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A água é o nutriente mais importante para os bovinos e participa de todos os processos fisiológicos do animal. Ela pode ser responsável pelo ganho de peso nas condições que ela traz.
Para exemplificar: Um animal na terminação durante 120 dias, com o correto consumo de água, pode ganhar 220g por dia, somando 26,4kg a mais em seu peso final.
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]]>Além dessa utilização direta pelos animais, a água também é utilizada de forma indireta nos sistemas de produção, seja através da limpeza das instalações, resfriamento, higienização de equipamentos, dentre outros.
Independente se o uso pelos animais é direto ou indireto, o monitoramento hídrico é extremamente importante para evitar surpresas desagradáveis como a ocorrência de doenças, queda na produção de leite, redução de índices zootécnicos, contaminação de instalações e equipamentos etc.
Neste texto vamos discutir alguns aspectos importantes relacionados a questão hídrica na pecuária leiteira, bem como o monitoramento da qualidade da água.
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O conhecimento da origem da água utilizada é primordial para a manutenção do status sanitário da propriedade.
Fontes de captação hídrica como açudes e cacimbas não são indicadas para o uso direto pelos animais como água de consumo. Tais fontes de captação, em grande parte das vezes, estão expostas ao tempo e ficam com a água estagnada, aumentando assim as chances de contaminação e disseminação de patógenos.
O interessante é que a água captada seja de um local onde o volume hídrico não seja estacionário, ou seja, sempre esteja em movimento, mesmo que mínimo.
Outro ponto importante a ser analisado se refere ao ambiente entorno da fonte de captação hídrica. Sempre devemos analisar se há presença de algum ponto ou foco de contaminação nas imediações, como escoamento de resíduos (esgoto, por exemplo), despejo de animais mortos, mineradoras etc. Todos esses aspectos fazem a diferença na qualidade da água ofertada.
A captação de águas pluviais representa uma boa alternativa em propriedades que realizam esta ação. O recurso hídrico proveniente desta prática pode ser utilizado principalmente, desde que em boas condições, na limpeza das instalações e no resfriamento dos animais.
Hoje em dia várias propriedades têm armazenado as águas provenientes de chuvas em represas construídas especificamente para este objetivo. No entanto, vale ressaltar o cuidado que se deve ter para que não haja proliferação de algas no volume hídrico armazenado.
Caso isto aconteça os bicos de pulverização do sistema de resfriamento poderão entupir, além de que classes específicas de algas representam agentes com capacidade de ocasionar doenças como a mastite.

Atentar para intensa proliferação de algas. (Fonte: Bruno Guimarães, Equipe Rehagro).

Sistema de reaproveitamento de águas pluviais em instalação de Compost Barn. (Fonte: Rafael Ferraz, Equipe Rehagro).
A supervisão de toda a água utilizada na propriedade deve ser feita em uma frequência mínima semestral.
O recomendado é que amostras sejam coletadas em pontos diversos da rede de distribuição. Por exemplo, coletar amostras da fonte de captação, dos encanamentos, da caixa d’água, dos bebedouros etc. Este procedimento torna-se necessário para que o monitoramento da qualidade da água seja bem estratificado, abordando todos os possíveis pontos de contaminação da propriedade.
Antes de coletar as amostras deve-se entrar em contato com um laboratório especializado em análises hídricas para que todo o processo de coleta e envio seja repassado e realizado adequadamente. O ideal é que seja solicitado a realização de análises dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.

(Fonte: Adaptado de Beede, 2006.)
Além do monitoramento em frequência mínima semestral, o tratamento da água na propriedade com produtos específicos torna-se interessante.
Vários técnicos e produtores, por exemplo, têm adotado a ação de utilizar pedras de cloro nas caixas d’água visando o controle microbiológico. A quantidade de cloro a ser adicionada na água é variável, devendo ser feita uma análise química previamente.
Associado à adição do cloro a água, se deve realizar a limpeza dos bebedouros com o objetivo de evitar a propagação de lodo, visto que uma quantidade excessiva de matéria orgânica pode inativar o produto químico.
Dentre os vários impactos ocasionados na bovinocultura de leite pela qualidade da água, neste texto vamos abordar dois exemplos especificamente, sendo um em gado jovem e o outro em gado adulto.
Muito se fala sobre a real importância da oferta de água para bezerros na fase de aleitamento. Alguns produtores defendem a corrente de que devido ao fato do colostro e do leite possuírem uma elevada proporção de água em sua composição, não há a necessidade de oferta dessa substância durante o aleitamento, somente após o desmame.
Entretanto, diversos estudos científicos comprovaram a importância do consumo da água de qualidade desde os primeiros dias de vida do bezerro.
Além de ser um componente essencial na dieta dos bezerros, a água também desempenha um importante papel na termorregulação corporal, na colonização do rúmen e no estímulo para o consumo de alimentos sólidos.
Portanto, caso o produtor queira obter bezerros com saúde e bons índices de crescimento e desenvolvimento, ele deve se preocupar em ofertar água de qualidade para os bezerros desde os primeiros dias de vida.
Já no gado adulto, em várias propriedades podemos observar uma preocupação muito grande na oferta de volumoso e concentrado (e não é para menos) que não é acompanhada na oferta hídrica.
Atualmente é mais que sabido que a oferta de uma água de qualidade consiste em um dos fatores limitantes para o consumo da dieta. Logo, caso a água ofertada para o rebanho em lactação, por exemplo, não seja de qualidade ou esteja armazenada em bebedouros de higiene precária, os animais não terão um consumo suficiente de alimento, não atenderão as suas exigências nutricionais e consequentemente terão as suas produções de leite reduzidas.
Como já dito no início do texto, além do impacto na produção de leite, a oferta hídrica de baixa qualidade também afetará a saúde, a reprodução e o desempenho do animal como um todo.

A presença elevada de moscas e matéria orgânica na água reduz o consumo hídrico, alimentar e o desempenho das bezerras. (Fonte: João Lúcio Diniz, Equipe Rehagro).

A presença elevada de matéria orgânica na água reduz o consumo e o desempenho também do gado adulto. (Fonte: Bruno Guimarães, Equipe Rehagro).
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]]>Todavia, as ações e melhorias buscadas nas dietas são quase sempre voltadas a fontes de volumosos e concentrados, porém, um fator determinante para o bom desempenho dos animais é a água. Entender o efeito e a importância de oferecer água em abundância e qualidade aos animais é fundamental.
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Apesar de parecer simples e básico, cenas como a mostrada na Figura 1, são ainda muito comuns e corriqueiras no Brasil. Não apenas em criações extensivas de gado a pasto, mas também em confinamentos. Encontramos com frequência fontes de água totalmente inadequadas ao consumo.
Foto ilustrando as más condições de água em propriedade de bovinos de corte a pasto. (Fonte: Vinicius Costa, trainee da Equipe Corte do Rehagro).
Foto de bebedouro em confinamento com má qualidade de água devido a falta de limpeza. (Fonte: Dra. Andrea Mobiglia, coordenadora de ensino da pecuária de corte e consultora do Rehagro).
A variedade das fontes de água encontradas nas fazendas de gado de corte é muito alta, desde açudes e cacimbas, rios e lagoas naturais a estruturas de bebedouro bem dimensionadas com a manutenção em dia. Podendo ainda ser observadas em diversas fontes dentro da mesma propriedade.
O primeiro ponto que devemos chamar a atenção, está relacionado aos impactos diretos da qualidade da água na saúde dos animais.
Fontes de água contaminadas, principalmente em açudes, cacimbas ou mesmo em bebedores sem manutenção e que contém água provinda de fontes não adequadas, representam sérios riscos à saúde dos animais, e consequentemente impacto negativo na produção.
Diarreia, eimeriose, leptospirose, botulismo, verminoses são algumas das doenças que podem afetar diretamente a saúde do animal.
Doenças como o botulismo podem causar grandes prejuízos, levando ao um surto e morte de muitos animais de maneira instantânea em uma propriedade. Já a leptospirose pode causar prejuízos incalculáveis durante uma estação de monta, aumentando abortos e reduzindo a taxa de prenhez.
Pensando ainda em prejuízos diretos à saúde dos animais, os bezerros também são diretamente impactados. No início de suas vidas, ao contrário do que muitos pensam, a disponibilidade de uma fonte de água de qualidade é fundamental para o desenvolvimento dos bezerros.
Casos de diarreia não são incomuns em fazendas em que o acesso dos bezerros à água está muito aquém do desejável, aumentando a mortalidade dessa categoria.
Dependendo da temperatura e da dieta utilizada, um bovino consome em média 5 litros de água, por quilo de matéria seca (MS) ingerida, frequentando em média a fonte de água quatro vezes ao dia em sistema de pastejo.
Além dos impactos já supracitados, que influenciam direta e imediatamente a saúde dos animais, um ponto se destaca e requer bastante atenção é o desempenho dos animais.
Citamos que o consumo de matéria seca é diretamente proporcional ao consumo de água pelos animais.
Limitações ao acesso da água, como barreiras físicas, estreitamento dos trilheiros na chegada às fontes de água, baixa disponibilidade de água e principalmente, água de má qualidade, irão impactar diretamente no consumo de MS pelos animais.
Foto de confinamento ilustrando a dificuldade de acesso dos animais no bebedouro devido abertura de buracos no solo ocasionados pela falta de planejamento para a limpeza de bebedouro, onde a água escorria dentro da baia. (Fonte: Dra. Andrea Mobiglia, coordenadora de ensino da pecuária de corte e consultora do Rehagro).
Um estudo realizado por Willms et al. (2002) mostrou que houve redução do consumo de MS e ingestão de água à medida que a água era “propositadamente” contaminada com fezes. Um cenário não incomum em fazenda, o que neste estudo resultou em resolução de aproximadamente 12,5% no consumo MS, como ilustrado no Gráfico 1.
Ingestão de água e matéria seca de bovinos a medida que a fonte de água era contaminada com fezes. (Fonte: Adaptado de Willms et al., 2002).
Diminuir consumo de matéria seca, por esse motivo, é sinônimo de menores desempenhos, BICA et al., 2006, mostraram em seus estudos que bovinos de corte com acesso a água de fonte artificial, bebedouro, apresentaram desempenhos de 0,105Kg ou 29% superiores aos animais que consumiam água de açudes.
Portanto, a água é o primeiro e o mais barato ingrediente da dieta de um ruminante, o cuidado e a preservação desse recurso, a disponibilidade de águas de boa qualidade podem determinar o sucesso da atividade.
Em confinamento, a métrica se mantém, ou até mesmo se acentua. Confinamentos, são na prática locais com maiores densidades de animais por m², o consumo de água é maior devido às características das dietas e o acesso ao bebedouro é observado constantemente por vários animais ao mesmo tempo, implicando em uma característica muito importante das recomendações do bebedouro.
É importante que esses sejam de alta vazão, ou seja, que tenham grande capacidade e velocidade de enchimento.
Projeto de bebedouro pequeno mas de alta vazão. (Fonte: Cristiano Rossoni, consultor do Rehagro).
A utilização de bebedouros artificiais, foi um grande avanço e é uma grande necessidade ainda em muitas propriedades, em grandes piquetes, ou mesmo em confinamentos.
Grandes estruturas de bebedouros foram instalados com intuito de armazenar muita água, que fosse capaz de suprir as necessidades de todos os animais de um lote, porém essas estruturas com grandes capacidades de armazenamento, apresentam uma maior dificuldade de manutenção, é em tese mais difícil se limpar um bebedouro ou uma caixa d’água com grandes volumes do que um bebedouro pequeno.
Bebedouro com vazão insuficiente, enchimento lento. (Fonte: Cristiano Rossoni, consultor do Rehagro).
Se podemos observar vantagens em grandes estruturas para armazenar água para os bovinos, está justamente relacionado à diminuição de riscos de falta desse insumo tão importante.
Uma grande estrutura tem capacidade para garantir água aos animais por 2, 3 ou mais dias, mesmo se algum problema ocorrer com a distribuição da água.
Um ponto de atenção importante, quando pensamos em bebedouros menores, é a capacidade dessa estrutura em atender uma grande demanda por parte dos animais em um curto espaço de tempo.
A partir de então, passou-se a dar mais atenção à vazão dos bebedouros, estrutura menores, com grande capacidade de enchimento. São mais práticos, fáceis de limpar e podem atender, perfeitamente, a todos os animais.
Ainda em relação ao dimensionamento, quando falamos em tamanho de bebedouro, uma métrica utilizada são 2 cm lineares por cabeça, mas insistimos que mais importante do que o tamanho do bebedouro, e sempre relacionado ao sistema de produção, é importante avaliar a vazão do mesmo.
Independente da capacidade e da vazão do bebedouro, um ponto é indispensável em qualquer sistema de produção, a manutenção e limpeza dos bebedouros.
Principalmente quando pensamos em sistemas mais intensivos, como confinamentos, a frequência de manutenção e limpeza dos bebedouros requer atenção, e deve ser realizada no mínimo duas vezes por semana.
Dicas para limpeza:
Algumas plantas e estruturas de confinamento fazem avaliação e limpeza das fontes de água diariamente.
Alternativas podem ser utilizadas como auxílio à limpeza, no intuito de manter a água sempre em bom estado. A utilização de cloro e plantas aquáticas, por exemplo, também podem ser utilizadas e irão retardar o processo de sujeira da água, entretanto a limpeza, a lavagem do bebedouro é indispensável.
Cuidado com fontes alternativas, como criar peixes, essas culturas eliminam resíduos na água que afetam o desempenho de bovinos. Portanto, a maneira mais adequada e barata é manter uma rotina de limpeza na fazenda.
Um ponto de bastante indagação, principalmente por parte dos produtores, está relacionado ao custo de instalação dos bebedouros. Esse custo está associado a algumas particularidades, como distância do bebedouro à fonte de água e da quantidade de piquetes na fazenda, por exemplo. A quantidade de tubulação e mão de obra impactam nesse custo, além da própria estrutura.
Independente de maiores ou menores custos, a qualidade da água obtida em bebedouros artificiais, representa benefícios suficientes que justificam o investimento na infraestrutura.
A instalação de bebedouros para gado, representa um benefício pouco comentado. Bovinos em pastejo preferem andar não mais de 200 metros de distância da água para pastejarem. Só o fazem quando consomem 50% da forragem disponível naquele raio e relutam a andar mais do que 600m de distância da água. Apenas andarão distâncias superiores a essa, quando consumirem mais do que 40 a 50% da forragem disponível.
Esse comportamento dos animais, quando a distância não está adequada, resulta em superpastejo em algumas áreas do piquete e subpastejo em outras, o que impacta diretamente no desempenho do animal. Além disso, ainda abre oportunidade de plantas invasoras em áreas mais prejudicadas pelo mau manejo do pastejo.
A localização adequada do bebedouro, tem potencial para maximizar a utilização dos piquetes, ressalvadas devidas proporções de possibilidades, pode ser uma grande opção.
Tomadas todas as providências de limpeza, manutenção e avaliação da capacidade de fornecimento, um passo importante é a realização periódica de análises da água fornecida aos animais.
Avaliação de fatores como acidez, alcalinidade, presença de sulfetos de hidrogênio, sulfatos de ferro e manganês, conteúdos sólidos totais dissolvidos, bactérias (coliformes fecais por exemplo) e população de algas devem ser realizadas, permitindo assim, controle e ações de melhoria na qualidade da água ofertada, respeitando as normativas e portarias do RIISPOA.

Relatório de análise da água.
A qualidade da água na produção de bovinos é um ponto que merece grande atenção. Bovinos de corte podem beber mais de 50 litros de água por dia!
Fornecer água de qualidade e em abundância, não somente mitiga problemas sanitários dentro da propriedade, mas principalmente potencializa desempenho e maximiza resultados.
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]]>O post Soro para bezerros: como auxiliar no tratamento da desidratação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A principal alteração é a perda do apetite, com redução na ingestão tanto de água, quanto de alimentos. Com isso, ficam menos resistentes aos desafios.
No caso da diarreia, a desidratação é ainda mais grave, pois à redução de consumo, soma-se grande perda de líquido nas fezes. A tabela a seguir mostra a perda de água e nutrientes nas fezes de bezerros com diarreia.
Excreção diária de constituintes fecais de bezerros sadios ou com diarreia (Adaptado de Wattiaux, 2000; Criação de novilhas)
Na maioria das vezes, a morte de bezerros com diarreia não é devido à infecção, mas à desidratação. A partir desta observação, o soro oral torna-se fundamental. Ele irá fornecer não apenas o líquido, mas também diversos minerais e energia para que o animal possa se recuperar.
Podem ser utilizadas formulações feitas na fazenda, como mostra o quadro abaixo, ou formulações comerciais.
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Fórmula para preparação de 4 litros de soro para bezerros. Fonte: Antônio Ultimo de Carvalho e Elias Jorge Facury Filho – EV/UFMG
Bezerros desidratados apresentam diversas alterações metabólicas que precisam ser corrigidas para uma melhor recuperação. Assim, cada um dos ingredientes da formulação tem sua importância e todos devem ser fornecidos na quantidade indicada.
A formulação apresentada deve ser misturada à água somente no momento do fornecimento.
Para facilitar o manejo, principalmente em rebanhos menores, uma dica é colocar em saquinhos plásticos a quantidade de cada ingrediente a ser utilizado por bezerro. Em um pacotinho coloca-se o bicarbonato de sódio, o cloreto de potássio e o sal comum. Em outro, a glicose de milho. Assim, no momento de fornecer o soro aos bezerros, é só misturar o conteúdo dos dois saquinhos plásticos a 4 litros de água.
É importante separar a glicose de milho, pois quando misturada ao outros ingredientes antes de ser colocada na água, a glicose “empedra” e fica difícil dissolvê-la na água.
O soro oral deve ser fornecido em um volume mínimo de 4 litros por bezerro por dia, desde o primeiro dia em que a doença for observada até que o animal esteja curado. Essa quantidade é a mínima necessária para uma bezerra de 50 kg com 8% de desidratação. O volume de soro a ser fornecido deve levar em conta a soma entre:
Sinais clínicos em função do grau de desidratação
A avaliação da hidratação é muito simples e pode ser feita analisando, entre outras coisas, as alterações:

Além de o soro oral ser fundamental no tratamento de bezerros com diarreia, é também uma ferramenta muito importante no tratamento de doenças como pneumonia e tristeza parasitária, ou em qualquer caso de desidratação.
Outro ponto importante é que o soro oral deve ser fornecido no mínimo 30 minutos após o fornecimento de leite. O bicarbonato de sódio, presente na formulação, pode interferir na digestão do leite se o fornecimento de leite e soro for feito em curto intervalo de tempo. Por isso, é muito importante que este intervalo entre o fornecimento de leite e soro seja respeitado.
No caso da pneumonia, o soro ajuda muito na recuperação do bezerro por fluidificar secreções e assim melhorar sua excreção e limpar as vias aéreas. Além disso, fornece alguns nutrientes, o que é importante visto que normalmente estes animais têm consumo reduzido de leite e ração.
Na tristeza parasitária, a ingestão de soro, combatendo a desidratação, ajuda a evitar uma redução muito grande do volume de sangue da bezerra, reduzindo as conseqüências da anemia. Essas bezerras ficam ofegantes para compensar a anemia, o que gera acidose, que pode ser corrigida com o uso do soro.
Os bezerros normalmente aceitam muito bem o soro oral. O soro pode ser colocado na vasilha de água para que a bezerra beba ou pode ser fornecido com mamadeira. Pode ser utilizada também sonda esofágica ou, nos casos graves de desidratação (acima de 8%), a terapia endovenosa. Essas últimas devem ser realizadas por pessoas treinadas.

O fornecimento de soro oral como terapia auxiliar no tratamento de bezerras é uma alternativa barata e que apresenta ótimos resultados. Manter os animais bem hidratados é fundamental para que haja uma boa recuperação, independente da doença.
O soro para bezerros, além de hidratar, estimula o apetite, ajudando ainda mais na recuperação. O uso do soro oral é prático e fácil, e por isso deve ser uma ferramenta sempre disponível nas fazendas como auxiliar ao tratamento de todas as doenças.
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]]>O post Aplicação de produtos fitossanitários: como reduzir seus efeitos e aumentar a eficiência? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Qual o melhor bico? Qual a melhor vazão? Qual a melhor velocidade de aplicação? Entre várias outras, tudo isso, objetivando a melhor aplicação possível, reduzindo os fatores causadores da deriva, que são responsáveis por desviar os produtos do seu o alvo biológico (inseto, ácaro, planta daninha, fungos ou bactérias, dentre outras).
Destacamos abaixo, algumas maneiras de reduzir seus efeitos e aumentar a eficiência da aplicação dos fitossanitários para algumas situações.

Máquina aplicando produtos fitossanitários. (Foto: Alessandro Alvarenga)
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Quanto maior for a altura da barra em relação ao alvo mais a aplicação será afetada pela velocidade do vento. Sendo assim a deriva pode ser menor quando a gota percorre uma distância menor até chegar no alvo, entretanto quando reduzimos a altura da barra sem realizar a mudança nos espaçamentos dos bicos, pode-se produzir uma faixa sem o tratamento, principalmente se forem utilizadas pontas de jato leque. Este problema pode ser reduzido usando-se uma ponta de maior ângulo.
Dessa forma, abaixando-se a barra deve-se observar se o leque está sendo formado. Para bicos comuns recomenda-se que a altura da barra deve ser igual ao espaçamento entre bicos. Assim, se os bicos estiverem espaçados a 50 cm, essa deve ser a altura da barra em relação ao alvo.
Há uma fórmula básica para cálculo da altura mínima de barra para que a sobreposição seja adequada: Por exemplo, temos um bico com ângulo de 110 graus e espaçado a 50 cm, e considerando uma sobreposição de 40%, sendo assim:

Temos que a altura mínima da barra para essa situação é de 52 cm e essa fórmula pode ser facilmente calculada com o uso de uma calculadora científica, e lembrando que a altura de barra é medida da barra até o alvo e não até o solo.
A pressão de pulverização exercida sobre o bico hidráulico fornece energia para quebrar a calda em gotas, e dessa forma podemos utilizar esse fator para regular o tamanho da gota pulverizada. Quanto maior a pressão exercida sobre a saída do bico, menores serão as gotas formadas e o contrário ocorre com a redução de pressão.
Então podemos dizer que reduzindo a pressão, a deriva é reduzida, uma vez que gotas maiores serão formadas. No entanto, se um bico é operado abaixo da pressão recomendada, a pulverização da calda será reduzida, fazendo com que haja uma baixa sobreposição e uma má distribuição ao longo da barra, formando algumas faixas que são visíveis no resultado quando se realiza a aplicação de herbicida.
A maioria dos bicos opera adequadamente numa pressão de trabalho na faixa de 3 a 4 bar (45 a 60 psi). Deve-se trabalhar com a pressão indicada pelas empresas para evitar o desgaste acelerado dos componentes.
Não existe um tamanho de gota que seja o melhor em todas as situações, para escolhermos o tamanho de gota, temos que nos atentar a qual a finalidade da aplicação, qual o alvo a ser acertado, onde esse alvo se localiza, como exemplo, as diferentes lagartas na cultura da soja que tem hábitos distintos, as características do produto e quais as condições ambientais no momento da aplicação.
No entanto podemos estabelecer uma faixa ótima do tamanho de gota, que está entre 50 e 200 micras, sendo que, gotas menores que 50 micras facilmente são evaporadas e levadas pelo vento e maiores que 200 micras não fornecem uma boa cobertura do alvo.

Aplicação com bico com indução de ar. Observa-se a menor deriva pelo aumento do tamanho das gotas formadas. (Foto: Alessandro Alvarenga)
Entre os fatores que afetam a qualidade de aplicação a velocidade do vento normalmente é a mais crítica de todas a condições meteorológicas, e deve ser sempre monitorada durante a aplicação. Quando há a formação de uma névoa que não atinge o alvo, e ela está sendo carreada com o vento, devemos nos atentar e realizar a mudança de bico para trabalhar com uma menor pressão e consequentemente produzir gotas maiores.

Deriva observada por conta do uso de gotas finas em condições de vento, retirando o produto do alvo. (Foto: Alessandro Alvarenga)
Quanto maior a gota, menos afetada pelo vento será e mais rápido cairá, sendo assim a velocidade do vento ótima para aplicação varia entre 2 e 10 km/h, sendo que abaixo de 2 pode ocorrer a inversão térmica e acima de 10 o risco de deriva já aumenta muito, mesmo utilizando bicos que formam gotas maiores.
A direção do vento é tão importante quanto à velocidade na redução do dano causado pela deriva. A presença de culturas sensíveis próximas ao local de pulverização deve ser levada em conta, e a característica do produto aplicado também, pois existem produtos muito voláteis, e estes podem causar prejuízos em culturas próximas, além de reduzir a quantidade de produto aplicado em sua área.
Umidade relativa e temperatura atuam juntas afetando a deriva, provocando a evaporação da água e diminuindo o tamanho das gotas, quando a umidade é baixa e a temperatura é elevada.
A temperatura influencia a deriva de outras maneiras, além de seu efeito na perda por evaporação das gotas. A volatilidade do produto aumenta com o acréscimo da temperatura.
Com a diminuição do tamanho de gota pela alta temperatura e baixa umidade temos redução do efeito da aplicação, já que o produto aplicado estará mais concentrado, em caso de produtos com baixa solubilidade, ou em caso de produtos mais voláteis, estes podem ser levados com a evaporação e assim dificilmente serão absorvidos com eficiência pela planta.
Recomenda-se realizar as aplicações com uma temperatura menor que 30°C e com uma umidade relativa maior que 50%, e essas condições são encontradas pela manhã e à noite.
Os principais fabricantes de bicos de pulverização possuem em seu portfólio algumas pontas de pulverização de baixa deriva. Estas pontas são projetadas para criar gotas médias a grossas com a mesma taxa de fluxo e pressão operacional que as de jato plano padrão. Um exemplo dessas pontas são as com indução de ar, que proporcionam a formação de gotas mais grossas, além do eletrovortex que é um conjunto eletrostático que carrega as gotículas com carga e tem uma assistência de ar para que estas atinjam as folhas das plantas com eficiência.

Bicos com indução de ar (amarelo), 3D (azul) e 035 (vermelho). (Foto: Alessandro Alvarenga)
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