O cultivo do feijoeiro é uma das principais atividades agrícolas do país, tanto pela área cultivada quanto pelo valor agregado.
Entre os fatores que limitam a produtividade, se destaca a ocorrência de doenças do feijão, as quais podem causar perdas superiores a 50% na produção ou até mesmo perdas totais caso não seja empregado o manejo adequado.
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Existem mais de 200 doenças que afetam o feijoeiro, que podem ser causadas por fungos, bactérias e vírus. Na Tabela 1, são apresentadas as principais doenças que afetam o feijoeiro.
Tabela 1. Algumas das principais doenças do feijoeiro
Doenças no cultivo do feijão de sequeiro e irrigado
O sistema de cultivo de feijão irrigado e a qualidade das sementes favorece a infecção de fungos de solos e pode aumentar a dispersão dos fungos que colonizam a parte aérea do feijoeiro.
No sistema de sequeiro podemos citar duas doenças que possuem potencial para causar sérios danos à cultura. São elas: a antracnose e o mofo-branco.
Neste artigo vamos dar foco a essas duas doenças que afetam a produtividade e a qualidade dos grãos.
Condições climáticas que favorecem o desenvolvimento da antracnose e do mofo-branco
A Antracnose tem seu desenvolvimento potencializado em temperaturas que variam entre 13ºC e 26ºC e com alta umidade relativa do ar.
A alta umidade também favorece a ocorrência de mofo-branco, porém a temperatura ótima para o desenvolvimento da doença está entre 15ºC e 25ºC e dias com pouca radiação solar.
Sintomas da antracnose e do mofo-branco
Os sintomas da antracnose podem se manifestar em toda parte aérea da planta, com o desenvolvimento da doença surgem lesões deprimidas de coloração marrom-escura tanto na haste quanto no caule da planta.
Nas folhas a manifestação da doença se dá na parte abaxial ao longo das nervuras que levam ao estrangulamento da nervura e adquirem coloração marrom-escura (Figura 2).
Figura 2. Lesão de atracnose em folha de feijão
Nas vagens as lesões são bem definidas com formato arredondado e com tamanho variável, possuem o centro da lesão claro e com um anel negro delimitando.
Figura 3. Vagem com sintoma de atracnose
Os sintomas de mofo-branco apresentam inicialmente lesões encharcadas que atingem tanto a haste quanto o caule das plantas podendo se expressar nas folhas e vagens. Após a infecção do tecido ocorre a formação de micélio cotonoso (Figura 4).
Figura 4. Vagens com sintoma de mofo-branco
Com a evolução da doença os tecidos apresentam podridão e as folhas das plantas ficam com aspecto carijó, amareladas.
Como realizar o manejo da antracnose e do mofo-branco?
- Para evitar as perdas ocasionadas por essas doenças sugere-se evitar o plantio de feijão após feijão, evitando também áreas com histórico das doenças.
- Realizar o planejamento do plantio a fim de evitar que a cultura seja cultivada em períodos frios principalmente a fase inicial da cultura.
- Utilizar sementes de qualidade com certificação e realizar análise fitossanitária das mesmas.
- Adotar o sistema de plantio direto visando aumentar a palhada no solo, em trabalhos atuais as palhadas de milheto e trigo tem se mostrado efetiva para o manejo das doenças.
Manejo químico para essas doenças
O manejo químico é outra ferramenta para se trabalhar com estas doenças. Na Tabela 2, são apresentados alguns dos principais ingredientes ativos e doses recomendas para controle de antracnose e mofo-branco.
Tabela 2. Ingredientes ativos recomendado para o manejo de antracnose e mofo-branco
Para a antracnose além dos dois ingredientes ativos citados na Tabela 2, é comum integrar ao manejo o uso de triazóis e estrobilurinas.
As aplicações para o manejo destas doenças devem ser realizadas de maneira sequencial com produtos separados ou associados variando de acordo com a pressão da doença.
A época e o número de aplicações são dependentes do sistema de cultivo, das condições climáticas e do estádio fenológico da lavoura.
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Bom dia. Me chamo Bruno de Oliveira e tenho uma duvida. As doenças que afetam a cultura da soja afetam a cultura do feijão. E se a um grau elevado de danos no plantio de soja ao lodo de feijão.