adubação Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/adubacao/ Thu, 12 Jan 2023 18:45:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png adubação Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/adubacao/ 32 32 Adubação racional do cafeeiro: como planejar e realizar https://blog.rehagro.com.br/adubacao-racional-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/adubacao-racional-do-cafeeiro/#respond Sat, 09 Jul 2022 14:19:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4653 Com o final da colheita nas fazendas de café, é chegada a hora de pensar nas adubações. Mas, será que todas as fazendas estão preparadas para o início desse período? A adubação do cafeeiro deve ser planejada de acordo com as análises do solo e dos tecidos foliares e as quantidades variam em função da […]

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Com o final da colheita nas fazendas de café, é chegada a hora de pensar nas adubações. Mas, será que todas as fazendas estão preparadas para o início desse período?

A adubação do cafeeiro deve ser planejada de acordo com as análises do solo e dos tecidos foliares e as quantidades variam em função da produção, idade da planta e do tipo de adubo usado, das perdas de nutrientes que venham a ocorrer, entre outros aspectos.

Como os principais nutrientes que a planta exige não são de fontes renováveis e o preço dos fertilizantes está cada vez mais alto, é preciso fazer uma adubação racional no cafeeiro.

Para isso, é extremamente importante ter um planejamento, chegar o cisco e fazer amostragens corretas, ou seja, as operações que antecedem a adubação precisam ser bem feitas também.

 

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O que é uma adubação racional?

O conceito de adubação racional é uma nutrição mais adequada dos cafeeiros, por meio do uso conjunto dos variados nutrientes, oriundos dos corretivos e adubos, mas sempre de forma equilibrada e observando as necessidades.

É muito comum ainda as recomendações de adubação do cafeeiro serem feitas por fórmulas diretas, programas no computador, ou seja, mecanicamente, sem analisar a área, as condições edafoclimáticas e as outras particularidades da lavoura.

Devido a isso, muitas vezes o produtor trabalha com excesso ou falta de determinados nutrientes.

É necessário procurar trabalhar com o equilíbrio dos nutrientes. Pela “Lei do Mínimo”, o crescimento e a produtividade das lavouras podem ficar limitados por apenas um ou alguns nutrientes que se encontram em quantidades insuficientes, tornando sem efeito a aplicação de muitos dos demais.

Parâmetros utilizados na adubação da cafeicultura

Diversos estudos foram realizados para determinar a correlação entre o potencial produtivo das lavouras e os níveis de nutrientes disponíveis.

A tabela abaixo traz as faixas dos teores de nutrientes no solo serem comparados com a análise de solo.

Teores de nutrientes para o soloFonte: MATIELLO, SANTINATO, GARCIA, ALMEIDA, FERNANDES. Cultura de café no Brasil. Novo Manual de Recomendações. Ed 2005.

Depois de ter em mãos a análise de solo e verificar em que faixa ele se enquadra, existem vários teores recomendados para se trabalhar em um solo.

A tabela a seguir mostra um parâmetro dos teores considerados ideais e a partir dela é possível fazer a recomendação dos corretivos para a lavoura.

Teores recomendados para uma análise de solo

Lembrando que essa tabela é somente uma sugestão de teores médios de nutrientes no solo considerado como teores básicos para se ter uma boa produção e um bom retorno econômico na atividade. Porém, esses teores variam de acordo com cada premissa e cada particularidade de fazenda, gleba, etc.

É extremamente importante não olhar os nutrientes dessa tabela de forma separada e lembrar que cada nutriente não tem ação sozinho. Eles se interagem e a falta de equilíbrio entre eles pode causar antagonismos.

Cada técnico utiliza seu parâmetro na hora de recomendar devido à experiência prática e técnica de cada um. Porém, é importante sempre buscar a máxima produtividade econômica. Lembre-se de que a curva de resposta dos nutrientes versus planta não é linear.

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Adubação do cafeeiro: dicas para ter qualidade e evitar perdas https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-adubacao-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-adubacao-do-cafeeiro/#respond Fri, 29 Apr 2022 15:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7433 A adubação nitrogenada deve ser necessariamente parcelada, a fim de evitar perdas. Sugere-se o parcelamento nas porcentagens 30%, 40% e 30% respectivamente. Deve-se ter cuidados com a adubação do cafeeiro com ureia, dependo das condições do ambiente e do clima (cuidado com solo úmido, altas temperaturas, pH básico próximo ao local, excesso de matéria orgânica […]

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A adubação nitrogenada deve ser necessariamente parcelada, a fim de evitar perdas. Sugere-se o parcelamento nas porcentagens 30%, 40% e 30% respectivamente.

Deve-se ter cuidados com a adubação do cafeeiro com ureia, dependo das condições do ambiente e do clima (cuidado com solo úmido, altas temperaturas, pH básico próximo ao local, excesso de matéria orgânica no local).

 

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Um estudo feito por Bartelega (2018) mostra as perdas de ureia durante a 1ª adubação nitrogenada. No gráfico, observamos que houve maiores perdas quando se utilizou a ureia convencional (36,2% de perda) e quando se utilizou a ureia + polímero aniônico (36,5% de perda) (demarcados pelo retângulo vermelho).

Já os fertilizantes nitrato de amônio e sulfato de amônio, apresentaram perdas com valores quase que insignificantes, de 0,70% e 0,60% respectivamente quando se utilizou essas fontes (demarcados pelo retângulo verde), conforme a figura abaixo:

Tabela de adubação do cafeeiro com perdas de N-NH3 acumuladas, diária de fertilizantes nitrogenados convencionais no ano de 2016/2017.

Perdas de N-NH3 acumuladas (A), diária (B) de fertilizantes nitrogenados convencionais e estabilizados e condições climáticas (C) após a 1ª adubação nitrogenada no cafeeiro no ano de 2016/2017. (BARTELEGA, 2018)

Perdas de ureia no cafeeiro

Outros autores também observaram perdas de ureia, conforme relatado por Júnior et al. (2014), que a combinação elevada de umidade do solo, ausência de chuvas durante o primeiro dia depois da adubação e temperatura elevada determinou elevadas perdas de amônia por volatilização, perdas observadas de 44% do N aplicado.

Excesso de nitrogênio, pode estimular muito a vegetação da cultura, em detrimento da sua produtividade. Além disso, algumas doenças são favorecidas pelo excesso de nitrogênio.

O estudo feito por Lima et al. (2010) mostra o aumento linear de 34,8% para a área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) da mancha de Phoma, com o aumento das doses de nitrogênio.

Isso porque, altos teores de N promovem aumento na produção de tecidos jovens e suculentos, por serem constituintes de ácidos nucléicos, aminoácidos e proteínas, entre outros. Além disso, aumenta a concentração de aminoácidos e amidas no apoplasto e na superfície foliar, favorecendo a germinação e a infecção, principalmente de fungos (MARSCHNER, 1995).

Tabela com a curva de progresso da incidência (AACPI) e da severidade (AACPS) da mancha de Phoma em mudas de café, em função de doses de nitrogênio em solução nutritiva.

Área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) e da severidade (AACPS) da mancha de Phoma em mudas de café, em função de doses de nitrogênio em solução nutritiva.

Adubação potássica do cafeeiro

Deve-se trabalhar com um teor mínimo no solo de potássio. Trabalhamos com cerca de 120 mg/dm3 ou 0,30 – 0,35 cmolc/dm3, observando sempre o equilíbrio Ca:Mg:K, na proporção de 9:3:1 ou 25:5:1.

Não se deve aplicar mais que 200 kg de K2O por parcelamento na lavoura de café, pois quantidades maiores que essas estão passíveis a lixiviação desse nutriente. Quando a recomendação de doses superiores a 200 kg de K2O por aplicação, deve-se optar por seu parcelamento.

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Adubação fosfatada

  • O fosforo é recomendado a fim de se trabalhar com um teor no solo de acordo com o extrator utilizado.
  • Se o extrator do fósforo for o mehlich 1, pode-se trabalhar com cerca de 15 – 25 mg/dm3 no solo, já se o extrator for resina, trabalhamos com cerca de 30 – 40 mg/dm3 no solo.
  • Sua aplicação deve ser feita em solos corrigidos, visto que, em pH ácido, há uma grande adsorção de fósforo em óxidos de ferro e de alumínio.
  • A aplicação de fósforo deve ser feita de uma só vez, normalmente é feita nos meses de setembro – outubro.
  • Deve-se ter o cuidado com a aplicação de calcário e fertilizantes fosfatado junto, pois pode ocorrer indisponibilização de fósforo.
  • Cuidado com a aplicação de fosfatos de rocha, visto que demoram um pouco mais para serem disponibilizados, dependendo na necessidade de demanda de fósforo.

Cuidados com a utilização de formulados NPK

Quando a adubação é feita somente com formulados NPK, por exemplo, no caso da utilização do formulado 20-00-20, há o fornecimento da mesma quantidade de nitrogênio e potássio por esse fertilizante.

Como a recomendação de adubação para nitrogênio e potássio normalmente não são iguais, deve-se aplicar o formulado baseado no nutriente menor demandado para aquela adubação.

Por exemplo, se for demandado menor valor de nitrogênio quando comparado ao potássio naquele parcelamento, aplique a quantidade total de nitrogênio via esse formulado, e o restante do potássio deve ser incrementado com fertilizantes que contêm apenas potássio, sem nitrogênio, como o cloreto de potássio ou sulfato de potássio.

Por isso, quando recomendado diferentes doses de N e K nesse caso, não deve-se fazer seu fornecimento 100% via esse formulado.

Caso sejam utilizados outros formulados, deve-se fazer os cálculos da quantidade de cada nutriente está sendo fornecido, para não proporcionar fornecimento excessivo de algum nutriente.

O uso do formulado, proporciona maior facilidade na aplicação, visto que nitrogênio e potássio são aplicados juntos, no entanto, deve-se ter o cuidado com o que foi explicado acima, devido ao excesso de qualquer nutriente não ser desejável ao cafeeiro.

Além disso, o excesso de potássio pode competir pelo mesmo sitio de absorção do cálcio, acarretando em menor absorção deste último, podendo proporcionar assim, maior incidência de cercospora, como mostra o estudo abaixo:

Garcia e Junior observaram que o aumento das doses de cálcio, acarretou em menor área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) de Cercospora coffeicola (GARCIA JUNIOR, 2003)

Tabela com curva de progresso de incidência (AACPI) de Cercospora coffeicola em cafeeiro (Coffea arabica) em função das doses de cálcio em solução nutritiva.

Área abaixo da curva de progresso de incidência (AACPI) de Cercospora coffeicola em cafeeiro (Coffea arabica) em função das doses de cálcio em solução nutritiva.

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Manejo da fertilidade do solo em pastagens: correção e adubação https://blog.rehagro.com.br/fertilidade-do-solo-em-pastagens/ https://blog.rehagro.com.br/fertilidade-do-solo-em-pastagens/#respond Mon, 15 Jun 2020 17:00:03 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7752 Em 2020, fizemos um Webinar Corte sobre “O manejo da fertilidade do solo em pastagens: correção e adubação”. Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% […]

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Em 2020, fizemos um Webinar Corte sobre “O manejo da fertilidade do solo em pastagens: correção e adubação”. Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos.

Quem esteve no comando do evento online foi Adilson Aguiar, Professor do Rehagro e da FAZU/CONSUPEC.

Se você ainda não assistiu a explicação do palestrante, clique no link abaixo:

Manejo da fertilidade do solo

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Onde realizar a adubação do cafeeiro? https://blog.rehagro.com.br/onde-adubar-o-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/onde-adubar-o-cafeeiro/#respond Thu, 04 Jun 2020 15:00:51 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7708 A adubação é prática importante de ser realizada no cafeeiro, visto que, ela interfere diretamente na produtividade da cultura. Nesse sentido, além da importância de uma boa amostragem de solo e recomendação adequada dos nutrientes, é importante que este fertilizante caia no local adequado. Quando isso não ocorre, pode acarretar em prejuízos ao cafeeiro. Esses […]

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A adubação é prática importante de ser realizada no cafeeiro, visto que, ela interfere diretamente na produtividade da cultura. Nesse sentido, além da importância de uma boa amostragem de solo e recomendação adequada dos nutrientes, é importante que este fertilizante caia no local adequado. Quando isso não ocorre, pode acarretar em prejuízos ao cafeeiro.

Esses prejuízos podem ser, desde a queima do coleto de plantas ou até mesmo a não absorção desses nutrientes pelas plantas, afetando assim a produtividade da cultura. Dessa forma, o local onde o adubo está sendo colocado é item importante no manejo da cultura.

Em algumas propriedades a adubação é realizada apenas de um lado do cafeeiro, alternando linhas na entrada da adubadora. Já em outras propriedades, a adubação é feita dos dois lados da planta. Mas, e essa prática, deve ser feita de um lado ou dos dois lados da planta?

Resultados de estudo feito pela Procafé, comparando modos de adubação do cafeeiro mostraram que houve maior produtividade média, considerando 5 safras, quando se adubou na projeção da saia, dos dois lados da planta.

Dessa forma, mostrando a importância de se adubar dos dois lados da planta, colocando assim o adubo mais próximo as raízes do cafeeiro, para que ele possa absorver.

Produção média anual de cinco safras em cafeeiros sob diferentes modos de adubação. Martins Soares-MG. 2001.

Por isso, quando nos referimos a adubação mecanizada, o adubo deve ser colocado dos dois lados do cafeeiro, na projeção da saia, conforme mostrado no estudo, em que esse tipo de adubação proporcionou maior incremento na produtividade, se comparado aos outros modos de adubação.

Nesse sentido, quando nos referimos a adubação mecanizada, é recomendado que a adubadora entre em todas as entrelinhas da lavoura e realize a adubação em ambos os lados da planta.

adubar o cafeeiro

Adubação na projeção da saia do cafeeiro. (Foto: Rehagro).

Nas adubações em lavouras manuais, quando possível, é recomendado que seja realizado em ambos os lados também, no entanto, em muitos casos onde as propriedades apresentam uma declividade muito acentuada, dificultando assim a realização da prática, e/ou não se possui mão de obra suficiente para a realização da adubação no período correto, pode ser realizada a adubação de um lado só do cafeeiro, sendo feito no lado de cima das plantas.

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Como calcular adubação mecanizada e manual? https://blog.rehagro.com.br/como-calcular-adubacao-mecanizada-e-manual/ https://blog.rehagro.com.br/como-calcular-adubacao-mecanizada-e-manual/#comments Thu, 21 May 2020 17:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7512 Após calcular a necessidade dos fertilizantes por hectare, é importante que façamos o cálculo das doses para a pessoa responsável por regular a adubadora no campo. Ou também o cálculo da quantidade que será aplicada por planta, quando a adubação é manual. A recomendação dos técnicos para a adubação do cafeeiro, é a aplicação de […]

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Após calcular a necessidade dos fertilizantes por hectare, é importante que façamos o cálculo das doses para a pessoa responsável por regular a adubadora no campo. Ou também o cálculo da quantidade que será aplicada por planta, quando a adubação é manual.

A recomendação dos técnicos para a adubação do cafeeiro, é a aplicação de metade da dose do adubo de um lado da planta e metade do outro lado.

Cafeeiro com adubação aplicadaFoto: Rehagro.

 

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Essa aplicação dos dois lados da planta de café se refere principalmente quando a adubação é mecanizada. Isso porque, em lavouras com adubação manual e declividade acentuada, essa prática fica mais dificultada. Dessa forma, sendo realizada apenas de um lado da planta – lado de cima.

Como realizar o cálculo para adubação mecanizada e manual

  • Após calculada a dose do fertilizante por hectare, seguindo os critérios de recomendação, deve-se calcular a porcentagem do adubo por parcelamento, no caso do nitrogênio e potássio;
  • Após calculado a quantidade de adubo por parcelamento, devemos saber o espaçamento entre as plantas, para o cálculo por metro linear ou estande de plantas;
  • Após o cálculo (quantidade de adubo / metro linear), deve-se dividir o valor por dois, considerando que metade da dose será aplicada de um lado da planta e metade do lado oposto – em adubações mecanizadas.

Abaixo, trazemos um exemplo prático para você entender melhor. Supondo que iremos fazer a recomendação da quantidade de adubo para a nossa primeira adubação, utilizando o nitrogênio (N).

Adubação mecanizada

Por exemplo, se a recomendação para o fertilizante nitrogenado para esta lavoura é de 229,3 kg/ha de nitrato:

Recomendação de fertilizante nitrogenado para lavoura de café

Vamos fazer o cálculo de metros lineares na lavoura, utilizando o espaçamento entre linhas:

10.000 m2 (1 hectare) / 3,6 m (espaçamento entre linhas) = 2.777,7 metros lineares

Dose de nitrato: 229,3 kg

229,3 kg / 2.777,7 metros lineares = 0,0825 kg por metro = 82,5 g por metro.

No entanto, como a dose deve ser de cada lado, deve-se dividir por 2:

82,5 g por metro / 2 (lados da planta a serem adubados) = 41,2 g por metro de cada lado do cafeeiro.

Considerando que o trator demora 25 segundos para realizar o trajeto de 50 m, deve ser coletado de adubo em um lado da adubadora, nesse tempo (25 segundos):

41,2 g por metro x 50 metros = 2.060 gramas em 50 metros = 2,06 kg de nitrato em 50 metros.

Ou seja, em 25 segundos deve ser coletado em uma saída da adubadora a quantidade de 2,06 kg de nitrato, que corresponde a quantidade do fertilizante que irá cair em 50 metros, proporcionando a adubação de 41,2 gramas de nitrato por metro linear.

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Adubação manual

Por exemplo, se a recomendação para o fertilizante nitrogenado para esta lavoura é de 229,3 kg/ha de nitrato:

Recomendação de fertilizante nitrogenado para lavoura de café

Cálculo do número de plantas por hectare. Com espaçamento de 3,60 m x 0,60 m, temos:

3,60 m x 0,60 m = 2,16 m2

10.000 m2 (1 hectare) / 2,16 m2 = 4.629 plantas por hectare.

**Esse cálculo está considerando que está lavoura não possui falhas, em situações que a lavoura apresenta muitas falhas, deve-se considerar a porcentagem de falhas sob o número de plantas por hectare. Dessa forma, se a lavoura tiver muitas falhas, o número de plantas por hectare será menor, e consequentemente a dose por planta irá aumentar.

Considerando a dose de 229,3 kg de nitrato:

229,3 kg / 4.629 plantas = 0,0495 kg = 49,5 gramas por planta.

Conforme relatado acima, em relação as lavouras de adubação manual e declive acentuado, é mais complicado realizar a adubação dos dois lados da planta. Dessa forma, a dose para adubação manual nessa lavoura é de 49,5 gramas de nitrato por planta.

Considerações sobre adubação mecanizada e manual

É importante que saibamos fazer os cálculos de recomendação dos fertilizantes para adubação manual e mecanizada, para sempre passarmos aos responsáveis pela adubação a quantidade final a ser aplicada.

Dessa forma, o acompanhamento da regulagem dos maquinários, quando a adubação for mecanizada, com o intuito de aplicar  a quantidade correta do adubo, deve sempre ser feito, para não faltar e nem sobrar da quantidade final que deveria ser aplicada.

Essa conferência de regulagens de máquinas é importante que seja bem feita, pois não adianta fazer uma recomendação adequada dos nutrientes, e na prática não ser aplicada a quantidade recomendada.

Além disso, os indicadores de nutrientes que trabalhamos na lavoura, como por exemplo, do nitrogênio, que varia de 6 a 8 kg de nitrogênio por saca, deve considerar o nitrogênio que realmente foi aplicado na lavoura, e não aquele que foi recomendado. Por isso, devemos ficar atentos a essas quantidades e regulagens.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café Arábica, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

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NDVI: aplicações do índice de vegetação na adubação nitrogenada https://blog.rehagro.com.br/indices-de-vegetacao-para-adubacao-nitrogenada/ https://blog.rehagro.com.br/indices-de-vegetacao-para-adubacao-nitrogenada/#respond Tue, 19 May 2020 15:30:29 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7567 A aplicação de sensoriamento remoto na agricultura tem crescido cada vez mais, com o uso de plataformas que possibilitam o agricultor acessar índices de vegetação como o NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada). São diversas as aplicações para o uso de mapas de NDVI como: Detectar infestação de plantas daninhas; Detectar falhas de irrigação; […]

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A aplicação de sensoriamento remoto na agricultura tem crescido cada vez mais, com o uso de plataformas que possibilitam o agricultor acessar índices de vegetação como o NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada).

São diversas as aplicações para o uso de mapas de NDVI como:

  • Detectar infestação de plantas daninhas;
  • Detectar falhas de irrigação;
  • Visualização de aplicação de defensivos agrícolas mal feitas;
  • Detectar efeitos de secas,
  • Detectar reboleiras ocasionadas por pragas, doenças e nematoides;
  • Estimar produtividade de culturas, quantidade de biomassa e nitrogênio para culturas agrícolas; entre outras.
 

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O NDVI é dado pela relação:

onde:

  • V – reflectância na região do vermelho (670 nm)
  • IVP – reflectância no infravermelho próximo (780 nm).

O manejo da adubação nitrogenada é um dos fatores que promovem a variabilidade no potencial de produção, pela adubação realizada em taxa fixa, ignorando a variabilidade espacial existente nas lavouras. Sendo assim, a aplicação de uma dose fixa de nitrogênio em área total, pode resultar em aplicações desnecessárias, podendo possibilitar a contaminação do ambiente e reduzir a eficiência agronômica.

Atualmente as doses de recomendação de nitrogênio baseia-se no teor de matéria orgânica do solo, na expectativa de produção e no sistema de rotação de culturas adotados anteriormente. Entretanto em muitas situações, a aplicação de nitrogênio em cobertura apresenta baixa eficiência, em função do desconhecimento da demanda real das culturas no momento de aplicação.

O sensoriamento remoto, através do emprego de sensores proximais de vegetação, possibilita a leitura dos índices de vegetação, teor de clorofila nas folhas e da quantidade de biomassa vegetal da parte aérea. Os sensores proximais variam em função da quantidade de bandas utilizadas e do índice de vegetação utilizado pelo equipamento.

NDVI para adubação nitrogenada no trigo

Para avaliação do NDVI visando a adubação nitrogenada na cultura do trigo pode ser avaliado no estádio de seis folhas totalmente expandidas. Maiores valores de NDVI devido ao maior acúmulo de biomassa deve-se à maior disponibilidade de nitrogênio, resultando em aumento no teor de clorofila nas folhas.

Quanto maior o acúmulo de biomassa fotossinteticamente ativa, maior a reflectância da radiação vermelha, resultando em um aumento no NDVI. O NDVI é mais uma ferramenta para diferenciar condições diferentes no cultivo de trigo no estádio de seis folhas totalmente expandidas, proporcionado pela variação na disponibilidade de nitrogênio na emergência das plantas. 

Incrementos na concentração de nitrogênio promove alterações no espectro de reflectância que podem ser detectadas pelos sensores remotos. Folhas com baixa acumulação de nitrogênio, e consequentemente baixo conteúdo de clorofila contém alta reflectância na região do visível no espectro eletromagnético (400 a 700 nm) e baixa reflectância na região do infra vermelho, causando decréscimo no NDVI. Incrementos na quantidade de nitrogênio acumulado promove aumento no conteúdo de clorofila, e consequentemente maior absorção e menor reflectância no espectro do vermelho.

Na Figura 1, podemos observar o ajuste da regressão para as cultivares de trigo Quartzo e TBIO Sintonia. As doses de nitrogênio em cobertura com máxima eficiência técnica no estádio de seis folhas expandidas aplicadas na emergência das plantas, sendo correlacionadas com o valor de NDVI avaliado no momento da aplicação em cobertura. Valores mais baixos de NDVI correspondem a maiores doses de nitrogênio. Em contrapartida, quanto maior o NDVI no momento da cobertura com nitrogênio, indica maior acúmulo de nitrogênio nas brotações, menor resposta à aplicação de nitrogênio em cobertura e menor dose de nitrogênio a ser aplicada.

Webinar Inoculação da soja

NDVI para adubação nitrogenada no milho

Para avaliação do NDVI na cultura do milho, foram geradas classes de alta, média e baixa produtividade, tendo como base a produtividade média de grãos de milho, a qual assume o valor de 100%. Assim as classes de potencial produtivo são geradas da seguinte forma: “baixa” (<90%), “média” (90 a 110%) e “alta” (>110%) (Figura 2).

Na figura 1, são apresentados os limites críticos de NDVI, determinados com base nas relações apresentadas na Figura 2. Com a utilização desse índice e de sensor de vegetação para estimativa das classes de potencial produtivo da cultura ao longo do ciclo de desenvolvimento, a expectativa de rendimento de grãos pode ser ajustada em cada estádio fenológico, o que confere melhor manejo nutricional quando comparado a aplicação em taxa fixa.

Os limites críticos de NDVI, que correspondem a diferentes classes de potencial produtivo do milho, podem ser empregados de maneira rápida e eficiente em um algoritmo de adubação nitrogenada em tempo real, através do potencial produtivo estimado pelo NDVI.

Como apresentado no decorrer do texto o índice de vegetação NDVI pode ser mais uma ferramenta utilizada pelo agricultor para realizar adubações nitrogenadas. A medida que as máquinas evoluem os sensores serão embutidos em equipamentos de aplicação de fertilizantes, possibilitando uma melhor aferição do potencial produtivo das culturas e possibilitar que o produtor realiza adubação nitrogenada de acordo com a necessidade das culturas.

Resposta em produtividade para aplicação de nitrogênio

Figura 1. Resposta em produtividade para aplicação de nitrogênio em cobertura para as cultivares Quartzo (A) e TBIO Sintonia (B) e relação entre nitrogênio e dose de máxima eficiência técnica e NDVI no estádio de seis folhas completamente expandidas. Fonte: Vian et al. (2018b)

Estimativa de classes de potencial produtivo da cultura do milho em função do NDVI

Figura 2. Estimativa de classes de potencial produtivo da cultura do milho em função do NDVI. Fonte: Vian et al. (2018a)

Limites críticos de NDVI

Figura 3. Limites críticos de NDVI para definição de classes de potencial produtivo da cultura do milho em diferentes estádios fenológicos de desenvolvimento. Fonte: Vian et al. (2018a)

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Calagem no cafeeiro: o que é, quais os seus benefícios e como recomendar? https://blog.rehagro.com.br/calcario-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/calcario-na-cultura-do-cafe/#comments Tue, 21 Apr 2020 16:30:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7286 A acidez do solo é um dos fatores que podem limitar a produtividade do cafeeiro. Essa acidez pode ser causada por vários fatores, dentre eles: Material de origem do solo; Decomposição da matéria orgânica; Fertilizantes amoniacais; Chuva ácida; Remoção de bases pelas culturas; Absorção iônica pelas plantas com consequente exsudação de H+ (provocada pela absorção […]

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A acidez do solo é um dos fatores que podem limitar a produtividade do cafeeiro.

Essa acidez pode ser causada por vários fatores, dentre eles:

  • Material de origem do solo;
  • Decomposição da matéria orgânica;
  • Fertilizantes amoniacais;
  • Chuva ácida;
  • Remoção de bases pelas culturas;
  • Absorção iônica pelas plantas com consequente exsudação de H+ (provocada pela absorção de cátions).

Nesse sentido a correção do solo torna-se uma prática de grande importância, a fim de proporcionar melhores condições para o desenvolvimento do sistema radicular, através da correção da acidez dos solos e consequentemente maior disponibilidade de nutrientes para as plantas.

Efeito do pH na disponibilidade de nutrientes

Efeito do pH na disponibilidade dos nutrientes e na solubilidade do alumínio no solo (Malavolta, 1979).

 

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Quais os benefícios da calagem?

  • Corrigir a acidez dos solos;
  • Fornecer cálcio e magnésio para as plantas;
  • Diminui a toxidez do alumínio e manganês;
  • Neutralizar os sítios de cargas positivas dos oxihidróxidos de ferro e Al, minimizando a adsorção de fosfato.

Dessa forma, proporcionando melhores condições para desenvolvimento do sistema radicular, aumentando assim a absorção de água e nutrientes.

E-book Calagem na cultura do café

Calagem x produção de café

Não são recentes estudos que mostram os benefícios da calagem em cafeeiro, Lazzarini et al. (1965) mostram os resultados do cafeeiro em sacas beneficiadas por hectare em resposta à calagem e adubação em solos de campo-cerrado, é notório que com a prática da calagem houve incrementos na produção.

Resposta do cafeeiro à calagem

Resposta do cafeeiro em sacas benefic/ha à calagem e adubação em solos de campo-cerrado. Batatais – SP. 1965. Fonte: Lazzarini, Moraes, Cervelini, Toledo e Figueiredo

Também, resultados do IBC mostram os aumentos na produção do cafeeiro obtidos pela prática da calagem em diferentes regiões cafeeiras, com variação de aumento na produção variando de +63% a +160%, dessa forma, mostrando que a calagem proporciona incremento na produção.

Aumento da produtividade com a calagem

Aumentos de produtividade obtidos com a prática de calagem em cafezais, em diferentes regiões cafeeiras. Resultados extraídos de parcelas experimentais (Pesquisa/IBC).

Ação do alumínio nas raízes

A elevada acidez condiciona a uma alta atividade do Al na solução do solo, elemento que é tóxico para as plantas.

O Al se acumula preferencialmente no sistema radicular das plantas, retardando assim seu crescimento e desenvolvimento, aumentando o diâmetro de raízes e reduzindo o número raízes laterais.

Também, pesquisas tem demostrado que Al3+ no meio de crescimento influencia na absorção de elementos essenciais, como P, Ca e Mg (López-Bucio et al., 2000).

Nesse sentido Carvalhal & Miyazawa (2009) estudaram o efeito da interação Al e P no desenvolvimento de mudas de café, os autores concluíram que independente da concentração de P na solução o desenvolvimento das raízes foi inibido.

Volumes das raízes em função da razão [Al] / [P] das soluções nutritivas

Volumes das raízes em função da razão [Al] / [P] das soluções nutritivas. Média de seis repetições. (Carvalhal & Miyazawa, 2009)

Neste estudo foi observado também o efeito da toxidez nas raízes (Carvalhal & Miyazawa, 2009), sendo observado engrossamento e paralisação do crescimento devido a inibição da divisão celular, interferindo na absorção e translocação de água e nutrientes para a parte aérea (Foy et alii, 1978).

Efeitos interativos entre Al e P nas mudas de cafeeiros

Vista dos efeitos interativos entre Al e P nas mudas de cafeeiros em solução nutritiva com 1,0 mmol dm-3 de P. (Carvalhal & Miyazawa, 2009)

Nesse sentido, a calagem insolubiliza o Al, proporcionando assim maior desenvolvimento radicular, com consequente maior desenvolvimento da parte aérea das plantas.

Reação do calcário no solo

Após a aplicação do calcário no solo, o ânion CO32- é responsável pela hidrolise da água e formação do íon OH-, que irá neutralizar a acidez ativa (H+) do solo.

Reação do calcário no solo:

Reação do calcário no solo

Recomendação de calcário com base no aumento de cálcio no solo

Muitos técnicos tem feito a recomendação de calcário com base no aumento de cálcio no solo:

Exemplo de cálculo:

Se meu solo possui 2,1 cmolc/dm3, e eu desejo aumentar para 3,0 cmolc/dm3, logo, eu preciso aumentar no meu solo 0,9 cmolc/dm3 de Ca:

3,0 – 2,1 = 0,9 cmolc/dm³

Como são necessários 560 Kg de CaO para aumentar 1 cmolc/dm3, então, são necessários 504 kg de CaO, para elevar o cálcio do seu solo para 3,0 cmolc/dm3.

1 cmolc/dm³ —————– 560 kg CaO

0,9 cmol/dm³ —————X

X = 504 kg de CaO

Considerando que meu calcário que possui 36% de CaO, eu preciso fornecer 1,4 toneladas de calcário.

100 kg de calcário ————— 36 kg de CaO

X ———— 504 kg de CaO

X = 1400 kg = 1,4 toneladas

No entanto, esse total de 1,4 toneladas, há um aproveitamento de apenas 50%, por isso a dose deve considerar esse aproveitamento.

Aproveitamento de 50%:

1,4 toneladas ————— 50%

X ——————– 100%

X = 2,8 toneladas de calcário

Escolha do calcário

O teor de magnésio do calcário é uma característica importante a ser analisada para a escolha do corretivo, visto que existem diferentes teores de magnésio nos calcários.

Nesse sentido, é importante que se conheça o teor de magnésio nos solos, para que se tome a decisão do melhor calcário a ser utilizado em cada situação.

Em solos com teor de Mg muito baixo ou baixo, deve-se optar por calcários mais ricos em magnésio, devido ao alto custo desse fertilizante em relação a sua aplicação pelo calcário. Salientando a importância do magnésio como componente da clorofila, além de outras funções desempenhadas por ele.

Época de aplicação

A aplicação de calcário pode ser feita entre agosto a setembro, nas lavouras em produção, pode-se realiza-la após a varrição e chegação de cisco. Essa aplicação pode ser feita tanto em área total, como em faixa.

Conclusão

Portanto, a calagem além de corrigir a acidez dos solos, consequentemente proporcionando aumentando a disponibilidade de nutrientes, também diminui a toxidez do Al e Mn, fornece Ca e Mg para as plantas, nutrientes esses importantíssimos para o metabolismo das plantas.

Por isso, a calagem é uma prática que traz inúmeros benefícios ao desenvolvimento radicular e da parte aérea das plantas, por isso deve ser realizado nas lavouras, visto que a adubação em um solo ácido irá afetar a disponibilidade de nutrientes, além dos prejuízos causados pelo alumínio em solo ácido e suas consequências na produção do café.

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Adubação com ureia: como melhorar a eficiência? https://blog.rehagro.com.br/adubacoes-via-ureia/ https://blog.rehagro.com.br/adubacoes-via-ureia/#respond Thu, 06 Feb 2020 14:00:21 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6965 A ureia se destaca como um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados, no entanto, a aplicação no solo sem os devidos cuidados pode promover altas perdas por volatilização, na cultura do café essa perda pode chegar até 30%. Isso ocorre devido à formação do gás amônia (NH3), que é volátil, sendo uma das etapas intermediárias da […]

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A ureia se destaca como um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados, no entanto, a aplicação no solo sem os devidos cuidados pode promover altas perdas por volatilização, na cultura do café essa perda pode chegar até 30%.

Isso ocorre devido à formação do gás amônia (NH3), que é volátil, sendo uma das etapas intermediárias da hidrolise da ureia no solo.

A ureia é um fertilizante nitrogenado amídico (NH2)2, porém, as plantas absorvem o nitrogênio na forma nítrica (NO3-) e amoniacal (NH4+), assim, o nitrogênio sofre transformações no solo para ficar disponível para as plantas, conforme as figuras a seguir.

 

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Reações da ureia

Na reação 1, a ureia (CO (NH2)2) é solubilizada pela água e por meio da ureia se forma-se Carbonato de Amônio ((NH4)2CO3), e na sequência forma Amônia (NH3), que é um composto altamente volátil.

Reação da ureia formando amônia

Na reação 2, que é uma reação reversível, ou seja, ela não é estável, a Amônia (NH3) junta-se a água e forma-se Amônio (NH4+).

Esta reação é regida pelo pH do solo, se tiver condição de pH abaixo de 6,0 em água, forma-se Amônio (NH4+), que é a forma que as plantas absorvem, se tiver com pH acima de 8, forma-se Amônia (NH3) e fica sujeita a volatilização.

O fertilizante Sulfato de Amônia, tem pouca perda por volatilização, porque o Sulfato (SO4) promove redução do pH ao redor do grânulo do fertilizante, favorecendo a formação de Amônio (NH4+).

Reação da ureia formando amônio

Após a formação do Amônio (NH4+) se tivermos algumas condições como boa disponibilidade de oxigênio, que beneficia bactérias Nitrossomas e Nitrobacter, o Amônio (NH4+) poderá se transformar em Nitrato (NO3-), sendo esta uma reação irreversível, ficando assim, sem risco de perda por volatilização.

Reação da ureia se transformando em nitrato

Fatores que melhoram a eficiência das adubações nitrogenadas via ureia

Umidade no solo

Em solos úmidos, ocorre maior volatilização da ureia, isso porque com a umidade no solo, há um aumento da difusão de ureia, dessa forma, acarreta maior contato com a urease no solo. (LORENSINI et al., 2012).

Assim, a condição ideal para aplicação da ureia seria solo seco com boa previsão de chuvas nas próximas horas.

Urease

A urease é uma enzima produzida por bactérias, fungos de solo, ou mesmo originada de restos vegetais, essa enzima é responsável pela hidrolise da ureia (CO (NH2)2), acarretando assim em volatilização de amônia.

Portanto, em condições de muita matéria orgânica, como lavouras manejadas com braquiária ou lavouras com materiais vegetais oriundos de podas, é desejável utilização de uma outra fonte de nitrogenado ou ureias com inibidores de urease.

pH alcalino

A aplicação de ureia em solos com condições de pH acima de 8, irá favorecer para que fique na forma de Amônia (NH3) que é a forma onde ocorre a volatilização.

E-book Calagem na cultura do café

Compactação de solo

Solos compactados terão menor disponibilidade de oxigênio, assim, nesta situação terá menor disponibilidade de bactérias aeróbicas Nitrobacter e Nitrossomas, que transformam o Amônio (NH4+) em Nitrato (NO3-), assim, devemos sempre estar atentos a compactação do solo.

Nesta imagem podemos ver lavoura com boa disponibilidade de palhada, que poderá favorecer a Urease.

Lavoura de café com boa disponibilidade de palhada

No resultado da pesquisa desenvolvida por Chagas et al. (2016) fica evidente o risco da ureia em perder nitrogênio por volatilização, numa avaliação realizada em duas safras, enquanto o Nitrato de Amônio perdeu 4 kg/ha, a Ureia perdeu 166 kg/ha.

Tabela com dados de perda de nitrogênio por volatização

Como saber se a eficiência de sua adubação nitrogenada está boa?

O indicador que utilizamos em nossos clientes de consultoria para verificar a eficiência, é quantos quilos de nitrogênio tenho gasto por saca de café produzida. Para chegar a este número deve-se dividir o total de nitrogênio gasto por safra pelo total de sacas de café produzida.

É importante avaliar este indicador por biênios, pois avaliando em um ano somente poderá ser mascarado pela bienalidade da produção.

O benchmarking para este indicador é a faixa de 6 a 8 kg de N/sc.

  • Se estiver abaixo de 6,0 kg de N/sc ótimo, mas cuidado;
  • 8 a 9,0 kg de N/sc há margem para melhora;
  • Acima de 9,0 kg de N/sc há muita margem para melhora.

Na figura a seguir temos o resultado em kg de N/ano, sc/ha e kg de N/sc em seis safras.

Quantidade de nitrogênio utilizado em seis safras de café

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A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Luiz Paulo Vilela

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Fertilizante NPK: como fazer o cálculo de adubação para cafeeiros? https://blog.rehagro.com.br/saiba-como-calcular-a-recomendacao-para-adubacao-com-npk/ https://blog.rehagro.com.br/saiba-como-calcular-a-recomendacao-para-adubacao-com-npk/#comments Tue, 15 Oct 2019 13:56:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6031 Os fertilizantes NPK são compostos por três nutrientes chamados macronutrientes primários: Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K). A adubação é um aspecto muito importante que influencia na produtividade da cultura. Nesse sentido, um fornecimento adequado dos nutrientes tem interferência direta em seu crescimento.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! […]

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Os fertilizantes NPK são compostos por três nutrientes chamados macronutrientes primários: Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K).

A adubação é um aspecto muito importante que influencia na produtividade da cultura. Nesse sentido, um fornecimento adequado dos nutrientes tem interferência direta em seu crescimento.

 

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Adubação com NPKFlorada de cafeeiro adulto (Foto: Diego Baquião).

Nitrogênio (N)

Para calcular a demanda de nitrogênio para lavouras de café em produção, é utilizada a fórmula da ProCafé, que considera a produtividade esperada para as safras seguintes:

  • N (kg/ha) = (produção (em sacas por ha) x 2,6) + (próxima safra (em sacas por ha) x 3,6)

Nessa fórmula, a demanda de N é calculada com base na produção esperada em sacas por hectare naquele ano agrícola, multiplicada por 2,6. Esse valor é somado a produção esperada na safra seguinte, em sacas por hectare, multiplicada por 3,6.

A partir desse cálculo, temos como resultado a quantidade de nitrogênio que deverá ser aplicada naquela safra em quilos por hectare.

Exemplo: Se naquele ano agrícola a produção esperada é de 40 sacas/ha e na safra seguinte é de 25 sacas/ha, temos:

  • N (kg/ha) = (40 sacas x 2,6) + (25 sacas x 3,6) = 104 + 90 = 194 kg de N por hectare

Então, a demanda para essa lavoura é de 194 kg de Nitrogênio por hectare, que deve ser parcelada em pelo menos três adubações.

Fontes de Nitrogênio

Após calculada a necessidade de nitrogênio por hectare e determinada a fonte a ser utilizada, faz-se o cálculo da quantidade de adubo nitrogenado considerando porcentagem de N em cada fonte.

Tabela 1. Fontes de fertilizantes nitrogenados que podem ser utilizadas.

Após calculada a dose de nitrogênio necessária e escolhido o fertilizante a ser utilizado, faz-se o cálculo considerando a eficiência (aproveitamento) da fonte. Para a utilização da fonte ureia se considera uma eficiência de 70%, já para a fonte de nitrato de amônio se considera 90%.

Sintomas de deficiência de nitrogênio

Os sintomas de deficiência de nitrogênio aparecem em folhas velhas, com clorose (amarelecimento) generalizada.

adubação com NPKFolhas com sintomas de deficiência de Nitrogênio

E-book Calagem na cultura do café

Fósforo (P)

Para recomendação de adubação com fósforo em lavouras de café, quando utilizado o extrator Mehlich 1, os técnicos trabalham com um intervalo entre o mínimo de fósforo no solo sendo 15 mg/dm>3 e um ideal de 25 mg/dm3. Para o extrator Resina é comum trabalhar com teores acima de 30 ou 40 mg/dm³ no solo.

A diferença entre os extratores Mehlich 1 e Resina é que o método de Mehlich 1 (ácido clorídrico + ácido sulfúrico) utiliza um extrator fortemente ácido. Dessa forma, esse método pode extrair o fósforo ligado ao cálcio, que não está disponível para as plantas.

Por isso, solos adubados com fosfatos de baixa solubilidade (como fosfatos naturais) e com a utilização desses extratores ácidos, é possível retirar quantidades de fósforo superiores àquelas consideradas disponíveis.

Além disso, em solos argilosos esse mesmo extrator pode subestimar os valores de P disponíveis, apresentando valores menores devido ao fato de os extratores serem mais desgastados nesses solos, quando comparados aos arenosos(Novais & Kamprath, 1979; Muniz at el., 1987).

Já o extrator Resina se fundamenta na premissa de simular o comportamento do sistema radicular das plantas na absorção de fósforo do solo (Raij, 1978). Esse processo gera a adsorção de P na solução nas cargas positivas da resina e, como consequência, há a remoção do P adsorvido na superfície das partículas do solo.

Dessa forma, a resina não superestima a disponibilidade de P em solos tratados com fosfatos naturais, como ocorre com os extratores ácidos.

Para elevar o nível de fósforo no solo, calcula-se com base na tabela de Souza et al. (2007) (Tabela 2.) Variando a quantidade de P2O5 com base no teor de argila e no extrator utilizado.

Por exemplo, um solo com teor de argila menor que 15%, é necessário 5 kg de P2O5 para elevar 1 mg/dm3 de fósforo, se utilizado o extrator Mehlich 1. Já se for utilizado o extrator Resina para o mesmo solo, é necessário a utilização de 6 kg de P2O5 para elevar 1 mg/dm3 de fósforo.

Tabela de teor de argila no soloTabela 2. Valores do fator CT (capacidade tampão de fósforo) para estimar a dose do adubo fosfatado, em função do teor de argila no solo, para os métodos de Mehlich 1 e resina.

Fontes de fósforo

Após calculada a necessidade de P2O5 por hectare e determinada a fonte de fósforo, faz-se o cálculo da quantidade de adubo fosfatado considerando porcentagem de P2O5 em cada fonte:

Tabela com fontes de fósforoTabela 3. Fontes de fertilizantes fosfatados que podem ser utilizadas.

Os sintomas de deficiência de fósforo aparecem inicialmente em folhas velhas, caracterizado por folhas verdes e sem brilho. Elas podem amarelecer e apresentar grandes manchas pardas ou violáceas na ponta e no meio.

adubação com NPKFolhas com sintomas de deficiência de Fósforo

Potássio (K)

A recomendação de adubação para o potássio em lavouras adultas normalmente é trabalhada na manutenção com cerca de 120 mg/dm3 ou de 0,30 a 0,35 cmolc/dm3 no solo, adicionada a extração de potássio para produção e vegetação.

Cálculo para manutenção

Por exemplo, se o solo possui teor de potássio de 100 mg/dm3 e você deseja que ele tenha 120 mg/dm3 de potássio:

  • 120 mg/dm3 (quero atingir) – 100 mg/dm3 (tenho no solo) = 20 mg/dm3

20 mg/dm3 é o que eu preciso aumentar de potássio no solo, para que ele atinja 120 mg/dm3.

Em cmolc/ dm3 essa quantidade corresponde a: 0,05 cmolc/dm3 que preciso aumentar no meu solo (massa molar do potássio: 390).

Para aumentar 1 cmolc/dm3 é necessário 942 Kg de K2O por hectare:

Então, para que eu aumente 20 mg/dm3 ou 0,05 cmolc/dm>3 de potássio no meu solo eu preciso adicionar 47,1 Kg de K2O por hectare.

Cálculo para a extração

Para a produção é considerado 3,00 kg de K por saca e para vegetação 2,90 kg de K por saca. Considerando o mesmo exemplo do nitrogênio com produção esperada de 40 sacas/ha naquele ano agrícola e na safra seguinte de 25 sacas/ha.

  • K (kg/ha) = (produção x 3) + (vegetação x 2,9)
  • K (kg/ha) = (40sc x 3) + (25 sc x 2,9) = 120 + 72,5 = 192,5 kg de K2O por hectare

Dessa forma, é demandado para a produção e vegetação 192,5 kg de K2O por hectare.

Para a adubação com potássio soma-se a quantidade demandada de potássio para atingir o teor pretendido no solo + teor de potássio para a produção e para a vegetação.

  • 47,1 Kg de K2O/ha + 192,5 kg de K2O/ha = 239,6 kg de K2O/ha

Resultando em uma demanda de 239,6 kg de K2O/ha. De acordo com essa quantidade demandada de potássio, escolhe-se a fonte que será utilizada e faz o cálculo da quantidade de fertilizante com base na porcentagem de K2O da fonte.

Fontes de potássio

Após calculada a necessidade de potássio por hectare e determinada a fonte de potássio, faz-se o cálculo da quantidade de adubo potássico considerando porcentagem de K2O em cada fonte:

Tabela com fontes de fertilizantes fosfatadosTabela 4. Fontes de fertilizantes fosfatados

Das fontes citadas acima a mais utilizada é o cloreto de potássio devido ao seu menor custo quando comparado com outras fontes.

Sintomas de deficiência de potássio

Os sintomas de deficiência de potássio aparecem inicialmente em folhas velhas, sendo esse sintoma caracterizado por clorose com posterior necrose nos bordos e no ápice das folhas.

Folhas de cafeeiro com deficiência de potássioFolhas com deficiência de Potássio

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

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Larissa Cocato

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Adubação nitrogenada na cultura do milho: principais recomendações https://blog.rehagro.com.br/cultura-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/cultura-do-milho/#comments Fri, 06 Jul 2018 14:38:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4632 Nos últimos anos, percebeu-se um considerável aumento na produtividade das áreas de milho no Brasil. Esse fato pode ser atribuído ao emprego de novas tecnologias, aliadas à fertilidade do solo e práticas eficientes de manejo. Muitos produtores têm conseguido expressivos resultados de produção de milho acima de 15 toneladas por hectare e acima de 10 toneladas por […]

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Nos últimos anos, percebeu-se um considerável aumento na produtividade das áreas de milho no Brasil. Esse fato pode ser atribuído ao emprego de novas tecnologias, aliadas à fertilidade do solo e práticas eficientes de manejo.

Muitos produtores têm conseguido expressivos resultados de produção de milho acima de 15 toneladas por hectare e acima de 10 toneladas por hectare no caso da soja. No entanto, a média nacional é menos animadora nesse aspecto, sendo 5 toneladas/ha de milho e 3,4 toneladas/ha de soja.

A queda na produtividade, na maioria das vezes, está ligada à baixa fertilidade do solo e manejo nutricional inadequado da lavoura.

 

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É possível transformar esse tipo de situação que causa prejuízo, em algo benéfico. Tendo o conhecimento adequado e aplicando em suas lavouras, a produção possui grandes chances de aumento, principalmente na cultura dos cereais.

Isso não implica, porém, no aumento da área de plantio. Com as técnicas corretas, você pode produzir mais no mesmo espaço. Uma delas é ter em mente o que sua cultura de fato precisa e o que ela exige nutricionalmente.

Exigência nutricional na cultura do milho

A exigência nutricional da cultura é fundamental para as tomadas de decisões quanto à fertilidade. Ela é determinada pela quantidade de cada nutriente extraído do solo pela planta (tabela 1).

É importante ter em mente que tanto os macronutrientes, quanto os micronutrientes, fazem total diferença à resposta da cultura, que pode produzir mais ou menos.

Um dos macronutrientes de maior impacto é o nitrogênio. Além de ser o nutriente que o milho mais absorve, em sua grande maioria, também é o de melhor custo-benefício.

Adubação com nitrogênio em lavoura de milhoImagem 1. Adubação foliar com Nitrogênio líquido – Fonte: Revista Campo e Negócio

Para seguir adiante com a recomendação da quantidade de adubo nitrogenado ideal, uma série de fatores deve ser considerada, tais como:

  • Sistema de produção (convencional ou plantio direto);
  • Condições edafoclimáticas;
  • Época de semeadura;
  • Resposta da planta à adubação;
  • Modo de aplicação;
  • Fonte do nutriente;
  • Recursos financeiros, dentre outras.

Tabela com extração de nutrientes da cultura do milho

Segundo Coelho e seus colaboradores (2007), para que um produtor de milho consiga atingir uma produção equivalente a 9,2 toneladas de grãos em um único hectare, serão necessários 185 Kg/ha de nitrogênio. Estes mesmos resultados são comprovados por Coelho e França (2005), como citados na tabela 1.

Já nas pesquisas feitas por Casagrande e Fornasieri Filho (2002), o aumento nas doses de nitrogênio resulta em teores maiores não só do próprio Nitrogênio (N), mas também de Fósforo (P), Enxofre (S) e Zinco (Zn) nas folhas de milho.

Repare que o fósforo também é um dos macronutrientes e tem sido cada vez mais limitante, então o uso do nitrogênio é extremamente necessário.

Além do mais, o enxofre, quando absorvido pela planta, também auxilia na defesa contra patógenos, no aumento da oferta de proteínas e aminoácidos essenciais e no controle hormonal para o crescimento. O mesmo é observado no micronutriente de zinco.

Tudo isso contribui para a qualidade final do milho.

E-book Produção de milho no Brasil

Fontes de nitrogênio

Muito produtor cerealista acaba por tentar o caminho mais fácil que é a compra do fertilizante nitrogenado, mas muitos não sabem que até a origem desse macronutriente pode ter peso significativo.

A fonte de nitrogênio é importante para definir o modo de aplicação e em qual época será melhor aproveitada pela planta. Isso evita perdas e aumenta a velocidade de disponibilidade deste nutriente para a planta.

Para adubação na cultura do milho, são usadas basicamente, três fontes de nitrogênio:

  1. Ureia (fornece 45 % N);
  2. Sulfato de Amônio (além de fornecer 20 % N, também fornece de 22 a 24 % de S);
  3. Nitrato de Amônio (fornece 32 % N).

Mãos segurando ureia, uma fonte de nitrogênioImagem 2. Ureia – fonte de N

Na pesquisa conduzida por Meira (2009), cuja finalidade do experimento era avaliar diferentes dosagens e fontes distintas de Nitrogênio, concluiu-se que a produção de grãos aumenta com o acréscimo na dosagem do nutriente, porém não há diferença entre as fontes de nitrogênio utilizadas.

Apesar do aumento do fornecimento de nitrogênio ter tido uma boa resposta, a superdosagem pode reduzir a produtividade e causar toxicidade na planta devido ao efeito salino, segundo Jandrey (2019 – Pioneer).

Assim sendo, é preciso ter cautela e conhecer muito bem sobre fertilizantes, necessidades da cultura e adequação ao seu solo.

Época de aplicação de nitrogênio

Entre os estádios V3 a V6 é o período em que a planta tem maior demanda de nitrogênio, afinal, é nesse período de desenvolvimento que ela estará definindo o seu potencial produtivo.

No entanto, essa também é a melhor época para se realizar a adubação de cobertura, e por outro lado, a não aplicação do nitrogênio ou fornecimento fora da época recomendada pode causar grandes perdas de produção!

Representação dos estádios fenológicos do milho Imagem 3. Estádios fenológicos do Milho – Fonte: Mais Soja

Há a comprovação desse dado por Fancelli e Casadei (Tabela 2), onde as melhores respostas à produtividade de grãos ocorreram quando as adubações de cobertura foram feitas entre os estádios V2 e V6.

Tabela com resposta do milho à aplicação de adubação nitrogenadaTabela 2. Resposta à produtividade de grãos sob a aplicação de nitrogênio. Fonte: Fancelli e Casadei (dados não publicados)

Dosagem de nitrogênio na adubação

A prática mais comumente usada entre os produtores é a aplicação de no máximo 1/3 da dose total de Nitrogênio, desde que esse valor não passe de 50 kg/ha de N na fase de cobertura.

O outros 2/3 desse fertilizante, aplicam a lanço ou incorporam entre estádios V3 até o V6.

Quando o solo onde a cultura se desenvolve é do tipo arenoso, o recomendado é que a dose seja parcelada em 2 ou 3 vezes.

Ainda assim, é possível observar que não existe a necessidade de fornecer nitrogênio em estádios fenológicos avançados. Isso porque, além de não contribuir para o aumento de produtividade, essa prática pode favorecer a ocorrência de doenças como helmintosporiose, ferrugem e cercosporiose.

O resultado benéfico a respeito da aplicação de N em estádios fenológicos iniciais é comprovado pela pesquisa conduzida por Uhart e Andrade, na publicação de 1995 e citada por Fancelli em publicação de 2010.

Os pesquisadores constataram ainda, que nos 15 dias após a floração, o milho remobilizou entre 28 kg/ha e 100 kg/ha de N absorvido nos estádios iniciais. Esse dado representa de 18% a 42% daquele presente na biomassa (planta).

Desse total mobilizado, cerca de 46 a 50% foi proveniente das folhas, enquanto de 54 a 60%, estava presente no colmo da planta.

É inegável, portanto, a importância desse nutriente à planta.

Como aprimorar o uso dos fertilizantes?

Fica claro que o nível de informações geradas pela pesquisa e comprovadas através de experimentações em campo, devem ser absorvidas pelo produtor que busca aprimorar o uso eficiente dos fertilizantes e obter elevadas produtividades.

Nesse quesito, buscar informações atualizadas, com quem entende do assunto, fará total diferença para aqueles que querem obter maiores produções e com qualidades dentro das exigências de mercado.

Culturas cerealistas, principalmente, demandam mais atenção, pois são anuais e de grande impacto econômico nacional.

O nitrogênio tem um grande peso, como dito neste artigo, mas também salientamos não ignorar os micronutrientes. Existe na fertilidade uma expressão conhecida como Lei do Mínimo que diz: “a produção das culturas é limitada pelo nutriente em menor quantidade no solo, ainda que os demais estejam adequados, ele não supre essa necessidade.”

Tudo isso, unindo ainda a época de aplicação, se será por meio de sólidos ou líquidos, necessidade específica de cada cultura e do solo, faz com que seja necessário entender mais a fundo as várias etapas e processos da fertilidade.

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Como a deficiência de boro no café pode impactar a produção? https://blog.rehagro.com.br/boro-no-cultivo-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/boro-no-cultivo-de-cafe/#comments Mon, 18 Jun 2018 19:12:46 +0000 https://rehagro.xyz/blog/?p=4407 O boro é um micronutriente que apresenta funções indispensáveis na planta, dentre elas podemos citar: Germinação do grão de pólen; Crescimento do tubo polínico; Regulagem da síntese da parede celular; Crescimento de meristemas e atividade enzimática.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Sendo assim ressalta-se a importância de um suprimento […]

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O boro é um micronutriente que apresenta funções indispensáveis na planta, dentre elas podemos citar:

  • Germinação do grão de pólen;
  • Crescimento do tubo polínico;
  • Regulagem da síntese da parede celular;
  • Crescimento de meristemas e atividade enzimática.
 

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Sendo assim ressalta-se a importância de um suprimento adequado desse nutriente, principalmente pela sua influência no pagamento da florada, que interfere diretamente na produção do cafeeiro.

Florada da lavoura de café Florada da Lavoura – Cultivar Topázio. (Foto: Diego Baquião)

Esse nutriente não se movimenta pelo floema, devido a essa imobilidade, sua aplicação via foliar apresenta baixa eficiência, por isso é indispensável a aplicação de boro via solo, quando houver demanda.

Sendo assim, a aplicação de boro via foliar deve funcionar apenas como um complemento da aplicação via solo, pois se utilizada em substituição pode resultar em deficiência desse nutriente.

Os sintomas de deficiência de boro ocorrem primeiramente nos órgãos mais novos e em regiões em crescimento. As folhas mais novas apresentam redução de tamanho e deformação, menor desenvolvimento das raízes, seca e morte das gemas apicais e menor pegamento da florada.

Cafeeiro com deficiência de boroDeficiência de boro (Foto: Luiz Paulo Oliveira)

Na literatura recomenda-se aplicação de boro quando teores abaixo de 0,6 mg/dm³ no solo, entretanto, muitos técnicos têm optado por aplicar boro quando este apresentar teor abaixo de 1,0 mg/dm³ no solo.

Em relação a fonte de aplicação pode-se optar por ácido bórico ou ulexita, considerando que o ácido bórico (H3BO3) é uma fonte solúvel em água e além de resultar em uma alta disponibilidade inicial, são extremamente suscetíveis à lixiviação.

Já no caso da ulexita, que é um borato de sódio e cálcio, sua solubilidade depende diretamente da proporção de entre sódio e cálcio, dessa forma, o boro é liberado mais lentamente, de acordo com a granulometria.

Além disto, deve-se ter atenção com relação ao tipo do solo, uma vez que solos de textura argilosa apresentam maior capacidade de retenção do boro, quando comparado a solos de textura arenosa, em que situações de elevada irrigação ou precipitação, pode acarretar em lixiviação deste nutriente.

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

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Saiba mais sobre o controle biológico da cana-de-açúcar https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-da-cana-de-acucar/ https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-da-cana-de-acucar/#comments Mon, 18 Jun 2018 13:08:03 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4358 A cana-de-açúcar tem se destacado como uma cultura em expansão, principalmente nos cerrados, tanto para produção de açúcar e álcool, como na utilização para alimentação animal em fazendas de pequeno, médio e grande porte. No momento em que os olhos do mundo estão voltados para o aquecimento global, nossa tecnologia na obtenção de cana-de-açúcar tem […]

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A cana-de-açúcar tem se destacado como uma cultura em expansão, principalmente nos cerrados, tanto para produção de açúcar e álcool, como na utilização para alimentação animal em fazendas de pequeno, médio e grande porte.

No momento em que os olhos do mundo estão voltados para o aquecimento global, nossa tecnologia na obtenção de cana-de-açúcar tem servido de modelo para os demais países.

Dentro desta visão conservacionista devem-se realizar manejos na cultura que otimizem a produção de cana e que sejam coerentes com a produção sustentável.

 

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cana de açúcar com 8 mesesCana implantada com 8 meses de idade

plantação de canaÁrea de implantação da cultura da cana de açúcar

Como toda cultura, a cana é atacada por uma série de insetos-praga desde sua implantação até o corte. Após a instalação deve-se ficar atento ao ataque de pragas, as quais são responsáveis por grandes perdas nas lavouras.

Nesse artigo, será dado mais destaque as duas das mais importantes pragas que atacam a cana-de-açúcar: broca-da-cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) e cigarrinhas-das-raízes (Mahanarva fimbriolata). Para estes dois insetos o controle biológico apresenta-se como estratégia de controle viável, eficiente e a baixo custo.

Conhecendo o controle biológico da cana-de-açúcar

O Controle biológico consiste na utilização de um organismo vivo (animal, inseto, fungo, bactéria, vírus, etc.) para a regulação populacional de outro organismo vivo que esteja causando dano numa cultura de interesse econômico.

A broca-da-cana é uma praga muito importante por causar prejuízos diretos e indiretos à cana.

Como prejuízos diretos têm-se: perda de peso do colmo devido ao mau desenvolvimento das plantas atacadas, secamento dos ponteiros, enraizamento aéreo, brotação lateral, morte de algumas plantas, quebra do colmo na região da galeria e redução da quantidade de caldo.

Já os prejuízos indiretos são provocados pela entrada do fungo Fusarium moniliforme e Colletotrichum falcatum (“complexo broca-podridão”), através do orifício deixado pela broca, ocasionando respectivamente, a podridão-de-fusarium e a podridão-vermelha, responsáveis pela inversão e perda de sacarose no colmo.

broca-da-canaOrifícios de entrada e saída da broca-da-cana na base do colmo.

Para que se compreenda como usar o controle biológico para conter o ataque da broca é importante conhecer seu ciclo biológico.

Os ovos são colocados, geralmente, na face superior das folhas, de forma agrupada, assemelhando-se a escamas de peixe. Os ovos são muito sensíveis ao ressecamento em umidades relativas do ar inferiores a 70%.

As lagartas recém eclodidas (primeiros ínstares) alimentam-se das folhas do cartucho, raspando-as, onde se abrigam, alimentando-se da nervura central e fazendo pequenas galerias nas bainhas das folhas, caminhando em direção ao colmo.

As lagartas mais velhas (segundo ou terceiro ínstares) penetram no colmo pela parte mais mole e abrem galerias ascendentes na região do palmito e durante essa fase abrem galerias verticais e transversais, onde permanecem até o estágio adulto.

Lagarta-da-brocaLagarta-da-broca no interior das galerias abertas no colmo da cana-de-açúcar.

Após cerca de 40 dias, as lagartas abrem um orifício, fechando-o com fios de seda e serragem. Nessa fase, transformam-se em pupa e, posteriormente, em mariposas, as quais saem pelo orifício aberto e vão atingir novas plantas.

O ciclo completo do inseto varia de 53 a 60 dias. As lagartas de último instares podem durar muito tempo no inverno, quando as condições climáticas são desfavoráveis e o número de horas de luz diminui, passando por um período chamado de diapausa (dormência).

 lagartas no colmo da canaGalerias formadas pela alimentação das lagartas no colmo da cana.

Como as lagartas ficam dentro do colmo é muito difícil o controle químico da broca após sua entrada no colmo, pois os produtos químicos (inseticidas) não conseguem atingir o alvo (broca dentro do colmo).

Dessa forma, a única alternativa viável de controle é a liberação de uma vespinha (Cotesia flavipes) que consegue localizar a broca e parasitá-la no interior do colmo.

Antes da liberação da vespinha é importante que seja feito o levantamento da quantidade de lagartas na área quinzenalmente, quando as plantas apresentarem os primeiros internódios visíveis (plantas com três meses) e até quando não for possível entrar no meio do canavial (12 meses).

Para a amostragem são analisados dois pontos por hectare. Em cada ponto são avaliados os colmos de todas as plantas em 5 metros lineares de duas ruas paralelas, num total de 10 metros lineares por ponto. Todas as plantas devem ser avaliadas e os colmos com orifícios de entrada da broca abertos e observados.

Geralmente, a planta atacada apresenta o sintoma típico de “coração-morto” (folha central seca), o que é um indicativo da presença da broca. O amostrador deve anotar o número de lagartas menores e maiores que 1,5 cm, de pupas e de “massas” (grupo de pupas) da vespinha encontradas. Os valores devem ser extrapolados para 1 hectare para tomada de decisão.

A vespinha (Cotesia flavipes) consegue localizar as lagartas por meio do odor liberado pelas fezes no interior do colmo da cana parasitando-as em seguida. A liberação deve ser feita sempre que a população atingir o mínimo de 800 a 1000 lagartas/ha (1 a 1,5 lagartas/10 m amostrados).

As liberações de vespinhas podem ser parceladas ou únicas, com uma média de 6.000 adultos (fêmeas + machos)/ha/ano. As vespinhas devem ser liberadas de forma a cobrir toda a área-problema, posteriormente, transferindo-se o controle para outro local.

broca-da-canaSintoma típico do ataque da broca-da-cana: plantas com as folhas centrais secas (“coração-morto”).

Canaviais em maturação não devem receber liberações, pois nessa fase já não há mais tempo hábil para evitar danos. A maioria das grandes usinas sucroalcooleiras apresenta um laboratório para a criação massal dessas vespas e posterior liberação no campo em função do nível de infestação da broca-da-cana.

Também existem laboratórios particulares que comercializam a vespinha viabilizando a utilização dessa estratégia biológica de controle por todos os produtores.

Geralmente, o produtor adquire o parasitoide na fase pupal (em “massas”) em copos contendo cerca de 1.500 indivíduos. Esses copos devem permanecer com sua tampa, em sala com ar-condicionado (27oC), com umidade ao redor de 80% e iluminada, pois as vespinhas necessitam dessas condições para emergir e copular.

A liberação é realizada somente depois de 12 horas do início do nascimento (emergência) dos adultos, para que a cópula seja realizada. É usual a liberação de 1.500 adultos (um copo) por ponto, em 4 pontos/ha.

Resultados de pesquisa têm indicado que a liberação de 500 adultos/ponto em doze pontos/ha tem garantido uma melhor distribuição do parasitoide no canavial.

Entretanto, a quantidade de vespas a ser liberada é variável de acordo com o nível populacional da praga. Deve-se caminhar de um ponto ao outro com o copo aberto e, ao chegar ao local, pendurá-lo por entre as folhagens.

vespinha Cotesia flavipesLiberação da vespinha Cotesia flavipes  em copos contendo 1.500 adultos.  

Novas alternativas de controle biológico

Uma outra alternativa de controle biológico é o uso da vespinha Trichogramma galloi, que parasita os ovos da broca-da-cana.

A associação das vespinhas C. flavipes e Trichogramma tem garantido excelente controle, visto que estas atuam em diferentes fases de desenvolvimento da praga (ovo e lagarta). Três liberações semanais consecutivas de T. galloi e uma de C. flavipes acarretam uma diminuição de mais de 60% no índice de intensidade de infestação causado pela broca.

Outra praga importante da cana é a cigarrinha-das-raízes, cuja infestação tem aumentado com a expansão da colheita mecanizada em função dos resíduos de palha deixados sobre o solo.

Para combatê-la é importante conhecer seu ciclo de vida. Os ovos são depositados nas bainhas próximas à base das touceiras, nos resíduos vegetais e na superfície do solo. Dessa forma, a palha remanescente da colheita mecanizada serve de proteção aos ovos.

Cada fêmea pode colocar em média 340 ovos, que após 20 dias originarão as ninfas (formas jovens). As ninfas inicialmente são ativas, movimentando-se em busca de alimento. Algumas se fixam, imediatamente, nos coletos e radicelas na base da planta e começam a sugar seiva e fabricar a espuma na qual, em pouco tempo, ficam cobertas e protegidas.

Essa fase dura em média 37 dias, dependendo das condições climáticas. Os adultos durante o dia ficam escondidos dentro dos cartuchos ou na parte inferior das folhas. Geralmente, o ciclo de M. fimbriolata inicia-se com o início do período das chuvas.

A ausência do inseto de maio a setembro/outubro é decorrente da associação de falta de água, queda de temperatura e redução do fotoperíodo. Geralmente, o primeiro pico populacional de adultos da cigarrinha ocorre em novembro/dezembro que encontrando condições favoráveis de temperatura e umidade dá sequência ao seu ciclo, por mais duas gerações, até chegar a março/abril, quando então reencontra a situação desfavorável.

cigarrinhas-das-raízes.  Inoculação de toxinas nas folhas da cana-de-açúcar por adultos das cigarrinhas-das-raízes.  

A alimentação dos adultos da cigarrinha gera a “queima da cana-de-açúcar” devido às toxinas injetadas que causam redução no tamanho e grossura dos entrenós, que ficam curtos e fibrosos.

Os sintomas iniciam-se nas folhas que primeiramente apresentam pequenas manchas amarelas. Com o passar do tempo, tornam-se avermelhadas e, finalmente, opacas, reduzindo sensivelmente a capacidade de fotossíntese da planta e, por consequência, o conteúdo de sacarose do colmo.

As ninfas causam “desordem fisiológica” em decorrência das picadas que atingem os tecidos vasculares da raiz e os deterioram, dificultando ou impedindo o fluxo de água e nutrientes. A morte das raízes ocasiona desequilíbrio na fisiologia da planta, caracterizado pela desidratação do floema e do xilema que podem tornar o colmo oco, afinado, com posterior aparecimento de rugas na superfície externa.

Pode ocasionar também morte dos perfilhos, quebra da dominância apical com o aparecimento de brotações laterais e mudança na arquitetura da planta que fica com as folhas espalmadas, semelhantes a folhas de palmeiras. A segunda geração da cigarrinha-das-raízes, geralmente em janeiro, ocasiona as maiores perdas à produção.

É importante ter em mente que os danos causados pelas cigarrinhas variam com a época de corte da cana, sendo que os danos são maiores na cana de final da safra, podendo haver uma redução de até 50% da produtividade.

Isto ocorre porque a cana se encontra em plena brotação (fase em que é mais sensível ao ataque das cigarrinhas) na época em que a população de cigarrinhas está em alta no campo.

Falhas no canavial devido ao ataque de cigarrinhasFalhas no canavial devido ao ataque das cigarrinhas-das-raízes.

O monitoramento de adultos da cigarrinha pode ser feito com armadilhas de placa amarelas e o de ninfas, através da contagem de insetos por metro linear, 20 dias após as chuvas em dois pontos por hectare (2 metros de linha, afastando a palha e anotando-se o número de adultos e ninfas).

Considera-se como Nível de Controle (NC) de duas a três ninfas por metro linear de sulco e Nível de Dano Econômico (NDE) de cinco a oito ninfas por metro linear. A tomada de decisão quanto ao controle pode sofrer variação de acordo com o começo da safra (10-12 cigarrinhas/metro) e final da safra (3-5 insetos/metro).

O monitoramento é imprescindível para se decidir sobre a estratégia de controle da praga, sendo que quando realizado na primeira geração permite um controle mais eficiente.

Embora o emprego de inseticidas no controle das cigarrinhas seja recomendado, ele só deve ser utilizado em situações que exijam resposta rápida de controle. Isto ocorre geralmente quando a praga está em um ambiente extremamente favorável para sua proliferação (umidade próxima à saturação, variedade suscetível e área com histórico de ocorrência anterior da praga).

Para o controle efetivo das cigarrinhas-das-raízes, principalmente das formas jovens, tem-se utilizado o fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae quando for detectada 0-1 cigarrinha/metro linear. O fungo deve ser aplicado na concentração de 5 x 1012 conídios viáveis/hectare, equivalente a 225 gramas de conídios puros ou 5 kg do fungo + meio de cultura (arroz).

A aplicação deve ser realizada em alto volume, no mínimo 300 L/ha, utilizando bicos apropriados em pingente, com jato dirigido para a base da cana, de ambos os lados da touceira, preferencialmente ao entardecer para evitar a ação dos raios ultravioleta que degradam os conídios. O fungo consegue vencer a barreira fornecida pela espuma atingindo as formas jovens.

Não é recomendada a aplicação conjunta de inseticida químico com o fungo, pois a ação de ambos pode ser prejudicada. Dependendo da formulação e da concentração de conídios de M. anisopliae aplicados em suspensão, há necessidade de bicos especiais e filtros para se evitar os entupimentos. O fungo pode ser também aplicado em formulação granulada ou em óleo, fresco ou seco.

Alguns laboratórios comercializam o fungo e o enviam para diversas regiões do Brasil (Ex: Itaforte, Biocontrol).

Verifica-se então que na cultura da cana existem dois casos de sucesso do uso do controle biológico (vespinha X broca-da-cana; fungo X cigarrinha-das-raízes) para manutenção do nível de equilíbrio de duas pragas bastante expressivas quanto aos danos diretos e indiretos causados a cultura da cana.

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O que é adubação verde? Saiba como implementar e seus benefícios https://blog.rehagro.com.br/adubacao-verde-beneficios/ https://blog.rehagro.com.br/adubacao-verde-beneficios/#comments Tue, 12 Jun 2018 19:24:45 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4144 O atual contexto geopolítico tem sido pautado por questões de cunho ambiental, sobretudo pelo discurso do aquecimento global e do escasseamento dos recursos naturais; de cunho social, com as questões de miséria, fome e má distribuição de recursos financeiros; e de cunho econômico, com destaque para crise e seus efeitos sobre o mundo globalizado. Esse […]

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O atual contexto geopolítico tem sido pautado por questões de cunho ambiental, sobretudo pelo discurso do aquecimento global e do escasseamento dos recursos naturais; de cunho social, com as questões de miséria, fome e má distribuição de recursos financeiros; e de cunho econômico, com destaque para crise e seus efeitos sobre o mundo globalizado.

Esse cenário tem pressionado a atividade agrícola na direção de uma modernização dos processos, das técnicas e da própria filosofia de produção.

 

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No mundo contemporâneo, a agricultura moderna é aquela que considera, para os fins de produção, os princípios agroecológicos que contemplam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais.

Nesse sentido, deve ser dada atenção especial às tecnologias que contribuem para a reciclagem da matéria orgânica, como base para a manutenção da fertilidade do solo e para a nutrição das plantas, além da manutenção da atividade biológica do solo, o equilíbrio de nutrientes e a qualidade da água.

Dentre as diferentes tecnologias aplicáveis aos sistemas de produção, a adubação verde (ou plantas de cobertura) tem destaque, por sua capacidade de contribuir com a melhoria da fertilidade do solo e dos diversos benefícios que pode trazer aos sistemas agrícolas.

Segundo Souza e Alcântara (2008), a adubação verde pode ser definida como a prática utilizada para a fertilização do solo que consiste no cultivo de determinada planta, normalmente uma leguminosa, gramínea e outras, com a finalidade de proteger e melhorar o solo.

A adubação verde tem por foco o cultivo e manejo de diferentes plantas, visando à máxima produção de biomassa, tendo em vista os benefícios que ela pode trazer ao ser incorporada ao solo.

Características desejáveis para a adubação verde

As plantas de cobertura, ou adubo verde, possuem características que as tornam benéficas, o que justifica sua utilização, contribuindo para melhoria do solo do talhão ou área em que é empregada. Estas características são variadas e devem se adequar para cada sistema de cultivo.

Estas plantas devem ser rústicas, produzindo sementes em grande quantidade e de fácil obtenção. Isso é importante para o que o agricultor possa realizar um manejo simplificado, sem a necessidade de adquirir maquinários específicos, o que representaria gastos adicionais.

O desenvolvimento inicial intenso e sistema radicular vigoroso são ótimas características que permitem um fechamento rápido da área. Essa característica também contribui para o controle de plantas daninhas por supressão ou competição.

A adaptabilidade da planta ao clima e à fertilidade do solo é fundamental para que ela cresça adequadamente. Ainda que rústicas, é importante garantir uma condição mínima para sua nutrição, o que contribui para o seu melhor desempenho e a obtenção dos benefícios almejados.

O conhecimento da fenologia e do hábito de crescimento é extremamente importante para o planejamento de uso da adubação verde.

Essas características devem ser observadas para a modulação de um sistema, onde os adubos verdes possam ser utilizados em consórcio, rotação ou sucessão com os cultivos econômicos, sem que haja prejuízos por competição ou danos na colheita.

A relação C/N é uma característica dos adubos verdes que deve ser muito bem observada. Plantas da família das leguminosas produzem uma palhada de baixa relação C/N, facilmente degradada pelos microrganismos do solo, que ao encerrarem sua decomposição disponibilizam os nutrientes que estavam na palhada.

Já as plantas da família das gramíneas produzem uma biomassa de alta relação C/N, de difícil degradação. Devido a essa característica, é comum observar a imobilização de nitrogênio do solo pelos microrganismos durante a decomposição da palhada, o que pode prejudicar os cultivos agrícolas.

Além desses aspectos, palhadas de maior relação C/N oferecem melhor proteção do solo por ficarem mais tempo recobrindo sua superfície.

Outra característica importante é a sanidade dos adubos verdes, os quais não devem possuir pragas e patógenos em comum com a cultura principal. Pelo contrário, é interessante que contribuam com o controle ou redução da pressão de patógenos, ajudando a manter a cultura principal protegida.

Um exemplo típico é o caso das crotalárias, que funcionam como plantas armadilha, reduzindo a população de algumas espécies de nematoides de solo.

Benefícios da adubação verde

O cultivo periódico de plantas de cobertura, ou adubos verdes, traz uma série de benefícios, excepcionalmente no que diz respeito às qualidades físicas, químicas e biológicas do solo.

De acordo com Potafós (2005), o uso da adubação verde apresenta os seguintes benefícios:

  • Proteção contra a erosão do solo. Com o terreno coberto com planta ou palha, a energia das gotas de chuva é dissipada, impedindo a desagregação do solo e evitando o selamento superficial;
  • Aumento da infiltração de água no corpo do solo, possibilitando maior armazenamento e evitando o escorrimento superficial;
  • Possibilidade de aumentar a matéria orgânica do solo, pelo uso contínuo dessa prática;
  • Diminuição da amplitude de variação térmica do solo, mantendo a temperatura mais amena, o que permite o crescimento dos microrganismos e o retorno da vida no solo;
  • Papel de arado biológico, uma vez que as raízes dessas plantas normalmente são profundas e a sua decomposição futura cria galerias e macroporos, que são interessantes para promover o crescimento de microrganismos em profundidade e com isso romper barreiras físicas do solo;
  • Promoção da reciclagem de nutrientes pelo crescimento vigoroso do sistema radicular, que tem capacidade de explorar um volume maior de solo e com isso promover eficiente reciclagem de nutrientes;
  • Promoção de aumento da CTC efetiva do solo e da disponibilidade de macronutrientes e micronutrientes;
  • Colaboração com a diminuição da acidez potencial do solo, com consequente aumento na soma de bases e no V%;
  • Fornecimento de nitrogênio no caso de utilizar leguminosas (Fabaceae), para as culturas seguintes pelo processo de fixação biológica do nitrogênio;
  • Atuação na redução da população de plantas daninhas pelos processos de supressão e alelopatia. Nesse caso, é preciso um conhecimento das relações entre espécies;
  • Melhoria da eficiência no aproveitamento de adubos minerais pelas culturas seguintes e diminui a lixiviação de nutrientes, principalmente de nitrogênio;
  • Promoção da integração das atividades agrícolas, uma vez que algumas plantas de cobertura podem ser utilizadas como forragem na alimentação de animais;
  • Atuação no controle de fitonematoides, principalmente aqueles formadores de galhas e cistos, e na redução de inóculos de doenças e pragas, atuando na quebra do ciclo.

Cuidados com a adubação verde

O emprego dos adubos verdes deve ser bem planejado para evitar possíveis malefícios ou prejuízos com o seu uso.

As espécies utilizadas não devem apresentar dormência de sementes, sendo que em seu manejo é importante que sejam eliminadas antes de produzirem sementes viáveis. É necessário também que sejam de fácil eliminação. Tais cuidados devem ser tomados para que estas plantas não venham a se tornar plantas indesejáveis.

No caso de serem empregadas como cultivo intercalar, é importante observar o hábito de crescimento e vigor das plantas, para que não venham competir por recursos com a cultura agrícola, ou prejudicar a execução de algum trato cultural.

Além disso, as plantas utilizadas devem ter boa sanidade e não hospedar pragas ou doenças que possam vir a prejudicar a cultivo agrícola.

Exemplos de adubos verdes

Diversas plantas de diferentes famílias podem ser cultivadas como adubo verde ou plantas de cobertura.

As principais constituem-se de leguminosas, que agregam como diferencial a capacidade de fixar nitrogênio, e gramíneas, que possuem alta produtividade de matéria seca e um sistema radicular denso e vigoroso. Além dessas, podemos citar plantas de outras famílias menos comuns, como brássicas, asteráceas, amarantháceas e outras.

Tabela com informações de diferentes adubos verdesTabela 1. Produção de massa seca, fixação de nitrogênio, hábito de crescimento e ciclo de diferentes adubos verdes/plantas de cobertura. Fonte: Piraí sementes.

Por sua capacidade em agregar múltiplos benefícios ao solo, a adubação verde é uma alternativa técnica a ser implementada nos sistemas agrícolas como forma de melhorar o ambiente produtivo e a própria sustentabilidade na produção de alimentos.

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