de Ca. De maneira geral, o crescimento das raízes é prejudicado pela presença de Al tóxico às plantas (Al3+e AlOH2+).
Solos manejados adequadamente sob sistema de plantio direto, não têm apresentado restrição ao crescimento de raízes devido à falta de Ca e/ou Al tóxico. Além disso, parte do Al tóxico pode ser complexado por ligantes orgânicos.
Desenvolvimento de raízes. (Foto: Alessandro Alvarenga)
Nas condições do Sul do Brasil, a acidez do solo limitou o crescimento radicular e a produção de trigo pela falta de água na fase do desenvolvimento vegetativo.
A calagem superficial proporcionou aumento de 66% no crescimento radicular até 60 cm de profundidade e aumento de até 140% na produtividade de trigo. Nos estudos de Joris et al. (2013), a calagem aumentou a densidade e o comprimento das raízes, absorção de nutrientes e produção de milho e soja sob estresse hídrico, comparado aos locais sem aplicação de calcário.
Segundo Caires et al. (2001), o crescimento radicular da soja não foi afetado pelas condições de acidez do solo com 1,5, 1,2 e 0,8 cmolc dm-3 de Ca e 28, 32 e 40% de saturação por Al, nas profundidades de 0-10, 10-20 e 20-40 cm, respectivamente.
A concentração das raízes apenas na camada superficial do solo proporciona menores produtividade das culturas. Com a correção da acidez do solo no perfil, as culturas apresentam maior desenvolvimento radicular, proporcionado maiores produtividades.
A acidez subsuperficial apresenta-se como fator determinante para o crescimento do sistema radicular, tendo grande importância para o aumento do reservatório de água disponível durante os períodos de estresse hídrico. Além disso, a aplicação de calcário na superfície do solo, apresenta baixa eficiência na correção da acidez subsuperficial.
Nesse sentido, Veronesse et al. (2012) observaram que plantas de cobertura associadas à calagem promoveram melhoria nos parâmetros de acidez do solo, quando a dose aplicada é maior ou igual que a recomendada para saturação por bases (V) de 50%.
Plantas de cobertura apresentam como função, a liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular, formando complexo orgânico com alumínio (Al), cálcio (Ca) e magnésio (Mg). Dessa forma, além de neutralizar o Al tóxico, esses ácidos podem aumentar a mobilidade de Ca e Mg no perfil do solo.
A calagem com resíduos de aveia preta e nabo forrageiro, promoveu o aumento do pH e o teor de Ca, reduzindo o teor de Al na camada de 0 a 20 cm de profundidade.
Calagem com nabo forrageiro. (Foto: Geraldo Gontijo)
O crescimento das raízes acompanha os efeitos químicos do solo, sendo favorável ao gradiente de correção da acidez, e após nove anos da calagem em superfície com dose de 3 ton ha-1 aumentou os teores de pH e Ca e reduziu os teores de Al até 60 cm de profundidade.
Franchini et al. (2001) observaram que a prática da calagem em superfície sem resíduo vegetal promoveu crescimento de raízes de trigo até 10 cm de profundidade, enquanto a calagem em superfície com resíduos de aveia e nabo favoreceu o crescimento das raízes até 20 cm de profundidade.
A manutenção da palhada proporciona melhores condições de umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento radicular das culturas.
A aplicação superficial de calcário sobre palhada de aveia preta não provocou aumentos no crescimento de raiz de milho e soja. Girardello et al. (2017) acrescentam que o menor crescimento do sistema radicular das culturas, inviabiliza o acesso a um maior volume de água e nutrientes em períodos de veranicos.
Plantas de sistema radicular robusto (braquiárias e milheto) contribuem para mobilização de nutrientes, recuperando aqueles deslocados para zonas inferiores (K, S, B) e auxilia a incorporação de outros menos móveis (P e Ca), além de aportar carbono e agregar os benefícios da matéria orgânica do solo em camadas mais profundas.
(Foto: Flávio Moraes)
Além da acidez, a restrição física pode apresentar como principal fator de impedimento ao crescimento radicular. A resistência do solo à penetração superior a 1,3 MPa afeta o desenvolvimento do sistema radicular no perfil. Isso porque reduz a macroporosidade do solo, a qual apresenta como indicador para a restrição do crescimento radicular do milho.
Diagnósticos qualitativos como a distribuição das raízes no perfil do solo, e quantitativos como o grau de acidez no perfil do solo, apresentam-se como ferramentas para auxílio na verificação da qualidade do manejo adotado e no estabelecimento de limites de acidez, que não afetam o desenvolvimento radicular das plantas em sistemas de produção de grãos.
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O post Sistema radicular das plantas e qualidade do solo no plantio direto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Subsoladores e escarificadores no sistema de plantio direto apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, ou seja, rompendo a estrutura física da camada do solo. Para recomendação dessa prática deve-se analisar o solo quanto à compactação.

Imagem 1 – Penetrômetro
Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas.
Isso é ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, seja em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.
O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos com condições de muita umidade e com pouca palha na superfície.
O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, principalmente até 20 cm de profundidade.

Imagem 2 – Trator com escarificador e subsolador acoplados
Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com textura arenosa.
Solos compactados apresentam decréscimos de diversos fatores importantes, tais como:
O déficit desses fatores acaba gerando consequência, como a redução na difusão de gases no solo, o que acaba por limitar os processos metabólicos das plantas.
Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada.
A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo.
Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.
A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicados para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.
Girardello e seus colaboradores (2014) avaliaram a eficiência de escarificadores e observaram uma diminuição nos valores de resistência à penetração (RP), comparado aos locais sem escarificação.
Nas parcelas em que não realizou a escarificação, o valor da RP foi de 1,36 MPa , e de 1,75 MPa onde teve o tráfego de tratores, sem escarificação.
Já na pesquisa de Bellé (et. al, 2014) relata que, em solos com a utilização de escarificador, há menor consumo de combustível, potência e tração do trator do que em locais sem uso de escarificador.
O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores rompe as camadas compactadas até 0,30 m (Monteiro et. al, 2017).
A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional. Em solos onde foi realizada a subsolagem, não apresentaram diferença na produtividade de culturas, em comparação com solos manejados sem subsolagem, sob SPD (Raper et. al, 2005).
A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície, tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.
Seki e seus colaboradores (2015) avaliaram o efeito de escarificadores e subsoladores em solos sob SPD. Ele observaram que:
A utilização do escarificador proporcionou maior manutenção da cobertura vegetal do solo do que os subsoladores.
No entanto, na pesquisa de Nunes (et. al, 2015) concluíram que a utilização de semeadoras adaptadas ao SPD, podem descompactar o solo até a profundidade de 0,17 m.
Vários autores relatam que não foram apresentados incrementos na produtividade das culturas, após a prática da escarificação ou da subsolagem em solos compactados.
Em Latossolos e Argissolos oxídicos, sob SPD, a escarificação e subsolagem apresentam como operações desnecessárias, pois a longo prazo a qualidade física do solo pode ser melhorada com a prática de rotação e sucessão de culturas.

Imagem 3 – Rotação de culturas – Fonte: Instituto Agro
Girardello e seus colaboradores (2014), avaliando a eficiência de escarificadores, verificaram que a produtividade da soja em área escarificada foi de 3.669 kg.ha-1, sendo semelhante a área sem escarificação.
Em pesquisa de 2014 (Andrade Júnior et. al) observaram que os sistemas de preparo de solo, cultivo mínimo com subsolagem e SPD, com espaçamento de plantio de 0,40 m proporcionam aumento na produtividade de milho.
Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.

Imagem 4 – Manejo de gramíneas forrageiras em ILP e SPD no Semiárido – Fonte: Embrapa
Apesar de trabalhos mais antigos terem mostrado pouco efeito no uso de escarificação e subsolagem na produtividade das culturas, atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido à adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.
Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.
Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações devem ser realizadas para diferentes condições edafoclimáticas e regiões de produção do país.
Assim sendo, o uso de máquinas têm aumentado nas lavouras, até porque estão produzindo mais, buscando melhores qualidades e em menos tempo.
O quesito físico do solo é essencial tanto no desenvolvimento da cultura quanto na saúde desse solo, mas igualmente importantes são os fatores químicos e biológicos.
Sobre isso, os bioindicadores podem ser verdadeiros aliados. Por isso eles têm ganhado cada vez mais espaço nas avaliações do solo.
Por isso, o Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.
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Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.
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]]>O post Plantas daninhas na produção de grãos e seus mecanismos de resistência apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O fator biótico pode ser manejado e controlado de forma que a redução da produtividade seja baixa ou nula, porém devemos nos atentar ao realizar esse manejo para que não haja uma seleção de resistência dessas plantas daninhas.
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A resistência de plantas daninhas é um tema que vêm sendo tratado nos últimos anos, entretanto é algo que já ocorre há muito tempo. Somente após o lançamento da soja com transgenia, que confere a resistência ao glifosato, que isso ficou mais evidente, pois uma molécula que oferecia controle eficiente de todas as daninhas na cultura da soja passou a ser utilizada com frequência nas áreas, e isso proporcionou a seleção de biótipos resistentes ao longo das safras, como exemplifica a figura abaixo.

Dessa maneira com o passar dos anos, doses elevadas do herbicida não surtiam efeito no controle e a tecnologia que era de grande ajuda, já não poderia ser utilizada sozinha.
No Brasil no final de 2018 já tínhamos 50 casos de resistência de plantas daninhas, sendo que 16 delas são casos de resistência múltipla (resistência a dois ou mais mecanismos de ação).
Para evitar a seleção devemos sempre optar pelo uso de herbicidas pertencentes a diferentes mecanismos de ação. Para exemplificar podemos falar de herbicidas muito usados na cultura da soja e que pertencem ao mesmo mecanismos de ação Lactofen, Fomesafen e Flumioxazim, todos inibidores da PROTOX, e agem no mesmo local na planta, e assim uma aplicação sequencial com esses princípios ativos aumentaria muito as chances de seleção das PD com genes de resistência.
Quando falamos no fator intrínseco da planta que possibilita a resistência, temos alguns mecanismos que podemos elencar como a causa da ineficiência do herbicida, como: a alteração do local de ação do herbicida; a amplificação gênica; metabolização e compartimentalização do herbicida.
A alteração de local de ação é constituída por mutações que mudam a conformação do sítio de ação da molécula fazendo com que a rota que o herbicida iria inibir continue funcionando normalmente, geralmente ocorre a troca de aminoácidos da sequência da enzima afetada.
Pode ser observada em plantas como Bidens pilosa (picão preto) Eleusine indica (pé de galinha) e Amaranthus palmeri (caruru) e os principais produtos afetados por esse mecanismo são inibidores da ALS, Triazinas e Dinitroanilinas.
A amplificação gênica também chamada de super expressão pode ser definida de forma mais simples como a multiplicação acelerada das cópias de DNA que codificam para a enzima alvo do herbicida, dessa forma a aplicação da dose normalmente recomendada não é suficiente para controlar a planta.
Como exemplo temos a enzima EPSP inibida pelo glifosato. Com uma alta produção dessa enzima ou de algumas enzimas que estão presentes no caminho de inibição do herbicida, a planta não sentirá tanto e não será controlada com a aplicação da dose normal. Apesar desse mecanismo ter sido encontrado em plantas de caruru e relacionado ao herbicida glifosato, podem ocorrer com outros herbicidas.
Outro fator que faz com que a planta daninha seja resistente ao herbicida é a metabolização do mesmo, podendo fazer com que ele seja degradado rapidamente, perdendo seu papel de herbicida ou até mesmo conjugado com outra molécula presente na planta, ou seja, a planta produz algum composto responsável por se ligar ao herbicida e assim ele não consegue se ligar ao local de inibição e esses compostos formados são menos tóxicos.
As principais enzimas responsáveis por essa degradação ou conjunção são a monoxigenase do citocromo P450 e a Glutationa. A atrazina é seletiva para o milho somente por conta da ação da glutationa que está presente na planta, fazendo com que haja uma destoxificação via essa enzima, a glutationa.
O isolamento do herbicida também é um mecanismo de resistência, menos frequente, porém não menos importante, ele consiste na compartimentalização da molécula maléfica à planta em locais onde não se atingirá o sítio de ação necessário, como o isolamento do herbicida no vacúolo celular, sendo assim o efeito é nulo sobre a síntese de proteínas, aminoácidos e outros compostos essenciais.
Temos como um exemplo bastante conhecido, a Buva (Conyza spp.) que possui biótipos resistentes a glifosato. A planta de buva resistente possui a capacidade de sequestrar essa molécula e isolá-la no vacúolo.
Plantas de buva (conyza spp.) após a dessecação para plantio. Foto: Breno Ferraz
Devemos primeiro observar como foi a falha do controle, se foi em faixas, reboleiras, em plantas isoladas ou praticamente em área total e observar se foi somente uma espécie de planta que resistiu ao controle.
Depois de observado esses pontos, prosseguimos com a análise dos fatores da tecnologia de aplicação realizando algumas perguntas que irão validar que tudo foi feito de maneira correta, como:
Faixa de plantas daninhas não controladas por motivos da qualidade de aplicação. Foto: Alessandro Alvarenga
Depois de avaliados esses pontos e não se encontrar falhas que proporcionaram esse não controle, há uma possibilidade de que essas plantas daninhas sejam resistentes ao herbicida e é necessária a retirada de sementes dessas plantas para que se faça testes com diferentes doses do herbicida e só assim chegarmos à conclusão da resistência.
Sendo assim para efetuar o controle das mesmas devemos optar por outro mecanismo de ação na hora da aplicação, podendo utilizar dois ou mais mecanismos de ação diferentes para controle, pois a chance de sobrevivência dessas plantas à aplicação de dois produtos de mecanismos distintos é bem menor.
Outro ponto é a aplicação no momento em que as plantas estão mais jovens, pois algumas espécies como a buva e capim amargoso são de mais fácil controle quando estão jovens, possibilitando assim uma maior eficiência e menor infestação.
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]]>O post Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área cultivada de 500 hectares cada carrinho irá percorrer 1.000 quilômetros.
Nesse sentido podemos observar a necessidade da manutenção das semeadoras e realizar os cálculos que a falha pode ocasionar no momento do plantio. A boa plantabilidade mais o uso de sementes de qualidade é a receita que irá garantir altos rendimentos.
A plantabilidade é definida como a distribuição uniforme de sementes ao longo do sulco de semeadura com a população e a profundidade correta. Sendo assim deve-se buscar pela maior porcentagem possível de espaçamentos aceitáveis entre uma semente e outra e o mínimo possível de duplas e falhas.
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Ao deparar com uma maior porcentagem de falha os problemas que podem acontecer será a perda de produção pela falta da planta além disso poderá acontecer a entrada de plantas daninhas. No caso de plantas duplas ocorrerá a presença de plantas dominadas, acamamento da cultura acarretando perdas na colheita e dificuldade no controle de doenças.
A fim de identificar tais problemas a medida mais utilizada é a avaliação do coeficiente de variação do estande de plantio.
Para isso após a planta germinada (estádio V2 a V3 – quando as plantas de milho apresentam de duas a três folhas e a soja apresenta o seu segundo ou terceiro trifólio) é realizado a medida de espaçamento entre uma planta e outra em 5 metros lineares em 5 linhas de plantio sendo considerado no mínimo 5 subamostras por gleba de produção.
Para o cálculo do coeficiente de variação, é realizado o cálculo da média dos espaçamentos realizados e o cálculo do desvio padrão dos espaçamentos obtidos.

Onde:
Para a cultura da soja é considerado aceitável um coeficiente de variação menor que 50% e para a cultura do milho é considerado um coeficiente de variação aceitável menor que 30%.
Dentre os fatores que interferem diretamente na distribuição de plantas a velocidade de plantio é a que pode apresentar maior influência na distribuição longitudinal de plantas. Para isso a fim de manter o menor coeficiente de variação o ideal e manter a velocidade de plantio entre 5 e 6 km/h.
Para a comparação entre os coeficientes de variação vale ressaltar que deve ser realizada com as populações de plantas iguais. Na propriedade poderá ser construído um banco de dados das populações estabelecidas com os seus respectivos coeficientes de variação, e estabelecer metas a fim de reduzir o coeficiente de variação e obter melhor plantabilidade.
Além da velocidade de plantio alguns fatores que podem interferir na plantabilidade das culturas são questões referentes ao solo.
O tipo de preparo do solo seja ele convencional ou sistema de plantio direto, para isso deve ser realizada uma boa regulagem da máquina com um sistema eficiente de corte da palhada no caso de plantio direto.
A umidade é outro fator que apresenta grande interferência na plantabilidade, solos mais úmidos podem apresentar maiores problemas de embuchamento durante a semeadura das culturas. Para um bom plantio sobre a palhada a mesma deve estar seca a fim de evitar o envelopamento e garantir uma boa plantabilidade.
A qualidade das sementes seja ela fisiológica e sanitária irão interferir quando a uniformidade de germinação das culturas, para isso deve-se obter sementes com alta germinação e vigor.
Os fertilizantes também merecem atenção, para isso deve-se obter fertilizantes com boa qualidade física que apresentem boa uniformidade de partículas a fim de evitar a segregação das partículas. Apresentando menores paradas durante a semeadura no desentupimento dos mangotes.
Quanto às máquinas, o tipo de disco de corte utilizado seja ele liso ou corrugado a pressão da mola no disco de corte irá interferir diretamente na qualidade do corte da palhada.
Quanto aos sulcadores existem dois tipos a haste (facão) ou disco duplo. O disco duplo tem uma menor demanda de potência do trator e apresenta uma menor área mobilizada do sulco. No caso da haste pode promover uma leve escarificação do solo e depósito em maior profundidade do fertilizante.
Quanto ao mecanismo dosador de sementes no mercado existem as pneumáticas e as mecânicas:
A fim de evitar esses problemas a manutenção das máquinas como lubrificação da máquina, engraxamento dos pinos graxeiros, manutenção dos dosadores de fertilizantes, discos de corte desgastados, manutenção das molas, quantidade de grafite a ser colocada para manutenção da escoabilidade sendo ideal 5 gramas de grafite por quilo de semente.
Para obter uma boa plantabilidade a manutenção da semeadora e conferência do coeficiente de variação da população obtida torna-se um dos fatores primordiais para garantia do potencial produtivo das culturas.
Para realizar o acompanhamento da plantabilidade durante o processo de semeadura das cultura, pode ser feita uma planilha com um checklist, levantamento de plantas e fertilizantes.
Check list antes de iniciar a semeadura
Levantamento de plantas
Fertilizantes
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No dia 22/09/2020, apresentamos mais uma edição de Webinar Grãos! O tema foi extremamente relevante para quem está atuando na área: “Posicionamentos para a safra”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: Breno Araújo, Membro Efetivo do CESB. Araújo é Engenheiro Agrônomo formado pela FEAD/MG e especialista em pastagens e plantas forrageira pela ESALQ/USP.
Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:
Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!
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]]>O post Microrganismos no solo: promotores de crescimento de plantas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo.
A agregação do solo é influenciada por vários fatores, como mineralogia do solo, ciclos de umedecimento e secagem, a presença de óxidos de ferro e alumínio em função da faixa de pH do solo, argila e matéria orgânica.
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Raízes de plantas contribuem diretamente para a estabilidade dos agregados do solo através da abundância inerente dessas estruturas na matéria orgânica e a produção de exsudatos estimulando a atividade microbiana, e indiretamente pela produção de associados ao exopolissacarídeo.

A estabilidade do solo resulta de uma combinação de características bióticas e abióticas, e as comunidades microbianas podem fornecer uma medida quantitativa da saúde do solo, uma vez que essas bactérias determinam o funcionamento do ecossistema de acordo com processos biogeoquímicos.
A saúde do solo define a capacidade do solo de funcionar como um sistema vivo vital, dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra, para sustentar a produtividade vegetal e animal, manter ou melhorar a qualidade da água e do ar e promover a saúde vegetal e animal.
Os fatores que controlam a saúde do solo compreendem características químicas, físicas e biológicas, como tipo de solo, clima, padrões de cultivo, uso de defensivos agrícolas e fertilizantes, disponibilidade de substratos e nutrientes, concentrações de material tóxico e a presença ou ausência de conjuntos específicos e tipos de organismos.
As interações planta-microrganismos na rizosfera são os determinantes da saúde das plantas, produtividade e fertilidade do solo.
Bactérias promotoras de crescimento de plantas são bactérias que podem aumentar o crescimento das plantas e protegê-las de doenças e estresses abióticos por meio de uma ampla variedade de mecanismos; aqueles que estabelecem associações estreitas com plantas, como os endófitos, podem ter mais sucesso na promoção do crescimento das plantas.
Doenças causadas por microrganismos patogênicos frequentemente resultam em perda de produtividade. Também é bem conhecido que o crescimento das plantas é inibido quando as plantas são infectadas por patógenos, embora o mecanismo subjacente seja mal compreendido.
Algumas bactérias promotoras de crescimento de plantas protegem as plantas colonizadoras do ataque de patógenos, matando diretamente os parasitas. Esses tipos de bactérias promotoras de crescimento de plantas produzem antibióticos como HCN, fenazinas, pioluteorina e pirrolnitrina.
Algumas rizobactérias podem induzir resistência de plantas a micróbios patogênicos, que é chamada de resistência sistêmica induzida. Resistência sistêmica induzida é em geral diferente da resistência sistêmica adquirida, pois depende da sinalização do ácido jasmônico e do etileno da planta do que da sinalização do ácido salicílico.
O segundo grupo de bactérias promotoras de crescimento de plantas pode estimular o crescimento da planta diretamente na ausência de patógenos, fornecendo substâncias que ajudam as plantas. Bactérias do gênero Rhizobium fixa N2 gasoso em amônia que pode ser usado por plantas leguminosas como fonte de nitrogênio.
Existem bactérias promotoras de crescimento de plantas ajudam as plantas a crescer, fornecendo fosfato solúvel convertido de fósforo insolúvel. Hormônios vegetais que promovem o crescimento, como auxina, citocinina e giberelinas, também podem ser sintetizados por algumas bactérias do solo usando precursores secretados por plantas. Esses hormônios derivados de bactérias posteriormente facilitam o crescimento das plantas.
A remoção de contaminantes do solo, que normalmente induzem respostas ao estresse das plantas e inibem o crescimento das plantas, pelas bactérias do solo também pode ajudar as plantas a crescerem melhor. Em muitos casos, o estresse ambiental causado por poluentes do solo estimula a produção de etileno nas plantas, o que posteriormente retarda o crescimento das plantas.
As raízes das plantas respondem às condições ambientais por meio da secreção de uma ampla gama de compostos, de acordo com o estado nutricional e as condições do solo. Esta ação interfere com a interação planta-bactéria e é um fator importante contribuindo para a eficiência do inoculante.
A exsudação da raiz inclui a secreção de íons, oxigênio e água livres, enzimas, mucilagem e uma variedade de substâncias contendo carbono de metabólitos primários e secundários.
As raízes de plantas excretam 10 a 44% de carbono fixados fotossinteticamente, que serve como fonte de energia, moléculas sinalizadoras ou antimicrobianos para microrganismos do solo. A exsudação da raiz varia com a idade e genótipo da planta e, consequentemente, microorganismos específicos respondem e interagem com diferentes plantas hospedeiras.
Assim, os inoculantes são geralmente destinados a um específico planta da qual a bactéria foi isolada.
Os inoculantes bacterianos podem contribuir para aumentar a eficiência agronômica, reduzindo os custos de produção e a poluição ambiental, uma vez que o uso de fertilizantes químicos pode ser reduzido ou eliminado se os inoculantes forem eficientes.
Para que os inoculantes bacterianos obtenham sucesso na melhoria do crescimento e produtividade das plantas, diversos processos envolvidos podem influenciar a eficiência da inoculação, como por exemplo a exsudação pelas raízes das plantas, a colonização bacteriana nas raízes e a saúde do solo.
De forma geral, os efeitos de práticas agrícolas não sustentáveis, podem causar sérios danos ao meio ambiente. A inoculação é uma das práticas sustentáveis mais importantes na agricultura, pois os microrganismos estabelecem associações com as plantas e promovem o crescimento das plantas por meio de diversas características benéficas.
Endófitos são adequados para inoculação, refletindo a capacidade desses organismos para colonização de plantas, e vários estudos têm demonstrado a comunicação específica e intrínseca entre bactérias e plantas hospedeiras de diferentes espécies e genótipos.
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
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]]>O post Monitoramento e controle de percevejos e lagartas na cultura do milho apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A partir desse critério é possível elencar alguns pontos necessários para chegarmos a esse objetivo:
Todos esses fatores são levados em consideração quando se faz o manejo integrado de pragas – MIP.
Sendo assim, visando o controle dessas pragas de início de ciclo, devemos iniciar considerando qual a cultura ou quais as culturas que haviam anteriormente na área, seja na safra verão ou na segunda safra.
No período de entre safra alguns insetos possuem a capacidade de reduzir seu metabolismo para proporcionar um menor gasto de energia, alongando assim as suas fases até que as condições fiquem propícias para a reprodução, esse período é conhecido como diapausa.
Dessa forma devemos realizar amostragens nas áreas pré-dessecação para verificar a necessidade de uso de inseticidas e essa preocupação aumenta se a densidade populacional da praga já foi alta na cultura anterior.
Podemos optar pelo uso de inseticidas após a germinação das plantas, no caso do milho que sofre muito com ataque de percevejo barriga verde e o marrom (Dichelops sp. e Euschistus heros respectivamente), pois com a sucção da seiva a toxina é injetada na planta, que se torna raquítica e emite perfilhos não produtivos.
O tratamento de sementes tem um efeito de aproximadamente 20 dias, porém com uma densidade populacional da praga muito alta, há a redução do estande e produtividade da mesma forma.
Assim a alta densidade pode justificar-se na segunda safra por termos tido uma infestação no final do ciclo da soja, e no milho verão podemos justificar pela presença de plantas daninhas hospedeiras, como a trapoeraba (Commelina sp.), Capim carrapicho (Cenchrus echinatus), Malva (Sida cordifolia) e também em áreas onde tínhamos trigo anteriormente.
Recomenda-se levantar por meio da amostragem a quantidade de percevejos por metro e realizar a aplicação de Tiametoxam+Lambda cialotrina caso exceda o NC.
Sendo assim devemos realizar amostragens considerando um nível de controle acima de 0,8 por m², no caso de aplicações de inseticidas em V1, segundo Duarte 2015 e consideramos 2 até V3 (Gassen, 1996) onde ainda é possível evitar danos na produtividade.
Já no caso de amostragens na pré-dessecação ou pré-plantio podemos utilizar de iscas com grãos de soja umedecidos. As iscas devem ser distribuídas em número de para cada talhão, cerca de 250 gramas do grão umedecidos e acrescentados ½ colher de chá de sal de cozinha.
A partir da conferência das amostras podemos ter uma ideia da população de percevejos na área, recomendando-se o uso de tratamento de sementes quando 3 a 4 iscas apresentarem percevejos, e a aplicação quando 5 ou mais iscas apresentarem percevejos (Bianco 2005).

Percevejo barriga verde em plantas de milho – Fonte: Arquivo pessoal
Outra praga bastante comum no início do estabelecimento da cultura do milho é a lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) com hábito de lagarta rosca. Essas lagartas geralmente de 5° instar causam problemas na fase inicial da cultura do milho, podendo alimentar de plântulas jovens e causando redução de estande, apesar do ponto de crescimento da planta não ser afetado há uma grande redução no desenvolvimento da planta, abre uma entrada para patógenos.
Além disso o tratamento de sementes e a proteína Bt nesses casos não oferece um controle efetivo, pois lagartas já nesses instares são dificilmente controladas por meio dessas ferramentas de manejo, necessitando-se assim um monitoramento na pré dessecação, principalmente em áreas com plantas “tigueras” de milho e com plantas daninhas que oferecem abrigo para a Spodoptera, que assim permanece à espera da próxima safra.
Da mesma forma em que o percevejo, o recomendado é se atentar ao histórico da área em relação à praga e qual cultura antecedeu o cultivo do milho a ser plantado, e tomar a decisão de aplicação de piretróides, clorpirifós ou carbamatos no início da cultura, com essa aplicação, visando a Spodoptera, temos como adicional o efeito sobre a lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus), que causa o “coração morto”.
Outro ponto bastante interessante é a realização da dessecação antecipada, em áreas que o regime de chuvas permite, para que haja a retirada de hospedeiros alternativos para a praga. Esse tipo de dessecação pode auxiliar no controle não só da lagarta do cartucho como também a lagarta rosca (Agrotis ipsilon) e até mesmo os percevejos.

Postura e lagartas em 3º instar de Spodoptera Frugiperda em planta de milho na pré-dessecação – Fonte: Arquivo pessoal
Apesar da baixa resposta de controle ao tratamento de sementes para essas pragas em alta densidade populacional, recomenda-se a utilização do mesmo, pois o tratamento de semente tem efeito sobre pragas que podem ser importantes em algumas regiões, como a larva alfinete (Diabrotica speciosa), aos coleópteros conhecidos popularmente como corós ou bicho bolo (Phyllophaga spp., Cyclocephala spp.e Diloboderus abderus) e a lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus) que é mais comum em solos arenosos.
Pensando no manejo do Percevejo barriga verde e corós podemos utilizar a Clotianidina a 42 ml/i.a. para 60.000 sementes, outro produto que pode ser usado no TS é o Clorantraniliprole de 30 a 45 ml/i.a. para 60.000 sementes, com o intuito de controle do coró, elasmo, lagarta rosca e lagarta do cartucho em instares menores que venham raspar as folhas no início da cultura.
A partir desse manejo de controle é possível o estabelecimento de uma lavoura com um bom estande de plantas no início do ciclo, o que é de suma importância quando queremos atingir altos tetos produtivos.
O período entre a germinação e o fechamento de linhas reflete tanto na produção, quanto outras fases importantes como o florescimento e fecundação, ainda mais quando se trata da cultura do milho onde a perda de uma planta por metro já reflete muito no estande final e proporciona entrada de luz, aumentando a germinação e desenvolvimento de plantas daninhas.
Além disso, a amostragem proporciona a tomada de decisão tanto na opção de realizar a aplicação ou não, quanto a aplicação de dose cheia ou parcial da recomendação, gerando economias e redução do custo de produção, e isso é muito interessante quando se passa por uma safra com incertezas ou quando alguma intempérie pode causar a redução da produtividade.
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?
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]]>O post Agricultura conectada: análise de dados e uso de IoT apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Os agricultores estão melhorando a produtividade, reduzindo as perdas e reduzindo custos, fazendo um uso mais direcionado de recursos como fertilizantes e água. O ponto de partida para esta agricultura de precisão são os dados, cujos sensores e redes sem fio desempenham um papel fundamental na coleta.
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Existem essencialmente três tipos de plataforma envolvidos na agricultura de precisão:
Os sensores e a tecnologia de rede que os tipos de plataforma tendem a utilizar variam, embora também haja alguma sobreposição. Uma coisa que as plataformas compartilham, no entanto, é uma enorme diversidade nos conjuntos de recursos dos muitos produtos concorrentes que tratam desse espaço de aplicação.
As plataformas aéreas buscam coletar dados sobre culturas e campos de cima usando sensoriamento remoto. Os sensores podem estar localizados em aeronaves ou satélites pilotados, mas cada vez mais estão sendo transportados por veículos aéreos não tripulados (UAVs) – drones – de asa fixa ou multi-helicóptero.
Equipados com um sensor de posicionamento de precisão, como o módulo GNSS de precisão, os drones são particularmente adequados para o levantamento de campos de pequeno a médio porte para monitoramento da saúde vegetal, com aeronaves e satélites fornecendo levantamentos de área maiores.
O principal sensor no monitoramento da saúde da planta é uma câmera multiespectral que pode capturar imagens de alta resolução em luz visível e infravermelha próxima (NIR).
A maioria dos sensores de imagem pode fornecer essas imagens, embora a maioria das câmeras comerciais não. A chave para essa aparente contradição está na filtragem.

Para monitoramento da saúde da planta, no entanto, essa sensibilidade infravermelho (IR) é a melhor opção.

As folhas de plantas saudáveis refletem mais IR e absorvem mais luz vermelha do que as de plantas estressadas. Isso levou os cientistas vegetais a definir o índice de vegetação de diferença normalizada (NDVI) – (NIR – Vermelho) / (NIR + Vermelho) – como uma medida da saúde das plantas.
Com a filtragem certa e algum processamento básico de imagem, um sensor de imagem pode ser transformado em um sensor NDVI. As plataformas aéreas fornecem a perspectiva necessária para fazer o levantamento da saúde da planta de campos inteiros com um único sistema.
Na maior parte, as necessidades de comunicação de rede das plataformas aéreas são mínimas.
Alguns sistemas oferecem links Wi-Fi para smartphones para oferecer resultados de pesquisas em tempo real. A maioria, entretanto, simplesmente armazena os dados da imagem em cartões removíveis para processamento posterior.
Esse uso de armazenamento em vez de link de rede também é comum em plataformas móveis de agricultura de precisão baseadas no solo, como acessórios de trator e veículos robóticos.
Os dados que seus sensores coletam podem ser exibidos em tempo real para o motorista, mas como plataformas aéreas, os dados raramente são enviados ao vivo para uma rede. Os tipos de sensores envolvidos, no entanto, são completamente diferentes.
Na maioria das vezes, essas plataformas móveis carregam sensores eletroquímicos que monitoram as condições de crescimento, incluindo fatores como pH, condutividade elétrica do solo (que se correlaciona com a produtividade da cultura), e teor de umidade do solo.
O sensor de raios gama detecta variações na radiação de fundo natural para avaliar a composição e estrutura do solo. Sensores ópticos ajudam a medir o conteúdo orgânico do solo, incluindo resíduos da colheita.
Esses sistemas móveis, fornecem um mapeamento de solo com resolução de grãos muito mais fina do que as técnicas de amostragem manual tradicional. O mapeamento, por sua vez, ajuda os agricultores a aplicar fertilizantes do tipo e quantidade que o solo precisa em qualquer local.

O tipo de precisão de mapeamento centimétrico que essas plataformas móveis oferecem exige mais do que sensoriamento de navegação por satélite, no entanto a navegação por satélite é normalmente precisa apenas em torno de um metro.
Para refinar ainda mais o posicionamento, algum tipo de unidade de medição inercial, pode ser necessária. O mesmo tipo de precisão que informa o esforço de mapeamento pode então ser usado para orientar a aplicação de sementes, fertilizantes e pesticidas, bem como para orientar o maquinário de colheita para evitar sobreposição durante a colheita.
As plataformas de agricultura de precisão que normalmente não requerem sensores de posição embutidos são os sistemas estacionários baseados no solo, embora ainda seja importante registrar sua posição quando colocados pela primeira vez. Também ao contrário de outros tipos de plataforma, os sistemas estacionários dependem fortemente dos recursos de comunicação de rede.
Uma variedade de opções de comunicação está sendo usada na agricultura, com a escolha frequentemente dependente da situação, incluindo celular, rede mesh, LPWAN (LoRa, SigFox, 6LoWPan e semelhantes) e configurações diretas de dispositivo para gateway. Outros oferecem plataformas de sensores estacionários com qualquer uma dessas opções de comunicação disponíveis como opções especificadas pelo cliente.

Esses sistemas estacionários também oferecem uma gama mais ampla de tipos de sensores do que as outras plataformas, o monitoramento ambiental, meteorológico localizado (temperatura, precipitação, insolação, vento e semelhantes) e sensores fitossanitários junto com monitores ambientais para comparar o crescimento real da planta com as expectativas.
Sistemas capturam e contam tipos específicos de pragas usando atração baseada em feromônios para identificar possíveis infestações. A umidade do solo (medida usando capacitância ou outras propriedades eletromagnéticas do solo), taxas de evapotranspiração, umidade das folhas (devido à chuva ou condensação), altura da planta e até mesmo a espessura dos caules ou o tamanho dos frutos em crescimento (dendometria) são todas as opções de sensores potenciais para agricultura.
Os sistemas estacionários são onde grande parte do desenvolvimento de produtos de sensores para agricultura de precisão tem ocorrido, em parte porque eles oferecem o maior potencial para vendas de volume.
Um único sistema de sensoriamento aéreo ou móvel pode atender a todos os campos do agricultor, mas a coleta de dados de granularidade suficiente para o máximo benefício exigirá a implantação de vários sistemas de sensores estacionários. As principais características de tais sistemas são energia solar, baixo custo e integração com redes de longa distância e serviços em nuvem para lidar com os dados.
Embora a agricultura de precisão tenha sido explorada por mais de uma década, o apoio a essa agricultura acionada por sensores ainda é uma indústria nascente. A adoção pode acontecer muito cedo.
A população mundial está a caminho de aumentar para mais de 9 bilhões nos próximos anos. O aumento estimado de 70% na produção de alimentos que a implementação total da agricultura de precisão se tornará necessária para atender a demanda. Para desenvolvedores, isso significa que ainda há um grande potencial para o mercado de sistemas de sensores agrícolas.
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]]>O post Inteligência artificial na agricultura: benefícios e aplicações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A indústria agrícola agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras. A acessibilidade de muitos equipamentos e tecnologias de ponta como sistema de monitoramento inteligente, drones, robôs, entre outros revolucionou totalmente este setor.
Em 2017, o mercado global de inteligência artificial na agricultura foi avaliado em cerca de US$ 545 milhões, que agora está aumentado e previsto para chegar a quase US$ 2.075 milhões até 2024. O mercado irá crescer a um CAGR crescente de 21% ao longo da previsão período.
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Aproveitando a inteligência artificial, as empresas agrícolas e os agricultores serão capazes de aumentar a produção para atender às demandas de alimentos que mais precisam. Uma vez que os humanos trabalham duro e só podem funcionar por algumas horas, as máquinas não têm um horário fixo para trabalhar.
A mente de cada pessoa não tem fortes habilidades de tomada de decisão que podem levar a decisões inadequadas e indecorosas. Por outro lado, as máquinas com tecnologia de IA aprendem melhor as situações ou o ambiente e tomam decisões firmes.
Hoje, a inteligência artificial tem um grande impacto na agricultura, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.

Tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto acompanhado de digitalização a laser 3D, são úteis e podem fornecer métricas de safra em milhares de hectares de terras agrícolas.
Além disso, podem trazer mudanças revolucionárias do ponto de vista do tempo e os esforços são monitorados pelos agricultores.
Com a ajuda de soluções emergentes, os agricultores e empresas agrícolas podem tomar melhores decisões durante o cultivo, bem como podem avaliar uma variedade de coisas como condições climáticas, temperatura, uso de água ou condições do solo em tempo real.
Com a ajuda de tecnologia de visão computacional e dados coletados por drones, os agricultores podem tomar ações imediatas em tempo real para gerar o alerta para acelerar a agricultura de precisão.
Esta é uma das áreas significativas na agricultura de hoje. As tecnologias de visão por computador podem ser implantadas em áreas, incluindo detecção de doenças, preparação e identificação de safras, gerenciamento de campo e levantamento e mapeamento do solo.
Desafios ambientais, como mudanças climáticas e outros, são as maiores ameaças à produtividade agrícola, mas as técnicas acionadas por IA e a agricultura baseada em dados podem ajudar a tornar mais fácil para os agricultores navegar por turnos de acordo com as condições ambientais.
A inteligência artificial ajuda a lidar com a mudança climática, possibilitando um gerenciamento de recursos mais inteligente.
Neste processo, os agricultores podem detectar pragas, doenças nas plantas e má nutrição das plantas com a ajuda da IA.
Além disso, os sensores de IA podem identificar e direcionar as ervas daninhas e, em seguida, decidir quais herbicidas ou herbicidas aplicar na zona certa. Esses sensores ajudam a impedir a aplicação excessiva de herbicidas e toxinas excessivas que aparecem na alimentação diária de hoje.
Aproveitando a IA, os agricultores também estão criando modelos de previsão sazonal para aprimorar a precisão e a produtividade agrícolas.
Apesar do grande número de oportunidades para aplicações na agricultura, ainda há falta de familiaridade com as tecnologias mais recentes na maior parte do mundo.
Além disso, o alto custo inicial associado à implantação de IA na agricultura pode ser um fator de restrição para a digitalização do setor agrícola.
Os crescentes investimentos e adoção de IA e robótica estão acelerando principalmente o crescimento da IA global no mercado agrícola.
As aplicações de IA na agricultura abrangem robôs agrícolas, tratores autônomos, drones agrícolas, monitoramento da saúde da colheita, reconhecimento facial e sistemas de irrigação automatizados.
A Pós-Graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.
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]]>O post Podridão vermelha da raiz da soja: como identificar e controlar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies:
No Brasil a espécie prevalente é F. tucumaniae.
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Reduções em produtividade, por causa da PVR, dependem do estádio fenológico da cultura, da extensão dos sintomas radiculares e do progresso da doença a partir desses sintomas. Já foram observadas reduções em produtividade de grãos de até 27%, quando os primeiros sintomas foliares foram observados antes do estádio R5 (enchimento de grão) de desenvolvimento da soja.
A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas. Caso a doença se desenvolva no período do florescimento, flores e vagens jovens podem ser abortadas, intensificando as perdas.

O efeito da doença na produtividade depende fundamentalmente do estádio fenológico da planta, da extensão dos sintomas radiculares e dos sintomas foliares e do progresso da doença a partir desses sintomas.
A podridão vermelha da raiz induz o sintoma foliar típico de folha carijó, com manchas cloróticas e necróticas internervais e a região das nervuras permanece com coloração verde normal. Este sintoma é mais evidente próximo à fase de florescimento e pode progredir causando completa desfolha das plantas.
O patógeno infecta as raízes, reduzindo o volume e a nodulação delas. O lenho adquire coloração castanho clara, que se estende por vários centímetros acima do solo, mas a medula permanece branca. A raiz principal apresenta uma mancha avermelhada, logo abaixo do nível do solo, que se expande adquirindo coloração negra.
Se uma planta com sintomas foliares avançados da PVR é retirada do solo, seu sistema radicular será menos vigoroso quando comparado com uma planta sadia. As raízes podem também apodrecer.
Se as plantas forem coletadas quando o solo estiver úmido, é possível observar pequenas manchas de coloração azulada na superfície da raiz principal, perto da linha do solo. Essas manchas são massas de esporos do fungo que causa a PVR. Com a superfície da raiz seca, a cor azul desaparece.
Os sintomas nas folhas consistem em manchas cloróticas que aparecem entre as nervuras da folha, normalmente após o estádio R4, podendo ocorrer, em infestações severas, nos estádios vegetativos. Com o desenvolvimento da doença, as lesões tornam-se necróticas ou formam estrias cloróticas.
Esse sintoma é conhecido como folha “carijó”, sendo que folhas severamente afetadas caem, mas os pecíolos permanecem no caule. Esses sintomas são causados por toxinas produzidas pelo fungo nas raízes e translocadas para as folhas. As toxinas provocam os sintomas foliares, já que o fungo não invade o caule mais do que alguns centímetros acima da linha do solo.
Os sintomas típicos da PVR são similares aos da podridão parda da haste, causada por Cadophora gregata, e do cancro da haste, causado por Diaporthe phaseolorum var. meridionalis.
A podridão parda da haste é diferenciada da PVR por apresentar, nas plantas infectadas, descoloração típica na parte interna da haste, o que não acontece na PVR. Já o cancro da haste pode ser diferenciado da PVR por apresentar cancros nas hastes das plantas infectadas.

Nas cultivares com ciclo precoce os sintomas dificilmente aparecem, ou quando aparecem os danos são pequenos, sendo que a doença é mais severa em baixas temperaturas e alta umidade. A presença do nematoide do cisto da soja (Heterodera glycines) é outro fator que acarreta aumento na severidade da podridão vermelha da raiz.
O patógeno desenvolve-se em temperaturas entre 25°C e 28°C, sendo a temperatura de 25°C a ideal para o desenvolvimento do fungo em meio de cultura.
Solos compactados e com água livre favorecem o desenvolvimento de Fusarium spp., que se distribui na lavoura em forma de manchas ao acaso. A associação entre alta umidade do solo e ocorrência de PVR é uma observação comum no campo. O desenvolvimento dos sintomas da PVR é altamente favorecido pela umidade elevada no solo, especialmente nas fases reprodutivas R4 e R5.
O fungo pode infectar as raízes das plântulas de soja logo após a semeadura, penetrando no tecido vascular da planta. Muitas vezes, os primeiros sintomas aparecem depois de chuvas pesadas, durante os estádios reprodutivos, pois a umidade elevada aumenta a severidade da doença.
Os primeiros sintomas visíveis da PVR são amarelecimento e desfolha no terço superior da planta. Quando os sintomas aparecem pela primeira vez num campo, eles podem ser limitados a áreas pequenas (reboleiras) ou faixas, muitas vezes em zonas úmidas ou compactadas. Durante a segunda e a terceira semanas, as áreas afetadas podem aumentar e plantas em outras áreas no campo podem apresentar sintomas.
A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas.
Caso a doença desenvolva-se no início da temporada, flores e frutos jovens vão abortar, intensificando as perdas. Quando se desenvolve mais tarde, a planta produzirá sementes menores e com menor quantidade por vagem. Como o fungo persiste no solo por longos períodos, com o passar do tempo, maiores áreas serão afetadas pela doença.
Não existe controle químico adequado para a podridão vermelha da raiz. No entanto, algumas práticas culturais têm sido capazes de reduzir seu impacto.
Fungicidas aplicados no sulco durante a semeadura ou para o tratamento de sementes têm apenas efeitos limitados sobre a redução da doença. Fungicidas aplicados nas folhas não apresentam nenhum efeito, presumivelmente porque mesmo fungicidas sistêmicos normalmente não se movem em direção ao sistema radicular da planta, local da infecção.
Solos compactados impedem a percolação de água e restringem o crescimento radicular. Chuvas excessivas também contribuem para saturar esses solos, o que favorece o desenvolvimento da doença. Corrigindo problemas de compactação e da permeabilidade do solo, pode-se reduzir o risco da PVR.
A aração, escarificação ou subsolagem para manejo físico do solo melhoram a drenagem, interferem positivamente na posição do resíduo de colheita, bem como na composição microbiana do solo, favorecendo competidores e inimigos naturais de Fusarium spp.
A rotação de culturas pode reduzir a incidência de PVR. A rotação de soja com sorgo (Sorghum bicolor) e trigo (Triticum aestivum) reduziu significativamente a população de Fusarium spp. No entanto, constatou-se que milho (Zea mays) e soja em rotação anual, não reduziu a incidência e a severidade da doença.

O uso de cultivares resistentes tem sido o método de controle mais eficaz. A caracterização de cultivares e linhagens de soja quanto à reação à PVR possibilitará a recomendação das mais resistentes para plantio, diminuindo, assim, as perdas em produtividade. Além disso, esses genótipos servirão como fontes de resistência para programas de melhoramento genético.
No Brasil, são necessários estudos baseados em conjuntos de isolados, tanto de Fusarium spp., representativos das diversas regiões de cultivo da soja.
Dessa forma, haverá melhor conhecimento da variabilidade genética de ambos os patógenos, o que possibilitará montar bases de dados que incluam o conhecimento da estrutura genética das populações dos patógenos, da patogenicidade e da agressividade, contribuindo significativamente para o manejo dessas doenças nas regiões produtoras de soja do Brasil.
A cada nova safra, maiores os desafios, exigências e necessidade de qualificações. Tudo isso, para o profissional que atua ou pretende atuar em campo, ter mais segurança nas tomadas de decisões.
O Rehagro é uma instituição 100% voltada para o Agro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos, foi eleita como a melhor do país em EAD nesse setor.
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]]>As propriedades do solo se dividem em química, física e biológica. Sua composição depende de diversos fatores como:
Sobre esse último tópico, os microrganismos fazem parte da propriedade biológica desse solo.

Esquema didático sobre a composição do solo
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A parte biológica do solo é constituída por microrganismos (cerca de 70%), raízes e fauna. Além disso, ela apresenta uma estreita inter-relação com os componentes físicos e químicos.
Toda essa parte das propriedades do solo, unidas aos microrganismos, influenciam não só a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas, mas também suas funções ecológicas e serviços ambientais.
O grau de revolvimento mecânico, juntamente com a qualidade e a quantidade do resíduo vegetal que são aportados ao solo, fazem com que todo o sistema de uso ou manejo deixe sua impressão digital, sua assinatura biológica, no solo.

Escavadeira revolvendo o solo
As determinações de atividade enzimática são uma das vias de formação da memória do solo. Isso decorre do fato de que a atividade enzimática total de um solo é o somatório de:
A capacidade do solo de estabilizar e proteger enzimas está relacionada à sua capacidade de armazenar e estabilizar MO (afinal a enzima é uma molécula orgânica) e outras propriedades estruturais associadas (agregação e porosidade), que são de difícil detecção num curto período, diferentemente da atividade enzimática.
Entre os parâmetros utilizados para caracterizar o componente biológico dos solos e avaliar a sua saúde/qualidade, destacam-se as avaliações de biomassa microbiana e de atividade enzimática.
A biomassa microbiana do solo, como o próprio nome diz, avalia a massa dos microrganismos no solo e é expressa como mg de C, N, e/ou P nos microrganismos por quilograma de solo.
A biomassa é a parte viva e mais ativa da MOS sendo constituída, principalmente, por fungos, bactérias e actinomicetos.
Apesar da sua importância em relação ao teor total de MOS, o tamanho dos componentes vivos é relativamente pequeno, variando de 1% a 5%.
No solo, as enzimas participam como catalizadoras das reações metabólicas intracelulares, que ocorrem nos seres vivos. Além disso, as enzimas extracelulares desempenham papel fundamental, atuando em várias reações que resultam na decomposição de resíduos orgânicos, tais como:
As enzimas também desempenham papéis importantes na ciclagem de nutrientes, os quais podemos citar:
Por fim, mas não menos importante, as enzimas estão ligadas à formação da MOS e da estrutura do solo.
O potencial das análises de atividade enzimática como indicadores de grande sensibilidade, especialmente β-glicosidase e arilsulfatase, tem sido verificado no Cerrado.
Assim foi ficando cada vez mais claro a necessidade de incluir também a análise dos bioindicadores nas avaliações de rotina do solo, principalmente quando se adota o sistema de plantio direto (SPD) devido ao manejo de conservação.
Com a expansão acelerada dos plantios, se faz necessário um solo construído de forma equilibrada e adequada para as culturas e as análises, portanto, se tornam imprescindíveis.
Como vimos nesse artigo, o solo é essencial, independente da ação agrícola que o produtor fará em sua fazenda. No entanto, um sistema de conservação como o SPD não permite grandes ações no solo e isso, muitas vezes, atrapalha sua aeração. Assim é necessário o uso de maquinários, como subsoladores e escarificadores.
Entender a microbiologia do solo é importante, mas se o solo apresenta compactação, o sistema poderá ficar comprometido.
Para saber como melhorar a aeração do solo e trazer mais qualidade para as raízes no SPD, veja no artigo “Uso de subsoladores e escarificadores no sistema de plantio direto“.
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]]>O post Dessecação da soja: como fazer e quando realizar essa estratégia? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três benefícios fundamentais para os produtores:
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A uniformidade da maturação dos grãos é um fator muito importante, pois permite maior rendimento operacional da colhedora, reduzindo os problemas de plantas com haste verde e retenção foliar, o que faz com que a máquina embuche menos, diminuindo de forma expressiva a perda de grãos.
Além disso, a dessecação permite antecipar a colheita da soja, o que é fundamental para regiões que tem possibilidade de realizar a segunda safra, principalmente com a cultura do milho. Realizar a semeadura nos primeiros dias da janela de plantio é uma das formas de reduzir os riscos climáticos que são inerentes de cada região, sejam eles geadas ou veranicos.
Aprenda pontos importantes sobre a safra com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.
Outro fator que merece destaque na atividade da dessecação da soja é o controle de plantas daninhas que não foram manejadas de forma eficiente no início de desenvolvimento da lavoura.
Essas plantas invasoras, além de reduzir o rendimento operacional, aumentam a porcentagem de impurezas nos grãos e também o teor de umidade, o que gera prejuízos ao produtor no momento do beneficiamento, sendo assim, a dessecação reduz este problema.
Pode-se perceber as diversas vantagens de utilizar a dessecação na cultura da soja, no entanto, o produtor precisa ficar atento ao momento correto de se realizar a aplicação do herbicida, pois se aplicado no estádio fenológico incorreto, pode reduzir de maneira expressiva a produtividade da lavoura.
Foi pensando nisso, que o Rehagro Pesquisa conduziu um experimento com o objetivo determinar o estádio fenológico adequado para se realizar a dessecação de forma que não afete o potencial produtivo soja.
Para isso foi utilizado o herbicida Paraquat, que atua inibindo o fotossistema I. É um herbicida que possui efeito apenas no local de contato com o material vegetal, ou seja, ele não será absorvido e transcolado pela planta, como ocorre no caso de produtos sistêmicos.
A escolha do produto é muito importante, pois caso seja selecionado um herbicida incorreto para está prática, há a possibilidade de deixar resíduos nos grãos que serão colhidos, desta forma, deve verificar quais os produtos são permitidos e respeitar o período de carência.
A dessecação foi realizada em três estádios fenológicos, R5.5 que representa uma granação de 76 a 100%, R6 que é 100% da granação com sementes verdes preenchendo toda a cavidade da vagem e no estádio R7.2 que representa a maturidade fisiológica, onde há de 50 a 70% de folhas e vagens amarelas. Foi conduzido também um tratamento sem dessecação.
Na figura abaixo é possível verificar a situação dos grãos 10 dias após a dessecação.

Na figura abaixo é possível observar efeito significativo referente ao peso de mil grãos. A dessecação em R7.2 apresentou maior peso em gramas do que as dessecações realizadas em R5.5 e R6, no entanto, não houve diferença com o tratamento controle sem dessecação.

Como visualizado no peso de mil grãos, houve diferença significativa também em produtividade. Na figura abaixo é possível observar a importância de se realizar a dessecação no estágio fenológico correto.
As aplicações realizadas em R5.5 e R6 tiveram perda de produtividade de 59,9 e 24,9%, respectivamente, quando comparados com a testemunha sem dessecação. Não houve diferença estatística entre a aplicação realizada no estádio R7.2 e o tratamento sem dessecação.

Desta forma, é possível notar a importância de realizar um manejo correto, realizando as atividades no momento ideal. Com esses resultados é possível pensar nas estratégias de manejo mais adequada para cada região, sendo mais uma ferramenta para a tomada de decisão.
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]]>O post Manejo da compactação do solo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Se não tiver controle ou for feito errado, isso pode gerar um dos piores males ao produtor: solo compactado, que pode reduzir em até 60% a produtividade!
Pensando nisso, em agosto de 2020, o Rehagro e a 3rlab promoveram um webinar gratuito justamente sobre o manejo da compactação do solo. Esta palestra foi feita pelo Bruno Montoani Silva, que é um especialista renomado na área, sendo engenheiro agrônomo e professor do Departamento de Ciência do Solo da UFLA.

Ele ensina como fazer o diagnóstico correto de compactação, como fazer o manejo, o controle, quais parâmetros avaliar e, inclusive, com dados reais.
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]]>O post Aprendendo com os campeões do CESB: safra 2019-20 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em julho de 2020, fizemos a transmissão de mais um Webinar Grãos. O tema foi: “Aprendendo com os campeões do CESB: safra 2019-20″. O palestrante João Pascoalino é Engenheiro Agrônomo e Coordenador Técnico de Pesquisa do CESB.
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O post Aprendendo com os campeões do CESB: safra 2019-20 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Tráfego controlado de máquinas agrícolas: principais aspectos e benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em contrapartida, o aumento do tamanho das máquinas associado aos seus pesos, a indústria de máquinas agrícolas com intuito de amenizar os efeitos, tem desenvolvido tecnologia em pneus e orientação a fim de reduzir as pressões de contato com o solo.
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Gimenez e Milan (2007) relatam que na região dos Campos Gerais no estado do Paraná e no sul do estado de São Paulo os operadores de máquinas agrícolas não recebem capacitação suficiente e propriedades maiores faz o uso mais eficiente de máquinas agrícolas, e a potência por área dos tratores nas menores propriedades foi duas vezes maior que observada nas maiores propriedades. Sendo as máquinas agrícolas o segundo maior investimento, e a adequação ao tamanho da propriedade um fator fundamental na redução de custos.

O tráfego de máquinas agrícolas é indicado como uma das principais causas da compactação dos solos, intensificando pelo incremento no peso das máquinas e implementos agrícolas, e pela intensidade do uso do solo.
Neste sentido, o sistema de tráfego controlado (STC) de máquinas agrícolas pode reduzir a demanda de tração de forma significativa, por meio da menor resistência ao deslocamento dos pneus em áreas trafegadas permanentemente, apresentando menor compactação em áreas destinadas ao cultivo de plantas e sem o tráfego de máquinas.
A adoção do STC em larga escala ainda é baixa, apresentando destaque para a Austrália com aproximadamente 30 a 40% do total da área no sistema de produção de grãos manejados sob STC.
O desenvolvimento de linhas de tráfego de acordo com as condições de tráfego do terreno pode representar 15% da área cultivada.
A modificação comercial das máquinas agrícolas e o desenvolvimento de sistemas orientação de precisão com variação 2 cm de acurácia (RTK e DGNSS: Real Time Kinematic e Differencial Global Navigation Satellite System) vieram para facilitar a adoção do STC.
A adoção comercial do STC concentra e melhora a trafegabilidade, ao mesmo tempo em que auxilia a melhoria da estrutura do solo entre as linhas de tráfego. O aspecto mais valioso da tecnologia é seu benefício em áreas cultivadas sujeitas à compactação.
Segundo a Australlian Controlled Traffic Farming Association (ACTFA, 2020), define o tráfego controlado de máquinas agrícolas como um sistema no qual: (i) todas as máquinas têm a mesma largura de trabalho e bitola (distância entre as rodas em um eixo) de modo que o tráfego no campo seja restrito à menor área possível de vias permanentes; (ii) todas as máquinas são capazes de uma orientação precisa ao longo das faixas de tráfego permanente; (iii) uma grade de tráfego permanente é projetado para otimizar a drenagem superficial e logística. Sendo os componentes essenciais para o sistema de tráfego controlado.
Para a conversão do sistema convencional para o STC devem ser considerado os seguintes aspectos:

Atualmente existem softwares dedicados ao desenvolvimento de linhas de tráfego, onde determinam a extensão e localização das rodas nos campos de produção, de acordo com as máquinas disponíveis na fazenda. Sendo uma ferramenta para a tomada de decisão com base em cenários para a conversão do sistema convencional para o STC.
O uso de sensores multiespectrais embarcados no drone para obtenção do modelo digital de elevação (MDE), possibilita realizar análise de declividade do terreno, sendo uma das principais informações para análise de cenários. A integração de linhas de tráfego com o modelo de erosão do solo apresenta grande acurácia na dependência espacial, podendo ser um importante planejamento para a conservação do solo.
Para o manejo da compactação do solo, a identificação de processos responsáveis por mudanças nas propriedades físicas do solo e práticas agrícolas que possam ser adotadas para minimizar problemas de compactação do solo, são essenciais a fim de reduzir o risco de perdas de produtividade. Nesse sentido, STC é um meio eficaz para o gerenciamento da compactação, restringindo todas as rodas à menor área possível de faixas de tráfego permanentes.

Na mesorregião do Campo das Vertentes no estado de Minas Gerais, os solos cultivados sob SPD são classificados como Latossolo, Argilsolo e Cambissolo com característica de relevo ondulado.
No sistema de produção de grãos praticado pelos produtores são adotados a rotação de culturas com o plantio de soja realizado na primeira safra seguido de trigo na segunda safra e/ou feijão na primeira safra e milho consorciado com braquiária na segunda safra.
No cultivo de soja em rotação com o trigo, são realizadas duas operações de semeadura, três operações de fertilização, doze operações de pulverização e duas operações de colheita.
As operações de pulverização e colheita, podem acontecer após a ocorrência de chuvas, apresentando condições adversas ao manejo sustentável do solo. Nesse sentido, a adoção do STC visam a manutenção do manejo sustentável do sistema de produção de grãos.
No Brasil o STC vem sendo adotado em cultivos de cana-de-açúcar, seu principal benefício é durante as operações de colheita, sendo realizadas pela colhedora e um transbordo para transporte do produto colhido. O STC promove melhores condições para as condições físicas do solo, apresentando baixa densidade do solo e maior macroporosidade. O STC proporcionou incremento no desenvolvimento radicular e na produtividade de cana-de-açúcar.

No Brasil o STC em cultivos de grãos ainda é incipiente. Ao comparar diferentes sistemas de manejo, a área trafegada por máquinas dentro da lavoura em preparo convencional é de aproximadamente 82%, em SPD o tráfego chega a 46% e com STC de 14% da área total da lavoura sofre pressão de pneus.
O STC em cultivo de grãos no Paraná promoveu aumento da RP na linha central do tráfego na camada de 5 a 40 cm, e incremento do comprimento radicular na camada de 0 a 10 cm. Devido a compactação moderada e precipitação elevada não houve incrementos de produtividade na cultura da soja.
O efeito do STC sob SPD após 10 anos, houve incremento de matéria orgânica e P disponível até a camada de 30 cm de profundidade. Houve também incrementos de macroporosidade e taxas de infiltração de água nos tratamentos com STC.
O STC combinado com o SPD, é um valioso sistema para restaurar a produtividade de solos com risco de degradação, promovendo uma agricultura sustentável.
A variação da compactação é devida a deslocamentos laterais do solo, tendo a variação do tipo de rodado e interação solo-pneu com a condição do solo no momento do tráfego.
A condutividade elétrica aparente do solo (CEa) pode ser uma ferramenta para determinação das linhas de tráfego e caracterização da compactação do solo em solos argilosos e siltosos, nas camadas superficiais e no subsolo foi possível identificar a diferença da compactação.
Uma das principais barreiras para adoção do STC é devido a incompatibilidade e necessidade de modificação das máquinas de acordo com as características do local e o risco de os produtores perderem as garantias. Outra barreira se dá pelo fato de os produtores cultivarem em áreas arrendadas necessitando alteração do sistema.
Na Austrália e na Europa organizações como a ACTFA e CTF Europe Ltd., auxiliam os produtores no desenvolvimento de linhas de tráfego adequadas ao sistema de produção.
O sistema de tráfego controlado na agricultura tem a capacidade de revolucionar o setor agrícola, mudando a maneira que as máquinas impactam no solo e, como resultado, aprimorando as práticas agrícolas.
Esses sistemas demonstram a promessa da tecnologia STC para produtividade do solo. É o futuro agrícola!
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]]>O post Unidade de gestão diferenciada na produção de grãos: saiba quais são as estratégias apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assim, o delineamento de UGD é simplesmente uma forma de classificar variabilidade espacial dentro de um campo.
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Para ser bem sucedido, a estratégia de delineamento deve ser baseada em causa e efeito reais relações entre as características do local e o rendimento das culturas.
Através da agricultura de precisão (AP) é possível utilizar ferramentas que auxiliam a identificação de regiões homogêneas, para adotar técnicas de investigação georreferenciada dos possíveis causadores da variabilidade nos campos de produção.
Com a segmentação em áreas de baixo, médio e alto potencial produtivo, é possível adotar o manejo específico aos campos de produção.
A coleta e o gerenciamento de dados do manejo das culturas e do solo sobrecarregam o sistema de registro agrícola padrão. Os SIG fornecem uma abordagem sistemática para gerenciamento de grande quantidade de dados acumulados, junto às ferramentas necessárias para análise e interpolação.
As UGDs podem ser delineadas por amostragens e técnicas estatísticas, ou por modelos considerando aspectos pedológicos, geomorfológicos, hidrológicos e ecológicos, descrevendo processos contínuos entre o sistema solo planta.
A estratégia para definição da unidade de gestão diferenciada varia de região para região e de produtor para produtor. Informações de atributos de solo, produtividade, experiência do produtor, conhecimentos de informática e disponibilidade dos dados irá influenciar o gerenciamento final da seleção da UGD.
Estratégias para seleção dos dados podem ser visualizados na tabela a seguir.

Tipos de características do local em que as UGDs podem ser baseadas. Fonte: (DOERGE, 1999)
Os fatores mais significativos a serem incluídos em estratégia de UGD são aqueles com efeito direto sobre a produção das culturas.
Os padrões de mapas de colheita podem não ser instáveis temporalmente para definir com precisão a UGD sem informações complementares. Alguns dados não variam temporalmente como topografia, padrões de condutividade elétrica e classe de solo.
Essas propriedades relacionando com o rendimento das culturas, são dados fiáveis para definição de UGDs. Dados amostrados densamente são mais robustos que conjunto de dados escassamente amostrados e não estará sujeito a problemas de interpolação. Mapas de rendimento, modelos digitais de elevação e índice de biomassa, são considerados conjunto de dados densos.
Santos et al., (2003); Molin, et al., (2005); Molin; Rabello, (2011); Santi, et al., (2012) identificaram regiões homogêneas para manejo da variabilidade espacial e temporal do solo. Foram empregadas técnicas de amostragem de solo, mapas de fertilidade, produtividade e condutividade elétrica para determinação das zonas de manejo.
A condutividade elétrica tem sido utilizada na agricultura para determinação de variações de textura do solo e no teor de umidade. O mapa de condutividade elétrica correlaciona com a variabilidade espacial dos teores de argila para delimitação de UGDs em um SIG.
A amostragem intensiva de solo em grade tem sido utilizada para desenvolvimento de mapas de aplicação a taxa variada. Locais onde a distribuição espacial apresenta de forma complexa, densidade de grade amostral mais fina do que as utilizadas comercialmente, são necessárias para produzir mapas mais precisos dos teores de nutrientes.
Entretanto o custo e a intensidade de trabalho associados a amostragem em grade sugere que outras abordagens podem ser mais viáveis, a definição de UGDs pode estabelecer como um método mais econômico para avaliação da fertilidade do solo.
Molin, (2002); Amado et al., (2007) definiram UGDs baseadas em mapas de produtividade a partir de dados coletados ao longo do tempo. Isso se deve ao fato de o mapeamento de produtividade ser uma ferramenta simples e barata para monitorar o rendimento das culturas em resoluções espaciais finas; além disso, fornece a melhor informação para o tempo e a variabilidade espacial.
Os agricultores devem lembrar que práticas de UGDs são específicas do local, sendo o potencial de rentabilidade específico da UGD.
O gerenciamento da UGD deve ser abordado de forma lógica e sistemática, sendo considerado os objetivos do agricultor e características de fazenda, antes que as decisões sobre ferramentas práticas sejam tomadas.
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]]>O post Herbicidas pré-emergentes para soja: importância e utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Mesmo com o aumento da oferta de herbicidas aplicados em pós-emergência, grande parte das aplicações de herbicidas ainda é realizada diretamente no solo, em pré-emergência ou em pré-plantio incorporado.
A intensidade, a época e o efeito residual de herbicidas aplicados no controle de plantas daninhas têm efeito direto e relevante no potencial produtivo das culturas.
Esse controle é importante devido à competição das plantas daninhas com as culturas por fatores indispensáveis à expressão de seu potencial produtivo, como água, luz e nutrientes.
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O herbicida ideal seria aquele que efetuasse o controle de plantas daninhas com a maior eficiência possível e logo depois se dissipasse sem deixar vestígios e sem ocasionar nenhum dano ao ambiente, cumprindo assim também o seu segundo objetivo.
Devido à elevada utilização de herbicidas pré-emergentes nos cultivos agrícolas brasileiros, tem-se observado maior preocupação quanto à contaminação do ambiente e à utilização racional dos recursos hídricos e do solo.
Entre os efeitos diretos percebidos pelos produtores estão os sintomas de intoxicação e a redução de produtividade das culturas, ocasionados por herbicidas de ação residual.
Sua permanência e degradação no solo são processos chave na determinação do seu efeito residual, sendo fundamentais para avaliar a eficiência de controle das plantas daninhas.

No Brasil, a liberação oficial da soja RR® que confere a resistência ao herbicida glyphosate deu-se no ano de 1998. A partir da legalização, a soja RR® passou a ser amplamente cultivada pelos agricultores, sendo sua adoção considerada a mais rápida da agricultura mundial.
Como a inserção do evento biotecnológico da resistência ao glyphosate favoreceu o manejo das plantas daninhas em soja, este também foi introduzido no milho, sendo oficializado o comércio de milho RR® no Brasil em 2008, no entanto, sua aceitação por parte dos agricultores foi menor em relação a da soja.
Inicialmente os motivos da baixa adesão do milho RR® foi o fato de ainda haver opções de herbicidas eficientes para o manejo das plantas daninhas em milho, o maior custo das sementes com a tecnologia RR®, e a possibilidade de plantas voluntárias de milho RR® serem originadas em cultivos subsequentes, tornando-se plantas daninhas importantes, principalmente em sistema de cultivo em que a soja é cultivada após o milho RR®.

No cultivo da soja RR® em sucessão ao milho RR® é caracterizado o problema técnico. As sementes de milho que restam sobre a área germinam no cultivo da soja, infestando-a e criando uma competição interespecífica para cultura naquele momento.
Dessa maneira o milho presente torna-se planta indesejada e de difícil manejo, com potencial de reduzir em até 69,9% a produtividade da cultura da soja. Nessas situações é intitulado comumente como milho voluntário RR®, milho tiguera, restevas braba e/ou milho guaxo, em que se opta por alternativas de controle pós-emergência através de herbicidas graminicidas.
Plantas voluntárias de milho RR® emergidas em lavouras de soja não são controladas pelo glyphosate, sendo os herbicidas inibidores da enzima Acetil Coenzima A Carboxilase (ACCase) as alternativas adequadas para pós-emergência. Entretanto, há variabilidade na eficiência de controle dentre os herbicidas inibidores da ACCase para gramíneas, e tendo em vista que a competição do milho na fase inicial do desenvolvimento da soja é determinante para o nível de dano na cultura.
A tecnologia é uma aliada para o aumento da lucratividade da sua lavoura. Saiba mais sobre o assunto com o e-book gratuito “Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas”.
O uso de herbicidas pré-emergentes na cultura da soja já é conhecido como ferramenta ideal para reduzir o grau de infestação das plantas daninhas de difícil controle ou com histórico de resistência ao glyphosate.
Nessa modalidade de manejo destacam-se herbicidas como: chlorimuronethyl e imazaquin, inibidores da enzima acetolactato sintase (ALS); flumioxazin e sulfentrazone, inibidores do Protoporfirinogênio Oxidase (PROTOX/PPO), apresentando diferentes mecanismos de ação e propriedades químicas.
Essa classe de herbicidas requer cuidados por se tratar de produtos intitulados “técnicos”, em relação a sua dinâmica e interação com o solo. Portanto, programas de manejo que contemplem o uso de herbicidas pré-emergentes no controle de milho voluntário RR®, são de suma importância para a sustentabilidade e produtividade da cultura da soja.
Os herbicidas residuais são aqueles que apresentam um maior período de atividade. Entretanto, esses herbicidas podem apresentar um efeito residual (carryover), que pode acarretar impacto ambiental negativo. Efeito residual é a habilidade que um herbicida tem para reter a integridade de sua molécula e, consequentemente, suas características físicas, químicas e funcionais no ambiente.
O potencial de carryover depende do herbicida utilizado, da cultura em sucessão e das condições ambientais após a aplicação de herbicidas. O planejamento da sucessão de culturas deve ser criterioso para evitar este problema, sendo que a situação ideal deve ser o controle com efeito residual até o “fechamento” da cultura.
O consecutivo incremento da área de plantio do milho segunda safra, após o cultivo de verão, torna-se de grande importância investigar a possibilidade de aparecimento de carryover dos herbicidas aplicados na cultura da soja, como é o caso do imazaquin.
Diante disso, Rodrigues & Almeida (1998) recomendam um intervalo de 300 dias entre a aplicação do imazaquin e a semeadura do milho em rotação. O herbicida imazethapyr, do grupo das imidazominonas (mesmo grupo do imazaquin), tem a persistência influenciada por propriedades do solo como o pH, a textura, a umidade e o teor de matéria orgânica.
Para a realização da aplicação de herbicidas em pré-emergência é imprescindível o monitoramento das condições do ambiente. A condição recomendada para a realização da aplicação é de temperatura do ar abaixo de 30°C, umidade relativa do ar (UR) superior a 50% e a velocidade do vento deve estar entre 3 e 10 km/h.
No entanto, muitas vezes durante o dia, principalmente no verão, as condições atmosféricas são desfavoráveis. Desse modo, em determinadas situações como para a aplicação de herbicidas em pré-emergência da soja onde o alvo principal é o solo, aplicações noturnas podem ser realizadas.
Para compreender o comportamento dos herbicidas no solo e utilizá-los de maneira racional, é de fundamental importância a escolha dos produtos e suas respectivas dosagens para mistura ou aplicação isolada, tomando-se o devido cuidado quanto ao tipo de solo e clima nos quais serão utilizados, assim como entender o motivo dos problemas ocorridos e prevenir falhas de controle, a fim de reduzir o risco do impacto ambiental que o efeito residual (carryover) possa vir a causar, além de minimizar problemas de fitotoxicidade e perdas em culturas subsequentes.
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.
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]]>Conforme consta no capítulo 3 – MCR 3-2-5 –, a taxa de juros é de 7,5% a.a. para mutuários enquadrados no Programa Nacional de apoio ao médio Produtor rural (Pronamp/BNDES) e de 8,75% a.a. para demais produtores.
No capítulo 5 do MCR há, também, o crédito para aquisição de insumos e de bens para fornecimento a cooperados com recurso controlado, limitado por ano agrícola a R$ 500 mil por cooperado.
As cooperativas, com atuações em toda a cadeia produtiva do milho, conseguem levantar a demanda por recursos dos cooperados que cultivam o cereal, o suporte através da assistência técnica que conta com mais de 2.200 profissionais – 1.500 engenheiros agrônomos – fazem a transferência de tecnologia, via extensão rural e assessoramento técnico de planejamento da produção.
Com base em levantamento feito por esses profissionais, a cooperativa se articula junto aos agentes financeiros para levantar o montante de recursos de crédito rural para aquisição de insumos em larga escala e repasse posterior aos cooperados.

Os agentes mais atuantes no agronegócio paranaense são o Banco do Brasil, a Sicredi (cooperativa de crédito) e a Caixa Econômica Federal (CEF), sendo este último mais recente na oferta de recursos para crédito rural.
Via de regra, os recursos de crédito rural de “pré-custeio”, levantados nos bancos, propiciam uma negociação favorável junto às indústrias de agroquímicos, fertilizantes e sementes, pois o pagamento é realizado à vista, com recursos do crédito rural.
As compras são antecipadas e as campanhas de venda para a safra de verão (semeada a partir de setembro) são realizadas nos meses de maio e junho e, a partir de 1º de julho, já podem se transformar em financiamentos, dentro do plano agrícola e pecuário do governo federal.
Nas regiões do estado com forte participação de cooperativas, os fertilizantes, sementes, herbicidas, inseticidas e fungicidas necessários à produção do milho chegam aos produtores em condições mais vantajosas quando comparadas a regiões em que as cooperativas têm menor presença.
Desse modo, ressalta-se que operações de troca, ou barter, em inglês, são menos difundidas no Sul do Brasil, especialmente no Paraná, onde o Sistema Cooperativista responde por 56% da produção agrícola do estado. Também, 92% dos produtores rurais da região são considerados pequenos e médios, cultivando até 100 hectares, sendo plenamente atendidos pelo Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR/BCB) – custeios da safra.
Para o agronegócio brasileiro “Barter”, representa um mecanismo de financiamento de safras consistente na aquisição de insumos agrícolas pelo produtor rural, junto às agroindústrias, indústrias de insumos, tradings, exportadoras ou distribuidoras de insumo, para pagamento, no período pós safra, com o próprio produto de sua safra.
Logo, o barter é a troca de insumos para produção agrícola normalmente adquiridos antes do plantio, para utilização, na própria produção agrícola, com pagamento a ser realizado posteriormente à colheita, utilizando-se como moeda, parte dos mesmos produtos colhidos.
Entretanto, não se trata de uma simples negociação de troca ou escambo. Ao contrário, caracteriza-se pela formatação de operações complexas e bem aparelhadas, que são normalmente liquidadas financeiramente pela parte interessada nos produtos agropecuários.
O chamado “offtaker” que para a segurança da operação, trava o preço das commodity via “hedge” em bolsas de mercadorias nacionais e internacionais, contando por vezes, com a presença de uma instituição financeira apta a antecipar o pagamento de toda a operação aos compradores.
O barter surgiu no Brasil no início da década de 90, com o interesse das tradings (empresas comercializadoras de grãos) em negócios de compra e venda de soja no Centro-Oeste.
Atualmente, é um mecanismo muito reivindicado por produtores agrícolas em função da segurança negocial e da proteção contra oscilações cambiais ou de preço das commodities agrícolas produzidas e previamente negociadas.
Normalmente, a liquidação financeira do barter é feita diretamente pela parte interessada nos produtos agropecuários, e como o pagamento ocorre somente a longo prazo, após a colheita e entrega dos produtos, normalmente a operação é estruturada por um banco que antecipa os recursos ao fornecedor de insumos.
Após o recebimento dos grãos, as empresas que forneceram os insumos os direcionam à exportação ou à indústria, que, por sua vez, quitam a operação financeira junto aos bancos.
Um dos grandes diferenciais das operações envolvendo barter é o travamento de preços (hedge), estratégia de negociação que significa a garantia de margem de lucro para todos os envolvidos.
Dentre os diversos benefícios e vantagens apresentados por este tipo de operação a todo o sistema de financiamento do agronegócio, destacam-se:
O barter vem ganhando tanta força no mercado brasileiro e as modalidades de operações já são tantas, que os “offtakers” vêm oferecendo ao mercado os chamados “pacotes tecnológicos” como forma de facilitar a venda de insumos aos fornecedores e a compra da produção pelos compradores de grãos em uma mesma operação.
Esses “pacotes tecnológicos” são formados por um determinado grupo de insumos necessários ao cultivo da lavoura, por exemplo: um pacote formado por sementes, herbicidas e fungicidas (dentre outros produtos e serviços), em contrapartida, de um número previamente estipulado de sacas de grãos a ser colhido.
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]]>O post Sensores na agricultura: como utilizar para controle de plantas daninhas? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em geral, a maioria é controlada por meio de herbicidas, por ser um meio mais rápido, barato e fácil. Há, ainda, a remoção das daninhas por meios mecânicos, mas este método é mais lento e de custo mais elevado.
O uso de herbicidas acaba sendo, portanto, a única opção viável para controlar a vegetação indesejada. No entanto, se os herbicidas não forem usados corretamente, podem ocorrer danos à cultura e ao meio ambiente, como por exemplo, afetar agentes de polinização, como as abelhas.
O uso incorreto de herbicidas pode causar contaminação e poluição ao meio ambiente, incluindo cursos de água e solos.
A água é um recurso limitante, e representa até 11% do custo de um cultivo e tem relação direta e indireta com as demais práticas, como citado anteriormente. Se é viável ou não investir, portanto, em um sistema de irrigação, vai depender de muitos fatores.
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Conforme mencionado, o uso incorreto e em excesso de herbicidas ocasiona danos ao meio ambiente e isso inclui os cursos d’águas. Dentre os problemas envolvendo água e o uso incorreto desses defensivos, estão:
As propriedades do solo também podem ser afetadas com o uso de herbicidas, conforme citado abaixo:
A introdução da aplicação específica de herbicida (pulverização de precisão), reduz o risco potencial de poluição ambiental, bem como os custos de produção para os agricultores.
O uso de pulverização de herbicidas, em área total, resulta na decisão errada de aplicação em todas as áreas de produção.
Isso ocorre porque as plantas daninhas tendem a crescer em grupos e são povoadas aleatoriamente em todo o talhão. Em um talhão de pousio, o uso de uma pulverização em área total resulta em aplicação em áreas de cultivo que não tenham plantas daninhas no campo, mas que acabam sendo pulverizadas, desperdiçando produtos químicos.
A aplicação específica de herbicida no local, tem o potencial de reduzir as aplicações de herbicida em 10 a 80%, com pesquisas indicando que áreas de culturas livres de plantas daninhas, que não são pulverizadas, podem render até 10% a mais de produtos.
A garantia da qualidade da pulverização de precisão específica do local é necessária para que os agricultores garantam que as plantas daninhas sejam controladas de maneira eficaz usando essa técnica.
Claro que, reduzindo o custo, otimizando o trabalho, fazendo um controle eficiente, a tendência é também obter um maior desempenho nas colheitas.
A visão computacional tem a capacidade de discriminar ervas daninhas do solo e tem o potencial de discriminar ervas daninhas de outras plantas vizinhas. Isso pode ser alcançado através do uso de uma variedade de técnicas, algoritmos e sensores, incluindo tecnologias:
O desenvolvimento de sensores espectrais de banda estreita permitiu que plantas individuais fossem detectadas com sucesso.
Os sistemas atuais de detecção de ervas daninhas disponíveis no mercado, como WeedSeeker e WEEDit, usam tecnologia de luz vermelha, infravermelha e NIR para discriminar o verde de ‘marrom’ para controlar ervas daninhas em pousios.
A clorofila química vegetal, que ocorre naturalmente, reage com essas frequências de luz refletindo comprimentos de onda espectrais específicos. A vegetação saudável absorve a energia da luz azul e vermelha para uso na respiração, fotossíntese e na fabricação de clorofila.
A energia da luz verde é refletida por pigmentos na folha da planta e, portanto, visualizamos as plantas como verdes. A clorofila reflete a energia da luz NIR e, portanto, uma planta saudável que floresce com pigmentos de clorofila refletirá muito mais energia da luz NIR do que a de uma planta ou solo não saudável sozinho.
Esses sensores usam esses dados de refletância para discriminarem entre solo e vegetação, mostrando o avanço tecnológico da agricultura de precisão.
O aspecto mais benéfico do mapeamento de plantas daninhas é a redução no uso de herbicidas. Para que isso seja eficaz, são necessárias informações confiáveis sobre a população e distribuição de plantas daninhas.
O mapeamento de plantas daninhas é uma abordagem que envolve a produção de um mapa detalhado de plantas daninhas, combinado com outros metadados para aplicação agrícola de precisão, principalmente mapas de tratamento de taxa variável.
Esse mapa de ervas daninhas pode ser integrado a outras informações disponíveis, ao tomar decisões sobre estratégias de controle de ervas daninhas, para aumentar o rendimento e a qualidade da colheita.
O mapeamento pode ser realizado por observação humana ou sensoriamento remoto. A observação humana é demorada, ineficiente e trabalhosa. Portanto, o sensoriamento remoto é uma opção mais viável.
O sensoriamento remoto pode produzir mapas de plantas daninhas em que fragmentos dessas plantas são de tamanho suficiente, no entanto, é limitado em resolução espacial e requer tempo considerável e despesas com aquisição e processamento de imagens.
A detecção imediata é uma opção alternativa à detecção remota. Possui recursos para detecção em tempo real e pulverização local de plantas daninhas. A detecção imediata apresenta alta resolução espacial e, com a ajuda da iluminação artificial, pode iluminar o solo e determinar as propriedades espectrais das plantas daninhas.

Curvas espectrais de solo e vegetação adquiridas em laboratório, com alta resolução espectral, mostrando a localização das bandas espectrais (B) do sensor Thematic Mapper a bordo do satélite Landsat 5. NIR = Infravermelho próximo. A partir das bandas 3 (B3) e 4 (B4) pode ser calculado o índice de vegetação NDVI. (Fonte: Demattê et al. (2020)).

Mapeamento de plantas daninhas por meio do uso de imagens de satélite. (Fonte: Sensix)
A robótica na agricultura tem a capacidade de revolucionar o setor agrícola, mudando a maneira de pensar dos agricultores e, como resultado, aprimora as práticas agrícolas.
A detecção e controle automáticos de plantas daninhas apresentam-se como uma tecnologia promissora para a sustentabilidade, desenvolvimento e produção agrícola. Ajudam a reduzir o químico aplicado sob a forma de herbicidas, reduzindo também a degradação ambiental.
Esses sistemas demonstram a promessa da tecnologia robótica para controle de plantas daninhas. É o futuro agrícola!
Agora, você já sabe sobre o sensoriamento remoto para as plantas daninhas e como é a sua ação.
O sensoriamento para detecção de pragas também vem sendo desenvolvido por meio da Inteligência Artificial, que pode determinar a qualidade da safra com mais precisão, diminuir danos por erros humanos e, consequentemente, levar ao aumento da lucratividade!
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]]>O post Fósforo disponível no solo: interpretação pelo Mehlich-3 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Devido ao aumento do consumo de fósforo, os depósitos de rochas fosfáticas de boa qualidade estão tendo expressiva redução e isso, por consequência, um aumento do custo de extração.
Uma das estratégias que deve ser adotada para isso, é o uso racional de fertilizantes fosfatados pela agricultura, principalmente no Brasil. Além da importância para a segurança alimentar global, há uma alta dependência de fertilizantes fosfatados para a produção agrícola.
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Como a recomendação de fertilizantes fosfatados no Brasil se baseia na análise química do solo, acaba sendo necessário verificar sua eficiência com a evolução dos métodos de cultivo, bem como atualizar importantes valores de referência, como níveis críticos de fósforo no solo.
Figura 1 – Subamostra de solo para análise
A determinação da disponibilidade de fósforo do solo que se transloca para as plantas, no Brasil, é realizada por Mehlich-1 e Resina Trocadora de Íons.
O extrator Mehlich-1 é sensível à capacidade de tamponamento de P do solo. Assim, a interpretação de seus resultados depende do conhecimento prévio das características do solo, com relação às propriedades desses solos, o que não é necessário para Resina trocadora de Íons.
O extrator Mehlich-3 tem sido recomendado como substituto do Mehlich-1, devido às seguintes vantagens:
Assim, o Mehlich-3 possui grande potencial para ser utilizado em diversos laboratórios, cuja rotina seja para analisar solos no Brasil. Isso é possível devido à sua extração com múltiplos elementos, o que reduz os custos de análise.
O Mehlich-1 e o Mehlich-3 possuem princípios similares de extração, baseados principalmente em solubilização ácida e troca aniônica.
Durante o procedimento de extração no Mehlich-1, ocorre a solubilização dos fosfatos pelos íons H+ e a troca de SO4– pelo extrator com o PO4–, que é adsorvido com menor energia de ligação. Ao mesmo tempo, a ocupação dos locais de adsorção de PO4– por SO4– mantém a solução dessorvida de PO4–.
A extração do Mehlich-3 ocorre a um pH tamponado de 2,5, devido à presença de ácido acético, o que resulta em menos solubilização das formas de P-Ca do que o Mehlich-1, em que o pH do solo: a suspensão da solução é de cerca de 1,2.
Além disso, a presença de NH4F na solução Mehlich-3 extrai especificamente as formas P-Al e o EDTA, podendo ser responsável pela extração de algumas formas orgânicas de P.
A extração com Resina Trocadora de Íons é baseada no processo de adsorção de P na solução do solo pela resina aniônica. Consequentemente, na dessorção do P adsorvido em partículas do solo, que estão em equilíbrio com a solução do solo durante a agitação com o solo: água (1: 10 v / v) para 16 h.
É por isso que alguns autores afirmam que a Resina Trocadora de Íons age de maneira semelhante às raízes das plantas.
A extração com Mehlich-1 é realizada com (HCl 50,0 mmol L-1 H2SO4 12,5 mmol L-1) e no Mehlich-3 é realizada com (NH4F 15 mmol L-1 CH3COOH 200 mmol L-1 NH4NO3 250 mmol L-1 HNO3 13 mmol L-1 EDTA 1 mmol L-1) na proporção 1:10 solo: solução (5 cm³ para 50 mL do extrator).
As amostras são agitadas com a solução extrativa por 5 min e, em seguida, é realizada a filtração com papel de filtro lento.
Para extração com Resina de troca iônica, é utilizada uma mistura de resina de troca aniônica e resina de troca catiônica.
A extração é realizada agitando 2,5 cm³ de solo peneirado com 25 mL de água e bola de vidro por 15 min. Depois disso, a bola de vidro é removida e adicionados 2,5 cm³ de resina trocadora de íons e agitados com o solo e a água por 16 h. Em seguida, a resina trocadora de íons é removida do solo e agitado por uma hora com uma solução de NH4Cl 0,8 mol L-1 com HCl 0,2 mol L-1 para liberar o P.
Após a obtenção dos extratos, é realizada a determinação de P.
Devido à sensibilidade do Mehlich-3 ao tamponamento de P do solo, as faixas de interpretação para o teor de P disponível no solo é medido de acordo com o teor de argila e P-rem (Tabela 1).
Tabela 1. Classes para interpretação da disponibilidade de P do solo pelo extrator Mehlich-3, de acordo com a proporção do teor de argila ou P-rem. Fonte: Reis et al. (2020)
Conforme apresentado na Tabela 1, o nível crítico de P do solo por Mehlich-3 é estratificado de acordo com o P-rem em intervalos menores acima do P-rem de 19 mg L-1 (14,2 – 21,3 mg dm-3) em comparação com a recomendação para Mehlich-1 (15,8 – 30,0 mg dm-3).
As faixas de interpretação do P – Mehlich-3 levam em consideração a perda descontínua da capacidade de extração de P do extrator Mehlich-3. Também são apresentadas as faixas de disponibilidade mais baixas para argila como uma medida de capacidade de tamponamento de P do solo.
O nível crítico de P disponível no solo são os valores do limite superior da classe média.
As taxas de recuperação de fósforo no solo e os níveis críticos obtidos pelos extratores Mehlich-1 e Mehlich-3 são influenciados pela capacidade de tampão P do solo, avaliada pelo teor de argila do solo e o restante de fósforo. O que não ocorre com a resina de troca iônica.
O extrator Melhlich-3 sofre uma perda descontínua da capacidade de extração com o aumento da capacidade tampão do fósforo no solo, o que resulta em intervalos menores da disponibilidade de fósforo no solo na tabela de interpretação.
Para entender a análise do fósforo pelo Mehlich-3, é preciso ter um conhecimento prévio em tamponamento ou do fósforo restante, também chamado de remanescente ou pelo teor de argila desse solo.
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]]>O post Adjuvantes agrícolas: o que são e importância para a pulverização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A tecnologia de aplicação consiste na colocação correta do produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica, com o mínimo de contaminação de outras áreas. Para que as gotas se depositem sobre os alvos, estas devem ser grande suficiente para atingir o alvo desejado, mesmo sofrendo alguma evaporação no deslocamento da ponta até a superfície do alvo, mas pequena suficiente para promover a cobertura necessária no alvo, para que assim, o princípio ativo tenha a ação esperada.
Para realizar uma aplicação bem sucedida de defensivos agrícolas, deve-se atentar à forma de aplicação, seleção de pontas, ajuste do volume de calda, formulação dos defensivos agrícolas, estrutura das plantas e condições de microclima.
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A dificuldade das aplicações provém da variedade e métodos de aplicação, diversidade de culturas, insetos, doenças e plantas daninhas, das propriedades físico-químicas de caldas, condições ambientais, segurança dos aplicadores, leis ambientais, além da viabilidade econômica.
Os métodos de aplicação de defensivos agrícolas são basicamente por via sólida, líquida ou gasosa, sendo a aplicação via líquida a mais utilizada, tendo neste caso a água como o diluente mais comum.
Um composto químico com atividade fitossanitária raramente é aplicado de forma isolada. A formulação dos defensivos agrícolas é responsável por facilitar a dispersão homogênea deste composto nos veículos de aplicação. As aplicações agrícolas são afetadas por diversas variáveis relacionadas aos defensivos agrícolas, como a estabilidade, solubilidade, incompatibilidade, volatilização, formação de espuma, tamanho de gota, deriva, tensão superficial, cobertura, aderência, penetração, entre outros.
Os adjuvantes surgiram com o propósito de auxiliar outros materiais a serem mais eficientes e são utilizados em defensivos agrícolas para assegurar que cada gota de água contenha quantidade similar do ingrediente ativo, já que muitos destes não são solúveis em água.
São substâncias que facilitam a aplicação, reduzem perdas e riscos, melhoram o desempenho do defensivo agrícola ou modificam as características físicas das misturas, com exceção da água.
Através de mudanças das propriedades físicas e químicas, os adjuvantes podem influenciar os processos de formulação de defensivos agrícolas (compatibilidade, solubilidade, estabilidade e formação de espuma), pulverização (deriva e evaporação), retenção (reflexão e adesão), modificar a deposição (molhamento, espalhamento e solubilização) e penetração. Suas funções são descritas como molhante, adesiva, espalhante, espumante, anti-espumante, dispersante, redutor de deriva e também como responsável pelo aumento da atividade biológica dos defensivos agrícolas.
Os adjuvantes são provavelmente o grupo menos compreendido dentre os químicos utilizados na agricultura e diferenças sobre a terminologia destes produtos é esperada.

Classificação dos adjuvantes.
A eficiência das aplicações de defensivos agrícolas é frequentemente relacionada com o espalhamento e a evaporação das gotas aplicadas, e pode ser reduzida se o ingrediente ativo não se espalhar de forma uniforme sobre o alvo. A fragmentação da calda em gotas aumenta a superfície exposta do líquido, o que contribui para a evaporação.
O uso de gotas grandes minimiza perdas por deriva e evaporação, no entanto, proporcionam menor cobertura quando comparadas às gotas mais finas. A tabela seguinte exemplifica teoricamente o número de gotas esféricas resultantes da fragmentação de um volume de 1 litro em gotas de diversos diâmetros, além do somatório da área das gotas (número de gotas vezes a área).

Diâmetro de gota, área correspondente, número de gotas equivalente a fragmentação de 1 litro e área total das gotas.
Perdas de massa pela evaporação tornam as gotas mais susceptíveis ao arraste por correntes de ar ou a evaporação total antes de atingir o alvo. Os problemas relacionados à evaporação de gotas necessitam de atenção, principalmente pelo fato que a água é volátil e é o veículo mais utilizado em aplicações.
Altas temperaturas, antes e depois da aplicação, aumentam a penetração de agrotóxicos através da cutícula da planta, no entanto, também aumenta a volatilização dos líquidos e podem aumentar a evaporação das gotas a um ponto de cessar a penetração do defensivo agrícola.

Limites de temperatura e umidade relativa do ar para diferentes tamanhos de gotas. Fonte: Antiniassi et al. (2005).
A umidade do ar tem grande efeito na aplicação de agrotóxicos foliares, principalmente sobre a cutícula da planta e também sobre a evaporação e deposição das gotas.
Entre as funções descritas dos adjuvantes, está a de modificar as propriedades físico-químicas da calda de pulverização, que compreende o grupo dos adjuvantes ativadores, sendo estas propriedades a tensão superficial, densidade, viscosidade, volatilidade e solubilidade, e geralmente são influenciadas particularmente por surfactantes.
A figura abaixo apresenta as imagens obtidas durante a evaporação das gotas, desde o momento que a gota foi depositada (a e b), até o momento final (g e h), o aumento inicial da área molhada da gota (d), e a redução da altura neste mesmo momento (c). Na maior parte das observações realizadas, somente após a redução quase total da altura a área foi reduzida (e, f, g e h).

Comportamento da evaporação de uma gota ao longo do tempo. Imagens da câmera lateral (a, c, e, g) e da câmera perpendicular (b, d. f. h).
Diante do que foi apresentado faz-se necessário uma boa escolha de adjuvante, auxiliando na pulverização de defensivos agrícolas. Estes devem ser associados de acordo com as condições ambientais e eficácia em associação de herbicidas, inseticidas e fungicidas favorecendo com que o mesmo tenha sua melhor performance.
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]]>O post Boro na produção de soja e milho: principais características apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo macronutrientes.
Em alguns casos, a deficiência de macronutrientes pode ser ‘driblada’ por meio indiretos, que não a adubação propriamente dita. É o caso do fornecimento de Nitrogênio por meio de bactérias, como o Azospirillum no milho e o Rhizobium na soja.
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Outro ponto a ser levado em conta sobre os micronutrientes, é que eles estão, particularmente, envolvidos na fase reprodutiva e de crescimento das plantas e, consequentemente, na determinação da produtividade e no desempenho na colheita da cultura.
Saiba mais sobre a utilização de micronutrientes no sistema de produção de grãos, com o webinar gratuito: “Utilização de micronutrientes”.
Não apenas os nutrientes desempenham papéis fundamentais no desenvolvimento da cultura, mas conhecer a fisiologia da planta, pragas, doenças e as principais daninhas é igualmente importante.
Para quem produz ou pretende produzir, será benéfico para traçar estratégias de manejo, pois como estamos vendo nesse artigo, nem sempre damos importância aos micronutrientes, por exemplo, e ainda assim, a falta dele impacta na colheita.
Inclusive, as análises mostram que alguns micronutrientes estão em falta em nossos solos e o boro é um deles. O destaque maior, vai para aqueles solos sob Cerrado, onde o cultivo de grãos têm se expandido a cada ano.
O uso de boro está relacionado a diversos processos do vegetal, tais como:
E mais! A participação do boro no desenvolvimento celular da planta influencia as propriedades físicas, estruturais e a diferenciação da parede celular.
Já a deficiência desse micronutriente, resulta em:
No solo, o boro encontra-se na forma de ácido bórico não dissociado (H3BO3), que é a forma solúvel disponível para a planta. É um nutriente que apresenta um limite estreito entre o teor adequado e o nível tóxico nas plantas, o que exige, portanto, uma adubação cautelosa.
A concentração do uso de boro na solução, depende das reações de adsorção entre o H3BO3 e seus adsorventes existentes no solo, tais como os óxidos de ferro e alumínio, os minerais de argila, a matéria orgânica, o hidróxido de magnésio e o carbonato de cálcio.
A adsorção aumenta com a elevação do pH, do teor de materiais adsorventes e com a diminuição da umidade do solo.
A matéria orgânica (MO) é a principal fonte de B que irá suprir as exigências das plantas. Após a mineralização da MO, o uso de boro é liberado para a solução do solo, podendo, a partir daí, seguir vários caminhos, tais como: ser absorvido pelas plantas, ser perdido por lixiviação ou ser adsorvido pelos colóides do solo.
No entanto, solos com baixos teores de MO e a ocorrência de fatores que diminuem a sua mineralização, predispõem as culturas à carência do micronutriente, sendo estes fatores limitantes frequentemente observados nos solos brasileiros.
O boro é o único nutriente que não atende ao critério direto de essencialidade, mas satisfaz o critério indireto. A maior prova da sua essencialidade consiste em que, nos solos das regiões tropicais, ao lado do zinco (Zn), é o micronutriente que mais frequentemente promove deficiência nas culturas.
A função fisiológica do boro difere de qualquer outro micronutriente, pois não pertence a nenhum composto ou enzima específica, mas sabe-se que possui funções em muitos processos fisiológicos da planta, como:
A deficiência de boro aparece, inicialmente, causando um anormal e lento desenvolvimento dos pontos de crescimento apical.
Os folíolos das folhas novas são deformados, enrugados, com frequência ficam mais grossos e com cor verde azulado escuro. Ocorre a inibição da síntese de lignina e estímulo da atividade da oxidase de ácido indolacético (AIA) e de enzimas na membrana plasmática.
Com o progresso da deficiência, a elongação dos entrenós fica lenta, ocorre a morte dos pontos de crescimento terminal e a formação de flores é restrita ou inibida.
Em plantas de soja, a deficiência de boro prejudicou o desenvolvimento dos nódulos e das raízes, consequentemente, a fixação biológica de nitrogênio. Em soja, as doses de boro aplicadas proporcionaram um aumento no número de folhas, na massa seca das raízes e na área foliar das plantas.
Sintomas de deficiência do Boro
A escolha da melhor fonte de nutriente para aplicação no solo, depende do tipo de solo, da cultura e do regime hídrico.
A maioria dos adubos boratados, apresentam alta solubilidade, assim o boro está sujeito à grande mobilidade no solo e, consequentemente, ao maior grau de lixiviação no perfil do solo, principalmente no arenoso. Dessa forma, a preferência é por fontes de solubilidade lenta, portanto, menos suscetíveis a perdas por lixiviação.
Basicamente, existem duas classificações para os boratos:
O boro participa de uma série de processos fisiológicos dentro da planta, o que faz com que sua deficiência se confunda com a de outros nutrientes como a de fósforo (P) e a de potássio (K).
Em milho, a deficiência severa de boro pode resultar em espigas tortas e menores, enquanto na deficiência de potássio, as espigas também são reduzidas, o que mostra que a adubação em milho e demais grãos, precisa levar em conta macro e micronutrientes.
A deficiência de boro, ocasiona, ainda, diminuição no crescimento de novas raízes e de novas brotações, já que está envolvido na síntese de parede celular e integridade da membrana plasmática.
A disponibilidade do boro na solução do solo é governada pela reação de adsorção do boro com os colóides do solo. A adsorção de boro aumenta com o teor de argila e com o pH do solo.
As doses de boro, atualmente aplicadas, podem não fornecer a concentração adequada de B na solução do solo para o ótimo desenvolvimento das plantas, principalmente nos solos mais argilosos e com excesso de calagem.
Agora você já sabe a importância do boro para as culturas de grãos e que ele auxilia na melhoria da produtividade, mas muitas pessoas ainda confundem os sintomas. É o caso da Mancha-amarela em trigo, por exemplo, já que a falta de nitrogênio também deixa as folhas amarelas.
É preciso ficar atento e conhecer bem a cultura, suas principais doenças e, claro, o manejo adequado da fertilidade.
Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?
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]]>O post Quebra da dominância apical na cultura da soja apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas daninhas foram gerados, bem como a adoção do sistema de plantio direto (SPD). Esses fatores permitiram ao país dispor de uma das mais avançadas tecnologias referentes ao cultivo de soja do mundo.

Fonte: USDA/Boletim Informativo Safra Mundial de Soja – Fiesp (Março 2020)
Visando o aumento de produtividade, diversas propostas de manejo vêm surgindo para a cultura da soja. Muitas foram adotados por alguns produtores, mesmo sem respaldo científico.
Dentre estas tecnologias destaca-se a tentativa da quebra de dominância apical da soja, utilizando-se fitohormônios e substâncias consideradas reguladores de crescimento. Como exemplo, citamos alguns herbicidas que podem desempenhar esse papel de forma indireta.
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Além das substâncias químicas, acredita-se na possibilidade de utilização dos fitohormônios. A finalidade é de alterar a arquitetura de plantas, bem como causar mudanças nos componentes de produção da cultura da soja.
As citocininas (Ck) são descritas como importantes substâncias neste contexto. Elas podem causar a quebra da dominância apical, induzindo o aumento de brotações de gemas laterais e, consequentemente, causar um aumento na produtividade.

Fonte: Inara Alves

Fonte: Inara Alves
A quebra da dominância apical ocorre devido à menor produção de auxina, que é sintetizada no ápice da planta. Com isso, poderia ocorrer um aumento na síntese/concentração de citocinina, hormônio responsável pela emissão de ramificações da planta.
Acredita-se que ao utilizar herbicidas que possam comprometer a dominância apical, a planta mudaria o seu fluxo hormonal interno. Assim, modificaria o número dos componentes de produção que a cultura apresenta.
A emissão de novos ramos laterais ocorre, devido ao aumento do número de nós, os quais apresentam gemas capazes de gerar novos ramos. Assim, acredita-se que a utilização de reguladores de crescimento poderia aumentar de forma indireta o número de ramos e, consequentemente, e o número de flores, vagens e a produtividade da cultura.
A produtividade da cultura da soja é determinada por diversos fatores relacionados com a fisiologia, morfologia e manejo da cultura. Características como altura de plantas, número de nós por planta, ramos laterais, número de vagens por planta e grãos por vagens, peso de 100 grãos, estão diretamente ligados ao potencial produtivo da soja no final de seu ciclo. A quantidade de grãos por área é determinada em função de várias características:
Todos estes componentes são determinados por processos fenológicos como desenvolvimento vegetativo, florescimento, frutificação e maturação.
A grande maioria das variações que ocorrem na produtividade de soja estão associadas com alterações que podem vir a ocorrer no momento de formação dos componentes de produção da cultura, como número de vagens e grãos. Consequentemente, os processos que determinam o número de vagens e grãos por área desempenham papel importante na produtividade da cultura.
A taxa de formação de flores e vagens está relacionada à formação de ramos laterais nas plantas, já que a formação de flores ocorre nas axilas presentes nos ramos laterais, a qual é coordenada pelo balanço entre os hormônios auxina e citocinina.
A citocinina se apresenta como fator principal na indução de formação de flores, pois, está envolvida no processo de divisão, expansão, alongamento e diferenciação celular, além do crescimento da gema axilar e formação dos primórdios foliares, o que repercute na maior ou menor produtividade da cultura ao final de seu ciclo.
A densidade de plantas é outro fator de grande importância para o crescimento e a produtividade de soja. Quando a densidade de plantas é elevada, a formação de ramos laterais diminui e, dessa forma, o número de nós dos ramos laterais decresce, interferindo na produtividade. Situações com elevada população de plantas desencadeia uma competição por luz e pela absorção de nutrientes, sendo que estas plantas podem se tornar estioladas, com os caules finos e propensos ao acamamento.
As maiores produtividades, são obtidas através da utilização de um conjunto de práticas culturais, as quais ajudam a adequar o ambiente, de forma que a cultura possa alcançar o máximo potencial produtivo.
Dentre as práticas que podem ser usadas para a cultura da soja, a aplicação de fitohormônios e reguladores de crescimento está sendo explorada cada dia mais. Alguns estudos indicam as auxinas, as citocininas (CKs) e as giberelinas (GAs) como fitohormônios promissores em melhorar as características agronômicas de diversas culturas.
Os reguladores de crescimento são compostos químicos sinalizadores que atuam na regulação do crescimento e desenvolvimento de plantas. Normalmente, os reguladores estão ligados a receptores na planta e desencadeiam uma série de mudanças celulares, as quais podem afetar a iniciação ou modificação do desenvolvimento de órgãos ou tecidos.
Os fitohormônios, ou hormônios vegetais, são compostos orgânicos sintetizados em uma parte específica da planta e transportados para outra parte na qual em pequenas concentrações causam uma resposta fisiológica. Os hormônios vegetais podem causar modificações fisiológicas ou morfológicas, influenciando a germinação, crescimento e desenvolvimento vegetal, florescimento, frutificação, senescência e abscisão de folhas ou flores.
Os herbicidas lactofen e carfentrazone, têm sido utilizados por sojicultores, que acreditam na sua capacidade indireta em diminuir o porte de plantas de soja. Como são herbicidas inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), as ações de tais produtos geram o acúmulo de compostos fotodinâmicos como a protoporfirina IX, que interfere negativamente na fotossíntese, respiração e cadeia de transporte de elétrons na planta.
Mecanismos que levam à quebra da dominância apical e, consequentemente, a menor altura de plantas, causam desbalanço hormonal interno. Após a quebra da dominância apical, os níveis de auxina na planta diminuem, diminuindo os níveis de ácido abscísico e o transporte de nutrientes e citocininas das raízes para a gema lateral. Devido a esse efeito, acredita-se na possibilidade de se conseguir um aumento no número de ramos laterais de plantas de soja.
Na maioria das plantas, o crescimento da gema apical inibe o crescimento das gemas laterais, fenômeno denominado de dominância apical. As citocininas tem um grande potencial na indução da divisão celular, em conjunto com as auxinas. Esses dois hormônios vegetais interagem no controle da dominância apical, sendo que a relação é antagônica, uma vez que a auxina impede o crescimento de gemas laterais e a citocinina estimula esse crescimento.

Interação entre a auxina (AIA) e citocinina (CK) na regulação do desenvolvimento das gemas laterais. Fonte: (MASON et al., 2014).
As alterações causadas no interior e exterior da planta após o uso de reguladores de crescimento, podem vir a modificar o metabolismo interno da planta, de modo que esta poderá alterar a rota dos carboidratos, fazendo com que estes sejam acumulados em outros tecidos da planta.
Os açúcares em abundância promovem o crescimento e o armazenamento de carboidratos nos drenos e, quando a taxa de fotossíntese é alta, ocorre o acúmulo de açúcares totais nas folhas.
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.
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]]>O post NDVI: aplicações do índice de vegetação na adubação nitrogenada apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>São diversas as aplicações para o uso de mapas de NDVI como:
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O NDVI é dado pela relação:

onde:
O manejo da adubação nitrogenada é um dos fatores que promovem a variabilidade no potencial de produção, pela adubação realizada em taxa fixa, ignorando a variabilidade espacial existente nas lavouras. Sendo assim, a aplicação de uma dose fixa de nitrogênio em área total, pode resultar em aplicações desnecessárias, podendo possibilitar a contaminação do ambiente e reduzir a eficiência agronômica.
Atualmente as doses de recomendação de nitrogênio baseia-se no teor de matéria orgânica do solo, na expectativa de produção e no sistema de rotação de culturas adotados anteriormente. Entretanto em muitas situações, a aplicação de nitrogênio em cobertura apresenta baixa eficiência, em função do desconhecimento da demanda real das culturas no momento de aplicação.
O sensoriamento remoto, através do emprego de sensores proximais de vegetação, possibilita a leitura dos índices de vegetação, teor de clorofila nas folhas e da quantidade de biomassa vegetal da parte aérea. Os sensores proximais variam em função da quantidade de bandas utilizadas e do índice de vegetação utilizado pelo equipamento.
Para avaliação do NDVI visando a adubação nitrogenada na cultura do trigo pode ser avaliado no estádio de seis folhas totalmente expandidas. Maiores valores de NDVI devido ao maior acúmulo de biomassa deve-se à maior disponibilidade de nitrogênio, resultando em aumento no teor de clorofila nas folhas.
Quanto maior o acúmulo de biomassa fotossinteticamente ativa, maior a reflectância da radiação vermelha, resultando em um aumento no NDVI. O NDVI é mais uma ferramenta para diferenciar condições diferentes no cultivo de trigo no estádio de seis folhas totalmente expandidas, proporcionado pela variação na disponibilidade de nitrogênio na emergência das plantas.
Incrementos na concentração de nitrogênio promove alterações no espectro de reflectância que podem ser detectadas pelos sensores remotos. Folhas com baixa acumulação de nitrogênio, e consequentemente baixo conteúdo de clorofila contém alta reflectância na região do visível no espectro eletromagnético (400 a 700 nm) e baixa reflectância na região do infra vermelho, causando decréscimo no NDVI. Incrementos na quantidade de nitrogênio acumulado promove aumento no conteúdo de clorofila, e consequentemente maior absorção e menor reflectância no espectro do vermelho.
Na Figura 1, podemos observar o ajuste da regressão para as cultivares de trigo Quartzo e TBIO Sintonia. As doses de nitrogênio em cobertura com máxima eficiência técnica no estádio de seis folhas expandidas aplicadas na emergência das plantas, sendo correlacionadas com o valor de NDVI avaliado no momento da aplicação em cobertura. Valores mais baixos de NDVI correspondem a maiores doses de nitrogênio. Em contrapartida, quanto maior o NDVI no momento da cobertura com nitrogênio, indica maior acúmulo de nitrogênio nas brotações, menor resposta à aplicação de nitrogênio em cobertura e menor dose de nitrogênio a ser aplicada.
Para avaliação do NDVI na cultura do milho, foram geradas classes de alta, média e baixa produtividade, tendo como base a produtividade média de grãos de milho, a qual assume o valor de 100%. Assim as classes de potencial produtivo são geradas da seguinte forma: “baixa” (<90%), “média” (90 a 110%) e “alta” (>110%) (Figura 2).
Na figura 1, são apresentados os limites críticos de NDVI, determinados com base nas relações apresentadas na Figura 2. Com a utilização desse índice e de sensor de vegetação para estimativa das classes de potencial produtivo da cultura ao longo do ciclo de desenvolvimento, a expectativa de rendimento de grãos pode ser ajustada em cada estádio fenológico, o que confere melhor manejo nutricional quando comparado a aplicação em taxa fixa.
Os limites críticos de NDVI, que correspondem a diferentes classes de potencial produtivo do milho, podem ser empregados de maneira rápida e eficiente em um algoritmo de adubação nitrogenada em tempo real, através do potencial produtivo estimado pelo NDVI.
Como apresentado no decorrer do texto o índice de vegetação NDVI pode ser mais uma ferramenta utilizada pelo agricultor para realizar adubações nitrogenadas. A medida que as máquinas evoluem os sensores serão embutidos em equipamentos de aplicação de fertilizantes, possibilitando uma melhor aferição do potencial produtivo das culturas e possibilitar que o produtor realiza adubação nitrogenada de acordo com a necessidade das culturas.

Figura 1. Resposta em produtividade para aplicação de nitrogênio em cobertura para as cultivares Quartzo (A) e TBIO Sintonia (B) e relação entre nitrogênio e dose de máxima eficiência técnica e NDVI no estádio de seis folhas completamente expandidas. Fonte: Vian et al. (2018b)

Figura 2. Estimativa de classes de potencial produtivo da cultura do milho em função do NDVI. Fonte: Vian et al. (2018a)

Figura 3. Limites críticos de NDVI para definição de classes de potencial produtivo da cultura do milho em diferentes estádios fenológicos de desenvolvimento. Fonte: Vian et al. (2018a)

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]]>O post Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Moraes fala que o plantio é a primeira etapa para aqueles que querem atingir altas produtividades. Ele é um dos fatores que mais interferem no potencial produtivo da cultura, pois investimos em sementes e fertilizantes e, muitas vezes, ocorrem falhas ao colocar a quantidade adequada de sementes e fertilizantes por hectare.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, não perca a oportunidade de assistir ao vídeo!
Se tiver dúvidas ou considerações da semeadura da 2ª safra, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.
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]]>O post Quais são os custos e benefícios da agricultura de precisão? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Quanto custa adotar os benefícios da agricultura de precisão (AP)? A resposta não é fácil. A questão principal é analisar se vale a pena adotar a AP, considerando a noção mais ampla de economia agrícola total. Provavelmente sim, em alguns casos. Em outros, talvez não.
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Para resolver esse problema, começar com um equilíbrio econômico entre custos e retornos é uma maneira simples de obter informações e apoiar a tomada de decisões. No entanto, além de considerações estritamente financeiras, há outros aspectos que, sendo mais difíceis de avaliar a longo prazo, também são muito importantes para a sustentabilidade das fazendas.
Um dos pontos que entram na agricultura de precisão é a irrigação, que pode ser totalmente automatizada e entregar bons resultados, mas por outro lado, exige um investimento considerável. Aqui no Rehagro, temos um webinar gratuito com um especialista em irrigação, onde ele faz comparativos, explica sobre o sistema, suas vantagens e muito mais para te ajudar nessa decisão.
Muitos já pensam em altos investimentos tecnológicos tanto para irrigação, quanto a agricultura de precisão como um todo, mas muitas vezes a decisão desse negócio agrícola pode ser sobre serviços, uma nova adoção de sistema, como fornecimento de nitrogênio por inoculantes, como o Azospirillum para milho ou Rhizobium em soja.
O fato é que vai muito além disso e os benefícios da adoção da agricultura de precisão podem ser vários, mas os custos e a viabilidade precisam ser levados em conta.
Impactos positivos da AP vão desde o meio ambiente, na logística operacional da fazenda e até em valorizar o trabalho dos agricultores. Portanto, além dos benefícios econômicos na conta do balanço patrimonial, outras questões relevantes devem ser levadas em consideração antes de se decidir se investir em agricultura de precisão.
Fazendas e lavouras, como um todo, são negócios agrícolas e devem ser planejadas e esquematizadas. A lucratividade não se restringe apenas aos desempenhos para a colheita, mas também abrange a gestão financeira, de trabalhadores e todo o sistema.
É difícil realizar uma análise completa porque não é tão fácil atribuir um valor econômico (em reais) às vantagens e impactos mencionados acima. Aqui estão duas situações que podem dificultar a decisão em adotar a agricultura de precisão.
Como existem diferentes níveis tecnológicos e diferentes maneiras de realizar a agricultura de precisão, os agricultores devem optar pelas tecnologias que melhor se adequam às suas fazendas. Os aplicativos de AP que podem funcionar em uma fazenda específica, podem não ser os mais adequados para outra fazenda.
Nisso, custos, projeção de retorno e a problemática em si que a fazenda pode estar enfrentando e que o produtor esteja pensando na adoção de agricultura de precisão, devem ser avaliados. Isso vai desde controle à daninhas, pragas ou até doenças fúngicas que podem causar micotoxinas desde a lavoura.
Há fazendas em que o investimento em AP de “faixa intermediária” é suficiente e se encaixa conforme o esperado, e outras fazendas com tamanho maior e mais sistemas de produção tecnológica, como o uso de sensores, permitem que o investimento em AP de “alta qualidade” seja uma opção economicamente viável.
Certamente, as necessidades na agricultura de precisão são bastante específicas da fazenda. Começar com uma análise econômica é a primeira coisa que o agricultor deseja. Por esse motivo, avaliar os resultados do investimento da AP por meio de um balanço financeiro geralmente é uma boa opção para começar.
Ao considerar a oportunidade de adotar a AP, a análise econômica deve primeiro focar em possíveis reduções de insumos (fertilizantes, defensivos agrícolas, sementes) derivadas do uso das tecnologias da AP. Ou seja, os custos adicionais de investimento na AP devem ser compensados a curto prazo por maiores benefícios, reduzindo insumos e custos de aplicação em campo.
Quando uma redução de insumos não é possível devido à redistribuição de insumos no campo, é de se esperar uma produção e/ou um aumento de qualidade.
Para explicar tudo isso em termos econômicos, uma abordagem de balanço fornece um método confiável para avaliar os resultados do investimento em AP. De fato, os agricultores precisam apenas estimar com segurança quais são os custos e benefícios.
Embora existam muitas operações de AP que podem levar a benefícios econômicos, duas áreas estão atraindo as maiores atenção dos agricultores.
Primeiro, muitos agricultores estão adotando com sucesso, auxílios à navegação de veículos (direção e orientação automáticas) baseados em sistemas globais de navegação por satélite (GNSS).
Eles estão cientes de que a redução de insumos exige que as aplicações de campo (taxas de dose uniformes para toda a parcela) sejam o mais eficiente possível.
O tráfego de veículos é tão preciso usando esses sistemas de navegação que permite obter economia de insumos, reduzindo áreas sobrepostas ou duplamente tratadas. Da mesma forma, áreas não tratadas são evitadas (contribuindo para melhorar o rendimento e reduzir o consumo de combustível devido a tratamentos adicionais).
A rastreabilidade também é registrada e georreferenciada para decisões de gerenciamento subsequentes.
Em segundo lugar, os agricultores devem valorizar o investimento em tais sistemas de orientação e outras tecnologias de aplicação à taxa variável (ATV) para gerenciar a variabilidade das culturas em suas parcelas ou fazendas. Nesse caso, o gerenciamento de culturas específicas do local (Zonas de Manejo) é a maneira mais eficaz de otimizar insumos e aumentar os rendimentos da produção.
Várias abordagens são possíveis para começar a implementar a agricultura de precisão de maneira lucrativa. Todos eles exigem um investimento inicial importante em equipamentos, serviços de consultoria, educação e treinamento ou tempo.
Um agricultor pode optar por uma AP com avaliações estabelecidas, pode ainda optar por desenvolver suas próprias soluções adaptadas ou usar equipamentos gerais disponíveis no mercado. Outra coisa a considerar é a necessidade ou não de usar a AP baseada em mapas ou baseada em sensibilidade em tempo real.
Como em qualquer outro assunto, é necessário tomar decisões depois de entender o que está por trás de cada uma das alternativas possíveis. Por um lado, a AP juntamente com as soluções prontas para uso em tempo real, baseadas em sensores, geralmente não requer educação de treinamento por parte do agricultor, mas sim maior investimento inicial.
Por outro lado, a agricultura de precisão baseada em mapas exigirá mais serviços de educação e aconselhamento para adaptar as soluções em cada fazenda.
Os mapas de produtividade podem ser facilmente gerados após a coleta de dados por um monitor de produtividade.
Estes, juntamente com outros mapas que mostram a variabilidade espacial das propriedades do solo e/ou vigor ao longo do ciclo da colheita, podem ser usados para gerenciar a variabilidade dentro do campo, aplicando soluções de AP (por exemplo, aplicação de fertilizantes em taxa variável).
Esses mapas são muito úteis na tomada de decisões, mas, no final, os agricultores querem ver o lucro ou o benefício econômico de investir em decisões baseadas em agricultura de precisão, seja por investimento em tecnologia própria ou por contratação de serviços de PA.

Isso é possível transformando os dados de rendimento em outra métrica econômica, como receita bruta ou mapas de lucro. Ou seja, os mapas de lucro permitem que o benefício econômico bruto da aplicação do gerenciamento diferencial seja conhecido em cada ponto do campo em comparação ao gerenciamento uniforme.
Para isso, é necessário transformar o mapa de produtividade em um mapa de renda, de acordo com o preço.

Aplicações de taxa variável de insumos precisam ser transformadas em mapas de custos variáveis e custos fixos em mapas de custos uniformes para todo o campo. Então, a diferença entre o mapa de receita e os mapas de custo resultará no mapa de benefícios brutos.
Então, o que dificulta a análise econômica? Bem, muito simples: a dificuldade está na quantificação de custos e benefícios que, em última análise, dependem do gerenciamento da variabilidade de cada fazenda em particular.
E como agora você sabe os benefícios da agricultura de precisão e os parâmetros para buscar esse equilíbrio econômico, você sabe o quanto a Inteligência Artificial pode auxiliar na sua produtividade?
Os benefícios são muitos, mas é preciso um bom planejamento estratégico para avaliar a viabilidade da adoção e investimento desse método.

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]]>O post Estômatos abertos: o caminho para rendimentos altos e sustentáveis apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Grãos! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o Ideagri e o 3RLab.

Se tiver dúvidas ou considerações sobre estômatos abertos, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.
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]]>O post Mercado de grãos e os efeitos do coronavírus apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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No dia 06/04, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para o momento de crise em que estamos vivendo: “Mercado de grãos e os efeitos do coronavírus”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: Leonardo Sologuren, Cofundador e Diretor Comercial na Zeus Agrotech e Presidente do CESB. Sologuren é Agrônomo e mestre em economia pela Universidade Federal de Uberlândia.
Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:
Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!
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]]>O post Usando dados agrícolas para impulsionar a sustentabilidade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As empresas do agronegócio devem garantir que esses esforços de sustentabilidade sejam economicamente viáveis, além de otimizar seu impacto. Para promover maior participação e maior eficiência, essas empresas devem ajudar a comunicar os esforços dos produtores à cadeia de valor e aos consumidores.
Os produtores devem aprender o raciocínio por trás dos protocolos sugeridos. Os membros da cadeia de valor aprendem sobre o impacto em campo desses mesmos protocolos. Esse novo entendimento fornece aos participantes as ferramentas e informações para adotar uma abordagem melhor e mais eficiente da sustentabilidade. Por sua vez, os produtores começam a estabelecer relacionamentos mais fortes com as partes interessadas em todo o setor.
Os relacionamentos são apenas o primeiro passo. Para obter informações valiosas e compartilhar estratégias e melhorias de sustentabilidade, as empresas devem fazer um esforço conjunto para defender a segurança dos dados. Eles devem tomar medidas claras e demonstráveis para proteger os dados do produtor. Também é importante educar os membros da cadeia de valor sobre práticas de segurança de dados para manter a confiança do produtor. Políticas de dados fortes e acessíveis estabelecem expectativas claras sobre o compartilhamento de dados. Essas políticas devem ser favoráveis ao produtor e adaptáveis às necessidades individuais de cada operação.
A eficácia dessas iniciativas de sustentabilidade depende de dados agrícolas do produtor e é imprescindível a disposição para implementar a tecnologia de agricultura digital orientada a dados. Um sistema intuitivo de gerenciamento de dados pode ser uma excelente ferramenta para produtores experientes e inexperientes.
Uma maior adoção de ferramentas digitais como plataformas de inteligência artificial (IA), drones, desempenho das lavouras e outros avanços mecânicos na agricultura ajudará os agricultores a maximizar os recursos e melhorar a produtividade. Essas tecnologias agrícolas cumprem a promessa de ajudar o setor agrícola a se adaptar aos desafios demográficos e ambientais do mundo.
Drones podem gerar informações agrícolas de grande valor em uma fração do tempo que levaria um agricultor a inspecionar o mesmo terreno a pé. Equipado com câmeras multiespectrais de resolução ultra alta ou estabilizadas por vagens para obter a máxima qualidade de imagem e auxiliado por sofisticados algoritmos de IA, esse tipo de monitoramento revela o que o olho nu não pode, até um nível granular, de infestações por pragas a indicadores de excesso de água.
O gerenciamento de dados é uma parte importante de todos os negócios, processos e interações entre negócios. É por isso que os dados da agricultura são tão importantes para os produtores e seus parceiros agrícolas durante momentos de mudanças.
Alguns produtores e agrônomos digitalizaram seus registros nos últimos 10 anos, outros ainda não começaram devido a várias razões. Empresas agrícolas que compram commodities ou vendem insumos para exigir que mais informações sejam trocadas digitalmente com os produtores em vez de pessoalmente ou com o papel envolvido.
Fazer com que os parceiros da cadeia de suprimentos exijam informações digitais será um motivador extra para os produtores e agrônomos coletarem todas as informações digitalmente do campo, em vez de terem que digitá-las novamente em um computador posteriormente.
A agricultura sempre foi um setor que gira em torno de relacionamentos pessoais, e isso não mudará tão cedo. O que já está mudando, no entanto, é a maneira pela qual devemos interagir uns com os outros.
Algumas das funcionalidades mais importantes que os produtores precisam ser capazes de fazer digitalmente:
Além disso, os produtores podem fornecer informações detalhadas e precisas aos varejistas e consumidores que desejam transparência. Com essas novas vantagens no mercado, os produtores terão a oportunidade de aumentar a lucratividade nas próximas temporadas, criando valor em toda a cadeia de suprimentos.

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]]>O post Proteção da cultura do milho apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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No dia 11/02, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre proteção da cultura do milho. O palestrante foi Geraldo Gontijo, Agrônomo e Mestre pela UFLA, Coordenador de cursos e Consultor da Equipe Grãos do Grupo Rehagro.
O vídeo fala sobre proteção do milho, com foco no posicionamento do manejo de lagartas e doenças foliares, que são muito importantes para garantir altas produtividades das lavouras. Geraldo ensina como identificar os estádios decisivos e garantir a sanidade foliar da lavoura. O especialista explica três pontos essenciais:
Se você gostaria de aprimorar seus conhecimentos sobre o assunto, não pode perder a oportunidade de assistir a este vídeo!
Se tiver dúvidas ou considerações, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.
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]]>O post Qualidade de sementes da soja e do milho: saiba a importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Para que uma semente de soja ou milho possa ser considerada de alta qualidade, deve apresentar:
Esses fatores respondem pelo desempenho da semente no campo, podendo ser avaliadas pelo estabelecimento da população de plantas desejadas para cada cultivar de soja e/ou híbrido de milho e indicadores de desempenho, tais como:
Figura 1. Avaliação do estabelecimento de lavouras de soja e milho.
Como aqui, o foco é a semente, fatores como fase reprodutiva e polinização do milho, não serão avaliados.
Os lotes de sementes devem ser testados em laboratórios para avaliações por metodologias regulamentadas por lei. Com o resultado das análises, é gerado um Laudo de Análise de Sementes (LAS) que apresenta também a validade do teste de germinação.
De acordo com a IN 45 de 17/09/2013, sementes de soja devem apresentar germinação mínima de 80% e do milho 85%. A validade dos testes de germinação e infestação é de 12 meses. É permitido por lei a reanálise com prazo de validade de oito meses.
O teste de germinação avalia a capacidade da plântula germinar e o teste de vigor a capacidade da plântula desenvolver em condições anormais.
A maioria das lavouras de soja e milho no Brasil são conduzidas em regime de sequeiro e que aumenta o risco de déficit hídrico, então o uso de sementes vigorosas é fundamental e aumenta a probabilidade de sucesso.
Para avaliação do vigor das sementes de soja, o teste mais realizado é o de tetrazólio que informa a viabilidade (germinação potencial), índice de vigor e causas da perda da qualidade fisiológica e o de envelhecimento acelerado que prediz o potencial de armazenamento do lote.
O vigor das sementes de milho é avaliado através do teste a frio, testando a germinação à 10°C e analisando se ela germina nessas condições de temperatura.
Ao adquirirem lotes de sementes, os produtores precisam amostrar esse lote e encaminhá-lo a um laboratório, para análise de germinação e comprovar a alta qualidade.
Utilizar terra coletada da camada superficial de 0-20 cm, proveniente de áreas com histórico de boas produtividades, sem problemas fitossanitários, com qualidade química, física e biológica.
A terra deverá ser seca, desboroada, peneirada e acondicionada em canteiros de 10 a 15 cm. Abrir sulcos com 3,0 cm de profundidade e de 1,5 a 2,0 m de comprimento espaçados em 10 a 15 cm entre eles, onde serão colocadas as sementes para o teste.
Utilizar quatro repetições de 100 sementes cada por amostra, e cada repetição em um sulco, com sementes bem espaçadas entre si.
Após a semeadura, cobrir os sulcos e todas as sementes com terra peneirada com, no máximo, 4 cm de profundidade.
A irrigação inicial não deve ser feita imediatamente após a semeadura, mas sim na manhã seguinte com cerca de 10 mm, realizando-se irrigações diárias sucessivas, para repor a água evapotranspirada, até o teor de água do solo alcançar a capacidade de campo.
As contagens do porcentual de emergência poderão ser realizadas em dois períodos: ao 5º ou 6º dia, após a semeadura e ao 8º ou 9º dia. A leitura ao 5º ou 6º dia poderá ser utilizada como um índice de vigor: quanto maior a porcentagem de plântulas emergidas, maior o vigor do lote de sementes.
Com a leitura e média dos 4 sulcos de semeadura, faz-se a média e obtém a porcentagem média dessas emergências de plântulas a campo.
O Rehagro é a maior e única faculdade privada do Brasil com mais de 200 clientes de consultoria. Isso significa que nossos professores também sofrem a pressão do produtor rural todos os dias. Ou seja, sabemos dos desafios muito além da sala de aula.
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]]>O post Consórcio milho-braquiária: implantação, manejo e objetivos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A diferença entre um objetivo e outro consiste na população e distribuição de plantas. Para formação de pasto é desejado maior população de plantas comparado a menores populações para produção da palha.

A sucessão soja/milho safrinha apresenta baixos níveis de cobertura do solo, principalmente nos meses de agosto a outubro, entre a colheita do milho e a semeadura da soja, provocando decomposição da palha produzida nas safras anteriores, redução nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.
No Brasil o consórcio de milho com plantas de cobertura no outono/inverno é uma alternativa para elevar a quantidade de palha no sistema de produção e ciclagem de nutrientes, possibilitando maior retorno econômico.
Solos sob SPD necessitam de um aporte de 12 toneladas de palha por ano, o manejo de milho consorciado com braquiária pode proporcionar grande incremento de palha no sistema de produção.
Além disso, os benefícios dessa tecnologia têm a possibilidade de atingir todos os produtores rurais independente do nível tecnológico adotado na fazenda, pelo aumento da produtividade das culturas e da sociedade como um todo pelos benefícios sociais e ambientais decorrentes do uso dessa prática agrícola.
No consórcio de milho com braquiária tem sido adotada uma taxa de semeadura de 50 a 70 mil plantas por hectare de milho dependendo do desempenho do híbrido para cada região e de 7 a 15 quilos por hectare de braquiária, dependendo das condições edafoclimáticas da região.
A quantidade ideal de sementes de braquiária a serem utilizadas no consórcio deve ser calculada em função do valor cultural das sementes. Sempre que possível deve adquirir sementes de empresas idôneas, registradas no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e que contenham todas estas informações disponíveis na etiqueta colada à embalagem.
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Onde:
A semeadura da braquiária pode ser realizada antes, durante ou depois da semeadura do milho. A semeadura da forrageira deve ser posterior ao controle de plantas daninhas, para proporcionar a produtividade normal do milho e alta produção de forragem.
Em condições de safrinha deve ser semeada a braquiária na profundidade de 3 cm. Na distribuição superficial das sementes de braquiária, a germinação de plantas depende da intensidade de chuva após a semeadura e da movimentação superficial do solo pela operação de plantio.
O consórcio do plantio de milho com linhas intercaladas às linhas do milho apresenta maior eficiência para espaçamentos de 0,75 a 1,0 m entre linhas de milho, tendo em vista a produção de palha para cobertura do solo.
Essa modalidade pode ser realizada intercalando as linhas das semeadoras de milho, e adicionando discos de semeadura de braquiária.
Como forma alternativa pode ser plantado linhas intercalares de milho e realizar a semeadura da braquiária com semeadora de grãos pequenos.
Outra forma de cultivo do consórcio e a semeadura de ambos na mesma linha, que pode ser utilizado em cultivos de milho em espaçamento reduzido, tanto para a produção de palha quanto para a produção de forragem. Para esse plantio é utilizado uma terceira caixa para sementes de braquiária, e posicionadas a saídas das sementes juntamente com a sementes de milho.
O sistema de consórcio com braquiária em área total pode ser utilizado para cultivos de milho em espaçamento reduzido e normal, sendo indicado para produção de palha e para produção de forragem.
A diferença desta modalidade para a modalidade em linha é o posicionamento das sementes de braquiária, que neste caso é distribuída em área total.
Normalmente, as sementes da braquiária são distribuídas na superfície do solo antecedendo ou simultaneamente à semeadura do milho, e parcialmente incorporadas pela passagem da máquina durante o plantio.
Um dos aspectos mais importantes que contemplam os sistemas consorciados diz respeito à redução da capacidade competitiva interespecífica das espécies cultivadas, no entanto, sem deixar de levar em consideração o controle integrado de plantas daninhas. Em virtude desta complexidade, considera-se pequena a adoção de sistemas de cultivo de ILP, porém com grande capacidade de expansão.
Uma das mais difundidas formas de mitigar os efeitos indesejáveis da competição interespecífica entre a cultura do milho e as espécies forrageiras é o uso de herbicidas.
Graças ao baixo custo operacional, em função da utilização de subdoses, este procedimento visa regular o crescimento, garantindo supressão adequada da forrageira, sem, no entanto, causar perdas excessivas de produção de massa.
Um dos fatores limitantes para utilização desta técnica é a disponibilidade de herbicidas registrados para a cultura do milho que apresentem compatibilidade com o sistema, ou melhor, que sejam seletivos tanto para a cultura do milho quanto para as espécies forrageiras (Tabela 1).
Um dos principais agravantes da utilização de herbicidas diz respeito à dose e ao estádio da forrageira no momento da aplicação, sendo indicado após iniciar formação do perfilho (Figura 1).

Braquiária após o controle de plantas daninhas.

Relação de herbicidas mais utilizados e suas respectivas doses para aplicação em pós-emergência na cultura do milho em consórcio com forrageiras.
Aliar o manejo adequado das espécies forrageiras evitando a competição interespecífica entre as culturas do milho e as espécies forrageiras ao controle eficiente de plantas daninhas em consórcio, talvez seja o principal desafio da pesquisa na atualidade, já que nem sempre a dose adequada para limitar o crescimento e desenvolvimento da forrageira é a mesma necessária para o adequado controle da flora invasora.
Além disso, a baixa disponibilidade de técnicas e, principalmente de mecanismos de ação de herbicidas que se adéquam ao sistema de consórcio limita ainda mais a implantação do sistema. Outro agravante é o crescente aumento no aparecimento de biótipos de plantas daninhas resistentes a herbicidas, dificultando a recomendação de até então utilizados, como atrazine e nicosulfuron.
A redução da população de plantas daninhas é outro benefício dos sistemas consorciados, sendo observados reduções significativas no banco de sementes de plantas daninhas no sistema de produção. Quando uma forrageira é utilizada como cobertura é adequadamente implantada e conduzida, os benefícios podem ser observados a longo prazo.
O consórcio milho braquiária aumenta a massa total de resíduos e inibe a presença de plantas daninhas de difícil controle no ano de seu cultivo. A reinfestação por buva ocorre após um ano sem consórcio e de capim amargoso após dois anos sem consórcio, porém em menores quantidades do que na sucessão soja-milho safrinha.
Dessa forma, tendo a braquiária integrada ao sistema de produção de grãos ou até mesmo ao ILP (Figura 2), possibilita a produção de alimentos com menor emissão de gases de efeito estufa, evitando o aquecimento global, principalmente por manter o solo coberto com vegetação o ano todo.

Lavoura de milho consorciada com braquiária.
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]]>O post Resistência à penetração do solo: como realizar avaliação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do solo.
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Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.
O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos em condições de muita umidade e com pouca palha na superfície. O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, na faixa de 20 a 40 cm de profundidade.

Resistência à penetração (RP) de um Latossolo sob SPD há 10 anos.
O desenvolvimento radicular é afetado pela resistência à penetração (RP) e altera o potencial de produção das culturas.
Devido ao maior número de cultivos por ano, aumentou-se o tráfego de máquinas pesadas, o que pode aumentar a RP. A prática de intervenção mecânica para rompimento da camada compactada, muitas vezes é realizada sem critério técnico.
A resistência à penetração é um dos fatores mais importantes no alongamento radicular das culturas no perfil do solo. Os penetrômetros são os equipamentos mais adequados para prever a resistência à penetração das raízes.
Por outro lado, a conveniência em mensurar a RP com o uso de penetrômetros, pode superestimar a resistência para o crescimento radicular. Sendo que o alongamento da raiz no solo pode ser limitado pela RP e estresse hídrico.
Os diferentes tipos de penetrômetros disponíveis no mercado, com diferentes princípios de funcionamento, são necessários no mínimo de 15 repetições para avaliar a RP com menor variação.
Em solos sob SPD, a RP apresenta grande variação temporal estando associada à variação do teor de água para cada condição de densidade do solo ou estado de compactação.
A variabilidade espacial da RP diminui da área de cabeceira para o centro da lavoura, sendo que os valores de RP variam também entre as ordens de solos:
Solos sob SPD apresentam valores mais elevados de RP até 40 cm de profundidade, comparado a solos sob sistema convencional.
A compactação do solo proporciona mudanças no sistema poroso nos solos sob cultivo convencional, há valores maiores de densidade do solo e menores de macroporosidade e porosidade total.
Os atributos físicos do solo podem ser classificados como diretamente relacionados ao crescimento das plantas, água, oxigênio, temperatura e RP, e relacionados ao crescimento das raízes densidade do solo, porosidade, infiltração de água, agregação e textura.
A seleção de atributos físicos deve ser sensíveis ao manejo e produção das culturas, além do monitoramento da qualidade do solo.
Solos sob SPD podem apresentar maior crescimento radicular devido à presença de poro contínuo, criado por minhocas e raízes de culturas anteriores.
Esses bioporos ocupam menos que 1% do volume do solo, podendo ser utilizado por raízes de culturas subsequentes como passagem para o desenvolvimento radicular. Os pelos radiculares nas pontas das raízes apresentam como função potencial de ancoragem mecânica, para as raízes que crescem em bioporos.
Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com a textura arenosa.
Em solos compactados, há decréscimo da macroporosidade, da disponibilidade de água e da absorção de nutrientes. Como consequência, há redução na difusão de gases no solo, limitando os processos metabólicos das plantas.
Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada. A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo. Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.
A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicada para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.
O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores, há o rompimento das camadas compactadas até 40 cm. A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.
A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional.
Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.
Atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido a adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.
Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e também devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.
Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações de RP devem ser realizadas para tomada de decisão sobre o uso de escarificadores e subsoladores.
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]]>O post Correção do solo: como realizar cálculos para altas produtividades apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Sabendo das necessidades nutricionais da cultura e do que falta em seu solo, é possível fornecer a ambos o que precisam para o pleno desenvolvimento. Para isso, as análises de solo são imprescindíveis. Elas mostram exatamente o que o solo carece e em qual quantidade.
Assim, fizemos um webinar gratuito sobre a Correção do solo: como realizar cálculos para altas produtividades. O palestrante foi Silvino Moreira, que é Doutor em Solos e Nutrição de Plantas pela ESALQ-USP e professor do Departamento de Agricultura da UFLA.

Silvino mostra por meio de dados reais e pesquisas, como proceder com esse tipo de manejo: calagem, gessagem, fosfatagem. Ele ainda pontua sobre as doses, aplicações, implementação, efeitos a longo prazo e muito mais.
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]]>O aumento da adoção do sistema de plantio direto favorece seu desenvolvimento, que tem estreita associação com o solo e os restos da cultura durante certos períodos do ano.
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O cultivo de plantas hospedeiras em sequência, tais como cultivares de soja, milho e de trigo, favorece o desenvolvimento de populações de percevejos.
Aliás, criamos um e-book curto e de fácil leitura, mostrando justamente as principais doenças, daninhas e pragas que atingem o milho. Algumas delas são comuns em outros grãos, como o percevejo, ponto central deste artigo. Você pode baixá-lo gratuitamente, clicando no botão a seguir:
O percevejo, que é mais comumente encontrado na soja, recentemente tem sido visto na cultura do milho. Então se você quiser um conhecimento mais aprofundado na produção deste cereal, para dimensionar estratégias em sua lavoura, confira o e-book.
E se você pensa em implementar essa cultura, saiba que os percevejos do gênero Dichelops (Diceraeus) podem causar grandes danos já em seu desenvolvimento inicial.
A capacidade de reprodução a campo é estimada em 200 ovos por fêmea de percevejo. Em três semanas o percevejo passa pelas fases de incubação dos ovos e chega ao quarto e quinto ínstar da ninfa que apresenta capacidade de danos equivalentes aos dos adultos.
Durante o outono, o inverno e o início da primavera, os percevejos passam por períodos curtos de dormência, mas não entram em diapausa.
Alimentam-se de trigo, canola, nabo, aveia e várias plantas daninhas hospedeiras presentes na lavoura. Porém, raramente desenvolvem ovários, realizam oviposição ou estabelecem colônias de ninfas, nos meses de outono e inverno.
Fonte: COAMO
Na soja, o percevejo-marrom normalmente completa três gerações. Durante o final do verão e o início do outono.
Durante o verão, o percevejo-marrom pode ser encontrado se alimentando da erva daninha conhecida por leiteiro ou amendoim-bravo, Euphorbia heterophylla L.. E. heros pode se alimentar, mas não se reproduz, em carrapicho-de-carneiro, Acanthospermum hispidum DC.
É interessante salientar que, nessa erva daninha, esse típico sugador de sementes alimenta-se das hastes da planta. No outono, E. heros inicia a procura por abrigos sob a palhada, onde permanece até o próximo verão. Durante esse tempo, o percevejo acumula lipídios e não se alimenta, permanecendo num estado de hibernação parcial.
O adulto de E. heros apresenta coloração marrom escura, com dois prolongamentos laterais do pronoto, em forma de espinhos.
A longevidade média do adulto é de 116 dias. Os ovos são depositados em pequenas massas de cor amarela, normalmente com 5-8 ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas. Os ovos são colocados, principalmente, nas folhas ou nas vagens de soja, não afetando diretamente a polinização.
As ninfas recém-eclodidas medem cerca de 1,3 mm e têm o corpo alaranjado e a cabeça preta. As ninfas maiores (terceiro ao quinto ínstar) apresentam coloração que pode variar de cinza a marrom. Apesar de iniciarem a alimentação no segundo ínstar, as ninfas do percevejo-marrom causam danos às sementes apenas a partir do terceiro ínstar, quando atingem tamanho médio de 3,63 mm.
Ciclo de vida Euschistus heros. Fonte: G.L.M. Rosa
Espécies do gênero Dichelops são exclusivamente neotropicais e encontram-se distribuídos por diversos países da América do Sul. D. melacanthus é frequentemente observada no Brasil.
Segundo Grazia (1978), essa espécie é muito semelhante a D. furcatus, que tem sido observada em regiões brasileiras produtoras de soja, além de ser semelhante também a D. phoenix, que tem poucos registros no Brasil.
O percevejo-barriga-verde D. melacanthus, previamente relatado como uma praga da soja alimentando-se das vagens, pode se alimentar de milho, trigo, aveia-preta e triticale. Há registros também da ocorrência em plantas não cultivadas, como trapoeraba, crotalária e capim braquiária.
Após a colheita da soja, o percevejo-barriga-verde permanece no solo sob restos culturais, ou seja, é importante observar o histórico do trigo e milho anteriores, pois eles se alimentam das plantas cultivadas em sistema de semeadura direta.
Nessas áreas, os percevejos encontram abrigo (palhada) e alimento (sementes maduras caídas no solo) e conseguem sobreviver, diferentemente do que ocorre em áreas sob cultivo convencional, onde os percevejos são deslocados dos abrigos e mortos pela aração.
Os adultos de D. furcatus e D. melacanthus medem de 9 mm a 11 mm e sua coloração varia entre castanho-amarelado e acinzentado, apresentando o abdômen verde. Os ovos são verde-claros, ovoides, dispostos em grupos de tamanho variável, os quais são formados por três ou mais fileiras mais ou menos definidas.
As ninfas apresentam, geralmente, coloração marrom-acinzentada na região dorsal e verde na abdominal. Podem ser confundidas com as ninfas de E. heros, mas podem ser diferenciadas pelas jugas bifurcadas e agudas e pela coloração verde do abdômen.
Esse inseto foi constatado como uma praga de início de ciclo nas culturas de trigo e de milho.
Percevejo barriga-verde, Dichelops melancanthus, nas fases de adulto (a), ovo (b) e ninfa (c). Fonte: J.J. da Silva.
Flutuação populacional de Dichelops melacanthus, na sucessão cultural soja-milho, submetida a diferentes inseticidas via tratamento de sementes. Fonte: Chiesa (2016)
No cerrado brasileiro, o percevejo marrom (E. heros) destaca-se como praga chave na cultura da soja, aumentando os custos de produção e diminuindo a qualidade e o rendimento de grãos.
Adultos do percevejo marrom, quando presentes no final do estádio vegetativo (V8), não comprometem o rendimento de grãos de soja, independentemente da sua densidade populacional.
A presença de adultos do percevejo marrom na cultura da soja nos estádios R4 e R5 podem comprometer a produtividade de grãos e a qualidade de sementes de soja a partir de 2 percevejos m².
Sementes de soja atacadas por P. guildinii tiveram os corpos de proteína completamente destruídos, sugerindo maior ação deletéria das suas enzimas salivares para os tecidos da semente, em comparação às outras espécies (E. heros, N. viridula e D. melacanthus).
Também houve dano mais profundo nas sementes de soja, enquanto sementes atacadas por percevejos barriga-verde apresentaram danos menos profundos (Tabela 1).
Entretanto, o dano causado por P. guildinii não tem relação com o comprimento dos estiletes, pois tem aparelho bucal mais curto que N. viridula e E. heros. É possível que a área maior do canal alimentar de P. guildinii contribua para que esse percevejo ocasione maior área de dano nas sementes de soja, em comparação com as outras espécies.

O conhecimento na detecção de pragas e doenças no milho e demais grãos, como a mancha-alvo em soja, se mostra necessário, afinal, tanto para o percevejo quanto para essa doença, é preciso saber bem as fases da cultura e manejo adequado das culturas anteriores, pois podem sobreviver em restos culturais.
Com a definição do potencial produtivo da cultura do milho, os estádios iniciais de desenvolvimento da planta tornam-se também um período crítico. Dessa forma, a ocorrência de condições ótimas nessas fases de desenvolvimento, como manutenção da área foliar da cultura é um fator importante para a sua produção.
Ninfas médias, grandes e adultos de percevejos barriga-verde (D. melacanthus) têm grande potencial de causar dano em plantas de milho no estádio V1, bem como podem causar redução da massa seca da parte aérea da planta.
Os estádios de desenvolvimento do milho V1, V3 e V5 são mais susceptíveis ao ataque de adultos de percevejos barriga-verde em comparação ao estádio V7, podendo nestas condições afetar o rendimento de grãos da cultura.
Danos de percevejo Dichelops melacanthus na cultura do milho.
Nesse sentido, o controle do percevejo no sistema de produção de grãos faz-se necessário a fim de reduzir a população de plantas hospedeiras e compreender o hábito de migração, para que seja realizado o controle químico na época correta.
Agora você já sabe identificar as diferenças e características dos principais percevejos que atacam os grãos. É preciso identificar o estádio da planta e fazer o manejo de restos culturais adequadamente, pois além de beneficiar algumas pragas, também beneficiam doenças, como o fungo Giberella zeae, que reduz significativamente a produção de grãos, sendo a principal doença dos campos de trigo.
Se a dúvida surgiu na mente ou ficou inseguro, fique atento, pois sua lavoura pode ficar comprometida.
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]]>O post Big Data no Agronegócio: como é a sua utilização? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Como a análise de big data tem uma disponibilidade mais ampla entre os setores, muitos agricultores e empresas do setor agrícola estão usando essas ferramentas em um esforço para se tornarem mais produtivos e competitivos.
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Devido à crescente população mundial, é necessário um uso eficiente dos recursos para sua nutrição. Tecnologias como GPS e, em particular, sensores estão sendo usados no cultivo em campo e pecuária para realizar atividades de gerenciamento agrícola automatizadas.
As partes interessadas, como agricultores, produtores de sementes, fabricantes de máquinas e prestadores de serviços agrícolas, estão tentando influenciar esse processo. A agricultura digital está facilitando melhorias a longo prazo para alcançar uma proteção ambiental eficaz.

Agricultura digital e suas ferramentas. (Fonte: Neves, 2017)
A tabela a seguir mostra quais características são altamente usadas nas aplicações agrícolas particulares dos documentos em estudo.
Em geral, a análise de big data no agronegócio inteligente ainda está em um estágio inicial de desenvolvimento, e isso pode ser deduzido do número atualmente limitado de publicações científicas e iniciativas comerciais.

Uso de big data em diferentes aplicações agrícolas. (Fonte: Kamilaris et al. (2017)).
Na próxima lista são retratados os diferentes sensores e fontes de dados empregados em cada área agrícola. Cada aplicativo agrícola requer diferentes fontes de big data para solucionar o problema que ele enfrenta.
Quase em todas as áreas agrícolas, informações de bancos de dados estáticos e conjuntos de dados estão sendo usadas, enquanto dados geoespaciais e dados de sensoriamento remoto baseado em satélite são bastante populares.

Fontes de big data e técnicas para análise de big data por área agrícola.
A Lei nº 13.709/18 (Lei de Proteção de Dados – LGPD) que regulamenta a política de proteção de dados pessoais e privacidade, modifica alguns dos artigos do Marco Civil da Internet e impacta outras normas, transformando drasticamente a maneira como empresas e órgãos públicos tratam a privacidade e a segurança das informações de usuários e clientes.
A LGPD obriga a cada empresa a priorização de três princípios de segurança:
A evolução tecnológica traz otimizações constantes ao setor do agro.
Aplicativos, big data e internet das coisas (IoT), por exemplo, podem otimizar atividades e resultados de toda a cadeia produtiva. Mapeamento da produtividade, seleção das melhores sementes, avaliação do momento exato para plantar e colher são alguns dos benefícios.
De acordo com a lei, regra geral, deverá haver autorização expressa por parte do usuário, a fim de que os dados possam ser tratados e analisados. Para estar de acordo às exigências na legislação, as empresas deverão saber responder a perguntas como:
A violação da LGPD está sujeita a uma diversidade de sanções, desde uma simples advertência até a imposição de multas exorbitantes, que chegam ao montante de R$ 50 milhões. Sem contar que o tratamento irregular de dados traz riscos aos seus titulares.
Com isso, a desobediência à legislação acarreta danos à reputação corporativa, que pode ter sua imagem exposta e associada ao desrespeito a consumidores.
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