O post Eficiência e sustentabilidade na pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Hoje em dia, ter processos que garantam a mitigação e o bom uso dos recursos naturais é uma obrigação. A pecuária leiteira possui grandes exemplos que reforçam essa responsabilidade do setor e do agronegócio.
Ações rotineiras realizadas nas fazendas produtoras de leite reduzem a pegada ambiental e intensificam a produção sustentável.
Algumas dessas ações, justamente por serem de rotina, acabando caindo no modo automático e podem passar desapercebidas como sendo um evento de sustentabilidade.
Relembrá-las é sempre importante para que possam servir de exemplo e estímulo para as fazendas, não somente pela questão ambiental, mas também pelo aspecto econômico que elas representam à cadeia.
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Dados do último levantamento anual das 100 maiores propriedades leiteiras do Brasil feito pelo MilkPoint traçou como as fazendas estão atuando em relação à sustentabilidade ambiental. O fato é que todas as fazendas que compõe o ranking praticam pelo menos uma ação sustentável.
Trazer estas informações para a luz da sociedade é fundamental. Afinal, vide a representatividade e a importância do agronegócio e da pecuária leiteira nos quesitos sociais e econômicos.
O acondicionamento dos dejetos em esterqueiras para serem utilizados em lavouras e pastagens é a prática mais aplicada nas fazendas leiteiras do país, seguido pela geração e utilização de energias renováveis e pelo uso racional da água. Essas são apenas algumas das ações sustentáveis que fazem parte da extensa lista que é realidade nas propriedades.
Todas estas medidas são motivadas por fatores determinantes, como a preocupação ambiental dos produtores para manutenção dos recursos naturais, adequação à legislação ambiental, retorno financeiro das ações sustentáveis, atendimento das tendências de consumo e das demandas das empresas do setor lácteo.
Pautas ambientais na pecuária leiteira são comuns, se fazem necessárias e são atendidas com grande expressividade.
Engana-se quem pensa que o uso da água em propriedades leiteiras não é sustentável. Fazendas tecnificadas são projetadas para que grande parte do volume de água seja reutilizado diariamente em ciclos nas atividades corriqueiras, como limpeza de corredores, pista de trato e sala de espera.
Dados da Embrapa Gado de Leite mostram que a reciclagem de água nas fazendas leiteiras é responsável por uma economia hídrica de 82,5 a 86,0% em relação aos processos que não reaproveitam água residuária. O percentual economizado pode ser até maior em sistemas que possuem captação de água pluvial.
Estas informações afirmam e reafirmam que a reciclagem da água para limpeza das instalações nos sistemas de bovinos leiteiros gera redução considerável no consumo de água “limpa” e de energia elétrica. Prática sustentável de grandes benefícios para o meio ambiente, para a eficiência da fazenda e para o bolso do produtor.
Uma situação bastante usual encontrada nas fazendas leiteiras é o direcionamento das águas residuárias a sistemas de tratamento hídrico.
Junto ao volume de água vão também os dejetos sólidos e líquidos dos animais. Ao passar por etapas específicas de separação é possível obter produtos de grande valor ao final do processo com concentração de nutrientes.
A fertirrigação é uma das possibilidades de uso dos dejetos líquidos.
Estudos mostram que o aproveitamento de águas residuárias ricas em nutrientes na fertirrigação de lavouras e pastagens contribui para o aumento da produtividade da cultura, na qualidade do alimento, na economia de fertilizantes químicos e na melhoria de características físicas, químicas e biológicas do solo. Por meio deste biofertilizante é possível ter saneamento ambiental e restituir parte dos nutrientes consumidos pelas culturas.
Os benefícios vão além. A fermentação da biomassa dos dejetos em ambiente controlado, conhecido como biodigestor, é capaz de entregar uma fonte de energia para a fazenda, o biogás.
Com a canalização do biogás e ajustes relacionados à parte de energia nas instalações é possível viabilizar o funcionamento de diversos setores da fazenda, como, por exemplo, sistemas de ordenha, resfriamento térmico e escritório. A economia com energia elétrica se torna evidenciada nessa situação, contribuindo para redução desse item no custo de produção do leite.
Fazendas que dispõe de fertirrigação e biogás tendem a serem mais eficientes na produção de leite, tanto pelo aumento da produtividade e da qualidade da comida dos animais, na economia de fertilizantes químicos e no consumo de energia elétrica, quanto pelo uso racional dos recursos e dos insumos.
O modelo de criação dos rebanhos também pode ser um grande aliado à produção sustentável de leite. O sistema de Compost Barn, por exemplo, pode fornecer um excelente fertilizante orgânico para as áreas de produção de comida.
A cama dos animais, que geralmente é constituída por serragem, maravalha ou casca de café, passa por um processo de compostagem em que os microrganismos utilizam a matéria orgânica como substrato. Matéria orgânica que é formada pelo material da cama adicionado dos dejetos das vacas.
Após o ciclo de compostagem, a cama é retirada de forma total ou parcial e direcionada para as áreas de agricultura.
Assim como na fertirrigação, o uso da cama de compostagem nas lavouras também reduz a necessidade de fertilizantes químicos e contribui para melhorar as condições do solo e a produtividade das culturas, otimizando o custo de produção do volumoso.
A qualidade orgânica e química do material é elevada e o valor agregado nesse tipo de fertilizante orgânico também. Produtores que optem por não utilizar a cama compostada nas áreas de agricultura da propriedade conseguem vendê-la por preços atrativos no mercado.
Explorar positivamente a capacidade do sistema de produção é o caminho. Fazendas que adotam essa premissa caminham a passos largos para ter eficiência na atividade.
Tomando como base os exemplos citados anteriormente, uma fazenda que reutiliza águas residuárias, realiza fertirrigação e incorpora a cama de compostagem nas áreas de lavoura, por exemplo, é plenamente capaz de aumentar a produção de volumoso em quantidade e qualidade sem precisar aumentar um hectare sequer de área plantada.
Claro, sem deixar de associar essas práticas a uma condução agronômica coerente. Isso significa produzir mais com a mesma quantia de recursos.
Se a quantidade e a qualidade da comida produzida são maiores, logo mais vacas poderão ser alimentadas e a média de produtividade diária de leite por vaca também tende a aumentar.
Esse processo é conhecido como intensificação do uso da terra e o resultado dele é maior produção de leite com a mesma área. Em outras palavras, isso se resume em reduzir a pegada ambiental da atividade, contribuir para o sequestro de carbono e mitigar o impacto sobre os recursos naturais.
Assim como em toda atividade, seja ela do setor do agronegócio, industrial ou de comércio, há aqueles que contribuem para o meio ambiente por meio de uma produção sustentável e rentável e aqueles que ainda não despertaram para os benefícios desta prática.
Críticas construtivas e provocações sobre a sustentabilidade na pecuária leiteira são sempre positivas, desde que sejam baseadas em fatos e não em deduções distorcidas com base em crenças e inverdades.
Uma tendência que já é realidade é a demanda da sociedade por uma produção de leite com sustentabilidade. Demanda que é bastante válida e necessária, afinal toda e qualquer atividade deve ser pautada em pilares sustentáveis, que envolve não somente a parte de ser ecologicamente correta, mas também de ser socialmente justa e economicamente viável.
A busca pela eficiência da fazenda é constante e anda lado a lado com a sustentabilidade. Trabalhar com práticas e processos de forma integrada, permite que os benefícios se retroalimentem.
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]]>O post Período de espera voluntário (PEV): qual a melhor duração? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!
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De forma rápida e simples, o período de espera voluntário nada mais é que o intervalo que decorre do parto até a liberação da vaca para a reprodução.
Este espaço de tempo é essencial para que ocorra a involução uterina pós-parto, para que os animais retomem as boas condições reprodutivas. Sua duração deve ser definida rigorosamente para o rebanho, e não para cada vaca de forma individual.
A definição da duração do PEV é multifatorial. O professor e pesquisador Albert De Vries, da Universidade da Flórida, sintetizou alguns dados que elucidam um pouco este raciocínio. Veja na tabela a seguir:

Fonte: De Vries (2011).
Note que na tabela há um outro indicador, que é o período de serviço. Este indicador refere-se ao intervalo que decorre do parto até a concepção da vaca que irá gerar o próximo parto. Se, por exemplo, uma vaca que pariu dia 01/01, teve diagnóstico de gestação positivo de uma inseminação feita no dia 01/04, logo o seu período de serviço será de 90 dias.
Observe na tabela que o período de serviço do rebanho está relacionado com a produção de leite em uma lactação (305 dias) dos animais. Quanto maior a produção de leite, maior o período de serviço ideal e aceitável. Este é um ponto de atenção que se deve ter ao considerar o planejamento de uma fazenda leiteira a longo prazo.
Vamos considerar que no intervalo de 10 anos uma determinada propriedade estima aumentar de forma gradual a sua média de produção atual de 25 kg de leite/dia, para 32 kg de leite/dia. Com toda certeza, o PEV que a fazenda trabalha quando a produção diária é de 25 kg de leite não é o mesmo que ela trabalhará quando as vacas estiverem produzindo 32 kg de leite por dia.
A conclusão é de que o PEV consiste em um indicador que deve ser ajustado ao longo do tempo como qualquer outro.
Mas qual a relação do PEV com o período de serviço? O PEV está compreendido dentro do período de serviço. Se o PEV de uma fazenda é de 60 dias, então o mínimo de período de serviço será de 60 dias também.
Outras informações ajudam a guiar a definição da duração do PEV, como é o caso das apresentadas a seguir, do professor e pesquisador da Universidade de Guelph, Eduardo Ribeiro.

Fonte: Ribeiro et al. (2012), Animal Reprod. 3:370-387
Se as vacas possuem baixa produção de leite e baixa persistência da lactação, o ideal é que o PEV seja mais curto para permitir que os animais sejam trabalhados reprodutivamente mais cedo e não corram o risco de encerrarem a lactação com pouco tempo de gestação e passar um grande intervalo seco.
O raciocínio é o mesmo para variáveis como baixa taxa de prenhez, por exemplo. No entanto, neste caso, vários fatores que podem estar impactando na taxa de prenhez devem ser investigados a fim de serem solucionados e otimizados.
No Brasil a média do PEV tem variado em torno de 40 a 60 dias nas fazendas, sendo que aquelas com menor produção trabalham mais próximas dos 40 dias e aquelas com produtividade mais expressiva se aproximam dos 60 dias de período de espera voluntário.
Raras são as exceções de propriedades com altíssima eficiência reprodutiva e que trabalham com o PEV superior a 60 dias. Os ajustes são feitos conforme a situação e as características de cada rebanho.
Trabalhar com um PEV inferior a 40 dias pode ser arriscado na realidade da fazenda. Período de espera voluntário muito curto pode se relacionar com perdas gestacionais e baixa fertilidade, justamente pelos motivos do útero ainda não ter involuído completamente e pela possibilidade de ainda ter algum processo inflamatório uterino do pós-parto.
Da mesma forma, um PEV muito longo gera atrasos no ciclo reprodutivo dos animais. Um PEV extenso leva ao aumento desnecessário do período de serviço, que por sua vez aumenta o intervalo entre partos, redução do DEL médio do rebanho e consequentes perdas futuras em produção de leite e faturamento.
Conforme já dito, a definição do PEV do rebanho deve ser muito bem-feita levando em consideração a realidade da fazenda.
Se por um lado o PEV muito curto pode impactar em perdas gestacionais e baixa fertilidade, por outro lado o PEV muito longo pode ocasionar perda de leite e de dinheiro para a fazenda.
Há sempre um ponto ideal para cada situação. Cabe ao técnico responsável pela propriedade analisar o contexto e estruturar da melhor forma.
Além disso, a duração do período de espera voluntário deve ser respeitada religiosamente. Inseminar vacas que ainda estão dentro do PEV, por exemplo, contribui para mascarar a taxa de serviço do rebanho, visto que a taxa de serviço é calculada tendo a relação entre vacas inseminadas e vacas aptas (vacas vazias fora do PEV e vacas inseminadas).
Uma vez que a vaca ainda está no período de espera voluntário, logo ela não é uma vaca apta. Sendo assim, ela não é contabilizada no denominador do cálculo da taxa de serviço e acaba superestimando este indicador.
Entendido um pouco mais sobre o PEV e sua relação com o desempenho dos animais, que tal aprofundar seus conhecimentos na reprodução de bovinos leiteiros?
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]]>O post Taxa de serviço em vacas leiteiras: o que é e como medir? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre partos e, consequentemente, no DEL médio do rebanho e na média diária de produção de leite.
Mas o que é a taxa de serviço, como deve ser o raciocínio em torno desse indicador, qual o seu impacto no sistema de produção e quais estratégias podem ser adotadas a fim de potencializar os ganhos?
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Na pecuária leiteira a taxa de serviço é um indicador calculado a cada 21 dias e analisado de forma individual para as categorias de vacas e novilhas.
Ele é definido como a relação entre os animais servidos e os animais aptos do rebanho. Entende-se como animais servidos aqueles inseminados, cobertos por monta natural controlada, etc.
No caso de animais aptos, para vacas consideram-se aqueles animais vazios acima do período voluntário de espera (PEV), os que se saem do PEV e se tornam aptos durante o período de 21 dias e as vacas inseminadas.
Já para novilhas, são considerados aptos aqueles animais que já foram liberados para a reprodução após terem atingidos critérios pré-estabelecidos, que geralmente são peso e idade.
Taxa de serviço %= (Nº de vacas servidas/Nº de vacas aptas) x 100
Logo, se no intervalo do dia 01/01 ao dia 21/01 a fazenda inseminou 5 vacas de um universo de 10 vacas aptas, a taxa de serviço nesse período de 21 dias foi de 50%.
Taxa de serviço %= (5 vacas servidas/10 vacas aptas) x 100
Taxa de serviço %= 50%
Ainda no raciocínio do cálculo da taxa de serviço, não é raro encontrar situações em que vacas que ainda estão no PEV expressam cio e são inseminadas. O fato de as vacas expressarem cio não consiste em um problema. Isto mostra que os animais estão ciclando e que, provavelmente, estão em boas condições reprodutivas.
O que realmente deve ser encarado como um impasse é o fato de inseminar as vacas que ainda estão dentro do PEV. Ou seja, vacas não aptas estão sendo inseminadas na rotina da fazenda, o que contribui para o aumento do numerador (vacas servidas) mas que não contabiliza no denominador (vacas aptas).
Em outras palavras, situações como essa levam a um número superestimado da taxa de serviço do rebanho.
A título de ilustração, suponha no exemplo anterior que além das 5 vacas inseminadas, outra vaca foi servida, mas que ainda estava no PEV. Logo, agora serão 6 vacas servidas em um mesmo universo de 10 vacas aptas, já que um dos animais ainda não estava apto para reprodução. Dessa forma, a taxa de serviço do rebanho passaria a ser de 60%, o que não reflete a realidade do que realmente acontece na fazenda.
Quanto maior a taxa de serviço do rebanho, melhor. No entanto, esse pensamento não é prático e é pouco palpável, sendo necessário quantificar.
O mínimo da taxa de serviço que se deve trabalhar na rotina de qualquer fazenda é de 60 a 65%, independente do sistema de produção. Valores inferiores não são aceitáveis e apontam para uma ineficiência reprodutiva da fazenda.
Caso o programa reprodutivo do rebanho seja bem estruturado é possível atingir com tranquilidade esses valores. Muitas fazendas, inclusive, têm obtido taxas de serviço anuais de 70% a 75%.
A dinâmica que envolve a taxa de serviço é bastante interessante. Uma fazenda que possui baixa taxa de serviço, obviamente, possui menor taxa de prenhez.
Dessa forma, as vacas levam mais tempo para se tornarem gestantes e terem o próximo parto. O resultado é o prolongamento do intervalo entre partos.
Em resumo, para rebanhos com boa persistência, ao distanciar um parto do outro as vacas passarão mais tempo em lactação. A primeira impressão pode parecer que isso seja algo benéfico e positivo para a fazenda, pois ao ficarem em lactação por um período maior, mais leite será produzido nesse tempo. No entanto, a situação deve ser enxergada e analisada a nível de rebanho.
Quanto maior o tempo em produção, mais as vacas se distanciam do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite e possuem maior eficiência alimentar. Ou seja, ao aumentar o intervalo entre partos, a tendência é que a produtividade do rebanho reduza, justamente pelo aumento da média dos dias em lactação (DEL).
De tal modo, a eficiência alimentar também é prejudicada e o rebanho se torna menos eficiente em converter comida em leite, onerando o custo alimentar.
O cenário de aumento no intervalo entre partos também é prejudicial para rebanhos com baixa persistência de lactação, pois animais com este perfil tendem a ficar mais tempo em período seco, que é quando não há retorno de receita em leite para o sistema de produção.
Portanto, mais do que a ineficiência reprodutiva, baixas taxas de serviço contribuem também para redução da média de produção de leite, redução da eficiência alimentar do rebanho e redução também do retorno sobre o custo alimentar.
Os prejuízos são grandes e diversos, enquanto a otimização da taxa de serviço pode ser relativamente simples de ser alcançada na realidade da fazenda.
Conforme já dito, por meio de programas reprodutivos bem estruturados e alinhados com as características da fazenda é possível obter com tranquilidade valores de taxa de serviço acima de 65%.
Algumas perguntas devem ser respondidas quando se elabora um programa reprodutivo com foco em aumentar a taxa de serviço.
Ajustar as ações para cada uma dessas perguntas contribui para otimização do serviço do rebanho. Servir as vacas imediatamente após a saída do PEV é essencial.
O uso da IATF nesta situação representa uma alternativa bastante interessante, desde que a fazenda consiga realizar este manejo em frequência semanal.
Da mesma forma, a propriedade deve ter uma rotina sistemática de acompanhamento e observação de cio no intuito de identificar possíveis animais vazios e realizar a inseminação. O uso de ferramentas auxiliares de identificação de cio, como bastão de cera na base da cauda e adesivo raspadinha, são excelentes opções.
Muitas fazendas têm adotado a observação de cio logo na saída dos animais da ordenha. O manejo é bem simples e consiste em direcionar as vacas para o tronco coletivo, atentando-se para aqueles animais com possíveis sinais de cio (vulva edemaciada, muco vaginal, comportamento ativo, monta em outros animais, ralados na região da garupa etc.) e alterações nas ferramentas auxiliares (bastão borrado e adesivo raspado).
A taxa de serviço é um indicador facilmente manipulável no dia a dia da fazenda através de ajustes coerentes. Além disso, os resultados são vistos já a curto prazo, o que contribui para a eficiência do rebanho.
Os benefícios de se otimizar o serviço do rebanho são vários, conforme abordado ao longo do texto. O maior desafio está em estruturar e operacionalizar um programa reprodutivo específico para o rebanho e conforme as características da fazenda.
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]]>O post Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Podemos citar duas formas principais: ou fornecemos condições para o rebanho produzir mais leite e/ou colocamos mais vacas em lactação no rebanho.
Qualquer uma das duas possibilidades é válida para aumentar a produção diária de leite. No entanto, devem ser feitas sempre de forma estruturada e planejada.
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Conforme comentado, umas das formas de aumentarmos a produtividade na pecuária leiteira é possibilitando que as vacas produzam mais leite.
Mas como isso pode ser feito? Melhorias principalmente em genética, reprodução, nutrição, conforto e saúde são o caminho.
Ter um programa de melhoramento genético na propriedade é essencial. No entanto, devemos sempre ter em mente que os ganhos genéticos para aumento da produção de leite são vistos somente a longo prazo, devido a necessidade de esperar a próxima geração nascer e iniciar o ciclo produtivo.
Sendo otimista, os resultados aparecerão em torno de 2 anos e 10 meses após a concepção das vacas com uma genética superior. Isso porque teremos que esperar 9 meses de gestação das bezerras mais o desenvolvimento até a sua concepção e parto, estimando um bom indicador de idade ao primeiro parto de 24 meses.
Entretanto, a genética é uma ferramenta indispensável para qualquer propriedade que deseja aumentar sua produtividade e está atrelada a todos os pontos que serão discutidos aqui.
Outro aspecto que merece destaque no aumento da produção de leite é a reprodução. Afinal, ela é um dos setores que compõem o coração da fazenda. Rebanhos que alcançam eficiência reprodutiva possuem maior produção de leite, tanto na média por vaca quanto no volume do tanque.
O fato de bons indicadores reprodutivos contribuírem na produção de leite está relacionado à redução do intervalo entre partos e consequente redução do DEL médio do rebanho. Um DEL médio de aproximadamente 160 dias, por exemplo, significa que grande parte das vacas está mais próxima do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite.
Além disso, a eficiência alimentar é otimizada. Em outras palavras, as vacas são mais eficientes em converter comida em leite e isso contribui para o custo alimentar por litro de leite.
Já o efeito da nutrição na produção de leite é bem claro. Afinal, o leite “entra é pela boca”. Dietas bem formuladas conforme a exigência nutricional de cada categoria e manejos nutricionais alinhados, fazem toda a diferença.
Se engana quem pensa que estes pontos devem ser tratados com cuidado e atenção somente para as vacas em lactação. Uma nutrição inadequada para vacas secas e vacas em pré-parto interfere diretamente no desempenho da lactação seguinte. Logo, a produtividade estará comprometida.
Não é raro encontrarmos propriedades que fornecem comida de baixa qualidade para vacas secas somente pelo fato de que elas não estão produzindo leite no momento.
O conforto é outro gargalo relacionado ao leite das vacas. E quando tratamos de conforto não estamos falando apenas do conforto térmico, que por via de regra é crucial.
O conforto deve ser abordado de forma mais ampla. Tanto nas instalações (espaço de cocho, conforto térmico, qualidade da cama, qualidade de piso, etc.) quanto no manejo (condução das vacas, preparação tranquila para ordenha, estímulos adequados para ejeção do leite).
A saúde do rebanho também é outro calcanhar de Aquiles para a produtividade dos animais. A vaca doente produz menos leite, independente da doença, seja ela de origem infecciosa, metabólica ou traumática.
Planejar programas de saúde e calendário sanitário para o rebanho conforme as características e indicadores da fazenda deve ser algo inegociável. A sanidade do rebanho contribui para a reprodução, qualidade do leite e, principalmente, produtividade dos animais.
Aumentar a capacidade de vacas em lactação da fazenda também é outra forma de elevar a produtividade na pecuária leiteira. Se temos mais vacas dando leite, logo a produção de leite também será maior.
No entanto, é necessário que seja feito um estudo de diagnóstico prévio na propriedade para entender se há viabilidade e condições de aumentar a categoria de vacas em lactação.
Este diagnóstico da propriedade deve contemplar vários itens e setores.
Note o quanto de planejamento está por trás dessas decisões. Elas não podem ser tomadas do dia para a noite na realidade da fazenda. Até porque tudo que é feito às pressas e sem planejamento corre grande risco de não obter sucesso.
Veja que ambas as possibilidades para aumentar a produtividade na pecuária leiteira são plausíveis e viáveis, mas não são simples. É necessário muito planejamento, esforço e trabalho para alcançá-las com êxito. Conhecer a realidade da sua fazenda e trilhar o caminho a ser seguido é o primeiro passo.
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]]>O post Dieta sólida para bezerras leiteiras: principais considerações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida.
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O manejo alimentar de bezerras tem início no fornecimento de colostro e termina com o processo de desaleitamento dos animais, período este que é importante para a manutenção do desempenho de animais recém desaleitados.
Ao nascimento, o trato digestivo dos animais já está formado, no entanto o desenvolvimento do rúmen, retículo e abomaso ainda não está completo.
O desenvolvimento completo dos pré-estômagos pode ser dividido em três fases, de acordo com o uso dos nutrientes pelo trato digestivo.
É importante ressaltar que o desaleitamento no momento em que animal apresenta o rúmen parcialmente desenvolvido é essencial para que o desempenho após esse manejo não seja prejudicado.
O completo desenvolvimento do trato digestivo está diretamente relacionado com o consumo de alimentos concentrados ou volumosos, seus níveis de inclusão, bem como sua forma física.
Diante disso, a dieta sólida possui um importante papel no desenvolvimento dos pré-estômagos, bem como na garantia de bezerros desaleitados capazes de ingerir quantidades adequadas de alimentos.
Durante a fase de aleitamento é essencial estimular o consumo de concentrado. A ingestão de grãos eleva a produção de propionato e butirato, substâncias importantes para o desenvolvimento das papilas do rúmen.
Quando se fala em desaleitamento, é importante que as bezerras estejam consumindo cerca de 1,0 a 1,5 kg de concentrado, visando reduzir o estresse nesse período.
Existem algumas práticas de manejo alimentar que podem favorecer o consumo dos concentrados desde a primeira semana de vida. Dentre elas, a oferta de concentrado em pequenas quantidades a partir do terceiro dia de vida e a redução da oferta de leite a partir de 30 dias, possuem uma boa taxa de sucesso.
A DISPONIBILIDADE DE ÁGUA É ESSENCIAL: Sem a oferta de água suficiente, as bactérias não crescem e se multiplicam, comprometendo o desenvolvimento ruminal. A água limpa e fresca deve ser colocada à disposição dos bezerros desde o nascimento.

São normalmente utilizados os concentrados farelados, texturizados e peletizados, já que a forma física pode afetar a preferência e a palatabilidade.
Os alimentos com partículas menores são atacados rapidamente pelas bactérias, sendo então rapidamente digeridos e absorvidos. Já os concentrados de maior granulometria conseguem estimular a movimentação do rúmen, contribuindo para o desenvolvimento muscular do órgão, a salivação e a mastigação.
Em relação à composição dos concentrados para energia, pode-se destacar: o milho, o arroz, o trigo, a cevada, o sorgo e a aveia, como as principais fontes. Já em relação a proteína, a soja é a fonte mais utilizada, no entanto, outros alimentos como o farelo de algodão e a semente de linhaça também são consumidos.
A utilização de fontes de nitrogênio não proteico, como a ureia, não são recomendadas para bezerros até os três meses de vida.
A oferta de fibra é essencial para redução dos problemas digestivos como a acidose ruminal. Dentre as fontes de fibra mais utilizadas para concentrados de bezerras destacam-se: casca de soja, casca de aveia e farelo de trigo.
Na literatura, algumas vantagens de oferecer forragem para bezerras têm sido descritas. São elas:
Para tanto, a forragem deve ser ofertada visando o livre consumo dos animais, sendo eles os regulares da quantidade a ser ingerida.
Em geral, as forragens ofertadas para as bezerras são leguminosas ou gramíneas, sendo que as leguminosas são mais degradadas quando comparadas às gramíneas e apresentam maior teor de amido e maior teor de matéria orgânica fermentável.
Nesse sentido, os animais que consomem uma dieta baseada em leguminosas apresentam um melhor desempenho quando comparados a animais que consomem gramíneas. As forragens ainda podem ser oferecidas como: pasto, feno, silagem ou silagem pré secada.
O volumoso deve ser ofertado a partir da oitava semana de vida dos animais, desde que as bezerras tenham à sua disposição, concentrado inicial desde a segunda semana de idade.
Como vimos, a introdução da dieta sólida para bezerras leiteiras é um processo importante para o sistema digestivo dos animais, possuindo impactos no futuro da fazenda.
O fornecimento de concentrado e volumoso, quando feito de maneira correta, promove o desenvolvimento dos animais e seu desaleitamento racional.
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]]>O post 4 dicas para aumentar o lucro na pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento do lucro da atividade.
Os resultados do negócio leite têm sido bem satisfatórios nos últimos tempos. É claro que há flutuações entre fazendas, havendo aquelas com ótimos retornos e aquelas que precisam ser mais eficientes para começar a verem o dinheiro da atividade sobrando no bolso.
A título de exemplificação, o benchmarking de 2021 das fazendas de pecuária leiteira atendidas pelo Rehagro, apresentou um lucro operacional médio de R$0,59/litro e R$12.587,00/ha/ano.
Esses mesmos resultados nas propriedades mais eficientes, foram de R$0,75 e R$21.637,00. Cerca de 413.000 litros de leite produzidos por dia e acompanhados pela consultoria do Rehagro, contribuíram para esses valores.
Confira algumas dicas que podem te auxiliar a otimizar os resultados em sua fazenda produtora de leite. Encarar a propriedade como uma empresa é o primeiro passo!
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Ter controle do estoque de rebanho atual, bem como dos seus indicadores, é imprescindível para projetarmos como ele estará no próximo ano e daqui 2, 5 ou 10 anos.
Todas essas e várias outras perguntas são respondidas pela evolução de rebanho, ferramenta de grande importância para a gestão e o planejamento da pecuária leiteira em qualquer propriedade.
A evolução de rebanho contempla todo o inventário de gado que a fazenda possui no presente, todas as categorias animais, seus indicadores zootécnicos e estipula metas coerentes e atingíveis para os anos seguintes. Sempre falamos que as metas pensadas devem ser conservadoras, com o “pé no chão”.
Imagine você considerar metas bastante otimistas para os indicadores na evolução de rebanho e ela projetar 300 vacas em lactação daqui 2 anos produzindo 30 kg de leite/dia e ao chegar no prazo estabelecido a fazenda possuir apenas 250 vacas em leite com média de 28 kg de leite/dia.
Esta situação não é muito agradável, certo? Mas imagine uma outra situação em que você trabalhe com metas mais moderadas e ao passarem 2 anos o seu rebanho conta com as mesmas 300 vacas em lactação e os 30 kg de leite/dia como média (ou quem sabe até mais!). Esta segunda condição é muito mais satisfatória, concorda?
A evolução de rebanho é um dos guias apoiadores na condução da fazenda leiteira e um dos pilares que sustentam o planejamento da propriedade. Se você quer aumentar o lucro da atividade, certamente deverá estipular metas para os indicadores zootécnicos e saber o comportamento futuro do rebanho através da evolução de rebanho.
Uma frase que é certeira na pecuária leiteira é “o leite entra é pela boca”. Afinal, é necessário que se tenha comida para que a vaca possa produzir o leite. No entanto, é necessário que essa comida seja de qualidade e não apenas haja volume de alimento.
E é nessa situação que entra a outra dica de ferramenta capaz de aumentar o lucro de uma fazenda produtora de leite. O planejamento forrageiro.
Uma das bases do planejamento forrageiro é a evolução de rebanho. Mas por quê? Justamente porque precisamos saber qual o total de animais que a fazenda terá no próximo ano para calcularmos de quanto será a demanda por comida.
De forma resumida, devemos analisar de forma estratificada o número de animais por categoria, multiplicamos pelo consumo alimentar médio diário estimado por cabeça e logo em seguida multiplicamos pela quantidade de dias que teremos que alimentar esses animais. Ao final descobriremos o total de comida que será necessária para alimentar o rebanho. De forma rápida e simples, o raciocínio é nessa linha.
Vamos considerar que ao realizar esses cálculos você chegou à conclusão de que serão necessárias 3.720 toneladas de silagem de milho para alimentar o seu rebanho que é todo confinado, desde a recria com menos de 1 ano de idade até vacas em lactação e vacas secas.
A área de plantio disponível em sua fazenda é de 90 hectares e a produtividade média por hectare para silagem de milho dos últimos anos é de 40 toneladas de matéria natural. Logo, com esta produtividade e esta área de plantio, sua fazenda conseguirá produzir por volta de 3.600 toneladas de silagem de milho (90 hectares x 40 toneladas por hectare).
Ou seja, na situação atual a fazenda não conseguirá produzir toda a comida necessária para todo o ano. Neste caso, será necessário aumentar a área de plantio ou então aumentar a eficiência da lavoura e produzir mais toneladas de silagem por hectare.
Suponha que você identificou oportunidades na condução agronômica da lavoura em sua fazenda através de melhorias no manejo do solo e escolha mais adequada de híbridos e vislumbrou um aumento da produtividade para 55 toneladas de matéria natural de silagem de milho por hectare.
Com os mesmos 90 hectares e agora com uma nova produtividade, a fazenda conseguirá produzir 4.950 toneladas de silagem de milho, o que atende a demanda anual de comida do rebanho.
Nem toda silagem que é produzida, porém, é realmente aproveitada, pois ocorrem perdas do alimento ao longo de todo o processo de confecção e uso. Para silagens bem manejadas desde o plantio até a desensilagem, uma boa referência de perdas gira em torno de algo próximo a 15%.
Como a demanda de comida do rebanho no exemplo que estamos utilizando é de 3.720 toneladas, devemos acrescentar 15% de perda, o que dará mais 558 toneladas a mais que deverão ser produzidas para compensar as perdas. Isso resultará em uma quantidade total de silagem de 4.278 toneladas.
Veja que mesmo contabilizando as perdas, a capacidade de produção de comida da fazenda no segundo cenário será superior a demanda do rebanho. O planejamento forrageiro, quando bem construído e criticado, traz segurança à fazenda. Realizá-lo ano a ano com o apoio da evolução de rebanho é essencial.
Muito provavelmente você já ouviu falar sobre o orçamento. Esta ferramenta é utilizada para planejar e estimar os gastos, as receitas, o capital disponível, as metas econômicas, as metas financeiras e as metas operacionais da propriedade para o ano seguinte ou que se inicia.
Sempre falamos que o orçamento deve ser o patrão da fazenda. Em outras palavras, sempre que houver a intenção de fazer um investimento para a atividade, por exemplo, devemos antes consultar o orçamento e avaliar se será possível realizá-lo naquele momento ou não.
Caso o investimento seja feito em uma ocasião inadequada, a saúde financeira da propriedade poderá ser comprometida. Por isso a importância de ter o orçamento como guia em todas as decisões da fazenda.
A precisão e a assertividade do orçamento dependem não somente da experiência de quem o faz. A obtenção de dados históricos confiáveis da fazenda também contribui para a qualidade do orçamento que é elaborado.
É claro que algumas informações são difíceis de prever, como por exemplo como será o comportamento do preço do leite vendido mês a mês ao longo do ano e quanto custará os principais insumos alimentares que serão utilizados na dieta dos animais. No entanto, a previsão de outros itens já possui maior domínio, como é o caso do gasto com maquinários.
Checar periodicamente o orçamento e compará-lo ao realizado na fazenda, permite a verificação de desvios em relação às metas e a identificação das possíveis causas. O ideal é que planos de ação sejam traçados, designando os responsáveis em cada etapa.
Vamos pensar em uma situação em que analisando o que foi planejado no orçamento e o que foi realizado, você identificou maior gasto com a manutenção de maquinários no mês de fevereiro. Ao apurar as possíveis causas, viu-se que esse aumento nos gastos foi devido a falta de manutenção preventiva no vagão misturador.
Dessa forma, você traçou um plano de ação para que o gerente da fazenda ficasse encarregado de contratar serviço de manutenção preventiva dos equipamentos para aumentar a vida útil e evitar gastos exorbitantes e imprevistos neste item.
Uma das grandes entregas da ferramenta de gestão orçamentária é justamente essa, fazer a fazenda andar nos trilhos conforme planejado, sendo lucrativa e resguardá-la de surpresas desagradáveis. Orçamento, evolução de rebanho e planejamento forrageiro devem andar lado a lado e de forma indissociável. Afinal, um depende do outro para o sucesso da propriedade.
Resultados só podem ser mensurados e analisados através de indicadores.
Independente da área, Seja na pecuária leiteira ou em qualquer outra, de nada adianta realizar evolução de rebanho, planejar a produção de comida e fazer a gestão orçamentária se os indicadores não são calculados e analisados frequentemente.
A gestão por indicadores permite avaliar a eficiência da fazenda. E quando falamos em eficiência não estamos nos referindo apenas aos resultados de indicadores zootécnicos, como taxa de prenhez, taxa de mortalidade e contagem de células somáticas (CCS), por exemplo, por mais que eles sejam extremamente importantes.
O conceito de eficiência é mais amplo. A fazenda deve ter eficiência zootécnica, eficiência agrícola e eficiência de custos. Em outras palavras, a propriedade deve possuir bom desempenho dos animais, produção adequada de comida em quantidade e qualidade, além de comprar e utilizar bem os insumos, serviços, implementos etc.
Ser eficiente tecnicamente (zootécnico e agrícola) e ser eficiente nos custos são premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite.
Quanto maior a eficiência técnica, por exemplo, maior é o lucro operacional da fazenda. Querer aumentar o lucro na atividade leiteira sem realizar a gestão de indicadores é o mesmo que querer dirigir um carro sem o painel. Você o guiará sem saber qual a situação atual e sem saber se tem condições para chegar ao objetivo proposto.
A associação de ferramentas gerenciais como evolução de rebanho, planejamento forrageiro, orçamento e gestão por indicadores torna-se indispensável para a lucratividade na pecuária leiteira.
Saber planejar a atividade e criticar os processos é uma obrigação de todos que visam este objetivo em comum.
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]]>O consultor sênior da Equipe Leite Rehagro, Matheus Balduino, conversou sobre esse tema em uma bate-papo super interessante.
Vale a pena conferir na íntegra! Aproveite para deixar seu like no vídeo e se inscrever no canal!
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]]>O post Período de transição em vacas leiteiras: o que é e qual a sua importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesse período grandes mudanças metabólicas, endócrinas e nutricionais ocorrem no organismo do animal, essas alterações podem promover distúrbios de saúde nas vacas leiteiras.
Neste artigo nós iremos responder as seguintes dúvidas: O que é período de transição e qual a sua importância?
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O período de transição é o período entre a 3º semana pré-parto e a 3º pós-parto. É caracterizado por intensas alterações fisiológicas, nutricionais e metabólicas, ocorrências que expõem a vaca leiteira a distúrbios de saúde.
Durante esse período, eventos como o rápido crescimento fetal, o desenvolvimento da glândula mamária, a colostragem e o início da produção de leite, aumentam consideravelmente as exigências nutricionais do animal.
No entanto, o consumo de alimentos não acompanha as exigências das vacas, na prática a ingestão de matéria seca cai expressivamente. Observe a representação abaixo:

Fonte: Educapoint
O desequilíbrio entre a quantidade de matéria seca ingerida e a quantidade exigida, ocasiona o balanço energético negativo. O organismo do animal, em uma tentativa de reverter esse quadro, começa a mobilizar fontes de energia alternativa a partir das reservas corporais. Essa ação, predispõe a vaca a uma série de doenças relacionadas ao metabolismo, como exemplo principal a cetose.
O período de transição possui grande importância dentro do ciclo produtivo, afinal durante esse período as vacas ficam susceptíveis a doenças que podem afetar o parto, a lactação futura e o desempenho reprodutivo dos animais.
Dentre as doenças que podem ocorrer no período de transição, é possível destacar a cetose e esteatose hepática, hipocalcemia (febre do leite ou febre puerperal), mastite, acidose, laminite e o deslocamento de abomaso.
Esse período possui impacto direto na produtividade e na lucratividade da fazenda, afetando a quantidade de leite produzida e os gastos com sanidade dos animais.
Diante disso, é essencial planejar processos que visem minimizar os danos negativos do período de transição, visando reduzir a ocorrência e os gastos com as doenças recorrentes. Esse planejamento deve considerar principalmente o manejo nutricional adequado no pré-parto, afinal ele é fundamental para reverter ou reduzir o quadro de balanço energético negativo.
O período de transição é de extrema importância dentro do ciclo produtivo da fazenda, entender como ele ocorre e como prevenir as intercorrências ocasionadas por ele é essencial para se ter sucesso dentro da pecuária leiteira.
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]]>Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!
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A taxa de prenhez é um índice reprodutivo que indica a porcentagem de vacas gestantes em relação ao total de vacas aptas do rebanho, a cada 21 dias. Essa taxa é capaz de medir a velocidade em que os animais ficam gestantes na propriedade.
Para calcular a taxa de prenhez precisamos conhecer outros dois indicadores:
A taxa de serviço, indica a quantidade de vacas inseminadas sobre o número de vacas aptas (a cada 21 dias), podendo ser calculada a partir da seguinte fórmula:
Taxa de serviço (%) = Número Vacas Inseminadas / Número Vacas Aptas
Já a taxa de concepção nos mostra o número de animais que ficaram gestantes em relação ao número total de animais inseminados, e pode ser obtida pela equação:
Taxa de concepção (%) = (Nº Vacas Gestantes x 100)/ Total de Serviços
A partir dessas duas taxas conseguimos então, calcular a taxa de prenhez:
Taxa de Prenhez (%) = Taxa de Concepção (TC) x Taxa de Serviço (TS)
Com ela é possível monitorar o desempenho reprodutivo das vacas, alcançando assim melhores resultados produtivos para a atividade leiteira.
A seguir, confira alguns fatores que influenciam essa taxa e algumas dicas para melhorar esse índice dentro da sua fazenda!
Existem alguns fatores que possuem influência direta sobre a reprodução e taxa de prenhez da fazenda, por isso, conhecê-los é essencial para elevar esse índice e manter bons resultados reprodutivos.
Listamos 5 pontos que podem auxiliar o aumento da taxa de prenhez. Veja abaixo:
O PEV é o período que as vacas necessitam após o parto, para retornar a produção. Esse tempo pode variar entre 45 a 60 dias em média, dependendo da raça.
É preciso respeitar rigorosamente esse tempo, a fim de que o organismo do animal se recupere completamente para só então liberá-los para serem inseminados ou cobertos.
Para obter bons índices de prenhez por animal, deve-se efetuar o manejo correto, fornecendo boas condições nutricionais, ambientais e comportamentais. A reprodução é uma função complexa do organismo e é altamente dependente de uma base de manejos bem feita.
A detecção correta do cio afeta de maneira drástica o manejo reprodutivo do rebanho. Fatores como horário e tempo de observação, tamanho de lotes e piquetes, bem como o olhar do observador, possuem interferência sobre a detecção do cio.
Por isso, invista em treinamentos e ferramentas para te auxiliar nesse momento tão importante.
Resguardar a qualidade do sêmen bovino é essencial para atingir bons resultados reprodutivos. Deve-se realizar a avaliação da quantidade, concentração e proporção dos espermatozoides, assim como a motilidade, antes do processo de inseminação.
É importante destacar que para validar a qualidade do sêmen é preciso haver uma associação positiva entre os critérios de avaliação.
Ter colaboradores aptos a realizar a inseminação é fundamental para se obter uma boa taxa de prenhez. É necessário investir em treinamentos e reciclagens para que os trabalhadores envolvidos no processo estejam sempre capacitados e atentos ao processo correto.
Além de oferecer cursos aos colaboradores, busque sempre destacar e valorizar a importância de seu trabalho para os resultados positivos da fazenda.
Obter uma alta taxa de prenhez e bons índices reprodutivos na fazenda é um processo multifatorial que exige atenção redobrada.
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]]>O post Eficiência da atividade leiteira: como medir e avaliar os resultados? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Da mesma forma que em outras atividades, na pecuária leiteira também há casos de negócios bem-sucedidos e há aqueles que não alcançam grandes êxitos.
Onde a sua propriedade se encaixa nesse cenário? Saber o que avaliar e como avaliar é o primeiro passo. A próxima etapa consiste em entender como otimizar e potencializar os números e resultados da propriedade.
Veja nos números do benchmarking elaborado pelo Rehagro, como foi o cenário da pecuária leiteira nacional para o produtor no último ano. Os dados apresentados são referentes a produção total de 413 mil litros de leite por dia produzidos em 2021 pelas fazendas atendidas que tiveram seu ano fechado, com conciliação bancária feita e auditoria de estoque em dia.
Será que o leite foi um bom negócio?
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Qual a melhor maneira para medir os resultados da atividade leiteira? Seria a produtividade por vaca no rebanho? Talvez a produção total de leite por dia? Ou, quem sabe, o lucro obtido por litro?
Para responder a essas perguntas, devemos ter em mente que o método utilizado para medir a eficiência na pecuária leiteira deve ser confiável, assertivo e permitir a comparação com outras atividades, como a agricultura, por exemplo. Tendo esse pensamento como referência, a medida de lucro operacional é bastante interessante.
Por definição, é entendido que o lucro operacional é o resultado gerado pela operação do negócio. Como princípio, na atividade leiteira analisamos o indicador do lucro operacional na unidade de medida de R$/hectare/ano, pois, além de ser uma forma segura, ainda permite comparar com outras áreas.
Mas como calcular o lucro operacional em R$/hectare/ano da atividade leiteira? Quais números devemos considerar?
Para cálculo do lucro operacional/hectare/ano, pegamos o valor da receita obtida com o leite comercializado somada à receita com animais de descarte e subtraímos o custo com as vacas e o custo da recria.
Mas atenção! Não é o custo de toda a recria, somente a parte necessária para repor as vacas que foram descartadas ou que morreram. Esse resultado de receita menos os custos, vamos dividir pela área útil da fazenda destinada à produção de leite, que é a área de instalação dos animais mais a área de produção de forragem.
Respondendo à pergunta feita no início, para as fazendas produtoras de leite atendidas pelo Rehagro, o leite foi sim um ótimo negócio no último ano!
Veja no gráfico a seguir os resultados de lucro operacional em R$/hectare/ano em diferentes sistemas de produção.

Observe que, na média, as fazendas tiveram um lucro anual de R$ 12.587 por hectare, sendo que a fazenda com melhor lucro operacional apresentou resultado de R$ 25.486.
A discussão em cima desses números é bastante interessante. Quais fatores são decisivos para que seja possível alcançar belos resultados de lucro operacional em uma fazenda de leite?
Há aqueles que pensam que o tamanho da fazenda interfere diretamente, principalmente em fazendas grandes, com maior extensão de área. Já outros podem acreditar que o motivo está na produção de leite. Ou seja, quanto maior a produção de leite, maior o lucro operacional R$/ha/ano.
O que te chama atenção nos dados do gráfico a seguir? Ele representa o lucro operacional de fazendas leiteiras conforme o tamanho da área, em hectares. Desde fazendas de no máximo 50 hectares de área até aquelas com mais de 300 hectares.

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)
Observe o comportamento do lucro operacional conforme o tamanho da fazenda e veja que não há um padrão. Isso salta aos olhos! Não há relação entre o tamanho da fazenda e o lucro operacional do negócio leite.
Ou seja, tanto fazendas com maior área quanto fazendas com menor área são capazes de obter bons resultados de lucro operacional.
Mas e a produção de leite da fazenda? Será que fazendas com maior produção de leite por dia, obrigatoriamente, terão melhores resultados quando comparadas às fazendas de produção diária inferior?
Assim como apresentado anteriormente para o tamanho da fazenda, também não há relação entre volume de leite produzido por dia e lucro operacional.
No gráfico há fazendas com produção diária mais elevada, entre 17 e 18 mil litros por dia, obtendo 16% de lucro operacional sobre receita ao mesmo tempo que há fazendas com produção menor com 28% de lucro operacional.

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)
Se o tamanho da fazenda e a produção de leite diária mostraram-se não serem fatores decisivos para o resultado de lucro operacional do negócio leite, em qual motivo podemos pensar? A resposta pode ser resumida em eficiência técnica!
Constate isso com os dados a seguir. Eles relacionam o lucro operacional das fazendas conforme as notas no Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB).
O IILB é um indicador de eficiência macro das fazendas, que compila diversos indicadores zootécnicos, como taxa de sobrevivência de fêmeas até um ano, idade ao primeiro serviço, taxa de concepção de novilhas, idade ao primeiro parto, taxa de prenhez de vacas, taxa de mortalidade de vacas, percentual de vacas em lactação em relação ao total de vacas, produção nas lactações, produção média, dias em lactação médio, dentre outros.

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)
Quanto maior a nota da fazenda no IILB, maior o lucro operacional! Em outras palavras, quanto maior a eficiência técnica da fazenda, maior o lucro operacional.
Tudo passa pela eficiência técnica do negócio. De nada adianta a fazenda ter volume de terra e em produção e não ser eficiente na produção de leite. A ineficiência do sistema é capaz de “desgastar” e desviar os lucros do negócio!
Quando falamos em eficiência nas fazendas leiteiras é necessário entendermos o que está por trás e faz parte deste termo. Os dados de benchmarking do Rehagro mostram que a eficiência técnica é o fator decisivo para o lucro operacional da propriedade.
Podemos separar essa eficiência técnica em duas grandes eficiências, que são a eficiência zootécnica e a eficiência agrícola. Ou seja, é necessário que o rebanho tenha bons indicadores zootécnicos (produtivos, reprodutivos, sanitários etc.) e que a fazenda seja eficiente na produção de comida para atender a demanda dos animais.
Além da eficiência técnica, é fundamental que a propriedade tenha eficiência nos custos. Isso consiste em comprar bem e usar bem os insumos e recursos.
Estas são as premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite. Seguindo-as de forma sistemática e rigorosa os resultados aparecem e o leite se mostra como um excelente negócio!
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira!
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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]]>Não é raro encontrarmos possibilidades no dia a dia da propriedade, em processos rotineiros. Um exemplo é na reprodução, área de grande potencial em reavivar e fortalecer o desempenho zootécnico do rebanho leiteiro.
O exercício de analisar com frequência os indicadores é capaz de mostrar muitas dessas oportunidades. Tal ação é essencial para uma gestão saudável da atividade. Pode haver muito leite e muito dinheiro camuflado nos resultados da fazenda caso eles não sejam observados sob um olhar crítico.
O intuito aqui é justamente demonstrar e discutir algumas situações de fazenda que podem esconder oportunidades de ganhos.
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Vamos imaginar uma fazenda onde a reprodução não caminha muito bem e o DEL médio do rebanho se encontra por volta dos 210 dias.
A produtividade diária de leite é de 28 kg por vaca e o consumo médio do rebanho está em 20 kg de matéria seca por dia. O kg da matéria seca da dieta é de R$1,40, o que resulta em um custo alimentar médio do rebanho por volta de R$28,00. O preço do litro de leite pago a esta fazenda é de R$2,70. Logo, o retorno sobre o custo alimentar médio atual é de R$47,60 por vaca em lactação.
Não satisfeito com o DEL médio do rebanho, suponhamos que o produtor decida estimar qual seria o ganho no retorno sobre o custo alimentar caso esse indicador fosse reduzido para valores mais próximos do pico de lactação, saindo dos atuais 210 dias para algo em torno de 170 dias.
Com a redução de 40 dias no DEL médio espera-se um aumento na média de produção das vacas. Mas em qual proporção? Para saber isto é necessário calcular de quanto é a redução diária da produção de leite das vacas após o pico de lactação.
Se na média do rebanho, por exemplo, as vacas dão 40 kg de leite por dia no pico aos 70 dias de lactação e secam produzindo 15 kg de leite aos 420 dias, logo estamos falando que elas perdem 25 kg de leite em 350 dias. Ou seja, nesse exemplo as vacas reduzem a produção de leite em 0,07 kg a cada dia após o pico de lactação (25 kg / 350 dias).
Com esta taxa de redução diária da produção de leite e com o decréscimo de 40 dias no DEL médio é estimado que o rebanho aumentará cerca de 2,9 kg de leite por dia (0,07 kg x 40 dias), passando dos 28 kg para cerca de 30,9 kg de leite.
Veremos agora qual o impacto no retorno sobre o custo alimentar considerando esse novo cenário de DEL médio de 170 dias e produção média diária de 30,9 kg de leite por vaca.
Estes 2,9 kg de leite adicional na média do rebanho não vieram de graça. Para produzir mais leite as vacas necessitam aumentar o consumo. Ponderando uma eficiência alimentar de 1 kg de matéria seca para cada 2 kg de leite adicionais produzidos, temos que as vacas aumentarão o consumo em cerca de 2 kg de matéria seca na média do rebanho.
Isso significa que o consumo diário passará a ser de aproximadamente 22 kg de MS/vaca/dia. Tendo como referência o mesmo custo alimentar e preço de leite comentados no início (R$1,40 kg MS e R$2,70 litro de leite), o retorno sobre o custo alimentar nesta ocasião será de R$52,51.
Veja a oportunidade de ganho com a redução no DEL médio. O aumento na eficiência reprodutiva trazendo as vacas para mais próximo do pico de lactação é refletido em maior eficiência na conversão de comida em leite, vide o raciocínio feito sobre o retorno sobre o custo alimentar.
A tabela a seguir representa um comparativo geral dos dois cenários hipotéticos apresentados:

Comparativo de retorno sobre custo alimentar de rebanhos com DEL médio distintos
Conforme citado no caso anterior, por meio da intensificação da reprodução é possível melhorar os indicadores zootécnicos, reprodutivos, e o faturamento da propriedade. Neste tópico agora abordaremos exemplos palpáveis e reais que facilitarão o entendimento desse contexto.
Pense em uma fazenda de 100 vacas em lactação cuja taxa de serviço nesta categoria é de 60% e a taxa de concepção é de 40%, o que resulta em uma taxa de prenhez de 24%. O DEL médio fica em torno de 173 dias.
A título de simplificar o cálculo, não será considerado o efeito da perda de prenhez no desempenho reprodutivo dos animais e nos demais indicadores do rebanho. Desse modo, tenha em mente que esta fazenda possui uma baixa taxa de perda de prenhez, nada que cause preocupação e/ou que atrase demasiadamente a reprodução do rebanho.
Nessa conjuntura e com estes indicadores percebe-se que a reprodução dessa fazenda não é uma tragédia. Pelo contrário, os números são bons! Não podemos, porém, acomodar.
Em concordância com o que já foi apresentado, a busca por oportunidades de melhoria deve ser constante. Sendo assim, foi decidido otimizar a taxa de serviço, visto ser um indicador que é mais plausível de ser moldado pela ação humana e que cujos resultados são vistos já a curto prazo, por ser calculado a cada intervalo de 21 dias.
Uma das formas mais viáveis e coerentes para aumentar a taxa de serviço do rebanho é pela estruturação e intensificação da rotina reprodutiva. O foco principal deve estar em três pontos:
Com esta rotina bem implementada e alinhada, se torna altamente possível alcançar taxa de serviço superior a 60%, chegando a valores próximos ou superiores a 70%.
Tendo como base uma taxa de serviço proposta de 70% para a fazenda mencionada e mantendo a taxa de concepção de 40%, quais serão os ganhos em R$?
Para isto, vamos raciocinar novamente em cima do DEL médio do rebanho. Ao aumentar a taxa de serviço e, consequentemente, a taxa de prenhez, se espera uma redução do DEL médio. Mas de quantos dias será esta redução?
Para fazer este cálculo devemos ter em mãos outros indicadores, como intervalo entre partos, também conhecido como IEP. O IEP é fruto do período de serviço das vacas acrescido do período de gestação.
Se por um lado o período de serviço é um número variável, o período de gestação é um número mais fixo, variando pouco entre rebanhos. Para achar o período de serviço de um rebanho, devemos olhar o DEL onde 50% das vacas se tornam gestantes.
No cenário 1 de taxa de prenhez de 24%, o período de serviço seria algo em torno de 110 dias. Já no cenário 2, com serviço de 70% e prenhez de 28%, esse período de serviço já é reduzido para próximo de 96 dias. Logo, o intervalo entre partos sairá de:
110 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 390 dias (1ª situação)
Para:
96 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 376 dias (após a otimização da taxa de serviço)
Já temos o intervalo entre partos do rebanho. Agora falta determinar o DEL médio, que consiste no período de lactação (PL) dividido por 2.
Antes disso, uma outra forma de chegar no IEP do rebanho é somando o período de lactação ao período seco. Outra informação importante é de que a fazenda adota um período seco de 45 dias nas vacas que secam por rotina. Logo, se retirarmos o período seco do IEP, teremos o período de lactação.
Com as informações fornecidas neste exemplo, teremos:
Período de lactação médio dessa fazenda:
376 dias – 45 dias = 331 dias.
Dessa forma o DEL médio será de:
331/2 = 166 dias.
O rebanho saiu de um DEL médio de 173 dias para 166 dias após a intensificação da rotina reprodutiva e aumento da taxa de serviço. Ou seja, houve um declínio de sete dias no DEL médio do rebanho.
Utilizando o mesmo raciocínio feito no tópico sobre retorno sobre o custo alimentar, vamos considerar agora que este rebanho produz 30 kg de leite/vaca/dia no pico de lactação com 60 dias e seca com 345 dias produzindo 12 kg de leite/vaca/dia.
Em outras palavras, as vacas reduzem a produção de leite em 18 kg passados 285 dias do pico de lactação, que é o mesmo que 0,06 kg de leite/dia (18 kg / 285 dias). Em 7 dias isto resultará em um aumento na média de produção do rebanho de 0,42 kg de leite (0,06 kg x 7 dias). Esse volume de leite para as 100 vacas em lactação representará 42 kg de leite a mais por dia e 15.330 kg de leite a mais no ano. No mesmo cenário de preço do litro de leite a R$2,70, os 42 kg de leite a mais levarão a um faturamento adicional de R$113,40 por dia. Em um ano, o faturamento adicional será de R$41.391,00 (R$113,40 x 365 dias).
Porém, conforme já comentado, esse leite adicional não é obtido de forma gratuita. É necessário que as vacas comam mais para produzirem mais leite.
Seguindo a mesma referência de eficiência alimentar repassada de 1 kg de MS para cada 2 kg de leite a mais, chegamos no resultado que haverá um consumo adicional anual de 7.665 kg de MS (15.330 kg de leite adicionais no ano / 2). Com o preço do kg da MS da dieta custando R$1,40, isso representa um custo adicional de R$10.731,00 (7.665 kg de MS adicionais x R$1,40 kg MS). Fazendo a diferença do faturamento adicional de R$41.391,00 com o custo alimentar adicional de R$10.731,00 temos que o lucro adicional dessa fazenda no cenário apresentado será de aproximadamente R$30.660,00, ou R$306,60 por vaca em lactação/ano!
Conduzir a reprodução de fazendas leiteiras não é tarefa fácil. A colheita de bons resultados depende da estruturação de uma rotina reprodutiva organizada, coesa e intensa.
O alerta para identificação de oportunidades de ganhos deve estar sempre ligado na rotina de processos e análises da propriedade. Conforme demonstrado nos exemplos, a otimização dos indicadores reprodutivos possui grande potencial para melhorar os resultados do rebanho e aumentar a produção de leite das vacas e o faturamento da fazenda.
Por mais que tenha sido abordada a área da reprodução neste conteúdo, o pensamento é o mesmo para todos os setores da pecuária leiteira.
Há belas oportunidades também, por exemplo, nos setores da nutrição, da sanidade e da qualidade do leite. Encontrar tais oportunidades e o leite e o dinheiro escondidos nelas é que é o desafio!
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]]>O post Como garantir uma forragem de qualidade para o gado leiteiro? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Com as vacas leiteiras não é diferente: a oferta de forragem de qualidade garante um funcionamento adequado do rúmen e contribui para saúde e boa produção de leite dos animais.
Quais passos, contudo, são necessários para garantir uma forragem de qualidade para o rebanho?
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Antes de tudo é necessário entender que nem sempre a espécie forrageira que melhor se adapta na sua fazenda não será a mesma que melhor se adaptará a propriedade de outro produtor.
Esta é uma questão multifatorial e que depende da realidade de cada fazenda. A situação prática a seguir ajudará a esclarecer isso.
Considere uma fazenda produtora de leite cujo sistema de produção é a base de pasto rotacionado. Logo, a principal forragem para esta fazenda será justamente o pasto.
Da mesma forma, não condiz uma fazenda com sistema de produção confinado ter como principal forragem o pasto, certo? Estes exemplos, por mais básicos e lógicos que sejam, servem para retratar o raciocínio que devemos ter. Em outras palavras, a forragem produzida deve ser coerente com o objetivo da fazenda.
As características de área da propriedade também interferem diretamente. Variáveis como clima, topografia, altitude, perfil de solo, média anual de temperatura e pluviosidade fazem toda a diferença no momento de decidir qual forragem produzir.
Em regiões com boa distribuição de chuvas, por exemplo, é factível a produção de culturas mais exigentes, ao passo que em regiões com regime pluviométrico desafiador pode ser mais interessante a produção de culturas mais rústicas e tolerantes.
Em ambos os cenários citados é possível viabilizar a produção forrageira com qualidade. Tudo depende de um diagnóstico situacional bem-feito, que identifique de forma criteriosa as oportunidades da fazenda.
Ou seja, devemos sempre identificar o padrão de rebanho leiteiro que estamos trabalhando (exigência e produtividade, principalmente), em qual sistema de produção e em qual região juntamente às suas condições.
Independente da espécie forrageira produzida, um ponto é certo. Para ter qualidade de comida é necessário planejamento! Planejamento para que a forragem seja de qualidade e em quantidade adequada para o rebanho.
Essas são algumas das principais perguntas que devem ser respondidas no momento de planejar a produção de comida para o rebanho leiteiro. Boa parte da energia de todo o planejamento deve ser direcionada a estas perguntas.
Uma conhecida frase retrata muito bem este pensamento de planejamento: “Se eu tivesse apenas uma hora para cortar uma árvore, eu usaria os primeiros quarenta e cinco minutos afiando meu machado.”
Seja pasto ou lavoura, uma condução agronômica afiada é fundamental. Boas diretrizes se fazem necessárias para o manejo do solo, seleção de mudas/sementes, determinação da época de plantio, tratos culturais e organização da colheita. Sem isso não é possível ter muitas esperanças de elevada produtividade com uma forragem de alta qualidade ao final.
Alguns processos, é claro, são específicos da espécie forrageira que está sendo trabalhada e o seu objetivo. Se considerarmos a pastagem, um ponto a se preocupar é o manejo do pasto e do pastejo.
A área será dividida em piquetes/talhões? Qual a capacidade de suporte da pastagem? Qual será a taxa de lotação? Como os animais serão manejados nos piquetes? Qual será o período de ocupação? Haverá alguma ação de agricultura durante o período de descanso do pasto?
Pensando agora no uso das lavouras para silagem é importante que se pense, por exemplo, no ponto de colheita dessa lavoura, no maquinário a ser utilizado, no processamento do material, na compactação e vedação do silo, no tempo de armazenamento… Enfim, são muitos os pontos de atenção.
E assim, devemos raciocinar para qualquer que seja a forragem. Seja ela pasto, lavoura, pré-secado, ou qualquer outra. O foco principal deve ser em quais medidas devem ser feitas para que a produção e a qualidade da forragem sejam otimizadas ao máximo.
Um dos principais gargalos das fazendas leiteiras é a produção de comida, em especial a produção de forragem. A palavra-chave para contornar esse desafio é planejamento.
No entanto, antes de planejar é necessário identificar qual forragem será produzida. Para isso, é preciso levar em consideração aspectos específicos do rebanho e da propriedade, conforme citado no texto. De tal maneira, associar a boas práticas agronômicas.
Somente dessa forma é que se torna possível produzir com garantia uma forragem de qualidade para o gado leiteiro. Afinal, antes de ser um bom produtor de leite, é necessário ser um bom agricultor!
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]]>O post Cetose bovina: o que é, principais causas, tratamento e como prevenir apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das fazendas, diminuindo consideravelmente a produção de leite. Além disso, há o aumento gradativo dos custos com sanidade.
Quer saber mais sobre essa doença? Leia o artigo abaixo e descubra as causas, os sintomas, o tratamento e a prevenção da cetose bovina!
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A cetose é uma das principais doenças metabólicas das vacas leiteiras e geralmente acomete animais de alta produção no pós-parto. Ela acontece quando há um excesso na produção e concentração de corpos cetônicos na corrente sanguínea devido a uma maior exigência energética para produção de leite.
A alta demanda por energia num momento de redução do consumo e escassez de glicose causa um desequilíbrio chamado balanço energético negativo.
Na cetose primária esse déficit ocorre majoritariamente durante o período de transição, no qual o animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante, nesse momento mudanças drásticas ocorrem no seu metabolismo.
Já nos quadros de cetose secundária, como o próprio nome diz, essa queda acentuada do apetite ocorre secundária a outras enfermidades. A vaca então passa a mobilizar tecido adiposo a fim de obter uma fonte alternativa de energia e como consequência há o aumento dos níveis séricos de ácidos graxos não-esterificados (AGNE) no sangue.
A cetose pode se apresentar na forma clínica e na forma subclínica.
Na cetose clínica há perda de escore corporal, anorexia, prostração e queda na produção de leite. Além disso, fezes secas e odor de cetona no ar expirado, podem ser comumente observados.
Em alguns casos, o quadro clínico pode evoluir apresentando sinais nervosos como: tremores musculares, hiperexcitabilidade e incoordenação com ataxia dos membros posteriores.
Em casos de cetose subclínica, os níveis de corpos cetônicos no sangue e no leite estarão aumentados mesmo sem a apresentação da sintomatologia clínica. Nesse sentido, a concentração sérica igual ou superior a 1,2 mmol/L de beta hidroxibutirato já é um indicativo de cetose subclínica.
A cetose subclínica gera grandes impactos produtivos e econômicos na fazenda, essa doença contribui para redução da imunidade dos animais e provoca ainda, mudanças drásticas no perfil hormonal da vaca.
Esses fatores podem ocasionar desde a redução de peso e da fertilidade dos animais, até enfermidades secundárias.
O manejo nutricional é um ponto decisivo para ocorrência da enfermidade, a oferta de dietas desbalanceadas e manejos desalinhados podem favorecer a redução do consumo, contribuindo para o aparecimento da cetose. O estresse térmico e as condições ambientais também podem predispor a doença.
Além disso, outras afecções metabólicas durante o período de transição e não metabólicas, como problemas de casco, podem induzir a redução do consumo de alimentos, aumentando a predisposição do animal à cetose.
O tratamento da forma clínica da doença é sintomático, dessa forma é importante reverter o quadro hipoglicêmico com a administração de glicose via endovenosa – a glicose via oral deve ser evitada, pois é rapidamente fermentada no rúmen, produzindo precursores cetogênicos, o que agravaria o problema.
Além disso, a realização de um monitoramento da cetose pode auxiliar no tratamento profilático dos quadros subclínicos, para isso basta mensurar os níveis de BHBA (beta- hidroxibutirato).
Esse monitoramento pode ser realizado em medidores apropriados para este fim, aplicando uma amostra de sangue coletada da cauda dos animais.
Nas situações de cetose leve ou moderada, devemos oferecer quantidades elevadas de energia , como o propileno glicol, visando evitar a mobilização de gordura nas vacas.
O uso de drench em vacas recém paridas pode ser uma boa opção, essa administração oral forçada de nutrientes (drench), minimiza a deficiência energética, reidrata o animal e estimula a fermentação ruminal.
A prevenção da cetose se inicia antes da secagem dos animais com a implementação de um manejo nutricional adequado e balanceado.
Nesse sentido, o fornecimento de forragens de boa qualidade e o uso de concentrados com alta palatabilidade, auxiliam na ingestão de nutrientes e consequentemente reduzem o dispêndio de reservas corporais.
A implementação de aditivos alimentares como os ionóforos, principalmente a monensina sódica, aumentam a eficiência ruminal e se tornam uma alternativa na prevenção da doença. Além disso, vitaminas do complexo B, podem reduzir a mobilização de gordura corporal durante o início da lactação e assim diminuir o balanço energético negativo, prevenindo enfermidades metabólicas.
A administração de gordura protegida com sais de cálcio (sem comprometer a ingestão de fibras), pode maximizar a densidade de energia na matéria seca consumida, contribuindo para redução do quadro de balanço energético negativo.
O monitoramento do escore de condição corporal (ECC), é uma boa ferramenta na avaliação da cobertura de gordura corporal da vaca, o ECC pode auxiliar na prevenção da enfermidade, servindo como termômetro do programa nutricional: o escore ótimo ao momento do parto é entre 3.0 – 3.50 (na escala que varia de 1-5).
Por fim, a promoção de um ambiente confortável, limpo e com temperatura amena também contribui para redução da incidência da doença na fazenda, afinal, vacas que não sofrem de estresse térmico durante o período seco possuem um melhor uso da função hepática durante o início da lactação.
Prevenir é sempre a melhor opção, por isso lembre-se: o manejo nutricional balanceado é a chave para reduzir a ocorrência da cetose na sua fazenda.
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]]>O post Planejamento forrageiro: Planilha + Guia Como calcular a demanda de forragem apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos pilares da atividade leiteira.
Um projeto de pecuária leiteira só pode ser bem executado caso a demanda de comida dos animais seja suprida em qualidade e quantidade adequada.
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]]>O post Mastite subclínica: o que fazer e como tratar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Se essas dúvidas também são suas, acompanhe nesse artigo a resposta para elas com um especialista do Rehagro.
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Com os testes de CMT (California Mastitis Test) ou CCS (Contagem de Células Somáticas) eletrônica, podemos identificar as vacas que têm mastite subclínica.
A partir da identificação desses animais, podemos tomar algumas medidas, como:
Essas ações vão fazer com que o leite da vaca com mastite subclínica não vá direto para o tanque ou que isolemos esses animais em um grupo de vacas que também têm a mastite subclínica.
E o que mais pode ser feito?
“Além disso, esse animal que tem mastite subclínica, principalmente as vacas que têm mastite subclínica em mais de uma coleta, ou seja, que na coleta passada e na coleta atual têm uma CCS acima de 200.000 e, portanto, é considerada uma vaca crônica, são animais que possivelmente irão apresentar um resultado positivo quando eu fizer uma cultura microbiológica do leite. São animais que são economicamente mais viáveis da gente separar o leite, mandar para um laboratório ou fazer a cultura dentro da própria fazenda e, assim, identificar quais bactérias estão causando a mastite subclínica.”, explica o especialista Nathan Fontoura.
Confira sua explicação na íntegra no vídeo abaixo, em apenas 3 minutos:
No vídeo acima, o Prof. Nathan explica que nem sempre haverá algo a ser feito, mesmo nas vacas nas quais conseguimos identificar o microrganismo que está causando a mastite subclínica.
Se for identificada uma bactéria Gram-positiva, como um Streptococcus agalactiae ou um Streptococcus dysgalactiae, que tem um comportamento de contagioso, temos visto resultados em trabalhos científicos, e também na prática, que comprovam a viabilidade econômica do tratamento desse animal ainda na lactação.
Porém, algumas outras bactérias com Staphylococcus aureus, Pseudomonas e inúmeros outros microrganismos como algas e leveduras, não vão responder ou vão responder muito pouco ao tratamento durante a lactação e também no período seco, não sendo economicamente viável o tratamento desses animais.
Resumindo, a CCS eletrônica e o CMT podem ser uma pré-informação para selecionar as vacas nas quais iremos realizar a cultura microbiológica para termos uma correta tomada de decisão de tratar ou não aquele animal durante a lactação.
Porém, só podemos tomar essa decisão de maneira assertiva após o resultado da cultura microbiológica, para saber se o tratamento daquele animal é economicamente viável ou não.
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]]>O post Escore de saúde respiratória de bezerras leiteiras: Planilha + guia apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa doença é extremamente relevante, porém seu diagnóstico na rotina sanitária das fazendas ainda é bastante defasado, podendo causar confusão e subnotificações.
Para isso, pesquisadores criaram escores individuais para avaliação da saúde respiratória das bezerras leiteiras.
O modelo de pontuação mais utilizado para detecção de DRB em bezerras é o Escore Respiratório de Wisconsin, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, em Madison, Estados Unidos.
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]]>O post Planilha + Guia Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O aumento da CCS afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor.
Com esse material você poderá calcular, de acordo com a CCS encontrada no tanque:
Dessa forma, você pode descobrir o quanto está deixando de lucrar na sua propriedade e pode mostrar para os seus clientes o prejuízo que eles vêm tendo em decorrência à lata CCS do tanque.
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]]>O post Protocolos IATF na pecuária leiteira: utilização e benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como IATF, contribui em grande escala nos programas reprodutivos das fazendas.
Mas o que é a IATF? Quais são os seus objetivos? E quais os seus benefícios? Como encaixar a IATF na rotina da fazenda?
Acompanhe o artigo e descubra a resposta para essas e outras questões relacionadas a inseminação em tempo fixo em fazendas leiteiras.
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A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consiste em uma ferramenta reprodutiva capaz de fornecer condições para que vacas e novilhas sejam inseminadas em uma data pré-determinada.
A base da IATF são os protocolos hormonais que, em resumo, se baseiam na utilização de hormônios específicos em dias previamente estabelecidos.
O principal objetivo dos protocolos hormonais de IATF é sincronizar a onda folicular dos animais e, consequentemente, a ovulação. Com todos os processos ocorrendo corretamente, se espera que a inseminação seja feita em boas condições e em um momento conveniente do ciclo estral da fêmea bovina.

Atualmente, são várias as opções de protocolos reprodutivos existentes no mercado capazes de entregar este propósito. A grande maioria dos protocolos atuais são variações de um protocolo de base inicial, conhecido como Ovsynch, demonstrado no esquema abaixo.

Com o passar do tempo este protocolo Ovsynch foi sendo aprimorado a partir de estudos científicos, novos hormônios foram incluídos, como é o caso do estradiol e da progesterona. Assim, novas opções de protocolos foram sendo elaboradas.
Um relato extremamente comum no campo é de que esse ou aquele protocolo reprodutivo é o melhor a ser utilizado na rotina de qualquer fazenda, pois é o que gera as maiores taxas de concepção no rebanho.
Tenha muito cuidado ao ouvir tais alegações! Não existe protocolo de IATF milagroso, existe aquele que melhor se encaixa na rotina da fazenda conforme os manejos e o padrão/situação/realidade do rebanho.
Algumas inverdades são atribuídas ao uso de IATF nas fazendas. Uma delas é que os protocolos hormonais eliminam a necessidade de observação de cio no rebanho. Ledo engano. Uma prática não exclui a outra, são complementares e devem ser utilizadas de forma associada para otimização da taxa de serviço na propriedade.
Mas por qual motivo há este pensamento corriqueiro no campo? O mais falado é de que como os protocolos permitem a inseminação em um dia pré-determinado, não há necessidade de monitorar o cio, pois aqueles animais serão inseminados exatamente no dia do protocolo.
Acontece que nem toda vaca que é submetida ao protocolo, é sincronizada. Ao mesmo passo que nem toda vaca que é inseminada e que fica gestante, vai manter a gestação, pois pode ocorrer perda de prenhez a qualquer momento.
Logo, se considerarmos uma vaca que não sincronizou no protocolo ou uma vaca que foi inseminada, ficou gestante e perdeu a gestação, ou até mesmo uma outra que foi inseminada e não emprenhou, em qualquer uma das três situações é possível que o cio retorne em tempos variáveis, não seguindo o intervalo a cada 21 dias do ciclo estral das vacas.
Por isso é fundamental e extremamente necessário que a ação de monitoramento e identificação de cio na fazenda tenha uma rotina e uma constância diária. Em outras palavras, de nada adianta implantar o recurso da IATF no rebanho e retirar os manejos de observação de cio. Não há benefício algum nesta decisão, muito pelo contrário.
Um outro ponto paralelo ao monitoramento de cio associado à IATF é de que condições inadequadas dos protocolos podem fazer com que um percentual considerável das vacas adiante, ou até mesmo atrase o cio em relação a data esperada, justamente por não sincronizarem corretamente a onda folicular.
O monitoramento de cio nestes casos permitirá identificar anormalidades dessa natureza e possibilitarão ajustes na rotina dos protocolos. Na média, bons protocolos de IATF sincronizam de 80 a 85% das vacas.

É fato a existência de uma grande variedade de protocolos reprodutivos no mercado atualmente. Mas como avaliar se um protocolo é de qualidade?
A resposta para essa questão está em quatro premissas principais. Para ser considerado de qualidade, um protocolo de IATF de vacas leiteiras deve propiciar:
O protocolo que fornece tais condições e que é conduzido de forma correta é totalmente capaz de entregar resultados interessantes de concepção do rebanho.
Aliás, a condução dos protocolos é outro fator que merece atenção. Para que os protocolos funcionem bem, eles devem fazer parte de uma rotina reprodutiva bem planejada e estruturada, seguindo critérios para a sua utilização.
Por exemplo, uma rotina reprodutiva pode ser construída para que todas as vacas sejam inseminadas por IATF no primeiro serviço pós-parto. Para que isso aconteça é necessária uma sistematização nos processos reprodutivos da fazenda para que todas as vacas sejam protocoladas na saída do Período Voluntário de Espera (PEV). Da mesma forma, uma opção complementar pode ser, por exemplo, protocolar todas as vacas vazias ao toque.
Note que o objetivo dos exemplos citados é demonstrar que o uso da IATF nos rebanhos leiteiros deve seguir critérios e propósitos. Ou seja, o uso dos protocolos deve fazer sentido na rotina da fazenda, e não apenas ser utilizado aleatoriamente.
Conforme já bem discutido e fundamentado ao longo do texto, o recurso da IATF entrega grandes avanços e benefícios para a fazenda, mas ele não deve ser implementado e trabalhado de modo isolado na propriedade.
Antes de tudo é necessário estruturar de forma estratégica um programa reprodutivo, onde os protocolos de IATF atuam como ferramenta para potencializar a reprodução do rebanho de forma associada a outros recursos. Seguindo esta linha, sem dúvidas a fazenda terá bons retornos!
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]]>O post Estimulação adequada do teto substitui a ocitocina exógena? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O Teste da Caneca são 3 jatos bem vigorosos e não precisa ser tão rápido. Isso dá um contato de 3 a 5 segundos com o teto do animal.
Além disso, em algumas fazendas, temos feito um trabalho de estimulação na ponta do teto do animal. Logo após o Teste da Caneca e os 3 jatos, passamos 2 a 3 vezes o polegar na ponta do teto animal. Isso vai fazer com que haja uma maior descamação das células na ponta do teto, com uma maior renovação celular e também um maior estímulo e, consequentemente, liberação de ocitocina.
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O segundo estímulo que também damos ao animal é na hora da secagem, quando a realizamos com uma certa pressão no teto do animal, sem força em excesso para não machucar o teto. Estamos falando de mais 4 a 5 segundos de contato com o teto do animal.
Confira aqui a explicação completa do especialista Prof. Nathan Fontoura no vídeo abaixo:
No fim das contas, o teste da caneca, mais a estimulação na ponta do teto, mais a secagem bem feita no teto do animal, estamos falando de 10 a 12 segundos de contato com o teto do animal. Isso é o que chamamos de estimulação bem feita.
Os principais receptores de liberação de ocitocina estão presentes na ponta do teto e nos locais que temos contato com a nossa mão. Dessa forma, estamos estimulando a vaca a liberar um impulso nervoso e ter uma boa liberação em quantidade e no tempo correto de ocitocina.
Outros fatores também são importantes para que essa ocitocina, liberada de maneira correta, tenha uma boa ação. Se antes essa vaca, por algum motivo, passou por algum momento de estresse, provavelmente essa vaca também liberou adrenalina. A adrenalina vai competir com a ocitocina no mesmo sítio de ligação nas células mioepiteliais, as células que são responsáveis por fazer a contração do alvéolo e, consequentemente, a ejeção do leite.
Portanto, essa é uma das etapas que a gente tem que cumprir para conseguir retirar completamente a ocitocina, principalmente no gado mestiço.
Outros fatores vão ser necessários, como a doma racional, acostumar o animal com a ordenha, acostumar os animais com o contato da mão no úbere, na perna para que não se estressem.
Aí sim, em um curto a médio período de tempo conseguimos retirar toda a ocitocina do animal e trabalhar apenas com a estimulação da mão no teto dos animais.
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]]>O post O protagonismo da mulher no agronegócio apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Benchmarking Rehagro Leite 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Veja as dicas para melhorar ainda mais os seus lucros e sua atuação na pecuária leiteira dos especialistas:
Vitor Barros – Coordenador do Núcleo de Gestão do Rehagro Leite;
Ernane Campos – Gerente de Negócios do Rehagro Leite.
Além disso, você fica sabendo:
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]]>O post Posso deixar de tratar a mastite bovina? Saiba em quais casos isso é possível apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Então, esse conteúdo é pra você!
Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal?
A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra do leite do animal e levamos para uma estufa, que fica na própria fazenda. Em menos de 24 horas, temos o resultado do cultivo dessa amostra, identificando os microrganismos presentes ali.
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Com as placas mais modernas, chamadas placas cromogênicas, no resultado dessa cultura, podemos identificar até mesmo a espécie bacteriana que temos no leite analisado.
Com esse resultado em mãos, podemos decidir com segurança como devemos proceder:
E em quais casos poderíamos deixar de tratar a mastite, contando que o animal tenha uma cura clínica, bacteriológica e, consequentemente, uma redução da CCS (contagem de células somáticas) no teto acometido?
Confira, no vídeo abaixo, em quais casos podemos deixar de tratar a mastite, com o Prof. Nathan Fontoura, especialista do Rehagro Leite:
Ele explica que nós poderíamos deixar de tratar:
1. Principalmente e obrigatoriamente casos de mastite nos quais não há mais crescimento bacteriano ou microbiológico, ou seja, naqueles em que não há mais envolvimento daquela bactéria ou microrganismo no caso clínico. O que estamos vendo ali são resquícios da reação inflamatória provocada pelo agente microbiológico.
Mas lembre-se! Esse leite ainda tem uma alta contagem de CCS e, portanto, mesmo não tratando a vaca, ele deve ser destinado ao descarte. Caso contrário, ele irá contaminar o leite do tanque.
2. Quando identificamos na cultura microbiológica bactérias Gram-negativas. No entanto, algumas bactérias Gram-negativas, como a Klebsiella, têm uma resposta razoável ao tratamento e é economicamente viável tratá-las.
Portanto, se pudermos identificar a espécie presente na amostra, deixaríamos de tratar principalmente as mastites causadas por Escherichia coli.
Deixando de tratar as mastite causadas pela E. coli e as mastites nas quais não houve crescimento microbiológico na cultura em uma fazenda em que as bactérias do grupo contagioso estão controladas, podemos deixar de tratar até 50% dos casos de mastite que acometem o rebanho, conclui o Prof. Nathan Fontoura.
Já é um grande avanço, não é mesmo?
Saiba mais sobre como realizar a cultura microbiológica na sua fazenda, com o artigo “Uso da cultura microbiológica do leite no controle da mastite“.
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]]>Entenda quais são os tratamentos da mastite neste artigo!
Devo fazer o tratamento com antibiótico imediatamente quando for diagnosticada a mastite?
Pois o período de carência é grande e provavelmente esse leite vai ser descartado e o produtor vai ficar no prejuízo. Como minimizar esse prejuízo?
“A vaca deu mastite? Algo tem que ser feito.”, afirma o especialista Prof. Nathan Fontoura.
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Primeiramente, o leite dessa vaca não pode mais ser jogado para o tanque e ser misturado com o leite saudável das demais vacas. Por quê?
Sobre o tratamento ou não, o correto hoje é que a gente tenha uma ferramenta que se chama cultura microbiológica na fazenda.
O ideal é que realizemos a cultura do leite do animal na própria fazenda. 24 horas após a realização dessa cultura, fazemos a leitura do resultado e aí sim, tenho a resposta correta se o animal deve ser tratado ou não.
Confira a explicação do Prof. Nathan no vídeo abaixo:
Hoje em dia, cerca de 50% a 60% dos casos de mastite que temos encontrado nas fazendas no Brasil não precisam ser tratados.
Porém, se eu não tenho a ferramenta de cultura microbiológica disponível na fazenda, ou se eu não tenho acesso a esse tipo de ferramenta, aí preciso tratar 100% dos casos, e de maneira mais rápida.
O maior prejuízo é se ele não tratar esse animal que precisa de tratamento e o animal diminuir sua produção.
Para cada caso clínico que o animal tem na lactação, o animal perde, em média, 200 litros de leite no restante da lactação caso tenhamos uma cura clínica e microbiológica perfeita, dentro do desejado.
Caso não tenhamos essa cura da maneira correta, provavelmente, a perda de produção de leite nesse animal vai ser ainda maior. Então, ao invés de perder 150, 200 litros, pode perder 250, 400, 500 litros de leite ou até mesmo o quarto mamário pode ser perdido como um todo.
Portanto, se eu não tenho a ferramenta de cultura microbiológica na fazenda, eu devo iniciar imediatamente o tratamento desse animal com o protocolo mais recomendado, deixado pelo veterinário na fazenda.
Caso eu tenha acesso à cultura microbiológica, em até 24 horas eu tenho a correta resposta se devo tratar ou não e qual é o tratamento mais adequado naquele caso clínico.
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]]>O post 7 fatores que interferem no consumo de vacas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Confira quais são os fatores que interferem o consumo de alimento e as dicas do especialista Prof. João Paulo Pereira.
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Esse é um ponto extremamente importante, principalmente quando falamos das fases do período de transição, tanto do pré quanto do pós-parto, quando as vacas estão com edema de úbere, às vezes inchadas, doloridas.
Então, temos que garantir para essas vacas um espaço de cocho adequado, para que haja a menor queda possível no consumo de alimento.
O ideal é fornecer alimento pelo menos 3 vezes ao dia. Algumas fazendas tratam os animais até mesmo 4 vezes ao dia.
Empurrando a comida para que estimule essa vaca, não deixando que a comida fique longe do cocho, principalmente em pista de alimentação. Às vezes a vaca vai mexendo na comida e ela vai ficando distante dela e assim, perde a capacidade efetiva de buscar comida. O ideal é fazer a aproximação de 6 a 8 vezes ao dia.
Esse é um ponto de fundamental importância. Saiba mais sobre o manejo no período de transição com o especialista na área, Prof. Bolivar Faria, com o vídeo a seguir:
É um ponto extremamente importante. Bovinos são animais de hábito gregário, ou seja, sempre andam juntos, em grupos.
Como todo tipo de animal que possui esse comportamento, tem sempre a vaca que é a dominante do grupo e as que são subordinadas. Então, toda vez que existe uma mudança no lote, uma entrada e saída de animais, isso causa um transtorno social naquele grupo até que se restabeleça a nova hierarquia.
Quanto menos mexemos nessa hierarquia, haverão menos brigas, menos disputas e maior vai ser a estabilidade social e, consequentemente, melhor o consumo.
Qualidade de forragem é fundamental em vaca de leite. Quando falamos de forragem, um dos pontos que não podemos esquecer é que uma boa forragem para uma vaca de leite vai ter baixo teor de fibras, porque isso vai possibilitar que haja uma alta ingestão de matéria seca oriunda de forragem.
Lembrando que um dos limitadores de consumo nos ruminantes é o enchimento do rúmen. Quando ocorre o enchimento ruminal, uma parte do alimento que causa essa distensão está relacionada à quantidade de fibra e à qualidade dessa fibra.
Então, se tenho um alimento com menor teor de fibra e que tenha uma fibra de boa qualidade, menos tempo ela vai ficar no rúmen da vaca e, consequentemente, mais ela consegue ingerir.
É um ponto extremamente importante no manejo alimentar. A vaca precisa estar em boa condição no momento do parto.
É muito importante o conforto de modo geral: térmico, de cama, espaçamento de cochos.
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
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]]>O post 4 benefícios da reprodução sobre o aumento na produção de leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo.
“Quando trabalhamos em uma fazenda que tem eficiência reprodutiva muito alta, tudo fica mais fácil. É como se a reprodução fosse o coração da fazenda.”, afirma o especialista Prof. Guilherme Pontes.
Confira 4 grandes benefícios da reprodução para o aumento na produção de leite:
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Se pensarmos em um rebanho de vacas de alta persistência, rebanhos de vacas holandesas, vacas muito boas, como podemos aumentar o leite nessa fazenda?
Diminuindo o DEL (dias em lactação) do rebanho, que significa aumentar a proporção de vacas recém-paridas, onde a produção de leite é mais alta e o retorno sobre custo alimentar também é mais alto.
Confira a explicação completa do Prof. Guilherme no vídeo abaixo:
Se pensarmos em rebanhos de menor persistência, vacas que parem, começam a produzir leite, esse leite aumenta e muito rapidamente esse leite cai, por exemplo em rebanhos de vaca Gir, de modo geral.
Como eu aumento a produção de leite nesses rebanhos por meio da reprodução? Aumentando a proporção de vacas em lactação. Muitas vezes, chegamos em um rebanho que tem 55% – 60% de vacas dando leite, onde o esperado era de 80% – 84%.
Como vou produzir mais leite nessa fazenda? Aumentando o número de vacas que dão leite. Se eu emprenho essa vaca mais rápido, apesar de secar mais rápido, ela vai parir mais rápido, então acabo aumentando o número de vacas em lactação e, consequentemente, aumento a produção de leite.
Geralmente, rebanhos mais jovens, nos quais a proporção de primíparas e secundíparas é alta, temos uma série de benefícios nessa fazenda.
É comum, a primípara produzir menos leite que a secundípara. Então, se conseguimos ter uma proporção maior de secundíparas no rebanho, acabamos conseguindo ter uma maior produção de leite.
Quando tenho vacas recém-paridas, além de produzir mais leite, essas vacas possuem uma eficiência alimentar mais alta, conseguem converter melhor o alimento em leite e consequentemente, elas aumentam o retorno sobre o custo alimentar.
Dessa forma, nós acabamos tendo um custo alimentar do rebanho um pouco mais baixo, porque essas vacas são mais eficientes nessas fases iniciais da lactação.
Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.
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]]>O post Retenção de placenta em vacas leiteiras: saiba o que fazer apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Acompanhe a explicação do especialista em reprodução, Guilherme Pontes, e nunca mais tenha dúvidas sobre o assunto! É a explicação mais clara e certeira que você já viu!
Quando falamos sobre saúde uterina, a primeira doença que pode acontecer após o parto é a retenção de placenta.
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É a não expulsão dos anexos fetais em um período mínimo de 12 horas após o parto.
A expulsão da placenta ainda é uma fase do parto. Depois que a vaca pariu e a placenta ainda está pendurada, ela ainda está tendo um parto.
Em até 12 horas, assumimos que a liberação dessa placenta é um processo fisiológico, comum, normal. No entanto, a partir de 12 horas, assumimos que isso seja algo patológico.
Quem já observou a placenta de uma vaca, pôde ver estruturas que parecem bolas, que chamamos de placentoma. O placentoma é formado pelo cotilédone fetal e pela carúncula materna, que estão unidos por um tecido de colágeno, um tecido conjuntivo que está prendendo essa estrutura.
Na vaca que está com a placenta retida, essa estrutura não foi degradada, e ela continua presa, como se aquela cicatriz não tivesse sido digerida.
Por isso, falamos hoje que a retenção de placenta é muito mais uma doença imune do que uma doença metabólica.
Por quê? Por algum motivo, o sistema imune da vaca não foi capaz de degradar essa estrutura, que continua ali ligada.
De início, nenhum.
A vaca que teve retenção de placenta não tem mais risco de morrer. Alguns trabalhos mostram que vacas que têm retenção de placenta produzem menos leite, mas em contrapartida, vários trabalhos mostram que a produção de leite é a mesma.
O principal ponto de atenção é que vacas com retenção de placenta têm a fertilidade comprometida. No entanto, não há nada que possa ser feito para minimizar esse problema.
Vemos que várias pessoas ainda utilizam prostaglandina, estradiol, ocitocina, mas não existe essa recomendação na literatura.
Hoje, a recomendação para retenção de placenta é não fazer nada.
Dê condições para que a vaca tenha consumo, para que ela coma, para que ela não tenha que disputar tanto no cocho, mas em termos de intervenção, não há algo para ser feito para a retenção de placenta.
Se aplicamos prostaglandina, antibiótico parenteral ou intravenoso, esse tratamento não vai fazer com que a placenta seja liberada mais rapidamente, não vai tratar a retenção de placenta.
Quando tratamos a retenção de placenta com antibiótico, o foco é reduzir a incidência da metrite.
Confira o vídeo com a explicação na íntegra com o especialista em reprodução, Guilherme Pontes.
Conheça o Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira e tenha aulas com nossos consultores para todos os pilares de uma propriedade leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
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]]>O post 7 dicas para reduzir a ocorrência de doenças em vacas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Então, confira essas 7 dicas dadas pelo especialista Prof. Guilherme Pontes e saiba porque eles são alguns dos cuidados essenciais!
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Formule uma dieta para fechar a exigência das vacas no pré e no pós-parto.
Dê boas condições para a vaca, reduza a disputa de cocho, separe novilhas de vacas no pré-parto, separe primíparas de multíparas, se for possível.
Se não for possível separá-las, trabalhe com espaçamento de cocho um pouco maior.
3. Dê conforto para as vacas
Faça com que essas vacas tenham conforto térmico adequado, que elas não passem por períodos de estresse, com picos de cortisol.
4. Tenha um ambiente limpo
Na prática, acostumamos nossos olhos a ver coisas ruins. As vacas precisam parir limpas. Vacas que têm um escore de sujidade maior na região perineal, na região da garupa, têm mais chances de ter metrite.
Então, foco na limpeza!
Confira a seguir o vídeo completo, com as 7 dicas na íntegra!
Tenha um bom manejo de vacas secas. As vacas precisam secar com um escore entre 3 e 3,5 e parir entre 3 e 3,5.
Se eu erro durante a lactação, essa vaca vai secar mais gorda. Se ela seca mais gorda, ela tem mais chances de adoecer na próxima lactação.
Se eu errar na escolha do touro e passar a ter muito auxílio a parto, muitos natimortos, eu passo a ter mais riscos de ter metrite, retenção de placenta, consequentemente reduzir o consumo dessas vacas, aumentando cetose e assim por diante.
Quer continuar aprendendo sobre como cuidar melhor do seu rebanho para melhorar sua produção de leite?
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]]>O post Protocolo IATF: qual o melhor para vacas mestiças a pasto? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.
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Por isso, na maioria das vezes, usamos implantes em nossos protocolos.
Retiramos os implantes e aplicamos a prostaglandina para que a progesterona reduza ao máximo no momento da inseminação. Para isso, nos protocolos de vaca de leite, temos usado duas doses de prostaglandina.
Quando fazemos apenas uma dose de prostaglandina, 30 a 35% das vacas não regridem o corpo lúteo por completo. Ou seja, a progesterona não reduz tanto nessas vacas.
Quando fazemos duas doses de prostaglandina, aumentamos esse número para 95% das vacas reduzindo o corpo lúteo por completo.
Confira o vídeo com o especialista na íntegra:
Para alcançar alta progesterona após a inseminação, seria extremamente importante que as vacas tivessem corpo lúteo no início do protocolo porque, fisiologicamente, se essa vaca já ciclou, ela vai ter concentrações muito altas de progesterona, o que é muito bom para a fertilidade do folículo, afirma Guilherme.
Então, o protocolo de IATF tem que ser capaz de sincronizar a emergência da onda, ou seja, a alta progesterona vai conseguir fazer isso e vai conseguir dar qualidade para o meu folículo.
Precisamos ter um protocolo com uma duração interessante para que tenhamos, lá na frente, um corpo lúteo grande, produzindo altas concentrações de progesterona após a inseminação.
Então, não existe um melhor protocolo IATF. Bons protocolos têm essas características e, muito provavelmente, entregarão resultados interessantes.
Bons protocolos de IATF sincronizam 80 a 85% das vacas
Podem existir algumas variações quando vamos trabalhar com pasto e com confinamento. Por exemplo: em um sistema de produção a pasto, com vacas mestiças, que perdem um pouco mais de condição corporal e que às vezes têm a presença do bezerro ao pé. Nessas situações, o hormônio eCG passa a ganhar importância.
Se você estiver em uma fazenda de gado confinado, holandês, dentro de um composto ou um free stall, o eCG perde a importância.
Então, é importante entender esses conceitos e usar protocolos que tenham essas características.
Não necessariamente, esse protocolo será o melhor para 10 fazendas diferentes. Um protocolo IATF pode não ir tão bem em uma determinada fazenda. E aí, é necessária a realização de ajustes, lembrando dessas premissas, adequando o protocolo àquela propriedade específica.
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]]>O post Pós-Graduação em Pecuária Leiteira: especialização online com foco prático apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para responder a essa dúvida, primeiro conta pra gente: você já conversou com algum colega que fez um curso do Rehagro?
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Nossos consultores, professores dessa especialização, atendem hoje mais de 110 fazendas de todos os portes, em vários estados do Brasil. Elas totalizam mais de 1 milhão de litros de leite por dia! Essas são algumas delas:

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]]>O post Aulas online, presenciais ou híbridas? Qual a melhor opção? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Mesmo com a evolução da tecnologia e o grande crescimento do ensino online, há quem não abra mão do presencial.
Você é uma dessas pessoas?
Sim, presencialmente a gente fala mais, a gente espera o fim da aula e vai lá perguntar algo pro professor, a gente faz amizade com os colegas, troca informação de onde o vizinho está comprando milho melhor.
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Além disso, o Rehagro acredita que alguns tópicos ensinados na pecuária leiteira precisam ser presenciais. Mas como assim?
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]]>O post Benchmarking Rehagro Leite 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Biosseguridade na bovinocultura leiteira: qual a sua importância? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Tais medidas garantem não somente a saúde animal, mas a saúde pública como um todo, uma vez que ambas as áreas são interdependentes, indissociáveis e fazem parte de um mesmo ecossistema sanitário, que é a saúde única.
A título de conhecimento, biosseguridade e biossegurança são termos semelhantes, mas não sinônimos, sendo geralmente empregados de forma inadequada.
A biosseguridade refere-se à saúde animal, enquanto a biossegurança, por sua vez, remete a saúde humana. Por mais que haja estas diferenças, o que realmente importa no final é o objetivo único e igualitário de ambos os termos, que é de garantir o equilíbrio saudável da tríade epidemiológica ambiente, agente e hospedeiro.
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Implementar e assegurar processos com biosseguridade é um ponto fundamental na pecuária leiteira. Afinal, qualquer variação capaz de desestabilizar a tríade epidemiológica possui grande potencial para comprometer o desempenho dos animais e, como consequência, os resultados financeiros e econômicos da propriedade.
Por se tratar de uma área importante que envolve riscos biológicos, a biosseguridade deve ser abordada com cuidado e atenção desde as fases iniciais de vida dos animais.
Um exemplo clássico é o de limpeza, desinfecção e vazio sanitário das instalações das bezerras em aleitamento.
Exemplo de vazio sanitário em bezerreiro tropical. (Fonte: Bruno Guimarães, Técnico Equipe Leite Rehagro)
A cada vez que uma bezerra é desmamada ou deixa o aleitamento por motivos que não o desmame, o recomendado é que o local onde essa bezerra estava passe por um processo rigoroso de limpeza e desinfecção, ficando sem receber novos animais durante um determinado período, cumprindo o vazio sanitário.
Outro exemplo bastante presente na rotina das fazendas leiteiras é o de limitar o acesso de pessoas externas ao setor das bezerras. Caso não haja esse controle, maior é o risco das pessoas levarem agentes patogênicos externos aos animais jovens, podendo desequilibrar a saúde e desenvolver surtos de doenças e distúrbios, como diarreia, por exemplo.
O ideal é que somente as pessoas e os colaboradores que lidam rotineiramente com as bezerras tenham contato com elas.
No entanto, não basta apenas limitar o acesso ao setor. Outras medidas mais rigorosas podem e devem ser aplicadas, como é o caso da limpeza, higiene e desinfecção das botas dos colaboradores, por serem potenciais meios de veiculação de microrganismos de outros setores da fazenda.
Várias são as propriedades que optam pela estratégia de compra de animais para crescerem e evoluírem o rebanho.
Entretanto, um ponto que nem todas essas fazendas que optam por essa estratégia realizam é a pesquisa e identificação de animais portadores de agentes patogênicos específicos causadores de doenças extremamente relevantes, como é o caso de brucelose, tuberculose, tripanossomose e mastite por Staphylococcus aureus, por exemplo.
Brucelose e tuberculose são importantes zoonoses que possuem um regulamento federal de controle e erradicação, conhecido como Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT).
Todos os animais já presentes no rebanho da fazenda devem ser monitorados para as duas zoonoses em uma frequência mínima de uma vez ao ano. Além disso, todos os animais oriundos de compra também devem ser monitorados para brucelose e tuberculose antes de entrarem em contato com o rebanho já existente na fazenda.
Vale ressaltar que a brucelose é uma doença que possui vacinação e, logo, a recomendação é de que os animais adquiridos sejam, além de testados e negativos, vacinados. Aqueles indivíduos reagentes e positivos nos exames de brucelose e tuberculose devem deixar o rebanho o mais rápido possível para que não infectem os demais.
Realização de exame de tuberculose. (Fonte: Bruno Guimarães – Técnico Equipe Leite Rehagro)
A tripanossomose bovina consiste em uma doença que teve o seu primeiro relato descrito no Brasil por volta da década de 1970, sendo que nos últimos anos vêm apresentando um volume ascendente de notificações, talvez pela maior abrangência de diagnóstico nos rebanhos e conscientização dos produtores.
Esta enfermidade é veiculada principalmente pelo uso compartilhado de materiais perfurocortantes entre um animal portador/doente e um animal saudável, como agulhas, por exemplo, e pelo repasto de insetos hematófagos, como moscas e mutucas.
A sua ocorrência geralmente ocorre na forma de surtos, levando a prejuízos extensos aos animais e a propriedade. Construindo uma estimativa da magnitude dos prejuízos, surtos de tripanossomose em um rebanho possuem potencial de reduzir a produção de leite entre 40 e 60% de forma excessivamente rápida, sendo que a taxa de mortalidade fica por volta de 10 a 20%.
O uso compartilhado de agulhas de ocitocina é extremamente eficiente na veiculação do Trypanossoma vivax, agente causador da tripanossomose bovina. Logo, fazendas que fazem o uso de ocitocina nas vacas devem optar pelo uso individualizado de agulhas e seringas.
Sabendo da agressividade da doença e das suas principais formas de disseminação, fica mais claro sobre quais decisões tomar para aumentar a biosseguridade em relação a tripanossomose, além da realização do exame de identificação do patógeno caso o rebanho seja suspeito.
Outro ponto de grande atenção no momento da compra de animais e que comumente passa despercebido é a realização de cultura microbiológica do leite das vacas para identificar patógenos contagiosos causadores de mastite, como é o caso do Staphylococcus aureus.
A mastite causada por esta bactéria não é responsiva a tratamentos e é capaz de acometer grande parte do rebanho caso nada seja feito, devido ao seu caráter contagioso. Além de prejudicar a saúde dos animais, as vacas infectadas produzirão menos leite, sendo também um leite de menor qualidade.
Conforme comentado há pouco, é de grande importância o monitoramento das vacas por meio de cultura microbiológica do leite quanto a possíveis infecções por Staphylococcus aureus na glândula mamária. No entanto, este monitoramento não se resume apenas aos animais oriundos de compra e ao agente S. aureus.
O ideal é que a fazenda possua processos padronizados de acompanhamento da saúde da glândula mamária de todas as vacas do rebanho, monitorando casos específicos (pós-parto, presença de grumos, CCS elevada etc.) por meio de cultura microbiológica do leite para identificação de patógenos relevantes (S. aureus, Streptococcus agalactiae, Mycoplasma spp. etc).
É essencial que tais processos sejam elaborados corretamente e seguidos à risca no intuito de evitar que determinado agente patogênico saia do controle, aumente sua taxa de infecção e comprometa a saúde e o desempenho dos animais.
A biosseguridade no setor de ordenha não para por aí. É importante pensarmos também na integridade dos ordenhadores.
Uma ação de grande relevância e impacto, tanto na saúde humana quanto na saúde animal, é o uso de luvas por parte dos colaboradores responsáveis.
Além de evitar a disseminação de patógenos contagiosos presentes nas mãos dos ordenhadores para as vacas, as luvas também evitam que determinadas zoonoses sejam transmitidas aos humanos, como é o caso da varíola bovina.
O contato das mãos desprotegidas dos ordenhadores com as possíveis lesões cutâneas específicas da doença presentes nos tetos de vacas infectadas podem transmitir o vírus causador da enfermidade.
Uso de luvas para ordenha de vacas. (Fonte: Fazenda Barreiro Alto, cliente Grupo Rehagro)
Garantir a biosseguridade é um dever de todos, independente da atividade desenvolvida. Um conceito que sempre deve estar em mente é que aspectos relacionados à saúde animal e a saúde humana sempre remetem a saúde única.
Ou seja, desequilíbrios na saúde animal podem interferir na saúde humana e vice-versa. Biosseguridade e biossegurança andam lado a lado.
Olhando para pecuária leiteira porteira pra dentro, ações que garantem a biosseguridade do rebanho sempre devem estar em foco, desde os animais mais jovens até os animais mais velhos.
A biosseguridade jamais deve ser negligenciada e não deve ser compreendida simplesmente como um conjunto de medidas que transmitem um ambiente de “garantia legal” para a fazenda.
Um plano de biosseguridade bem pensado e implementado é uma segurança a mais de que os animais terão condições mais favoráveis de expressarem bons desempenhos, retornando melhores resultados para a fazenda.

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]]>O post Pré-sincronização como estratégia para aumentar concepção/reduzir perdas gestacionais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Pré-dipping e pós-dipping: pontos de controle da qualidade do leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para que isso seja possível, é fundamental adotarmos medidas simples de higiene dos tetos, garantindo a adequada desinfecção antes e após a ordenha. Uma dessas medidas é a utilização das soluções desinfetantes de pré-dipping e pós-dipping.
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Mas o que é o pré dipping e o pós-dipping? Quais as principais bases dessas soluções? Quais os principais pontos de atenção durante a utilização?
Copo sem retorno para aplicação de pré e pós-dipping. (Fonte: Gabriela Magioni – Equipe Leite Rehagro)
O pré-dipping consiste em uma solução responsável pela desinfecção dos tetos antes da colocação das teteiras, reduzindo assim a contaminação da pele dos tetos e principalmente os casos de mastite por agentes ambientais. Além disso, a higienização dos tetos antes da ordenha contribui para a qualidade higiênica do leite, sendo um fator importante na redução da CBT (contagem bacteriana total) do leite do tanque.
Para que a solução pré-dipping tenha a ação desinfetante esperada, é fundamental garantirmos alguns pontos:
Além disso, é importante utilizarmos apenas produtos específicos que apresentem indicação para essa finalidade. Outros produtos desinfetantes que não possuem recomendação para uso em rotina de ordenha podem comprometer a integridade física da pele dos tetos e aumentar o risco de mastite, além de não termos a garantia de eficácia do produto ou da possibilidade de resíduo no leite.
Outro ponto de atenção refere-se a produtos que necessitam de diluição. Nesses casos, devemos garantir que a diluição do produto seja feita de forma correta e que a água utilizada para essa finalidade seja de qualidade (potável). O não cumprimento desses itens irá comprometer a eficácia do produto.
Limpeza e organização dos utensílios e equipamentos antes da ordenha. (Fonte: Gabriela Magioni – Equipe Leite Rehagro)
Os princípios ativos mais comuns utilizados em soluções pré-dipping são:
Outro aspecto relevante é não utilizar o hipoclorito de sódio que encontramos em supermercados, mais conhecido como água sanitária, pois além de não ter recomendação para utilização em ordenha, a água sanitária possui soda cáustica em sua composição, que também compromete de modo considerável a integridade dos tetos.
Aplicação de pré-dipping com copo sem retorno. (Fonte: Gabriela Magioni – Equipe Leite Rehagro)
Durante a ordenha os tetos entram em contato com as mãos dos ordenhadores e teteiras contaminadas, que contribuem para a transmissão de mastite por agentes do tipo contagiosos. Por esse motivo, precisamos garantir que os tetos após a ordenha também sejam desinfetados e com redução da carga de agentes causadores de mastite.
Para essa desinfecção utilizamos a solução pós-dipping. Essa medida possui efeito sobre a incidência de novos casos de mastite e CCS (contagem de células somáticas) do rebanho.
Outro benefício da solução pós-dipping é manter a pele dos tetos bem hidratada e íntegra, contribuindo para redução dos casos de mastite. Assim como a solução pré-dipping, os pontos de atenção da solução pós-dipping incluem a higiene do copo sem retorno e garantir que o produto esteja cobrindo todo o teto.
O principal princípio ativo de soluções pós-dipping é o iodo, que possui atividade bactericida, fungicida e viricida, ressaltando a boa eficácia na prevenção de mastites contagiosas causadas por Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae.
Aplicação de pós-dipping com copo sem retorno. (Fonte: Gabriela Magioni – Equipe Leite Rehagro)
Considerando os prejuízos causados pela mastite, como gastos com medicamentos, descarte de leite e, principalmente, perda de produção, medidas de controle da mastite são fundamentais para a saúde do rebanho e rentabilidade da fazenda.
Com pequenos e simples ajustes na rotina de ordenha para garantir a correta desinfecção dos tetos antes e após a ordenha é possível produzir um leite de melhor qualidade e reduzir a incidência de mastite.
Produtor, como andam os casos de mastite em sua fazenda? Você conhece o impacto da mastite no seu sistema? Quanto de leite as suas vacas estão deixando de produzir? Quais ações você realiza para prevenir e controlar a incidência de mastite em suas vacas?
Por quê não conhecer mais de perto a sua fazenda, aprimorar a visão sobre o sistema e alavancar o desempenho e a rentabilidade?
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]]>O post Curva de lactação em vacas leiteiras: conceito e importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ambas podem ser empregadas na atividade leiteira e merecem uma reflexão. Afinal, nenhuma ação pode ser empregada com segurança se não estiver pautada em dados confiáveis que retratam a realidade da atividade.
O principal produto da atividade leiteira é sem dúvidas a produção de leite, seguido pela venda de animais, da genética, etc. O leite é o responsável majoritário pela geração de receitas da propriedade. Somente esta afirmação já possui fundamentos o suficiente para justificar a mensuração da produção de leite da propriedade.
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Mas não é somente isso. Além da razão óbvia, por que devemos medir a produção de leite?
Um dos motivos é para avaliarmos a curva de lactação das vacas. Mas o que é a curva de lactação e quais informações podemos obter através dela?

Comumente representada no formato de gráfico, a curva de lactação ilustra a produção de leite das vacas ao longo dos períodos da lactação. Este modelo pode ser construído e analisado tanto para o indivíduo, quanto para grupos (primíparas e multíparas, por exemplo) ou rebanho.
Para a sua formação, é necessário ter duas informações básicas e principais: produção de leite e dias em lactação (DEL).
O valor de produção é obtido nas pesagens de leite periódicas. Já o DEL, como o próprio nome diz, representa a quantos dias aquele animal está produzindo leite naquela lactação. Nada mais é do que a diferença entre a data do dial atual e a data do último parto.
Com essas informações em mãos, basta arranjá-las em um gráfico, conforme o exemplo abaixo, onde o eixo X (horizontal) representa o DEL dos animais e o eixo Y (vertical) representa a produção de leite por indivíduo. Lembrando que cada marcador no gráfico representa uma vaca do rebanho.
Gráfico 1 – Curva de lactação de um rebanho de 94 vacas
Em uma situação normal, a curva de lactação esperada é bastante semelhante ao exemplo mostrado no gráfico 1.
As vacas apresentam uma ascensão da produção de leite que vai do parto até por volta de 60 dias, geralmente, que é quando ocorre o pico de produção na espécie bovina.
Passado esse período, os animais tendem a manifestar um decréscimo gradual (6 a 10% por mês, em média) no leite à medida que o DEL avança. Fato natural que, ao longo do tempo, culmina com a secagem do animal, seja devido a gestação avançada ou a baixa produção.
Já em situações em que as vacas passam por grandes desafios, é muito comum observarmos uma curva de lactação anormal, onde o pico de produção é tardio.
Referências na literatura citam que cada litro de leite perdido no pico de produção pode resultar em 200 a 300 litros de leite perdidos ao final da lactação. Só este fato já explica a importância e a necessidade de mensurar a produção de leite das vacas e interpretar a curva de lactação.
Com o litro de leite sendo vendido a R$ 2,00, por exemplo, a perda econômica será de R$ 400,00 a R$ 600,00 por vaca em lactação nesta condição!
Veja o gráfico a seguir. Neste exemplo, as vacas estão chegando ao pico de lactação tardiamente, somente aos 100 a 110 de DEL (linha vermelha tracejada).
Esses casos quase sempre estão relacionados a algum evento que está influenciando negativamente no desempenho dos animais e resultando no atraso do pico de produção.
Doenças, dietas mal formuladas e manejo nutricional inadequado próximo ao parto ou no início da lactação, por exemplo, são três das principais causas que resultam nessa ocorrência.
Em resumo, qualquer fator que prejudique o consumo alimentar das vacas no início da lactação é capaz de atrasar o pico de produção.
Gráfico 2 – Curva de lactação anormal com pico de produção tardio
A curva de lactação possui algumas particularidades quando olhamos para aspectos como a ordem de parto dos animais. Ao observar a produção de primíparas e multíparas, por exemplo, notamos algumas diferenças.
Conforme já mencionado anteriormente, após o pico de lactação é natural que as vacas reduzam de forma gradual a produção de leite a cada mês. Geralmente, essa redução fica em torno de 6 a 10% por mês após o pico.
No entanto, o decréscimo não acontece na mesma proporção quando analisamos primíparas e multíparas. O esperado é que as primíparas decaem a produção por volta de 7% ao mês, enquanto este percentual para as multíparas fica em torno de 10%. Veja o gráfico 3.
Gráfico 3 – Curva de lactação de primíparas e multíparas
Como a produção das primíparas cai de forma mais branda ao longo dos meses, é comum observarmos uma curva de lactação mais suave (flat) nessa categoria em relação às multíparas.
Note a diferença da inclinação da curva entre o pico e o fim da lactação de ambas as categorias. Essa taxa de queda é utilizada para estimarmos a produção dos animais após o pico de produção, além de analisarmos se a curva de lactação real está coerente com o que foi estimado, auxiliando na identificação de possíveis entraves na rotina da fazenda que estejam dificultando o desempenho dos animais.
Por quanto tempo as vacas dão leite? Para responder essa pergunta devemos considerar algumas perspectivas, como: padrão racial, situação reprodutiva, nutrição, saúde. Enfim, uma série de fatores influencia no tempo de produção de leite pelas vacas, acontecimento que também é conhecido como persistência de lactação.
Vamos agora considerar alguns desses fatores e clarear um pouco o entendimento sobre como eles influenciam na persistência de lactação dos animais.
É fato que alguns padrões raciais tiveram maior intensidade de seleção genética para produção de leite ao longo dos anos e, por esse motivo, conseguem expressar melhor essa característica na atualidade. Vacas de rebanhos com padrão racial mais especializado geralmente apresentam maior persistência de lactação, ou seja, conseguem produzir leite por mais tempo.
Se pensarmos de forma associada a reprodução, em um cenário de intervalo entre partos de 12 meses, por exemplo, esperamos que as vacas produzam leite por volta de 10 meses e permaneçam secas próximo a 2 meses.
Logo, por mais que as vacas tenham persistência de lactação para produzir leite por mais tempo, elas deverão ter a lactação interrompida para que sejam secas e se preparem para o próximo parto.
Já ponderando nutrição e saúde, qualquer evento que reduza o consumo alimentar e prejudique o funcionamento adequado do metabolismo animal poderá abreviar o volume de leite e o tempo de produção das vacas. Dessa forma, a persistência de lactação será encurtada.
Conhecer e analisar a curva de lactação do rebanho, além de ser uma ação essencial, representa uma grande oportunidade de identificação de gargalos na fazenda que estejam limitando o desempenho das vacas.
Qualquer sinal de produção de leite aquém do esperado deve ser investigado e corrigido. Condições inadequadas de manejo com as vacas próximo ao parto e/ou no início da lactação podem provocar eventos que impactarão em toda a lactação.
Ao final, o resultado será em menores resultados zootécnicos, econômicos e financeiros.
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]]>Vale a pena conferir o conteúdo na íntegra!
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]]>O post Alimentação de bezerras leiteiras: principais exigências nutricionais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Logo após o parto, o colostro deve ser fornecido em quantidades que atendam às necessidades nutricionais e de anticorpos das recém-nascidas. Ao ser administrado em tempo hábil, o colostro garante que esse primeiro alimento seja bem absorvido pelo organismo. Depois de todo este trabalho é fundamental ter um bom manejo nutricional, sanitário e ambiental garantindo que o fruto desse esforço não se perca.
Em todo o Brasil, há uma crença de que devem ser fornecidos 4 litros diários de leite às bezerras durante a fase de aleitamento. Este “mito” surgiu baseado em uma correlação das necessidades alimentares com o peso ao nascimento, sendo 10% do peso vivo em leite.
Entretanto, na prática, nunca certificamos se esse volume atende à necessidade de uma bezerra durante essa fase.
A pergunta é: o volume de 4 litros de leite está atendendo a necessidade nutricional das bezerras para que cresçam de forma saudável?
Lembrando que devemos levar em consideração o percentual de proteína, gordura e lactose. Se a composição do leite varia de vaca para vaca, de fazenda para fazenda, será que esses animais não estão passando fome?
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Outro hábito comum entre os criadores em nosso país, principalmente de rebanhos mestiços, é desmamar as bezerras aos 60 dias de idade.
Mas, se a quantidade de alimento fornecido durante todo esse tempo foi insuficiente, os animais estarão em condições de sofrer mais uma restrição alimentar? Aos 60 dias já foi atingido o peso ideal para o desmame?
Depois de tais questionamentos, é preciso rever nossos conceitos sobre as bezerras em aleitamento. Para isso, devemos saber qual é a exigência energética e proteica do animal nessa fase.
Diante dessa exigência, é possível saber se o volume de 4 litros, de acordo com a composição média do leite para proteína, gordura e lactose (boletim dos laticínios), atende à demanda nutricional dessa categoria.
As exigências nutricionais devem ser avaliadas em kilocal (kcal) de Energia Metabolizável por dia e em gramas(g) de proteína digestível por dia. Essa exigência varia de acordo com o peso vivo da bezerra e o ganho de peso diário que se quer atingir durante a fase de aleitamento. Veja a tabela abaixo:

Tabela 1 – Energia Metabolizável (EM) e Proteína digestível (PD) para mantença e ganho de peso de acordo com o peso da bezerra. *Peso médio ao nascimento **Peso médio próximo a desmama.
De posse da exigência de energia e proteína e de acordo com a composição média do leite, é possível então avaliar se realmente nossas estão passando fome.
Na tabela a seguir foi feito um simulado com fornecimento de 4 ou 6 litros de leite. Usou-se duas diferentes composições de leite recebidas do Boletim de Leite do pagamento de um laticínio.

Tabela 2 – Cálculo de disponibilidade de energia e proteína de acordo com a composição do leite em dois diferentes volumes de leite (4 versus 6 litros).
Para calcular a quantidade de energia metabolizável (EM) em 4 ou 6 litros de leite foi considerado o valor energético por:
Outro ponto importante é saber que o consumo de concentrado de uma bezerra nos primeiros 20 dias de vida é muito baixo. Uma bezerra recém-nascida não consome mais do que 100 gramas de concentrado por dia nesse período, já que está aprendendo a consumir este tipo de alimento.
Na tabela 3 temos o consumo total de energia metabolizável e proteína digestível por dia. Eles são provenientes do consumo de leite de acordo com sua composição (simulado da tabela 2). Também temos o consumo médio de 100 gramas de concentrado nos primeiros 20 dias de idade.
Por meio dos cálculos da tabela 1 e 2 podemos então certificar se existe déficit ou excesso de energia e proteína. Nesse simulado foi considerado a exigência de uma bezerra de 38 kg de peso vivo descrito na Tabela 1.

Tabela 3. Déficit ou excesso de energia, proteína e litros de leite por dia de uma bezerra de 38 kg de peso vivo ganhando 800 g/dia consumindo 4 ou 6 litros de leite.
* 100 gramas de concentrado de alta qualidade possui 315 kcal de energia metabolizável e 15 g de proteína digestível.
** Para calcular a quantidade necessária de leite para suprir o déficit, foram usados valores de EM de um litro de leite que varia de acordo com a composição do mesmo.
Podemos verificar que nas duas primeiras situações (1 e 2), com o volume de 4 litros de leite fornecidos por dia, a quantidade total de alimento ingerido (leite + concentrado) não foi suficiente para suprir as exigências das bezerras tanto energética quanto proteica.
Interessante, nesse caso, que mesmo o leite com alto teor de gordura e proteína (situação 2) também não conseguiu atender à demanda nutricional do animal. Importante lembrar que nessas duas situações, se o concentrado dado à bezerra for de pior qualidade. Isto significa que o concentrado tem baixo teor de energia e proteína de pior qualidade, fazendo com que essa situação seja ainda mais grave.
Ajustando o volume para pelo menos 6 litros diários (simulação 3 e 4) se adequa o aleitamento de tal forma que é possível atender à demanda de energia e proteína das bezerras. Ou seja, os dois litros de leite a mais é exatamente o que está faltando para atender à demanda das bezerras.
Na simulação 4, onde foi considerado um leite com maior teor de sólidos, o volume de seis litros de leite fornece a quantidade de nutrientes acima da exigência das bezerras. Neste caso é possível trabalhar até com 700 gramas de leite/dia a menos no aleitamento.
Uma excelente alternativa seria fornecer os 6 litros e desmamar os animais mais precocemente. Ainda assim, eles ficariam mais pesados e mais saudáveis do que o esquema tradicional.
Com as situações mostradas acima podemos afirmar que: NOSSAS BEZERRAS ESTÃO PASSANDO FOME, SIM!
Bezerras recém-nascidas possuem requerimentos energéticos maiores para manter a temperatura corporal adequada, onde a temperatura ambiental crítica para bezerros é de 10ºC.
Caso a temperatura ambiente esteja abaixo de dez graus, as necessidades nutricionais para mantença dessas bezerras, principalmente para manutenção da temperatura corporal aumentam, retirando energia que seria destinada ao ganho de peso para controle da temperatura do corpo.
Ou seja, em estações mais frias, o requerimento aumenta, fazendo com que os 4 litros diários de leite sejam ainda mais deficitários. Este é um grande problema para regiões no Brasil onde a temperatura do ambiente cai muito no inverno.
O fato de não suprir a exigência proteica, conforme observado na tabela 3, irá interferir muito na saúde das bezerras em aleitamento, pois a proteína absorvida, principalmente do leite, é usada na formação do sistema imune dos animais jovens.
Até a “construção” desse sistema imune a resistência às doenças é adquirida de uma boa colostragem até 12 horas após nascimento. Entretanto, essa imunidade que o colostro transfere não perdura para sempre e sim no máximo até 40-45 dias de idade.
Ou seja, o não atendimento da exigência proteica das bezerras durante a formação do seu próprio sistema imunológico, diminuirá a capacidade desses animais de responder às injúrias. Isso as torna mais susceptíveis a várias doenças, sendo o problema mais agravado no pós desmame.
Além disso, ao desenvolver qualquer tipo de doença como diarreias e pneumonias, a exigência nutricional desse animal aumenta. Desta forma o déficit nutricional de animais alimentados apenas com 4 litros de leite, fica ainda maior.
É preciso quebrar o paradigma do fornecimento de 4 litros de leite. A verdade é que as bezerras estão passando necessidades em um momento de suas vidas em que já enfrentam tantos desafios.
Elas são parte fundamental do sistema leiteiro e merecem o máximo cuidado para que possam desempenhar todo o potencial esperado no seu futuro produtivo.
Pesquisadores americanos relatam que bezerras que bebem mais leite produzem mais leite quando vacas. A relação se mostra óbvia quando pensamos: Saúde se reflete em produtividade!
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]]>O post Sucedâneo no aleitamento de bezerras: dicas para correta utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Mas afinal, qual a melhor opção: fornecer leite limpo, leite de descarte ou sucedâneo lácteo para as bezerras?
Quando há condições de se fornecer o leite limpo de vaca em condições adequadas de higiene, os resultados alcançados tendem a serem melhores, com melhor desempenho, menor incidência de diarreias e, consequentemente, menor mortalidade.
Além disso, não devemos desconsiderar o uso de leite de descarte quando em vista a disponibilidade de pasteurização e a correção do teor de sólidos.
Vamos abordar neste texto dicas a fim de garantir um correto aleitamento quando a decisão for utilizar sucedâneo como principal alimento para bezerras em aleitamento.
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O sucedâneo deve ter a sua utilização considerada principalmente em situações de adensamento de leite e quando não houver disponibilidade de leite limpo e/ou leite de descarte.
A decisão de quando utilizar o sucedâneo é específica para cada fazenda e deve ser considerada mediante análises de custo-benefício. Essa escolha é muitas vezes norteada pela redução de custos. A parte econômica da utilização de sucedâneo não deve ser ignorada, ao contrário, sua análise deve estar vinculada ao desempenho animal.
Além da redução de custos, outras vantagens podem ser ressaltadas quanto ao uso de sucedâneos, como desvincular o horário da ordenha ao horário do trato dos bezerros, evitar a transmissão vertical (via leite) de doenças da vaca para a bezerra, reduzir o uso de leite de descarte, facilidade de estoque e produto de consistência uniforme quando manejado corretamente.
A correta utilização do sucedâneo será fundamental para ter oportunidade de desfrutar dos benefícios citados. Sendo assim, é preciso atenção primeiramente na decisão da sua inclusão ou não na dieta. Por fim, caso a melhor opção seja sua utilização, será necessário foco em alguns pontos para compra de um produto que proporcione também boas condições de desenvolvimento às bezerras.
Assim como na oferta de leite para as bezerras, o uso de sucedâneo lácteo deve seguir algumas recomendações, como:
O fornecimento de sucedâneo pode ser realizado através de mamadeira, amamentador automático, balde com bico, amamentador coletivo e balde sem bico. Vale ressaltar que a altura do balde com bico deve ser de aproximadamente 45 cm do chão, se assemelhando com a altura do úbere da mãe.
O ideal é que o sucedâneo utilizado seja produzido a partir de matéria prima de origem láctea.
No entanto, há aqueles que são produzidos a partir de matéria prima de origem vegetal. Os valores de fibra indicados no rótulo dos sucedâneos nos indicam se o produto possui mais ou menos proteína de origem vegetal.
Conforme será citado no próximo tópico, a recomendação é de que os sucedâneos apresentam teores de fibra inferiores a 0,15. Valores superiores apontam que há uma grande quantidade de proteínas vegetais, as quais as bezerras não conseguem digerir muito bem e podem desencadear distúrbios digestivos.
Observar o aspecto do sucedâneo algum tempo após sua diluição e mistura também é uma boa opção. Sucedâneos que apresentam decantação após serem diluídos corretamente e bem misturados geralmente não possuem uma qualidade nutricional que atenda às exigências das bezerras.

Qualidade de mistura de sucedâneos. Note que o sucedâneo da esquerda apresentou boa qualidade de mistura e não decantou, enquanto o sucedâneo da direita não se misturou bem e decantou de forma considerável. Fonte: Professora Sandra Gesteira, UFMG

Mas afinal, para que servem os sólidos totais? Os teores de sólidos totais auxiliam no desempenho da bezerra, fazendo com que a mesma ganhe peso e seja desaleitada mais rapidamente e com saúde.
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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]]>O post Como melhorar a gestão de uma fazenda leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Caso opte pela primeira opção, os riscos de errar o trajeto de forma a dificultar e atrasar a sua chegada no local são bem maiores.
Este mesmo exemplo pode ser aplicado como uma analogia na pecuária leiteira. Vamos supor que a produção de leite ou a reprodução de seu rebanho não está boa e você decidiu otimizá-la. O que checar? Por onde começar? Quais atitudes tomar? Quais caminhos seguir?
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Ter informações seguras, confiáveis e certeiras da rotina da propriedade fazem toda a diferença nesta situação. Tais informações permitem o cálculo de indicadores que norteiam as ações dentro da fazenda, justamente por atuarem como um GPS que guia a gestão da propriedade.
Além disso, estes indicadores atuam também como termômetros, mensurando o desempenho do rebanho.
A gestão eficiente de uma fazenda leiteira só é alcançada por meio de indicadores. Tê-los em mão, portanto, é uma questão de empenho, rotina e dedicação.
Dados de uma fazenda de produção de leite.
Os indicadores são importantes ferramentas de gestão e de tomada de decisão. Eles se baseiam em dados reais que são utilizados para gerar números e taxas que apontam o desempenho de determinada ação ou processo.
Um exemplo comum a todos, são os indicadores que expressam o rendimento de desempenho de um veículo.
Um determinado carro pode ter uma autonomia de 480 km com 40 litros de combustível, enquanto um outro pode rodar 600 km com os mesmos 40 litros. Ou seja, o primeiro veículo possui um rendimento de 12 km/litro e já o segundo veículo possui um rendimento de desempenho maior, com 15 km/litro.
Veja que no exemplo citado temos mais de uma opção de expressarmos os indicadores, com diferentes unidades de medida.
O mesmo acontece na gestão de uma fazenda da pecuária leiteira. Podemos e devemos calcular indicadores para os mais diversos setores da atividade: produção de leite, reprodução, qualidade do leite, sanidade, gestão econômica e financeira etc.
A própria média de produção de leite do rebanho é um exemplo clássico de um indicador bastante acompanhado nas fazendas.
Para obtermos este número, basta dividirmos o volume total de leite produzido no dia pelo número de vacas em lactação. Se uma fazenda produziu 7.952 litros de leite no dia de hoje com um rebanho de 250 vacas em lactação, logo seu indicador de média de produção por vaca é de 31,8 litros de leite.
Perceba que este número é dinâmico e dependente de variáveis, assim como qualquer indicador. Neste exemplo, o volume total de leite produzido e o número de vacas em lactação são as variáveis que influenciarão no indicador de média de produção dos animais.
A mesma premissa é válida para diversos outros indicadores. Olhando agora para a reprodução, ao analisarmos o desempenho reprodutivo de um rebanho sempre verificamos números como taxa de serviço, taxa de concepção e taxa de prenhez. Todos eles são indicadores e também possuem um perfil bastante dinâmico, ou seja, variam constantemente.
Exemplos de indicadores de uma fazenda de pecuária leiteira.
Outros dois pontos bastante importantes que são monitorados por indicadores nas fazendas são a qualidade do leite e a sanidade.
Conforme já discutido, a gestão eficiente de uma fazenda só é feita com base em indicadores. Os indicadores só são obtidos a partir de dados confiáveis. A coleta de dados confiáveis exige empenho, rotina e dedicação.
Portanto, a geração de indicadores se resume inicialmente no compromisso de implementar uma cultura de mensuração de desempenho e coleta de dados nas fazendas.
Pesagens de leite, partos, inseminações, secagens, casos de mastite, ganho de peso, desmama, mortes, dentre outros, são somente alguns exemplos de itens que compõem o grande universo de anotações que devem ser feitas na rotina de uma propriedade leiteira.
Com os dados em mãos, agora é hora de calcular os indicadores. Alguns são relativamente tranquilos de serem calculados sem o auxílio de ferramentas computacionais mais sofisticadas, como a média de produção de leite diária do rebanho, por exemplo.
Já para o cálculo de outros indicadores, como a taxa de serviço, o recomendado é que sejam utilizados softwares específicos de gerenciamento zootécnico do rebanho, visto apresentarem uma maior complexidade de tratamento dos dados e terem uma dinamicidade geralmente alta.
Concentrar todas as anotações e mensurações da fazenda (ou grande parte delas) em uma única base de dados, como em um software de gerenciamento zootécnico, pode ser benéfico, pois permite uma melhor análise e aproveitamento das informações. Lembrando que essa base de dados deve ser abastecida constantemente para que os indicadores gerados retratem a realidade atual da fazenda.
Exemplo de uma ficha de anotação e controle da mastite de uma fazenda leiteira
Uma conhecida frase de Fernando Penteado Cardoso, engenheiro agrônomo brasileiro, diz que:
O Brasil é um país onde as pessoas acham muito, observam pouco e não medem praticamente nada.
Devemos ter consciência disso, compreender a importância de mensurar e coletar dados e internalizar este processo cada vez mais na pecuária leiteira, independente do tamanho do rebanho ou da propriedade.
Somente com a obtenção e análise de indicadores é que teremos a fazenda nas mãos, com condições seguras e confiáveis para tomarmos decisões assertivas na atividade. Qualquer coisa fora disso já permeia o caminho do achismo, colocando em grande risco o sucesso do negócio.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
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]]>O post Como ter eficiência na produção de leite em épocas de altos preços de insumos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ou seja, a habilidade em produzir comida de qualidade para as vacas tende a flexibilizar o custo de produção e, consequentemente, refletir de forma positiva no caixa da fazenda.
Contudo, mesmo tendo competência para produzir comida, ainda assim torna-se necessário recorrer ao mercado para adquirir outros insumos que compõem a dieta do rebanho leiteiro.
Oscilações habituais nos preços dos insumos são esperadas em determinadas épocas do ano. No entanto, o mercado está sujeito a variações atípicas que nem sempre podem ser previstas. Estes fatos exigem dos produtores e dos técnicos um profissionalismo e uma capacidade de planejamento da atividade cada vez mais aprimorada, visando sempre a eficiência de produção com maior retorno do negócio.
Acompanhe este texto e veja algumas dicas que podem auxiliar na eficiência da produção de leite em épocas de altos preços de insumos.
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Milho e soja são alimentos extremamente nutritivos para as vacas leiteiras e figuram como os principais componentes da dieta quando se pensa em concentrados energéticos e proteicos. Em épocas de milho e soja caros, buscar alimentos alternativos a eles ou que complementam a dieta representa uma opção interessante.
Entretanto, realizar estas alterações e adaptações na dieta não é uma tarefa fácil. Além do preço, variáveis como disponibilidade e qualidade nutricional do alimento substituto, níveis de inclusão e impacto da substituição no desempenho animal devem ser consideradas e analisadas. Planejar as compras e negociar bem os produtos também são dois pontos que interferem diretamente em situações como esta.
Confira abaixo alguns alimentos que podem ser utilizados como fontes alternativas na dieta de bovinos leiteiros.
Igualmente ao milho, os grãos de sorgo também são fonte de amido para os animais. No entanto, o amido do sorgo possui menor disponibilidade e menor digestibilidade em relação ao milho.
Uma das estratégias utilizadas para melhorar a digestibilidade do sorgo consiste no processamento dos grãos por moagem fina, associado ou não à confecção de silagem de grão úmido reidratado de sorgo.
O teor energético do sorgo seco, por exemplo, equivale a 80% do milho seco, sendo ambos processados com moagem fina (< 600 micras). Já o sorgo reidratado é equivalente ao milho seco com moagem fina e corresponde a cerca de 90% do milho reidratado.
Lavoura de sorgo. Fonte: Embrapa
Vale ressaltar que para que o sorgo tenha o efeito de ensilagem, o tempo mínimo de estocagem deve ser de 60 dias e com granulometria fina.
Uma das características chamativas do sorgo é o seu preço, comumente inferior ao do milho. Em cenários de altos preços de milho e grande oferta de sorgo, a análise comparativa pode ser interessante.
O resíduo de cervejaria consiste em um subproduto da indústria, o qual pode se apresentar na forma seca (25 – 30% de matéria seca) ou úmida (10 – 15% de matéria seca).
As suas características nutricionais chamam atenção para bons teores de proteína não degradável no rúmen (PNDR) e perfil considerável de aminoácidos essenciais, principalmente metionina e lisina.
A proximidade à polos e indústrias cervejeiras tende a ser um fator limitante do uso deste alimento nas propriedades, devido ao custo com frete associado ao transporte e armazenamento deste material com maiores teores de umidade.
Cevada. Fonte: CTRH
Outro subproduto frequentemente utilizado como alimento alternativo nas dietas de bovinos é a polpa cítrica, oriunda da indústria de cítricos e que é processada e entregue na forma peletizada nas propriedades leiteiras.
O seu uso está baseado principalmente nos teores de pectina, carboidrato fermentável de rápida degradação ruminal capaz de substituir parcialmente o amido.
Por ser um alimento capaz de reter umidade do ambiente, durante o seu processamento na indústria é adicionado hidróxido (ou óxido) de cálcio em sua composição para auxiliar na secagem do produto. Este fato remete a dois pontos de atenção para o manuseio da polpa cítrica nas fazendas leiteiras.
Ao analisar o custo da polpa cítrica nota-se ser competitivo com o custo do milho boa parte das vezes. Além disso, o período de sua maior disponibilidade no mercado ocorre no período de entressafra dos grãos, o que torna o seu uso ainda mais interessante.
Polpa cítrica peletizada. Fonte: Cutrale
O caroço de algodão possui características peculiares, dado que sua composição energética é elevada e em sua cápsula externa há uma pluma, também conhecida como linter, que contribui para a efetividade da fibra na dieta, auxiliando na saúde ruminal.
O conteúdo energético deste alimento se deve praticamente ao seu alto teor de óleo, compelindo restrições importantes em sua inclusão na dieta para que não ocorram efeitos negativos na funcionalidade dos microrganismos ruminais e, como consequência, na síntese de gordura do leite pela glândula mamária.
Caroço de algodão. Fonte: Andrea Mobiglia, Grupo Rehagro
O DDG, sigla para grãos secos de destilaria, trata-se de um subproduto do milho que apresentou uma expansão relativamente recente em seu uso nas fazendas leiteiras do Brasil devido ao aumento da produção nacional de etanol à base deste cereal.
As características energéticas e proteicas deste alimento são atrativas para sua inclusão nas dietas dos animais, podendo ser uma alternativa tanto ao milho quanto ao farelo de soja, por exemplo, ou até mesmo ser utilizado em combinação.
Uma observação importante a respeito deste produto é o seu teor proteico elevado. O processo de fermentação ao qual o milho é submetido para produção de etanol derivando o DDG pode fornecer leveduras para o produto, melhorando o seu perfil de aminoácidos.
A nutrição de vacas leiteiras não se resume apenas na oferta de concentrados. Pelo contrário, grande parte da quantidade total da dieta é composta por volumosos, sendo a silagem de milho um dos mais praticados e de maior valor nutricional.
Quando elaborada com planejamento, gerenciamento e de forma adequada, a silagem de milho apresenta dois pontos principais que contribuem de forma considerável para a qualidade e o custo da dieta. São eles:
A produção de silagem de qualidade começa bem antes do plantio da semente. Ela depende também do manejo de fertilidade do solo, do local e da época para a realização do plantio, da escolha do híbrido adequado e do preparo e ajuste do maquinário necessário. Com todas estas variáveis alinhadas, maior é a tendência da silagem obter teores ótimos de amido e bons perfis de fibra fisicamente efetiva.
Monitorar o ponto de colheita da lavoura é um detalhe de extrema importância para a qualidade da silagem. Caso ultrapasse o período ideal de colheita, a planta de milho acumula matéria seca (MS), reduz o teor de fibra em detergente neutro (FDN), aumenta os teores de lignina e reduz a sua digestibilidade.
Veja o gráfico a seguir. Nele está representada a relação do estágio de maturidade do milho com os teores de MS, amido e FDN.

Gráfico 1 – Relação do estágio de maturidade do milho com os teores de matéria seca (MS), amido e fibra em detergente neutro (FDN). Fonte: Bal et al., 1997
Nos estágios iniciais de desenvolvimento a planta de milho possui os grãos pouco preenchidos por amido. Já no estágio de maturidade fisiológica, o teor de MS encontra-se elevado e a planta aumenta o teor de lignina em suas estruturas, fato que reduz sua digestibilidade por parte das vacas.
Assim sendo, o ponto ideal para a colheita do milho para silagem é quando a planta atinge entre 34 e 38% de MS e de 1/2 a 2/3 do grão preenchido por amido. Neste ponto o milho apresenta o maior acúmulo de amido e o menor teor de fibra.
Lavouras com boa saúde fitossanitária, boa nutrição e que não passaram por eventos extremos de estresse hídrico são capazes de atingir estes valores. No entanto, deve-se estar ciente que variações podem ocorrer em função do híbrido utilizado.
Após a silagem ter sido adequadamente colhida, compactada e armazenada, torna-se necessário enviar amostras do material ensilado para analisar a bromatologia e certificar a sua qualidade.
Para realizar a amostragem, o recomendado é que uma faixa de silagem seja removida do topo até a base do silo, em toda sua largura. Desta silagem removida, coletar 8 ou mais amostras em pontos aleatórios, colocando-as em um balde. Despejar as amostras em uma superfície limpa, separá-las em 4 partes iguais e enviar uma das partes para o laboratório.
Em épocas de elevação no preço dos insumos, ampliar a variedade de opções nutricionais consiste em um bom caminho. Isto deve ser feito de modo que seja viável para a fazenda e para os animais, sem que ocorram perdas na qualidade da dieta e queda no desempenho dos lotes.
Conforme discutido ao longo do texto, o uso de subprodutos representa uma oportunidade interessante. O recomendado é que a inclusão de qualquer subproduto na dieta de vacas leiteiras seja feita mediante o resultado de análises bromatológicas realizadas em laboratórios de referência, visto que estes alimentos passam por processamentos prévios e, portanto, podem apresentar variações consideráveis em seus teores nutricionais.
Além disso, e não menos importante, a inclusão deve ser feita respeitando os níveis nutricionais determinados para cada categoria animal e de acordo com a orientação do nutricionista responsável pela propriedade.
Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros, que aborda de forma aprofundada as estratégias nutricionais que podem ajudá-lo a otimizar os custos, conduzir rebanhos à alta produtividade e aumentar a margem de lucro do produtor.

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]]>Dessa forma, aumentam-se as chances de o planejamento traçado ser certeiro, prevenindo imprevistos e surpresas desagradáveis.
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Independente do status da propriedade leiteira – se ela já se encontra em atividade, se iniciou a produção de leite há pouco tempo ou se ainda está apenas no papel – é importante conhecer de forma profunda e detalhada os pontos que a permeiam e que influenciam no seu resultado.
Esses pontos devem abranger não somente a propriedade de forma específica, mas também as pessoas envolvidas, a região onde ela está localizada e o mercado comprador/consumidor.
A melhor forma de conhecer a fazenda é por meio da ferramenta de Diagnóstico da Propriedade. Com ela é possível entender melhor o projeto, identificando as oportunidades, os riscos, alinhando as ações e atuando para melhorias.
Conforme já mencionado, o diagnóstico deve compreender fatores internos e externos da propriedade. O diagnóstico nada mais é do que um retrato da propriedade em um momento específico do tempo, relatando de forma detalhada todo o perfil da fazenda e da região.
Para organizar o raciocínio, podemos dividir os fatores em cinco grandes grupos:
Avaliar qual a aptidão econômica da região, se há facilidade de obtenção de mão de obra qualificada, quais são os compradores de leite, se existe mercado de compra e venda de animais, quais os possíveis fornecedores de insumos, qual a facilidade de acesso e escoamento da produção etc.
Tais fatores permitem reconhecer se a propriedade está/estará inserida em algum determinado polo leiteiro que a beneficie, até mesmo agregue valor à produção de leite.
Diz respeito à localização da propriedade, ao clima da região com as médias históricas de temperatura e pluviosidade ao longo do ano, ao relevo, ao tipo de solo, à disponibilidade de água, etc.
O conhecimento dessas variáveis permite, por exemplo, que saibamos qual o potencial agrícola da propriedade para a produção de comida dos animais.
Não basta apenas conhecer o relevo e o clima da propriedade: é necessário mensurar a sua área total e descrever a ocupação de cada divisão, como a extensão destinada à área de preservação permanente (APP), reserva legal, área mecanizável, área de manejo extensivo etc.
Compreender a divisão das áreas auxilia, por exemplo, na determinação de quantos hectares estão disponíveis para o plantio de milho para silagem ou então, quantos hectares podem ser trabalhados com pasto.
Além das áreas, devemos caracterizar também as instalações e os maquinários presentes na propriedade.
Essas informações fazem a diferença quando pensamos na depreciação e na necessidade de aquisição/construção de novas unidades.

Conhecer o perfil daqueles que lidam diretamente e diariamente com a propriedade faz toda a diferença.
Em relação aos colaboradores, qual é a mão de obra envolvida atualmente na propriedade com a produção de leite? Elaborar um organograma descrevendo o número de envolvidos com suas respectivas funções e remuneração recebida é uma excelente ideia!
Isto vale tanto para os colaboradores fixos quanto para aqueles esporádicos, como técnicos/consultores ou prestadores de serviço, por exemplo.
Esta etapa é de fundamental importância, assim como as demais já citadas. Por meio dela, podemos ter uma noção se os objetivos do proprietário e dos colaboradores estão alinhados com aquilo que a propriedade está retornando e com o potencial que ela pode entregar.
Enfim, daremos foco específico aos animais e às rotinas. Categorizar o rebanho em grupos é o ideal, quantificando qual o número de vacas em lactação, vacas secas, recria de 0 a 12 meses, recria de 12 a 24 meses e recria acima de 24 meses, por exemplo.
Se, porventura, a propriedade possuir touro ou criação de machos leiteiros, estes também devem ser contabilizados na composição do rebanho em uma categoria específica. Junto com a composição do rebanho devemos informar qual o padrão racial dos animais e qual a distribuição de grau sanguíneo em casos de animais mestiços no rebanho.
Qual o sistema de produção adotado pela fazenda? Extensivo, semi-intensivo ou intensivo? A pasto, semiconfinamento ou confinamento total? Essa informação é básica e essencial para o diagnóstico!
A verificação e a descrição dos manejos realizados na propriedade devem ser muito bem-feitas, possibilitando compreender de forma clara quais ações são feitas na rotina.
Todas estas perguntas relacionadas ao manejo, além de várias outras, estão atreladas aos indicadores da propriedade. Sendo assim, o recomendado é que, caso a fazenda trabalhe com indicadores, eles sejam mencionados juntos aos respectivos manejos, de modo a entender em que nível está a eficiência dos processos.
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]]>O post 5 dicas para diminuir problemas uterinos no pós-parto de vacas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Afinal, todo aspecto que leve a um atraso na concepção trará prejuízos ao sistema. Dessa forma, conhecer os fatores de risco é essencial para conseguir atuar na prevenção, adaptando o manejo reprodutivo, evitando danos à vaca e perdas ao sistema.
É importante salientar que o desenvolvimento de doenças uterinas no pós-parto estará relacionado à diferença no “tamanho” do desafio e as condições das vacas em vencer e superar o mesmo.
Portanto, é preciso atuar em proporcionar melhores condições ao animal a fim de que o desafio seja menor e suas condições imunes e de resposta sejam maiores.
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Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de problemas uterinos no pós-parto são:
Baseado no conhecimento dessas dificuldades, trouxemos 5 dicas para diminuir a incidência de problemas uterinos no pós-parto e consequentemente melhorar os resultados reprodutivos e econômicos da fazenda.
É preciso adoção de manejos que visem e estimulem um maior consumo dos animais como:
Quanto ao monitoramento, uma boa opção são os programas de teste para cetose.
Para isso é necessário focar nas duas primeiras semanas após o parto e para que o teste seja realizado de forma adequada é preciso que uma gota de sangue do animal seja colocada em uma tira reagente já inserida no medidor que vai determinar a concentração sanguínea de BHBA em poucos segundos.
A dieta aniônica é a alteração da composição mineral da dieta pré-parto e tem como objetivo principal evitar casos de hipocalcemia clínica e subclínica.
Somente a inclusão da dieta na propriedade não é suficiente para garantir que a mesma cumpra o seu objetivo. O monitoramento deve ser realizado por meio do pH urinário e mensurado nas vacas que estão ingerindo a dieta aniônica por pelo menos 5 dias até 3 semanas.
Quanto ao local de permanência dos animais no pré e pós-parto deve ser um ambiente limpo, com mínimo de estresse possível e, principalmente, provê-los de maior conforto.
Nesse sentido, um ponto importante é o sombreamento dos piquetes e demais locais onde esses animais permanecerão até o momento do parto, de modo a minimizar ao máximo o estresse térmico.
Preconiza que vacas devem parir com um ECC de 3,0 a 3,25 (escala de 1 a 5), pois um ECC inferior a 3,0 é associado com reduzida produtividade e desempenho reprodutivo, enquanto que um ECC igual ou superior a 3,5 e associado com redução do consumo, bem como da produção leiteira e aumento no risco de incidência de doenças metabólicas.
A meta é 75% das vacas nesta condição na secagem e também ao parto.
Ficar atento a seleção do touro na característica facilidade de parto, como visto a ocorrência de distocias é um importante fator de risco para o desenvolvimento do problemas uterinos pós-partos.
Para criação de uma vaca produtiva é essencial uma vaca saudável, portanto, o sucesso nesse momento é fundamental para toda lactação. A recíproca também é verdadeira, negligenciar os pontos citados acima poderá trazer reflexo em toda vida produtiva do animal.
Não há dúvidas, o sucesso raramente é resultado de sorte, busquemos os melhores resultados através de bons manejos.
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Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
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]]>O post Eficiência reprodutiva das vacas leiteiras: principais problemas enfrentados apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao observar e analisar os números de fazendas eficientes, ou seja, daquelas que produzem com boa margem de crescimento e retorno da atividade, podemos constatar grande assertividade nestas ações que refletem na eficiência geral do negócio.
No entanto, para chegar em um nível considerável de eficiência é necessário percorrer constantemente caminhos contendo uma série infindável de variáveis que interferem no resultado.
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Entender o sistema como um todo, realizar o diagnóstico da propriedade para identificar os principais problemas e colocar em prática propostas de melhoria tende a ser um excelente recurso para clarear estes caminhos e amenizar as variáveis.
Dentre os setores que compõem uma fazenda leiteira, talvez a reprodução seja o de maior expressividade em termo gerais quando analisamos o impacto no sistema de produção como um todo, seja ele a curto, médio ou longo prazo.
Entretanto, isso não significa que a reprodução caminhe sozinha. Ela é altamente dependente dos outros setores e áreas, como nutrição, sanidade, recria, genética, produção de comida, mão de obra, dentre outros.
Quantas são as possibilidades de problemas relacionados à reprodução em uma fazenda leiteira? Você é capaz de quantificá-las?
Seriam 5, 10, 15 ou até mesmo 50 possibilidades? Ou, quem sabe, até mais?! Há aqueles que dizem que os problemas relacionados à reprodução são infinitos!
De fato, não está errado quem pensa que são infinitas as possibilidades de problemas, pois tudo o que envolve a rotina de uma fazenda de leite pode interferir na reprodução dos animais, literalmente tudo.
Falta de comida, deficiência nutricional, volumoso de baixa qualidade, estresse térmico, doença, carrapato, ausência de rotina… Até mesmo se o responsável pelo manejo dormir mal ou não estiver bem, isto afeta a reprodução das vacas!
No entanto, há de concordar que se trabalharmos com o volume de intermináveis problemas a chance de conseguirmos alinhar a reprodução do rebanho de forma notável é mínima ou praticamente nula.
Devido a isso, para que haja sucesso reprodutivo, torna-se importante centralizarmos a energia e o foco das ações em poucos problemas, desde que eles sejam representativos e abranjam todos os aspectos da reprodução.
Respondendo então à pergunta realizada no início deste tópico:
Pergunta: Quantas são as possibilidades de problemas relacionados à reprodução em uma fazenda leiteira?
Resposta: 3! Isto mesmo, apenas TRÊS possibilidades de problemas!
Mas quais são eles?
Conforme mencionado, são três as possibilidades de problemas reprodutivos em vacas leiteiras:
Quais os motivos específicos para cada uma destas possibilidades?
A taxa de serviço consiste em um indicador amplamente utilizado para acompanhar e monitorar a reprodução das fazendas leiteiras.
Dos pontos que interferem em seu sucesso os principais são:
A retomada da ciclicidade ovariana após o parto ocorre de forma gradual, estando bastante relacionada com o status metabólico do animal.
Vacas que passam por um período de transição desafiador (3 semanas antes do parto até 3 semanas após o parto), por exemplo, geralmente apresentam maior queda no consumo alimentar e, como consequência, necessitam mobilizar maior quantidade de reserva corporal para tentar atender as exigências nutricionais do organismo, desenvolvendo um balanço energético negativo mais acentuado.
Estes eventos contribuem para que parte da energia que seria utilizada para reprodução seja direcionada e priorizada para a mantença do animal e para produção de leite, reduzindo a atividade dos ovários e a expressão de cio.
Portanto, ajustar os manejos e reduzir ao máximo possível os desafios no período de transição é essencial para a reprodução das vacas no pós-parto.
Além da ciclicidade ovariana, a grande maioria das propriedades não detectam os episódios de cio com eficiência. Este fato pode estar relacionado ao nível de produção de leite dos animais, pois as vacas modernas de alta produção normalmente expressam cios de menor duração e intensidade e, além disso, boa parte das atividades de estro ocorrem no período noturno, momento em que geralmente não há colaboradores na fazenda.
Entretanto, grande parte das falhas na detecção de cio acontecem devido à ausência de rotinas e programas reprodutivos.
É bastante comum nos depararmos com fazendas que acreditam que a observação de cio somente nos instantes em que as vacas são guiadas dos lotes para a ordenha já é suficiente e que isto consiste em uma rotina reprodutiva. Um grande engano!
As rotinas reprodutivas devem ser elaboradas e seguidas de forma sistemática e fiel. Devem ser definidos dias específicos para que os manejos pré-determinados aconteçam, como por exemplo o dia para início e continuação dos protocolos de inseminação, observação de cio todos os dias com auxílio de ferramentas (bastão de cera, raspadinha etc.), dentre outros.
Estabelecer rotinas reprodutivas é sinônimo de organização e padronização do serviço, fornecendo melhores condições para a otimização da reprodução e visualização do cenário real do rebanho através de indicadores coerentes e que façam sentido.
Os fatores que influenciam na taxa de concepção são mais complexos, pois conforme já mencionado, tudo de forma geral na fazenda impacta na fertilidade das vacas. Podemos mencionar como alguns dos principais fatores que influenciam bastante na taxa de concepção:
Doenças, condição anovulatória e nutrição estão intimamente relacionados.
Vacas que possuem consumo de matéria seca abaixo da necessidade nutricional e que, além disso, consomem dieta desbalanceada são mais propensas a desenvolverem doenças, tanto metabólicas quanto infecciosas. Vacas mal nutridas e doentes reduzem consideravelmente a condição ovariana e a fertilidade e, consequentemente, possuem menor taxa de concepção.
Portanto, a lição é clara: alimentar corretamente as vacas e prevenir a ocorrência de doenças contribui tanto para a taxa de serviço quanto para a taxa de concepção.
Vários estudos científicos objetivaram quantificar qual o impacto do estresse térmico na reprodução de vacas leiteiras. De forma majoritária e até mesmo unânime, os resultados comprovam que os animais submetidos ao estresse térmico possuem pior desempenho reprodutivo quando comparados àqueles criados em situações de conforto térmico.
A elevação da temperatura corporal das vacas exige a ativação de processos fisiológicos de termorregulação que alteram as rotas de equilíbrio do organismo, prejudicando a concepção.
Água, sombra, vento e tempo são os quatro pilares essenciais para a execução de um sistema adequado de resfriamento térmico dos animais.
Dentre os fatores citados, a técnica de inseminação tende a ser o que é mais bem compreendido. Logicamente, quando os passos da inseminação não são seguidos corretamente, a reprodução é afetada. Armazenamento e manejo do sêmen, temperatura de descongelamento, montagem dos equipamentos, higiene do processo e deposição correta do sêmen são alguns dos pontos que influenciam diretamente no resultado positivo da técnica.
Realizar auditorias periódicas pode ser uma boa estratégia para cercar surpresas negativas com este fator.
O sucesso reprodutivo de um rebanho não consiste apenas em servir adequadamente as vacas de modo que elas obtenham boa concepção. É necessário que as gestações sejam mantidas para efetivamente gerarem um parto. Logo, as perdas de prenhez devem ser baixas.
De forma geral, a perda de prenhez está estreitamente relacionada com a taxa de concepção, sendo que grande parte dos problemas com concepção baixa envolvem uma perda de prenhez alta.
Ou seja, é muito comum que fazendas com baixa taxa de concepção possuam alta taxa de perda de prenhez antes do primeiro diagnóstico de gestação.
Logo, os fatores que influenciam na taxa de concepção e na perda de prenhez se assemelham bastante. Em vista disso, além dos fatores já citados no tópico sobre taxa de concepção, a técnica pela qual a vaca está emprenhando também possui relação com a perda gestacional (fertilização in vitro – FIV, transferência de embrião -TE, inseminação artificial – IA etc.).
Como exemplo, animais que emprenham por FIV geralmente possuem uma perda de prenhez superior aos animais que emprenham por IA.
Conforme discutido ao longo do texto, são inúmeros os problemas que influenciam na reprodução dos rebanhos leiteiros. Entretanto, estes problemas podem ser resumidos em basicamente três: taxa de serviço, taxa de concepção e perda de prenhez.
Realizar o diagnóstico situacional da reprodução do rebanho e identificar em qual destes pontos se encontra o problema reprodutivo da fazenda é essencial. Ter foco no direcionamento das ações de melhoria possibilita que a otimização da reprodução seja certeira e mais efetiva.
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]]>O post Dieta líquida de bezerras leiteiras: principais considerações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Tanto a dieta sólida quanto a dieta líquida atuam, primeiramente, na colonização do trato digestivo, e em seguida, no desenvolvimento dos órgãos relacionados a digestão de alimentos e absorção de nutrientes.
Assim como em outras áreas da criação de bezerras, a nutrição também possui certas crenças que precisam ser desmistificadas, a exemplo da narrativa incorreta de que a oferta de água às bezerras recém-nascidas deve ser feita somente a partir da desmama.
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Entende-se como colostro a primeira secreção láctea das fêmeas mamíferas logo após o parto, sendo responsável principalmente por fornecer energia e imunidade passiva.
O consumo desta secreção por parte da bezerra imediatamente após o nascimento está associado a proteção do organismo pela transmissão de imunoglobulinas, uma vez que o tipo de placenta dos bovinos não permite a passagem de grandes moléculas. É por isso que o fornecimento de colostro é de suma importância para garantir que os bezerros obtenham as imunoglobulinas e outras proteínas séricas maternas.
Além da oferta imunológica e proteica, uma outra função do colostro é o fornecimento de energia, vitaminas e minerais para o bezerro recém-nascido.
O ideal é que o colostro seja oferecido duas vezes ao longo do primeiro dia de vida da bezerra, sendo a primeira oferta nas primeiras 6 horas de vida da bezerra na quantidade de 10% do peso corporal, e a segunda oferta na quantidade de 5% do peso corporal cerca de 12 horas após a primeira colostragem.

Banco de colostro. (Fonte: Grupo Rehagro).
Alguns dos fatores relevantes quando se discute sobre dietas líquidas para as bezerras referem-se à qualidade e a quantidade fornecidas para essa categoria animal.
O fornecimento de leite na maneira correta auxilia no bom desenvolvimento e desempenho dos animais, promovendo assim um ganho de peso adequado e uma diminuição de doenças, como diarreia e pneumonia. A seguir serão abordados alguns aspectos relacionados a oferta de dieta líquida às bezerras leiteiras.
A temperatura em que o alimento líquido é fornecido é muito importante, pois quando se tem o fornecimento da dieta líquida em uma temperatura abaixo de 10º C o animal precisará gastar energia para aquecer tanto o seu organismo quanto o alimento ingerido.
Com isso, parte da energia que seria utilizada para crescimento terá que ser direcionada para regular a temperatura, havendo assim uma redução no desempenho do animal provocado por esse gasto energético.
O ideal é que, durante a oferta, o leite apresente temperatura próxima a temperatura do corpo do animal (aproximadamente 39ºC), pois isto influencia no processo de digestão e absorção, além de estimular o reflexo de fechamento da goteira esofágica.
Para definição da frequência de aleitamento deve-se levar em consideração a influência na vida do animal e no manejo geral da propriedade. Fornecimentos realizados uma vez ao dia podem aumentar o estresse nos animais, aumentar os casos de diarreia e ocasionar distúrbios que acometem o abomaso, por exemplo.
Recomenda-se que esse tipo de manejo alimentar seja evitado nos animais que possuem um consumo mais restrito de leite. O mais indicado é que o aleitamento seja feito no mínimo duas vezes ao dia, pois isso proporciona melhor aproveitamento da dieta e reduz o estresse do animal.
Os sistemas de aleitamento mais conhecidos que determinam o volume de leite ofertado às bezerras são o sistema convencional e o intensivo, tendo esse último as suas subdivisões.
No sistema convencional o fornecimento de leite é de cerca de 10% do peso corporal do animal (aproximadamente 4 litros/animal/dia), caracterizando-se por contribuir para um desaleitamento e um consumo de concentrado mais precoce devido a ingestão reduzida.
Neste caso, as exigências nutricionais do animal geralmente não são totalmente atendidas, sendo necessário o consumo de outros alimentos para suprir a demanda.
Outro aspecto desse tipo de manejo de aleitamento é a redução de custos com a nutrição, pois o principal fator que encarece a dieta dessa categoria animal é justamente a quantidade de leite designada para a alimentação das bezerras. Entretanto, esse manejo de aleitamento convencional está caindo em desuso por levar a baixos ganhos de peso e ao aumento na incidência de doenças.
No sistema de aleitamento intensivo as bezerras recebem um volume de leite de 15% ou até mais de 20% do seu peso corporal, o que favorece o ganho de peso e a futura produção de leite. No caso do sistema intensivo à vontade o consumo de leite é liberado, podendo chegar a mais de 20% do peso do animal, sendo fornecidos de 6 a 12 litros/dia ou tendo o aumento nos teores de sólidos da dieta líquida.
Nessas formas de aleitamento o desmame é dificultado, pois o animal tem a sua ingestão de dieta sólida reduzida pelo grande volume de leite consumido.
No sistema intensivo, o animal recebe volumes maiores de leite no início, e, de forma gradativa, a quantidade de leite fornecido vai sendo reduzida, o que leva o animal a consumir mais alimentos sólidos. Com isso, não ocorre prejuízo no desaleitamento dos animais.
É um dos alimentos que promovem o melhor desempenho dos bezerros devido ao alto valor nutritivo, sendo considerado o principal alimento para a alimentação dessa categoria.
Devido ao leite integral ser o principal produto utilizado na comercialização das propriedades, geralmente, a sua utilização deve ser bem planejada para que seja financeiramente viável para o sistema.
Não é incomum que o leite impróprio para a venda seja fornecido para as bezerras, entretanto essa prática pode ser prejudicial para os animais que consomem esse tipo de produto.
Geralmente, o leite proveniente de vacas doentes que se encontram em tratamento medicamentoso é fornecido para as bezerras, sendo que esse tipo de leite pode apresentar alta quantidade bacteriana, acarretando em algumas patologias, como a diarreia.
Outro problema associado a utilização do leite dessas vacas é que o tratamento com antibióticos pode levar a resíduos desses produtos no leite, fazendo com que os bezerros ingiram os resíduos, contribuindo assim para ocorrência de resistência bacteriana.
O leite proveniente de vacas com mastite possui um teor de nutrientes variáveis e uma baixa qualidade microbiológica, por isso esses tipos de leite não são indicados aos animais muito novos.
Um dos problemas relacionados ao uso de sucedâneo é o alto teor de fibra e de amido presente na formulação de alguns produtos comerciais, além da adição de gorduras e proteínas de baixo aproveitamento pelo animal, que quando somados podem gerar problemas intestinais nos bezerros.
Os sucedâneos não lácteos são produzidos com extratos vegetais, e uma das possíveis matérias-primas é a soja, caracterizada pela baixa digestibilidade que ocasiona um baixo desempenho do animal.
Outro fator que deve ser levado em conta com a utilização da soja são os fatores anti-nutricionais que podem levar a reações alérgicas intestinais, provocando diarreias nos animais. Já no caso dos sucedâneos lácteos há alguns subprodutos advindos do soro. Essas fontes não possuem fatores anti-nutricionais, como ocorre com as fontes de proteína vegetal.
O fornecimento de água para os bezerros deve ser iniciado logo nos primeiros dias de vida, devido a água ser um componente essencial para o organismo dos animais e de extrema importância em todos os processos fisiológicos.
Dentre todos os componentes da nutrição, a água é considerada como sendo o de maior importância justamente pela capacidade de limitar o consumo dos demais componentes caso não seja ingerida. A sua participação vai desde a dessedentação dos animais, termorregulação corporal, até o auxílio no desenvolvimento ruminal por criar um ambiente aquoso propício para fermentação bacteriana.
Independente da época do ano e da temperatura, a ingestão de água pelos bezerros torna-se imprescindível para estimular o consumo de alimentos secos. O consumo de matéria seca pelos bezerros está diretamente ligado à ingestão de água, e caso a ingestão de água seja reduzida, o consumo de matéria seca também será reduzido.

Oferta de água de qualidade para bezerras. (Fonte: Bruno Guimarães, Grupo Rehagro).
A manutenção da limpeza e higiene dos bebedouros consiste em outro ponto importante. Um estudo mostrou que no lote onde houve uma limpeza diária dos baldes para fornecimento de água os animais obtiveram um resultado de 9% a mais na eficiência no desmame quando comparados aos bezerros que tiveram seus baldes de fornecimento limpos a cada duas semanas (6%).
Outro efeito positivo promovido pela higiene dos bebedouros foi o ganho de peso com 160-170 dias, mostrando que o ganho de peso durante o período de crescimento desses animais foi mais satisfatório. Quando a água ofertada aos animais é de baixa qualidade, a ingestão hídrica é reduzida, e, consequentemente, acarretará numa redução do consumo de matéria seca e no desenvolvimento dos animais.
A boa higiene dos bebedouros também faz com que a presença de algumas doenças seja evitada, como no caso de parasitoses e de algumas infecções bacterianas e virais que podem ocorrer pela falta de higiene dos bebedouros.
A supervisão laboratorial da água utilizada na propriedade deve ser feita em uma frequência mínima semestral. O recomendado é que amostras sejam coletadas em pontos diversos da rede de distribuição. Por exemplo, coletar amostras da fonte de captação, dos encanamentos, da caixa d’água, dos bebedouros etc.
Este procedimento torna-se necessário para que o monitoramento da qualidade da água seja bem estratificado, abordando todos os possíveis pontos de contaminação da propriedade. O ideal é que seja solicitado a realização de análises dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.

Além do monitoramento em frequência mínima semestral, o tratamento da água na propriedade com produtos específicos torna-se interessante. Vários técnicos e produtores, por exemplo, têm adotado a ação de utilizar pedras de cloro nas caixas d’água visando o controle microbiológico.
A quantidade de cloro a ser adicionada na água é variável, devendo ser feita uma análise química previamente. Associado à adição do cloro a água, deve-se realizar a limpeza dos bebedouros com o objetivo de evitar a propagação de lodo, visto que uma quantidade excessiva de matéria orgânica pode inativar o produto químico.
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]]>O post Importância do colostro bovino para bezerros: Saiba 4 dicas úteis apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O colostro é a principal fonte de anticorpos para bezerras e um dos pilares da bovinocultura, que garante a saúde e a sobrevivência dos animais, protegendo-os contra as doenças.
Neste artigo, saiba mais sobre os conceitos básicos sobre o colostro, sua importância e confira quatro dicas para realização de uma boa administração do colostro.
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Colostro é a secreção oriunda da glândula mamária obtida durante a primeira ordenha pós-parto em fêmeas mamíferas.
Graças à sua composição rica em gordura, proteína (principalmente imunoglobulinas G – IgG), leucócitos, fatores de crescimento, hormônios e fatores antimicrobianos, o colostro materno possui a função de fornecer imunidade, fortalecer e aquecer o recém-nascido.
A tabela a seguir apresenta uma comparação da composição nutricional do colostro bovino com o leite bovino:

O colostro bovino representa a principal fonte de anticorpos para o neonato, visto que a placenta bovina é do tipo sindesmocorial, impedindo a passagem de grandes moléculas da mãe para o feto.
Quando realizada de forma correta, a colostragem permite a absorção intestinal de imunoglobulinas que auxiliarão a bezerra na proteção contra doenças. Este processo de absorção de anticorpos via colostro materno é conhecido como transferência de imunidade passiva (TIP).
Já é sabido que uma boa colostragem proporciona adequada TIP, estimula o crescimento e desenvolvimento do animal e reduz as taxas de morbidade e mortalidade antes do desmame.
Os benefícios adicionais a longo prazo associados à transferência passiva bem-sucedida incluem redução da mortalidade no período pós-desmame, melhor taxa de ganho de peso, redução da idade ao primeiro parto, aumento do volume de leite produzido na primeira e segunda lactação e redução das chances de descarte durante a primeira lactação.
No entanto, quais são os pilares que garantem uma boa colostragem?
As diretrizes do modelo atual de criação de bezerras leiteiras apontam quatro aspectos básicos como sendo os pilares para se alcançar uma colostragem adequada e, consequentemente, eficiência na TIP. São eles:
O ideal é que a colostragem de bezerras seja realizada em até duas horas após o nascimento, sendo permitido realizar em até seis horas.
O período entre o nascimento do animal e a colostragem é de extrema importância, pois após as seis primeiras horas de vida a taxa de absorção das imunoglobulinas do colostro materno cai consideravelmente devido à alteração estrutural das vilosidades intestinais.
Logicamente, a concentração de anticorpos no colostro bovino é outro aspecto que contribui para o sucesso da transferência de imunidade passiva. Nesse caso, o anticorpo colostral utilizado para mensuração da qualidade imunológica é a IgG.
O recomendado é que 90% das amostras de colostro bovino apresentem concentração de IgG maior que 50 g/L.
Um método indireto de se mensurar a concentração de IgG do colostro materno é através do refratômetro de Brix, seja ele óptico ou digital, sendo que valores iguais ou superiores a 22°Brix indicam boa qualidade imunológica.
No entanto, vale ressaltar que os valores de imunoglobulina estipulados como meta durante a avaliação do refratômetro variam conforme o desafio de cada propriedade. Raça, idade da vaca, duração do período seco, manejo alimentar no pré-parto e vacinação constituem alguns dos fatores que interferem na qualidade imunológica do colostro bovino.
Os parâmetros de qualidade microbiológica avaliados no colostro são a contagem bacteriana total e a quantidade de coliformes totais, sendo que as metas consideradas ideais são < 100.000 UFC/ml e < 10.000 UFC/ml, respectivamente.
Diversos estudos demonstram haver correlação entre a quantidade sérica de IgG e a contagem total de coliformes, sendo que quanto maior a quantidade de coliformes menor é a concentração de IgG.
A qualidade microbiológica do colostro bovino está totalmente relacionada com a adoção de práticas de higiene durante a sua ordenha, manipulação e armazenamento.
Por muito tempo se trabalhou somente com uma única oferta de colostro na quantidade de 10 a 12% do peso corporal (PC) da bezerra nas 6 primeiras horas de vida.
Atualmente, estudos científicos vêm demonstrando os benefícios de uma segunda oferta de colostro na quantidade de 5% do peso corporal da bezerra.
Deste modo, o modelo atual de criação de bezerras leiteiras recomenda um plano de colostragem baseado em duas ofertas de colostro ao longo das primeiras 24 horas de vida, sendo a primeira ingestão do colostro materno em até 6 horas (10 a 12% do PC) e a segunda oferta ocorrendo nas demais 18 horas antes da bezerra concluir o primeiro dia de vida (5% do PC).
Uma alternativa interessante para a segunda oferta consiste no resfriamento do volume excedente utilizado para a primeira colostragem.
Sempre atentar para o correto armazenamento do colostro bovino refrigerado: de preferência em sacos plásticos resistentes e higienizados, em temperatura de 2 a 8°C e por um período não superior a 48 horas.

Colostragem via sonda esofágica. (Fonte: Fazenda Queima Ferro).
Conforme já abordado durante o texto, o sucesso na colostragem é multifatorial, sendo influenciado desde questões práticas, como duração do período seco da vaca, manejo alimentar, programa vacinal, tempo até a colostragem, qualidade microbiológica do colostro e dentre outros, até questões inerentes ao manejo com os animais, como raça e idade da vaca.
O recomendado está em fazer o básico bem feito, ou seja, adotar um adequado manejo de colostro que se fundamente nos quatro pilares: tempo, qualidade imunológica, qualidade microbiológica e quantidade de colostro ingerida.
Lembre-se a colostragem apresenta diversos benefícios e é imprescindível para a proteção das bezerras contra as doenças, sendo sua principal fonte de anticorpos.
Para saber mais, confira uma aula completa e gratuita sobre programas sanitários na recria de bezerras:
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]]>O post Principais agentes causadores de mastite: saiba quais são e como preveni-los apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assim como ocorre com outras doenças, definir o tratamento assertivo para a mastite depende de alguns fatores, como:
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Um estudo publicado em 2018 identificou que apenas 20% a 30% dos casos de mastite clínica leve (presença de alterações visíveis no leite) se beneficiaram com o uso de antimicrobiano, reforçando a importância de conhecermos os dados de cada caso para as tomadas de decisão.
Ainda mais importante que definir as estratégias com as vacas doentes, é atuar de forma preventiva para reduzir os riscos de mastite e contaminação das vacas sadias. Sendo assim, conhecer os patógenos presentes no rebanho e suas principais características são partes fundamentais nesse controle.
Dentre os agentes causadores de mastite, em média, 95% são bactérias, enquanto os demais casos são causados por fungos, leveduras e algas. Vamos conhecê-los um pouco mais!
Existem várias formas de classificar esses patógenos, sendo a estratificação com base no comportamento etiológico dos agentes a mais comum.
Os agentes contagiosos são aqueles cujo reservatório principal é a vaca (pele dos tetos e úbere).
A transmissão desses agentes ocorre durante a ordenha, tanto pelas mãos dos ordenhadores quanto pelo equipamento de ordenha.
Sendo assim, manter o equipamento de ordenha em bom funcionamento, com manutenções preventivas e corretivas em dia, além de garantir uma boa rotina de ordenha, são pontos fundamentais no controle e prevenção desses agentes no rebanho.
Dentre os principais agentes contagiosos temos o Corynebacterium bovis, Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Mycoplasma spp.
Os patógenos ambientais são aqueles cujo reservatório principal é o ambiente.
A transmissão desses agentes ocorre principalmente entre ordenhas e seu controle está relacionado a reduzir a exposição dos tetos a esses agentes, através dos manejos no ambiente de permanência das vacas e rotina de ordenha, garantindo tetos limpos e desinfetados.
Dentre os principais agentes ambientais temos a Escherichia coli, Klebsiella spp. e Streptococcus uberis.
Além dos agentes descritos acima, outros agentes comumente associados a casos de mastite são os considerados “Staphylococcus não aureus”.
São bactérias gram positivas e oportunistas. Habitam a pele e canal dos tetos, sendo pouco patogênicas e com altas taxas de cura espontânea e em terapias durante a secagem e lactação.
Outros agentes preocupantes no controle da mastite são agentes refratários. São patógenos não responsivos a tratamentos e que estão presentes na água e matéria orgânica.
Alguns exemplos desses agentes incluem Serratia (bactéria gram negativa), Pseudomonas (bactéria gram negativa), Prototheca (alga) e leveduras.
Ao conhecer um pouco mais sobre os principais agentes relacionados aos casos de mastite, notamos a importância do diagnóstico para a decisão de tratamento e como medidas simples que podem ser feitas diariamente na propriedade podem contribuir para a redução da transmissão dos agentes e contaminação das vacas.
Para isso, é indispensável a definição das rotinas e padronização dos processos junto aos funcionários do setor, além de trabalhar nos pontos de controle da mastite.
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]]>O post Uso da cultura microbiológica do leite no controle da mastite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A técnica consiste em coletar amostras de leite e semear em placas com meio de cultura seletivo que favorecem o crescimento dos micro-organismos para a correta identificação, seja em laboratórios, seja na própria fazenda.
Para que essa ferramenta possa auxiliar na rotina das propriedades leiteiras é muito importante que a coleta seja feita corretamente, reduzindo assim os riscos de contaminação das amostras.
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1. Os cuidados com a coleta se iniciam na preparação dos tetos através dos procedimentos de rotina de ordenha.
2. É fundamental o uso de luvas limpas, além de realizar o teste da caneca, a imersão dos tetos com solução pré-dipping com ação de 30 segundos e a secagem da lateral e ponta dos tetos utilizando papel toalha, garantindo tetos limpos para a coleta.
3. Após a preparação dos tetos, é necessário desinfetar a ponta do teto utilizando gaze ou algodão com álcool 70%. Caso a coleta seja feita em mais de um teto, cada teto deve ser desinfetado com uma gaze ou algodão, iniciando o procedimento dos tetos mais distantes para os tetos mais próximos, reduzindo os riscos de contaminação.
4. A coleta deve ser feita utilizando tubos estéreis. Nesse momento é importante evitar o contato da tampa do tubo com sujidades, além de evitar o contato dos tetos com o tubo de coleta. Realizar a coleta com o frasco inclinado, como mostra a figura abaixo, reduz o risco de contato da amostra com sujidades do úbere.
5. Caso a coleta seja feita em mais de um teto (amostra composta), é recomendada que a coleta seja realizada primeiramente nos tetos mais próximos e posteriormente nos tetos mais distantes. Vale ressaltar que para os casos de mastite clínica, a recomendação é realizar uma coleta para cada teto.
6. Após a coleta, deve-se identificar o tubo (vaca e quarto mamário) e manter a amostra refrigerada até o processamento.
Adaptado de Bewley, 2019
A utilização da cultura microbiológica para os casos de mastite clínica, ou seja, quando há presença de alterações visíveis no leite, tem se tornado cada vez mais usual na rotina das fazendas leiteiras.
Isso porque, com a identificação do agente causador da mastite dentro de 24 horas, é possível definir a necessidade ou não de tratamento antimicrobiano e a duração do tratamento, reduzindo assim o uso de antimicrobianos e dos custos relacionados aos medicamentos e descarte de leite.
Outro ponto importante é que a cultura dos casos de mastite clínica auxilia na identificação do perfil de patógenos do rebanho para tomadas de decisão, se tornando uma ferramenta ainda mais relevante no controle da mastite e qualidade do leite.
Resultados de pesquisa mostram que em média 30% dos casos de mastite clínica apresentam resultado de cultura negativa, ou seja, sem crescimento de patógenos e consequentemente, sem necessidade de tratamento antimicrobiano.
Além disso, alguns agentes ambientais como os coliformes, apresentam alta taxa de cura espontânea, contribuindo para a redução dos tratamentos, sendo comum encontrar propriedades cujo uso de medicamentos para mastite clínica reduziu em 50%.
Para os resultados de cultura positiva, a decisão do tratamento e sua duração variam conforme o patógeno. Sabe-se que a terapia prolongada (5 a 8 dias) pode auxiliar na taxa de cura de mastites causadas por Streptococcus ambientais, por exemplo, enquanto outros agentes como o S. agalactiae possui boa taxa de cura com terapia de 3 dias.
Vale lembrar que a decisão de tratamento dos casos de mastite clínica envolve outros aspectos além do resultado da cultura microbiológica, como:
Outra finalidade da cultura microbiológica é realizar a coleta de amostras compostas (quatro quartos) de todas as vacas em lactação ou de vacas ou quartos de alta CCS, para identificação dos patógenos prevalentes no rebanho e definição de plano de ação de acordo com os agentes identificados.
Essas coletas podem ser realizadas seguindo o histórico de CCS ou CMT do rebanho.
Podemos realizar a cultura microbiológica para definir o perfil de patógenos que estão causando novas infecções, ou seja, vacas com CCS menor que 200 mil células/ml no mês anterior e CCS maior que 200 mil células/ml no mês atual.
Outra possibilidade é identificar vacas crônicas, ou seja, com CCS maior que 200 mil células/ml por 2 a 3 meses consecutivos, e realizar a cultura microbiológica para identificar os patógenos causadores de infecções de longa duração.
A ferramenta da cultura microbiológica pode ser uma excelente aliada da sanidade e biosseguridade do rebanho, através da identificação dos patógenos em vacas de compra, evitando a entrada de patógenos como o S. aureus e S. agalactiae, cuja transmissão acontece de forma rápida no rebanho.
A realização de coleta de amostras em vacas no pós parto também é uma opção bastante interessante, uma vez que podemos identificar pontos de melhoria nos manejos de secagem e ambiente do pré parto, identificar a presença de agentes contagiosos e casos de primíparas com S. aureus.
Identificar os patógenos presentes no rebanho e definir as estratégias de acordo com os desafios encontrados na propriedade são passos fundamentais para o controle da mastite, melhoria na saúde da glândula mamária e qualidade do leite. Esses patógenos podem trazer grandes prejuízos financeiros ao produtor.
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]]>O post Silagem de milho: como produzir com qualidade? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A definição de silagem de qualidade sofreu transformações ao longo do tempo. Inicialmente, o enfoque era a produção máxima de volume de massa verde por hectare, como forma de obter um alimento de baixo custo.
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Na década de 60 e 70, com a evolução do nível genético das vacas, passou-se a buscar a produção de uma silagem com maior teor de grãos. Estudos, na época, demonstravam que os grãos eram mais digestíveis que folhas e colmos. Entretanto, não havia um conhecimento da constituição química dessas silagens.
Nesse sentido, estudos recentes demonstraram que silagens com menores teores de Fibra em Detergente Neutro (FDN), que representa a fração fibrosa do alimento na parte verde da planta, combinada com alta proporção de grãos, resultam em silagem de melhor qualidade.
Mais recentemente, em estudos conduzidos em Lavras – MG, foi demonstrado que a constituição do grão de milho influenciava a qualidade da silagem. Neste trabalho, foi demonstrado que híbridos de milho com textura mole têm maior digestibilidade do que os híbridos de milho com textura dura.
Estes novos pensamentos são somatórios, ou seja, a produção de uma silagem de boa qualidade deve ter alta produção de toneladas por hectare, com alta proporção de grãos de textura mole e com baixo teor de Fibra em Detergente Neutro.
A produção de uma silagem de milho de boa qualidade passa por três fases importantes:
Estas três fases são complementares, ou seja, falhas em qualquer uma serão cumulativas na qualidade final do produto. Nesse artigo, o foco será os dois últimos processos na produção de silagens.
O ponto de colheita é uma importante variável na produção da silagem de milho. Vários estudos foram conduzidos buscando determinar qual o melhor momento para colheita do volumoso e qual parâmetro pode ser utilizado para fazer essa determinação.
É importante entender que a planta de milho acumula matéria seca com o avançar de sua maturidade, mas também aumenta o seu teor de fibra em detergente neutro e lignina. À medida que o tempo passa, sua digestibilidade diminui.
O ponto ideal de colheita é quando a planta possui 30-35% de matéria seca (MS) ou 65 a 70% de umidade. Esse estágio é, geralmente, atingido quando a linha do leite está entre 1/2 e 2/3 do grão.
No entanto, a correlação entre linha de leite e porcentagem MS não é muito grande. Existe uma grande variação entre híbridos e anos de plantio e ela serve como uma referência prática. Portanto, a melhor maneira de se determinar o ponto adequado de colheita do milho e sorgo é através da determinação da matéria seca, utilizando-se, por exemplo, o aparelho de micro-ondas ou aparelhos de medição de umidade, como o Koster.
Forragens ensiladas com alto teor de umidade (20 a 27% de matéria seca) possuem um processo de fermentação muito ativo e, geralmente, estão associadas a altas perdas de nutrientes por efluentes. Além disso, são consumidas em menor quantidade por animais em relação a forragens ensiladas com teores ótimos de matéria seca (30-35%).
Conforme demonstrado na figura 1, há um aumento no teor da matéria seca e amido do milho com o avanço de sua maturidade fisiológica. Portanto, com 2/3 da linha do leite é alcançado o máximo de amido na silagem.
Por outro lado, o teor de fibra na planta reduz até 2/3 da linha do leite. Esses dois fatores são explicados devido ao aumento da proporção de grãos na planta, que ocorrem até 2/3 da linha do leite (Bal et al. 1997). Então, com 2/3 da linha do leite há o maior acúmulo de amido e o menor teor de fibra na silagem de milho.
Figura 1 – Teor de Matéria Seca (MS), Amido e Fibra em Detergente Neutro (FDN) de silagens de milho em quatros estágio de maturação do grão de milho. Adaptado de Bal et al. (1997)
O estádio ideal de colheita do milho tem duração aproximada de dez dias. Após esse período, o teor elevado de MS da planta aumenta as perdas na colheita e dificulta a compactação. Assim, atrasos na colheita por falhas no planejamento, chuvas, quebra de maquinário, entre outros fatores, podem prejudicar sensivelmente a qualidade da silagem produzida, o que certamente será traduzido em menor desempenho dos animais.
Quando se corta a planta de milho com o grão ainda leitoso, colhe-se somente o equivalente a 50% do potencial produtivo de grãos e 75% da forragem. Já no ponto ideal de colheita, quando a linha do leite está na metade do grão e a planta apresenta teor de matéria seca próxima a 35%, colhe-se 95% dos grãos e 100% da forragem.
Figura 2 – Produção de leite de vacas alimentadas com silagem em quatro estágios de maturação do grão de milho. Adaptado de Bal et al. (1997)
A produção de leite e produção de proteína na silagem com 2/3 da linha do leite foi maior do que para a silagem no estágio leitoso. Estatisticamente, não houve diferença para os outros estágios de maturação na produção de leite.
No entanto, a produção de proteína foi maior para silagem no estágio de 2/3 da linha do leite. Portanto, esses dados reforçam que o ponto ideal de colheita é quando a planta atinge 35% de matéria seca, existindo uma flexibilidade entre 32 e 35% de MS na planta inteira.
O aumento na altura de corte pode ser uma estratégia para aumentar a concentração energética e diminuir o teor da Fibra em Detergente Neutro (FDN) na silagem. O teor de FDN está correlacionado à degradabilidade da matéria seca, que determina a quantidade de fibra da planta, correspondente às frações de celulose, hemicelulose e lignina (Mendes, 2006).
Segundo Dias (2002), os teores de lignina e FDN são inversamente proporcionais à degradabilidade in vitro da matéria seca. Ao aumentar a altura de corte no momento da ensilagem, há redução na relação colmo/espiga, o que faz com que haja melhorias nas características nutricionais do alimento.
Vasconcelos (2004) observou diminuição na produção de matéria seca de 18,6 para 15,32 ton/ha quando a altura de corte foi aumentada de 0,1 m para 0,8 m respectivamente, representando uma redução de 17,7% na produtividade de matéria seca. Também foi constatado por Caetano (2001) redução na produção de matéria seca/ha. Segundo ele, essa redução foi de 25,6% quando aumentou a altura de corte de 0,5 m para 0,8 m.
Lauer (1998) citado por Caetano (2001) observou redução de 15% na produção de matéria seca/ha quando aumentou a altura de corte de 0,15 m para 0,45 m. O autor também atestou aumento da produção de leite em torno de 12% para a mesma elevação na altura de corte. Tal resultado se deu devido ao menor teor fibra e fração indigestível na silagem, resultando, assim, em uma redução de apenas 3% na produção de leite estimada por área.
Vasconcelos (2004) observou aumento de 10,9% (7,3 a 7,93%) no teor de proteína bruta (PB), redução de 8,8% (50,16 a 45,75%) no teor da FDN e redução de 14,85% (25,87 a 22,0%) no teor de FDA. Isso se deve à menor participação do colmo na massa ensilada, sendo que este apresenta alto teor de fibra.
Os principais constituintes da silagem de milho são carboidratos não fibrosos e FDN, sendo que o amido representa cerca de 70% da fração grão e a FDN 50% da fração haste (Sapienza, 1996). Qualquer alteração nessas duas frações representa modificações significativas na qualidade nutricional da silagem. Vale ressaltar que o aumento na altura de corte pode trazer melhorias nas características físico-química do solo, pois haverá maior residual de matéria vegetal na área (Caetano, 2001; Vasconcelos, 2004).
Portanto, o produtor deve priorizar suas necessidades de obtenção de máxima produção de forragem versus alta qualidade da silagem, para determinar qual altura de corte será adotada, sendo que isso pode variar em diferentes anos em função do potencial produtivo e qualidade da cultura (Shaver, 2000 citado por Caetano, 2001).
As perdas na produção de matéria seca deverão ser compensadas pela melhoria na qualidade nutricional da silagem. Para isso é necessário realizar uma análise econômica, e avaliar os custos de produção, para que assim possa haver maior segurança na tomada de decisão.
Em uma silagem de boa qualidade, o que se procura é picar o material em tamanhos de partícula de 6 a 15 mm, mantendo um tamanho médio de 8 mm.
Quando o corte da planta é inadequado, as partículas grandes dificultam a compactação, e a menor quebra dos grãos levará a um menor aproveitamento dos mesmos, fazendo com que apareçam inteiros nas fezes dos animais.
Silagens com tamanhos de partículas grandes reduzem a ingestão das vacas e, consequentemente, podem reduzir a produção de leite. A solução não está na troca do híbrido ou na antecipação do corte, mas em procedimentos simples como afiar as facas de corte da ensiladeira duas vezes ao dia e aproximá-las das contra-facas. Estas medidas, que não têm custo algum, resolvem facilmente esses problemas.
A redução no tamanho de partícula é favorável ao processo de fermentação da massa vegetal no silo pela compactação facilitada, pelo incremento na área de superfície da forragem, permitindo maior interação entre substrato e microrganismo, além de reduzir os custos de estocagem (Muck et al., 2003).
O processo de enchimento e compactação deve ser feito de forma a distribuir por todo silo camadas uniformes de espessura média ao redor de 20 a 30 cm. Essas camadas devem ser espalhadas de forma a ficarem inclinadas em direção à entrada do silo ou porta.
A compactação deverá ser feita com passagens consecutivas do trator ou pá carregadeira sobre a massa já distribuída. O objetivo desta compactação é a expulsão do ar, controlando a respiração, a elevação da temperatura e favorecendo a ação das bactérias produtoras de ácido láctico e do rápido abaixamento do pH do material ensilado.
A densidade da silagem vai depender do tipo de implemento usado para compactação, como também do tempo total gasto na compactação por tonelada de forragem. A densidade da compactação é maximizada pela utilização de tratores mais pesados com pneus que aplicam um maior peso por unidade de superfície.
Devemos utilizar rodas mais finas para que possam fazer uma maior pressão por unidade de área.
Figura 3 – Perdas de MS em cinco diferentes compactações. Adaptado de Ruppel et al. (1995)
O processo de ensilagem é constituído de quatro fases:
Durante a fase anterior ao fechamento do silo, de pré-vedação, as células da planta e microrganismos aeróbicos presentes consomem o oxigênio, carboidratos solúveis e proteínas são convertidos em água, CO2, calor e amônia livre. Esta fase continua até que todo o oxigênio seja utilizado ou excluído, ou os carboidratos solúveis sejam consumidos.
Quando os níveis de oxigênio diminuem, a fase de fermentação ativa inicia. A produção de ácidos reduz o pH, chegando na faixa de 3,4 a 4,5. Nessa faixa baixa de pH, mantendo o material livre de oxigênio, o crescimento de todos os microrganismos é inibido e a silagem entra na fase estável.
Nesta fase, a qualidade nutricional da silagem pode ser mantida quase indefinidamente. No entanto, após a abertura do silo e exposição da silagem ao ar, o crescimento de microrganismos (bactérias, leveduras) é retomado com o consumo de ácido láctico, permitindo o aumento do pH e o crescimento de microrganismos que causam a diminuição da qualidade nutricional do material ensilado. Portanto, perdas significativas de matéria seca da silagem podem ocorrer durante a fase pós-abertura.
Quanto mais rápido o oxigênio é excluído da massa ensilada, mais rápido é observada a queda de pH durante a fermentação, inibindo o crescimento de microrganismos indesejáveis, que contribuem para diminuição da qualidade nutricional da massa ensilada. Portanto, os processos de colheita da forragem, transporte, compactação e vedação devem ser rápidos visando diminuir as perdas durante a fermentação e a queda do valor nutricional do material ensilado.
A densidade e a matéria seca (MS) do material ensilado determinam a porosidade da silagem, afetando a taxa com o que o ar penetra na massa ensilada durante a descarga do silo, deteriorando a silagem. Além disso, quanto maior a densidade, maior a capacidade de estocagem do silo. Portanto, maiores densidades do material ensilado diminuem os custos anuais de estocagem por aumentar a quantidade de silagem estocada e por diminuir as perdas do material ensilado no silo.
A contribuição mais expressiva da etapa de vedação do silo está em evitar a penetração de ar do ambiente externo para o interior. A vedação consiste em não permitir a entrada de ar e é feita através da cobertura do silo por uma lona e, sobre ela, uma camada de terra.
As lonas pretas comumente usadas nas fazendas têm trazido problemas como rasgos, furos, entre outros. Por isso, lonas de dupla face têm dado um melhor resultado. Além disso, tem a vantagem de refletir o calor, o que ajuda a não esquentar o material ensilado. As lonas a serem utilizadas devem ter 150 micras ou mais, para que possam durar mais tempo.
Outro ponto importante é cobrir a lona com terra, restos de capins e pneus, pois ajudam a protegê-la contra os raios solares, que podem danificá-la.
Outra operação relevante é cercar os silos com cerca de arame e tela para proteger a lona de possíveis animais que possam furá-la, como tatu, galinha, cães e o próprio rebanho, que pode se soltar e subir sobre os silos.
A face de retirada do silo deve ser mantida o mais plana possível e perpendicular ao solo e laterais. Isso minimiza a área de superfície exposta ao ar. A taxa de retirada do silo deve ser suficiente para prevenir a silagem exposta ao aquecimento e perdas associadas.
Em temperaturas mais altas, como as encontradas no Brasil central, recomenda-se a retirada de fatias de silo de pelo menos 30-35 cm por dia. Esta prática previne o material ensilado de ser exposto ao ar por um período de tempo suficiente que favoreça a proliferação de microrganismos responsáveis pela deterioração da silagem.
Os silos devem ser dimensionados para essa retirada mínima, diminuindo perdas quando o silo é aberto. O acúmulo de silagem solta na base da face do silo deve ser evitado, pois esse material desensilado é especialmente vulnerável a rápida decomposição aeróbica.
Vedar o material ensilado com lona e colocar pesos sobre o material ensilado não é 100% efetivo no controle de perdas. Perdas por fermentação aeróbica sempre ocorrem em diversas magnitudes e o descarte das porções perdidas nem sempre é uma prática comum em fazendas. A inclusão de silagem deteriorada nas dietas de animais possui um grande impacto sobre o desempenho.
A adição de silagem deteriorada a dietas diminui o consumo de matéria seca e a digestibilidade de nutrientes (PB e FDN), além da produtividade animal. Portanto, o descarte das partes deterioradas de silos é uma prática de manejo importante.
Para fazer silagens de boa qualidade, práticas de manejo devem ser adotadas de maneira integrada, já que a negligência de um procedimento pode levar a uma descontinuidade de um processo adequado de preservação da forragem.
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]]>Nesta edição foram feitos upgrades nas bases de cálculos, além de uma apresentação da nova ferramenta de simulação. O evento foi apresentado por Ernane Campo, Gerente de Negócios Leite do Grupo Rehagro.
Aperte o play no vídeo abaixo e acompanhe, na íntegra, a apresentação deste lançamento que contou com a participação dos números de várias fazendas produtoras de leite do país!
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]]>O post Impacto da qualidade da silagem na dieta de vacas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nele, o especialista Ricardo Peixoto irá falar sobre o impacto da qualidade da silagem de milho no custo de produção do leite. Aperte o play no vídeo abaixo e assista ao conteúdo na íntegra!
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]]>O post Ações financeiras para momentos de crise apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Neste e-book, aprenda dicas práticas para melhorar a saúde financeira da sua fazenda quando as coisas não vão bem.
Saiba como organizar ou buscar soluções para a gestão financeira da sua propriedade leiteira em momentos de crise.
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]]>O post E-book Manual de prevenção e controle da mastite bovina apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O custo com tratamento tem sido importante no valor total gasto com medicamentos nas propriedades, por isso, reduzi-lo é muito interessante para o sistema de produção.
Saiba mais sobre o assunto no nosso e-book gratuito! Faça o download clicando no botão abaixo!
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]]>O post Criação de bezerras leiteiras: primeiros cuidados e principais doenças apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Após o nascimento, ações como a colostragem e a cura de umbigo, são imprescindíveis para garantir a saúde dos animais. Caso estas ações não sejam realizadas, as taxas de morbidade e mortalidade aumentam consideravelmente, trazendo prejuízos à propriedade.
Saiba mais sobre a criação de bezerras leiteiras no nosso e-book gratuito! Clique no botão abaixo e faça o download.
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]]>O post E-book Estratégias para aumentar a detecção de cio nas fazendas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Quando se eleva os indicadores reprodutivos, é possível aumentar a proporção de vacas na fase inicial de lactação, onde a produção de leite e o retorno sobre o custo alimentar são maiores. Os métodos para detecção de cio refletem na taxa de serviço das vacas.
Saiba como traçar estratégias para aumentar a detecção de cio nas fazendas leiteiras no nosso e-book gratuito! Clique no botão abaixo e faça o download.
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]]>O post Análises financeiras do médio e pequeno produtor de leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Devido ao sucesso da transmissão, disponibilizamos o conteúdo na ÍNTEGRA!
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]]>O post Monitoramento da qualidade da água para os bovinos: qual a importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além dessa utilização direta pelos animais, a água também é utilizada de forma indireta nos sistemas de produção, seja através da limpeza das instalações, resfriamento, higienização de equipamentos, dentre outros.
Independente se o uso pelos animais é direto ou indireto, o monitoramento hídrico é extremamente importante para evitar surpresas desagradáveis como a ocorrência de doenças, queda na produção de leite, redução de índices zootécnicos, contaminação de instalações e equipamentos etc.
Neste texto vamos discutir alguns aspectos importantes relacionados a questão hídrica na pecuária leiteira, bem como o monitoramento da qualidade da água.
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O conhecimento da origem da água utilizada é primordial para a manutenção do status sanitário da propriedade.
Fontes de captação hídrica como açudes e cacimbas não são indicadas para o uso direto pelos animais como água de consumo. Tais fontes de captação, em grande parte das vezes, estão expostas ao tempo e ficam com a água estagnada, aumentando assim as chances de contaminação e disseminação de patógenos.
O interessante é que a água captada seja de um local onde o volume hídrico não seja estacionário, ou seja, sempre esteja em movimento, mesmo que mínimo.
Outro ponto importante a ser analisado se refere ao ambiente entorno da fonte de captação hídrica. Sempre devemos analisar se há presença de algum ponto ou foco de contaminação nas imediações, como escoamento de resíduos (esgoto, por exemplo), despejo de animais mortos, mineradoras etc. Todos esses aspectos fazem a diferença na qualidade da água ofertada.
A captação de águas pluviais representa uma boa alternativa em propriedades que realizam esta ação. O recurso hídrico proveniente desta prática pode ser utilizado principalmente, desde que em boas condições, na limpeza das instalações e no resfriamento dos animais.
Hoje em dia várias propriedades têm armazenado as águas provenientes de chuvas em represas construídas especificamente para este objetivo. No entanto, vale ressaltar o cuidado que se deve ter para que não haja proliferação de algas no volume hídrico armazenado.
Caso isto aconteça os bicos de pulverização do sistema de resfriamento poderão entupir, além de que classes específicas de algas representam agentes com capacidade de ocasionar doenças como a mastite.

Atentar para intensa proliferação de algas. (Fonte: Bruno Guimarães, Equipe Rehagro).

Sistema de reaproveitamento de águas pluviais em instalação de Compost Barn. (Fonte: Rafael Ferraz, Equipe Rehagro).
A supervisão de toda a água utilizada na propriedade deve ser feita em uma frequência mínima semestral.
O recomendado é que amostras sejam coletadas em pontos diversos da rede de distribuição. Por exemplo, coletar amostras da fonte de captação, dos encanamentos, da caixa d’água, dos bebedouros etc. Este procedimento torna-se necessário para que o monitoramento da qualidade da água seja bem estratificado, abordando todos os possíveis pontos de contaminação da propriedade.
Antes de coletar as amostras deve-se entrar em contato com um laboratório especializado em análises hídricas para que todo o processo de coleta e envio seja repassado e realizado adequadamente. O ideal é que seja solicitado a realização de análises dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.

(Fonte: Adaptado de Beede, 2006.)
Além do monitoramento em frequência mínima semestral, o tratamento da água na propriedade com produtos específicos torna-se interessante.
Vários técnicos e produtores, por exemplo, têm adotado a ação de utilizar pedras de cloro nas caixas d’água visando o controle microbiológico. A quantidade de cloro a ser adicionada na água é variável, devendo ser feita uma análise química previamente.
Associado à adição do cloro a água, se deve realizar a limpeza dos bebedouros com o objetivo de evitar a propagação de lodo, visto que uma quantidade excessiva de matéria orgânica pode inativar o produto químico.
Dentre os vários impactos ocasionados na bovinocultura de leite pela qualidade da água, neste texto vamos abordar dois exemplos especificamente, sendo um em gado jovem e o outro em gado adulto.
Muito se fala sobre a real importância da oferta de água para bezerros na fase de aleitamento. Alguns produtores defendem a corrente de que devido ao fato do colostro e do leite possuírem uma elevada proporção de água em sua composição, não há a necessidade de oferta dessa substância durante o aleitamento, somente após o desmame.
Entretanto, diversos estudos científicos comprovaram a importância do consumo da água de qualidade desde os primeiros dias de vida do bezerro.
Além de ser um componente essencial na dieta dos bezerros, a água também desempenha um importante papel na termorregulação corporal, na colonização do rúmen e no estímulo para o consumo de alimentos sólidos.
Portanto, caso o produtor queira obter bezerros com saúde e bons índices de crescimento e desenvolvimento, ele deve se preocupar em ofertar água de qualidade para os bezerros desde os primeiros dias de vida.
Já no gado adulto, em várias propriedades podemos observar uma preocupação muito grande na oferta de volumoso e concentrado (e não é para menos) que não é acompanhada na oferta hídrica.
Atualmente é mais que sabido que a oferta de uma água de qualidade consiste em um dos fatores limitantes para o consumo da dieta. Logo, caso a água ofertada para o rebanho em lactação, por exemplo, não seja de qualidade ou esteja armazenada em bebedouros de higiene precária, os animais não terão um consumo suficiente de alimento, não atenderão as suas exigências nutricionais e consequentemente terão as suas produções de leite reduzidas.
Como já dito no início do texto, além do impacto na produção de leite, a oferta hídrica de baixa qualidade também afetará a saúde, a reprodução e o desempenho do animal como um todo.

A presença elevada de moscas e matéria orgânica na água reduz o consumo hídrico, alimentar e o desempenho das bezerras. (Fonte: João Lúcio Diniz, Equipe Rehagro).

A presença elevada de matéria orgânica na água reduz o consumo e o desempenho também do gado adulto. (Fonte: Bruno Guimarães, Equipe Rehagro).
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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]]>O post Padrão de ouro na recria: melhores práticas na criação de bezerras e novilhas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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O post Padrão de ouro na recria: melhores práticas na criação de bezerras e novilhas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Sucessão familiar: caminhos e legados apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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No dia 24/03, transmitimos um Webinar especial sobre sucessão familiar, onde falamos sobre os caminhos e legados enfrentados pelas três gerações do Grupo Jacto.
O evento foi um sucesso! Mais de 400 pessoas estiveram presentes para assistir ao relato do empresário Jorge Nishimura. Ele narrou a trajetória de sucesso da sua família na construção de uma empresa forte e reconhecida no mercado.
Além disso, fizemos dois sorteios durante a palestra. Cinco participantes foram contemplados com uma consultoria exclusiva, com Mauro Rossales e Vanessa Napp, que são especialistas em gerenciamento de riscos da sucessão. Também sorteamos exemplares do Livro ‘Caminhos e legados’.
A palestra foi muito elogiada! Quem participou, pediu bis e quem perdeu, ficou ansioso para assistir. Atendendo aos clames, vamos disponibilizar o vídeo NA ÍNTEGRA! É só clicar no botão abaixo:
Compartilhe com quantas pessoas quiser! O conteúdo é extremamente relevante para quem quer fazer o negócio familiar prosperar e ter sucesso.
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]]>O post Gestão da nutrição – o que avaliar na prática? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em novembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para produtores, técnicos, veterinários e todos os profissionais que atuam na pecuária leiteira: “Gestão da nutrição – o que avaliar na prática?”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado:
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]]>O post Condição anovulatória: incidência, eficiência reprodutiva e tratamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista bastante conhecido no mercado:
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]]>O post Criação de bezerras e novilhas – gestão de indicadores apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com três especialistas renomados:
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]]>O post Uso consciente de antimicrobianos no controle da mastite bovina apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além disso, a mastite clínica foi reconhecida como a razão mais frequente para o uso de antibióticos em gado leiteiro, sendo responsável por até 62% do uso total de antimicrobianos.
Os antimicrobianos são compostos químicos capazes de matar ou inibir o crescimento de microrganismos. O primeiro relato do uso de antimicrobianos na medicina veterinária foi para o tratamento de mastite em vacas leiteiras.
Essas drogas podem ser usadas de formas diferentes. O uso de antimicrobianos para o tratamento de casos já existentes de mastite, por exemplo, é considerado como uso terapêutico.
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Em casos específicos, essas drogas podem ser usadas para mais de uma finalidade, como no caso da terapia de vacas secas, cujo objetivo é curar infecções intramamárias existentes (terapêutico) e prevenir novas infecções (profilático).
O uso irracional de antimicrobianos tende a influenciar a geração ou seleção de patógenos resistentes, sendo que a resistência bacteriana atualmente é uma das maiores preocupações globais. Diante deste cenário e da crescente pressão do mercado consumidor, medidas devem ser adotadas a fim do uso racional dos antimicrobianos.
A mastite bovina consiste na inflamação da glândula mamária, sendo causada por uma grande variedade de agentes, incluindo bactérias, leveduras, fungos e algas.
Os impactos negativos dessa doença são vistos principalmente na produção de leite, reduzindo o volume produzido e aumentando o custo de produção devido ao uso de medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, para prevenção e tratamento.
Além disso, é comum que os prejuízos relacionados ao descarte de leite, descarte precoce de animais e morte, por exemplo, não sejam computados no real impacto econômico gerado pela mastite. A falta de orientação técnica e a carência de profissional qualificado são as principais causas desta falha de gestão.
Os prejuízos com descarte de leite por alteração e/ou presença de resíduos após tratamento, bem como os gastos com a compra de medicamentos somam 16% dos custos totais relacionados à mastite.
Estudos mostram que os custos da mastite nos Estados Unidos para prevenção e tratamento somaram aproximadamente US$185/vaca/ano.
Recentemente, estimou-se as perdas financeiras para mastite clínica durante os primeiros 30 dias de lactação em US$444 por caso, contabilizando diagnósticos, custos com antimicrobianos, leite não comercializável, custos veterinários, redução na produção de leite e perdas reprodutivas, além dos custos com reposição.
O uso consciente de antimicrobianos para o controle da mastite requer a participação de todas as partes envolvidas na atividade, incluindo proprietários, colaboradores e médicos veterinários.
Pensando nisso, conduzir os tratamentos dos casos de mastite baseando-se na cultura microbiológica do leite possui a capacidade de reduzir o uso de antimicrobianos, levando a menores riscos de resíduos, custos de tratamento e descarte de leite.
Por meio da cultura microbiológica é possível avaliar qual agente está causando a mastite e, dessa forma, atuar de forma rápida e precisa sobre qual antibiótico usar para cada caso e até mesmo decidir pelo não tratamento, dependendo do agente etiológico.
Alguns estudos relatam que entre 30 e 50% das culturas de mastite clínica não apresentam crescimento de bactérias, não justificando assim o tratamento com antimicrobianos.
Além disso, grande proporção das infecções causadas por patógenos gram negativos são rapidamente eliminadas pelo próprio sistema imunológico da vaca.
A terapia de vaca seca é um método bastante utilizado pelos produtores de leite durante a secagem das vacas para o tratamento de infecções intramamárias existentes e prevenção de novos casos de mastite.
Neste método, utiliza-se bisnagas de antimicrobiano de amplo espectro em cada quarto mamário, geralmente associado à posterior aplicação de selante de teto.
Nos últimos tempos, a terapia seletiva de vaca seca tem ganhado forças como uma alternativa que visa a redução do uso de antimicrobianos, promovendo a avaliação da necessidade de tratamento durante a secagem de cada vaca em específico.
Os principais critérios considerados na terapia seletiva de vaca seca são o histórico da contagem de células somáticas (CCS) e mastite clínica durante a lactação e o resultado da cultura microbiológica durante a secagem. Atualmente, poucos rebanhos conseguem preencher estes critérios e implementar este tipo de terapia, o que faz com que poucos produtores a adotem.
No Brasil, estima-se que a média de CCS seja de aproximadamente 550 mil células/mL e que 45% das vacas apresentam mastite subclínica no momento da secagem.
Portanto, nesta realidade, o uso de antimicrobianos configura uma prática indispensável dentro de um conceito de controle de mastite.
Frente à realidade de resistência bacteriana aos antimicrobianos em uso e da pressão atual do mercado consumidor, a racionalização do uso desses medicamentos torna-se uma questão urgente na pecuária leiteira.
A mastite é um dos principais eventos nos quais os antibióticos são mais utilizados. Analisar de forma segura e detalhada cada situação permite que a melhor decisão seja tomada, podendo reduzir sua utilização e os custos com tratamento por animal na propriedade.
Alternativas como cultura microbiológica do leite e terapia seletiva de vacas secas auxiliam no tratamento direcionado dos casos e uso consciente dos antimicrobianos.
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Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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]]>O post Criptosporidiose bovina: o que é, como controlar e formas de prevenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Neste texto iremos abordar sobre o Cryptosporidium spp., um importante protozoário causador de diarreia em bezerras leiteiras. Discutiremos sobre o agente, sua forma de controle, manejos necessários e formas de prevenção.
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A criptosporidiose bovina, doença causada pelo protozoário Cryptosporidium parvum, consiste em uma infecção que ocorre por meio da via oro-fecal, através da ingestão de alimentos e água contaminados por oocistos esporulados do agente.
Quando ingerido, o oocisto esporulado se encista no epitélio intestinal, destruindo-o e causando atrofia das vilosidades. Como consequência, a absorção de nutrientes e eletrólitos se torna prejudicada, resultando em diarreia mal absorvida que pode ser agravada em desidratação quando não identificada e tratada a tempo.

Principais patógenos causadores de diarreia em bezerros.
Faubert e Litvinski (2000) ao estudarem a transmissão natural da criptosporidiose entre vacas e seus bezerros relataram que as vacas eliminavam maior número de oocistos no momento do parto do que nos períodos de pré-parto e pós-parto.
Desta forma, há evidências que a infecção dos neonatos ocorre no momento do nascimento.
Animais recém-nascidos infectados com C. parvum tendem a desenvolver diarreia profusa e aquosa, inapetência, letargia, desidratação e, em alguns casos, óbito. O início da diarreia ocorre em torno de 3 – 4 dias após a ingestão dos oocistos, durando aproximadamente 1 – 2 semanas.

Exemplo de diarreia de bezerros. (Fonte: Maria Cecília Rabelo, estagiária equipe Leite – Grupo Rehagro)
Os oocistos do Crypstosporidium são relativamente estáveis e resistentes no ambiente. Devido a este motivo, já podemos entender qual a importância da higiene do ambiente no controle deste agente infeccioso.
A desinfecção e o vazio sanitário são medidas essenciais para redução da carga de oocistos, além de que, em ambientes abertos, a incidência de radiação solar é uma excelente aliada para o controle do Crypstosporidium.
A eliminação de oocistos no ambiente ocorre entre 4 e 12 dias após a infecção e se torna desafiadora, pois esta forma infectante é resistente a maioria dos desinfetantes.
Medidas como a remoção frequente das camas e fezes do ambiente, realização de vazio sanitário nas instalações, além da utilização de produtos de desinfecção a base de dióxido de cloro, amônia e peróxido de hidrogênio se mostram eficientes e podem contribuir para a redução da carga de Cryptosporidium no ambiente.
Segundo Heller e Chigerwe (2018), pequenas doses de oocistos podem resultar em infecções prolongadas com altas cargas parasitárias, devido ao fenômeno conhecido como autoinfecção.
Nestas situações, o agente infeccioso se replica dentro do hospedeiro e ocasiona reinfecção diretamente, sem precisar sair do organismo do animal. Esta ocorrência representa um dos motivos que favorecem a permanência do agente no rebanho, e, consequentemente, a sua disseminação em larga escala.
Falhas na higienização do ambiente e no manejo dos animais podem ocasionar surtos de diarreia por criptosporidiose bovina. Além disso, muitas vezes por falta de informação os produtores não administram o devido tratamento, ou o administram de forma errônea.
Também é importante salientar que muitas das perdas econômicas estão associadas ao uso abusivo e indiscriminado de antibióticos por parte dos criadores, por pensarem se tratar de diarreia bacteriana, o que ocasiona grande prejuízo econômico e, também, desenvolvimento de resistência bacteriana aos antibióticos utilizados (FEITOSA et al., 2008).
O medicamento de escolha para prevenção e tratamento da criptosporidiose bovina é a halofuginona. Seu efeito é criptosporidiostático, atuando sobre o ciclo do parasito impedindo a sua reprodução no hospedeiro.
O ideal é que o tratamento com a halofuginona seja feito por 7 dias consecutivos, observando-se como ponto positivo a redução da eliminação de oocistos e da duração da diarreia.
Assim como em qualquer outro medicamento, é importante se atentar para a dose recomendada – 2ml para cada 10 kg de peso vivo, uma vez ao dia, por via oral após a alimentação dos bezerros.
Os fabricantes da halofuginona não recomendam o seu uso em animais que apresentam sinais de diarreia por mais 24 horas, devido ao animal desidratado e comprometido ser mais susceptível à toxicidade do medicamento.
De forma geral, como medida profilática o medicamento deve ser administrado até 48 horas após o nascimento e, como agente terapêutico, em até 24 horas após o início dos sintomas (THOMSON et al., 2017).
A higienização do ambiente e dos utensílios utilizados no aleitamento, além da realização de vazio sanitário nas instalações, são etapas essenciais para o controle e prevenção do Cryptosporidium.
Bezerras com criptosporidiose tendem a apresentar diarreia profusa que leva a uma rápida desidratação. A identificação precoce dos sinais clínicos e o tratamento sendo prontamente estabelecido asseguram menores riscos para as bezerras.
Além disso, a coleta de fezes para o diagnóstico laboratorial de criptosporidiose consiste em uma alternativa interessante para maior compreensão dos desafios da propriedade.
O Curso Online de Gestão na Pecuária Leiteira já auxiliou mais de 2.400 produtores a transformarem seus resultados financeiros.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!


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]]>O post Vermifugação em bovinos leiteiros: quando realizar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as decisões sejam tomadas de forma coerente.
Os exames coprológicos de OPG e OOPG consistem em ferramentas importantes para análise da quantidade de ovos e oocistos de vermes por grama de fezes, respectivamente.
Neste texto, iremos discutir um pouco mais sobre a realização desses exames e a importância deles para o calendário de vermifugação dos animais.
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As verminoses gastrointestinais estão presentes em praticamente todas as propriedades de bovinos do mundo.
Os efeitos das verminoses causam grandes perdas econômicas para os sistemas de produção, visto que os parasitas reduzem a conversão alimentar, o ganho de peso, o crescimento e reduzem a produtividade em geral dos animais. Além disso, casos graves de verminose com elevadas taxas de parasitismo podem ser responsáveis por mortes de animais jovens.
Alguns parasitas como os coccídeos, em especial a Eimeria, são um dos principais causadores de diarreia em bezerras leiteiras, podendo permanecerem ocultos por longos períodos e comprometerem o desempenho dos animais por toda a vida.
Durante o ciclo da Eimeria, a multiplicação do agente ocorre no interior das células intestinais do hospedeiro, o que leva ao rompimento dessas células e comprometimento daquele segmento intestinal devido à redução da sua funcionalidade.
Entre os sinais clínicos mais frequentes das verminoses estão:
No entanto, todos esses sinais tendem a serem inespecíficos, necessitando de exames complementares para alcançarmos um diagnóstico assertivo.
O comportamento da carga de vermes nematódeos no ambiente é dependente principalmente dos manejos adotados pela propriedade e da época do ano.
É comum que nas épocas de elevada pluviosidade a carga de vermes no ambiente esteja mais elevada, devido às condições de temperatura e umidade, principalmente, que contribuem para a multiplicação dos vermes. Já nas épocas secas do ano a população de nematódeos tende a se concentrar mais nos animais.
Portanto, é de fundamental importância a realização do controle estratégico dos vermes de forma racional a fim de reduzir as populações tanto no ambiente quanto nos animais.
Conhecer os vermes presentes no rebanho conforme cada categoria animal e a taxa de parasitismo constitui um passo essencial para adotarmos uma vermifugação eficiente e racional. Os exames coprológicos de OPG e OOPG são as ferramentas responsáveis por fornecerem as respostas base desta ação.
Nos exames de OPG e OOPG buscamos identificar ovos e oocistos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiros, sendo representados por Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.
Todos estes vermes desenvolvem o seu ciclo no ambiente gastrointestinal e possuem os seus ovos liberados pelas fezes dos hospedeiros. As figuras a seguir ilustram o formato dos ovos desses vermes vistos em microscopia óptica.
Formato dos ovos dos principais vermes que acometem bovinos leiteiros. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)
Conforme já dito neste texto, os exames de OPG e OOPG são utilizados para quantificação de ovos e oocistos dos principais vermes nas fezes dos bovinos, respectivamente. Os materiais necessários para realização dos exames estão descritos a seguir juntamente com a técnica.
Obs.: caso as fezes não sejam processadas imediatamente após a coleta, deve-se armazená-las refrigeradas.
Coleta de fezes e organização de materiais para OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)
Após as amostras de fezes terem sido coletadas e identificadas com a numeração e o lote dos animais, deve-se organizar os materiais para a realização dos exames. Para facilitar o processo, recomenda-se organizar fileiras verticais contendo 3 copos plásticos de 50 mL cada.
Realização de exame de OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)
A contagem dos ovos e dos oocistos deve ser feita em ambos os lados da câmara de McMaster – lado A e lado B, diferenciando os ovos de Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.
Ao final, multiplicar a quantidade total de ovos/oocistos de Estrongilideos, Strongyloides e Eimeria por 100. Não há a necessidade de contar e multiplicar a quantidade de ovos de Moniezia, devendo apenas indicar quando houver presença de ovos deste nematódeo. Exemplo:

O desejável é que no mínimo 80% dos animais de cada lote apresentem carga baixa (< 200 ovos/oocistos), sendo que esta contagem não exige o tratamento dos animais com vermífugo.
Casos em que 20% ou mais dos animais de cada lote apresentam carga alta (> 800 ovos/oocistos) são indicativos de tratamento, devendo a estratégia de vermifugação ser discutida com o médico veterinário responsável pela propriedade. A presença de qualquer quantidade de ovos de Moniezia já é indicativa de tratamento, sendo que produtos à base de albendazol possuem maior eficácia sobre este tipo de verme.
A utilização das ferramentas de OPG e OOPG é essencial para a elaboração de calendários estratégicos de vermifugação de forma racional e assertiva, tratando somente os lotes de animais com elevada carga parasitária. Esta ação contribui para uma economia considerável no uso de vermífugos, além de analisar a eficiência das bases farmacológicas utilizadas.
O recomendado é que todos os lotes sejam monitorados periodicamente a fim de construir a dinâmica comportamental dos vermes nas diversas categorias animais.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

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]]>O post Mastite bovina: o que é, como tratar e os impactos para pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Se você trabalha na produção de leite, provavelmente já sentiu os impactos dessa doença na propriedade. Mas você sabe o que pode causá-la?
A mastite bovina, ou mamite, consiste na inflamação do tecido da glândula mamária. Essa inflamação pode ocorrer devido a traumas, lesões no úbere e até mesmo devido a alguma agressão química.
No entanto, a ocorrência deste quadro está ligada, na maioria das vezes, a contaminações por microorganismos de um ou mais quartos mamários via ducto do teto. A mastite geralmente é causada por bactérias, mas também pode ocorrer devido a fungos, algas ou leveduras.
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Em resposta a infecção pela mastite, o sistema imune envia células de defesa ao local acometido para combater a invasão no tecido.
O estímulo lesivo da infecção e a ação das células de defesa levam ao aumento da resposta inflamatória tecidual que, além de eliminar o microrganismo invasor, visa também neutralizar toxinas produzidas pelos agentes infecciosos e restaurar o mais rápido possível o tecido mamário.
A associação das células de defesa (leucócitos) com as células de descamação do epitélio da própria glândula mamária representa as células somáticas. A resposta do organismo da vaca frente a um estímulo lesivo no úbere ocasiona aumento da contagem de células somáticas (CCS) no leite.
Como dito anteriormente, as células somáticas são compostas pelas células de descamação do epitélio da glândula mamária e pelas células de defesa do sistema imune que passam da corrente sanguínea para o leite. O aumento da CCS ocorre em casos de infecção/inflamação na glândula mamária.
Nem sempre as alterações na CCS são apresentadas de forma clara. Nos casos de mastite subclínica, conforme o próprio nome já diz, não são vistas alterações clínicas relevantes.
Por outro lado, nos casos de mastite clínica as alterações são perceptíveis, caracterizadas principalmente pela presença de grumos no leite e modificações no úbere da vaca, como dor, inchaço, vermelhidão e aumento de temperatura.
Conforme já dito, na mastite subclínica não é possível observar alterações no leite e no úbere do animal. No entanto, por ser uma infecção/inflamação da glândula mamária ela causa redução na produção de leite dos animais e pode acometer grande parte dos rebanhos.
Além disso, podem ocorrer alterações na composição do leite, como nos níveis de gordura, proteína e lactose. O aumento significativo na contagem de células somáticas afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor.
A mastite subclínica geralmente é causada por agentes contagiosos como o Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Corynebacterium bovis, dentre outros. Na maioria dos casos é transmitida dos quartos mamários contaminados para os sadios durante o processo de ordenha, seja pelas mãos dos ordenhadores ou pelo uso compartilhado de toalhas e teteiras contaminadas.
Algumas ferramentas têm sido utilizadas para mensurar os valores da CCS e identificar os animais portadores de mastite subclínica.
Atualmente, a contagem eletrônica individual da CSS é o exame mais utilizado para o diagnóstico da mastite subclínica, sendo que valores acima de 200 mil células/mL indicam um comprometimento da saúde do úbere (método quantitativo).
Exames como o CMT (California Mastitis Test) permitem identificar de maneira mais subjetiva a doença subclínica, devido ser baseado em uma análise visual da reação que ocorre entre o leite e o reagente no momento do exame (método qualitativo).
Uma vez identificada a mastite subclínica, torna-se interessante conhecermos o perfil do agente que está ocasionando a infecção. Nesse sentido, a cultura microbiológica do leite representa uma importante ferramenta para identificação dos patógenos e direcionamento dos tratamentos.
Por ser uma doença subclínica e necessitar de ferramentas específicas de diagnóstico, a mastite subclínica é muitas vezes negligenciada pelo produtor, acarretando em importantes prejuízos ao sistema de produção.
Consiste na forma da doença em que é possível observar alterações nas características do leite, na glândula mamária e até mesmo no comportamento do animal.
Nas vacas com mastite clínica é possível observar a presença de grumos no leite e alterações no úbere como inchaço, aumento de temperatura local, vermelhidão, aumento da sensibilidade dolorosa e até endurecimento dos quartos mamários acometidos.
Nos casos mais graves os animais podem apresentar um comprometimento geral do estado clínico, ocorrendo alguns sintomas como apatia, prostração, febre, desidratação e redução do apetite. Os animais com mastite clínica grave podem vir a óbito em situações onde os casos não são atendidos de forma rápida e adequada.
A mastite é uma doença que ocasiona grandes impactos negativos no sistema de produção de leite com perdas econômicas importantes. Dentre os gastos estão os custos com medicamentos para o tratamento de casos clínicos, descarte e morte de animais precocemente, custos com mão de obra, descarte do leite acometido e redução de produção dos animais doentes.
Devemos ter a consciência de que a redução da produção de leite dos animais doentes é o principal prejuízo da doença, sendo que muitas vezes não vemos essa redução que pode ir de 10 a 30%!
De forma específica, os prejuízos devido a mastite clínica envolvem descarte de leite, redução da produção a curto e longo prazo, custos com medicamentos e risco de antibiótico no leite. Já os prejuízos decorrentes da mastite subclínica são referentes a redução na produção de leite, sendo que esta forma de manifestação da doença representa cerca de 90 a 95% dos casos.
Nos Estados Unidos estima-se que o custo por caso de mastite seja de aproximadamente U$ 185/vaca/ano. Já na Europa a estimativa é de que este custo esteja por volta de € 190/vaca/ano. Em um estudo realizado no Brasil observou-se que a mastite subclínica foi responsável por uma redução de 17% no volume de produção de leite, representando uma perda de 2,4 bilhões de litros de leite/ano.
Para se alcançar sucesso no programa de controle da mastite é muito importante que os envolvidos na melhoria da qualidade do leite entendam cada etapa do processo, estejam abertos a receber treinamentos e percebam os benefícios que as ferramentas fornecem para o dia-a-dia no manejo dos animais. É essencial que durante o programa de controle exista um monitoramento periódico dos resultados obtidos.
O programa de 6 pontos de controle da mastite retrata ações fundamentais a serem realizadas para reduzir a ocorrência da doença. São eles:
Todas as medidas de controle visam reduzir o impacto econômico e os custos e, consequentemente, aumentar o lucro do produtor. O foco fica em prevenir novos casos de mastite e reduzir a duração dos casos existentes.
Você pode melhorar a sua produção de leite usando técnicas e ferramentas que não exigem um grande investimento de dinheiro na sua propriedade, mas podem trazer um grande retorno. Isso vale para todas as áreas na produção de leite!
Com pequenos ajustes na rotina, você pode melhorar a sua margem de lucro, tornando a pecuária leiteira um negócio mais rentável para você e sua família.
Com esse objetivo, o Rehagro criou o Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira. Nele, os professores ensinam como melhorar a gestão da nutrição, reprodução, criação de bezerras, sanidade, qualidade do leite e gestão financeira na propriedade.

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]]>O post Como realizar o monitoramento da colostragem em bezerras leiteiras? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Dessa forma, a certificação de uma correta colostragem de bezerras consiste em um dos pilares da bovinocultura para se garantir a saúde e a sobrevivência dos animais.
Quando realizada de forma correta, a colostragem permite a absorção intestinal de imunoglobulinas que auxiliarão a bezerra na proteção contra doenças. Este processo de absorção de anticorpos via colostro materno é conhecido como transferência de imunidade passiva (TIP).
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Já é sabido que uma boa colostragem proporciona adequada TIP, estimula o crescimento e desenvolvimento do animal e reduz as taxas de morbidade e mortalidade antes do desmame.
Os benefícios adicionais a longo prazo associados à transferência passiva bem-sucedida incluem:
Estudos científicos recentes na área de colostro bovino têm discutido novas recomendações para serem adotadas durante o monitoramento da TIP em bezerras leiteiras.
O objetivo deste texto é abordar as visões atuais da ciência acerca da colostragem, apresentando os conceitos básicos do processo e as novas metas de monitoramento.
A avaliação da eficiência de colostragem pode ser feita via refratômetro. A diferença está na possibilidade de utilizar tanto o refratômetro de Brix quanto o de gramas por decilitro (g/dL) para avaliar se a colostragem foi eficiente ou não.
Em tempos anteriores, os parâmetros considerados ideais para avaliar a transferência de imunidade passiva eram 90% das bezerras avaliadas com valores de proteína sérica > 5,5 g/dL ou > 8,4° Brix. No entanto, estudos conduzidos nos Estados Unidos durante os anos de 1991 e 1992 demonstraram que 41% das bezerras apresentavam falhas na TIP quando se considerava as metas mencionadas anteriormente (> 5,5 g/dL ou > 8,4°Brix).
Desde então, os processos para melhorar o gerenciamento da qualidade do colostro nas fazendas norte-americanas foram intensificados, até que em 2014 somente 13% das bezerras apresentaram falha na TIP quando a média de proteína sérica foi de 6,0 g/dL. Além disso, a mortalidade pré-desmame das bezerras caiu de 10,8% em 1996 para 6,4% em 2014. Devido a esse fato, pesquisadores de Estados Unidos e Canadá passaram, a partir de 2018, a questionar a meta de TIP de 5,2 g/dL.
Com base nestas ocorrências e nos dados do Sistema Nacional de Monitoramento da Saúde Animal (NAHMS) dos Estados Unidos de 2014, pesquisadores criaram um novo consenso acerca das metas para avaliação da eficiência de imunidade passiva de bezerras leiteiras.
O novo modelo, conforme apresentado na tabela a seguir, considera novas metas para colostragem de bezerras e estratifica os níveis de transferência de imunidade passiva em excelente, bom, razoável e ruim.
A construção dos quatro níveis de eficiência de colostragem teve como base a avaliação das taxas de morbidade e mortalidade de bezerras nos estudos do NAHMS, bem como outras publicações da literatura.

Conforme discutido por Sandra Godden, Jason Lombard e Amelia Woolums (2019), o manejo do colostro materno consiste no fator mais importante para se garantir a saúde e a sobrevivência das bezerras leiteiras. Esse manejo passa por fornecer aos bezerros um volume suficiente de colostro bovino limpo e de alta qualidade nas primeiras horas de vida.
Benefícios adicionais podem ser obtidos através do fornecimento de várias mamadas e da alimentação prolongada de colostro ou leite de transição após as 6 horas iniciais.
O monitoramento contínuo da colostragem de bezerras ajuda os produtores a identificar e corrigir os problemas nos programa de gerenciamento de colostro.
Os dados a seguir representam informações reais sobre a eficiência de colostragem de duas fazendas no ano de 2019. Para cada uma das fazendas analisou-se a eficiência de colostragem no ano de 2019 considerando a meta antiga (> 5,5 g/dL) e a nova meta (> 6,2 g/dL).
O intuito desta análise consiste em demonstrar as oportunidades criadas pela nova proposta de monitoramento da colostragem em bezerras leiteiras.

Comparando os números apresentados da Fazenda A no ano de 2019, pode-se observar que ao considerar a nova meta para eficiência de colostragem (> 6,2 g/dL) houve uma queda no sucesso da transferência de imunidade passiva de 14 pontos percentuais (93% de eficiência na meta de > 5,5 g/dL vs. 79% de eficiência na meta de > 6,2 g/dL).
Ou seja, considerando a nova proposta de eficiência de colostragem a fazenda A passou a não apresentar a proporção ideal recomendada de bezerras bem colostradas, que é 90% dos animais com valores de transferência de imunidade passiva acima de 6,2 g/dL.
Ao analisar de forma mais detalhada, nota-se que com a nova meta de colostragem em apenas dois meses obteve-se mais de 90% dos animais com eficiência na transferência de imunidade passiva, enquanto na meta antiga oito meses foram satisfatórios.


Comparando agora os dados de colostragem apresentados pela Fazenda B, observa-se que a mudança de meta de > 5,5 g/dL para > 6,2 g/dL não afetou a proporção de bezerras bem colostradas da propriedade, pois em ambas as condições a proporção de animais com sucesso na TIP foi superior a 90% (99% de eficiência na meta de > 5,5 g/dL vs. 91% de eficiência na meta de > 6,2 g/dL).
Outra observação interessante é de que mesmo com a meta mais alta, a Fazenda B obteve dois meses com eficiência de colostragem de 100% (março e novembro), além de que em oitos meses a TIP obteve sucesso em mais de 90% das bezerras.
Os dados apresentados demonstram que ambas as fazendas possuíam índices de eficiência de colostragem satisfatórios com a meta antiga e que com a meta atual apresentaram perfis diferentes. Perante estes dados podemos tirar duas conclusões principais:
Conforme já abordado durante o texto, o sucesso na colostragem é multifatorial, sendo influenciado desde questões práticas, como duração do período seco da vaca, manejo alimentar, programa vacinal, tempo até a colostragem, qualidade microbiológica do colostro e dentre outros, até questões inerentes ao manejo com os animais, como raça e idade da vaca.
O recomendado está em fazer o básico bem feito, ou seja, adotar um adequado manejo de colostro que se fundamente nos quatro pilares: tempo, qualidade imunológica, qualidade microbiológica e quantidade de colostro ingerida.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
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Em agosto de 2020, fizemos a transmissão de um Agroask Leite com o seguinte tema: “Vale a pena investir em conforto térmico para vacas leiteiras?”.
O encontro foi comandado pela especialista Fernanda Ferreira, diretamente da University of California.
O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
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Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.
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]]>As células somáticas são representadas por células de descamação do epitélio da própria glândula mamária e por células de defesa (leucócitos) que passam do sangue para o úbere.
Vacas sadias e com boa saúde da glândula mamária possuem valores de CCS de até 200.000 células/mL de leite.
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Valores superiores indicam que há algum desequilíbrio na glândula mamária, possivelmente devido a ocorrência de mastite. Conforme demonstrado pela tabela abaixo, a elevação da contagem de células somáticas está diretamente associada à redução da produção de leite.
¹ Perda de produção calculada como porcentagem da produção esperada a 200.000 cél./mL.
* Contagem de células somáticas do tanque de expansão
Em uma situação onde a CCS do rebanho no tanque de expansão é de 500.000 células/mL, por exemplo, estima-se que o percentual de quartos mamários infectados no rebanho seja próximo a 16% e que as perdas na produção de leite girem em torno de 6%.
Além das perdas na produção de leite, a elevação da CCS contribui de forma negativa também com o aumento dos custos com tratamentos, descarte de leite, alteração na composição do leite (diminuição da gordura, caseína e lactose no leite) e perda da bonificação no pagamento do leite pelos laticínios.
Em casos onde a contagem de células somáticas permanece elevada (> 200 mil células/mL) de forma crônica a tendência é de que a vaca seja descartada do rebanho, caracterizando assim um outro impacto negativo do aumento da CCS.
O gráfico abaixo representa a relação entre os valores de CCS e a produção de leite na primeira lactação e da segunda lactação em diante. Pode-se observar que a queda na produção de leite está diretamente associada ao aumento na contagem de células somáticas dos quartos mamários.

É devido a estes fatores que é de grande interesse do produtor e de grande relevância para os animais e para o sistema de produção atuar para diminuir a contagem de células somáticas do leite. Para isso torna-se necessário prevenir, controlar e monitorar a mastite no rebanho, eliminando as infecções existentes e reduzindo novas infecções.
Conforme já citado anteriormente, a mastite representa o principal fator para o aumento da CCS. Sendo assim, torna-se importante entender um pouco sobre esta enfermidade.
A mastite pode ser classificada de duas formas, quanto a sua apresentação ou em relação ao agente causador. Quanto a sua apresentação, a mastite pode ser clínica ou subclínica.
A mastite clínica é caracterizada por demonstrações evidentes de processo infeccioso na glândula mamária através da apresentação de grumos e/ou sangue no leite, inchaço, vermelhidão e dor no úbere ao toque, podendo ocorrer até mesmo febre e desidratação do animal.
Por sua vez, a mastite subclínica não apresenta sinais clínicos visíveis, apenas o aumento da contagem de células somática no leite.
Já em relação ao agente causador, a mastite pode ser classificada como contagiosa ou ambiental.
Nas mastites contagiosas, os microrganismos tipicamente envolvidos na infecção possuem boa adaptação ao úbere da vaca, como é o caso das bactérias Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae. Estes patógenos possuem como principais reservatórios o úbere infectado, sendo bastante disseminados durante as ordenhas, seja de uma vaca infectada para uma vaca saudável ou entre quartos mamários.
Os principais meios de disseminação dos agentes contagiosos são o uso do equipamento de ordenha contaminado e mal higienizado, uso de uma toalha/papel para secagem de mais de um teto (o ideal é utilizar uma ou até duas toalhas/papeis por cada teto) e a mão dos ordenhadores. As infecções contagiosas tendem a serem persistentes na glândula mamária e se apresentarem de forma subclínica, podendo ocorrer episódios clínicos intermitentes.
As melhores formas de controle e prevenção da mastite contagiosa se dão através da realização da linha de ordenha, higienização adequada dos equipamentos de ordenha, desinfecção dos tetos após a ordenha, identificação e segregação dos animais infectados, tratamento de vaca seca.
Por outro lado, as mastites ambientais são geralmente ocasionadas por patógenos oportunistas, ou seja, não são adaptados ao úbere da vaca. Devido a este fato, é comum que as mastites ambientais sejam transitórias e apresentem casos clínicos graves, gerando queda brusca na produção de leite e até mesmo o óbito do animal.
Os agentes mais identificados neste tipo de mastite são os coliformes (Escherichia coli, Klebsiella spp., ect) e os Streptococcus (exceto o S. agalactiae), estando bastante presentes no ambiente onde as vacas vivem.
Realizar um bom manejo do ambiente evitando o acúmulo de matéria orgânica representa uma medida preventiva e de controle fundamental para os casos de mastite ambiental.
Para eliminar as infecções existentes é necessário identificar quais são os animais contaminados. A detecção da mastite subclínica pode ser realizada com o auxílio do California Mastitis Test (CMT) ou da CCS eletrônica, na qual deve ser coletada uma amostra de cada animal com auxílio de coletores e enviadas ao laboratório.
O recomendado é que o monitoramento da CCS eletrônica seja feito no mínimo uma vez por mês. A realização do teste de CMT juntamente a definição da frequência para sua realização ficam a critério do médico veterinário que acompanha a propriedade.
Para detectar a mastite clínica é necessário realizar o teste da caneca de fundo escuro no início de cada ordenha de cada animal. Neste teste, coleta-se os três primeiros jatos de leite de forma vigorosa de cada teto, observando a presença ou não de grumos no leite.
Em casos positivos o leite ordenhado do quarto afetado deve ser desviado do tanque, sendo recomendado a coleta de uma amostra desse leite para que seja feita a cultura microbiológica no intuito de identificar o agente patogênico envolvido (bactéria, fungo, levedura, alga).
Os exames de cultura microbiológica podem ser feitos em laboratórios especializados ou na própria fazenda caso detenha os equipamentos necessários. Sua realização é extremamente importante para o entendimento da dinâmica da mastite no rebanho e para definição dos tratamentos, uma vez que cerca de 50% dos cultivos microbiológicos não são indicativos de tratamento.
Assim como para a mastite subclínica, o auxílio do médico veterinário responsável pela propriedade é extremamente importante para a elaboração de protocolos de tratamento e estratégias de controle da mastite clínica.
O local de permanência dos animais deve ser o mais limpo possível, não havendo acúmulo de matéria orgânica. Esta medida reduz as chances do animal se infectar com patógenos ambientais no intervalo entre as ordenhas. O local também deve conter sombreamento adequado de forma a reduzir os impactos do estresse térmico.
São medidas importantes e essenciais: realização do teste da caneca para detecção de alterações no leite, realização de pré e pós-dipping e secagem dos tetos com um ou dois papéis/toalhas por teto. A premissa é de que a ordenha deve ser feita em tetos limpos e secos.
É importante que o tempo decorrido entre o teste da caneca e a colocação das teteiras seja em média de 1 minuto e meio, tempo que permite a melhor estimulação do animal e melhor atuação da ocitocina endógena para uma ordenha completa e gentil.
Para reduzir a infeção por patógenos contagiosos, as principais medidas são o uso do pós-dipping para eliminar os patógenos carreados pelas teteiras de uma vaca para outra, uso de luvas de forma higiênica pelos ordenhadores e limpeza e desinfecção adequada dos equipamentos de ordenha.
Outra ação que pode auxiliar na redução da contagem de células somáticas é o fornecimento de alimento de qualidade para as vacas logo após a ordenha. Esta prática evita que as vacas deitem imediatamente após o térmico da ordenha e que microrganismos adentrem à glândula mamária, já que nesse momento os esfíncteres dos tetos ainda estão abertos e assim permanecem por cerca de 30 minutos, facilitando a ocorrência de mastite.

Após a detecção de mastite clínica no teste da caneca de fundo escuro, o animal deve ser tratado o mais rápido possível. Quanto mais precoce for o início do tratamento, maior a chance de cura.
Outro fator que aumenta as chances de cura de casos clínicos é a cultura microbiológica, em que é possível direcionar o tratamento de acordo com a bactéria identificada.
O aumento da ocorrência de mastite pode estar associado diretamente ao mau funcionamento do equipamento de ordenha, que pode acarretar no refluxo de leite para a glândula mamária, piora do escore de esfíncter de teto dos animais e ordenha incompleta do animal.
Outro fator que influencia diretamente na ocorrência de mastite é a limpeza inadequada dos equipamentos, que pode favorecer a contaminação dos animais durante a ordenha.
Nesse tratamento são utilizados antibióticos intramamários de longa ação no momento da secagem das vacas com o objetivo de aumentar as chances de cura de infecções subclínicas existentes da lactação anterior e, também, evitar novas infecções no período seco. Deve ser realizado após a última ordenha da lactação, em todos os quartos mamários.
Há também a opção do uso do selante intramamário, que forma uma barreira física que impede a entrada de patógenos enquanto o tampão de queratina natural do animal não se formou.
Outro ponto importante é o descarte de animais que não respondem com sucesso aos tratamentos, além da segregação dos animais infectados através da linha de ordenha e divisão dos lotes.
Devemos lembrar que esses animais são fonte de infecção e devem ficar separados dos demais, sendo ordenhados por último. Em fazendas com problema por Staphylococcus aureus, os animais infectados por esta bactéria devem ser ordenhados por último e descartados assim que possível para evitar contaminação dos animais saudáveis. A taxa de cura das mastites por esta bactéria é extremamente baixa, ou até mesmo nula.
Outra bactéria que necessita de atenção especial é o Streptococcus agalactiae, entretanto, ao contrário do S. aureus, a taxa de cura varia de 80% a 100%. O método recomendado para tratamento e erradicação de S. agalactiae é a blitzterapia, que consiste no tratamento de todos os animais positivos para S. agalactiae durante a lactação com antibiótico intramamário por 3 dias com aplicação em todos os quartos mamários.
Feito este tratamento, deve-se realizar novas culturas no 7º e 14º dia após o tratamento e, somente assim, considerar o animal negativo e curado. Também é recomendado a realização da cultura microbiológica do leite das vacas e novilhas recém-paridas.
O monitoramento contínuo da situação no rebanho é outro fator imprescindível para a manutenção da baixa contagem de células somáticas no leite do tanque.
Através desse monitoramento objetiva-se ter um controle da ocorrência de novas infecções da mastite clínica e subclínica no rebanho, do número de casos crônicos e do perfil microbiológico dos agentes patogênicos. Esta ação permite construir uma base de dados que ajudará no entendimento da dinâmica da mastite no rebanho e nas tomadas de decisão para reduzir a CCS do leite.
Realizando-se todas essas medidas é esperado sucesso na redução da contagem de células somáticas do leite e, consequentemente, na redução dos prejuízos causados pela mastite.
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]]>O post Como planejar as ações de sua propriedade leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para que a atividade leiteira no país seja sustentável e eficiente, é necessário a otimização dos recursos, sem perder de vista a viabilidade econômica e lucratividade.
Dessa forma, é imprescindível que o trabalho na propriedade rural seja baseado no diagnóstico da situação atual, planejamento técnico e financeiro, organização, execução e controle de processos, dados e resultados.
Neste sentido, o planejamento é o primeiro passo para a construção de um caminho que vai de encontro ao seu objetivo. Ele auxilia no processo de tomada de decisão, tornando-as mais eficazes e efetivas, concentrando esforço e recurso na medida certa, para se alcançar o melhor resultado.
E vale lembrar: quanto mais tempo você gasta em um planejamento bem feito, menos tempo você gasta na execução para alcançar seu objetivo.
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É frequente encontrar em empresas rurais decisões sendo tomadas sem embasamento concreto, apenas pelo “achismo”.
Vemos recursos sendo investidos em setores da fazenda sem o direcionamento ideal e de forma inadequada, enquanto o principal gargalo e pontos a melhorem sequer foram identificados.
Ouvimos dizer, por exemplo, relatos de baixos índices de mortalidade das bezerras ou alto custo com medicamentos das vacas sem que sejam utilizados instrumentos eficientes para mensuração e análises dos resultados.
Assim, é de se questionar:
Felizmente, existem diversas ferramentas que nos auxiliam no processo de planejamento. Dentre elas, a gestão de metas é uma forma de enxergar a propriedade e buscar melhorias para o sistema de produção.
Para a construção das metas, a técnica SMART é muito popular no meio empresarial e vem se destacando cada vez mais no agronegócio brasileiro.
Conhecida como meta inteligente, é uma forma de construir metas claras, precisas e diretas. A sigla vem do inglês e nos mostra os cinco pilares sobre os quais as metas devem ser definidas:
Sua meta deve ser clara e objetiva.
É preciso que seja bem detalhado o que está sendo medido, para que os esforços sejam focados no real objetivo da meta e não ocorra erro de entendimento ou confusão nos processos.
Para que possamos saber se o resultado está sendo atingido, devemos medi-los ou quantifica-los.
Metas não mensuráveis não são desejáveis uma vez que dificultam a análise e dependem da percepção de quem recolhe os dados.
O histórico da fazenda deve ser levantado para que, a partir dos últimos resultados se planeje uma meta possível de ser atingida. Não adianta querer uma mudança drástica nos resultados da fazenda se não é possível alcança-la no tempo proposto.
É importante que o responsável pela atividade faça parte da construção dessa meta, uma vez que ele deve opinar se consegue cumpri-la dentro do prazo, com os recursos que tem a sua disposição. Vale ressaltar que metas inalcançáveis geram frustração e desmotivação da equipe.
A meta deve ser relevante, ou seja, atrelada aos processos que causam impacto real na produção e estão em conformidade com o objetivo da fazenda.
A estratégia aqui é focar nos pontos que mais precisam melhorar ou que a mudança seja mais significante econômica e produtivamente.
O resultado a ser alcançado deve ser significativo e desafiador, o esforço para bater a meta, ao contrário das metas inalcançáveis, geram maior motivação aos envolvidos na atividade.
Os prazos de início e conclusão devem ser estabelecidos. Quando não se tem uma data limite para que o resultado seja alcançado, a tendência é que as atividades sejam proteladas, e sempre deixadas para o futuro. Por isso é necessário a formulação de um cronograma e definição de prazos para a execução das metas.
Para ajudar na visualização dessa SMARTização das metas, confira o exemplo abaixo:
Meta: aumentar a eficiência econômica da recria
Seu diferencial é que ela pode ser aplicada a todos os setores e níveis da fazenda. Você pode usar como meta pessoal, dos colaboradores, do rebanho, lavoura ou do controle econômico e financeiro.
O importante é que o processo de construção das metas seja adequado, detalhado e bem embasado, evitando assim, que se estabeleça metas inalcançáveis ou que não sejam relevantes para o negócio.
Para se alcançar as metas é necessário a construção de um plano de ações, devendo considerar a força de trabalho, necessidade de treinamento e capacitação, recursos disponíveis, metodologia de checagem e aprimoramento dos processos produtivos, dentre outros.
É interessante ainda que os resultados sejam divulgados para toda a equipe de trabalho, fornecendo feedbacks para os responsáveis que fazem parte da gestão e da operação das ações, seja quando não bateram as metas dentro do tempo previsto ou quando alcançaram bons resultados.
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Em junho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG.
O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
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Em 08/06/2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite Especial sobre Gestão Financeira de Fazendas de Leite. O palestrante foi Vitor Barros, Coordenador do Programa Gestão por Resultados.
O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
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Em 11/06/2020, fizemos a transmissão de um Agroask Leite com o seguinte tema: “Mercado do leite: momento atual e perspectivas da cadeia leiteira”.
O encontro atualizou os profissionais da área sobre o que está acontecendo no mercado. Escolhemos especialistas renomados para o debate de ideias:
O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
Se você ainda não assistiu ao Agroask da série, clique no link abaixo:
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]]>Nesta fase, o fato de a produção de leite ser maior possibilita uma otimização do retorno sobre o custo alimentar. No entanto, para que haja maior proporção de vacas em fase inicial de lactação e otimização do retorno sobre o custo alimentar é necessário, dentre outros fatores, que haja eficiência reprodutiva.
Uma situação observada comumente no campo em grande parte das fazendas é a baixa taxa de serviço nos rebanhos leiteiros. Ou seja, uma menor proporção de vacas é servida (coberta, inseminada, etc) em comparação com o ideal.
O objetivo deste texto baseia-se em apresentar e discutir os principais métodos que auxiliam na detecção de cio e, consequentemente, no aumento do indicador da taxa de serviço e na maximização da eficiência reprodutiva.
É importante salientar que não basta apenas garantir o serviço reprodutivo para a vaca, sendo necessário também que ele ocorra no momento adequado e que a gestação se mantenha de forma saudável e venha a gerar um parto.
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O cio, também conhecido como estro, é comumente referido como o dia zero (D0) do ciclo estral das fêmeas bovinas, consistindo no período da fase reprodutiva no qual a fêmea apresenta sinais de receptividade sexual (aceitação de monta), seguida de ovulação.
A duração média do cio é de aproximadamente 12 a 18 horas, sendo que a ovulação ocorre de 12 a 16 horas após o término do cio, ou 28 horas após o início do estro. No entanto, em vacas leiteiras de alta produção tem-se observado que a duração média do cio se encontra inferior a 8 horas.
O início das atividades que caracterizam o cio tende a ocorrer durante a noite, madrugada ou começo da manhã, conforme demonstrado pela figura a seguir.

No período do cio, os elevados níveis circulantes de estradiol promovem alterações anatômicas e comportamentais nas fêmeas bovinas.
Um conjunto de comportamentos e alterações características são manifestadas pelos animais antes, durante e depois do estro, sendo importante que o colaborador responsável pela observação de cio conheça tais comportamentos para que redobre sua atenção.
As principais alterações comportamentais das vacas devido ao cio envolvem:
Associado às alterações comportamentais estão as mudanças anatômicas do aparelho reprodutivo da fêmea. Dentre elas, as principais são:
A pergunta que fica é a seguinte: “Por que é tão difícil observar o cio?”.
De forma resumida, se deve ao fato de que as vacas leiteiras modernas apresentam uma série de fatores que contribuem para esta menor observação de cio, sendo os principais: maior produção de leite, menor duração do cio e maior desbalanço hormonal.
Estudos científicos, conforme demonstrado pelo gráfico a seguir, apontam que a duração do cio (horas) está associada a produção de leite (kg/dia), sendo que o cio tende a ser menor quanto maior for a produção de leite da vaca.
Este fato está relacionado em grande parte com a taxa de metabolismo das vacas, onde naquelas de alta produção tende a ser mais elevado, depurando de forma mais acelerada os hormônios esteroides e interferindo na duração do estro.

Outros estudos observaram a distribuição da duração do estro em vacas holandesas.
O encontrado foi de que aproximadamente 60% das vacas demonstraram atividade de cio por no máximo 8 horas. Destas vacas, 50% ficaram menos de 4 horas em estro. Veja o gráfico abaixo:

Os dados e as informações apresentadas nos dois gráficos reforçam ainda mais a importância da adoção de estratégias e ferramentas auxiliares de identificação de cio.
É corriqueira a situação de vacas que não são identificadas em cio, não são trabalhadas reprodutivamente e contribuem para redução dos indicadores de eficiência reprodutiva e produtiva da fazenda.
A observação de aceitação de monta representa o método clássico para identificação de cio, no entanto apresenta alguns fatores limitantes para sua utilização isolada em rebanhos com maior produção de leite.
Conforme citado anteriormente, os sinais de cio frequentemente são expressos mais no período noturno, momento em que, geralmente, não há ninguém observando cio.
Além disso, o elevado consumo de matéria seca que é necessário para suprir as exigências nutricionais da alta produção de leite faz com que se eleve a taxa do metabolismo hepático das vacas, aumentando assim a depuração dos hormônios esteroides relacionados à reprodução. Esse fato contribui para redução da duração e intensidade dos sinais de estro.
A seguir serão discutidos alguns métodos/ferramentas que auxiliam no controle dos problemas relacionados à identificação de cio.
A raspadinha consiste em um dispositivo semelhante a uma raspadinha de loteria que é colada na base da cauda do animal. No momento em que o animal é montado, a tinta da tira adesiva é removida, o que torna possível identificar que o animal aceitou monta.
Uma grande vantagem da utilização dessa ferramenta é identificar os animais que manifestaram cio durante a noite ou em momentos sem observação de cio. Uma das desvantagens é que utilizar em todo rebanho pode se tornar inviável economicamente.
Um ponto de atenção deve ser considerado quanto a utilização desta ferramenta em novilhas, uma vez que esta categoria animal normalmente apresenta cios mais intensos em comparação às vacas e possui instinto curioso, podendo contribuir para que a raspadinha seja desgastada com maior facilidade e até mesmo se solte do animal.
Uma das alternativas adotadas pelas fazendas para contornar esta situação consiste em associar o uso da raspadinha com o bastão de cera, que será discutido mais à frente. Esta associação aumenta a segurança e a certificação da identificação de cio.

São ferramentas que se baseiam no aumento da atividade dos animais quando estão em estro. Além disso, alguns desses medidores atualmente conseguem realizar outras funções como identificar possíveis animais doentes, avaliação de estresse térmico e monitorar alimentação.
Os principais medidores disponíveis no mercado até o momento são pedômetros, colares e, recentemente, os brincos.
Por se tratar de dispositivos tecnológicos sujeitos a falhas, devemos nos lembrar de solicitar auditorias periódicas nestas ferramentas através do fabricante para que os resultados gerados sejam coerentes com as ocorrências de cio.
Caso as informações sejam repassadas incorretamente pelos dispositivos, as ações realizadas na rotina reprodutiva da fazenda também estarão incorretas.

Consiste em pintar a base da cauda do animal e observar se o bastão passado foi apagado, indicando que o animal aceitou monta.
Esse manejo é realizado, geralmente, após a ordenha, na saída dos animais, aproveitando a passagem dos animais pelos currais de manejo. Fazendas que possuem canzis conseguem realizar esse manejo em momentos desvinculados da ordenha.
Todas as vacas em lactação devem ser pintadas para padronizar o manejo e evitar equívocos, inclusive vacas recém-paridas, vacas prenhes e vacas descarte.
No entanto, caso o rebanho seja menor e a situação reprodutiva dos animais seja facilmente conhecida de perto torna-se possível realizar o manejo do bastão de forma direcionada. Ou seja, em um rebanho de 30 vacas, por exemplo, sabemos de forma fácil e rápida quais são os animais que estão sendo e devem ser trabalhados na reprodução (vacas aptas, vacas inseminadas, vacas gestantes etc.).
Um outro tipo de manejo que algumas propriedades adotam é o uso de uma cor específica de bastão para cada situação reprodutiva. Por exemplo: as vacas inseminadas recebem bastão de cor amarela, as vacas gestantes recebem bastão de cor verde e as vacas aptas e vazias recebem bastão vermelho.
Vale ressaltar que esta estratégia deve ser pensada conforme a rotina da propriedade e do rebanho, justamente para que o emprego de cores variadas de bastão não complique as atividades e prejudiquem a eficiência desta técnica.

O aumento da produção de leite e a otimização do custo alimentar das propriedades leiteiras passam, além de outros pontos, pela obtenção de eficiência reprodutiva.
Uma reprodução bem ajustada pode ser responsável por alcançar um DEL médio baixo no rebanho, ou seja, alcançar uma maior proporção de vacas em início de lactação produzindo mais leite.
A associação de métodos auxiliares de detecção de cio com outras ferramentas, tecnologias e estratégias torna-se interessante quanto mais intensificado for o sistema de produção. Identificar os pontos críticos de cada propriedade torna-se essencial para encontrar as oportunidades e atuar de modo a otimizar não só a reprodução, mas todos os setores da fazenda.
Além disso, adotar e seguir fielmente uma rotina reprodutiva é tão importante quanto o uso de ferramentas auxiliares de detecção de cio.
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Em maio deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite com o tema “Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda?”. O palestrante foi José Eduardo Portela, PhD pela Universidade da Flórida.
O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
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]]>O post Silagem de grãos úmidos: saiba como conservar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Existem várias formas de utilização do milho, como silagem, milho grão inteiro, moído, floculado, etc. Dentre as várias alternativas, o uso de silagem de grãos úmidos de milho pode constituir uma alternativa importante para a utilização desse cereal na alimentação animal.
Atualmente, a silagem de grãos úmidos é uma das tecnologias de maior expansão no setor produtivo pela sua eficiência na conservação do milho, reduzindo os custos com alimentação em criações de suínos e bovinos leiteiros.
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A tecnologia de ensilagem de grãos úmidos de milho já é descrita desde a década de 70 e utilizada por muitos confinadores nos Estados Unidos.
No Brasil, a silagem de grãos úmidos de cereais foi introduzida a partir de 1981 na região de Castro – PR pelos criadores de suínos e, posteriormente, utilizada na alimentação de bovinos de leite e de corte.
O uso desta tecnologia traz inúmeras vantagens, permitindo, por exemplo:
A silagem de grãos úmidos de milho consiste na conservação do milho grão, moído ou inteiro, com umidade entre 35 e 45%, pela fermentação e redução do pH.
A Tabela 1 apresenta a composição bromatológica do milho seco comparada com a silagem de grãos úmidos de milho, de acordo com o NRC (2001). Segundo dados do NRC (2001), a silagem de grãos úmidos de milho é mais energética do que o milho seco e apresenta pequena diferença na concentração de fibra.
Tabela 1. Composição média do milho seco moído e da silagem de grãos úmidos de milho. Fonte: Adaptado do NRC (2001).
Legenda: MS = matéria seca; NDT = nutrientes digestíveis totais; PB = proteína bruta; FDN = fibra insolúvel em detergente neutro; FDA = fibra insolúvel em detergente ácido; NEL = energia líquida para lactação; ME = energia metabolizável.
É grande a variação da umidade observada nos diferentes trabalhos, mas esta está entre 27 – 36%. Apesar da grande variação da umidade, em geral, o valor nutritivo da silagem de grão úmido de milho apresenta melhores resultados quando o valor é próximo de 32%.
O armazenamento de grãos de milho sob a forma de silagem não é feito apenas para reduzir perdas. O armazenamento de grãos de milho, através da ensilagem, promove alterações químico-físicas nas moléculas do amido, facilitando a ação das enzimas amilolíticas microbianas ruminais e das enzimas pancreáticas na sua digestão.
Essas alterações podem ocorrer devido à elevação da temperatura no interior do silo no início do processo da ensilagem, promovendo a gelatinização dos grãos de amido, o que possibilita o seu maior aproveitamento pelos ruminantes.
A composição química da silagem de grãos úmidos de milho (Tabela 2) pode variar em função do teor de umidade no momento da ensilagem e da proporção de sabugo presente, entre outros fatores.
Apesar do aumento na digestibilidade do grão de milho neste tipo de silagem, alguns estudos têm mostrado que a solubilização do nitrogênio ocorre durante o período de fermentação e armazenagem da silagem de grãos úmidos, acarretando a diminuição no teor de nitrogênio proteico ao longo do tempo de armazenagem.
Tabela 2. Composição química da silagem de grãos úmidos de milho. Variáveis DeBrabander et al. (1992) Jobim et al. (1997) Reis et al. (2000) Santos et al. (2000) Taylor e Kung Jr (2002)
Fonte: Jobim et al. (2003)
Apesar da pequena queda nos teores proteicos, é consenso que o uso de silagem de grãos úmidos de milho melhora a eficiência alimentar, seja devido ao desempenho semelhante com menor consumo ou por consumo semelhante com melhor desempenho.
Existem estudos americanos que obtiveram melhor eficiência alimentar entre 9 e 25%, com redução de consumo, quando se utilizou silagem grão úmido de milho.
Outros estudos mostram que as dietas contendo silagem de grãos úmidos de milho têm maior digestibilidade da matéria seca, matéria orgânica, nitrogênio não-protéico, extrato etéreo e nutrientes digestíveis totais (NDT) em comparação com rações de milho seco, por unidade de matéria seca.
No entanto, não foram observadas diferenças entre rações com silagem de grãos úmidos de milho ou milho seco para digestibilidade da proteína bruta e da fibra em detergente neutro (FDN).
Estes maiores valores de NDT podem ser explicados devido às alterações relacionadas ao amido, refletindo em um melhor padrão de fermentação ruminal da silagem de grão úmido de milho.
Os efeitos obtidos pelo processo de ensilagem do grão úmido de milho também refletem no ambiente rumenal, podendo promover redução da relação acetado:propionato em lactação, além de elevar a concentração de ácidos graxos voláteis do rúmen (acetato, propionato e butirato).
Essa alteração na produção de ácidos graxos voláteis no rúmen foi observada em bovinos confinados durante 70 dias alimentados com silagem de grãos úmidos de milho, milho seco esmagado e misturas de ambos na proporção 67:33 e 33:67, respectivamente.
Nos animais alimentados com silagem de grãos úmidos de milho e as misturas, em relação ao milho seco esmagado, houve maior ganho de peso e melhor eficiência alimenta. Porém, nem todos os estudos apresentam diferenças na produção de ácidos graxos voláteis no rúmen, mas na grande maioria sempre há aumento dos índices produtivos, seja na produção de leite ou de carne.
Com relação à produção e composição do leite, os estudos são contraditórios quanto a porcentagem de gordura.
Estudos constataram que vacas alimentadas com silagem de grãos úmidos de milho produziram mais leite (39,8 kg/dia) em relação às vacas que receberam grãos secos de milho (38,0 kg/dia) na dieta, uma diferença de 4,6% superior em produção de leite a favor da silagem de grãos úmidos.
Juntamente com a maior produção de leite, também houve maior produção de proteína (kg/dia) para as vacas que receberam silagem de grãos úmidos em relação às alimentadas com grãos secos na dieta.
Com isso, destaca-se que o aumento na digestibilidade do amido pode refletir em elevação na produção de leite, de proteína microbiana no rúmen e melhorar a utilização de nitrogênio pela vaca e, também, que a fermentação ruminal foi favorecida pela alta disponibilidade de amido, o que eleva a utilização da amônia ruminal e promove maior suprimento de energia para o animal.
Tabela 3. Efeito do processamento dos grãos de milho sobre a produção e composição do leite de vacas. Fonte: Adaptado de San Emeterio et al. (2000)
Wilkerson et al. (1997) registraram produção de 2,0 kg/dia de leite a mais para vacas da raça Holandesa que receberam silagem de grãos de milho na dieta ao comparar grãos úmidos e grãos secos, além de duas formas de processamento dos grãos (amassados ou moídos).
Além disso, o teor de proteína e de gordura no leite foram maiores para as vacas que receberam grãos moídos na dieta, independente da forma de conservação (Tabela 4).
Tabela 4. Ingestão de matéria seca, produção e composição do leite de vacas da raça Holandesa alimentadas com grãos de milho seco ou ensilados úmidos em diferentes formas de processamento.
Fonte: Adaptado de Wilkerson et al. (1997)
Atualmente, com a mudança nos conceitos sobre a eficiência do uso do amido pelos ruminantes, está comprovado o melhor desempenho animal quando alimentados com amido de alta degradação ruminal.
No entanto, no Brasil não têm sido realizado trabalhos científicos avaliando os possíveis benefícios do uso da silagem de grãos úmidos na alimentação de vacas leiteira, embora seja uma prática corrente em muitas regiões do país.
A partir dos resultados de estudos e das observações de campo nas fazendas brasileiras que utilizam a silagem de grão úmido de milho, pode se evidenciar que o processo de ensilagem de grãos úmidos de milho provoca alterações na conformação do amido do grão e, consequentemente, no local de digestão e na digestibilidade desse amido para ruminantes, resultando em mais energia disponível.
A maior quantidade de energia da silagem de grão úmido de milho, por sua vez, promove maior disponibilidade de energia para os processos produtivos do animal, como a produção de carne e leite.
Além disso, essa tecnologia pode contribuir para solucionar graves problemas de armazenagem de grãos nas fazendas, onde normalmente ocorrem grandes perdas qualitativas e quantitativas, em função do ataque de insetos e de ratos.
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]]>O post Análise do coronavírus na cadeia do leite – 4ª edição apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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No dia 07/05, fizemos a quarta edição do Agroask Online sobre a análise do coronavírus na cadeia do leite. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
O encontro atualizou os profissionais da área sobre o que está acontecendo no mercado. Escolhemos especialistas renomados para debater a respeito do futuro da pecuária leiteira:
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Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!
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]]>O post Oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre desafios e oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite. O palestrante foi Elias Facury (Lobão), Mestre em Medicina Veterinária e Doutor em Ciência Animal pela UFMG.
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No dia 16/04, fizemos a terceira edição do Agroask Online sobre a análise do coronavírus na cadeia do leite. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
O encontro atualizou os profissionais da área sobre o que está acontecendo no mercado. Escolhemos especialistas renomados para debater a respeito do futuro da pecuária leiteira:
Se você ainda não assistiu ao terceiro Agroask da série, clique no link abaixo:
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]]>O post Redução de perdas gestacionais para aumentar a taxa de concepção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre redução de perdas gestacionais para aumentar a taxa de concepção. O palestrante foi Guilherme Correa, Mestre em Ciência Animal com foco em reprodução de vacas leiteiras. O especialista também é Consultor na Equipe Leite do Rehagro.
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]]>O post Como a gestão pode contribuir com o processo de sucessão familiar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em fevereiro deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre como a gestão pode contribuir com o processo de sucessão familiar. O palestrante foi Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo Gestão Leite do Rehagro.
O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
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]]>O post Manejo alimentar de vacas em período de transição: veja principais recomendações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A importância da alimentação para a eficiência na produção de leite é fundamental em todos os estágios de produção, mas no período de transição, que compreende o intervalo de três semanas antes e três semanas após o parto, ocorrem grandes mudanças na fisiologia e no comportamento dos animais, o que gera grande impacto sobre a exigência nutricional.
Neste artigo, você verá algumas recomendações importantes para adequação do manejo de vacas no período de transição.
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A ingestão de nutrientes é essencial para garantir um balanço nutricional adequado, boa saúde, boa produção de leite e índices reprodutivos ideais.
Para que a fêmea no período de transição tenha uma ingestão de MS satisfatória, torna-se fundamental que pontos como escore de condição corporal, conforto térmico e manejo alimentar estejam adequados.
Devemos evitar que as vacas ganhem peso durante o período seco, pois conforme se aproxima o parto, o risco de esteatose hepática aumenta, principalmente nos animais com maior escore de condição corporal. O risco maior se concentra nas três primeiras semanas pós-parto devido à mobilização das reservas corporais.
Nesse caso, o uso de colina pode ser uma alternativa para auxiliar na prevenção do ganho de peso. No entanto, ela deve ser fornecida na forma protegida para que não sofra degradação ruminal.
Ao ser absorvida, a colina protegida otimiza o transporte e a metabolização dos lipídeos, prevenindo a esteatose hepática e demais distúrbios.
Além disso, a colina tende a estimular a produção de leite (2,3 kg/dia), auxiliar na redução da ocorrência de retenção de placenta (28% a menos) e de mastite (22% a menos).
As dietas acidogênicas (aniônicas) são conhecidas por promoverem ligeira acidose metabólica (pH sanguíneo de 7,38 – 7,40), induzindo uma melhor resposta dos receptores de paratormônio (PTH).
De forma resumida, essas duas alterações facilitam o processo de mobilização de cálcio no organismo e auxiliam na prevenção da hipocalcemia. Além disso, essa ligeira acidose metabólica induz uma acidose tubular a nível renal, que promove maior absorção de cálcio pelos rins.
Vacas que consomem dieta com diferença cátion-aniônica (DCAD) positiva, ou seja, dietas alcalogênicas, tendem a reduzir mais o consumo de MS quando comparadas às vacas alimentadas com dietas com DCAD negativo (dietas acidogênicas). A produção de leite também tende a seguir essa mesma resposta, exceto nas nulíparas, que não apresentam maior produção de leite quando alimentadas com dietas acidogênicas.
Nesse contexto, a avaliação do uso de aditivos pode ser uma alternativa interessante. Uma prática comum para a prevenção de distúrbios pós-parto é a utilização de aditivos na dieta pré-parto durante as últimas 3 semanas de gestação.
Nos gráficos abaixo, podemos observar que dietas com DCAD negativo podem reduzir a ocorrência de doenças como retenção de placenta, metrite e febre do leite.
DCAD e risco de febre do leite em vacas pluríparas
DCAD e risco de retenção de placenta ou metrite
Agora, você já sabe algumas dicas para adequar o manejo nutricional das vacas no período de transição. A alimentação é um dos principais pilares de sucesso para um projeto leiteiro e pode representar até metade dos custos de produção.

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]]>O post Análise do coronavírus na cadeia do leite – 2ª edição apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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No dia 03/04, fizemos fizemos mais uma edição do Agroask Online sobre o impacto do coronavírus na cadeia do leite. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
O encontro atualizou os profissionais da área sobre o que está acontecendo no mercado. Escolhemos especialistas renomados para debater a respeito do futuro da pecuária leiteira:
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]]>O post Brucelose bovina: o que é, principais sintomas e como evitar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Os sinais clínicos mais comuns da brucelose bovina envolvem:
Apesar da implementação de programas para erradicação da doença, a brucelose apresenta caráter endêmico em diversos países, principalmente naqueles em desenvolvimento.
Os prejuízos para a cadeia leiteira envolvem perdas econômicas significativas relacionadas à redução da eficiência do rebanho devido à queda dos índices produtivos e reprodutivos. Além disso, a ocorrência de brucelose bovina em uma determinada propriedade ocasiona perda de credibilidade da unidade de produção, principalmente no quesito relacionado a venda de animais.
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A transmissão da brucelose bovina para o homem pode ocorrer através do contato direto ou indireto com animais infectados e anexos fetais contaminados.
Uma outra fonte importante de veiculação do agente é o consumo de produtos de origem animal contaminados, principalmente carne, leite e seus derivados que não passaram por um processamento térmico adequado.
Os quadros mais graves de brucelose no homem são causados pela Brucella melitensis, mas a doença causada pela Brucella abortus (agente em discussão) é caracterizada por sintomas inespecíficos como febre e sudorese noturna, além de dores musculares e articulares.
Muitas vezes ela é confundida com gripe recorrente, mas pode, em alguns casos, evoluir para complicações como tromboflebite, espondilite e artrite periférica.
Restos placentários e fluidos fetais contaminados são grandes fontes de transmissão
O controle e a prevenção da brucelose bovina estão diretamente ligados a interrupção da cadeia de transmissão do agente. A disseminação da Brucella pode ser interrompida principalmente pelo diagnóstico e eutanásia dos animais positivos e pelo aumento de indivíduos resistentes na população, sendo a vacinação das fêmeas uma importante estratégia de controle.
Duas são as vacinas existentes hoje no Brasil contra a brucelose bovina: B19 e RB51. A vacinação contra brucelose é obrigatória em todas as bezerras de 3 a 8 meses de idade. A vacina a ser utilizada nesta fase é a B19, composta por amostra viva liofilizada de Brucella abortus.
Por ser uma vacina viva, somente o médico veterinário cadastrado no órgão oficial do Estado ou vacinador auxiliar, treinado e sob a responsabilidade desse profissional, estão autorizados a aplicá-la.
Fêmeas vacinadas com idade superior a 8 meses podem apresentar produção de anticorpos aglutinantes que interferem no diagnóstico da doença após os 24 meses de idade. Ou seja, um animal não infectado poderá apresentar resultado positivo no teste diagnóstico.
Quando a bezerra é vacinada antes de completar os 8 meses a concentração de anticorpos estimulados pela vacinação reduz rapidamente e os animais acima de 24 meses são totalmente negativos nos testes sorológicos. Os machos não devem ser vacinados.
A vacinação de fêmeas bovinas contra brucelose através da vacina RB51 (não indutora da formação de anticorpos aglutinantes) é regulamentada pela IN MAPA nº. 33, de 24/08/2007. A utilização da RB51 é permitida nos casos de fêmeas bovinas com idade superior a 8 meses que nunca foram vacinadas com a vacina B19 entre os 3 a 8 meses de idade ou em fêmeas adultas, não reagentes aos testes diagnósticos atualmente utilizados, presentes em propriedades com focos de brucelose.
A característica de não induzir a formação de anticorpos aglutinantes e com isso não interferir no diagnóstico sorológico da doença faz com que a RB51 seja permitida no Brasil como método de vacinação estratégica de fêmeas adultas na pecuária.
Vale ressaltar que a vacina oficial, preconizada pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), continua sendo a B19, e seu uso deve ser incentivado nas fêmeas bovinas entre os 3 a 8 meses de idade em todos os rebanhos, de leite e de corte.
Para diagnóstico da brucelose bovina os testes mais recomendados são o Teste de Soroaglutinação com Antígeno Acidificado Tamponado (AAT) e o 2-Mercaptoetanol (2-ME). O material utilizado para os dois testes são amostras de soro sanguíneo.

Amostras de sangue para realização dos testes. (Fonte: Instituto Mineiro Agropecuário – IMA).
O AAT deve ser realizado por um médico veterinário habilitado e trata-se de um teste individual de triagem que indicará com certeza apenas os animais que são negativos (não reagentes no teste).
Os animais que apresentarem reação deverão ter suas amostras encaminhadas para o teste confirmatório (2-ME) em laboratório credenciado.
O resultado positivo no 2-ME indica presença de infecção e os animais com este resultado deverão ser sacrificados. Há possibilidade de o resultado ser inconclusivo e, neste caso, o animal deverá ser testado novamente no 2-ME.
Na ocorrência de dois resultados inconclusivos no 2-ME também deverá ser realizado o sacrifício do animal. Animais reagentes no AAT, de acordo com a conduta do médico veterinário, poderão já ser sacrificados sem a necessidade de confirmação.
É importante lembrar que animais submetidos a estes testes no intervalo de 15 dias antes até 15 dias depois do parto deverão ser testados novamente entre 30 e 60 dias após o parto, pois a queda de imunidade neste período pode influenciar no resultado dos testes.
Outros testes como o Teste do Anel do Leite (TAL) e Fixação do Complemento (FC) são menos utilizados e poderão ser indicados em algumas situações específicas. A figura abaixo representa a recomendação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para conduta de acordo com os resultados dos exames:
Conduta recomendada pelo MAPA perante os resultados. (Fonte: Instituto Mineiro Agropecuário – IMA).
Testes para diagnóstico da Brucelose Bovina. (Fonte: Instituto Mineiro Agropecuário – IMA).
O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem o objetivo de reduzir a incidência e prevalência dessas doenças nos rebanhos bovinos e bubalinos e certificar um número significativo de propriedades livres ou monitoradas para brucelose e tuberculose.
O programa introduziu medidas como a vacinação contra a brucelose em todo o território nacional e definiu estratégias para a certificação de propriedades livres ou monitoradas.
A vacinação é obrigatória para as bezerras de 3 até 8 meses de idade. Já a certificação de propriedade livre de brucelose ou tuberculose é uma iniciativa voluntária.
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]]>Todos os cuidados a serem realizados com os animais recém-nascidos visam a manutenção de um bom status sanitário, possibilitando ao animal expressar um excelente desempenho desde o período inicial da vida.
A não execução de procedimentos essenciais nessa fase impactam diretamente a saúde e o desempenho do animal, prejudicando também sua desmama.
Entretanto, sabe-se que os cuidados com as bezerras recém-nascidas não começam somente após o parto, devendo ser planejados desde o acasalamento da matriz e passando por todo período gestacional.
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O colostro consiste na primeira secreção láctea das fêmeas mamíferas logo após o parto, sendo responsável principalmente por fornecer energia e imunidade passiva devido aos seus elevados teores de gordura (6,7%), proteína (14,0%) e imunoglobulina (6,0%).
Essas funções do colostro são extremamente importantes para o neonato, uma vez que o tipo de placenta dos bovinos (epiteliocorial) não permite a passagem de grandes moléculas para o feto e os bezerros recém-nascidos possuem pouca reserva energética no organismo.
Basicamente, os quatro pilares de uma colostragem adequada envolvem:

Todos os quatro pilares impactam diretamente na eficiência de colostragem das bezerras e no nível de proteção conferido a elas. Casos em que o colostro é ofertado após 6 horas do parto e/ou apresenta baixa concentração de IgG e alta contaminação microbiológica elevam consideravelmente os riscos das doenças perinatais.
O tempo máximo de 6 horas estipulado para realização do processo de colostragem se deve à circunstância de que após este período as vilosidades da mucosa intestinal reduzem a permeabilidade a moléculas grandes como os anticorpos.
Em eventos onde a bezerra não mame o colostro de forma espontânea através da mamadeira deve-se providenciar a colostragem via sonda esofágica de forma a garantir a execução deste procedimento.
A qualidade do colostro ofertado às bezerras é influenciada de modo multifatorial. As influências vão desde o período de ambientação da vaca no pré-parto até o modo como o colostro é ordenhado e armazenado. O perfil de anticorpos colostrais da fêmea gestante é moldado frente aos patógenos do ambiente, as vacinas utilizadas, ao padrão de nutrição, ao status de condição corporal, etc.
Já o perfil sanitário do colostro se estabelece conforme as condições de higiene adotadas durante os processos de ordenha e armazenamento, podendo ser avaliado através dos exames de cultivo microbiológico em laboratório.
A validação da qualidade imunológica do colostro ofertado às bezerras pode ser feita através da análise em colostrômetro ou refratômetro de Brix (óptico ou digital). A tabela abaixo apresenta a classificação dos valores colostrais referentes à sua qualidade imunológica:

As possíveis formas de oferta de colostro para as bezerras envolvem o colostro fresco, colostro refrigerado, colostro congelado e colostro em pó. Vale ressaltar que o principal motivo a se considerar para o armazenamento do colostro nas formas refrigerado e congelado consiste em sua qualidade imunológica.
Uma alternativa interessante para o aproveitamento de colostro de baixa qualidade constitui na sua associação a um colostro de boa qualidade, processo conhecido como enriquecimento de colostro.
A avaliação da eficiência de colostragem é feita através da dosagem das proteínas séricas totais da bezerra, verificando assim a transferência de imunidade passiva.
Uma amostra individual de sangue deve ser coletada 48 horas após a realização da colostragem, sendo armazenada em um tubo sem anticoagulante. Após o processo de coagulação ter ocorrido, instilar uma gota de soro no prisma de um refratômetro de g/dL ou Brix, ambos podendo ser óptico ou digital.
Resultados iguais ou superiores a 6,2 g/dL ou 9,4° Brix indicam que a colostragem foi realizada da forma correta, oferecendo proteção ideal por anticorpos colostrais à bezerra. Em uma análise de rebanho, recomenda-se que no mínimo 90% das bezerras apresentem eficiência na transferência de imunidade passiva, ou seja, valores de proteína sérica total iguais ou superiores a 6,2 g/dL ou 9,4° Brix.
A anatomia umbilical dos bezerros é composta por uma veia, duas artérias e um úraco.
Logo após o nascimento e rompimento dos anexos fetais, a estrutura do umbigo configura uma porta de entrada de infecções para o organismo do animal. Esta é uma das principais razões pelas quais o procedimento de cura de umbigo constitui em um dos primeiros cuidados a serem realizados com as bezerras recém-nascidas.
Ao alcançar o cordão umbilical, agentes patogênicos podem perfazer o caminho das vias de acesso ao organismo (veia, artérias e úraco). De forma geral, a infecção umbilical é denominada de onfalite. No entanto, a nomenclatura da infecção gerada varia conforme a estrutura umbilical acometida. Exemplo:
Obs.: outras nomenclaturas de infecção umbilical são existentes conforme a associação das estruturas acometidas (veia + artéria, veia + úraco, artéria + úraco).
Processos de onfalite tendem a não ficarem restritos somente ao umbigo, ocasionando alterações em outras áreas do organismo das bezerras. Além da possibilidade de acarretar alterações físicas e fisiológicas, estudos demonstram que a ocorrência dos distúrbios gerados pelas infecções umbilicais possuem correlação com redução da produção de leite já na primeira lactação.
É importante ressaltar que quadros de onfalite não diagnosticados e/ou não tratados tendem a se complicar, ocasionando septicemia e levando os animais a óbito. O esquema a seguir demonstra algumas das possíveis alterações que podem ocorrer de acordo com a estrutura umbilical afetada:

O ideal é que a cura de umbigo seja realizada imediatamente após o nascimento da bezerra, podendo ser feita com tintura de iodo de 7 a 10%.
O processo recomendado é o de imergir o cordão umbilical até a sua base na tintura de iodo durante aproximadamente 30 segundos, adotando uma frequência mínima de 2 vezes por dia até o dia em que o umbigo seque e se desprenda do abdômen.
A conservação da tintura de iodo ao abrigo da luz solar e da matéria orgânica é essencial para garantir o seu desempenho, visto que o contato do produto com esses fatores reduz a sua bioeficiência.
É por esses motivos que se indica o armazenamento do iodo em um recipiente âmbar (reduz a passagem de radiação solar) do tipo copo sem retorno (evita o retorno de sujidade do ambiente para a tintura).
A avaliação das estruturas umbilicais quanto a presença ou não de processo infeccioso/inflamatório se dá através de palpação manual para classificação dos umbigos em uma escala de 0 a 2:
Ao analisar a eficiência da cura de umbigo em um rebanho, espera-se que no mínimo 90% das bezerras apresentem escore umbilical 0.
Para obter uma boa eficiência de cura de umbigo torna-se essencial a utilização de um iodo de qualidade, podendo a tintura ser de origem comercial ou produzida na própria fazenda. A seguir segue uma sugestão de fórmula de tintura de iodo para fabricação na fazenda:
Fonte: Departamento de Clínica e Cirurgia de Ruminantes da UFMG
Macerar as 75 gramas de iodo metálico e as 25 gramas de iodeto de potássio, diluindo-as em 50 – 100 ml de água destilada. Acrescentar 900 – 950 ml de álcool absoluto até que a tintura complete 1 litro. Armazenar todo o líquido em um frasco de cor âmbar e ao abrigo da luminosidade. Transferir a tintura de iodo para o copo sem retorno quando necessário.
O procedimento de mochação tem como objetivo cauterizar de modo físico (ferro quente ou elétrico) ou químico (pasta cáustica) os cornos do animal, visando eliminar o risco de acidentes e complicações envolvendo tais estruturas.
Recomenda-se que este procedimento seja realizado em animais com idade inferios a 30 dias.
Algumas observações e cuidados devem ser adotadas previamente ao procedimento de mochação:

A anestesia dos cornos pode ser alcançada utilizando-se 5 ml de anestésico local 2% por corno ou 2 mL de anestésico local 5% por corno.
Todo o volume do anestésico deve ser aplicado na fossa localizada acima do globo ocular do animal com o auxílio de seringa e agulha 40×12 estéreis. Os dados apresentados abaixo referem-se aos efeitos de 4 técnicas de mochação sobre o comportamento de bezerras leiteiras:
Fonte: Adaptado de Sutherland et al., 2018
Através destes dados pode-se perceber a importância da utilização do anestésico local durante o procedimento de mochação.
Os animais que receberam aplicação de anestésico não tiveram seu comportamento alterado, fato que gera reflexo positivo no consumo de alimentos e contribui para o desenvolvimento das bezerras.
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No dia 27/03, fizemos um Webinar Leite especial! O tema foi extremamente relevante para o momento de crise em que estamos vivendo: “Análise semanal do impacto do coronavírus na cadeia leite”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Devido ao grande sucesso da transmissão, decidimos fazer um encontro semanal para atualizar os profissionais da área sobre o que está acontecendo no mercado. Escolhemos especialistas renomados para debater a respeito do futuro da pecuária leiteira:
Se você ainda não assistiu o primeiro Webinar da série, clique no link abaixo:
Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!
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]]>Os primeiros cuidados logo após o nascimento, como a colostragem, cura de umbigo e nutrição adequada antes e após a desmama tornam-se imprescindíveis para garantir a saúde dos animais.
Caso estas ações não sejam realizadas corretamente ou sejam negligenciadas, as taxas de morbidade e mortalidade aumentam consideravelmente, trazendo prejuízos à propriedade.
Em algumas situações o prejuízo pode até não ser acentuado a curto prazo, mas o processo de determinadas doenças ocasiona alterações permanentes nos animais de forma a impactar no seu desenvolvimento e vida futura.
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Dentre as doenças que afetam as bezerras durante a fase de recria, as mais ocorrentes são as diarreias, as infecções umbilicais, as doenças respiratórias e a tristeza parasitária bovina.
Conforme será mostrado e discutido ao longo deste texto, dados de campo têm demonstrado quais são os períodos críticos para a ocorrência destas doenças.
Estes dados constituem informações valiosas que auxiliam na prevenção e no monitoramento dos distúrbios da saúde dos animais, podendo ser utilizados para definição de estratégias visando redução do número de casos de doenças.
A diarreia consiste em uma das principais razões pelas quais as bezerras adoecem ou morrem. Durante a fase de aleitamento as bezerras são altamente susceptíveis à ocorrência de diarreias devido ao sistema imunológico não estar plenamente desenvolvido e estabelecido.
Este fato contribui para que uma ampla diversidade de agentes patogênicos tenha a chance de se instalar no organismo do animal. Com isso, ocorrerão distúrbios intestinais de graus variáveis.
Esta ampla diversidade de agentes patogênicos constitui um dos motivos que dificultam o diagnóstico etiológico das diarreias. No entanto, conforme mencionado anteriormente, os dados de campo fundamentam-se como uma importante ferramenta que expressa os períodos críticos de atuação dos principais agentes envolvidos nas diarreias em bezerras leiteiras.
Todavia, há aquelas diarreias de origem não infecciosa, ou seja, não possuem um agente patogênico como causador. Estas diarreias tendem a se desenvolverem mediante a situações que prejudicam a absorção intestinal, fazendo com que solutos se acumulem na luz do órgão.
O acúmulo de solutos resulta na formação de um meio com alta osmolaridade que possui a capacidade de atração hídrica para o intestino, aumentando assim a fluidez das fezes.
As causas das diarreias não infecciosas envolvem principalmente erros no manejo alimentar das bezerras, como a má higienização dos utensílios e a oferta de sucedâneos de baixa digestibilidade.
Dentre os inúmeros efeitos que um quadro de diarreia ocasiona no animal, os principais são a desidratação, as perdas eletrolíticas e o desequilíbrio ácido-básico. Estes efeitos podem se apresentar em níveis variados, porém sempre possuem como característica o comprometimento do estado geral do animal e, consequentemente, facilitam a entrada de novos agentes infecciosos.
Portanto, assim como em qualquer outra doença/distúrbio, na diarreia o ideal é que o diagnóstico seja feito precocemente. Também é importante que o tratamento comece a ser realizado o mais rápido possível a fim de evitar maiores complicações no organismo do animal.
Dentre os agentes causadores de diarreia em bezerras leiteiras durante a fase de aleitamento, os principais são:
Agentes comuns em bezerras como a Escherichia coli e alguns vírus tendem a ocasionar diarreia logo nos primeiros dias de vida, enquanto agentes como Cryptosporidium spp. acometem mais o sistema digestivo do 5º ao 15º dia de vida, em média.
Todos os principais agentes patogênicos citados possuem as vias oral e fecal como potenciais meios de transmissão. Além disso, a higiene das instalações e do ambiente constitui uma medida básica e essencial de profilaxia.
O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)
Dinâmica da excreção de oocistos de Cryptosporidium spp. (Fonte: Leite, 2014.)
O processo de cura de umbigo representa um dos primeiros cuidados que se deve realizar com as bezerras logo após o nascimento, visto que o umbigo do recém-nascido ainda está aberto e corresponde a uma grande porta de entrada de microorganismos.
Caso uma quantidade considerável de bactérias alcance as estruturas umbilicais intra-abdominais e se dissemine pelo organismo, várias alterações podem ser desencadeadas, dentre elas a septicemia, a pneumonia, abcessos pulmonares e hepáticos, poliartrites, endocardites, encefalites etc.
Além destas alterações, um umbigo curado inadequadamente, ou não curado, representa um excelente atrativo de moscas que desencadeiam processos de miíases.
Um dos métodos mais eficazes para avaliação da eficiência da cura de umbigo consiste na realização da palpação umbilical. Neste método objetiva-se o reconhecimento manual das estruturas umbilicais, classificando-as em escores de 0 a 2, sendo:
Uma meta ideal seria de que no mínimo 90% das bezerras avaliadas expressem escore umbilical 0, ou seja, sem alterações.
O período recomendado para que a palpação seja feita corresponde da 2ª à 3ª semana de vida. Caso a avaliação seja realizada antes da 2ª semana de vida, as estruturas umbilicais se apresentarão em uma conformação diminuta que inviabiliza a identificação manual.
Por outro lado, caso a palpação seja feita após a 3ª semana de vida as estruturas umbilicais estarão em maior dificuldade para palpação devido ao aumento da resistência da musculatura abdominal das bezerras.

Normalmente, a patogênese das doenças respiratórias bovinas envolve a associação de fatores de estresse que comprometem os mecanismos de defesa do organismo, facilitando a infecção primária das vias respiratórias por um ou mais micro-organismos.
Sinais clássicos de problemas respiratórios em bezerras leiteiras envolvem corrimento nasal, tosse, aumento da frequência respiratória, alteração do padrão respiratório, letargia e febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C).
Dentre a diversidade das doenças respiratórias bovinas, a pneumonia é a mais comum. Quadros crônicos de pneumonia possuem a característica de provocar consolidação do parênquima pulmonar, reduzindo assim a capacidade respiratória do animal para o resto da vida.
Além de uma boa colostragem, assegurar uma adequada qualidade do ar nas instalações torna-se fundamental para evitar quadros de pneumonia. O ambiente onde as bezerras são alojadas deve ser seco, arejado e livre de odores e resíduos.
Conforme já mencionado anteriormente, a correta cura de umbigo também constitui um ponto importante para prevenção de pneumonia em animais recém-nascidos, visto a barreira química formada no cordão umbilical que impede a disseminação microbiana pelo organismo.
O gráfico a seguir demonstra os pontos críticos para ocorrência de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)
A tristeza parasitária bovina baseia-se em uma doença de grande ocorrência nacional, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Os impactos ocasionados na cadeia leiteira são importantes e a morbidade durante a fase de recria tende a ser elevada em propriedades que não realizam a prevenção e o monitoramento para a doença.
A tristeza parasitária é ocasionada pela associação de dois agentes etiológicos intra-eritrocitários, sendo a bactéria Anaplasma marginale e o protozoário Babesia, com as espécies B. bigemina e B. bovis. Tanto a anaplasmose quanto a babesiose podem ser transmitidas através do uso de instrumentos perfurocortantes contaminados (agulha, bisturi, etc.).
O agente Anaplasma marginale ainda pode ser transmitido via picada de insetos hematófagos, como moscas e mutucas, e a Babesia sp. pode ser veiculada via repasto sanguíneo de carrapatos infectados.
Os sinais clássicos da doença incluem febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C), letargia, apatia, alteração na coloração das mucosas (ictéricas, pálidas e/ou com presença de petéquias), corrimento lacrimal e perda de apetite.
Como profilaxia da tristeza parasitária bovina recomenda-se o controle de ectoparasitas e de insetos tanto nos animais quanto no ambiente, evitar o uso compartilhado de agulhas e realizar o monitoramento da temperatura retal dos animais.
Os animais positivos para a doença devem ser tratados o quanto antes, a fim de evitar a proliferação dos agentes, além de receberem tratamento de suporte com hidratação oral e/ou endovenosa e antipiréticos.
O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de tristeza parasitária bovina em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de TPB em bezerros leiteiros de acordo com a idade (dias)
Mucosas ictéricas (A) e pálidas com petéquias (B) em bezerras com TPB
Essas são algumas das principais doenças que podem acometer as bezerras leiteiras e, por isso, merecem a atenção do produtor.
Ressaltando, juntamente com o oferecimento adequado do colostro, a cura do umbigo é uma medida sanitária prioritária, que influenciará diretamente a saúde do rebanho de qualquer criatório bovino.
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]]>A seleção consiste na triagem de indivíduos superiores pertencentes a um determinado rebanho. Ou seja, os indivíduos que possuem uma melhor performance produtiva e/ou reprodutiva quando comparados aos outros indivíduos do mesmo rebanho são selecionados para permanecerem e perpetuarem a sua genética.
Já o acasalamento constitui a ferramenta onde os animais de melhor desempenho zootécnico são direcionados para serem os pais da próxima geração.
Em resumo, ambas as ferramentas possuem como objetivo aumentar a frequência de genes favoráveis em uma determinada população.
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Durante muito tempo, a análise do desempenho da cria de um determinado touro ou de uma determinada vaca foi o método mais eficaz para avaliação genética dos reprodutores. Este método ficou conhecido como Teste de Progênie, e é utilizado até os dias atuais devido a sua confiabilidade.
No entanto, uma de suas desvantagens se diz a respeito do longo tempo necessário para obtenção dos resultados. Também é válido citar a necessidade de ter uma progênie relativamente extensa para dar segurança aos dados.
Com o passar dos anos, por volta do final da década de 80 e início da década de 90, incorporou-se modelos estatísticos precisos nos programas de melhoramento genético. Este modelo ficou conhecido como Modelo Animal.
O modelo estatístico visa a associação dos dados de desempenho do próprio animal com os dados de sua matriz de parentesco (pai, mãe, irmãos, avós etc.). O intuito é ter uma estimativa e obtenção dos valores genéticos. A inclusão de um modelo estatístico nos programas de melhoramento animal propiciou o avanço e a otimização das ferramentas de seleção e acasalamento. Como consequência, houve o aceleramento do progresso genético dos rebanhos em todo mundo.
Nos anos de 2008/2009, nos Estados Unidos, a tecnologia da genômica foi lançada para a área da pecuária leiteira de modo a revolucionar todo o mercado da genética bovina.
Desde então, os testes genômicos têm mudado a forma como os produtores de leite tomam suas decisões, fazem a seleção e gerenciam os acasalamentos de seus rebanhos. A genômica permite aos técnicos e produtores a possibilidade de conhecer geneticamente os rebanhos, estratificando assim os grupos de animais que possuem uma genética superior ou inferior em diversos pontos.
A análise genômica nos bovinos atua de modo a identificar marcadores moleculares que são de interesse econômico para os produtores.
De forma a contextualizar melhor o assunto, marcadores moleculares são variações no material genético (genoma) que caracterizam as diferenças fenotípicas entre dois ou mais indivíduos. Variações fenotípicas estas que podem ser expressas em quesitos como:
Vários são os tipos de marcadores moleculares existentes, sendo que os principais identificados pelos testes genômicos são os polimorfismos de base única (Single Nucleotide Polymorphism – SNP).
Este tipo específico de marcador molecular se baseia na alteração em uma única base na molécula de DNA de um indivíduo em comparação com um genoma de referência. E, como já mencionado, são justamente tais alterações que ditam as variações fenotípicas em uma população.
Através da tecnologia da engenharia genética foram desenvolvidos chips capazes de analisar e identificar detalhadamente o genoma dos animais. Para isto, basta coletar uma amostra de material genético (bulbo capilar, sangue etc.) do indivíduo e enviar para uma empresa/laboratório especializado no assunto.
Lá, esse material genético é processado por sistemas automatizados contendo chips com milhares de marcadores moleculares. Ao final de todo o processo é gerado um relatório contendo as informações genéticas específicas que foram identificados de um determinado animal.
Fonte: Grupo Rehagro
Se formos comparar a avaliação genômica + avaliação convencional (pedigree, progênie) com a avaliação convencional isolada, notamos que ela propicia uma maior velocidade nas análises, maior acurácia dos valores e maior alcance do valor genético verdadeiro.
No entanto, devemos sempre ter em mente que a avaliação genômica é um acelerador de todo o processo de melhoramento genético, e não um substituto.
Antigamente, por exemplo, um touro só teria seus primeiros valores genéticos divulgados com a idade de aproximadamente 7 a 8 anos. Isso porque precisaria esperar suas filhas nascerem e entrarem em idade reprodutiva e produtiva.
Nos dias atuais, com a tecnologia da genômica, não há essa necessidade, pois um touro já possui seus valores genéticos mensurados até mesmo antes da puberdade. Este exemplo demonstra claramente o auxílio que a genômica proporcionou para aumentar o progresso genético dos rebanhos bovinos.
Além dos benefícios já citados, as avaliações genômicas são utilizadas para mensurar características caras e complexas de serem medidas, de manifestação tardia, de baixa herdabilidade, medidas pós morte e também para correção dos valores da matriz de parentesco.
Outros grandes benefícios da utilização da genômica nas fazendas consistem:
Após o seu lançamento, os testes genômicos têm sido utilizados para identificação das características dos animais em diversos aspectos.
Os principais são os que envolvem particularidades de produção, saúde, conformação, habilidade de parto e doenças. A maioria dessas características já eram mensuradas antes do advento da genômica. No entanto esta tecnologia aumentou a velocidade de obtenção e a acurácia dos valores.
Dentro do critério de seleção de produção de leite, as características de maior destaque são relacionadas ao volume de leite produzido e a quantidade e ao percentual de produção de gordura e proteína.
Atualmente, aumentamos bastante o número de rebanhos genotipados para a beta-caseína A2. Sua capacidade – quando em homozigose (A2A2) – não ocasiona distúrbios digestivos nos humanos consumidores de leite e derivados.
Os animais que sabidamente possuem o gene para beta-caseína A2 tendem a serem acasalados entre si para obtenção de uma progênie homozigota (A2A2). Logo, a tendência atual é de que cada vez mais se tenha rebanhos formados por animais com genótipo A2A2 para beta-caseína.
Com relação às doenças de cunho genético, estas são analisadas a partir de haplótipos – combinações alélicas que resultam na expressão de uma doença. Holandês, Jersey e Pardo Suíço são algumas das raças leiteiras que possuem haplótipos identificados para doenças (CVM, BLAD, BY etc).
As informações sobre os haplótipos podem ser importantes ferramentas na hora de realizar um acasalamento bem direcionado de modo a evitar a ocorrência de doenças genéticas.
Em um estudo de Adams e colaboradores, em 2016, há relatado que um touro holandês portador de um haplótipo foi amplamente utilizado em rebanhos leiteiros por volta da década de 60. Anos depois realizou-se um levamento a cerca deste caso. Concluíram que a utilização deste touro portador de um haplótipo causou uma perda estimada de 500 milhões de dólares devido a perdas gestacionais.
De modo geral, podemos concluir que as avaliações genômicas desempenham um importante papel no melhoramento do rebanho leiteiro. Elas contribuem em potencial para aumentar o progresso genético das populações.
No entanto, de nada adianta querer utilizar somente a genômica e fechar os olhos para as avaliações tradicionais (pedigree, progênie). Independente do avanço genômico, as informações de pedigree e de teste de progênie continuam sendo extremamente essenciais para condução do mapeamento e melhoramento genético dos rebanhos bovinos.
As ferramentas genéticas, quando bem utilizadas e manejadas, trazem bons retornos aos produtores nas mais diversas áreas, seja produção, reprodução, nutrição, sanidade, dentre outras.
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Em setembro de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre gestão financeira com foco na melhoria de resultados de fazendas de leite. O palestrante foi Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo Gestão Leite do Rehagro.
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]]>O leite é um dos mais completos alimentos disponíveis e seu baixo custo relativo para a população faz dele um componente indispensável da dieta.

Composição média do leite
O principal grupo de proteínas do leite são as caseínas. Estas proteínas contêm uma composição de aminoácidos de grande importância para o crescimento e desenvolvimento infantil. Elas são facilmente digeridas no intestino quando comparadas com outras fontes de proteicas, fazendo do leite uma das melhores fontes existentes deste nutriente.
A composição do leite pode ser alterada basicamente por três fatores:
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As diferentes raças leiteiras apresentam diferentes composições de leite, como visto na tabela abaixo:

Dentro das diferentes raças, podemos ainda trabalhar geneticamente para a seleção de rebanhos com teores maiores ou menores de sólidos e/ou volume.
Sabemos que a seleção genética para volume de leite tem correlação negativa com percentuais de gordura e proteína, ou seja, quando selecionamos para altos volumes de leite (kg), a tendência é perdermos em percentuais de gordura e proteína.
Desta forma, é necessário traçar uma estratégia de seleção que atenda à demanda do mercado comprador. A tabela abaixo demonstra as diversas estratégias de seleção genética conforme interesse do mercado comprador.

Composição do leite conforme critério de seleção
Baseado nesta tabela, podemos optar pelo caminho a ser traçado na seleção genética para produção. Os atuais sistemas de pagamento do leite sugerem que volume de leite é uma importante característica a ser trabalhada. O volume de sólidos passa a ter importância no sistema de pagamento, com diversas empresas remunerando o produtor conforme teor de sólidos no leite produzido.
De acordo com estas colocações, nos parece mais lógico trabalhar com a seleção para volume de proteína, no entanto, rebanhos que já tenham altas produções médias nas suas vacas, podem se beneficiar trabalhando em selecionar percentuais (% proteína ou % gordura).
Basicamente, devemos estar atentos para a situação corrente do rebanho e, obviamente, para o que o mercado está buscando. A remuneração do produto (leite) definirá a estratégia de seleção genética para produção no rebanho.
A genética cumpre importante papel na determinação dos atuais níveis de produção e composição do leite. A seleção através do uso de touros e vacas superiores tem se mostrado uma ferramenta de alto valor para o melhoramento das diferentes raças leiteiras no que se refere à sua principal função, qual seja, produzir leite.
Confira o progresso genético obtido nos diferentes componentes do leite dentro da raça Holandesa nos EUA.

O gráfico acima representa os ganhos genéticos (EBVs) para volume de leite de vacas e touros ao longo dos últimos 40 anos. Os valores fenotípicos correspondentes passaram de 6.259 kg de leite em 1960 para os 11.623 kg em 2003!

O volume de gordura em 1960 era de 230 kg por lactação. Este volume passou para 426 kg em 2003. Grande parte deste aumento se deve ao próprio aumento em volume de leite, uma vez que os percentuais de gordura mostram-se estáveis.

A exemplo das outras características de produção, também a proteína teve grande aumento ao longo dos últimos 40 anos.
Notamos que este aumento é mais acentuado do que a de gordura, mais uma vez refletindo as demandas de mercado e sua influência na seleção genética. O volume de proteína na raça Holandesa em 1960 era de 196 kg por lactação. Este volume passou para 357 kg em 2003.
As características de produção têm médias a altas herdabilidades, até certo ponto em função da facilidade como são medidas e da acurácia das mensurações. Desta forma, o progresso genético obtido é relativamente rápido. Consideramos características de média a alta herdabilidades aquelas que estão acima de 0,12 (12%). Confira as herdabilidades para as características de produção:

Como fica evidente nos números mostrados acima, a seleção genética para as características de produção tem rápidas respostas em função das altas herdabilidades apresentadas.
Na prática, podemos dizer que o produtor tem uma relativa facilidade em obter melhorias nos teores de sólidos e volumes de produção com o uso da genética adequada. No entanto, como mencionado, a seleção isolada para produção atende apenas a uma parte do processo.
Para o produtor, é essencial que ele obtenha alta produção de uma matéria prima de qualidade com vacas eficientes e rentáveis.
Características como fertilidade, longevidade e baixo custo de manutenção são essenciais para obter a rentabilidade esperada. Estas características dependem em muito de uma correta estrutura funcional da vaca.
Com isso, queremos dizer que a funcionalidade de sistema mamário, correção de aprumos, estrutura de garupa adequada que facilite os processos reprodutivos e dê correta sustentação de úbere, além de equilibrada força e caracterização leiteira, são características importantes num processo de seleção.
Muitas destas características têm herdabilidades consideradas médias a baixas.
Desta forma, o processo de seleção torna-se ainda mais importante, devendo o produtor estar constantemente atento ao uso de touros que mantenham o equilíbrio desejado entre produção e tipo funcional. Touros extremos para uma ou outra característica nem sempre trazem o melhor resultado no longo prazo.
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Nesta edição do WEBINAR LEITE GRATUITO, o palestrante José Carlos Pantoja, Doutor em Qualidade do Leite – Universidade de Wisconsin, Professor UNESP / Botucatu, falou sobre o tratamento racional de mastite clínica, com uma visão baseada em ciência.
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]]>Para falar sobre esse assunto, apresentamos o elogiado WEBINAR do PhD da Universidade da Florida, José Eduardo Portela, falando sobre Manejo alimentar de vacas em período de transição.
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]]>A atividade é rentável e com ótimas oportunidades de retornos, embora não seja uma tarefa fácil, devido à sua complexidade.
As margens estão mais apertadas e os consumidores cada vez mais exigentes quanto a segurança do produto oferecido. Nesse sentido, é necessária maior eficiência na produção. Tanto para a redução das perdas quanto para garantia da produção de um produto seguro e saudável aos consumidores.
Sendo assim, o correto manejo sanitário é um ponto fundamental para garantir esses dois objetivos. Em propriedades leiteiras ocorrem grandes perdas por erros ou negligências com esses manejos. Dentre as diversas ocorrências em vacas leiteiras, as mais citadas, geralmente são problemas reprodutivos, problemas de casco e mastite.
Estes são citados como as principais causas de descarte involuntário dentro do sistema de produção.
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Da mesma forma que garantir um correto manejo nutricional e conforto para os animais influenciam positivamente em todas essas características, um correto manejo sanitário também poderá atuar na prevenção de todas as ocorrências citadas acima.
Não é preciso nenhuma mudança complexa ou drástica na propriedade, apenas ter foco em premissas básicas. Pense bem!
Para que a vaca inicie uma lactação é necessária uma gestação seguida de parto. Além disso, também é importante ressaltar que o momento de maior eficiência de uma vaca leiteira para produzir leite é no início da lactação.
Logo a única forma de fazer com que a vaca permaneça mais tempo nesse período durante toda a sua vida produtiva é reduzindo o intervalo entre seus partos.
Situações como repetição de cio, abortos ou absorção embrionária causam atrasos reprodutivos. E, muitas vezes estão relacionadas a doenças como brucelose, leptospirose, IBR, BVD e outras.
Portanto, a implementação de um calendário sanitário, identificação dos animais doentes e adoção de medidas corretas para cada caso são atitudes essenciais a fim de garantir máxima eficiência reprodutiva e econômica para o sistema.
Outro ponto de gargalo dentro de rebanhos leiteiros são as grandes perdas em consequência a lesões podais. O conhecimento dos fatores de risco é fundamental para dar os próximos passos a fim de atuar em relação a eles e reduzir as perdas.
Os custos estão relacionados a menor produção de leite, tratamento dos animais, maior incidência de outras doenças como mastite, abortos, descarte de animais e na maioria das vezes é um somatório de todos estes.
Enquanto essa for a realidade, dificilmente, o objetivo será alcançado. Mais uma vez, medidas simples, porém essenciais podem mudar essa realidade.
Boa ambiência, casqueamento preventivo, correta utilização do pedilúvio de acordo com as características das lesões presentes em cada propriedade, identificação dos animais com claudicação e a correta atuação e tratamento para cada um.

Por fim, mas não de menor importância, outra fonte de redução na lucratividade do sistema leiteiro é a mastite.
“A mastite continua sendo a doença com maior impacto econômico sobre a bovinocultura leiteira e gera perdas em todas as etapas da cadeia produtiva.”
Afirmações como essas são extremamente comuns em fazendas leiteiras. Os custos associados à mastite podem ser divididos em:
Ao avaliar cada item citado acima sem dúvidas, a forma mais eficiente de atuação em todos estes, é através da prevenção de um novo caso. Certamente, é um grande desafio, não há dúvidas quanto a isso.
Entretanto, como todo grande desafio, precisa-se de boas estratégias e execuções desses planejamentos para conseguir melhores resultados e até mesmo excelência no alcance das metas.
Dentre os principais fatores de risco estão:
Portanto, é necessário o conhecimento desses fatores para implementação de um programa de controle eficiente.
É preciso parar de negligenciar o básico, fazer o simples bem feito, produzir com responsabilidade e assim desfrutar dos benefícios proporcionados pela pecuária leiteira.
Com foco no manejo sanitário de bovinos de leite e na saúde do rebanho e certamente as vacas retribuíram com mais leite, consequentemente maior eficiência do sistema e maior lucratividade.
Em nenhuma das três abordagens foram citados manejos complexos ou que exigem grandes investimentos, mas todos são essenciais para o sucesso da atividade. Por que não realizar? Não há nenhuma justificativa para não fazer.
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]]>O post Estratégias para aumentar a eficiência reprodutiva: avaliando o impacto econômico e a relação custo benefício apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>E isso é bem evidenciado com alguns programas de remuneração realizados entre a indústria de beneficiamento do leite e os produtores. Conforme o leite tenha os níveis desejáveis de qualidade pela indústria, o produtor é mais bem remunerado pelo seu produto.
O governo também reconhece a importância da qualidade do leite. O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) criou em 2002, a Instrução Normativa 51, onde foi estipulado padrões para a qualidade do leite produzido no Brasil, definindo como deve ser de maneira higiênica, a obtenção, a produção, o armazenamento e a comercialização do leite.
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Segundo o MAPA, para ser considerado de qualidade, o leite deve apresentar:
Sabendo desses critérios, podemos realizar algumas intervenções no rebanho que podem favorecer a qualidade do leite antes da sua obtenção.
Um dos fatores mais importantes na qualidade do leite é a sua composição. Para ter bons padrões de qualidade, foi criado em 2011 a Instrução Normativa 62, onde é definido que o leite cru deve apresentar no mínimo:
Um dos principais componentes do leite é a gordura. E esse componente, pode ser muito influenciado pela nutrição recebida pelo animal. Quando é fornecido ao animal, uma dieta com alimentos volumosos, ricos em carboidratos estruturais (celulose e hemicelulose), tem-se um favorecimento na produção de ácido acético e butírico, pela fermentação ruminal.
Com o aumento das concentrações molares desses ácidos graxos voláteis no rúmen, obtém-se o aumento do teor de gordura no leite, pois desses produtos da fermentação das fibras (ácido acético e butírico) é que são formadas no úbere 50% da gordura do leite.
Mas se a dieta fornecida tiver uma quantidade maior de concentrado, alterando o tipo de fermentação e levando a produção de ácido propiônico, o teor da gordura no leite poderá ser menor.

Utilização dos ácidos graxos voláteis na formação dos componentes orgânicos do leite. (Fonte: Mülbach, 2004)
O uso de gorduras protegidas na dieta dos animais pode levar a um aumento singelo no percentual de gordura. Mas quando se tem o uso de gorduras insaturadas ou em maiores medidas na dieta, tem-se uma queda grande no teor de gordura.
Pode ocorrer também, a redução no teor de gordura quando tem o uso de lipídeos, pois dependendo da quantidade pode alterar a fermentação da celulose e hemicelulose dos alimentos fazendo com que ocorra uma queda na quantidade de gordura no leite.
Com isso, a nutrição animal, é um processo importante na obtenção de um leite com bons níveis de gordura.
Fornecer uma dieta que tenha uma proporção adequada de concentrado e volumoso, não ultrapassando a proporção de 50% de cada tipo de alimento, que contenha boa qualidade e qualidade de fibras e de ácidos graxos, é importante para que a vaca consiga realizar uma fermentação adequada, para que ocorra uma boa produção de ácido acético e butírico, levando a melhora na quantidade de gordura do leite, por meio de processos fisiológicos do animal (Mühlbach, 2004).
Segundo Sutton e Morrant (1989), outra maneira de ter bons níveis de gordura no leite, é o fornecimento de alimentos com mais frequência. Com isso, o pH ruminal é mantido com menos variações e há uma manutenção dos micro-organismos produtores de ácido acético no rúmen.
Outro componente importante do leite é a proteína, mas esse componente não é muito alterado pela dieta como a gordura, sendo estimado que para cada 1% de proteína acrescentada na dieta, seja aumentado cerca de 0,02% de proteína no leite. Esse aumento de proteína dietético pode aumentar o nível de nitrogênio não proteico do leite, podendo ser mensurado pela quantidade de ureia no leite.
As proteínas do leite são produzidas nas células alveolares, tendo como precursor alguns aminoácidos advindos do sangue. O teor baixo de proteínas no leite pode ser causado pela baixa produção de proteína microbiana pelo animal, ou a baixa absorção de proteína pelo intestino do animal.
A lactose está ligada com o controle do volume de leite e por estar ligada ao sistema endócrino do animal o seu teor vai ter pouca variação.
Essa lactose é mais influenciada pela produção de glicose no fígado, após a absorção de ácido propiônico pelo rúmen (sendo esse mais produzido em dietas com maiores proporções de alimento concentrado) e da transformação de certos aminoácidos.
Um grande problema envolvido na qualidade do leite é a Contagem de Células Somáticas (CCS). Altos níveis de CCS são indicadores de mastite no rebanho. Essa doença acontece por 137 diferentes agentes etiológicos, entre esses destacam-se o vírus, algas, fungos e principalmente bactérias.
Segundo Langoni (2000), a mastite é a principal afecção dos animais na produção leiteira, e essa doença altera os padrões físicos, químicos e microbiológicos do leite e da saúde da glândula mamária. As principais alterações são o sabor salgado do leite e redução do teor de proteína e gordura do leite.
Alguns outros fatores além da mastite podem interferir na CCS, como:
Existem algumas medidas simples que podem fazer com que ocorra redução na CCS, melhorando a qualidade do leite como:

Mudanças na composição do leite associadas com elevada contagem de células somáticas (CCS).
Outro indicador de qualidade do leite é a Contagem Bacteriana Total (CBT), que indica as condições de higiene na obtenção e conservação do leite.
A multiplicação de bactérias faz com que ocorram alterações nos componentes e reduz a qualidade do leite, e por isso tenta-se reduzir a CBT. A mastite raramente provocará uma alta CBT, exceto em casos de grandes infecções por Streptococcus agalactiae, ou em surtos de Streptococcus uberis, ou Escherichia coli.
Uma das causas mais comuns de alta CBT é a contaminação pelos tetos sujos. É importante que os tetos sejam preparados para ordenha, para evitar esse tipo de contaminação. Em casos onde a sala de ordenha é contaminada há um aumento significativo na CBT.
Alguns estudos mostraram que 10% dos microrganismos presentes no leite, advinham dos equipamentos. Entre uma ordenha e outra, deve ser realizada a limpeza e desinfecção de todo equipamento de ordenha. Uma deficiente limpeza nesse sistema de ordenha pode fazer com que se acumulem resíduos de leite, o que favorece o crescimento de microrganismos que são fontes de contaminação do leite.
A realização de limpezas e de desinfecções da ordenha pode reduzir em 90% o número de bactérias no leite (Mendes, 2006). Todas essas práticas devem ser rotineiras dentro das propriedades, para que esse procedimento de redução na CBT ocorra de maneira satisfatória.
A limpeza e a higienização devem ser feitas após a última vaca ser ordenhada. Segundo Álvares (2005) e Yamaguchi et al. (2006), a limpeza dos equipamentos por circulação deve ser realizada em 4 etapas:
Para a limpeza dos equipamentos de ordenha deve-se usar água tratada. O uso de água sem tratamento em contato com o leite, ou equipamentos de ordenha, pode acarretar no aumento expressivo da CBT.
Outro fator importante nos índices de CBT é o armazenamento e o transporte do leite. A refrigeração do leite deve ser realizada em tanques específicos que atinjam temperaturas de 4ºC, no máximo 3 horas após a ordenha (Brasil, 2011).
Caso isso não seja obtido, haverá uma grande multiplicação dos microrganismos, gerando a contaminação do leite, prejudicando assim, a sua qualidade. A refrigeração do leite tem como objetivo reduzir o crescimento das bactérias mesófilas, que se multiplicam de forma favorável entre temperaturas de 20 a 40ºC.
Esse tipo de bactéria promove a acidificação do leite, mas com a redução da temperatura nos tanques, há um favorecimento da multiplicação das bactérias psicotróficas presentes no leite. (Machado, 2013).
Algumas medidas podem ser realizadas pelo produtor, para que o leite não seja contaminado e a CBT esteja sempre em níveis aceitáveis, como:
Um dos requisitos mais importantes para que o leite seja considerado como de boa qualidade, é o produto ser livre de qualquer tipo de agente que traga algum tipo de risco para a saúde do consumidor.
Pela quantidade de nutrientes encontrados no leite, ele se torna um meio de cultura bom para o crescimento de microrganismos, por isso o controle sanitário e boa higiene devem ser sempre visados na produção.
O controle sanitário dentro do rebanho leiteiro se dá por meio de medidas preventivas, contra qualquer doença que pode acometer os animais, garantindo assim, que o produto consumido pelos clientes seja próprio para o consumo e não trazendo danos à saúde dos mesmos.
Duas doenças de grande importância e que podem ser transmitidas ao homem, pelo consumo de leite contaminado são a brucelose e tuberculose.
Foi criada pelo MAPA a Instrução Normativa 62 em 2001, que define rigorosas formas de controle e de medidas profiláticas e sanitárias, que devem ser realizadas pelas propriedades, visando à erradicação dessas patologias nos rebanhos e mantém a integridade da saúde pública frente a essas zoonoses e também para gerar competitividade da pecuária nacional no mercado mundial.
A IN-62, definiu um programa de vacinação obrigatório contra a brucelose bovina, credenciando as propriedades livres e que mantinham controles rigorosos contra essa doença.
Sabendo dos impactos dessas doenças para a saúde pública e por se tratar de zoonoses, o controle sanitário de manejo e preventivo da saúde dos animais, como a vacinação, é de extrema importância dentro das propriedades que visam a produção de um leite de qualidade.
Dentro das propriedades, é comum o uso de várias substâncias visando tratamentos contra alguma doença ou agentes que prejudiquem a saúde animal. Mas um fator que deve ser levado em conta com o uso dessas substâncias, é que após sua utilização, pode ser encontrados resíduos desse produto no leite, que podem prejudicar a saúde do consumidor, levando a formação de alergias, criação de resistência microbiana aos antimicrobianos e até prejuízos tecnológicos para a indústria de laticínios (Souza et al., 2013).
Com isso, deve-se respeitar, após o uso de tais substâncias, o período de carência de cada produto utilizado nos animais. Muitos fatores como: a formulação do produto utilizado, via de administração, dosagem e o protocolo utilizado, podem influenciar nesse período de carência.
Para evitar a presença de resíduos no leite, podem-se adotar algumas medidas como:
Outro fator que está sendo associado a prejuízos na qualidade do leite, é o desconforto térmico para os animais.
Segundo Titto (1998), a composição do leite pode ser alterada se os animais estiverem em situação de estresse térmico, alterando o teor de gordura, proteína e cálcio no leite. Os valores de sólidos totais do leite, também podem ter seus números diminuídos em épocas mais quentes do ano (Posano et al. 1999).
O estresse calórico pode aumentar a suscetibilidade dos animais a infecções e também as altas temperaturas podem estar associadas a um número maior de agentes infecciosos encontrados no ambiente. Segundo Smith (1989), a taxa de infecções por agente ambientais foi coincidente com o número maior de coliformes fecais encontrados na cama dos animais, nas épocas mais quentes do ano, como o verão.
Nessas épocas quentes do ano, também foi observado que o percentual de novas infecções de mastites era mais elevado, o que pode ser explicado pelo maior número de agentes patogênicos no ambiente e superfície dos tetos, ou diminuição da resistência imunológica do animal (Machado, 1998). E qualquer tipo de infecção da glândula mamária leva a um aumento no CCS, sendo isso prejudicial para a qualidade do leite.
Segundo Matazzaro (2007), animais que receberam uma melhor climatização na sala de espera por meio de ventilação, apresentaram melhor teor de gordura e também tiveram um número maior de hormônios, como o cortisol e T3 e T4 no organismo.
Com isso, o manejo correto, assim como o bem-estar animal, são importantes para a obtenção de um leite de qualidade, tanto na sua composição, como também na saúde da glândula mamária, o que reduz o número de mastite no rebanho e, consequentemente, a quantidade de CCS do leite.
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]]>Para isso, além da implementação de rotinas e manejos nessa busca, é preciso também avaliar os resultados para entender a situação da fazenda e monitorar o andamento dos procedimentos, para que assim seja possível a máxima eficiência dentro do sistema de produção.
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Evidentemente, são muitos os índices e indicadores que podem ser avaliados durante um programa de controle em qualidade do leite. O foco deve permanecer naqueles capazes de proporcionar melhor visão da situação e sem nenhuma dúvida, através da ação em todos estes é possível alcançar o resultado desejado em qualquer sistema de produção.
Muitas vezes, o erro está no excesso de informações associado a uma omissão na avaliação dessas, ou seja, de nada adianta gerar diversos indicadores se eu não checar e colocar ações de acordo com os resultados.
Uma análise do comportamento do número durante o ano auxilia, e muito, a entender o desafio e o perfil de agentes causadores de mastite presentes no rebanho.
Rebanhos que apresentem uma variação ampla nos resultados na época das águas, provavelmente, têm dificuldades com microrganismos ambientais. Nesse caso, o foco deve ser o ambiente da vaca.
Em contrapartida, aqueles com elevados resultados durante todo o ano e demonstrando pouca sazonalidade, há maior probabilidade de presença de microrganismos contagiosos.
Para essa situação, cuidados devem ser redobrados no manejo da ordenha a fim de evitar a transmissão de vaca para vaca. Dessa maneira, já é possível direcionar o plano de ação e esforços a fim de mudanças rápidas no resultado.
Não há como negar a necessidade de uma cultura microbiológica para correta identificação de agente, mas antes da implementação desse manejo a diversos passos básicos a serem ajustados e nesse intervalo através desses números já é possível um melhor entendimento do todo. Para efeito de referência, recomenda-se que o índice desejável seja de < 250.000 cél/ml.
Fazendas com o manejo mensal de controle de CCS individual, certamente, estão um passo à frente para um melhor diagnóstico, e consequentemente, ao alcance de melhores resultados.
Através da coleta individual de leite e posterior análise para contagem de células somáticas podem ser avaliados diversos indicadores como:
A interpretação desses números direcionará toda a atuação dentro do programa de controle de qualidade do leite. Por exemplo: fazendas com dificuldades no controle de agentes contagiosos tendem a apresentar uma alta taxa de vacas crônicas e rebanhos com dificuldades no controle de mastite ambientais tendem a apresentar uma alta taxa de cura.
Também é possível identificar animais crônicos, que são fontes de infecção dentro do rebanho, identificar os animais que mais contribuem com o resultado de CCS do tanque e rastrear toda e qualquer alteração no resultado.
Nesse sentido, é fundamental ter acesso a esse número, visando o controle dos resultados e também um norte para aplicação de estratégias a fim de melhorar os resultados. Para efeito de referência, recomenda-se que o índice desejável deve ser uma taxa de vacas sadias > 80%.
É fundamental o monitoramento de dados sobre a mastite clínica dos rebanhos leiteiros. Através da interpretação dos registros dos casos clínicos será possível identificar diversos fatores de risco tais como:
Uma forma de monitorar é através da taxa de mastite clínica calculada pela divisão do número de quartos com casos clínicos pelo número médio de vacas em lactação e multiplicado por 100.
Para esse método, se um mesmo quarto apresenta sintomas por 14 dias, não se deve considerá-lo como um novo caso. Para efeito de referência, recomenda-se que o índice desejável deve ser inferior a 1%.
A contagem bacteriana total (CBT) é outro parâmetro bonificado e monitorado pelos laticínios. Basicamente, está relacionada com boas condições higiênicas e adequado resfriamento do leite. Portanto, um bom resultado certamente estará relacionado com maiores chances de sucesso no controle da mastite.
A higiene é premissa básica para excelência nos resultados. Além disso, o monitoramento é muito simples e o ajuste nas condições necessárias proporcionam resultados no mesmo momento. Para efeito de referência, recomenda-se que o índice desejável deve ser inferior a 10.000 UFC.
Até o momento, foi discutido como através da interpretação de alguns indicadores é possível a identificação do perfil de microrganismos causadores de mastite presentes na propriedade, como contagiosos ou ambientais.
Dessa forma, direcionando a identificação dos fatores de riscos e oportunidades de melhorias para alcance do resultado almejado. Entretanto, ainda assim, ao tratar de microrganismos contagiosos a atuação fica muito limitada.
Sabe-se da necessidade de ficar atento aos cuidados a fim de evitar transmissão entre vacas. Contudo, somente através do diagnóstico microbiológico será possível de fato ter ações definitivas e corretivas em alguns casos.
Através dele, é possível saber exatamente qual a bactéria presente e quais animais são portadores da mesma para que seja feito um ajuste fino no plano de ação e as estratégias sejam elaboradas precisamente e não empiricamente. Assim, o sucesso no controle de qualidade do leite será muito mais factível.
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]]>A transmissão desse hemoparasita originário da África pode ocorrer tanto por meio de moscas hematófagas – tabanídeos e mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) – quanto após a utilização de uma mesma agulha em vários animais durante a aplicação de medicamentos e vacinas.
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A primeira ocorrência do T.vivax nas Américas foi na Guiana Francesa e, mais tarde, em outros países da América do Sul, Central e em algumas ilhas do Caribe. O primeiro relato na Venezuela foi em 1920 e em 1931 na Colômbia. Na época, importavam-se muitos animais da Venezuela para a Colômbia, então, acredita-se que essa doença tenha sido disseminada por meio da importação de gado.
No Brasil a T. vivax é considerada nova, mas não é tão recente assim, e já existe há muitos anos no norte do país. Lá, o estágio é de endemia e os transmissores são as moscas tabanídeos, que se adaptam a períodos chuvosos e são de difícil controle.


No sudeste o problema é a Stomoxys calcitrans, que se prolifera em ambientes úmidos e que tenham matéria orgânica. Na região norte, o parasita se instalou e os animais já adquiriram resistência à doença – é uma situação crônica.
Agora, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a tripanossomose chegou de surpresa por algum motivo, como pelo transporte de animais, e causou um estrago. Não existe programa de vacinação, mas é como se o gado do norte/nordeste fosse imunizado e o do sudeste não.
Em 2007 tivemos o primeiro caso de Trypanosoma vivax em Minas Gerais e o contágio na região nada tem a ver com as moscas hematófagas. O que mais temos visto é a doença ocorrer em animais na ordenha, principalmente devido ao uso da ocitocina.
Ao aplicar o hormônio na veia mamária da vaca, suga-se o sangue contaminado e transfere-se o parasita aos outros animais devido ao uso repetido da agulha infectada.
Em todas as fazendas que chegamos, que apresentam mortes e baixa produtividade por causa da doença, o problema está na ordenha. Geralmente, no estado, a T.vivax acomete animais livres da parasitose e que ainda não têm defesas para combatê-la.
Já em São Paulo, existe outra situação: os animais são atacados pelas moscas; então vemos bezerros, garrotes, vacas e bois reprodutores, todos infectados.
As usinas de cana de açúcar dão origem ao vinhoto, que é utilizado nas lavouras no processo de fertirrigação. Essa matéria orgânica é rica em nutrientes e favorece a reprodução das moscas. Por isso, como existem várias usinas no estado, a população de Stomoxys na região é altíssima.

Quando ocorre surto de Trypanosoma vivax numa fazenda, a produtividade é reduzida em torno de 50% a 60%. O parasita se instala no sangue, causando anemia e mucosas pálidas.
Em determinado momento do ciclo, ele se aloja nos linfonodos, provocando inchaço no local e hipertermia. Outros sintomas também são o emagrecimento e a cegueira, porque o parasita pode se hospedar na câmara anterior do olho.
Observamos o seguinte: após cerca de dois meses da entrada de um animal infectado na fazenda, o surto é iniciado. Neste momento, a produção de leite é reduzida em 40 – 60% e 5% dos que ficam doentes, morrem – o que representa cerca de 4 a 6 animais por fazenda; o tempo de vida após a infecção é de 15 a 21 dias.
Quando a parasitose é transmitida no momento da aplicação da ocitocina, a quantidade de sangue infectado que é repassado aos outros animais e a imunidade de cada um, impacta no desenvolvimento da doença. Se o animal é forte, bem alimentado, ele é mais resistente e demora a adoecer.
Vários trabalhos mostram que a tripanossomose quando ataca os machos causa uma inflamação nos testículos e epidídimos chamada orquite epididimite, ocasionando diminuição da fertilidade e deixando a qualidade do sêmen comprometida.
A T.vivax é uma doença muito inespecífica, não existe um sinal clínico que facilite a sua identificação. Um dos sintomas, como o aborto, por exemplo, é provocado por várias doenças como brucelose, leptospirose, neosporose, tristeza parasitária bovina, entre outras.
A tripanossomose é uma doença de rebanho aberto, de propriedades que compram e vendem gado. Em rebanhos fechados, geralmente, não há problema algum, porque não existe o risco de contágio por um animal externo infectado no momento da aplicação da ocitocina, por exemplo.
Animal com sinais clínicos de tripanossomose
Outros animais, como cães, cavalos e até mesmo nós, humanos, podemos contrair outros tipos de tripanossomose, que nada têm a ver com a que atinge os bovinos. Os equinos podem ser infectados pelo Trypanosoma evansi, já os cães e humanos, pelo Trypanosoma cruzi, a famosa doença de chagas.
A doença tem tratamento, mas é preciso cuidado com o medicamento, dose e via a ser utilizada. Dependendo da forma como a parasitose é combatida, os animais podem adquirir resistência. Neste caso, após um ou dois meses da primeira infecção, o contágio volta a ocorrer, atingindo todo o rebanho.
Dessa forma, por erro de tratamento, a doença retorna e causa os mesmos transtornos, baixa de produtividade e mortes, como se nunca tivesse ocorrido na fazenda em questão.
O melhor tratamento é feito a base de “cloreto de isometamidium”. O medicamento deve ser aplicado na medida correta – 1mg/kg. Muitas pessoas, para fazer economia, utilizam meio miligrama por quilo, ou seja: a metade da dose.
Muitos dizem que o tratamento não funciona, mas não é bem assim. A eficácia perdura por um período aproximado de 3 meses – tempo necessário para o produtor controlar a infecção. Se o problema não é resolvido em sua essência, com a regulagem da ocitocina ou o controle das moscas, os surtos continuarão ocorrendo.
O caminho para se prevenir tripanossomose nas fazendas é o cuidado com a compra de gado e esse é um desafio.
Mas, é possível driblar a doença e impedir que o rebanho seja contaminado no momento da ordenha, durante a aplicação da ocitocina. Utilizamos a estratégia de ter uma seringa para cada animal.
Dividimos as agulhas em dois potes – em um deles colocamos as agulhas limpas e no outro as que já foram utilizadas. Dessa forma, é impossível a contaminação. Logo depois de aplicar a ocitocina em todas as vacas, lavamos as seringas com água e sabão e pronto, podemos utilizá-las novamente.
Outra possível alternativa é a eliminação do uso de ocitocina. Vacas holandesas, Jersey, animais mais puros, produzem leite sem a necessidade de um bezerro ou da ocitocina como estímulo.
Já os animais mestiços, que precisam da estimulação externa, é possível treiná-los desde o nascimento. É um trabalho demorado, mas o melhor exemplo que podemos dar, é a Fazenda Santa Luzia, uma das maiores produtoras do país com animais Girolando, atendida pelo Rehagro Consultoria em Passos (MG). Hoje a propriedade não utiliza ocitocina.
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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