agricultura Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/agricultura/ Fri, 20 Jan 2023 20:53:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png agricultura Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/agricultura/ 32 32 Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas: melhores práticas https://blog.rehagro.com.br/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas-melhores-praticas/ https://blog.rehagro.com.br/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas-melhores-praticas/#respond Thu, 22 Dec 2022 13:00:17 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16835 A tecnologia de aplicação é um conjunto de conhecimentos que integram informações sobre os defensivos agrícolas, suas formulações e adjuvantes, o processo de pulverização, os alvos e o ambiente, visando uma aplicação correta, segura e responsável. Sendo assim, a tecnologia de aplicação visa a colocação do produto no alvo; no ‘timing’ adequado; na quantidade requerida; […]

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A tecnologia de aplicação é um conjunto de conhecimentos que integram informações sobre os defensivos agrícolas, suas formulações e adjuvantes, o processo de pulverização, os alvos e o ambiente, visando uma aplicação correta, segura e responsável.

Sendo assim, a tecnologia de aplicação visa a colocação do produto no alvo; no ‘timing’ adequado; na quantidade requerida; de forma econômica; e com o mínimo de contaminação humana e ambiental.

O principal objetivo de uma pulverização é garantir a lucratividade e rentabilidade da cultura, de modo que não se possa reduzir os custos ao ponto de comprometer significativamente a produtividade final e, consequentemente, a lucratividade esperada.

 

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Melhores práticas para aplicação de defensivos agrícolas

1. Inspeção Periódica de Pulverizadores

A Inspeção Periódica de Pulverizadores (IPP), visa avaliar o estado de pulverizadores agrícolas com base no estado de conservação e operacionalidade que pode nortear orientação de uso e manutenção, além da redução do impacto ambiental.

Devem ser examinados os componentes do circuito hidráulico do pulverizador (tanque, bomba, manômetro, filtros, mangueiras, bicos entre outros) a fim de verificar se estes componentes se encontram em boas condições. Caso o pulverizador esteja equipado com controlador automático de taxa de aplicação e pressão, suas configurações e programação deve ser conhecida do operador.

Ampliação da variação na vazão das pontas de pulverização

Avaliação da variação na vazão das pontas de pulverização.

Teste de vazão de pontas de pulverização

Teste de vazão de pontas pulverizadoras

Teste de vazão de pontas de pulverização.

Modelo de check list para realizar a IPP

Modelo de checklist para realização da IPP

2. Qualidade da Água para Pulverização

Dentre os fatores que podem influenciar a qualidade química da água e tem grande interferência sobre a eficácia dos defensivos agrícolas está a “dureza”.

A dureza da água está relacionada aos teores de carbonatos, sulfatos, cloretos e nitratos de vários cátions. Íons livres (Al+3, Zn+2, Ca+2, Mg+2, HCO3-, NO3-) podem combinar com moléculas orgânicas como a reação dos íons de 2,4-D com Ca+2 e Mg+2 e da quelação dos íons pelo glifosato.

Isso reduz a quantidade de ingrediente ativo disponível, por consequência reduz a eficiência biológica do herbicida, além do entupimento das pontas de pulverização, em função da aglutinação e precipitação das partículas. Neste sentido, níveis de até 320 ppm de CaCO3 apresentam boa compatibilidade.

Tabela com as formas de classificação da dureza da água

Formas de classificação da dureza da água. (Fonte: Queiroz et al. (2008)).

Além da qualidade química, a qualidade física da água é de extrema importância, principalmente quanto a quantidade de sedimentos em suspensão. Sedimentos como argila e matéria orgânica, além de obstruir filtros e pontas, reduzem a vida útil dos equipamentos (bombas e pontas), sendo que também podem se associar aos produtos químicos adicionados ao tanque, inativando ou reduzindo sua eficiência.

Um exemplo clássico é a inativação do glifosato pela argila presente na solução de aplicação. A adsorção do herbicida as partículas de argila ocorrem devido à atração entre as cargas da superfície do colóide do solo com as moléculas do herbicida.

3. Adjuvantes

As superfícies das plantas apresentam uma barreira para a penetração de líquidos, denominada cutícula, cujas características variam de espécie para espécie e dependem da idade dos órgãos vegetais e das condições climáticas.

Para vencer estas barreiras das plantas à penetração dos defensivos agrícolas, são utilizadas substâncias inertes, denominadas aditivos ou adjuvantes, capazes de modificar a atividade dos produtos aplicados e as características da pulverização, aumentando a eficiência da aplicação.

Estes produtos podem ser acrescentados à formulação dos defensivos agrícolas pelas empresas fabricantes, ou ser adicionados à calda no momento da pulverização.

Gota de água em folha com e sem uso de adjuvantes

Gota sem uso de adjuvante (esquerda) e com uso de adjuvante (direita). 

A cutícula da folha é a primeira barreira que o defensivo agrícola precisa passar. A adição de adjuvante pode influenciar nesse processo. A utilização de óleos tem como função melhorar a penetração e adesão dos defensivos agrícolas nas folhas e da camada de quitina dos insetos.

Os três principais modos de ação dos adjuvantes para melhorar a penetração dos produtos são:

  1. Alteração no depósito do ingrediente ativo na superfície foliar;
  2. Efeito na difusão transcuticular;
  3. Permeabilidade da membrana plasmática.

Dentre os efeitos dos adjuvantes, destaca-se a redução da tensão superficial das gotas pulverizadas, causando o seu achatamento, o que aumenta a sua superfície de contato com o alvo biológico e melhora a cobertura deste.

Tabela com classificação e função dos adjuvantes

Classificação e função dos adjuvantes.

No Brasil os adjuvantes estão em duas categorias:

  1. Os adjuvantes utilizados em pacotes casados (oficiais);
  2. Adjuvantes caracterizados como fertilizantes foliares (não oficiais), devido a nova determinação do MAPA que isentam o registro de adjuvantes.

Grande parte dos problemas advindos da utilização de aditivos de calda origina-se do desconhecimento de sua ação e das implicações de sua utilização.

Atualmente o uso de adjuvantes é uma prática importante no aumento da eficiência dos defensivos agrícolas. Sua utilização melhora na medida que a qualidade de aplicação aumenta e assim, a quantidade de ingrediente ativo nas plantas.

E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

4. Mistura de Defensivos Agrícolas

Segundo a instrução normativa N° 40 de 11 de outubro de 2018 do MAPA, a mistura em tanque é permitida desde que haja recomendação técnica, que só pode ser feita por um profissional de nível superior.

Desta forma, cabe aos engenheiros agrônomos e/ou engenheiros florestais receitarem a aplicação combinada de diferentes produtos. A normativa traz transparência a esta prática, que deixa de ser um tabu, em que todos executam a prática, mas ninguém fala sobre ela.

Nas aplicações de defensivos agrícolas os produtores realizam mistura de defensivos a fim de otimizar a pulverização. Por consequência tem como resultante uma mistura de difícil previsão devido às variáveis envolvidas como pH, viscosidade, tensão superficial, formação de  espuma, dispersibilidade, decantação, temperatura, cristalização, entre outros.

Nessas misturas, é muito provável que alguns tipos de perdas ocorram com os defensivos adicionados. A fim de minimizar esses efeitos, assim que adicionados os defensivos agrícolas no tanque é necessário ligar o sistema de agitação.

Em tanques de maior capacidade, é comum a existência de “pontos mortos”, onde há dificuldade de se manter a uniformidade na concentração dos produtos. Recomenda-se também a pré-diluição de defensivos de baixa solubilidade (WG, WP e SC), caso contrário pode haver deposição no fundo do tanque reduzindo assim, sua funcionalidade.

Independente da solubilidade ou formulação dos produtos, a agitação deverá estar sempre ligada e ininterrupta, e os produtos adicionados gradativamente no reservatório. A mistura de dois produtos ou mais, sejam defensivos agrícolas ou demais produtos, podem ocasionar três efeitos:

  1. Aditivo: o efeito da aplicação da mistura será semelhante ao da aplicação dos produtos individualmente, ou seja, um produto não interfere na eficácia do outro;
  2. Sinérgico: o efeito da aplicação da mistura será superior ao da aplicação dos produtos individualmente, ou seja, um produto melhora a eficácia do outro;
  3. Antagônico: o efeito da aplicação da mistura será inferior ao da aplicação dos produtos individualmente, ou seja, um produto piora a eficácia do outro.

Como medida de precaução, assim que os defensivos agrícolas chegarem à propriedade deve ser realizado uma pré-mistura em garrafa pet, nas mesmas proporções indicadas nas aplicações de campo, seguindo a sequência apresentada na tabela logo abaixo.

Caso tenha algum problema de incompatibilidade, deve-se advertir para retirada do defensivo que ocasionou o problema e seguir com a sequência de mistura.

Pré-mistura de defensivos agrícolas em garrafas pet

Pré-mistura de defensivos agrícolas em garrafas pet.

Pré-mistura de defensivos agrícolas

Etapas do preparo de calda de pulverização

Equipamentos para preparo de calda de pulverização

Equipamentos utilizados para o preparo de calda de pulverização.

Tabela com sugestão de ordem de mistura em tanques de pulverização

Sugestão para ordem de mistura em tanques de pulverização.

5. Pressão de trabalho

A pressão de trabalho está associada ao fluxo de calda que estará quando passar pelo orifício de saída da ponta de pulverização.

Sua importância está ligada à formação de gotas de diâmetro correto, para formação do jato no ângulo nominal e para que as gotas tenham velocidade suficiente para atingir o alvo sem que haja tempo para se perderem por deriva.

1 bar = 100 kPa = 14,5 PSI = 1,01 kgf/cm²

A forma de checar a pressão do sistema é por meio de um manômetro. Sem a utilização dele é impossível saber qual é o espectro de gotas que está sendo produzido pela ponta e estimar vazão da ponta.

Em alguns pulverizadores montados ou de arrasto, é comum não encontrar o manômetro ou que ele esteja quebrado ou ausente.

O manômetro de ponta pode indicar a leitura com maior acurácia. Caso tenha acúmulo de resíduos por sedimentação na tubulação ou obstrução de filtros, é provável que ocorram diferenças na leitura entre o manômetro do regulador de pressão e o acoplado na saída da ponta.

Manômetro de ponta e do pulverizador

Manômetro de ponta (esquerda) e manômetro do pulverizador (direita). 

Não se deve utilizar pressões abaixo de 2,7 bar (40 PSI), pois alguns modelos de pontas não abrem totalmente o jato pulverizado e/ou apresentam desuniformidade no espectro de gotas produzidas.

Na tabela a seguir é apresentada uma sugestão para pressão de trabalho de acordo com o grupo de defensivos agrícolas que são utilizados.

Tabela com faixa de trabalho de pulverização

Faixa de pressão de trabalho.

Ao escolher uma ponta de pulverização pelo diâmetro de gota produzido, é necessário correlacionar seu diâmetro com a pressão de trabalho.

Nesse sentido é comum o operador aumentar a velocidade de trabalho e o controlador compensar com aumento da pressão do sistema, reduzindo o diâmetro de gotas, o que pode gerar deriva.

6. Pontas de pulverização

Para uma boa pulverização, ela deve apresentar gotas no tamanho de interesse e com o mínimo de deriva possível, sempre de acordo com o que o produto e as condições do alvo a ser pulverizado exijam.

A ponta de pulverização é responsável por diversos aspectos relacionados à qualidade da aplicação, como diâmetro das gotas, distribuição do líquido pulverizado, uniformidade de distribuição e vazão da calda. O espectro de gotas segundo (ASABE, 2009) classifica em oito classes, sendo elas apresentadas na tabela a seguir.

Tabela com classe de gostas de pulverização

Classe de gotas de pulverização.

Tipos de pontas de pulverizador

Tipos de pontas vs. tamanho de gotas.

Sendo assim a escolha correta das pontas de pulverização deve priorizar os seguintes passos:

  1. Modo de ação dos produtos;
  2. Condições climáticas;
  3. Situação do alvo a ser controlado.

De maneira geral, as condições climáticas para uma boa pulverização preconizam que tenha umidade relativa superior a 50%, temperatura inferior a 30°C e velocidade do vento entre 2 e 10 km/h.

As condições climáticas podem interferir diretamente no risco de deriva, onde é definido através do volume pulverizado por determinada ponta a uma determinada pressão com gotas inferiores a 100 micrômetros de diâmetro. 

Para avaliação do risco de deriva no campo tem-se utilizado papel sensível à água, posteriormente uso de um software que realiza a contagem de gotas por cm² e mensurar o diâmetro mediano volumétrico das gotas. Além disso, possibilita a investigação do percentual de cobertura no interior do dossel das plantas cultivadas.

Tabela com número de gotas e o tipo de aplicação

Número de gotas por cm² vs. tipo de aplicação.

7. Limpeza do tanque de pulverização

Com a intensificação de cultivo de safra e safrinha, mistura de defensivos agrícolas nos tanques de pulverização e o número de aplicações realizadas durante os cultivos, os pulverizadores começam a acumular resíduos de defensivos agrícolas até que seja feita a correta limpeza de todo o sistema de pulverização.

Antes da aplicação, comece com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, deve ser realizada uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formatação de depósitos sólidos que podem se tornar difíceis de serem removidos.

O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil. A não lavagem ou mesmo a lavagem inadequada do pulverizador pode resultar em danos às culturas posteriores.

Caldas com dificuldade de homogeneização, entupimentos de pontas, obstrução de filtros pode ser advindo de uma falta de limpeza do sistema de pulverização. Na tabela a seguir são apresentados os passos a serem seguidos para uma limpeza de tanque de pulverização.

Tabela com etapas de limpeza de tanque de pulverização

Etapas para limpeza do tanque de pulverização. 

Tubulação com resíduos de defensivos agrícolas

Tubulação de pulverizador com resíduos de defensivos agrícolas. 

8. EPI’s

O uso seguro de defensivos agrícolas exige o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). As recomendações hoje existentes para o uso de EPI são bastantes genéricas e padronizadas, não considerando variáveis importantes como o tipo de equipamento utilizado na operação, os níveis reais de exposição e, até mesmo, as características ambientais e da cultura onde o produto será aplicado.

EPI’s são ferramentas de trabalho que visam proteger a saúde do trabalhador que utiliza os defensivos agrícolas, reduzindo os riscos de intoxicações decorrentes da exposição.

Vias de exposição aos defensivos agrícolas

Vias de exposição do corpo humano. 

A função básica dos EPI’s é proteger o organismo de exposições ao produto tóxico, minimizando o risco. Intoxicação durante o manuseio ou a aplicação de produtos fitossanitários é considerado acidente de trabalho.

O uso do EPI é uma exigência da legislação trabalhista brasileira através de suas normas regulamentadoras. O não cumprimento poderá acarretar ações de responsabilidade cível e penal, além de multas aos infratores.

Quanto às responsabilidades a legislação trabalhista prevê que são obrigações do empregador:

  • Fornecer os EPI’s adequados ao trabalho;
  • Instruir e treinar quanto ao uso dos EPI’s;
  • Fiscalizar e exigir o uso dos EPI’s;
  • Repor os EPI’s danificados.

Como obrigação do trabalhador:

  • Usar e conservar os EPI’s.

É recomendado que o fornecimento de EPI e que treinamentos ministrados sejam registrados através de documentação apropriada para eventuais esclarecimentos em causas trabalhistas.

EPI para aplicação de defensivos agrícolas

EPI para manuseio de defensivos agrícolas. 

Tabela com ordem de vestir e retirar o EPI

Ordem de vestir e retirar o EPI.

Conclusão

Percebemos que para obter sucesso na aplicação de defensivos agrícolas, o mais importante á a capacitação do operador do pulverizador na compreensão dos pontos críticos atrelados à prática da pulverização, protegendo a lavoura com eficiência e otimização dos recursos.

Seguindo essas e outras recomendações, as chances do sucesso e eficácia da aplicação de defensivos agrícolas serão com certeza maiores. Por isso, a busca pelo conhecimento e especialização deve ser contínua.

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Vassourinha de botão: como realizar um manejo correto? https://blog.rehagro.com.br/vassourinha-de-botao/ https://blog.rehagro.com.br/vassourinha-de-botao/#respond Fri, 02 Dec 2022 13:00:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16469 Na cultura da soja se destaca a necessidade de efetuar o controle de plantas daninhas, uma vez que estas causam perdas significativas na produtividade da cultura, conforme a espécie, a densidade e a distribuição na lavoura. A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas. O manejo […]

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Na cultura da soja se destaca a necessidade de efetuar o controle de plantas daninhas, uma vez que estas causam perdas significativas na produtividade da cultura, conforme a espécie, a densidade e a distribuição na lavoura.

A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas.

O manejo em pré-semeadura ou “dessecação” é fundamental para um bom desenvolvimento das lavouras. A eliminação das plantas daninhas, antes da semeadura, permite que a cultura tenha um desenvolvimento inicial rápido e vigoroso.

A literatura tem demonstrado que aplicações sequenciais, que introduzem antecipadamente herbicidas sistêmicos, tais como glyphosate e 2,4-D, e após 15 a 20 dias, na véspera ou na data da semeadura, herbicidas de contato, como paraquat, paraquat em mistura com diuron, diquat e flumioxazin, proporcionam maior eficiência no controle das plantas daninhas.

A utilização isolada do glyphosate já não é mais garantia de uma boa dessecação.

Plantas daninhas resistentes ou com tolerância a este herbicida, como a buva, o capim amargoso e o capim pé-de-galinha já são responsáveis pela utilização de outros herbicidas nas áreas cultivadas com soja no Brasil. Além disso, existem atualmente 41 casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas no país.

 

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A vassourinha de botão

A planta daninha vassourinha de botão (Spermacoce sp.) é uma espécie dentro da família Rubiaceae, nativa da América Tropical, introduzida em outras regiões do mundo.

Sua reprodução é exclusiva por sementes, a via fotossintética provável é a do tipo C3 e o ciclo de vida é classificado como perene simples.

As sementes são do tipo fotoblásticas positivas preferenciais e as temperaturas que promovem maior germinação estão entre 20 e 35°C, além disso a dinâmica populacional da planta é influenciada por elevadas temperaturas (acima de 25 °C) e condições de luminosidade de 12 horas diárias. As estruturas reprodutivas são produzidas em grande quantidade sendo de fácil dispersão.

A vassourinha de botão é uma espécie que apresenta biótipos tolerantes ao glyphosate, e que estão amplamente distribuídos nas lavouras brasileiras. É uma espécie capaz de formar grandes infestações e interferir negativamente em culturas agrícolas e pastagens por meio da competição por nutrientes.

Como controlar a vassourinha de botão? 

As plantas daninhas competem com a cultura da soja pelos recursos, competição essa que é importante por poder afetar o desenvolvimento da cultura causando perdas na produtividade, redução na qualidade dos grãos, maturação desuniforme e até inviabilização da colheita.

O manejo dessas plantas daninhas, como a vassourinha de botão, consiste em suprimir o crescimento ou a densidade de indivíduos até níveis aceitáveis, não ocasionando prejuízos para a cultura principal.

Existem diferentes métodos para controle de plantas daninhas, sendo o controle químico, principalmente na cultura da soja, o mais utilizado.

Entre os mecanismos de ação utilizados para controle de plantas daninhas dicotiledôneas, se destacam os Inibidores da 5-enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase (EPSPS), inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), Mimetizadores de Auxina (AUXINA), Inibidores do Fotossistema I e II (FSI e FSII) e Inidores da Acetolactato Sintase (ALS).

Os herbicidas são a principal e mais eficiente ferramenta usada para controle de plantas daninhas na cultura da soja.

O uso desses produtos em pré ou pós-emergência, combinados com outras práticas de manejo, são suficientes para garantir vantagem competitiva para a soja nos estádios iniciais e mesmo durante todo o ciclo. Entre as vantagens do controle químico, podem ser destacadas a eficiência; praticidade e rapidez na operação.

Webinar Herbicidas pré-emergentes em soja

Existem diversas plantas daninhas que apresentam difícil controle. Nesse quesito tem destaque a vassourinha-de-botão, espécie vem se tornando problema em várias áreas por apresentar difícil controle, já que os herbicidas utilizados no manejo da lavoura não estão apresentando bom percentual de controle, principalmente o glyphosate, herbicida do qual a planta é considerada tolerante.

Em condições de campo, consultores e produtores relatam bons resultados de controle de Spermacoce sp. com aplicações de herbicidas que agem na PROTOX.

Esse mecanismo contém os herbicidas tidos como mais eficazes para controle de vassourinha de botão com tolerância ao glyphosate. No caso de vassourinha de botão, os mecanismos de tolerância são relacionados com baixa translocação de herbicidas nas plantas.

A competição com plantas de vassourinha de botão durante todo ciclo da soja ocasiona reduções nos índices produtivos, fitomassa da planta e produtividade de grãos da cultura.

Cada planta de vassourinha-de-botão em competição com a cultura da soja durante todo ciclo é capaz de reduzir a produtividade da soja em 1,3 a 4,2%, equivalente a 0,8 a 2,6 sacas de 60 kg por hectare.

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Produção de soja e milho na safra 22/23: como ficam as margens de lucro? https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-e-milho-na-safra-22-23/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-e-milho-na-safra-22-23/#respond Tue, 22 Nov 2022 13:52:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16043 Você que atua na produção de grãos, sabe para onde direcionar a sua atenção em momentos de incerteza, como este que estamos vivendo hoje? Alta no custo de produção, alta do preço dos insumos devido à guerra, inflação, alta de juros e falta de crédito, são algumas dessas incertezas. Para minimizá-las, é imprescindível direcionar o […]

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Você que atua na produção de grãos, sabe para onde direcionar a sua atenção em momentos de incerteza, como este que estamos vivendo hoje?

Alta no custo de produção, alta do preço dos insumos devido à guerra, inflação, alta de juros e falta de crédito, são algumas dessas incertezas. Para minimizá-las, é imprescindível direcionar o foco corretamente.

Veja as recomendações do especialista da Equipe Grãos do Rehagro, Fábio Pereira, para conquistar uma boa rentabilidade na próxima safra.

 

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Quais são as expectativas para a safra 22/23 de Soja e Milho?

Para a safra 22/23, a expectativa é que o preço médio da saca de soja diminua, enquanto os custos diretos, que são todos aqueles relacionados ao processo produtivo, seguem uma tendência a se manterem altos.

Na Safra 20/21, tivemos um lucro bruto de cerca de R$8.000,00/ha na produção de soja e uma margem bruta de aproximadamente 67%, o que representou um excelente resultado econômico para o produtor. No entanto, esses valores estavam fora da curva e, na Safra 22/23, a tendência é que eles retomem o equilíbrio, retornando para uma margem bruta em torno dos 40%.

Na Safra 18/19, uma margem bruta de 40% vinha com lucro bruto aproximado de R$2.000,00/ha. Para a Safra 22/23, o lucro bruto pode atingir aproximadamente o dobro desse valor absoluto, mas que representará a mesma margem bruta de 40% graças à inflação.

Antes, o lucro obtido permitia a compra de um trator, custeava insumos da safra seguinte e além disso fazia estoque. Hoje, com o dobro do lucro, o produtor não consegue comprar dois tratores e não compra insumos para duas safras, porque os investimentos mais que duplicaram de preço.

Para o milho, esse cenário requer ainda mais atenção. Graças aos altos custos de produção, o milho tem apresentado uma margem de lucro inferior à da soja.

A expectativa para a safra 22/23 é que os custos de produção desse grão continuem subindo, alcançando maiores patamares, com uma diminuição do lucro bruto e da margem bruta do produtor.

Produção de milho no Brasil

O que fazer diante da incerteza do mercado?

Diante desse cenário, o que fazer para segurar a margem?

É imprescindível ser eficiente nos custos e aumentar a produtividade.

É necessário estar atento ao mercado, estudá-lo e buscar informações com especialistas.

Para a soja, é interessante agir para garantir a margem dos 40-45%, que é uma referência interessante e ajuda a tomar decisões. Mais do que nunca, é essencial ter uma gestão muito bem feita.

Algumas perguntas podem ajudar a nortear a sua estratégia de gestão, como:

  • Qual resultado você está buscando na atividade?
  • Qual o lucro, a margem que você espera?
  • Qual a referência? Qual potencial de resultado pode oferecer?
  • Qual o meu resultado hoje?
  • Quais indicadores mais impactam os resultados? Qual o principal indicador?

A gestão nas propriedades vem crescendo, mas muitas fazendas não conseguem obter indicadores. Ou quando os obtêm, não sabem o que fazer com eles. Por isso é fundamental entender onde você está para definir para onde você vai e traçar um caminho para chegar lá.

Atenção! Pode parecer uma saída, mas cortar custos pode comprometer a sua produtividade.

O adubo está caro – devo cortar? Cuidado!

Ser mais eficiente na utilização dos recursos para melhorar a produtividade pode ser um melhor caminho. Afinal, eles são o motor da geração do resultado!

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Maturadores na cultura do café: saiba mais sobre a utilização https://blog.rehagro.com.br/maturadores-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/maturadores-na-cultura-do-cafe/#respond Fri, 04 Nov 2022 12:50:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7203 Para realizar a colheita do café é preciso que os frutos tenham atingido a maturidade fisiológica. Todavia, na prática são encontradas dificuldades, pois o cafeeiro apresenta mais de uma florada. Além disso, a maturação está condicionada a fatores como clima e genética, dessa forma, há desuniformidade na maturação dos frutos. Diante disso, existem alternativas para […]

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Para realizar a colheita do café é preciso que os frutos tenham atingido a maturidade fisiológica. Todavia, na prática são encontradas dificuldades, pois o cafeeiro apresenta mais de uma florada. Além disso, a maturação está condicionada a fatores como clima e genética, dessa forma, há desuniformidade na maturação dos frutos.

Diante disso, existem alternativas para otimizar o processo de colheita e auxiliar na manutenção da qualidade dos lotes, pela utilização de maturadores e retardadores de amadurecimento.

 

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Como ocorre a maturação dos frutos do café?

O etileno é um hormônio gasoso que promove o amadurecimento do fruto e outros processos. Na perspectiva da planta, o amadurecimento do fruto indica seu desenvolvimento completo, assim as sementes estão prontas para a dispersão.

E é com base nesse hormônio que os produtos maturadores atuam.

Fórmula do etileno

Estrutura química do etileno.

O que são maturadores?

São, em resumo, aceleradores de maturação. O produto comercial mais conhecido nessa linha é o ETHREL®, constituído pelo Ethephon (ácido 2-cloro-etil-fosfônico). Essa substância após ser absorvida por meio de uma reação, é decomposta no citosol (meio básico) liberando o gás etileno.

Com isso acarreta em aumento da respiração, consequentemente, acelera a maturação dos frutos. No fruto de café o etileno degrada a clorofila, causando o desverdecimento do fruto e pedúnculo, facilitando sua retirada, o que possibilita a antecipação da colheita.

Quando utilizar?

Os maturadores podem ser posicionados em situações como:

  • Antecipação de poda: com o uso de maturadores é possível liberar a planta mais cedo. Estudos comprovam que antecipar a poda proporciona maiores produtividades na primeira safra.
  • Escalonamento: quando tem-se em determinada propriedade cultivares de maturação semelhante, o uso de maturador possibilita o escalonamento da colheita, a fim de reduzir o pico de safra.
  • Dimensionamento de lavradores, terreiros e secadores: com o uso de maturador há redução do pico de safra, assim pode-se processar melhor os frutos e reduzir a demanda dos terreiros e secadores.
  • Alto potencial da lavoura para próxima safra: é importante liberar mais cedo às lavouras com alta carga pendente, pois a planta terá maior tempo de descanso até a florada, além disso os frutos que secam nas plantas liberam etileno, o que causa a desfolha.
  • Evitar repasse: em muitos casos é desnecessário o repasse semimecanizado após colhedora em lavouras que utilizam o maturador.
  • Reduzir quantidade de café de varrição: ao antecipar a colheita é reduzido o percentual de frutos que caem no chão.
  • Talhões “problema”: geralmente, em locais onde a insolação é baixa e a umidade é alta a tendência é ter problema com frutos fermentados. Assim, quanto antes colher estes talhões menor será a interferência na qualidade da bebida.
  • Facilitar a mecanização: em locais onde a mão de obra é escassa, alguns cafeicultores optam por fazer a colheita mecanizada nas primeiras safras produtivas. O maturador facilita o desprendimento dos frutos da planta, o que exige uma menor vibração das colhedoras, consequentemente reduz os danos nessas lavouras.

Frutos de café em processo de maturação

Frutos de café em processo de maturação após a aplicação de Ethepon. (Fonte: Joana Oliveira).

Recomendações de aplicação

A utilização de maturadores exige técnica e conhecimento em relação ao processo. Assim como outros produtos, é essencial seguir as recomendações do fabricante.

Algumas recomendações importantes sobre seu uso são:

  • Deve ser aplicado quando 90% dos grãos do terço inferior do cafeeiro estiverem fisiologicamente maduros e os frutos devem estar totalmente granados.
  • A aplicação deve ser feita 30 dias antes da colheita e após sua aplicação é imprescindível realizar a colheita no momento exato para evitar problemas na bebida.
  • É recomendado que o pulverizador ande com velocidade de cerca de 4,5 km/h com todos os bicos abertos e com calda de 600 litros por hectare. Há exceções quando aplicado em lavouras com porte menor, onde deve-se reduzir o volume de calda e de produto. Importante trabalhar com doses corretas para não ocasionar desfolha.
  • Não deve ser misturado a outros produtos de reação alcalina. Para que haja boa resposta e bom efeito do produto, o pH ideal da água deve situar-se entre os índices de pH de 5 a 6.

Medidor de pH da água

Medição do pH da água para aplicação do maturador. (Fonte: Joana Oliveira). 

Estudos com a utilização de maturadores no café

Em estudos, foi observado aumento na proporção de cereja de 36% para 60% nos tratamentos em que se utilizou Ethephon e elevação do volume de frutos colhidos na primeira e segunda passada.

Além disso, não observaram diferenças em relação à desfolha e qualidade da bebida do café colhido mecanicamente em duas passadas, entre as plantas tratadas ou não com Ethephon (Silva et al. 2009).

Já segundo os estudos de Negreiros et al. (2009), o produto aplicado interfere na qualidade da bebida e na classificação do café, por promover a uniformidade da maturação.

Resultados de estudos dos tipos de bebida com cada tratamento de maturadores.

Resultados dos tipos de bebida de cada tratamento (0, 15, 30 e 45 DAA) com e sem a presença de Ethepon. Dois Córregos, SP. 2017.

Percebe-se que até 30 dias após a aplicação do Ethephon, a qualidade da bebida foi superior ou igual entre os tratamentos com e sem ethrel. A partir dos 30 dias, já houve a queda na qualidade do tratamento com ethrel, possivelmente devido ao fato dos frutos terem passado do ponto ideal de colheita.

Webinar Pós-colheita de café

Conclusão

O maturador possui ação externa ao fruto, ou seja, ele tem poder de maturação na casca do café, assim, não acelera o desenvolvimento fisiológico do fruto/semente.

Dessa forma, suas vantagens estão ligadas aos benefícios de se antecipar a colheita. Todavia, sua utilização deve ser cautelosa e planejada, visto que a aplicação incorreta pode causar danos às plantas ou até menos não ter o efeito desejado. Desse modo, apesar dos estudos apontarem baixa interferência na qualidade da bebida, em casos de lotes menores com finalidade de obter cafés especiais, deve ser feita uma avaliação mais criteriosa sobre o uso de maturadores.

Destaque-se na Cafeicultura!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Joana Oliveira

Larissa Cocato

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Produção de grãos no Brasil: cenário atual e perspectivas para o futuro https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/ https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/#respond Fri, 21 Oct 2022 18:49:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10815 Atualmente tem-se discutido que, com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal. Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter […]

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Atualmente tem-se discutido que, com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal.

Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter et al., 2017). 

Ao mesmo tempo, as perdas de nutrientes e as emissões de gases de efeito estufa da agricultura devem cair drasticamente pela adoção de sistemas conservacionistas, a fim de restaurar e manter o funcionamento do ecossistema.

Prevê-se que a demanda por alimentos aumente, enquanto os impactos ambientais devem despencar. Os pedidos para duplicar a produção agrícola a partir de uma linha de base recente implicam taxas de crescimento fora do intervalo das projeções empíricas, como mostra na figura a seguir:

 

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Projeções de produção de grãos no mundo

O trabalho da OECD-FAO (2019) projeta uma produção mundial da ordem de 1,311 bilhão de toneladas de milho para a safra 2027/28. Deste total, cerca de 60,0% devem ser destinados à alimentação animal, 13,4% ao consumo humano e 15,5% à produção de biocombustíveis.

Os maiores incrementos serão representados pelos 5 países:

  1. China (+47 milhões de toneladas);
  2. Estados Unidos (+31 milhões de toneladas);
  3. Brasil (+25 milhões de toneladas);
  4. Argentina (+17 milhões de toneladas);
  5. Ucrânia (+6 milhões de toneladas).

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta exportações totais de milho da ordem de 188,8 milhões de toneladas em 2027/28. Esse volume deverá ser suprido principalmente pelos Estados Unidos, 29,6%. No entanto, a ordem aqui muda um pouco, pois é seguido por:

  • Brasil, 23,7%;
  • Ucrânia, 16,2%;
  • Argentina, 17,2%.

Em volume, as exportações brasileiras previstas pelo USDA são de 44,8 milhões de toneladas. Os maiores importadores, em um total de 84,0 milhões de toneladas, serão:

  1. México;
  2. Japão;
  3. União Europeia;
  4. Irã;
  5. Egito.

Segundo o USDA (2018), o comércio internacional de commodities agrícolas, tais como o milho, soja, e farelo de soja, é impulsionado pela demanda crescente de rações para a produção de frangos e suínos. O consumo internacional de carnes continuará a crescer ao longo do período das projeções.

Futuro brasileiro para produção de grãos

Saber as projeções para o agronegócio brasileiro é importante para identificar a direção que o mercado está tomando.

Esse tipo de conhecimento possibilita saber quais as tendências de preços, entre outros pontos importantes.

Podemos observar que haverá aumentos significativos nas safras de grãos:

  1. De 234,1 milhões de toneladas na safra 2018/19 para 302 milhões de toneladas na safra 2027/28. Ou seja, quase 30% a mais que o valor atual.
  2. A área plantada sairá dos atuais 62,6 milhões de hectares para 71 milhões de hectares em 2027/28. Ou seja, mais de 13% a mais de áreas necessárias.

Percebe-se que o ganho com o agronegócio não será devido somente à expansão de área, mas sim ao ganho com produtividade.

Produção de grãos no Brasil para 2027-28Tabela 1: Projeção de produção de grãos e área plantada no Brasil para 2027/28. – Fonte: MAPA (2019).

Atualmente, no Brasil, cerca de 850 mil toneladas de milho estão sendo usadas para etanol. A capacidade industrial atual é para uso de 1,95 milhão de toneladas e, até o final de 2019, essa capacidade deverá crescer para 4,8 milhões de toneladas.

Produção de milho no Brasil

Sistema de produção de grãos nas regiões do Brasil

O Brasil é um dos maiores produtores de alimento do mundo, com potencial para ser o maior produtor mundial. Isso se deve, em partes, porque dispomos de vários recursos, principalmente climáticos, que favorecem a vasta produção de alimentos.

Além do clima, o Brasil apresenta quantidade de água considerável e potencial de mais áreas agricultáveis, utilizamos apenas 7,8% dessas áreas, com 25,6% de área preservada nos imóveis rurais.

Há também mais investimentos em tecnologia, o que difere positivamente nos valores de produção alcançados, desta forma, o agronegócio vem sendo impulsionado a produzir de maneira eficiente e consciente.

Uso e ocupação de terras no BrasilFigura 1: Uso e ocupação de terras no Brasil. – Fonte: Embrapa, (2019).

Rotação de Culturas

A rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.

Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.

Sistema de Plantio Direto

O sistema de plantio direto (SPD) apresenta como pilares fundamentais para a produção sustentável, a construção da fertilidade do solo, antes da sua adoção, e a rotação/sucessão de culturas.

O cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na:

  • Manutenção da umidade;
  • Aeração;
  • Temperatura;
  • Atividade macro e microbiológica do solo.

Atualmente, estima-se que existam no Brasil cerca de 33 milhões de hectares sob SPD (IBGE, 2017).

Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.

Como adotar esse sistema

Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, preconizando-se a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.

Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessário uma adequada correção da acidez até as profundidades de 30 a 40 cm.

Caso a correção não seja adequada, haverá limitação do desenvolvimento das raízes das plantas, reduzindo a absorção de água e nutrientes. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.

Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário e/ou gesso na superfície, sem incorporação.

A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez no perfil do solo, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo. Sua associação com o gesso contribui como um carreador de nutrientes no perfil do solo.

A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.

Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura há maior produção da palhada. Isso favorece e fortalece:

  • O tamponamento;
  • A resiliência dos solos;
  • Estabilidade nos solos de fertilidade construída;
  • Funcionamento do sistema.

Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo. Isso é, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.

A adoção do SPD promove um sistema mais tamponado pela MO, reduzindo a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação.

Esse sistema favorece também, segundo Resende et. al (2016), a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência do:

  • Uso da água;
  • Redução de custos;
  • Estabilidade produtiva e econômica;
  • Melhoria das condições de vida do produtor.

Principais sistemas de sucessão de culturas

Nas figuras a seguir, estão apresentados alguns dos principais sistemas de rotação/sucessão de culturas utilizados nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.

Rotação de culturas no Centro OesteFigura 2: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Centro Oeste (MT, MS, GO). 

Rotação de culturas no SulFigura 3: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sul (RS, SC, PR). 

Rotação de culturas no SudesteFigura 4: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sudeste (SP, MG). 

Rotação de culturas no Norte e NordesteFigura 5: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Norte/Nordeste (BA, TO, MA, PI, PA, AL e SE).

Uma opção de rotação de cultura que tem ganhado cada vez mais adeptos pelos múltiplos benefícios, é o consórcio milho-braquiária.

Por meio desta técnica é possível aproveitar o excedente hídrico do outono/inverno, em que se cultiva milho segunda safra para, ao mesmo tempo, cultivar a braquiária para formação de resíduos ao SPD.

No caso de propriedades sob o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), a braquiária serve como planta forrageira, justamente no período de maior escassez das pastagens.

Atingindo alta produtividade e se destacando

Como você pôde notar, as perspectivas para a produção agrícola brasileira são positivas. No entanto, também mais exigentes. É preciso produzir mais, em menos área e menos tempo. A isso se atribui a produtividade acelerada e ao alto volume que o país tem demonstrado a cada safra.

O mercado está mais exigente e quem não consegue acompanhá-lo, acaba perdendo grandes oportunidades. Por isso, é preciso se especializar, entender as tendências de mercado, as perspectivas, novas tecnologias e conseguir superar as metas de produtividade.

A Pós-graduação em Produção de Grãos pode ser esse elo entre sua atualização e conhecimento específico na área e seu destaque de sucesso no mercado.

Ele é um curso online e completo, onde você aprenderá desde o planejamento de safras com projetos, passando por fertilidade, proteção, fisiologia e muito mais.

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Biofertilizantes na agricultura: saiba a sua importância https://blog.rehagro.com.br/biofertilizantes-na-agricultura/ https://blog.rehagro.com.br/biofertilizantes-na-agricultura/#respond Thu, 06 Oct 2022 13:09:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15528 O biofertilizante é uma substância que contém microrganismos vivos que apresentam propriedades benéficas para o crescimento e desenvolvimento das plantas. Vários mecanismos são usados ​​por cepas microbianas para aumentar a absorção de nutrientes, melhorar a fertilidade do solo e aumentar o rendimento das culturas, como fixação de nitrogênio, solubilização de potássio e fósforo, excreção de […]

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O biofertilizante é uma substância que contém microrganismos vivos que apresentam propriedades benéficas para o crescimento e desenvolvimento das plantas.

Vários mecanismos são usados ​​por cepas microbianas para aumentar a absorção de nutrientes, melhorar a fertilidade do solo e aumentar o rendimento das culturas, como fixação de nitrogênio, solubilização de potássio e fósforo, excreção de fitohormônios, produção de substâncias supressoras de fitopatógenos, proteção de plantas contra estresses abióticos e bióticos e desintoxicação de poluentes subterrâneos.

Levando em consideração as crescentes exigências de consumo na terra e os perigos decorrentes do uso excessivo de fertilizantes químicos e pesticidas, os biofertilizantes são considerados uma alternativa promissora e não tóxica aos agroquímicos sintéticos, incluindo controle de fungos e minimização da contaminação por micotoxinas.

Considera-se que a implementação de inoculantes microbianos supera as deficiências associadas às técnicas agrícolas baseadas em produtos químicos. A pesquisa sobre o uso generalizado de biofertilizantes, portanto, é uma das principais no trabalho científico para o desenvolvimento da agricultura sustentável.

 

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O conceito de biofertilizante

Biofertilizante é um termo que pode ser interpretado de várias maneiras. Não é difícil encontrar definições que identifiquem o biofertilizante como extrato de algas marinhas, resíduos urbanos compostos, misturas microbianas com constituintes não identificados ou produtos fertilizantes minerais enriquecidos com compostos orgânicos.

Curiosamente, os trabalhos de pesquisa científica apresentam uma interpretação muito ampla desse termo, representando desde adubos verdes, passando por estercos animais, até extratos de plantas.

O conceito de biofertilizante mudou junto com o estado do conhecimento sobre as associações que ocorrem entre os microrganismos do solo e as plantas. Substâncias que melhoram o aproveitamento dos nutrientes presentes no solo, mas não os substituem (como os fertilizantes minerais) não devem ser determinadas como biofertilizante, mas como inoculante.

Webinar Inoculação da soja

Da mesma forma, os microrganismos que potencializam o crescimento das plantas pela síntese de fitohormônios são considerados como fitoestimuladores ou bioestimulantes, enquanto aqueles que possuem a capacidade de biodegradar poluentes orgânicos são referidos como rizorremediadores. Nem todos os inoculantes microbianos, portanto, devem ser identificados diretamente como biofertilizantes.

O biofertilizante é um microrganismo individual que exerce propriedades promotoras de crescimento de plantas, mas no contexto agronômico, esse termo se refere ao produto composto por cepa(s) benéfica(s), que são úteis na mobilização de nutrientes, incluídos em um carreador, possuindo características que permitem seu armazenamento no momento especificado pelo produtor, e pronto para aplicação efetiva no solo ou planta.

Nesse ângulo, o biofertilizante também pode possibilitar a adição de substâncias que contribuem para a melhora da atividade dos microrganismos.

O termo “biofertilizante” não deve ser usado de forma intercambiável não apenas com termos como esterco vegetal ou animal, consórcio ou fertilizantes se referindo à combinação de compostos minerais e orgânicos, mas também, com bioestimulantes derivados de microrganismos (produtos à base de células microbianas mortas ou extratos de microrganismos origem).

Qual a função dos biofertilizantes?

O principal papel da aplicação de biofertilizantes é promover o crescimento das plantas sem efeitos colaterais prejudiciais para o meio ambiente e aumentar a produtividade das colheitas. A inoculação com biofertilizante aumentou o rendimento da cultura em média 16,2% em comparação com os controles não inoculados.

Os biofertilizantes microbianos desempenham um papel crucial na manutenção da fertilidade do solo no nível adequado e na melhoria de sua estrutura, influenciando a agregação das partículas do solo.

Eles também contribuem para:

  • Melhor relação planta-água;
  • Proporcionam proteção contra a seca;
  • Tornam as plantas menos propensas a algumas doenças do solo, inclusive causadas por fungos que produzem adicionalmente micotoxinas;
  • Reduzem a incidência de insetos-praga.

Embora os biofertilizantes sejam uma abordagem comercialmente promissora na agricultura sustentável, existem alguns inconvenientes que os tornam menos competitivos, como vida útil limitada, falta de materiais adequados para produção, aumento da sensibilidade a altas temperaturas e dificuldades relacionadas ao armazenamento e transporte.

Além disso, os fertilizantes microbianos requerem maiores quantidades para fornecer às plantas um teor de nutrientes suficiente, sua eficácia depende das condições do solo prevalecentes na zona de aplicação e os resultados de sua ação são perceptíveis após uso prolongado.

Novas tecnologias, no entanto, estão sendo desenvolvidas para superar as desvantagens associadas à aplicação de biofertilizantes em ecossistemas agrícolas.

Biofertilizantes e a sustentabilidade na agricultura

Os biofertilizantes constituem uma ferramenta promissora em ecossistemas agrícolas como fonte complementar, renovável e ecologicamente correta de nutrientes vegetais.

Como eles têm a capacidade de transformar elementos nutricionalmente importantes de formas não utilizáveis ​​em formas altamente assimiláveis, sem efeitos deletérios no ambiente natural, eles são um componente importante do Sistema Integrado de Nutrientes Vegetais.

A aplicação de fertilizantes biológicos é considerada um elemento-chave para manter a fertilidade do solo e a produtividade das culturas em um nível suficientemente alto, indispensável para alcançar a sustentabilidade da agricultura.

Os biofertilizantes também podem ajudar a mitigar as armadilhas decorrentes da crescente demanda da população global por alimentos e da química generalizada nos agroecossistemas.

A mudança na abordagem das práticas agrícolas os torna uma parte vital da produção agrícola moderna e enfatiza a importância dos inoculantes biológicos nos próximos anos. Sabe-se que vários microrganismos da rizosfera exercem várias atividades promotoras de crescimento de plantas, mas muito poucos foram formulados na forma de biofertilizantes.

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Controle biológico de pragas: o que é e a principais formas de realizar https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-uma-alternativa-ao-controle-de-pragas-agricolas/ https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-uma-alternativa-ao-controle-de-pragas-agricolas/#respond Thu, 04 Aug 2022 18:00:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8017 Os ambientes agrícolas sofrem forte interferência humana na busca por favorecer a abundância de uma ou de poucas espécies cultivadas. Isso resulta em uma concentração de recursos homogêneos que pode afetar as populações dos diferentes organismos ali presentes trazendo possíveis consequências indesejáveis, como, por exemplo, o surto populacional de pragas. Uma forma de buscar simular […]

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Os ambientes agrícolas sofrem forte interferência humana na busca por favorecer a abundância de uma ou de poucas espécies cultivadas.

Isso resulta em uma concentração de recursos homogêneos que pode afetar as populações dos diferentes organismos ali presentes trazendo possíveis consequências indesejáveis, como, por exemplo, o surto populacional de pragas.

Uma forma de buscar simular o equilíbrio populacional dinâmico que ocorre nos ambientes de vegetação natural é promover o controle biológico, que é um serviço ecossistêmico resultante da ação dos inimigos naturais.

 

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Inimigos naturais e controle biológico

Os inimigos naturais das plantações podem ser:

  • Patógenos;
  • Predadores;
  • Parasitas;
  • Herbívoros ;
  • Antagonistas.

Atuam sobre as populações de suas presas ou hospedeiros, prestando o serviço ecossistêmico de controle biológico. Em ambientes agrícolas, quando populações de plantas, animais ou fitopatógenos aumentam em níveis economicamente inaceitáveis.

Além disso, atingem o status de praga e seus inimigos naturais podem ser manejados ou inseridos no sistema para suprimi-las. Permitem, assim, o uso dos agrotóxicos de amplo espectro de forma alternativa.

Como consequência, temos a produção de alimentos de forma mais sustentável, bem como a conservação de habitat naturais.

A pesquisa sobre o controle biológico fez progressos notáveis nos últimos 50 anos, passando de um método baseado em tentativa e erro para uma abordagem mais preditiva, baseada em teorias ecológicas de interações inimigo natural-presas e dinâmica populacional.

Uma atividade tão rigorosa baseada em pesquisa deve ajudar a evitar erros como os cometidos no passado. Uma nova era está se iniciando, em que os benefícios e os riscos são bem compreendidos, de modo que as soluções que maximizam os benefícios e minimizam os riscos possam ser perseguidas e implementadas.

Práticas agrônomicas de controle biológico

Rotação de culturas com leguminosas usadas para adubação verde do solo, tais como guandu (Cajanus cajan) e crotalária (Crotalaria juncea), podem também contribuir para atrair e manter inimigos naturais nas áreas cultivadas.

Em área de cultivo de milho, o uso de crotalária como adubo verde favoreceu a presença dos predadores Doru luteipes (Scudder) (Derm.: Forficulidae), Nephila clavipes L. (Aran.: Nephilidae), Orius insidiosus (Say) (Het.: Anthocoridae), Pheidole sp., Solenopsis sp. (Hym.: Formicidae) (Tavares et al., 2011).

Na escolha das espécies a serem cultivadas em consórcio, além dos aspectos agronômicos, é importante considerar as interações bióticas das plantas com:

  • Microrganismos (ex.: fixadores de nitrogênio, estimuladores de crescimento, patogênicos e seus antagonistas);
  • Animais (ex.: polinizadores, pragas e seus agentes biológicos de controle, detritívoros), assim como interações químicas entre plantas (ex.: alelopatia).

Existem espécies de plantas que, quando plantadas em combinação, se comportam como “companheiras”. Assim, favorecem o crescimento mútuo e maximizam o potencial produtivo das áreas plantadas.

Também é importante observar o conjunto de pragas que cada espécie hospeda. Isso evita o uso de plantas nos consórcios que hospedem o mesmo grupo de espécies de pragas e doenças.

Produção em massa do inimigo natural

Quando os inimigos naturais que ocorrem naturalmente no agroecossistema não conseguem fornecer o nível de controle desejado de determinada praga, o aumento artificial da população de uma ou mais espécies de inimigos naturais selecionados pode ser uma estratégia importante.

Nesse caso, o aumento é feito por liberações do agente de controle biológico por meio das táticas inoculativa e inundativa. O procedimento mais comum é a produção massal do inimigo natural.

Em geral, ocorrem em fábricas comerciais altamente especializadas e a liberação em campo de grande número de indivíduos com o objetivo de suprimir a praga em relativamente curto prazo.

Essa estratégia de controle biológico é a mais apropriada quando o agente é um microrganismo. É muito adotada no Brasil para o controle de artrópodes e doenças de plantas. O aumento de inimigos naturais tem sido bem-sucedido quando o inimigo natural é passível de produção massal.

Interações tróficas

Nos agroecossistemas, as cadeias alimentares não são apenas verticais e lineares. Há uma rede de interações conhecidas por teias tróficas.

Os consumidores de ordens superiores, que são denominados predadores, parasitoides e patógenos, formam uma complexa rede de interação mútua entre si e com os consumidores de primeira ordem (que são os herbívoros ou fitófagos) e com as plantas.

Essas interações tróficas afetam a abundância relativa das espécies dessas comunidades por causa da competição e do sinergismo entre elas nos diferentes níveis tróficos.

O conhecimento do funcionamento dessas intrincadas interações permite o entendimento de como a introdução de um agente de controle biológico exótico. Este é o caso do controle biológico clássico.

Este, pode alterar a estrutura da comunidade de inimigos naturais existentes em um agroecossistema e as consequências, instantâneas ou em longo prazo, dessa introdução na população de pragas.

Da mesma forma, a mudança na abundância de um inimigo natural pela sua liberação massal, usando a estratégia de controle aumentativo, pode ter impacto imediato ou posterior na teia trófica e modificar a população de pragas.

Interações tróficas

Exemplo de teia trófica parcial que mostra a complexidade das interações entre organismos produtores (plantas) e consumidores (herbívoros, fitófagos, parasitoides, patógenos, etc.) de diferentes níveis.

Dinâmica populacional

O princípio da dinâmica populacional está relacionado a uma propriedade fundamental e evidente de que todas as populações de organismos vivos crescem geometricamente quando não sofrem efeitos do ambiente em que estão inseridos.

Dessa forma, uma espécie que apresenta taxa de crescimento r = 2 será capaz de aumentar sua população em oito vezes em apenas três gerações. No entanto, outra espécie com r = 10 será capaz de aumentar sua população em mil vezes nas mesmas três gerações.

Pragas agrícolas como diversas mariposas da família Noctuidae (ex.: lagarta-da-soja, lagarta-do-cartucho-do-milho e curuquerê-do-algodoeiro) são capazes de colocar entre 100 e 300 ovos por fêmea.

Além disso, podem completar seu ciclo vital de ovo a adulto (geração) em menos de 30 dias. Assim, percebe-se como pode ser dramático o crescimento das populações, alcançando valores milionários em apenas uma estação do ano ou uma safra agrícola.

Gráfico de crescimento populacional de pragas

Curvas teóricas de crescimento exponencial de populações de organismos vivos.

Fatores intrínsecos e intraespecíficos

Fatores intrínsecos e intraespecíficos, como competição e cooperação, podem alterar o crescimento das populações. Fatores extrínsecos e abióticos também são capazes de afetar a abundância populacional.

Mudanças sazonais nas condições climáticas, como: temperatura; umidade relativa do ar; luminosidade; eventos meteorológicos eventuais (como seca, chuvas torrenciais e geadas), são capazes de afetar de forma direta as populações, alterando a sobrevivência, a longevidade e a fecundidade.

Além disso, podem atuar de forma indireta, modificando a abundância de recursos alimentares e hídricos, impactando também a dinâmica populacional das espécies.

Fatores bióticos, como outras espécies competidoras e inimigos naturais como predadores, parasitoides e patógenos, são fatores extrínsecos ou interespecíficos de mortalidade capazes de controlar as populações.

Se, por um lado, os fatores físicos do ambiente podem matar os indivíduos independentemente de sua densidade, por outro os fatores bióticos como competidores e inimigos naturais podem atuar em algumas situações independentemente da densidade da população, enquanto em outras situações pode haver aumento da mortalidade em resposta à densidade das populações da praga e de seu inimigo natural.

Manutenção do controle biológico

Se o controle biológico é a manutenção da abundância dos indivíduos de uma população por seus inimigos naturais, o fato de esses inimigos naturais serem capazes de responder à abundância de suas presas ou hospedeiros e aumentar sua interação trófica é fundamental para que haja algum grau de sincronismo entre as populações de forma a manter um estado de equilíbrio dinâmico.

Essa propriedade pela qual uma população é capaz de manter-se dentro de limites máximos e mínimos em torno de um ponto de equilíbrio é conhecida como regulação populacional.

Esse conceito implica, portanto, que o inimigo natural não é apenas um fator de mortalidade quando em contato com a população da praga, mas é capaz de manter a densidade populacional da praga flutuando em um nível de equilíbrio.

Quando a presença ou a introdução da população do inimigo natural reduz a densidade da praga para o nível inferior ao de dano econômico em cultivos, estabelecendo um novo patamar de equilíbrio populacional, e passa a apresentar flutuação populacional em sincronia com a praga, ocorrerá uma situação “ideal” em que o controle biológico apresentará sua condição de maior sucesso.

Modelo hipotético de curva populacional que mostra uma situação ideal em programas de controle biológico

Modelo hipotético de curva populacional que mostra uma situação ideal em programas de controle biológico: a presença ou a introdução da população do inimigo natural reduz a densidade da praga para o nível inferior ao de dano econômico em cultivos, estabelecendo novo patamar de equilíbrio populacional, em sincronia com a praga.

Conclusão

Este efeito de dependência entre as densidades da praga e seu inimigo natural, por meio da interação trófica e da regulação das populações, está relacionado, com cinco características principais das espécies envolvidas:

  1. Densidade da presa;
  2. Densidade do inimigo natural (predador ou parasitoide);
  3. Características do ambiente (por exemplo, número e variedade de alimento ou hospedeiro alternativo);
  4. Características da praga (por exemplo, seus mecanismos de defesa);
  5. Características do inimigo natural (por exemplo, técnicas de ataque).

Duas dessas variáveis, densidade da praga e densidade do inimigo natural, são características fundamentais em qualquer relação trófica e dão origem a dois componentes básicos para avaliar se a interação é dependente das densidades: a resposta numérica e a resposta funcional do predador.

As interações entre pragas e inimigos naturais auxilia no entendimento dos diferentes mecanismos que regulam o controle natural, sendo essa compreensão fundamental para o uso bem sucedido e seguro do controle biológico.

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Alessandro Alvarenga

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Plantas de cobertura do solo: conheça as principais https://blog.rehagro.com.br/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/ https://blog.rehagro.com.br/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/#respond Thu, 28 Jul 2022 15:00:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14008 A utilização das plantas de cobertura é uma das premissas da agricultura conservacionista, pois possibilita melhorar a saúde do solo de forma sustentável e segura, por meio de processos físicos, químicos e biológicos. As plantas de cobertura propiciam uma melhoria na resposta das culturas, principalmente em anos de estresses ambientais, ocasionados pelas mudanças climáticas. A […]

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A utilização das plantas de cobertura é uma das premissas da agricultura conservacionista, pois possibilita melhorar a saúde do solo de forma sustentável e segura, por meio de processos físicos, químicos e biológicos.

As plantas de cobertura propiciam uma melhoria na resposta das culturas, principalmente em anos de estresses ambientais, ocasionados pelas mudanças climáticas. A diversidade das plantas de cobertura é essencial para um sistema produtivo e para a manutenção da saúde do solo.

 

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O aporte de resíduos orgânicos é fundamental para a cobertura do solo, no intuito de protegê-lo do impacto das gotas de chuva e da erosão, corroborando para uma boa qualidade estrutural, não somente pela adição de matéria orgânica proveniente da rotação de culturas, mas também pelo fornecimento de substrato orgânico como fonte de energia para as populações de microrganismos do solo, que agem na produção do carbono da biomassa microbiana, atuando como agente de estabilização dos agregados do solo, contribuindo com o sequestro de carbono, ciclagem e dinâmica de nutrientes.

Há uma gama de plantas de coberturas utilizadas nos trópicos e subtrópicos, ligadas a serviços de ecossistêmicos, aplicados em sistemas de cultivos anuais ou perenes. Sua adoção depende exclusivamente das diferenças climáticas regionais e pela adoção, ou não, do sistema de plantio direto.

O preparo do solo e as culturas utilizadas, possuem efeito preponderante sobre a estrutura do solo e, consequentemente, os fluxos de água e ar. A degradação do solo pode ser considerada uma das ameaças mais graves para o ecossistema, pois compromete a função do solo pelas mais diferentes causas, seja por erosão, compactação, redução nos estoques de carbono do solo e perda de matéria orgânica e nutrientes, acarretando menores produtividades.

O Sistema de Plantio Direto

O Sistema de Plantio Direto (SPD) é um componente chave para o manejo sustentável do solo, sendo definido pela aplicação de três princípios:

  1. Não revolvimento ou menor distúrbio mecânico do solo;
  2. Cobertura do solo pela palhada;
  3. Diversificação das espécies de cultivo (rotação de culturas, sucessão de culturas e consórcio de culturas).

No Brasil, estima-se que tenha uma área superior a 33 milhões de hectares sob sistema de plantio direto.

Os principais fatores para a adoção generalizada do SPD são:

  • Redução nos custos de produção e economia de tempo;
  • Flexibilidade técnica na semeadura, aplicação de corretivos, fertilizantes e controle de plantas daninhas;
  • Produtividade igual ou maior e mais estabilidade ao longo do tempo;
  • Maior proteção do solo contra erosão hídrica e eólica;
  • Maior eficiência na absorção de nutrientes pela planta;
  • Redução de custos e redução dos problemas de controle de pragas e doenças;
  • Maior eficiência no armazenamento e captação de água pelas plantas.

A rotação de culturas é definida como a alternância ordenada de diferentes culturas, em um determinado ciclo, na mesma área e na mesma estação do ano. A sucessão de culturas consiste no ordenamento de duas culturas na mesma área agrícola por tempo indeterminado, cada uma cultivada em uma estação do ano.

Sendo assim, modelos de sistemas de produção envolvendo a rotação de culturas se tornam mais complexos, envolvendo maior diversificação de espécies vegetais em comparação à sucessão de culturas.

Para dimensionamento do sistema de produção que apresente resiliência, a adoção de estratégias para diversificação de espécies vegetais que envolvam rotação, sucessão e consórcio de culturas, se torna fator fundamental.

A implantação de um sistema de produção diversificado deve garantir não causar transtornos operacionais ou econômicos, tendo em vista que a diversificação de culturas aumenta o grau de complexidade das tarefas a serem executadas. Sendo assim, para um modelo de produção envolvendo a primeira e segunda safra para regiões com clima subtropical e tropical, estão como exemplo na figura a seguir.

Distribuição temporal de espécies vegetais

Distribuição temporal de espécies vegetais em um exemplo de modelo de sistema de produção para regiões subtropicais e tropicais.

Dentre as plantas de cobertura utilizadas para estimular a produção de cobertura morta, as leguminosas são as mais requeridas, pois apresentam a capacidade de fixar biologicamente o nitrogênio e disponibilizá-lo para a cultura sucessora.

As leguminosas com potencial de utilização para adubação verde, se destacam:

  • A crotalária (Crotalaria juncea);
  • O guandu-anão (Cajanus cajan);
  • O feijão-de-porco (Canavalia ensiformis);
  • A mucuna-preta (Mucuna aterrima).

As gramíneas apresentam alto grau de rusticidade, elevado acúmulo de matéria verde, atuam como reguladoras da temperatura e umidade do solo e diminuem os riscos de erosão pela alta relação C/N e menor velocidade de decomposição da biomassa vegetal.

Opções de plantas de cobertura para SPD

1. Braquiárias (Urocloa brizantha, U. decubens, U. ruziziensis)

Época de semeadura

  • U. brizantha – outubro a fevereiro;
  • U. decumbens – outubro a fevereiro;
  • U. ruziziensis – novembro a fevereiro.

Semeadura

  • U. brizantha – 320 PVC em linha, 520 PVC à lanço;
  • U. decumbens – 300 PVC em linha, 600 PVC à lanço;
  • U. ruziziensis – 350 PVC em linha, 550 PVC à lanço.

*PVC, ponto de valor cultural; Quantidade mínima de sementes = PVC / %VC, onde %VC = valor cultural

Ciclo até o florescimento

Época de florescimento dependerá da cultivar selecionada e, para alguns casos, também do fotoperíodo.

  • U. brizantha – 70 a 180 DAS*;
  • U. decumbens – 70 a 120 DAS;
  • U. ruziziensis – 40 a 50 DAS.

*DAS = dias após a semeadura

Hábito de crescimento

  • U. brizantha – touceiras eretas;
  • U. decumbens – touceiras decumbentes;
  • U. ruziziensis – touceiras semieretas.

Produção de biomassa

brizantha:

  • Biomassa: 12 a 27 t/ha/ano;
  • Massa seca: 8 a 20 t/ha/ano.

decumbens:

  • Biomassa: 20 a 30 t/ha/ano;
  • Massa seca: 12 a 15 t/ha/ano.

ruziziensis:

  • Biomassa: 20 a 40 t/ha/ano;
  • Massa seca: 12 a 16 t/ha/ano.

2. Crotalárias (Crotalaria breviflora; C. juncea; C. ochroleuca; C. spectabilis)

Época de semeadura

breviflora

  • Outubro a novembro – Recomendado; Dezembro a janeiro – Algumas restrições.

juncea

  • Antecipado: Setembro; Recomendado: Outubro a Novembro; Segunda safra – tardio: Dezembro a Março.

ochroleuca

  • Outubro a novembro – Recomendado; Dezembro a março – Tardia.

spectabilis

  • Época ideal: Outubro a Novembro; Segunda safra – tardia: Dezembro a fevereiro.

Semeadura

C. breviflora;

  • Linha: Espaçamento de 0,5 m entre linhas, totalizando 12 kg/ha. De 2 a 3 cm de profundidade;
  • Lanço: 25 kg/ha de sementes e cobertas com solo após o lanço.

juncea

  • Linha: 25 a 40 sementes/m, totalizando, 25 a 40 kg/ha. Com espaçamento de 0,25 a 0,50 cm entre linhas;
  • Lanço: 20% de sementes a mais e cobertas com solo após o lanço.

ochroleuca

  • Linha: Espaçamento de 0,5 m entre linhas, 10 kg/ha, profundidade de 2 a 3 cm;
  • Lanço: 12 kg/ha de sementes e cobertas com solo após o lanço.

spectabilis

  • Linha: 30 sementes/m, totalizando 12 a 15 kg/ha. Com espaçamento de 0,40 a 0,50 cm entre linhas;
  • Lanço: 20% de sementes a mais e cobertas com solo após o lanço;

Ciclo até o florescimento

breviflora

  • Florescimento ocorre de 90 a 100 dias após o plantio.

juncea

  • Florescimento ocorre de 70 a 130 dias após o plantio.

ochroleuca

  • Florescimento ocorre de 120 a 135 dias após a semeadura.

spectabilis

  • Florescimento ocorre de 110 a 140 dias após o plantio;

Produção de biomassa

breviflora

  • Biomassa: 15-20 t/ha; Massa seca: 3-5 t/ha.

juncea

  • Biomassa: 35-60 t/ha; Massa seca: 10 – 15 t/ha.

ochroleuca

  • Biomassa: 20-30 t/ha; Massa seca: 7-10 t/ha.

spectabilis

  • Biomassa: 20-30 t/ha; Massa seca: 4 – 6 t/ha.

3. Girassol (Helianthus annuus)

Época de semeadura

  • Sul e Centro Sul: Setembro a janeiro;
  • Safrinha – Centro do Brasil: Janeiro a março.

Semeadura

  • 3-20 kg/ha (época ideal);

Ciclo até o florescimento

  • 60 – 80 dias após a semeadura;

Produção de biomassa

  • 40 – 70 t/ha; Massa seca: 7 – 15 t/ha.

4. Milheto (Pennisetum glaucum)

Época de semeadura

  • Antecipado: Setembro;
  • Época ideal: Outubro à novembro;
  • Segunda safra – tardio: Dezembro a maio;

Produção de forragem

  • 15 a 20 kg/ha, 17 a 34 cm de espaçamento entre linhas; Cobertura do solo: 15 – 40 kg/ha e 15 cm de espaçamento entre linhas; Reforma de pasto á lanço: 20 a 25 kg/ha;

Ciclo até o florescimento

  • 45 – 50 dias;

Produção de biomassa

  • 50 – 60 t/ha; Massa seca: 8 – 15 t/ha.

5. Painço (Panicum miliaceum)

Época ideal de semeadura

  • Setembro a dezembro;
  • Safrinha: Janeiro até a primeira quinzena de março.

Semeadura

  • 12 a 15 kg/ha

Ciclo até o florescimento

  • Ocorre cerca de 40-45 dias após à semeadura.

Produção de biomassa

  • 6 a 12 t/ha

6. Trigo mourisco (Fagopyrum esculentum)

Época ideal de semeadura

  • Outubro a dezembro;
  • Com restrições: Janeiro a Março.

Semeadura

  • 60-65 kg/ha;
  • A lanço: 70-80 kg/ha.

Ciclo até o florescimento

  • 35 a 50 dias;

Produção de biomassa

  • 15 a 28 t/ha; Massa seca: 3 a 6 t/ha.

7. Aveia (Avena sativa; Avena strigosa)

Época de semeadura

sativa

  • Março a julho.

strigosa

  • Março a julho.

Semeadura

sativa

  • 50 a 60 kg/ha.

strigosa

  • 60 a 90 kg/ha.

Ciclo até o florescimento

sativa

  • 80 a 110 dias.

strigosa

  • 80 a 110 dias.

Produção de biomassa

sativa

  • Biomassa: 30 a 50 t/ha; Massa seca: 7 a 15 t/ha.

strigosa

  • Biomassa: 30 a 60 t/ha; Massa seca: 5 a 10 t/ha.

8. Canola (Brassica napus)

Época de semeadura

  • Março a junho;

Semeadura

  • 3 a 4 kg/ha de sementes;

Ciclo até o florescimento

  • 50 a 70 dias;

Produção de biomassa

  • 20 a 30 t/ha; Massa seca: 2 a 3 t/ha.

9. Centeio (Secale cereale)

Época de semeadura

  • Março a Julho

Semeadura

  • 40 a 60 kg/ha

Ciclo até o florescimento

  • 60 a 90 dias

Produção de biomassa

  • 20 a 30 t/ha; massa seca: 4 a 10 t/ha

10. Cevada (Hordeum vulgare)

Época de semeadura

  • Março a maio;

Semeadura

  • 100 a 150 kg/ha;

Ciclo até o florescimento

  • 80 a 90 dias;

Produção de biomassa

  • 3 a 5 t/ha de massa seca.

11. Triticale (X Triticosecale)

Época de semeadura

  • Março a maio;

Semeadura

  • 80 a 120 kg de sementes/ha;

Ciclo até o florescimento

  • 70 a 85 dias;

Produção de biomassa

  • 9 a 10 t/ha; Massa seca 4 a 7 t/ha.

Seja especialista na produção de grãos!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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Alessandro Alvarenga

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Desenvolvimento e aplicação de RNAi na agricultura https://blog.rehagro.com.br/aplicacao-de-rnai-na-agricultura/ https://blog.rehagro.com.br/aplicacao-de-rnai-na-agricultura/#respond Thu, 28 Apr 2022 19:59:58 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=12740 Este Webinar, apresentado no dia 19/04, contou com a presença de Francisco Aragão, em uma excelente discussão sobre o desenvolvimento e aplicação de RNAi na agricultura. Ficou interessado? Assista ao vídeo na íntegra! Aproveite para se inscrever no nosso canal e ativar o sininho de notificações.

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Este Webinar, apresentado no dia 19/04, contou com a presença de Francisco Aragão, em uma excelente discussão sobre o desenvolvimento e aplicação de RNAi na agricultura.

Ficou interessado? Assista ao vídeo na íntegra!

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Doenças do milho: identificação e como controlar https://blog.rehagro.com.br/identificacao-de-doencas-em-milho/ https://blog.rehagro.com.br/identificacao-de-doencas-em-milho/#respond Fri, 22 Apr 2022 18:00:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7352 A identificação correta de doenças é de suma importância e requer atenção. Nos últimos anos, o custo com inseticida e fungicida no Brasil para o cultivo do milho, chegou à casa dos bilhões de reais! De modo geral, pragas e doenças, se não controladas corretamente, reduzem de forma significativa o volume de produção, acarretando em […]

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A identificação correta de doenças é de suma importância e requer atenção. Nos últimos anos, o custo com inseticida e fungicida no Brasil para o cultivo do milho, chegou à casa dos bilhões de reais!

De modo geral, pragas e doenças, se não controladas corretamente, reduzem de forma significativa o volume de produção, acarretando em prejuízos aos produtores.

 

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Com a identificação desses patógenos, é necessário a adoção de um manejo adequado, que vai desde a escolha da cultivar, baseando-se na qualidade de sementes, até a pós-colheita, avaliando a armazenagem. Tudo isso, visando preservar o investimento que o produtor fez em sua lavoura, bem como toda a safra.

Esse monitoramento vai desde o planejamento, com análise nematológica do solo, por exemplo, especialmente em sistemas de plantio direto, até a identificação correta de doenças em lavouras já implantadas.

No entanto, há muitas doenças e indicativos foliares que, muitas vezes, nos confundem devido às semelhanças entre as que são mais comuns e aquelas que não são tão corriqueiras. Em casos como as pintas anormais que aparecem nas folhas de milho, como identificar corretamente?

Algumas doenças em milho, são até fáceis de identificar, já outras acabam confundindo pela similaridade com os sintomas das mais comuns. E é justamente essa facilidade, que gera confusão quando doenças secundárias compartilham alguma similaridade com as características daquelas mais rotuladas.

Folhas de milho com doença

Talvez, sintomas mais avançados como esses que aparecem nas imagens, não gerem tanta confusão quanto àqueles do início da doença, no aparecimento das primeiras manchas.

De toda forma, você é capaz de diferenciar com segurança sintomas de pinta branca e holcus spot?

Produção de milho no Brasil

Os 3 principais pontos na identificação de doenças no milho

Se você quiser identificar, de maneira eficiente, os sintomas de alguma doença a nível de lavoura, então deve ficar atento a esses três pontos principais:

  1. Conhecer os sintomas e as principais características das doenças, as quais você está em dúvida;
  2. Saber as condições (ambientais) que o patógeno necessita para se desenvolver, afinal, assim é possível fazer um paralelo com a cultura que você está avaliando;
  3. Ter uma perspectiva sobre como os sintomas evoluem a médio prazo (o que é ignorado pela maioria).

Em se tratando de pinta branca e holcus spot, a ideia geral sobre os sintomas é: pequenas manchas circulares de coloração branco-palha. Apenas com essas informações você não conseguirá diferenciá-las.

Diferenças básicas entre a Pinta Branca e Holcus spot

A pinta branca é provocada por uma associação entre os patógenos Phaeosphaeria sp. e Pantoea sp. (um fungo e uma bactéria) que necessitam de temperatura branda para o estabelecimento da doença.

Isso a torna mais comum em lavouras acima de 700m de altitude. Além disso, o aparecimento da doença é mais frequente próximo ao florescimento, com forte evolução na fase reprodutiva da lavoura.

O aumento da severidade dessa doença é favorecido, justamente, pela incidência de dias nublados e alta umidade relativa do ar, afinal, trata-se de um fungo e uma bactéria.

Holcus spot (nome originalmente usado pelos produtores americanos) é uma doença de ocorrência recente no Brasil. Causada pela bactéria Pseudomonas sp., pode aparecer em áreas de maior e menor altitude (já a encontrei em áreas a 500m).

É comum observar o aparecimento dos primeiros sintomas no início da fase vegetativa da cultura do milho, mesmo em condições de tempo ensolarado.

No caso de pragas como o percevejo, os danos causados na fase inicial da cultura podem comprometer severamente a lavoura. Já o Holcus spot, apesar dos sintomas surgirem nas fases iniciais, não existem referências de perdas expressivas por essa doença (pelo menos por enquanto).

Como identificar visualmente a médio prazo?

Imagine que você esteja caminhando em uma lavoura de milho cerca de um mês após o plantio e encontre uma mancha circular de coloração clara, qual doença você supõe ser? E se essa for uma lavoura de segunda safra na região do vale do Araguaia no MT?

Os sintomas iniciais dessas doenças possuem certa similaridade, a coloração típica evolui a partir de uma lesão “encharcada”. No entanto, se você acompanhar em uma perspectiva de médio prazo, é possível notar algumas diferenças na sua evolução.

No caso de pinta branca, a lesão encharcada se torna totalmente preenchida pela coloração branco-palha, e uma vez que ela se forma, não há crescimento da lesão. Também não há nenhum halo ou borda muito evidente na lesão, conforme imagem a seguir:

Lesões da pinta branca em folha

Com Holcus spot, é possível perceber no centro da lesão encharcada, um ponto claro, que cresce até formar a lesão circular. Mesmo nas lesões já formadas, é possível ver um halo de coloração mais clara, que sinaliza seu crescimento.

Com o tempo, a lesão cresce em todo o limite dessa área mais clara. Nas lesões mais velhas é possível notar um bordo amarelo-castanho, como mostra a imagem a seguir:

Lesões por Holcus spot

Os sintomas dessas doenças podem ser confundidos com algo mais?

O sintoma típico (lesão circular branco-palha) também pode ser confundido com a deriva do herbicida dessecante Paraquat. Nesse caso você não observará nenhum tipo de bordo ou halo na lesão, e tomando uma perspectiva sobre a evolução do sintoma não irá observar aumento no número de lesões (elas se formam apenas por ocasião da deriva).

Falando sobre evolução dos sintomas, no caso da pinta branca, a severidade da doença aumenta de maneira bem expressiva, chegando a “tomar conta” da maior parte das folhas do terço médio e superior. Uma severidade dessa dificilmente irá acontecer no caso de Holcus spot.

A identificação de doenças pode ser simples em muitos casos, em outros exigirá uma leitura mais complexa. Um olhar sobre o todo (atento aos três pontos já citados) sempre garantirá um maior nível de assertividade.

E agora que você já sabe identificar corretamente e diferenciar se as manchas nas folhas de milho são de Pinta Branca ou Holcus spot, quantas outras doenças semelhantes você sabe identificar nos demais grãos?

Existem algumas doenças que podem comprometer toda a safra e algumas delas, como a mancha-amarela em trigo, podem causar uma verdadeira epidemia. Em levantamentos a campo, ela foi encontrada em 60% deles. Então, fique por dentro!

Saiba mais sobre a produção de grãos!

Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

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Práticas sustentáveis na agricultura: confira a adoção e seus benefícios https://blog.rehagro.com.br/praticas-sustentaveis-na-agricultura-confira-a-adocao-e-seus-beneficios/ https://blog.rehagro.com.br/praticas-sustentaveis-na-agricultura-confira-a-adocao-e-seus-beneficios/#respond Wed, 06 Apr 2022 20:00:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=12252 O Brasil é um dos mais importantes produtores de commodities e serviços agrícolas do mundo. Esse sucesso pode ser explicado por um conjunto de fatores, incluindo condições edafoclimáticas adequadas para atividades agrícolas que oferecem uma série de vantagens. O sucesso do cultivo agrícola implica conhecer, estudar e adequar-se às particularidades de cada tipo de solo […]

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O Brasil é um dos mais importantes produtores de commodities e serviços agrícolas do mundo. Esse sucesso pode ser explicado por um conjunto de fatores, incluindo condições edafoclimáticas adequadas para atividades agrícolas que oferecem uma série de vantagens.

O sucesso do cultivo agrícola implica conhecer, estudar e adequar-se às particularidades de cada tipo de solo e clima, além de investir em práticas que possam tornar a agricultura sustentável e otimizar os benefícios ambientais, econômicos e sociais.

Isso mostra claramente que a sustentabilidade não depende apenas da conservação e valorização dos recursos naturais, mas também de ganhos de produtividade e rentabilidade aos agricultores.

 

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Plantio direto: uma prática revolucionária

A prática do Plantio Direto tem causado uma revolução na agricultura brasileira, pois tem permitido o desenvolvimento de uma produção sustentável baseada na agricultura de conservação, envolvendo cobertura permanente do solo e sistemas de cultivo diversificados com mais de uma colheita por ano.

O plantio direto também levou à redução dos custos de produção, uma vez que são necessárias menos operações agrícolas, economizando combustível e custos de mão de obra.

Além disso, a qualidade e a saúde do solo podem ser melhoradas e restauradas, em particular os níveis de carbono e biodiversidade do solo podem aumentar os rendimentos agrícolas, ao longo do tempo, reduzindo a aplicação de fertilizantes, devido à redução da erosão, colocação mais precisa de fertilizantes e melhoria da saúde do solo. Por fim, minimiza-se o impacto das gotas de chuva no solo e o escoamento da água, mitigando os processos erosivos.

No Brasil, o plantio direto foi introduzido pela primeira vez no início da década de 1970, por iniciativa de agricultores pioneiros do Paraná, como forma de controlar inicialmente o escoamento de água e a erosão do solo, mas posteriormente para melhorar a saúde e a produtividade do solo, integrando outras práticas complementares para construir sistemas conservacionistas.

Foi uma resposta ao uso de sistemas de preparo intensivo em áreas de produção de grãos que causavam severas perdas por erosão e degradação do solo, afetando a capacidade produtiva e a produtividade das culturas, nas décadas de 1970 e 1980.

A expansão do plantio direto

Entre 2006 e 2017, um aumento de 84,9% na área de lavouras na prática do plantio direto foi registrada no Brasil, passando de 17,9 para 33,0 milhões de ha.

Esse aumento da área de plantio direto foi observado em todas as cinco grandes regiões do país (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste). O número de propriedades sob a prática do plantio direto também passou de 507 mil para mais de 553 mil, ou seja, um aumento de 9,2%.

A maior expansão da área de plantio direto no Brasil entre 2006 e 2017 ocorreu na região Centro-Oeste, de 6,5 a 13,7 milhões de ha, um aumento de 110,4%. Essa expansão ocorreu com maior intensidade em Mato Grosso, atualmente o estado com maior área de plantio direto e área média de plantio direto no ranking nacional, superando a região Sul nesse período.

A expansão da área de plantio direto também foi de alta intensidade nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.

Na região Sudeste, a área sob a prática do plantio direto expandiu de 1,4 para 2,9 milhões de ha, um aumento de 107,4% entre 2006 e 2017.

Há dois estados principais em termos de terras agrícolas nesta região: estado de São Paulo predominantemente no Atlântico Bioma Floresta onde a área de NT expandiu 113,0 % e o estado de Minas Gerais predominantemente no bioma Cerrado onde houve um aumento semelhante de 103,0 % na área de plantio direto.

A área sob plantio direto na região Nordeste passou de 1,2 para 3,3 milhões de ha, correspondendo a um aumento de 184,2%. Este aumento foi o resultado de diferentes fenômenos e esconde tendências opostas dentro dele.

Por um lado, um aumento acentuado da área total de plantio direto foi registrado nos estados da Bahia (BA), Maranhão (MA) e Piauí (PI), que pertencem à nova área de expansão dentro do bioma Cerrado denominada MATOPIBA. que inclui os três estados (MA, PI, BA) juntamente com o estado do Tocantins (TO) localizado na região Norte.

Na região Norte, a área total do plantio direto aumentou de 0,2 para 1,2 milhão de ha, ou seja, um aumento de 431%. Os estados do Tocantins, Pará e Rondônia, que juntos respondem por 93% da área do NT na região, foram os mais destacados.

Área de plantio direto em relação à área total de grãos

A área de cultivo anual no Brasil aumentou de 36,6 milhões de ha em 2006 para 52,7 milhões de ha em 2017, um aumento de 43,9% durante este período.

Enquanto isso, a área de cultivos anuais sob a prática do plantio direto nas propriedades que o utilizam como sistema exclusivo de manejo do solo no Brasil aumentou de 18,7 para 32,1 milhões de ha, ou seja, um aumento de cerca de 71,5%.

Com isso, o percentual de cultivos anuais sob plantio direto passou de 51,2 % em 2006 para 61,0 % em 2017. Sendo a prática do plantio direto um dos três princípios da agricultura sustentável, sua adoção e disseminação tem contribuído para a correspondente expansão da área de agricultura sustentável no Brasil.

Assim, o aumento da área de plantio direto indica uma melhora na sustentabilidade econômica e ambiental da agricultura brasileira.

Os sete principais estados com maior adoção da prática de TN em 2017 são Mato Grosso (86,6%), Paraná (81,9%), Rio Grande do Sul (76,8%), Santa Catarina (71,3%), Goiás (70,7%), Distrito Federal (69,9%) e Mato Grosso do Sul (69,3%).

A adoção do sistema plantio direto foi um dos principais fatores que contribuíram para a expansão e ganhos de produtividade liderados por agricultores na agricultura brasileira.

O papel do plantio direto na mitigação das mudanças climáticas

A introdução do plantio direto em áreas de vegetação nativa reduz os estoques de carbono do solo entre 4% e 8% na camada de 0-30 cm após 20 anos de uso da terra em várias regiões do Brasil.

Esses dados mostram que a manutenção dos ecossistemas naturais deve ser uma prioridade para evitar possíveis perdas de carbono do solo com consequentes emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera, ocasionado pelo revolvimento do solo.

Por outro lado, a adoção de plantio direto em áreas anteriormente manejadas por sistemas convencionais e pastagens é uma alternativa potencial para promover o sequestro de carbono em solos agrícolas nas diferentes regiões do Brasil.

Especificamente, a conversão do cultivo convencional para plantio direto promoveu aumentos médios nos estoques de carbono do solo não apenas nas camadas superficiais do solo (0-30 cm), mas também em perfis mais profundos (0-50 cm), e que variaram entre 9% e 25%.

Em áreas ≥ 20 anos após a conversão de cultivo convencional para plantio direto a taxa de sequestro foi de 0,63 Ton de C ha-1 ano-1, ou 17% do carbono do solo, enquanto em áreas ≥ 20 anos após a conversão de pastagem para plantio direto, a taxa de sequestro foi de 0,53 Ton C ha-1 ano-1 ou 10% de carbono orgânico do solo.

O sequestro de carbono orgânico do solo é evidentemente uma função do tempo desde a conversão de cultivo convencional para plantio direto, com uma taxa de sequestro de 0,39 Ton C ha-1 ano-1 ou 2% carbono orgânico do solo entre 4 e 10 anos após a conversão, e 0,59 Ton C ha-1 ano-1 ou 16% carbono orgânico do solo entre 17 e 26 anos.

Para a conversão de pastagem para plantio direto, o sequestro de carbono orgânico do solo varia com o tempo, onde em áreas com menos tempo desde a conversão (2-7 anos) a taxa de sequestro é de 0,05 Ton C ha-1 ano-1 ou 2% carbono orgânico do solo, e em áreas com em um período mais longo (12-20 anos) a taxa de sequestro é de 0,45 Ton C ha-1 ano-1 ou 10% carbono orgânico do solo.

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Alessandro Alvarenga

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A agricultura de precisão é um conjunto de tecnologias que combina sensores, sistemas de informação, maquinário aprimorado e gerenciamento informado para otimizar a produção, levando em consideração a variabilidade e as incertezas nos sistemas agrícolas.

A adaptação dos insumos de produção localmente dentro de um campo e individualmente para cada unidade de produção permite um melhor uso dos recursos para manter a qualidade do meio ambiente enquanto melhora a sustentabilidade do fornecimento de alimentos. A agricultura de precisão fornece um meio de monitorar o sistema de produção de grãos e gerenciar a quantidade e a qualidade dos produtos agrícolas.

A agricultura de precisão, ou gestão baseada em informações de sistemas de produção agrícola, surgiu em meados da década de 1980 como uma forma de aplicar o tratamento certo no lugar certo na hora certa.

 

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O aumento da conscientização sobre a variação nas condições do solo e das culturas, combinado com o advento de tecnologias como sistemas globais de navegação por satélite (GNSS), sistemas de informações geográficas (GIS) e computadores, servem como os principais impulsionadores.

Inicialmente, a agricultura de precisão foi usada para adaptar a distribuição de fertilizantes às diferentes condições do solo em um talhão.

Desde então, outras práticas evoluíram, como orientação automática de veículos e implementos agrícolas, máquinas e processos autônomos, rastreabilidade de produtos, pesquisa na fazenda e softwares para o gerenciamento geral dos sistemas de produção agrícola.

Apesar das diferenças nos tipos de tecnologia e nas áreas de adoção, os objetivos da agricultura de precisão são três:

  1. Otimizar o uso dos recursos disponíveis para aumentar a rentabilidade e a sustentabilidade das operações agrícolas;
  2. Reduzir o impacto ambiental negativo;
  3. Melhorar a qualidade do ambiente de trabalho e os aspectos sociais da agricultura, pecuária e profissões relevantes.

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Variabilidade espaço temporal

As variabilidades que têm influências significativas na produção agrícola podem ser categorizadas em seis grupos.

1. Variabilidade da produção

Distribuições de rendimento históricas e atuais.

2. Variabilidade do talhão

Topografia do talhão – elevação, inclinação, aspecto e terraço; proximidade ao limite do talhão e córregos etc.

3. Variabilidade do solo

  • Fertilidade do solo – nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, carbono, ferro, manganês, zinco e cobre;
  • Fertilidade do solo proporcionada por composto orgânico;
  • Propriedades físicas da textura do solo;
  • Densidade;
  • Resistência à penetração;
  • Teor de umidade e condutividade elétrica;
  • Propriedades químicas do solo – pH;
  • Matéria orgânica, salinidade e condutividade elétrica;
  • Capacidade de retenção de água disponível no solo e condutividade hidráulica;
  • Profundidade do solo.

4. Variabilidade de colheita

  • Densidade de colheita; altura da colheita;
  • Estresse nutricional da cultura para N, P, K, Ca, Mg, C, Fe, Mn, Zn e Cu;
  • Estresse hídrico da cultura;
  • Propriedades biofísicas da cultura – índice de área foliar, radiação fotossinteticamente ativa interceptada e biomassa;
  • Teor de clorofila da folha da colheita;
  • Qualidade de grãos da cultura.

5. Variabilidade em fatores anômalos

Infestação de ervas daninhas; infestação de insetos; infestação de nematoides; infestação de doenças; danos causados ​​pelo vento.

6. Variabilidade de gestão

Prática de condução da lavoura; híbrido/cultivar; taxa de semeadura da cultura; rotação de colheitas; aplicação de fertilizantes; aplicação de pesticidas; e padrão de irrigação.

Entre esses tipos de variabilidade, a variabilidade de rendimento é frequentemente considerada a variável dependente final, enquanto a maioria dos outros tipos de variabilidade são tratados como variáveis ​​independentes.

A variável independente mais extensivamente estudada até hoje tem sido o nível de fertilidade do solo. De fato, a maioria das tecnologias de taxa variável para aplicações químicas foram desenvolvidas em aplicadores de fertilizantes.

Muitos tipos de variabilidade são de natureza espacial e temporal. A infestação de ervas daninhas serve como exemplo. Padrões espaciais de manchas de ervas daninhas podem mudar durante a estação de crescimento da cultura.

As variabilidades nos parâmetros climáticos são principalmente de natureza temporal. No entanto, o monitoramento intensivo da precipitação nos talhões também é importante para auxiliar na tomada de decisões para aplicações de fertilizantes.

Manejando a variabilidade

O gerenciamento da variabilidade pode ser alcançado por duas abordagens: a abordagem baseada em mapas e a abordagem baseada em sensores.

Com as tecnologias disponíveis de GNSS, sensoriamento remoto, monitoramento de produtividade e amostragem de solo, a abordagem baseada em mapas é geralmente mais fácil de implementar.

Essa abordagem requer o seguinte procedimento: amostragem em grade de um campo, realização de análises laboratoriais de amostras de solo, geração de um mapa específico do local e, finalmente, utilização desse mapa para controle de um aplicador de taxa variável. Um sistema de posicionamento, como um GNSS, geralmente é necessário para essa abordagem.

A abordagem baseada em sensor, por outro lado, mede as propriedades desejadas, como propriedades do solo e da planta, usando sensores em tempo real de maneira ‘on-the-go’ (em movimento) e controla o aplicador de taxa variável com base nas medições.

Agricultura de precisão e zonas de manejo

As aplicações específicas do local de insumos agrícolas podem ser implementadas dividindo um campo em zonas de manejo menores que são mais homogêneas em propriedades de interesse do que o campo como um todo.

Uma zona de manejo é definida como “uma porção de um campo que expressa uma combinação homogênea de fatores limitantes de rendimento para os quais uma única taxa de um insumo de cultura específico é apropriada”.

Assim, as zonas de manejo dentro de um campo podem ser diferentes para diferentes insumos, e o delineamento de zonas de manejo para um insumo específico envolve apenas os fatores que influenciam diretamente a eficácia desse insumo no alcance de determinados objetivos.

Uma zona de manejo também pode ser delineada por mais de uma cultura específica. Neste caso, uma única taxa é aplicada para cada uma das entradas específicas dentro de uma zona. O número de zonas de manejo distintas dentro de um talhão é uma função da variabilidade natural dentro do talhão, do tamanho do talhão e de certos fatores de manejo.

O tamanho mínimo de uma zona é limitado pela capacidade do agricultor de gerir diferencialmente as regiões dentro de um campo. Se um GNSS estiver envolvido para controlar a aplicação ou guiar o implemento, parece não haver razão para restrições na forma da zona.

No entanto, na realidade, o padrão em que o equipamento de aplicação percorre o campo deve ser considerado ao delinear as zonas de gerenciamento.

Impactos da agricultura de precisão

A agricultura de precisão permite rastreamento e ajuste precisos da produção agrícola. As tecnologias de agricultura de precisão oferecem aos agricultores oportunidades de alterar a distribuição e o tempo de fertilizantes e outros agroquímicos com base na variabilidade espacial e temporal em um campo.

Os agricultores podem fazer análises econômicas com base na variabilidade do rendimento das culturas em um campo para obter uma avaliação precisa do risco. Conhecendo o custo dos insumos, os agricultores também podem calcular o retorno em dinheiro sobre os custos de cada hectare.

Certas partes dentro de um campo, que sempre produzem abaixo do ponto de equilíbrio, podem ser isoladas para o desenvolvimento de um plano de gerenciamento específico do local.

Embora os benefícios ambientais da agricultura de precisão não tenham sido mensurados sistemática e quantitativamente, algumas pesquisas têm revelado evidências positivas.

Um estudo realizado em dois campos adjacentes, um tratado com tecnologia de taxa uniforme para fertilizante nitrogenado e outro com tecnologia de taxa variável, demonstrou o efeito da tecnologia de taxa variável na redução da contaminação do lençol freático.

Com a disponibilidade de dados topográficos para campos implementados com tecnologias de agricultura de precisão, a interação entre o preparo do solo e a erosão do solo/água pode ser examinada e, assim, a redução da erosão pode ser alcançada.

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Alessandro Alvarenga

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Mercado de café: análise sobre as tendências https://blog.rehagro.com.br/mercado-de-cafe-quais-as-tendencias/ https://blog.rehagro.com.br/mercado-de-cafe-quais-as-tendencias/#respond Fri, 25 Feb 2022 18:00:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11745 Neste Webinar, Guilherme Morya, responsável pela área de pesquisa e análise setorial de café para o Rabobank Brasil, faz uma análise sobre as tendência do mercado de café, influência no preço, entre outros assuntos. Vale a pena conferir o conteúdo na íntegra! Não deixe de se inscrever no nosso canal para acompanhar nossos conteúdos. Ative […]

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Neste Webinar, Guilherme Morya, responsável pela área de pesquisa e análise setorial de café para o Rabobank Brasil, faz uma análise sobre as tendência do mercado de café, influência no preço, entre outros assuntos.

Vale a pena conferir o conteúdo na íntegra!

Não deixe de se inscrever no nosso canal para acompanhar nossos conteúdos. Ative o sino!

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Fungicidas: quais são os principais tipos? https://blog.rehagro.com.br/fungicidas-para-graos/ https://blog.rehagro.com.br/fungicidas-para-graos/#respond Tue, 18 Jan 2022 16:53:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11035 Quem vive da agricultura, com certeza já se deparou com doenças fúngicas e pragas. O controle, de modo geral, é feito por meio de fungicidas e inseticidas. No entanto, como saber qual o ideal para sua lavoura? Primeiramente, o que é fungicida e inseticida? A pergunta parece bem simples, porém, dentre os grupos, possuem diversas […]

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Quem vive da agricultura, com certeza já se deparou com doenças fúngicas e pragas. O controle, de modo geral, é feito por meio de fungicidas e inseticidas. No entanto, como saber qual o ideal para sua lavoura?

Primeiramente, o que é fungicida e inseticida? A pergunta parece bem simples, porém, dentre os grupos, possuem diversas classes.

1. Fungicida: é um defensivo agrícola usado com o objetivo de controlar ou acabar com fungos que atacam e reduzem produtividades em plantas.

2. Inseticida: de modo geral, são substâncias químicas e biológicas usadas para controle e combate de insetos-pragas que causam prejuízos às lavouras. Agem em todas as fases do inseto.

Só para a soja, são registrados mais de 350 tipos de fungicidas e mais de 340 em inseticidas. Há aqueles indicados para tratamento de sementes, os preventivos, os que agem diretamente na planta, e muitos outros. Por isso, é importante entender como é a ação desse tipo de defensivo em sua lavoura.

 

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Fungicidas protetores x fungicidas sistêmicos

De modo geral e informal, as pessoas costumam dividir os fungicidas entre aqueles que são protetores e aqueles que são sistêmicos.

Nosso antigo coordenador, facilitador e consultor Geraldo Gontijo, que também é mestre em Fitotecnia, com ênfase em vários cereais, como a soja e o milho, explica sobre os tipos de fungicidas no vídeo “Tipos de fungicidas“.

Se analisarmos de forma mais simplificada, os fungicidas do tipo protetor são aqueles com ações mais superficiais, enquanto os sistêmicos, são aqueles que agem mais profundamente na planta. No entanto, é muito comum ter confusão quanto aos sistêmicos, é o que explica Geraldo:

“É comum muitos pensarem que quando um determinado produto possui ação sistêmica, consegue se translocar de uma folha para a outra. Na verdade, todas as vezes em que falamos de sistematicidade, tanto de fungicida quanto de inseticida, é uma sistematicidade baixa!”

E isso está atrelado ao vaso condutor o qual o fungicida irá agir. Clique no link do vídeo acima e entenda melhor essa relação.

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Proteja suas lavouras além dos fungicidas

Soja e milho são culturas de alta intensidades produtivas, possuindo mais de uma safra ao ano. Isso significa que qualquer cuidado é pouco. Aliás, dependendo da doença, pragas ou até mesmo a planta daninha que surgir na lavoura, pode ocasionar mais de 80% de perdas. Dependendo da severidade, pode dar perda total e o produtor ter prejuízos grandiosos.

O melhor é sempre a prevenção do que o combate. Claro que quando o agente causal de dano surgir, é preciso agir, mas antecipar isso, deixando suas lavouras protegidas, pode ser a chave para a lucratividade garantida.

Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

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Como realizar o controle do capim-amargoso https://blog.rehagro.com.br/controle-do-capim-amargoso/ https://blog.rehagro.com.br/controle-do-capim-amargoso/#respond Tue, 18 Jan 2022 14:15:21 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10829 O capim-amargoso é uma das plantas daninhas de maior destaque no cultivo de cereais. Além de causar enormes prejuízos, ela é de difícil controle. Há algumas que já adquiriram resistência a um dos principais, se não o principal, herbicida: glyphosate (glifosato). Por esse motivo, o custo para seu controle é ainda maior. Essa planta daninha […]

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O capim-amargoso é uma das plantas daninhas de maior destaque no cultivo de cereais.

Além de causar enormes prejuízos, ela é de difícil controle. Há algumas que já adquiriram resistência a um dos principais, se não o principal, herbicida: glyphosate (glifosato). Por esse motivo, o custo para seu controle é ainda maior.

Essa planta daninha ainda possui outras características que dificultam e atrapalham a tentativa de controle, como:

  1. Ciclo longo, podendo passar os 2 anos;
  2. Sua reprodução é facilitada, já que pode ser tanto por rizoma, quanto semente;
  3. Alta proliferação reprodutiva: além de produzir em torno de 1000 sementes, se dispersa facilmente pelo vento. Dentre outras.

E, quando o assunto é milho, o controle é ainda mais delicado, afinal, os 2 são da família das poaceae (gramíneas). É o que salienta o consultor em grãos e engenheiro agrônomo, Flávio Moraes:

Os principais graminicidas que podem controlar o amargoso, podem ter efeitos prejudiciais à cultura do milho.

No entanto, há uma solução sim para áreas com infestação de capim amargoso e nesse vídeo a seguir de apenas 3:03 minutos, Flávio explica qual técnica seguir, melhor época e dá dicas. Confira:

Cuidado com o herbicida o qual você vai optar para fazer o controle do capim-amargoso, isso porque além de alguns afetarem o milho, há aqueles que são residuais.

Flávio também exemplifica o que fazer nesses casos.

Controlando outras daninhas, pragas e doenças

A cada ano que passa, a expectativa de produção de milho por hectare aumenta. A última média prevista pela Conab diz que, para a safra 2021/22 é de 90 sacas de milho por hectare, mas há quem consiga produzir acima de 200!

O impacto dessa gramínea é tão forte que, no caso da soja, por exemplo, pode ter perdas de 6 sacos por hectare.

Há outras plantas daninhas tão prejudiciais quanto, além das doenças e pragas. Para atingir altas produções e lucratividade, é preciso ter o controle e a segurança em suas lavouras.

Proteja suas lavouras!

Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

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Colheita mecanizada: principais pontos e o seu papel na produção de grãos https://blog.rehagro.com.br/colheita-mecanizada/ https://blog.rehagro.com.br/colheita-mecanizada/#respond Tue, 18 Jan 2022 13:03:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11023 Quando pensamos em sistemas de produção em grãos, já pensamos nos dois principais: convencional e plantio direto. Independente do sistema que você optar em sua fazenda, uma coisa é certa: você estará visando a colheita. Entender os pontos da fase em que nos mostra o real resultado de nossos esforços na lavoura, é de suma […]

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Quando pensamos em sistemas de produção em grãos, já pensamos nos dois principais: convencional e plantio direto. Independente do sistema que você optar em sua fazenda, uma coisa é certa: você estará visando a colheita.

Entender os pontos da fase em que nos mostra o real resultado de nossos esforços na lavoura, é de suma importância. Uma colheita de grãos mal feita, inclusive, acarretará em mais perdas do que a aceitável e isso vai refletir no lucro final do produtor, que pode acabar sendo abaixo do esperado.

O papel da colheita mecanizada

À medida que a tecnologia avança, maior é a intensidade de produção do setor agrário, com no mínimo 2 safras e em alguns casos até 3 safras por ano.

Como isso ocorre na mesma área, há ainda a rapidez na comercialização e tudo isso se torna possível com a colheita mecanizada, é o que aponta Alessandro Alvarenga, que é consultor técnico e coordenador em agricultura de precisão do Rehagro.

Ele exemplifica que, no caso do milho, ocorre esses dois tipos de colheita:

No milho, quando ele atinge a maturação, o colmo seca demais e ocorre queda de algumas espigas, pelo vento e demais fatores. A colhedora não tem a capacidade de colher esses, sendo necessária a colheita manual.

Apesar da colheita mecanizada ser vantajosa, por apresentar mais rapidez, ela também tem seus pontos negativos e um deles é a perda. Confira mais detalhes nesse vídeo do Alessandro com menos de 4 minutos:

É possível ter um bom rendimento em sua área, desde que você conduza de forma correta, precisa e com as técnicas adequadas.

Tecnologia além da colheita

Como dito mais acima, a colheita é a fase pela qual o produtor mais espera, mas ela não é a única. Para uma lavoura ser produtiva, é preciso um manejo adequado antes mesmo do plantio, iniciando pelo preparo do solo.

As fases são muitas até a comercialização e captação de lucro pelo produtor, mas com os avanços tecnológicos e o mercado demandando cada vez mais volume produtivo, os cerealistas precisam estar por dentro das novas tecnologias que tornarão isso possível.

Não precisa necessariamente ter máquinas de última geração, mas o conhecimento atualizado sim. Já existem tratores, colhedoras e sensores usados há anos, porém, nem sempre de forma correta e em seu máximo potencial.

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Produção de milho no Brasil e no mundo: principais dados https://blog.rehagro.com.br/cenario-da-producao-de-milho-no-mundo/ https://blog.rehagro.com.br/cenario-da-producao-de-milho-no-mundo/#comments Tue, 21 Dec 2021 16:46:43 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10793 No decorrer das últimas décadas, o milho alcançou o patamar de maior cultura agrícola do mundo, sendo a única a ter ultrapassado a marca de 1 bilhão de toneladas, abandonando antigos concorrentes, como o arroz e o trigo. Concomitantemente à sua importância em termos de produção, a cultura ainda se notabiliza pelos diversos usos. Estimativas […]

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No decorrer das últimas décadas, o milho alcançou o patamar de maior cultura agrícola do mundo, sendo a única a ter ultrapassado a marca de 1 bilhão de toneladas, abandonando antigos concorrentes, como o arroz e o trigo.

Concomitantemente à sua importância em termos de produção, a cultura ainda se notabiliza pelos diversos usos. Estimativas apontam para mais de 3.500 aplicações deste cereal.

Além da relevância no aspecto de segurança alimentar, na alimentação humana e, principalmente, animal, é possível produzir com o milho uma infinidade de produtos, tais como combustíveis, bebidas, polímeros, etc.

 

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Dados da produção mundial de milho

Da safra 2000/01 para a de 2017/18, a produção mundial de milho passou de 591 milhões de toneladas para 1,076 bilhão de toneladas, com aumento de 82%, principalmente por causa do uso como ração animal para a produção de frangos e suínos.

Segundo dados da USDA (2018a, 2018b) apenas dois países representam 58,9% da produção mundial de milho, sendo representado pelos Estados Unidos, com 34,5% (371 milhões de toneladas) da produção mundial, seguido da China, com 24,5% (263 milhões de toneladas).

Ao se agregarem Brasil e União Europeia aos dois maiores produtores mundiais, os 4 maiores produtores são responsáveis por 72,3% da produção mundial.

Alguns países destacam-se com aumento da produção bem acima da média mundial:

  1. Argentina;
  2. Índia;
  3. México;
  4. Ucrânia;
  5. Canadá.

Principais países produtores de milhoGráfico 1: Principais países produtores de milho (Em 1.000 t). 2000/01 – 2005/06 – 2010/11 – 2017/18.t/. – Fonte: USDA (2018a, 2018b), Adaptado Contini et al. (2019).

A Ucrânia merece destaque por ter apresentado um crescimento da produção em menos de duas décadas superior a 500%, passando a ser um dos principais players no comércio mundial de milho, e com a vantagem logística de estar mais próximo dos mercados consumidores do que os Estados Unidos, o Brasil e a Argentina.

Comercialização do milho

A importância do milho como maior cultura agrícola mundial e de sua comercialização, apresenta uma taxa de crescimento de 3,34% a.a., bem superior ao crescimento populacional, uma indicação do dinamismo do produto (USDA, 2018b).

Sua comercialização como commodity, no comércio internacional desse cereal, possui um percentual baixo em relação à produção, apenas de 14% em 2017/18.

A produção de milho no mundo tem aumentado a cada ano. É possível observar pelo aumento de produção e de produtividade ao longo dos últimos anos.

Os principais fatores que contribuíram com esse aumento de produção foram:

  • Desenvolvimento de novos cultivares adaptados às diversas regiões produtoras de milho no mundo;
  • Manejo integrado no controle de pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Melhoria no manejo do solo, principalmente, por meio da adoção de sistemas de produção conservacionistas sem o revolvimento do solo e com a manutenção da palhada das culturas anteriores no solo.

Maiores consumidores, exportadores e balança comercial agrícola

Importadores/compradores

O Gráfico 2 apresenta os principais importadores mundiais. Apesar de em 2017/18 a União Europeia ter se destacado como a maior compradora de milho, individualmente o México é o maior cliente mundial, condição que deve se consolidar ainda mais na próxima década.

Para a próxima década, em 2027/28, a projeção é de que o México será o maior comprador de milho no planeta, seguido de Japão, Irã, Egito, União Europeia e Vietnã.

Há anos se espera que a China se torne em algum momento o maior comprador de milho do mundo, mas os aumentos de produção sucessivos do país têm frustrado esses planos.

Principais países importadores de milhoGráfico 2: Principais países importadores de milho (Em 1.000 t.). 2000/01, 2005/06, 2010/11 e 2017/2018. – Fonte: USDA (2018a, 2018b), Adaptado Contini et al. (2019).

Segundo Contini et al. (2019) no relatório do USDA de novembro de 2018 os dados de produção e estoque de milho da China, mostram que a produção era maior que a estimativa divulgada.

Os estoques estimados para o final da safra 2018/19, que eram de 58 milhões de toneladas nos relatórios de setembro/2018, passaram para 208 milhões de toneladas nos relatórios em novembro. Sendo assim, não é provável que a China seja um relevante comprador de milho nos próximos anos.

Exportadores/vendedores

No Gráfico 3 encontram-se os principais países exportadores de milho, no período de 2000/01 a 2017/18.

Em termos de volume exportado, no ano de 2000/01 foram 76,9 milhões de toneladas, passando para 90 milhões em 2010/11, e atingindo 151,1 milhões em 2016/17.

Considerando o período, o crescimento foi de 96,7%. Da mesma forma que a produção, as exportações também estão concentradas em poucos países.

Principais países exportadores de milhoGráfico 3: Principais países exportadores de milho (Em 1.000 t.). 2000/01, 2005/06, 2010/11 e 2017/18. – Fonte: USDA (2018a, 2018b), Adaptado Contini et al. (2019).

Em 2017/18, os Estados Unidos foram responsáveis por 24,1% das exportações totais de milho no mundo, diminuindo sua participação em relação a 2000/01, que era de 64,1%.

Nos últimos anos o Brasil se estabeleceu como o segundo maior exportador de milho no mundo, apresentando um crescimento de 302% (CONAB 2018b).

Balança comercial e o PIB

Os últimos 10 anos têm apresentado aumento no valor de comercialização e fatores climáticos, como a seca no Meio Oeste Americano no ano de 2012, contribuem para elevar o valor da ommodity no mercado internacional, segundo Contini et al. (2013).

O risco climático é um dos principais fatores que podem contribuir para a alta dos preços no mercado internacional, possibilitando com que países emergentes possam atuar como players no mercado internacional.

O Brasil no cenário mundial de milho

O milho é cultivado em todas as regiões do Brasil. Sua produção ocorre em diferentes épocas, face às condições climáticas das regiões.

O cultivo da primeira safra é semeado na primavera/verão e predomina na maioria das regiões produtoras, com exceção de regiões no Norte e Nordeste, em que, a época de chuvas tem maior concentração a partir do mês de janeiro, sendo o período de semeadura denominado segunda safra.

Produção de milho no Brasil

Na região Centro-Sul do Brasil o cultivo de milho é realizado após a colheita da soja, com semeio concentrado no verão/outono denominado segunda safra. Sendo assim, o sistema e o fluxo de produção em diferentes meses do ano trazem maior complexidade no entendimento do equilíbrio de oferta e demanda.

A mudança da época de semeadura do milho para a segunda safra ocorreu gradualmente desde o início da década de 1990.

Em 2006/07 representou 29% da produção nacional, em 2009/10 e 2010/11 foi de 39%. Na safra 2018/19 apresentou produção recorde de 74 milhões de toneladas.

A inversão da produção do verão para o inverno se estabeleceu de fato em 2011/12, quando a colheita da safrinha quase dobrou em relação ao ano anterior e passou pela primeira vez a safra de verão. Desde então a diferença só aumentou (Gráficos 6 e 7).

Área plantada de milho no BrasilGráfico 4: Área plantada de milho no Brasil por safras – 1976/77 a 2019/20. – Fonte: CONAB (2019).

Produção de milho no BrasilGráfico 5: Produção de milho no Brasil por safras – 1976/77 a 2019/20 – Fonte: CONAB (2019).

A produção brasileira de milho durante os últimos 40 anos pode ser visualizada no Gráfico 8.

O aumento da produção foi de 20 milhões de toneladas na safra 1976/77 a ponto de atingir o pico de 99 milhões em 2018/19.

O crescimento do Brasil é espetacular, com 4,67% ao ano (a.a.) na produção e 2,95% a.a. na produtividade (Conab, 2018a), dados superiores aos observados para o mundo (3,34% a.a.).

A produtividade média do milho brasileiro (4,9 t/ha), no entanto, está abaixo da mundial (5,65 t/ha), a produtividade norte-americana supera 11 t/ha (USDA,2018b).

Produção total de milho no BrasilGráfico 6: Produção total de milho no Brasil – 1976/77 a 2019/20. – Fonte: CONAB (2019)

Este crescimento da produção só foi viável em decorrência do aumento da demanda doméstica, associado à evolução da avicultura e da suinocultura, e da demanda externa com o crescimento acentuado das exportações.

Na Tabela 1, observa-se que, entre 2014/15 e 2018/19, o consumo animal de milho aumentou 250 mil de toneladas, e as exportações aumentaram mais de 1 milhão de toneladas.

Demanda de milho no BrasilTabela 1: Demanda de milho no Brasil (milhões de toneladas) – 2014/15 a 2018/19. – Fonte: Associação Brasileira das Indústrias do Milho (2019).

Cenário estadual do milho

No âmbito nacional, a situação da produção de milho no Brasil em 2018/19 e perspectiva para a safra 2019/20, mostra que a produção passou do verão para o inverno, e a localização predominante foi do Sul para o Centro-Oeste.

O Mato Grosso passou a ser o maior produtor de milho no país com 31,3 milhões de toneladas, sendo que o milho segunda safra representou 95% da produção total na safra 2018/19 (Conab, 2019).

Cabe ressaltar que a mudança da produção de milho do verão para o inverno favoreceu as exportações, ao diminuir a competição com a soja por espaço nos portos.

Assim, os embarques de milho ganham força em julho, quando passam a diminuir os embarques de soja, e despencam em fevereiro do ano seguinte, após a colheita da oleaginosa.

O milho apresenta uma razoável distribuição regional. Os principais estados produtores são:

  1. Mato Grosso;
  2. Paraná;
  3. Goiás;
  4. Mato Grosso do Sul;
  5. Minas Gerais.

Juntos, foram responsáveis por 76% da safra nacional de milho em 2018/19. Esses números são suportados pela importância do milho no mercado nacional e internacional e pelo crescimento acentuado do milho de segunda safra.

Em algumas regiões dos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia, tem se observado o cultivo de milho terceira safra, os cultivos são semeados no outono/inverno devido ao período de chuvas.

Essa característica climática faz com que os produtores tenham grãos de alta qualidade para serem comercializados fora do período tradicional, próximo à colheita de milho nos Estados Unidos.

Há também a vantagem de estar próximo aos terminais portuários dos três estados, garantindo uma redução no frete para exportação da produção.

Perspectivas comerciais no Agronegócio

O PIB do agronegócio no Brasil teve alta de 1,87% em 2018, segundo o Cepea. Atualmente, o agronegócio sozinho representa 21,1% do PIB brasileiro. Além disso, é responsável por metade das exportações do país, o que demonstra grande poder sobre o saldo positivo na balança comercial brasileira.

O valor bruto da produção (VBP) do agronegócio alcançou R$536,5 bilhões em 2017, dos quais R$342,6 bilhões na produção agrícola e R$193,9 no segmento pecuário.

Em relação a esses valores, os 10 que mais se destacaram no ranking foram:

  1. A soja (grãos) foi o produto com maior VBP em 2017, R$127,7 bilhões;
  2. O segundo lugar no ranking do VBP do agronegócio nacional foi ocupado pela pecuária de corte, com R$88 bilhões;
  3. O terceiro maior VBP foi o da cana de açúcar, com R$55,3 bilhões;
  4. Na sequência vêm o milho (R$49,3 bilhões);
  5. Em quarto há a pecuária de leite (R$44,6 bilhões);
  6. O frango só aparece em sexto lugar com VBP de R$35,6 bilhões;
  7. Já o café ocupa a sétima posição com R$20,6 bilhões;
  8. Suínos ficam em oitavo com R$14,3 bilhões;
  9. Apesar do aumento recente, os ovos assumiram a nona posição com R$11,4 bilhões;
  10. Por fim, em décimo está a mandioca com R$10,8 bilhões.

Valor bruto da produção no BrasilFigura 1: Valor bruto da produção no Brasil em 2017 (R$ bilhões). – Fonte: CNA (2019).

O setor agrícola absorve praticamente 1 de cada 3 trabalhadores brasileiros.

Em 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 32,3% (30,5 milhões) do total de 94,4 milhões de trabalhadores brasileiros eram do agronegócio.

Desses 30,5 milhões:

  • 13 milhões (42,7%) desenvolviam atividades de agropecuária;
  • 6,43 milhões (21,1%) no agrocomércio;
  • 6,4 milhões (21%) nos agrosserviços;
  • 4,64 (15,2%) na agroindústria.

Quanto ao comércio internacional 44,1% das exportações brasileiras, em 2017, foram de produtos do agronegócio – também há forte contribuição do agronegócio para o desempenho da economia brasileira.

A importância econômica desse setor se dá pelo fato, que desde 2007 o superávit comercial do agronegócio brasileiro tem mais que superado o déficit comercial dos demais setores da economia brasileira, e garantido sucessivos superávits à Balança Comercial brasileira.

Atualmente, o Brasil é o quarto maior exportador mundial de produtos agropecuários, aproximadamente US$ 96 bilhões. Ele fica atrás, apenas, da União Europeia, EUA e China.

Esse desempenho comercial superavitário com o resto do mundo, tem contribuído de forma decisiva para a estabilidade da taxa de câmbio e para a continuidade da política de flexibilização da política monetária, com reflexos importantes nos menores custos de crédito para toda a sociedade brasileira.

Saldo da balança comercial brasileiraGráfico 7: Saldo da balança comercial brasileira (US$ bilhões) – 1989 a 2017. – Fonte: MDIC e AgroStat/Mapa. Adaptado CNA.

Apesar dos desafios contemporâneos nos mercados doméstico e internacional, os destinos e a diversidade de produtos exportados pelo agronegócio brasileiro aumentaram significativamente.

Seu futuro no agronegócio de grãos!

O milho tem sua importância mundial bem difundida, por servir de alimento humano, animal e ainda tem seus subprodutos. No entanto, apesar do Brasil estar crescendo em produção, produtividade e exportação, ainda fica abaixo da produção mundial.

Analisando as perspectivas futuras, a demanda por esse alimento tende a crescer cada vez mais. Isso significa: oportunidade!

Esse cereal é cultivado, comercialmente, 2 vezes ao ano e em todo o país, então há a oportunidade clara de crescimento nesse segmento, tanto para produtores quanto para profissionais que lidam nessa área.

Mas com grande expectativa de produção, também vêm grandes exigências. Estar por dentro do mercado, se atualizando e aprimorando seus conhecimentos pode ser a chave para seu sucesso.

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro é um curso EAD que, inclusive, foi vencedor no ranking da revista Exame como o melhor curso à distância do Agro.

Isso porque ele é completo e pode te fazer dominar desde o planejamento assertivo das safras, a fisiologia das culturas, fertilidade, proteção e muito mais.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Germinação das sementes: o que é e como ocorre esse processo? https://blog.rehagro.com.br/como-ocorre-a-germinacao/ https://blog.rehagro.com.br/como-ocorre-a-germinacao/#respond Mon, 20 Dec 2021 20:14:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10785 A germinação é o ponto central de qualquer agricultura e a semente é o insumo primordial, principalmente em casos de cereais. Muitos produtores seguem o ciclo comum de: plantar a semente em solo fértil; irrigar; manejar pragas, doenças e plantas daninhas e, por fim, colhem. No entanto, se a semente não germinar, não adiantará de […]

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A germinação é o ponto central de qualquer agricultura e a semente é o insumo primordial, principalmente em casos de cereais.

Muitos produtores seguem o ciclo comum de: plantar a semente em solo fértil; irrigar; manejar pragas, doenças e plantas daninhas e, por fim, colhem. No entanto, se a semente não germinar, não adiantará de nada os demais processos.

 

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Como ocorre a germinação?

Conseguir visualizar o “nascimento” de uma plântula, quando a semente se rompe e inicia seu desenvolvimento, emitindo a primeira estrutura, que é a radícula, é realmente incrível.

Estrutura da fenologia do milhoFigura 1: Fenologia do milho. Fonte: Pioneer Sementes

Essa, porém, é apenas a parte visual externa, pois o mais importante ocorre internamente com substâncias, hormônios e transformações.

Todo o processo inicia com a entrada da água no embrião de uma semente. É o que explica Evandro Fagan, que é professor e pesquisador de fisiologia da produção do Rehagro.

“Quando a água entra, ela ativa a giberelina, que está na estrutura do embrião.” – pontua Evandro.

A giberelina é um tipo de hormônio vegetal que ajuda a regular diversos processos de desenvolvimento, então ela tem forte papel na germinação. Esse hormônio ainda ativa enzimas igualmente importantes para o processo.

A emissão da radícula só ocorre quando outro processo, dependente da giberelina e da ativação de enzimas, ocorre.

Evandro exemplifica com uma monocotiledônea, como o milho, e também mostra com uma dicotiledônea, como a soja. Os processos são parecidos, mas possuem suas diferenças.

Uma produção de grãos depende de muitos fatores, inclusive que vão além da lavoura. No entanto, entender detalhadamente o processo inicial do desenvolvimento de qualquer cultura agrícola, pode fazer toda a diferença.

Nesse caso da germinação, por exemplo, deixa claro a importância da disponibilidade de água nesse início. Mostra também que o processo diverge de acordo com o tipo de semente.

Entender cada fase de cada processo com propriedade de conhecimento, pode ser o que resultará em colheitas fartas depois, ou no manejo mais adequado em cada etapa do processo. E, claro, isso pode te destacar no mercado, seja como produtor ou especialista do setor.

Aprenda pontos importantes sobre a safra da soja com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.

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Seja o melhor especialista em produção de grãos

O Rehagro é um grupo composto de vários segmentos e todos eles voltados para o agronegócio. Isso o torna completo e referência no assunto.

A faculdade Rehagro possui a Pós-graduação em Produção de Grãos, que é um curso em formato EAD e que já recebeu o título de melhor curso nessa modalidade no segmento agrícola pela revista Exame.

Além disso, todos os professores também prestam consultorias, ou seja, possuem vivência prática e atualizada das tendências de mercado.

Com essa pós-graduação, além da fisiologia, você ainda dominará:

  • Fertilidade dos solos;
  • Proteção de Plantas;
  • Agricultura de precisão;
  • Elaboração de projetos e muito mais.

Tudo para te tornar especialista de destaque e renome na área. Você terá acesso a dados e situações reais, com feedback personalizado e individual, para seu máximo desenvolvimento e desempenho.

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Produtividade do trigo: qual o índice mais importante? https://blog.rehagro.com.br/alta-produtividade-em-trigo/ https://blog.rehagro.com.br/alta-produtividade-em-trigo/#respond Wed, 15 Dec 2021 12:42:58 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10737 O Brasil é um dos principais países produtores de grãos. É o número 1 em soja, fica em 3º lugar com o milho e o 4º maior em feijão. Já em relação ao trigo, consumimos mais do que produzimos. A Abitrigo aponta que a necessidade de consumo brasileiro é de 12,7 milhões de toneladas de trigo, […]

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O Brasil é um dos principais países produtores de grãos. É o número 1 em soja, fica em 3º lugar com o milho e o 4º maior em feijão. Já em relação ao trigo, consumimos mais do que produzimos.

A Abitrigo aponta que a necessidade de consumo brasileiro é de 12,7 milhões de toneladas de trigo, mas produzimos bem menos que isso, portanto, acabamos importando esse grão, geralmente da Argentina.

 

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A alta no preço das commodities, no entanto, tem incentivado o crescimento da produção.

Segundo a Conab, na safra 21/22 a rentabilidade do triticultor teve um aumento de 10,6%.

A Conab ainda projeta que, para a safra de 2022, a expectativa seja de 9,6 milhões de toneladas de trigo. Outro fator positivo é que estão apostando no “trigo tropical” do cerrado, pois tem potencial quantitativo e qualitativo.

As novas técnicas de manejo permitem gerar sementes adaptadas ao clima. Assim, o ponto focal do sucesso futuro do trigo brasileiro, está na semente!

Aliás, não é segredo para ninguém a importância da semente em qualquer cultivo. Ela é o principal insumo da produção cerealista e pode representar 20% ou mais nos custos totais.

A qualidade da semente reflete diretamente na colheita. A importância da semente está desde o potencial germinativo, até a distribuição correta e uniforme do estande.

Como é possível produzir mais trigo e com qualidade?

Claudio Isamu, que lecionou a disciplina de Ecofisiologia e Manejo das Lavouras visando elevadas produtividades (tópico Manejo da Cultura do Trigo – Pós Graduação em Produção de Grãos do Rehagro), explica que para obter altas produtividades em trigo, é preciso primeiro entender a semente.

E como a semente é o insumo mais importante e de forte impacto no custo de uma produção, o primeiro passo é saber: quantas sementes de trigo você vai precisar em um hectare?

Cláudio diz que já fez essa pergunta para vários profissionais da área, mas as respostas são sempre vagas ou inconsistentes.

Produtores, consultores, representantes de empresa destinados à cultura trigo: quantos quilos de semente de trigo usamos por hectare? Aí escutamos: 180Kg, 200Kg, até 220Kg de semente. Eu digo a vocês: depende do PMS!”

No vídeo abaixo, com menos de 4 minutos, Cláudio explica detalhadamente e mostra como fazer esse cálculo de PMS para a cultura do trigo. Confira:

Soja e milho também são calculados por meio do PMS. No caso da soja, até a compra da semente leva isso em conta.

É um trabalho demorado, exige paciência e concentração, mas é extremamente necessário para garantir um estande adequado, alta produtividade e redução de custos com esse insumo, uma vez que estará calculado corretamente.

Outro ponto a se levar em conta são as características específicas da variedade e cultivar que você pretende produzir.

Seja triticultor, sojicultor ou demais cereais, a produção depende de muitos fatores, sejam eles climáticos ou de manejo.

Ano após ano a demanda por grãos aumenta, pois muitos são usados no consumo humano in natura, seus derivados como a farinha e também na alimentação animal.

Para produzir muito e alcançar resultados acima da média, é preciso se atualizar no mercado tecnológico, consumidor e cumprir as novas exigências do mercado agrário.

Seja um especialista em grãos

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro foi eleito o melhor curso EAD do setor pela revista Exame e isso tem diversas razões. Primeiro, porque é um curso completo. Todos os professores são consultores, ou seja, eles lidam diariamente no campo e sabem as reais necessidades do produtor.

O curso aborda outros fatores de enorme importância para a produção de grãos, como:

  • Fertilidade;
  • Manejo;
  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Agricultura de precisão e muito mais.

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6 passos para o sucesso da produtividade na produção de grãos https://blog.rehagro.com.br/producao-de-graos-6-passos-para-sucesso/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-graos-6-passos-para-sucesso/#respond Wed, 15 Dec 2021 12:18:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10733 O Brasil é o 4º maior produtor de grãos no mundo e fica em 2º lugar quando o assunto é exportação desses cereais, segundo o MAPA e a EMBRAPA. Em 2020, os produtores nacionais de milho exportaram mais de 35 milhões de toneladas desse grão. A cada nova safra, a demanda aumenta, já que boa […]

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O Brasil é o 4º maior produtor de grãos no mundo e fica em 2º lugar quando o assunto é exportação desses cereais, segundo o MAPA e a EMBRAPA.

Em 2020, os produtores nacionais de milho exportaram mais de 35 milhões de toneladas desse grão.

A cada nova safra, a demanda aumenta, já que boa parte do que produzimos é consumido internamente. Então, o que é preciso para produzir cada vez mais e com qualidade?

Breno Araújo, que é mestre em fertilidade do solo e nutrição de plantas com foco em alta produtividade de milho e soja pela UFLA, explica que os campeões de produtividade possuem vários pontos em comum.

Esses produtores entenderam a curva de pré-requisitos para melhorar a produtividade do sistema de produção dentro das fazendas.

Será que você possui esses pontos ou pode consegui-los?

Há 6 pontos primordiais para quem almeja alcançar uma produtividade satisfatória e eles dependem de algo que muitos já conhecem: investimento.

No entanto, engana-se quem pensou em investimento financeiro, propriamente dito. O primeiro passo é um olhar mais criterioso para seu solo. Ele está apto para sua expectativa de colheita?

Veja na íntegra, em menos de 4 minutos, quais são os passos em comum que os campeões de produtividades fazem para atingirem esses resultados:

O solo precisa estar abastecido e equilibrado:

  • Com presença de água;
  • Nutricionalmente;
  • Estrutura correta;
  • Com cobertura desse solo.

Breno ainda aponta que:

Em qualquer lugar do país que você observar os grandes campeões de produtividades, quem está produzindo bem e colocando dinheiro no bolso, eles têm esses fatores em comum.

Dominar as necessidades do seu solo, os requisitos exigidos de sua cultura, implantar corretamente em solo protegido e acompanhar o desenvolvimento de sua lavoura é o conjunto para o sucesso nas colheitas.

Ser um campeão em produtividade requer conhecimento de cada uma dessas fases e muitas outras. Não é um trabalho fácil, mas se feito corretamente, garante renda e lucratividade que perpassa gerações.

Seja você o próximo campeão de produção em grãos!

No curso online Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, você saberá desde os primeiros cuidados do solo até as mais recentes tecnologias de aplicação desses adubos.

O ensino é atualizado e prático, isso porque todos os professores atuam diretamente em campo, em fazendas de alto nível produtivo por meio de consultorias. Eles passarão esses conhecimentos para você!

Já são mais de 100 profissionais qualificados nesse curso, que já melhoraram a forma de trabalho e condução de suas lavouras.

Há várias técnicas que, quando executadas corretamente, torna possível atingir a alta produtividade. Além disso, ainda permite uma economia com insumos, uma vez que você será capaz de calcular com precisão a quantidade, dosagem e necessidade de aplicação.

Se você busca safras de alto volume produtivo, alta qualidade e investimento eficiente em insumo, conheça mais sobre o curso:

Curso Fertilidade do Solo e Nutrição das Plantas

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Sistema de produção de grãos com alto potencial: planejamento e avaliação de aspectos https://blog.rehagro.com.br/sistema-de-producao-de-graos-de-alto-potencial-produtivo/ https://blog.rehagro.com.br/sistema-de-producao-de-graos-de-alto-potencial-produtivo/#respond Tue, 14 Dec 2021 21:16:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10724 Uma fazenda produtora também é um negócio capaz de gerar renda, mas para torná-la lucrativa, a mesma precisa ser altamente produtiva. Há vários tipos de sistemas de produção de grãos que o produtor pode optar e dois deles possuem destaque maior: convencional e conservacionista. Convencional: nesse tipo de sistema, toda a vegetação é retirada, o […]

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Uma fazenda produtora também é um negócio capaz de gerar renda, mas para torná-la lucrativa, a mesma precisa ser altamente produtiva.

Há vários tipos de sistemas de produção de grãos que o produtor pode optar e dois deles possuem destaque maior: convencional e conservacionista.

  • Convencional: nesse tipo de sistema, toda a vegetação é retirada, o solo revolvido e feita a adubação química, com solubilidade imediata. Também há o uso de agrotóxicos para controle e combate de ervas daninhas, pragas e doenças.

Esse é um sistema que tem ficado cada vez mais para trás, por ser caro e não entregar tanto resultado quanto se espera.

  • Conservacionista: também chamado de plantio direto (SPD), uma vez que a cultura é plantada diretamente sobre a palhada da cultura anterior e sem revolvimento do solo (a não ser em casos de compactação).

Esse sistema tem ganhado cada vez mais adesão, por ser mais barato e com múltiplos benefícios, como a conservação da matéria orgânica, diminui a incidência de ervas daninhas, etc.

Iniciar um sistema de produção de grãos que seja de alto potencial produtivo, requer um planejamento e avaliação de vários aspectos.

Flávio Moraes, que é Engenheiro Agrônomo, especialista em fertilidade e consultor técnico em produção de grãos, listou quais são esses aspectos a serem levados em conta.

Quais são as condições edafoclimáticas da região onde estará sua cultura?” – esse é o primeiro ponto que ele citou. Confira mais no vídeo abaixo:

Além da escolha do sistema a ser adotado, é preciso entender qual modelo de safras anuais que você pretende seguir:

  1. Soja no verão – Milho na safrinha;
  2. Soja no verão – Trigo no inverno;
  3. Milho no verão – Feijão na safrinha.

O arranjo que você vai optar, dita muito no planejamento que você vai seguir, principalmente o nutricional. Se você seguir com o sistema SPD, por exemplo, a cultura anterior tem relevância, já que a próxima será sobre a palhada dela.

Outro fator do SPD é que ele se subdivide em alguns métodos, como a rotação de culturas, que fornece fertilidade à cultura subsequente.

Para ter sucesso no sistema de produção de grãos é necessário fazer um bom dimensionamento do nosso maquinário” – pontua Flávio.

A disponibilidade do seu maquinário, será suficiente para suprir sua expectativa de produção? Afinal, quanto mais produção você almeja, mais maquinários você precisa ter disponíveis e isso dentro da sua janela produtiva. Por exemplo, se você pretende produzir soja em Goiás, de modo geral a época de plantio vai de outubro a dezembro. Você terá semeadoras exatamente nessa época e em quantidades suficientes?

Antes mesmo do plantio, há ainda a correção e nutrição desse solo, de acordo com as necessidades da cultura.

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Potássio na produção de soja: como utilizar a quantidade necessária? https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/#respond Mon, 13 Dec 2021 20:34:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10576 A fertilidade é um dos pontos cruciais para produtores de cereais. No caso da soja é ainda mais importante entender os parâmetros de produção. Como uma cultura anual, com 2 safras por ano, a soja requer altas doses de nutrientes, para seu desenvolvimento pleno e em pouco tempo. 50% da soja consumida no mundo é […]

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A fertilidade é um dos pontos cruciais para produtores de cereais. No caso da soja é ainda mais importante entender os parâmetros de produção.

Como uma cultura anual, com 2 safras por ano, a soja requer altas doses de nutrientes, para seu desenvolvimento pleno e em pouco tempo.

50% da soja consumida no mundo é originada no Brasil, mas pelas estimativas do Cepea, o gasto médio com fertilizante também deve subir mais de 50%. Assim sendo, ter um planejamento nutricional equilibrado e sem desperdícios, é de suma importância.

Todo nutriente possui um valor crítico para atender as necessidades das plantas. No caso do potássio, esse valor é de 120 mg/dm3 no solo, segundo o Engenheiro Agrônomo, especialista em fertilidade e consultor em produção de grãos, Flávio Moraes.

Para plantar soja, porém, esse nível precisa estar acima desse valor? É possível produzir uma safra com quantidade abaixo do nível crítico?

Flávio lista em torno de 6 passos para entender o que deve ser levado em conta em relação ao plantio de soja e a quantidade necessária de potássio para atingir seus objetivos.

Qual sua expectativa de produção?

Essa é a primeira pergunta que se deve fazer. Por meio de estimativas e cálculos, no vídeo a seguir Flávio explica de forma simplificada o que você deve fazer, caso queira produzir soja e seu solo já apresente 140 mg/dm3 de potássio.

Saber o quanto sua cultura demanda de cada nutriente também faz toda a diferença.

Para produzir 1 tonelada de grãos, a cultura da soja demanda 20 Kg de K2O por hectare, cita Flávio.

No caso apresentado no vídeo em questão, o solo já possui uma “reserva” de 20 mg/dm3 e mesmo o valor parecendo baixo, não é. Isso significa economia a ser abatida no seu gasto final com potássio.

Um outro ponto a ser levado em conta é a conversão dos valores. Saber a quantidade disponível de potássio auxilia, mas é preciso transformar o valor para K2O e depois em quilos por hectare.

Além da economia, numa simulação onde o objetivo é colher 70 sacos de soja por hectare, só com essa quantidade de reserva, é possível garantir 20 sacos de soja!

Entender esses cálculos, técnicas e conseguir criar um planejamento e gestão de forma adequada é o que pode garantir uma maior produtividade. No entanto, saber calcular a quantidade de potássio necessário, de acordo com sua análise de solo, é apenas um dos passos para atingir esse objetivo.

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O Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.

Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.

Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.

Se esse é seu objetivo, se você busca safras de alto volume produtivo e de qualidade, conheça mais sobre o curso:

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Eficiência climática e agrícola dos campeões do CESB 2021 https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-climatica-e-agricola-dos-campeoes-do-cesb-2021/ https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-climatica-e-agricola-dos-campeoes-do-cesb-2021/#respond Mon, 12 Jul 2021 17:17:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9436 A eficiência climática e agrícola está diretamente relacionada aos elevados desempenhos dos campeões no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. Neste Webinar, Paulo César Sentelhas, professor da ESALQ e membro efetivo do CESB, fala sobre o assunto. Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra! Para mais conteúdos exclusivos do agronegócio, se inscreva […]

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A eficiência climática e agrícola está diretamente relacionada aos elevados desempenhos dos campeões no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja.

Neste Webinar, Paulo César Sentelhas, professor da ESALQ e membro efetivo do CESB, fala sobre o assunto.

Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra!

Para mais conteúdos exclusivos do agronegócio, se inscreva no nosso canal no Youtube!

 

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Enxofre para as plantas: importância na adubação do solo https://blog.rehagro.com.br/enxofre-no-sistema-de-producao-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/enxofre-no-sistema-de-producao-de-graos/#comments Mon, 12 Jul 2021 15:00:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9394 Um solo fertilizado e bem nutrido, garante uma maior qualidade da planta, por meio de suprimento de enxofre(S), principalmente em relação aos teores de matéria orgânica. A essencialidade do S para as plantas é devido à presença dos aminoácidos sulfurados cistina e metionina nas proteínas vegetais. No solo, encontra-se armazenado na forma orgânica. O manejo […]

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Um solo fertilizado e bem nutrido, garante uma maior qualidade da planta, por meio de suprimento de enxofre(S), principalmente em relação aos teores de matéria orgânica.

A essencialidade do S para as plantas é devido à presença dos aminoácidos sulfurados cistina e metionina nas proteínas vegetais. No solo, encontra-se armazenado na forma orgânica.

O manejo do solo realizado de forma inadequada, resulta em redução no teor de matéria orgânica, associado ao uso de corretivos em superfície e fertilizantes concentrados com ausência de S, possibilita uma maior probabilidade de resposta das culturas à adubação sulfatada.

Assim, você vai entender o que torna o S um importante nutriente para o solo e planta, uma vez que ele interfere diretamente na qualidade dos grãos e até na defesa da planta.

O enxofre como mecanismo de defesa

O S é importante não somente como nutriente, mas também por seu papel no mecanismo de defesa da planta contra pragas e doenças. As plantas sadias contêm grande variedade de metabólitos secundários, muitos dos quais contendo Nitrogênio(N) e S em sua estrutura.

Esses compostos estão presentes seja em sua forma ativa biologicamente ou armazenados como precursores inativos, que são convertidos na forma ativa pela ação de enzimas em resposta ao ataque do patógeno ou da praga.

Embora o uso do enxofre elementar (S0) como fungicida seja muito antigo, pouco se sabe a respeito do modo como ele funciona.

Formas do enxofre

Nos solos tropicais, o S está nas formas orgânicas e inorgânicas, sendo a primeira forma predominante (90%). Isso é comprovado pelas altas correlações verificadas entre os teores de carbono orgânico ou N total e os teores de S total ou orgânico.

O S orgânico pode ser dividido em duas frações distintas: ésteres e ligados diretamente ao carbono.

O S orgânico é gradualmente mineralizado à SO4-2. Pelo fato de a fração orgânica deste nutriente ser a predominante, a mineralização e imobilização regulam o ciclo no solo e controlam a disponibilidade de S às plantas.

O armazenamento de S orgânico significa suprimento constante deste elemento às plantas e, para isso, a manutenção de teores adequados de matéria orgânica no solo é fundamental!

As transformações de S no solo são controladas por processos bióticos e abióticos. A importância relativa de cada processo depende de fatores como:

  • Temperatura do solo;
  • pH;
  • Umidade;
  • Quantidade de argilominerais;
  • Óxidos de ferro e alumínio;
  • Conteúdos de carbono e N.

Há ainda os processos de transformações bióticas que estão relacionadas aos processos de:

  • Mineralização;
  • Imobilização;
  • Oxi-redução;
  • Assimilação de S pela planta.

Já os processos abióticos ocorrem em função de:

  • Adsorção;
  • Dessorção;
  • Precipitação;
  • Dissolução do S inorgânico.

Recomendações de sulfatados

Para determinar corretamente a necessidade de S, deve-se realizar análise de solo em duas profundidades, 0 a 20 cm e 20 a 40 cm, devido à mobilidade do nutriente no solo e o seu acúmulo em subsuperfície.

As fontes mais comuns de fertilizantes sulfatados simples têm o elemento na forma de sulfato:

  1. Sulfato de amônio;
  2. Superfosfato simples;
  3. Gesso (natural ou agrícola);
  4. Sulfato de potássio;
  5. Diversas combinações, especialmente de fertilizante nitrogenados com fertilizantes contendo sulfato.

A recomendação de fertilizantes sulfatados apresenta grande complexidade em função dos inúmeros fatores que controlam a dinâmica de S no solo. Alguns fatores que influenciam na resposta, são:

  • Contribuição das chuvas e das irrigações como veículo de deposição do S atmosférico;
  • Ciclagem do S através de plantas de cobertura com sistema radicular bem desenvolvido e fluxo ascendente de sulfato em períodos de balanço hídrico negativo.

Quantidade ideal de enxofre

Nas recomendações típicas de S, as doses variam de 20 a 50 kg ha-1, dependendo do manejo, da cultura e do teor do elemento no solo.

Para o uso eficiente do gesso agrícola em regiões de subsolo ácidos requer uma correta diagnose baseada em critérios químicos que levem às recomendações seguras das doses a serem aplicadas.

Pequeno pedaço de gesso agrícola.

Gesso agrícola. Fonte: Calcário Fosfarine

Os critérios para aplicação são avaliação da camada de 20 a 40 cm onde: teores de Ca < 0,4 cmolc dm-3 e/ou Al > 0,5 cmolc dm-3 e ou saturação por alumínio (m%) > 30%.

Para cálculo da dosagem sugere-se a seguinte fórmula:

NG (kg ha-1) = 50 * % argila

onde: NG – Necessidade de gessagem

Método que baseia em elevar a saturação de Ca na CTC efetiva na camada de 20 a 40 cm a 60%, sendo aplicado a seguinte fórmula:

NG (t ha-1) = (0,6 * (CTC efetiva – Ca (20 a 40 cm)) * 6,4

onde: NG – Necessidade de gessagem

Para avaliação da dose a ser aplicada, o monitoramento da análise de solo em profundidade deve ser considerada, para que se possa avaliar a redistribuição de cálcio no perfil do solo.

Ilustração com a distribuição relativa das raízes, no perfil de um solo do tipo latossolo argiloso. Na 1ª, sem a aplicação de gesso e na 2ª, com a aplicação de gesso.

Distribuição relativa das raízes, no perfil de um solo do tipo latossolo argiloso. Na 1ª, sem a aplicação de gesso e na 2ª, com a aplicação de gesso. Fonte: Boletim técnico 32 – Embrapa

Ilustração da cultura do milho em um perfil de lâmina d’água no latossolo argiloso, após um veranico de 25 dias. À esquerda, sem tratamento com gesso e à direita com tratamento de gesso.

Cultura do milho em um perfil de lâmina d’água no latossolo argiloso, após um veranico de 25 dias. À esquerda, sem tratamento com gesso e à direita com tratamento de gesso. Fonte: Boletim técnico 32 – Embrapa

Cuidados na hora da adubação

Programas de adubação, que visam altas produtividades, devem considerar, além das necessidades de S da cultura, a reciclagem dos resíduos orgânicos.

Deve-se observar que a disponibilidade de S, a curto prazo, está ligada principalmente à quantidade e ao tipo de resíduos culturais, os quais dependem do sistema de rotação de culturas empregado, enquanto, a longo prazo, a disponibilidade de S está mais relacionada ao sistema de preparo do solo.

E fique atento! Cada um desses pontos, quando não analisados e respeitados, podem ocasionar perda de produção.

Alcance alta produtividade nas suas safras!

O Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.

Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.

Com ele, você conseguirá construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.

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Alessandro Alvarenga

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Controle das doenças do milho https://blog.rehagro.com.br/controle-das-doencas-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/controle-das-doencas-do-milho/#respond Thu, 20 May 2021 17:43:32 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9322 Em abril de 2021, transmitimos um Webinar sobre controle das doenças encontradas no milho. Durante a palestra, apresentada pelo especialista Lucas Navarini, falamos do melhor manejo para que o produtor tenha mais facilidade na hora de tomar decisões e, consequentemente, consiga garantir o sucesso da lavoura. Para quem não teve a oportunidade de conferir o […]

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Em abril de 2021, transmitimos um Webinar sobre controle das doenças encontradas no milho. Durante a palestra, apresentada pelo especialista Lucas Navarini, falamos do melhor manejo para que o produtor tenha mais facilidade na hora de tomar decisões e, consequentemente, consiga garantir o sucesso da lavoura.

Para quem não teve a oportunidade de conferir o evento, disponibilizamos o conteúdo na íntegra! Aperte o play no vídeo abaixo e confira!

Para assistir a vídeos exclusivos, ative as notificações do nosso canal no YOUTUBE.

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Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas https://blog.rehagro.com.br/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas/ https://blog.rehagro.com.br/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas/#respond Mon, 17 May 2021 16:51:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9293 O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas. Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no […]

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O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.

Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.

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E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

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Como a inteligência artificial pode auxiliar na produtividade agrícola? https://blog.rehagro.com.br/como-a-inteligencia-artificial-pode-auxiliar-na-produtividade/ https://blog.rehagro.com.br/como-a-inteligencia-artificial-pode-auxiliar-na-produtividade/#respond Wed, 28 Apr 2021 16:13:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9223 Não são apenas os computadores e celulares que têm se aperfeiçoado com a globalização tecnológica, o campo também. A demanda cada vez maior por alimentação e subprodutos oriundos das lavouras, têm feito o produtor buscar rapidez e agilidade na tecnologia. Neste artigo, abordaremos justamente como a Inteligência Artificial (IA) tem atuado no manejo e monitoramento […]

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Não são apenas os computadores e celulares que têm se aperfeiçoado com a globalização tecnológica, o campo também. A demanda cada vez maior por alimentação e subprodutos oriundos das lavouras, têm feito o produtor buscar rapidez e agilidade na tecnologia.

Neste artigo, abordaremos justamente como a Inteligência Artificial (IA) tem atuado no manejo e monitoramento de lavouras, trazendo mais produtividade, maiores escaladas e precisão nos negócios agrícolas.

O setor agrícola, agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras.

O acesso a um grande número de equipamentos e tecnologias de ponta, como o sistema de monitoramento inteligente, drones, robôs, entre outros, revolucionou totalmente este setor.

A inteligência artificial é uma tecnologia vital na atualidade da agricultura digital, que está sendo implementada e implantada em grande escala para um uso mais sustentável dos recursos disponíveis. Ela pode melhorar a eficiência agrícola de várias maneiras.

 

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Inteligência artificial e suas possibilidades

Primeiro, ela pode determinar a qualidade das safras de grãos.

Tradicionalmente, os agricultores teriam que avaliar manualmente os grãos, verificando se há doenças, pragas e a qualidade geral da safra. No entanto, esse processo é caro, demorado e suscetível a erro humano. Além disso, a inspeção humana pode levar a rendimentos mais baixos, pois as colheitas são danificadas durante a inspeção.

A IA não só oferece a possibilidade de reduzir o custo e o tempo gasto para realizar a inspeção, mas também permite que muito mais seja feito com os dados coletados.

A tecnologia pode determinar rapidamente:

  • Doenças ou pragas;
  • Recomendar um curso de ação e
  • A escala necessária para resolver o problema.

Com essas informações, as soluções podem ser encontradas rapidamente e o problema corrigido com um custo ambiental mínimo. Este monitoramento também é muito menos intrusivo se comparado aos demais e, portanto, reduz o desperdício da colheita.

Outro benefício da IA é sua capacidade de prever o rendimento das safras. Ele pode fazer isso monitorando a germinação e a saúde das sementes, ao mesmo tempo que leva em consideração os recursos e insumos das fazendas usando redes neurais artificiais (RNAs).

O inverso também é verdadeiro, as RNAs podem indicar quais entradas são necessárias para atingir o rendimento desejado.

Por ter uma compreensão mais clara dos insumos necessários, torna a agricultura mais eficiente e minimiza o desperdício.

A inteligência artificial tem muito a oferecer ao setor agrícola e pode monitorar variáveis ​​em um nível de detalhe com o qual os humanos não podem competir. Ela pode fornecer informações em tempo real sobre a saúde da planta, a qualidade do solo e as condições climáticas, permitindo que ajustes automatizados ocorram.

Isso aumentará o rendimento e, ao mesmo tempo, minimizará o gasto de energia, uma vantagem para os agricultores e para o planeta. Particularmente importante para a irrigação, que é responsável por 80% da energia de entrada da agricultura.

Webinar Ferramentas de Agricultura de Precisão

A IA possibilita a criação de bancos de dados públicos, que podem informar a gestão da fazenda e incentivar a adoção de práticas sustentáveis.

Cada fazenda terá uma estratégia de manejo diferente, portanto, ao compartilhar essas informações, pode expor os agricultores a métodos que podem adotar para aumentar sua eficácia. Por sua vez, melhorando a eficiência do setor como um todo. 

Isso garante que o setor agrícola está defendendo as melhores práticas e terá padrões em constante evolução, à medida que as fazendas continuam a inovar e compartilhar.

Hoje, a IA tem um grande impacto no espaço agrícola, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.

Inteligência artificial na agricultura

Monitoramento da lavoura

Tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto, são úteis e podem fornecer métricas de safra em milhares de hectares de terras agrícolas.

Além disso, trazem mudanças revolucionárias do ponto de vista do tempo e os esforços são monitorados pelos agricultores.

Com a ajuda de soluções emergentes, os agricultores e empresas agrícolas podem tomar melhores decisões durante o cultivo, bem como avaliar uma variedade de coisas como condições climáticas, temperatura, uso de água ou condições do solo em tempo real.

Fornecimento de insights baseados em imagens

Com a ajuda da tecnologia de visão computacional e dados coletados com base em drones, os agricultores podem tomar ações imediatas em tempo real para gerar o alerta e acelerar a agricultura de precisão.

Esta é uma das áreas significativas na agricultura de hoje.

As tecnologias de visão por computador podem ser implantadas em áreas, incluindo detecção de doenças, preparação e identificação de safras, gerenciamento de campo, levantamento e mapeamento do solo.

Gerenciando Desafios Ambientais

Desafios ambientais como mudança climática e outros, são as maiores ameaças à produtividade agrícola, mas as técnicas acionadas por IA e a agricultura baseada em dados podem ajudar a tornar mais fácil para os agricultores navegar por turnos de acordo com as condições ambientais.

Ele ajuda a lidar com as mudanças climáticas, possibilitando um gerenciamento de recursos mais inteligente.

Agricultura de precisão

No processo da agricultura de precisão, os agricultores podem detectar pragas, doenças nas plantas e má nutrição das mesmas com a ajuda da inteligência artificial. Além disso, os sensores de IA podem identificar e direcionar as ervas daninhas e, em seguida, decidir quais herbicidas aplicar na zona certa.

Ajuda a impedir a aplicação excessiva desses defensivos e toxinas excessivas que aparecem na alimentação diária de hoje.

Aproveitando a IA, os agricultores também estão criando modelos de previsão sazonal para aprimorar a precisão e a produtividade agrícolas.

Mulher em uma plantação

Fatores desafiadores e crescentes da IA ​​na agricultura

Apesar de um grande número de oportunidades para aplicações na agricultura, ainda existe uma falta de familiaridade com as tecnologias mais recentes na maior parte do mundo. Além disso, o alto custo inicial associado à implantação de IA na agricultura, pode ser um fator de restrição à digitalização do setor agrícola.

Os crescentes investimentos e adoção de IA e robótica estão acelerando principalmente o crescimento da IA ​​global no mercado agrícola.

As aplicações da inteligência artificial na agricultura compreendem:

  1. Robôs agrícolas;
  2. Tratores autônomos;
  3. Drones agrícolas;
  4. Monitoramento da saúde da colheita;
  5. Reconhecimento facial;
  6. Sistemas de irrigação automatizados.

Conclusão

Conforme você conferiu neste artigo, a inteligência artificial auxilia o produtor desde a detecção de necessidades do solo, doenças, pragas e até na qualidade da safra, mas por ser algo novo, muitos ficam inseguros em implementar e quantificar o que sua fazenda precisa.

Os benefícios são muitos, mas é preciso um plano de negócio assertivo para empregar esse investimento em seu negócio.

Saiba mais!

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

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Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Gerenciamento de dados agrícolas e sustentabilidade https://blog.rehagro.com.br/usando-dados-agricolas-para-impulsionar-a-sustentabilidade/ https://blog.rehagro.com.br/usando-dados-agricolas-para-impulsionar-a-sustentabilidade/#respond Fri, 05 Mar 2021 14:00:17 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8962 Sustentabilidade não é uma ideia nova na agricultura. É tão antigo quanto a própria terra. No entanto, está se tornando cada vez mais urgente à medida que as partes interessadas do setor respondem a uma crescente população global e a restrições ambientais à produtividade. Grandes empresas, produtores, varejistas e outros membros da cadeia de valor […]

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Sustentabilidade não é uma ideia nova na agricultura. É tão antigo quanto a própria terra. No entanto, está se tornando cada vez mais urgente à medida que as partes interessadas do setor respondem a uma crescente população global e a restrições ambientais à produtividade.

Grandes empresas, produtores, varejistas e outros membros da cadeia de valor estão trabalhando incansavelmente para implementar novos padrões de administração e transparência; eles estão examinando dados, testando estratégias de gerenciamento e experimentando novas tecnologias.

As empresas do agronegócio devem garantir que esses esforços de sustentabilidade sejam economicamente viáveis, além de otimizar seu impacto. Para promover maior participação e maior eficiência, essas empresas devem ajudar a comunicar os esforços dos produtores à cadeia de valor e aos consumidores. 

 

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Empresas e sustentabilidade

Os produtores devem aprender o raciocínio por trás dos protocolos sugeridos e os membros da cadeia de valor aprendem sobre o impacto em campo desses mesmos protocolos.

Esse novo entendimento fornece aos participantes as ferramentas e informações para adotar uma abordagem melhor e mais eficiente da sustentabilidade. Por sua vez, os produtores começam a estabelecer relacionamentos mais fortes com as partes interessadas em todo o setor.

Os relacionamentos são apenas o primeiro passo. Para obter informações valiosas e compartilhar estratégias e melhorias de sustentabilidade, as empresas do agronegócio devem fazer um esforço conjunto para defender a segurança dos dados. Eles devem tomar medidas claras e demonstráveis ​​para proteger os dados do produtor e educar os membros da cadeia de valor sobre práticas de segurança de dados para manter a confiança do produtor.

Políticas de dados fortes e acessíveis estabelecem expectativas claras sobre o compartilhamento de dados. Essas políticas devem ser favoráveis ​​ao produtor e adaptáveis ​​às necessidades individuais de cada operação.

Como a eficácia dessas iniciativas de sustentabilidade depende de dados do produtor, é imprescindível a disposição para implementar a tecnologia de agricultura digital orientada a dados.

Um sistema intuitivo de gerenciamento de dados pode ser uma excelente ferramenta para produtores experientes e inexperientes. 

Como a tecnologia está transformando a força de trabalho agrícola?

Uma maior adoção de ferramentas digitais como plataformas de inteligência artificial (IA), drones, desempenho das lavouras e outros avanços mecânicos na agricultura ajudará os agricultores a maximizar os recursos e melhorar a produtividade.

A análise de dados, IA, drones e outras tecnologias agrícolas cumprem a promessa de ajudar o setor agrícola a se adaptar aos desafios demográficos e ambientais do mundo. 

Drones podem gerar informações agrícolas de grande valor em uma fração do tempo que levaria um agricultor a inspecionar o mesmo terreno a pé. Equipado com câmeras multiespectrais de resolução ultra alta ou estabilizadas por vagens para obter a máxima qualidade de imagem e auxiliado por sofisticados algoritmos de IA, esse tipo de monitoramento revela o que o olho nu não pode, até um nível granular, de infestações por pragas a indicadores de excesso de água

Drone coletando dados em um milharal

Drone sobrevoando uma lavoura agrícola

Informações agrícolas de um campo

Mapa com dados de uma lavoura

A transformação de dados Agrícolas

O gerenciamento de dados é uma parte importante de todos os negócios, processos e interações entre negócios, e é por isso que os dados da agricultura são tão importantes para os produtores e seus parceiros agrícolas durante momentos de mudanças.

Alguns produtores e agrônomos digitalizaram seus registros nos últimos 10 anos, outros ainda não começaram devido a várias razões. Empresas agrícolas que compram commodities ou vendem insumos para exigir que mais informações sejam trocadas digitalmente com os produtores em vez de pessoalmente ou com o papel envolvido. 

Fazer com que os parceiros da cadeia de suprimentos exijam informações digitais será um motivador extra para os produtores e agrônomos coletarem todas as informações digitalmente do campo, em vez de terem que digitá-las novamente em um computador posteriormente.

A agricultura sempre foi um setor que gira em torno de relacionamentos pessoais, e isso não mudará tão cedo. O que já está mudando, no entanto, é a maneira pela qual devemos interagir uns com os outros.

Webinar Ferramentas de Agricultura de Precisão

Funcionalidades dos dados agrícolas

Algumas das funcionalidades mais importantes que os produtores precisam ser capazes de fazer digitalmente:

  • Utilizar uma plataforma que permita que todos vejam as alterações feitas por outras pessoas em tempo real.
  • Os produtores desejam poder gravar digitalmente as observações de um campo e compartilhá-las com seus agrônomos e outros consultores.
  • Os agrônomos precisam poder compartilhar suas recomendações digitalmente de uma maneira que permita que o produtor compartilhe isso facilmente com seu aplicador e fornecedor também.
  • Com interações diretas mínimas entre as pessoas, como garantir que todos os envolvidos tenham todos os dados necessários para realizar seu trabalho da melhor maneira possível?
  • Os agrônomos precisam saber se um campo já foi pulverizado ou não e onde esse local específico está em um campo sobre o qual o produtor teve dúvidas.
  • Os produtores precisam saber onde estão todos os funcionários e prestadores de serviços, quais trabalhos já foram executados e quais produtos precisam ser encomendados para as próximas semanas.
  • Os varejistas e cooperativas precisam saber quais culturas seus clientes cultivadores estão plantando e quais produtos seus consultores planejam usar durante a safra e quando.
  • O aumento do volume de dados oferece às operações a capacidade de realizar análises precisas de final de safra, com as quais elas podem reduzir o desperdício e aumentar a eficiência. Além disso, os produtores podem fornecer informações detalhadas e precisas aos varejistas e consumidores que desejam transparência. Com essas novas vantagens no mercado, os produtores terão a oportunidade de aumentar a lucratividade nas próximas temporadas, criando valor em toda a cadeia de suprimentos.

Dados agrícolas de uma lavoura

Figura 2

Dados agrícolas coletados de um campo

Figura 3

Aumente o gerenciamento de dados e maximize sua lucratividade!

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Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Cigarrinha-do-milho e enfezamentos: como prevenir e realizar o controle? https://blog.rehagro.com.br/cigarrinha-do-milho-o-vetor-dos-enfezamentos-e-virus/ https://blog.rehagro.com.br/cigarrinha-do-milho-o-vetor-dos-enfezamentos-e-virus/#comments Fri, 05 Feb 2021 13:11:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8769 A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é vetor de três patógenos na cultura do milho: Spiroplasma kunkelli (CSS-corn stunt spiroplasma), o fitoplasma do milho (MBSP-maize bushy stunt phytoplasma) e o vírus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino virus). O aumento da área cultivada com milho e a redução da sazonalidade de seu cultivo, têm destacado a cigarrinha Dalbulus […]

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A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é vetor de três patógenos na cultura do milho: Spiroplasma kunkelli (CSS-corn stunt spiroplasma), o fitoplasma do milho (MBSP-maize bushy stunt phytoplasma) e o vírus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino virus).

O aumento da área cultivada com milho e a redução da sazonalidade de seu cultivo, têm destacado a cigarrinha Dalbulus maidis com importância relativa de pragas e doenças.

Cigarrinha do milho em uma folha de milho.

Sintomas dos enfezamentos

Os sintomas dos enfezamentos manifestam-se em maior intensidade na fase de produção das plantas de milho, porém pode se manifestar na fase vegetativa quando o hospedeiro se encontra sob grande pressão desde a emergência, ou na fase de florescimento. 

O enfezamento pálido, caracteriza-se pelas manchas cloróticas e independentes, produzidas na base das folhas, posteriormente coalescem e formam bandas grandes; os entre nós se desenvolvem menos e a planta tem altura reduzida. 

O enfezamento vermelho, caracteriza-se pela severidade dos sintomas na planta com incidência do enfezamento e pela maior intensidade da cor vermelha, que chega a ser púrpura nas folhas mais velhas, e por abundante perfilhamento nas axilas foliares e na base das plantas. 

Os sintomas do MRFV consistem na ocorrência de pontos cloróticos, manchas, ou linhas-curtas, distribuídas, de forma uniforme na parte superior de folhas jovens, e geralmente nas nervuras secundárias e terciárias.

Com o passar do tempo os pontos tornam-se mais numerosos e coalescem, ao longo das nervuras formando riscas com mais de 10 cm de comprimento, podendo ser facilmente observadas quando colocadas contra a luz.

Webinar Cigarrinhas e Enfezamentos

Utilização de híbridos

Na literatura são citadas como plantas hospedeiras de D. maidis: milho (Zea mays), tripsacum (Tripsacum dactiloides) teosinto (Euchlaena mexicana), sorgo (Sorghum bicolor), braquiária ruziziensis (Urochloa ruziziensis) e milheto (Pennisetum glaucum).

Os ovos de D. maidis podem ser depositados de forma isolada, em pares ou em grupos de cinco ou seis na superfície superior das folhas, sendo inseridos nos tecidos da planta, de preferência na metade basal das primeiras folhas das plantas jovens.

As ninfas se alimentam da seiva da planta e dificilmente abandonam o sítio de alimentação durante o seu desenvolvimento, sendo que após a muda é fácil a observação das exúvias presas nas folhas.

A duração dos estádios ninfais de D. maidis varia com a temperatura. A 23,4°C e 83 % UR, os ínstares I, II, III, IV e V tiveram duração média de 2,0; 2,0; 2,5; 3,0 e 3,0 dias, respectivamente. Estudos da biologia dessa cigarrinha em temperaturas variando de 10 a 32ºC, apresenta cinco ínstares com duração média variando de 23,0 (10ºC) a 3,2 dias (32ºC). 

Os adultos da cigarrinha do milho medem cerca de 3 mm de comprimento e são de coloração palha, podendo apresentar coloração mais escura nas regiões geográficas altas e em tons claros com manchas em baixas altitudes.

A longevidade média dos adultos é de 16,3 dias para machos e de 42,1 dias para fêmeas a 23,4ºC e 83% de UR. Entretanto, essa longevidade varia em função da temperatura, atingindo 66,6 dias a 10ºC e 15,7 dias a 32,2ºC. O período de pré-oviposição é de 8,5 dias, o de oviposição de 29,6 dias e a fecundidade média é de 128,7 ovos/fêmea. 

A utilização de híbridos com resistência genética, apresenta-se como um importante método de controle de pragas e doenças virais na cultura do milho. Características físicas, morfológicas e/ou químicas das plantas podem alterar o comportamento dos insetos ou interferir na sua biologia, dando proteção às plantas permitindo a seleção de híbridos resistentes.

A cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) é a principal transmissora de doenças conhecidas como os enfezamentos e a virose do raiado fino, provocando perdas de até 90% no milho cultivado em algumas regiões.

Folha de milho no solo com vírus do raiado fino causado pela cigarrinha do milho.Vírus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino vírus) (CULTIVAR)

A infestação da cigarrinha de milho é influenciada pelo híbrido de milho plantado, havendo materiais que podem apresentar maior ou menor infestação.

A severidade fitossanitária demonstrou ser crescente em função do número de cigarrinhas/plantas, havendo híbrido que demonstraram maior ou menor suscetibilidade.

A intensidade da infestação por cigarrinhas no milho influenciou diretamente a severidade fitossanitária de forma que o aumento do número de cigarrinhas proporcionou maior severidade com reflexo nos parâmetros produtivos.

Manejo e pulverização da cigarrinha do milho

A adoção do manejo integrado de pragas deve se considerados aspectos como a eliminação de hospedeiros, definição de épocas de semeadura, controle biológico e controle químico.

O tratamento de sementes com inseticidas neonicotinóides (imidacloprid, thiametoxan e clotiandina) tem sido importante por realizar o controle na primeira população migrante no cultivo, apresentando eficiência até os 15 dias após a emergência da cultura. 

A adoção de pulverizações com organofosforado (acefato) nos estádios V4/V5 e V8/V9, a fim de promover o controle da cigarrinha para reduzir os prejuízos.

A adoção destas pulverizações tende a complementar a estratégia do tratamento de sementes, sendo fundamental para o controle de populações migrantes de outras culturas.

Plantação de milho com enfezamento causado pela cigarrinha do milho.Enfezamento do milho (EMBRAPA)

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Curso Gestão na Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Ferramentas de Agricultura de Precisão no auxílio para tomada de decisão https://blog.rehagro.com.br/ferramentas-de-agricultura-de-precisao/ https://blog.rehagro.com.br/ferramentas-de-agricultura-de-precisao/#respond Wed, 27 Jan 2021 18:12:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8765 Em novembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para os agricultores: “Ferramentas de Agricultura de Precisão no auxílio para tomada de decisão”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: o Engenheiro Agrônomo, Alessandro Alvarenga, […]

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Em novembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para os agricultores: “Ferramentas de Agricultura de Precisão no auxílio para tomada de decisão”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: o Engenheiro Agrônomo, Alessandro Alvarenga, que também atua como Consultor Técnico no Rehagro.

Ferramentas de Agricultura de Precisão

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Inoculação da soja: aumente a produtividade com a fixação biológica do nitrogênio https://blog.rehagro.com.br/inoculacao-da-soja-aumente-a-produtividade/ https://blog.rehagro.com.br/inoculacao-da-soja-aumente-a-produtividade/#respond Fri, 18 Dec 2020 13:08:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8702 Em outubro de 2020, apresentamos mais uma edição de Webinar Grãos! O tema foi extremamente relevante para quem está atuando na área: “Inoculação da soja: aumente a produtividade com a fixação biológica do nitrogênio”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos um especialista renomado para falar sobre […]

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Em outubro de 2020, apresentamos mais uma edição de Webinar Grãos! O tema foi extremamente relevante para quem está atuando na área: “Inoculação da soja: aumente a produtividade com a fixação biológica do nitrogênio”.

Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: Geraldo Gontijo, Coordenador, Consultor e Facilitador do Rehagro. Ele também é um dos nossos mestres renomados dos cursos de capacitação e pós-graduação.

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Pós-Graduação Produção de Grãos

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Sistema radicular das plantas e qualidade do solo no plantio direto https://blog.rehagro.com.br/desenvolvimento-radicular-no-sistema-de-plantio-direto/ https://blog.rehagro.com.br/desenvolvimento-radicular-no-sistema-de-plantio-direto/#respond Thu, 03 Dec 2020 16:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8621 Uma das formas de se avaliar a presença de compactação é pela avaliação do sistema radicular das culturas nas camadas inferiores do solo. Atualmente, tem sido desenvolvido metodologias para avaliar o crescimento de raízes em profundidade, além da avaliação da atividade de raízes no perfil. O desenvolvimento radicular no perfil do solo é afetado pela presença […]

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Uma das formas de se avaliar a presença de compactação é pela avaliação do sistema radicular das culturas nas camadas inferiores do solo.

Atualmente, tem sido desenvolvido metodologias para avaliar o crescimento de raízes em profundidade, além da avaliação da atividade de raízes no perfil. O desenvolvimento radicular no perfil do solo é afetado pela presença de Al tóxico e principalmente pelo impedimento físico.

 

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A causa direta do excesso de Al tóxico é o engrossamento das raízes nas camadas superficiais do solo e restrição do crescimento da parte aérea em situação de limitação de chuvas.

As raízes não apresentam bom desenvolvimento em solos ácidos devido ao excesso de Al e/ou deficiência de Ca. De maneira geral, o crescimento das raízes é prejudicado pela presença de Al tóxico às plantas (Al3+e AlOH2+).

Solos manejados adequadamente sob sistema de plantio direto, não têm apresentado restrição ao crescimento de raízes devido à falta de Ca e/ou Al tóxico. Além disso, parte do Al tóxico pode ser complexado por ligantes orgânicos.

Desenvolvimento de raízes Desenvolvimento de raízes. (Foto: Alessandro Alvarenga)

Nas condições do Sul do Brasil, a acidez do solo limitou o crescimento radicular e a produção de trigo pela falta de água na fase do desenvolvimento vegetativo.

A calagem superficial proporcionou aumento de 66% no crescimento radicular até 60 cm de profundidade e aumento de até 140% na produtividade de trigo. Nos estudos de Joris et al. (2013), a calagem aumentou a densidade e o comprimento das raízes, absorção de nutrientes e produção de milho e soja sob estresse hídrico, comparado aos locais sem aplicação de calcário.

Segundo Caires et al. (2001), o crescimento radicular da soja não foi afetado pelas condições de acidez do solo com 1,5, 1,2 e 0,8 cmolc dm-3 de Ca e 28, 32 e 40% de saturação por Al, nas profundidades de 0-10, 10-20 e 20-40 cm, respectivamente.

Webinar Manejo da compactação do solo

Concentração das raízes e acidez subsuperficial

A concentração das raízes apenas na camada superficial do solo proporciona menores produtividade das culturas. Com a correção da acidez do solo no perfil, as culturas apresentam maior desenvolvimento radicular, proporcionado maiores produtividades.

A acidez subsuperficial apresenta-se como fator determinante para o crescimento do sistema radicular, tendo grande importância para o aumento do reservatório de água disponível durante os períodos de estresse hídrico. Além disso, a aplicação de calcário na superfície do solo, apresenta baixa eficiência na correção da acidez subsuperficial.

Nesse sentido, Veronesse et al. (2012) observaram que plantas de cobertura associadas à calagem promoveram melhoria nos parâmetros de acidez do solo, quando a dose aplicada é maior ou igual que a recomendada para saturação por bases (V) de 50%.

Plantas de cobertura apresentam como função, a liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular, formando complexo orgânico com alumínio (Al), cálcio (Ca) e magnésio (Mg). Dessa forma, além de neutralizar o Al tóxico, esses ácidos podem aumentar a mobilidade de Ca e Mg no perfil do solo.

A calagem com resíduos de aveia preta e nabo forrageiro, promoveu o aumento do pH e o teor de Ca, reduzindo o teor de Al na camada de 0 a 20 cm de profundidade.

Calagem com nabo forrageiroCalagem com nabo forrageiro. (Foto: Geraldo Gontijo)

O crescimento das raízes acompanha os efeitos químicos do solo, sendo favorável ao gradiente de correção da acidez, e após nove anos da calagem em superfície com dose de 3 ton ha-1 aumentou os teores de pH e Ca e reduziu os teores de Al até 60 cm de profundidade.

Franchini et al. (2001) observaram que a prática da calagem em superfície sem resíduo vegetal promoveu crescimento de raízes de trigo até 10 cm de profundidade, enquanto a calagem em superfície com resíduos de aveia e nabo favoreceu o crescimento das raízes até 20 cm de profundidade.

Manutenção da palhada no plantio direto

A manutenção da palhada proporciona melhores condições de umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento radicular das culturas.

A aplicação superficial de calcário sobre palhada de aveia preta não provocou aumentos no crescimento de raiz de milho e soja. Girardello et al. (2017) acrescentam que o menor crescimento do sistema radicular das culturas, inviabiliza o acesso a um maior volume de água e nutrientes em períodos de veranicos.

Plantas de sistema radicular robusto (braquiárias e milheto) contribuem para mobilização de nutrientes, recuperando aqueles deslocados para zonas inferiores (K, S, B) e auxilia a incorporação de outros menos móveis (P e Ca), além de aportar carbono e agregar os benefícios da matéria orgânica do solo em camadas mais profundas.

Sistema de plantio direto(Foto: Flávio Moraes)

Além da acidez, a restrição física pode apresentar como principal fator de impedimento ao crescimento radicular. A resistência do solo à penetração superior a 1,3 MPa afeta o desenvolvimento do sistema radicular no perfil. Isso porque reduz a macroporosidade do solo, a qual apresenta como indicador para a restrição do crescimento radicular do milho.

Diagnósticos qualitativos como a distribuição das raízes no perfil do solo, e quantitativos como o grau de acidez no perfil do solo, apresentam-se como ferramentas para auxílio na verificação da qualidade do manejo adotado e no estabelecimento de limites de acidez, que não afetam o desenvolvimento radicular das plantas em sistemas de produção de grãos.

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Posicionamentos para a safra https://blog.rehagro.com.br/posicionamentos-para-a-safra/ https://blog.rehagro.com.br/posicionamentos-para-a-safra/#respond Fri, 13 Nov 2020 18:13:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8569 No dia 22/09/2020, apresentamos mais uma edição de Webinar Grãos! O tema foi extremamente relevante para quem está atuando na área: “Posicionamentos para a safra”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: Breno Araújo, Membro Efetivo do CESB. Araújo […]

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posicionamentos para safra

No dia 22/09/2020, apresentamos mais uma edição de Webinar Grãos! O tema foi extremamente relevante para quem está atuando na área: “Posicionamentos para a safra”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: Breno Araújo, Membro Efetivo do CESB. Araújo é Engenheiro Agrônomo formado pela FEAD/MG e especialista em pastagens e plantas forrageira pela ESALQ/USP.

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Agricultura conectada: análise de dados e uso de IoT https://blog.rehagro.com.br/agricultura-conectada-internet-das-coisas-iot-e-a-analise-de-dados/ https://blog.rehagro.com.br/agricultura-conectada-internet-das-coisas-iot-e-a-analise-de-dados/#respond Sat, 17 Oct 2020 15:00:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8304 A agricultura conectada é uma tendência real no Brasil e no mundo. Duas tendências poderosas – a Internet das coisas (IoT) e a análise de dados – estão ganhando força discretamente na aplicação dessas tecnologias para a produção de alimentos. Os agricultores estão melhorando a produtividade, reduzindo as perdas e reduzindo custos, fazendo um uso […]

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A agricultura conectada é uma tendência real no Brasil e no mundo. Duas tendências poderosas – a Internet das coisas (IoT) e a análise de dados – estão ganhando força discretamente na aplicação dessas tecnologias para a produção de alimentos.

Os agricultores estão melhorando a produtividade, reduzindo as perdas e reduzindo custos, fazendo um uso mais direcionado de recursos como fertilizantes e água. O ponto de partida para esta agricultura de precisão são os dados, cujos sensores e redes sem fio desempenham um papel fundamental na coleta.

 

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Existem essencialmente três tipos de plataforma envolvidos na agricultura de precisão:

  1. Sistemas aéreos;
  2. Móveis baseados no solo;
  3. Sistemas estacionários.

Os sensores e a tecnologia de rede que os tipos de plataforma tendem a utilizar variam, embora também haja alguma sobreposição. Uma coisa que as plataformas compartilham, no entanto, é uma enorme diversidade nos conjuntos de recursos dos muitos produtos concorrentes que tratam desse espaço de aplicação.

Sistemas aéreos

As plataformas aéreas buscam coletar dados sobre culturas e campos de cima usando sensoriamento remoto. Os sensores podem estar localizados em aeronaves ou satélites pilotados, mas cada vez mais estão sendo transportados por veículos aéreos não tripulados (UAVs) – drones – de asa fixa ou multi-helicóptero.

Equipados com um sensor de posicionamento de precisão, como o módulo GNSS de precisão, os drones são particularmente adequados para o levantamento de campos de pequeno a médio porte para monitoramento da saúde vegetal, com aeronaves e satélites fornecendo levantamentos de área maiores.

O principal sensor no monitoramento da saúde da planta é uma câmera multiespectral que pode capturar imagens de alta resolução em luz visível e infravermelha próxima (NIR).

A maioria dos sensores de imagem pode fornecer essas imagens, embora a maioria das câmeras comerciais não. A chave para essa aparente contradição está na filtragem.

Área em propriedade rural rastreada via agricultura de precisão

Sensor de infravermelho

Para monitoramento da saúde da planta, no entanto, essa sensibilidade infravermelho (IR) é a melhor opção.

Área em uma propriedade rural sendo analisada por sensor de infravermelho

As folhas de plantas saudáveis refletem mais IR e absorvem mais luz vermelha do que as de plantas estressadas. Isso levou os cientistas vegetais a definir o índice de vegetação de diferença normalizada (NDVI) – (NIR – Vermelho) / (NIR + Vermelho) – como uma medida da saúde das plantas.

Com a filtragem certa e algum processamento básico de imagem, um sensor de imagem pode ser transformado em um sensor NDVI. As plataformas aéreas fornecem a perspectiva necessária para fazer o levantamento da saúde da planta de campos inteiros com um único sistema.

Webinar Ferramentas de agricultura de precisão

Elementos básicos para plataformas agrícolas móveis

Na maior parte, as necessidades de comunicação de rede das plataformas aéreas são mínimas.

Alguns sistemas oferecem links Wi-Fi para smartphones para oferecer resultados de pesquisas em tempo real. A maioria, entretanto, simplesmente armazena os dados da imagem em cartões removíveis para processamento posterior.

Esse uso de armazenamento em vez de link de rede também é comum em plataformas móveis de agricultura de precisão baseadas no solo, como acessórios de trator e veículos robóticos.

Os dados que seus sensores coletam podem ser exibidos em tempo real para o motorista, mas como plataformas aéreas, os dados raramente são enviados ao vivo para uma rede. Os tipos de sensores envolvidos, no entanto, são completamente diferentes.

Na maioria das vezes, essas plataformas móveis carregam sensores eletroquímicos que monitoram as condições de crescimento, incluindo fatores como pH, condutividade elétrica do solo (que se correlaciona com a produtividade da cultura), e teor de umidade do solo.

O sensor de raios gama detecta variações na radiação de fundo natural para avaliar a composição e estrutura do solo. Sensores ópticos ajudam a medir o conteúdo orgânico do solo, incluindo resíduos da colheita.

Esses sistemas móveis, fornecem um mapeamento de solo com resolução de grãos muito mais fina do que as técnicas de amostragem manual tradicional. O mapeamento, por sua vez, ajuda os agricultores a aplicar fertilizantes do tipo e quantidade que o solo precisa em qualquer local.

Mapeamento em uma área rural utilizando sensor

O tipo de precisão de mapeamento centimétrico que essas plataformas móveis oferecem exige mais do que sensoriamento de navegação por satélite, no entanto a navegação por satélite é normalmente precisa apenas em torno de um metro.

Para refinar ainda mais o posicionamento, algum tipo de unidade de medição inercial, pode ser necessária. O mesmo tipo de precisão que informa o esforço de mapeamento pode então ser usado para orientar a aplicação de sementes, fertilizantes e pesticidas, bem como para orientar o maquinário de colheita para evitar sobreposição durante a colheita.

As plataformas de agricultura de precisão que normalmente não requerem sensores de posição embutidos são os sistemas estacionários baseados no solo, embora ainda seja importante registrar sua posição quando colocados pela primeira vez. Também ao contrário de outros tipos de plataforma, os sistemas estacionários dependem fortemente dos recursos de comunicação de rede.

Uma variedade de opções de comunicação está sendo usada na agricultura, com a escolha frequentemente dependente da situação, incluindo celular, rede mesh, LPWAN (LoRa, SigFox, 6LoWPan e semelhantes) e configurações diretas de dispositivo para gateway. Outros oferecem plataformas de sensores estacionários com qualquer uma dessas opções de comunicação disponíveis como opções especificadas pelo cliente.

Uso de um sensor para monitoramento de lavoura de milho

Sistemas agrícolas estacionários

Esses sistemas estacionários também oferecem uma gama mais ampla de tipos de sensores do que as outras plataformas, o monitoramento ambiental, meteorológico localizado (temperatura, precipitação, insolação, vento e semelhantes) e sensores fitossanitários junto com monitores ambientais para comparar o crescimento real da planta com as expectativas.

Sistemas capturam e contam tipos específicos de pragas usando atração baseada em feromônios para identificar possíveis infestações. A umidade do solo (medida usando capacitância ou outras propriedades eletromagnéticas do solo), taxas de evapotranspiração, umidade das folhas (devido à chuva ou condensação), altura da planta e até mesmo a espessura dos caules ou o tamanho dos frutos em crescimento (dendometria) são todas as opções de sensores potenciais para agricultura.

Os sistemas estacionários são onde grande parte do desenvolvimento de produtos de sensores para agricultura de precisão tem ocorrido, em parte porque eles oferecem o maior potencial para vendas de volume.

Um único sistema de sensoriamento aéreo ou móvel pode atender a todos os campos do agricultor, mas a coleta de dados de granularidade suficiente para o máximo benefício exigirá a implantação de vários sistemas de sensores estacionários. As principais características de tais sistemas são energia solar, baixo custo e integração com redes de longa distância e serviços em nuvem para lidar com os dados.

Embora a agricultura de precisão tenha sido explorada por mais de uma década, o apoio a essa agricultura acionada por sensores ainda é uma indústria nascente. A adoção pode acontecer muito cedo.

A população mundial está a caminho de aumentar para mais de 9 bilhões nos próximos anos. O aumento estimado de 70% na produção de alimentos que a implementação total da agricultura de precisão se tornará necessária para atender a demanda. Para desenvolvedores, isso significa que ainda há um grande potencial para o mercado de sistemas de sensores agrícolas.

Saiba mais!

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Manejo da compactação do solo https://blog.rehagro.com.br/manejo-da-compactacao-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-da-compactacao-do-solo/#respond Tue, 22 Sep 2020 15:00:36 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8143 O solo é a base de qualquer cultura e, como tal, ele precisa estar em condições adequadas para permitir que essa cultura expresse seu máximo potencial. Em culturas anuais como soja e milho, é preciso um olhar ainda mais minucioso, com a movimentação mais constante de máquinas. Se não tiver controle ou for feito errado, […]

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O solo é a base de qualquer cultura e, como tal, ele precisa estar em condições adequadas para permitir que essa cultura expresse seu máximo potencial. Em culturas anuais como soja e milho, é preciso um olhar ainda mais minucioso, com a movimentação mais constante de máquinas.

Se não tiver controle ou for feito errado, isso pode gerar um dos piores males ao produtor: solo compactado, que pode reduzir em até 60% a produtividade!

Pensando nisso, em agosto de 2020, o Rehagro e a 3rlab promoveram um webinar gratuito justamente sobre o manejo da compactação do solo. Esta palestra foi feita pelo Bruno Montoani Silva, que é um especialista renomado na área, sendo engenheiro agrônomo e professor do Departamento de Ciência do Solo da UFLA.

Webinar Manejo da Compactação do Solo

Ele ensina como fazer o diagnóstico correto de compactação, como fazer o manejo, o controle, quais parâmetros avaliar e, inclusive, com dados reais.

Então, não perca mais tempo. Clique no link abaixo e confira!

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Aprendendo com os campeões do CESB: safra 2019-20 https://blog.rehagro.com.br/aprendendo-com-os-campeoes-do-cesb-safra-2019-20/ https://blog.rehagro.com.br/aprendendo-com-os-campeoes-do-cesb-safra-2019-20/#respond Fri, 11 Sep 2020 15:00:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8134 Em julho de 2020, fizemos a transmissão de mais um Webinar Grãos. O tema foi: “Aprendendo com os campeões do CESB: safra 2019-20″. O palestrante João Pascoalino é Engenheiro Agrônomo e Coordenador Técnico de Pesquisa do CESB. Quer saber mais sobre o assunto? Então, não perca a oportunidade de assistir ao vídeo! Se tiver dúvidas […]

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Safra 2019-20

Em julho de 2020, fizemos a transmissão de mais um Webinar Grãos. O tema foi: “Aprendendo com os campeões do CESB: safra 2019-20″. O palestrante João Pascoalino é Engenheiro Agrônomo e Coordenador Técnico de Pesquisa do CESB.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, não perca a oportunidade de assistir ao vídeo!

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Unidade de gestão diferenciada na produção de grãos: saiba quais são as estratégias https://blog.rehagro.com.br/estrategia-de-unidade-de-gestao-diferenciada-no-sistema-de-producao-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/estrategia-de-unidade-de-gestao-diferenciada-no-sistema-de-producao-de-graos/#respond Sun, 30 Aug 2020 18:00:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8109 Unidade de gestão diferenciada (UGD) é uma sub-região de um campo que expressa uma combinação funcionalmente homogênea de fatores limitantes de produção para os quais uma taxa única de entrada específica da cultura é apropriada. Assim, o delineamento de UGD é simplesmente uma forma de classificar variabilidade espacial dentro de um campo.   Sem tempo […]

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Unidade de gestão diferenciada (UGD) é uma sub-região de um campo que expressa uma combinação funcionalmente homogênea de fatores limitantes de produção para os quais uma taxa única de entrada específica da cultura é apropriada.

Assim, o delineamento de UGD é simplesmente uma forma de classificar variabilidade espacial dentro de um campo.

 

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Para ser bem sucedido, a estratégia de delineamento deve ser baseada em causa e efeito reais relações entre as características do local e o rendimento das culturas.

Através da agricultura de precisão (AP) é possível utilizar ferramentas que auxiliam a identificação de regiões homogêneas, para adotar técnicas de investigação georreferenciada dos possíveis causadores da variabilidade nos campos de produção.

Com a segmentação em áreas de baixo, médio e alto potencial produtivo, é possível adotar o manejo específico aos campos de produção.

A coleta e o gerenciamento de dados do manejo das culturas e do solo sobrecarregam o sistema de registro agrícola padrão. Os SIG fornecem uma abordagem sistemática para gerenciamento de grande quantidade de dados acumulados, junto às ferramentas necessárias para análise e interpolação.

As UGDs podem ser delineadas por amostragens e técnicas estatísticas, ou por modelos considerando aspectos pedológicos, geomorfológicos, hidrológicos e ecológicos, descrevendo processos contínuos entre o sistema solo planta.

A estratégia para definição da unidade de gestão diferenciada varia de região para região e de produtor para produtor. Informações de atributos de solo, produtividade, experiência do produtor, conhecimentos de informática e disponibilidade dos dados irá influenciar o gerenciamento final da seleção da UGD.

Estratégias para seleção dos dados podem ser visualizados na tabela a seguir.

Tabela unidade de gestão diferenciada

Tipos de características do local em que as UGDs podem ser baseadas. Fonte: (DOERGE, 1999)

Webinar Ferramentas de Agricultura de Precisão

Estratégias de unidade de gestão diferenciada

Os fatores mais significativos a serem incluídos em estratégia de UGD são aqueles com efeito direto sobre a produção das culturas.

Os padrões de mapas de colheita podem não ser instáveis temporalmente para definir com precisão a UGD sem informações complementares. Alguns dados não variam temporalmente como topografia, padrões de condutividade elétrica e classe de solo.

Essas propriedades relacionando com o rendimento das culturas, são dados fiáveis para definição de UGDs. Dados amostrados densamente são mais robustos que conjunto de dados escassamente amostrados e não estará sujeito a problemas de interpolação. Mapas de rendimento, modelos digitais de elevação e índice de biomassa, são considerados conjunto de dados densos.

Santos et al., (2003); Molin, et al., (2005); Molin; Rabello, (2011); Santi, et al., (2012) identificaram regiões homogêneas para manejo da variabilidade espacial e temporal do solo. Foram empregadas técnicas de amostragem de solo, mapas de fertilidade, produtividade e condutividade elétrica para determinação das zonas de manejo.

A condutividade elétrica tem sido utilizada na agricultura para determinação de variações de textura do solo e no teor de umidade. O mapa de condutividade elétrica correlaciona com a variabilidade espacial dos teores de argila para delimitação de UGDs em um SIG.

A amostragem intensiva de solo em grade tem sido utilizada para desenvolvimento de mapas de aplicação a taxa variada. Locais onde a distribuição espacial apresenta de forma complexa, densidade de grade amostral mais fina do que as utilizadas comercialmente, são necessárias para produzir mapas mais precisos dos teores de nutrientes.

Entretanto o custo e a intensidade de trabalho associados a amostragem em grade sugere que outras abordagens podem ser mais viáveis, a definição de UGDs pode estabelecer como um método mais econômico para avaliação da fertilidade do solo.

Molin, (2002); Amado et al., (2007) definiram UGDs baseadas em mapas de produtividade a partir de dados coletados ao longo do tempo. Isso se deve ao fato de o mapeamento de produtividade ser uma ferramenta simples e barata para monitorar o rendimento das culturas em resoluções espaciais finas; além disso, fornece a melhor informação para o tempo e a variabilidade espacial.

Os agricultores devem lembrar que práticas de UGDs são específicas do local, sendo o potencial de rentabilidade específico da UGD.

O gerenciamento da UGD deve ser abordado de forma lógica e sistemática, sendo considerado os objetivos do agricultor e características de fazenda, antes que as decisões sobre ferramentas práticas sejam tomadas.

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Cooperativas agrícolas: veja o papel no custeio da lavoura https://blog.rehagro.com.br/o-papel-das-cooperativas-e-revendas-agricolas-no-custeio-agricola/ https://blog.rehagro.com.br/o-papel-das-cooperativas-e-revendas-agricolas-no-custeio-agricola/#comments Thu, 20 Aug 2020 17:01:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8102 No caso das cooperativas agropecuárias paranaenses, mais de 80% do custeio da lavoura de milho ocorre via Manual de Crédito Rural (MCR), do Banco Central do Brasil (BCB), que prevê o montante de até R$ 1,2 milhão por mutuário e por safra. O sistema cooperativista Conforme consta no capítulo 3 – MCR 3-2-5 –, a […]

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No caso das cooperativas agropecuárias paranaenses, mais de 80% do custeio da lavoura de milho ocorre via Manual de Crédito Rural (MCR), do Banco Central do Brasil (BCB), que prevê o montante de até R$ 1,2 milhão por mutuário e por safra.

O sistema cooperativista

Conforme consta no capítulo 3 – MCR 3-2-5 –, a taxa de juros é de 7,5% a.a. para mutuários enquadrados no Programa Nacional de apoio ao médio Produtor rural (Pronamp/BNDES) e de 8,75% a.a. para demais produtores.

No capítulo 5 do MCR há, também, o crédito para aquisição de insumos e de bens para fornecimento a cooperados com recurso controlado, limitado por ano agrícola a R$ 500 mil por cooperado.

As cooperativas, com atuações em toda a cadeia produtiva do milho, conseguem levantar a demanda por recursos dos cooperados que cultivam o cereal, o suporte através da assistência técnica que conta com mais de 2.200 profissionais – 1.500 engenheiros agrônomos – fazem a transferência de tecnologia, via extensão rural e assessoramento técnico de planejamento da produção.

Com base em levantamento feito por esses profissionais, a cooperativa se articula junto aos agentes financeiros para levantar o montante de recursos de crédito rural para aquisição de insumos em larga escala e repasse posterior aos cooperados.

Mão segurando um saco de recursos no campo.

Os agentes mais atuantes no agronegócio paranaense são o Banco do Brasil, a Sicredi (cooperativa de crédito) e a Caixa Econômica Federal (CEF), sendo este último mais recente na oferta de recursos para crédito rural.

Via de regra, os recursos de crédito rural de “pré-custeio”, levantados nos bancos, propiciam uma negociação favorável junto às indústrias de agroquímicos, fertilizantes e sementes, pois o pagamento é realizado à vista, com recursos do crédito rural.

As compras são antecipadas e as campanhas de venda para a safra de verão (semeada a partir de setembro) são realizadas nos meses de maio e junho e, a partir de 1º de julho, já podem se transformar em financiamentos, dentro do plano agrícola e pecuário do governo federal.

Nas regiões do estado com forte participação de cooperativas, os fertilizantes, sementes, herbicidas, inseticidas e fungicidas necessários à produção do milho chegam aos produtores em condições mais vantajosas quando comparadas a regiões em que as cooperativas têm menor presença.

Desse modo, ressalta-se que operações de troca, ou barter, em inglês, são menos difundidas no Sul do Brasil, especialmente no Paraná, onde o Sistema Cooperativista responde por 56% da produção agrícola do estado. Também, 92% dos produtores rurais da região são considerados pequenos e médios, cultivando até 100 hectares, sendo plenamente atendidos pelo Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR/BCB) – custeios da safra.

O papel das revendas agrícolas

Para o agronegócio brasileiro “Barter”, representa um mecanismo de financiamento de safras consistente na aquisição de insumos agrícolas pelo produtor rural, junto às agroindústrias, indústrias de insumos, tradings, exportadoras ou distribuidoras de insumo, para pagamento, no período pós safra, com o próprio produto de sua safra.

Logo, o barter é a troca de insumos para produção agrícola normalmente adquiridos antes do plantio, para utilização, na própria produção agrícola, com pagamento a ser realizado posteriormente à colheita, utilizando-se como moeda, parte dos mesmos produtos colhidos.

Entretanto, não se trata de uma simples negociação de troca ou escambo. Ao contrário, caracteriza-se pela formatação de operações complexas e bem aparelhadas, que são normalmente liquidadas financeiramente pela parte interessada nos produtos agropecuários.

O chamado “offtaker” que para a segurança da operação, trava o preço das commodity via “hedge” em bolsas de mercadorias nacionais e internacionais, contando por vezes, com a presença de uma instituição financeira apta a antecipar o pagamento de toda a operação aos compradores.

O barter no mercado brasileiro

O barter surgiu no Brasil no início da década de 90, com o interesse das tradings (empresas comercializadoras de grãos) em negócios de compra e venda de soja no Centro-Oeste.

Atualmente, é um mecanismo muito reivindicado por produtores agrícolas em função da segurança negocial e da proteção contra oscilações cambiais ou de preço das commodities agrícolas produzidas e previamente negociadas.

Normalmente, a liquidação financeira do barter é feita diretamente pela parte interessada nos produtos agropecuários, e como o pagamento ocorre somente a longo prazo, após a colheita e entrega dos produtos, normalmente a operação é estruturada por um banco que antecipa os recursos ao fornecedor de insumos.

Após o recebimento dos grãos, as empresas que forneceram os insumos os direcionam à exportação ou à indústria, que, por sua vez, quitam a operação financeira junto aos bancos.

Um dos grandes diferenciais das operações envolvendo barter é o travamento de preços (hedge), estratégia de negociação que significa a garantia de margem de lucro para todos os envolvidos.

Dentre os diversos benefícios e vantagens apresentados por este tipo de operação a todo o sistema de financiamento do agronegócio, destacam-se:

  • Segurança – proteção contra as oscilações de preço dos produtos agrícolas a ser produzidos e entregues;
  • Liquidez – como o financiamento ocorre desde a compra dos insumos até a entrega dos grãos, o agricultor não se preocupa com o refinanciamento de capital de giro;
  • Câmbio – o financiamento é feito na mesma moeda do recebimento da produção agrícola. Portanto, independentemente da oscilação do câmbio ou do preço da commodity negociada durante todo o prazo entre o plantio e a safra, o agricultor receberá o seu lucro pré-determinado;
  • Taxa de juros – a operação é travada desde o início. Assim, mesmo que haja aumento nos juros, o agricultor não terá que pagar pela ascensão de eventual nova taxa.

O barter vem ganhando tanta força no mercado brasileiro e as modalidades de operações já são tantas, que os “offtakers” vêm oferecendo ao mercado os chamados “pacotes tecnológicos” como forma de facilitar a venda de insumos aos fornecedores e a compra da produção pelos compradores de grãos em uma mesma operação.

Esses “pacotes tecnológicos” são formados por um determinado grupo de insumos necessários ao cultivo da lavoura, por exemplo: um pacote formado por sementes, herbicidas e fungicidas (dentre outros produtos e serviços), em contrapartida, de um número previamente estipulado de sacas de grãos a ser colhido.

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Alessandro Alvarenga

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Adjuvantes agrícolas: o que são e importância para a pulverização https://blog.rehagro.com.br/uso-de-adjuvantes-em-caldas-de-pulverizacao/ https://blog.rehagro.com.br/uso-de-adjuvantes-em-caldas-de-pulverizacao/#respond Mon, 22 Jun 2020 19:00:17 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7786 O uso de defensivos agrícolas causa preocupações devido a exposições de trabalhadores, contaminação ambiental e impactos diversos nos ecossistemas, sendo a redução de seu uso um dos principais objetivos da tecnologia de aplicação. A tecnologia de aplicação consiste na colocação correta do produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica, com o […]

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O uso de defensivos agrícolas causa preocupações devido a exposições de trabalhadores, contaminação ambiental e impactos diversos nos ecossistemas, sendo a redução de seu uso um dos principais objetivos da tecnologia de aplicação.

A tecnologia de aplicação consiste na colocação correta do produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica, com o mínimo de contaminação de outras áreas. Para que as gotas se depositem sobre os alvos, estas devem ser grande suficiente para atingir o alvo desejado, mesmo sofrendo alguma evaporação no deslocamento da ponta até a superfície do alvo, mas pequena suficiente para promover a cobertura necessária no alvo, para que assim, o princípio ativo tenha a ação esperada.

Para realizar uma aplicação bem sucedida de defensivos agrícolas, deve-se atentar à forma de aplicação, seleção de pontas, ajuste do volume de calda, formulação dos defensivos agrícolas, estrutura das plantas e condições de microclima.

 

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A dificuldade das aplicações provém da variedade e métodos de aplicação, diversidade de culturas, insetos, doenças e plantas daninhas, das propriedades físico-químicas de caldas, condições ambientais, segurança dos aplicadores, leis ambientais, além da viabilidade econômica.

Os métodos de aplicação de defensivos agrícolas são basicamente por via sólida, líquida ou gasosa, sendo a aplicação via líquida a mais utilizada, tendo neste caso a água como o diluente mais comum.

Um composto químico com atividade fitossanitária raramente é aplicado de forma isolada. A formulação dos defensivos agrícolas é responsável por facilitar a dispersão homogênea deste composto nos veículos de aplicação. As aplicações agrícolas são afetadas por diversas variáveis relacionadas aos defensivos agrícolas, como a estabilidade, solubilidade, incompatibilidade, volatilização, formação de espuma, tamanho de gota, deriva, tensão superficial, cobertura, aderência, penetração, entre outros.

Qual a importância dos adjuvantes agrícolas?

Os adjuvantes surgiram com o propósito de auxiliar outros materiais a serem mais eficientes e são utilizados em defensivos agrícolas para assegurar que cada gota de água contenha quantidade similar do ingrediente ativo, já que muitos destes não são solúveis em água.

São substâncias que facilitam a aplicação, reduzem perdas e riscos, melhoram o desempenho do defensivo agrícola ou modificam as características físicas das misturas, com exceção da água.

Através de mudanças das propriedades físicas e químicas, os adjuvantes podem influenciar os processos de formulação de defensivos agrícolas (compatibilidade, solubilidade, estabilidade e formação de espuma), pulverização (deriva e evaporação), retenção (reflexão e adesão), modificar a deposição (molhamento, espalhamento e solubilização) e penetração. Suas funções são descritas como molhante, adesiva, espalhante, espumante, anti-espumante, dispersante, redutor de deriva e também como responsável pelo aumento da atividade biológica dos defensivos agrícolas.

Os adjuvantes são provavelmente o grupo menos compreendido dentre os químicos utilizados na agricultura e diferenças sobre a terminologia destes produtos é esperada.

Tabela com alguns adjuvantes

Classificação dos adjuvantes.

E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

Deposição e evaporação de gotas

A eficiência das aplicações de defensivos agrícolas é frequentemente relacionada com o espalhamento e a evaporação das gotas aplicadas, e pode ser reduzida se o ingrediente ativo não se espalhar de forma uniforme sobre o alvo. A fragmentação da calda em gotas aumenta a superfície exposta do líquido, o que contribui para a evaporação.

O uso de gotas grandes minimiza perdas por deriva e evaporação, no entanto, proporcionam menor cobertura quando comparadas às gotas mais finas. A tabela seguinte exemplifica teoricamente o número de gotas esféricas resultantes da fragmentação de um volume de 1 litro em gotas de diversos diâmetros, além do somatório da área das gotas (número de gotas vezes a área).

Tabela de fragmentação de um volume de 1 litro de água em gotas de diversos diâmetros.

Diâmetro de gota, área correspondente, número de gotas equivalente a fragmentação de 1 litro e área total das gotas.

Perdas de massa pela evaporação tornam as gotas mais susceptíveis ao arraste por correntes de ar ou a evaporação total antes de atingir o alvo. Os problemas relacionados à evaporação de gotas necessitam de atenção, principalmente pelo fato que a água é volátil e é o veículo mais utilizado em aplicações.

Altas temperaturas, antes e depois da aplicação, aumentam a penetração de agrotóxicos através da cutícula da planta, no entanto, também aumenta a volatilização dos líquidos e podem aumentar a evaporação das gotas a um ponto de cessar a penetração do defensivo agrícola.

Tabela limites de temperatura e umidade relativa do ar para diferentes tamanhos de gotas.

Limites de temperatura e umidade relativa do ar para diferentes tamanhos de gotas. Fonte: Antiniassi et al. (2005).

A umidade do ar tem grande efeito na aplicação de agrotóxicos foliares, principalmente sobre a cutícula da planta e também sobre a evaporação e deposição das gotas.

Entre as funções descritas dos adjuvantes, está a de modificar as propriedades físico-químicas da calda de pulverização, que compreende o grupo dos adjuvantes ativadores, sendo estas propriedades a tensão superficial, densidade, viscosidade, volatilidade e solubilidade, e geralmente são influenciadas particularmente por surfactantes.

A figura abaixo apresenta as imagens obtidas durante a evaporação das gotas, desde o momento que a gota foi depositada (a e b), até o momento final (g e h), o aumento inicial da área molhada da gota (d), e a redução da altura neste mesmo momento (c). Na maior parte das observações realizadas, somente após a redução quase total da altura a área foi reduzida (e, f, g e h).

Etapas do comportamento da evaporação de uma gota ao longo do tempo.

Comportamento da evaporação de uma gota ao longo do tempo. Imagens da câmera lateral (a, c, e, g) e da câmera perpendicular (b, d. f. h).

Diante do que foi apresentado faz-se necessário uma boa escolha de adjuvante, auxiliando na pulverização de defensivos agrícolas. Estes devem ser associados de acordo com as condições ambientais e eficácia em associação de herbicidas, inseticidas e fungicidas favorecendo com que o mesmo tenha sua melhor performance.

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As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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Irrigação de alta performance: otimização dos recursos https://blog.rehagro.com.br/irrigacao-de-alta-performance-otimizacao-dos-recursos/ https://blog.rehagro.com.br/irrigacao-de-alta-performance-otimizacao-dos-recursos/#respond Tue, 09 Jun 2020 18:00:31 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7759 No dia 26/05, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre irrigação de alta performance: otimização dos recursos com garantia de resultados. O palestrante foi Daniel Ávila Jacinto, Engenheiro Agrônomo e Sócio/Diretor Comercial da iCrop. Ávila é especialista em gestão de irrigação. Quer saber mais sobre o assunto? Então, não perca a oportunidade de assistir ao […]

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No dia 26/05, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre irrigação de alta performance: otimização dos recursos com garantia de resultados. O palestrante foi Daniel Ávila Jacinto, Engenheiro Agrônomo e Sócio/Diretor Comercial da iCrop. Ávila é especialista em gestão de irrigação.

Irrigação de alta performance

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Onde realizar a adubação do cafeeiro? https://blog.rehagro.com.br/onde-adubar-o-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/onde-adubar-o-cafeeiro/#respond Thu, 04 Jun 2020 15:00:51 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7708 A adubação é prática importante de ser realizada no cafeeiro, visto que, ela interfere diretamente na produtividade da cultura. Nesse sentido, além da importância de uma boa amostragem de solo e recomendação adequada dos nutrientes, é importante que este fertilizante caia no local adequado. Quando isso não ocorre, pode acarretar em prejuízos ao cafeeiro. Esses […]

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A adubação é prática importante de ser realizada no cafeeiro, visto que, ela interfere diretamente na produtividade da cultura. Nesse sentido, além da importância de uma boa amostragem de solo e recomendação adequada dos nutrientes, é importante que este fertilizante caia no local adequado. Quando isso não ocorre, pode acarretar em prejuízos ao cafeeiro.

Esses prejuízos podem ser, desde a queima do coleto de plantas ou até mesmo a não absorção desses nutrientes pelas plantas, afetando assim a produtividade da cultura. Dessa forma, o local onde o adubo está sendo colocado é item importante no manejo da cultura.

Em algumas propriedades a adubação é realizada apenas de um lado do cafeeiro, alternando linhas na entrada da adubadora. Já em outras propriedades, a adubação é feita dos dois lados da planta. Mas, e essa prática, deve ser feita de um lado ou dos dois lados da planta?

Resultados de estudo feito pela Procafé, comparando modos de adubação do cafeeiro mostraram que houve maior produtividade média, considerando 5 safras, quando se adubou na projeção da saia, dos dois lados da planta.

Dessa forma, mostrando a importância de se adubar dos dois lados da planta, colocando assim o adubo mais próximo as raízes do cafeeiro, para que ele possa absorver.

Produção média anual de cinco safras em cafeeiros sob diferentes modos de adubação. Martins Soares-MG. 2001.

Por isso, quando nos referimos a adubação mecanizada, o adubo deve ser colocado dos dois lados do cafeeiro, na projeção da saia, conforme mostrado no estudo, em que esse tipo de adubação proporcionou maior incremento na produtividade, se comparado aos outros modos de adubação.

Nesse sentido, quando nos referimos a adubação mecanizada, é recomendado que a adubadora entre em todas as entrelinhas da lavoura e realize a adubação em ambos os lados da planta.

adubar o cafeeiro

Adubação na projeção da saia do cafeeiro. (Foto: Rehagro).

Nas adubações em lavouras manuais, quando possível, é recomendado que seja realizado em ambos os lados também, no entanto, em muitos casos onde as propriedades apresentam uma declividade muito acentuada, dificultando assim a realização da prática, e/ou não se possui mão de obra suficiente para a realização da adubação no período correto, pode ser realizada a adubação de um lado só do cafeeiro, sendo feito no lado de cima das plantas.

E-book Calagem na cultura do café

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Quebra da dominância apical na cultura da soja https://blog.rehagro.com.br/quebra-da-dominancia-apical-na-cultura-da-soja/ https://blog.rehagro.com.br/quebra-da-dominancia-apical-na-cultura-da-soja/#respond Wed, 03 Jun 2020 17:00:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7701 O Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial na produção de soja, devido ao melhoramento genético. Isso possibilitou o lançamento de cultivares adaptadas a todo o território, além, principalmente, dos conhecimentos gerados em relação ao manejo de solos tropicais. Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas […]

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O Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial na produção de soja, devido ao melhoramento genético. Isso possibilitou o lançamento de cultivares adaptadas a todo o território, além, principalmente, dos conhecimentos gerados em relação ao manejo de solos tropicais.

Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas daninhas foram gerados, bem como a adoção do sistema de plantio direto (SPD). Esses fatores permitiram ao país dispor de uma das mais avançadas tecnologias referentes ao cultivo de soja do mundo.

Gráfico com boletim Informativo Safra Mundial de Soja – Fiesp (Março 2020).

Fonte: USDA/Boletim Informativo Safra Mundial de Soja – Fiesp (Março 2020)

Visando o aumento de produtividade, diversas propostas de manejo vêm surgindo para a cultura da soja. Muitas foram adotados por alguns produtores, mesmo sem respaldo científico.

Dentre estas tecnologias destaca-se a tentativa da quebra de dominância apical da soja, utilizando-se fitohormônios e substâncias consideradas reguladores de crescimento. Como exemplo, citamos alguns herbicidas que podem desempenhar esse papel de forma indireta. 

 

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Além das substâncias químicas, acredita-se na possibilidade de utilização dos fitohormônios. A finalidade é de alterar a arquitetura de plantas, bem como causar mudanças nos componentes de produção da cultura da soja.

As citocininas (Ck) são descritas como importantes substâncias neste contexto. Elas podem causar a quebra da dominância apical, induzindo o aumento de brotações de gemas laterais e, consequentemente, causar um aumento na produtividade.

Fonte: Inara Alves

Fonte: Inara Alves

A quebra da dominância apical ocorre devido à menor produção de auxina, que é sintetizada no ápice da planta. Com isso, poderia ocorrer um aumento na síntese/concentração de citocinina, hormônio responsável pela emissão de ramificações da planta.

Acredita-se que ao utilizar herbicidas que possam comprometer a dominância apical, a planta mudaria o seu fluxo hormonal interno. Assim, modificaria o número dos componentes de produção que a cultura apresenta.

A emissão de novos ramos laterais ocorre, devido ao aumento do número de nós, os quais apresentam gemas capazes de gerar novos ramos. Assim, acredita-se que a utilização de reguladores de crescimento poderia aumentar de forma indireta o número de ramos e, consequentemente, e o número de flores, vagens e a produtividade da cultura.

Componentes de produção da soja

A produtividade da cultura da soja é determinada por diversos fatores relacionados com a fisiologia, morfologia e manejo da cultura. Características como altura de plantas, número de nós por planta, ramos laterais, número de vagens por planta e grãos por vagens, peso de 100 grãos, estão diretamente ligados ao potencial produtivo da soja no final de seu ciclo. A quantidade de grãos por área é determinada em função de várias características:

  • número de nós e de hastes por planta;
  • densidade de plantas;
  • peso e número de sementes;
  • vagens por planta;
  • sementes por vagem.

Todos estes componentes são determinados por processos fenológicos como desenvolvimento vegetativo, florescimento, frutificação e maturação.

A grande maioria das variações que ocorrem na produtividade de soja estão associadas com alterações que podem vir a ocorrer no momento de formação dos componentes de produção da cultura, como número de vagens e grãos. Consequentemente, os processos que determinam o número de vagens e grãos por área desempenham papel importante na produtividade da cultura.  

A taxa de formação de flores e vagens está relacionada à formação de ramos laterais nas plantas, já que a formação de flores ocorre nas axilas presentes nos ramos laterais, a qual é coordenada pelo balanço entre os hormônios auxina e citocinina.

A citocinina se apresenta como fator principal na indução de formação de flores, pois, está envolvida no processo de divisão, expansão, alongamento e diferenciação celular, além do crescimento da gema axilar e formação dos primórdios foliares, o que repercute na maior ou menor produtividade da cultura ao final de seu ciclo.

A densidade de plantas é outro fator de grande importância para o crescimento e a produtividade de soja. Quando a densidade de plantas é elevada, a formação de ramos laterais diminui e, dessa forma, o número de nós dos ramos laterais decresce, interferindo na produtividade. Situações com elevada população de plantas desencadeia uma competição por luz e pela absorção de nutrientes, sendo que estas plantas podem se tornar estioladas, com os caules finos e propensos ao acamamento.

Webinar Herbicidas pré-emergentes em soja

Herbicidas e fito hormônios visando a quebra da dominância apical

As maiores produtividades, são obtidas através da utilização de um conjunto de práticas culturais, as quais ajudam a adequar o ambiente, de forma que a cultura possa alcançar o máximo potencial produtivo.

Dentre as práticas que podem ser usadas para a cultura da soja, a aplicação de fitohormônios e reguladores de crescimento está sendo explorada cada dia mais. Alguns estudos indicam as auxinas, as citocininas (CKs) e as giberelinas (GAs) como fitohormônios promissores em melhorar as características agronômicas de diversas culturas.

Os reguladores de crescimento são compostos químicos sinalizadores que atuam na regulação do crescimento e desenvolvimento de plantas. Normalmente, os reguladores estão ligados a receptores na planta e desencadeiam uma série de mudanças celulares, as quais podem afetar a iniciação ou modificação do desenvolvimento de órgãos ou tecidos. 

Os fitohormônios, ou hormônios vegetais, são compostos orgânicos sintetizados em uma parte específica da planta e transportados para outra parte na qual em pequenas concentrações causam uma resposta fisiológica. Os hormônios vegetais podem causar modificações fisiológicas ou morfológicas, influenciando a germinação, crescimento e desenvolvimento vegetal, florescimento, frutificação, senescência e abscisão de folhas ou flores. 

Os herbicidas lactofen e carfentrazone, têm sido utilizados por sojicultores, que acreditam na sua capacidade indireta em diminuir o porte de plantas de soja.  Como são herbicidas inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), as ações de tais produtos geram o acúmulo de compostos fotodinâmicos como a protoporfirina IX, que interfere negativamente na fotossíntese, respiração e cadeia de transporte de elétrons na planta.

Mecanismos que levam à quebra da dominância apical e, consequentemente, a menor altura de plantas, causam desbalanço hormonal interno. Após a quebra da dominância apical, os níveis de auxina na planta diminuem, diminuindo os níveis de ácido abscísico e o transporte de nutrientes e citocininas das raízes para a gema lateral. Devido a esse efeito, acredita-se na possibilidade de se conseguir um aumento no número de ramos laterais de plantas de soja.

Na maioria das plantas, o crescimento da gema apical inibe o crescimento das gemas laterais, fenômeno denominado de dominância apical. As citocininas tem um grande potencial na indução da divisão celular, em conjunto com as auxinas. Esses dois hormônios vegetais interagem no controle da dominância apical, sendo que a relação é antagônica, uma vez que a auxina impede o crescimento de gemas laterais e a citocinina estimula esse crescimento.

Interação entre a auxina e citocinina na regulação do desenvolvimento das gemas laterais na cultura de soja.

Interação entre a auxina (AIA) e citocinina (CK) na regulação do desenvolvimento   das gemas laterais. Fonte: (MASON et al., 2014).

As alterações causadas no interior e exterior da planta após o uso de reguladores de crescimento, podem vir a modificar o metabolismo interno da planta, de modo que esta poderá alterar a rota dos carboidratos, fazendo com que estes sejam acumulados em outros tecidos da planta.

Os açúcares em abundância promovem o crescimento e o armazenamento de carboidratos nos drenos e, quando a taxa de fotossíntese é alta, ocorre o acúmulo de açúcares totais nas folhas.

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As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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Alessandro Alvarenga

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Pós-colheita: um checklist para qualidade https://blog.rehagro.com.br/pos-colheita-um-checklist-para-qualidade/ https://blog.rehagro.com.br/pos-colheita-um-checklist-para-qualidade/#respond Mon, 18 May 2020 17:00:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7415 Em abril de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre pós-colheita: um checklist para qualidade. O palestrante foi Leandro Paiva, Coordenador do Pólo Agroindustrial do Café e Professor do IFSULDEMINAS Machado. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. Se você é um deles, […]

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Pós-colheita

Em abril de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre pós-colheita: um checklist para qualidade. O palestrante foi Leandro Paiva, Coordenador do Pólo Agroindustrial do Café e Professor do IFSULDEMINAS Machado.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso debate de ideias! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

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Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra https://blog.rehagro.com.br/pontos-importantes-para-semeadura-da-2a-safra/ https://blog.rehagro.com.br/pontos-importantes-para-semeadura-da-2a-safra/#respond Sat, 09 May 2020 19:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7419 No dia 28/01, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre pontos importantes para a semeadura da 2ª safra. O palestrante foi Flávio Araújo de Moraes, Engenheiro Agrônomo pela UFSJ, Mestre em Fitotecnia com ênfase em correção de solo pela UFLA e Consultor da Equipe Grãos do Rehagro. Moraes fala que o plantio é a primeira […]

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No dia 28/01, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre pontos importantes para a semeadura da 2ª safra. O palestrante foi Flávio Araújo de Moraes, Engenheiro Agrônomo pela UFSJ, Mestre em Fitotecnia com ênfase em correção de solo pela UFLA e Consultor da Equipe Grãos do Rehagro.

Moraes fala que o plantio é a primeira etapa para aqueles que querem atingir altas produtividades. Ele é um dos fatores que mais interferem no potencial produtivo da cultura, pois investimos em sementes e fertilizantes e, muitas vezes, ocorrem falhas ao colocar a quantidade adequada de sementes e fertilizantes por hectare.

semeadura

Quer saber mais sobre o assunto? Então, não perca a oportunidade de assistir ao vídeo!

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Quais são os custos e benefícios da agricultura de precisão? https://blog.rehagro.com.br/custos-e-beneficios-da-agricultura-de-precisao/ https://blog.rehagro.com.br/custos-e-beneficios-da-agricultura-de-precisao/#respond Fri, 08 May 2020 18:30:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7480 Produtores que buscam produzir cada vez mais, já se depararam com a pergunta: o quanto devo deixar meu negócio mais técnico? E isso não está atrelado apenas aos maquinários, mas a todo o seu negócio agrícola. Neste contexto, a agricultura de precisão tem surgido como alternativa. Quanto custa adotar os benefícios da agricultura de precisão (AP)? […]

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Produtores que buscam produzir cada vez mais, já se depararam com a pergunta: o quanto devo deixar meu negócio mais técnico? E isso não está atrelado apenas aos maquinários, mas a todo o seu negócio agrícola. Neste contexto, a agricultura de precisão tem surgido como alternativa.

Quanto custa adotar os benefícios da agricultura de precisão (AP)? A resposta não é fácil. A questão principal é analisar se vale a pena adotar a AP, considerando a noção mais ampla de economia agrícola total. Provavelmente sim, em alguns casos. Em outros, talvez não.

 

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Para resolver esse problema, começar com um equilíbrio econômico entre custos e retornos é uma maneira simples de obter informações e apoiar a tomada de decisões. No entanto, além de considerações estritamente financeiras, há outros aspectos que, sendo mais difíceis de avaliar a longo prazo, também são muito importantes para a sustentabilidade das fazendas.

Um dos pontos que entram na agricultura de precisão é a irrigação, que pode ser totalmente automatizada e entregar bons resultados, mas por outro lado, exige um investimento considerável. Aqui no Rehagro, temos um webinar gratuito com um especialista em irrigação, onde ele faz comparativos, explica sobre o sistema, suas vantagens e muito mais para te ajudar nessa decisão.

Webinar Irrigação de Alta Performance

Muitos já pensam em altos investimentos tecnológicos tanto para irrigação, quanto a agricultura de precisão como um todo, mas muitas vezes a decisão desse negócio agrícola pode ser sobre serviços, uma nova adoção de sistema, como fornecimento de nitrogênio por inoculantes, como o Azospirillum para milho ou Rhizobium em soja.

O fato é que vai muito além disso e os benefícios da adoção da agricultura de precisão podem ser vários, mas os custos e a viabilidade precisam ser levados em conta.

Impactos positivos da AP vão desde o meio ambiente, na logística operacional da fazenda e até em valorizar o trabalho dos agricultores. Portanto, além dos benefícios econômicos na conta do balanço patrimonial, outras questões relevantes devem ser levadas em consideração antes de se decidir se investir em agricultura de precisão.

Fazendas e lavouras, como um todo, são negócios agrícolas e devem ser planejadas e esquematizadas. A lucratividade não se restringe apenas aos desempenhos para a colheita, mas também abrange a gestão financeira, de trabalhadores e todo o sistema.

Investimentos na agricultura de precisão

É difícil realizar uma análise completa porque não é tão fácil atribuir um valor econômico (em reais) às vantagens e impactos mencionados acima. Aqui estão duas situações que podem dificultar a decisão em adotar a agricultura de precisão.

  1. Como as reduções na contaminação externa por pesticidas devem ser quantificadas pelo uso de tecnologias de AP com maior precisão na entrega de insumos?
  2. Qual valor econômico deve ser atribuído à navegação automatizada e sua influência na redução da fadiga do motorista, permitindo assim obter operações de campo de maior qualidade?

Como existem diferentes níveis tecnológicos e diferentes maneiras de realizar a agricultura de precisão, os agricultores devem optar pelas tecnologias que melhor se adequam às suas fazendas. Os aplicativos de AP que podem funcionar em uma fazenda específica, podem não ser os mais adequados para outra fazenda.

Nisso, custos, projeção de retorno e a problemática em si que a fazenda pode estar enfrentando e que o produtor esteja pensando na adoção de agricultura de precisão, devem ser avaliados. Isso vai desde controle à daninhas, pragas ou até doenças fúngicas que podem causar micotoxinas desde a lavoura.

Há fazendas em que o investimento em AP de “faixa intermediária” é suficiente e se encaixa conforme o esperado, e outras fazendas com tamanho maior e mais sistemas de produção tecnológica, como o uso de sensores, permitem que o investimento em AP de “alta qualidade” seja uma opção economicamente viável.

Análise econômica

Certamente, as necessidades na agricultura de precisão são bastante específicas da fazenda. Começar com uma análise econômica é a primeira coisa que o agricultor deseja. Por esse motivo, avaliar os resultados do investimento da AP por meio de um balanço financeiro geralmente é uma boa opção para começar.

Ao considerar a oportunidade de adotar a AP, a análise econômica deve primeiro focar em possíveis reduções de insumos (fertilizantes, defensivos agrícolas, sementes) derivadas do uso das tecnologias da AP. Ou seja, os custos adicionais de investimento na AP devem ser compensados a curto prazo por maiores benefícios, reduzindo insumos e custos de aplicação em campo.

Quando uma redução de insumos não é possível devido à redistribuição de insumos no campo, é de se esperar uma produção e/ou um aumento de qualidade.

Para explicar tudo isso em termos econômicos, uma abordagem de balanço fornece um método confiável para avaliar os resultados do investimento em AP. De fato, os agricultores precisam apenas estimar com segurança quais são os custos e benefícios.

Embora existam muitas operações de AP que podem levar a benefícios econômicos, duas áreas estão atraindo as maiores atenção dos agricultores.

Primeiro, muitos agricultores estão adotando com sucesso, auxílios à navegação de veículos (direção e orientação automáticas) baseados em sistemas globais de navegação por satélite (GNSS).

Eles estão cientes de que a redução de insumos exige que as aplicações de campo (taxas de dose uniformes para toda a parcela) sejam o mais eficiente possível.

Necessidades da agricultura de precisão

O tráfego de veículos é tão preciso usando esses sistemas de navegação que permite obter economia de insumos, reduzindo áreas sobrepostas ou duplamente tratadas. Da mesma forma, áreas não tratadas são evitadas (contribuindo para melhorar o rendimento e reduzir o consumo de combustível devido a tratamentos adicionais).

A rastreabilidade também é registrada e georreferenciada para decisões de gerenciamento subsequentes.

Em segundo lugar, os agricultores devem valorizar o investimento em tais sistemas de orientação e outras tecnologias de aplicação à taxa variável (ATV) para gerenciar a variabilidade das culturas em suas parcelas ou fazendas. Nesse caso, o gerenciamento de culturas específicas do local (Zonas de Manejo) é a maneira mais eficaz de otimizar insumos e aumentar os rendimentos da produção.

Várias abordagens são possíveis para começar a implementar a agricultura de precisão de maneira lucrativa. Todos eles exigem um investimento inicial importante em equipamentos, serviços de consultoria, educação e treinamento ou tempo.

Um agricultor pode optar por uma AP com avaliações estabelecidas, pode ainda optar por desenvolver suas próprias soluções adaptadas ou usar equipamentos gerais disponíveis no mercado. Outra coisa a considerar é a necessidade ou não de usar a AP baseada em mapas ou baseada em sensibilidade em tempo real.

Como em qualquer outro assunto, é necessário tomar decisões depois de entender o que está por trás de cada uma das alternativas possíveis. Por um lado, a AP juntamente com as soluções prontas para uso em tempo real, baseadas em sensores, geralmente não requer educação de treinamento por parte do agricultor, mas sim maior investimento inicial.

Por outro lado, a agricultura de precisão baseada em mapas exigirá mais serviços de educação e aconselhamento para adaptar as soluções em cada fazenda.

Mapas de produtividade

Os mapas de produtividade podem ser facilmente gerados após a coleta de dados por um monitor de produtividade.

Estes, juntamente com outros mapas que mostram a variabilidade espacial das propriedades do solo e/ou vigor ao longo do ciclo da colheita, podem ser usados ​​para gerenciar a variabilidade dentro do campo, aplicando soluções de AP (por exemplo, aplicação de fertilizantes em taxa variável).

Esses mapas são muito úteis na tomada de decisões, mas, no final, os agricultores querem ver o lucro ou o benefício econômico de investir em decisões baseadas em agricultura de precisão, seja por investimento em tecnologia própria ou por contratação de serviços de PA.

Mapa de Produtividade

Isso é possível transformando os dados de rendimento em outra métrica econômica, como receita bruta ou mapas de lucro. Ou seja, os mapas de lucro permitem que o benefício econômico bruto da aplicação do gerenciamento diferencial seja conhecido em cada ponto do campo em comparação ao gerenciamento uniforme.

Para isso, é necessário transformar o mapa de produtividade em um mapa de renda, de acordo com o preço.

Mapa de Renda de Acordo com o Preço

Aplicações de taxa variável de insumos precisam ser transformadas em mapas de custos variáveis ​​e custos fixos em mapas de custos uniformes para todo o campo. Então, a diferença entre o mapa de receita e os mapas de custo resultará no mapa de benefícios brutos.

Então, o que dificulta a análise econômica? Bem, muito simples: a dificuldade está na quantificação de custos e benefícios que, em última análise, dependem do gerenciamento da variabilidade de cada fazenda em particular.

E como agora você sabe os benefícios da agricultura de precisão e os parâmetros para buscar esse equilíbrio econômico, você sabe o quanto a Inteligência Artificial pode auxiliar na sua produtividade?

Os benefícios são muitos, mas é preciso um bom planejamento estratégico para avaliar a viabilidade da adoção e investimento desse método.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Estômatos abertos: o caminho para rendimentos altos e sustentáveis https://blog.rehagro.com.br/estomatos-abertos-webinar-graos/ https://blog.rehagro.com.br/estomatos-abertos-webinar-graos/#comments Tue, 05 May 2020 18:04:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7483 No dia 28/04, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre o tema “Estômatos abertos: o caminho para rendimentos altos e sustentáveis”. O palestrante foi Derly Silva, professor da Universidade Federal de Viçosa. Silva também é Doutor em Genética e Melhoramento de Plantas. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar […]

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No dia 28/04, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre o tema “Estômatos abertos: o caminho para rendimentos altos e sustentáveis”. O palestrante foi Derly Silva, professor da Universidade Federal de Viçosa. Silva também é Doutor em Genética e Melhoramento de Plantas.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Grãos! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o Ideagri e o 3RLab.

estômatos abertos

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Desafios e oportunidades diante do coronavírus na cafeicultura https://blog.rehagro.com.br/coronavirus-na-cafeicultura-2/ https://blog.rehagro.com.br/coronavirus-na-cafeicultura-2/#respond Fri, 01 May 2020 17:30:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7466 No dia 13/04, fizemos um webinar café especial! O tema foi extremamente relevante para o momento de crise em que estamos vivendo: “Desafios e oportunidades diante do coronavírus na cafeicultura”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos especialistas renomados para falar sobre o assunto: Fabrício T. Andrade […]

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coronavírus na cafeicultura

No dia 13/04, fizemos um webinar café especial! O tema foi extremamente relevante para o momento de crise em que estamos vivendo: “Desafios e oportunidades diante do coronavírus na cafeicultura”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos especialistas renomados para falar sobre o assunto:

  • Fabrício T. Andrade – Gestor Sancoffee
  • Guilherme Ferreira – Head of Coffee Brazil
  • Marcelo Resende Campos – Engenheiro Agrônomo e Produtor

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Mercado de grãos e os efeitos do coronavírus https://blog.rehagro.com.br/mercado-de-graos-e-o-coronavirus/ https://blog.rehagro.com.br/mercado-de-graos-e-o-coronavirus/#respond Fri, 01 May 2020 17:00:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7462 No dia 06/04, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para o momento de crise em que estamos vivendo: “Mercado de grãos e os efeitos do coronavírus”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: Leonardo Sologuren, Cofundador […]

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Mercado de grãos

No dia 06/04, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para o momento de crise em que estamos vivendo: “Mercado de grãos e os efeitos do coronavírus”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: Leonardo Sologuren, Cofundador e Diretor Comercial na Zeus Agrotech e Presidente do CESB. Sologuren é Agrônomo e mestre em economia pela Universidade Federal de Uberlândia.

Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:

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Usando dados agrícolas para impulsionar a sustentabilidade https://blog.rehagro.com.br/dados-agricolas-na-sustentabilidade/ https://blog.rehagro.com.br/dados-agricolas-na-sustentabilidade/#respond Thu, 30 Apr 2020 17:30:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7445 Sustentabilidade não é uma ideia nova na agricultura. É tão antigo quanto a própria terra. No entanto, está se tornando cada vez mais urgente à medida que as partes interessadas do setor respondem a uma crescente população global e a restrições ambientais à produtividade. Grandes empresas, produtores, varejistas e outros membros da cadeia de valor […]

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Sustentabilidade não é uma ideia nova na agricultura. É tão antigo quanto a própria terra. No entanto, está se tornando cada vez mais urgente à medida que as partes interessadas do setor respondem a uma crescente população global e a restrições ambientais à produtividade. Grandes empresas, produtores, varejistas e outros membros da cadeia de valor estão trabalhando incansavelmente para implementar novos padrões de administração e transparência; eles estão examinando dados agrícolas, testando estratégias de gerenciamento e experimentando novas tecnologias.

As empresas do agronegócio devem garantir que esses esforços de sustentabilidade sejam economicamente viáveis, além de otimizar seu impacto. Para promover maior participação e maior eficiência, essas empresas devem ajudar a comunicar os esforços dos produtores à cadeia de valor e aos consumidores. 

Empresas e sustentabilidade

Os produtores devem aprender o raciocínio por trás dos protocolos sugeridos. Os membros da cadeia de valor aprendem sobre o impacto em campo desses mesmos protocolos. Esse novo entendimento fornece aos participantes as ferramentas e informações para adotar uma abordagem melhor e mais eficiente da sustentabilidade. Por sua vez, os produtores começam a estabelecer relacionamentos mais fortes com as partes interessadas em todo o setor.

Os relacionamentos são apenas o primeiro passo. Para obter informações valiosas e compartilhar estratégias e melhorias de sustentabilidade, as empresas devem fazer um esforço conjunto para defender a segurança dos dados. Eles devem tomar medidas claras e demonstráveis ​​para proteger os dados do produtor. Também é importante educar os membros da cadeia de valor sobre práticas de segurança de dados para manter a confiança do produtor. Políticas de dados fortes e acessíveis estabelecem expectativas claras sobre o compartilhamento de dados. Essas políticas devem ser favoráveis ​​ao produtor e adaptáveis ​​às necessidades individuais de cada operação.

A eficácia dessas iniciativas de sustentabilidade depende de dados agrícolas do produtor e é imprescindível a disposição para implementar a tecnologia de agricultura digital orientada a dados. Um sistema intuitivo de gerenciamento de dados pode ser uma excelente ferramenta para produtores experientes e inexperientes.

Como a tecnologia está transformando a força de trabalho agrícola 

Uma maior adoção de ferramentas digitais como plataformas de inteligência artificial (IA), drones, desempenho das lavouras e outros avanços mecânicos na agricultura ajudará os agricultores a maximizar os recursos e melhorar a produtividade.  Essas tecnologias agrícolas cumprem a promessa de ajudar o setor agrícola a se adaptar aos desafios demográficos e ambientais do mundo. 

Drones podem gerar informações agrícolas de grande valor em uma fração do tempo que levaria um agricultor a inspecionar o mesmo terreno a pé. Equipado com câmeras multiespectrais de resolução ultra alta ou estabilizadas por vagens para obter a máxima qualidade de imagem e auxiliado por sofisticados algoritmos de IA, esse tipo de monitoramento revela o que o olho nu não pode, até um nível granular, de infestações por pragas a indicadores de excesso de água.

A transformação de dados Agrícolas

O gerenciamento de dados é uma parte importante de todos os negócios, processos e interações entre negócios. É por isso que os dados da agricultura são tão importantes para os produtores e seus parceiros agrícolas durante momentos de mudanças.

Alguns produtores e agrônomos digitalizaram seus registros nos últimos 10 anos, outros ainda não começaram devido a várias razões. Empresas agrícolas que compram commodities ou vendem insumos para exigir que mais informações sejam trocadas digitalmente com os produtores em vez de pessoalmente ou com o papel envolvido. 

Fazer com que os parceiros da cadeia de suprimentos exijam informações digitais será um motivador extra para os produtores e agrônomos coletarem todas as informações digitalmente do campo, em vez de terem que digitá-las novamente em um computador posteriormente.

A agricultura sempre foi um setor que gira em torno de relacionamentos pessoais, e isso não mudará tão cedo. O que já está mudando, no entanto, é a maneira pela qual devemos interagir uns com os outros. 

Funcionalidades

Algumas das funcionalidades mais importantes que os produtores precisam ser capazes de fazer digitalmente:

  • Utilizar uma plataforma que permita que todos vejam as alterações feitas por outras pessoas em tempo real.
  • Os produtores desejam poder gravar digitalmente as observações de um campo e compartilhá-las com seus agrônomos e outros consultores.
  • Os agrônomos precisam poder compartilhar suas recomendações digitalmente de uma maneira que permita que o produtor compartilhe isso facilmente com seu aplicador e fornecedor também.
  • Com interações diretas mínimas entre as pessoas, como garantir que todos os envolvidos tenham todos os dados necessários para realizar seu trabalho da melhor maneira possível?
  • Os agrônomos precisam saber se um campo já foi pulverizado ou não e onde esse local específico está em um campo sobre o qual o produtor teve dúvidas.
  • Os produtores precisam saber onde estão todos os funcionários e prestadores de serviços, quais trabalhos já foram executados e quais produtos precisam ser encomendados para as próximas semanas.
  • Os varejistas e cooperativas precisam saber quais culturas seus clientes cultivadores estão plantando e quais produtos seus consultores planejam usar durante a safra e quando.
  • O aumento do volume de dados oferece às operações a capacidade de realizar análises precisas de final de safra, com as quais elas podem reduzir o desperdício e aumentar a eficiência.

Além disso, os produtores podem fornecer informações detalhadas e precisas aos varejistas e consumidores que desejam transparência. Com essas novas vantagens no mercado, os produtores terão a oportunidade de aumentar a lucratividade nas próximas temporadas, criando valor em toda a cadeia de suprimentos.

Referências

  • https://www.precisionag.com/digital-farming/data-management/3-ways-covid-19-is-pushing-ag-data-transformation;
  • https://www.precisionag.com/digital-farming/how-technology-is-transforming-the-farming-workforce-and-why-it-matters-during-a-global-pandemic;
  • https://www.precisionag.com/digital-farming/data-management/using-agricultural-data-to-drive-sustainability/

dados agrícolas

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Proteção da cultura do milho https://blog.rehagro.com.br/cultura-do-milho-2/ https://blog.rehagro.com.br/cultura-do-milho-2/#respond Thu, 30 Apr 2020 12:00:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7450 No dia 11/02, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre proteção da cultura do milho. O palestrante foi Geraldo Gontijo, Agrônomo e Mestre pela UFLA, Coordenador de cursos e Consultor da Equipe Grãos do Grupo Rehagro. O vídeo fala sobre proteção do milho, com foco no posicionamento do manejo de lagartas e doenças foliares, que […]

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cultura do milho

No dia 11/02, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre proteção da cultura do milho. O palestrante foi Geraldo Gontijo, Agrônomo e Mestre pela UFLA, Coordenador de cursos e Consultor da Equipe Grãos do Grupo Rehagro.

O vídeo fala sobre proteção do milho, com foco no posicionamento do manejo de lagartas e doenças foliares, que são muito importantes para garantir altas produtividades das lavouras. Geraldo ensina como identificar os estádios decisivos e garantir a sanidade foliar da lavoura. O especialista explica três pontos essenciais:

  • O objetivo prático da proteção da lavoura;
  • As necessidades da cultura;
  • Como alcançar esse objetivo.

Se você gostaria de aprimorar seus conhecimentos sobre o assunto, não pode perder a oportunidade de assistir a este vídeo!

Se tiver dúvidas ou considerações, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

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Calagem no cafeeiro: o que é, quais os seus benefícios e como recomendar? https://blog.rehagro.com.br/calcario-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/calcario-na-cultura-do-cafe/#comments Tue, 21 Apr 2020 16:30:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7286 A acidez do solo é um dos fatores que podem limitar a produtividade do cafeeiro. Essa acidez pode ser causada por vários fatores, dentre eles: Material de origem do solo; Decomposição da matéria orgânica; Fertilizantes amoniacais; Chuva ácida; Remoção de bases pelas culturas; Absorção iônica pelas plantas com consequente exsudação de H+ (provocada pela absorção […]

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A acidez do solo é um dos fatores que podem limitar a produtividade do cafeeiro.

Essa acidez pode ser causada por vários fatores, dentre eles:

  • Material de origem do solo;
  • Decomposição da matéria orgânica;
  • Fertilizantes amoniacais;
  • Chuva ácida;
  • Remoção de bases pelas culturas;
  • Absorção iônica pelas plantas com consequente exsudação de H+ (provocada pela absorção de cátions).

Nesse sentido a correção do solo torna-se uma prática de grande importância, a fim de proporcionar melhores condições para o desenvolvimento do sistema radicular, através da correção da acidez dos solos e consequentemente maior disponibilidade de nutrientes para as plantas.

Efeito do pH na disponibilidade de nutrientes

Efeito do pH na disponibilidade dos nutrientes e na solubilidade do alumínio no solo (Malavolta, 1979).

 

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Quais os benefícios da calagem?

  • Corrigir a acidez dos solos;
  • Fornecer cálcio e magnésio para as plantas;
  • Diminui a toxidez do alumínio e manganês;
  • Neutralizar os sítios de cargas positivas dos oxihidróxidos de ferro e Al, minimizando a adsorção de fosfato.

Dessa forma, proporcionando melhores condições para desenvolvimento do sistema radicular, aumentando assim a absorção de água e nutrientes.

E-book Calagem na cultura do café

Calagem x produção de café

Não são recentes estudos que mostram os benefícios da calagem em cafeeiro, Lazzarini et al. (1965) mostram os resultados do cafeeiro em sacas beneficiadas por hectare em resposta à calagem e adubação em solos de campo-cerrado, é notório que com a prática da calagem houve incrementos na produção.

Resposta do cafeeiro à calagem

Resposta do cafeeiro em sacas benefic/ha à calagem e adubação em solos de campo-cerrado. Batatais – SP. 1965. Fonte: Lazzarini, Moraes, Cervelini, Toledo e Figueiredo

Também, resultados do IBC mostram os aumentos na produção do cafeeiro obtidos pela prática da calagem em diferentes regiões cafeeiras, com variação de aumento na produção variando de +63% a +160%, dessa forma, mostrando que a calagem proporciona incremento na produção.

Aumento da produtividade com a calagem

Aumentos de produtividade obtidos com a prática de calagem em cafezais, em diferentes regiões cafeeiras. Resultados extraídos de parcelas experimentais (Pesquisa/IBC).

Ação do alumínio nas raízes

A elevada acidez condiciona a uma alta atividade do Al na solução do solo, elemento que é tóxico para as plantas.

O Al se acumula preferencialmente no sistema radicular das plantas, retardando assim seu crescimento e desenvolvimento, aumentando o diâmetro de raízes e reduzindo o número raízes laterais.

Também, pesquisas tem demostrado que Al3+ no meio de crescimento influencia na absorção de elementos essenciais, como P, Ca e Mg (López-Bucio et al., 2000).

Nesse sentido Carvalhal & Miyazawa (2009) estudaram o efeito da interação Al e P no desenvolvimento de mudas de café, os autores concluíram que independente da concentração de P na solução o desenvolvimento das raízes foi inibido.

Volumes das raízes em função da razão [Al] / [P] das soluções nutritivas

Volumes das raízes em função da razão [Al] / [P] das soluções nutritivas. Média de seis repetições. (Carvalhal & Miyazawa, 2009)

Neste estudo foi observado também o efeito da toxidez nas raízes (Carvalhal & Miyazawa, 2009), sendo observado engrossamento e paralisação do crescimento devido a inibição da divisão celular, interferindo na absorção e translocação de água e nutrientes para a parte aérea (Foy et alii, 1978).

Efeitos interativos entre Al e P nas mudas de cafeeiros

Vista dos efeitos interativos entre Al e P nas mudas de cafeeiros em solução nutritiva com 1,0 mmol dm-3 de P. (Carvalhal & Miyazawa, 2009)

Nesse sentido, a calagem insolubiliza o Al, proporcionando assim maior desenvolvimento radicular, com consequente maior desenvolvimento da parte aérea das plantas.

Reação do calcário no solo

Após a aplicação do calcário no solo, o ânion CO32- é responsável pela hidrolise da água e formação do íon OH-, que irá neutralizar a acidez ativa (H+) do solo.

Reação do calcário no solo:

Reação do calcário no solo

Recomendação de calcário com base no aumento de cálcio no solo

Muitos técnicos tem feito a recomendação de calcário com base no aumento de cálcio no solo:

Exemplo de cálculo:

Se meu solo possui 2,1 cmolc/dm3, e eu desejo aumentar para 3,0 cmolc/dm3, logo, eu preciso aumentar no meu solo 0,9 cmolc/dm3 de Ca:

3,0 – 2,1 = 0,9 cmolc/dm³

Como são necessários 560 Kg de CaO para aumentar 1 cmolc/dm3, então, são necessários 504 kg de CaO, para elevar o cálcio do seu solo para 3,0 cmolc/dm3.

1 cmolc/dm³ —————– 560 kg CaO

0,9 cmol/dm³ —————X

X = 504 kg de CaO

Considerando que meu calcário que possui 36% de CaO, eu preciso fornecer 1,4 toneladas de calcário.

100 kg de calcário ————— 36 kg de CaO

X ———— 504 kg de CaO

X = 1400 kg = 1,4 toneladas

No entanto, esse total de 1,4 toneladas, há um aproveitamento de apenas 50%, por isso a dose deve considerar esse aproveitamento.

Aproveitamento de 50%:

1,4 toneladas ————— 50%

X ——————– 100%

X = 2,8 toneladas de calcário

Escolha do calcário

O teor de magnésio do calcário é uma característica importante a ser analisada para a escolha do corretivo, visto que existem diferentes teores de magnésio nos calcários.

Nesse sentido, é importante que se conheça o teor de magnésio nos solos, para que se tome a decisão do melhor calcário a ser utilizado em cada situação.

Em solos com teor de Mg muito baixo ou baixo, deve-se optar por calcários mais ricos em magnésio, devido ao alto custo desse fertilizante em relação a sua aplicação pelo calcário. Salientando a importância do magnésio como componente da clorofila, além de outras funções desempenhadas por ele.

Época de aplicação

A aplicação de calcário pode ser feita entre agosto a setembro, nas lavouras em produção, pode-se realiza-la após a varrição e chegação de cisco. Essa aplicação pode ser feita tanto em área total, como em faixa.

Conclusão

Portanto, a calagem além de corrigir a acidez dos solos, consequentemente proporcionando aumentando a disponibilidade de nutrientes, também diminui a toxidez do Al e Mn, fornece Ca e Mg para as plantas, nutrientes esses importantíssimos para o metabolismo das plantas.

Por isso, a calagem é uma prática que traz inúmeros benefícios ao desenvolvimento radicular e da parte aérea das plantas, por isso deve ser realizado nas lavouras, visto que a adubação em um solo ácido irá afetar a disponibilidade de nutrientes, além dos prejuízos causados pelo alumínio em solo ácido e suas consequências na produção do café.

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Resistência à penetração do solo: como realizar avaliação https://blog.rehagro.com.br/penetracao-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/penetracao-do-solo/#respond Wed, 08 Apr 2020 18:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7324 Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo. Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do […]

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Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo.

Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do solo.

 

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Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.

O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos em condições de muita umidade e com pouca palha na superfície. O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, na faixa de 20 a 40 cm de profundidade.

Gráfico mostrando resistência a penetração do solo

Resistência à penetração (RP) de um Latossolo sob SPD há 10 anos.

A resistência à penetração do solo

O desenvolvimento radicular é afetado pela resistência à penetração (RP) e altera o potencial de produção das culturas.

Devido ao maior número de cultivos por ano, aumentou-se o tráfego de máquinas pesadas, o que pode aumentar a RP. A prática de intervenção mecânica para rompimento da camada compactada, muitas vezes é realizada sem critério técnico.

A resistência à penetração é um dos fatores mais importantes no alongamento radicular das culturas no perfil do solo. Os penetrômetros são os equipamentos mais adequados para prever a resistência à penetração das raízes.

Por outro lado, a conveniência em mensurar a RP com o uso de penetrômetros, pode superestimar a resistência para o crescimento radicular. Sendo que o alongamento da raiz no solo pode ser limitado pela RP e estresse hídrico.

Os diferentes tipos de penetrômetros disponíveis no mercado, com diferentes princípios de funcionamento, são necessários no mínimo de 15 repetições para avaliar a RP com menor variação.

Em solos sob SPD, a RP apresenta grande variação temporal estando associada à variação do teor de água para cada condição de densidade do solo ou estado de compactação.

Webinar Manejo da compactação do solo

Variabilidade espacial da resistência à penetração

A variabilidade espacial da RP diminui da área de cabeceira para o centro da lavoura, sendo que os valores de RP variam também entre as ordens de solos:

  • Argissolos, os valores críticos de RP variam entre 1,19 MPa e 1,5 MPa;
  • Latossolos Vermelho distrófico, os valores críticos podem variar entre 2,1 MPa à 3,2 MPa.

Solos sob SPD apresentam valores mais elevados de RP até 40 cm de profundidade, comparado a solos sob sistema convencional.

A compactação do solo proporciona mudanças no sistema poroso nos solos sob cultivo convencional, há valores maiores de densidade do solo e menores de macroporosidade e porosidade total.

Os atributos físicos do solo podem ser classificados como diretamente relacionados ao crescimento das plantas, água, oxigênio, temperatura e RP, e relacionados ao crescimento das raízes densidade do solo, porosidade, infiltração de água, agregação e textura.

A seleção de atributos físicos deve ser sensíveis ao manejo e produção das culturas, além do monitoramento da qualidade do solo.

Solos sob sistema de plantio direto

Solos sob SPD podem apresentar maior crescimento radicular devido à presença de poro contínuo, criado por minhocas e raízes de culturas anteriores.

Esses bioporos ocupam menos que 1% do volume do solo, podendo ser utilizado por raízes de culturas subsequentes como passagem para o desenvolvimento radicular. Os pelos radiculares nas pontas das raízes apresentam como função potencial de ancoragem mecânica, para as raízes que crescem em bioporos.

Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com a textura arenosa.

Em solos compactados, há decréscimo da macroporosidade, da disponibilidade de água e da absorção de nutrientes. Como consequência, há redução na difusão de gases no solo, limitando os processos metabólicos das plantas.

Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada. A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo. Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.

A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicada para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.

O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores, há o rompimento das camadas compactadas até 40 cm. A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.

A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional.

Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.

Atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido a adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.

Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e também devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.

Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações de RP devem ser realizadas para tomada de decisão sobre o uso de escarificadores e subsoladores.

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Desbrota na cultura do café: veja a importância de se realizar https://blog.rehagro.com.br/desbrota-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/desbrota-na-cultura-do-cafe/#respond Thu, 26 Mar 2020 18:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7162 A desbrota consiste na retirada de brotos que nascem no ramo ortotrópico da planta, denominados ramos “ladrões”. Esses ramos podem utilizar as reservas energéticas da planta para seu crescimento, dessa forma em cafeeiros adultos, podem acarretar em prejuízos na produção, além de prejudicar a estrutura da planta e reduzir a vida útil da lavoura. Já […]

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A desbrota consiste na retirada de brotos que nascem no ramo ortotrópico da planta, denominados ramos “ladrões”.

Esses ramos podem utilizar as reservas energéticas da planta para seu crescimento, dessa forma em cafeeiros adultos, podem acarretar em prejuízos na produção, além de prejudicar a estrutura da planta e reduzir a vida útil da lavoura. Já em cafeeiros jovens, esses ramos podem acarretar em enfraquecimento das plantas.

Brotos "ladrões" na planta de café.

Ramos “ladrões” na planta de café. (Foto: Larissa Cocato)

A desbrota em diversos casos é uma prática esquecida pelo produtor que fica desatento ao desenvolvimento dos brotos ou àqueles que optam pela não realização dessa prática por ser onerosa, considerando que a desbrota é uma atividade de baixo rendimento realizada exclusivamente por mão de obra manual.

 

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Indicadores de desbrota na cultura do café

O número de pés desbrotados por pessoa varia em função do rendimento do funcionário e da condição da lavoura (número e estado dos brotos), no entanto, esse número está em torno de 200 a 1000 plantas por serviço.

Desbrota de ramos crescendo na planta de café.

Ramos “ladrões” na planta de café. (Foto: Larissa Cocato)

Estudos com desbrota na cultura do café

Santinato, Figueredo e Silva (2008) realizaram um trabalho, com o intuito de estudar a desbrota do cafeeiro de forma total, ou seja, com eliminação de todos os tipos de brotos ladrões e a desbrota parcial, eliminando somente os ramos ladrões que vergam para o centro das ruas.

O ensaio foi instalado em uma lavoura da cultivar Catuai vermelho (IAC-144), irrigado sob Pivô central, com 6 anos de idade, de espaçamento 3,7 m x 0,5 m.

A partir dos resultados do estudo, os autores concluíram que o melhor tratamento foi a desbrota total em todos os anos, acrescentando 42% na produtividade (Tabela 1).

Tabela 1. Efeito da desbrota total e parcial em cafeeiros irrigados sob Pivô Central. Fonte: Santinato, Figueredo e Silva (2008).

Jordão Filho et al. (2017) estudaram a condução da brotação após poda do tipo decote e esqueletamento, a fim de obter informações sobre a desbrota, na região da Mogiana Paulista.

O estudo foi realizado com lavoura da cultivar Mundo Novo 379/19, espaçamento 3,5 x 0,70, plantadas em fevereiro de 2006.

Em agosto de 2013, foi iniciado o trabalho aplicando a poda, sendo para três tratamentos do tipo decote + esqueletamento (safra zero) e outros três apenas o decote, considerando um tratamento como testemunha, onde não recebeu nenhum tipo de poda.

Foi possível concluir que, em relação ao modo de condução das lavouras após a poda, a realização da desbrota apresentou melhores resultados a curto prazo (Tabela 2).

Tabela com os efeitos da desbrota total e parcial em cafeeiros irrigados sob Pivô Central.

Tabela 2. Produtividade nas safras pós-poda em cafeeiros sob diferentes sistemas de poda e de condução da brotação apical e ortotrópicas (2017). As médias seguidas da mesma letra minúscula não diferem entre si na coluna, pelo Teste Scott Knott a 10 % de probabilidade.

Lacerda et al. (2016) realizaram um experimento com o intuito de verificar a influência da desbrota na primeira produção após a poda por esqueletamento associado ao decote em altura média.

Os ensaios foram instalados em modelo fatorial com duas cultivares e cinco tratamentos de condução de brotos, sendo uma da cultivar Mundo Novo IAC 376/4, com espaçamento de 3,8 x 0,8 m, e outra com a cultivar Catuai 99 com espaçamento 3,7 x 0,7 m. A poda foi realizada no inicio do mês de setembro com esqueletamento e decote a 1,7 m de altura.

Os resultados observados nesse estudo estão descritos na tabela abaixo (Tabela 3). Dessa forma, conclui-se que o sistema de livre crescimento, ou seja, sem desbrota, reduz significativamente a produtividade.

Tabela com a primeira produção após esqueletamento com decote a 1,7 m de altura em lavouras com diferentes sistemas de condução de brotos.

Tabela 3. Primeira produção após esqueletamento com decote a 1,7 m de altura em lavouras com diferentes sistemas de condução de brotos. (Varginha, 2016). Médias seguidas da mesma letra minúscula não diferem entre si na coluna, pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade.

Considerações finais

Portanto, apesar dos prejuízos provenientes da não realização da desbrota normalmente não serem percebidos no primeiro ano, quando os brotos ainda se encontram pequenos, os estudos mostram as consequências de não realizar a desbrota na produtividade da cultura.

Por isso, mesmo sendo uma prática dispendiosa e com grande demanda de mão de obra, a não realização dessa atividade, pode acarretar em prejuízos nas produtividades das safras seguintes e até redução da vida útil das plantas.

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Correção do solo: como realizar cálculos para altas produtividades https://blog.rehagro.com.br/correcao-do-solo-como-fazer-calculos/ https://blog.rehagro.com.br/correcao-do-solo-como-fazer-calculos/#comments Mon, 23 Mar 2020 14:56:22 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7167 O solo é a base da agricultura e para atingirmos altas produtividades é preciso ter o entendimento desse solo. Um solo bem construído consegue sustentar culturas de alto volume produtivo. Sabendo das necessidades nutricionais da cultura e do que falta em seu solo, é possível fornecer a ambos o que precisam para o pleno desenvolvimento. […]

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O solo é a base da agricultura e para atingirmos altas produtividades é preciso ter o entendimento desse solo. Um solo bem construído consegue sustentar culturas de alto volume produtivo.

Sabendo das necessidades nutricionais da cultura e do que falta em seu solo, é possível fornecer a ambos o que precisam para o pleno desenvolvimento. Para isso, as análises de solo são imprescindíveis. Elas mostram exatamente o que o solo carece e em qual quantidade. 

Assim, fizemos um webinar gratuito sobre a Correção do solo: como realizar cálculos para altas produtividades. O palestrante foi Silvino Moreira, que é Doutor em Solos e Nutrição de Plantas pela ESALQ-USP e professor do Departamento de Agricultura da UFLA.

Como realizar correção do solo

Silvino mostra por meio de dados reais e pesquisas, como proceder com esse tipo de manejo: calagem, gessagem, fosfatagem. Ele ainda pontua sobre as doses, aplicações, implementação, efeitos a longo prazo e muito mais.

Aprenda mais e aprimore seus conhecimentos sobre o solo.

Aproveite e confira no link abaixo.

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Percevejos na produção de grãos: saiba como identificar e controlar corretamente https://blog.rehagro.com.br/percevejos-na-producao-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/percevejos-na-producao-de-graos/#respond Tue, 17 Mar 2020 15:30:26 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7109 Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os percevejos são pragas severas e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²! O aumento da adoção do sistema de […]

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Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os percevejos são pragas severas e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²!

O aumento da adoção do sistema de plantio direto favorece seu desenvolvimento, que tem estreita associação com o solo e os restos da cultura durante certos períodos do ano.

 

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O cultivo de plantas hospedeiras em sequência, tais como cultivares de soja, milho e de trigo, favorece o desenvolvimento de populações de percevejos.

Aliás, criamos um e-book curto e de fácil leitura, mostrando justamente as principais doenças, daninhas e pragas que atingem o milho. Algumas delas são comuns em outros grãos, como o percevejo, ponto central deste artigo. Você pode baixá-lo gratuitamente, clicando no botão a seguir:

Produção de milho no Brasil

O percevejo, que é mais comumente encontrado na soja, recentemente tem sido visto na cultura do milho. Então se você quiser um conhecimento mais aprofundado na produção deste cereal, para dimensionar estratégias em sua lavoura, confira o e-book.

E se você pensa em implementar essa cultura, saiba que os percevejos do gênero Dichelops (Diceraeus) podem causar grandes danos já em seu desenvolvimento inicial.

A capacidade de reprodução a campo é estimada em 200 ovos por fêmea de percevejo. Em três semanas o percevejo passa pelas fases de incubação dos ovos e chega ao quarto e quinto ínstar da ninfa que apresenta capacidade de danos equivalentes aos dos adultos.

Durante o outono, o inverno e o início da primavera, os percevejos passam por períodos curtos de dormência, mas não entram em diapausa.

Alimentam-se de trigo, canola, nabo, aveia e várias plantas daninhas hospedeiras presentes na lavoura. Porém, raramente desenvolvem ovários, realizam oviposição ou estabelecem colônias de ninfas, nos meses de outono e inverno.

Tipos de percevejos que atacam lavourasFonte: COAMO

Percevejo-marrom da soja – Euschistus heros

Na soja, o percevejo-marrom normalmente completa três gerações. Durante o final do verão e o início do outono.

Durante o verão, o percevejo-marrom pode ser encontrado se alimentando da erva daninha conhecida por leiteiro ou amendoim-bravo, Euphorbia heterophylla L.. E. heros pode se alimentar, mas não se reproduz, em carrapicho-de-carneiro, Acanthospermum hispidum DC.

É interessante salientar que, nessa erva daninha, esse típico sugador de sementes alimenta-se das hastes da planta. No outono, E. heros inicia a procura por abrigos sob a palhada, onde permanece até o próximo verão. Durante esse tempo, o percevejo acumula lipídios e não se alimenta, permanecendo num estado de hibernação parcial.

O adulto de E. heros apresenta coloração marrom escura, com dois prolongamentos laterais do pronoto, em forma de espinhos.

A longevidade média do adulto é de 116 dias. Os ovos são depositados em pequenas massas de cor amarela, normalmente com 5-8 ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas. Os ovos são colocados, principalmente, nas folhas ou nas vagens de soja, não afetando diretamente a polinização.

As ninfas recém-eclodidas medem cerca de 1,3 mm e têm o corpo alaranjado e a cabeça preta. As ninfas maiores (terceiro ao quinto ínstar) apresentam coloração que pode variar de cinza a marrom. Apesar de iniciarem a alimentação no segundo ínstar, as ninfas do percevejo-marrom causam danos às sementes apenas a partir do terceiro ínstar, quando atingem tamanho médio de 3,63 mm.

Percevejo Marrom da SojaCiclo de vida Euschistus heros. Fonte: G.L.M. Rosa

Percevejo-barriga-verde – Dichelops melacanthus

Espécies do gênero Dichelops são exclusivamente neotropicais e encontram-se distribuídos por diversos países da América do Sul. D. melacanthus é frequentemente observada no Brasil.

Segundo Grazia (1978), essa espécie é muito semelhante a D. furcatus, que tem sido observada em regiões brasileiras produtoras de soja, além de ser semelhante também a D. phoenix, que tem poucos registros no Brasil.

O percevejo-barriga-verde D. melacanthus, previamente relatado como uma praga da soja alimentando-se das vagens, pode se alimentar de milho, trigo, aveia-preta e triticale. Há registros também da ocorrência em plantas não cultivadas, como trapoeraba, crotalária e capim braquiária.

Após a colheita da soja, o percevejo-barriga-verde permanece no solo sob restos culturais, ou seja, é importante observar o histórico do trigo e milho anteriores, pois eles se alimentam das plantas cultivadas em sistema de semeadura direta.

Nessas áreas, os percevejos encontram abrigo (palhada) e alimento (sementes maduras caídas no solo) e conseguem sobreviver, diferentemente do que ocorre em áreas sob cultivo convencional, onde os percevejos são deslocados dos abrigos e mortos pela aração.

Os adultos de D. furcatus e D. melacanthus medem de 9 mm a 11 mm e sua coloração varia entre castanho-amarelado e acinzentado, apresentando o abdômen verde. Os ovos são verde-claros, ovoides, dispostos em grupos de tamanho variável, os quais são formados por três ou mais fileiras mais ou menos definidas.

As ninfas apresentam, geralmente, coloração marrom-acinzentada na região dorsal e verde na abdominal. Podem ser confundidas com as ninfas de E. heros, mas podem ser diferenciadas pelas jugas bifurcadas e agudas e pela coloração verde do abdômen.

Esse inseto foi constatado como uma praga de início de ciclo nas culturas de trigo e de milho.

Percevejo Barriga VerdePercevejo barriga-verde, Dichelops melancanthus, nas fases de adulto (a), ovo (b) e ninfa (c). Fonte: J.J. da Silva.

Flutuação Populacional de Percevejo Barriga VerdeFlutuação populacional de Dichelops melacanthus, na sucessão cultural soja-milho, submetida a diferentes inseticidas via tratamento de sementes. Fonte: Chiesa (2016)

Potencial de danos de percevejos na cultura da soja e do milho

No cerrado brasileiro, o percevejo marrom (E. heros) destaca-se como praga chave na cultura da soja, aumentando os custos de produção e diminuindo a qualidade e o rendimento de grãos.

Adultos do percevejo marrom, quando presentes no final do estádio vegetativo (V8), não comprometem o rendimento de grãos de soja, independentemente da sua densidade populacional.

A presença de adultos do percevejo marrom na cultura da soja nos estádios R4 e R5 podem comprometer a produtividade de grãos e a qualidade de sementes de soja a partir de 2 percevejos m².

Sementes de soja atacadas por P. guildinii tiveram os corpos de proteína completamente destruídos, sugerindo maior ação deletéria das suas enzimas salivares para os tecidos da semente, em comparação às outras espécies (E. heros, N. viridula e D. melacanthus).

Também houve dano mais profundo nas sementes de soja, enquanto sementes atacadas por percevejos barriga-verde apresentaram danos menos profundos (Tabela 1).

Entretanto, o dano causado por P. guildinii não tem relação com o comprimento dos estiletes, pois tem aparelho bucal mais curto que N. viridula e E. heros. É possível que a área maior do canal alimentar de P. guildinii contribua para que esse percevejo ocasione maior área de dano nas sementes de soja, em comparação com as outras espécies.

Danos causados por percevejos

Controle do percevejo na produção de grãos

O conhecimento na detecção de pragas e doenças no milho e demais grãos, como a mancha-alvo em soja, se mostra necessário, afinal, tanto para o percevejo quanto para essa doença, é preciso saber bem as fases da cultura e manejo adequado das culturas anteriores, pois podem sobreviver em restos culturais.

Com a definição do potencial produtivo da cultura do milho, os estádios iniciais de desenvolvimento da planta tornam-se também um período crítico. Dessa forma, a ocorrência de condições ótimas nessas fases de desenvolvimento, como manutenção da área foliar da cultura é um fator importante para a sua produção.

Ninfas médias, grandes e adultos de percevejos barriga-verde (D. melacanthus) têm grande potencial de causar dano em plantas de milho no estádio V1, bem como podem causar redução da massa seca da parte aérea da planta.

Os estádios de desenvolvimento do milho V1, V3 e V5 são mais susceptíveis ao ataque de adultos de percevejos barriga-verde em comparação ao estádio V7, podendo nestas condições afetar o rendimento de grãos da cultura.

Danos de percevejo na cultura do milhoDanos de percevejo Dichelops melacanthus na cultura do milho.

Nesse sentido, o controle do percevejo no sistema de produção de grãos faz-se necessário a fim de reduzir a população de plantas hospedeiras e compreender o hábito de migração, para que seja realizado o controle químico na época correta.

Agora você já sabe identificar as diferenças e características dos principais percevejos que atacam os grãos. É preciso identificar o estádio da planta e fazer o manejo de restos culturais adequadamente, pois além de beneficiar algumas pragas, também beneficiam doenças, como o fungo Giberella zeae, que reduz significativamente a produção de grãos, sendo a principal doença dos campos de trigo.

Se a dúvida surgiu na mente ou ficou inseguro, fique atento, pois sua lavoura pode ficar comprometida.

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Big Data no Agronegócio: como é a sua utilização? https://blog.rehagro.com.br/big-data-na-agricultura/ https://blog.rehagro.com.br/big-data-na-agricultura/#comments Fri, 13 Mar 2020 16:00:47 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7128 O agronegócio nem sempre foi um setor que as pessoas associam à análise de big data, mas isso está mudando. Os agricultores foram rápidos em recorrer a novas tecnologias que lhes permitam melhorar sua produção agrícola e trabalhar com mais eficiência. Como a análise de big data tem uma disponibilidade mais ampla entre os setores, […]

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O agronegócio nem sempre foi um setor que as pessoas associam à análise de big data, mas isso está mudando. Os agricultores foram rápidos em recorrer a novas tecnologias que lhes permitam melhorar sua produção agrícola e trabalhar com mais eficiência.

Como a análise de big data tem uma disponibilidade mais ampla entre os setores, muitos agricultores e empresas do setor agrícola estão usando essas ferramentas em um esforço para se tornarem mais produtivos e competitivos.

 

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Devido à crescente população mundial, é necessário um uso eficiente dos recursos para sua nutrição. Tecnologias como GPS e, em particular, sensores estão sendo usados no cultivo em campo e pecuária para realizar atividades de gerenciamento agrícola automatizadas.

As partes interessadas, como agricultores, produtores de sementes, fabricantes de máquinas e prestadores de serviços agrícolas, estão tentando influenciar esse processo. A agricultura digital está facilitando melhorias a longo prazo para alcançar uma proteção ambiental eficaz.

Agricultura digital e suas ferramentas

Agricultura digital e suas ferramentas. (Fonte: Neves, 2017)

Características da big data no agronegócio

A tabela a seguir mostra quais características são altamente usadas nas aplicações agrícolas particulares dos documentos em estudo.

Em geral, a análise de big data no agronegócio inteligente ainda está em um estágio inicial de desenvolvimento, e isso pode ser deduzido do número atualmente limitado de publicações científicas e iniciativas comerciais.

Uso da big data na agricultura

Uso de big data em diferentes aplicações agrícolas. (Fonte: Kamilaris et al. (2017)).

Na próxima lista são retratados os diferentes sensores e fontes de dados empregados em cada área agrícola. Cada aplicativo agrícola requer diferentes fontes de big data para solucionar o problema que ele enfrenta.

Quase em todas as áreas agrícolas, informações de bancos de dados estáticos e conjuntos de dados estão sendo usadas, enquanto dados geoespaciais e dados de sensoriamento remoto baseado em satélite são bastante populares.

Fontes de big data no agronegócio

Fontes de big data e técnicas para análise de big data por área agrícola.

Webinar Ferramentas de Agricultura de Precisão

Como garantir a proteção dos dados?

A Lei nº 13.709/18 (Lei de Proteção de Dados – LGPD) que regulamenta a política de proteção de dados pessoais e privacidade, modifica alguns dos artigos do Marco Civil da Internet e impacta outras normas, transformando drasticamente a maneira como empresas e órgãos públicos tratam a privacidade e a segurança das informações de usuários e clientes.

A LGPD obriga a cada empresa a priorização de três princípios de segurança:

  • Confiabilidade: implementar medidas de proteção e prevenção, que devem ser auditadas anualmente, para garantir que as pessoas não sejam expostas a riscos;
  • Integridade: garantir a qualidade dos dados, com constante correção e atualização;
  • Disponibilidade: as informações e dados deverão estar sempre disponíveis, para acesso livre, a qualquer momento.

A evolução tecnológica traz otimizações constantes ao setor do agro.

Aplicativos, big data e internet das coisas (IoT), por exemplo, podem otimizar atividades e resultados de toda a cadeia produtiva. Mapeamento da produtividade, seleção das melhores sementes, avaliação do momento exato para plantar e colher são alguns dos benefícios.

De acordo com a lei, regra geral, deverá haver autorização expressa por parte do usuário, a fim de que os dados possam ser tratados e analisados. Para estar de acordo às exigências na legislação, as empresas deverão saber responder a perguntas como:

  • Até que ponto os dados rurais podem possibilitar a identificação do proprietário?
  • O que fazer para obter essa autorização, de modo a não prejudicar a empresa, futuramente?
  • No que investir para garantir o máximo de proteção possível aos dados pessoais?

Conclusão

A violação da LGPD está sujeita a uma diversidade de sanções, desde uma simples advertência até a imposição de multas exorbitantes, que chegam ao montante de R$ 50 milhões. Sem contar que o tratamento irregular de dados traz riscos aos seus titulares.

Com isso, a desobediência à legislação acarreta danos à reputação corporativa, que pode ter sua imagem exposta e associada ao desrespeito a consumidores.

Saiba mais!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

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Alessandro Alvarenga

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Fósforo no café: importância de aplicação, sintomas de deficiência e recomendação https://blog.rehagro.com.br/fosfatagem-no-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/fosfatagem-no-cafeeiro/#respond Thu, 27 Feb 2020 18:00:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7013 O fósforo é componente da molécula de ATP (Adenosina Trifosfato). Ele atua no armazenamento e transferência de energia para as reações bioquímicas e tem um importante papel na fotossíntese e respiração de plantas. Além disso, o fósforo é componente dos Fosfolipídeos. Neste artigo, falaremos sobre a fosfatagem no cafeeiro.   Absorção de fósforo (P) A absorção de […]

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O fósforo é componente da molécula de ATP (Adenosina Trifosfato). Ele atua no armazenamento e transferência de energia para as reações bioquímicas e tem um importante papel na fotossíntese e respiração de plantas. Além disso, o fósforo é componente dos Fosfolipídeos. Neste artigo, falaremos sobre a fosfatagem no cafeeiro.  

Absorção de fósforo (P)

A absorção de P é feita por difusão, que é caracterizada pelo movimento de íons em direção a raiz, em virtude do gradiente de concentração gerado na superfície radicular. O fósforo pode ser absorvido pelas formas:  HPO42- e H2PO4 sendo esta última mais absorvida.

fosfatagem no cafeeiro

Devido aos solos brasileiros serem altamente intemperizados (argila 1:1) e com elevados teores de óxidos de ferro e alumínio, ocorre elevada fixação do fósforo no solo, dessa forma, o solo tem papel de dreno de fósforo, não deixando esse nutriente disponível para absorção pelas plantas.

Deficiência de fósforo

Os sintomas de deficiência de fósforo aparecem inicialmente em folhas velhas, devido a mobilidade desse nutriente.

É caracterizado por folhas verdes e sem brilho, podem amarelecer e apresentar grandes manchas pardas ou violáceas na ponta e no meio.

fosfatagem no cafeeiro

A deficiência de fósforo resulta em diminuição na produção de ATP e NADPH, menor carboxilação e regeneração da RuBP, comprometendo assim a atividade fotossintética das plantas.

Recomendação de fósforo

Para recomendação de adubação com fósforo em lavouras de café:

  • Quando utilizado o extrator Mehlich 1 os técnicos trabalham com um intervalo entre o mínimo de fósforo no solo sendo 15 mg/dm3 e um ideal de 25 mg/dm3
  • Já se utilizado o extrator Resina tem-se trabalhado com teores acima de 30 ou 40 mg/dm³ no solo. 

Para elevar o nível de fósforo no solo, calcula-se com base na tabela de Souza et al. (2007). Variando a quantidade de P2O5 com base no teor de argila e no extrator utilizado.

Tabela 1. Valores do fator CT (capacidade tampão de fósforo) para estimar a dose do adubo fosfatado, em função do teor de argila no solo, para os métodos de Mehlich 1 e resina. 

fosfatagem no cafeeiro

Adaptado de Souza et al., 2007.

Interpretação da tabela

Dessa forma, se um solo possui 40% de argila, e for utilizado o extrator Mehlich 1 é necessário utilizar 30 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo.

Já se o extrator for resina, e o solo possuir o mesmo teor de argila de 40%, é necessário utilizar 14 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo.

Exemplo 1 de cálculo de recomendação de fósforo, com extrator Mehlich 1:

  •  Teor de P no solo: 18 mg/dm3 (extrator Mehlich 1)
  •  Teor de argila: 40%

** Quero atingir 25 mg/dm3 no solo e tenho 18 mg/ dm3:

25 mg/dm3 (quero atingir) – 18 mg/ dm3 (tenho no solo) = 7 mg/ dm3 (preciso aumentar 7 mg/ dm3 ). 

De acordo com a tabela utilizando o extrator Mehlich 1 é necessário utilizar 30 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo, então:

Elevar 1 mg/dm3 ______ 30 kg P2O5/ha 

Elevar 7 mg/ dm3 ______    X

X= 210 kg P2O5/ha

** Dessa forma, é necessário 210 kg de P2O5/ha 

Se a fonte utilizada for o Superfosfato simples, que contém 18% de P2O5 :

100 kg de SS _____ 18 kg de P2O5

            X           _____ 210 kg de P2O5

            X = 1.166,6 kg de superfosfato simples

           X= 1,16 toneladas

Exemplo 2 de cálculo de recomendação de fósforo, com extrator resina:

  •  Teor de P no solo: 29 mg/dm3 (extrator resina)
  •  Teor de argila: 40%

** Quero atingir 40 mg/dm3 no solo e tenho 29 mg/ dm3:

40 mg/dm3 (quero atingir) – 29 mg/ dm3 (tenho no solo) = 11 mg/ dm3 (preciso aumentar 11 mg/ dm3 ). 

De acordo com a tabela utilizando o extrator Resina é necessário utilizar 14 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo, então:

Elevar 1 mg/dm3 ______ 14 kg P2O5/ha 

Elevar 11 mg/ dm3 ______    X

X= 154 kg P2O5/ha

** Dessa forma, é necessário 154 kg de P2O5/ha 

Se a fonte utilizada for o MAP, que contém 48% de P2O5 :

100 kg de MAP _____ 48 kg de P2O5

           X           _____ 154 kg de P2O5

           X= 320,8 kg de MAP

          X =0,32 toneladas

Fontes de fósforo

Tabela 2. Fontes de fertilizantes fosfatados que podem ser utilizados:

fosfatagem no cafeeiro

Fatores que afetam a disponibilidade de fósforo:

  • Quantidade de argila
  • Teor de matéria orgânica
  • pH
  • Teor de cálcio
  • Ferro trivalente e alumínio

Estudos sugerem a relação da matéria orgânica com a diminuição da adsorção de fósforo no solo, devido a liberação de ácidos que competem com os sítios de adsorção de P (Haynes, 1984). 

Uma vez que, os ácidos possuem cargas negativas, que competem com os fosfatos, aumentando assim a disponibilidade de P para as plantas.

Extratores

Mehlich 1

A diferença entre os extratores Mehlich 1 e Resina é que o método de Mehlich 1 (ácido clorídrico + ácido sulfúrico) utiliza um extrator fortemente ácido, dessa forma, esse método pode extrair o fósforo ligado ao cálcio, que não está disponível para as plantas. Por isso, solos adubados com fosfatos de baixa solubilidade, como fosfatos naturais, e com a utilização desses extratores ácidos pode extrair quantidades de fósforo superiores àquelas consideradas disponíveis. Além disso, em solos argilosos, esse mesmo extrator, pode subestimar os valores de P disponíveis, apresentando valores menores devido ao fato de os extratores serem mais desgastados nesses solos, quando comparados aos solos arenosos (Novais & Kamprath, 1979; Muniz at el., 1987).

Resina

Já o extrator Resina fundamenta-se na premissa de simular o comportamento do sistema radicular das plantas na absorção de fósforo do solo (Raij, 1978). Esse processo gera a adsorção de P na solução nas cargas positivas da resina e, como consequência, há a remoção do P adsorvido na superfície das partículas do solo. Dessa forma, a resina não superestima a disponibilidade de P em solos tratados com fosfatos naturais, como ocorre com os extratores ácidos.

Estudo com extratores Mehlich 1 x Resina

Este trabalho mostra a eficiência do extrator resina.

Tabela 3. Comparação de métodos 70 trabalhos (Silva e Raij, 1999)

Fonte: RAIJ

Este trabalho mostra o comportamento dos extratores em 4 experimentos de calagem, sendo observado o extrator resina mais sensível que o extrator mehlich 1, que não apresentou diferenças estatísticas.

Tabela 4. P no solo em experimento de calagem – com soja – Ribeirão Preto SP.

Fonte: RAIJ

Época de aplicação

A aplicação do adubo fosfatado é realizada normalmente nos meses de outubro e novembro. No entanto, quando necessária a prática da calagem nos solos, deve-se ficar atento com a aplicação desse fertilizante. 

Por isso, quando possível é recomendada antecipadamente a aplicação de calcário nos meses de abril/maio, para que no inicio da safra, setembro e outubro, possa ser aplicado sem problemas.

Fósforo no plantio

Deve-se aproveitar o período de plantio para aplicação do fósforo no sulco, isso porque esse nutriente apresenta grande interação com o solo, dessa forma, nessa fase é importante sua colocação próxima as raízes do cafeeiro, pois por ser uma cultura perene, dificilmente terá outra oportunidade de coloca-lo neste local.

Para essa aplicação, é importante ter o cuidado somente com a aplicação do adubo fosfatado com o calcário, devido a sua complexação acarretar em indisponibilidade as plantas.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

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Aplicação em taxa variável de insumos agrícolas: como realizar? https://blog.rehagro.com.br/taxa-variavel-de-insumos-agricolas/ https://blog.rehagro.com.br/taxa-variavel-de-insumos-agricolas/#respond Sat, 01 Feb 2020 18:42:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6931 A tecnologia de aplicação em taxa variável (ATV) é qualquer ferramenta ou sistema que permite ao agricultor variar a taxa de insumos agrícolas. É a pedra angular da agricultura de precisão e, combinada com outros avanços tecnológicos, impulsiona a agricultura a um ritmo acelerado de velocidade e crescimento. Sistemas de GNSS e monitoramento de dados […]

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A tecnologia de aplicação em taxa variável (ATV) é qualquer ferramenta ou sistema que permite ao agricultor variar a taxa de insumos agrícolas. É a pedra angular da agricultura de precisão e, combinada com outros avanços tecnológicos, impulsiona a agricultura a um ritmo acelerado de velocidade e crescimento.

Sistemas de GNSS e monitoramento de dados é outra área que mostra crescimento exponencial. Essa tecnologia teve primeiro praticidade nas indústrias automotiva e de aviação, mas agora a agricultura está se beneficiando dela de maneiras que outras indústrias não conseguem.

Os agricultores estão mapeando os detalhes mais complexos de suas terras, aprendendo mais sobre suas fazendas e aumentando significativamente a produtividade como resultado.

 

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Prática da aplicação em taxa variável

A ATV tem muitas aplicações práticas em todo o setor agrícola e isso começou a aparecer financeiramente, tanto para os agricultores que o utilizam quanto para as empresas de tecnologia que o vendem, que não devem ser ignoradas.

Além disso, com o aumento da demanda da comunidade global atual, não demorará muito para que a aplicação em taxa variável seja compensado pela produtividade.

As informações usadas para variar as taxas podem ser baseadas em mapas criados a partir de relatórios de observação, arquivos de monitor de produtividade e dados de sensoriamento remoto. Diferentes tipos de informações são usados para diferentes problemas.

Por exemplo, para variar as taxas de semeadura, os arquivos de dados do monitor de rendimento arquivado podem ser usados para criar mapas de taxas de semeadura da zona de manejo, enquanto a coleta e o processamento em tempo real das informações de reflectância da cultura podem ser usados para variar as taxas de nitrogênio durante o cultivo.

No Brasil, a prática da aplicação em taxa variável é realizada basicamente pelo gerenciamento da fertilidade do solo, com base em amostragem georreferenciada (amostragens em grade), considerando apenas o solo, e ATV basicamente de calcário, potássio, fósforo e gesso.

Independentemente da abordagem, todos os sistemas de precisão de taxa variável exigem a coleta de informações precisas, configuração adequada dos sistemas de localização e orientação e calibração do equipamento usado para aplicar os insumos.

Como os cálculos usados para determinar a taxa desejada não interessam ao equipamento, todos os cálculos devem ser verificados quanto à precisão. O equipamento fará o que é comunicado pela prescrição baseada em mapa ou pelas leituras dos sensores em movimento, realizadas no campo.

Webinar Ferramentas de Agricultura de Precisão

Abordagens de ATV

Para utilização da ATV deve-se considerar:

  • A variabilidade espacial do tipo de solo;
  • Matéria orgânica;
  • Necessidades de nutrientes;
  • Produtividade;
  • Pragas e doenças.

As abordagens de ATV baseadas em mapas e baseadas em sensores são comumente usadas para aplicar tratamentos variáveis.

Na abordagem baseada em mapas, os mapas são usados para identificar onde e quanto de um determinado insumo é aplicado. Na abordagem baseada em sensor, informações em tempo real são usadas para controlar onde e quanto de um determinado insumo é necessário (Tabela 1).

Tabela com diferenças de ATV baseado em mapas e setorTabela 1. Diferença de ATV baseado em mapas e baseado em sensor. Fonte: Ahmad (2018).

Os dados para a abordagem baseada em mapas podem ser coletados de várias maneiras diferentes, incluindo:

  • Amostragem de ponto em grade regular;
  • Amostras aleatórias de unidades de gerenciamento;
  • Dados arquivados do monitor de produtividade.

Diferentes técnicas de análise são necessárias para diferentes problemas (Figura 1). Independentemente da abordagem de agricultura de precisão utilizada, o objetivo deve ser a melhoria da sustentabilidade econômica e ambiental do sistema de produção.

As semeadoras multi-híbrido/cultivares fornecem a capacidade de combinar a cultivar com o habitat do solo. Por exemplo, cultivares resistentes a doenças podem ser semeadas em áreas de campo com alta probabilidade de problemas de doenças.

Para que essa abordagem produza um benefício econômico, o campo deve conter uma quantidade substancial de variabilidade no campo e as cultivares devem ter diferenças genéticas que as tornem mais adequadas para uma área específica.

A seleção das diferentes zonas pode ser baseada em um conjunto de mapas de produtividade, mapas de pragas e doenças ou fatores do solo que possam limitar a disponibilidade de drenagem ou nutrientes.

insumos agrícolasFigura 1. Fluxogramas e metodologias de controle para estratégias baseadas em mapas e sensores. Fonte: Sharda (2018).

A detecção em tempo real utiliza sensores ópticos para medir as condições de colheita na estação. Os índices de refletância da planta podem ser usados para reduzir a complexidade dos dados.

Atualmente, tem sido utilizado o índice vegetativo de diferença normalizada (NDVI), que é baseado na refletância das plantas nas faixas vermelha e infravermelha próxima (NIR). O sensor de reflectância é promissor, pois fornece informações imediatas relacionadas ao estresse das plantas.

Na aplicação em taxa variável com herbicida, em um campo contendo alta variabilidade espacial de ervas daninhas, a ATV pode reduzir a quantidade de herbicidas aplicados no campo em até 60%.

Um bom exemplo de implementação bem-sucedida de informações de sensoriamento de reflectância remota em tempo real é o uso da tecnologia de ATV para aplicações nitrogenadas. O teste dessa tecnologia em milho, trigo e algodão mostra que a tecnologia pode aumentar a rentabilidade.

Para esta aplicação, é essencial que todas as taxas sejam verificadas porque a máquina não consegue distinguir entre taxas “sãs” e taxas razoáveis. Os sistemas de controle eletrônico de taxa são projetados para ajustar automaticamente taxas instantâneas de aplicação resultantes de alterações nos parâmetros operacionais da máquina e de campo.

Principais parâmetros operacionais da máquina

Normalmente, parâmetros de operação da máquina, como velocidade de deslocamento, largura da faixa de aplicação; e a taxa de aplicação de destino específica são usadas para calcular a taxa em cada ponto do campo. A capacidade de aplicar em ATV depende da capacidade do equipamento.

A principal responsabilidade da unidade de controle de aplicativos é vincular o mapa de prescrição ou a taxa do algoritmo do sensor à localização, orientação e velocidade atuais da máquina.

O sinal de controle resultante geralmente é uma taxa de rotação, taxa de fluxo ou taxa de transportador que alcançará a colocação do produto desejada.

A exatidão e precisão de um tratamento de taxa variável depende de um sistema de controle capaz de ajustar as taxas de aplicação instantânea com base em alterações no estilo de condução do operador, nos parâmetros operacionais da máquina, nas características do produto e no tempo de resposta do equipamento.

À medida que avançamos em direção à coleta de dados espaciais e temporais em grande volume, também é necessária a integração automática de dados com os sistemas de análise de dados.

Os produtores podem se beneficiar de modelos de previsão com base local, onde os técnicos podem avaliar os benefícios potenciais de diferentes estratégias de gerenciamento. A agricultura futura também precisaria de pequenos sistemas aéreos e terrestres não tripulados, que possam explorar automaticamente e coletar dados sobre plantas e do solo.

No geral, é necessária a total integração de fontes de informação, análises e tecnologias de aplicação para que os produtores possam utilizar tecnologias para maximizar os rendimentos com insumos ideais e impacto mínimo no meio ambiente para uma produção agrícola sustentável.

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Agricultura de precisão: o que é e como utilizar? https://blog.rehagro.com.br/agricultura-de-precisao/ https://blog.rehagro.com.br/agricultura-de-precisao/#respond Tue, 14 Jan 2020 17:00:57 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6846 Agricultura de precisão (AP) apresenta como premissa que as lavouras não são homogêneas. Sendo assim, sua gestão com base em dados médios não é a melhor opção. Sua viabilidade foi a partir da utilização de sistemas de navegação global por satélite (GNSS), que possibilitou georreferenciar o monitoramento das áreas de cultivo e aplicar tratamentos específicos […]

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Agricultura de precisão (AP) apresenta como premissa que as lavouras não são homogêneas. Sendo assim, sua gestão com base em dados médios não é a melhor opção.

Sua viabilidade foi a partir da utilização de sistemas de navegação global por satélite (GNSS), que possibilitou georreferenciar o monitoramento das áreas de cultivo e aplicar tratamentos específicos a esses locais.

Sendo assim, é um sistema de gestão que leva em conta a variabilidade espacial e temporal da lavoura, com os seguintes objetivos:

  • Aumentar a produtividade;
  • Otimizar o uso de insumos e qualidade do produto;
  • Melhorar a qualidade das operações;
  • Aumentar a lucratividade;
  • Minimizar impactos ambientais.

A aplicação de ferramentas de agricultura de precisão possibilita investigar as causas da variabilidade em nossos campos de produção, com isso ainda há espaço para se melhorar o que é feito hoje, e buscar mais eficiência no que é produzido no campo.

 

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Práticas e aplicações da agricultura de precisão

No Brasil, a prática da agricultura de precisão é realizada basicamente pelo gerenciamento da fertilidade do solo, via aplicação em taxas variáveis basicamente de calcário, potássio, fósforo e gesso, com base em amostragem georreferenciada (amostragens em grade), considerando apenas o solo.

Em um levantamento realizado pela Kleffmann Group, foram entrevistados 992 agricultores brasileiros, distribuídos nas regiões produtoras de grãos, mostra que 45% dos agricultores possui alguma técnica de AP relacionadas com a variabilidade espacial das lavoras e 79% destes fazem o mapeamento de fertilidade do solo.

Atualmente as duas grandes vertentes da AP são atreladas a variabilidade espacial e uso de tecnologias relacionadas ao GNSS.

Gráfico mostrando porcentagem de adoção de técnicas de agricultura de precisão

Nível de adoção de técnicas de AP relacionados com a variabilidade espacial das lavouras e de amostragem de solo em grade. (Fonte: Kleffmann)

A variabilidade espacial é aplicada pela investigação e mapeamento de amostragens georreferenciadas de solo, pragas, doenças e plantas daninhas; sensores embarcados como NDVI (Normalized Difference Vegetation Index) e condutividade elétrica do solo e uso do SIG (Sistema de Informação Geográfica).

Os dois programas citados são programas computacionais que integram dados, equipamentos e pessoas com objetivo de coletar, armazenar, manipular, visualizar e analisar dados espacialmente referenciados para que gestores de projetos possam realizar a tomada de decisão.

O uso de tecnologias embarcadas nas máquinas é realizado por sistemas de direção automática (piloto automático) em tratores, colhedoras e pulverizadores, controle de tráfego de máquinas, automações com o controle automático de seções dentre outras. Na figura a seguir é mostrada a adoção dessas tecnologias pelos agricultores.

Gráfico mostrando frequência de adoção de tecnologias de agricultura de precisão

Frequência de adoção de tecnologias para o monitoramento das operações e de automação de máquinas. (Fonte – Kleffmann)

Nesse sentido o maior desafio na gestão da variabilidade espacial e temporal das lavouras é o entendimento das relações entre causas e efeito, para entendimento destas relações tem sido utilizado imagens de satélite bem como sensores ópticos embarcados em VANTs (Veículo aéreo não tripulado), para identificar “manchas” nas lavouras para orientar uma investigação detalhada de solo ou plantas e os mapas de produtividade que é o efeito da portanto sempre utilizada para entender a relação causa efeito.

Webinar Ferramentas de agricultura de precisão

NDVI

Existem inúmeros índices de vegetação, mas até o dia de hoje, mais de 40 anos depois da sua primeira aparição o NDVI é o mais popular e com maior número de aplicações.

O índice é uma matemática de bandas espectrais que são captadas por sensores na maioria dos casos de uso do NDVI, satélites. O NDVI é um ótimo indicativo do estado da planta porque leva em consideração a energia absorvida com a refletida na região que mostra a condição das estruturas celulares.

Desta forma, as aplicações do NDVI na agricultura são inúmeras, por exemplo:

  1. Monitoramento de culturas;
  2. Detecção de secas;
  3. Localização de pragas;
  4. Estimativas de produtividade;
  5. Modelagem hidrológica;
  6. Mapeamento de culturas.

É importante ressaltar que o índice é um indicativo, para que os trabalhos de sensoriamento remoto produzam bons resultados faz-se necessária uma combinação de diversas fontes de informação para representar a condição da planta em campo.

Mapa de índice NDVI

Mapa de índice NDVI em lavoura de milho. (Fonte – Sensix)

Mapas de produtividade

Os mapas de produtividade ou “mapas de colheita” são adquiridos durante a colheita por sensores acoplados nas máquinas.

Estes equipamentos visam informar a quantidade de produto colhido em cada porção da lavoura. As informações de produtividade de cada área são espacializadas, auxiliando os gestores nas investigações das variabilidades apresentadas, e melhoram o entendimento das relações causa e efeito de zonas de alta ou baixa produtividade.

Os mapas de produtividade são vitais para o entendimento da variabilidade dos nossos talhões, pois possuem uma grande quantidade de dados. O maior desafio na gestão da variabilidade espacial das lavouras é o entendimento das relações entre causa e efeito, e a produtividade das culturas é o efeito, portanto sempre precisaremos desta informação.

Mapa de produtividade de soja

Mapa de produtividade de soja. (Fonte – Alessandro Alvarenga)

Um conjunto de mapas de produtividade obtidos ao longo dos anos, associado a outros mapas temáticos – mapa do relevo e mapa da condutividade elétrica do solo (que está fortemente correlacionado com a quantidade de água e textura do solo), pode apontar regiões com comportamentos diferentes entre si e estáveis ao longo dos anos.

É o que chamamos de unidades de gestão diferenciada (UGD); para estes locais, é possível traçar estratégias de gestão específicas.

Unidade de gestão diferenciada

UGD gerada a partir do conjunto de mapas de produtividade. (Fonte – Alessandro Alvarenga)

Conclusão

É crescente o uso da agricultura de precisão, que só não vem sendo maior por muitas vezes ser esbarrada por não haver entendimento dos preceitos básicos e a disponibilidade de gente com essa bagagem de conhecimento para atuar no setor.

Já surgem também novos desafios como o uso mais intenso de coleta de dados, isso está fomentando a formação do “BigData” do agro que procura se adaptar e ajustar cada vez mais ao mercado.

A agricultura de precisão, como um conjunto de práticas de gestão, permite a coleta de dados em grande quantidade e viabiliza operações com tratamentos localizados.

Portanto, o retorno econômico está diretamente atrelado ao uso correto das práticas, bem como à existência de variabilidade na lavoura. Mas é incontestável o potencial da AP em auxiliar os produtores na prática de uma agricultura mais eficiente.

Saiba mais!

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Ferrugem no trigo: prevenção e manejo do fungo causador https://blog.rehagro.com.br/ferrugem-da-folha-do-trigo/ https://blog.rehagro.com.br/ferrugem-da-folha-do-trigo/#comments Sat, 04 Jan 2020 18:00:46 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6774 O trigo está sempre entre os cinco cereais mais produzidos no mundo. Isso evidencia sua importância, mas o sucesso não se baseia apenas na comercialização dos grãos, mas também de seus derivados, como a farinha. O trigo no Brasil também tem grande destaque. No entanto, o clima e outras condições adversas acarretam em baixo volume […]

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O trigo está sempre entre os cinco cereais mais produzidos no mundo. Isso evidencia sua importância, mas o sucesso não se baseia apenas na comercialização dos grãos, mas também de seus derivados, como a farinha.

O trigo no Brasil também tem grande destaque. No entanto, o clima e outras condições adversas acarretam em baixo volume de produção, o que acaba não atendendo ao consumo interno, nisso, cresce a demanda por importações do cereal.

Nosso clima tropical, por vezes, cria uma atmosfera desfavorável, como alta umidade ou chuvas em época de colheitas e muitos grãos acabam germinando mesmo na espiga! Essas condições climáticas, podem favorecer a ocorrência de doenças fúngicas, como a ferrugem, que trataremos neste artigo.

 

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Considerada uma cultura de inverno, o trigo é atualmente cultivado nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná (porque juntos detêm cerca de 90% da produção total), Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. São poucos os Estados produtores, porque a cultura exige condições bem específicas, como temperaturas amenas, o que não é facilmente observado no país.

Assim, conduzir eficientemente o manejo nas lavouras é fundamental para a obtenção de uma produção que seja representativa a ponto de suprir as demandas internas do mercado. Com isso, é possível manter bons preços não apenas nos grãos, mas também nos produtos alimentícios à base de trigo.

Prevenção e manejo do fungo Puccinia triticina

O manejo adequado da lavoura é um dos métodos mais eficientes para a melhora na qualidade do grão e, consequentemente, maior produtividade.

Um dos principais pontos a se trabalhar é o bom manejo fitossanitário, controlando de forma correta e sustentável as plantas daninhas, pragas e doenças. Afinal, há várias doenças, principalmente as fúngicas que são favorecidas pelo nosso clima e algumas podem até causar micotoxinas no trigo.

Nesse sentido, este artigo tem como objetivo auxiliar na correta identificação de uma das principais doenças, que afeta a cultura do trigo, além de apontar condições climáticas favoráveis para o seu desenvolvimento e formas de controle.

Uma das principais doenças capazes de causar grandes prejuízos aos triticultores em praticamente todas as regiões produtoras, é a ferrugem da folha do trigo, causada pelo fungo (Puccinia triticina).

Esta doença pode ser observada em todos os estádios de desenvolvimento da cultura, desde a emergência até a maturação, e as perdas em rendimentos de grãos podem chegar a 63%, dependendo das condições climáticas, severidade, suscetibilidade do cultivar e virulência da raça do patógeno.

Condições climáticas favoráveis para ocorrência da ferrugem da folha do trigo

A dispersão dos esporos deste fungo é favorecida pelo vento, e a ocorrência da doença por condições de temperatura, as quais podem variar entre 15 e 20 °C, e elevada umidade relativa do ar.

Sobre diferentes temperaturas e período de molhamento foliar, o período de infecção deste patógeno pode mudar. Relata-se que, para condições de temperatura de 10ºC, o período de molhamento foliar deve ser de 10 a 12 horas contínuas, porém, quando a 20ºC, o período cai para 3 horas contínuas.

É possível perceber que existe uma grande dependência entre esses dois fatores para que a doença ocorra na lavoura. Portanto, o produtor deve ficar em alerta para essas condições, monitorando diariamente a previsão do tempo para garantir um controle efetivo nas áreas.

Identificação da doença a campo

A ferrugem é caracterizada pelo aparecimento de pústulas de formato ovalado, com esporos de coloração variando de amarelo-escuro a marrom-avermelhado, encontradas sobre a superfície foliar.

Na imagem a seguir, é possível observar essas pústulas ovaladas na folha, na cor característica de ferrugem, como citado no parágrafo anterior.

Ferrugem na folha do trigoFonte: EMBRAPA

Sobrevivência do patógeno na lavoura

O fungo Puccinia é considerado biotrófico, ou seja, significa que ele apenas sobrevive parasitando algum hospedeiro vivo, principalmente tigueras de trigo presentes na lavoura.

Devido à sua sobrevivência, as folhas de trigo não são levadas à senescência, portanto. Assim, com o aumento de sua incidência sobre o tecido vegetal, a fotossíntese é afetada e consequentemente, a produtividade também.

Escala diagramática da ferrugem da folha

Como essa doença afeta bem a cultura do trigo, é necessário proceder a uma avaliação da lavoura e isso ocorre por meio de amostragens das folhas. É preciso definir uma quantidade representativa de toda a área e isso vai de caso a caso.

De acordo com a literatura, se for obtido 10-15% de incidência (presença) do fungo, pode-se optar em fazer o controle químico.

Outra forma de monitorar esta doença é através do uso da escala diagramática, criada para auxiliar na avaliação da incidência e severidade do patógeno e na eficiência de controle utilizado.

Escala de severidade da ferrugem na folha do trigoFonte: ALVES et al., (2015)

A imagem acima mostra, de forma esquematizada, a escala de severidade da doença na folha, indo de 0,1% a 95%, que é o grau máximo de severidade desse fungo na cultura.

Métodos de controle da ferrugem da folha do trigo

Para se obter um manejo eficiente da ferrugem da folha do trigo deve-se integrar os seguintes pontos:

  1. Uso de cultivar resistente – esse método é bastante eficaz, relativamente barato, seguro e mais consistente, já que é uma ação preventiva;
  2. Eliminação de plantas voluntárias, especialmente tigueras de trigo, ainda mais se for em regiões do Sul, onde a janela de plantio é bem extensa – nesse caso, é uma medida quase preventiva também, já que essas plantas voluntárias e a tigueira são hospedeiras desse fungo;
  3. Tratamento de sementes – também é uma medida preventiva e eficaz, pois permite uma maior proteção às plantas e possibilita a redução de uma operação de pulverização;
  4. Controle químico com uso de triazóis e mistura de triazóis com estrobilurina – nesse caso já é uma medida de intervenção, quando a lavoura já está implantada e foi constatado a presença e a avaliação mostrou-se necessária essa intervenção;
  5. Rotação de culturas – de certa forma, também é uma medida preventiva, porém a longo prazo, pois esta prática evita a permanência da doença na lavoura e de forma sucessiva.

Agora você sabe bem a importância de avaliar a severidade da ferrugem da folha no trigo, e seu grande impacto sobre a produtividade.

Apesar da ferrugem ocasionar perdas significativas nessa cultura, sua principal doença é a Giberella zeae, encontrada em 60% dos levantamentos em campo e que, se não controlada, permanece nos restos culturais e pode comprometer a próxima safra! Então, fique atento!

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Estádios fenológicos da soja: quais são e suas características https://blog.rehagro.com.br/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/ https://blog.rehagro.com.br/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/#comments Mon, 23 Dec 2019 14:00:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6715 Você sabe identificar cada fase da soja? Este conhecimento permite uma decisão mais assertiva durante todo o processo produtivo, e isso reflete em uma maior qualidade da semente, consequentemente uma maior produtividade e mais lucro! Por isso, reunimos neste texto um detalhamento dos estádios fenológicos da soja e, os momentos “chave” de maior sensibilidade à estresses hídricos, […]

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Você sabe identificar cada fase da soja? Este conhecimento permite uma decisão mais assertiva durante todo o processo produtivo, e isso reflete em uma maior qualidade da semente, consequentemente uma maior produtividade e mais lucro!

Por isso, reunimos neste texto um detalhamento dos estádios fenológicos da soja e, os momentos “chave” de maior sensibilidade à estresses hídricos, para realizar monitoramento/controle de pragas, doenças e plantas daninhas, visando altas produtividades e melhor utilização de recursos.

 

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O desenvolvimento da soja pode ser dividido em dois momentos importantes:

  1. O período vegetativo (V), onde a planta está priorizando o seu crescimento e acúmulo de reservas
  2. O período reprodutivo (R) onde as flores se desenvolvem e inicia-se a formação do produto de interesse: o grão.

Estádio vegetativo (V)

O período vegetativo é subdivido e suas denominações podem ser com letras seguidas do (V) ou números.

Após a semeadura da cultivar de soja, bem como os tratos culturais necessários, como adubação potássica e o processo de embebição dessas sementes, dá-se início ao processo germinativo e ao período vegetativo, fique atento:

VE

Período de emergência da plântula, onde os cotilédones ficam acima do solo, o que a caracteriza como germinação epígea. Neste momento, a presença de pombas na área pode levar a uma redução do estande. É um período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de solo.

Período de emergência da plântulaFonte: Normam Neumaier

VC

Cotiledonar, onde os cotilédones se encontram totalmente desenvolvidos e completamente abertos, curvados para baixo e os bordos das folhas unifolioladas não mais se tocam. Esse período pode durar de 3 a 10 dias. Período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de solo.

Período cotiledonarFonte: Normam Neumaier

V1

Completo desenvolvimento das folhas unifolioladas e a primeira folha trifoliolada com os bordos não mais se tocando. Caracterizado e identificado também pelo primeiro nó. Nesta fase, os patógenos de solo e pragas como coleópteros podem afetar o estabelecimento da cultura.

Estágio V1 da sojaFonte: Normam Neumaier

V2

Pode ser definido como o segundo nó ou a segunda folha trifoliolada, em que os bordos não mais se tocam. Do estádio V1 ao V2, é que se dá o início da nodulação e o processo de Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), portanto, neste momento deve ser observado de 4 a 8 nódulos por planta.

No estádio V2, o ataque de pragas e doenças de solo também devem ser monitorados e a partir daqui inicia-se o período de matocompetição, ou seja, plantas daninhas podem passar a competir com a soja por recursos (água, nutrientes e espaço).

Estádio V2 da sojaFonte: Normam Neumaier

V3 e V4 

A planta apresenta 3 nós e a terceira folha trifoliolada já se encontra com os bordos não mais se tocando e 4 nós e a quarta folha trifoliolada, com bordos não mais se tocando, respectivamente. Neste período compreendido entre V3 e V4, a presença de nódulos deverá aumentar onde serão observados no mínimo 10 nódulos por planta.

Estágio V3 da soja

V5 

A planta apresenta 5 nós e, neste momento, define-se a partir de processos fisiológicos, o potencial de nós que a planta poderá ter. Cada nó será responsável por um ramo lateral, cujas vagens serão formadas, portanto, este período é importante para definição do potencial da cultura.

Vn

Enésimo nó, este é o estádio anterior ao surgimento de flores e entrada no período reprodutivo.

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Estádio Reprodutivo (R)

R1

Início do florescimento, ao menos uma flor aberta em qualquer parte da haste principal.

Estágio R1 da sojaFontes: Danilo Estevão e IPNI

R2

Florescimento pleno e uma flor aberta em um dos 2 últimos nós do caule, com folha completamente desenvolvida.

No período compreendido entre R1 e R2, a planta se encontra mais sensível ao ataque de insetos praga, portanto, o monitoramento deve ser constante. A partir de R2, inicia-se a rápida acumulação de matéria seca e de nutrientes na planta, sendo este, o período recomendado para fazer a coleta de folhas para análise dos teores de nutrientes foliares e avaliação da qualidade nutricional do solo.

Estágio R2 da sojaFontes: Danilo Estevão e IPNI

R3

Início do desenvolvimento das vagens, conhecido também como fase de canivetinho, onde as vagens apresentam até 5 mm de comprimento.

Este estádio é de grande importância para a definição de componentes de rendimento da planta, como número de vagens por planta. É também um período sensível às condições ambientais, onde o estresse hídrico pode causar abortamento de vagens.

Estágio R3 da sojaFontes: Danilo Estevão e IPNI

R4

Vagens completamente desenvolvidas e apresentando cerca de 2 cm de comprimento em um dos 4 últimos nós do caule, com folha completamente desenvolvida. A partir desse estádio, até R5.5, ocorre rápida acumulação de matéria seca pelas vagens.

Estágio R4 da soja

Fontes: Danilo Estevão e IPNI

R5 

Início da formação e rápido enchimento dos grãos, onde ocorre redistribuição de matéria seca e nutrientes das partes vegetativas para os grãos.

O estádio fenológico da soja R5 é subdividido em 5 pontos, onde correspondem ao enchimento dos grãos até atingirem seu tamanho potencial. Ataques de sugadores como percevejos é um grande limitante para o potencial produtivo.

Quando os ataques são nos estádios iniciais de R5 pode não haver formação de grãos e nos estádios mais tardios de R5 poderá ocorrer a redução do tamanho e peso dos grãos. Além disso, condições de estresse também poderão reduzir o peso dos grãos.

Estádio R5 da soja

  • R5.1 – grãos perceptíveis ao tato, equivalente à 10% da granação;
  • R5.2 – Granação de 11 a 25%;
  • R.3 – Granação de 26 a 50%;
  • R5.4 – Granação de 51 a 75%;
  • R5.5 – Granação de 76 a 100%.

R6

Grão verde ou vagem cheia, nesta fase o grão ocupa toda a cavidade da vagem. O rápido amarelecimento das folhas (senescência) começa após este estádio e continua acentuadamente até R8.

Estádio R6 da sojaFonte: IPNI

R7

Início da maturação fisiológica dos grãos, neste período será observado ao menos uma vagem madura, localizada na haste principal, com coloração marrom ou palha. A maturidade ocorre quando se cessa o acúmulo de matéria seca. Nesta fase, os grãos apresentam cerca de 60% de umidade e a partir daqui a umidade tende a cair.

Estádio R7 da sojaFonte: IPNI

R8 

Maturidade completa: neste período 95% das vagens encontram-se maduras e serão necessários cerca de 5 a 10 dias para que a umidade atinja 15% ou menos.

Desta forma, o momento de colheita dos grãos é crucial e a umidade adequada para esta tarefa é de 13%. Colheita com umidade pouco acima desse valor pode ser considerada, devendo lembrar que os custos com secagem para posterior armazenamento serão incluídos.

Dicas importantes para o momento da colheita para evitar perdas na lavoura e qualidade do grão:

  • Velocidade adequada;
  • Verificar abertura do côncavo da colhedora;
  • Avaliar velocidade do cilindro;
  • Aferir as peneiras e velocidade do ar de ventilação;
  • Regular altura de corte a fim de minimizar perdas.

Fique atento! Agora você já sabe todos os estádios fenológicos da soja, bem como as peculiaridades que podem acometer a lavoura em cada um deles. No entanto, existem doenças, como a mancha-alvo, que podem aparecer em qualquer um desses estádios e é preciso ficar atento.

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Trigo no Brasil: origem e histórico do cultivo https://blog.rehagro.com.br/origem-do-trigo-no-brasil/ https://blog.rehagro.com.br/origem-do-trigo-no-brasil/#respond Fri, 06 Dec 2019 16:30:22 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6648 O mercado nacional é rico em oportunidades aos triticultores, devido à forte demanda, que por sua vez é baseada no alto consumo do grão e seus derivados. Nisso, produtores brasileiros de trigo estão sempre acompanhando os preços internacionais, já que na maioria das vezes importamos. O trigo (Triticum sp.) é uma cultura de grande importância econômica e alimentícia, […]

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O mercado nacional é rico em oportunidades aos triticultores, devido à forte demanda, que por sua vez é baseada no alto consumo do grão e seus derivados. Nisso, produtores brasileiros de trigo estão sempre acompanhando os preços internacionais, já que na maioria das vezes importamos.

trigo (Triticum sp.) é uma cultura de grande importância econômica e alimentícia, pois faz parte da dieta de praticamente toda a população mundial.

Hoje, boa parte do trigo é plantado em sistema de plantio direto, também com rotações de cultura. No entanto, historicamente o cultivo e a origem do trigo estão diretamente relacionados com a história e evolução da humanidade, o que demorou em partes sua domesticação.

 

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Ao contrário da origem do milho, que veio das Américas, alguns pesquisadores acreditam que o trigo originou de gramíneas silvestres, desenvolvidas às margens dos rios Eufrates e Tigre, na Ásia, entre 10.000 a 15.000 a.C.

Produção de milho no Brasil

Os primeiros relatos do registro de trigo domesticado (trigo-einkorn e trigo-amidoreiro) datam de 9.500 a.C. Percebe-se, então, a relação entre a evolução da humanidade e o cultivo dessa gramínea.

Lavoura de trigo

Os produtos derivados do trigo são variados e sua importância principal é pela qualidade e quantidade de proteínas.

Relatos apontam que o primeiro pão foi feito ainda na Idade da Pedra, por habitantes de um lago suíço, há mais de 8.000 anos. Já o pão à partir de uma massa fermentada, é atribuído aos egípcios há 5.000 anos.

A chegada do trigo no Brasil

Apesar do uso do trigo, e seus derivados, ser antigo, o cultivo deste cereal nas Américas ocorreu na era d.C. No Brasil ele foi introduzido por volta de 1534, no período colonial na Capitania Hereditária de São Vicente, que atualmente é o Estado de São Paulo.

Esta primeira iniciativa de cultivo teve pouco sucesso devido às condições climáticas, mas quando o cultivo migrou para o Sul do país, com clima e solo em condições favoráveis ao desenvolvimento da cultura, tiveram colheitas mais satisfatórias.

O cultivo de trigo no Brasil tem um histórico de altos e baixos devido a fatores fitossanitários e políticos. No século 18, o trigo quase desapareceu do país, pelo surgimento da ferrugem da folha, doença cujas perdas podem chegar a 60%.

Ao final do século 19, com a chegada dos alemães e italianos, o cultivo desse cereal foi mantido no Rio Grande do Sul, impulsionando sua produção.

O trigo no século XX

No início do século 20, houve outra grande queda de produção de trigo no Brasil. Dessa vez, a enfermidade estava nas sementes importadas. Com isso o Ministério da Agricultura incentivou o plantio deste cereal, criando em 1919 duas estações de pesquisa: uma no Paraná e outra no Rio Grande do Sul, para auxiliar os triticultores.

O governo incentivou a triticultura no país, mas também desestimulou por causa de fraudes no setor e fechou acordos de compra de trigo americano. Com isso, a triticultura brasileira ficou em segundo plano, desvalorizando.

Após a Segunda Guerra Mundial, o governo passou a valorizar mais a produção com a chegada de maquinários próprios para esta cultura, no RS em 1960, se consolidando no país.

Entre a década de 1960 e 1970 o governo brasileiro criou políticas de incentivos à produção do cereal, baseada em preços de garantia, crédito agrícola a juros menores, seguro e criação de infraestrutura de suporte, que permitiu aumento de áreas plantadas, de produção e tornando o país praticamente autossuficiente.

Em 1974, com a criação da Embrapa Trigo, desenvolveram-se cultivares adaptadas ao clima da região, o que possibilitou maior êxito nas lavouras.

Produção do trigo nos anos 80, 90 e 2000

O crescimento da área cultivada e produção de trigo no Brasil eram notáveis, mas na década de 1980 houve uma forte crise econômica, aumentando a inflação e algumas políticas de negociação do trigo foram repensadas, a principal foi que o preço do trigo seria determinado em relação ao mercado externo, provocando queda no preço de venda do cereal. Assim, na década de 1990, parte dos agricultores substituíram o trigo por outras culturas.

Já no final da década de 90, o cenário tritícola voltou a ser estimulado, devido à crescente desvalorização da moeda brasileira, redução dos estoques de trigo mundial e aumento dos preços no mercado internacional. Com isso, no início dos anos 2000, firmaram novos acordos políticos com o governo, possibilitando incorporar novas áreas e expandir para outros estados, como Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Santa Catarina e São Paulo.

Então, agora você já conhece a origem e importância do trigo para o país e para o mundo. A produção, muitas vezes, é o foco do produtor, mas você sabia que o armazenamento correto desse grão é fundamental? Se mal armazenado, pode gerar fungos e causar micotoxinas no trigo.

Além disso, durante toda a produção, controlar plantas daninhas e pragas como o percevejo, é de suma importância para qualquer cultura, especialmente os cereais.

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Origem do milho no Brasil e no mundo: cultura e histórico de cultivo https://blog.rehagro.com.br/origem-do-milho-no-brasil/ https://blog.rehagro.com.br/origem-do-milho-no-brasil/#comments Thu, 05 Dec 2019 18:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6643 O milho, atualmente, é um dos grãos mais produzidos no mundo! No Brasil, ele atingiu o marco histórico de preço, o que alegrou muitos produtores com a valorização e lucratividade alta. Apesar de sabermos o quanto o milho foi melhorado ao longo do tempo, muitos se perguntam: qual a sua origem e quando ele começou […]

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O milho, atualmente, é um dos grãos mais produzidos no mundo! No Brasil, ele atingiu o marco histórico de preço, o que alegrou muitos produtores com a valorização e lucratividade alta.

Apesar de sabermos o quanto o milho foi melhorado ao longo do tempo, muitos se perguntam: qual a sua origem e quando ele começou a ser cultivado?

O milho é a planta comercial originária das Américas mais importante no cenário agrícola. A origem do milho ainda é muito discutida, já que a gramínea pode ter surgido tanto do Paraguai até a Colômbia, quanto da Guatemala até o México.

De acordo com as evidências, é possível que seja originária do México. Isso porque é uma espécie pertencente à família Gramineae/Poaceae, cujo parente mais próximo, acredita-se ser o Teosinto (Zea mays sppparviglumis), e seu registro restringe-se ao Vale Central de Balsas, no México.

 

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Milho e Teosinto: um parentesco provável

Várias hipóteses já foram elaboradas tentando explicar a origem do milho e seu parentesco com o teosinto. Apesar dos relatos, ele se difere de seu ancestral, devido à imposição de pressões de seleção rigorosas pelo homem, a fim de domesticá-lo.

Além disso, geneticamente, estas duas espécies podem ser consideradas parentes pelos seguintes motivos: mesmo número de cromossomos, com homologia e morfologia semelhantes, a polinização é de fácil cruzamento gerando descendentes férteis e apresentam semelhanças entre dados morfológicos e isoenzimáticos.

Milho e TeosintoFonte: Vivendo Ciência

Por outro lado, alguns pesquisadores defendem a ideia contrária, afirmando existirem poucas evidências sobre a domesticação do mesmo (teosinto), sendo pouco provável que o homem primitivo possa ter criado ou selecionado milho a partir do teosinto.

Ainda, outros pesquisadores acreditam que possa ter havido um choque imediato, determinado pelo meio ambiente, que possa ter provocado rápida conversão da espiga central de uma ramificação lateral do teosinto em uma espiga e, que esta fenocópia tenha sido fixada geneticamente, passando, portanto, esta característica a seus descendentes.

Segundo relatos e provas através de escavações arqueológicas e geológicas e, a partir de medições por desintegração radioativa, esta é uma das culturas mais antigas no mundo, cultivada há pelo menos 5.000 anos. Obviamente, naquela época não era feita uma amostragem de solo para análise ou se sabiam sobre bactérias benéficas, como a Azospirillum, mas já eram feitos cultivos.

Mesmo assim, a presença do milho no continente Americano foi registrada pela primeira vez por Cristóvão Colombo em 1492, na costa norte de Cuba. Neste mesmo ano, o cultivo de milho já era realizado desde o Sul do Canadá até a parte central do Chile, em exceção às áreas recobertas por gramíneas ou savanas.

Apenas após o ano de 1800 é que essas áreas, não manejadas, começaram a receber os primeiros cultivos de milho, e isso só foi possível com a adoção do arado de aiveca. Provavelmente, nessa época o sistema não era plantio direto, mas convencional e com várias sementes por cova.

Origem do milho no mundo

Com o descobrimento do milho nas Américas, ele foi levado à Europa, mas era considerado uma cultura exótica em jardins europeus, ou seja, nada muito focado na qualidade de sementes e lavouras.

Seu real valor alimentício foi notado depois, e o império espanhol difundiu seu cultivo pela França, Itália, sudeste da Europa e norte da África.

Os responsáveis pela difusão do milho no restante do continente africano e no Oriente, foram os portugueses, chegando à China em 1516 e ao Japão só em 1775.

Devido aos seus diversos usos, o milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana.

Produção de milho no Brasil

Abaixo estão descritos alguns produtos obtidos de forma direta ou indireta do milho:

  • Acetato de cálcio e magnésio;
  • Adesivos (colas, pastas, mucilagens, gomas);
  • Álcoois etílico e butílico;
  • Herbicida natural e inseticida;
  • Alumínio;
  • Amido e glucose;
  • Antibióticos (penicilina), aspirina e outros medicamentos;
  • Baterias para veículos;
  • Bebidas gasosas;
  • Óleo comestível.

De acordo com dados da CONAB, o cultivo de milho no Brasil vem crescendo a cada ano, tanto em áreas cultivadas; seja por sistema de plantio direto ou convencional; como em produção, conforme descrito no gráfico abaixo.

Cultivo de milho no Brasil

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Como realizar a calibração de um pulverizador costal para a cultura do café? https://blog.rehagro.com.br/voce-sabe-como-calibrar-um-pulverizador-costal-para-a-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/voce-sabe-como-calibrar-um-pulverizador-costal-para-a-cultura-do-cafe/#respond Thu, 21 Nov 2019 18:05:24 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6346 Você sabe quais são os passos para calibrar um pulverizador costal para a cultura do café? Veja abaixo o passo a passo para essa atividade: 1. Primeiro deve-se abastecer o pulverizador somente com água. 2. O pulverizador costal deve ser colocado nas costas do aplicador e ser ajustada a alça para que o equipamento fique […]

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Você sabe quais são os passos para calibrar um pulverizador costal para a cultura do café? Veja abaixo o passo a passo para essa atividade:

1. Primeiro deve-se abastecer o pulverizador somente com água.

2. O pulverizador costal deve ser colocado nas costas do aplicador e ser ajustada a alça para que o equipamento fique confortável. (É importante que o aplicador esteja utilizando equipamentos de proteção individual (EPI’s)).

3. Peça para que o aplicador pulverize a água nas plantas de café caminhando a uma distância marcada de 20 metros por exemplo. Nesta etapa é importante que o aplicador ande em uma velocidade confortável e mantenha a velocidade e a pressão (em casos de pulverizadores costais manuais) sempre constante.

 

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4. Posteriormente, deve-se medir a quantidade de água necessária para reabastecer o tanque do pulverizador, para dessa forma verificar qual foi a quantidade de água gasta naquele percurso.

Nesta etapa é importante utilizar calibradores graduados para medir com mais precisão o volume aplicado.

5. Essa prática deve ser repetida por mais duas ou três vezes para que se calcule o gasto médio de água durante esta aplicação, nessa mesma distância (20 metros).

6. Considerando a cultura do café, com um espaçamento de 3,6 m entre ruas e 0,75 m entre plantas, equivale a 36 metros quadrados pulverizados, isso porque, como a pulverização atingira apenas metade da copa do café, a área pulverizada é com base em 20 metros andados multiplicado pela metade do espaçamento entre as ruas. Dessa forma:

  • 20 metros (caminhados pelo aplicador) x 1,8 metros (metade do espaçamento entre ruas de 3,6m) = 36 m² pulverizados

7. Se neste percurso (36 m2), a quantidade de água média medida nas três pulverizações teste foi de 900 ml (0,9 litros), a quantidade em um hectare será de:

36m² ————— 0,9 litros

10.000 m² —————— X

X = 250 litros de calda por ha

8. Se a dosagem do produto é de 400 ml por hectare, considerando uma capacidade do tanque do pulverizador de 20 litros:

250 l ———— 400 ml de produto por h

20 l ——————- X

X = 32 ml

Dessa forma, será recomendado para cada um tanque desse pulverizador cheio, 32,0 ml de produto.

9. Da mesma forma, se o produto recomendado for em quilograma, como por exemplo: 2,0 kg por hectare, considerando o mesmo volume do tanque, de 20 litros:

250 l —————- 20 kg de produto por ha

20 l —————- X

X = 0,16 kg = 160 gramas

Dessa forma, será recomendado para cada um tanque desse pulverizador cheio, 160 gramas de produto, que deve ser medido com balança de precisão.

10. Para pulverizar um hectare, será necessário abastecer o tanque do pulverizador 13 vezes, isso porque:

  •  250 l de calda/20 l (capacidade do pulverizador) = 12,5 bombas => 13 tanques do pulverizador.

Observações:

  • Considerando a aplicação com pulverizadores costais o volume de pulverização por hectare fica em torno de 250 L/ha.
  • Para casos em que o volume de pulverização encontrado não seja o desejado, substitua o bico por um de menor ou maior vazão ou ajuste o caminhamento do aplicador (velocidade), até que o volume desejado seja encontrado. Após essas alterações, devem ser realizadas novamente a pratica de calibragem descrita acima.
  • Para calibração de pulverizadores costais motorizados, durante a aplicação e o trabalho o acelerador deve estar no seu ponto máximo.
  • Destaca-se que o volume do pulverizador já consta o total do produto químico recomendado mais a água. Neste exemplo, com volume de 20 litros, já se refere a quantidade de produto químico adicionado a água.

Como avalizar a pulverização

Após a calibração das doses e volume de calda, é importante que a pulverização atinja seu alvo, para que o produto fitossanitário exerça sua ação.

Isso porque, mesmo na quantidade adequada do produto químico, se ele não atingir seu alvo, haverá perdas de eficácia na pulverização.

Por isso, para avaliar a pulverização, podem ser utilizados papeis hidrossensíveis, que devem ser colocados nas plantas, e após isso, realizar uma pulverização teste com água nessas plantas, caminhando normalmente com o pulverizador. Esses papeis quando em contato com água, desenvolvem manchas azuis muito nítidas, dessa forma, eles podem ser utilizados para avaliar a cobertura daquela pulverização.

Cuidados necessários na pulverização

  • Utilizar água de boa qualidade na pulverização.
  • Antes de iniciar a calibração e a pulverização, checar se o equipamento está funcionando normalmente, sem vazamentos.
  • Checar se o equipamento está limpo. Sempre realizar a limpeza e manutenção com frequência no seu pulverizador.
  • Os aplicadores devem utilizar EPI’s adequados.
  • É importante verificar se as condições climáticas estão adequadas para a realização da pulverização.  Condições de alta temperatura, baixa umidade e muito vento, são condições menos favoráveis a aplicação.

Condições ideais para realizar pulverizaçãoTabela 1. Condições ideais para aplicação.

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Larissa Cocato

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Importância do café no Brasil: cenário e produção https://blog.rehagro.com.br/cenario-e-importancia-do-cafe-no-brasil/ https://blog.rehagro.com.br/cenario-e-importancia-do-cafe-no-brasil/#comments Tue, 02 Apr 2019 17:42:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5667 O Brasil é o maior produtor de café do mundo, de acordo com a Organização Internacional do café (2020), estando a frente dos Países: Vietnã, Colômbia, Indonésia, Honduras, Etiópia, Índia, Uganda, Peru e México. Além disso, o país se destaca como maior exportador desse produto, resultando assim em grande importância para o país. Atualmente, o […]

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O Brasil é o maior produtor de café do mundo, de acordo com a Organização Internacional do café (2020), estando a frente dos Países: Vietnã, Colômbia, Indonésia, Honduras, Etiópia, Índia, Uganda, Peru e México.

Além disso, o país se destaca como maior exportador desse produto, resultando assim em grande importância para o país. Atualmente, o café é relevante fonte de receita para centenas de município, assim como, grande gerador de empregos no Brasil.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a cadeia produtiva de café é responsável pela geração de mais de 8 milhões de empregos no País, proporcionado assim renda, acesso a saúde e à educação para os trabalhadores e suas famílias.

 

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Estados produtores no Brasil

Os estados que apresentam maior participação na produção de cafés são:

  • Minas Gerais;
  • Espírito Santo;
  • São Paulo;
  • Bahia;
  • Rondônia.

Além desses citados, os estados do Paraná, Rio de janeiro, Goiás e Mato Grosso, também apresentam participação nesse cenário, entretanto, a porcentagem é bem menor.

Estados produtores de café no BrasilTabela 1. Estimativa de produção de café dos estados brasileiros realizado em dezembro de 2020 pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento).

Área cultivada de café no Brasil

De acordo com a CONAB (2020), a área total cultivada no país com café, considerando as espécies Coffea arabica e Coffea canephora, totaliza 2,16 milhões de hectares no ano de 2020, apresentando um aumento de 1,4% em relação a 2019.

Desse total, 316,6 mil hectares (14,7%) estão em formação e 1,84 milhões de hectares, em produção, o que representa 85,3% da área.

Se tratando da espécie C. arabica, a área cultivada somou 1,76 milhões de hectares na safra 2020. Isso representa cerca de 81% da área existente com lavouras de café. Já a espécie C. canephora, a área cultivada estimada é de 401,7 mil hectares (CONAB, 2020).

Produção brasileira

A produção brasileira de café na safra 2019/2020 foi de 63,08 milhões de sacas beneficiadas. Este número 27,9% superior ao obtido na safra anterior (18/19). Destaca-se que o ano de 2020 foi um ano de bienalidade positiva para o café, ou seja, uma safra de alta produtividade (CONAB, 2020).

O gráfico mostra a produção total de café. Abordamos tanto a espécie Coffea arabica, quanto a espécie Coffea canephora. Os dados mostram a produção desde o ano de 2003 até o ano de 2020, demonstrando os anos de bienalidade positiva (na cor verde) e bienalidade negativa (na cor vinho).

Dados de produção de café no Brasil

Produtividade de C. arabica e C. canephora

A produtividade média estimada da espécie C. arábica na safra 2020 é de 32,18 sc/ha, representando um incremento de 36% em relação à safra anterior, que apresentou 23,66 sc/ha.

Já se tratando da espécie C. canephora, a produtividade média da safra 2020 foi de 38,78 sc/ha, sendo 6,2% inferior a observada em 2019. Vale destacar, que a espécie C. canephora é mais rústica que o arábica, e por isso possui vantagens. Ela apresenta um ciclo de bienalidade menos intenso, dessa forma apresentando menos variações na produção (CONAB, 2020).

Espécies Coffea arabica x Coffea canephora

Como já mencionado, as espécies arábica e canephora são diferentes, apresentando assim particularidades cada uma delas. As diferenças são genéticas, morfológicas, nas condições ideais de cultivo, de bebida e etc.

A foto a seguir mostra que visualmente as espécies são diferentes:

Diferença coffea arabica e coffea canephoraEspécies Coffea arabica (esquerda) e Coffea canephora (direita). Foto: Larissa Cocato.

Algumas diferenças entre as espécies

  • A espécie arábica é unicaule e suas folhas são menores, quando comparada a espécie canephora, que é multicaule com folhas maiores.
  • A temperatura ideal para a espécie arábica é mais amena (18° – 22° C) do que para a espécie canephora (23° – 26° C), sendo que, essa última suporta maiores temperaturas.
  • A espécie arábica possui menores teores de cafeína e sólidos solúveis em sua bebida quando comparada a canephora. Por isso, a espécie C. canephora é mais utilizada para a produção de café solúvel.

Consumo de café no Brasil

O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, ficando atrás apenas da água.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de café (ABIC), considerando o período de novembro 2019 a outubro de 2020 o país consumiu 21.004.430 sacas/ano. O consumo per-capita de café em grão cru (kg/hab.ano) foi de 6,02, e em grão torrado moído 4,82 (kg/hab.ano). Sendo observado no referido período maior consumo em relação ao período anterior.

Tem crescido também a procura por cafés de melhor qualidade, possivelmente isso é resultado do maior conhecimento sobre cafés, suas características, as diferentes formas de preparo, as diferentes regiões produtoras e, além disso, também é devido ao conhecimento dos benefícios do café a saúde humana.

Benéficos do consumo de café a saúde humana

Dentre os benefícios do consumo de café, podemos citar:

  • Efeito positivo na memória;
  • Prevenção de diabetes;
  • Alívio dos sintomas do mal de Parkinson;
  • Proteção contra o Alzheimer;
  • Diminuição do risco de esclerose múltipla;
  • Estímulo ao metabolismo;
  • Combate a depressão;
  • Redução do risco de doenças cardíacas.

No entanto, destaca-se a importância de um consumo moderado, assim como, seu consumo sem a adição de açúcar.

Saiba mais!

A história do café e sua origem: da Etiópia ao Brasil

Conheça alguns métodos de preparo de café

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Polinização do milho: fatores que afetam essa etapa https://blog.rehagro.com.br/polinizacao-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/polinizacao-do-milho/#comments Wed, 27 Mar 2019 17:19:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5655 Em toda atividade agrícola, em especial a de grãos, o foco é produzir cada vez mais. Assim, entender os processos que tornam isso possível, é de extrema importância. É o caso da polinização. Se seu foco é a produtividade, você precisa se atentar em como os frutos (grãos) se formarão. Você sabia que a polinização […]

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Em toda atividade agrícola, em especial a de grãos, o foco é produzir cada vez mais. Assim, entender os processos que tornam isso possível, é de extrema importância. É o caso da polinização. Se seu foco é a produtividade, você precisa se atentar em como os frutos (grãos) se formarão.

Você sabia que a polinização é uma etapa crucial durante o ciclo do milho? Por isso, neste artigo foram reunidos alguns pontos importantes para a compreensão mais completa e abrangente sobre a fase deste ciclo.

 

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Antes de entrar, propriamente no assunto da polinização, é preciso conhecer um pouco sobre aspectos genéticos, pois estão intimamente relacionados à polinização.

O milho tem origem nas Américas, é uma planta do tipo monóica, ou seja, possui os dois sexos separados na mesma planta, no entanto, é de espécie alógama, o que significa que sua polinização ocorre, predominantemente, por cruzamento (95%) e ao acaso. Em resumo, isso faz com que ocorra troca de genes entre os próprios indivíduos.

Processo de Polinização do Milho

Expressão Genética

Do ponto de vista genético, a troca de genes faz com que os descendentes (grãos colhidos) tenham menor expressão do potencial produtivo quando cultivados. 

Na prática, isso significa que quando o produtor adquire uma semente de um milho híbrido, com elevado potencial produtivo, ele fará seu cultivo, mas após realizar a colheita e separar parte dos grãos para plantar na próxima safra, ele não observará a mesma expressão genética da safra anterior.

Isso ocorre porque o cruzamento entre estes indivíduos, considerados aparentados, faz com que aumente os locus em homozigose, que nada mais é do que o aumento da existência de genes deletérios ou com baixa expressão gênica. 

Em resumo, se seu objetivo é manter a alta produção, não deve-se plantar as sementes advindas de uma safra anterior desses híbridos, pois essas plantas são aparentadas e o cruzamento, portanto, reduz a população.

Sendo assim, sempre que for iniciar um cultivo, será preciso adquirir um novo lote focando na qualidade das sementes híbridas, para assim, permitir com que se alcance boas produtividades a cada safra.

Polinização do Milho

Entendendo algumas características genéticas da planta de milho, é preciso compreender quais são os fatores externos que podem influenciar na sua polinização:

  • Ao entrar no período de florescimento, as plantas de milho emitem as inflorescências, que são a masculina – pendão (Figura 1) e feminina – espiga (Figura 2).

Inflorenscências Pendão e Espiga

  • Pendão: órgão responsável pela produção e liberação dos grãos de pólen do milho.
  • Dispersão: é por meio dele que ocorre a principal forma de dispersão, que é através do vento, que acaba carregando os grãos de pólen até uma distância de 500 metros sem que sua viabilidade seja afetada.
  • Considerações: a dispersão pode durar de 5 a 8 dias, os quais, permanecem viáveis por até 24 horas após sua liberação, podendo variar de acordo com as condições ambientais.
  • Estilo-estigma: popularmente chamado de “cabelo” do milho, é o responsável por levar o grão de pólen até o óvulo do milho.
  • Dispersão: após a dispersão do pólen, o mesmo cai nesse estilo-estigma, dando início ao processo de fecundação dos óvulos.
  • Considerações: condições adequadas para que o estilo-estigma permaneça viável: Temperaturas entre 16º C e 35ºC; Umidade relativa superior a 65%.
  • Curiosidade: cada “cabelo” do milho corresponde a um óvulo que, quando fecundado, formará um grão. É importante ressaltar que cada espiga pode produzir de 500 a 1000 óvulos.
  • Alerta: condições ambientais como tempo seco, neste período, faz com que o estilo-estigma perca umidade e isso resultará em baixa germinação do tubo polínico e consequentemente, baixa fecundação do óvulo e assim, não formará grãos causando falhas na espiga.

O milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana.

Por isso, se você quiser saber ainda mais sobre a produção de milho em nosso país, obtenha o e-book Produção de Milho no Brasil. Clique no botão abaixo e receba gratuitamente:

Produção de milho no Brasil

Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea)

Durante este período de emissão da espiga e do “cabelo” do milho, deve-se atentar à presença da lagarta-da-espiga, pois esta pode comprometer a produtividade da lavoura, fique atento.

Esta praga se alimenta, preferencialmente, do “cabelo” do milho, podendo comprometer diretamente a fertilização dos óvulos e assim, causar falhas na formação de grãos. Além disso, quando os cabelos do milho já estão secos, a lagarta passa a atacar os grãos, reduzindo a produção esperada e podendo ainda facilitar a entrada de microrganismos na espiga.

Lagarta-da-espiga

Manejo da lagarta-da-espiga: o controle químico tem sido pouco utilizado como forma de manejo desta praga, em razão da dificuldade de aplicação. Portanto, pode-se adotar o controle biológico, através da liberação de inimigos naturais, como o Trichograma.

Agora que você já sabe a importância da polinização e os entraves que podem acabar afetando esse processo, também é importante assegurar o pleno desenvolvimento da cultura, e isso pode ser impedido por plantas daninhas e pragas, como o percevejo, que causam danos, principalmente na fase inicial.

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Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

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Cultivar de soja: como realizar a escolha correta? https://blog.rehagro.com.br/como-escolher-a-cultivar-de-soja/ https://blog.rehagro.com.br/como-escolher-a-cultivar-de-soja/#respond Thu, 28 Feb 2019 20:28:15 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5614 Quem sonha em ter sua renda focada na agricultura de grãos, já teve que escolher entre várias cultivares disponíveis. Mas como identificar a melhor cultivar de soja? Os dois primeiros passos são: amostrar o solo para análise e com isso saber suas necessidades nutricionais e escolher corretamente as cultivares, baseado em seus objetivos e potenciais. […]

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Quem sonha em ter sua renda focada na agricultura de grãos, já teve que escolher entre várias cultivares disponíveis. Mas como identificar a melhor cultivar de soja?

Os dois primeiros passos são: amostrar o solo para análise e com isso saber suas necessidades nutricionais e escolher corretamente as cultivares, baseado em seus objetivos e potenciais.

A cultivar de soja pode ser classificada pelo hábito de crescimento e requerimento em luz (fotoperíodo). Conhecer esses aspectos são de extrema importância no sistema de produção, seja ele convencional ou plantio direto.

 

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A soja é classificada como planta de dias curtos, ou seja, depende do acúmulo de horas no escuro para iniciar o desenvolvimento da floração e reprodução.

O fotoperíodo é variável para cada cultivar de soja, e para orientar os produtores quanto à escolha correta, para cada região específica, desenvolveu-se a classificação dos grupos de maturação.

Abaixo estão descritos os grupos de maturação para cada latitude e região, fique atento ao grupo ideal para suas condições, pois isso o auxiliará a ter bons rendimentos de grãos.

Grupos de maturação da sojaFonte: Alliprandini et al., (2009)

Latitudes maiores, mais ao Sul, têm a característica de apresentar dias mais longos, ou seja, horas de luz maiores que horas de escuro, enquanto que latitudes menores, mais ao Norte, o comprimento do dia tende a ser igual ao comprimento da noite.

Vale ressaltar que a latitude pode influenciar no ciclo de cada cultivar e por isso, dentro de cada faixa de maturação existem cultivares adaptadas e que possuem ciclo superprecoce, precoce, semiprecoce, médio, semitardio e tardio, logo, a escolha e o posicionamento de cada uma delas dependerá dos seus objetivos.

Cultivares determinadas

Neste tipo de hábito, as plantas atingem 90% de sua altura até o período de florescimento. Após este estágio elas praticamente cessam o seu crescimento e não ramificam mais. Então é importante saber identificar os estádios fenológicos.

Características marcantes das cultivares determinadas: o florescimento ocorre praticamente de forma simultânea pela extensão da planta e com a presença de um rácemo longo e muitas vagens no nó terminal.

Soja florescendoFonte: Agroprecision

Crescimento indeterminado

Neste tipo de hábito, as plantas possuem a fase vegetativa simultânea à fase reprodutiva, ou seja, até o início do florescimento as plantas apresentam cerca de metade de seu crescimento potencial, assim, quando entram em estádio reprodutivo, continuam a crescer, podendo até dobrar a sua altura.

Características marcantes das cultivares indeterminadas: o florescimento ocorre de forma escalonada, de baixo para cima, podendo ter vagens desenvolvidas na base da planta e flores no ápice.

Além disso, mesmo após o florescimento, formam vagens e continuam crescendo. As folhas do topo destas plantas, geralmente, são  menores que as demais, enquanto que na determinada, são do mesmo tamanho.

Atenção com o veranico

Em caso de se escolher trabalhar com sementes de soja, da cultivar de hábito determinado, deve-se atentar à possibilidade de períodos longos sem chuva (veranico). Se a planta estiver em estádio reprodutivo, o déficit hídrico poderá provocar queda de botões florais, flores e abortamento de vagens.

Como a soja cessa o seu crescimento e produção de ramos ao florescer, acaba reduzindo seu potencial produtivo. Enquanto que em cultivares de hábito indeterminado, o reflexo de um período de veranico no florescimento, seria menos acentuado, pois continuam emitindo novos ramos e flores, mesmo após entrarem no estádio reprodutivo e assim, seria possível manter um bom potencial produtivo que refletirá na colheita dos grãos.

Cuidado com o Mofo Branco

Em áreas que ocorrem mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, o cultivo de soja de crescimento indeterminado aumenta o alerta do produtor, em relação à infecção. Isso porque o fungo só penetra e infecta a planta através das estruturas reprodutivas (flores), e como o período de florescimento delas é maior, a lavoura se torna mais suscetível à doença.

Além disso, por estas cultivares indeterminadas crescerem e ramificarem mais, o controle de doenças pode ser mais desafiador pela arquitetura da planta desfavorecer o acesso aos baixeiros e solo.

Agora que você sabe o que é necessário para escolher corretamente a cultivar de soja, caso opte pelo sistema de plantio direto, sabia que os restos da cultura anterior, quando associados à alta umidade, podem favorecer outras doenças fúngicas, como a mancha-alvo e, ainda, uma das principais pragas, que são os percevejos? Esteja atento!

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Percevejo do milho: quais os principais danos e como manejar? https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/#comments Wed, 08 Aug 2018 13:08:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4920 Os percevejos são pragas importantes e ocorrem em diversas culturas de grãos cultivadas no Brasil. No milho, essa praga possui um grande potencial de dano, pois nas primeiras fases de desenvolvimento da cultura o risco de perda é alto. Desta forma, é muito importante realizar o manejo eficiente para evitar perdas de produtividade.   Sem […]

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Os percevejos são pragas importantes e ocorrem em diversas culturas de grãos cultivadas no Brasil. No milho, essa praga possui um grande potencial de dano, pois nas primeiras fases de desenvolvimento da cultura o risco de perda é alto.

Desta forma, é muito importante realizar o manejo eficiente para evitar perdas de produtividade.

 

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Monitorando os percevejos do milho

Percevejos do milho

Listamos alguns pontos que devem ser observados para que os percevejos não reduzam os lucros das lavouras.

Ponte Verde

Além do milho, os percevejos podem causar problemas em lavouras de feijão, soja e trigo e ao final do ciclo dessas culturas podem se hospedar em algumas plantas daninhas, o que não interrompe o ciclo da praga, garantindo assim, condições de sobrevivência.

Com isso, é fundamental realizar o monitoramento das lavouras antes da instalação da cultura do milho.

Esse monitoramento é essencial para a tomada de decisão, pois ao identificar a praga em nível de dano econômico é preciso pensar em alternativas de controle no momento da dessecação e posicionar um bom tratamento de sementes bem como produtos para as fases de desenvolvimento da cultura.

Dessecação

Como mencionado, os percevejos podem se hospedar em diversas plantas e com isso se tornam grandes ameaças para a próxima cultura.

Desta forma, uma das estratégias que podem ser utilizadas quando se identifica essa praga em níveis de risco, é realizar posicionamento de um inseticida na dessecação da gleba.

Para esse manejo é possível utilizar inseticidas que pertencem ao grupo químico dos organofosforados.

Webinar Proteção da cultura do milho

Tratamento de sementes

O tratamento de sementes é uma ferramenta muito importante para o manejo de percevejo na cultura do milho, isso porque confere proteção inicial para as plantas. Sendo assim, é preciso realizar um bom tratamento de sementes, de forma homogênea e na dose correta do ingrediente ativo.

Desta forma, quando se pensa em tratamento de sementes, o grupo químico dos inseticidas neonicotinóides se mostra muito eficiente no controle desta praga.

Lavoura estabelecida

O ataque de percevejo no estádio de desenvolvimento inicial da lavoura pode ser fatal dependendo da infestação, isso porque a planta é menor e mais frágil e o aparelho bucal do inseto pode atingir o meristema apical, o que interfere no desenvolvimento da planta.

Quando não se atinge o meristema, o sintoma do ataque pode ser visualizado nas folhas, as quais ficarão deformadas com um halo amarelo. Quando estes insetos atingem os níveis de dano econômico é preciso realizar o controle destas pragas.

Sendo assim, recomenda-se trabalhar com inseticidas dos seguintes grupos químicos:

  • Organofosforados;
  • Neonicotinóides;
  • Piretróides.

Proteja suas lavouras!

Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

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Armadilha para broca-do-café: como fazer? https://blog.rehagro.com.br/armadilha-para-broca-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/armadilha-para-broca-do-cafe/#comments Wed, 08 Aug 2018 12:49:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4914 A broca-do-café é uma praga que pertence à espécie Hypothenemus hampei e à Ordem Coleoptera. O adulto da broca-do-café é um besouro de coloração preta e a duração de seu ciclo varia entre 17 a 46 dias, dependendo das condições climáticas. Broca do café (Foto: Larissa Cocato). Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em […]

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A broca-do-café é uma praga que pertence à espécie Hypothenemus hampei e à Ordem Coleoptera.

O adulto da broca-do-café é um besouro de coloração preta e a duração de seu ciclo varia entre 17 a 46 dias, dependendo das condições climáticas.

armadilha para broca-do-café

Broca do café (Foto: Larissa Cocato).

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Danos causados pela broca-do-café

Os danos causados pela incidência de broca no cafeeiro vão de queda prematura dos frutos, redução do peso dos grãos de café dependendo da infestação e depreciação do tipo do café devido ao aumento de grãos brocados. Na classificação física, de 2 a 5 grãos brocados é considerado um defeito. 

armadilha para broca-do-café

Fruto de café perfurado pela broca e sementes de café com orifícios causados pela larva da broca do café (estádio da praga que causa danos as sementes).

Além disso, os orifícios nos grãos causados pelas larvas da broca podem servir como porta de entrada para patógenos, podendo assim ocorrer fermentações indesejáveis, que comprometem a qualidade de bebida.

Como montar uma “armadilha” para a broca-do-café

armadilha para broca-do-café

Armadilha para a broca-do-café (Fonte: Agro Mais).

Materiais que você irá precisar

Estrutura da armadilha

  • Garrafa pet de 2l;
  • Tesoura;
  • Molde de cartolina;
  • Régua;
  • Arame.

Atrativo

  • Frasco de vidro;
  • Etanol;
  • Metanol;
  • Pó de café torrado e moído.

Líquido para afogar/matar a broca

  • Água;
  • Detergente.

Como fazer

1) Tirar do rótulo da garrafa pet limpa, colocar o molde a uma distância de 13 cm da tampa da garrafa. Corte a garrafa de acordo com o molde.

armadilha para broca-do-café

Esquemas da garrafa pet.

2) Pinte a garrafa de vermelho a fim de facilitar sua visualização no campo e para atrair a broca.

3) Faça dois furos no fundo da garrafa e passe o arame para fixar a armadilha no campo.

4) Esquente a extremidade de um arame ou prego e faça dois furos a uma distância de 21 cm da boca da garrafa, para fixar o atrativo. 

5) Atrativo: misture 250 ml de etanol + 750 ml de metanol + 10 g de café torrado e moído, coloque dentro do frasco, faça um orifício na rolha e fixe o frasco na garrafa pet.

Esquemas da garrafa pet.

6) Faça o líquido para afogar a broca: 200 ml de água + a colher de sopa de detergente e adicione no fundo da armadilha.

7) As armadilhas devem ser fixadas a 1,0 – 1,5 m do solo.

8) A quantidade de armadilhas irá variar de acordo com o nível de infestação.

É bem simples de fazer! Faça a sua armadilha da broca-do-café!

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas.
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Agricultura e mudanças climáticas: impactos e modificações no cenário agrícola https://blog.rehagro.com.br/mudancas-climaticas-globais/ https://blog.rehagro.com.br/mudancas-climaticas-globais/#respond Mon, 30 Jul 2018 12:51:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4867 As atividades antrópicas estão alterando as concentrações de gases de efeito estufa da atmosfera e causando mudanças no clima do planeta. Essas atividades intensificadas após a revolução industrial no final do século XVIII resultaram do uso de fontes de combustível fóssil, desmatamento e outras mudanças no uso da terra. Certamente, num futuro próximo, devido às […]

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As atividades antrópicas estão alterando as concentrações de gases de efeito estufa da atmosfera e causando mudanças no clima do planeta. Essas atividades intensificadas após a revolução industrial no final do século XVIII resultaram do uso de fontes de combustível fóssil, desmatamento e outras mudanças no uso da terra.

Certamente, num futuro próximo, devido às mudanças climáticas globais, ocorrerão modificações no cenário agrícola brasileiro.

Os impactos podem ser positivos, negativos ou neutros, pois as mudanças podem diminuir, aumentar ou não ter efeito sobre as plantas, doenças, pragas e outros organismos em cada região ou época, além dos demais componentes do agroecossistema.

 

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A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera tem atingido níveis significativamente altos nos últimos 650 mil anos. Desde 2000, a taxa de crescimento da concentração de CO2 está aumentando muito rapidamente em relação às décadas anteriores. O mesmo tem ocorrido para o gás metano (CH4), óxido de nitrogênio (N2O) e outros gases do efeito estufa.

Os modelos de previsão de mudanças climáticas do Centro de Distribuição de Dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) apresentam resultados bastante variáveis quanto ao comportamento da América do Sul. Contudo, todos preveem aumento de temperatura para todo o continente.

Quanto à precipitação as projeções indicam aumento de chuva em algumas regiões e diminuição em outras, podendo inclusive haver inversão em função da época do ano.

Sem dúvidas as mudanças climáticas também ocorrerão no Brasil e, talvez, com efeitos mais danosos pela vulnerabilidade histórica que o país apresenta a desastres naturais, como secas, enchentes e deslizamentos de encostas. Essas mudanças afetam diretamente a agricultura e as áreas florestais brasileiras

Alguns estudos simulando os impactos sobre a agricultura por meio de modelos matemáticos já foram apresentados para o trigo, milho, soja, café, feijão e arroz.

Esses estudos têm previsto perdas econômicas anuais provocadas pelo aumento de 1ºC na temperatura, chegando a valores de 375 milhões de dólares para o café, somando os estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, e 61 milhões de dólares para o milho em São Paulo.

Além desses, outros estudos contemplam efeitos sobre pragas, doenças, solos e outros aspectos do sistema produtivo agrícola.

Ao se considerar que a condição climática será de fato alterada, com base nos cenários previstos pelo IPCC (10) é possível formular algumas hipóteses sobre a dinâmica da agricultura no Brasil e no mundo.

Culturas anuais

Uma hipótese aceitável é sua migração para zonas temperadas, com boa possibilidade de ganho de produtividade nas espécies de ciclo fotossintético C4, denominação dada ao grupo de plantas das gramíneas (milho, sorgo e cana-de-açúcar)

Esse grupo apresenta características anatômicas e fisiológicas implicam em maior habilidade dessas plantas em conviver em ambientes mais quentes e com elevada irradiância solar, tornando-as supostamente mais aptas a suportar as condições que devem imperar nos verões das regiões temperadas.

Já as plantas C3 (feijão, soja, café), em contrapartida apresentam maior sensibilidade às condições de oferta ambiental abundante em relação à temperatura e à radiação solar.

Neste tipo de ambiente ocorre o fenômeno conhecido como fotorrespiração nessas espécies que é tido como um processo de autodefesa do aparelho fotossintético, principalmente em plantas expostas às altas intensidades luminosas, com o objetivo de dissipar o acúmulo de moléculas que, em condições ideais de temperatura e radiação, são úteis à célula, mas que, quando produzidos intensamente, podem se acumular e danificar as estruturas fotossintéticas.

Com base nessa breve comparação, parece razoável inferir que as espécies C4 estejam mais preparadas para a elevação da temperatura do que as espécies C3.

As porcentagens de perdas de área indicam níveis diferentes de impactos sobre as diferentes culturas, sendo que o milho, gramínea de ciclo C4, sofrerá menos com as altas temperaturas, pois apresenta aumento da taxa de fotossíntese para temperaturas de até aproximadamente 30ºC. Estimativas preliminares para a cana-de-açúcar para os estados de São Paulo, Mato Grosso e Goiás, também apontam nessa direção.

Webinar Eficiência climática e agrícola dos campeões do CESB

Culturas perenes

Mostram melhor desempenho em ambientes tropicais com menor sazonalidade, onde as condições de temperatura e disponibilidade de água ocorrem de maneira adequada à manutenção do seu ciclo fenológico ao longo do ano.

Ao se considerar os novos cenários projetados pelos modelos climáticos, nos quais a temperatura deve se elevar ao longo de todo o ano e com mais intensidade no inverno e a chuva deve se concentrar durante os meses de verão, acentuando e prolongando o período de seca no inverno, é razoável formular a hipótese de que a deficiência hídrica neste período aumentará em comparação ao que se observa atualmente.

Consequentemente, as espécies perenes teriam maior dificuldade em suportar o estresse por falta d’água durante o período mais seco do ano, sendo mais prejudicadas que as culturas anuais.

Porém, as respostas fisiológicas às diferentes condições ambientais não são lineares e mesmo sem alterações genéticas, plantas crescendo sob nova condição ambiental mostram capacidade de adaptação.

Um exemplo é o comportamento de plantas crescendo em estufas com aumento da concentração de CO2, ocorrendo um fenômeno conhecido como “fertilização por CO2”. Em condições de campo esse comportamento não é tão claro.

Patógenos de plantas

Estão normalmente presentes em sistemas naturais e agrícolas, sendo um dos primeiros organismos a demonstrarem o efeito das mudanças climáticas devido à numerosa população, facilidade de reprodução e dispersão e curto espaço entre gerações.

Dessa forma, eles constituem um grupo fundamental como indicador biológico que precisa ser avaliado quanto aos impactos das mudanças climáticas além de serem responsáveis por perdas de produção e uma ameaça potencial à sustentabilidade dos agroecossistemas.

Insetos-praga

Alguns estudos têm demonstrado que a introdução de fungos endofíticos (vivem dentro da planta sem causar danos) em plantas de importância agronômica as torna mais resistentes a alterações do clima.

Dessa forma, a elevação do nível de CO2 atmosférico, por exemplo, pode afetar, além das relações entre a planta hospedeira e o microrganismo endofítico, também as relações entre insetos herbívoros e as plantas, e destes com os endofíticos.

Tal alteração ambiente pode causar efeitos na composição nutricional e em fatores aleloquímicos das folhas, sendo que para muitas plantas, a redução do valor nutricional resulta do aumento do conteúdo de amido e carboidratos e declínio no teor de nitrogênio. Essas alterações causam mudanças no consumo e crescimento de insetos herbívoros.

Como as folhas apresentam aumento da relação carboidrato/nitrogênio em ambientes com elevado teor de CO2, os insetos compensam parcialmente essa mudança aumentando as taxas de consumo.

É importante salientar que as respostas fisiológicas das diferentes plantas, patógenos e insetos às diferentes condições ambientais não são lineares e, mesmo sem alterações genéticas, plantas crescendo sob nova condição ambiental mostram capacidade de se adaptação. É preciso avançar nas simulações de cenários agrícolas que sejam mais próximos do futuro real e processos fisiológicos.

O desenvolvimento de pragas e doenças com base na alteração climática, as mudanças de métodos nos sistemas produtivos e as projeções de avanços tecnológicos devem ser passíveis de modelagem matemática e incorporáveis aos modelos hoje utilizados para que possamos compreender melhor as mudanças que estão por vir.

O Brasil por possui uma matriz energética relativamente limpa e, resolvida a questão do desmatamento e das queimadas, poderá deixar de ser um dos maiores emissores do mundo para ocupar uma posição de destaque no cenário ambiental global.

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Cana-de-açúcar: uma cultura de fácil condução https://blog.rehagro.com.br/cana-de-acucar-cultura-de-facil-conducao/ https://blog.rehagro.com.br/cana-de-acucar-cultura-de-facil-conducao/#comments Fri, 13 Jul 2018 15:06:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4722 A cana-de-açúcar é uma fonte de alimento fresco para os animais com altas produtividades de matéria seca por área. É uma cultura que, se bem conduzida, exigirá reforma ou replantio após 5 a 6 anos de produção. No entanto, o canavial será produtivo comercialmente durante todo esse tempo com alta produtividade de energia e matéria […]

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A cana-de-açúcar é uma fonte de alimento fresco para os animais com altas produtividades de matéria seca por área. É uma cultura que, se bem conduzida, exigirá reforma ou replantio após 5 a 6 anos de produção.

No entanto, o canavial será produtivo comercialmente durante todo esse tempo com alta produtividade de energia e matéria seca se seguidas as recomendações de correção do solo, adubação, manejo de pragas e plantas daninhas, colheita no período correto.

 

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Condução do canavial

Com canaviais bem conduzidos é possível obter uma produtividade de 120 a 150 t/ha, embora existam variedades com potencial de produção acima de 200 t/ha em um só corte.

Muitas vezes, as piores áreas da propriedade são destinadas ao plantio da cana-de-açúcar e não são seguidas as práticas recomendadas. Com isso, o canavial terá baixa produtividade, com pouca longevidade e a cultura será percebida como fonte de alimento com baixo teor nutritivo.

Canavial

Para a implantação de um canavial com alta produtividade e longevidade é necessário seguir várias práticas que vão desde a correção do solo para o plantio das mudas até a colheita da planta.

Correção do solo para plantio de cana-de-açúcar

O primeiro passo para uma boa correção é ter um profundo conhecimento desse solo.

Para isso é preciso ter em mãos os resultados da análise de solo, colhida e interpretada por um técnico responsável. Essa prática será um fator decisivo no sucesso da lavoura, pois é a partir dela que será feito o planejamento de adubos e fertilizantes.

Quando a amostragem de solo e a interpretação desses dados não são feitas corretamente, corre-se o risco de compra excessiva ou insuficiente de corretivos e fertilizantes, ocasionado assim uma queda de produtividade.

cana de açúcar

A calagem tem como principal objetivo reduzir a acidez do solo, elevando o valor do pH.

O valor de pH em água considerado ideal para um bom crescimento e desenvolvimento da maioria das culturas é de 5,5 a 6,5. Nesta faixa, as plantas terão condições ideais para absorção e aproveitamento dos nutrientes extraídos do solo.

A acidez do solo, quando excessiva, pode causar limitações no desenvolvimento da cultura comprometendo a sua produtividade. Sabe-se que para uma boa correção da acidez do solo é necessário a aplicação no mínimo 90 dias antes do plantio.

Dentre as características já citadas, o calcário tem várias vantagens com fornecimento de Ca e Mg para o solo, aumentar a eficiência de outros fertilizantes, melhora a atividade microbiana.

O uso do gesso agrícola é determinado através da interpretação da análise de solo e tem como principais funções fornecer Ca e redução da toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais (20 a 40 cm). Recomenda-se a aplicação do gesso agrícola quando: Ca: < 0,4 cmolc/dm3 e/ou Al: > 0,5 cmolc/dm3 e/ou saturação por alumínio (m%): > 30%.

Plantio da cana-de-açúcar

As mudas devem ser obtidas da cana-planta com 10-12 meses de idade, devem estar sadias, com colmos eretos e bom desenvolvimento. Para o plantio de 1 hectare serão necessários 10 toneladas de colmo.

Devem ser plantas vigorosas, resistente a pragas e a doenças, com alta produção de colmos e sacarose, ausência de joçal e floração.

É recomendado o espaçamento entre linhas de 1,0-1,5m, dependendo do tipo de solo e da variedade a ser plantada. Profundidade do sulco em torno de 0,40 m cobrindo as mudas com 0,10m de terra. As plantas são dispostas no sulco no sentido pé com ponta de maneira que fique de 15 a 18 gemas por metro e os toletes picados a cada 3 a 4 gemas.

Após a distribuição das mudas no sulco e picagem dos toletes é recomendado o tratamento com inseticida para evitar a o ataque de pragas iniciais que atacam a cultura, principalmente formigas e cupins.

Antes do plantio das mudas, deve-se ter um cuidado no combate das plantas daninhas, para que não tragam problemas na condução da lavoura.

Atualmente, têm sido usadas três épocas distintas para o plantio da cana-de-açúcar:

  • Janeiro a Março (cana de ano e meio);
  • Junho a Agosto (cana de inverno);
  • Setembro a Novembro (cana de ano).

Cana de ano

Neste caso, realiza-se o plantio junto com início da estação chuvosa (setembro a novembro). Mesmo apresentando menor potencial produtivo no primeiro ano é o método mais utilizado pelos pecuaristas, pois a produção de volumoso é rápida.

No entanto, o que se observa nas propriedades é essa regra não está sendo seguida. Isso devido ao atraso nas atividades pré-plantio e também à escassez de chuvas em muitas regiões, reduzindo ainda mais o potencial produtivo da lavoura no primeiro ano após o plantio.

erosão cana de açúcar

Outro cuidado que deve ser tomado é a escolha de áreas que apresentem menor risco de erosão, já que o solo ficará exposto durante grande parte da estação chuvosa.

Uma exigência é procurar solos com grande disponibilidade de água e nutrientes já que a cultura iniciará a formação dos colmos e terá pouco tempo com boa disponibilidade de água para se desenvolver, isso se tratando de áreas não irrigadas.

Esse método é recomendado nas fazendas somente em casos de urgência por alimento.

Cana de ano e meio

É um sistema muito adotado por usinas e destilarias. O canavial tem altas produtividades já no primeiro ano, pois terá de 15 a 18 meses para crescer e desenvolver. Pode ser cultivada em solos de baixa a alta fertilidade e cultivares de ciclo precoce, médio e tardio.

Neste método de cultivo, a cana é plantada nos primeiros meses do ano (janeiro a março). A planta inicia o seu desenvolvimento no fim do período chuvoso. Com a chegada do inverno, o desenvolvimento da planta fica mais lento durante cinco a seis meses (abril a setembro). Nos meses seguintes (outubro a abril), a planta paralisa o seu crescimento e só então amadurece nos meses seguintes até completar 15 a 18 meses.

Uma grande vantagem desse sistema é que a cultura aproveita os meses do ano com condições ideais de umidade e temperatura para o desenvolvimento das plantas, garantindo o pegamento das mudas.

Cana de inverno

Esse método é adotado em propriedades onde há irrigação disponível, obtendo altas produtividades já no primeiro ano. Neste sistema, podem ser plantados cultivares de ciclo precoce, médio ou tardio.

irrigação cana de açúcar

Condução da lavoura de cana

Deve-se tomar um cuidado imenso com o ataque de formigas após o plantio das mudas, pois essas pragas podem reduzir o seu estande necessitando, em alguns casos, de fazer o replantio da área.

Recomenda-se o plantio de variedades de todos os ciclos (precoce, médio e tardio) para se ter disponível plantas com alto teor de energia e matéria seca ao longo do ano.

A escolha da cultivar é um fator de suma importância para o sucesso da sua lavoura. Desejam-se variedades adaptadas à região e compatíveis com o sistema de produção, com boa resistência a pragas e doenças, alta produtividade de matéria seca.

Aconselha-se o combate no pré-plantio das plantas daninhas para que não haja problemas após a implantação da lavoura. Culturas infestadas podem ter a produção comprometida pela infestação por plantas daninhas, diminuindo o estande e reduzindo a vida útil do canavial.

Uma má condução do canavial pode comprometer a sua lavoura e aumentar o custo por hectare, tornando assim a sua produção inviável financeiramente.

É indispensável o acompanhamento do técnico durante a condução da lavoura, pois ele terá ferramentas e dicas práticas para uma boa condução da lavoura, levando-o a altas produtividades e canaviais bem duradouros.

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Como a deficiência de boro no café pode impactar a produção? https://blog.rehagro.com.br/boro-no-cultivo-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/boro-no-cultivo-de-cafe/#comments Mon, 18 Jun 2018 19:12:46 +0000 https://rehagro.xyz/blog/?p=4407 O boro é um micronutriente que apresenta funções indispensáveis na planta, dentre elas podemos citar: Germinação do grão de pólen; Crescimento do tubo polínico; Regulagem da síntese da parede celular; Crescimento de meristemas e atividade enzimática.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Sendo assim ressalta-se a importância de um suprimento […]

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O boro é um micronutriente que apresenta funções indispensáveis na planta, dentre elas podemos citar:

  • Germinação do grão de pólen;
  • Crescimento do tubo polínico;
  • Regulagem da síntese da parede celular;
  • Crescimento de meristemas e atividade enzimática.
 

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Sendo assim ressalta-se a importância de um suprimento adequado desse nutriente, principalmente pela sua influência no pagamento da florada, que interfere diretamente na produção do cafeeiro.

Florada da lavoura de café Florada da Lavoura – Cultivar Topázio. (Foto: Diego Baquião)

Esse nutriente não se movimenta pelo floema, devido a essa imobilidade, sua aplicação via foliar apresenta baixa eficiência, por isso é indispensável a aplicação de boro via solo, quando houver demanda.

Sendo assim, a aplicação de boro via foliar deve funcionar apenas como um complemento da aplicação via solo, pois se utilizada em substituição pode resultar em deficiência desse nutriente.

Os sintomas de deficiência de boro ocorrem primeiramente nos órgãos mais novos e em regiões em crescimento. As folhas mais novas apresentam redução de tamanho e deformação, menor desenvolvimento das raízes, seca e morte das gemas apicais e menor pegamento da florada.

Cafeeiro com deficiência de boroDeficiência de boro (Foto: Luiz Paulo Oliveira)

Na literatura recomenda-se aplicação de boro quando teores abaixo de 0,6 mg/dm³ no solo, entretanto, muitos técnicos têm optado por aplicar boro quando este apresentar teor abaixo de 1,0 mg/dm³ no solo.

Em relação a fonte de aplicação pode-se optar por ácido bórico ou ulexita, considerando que o ácido bórico (H3BO3) é uma fonte solúvel em água e além de resultar em uma alta disponibilidade inicial, são extremamente suscetíveis à lixiviação.

Já no caso da ulexita, que é um borato de sódio e cálcio, sua solubilidade depende diretamente da proporção de entre sódio e cálcio, dessa forma, o boro é liberado mais lentamente, de acordo com a granulometria.

Além disto, deve-se ter atenção com relação ao tipo do solo, uma vez que solos de textura argilosa apresentam maior capacidade de retenção do boro, quando comparado a solos de textura arenosa, em que situações de elevada irrigação ou precipitação, pode acarretar em lixiviação deste nutriente.

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Saiba mais sobre o controle biológico da cana-de-açúcar https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-da-cana-de-acucar/ https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-da-cana-de-acucar/#comments Mon, 18 Jun 2018 13:08:03 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4358 A cana-de-açúcar tem se destacado como uma cultura em expansão, principalmente nos cerrados, tanto para produção de açúcar e álcool, como na utilização para alimentação animal em fazendas de pequeno, médio e grande porte. No momento em que os olhos do mundo estão voltados para o aquecimento global, nossa tecnologia na obtenção de cana-de-açúcar tem […]

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A cana-de-açúcar tem se destacado como uma cultura em expansão, principalmente nos cerrados, tanto para produção de açúcar e álcool, como na utilização para alimentação animal em fazendas de pequeno, médio e grande porte.

No momento em que os olhos do mundo estão voltados para o aquecimento global, nossa tecnologia na obtenção de cana-de-açúcar tem servido de modelo para os demais países.

Dentro desta visão conservacionista devem-se realizar manejos na cultura que otimizem a produção de cana e que sejam coerentes com a produção sustentável.

 

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cana de açúcar com 8 mesesCana implantada com 8 meses de idade

plantação de canaÁrea de implantação da cultura da cana de açúcar

Como toda cultura, a cana é atacada por uma série de insetos-praga desde sua implantação até o corte. Após a instalação deve-se ficar atento ao ataque de pragas, as quais são responsáveis por grandes perdas nas lavouras.

Nesse artigo, será dado mais destaque as duas das mais importantes pragas que atacam a cana-de-açúcar: broca-da-cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) e cigarrinhas-das-raízes (Mahanarva fimbriolata). Para estes dois insetos o controle biológico apresenta-se como estratégia de controle viável, eficiente e a baixo custo.

Conhecendo o controle biológico da cana-de-açúcar

O Controle biológico consiste na utilização de um organismo vivo (animal, inseto, fungo, bactéria, vírus, etc.) para a regulação populacional de outro organismo vivo que esteja causando dano numa cultura de interesse econômico.

A broca-da-cana é uma praga muito importante por causar prejuízos diretos e indiretos à cana.

Como prejuízos diretos têm-se: perda de peso do colmo devido ao mau desenvolvimento das plantas atacadas, secamento dos ponteiros, enraizamento aéreo, brotação lateral, morte de algumas plantas, quebra do colmo na região da galeria e redução da quantidade de caldo.

Já os prejuízos indiretos são provocados pela entrada do fungo Fusarium moniliforme e Colletotrichum falcatum (“complexo broca-podridão”), através do orifício deixado pela broca, ocasionando respectivamente, a podridão-de-fusarium e a podridão-vermelha, responsáveis pela inversão e perda de sacarose no colmo.

broca-da-canaOrifícios de entrada e saída da broca-da-cana na base do colmo.

Para que se compreenda como usar o controle biológico para conter o ataque da broca é importante conhecer seu ciclo biológico.

Os ovos são colocados, geralmente, na face superior das folhas, de forma agrupada, assemelhando-se a escamas de peixe. Os ovos são muito sensíveis ao ressecamento em umidades relativas do ar inferiores a 70%.

As lagartas recém eclodidas (primeiros ínstares) alimentam-se das folhas do cartucho, raspando-as, onde se abrigam, alimentando-se da nervura central e fazendo pequenas galerias nas bainhas das folhas, caminhando em direção ao colmo.

As lagartas mais velhas (segundo ou terceiro ínstares) penetram no colmo pela parte mais mole e abrem galerias ascendentes na região do palmito e durante essa fase abrem galerias verticais e transversais, onde permanecem até o estágio adulto.

Lagarta-da-brocaLagarta-da-broca no interior das galerias abertas no colmo da cana-de-açúcar.

Após cerca de 40 dias, as lagartas abrem um orifício, fechando-o com fios de seda e serragem. Nessa fase, transformam-se em pupa e, posteriormente, em mariposas, as quais saem pelo orifício aberto e vão atingir novas plantas.

O ciclo completo do inseto varia de 53 a 60 dias. As lagartas de último instares podem durar muito tempo no inverno, quando as condições climáticas são desfavoráveis e o número de horas de luz diminui, passando por um período chamado de diapausa (dormência).

 lagartas no colmo da canaGalerias formadas pela alimentação das lagartas no colmo da cana.

Como as lagartas ficam dentro do colmo é muito difícil o controle químico da broca após sua entrada no colmo, pois os produtos químicos (inseticidas) não conseguem atingir o alvo (broca dentro do colmo).

Dessa forma, a única alternativa viável de controle é a liberação de uma vespinha (Cotesia flavipes) que consegue localizar a broca e parasitá-la no interior do colmo.

Antes da liberação da vespinha é importante que seja feito o levantamento da quantidade de lagartas na área quinzenalmente, quando as plantas apresentarem os primeiros internódios visíveis (plantas com três meses) e até quando não for possível entrar no meio do canavial (12 meses).

Para a amostragem são analisados dois pontos por hectare. Em cada ponto são avaliados os colmos de todas as plantas em 5 metros lineares de duas ruas paralelas, num total de 10 metros lineares por ponto. Todas as plantas devem ser avaliadas e os colmos com orifícios de entrada da broca abertos e observados.

Geralmente, a planta atacada apresenta o sintoma típico de “coração-morto” (folha central seca), o que é um indicativo da presença da broca. O amostrador deve anotar o número de lagartas menores e maiores que 1,5 cm, de pupas e de “massas” (grupo de pupas) da vespinha encontradas. Os valores devem ser extrapolados para 1 hectare para tomada de decisão.

A vespinha (Cotesia flavipes) consegue localizar as lagartas por meio do odor liberado pelas fezes no interior do colmo da cana parasitando-as em seguida. A liberação deve ser feita sempre que a população atingir o mínimo de 800 a 1000 lagartas/ha (1 a 1,5 lagartas/10 m amostrados).

As liberações de vespinhas podem ser parceladas ou únicas, com uma média de 6.000 adultos (fêmeas + machos)/ha/ano. As vespinhas devem ser liberadas de forma a cobrir toda a área-problema, posteriormente, transferindo-se o controle para outro local.

broca-da-canaSintoma típico do ataque da broca-da-cana: plantas com as folhas centrais secas (“coração-morto”).

Canaviais em maturação não devem receber liberações, pois nessa fase já não há mais tempo hábil para evitar danos. A maioria das grandes usinas sucroalcooleiras apresenta um laboratório para a criação massal dessas vespas e posterior liberação no campo em função do nível de infestação da broca-da-cana.

Também existem laboratórios particulares que comercializam a vespinha viabilizando a utilização dessa estratégia biológica de controle por todos os produtores.

Geralmente, o produtor adquire o parasitoide na fase pupal (em “massas”) em copos contendo cerca de 1.500 indivíduos. Esses copos devem permanecer com sua tampa, em sala com ar-condicionado (27oC), com umidade ao redor de 80% e iluminada, pois as vespinhas necessitam dessas condições para emergir e copular.

A liberação é realizada somente depois de 12 horas do início do nascimento (emergência) dos adultos, para que a cópula seja realizada. É usual a liberação de 1.500 adultos (um copo) por ponto, em 4 pontos/ha.

Resultados de pesquisa têm indicado que a liberação de 500 adultos/ponto em doze pontos/ha tem garantido uma melhor distribuição do parasitoide no canavial.

Entretanto, a quantidade de vespas a ser liberada é variável de acordo com o nível populacional da praga. Deve-se caminhar de um ponto ao outro com o copo aberto e, ao chegar ao local, pendurá-lo por entre as folhagens.

vespinha Cotesia flavipesLiberação da vespinha Cotesia flavipes  em copos contendo 1.500 adultos.  

Novas alternativas de controle biológico

Uma outra alternativa de controle biológico é o uso da vespinha Trichogramma galloi, que parasita os ovos da broca-da-cana.

A associação das vespinhas C. flavipes e Trichogramma tem garantido excelente controle, visto que estas atuam em diferentes fases de desenvolvimento da praga (ovo e lagarta). Três liberações semanais consecutivas de T. galloi e uma de C. flavipes acarretam uma diminuição de mais de 60% no índice de intensidade de infestação causado pela broca.

Outra praga importante da cana é a cigarrinha-das-raízes, cuja infestação tem aumentado com a expansão da colheita mecanizada em função dos resíduos de palha deixados sobre o solo.

Para combatê-la é importante conhecer seu ciclo de vida. Os ovos são depositados nas bainhas próximas à base das touceiras, nos resíduos vegetais e na superfície do solo. Dessa forma, a palha remanescente da colheita mecanizada serve de proteção aos ovos.

Cada fêmea pode colocar em média 340 ovos, que após 20 dias originarão as ninfas (formas jovens). As ninfas inicialmente são ativas, movimentando-se em busca de alimento. Algumas se fixam, imediatamente, nos coletos e radicelas na base da planta e começam a sugar seiva e fabricar a espuma na qual, em pouco tempo, ficam cobertas e protegidas.

Essa fase dura em média 37 dias, dependendo das condições climáticas. Os adultos durante o dia ficam escondidos dentro dos cartuchos ou na parte inferior das folhas. Geralmente, o ciclo de M. fimbriolata inicia-se com o início do período das chuvas.

A ausência do inseto de maio a setembro/outubro é decorrente da associação de falta de água, queda de temperatura e redução do fotoperíodo. Geralmente, o primeiro pico populacional de adultos da cigarrinha ocorre em novembro/dezembro que encontrando condições favoráveis de temperatura e umidade dá sequência ao seu ciclo, por mais duas gerações, até chegar a março/abril, quando então reencontra a situação desfavorável.

cigarrinhas-das-raízes.  Inoculação de toxinas nas folhas da cana-de-açúcar por adultos das cigarrinhas-das-raízes.  

A alimentação dos adultos da cigarrinha gera a “queima da cana-de-açúcar” devido às toxinas injetadas que causam redução no tamanho e grossura dos entrenós, que ficam curtos e fibrosos.

Os sintomas iniciam-se nas folhas que primeiramente apresentam pequenas manchas amarelas. Com o passar do tempo, tornam-se avermelhadas e, finalmente, opacas, reduzindo sensivelmente a capacidade de fotossíntese da planta e, por consequência, o conteúdo de sacarose do colmo.

As ninfas causam “desordem fisiológica” em decorrência das picadas que atingem os tecidos vasculares da raiz e os deterioram, dificultando ou impedindo o fluxo de água e nutrientes. A morte das raízes ocasiona desequilíbrio na fisiologia da planta, caracterizado pela desidratação do floema e do xilema que podem tornar o colmo oco, afinado, com posterior aparecimento de rugas na superfície externa.

Pode ocasionar também morte dos perfilhos, quebra da dominância apical com o aparecimento de brotações laterais e mudança na arquitetura da planta que fica com as folhas espalmadas, semelhantes a folhas de palmeiras. A segunda geração da cigarrinha-das-raízes, geralmente em janeiro, ocasiona as maiores perdas à produção.

É importante ter em mente que os danos causados pelas cigarrinhas variam com a época de corte da cana, sendo que os danos são maiores na cana de final da safra, podendo haver uma redução de até 50% da produtividade.

Isto ocorre porque a cana se encontra em plena brotação (fase em que é mais sensível ao ataque das cigarrinhas) na época em que a população de cigarrinhas está em alta no campo.

Falhas no canavial devido ao ataque de cigarrinhasFalhas no canavial devido ao ataque das cigarrinhas-das-raízes.

O monitoramento de adultos da cigarrinha pode ser feito com armadilhas de placa amarelas e o de ninfas, através da contagem de insetos por metro linear, 20 dias após as chuvas em dois pontos por hectare (2 metros de linha, afastando a palha e anotando-se o número de adultos e ninfas).

Considera-se como Nível de Controle (NC) de duas a três ninfas por metro linear de sulco e Nível de Dano Econômico (NDE) de cinco a oito ninfas por metro linear. A tomada de decisão quanto ao controle pode sofrer variação de acordo com o começo da safra (10-12 cigarrinhas/metro) e final da safra (3-5 insetos/metro).

O monitoramento é imprescindível para se decidir sobre a estratégia de controle da praga, sendo que quando realizado na primeira geração permite um controle mais eficiente.

Embora o emprego de inseticidas no controle das cigarrinhas seja recomendado, ele só deve ser utilizado em situações que exijam resposta rápida de controle. Isto ocorre geralmente quando a praga está em um ambiente extremamente favorável para sua proliferação (umidade próxima à saturação, variedade suscetível e área com histórico de ocorrência anterior da praga).

Para o controle efetivo das cigarrinhas-das-raízes, principalmente das formas jovens, tem-se utilizado o fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae quando for detectada 0-1 cigarrinha/metro linear. O fungo deve ser aplicado na concentração de 5 x 1012 conídios viáveis/hectare, equivalente a 225 gramas de conídios puros ou 5 kg do fungo + meio de cultura (arroz).

A aplicação deve ser realizada em alto volume, no mínimo 300 L/ha, utilizando bicos apropriados em pingente, com jato dirigido para a base da cana, de ambos os lados da touceira, preferencialmente ao entardecer para evitar a ação dos raios ultravioleta que degradam os conídios. O fungo consegue vencer a barreira fornecida pela espuma atingindo as formas jovens.

Não é recomendada a aplicação conjunta de inseticida químico com o fungo, pois a ação de ambos pode ser prejudicada. Dependendo da formulação e da concentração de conídios de M. anisopliae aplicados em suspensão, há necessidade de bicos especiais e filtros para se evitar os entupimentos. O fungo pode ser também aplicado em formulação granulada ou em óleo, fresco ou seco.

Alguns laboratórios comercializam o fungo e o enviam para diversas regiões do Brasil (Ex: Itaforte, Biocontrol).

Verifica-se então que na cultura da cana existem dois casos de sucesso do uso do controle biológico (vespinha X broca-da-cana; fungo X cigarrinha-das-raízes) para manutenção do nível de equilíbrio de duas pragas bastante expressivas quanto aos danos diretos e indiretos causados a cultura da cana.

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Gesso agrícola: entenda qual o objetivo da sua utilização https://blog.rehagro.com.br/gessagem-agricola/ https://blog.rehagro.com.br/gessagem-agricola/#comments Fri, 15 Jun 2018 20:00:56 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4329 A aplicação de gesso agrícola é uma prática que está sendo cada vez mais adotada entre os produtores, pois além de reduzir a toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais fornece cálcio (Ca) e enxofre (S) para as plantas, proporcionando um maior desenvolvimento do sistema radicular e consequente aumento da produtividade. Obtenção de gesso agrícola As […]

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A aplicação de gesso agrícola é uma prática que está sendo cada vez mais adotada entre os produtores, pois além de reduzir a toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais fornece cálcio (Ca) e enxofre (S) para as plantas, proporcionando um maior desenvolvimento do sistema radicular e consequente aumento da produtividade.

Obtenção de gesso agrícola

As rochas fosfáticas, principalmente a fluoropatita, são matéria prima para obtenção dos diversos fosfatos presentes no mercado, o Superfosfato Simples, Superfosfato Duplo, o MAP (Fosfato Monoamônico) e DAP (Fosfato Diamônico).

A partir dessas reações surgem os subprodutos os Sulfatos de Cálcio, CaSO4.2H2O (gesso agrícola). O gesso agrícola também pode ser obtido através de jazidas de gipsita.   

 

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Recomendação da gessagem

É recomendado o uso do gesso agrícola quando o resultado da análise de solo apresentar as seguintes características nas camadas subsuperficiais:

  • Ca: < 0,4 cmolc/dm3 e/ou Al: > 0,5 cmolc/dm3 e/ou saturação por alumínio (m): > 30%.

Um método muito usado é o proposto pela CFSEMG, onde a recomendação de gesso é baseada na textura do solo, conforme mostrado na tabela a seguir.

Tabela mostrando a necessidade de gesso agrícola

A quantidade de gesso deve ser calculada com base na área coberta (SC) pelo corretivo. No caso de culturas perenes, 75% e se culturas anuais 100%. A profundidade que o gesso deverá atingir (PF) também influi na quantidade de gesso. Com base nesses dados, utiliza-se a fórmula abaixo:

QG (t/ha) = NG x (SC/100) x (PF/20), onde,

  • QG = quantidade recomendada de gesso em t/ha;
  • SC = superfície coberta pelo gesso;
  • PF = espessura que o gesso deverá atingir.

Existem vários métodos de recomendação de gesso, porém o mais utilizado é o proposto por Souza et al (1997):

  • Para culturas anuais a NG (kg/ha) = 50 x % argila;
  • Para culturas perenes a NG (kg/ha) = 75 x % argila.

Área onde foi aplicado gesso no solo Área após aplicação de gesso

Após ser incorporado no solo, o gesso sofre uma dissolução e disponibiliza os íons de Ca e S formando pares iônicos com os íons já presentes na solução do solo e devido a sua alta mobilidade no perfil do solo, carrega os cátions para as camadas mais profundas. Abaixo, segue a reação de dissolução do gesso no solo:

2 CaSO4.2H2O + 2 H2O = Ca+2 + SO4-2 + CaSO40 + 3 H2O

A aplicação pode ser feita junto com o calcário em área total, mas nunca substituí-lo. Caso não seja recomendado a aplicação do calcário, não é necessário incorporar o gesso uma vez que ele é muito móvel no solo.

Webinar Calagem e gessagem na produção de grãos

Benefícios da gessagem

A aplicação do gesso agrícola fornece uma série de vantagens como:

  • Fornecer Cálcio e Enxofre;
  • Maior desenvolvimento do sistema radicular;
  • Melhora a absorção de água e nutrientes pelas raízes mais profundas;
  • Aumenta da resistência das plantas à veranicos;
  • Melhora a absorção de outros nutrientes pela planta.

Desenvolvimento do sistema radicular Desenvolvimento do Sistema Radicular

Comparação do sistema radicular sem gesso e com gessoComparação do sistema radicular

Na imagem acima, Djalma Martinhão (Pesquisador da Embrapa-CPAC) demonstra a melhoria no sistema radicular na camada subsuperficial após a adição do gesso, quando se compara as imagens A (sem adição de gesso) e a B (com adição de gesso).

Conforme demonstrado na figura, percebe-se claramente que a toxidez por alumínio e a deficiência do Ca não ocorrem somente na camada superficial

A recomendação do gesso é obtida através da análise das camadas subsuperficiais do solo. Essa prática proporciona um aumento do sistema radicular e fornecimento de Ca e S para as camadas mais profundas. O gesso não precisa ser incorporado, pois é bastante móvel no solo.

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Como é feito o manejo de secadores de café? https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-secadores/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-secadores/#respond Thu, 14 Jun 2018 17:13:54 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4264 A secagem do café é tradicionalmente realizada em terreiros, usando a energia solar e o movimento natural do ar para a remoção da água ou em secadores mecânicos que usam ar forçado aquecido a diferentes temperaturas. No entanto, frequentemente aplica-se a combinação destes dois tipos de secagem, utilizando-se um período de pré-secagem em terreiros, quando […]

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A secagem do café é tradicionalmente realizada em terreiros, usando a energia solar e o movimento natural do ar para a remoção da água ou em secadores mecânicos que usam ar forçado aquecido a diferentes temperaturas.

No entanto, frequentemente aplica-se a combinação destes dois tipos de secagem, utilizando-se um período de pré-secagem em terreiros, quando o café ainda possui elevado teor de água, e a complementação da secagem em secadores mecânicos.

secar café

Como é feito

  • O café colhido é lavado e levado para o terreiro.
  • Após atingir a meia seca, esse café será levado ao secador, salientando nesse caso a importância do lote ser homogêneo quanto ao teor de água e estado de maturação, uma vez que cada tipo de café possui um teor de umidade diferente, como mostra a tabela abaixo. Por isso deve-se evitar sempre de misturar lotes diferentes, que possam ter diferentes teores de água.

Teores de umidade nos diversos tipos de cafés colhidos

  • A carga de café não deve preencher totalmente o secador, deixando uma folga de 15 cm, na parte superior após o carregamento, para permitir a movimentação do café dentro do secador.
  • Inicialmente, recomenda-se que o secador opere com ar natural por cerca de 1 a 2 horas, visando homogeneizar o café e retirar parte da água.
  • Após isso, o ar poderá ser aquecido.
  • Recomenda-se que a temperatura da massa de café não ultrapasse:
    40°C para cafés cereja, 35°C para cafés em pergaminho e 30°C para frutos verdes (Ribeiro). Temperaturas mais altas que as indicadas para cada tipo de cafés podem acarretar em manchas nos grãos ou em alguns casos fermentações indesejadas.
  • Durante a noite, é recomendado interromper o fornecimento de energia para promover uniformização da água no café, além de menor consumo de energia elétrica e combustível.
  • No dia seguinte, deve-se reiniciar o processo, o secador nas primeiras horas operando com ar natural e posteriormente aquecer o ar.
  • Esse manejo deverá ser conduzido até atingir 12% de teor de água.
  • Após isso, recomenda-se deixar o café na moega de descanso cobertos por pano e lona ou palha de café, para que o teor de umidade chegue em 11%, isso porque descarregar o café quente na tulha pode umedecer o local, e resultar em possíveis problemas, o que não é desejado.

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