Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/ Fri, 20 Jan 2023 20:58:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/ 32 32 Eficiência e sustentabilidade na pecuária leiteira https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/#respond Tue, 03 Jan 2023 15:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16896 Muito provavelmente a sustentabilidade seja o tema de maior atenção da sociedade nos últimos anos. Ainda mais quando se pensa nas atividades do agronegócio. Hoje em dia, ter processos que garantam a mitigação e o bom uso dos recursos naturais é uma obrigação. A pecuária leiteira possui grandes exemplos que reforçam essa responsabilidade do setor […]

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Muito provavelmente a sustentabilidade seja o tema de maior atenção da sociedade nos últimos anos. Ainda mais quando se pensa nas atividades do agronegócio.

Hoje em dia, ter processos que garantam a mitigação e o bom uso dos recursos naturais é uma obrigação. A pecuária leiteira possui grandes exemplos que reforçam essa responsabilidade do setor e do agronegócio.

Ações rotineiras realizadas nas fazendas produtoras de leite reduzem a pegada ambiental e intensificam a produção sustentável.

Algumas dessas ações, justamente por serem de rotina, acabando caindo no modo automático e podem passar desapercebidas como sendo um evento de sustentabilidade.

Relembrá-las é sempre importante para que possam servir de exemplo e estímulo para as fazendas, não somente pela questão ambiental, mas também pelo aspecto econômico que elas representam à cadeia.

 

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Como as fazendas de leite brasileiras praticam a sustentabilidade ambiental?

Dados do último levantamento anual das 100 maiores propriedades leiteiras do Brasil feito pelo MilkPoint traçou como as fazendas estão atuando em relação à sustentabilidade ambiental. O fato é que todas as fazendas que compõe o ranking praticam pelo menos uma ação sustentável.

Trazer estas informações para a luz da sociedade é fundamental. Afinal, vide a representatividade e a importância do agronegócio e da pecuária leiteira nos quesitos sociais e econômicos.

O acondicionamento dos dejetos em esterqueiras para serem utilizados em lavouras e pastagens é a prática mais aplicada nas fazendas leiteiras do país, seguido pela geração e utilização de energias renováveis e pelo uso racional da água. Essas são apenas algumas das ações sustentáveis que fazem parte da extensa lista que é realidade nas propriedades.

Todas estas medidas são motivadas por fatores determinantes, como a preocupação ambiental dos produtores para manutenção dos recursos naturais, adequação à legislação ambiental, retorno financeiro das ações sustentáveis, atendimento das tendências de consumo e das demandas das empresas do setor lácteo.

Pautas ambientais na pecuária leiteira são comuns, se fazem necessárias e são atendidas com grande expressividade.

Reciclagem da água

Engana-se quem pensa que o uso da água em propriedades leiteiras não é sustentável. Fazendas tecnificadas são projetadas para que grande parte do volume de água seja reutilizado diariamente em ciclos nas atividades corriqueiras, como limpeza de corredores, pista de trato e sala de espera.

Dados da Embrapa Gado de Leite mostram que a reciclagem de água nas fazendas leiteiras é responsável por uma economia hídrica de 82,5 a 86,0% em relação aos processos que não reaproveitam água residuária. O percentual economizado pode ser até maior em sistemas que possuem captação de água pluvial.

Estas informações afirmam e reafirmam que a reciclagem da água para limpeza das instalações nos sistemas de bovinos leiteiros gera redução considerável no consumo de água “limpa” e de energia elétrica. Prática sustentável de grandes benefícios para o meio ambiente, para a eficiência da fazenda e para o bolso do produtor.

Fertirrigação e biogás

Uma situação bastante usual encontrada nas fazendas leiteiras é o direcionamento das águas residuárias a sistemas de tratamento hídrico.

Junto ao volume de água vão também os dejetos sólidos e líquidos dos animais. Ao passar por etapas específicas de separação é possível obter produtos de grande valor ao final do processo com concentração de nutrientes.

A fertirrigação é uma das possibilidades de uso dos dejetos líquidos.

Estudos mostram que o aproveitamento de águas residuárias ricas em nutrientes na fertirrigação de lavouras e pastagens contribui para o aumento da produtividade da cultura, na qualidade do alimento, na economia de fertilizantes químicos e na melhoria de características físicas, químicas e biológicas do solo. Por meio deste biofertilizante é possível ter saneamento ambiental e restituir parte dos nutrientes consumidos pelas culturas.

Os benefícios vão além. A fermentação da biomassa dos dejetos em ambiente controlado, conhecido como biodigestor, é capaz de entregar uma fonte de energia para a fazenda, o biogás.

Com a canalização do biogás e ajustes relacionados à parte de energia nas instalações é possível viabilizar o funcionamento de diversos setores da fazenda, como, por exemplo, sistemas de ordenha, resfriamento térmico e escritório. A economia com energia elétrica se torna evidenciada nessa situação, contribuindo para redução desse item no custo de produção do leite.

Fazendas que dispõe de fertirrigação e biogás tendem a serem mais eficientes na produção de leite, tanto pelo aumento da produtividade e da qualidade da comida dos animais, na economia de fertilizantes químicos e no consumo de energia elétrica, quanto pelo uso racional dos recursos e dos insumos.

Fertilizantes pela cama

O modelo de criação dos rebanhos também pode ser um grande aliado à produção sustentável de leite. O sistema de Compost Barn, por exemplo, pode fornecer um excelente fertilizante orgânico para as áreas de produção de comida.

A cama dos animais, que geralmente é constituída por serragem, maravalha ou casca de café, passa por um processo de compostagem em que os microrganismos utilizam a matéria orgânica como substrato. Matéria orgânica que é formada pelo material da cama adicionado dos dejetos das vacas.

Após o ciclo de compostagem, a cama é retirada de forma total ou parcial e direcionada para as áreas de agricultura.

Assim como na fertirrigação, o uso da cama de compostagem nas lavouras também reduz a necessidade de fertilizantes químicos e contribui para melhorar as condições do solo e a produtividade das culturas, otimizando o custo de produção do volumoso.

A qualidade orgânica e química do material é elevada e o valor agregado nesse tipo de fertilizante orgânico também. Produtores que optem por não utilizar a cama compostada nas áreas de agricultura da propriedade conseguem vendê-la por preços atrativos no mercado.

Aumento de produtividade

Explorar positivamente a capacidade do sistema de produção é o caminho. Fazendas que adotam essa premissa caminham a passos largos para ter eficiência na atividade.

Tomando como base os exemplos citados anteriormente, uma fazenda que reutiliza águas residuárias, realiza fertirrigação e incorpora a cama de compostagem nas áreas de lavoura, por exemplo, é plenamente capaz de aumentar a produção de volumoso em quantidade e qualidade sem precisar aumentar um hectare sequer de área plantada.

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Claro, sem deixar de associar essas práticas a uma condução agronômica coerente. Isso significa produzir mais com a mesma quantia de recursos.

Se a quantidade e a qualidade da comida produzida são maiores, logo mais vacas poderão ser alimentadas e a média de produtividade diária de leite por vaca também tende a aumentar.

Esse processo é conhecido como intensificação do uso da terra e o resultado dele é maior produção de leite com a mesma área. Em outras palavras, isso se resume em reduzir a pegada ambiental da atividade, contribuir para o sequestro de carbono e mitigar o impacto sobre os recursos naturais.

Conclusão

Assim como em toda atividade, seja ela do setor do agronegócio, industrial ou de comércio, há aqueles que contribuem para o meio ambiente por meio de uma produção sustentável e rentável e aqueles que ainda não despertaram para os benefícios desta prática.

Críticas construtivas e provocações sobre a sustentabilidade na pecuária leiteira são sempre positivas, desde que sejam baseadas em fatos e não em deduções distorcidas com base em crenças e inverdades.

Uma tendência que já é realidade é a demanda da sociedade por uma produção de leite com sustentabilidade. Demanda que é bastante válida e necessária, afinal toda e qualquer atividade deve ser pautada em pilares sustentáveis, que envolve não somente a parte de ser ecologicamente correta, mas também de ser socialmente justa e economicamente viável.

A busca pela eficiência da fazenda é constante e anda lado a lado com a sustentabilidade. Trabalhar com práticas e processos de forma integrada, permite que os benefícios se retroalimentem.

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Bruno Guimarães

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Período de transição seca-águas: principais recomendações https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-seca-aguas/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-seca-aguas/#respond Thu, 29 Dec 2022 15:00:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16876 Vários são os fatores responsáveis pela saúde econômica e pela rentabilidade de uma propriedade de gado de corte. Dentre esses fatores a produtividade e o desempenho dos animais tem uma importância significativa. Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. […]

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Vários são os fatores responsáveis pela saúde econômica e pela rentabilidade de uma propriedade de gado de corte. Dentre esses fatores a produtividade e o desempenho dos animais tem uma importância significativa.

Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. É necessário que ao longo de todo o ano, o animal apresente um ganho médio diário (GMD) satisfatório.

Quando avaliamos uma propriedade de produção a pasto na grande maioria das fazendas do país, observamos uma variação do desempenho completamente dependente e correlacionada com a qualidade e a produção das forragens ao longo do ano.

 

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Em épocas de maior pluviometria obtém-se desempenhos mais expressivos e no período de estiagem, onde o desenvolvimento das pastagens tropicais na grande parte do país é diminuta, o ganho de peso dos animais é limitado ou até mesmo apresentam perda de peso.

Por esses motivos, estudos e alternativas de suplementação foram desenvolvidas ao longo dos anos com intuito de potencializar o desempenho dos animais no período das águas, e maximizar o desempenho no período das secas.

Gado de corte em pastagem

Foto: Pedro Amorim, consultor técnico do Rehagro. 

Estratégias para o período de transição

Existe uma série de estratégias bem estabelecidas utilizadas para a suplementação no período em que as forragens estão em plena produção e já são encontramos de forma bem difundida, estratégias de suplementação para o período em que a produção forrageira é limitada.

Entretanto, existe um período ao longo do ano, conhecido como período de transição, onde as pastagens apresentam uma característica distinta justamente em transição entre o período das águas e das secas, que a suplementação também deve ser avaliada com critério para potencializar o desempenho dos animais ao longo do ano.

A estação do ano observada entre os meses mais quentes e chuvosos e os meses mais frios e secos é o outono. Traçar uma estratégia de suplementação para essa estação é fundamental quando pensamos em atingir a máxima produtividade ao longo de todo o ano.

Pastagem para gado

Foto: Paulo Eugênio, consultor técnico do Rehagro. 

Esse período conhecido com outono ou período de transição, reflete diretamente na qualidade das pastagens e é nítido e fácil observar com a diminuição das chuvas e a aproximação do inverno a mudança gradativa nas pastagens. A produtividade dos pastos diminui, a folhas começam a amarelar e a secar e em determinados casos observa-se a presença de sementes nas pastagens.

De maneira geral, há uma mudança no perfil das forrageiras, o que invariavelmente reflete no desempenho dos animais.

Com esse cenário de alteração e perda na qualidade das plantas e consequente diminuição no rendimento produtivo dos animais, se faz necessário uma estratégia de suplementação adequada e ajustada para esse período do ano.

O aumento da produtividade média dos animais ao longo do ano, deve ser alcançada considerando e avaliando todas as etapas e meses do período, inclusive o período de transição.

Gado de corte no pasto

Foto: Geraldo Barcellos, consultor técnico do Rehagro. 

Suplementação no período de transição

A medida em que os meses com menores índices pluviométricos avançam, o desempenho dos animais, em sentido contrário, diminui.

Com o passar dos meses e com a aproximação do período de estiagem, a tendência observada é de diminuição de desempenho independente da suplementação utilizada, entretanto, quando os animais continuam com suplementação apenas de mineral, por exemplo, a queda no desempenho é muito mais acentuada do que em animais suplementados com proteico (consumo de 3g por Kg de peso vivo) ou proteico energético (consumo de 5g por Kg de peso vivo).

Normalmente contemplado entre os meses de março, abril e maio, animais criados à pasto no período de transição suplementados “apenas” com mineral, apresentam desempenho até 50% menor do que animais suplementados com suplemento proteico.

Já animais suplementados com suplemento proteico energético apresentam desempenho 80% maiores do que animais também suplementados com suplemento mineral, apenas. Essa diferença apresentada entre o desempenho em diferentes estratégias, demonstra e reforça a importância de uma estratégia específica para o período de transição.

Independente das características climáticas da região onde a propriedade está localizada em determinado período do ano, essa tendência de piora nas pastagens e diminuição do desempenho vai ocorrer.

Em algumas regiões de forma menos evidente e por menor período, em outras regiões de forma mais marcante por longos períodos, esse “fenômeno” se repete por todo Brasil central, norte, nordeste.

Webinar Suplementação a pasto

Outro fator de grande importância para a tomada de decisão a respeito da estratégia suplementar a ser utilizada nesse período, além do desempenho, é o progresso que esses animais terão após o período de transição, qual caminho será seguido pelos animais após esses meses. 

Animais que serão terminados seja no confinamento convencional, seja na terminação a pasto, serão beneficiados com a estratégia de suplementações mais arrojadas no período de transição.

A utilização do proteico energético ou do proteico de 3g por Kg, por exemplo, fazem mais sentido quando pensamos que esses animais serão terminados na seca seguinte ao período de transição, preparando esses animais para engorda e melhorando os resultados produtivos finais após a engorda.

Gado de corte se alimentando no cocho

Foto: Vinicius Costa, consultor técnico do Rehagro. 

Em contrapartida, caso não esteja no planejamento das secas o fornecimento de uma suplementação visando a engorda dos animais ou o direcionamento desses animais para o cocho, a utilização do proteico no período de transição pode não se apresentar como uma boa estratégia. Quando utilizamos o 0,3%, por exemplo, no período de transição elevamos a exigência de mantença dos animais.

Se no período da seca seguinte ao período de transição esses animais não forem direcionados para engorda, todo o investimento realizado no período de transição será perdido com a queda de desempenho e até mesmo com a perda de peso dos animais no período das secas.

É de grande importância que a avaliação econômica seja realizada para a definição e a determinação das estratégias a serem utilizadas em cada um dos períodos do ano, inclusive no período de transição, entretanto, a avaliação do ganho médio diário, média do ano, deve ser avaliada de forma criteriosa, observando não somente o resultado do período, mas também cada uma das especificidades presentes em diferentes fases do ano.

A gestão e o planejamento nutricional da fazenda devem contemplar de forma específica as estratégias de suplementação para o período de transição, garantindo então, bons desempenhos durante esse período, maximizando o desempenho dos animais na média anual.

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Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática. 

Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

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Período de espera voluntário (PEV): qual a melhor duração? https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-espera-voluntario/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-espera-voluntario/#respond Tue, 27 Dec 2022 13:00:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16868 Um indicador bastante utilizado na pecuária leiteira é o período de espera voluntário, também conhecido como PEV. É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em […]

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Um indicador bastante utilizado na pecuária leiteira é o período de espera voluntário, também conhecido como PEV.

É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!

 

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O que é o período de espera voluntário e qual a sua função?

De forma rápida e simples, o período de espera voluntário nada mais é que o intervalo que decorre do parto até a liberação da vaca para a reprodução.

Este espaço de tempo é essencial para que ocorra a involução uterina pós-parto, para que os animais retomem as boas condições reprodutivas. Sua duração deve ser definida rigorosamente para o rebanho, e não para cada vaca de forma individual.

Mas como definir o PEV de uma fazenda?

A definição da duração do PEV é multifatorial. O professor e pesquisador Albert De Vries, da Universidade da Flórida, sintetizou alguns dados que elucidam um pouco este raciocínio. Veja na tabela a seguir:

Tabela com duração do período de espera voluntário

Fonte: De Vries (2011).

Note que na tabela há um outro indicador, que é o período de serviço. Este indicador refere-se ao intervalo que decorre do parto até a concepção da vaca que irá gerar o próximo parto. Se, por exemplo, uma vaca que pariu dia 01/01, teve diagnóstico de gestação positivo de uma inseminação feita no dia 01/04, logo o seu período de serviço será de 90 dias.

Observe na tabela que o período de serviço do rebanho está relacionado com a produção de leite em uma lactação (305 dias) dos animais. Quanto maior a produção de leite, maior o período de serviço ideal e aceitável. Este é um ponto de atenção que se deve ter ao considerar o planejamento de uma fazenda leiteira a longo prazo.

Vamos considerar que no intervalo de 10 anos uma determinada propriedade estima aumentar de forma gradual a sua média de produção atual de 25 kg de leite/dia, para 32 kg de leite/dia. Com toda certeza, o PEV que a fazenda trabalha quando a produção diária é de 25 kg de leite não é o mesmo que ela trabalhará quando as vacas estiverem produzindo 32 kg de leite por dia.

A conclusão é de que o PEV consiste em um indicador que deve ser ajustado ao longo do tempo como qualquer outro.

Mas qual a relação do PEV com o período de serviço? O PEV está compreendido dentro do período de serviço. Se o PEV de uma fazenda é de 60 dias, então o mínimo de período de serviço será de 60 dias também.

Outras informações ajudam a guiar a definição da duração do PEV, como é o caso das apresentadas a seguir, do professor e pesquisador da Universidade de Guelph, Eduardo Ribeiro.

Tabela com informações da duração do PEV

Fonte: Ribeiro et al. (2012), Animal Reprod. 3:370-387

Se as vacas possuem baixa produção de leite e baixa persistência da lactação, o ideal é que o PEV seja mais curto para permitir que os animais sejam trabalhados reprodutivamente mais cedo e não corram o risco de encerrarem a lactação com pouco tempo de gestação e passar um grande intervalo seco.

O raciocínio é o mesmo para variáveis como baixa taxa de prenhez, por exemplo. No entanto, neste caso, vários fatores que podem estar impactando na taxa de prenhez devem ser investigados a fim de serem solucionados e otimizados.

Como as fazendas têm trabalhado o PEV?

No Brasil a média do PEV tem variado em torno de 40 a 60 dias nas fazendas, sendo que aquelas com menor produção trabalham mais próximas dos 40 dias e aquelas com produtividade mais expressiva se aproximam dos 60 dias de período de espera voluntário.

Raras são as exceções de propriedades com altíssima eficiência reprodutiva e que trabalham com o PEV superior a 60 dias. Os ajustes são feitos conforme a situação e as características de cada rebanho.

Trabalhar com um PEV inferior a 40 dias pode ser arriscado na realidade da fazenda. Período de espera voluntário muito curto pode se relacionar com perdas gestacionais e baixa fertilidade, justamente pelos motivos do útero ainda não ter involuído completamente e pela possibilidade de ainda ter algum processo inflamatório uterino do pós-parto.

Webinar Redução de perdas gestacionais

Da mesma forma, um PEV muito longo gera atrasos no ciclo reprodutivo dos animais. Um PEV extenso leva ao aumento desnecessário do período de serviço, que por sua vez aumenta o intervalo entre partos, redução do DEL médio do rebanho e consequentes perdas futuras em produção de leite e faturamento.

Impactos do período de espera voluntário no rebanho

Conforme já dito, a definição do PEV do rebanho deve ser muito bem-feita levando em consideração a realidade da fazenda.

Se por um lado o PEV muito curto pode impactar em perdas gestacionais e baixa fertilidade, por outro lado o PEV muito longo pode ocasionar perda de leite e de dinheiro para a fazenda.

Há sempre um ponto ideal para cada situação. Cabe ao técnico responsável pela propriedade analisar o contexto e estruturar da melhor forma.

Além disso, a duração do período de espera voluntário deve ser respeitada religiosamente. Inseminar vacas que ainda estão dentro do PEV, por exemplo, contribui para mascarar a taxa de serviço do rebanho, visto que a taxa de serviço é calculada tendo a relação entre vacas inseminadas e vacas aptas (vacas vazias fora do PEV e vacas inseminadas).

Uma vez que a vaca ainda está no período de espera voluntário, logo ela não é uma vaca apta. Sendo assim, ela não é contabilizada no denominador do cálculo da taxa de serviço e acaba superestimando este indicador.

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Entendido um pouco mais sobre o PEV e sua relação com o desempenho dos animais, que tal aprofundar seus conhecimentos na reprodução de bovinos leiteiros? 

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Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas: melhores práticas https://blog.rehagro.com.br/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas-melhores-praticas/ https://blog.rehagro.com.br/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas-melhores-praticas/#respond Thu, 22 Dec 2022 13:00:17 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16835 A tecnologia de aplicação é um conjunto de conhecimentos que integram informações sobre os defensivos agrícolas, suas formulações e adjuvantes, o processo de pulverização, os alvos e o ambiente, visando uma aplicação correta, segura e responsável. Sendo assim, a tecnologia de aplicação visa a colocação do produto no alvo; no ‘timing’ adequado; na quantidade requerida; […]

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A tecnologia de aplicação é um conjunto de conhecimentos que integram informações sobre os defensivos agrícolas, suas formulações e adjuvantes, o processo de pulverização, os alvos e o ambiente, visando uma aplicação correta, segura e responsável.

Sendo assim, a tecnologia de aplicação visa a colocação do produto no alvo; no ‘timing’ adequado; na quantidade requerida; de forma econômica; e com o mínimo de contaminação humana e ambiental.

O principal objetivo de uma pulverização é garantir a lucratividade e rentabilidade da cultura, de modo que não se possa reduzir os custos ao ponto de comprometer significativamente a produtividade final e, consequentemente, a lucratividade esperada.

 

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Melhores práticas para aplicação de defensivos agrícolas

1. Inspeção Periódica de Pulverizadores

A Inspeção Periódica de Pulverizadores (IPP), visa avaliar o estado de pulverizadores agrícolas com base no estado de conservação e operacionalidade que pode nortear orientação de uso e manutenção, além da redução do impacto ambiental.

Devem ser examinados os componentes do circuito hidráulico do pulverizador (tanque, bomba, manômetro, filtros, mangueiras, bicos entre outros) a fim de verificar se estes componentes se encontram em boas condições. Caso o pulverizador esteja equipado com controlador automático de taxa de aplicação e pressão, suas configurações e programação deve ser conhecida do operador.

Ampliação da variação na vazão das pontas de pulverização

Avaliação da variação na vazão das pontas de pulverização.

Teste de vazão de pontas de pulverização

Teste de vazão de pontas pulverizadoras

Teste de vazão de pontas de pulverização.

Modelo de check list para realizar a IPP

Modelo de checklist para realização da IPP

2. Qualidade da Água para Pulverização

Dentre os fatores que podem influenciar a qualidade química da água e tem grande interferência sobre a eficácia dos defensivos agrícolas está a “dureza”.

A dureza da água está relacionada aos teores de carbonatos, sulfatos, cloretos e nitratos de vários cátions. Íons livres (Al+3, Zn+2, Ca+2, Mg+2, HCO3-, NO3-) podem combinar com moléculas orgânicas como a reação dos íons de 2,4-D com Ca+2 e Mg+2 e da quelação dos íons pelo glifosato.

Isso reduz a quantidade de ingrediente ativo disponível, por consequência reduz a eficiência biológica do herbicida, além do entupimento das pontas de pulverização, em função da aglutinação e precipitação das partículas. Neste sentido, níveis de até 320 ppm de CaCO3 apresentam boa compatibilidade.

Tabela com as formas de classificação da dureza da água

Formas de classificação da dureza da água. (Fonte: Queiroz et al. (2008)).

Além da qualidade química, a qualidade física da água é de extrema importância, principalmente quanto a quantidade de sedimentos em suspensão. Sedimentos como argila e matéria orgânica, além de obstruir filtros e pontas, reduzem a vida útil dos equipamentos (bombas e pontas), sendo que também podem se associar aos produtos químicos adicionados ao tanque, inativando ou reduzindo sua eficiência.

Um exemplo clássico é a inativação do glifosato pela argila presente na solução de aplicação. A adsorção do herbicida as partículas de argila ocorrem devido à atração entre as cargas da superfície do colóide do solo com as moléculas do herbicida.

3. Adjuvantes

As superfícies das plantas apresentam uma barreira para a penetração de líquidos, denominada cutícula, cujas características variam de espécie para espécie e dependem da idade dos órgãos vegetais e das condições climáticas.

Para vencer estas barreiras das plantas à penetração dos defensivos agrícolas, são utilizadas substâncias inertes, denominadas aditivos ou adjuvantes, capazes de modificar a atividade dos produtos aplicados e as características da pulverização, aumentando a eficiência da aplicação.

Estes produtos podem ser acrescentados à formulação dos defensivos agrícolas pelas empresas fabricantes, ou ser adicionados à calda no momento da pulverização.

Gota de água em folha com e sem uso de adjuvantes

Gota sem uso de adjuvante (esquerda) e com uso de adjuvante (direita). 

A cutícula da folha é a primeira barreira que o defensivo agrícola precisa passar. A adição de adjuvante pode influenciar nesse processo. A utilização de óleos tem como função melhorar a penetração e adesão dos defensivos agrícolas nas folhas e da camada de quitina dos insetos.

Os três principais modos de ação dos adjuvantes para melhorar a penetração dos produtos são:

  1. Alteração no depósito do ingrediente ativo na superfície foliar;
  2. Efeito na difusão transcuticular;
  3. Permeabilidade da membrana plasmática.

Dentre os efeitos dos adjuvantes, destaca-se a redução da tensão superficial das gotas pulverizadas, causando o seu achatamento, o que aumenta a sua superfície de contato com o alvo biológico e melhora a cobertura deste.

Tabela com classificação e função dos adjuvantes

Classificação e função dos adjuvantes.

No Brasil os adjuvantes estão em duas categorias:

  1. Os adjuvantes utilizados em pacotes casados (oficiais);
  2. Adjuvantes caracterizados como fertilizantes foliares (não oficiais), devido a nova determinação do MAPA que isentam o registro de adjuvantes.

Grande parte dos problemas advindos da utilização de aditivos de calda origina-se do desconhecimento de sua ação e das implicações de sua utilização.

Atualmente o uso de adjuvantes é uma prática importante no aumento da eficiência dos defensivos agrícolas. Sua utilização melhora na medida que a qualidade de aplicação aumenta e assim, a quantidade de ingrediente ativo nas plantas.

E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

4. Mistura de Defensivos Agrícolas

Segundo a instrução normativa N° 40 de 11 de outubro de 2018 do MAPA, a mistura em tanque é permitida desde que haja recomendação técnica, que só pode ser feita por um profissional de nível superior.

Desta forma, cabe aos engenheiros agrônomos e/ou engenheiros florestais receitarem a aplicação combinada de diferentes produtos. A normativa traz transparência a esta prática, que deixa de ser um tabu, em que todos executam a prática, mas ninguém fala sobre ela.

Nas aplicações de defensivos agrícolas os produtores realizam mistura de defensivos a fim de otimizar a pulverização. Por consequência tem como resultante uma mistura de difícil previsão devido às variáveis envolvidas como pH, viscosidade, tensão superficial, formação de  espuma, dispersibilidade, decantação, temperatura, cristalização, entre outros.

Nessas misturas, é muito provável que alguns tipos de perdas ocorram com os defensivos adicionados. A fim de minimizar esses efeitos, assim que adicionados os defensivos agrícolas no tanque é necessário ligar o sistema de agitação.

Em tanques de maior capacidade, é comum a existência de “pontos mortos”, onde há dificuldade de se manter a uniformidade na concentração dos produtos. Recomenda-se também a pré-diluição de defensivos de baixa solubilidade (WG, WP e SC), caso contrário pode haver deposição no fundo do tanque reduzindo assim, sua funcionalidade.

Independente da solubilidade ou formulação dos produtos, a agitação deverá estar sempre ligada e ininterrupta, e os produtos adicionados gradativamente no reservatório. A mistura de dois produtos ou mais, sejam defensivos agrícolas ou demais produtos, podem ocasionar três efeitos:

  1. Aditivo: o efeito da aplicação da mistura será semelhante ao da aplicação dos produtos individualmente, ou seja, um produto não interfere na eficácia do outro;
  2. Sinérgico: o efeito da aplicação da mistura será superior ao da aplicação dos produtos individualmente, ou seja, um produto melhora a eficácia do outro;
  3. Antagônico: o efeito da aplicação da mistura será inferior ao da aplicação dos produtos individualmente, ou seja, um produto piora a eficácia do outro.

Como medida de precaução, assim que os defensivos agrícolas chegarem à propriedade deve ser realizado uma pré-mistura em garrafa pet, nas mesmas proporções indicadas nas aplicações de campo, seguindo a sequência apresentada na tabela logo abaixo.

Caso tenha algum problema de incompatibilidade, deve-se advertir para retirada do defensivo que ocasionou o problema e seguir com a sequência de mistura.

Pré-mistura de defensivos agrícolas em garrafas pet

Pré-mistura de defensivos agrícolas em garrafas pet.

Pré-mistura de defensivos agrícolas

Etapas do preparo de calda de pulverização

Equipamentos para preparo de calda de pulverização

Equipamentos utilizados para o preparo de calda de pulverização.

Tabela com sugestão de ordem de mistura em tanques de pulverização

Sugestão para ordem de mistura em tanques de pulverização.

5. Pressão de trabalho

A pressão de trabalho está associada ao fluxo de calda que estará quando passar pelo orifício de saída da ponta de pulverização.

Sua importância está ligada à formação de gotas de diâmetro correto, para formação do jato no ângulo nominal e para que as gotas tenham velocidade suficiente para atingir o alvo sem que haja tempo para se perderem por deriva.

1 bar = 100 kPa = 14,5 PSI = 1,01 kgf/cm²

A forma de checar a pressão do sistema é por meio de um manômetro. Sem a utilização dele é impossível saber qual é o espectro de gotas que está sendo produzido pela ponta e estimar vazão da ponta.

Em alguns pulverizadores montados ou de arrasto, é comum não encontrar o manômetro ou que ele esteja quebrado ou ausente.

O manômetro de ponta pode indicar a leitura com maior acurácia. Caso tenha acúmulo de resíduos por sedimentação na tubulação ou obstrução de filtros, é provável que ocorram diferenças na leitura entre o manômetro do regulador de pressão e o acoplado na saída da ponta.

Manômetro de ponta e do pulverizador

Manômetro de ponta (esquerda) e manômetro do pulverizador (direita). 

Não se deve utilizar pressões abaixo de 2,7 bar (40 PSI), pois alguns modelos de pontas não abrem totalmente o jato pulverizado e/ou apresentam desuniformidade no espectro de gotas produzidas.

Na tabela a seguir é apresentada uma sugestão para pressão de trabalho de acordo com o grupo de defensivos agrícolas que são utilizados.

Tabela com faixa de trabalho de pulverização

Faixa de pressão de trabalho.

Ao escolher uma ponta de pulverização pelo diâmetro de gota produzido, é necessário correlacionar seu diâmetro com a pressão de trabalho.

Nesse sentido é comum o operador aumentar a velocidade de trabalho e o controlador compensar com aumento da pressão do sistema, reduzindo o diâmetro de gotas, o que pode gerar deriva.

6. Pontas de pulverização

Para uma boa pulverização, ela deve apresentar gotas no tamanho de interesse e com o mínimo de deriva possível, sempre de acordo com o que o produto e as condições do alvo a ser pulverizado exijam.

A ponta de pulverização é responsável por diversos aspectos relacionados à qualidade da aplicação, como diâmetro das gotas, distribuição do líquido pulverizado, uniformidade de distribuição e vazão da calda. O espectro de gotas segundo (ASABE, 2009) classifica em oito classes, sendo elas apresentadas na tabela a seguir.

Tabela com classe de gostas de pulverização

Classe de gotas de pulverização.

Tipos de pontas de pulverizador

Tipos de pontas vs. tamanho de gotas.

Sendo assim a escolha correta das pontas de pulverização deve priorizar os seguintes passos:

  1. Modo de ação dos produtos;
  2. Condições climáticas;
  3. Situação do alvo a ser controlado.

De maneira geral, as condições climáticas para uma boa pulverização preconizam que tenha umidade relativa superior a 50%, temperatura inferior a 30°C e velocidade do vento entre 2 e 10 km/h.

As condições climáticas podem interferir diretamente no risco de deriva, onde é definido através do volume pulverizado por determinada ponta a uma determinada pressão com gotas inferiores a 100 micrômetros de diâmetro. 

Para avaliação do risco de deriva no campo tem-se utilizado papel sensível à água, posteriormente uso de um software que realiza a contagem de gotas por cm² e mensurar o diâmetro mediano volumétrico das gotas. Além disso, possibilita a investigação do percentual de cobertura no interior do dossel das plantas cultivadas.

Tabela com número de gotas e o tipo de aplicação

Número de gotas por cm² vs. tipo de aplicação.

7. Limpeza do tanque de pulverização

Com a intensificação de cultivo de safra e safrinha, mistura de defensivos agrícolas nos tanques de pulverização e o número de aplicações realizadas durante os cultivos, os pulverizadores começam a acumular resíduos de defensivos agrícolas até que seja feita a correta limpeza de todo o sistema de pulverização.

Antes da aplicação, comece com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, deve ser realizada uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formatação de depósitos sólidos que podem se tornar difíceis de serem removidos.

O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil. A não lavagem ou mesmo a lavagem inadequada do pulverizador pode resultar em danos às culturas posteriores.

Caldas com dificuldade de homogeneização, entupimentos de pontas, obstrução de filtros pode ser advindo de uma falta de limpeza do sistema de pulverização. Na tabela a seguir são apresentados os passos a serem seguidos para uma limpeza de tanque de pulverização.

Tabela com etapas de limpeza de tanque de pulverização

Etapas para limpeza do tanque de pulverização. 

Tubulação com resíduos de defensivos agrícolas

Tubulação de pulverizador com resíduos de defensivos agrícolas. 

8. EPI’s

O uso seguro de defensivos agrícolas exige o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). As recomendações hoje existentes para o uso de EPI são bastantes genéricas e padronizadas, não considerando variáveis importantes como o tipo de equipamento utilizado na operação, os níveis reais de exposição e, até mesmo, as características ambientais e da cultura onde o produto será aplicado.

EPI’s são ferramentas de trabalho que visam proteger a saúde do trabalhador que utiliza os defensivos agrícolas, reduzindo os riscos de intoxicações decorrentes da exposição.

Vias de exposição aos defensivos agrícolas

Vias de exposição do corpo humano. 

A função básica dos EPI’s é proteger o organismo de exposições ao produto tóxico, minimizando o risco. Intoxicação durante o manuseio ou a aplicação de produtos fitossanitários é considerado acidente de trabalho.

O uso do EPI é uma exigência da legislação trabalhista brasileira através de suas normas regulamentadoras. O não cumprimento poderá acarretar ações de responsabilidade cível e penal, além de multas aos infratores.

Quanto às responsabilidades a legislação trabalhista prevê que são obrigações do empregador:

  • Fornecer os EPI’s adequados ao trabalho;
  • Instruir e treinar quanto ao uso dos EPI’s;
  • Fiscalizar e exigir o uso dos EPI’s;
  • Repor os EPI’s danificados.

Como obrigação do trabalhador:

  • Usar e conservar os EPI’s.

É recomendado que o fornecimento de EPI e que treinamentos ministrados sejam registrados através de documentação apropriada para eventuais esclarecimentos em causas trabalhistas.

EPI para aplicação de defensivos agrícolas

EPI para manuseio de defensivos agrícolas. 

Tabela com ordem de vestir e retirar o EPI

Ordem de vestir e retirar o EPI.

Conclusão

Percebemos que para obter sucesso na aplicação de defensivos agrícolas, o mais importante á a capacitação do operador do pulverizador na compreensão dos pontos críticos atrelados à prática da pulverização, protegendo a lavoura com eficiência e otimização dos recursos.

Seguindo essas e outras recomendações, as chances do sucesso e eficácia da aplicação de defensivos agrícolas serão com certeza maiores. Por isso, a busca pelo conhecimento e especialização deve ser contínua.

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Taxa de serviço em vacas leiteiras: o que é e como medir? https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/#respond Tue, 20 Dec 2022 12:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16831 Talvez um dos maiores gargalos da reprodução em bovinos leiteiros seja a baixa taxa de serviço dos rebanhos. Quem sabe até, o principal desafio! Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre […]

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Talvez um dos maiores gargalos da reprodução em bovinos leiteiros seja a baixa taxa de serviço dos rebanhos. Quem sabe até, o principal desafio!

Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre partos e, consequentemente, no DEL médio do rebanho e na média diária de produção de leite.

Mas o que é a taxa de serviço, como deve ser o raciocínio em torno desse indicador, qual o seu impacto no sistema de produção e quais estratégias podem ser adotadas a fim de potencializar os ganhos?

 

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Definindo a taxa de serviço

Na pecuária leiteira a taxa de serviço é um indicador calculado a cada 21 dias e analisado de forma individual para as categorias de vacas e novilhas.

Ele é definido como a relação entre os animais servidos e os animais aptos do rebanho. Entende-se como animais servidos aqueles inseminados, cobertos por monta natural controlada, etc.

No caso de animais aptos, para vacas consideram-se aqueles animais vazios acima do período voluntário de espera (PEV), os que se saem do PEV e se tornam aptos durante o período de 21 dias e as vacas inseminadas.

Já para novilhas, são considerados aptos aqueles animais que já foram liberados para a reprodução após terem atingidos critérios pré-estabelecidos, que geralmente são peso e idade.

Taxa de serviço %= (Nº de vacas servidas/Nº de vacas aptas) x 100

Logo, se no intervalo do dia 01/01 ao dia 21/01 a fazenda inseminou 5 vacas de um universo de 10 vacas aptas, a taxa de serviço nesse período de 21 dias foi de 50%.

Taxa de serviço %= (5 vacas servidas/10 vacas aptas) x 100

Taxa de serviço %= 50%

Ainda no raciocínio do cálculo da taxa de serviço, não é raro encontrar situações em que vacas que ainda estão no PEV expressam cio e são inseminadas. O fato de as vacas expressarem cio não consiste em um problema. Isto mostra que os animais estão ciclando e que, provavelmente, estão em boas condições reprodutivas.

O que realmente deve ser encarado como um impasse é o fato de inseminar as vacas que ainda estão dentro do PEV. Ou seja, vacas não aptas estão sendo inseminadas na rotina da fazenda, o que contribui para o aumento do numerador (vacas servidas) mas que não contabiliza no denominador (vacas aptas).

Em outras palavras, situações como essa levam a um número superestimado da taxa de serviço do rebanho.

A título de ilustração, suponha no exemplo anterior que além das 5 vacas inseminadas, outra vaca foi servida, mas que ainda estava no PEV. Logo, agora serão 6 vacas servidas em um mesmo universo de 10 vacas aptas, já que um dos animais ainda não estava apto para reprodução. Dessa forma, a taxa de serviço do rebanho passaria a ser de 60%, o que não reflete a realidade do que realmente acontece na fazenda.

O que seria uma boa referência para taxa de serviço?

Quanto maior a taxa de serviço do rebanho, melhor. No entanto, esse pensamento não é prático e é pouco palpável, sendo necessário quantificar.

O mínimo da taxa de serviço que se deve trabalhar na rotina de qualquer fazenda é de 60 a 65%, independente do sistema de produção. Valores inferiores não são aceitáveis e apontam para uma ineficiência reprodutiva da fazenda.

Caso o programa reprodutivo do rebanho seja bem estruturado é possível atingir com tranquilidade esses valores. Muitas fazendas, inclusive, têm obtido taxas de serviço anuais de 70% a 75%.

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Qual o impacto da taxa de serviço no sistema de produção?

A dinâmica que envolve a taxa de serviço é bastante interessante. Uma fazenda que possui baixa taxa de serviço, obviamente, possui menor taxa de prenhez.

Dessa forma, as vacas levam mais tempo para se tornarem gestantes e terem o próximo parto. O resultado é o prolongamento do intervalo entre partos.

E quais as consequências de um intervalo entre partos maior?

Em resumo, para rebanhos com boa persistência, ao distanciar um parto do outro as vacas passarão mais tempo em lactação. A primeira impressão pode parecer que isso seja algo benéfico e positivo para a fazenda, pois ao ficarem em lactação por um período maior, mais leite será produzido nesse tempo. No entanto, a situação deve ser enxergada e analisada a nível de rebanho.

Quanto maior o tempo em produção, mais as vacas se distanciam do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite e possuem maior eficiência alimentar. Ou seja, ao aumentar o intervalo entre partos, a tendência é que a produtividade do rebanho reduza, justamente pelo aumento da média dos dias em lactação (DEL).

De tal modo, a eficiência alimentar também é prejudicada e o rebanho se torna menos eficiente em converter comida em leite, onerando o custo alimentar.

O cenário de aumento no intervalo entre partos também é prejudicial para rebanhos com baixa persistência de lactação, pois animais com este perfil tendem a ficar mais tempo em período seco, que é quando não há retorno de receita em leite para o sistema de produção.

Portanto, mais do que a ineficiência reprodutiva, baixas taxas de serviço contribuem também para redução da média de produção de leite, redução da eficiência alimentar do rebanho e redução também do retorno sobre o custo alimentar.

Os prejuízos são grandes e diversos, enquanto a otimização da taxa de serviço pode ser relativamente simples de ser alcançada na realidade da fazenda.

Como otimizar a taxa de serviço?

Conforme já dito, por meio de programas reprodutivos bem estruturados e alinhados com as características da fazenda é possível obter com tranquilidade valores de taxa de serviço acima de 65%.

Algumas perguntas devem ser respondidas quando se elabora um programa reprodutivo com foco em aumentar a taxa de serviço.

  • Como será o primeiro serviço pós-parto?
  • Qual será a estratégia para as reinseminações?
  • O que será feito com as vacas vazias ao toque?

Ajustar as ações para cada uma dessas perguntas contribui para otimização do serviço do rebanho. Servir as vacas imediatamente após a saída do PEV é essencial.

O uso da IATF nesta situação representa uma alternativa bastante interessante, desde que a fazenda consiga realizar este manejo em frequência semanal.

Da mesma forma, a propriedade deve ter uma rotina sistemática de acompanhamento e observação de cio no intuito de identificar possíveis animais vazios e realizar a inseminação. O uso de ferramentas auxiliares de identificação de cio, como bastão de cera na base da cauda e adesivo raspadinha, são excelentes opções.

Muitas fazendas têm adotado a observação de cio logo na saída dos animais da ordenha. O manejo é bem simples e consiste em direcionar as vacas para o tronco coletivo, atentando-se para aqueles animais com possíveis sinais de cio (vulva edemaciada, muco vaginal, comportamento ativo, monta em outros animais, ralados na região da garupa etc.) e alterações nas ferramentas auxiliares (bastão borrado e adesivo raspado).

Conclusão

A taxa de serviço é um indicador facilmente manipulável no dia a dia da fazenda através de ajustes coerentes. Além disso, os resultados são vistos já a curto prazo, o que contribui para a eficiência do rebanho.

Os benefícios de se otimizar o serviço do rebanho são vários, conforme abordado ao longo do texto. O maior desafio está em estruturar e operacionalizar um programa reprodutivo específico para o rebanho e conforme as características da fazenda.

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Habilidade materna para seleção de bovinos: qual a importância? https://blog.rehagro.com.br/habilidade-materna/ https://blog.rehagro.com.br/habilidade-materna/#respond Thu, 15 Dec 2022 20:00:57 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16772 As tendências mercadológicas visam um abate cada vez mais precoce, por isso é fundamental investir em estratégias que permitam a permanência e a inserção do produtor nesses mercados. Nesse artigo, iremos demonstrar a importância da habilidade materna para a eficiência produtiva na pecuária de corte.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em […]

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As tendências mercadológicas visam um abate cada vez mais precoce, por isso é fundamental investir em estratégias que permitam a permanência e a inserção do produtor nesses mercados.

Nesse artigo, iremos demonstrar a importância da habilidade materna para a eficiência produtiva na pecuária de corte.

 

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O que é habilidade materna?

Presente em diversos sumários e avaliações genéticas existentes no Brasil, a habilidade materna é uma das características mais valorizadas. Essa qualidade pode ser medida pelas DEPs (Diferença Esperada de Progênie) maternais e possibilita a escolha de reprodutores capazes de produzir filhas com aptidão para desmamar bezerros mais pesados.

A habilidade materna, portanto, corresponde a todos os aspectos da relação mãe-cria, englobando desde a facilidade ao parto, produção de leite e amamentação, até comportamentos como acolhida e proteção da cria. Essa qualidade contribui diretamente para a desmama de bezerros sadios, pesados e com bom desenvolvimento muscular.

A habilidade materna é medida por meio do peso do bezerro em quilos, aos 120 dias de vida. Dessa forma, quanto maior a habilidade materna, maior será o peso do bezerro aos quatro meses.

Qual a importância da habilidade materna?

A habilidade materna possui influência direta sobre todo o sistema produtivo. Dentre sua importância, podemos destacar o ganho de peso nos primeiros meses de vida, gerando bezerros mais pesados a desmama.

Há também uma menor dependência de ração nesse período, afinal, quando existem vacas que produzem uma quantidade adequada de leite para os animais, o aporte de suplementação é menor pois a demanda nutricional é suprida majoritariamente pelo leite.

Outro ponto importante a ser considerado, é que ao se utilizar touros que produzem boas filhas, há um maior ganho em fêmeas de reposição que são destaque dentro da fazenda, aumentando assim o ganho genético do rebanho.

A elevação do ganho genético a partir da habilidade materna cria uma base sólida no rebanho que, quando consolidada, permite o investimento do produtor em outras diretrizes, como o acabamento de carcaça, por exemplo.

Atenção para a seleção

A seleção para habilidade exige alguns cuidados. Deve-se respeitar um equilíbrio, visto que em alguns casos o desbalanço traz malefícios.

A seleção exacerbada para essa característica traz mudanças anatômicas para o sistema mamário da vaca e a predisposição a danos, pois quando se seleciona muito para produção de leite, há o maior desenvolvimento do úbere e aumento dos tetos, aumentando a exposição a danos.

Essa maior seleção para habilidade materna, além disso, aumenta a probabilidade de desenvolvimento de patologias mamárias como a mastite. Outro ponto importante é a elevação das exigências nutricionais e dos custos para manutenção das fêmeas.

Todos esses fatores somados podem contribuir para redução da fertilidade dos animais, prejudicando todo o sistema produtivo.

Conclusão

A habilidade materna é de extrema importância para pecuária de corte, contribuindo para todo o sistema produtivo.

Contudo, é fundamental manter o equilíbrio para seleção dessa característica, cabendo aos produtores e ao técnicos o bom senso de adequar essa característica a cada particularidade dos sistema produtivos.

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A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.

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Como estabelecer as metas de uma fazenda? https://blog.rehagro.com.br/como-estabelecer-as-metas-de-uma-fazenda/ https://blog.rehagro.com.br/como-estabelecer-as-metas-de-uma-fazenda/#respond Wed, 14 Dec 2022 13:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16674 O primeiro passo para desenvolver as metas de uma propriedade é entender qual o objetivo se quer alcançar, observando o cenário e os recursos disponíveis. Ter metas, visão e valores bem definidos é a base para que o negócio enxergue com clareza o seu objetivo. Quando falamos em definir metas, é interessante que esses pontos […]

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O primeiro passo para desenvolver as metas de uma propriedade é entender qual o objetivo se quer alcançar, observando o cenário e os recursos disponíveis.

Ter metas, visão e valores bem definidos é a base para que o negócio enxergue com clareza o seu objetivo. Quando falamos em definir metas, é interessante que esses pontos já sejam alinhados entre as lideranças. Como sequência, devemos realizar uma análise de cenário, que irá nortear as ações que são necessárias e quais as prioridades para o momento.

Como já trouxemos em nossos conteúdos, a Matriz SWOT é uma excelente ferramenta a ser utilizada quando falamos em análise de cenário. A SWOT começou a ser desenvolvida por professores da Universidade Stanford ainda na década de 1960, tendo como principal criador: Albert Humphrey.

Com ela é possível identificar as oportunidades, fraquezas, forças e ameaças do nosso negócio. Feita a análise, deve-se estipular as ações para alcançar os objetivos da fazenda, e as ações necessárias para esse processo, que serão chamadas metas.

As metas são atividades pontuais e específicas a serem realizadas para alcançar algo maior, o chamado: objetivo. Podemos pensar que as metas são degraus de uma escada que vai de encontro ao objetivo, o ponto mais alto.

 

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Definição das metas

No momento da definição das metas, devemos sempre ter o cuidado de analisar e considerar os recursos disponíveis pois recomenda-se que as sejam no modelo SMART, criado em 1981 por George Doran nos Estados Unidos após a publicação de um artigo com o nome “There’s a S.M.A.R.T. Way to Write Management’s Goals and Objectives”, com o intuito de contextualizar o modelo como sendo uma forma eficaz para a criação de metas com eficiência na obtenção de resultados.

Segundo George Doran (1981) as metas e objetivos de uma empresa devem seguir os seguintes aspectos:

  • (S) Específica – Ter foco em uma área ou assunto específico a ser desenvolvido.
  • (M) Mensurável – Quantificar e/ou mensurar um indicador de progresso.
  • (A) Atribuível – Delegar um responsável pela ação.
  • (R) Realista (Relevante) – Considerar resultados que podem ser atingidos realmente utilizando dos recursos disponíveis.
  • (T) Temporal – Mensurar até em quanto tempo os resultados podem ser alcançados.

Doran (1981) relata também em seu artigo que esses critérios não determinam que todos os objetivos sejam quantificados em todos os níveis de gestão. Em alguns casos, não é realista quantificar, principalmente em posições de gestão intermediárias.

Gestores e empresas podem se desviar do benefício de um objetivo mais abstrato, em busca de alcançar a quantificação. A ideia do resultado final com seu plano de ação bem definido é o mais importante, os gestores devem focar nessa combinação e não apenas no objetivo.

Seguindo esses critérios há uma maior motivação e engajamento por parte da equipe envolvida, uma vez que metas fora deste padrão são de certa forma “inalcançáveis” e não despertam o interesse de continuidade. Além disso, as metas devem ser condizentes aos valores, visão e missão da empresa.

Etapas de definição

1. Ter missão, visão e valores bem definidos e claros para os colaboradores.

Qual o objetivo maior da minha empresa? Quais os valores prezamos em nosso dia a dia para alcançar este objetivo? O que eu espero do meu negócio no futuro?

2. Realizar a análise de cenário da propriedade no modelo SWOT.

Quais são as minhas forças, oportunidades, ameaças e fraquezas?

3. Estabelecer os objetivos.

Quanto eu quero produzir e/ou atender em determinado tempo?

4. Estabelecer as metas em modelo SMART.

Quais as ações necessárias para atingir o objetivo anterior?

5. Alinhamento das lideranças e exposição das definições e do planejamento feito para a equipe, para que desta forma haja constância de ações e ideias por parte de todos.

Podemos contar, para isso, com as ferramentas gerenciais: reuniões, agenda macro, plano de ação e com o quadro gestão à vista. As reuniões se fazem importantes desde o início do processo como forma de alinhamento e as demais ferramentas tem o intuito de compilar e expor o que foi definido, melhorando assim a comunicação interna.

Após este alinhamento e exposição, seguimos para o acompanhamento das metas, tarefa que deve ser mantida com frequência.

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5 passos para a intensificação da cria na pecuária de corte https://blog.rehagro.com.br/intensificacao-da-cria-na-pecuaria-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/intensificacao-da-cria-na-pecuaria-de-corte/#respond Tue, 13 Dec 2022 13:33:51 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16671 Toda dinâmica econômica de uma região, país ou mesmo a economia global, sofre influência de uma série de fatores que, quando somados, serão responsáveis por direcionar a toada dos negócios. De maneira mais localizada ou regional, esses fatores influenciadores se destacam desde o início das atividades comerciais e com o passar dos anos e o […]

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Toda dinâmica econômica de uma região, país ou mesmo a economia global, sofre influência de uma série de fatores que, quando somados, serão responsáveis por direcionar a toada dos negócios.

De maneira mais localizada ou regional, esses fatores influenciadores se destacam desde o início das atividades comerciais e com o passar dos anos e o avanço do fenômeno da globalização, a magnitude desses fatores aumentou em proporção e abrangência.

Um fator muito significativo que interfere diretamente na dinâmica do mercado, ficou conhecido como “lei da oferta e da demanda”, onde o preço dos produtos varia de acordo com a quantidade da procura por determinado produto versus a disponibilidade desse mesmo produto no mercado.

 

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Ao analisarmos o agronegócio, em específico o cenário da cadeia produtiva de carne, esses dois fatores, globalização e lei da oferta e demanda, nos mostra uma tendência importante e significativa.

Durante as duas últimas décadas alguns mercados antes restritos, abriram suas economias gerando um aumento significativo na demanda por produtos ligados ao agro.

Em suma, o cenário interno e global demanda por mais produtos e de melhor qualidade, o que leva à uma necessidade de aumento imediato da produção. Existe a demanda por carne, e precisamos aumentar nossa produção.

Tendo em vista esse cenário macro destacado acima, concluímos então que por diversos fatores, existe uma necessidade de se aumentar e principalmente intensificar a produção de carne no Brasil. 

Mesmo com a grande disponibilidade territorial, única no mundo, a cadeia produtiva da carne precisa aprimorar suas técnicas de produção para que em um mesmo espaço de terra seja possível produzir uma maior quantidade de carne.

Apesar de já encontrarmos sistemas de produção altamente intensivos onde todas as fases de produção, cria, recria e engorda, são feitas em sistemas de confinamento dos animais, a grande maioria da carne produzida no país é ainda oriunda de sistemas de criação a pasto. O pasto, quando bem trabalhado, permite ao pecuarista explorar a produção de arroba de maneira mais rentável.

Geralmente a arroba mais barata produzida é a produzida à pasto, ressaltando a necessidade de ser bem trabalhada. Em diversas ocasiões é possível encontrar sistemas de produção totalmente a pasto, onde o valor final da arroba é extremamente oneroso, principalmente pela ineficiência e deficiência nas etapas do processo de produção.

Para se ter eficiência, rentabilidade, e retorno com a atividade pecuária de animais criados à pastos, inevitavelmente então, devemos aumentar a competitividade de nossa atividade e a maneira mais segura de alcançarmos isso é justamente intensificando nossa produção.

Levando em consideração apenas criações a pasto, temos então algumas diretrizes para seguir, onde alcançamos então maiores níveis de intensificação e possivelmente com isso, melhores índices de rentabilidade e lucratividade.

Basicamente em um sistema intensificado o que se alcança é uma maior produtividade, ou seja, uma maior produção de carne em um mesmo espaço físico.

Teoricamente temos então um problema de fácil resolução. Aumentamos a quantidade de animais em determinada área, chegando assim a uma maior produtividade. A prática e a dinâmica do negócio, porém, não são tão simples assim. Para se alcançar esses objetivos, uma série de fatores e práticas devem ser levadas em consideração.

Para aumentarmos a quantidade de animais em uma mesma área tendo em vista o aumento da taxa de lotação em cada fase do sistema cria, recria ou engorda, a métrica é semelhante. Aumentamos a quantidade de pastagem de determinada área e teremos então a possibilidade de aumentarmos a carga animal daquela área.

É bem verdade que o aumento da taxa de lotação é tido como o principal ou um dos principais fatores responsáveis pelo aumento dos níveis de intensificação de uma propriedade de criação a pasto, entretanto, para cada uma dessas fases temos uma série de outros fatores que colaboram e podem levar ao aumento da produção de carne em um mesmo espaço ou em uma mesma área.

A partir de agora, vamos citar e discutir alguns dos principais fatores associados ao aumento da produtividade em cada uma das fases de produção.

A intensificação da cria

De maneira geral, a fase de cria, dentro de um sistema de produção de carne é a fase responsável por fornecer a “matéria prima” de toda a cadeia produtiva. 

É na fase de cria que se produz o bezerro que será fornecido à recriadores e, futuramente, entrarão na fase de engorda. Como produto da fase de cria então, temos o bezerro.

Para isso, a fase de cria é composta basicamente, além do bezerro, pelo conjunto de matrizes responsáveis por gestar e amamentar esses bezerros e touros que serão responsáveis pela cobrição dessas matrizes.

Importante salientar que esse último citado, o touro, pode ser substituído por uma importante tecnologia disponível no sistema: a IATF, que vamos citar dentro do tópico de reprodução.

Seguindo a lógica anteriormente citada, a intensificação nessa fase então proporciona, basicamente, uma maior quantidade de arrobas produzidas de bezerros em um determinado espaço e tempo, um ano, por exemplo.

Sendo assim vamos discutir nesse tópico algumas importantes alternativas e ferramentas que podem ser utilizadas para alcançar esse esperado aumento de produção em bezerros.

O primeiro ponto a se destacar é um fator comum a todas as fases do processo de produção:

1. Aumento da taxa de lotação

Quando trabalhamos o aumento da taxa de lotação de maneira eficiente, podemos em uma mesma área aumentar a quantidade de matrizes naquela pastagem.

Esse fator por si só implica em uma maior produção de bezerros por hectare, o que levaria ao aumento final da quantidade de arroba de bezerros produzido em um hectare durante o ano. Alguns estudos mostram que o aumento da taxa de lotação em um sistema de cria pode levar a um aumento em até 300% nas taxas de lucratividade dessa fase.

Para aumentar a taxa de lotação no sistema de produção à pasto, alguns fatores devem ser avaliados e levados em consideração. Muito porque, além da melhoria na oferta e qualidade dos pastos, outros fatores estão associados e relacionados ao aumento da taxa de lotação, como por exemplo a suplementação.

Nesse momento vamos avaliar e comentar apenas os fatores inerentes ao pasto e ao manejo das pastagens e, posteriormente, citaremos esses outros fatores dentro dos próximos tópicos.

O aumento da capacidade de uma determinada área suportar uma carga animal maior, passa inicialmente e principalmente pela melhoria da qualidade e pelo aumento da oferta de pasto aos animais que ali estão pastejando.

Antes de se tratar da melhoria de uma pastagem já estabelecida, é importante ressaltar que ao longo dos anos de utilização incorreta de uma pastagem esta, pode por diversos fatores, entrar em um estado de degradação.

Estima-se que cerca de 80% das pastagens brasileiras se encontram em algum estado de degradação e pastagens degradadas representam menor capacidade produtiva, que se tardiamente observada, pode levar até a perda total do potencial produtivo de uma área originalmente empastada, sendo necessário a implantação de uma nova pastagem no determinado local.

O processo de implantação de uma nova pastagem requer várias frentes de análise e cuidados, a que se estende desde o momento da escolha da forrageira a ser utilizada até o manejo dos animais.

O momento da escolha da forrageira é fundamental para o bom desenvolvimento das pastagens e nele devem ser levados em consideração diversos fatores, entre eles:

  • Clima;
  • Solo;
  • Pragas e doenças;
  • Aceitabilidade;
  • Distúrbios metabólicos;
  • Formas de plantio;
  • Formas de uso;
  • Método de pastoreio;
  • Nível tecnológico, entre outros.

Após uma escolha criteriosa e assertiva da forrageira a ser utilizada, o processo de implantação dessa forrageira também deve seguir um criterioso processo, para então termos um pasto com qualidade e quantidade de forragem suficientes para o bom desempenho dos animais.

Considerando então um pasto bem formado, com solo corrigido e adubado dentro de suas necessidades e exigências, onde a forrageira escolhida possa expressar o seu máximo potencial, temos que estar atentos ao manejo e a manutenção dessas pastagens.

A manutenção é fundamental para a continuidade de sua alta produtividade e será necessário de tempos em tempos, respeitando sempre a singularidade de cada sistema, processo de adubação e correção dessa área.

O melhor fator, provavelmente, o mais importante para se manter uma pastagem expressando suas melhores produções, é o manejo correto.

Quando manejamos de maneira adequada respeitando sempre as alturas de entrada e saída de cada pastagem, evitamos o processo de degradação dos pastos, minimizando o aparecimento de plantas invasoras, baixa produtividade, poder de rebrota, entre outros. O manejo correto da forrageira permite que ela tenha uma importante força de rebrota, sempre vigorosa, não permitindo o desenvolvimento de outras plantas no local.

Existem alguns métodos de pastoreios diferentes, entre eles podemos destacar o método rotacionado com carga variável, onde um lote de animais pasteja determinada área dividida em piquetes. Esse método rotacionado em piquetes de tamanhos adequados à carga animal, permite que se aumente a quantidade de animais utilizando uma mesma área, aumentando assim as taxas de lotação.

Se considerarmos como exemplo um aumento muito plausível de 20% de matrizes em um pasto vigoroso, sendo manejado de maneira adequada, teremos por consequência, sem aumentar a área destinada para a produção, um aumento de até 20% na produção do produto bezerro ao final de um ciclo de produção.

2. Trabalhando a nutrição na cria

Sistemas de cria a pasto por muito tempo foram tidos como uma atividade de baixa rentabilidade por pecuaristas. Entretanto percebeu-se que uma fase de cria bem feita e explorada de maneira adequada, aparando as arestas em suas deficiências aproveitando de maneira mais eficiente seu potencial, pode representar para o sistema como um todo um alto ganho de potencial, bem como apresentar ótimos retornos econômicos para os criadores.

A nutrição de fêmeas para a produção de bezerro deixou de ser negligenciada ao se perceber os saltos nos ganhos de produtividade. Quando se aprimora a nutrição dos animais nessa fase, a suplementação das matrizes e dos bezerros não somente melhora os desempenhos reprodutivos e de ganho de peso, respectivamente, como influencia no desempenho das crias durante toda a vida dos animais.

Muitos estudos estão sendo realizados e mostrando que vacas com bom aporte nutricional, principalmente durante o terço médio de gestação (fase onde ocorre a multiplicação de células musculares no feto, chamada “hiperplasia”) dão origem a bezerros com melhores desempenhos não somente até a desmama mas também durante o período de recria e engorda dos animais.

Nutrição das matrizes

O primeiro ponto a se destacar na nutrição em uma propriedade de cria é referente a nutrição das matrizes. Vacas criadas a pasto sofrem com a sazonalidade na produção forrageira, ou seja, durante o verão, período chuvoso onde as condições de precipitação de chuva, temperatura e incidência luminosa são ideias para o desenvolvimento forrageiro, obtém-se pastagens de melhor qualidade.

Já no inverno ou período seco do ano onde ocorre a diminuição das chuvas, dos dias e também da temperatura, os pastos na grande maioria das propriedades brasileiras sofrem uma piora significativa nos níveis nutricionais de suas pastagens, principalmente a diminuição dos níveis de proteína.

Por esses fatores citados, entende-se como necessário um programa de suplementação das fêmeas, específico para cada uma dessas estações do ano. Durante o período com maior qualidade e quantidade de oferta de forragem, em várias situações, a suplementação mineral apenas, é suficiente para a manutenção do escore de condição corporal dessas matrizes.

Mesmo no verão, porém, em algumas situações principalmente buscando o aumento da taxa de lotação, se lança mão da utilização de um fornecimento de suplementação energética desses animais, proporcionando assim uma melhor desempenho e um alto aproveitamento das pastagens.

Ao contrário do período das águas onde temos pastagens de alta qualidade, durante o período de estiagem precisamos auxiliar essas vacas com um suplemento mais específico, contendo principalmente níveis mínimos de proteína, aumentando assim a capacidade de aproveitamento da forragem nessa época do ano.

Dois aspectos devem ser ressaltados quando falamos sobre programas de suplementação para vacas. O primeiro deles, comum a programas de suplementação em outras categorias de animais, é a necessidade de boas pastagens.

Suplementação das vacas

A suplementação das fêmeas se dá como um suporte à dieta principal desses animais: O pasto. Sendo assim, quando falamos em suplementar, mesmo que apenas com mineral sem adição de fontes de nitrogênio não proteico, subentende-se como pré-requisito uma pastagem de qualidade e com quantidade.

O segundo fator importante a ser ressaltado é referente ao objetivo de um programa de suplementação de vacas. A manutenção de um bom escore de condição corporal é suficiente para que essas matrizes tenham bons desempenhos reprodutivos e sejam capazes de gestar e amamentar suas crias. Nesse caso em específico,  o objetivo não é a engorda ou o ganho de peso excessivo dessas fêmeas.

Nutrição dos bezerros

Outra categoria de destaque dentro da fase de cria, onde a nutrição requer alguns cuidados, é o próprio bezerro. Basicamente e imediatamente após o parto, o único alimento demandado pelos bezerros é o leite materno.

Chamamos atenção para esse período para um fato extremamente importante, a colostragem. Uma boa colostragem nas primeiras horas de vida, permite um desenvolvimento em termos de saúde imunológica dos animais, por outro lado, falhas na colostragem podem causar diversos problemas, inclusive a morte.

Com o passar dos dias após o nascimento em um processo tanto social de imitar a mãe quanto natural do desenvolvimento, o bezerro passa a ingerir as primeiras quantidades de pasto, ainda como pré ruminante, pois nessa fase da vida o principal alimento dessas crias é ainda o leite.

A principal ferramenta nutricional, considerando uma mãe bem nutrida produzindo leite com qualidade e em quantidade suficiente para o bezerro, nessa fase da vida, é a suplementação.

O Creep-feeding torna-se então uma importante alternativa. Trata-se da utilização de um cocho privativo aos bezerros, onde as matrizes não têm acesso. Um cercado com dimensões específicas permite o acesso somente dos bezerros ao cocho.

Essa ferramenta ajuda para que os animais antes da desmama tenham acesso a um suplemento balanceado e ajustado às suas necessidades. Importante destacar que a conversão alimentar nessa fase da vida é altíssima, e a resposta dos bezerros ao suplemento é igualmente alta.

Em tempos de bons preços de venda dos bezerros, sem dúvidas programas de suplementação dessa categoria se tornam extremamente atrativos. A utilização do creep-feeding permite a desmama de bezerros mais pesados, comparando com bezerros não suplementados.

Outro fator importante sobre a suplementação de bezerros é referente ao desempenho futuro desses animais. Animais suplementados no período de aleitamento, dão origem a animais com melhores desempenhos durante a fase de recria e engorda, desde que nessas fases o produtor mantenha os níveis satisfatórios e ajustados no quesito nutricional.

Um adendo importante sobre a suplementação de bezerros deve ser ressaltado, principalmente em relação aos produtores de ciclo completo. Quando suplementamos um bezerro, espera-se que durante as próximas fases da vida desse animal, mantenha-se bons níveis de suplementação e cuidados com a nutrição.

Muito comum bezerros suplementados quando entram na fase de recria extensiva sem suplemento ou em pastagens de baixa qualidade, desempenharem aquém do seu potencial. Sendo assim, programas de suplementação de bezerros devem ser seguidos por boas práticas de suplementação durante a cria e também durante a engorda.

Por fim, de menor destaque, propriedades que utilizam de touros para monta natural, devem estar atentas ao escore de condição corporal desses animais. Manter um touro com bom escore durante o ano, permite que esse animal desempenhe com qualidade durante o período da estação de monta, onde eles serão mais exigidos.

3. Estação de monta

A estação de monta é um período do ano onde as matrizes de uma propriedade são desafiadas à reprodução. O processo de inseminação das fêmeas pode acontecer tanto por monta natural, onde os touros são utilizados na vacada, quanto por inseminação artificial. Às vezes até pelos dois, sendo comum vacas serem inseminadas uma ou mais vezes, fazendo depois um repasse com os touros.

Existem vários motivos que justificam a utilização da estação de monta. Hoje um sistema intensivo de cria a pasto inevitavelmente terá que estabelecer, de acordo com suas particularidades, uma estação de monta.

Dentre os diversos motivos para a utilização de monta, um se destaca. Já citado anteriormente, a sazonalidade de produção forrageira é um importante motivador para a implantação de uma estação de monta. É sabido que no decorrer de um ano existem várias estações que refletem em características climáticas diferentes e cada uma dessas características causa, por consequência, o aumento ou a diminuição da oferta de forragem nos pastos.

O objetivo principal para a implantação de uma estação de monta é então, ajustar o período reprodutivo das fêmeas precisamente no período do ano onde obtém-se a maior disponibilidade de forragem. Para uma boa resposta reprodutiva e para emprenhar e gerar um bezerro saudável, a fêmea aumenta sua demanda por forragem.

A estação, então, sincroniza esse aumento da necessidade com o momento onde há maior oferta nos pastos. Além de atender a demanda da vacada, a estação de monta por consequência apresenta uma série de outros benefícios, inclusive para os bezerros.

Cada propriedade deve adequar sua estação de monta de acordo com as características da região onde ela se encontra. Uma propriedade onde o início das chuvas ocorre primeiro, pode antecipar sua estação. Em contrapartida, nas regiões onde a chuva demora um pouco mais para começar, a estação pode ser retardada em alguns dias ou até meses.

Outro fator que pode variar entre propriedades é o período de duração de uma estação de monta. Uma referência importante para esse período é uma estação de 90 dias ou três meses.

Nesse modelo é possível que todas as matrizes sejam inseminadas uma ou mais vezes e o mais importante, permite que toda vaca produza ao menos um bezerro por ano, que é o grande objetivo de um sistema de cria.

Em algumas situações específicas no entanto, relacionadas principalmente ao quesito clima, algumas propriedades realizam a estação por um período de tempo maior. É importante salientar que quanto menor o tempo da estação, maior a capacidade de selecionar as fêmeas e maior a concentração de partos, o que também é um fator positivo.

Uma propriedade que não adota uma estação de monta bem estabelecida e deseja então iniciar essa ferramenta tão positiva, deve resguardar alguns cuidados. No início a estação pode ser maior, em torno de 5 ou 6 meses e ao decorrer dos anos pode ser ajustada para os três meses, que é o habitual.

Alguns fatores que não estão relacionados à vaca também são encontrados em uma propriedade que pratica uma estação bem estabelecida e funcional.

Quando se tem um período de acasalamento no início das águas, o nascimento dos bezerros ocorre em um período mais seco do ano, o que para o bezerro pode ser muito positivo. Bezerros que nascem no período chuvoso do ano apresentam maiores problemas relacionados à sanidade.

Estudos ainda mostram que o desempenho dos bezerros nascidos no início da estação de nascimento (meses de agosto e outubro), apresentam desempenhos superiores de ganho de peso, tanto na desmama quanto durante a recria e engorda, quando comparados aos bezerros nascidos no final do período de nascimento.

Esse fato se deve por vários motivos, além do aspecto sanitário já mencionado, o período de desmama dos bezerros ocorre em uma época do ano mais favorável ao animal que inicia sua vida como dependente apenas de forragem.

Um outro aspecto importante que devemos destacar relacionado aos bezerros, é em relação à sua seleção. Quando limitamos o período de nascimento dos animais, a comparação entre eles é mais justa e possibilita avaliar quais os animais apresentam o melhor desempenho dentro de uma mesma categoria, recebendo as mesmas condições nutricionais.

A concentração dos partos destes animais permite ainda ao pecuarista um maior poder de negociação desses bezerros. À medida que temos um grande número de animais para venda, aumentamos então nossas condições em busca de melhores preços.

A seleção das matrizes também se dá de maneira mais eficiente em uma propriedade que utiliza da estação de monta. Ao final de cada estação, é possível identificar e descartar as matrizes que não lograram com êxito no período reprodutivo, devendo então serem descartadas.

Por fim, o estabelecimento do período de nascimento dos bezerros e de inseminação das fêmeas auxilia no manejo da propriedade. Estas fases demandam de cuidados específicos e de mão de obra qualificada e quando conseguimos concentrar essas atividades, aumenta a possibilidade de planejamento para esses períodos, além de aumentar também a facilidade em determinar o momento de receita com bezerros machos, com as bezerras excedentes e com as vacas de descarte, possibilitando maior controle financeiro da atividade.

A estação de monta é uma realidade para as propriedades de cria e devem ser consideradas um objetivo para os pecuaristas que ainda não adotam esse manejo, bem como um ponto de melhoria constante para aqueles que já o fazem. São muitos os benefícios decorrentes de uma prática relativamente de baixo custo para o pecuarista.

4. Genética

A procura de produzir mais em menos tempo, leva a um maior investimento na fase de cria, mantendo o animal menos tempo em confinamento e pasto. Consequentemente, essa ação leva a lucros maiores e para que isso seja possível, a genética do rebanho é um fator essencial a ser discutido e levado em consideração pelos produtores.

Dentro do melhoramento genético na pecuária de corte, temos seleção e cruzamento. A seleção permite que escolha o animal que será utilizado como parental da próxima geração, já o cruzamento é entre as diferenças raças.

O melhoramento genético deve ser direcionado de acordo com o sistema de produção desejado, porém o mais comum é que este processo seja feito de forma aleatória, sem objetivos concretos. É necessário um planejamento correto, pois quando não é feito de forma incisiva, a evolução será um retrocesso no desempenho produtivo dos animais.

De acordo com o especialista Roberto Carvalheiro (GenSys) “todo criador é um selecionador”, pois escolhe quais animais colocará em reprodução, quais de suas vacas e quais touros (ou sêmen) utilizará, tomando assim decisões de seleção genética.

Porém, segundo o especialista, “nem todo selecionador promove melhoramento genético do seu rebanho”. A escolha das características a serem selecionadas deve ser tomada da melhor maneira possível, considerando todos os seus prós e contras.

Em um melhoramento genético do rebanho, primeiramente é preciso traçar um objetivo que desenvolva um cruzamento que fornecerá a melhoria de características. Deste modo irá trazer benefícios futuros para a produção, permitindo um maior valor agregado ao produto final.

O planejamento genético é essencial para a fase de cria e todo o retorno que o animal agrega para a fazenda, começa nessa fase. Um animal com alta genética necessita de uma maior atenção na questão da nutrição e ambiência, diferentemente de um animal de genética inferior. O objetivo deve ser traçado juntamente com a disponibilidade de estrutura da fazenda. Não adianta ter um animal com alto potencial genético e não ter condições ideais para ele poder expressá-las.

Quando se trabalha com seleção, o técnico ou o produtor deve observar quais são as características que um determinado touro expressa e qual a porcentagem de passá-la para a geração futura. Isso é feito utilizando índices de seleção de touros que combinam as características definidas como critérios de seleção nas proporções desejadas e/ou necessárias para melhoria da atividade.

Recomenda-se a definição de índices baseados nas deficiências observadas nos indicadores zootécnicos da propriedade. A partir desses índices, define-se o sêmen de touros testados e aprovados, disponíveis em catálogos específicos, de acordo com o valor das Diferenças Esperadas nas Progênies (DEPs), que representa o valor genético dos touros para cada característica utilizada como critério de seleção.

É necessário ficar atento, já que a seleção de uma determinada característica pode afetar outras de acordo com as correlações genéticas existentes. Assim, a seleção direta, aquela realizada para a característica-alvo, pode afetar outra característica, resultando na seleção indireta caso a correlação existente seja favorável.

Existem muitos programas genéticos disponíveis e muitas empresas investem pesado na consultoria. Com a produtividade crescendo cada vez mais, os produtores veem a necessidade de investir na genética do rebanho. A orientação e a determinação de um objetivo andam juntos e o investimento deve ser feito de forma consciente. O produtor só conseguirá bons resultados se todos os pilares da pecuária de corte estiverem sendo respeitados.

Por isso, a evolução genética do rebanho é de extrema importância, principalmente em um país que é o primeiro em exportação de carnes e derivados. Produzir com qualidade vai além da genética que o animal proporciona. O potencial genético é atingido quando a nutrição, manejo e ambiência são respeitados.

De maneira mais ou menos intensiva, o melhoramento animal vem sendo realizado de maneira instintiva, ou científica, desde que o homem começou a domesticar os animais e percebeu que poderia potencializar a produtividade e aptidão para a produção ao longo das gerações.

Em específico para cria, temos algumas opções para o melhoramento genético, onde focamos na seleção pensando exclusivamente na produção de bezerros machos com maiores índices produtivos e fêmeas com maiores capacidades reprodutivas. Pensando inicialmente na primeira parte, “melhor produção de bezerros machos” devemos focar em algumas características no momento de selecionar e escolher quais os animais serão utilizados em determinada propriedade voltadas ao ganho de peso.

Lembramos que o produto principal de uma fazenda, exclusivamente de cria, é a produção e venda dos bezerros. Sendo assim, a utilização de animais que comprovadamente transmitem à suas crias grandes potenciais de produção com determinados dias de vida, como por exemplo aos 120 dias, permite maiores ganhos com a venda de arroba de bezerros por ano.

Utilizar animais que comprovadamente produzem proles com grande potencial de peso ao desmame pode ser uma excelente alternativa para uma fazenda de cria.

Um ponto importante para se ressaltar, que tem grande impacto na produção de bezerros, está relacionado à carga genética das matrizes dentro do rebanho. Diferente dos objetivos direcionados apenas ao ganho de peso à desmama, por exemplo, a construção ou o melhoramento de um plantel de matrizes deve respeitar critérios muito além dos de ganho de peso.

Fatores como precocidade (idade ao primeiro parto, probabilidade de parto precoce, idade à puberdade de machos), habilidade materna, fertilidade e Stayability dentre outras características, devem ser avaliados quando pensamos em melhorar e ou construir um rebanho de matrizes.

Outro ponto a se avaliar em relação à genética ou melhoramento genético, é em relação a propriedades que não são exclusivas de cria ou mesmo aquelas que são de produção única de bezerros mas que atendem a um mercado específico com determinada exigência.

Essas propriedades, além de um bom plantel de matrizes com proles bem desenvoltas no quesito ganho de peso, podem focar seu processo seletivo e seu melhoramento genético em características para marmoreio, acabamento de carcaça e assim por diante, agregando valor e qualidade ao seu produto.

Quando alcançamos um rebanho de matrizes com carga genética satisfatória dentro dos objetivos da propriedade, damos um grande passo rumo ao sucesso da produção.

A utilização de touros melhoradores, permite uma evolução de qualidade no rebanho em pouquíssimo tempo. Um trabalho de melhoramento pode exigir paciência por parte do produtor, entretanto, o adicional genético em uma propriedade, é percebido já nas suas primeiras crias.

Independente do seu objetivo e de suas metas com um programa de melhoramento genético, um ponto é comum para todas as situações. Esse ponto é um planejamento de programa muito bem delineado. Como um todo deve ser bem estruturado, seguir esse planejamento e acompanhar as métricas estabelecidas. Assim proporcionará maiores probabilidades de sucesso no programa.

5. Reprodução

Trabalhar a reprodução de uma propriedade é uma importante e necessária alternativa no processo de intensificação da fase de cria. Melhorar os índices reprodutivos de uma propriedade trará um impacto positivo, direto e significativo nos resultados finais do sistema de produção.

Existem algumas alternativas importantes para o aperfeiçoamento do processo reprodutivo dentro de uma fazenda. O principal seja talvez a utilização da IATF. A inseminação artificial em tempo fixo permite, dentre outras coisas, o incremento genético rápido e com custos acessíveis à propriedade.

Webinar Protocolos da IATF

A intensificação do processo reprodutivo está também muito ligada a outra ferramenta já mencionada: a estação de monta. Falar sobre intensificação do sistema de cria citando reprodução é fundamental. Vamos destacar a importância e o impacto que a estação de monta tem em uma propriedade, em específico nos resultados reprodutivos.

O alinhamento entre IATF e EM é então a chave para o sucesso reprodutivo em uma propriedade de cria, entretanto, alguns cuidados e práticas são de grande importância durante a utilização da IATF em uma EM.

O Escore de Condição Corporal (ECC) é de grande importância quando se trata de reprodução. Um ECC aceitável está entre 5 a 6 no parto e/ou no início da estação de monta. Respeitando esse ECC, promovemos um menor tempo para o 1o estro, produção suficiente de colostro e garante um bezerro saudável e com uma alta taxa de desmama.

É importante que o produtor avalie sua produtividade pelo número de bezerros desmamados e não nascidos. Uma variação de ECC de 4 para 6 aumenta em 20% a 30% a taxa de prenhez. Por isso, são necessárias tecnologias que aumentem o ECC antes delas parirem e que as mantenham até a próxima.

No sistema de produção de bovinos, a eficiência reprodutiva é um fator fundamental, visto que apresentam ciclo reprodutivo longo, e geram somente um descendente a cada parto. Assim sendo, a inseminação artificial ou acasalamento permite maior vida útil dos animais e mais nascimento de bezerros. Para se atingir o peso ideal vai depender do nível do manejo, ambiência, sanidade e nutrição.

A nutrição deve ser balanceada desde antes da gestação. A fêmea deve ter uma alimentação energética e o controle de escore deve ser feito, visando uma gestação de qualidade e nascimento de bezerro com peso ideal. O cuidado pós-parto, deve ser intensificado.

Animais com ECC acima de 7, dificultam o parto, além de se tornarem inviáveis financeiramente, devido ao maior gasto financeiro.

As vacas recém-paridas possuem um alto requerimento de energia. Dessa forma, o ECC também é essencial nessa fase. A energia está diretamente relacionada com o consumo de matéria seca (CMS). Quanto maior o CMS, maior será o balanço energético líquido (BEL).

O início da lactação é um período de balanço negativo de nutrientes (Balanço Energético Negativo – BEN). O período de pós-parto requer um alto suprimento de energia, mas o animal tem redução do CMS. Se tiver carência nutricional, esse consumo naturalmente será mais baixo, aumentando o BEN e afetando negativamente a reprodução.

O BEN, não permite que o animal volte à reprodução, pois toda reserva energética do animal que seria utilizada para promover o ciclo reprodutivo é desviado, indo então para a produção de leite e no final somente para a mantença do mesmo. Essa condição deve ser avaliada sistematicamente quando se visa uma reprodução eficiente e rentável, não basta só alimentar o animal, o acompanhamento da condição deles é de suma importância.

A reprodução é uma etapa que muitas vezes é negligenciada pelo produtor, muitas vezes por falta de respaldo técnico. O processo de reprodução não se inicia no momento do cio do animal. Toda a preparação advinda anteriormente irá influenciar os resultados posteriores. A pecuária não cabe mais amadorismo, novas tecnologias chegaram e para uma maior rentabilidade, será preciso segui-las.

Conclusão

Seguindo esses passos, sempre atentos ao preço de venda dos bezerros desmamados, à qualidade desses animais, concomitante a um trabalho de gestão avaliando custos e processos, a cria pode e será uma atividade de viabilidade importante dentro da cadeia produtiva da pecuária.

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A busca pelo aumento de produtividade na pecuária leiteira é constante. Uma gestão adequada, alinhada a boas produtividades, permite o aumento do lucro da fazenda e mais dinheiro no bolso do produtor. Mas como conseguir esse aumento de produtividade na atividade leiteira?

Podemos citar duas formas principais: ou fornecemos condições para o rebanho produzir mais leite e/ou colocamos mais vacas em lactação no rebanho.

Qualquer uma das duas possibilidades é válida para aumentar a produção diária de leite. No entanto, devem ser feitas sempre de forma estruturada e planejada.

 

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Como fazer com que as vacas produzam mais leite?

Conforme comentado, umas das formas de aumentarmos a produtividade na pecuária leiteira é possibilitando que as vacas produzam mais leite.

Mas como isso pode ser feito? Melhorias principalmente em genética, reprodução, nutrição, conforto e saúde são o caminho.

Genética

Ter um programa de melhoramento genético na propriedade é essencial. No entanto, devemos sempre ter em mente que os ganhos genéticos para aumento da produção de leite são vistos somente a longo prazo, devido a necessidade de esperar a próxima geração nascer e iniciar o ciclo produtivo.

Sendo otimista, os resultados aparecerão em torno de 2 anos e 10 meses após a concepção das vacas com uma genética superior. Isso porque teremos que esperar 9 meses de gestação das bezerras mais o desenvolvimento até a sua concepção e parto, estimando um bom indicador de idade ao primeiro parto de 24 meses.

Entretanto, a genética é uma ferramenta indispensável para qualquer propriedade que deseja aumentar sua produtividade e está atrelada a todos os pontos que serão discutidos aqui.

Reprodução

Outro aspecto que merece destaque no aumento da produção de leite é a reprodução. Afinal, ela é um dos setores que compõem o coração da fazenda. Rebanhos que alcançam eficiência reprodutiva possuem maior produção de leite, tanto na média por vaca quanto no volume do tanque.

O fato de bons indicadores reprodutivos contribuírem na produção de leite está relacionado à redução do intervalo entre partos e consequente redução do DEL médio do rebanho. Um DEL médio de aproximadamente 160 dias, por exemplo, significa que grande parte das vacas está mais próxima do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite.

Além disso, a eficiência alimentar é otimizada. Em outras palavras, as vacas são mais eficientes em converter comida em leite e isso contribui para o custo alimentar por litro de leite.

Nutrição

Já o efeito da nutrição na produção de leite é bem claro. Afinal, o leite “entra é pela boca”. Dietas bem formuladas conforme a exigência nutricional de cada categoria e manejos nutricionais alinhados, fazem toda a diferença.

Se engana quem pensa que estes pontos devem ser tratados com cuidado e atenção somente para as vacas em lactação. Uma nutrição inadequada para vacas secas e vacas em pré-parto interfere diretamente no desempenho da lactação seguinte. Logo, a produtividade estará comprometida.

Não é raro encontrarmos propriedades que fornecem comida de baixa qualidade para vacas secas somente pelo fato de que elas não estão produzindo leite no momento.

Conforto

O conforto é outro gargalo relacionado ao leite das vacas. E quando tratamos de conforto não estamos falando apenas do conforto térmico, que por via de regra é crucial.

O conforto deve ser abordado de forma mais ampla. Tanto nas instalações (espaço de cocho, conforto térmico, qualidade da cama, qualidade de piso, etc.) quanto no manejo (condução das vacas, preparação tranquila para ordenha, estímulos adequados para ejeção do leite).

Saúde

A saúde do rebanho também é outro calcanhar de Aquiles para a produtividade dos animais. A vaca doente produz menos leite, independente da doença, seja ela de origem infecciosa, metabólica ou traumática.

Planejar programas de saúde e calendário sanitário para o rebanho conforme as características e indicadores da fazenda deve ser algo inegociável. A sanidade do rebanho contribui para a reprodução, qualidade do leite e, principalmente, produtividade dos animais.

Manual de controle da mastite

Aumento da capacidade de vacas em lactação

Aumentar a capacidade de vacas em lactação da fazenda também é outra forma de elevar a produtividade na pecuária leiteira. Se temos mais vacas dando leite, logo a produção de leite também será maior.

No entanto, é necessário que seja feito um estudo de diagnóstico prévio na propriedade para entender se há viabilidade e condições de aumentar a categoria de vacas em lactação.

Este diagnóstico da propriedade deve contemplar vários itens e setores.

  • A fazenda terá espaço físico para comportar mais vacas? Se sim, qual o contingente máximo de animais que a fazenda consegue abrigar?
  • Será necessária a construção de novas instalações?
  • Alguma estrutura precisará ser ajustada ou adaptada?
  • A fazenda possui área agricultável disponível para produzir comida para os animais adicionais?
  • A mão de obra atual da propriedade conseguirá conduzir o operacional do rebanho ou será necessário contratar mais colaboradores?
  • Será necessário a compra de algum maquinário?

Note o quanto de planejamento está por trás dessas decisões. Elas não podem ser tomadas do dia para a noite na realidade da fazenda. Até porque tudo que é feito às pressas e sem planejamento corre grande risco de não obter sucesso.

Aumente a produtividade de sua fazenda!

Veja que ambas as possibilidades para aumentar a produtividade na pecuária leiteira são plausíveis e viáveis, mas não são simples. É necessário muito planejamento, esforço e trabalho para alcançá-las com êxito. Conhecer a realidade da sua fazenda e trilhar o caminho a ser seguido é o primeiro passo.

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Bruno Guimarães

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Vassourinha de botão: como realizar um manejo correto? https://blog.rehagro.com.br/vassourinha-de-botao/ https://blog.rehagro.com.br/vassourinha-de-botao/#respond Fri, 02 Dec 2022 13:00:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16469 Na cultura da soja se destaca a necessidade de efetuar o controle de plantas daninhas, uma vez que estas causam perdas significativas na produtividade da cultura, conforme a espécie, a densidade e a distribuição na lavoura. A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas. O manejo […]

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Na cultura da soja se destaca a necessidade de efetuar o controle de plantas daninhas, uma vez que estas causam perdas significativas na produtividade da cultura, conforme a espécie, a densidade e a distribuição na lavoura.

A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas.

O manejo em pré-semeadura ou “dessecação” é fundamental para um bom desenvolvimento das lavouras. A eliminação das plantas daninhas, antes da semeadura, permite que a cultura tenha um desenvolvimento inicial rápido e vigoroso.

A literatura tem demonstrado que aplicações sequenciais, que introduzem antecipadamente herbicidas sistêmicos, tais como glyphosate e 2,4-D, e após 15 a 20 dias, na véspera ou na data da semeadura, herbicidas de contato, como paraquat, paraquat em mistura com diuron, diquat e flumioxazin, proporcionam maior eficiência no controle das plantas daninhas.

A utilização isolada do glyphosate já não é mais garantia de uma boa dessecação.

Plantas daninhas resistentes ou com tolerância a este herbicida, como a buva, o capim amargoso e o capim pé-de-galinha já são responsáveis pela utilização de outros herbicidas nas áreas cultivadas com soja no Brasil. Além disso, existem atualmente 41 casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas no país.

 

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A vassourinha de botão

A planta daninha vassourinha de botão (Spermacoce sp.) é uma espécie dentro da família Rubiaceae, nativa da América Tropical, introduzida em outras regiões do mundo.

Sua reprodução é exclusiva por sementes, a via fotossintética provável é a do tipo C3 e o ciclo de vida é classificado como perene simples.

As sementes são do tipo fotoblásticas positivas preferenciais e as temperaturas que promovem maior germinação estão entre 20 e 35°C, além disso a dinâmica populacional da planta é influenciada por elevadas temperaturas (acima de 25 °C) e condições de luminosidade de 12 horas diárias. As estruturas reprodutivas são produzidas em grande quantidade sendo de fácil dispersão.

A vassourinha de botão é uma espécie que apresenta biótipos tolerantes ao glyphosate, e que estão amplamente distribuídos nas lavouras brasileiras. É uma espécie capaz de formar grandes infestações e interferir negativamente em culturas agrícolas e pastagens por meio da competição por nutrientes.

Como controlar a vassourinha de botão? 

As plantas daninhas competem com a cultura da soja pelos recursos, competição essa que é importante por poder afetar o desenvolvimento da cultura causando perdas na produtividade, redução na qualidade dos grãos, maturação desuniforme e até inviabilização da colheita.

O manejo dessas plantas daninhas, como a vassourinha de botão, consiste em suprimir o crescimento ou a densidade de indivíduos até níveis aceitáveis, não ocasionando prejuízos para a cultura principal.

Existem diferentes métodos para controle de plantas daninhas, sendo o controle químico, principalmente na cultura da soja, o mais utilizado.

Entre os mecanismos de ação utilizados para controle de plantas daninhas dicotiledôneas, se destacam os Inibidores da 5-enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase (EPSPS), inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), Mimetizadores de Auxina (AUXINA), Inibidores do Fotossistema I e II (FSI e FSII) e Inidores da Acetolactato Sintase (ALS).

Os herbicidas são a principal e mais eficiente ferramenta usada para controle de plantas daninhas na cultura da soja.

O uso desses produtos em pré ou pós-emergência, combinados com outras práticas de manejo, são suficientes para garantir vantagem competitiva para a soja nos estádios iniciais e mesmo durante todo o ciclo. Entre as vantagens do controle químico, podem ser destacadas a eficiência; praticidade e rapidez na operação.

Webinar Herbicidas pré-emergentes em soja

Existem diversas plantas daninhas que apresentam difícil controle. Nesse quesito tem destaque a vassourinha-de-botão, espécie vem se tornando problema em várias áreas por apresentar difícil controle, já que os herbicidas utilizados no manejo da lavoura não estão apresentando bom percentual de controle, principalmente o glyphosate, herbicida do qual a planta é considerada tolerante.

Em condições de campo, consultores e produtores relatam bons resultados de controle de Spermacoce sp. com aplicações de herbicidas que agem na PROTOX.

Esse mecanismo contém os herbicidas tidos como mais eficazes para controle de vassourinha de botão com tolerância ao glyphosate. No caso de vassourinha de botão, os mecanismos de tolerância são relacionados com baixa translocação de herbicidas nas plantas.

A competição com plantas de vassourinha de botão durante todo ciclo da soja ocasiona reduções nos índices produtivos, fitomassa da planta e produtividade de grãos da cultura.

Cada planta de vassourinha-de-botão em competição com a cultura da soja durante todo ciclo é capaz de reduzir a produtividade da soja em 1,3 a 4,2%, equivalente a 0,8 a 2,6 sacas de 60 kg por hectare.

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Alessandro Alvarenga

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Dieta sólida para bezerras leiteiras: principais considerações https://blog.rehagro.com.br/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/#respond Thu, 01 Dec 2022 18:23:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16461 A criação de animais com potencial produtivo para reposição, deve ser considerada como uma das principais atividades de propriedades leiteiras, afinal a bezerra de hoje é a vaca de amanhã. Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida.   Sem tempo para ler agora? Baixe […]

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A criação de animais com potencial produtivo para reposição, deve ser considerada como uma das principais atividades de propriedades leiteiras, afinal a bezerra de hoje é a vaca de amanhã.

Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida.

 

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Fases da alimentação das bezerras leiteiras

O manejo alimentar de bezerras tem início no fornecimento de colostro e termina com o processo de desaleitamento dos animais, período este que é importante para a manutenção do desempenho de animais recém desaleitados.

Ao nascimento, o trato digestivo dos animais já está formado, no entanto o desenvolvimento do rúmen, retículo e abomaso ainda não está completo.

O desenvolvimento completo dos pré-estômagos pode ser dividido em três fases, de acordo com o uso dos nutrientes pelo trato digestivo.

  1. Na primeira fase os animais são considerados pré-ruminantes e ingerem praticamente apenas o leite, a ingestão de alimentos sólidos é mínima.
  2. A segunda fase é chamada de transição, e dura até o desaleitamento. Nessa fase os animais aumentam a ingestão de alimentos sólidos e com isso a microbiota se multiplica rapidamente.
  3. A terceira fase se inicia no desaleitamento e perdura por toda vida, a alimentação é realizada apenas por alimentos sólidos. Nessa fase a energia é advinda da fermentação de carboidratos, das proteínas e dos lipídios, sendo que a proteína vem das bactérias e das fontes de proteínas não degradáveis no rúmen.

É importante ressaltar que o desaleitamento no momento em que animal apresenta o rúmen parcialmente desenvolvido é essencial para que o desempenho após esse manejo não seja prejudicado.

O completo desenvolvimento do trato digestivo está diretamente relacionado com o consumo de alimentos concentrados ou volumosos, seus níveis de inclusão, bem como sua forma física.

Diante disso, a dieta sólida possui um importante papel no desenvolvimento dos pré-estômagos, bem como na garantia de bezerros desaleitados capazes de ingerir quantidades adequadas de alimentos.

E-book criação de bezerras leiteiras

Os alimentos concentrados na dieta sólida

Durante a fase de aleitamento é essencial estimular o consumo de concentrado. A ingestão de grãos eleva a produção de propionato e butirato, substâncias importantes para o desenvolvimento das papilas do rúmen.

Quando se fala em desaleitamento, é importante que as bezerras estejam consumindo cerca de 1,0 a 1,5 kg  de concentrado, visando reduzir o estresse nesse período.

Existem algumas práticas de manejo alimentar que podem favorecer o consumo dos concentrados desde a primeira semana de vida. Dentre elas, a oferta de concentrado em pequenas quantidades a partir do terceiro dia de vida e a redução da oferta de leite a partir de 30 dias, possuem uma boa taxa de sucesso.

A DISPONIBILIDADE DE ÁGUA É ESSENCIAL: Sem a oferta de água suficiente, as bactérias não crescem e se multiplicam, comprometendo o desenvolvimento ruminal. A água limpa e fresca deve ser colocada à disposição dos bezerros desde o nascimento.

Bezerro bebendo água

São normalmente utilizados os concentrados farelados, texturizados e peletizados, já que a forma física pode afetar a preferência e a palatabilidade.

Os alimentos com partículas menores são atacados rapidamente pelas bactérias, sendo então rapidamente digeridos e absorvidos. Já os concentrados de maior granulometria conseguem estimular a movimentação do rúmen, contribuindo para o desenvolvimento muscular do órgão, a salivação e a mastigação.

Em relação à composição dos concentrados para energia, pode-se destacar: o milho, o arroz, o trigo, a cevada, o sorgo e a aveia, como as principais fontes. Já em relação a proteína, a soja é a fonte mais utilizada, no entanto, outros alimentos como o farelo de algodão e a semente de linhaça também são consumidos.

A utilização de fontes de nitrogênio não proteico, como a ureia, não são recomendadas para bezerros até os três meses de vida.

A oferta de fibra é essencial para redução dos problemas digestivos como a acidose ruminal. Dentre as fontes de fibra mais utilizadas para concentrados de bezerras destacam-se: casca de soja, casca de aveia e farelo de trigo.

Os alimentos volumosos na dieta sólida

Na literatura, algumas vantagens de oferecer forragem para bezerras têm sido descritas. São elas:

  • Aumento do consumo de concentrado;
  • Estímulo ao desenvolvimento da camada muscular do rúmen;
  • Promoção de ruminação;
  • Manutenção da integridade da parede ruminal;
  • Redução de problemas comportamentais;
  • Aumento do Ph ruminal.

Para tanto, a forragem deve ser ofertada visando o livre consumo dos animais, sendo eles os regulares da quantidade a ser ingerida.

Em geral, as forragens ofertadas para as bezerras são leguminosas ou gramíneas, sendo que as leguminosas são mais degradadas quando comparadas às gramíneas e apresentam maior teor de amido e maior teor de matéria orgânica fermentável.

Nesse sentido, os animais que consomem uma dieta baseada em leguminosas apresentam um melhor desempenho quando comparados a animais que consomem gramíneas. As forragens ainda podem ser oferecidas como: pasto, feno, silagem ou silagem pré secada.   

O volumoso deve ser ofertado a partir da oitava semana de vida dos animais, desde que as bezerras tenham à sua disposição, concentrado inicial desde a segunda semana de idade.

Conclusão

Como vimos, a introdução da dieta sólida para bezerras leiteiras é um processo importante para o sistema digestivo dos animais, possuindo impactos no futuro da fazenda.

O fornecimento de concentrado e volumoso, quando feito de maneira correta, promove o desenvolvimento dos animais e seu desaleitamento racional.

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Brisa Sevidanes

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Desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana https://blog.rehagro.com.br/aumento-da-lucratividade-na-pecuaria-sergipana/ https://blog.rehagro.com.br/aumento-da-lucratividade-na-pecuaria-sergipana/#respond Wed, 30 Nov 2022 12:52:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16370 Quer saber mais sobre os desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana? Assista a este Webinar! Neste bate-papo estiveram presentes os especialistas: Danilo Oliveira e Felipe Guerrieri, consultores Rehagro; Roberto Bispo, pecuarista; e Luciano Oliveira, agrônomo lRural. Eles debateram sobre o tema de forma interessante e construtiva. Confira na íntegra! Aproveite […]

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Quer saber mais sobre os desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana? Assista a este Webinar!

Neste bate-papo estiveram presentes os especialistas: Danilo Oliveira e Felipe Guerrieri, consultores Rehagro; Roberto Bispo, pecuarista; e Luciano Oliveira, agrônomo lRural. Eles debateram sobre o tema de forma interessante e construtiva.

Confira na íntegra! Aproveite para deixar seu like no vídeo e se inscrever no canal!

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Desmama de bezerros de corte: quais os principais cuidados com essa fase? https://blog.rehagro.com.br/desmama-de-bezerros-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/desmama-de-bezerros-de-corte/#respond Fri, 25 Nov 2022 19:15:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16277 Eficiência produtiva e rentabilidade são os propósitos do pecuarista em todas as fases da produção. Dessa forma, é importante se atentar aos detalhes na desmama dos bezerros. Nesse artigo iremos pontuar os principais cuidados com a desmama e sua importância para o desenvolvimento dos bezerros.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em […]

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Eficiência produtiva e rentabilidade são os propósitos do pecuarista em todas as fases da produção. Dessa forma, é importante se atentar aos detalhes na desmama dos bezerros.

Nesse artigo iremos pontuar os principais cuidados com a desmama e sua importância para o desenvolvimento dos bezerros.

 

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A desmama na pecuária de corte

O desmame é o momento em que ocorre a separação do bezerro de sua mãe. No Brasil esse manejo tradicionalmente é realizado por volta dos 8 meses de vida do animal, sendo um período caracterizado por um grande estresse, tanto para a matriz quanto para a cria.

Em relação ao peso correto para desmama, é indicado realizar o manejo em bezerros que pesem entre 180 kg e 210 kg. Esse peso somado à idade (8 meses) contribui para o desmame saudável dos animais.

O respeito a esses parâmetros é importante, pois nesse período o bezerro terá uma imunidade robusta contra doenças que podem acarretar a mortalidade do animal.

Ademais, é na fase da desmama que o bezerro já é considerado um completo ruminante, sendo capaz de utilizar a forragem sólida como fonte de energia e nutrientes necessários para seu desenvolvimento.

Além disso, é importante levar em consideração outros fatores como: peso da vaca, idade, estado corporal da vaca e do bezerro, a quantidade e a qualidade dos alimentos disponíveis, à época do ano e a produção de leite da vaca.

Sistemas de desmama na pecuária de corte

Esse manejo pode ser realizado de diversas maneiras e a escolha vai de acordo com a finalidade do produtor, variando com os sistemas de produção.

Confira a seguir os quatro principais modelos de desmama no Brasil:

1. Desmama precoce

Esse manejo consiste na separação definitiva do bezerro, mais cedo que o momento tradicional, aos 8 meses de idade. 

Essa prática é recomendada para os períodos nos quais há escassez de forragem, objetivando reduzir o estresse da lactação e os requerimentos nutricionais da vaca (em especial novilhas), antecipando assim o restabelecimento da atividade reprodutiva.

É recomendado que essa prática ocorra no período de monta, a fim de alcançar a reconcepção imediata das fêmeas. 

2. Desmama temporária ou interrompida

Pode ser realizada com a remoção temporária do bezerro, por um período que pode variar de 48 a 72 horas, cerca de 40 dias após o parto. 

A remoção temporária do estímulo da amamentação provoca um aumento na liberação do LH (hormônio luteinizante), auxiliando assim o retorno do ciclo estral. Contudo, vacas de péssimo estado corporal não respondem a este estímulo.

3. Desmama lado a lado

Em algumas propriedades há a manutenção do contato visual mãe/cria, visando melhorar o bem-estar dos animais.

Nesse tipo de manejo, as vacas e os bezerros são mantidos lado a lado, separados apenas por uma cerca.

4. Separação completa/abrupta

Essa técnica consiste na separação realizada de uma vez (sem contato visual e auditivo).

Uma dica é retirar a matriz do pasto e deixar o bezerro, afinal aquele lugar já é conhecido para ele e dessa forma o estresse será menor.

Influência do desmame no desenvolvimento do bezerro

O período de desmame é um dos mais estressantes na vida do animal: a total dependência do rúmen, o distanciamento da mãe e a adaptação ao novo ambiente são desafios normalmente encontrados durante esta fase da vida.

O estresse desse manejo causa diversas perdas na produtividade do rebanho, afetando além do ganho de peso e da eficiência alimentar, a saúde e a reprodução dos animais.

Dessa forma, cuidados com os processos presentes nesse manejo, são essenciais para reduzir os efeitos negativos e minimizar a queda do desempenho dos animais.

Cuidados com a desmama

Os cuidados com a desmama se iniciam antes mesmo do bezerro nascer, afinal os manejos nesse período terão influência direta sobre o futuro do animal.

Esse processo começa nos cuidados com a mãe. As vacinas irão ajudar a estimular uma resposta imunológica que fornecerá proteção ao patógeno no colostro. É fundamental garantir a ingestão do colostro em quantidade e qualidade suficientes, nas primeiras 24 horas de vida dos bezerros.

Outro ponto de atenção é a realização de um programa completo de sanidade: vacinação, combate a endoparasitas e ectoparasitas. O correto manejo sanitário vai contribuir para a construção de uma imunidade robusta dos animais.

E-book Sanidade do gado de corte

Nos primeiros dias após a separação, deve-se evitar distúrbios aos recém-desmamados e caso os bezerros sejam transportados é necessário reduzir ao máximo o estresse desse manejo.

No dia do embarque, os bezerros devem ser manipulados por manejo racional e além disso, os animais devem embarcar prontamente. Evite os horários mais quentes do dia e se possível realize a comercialização e o transporte dos animais para propriedades mais próximas, quanto maior o trajeto, maior será o estresse.

Ao descarregar os animais, disponibilize um tempo para descanso e priorize o silêncio, forneça prontamente água fresca e ração de boa qualidade.

Conclusão

O desmame dos bezerros é com certeza um momento de grande impacto na vida dos animais, por isso é essencial estabelecer ações que visem reduzir os fatores estressantes. O planejamento deve ser multifatorial, levando em consideração o objetivo do produtor e o sistema da fazenda.

Estabelecer um plano específico para cada rebanho é o diferencial para alcançar os melhores resultados produtivos e o Rehagro pode te auxiliar nesse desenvolvimento.

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Brisa Sevidanes

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Produção de soja e milho na safra 22/23: como ficam as margens de lucro? https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-e-milho-na-safra-22-23/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-e-milho-na-safra-22-23/#respond Tue, 22 Nov 2022 13:52:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16043 Você que atua na produção de grãos, sabe para onde direcionar a sua atenção em momentos de incerteza, como este que estamos vivendo hoje? Alta no custo de produção, alta do preço dos insumos devido à guerra, inflação, alta de juros e falta de crédito, são algumas dessas incertezas. Para minimizá-las, é imprescindível direcionar o […]

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Você que atua na produção de grãos, sabe para onde direcionar a sua atenção em momentos de incerteza, como este que estamos vivendo hoje?

Alta no custo de produção, alta do preço dos insumos devido à guerra, inflação, alta de juros e falta de crédito, são algumas dessas incertezas. Para minimizá-las, é imprescindível direcionar o foco corretamente.

Veja as recomendações do especialista da Equipe Grãos do Rehagro, Fábio Pereira, para conquistar uma boa rentabilidade na próxima safra.

 

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Quais são as expectativas para a safra 22/23 de Soja e Milho?

Para a safra 22/23, a expectativa é que o preço médio da saca de soja diminua, enquanto os custos diretos, que são todos aqueles relacionados ao processo produtivo, seguem uma tendência a se manterem altos.

Na Safra 20/21, tivemos um lucro bruto de cerca de R$8.000,00/ha na produção de soja e uma margem bruta de aproximadamente 67%, o que representou um excelente resultado econômico para o produtor. No entanto, esses valores estavam fora da curva e, na Safra 22/23, a tendência é que eles retomem o equilíbrio, retornando para uma margem bruta em torno dos 40%.

Na Safra 18/19, uma margem bruta de 40% vinha com lucro bruto aproximado de R$2.000,00/ha. Para a Safra 22/23, o lucro bruto pode atingir aproximadamente o dobro desse valor absoluto, mas que representará a mesma margem bruta de 40% graças à inflação.

Antes, o lucro obtido permitia a compra de um trator, custeava insumos da safra seguinte e além disso fazia estoque. Hoje, com o dobro do lucro, o produtor não consegue comprar dois tratores e não compra insumos para duas safras, porque os investimentos mais que duplicaram de preço.

Para o milho, esse cenário requer ainda mais atenção. Graças aos altos custos de produção, o milho tem apresentado uma margem de lucro inferior à da soja.

A expectativa para a safra 22/23 é que os custos de produção desse grão continuem subindo, alcançando maiores patamares, com uma diminuição do lucro bruto e da margem bruta do produtor.

Produção de milho no Brasil

O que fazer diante da incerteza do mercado?

Diante desse cenário, o que fazer para segurar a margem?

É imprescindível ser eficiente nos custos e aumentar a produtividade.

É necessário estar atento ao mercado, estudá-lo e buscar informações com especialistas.

Para a soja, é interessante agir para garantir a margem dos 40-45%, que é uma referência interessante e ajuda a tomar decisões. Mais do que nunca, é essencial ter uma gestão muito bem feita.

Algumas perguntas podem ajudar a nortear a sua estratégia de gestão, como:

  • Qual resultado você está buscando na atividade?
  • Qual o lucro, a margem que você espera?
  • Qual a referência? Qual potencial de resultado pode oferecer?
  • Qual o meu resultado hoje?
  • Quais indicadores mais impactam os resultados? Qual o principal indicador?

A gestão nas propriedades vem crescendo, mas muitas fazendas não conseguem obter indicadores. Ou quando os obtêm, não sabem o que fazer com eles. Por isso é fundamental entender onde você está para definir para onde você vai e traçar um caminho para chegar lá.

Atenção! Pode parecer uma saída, mas cortar custos pode comprometer a sua produtividade.

O adubo está caro – devo cortar? Cuidado!

Ser mais eficiente na utilização dos recursos para melhorar a produtividade pode ser um melhor caminho. Afinal, eles são o motor da geração do resultado!

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Cigarrinha-das-pastagens: como controlar essa praga? https://blog.rehagro.com.br/cigarrinhas-das-pastagens/ https://blog.rehagro.com.br/cigarrinhas-das-pastagens/#comments Sun, 20 Nov 2022 16:29:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5552 Para o manejo da cigarrinha-das-pastagens não se deve pensar em um método isolado e sim em um conjunto de medidas que devem ser adotadas de maneira integrada e ecológica, visando a redução do nível populacional da praga, a preservação dos inimigos naturais e a proteção das gramíneas forrageiras na sua fase de maior suscetibilidade ao […]

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Para o manejo da cigarrinha-das-pastagens não se deve pensar em um método isolado e sim em um conjunto de medidas que devem ser adotadas de maneira integrada e ecológica, visando a redução do nível populacional da praga, a preservação dos inimigos naturais e a proteção das gramíneas forrageiras na sua fase de maior suscetibilidade ao ataque.

 

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Controle cultural da cigarrinha-das-pastagens

Diversificação das pastagens: consiste no estabelecimento de pastos com diferentes espécies de gramíneas e com variável nível de suscetibilidade às cigarrinhas.

Nos períodos de maior incidência do inseto, os pastos formados com gramíneas de suscetibilidade alta (Brachiaria decumbens cv Basilisk, Brachiaria ruziziensis) e tolerantes (Brachiaria humidicola) devem ser submetidos a pastejo leve, enquanto os animais são manejados nos pastos com capins resistentes (Brachiaria brizantha cv Marandu, Panicum maximum cv Massai).

Cigarrinha-das-pastagens

Assim, os suscetíveis mantém seu vigor, suportando os danos causados pela praga. Recomenda-se evitar a formação de extensas áreas de pastagens com uma única espécie, na tentativa de impedir que a resistência seja superada.

Manejo de pastagens

Através da subdivisão dos pastos e controle da pressão de pastejo. Durante o período de maior ocorrência do inseto (novembro a abril), evitar o superpastejo, principalmente das gramíneas suscetíveis.

As gramíneas com hábito de crescimento rasteiro devem ser mantidas a altura entre 25 cm e 30 cm e as de crescimento cespitoso entre 40 e 45 cm, o que mantém o vigor das plantas e permite a preservação dos inimigos naturais das cigarrinhas.

Recomenda-se que pastagens de capins suscetíveis sejam rebaixadas, sem sobra de matéria senescente durante o período de maior concentração de postura de ovos em diapausa (março/abril).

Pastagem de tifton danificada por cigarrinhasPastagem de tífton danificada por cigarrinhas

Correção do pH e adubação de pastagens

Com o decorrer do tempo de utilização dos pastos, há uma constante e crescente queda no vigor da rebrota das forrageiras e infestação por plantas invasoras. Além disso, o ataque de pragas e doenças e o manejo inadequado resultam no processo de degradação das pastagens.

A reposição periódica dos nutrientes limitantes ao crescimento das gramíneas (fósforo, potássio e nitrogênio) deve ser determinada pela análise de solo e exigências da forrageira, a fim de manter as plantas vigorosas e resistentes ao ataque não só das cigarrinhas, mas de outras pragas também.

Consorciação de gramíneas x leguminosas

Baseia-se no princípio de que as cigarrinhas alimentam-se exclusivamente de gramíneas, assim quando essas estiverem consorciadas com leguminosas, há redução do substrato livre para praga. Quando as leguminosas são plantadas em faixas, essas atuam como barreira na dispersão dos adultos.

Além disso, deve-se considerar que pastagens consorciadas, quando bem manejadas, apresentam melhor valor nutritivo que reflete positivamente no desempenho animal.

Sementes forrageiras

Ao se adquirir sementes para formação e reforma de pastagens, deve-se certificar de que apresentam boa qualidade e ausência de ovos de cigarrinhas em quiescência.

Uso do fogo

O uso indiscriminado da queimada traz prejuízos à ecologia (extermínio dos inimigos naturais) e propriedades físico-químicas e biológicas do solo, que contribuem no processo de degradação das pastagens.

Deve-se restringir a pastos que tradicionalmente apresentam altas infestações através de queimada controlada durante a estação seca, buscando-se inviabilizar os ovos quiescentes, o que nem sempre é alcançado, podendo ter pouco ou nenhum controle. Recomenda-se, portanto, evitar o uso de tal medida.

Controle químico

O emprego de inseticidas no controle de adultos de cigarrinhas, só se justifica em caso de pastagens que tenham um alto valor agregado, como às destinadas à produção de sementes.

Para efetuar o controle, deve-se monitorar a população das ninfas, através de observações periódicas no campo. Recomenda-se, o controle somente após a constatação da existência de 20 a 25 ninfas de últimos instares (quase adultos)/m2.

Como existem ninfas de diferentes instares (“idades”), pode ser necessário repetir a aplicação sete dias após. Jamais utilizar inseticidas após a constatação do amarelecimento, pois a expressão dos sintomas se dá cerca de três semanas após o ataque das cigarrinhas adultas, período no qual os insetos responsáveis pelo dano já completaram seu ciclo. Ao conciliar o controle químico ao biológico numa mesma área de pastagem, deve-se optar por inseticidas compatíveis ao agente biológico.

O maior desafio ao controle químico das formas jovens das cigarrinhas, evitando-se assim que o adulto injete a saliva tóxica e cause o dano às pastagens, é fazer com que os produtos consigam vencer a barreira de proteção oferecida pela espuma na base da planta forrageira.

Controle biológico

Os inimigos naturais atuam em maior ou menor grau para redução da população das cigarrinhas, devendo-se adotar medidas que visem manter e/ou aumentar as suas populações, na busca do equilíbrio biológico.

Em condições de campo, as cigarrinhas são parcialmente controladas por vários inimigos naturais, entre eles o mais importante é o fungo Metarhizium anisopliae que coloniza as ninfas e os adultos. No entanto, a efetividade do fungo depende dos fatores ambientais, principalmente, temperatura e umidade relativa do ar.

Webinar Cigarrinhas das pastagens

Também tem-se observado larvas das moscas, Salpingogaster nigra e Salpingogaster pygophora, penetrando a massa espumosa para se alimentarem das ninfas e outros inimigos naturais, tais como: aranhas, formigas, microhimenópteros e nematóides entomopatogênicos.

O fungo M. anisopliae tem-se mostrado uma alternativa válida no controle das cigarrinhas em canaviais, com eficiência variando de 10 a 60%.

Em regiões ecologicamente favoráveis ao entomopatógeno, o uso do fungo tem superado o efeito real dos inseticidas químicos na evolução da praga. Embora ainda não se tenha definido um nível de dano econômico para a cigarrinha-das-pastagens, sugere-se que sejam feitos levantamentos populacionais da praga antes do controle, levando-se em consideração todas as medidas citadas anteriormente.

Para tanto, no período de máxima precipitação, quando ocorre a maior incidência do inseto, sugere-se realizar levantamentos de insetos a cada 15 dias.

Saiba mais!

O Rehagro possui o curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.

Aprenda com professores renomados, com anos de experiência no dia a dia das fazendas e eleve ao máximo a rentabilidade de sua fazenda.

Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte

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4 dicas para aumentar o lucro na pecuária leiteira https://blog.rehagro.com.br/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/#respond Thu, 17 Nov 2022 20:00:22 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15998 Já de início, vale a pena ressaltar que não há fórmula mágica para obter lucratividade com a pecuária leiteira. O que há de fato, é um caminho que envolve muito trabalho e inúmeros desafios. No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento […]

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Já de início, vale a pena ressaltar que não há fórmula mágica para obter lucratividade com a pecuária leiteira. O que há de fato, é um caminho que envolve muito trabalho e inúmeros desafios.

No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento do lucro da atividade.

Os resultados do negócio leite têm sido bem satisfatórios nos últimos tempos. É claro que há flutuações entre fazendas, havendo aquelas com ótimos retornos e aquelas que precisam ser mais eficientes para começar a verem o dinheiro da atividade sobrando no bolso.

A título de exemplificação, o benchmarking de 2021 das fazendas de pecuária leiteira atendidas pelo Rehagro, apresentou um lucro operacional médio de R$0,59/litro e R$12.587,00/ha/ano.

Esses mesmos resultados nas propriedades mais eficientes, foram de R$0,75 e R$21.637,00. Cerca de 413.000 litros de leite produzidos por dia e acompanhados pela consultoria do Rehagro, contribuíram para esses valores.

Confira algumas dicas que podem te auxiliar a otimizar os resultados em sua fazenda produtora de leite. Encarar a propriedade como uma empresa é o primeiro passo!

 

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Como será a evolução do rebanho no futuro?

Ter controle do estoque de rebanho atual, bem como dos seus indicadores, é imprescindível para projetarmos como ele estará no próximo ano e daqui 2, 5 ou 10 anos.

  • Quantas vacas estarão em lactação ano a ano?
  • Você terá novilhas excedentes para vender e incrementar o caixa da fazenda?
  • Com o número de partos futuros, será necessário ajustar o bezerreiro ou a capacidade atual atenderá?

Todas essas e várias outras perguntas são respondidas pela evolução de rebanho, ferramenta de grande importância para a gestão e o planejamento da pecuária leiteira em qualquer propriedade.

A evolução de rebanho contempla todo o inventário de gado que a fazenda possui no presente, todas as categorias animais, seus indicadores zootécnicos e estipula metas coerentes e atingíveis para os anos seguintes. Sempre falamos que as metas pensadas devem ser conservadoras, com o “pé no chão”.

Imagine você considerar metas bastante otimistas para os indicadores na evolução de rebanho e ela projetar 300 vacas em lactação daqui 2 anos produzindo 30 kg de leite/dia e ao chegar no prazo estabelecido a fazenda possuir apenas 250 vacas em leite com média de 28 kg de leite/dia.

Esta situação não é muito agradável, certo? Mas imagine uma outra situação em que você trabalhe com metas mais moderadas e ao passarem 2 anos o seu rebanho conta com as mesmas 300 vacas em lactação e os 30 kg de leite/dia como média (ou quem sabe até mais!). Esta segunda condição é muito mais satisfatória, concorda?

A evolução de rebanho é um dos guias apoiadores na condução da fazenda leiteira e um dos pilares que sustentam o planejamento da propriedade. Se você quer aumentar o lucro da atividade, certamente deverá estipular metas para os indicadores zootécnicos e saber o comportamento futuro do rebanho através da evolução de rebanho.

Webinar Indices Zootécnicos

Como fazer a fazenda leiteira ter capacidade de produzir toda comida do rebanho?

Uma frase que é certeira na pecuária leiteira é “o leite entra é pela boca”. Afinal, é necessário que se tenha comida para que a vaca possa produzir o leite. No entanto, é necessário que essa comida seja de qualidade e não apenas haja volume de alimento.

E é nessa situação que entra a outra dica de ferramenta capaz de aumentar o lucro de uma fazenda produtora de leite. O planejamento forrageiro.

Uma das bases do planejamento forrageiro é a evolução de rebanho. Mas por quê? Justamente porque precisamos saber qual o total de animais que a fazenda terá no próximo ano para calcularmos de quanto será a demanda por comida.

De forma resumida, devemos analisar de forma estratificada o número de animais por categoria, multiplicamos pelo consumo alimentar médio diário estimado por cabeça e logo em seguida multiplicamos pela quantidade de dias que teremos que alimentar esses animais. Ao final descobriremos o total de comida que será necessária para alimentar o rebanho. De forma rápida e simples, o raciocínio é nessa linha.

Vamos considerar que ao realizar esses cálculos você chegou à conclusão de que serão necessárias 3.720 toneladas de silagem de milho para alimentar o seu rebanho que é todo confinado, desde a recria com menos de 1 ano de idade até vacas em lactação e vacas secas.

A área de plantio disponível em sua fazenda é de 90 hectares e a produtividade média por hectare para silagem de milho dos últimos anos é de 40 toneladas de matéria natural. Logo, com esta produtividade e esta área de plantio, sua fazenda conseguirá produzir por volta de 3.600 toneladas de silagem de milho (90 hectares x 40 toneladas por hectare).

Ou seja, na situação atual a fazenda não conseguirá produzir toda a comida necessária para todo o ano. Neste caso, será necessário aumentar a área de plantio ou então aumentar a eficiência da lavoura e produzir mais toneladas de silagem por hectare.

Suponha que você identificou oportunidades na condução agronômica da lavoura em sua fazenda através de melhorias no manejo do solo e escolha mais adequada de híbridos e vislumbrou um aumento da produtividade para 55 toneladas de matéria natural de silagem de milho por hectare.

Com os mesmos 90 hectares e agora com uma nova produtividade, a fazenda conseguirá produzir 4.950 toneladas de silagem de milho, o que atende a demanda anual de comida do rebanho.

Nem toda silagem que é produzida, porém, é realmente aproveitada, pois ocorrem perdas do alimento ao longo de todo o processo de confecção e uso. Para silagens bem manejadas desde o plantio até a desensilagem, uma boa referência de perdas gira em torno de algo próximo a 15%.

Como a demanda de comida do rebanho no exemplo que estamos utilizando é de 3.720 toneladas, devemos acrescentar 15% de perda, o que dará mais 558 toneladas a mais que deverão ser produzidas para compensar as perdas. Isso resultará em uma quantidade total de silagem de 4.278 toneladas.

Veja que mesmo contabilizando as perdas, a capacidade de produção de comida da fazenda no segundo cenário será superior a demanda do rebanho. O planejamento forrageiro, quando bem construído e criticado, traz segurança à fazenda. Realizá-lo ano a ano com o apoio da evolução de rebanho é essencial.

Como será o comportamento financeiro da fazenda?

Muito provavelmente você já ouviu falar sobre o orçamento. Esta ferramenta é utilizada para planejar e estimar os gastos, as receitas, o capital disponível, as metas econômicas, as metas financeiras e as metas operacionais da propriedade para o ano seguinte ou que se inicia.

  • Quanto a fazenda produzirá de leite no ano?
  • Qual será o gasto previsto com manutenção de maquinários?
  • De quanto será o desembolso com a próxima safra?
  • Qual será a receita com a venda da recria excedente?

Sempre falamos que o orçamento deve ser o patrão da fazenda. Em outras palavras, sempre que houver a intenção de fazer um investimento para a atividade, por exemplo, devemos antes consultar o orçamento e avaliar se será possível realizá-lo naquele momento ou não.

Caso o investimento seja feito em uma ocasião inadequada, a saúde financeira da propriedade poderá ser comprometida. Por isso a importância de ter o orçamento como guia em todas as decisões da fazenda.

A precisão e a assertividade do orçamento dependem não somente da experiência de quem o faz. A obtenção de dados históricos confiáveis da fazenda também contribui para a qualidade do orçamento que é elaborado.

É claro que algumas informações são difíceis de prever, como por exemplo como será o comportamento do preço do leite vendido mês a mês ao longo do ano e quanto custará os principais insumos alimentares que serão utilizados na dieta dos animais. No entanto, a previsão de outros itens já possui maior domínio, como é o caso do gasto com maquinários.

Checar periodicamente o orçamento e compará-lo ao realizado na fazenda, permite a verificação de desvios em relação às metas e a identificação das possíveis causas. O ideal é que planos de ação sejam traçados, designando os responsáveis em cada etapa.

Vamos pensar em uma situação em que analisando o que foi planejado no orçamento e o que foi realizado, você identificou maior gasto com a manutenção de maquinários no mês de fevereiro. Ao apurar as possíveis causas, viu-se que esse aumento nos gastos foi devido a falta de manutenção preventiva no vagão misturador.

Dessa forma, você traçou um plano de ação para que o gerente da fazenda ficasse encarregado de contratar serviço de manutenção preventiva dos equipamentos para aumentar a vida útil e evitar gastos exorbitantes e imprevistos neste item.

Uma das grandes entregas da ferramenta de gestão orçamentária é justamente essa, fazer a fazenda andar nos trilhos conforme planejado, sendo lucrativa e resguardá-la de surpresas desagradáveis. Orçamento, evolução de rebanho e planejamento forrageiro devem andar lado a lado e de forma indissociável. Afinal, um depende do outro para o sucesso da propriedade.

Como realizar uma gestão por indicadores?

Resultados só podem ser mensurados e analisados através de indicadores.

Independente da área, Seja na pecuária leiteira ou em qualquer outra, de nada adianta realizar evolução de rebanho, planejar a produção de comida e fazer a gestão orçamentária se os indicadores não são calculados e analisados frequentemente.

A gestão por indicadores permite avaliar a eficiência da fazenda. E quando falamos em eficiência não estamos nos referindo apenas aos resultados de indicadores zootécnicos, como taxa de prenhez, taxa de mortalidade e contagem de células somáticas (CCS), por exemplo, por mais que eles sejam extremamente importantes.

O conceito de eficiência é mais amplo. A fazenda deve ter eficiência zootécnica, eficiência agrícola e eficiência de custos. Em outras palavras, a propriedade deve possuir bom desempenho dos animais, produção adequada de comida em quantidade e qualidade, além de comprar e utilizar bem os insumos, serviços, implementos etc.

Ser eficiente tecnicamente (zootécnico e agrícola) e ser eficiente nos custos são premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite.

Quanto maior a eficiência técnica, por exemplo, maior é o lucro operacional da fazenda. Querer aumentar o lucro na atividade leiteira sem realizar a gestão de indicadores é o mesmo que querer dirigir um carro sem o painel. Você o guiará sem saber qual a situação atual e sem saber se tem condições para chegar ao objetivo proposto.

Conclusão

A associação de ferramentas gerenciais como evolução de rebanho, planejamento forrageiro, orçamento e gestão por indicadores torna-se indispensável para a lucratividade na pecuária leiteira.

Saber planejar a atividade e criticar os processos é uma obrigação de todos que visam este objetivo em comum.

Saiba mais!

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As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia. Tenha acesso a todo o conhecimento que elas têm.

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Como é a Graduação em Gestão do Agronegócio do Rehagro? https://blog.rehagro.com.br/como-e-graduacao-gestao-agronegocio/ https://blog.rehagro.com.br/como-e-graduacao-gestao-agronegocio/#respond Thu, 17 Nov 2022 14:14:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15991 Você sabia que o salário médio de um gestor do agronegócio é de aproximadamente R$12.000,00 por mês, podendo chegar a R$26.000,00 por mês, segundo uma matéria publicada pela Revista Exame? Além disso, a previsão é de que mais de 178.000 vagas de emprego em carreiras ligadas ao setor devem ser geradas nos próximos dois anos. […]

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Você sabia que o salário médio de um gestor do agronegócio é de aproximadamente R$12.000,00 por mês, podendo chegar a R$26.000,00 por mês, segundo uma matéria publicada pela Revista Exame?

Além disso, a previsão é de que mais de 178.000 vagas de emprego em carreiras ligadas ao setor devem ser geradas nos próximos dois anos.

Isso quer dizer que, mais do que nunca, o mercado do agronegócio está em busca de profissionais qualificados.

E a Graduação em Gestão do Agronegócio do Rehagro foi criada justamente para te ajudar a conquistar as melhores oportunidades no setor.

Mas antes, vale a pena conhecer um pouco mais sobre:

  • A diversidade de áreas nas quais o gestor no agronegócio pode atuar;
  • Quem são as pessoas que podem se dar muito bem nesse curso;
  • 7 motivos para escolher a Graduação em Gestão do Agronegócio do Rehagro.

Confira!

Graduação em Gestão do Agronegócio

Onde o gestor do agronegócio pode atuar?

Para responder a essa pergunta, precisamos entender: o que é o agronegócio?

Segundo a SNA (Sociedade Nacional de Agricultura), o agronegócio é a junção de inúmeras atividades que envolvem, de forma direta ou indireta, toda a cadeia produtiva agrícola ou pecuária. 

Ele envolve todas as atividades da cadeia agroindustrial:

  • Antes da porteira: na produção e comercialização de sementes, defensivos, máquinas e implementos, ou seja, todos os insumos que os produtores precisam para a produção dentro das fazendas;
  • Dentro da porteira: agropecuária básica ou primária. A produção em si, dentro das fazendas, em diversas áreas, como: pecuária de corte, pecuária leiteira, cafeicultura, produção de grãos (soja, milho, feijão, trigo, sorgo, aveia, arroz, etc).
  • Depois da porteira: indústria e serviços, envolvendo o processamento, a distribuição e o consumo.

O gestor do agronegócio é uma figura fundamental em todas as partes dessa cadeia, tendo uma ampla possibilidade de atuação.

Ele vai ser o responsável por sustentar o tripé de sucesso em cada uma delas:

Tripé de sucesso no agronegócio

Todos esses pontos são ensinados na Graduação em Gestão do Agronegócio, como vamos te explicar logo depois. Segue o fio!

Para quais pessoas esse curso é indicado?

  • Quem está terminando o ensino médio e quer ter uma baita carreira;
  • Produtores que queiram se aprofundar na gestão de suas fazendas;
  • Sucessores que queiram se preparar para assumir o negócio da família;
  • Profissionais que atuam em empresas do AGRO e queiram alavancar a carreira;
  • Profissionais que ainda não atuam no AGRO, mas gostariam de se especializar nesse mercado;
  • Pessoas que desejam empreender, abrindo negócios relacionados ao AGRO.

Se você gosta de fazenda, de trabalhar perto da natureza, tem uma chuva de oportunidades para você na gestão das propriedades rurais.

Se você se imagina sendo um líder inspirador para sua equipe em uma empresa ligada ao agronegócio, batendo metas, promovendo a sustentabilidade, você vai encontrar milhares de oportunidades de ouro.

E se você tem espírito empreendedor e quer construir um negócio de sucesso, fique atento! Esse é o momento certo para decolar!

O agro é tech, o agro é pop, o agro é tudo.

Essa frase nunca fez tanto sentido!

Se a geração de dinheiro é algo que faz os seus olhos brilharem, o AGRO tem um lugar especial guardado para você!

7 motivos para fazer a Graduação em Gestão do Agronegócio do Rehagro

1. Aulas Online

Faça sua graduação à distância, em aulas online ao vivo, que acontecem no período noturno e permitem que você trabalhe ou realize os seus estágios durante o dia. Faça o curso sem sair de casa, de qualquer lugar do Brasil.

2. Conclusão em apenas 2 anos e meio

O curso é reconhecido pelo MEC e tem duração de apenas 2 anos e meio. Para melhorar, você recebe certificações a cada semestre, que são altamente reconhecidas pelo mercado e pela indústria do agronegócio, já podendo ser usados antes mesmo de você se formar.

E caso você queira realizar sua pós-graduação logo após a graduação, em 4 anos você já sai com o título de especialista, tendo um grande destaque no seu currículo.

3. Foco na sua empregabilidade

Esse é o primeiro curso do Brasil no qual assumimos um compromisso com nossos alunos: colocá-los em contato direto com quem contrata, ainda durante a graduação.

Fazemos a ponte entre você e as empresas e fazendas que estão em busca de talentos.

Assim, você é inserido no mercado de trabalho ainda durante o curso e pode garantir a vaga dos seus sonhos antes mesmo de pegar o seu diploma.

4. Metodologia mão na massa

Não se preocupe com provas ou com TCC. Aprenda elaborando projetos reais e seja treinado para utilizar a Metodologia Ágil, usada por grandes empresas, como o Google e a Apple.

5. Conteúdo 100% aplicável

Nosso objetivo é que você desenvolva suas habilidades e competências para sair preparado para atender ao mercado ou para que você possa aplicar o conhecimento no dia a dia da sua fazenda ou empresa, tendo foco em resultados.

6. Mentoria individualizada

Receba uma mentoria individualizada e suporte para seu desenvolvimento pessoal durante todo o curso. Conte conosco para lhe ajudar a alcançar seus maiores objetivos na sua carreira, seu negócio ou na sua produção.

7. Professores são gestores de grande experiência

Aprenda com professores que atendem mais de 350 fazendas em todo o país, que totalizam uma produção de:

  • Mais de 1 milhão de litros de leite por dia;
  • Mais de 390.000 cabeças de gado de corte;
  • Mais de 31.000 hectares plantados com soja, milho, feijão, sorgo, trigo e outras culturas; 
  • Mais de 8.000 hectares de lavouras de café.

Além disso, oferecendo cursos corporativos, eles são responsáveis pelo treinamento de equipes de algumas das maiores empresas do setor, como:

Algumas empresas do setor do agronegócio que são clientes da consultoria Rehagro

E mais um motivo BÔNUS!

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Graduação em Gestão do Agronegócio

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Você quer saber como os produtores que buscam eficiência estão gerenciando suas propriedades? Assista a este Webinar!

O consultor sênior da Equipe Leite Rehagro, Matheus Balduino, conversou sobre esse tema em uma bate-papo super interessante.

Vale a pena conferir na íntegra! Aproveite para deixar seu like no vídeo e se inscrever no canal!

Quer conhecer mais sobre nossas soluções em consultoria? Entre em contato conosco!

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Qual a importância do marketing digital para o agronegócio? https://blog.rehagro.com.br/qual-a-importancia-do-marketing-digital-para-o-agronegocio/ https://blog.rehagro.com.br/qual-a-importancia-do-marketing-digital-para-o-agronegocio/#respond Fri, 11 Nov 2022 21:50:53 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15924 A tecnologia está cada dia mais presente no agronegócio, contribuindo com a análise das plantações, pulverização, demarcação do solo no momento da colheita, entre outras formas de atuação. A internet está sendo reconhecida como algo positivo para os produtores. Além das formas citadas anteriormente, a tecnologia no campo também é um instrumento importante para comunicação […]

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A tecnologia está cada dia mais presente no agronegócio, contribuindo com a análise das plantações, pulverização, demarcação do solo no momento da colheita, entre outras formas de atuação.

A internet está sendo reconhecida como algo positivo para os produtores. Além das formas citadas anteriormente, a tecnologia no campo também é um instrumento importante para comunicação e divulgação.

 

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O que é o Marketing Digital e como ele contribui para o agronegócio?

O Marketing Digital consiste em um conjunto de ações e técnicas que vão da comunicação e divulgação, a propagação de informações em geral, através dos meios digitais como internet, telefonia celular, televisão etc. 

Podemos dizer que o marketing digital é o novo “boca a boca” na propagação de informações, daí vem sua grande importância para o agro, assim como para outros tipos de empreendimentos. As informações estão em constante movimento, como o agronegócio, que vem crescendo a cada dia mais.

São muitos os benefícios do marketing digital. Proporciona resultados relevantes, benefícios sólidos, para vendas, consultorias, estudos, aperfeiçoamento de técnicas, entre outras possibilidades.

Outro fator importante a considerarmos é que muitas pessoas têm ideias equivocadas sobre o agronegócio brasileiro, e o marketing digital, quando feito de forma assertiva, permite maximizar a realidade positiva do meio agrícola e seus envolvidos.

Desenvolvendo uma boa estratégia de marketing, a empresa compreende melhor o mercado, tem um direcionamento de para quem fornecer, o quê fornecer, de onde comprar e em que investir.

Para as empresas do agronegócio, os produtores podem contar com o marketing sazonal, que aproveita datas, épocas específicas e importantes de acordo com o ciclo produtivo do produto ofertado e também com o marketing de eventos, que promove o reconhecimento e promoção do nome do negócio, da marca e seus produtos em acontecimentos esporádicos.

Redes sociais e o agronegócio

As redes sociais são as principais aliadas para o processo de implantação do marketing digital. Devido a facilidade na propagação das informações, é uma ótima alternativa para quem deseja iniciar a divulgação digital do seu negócio.

Contudo, é interessante procurar uma consultoria de marketing especializada, pois assim como em outros canais de comunicação, nas redes sociais existem uma série de particularidades importantes a serem estudadas e estratégias a serem adotadas para que os conteúdos alcancem um número maior de pessoas e aquelas que têm interesse no produto.

Atualmente, o Facebook e Instagram têm sido os meios mais utilizados pelas empresas de agronegócio, o que proporciona inúmeros benefícios na divulgação e interação com novas pessoas, promovendo engajamento e visibilidade. Outra ferramenta que, embora menos utilizada, tem grande potencial, é o WhatsApp, que facilita o relacionamento, contato e vínculo com o público e/ou clientes.

Os conteúdos a serem levados também devem ser bem estudados, passar uma mensagem assertiva e que desperte interesse, sempre analisando a finalidade e produto ofertado pela empresa. É importante a criação de uma estratégia de conteúdo para que eles se transformem em oportunidades.

Assuntos técnicos, curiosidades, atividades dos bastidores da empresa e outros, devem ser exploradas além da venda direta dos produtos.

O marketing digital é necessário e vantajoso para as empresas e para gestão do agronegócio. Através dele é possível alcançar reconhecimento da marca, promover a atração de consumidores, aumento no faturamento, presença digital relevante, melhor relacionamento e interação com clientes, além de agregar valor geral ao negócio.

Invista no sucesso do seu negócio, invista no marketing digital!

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Já pensou estar inserido no mercado de trabalho antes mesmo de se formar?

Com foco na empregabilidade e no desenvolvimento pessoal do aluno, o curso de Graduação em Gestão do Agronegócio irá te preparar para se tornar o gestor mais procurado pelas empresas do agronegócio: aquele capaz de promover grandes resultados sem abrir mão da sustentabilidade.

Graduação em Gestão do Agronegócio

Luana Costa

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Bem-estar animal de bovinos de corte: principais técnicas https://blog.rehagro.com.br/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/#respond Tue, 08 Nov 2022 15:00:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15834 A cada ano, o bem-estar animal ganha mais destaque dentro da pecuária. Esse crescimento está associado, principalmente, ao aumento da exigência do consumidor preocupado com a origem daquilo que consome. Dessa forma, é essencial que o produtor se integre sobre o tema e introduza na sua fazenda as normas de bem-estar específicas para os bovinos […]

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A cada ano, o bem-estar animal ganha mais destaque dentro da pecuária. Esse crescimento está associado, principalmente, ao aumento da exigência do consumidor preocupado com a origem daquilo que consome.

Dessa forma, é essencial que o produtor se integre sobre o tema e introduza na sua fazenda as normas de bem-estar específicas para os bovinos de corte.

Neste artigo você vai conhecer as 5 liberdades do bem estar animal, as principais técnicas e as vantagens de implementar manejos correlacionados na sua fazenda.

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As 5 liberdades do bem-estar animal

O bem-estar animal (BEA) é uma ciência que estuda a relação de respeito entre o homem com os outros animais.

A partir do envolvimento de diversos pesquisadores e profissionais da agricultura e pecuária do Reino Unido, foram criadas 5 liberdades que devem ser garantidas para que o BEA ocorra. São elas:

  1. Livre de fome e sede: Os animais devem ter acesso a alimento e água, em quantidade e qualidade adequadas.
  2. Livre de dor e doença: Relacionado a sanidade dos animais, é essencial garantir a prevenção, o diagnóstico e tratamento adequados para quaisquer afecções físicas: dores, ferimentos e doenças.
  3. Livre de desconforto: O ambiente a qual os animais estão inseridos deve ser adequado à espécie, além disso é importante conter áreas para abrigo e descanso.
  4. Livre de medo e de estresse: Situações de estresse e esgotamento mental devem ser eliminadas.
  5. Livre para expressar seu comportamento natural: Os animais devem expressar o seu comportamento natural livremente.

Para que o bem-estar animal seja alcançado é necessário respeitar as 5 liberdades, proporcionando práticas de criação e produção adequadas.

Essas práticas exigem o envolvimento de todos: produtores, funcionários, veterinários e zootecnistas.

Principais técnicas de bem-estar animal na pecuária de corte

A adoção de boas práticas no manejo de bovinos de corte é fundamental em todas as fases da vida dos animais, afinal, técnicas que promovem o bem-estar animal podem aumentar a produtividade e ajudar a minimizar problemas na rotina da fazenda.

Com essa visão, existem alguns métodos de manejo e instalações que promovem o bem-estar animal na atividade pecuária, são eles:

Conscientização dos funcionários

A conscientização sobre o bem-estar animal para os funcionários da fazenda é fundamental, pois são eles os responsáveis pelo manejo do dia a dia. Capacitação e treinamento dos funcionários quanto ao BEA, promove a maior qualidade na execução das atividades pecuárias.

Conhecimento do comportamento animal

Compreender o comportamento dos animais pode auxiliar os métodos de condução dos mesmos, facilitando o manejo e reduzindo o estresse. Não utilizar ferrão ou outros objetos pontiagudos para o manejo, uma técnica que pode auxiliar a condução é o uso de bandeiras, que são movimentadas atrás dos animais, para que sigam em frente.

Alimentação balanceada

É essencial fornecer água limpa e suplementos nutricionais de boa qualidade durante todo o ano, que sejam suficientes para atender as necessidades de crescimento, mantença e produção dos animais.

Dimensionamento ambiental adequado

Oferecer espaço suficiente para que os animais possam manter suas atividades e expressar o comportamento normal dentro do grupo, disponibilizar condições que evitem sofrimento físico e mental (como dor, desconforto, medo e angústia).

Sanidade

Promover cuidados de saúde, sob responsabilidade do médico veterinário, visando prevenir, diagnosticar e tratar doenças, objetivando eliminar ou reduzir o sofrimento dos animais.

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Conforto ambiental

Disponibilizar sombra em quantidade suficiente para protegê-los do excesso de calor durante as horas mais quentes do dia.

Vantagens da implementação do bem-estar animal na pecuária de corte

Dentre as vantagens do bem-estar animal, podemos destacar a influência direta sobre o aumento da produtividade, a melhora dos índices zootécnicos e a redução da mortalidade.

Esse aumento de eficiência se dá pelo fato de que esses animais adoecem menos e assim, ganham peso mais rápido, reduzindo os custos com a criação e, como consequência, aumento nos lucros.

Outra vantagem é o aumento da qualidade dos produtos, afinal quando o conhecimento e o respeito ao comportamento além das necessidades dos bovinos são aplicados, evitamos o estresse e os danos à carcaça.

Esses fatos, proporcionam melhores resultados econômicos pois aumentam o valor agregado, melhoram a qualidade do produto final e possibilitam maior acesso ao mercado.

Além disso, a prática melhora a qualidade de trabalho na fazenda, proporcionando menor nível de estresse durante as atividades, praticidade, menos acidentes e aumento da segurança dos vaqueiros no manejo.

Sendo assim aumenta a eficiência no curral e proporciona melhor qualidade de vida a todos os envolvidos no processo, animais e seres humanos.

Conclusão

Os conceitos de bem-estar animal, bem como a produção de carne com segurança, sanidade e sustentabilidade estão cada vez mais presentes na pecuária de corte.

Promover essas práticas na rotina da sua fazenda não apenas melhora a produtividade e qualidade, como também facilita o trabalho dos funcionários e agrega valor à pecuária de corte nacional como um todo.

Saiba mais!

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Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

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Cristiano Rossoni

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Importância da suplementação mineral para bovinos de corte https://blog.rehagro.com.br/importancia-da-suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/importancia-da-suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/#respond Tue, 08 Nov 2022 12:00:17 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15828 A suplementação mineral, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo. Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais […]

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A suplementação mineral, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo.

Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais seja potencializado quando se utiliza a estratégia suplementar mineral da forma adequada.

Estudos e pesquisas relacionados a importância da suplementação mineral já são realizados há muitos anos e o que se observa de maneira geral, é a necessidade de que os animais sejam suplementados com uma quantidade ótima de minerais onde, nesse caso, é possível observar também o melhor desempenho (avaliando especificamente o quesito disponibilidade de mineral) possível desse animal.

 

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Diferente de carboidratos e proteínas, por exemplo, onde modulamos a quantidade fornecida para os animais visando a potencialização do desempenho nos minerais estabelece-se e devemos fornecer as exigências que garantam um bom desempenho dos animais para cada fase da vida. Cálcio e Fósforo são os únicos que apresentam exigências para mantença e também exigências para ganho.

Existem outras possibilidades, além do consumo ótimo, que podem ser observadas quando avaliamos o consumo de minerais.

Por exemplo, a deficiência no consumo, ou seja, quando os animais consomem níveis inferiores à sua exigência que quando discreta, pode levar a uma deficiência subclínica e, quando mais significativa, a uma deficiência clínica. 

O excesso no consumo dos minerais, por outro lado, também pode ser um problema. Pode levar a uma intoxicação subclínica ou até mesmo uma intoxicação clínica quando consumido em maiores quantidades, de acordo com as exigências de cada mineral. Por isso é de extrema importância quando o fornecimento e consequentemente o consumo dos animais, apresenta um ponto ótimo.

Os minerais exigidos hoje para bovinos de corte são 17, divididos em dois grupos, os macro e os microminerais. É importante salientar que essa divisão não está relacionada ao tamanho da molécula de cada mineral, mas sim a quantidade que estes minerais são encontrados nos tecidos corporais e consequentemente a quantidade que são exigidos.

Cada um dos minerais, seja macro ou micro, apresenta um papel importante para os ruminantes, principalmente nos quesitos: imunidade, desempenho, reprodução e produção de leite.

Macrominerais

  • Cálcio (Ca);
  • Fósforo (P);
  • Cloro (Cl);
  • Magnésio (Mg);
  • Potássio (K);
  • Sódio (Na);
  • Enxofre (S).

Esses minerais apresentam funções diversas no organismo, como por exemplo sendo componentes estruturais do esqueleto e outros tecidos corporais, transmissão de impulsos nervosos e pressão osmótica, dentre outras importantes funções.

Cálcio

O cálcio é de grande importância para a atividade muscular, coagulação sanguínea, estimulação da síntese de proteína muscular e, principalmente, exerce um papel fundamental na formação dos ossos e dos dentes.

Fósforo

O fósforo apresenta um papel importante como componente dos fosfolipídios das membranas celulares, sendo também um componente do ATP (molécula indispensável no processo de utilização de energia nas células), dentre outras funções.

Deficiências de cálcio e fósforo podem causar sérios prejuízos ao desempenho dos animais.

Uma das principais doenças consequentes dessas deficiências, é a hipocalcemia, também conhecida como febre do leite e apetite depravado (ocorrendo principalmente em regiões de solos pobres em P).Estudos relacionados reforçam ainda, grandes prejuízos relacionados à queda nos desempenhos reprodutivos de fêmeas com deficiência de fósforo.

Cálcio e fósforo atuam de forma concomitante na função óssea, por esse motivo a relação entre eles é importante fator de estudos e discussões, relação essa que pode ser de 1:1 até 7:1, desde que a exigência do fósforo seja atingida.

Magnésio

Cerca de 70% do magnésio no organismo dos ruminantes está presente no tecido ósseo. Esse importante mineral representa um papel determinante em mais de 300 enzimas no organismo.

O período de transição secas águas, pode significar um desafio, pensando no aporte de Mg. Isso porque o broto da pastagem nova contém baixo magnésio e alta concentração de potássio e N que diminuem a absorção de Mg no rúmen.

Uma forma prática de contornar esse desafio é a suplementação energética, que potencializa a utilização do N, além é claro da suplementação com o magnésio.

Dentre os efeitos da deficiência está o desenvolvimento da Tetania das pastagens, causadora de incoordenação e convulsões.

Potássio, sódio e cloro

São responsáveis principalmente pelo controle ácido básico no organismo. Esses minerais não apresentam, comumente, deficiências que geram desafios ou doenças como os anteriormente apresentados.

Cloreto de sódio rico em Cl e Na, pode ser utilizado como modulador de consumo e o K apresenta uma condição especial onde a maioria das espécies forrageiras são ricas nesse mineral.

Algumas condições específicas, como animais em estresse causado pela desmama e animais confinados com dietas sem adição de forragem, podem apresentar um aumento na exigência de potássio.

Enxofre

Componente importante de aminoácidos ao contrário dos demais minerais citados, o desafio mais importante com relação ao enxofre está relacionado ao seu excesso, principalmente avaliando a óptica da crescente utilização de coprodutos de destilaria de milho, ricos em enxofre.

É justamente esse excesso que pode causar uma doença que conhecemos como Poliencefalomalácia.

Microminerais

  • Cromo (Cr);
  • Cobalto (Co);
  • Cobre (Cu);
  • Ferro (Fe);
  • Iodo (I);
  • Manganês (Mn);
  • Molibdênio (Mo);
  • Níquel (Ni);
  • Selênio (Se);
  • Zinco (Zn).

Os microminerais são componentes em enzimas e agem também como componentes em hormônios no sistema endócrino. Apresentam grande importância para a manutenção da saúde e, consequentemente, do desempenho dos animais.

Cromo

Existe uma clara necessidade de mais pesquisas relacionadas ao papel do cromo no organismo e principalmente da adequação das doses a serem suplementadas, mesmo já demonstrando sua importância para o sistema imunológico dos animais.

Cobalto

O cobalto apresenta importância relevante, tendo em vista a demanda de Co por parte dos microrganismos do rúmen no momento da síntese de vitamina B12. Não existe uma exigência direta de cobalto por parte dos ruminantes, entretanto, existe uma exigência de vitamina B12, justificando então a importância na exigência do Co.

Cobre

O cobre é um constituinte de diversas enzimas no organismo e está diretamente relacionado ao metabolismo do Fe. A anemia é uma das principais doenças causadas pela deficiência de Cu, apresentando também participação na garantia da integridade do sistema nervoso central e pigmentação dos pelos.

Outros microminerais

São de grande valor na garantia de um bom desempenho dos animais. O ferro, por exemplo, é muito relevante nas funções do organismo e há uma boa disponibilidade desse mineral nas forragens.

O magnésio, essencial para reprodução, normalmente tem sua exigência atingida com consumo da forragem, por isso a avaliação da suplementação desse mineral é de grande valia, principalmente pensando em vacas para reprodução

O iodo controla a taxa metabólica fundamental para o anabolismo. O selênio atua como antioxidante e o zinco também é um mineral importante, sendo que sua deficiência pode levar a problemas de pele dos animais, principalmente dos mais jovens.

A suplementação mineral

A suplementação mineral, como já demonstrado acima, é muito valorosa e de grande impacto para os sistemas de produção. Sua deficiência é comumente identificada em propriedades de gado de corte.

Para cada categoria e fase da vida animal, as exigências e necessidades por esses macro e microminerais vão variar e devem ser atentamente atendidas.

Além das características específicas do indivíduo que será suplementado por determinado mineral, outros fatores podem influenciar na estratégia de suplementação. Entre eles, estão as condições ambientais, (mais especificamente as condições do solo e consequentemente das pastagens) e a espécie forrageira utilizada, onde os animais são criados.

Devido ao difícil controle e monitoramento dessas características e condições, apenas a realização das análises não nos garantem o fornecimento dos minerais, mesmo que apresentados nas amostras.

Assim como as condições das pastagens, a qualidade e a composição da água disponibilizada aos animais, também representa um fator ambiental que irá impactar nos cuidados no momento de definir a suplementação dos animais.

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Outro ponto que impacta na qualidade da suplementação mineral e representa uma grande parcela na eficiência de um programa de suplementação, é o fornecimento do suplemento.

Para se garantir uma suplementação mineral de sucesso é imprescindível que o fornecimento seja realizado de forma constante, ou seja, que não falte mineral no cocho dos animais.

O suplemento empedrado inibe e dificulta o consumo, sendo assim, sempre que possível é recomendado a utilização de cochos cobertos em bom estado de conservação e com um bom dimensionamento, como altura de:

  • 50 – 60 cm do solo para fêmeas com bezerro ao pé;
  • 70 – 80 cm para animais em recria e um metro para animais em terminação, sempre com espaçamento adequado, mínimo 4 cm por cabeça.

A localização do cocho nos piquetes também vai impactar no consumo do mineral, sendo recomendado que o cocho fique localizado próximo a fonte de água dos animais (não é um fator limitante para o consumo), principalmente em terrenos acidentados, propiciando então, condição para que todos os animais possam consumir o produto disponibilizado.

Até chegar ao cocho o suplemento passa por um grande processo desde sua fabricação, transporte, armazenamento dentro da propriedade e distribuição. Por isso, devemos inicialmente, adquirir um mineral de empresa idôneas, capazes de garantir a qualidade dos insumos utilizados na confecção do suplemento, bem como seu balanceamento correto, finalizando com transporte propício até a propriedade.

A partir do momento em que o suplemento se encontra na propriedade, a responsabilidade do armazenamento das sacarias deve ser muito bem estabelecida, garantindo assim os cuidados para que sejam armazenados em local fresco, abrigados de umidade e sol.

Muita atenção para a utilização de suplementos mais antigos, que normalmente ficam embaixo da pilha de sacaria, antes da utilização dos novos produtos recém-chegados à propriedade. De preferência, o ideal é não deixar os sacos com suplemento mineral em contato direto com solo e paredes.

Por fim, após a avaliação dos níveis de garantia e consequente, a escolha do produto de uma empresa idônea e reconhecida pela seriedade na produção dos suplementos, é recomendado um minucioso acompanhamento do consumo e do desempenho dos animais tratados com determinado suplemento.

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O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

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Cristiano Rossoni

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Nutrientes para o cafeeiro: quais são os mais importantes? https://blog.rehagro.com.br/nutrientes-para-o-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/nutrientes-para-o-cafeeiro/#respond Mon, 07 Nov 2022 15:08:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15810 O solo é um sistema trifásico, ou seja, ele é constituído de matéria mineral e orgânica formando a fração sólida e de água e ar, originando a fração líquida e gasosa, respectivamente. A interação entre as diferentes fases, junto com as plantas e a biota, resultam em interações complexas responsáveis por fornecerem serviços ambientais que […]

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O solo é um sistema trifásico, ou seja, ele é constituído de matéria mineral e orgânica formando a fração sólida e de água e ar, originando a fração líquida e gasosa, respectivamente.

A interação entre as diferentes fases, junto com as plantas e a biota, resultam em interações complexas responsáveis por fornecerem serviços ambientais que possibilitam a vida na Terra.

Assim, o solo tem funcionalidades no sequestro de carbono, na purificação da água e degradação de contaminantes, na regulagem do clima, na ciclagem de nutrientes, e principalmente na produção de alimentos, fibras, combustíveis, entre outras diversas funções.

 

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Composição do solo

  • Fase sólida do solo
    • É constituída pela parte inorgânica (minerais) e orgânica (matéria orgânica). Juntas representam 50% da constituição do solo.
  • Fase líquida ou solução do solo
    • Fonte imediata de nutrientes para as plantas;
    • Está em constante equilíbrio com a fase sólida do solo.
  • Fase gasosa ou ar do solo
    • Não influencia diretamente na absorção dos nutrientes;
    • Influencia indiretamente na dinâmica e disponibilidade dos nutrientes, devido a reações redox.

Representação da composição do solo

Representação gráfica hipotética da composição do solo. 

É importante ressaltar que as proporções das fases variam de acordo com cada solo e os percentuais descritos são a base do que se espera encontrar no solo.

Dinâmica do solo

As diferentes fases do solo são interligadas e estão constantemente realizando trocas, juntamente com as raízes das plantas. Nos colóides do solo, ou seja, na fase sólida do solo, existem cargas negativas (ânions) e cargas positivas (cátions) e assim como nos ímãs, as cargas opostas se atraem.

Diante disso, existe a CTC (Capacidade de Troca de Cátions) e a CTA (Capacidade de Troca de Ânions), sendo a CTC mais importante em nossa realidade, visto que os solos brasileiros por serem, de modo geral, altamente intemperizados, são constituídos principalmente de cargas negativas, atraindo então as cargas positivas.

Série Liotrópica

Visto que a nutrição das plantas depende diretamente das cargas, a “série liotrópica” demonstra a ordem preferencial de retenção de cátions na fase sólida do solo:

H+ >>Al3+>Ca2+>Mg2+>K+ ~NH4 + >Na+

Ou seja, o solo tende apresentar maior teor de cálcio do que de magnésio, maior teor de magnésio do que de potássio, e assim por diante.

Diante disso, o que explica a série liotrópica?

  • Tipo de ligação (ex: H+ é ligado fortemente/ligação covalente, não sendo trocável);
  • Carga ou valência;
  • Raio do íon quando hidratado (ex: explica porque Ca2+ tem prioridade de retenção que o Mg2+).

Base da nutrição de plantas

A composição química das plantas se baseia em:

  • C, H e O – 90 a 95% do total – ar e água são os fornecedores;
  • Mineiras – 5 a 10% do total – solo é que fornece.

Estrutura da planta de café

Estrutura da planta de café.

Desse modo, assim como nós seres humanos, as plantas também precisam se nutrir. Nesse sentido, existem algumas leis que regem a fertilidade do solo e a nutrição de plantas, como:

Lei do mínimo

Onde diz que o crescimento e a produção das lavouras são limitados pelo nutriente que se encontra em menor quantidade no solo (Liebig, 1843).

Lei dos acréscimos não proporcionais

Mostra que o aumento da produção não é proporcional ao aumento do fator limitante, ou seja, se elevarmos gradativamente a aplicação de determinado fertilizante, a resposta das plantas em produção não aumentará linearmente ao aumento das doses de fertilizante (Mitscherlin, 1909).

Lei do máximo

Diz que o excesso de um nutriente no solo pode intoxicar a planta ou reduzir a eficácia e disponibilidade de outros. Como exemplo, o nitrogênio em excesso se torna tóxico para as plantas e o excesso de potássio que irá competir com Ca e Mg e inibir a absorção dos mesmos (Voisin, 1973).

Lei da restituição

Os nutrientes retirados pelas culturas, do desenvolvimento à produção, devem ser restituídos ao solo para evitar seu empobrecimento. Então quando tiramos a produção da lavoura estamos levando junto os nutrientes. Em uma lavoura com produção de 40 scs/ha já teríamos que fornecer 1,5 ton a cada dois anos, fora a correção da acidez ocasionada pela adubação nitrogenada (Voisin, 1973).

Nutrientes para o cafeeiro

Alguns nutrientes são essenciais para a composição e funcionamento metabólico das plantas, eles são chamados de macro e micronutrientes. Os macronutrientes são os demandados em maiores quantidades enquanto os micronutrientes são exigidos em menores quantidades.

Dentre os macronutrientes estão:

Já dentro dos micronutrientes estão:

  • Boro (B);
  • Cloro (Cl);
  • Cobre (Cu);
  • Ferro (Fe);
  • Manganês (Mn);
  • Molibdênio (Mo);
  • Níquel (Ni);
  • Zinco (Zn).

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Esses nutrientes podem ser absorvidos por fluxo de massa (deslocamento do íon no mesmo sentido da água), por interceptação radicular (a raiz se encontra com o nutriente à medida em que vai crescendo) ou por difusão (íon vai de um ponto de maior concentração para um ponto de menor concentração).

Raízes do cafeeiro

Raízes do cafeeiro.

Em situações em que a proporção do nutriente do solo está baixa em relação à demanda da planta, pode ocorrer a deficiência que causa anomalias principalmente nas folhas, por onde é feito o diagnóstico visual. Todavia, é importante realizar análises periódicas de solo e de folha para evitar que isso aconteça.

Nutrientes onde a deficiência inicial ocorre em folhas velhas, são os que conseguem mobilizar novamente as reservas de folhas velhas para folhas novas, que são alguns macronutrientes, com exceção por exemplo do cálcio.

Já quando a deficiência inicial ocorre em folhas novas, pode indicar a falta de micronutrientes que não conseguem redistribuir das folhas velhas para as novas no caso de déficit.

Folhas do cafeeiro com deficiência de ferro

Folhas com deficiência de ferro. 

Manejo nutricional

Para recomendar fertilizantes, sejam eles foliares ou de solo, é preciso em primeiro lugar ter em mãos as análises de folha e de solo.

Assim é necessário levar em consideração, principalmente, o histórico produtivo e de doenças da lavoura, a expectativa de safra, analisar como está o solo e as relações entre os nutrientes.

A partir disso é possível fazer uma recomendação adequada, sempre pensando no equilíbrio do solo e nas condições da lavoura.

Com isso, há redução de gastos desnecessários e melhores resultados produtivos, mantendo a sustentabilidade e a funcionalidade de cada nutriente dentro das plantas.

Saiba mais!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

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Joana Oliveira

Larissa Cocato

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Tipos de poda do café: quais são e quando recomendar? https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-poda-e-quando-recomendar/ https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-poda-e-quando-recomendar/#respond Sat, 05 Nov 2022 13:00:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8460 Existem diversos tipos de podas para o cafeeiro, sendo importante verificar a situação da lavoura para escolher o tipo de poda que mais se adeque as necessidades das plantas, buscando sempre recuperar a estrutura produtiva do cafeeiro e consequentemente melhorar a produtividade das lavouras. Dessa forma, é imprescindível conhecer os tipos de podas que podem […]

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Existem diversos tipos de podas para o cafeeiro, sendo importante verificar a situação da lavoura para escolher o tipo de poda que mais se adeque as necessidades das plantas, buscando sempre recuperar a estrutura produtiva do cafeeiro e consequentemente melhorar a produtividade das lavouras.

Dessa forma, é imprescindível conhecer os tipos de podas que podem ser realizadas e em que situações elas são recomendadas, para que não se recomende podas muito drásticas em situações em que não era necessário esse tipo de poda ou mesmo realizar podas menos drásticas em situações em que era preciso um maior reestabelecimento das lavouras.

Por isso, para decisão do tipo de poda a ser realizado é indispensável que se conheça a situação da lavoura, com intuito de se ter mais sucesso no manejo da poda.

 

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Principais tipos de poda do cafeeiro

Decote

É uma poda alta, em que se elimina a parte superior da copa dos cafeeiros.

Essa poda é recomendada para plantas que ainda possuem saia (ramos inferiores) e não estão adensadas, ela pode ser usada para reduzir a altura de plantas para realização de tratos culturais e de colheita mecanizada, para corrigir deformações ou mesmo para estimular brotações.

Este decote pode ser alto (2,0 a 2,5 m) ou baixo ( 1,2 a 1,8 m) dependendo da finalidade da poda.

Poda do tipo decote realizada em cafeeiro

Lavoura decotada (Foto: Henio Inácio Pereira)

Desponte

Essa poda consiste em cortar as extremidades dos ramos plagiotrópicos para estimular a maior ramificação. É recomendada para lavouras que ainda apresentem saia, que estão abertas, com o intuito de estimular brotações nos ramos.

Esqueletamento

É o corte na lateral da planta, deixando os ramos plagiotrópicos a um comprimento médio de 20 a 30 cm do ramo ortotrópico, com o intuito de promover a abertura da lavoura, visto que esse tipo de poda é recomendado para lavouras que estão adensadas, mas que ainda possuem saia.

Esse tipo de poda também é chamado safra zero, visto que no ano seguinte a essa poda o cafeeiro irá apenas vegetar, não apresentando produção, no entanto, no segundo ano após o corte, pode-se ter altas produtividades que podem compensar o ano sem produção.

Recepa

É uma poda drástica, recomendada normalmente para lavouras que perderam a saia (ramos inferiores) ou para cafeeiros muito depauperados, mas que ainda apresentam um bom stand de plantas e bom alinhamento da lavoura.

Essa poda é realizada cortando em uma altura de 0,3 a 0,4 m. Após a realização desta poda é importante determinar o número de hastes que se vai conduzir de acordo com o espaçamento e eliminar o excesso de hastes que irão brotar.

Poda do tipo recepa em cafeeiro

Lavoura de café recepada  (Foto: Henio Inácio).

Lavoura de café um ano após a poda recepa

Lavoura da cultivar Catucaí com um ano após a recepa. (Foto: Henio Inácio).

Já no caso, de lavouras que perderam a saia, possuem falha de stand, espaçamento inadequado ou alinhamento ruim, é recomendado a realização de um novo plantio, visando implantar a lavoura com um espaçamento adequado e melhorar o stand de plantas.

Plantio após arranquio de lavoura com baixo stand de plantas

Plantio após arranquio de lavoura com baixo stand de plantas (Foto: Diego Baquião).

Lavoura de café em formação após uma poda ser realizada

Lavoura em formação. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Raízes x poda

A poda no cafeeiro acarreta em morte de parte das raízes, devido ao equilíbrio entre raiz e parte aérea, dessa forma quando realizada podas menos drásticas, como o decote, a porcentagem de raízes vivas são maiores, refletindo assim em menor gasto de energia para o crescimento dessas plantas.

No entanto, quando realizada podas mais drásticas, como é o caso da recepa e do esqueletamento, ocorre grande modificação do sistema radicular, acarretando em menor porcentagem de raízes vivas, dessa forma, a planta necessitará de mais energia para o seu restabelecimento, para posteriormente retomar a produção de frutos.

Porcentagem de raízes vivas de acordo com os tipos de poda em plantas de café.

Porcentagem de raízes vivas de acordo com os tipos de poda em plantas de café.

Portanto, para se recomendar a poda no cafeeiro, é preciso conhecer a situação da lavoura, para que a tomada de decisão do tipo de poda seja a que mais se encaixe nas condições que as plantas se encontram.

Além disso, é importante que se conheça os reflexos da poda nas plantas, e que este manejo seja planejado, visto que podas mais drásticas primeiramente irão vegetar para posteriormente produzir.

Obtenha destaque na cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

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Larissa Cocato

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Como acompanhar as metas da sua equipe no agronegócio? https://blog.rehagro.com.br/como-acompanhar-metas-de-equipe-no-agronegocio/ https://blog.rehagro.com.br/como-acompanhar-metas-de-equipe-no-agronegocio/#respond Fri, 04 Nov 2022 18:30:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15802 Acompanhar e gerir as metas de um negócio não é tarefa fácil. É importante que toda empresa tenha bem estabelecidos os seus valores, visão, missão, objetivos e metas. Definir inicialmente os seus valores, visão e missão facilita o desenvolvimento das metas. Vamos entender então o que são cada um desses conceitos: Missão: É o propósito […]

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Acompanhar e gerir as metas de um negócio não é tarefa fácil. É importante que toda empresa tenha bem estabelecidos os seus valores, visão, missão, objetivos e metas.

Definir inicialmente os seus valores, visão e missão facilita o desenvolvimento das metas. Vamos entender então o que são cada um desses conceitos:

  • Missão: É o propósito fundamental da empresa, porque foi criada a finalidade de sua existência.
  • Visão: O cenário futuro que se espera da empresa, o que almeja, uma imagem de futuro.
  • Valores: Princípios prezados pela organização que regem as decisões e ações, suas crenças.

A definição desses conceitos dentro da empresa auxiliam nos processos internos, direcionamento das normas e regras para os gestores e colaboradores, assim como no planejamento estratégico e na criação de vínculo com clientes.

 

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Mas afinal o que são metas?

As metas são as atividades específicas a serem executadas para alcançar um objetivo. Geralmente em um espaço menor de tempo. Exemplo:

  • Objetivo: “Ser Referência nacional em vendas de produtos agrícolas”.
  • Metas: Investir em divulgação; mapear possíveis clientes em cada estado; (O que fazer, como fazer, quando fazer, onde, com quem), entre outros.

Podemos dizer que as metas são os “degraus” de uma escada que leva a algo maior, o objetivo.

Objetivos e metas

Objetivos e metas. (Fonte: Gestão de Segurança Privada).

As empresas podem ter mais de um objetivo, contudo, é importante que eles sejam bem claros para a equipe, pois servem como um norte e motivação para execução das metas.

Para definir metas é necessário que seja feita uma análise de cenário, levando em consideração os recursos disponíveis e os objetivos. Existem algumas ferramentas que podem auxiliar nesse processo, uma delas é o método de metas SMART.

Com o modelo SMART é possível definir as metas para que sejam alcançáveis, mensuráveis e realistas, evitando que os colaboradores se desmotivem, aumentando as possibilidades de atingir o (s) objetivo (s).

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Como acompanhar as metas em seu negócio?

Estabeleça um plano de ação

Para exibir as metas e acompanhá-las, a criação de um plano de ação é fundamental para que seja possível visualizar o caminho a ser percorrido até o objetivo.

Utilize as ferramentas corretas

Algumas ferramentas podem ser úteis para auxiliar o acompanhamento das metas, como: Plano de ação em formato 5W2H, organograma, agenda macro, quadro gestão à vista, entre outros.

Defina indicadores

É importante mensurar os resultados e desempenho dos processos para que assim, durante o monitoramento, seja possível identificar os GAP’s, aprimorar estratégias, embasar resultados e as tomadas de decisão.

Forneça incentivo

Fornecer incentivo a equipe pode ser uma estratégia para manter o time mais engajado e participativo. Esses incentivos não necessariamente têm de ser financeiros.

A oferta de oportunidades de aprimoramento, momentos de descontração, seminários, e outras opções semelhantes, podem ser também uma forma de estímulo para a equipe. A valorização e capacitação dos colaboradores é tão importante quanto a bonificação financeira.

Estabeleça o hábito de alinhamento e monitoramento constante

Não basta apenas definir as metas e entregá-las aos colaboradores, é necessário colocar em prática o hábito de reuniões de alinhamento e monitoramento do progresso e resultados.

A cultura de feedbacks constantes e o aprimoramento na comunicação são fundamentais para que este processo ocorra de forma clara e confiante para com a equipe.

O acompanhamento das metas é tão importante quanto o planejamento. Realizar reuniões de alinhamento, feedbacks e promover uma relação de confiança entre a equipe, é uma forma de assegurar que o andamento dos processos ocorra de forma assertiva e clara.

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Maturadores na cultura do café: saiba mais sobre a utilização https://blog.rehagro.com.br/maturadores-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/maturadores-na-cultura-do-cafe/#respond Fri, 04 Nov 2022 12:50:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7203 Para realizar a colheita do café é preciso que os frutos tenham atingido a maturidade fisiológica. Todavia, na prática são encontradas dificuldades, pois o cafeeiro apresenta mais de uma florada. Além disso, a maturação está condicionada a fatores como clima e genética, dessa forma, há desuniformidade na maturação dos frutos. Diante disso, existem alternativas para […]

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Para realizar a colheita do café é preciso que os frutos tenham atingido a maturidade fisiológica. Todavia, na prática são encontradas dificuldades, pois o cafeeiro apresenta mais de uma florada. Além disso, a maturação está condicionada a fatores como clima e genética, dessa forma, há desuniformidade na maturação dos frutos.

Diante disso, existem alternativas para otimizar o processo de colheita e auxiliar na manutenção da qualidade dos lotes, pela utilização de maturadores e retardadores de amadurecimento.

 

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Como ocorre a maturação dos frutos do café?

O etileno é um hormônio gasoso que promove o amadurecimento do fruto e outros processos. Na perspectiva da planta, o amadurecimento do fruto indica seu desenvolvimento completo, assim as sementes estão prontas para a dispersão.

E é com base nesse hormônio que os produtos maturadores atuam.

Fórmula do etileno

Estrutura química do etileno.

O que são maturadores?

São, em resumo, aceleradores de maturação. O produto comercial mais conhecido nessa linha é o ETHREL®, constituído pelo Ethephon (ácido 2-cloro-etil-fosfônico). Essa substância após ser absorvida por meio de uma reação, é decomposta no citosol (meio básico) liberando o gás etileno.

Com isso acarreta em aumento da respiração, consequentemente, acelera a maturação dos frutos. No fruto de café o etileno degrada a clorofila, causando o desverdecimento do fruto e pedúnculo, facilitando sua retirada, o que possibilita a antecipação da colheita.

Quando utilizar?

Os maturadores podem ser posicionados em situações como:

  • Antecipação de poda: com o uso de maturadores é possível liberar a planta mais cedo. Estudos comprovam que antecipar a poda proporciona maiores produtividades na primeira safra.
  • Escalonamento: quando tem-se em determinada propriedade cultivares de maturação semelhante, o uso de maturador possibilita o escalonamento da colheita, a fim de reduzir o pico de safra.
  • Dimensionamento de lavradores, terreiros e secadores: com o uso de maturador há redução do pico de safra, assim pode-se processar melhor os frutos e reduzir a demanda dos terreiros e secadores.
  • Alto potencial da lavoura para próxima safra: é importante liberar mais cedo às lavouras com alta carga pendente, pois a planta terá maior tempo de descanso até a florada, além disso os frutos que secam nas plantas liberam etileno, o que causa a desfolha.
  • Evitar repasse: em muitos casos é desnecessário o repasse semimecanizado após colhedora em lavouras que utilizam o maturador.
  • Reduzir quantidade de café de varrição: ao antecipar a colheita é reduzido o percentual de frutos que caem no chão.
  • Talhões “problema”: geralmente, em locais onde a insolação é baixa e a umidade é alta a tendência é ter problema com frutos fermentados. Assim, quanto antes colher estes talhões menor será a interferência na qualidade da bebida.
  • Facilitar a mecanização: em locais onde a mão de obra é escassa, alguns cafeicultores optam por fazer a colheita mecanizada nas primeiras safras produtivas. O maturador facilita o desprendimento dos frutos da planta, o que exige uma menor vibração das colhedoras, consequentemente reduz os danos nessas lavouras.

Frutos de café em processo de maturação

Frutos de café em processo de maturação após a aplicação de Ethepon. (Fonte: Joana Oliveira).

Recomendações de aplicação

A utilização de maturadores exige técnica e conhecimento em relação ao processo. Assim como outros produtos, é essencial seguir as recomendações do fabricante.

Algumas recomendações importantes sobre seu uso são:

  • Deve ser aplicado quando 90% dos grãos do terço inferior do cafeeiro estiverem fisiologicamente maduros e os frutos devem estar totalmente granados.
  • A aplicação deve ser feita 30 dias antes da colheita e após sua aplicação é imprescindível realizar a colheita no momento exato para evitar problemas na bebida.
  • É recomendado que o pulverizador ande com velocidade de cerca de 4,5 km/h com todos os bicos abertos e com calda de 600 litros por hectare. Há exceções quando aplicado em lavouras com porte menor, onde deve-se reduzir o volume de calda e de produto. Importante trabalhar com doses corretas para não ocasionar desfolha.
  • Não deve ser misturado a outros produtos de reação alcalina. Para que haja boa resposta e bom efeito do produto, o pH ideal da água deve situar-se entre os índices de pH de 5 a 6.

Medidor de pH da água

Medição do pH da água para aplicação do maturador. (Fonte: Joana Oliveira). 

Estudos com a utilização de maturadores no café

Em estudos, foi observado aumento na proporção de cereja de 36% para 60% nos tratamentos em que se utilizou Ethephon e elevação do volume de frutos colhidos na primeira e segunda passada.

Além disso, não observaram diferenças em relação à desfolha e qualidade da bebida do café colhido mecanicamente em duas passadas, entre as plantas tratadas ou não com Ethephon (Silva et al. 2009).

Já segundo os estudos de Negreiros et al. (2009), o produto aplicado interfere na qualidade da bebida e na classificação do café, por promover a uniformidade da maturação.

Resultados de estudos dos tipos de bebida com cada tratamento de maturadores.

Resultados dos tipos de bebida de cada tratamento (0, 15, 30 e 45 DAA) com e sem a presença de Ethepon. Dois Córregos, SP. 2017.

Percebe-se que até 30 dias após a aplicação do Ethephon, a qualidade da bebida foi superior ou igual entre os tratamentos com e sem ethrel. A partir dos 30 dias, já houve a queda na qualidade do tratamento com ethrel, possivelmente devido ao fato dos frutos terem passado do ponto ideal de colheita.

Webinar Pós-colheita de café

Conclusão

O maturador possui ação externa ao fruto, ou seja, ele tem poder de maturação na casca do café, assim, não acelera o desenvolvimento fisiológico do fruto/semente.

Dessa forma, suas vantagens estão ligadas aos benefícios de se antecipar a colheita. Todavia, sua utilização deve ser cautelosa e planejada, visto que a aplicação incorreta pode causar danos às plantas ou até menos não ter o efeito desejado. Desse modo, apesar dos estudos apontarem baixa interferência na qualidade da bebida, em casos de lotes menores com finalidade de obter cafés especiais, deve ser feita uma avaliação mais criteriosa sobre o uso de maturadores.

Destaque-se na Cafeicultura!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

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Larissa Cocato

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Gestão no Agronegócio: o que é? https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-gestao-no-agronegocio/ https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-gestao-no-agronegocio/#comments Mon, 31 Oct 2022 17:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4893 A primeira dificuldade que o produtor enfrenta quando se trata do tema gestão na propriedade é o desconhecimento do que é gestão. Onde há desconhecimento existe o preconceito e, por isso, a gestão é vista com preconceito. Gestão é a alocação correta dos recursos financeiros, materiais e humanos, buscando a obtenção dos resultados desejados de […]

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A primeira dificuldade que o produtor enfrenta quando se trata do tema gestão na propriedade é o desconhecimento do que é gestão. Onde há desconhecimento existe o preconceito e, por isso, a gestão é vista com preconceito. Gestão é a alocação correta dos recursos financeiros, materiais e humanos, buscando a obtenção dos resultados desejados de maneira eficaz.

Basicamente é:

  • Determinar o resultado esperado da atividade;
  • Treinar e motivar a equipe para executar as ações necessárias;
  • Agir rapidamente quando o resultado não está sendo alcançado;
  • Padronizar as atividades que alcançaram resultados de sucesso.

Uma empresa rural ou urbana precisa de ferramentas gerenciais simples e que sejam aplicáveis à sua realidade.

Muitas vezes, metodologias complexas, que prometem análises extremamente detalhadas, não saem do papel, levando ao insucesso da sua utilização. Antes de tudo, é preciso definir aonde se quer ir.

 

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Qual é a razão da existência da sua empresa rural?

Antes de definir as metas, é necessário lembrar que toda meta deve ter objetivo, prazo e valor. Muitas são as fazendas que não sabem para onde estão indo, qual é o objetivo do trabalho ou do projeto e quando pretendem atingir este objetivo.

Depois de definida a meta, é preciso planejar e definir ações que nos permitam percorrer um caminho em direção a esta meta, através de bons planos de ação. Problemas irão surgir ao percorrer este caminho e, quando eles aparecerem, ferramentas gerenciais que levem a uma boa análise devem ser utilizadas na busca de soluções.

A seguir serão discutidos, de forma sucinta, passos a serem seguidos para se modificar a gestão das empresas rurais:

  • Estabeleça as metas, respondendo a pergunta: aonde você quer chegar?
  • Levante todo o conhecimento disponível na empresa que possa auxiliá-lo na trajetória de cumprimento da meta;
  • Faça uma análise das razões ou causas que estão impedindo a empresa de bater as metas;
  • Construa um bom plano de ação, que nada mais é que um conjunto de medidas necessárias para atingir a meta;
  • Execute as ações;
  • Verifique se as medidas tomadas foram suficientes para atingir a meta;
  • Se as medidas foram suficientes, padronize. Se as metas não foram atingidas, faça um novo plano de ação.

Círculo de ações do Método PDCA: método de controle de processos segundo. Método PDCA: método de controle de processos segundo Campos, V.F. (1996).

Para que o conhecimento técnico e gerencial seja colocado em prática, é preciso investir tempo no treinamento da equipe. Desta forma, praticando a gestão, as pessoas estarão adquirindo “conhecimento prático”.

Nesta fase, a liderança da empresa ou setor deverá buscar levar o conhecimento à equipe, servindo de facilitador à aplicação do mesmo.

Geralmente, para que as metas sejam atingidas, é essencial realizar mudanças e, para que elas ocorram com sucesso, devem-se difundir os conhecimentos necessários e auxiliar na sua aplicação.

Um gestor precisa ter mente aberta e ser capaz de olhar o mundo e adequar seu negócio. A gestão de um negócio precisa estar continuamente monitorando o mundo a sua volta e sempre estar questionando se as decisões tomadas anteriormente, mesmo àquelas acertadas, ainda são as melhores.

Uma mudança na conjuntura pode fazer com que o sistema precise ser repensado. Os conceitos precisam ser constantemente revistos e a pessoa deve estar disposta a evoluir. A gestão precisa se mostrar aberta e dinâmica, pois velocidade de ação nesses momentos pode ser questão de sobrevivência.

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Orçamento e Fluxo de caixa

Cada vez mais se torna necessário à profissionalização do agronegócio, com o produtor rural tratando sua propriedade como um negócio, uma empresa, se tornando um empresário rural e exigindo do produtor uma visão administrativo-financeira do negócio.

Algumas ferramentas podem auxiliar o produtor, como o orçamento e o fluxo de caixa.

O que é orçamento?

Orçamento é um plano detalhado de aquisições e uso de recursos materiais e financeiros. Permite que o responsável pelos controles financeiros, quer seja o empresário, ou o gestor, ou um assistente técnico, acompanhe o fluxo de recursos da empresa. Representa um plano para o futuro, expresso em termos quantitativos e formais.

O orçamento tem uma grande ligação com o longo prazo da empresa e continuação da organização, pois também possibilita estabelecer o elo gerencial entre a atuação de curto prazo da empresa e suas estratégias maiores.

Estrategicamente o orçamento é muito importante, pois permite que o empresário trace metas para compra de mercadorias/insumos, vendas de animais em períodos mais propícios, etc. Ao implantar a metodologia de gestão por resultados em uma propriedade rural, é comum que sejam levantados questionamentos como:

  • Quais são os primeiros passos para se elaborar um orçamento?
  • Como projetar os valores de receitas, custos e despesas?
  • Quem deve participar da elaboração do orçamento?
  • Como checar o orçamento projetado versus o realizado?

Estas são algumas perguntas fundamentais a serem respondidas para que se tenha eficácia na construção do orçamento. Para todas elas, é fundamental que os três pilares básicos da gestão (LIDERANÇA / CONHECIMENTO TÉCNICO / FERRAMENTAS DE GESTÃO) estejam devidamente alinhados e consolidados.

Quando se almeja construir um orçamento, deve-se ter como ponto de partida qual é o resultado desejado. É comum identificar planejamentos orçamentários feitos sem que seja avaliado o resultado a ser atingido. Na gestão por resultado, o orçamento partirá tendo como base o resultado financeiro e econômico previamente definido pelo proprietário.

A base para o orçamento de uma fazenda de leite é a evolução de rebanho, onde serão consideradas as variações de quantidade de animais em cada categoria ao longo do ano, de acordo com o objetivo do proprietário. O orçamento traçado pode ser baseado em números de outras propriedades que tenham o mesmo segmento e padrão de produção da empresa analisada e, logicamente, tenham bons números para serem usados como modelo. Outros números que podem ajudar a traçar o orçamento são os da própria fazenda, desde que ela tenha esses dados anotados.

O que é fluxo de caixa?

O fluxo de caixa é a demonstração das saídas e entradas de recursos financeiros na empresa, funcionando assim como uma grande agenda dos compromissos financeiros da propriedade.

Através do fluxo de caixa o proprietário ou gestor obtém informações do caixa mensal e até mesmo diário da empresa rural utilizando essa ferramenta para auxiliar na tomada de decisões.

O conhecimento do momento de maior entrada ou saída de capital da empresa possibilita ao gestor:

  • Analisar qual o melhor momento para realizar investimentos e quando poderão ser pagos, de acordo com as sobras de caixa;
  • Avaliar se há necessidade ou não de capital externo para desafogar o caixa, de acordo com a previsão dos pagamentos e recebimentos;
  • Criar estratégias de compras, avaliando qual a melhor forma de pagamento: parcelado ou à vista;
  • Comprar o previsto e realizado, possibilitando avaliar onde estão as discrepâncias.

Como ferramenta de gestão, deve sempre ser avaliado em conjunto com o orçamento detalhado mensal, pois somente com o fluxo de caixa não será possível enxergar o futuro da empresa, principalmente os compromissos futuros ainda não estabelecidos.

O acompanhamento do orçamento ajuda o empresário rural a não perder o foco do projeto estabelecido, pois o capital que está na conta bancária e que parece estar sobrando, quando melhor analisado, pode ser usado para a compra estratégica de insumos da safra.

Para iniciar a análise de fluxo de caixa, é preciso registrar quanto a empresa tem em caixa, ou seja, o saldo atual. E então, coletar os dados em notas fiscais, contas a pagar e a receber. Planilhas de Excel ou softwares específicos podem ser utilizados para auxiliar nos registros.

Saiba mais!

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Graduação em Gestão do Agronegócio

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E-book Sistema Digestório dos Bovinos https://blog.rehagro.com.br/ebook-sistema-digestorio-bovino/ https://blog.rehagro.com.br/ebook-sistema-digestorio-bovino/#respond Tue, 25 Oct 2022 18:31:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15688 Chega de desempenho abaixo do esperado e de prejuízos com ganho compensatório e doenças digestivas. Aprenda a melhorar a nutrição de seus animais! O que você irá aprender com esse e-book? Como aumentar o ganho de peso dos bezerros; Imagens práticas sobre as diferentes dietas agem no rúmen; O que são e qual a importância […]

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Chega de desempenho abaixo do esperado e de prejuízos com ganho compensatório e doenças digestivas. Aprenda a melhorar a nutrição de seus animais!

O que você irá aprender com esse e-book?

  • Como aumentar o ganho de peso dos bezerros;
  • Imagens práticas sobre as diferentes dietas agem no rúmen;
  • O que são e qual a importância das papilas ruminais;
  • Como o volumoso influencia no desenvolvimento ruminal;
  • Como evitar o ganho compensatório;
  • Principais dicas dos nossos técnicos para ter sucesso na produção.

Seja capaz de melhorar a nutrição de seus animais

Você pode incrementar seus resultados desde que entenda os motivos que tornam o rúmen tão importante e as formas práticas de maximizar a digestão dos animais na cria, recria e engorda.

Ficou interessado? Então esse e-book técnico completo sobre Sistema Digestório dos Bovinos é para você!

Vamos abordar os principais pontos sobre o desenvolvimento do rúmen e como ele influencia grandemente o desempenho dos animais ao longo da vida.

Todo o nosso conteúdo é escrito por nossos especialistas e professores com experiência prática no campo e dedicam-se a compartilhar com você todo o conhecimento adquirido ao atender mais de 110 propriedades em todo o Brasil.

E-book Sistema Digestório dos bovinos

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Suplementação do gado de corte: como realizar de forma correta? https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-voce-esta-usando-a-tecnologia-de-forma-correta/ https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-voce-esta-usando-a-tecnologia-de-forma-correta/#respond Sun, 23 Oct 2022 18:00:34 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8414 Rotineiramente, você se depara com resultados não satisfatórios de ganho de peso do gado na fazenda? Diversos fatores podem impactar negativamente nesse desempenho, tais como: nutrição, genética, manejo, sanidade, qualidade, disponibilidade do pasto, entre outros. Quebramos a cabeça para achar respostas para tais resultados e, muitas vezes, nos esquecemos de avaliar se o espaçamento de […]

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Rotineiramente, você se depara com resultados não satisfatórios de ganho de peso do gado na fazenda?

Diversos fatores podem impactar negativamente nesse desempenho, tais como: nutrição, genética, manejo, sanidade, qualidade, disponibilidade do pasto, entre outros.

Quebramos a cabeça para achar respostas para tais resultados e, muitas vezes, nos esquecemos de avaliar se o espaçamento de cocho e o manejo diário são ideais para o tipo de suplemento.

Talvez possa parecer algo simples, mas é de extrema importância para garantir os resultados esperados!

Veja algumas dicas sobre o assunto neste artigo!

 

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Suplementação mineral

O sal mineral é o tipo de suplementação mais comum no Brasil, que possibilita ganhos de peso adicionais, principalmente na época de seca, quando a qualidade do pasto está baixa. Aqui devemos garantir um espaçamento de 4-6 cm por unidade animal (UA=450 kg) para que o máximo de animais tenha acesso a esse cocho. 

Cocho para suplementação de gado de corte sendo montado

Fonte: Arquivo pessoal, Cristiano Rossoni, Técnico Rehagro.

Para a suplementação mineral, o ideal é fornecermos de 1 a 2 vezes na semana se houver cobertura nos cochos ou fornecermos em dias alternados (um dia sim, outro não) para os cochos descobertos. Mesmo assim, o sal pode umedecer propiciando a formação de crostas de sal, o que diminui o consumo pelos animais.

Cocho para gado de corte sendo mexido

Fotos: Arquivo pessoal Danilo Augusto, Técnico Rehagro

A inclusão de ureia no sal pede atenção redobrada, pois o acúmulo de água com ureia diluída pode causar intoxicação ao gado. Um furo no fundo do cocho que permite a água escoar, pode evitar esse problema.

Agora, se mudar a estratégia nutricional da fazenda, será que a estrutura está adequada para receber essa tecnologia?

Pensando em otimizar ganhos de peso na época das águas, a prática de adensarmos o sal para um consumo de 30-50g a cada 100kg de peso vivo (PV) pode trazer resultados excelentes.

Esse sal pode ser veículo de aditivos alimentares e contar com a adição de milho ou até mesmo de farelos. A adoção dessa técnica é de baixo investimento em termos estruturais, já que requer a mesma estrutura do fornecimento de sal mineral. Entretanto, precisamos estar atentos aos cochos descobertos. É importante não deixarmos esse sal mais que 2 dias no cocho para garantirmos boa resposta animal e bom retorno econômico.

Webinar Suplementação a pasto

Suplementação de baixo consumo

Agora se quisermos fornecer um proteinado 0,1 % ou 0,2 % PV, devemos nos programar para permitir um acesso de 10-12 cm por UA. A rotina de fornecimento quase não muda aqui, fornecendo de 2 a 3 vezes na semana conseguimos manter a qualidade desse produto. Porém, para termos um padrão de consumo mais uniforme possível, os cochos devem ser cobertos. Qual o investimento para isso?

Suplementação para gado de corte em cocho

Fonte: Arquivo pessoal, Paulo Eugênio, Técnico Rehagro

Antes de determinarmos que é caro, vamos colocar na ponta do lápis o investimento e o retorno desse capital com maiores ganhos de peso. A não padronização de consumo pode representar baixos ganhos de peso e consequentemente não pagar as contas. 

Lembre-se também de ajustar o consumo na sua fazenda, de acordo com o planejamento nutricional. Isso difere muito entre propriedades já que diversos fatores influenciarão no processo. 

Mas como ajustar?! Isso mesmo, medindo o consumo para os devidos ajustes. Se o plano é que o animal consuma 300g por dia, o consumo acima ou abaixo disso irá resultar em perdas econômicas. 

Suplemento médio consumo

O proteinado de 0,3% a 0,5% do PV já requer recomendações diferentes. Nessa situação o padrão de consumo dos animais muda. Eles ingerem o suplemento muito mais rápido, em poucas horas, o que nos permite utilizar cochos descobertos, pois o tempo do suplemento no cocho é curto e não compromete sua qualidade. Entretanto, o espaçamento de cocho é o gargalo para essa prática.

Como dito anteriormente, apesar de ser uma vantagem o consumo rápido, essa tecnologia requer que todos animais cheguem ao cocho ao mesmo tempo, ou então, alguns animais não terão acesso ao suplemento por serem intimidados pelos animais dominantes. O ideal é que haja de 3 a 5 animais por metro de cocho com acesso aos dois lados.

Esses números podem variar muito dependendo do tipo de animal e se há presença de chifres. A dica é fazermos a observação na fazenda, essa é a melhor maneira de determinarmos o espaçamento ideal. Se animais estão tendo acesso ao cocho pelas laterais (cabeceiras), isso pode ser sinal de que o espaçamento está aquém do que deveria ser e animais mais submissos não vão consumir o suplemento e os dominantes consumir mais do que deveriam, resultando na disparidade do lote.

A rotina de fornecimento precisa ser diária, e no mesmo horário do dia. Dê preferência por fornecer nos horários que os animais menos pastejam, assim não afetará o tempo de pastejo. Em geral, os horários mais quentes do dia são de menor preferência para o pastejo. Determine o horário que mais se adeque a sua rotina e que isso seja a prioridade daquele horário. Não deixe para “a hora que der, eu faço”.

O custo nutricional e operacional neste sistema é mais alto quando comparamos com o fornecimento de apenas sal. Portanto, cada detalhe pode afetar negativamente ou positivamente nos resultados. Fique atento!

Suplemento alto consumo

Suplemento com consumo de 0,7% a 1% PV pode ser fornecido em cochos descobertos ou cobertos, dependendo da região na qual a propriedade está localizada. Lembre-se que o consumo será mais lento, e os animais não conseguirão limpar o cocho em poucas horas. Regiões muito chuvosas pedem cobertura nos cochos para garantir o consumo ao longo do dia.

Essa técnica requer mais investimento ainda, pois requer 30-40 cm por cabeça de espaçamento de cocho. Porém, eles podem ser diluídos com o aumento da produção por hectare.

Já fez essas contas?

Suplementação sendo fornecida para gado de corte

Fonte: Arquivo pessoal, Paulo Eugênio, Técnico Rehagro

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte

Andrea Mobiglia

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Produção de grãos no Brasil: cenário atual e perspectivas para o futuro https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/ https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/#respond Fri, 21 Oct 2022 18:49:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10815 Atualmente tem-se discutido que, com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal. Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter […]

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Atualmente tem-se discutido que, com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal.

Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter et al., 2017). 

Ao mesmo tempo, as perdas de nutrientes e as emissões de gases de efeito estufa da agricultura devem cair drasticamente pela adoção de sistemas conservacionistas, a fim de restaurar e manter o funcionamento do ecossistema.

Prevê-se que a demanda por alimentos aumente, enquanto os impactos ambientais devem despencar. Os pedidos para duplicar a produção agrícola a partir de uma linha de base recente implicam taxas de crescimento fora do intervalo das projeções empíricas, como mostra na figura a seguir:

 

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Projeções de produção de grãos no mundo

O trabalho da OECD-FAO (2019) projeta uma produção mundial da ordem de 1,311 bilhão de toneladas de milho para a safra 2027/28. Deste total, cerca de 60,0% devem ser destinados à alimentação animal, 13,4% ao consumo humano e 15,5% à produção de biocombustíveis.

Os maiores incrementos serão representados pelos 5 países:

  1. China (+47 milhões de toneladas);
  2. Estados Unidos (+31 milhões de toneladas);
  3. Brasil (+25 milhões de toneladas);
  4. Argentina (+17 milhões de toneladas);
  5. Ucrânia (+6 milhões de toneladas).

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta exportações totais de milho da ordem de 188,8 milhões de toneladas em 2027/28. Esse volume deverá ser suprido principalmente pelos Estados Unidos, 29,6%. No entanto, a ordem aqui muda um pouco, pois é seguido por:

  • Brasil, 23,7%;
  • Ucrânia, 16,2%;
  • Argentina, 17,2%.

Em volume, as exportações brasileiras previstas pelo USDA são de 44,8 milhões de toneladas. Os maiores importadores, em um total de 84,0 milhões de toneladas, serão:

  1. México;
  2. Japão;
  3. União Europeia;
  4. Irã;
  5. Egito.

Segundo o USDA (2018), o comércio internacional de commodities agrícolas, tais como o milho, soja, e farelo de soja, é impulsionado pela demanda crescente de rações para a produção de frangos e suínos. O consumo internacional de carnes continuará a crescer ao longo do período das projeções.

Futuro brasileiro para produção de grãos

Saber as projeções para o agronegócio brasileiro é importante para identificar a direção que o mercado está tomando.

Esse tipo de conhecimento possibilita saber quais as tendências de preços, entre outros pontos importantes.

Podemos observar que haverá aumentos significativos nas safras de grãos:

  1. De 234,1 milhões de toneladas na safra 2018/19 para 302 milhões de toneladas na safra 2027/28. Ou seja, quase 30% a mais que o valor atual.
  2. A área plantada sairá dos atuais 62,6 milhões de hectares para 71 milhões de hectares em 2027/28. Ou seja, mais de 13% a mais de áreas necessárias.

Percebe-se que o ganho com o agronegócio não será devido somente à expansão de área, mas sim ao ganho com produtividade.

Produção de grãos no Brasil para 2027-28Tabela 1: Projeção de produção de grãos e área plantada no Brasil para 2027/28. – Fonte: MAPA (2019).

Atualmente, no Brasil, cerca de 850 mil toneladas de milho estão sendo usadas para etanol. A capacidade industrial atual é para uso de 1,95 milhão de toneladas e, até o final de 2019, essa capacidade deverá crescer para 4,8 milhões de toneladas.

Produção de milho no Brasil

Sistema de produção de grãos nas regiões do Brasil

O Brasil é um dos maiores produtores de alimento do mundo, com potencial para ser o maior produtor mundial. Isso se deve, em partes, porque dispomos de vários recursos, principalmente climáticos, que favorecem a vasta produção de alimentos.

Além do clima, o Brasil apresenta quantidade de água considerável e potencial de mais áreas agricultáveis, utilizamos apenas 7,8% dessas áreas, com 25,6% de área preservada nos imóveis rurais.

Há também mais investimentos em tecnologia, o que difere positivamente nos valores de produção alcançados, desta forma, o agronegócio vem sendo impulsionado a produzir de maneira eficiente e consciente.

Uso e ocupação de terras no BrasilFigura 1: Uso e ocupação de terras no Brasil. – Fonte: Embrapa, (2019).

Rotação de Culturas

A rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.

Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.

Sistema de Plantio Direto

O sistema de plantio direto (SPD) apresenta como pilares fundamentais para a produção sustentável, a construção da fertilidade do solo, antes da sua adoção, e a rotação/sucessão de culturas.

O cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na:

  • Manutenção da umidade;
  • Aeração;
  • Temperatura;
  • Atividade macro e microbiológica do solo.

Atualmente, estima-se que existam no Brasil cerca de 33 milhões de hectares sob SPD (IBGE, 2017).

Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.

Como adotar esse sistema

Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, preconizando-se a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.

Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessário uma adequada correção da acidez até as profundidades de 30 a 40 cm.

Caso a correção não seja adequada, haverá limitação do desenvolvimento das raízes das plantas, reduzindo a absorção de água e nutrientes. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.

Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário e/ou gesso na superfície, sem incorporação.

A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez no perfil do solo, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo. Sua associação com o gesso contribui como um carreador de nutrientes no perfil do solo.

A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.

Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura há maior produção da palhada. Isso favorece e fortalece:

  • O tamponamento;
  • A resiliência dos solos;
  • Estabilidade nos solos de fertilidade construída;
  • Funcionamento do sistema.

Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo. Isso é, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.

A adoção do SPD promove um sistema mais tamponado pela MO, reduzindo a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação.

Esse sistema favorece também, segundo Resende et. al (2016), a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência do:

  • Uso da água;
  • Redução de custos;
  • Estabilidade produtiva e econômica;
  • Melhoria das condições de vida do produtor.

Principais sistemas de sucessão de culturas

Nas figuras a seguir, estão apresentados alguns dos principais sistemas de rotação/sucessão de culturas utilizados nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.

Rotação de culturas no Centro OesteFigura 2: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Centro Oeste (MT, MS, GO). 

Rotação de culturas no SulFigura 3: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sul (RS, SC, PR). 

Rotação de culturas no SudesteFigura 4: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sudeste (SP, MG). 

Rotação de culturas no Norte e NordesteFigura 5: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Norte/Nordeste (BA, TO, MA, PI, PA, AL e SE).

Uma opção de rotação de cultura que tem ganhado cada vez mais adeptos pelos múltiplos benefícios, é o consórcio milho-braquiária.

Por meio desta técnica é possível aproveitar o excedente hídrico do outono/inverno, em que se cultiva milho segunda safra para, ao mesmo tempo, cultivar a braquiária para formação de resíduos ao SPD.

No caso de propriedades sob o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), a braquiária serve como planta forrageira, justamente no período de maior escassez das pastagens.

Atingindo alta produtividade e se destacando

Como você pôde notar, as perspectivas para a produção agrícola brasileira são positivas. No entanto, também mais exigentes. É preciso produzir mais, em menos área e menos tempo. A isso se atribui a produtividade acelerada e ao alto volume que o país tem demonstrado a cada safra.

O mercado está mais exigente e quem não consegue acompanhá-lo, acaba perdendo grandes oportunidades. Por isso, é preciso se especializar, entender as tendências de mercado, as perspectivas, novas tecnologias e conseguir superar as metas de produtividade.

A Pós-graduação em Produção de Grãos pode ser esse elo entre sua atualização e conhecimento específico na área e seu destaque de sucesso no mercado.

Ele é um curso online e completo, onde você aprenderá desde o planejamento de safras com projetos, passando por fertilidade, proteção, fisiologia e muito mais.

Você pode tirar suas dúvidas no link abaixo:

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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O aumento da densidade energética das dietas e o aumento da duração do período em que os animais ficam confinados têm como objetivo o melhor aproveitamento da carcaça, com abates de animais mais pesados e melhor acabados.

No entanto, esses fatores exigem uma maior eficiência nos processos e rotinas presentes no confinamento, pois qualquer erro pode ser desastroso sob o ponto de vista econômico e do desempenho animal.

 

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Mas afinal, quais são as principais rotinas em um confinamento que podem afetar o desempenho dos animais e o sucesso da operação? Conheça algumas delas no artigo abaixo!

Frequência de trato e horário do trato

Bovinos são animais que que gostam de rotina e qualquer alteração no padrão de fornecimento do trato, principalmente com a utilização de dietas com alta densidade energética, pode comprometer o desempenho dos animais por todo período de engorda.

Os ganhos em aumento da frequência de trato são visíveis quando elevamos de um para dois ou para três tratos por dia, entretanto, a partir de quatro tratos diários, o ganho adicional em se aumentar a frequência dos tratos é questionável ou discutível. Critérios operacionais devem ser levados em contas na tomada de decisão quanto ao número de tratos.

Trato de bovinos em confinamentoFonte: Arquivo pessoal Geraldo Barcellos, Técnico Rehagro.

Em situações específicas de confinamento dos animais em períodos chuvosos, é possível que se tenha a necessidade de aumentar a frequência de tratos, em menores volumes ofertados por vez, pensando em minimizar o desperdício de dieta, ocasionados pela chuva.

Outro ponto importante que chama atenção é a necessidade de se manter uma padronização nos horários do trato, variações no horário de fornecimento podem ter impactos negativos para os animais. Animais famintos no cocho aumentam os riscos de acidose ruminal, o que resulta em oscilações de consumo e menor desempenho.

Webinar Rotinas que afetam o resultado em um confinamento

Distribuição do trato

Ainda relacionado ao trato, especificamente, está no controle da distribuição. Alguns confinamentos brasileiros, ainda utilizam uma estratégia popularmente conhecida como “bica corrida”, em que não é levantado com exatidão a quantidade de trato oferecida para cada curral.

O problema desse tipo de distribuição é a falta de controle do consumo, o que pode gerar desperdício de ração ou até mesmo impactar no desempenho devido a falta de controle do total ofertado.

A outra forma de distribuição é a distribuição controlada, nesse caso, é levantado e anotado, quanto da dieta foi ofertada em cada curral em específico e em cada trato. Isso permite que o leitor de cocho consiga fazer a predição do consumo das próximas 24h a partir da leitura de cocho bem conduzida.

A nutrição representa o maior custo operacional em um confinamento, a avaliação e o controle da utilização dos recursos nutricionais é de extrema importância.

Distribuição do trato para bovinos confinadosFonte: Arquivo pessoal Hugo Martins, Técnico Rehagro.

Além do fornecimento controlado, da dieta no cocho, quantidade certa e específica para cada cocho, a distribuição dessa dieta nos cochos é muito importante.

A quantidade de alimento deve ser distribuída igualmente ao longo dos metros de cocho disponíveis para cada um dos currais.

Essa prática permite um acesso igual e democrático dos animais à dieta em horário semelhante, ajudando assim a padronização e o igual desenvolvimento dos animais de um determinado curral.

Alimento mal distribuído no cochoMá distribuição de alimento no cocho, aumentando o desperdício e reduzindo o espaçamento de cocho por indivíduo.

Fonte: Foto de Dr. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da pecuária de corte do Rehagro. 

Leitura de cocho

Assim como controlar a distribuição do trato, avaliar e controlar a sobra dos cochos nos confinamentos é fundamental. O que se busca, de maneira resumida, é que o leitor estime o consumo das próximas 24h do animal através da avaliação do que sobrou nas últimas 24h.

Propriedades que realizam um controle preciso da sobra de cocho, são em suma, mais eficientes quanto a minimização do desperdício das dietas, menos incidência de distúrbios metabólicos, e consequentemente, maior desempenho.

A limpeza do cocho também se faz muito importante, e apesar de aparentar uma grande dificuldade, em confinamento com um excelente manejo de cocho, avaliando de maneira diária e corrigindo a oferta, a quantidade de sobras no dia-dia será mínima, o que facilita a limpeza.

A leitura de cocho pode ser feita de diversas maneiras através de notas dadas em horários pré-estabelecidos de acordo com a rotina do confinamento. Pode-se também estabelecer mais que uma leitura de cocho, o que auxilia a assertividade do consumo dos animais.

Além disso, no momento da leitura deve-se observar os animais e a higiene dos cochos, sendo que qualquer ação necessária deve ser notificada à equipe responsável pelo confinamento.

Fezes dentro de cochoCocho com fezes que impedirá o consumo do animal no local e devem ser removidas antes do próximo trato. Fonte: Foto de Dr. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da pecuária de corte do Rehagro. 

Avaliação escore de fezes

Uma importante ferramenta para a avaliação dos animais confinados é a análise e a classificação média dos escores de fezes dos animais.

Avaliar a característica das fezes permite a inferência em torno da qualidade e do consumo da dieta pelos animais.

Segue abaixo um exemplo de classificação de fezes, o que buscamos em um confinamento é um padrão de fezes médio como o da foto de número 3.

Escore 5

Escore 5 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 4

Escore 4 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 3

Escore 3 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 2

Escore 2 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 1

Escore 1 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Curva de consumo

Acompanhar a curva de consumo, ou seja, a quantidade de alimento consumido por lote e por dia, é fundamental em um confinamento.

Somente acompanhando essa evolução é possível determinar se os animais estão realmente consumindo a quantidade de alimento programada. Sendo possível ainda avaliar a evolução dos animais quanto ao consumo, durante o passar dos dias de confinamento.

Limpeza dos bebedouros

A água é o primeiro e o mais barato ingrediente de uma dieta, além disso o consumo de água de qualidade é determinante para o consumo de matéria seca, sendo assim diretamente responsável pelo desempenho dos animais confinados.

Em média, bovinos confinados consomem entre 4 a 6 litros de água por quilo de matéria seca ingerida.

Além de proporcionar condições ótimas para o consumo, manter a qualidade da água evita diversos problemas sanitários. Bebedouros dentro de currais de confinamento devem ser limpos no mínimo três vezes por semana.

Análise dos alimentos

Após formular uma dieta precisa e bem estruturada para um confinamento, devemos garantir que essa dieta chegue, de fato, até os animais. Para isso, um dos fatores de grande importância é a avaliação dos alimentos utilizados na mistura da dieta.

A principal e mais simples das análises realizadas é a avaliação do teor de matéria seca (MS) dos alimentos.

A avaliação da matéria seca deve ser realizada pelo menos 3 vezes por semana no volumoso, uma vez por semana no grão úmido e pelo menos uma vez por semana na dieta total.

Essa avaliação permitirá também, ajustes na dieta, avaliação correta do consumo, otimização dos custos da dieta produzida.

Além da análise e avaliação da MS, o envio para análise bromatológica dos volumosos utilizados no confinamento, dos coprodutos e dos farelos deve ser realizado de forma mensal.

Realização de análise de matéria secaFonte: Arquivo pessoal Geraldo Barcellos, Técnico Rehagro.

A análise da fibra efetiva dos volumosos e da dieta total também deve ser feita com frequência, inclusive no momento da colheita do volumoso que será ensilado. Para isso, podemos utilizar a peneira desenvolvida pela universidade da Penn State, nos Estados Unidos, objetivando obter 60-70% das partículas na peneira de 8mm.

A avaliação da granulometria do milho e de outros grãos utilizados, também deve ser uma rotina presente nos confinamentos, a avaliação da moagem é importante e permite a correção de falhas que irão minimizar riscos de distúrbios metabólicos ou mesmos baixo aproveitamento de determinado insumo por parte dos animais.

A coleta dos alimentos deve ser feita por colaborador treinado, de maneira criteriosa e sistemática.

Essas análises permitem dentre outros fatores já citados, calibrar a matriz de alimentos utilizados no confinamento e também ajustar a dieta, caso necessário.

Ronda sanitária

A ronda sanitária deve ser realizada diariamente no confinamento, a avaliação dos animais deve seguir um padrão e um critério preestabelecido.

Avaliar não somente se há alguma desordem física nos animais, lesões ou sinais de doença, acompanhar e avaliar o comportamento dos animais, é tão importante quanto a avaliação de sinais clínicos de alguma doença.

Treinamento da mão de obra

Todas as práticas propostas acima, serão possíveis, se e somente se, o time operacional do confinamento estiver alinhado e motivado para o objetivo.

Por esse motivo, é importante que além de um excelente trabalho com a gestão de pessoas, seja realizado treinamento periódicos e reciclagem desses treinamentos com os colaboradores, de acordo com a exigência das funções que cada um exerce.

Controle de dados

O sucesso da operação do confinamento passa impreterivelmente pela a gestão dos dados desse confinamento.

Levantar dados é extremamente importante, desde dados zootécnicos aos dados relativos ao financeiro e econômico.

E os dados levantados devem ser, sempre, transformados em informações que de fato servirão para ajustes nas rotinas e aperfeiçoamento nos processos.

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Uso do controle biológico no combate à cigarrinha-das-pastagens e ao carrapato https://blog.rehagro.com.br/uso-do-controle-biologico-no-combate-a-pragas/ https://blog.rehagro.com.br/uso-do-controle-biologico-no-combate-a-pragas/#respond Tue, 18 Oct 2022 18:38:26 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9903 Neste webinar a diretora da BIOMIP – Fernanda Abreu, Especialista em Controle Biológico de Pragas vai explicar melhor alguns pontos importantes como: Quais são os primeiros sintomas de infestação; Como deve ser realizado o monitoramento desta praga; Entenda o ciclo de vida desse animal e quais os períodos mais efetivos de controle; Qual o principal […]

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Neste webinar a diretora da BIOMIP – Fernanda Abreu, Especialista em Controle Biológico de Pragas vai explicar melhor alguns pontos importantes como:

  • Quais são os primeiros sintomas de infestação;
  • Como deve ser realizado o monitoramento desta praga;
  • Entenda o ciclo de vida desse animal e quais os períodos mais efetivos de controle;
  • Qual o principal nutriente que oferece a planta mais resistência a ataque de pragas.

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Webinar Mulheres do Agro – O protagonismo da mulher no agronegócio https://blog.rehagro.com.br/o-protagonismo-da-mulher-do-agro/ https://blog.rehagro.com.br/o-protagonismo-da-mulher-do-agro/#respond Tue, 11 Oct 2022 20:31:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15576 Neste Webinar especial, o assunto abordado foi: o protagonismo da mulher no agronegócio! Participaram do debate, Flávia Santos (Diretora do Rehagro Pesquisa), Danielle Baliza (Eng. Agrônoma – Professora do IF Sudeste MG – Campus Bom Sucesso), Guta Alonso (Pecuarista e Gestora da Fazenda Elge e Gestora da RAAMA Reprodução Equina), Huguette Guarani (Produtora de Leite e […]

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Neste Webinar especial, o assunto abordado foi: o protagonismo da mulher no agronegócio! Participaram do debate, Flávia Santos (Diretora do Rehagro Pesquisa), Danielle Baliza (Eng. Agrônoma – Professora do IF Sudeste MG – Campus Bom Sucesso), Guta Alonso (Pecuarista e Gestora da Fazenda Elge e Gestora da RAAMA Reprodução Equina), Huguette Guarani (Produtora de Leite e Sócia Proprietária da TrueType) e Tânia Zanella (Superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras e Vice-presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA).

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Produtos químicos ou biológicos: como ter equilíbrio na agricultura https://blog.rehagro.com.br/produtos-quimicos-ou-biologicos/ https://blog.rehagro.com.br/produtos-quimicos-ou-biologicos/#respond Mon, 10 Oct 2022 13:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15548 Para o crescimento ideal das plantas, os nutrientes devem estar disponíveis em quantidades suficientes e equilibradas. Os solos contêm reservas naturais de nutrientes para as plantas, mas essas reservas estão, em grande parte, em formas indisponíveis e apenas uma pequena porção é liberada a cada ano por meio de atividade biológica ou processos químicos. Essa […]

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Para o crescimento ideal das plantas, os nutrientes devem estar disponíveis em quantidades suficientes e equilibradas. Os solos contêm reservas naturais de nutrientes para as plantas, mas essas reservas estão, em grande parte, em formas indisponíveis e apenas uma pequena porção é liberada a cada ano por meio de atividade biológica ou processos químicos.

Essa liberação é muito lenta para compensar a remoção de nutrientes pela produção agrícola e para atender às necessidades das culturas.

Dentre os materiais utilizados na agricultura, o fertilizante é o mais utilizado. Com base no processo de produção, pode ser categorizado em três tipos:

  1. Biofertilizantes.
  2. Químico;
  3. Orgânico.

Os fertilizantes, portanto, são projetados para complementar os nutrientes já presentes no solo.

 

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O uso de adubo químico, adubo orgânico ou biofertilizante tem suas vantagens e desvantagens no contexto do fornecimento de nutrientes, crescimento das culturas e qualidade ambiental.

As vantagens precisam ser integradas para otimizar o uso de cada tipo de fertilizante e obter um manejo equilibrado de nutrientes para o crescimento das culturas.

Os microrganismos do solo desempenham um papel significativo na regulação da dinâmica da decomposição da matéria orgânica e na disponibilidade de nutrientes para as plantas, como nitrogênio, fósforo e enxofre.

É bem reconhecido que os inoculantes microbianos constituem um componente importante do manejo integrado de nutrientes que leva a agricultura.

Além disso, inoculantes microbianos podem ser utilizados como insumo econômico para aumentar a produtividade das culturas. As doses de fertilizantes podem ser reduzidas e mais nutrientes podem ser colhidos do solo.

Biofertilizantes

O biofertilizante é definido como uma substância que contém microrganismos vivos e é conhecido por ajudar na expansão do sistema radicular e na melhor germinação das sementes.

Uma planta saudável geralmente tem uma rizosfera saudável que deve ser dominada por micróbios benéficos. Por outro lado, em solo insalubre e dominado por micróbios patogênicos, o crescimento ideal das plantas não seria possível.

Os biofertilizantes diferem dos fertilizantes químicos e orgânicos no sentido de que não fornecem diretamente nenhum nutriente às culturas e são culturas de bactérias e fungos especiais. A tecnologia de produção de biofertilizantes é relativamente simples e o custo de instalação é muito baixo em comparação com plantas de fertilizantes químicos.

A rizosfera é a zona do solo ao redor da raiz que é afetada por ela. O significado da rizosfera surge da liberação de material orgânico da raiz e do efeito subsequente do aumento da atividade microbiana na ciclagem de nutrientes e no crescimento das plantas. Nela, as quantidades e os tipos de substratos são diferentes do solo e isso leva à colonização por diferentes populações de bactérias, fungos, protozoários e nematoides.

Outros fatores físico-químicos que podem ser diferentes nesta região são acidez, umidade e estado nutricional, condutividade elétrica e potencial redox.

A associação entre organismos e raízes pode ser benéfica (absorção de água, estabilização do solo, promoção do crescimento, fixação de N2, biocontrole, antibiose e simbiose), prejudicial (infecção e fitotoxicidade) ou neutra (fluxo de nutrientes, liberação de enzimas livres, fixação, aleopatia e competição).

Esses efeitos dependem frequentemente das condições do solo e, portanto, devem ser considerados variáveis.

As interações que são benéficas para a agricultura incluem micorrizas, nodulação de leguminosas e produção de compostos antimicrobianos que inibem o crescimento de patógenos. Claramente, o objetivo de manipular a rizosfera deve ser aumentar o equilíbrio dos efeitos benéficos, uma vez que a rizosfera é profundamente afetada pela fertilização.

Webinar Manejo de nitrogênio para altas produtividades

Fertilizantes químicos

Vantagens do uso de fertilizantes químicos

  • Os nutrientes são solúveis e imediatamente disponíveis para as plantas, portanto, o efeito geralmente é direto e rápido.
  • O preço é mais baixo e mais competitivo do que o fertilizante orgânico, o que o torna mais aceitável e frequentemente aplicado pelos usuários.
  • Eles são bastante ricos em nutrientes; apenas quantidades relativamente pequenas são necessárias para o crescimento das culturas.

Desvantagens do uso de fertilizantes químicos

  • A aplicação excessiva pode resultar em efeitos negativos, como lixiviação, poluição dos recursos hídricos, destruição de microrganismos e insetos amigáveis, suscetibilidade das culturas ao ataque de doenças, acidificação ou alcalinização do solo ou redução da fertilidade do solo – causando danos irreparáveis ​​ao sistema geral.
  • A oferta excessiva de N leva ao amolecimento do tecido vegetal, resultando em plantas mais sensíveis a doenças e pragas.
  • Reduzem a colonização das raízes das plantas com micorrizas e inibem a fixação simbiótica de N pelos rizóbios devido à alta fertilização de N.
  • Aumentam a decomposição da MO do solo, o que leva à degradação da estrutura do solo.
  • Os nutrientes são facilmente perdidos dos solos por fixação, lixiviação ou emissão de gases e podem levar à redução da eficiência dos fertilizantes.

Fertilizantes orgânicos

Vantagens dos fertilizantes orgânicos

  • O fornecimento de nutrientes é mais equilibrado, o que ajuda a manter as plantas saudáveis.
  • Aumentam a atividade biológica do solo, o que melhora a mobilização de nutrientes de fontes orgânicas e químicas e a decomposição de substâncias tóxicas.
  • Aumentam a colonização de micorrizas, o que melhora a oferta de P.
  • Melhoram o crescimento das raízes devido à melhor estrutura do solo.
  • Aumentam o teor de matéria orgânica do solo, melhorando assim, a capacidade de troca de nutrientes, aumentando a retenção de água no solo, promovendo a agregação do solo e tamponando o solo contra a acidez, alcalinidade, salinidade, pesticidas e metais pesados ​​tóxicos.
  • Liberam nutrientes lentamente e contribuem para o reservatório residual de N e P orgânico no solo, reduzindo a perda por lixiviação de N e a fixação de P; eles também podem fornecer micronutrientes.
  • Fornecem alimentos e estimulam o crescimento de microrganismos benéficos e minhocas.
  • Ajudam a suprimir certas doenças de plantas, doenças do solo e parasitas.

Desvantagens de usar fertilizantes orgânicos

  • Eles são comparativamente baixos em teor de nutrientes, portanto, é necessário um volume maior para fornecer nutrientes suficientes para o crescimento das culturas.
  • A taxa de liberação de nutrientes é muito lenta para atender às necessidades das culturas em pouco tempo, portanto, pode ocorrer alguma deficiência de nutrientes.
  • Os principais nutrientes das plantas podem não existir no fertilizante orgânico em quantidade suficiente para sustentar o crescimento máximo da cultura.
  • A composição nutricional do composto é altamente variável; o custo é alto comparado aos fertilizantes químicos.
  • A aplicação prolongada ou pesada em solos agrícolas pode resultar em acúmulo de sais, nutrientes ou metais pesados e pode afetar adversamente o crescimento de plantas, organismos do solo, qualidade da água e saúde animal e humana.

Conclusão

A gestão eficiente da nutrição das plantas deve assegurar uma produção agrícola melhorada e sustentável e salvaguardar o ambiente.

O fertilizante químico, orgânico ou microbiano tem suas vantagens e desvantagens em termos de fornecimento de nutrientes, qualidade do solo e crescimento das culturas.

Desenvolver um sistema adequado de manejo de nutrientes que integre o uso desses três tipos de fertilizantes pode ser um desafio para alcançar a meta da agricultura sustentável.

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Período de transição em vacas leiteiras: o que é e qual a sua importância https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/#respond Fri, 07 Oct 2022 13:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15532 O período de transição das vacas consiste nas três últimas semanas do pré-parto e nas três primeiras semanas após o parto. O animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante. Nesse período grandes mudanças metabólicas, endócrinas e nutricionais ocorrem no organismo do animal, essas alterações podem promover distúrbios de saúde nas vacas leiteiras. […]

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O período de transição das vacas consiste nas três últimas semanas do pré-parto e nas três primeiras semanas após o parto. O animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante.

Nesse período grandes mudanças metabólicas, endócrinas e nutricionais ocorrem no organismo do animal, essas alterações podem promover distúrbios de saúde nas vacas leiteiras.

Neste artigo nós iremos responder as seguintes dúvidas: O que é período de transição e qual a sua importância?

 

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Período de transição

O período de transição é o período entre a 3º semana pré-parto e a 3º pós-parto. É caracterizado por intensas alterações fisiológicas, nutricionais e metabólicas, ocorrências que expõem a vaca leiteira a distúrbios de saúde.

O que acontece com a vaca nesse momento?

Durante esse período, eventos como o rápido crescimento fetal, o desenvolvimento da glândula mamária, a colostragem e o início da produção de leite, aumentam consideravelmente as exigências nutricionais do animal.

No entanto, o consumo de alimentos não acompanha as exigências das vacas, na prática a ingestão de matéria seca cai expressivamente. Observe a representação abaixo:

Gráfico com consumo de matéria seca no período de transição de vacas leiteiras

Fonte: Educapoint

O desequilíbrio entre a quantidade de matéria seca ingerida e a quantidade exigida, ocasiona o balanço energético negativo. O organismo do animal, em uma tentativa de reverter esse quadro, começa a mobilizar fontes de energia alternativa a partir das reservas corporais. Essa ação, predispõe a vaca a uma série de doenças relacionadas ao metabolismo, como exemplo principal a cetose.

A importância do período de transição

O período de transição possui grande importância dentro do ciclo produtivo, afinal durante esse período as vacas ficam susceptíveis a doenças que podem afetar o parto, a lactação futura e o desempenho reprodutivo dos animais.

Dentre as doenças que podem ocorrer no período de transição, é possível destacar a cetose e esteatose hepática, hipocalcemia (febre do leite ou febre puerperal), mastite, acidose, laminite e o deslocamento de abomaso.

Esse período possui impacto direto na produtividade e na lucratividade da fazenda, afetando a quantidade de leite produzida e os gastos com sanidade dos animais.

Diante disso, é essencial planejar processos que visem minimizar os danos negativos do período de transição, visando reduzir a ocorrência e os gastos com as doenças recorrentes. Esse planejamento deve considerar principalmente o manejo nutricional adequado no pré-parto, afinal ele é fundamental para reverter ou reduzir o quadro de balanço energético negativo.

Webinar Período de Transição em vacas leiteiras

Conclusão

O período de transição é de extrema importância dentro do ciclo produtivo da fazenda, entender como ele ocorre e como prevenir as intercorrências ocasionadas por ele é essencial para se ter sucesso dentro da pecuária leiteira.

Saiba mais!

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Biofertilizantes na agricultura: saiba a sua importância https://blog.rehagro.com.br/biofertilizantes-na-agricultura/ https://blog.rehagro.com.br/biofertilizantes-na-agricultura/#respond Thu, 06 Oct 2022 13:09:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15528 O biofertilizante é uma substância que contém microrganismos vivos que apresentam propriedades benéficas para o crescimento e desenvolvimento das plantas. Vários mecanismos são usados ​​por cepas microbianas para aumentar a absorção de nutrientes, melhorar a fertilidade do solo e aumentar o rendimento das culturas, como fixação de nitrogênio, solubilização de potássio e fósforo, excreção de […]

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O biofertilizante é uma substância que contém microrganismos vivos que apresentam propriedades benéficas para o crescimento e desenvolvimento das plantas.

Vários mecanismos são usados ​​por cepas microbianas para aumentar a absorção de nutrientes, melhorar a fertilidade do solo e aumentar o rendimento das culturas, como fixação de nitrogênio, solubilização de potássio e fósforo, excreção de fitohormônios, produção de substâncias supressoras de fitopatógenos, proteção de plantas contra estresses abióticos e bióticos e desintoxicação de poluentes subterrâneos.

Levando em consideração as crescentes exigências de consumo na terra e os perigos decorrentes do uso excessivo de fertilizantes químicos e pesticidas, os biofertilizantes são considerados uma alternativa promissora e não tóxica aos agroquímicos sintéticos, incluindo controle de fungos e minimização da contaminação por micotoxinas.

Considera-se que a implementação de inoculantes microbianos supera as deficiências associadas às técnicas agrícolas baseadas em produtos químicos. A pesquisa sobre o uso generalizado de biofertilizantes, portanto, é uma das principais no trabalho científico para o desenvolvimento da agricultura sustentável.

 

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O conceito de biofertilizante

Biofertilizante é um termo que pode ser interpretado de várias maneiras. Não é difícil encontrar definições que identifiquem o biofertilizante como extrato de algas marinhas, resíduos urbanos compostos, misturas microbianas com constituintes não identificados ou produtos fertilizantes minerais enriquecidos com compostos orgânicos.

Curiosamente, os trabalhos de pesquisa científica apresentam uma interpretação muito ampla desse termo, representando desde adubos verdes, passando por estercos animais, até extratos de plantas.

O conceito de biofertilizante mudou junto com o estado do conhecimento sobre as associações que ocorrem entre os microrganismos do solo e as plantas. Substâncias que melhoram o aproveitamento dos nutrientes presentes no solo, mas não os substituem (como os fertilizantes minerais) não devem ser determinadas como biofertilizante, mas como inoculante.

Webinar Inoculação da soja

Da mesma forma, os microrganismos que potencializam o crescimento das plantas pela síntese de fitohormônios são considerados como fitoestimuladores ou bioestimulantes, enquanto aqueles que possuem a capacidade de biodegradar poluentes orgânicos são referidos como rizorremediadores. Nem todos os inoculantes microbianos, portanto, devem ser identificados diretamente como biofertilizantes.

O biofertilizante é um microrganismo individual que exerce propriedades promotoras de crescimento de plantas, mas no contexto agronômico, esse termo se refere ao produto composto por cepa(s) benéfica(s), que são úteis na mobilização de nutrientes, incluídos em um carreador, possuindo características que permitem seu armazenamento no momento especificado pelo produtor, e pronto para aplicação efetiva no solo ou planta.

Nesse ângulo, o biofertilizante também pode possibilitar a adição de substâncias que contribuem para a melhora da atividade dos microrganismos.

O termo “biofertilizante” não deve ser usado de forma intercambiável não apenas com termos como esterco vegetal ou animal, consórcio ou fertilizantes se referindo à combinação de compostos minerais e orgânicos, mas também, com bioestimulantes derivados de microrganismos (produtos à base de células microbianas mortas ou extratos de microrganismos origem).

Qual a função dos biofertilizantes?

O principal papel da aplicação de biofertilizantes é promover o crescimento das plantas sem efeitos colaterais prejudiciais para o meio ambiente e aumentar a produtividade das colheitas. A inoculação com biofertilizante aumentou o rendimento da cultura em média 16,2% em comparação com os controles não inoculados.

Os biofertilizantes microbianos desempenham um papel crucial na manutenção da fertilidade do solo no nível adequado e na melhoria de sua estrutura, influenciando a agregação das partículas do solo.

Eles também contribuem para:

  • Melhor relação planta-água;
  • Proporcionam proteção contra a seca;
  • Tornam as plantas menos propensas a algumas doenças do solo, inclusive causadas por fungos que produzem adicionalmente micotoxinas;
  • Reduzem a incidência de insetos-praga.

Embora os biofertilizantes sejam uma abordagem comercialmente promissora na agricultura sustentável, existem alguns inconvenientes que os tornam menos competitivos, como vida útil limitada, falta de materiais adequados para produção, aumento da sensibilidade a altas temperaturas e dificuldades relacionadas ao armazenamento e transporte.

Além disso, os fertilizantes microbianos requerem maiores quantidades para fornecer às plantas um teor de nutrientes suficiente, sua eficácia depende das condições do solo prevalecentes na zona de aplicação e os resultados de sua ação são perceptíveis após uso prolongado.

Novas tecnologias, no entanto, estão sendo desenvolvidas para superar as desvantagens associadas à aplicação de biofertilizantes em ecossistemas agrícolas.

Biofertilizantes e a sustentabilidade na agricultura

Os biofertilizantes constituem uma ferramenta promissora em ecossistemas agrícolas como fonte complementar, renovável e ecologicamente correta de nutrientes vegetais.

Como eles têm a capacidade de transformar elementos nutricionalmente importantes de formas não utilizáveis ​​em formas altamente assimiláveis, sem efeitos deletérios no ambiente natural, eles são um componente importante do Sistema Integrado de Nutrientes Vegetais.

A aplicação de fertilizantes biológicos é considerada um elemento-chave para manter a fertilidade do solo e a produtividade das culturas em um nível suficientemente alto, indispensável para alcançar a sustentabilidade da agricultura.

Os biofertilizantes também podem ajudar a mitigar as armadilhas decorrentes da crescente demanda da população global por alimentos e da química generalizada nos agroecossistemas.

A mudança na abordagem das práticas agrícolas os torna uma parte vital da produção agrícola moderna e enfatiza a importância dos inoculantes biológicos nos próximos anos. Sabe-se que vários microrganismos da rizosfera exercem várias atividades promotoras de crescimento de plantas, mas muito poucos foram formulados na forma de biofertilizantes.

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Secagem mecânica de cafés: manejo e cuidados https://blog.rehagro.com.br/secagem-mecanica-de-cafes-manejo-e-cuidados/ https://blog.rehagro.com.br/secagem-mecanica-de-cafes-manejo-e-cuidados/#respond Tue, 04 Oct 2022 19:36:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9837 Se você quer atingir um café de qualidade saiba que a secagem é uma das etapas mais importantes. A etapa de secagem consiste na remoção da água dos grãos de café colhidos, a fim de diminuir a ocorrência de variações, devido a fatores físicos, químicos e biólogos internos e externos ao grão, e assim, alcançar […]

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Se você quer atingir um café de qualidade saiba que a secagem é uma das etapas mais importantes.

A etapa de secagem consiste na remoção da água dos grãos de café colhidos, a fim de diminuir a ocorrência de variações, devido a fatores físicos, químicos e biólogos internos e externos ao grão, e assim, alcançar a homogeneidade dos lotes para atender aos padrões de comercialização.

A secagem dos grãos de café pode ser feita em secadores mecânicos, ou em terreiros, que podem ser:

  • Suspensos;
  • Pavimentados;
  • Não pavimentados.
 

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Nos terreiros, a remoção da água dos grãos ocorre por meio da energia solar e o movimento natural do ar. Para uma secagem correta e uniforme em terreiros, é necessário dispor de grande mão-de-obra, espaço suficiente para comportar os picos da colheita, além de depender de condições climáticas favoráveis.

Já no caso de secadores mecânicos, essa remoção ocorre pela entrada de ar forçado e aquecido a diferentes temperaturas. 

Frequentemente, aplica-se a combinação destes dois métodos, utilizando-se um período de pré-secagem em terreiros, quando o café ainda possui elevado teor de água, e a complementação em secadores mecânicos.

Há ainda os secadores mecânicos que dispensam o período de pré-secagem em terreiros, chamados de pré-secadores.

Tipos de secadores e suas características

Com o avanço da cafeicultura, os secadores mecânicos ganharam espaço e hoje são altamente utilizados no processo, pois:

  1. Diminuem o período de secagem;
  2. Não dependem das condições climáticas;
  3. Demandam baixa mão-de-obra.

Com isso, o cafeicultor tem diferentes opções de secadores mecânicos no mercado e cada um possui suas características e especificidades.

Secador vertical ou de baú

Vantagens

  • Tem capacidade de secar grandes volumes de café;
  • É de fácil manuseio e operação.

Desvantagens

  • Secagem desuniforme, pois o ar perde temperatura ao longo da movimentação da massa de café;
  • Grande consumo de energia;
  • Baixa eficiência de secagem;
  • Risco de superaquecimento à medida que o café aquece durante o processo.

Secador de baú

Secador de baú. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Secador de leito fixo

Vantagens

  • Tem formato redondo e possui um motor para mexer o café;
  • A secagem pode ser intermitente ou contínua;
  • Apresenta baixo custo operacional;
  • É de fácil construção.

Desvantagens

  • Capacidade de secar pequenos volumes de café;
  • Grande consumo de energia.

Secador de leito fixo

Secador de leito fixo. (Foto: Joana Oliveira).

Secador horizontal

Vantagens e características

  • É um dos mais utilizados.
  • A secagem pode ser intermitente ou contínua;
  • Favorece a limpeza do produto;
  • Secagem uniforme pelo constante revolvimento;
  • Facilidade de manuseio.

Desvantagens

  • Baixa eficiência energética;
  • Apresenta alto custo de investimento, pois são necessárias adequações para sua instalação, como duas moegas, ambiente coberto, o secador deve ser chumbado no chão, entre outras.

Secador de café horizontal

Secador horizontal. (Foto: Joana Oliveira).

Secador estático ou de camada fixa

Vantagens e características

  • Pode ser utilizado como pré-secador;
  • O ar passa de baixo para cima e a secagem acontece pela alternância entre massas de ar quente e frio no interior da caixa, onde o café é mantido;
  • As caixas podem ter tamanhos variados, e podem ser utilizadas uma ou duas caixas por fornalha.

Desvantagens

Secador de camada fixa

Secador de camada fixa. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Webinar Pós-colheita de café

Preparo dos lotes para secagem mecânica

Para proceder à secagem mecânica, há diversas sub etapas para tornar esse trabalho eficiente, tais como:

  1. O café colhido é lavado e pode ser processado via seca (café natural) ou via úmida (café descascado);
  2. Após, o café é levado para etapa de pré-secagem, que pode ser feita em terreiros onde fica de dois a três dias ou até a meia seca (30 a 25% de umidade); ou em pré-secadores;
  3. Realizada a pré-secagem, o café pode ser encaminhado para o secador onde sua secagem será completa;
  4. Nessa fase é importante salientar que o lote deve ser homogêneo quanto ao teor de água e estado de maturação, uma vez que cada tipo de café possui um teor de umidade diferente, como mostra a tabela abaixo:

Tabela com teores de umidade de alguns tipos de café

Teores de umidade nos diversos tipos de cafés colhidos. (Fonte: Bártholo et al. (1989)).

Cuidados e manejos em secadores

  • Em secadores verticais não é interessante colocar lotes de cafés úmidos, pois a água em excesso prejudica a secagem. Além disso, ele deve ser coberto com café até a rosca transportadora para obter maior eficiência no processo.
  • No secador rotativo a carga de café não deve preencher totalmente o cilindro, deixando uma folga de 15 cm na parte superior, após o carregamento para permitir a movimentação do café.  Também, neste secador, inicialmente recomenda-se que o mesmo opere com ar natural por cerca de 1 a 2 horas, visando homogeneizar o café e retirar parte da água. Após isso, o ar poderá ser aquecido.
  • Já no secador estático, deve-se ter atenção com a altura da massa de grãos, uma vez que as temperaturas vão variar ao longo das camadas, pois o ar esfria e fica mais úmido até alcançar as partes superiores. Assim, pode haver uma diferença de 1° C a cada 40 cm de camada. Dessa forma, para evitar problemas e perda de qualidade da faixa superior, é recomendado movimentar o café pelo menos 4 vezes ao dia, com auxílio de rosca sem fim, enxadas, pás ou outros.
  • As fornalhas devem ser de fogo indireto para não passar fumaça para o café, o aquecimento das mesmas, geralmente, é feito com lenha ou palha de café.
  • A palha possibilita maior controle da temperatura. Caso seja utilizada lenha no processo, ela deve estar seca para evitar gosto de fumaça ou cinzas na bebida.

Temperaturas no secador

Quando o objetivo do cafeicultor é a produção de cafés naturais especiais, é recomendado:

  • Que a temperatura máxima na entrada de ar no início da secagem não passe de 60°C.
  • A temperatura da massa não passe de 35°C, durante a secagem.
  • A temperatura máxima na entrada de ar no fim da secagem, não passe de 50°C.

Termômetro de um secador

Termômetro na entrada de ar do secador. (Foto: Larissa Cocato).

Principais recomendações para os secadores mecânicos

  • Durante a noite é recomendado interromper o fornecimento de energia para promover uniformização da água no café, além de menor consumo de energia elétrica e combustível, assim é importante descansar o café por 8 horas no mínimo;
  • Posteriormente, deve-se reiniciar o processo de secagem com o secador operando nas primeiras horas com ar natural, e depois realizar o aquecimento do ar;
  • Quando o lote atingir umidade entre 12 e 13%, o secador poderá ser descarregado com a massa ainda quente e coberto com pano durante a noite;
  • No dia seguinte, após o resfriamento do lote, a umidade deve estar em torno de 10,8 e 11,2% para o armazenamento;
  • Se o lote atingir 11% de umidade no secador, deve-se rodar o secador com ar ambiente para que a massa esfrie.

Destaque-se na produção de café!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o Curso Gestão em Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas.

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Larissa Cocato

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Terreiro suspenso no pós-colheita do café: como montar e técnicas de manejo https://blog.rehagro.com.br/terreiro-suspenso-construcao-e-manejo/ https://blog.rehagro.com.br/terreiro-suspenso-construcao-e-manejo/#respond Tue, 04 Oct 2022 19:07:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9828 Na cadeia produtiva do café, as etapas de produção são interligadas, principalmente quando se deseja produzir cafés superiores. O manejo do solo, os tratos culturais, e a colheita são elementos essenciais para obtenção de bons cafés. Todavia, a pós-colheita é uma das etapas mais influentes na manutenção da qualidade, principalmente, pelo processo de secagem, uma […]

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Na cadeia produtiva do café, as etapas de produção são interligadas, principalmente quando se deseja produzir cafés superiores.

O manejo do solo, os tratos culturais, e a colheita são elementos essenciais para obtenção de bons cafés. Todavia, a pós-colheita é uma das etapas mais influentes na manutenção da qualidade, principalmente, pelo processo de secagem, uma vez que, erros nesse processo prejudicam diretamente o produto final.

A secagem pode ser feita de diferentes formas, seja por meio de terreiros ou secadores mecânicos. Dentre estes, o terreiro suspenso tem ganhado espaço e mostrado ser efetivo na secagem de cafés especiais.  

 

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Café em processo de secagem em terreiro suspenso

Foto: Larissa Cocato (Fazenda Guariroba).

Como é o terreiro suspenso?

O terreiro suspenso é uma estrutura de tela de malhas finas tipo sombrite 50%, sustentada por arame liso esticado sobre pilares de cimento, madeira ou outros materiais, e possui por finalidade secar lotes de café de forma lenta, evitando o contato dos grãos com o chão.

Qual a viabilidade desse tipo de terreiro?

Esse tipo de estrutura é utilizada para secar pequenos lotes que possuem alto valor agregado, muito comum em propriedades produtoras de cafés especiais.

É indicado, preferencialmente, para cafés descascados e despolpados, por possibilitar um uso mais intensivo, pela redução no volume e pela sua secagem mais acelerada. O que não impede de também ser utilizada para secar o café natural.

Mas, quando falamos em secagem de um grande volume de café ou secagem de cafés commodity, não é viável a utilização desse tipo de terreiro, podendo-se optar por outras estratégias.

Tipos de terreiro suspenso

As diferenças entre os tipos de terreiros suspensos estão no piso e na cobertura.

De modo geral há 3 tipos distintos:

  1. Terreiro com e sem pavimentação no solo;
  2. Terreiros com e sem cobertura de lona plástica;
  3. Terreiros feitos dentro de estufas.

Terreiro suspenso sem cobertura e sem pavimentação do piso

Terreiro suspenso sem cobertura

Terreiro suspenso com estrutura para cobertura e sem pavimentação do piso

Terreiro suspenso com estrutura para cobertura

Foto: Larissa Cocato (Fazenda Guariroba).

Terreiro suspenso com cobertura

Terreiro suspenso com coberturaFoto: Larissa Cocato (Fazenda Guariroba).

Terreiro suspenso na estufa, sobre piso pavimentado

Terreiro suspenso em estufaFoto: Larissa Cocato (Fazenda Barreiro/MG).

A cobertura evita que os grãos recebam umidade do orvalho durante a noite e em condições de chuva. Já a pavimentação do piso, evita que os grãos recebam umidade pela evaporação da água do solo.

Existem também pequenos terreiros suspensos, porém não fixados ao chão, chamados de camas africanas. Nesse tipo de terreiro, é possível recolher o terreiro inteiro e colocá-los empilhados em galpões durante a noite ou em dias de chuva.

Webinar Pós-colheita de café

Terreiro suspenso x qualidade

Muitos fatores estão envolvidos na qualidade da bebida, como o material genético, terroir, nutrição, condições edafoclimáticas, ponto ideal de colheita, entre outros.

No entanto, o café seco em terreiro suspenso tem menor risco de fermentações indesejadas, desde que ele não entre em contato com o solo antes de chegar no terreiro.

Além disso, sua taxa de secagem é baixa, o que garante qualidade ao café, pelo fato de manter os compostos químicos íntegros dentro da membrana, não deixando que eles se percam no ambiente.

Vantagens e desvantagens do terreiro suspenso

Vantagens

  • Secagem mais uniforme;
  • Menor risco de fermentações ruins;
  • Produto mais limpo.

Desvantagens

  • Estrutura mais cara que terreiro de cimento;
  • Não é viável secar grande quantidade;
  • Secagem mais lenta.

Construção de um terreiro suspenso

Algumas medidas são recomendadas para a construção do terreiro suspenso, no entanto, ele deve ser construído de forma a atender a necessidade de cada propriedade. Assim, as seguintes medidas são recomendadas:

  • Largura: 2 a 2,5 m, de forma que com o braço seja possível alcançar o meio do terreiro, para facilitar e garantir o bom revolvimento do café.
  • Comprimento: 10 a 15 m, pois fica difícil percorrer mais de 15 m para revolver o café do outro lado do terreiro, assim ele sendo mais curto facilita a movimentação.
  • Altura: 0,80 a 0,90 m, para proporcionar posições confortáveis à pessoa durante o revolvimento do café, e para facilitar a carga e descarga de café no terreiro. Além disso, em terreiros muito próximos do chão os respingos da chuva podem incidir sobre o telado e umedecer o café.
  • Cobertura: quando o terreiro for coberto, é indicado que a cobertura tenha 0,80 a 0,90 m de altura. Em alturas maiores, haverá maior consumo de materiais, e consequentemente aumento do custo. Já alturas mais baixas podem dificultar a movimentação e o manejo.
  • Pés: normalmente, entre 2,5 e 3 m de terreiro coloca-se pés, e em cada pé um arco para fazer a cobertura do terreiro. Por fim, deve-se colocar o sombrite, preferencialmente o de 50% de sombreamento. Tudo isso para distribuir e acomodar melhor o peso do café.

Outras recomendações para construção do terreiro

É recomendado que o terreiro tenha recobrimento de telado mais grosso, como os utilizados em galinheiro, e também arames com esticadores na ponta.

A estrutura do terreiro pode ser metálica, cimento, e madeira, a escolha dependerá da disponibilidade de materiais e preferência da propriedade.

Manejo do café em terreiro suspenso

No terreiro suspenso a secagem de cafés naturais e descascados é feita da mesma forma. De acordo, com os seguintes manejos:

  • Inicia-se o processo com espessura de camada entre 4 e 5 cm, conduzindo nessa espessura até a meia seca;
  • É importante revolver o café desde o início até o final do processo, levando em consideração o monitoramento da temperatura, assim, sempre que o café atingir 35° C deve ser feito o revolvimento;
  • Depois da meia seca, é feita a primeira e única dobra de camada, conduzindo o café até o final do processo com espessura de 10 cm;
  • Todo fim de tarde, desde o início da secagem é interessante cobrir o café;
  • Em sequentes dias de chuva é necessário abrir as laterais do terreiro para ter movimentação do ar, e retirar a umidade acumulada sobre a massa de café;
  • Já em noites frias e com muito orvalho pode-se manter as laterais fechadas, porém caso perceba o umedecimento é importante abrir;
  • A partir de 16% de umidade, deve-se monitorar a umidade até atingir 12%, quando a secagem estará completa.

Conclusão

Algumas características do terreiro suspenso, como a baixa taxa de secagem do café e a anulação do contato dele com o chão, são responsáveis por garantir a manutenção da qualidade nessa etapa.

O manejo correto durante a secagem e a construção de uma estrutura adequada, são de grande importância para garantir o sucesso do processo.

Dessa forma, a escolha do método de secagem influencia fortemente na qualidade do produto final. No entanto, é importante estar atento à particularidade de cada um deles.

No caso da secagem mecânica, ela também pode ser uma opção, quando se deseja um processo mais rápido e menor custo com mão de obra, porém, requer muita atenção, pois se mal conduzido pode afetar a qualidade do café.

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Manejo de pastagem: saiba quais são os cuidados e as estratégias https://blog.rehagro.com.br/estrategias-de-manejo-de-pastagem/ https://blog.rehagro.com.br/estrategias-de-manejo-de-pastagem/#comments Tue, 04 Oct 2022 17:16:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5249 No cenário atual, observamos que a grande maioria dos produtores toma decisões baseada em “achismos”. Poucos são aqueles que levantam dados reais dentro de suas propriedades, e, os que ainda têm informações sobre o negócio, na maioria das vezes, não as utilizam para tomar decisões. Uma das principais mensagens que gostaríamos de deixar é exatamente […]

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No cenário atual, observamos que a grande maioria dos produtores toma decisões baseada em “achismos”. Poucos são aqueles que levantam dados reais dentro de suas propriedades, e, os que ainda têm informações sobre o negócio, na maioria das vezes, não as utilizam para tomar decisões.

Uma das principais mensagens que gostaríamos de deixar é exatamente a necessidade de se medir e de levantar dados dentro de uma fazenda, e de gerar índices produtivos, zootécnicos, econômicos e financeiros.

 

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Esses são passos indispensáveis para uma boa condução da atividade pecuária, principalmente quando observamos que as margens de lucratividade vêm caindo consideravelmente nos últimos anos, exigindo, por parte dos empresários rurais, uma maior eficiência produtiva.

O planejamento da propriedade é igualmente importante para o sucesso da atividade e definir metas e estratégias é essencial para o bom andamento de todas as ações.

Baseado nisso criamos o “boi 6/6/6 ou 7/7/7”, que nada mais é do que estabelecer uma meta de ganho por animal de acordo com a fase de vida. Por exemplo, o boi 7/7/7 ganharia 7@ (arrobas) na cria, 7@ na recria e 7@ na terminação e teríamos que valorizar cada fase individualmente, com as devidas atenções, para obtenção desses objetivos.

Manejo de pastagem na seca

Para termos pasto na seca, precisamos vedar o pasto nas águas. Por maiores que sejam os benefícios do uso das pastagens durante o período das águas, a produção animal durante todo ano nos pastos, exige que poupemos pasto das águas para uso na seca.

Entretanto, essa vedação de pastagem nas águas deve ocorrer de forma criteriosa. Sabemos que pastagens vedadas por longos períodos dão origem a forragens com grande proporção de caule/folha, diminuindo a qualidade bromatológica da planta e, principalmente, dificultando o pastejo dos animais.

Acontecem ainda outras perdas por acamamento e por pisoteio. Sendo assim, nas águas, o tempo de vedação deve ocorrer de maneira adequada para a forragem crescer e permitir que o animal colha essa forragem da melhor maneira possível.

Vedando o pasto com altura correta, por um tempo adequado concomitante com perfeitas condições climáticas, teremos uma pastagem com as características ideais para o período de seca, permitindo assim o pastejo por parte dos animais e, consequentemente, um bom desempenho quando associado à suplementação.

Conseguindo na seca um pasto que foi vedado, que tenha ficado com características adequadas, com boa quantidade e qualidade, lançaremos mão da suplementação durante o período de estiagem.

A suplementação durante o período sem chuvas tem como um dos principais objetivos melhorar, por parte dos animais, o aproveitamento da massa de forragem ingerida. Pode também aumentar em até 32% a digestão da matéria seca, e aumentar a taxa de passagem do alimento, permitindo que o animal consuma maior quantidade de MS, aproveitando melhor essa forragem ingerida.

É importante sempre realizarmos uma suplementação conexa com as condições de pastagem. Quando a suplementação é adequada, conseguimos uma maior taxa de degradação no rúmen e o aumento da síntese de proteína microbiana. Ou seja, a suplementação fornece também benefícios indiretos para os animais.

O ganho adicional pelas características da pastagem é maior nas secas do que nas águas, o que reforça a necessidade e a oportunidade de suplementação nas secas.

Vale ressaltar também que a suplementação, independente se for de 1, 3, 5 ou mais gramas por Kg, deve seguir sempre um planejamento realizado dentro das condições de logística, de pastagem e das condições econômicas da propriedade.

Deve-se ainda observar a categoria dos animais suplementados, por exemplo: animais desmamados com 210Kg (7@), entrando na fase de recria no período seco do ano, a suplementação (dependendo das características das pastagens) dará resultados de 0,250kg, 0,350kg, e 0,430kg de GPD (ganho de peso diário), quando os animais forem suplementados com 1g/Kg, 3g/Kg ou 5g/Kg, respectivamente.

Isso implica diretamente nos dias totais para ganho da @, no desembolso por parte do proprietário e nos custos de produtividade. Por isso, é extremamente importante o conhecimento dessas variáveis para o sucesso da suplementação.

Webinar Manejando Pastagens

Suplementação nas águas

Antes da suplementação, devemos nos atentar para as características da pastagem durante as águas, pois, é nesse período que as forragens têm as melhores condições para crescimento e produtividade. Um bom manejo das pastagens neste período evitará possíveis erros no manejo.

O manejo se difere de acordo com a espécie forrageira e com suas características, principalmente, de crescimento. Os mais importantes quesitos a serem observados e respeitados são a altura de entrada e a altura de saída dos animais no pasto. O fato do pasto estar verde não significa especificamente que o pasto está bom.

É muito comum observarmos pastagens boas que passaram do momento de ser pastejadas, dificultando o ato de bocada do animal, além de ter uma alta proporção de caule em relação às folhas.

Para aperfeiçoarmos o uso das pastagens, devemos estar atentos à altura da forragem para que ela não cresça demasiado e ocorra um desperdício de capim. Também não devemos deixar os animais permanecerem no pasto quando a altura da planta já estiver muito baixa, devendo a saída dos animais ser antes deste momento.

Neste último caso, além de diminuir a eficiência de produtividade do animal, que consumirá uma gramínea de menor qualidade, há maior dificuldade na rebrota dessas forrageiras. Mesmo quando se trata de pastagens rotacionadas e/ou irrigadas, a rebrota é defasada quando a altura da forragem na saída dos animais é abaixo do ideal.

Quando temos um manejo excelente das pastagens, com animais entrando em um pasto de boas características, com altura ideal, e respeitamos a altura de saída, privilegiando tanto a planta como o animal, aí sim lançaremos mão da suplementação nas águas como uma ferramenta para potencializar o ganho dos animais.

Pastagens bem manejadas com alta densidade de forragem permitem que o animal consuma maiores quantidades de MS com menos bocados. Produzir pastos onde, com poucos bocados ocorra grande ingestão de MS, é um grande passo para o bom desempenho animal durante o período das águas.

Com essas definições, podemos então entrar nas características da suplementação em si. Com pastos de boa qualidade, a suplementação atenderá uma pequena exigência do animal, sendo responsável por um ganho a mais do animal que ele teria somente com o pasto.

Características da suplementação

Suplemento de 1 g/Kg

Em uma condição de ótima pastagem, a melhor opção (mais viável) será a menor suplementação, pois o pasto já fornece a maior parte dos nutrientes necessários para os animais. O suplemento proporcionará um ganho a mais.

Um suplemento de 1g/kg proporciona um GPD de até 28,8% ou 0,142kg/dia a mais se comparado a animais tratados somente com Sal Mineral. O uso de aditivos na suplementação também tem um impacto significativo no desempenho dos animais, sendo até determinante para a melhoria do desempenho do gado.

Suplemento de 3 g/Kg

Quando pretendemos obter uma taxa de ganho de peso maior, podemos lançar mão da suplementação de 3 g/Kg. Essa categoria de suplementação é muito utilizada, pois permite que habilitemos determinadas categorias ou lotes a algum objetivo específico.

Com ganhos em torno de 0,285 kg/dia, quando em boas condições de pastagem, animais que recebem este suplemento podem chegar ao final das águas com ganhos de até 2@ a mais do que animais que consumiram somente Sal Mineral. Essa é, portanto, uma importante ferramenta, principalmente para recria.

Porém, a suplementação 3 g/Kg é extremamente sensível aos preços dos insumos , pois tem como principal componente o milho. Por isso, devemos analisar se é possível produzir esse suplemento na própria fazenda.

Uma grande vantagem dessa categoria de suplementação é que ela permite, além do ganho por animal, um grande ganho por área, pois teremos animais ganhando muito por dia e ao mesmo tempo muitos animais por área, sem acontecer, de preferência, a substituição da forragem pela suplementação.

Suplementação de Outono

A suplementação de Outono é uma estratégia para minimizar perdas ou diminuições no ganho do gado justamente no período do outono, entre março e junho aproximadamente. Nesse momento, inicia-se uma queda na qualidade e na quantidade de forragem, e o gado tende a acompanhar essa queda com menores desempenhos e/ou perda de peso e de escore.

A suplementação nesse período é importante para manter os animais ganhando peso e passarem, igualmente, com um bom desempenho na seca (desde que continuem recebendo a devida suplementação, em pastagens adequadas durante a estiagem).

A diferença entre o ganho de peso de animais suplementados e o ganho de peso de animais tratados somente com Sal Mineral é de 86% para 41%, mostrando a importância da suplementação nessa época do ano. Ela se justifica quando o próximo passo é a terminação do gado seja no confinamento ou a pasto, como uma forma de preparação do gado para a terminação.

Modelo de produção

O sistema de produção interfere diretamente no programa de suplementação da propriedade. Não exploramos, em muitas situações, o potencial produtivo dos animais, principalmente quando utilizamos animais de genética superior em condições inadequadas.

Um animal de grande potencial produtivo deve ter condições ideais para desempenhar seu potencial. Devemos focar nosso modelo de produção baseado no que temos de concreto e no que podemos produzir. Produzir nos bônus e nos favorecimentos sazonais não garante um retorno contínuo e perene.

Comportamento animal

Precisamos observar e entender melhor as características e as peculiaridades do comportamento animal. Com esse entendimento, podemos trabalhar em favor do animal o que, por consequência, nos proporcionará maiores ganhos durante a suplementação.

Entre os aspectos que interferem no comportamento está o horário no qual fornecemos o suplemento. Devemos priorizar o fornecimento do suplemento sempre no mesmo horário do dia, principalmente quando a suplementação for de 3 g/Kg ou mais.

Se for possível, de acordo com a logística na fazenda, deve-se, preferencialmente, ofertar essa suplementação para os animais em horário diferente do horário comum de pastejo dos animais, ou seja, ofertar durante as horas mais quentes do dia, como, por exemplo, às 12h.

Com isso, os animais não deixarão de pastejar durante as horas mais frescas para comer o concentrado. Outra questão importante é a linha de cocho. O tamanho da linha de cocho ideal é determinante para o sucesso da suplementação.

Histórico alimentar

O uso da suplementação deve acontecer como uma sequência. Não é recomendado que se invista em suplementação em determinada fase da vida do animal ou em determinado período do ano e, em seguida, não se ofereça nenhum aporte para que esse animal continue desempenhando um bom rendimento produtivo.

Sempre que aumentarmos a taxa de ganho do animal, o ideal é que na fase seguinte do ciclo produtivo esse animal consuma um suplemento superior ao consumido anteriormente.

Rendimento do ganho e ganho de carcaça

O rendimento do ganho é a proporção do que o animal ganha em carcaça. E é fundamental entender o histórico do animal, o nível de suplementação e a estrutura na qual ele ganhou peso nos últimos meses, para entender todo o conjunto de fatores que envolvem o rendimento do ganho.

Por exemplo, em alguns casos, os animais que vêm sendo suplementados ao longo de seu crescimento, tem o desempenho GPD menor que animais que chegam para a terminação oriundos de pastagens ruins e sem suplementação.

Entretanto, é importante entender que o desempenho do ganho, ou seja, que a proporção ou conversão do que foi ganho em carcaça é maior nos animais que desde sempre foram adequadamente suplementados.

Terminação a Pasto

Um dos principais pontos a se destacar é a questão da avaliação do ganho dos animais. Quando comparamos o ganho entre animais suplementados e animais tratados somente com Sal Mineral, a diferença do PV, em muitas ocasiões, não é significativa.

Apesar disso, o ganho de carcaça deve ser o quesito avaliado sempre que trabalharmos com suplementação e, independente da fase, devemos avaliar o ganho de carcaça e não somente o ganho de peso vivo.

Avaliando o viés econômico financeiro, a rentabilidade do sistema de produção de animais produzidos com ou sem suplementação é muito parecida mas a lucratividade dos animais suplementados é maior. Sendo assim, em condições adequadas, a suplementação pode garantir uma lucratividade maior no negócio.

Um dos aspectos interessantes para se avaliar a viabilidade do negócio é avaliar a relação de troca, ou seja, quanto em milho a venda da @ me permite comprar. Normalmente utilizam-se 3 sacos como parâmetro, ou seja, se ao vender minha @ consigo comprar 3 ou mais sacos de milho, normalmente há a viabilidade da suplementação dos animais.

Para o sucesso da terminação a pasto, devemos avaliar todas as variáveis, principalmente de qualidade e de quantidade de pasto. É possível haver ganhos ótimos de produtividade e de Rendimento de Ganho durante todo ano, entretanto para isso, precisamos adequar a suplementação de acordo com as características encontradas nas pastagens.

Seguindo esse raciocínio, para um bom desempenho (principalmente do Rendimento de Ganho) dos animais na terminação durante o período da seca, pensamos em uma suplementação de 2,0%PV, em que conseguiríamos um ganho de aproximadamente 5,13@ de carcaça em comparação a animais terminados com suplementação de 0,5%PV.

Essa diferença é explicada quando pensamos nas baixas condições de pastagem na seca. Sendo assim, o aporte nutricional ao gado deve ser maior para um desempenho ótimo.

Outro fator importante que devemos ressaltar é em relação à suplementação de maiores quantidades de suplemento, por exemplo:10 Kg de suplemento/dia. Mesmo com grandes quantidades de concentrado, o papel do pasto é fundamental para o bom desempenho animal.

Porém, diferente do que ressaltamos na suplementação nas secas, o papel principal do pasto é diminuir a taxa de passagem, melhorando assim a digestibilidade do suplemento.

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Taxa de prenhez: como aumentar na sua propriedade https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/ https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/#respond Thu, 29 Sep 2022 12:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15466 A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda. Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! […]

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A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda.

Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!

 

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O que é taxa de prenhez e como calcular?

A taxa de prenhez é um índice reprodutivo que indica a porcentagem de vacas gestantes em relação ao total de vacas aptas do rebanho, a cada 21 dias. Essa taxa é capaz de medir a velocidade em que os animais ficam gestantes na propriedade.

Para calcular a taxa de prenhez  precisamos conhecer outros dois indicadores:

  1. A taxa de serviço;
  2. A taxa de concepção.

A taxa de serviço, indica a quantidade de vacas inseminadas sobre o número de vacas aptas (a cada 21 dias), podendo ser calculada a partir da seguinte fórmula:

Taxa de serviço (%) =  Número Vacas Inseminadas / Número Vacas Aptas

Já a taxa de concepção nos mostra o número de animais que ficaram gestantes em relação ao número total de animais inseminados, e pode ser obtida pela equação:

Taxa de concepção (%) = (Nº Vacas Gestantes x 100)/ Total de Serviços

A partir dessas duas taxas conseguimos então, calcular a taxa de prenhez:

Taxa de Prenhez (%) = Taxa de Concepção (TC) x Taxa de Serviço (TS)         

Com ela é possível monitorar o desempenho reprodutivo das vacas, alcançando assim melhores resultados produtivos para a atividade leiteira.

A seguir, confira alguns fatores que influenciam essa taxa e algumas dicas para melhorar esse índice dentro da sua fazenda!

Fatores que influenciam a taxa de prenhez

Existem alguns fatores que possuem influência direta sobre a reprodução e taxa de prenhez da fazenda, por isso, conhecê-los é essencial para elevar esse índice e manter bons resultados reprodutivos.

Listamos 5 pontos que podem auxiliar o aumento da taxa de prenhez. Veja abaixo:

1. Respeitar o período de espera voluntário (PEV)

O PEV é o período que as vacas necessitam após o parto, para retornar a produção. Esse tempo pode variar entre 45 a 60 dias em média, dependendo da raça.

É preciso respeitar rigorosamente esse tempo, a fim de que o organismo do animal se recupere completamente para só então liberá-los para serem inseminados ou cobertos.

2. Proporcionar bem estar animal

Para obter bons índices de prenhez por animal, deve-se efetuar o manejo correto, fornecendo boas condições nutricionais, ambientais e comportamentais. A reprodução é uma função complexa do organismo e é altamente dependente de uma base de manejos bem feita.

3. Detectar corretamente o cio

A detecção correta do cio afeta de maneira drástica o manejo reprodutivo do rebanho. Fatores como horário e tempo de observação, tamanho de lotes e piquetes, bem como o olhar do observador, possuem interferência sobre a detecção do cio.

Por isso, invista em treinamentos e ferramentas para te auxiliar nesse momento tão importante.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

4. Atenção a qualidade do sêmen

Resguardar a qualidade do sêmen bovino é essencial para atingir bons resultados reprodutivos. Deve-se realizar a avaliação da quantidade, concentração e proporção dos espermatozoides, assim como a motilidade, antes do processo de inseminação.

É importante destacar que para validar a qualidade do sêmen é preciso haver uma associação positiva entre os critérios de avaliação.

5. Mão de obra de qualidade

Ter colaboradores aptos a realizar a inseminação é fundamental para se obter uma boa taxa de prenhez. É necessário investir em treinamentos e reciclagens para que os trabalhadores envolvidos no processo estejam sempre capacitados e atentos ao processo correto.

Além de oferecer cursos aos colaboradores, busque sempre destacar e valorizar a importância de seu trabalho para os resultados positivos da fazenda.

Conclusão

Obter uma alta taxa de prenhez e bons índices reprodutivos na fazenda é um processo multifatorial que exige atenção redobrada.

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Tipos de colheita de café: como determinar o melhor? https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-colheita-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-colheita-de-cafe/#respond Tue, 27 Sep 2022 13:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15388 O período reprodutivo do cafeeiro é a fase mais aguardada pelo cafeicultor, é quando são colhidos os frutos de todo esforço e cuidado. O produto principal do café são seus frutos, que devem ser retirados da planta e esse processo é chamado de colheita. Existem diferentes tipos e sistemas de colheita do café, cada um […]

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O período reprodutivo do cafeeiro é a fase mais aguardada pelo cafeicultor, é quando são colhidos os frutos de todo esforço e cuidado. O produto principal do café são seus frutos, que devem ser retirados da planta e esse processo é chamado de colheita.

Existem diferentes tipos e sistemas de colheita do café, cada um deles possui características positivas e negativas. E é sobre isso que este texto abordará!

 

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Sistemas de colheita do café

A colheita pode ser realizada de forma manual, semimecanizada e mecanizada. A determinação de qual o melhor sistema irá depender da mão de obra disponível, declive do terreno, escala de produção, e com o objetivo da propriedade.

Colheita Manual

O sistema de colheita manual consiste na derriça dos frutos com as mãos.

Características positivas

  • Pode ser utilizada na cafeicultura de montanha;
  • Pode ser utilizada em lavouras de primeira e segunda safra;
  • Possibilita a colheita seletiva;
  • Gera empregos;
  • Quando feita com pessoas experientes e cuidadosas pode depauperar menos as plantas.

Características negativas

  • Custo elevado;
  • Menor rendimento e, consequentemente, maior tempo de colheita;
  • Maior número de pessoas sob a responsabilidade da fazenda.

Colheita manual de café

Colheita manual. Foto: Joana Oliveira

Colheita Semimecanizada

No sistema de colheita semimecanizada são utilizadas derriçadoras portáteis, manejadas manualmente, que provocam a vibração e queda dos frutos.

A colheita semimecanizada apresenta basicamente as mesmas características da colheita manual, porém, tem rendimento maior. Ela não possibilita a colheita seletiva e não é recomendada em lavouras de primeira e segunda safra, pois pode causar maior depauperamento das plantas.

Webinar Planejamento da colheita

Colheita Mecanizada

A colheita é realizada a partir de máquinas colhedoras.

Características positivas

  • Menor custo de colheita;
  • Maior rendimento;
  • Possibilita antecipar a colheita e realizá-la de forma mais seletiva de acordo com as regulagens de vibração, freio, velocidade e número de varetas;
  • Menor número de pessoas sob a responsabilidade da fazenda.

Características negativas

  • Utilizada apenas em áreas com declividade menor (não é empregada na cafeicultura de montanha) e exige espaçamentos e alinhamento de plantio adequados;
  • Alto custo inicial para aquisição da colhedora;
  • Em caso de regulagens inadequadas pode depauperar a lavoura.

Colheita mecanizada de café

Colheita mecanizada. Foto: Joana Oliveira

Tipos de colheita de café

Colheita plena

No Brasil, apesar da desuniformidade na maturação dos frutos e devido ao número de floradas, ainda é possível realizar a colheita plena, que é a derriça completa dos frutos da planta, mesmo em diferentes estádios de maturação.

Assim, em todos os sistemas de colheita é possível fazer a colheita plena. Quando se trata da colheita manual e semimecanizada, que geralmente é feita apenas uma derriça completa, contudo, é recomendado que ocorram no momento de maior uniformidade de maturação, com o mínimo possível de grãos verdes, pois o café colhido verde perde na qualidade e no rendimento.

Já na colheita mecanizada, quando temos máquinas bem reguladas e período de colheita adequado, é possível colher grande quantidade de frutos cereja e esperar até que os frutos verdes remanescentes cheguem no estádio de maturação para realizar o repasse.

A maioria dos cafeicultores realiza esse tipo de colheita, principalmente, pela redução dos custos com essa prática.

Frutos do café após colheita plena

Foto: Joana Oliveira

Colheita seletiva

Na colheita seletiva, somente os frutos com maturação fisiológica completa, os denominados grãos cerejas, são colhidos. Essa prática visa, principalmente, alcançar o máximo potencial de qualidade dos cafés.

Dessa forma, é possível realizar a colheita seletiva no sistema manual e mecanizado. No manual, os frutos são selecionados a dedo e a avaliação da maturação é feita visualmente por sua coloração, o que aumenta a precisão.

No mecanizado, a colheita seletiva é feita por meio da regulagem da colhedora, são elas:

  • As varetas da parte inferior da colhedora são retiradas, visto que no terço médio inferior das plantas de café a maturação é mais lenta, pela menor incidência de radiação solar;
  • Maior velocidade da colhedora;
  • Redução das vibrações e da tensão dos freios dos cilindros.

Nesse sentido, outra forma de regular a colhedora é pela metodologia proposta pelo Prof. Dr. Fábio Moreira da Silva – UFLA, chamada Índice Moreira.

Nessa metodologia a vibração deve ser dividida pela velocidade (i=vibração/velocidade). Assim, para colheita seletiva o índice i deve estar entre 0,5 e 0,7 e para colheita plena o índice deve estar entre 0,8 e 1,0.

Exemplo:

i = 700 vibração/ 1000 m/h    = 0,7 (Colheita seletiva)

Isso proporcionará baixa quantidade de grãos verdes desprendidos da planta, colhendo em sua maioria os grãos secos e cereja que têm maior facilidade de desprendimento.

Assim, deve ser observada a maturação ao longo dos dias, para determinar o melhor momento para realizar novas derriças nessas lavouras.

Frutos do café após colheita seletiva

Foto: Joana Oliveira

Qual o melhor método?

A melhor colheita é aquela que se adapta às condições e realidades de cada propriedade. Dessa forma, para avaliar e determinar a melhor opção, é preciso levar em consideração:

  • Fase da lavoura: lavouras até segunda safra são mais sensíveis e, geralmente, ainda não atingiram o porte ideal para a colheita mecanizada. Assim, na sua maioria a colheita é feita manualmente até a segunda ou terceira safra. Em lavouras bem formadas e desenvolvidas, porém, já é possível realizar a colheita mecanizada em lavouras de primeira safra, com mini colhedoras especializadas. A atenção, contudo, deve ser ainda maior para manter as regulagens adequadas.
  • Condições da lavoura: espaçamento, alinhamento, arquitetura e declividade: para possibilitar a colheita mecanizada a lavoura deve ter bom espaçamento (espaçamentos adensados impossibilita a colheita mecanizada), alinhamento correto das plantas, boa arquitetura (plantas entouceiradas, ou seja, com muitos brotos pode inviabilizar esse sistema de colheita), e declividade de até 20% (variando para mais ou para menos de acordo com o tipo de colhedora).
  • Disponibilidade de terreiro e/ou secadores: a colheita mecanizada demanda espaço em terreiro e/ou secadores, visto que o volume diário colhido é maior em comparação a colheita manual ou semimecanizada. Dessa forma, é preciso calcular a relação entre o volume de colheita e disponibilidade de locais para secagem.
  • Capital para investimento: a aquisição de colhedoras exige alto investimento inicial, assim é importante avaliar o custo/benefício e impacto dessa aquisição.
  • Mão de obra e/ou aluguel de colhedora disponível: verificar se na região possui mão de obra disponível ou colhedoras para alugar.
  • Carga da lavoura: em lavouras com carga muito baixa e com carga pendente alta para a próxima safra, deve se atentar na escolha da colheita, pois a colheita mecanizada com regulagens inadequadas pode não tirar os frutos do pé, e ainda depauperar a lavoura, prejudicando a safra seguinte.
  • Qualidade: como abordado anteriormente, a colheita manual e a mecanizada, permitem a seleção dos frutos cerejas, o que auxilia na obtenção de lotes com qualidade superior.

Conclusão

Com isso, entendemos que para determinar a melhor opção de colheita é preciso avaliar alguns fatores e encaixá-los à realidade de cada propriedade.

Deve-se levar em consideração a manutenção das lavouras, o custo, os objetivos da propriedade, a disponibilidade de ferramentas ou mão de obra, dentre outras.

Sabe-se que a colheita, seja ela mecanizada, manual ou semimecanizada, irá gerar certo estresse nas plantas. Assim, a colheita antecipada pode ajudar na recuperação da lavoura e na produção da safra seguinte. Para isso, é imprescindível ter planejamento e ferramentas prontamente disponíveis no período de colheita.

Como ter safras mais lucrativas?

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

No curso online Gestão na Produção de Café Arábica, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

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Larissa Cocato

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Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP): como implementar e os benefícios https://blog.rehagro.com.br/sistema-integracao-lavoura-pecuaria/ https://blog.rehagro.com.br/sistema-integracao-lavoura-pecuaria/#respond Mon, 26 Sep 2022 12:00:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15380 O Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP) é uma estratégia comumente utilizada na pecuária de corte, pois o comércio interno e externo está em constante crescente, gerando uma alta demanda para os sistemas de produção. Desta forma, necessita-se produzir com eficiência para suprir a exigência do abastecimento alimentar e não gerar prejuízos. A quantidade de carne […]

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O Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP) é uma estratégia comumente utilizada na pecuária de corte, pois o comércio interno e externo está em constante crescente, gerando uma alta demanda para os sistemas de produção.

Desta forma, necessita-se produzir com eficiência para suprir a exigência do abastecimento alimentar e não gerar prejuízos.

A quantidade de carne produzida e o potencial de produção da área são índices que estão inteiramente interligados, contudo, os sistemas tradicionais de produção têm se demonstrado pouco eficientes diante da crescente demanda e redução dos impactos sobre o meio ambiente.

Além disso, a principal fonte de alimentos dos bovinos de corte são as pastagens, tornando necessário a implementação de algumas estratégias, como a aquisição de animais geneticamente melhorados e maior aproveitamento do pasto. Diante dessas necessidades, vários estudos foram realizados, surgindo daí, o sistema de ILP.

 

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A ILP fundamenta-se na intensificação do uso da terra, recuperação de áreas degradadas, diversificação de atividades e aumento da eficiência dos sistemas de produção, contemplando os pilares da sustentabilidade. Isto é, ser tecnicamente eficiente, economicamente viável, ambientalmente adequado e socialmente justo.

Essa estratégia realiza a união de dois sistemas de produção: a agricultura e a pecuária de forma concomitante.

A integração entre os dois sistemas possibilita ganhos tanto para os animais, quanto para o pasto, porque aproveita a área e após a colheita da lavoura, os nutrientes residuais atuam diretamente na melhoria da qualidade do solo, produzindo forragens de melhor qualidade, e consequentemente, aumentando o desempenho do bovino.

Como implementar a ILP?

O primeiro passo é a escolha da espécie forrageira e da cultura. São várias possíveis combinações, dentre as mais comuns estão:

  • Brachiaria + sorgo;
  • Brachiaria + milho;
  • Brachiaria + milho + soja.

O que deve ser levado em consideração no planejamento é “Qual cultura e espécie forrageira se adequa melhor à realidade da minha fazenda”. Os fatores que vão interferir na escolha são clima, preço e disponibilidade das sementes, investimento em máquinas, treinamento e capacitação de mão-de-obra.

O plantio pode ser realizado de várias formas, sendo assim, a área pode ser aproveitada com o cultivo de apenas uma cultura, sendo dividido à parte. As figuras abaixo demonstram algumas possibilidades na implementação da ILP.

Forma de implementação da ILP

Formas de implementação da ILP

Os bovinos entram na área após a colheita das culturas, realizando o pastejo. A área em que estavam anteriormente, fica livre para uma nova plantação, o que ajuda na recuperação do pasto. A ideia é que este processo se repita.

O que varia é o tempo de permanência no pasto, uma via que depende da cultura que está implementada no sistema. Tudo depende então, da realização de um bom planejamento.

Webinar Integração Lavoura Pecuária

Benefícios da implementação da ILP

  • Recuperar as pastagens degradadas;
  • Produzir alimento (pasto, forragem e grãos) para os períodos de seca;
  • Recuperar a fertilidade do solo em áreas degradadas;
  • Melhorar as condições físicas e biológicas do solo;
  • Diversificar a renda do produtor;
  • Reformar as pastagens degradadas;
  • Aumentar a produção por unidade de área;
  • Aumentar a eficiência de uso de insumo;
  • Fornecer maior cobertura ao solo;
  • Reduzir a infestação de pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Melhorar o desempenho animal a pasto.

Diante disso, se empregada de forma correta, a ILP pode cursar com a aceleração na recuperação do solo e do retorno financeiro, por consequência de uma maior e melhor produção de massa forrageira, que resultará na formação de palhada, proporcionando maior proteção ao solo, além de maior disponibilização de nutrientes para a forragem.

Isso traz impactos positivos na pecuária de corte como um todo, uma vez que, um dos principais problemas enfrentados em nível nacional é a degradação das pastagens. Contudo, existem alguns pontos de atenção que devem ser analisados antes da tomada de decisão.

Desafios da integração lavoura pecuária

  • Falta de cultura e tradição na atividade;
  • Desconhecimento dos sistemas de produção;
  • Escolhas dos cultivares mais adequados;
  • Falta de infraestrutura e tecnologia;
  • Elevado investimento inicial;
  • Deficiência de mão-de-obra qualificada.

O sistema consiste em uma importante estratégia de eficiência produtiva, que quando bem utilizada, proporciona melhorias na produtividade na agricultura e na pecuária. Todavia, deve-se sempre avaliar a realidade do sistema de produção para que não ocorram prejuízos pós  implementação.

Veja mais!

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Mariana Silva

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Guia completo sobre calagem na cultura do café https://blog.rehagro.com.br/guia-calagem-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/guia-calagem-na-cultura-do-cafe/#respond Fri, 23 Sep 2022 13:00:36 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15376 Quer aprender o passo a passo para fazer uma boa recomendação de calagem do solo nas lavouras de café? Receba um guia completo e 100% gratuito sobre o assunto. O que você irá aprender com esse e-book? Como escolher o calcário; Quando recomendar o calcário; Cálculos de recomendação sem incorporação; Dose mínima e máxima em […]

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Quer aprender o passo a passo para fazer uma boa recomendação de calagem do solo nas lavouras de café?

Receba um guia completo e 100% gratuito sobre o assunto.

O que você irá aprender com esse e-book?

  • Como escolher o calcário;
  • Quando recomendar o calcário;
  • Cálculos de recomendação sem incorporação;
  • Dose mínima e máxima em superfície;
  • Aplicação de calcário em área total e em faixa;
  • Calcário no sulco e em área total;
  • Época de realização da calagem.

Saiba a importância da calagem para a cafeicultura!

A calagem é a aplicação de calcário no solo com o objetivo de corrigir sua acidez.

Solos ácidos possuem um baixo pH, o que afeta a disponibilidade de nutrientes para as plantas, prejudicando seu desenvolvimento. Com a aplicação do calcário, conseguimos elevar o pH do solo, melhorando essa disponibilidade.

Além disso, ele fornece cálcio, magnésio e neutraliza o alumínio, que é prejudicial para o desenvolvimento do sistema radicular.

Acesse o guia completo sobre a calagem no café e tenha acesso a todas as informações sempre que necessário:

E-book Calagem na cultura do café

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Febre aftosa: impactos econômicos e vacinação https://blog.rehagro.com.br/febre-aftosa/ https://blog.rehagro.com.br/febre-aftosa/#respond Thu, 22 Sep 2022 21:00:47 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15368 A pecuária de corte representa um dos principais pilares do agronegócio brasileiro. Com grande representatividade na economia, o setor vem se desenvolvendo nos últimos anos tornando o setor mais intensivo e tecnológico. Um grande fator de impulsionamento do setor está na exportação de carne bovina para todo o mundo. Já faz alguns anos que o […]

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A pecuária de corte representa um dos principais pilares do agronegócio brasileiro. Com grande representatividade na economia, o setor vem se desenvolvendo nos últimos anos tornando o setor mais intensivo e tecnológico.

Um grande fator de impulsionamento do setor está na exportação de carne bovina para todo o mundo. Já faz alguns anos que o Brasil é o maior exportador de carne bovina do planeta, sendo assim, garantir qualidade e segurança na produção é fundamental para que continuemos aumentando a importância para economia e também com o nobre papel de alimentar pessoas ao redor do mundo.

Alguns fatores, entretanto, são impeditivos para as exportações. Casos de doenças descobertas e descritas podem levar a um grande entrave nas relações comerciais com outros países, gerando grande prejuízo econômico e produtivo para o Brasil.

A Febre Aftosa é uma doença bastante falada na pecuária, porém, existem alguns pontos de atenção para os produtores que devem ser entendidos.

 

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O que é a febre aftosa?

A enfermidade é causada por um vírus altamente contagioso que acomete os animais de cascos fendidos (biungulados, casco dividido em duas unhas), tais como: bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos.

Apesar de apresentar baixa mortalidade entre animais adultos, é uma doença que leva a grandes impactos socioeconômicos na pecuária, principalmente na de corte, pois ao se identificar um foco, fica proibido o comércio de carne tanto local quanto para exportação.

Por se tratar de uma doença de notificação obrigatória, ao identificar um animal com os sinais clínicos, é preciso notificar o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) rapidamente, no intuito de ação imediata por parte do órgão competente, visando a disseminação da doença.

A notificação se tornou obrigatória e o criador que não notificar, está passível de pagamento de multas.

Sinais clínicos da febre aftosa

Como foi falado, para notificar ao MAPA, você deve estar atento aos sinais clínicos do seu rebanho. A doença possui manifestações clínicas que podem ser confundidas com outras enfermidades, como, por exemplo, a diarreia viral bovina.

Sendo assim, o fechamento do diagnóstico só poderá ser realizado por um especialista, que neste caso é o médico veterinário inspetor do Serviço Veterinário Oficial da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (SEAPI).

O próprio nome da doença já sugere um dos seus principais sinais clínicos, pois os animais contaminados apresentam febre e vesículas (bolhas), características de aftas nos lábios, línguas e cascos.

Febre aftosa e seus sinais clínicos

Descrição da febre aftosa e seus sinais clínicos

Além dos principais e mais sugestivos sinais clínicos da doença, você pode observar outros, como:

  • Agitação;
  • Lábios inferiores e posteriores trêmulos em conjunto com movimentos incomuns da mandíbula;
  • Salivação exacerbada;
  • Dificuldade de ingerir os alimentos, tanto concentrado, quanto apreensão de forragem;
  • Claudicação (manqueira).

Todos esses sinais são atribuídos à temperatura corporal do animal, que se encontra acima do normal levando à calafrios e pela dor e extremo desconforto gerados pela formação e/ou rompimento das vesículas (aftas).

Sintomas da febre aftosa

Vesículas rompidas na língua de bovino, provenientes de febre aftosa. Foto: Coletânea de imagens do MAPA. 

O único método para descobrir se as lesões são provocadas ou não pelo vírus da febre aftosa é por meio de diagnóstico laboratorial, ou seja, deve ser realizado exames e enviá-los aos laboratórios oficiais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (LANAGRO).

E-book Sanidade do gado de corte

Perdas e impactos econômicos

As perdas causadas pela febre aftosa são grandes, principalmente devido à dor que o gado sente ao se alimentar, beber e locomover. Tudo isso leva a um intenso emagrecimento e, consequentemente impacto sobre o bem-estar animal e grandes perdas produtivas.

O prejuízo econômico causado pela doença se dá devido aos trâmites comerciais, pois, além de afetar o comércio interno, também afeta o comércio externo, impedindo assim, a comercialização de animais, produtos e subprodutos originados de animais suscetíveis.

Pode parecer um “exagero” e até mesmo confuso, países vedarem a comercialização de animais assim, mas é entendível, uma vez que, existem alguns países livres da ocorrência de febre aftosa, ou seja, décadas em que não foi diagnosticado nenhum foco da doença.

Desta forma, devido ao alto poder de transmissão, a doença pode atravessar de forma muito rápida as fronteiras internacionais, principalmente carne com osso. Devido ao impacto gerados no mercado cárneo após a doença, tais países implantaram algumas normas sanitárias para impedir o estabelecimento da enfermidade.

A implementação das regras, porém, trouxe alguns efeitos negativos sobre a pecuária, o que levou a graves consequências socioeconômicas, uma vez que o faturamento é menor do que poderia ser se contemplasse todos os países e regiões.

Transmissão e prevenção da febre aftosa

A forma de transmissão se dá principalmente por meio do contato de animais infectados com os saudáveis, solo, fômites, bebedouros ou lagos contaminados, aerógena, ou meios da própria fazenda como currais, troncos e bretes.

A entrada de carcaças contaminadas em outros países ou estados, é um alto veículo de transmissão, diante disso, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) determinou algumas regras que podem ser encontradas no Código Sanitário para Animais Terrestres.

Contudo, principalmente para exportação, essa barreira sanitária trouxe alguns efeitos negativos para o mercado exportador, pois elas fecham as fronteiras de forma total ou parcial se for identificado algum foco de febre aftosa. Tudo isso, traz impacto econômico à pecuária de corte, podendo reduzir preços dos cortes. 

Vacinação contra febre aftosa

A forma de prevenção contempla a adoção de vacinação obrigatória somente em bovinos e bubalinos nas zonas livres de febre aftosa com vacinação. Cada estado contempla um período específico para vacinação, normalmente nos meses de maio e novembro.

Para você saber quando deve vacinar os seus animais em 2022, acesse o link do calendário de vacinação.

Uma grande discussão vem se tornando frequente em torno da não obrigatoriedade da vacinação em alguns estados.

Para alguns, a seguridade obtida ao longo dos anos de vacinação obrigatória, seria suficiente para tornar determinado estado livre de febre aftosa sem vacinação, como o estado de Santa Catarina que apresenta esse status desde 2007. Para outros, o risco de se adotar tal medida é alto e de grande potencial para causar prejuízos.

No ano de 2021, seis estados (Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso) e o Distrito Federal, alcançaram reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal, e ao final do ano de 2022, após a vacinação de novembro, também terão a obrigatoriedade da vacinação suspensa.

Segundo a Radioagência Nacional, com essas medidas 113 milhões de bovinos e bubalinos deixarão de ser vacinados anualmente no Brasil.

Mas atenção!

Febre Aftosa não representa risco à saúde pública, sendo raros os casos em humanos.

O que fazer se observar animais com sinais clínicos sugestivos da doença?

Quando observar qualquer animal com alguma das alterações características, mesmo que você não seja o produtor, comunique imediatamente à unidade local da Defesa Agropecuária.

Saiba mais sobre a pecuária de corte!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

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Mariana Silva

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Bebedouros e qualidade da água para bovinos de corte https://blog.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-da-agua/ https://blog.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-da-agua/#respond Thu, 22 Sep 2022 13:33:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15363 Você pode aumentar o ganho médio diário dos animais em mais 220g/dia sem alterar a dieta, fornecendo apenas água de qualidade. Aprenda com esse e-book como chegar lá! O que você irá aprender com esse e-book? Consumo de água dos bovinos e como afeta o consumo da dieta; Tipos de bebedouros e qual o melhor […]

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Você pode aumentar o ganho médio diário dos animais em mais 220g/dia sem alterar a dieta, fornecendo apenas água de qualidade.

Aprenda com esse e-book como chegar lá!

O que você irá aprender com esse e-book?

  • Consumo de água dos bovinos e como afeta o consumo da dieta;
  • Tipos de bebedouros e qual o melhor para a sua realidade;
  • Cuidados práticos importantes com as fontes de água naturais;
  • Cálculo de vazão x tamanho;
  • Dicas práticas para avaliar a frequência de lavagem dos bebedouros.

A importância da água para os bovinos

A água é o nutriente mais importante para os bovinos e participa de todos os processos fisiológicos do animal. Ela pode ser responsável pelo ganho de peso nas condições que ela traz.

Para exemplificar: Um animal na terminação durante 120 dias, com o correto consumo de água, pode ganhar 220g por dia, somando 26,4kg a mais em seu peso final.

Ficou interessado? Então esse e-book é para você. Obtenha-o agora e acesse as informações sempre que precisar!

E-book Bebedouros para bovinos

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O que faz um gestor de fazendas? https://blog.rehagro.com.br/o-que-faz-um-gestor-de-fazendas/ https://blog.rehagro.com.br/o-que-faz-um-gestor-de-fazendas/#respond Thu, 22 Sep 2022 12:00:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15355 O papel do gestor de fazenda, assim como qualquer outro, é de organizar, planejar, controlar e até mesmo liderar um grupo de pessoas. Além disso, uma das principais funções do Gestor é a delegação de tarefas. Todo negócio, seja no meio rural ou não, depende de pessoas para funcionar, é como uma engrenagem que está […]

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O papel do gestor de fazenda, assim como qualquer outro, é de organizar, planejar, controlar e até mesmo liderar um grupo de pessoas. Além disso, uma das principais funções do Gestor é a delegação de tarefas.

Todo negócio, seja no meio rural ou não, depende de pessoas para funcionar, é como uma engrenagem que está em constante movimento, sem pessoas, não há movimento, não há o que o gestor gerir e nas fazendas.

O gestor supervisiona pessoas, recursos e máquinas. É importante que haja capacitação para desempenhar este papel mesmo em casos de sucessão familiar.

Alguns processos devem fazer parte da rotina de um gestor, como:

  • Conhecer bem sua equipe;
  • Prezar por um bom relacionamento;
  • Promover a confiança;
  • Realizar planejamento estratégico;
  • Definir metas e objetivos;
  • Delegar tarefas;
  • Dar feedbacks;
  • Gerir conflitos;
  • Motivar e engajar os colaboradores;
  • Destinar seus recursos de forma adequada;
  • Monitorar e mensurar os resultados.

Todos esses processos acabam se encontrando em algum momento, por isso a importância da capacitação de quem assume esse papel.

As demandas de um gestor não são poucas. Exercer tudo isso com eficiência e assertividade não é fácil, mas existem uma variedade de ferramentas gerenciais que podem auxiliar na prática.

 

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Ferramentas gerenciais

Para o gerenciamento nas fazendas podemos destacar algumas ferramentas, como:

Plano de ação

O Plano de ação é um documento utilizado para registrar as tarefas e demandas a serem cumpridas, quando, como e por quem.

Para a elaboração é necessário que os objetivos já tenham sido bem definidos e que as metas sejam mensuráveis, de preferência em modelo SMART.

Para a composição do plano, um modelo recomendável para utilização em propriedades rurais é o 5W2H. Ele permite que as tarefas fiquem dispostas de forma clara, visual e objetiva.

Descrição de Cargos

É um documento que registra as tarefas e responsabilidades asseguradas à função dentro de uma empresa. Auxilia no direcionamento e referência das demandas de cada colaborador.

Além disso, auxilia também no processo de recrutamento e seleção, casando as habilidades e competências necessárias para o cargo com o candidato.

Organograma

O Organograma é um tipo de gráfico que representa a estrutura da organização do negócio. De forma visual, ele contribui para o processo de comunicação e delegação de tarefas dentro da propriedade.

Para a sua elaboração, além das metas e objetivos bem definidos é importante também que os colaboradores tenham seus cargos bem definidos.

Agenda Macro

A Agenda Macro é uma ferramenta que auxilia na visão das atividades a serem gerenciadas em um período maior de tempo, com o objetivo de antecipar a tomada de decisão.

Essa ferramenta também é importante para melhorar a comunicação e interação da equipe, proporcionando uma visão mais clara das responsabilidades traçadas para cada membro.

Reuniões

Uma das ferramentas gerenciais mais importantes são as reuniões. Implantar a cultura de reuniões frequentes auxiliam na melhoria da comunicação, clareza das rotinas, e confiança entre equipe.

Para isso é importante que o gestor saiba produzir reuniões de forma assertiva, se preparando com antecedência e assuntos definidos.

Existem também quatro princípios que orientam as funções do gerenciamento, são eles: planejamento, organização, liderança e controle.

  1. Planejamento: Definir as metas para direcionamento do negócio.
  2. Organização: Definir e mapear o que precisa ser feito, por quem e quando.
  3. Liderança: Dirigir, motivar, lidar com os conflitos, promover a confiança e dissociar a imagem de chefe.
  4. Controle: Monitorar o andamento das atividades definidas.

Colocando esses princípios em prática o gestor promove a realização e consequentemente atinge ou se aproxima do cumprimento das metas estipuladas para o negócio.

Obtenha os melhores resultados na gestão de fazendas!

Pensando nisso, o Rehagro desenvolveu a Graduação em Gestão do Agronegócio, onde são abordados temas como comunicação e feedback, liderança e desenvolvimento de equipe, gestão responsável e as principais ferramentas gerenciais utilizadas no Agronegócio.

Se você deseja ter acesso a esses conteúdos e muito mais, venha conhecer a graduação!

Graduação em Gestão do Agronegócio

Luana Costa

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Gestão de tarefas na fazenda: como realizar a organização? https://blog.rehagro.com.br/gestao-de-tarefas-na-fazenda/ https://blog.rehagro.com.br/gestao-de-tarefas-na-fazenda/#respond Wed, 21 Sep 2022 22:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15360 Sabemos que os tempos atuais demandam cada vez mais do nosso esforço para a realização de tarefas. Dormimos cada vez mais tarde e acordamos mais cedo. Com isso, é fundamental prezar pela organização, para evitar que tarefas necessárias não sejam cumpridas. Dessa forma, trouxemos para você 6 dicas para organizar as suas tarefas e alcançar […]

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Sabemos que os tempos atuais demandam cada vez mais do nosso esforço para a realização de tarefas.

Dormimos cada vez mais tarde e acordamos mais cedo. Com isso, é fundamental prezar pela organização, para evitar que tarefas necessárias não sejam cumpridas.

Dessa forma, trouxemos para você 6 dicas para organizar as suas tarefas e alcançar as metas de maneira eficaz!

 

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1. Estabeleça bem os seus objetivos e metas

Para que haja constância nas demandas do negócio, é necessário que sejam bem definidos os objetivos e as metas. Além disso, é necessário que eles estejam claros para a equipe.

Dessa forma, ocorre um direcionamento assertivo das tarefas a serem cumpridas.

2. Utilize ferramentas gerenciais

As ferramentas gerenciais existem para auxiliar a administração e a organização das tarefas do negócio, seja ele grande ou pequeno.

O uso de ferramentas como Agenda Macro, Organograma, Quadro Gestão à Vista, promovem maior clareza do que deve ser executado, em qual período de tempo e por quem.

3. Conheça os perfis dos integrantes da equipe

Conhecendo o perfil comportamental dos indivíduos da equipe, as funções podem ser estabelecidas de forma mais assertiva e as tarefas devidamente delegadas, no intuito de facilitar o relacionamento e a comunicação no dia a dia.

4. Desenvolva habilidades de comunicação

A forma como você se comunica é muito importante. No momento de delegar uma tarefa é essencial que haja clareza, e o mínimo de falhas na comunicação.

Você é o principal responsável pela comunicação, seja como ouvinte ou falante, lembre-se disso. Procure verificar o que foi entendido após delegar a tarefa. Crie um ambiente de confiança.

5. Realize reuniões com frequência

A reunião é uma ferramenta gerencial de extrema importância para todo negócio. Ao realizar reuniões você reforça o relacionamento e interação de sua equipe, têm uma visão mais ampla da rotina dos processos e têm a oportunidade de ouvir um todo, buscando fortalecer a confiança entre a equipe.

6. Crie uma cultura de feedbacks frequentes

Os feedbacks são fundamentais para direcionar a execução de tarefas, manter aquelas que são executadas corretamente e corrigir falhas. Promove uma relação de maior segurança entre líder e liderado.

Alcance os melhores resultados nas suas tarefas!

Pensando nisso, o Rehagro desenvolveu a Graduação em Gestão do Agronegócio, onde são abordados temas como comunicação e feedback, liderança e desenvolvimento de equipe, gestão responsável e as principais ferramentas gerenciais utilizadas no Agronegócio.

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Graduação em Gestão do Agronegócio

Luana Costa

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Eficiência da atividade leiteira: como medir e avaliar os resultados? https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-da-atividade-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-da-atividade-leiteira/#respond Wed, 21 Sep 2022 14:12:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15347 Uma das grandes dores dos produtores de leite é saber com clareza se a sua fazenda está sendo eficiente ou não. Essa é uma dúvida bastante pertinente, afinal, o negócio leite não se move apenas na base da paixão: também possui uma dependência primordial dos seus bons resultados. Da mesma forma que em outras atividades, […]

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Uma das grandes dores dos produtores de leite é saber com clareza se a sua fazenda está sendo eficiente ou não. Essa é uma dúvida bastante pertinente, afinal, o negócio leite não se move apenas na base da paixão: também possui uma dependência primordial dos seus bons resultados.

Da mesma forma que em outras atividades, na pecuária leiteira também há casos de negócios bem-sucedidos e há aqueles que não alcançam grandes êxitos.

Onde a sua propriedade se encaixa nesse cenário? Saber o que avaliar e como avaliar é o primeiro passo. A próxima etapa consiste em entender como otimizar e potencializar os números e resultados da propriedade.

Veja nos números do benchmarking elaborado pelo Rehagro, como foi o cenário da pecuária leiteira nacional para o produtor no último ano. Os dados apresentados são referentes a produção total de 413 mil litros de leite por dia produzidos em 2021 pelas fazendas atendidas que tiveram seu ano fechado, com conciliação bancária feita e auditoria de estoque em dia.

Será que o leite foi um bom negócio?

 

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Eficiência e lucratividade na pecuária leiteira

Qual a melhor maneira para medir os resultados da atividade leiteira? Seria a produtividade por vaca no rebanho? Talvez a produção total de leite por dia? Ou, quem sabe, o lucro obtido por litro?

Para responder a essas perguntas, devemos ter em mente que o método utilizado para medir a eficiência na pecuária leiteira deve ser confiável, assertivo e permitir a comparação com outras atividades, como a agricultura, por exemplo. Tendo esse pensamento como referência, a medida de lucro operacional é bastante interessante.

Por definição, é entendido que o lucro operacional é o resultado gerado pela operação do negócio. Como princípio, na atividade leiteira analisamos o indicador do lucro operacional na unidade de medida de R$/hectare/ano, pois, além de ser uma forma segura, ainda permite comparar com outras áreas.

Mas como calcular o lucro operacional em R$/hectare/ano da atividade leiteira? Quais números devemos considerar?

Para cálculo do lucro operacional/hectare/ano, pegamos o valor da receita obtida com o leite comercializado somada à receita com animais de descarte e subtraímos o custo com as vacas e o custo da recria.

Mas atenção! Não é o custo de toda a recria, somente a parte necessária para repor as vacas que foram descartadas ou que morreram. Esse resultado de receita menos os custos, vamos dividir pela área útil da fazenda destinada à produção de leite, que é a área de instalação dos animais mais a área de produção de forragem.

Webinar Indices Zootécnicos

Resultados obtidos pelas fazendas

Respondendo à pergunta feita no início, para as fazendas produtoras de leite atendidas pelo Rehagro, o leite foi sim um ótimo negócio no último ano!

Lucro operacional em diferentes sistemas de produção

Veja no gráfico a seguir os resultados de lucro operacional em R$/hectare/ano em diferentes sistemas de produção.

Lucro operacional em diferentes sistemas de produção

Observe que, na média, as fazendas tiveram um lucro anual de R$ 12.587 por hectare, sendo que a fazenda com melhor lucro operacional apresentou resultado de R$ 25.486.

A discussão em cima desses números é bastante interessante. Quais fatores são decisivos para que seja possível alcançar belos resultados de lucro operacional em uma fazenda de leite?

Há aqueles que pensam que o tamanho da fazenda interfere diretamente, principalmente em fazendas grandes, com maior extensão de área. Já outros podem acreditar que o motivo está na produção de leite. Ou seja, quanto maior a produção de leite, maior o lucro operacional R$/ha/ano.

Lucro operacional conforme tamanho da área

O que te chama atenção nos dados do gráfico a seguir? Ele representa o lucro operacional de fazendas leiteiras conforme o tamanho da área, em hectares. Desde fazendas de no máximo 50 hectares de área até aquelas com mais de 300 hectares.

Lucro operacional de acordo com tamanho da fazenda

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Observe o comportamento do lucro operacional conforme o tamanho da fazenda e veja que não há um padrão. Isso salta aos olhos! Não há relação entre o tamanho da fazenda e o lucro operacional do negócio leite.

Ou seja, tanto fazendas com maior área quanto fazendas com menor área são capazes de obter bons resultados de lucro operacional.

Lucro operacional de acordo com a produção de leite

Mas e a produção de leite da fazenda? Será que fazendas com maior produção de leite por dia, obrigatoriamente, terão melhores resultados quando comparadas às fazendas de produção diária inferior?

Assim como apresentado anteriormente para o tamanho da fazenda, também não há relação entre volume de leite produzido por dia e lucro operacional.

No gráfico há fazendas com produção diária mais elevada, entre 17 e 18 mil litros por dia, obtendo 16% de lucro operacional sobre receita ao mesmo tempo que há fazendas com produção menor com 28% de lucro operacional.

Lucro operacional de acordo com a produção de leite

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Lucro operacional de acordo com IILB

Se o tamanho da fazenda e a produção de leite diária mostraram-se não serem fatores decisivos para o resultado de lucro operacional do negócio leite, em qual motivo podemos pensar? A resposta pode ser resumida em eficiência técnica!

Constate isso com os dados a seguir. Eles relacionam o lucro operacional das fazendas conforme as notas no Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB).

O IILB é um indicador de eficiência macro das fazendas, que compila diversos indicadores zootécnicos, como taxa de sobrevivência de fêmeas até um ano, idade ao primeiro serviço, taxa de concepção de novilhas, idade ao primeiro parto, taxa de prenhez de vacas, taxa de mortalidade de vacas, percentual de vacas em lactação em relação ao total de vacas, produção nas lactações, produção média, dias em lactação médio, dentre outros.

Lucro operacional de acordo com nota IILB

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Quanto maior a nota da fazenda no IILB, maior o lucro operacional! Em outras palavras, quanto maior a eficiência técnica da fazenda, maior o lucro operacional.

Tudo passa pela eficiência técnica do negócio. De nada adianta a fazenda ter volume de terra e em produção e não ser eficiente na produção de leite. A ineficiência do sistema é capaz de “desgastar” e desviar os lucros do negócio!

Premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite

Quando falamos em eficiência nas fazendas leiteiras é necessário entendermos o que está por trás e faz parte deste termo. Os dados de benchmarking do Rehagro mostram que a eficiência técnica é o fator decisivo para o lucro operacional da propriedade.

Podemos separar essa eficiência técnica em duas grandes eficiências, que são a eficiência zootécnica e a eficiência agrícola. Ou seja, é necessário que o rebanho tenha bons indicadores zootécnicos (produtivos, reprodutivos, sanitários etc.) e que a fazenda seja eficiente na produção de comida para atender a demanda dos animais.

Além da eficiência técnica, é fundamental que a propriedade tenha eficiência nos custos. Isso consiste em comprar bem e usar bem os insumos e recursos.

Estas são as premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite. Seguindo-as de forma sistemática e rigorosa os resultados aparecem e o leite se mostra como um excelente negócio!

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Bruno Guimarães

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Suplementação de vacas de corte a pasto: quando e como fazer https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-de-vacas-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-de-vacas-de-corte/#respond Wed, 21 Sep 2022 14:04:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5124 A produção de bovinos de corte é nitidamente importante para o agronegócio brasileiro. A demanda por produtos de origem animal, em âmbito global, tem proporcionado novas oportunidades para o setor, porém ao mesmo tempo, novos desafios surgem, sobretudo quanto à necessidade de melhoria na eficiência de produção. No Brasil, a alimentação de bovinos de corte […]

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A produção de bovinos de corte é nitidamente importante para o agronegócio brasileiro. A demanda por produtos de origem animal, em âmbito global, tem proporcionado novas oportunidades para o setor, porém ao mesmo tempo, novos desafios surgem, sobretudo quanto à necessidade de melhoria na eficiência de produção.

No Brasil, a alimentação de bovinos de corte está baseada em pastagens, constituindo a principal fonte de nutrientes para os animais durante todo o ano.

 

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Entretanto, em muitas situações, o uso exclusivo destas gramíneas não tem admitido a maximização da produção animal, dada a oscilação de qualidade e quantidade da forragem intrínseca ao clima tropical. Dessa forma, surge a necessidade de suplementação alimentar.

Melhoria na suplementação de vacas de corte

Nessa perspectiva, uma categoria animal que merece atenção dos produtores, são as vacas, uma vez que a manutenção e/ou melhoria no desempenho reprodutivo e produtivo destes animais é fundamental para melhoria nos índices aludidos.

Segundo os pesquisadores Bellows e Short em sua pesquisa em 1994, ao final da estação de monta, muitas vacas não estão prenhes e isso é uma das causas de maiores prejuízos no segmento de bovinocultura de corte de ciclo completo.

Em muitas situações o não retorno à atividade reprodutiva pode ser motivo de descarte da matriz. Além disso, a partir do conhecimento prévio sobre a partição de energias, sabe-se que a atividade reprodutiva é a menos prioritária.

Assim, a nutrição tem sido ponderada como um dos fatores determinantes da duração do anestro pós-parto em bovinos de corte.

As vacas diagnosticadas como vazias ao final da estação de monta e que não for definido descartá-las, devem adquirir e/ou manter escore de condição corporal que permita o retorno à atividade reprodutiva no início da estação de monta seguinte.

Com isso, o uso de suplementos de baixo consumo é fundamental no manejo nutricional adequado para promover ganhos moderados e/ou manter a condição corporal destes animais a custos compatíveis.

Reaver o escore de condição corporal pós-parto pode ser muito custoso, pois a estação de parição comumente coincide com o fim do período seco, quando a quantidade e a qualidade de forragens disponíveis são ainda pequenas, demandando uma maior quantidade de suplementos.

Além disso, as exigências nutricionais das matrizes são grandes, devido à gestação e produção de leite em sua maioria. Desse modo, entende-se a importância de melhorar a condição corporal das vacas antes do parto, uma vez que, além das solicitações de nutrientes serem menores, há o efeito anabólico causado pela progesterona, hormônio responsável pela manutenção da gestação.

Dessa maneira, consegue-se um maior ganho de peso com uma suplementação menor. Fêmeas parindo em bom estado nutricional são fundamentais para uma nova cria e se obter bons índices reprodutivos futuros.

Webinar Planejando a sanidade das matrizes para a estação de monta

O objetivo de suplementar a vaca pós-parto, que normalmente coincide com o período seco, é aprimorar o desempenho animal, melhorando a utilização da pastagem disponível.

A estratégia usada é fornecer uma pequena quantidade de nutrientes que favoreçam os microrganismos do rúmen e, consequentemente, aumento no consumo e na digestibilidade. Assim, utilizam-se suplementos que contenham teores de proteína bruta acima de 40%.

Além da fonte proteica e mineral, a adição de uma fonte energética colabora no consumo do suplemento e fornece a oferta de esqueletos carbônicos no rúmen. Nessa situação, o uso da ureia acima de 30% do PDR total é aceitável.

Em geral, em época de chuva, apenas a pastagem cultivada é suficiente, desde que bem manejada e suplementada com uma mistura mineral adequadamente balanceada.

Ingredientes utilizados como suplementos para vacas de criaPortanto, é válido salientar que o produtor precisa estar consciente da importância de oferecer aos animais pastagens de boa qualidade, manejadas corretamente.

Considerações sobre a suplementação de vacas

Deve-se levar em consideração que qualquer tomada de decisão relativa à suplementação alimentar de vacas deve ser precedida de um planejamento cauteloso, com ênfase na análise econômica, uma vez que os custos dessa suplementação podem ser elevados.

No entanto, as necessidades de cada categoria são importantes, inclusive das matrizes, uma vez que a manutenção e/ou melhoria no desempenho reprodutivo e produtivo destes animais é essencial para melhoria nos índices esperados pelo pecuarista.

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Reprodução na pecuária leiteira: veja como conduzir e suas oportunidades https://blog.rehagro.com.br/reproducao-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/reproducao-na-pecuaria-leiteira/#respond Wed, 21 Sep 2022 12:00:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15342 A busca por oportunidades para melhorar os resultados e aumentar o faturamento da fazenda é constante. Bons retornos são sempre bem-vindos. Não é raro encontrarmos possibilidades no dia a dia da propriedade, em processos rotineiros. Um exemplo é na reprodução, área de grande potencial em reavivar e fortalecer o desempenho zootécnico do rebanho leiteiro. O […]

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A busca por oportunidades para melhorar os resultados e aumentar o faturamento da fazenda é constante. Bons retornos são sempre bem-vindos.

Não é raro encontrarmos possibilidades no dia a dia da propriedade, em processos rotineiros. Um exemplo é na reprodução, área de grande potencial em reavivar e fortalecer o desempenho zootécnico do rebanho leiteiro.

O exercício de analisar com frequência os indicadores é capaz de mostrar muitas dessas oportunidades. Tal ação é essencial para uma gestão saudável da atividade. Pode haver muito leite e muito dinheiro camuflado nos resultados da fazenda caso eles não sejam observados sob um olhar crítico.

O intuito aqui é justamente demonstrar e discutir algumas situações de fazenda que podem esconder oportunidades de ganhos.

 

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DEL médio e retorno sobre o custo alimentar

Vamos imaginar uma fazenda onde a reprodução não caminha muito bem e o DEL médio do rebanho se encontra por volta dos 210 dias.

A produtividade diária de leite é de 28 kg por vaca e o consumo médio do rebanho está em 20 kg de matéria seca por dia. O kg da matéria seca da dieta é de R$1,40, o que resulta em um custo alimentar médio do rebanho por volta de R$28,00. O preço do litro de leite pago a esta fazenda é de R$2,70. Logo, o retorno sobre o custo alimentar médio atual é de R$47,60 por vaca em lactação.

Não satisfeito com o DEL médio do rebanho, suponhamos que o produtor decida estimar qual seria o ganho no retorno sobre o custo alimentar caso esse indicador fosse reduzido para valores mais próximos do pico de lactação, saindo dos atuais 210 dias para algo em torno de 170 dias.

Com a redução de 40 dias no DEL médio espera-se um aumento na média de produção das vacas. Mas em qual proporção? Para saber isto é necessário calcular de quanto é a redução diária da produção de leite das vacas após o pico de lactação.

Se na média do rebanho, por exemplo, as vacas dão 40 kg de leite por dia no pico aos 70 dias de lactação e secam produzindo 15 kg de leite aos 420 dias, logo estamos falando que elas perdem 25 kg de leite em 350 dias. Ou seja, nesse exemplo as vacas reduzem a produção de leite em 0,07 kg a cada dia após o pico de lactação (25 kg / 350 dias).

Com esta taxa de redução diária da produção de leite e com o decréscimo de 40 dias no DEL médio é estimado que o rebanho aumentará cerca de 2,9 kg de leite por dia (0,07 kg x 40 dias), passando dos 28 kg para cerca de 30,9 kg de leite.

Veremos agora qual o impacto no retorno sobre o custo alimentar considerando esse novo cenário de DEL médio de 170 dias e produção média diária de 30,9 kg de leite por vaca.

Estes 2,9 kg de leite adicional na média do rebanho não vieram de graça. Para produzir mais leite as vacas necessitam aumentar o consumo. Ponderando uma eficiência alimentar de 1 kg de matéria seca para cada 2 kg de leite adicionais produzidos, temos que as vacas aumentarão o consumo em cerca de 2 kg de matéria seca na média do rebanho.

Isso significa que o consumo diário passará a ser de aproximadamente 22 kg de MS/vaca/dia. Tendo como referência o mesmo custo alimentar e preço de leite comentados no início (R$1,40 kg MS e R$2,70 litro de leite), o retorno sobre o custo alimentar nesta ocasião será de R$52,51.

Veja a oportunidade de ganho com a redução no DEL médio. O aumento na eficiência reprodutiva trazendo as vacas para mais próximo do pico de lactação é refletido em maior eficiência na conversão de comida em leite, vide o raciocínio feito sobre o retorno sobre o custo alimentar.

A tabela a seguir representa um comparativo geral dos dois cenários hipotéticos apresentados:

Tabela com comparativo de retorno sobre custo alimentar

Comparativo de retorno sobre custo alimentar de rebanhos com DEL médio distintos

Quais os ganhos financeiros ao otimizar os indicadores reprodutivos?

Conforme citado no caso anterior, por meio da intensificação da reprodução é possível melhorar os indicadores zootécnicos, reprodutivos, e o faturamento da propriedade. Neste tópico agora abordaremos exemplos palpáveis e reais que facilitarão o entendimento desse contexto.

Pense em uma fazenda de 100 vacas em lactação cuja taxa de serviço nesta categoria é de 60% e a taxa de concepção é de 40%, o que resulta em uma taxa de prenhez de 24%. O DEL médio fica em torno de 173 dias.

A título de simplificar o cálculo, não será considerado o efeito da perda de prenhez no desempenho reprodutivo dos animais e nos demais indicadores do rebanho. Desse modo, tenha em mente que esta fazenda possui uma baixa taxa de perda de prenhez, nada que cause preocupação e/ou que atrase demasiadamente a reprodução do rebanho.

Nessa conjuntura e com estes indicadores percebe-se que a reprodução dessa fazenda não é uma tragédia. Pelo contrário, os números são bons! Não podemos, porém, acomodar.

Em concordância com o que já foi apresentado, a busca por oportunidades de melhoria deve ser constante. Sendo assim, foi decidido otimizar a taxa de serviço, visto ser um indicador que é mais plausível de ser moldado pela ação humana e que cujos resultados são vistos já a curto prazo, por ser calculado a cada intervalo de 21 dias.

Uma das formas mais viáveis e coerentes para aumentar a taxa de serviço do rebanho é pela estruturação e intensificação da rotina reprodutiva. O foco principal deve estar em três pontos:

  1. Estratégia para o primeiro serviço;
  2. Estratégia para as re-inseminações;
  3. Estratégia para as vacas vazias no diagnóstico reprodutivo.

Com esta rotina bem implementada e alinhada, se torna altamente possível alcançar taxa de serviço superior a 60%, chegando a valores próximos ou superiores a 70%.

Tendo como base uma taxa de serviço proposta de 70% para a fazenda mencionada e mantendo a taxa de concepção de 40%, quais serão os ganhos em R$?

Para isto, vamos raciocinar novamente em cima do DEL médio do rebanho. Ao aumentar a taxa de serviço e, consequentemente, a taxa de prenhez, se espera uma redução do DEL médio. Mas de quantos dias será esta redução?

Para fazer este cálculo devemos ter em mãos outros indicadores, como intervalo entre partos, também conhecido como IEP. O IEP é fruto do período de serviço das vacas acrescido do período de gestação.

Se por um lado o período de serviço é um número variável, o período de gestação é um número mais fixo, variando pouco entre rebanhos. Para achar o período de serviço de um rebanho, devemos olhar o DEL onde 50% das vacas se tornam gestantes.

No cenário 1 de taxa de prenhez de 24%, o período de serviço seria algo em torno de 110 dias. Já no cenário 2, com serviço de 70% e prenhez de 28%, esse período de serviço já é reduzido para próximo de 96 dias. Logo, o intervalo entre partos sairá de:

110 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 390 dias (1ª situação)

Para:

96 dias de período de serviço + 280 dias de gestação = 376 dias (após a otimização da taxa de serviço)

Já temos o intervalo entre partos do rebanho. Agora falta determinar o DEL médio, que consiste no período de lactação (PL) dividido por 2.

Antes disso, uma outra forma de chegar no IEP do rebanho é somando o período de lactação ao período seco. Outra informação importante é de que a fazenda adota um período seco de 45 dias nas vacas que secam por rotina. Logo, se retirarmos o período seco do IEP, teremos o período de lactação.

Com as informações fornecidas neste exemplo, teremos:

Período de lactação médio dessa fazenda:

376 dias – 45 dias = 331 dias.

Dessa forma o DEL médio será de:

331/2 = 166 dias.

O rebanho saiu de um DEL médio de 173 dias para 166 dias após a intensificação da rotina reprodutiva e aumento da taxa de serviço. Ou seja, houve um declínio de sete dias no DEL médio do rebanho.

Utilizando o mesmo raciocínio feito no tópico sobre retorno sobre o custo alimentar, vamos considerar agora que este rebanho produz 30 kg de leite/vaca/dia no pico de lactação com 60 dias e seca com 345 dias produzindo 12 kg de leite/vaca/dia.

Em outras palavras, as vacas reduzem a produção de leite em 18 kg passados 285 dias do pico de lactação, que é o mesmo que 0,06 kg de leite/dia (18 kg / 285 dias). Em 7 dias isto resultará em um aumento na média de produção do rebanho de 0,42 kg de leite (0,06 kg x 7 dias). Esse volume de leite para as 100 vacas em lactação representará 42 kg de leite a mais por dia e 15.330 kg de leite a mais no ano. No mesmo cenário de preço do litro de leite a R$2,70, os 42 kg de leite a mais levarão a um faturamento adicional de R$113,40 por dia. Em um ano, o faturamento adicional será de R$41.391,00 (R$113,40 x 365 dias).

Porém, conforme já comentado, esse leite adicional não é obtido de forma gratuita. É necessário que as vacas comam mais para produzirem mais leite.

Seguindo a mesma referência de eficiência alimentar repassada de 1 kg de MS para cada 2 kg de leite a mais, chegamos no resultado que haverá um consumo adicional anual de 7.665 kg de MS (15.330 kg de leite adicionais no ano / 2). Com o preço do kg da MS da dieta custando R$1,40, isso representa um custo adicional de R$10.731,00 (7.665 kg de MS adicionais x R$1,40 kg MS). Fazendo a diferença do faturamento adicional de R$41.391,00 com o custo alimentar adicional de R$10.731,00 temos que o lucro adicional dessa fazenda no cenário apresentado será de aproximadamente R$30.660,00, ou R$306,60 por vaca em lactação/ano!

Conclusão

Conduzir a reprodução de fazendas leiteiras não é tarefa fácil. A colheita de bons resultados depende da estruturação de uma rotina reprodutiva organizada, coesa e intensa.

O alerta para identificação de oportunidades de ganhos deve estar sempre ligado na rotina de processos e análises da propriedade. Conforme demonstrado nos exemplos, a otimização dos indicadores reprodutivos possui grande potencial para melhorar os resultados do rebanho e aumentar a produção de leite das vacas e o faturamento da fazenda.

Por mais que tenha sido abordada a área da reprodução neste conteúdo, o pensamento é o mesmo para todos os setores da pecuária leiteira.

Há belas oportunidades também, por exemplo, nos setores da nutrição, da sanidade e da qualidade do leite. Encontrar tais oportunidades e o leite e o dinheiro escondidos nelas é que é o desafio!

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Bruno Guimarães

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Terminação intensiva a pasto – TIP: saiba como aplicar essa modalidade https://blog.rehagro.com.br/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/ https://blog.rehagro.com.br/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/#respond Tue, 20 Sep 2022 17:39:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15334 No Brasil, mais de 90% da engorda dos animais vem de sistema a pasto. Esse processo possui como principal desafio a estacionalidade da produção das forrageiras, isto é, elevada variação da disponibilidade de pastagens em quantidade e qualidade. Esse fato pode gerar o famoso “efeito sanfona”, no qual os animais engordam na época das chuvas […]

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No Brasil, mais de 90% da engorda dos animais vem de sistema a pasto. Esse processo possui como principal desafio a estacionalidade da produção das forrageiras, isto é, elevada variação da disponibilidade de pastagens em quantidade e qualidade.

Esse fato pode gerar o famoso “efeito sanfona”, no qual os animais engordam na época das chuvas e emagrecem na época da seca.

Dessa forma, é essencial planejar estratégias de manejo nutricional a fim de evitar a queda do desempenho e o abate tardio dos animais, a Terminação Intensiva a Pasto (TIP) pode ser uma dessas estratégias.

Confira a seguir como funciona essa modalidade de terminação e quais são os pontos importantes e as suas principais vantagens.

 

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O que é a terminação intensiva a pasto (TIP)?

A Terminação Intensiva a Pasto, conhecida também por sua sigla TIP, é uma modalidade de terminação que traz a aplicação dos conceitos do confinamento e aumenta a capacidade de lotação dos pastos.

Essa técnica consiste em fornecer suplementação na forma de ração, suprindo as exigências nutricionais dos bovinos, não atendidas pela pastagem. O objetivo dessa técnica é promover a terminação toda a pasto, sem a necessidade da construção de um confinamento.

O bovino irá comer a mesma quantidade de ração no pasto como se estivesse confinado. A forrageira, no entanto, será a fonte de alimento volumoso, reduzindo os custos operacionais advindos do fornecimento desse alimento.

A TIP promove por meio do suplemento, o fornecimento de proteína, energia e mineral exigido para a fase de terminação, tendo o pasto como fonte de fibra para a manutenção da saúde ruminal.

Os bovinos recebem até 2% de seu peso vivo em ração concentrada objetivando a deposição de gordura na carcaça, dessa forma a TIP incrementa os níveis de produção, ganho de peso por animal, rendimento de carcaça e peso por área. Além disso, a TIP é de fácil adaptação pelos animais, eleva o bem estar e pode ser feita o ano todo.

Webinar Suplementação a pasto

Pontos importantes para implementação da TIP

A terminação intensiva a pasto é um sistema de suplementação e, por isso, é importante ficar atento ao consumo e ao ganho de peso dos animais – mensurar tais índices é essencial para o sucesso da TIP.

Outro ponto importante é o dimensionamento correto dos cochos. Uma dica é trabalhar com cerca de 30 a 40 cm lineares por unidade animal (450 kg). O ajuste da lotação no pasto também deve ser feito, apesar de elevar a taxa de lotação, a adequação do número de animais ao que o pasto suporta é fundamental para a TIP.

O fornecimento de água em quantidade e qualidade adequada é essencial para o sucesso da TIP na fazenda, afinal a ingestão de água está diretamente relacionada com o consumo de matéria seca.

Além disso, é imprescindível respeitar o horário de fornecimento do suplemento: mudanças na rotina do fornecimento podem mudar o comportamento ingestivo dos animais, refletindo negativamente no desempenho.

É importante realizar a adaptação dos animais à dieta, sempre iniciando o fornecimento com uma quantidade menor, aumentando gradativamente até fechar o total a ser fornecido. A avaliação do escore de condição corporal dos bovinos (ECC), associada à leitura do escore de fezes pode auxiliar no processo de adaptação.

Por último mas não menos importante, o correto dimensionamento, manejo e diferimento do pasto é fundamental para uma boa terminação intensiva. Dessa forma, há uma garantia de uma boa oferta de forragem no período seco do ano.

Vantagens da terminação de bovinos a pasto

Dentre as principais vantagens, podemos destacar que o sistema intensivo de terminação está, diretamente, relacionado à sustentabilidade da pecuária, afinal permite produzir uma maior quantidade de carne em uma menor área de terra.

Já pelo lado financeiro, a estratégia de terminar bovinos a pasto elimina os custos com a construção de um confinamento e reduz custos com maquinário.

Além disso, com esse sistema é possível alcançar melhor conversão dos animais, redução de perdas e maior velocidade na terminação do rebanho, aumentando a rentabilidade econômica do pecuarista.

Conclusão

A Terminação Intensiva de Bovinos a pasto, quando bem estruturada, pode ser uma excelente alternativa para o produtor que não pode investir em um confinamento.

Aqui no Rehagro temos o Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, os nossos mais experientes consultores te auxiliam a realizar uma gestão produtiva e lucrativa na sua fazenda! Para mais informações, visite a nossa página:

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Cristiano Rossoni

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Pontos importantes na escolha de mudas de café para o plantio https://blog.rehagro.com.br/mudas-de-cafe-como-escolher/ https://blog.rehagro.com.br/mudas-de-cafe-como-escolher/#respond Tue, 20 Sep 2022 13:54:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15323 A formação de lavouras se inicia com o planejamento, preparo do solo e compra ou produção de mudas. A etapa do viveiro é de grande importância dentro do processo e precisa de atenção e certo nível de detalhamento, visto que, nesta fase as plântulas de café são sensíveis e as mudas formadas serão a base […]

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A formação de lavouras se inicia com o planejamento, preparo do solo e compra ou produção de mudas.

A etapa do viveiro é de grande importância dentro do processo e precisa de atenção e certo nível de detalhamento, visto que, nesta fase as plântulas de café são sensíveis e as mudas formadas serão a base para se obter lavouras produtivas.

Diante disso, alguns pontos podem e devem ser observados durante a aquisição de mudas:

 

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1. Estádio

As mudas, para serem levadas à campo, devem ter de quatro a seis pares de folhas, pois com menos de quatro pares, se houver alguma intempérie que cause desfolha, a muda terá o seu desenvolvimento comprometido e assim, maiores chances de morrer.

Já as mudas com mais de seis pares de folhas podem dificultar o manejo durante o plantio e aumentar o risco de tombamento.

Muda de café com bom desenvolvimento

Muda com bom desenvolvimento para ir à campo. Foto: Diego Baquião

2. Uniformidade das mudas

É importante observar no viveiro a uniformidade das mudas em relação a cor, tamanho e arquitetura. Essas características podem estar ligadas a aspectos genéticos, o que auxilia na identificação de cultivares diferentes.

Além disso, as plantas devem estar em estádios similares para obtermos lavouras uniformes.

Mudas de café em viveiro

Viveiro de mudas. Foto: Diego Baquião

3. Presença de doenças

No viveiro, as principais doenças encontradas são: Rhizoctoniose, Bacterioses, Cercosporiose e Phoma. Elas podem ser identificadas da seguinte forma:

Rhizoctoniose

Causam lesões de 1 a 3 cm de extensão, que circundam o caule e provocam o estrangulamento. Consequentemente, paralisa a circulação da seiva e a planta fica sujeita à quebra. Em condições de alta umidade, é possível observar um bolor cinzento sobre a lesão.

Bacterioses

É caracterizada por lesões foliares de coloração parda e escura, que podem ou não ser acompanhadas por um halo amarelado, o que provoca, posteriormente, a seca das folhas e pode chegar até a morte das mudas.

Cercosporiose

As folhas apresentam manchas circulares de coloração castanho clara a escura, com o centro branco-acinzentado, quase sempre envolvidas por um halo amarelado, o que acarreta a desfolha.

Muda de café com cercosporiose

Muda de café com alta infestação de cercosporiose. Foto: Joana Oliveira

Phoma

As folhas apresentam manchas irregulares de coloração escura, iniciando geralmente nos bordos, o que pode provocar curvatura.

Sanidade das mudas e do solo

É preciso observar a sanidade das mudas antes de levá-las à campo. O controle em campo pode se tornar muito mais difícil, devido às plantas já ficarem estressadas após o transplantio.

No início, principalmente, manter todas as folhas é essencial para o desenvolvimento e pegamento das mudas, e isso é dificultado na presença de doenças.

Além das doenças foliares, deve-se ter atenção ao solo. O recomendado para o substrato de viveiros é utilizar terra de barranco de áreas que nunca foi cultivado café, isso principalmente para evitar nematoides.

Em viveiros certificados é exigido a análise do substrato para garantir a sua sanidade. Uma das maiores fontes de disseminação de nematoides, todavia, são mudas contaminadas. Assim, é indicado realizar a análise particular do substrato das mudas adquiridas antes de levá-las para o plantio.

Deve-se ter em mente que uma vez a doença levada para lavoura, provavelmente, você terá problemas com ela durante todo seu ciclo, sobretudo, quando se trata de bacterioses e nematoides.

Dessa forma, realizar o diagnóstico ainda no viveiro pode te poupar dinheiro e evitar dores de cabeça.

 4. Sistema radicular das mudas

Uma muda de qualidade é aquela que possui sistema radicular bem desenvolvido. As raízes são essenciais no pegamento da planta no campo. Assim, é preciso ter boa proporção entre parte aérea e sistema radicular, cerca de 1 para 1 em relação ao peso.

Mudas de café com boa qualidade

Parte aérea e raiz de mudas. Foto: Diego Baquião

Dessa forma, no viveiro, é preciso pedir autorização para abrir alguns saquinhos e verificar o volume de raízes, a consistência do substrato e a presença de pião-torto.

O substrato deve ter consistência firme, os saquinhos devem estar bem cheios para evitar que no plantio ocorra a desagregação e soltura da muda, o que a torna inviável ou dificulta o plantio.

Substrato de solo

Foto: Diego Baquião

Além disso, é importante verificar as raízes para avaliar a presença de pião-torto. Essa anormalidade ocorre pelo entortar da raiz pivotante do café. Isso pode acontecer pelo plantio incorreto, por anomalias das sementes etc.

Ao olhar somente a parte aérea da muda com pião-torto no viveiro, possivelmente não terá diferença das outras. O problema é observado quando as mudas já estão no campo.

Por isso, abrir alguns saquinhos te permite identificar irregularidades com as raízes, assim evita futuros contratempos.

Muda de café com pião-torto

Planta com pião-torto. Foto: Diego Baquião

5. Aclimatação

A aclimatação é a preparação da muda para o plantio. Durante a formação do viveiro as plantas são mantidas sob o sombrite.

Ao final do processo, porém, é necessário retirar o sombrite para que as mudas se adaptem às condições de campo. Nessa fase, as plantas podem apresentar coloração verde-claro ou até mesmo aspecto amarelado.

Assim, nem sempre as mudas com folhas muito verdes, tenras e grandes são as melhores. Isso pode ser por falta de aclimatação e em campo sua resistência inicial é menor em comparação às mudas aclimatadas.

Conclusão

Com isso, a qualidade das mudas está relacionada a fatores genéticos, bom desenvolvimento da parte aérea e radicular, boa sanidade e, basicamente, o que proporciona tudo isso, são os cuidados durante a formação das mudas.

Visualmente, mudas de qualidade têm caule mais grosso, folhas coriáceas, de coloração verde-claro e estão livres de pragas e doenças.

Diante disso, procure sempre viveiros confiáveis e certificados, que utilizem substrato, sementes, produtos e equipamentos adequados.

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Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

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Pontos sanitários no confinamento e engorda a pasto https://blog.rehagro.com.br/pontos-sanitarios-no-confinamento-e-engorda-a-pasto/ https://blog.rehagro.com.br/pontos-sanitarios-no-confinamento-e-engorda-a-pasto/#respond Fri, 16 Sep 2022 18:51:41 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15267 Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da sanidade, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho. Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema. O que você irá aprender com este e-book? Cuidados com a recepção dos animais na propriedade; Melhores […]

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Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da sanidade, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho.

Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema.

O que você irá aprender com este e-book?

  • Cuidados com a recepção dos animais na propriedade;
  • Melhores épocas para o controle de carrapato, mosca de chifre e verminoses;
  • Precauções contra doenças como: botulismo, clostridioses, raiva e pneumonia;
  • Importância da qualidade da água e conservação dos alimentos;
  • Acidose ruminal.

Invista na saúde dos animais!

Um baixo investimento na saúde dos animais significa grandes riscos para a sua produção, afetando diretamente os lucros da atividade.

Para te ajudar, unificamos as informações mais importantes no nosso e-book abordando exclusivamente esses sistemas de produção, o confinamento e a engorda a pasto.

Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar acessar as informações.

E-book Pontos sanitários do confinamento e engorda a pasto

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Suplementação de bezerros de corte: principais formas e como fazer https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-de-bezerros/ https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-de-bezerros/#comments Mon, 12 Sep 2022 17:26:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5090 O produtor busca pela harmonia perfeita entre cria, recria e engorda, pois são fatores determinantes para maior eficiência produtiva de um sistema de produção. Com isso, o peso dos bezerros a desmama é a essência para a redução da idade ao abate e a melhoria na taxa de desfrute. Do nascimento a desmama é a […]

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O produtor busca pela harmonia perfeita entre cria, recria e engorda, pois são fatores determinantes para maior eficiência produtiva de um sistema de produção. Com isso, o peso dos bezerros a desmama é a essência para a redução da idade ao abate e a melhoria na taxa de desfrute.

Do nascimento a desmama é a etapa da vida do animal em que se apresentam as melhores taxas de ganho de peso, alcançando, em apenas sete meses, aproximadamente 25 a 35% do peso final de abate.

 

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O leite proporciona nutrientes imprescindíveis à cria, sob uma forma simples e de fácil absorção, de maneira a suprir as exigências relativamente altas nesta fase. Até certo momento, quanto mais leite o bezerro recebe da matriz, mais rápido ele cresce.

Entretanto, a relação entre esses dois fatores (produção leiteira da mãe e ganho de peso da cria) diminui bastante de intensidade, depois de 16 semanas. Esperar, por conseguinte, que a partir da idade de 3 a 4 meses, boa parte dos nutrientes indispensáveis aos bezerros de corte origina-se de outras fontes que não somente do leite materno.

Formas de suplementação de bezerros

Para suprir as possíveis deficiências nutricionais, determinadas formas de suplementação de bezerros foram desenvolvidas.

Creep-feeding

O Creep-feeding ou cocho privativo, que é uma forma de suplementação com ração balanceada no cocho, dentro de uma área cercada, com acesso exclusivamente ao bezerro. O objetivo é suplementar a cria sem apartar da mãe.

Ainda que haja indicativos de uma melhora da eficiência reprodutiva da vaca, o creep-feeding visa principalmente ao bezerro. Tem como finalidade o aumento do peso a desmama, bem como habituá-lo à suplementação no cocho.

Creep-feedingExemplo de creep-feeding

Para que a suplementação alcance êxito, irá depender do consumo dos bezerros. Para que isso ocorra, determinadas práticas de manejo podem ser ressaltadas, primeiramente, quando se usa o sistema de cocho privativo: reunir às crias alguns bezerros mais velhos que já conhecem o sistema, servindo como exemplo, e espalhar ração do lado de fora do cercado, de maneira que as vacas possam treinar suas crias a comer, e posteriormente permitir o acesso ao cocho, tanto das vacas quanto dos bezerros, durante alguns dias.

Creep-grazing

O Creep-grazing ou pasto privativo, ainda pouco aproveitado no Brasil, é o método que consiste em permanecer os bezerros juntos às suas mães e têm acesso exclusivo a um piquete formado com forrageiras de alto valor nutritivo, pequeno porte e alta densidade, como azevém, aveia, tifton, milheto etc.

As instalações (exigências são parecidas às do creep-feeding) são proporcionais ao número de bezerros e à produção de matéria seca da forrageira escolhida pelo tamanho do piquete.

creep-grazingRepresentação do método creep-grazing

Além dessas duas formas de suplementação, pode ser utilizado a desmama precoce, uma vez que essa permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e manifestem o cio.

Para a maior eficiência do sistema, todavia, é preciso que esta prática ocorra dentro da estação de monta, possibilitando uma nova concepção imediata.

Esta estratégia pode ser utilizada para descartar as fêmeas que não reconceberam ao final da estação de monta sem que as mesmas tenham que ficar por muito tempo na propriedade ocupando espaço de outra mais produtiva.

E-book Manual Sanitário da estação de monta

Para isso, os bezerros entre 90-120 dias de idade são desmamados e colocados em pastagens adequadas, bem afastados das mães. O pasto apropriado para desmama deve ser formado com forrageiras, correspondendo aos requisitos do creep-grazing (alto valor nutritivo, alta densidade, palatabilidade e baixo porte).

Além do pasto, aconselha-se suplementar os bezerros com uma ração concentrada, a mesma do creep-feeding, até 6-7 meses, idade correspondente à desmama tradicional, pois as crias têm a capacidade de retirar do concentrado a energia suficiente que encontrariam com o leite.

É esperado que os bezerros consumam de 200 – 400 g/cab/dia. Com o passar do tempo, eles somam gradativamente a ingestão, chegando a atingir, na fase final, 2 – 2,5 kg/cab/dia. Pode-se ofertar a quantidade de 1% do peso vivo médio de cada lote, para cada animal por dia, durante o período de 3 a 4 meses.

Portanto, em um sistema de produção de bovinos de corte, a taxa de desmama e a quantidade de kg de bezerro desmamado/vaca/ano influenciam diretamente a eficiência do processo de criação.

A suplementação, ainda que na fase de aleitamento, evidencia ser uma importante ferramenta complementar nos projetos que visam níveis altos de produtividade.

Quanto mais pesado desmamar o bezerro, menor será seu tempo no sistema até o abate, reduzindo seu custo de permanência na propriedade ou maior será seu valor de venda e mais rápido as fêmeas são destinadas à reposição. Além disso, permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e retome a ciclicidade mais rápido.

Para o produtor é indispensável saber os custos do sistema e devem ser levados em consideração os custos com ração/bezerro. No entanto, é essencial atentar-se que um bezerro bem nutrido, durante o primeiro ano de vida, é capaz de suportar maiores estresses climáticos e/ou orgânicos e, consequentemente, te restituir um boi mais pesado no futuro, mostrando mais importante o fechamento econômico da operação.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

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Como garantir uma forragem de qualidade para o gado leiteiro? https://blog.rehagro.com.br/como-garantir-uma-forragem-de-qualidade-para-o-gado-leiteiro/ https://blog.rehagro.com.br/como-garantir-uma-forragem-de-qualidade-para-o-gado-leiteiro/#respond Fri, 02 Sep 2022 19:00:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14936 O consumo do volumoso é parte essencial para a manutenção da saúde e bom desempenho dos ruminantes. Com as vacas leiteiras não é diferente: a oferta de forragem de qualidade garante um funcionamento adequado do rúmen e contribui para saúde e boa produção de leite dos animais. Quais passos, contudo, são necessários para garantir uma […]

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O consumo do volumoso é parte essencial para a manutenção da saúde e bom desempenho dos ruminantes.

Com as vacas leiteiras não é diferente: a oferta de forragem de qualidade garante um funcionamento adequado do rúmen e contribui para saúde e boa produção de leite dos animais.

Quais passos, contudo, são necessários para garantir uma forragem de qualidade para o rebanho?

 

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Qual forragem produzir?

Antes de tudo é necessário entender que nem sempre a espécie forrageira que melhor se adapta na sua fazenda não será a mesma que melhor se adaptará a propriedade de outro produtor.

Esta é uma questão multifatorial e que depende da realidade de cada fazenda. A situação prática a seguir ajudará a esclarecer isso.

Considere uma fazenda produtora de leite cujo sistema de produção é a base de pasto rotacionado. Logo, a principal forragem para esta fazenda será justamente o pasto.

Da mesma forma, não condiz uma fazenda com sistema de produção confinado ter como principal forragem o pasto, certo? Estes exemplos, por mais básicos e lógicos que sejam, servem para retratar o raciocínio que devemos ter. Em outras palavras, a forragem produzida deve ser coerente com o objetivo da fazenda.

As características de área da propriedade também interferem diretamente. Variáveis como clima, topografia, altitude, perfil de solo, média anual de temperatura e pluviosidade fazem toda a diferença no momento de decidir qual forragem produzir.

Em regiões com boa distribuição de chuvas, por exemplo, é factível a produção de culturas mais exigentes, ao passo que em regiões com regime pluviométrico desafiador pode ser mais interessante a produção de culturas mais rústicas e tolerantes.

Em ambos os cenários citados é possível viabilizar a produção forrageira com qualidade. Tudo depende de um diagnóstico situacional bem-feito, que identifique de forma criteriosa as oportunidades da fazenda.

Ou seja, devemos sempre identificar o padrão de rebanho leiteiro que estamos trabalhando (exigência e produtividade, principalmente), em qual sistema de produção e em qual região juntamente às suas condições.

Como obter forragem de qualidade?

Independente da espécie forrageira produzida, um ponto é certo. Para ter qualidade de comida é necessário planejamento! Planejamento para que a forragem seja de qualidade e em quantidade adequada para o rebanho.

  • Qual o número de cabeças que serão alimentadas com essa forragem?
  • Por quanto tempo?
  • Qual o consumo médio diário?
  • Qual a demanda total de forragem?
  • Qual a produtividade média esperada da cultura?
  • Qual o tamanho da área que será necessário plantar?

Essas são algumas das principais perguntas que devem ser respondidas no momento de planejar a produção de comida para o rebanho leiteiro. Boa parte da energia de todo o planejamento deve ser direcionada a estas perguntas.

Uma conhecida frase retrata muito bem este pensamento de planejamento: “Se eu tivesse apenas uma hora para cortar uma árvore, eu usaria os primeiros quarenta e cinco minutos afiando meu machado.”

Guia Planejamento Forrageiro

Seja pasto ou lavoura, uma condução agronômica afiada é fundamental. Boas diretrizes se fazem necessárias para o manejo do solo, seleção de mudas/sementes, determinação da época de plantio, tratos culturais e organização da colheita. Sem isso não é possível ter muitas esperanças de elevada produtividade com uma forragem de alta qualidade ao final.

Alguns processos, é claro, são específicos da espécie forrageira que está sendo trabalhada e o seu objetivo. Se considerarmos a pastagem, um ponto a se preocupar é o manejo do pasto e do pastejo.

A área será dividida em piquetes/talhões? Qual a capacidade de suporte da pastagem? Qual será a taxa de lotação? Como os animais serão manejados nos piquetes? Qual será o período de ocupação? Haverá alguma ação de agricultura durante o período de descanso do pasto?

Pensando agora no uso das lavouras para silagem é importante que se pense, por exemplo, no ponto de colheita dessa lavoura, no maquinário a ser utilizado, no processamento do material, na compactação e vedação do silo, no tempo de armazenamento… Enfim, são muitos os pontos de atenção.

E assim, devemos raciocinar para qualquer que seja a forragem. Seja ela pasto, lavoura, pré-secado, ou qualquer outra. O foco principal deve ser em quais medidas devem ser feitas para que a produção e a qualidade da forragem sejam otimizadas ao máximo.

Considerações

Um dos principais gargalos das fazendas leiteiras é a produção de comida, em especial a produção de forragem. A palavra-chave para contornar esse desafio é planejamento.

No entanto, antes de planejar é necessário identificar qual forragem será produzida. Para isso, é preciso levar em consideração aspectos específicos do rebanho e da propriedade, conforme citado no texto. De tal maneira, associar a boas práticas agronômicas.

Somente dessa forma é que se torna possível produzir com garantia uma forragem de qualidade para o gado leiteiro. Afinal, antes de ser um bom produtor de leite, é necessário ser um bom agricultor!

Aprenda mais!

Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

As aulas são online, 100% aplicáveis à sua realidade e você pode assistir de qualquer lugar do Brasil!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Doenças do trigo: conheça as principais e saiba como fazer o manejo correto https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-trigo/ https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-trigo/#respond Fri, 02 Sep 2022 17:09:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14890 A ocorrência e intensidade de doenças na cultura do trigo, são afetadas pela variedade de ambientes existentes no Brasil. Em sua grande maioria, as doenças são causadas por fungos, embora enfermidades causadas por bactérias e vírus também possam causar danos importantes. Devido ao cenário de diversidade de ambientes na qual a cultura do trigo tem […]

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A ocorrência e intensidade de doenças na cultura do trigo, são afetadas pela variedade de ambientes existentes no Brasil.

Em sua grande maioria, as doenças são causadas por fungos, embora enfermidades causadas por bactérias e vírus também possam causar danos importantes.

Devido ao cenário de diversidade de ambientes na qual a cultura do trigo tem sido cultivada, se torna mais difícil a viabilização de sistemas padronizados de controle, resultando em uma condição no qual o efeito local se apresenta como grande importância no manejo de doenças.

 

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Principais doenças do trigo

1. Giberela

Agente causador: Gibberella zeae. A principal forma assexuada do patógeno é Fusarium graminearum

Sintomas: Os sintomas iniciais são observados nas aristas, que desviam do sentido daquelas de espiguetas não afetadas. Posteriormente, aristas e espiguetas adquirem coloração esbranquiçada ou cor de palha. Em cultivares muito suscetíveis, os sintomas progridem para o pedúnculo, que adquire coloração marrom. Também podem ocorrer nas espigas sintomas similares aos da brusone.

Condições favoráveis: A giberela é extremamente influenciada pelo ambiente, cujas condições climáticas favoráveis são de frequente precipitação pluvial e temperaturas entre 20 °C e 25 °C.

Manejo: A giberela é uma doença de difícil controle. A integração de medidas de controle é a melhor estratégia para minimizar os prejuízos quantitativos e qualitativos por giberela.

2. Brusone

Agente causador: Pyricularia oryzae

Sintomas: Aparecem em folhas, colmos e espigas, mas o dano mais significativo ocorre nas espigas.

Em lavouras de sequeiro no Cerrado brasileiro, com semeaduras precoces (realizadas antes de meados de março), a ocorrência de brusone nas folhas pode se configurar em um grave problema, a ponto de promover perda total da lavoura.

Condições favoráveis: plantas em estádio de espigamento, temperatura variando entre 24 ºC e 28 ºC e períodos constantes de chuva, com manutenção de alta umidade relativa.

Manejo: O controle químico de brusone na parte aérea das plantas de trigo se baseia no princípio de que a espiga deve estar protegida preventivamente à infecção do patógeno. A chuva que forma o molhamento necessário para iniciar a infecção.

Vários experimentos de campo determinaram que fungicidas comerciais com mancozebe na sua formulação foram os de maior eficiência para controlar a brusone do trigo.

3. Mancha-amarela

Agente causador: Pyrenophora tritici-repentis

Sintomas: No início do desenvolvimento da doença, ocorrem lesões em forma de pequenas manchas de coloração marrom-bronzeada, que se expandem para manchas ovais ou em forma de diamante. Em volta das lesões é comum a ocorrência de um halo clorótico com um ponto mais escuro no centro da lesão.

A doença é mais severa em folhas mais velhas, após a emissão da folha bandeira. A planta, entretanto, pode ser infectada e apresentar sintomas desde a emissão das primeiras folhas, ainda jovens. Essa infecção inicial ocorre, muitas vezes, pelo inóculo primário, presente nos restos culturais deixados sobre o solo, entre uma safra e outra.

Condições favoráveis: Em condições climáticas favoráveis, com chuva frequente e temperatura em torno de 25 °C, a doença prolifera para as folhas superiores.

Disseminação: É um fungo necrotrófico, ou seja, que sobrevive e se desenvolve sobre restos culturais.

Manejo: O uso de fungicidas é sempre uma boa alternativa, especialmente em condições meteorológicas favoráveis à ocorrência da doença. Muitas vezes, essas condições favoráveis são previsíveis.

Em anos de ocorrência do fenômeno “El Niño”, é esperado que os meses de setembro e de outubro sejam de temperaturas e de volume de chuvas acima da média normal, altamente favoráveis ao desenvolvimento e à dispersão do patógeno. Em anos assim, será necessário ao menos uma aplicação de fungicida, dependendo do clima e da cultivar utilizada.

O momento da aplicação é outro fator igualmente importante, que depende do momento da ocorrência da doença que, por sua vez, depende das folhas de trigo com sintomas de mancha-amarela. Porções de folhas de trigo com sintoma de mancha-amarela coincidência entre clima favorável e cultivar suscetível.

Considerando-se apenas uma aplicação para o controle dessa doença, dados de experimentos têm demonstrado que a ocorrência da doença durante o emborrachamento pode ser mais crítica para a cultura.

Uma possível explicação é que nessa fase há redução de área verde, devido às áreas necrosadas pelo patógeno, quando a planta mais precisa de fotoassimilados, que é o enchimento de grãos.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

4. Ferrugem da folha

Agente causador: Puccinia triticina

Sintomas: Os sintomas ocorrem principalmente nas folhas como lesões elípticas, formando pústulas com uredosporos de cor alaranjada.

Condições favoráveis: O desenvolvimento da ferrugem da folha ocorre rapidamente a temperaturas entre 10 °C e 30 °C e, em condições favoráveis, com alta densidade de inóculo e em cultivares suscetíveis, os sintomas podem aparecer em outros tecidos verdes da planta.

Puccinia triticina sobrevive somente em tecidos vivos dos hospedeiros, mas os uredosporos têm vida relativamente longa e podem permanecer no campo, longe dos hospedeiros por várias semanas.

Disseminação: A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.

Manejo: O uso de cultivares com resistência genética é a medida de controle mais eficiente e econômica. Para o controle químico tem sido realizada a aplicação de estrobirulinas e triazóis nos órgãos aéreos das plantas.

5. Nanismo amarelo

Agente causador: Barley yellow dwarf virus – PAV

Sintomas: O sintoma mais evidente é o amarelecimento das folhas no sentido ápice-base. Os danos, porém, já iniciam quando o vírus é introduzido no sistema vascular da planta durante a alimentação dos afídeos. Pode ocorrer o escurecimento das espigas (confundido com outras patologias).

Disseminação: A transmissão ocorre por afídeos (pulgões), principalmente, Rhopalosiphum padi, do outono à primavera, e por Sitobion avenae, na primavera.

Manejo: O manejo inicia na escolha da cultivar. As cultivares disponíveis são suscetíveis ao vírus, mas variam em tolerância. Cultivares intolerantes podem perder mais de 60% do seu potencial produtivo.

O segundo passo é o manejo dos afídeos. Com a ação de inimigos naturais (parasitóides e predadores), as populações de afídeos não costumam atingir níveis que causem dano direto, mas causam danos pela transmissão do vírus, sendo necessária ação complementar com inseticidas.

Recomenda-se o Tratamento de Sementes (TS) com inseticidas sistêmicos que, em geral, dura até 30 dias após a semeadura.

6. Mosaico do trigo

Agente causador: Soil-borne wheat mosaic virus (SBWMV)

Sintomas: O longo período de sobrevivência do vetor no solo (superior a cinco anos) e a ampla gama de plantas hospedeiras, dificultam o controle desta virose de outra forma que não por meio da resistência genética.

Condições favoráveis: Os danos à produção costumam ser limitados às áreas da lavoura onde o vetor se concentra, mas sob condições de alta umidade, grandes áreas podem ser comprometidas.

Cultivares suscetíveis semeadas em áreas com inóculo, quando a precipitação pluvial mensal acumulada supera 200 mm, apresentam danos ao redor de 50% na produtividade de grãos.

Disseminação: O vírus é transmitido por Polymyxa graminis, microrganismo residente no solo e parasita obrigatório de raízes de plantas.

Manejo: Atualmente, há cultivares disponíveis com resistência, que podem ser empregadas em áreas com a doença.

7. Oídio

Agente causador: Blumeria graminis f. sp. tritici

Sintomas: A superfície das plantas, principalmente a folha, fica recoberta por micélio, conidióforos e conídios de aparência pulverulenta, com coloração branca quando jovem, ou cinza, quando envelhece.

Aparece principalmente em folhas inferiores, mas pode causar crestamento em folhas superiores, espigas e aristas de cultivares suscetíveis. Tecidos foliares infectados se tornam amarelados e, quando severamente atacados, as folhas colapsam e caem.

Disseminação: Oídio é um fungo biotrófico que se mantém, na entressafra, sobre plantas voluntárias e em restos culturais de trigo, sendo disseminado pelo vento.

A germinação, a infecção e a produção de novos conídios são completadas entre 5 dias e 10 dias, o que leva à ocorrência de muitos ciclos consecutivos da doença, principalmente entre 18 ºC e 22 ºC.

Em climas temperados, temperaturas muito baixas ou longos períodos de chuvas, no outono, retardam a epidemia.

Manejo: O uso de cultivares de trigo com resistência genética é a forma preferencial de controle. Como o fungo é variável, pode se tornar capaz de infectar cultivares consideradas resistentes em anos anteriores.

O controle químico via tratamento de sementes em cultivares suscetíveis é mais econômico do que pela aplicação de fungicidas nos órgãos aéreos.

Saiba mais!

O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.

Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.

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Cetose bovina: o que é, principais causas, tratamento e como prevenir https://blog.rehagro.com.br/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/#respond Thu, 01 Sep 2022 17:57:26 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14879 A cetose bovina, também conhecida como acetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma doença metabólica que afeta animais de alta produção, especialmente as vacas leiteiras. O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das […]

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A cetose bovina, também conhecida como acetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma doença metabólica que afeta animais de alta produção, especialmente as vacas leiteiras.

O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das fazendas, diminuindo consideravelmente a produção de leite. Além disso, há o aumento gradativo dos custos com sanidade.

Quer saber mais sobre essa doença? Leia o artigo abaixo e descubra as causas, os sintomas, o tratamento e a prevenção da cetose bovina!

 

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O que é a cetose bovina?

A cetose é uma das principais doenças metabólicas das vacas leiteiras e geralmente acomete animais de alta produção no pós-parto. Ela acontece quando há um excesso na produção e concentração de corpos cetônicos na corrente sanguínea devido a uma maior exigência energética para produção de leite.

A alta demanda por energia num momento de redução do consumo e escassez de glicose causa um desequilíbrio chamado balanço energético negativo.

Na cetose primária esse déficit ocorre majoritariamente durante o período de transição, no qual o animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante, nesse momento mudanças drásticas ocorrem no seu metabolismo.

Já nos quadros de cetose secundária, como o próprio nome diz, essa queda acentuada do apetite ocorre secundária a outras enfermidades. A vaca então passa a mobilizar tecido adiposo a fim de obter uma fonte alternativa de energia e como consequência há o aumento dos níveis séricos de ácidos graxos não-esterificados (AGNE) no sangue.

Webinar Período de transição

Quais são os sintomas da cetose?

A cetose pode se apresentar na forma clínica e na forma subclínica.

Na cetose clínica há perda de escore corporal, anorexia, prostração e queda na produção de leite. Além disso, fezes secas e odor de cetona no ar expirado, podem ser comumente observados.

Em alguns casos, o quadro clínico pode evoluir apresentando sinais nervosos como: tremores musculares, hiperexcitabilidade e incoordenação com ataxia dos membros posteriores.

Em casos de cetose subclínica, os níveis de corpos cetônicos no sangue e no leite estarão aumentados mesmo sem a apresentação da sintomatologia clínica. Nesse sentido, a concentração sérica igual ou superior a 1,2 mmol/L de beta hidroxibutirato já é um indicativo de cetose subclínica. 

A cetose subclínica gera grandes impactos produtivos e econômicos na fazenda, essa doença contribui para redução da imunidade dos animais e provoca ainda, mudanças drásticas no perfil hormonal da vaca.

Esses fatores podem ocasionar desde a redução de peso e da fertilidade dos animais, até enfermidades secundárias.

Quais são as causas da cetose bovina?

O manejo nutricional é um ponto decisivo para ocorrência da enfermidade, a oferta de dietas desbalanceadas e manejos desalinhados podem favorecer a redução do consumo, contribuindo para o aparecimento da cetose. O estresse térmico e as condições ambientais também podem predispor a doença.

Além disso, outras afecções metabólicas durante o período de transição e não metabólicas, como problemas de casco, podem induzir a redução do consumo de alimentos, aumentando a predisposição do animal à cetose.

E-book Afecções de casco

Tratamento da cetose

O tratamento da forma clínica da doença é sintomático, dessa forma é importante reverter o quadro hipoglicêmico com a administração de glicose via endovenosa – a glicose via oral deve ser evitada, pois é rapidamente fermentada no rúmen, produzindo precursores cetogênicos, o que agravaria o problema.

Além disso, a realização de um monitoramento da cetose pode auxiliar no tratamento profilático dos quadros subclínicos, para isso basta mensurar os níveis de BHBA (beta- hidroxibutirato).

Esse monitoramento pode ser realizado em medidores apropriados para este fim, aplicando uma amostra de sangue coletada da cauda dos animais.

Nas situações de cetose leve ou moderada, devemos oferecer quantidades elevadas de energia , como o propileno glicol, visando evitar a mobilização de gordura nas vacas.

O uso de drench em vacas recém paridas pode ser uma boa opção, essa administração oral forçada de nutrientes (drench), minimiza a deficiência energética, reidrata o animal e estimula a fermentação ruminal.

Prevenção da cetose bovina

A prevenção da cetose se inicia antes da secagem dos animais com a implementação de um manejo nutricional adequado e balanceado.

Nesse sentido, o fornecimento de forragens de boa qualidade e o uso de concentrados com alta palatabilidade, auxiliam na ingestão de nutrientes e consequentemente reduzem o dispêndio de reservas corporais.

A implementação de aditivos alimentares como os ionóforos, principalmente a monensina sódica, aumentam a eficiência ruminal e se tornam uma alternativa na prevenção da doença. Além disso, vitaminas do complexo B, podem reduzir a mobilização de gordura corporal durante o início da lactação e assim diminuir o balanço energético negativo, prevenindo enfermidades metabólicas.

A administração de gordura protegida com sais de cálcio (sem comprometer a ingestão de fibras), pode maximizar a densidade de energia na matéria seca consumida, contribuindo para redução do quadro de balanço energético negativo.

O monitoramento do escore de condição corporal (ECC), é uma boa ferramenta na avaliação da cobertura de gordura corporal da vaca, o ECC pode auxiliar na prevenção da enfermidade, servindo como termômetro do programa nutricional: o escore ótimo ao momento do parto é entre 3.0 – 3.50  (na escala que varia de 1-5).

Por fim, a promoção de um ambiente confortável, limpo e com temperatura amena também contribui para redução da incidência da doença na fazenda, afinal, vacas que não sofrem de estresse térmico durante o período seco possuem um  melhor uso da função hepática durante o início da lactação.

Considerações

Prevenir é sempre a melhor opção, por isso lembre-se: o manejo nutricional balanceado é a chave para reduzir a ocorrência da cetose na sua fazenda.

Se você deseja melhorar a sua capacidade de formulação de dietas para gado de leite, não perca tempo e inscreva-se na Pós-graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros!

Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros

Brisa Sevidanes

Bruno Guimarães

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Gestão de indicadores financeiros e econômicos na produção de grãos https://blog.rehagro.com.br/indicadores-financeiros-e-economicos-na-producao-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/indicadores-financeiros-e-economicos-na-producao-de-graos/#respond Tue, 30 Aug 2022 17:31:36 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14805 Como fazer uma boa gestão de indicadores financeiros e econômicos na produção de grãos? Assista ao Webinar na íntegra! Nesse Webinar, realizado em parceria com a Agro1, Fábio Pereira, consultor sênior do Rehagro, debate sobre o assunto gestão de indicadores financeiros e econômicos na produção de grãos. Quer saber mais? Assista agora mesmo! Deixe seu […]

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Como fazer uma boa gestão de indicadores financeiros e econômicos na produção de grãos? Assista ao Webinar na íntegra!

Nesse Webinar, realizado em parceria com a Agro1, Fábio Pereira, consultor sênior do Rehagro, debate sobre o assunto gestão de indicadores financeiros e econômicos na produção de grãos.

Quer saber mais? Assista agora mesmo!

Deixe seu like e se inscreva no canal.

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Gestão do Agronegócio: vale a pena se especializar? https://blog.rehagro.com.br/gestao-do-agronegocio-vale-a-pena-se-especializar/ https://blog.rehagro.com.br/gestao-do-agronegocio-vale-a-pena-se-especializar/#respond Thu, 25 Aug 2022 21:00:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14724 Há uma frase bem conhecida e assertiva que diz que se você já se alimentou hoje, logo deve agradecer ao produtor rural. A verdade é exatamente essa, nua e crua. Praticamente tudo o que é feito e consumido está ligado direto ou indiretamente ao agronegócio. Levantamentos feitos pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia […]

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Há uma frase bem conhecida e assertiva que diz que se você já se alimentou hoje, logo deve agradecer ao produtor rural. A verdade é exatamente essa, nua e crua. Praticamente tudo o que é feito e consumido está ligado direto ou indiretamente ao agronegócio.

Levantamentos feitos pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Esalq/USP) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) demonstram que o agronegócio representou 27,4% do PIB brasileiro em 2021, o maior índice em quase 20 anos.

Isso representa uma movimentação positiva na balança comercial de aproximadamente US$ 105,1 bilhões, conforme divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Apenas estas informações já são suficientes para suportar a importância do agronegócio no cenário nacional e, até mesmo, mundial.

As cifras são elevadas, realidade que contribui para que o agro seja um ambiente fértil para semear investimentos. A atratividade é grande, tanto no campo interno quanto na esfera internacional, vide o fato do agronegócio estar em voga atualmente.

 

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Gestão é a base de tudo

Qualquer que seja a área, ter uma metodologia adequada de gestão é o primeiro passo. As chances de alcançar bons resultados sem ter um gerenciamento alinhado são mínimas, ou quem sabe inexistentes. Ainda mais em um setor extremamente dinâmico e com infindáveis variáveis como o agronegócio.

Ter um processo de gestão condizente com o agronegócio permite a obtenção de dados confiáveis que garantem a tomada de decisões seguras e certeiras. Uma decisão empunhada com atraso pode custar a lucratividade da atividade em um determinado período!

Capacitar para diferenciar

A velocidade com que o mercado do agronegócio progride criou uma política em que a capacitação dos profissionais é fundamental para a sua manutenção.

E é aí que está o desafio! O ideal é se especializar e não perder a habilidade de enxergar a atividade de forma macro. Em outras palavras, o recomendado é que um especialista seja antes um bom generalista.

A amplitude de possibilidades para capacitação no agronegócio é enorme. Leite, corte, café, grãos, aves, suínos, peixes, silvicultura, fruticultura… A gestão se encaixa perfeitamente em cada uma das áreas e se faz muito necessária.

Sem contar que o agro abrange diretamente os três setores da economia. Ele está relacionado à produção no campo (setor primário), produção das agroindústrias e indústrias de insumos (setor secundário) e no transporte e comercialização de bens (setor terciário).

Dentro de cada um é possível explorar os diversos âmbitos da gestão: gestão financeira, gestão administrativa, gestão comercial, gestão de marketing e gestão de pessoas e equipes.

Um dos grandes motivos para apostar na carreira de gestão no agronegócio, além da diversidade de opções, se deve ao status promissor do setor. A demanda por mão de obra de qualidade é exponencial. Unir a força do agro com a necessidade de geração de resultados é bastante positivo. O agronegócio é protagonista nas cinco regiões do Brasil!

Oportunidades para você se evidenciar

Dada a devida importância da gestão no agronegócio, escolher boas opções para se capacitar é imprescindível. Busque conhecimento com quem entende do assunto.

Com foco na empregabilidade e no desenvolvimento pessoal do aluno, o curso de Graduação em Gestão do Agronegócio irá te preparar para se tornar o gestor mais procurado pelas empresas do agronegócio: aquele capaz de promover grandes resultados sem abrir mão da sustentabilidade.

Graduação em Gestão do Agronegócio

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Melhoramento genético animal: uma forma de ter um gado lucrativo https://blog.rehagro.com.br/melhoramento-genetico-animal/ https://blog.rehagro.com.br/melhoramento-genetico-animal/#respond Thu, 25 Aug 2022 17:02:42 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14715 Melhoramento genético é uma via da ciência que tem como objetivo desenvolver características precisas de determinadas linhagens. É importante lembrar que o desempenho do animal depende também da alimentação e do ambiente em que vive e, principalmente, da sua genética. O melhoramento genético animal pode tornar o animal mais preparado, inclusive, para situações do ambiente […]

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Melhoramento genético é uma via da ciência que tem como objetivo desenvolver características precisas de determinadas linhagens. É importante lembrar que o desempenho do animal depende também da alimentação e do ambiente em que vive e, principalmente, da sua genética.

O melhoramento genético animal pode tornar o animal mais preparado, inclusive, para situações do ambiente que ele possa enfrentar. Então, promover um genoma que favoreça todo o seu rebanho é o que o melhoramento genético busca fazer.

 

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Como é feito o melhoramento genético?

O melhoramento genético de bovinos visa dar aos animais de um rebanho, características produtivas mais positivas.

Para se adaptar às mudanças dramáticas e novos rumos da economia mundial, os pecuaristas precisam usar tecnologias projetadas para maximizar a produtividade e trazer maiores relações custo-benefício.

Por isso, os produtores contam com programas de melhoramento genético que, se bem elaborados, podem identificar os melhores animais, com maior probabilidade de alcançar bons resultados.

Como vimos, o melhoramento genético é o processo de mudar certas populações, aumentando ou diminuindo a frequência de certos genes. Essa técnica é feita para melhorar o desempenho da população relevante, melhorando, assim, as características consideradas importantes.

Melhoramento genético bovino

Fonte: CPT.

Veja como podemos empregar a técnica de melhoramento genético: 

Sistemas de acasalamento

O método é realizado de duas maneiras: primeiro por meio de seleção, incluindo a seleção de touros com maior valor genético, para influenciar a próxima geração, e depois por meio de sistemas de acasalamento para formar os casais reprodutores.

Esta é a forma mais rápida e eficiente de obter bons resultados por meio do melhoramento genético.

Fertilização in vitro e inseminação artificial

A inseminação artificial pode fornecer um grande número de criadores de material genético animal, com as melhores características. Como resultado, seu material genético será utilizado em diversos rebanhos, aumentando o número de descendentes.

Essa biotecnologia é usada para aumentar o número de animais com bons genes. Tem sido usado até para o rápido desenvolvimento da genética, especialmente em animais altamente férteis.

Devido ao desenvolvimento e redução do custo da fertilização in vitro, o processo se tornou mais acessível aos criadores, possibilitando a democratização do uso do sêmen de animais superiores.

A fertilização in vitro permite que as doadoras produzam até centenas de bezerros por ano, evitando o descarte precoce de fêmeas de alta produção, permitindo uma vida útil mais longa e aumentando a reprodução do gado apenas por meio de genética de ponta.

Saiba mais sobre os protocolos de IATF e o manejo reprodutivo de fêmeas. Assista a esse webinar completo e gratuito com tudo o que você precisa saber sobre essa biotecnologia.

Webinar Protocolos da IATF

Objetivo de seleção

Para determinar quais aspectos serão buscados no melhoramento genético de bovinos, é utilizada uma ferramenta chamada de objetivo de seleção.

Com essa abordagem, os criadores podem considerar a importância de cada característica, levando em conta o que é mais rentável em cada situação.

Dentre todos os argumentos citados, podemos considerar que a técnica atende todos os produtores, dos pequenos aos grandes, trazendo grandes benefícios para o rebanho e a saúde do animal. 

Saiba mais sobre a produção da pecuária de corte!

A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.

Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.

O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Cristiano Rossoni

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Ciclo pecuário: saiba o que é e como funciona https://blog.rehagro.com.br/ciclo-pecuario-saiba-o-que-e-e-como-funciona/ https://blog.rehagro.com.br/ciclo-pecuario-saiba-o-que-e-e-como-funciona/#respond Thu, 25 Aug 2022 14:36:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14690 O ciclo pecuário é um fenômeno caracterizado por flutuações nos preços do gado e da carne, com períodos de baixa e alta, que se repetem de tempos em tempos. Essa volatilidade é causada pela natureza da pecuária de corte, atividade de ciclo longo em que a produção responde muito lentamente a estímulos externos, como os […]

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O ciclo pecuário é um fenômeno caracterizado por flutuações nos preços do gado e da carne, com períodos de baixa e alta, que se repetem de tempos em tempos.

Essa volatilidade é causada pela natureza da pecuária de corte, atividade de ciclo longo em que a produção responde muito lentamente a estímulos externos, como os preços recebidos, por exemplo.

Assim, quando a oferta de gado mais gordo aumenta, os preços caem e outras categorias (gado magro, bezerros e barragens) também se desvalorizam. Sob pressão econômica, os criadores venderam mais vacas para abate. O abate de fêmeas aumenta a oferta de carne e os preços caem ainda mais.

Com a redução do número de matrizes, a produção de bezerros, a reposição de animais do rebanho reprodutor e a futura oferta de gado para abate foram afetados. Alguns anos depois, a escassez de touros para abate e novilhas para substituir as vacas descartadas obrigou os preços a subir, reiniciando o ciclo.

 

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Quais são as fases do ciclo pecuário?

Quando ocorre baixa no ciclo: há um aumento na oferta de bezerros e redução no abate de fêmeas, além da redução no preço da arroba do boi gordo, bezerro e boi magro.

Quando ocorre alta no ciclo: há uma redução na oferta de bezerros e aumento no abate de fêmeas, além do aumento no preço da arroba do boi gordo, bezerro e boi magro.

Veja isso na imagem abaixo:

Ciclo pecuário

Desde 2020, a pecuária está no auge do ciclo pecuário, com preços mais altos para gado gordo, bezerro e boi magro. O abate de bovinos caiu em 2020 pela primeira vez em três anos, para 29,7 milhões de cabeças, com significativamente menos vacas, segundo o IBGE.

Essa redução da participação das fêmeas gera uma valorização dos machos. Podemos, portanto, argumentar que a oferta de animais para abate é a referência para a pecuária e o abate de fêmeas altera o patamar de preços.

Como resultado, o pequeno número de animais a serem abatidos, combinado com uma oferta limitada de gado engordado para abate e um boom nas exportações de carne, manteve os preços da arroba elevados.

É importante, no entanto, notar que preços mais altos não significam lucros mais altos. Isso porque os preços dos substitutos e insumos (principalmente milho e soja) também estão elevados, aumentando os custos de produção. No gráfico abaixo, podemos ver a variação anual do abate entre 1999 e 2010.

Variação anual do abate de gado de corte

Por que devemos entender o ciclo pecuário?

Entender o ciclo da pecuária e as fases de preço alto e baixo, nos permite planejar ações de compra, custos de produção, investimentos e o melhor momento para vender.

Por isso, entender o ciclo da pecuária é essencial para orientar a tomada de decisões “na porta”, que é o único lugar que temos controle.

O preço da arroba é um dos fatores que afeta a rentabilidade da pecuária de corte. Os pecuaristas, no entanto, têm o poder de ditar o que acontece na fazenda, incluindo ganho de peso, taxas de lotação e custos de produção.

Um planejamento cuidadoso e uma boa estratégia de abastecimento podem reduzir custos e aumentar a produção, resultando em mais arrobas a um preço satisfatório.

Durante as fases altas do ciclo, é importante ficar atento à coleta dos animais. Isso ocorre porque o ciclo de produção é longo, e o mercado muda quando o bezerro se transforma em uma vaca gorda que pode ser abatida. É até possível estar baixo no ciclo quando os preços de venda estão em desvantagem.

Como resultado, o preço de venda terá um impacto negativo e seus lucros serão menores, principalmente se a produtividade e os custos não estiverem bem ajustados.

Webinar Indicadores de alto impacto na pecuária de corte

Aumente os lucros com a pecuária de corte!

Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.

O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

Saiba mais informações, em nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

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Planejamento forrageiro: Planilha + Guia Como calcular a demanda de forragem https://blog.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro-planilha-guia-como-calcular-a-demanda-de-forragem/ https://blog.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro-planilha-guia-como-calcular-a-demanda-de-forragem/#respond Fri, 12 Aug 2022 13:00:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14163 Você conhece a demanda de forragem das diversas categorias animais do seu rebanho? Qual o tamanho da área que você terá que plantar para suprir essa demanda? A área total que você possui será suficiente para atender a necessidade de todos os animais? Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos […]

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Você conhece a demanda de forragem das diversas categorias animais do seu rebanho? Qual o tamanho da área que você terá que plantar para suprir essa demanda? A área total que você possui será suficiente para atender a necessidade de todos os animais?

Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos pilares da atividade leiteira.

Um projeto de pecuária leiteira só pode ser bem executado caso a demanda de comida dos animais seja suprida em qualidade e quantidade adequada.

Baixe gratuitamente a Planilha + Guia sobre o planejamento forrageiro do rebanho e tenha uma ferramenta prática e rápida para calcular a forragem necessária para alimentar o seu rebanho.

Baixar Planilha e Guia Planejamento forrageiroBruno Guimarães

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Mastite subclínica: o que fazer e como tratar https://blog.rehagro.com.br/mastite-subclinica-como-tratar/ https://blog.rehagro.com.br/mastite-subclinica-como-tratar/#respond Thu, 11 Aug 2022 19:27:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14251 “Após identificar a mastite subclínica através do teste de CMT ou CCS eletrônica, devo realizar análise microbiológica do leite? Em qual cenário é necessário entrar com tratamento para essa mastite clínica com a vaca ainda em lactação?” Se essas dúvidas também são suas, acompanhe nesse artigo a resposta para elas com um especialista do Rehagro. […]

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“Após identificar a mastite subclínica através do teste de CMT ou CCS eletrônica, devo realizar análise microbiológica do leite? Em qual cenário é necessário entrar com tratamento para essa mastite clínica com a vaca ainda em lactação?”

Se essas dúvidas também são suas, acompanhe nesse artigo a resposta para elas com um especialista do Rehagro.

 

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Identificação da mastite subclínica

Com os testes de CMT (California Mastitis Test) ou CCS (Contagem de Células Somáticas) eletrônica, podemos identificar as vacas que têm mastite subclínica.

A partir da identificação desses animais, podemos tomar algumas medidas, como:

  • Segregação do animal;
  • Fazer uma linha de ordenha;
  • Destinar o leite desse animal para consumo dos bezerros.

Essas ações vão fazer com que o leite da vaca com mastite subclínica não vá direto para o tanque ou que isolemos esses animais em um grupo de vacas que também têm a mastite subclínica.

E o que mais pode ser feito?

Além disso, esse animal que tem mastite subclínica, principalmente as vacas que têm mastite subclínica em mais de uma coleta, ou seja, que na coleta passada e na coleta atual têm uma CCS acima de 200.000 e, portanto, é considerada uma vaca crônica, são animais que possivelmente irão apresentar um resultado positivo quando eu fizer uma cultura microbiológica do leite. São animais que são economicamente mais viáveis da gente separar o leite, mandar para um laboratório ou fazer a cultura dentro da própria fazenda e, assim, identificar quais bactérias estão causando a mastite subclínica.”, explica o especialista Nathan Fontoura.

Confira sua explicação na íntegra no vídeo abaixo, em apenas 3 minutos:

No vídeo acima, o Prof. Nathan explica que nem sempre haverá algo a ser feito, mesmo nas vacas nas quais conseguimos identificar o microrganismo que está causando a mastite subclínica.

Se for identificada uma bactéria Gram-positiva, como um Streptococcus agalactiae ou um Streptococcus dysgalactiae, que tem um comportamento de contagioso, temos visto resultados em trabalhos científicos, e também na prática, que comprovam a viabilidade econômica do tratamento desse animal ainda na lactação.

Porém, algumas outras bactérias com Staphylococcus aureus, Pseudomonas e inúmeros outros microrganismos como algas e leveduras, não vão responder ou vão responder muito pouco ao tratamento durante a lactação e também no período seco, não sendo economicamente viável o tratamento desses animais.

Resumindo, a CCS eletrônica e o CMT podem ser uma pré-informação para selecionar as vacas nas quais iremos realizar a cultura microbiológica para termos uma correta tomada de decisão de tratar ou não aquele animal durante a lactação.

Porém, só podemos tomar essa decisão de maneira assertiva após o resultado da cultura microbiológica, para saber se o tratamento daquele animal é economicamente viável ou não.

Pronto para aprender mais?

Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

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Escore de saúde respiratória de bezerras leiteiras: Planilha + guia https://blog.rehagro.com.br/planilha-escore-de-saude-respiratoria-bezerras/ https://blog.rehagro.com.br/planilha-escore-de-saude-respiratoria-bezerras/#respond Thu, 11 Aug 2022 13:22:24 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14159 Uma das principais doenças que acometem bezerras em aleitamento e em pós-desmame é a Doença Respiratória Bovina (DRB).  Essa doença é extremamente relevante, porém seu diagnóstico na rotina sanitária das fazendas ainda é bastante defasado, podendo causar confusão e subnotificações. Para isso, pesquisadores criaram escores individuais para avaliação da saúde respiratória das bezerras leiteiras. O […]

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Uma das principais doenças que acometem bezerras em aleitamento e em pós-desmame é a Doença Respiratória Bovina (DRB). 

Essa doença é extremamente relevante, porém seu diagnóstico na rotina sanitária das fazendas ainda é bastante defasado, podendo causar confusão e subnotificações.

Para isso, pesquisadores criaram escores individuais para avaliação da saúde respiratória das bezerras leiteiras.

O modelo de pontuação mais utilizado para detecção de DRB em bezerras é o Escore Respiratório de Wisconsin, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, em Madison, Estados Unidos.

Baixe gratuitamente o kit planilha + guia explicativo sobre o escore de saúde respiratória de bezerras leiteiras, aprenda a identificar e ter um diagnóstico rápido e melhore sua produção evitando prejuízos.

Baixar Planilha e Guia Escore de saúde respiratória de bezerras

Bruno Guimarães

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Planilha + Guia Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite https://blog.rehagro.com.br/planilha-contagem-celulas-somaticas/ https://blog.rehagro.com.br/planilha-contagem-celulas-somaticas/#respond Thu, 11 Aug 2022 12:40:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14156 A mastite subclínica pode acometer grande parte dos rebanhos, aumentando a Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite. O aumento da CCS afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor. Com esse material você poderá calcular, de […]

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A mastite subclínica pode acometer grande parte dos rebanhos, aumentando a Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite.

O aumento da CCS afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor.

Com esse material você poderá calcular, de acordo com a CCS encontrada no tanque:

  • A perda de produção diária de leite;
  • A perda de produção mensal de leite;
  • A perda de faturamento mensal;
  • A perda de faturamento anual.

Dessa forma, você pode descobrir o quanto está deixando de lucrar na sua propriedade e pode mostrar para os seus clientes o prejuízo que eles vêm tendo em decorrência à lata CCS do tanque.

Baixe gratuitamente o kit com a planilha + guia explicativo sobre a CCS no tanque e CCS individual e transforme os seus resultados!

Baixar Planilha e Guia de Células somáticas no leite

Bruno Guimarães

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Viveiro de café: qual tela escolher, vermelha ou preta? Veja as diferenças https://blog.rehagro.com.br/telado-para-viveiro-vermelho-ou-preto/ https://blog.rehagro.com.br/telado-para-viveiro-vermelho-ou-preto/#respond Wed, 10 Aug 2022 19:14:24 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8538 Mudas de café vigorosas além de suportar melhor as condições ambientais adversas e proporcionar um melhor crescimento inicial das plantas no campo, diminuem as taxas de replantio, operação que resulta em custos a mais para o produtor. Por isso, produzir mudas vigorosas e bem desenvolvidas torna-se uma ótima alternativa para obter mais sucesso no plantio. […]

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Mudas de café vigorosas além de suportar melhor as condições ambientais adversas e proporcionar um melhor crescimento inicial das plantas no campo, diminuem as taxas de replantio, operação que resulta em custos a mais para o produtor.

Por isso, produzir mudas vigorosas e bem desenvolvidas torna-se uma ótima alternativa para obter mais sucesso no plantio.

Tela de viveiro de café com malha preta

Telado de viveiro com malha preta (Foto: Diego Baquião).

Tela de viveiro de café com malha vermelha

Telado de viveiro com malha vermelha (Foto: Diego Baquião)

 

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Tela vermelha x tela preta

A formação de mudas de café, normalmente se dá em viveiros sombreados ou parcialmente sombreados com uma passagem de 50% da radiação.

Nas propriedades é comum o uso do telado de coloração preta para esse fim, entretanto, estudos sugerem a utilização de malhas de coloração vermelha, isso porque a radiação vermelha e azul são as mais eficientes para otimizar várias respostas fisiológicas desejáveis nas plantas.

Os comprimentos de onda que são melhor absorvidos pelas plantas são principalmente 430 nm e 660 nm, que se refere as cores azul e vermelho respectivamente, apresentando nas plantas diferenças morfológicas devido a resposta dos pigmentos fotossintetizantes a esses comprimentos de onda.

Telas coloridas em viveiro de café

Por isso a utilização de telas coloridas tem por objetivo causar mudanças no espectro de radiação disponível para planta, proporcionando ajustes metabólicos no sistema fotossintético.

Contudo, apesar da coloração azul ser um dos comprimentos de onda mais absorvidos pelas plantas, ela excita a clorofila a um estado energético mais elevado do que a absorção de luz vermelha, no entanto, nesse estado de excitação a clorofila é extremamente instável liberando parte da energia absorvida na forma de calor, o que não ocorre com a luz vermelha.

Viveiro de café com telado na cor vermelha

Viveiro com malha de coloração vermelha (Foto: Diego Baquião).

Estudos comparativos de telas coloridas

Henrique et al., (2001), avaliou o crescimento de mudas de cafeeiro sob diferentes malhas coloridas, e observou que a tela vermelha apresentou massa seca total superior quando comparado aos outros ambientes.

Além disso, a malha de coloração vermelha também proporcionou maior teor de carboidrato nas raízes, sendo essa cor a mais eficiente na promoção de crescimento e desenvolvimento das mudas de café. Fato que é extremamente vantajoso considerando as adversidades que essas mudas podem sofrer no campo.

Gráfico mostrando massa seca de raiz e massa seca total
Massa seca de raiz e massa seca total. (Fonte: UFLA – 2011).

Gráfico mostrando diferença de teores de amido em massa de matéria seca de acordo com a cor do telado

Teores de amido em massa de matéria seca de folhas e raízes de mudas de cafeeiro. (Fonte: UFLA – 2011).

Conclusão

Dessa forma, apesar da malha de coloração vermelha apresentar um custo superior quando comparado a malha preta, nota-se que as plantas se desenvolvem mais no telado vermelho, e por isso, elas possuem maiores chances de sobrevivência no campo, além do maior arranque inicial do crescimento.

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Controle biológico de pragas: o que é e a principais formas de realizar https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-uma-alternativa-ao-controle-de-pragas-agricolas/ https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-uma-alternativa-ao-controle-de-pragas-agricolas/#respond Thu, 04 Aug 2022 18:00:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8017 Os ambientes agrícolas sofrem forte interferência humana na busca por favorecer a abundância de uma ou de poucas espécies cultivadas. Isso resulta em uma concentração de recursos homogêneos que pode afetar as populações dos diferentes organismos ali presentes trazendo possíveis consequências indesejáveis, como, por exemplo, o surto populacional de pragas. Uma forma de buscar simular […]

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Os ambientes agrícolas sofrem forte interferência humana na busca por favorecer a abundância de uma ou de poucas espécies cultivadas.

Isso resulta em uma concentração de recursos homogêneos que pode afetar as populações dos diferentes organismos ali presentes trazendo possíveis consequências indesejáveis, como, por exemplo, o surto populacional de pragas.

Uma forma de buscar simular o equilíbrio populacional dinâmico que ocorre nos ambientes de vegetação natural é promover o controle biológico, que é um serviço ecossistêmico resultante da ação dos inimigos naturais.

 

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Inimigos naturais e controle biológico

Os inimigos naturais das plantações podem ser:

  • Patógenos;
  • Predadores;
  • Parasitas;
  • Herbívoros ;
  • Antagonistas.

Atuam sobre as populações de suas presas ou hospedeiros, prestando o serviço ecossistêmico de controle biológico. Em ambientes agrícolas, quando populações de plantas, animais ou fitopatógenos aumentam em níveis economicamente inaceitáveis.

Além disso, atingem o status de praga e seus inimigos naturais podem ser manejados ou inseridos no sistema para suprimi-las. Permitem, assim, o uso dos agrotóxicos de amplo espectro de forma alternativa.

Como consequência, temos a produção de alimentos de forma mais sustentável, bem como a conservação de habitat naturais.

A pesquisa sobre o controle biológico fez progressos notáveis nos últimos 50 anos, passando de um método baseado em tentativa e erro para uma abordagem mais preditiva, baseada em teorias ecológicas de interações inimigo natural-presas e dinâmica populacional.

Uma atividade tão rigorosa baseada em pesquisa deve ajudar a evitar erros como os cometidos no passado. Uma nova era está se iniciando, em que os benefícios e os riscos são bem compreendidos, de modo que as soluções que maximizam os benefícios e minimizam os riscos possam ser perseguidas e implementadas.

Práticas agrônomicas de controle biológico

Rotação de culturas com leguminosas usadas para adubação verde do solo, tais como guandu (Cajanus cajan) e crotalária (Crotalaria juncea), podem também contribuir para atrair e manter inimigos naturais nas áreas cultivadas.

Em área de cultivo de milho, o uso de crotalária como adubo verde favoreceu a presença dos predadores Doru luteipes (Scudder) (Derm.: Forficulidae), Nephila clavipes L. (Aran.: Nephilidae), Orius insidiosus (Say) (Het.: Anthocoridae), Pheidole sp., Solenopsis sp. (Hym.: Formicidae) (Tavares et al., 2011).

Na escolha das espécies a serem cultivadas em consórcio, além dos aspectos agronômicos, é importante considerar as interações bióticas das plantas com:

  • Microrganismos (ex.: fixadores de nitrogênio, estimuladores de crescimento, patogênicos e seus antagonistas);
  • Animais (ex.: polinizadores, pragas e seus agentes biológicos de controle, detritívoros), assim como interações químicas entre plantas (ex.: alelopatia).

Existem espécies de plantas que, quando plantadas em combinação, se comportam como “companheiras”. Assim, favorecem o crescimento mútuo e maximizam o potencial produtivo das áreas plantadas.

Também é importante observar o conjunto de pragas que cada espécie hospeda. Isso evita o uso de plantas nos consórcios que hospedem o mesmo grupo de espécies de pragas e doenças.

Produção em massa do inimigo natural

Quando os inimigos naturais que ocorrem naturalmente no agroecossistema não conseguem fornecer o nível de controle desejado de determinada praga, o aumento artificial da população de uma ou mais espécies de inimigos naturais selecionados pode ser uma estratégia importante.

Nesse caso, o aumento é feito por liberações do agente de controle biológico por meio das táticas inoculativa e inundativa. O procedimento mais comum é a produção massal do inimigo natural.

Em geral, ocorrem em fábricas comerciais altamente especializadas e a liberação em campo de grande número de indivíduos com o objetivo de suprimir a praga em relativamente curto prazo.

Essa estratégia de controle biológico é a mais apropriada quando o agente é um microrganismo. É muito adotada no Brasil para o controle de artrópodes e doenças de plantas. O aumento de inimigos naturais tem sido bem-sucedido quando o inimigo natural é passível de produção massal.

Interações tróficas

Nos agroecossistemas, as cadeias alimentares não são apenas verticais e lineares. Há uma rede de interações conhecidas por teias tróficas.

Os consumidores de ordens superiores, que são denominados predadores, parasitoides e patógenos, formam uma complexa rede de interação mútua entre si e com os consumidores de primeira ordem (que são os herbívoros ou fitófagos) e com as plantas.

Essas interações tróficas afetam a abundância relativa das espécies dessas comunidades por causa da competição e do sinergismo entre elas nos diferentes níveis tróficos.

O conhecimento do funcionamento dessas intrincadas interações permite o entendimento de como a introdução de um agente de controle biológico exótico. Este é o caso do controle biológico clássico.

Este, pode alterar a estrutura da comunidade de inimigos naturais existentes em um agroecossistema e as consequências, instantâneas ou em longo prazo, dessa introdução na população de pragas.

Da mesma forma, a mudança na abundância de um inimigo natural pela sua liberação massal, usando a estratégia de controle aumentativo, pode ter impacto imediato ou posterior na teia trófica e modificar a população de pragas.

Interações tróficas

Exemplo de teia trófica parcial que mostra a complexidade das interações entre organismos produtores (plantas) e consumidores (herbívoros, fitófagos, parasitoides, patógenos, etc.) de diferentes níveis.

Dinâmica populacional

O princípio da dinâmica populacional está relacionado a uma propriedade fundamental e evidente de que todas as populações de organismos vivos crescem geometricamente quando não sofrem efeitos do ambiente em que estão inseridos.

Dessa forma, uma espécie que apresenta taxa de crescimento r = 2 será capaz de aumentar sua população em oito vezes em apenas três gerações. No entanto, outra espécie com r = 10 será capaz de aumentar sua população em mil vezes nas mesmas três gerações.

Pragas agrícolas como diversas mariposas da família Noctuidae (ex.: lagarta-da-soja, lagarta-do-cartucho-do-milho e curuquerê-do-algodoeiro) são capazes de colocar entre 100 e 300 ovos por fêmea.

Além disso, podem completar seu ciclo vital de ovo a adulto (geração) em menos de 30 dias. Assim, percebe-se como pode ser dramático o crescimento das populações, alcançando valores milionários em apenas uma estação do ano ou uma safra agrícola.

Gráfico de crescimento populacional de pragas

Curvas teóricas de crescimento exponencial de populações de organismos vivos.

Fatores intrínsecos e intraespecíficos

Fatores intrínsecos e intraespecíficos, como competição e cooperação, podem alterar o crescimento das populações. Fatores extrínsecos e abióticos também são capazes de afetar a abundância populacional.

Mudanças sazonais nas condições climáticas, como: temperatura; umidade relativa do ar; luminosidade; eventos meteorológicos eventuais (como seca, chuvas torrenciais e geadas), são capazes de afetar de forma direta as populações, alterando a sobrevivência, a longevidade e a fecundidade.

Além disso, podem atuar de forma indireta, modificando a abundância de recursos alimentares e hídricos, impactando também a dinâmica populacional das espécies.

Fatores bióticos, como outras espécies competidoras e inimigos naturais como predadores, parasitoides e patógenos, são fatores extrínsecos ou interespecíficos de mortalidade capazes de controlar as populações.

Se, por um lado, os fatores físicos do ambiente podem matar os indivíduos independentemente de sua densidade, por outro os fatores bióticos como competidores e inimigos naturais podem atuar em algumas situações independentemente da densidade da população, enquanto em outras situações pode haver aumento da mortalidade em resposta à densidade das populações da praga e de seu inimigo natural.

Manutenção do controle biológico

Se o controle biológico é a manutenção da abundância dos indivíduos de uma população por seus inimigos naturais, o fato de esses inimigos naturais serem capazes de responder à abundância de suas presas ou hospedeiros e aumentar sua interação trófica é fundamental para que haja algum grau de sincronismo entre as populações de forma a manter um estado de equilíbrio dinâmico.

Essa propriedade pela qual uma população é capaz de manter-se dentro de limites máximos e mínimos em torno de um ponto de equilíbrio é conhecida como regulação populacional.

Esse conceito implica, portanto, que o inimigo natural não é apenas um fator de mortalidade quando em contato com a população da praga, mas é capaz de manter a densidade populacional da praga flutuando em um nível de equilíbrio.

Quando a presença ou a introdução da população do inimigo natural reduz a densidade da praga para o nível inferior ao de dano econômico em cultivos, estabelecendo um novo patamar de equilíbrio populacional, e passa a apresentar flutuação populacional em sincronia com a praga, ocorrerá uma situação “ideal” em que o controle biológico apresentará sua condição de maior sucesso.

Modelo hipotético de curva populacional que mostra uma situação ideal em programas de controle biológico

Modelo hipotético de curva populacional que mostra uma situação ideal em programas de controle biológico: a presença ou a introdução da população do inimigo natural reduz a densidade da praga para o nível inferior ao de dano econômico em cultivos, estabelecendo novo patamar de equilíbrio populacional, em sincronia com a praga.

Conclusão

Este efeito de dependência entre as densidades da praga e seu inimigo natural, por meio da interação trófica e da regulação das populações, está relacionado, com cinco características principais das espécies envolvidas:

  1. Densidade da presa;
  2. Densidade do inimigo natural (predador ou parasitoide);
  3. Características do ambiente (por exemplo, número e variedade de alimento ou hospedeiro alternativo);
  4. Características da praga (por exemplo, seus mecanismos de defesa);
  5. Características do inimigo natural (por exemplo, técnicas de ataque).

Duas dessas variáveis, densidade da praga e densidade do inimigo natural, são características fundamentais em qualquer relação trófica e dão origem a dois componentes básicos para avaliar se a interação é dependente das densidades: a resposta numérica e a resposta funcional do predador.

As interações entre pragas e inimigos naturais auxilia no entendimento dos diferentes mecanismos que regulam o controle natural, sendo essa compreensão fundamental para o uso bem sucedido e seguro do controle biológico.

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As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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Sanidade de bovinos de corte: principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção https://blog.rehagro.com.br/sanidade-de-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/sanidade-de-bovinos-de-corte/#respond Mon, 01 Aug 2022 21:18:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14047 Saiba as principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda. O que você irá ver neste e-book: Manejo do bezerro e a importância da colostragem; Coccidiose ou “ diarreia preta”: prevenção e tratamento; Clostridioses: botulismo, tétano e mionecrose e prejuízos econômicos; Vacinação dos animais; Desafios sanitários […]

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Saiba as principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda.

O que você irá ver neste e-book:

  • Manejo do bezerro e a importância da colostragem;
  • Coccidiose ou “ diarreia preta”: prevenção e tratamento;
  • Clostridioses: botulismo, tétano e mionecrose e prejuízos econômicos;
  • Vacinação dos animais;
  • Desafios sanitários do confinamento;
  • Custos com prevenção e tratamento.

Não ignore a sanidade do rebanho

Os atuais sistemas de produção demandam um investimento maior do produtor, por isso, a sanidade é tão importante que não existe produção eficiente com margens de lucro satisfatórias se os animais estiverem com a saúde comprometida.

Afinal, o custo para tratar uma doença pode ser até 5 vezes mais do que o valor necessário para preveni-las.

Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar de mais informações.

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Como intensificar as pastagens com o alto preço dos fertilizantes? https://blog.rehagro.com.br/intensificacao-de-pastagens-vs-precos-de-fertilizantes/ https://blog.rehagro.com.br/intensificacao-de-pastagens-vs-precos-de-fertilizantes/#respond Mon, 01 Aug 2022 16:37:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14044 Como intensificar o pasto com preço alto dos fertilizantes? Assista ao webinar na íntegra! Estamos enfrentando aumento no preço de fertilizantes, por causa da guerra. Nesse webinar, Adilson Aguiar, pesquisador e consultor (Consupec/FAZU), debateu sobre como intensificar o pasto (adubando) nesse momento de aumento de preço de fertilizantes. Quer saber mais? Assista ao webinar “Intensificação […]

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Como intensificar o pasto com preço alto dos fertilizantes? Assista ao webinar na íntegra!

Estamos enfrentando aumento no preço de fertilizantes, por causa da guerra. Nesse webinar, Adilson Aguiar, pesquisador e consultor (Consupec/FAZU), debateu sobre como intensificar o pasto (adubando) nesse momento de aumento de preço de fertilizantes.

Quer saber mais? Assista ao webinar “Intensificação de Pastagens vs Preço de Fertilizantes: como ser lucrativo nesse cenário?”!

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Creep-feeding e creep-grazing: como funcionam as suplementações de bezerros? https://blog.rehagro.com.br/creep-feeding-e-creep-grazing-como-funcionam-as-suplementacoes-de-bezerros/ https://blog.rehagro.com.br/creep-feeding-e-creep-grazing-como-funcionam-as-suplementacoes-de-bezerros/#respond Fri, 29 Jul 2022 13:00:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14026 A fase inicial do processo de produção de gado de corte é fundamental para o desempenho dos animais ao longo da vida e, consequentemente, para a rentabilidade do negócio. Potencializar essa fase e acelerar o processo pode ser alcançado com a utilização de estratégias e ferramentas, como o creep-feeding e o creep-grazing.  O produtor busca […]

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A fase inicial do processo de produção de gado de corte é fundamental para o desempenho dos animais ao longo da vida e, consequentemente, para a rentabilidade do negócio. Potencializar essa fase e acelerar o processo pode ser alcançado com a utilização de estratégias e ferramentas, como o creep-feeding e o creep-grazing

O produtor busca pela harmonia perfeita entre cria, recria e engorda, pois são fatores determinantes para maior eficiência produtiva de um sistema de produção. Com isso, o peso dos bezerros a desmama é fundamental para a redução da idade ao abate e a melhoria na taxa de desfrute das propriedades.

Entre o nascimento e a desmama, há a etapa da vida do animal onde se apresentam as melhores taxas de ganho de peso, alcançando, em apenas sete meses, aproximadamente de 25 a 35% do peso final do abate.

O leite proporciona nutrientes imprescindíveis e de grande relevância para o desempenho da cria, sob uma forma simples e de fácil absorção, de maneira a suprir as exigências relativamente altas nesta fase. Até certo momento, quanto mais leite o bezerro recebe da matriz, mais rápido e mais saudável ele cresce.

A relação entre esses dois fatores (produção leiteira da mãe e ganho de peso da cria), no entanto, diminui bastante de intensidade depois de 16 semanas. Esperar, por conseguinte, que a partir da idade de três a quatro meses, boa parte dos nutrientes indispensáveis aos bezerros de corte se origina de outras fontes que não somente do leite materno.

Para suprir as possíveis deficiências nutricionais e potencializar os ganhos dos animais nessa etapa da vida, determinadas formas de suplementação de bezerros foram desenvolvidas.

 

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Creep-feeding

O creep-feeding ou cocho privativo, é uma forma de suplementação com ração balanceada no cocho, dentro de uma área cercada, com acesso exclusivamente ao bezerro. O objetivo é suplementar a cria sem apartar da mãe.

Ainda que haja indicativos da melhoria na eficiência reprodutiva da vaca, o creep-feeding favorece principalmente ao bezerro, tendo como finalidade o aumento do peso a desmama, bem como habituá-lo à suplementação no cocho.

Para que a suplementação alcance êxito, irá depender do consumo dos bezerros. Para que isso ocorra, determinadas práticas de manejo podem ser ressaltadas, primeiramente, quando se usa o sistema de cocho privativo:

  • Reunir às crias alguns bezerros mais velhos que já conhecem o sistema, servindo como exemplo;
  • Espalhar ração do lado de fora do cercado, de maneira que as vacas possam treinar suas crias a comer;
  • Permitir o acesso ao cocho, tanto das vacas quanto dos bezerros, durante alguns dias.

Creep-feeding

Creep-grazing

O creep-grazing ou pasto privativo, ainda pouco aproveitado no Brasil, é o método que consiste em permanecer os bezerros juntos às suas mães e têm acesso exclusivo a um piquete formado com forrageiras de alto valor nutritivo, pequeno porte e alta densidade, como azevém, aveia, tifton, milheto etc.

As instalações (exigências são parecidas às do creep-feeding), são proporcionais ao número de bezerros e à produção de matéria seca da forrageira escolhida pelo tamanho do piquete.

Creep-grazing

Outras alternativas de suplementação

Além dessas duas formas de suplementação, pode ser utilizada a desmama precoce, uma vez que essa permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e manifestem o cio.

Para a maior eficiência do sistema, porém, é preciso que esta prática ocorra dentro da estação de monta, possibilitando uma nova concepção imediata.

Esta estratégia pode ser utilizada para descartar as fêmeas que não reconceberam ao final da estação de monta, sem que elas fiquem por muito tempo na propriedade ocupando espaço de outra mais produtiva.

Para isso, os bezerros entre 90-120 dias de idade são desmamados e colocados em pastagens adequadas, bem afastados das mães. O pasto apropriado para desmama deve ser formado com forrageiras, correspondendo aos requisitos do creep-grazing (alto valor nutritivo, alta densidade, palatabilidade e baixo porte).

Além do pasto, é aconselhado suplementar os bezerros com uma ração concentrada – a mesma do creep-feeding – até 6-7 meses, idade correspondente à desmama tradicional, pois as crias têm a capacidade de retirar do concentrado a energia suficiente que encontrariam com o leite.

É esperado que os bezerros consumam de 200 – 400g/cab/dia. Com o passar do tempo, eles somam gradativamente a ingestão, chegando a atingir, na fase final, 2 – 2,5 kg/cab/dia. Pode-se ofertar a quantidade de 1% do peso vivo médio de cada lote, para cada animal por dia, durante o período de 3 a 4 meses.

E-book Manual Sanitário da estação de monta

Característica do suplemento no creep

A suplementação utilizada, no creep, por exemplo, deve receber a devida atenção no momento da formulação, contendo em média, de 18 a 20% de proteína.

Em alguns casos, é interessante a utilização de produtos palatabilizantes na suplementação para fomentar e aumentar o consumo por parte dos bezerros.

Outro ponto de importância para o sistema como um todo é a possibilidade de fornecer aos animais nessa fase da vida, aditivos na suplementação, como salinomicina, monensina dentre outros. Estes, atuam como coccidiostáticos, no controle da coccidiose, o que apresenta grande importância para a fase de grande acometimento da eimeriose.

Considerações sobre creep-feeding e creep-grazing

Em um sistema de produção de bovinos de corte, a taxa de desmama e a quantidade de kg de bezerro desmamado/vaca/ano influenciam diretamente a eficiência do processo de criação.

A capacidade e a melhoria desse indicador está diretamente relacionado ao nível de intensificação da propriedade, quanto maior a taxa de lotação da propriedade, maior a eficiência nos manejos reprodutivos e sanitários com as matrizes e suas crias, e o peso de desmama influenciam diretamente nesse indicador de tamanha importância para propriedades de cria.

A suplementação, ainda que na fase de aleitamento, evidencia ser uma importante ferramenta complementar nos projetos que visam níveis altos de produtividade.

Quanto mais pesado desmamar o bezerro, menor será seu tempo no sistema até o abate, reduzindo seu custo de permanência na propriedade ou maior será seu valor de venda e mais rápido as fêmeas são destinadas à reposição. Além disso, permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e retome a ciclicidade mais rápido.

Para o produtor é indispensável saber os custos do sistema e devem ser levados em consideração os custos com ração/bezerro. É essencial, no entanto, observar se um bezerro bem nutrido, durante o primeiro ano de vida, é capaz de suportar maiores estresses climáticos e/ou orgânicos e, consequentemente, te restituir um boi mais pesado no futuro, mostrando mais importante o fechamento econômico da operação.

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

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Vaca louca: conheça a doença e suas formas de prevenção https://blog.rehagro.com.br/vaca-louca-conheca-a-doenca-e-suas-formas-de-prevencao/ https://blog.rehagro.com.br/vaca-louca-conheca-a-doenca-e-suas-formas-de-prevencao/#respond Thu, 28 Jul 2022 19:00:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14015 Popularmente conhecida como “Vaca Louca”, a doença da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) é causada por uma proteína denominada príon, que é naturalmente presente no cérebro de diversos mamíferos, porém, pode causar a enfermidade ao se multiplicar intensamente, levando a infecção. O nome popular se originou pelos sinais neurológicos apresentados pelos bovinos acometidos. O príon gera […]

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Popularmente conhecida como “Vaca Louca”, a doença da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) é causada por uma proteína denominada príon, que é naturalmente presente no cérebro de diversos mamíferos, porém, pode causar a enfermidade ao se multiplicar intensamente, levando a infecção.

O nome popular se originou pelos sinais neurológicos apresentados pelos bovinos acometidos. O príon gera lesões cerebrais (encefalopatias) com vacúolos em forma de esponja (espongiforme), assim, os animais apresentam um comportamento incomum e agressivo.

Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB)

Cérebro de bovino com vaca louca

Fonte: Liceu Sabin, Grego 2018.

 

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Origem da doença da vaca louca

A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) foi diagnosticada pela primeira vez em 1986 na Europa. Ficou mundialmente conhecida após um surto epidêmico na Grã Bretanha em 1992.

Estima-se que mais de 100 mil casos tenham ocorrido e os animais tiveram que ser sacrificados. Além disso, ficou evidenciado como uma doença zoonótica e isso levou a suspensão do consumo de carne bovina no país, gerando grandes impactos socioeconômicos.

O Príon é uma proteína celular normal presente em vários tipos de células do corpo dos ruminantes, mas o agente infectante apresenta afinidade pelo tecido neural. O agente é altamente estável e resistente ao congelamento, ressecamento e calor do cozimento normal, da pasteurização e da esterilização a temperatura e tempo usuais.

Dessa forma, há relatos que indicam que o surto foi devido a ingestão de alimentos contaminados por EEB.

Como os bovinos adquirem a doença?

Não há evidências científicas de que a EEB se transmita horizontalmente, ou seja, pelo contato direto entre bovinos ou entre bovinos e outras espécies contaminadas.

A possibilidade de contaminação vertical (da vaca para o bezerro), contaminação ambiental e por meio de fômites contaminados de tecido bovino é muito baixa. Uma atenção maior deve-se dar ao solo, pois o príon sobrevive lá por três anos, por isso recomenda-se que os cadáveres de animais com a doença sejam incinerados.

Existem duas principais formas de adquirir a doença: 

Caso de contaminação direta

É a forma mais conhecida da doença, decorrente da ingestão de carne contaminada pelo consumo de rações feitas com proteína animal, como por exemplo, farinha de carne e ossos.

Caso de origem atípica

Apesar de ser pouco discutido, é uma forma que deve ser investigada e merece bastante atenção, pois nela, naturalmente, o príon sofre uma mutação, se tornando infeccioso e gera alterações cerebrais.

Os primeiros casos atípicos de EEB foram diagnosticados, quase que simultaneamente, na França e Itália, em 2004. Outros casos foram sendo identificados pelo mundo e os resultados do primeiro estudo sobre a epidemiologia das EEB atípicas analisou demonstrou que a média de idade dos bovinos acometidos era de 12 anos (variando entre 7 e 18 anos, sendo significativamente maior do que a média de idade da EEB clássica (média de 7 anos, variando entre 3 e 15 anos).

Para muitos pesquisadores e especialistas, o cenário mais condizente para origem da EEB atípica é a forma espontânea em decorrência de um processo natural de envelhecimento, com algumas características em comum com outras doenças, como por exemplo, o mal de Alzheimer.

E-book Sanidade do gado de corte

Sinais clínicos da doença da vaca louca

Até o óbito, a doença evolui de 14 semanas até 1 ano, porém, os sinais clínicos podem ser observados logo no início, caso tenha um diagnóstico preciso e habilidoso para interpretação precoce desses sinais.

Abaixo, segue uma tabela com todos os sinais que podem ser observados para auxiliar na identificação da EEB:

Sinais observados em bovinos para identificar vaca louca

Além dos sinais clínicos, é necessário realizar diagnósticos diferenciais para outras doenças que, por também afetarem o sistema nervoso, podem apresentar os mesmos sinais clínicos da EEB.

O uso de exames laboratoriais auxilia na identificação. Pode ser realizado o exame de sangue e exame de urina (urinálise). Outro exame que pode ser realizado é do líquido cerebrospinal, pois as encefalites causam alteração nesse líquido e a EEB não causa alterações.

É importante lembrar que as doenças neurológicas que mais acometem os ruminantes no Brasil, o botulismo e a raiva, apesar de não cursarem com alterações no líquido cerebrospinal, apresentam sinais neurológicos quase idênticos. Diante disso, a atenção deve ser redobrada.

Profilaxia da EEB

A retirada de proteína de origem animal da alimentação de ruminantes, em especial as farinhas de carne e osso, é o método mais indicado para profilaxia da EEB.

Em especial, é preciso atentar-se à bovinos idosos destinados ao abate, pois eles podem servir como fonte de contaminação por meio das farinhas obtidas na utilização visceral.

Ainda sobre bovinos idosos, devem ser frequentemente monitorados, e/ou serem abatidos em uma faixa etária segura entre 2 e 4 anos. Além de se resguardar da EEB atípica, não trará prejuízos econômicos à produção pela longa permanência no sistema.

No Brasil, apesar de proibido, ainda é muito comum a utilização de cama de frango (maravalha ou serragem) na alimentação de ruminantes. Os produtores, porém, correm sérios riscos de contaminação.

O monitoramento da EEB nos frigoríficos deve contemplar: dos cérebros de ruminantes suspeitos de raiva que apresentaram exames com resultado negativo, o acompanhamento dos rebanhos que tiveram animais importados da Europa nos últimos anos, acompanhamento do histórico da qualidade e do teor dos componentes da ração animal.

Panorama da vaca louca no Brasil

De acordo com classificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Brasil é considerado território de risco irrisório para a ocorrência da EEB.

Em setembro de 2021, contudo, uma notícia chocou o país e o mercado de exportação: em Minas Gerais, um bovino começou a apresentar sinais clínicos e o diagnóstico foi confirmado como EEB.

O caso ganhou repercussão internacional e desencadeou um movimento de queda nos contratos futuros do boi gordo na B3 e no mercado físico, em virtude de maior cautela do setor quanto a uma possível restrição nas exportações de carne bovina. Pouco após o choque, foi divulgado que o bovino tinha 10 anos e que a EEB era atípica. O impacto econômico, porém, já havia acontecido. 

Considerações sobre a EEB

A Encefalite Espongiforme Bovina (EEB), popularmente conhecida como “vaca louca”, por ser uma doença pouco comum e que ainda tem um entendimento escasso sobre a sua patogenia, necessita de esforços profiláticos e diagnósticos precoces para impedir a disseminação.

Além disso, deve-se ter muita responsabilidade na identificação dos sinais clínicos, no diagnóstico e, sobretudo, histórico animal (nutrição e idade) para que não seja atribuída uma EEB clássica a uma EEB atípica, a fim de que, o mercado cárneo não sofra as consequências econômicas desse “mal entendido”.

Dicas importantes:

  • Não forneça aos ruminantes qualquer tipo de alimento que contenha proteína de origem animal, inclusive cama-de-aviário e os resíduos da exploração de suínos. É crime federal.
  • Caso seja preparada ração na propriedade com concentrados ou suplementos proteicos, é preciso ter a certeza de que não esteja misturando alimentos de risco. 
  • Atenção no controle dos alimentos destinados aos ruminantes, pois há o risco de haver contaminação no transporte, na armazenagem, na pesagem e no próprio cocho dos animais.
  • Se você notar um animal apresentando algum sinal de doença do sistema nervoso, como alterações do comportamento, dificuldades de locomoção, paralisia, andar cambaleante, entre outros, comunique às autoridades. 
  • O estudo pioneiro sobre a epidemiologia das EEB atípicas foi realizado em 2012, na França, e demonstrou que, ao contrário da EEB clássica, as formas atípicas eram mais frequentes em bovinos de aptidão corte, quando comparados com os de aptidão leite. Desta forma, produtores de corte devem redobrar a atenção

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Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.

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Mariana Silva

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Plantas de cobertura do solo: conheça as principais https://blog.rehagro.com.br/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/ https://blog.rehagro.com.br/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/#respond Thu, 28 Jul 2022 15:00:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14008 A utilização das plantas de cobertura é uma das premissas da agricultura conservacionista, pois possibilita melhorar a saúde do solo de forma sustentável e segura, por meio de processos físicos, químicos e biológicos. As plantas de cobertura propiciam uma melhoria na resposta das culturas, principalmente em anos de estresses ambientais, ocasionados pelas mudanças climáticas. A […]

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A utilização das plantas de cobertura é uma das premissas da agricultura conservacionista, pois possibilita melhorar a saúde do solo de forma sustentável e segura, por meio de processos físicos, químicos e biológicos.

As plantas de cobertura propiciam uma melhoria na resposta das culturas, principalmente em anos de estresses ambientais, ocasionados pelas mudanças climáticas. A diversidade das plantas de cobertura é essencial para um sistema produtivo e para a manutenção da saúde do solo.

 

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O aporte de resíduos orgânicos é fundamental para a cobertura do solo, no intuito de protegê-lo do impacto das gotas de chuva e da erosão, corroborando para uma boa qualidade estrutural, não somente pela adição de matéria orgânica proveniente da rotação de culturas, mas também pelo fornecimento de substrato orgânico como fonte de energia para as populações de microrganismos do solo, que agem na produção do carbono da biomassa microbiana, atuando como agente de estabilização dos agregados do solo, contribuindo com o sequestro de carbono, ciclagem e dinâmica de nutrientes.

Há uma gama de plantas de coberturas utilizadas nos trópicos e subtrópicos, ligadas a serviços de ecossistêmicos, aplicados em sistemas de cultivos anuais ou perenes. Sua adoção depende exclusivamente das diferenças climáticas regionais e pela adoção, ou não, do sistema de plantio direto.

O preparo do solo e as culturas utilizadas, possuem efeito preponderante sobre a estrutura do solo e, consequentemente, os fluxos de água e ar. A degradação do solo pode ser considerada uma das ameaças mais graves para o ecossistema, pois compromete a função do solo pelas mais diferentes causas, seja por erosão, compactação, redução nos estoques de carbono do solo e perda de matéria orgânica e nutrientes, acarretando menores produtividades.

O Sistema de Plantio Direto

O Sistema de Plantio Direto (SPD) é um componente chave para o manejo sustentável do solo, sendo definido pela aplicação de três princípios:

  1. Não revolvimento ou menor distúrbio mecânico do solo;
  2. Cobertura do solo pela palhada;
  3. Diversificação das espécies de cultivo (rotação de culturas, sucessão de culturas e consórcio de culturas).

No Brasil, estima-se que tenha uma área superior a 33 milhões de hectares sob sistema de plantio direto.

Os principais fatores para a adoção generalizada do SPD são:

  • Redução nos custos de produção e economia de tempo;
  • Flexibilidade técnica na semeadura, aplicação de corretivos, fertilizantes e controle de plantas daninhas;
  • Produtividade igual ou maior e mais estabilidade ao longo do tempo;
  • Maior proteção do solo contra erosão hídrica e eólica;
  • Maior eficiência na absorção de nutrientes pela planta;
  • Redução de custos e redução dos problemas de controle de pragas e doenças;
  • Maior eficiência no armazenamento e captação de água pelas plantas.

A rotação de culturas é definida como a alternância ordenada de diferentes culturas, em um determinado ciclo, na mesma área e na mesma estação do ano. A sucessão de culturas consiste no ordenamento de duas culturas na mesma área agrícola por tempo indeterminado, cada uma cultivada em uma estação do ano.

Sendo assim, modelos de sistemas de produção envolvendo a rotação de culturas se tornam mais complexos, envolvendo maior diversificação de espécies vegetais em comparação à sucessão de culturas.

Para dimensionamento do sistema de produção que apresente resiliência, a adoção de estratégias para diversificação de espécies vegetais que envolvam rotação, sucessão e consórcio de culturas, se torna fator fundamental.

A implantação de um sistema de produção diversificado deve garantir não causar transtornos operacionais ou econômicos, tendo em vista que a diversificação de culturas aumenta o grau de complexidade das tarefas a serem executadas. Sendo assim, para um modelo de produção envolvendo a primeira e segunda safra para regiões com clima subtropical e tropical, estão como exemplo na figura a seguir.

Distribuição temporal de espécies vegetais

Distribuição temporal de espécies vegetais em um exemplo de modelo de sistema de produção para regiões subtropicais e tropicais.

Dentre as plantas de cobertura utilizadas para estimular a produção de cobertura morta, as leguminosas são as mais requeridas, pois apresentam a capacidade de fixar biologicamente o nitrogênio e disponibilizá-lo para a cultura sucessora.

As leguminosas com potencial de utilização para adubação verde, se destacam:

  • A crotalária (Crotalaria juncea);
  • O guandu-anão (Cajanus cajan);
  • O feijão-de-porco (Canavalia ensiformis);
  • A mucuna-preta (Mucuna aterrima).

As gramíneas apresentam alto grau de rusticidade, elevado acúmulo de matéria verde, atuam como reguladoras da temperatura e umidade do solo e diminuem os riscos de erosão pela alta relação C/N e menor velocidade de decomposição da biomassa vegetal.

Opções de plantas de cobertura para SPD

1. Braquiárias (Urocloa brizantha, U. decubens, U. ruziziensis)

Época de semeadura

  • U. brizantha – outubro a fevereiro;
  • U. decumbens – outubro a fevereiro;
  • U. ruziziensis – novembro a fevereiro.

Semeadura

  • U. brizantha – 320 PVC em linha, 520 PVC à lanço;
  • U. decumbens – 300 PVC em linha, 600 PVC à lanço;
  • U. ruziziensis – 350 PVC em linha, 550 PVC à lanço.

*PVC, ponto de valor cultural; Quantidade mínima de sementes = PVC / %VC, onde %VC = valor cultural

Ciclo até o florescimento

Época de florescimento dependerá da cultivar selecionada e, para alguns casos, também do fotoperíodo.

  • U. brizantha – 70 a 180 DAS*;
  • U. decumbens – 70 a 120 DAS;
  • U. ruziziensis – 40 a 50 DAS.

*DAS = dias após a semeadura

Hábito de crescimento

  • U. brizantha – touceiras eretas;
  • U. decumbens – touceiras decumbentes;
  • U. ruziziensis – touceiras semieretas.

Produção de biomassa

brizantha:

  • Biomassa: 12 a 27 t/ha/ano;
  • Massa seca: 8 a 20 t/ha/ano.

decumbens:

  • Biomassa: 20 a 30 t/ha/ano;
  • Massa seca: 12 a 15 t/ha/ano.

ruziziensis:

  • Biomassa: 20 a 40 t/ha/ano;
  • Massa seca: 12 a 16 t/ha/ano.

2. Crotalárias (Crotalaria breviflora; C. juncea; C. ochroleuca; C. spectabilis)

Época de semeadura

breviflora

  • Outubro a novembro – Recomendado; Dezembro a janeiro – Algumas restrições.

juncea

  • Antecipado: Setembro; Recomendado: Outubro a Novembro; Segunda safra – tardio: Dezembro a Março.

ochroleuca

  • Outubro a novembro – Recomendado; Dezembro a março – Tardia.

spectabilis

  • Época ideal: Outubro a Novembro; Segunda safra – tardia: Dezembro a fevereiro.

Semeadura

C. breviflora;

  • Linha: Espaçamento de 0,5 m entre linhas, totalizando 12 kg/ha. De 2 a 3 cm de profundidade;
  • Lanço: 25 kg/ha de sementes e cobertas com solo após o lanço.

juncea

  • Linha: 25 a 40 sementes/m, totalizando, 25 a 40 kg/ha. Com espaçamento de 0,25 a 0,50 cm entre linhas;
  • Lanço: 20% de sementes a mais e cobertas com solo após o lanço.

ochroleuca

  • Linha: Espaçamento de 0,5 m entre linhas, 10 kg/ha, profundidade de 2 a 3 cm;
  • Lanço: 12 kg/ha de sementes e cobertas com solo após o lanço.

spectabilis

  • Linha: 30 sementes/m, totalizando 12 a 15 kg/ha. Com espaçamento de 0,40 a 0,50 cm entre linhas;
  • Lanço: 20% de sementes a mais e cobertas com solo após o lanço;

Ciclo até o florescimento

breviflora

  • Florescimento ocorre de 90 a 100 dias após o plantio.

juncea

  • Florescimento ocorre de 70 a 130 dias após o plantio.

ochroleuca

  • Florescimento ocorre de 120 a 135 dias após a semeadura.

spectabilis

  • Florescimento ocorre de 110 a 140 dias após o plantio;

Produção de biomassa

breviflora

  • Biomassa: 15-20 t/ha; Massa seca: 3-5 t/ha.

juncea

  • Biomassa: 35-60 t/ha; Massa seca: 10 – 15 t/ha.

ochroleuca

  • Biomassa: 20-30 t/ha; Massa seca: 7-10 t/ha.

spectabilis

  • Biomassa: 20-30 t/ha; Massa seca: 4 – 6 t/ha.

3. Girassol (Helianthus annuus)

Época de semeadura

  • Sul e Centro Sul: Setembro a janeiro;
  • Safrinha – Centro do Brasil: Janeiro a março.

Semeadura

  • 3-20 kg/ha (época ideal);

Ciclo até o florescimento

  • 60 – 80 dias após a semeadura;

Produção de biomassa

  • 40 – 70 t/ha; Massa seca: 7 – 15 t/ha.

4. Milheto (Pennisetum glaucum)

Época de semeadura

  • Antecipado: Setembro;
  • Época ideal: Outubro à novembro;
  • Segunda safra – tardio: Dezembro a maio;

Produção de forragem

  • 15 a 20 kg/ha, 17 a 34 cm de espaçamento entre linhas; Cobertura do solo: 15 – 40 kg/ha e 15 cm de espaçamento entre linhas; Reforma de pasto á lanço: 20 a 25 kg/ha;

Ciclo até o florescimento

  • 45 – 50 dias;

Produção de biomassa

  • 50 – 60 t/ha; Massa seca: 8 – 15 t/ha.

5. Painço (Panicum miliaceum)

Época ideal de semeadura

  • Setembro a dezembro;
  • Safrinha: Janeiro até a primeira quinzena de março.

Semeadura

  • 12 a 15 kg/ha

Ciclo até o florescimento

  • Ocorre cerca de 40-45 dias após à semeadura.

Produção de biomassa

  • 6 a 12 t/ha

6. Trigo mourisco (Fagopyrum esculentum)

Época ideal de semeadura

  • Outubro a dezembro;
  • Com restrições: Janeiro a Março.

Semeadura

  • 60-65 kg/ha;
  • A lanço: 70-80 kg/ha.

Ciclo até o florescimento

  • 35 a 50 dias;

Produção de biomassa

  • 15 a 28 t/ha; Massa seca: 3 a 6 t/ha.

7. Aveia (Avena sativa; Avena strigosa)

Época de semeadura

sativa

  • Março a julho.

strigosa

  • Março a julho.

Semeadura

sativa

  • 50 a 60 kg/ha.

strigosa

  • 60 a 90 kg/ha.

Ciclo até o florescimento

sativa

  • 80 a 110 dias.

strigosa

  • 80 a 110 dias.

Produção de biomassa

sativa

  • Biomassa: 30 a 50 t/ha; Massa seca: 7 a 15 t/ha.

strigosa

  • Biomassa: 30 a 60 t/ha; Massa seca: 5 a 10 t/ha.

8. Canola (Brassica napus)

Época de semeadura

  • Março a junho;

Semeadura

  • 3 a 4 kg/ha de sementes;

Ciclo até o florescimento

  • 50 a 70 dias;

Produção de biomassa

  • 20 a 30 t/ha; Massa seca: 2 a 3 t/ha.

9. Centeio (Secale cereale)

Época de semeadura

  • Março a Julho

Semeadura

  • 40 a 60 kg/ha

Ciclo até o florescimento

  • 60 a 90 dias

Produção de biomassa

  • 20 a 30 t/ha; massa seca: 4 a 10 t/ha

10. Cevada (Hordeum vulgare)

Época de semeadura

  • Março a maio;

Semeadura

  • 100 a 150 kg/ha;

Ciclo até o florescimento

  • 80 a 90 dias;

Produção de biomassa

  • 3 a 5 t/ha de massa seca.

11. Triticale (X Triticosecale)

Época de semeadura

  • Março a maio;

Semeadura

  • 80 a 120 kg de sementes/ha;

Ciclo até o florescimento

  • 70 a 85 dias;

Produção de biomassa

  • 9 a 10 t/ha; Massa seca 4 a 7 t/ha.

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Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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Protocolos IATF na pecuária leiteira: utilização e benefícios https://blog.rehagro.com.br/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/#respond Tue, 26 Jul 2022 20:00:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14001 As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade. Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como […]

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As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade.

Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como IATF, contribui em grande escala nos programas reprodutivos das fazendas.

Mas o que é a IATF? Quais são os seus objetivos? E quais os seus benefícios? Como encaixar a IATF na rotina da fazenda?

Acompanhe o artigo e descubra a resposta para essas e outras questões relacionadas a inseminação em tempo fixo em fazendas leiteiras.

 

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Conhecendo a IATF

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consiste em uma ferramenta reprodutiva capaz de fornecer condições para que vacas e novilhas sejam inseminadas em uma data pré-determinada.

A base da IATF são os protocolos hormonais que, em resumo, se baseiam na utilização de hormônios específicos em dias previamente estabelecidos.

O principal objetivo dos protocolos hormonais de IATF é sincronizar a onda folicular dos animais e, consequentemente, a ovulação. Com todos os processos ocorrendo corretamente, se espera que a inseminação seja feita em boas condições e em um momento conveniente do ciclo estral da fêmea bovina.

Inseminação artificial sendo feita em vaca

Tipos de protocolos de IATF

Atualmente, são várias as opções de protocolos reprodutivos existentes no mercado capazes de entregar este propósito. A grande maioria dos protocolos atuais são variações de um protocolo de base inicial, conhecido como Ovsynch, demonstrado no esquema abaixo.

Variações de protocolos de iatf

Com o passar do tempo este protocolo Ovsynch foi sendo aprimorado a partir de estudos científicos, novos hormônios foram incluídos, como é o caso do estradiol e da progesterona. Assim, novas opções de protocolos foram sendo elaboradas.

Um relato extremamente comum no campo é de que esse ou aquele protocolo reprodutivo é o melhor a ser utilizado na rotina de qualquer fazenda, pois é o que gera as maiores taxas de concepção no rebanho.

Tenha muito cuidado ao ouvir tais alegações! Não existe protocolo de IATF milagroso, existe aquele que melhor se encaixa na rotina da fazenda conforme os manejos e o padrão/situação/realidade do rebanho.

Algumas inverdades são atribuídas ao uso de IATF nas fazendas. Uma delas é que os protocolos hormonais eliminam a necessidade de observação de cio no rebanho. Ledo engano. Uma prática não exclui a outra, são complementares e devem ser utilizadas de forma associada para otimização da taxa de serviço na propriedade.

Mas por qual motivo há este pensamento corriqueiro no campo? O mais falado é de que como os protocolos permitem a inseminação em um dia pré-determinado, não há necessidade de monitorar o cio, pois aqueles animais serão inseminados exatamente no dia do protocolo.

Acontece que nem toda vaca que é submetida ao protocolo, é sincronizada. Ao mesmo passo que nem toda vaca que é inseminada e que fica gestante, vai manter a gestação, pois pode ocorrer perda de prenhez a qualquer momento.

Logo, se considerarmos uma vaca que não sincronizou no protocolo ou uma vaca que foi inseminada, ficou gestante e perdeu a gestação, ou até mesmo uma outra que foi inseminada e não emprenhou, em qualquer uma das três situações é possível que o cio retorne em tempos variáveis, não seguindo o intervalo a cada 21 dias do ciclo estral das vacas.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

Por isso é fundamental e extremamente necessário que a ação de monitoramento e identificação de cio na fazenda tenha uma rotina e uma constância diária. Em outras palavras, de nada adianta implantar o recurso da IATF no rebanho e retirar os manejos de observação de cio. Não há benefício algum nesta decisão, muito pelo contrário.

Um outro ponto paralelo ao monitoramento de cio associado à IATF é de que condições inadequadas dos protocolos podem fazer com que um percentual considerável das vacas adiante, ou até mesmo atrase o cio em relação a data esperada, justamente por não sincronizarem corretamente a onda folicular.

O monitoramento de cio nestes casos permitirá identificar anormalidades dessa natureza e possibilitarão ajustes na rotina dos protocolos. Na média, bons protocolos de IATF sincronizam de 80 a 85% das vacas.

Protocolos IATF

Boas práticas para condução da IATF na pecuária leiteira

É fato a existência de uma grande variedade de protocolos reprodutivos no mercado atualmente. Mas como avaliar se um protocolo é de qualidade?

A resposta para essa questão está em quatro premissas principais. Para ser considerado de qualidade, um protocolo de IATF de vacas leiteiras deve propiciar:

  1. Progesterona alta durante o desenvolvimento folicular – Folículos que se desenvolvem sob elevadas concentrações de progesterona possuem maior fertilidade.
  2. Estrógeno alto durante o proestro – Folículos com bom desenvolvimento na fase que antecede o estro tendem a produzir maior quantidade de estrógeno, hormônio associado ao comportamento de cio.
  3. Progesterona baixa no momento da inseminação – A utilização de duas doses de prostaglandina durante a condução do protocolo, por exemplo, aumenta a regressão completa do corpo lúteo nas vacas, fazendo com que a progesterona esteja em concentrações mínimas no dia da inseminação.
  4. Progesterona alta nos momentos pós inseminação – Folículos bem desenvolvidos durante a onda folicular formam corpos lúteos bem estruturados, que contribuem com altas concentrações de progesterona após a inseminação, hormônio importante para o desenvolvimento embrionário e reconhecimento materno do embrião.

O protocolo que fornece tais condições e que é conduzido de forma correta é totalmente capaz de entregar resultados interessantes de concepção do rebanho.

Aliás, a condução dos protocolos é outro fator que merece atenção. Para que os protocolos funcionem bem, eles devem fazer parte de uma rotina reprodutiva bem planejada e estruturada, seguindo critérios para a sua utilização.

Por exemplo, uma rotina reprodutiva pode ser construída para que todas as vacas sejam inseminadas por IATF no primeiro serviço pós-parto. Para que isso aconteça é necessária uma sistematização nos processos reprodutivos da fazenda para que todas as vacas sejam protocoladas na saída do Período Voluntário de Espera (PEV). Da mesma forma, uma opção complementar pode ser, por exemplo, protocolar todas as vacas vazias ao toque.

Note que o objetivo dos exemplos citados é demonstrar que o uso da IATF nos rebanhos leiteiros deve seguir critérios e propósitos. Ou seja, o uso dos protocolos deve fazer sentido na rotina da fazenda, e não apenas ser utilizado aleatoriamente.

IATF como potencialização da reprodução

Conforme já bem discutido e fundamentado ao longo do texto, o recurso da IATF entrega grandes avanços e benefícios para a fazenda, mas ele não deve ser implementado e trabalhado de modo isolado na propriedade.

Antes de tudo é necessário estruturar de forma estratégica um programa reprodutivo, onde os protocolos de IATF atuam como ferramenta para potencializar a reprodução do rebanho de forma associada a outros recursos. Seguindo esta linha, sem dúvidas a fazenda terá bons retornos!

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Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

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Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-da-soja/ https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-da-soja/#respond Tue, 26 Jul 2022 15:16:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13990 As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos. As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e […]

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As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos.

As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra. Suas perdas anuais são estimadas de 15 a 20%. Algumas doenças, entretanto, podem ocasionar perdas de até 100%.

O planejamento da safra deve levar em consideração as doenças mais comuns na região, época na qual ocorrem previsão climática e infraestrutura da propriedade.

 

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Deve-se evitar a introdução de doenças na área utilizando semente certificada – quando necessário tratadas com fungicidas. A época de semeadura pode significar em maior ou menor número de aplicações de fungicidas, em função da ocorrência da doença em relação ao estádio fenológico da cultura.

O complexo de doenças pode causar diversos danos à lavoura, prejudicando a qualidade dos grãos, tendo como principais problemas: desfolha precoce, tombamento de plantas, queda na produtividade, maturação precoce, redução da atividade fotossintética, redução da qualidade dos grãos e redução no estande de plantas.

Os fungicidas devem ser usados da maneira correta, com dose, época de aplicação e condições de aplicação que possibilitem o controle efetivo dos patógenos, sem o risco de selecionar populações resistentes a eles.

Principais doenças da soja

  • Antracnose;
  • Cancro da haste;
  • Doença de final de ciclo – DFC;
  • Ferrugem asiática;
  • Mancha-alvo;
  • Mancha olho-de-rã;
  • Míldio;
  • Mofo-branco;
  • Oídio;
  • Podridão vermelha da raiz;
  • Nematoide de cisto;
  • Nematoide das galhas;
  • Nematoide das lesões radiculares;
  • Nematoide da haste verde da soja.

1. Antracnose

  • Agente causador: Colletotrichum truncatum, C. sojae, C. plurivorum.

Sintomas

Na parte aérea das plantas, o principal sintoma é a queda e o apodrecimento de vagens. As vagens em início de formação, quando infectadas, adquirem coloração castanho-escura a negra, abortam a formação de grãos e ficam retorcidas.

No enchimento de grãos (R5 e R6), as lesões se iniciam por pontos encharcados (anasarca) e evoluem para manchas negras circulares. Os pontos escuros nas lesões são as estruturas de reprodução do fungo (acérvulos). Nas hastes, nos pecíolos e nos ramos florais, a doença se manifesta por manchas negras, ligeiramente deprimidas e brilhantes. Nas folhas, geralmente são observadas lesões necróticas pretas sobre as nervuras.

Condições favoráveis

Para germinar, o fungo precisa de, pelo menos, 12 horas de molhamento foliar, por isso a infecção ocorre em períodos chuvosos ou com alta umidade.

Disseminação

Deve-se evitar a introdução do fungo na área utilizando sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas.

Manejo da antracnose

O controle da antracnose é mais eficiente com a adoção de medidas que afetam a sobrevivência do fungo e que evitam proporcionar condições favoráveis à infecção, como rotação de culturas, adubação adequada (principalmente com potássio), população de plantas adequadas a cultivar e manejo eficiente de pragas (principalmente percevejos) e de plantas invasoras.

2. Cancro da haste

  • Agente causador: Diaporthe aspalathi; D. caulivora.

Sintomas

As duas espécies de fungo causam sintomas nas hastes e nas folhas, que se iniciam por pequenos pontos negros que evoluem para lesões que se tornam castanho-avermelhadas a negras, alongadas e elípticas e adquirem coloração castanho-clara com bordas castanho-avermelhadas.

As lesões são profundas e a coloração da medula necrosada varia de castanho-avermelhada em planta ainda verde, a castanho-clara a arroxeada, em haste seca. As folhas ficam amareladas e com necrose entre as nervuras (folha carijó). As folhas permanecem presas à planta.

Condições favoráveis

Períodos prolongados de alta umidade favorecem a produção de estruturas reprodutivas, beneficiando a dispersão dos esporos e infecção.

Disseminação

Sobrevivem em restos culturais e são disseminadas por sementes contaminadas.

Manejo do cancro da haste

As medidas de controle são uso de cultivares resistentes (forma mais econômica e eficiente), tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, semeadura com maior espaçamento entre as linhas e entre as plantas e adubação equilibrada (principalmente com potássio).

3. Doença de final de ciclo – DFC

  • Agente causador
    • Crestamento foliar: Cercospora kikuchii;
    • Mancha-parda: Septoria glycines.

Sintomas

Cercospora kikuchii pode atacar folhas, pecíolos, hastes, vagens e sementes.

Nas folhas, os sintomas são caracterizados por pontuações escuras, castanho-avermelhadas, com bordas irregulares, as quais coalescem e formam grandes manchas escuras que resultam em crestamento e desfolha prematura, iniciando pelas folhas do terço superior da planta. Também pode ser observada necrose nas nervuras das folhas.

Nas hastes e nos pecíolos, o fungo causa manchas avermelhadas, geralmente superficiais. Quando a infecção ocorre na parte dos nós, o fungo pode penetrar na haste e causar necrose, de coloração avermelhada na medula.

Nas vagens, aparecem pontuações vermelhas, que evoluem para manchas castanho-avermelhadas. Por meio da vagem, o fungo atinge a semente e causa a mancha-púrpura no tegumento. É o fungo mais frequentemente encontrado em lotes de sementes, porém, não afeta a germinação.

Os primeiros sintomas da mancha-parda podem aparecer cerca de duas semanas após a emergência, como pequenas pontuações ou manchas de contornos angulares, castanho-avermelhadas, nas folhas unifolioladas.

Em situações favoráveis, a doença pode atingir as primeiras folhas trifolioladas e causar desfolha.

Os sintomas podem ocorrer com maior intensidade durante o enchimento de grãos, sendo caracterizados por pontuações pardas nas folhas, menores que 1 mm de diâmetro, as quais evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de contorno angular, de coloração castanha em ambas as faces, medindo até 4 mm de diâmetro.

Infecções severas, na fase de enchimento de vagens, podem causar desfolha e maturação precoce.

Condições favoráveis

Tempo chuvoso ou de alta umidade e temperatura.

Disseminação

Sobrevivem em restos culturais.

Manejo da mancha-parda e do crestamento foliar

Em razão da sobrevivência dos fungos nos restos culturais, a rotação de culturas é indicada para a redução do inóculo na área.

O controle deve ser feito se utilizando de semente livre dos patógenos, tratamento de semente e aplicações na parte aérea, com fungicidas – os mesmos utilizados para controle da ferrugem-asiática. Isolados de C. kikuchii, com resistência a fungicidas IQo (“estrobilurinas”) e MBC (benzimidazóis) têm sido obtidos de plantas e sementes de diferentes regiões produtoras.

4. Ferrugem asiática

  • Agente causador: Phakopsora pachyrhizi.

Sintomas

Os sintomas da ferrugem-asiática podem ser observados em qualquer estádio de desenvolvimento da planta.

Os órgãos atacados são cotilédones, folhas e hastes, sendo nas folhas os sintomas característicos da doença.

Os sintomas nas folhas tendem a iniciar pelas folhas do terço inferior das plantas, sendo caracterizados por minúsculos pontos mais escuros do que o tecido sadio da folha, variando de coloração esverdeada a cinza-esverdeada, com correspondentes saliências (urédias) na face inferior da folha. Essas, abrem-se em um minúsculo poro, por onde são expelidos os uredosporos. As lesões tendem a apresentar formato angular, podendo atingir de 2 mm a 5 mm de diâmetro.

Condições favoráveis

A precipitação pluvial é um fator importante por causa da sua ação de deposição dos esporos, ao mesmo tempo em que promove condições de molhamento. Um mínimo de seis horas de molhamento sobre a superfície da folha é necessário para que ocorram infecções.

Disseminação

A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.

Manejo da ferrugem asiática

As estratégias recomendadas para reduzir o risco de danos à cultura são:

  1. Eliminação de plantas voluntárias de soja e ausência de cultivo de soja na entressafra por meio do vazio sanitário (período de, no mínimo, 60 dias);
  2. Utilização de cultivares resistentes;
  3. Utilização de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada;
  4. Monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura, intensificando no fechamento das entrelinhas, associado à utilização de fungicidas no aparecimento dos sintomas ou preventivamente.

Os fungicidas utilizados são misturas comerciais de inibidores de desmetilação (IDM ou “triazóis”), inibidores da quinona externa (“estrobilurinas”) e/ou inibidores da succinato desidrogenase (ISDH ou “carboxamidas”).

Esses são os chamados sítio-específicos, porque atuam em um ponto do metabolismo do fungo. Também têm sido utilizados os multi sítios, que atuam em mais de um ponto do metabolismo do fungo, à base de cobre, clorotalonil e mancozeb, associados aos sítio-específicos.

5. Mancha-alvo

  • Agente causador: Corynespora cassiicola.

Sintomas

Podem ser observados na folha, no caule, na vagem, na semente, no hipocótilo e nas raízes.

As lesões na folha iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 20 mm de diâmetro.

Geralmente, as manchas apresentam uma pontuação escura no centro, semelhante a um alvo. Plantas severamente infectadas desfolham precocemente. Manchas pardo-avermelhadas podem ser observadas nas nervuras das folhas na haste e nas vagens. As manchas nas vagens são geralmente circulares, de 1 mm de diâmetro e tecido deprimido, com centro escuro e margens amarronzadas.

Condições favoráveis

As condições que favorecem a doença são temperatura de 18ºC a 32ºC e alta umidade relativa.

Disseminação

O fungo C. cassiicola pode sobreviver em outras plantas, em restos de cultura e na forma de estrutura de resistência (clamidosporos) e na semente infectada.

Manejo da mancha-alvo

Para o controle da doença, é recomendado o uso de cultivares resistentes/tolerantes, tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas com milho e outras espécies de gramíneas e controle químico com fungicidas.

Os fungicidas contendo os ingredientes ativos protioconazole e fluxapiroxade apresentaram maior eficiência de controle.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

6. Mancha olho-de-rã

  • Agente causador: Cercospora sojina.

Sintomas

Essa doença pode atingir folha, haste, vagem e semente. Os sintomas iniciam com pontuações de encharcamento, que evoluem para manchas com centros de coloração castanho-claro na face superior da folha, e cinza, na inferior, com bordos castanho-avermelhados nas duas faces.

Condições favoráveis

As condições favoráveis à ocorrência da doença são temperatura e umidade altas.

Disseminação

O fungo pode ser disseminado por semente e pelo vento. Sobrevive em restos de cultura.

Manejo da mancha olho-de-rã

A doença é controlada pelo uso de cultivares resistentes, mas o tratamento de sementes é uma medida que deve ser adotada para evitar a reintrodução do fungo ou a introdução de novas raças de C. sojina.

7. Míldio

  • Agente causador: Peronospora manshurica.

Sintomas

Os sintomas nas folhas iniciam por lesões de 3 mm a 5 mm, verde-claras, que passam a amarelas e, mais tarde, o tecido necrosa. No verso dessas lesões, na face inferior da folha, aparecem as estruturas de frutificação do patógeno, de aspecto cotonoso e de coloração acinzentada.

Condições favoráveis

A infecção é favorecida por temperaturas amenas (20 °C a 22 °C) e umidade elevada.

Disseminação

O patógeno é introduzido na lavoura por sementes infectadas e por esporos disseminados pelo vento.

Manejo do míldio

Não há medidas de controle indicadas em razão da pouca importância econômica da doença.

8. Mofo-branco

  • Agente causador: Sclerotinia sclerotiorum.

Sintomas

Os primeiros sintomas são manchas aquosas, adquirindo coloração castanho-clara e desenvolvendo abundante formação de micélio branco e denso.

O fungo é capaz de infectar qualquer parte da planta, porém, as infecções iniciam com frequência a partir de flores, nas axilas das folhas e nos ramos laterais. Ocasionalmente, nas folhas, podem ser observadas murchas e secamentos. Em poucos dias, são formados os escleródios, estruturas negras e rígidas que podem permanecer viáveis no solo por até três anos.

Condições favoráveis

A fase mais vulnerável da planta vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens (R2 a R3). Escleródios caídos ao solo, sob alta umidade e temperaturas entre 10 ºC e 21 ºC, germinam, formando apotécios.

Os apotécios produzem ascosporos que são liberados ao ar, responsáveis pela infecção das plantas.

Disseminação

A introdução do fungo em uma lavoura ocorre primordialmente por meio de escleródios, que podem ser transportados por máquinas, equipamentos, caminhões e por sementes de diversas espécies, quando não são obedecidos os critérios de manejo durante a produção e o beneficiamento.

Manejo do mofo-branco

O manejo do mofo-branco deve ser realizado pela integração de medidas de controle, tais como:

  • Utilização de sementes de boa qualidade e tratadas com fungicidas;
  • Formação de palhada para cobertura uniforme do solo, preferencialmente com gramíneas;
  • Rotação e/ou sucessão com culturas não hospedeiras;
  • Escolha de cultivares com arquitetura, que favoreça boa aeração entre as plantas (pouco ramificadas e com folhas pequenas) e com período mais curto de florescimento;
  • População de plantas e espaçamento entrelinhas adequados às cultivares;
  • Emprego de controle químico, com pulverizações foliares de fungicidas principalmente no início da floração até início da formação de vagens;
  • Emprego do controle biológico por meio de infestação do solo com agentes antagonistas;
  • Limpeza de máquinas e de equipamentos após utilização em área infestada para evitar a disseminação de escleródios.

9. Oídio

  • Agente causador: Erysiphe diffusa.

Sintomas

O sintoma característico é uma fina cobertura branca que pode ser em pequenos pontos ou cobrir toda a parte aérea da planta. Nas folhas, com o passar dos dias, a coloração branca muda para castanho-acinzentada, dando a aparência de sujeira em ambas as faces. Em infecções severas, as folhas podem secar e cair prematuramente.

Condições favoráveis

É favorecida por períodos de baixa umidade e de temperaturas amenas (18 °C a 24 °C).

Disseminação

A infecção pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, porém é mais visível no início da floração.

Manejo do oídio

O método mais eficiente de controle do oídio é o uso de cultivares resistentes, podendo ser controlado com uso de fungicidas.

10. Podridão vermelha da raiz

  • Agente causador: Fusarium brasiliense, F. crassistipitatum, F. tucumaniae.

Sintomas

O sintoma de infecção na raiz inicia com mancha avermelhada, mais visível na raiz principal, geralmente localizada 1 cm a 2 cm abaixo do nível do solo, circundando a raiz e passando da coloração vermelho-arroxeada para castanho-avermelhada a quase negra.

Essa necrose acentuada fica localizada no córtex, enquanto a medula da raiz adquire coloração, no máximo, castanho-clara, se estendendo pelo tecido lenhoso da haste a vários centímetros acima do nível do solo.

Condições favoráveis

Solos compactados, com acúmulo de água, favorecem a ocorrência da doença que aparece em reboleiras.

Manejo da podridão vermelha da raiz

Para o manejo da doença, é preciso evitar a semeadura em solos compactados e mal drenados e fazer rotação/sucessão de culturas com sorgo e trigo.

11. Nematoide de cisto

  • Agente causador: Heterodera glycines.

Sintomas

Penetra nas raízes da soja e dificulta a absorção de água e nutrientes, resultando em porte reduzido das plantas e clorose na parte aérea, daí a doença ser conhecida como nanismo amarelo da soja. Os sintomas aparecem em reboleiras, geralmente, próximas de estradas ou carreadores.

Em muitos casos, as plantas de soja acabam morrendo. Por outro lado, em regiões com solos mais férteis e com boa distribuição de chuva, os sintomas na parte aérea podem não se manifestar. Por isso, o diagnóstico definitivo exige sempre a observação do sistema radicular.

Na planta parasitada, o sistema radicular fica reduzido e apresenta, a partir dos 30-40 dias após a semeadura da soja, minúsculas fêmeas do nematoide, com formato de limão ligeiramente alongado e coloração branca.

Com o passar do tempo, a coloração vai mudando para amarelo, marrom claro e, finalmente, a fêmea morre e seu corpo se transforma em uma estrutura dura de coloração marrom-escura, denominada cisto, que se desprende da raiz e fica no solo.

Disseminação

A disseminação do NCS se dá, principalmente, pelo transporte de solo infestado. Isso pode ocorrer por meio de equipamentos agrícolas, de sementes mal beneficiadas que contenham partículas de solo, pelo vento, pela água e até por pássaros que, ao coletar alimentos do solo, podem ingerir junto os cistos.

Manejo do nematoide de cisto

Em áreas onde o nematoide de cisto foi identificado, o produtor tem que conviver com ele, uma vez que sua erradicação é praticamente impossível.

Algumas medidas ajudam a minimizar as perdas, destacando rotação de culturas com plantas não hospedeiras e uso de cultivares resistentes, sendo o ideal a combinação dos dois métodos.

12. Nematoide das galhas

  • Agente causador: Meloidogyne spp.

Sintomas

Nas raízes das plantas atacadas observam-se galhas em número e tamanho variados, dependendo da suscetibilidade da cultivar e da densidade populacional do nematoide no solo. No interior das galhas, estão localizadas as fêmeas do nematoide. Essas possuem coloração branco pérola e têm o formato de pera.

Condições favoráveis

Em anos em que acontecem veranicos na fase e enchimento de grãos, os danos tendem a ser maiores.

Disseminação

O cultivo prévio de espécies hospedeiras aumenta os danos na soja semeada na sequência. Da mesma forma, a presença de plantas daninhas na área também possibilita a reprodução e a sobrevivência do parasita.

Manejo do nematoide das galhas

A rotação/sucessão de culturas para o controle dos nematoides de galhas deve ser bem planejada, uma vez que a maioria das espécies cultivadas multiplica uma ou mais espécies de Meloidogyne.

13. Nematoide das lesões radiculares

  • Agente causador: Pratylenchus brachyurus.

Sintomas

As raízes das plantas parasitadas se apresentam, parcial ou totalmente, escurecidas, em consequência do ataque às células do parênquima cortical, onde o patógeno injeta toxinas durante o processo de alimentação. A movimentação do nematoide na raiz também desorganiza e destrói células.

Disseminação

Pratylenchus brachyurus também pode parasitar aveia, milho, milheto, girassol, cana-de-açúcar, algodão, amendoim, entre outras, alguns adubos verdes e a maioria das plantas daninhas, o que dificulta a escolha de espécies vegetais para inclusão na rotação/sucessão com a soja.

E existe diferença entre e dentro de espécies vegetais, com relação à capacidade de multiplicar o nematoide.

Manejo do nematoide das lesões radiculares

Espécies resistentes, ou seja, com fatores de reprodução (FR)<1,0, como em algumas crotalárias, devem ser preferidas para semeadura nas áreas infestadas.

Na ausência de espécies vegetais resistentes, o agricultor deve optar por semear genótipos com FR menores, ou seja, que multipliquem menos o nematoide, como por exemplo, alguns híbridos de milheto ou sorgo.

14. Nematoide da haste verde da soja

  • Agente causador: Aphelenchoides besseyi.

Sintomas

As plantas apresentam folhas com coloração verde mais escuro, menor pilosidade, afilamento e embolhamento no limbo foliar. Podem ocorrer, também, lesões necróticas angulares de coloração pardo-avermelhada a marrom.

Condições favoráveis

Os nematoides podem sobreviver no solo ou em restos culturais e migram para a parte aérea das plantas, em períodos com chuvas frequentes e temperaturas médias acima de 28 °C.

Disseminação

A disseminação ocorre pelo contato entre folhas doentes e sadias na presença de água da chuva ou de orvalho ou de irrigação. Durante a colheita pode haver dispersão do nematoide por meio de resíduos de plantas doentes expelidos pelas colhedoras.

Manejo do nematoide da haste verde da soja

Semeadura da soja sobre palhada de plantas completamente mortas (dessecação com 15 a 20 dias de antecedência), o controle de plantas daninhas logo no início do desenvolvimento da soja, em pós-emergência, cultivar milho em segunda safra, quando possível, e evitar a sucessão da soja com outras plantas hospedeiras.

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Pastagens degradadas: identificação e como recuperar https://blog.rehagro.com.br/pastagens-degradadas/ https://blog.rehagro.com.br/pastagens-degradadas/#respond Sat, 23 Jul 2022 13:00:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13979 A carne bovina no Brasil é majoritariamente produzida em regime de pastagens, cuja área total corresponde a aproximadamente 167 milhões de hectares. Nesse sentido, um dos principais desafios do pecuarista é garantir um pasto de qualidade durante todo ano, para tal feito, a utilização de técnicas de recuperação e manejo de pastagens se torna imprescindível. […]

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A carne bovina no Brasil é majoritariamente produzida em regime de pastagens, cuja área total corresponde a aproximadamente 167 milhões de hectares. Nesse sentido, um dos principais desafios do pecuarista é garantir um pasto de qualidade durante todo ano, para tal feito, a utilização de técnicas de recuperação e manejo de pastagens se torna imprescindível.

O uso constante do pasto, como qualquer recurso finito, gera a degradação. Estima-se que aproximadamente 20% das pastagens mundiais (plantadas e naturais) estejam degradadas ou em processo de degradação.

Esse processo ocorre principalmente pelo manejo inadequado da mesma, ações como: escolha equivocada da espécie forrageira, ausência de adubações periódicas e desrespeito a taxa de lotação, são alguns exemplos de catalisadores do esgotamento do pasto.

Nesse artigo você irá descobrir as principais características de uma pastagem degradada e também aprenderá o passo a passo para recuperação da mesma.

 

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Identificando uma pastagem degradada

A degradação da pastagem é um problema que se não for resolvido, aumenta com o passar do tempo, por isso identificá-la logo no início pode garantir melhores resultados na sua propriedade.

A presença de solo exposto, sem vegetação, somado a infestação por plantas daninhas, por exemplo, é um forte indício de um pasto degradado.

O processo de degradação se divide em duas causas principais: degradação agrícola e degradação biológica.

Na degradação agrícola, há um aumento expressivo de plantas daninhas, além disso pode se observar uma competição entre a forragem e as plantas indesejáveis. Essa competição leva a redução da produção da forragem e assim reduz a eficiência do pasto.

Já na degradação biológica, a queda da produtividade forrageira está diretamente atrelada ao esgotamento da fertilidade natural do solo.

Além disso, é importante ressaltar que nem toda pastagem degradada é passível de ser recuperada, sendo assim é preciso classificar quanto ao grau de degradação para direcionar a tomada de decisão perante ao pasto.

A tabela a seguir, retirada da cartilha da Embrapa, demonstra os quatros níveis de degradação:

Níveis de degradação de pastagens

Fonte: EMBRAPA.

Caso existam grandes áreas de solo exposto ou com predominância de plantas daninhas, a recuperação da pastagem não é indicada. Nessa situação o ideal é uma nova implantação (reforma), do pasto.

Etapas para a recuperação da pastagem

A recuperação das pastagens, quando possível, é uma prática viável tecnicamente e economicamente, afinal recuperar uma pastagem é muito mais barato que estabelecê-la novamente.

Além disso, a recuperação é bastante interessante do ponto de vista ambiental, pois recuperar pastagens já existentes, evita desmatamentos para formar um novo pasto.

As primeiras etapas para recuperação da pastagem consistem em corrigir as deficiências do solo. Confira a seguir as etapas para recuperação do pasto:

1. Identificação da área degradada

O primeiro passo para a recuperação do pasto, é identificar e calcular as áreas a serem recuperadas. Além da identificação visual do grau de degradação, é essencial realizar a demarcação e o cálculo da área, aplicativos como o Google Earth podem auxiliar nesse processo. 

2. Coleta de solo para análise

A recuperação do pasto possui como base a coleta de amostra de solo para análise, é só a partir dessa etapa que podemos entender as reais necessidades químicas daquela terra.

Fazer a análise de solo é sinônimo de economia! Para realizar a coleta, confira as seguintes dicas:

  • Colete em vários pontos do pasto: cada coleta será uma subamostra da amostra a ser enviada para o laboratório;
  • Realize a coleta em zigue e zague;
  • Respeite a profundidade de 0 a 20 cm;
  • Não colete em locais como formigueiros, cupinzeiros, trilha dos animais e áreas de sombra;
  • Se na propriedade tiver solos diferentes quanto à cor e estrutura, então deverão ser coletadas amostras diferentes;
  • Homogenize bem a amostra final.

3. Interpretação da análise

A análise física do solo ou análise granulométrica, determina a porcentagem de argila, silte e areia. Além disso, é essa análise que determina a textura do solo, um dos parâmetros essenciais para a caracterização. Dessa forma, a partir dessa análise é possível interpretar adequadamente os teores de nutrientes encontrados naquele solo.

Já a análise química do solo aborda a quantidade de nutrientes já presentes naquela terra, a partir dela é possível calcular quanto de nutrientes será necessário para suprir a demanda. No que diz respeito ao pasto, as demandas mais comuns são: calagem, gessagem e adubação.

4. Recomendações agronômicas para correção

A correção do solo possui como objetivo adequar a acidez do solo, para isso utiliza-se a técnica de calagem. Nessa etapa, é realizada a aplicação do calcário na superfície do solo sem utilizar grades, arados, etc, para sua incorporação.

O uso de calcário na superfície irá promover uma maior integridade do sistema radicular da forrageira já degradada, além disso esse mineral melhora as propriedades físicas do solo e aumenta a atividade microbiana e a eficiência dos fertilizantes. Atenção: para uma melhor reação com os ácidos do solo, é importante aplicar o mineral em solo úmido.

A próxima recomendação a ser seguida é a gessagem. O gesso agrícola é um condicionador do solo, com ele é possível elevar o percentual de de cálcio sem elevar o pH da terra, outra vantagem desse insumo é o aumento do volume de solo explorado pelas raízes da forrageiras, dessa forma as raízes se tornam mais profundas permitindo que as plantas superem o veranico.

O gesso agrícola deve ser aplicado em lanço, após a calagem, sem necessidade de incorporação.

As recomendações de calagem e gessagem sempre devem ser feitas por um profissional aparado pela análise de solo.

5. Fertilização corretiva

Outra etapa essencial no processo de recuperação das pastagens, é a realização da fertilização corretiva. Essa etapa deve ser feita após, pelo menos, 90 dias da execução da calagem.

A adubação fosfatada (reposição de fósforo) é a mais importante para garantir o sucesso da recuperação da pastagem, esse nutriente não está disponível para as plantas em solos ácidos (por isso é importante realizar a calagem). A adubação corretiva de fósforo (fosfatagem) pode ser realizada a lanço e em cobertura, e deve ser definida com base no teor de argila do solo.

Outra fertilização a ser realizada é a potassagem (reposição de potássio), a correção pode ser feita com a aplicação do cloreto de potássio na pastagem, que é a principal fonte do insumo na agricultura. O potássio é importante para o processo de fotossíntese da forragem, sendo essencial para o balanço hídrico e para o crescimento da pastagem.

Por fim, mas não menos importante, é imprescindível realizar a adubação de manutenção. Essa técnica pode ser feita por cobertura, logo após a saída dos animais do piquete.

Conclusão

A garantia de uma boa produção de pastagens vai além da manutenção periódica, é importante manter um equilíbrio no sistema solo, planta e animal.

Escolha sempre a forrageira adequada para o seu sistema produtivo e realize com antecedência o planejamento forrageiro, lembre-se: quanto maior for a qualidade do pasto maior será a produtividade na sua fazenda.

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A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.

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Brisa Sevidanes

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Produção a pasto: qual o responsável pelo sucesso? https://blog.rehagro.com.br/producao-a-pasto-e-o-responsavel-pelo-sucesso/ https://blog.rehagro.com.br/producao-a-pasto-e-o-responsavel-pelo-sucesso/#respond Fri, 22 Jul 2022 15:00:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13976 Qual a importância de fatores como: altura de entrada e saída do pasto? Para explicarmos mais sobre esse assunto, antes precisamos entender mais sobre interceptação luminosa. O que é interceptação luminosa? Pode ser explicado pelo acúmulo total de forragem atingido em uma taxa máxima constante enquanto existir área foliar suficiente para interceptar quase toda a […]

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Qual a importância de fatores como: altura de entrada e saída do pasto?

Para explicarmos mais sobre esse assunto, antes precisamos entender mais sobre interceptação luminosa.

O que é interceptação luminosa?

Pode ser explicado pelo acúmulo total de forragem atingido em uma taxa máxima constante enquanto existir área foliar suficiente para interceptar quase toda a luz incidente

Ou seja, é o exato momento onde a planta apresenta 95% de área FOLIAR capaz de captar a luz!

Então, como a forrageira se comporta quando é pastejada ou após começar a rebrotar no início do período das águas?

O Professor e Consultor Bruno Gottardi, responde essa e outras perguntas além de explicar mais sobre a interceptação luminosa e a importância do manejo correto de pasto neste vídeo especial  do nosso quadro “ Por Dentro do Ensino”.

 

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A forrageira preferencialmente vai produzir folha, porque é o mecanismo que ela possui para captar a luz solar, consequentemente assimilar energia e carboidrato e se manter uma planta produtiva.

Após ser submetida ao pastejo ou corte no momento que os animais saem do piquete, inicia-se a produção de folha, até um determinado ponto onde cessa o aumento do índice de área foliar, pois  a luz solar não consegue mais penetrar o dossel  e atingir a base dessa planta.

Consequentemente, o caule da forrageira começa a alongar para tentar colocar essas novas folhas acima do dossel e captar mais luz, a partir do momento em que essa luz solar não chega na base da planta ocorre a senescência das folhas, ou seja, a morte.

Qual o impacto causado?

Pensando na forrageira não há benefício nenhum em atingir esse ponto, pois não há acúmulo de folhas e morte desse material.

É necessário o estresse do pastejo para abrir  espaço e aumentar a entrada de luz solar na base da planta e dessa forma iniciar o estímulo para o aparecimento de novos perfilhos basais que são importantes para a produção eficiente dessa forragem.

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Estimulação adequada do teto substitui a ocitocina exógena? https://blog.rehagro.com.br/estimulacao-adequada-do-teto/ https://blog.rehagro.com.br/estimulacao-adequada-do-teto/#respond Thu, 21 Jul 2022 16:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13972 A estimulação adequada do teto vai acontecer quando realizamos o Teste da Caneca e quando fazemos a secagem bem feita dos tetos do animal. O Teste da Caneca são 3 jatos bem vigorosos e não precisa ser tão rápido. Isso dá um contato de 3 a 5 segundos com o teto do animal. Além disso, […]

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A estimulação adequada do teto vai acontecer quando realizamos o Teste da Caneca e quando fazemos a secagem bem feita dos tetos do animal.

O Teste da Caneca são 3 jatos bem vigorosos e não precisa ser tão rápido. Isso dá um contato de 3 a 5 segundos com o teto do animal.

Além disso, em algumas fazendas, temos feito um trabalho de estimulação na ponta do teto do animal. Logo após o Teste da Caneca e os 3 jatos, passamos 2 a 3 vezes o polegar na ponta do teto animal. Isso vai fazer com que haja uma maior descamação das células na ponta do teto, com uma maior renovação celular e também um maior estímulo e, consequentemente, liberação de ocitocina.

 

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O segundo estímulo que também damos ao animal é na hora da secagem, quando a realizamos com uma certa pressão no teto do animal, sem força em excesso para não machucar o teto. Estamos falando de mais 4 a 5 segundos de contato com o teto do animal.

Confira aqui a explicação completa do especialista Prof. Nathan Fontoura no vídeo abaixo:

No fim das contas, o teste da caneca, mais a estimulação na ponta do teto, mais a secagem bem feita no teto do animal, estamos falando de 10 a 12 segundos de contato com o teto do animal. Isso é o que chamamos de estimulação bem feita.

Os principais receptores de liberação de ocitocina estão presentes na ponta do teto e nos locais que temos contato com a nossa mão. Dessa forma, estamos estimulando a vaca a liberar um impulso nervoso e ter uma boa liberação em quantidade e no tempo correto de ocitocina.

Outros fatores também são importantes para que essa ocitocina, liberada de maneira correta, tenha uma boa ação. Se antes essa vaca, por algum motivo, passou por algum momento de estresse, provavelmente essa vaca também liberou adrenalina. A adrenalina vai competir com a ocitocina no mesmo sítio de ligação nas células mioepiteliais, as células que são responsáveis por fazer a contração do alvéolo e, consequentemente, a ejeção do leite.

Portanto, essa é uma das etapas que a gente tem que cumprir para conseguir retirar completamente a ocitocina, principalmente no gado mestiço.

Outros fatores vão ser necessários, como a doma racional, acostumar o animal com a ordenha, acostumar os animais com o contato da mão no úbere, na perna para que não se estressem.

Aí sim, em um curto a médio período de tempo conseguimos retirar toda a ocitocina do animal e trabalhar apenas com a estimulação da mão no teto dos animais.

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Sêmen bovino: por quanto tempo permanece viável no botijão? https://blog.rehagro.com.br/semen-bovino-por-quanto-tempo-permanece-viavel-no-botijao/ https://blog.rehagro.com.br/semen-bovino-por-quanto-tempo-permanece-viavel-no-botijao/#respond Thu, 21 Jul 2022 11:30:43 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13965 A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é uma realidade na pecuária brasileira. Atualmente cerca de 22,2% do rebanho inseminado foi através dessa técnica, permitindo que um animal com bom desempenho genético deixe o maior número de descendentes, controle de doenças, aumento produtivo e muitas outras vantagens. Porém, para ser realizada com sucesso a IATF […]

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A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é uma realidade na pecuária brasileira.

Atualmente cerca de 22,2% do rebanho inseminado foi através dessa técnica, permitindo que um animal com bom desempenho genético deixe o maior número de descendentes, controle de doenças, aumento produtivo e muitas outras vantagens.

Porém, para ser realizada com sucesso a IATF precisa de alguns materiais básicos como: aplicador, luvas, descongelador, botijão de sêmen, entre outros.

Boas práticas durante o protocolo de inseminação são fundamentais para manter a integridade do material genético, principalmente quando se trata do botijão de sêmen afinal é dentro desse recipiente térmico que o material é mantido.

 

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Uso adequado do botijão de sêmen

Inicialmente, ele deve ser guardado em local fresco, sem incidência direta de luz solar, transportado com muito cuidado sempre na vertical e nunca deve ser inclinado para não correr o risco do conteúdo vazar.

O que vai dentro do botijão?

Nitrogênio líquido. Ele é responsável por conservar as doses de sêmen em -196ºC durante tempo indeterminado desde que a quantidade  seja mantida acima do mínimo.

Para que isso seja possível é necessário fazer a verificação periódica da quantidade de nitrogênio e garantir a integridade do material, para isso usamos a régua graduada, onde a quantidade mínima de nitrogênio não deve ser menor que 15 cm.

Medindo nitrogênio no botijão de sêmen

Utilização da régua graduada para mensurar a quantidade de nitrogênio líquido no botijão de sêmen. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro)

O nitrogênio líquido evapora rapidamente por isso o botijão não pode ficar muito tempo aberto, após o manejo é necessário fechá-lo, caso precise retirar mais doses de sêmen entre as inseminações é necessário abri-lo novamente.

Quando retiramos as doses de sêmen não devemos remover completamente a caneca (estrutura onde ficam as racks que armazenam as palhetas de sêmen), o ideal é que esta fique em contato com nitrogênio líquido por mais tempo, e todo o processo seja realizado de forma rápida.

Manejo de amostras de sêmen bovino

Manejo correto para a retirada de amostras. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro).

O protocolo de descongelamento

Vários estudos comprovam que caso o descongelamento não seja realizado da forma correta os espermatozoides morrem durante o processo de descongelamento o impacta diretamente a taxa de prenhez da propriedade.

Atualmente existem muitas marcas disponíveis no mercado, porém o professor Douglas Costa dá uma indicação prática importante:

Não coloque muitas doses de uma vez no descongelador, pois isso fará com que a temperatura caia muito de forma rápida, logo, as paletas irão descongelar de forma irregular, comprometendo o material

Exemplo: caso o descongelador tenha 4 divisões uma opção é separá-lo com diferentes paletas de animais e raças distintas como na imagem.

Distribuição de palhetas de sêmen no descongelador

Sugestão de como distribuir palhetas de sêmen no descongelador. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro).

No nosso E-book Manual Sanitário da Estação de Monta você aprenderá dicas simples para controlar as principais doenças reprodutivas que podem afetar o seu rebanho.

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A inseminação artificial oferece grandes benefícios aos produtores que optam por essa técnica, contudo a sua eficiência está diretamente ligada a mão de obra qualificada, instalações, manejo dos animais e dos equipamentos.

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Boi 777: como aplicar essa técnica que aumenta a produção e a produtividade https://blog.rehagro.com.br/boi-777-como-aplicar-essa-tecnica-que-aumenta-a-producao-e-a-produtividade/ https://blog.rehagro.com.br/boi-777-como-aplicar-essa-tecnica-que-aumenta-a-producao-e-a-produtividade/#respond Wed, 20 Jul 2022 21:00:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13960 A técnica do boi 777 é um modelo de sistema de produção, desenvolvido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), como uma sugestão para aumentar a produção e a  produtividade das fazendas. Serão produzidas 7 arrobas na cria, 7 recria e 7 na terminação, totalizando 21 arrobas em 24 meses, conforme mostrado na imagem […]

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A técnica do boi 777 é um modelo de sistema de produção, desenvolvido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), como uma sugestão para aumentar a produção e a  produtividade das fazendas.

Serão produzidas 7 arrobas na cria, 7 recria e 7 na terminação, totalizando 21 arrobas em 24 meses, conforme mostrado na imagem a seguir:

Esquema boi 777

Porém, o mais importante não são os números (777) antes, é crucial entendermos de onde eles vêm.

São estudos de longa data comprovando que bezerros desmamados com 7 arrobas, seguindo de 7 arrobas produzidas na recria caracterizadas por serem as mais desafiadoras, e as 7 arrobas na terminação encaixa-se em um ótimo modelo em termos zootécnicos e principalmente econômico.

 

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O MAIS IMPORTANTE QUE DEVEMOS LEVAR É O CONCEITO E NÃO O NÚMERO.

Isso está ligado ao propósito do produtor dentro da propriedade, pois você pode buscar outros objetivos, e diferentes valores na hora de determinar as metas e mesmo assim conseguir resultados expressivos.

Relevância do boi 777

Você tem uma meta produtiva para cada fase do desenvolvimento dos bovinos de corte?

Para te ajudar com isso, separamos esse vídeo do Dr. Gustavo Siqueira, pesquisador da APTA, explicando o porque tão importante quanto conhecer a técnica, é ter um bom planejamento e gestão para desenvolver, mensurar e melhorar o seu sistema.

Busque sempre o maior ganho de peso a desmama,  a melhor meta de ganho na recria, e a maneira mais eficiente de terminar os animais, baseado na realidade da propriedade.

Por isso o boi 777 traz a relevância de ter uma meta para cada etapa produtiva, afinal não adianta investir muito na cria, em detrimento da recria, ou vice e versa. É importante ter um equilíbrio do sistema e melhorar de forma contínua. 

  • Determine Metas.
  • Equilíbrio Entre as Fases.
  • Plano Nutricional.

Logo, temos os conceitos de gestão, contornar, medir, analisar e consertar os problemas.

Dica importante!

Quando falamos desse assunto não podemos deixar de falar sobre o nosso Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele você vai encontrar os principais pilares da pecuária explicados pelos melhores profissionais da área, tudo isso de forma simples e prática para você aplicar.

Vamos conversar mais sobre:

  • Gerenciamento da produção de forragens
  • Gerenciamento da reprodução em pecuária de corte
  • Sucessão familiar e gestão do patrimônio

E muito mais!

Acesse nossa página para mais informações.

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Cinética ruminal: o que é e qual a importância para o desempenho dos animais https://blog.rehagro.com.br/cinetica-ruminal-o-que-e-e-qual-a-importancia/ https://blog.rehagro.com.br/cinetica-ruminal-o-que-e-e-qual-a-importancia/#respond Wed, 20 Jul 2022 19:00:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13955 É muito importante conhecermos a composição e digestibilidade dos alimentos, para formular dietas mais balanceadas que propiciem os animais expressarem o máximo do seu potencial produtivo. Logo, a cinética ruminal pode ser descrita como a curva de desaparecimento de cada fração dos alimentos, e explica a relação entre ingestão, digestão e desempenho dos animais.   […]

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É muito importante conhecermos a composição e digestibilidade dos alimentos, para formular dietas mais balanceadas que propiciem os animais expressarem o máximo do seu potencial produtivo.

Logo, a cinética ruminal pode ser descrita como a curva de desaparecimento de cada fração dos alimentos, e explica a relação entre ingestão, digestão e desempenho dos animais.

 

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No vídeo do quadro especial do Rehagro “ Por Dentro do Ensino”, o professor Dr. Danilo Milen explica que na medida que retiramos a forragem da dieta e aumentamos os níveis de concentrado, o volume ruminal diminui, e devido esse incremento nos níveis de concentrado temos mais nutrientes por quilo da dieta.

Esse aporte de substrato aumenta a fermentação e devido a redução no volume ruminal, proporcionalmente reduzimos a motilidade do rúmen, causando a queda na taxa de passagem e o aumento da degradação.

Pensando nisto, quando adotamos estratégias para desempenho máximo, muitas vezes são caracterizadas por fornecer aos animais dietas mais desafiadoras com altos níveis de concentrado, visando maximizar a quantidade de matéria seca dentro do rúmen e por isso, precisam de cuidados redobrados para não causar nenhum distúrbio digestivo.

É importante desenvolver o rúmen e a microbiota dos bezerros, pois quando esses forem submetidos a dietas com alto potencial fermentativo tenham papilas ruminais com capacidade de retirar os ácidos do rúmen rapidamente.

Então, o que dificulta o incremento de matéria seca (MS) na dieta dos animais?

 A motilidade ruminal. Logo, quanto menores os níveis de MS, maior será o estímulo que a parede ruminal faz, quanto maiores os níveis de MS menor será o estímulo, veja nas imagens abaixo.

Motilidade ruminal

Fonte: Professor Dr. Danilo Millen

Quer saber mais?

Na Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte temos o passo a passo para você formular dietas para animais a pasto e confinamento, mantendo-se sempre atento a doenças digestivas além das particularidades do desenvolvimento ruminal de cada categoria.

Vamos conversar também sobre:

  • Biotecnologias e reprodução do rebanho;
  • Planejamento sanitário para auxiliá-lo a combater as principais enfermidades da pecuária de corte;
  • Melhoramento genético e qualidade de carne.

Tudo isso e muito mais!

Não perca essa oportunidade de tornar-se o melhor profissional da sua região!

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Suplementação a pasto: maximize resultados na pecuária de corte https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/#respond Wed, 20 Jul 2022 17:51:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4802 Do ponto de vista econômico, as tecnologias devem estar enquadradas no sistema produtivo de forma a elevar sua lucratividade. Toda nova técnica apresenta um custo adicional por unidade produzida, e quando bem aplicada dilui gastos com serviços administrativos e jurídicos, impostos, depreciações de máquinas e equipamentos, aumentando a lucratividade da empresa. A suplementação com energia […]

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Do ponto de vista econômico, as tecnologias devem estar enquadradas no sistema produtivo de forma a elevar sua lucratividade.

Toda nova técnica apresenta um custo adicional por unidade produzida, e quando bem aplicada dilui gastos com serviços administrativos e jurídicos, impostos, depreciações de máquinas e equipamentos, aumentando a lucratividade da empresa.

A suplementação com energia e/ou proteína na produção de gado de corte pode ser estabelecida de acordo com o valor nutritivo da forragem, intimamente ligado à estratégia de manejo do pasto.

 

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É importante destacar que o desempenho do gado de corte a pasto é limitado especialmente pela ingestão de nutrientes, determinada pela composição bromatológica e pelo consumo de forragem feito pelo animal.

Pesquisadores mostram que animais mantidos em pastagens tropicais durante a seca, com baixos teores proteicos e energéticos, recebendo apenas suplementação mineral, normalmente apresentam perda de peso durante esse período.

Nesse caso, o baixo teor de proteína na forragem limita a fermentação ruminal, a degradação da fração fibrosa do alimento e a ingestão de forragem.

Suplementação a pasto

O consumo de forragem de animais em pastagens é um processo complexo, afetado por diversos fatores, alguns relacionados ao animal em si, como sexo, peso e composição corporal, nível de produção e potencial genético e fatores relacionados à pastagem, como a disponibilidade de forragem, a estrutura do pasto, a composição bromatológica da forragem e, finalmente, a suplementação ou não com alimentos concentrados.

Animais mantidos exclusivamente em pastagens tropicais durante o período quente e chuvoso do ano apresentaram ganho de peso diário entre 0,500 e 0,890 kg cab-1, com médio ao redor de 0,700 kg cab-1, segundo uma pesquisa de Ramalho, em 2006 e Santos e colaboradores em 2007.

Dessa maneira, mesmo na estação chuvosa, com forragens apresentando maior qualidade quando comparada ao período seco do ano, os animais não conseguem expressar todo o potencial genético.

Muitas vezes, esse potencial é limitado pela falta de energia, e, também, por proteína, quando em pastagens mais pobres. A suplementação com concentrado pode constituir-se em ferramenta auxiliar para:

  • Melhorar o desempenho individual dos animais;
  • Aumentar a taxa de lotação dos pastos;
  • Aumentar a produção total de carne por unidade de área;
  • Melhorar a qualidade da carcaça obtida;
  • Favorecer a preparação dos animais que serão terminados em confinamento, além de encurtar o período do mesmo.

Suplementação como ferramenta para a melhor utilização das forragens

Adotando a suplementação como ferramenta para a melhor utilização das forragens, pode-se manipular a dieta através de dois mecanismos: aumentando a taxa de digestão ruminal e/ou acelerando a taxa de passagem de componentes indigestíveis.

Porém, adequar níveis de proteína e energia que propicie maior crescimento microbiano e maior utilização da fibra é um grande desafio. Desafio este, que aumenta quando pensamos nas interações entre suplemento e forragem, dependente da quantidade e qualidade de forragem, quantidade e tipo de suplemento oferecido.

Webinar Suplementação a pasto

Em sistemas de produção já estabelecidos, a suplementação surge como uma ferramenta de auxílio às pastagens, visando produções compatíveis com a capacidade genética dos animais.

No entanto, é importante se atentar às estratégias compatíveis e adequadas para cada categoria animal, época e sistema, a fim de que não comprometa a eficiência econômica da propriedade. Uma alternativa para diminuir os custos adicionais com suplementação é a utilização de suplementos de baixo consumo.

Em uma pesquisa, novilhos Nelores foram suplementados com 1,5g/kg PV e o resultado foi melhor do que o obtido com animais suplementados apenas com sal mineral. Isso se deve ao fato de que nem sempre maiores resultados biológicos significam maiores respostas econômicas.

Ao avaliar o efeito da suplementação com sal mineral ou suplemento proteico, na época das águas, fornecido na quantidade de 1g/kg de peso corporal, estudiosos observaram diferença estatística nos ganhos médios diários, 0,630 e 0,812 kg/dia nos animais dos tratamentos com sal mineral e suplemento proteico, respectivamente.

Em outro estudo, foi testado o efeito da suplementação com mistura proteica energética fornecido na quantidade de 6g/kg PC contra um grupo controle e obteve-se resultados superiores nos animais que receberam suplementação (1,06 contra 0,77 kg/animal/dia).

As respostas à suplementação são maiores na época seca do ano, sendo principalmente devido a incrementos de 45 a 65% na taxa de degradação da fibra em detergente neutro potencialmente degradável da forragem de baixa qualidade, quando emprega-se suplementação exclusiva com compostos nitrogenados.

Assim, para manejar a nutrição dos animais de corte mantidos a pasto é importante conhecer a dinâmica do manejo das forragens, se atentar a qualidade e quantidade da forragem ofertada, e a interação com a quantidade e tipo de suplemento fornecido, de acordo com diferentes épocas do ano e metas a serem alcançadas.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte

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Misturadores de ração: veja os principais tipos e garanta qualidade na mistura https://blog.rehagro.com.br/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/ https://blog.rehagro.com.br/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/#respond Wed, 20 Jul 2022 16:10:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9458 Desempenho aquém do esperado e aumento na incidência de desordens metabólicas, mesmo em dietas bem formuladas, são alguns dos problemas observados quando os animais conseguem selecionar e ingerir apenas alguns alimentos específicos da dieta, deixando outros de lado. E isso ocorre quando sua mistura não é realizada corretamente, o que pode ser evitado pelo uso […]

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Desempenho aquém do esperado e aumento na incidência de desordens metabólicas, mesmo em dietas bem formuladas, são alguns dos problemas observados quando os animais conseguem selecionar e ingerir apenas alguns alimentos específicos da dieta, deixando outros de lado.

E isso ocorre quando sua mistura não é realizada corretamente, o que pode ser evitado pelo uso dos misturadores.

Existem diversos modelos e tipos de sistemas de mistura no mercado, cada um com sua especificidade.

Neste artigo, você irá entender os benefícios e gargalos de cada um deles, bem como o passo a passo para garantir a qualidade da sua mistura, obtendo eficiência máxima no processo.

 

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Transformações no fornecimento de alimentos

Ao longo das últimas décadas, o perfil das dietas utilizadas na produção de gado de corte no país alterou de maneira significativa. Essa alteração foi observada tanto em dietas de confinamento, quanto no perfil dos suplementos utilizados para animais a pasto.

O desafio em busca do aumento da produtividade impulsiona técnicos e pecuaristas na utilização de dietas mais energéticas e “adensadas”. Dietas nesses padrões requerem, impreterivelmente, a utilização de maiores proporções de grãos, com diferentes tipos de processamento, e alimentos concentrados.

De acordo com o levantamento feito com nutricionistas por Millen et al. (2009) e Pinto e Millen (2016) a inclusão de grãos na dieta foi de 58% em 2009 para 85% em 2016, reduzindo a quantidade de forragem presentes nas dietas de terminação.

Nível de forragem e concentrado na dietaNível de forragem e concentrado na dieta de terminação.

Essa realidade implica em uma série de consequências, além dos esperados ganhos em desempenho, desafiar ruminantes a dietas ricas em energia acarreta desafios significativos, a utilização de aditivos, a necessidade de adaptação dos animais, os cuidados com a homogeneidade da dieta, dentre outros fatores que são fundamentais na mitigação dos riscos observados nessas dietas.

Por consequência dos processos evolutivos, bovinos são ruminantes com baixa capacidade de seleção dos alimentos, principalmente quando comparados a pequenos ruminantes como caprinos e ovinos.

Porém, na oferta de uma dieta com grande segregação de alimentos, é possível se observar a seleção e a predileção de certos alimentos por parte dos bovinos, possibilitando que animais, principalmente confinados, consumam maiores ou menores quantidades de grãos e alimentos concentrados do que o determinado no momento da formulação da dieta.

Esse fator transforma o risco de desordens metabólicas, como acidose e timpanismo, ainda mais evidente no caso de seleção por alimentos mais energéticos ou resulta em desempenho aquém do esperado quando os volumosos são selecionados pelo indivíduo.

Por isso é tão importante que se garanta durante o fornecimento de uma dieta total, uma perfeita mistura dos alimentos nas suas devidas proporções, onde os animais não consigam selecionar os alimentos, ingerindo partes precisas da dieta formulada.

Como garantir a qualidade da mistura?

A homogeneidade da mistura é um fator importante também quando lembramos dos minerais e aditivos que são incluídos na dieta em menores proporções, sendo que qualquer falha na mistura pode resultar ingestão desbalanceada desses micronutrientes e, consequentemente, menor desempenho.

Uma sugestão prática é sempre checar se a dieta batida na fazenda está mais próxima possível da dieta formulada pelo nutricionista. Portanto, a precisão no carregamento é fundamental.

A experiência do operador conta muito para o resultado desse processo. Recomenda-se que a variação da dieta a campo e formulada não ultrapasse 10%, sendo que abaixo de 5% é que consideramos ideal.

Quais são os tipos de misturadores de ração?

A principal forma utilizada para se misturar uma dieta é pela utilização de misturadores. Existem diversos modelos de misturadores de ração e tipos de sistemas de mistura no mercado, cada um com sua especificidade, qualidade e deficiência, misturadores com roscas horizontais ou verticais, rotor ou tombamento, podendo estes serem estacionários, tracionados ou acoplados no chassi de caminhão.

Entender os benefícios e os gargalos de cada um desses tipos é fundamental para que a operação flua da melhor e mais eficiente forma possível. Portanto, assertividade na escolha do tipo de sistema de mistura para a realidade da fazenda é o ponto de partida para garantir a qualidade da mistura.

E-book Misturadores e qualidade de mistura para rações

Misturador com rosca vertical (helicoide)

Sua principal característica é sua capacidade de misturar volumosos com partículas de fibras maiores, como por exemplo, o feno, em suma a robustez dos equipamentos desse tipo também se destacam.

Entretanto, para garantir uma mistura homogênea em vagões com rosca vertical, no geral, necessita-se de um maior tempo de mistura, cerca de 8 a 10 minutos, o que proporciona maiores gastos com combustível e desgaste dos tratores ou consumo de energia.

Nesse tipo de misturador deve-se estar atento à presença de facas para repicagem. Estas facas reduzem o tamanho da partícula, portanto não é indicado para dietas de confinamento. Sua indicação é para fenos, pré-secados e demais componentes secos que possuem fibras longas.

Há no mercado a opção com duas roscas verticais. Caso você opte por adicionar algum outro ingrediente que não seja volumoso e seja mais denso, atente-se para que ele seja adicionado ao misturador por último para melhor a homogeneidade da mistura.

Misturador com rosca verticalParte interna do misturador com rosca vertical. Fonte: Arquivo pessoal.  

Misturador helicoidal verticalMecanismos helicoidal vertical e facas de repicagem – Fonte: site da Siltomac. 

Misturador com rosca horizontal

Em contraste com o misturador vertical, o misturador horizontal tem como característica melhores condições de misturar volumosos com partículas de fibra menores, como a silagem de capim ou milho. Sua maior eficiência na mistura permite que esses misturadores proporcionem misturas homogêneas com menores tempos de mistura.

Nesse modelo é possível adicionar ingredientes de menor inclusão, garantindo sua distribuição uniforme. Portanto, o misturador horizontal é indicado em dietas com inclusão de grãos, farelos e subprodutos, podendo ser encontrado no mercado sistemas com 3 ou 4 roscas.

O tempo de mistura vai variar de 2 a 6 minutos, dependendo da capacidade do misturador e o tipo de dieta. Recomenda-se que o carregamento seja feito primeiro com os alimentos concentrados e depois com os alimentos volumosos.

Misturador helicoidal horizontalMisturador helicoidal horizontal de 3 roscas – Fonte: site da Siltomac. 

Misturador horizontal com 4 roscasDemonstração de movimento das roscas em misturador horizontal de 4 roscas – Fonte: site da Kuhn do Brasil.

Misturador por tombamento

Esse misturador é indicado para ração de mistura total, podendo conter silagem, subproduto, grãos e núcleo. Seu mecanismo de mistura é feito por correntes e travessas, que evitam a deposição de ingrediente com maior densidade no fundo do equipamento.

Recomenda-se acrescentar o volumoso antes do concentrado nesse tipo de sistema, ou até mesmo carregar em “sanduíche”, caso haja 2 fontes de volumosos, por exemplo, bagaço de cana e silagem.

Misturador por tombamentoCorrentes e travessa de misturador com rotor tombamento – Fonte: site da Siltomac.

Webinar Impacto da qualidade da silagem de milho

Misturador com rotor central e rosca

Esse modelo de misturador vem ganhando grande destaque dentre os diversos tipos de vagões, pois garante uma excelente qualidade de mistura com tempo reduzido de funcionamento mesmo quando comparado aos misturadores de rosca horizontal, além disso, permite-se incluir diferentes tamanhos de partículas de volumosos.

Esses misturadores contém a combinação de duas roscas sem fim e rotor central contendo pás. O mecanismo combinado desse último modelo citado permite melhor qualidade de mistura em rações com maior quantidade de concentrado e menor tempo de mistura.

Outra característica interessante é que esse tipo de mecanismo minimiza quebra de ingredientes peletizados ou floculados. O tempo de mistura deve ser a combinação da velocidade do rotor e tipo de dieta.

Uma recomendação prática de mistura é, em média, de 10-15 giros, com a velocidade de rotação (RPM) recomendado pelo fabricante, o que equivale aproximadamente 3 a 6 minutos. Esse tempo deve ser checado para cada equipamento de acordo com o teste de qualidade de mistura da ração, que não deve variar de 5-10% comparado com a ração formulada.

A recomendação é que os ingredientes concentrados (grãos, coprodutos, farelo e núcleo) sejam carregados antes do volumoso, sendo do mais denso para o menos denso.

Misturador com rotor centralMisturador com duas roscas sem fim e rotor central contendo pás. Fonte: Arquivo pessoal da Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro. 

Misturadores e caixas estacionárias

Independente de qual desses tipos de vagões – eles podem ser estáticos ou não – operações de maior porte que necessitam misturar grandes quantidades de ração, podem utilizar um misturador estacionário assessorados por um vagão apenas distribuidor ou caixas estacionárias de pré-carregamento assessorado por um misturador para reduzir o tempo do ciclo de alimentação.

Em confinamento acima de 15 mil cabeças, esse tipo de sistema otimiza a quantidade de equipamento distribuidor, combustível e funcionários. Vale a pena colocar essa conta na ponta do lápis.

Caixa estacionáriaCaixa estática pré-mistura. Fonte: Arquivo pessoal da Dra.Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro. 

Uma análise interessante foi feita em 15 confinamentos comparando os dois sistemas: carregamento direto no misturador acoplado a um caminhão (método tradicional) e o uso de caixas estacionárias para pré-carregamento antes de serem tombadas no caminhão misturador.

Essa análise mostrou que a variação de carregamento em peso absoluto foi menor com o uso de caixas estacionárias. Essa diferença, possivelmente, pode ser explicada pela otimização da mão de obra e do tempo no carregamento e descarregamento, que possibilita os funcionários serem mais precisos na quantidade de ingrediente na hora do carregamento, sem ter outro funcionário aguardando ou ele mesmo fazendo as duas operações.

A precisão no carregamento além de acarretar melhor qualidade da batida, minimiza desperdícios de ingredientes.

Caixa estacionária e carregamento diretoVariação absoluta de carregamento, em quilograma, entre o uso de caixa estacionária e carregamento direto no misturador acoplado ao caminhão. Fonte: Dados não publicados do arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.

Mensuração no carregamento e descarregamento

Escolher o misturador que melhor se adeque à realidade e características específicas de cada operação é fundamental, evitando desperdícios e ineficiência. Além disso, outros fatores devem ser levados em consideração para se garantir uma mistura de qualidade e uma dieta homogênea.

Todos os equipamentos possuem a versão com balança, o que se torna a opção mais interessante para monitorar a operação, carregamento e descarregamento controlado e o consumo dos animais.

Falhas na pesagem do ingrediente e maiores fornecimentos de determinado ingrediente da ração por si só já são causas para dietas desbalanceadas, por isso sempre estar atento no momento do carregamento e sempre conferir e aferir a precisão da balança, que pode ser feito 1 a 2 vezes no ano (Figura 8).

Além disso, a distribuição programada, com balança no equipamento distribuidor, torna-se essencial para o controle do consumo dos animais, principalmente quando o tema é confinamento.

Capacidade do equipamento

A sobrecarga dos equipamentos destinados a misturas da dieta, pode e vai interferir na qualidade da mistura, respeitar as especificações do fabricante de cada vagão é uma premissa importante, pois a sobrecarga impede que as partículas dos alimentos se misturem. Volumosos ocupam mais espaço, portanto, fique atento à capacidade cúbica, ao invés de checar apenas a capacidade em peso.

Entre dois tratos e, consequentemente, duas cargas do vagão, pode sobrar ração dentro do equipamento. Essa sobra, normalmente, pode interferir no momento do fornecimento do trato seguinte e alteração da composição da dieta do próximo trato.

Nesse caso, devemos cuidar para que essa sobra não seja acrescentada em dietas de adaptação, por exemplo, o que resultaria uma dieta mais energética, possivelmente, resultando em distúrbios metabólicos nos animais não adaptados.

Manutenção do misturador e componentes

Defeitos mecânicos e ausência ou ineficiência de algum componente do vagão também podem ocorrer e prejudicar o trabalho. Por exemplo, o desgaste das facas do vagão, por exemplo, irá comprometer a eficiência da mistura, no caso de fardos de fenos em misturadores verticais.

Por outro lado, se essas facas forem utilizadas em dietas de terminação contendo volumoso, poderá reduzir o tamanho de fibra além do exigido para manter a saúde ruminal, resultando em problemas metabólicos.

O atraso de tratos devido problemas mecânicos, consumo maior de combustível, ineficiência de mistura por desgaste de componentes, entre outros podem ser evitados através de manutenção periódica aos equipamentos e seus componentes.

Esteja sempre em dia com a manutenção do equipamento, e atento às exigências e recomendações dos fabricantes.

Tempo de mistura

O tempo em que os alimentos permanecem no vagão para misturar é crucial para o estado final da dieta. O tempo de mistura ideal varia de acordo com o equipamento utilizado, capacidade, marca do misturador e principalmente de acordo com o tipo de ingredientes utilizados, variando entre 3 e até 15 minutos.

Ao contrário do que muitos pensam, o tempo excedido de mistura da ração segrega as partículas “desmisturando” a dieta em vez de misturar, por isso devemos manter o tempo ideal.

Um teste fácil de realizar a campo é fixar um tempo de mistura, de acordo com a recomendação do tipo de misturador, e coletar amostras para enviar para laboratório como descreveremos mais adiante. Preconizamos que essa variação não deve ser maior que 10% entre amostras, sendo menor que 5% considerado com variação ideal. Lembre-se também de compará-la com a dieta formulada!

Dica rápida para ajuste de tempo de mistura

Para ajustar o tempo de mistura e ordem de carregamento, faça a amostragem da dieta como descrito no item “6 passos para mensurar a qualidade da mistura”, mas antes de enviar para laboratório, passe uma amostra na peneira Penn State e cheque se a distribuição de fibras está uniforme para o início, meio e fim do descarregamento.

Fixado o tempo ideal, amostre seguindo os passos recomendados e envie o laboratório de sua confiança para uma análise mais precisa. Lembre-se que o uso da distribuição de fibra é apenas um norteamento para o ajuste, mas as chances de erros são bem maiores do que as análises químicas. Uma dieta desbalanceada pode representar resultados aquém do esperado.

6 passos para mensurar a qualidade da mistura

A amostra que será enviada para laboratório deve representar a batida, e a forma como fazemos isso impacta diretamente nos resultados. O passo a passo abaixo pode ser conduzido de forma simples e bastante eficiente.

Passo 1: Após a batida, selecione 3 cochos para serem amostrados, sendo o primeiro cocho, um cocho intermediário, e o último cocho do descarregamento.

Passo 2: Assim, que a ração for distribuída, caminhe na frente do cocho coletando amostras, utilizando um equipamento em forma de concha ou a própria mão fazendo formato de concha. Faça a coleta antes dos animais terem acesso à comida para evitar seleção e contaminação pela saliva do animal.

Passo 3: Colete 1 amostra (mão cheia) a cada 5-10 metros, dependendo do tamanho do cocho, e coloque-as em um balde limpo. Alterne coletas no fundo, no meio e no topo da pilha de alimento, evitando pegar ração que tenha sobrado do dia anterior. Garanta de 5 a 10 amostras por cocho.

Passo 4: Após terminar a coleta no primeiro cocho, misture bem o conteúdo do balde, vire o balde em uma superfície limpa e reparta a amostra em 4 partes. Selecione 1 parte e repita a repartição. Faça esse procedimento até obter uma amostra de 200-500 gramas.

Passo 5: Coloque a amostra em um saco e lacre, identificando a amostra com o tipo de ração, batida e data da coleta. Envie para laboratório em até 24 horas para análise de algum componente da dieta de baixa inclusão, como por exemplo, zinco, ionóforo, cálcio. Pode-se analisar o teor de proteína, mas nesse caso a precisão será menor.

Passo 6: Faça o mesmo procedimento com os outros dois cochos. Quando você receber os resultados, compare o percentual de variação entre as 3 amostras da mesma batida.

Coleta de amostra de alimentoDemonstração da posição da mão durante a coleta de amostra para evitar perder partículas de alimento, obtendo amostras mais representativas. Fonte:  Arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro. 

Dicas rápidas para evitar erros

Seguindo as etapas citadas, é possível atingir a máxima eficiência do nosso sistema em proporcionar uma dieta homogênea, mais próxima possível da formulada e por consequência, desempenho animal esperado.

Deixamos aqui algumas dicas rápidas para evitar erros e desperdícios:

  • Lembre-se que ração com maior quantidade de volumoso exige maior capacidade do vagão;
  • Selecionar o misturador ideal depende de vários fatores, avalie os prós e contras e acordo com sua necessidade e condições de investimento;
  • O número de cabeças alimentadas e o operacional de cada fazenda irá determinar o tamanho do misturador e o número de carregamentos;
  • Faça um teste para cada tipo de ração para determinar o tempo de mistura ideal. Rações com maior quantidade de volumosos tendem a requerer mais tempo de mistura;
  • Treine seus colaboradores para melhor eficiência da operação, uso adequado dos equipamentos e, principalmente, para padrões de segurança.

A qualidade da mistura é um entre muitos pontos de atenção necessários para alcançarmos alta eficiência na nutrição, que pode representar mais de 70% dos custos de produção na pecuária de corte.

Para o pecuarista que deseja aumentar sua margem de lucro, mas não sabe por onde começar, planejar melhor a estratégia nutricional do rebanho pode ser um ótimo caminho.

Além disso, outros pilares como a reprodução, a sanidade, o manejo de pastagens e a gestão financeira da fazenda também devem andar juntos, sendo a base do sucesso de qualquer operação.

Vamos em frente?

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Andrea Mobiglia

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Adubação racional do cafeeiro: como planejar e realizar https://blog.rehagro.com.br/adubacao-racional-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/adubacao-racional-do-cafeeiro/#respond Sat, 09 Jul 2022 14:19:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4653 Com o final da colheita nas fazendas de café, é chegada a hora de pensar nas adubações. Mas, será que todas as fazendas estão preparadas para o início desse período? A adubação do cafeeiro deve ser planejada de acordo com as análises do solo e dos tecidos foliares e as quantidades variam em função da […]

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Com o final da colheita nas fazendas de café, é chegada a hora de pensar nas adubações. Mas, será que todas as fazendas estão preparadas para o início desse período?

A adubação do cafeeiro deve ser planejada de acordo com as análises do solo e dos tecidos foliares e as quantidades variam em função da produção, idade da planta e do tipo de adubo usado, das perdas de nutrientes que venham a ocorrer, entre outros aspectos.

Como os principais nutrientes que a planta exige não são de fontes renováveis e o preço dos fertilizantes está cada vez mais alto, é preciso fazer uma adubação racional no cafeeiro.

Para isso, é extremamente importante ter um planejamento, chegar o cisco e fazer amostragens corretas, ou seja, as operações que antecedem a adubação precisam ser bem feitas também.

 

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O que é uma adubação racional?

O conceito de adubação racional é uma nutrição mais adequada dos cafeeiros, por meio do uso conjunto dos variados nutrientes, oriundos dos corretivos e adubos, mas sempre de forma equilibrada e observando as necessidades.

É muito comum ainda as recomendações de adubação do cafeeiro serem feitas por fórmulas diretas, programas no computador, ou seja, mecanicamente, sem analisar a área, as condições edafoclimáticas e as outras particularidades da lavoura.

Devido a isso, muitas vezes o produtor trabalha com excesso ou falta de determinados nutrientes.

É necessário procurar trabalhar com o equilíbrio dos nutrientes. Pela “Lei do Mínimo”, o crescimento e a produtividade das lavouras podem ficar limitados por apenas um ou alguns nutrientes que se encontram em quantidades insuficientes, tornando sem efeito a aplicação de muitos dos demais.

Parâmetros utilizados na adubação da cafeicultura

Diversos estudos foram realizados para determinar a correlação entre o potencial produtivo das lavouras e os níveis de nutrientes disponíveis.

A tabela abaixo traz as faixas dos teores de nutrientes no solo serem comparados com a análise de solo.

Teores de nutrientes para o soloFonte: MATIELLO, SANTINATO, GARCIA, ALMEIDA, FERNANDES. Cultura de café no Brasil. Novo Manual de Recomendações. Ed 2005.

Depois de ter em mãos a análise de solo e verificar em que faixa ele se enquadra, existem vários teores recomendados para se trabalhar em um solo.

A tabela a seguir mostra um parâmetro dos teores considerados ideais e a partir dela é possível fazer a recomendação dos corretivos para a lavoura.

Teores recomendados para uma análise de solo

Lembrando que essa tabela é somente uma sugestão de teores médios de nutrientes no solo considerado como teores básicos para se ter uma boa produção e um bom retorno econômico na atividade. Porém, esses teores variam de acordo com cada premissa e cada particularidade de fazenda, gleba, etc.

É extremamente importante não olhar os nutrientes dessa tabela de forma separada e lembrar que cada nutriente não tem ação sozinho. Eles se interagem e a falta de equilíbrio entre eles pode causar antagonismos.

Cada técnico utiliza seu parâmetro na hora de recomendar devido à experiência prática e técnica de cada um. Porém, é importante sempre buscar a máxima produtividade econômica. Lembre-se de que a curva de resposta dos nutrientes versus planta não é linear.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

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Webinar profissional do futuro agro https://blog.rehagro.com.br/profissional-do-futuro-agro/ https://blog.rehagro.com.br/profissional-do-futuro-agro/#respond Tue, 05 Jul 2022 12:30:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13532 Você quer ser um excelente profissional do agro? Assista ao webinar Profissional do Futuro Agro na íntegra e confira as dicas! Neste webinar, Joyce Duarte (Técnica Gestão Equipe Corte Rehagro) e Frederico Lobão (Consultor Sênior Equipe Corte Rehagro) falam sobre o perfil do profissional que o mercado agro busca e Laís Silva (CEO da Conduzir […]

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Você quer ser um excelente profissional do agro? Assista ao webinar Profissional do Futuro Agro na íntegra e confira as dicas!

Neste webinar, Joyce Duarte (Técnica Gestão Equipe Corte Rehagro) e Frederico Lobão (Consultor Sênior Equipe Corte Rehagro) falam sobre o perfil do profissional que o mercado agro busca e Laís Silva (CEO da Conduzir Pessoas Consultoria e Treinamento) dá dicas de como realizar uma ótima entrevista de trabalho.

Ficou interessado? Assista ao webinar!

Quer saber mais sobre gestão de pessoas no agro? Assista ao webinar – Gestão de pessoas para obter melhores resultados no agronegócio

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O protagonismo da mulher no agronegócio https://blog.rehagro.com.br/mulheres-no-agronegocio/ https://blog.rehagro.com.br/mulheres-no-agronegocio/#comments Fri, 01 Jul 2022 20:28:36 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13528 Neste Webinar especial, o assunto abordado foi: o protagonismo da mulher no agronegócio! Participaram do debate, Nathália Ribeiro (Marketing no Agronegócio Marketree), Camila Xavier (CEO Mater Consultoria e Membro das Mulheres Sergipanas do Agro), Melissa Freitas (Pecuarista e vice-presidente da Agroligadas), Iala Santos (Produtora de Cafés Especiais – Mulheres do Agro MC) com mediação de […]

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Neste Webinar especial, o assunto abordado foi: o protagonismo da mulher no agronegócio! Participaram do debate, Nathália Ribeiro (Marketing no Agronegócio Marketree), Camila Xavier (CEO Mater Consultoria e Membro das Mulheres Sergipanas do Agro), Melissa Freitas (Pecuarista e vice-presidente da Agroligadas), Iala Santos (Produtora de Cafés Especiais – Mulheres do Agro MC) com mediação de Mariana Pimenta, da Equipe Rehagro.

Ficou interessado? Assista ao conteúdo na íntegra!

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Benchmarking Rehagro Leite 2021 https://blog.rehagro.com.br/benchmarking-rehagro-leite-2021-2/ https://blog.rehagro.com.br/benchmarking-rehagro-leite-2021-2/#respond Wed, 29 Jun 2022 21:10:15 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13492 Descubra com o e-book “Benchmarking Rehagro Leite 2021” se você está no caminho certo com a sua produção de leite! Confira os resultados das propriedades leiteiras atendidas pelo Rehagro em 2021; Compare com os números obtidos na(s) propriedade(s) onde você atua; Veja as dicas para melhorar ainda mais os seus lucros e sua atuação na […]

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Descubra com o e-book “Benchmarking Rehagro Leite 2021” se você está no caminho certo com a sua produção de leite!

  • Confira os resultados das propriedades leiteiras atendidas pelo Rehagro em 2021;
  • Compare com os números obtidos na(s) propriedade(s) onde você atua;

Veja as dicas para melhorar ainda mais os seus lucros e sua atuação na pecuária leiteira dos especialistas:

Vitor Barros – Coordenador do Núcleo de Gestão do Rehagro Leite;

Ernane Campos – Gerente de Negócios do Rehagro Leite.

Além disso, você fica sabendo:

  • Quanto os produtores atendidos pelo Rehagro têm lucrado com o leite?
  • Quanto eles têm produzido?
  • Qual é o custo operacional médio dessas fazendas?
  • O que as propriedades com melhores números têm em comum?
  • Quais fatores têm impacto sobre o lucro operacional?
  • Indicadores relacionados à nutrição e reprodução do rebanho.
  • Caminhos para melhorar os seus resultados.

Clique no botão abaixo e tenha uma boa leitura!

 

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Posso deixar de tratar a mastite bovina? Saiba em quais casos isso é possível https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/ https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/#respond Mon, 27 Jun 2022 19:05:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13467 Você gostaria de poder deixar de tratar até 50% dos casos de mastite bovina no seu rebanho? Seria um avanço para sua produção? Então, esse conteúdo é pra você! Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal? A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra […]

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Você gostaria de poder deixar de tratar até 50% dos casos de mastite bovina no seu rebanho? Seria um avanço para sua produção?

Então, esse conteúdo é pra você!

Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal?

A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra do leite do animal e levamos para uma estufa, que fica na própria fazenda. Em menos de 24 horas, temos o resultado do cultivo dessa amostra, identificando os microrganismos presentes ali.

 

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Com as placas mais modernas, chamadas placas cromogênicas, no resultado dessa cultura, podemos identificar até mesmo a espécie bacteriana que temos no leite analisado.

Com esse resultado em mãos, podemos decidir com segurança como devemos proceder:

  • Se devemos tratar;
  • Se devemos não tratar;
  • Se devemos direcionar um tratamento mais específico para os micro-organismos identificados na amostra.

E em quais casos poderíamos deixar de tratar a mastite, contando que o animal tenha uma cura clínica, bacteriológica e, consequentemente, uma redução da CCS (contagem de células somáticas) no teto acometido?

Confira, no vídeo abaixo, em quais casos podemos deixar de tratar a mastite, com o Prof. Nathan Fontoura, especialista do Rehagro Leite:

Ele explica que nós poderíamos deixar de tratar:

1. Principalmente e obrigatoriamente casos de mastite nos quais não há mais crescimento bacteriano ou microbiológico, ou seja, naqueles em que não há mais envolvimento daquela bactéria ou microrganismo no caso clínico. O que estamos vendo ali são resquícios da reação inflamatória provocada pelo agente microbiológico.

Mas lembre-se! Esse leite ainda tem uma alta contagem de CCS e, portanto, mesmo não tratando a vaca, ele deve ser destinado ao descarte. Caso contrário, ele irá contaminar o leite do tanque.

2. Quando identificamos na cultura microbiológica bactérias Gram-negativas. No entanto, algumas bactérias Gram-negativas, como a Klebsiella, têm uma resposta razoável ao tratamento e é economicamente viável tratá-las.

Portanto, se pudermos identificar a espécie presente na amostra, deixaríamos de tratar principalmente as mastites causadas por Escherichia coli.

Considerações finais

Deixando de tratar as mastite causadas pela E. coli e as mastites nas quais não houve crescimento microbiológico na cultura em uma fazenda em que as bactérias do grupo contagioso estão controladas, podemos deixar de tratar até 50% dos casos de mastite que acometem o rebanho, conclui o Prof. Nathan Fontoura.

Já é um grande avanço, não é mesmo?

Saiba mais sobre como realizar a cultura microbiológica na sua fazenda, com o artigo “Uso da cultura microbiológica do leite no controle da mastite“.

Aumente os seus lucros com a produção de leite!

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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Como tratar uma vaca com mastite? https://blog.rehagro.com.br/como-tratar-uma-vaca-com-mastite/ https://blog.rehagro.com.br/como-tratar-uma-vaca-com-mastite/#respond Thu, 23 Jun 2022 13:00:51 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13439 Em casos de mastite em vacas, uma boa conduta e tratamento são muito importantes. Quando você passa por isso na sua fazenda, têm dúvidas de como procedes para evitar prejuízos? Entenda quais são os tratamentos da mastite neste artigo! Devo fazer o tratamento com antibiótico imediatamente quando for diagnosticada a mastite? Pois o período de […]

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Em casos de mastite em vacas, uma boa conduta e tratamento são muito importantes. Quando você passa por isso na sua fazenda, têm dúvidas de como procedes para evitar prejuízos?

Entenda quais são os tratamentos da mastite neste artigo!

Devo fazer o tratamento com antibiótico imediatamente quando for diagnosticada a mastite?

Pois o período de carência é grande e provavelmente esse leite vai ser descartado e o produtor vai ficar no prejuízo. Como minimizar esse prejuízo?

A vaca deu mastite? Algo tem que ser feito.”, afirma o especialista Prof. Nathan Fontoura.

 

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Primeiramente, o leite dessa vaca não pode mais ser jogado para o tanque e ser misturado com o leite saudável das demais vacas. Por quê?

  1. Porque esse leite não é próprio para consumo humano
  2. Porque esse leite tem altíssima CCS e alterações em sua composição, o que também afetaria a média do leite bom da fazenda.

Sobre o tratamento ou não, o correto hoje é que a gente tenha uma ferramenta que se chama cultura microbiológica na fazenda.

O ideal é que realizemos a cultura do leite do animal na própria fazenda. 24 horas após a realização dessa cultura, fazemos a leitura do resultado e aí sim, tenho a resposta correta se o animal deve ser tratado ou não.

Confira a explicação do Prof. Nathan no vídeo abaixo:

Hoje em dia, cerca de 50% a 60% dos casos de mastite que temos encontrado nas fazendas no Brasil não precisam ser tratados.

Porém, se eu não tenho a ferramenta de cultura microbiológica disponível na fazenda, ou se eu não tenho acesso a esse tipo de ferramenta, aí preciso tratar 100% dos casos, e de maneira mais rápida.

Manual de controle da mastite

Prejuízo para o produtor

O maior prejuízo é se ele não tratar esse animal que precisa de tratamento e o animal diminuir sua produção.

Para cada caso clínico que o animal tem na lactação, o animal perde, em média, 200 litros de leite no restante da lactação caso tenhamos uma cura clínica e microbiológica perfeita, dentro do desejado.

Caso não tenhamos essa cura da maneira correta, provavelmente, a perda de produção de leite nesse animal vai ser ainda maior. Então, ao invés de perder 150, 200 litros, pode perder 250, 400, 500 litros de leite ou até mesmo o quarto mamário pode ser perdido como um todo.

Portanto, se eu não tenho a ferramenta de cultura microbiológica na fazenda, eu devo iniciar imediatamente o tratamento desse animal com o protocolo mais recomendado, deixado pelo veterinário na fazenda.

Caso eu tenha acesso à cultura microbiológica, em até 24 horas eu tenho a correta resposta se devo tratar ou não e qual é o tratamento mais adequado naquele caso clínico.

Saiba mais!

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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7 fatores que interferem no consumo de vacas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/ https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/#respond Wed, 22 Jun 2022 16:00:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13429 O ponto de partida de todo o manejo alimentar deve ser: estimular o consumo de alimento. E como podemos fazer isso? Confira quais são os fatores que interferem o consumo de alimento e as dicas do especialista Prof. João Paulo Pereira.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! 1. Espaço de […]

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O ponto de partida de todo o manejo alimentar deve ser: estimular o consumo de alimento. E como podemos fazer isso?

Confira quais são os fatores que interferem o consumo de alimento e as dicas do especialista Prof. João Paulo Pereira.

 

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1. Espaço de cocho

Esse é um ponto extremamente importante, principalmente quando falamos das fases do período de transição, tanto do pré quanto do pós-parto, quando as vacas estão com edema de úbere, às vezes inchadas, doloridas.

Então, temos que garantir para essas vacas um espaço de cocho adequado, para que haja a menor queda possível no consumo de alimento.

2. Frequência, horário do trato e aproximação de comida

O ideal é fornecer alimento pelo menos 3 vezes ao dia. Algumas fazendas tratam os animais até mesmo 4 vezes ao dia.

Empurrando a comida para que estimule essa vaca, não deixando que a comida fique longe do cocho, principalmente em pista de alimentação. Às vezes a vaca vai mexendo na comida e ela vai ficando distante dela e assim, perde a capacidade efetiva de buscar comida. O ideal é fazer a aproximação de 6 a 8 vezes ao dia.

3. Manejo no período de transição

Esse é um ponto de fundamental importância. Saiba mais sobre o manejo no período de transição com o especialista na área, Prof. Bolivar Faria, com o vídeo a seguir:

4. Adaptação social

É um ponto extremamente importante. Bovinos são animais de hábito gregário, ou seja, sempre andam juntos, em grupos.

Como todo tipo de animal que possui esse comportamento, tem sempre a vaca que é a dominante do grupo e as que são subordinadas. Então, toda vez que existe uma mudança no lote, uma entrada e saída de animais, isso causa um transtorno social naquele grupo até que se restabeleça a nova hierarquia.

Quanto menos mexemos nessa hierarquia, haverão menos brigas, menos disputas e maior vai ser a estabilidade social e, consequentemente, melhor o consumo.

5. Qualidade da forragem

Qualidade de forragem é fundamental em vaca de leite. Quando falamos de forragem, um dos pontos que não podemos esquecer é que uma boa forragem para uma vaca de leite vai ter baixo teor de fibras, porque isso vai possibilitar que haja uma alta ingestão de matéria seca oriunda de forragem.

Lembrando que um dos limitadores de consumo nos ruminantes é o enchimento do rúmen. Quando ocorre o enchimento ruminal, uma parte do alimento que causa essa distensão está relacionada à quantidade de fibra e à qualidade dessa fibra.

Então, se tenho um alimento com menor teor de fibra e que tenha uma fibra de boa qualidade, menos tempo ela vai ficar no rúmen da vaca e, consequentemente, mais ela consegue ingerir.

6. Condição corporal ao parto

É um ponto extremamente importante no manejo alimentar. A vaca precisa estar em boa condição no momento do parto.

7. Conforto

É muito importante o conforto de modo geral: térmico, de cama, espaçamento de cochos.

Webinar Conforto térmico

Saiba mais!

Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.

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4 benefícios da reprodução sobre o aumento na produção de leite https://blog.rehagro.com.br/4-beneficios-da-reproducao-na-producao-de-leite/ https://blog.rehagro.com.br/4-beneficios-da-reproducao-na-producao-de-leite/#respond Wed, 22 Jun 2022 14:00:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13425 Por meio da reprodução, é possível termos uma série de benefícios para o aumento da produção de leite. Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo. […]

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Por meio da reprodução, é possível termos uma série de benefícios para o aumento da produção de leite.

Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo.

Quando trabalhamos em uma fazenda que tem eficiência reprodutiva muito alta, tudo fica mais fácil. É como se a reprodução fosse o coração da fazenda.”, afirma o especialista Prof. Guilherme Pontes.

Confira 4 grandes benefícios da reprodução para o aumento na produção de leite:

 

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1. Diminuição do DEL no rebanho

Se pensarmos em um rebanho de vacas de alta persistência, rebanhos de vacas holandesas, vacas muito boas, como podemos aumentar o leite nessa fazenda?

Diminuindo o DEL (dias em lactação) do rebanho, que significa aumentar a proporção de vacas recém-paridas, onde a produção de leite é mais alta e o retorno sobre custo alimentar também é mais alto.

Confira a explicação completa do Prof. Guilherme no vídeo abaixo: 

2. Maior proporção de vacas em lactação

Se pensarmos em rebanhos de menor persistência, vacas que parem, começam a produzir leite, esse leite aumenta e muito rapidamente esse leite cai, por exemplo em rebanhos de vaca Gir, de modo geral.

Como eu aumento a produção de leite nesses rebanhos por meio da reprodução? Aumentando a proporção de vacas em lactação. Muitas vezes, chegamos em um rebanho que tem 55% – 60% de vacas dando leite, onde o esperado era de 80% – 84%.

Como vou produzir mais leite nessa fazenda? Aumentando o número de vacas que dão leite. Se eu emprenho essa vaca mais rápido, apesar de secar mais rápido, ela vai parir mais rápido, então acabo aumentando o número de vacas em lactação e, consequentemente, aumento a produção de leite.

3. Acelera a transição de vacas primíparas para a segunda lactação, em que o animal produz mais

Geralmente, rebanhos mais jovens, nos quais a proporção de primíparas e secundíparas é alta, temos uma série de benefícios nessa fazenda.

É comum, a primípara produzir menos leite que a secundípara. Então, se conseguimos ter uma proporção maior de secundíparas no rebanho, acabamos conseguindo ter uma maior produção de leite.

4. Maior retorno sobre o custo alimentar

Quando tenho vacas recém-paridas, além de produzir mais leite, essas vacas possuem uma eficiência alimentar mais alta, conseguem converter melhor o alimento em leite e consequentemente, elas aumentam o retorno sobre o custo alimentar.

Dessa forma, nós acabamos tendo um custo alimentar do rebanho um pouco mais baixo, porque essas vacas são mais eficientes nessas fases iniciais da lactação.

Saiba mais!

Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

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Retenção de placenta em vacas leiteiras: saiba o que fazer https://blog.rehagro.com.br/retencao-de-placenta/ https://blog.rehagro.com.br/retencao-de-placenta/#respond Tue, 21 Jun 2022 16:00:42 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13409 Com qual frequência suas vacas têm retenção de placenta? E você sabe como proceder? Acompanhe a explicação do especialista em reprodução, Guilherme Pontes, e nunca mais tenha dúvidas sobre o assunto! É a explicação mais clara e certeira que você já viu! Quando falamos sobre saúde uterina, a primeira doença que pode acontecer após o […]

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Com qual frequência suas vacas têm retenção de placenta? E você sabe como proceder?

Acompanhe a explicação do especialista em reprodução, Guilherme Pontes, e nunca mais tenha dúvidas sobre o assunto! É a explicação mais clara e certeira que você já viu!

Quando falamos sobre saúde uterina, a primeira doença que pode acontecer após o parto é a retenção de placenta.

 

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O que é a retenção da placenta?

É a não expulsão dos anexos fetais em um período mínimo de 12 horas após o parto.

A expulsão da placenta ainda é uma fase do parto. Depois que a vaca pariu e a placenta ainda está pendurada, ela ainda está tendo um parto.

Em até 12 horas, assumimos que a liberação dessa placenta é um processo fisiológico, comum, normal. No entanto, a partir de 12 horas, assumimos que isso seja algo patológico.

Quem já observou a placenta de uma vaca, pôde ver estruturas que parecem bolas, que chamamos de placentoma. O placentoma é formado pelo cotilédone fetal e pela carúncula materna, que estão unidos por um tecido de colágeno, um tecido conjuntivo que está prendendo essa estrutura.

Na vaca que está com a placenta retida, essa estrutura não foi degradada, e ela continua presa, como se aquela cicatriz não tivesse sido digerida.

Por isso, falamos hoje que a retenção de placenta é muito mais uma doença imune do que uma doença metabólica.

Por quê? Por algum motivo, o sistema imune da vaca não foi capaz de degradar essa estrutura, que continua ali ligada.

Qual o problema da retenção da placenta?

De início, nenhum.

A vaca que teve retenção de placenta não tem mais risco de morrer. Alguns trabalhos mostram que vacas que têm retenção de placenta produzem menos leite, mas em contrapartida, vários trabalhos mostram que a produção de leite é a mesma.

O principal ponto de atenção é que vacas com retenção de placenta têm a fertilidade comprometida. No entanto, não há nada que possa ser feito para minimizar esse problema.

Vemos que várias pessoas ainda utilizam prostaglandina, estradiol, ocitocina, mas não existe essa recomendação na literatura.

Hoje, a recomendação para retenção de placenta é não fazer nada.

Dê condições para que a vaca tenha consumo, para que ela coma, para que ela não tenha que disputar tanto no cocho, mas em termos de intervenção, não há algo para ser feito para a retenção de placenta.

Se aplicamos prostaglandina, antibiótico parenteral ou intravenoso, esse tratamento não vai fazer com que a placenta seja liberada mais rapidamente, não vai tratar a retenção de placenta.

Quando tratamos a retenção de placenta com antibiótico, o foco é reduzir a incidência da metrite.

Confira o vídeo com a explicação na íntegra com o especialista em reprodução, Guilherme Pontes.

Continue aprendendo!

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Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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7 dicas para reduzir a ocorrência de doenças em vacas leiteiras https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-reduzir-doencas-em-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/7-dicas-para-reduzir-doencas-em-vacas-leiteiras/#respond Tue, 21 Jun 2022 14:06:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13412 Você deseja reduzir a ocorrência de doenças nas vacas leiteiras? Então, confira essas 7 dicas dadas pelo especialista Prof. Guilherme Pontes e saiba porque eles são alguns dos cuidados essenciais!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! 1. Tenha uma dieta pré e pós-parto adequada Formule uma dieta para fechar a […]

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Você deseja reduzir a ocorrência de doenças nas vacas leiteiras?

Então, confira essas 7 dicas dadas pelo especialista Prof. Guilherme Pontes e saiba porque eles são alguns dos cuidados essenciais!

 

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1. Tenha uma dieta pré e pós-parto adequada

Formule uma dieta para fechar a exigência das vacas no pré e no pós-parto.

2. Faça com que a vaca aumente o consumo de matéria seca (CMS)

Dê boas condições para a vaca, reduza a disputa de cocho, separe novilhas de vacas no pré-parto, separe primíparas de multíparas, se for possível.

Se não for possível separá-las, trabalhe com espaçamento de cocho um pouco maior.

3. Dê conforto para as vacas

Faça com que essas vacas tenham conforto térmico adequado, que elas não passem por períodos de estresse, com picos de cortisol.

4. Tenha um ambiente limpo

Na prática, acostumamos nossos olhos a ver coisas ruins. As vacas precisam parir limpas. Vacas que têm um escore de sujidade maior na região perineal, na região da garupa, têm mais chances de ter metrite.

Então, foco na limpeza!

Confira a seguir o vídeo completo, com as 7 dicas na íntegra!

5. Escore de condição corporal (ECC) adequado na secagem e no parto

Tenha um bom manejo de vacas secas. As vacas precisam secar com um escore entre 3 e 3,5 e parir entre 3 e 3,5.

6. Manejos adequados durante toda a lactação e período seco

Se eu erro durante a lactação, essa vaca vai secar mais gorda. Se ela seca mais gorda, ela tem mais chances de adoecer na próxima lactação.

7. Tenha uma escolha de touros adequada

Se eu errar na escolha do touro e passar a ter muito auxílio a parto, muitos natimortos, eu passo a ter mais riscos de ter metrite, retenção de placenta, consequentemente reduzir o consumo dessas vacas, aumentando cetose e assim por diante.

Saiba mais!

Quer continuar aprendendo sobre como cuidar melhor do seu rebanho para melhorar sua produção de leite?

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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Protocolo IATF: qual o melhor para vacas mestiças a pasto? https://blog.rehagro.com.br/protocolo-iatf-qual-o-melhor/ https://blog.rehagro.com.br/protocolo-iatf-qual-o-melhor/#respond Mon, 20 Jun 2022 21:12:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13403 Independente se você estiver trabalhando em um sistema de produção a pasto ou em confinamento e independente se é uma vaca mestiça ou vaca pura, bons protocolos de IATF têm algumas premissas. Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! […]

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Independente se você estiver trabalhando em um sistema de produção a pasto ou em confinamento e independente se é uma vaca mestiça ou vaca pura, bons protocolos de IATF têm algumas premissas.

Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.

 

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1. Alta progesterona durante a condução do protocolo

Por isso, na maioria das vezes, usamos implantes em nossos protocolos.

2. Baixíssima progesterona no momento da inseminação

Retiramos os implantes e aplicamos a prostaglandina para que a progesterona reduza ao máximo no momento da inseminação. Para isso, nos protocolos de vaca de leite, temos usado duas doses de prostaglandina.

Quando fazemos apenas uma dose de prostaglandina, 30 a 35% das vacas não regridem o corpo lúteo por completo. Ou seja, a progesterona não reduz tanto nessas vacas.

Quando fazemos duas doses de prostaglandina, aumentamos esse número para 95% das vacas reduzindo o corpo lúteo por completo.

Confira o vídeo com o especialista na íntegra:

3. Alta progesterona após a inseminação

Para alcançar alta progesterona após a inseminação, seria extremamente importante que as vacas tivessem corpo lúteo no início do protocolo porque, fisiologicamente, se essa vaca já ciclou, ela vai ter concentrações muito altas de progesterona, o que é muito bom para a fertilidade do folículo, afirma Guilherme.

Então, o protocolo de IATF tem que ser capaz de sincronizar a emergência da onda, ou seja, a alta progesterona vai conseguir fazer isso e vai conseguir dar qualidade para o meu folículo. 

4. Duração adequada

Precisamos ter um protocolo com uma duração interessante para que tenhamos, lá na frente, um corpo lúteo grande, produzindo altas concentrações de progesterona após a inseminação.

Afinal, qual o melhor protocolo IATF?

Então, não existe um melhor protocolo IATF. Bons protocolos têm essas características e, muito provavelmente, entregarão resultados interessantes.

Bons protocolos de IATF sincronizam 80 a 85% das vacas

Podem existir algumas variações quando vamos trabalhar com pasto e com confinamento. Por exemplo: em um sistema de produção a pasto, com vacas mestiças, que perdem um pouco mais de condição corporal e que às vezes têm a presença do bezerro ao pé. Nessas situações, o hormônio eCG passa a ganhar importância.

Se você estiver em uma fazenda de gado confinado, holandês, dentro de um composto ou um free stall, o eCG perde a importância.

Então, é importante entender esses conceitos e usar protocolos que tenham essas características. 

Saiba mais!

Não necessariamente, esse protocolo será o melhor para 10 fazendas diferentes. Um protocolo IATF pode não ir tão bem em uma determinada fazenda. E aí, é necessária a realização de ajustes, lembrando dessas premissas, adequando o protocolo àquela propriedade específica.

Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

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Secagem do café em terreiro: importância e cuidados durante o processo https://blog.rehagro.com.br/secagem-do-cafe-em-terreiro/ https://blog.rehagro.com.br/secagem-do-cafe-em-terreiro/#respond Tue, 14 Jun 2022 13:12:20 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4226 A colheita do café é um período extremamente importante nas propriedades cafeeiras, onde o café colhido passará por alguns processos até o benefício. O café, após a colheita no campo, possui certa umidade, que irá variar de acordo com o estado de maturação sendo necessário fazer sua secagem para que não ocorra fatores que venham […]

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A colheita do café é um período extremamente importante nas propriedades cafeeiras, onde o café colhido passará por alguns processos até o benefício.

O café, após a colheita no campo, possui certa umidade, que irá variar de acordo com o estado de maturação sendo necessário fazer sua secagem para que não ocorra fatores que venham a prejudicar a qualidade do produto.

O processo mais comum de secagem é feito em terreiros e secadores. Dentre esses existem vários tipos, sendo mais comuns os de terra, os de concreto e os de lama asfáltica.

Existe também a variação entre secadores verticais e horizontais, podendo ainda ser classificados como pré-secadores e secadores.

 

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Etapas do processo de secagem

O café no terreiro será depositado numa superfície que poderá variar de acordo com a propriedade e assim será exposto ao sol para retirar a umidade dos grãos.

O revolvimento do café precisa ser feito a cada hora, movimentando os grãos no sentido em que a incidência da radiação solar tenha a melhor distribuição sobre eles, ou seja, caso essa movimentação seja manual é extremamente importante que a sombra do terreiro esteja à sua frente ou atrás.

Após alguns dias, os grãos terão perdido um pouco da umidade. Assim, no final do dia é preciso aproveitar a massa quente do café e enleirar no sentido da declividade do terreiro. No dia seguinte, esparramar o café somente quando o orvalho do terreiro já tiver evaporado.

O tempo de secagem poderá variar de 8 até 30 dias de acordo com o tipo de café, terreiro e condições climáticas. Um ponto importante a ser empregado para uma melhor secagem é a separação de lotes a partir da época de colheita, umidade e homogeneidade dos lotes.

Veja a seguir o quadro que considera alguns pontos importantes em função do tipo de terreiro a ser empregado na propriedade:

Tabela com tipos de terreiro para secagem do café* x: não é recomendado; v: recomendado

Webinar Pós-colheita de café

Dimensionamento do terreiro

O dimensionamento do terreiro é um ponto fundamental a ser considerado e pode ser calculado de acordo com a fórmula abaixo:

S = 0,02 x Q.t / n

Onde:

  • S: área do terreiro em m²
  • Q: colheita média anual de café da roça, em Lt
  • t: tempo médio da seca na região em dias
  • n: período de colheita em dias

Exemplo: Para uma propriedade com uma colheita de 1.000 sacas e rendimento de 450 Lt/sc de café beneficiada, teremos 450.000 Lt de café da roça, com 12 dias de média para a completa secagem do café no terreiro e um período de 90 dias de colheita.

S = 0,02 x Q x t / n

S = 0,02 x (450.000) x 12 / 70

S = 1.200 m²

De acordo com os cálculos, o dimensionamento do terreiro será de 1.200 m².

A secagem completa do café no terreiro poderá onerar muito os custos dependendo do tamanho da produção, porque poderá exigir grande área e mão-de-obra. Por isso, é necessário adaptar e planejar a estrutura de secagem conforme a produção da propriedade.

É importante lembrar que quanto maior o tempo de secagem do café no terreiro, maiores também serão os riscos de deterioração do produto devido às condições climáticas que poderão ocorrer.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o Curso Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

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Pós-Graduação em Pecuária Leiteira: especialização online com foco prático https://blog.rehagro.com.br/como-funciona-uma-especializacao-online-com-foco-pratico/ https://blog.rehagro.com.br/como-funciona-uma-especializacao-online-com-foco-pratico/#respond Tue, 07 Jun 2022 19:31:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13344 E aí? Você sabe qual é a aplicabilidade de um curso online? Para responder a essa dúvida, primeiro conta pra gente: você já conversou com algum colega que fez um curso do Rehagro? Quem já ouviu falar sobre o Rehagro em qualquer lugar do Brasil, escuta principalmente que os cursos são espetaculares porque todo o […]

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E aí? Você sabe qual é a aplicabilidade de um curso online?

Para responder a essa dúvida, primeiro conta pra gente: você já conversou com algum colega que fez um curso do Rehagro?

Quem já ouviu falar sobre o Rehagro em qualquer lugar do Brasil, escuta principalmente que os cursos são espetaculares porque todo o conhecimento é aplicável ao dia a dia das propriedades. É unânime!

 

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São mais de 25.000 alunos que indicam com segurança a melhor faculdade 100% focada em Agronegócio do Brasil.

Máxima aplicabilidade do conteúdo

Todas as aulas da Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira são dadas por professores que também são consultores, e carregam uma grande bagagem de experiência no campo.

Eles ensinam aquilo que você vai levar para a fazenda em que você atua, seja a sua ou de seus clientes, aplicar lá e colher os resultados em forma de lucratividade.

Nossos consultores, professores dessa especialização, atendem hoje mais de 110 fazendas de todos os portes, em vários estados do Brasil. Elas totalizam mais de 1 milhão de litros de leite por dia! Essas são algumas delas:

Fazendas atendidas pelo Rehagro

No nosso curso de pecuária leiteira, você terá acesso às mesmas técnicas e ferramentas usadas por elas.

Você aprenderá, passo a passo, o que nossos melhores profissionais fazem em suas rotinas para poder aplicar na sua também. Veja dados reais das fazendas atendidas.

Você terá aulas online gravadas, de 15 minutos por dia, que você pode assistir quando e onde quiser, e os encontros online ao vivo, frente a frente com nossa equipe, para tirar todas as suas dúvidas.

Além disso, temos o grupo fechado de WhatsApp, pelo qual você também se comunica com nosso time e troca experiências com colegas de todo o Brasil.

As dúvidas ainda podem ser tiradas pelo e-mail e pela plataforma de ensino Canvas.

Imagem da plataforma de ensino do RehagroPágina inicial da Plataforma de Ensino Canvas, utilizada na Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

Por qualquer canal que você escolha perguntar, sua resposta chegará a você em até 24 horas. É nosso compromisso!

Apoio individualizado para você aplicar esse conhecimento

Ainda perdido em como você vai pegar todo o conhecimento e levar aí para o seu campo de atuação? A gente te ajuda a fazer isso através dos projetos aplicados.

Você escolhe uma propriedade e conta com apoio individualizado para fazer um projeto voltado para ela para as diversas áreas dos módulos: nutrição, reprodução, qualidade do leite, criação de bezerros, gestão financeira e todas as outras.

Você não estará sozinho!

BÔNUS!

Para melhorar, os alunos inscritos recebem um super bônus:

  • 3 meses de acesso gratuito ao Ideagri, software de gestão pecuária usado por mais de 5.000 fazendas do Brasil;
  • Treinamento exclusivo para dominar o uso do software e empregá-lo nas fazendas em que você atua .

Transforme os resultados da sua produção de leite!

Já são mais de 1.600 profissionais formados na Pós-Graduação em Pecuária Leiteira!

Com nosso conhecimento prático, eles transformaram seus resultados na produção de leite.

E agora é o momento certo para que você faça o mesmo!

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

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Aulas online, presenciais ou híbridas? Qual a melhor opção? https://blog.rehagro.com.br/aulas-online-presenciais-ou-hibridas-qual-a-melhor-opcao/ https://blog.rehagro.com.br/aulas-online-presenciais-ou-hibridas-qual-a-melhor-opcao/#respond Tue, 07 Jun 2022 18:37:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13326 Ufa! Finalmente, as aulas presenciais estão de volta e a todo vapor! Você é do time que ainda prefere estudar de casa ou não vê a hora de ficar frente a frente com novos colegas e professores? Listamos aqui as características e vantagens de cada modalidade de ensino – Online, Presencial e Híbrido (Semipresencial) – […]

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Ufa! Finalmente, as aulas presenciais estão de volta e a todo vapor!

Você é do time que ainda prefere estudar de casa ou não vê a hora de ficar frente a frente com novos colegas e professores?

Listamos aqui as características e vantagens de cada modalidade de ensino – Online, Presencial e Híbrido (Semipresencial) – para você, que está querendo melhorar a sua atuação na pecuária leiteira.

Saiba mais sobre cada uma delas!

Ensino à distância (EAD) ou Online

Mesmo antes da pandemia, o ensino à distância (EAD) ou online já vinha ganhando o coração de muitas pessoas no Brasil. E o isolamento acabou acelerando essa tendência, que continua forte mesmo com o final das restrições.

Como vantagens, as aulas online apresentam:

Flexibilidade de horário

Sabemos que a rotina de quem trabalha com leite não é para os fracos! São muitas horas de trabalho e 1.001 coisas para resolver em um dia a dia mega corrido.

Assim, no Rehagro, cada aluno pode escolher o horário em que vai assistir às aulas.

No intervalo do almoço deu uma folga? Vamos lá! Sentou pra tomar seu café da tarde e está com o celular na mão? Já começa a assistir! Não parou pra nada hoje? Veja sua aula à noite.

Você monta seu horário para assistir às aulas online gravadas e assiste quantas vezes quiser!

Se você estiver se perguntando: “Mas como é possível encaixar uma aula inteira no meu dia?”, leia já o tópico abaixo!

Aulas dinâmicas

Para que a flexibilidade de horário possa realmente funcionar na sua rotina, os cursos online do Leite no Rehagro têm aulas dinâmicas, de 15 minutos por dia.

Nossa intenção é que 100% do ensino seja proveitoso para você.

Por isso, vamos direto ao ponto, com conteúdo 100% aplicável à sua rotina na propriedade.

E se você tiver qualquer dúvida, temos a solução para você!

Suporte dedicado a você e encontros online ao vivo

Está assistindo a sua aula e não entendeu um detalhe explicado pelo professor? Envie uma mensagem pela própria plataforma do Rehagro, por WhatsApp ou por e-mail e tenha sua dúvida respondida em até 24 horas.

Além disso, são agendados, com antecedência, encontros online ao vivo, pelo Zoom!

Neles, você fica frente a frente com os professores e colegas de todo o Brasil. É o momento para trocar informações, ideias, entender melhor como você pode aplicar aquele conhecimento na sua propriedade e ficar por dentro do conteúdo.

Eles acontecem à noite e, caso você não possa participar, eles ficam gravados para que você possa assistir depois, no horário em que preferir! Facilitamos a sua vida!

Suporte online individualizado

Eu não sei o que você já ouviu falar sobre o Rehagro, mas a maioria dos nossos 25.000 alunos tem algo unânime a dizer: nossos cursos são 100% aplicáveis.

Levamos isso tão a sério, que oferecemos suporte online individualizado para que cada aluno aplique o que aprendeu, por meio dos projetos aplicados.

Temos o compromisso de fazer com que nossos cursos tenham resultados reais na sua realidade, não importa onde você estiver em todo o Brasil, o sistema de produção que você trabalhe, o tamanho da propriedade. Temos o ensino certo para você.

Grupo de WhatsApp com colegas de todo o Brasil

No WhatsApp, temos o grupo da turma trocando experiências e discutindo os tópicos abordados nas aulas. Todos apaixonados pela produção de leite, assim como você, conversando sobre compra de insumos, uso de softwares, técnicas, notícias e como tornar a atividade cada vez mais lucrativa.

Economia com deslocamento

Com o ensino online do Rehagro, você economiza tempo e dinheiro se deslocando até o local da aula! Veja o curso da sua casa ou da sua propriedade.

Da cozinha, da sala ou do quarto!

Da sala de ordenha, da varanda da fazenda, ou encostado ali naquela cerca.

Tendo internet, está tudo certo!

Saiba mais!

Apesar do nome, o ensino à distância de qualidade pode oferecer grande proximidade entre você, professores e colegas.

Então, escolha a escola certa para fazer o curso online!

Confira aqui os cursos online disponíveis na pecuária leiteira:

Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira

Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira

Ensino presencial

Pensa naquela prosa boa! Lembra da última que você teve uma? Provavelmente, a que veio na sua cabeça aconteceu em carne osso! Aquela frente a frente, olhando no olho, não é mesmo?

Mesmo com a evolução da tecnologia e o grande crescimento do ensino online, há quem não abra mão do presencial.

Você é uma dessas pessoas?

Integração com colegas e professores

Sim, presencialmente a gente fala mais, a gente espera o fim da aula e vai lá perguntar algo pro professor, a gente faz amizade com os colegas, troca informação de onde o vizinho está comprando milho melhor.

Ali na sala de aula, estarão colegas da sua região. Assim, aparecem oportunidades de troca de informações valiosas para você e a sua produção de leite.

Compromisso de horário marcado

Para algumas pessoas, ter aquele horário fixo marcado para assistir às aulas é algo muito positivo.

Naquele dia, naquela hora e naquele local, ela tem o compromisso com seu crescimento na pecuária leiteira. E isso é sagrado para elas!

Como você funciona melhor?

Saiba mais!

Procure cursos presenciais que fiquem próximos de você, para facilitar sua vida!

E quando estiver lá, aproveite para fazer o melhor networking! Solte a língua, faça contatos e aproveite!

Conheça aqui as localidades dos cursos presenciais da pecuária leiteira do Rehagro:

Curso Presencial Gestão na Pecuária Leiteira

Pós-Graduação Presencial em Pecuária Leiteira

Híbrido (Semipresencial)

Um pouco lá, um pouco aqui. O método híbrido, ou semipresencial, tem aulas online e aulas presenciais!

É ideal para quem quer aproveitar as vantagens das duas modalidades: poder assistir parte das aulas em casa, economizando o deslocamento, e ainda ter o contato presencial com professores e colegas.

Além disso, o Rehagro acredita que alguns tópicos ensinados na pecuária leiteira precisam ser presenciais. Mas como assim?

Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros funcionando neste formato.

As aulas online são todas ao vivo, com máxima interação entre alunos e professores e as aulas práticas de formulação de dietas no software são presenciais, com treinamento intensivo para que o profissional saia preparado para formular dietas para todas as categorias de bovinos leiteiros, inclusive vacas de alta produção.

Saiba mais!

Conheça melhor o curso:

Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros

Mãos à obra!

Agora que você já conhece as principais características de cada modalidade de ensino, conta pra gente: qual é a que mais combina com você?

Vem pro nosso site e tenha mais informações dos nossos cursos na área da produção de leite!

Cursos Pecuária Leiteira

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Pós-colheita do café: dicas para ter qualidade e agregar valor ao produto https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-uma-pos-colheita-do-cafe-de-qualidade/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-uma-pos-colheita-do-cafe-de-qualidade/#respond Sat, 04 Jun 2022 13:00:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7663 Depois de percorrer toda a jornada da produção do café, passando por cada etapa de manejo, chega o tão esperado momento de colher o resultado de todo esse trabalho. Após a colheita, é época de realizar aquela poda que havia sido planejada e focar em um dos passos mais importantes para garantir a qualidade do […]

O post Pós-colheita do café: dicas para ter qualidade e agregar valor ao produto apareceu primeiro em Rehagro Blog.

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Depois de percorrer toda a jornada da produção do café, passando por cada etapa de manejo, chega o tão esperado momento de colher o resultado de todo esse trabalho.

Após a colheita, é época de realizar aquela poda que havia sido planejada e focar em um dos passos mais importantes para garantir a qualidade do café produzido: a pós-colheita.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Veja algumas dicas para que esta etapa seja realizada com sucesso, agregue valor ao produto e contribua para a valorização do preço da saca

Visão aérea de maquinários em uma pós-colheita de café.

(Foto: Paulo Henrique Sá Fortes)

Roteiro de Cafés naturais

Milhares de cafés cerejas espalhados.

Café cereja.(Foto: Larissa Cocato)

Café cereja separados em diferentes estágios de coloração.

(Foto: Larissa Cocato)

Após a colheita, não é recomendado que os cafés fiquem por mais de 6 horas amontoados.

Para a produção de um bom café natural o ideal é ter menos de 15% de cafés verdes, no entanto, essa porcentagem é um desafio muito grande devido ao número de floradas que podemos ter. Dessa forma, quanto menor a porcentagem de grãos verdes, melhor.

Colheitadeira realizando colheita de café.

Colheita de frutos com grande porcentagem de frutos verdes – não recomendado quando se busca cafés de qualidade. (Foto: Rehagro)

Em relação aos frutos vermelhos e amarelos, eles possuem qualidades diferentes e, por isso, não devem ser misturados. 

Além disso, a limpeza dos equipamentos é prática essencial para evitar contaminações.

Lavador/peneirão

  • O abanador deve remover impurezas, pois os gravetos levam umidade aos cafés e ao terreiro.
  • Se estiver passando mais do que 10% de café boia no café cereja, significa que a regulagem está mal feita. Da mesma forma, se estiver mais que 10% de café cereja e verde no café boia, também significa regulagem mal feita. 
  • A água do lavador deve ser trocada a cada 8 horas, a fim de evitar contaminações.

Terreiro

Milhares de cafés espalhados para a pós-colheita.

(Foto: Luiz Paulo Vilela)

  • O café deve ficar grão a grão no 1° e 2° dia, para facilitar a perda de água. Esse café não deve ser rodado no 1° dia de terreiro para aderir melhor a casca ao grão, evitando danos futuros, e para que esse café não seja descascado no terreiro devido ao revolvimento. 
  • A partir do 3° ou 4° dia esse café é dobrado, ocupando 50% da área inicial, retorna a fazer a dobra a cada 4 dias, rodando esse café pelo menos 12 vezes ao dia.
  • Quando o café chegar na meia-seca (20 a 25% Teor de água) estes devem ser enleirados e cobertos a noite, caso a este café seja finalizado no secador não deve chegar com mais do que 30% de água.

Secador de café

  • O secador deve receber lotes homogêneos, não é recomendado misturar os lotes
  • Secador vertical: não deixa a secagem muito uniforme, então não é benéfico à qualidade do café.
  • O secador rotativo deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm, para melhorar a eficiência da secagem.
  • O secador rotativo deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, no início da secagem, para retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem a temperatura do ventilador não deve passar de 60°C, para que a temperatura da massa de café natural não ultrapasse 35°C.
  • No terço médio da secagem a temperatura máxima da massa de café natural cereja ou passa deve ser de 35°C.
  • Após a meia seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e deve-se descansar esse café por no mínimo 8 horas.
  • No final da secagem do café natural, cereja ou passa, a temperatura do ventilador deve estar com no máximo 50°C.
  • O café não pode ser descarregado ainda quente na moega ou em tulhas de repouso.
  • A umidade no momento do descarregamento deve ser 11,5%.

Tulha de café

Tulha para repouso do café.

Tulha (Foto: Vinicius Moribe)

Tulha para repouso do café.

Tulha (Foto: Vinicius Moribe)

  • Na tulha, cobrir o café com palha de café ou pano para evitar contaminações e umidade.
  • Não colocar café quente sobre o café frio na tulha.
  • O café deve ser colocado na tulha de armazenamento seco na temperatura ambiente. 
  • O café deve ser descansado por 20 dias a 1 mês antes de ser provado definitivamente. Os cafés especiais devem ser descansados antes de se saber a real qualidade deste café, o descanso melhora a qualidade.

Roteiro de Cafés Descascados

Descascador/desmucilador

  • Regular bem o equipamento para não ter café verde no café cereja descascado.
  • Não pode estar passando mais que 10% de café cereja para o verde.
  • O café em pergaminho não pode estar saindo danificado do desmucilador.
  • A área de processamento deve ser lavada após o término do trabalho, a fim de evitar contaminações.
  • A área de processamento deve ser pulverizada, quinzenalmente com água sanitária a 10%, para evitar contaminações.

Terreiro – Café descascado: cereja, verde ou passa

Café descascado no terreiro.

Café descascado no terreiro. (Foto: Rehagro)

  • Os cafés descascados devem ser espalhados com 7 litros por m2 no 1° dia – ficar grão a grão para facilitar a perda de água.
  • Os cafés descascados devem ser rodados de 16 a 20 vezes por dia, para homogeneizar a secagem.
  • Também devem ser dobrados no 3° dia, e realizar outra dobra de 3 em 3 dias, com o objetivo de secar mais lentamente.
  • Após a meia-seca, os cafés descascados devem ser enleirados e cobertos às 15:00 horas e novamente abertos e espalhados às 9:00 horas do dia seguinte.
  • Não deve unir lotes no terreiro com mais de dois dias de colheita.
  • No caso de secagem complementar nos secadores, os cafés descascados devem ser retirados do terreiro com pelo menos dois dias, para que ele possa perder toda a água possível antes de ir para o secador.

Secador de café

  • O secador deve receber cafés homogêneos de acordo com o teor de água e tipo de café. Não é recomendado a mistura de lotes, para não desuniformizar a umidade.
  • Não é recomendado o secador vertical receber lotes de cafés úmidos, pois a água em excesso nesse caso, pode prejudicar a secagem, “cozinhando os grãos”.
  • O secador vertical, quando utilizado, deve ficar completo cobrindo a rosca transportadora, pois melhora a eficiência de secagem.
  • O rotativo deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm ao encher, pois melhora a secagem.
  • O mesmo, no início da secagem, deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, de forma a retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve estar acima de 70°C. 
  • Após a meia-seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e descansar obrigatoriamente por 8 horas no mínimo. 
  • No final da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve ultrapassar os 60°C.
  • O café não deve ser descarregado ainda quente na moega, ou em tulhas de repouso. Preferencialmente deve-se descarregar o café frio nas tulhas. 
  • O café deve ser coberto na tulha com palha de café ou pano para evitar contaminações e umidade.

Portanto, se você preza pela qualidade do seu café, fique de olho nesta etapa!

Tenha safras mais lucrativas!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

No curso online Gestão na Produção de Café Arábica, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Principais plantas tóxicas para bovinos https://blog.rehagro.com.br/principais-plantas-toxicas-para-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/principais-plantas-toxicas-para-bovinos/#respond Thu, 19 May 2022 15:57:43 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13160 Quais são as principais plantas tóxicas presentes nas pastagens? Saiba como e quais plantas podem afetas diretamente a saúde dos seus animais. Neste e-book você irá encontrar: Imagens das plantas tóxicas para ajudá-lo a identificá-las em sua propriedade; Principais regiões onde podem ser encontradas em maior quantidade; Primeiros sintomas de intoxicação nos animais e os […]

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Quais são as principais plantas tóxicas presentes nas pastagens? Saiba como e quais plantas podem afetas diretamente a saúde dos seus animais.

Neste e-book você irá encontrar:

  • Imagens das plantas tóxicas para ajudá-lo a identificá-las em sua propriedade;
  • Principais regiões onde podem ser encontradas em maior quantidade;
  • Primeiros sintomas de intoxicação nos animais e os possíveis tratamentos.

Mantenha a qualidade de suas pastagens

Para estabelecer as medidas profiláticas apropriadas, diagnósticos corretos e específicos devem ser realizados, por isso é importante ter um material de qualidade pensando no dia a dia do produtor.

Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar de mais informações. Clique no botão abaixo e tenha uma boa leitura!

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5 benefícios sobre o curso Gestão na Pecuária de Corte do Rehagro https://blog.rehagro.com.br/5-beneficios-gestao-na-pecuaria-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/5-beneficios-gestao-na-pecuaria-de-corte/#respond Tue, 10 May 2022 20:29:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=12973 Muitas vezes, alguns produtores já se perguntaram: “Meu negócio é lucrativo?” “Vou conseguir pagar os custos de produção?” “Qual a minha margem de lucro?” Estas e outras questões tendem a tirar o sono de muitos produtores, afinal, se manter na atividade é um desafio, que requer atenção constante, planejamento e gerenciamento. A boa notícia é […]

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Muitas vezes, alguns produtores já se perguntaram:

  • “Meu negócio é lucrativo?”
  • “Vou conseguir pagar os custos de produção?”
  • “Qual a minha margem de lucro?”

Estas e outras questões tendem a tirar o sono de muitos produtores, afinal, se manter na atividade é um desafio, que requer atenção constante, planejamento e gerenciamento.

A boa notícia é que atualmente existem muitas oportunidades para aprender cada vez mais sobre a pecuária de corte, porém como separar as informações errôneas ou equivocadas, de dados corretos, testados e aprovados? Tendo em vista que todos nós buscamos mais segurança para tomar decisões.

Neste artigo vamos te mostrar 5 evidências de que a capacitação em Gestão da Pecuária de Corte oferece mais do que apenas o básico, e sim um conjunto de técnicas e práticas para potencializar os recursos e maximizar o potencial de produção da sua fazenda.

1. Tire a ideia do papel

Um dos principais diferenciais do curso é sua aplicabilidade, por isso vamos trabalhar em um projeto prático. Este será o momento para você mostrar suas ideias, explicar sua realidade na propriedade, e nossos professores poderão auxiliá-lo de forma personalizada.

2. Um professor sempre próximo de você

As suas dúvidas serão respondidas em até 48 horas pelos nossos tutores, através do grupo criado no aplicativo WhatsApp ou da nossa plataforma, para ter segurança durante o desenvolvimento das atividades.

3. Conteúdos selecionados

Nosso conteúdo foi criado por profissionais com experiência de campo e com visão das diversas realidades das propriedades rurais.

Por isso, serão abordados temas como:

  • Estratégias Nutricionais;
  • Controle Financeiro;
  • Sanidade do Rebanho;
  • Gestão de Pessoas e Equipes.

4. Amplie sua visão

Para ter sucesso em seu negócio, você deve planejar estrategicamente, ter uma visão ampla de sua propriedade e, o mais importante, tratá-la como o negócio que ela é.

Ao fazer isso, você poderá enxergar seus próximos passos, entender suas despesas e alavancar seus resultados.

5. O melhor networking da Pecuária de Corte

Você poderá conhecer diversos profissionais de todo o Brasil, trocar experiências, acompanhar o mercado e fechar parcerias, tudo estará ao seu alcance no WhatsApp!

Vamos em frente!

Assuma o controle do seu negócio e torne-se mais produtivo e eficiente, profissionalizando a gestão da  sua fazenda.

Tenha mais informações sobre nosso Curso Gestão da Pecuária de Corte, clicando no banner abaixo!

Curso Gestão da Pecuária de Corte

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Principais pragas do café: saiba quais são, como prevenir e realizar o controle https://blog.rehagro.com.br/quais-sao-as-principais-pragas-do-cafe-arabica/ https://blog.rehagro.com.br/quais-sao-as-principais-pragas-do-cafe-arabica/#comments Sat, 30 Apr 2022 19:37:23 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5665 Elas são tão pequenas, que podem passar despercebidas a olho nu. Mas o estrago que causam é tão grande, que é impossível não notarmos sua presença na lavoura. Essas pequenas grandes vilãs geram um enorme comprometimento da qualidade e da produtividade das culturas. Listamos as principais pragas do café arábica, para ajudar você a entender melhor […]

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Elas são tão pequenas, que podem passar despercebidas a olho nu. Mas o estrago que causam é tão grande, que é impossível não notarmos sua presença na lavoura.

Essas pequenas grandes vilãs geram um enorme comprometimento da qualidade e da produtividade das culturas.

Listamos as principais pragas do café arábica, para ajudar você a entender melhor sobre sua ocorrência e controle.

Broca-do-café (Hypothenemus hampei)

Fruto do café sendo afetado pela broca

Fruto sendo afetado pela broca-do-café. (Fonte: Luiz Paulo Vilela).

A broca do café é causada por besouros de coloração preta que realizam orifícios normalmente na região da coroa dos frutos.

Os machos são menores que as fêmeas e não voam. Já as fêmeas voam e medem cerca de 1,7 mm de comprimento. As fêmeas colocam ovos dentro dos frutos.

Após a eclosão, são formadas as larvas, que causam os danos propriamente ditos. As larvas se alimentam dos grãos de café, reduzindo assim seu peso e depreciando seu tipo. Além disso, os orifícios feitos por essa praga nos grãos podem servir como porta de entrada para patógenos, comprometendo assim sua qualidade.

Devido à broca do café ser uma praga monófaga, ou seja, ela ataca somente a cultura do café, uma colheita bem feita com repasse, evitando-se deixar frutos remanescentes na lavoura é de grande importância, com o intuito de diminuir a fonte de alimento desses insetos na entressafra. Nesse sentido, esse controle cultural é de grande valia.

Além disso, para o controle biológico, pode-se utilizar o fungo Beauveria bassiana que atua colonizando a broca. Já para o controle químico, pode-se utilizar grupos químicos: Ciantraniliprole, Clorpirifós, Clorantraniliprole, Abamectina e Espinosade.

Bicho mineiro (Leucoptera coffeella)

Folha de cafeeiro com lesões provocadas pelo bicho mineiro

Folha do cafeeiro com lesões feitas pelo bicho mineiro.

O bicho mineiro é uma pequena mariposa de coloração branco-prateada, com hábitos noturnos.

A mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia e realiza suas atividades ao entardecer. Essa praga possui grande importância devido a sua generalizada ocorrência. Em algumas situações a perda no controle da praga resulta em intensa desfolha, refletindo assim na redução da produção da cultura.

O ciclo desta praga pode variar entre 19 a 87 dias, dependendo das condições climáticas, com encurtamento do ciclo em condições de alta temperatura e baixa umidade.

A lagarta se alimenta do parênquima paliçádico deixando um vazio entre as duas epidermes, por isso, as chamadas “minas”, que acarretam em diminuição da taxa fotossintética e desfolha. Logo, no controle cultural é importante a realização de tratos culturais adequados a fim de proporcionar maior enfolhamento das plantas.

Para o controle químico, utilizar grupos químicos registrados para a cultura, como: Neonicotinóides, organofosforado, diamidas, espinosinas, piretróide e carbamato, podendo aparecer um grupo químico ou a associação de mais de um deles, sempre tendo o cuidado de rotaciona-lós.

Cigarra (Quesada gigas, Fidicinoides sp. e Carineta sp)

cigarras em lavoura de café

Cigarra. 

São insetos sugadores de seiva, quando presente essa praga na lavoura é possível observar orifícios no solo próximos à saia do cafeeiro, presença de exúvias e adultos de machos cantando.

Apesar de ser uma praga polífaga, ou seja, que não ataca apenas a cultura do café, quando não manejada as cigarras podem trazer prejuízos ao cafeeiro, uma vez que as ninfas sugam a raiz do cafeeiro, e dessa forma resultar em depauperamento das plantas, clorose e queda de folhas, acarretando assim em prejuízos a granação.

Em casos mais severos, pode ocorrer a morte das plantas. Para o controle, deve-se utilizar inseticidas sistêmicos de diferentes grupos, tais como carbamato ou neonicotinóide.

Ácaro vermelho (Oligonychus ilicis) e Ácaro da leprose (Brevipalpus phoenicis)

Na cultura do café, uma das principais pragas do café arábica é o ácaro-vermelho (Oligonychus ilicis) e ácaro da mancha anular (Brevipalpus phoenicis).

O ácaro-vermelho vive na face superior das folhas de café, o principal sintoma do ataque deste ácaro é a perda de brilho das folhas do cafeeiro, que adquirem uma coloração bronzeada.

Esse bronzeamento acarreta em diminuição da fotossíntese das folhas e, consequentemente, pode resultar em redução da produção.

Ele é favorecido em períodos mais secos. Para esse ácaro, chuvas abundantes podem reduzir sua população, por isso, em muitos casos não é necessário o controle químico.

O ácaro da mancha-anular ou ácaro da leprose é transmissor do vírus da mancha anular, ele pode acarretar desfolha das plantas, reduzindo assim a taxa fotossintética e consequentemente a produtividade das culturas.

Os sintomas nas folhas, são caracterizados por manchas cloróticas, geralmente em forma de anéis, abrangendo grande parte do limbo ou ao longo das nervuras.

Nos frutos os sintomas são manchas amareladas em forma de anéis ou irregularidades deprimidas. O controle químico é feito através da utilização de acaricidas como: Hexythiazox, Spirodiclofen, Cyflumetofen, pertencente aos grupos químicos: Carboxamida, Ketoenoles e Benzoil Acetonitrila.

Folha com sintomas após ataque de ácaro vermelho

Lesões provocadas pelo ácaro. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Frutos com sintomas de ataque por ácaro vermelho

Frutos de café com lesões provocadas pelo ácaro. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Conhece outras pragas do café arábica? Compartilhe com a gente!

E não se esqueça, o monitoramento é chave para evitar os prejuízos trazidos por elas, que causam defeitos nos grãos e comprometimento da qualidade.

Além disso, fique de olho nas doenças que podem acometer o cafeeiro

Destaque-se na Cafeicultura! 

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência. 

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Adubação do cafeeiro: dicas para ter qualidade e evitar perdas https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-adubacao-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-adubacao-do-cafeeiro/#respond Fri, 29 Apr 2022 15:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7433 A adubação nitrogenada deve ser necessariamente parcelada, a fim de evitar perdas. Sugere-se o parcelamento nas porcentagens 30%, 40% e 30% respectivamente. Deve-se ter cuidados com a adubação do cafeeiro com ureia, dependo das condições do ambiente e do clima (cuidado com solo úmido, altas temperaturas, pH básico próximo ao local, excesso de matéria orgânica […]

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A adubação nitrogenada deve ser necessariamente parcelada, a fim de evitar perdas. Sugere-se o parcelamento nas porcentagens 30%, 40% e 30% respectivamente.

Deve-se ter cuidados com a adubação do cafeeiro com ureia, dependo das condições do ambiente e do clima (cuidado com solo úmido, altas temperaturas, pH básico próximo ao local, excesso de matéria orgânica no local).

 

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Um estudo feito por Bartelega (2018) mostra as perdas de ureia durante a 1ª adubação nitrogenada. No gráfico, observamos que houve maiores perdas quando se utilizou a ureia convencional (36,2% de perda) e quando se utilizou a ureia + polímero aniônico (36,5% de perda) (demarcados pelo retângulo vermelho).

Já os fertilizantes nitrato de amônio e sulfato de amônio, apresentaram perdas com valores quase que insignificantes, de 0,70% e 0,60% respectivamente quando se utilizou essas fontes (demarcados pelo retângulo verde), conforme a figura abaixo:

Tabela de adubação do cafeeiro com perdas de N-NH3 acumuladas, diária de fertilizantes nitrogenados convencionais no ano de 2016/2017.

Perdas de N-NH3 acumuladas (A), diária (B) de fertilizantes nitrogenados convencionais e estabilizados e condições climáticas (C) após a 1ª adubação nitrogenada no cafeeiro no ano de 2016/2017. (BARTELEGA, 2018)

Perdas de ureia no cafeeiro

Outros autores também observaram perdas de ureia, conforme relatado por Júnior et al. (2014), que a combinação elevada de umidade do solo, ausência de chuvas durante o primeiro dia depois da adubação e temperatura elevada determinou elevadas perdas de amônia por volatilização, perdas observadas de 44% do N aplicado.

Excesso de nitrogênio, pode estimular muito a vegetação da cultura, em detrimento da sua produtividade. Além disso, algumas doenças são favorecidas pelo excesso de nitrogênio.

O estudo feito por Lima et al. (2010) mostra o aumento linear de 34,8% para a área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) da mancha de Phoma, com o aumento das doses de nitrogênio.

Isso porque, altos teores de N promovem aumento na produção de tecidos jovens e suculentos, por serem constituintes de ácidos nucléicos, aminoácidos e proteínas, entre outros. Além disso, aumenta a concentração de aminoácidos e amidas no apoplasto e na superfície foliar, favorecendo a germinação e a infecção, principalmente de fungos (MARSCHNER, 1995).

Tabela com a curva de progresso da incidência (AACPI) e da severidade (AACPS) da mancha de Phoma em mudas de café, em função de doses de nitrogênio em solução nutritiva.

Área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) e da severidade (AACPS) da mancha de Phoma em mudas de café, em função de doses de nitrogênio em solução nutritiva.

Adubação potássica do cafeeiro

Deve-se trabalhar com um teor mínimo no solo de potássio. Trabalhamos com cerca de 120 mg/dm3 ou 0,30 – 0,35 cmolc/dm3, observando sempre o equilíbrio Ca:Mg:K, na proporção de 9:3:1 ou 25:5:1.

Não se deve aplicar mais que 200 kg de K2O por parcelamento na lavoura de café, pois quantidades maiores que essas estão passíveis a lixiviação desse nutriente. Quando a recomendação de doses superiores a 200 kg de K2O por aplicação, deve-se optar por seu parcelamento.

E-book Calagem na cultura do café

Adubação fosfatada

  • O fosforo é recomendado a fim de se trabalhar com um teor no solo de acordo com o extrator utilizado.
  • Se o extrator do fósforo for o mehlich 1, pode-se trabalhar com cerca de 15 – 25 mg/dm3 no solo, já se o extrator for resina, trabalhamos com cerca de 30 – 40 mg/dm3 no solo.
  • Sua aplicação deve ser feita em solos corrigidos, visto que, em pH ácido, há uma grande adsorção de fósforo em óxidos de ferro e de alumínio.
  • A aplicação de fósforo deve ser feita de uma só vez, normalmente é feita nos meses de setembro – outubro.
  • Deve-se ter o cuidado com a aplicação de calcário e fertilizantes fosfatado junto, pois pode ocorrer indisponibilização de fósforo.
  • Cuidado com a aplicação de fosfatos de rocha, visto que demoram um pouco mais para serem disponibilizados, dependendo na necessidade de demanda de fósforo.

Cuidados com a utilização de formulados NPK

Quando a adubação é feita somente com formulados NPK, por exemplo, no caso da utilização do formulado 20-00-20, há o fornecimento da mesma quantidade de nitrogênio e potássio por esse fertilizante.

Como a recomendação de adubação para nitrogênio e potássio normalmente não são iguais, deve-se aplicar o formulado baseado no nutriente menor demandado para aquela adubação.

Por exemplo, se for demandado menor valor de nitrogênio quando comparado ao potássio naquele parcelamento, aplique a quantidade total de nitrogênio via esse formulado, e o restante do potássio deve ser incrementado com fertilizantes que contêm apenas potássio, sem nitrogênio, como o cloreto de potássio ou sulfato de potássio.

Por isso, quando recomendado diferentes doses de N e K nesse caso, não deve-se fazer seu fornecimento 100% via esse formulado.

Caso sejam utilizados outros formulados, deve-se fazer os cálculos da quantidade de cada nutriente está sendo fornecido, para não proporcionar fornecimento excessivo de algum nutriente.

O uso do formulado, proporciona maior facilidade na aplicação, visto que nitrogênio e potássio são aplicados juntos, no entanto, deve-se ter o cuidado com o que foi explicado acima, devido ao excesso de qualquer nutriente não ser desejável ao cafeeiro.

Além disso, o excesso de potássio pode competir pelo mesmo sitio de absorção do cálcio, acarretando em menor absorção deste último, podendo proporcionar assim, maior incidência de cercospora, como mostra o estudo abaixo:

Garcia e Junior observaram que o aumento das doses de cálcio, acarretou em menor área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) de Cercospora coffeicola (GARCIA JUNIOR, 2003)

Tabela com curva de progresso de incidência (AACPI) de Cercospora coffeicola em cafeeiro (Coffea arabica) em função das doses de cálcio em solução nutritiva.

Área abaixo da curva de progresso de incidência (AACPI) de Cercospora coffeicola em cafeeiro (Coffea arabica) em função das doses de cálcio em solução nutritiva.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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