O post Dessecação da soja: como fazer e quando realizar essa estratégia? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três benefícios fundamentais para os produtores:
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A uniformidade da maturação dos grãos é um fator muito importante, pois permite maior rendimento operacional da colhedora, reduzindo os problemas de plantas com haste verde e retenção foliar, o que faz com que a máquina embuche menos, diminuindo de forma expressiva a perda de grãos.
Além disso, a dessecação permite antecipar a colheita da soja, o que é fundamental para regiões que tem possibilidade de realizar a segunda safra, principalmente com a cultura do milho. Realizar a semeadura nos primeiros dias da janela de plantio é uma das formas de reduzir os riscos climáticos que são inerentes de cada região, sejam eles geadas ou veranicos.
Aprenda pontos importantes sobre a safra com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.
Outro fator que merece destaque na atividade da dessecação da soja é o controle de plantas daninhas que não foram manejadas de forma eficiente no início de desenvolvimento da lavoura.
Essas plantas invasoras, além de reduzir o rendimento operacional, aumentam a porcentagem de impurezas nos grãos e também o teor de umidade, o que gera prejuízos ao produtor no momento do beneficiamento, sendo assim, a dessecação reduz este problema.
Pode-se perceber as diversas vantagens de utilizar a dessecação na cultura da soja, no entanto, o produtor precisa ficar atento ao momento correto de se realizar a aplicação do herbicida, pois se aplicado no estádio fenológico incorreto, pode reduzir de maneira expressiva a produtividade da lavoura.
Foi pensando nisso, que o Rehagro Pesquisa conduziu um experimento com o objetivo determinar o estádio fenológico adequado para se realizar a dessecação de forma que não afete o potencial produtivo soja.
Para isso foi utilizado o herbicida Paraquat, que atua inibindo o fotossistema I. É um herbicida que possui efeito apenas no local de contato com o material vegetal, ou seja, ele não será absorvido e transcolado pela planta, como ocorre no caso de produtos sistêmicos.
A escolha do produto é muito importante, pois caso seja selecionado um herbicida incorreto para está prática, há a possibilidade de deixar resíduos nos grãos que serão colhidos, desta forma, deve verificar quais os produtos são permitidos e respeitar o período de carência.
A dessecação foi realizada em três estádios fenológicos, R5.5 que representa uma granação de 76 a 100%, R6 que é 100% da granação com sementes verdes preenchendo toda a cavidade da vagem e no estádio R7.2 que representa a maturidade fisiológica, onde há de 50 a 70% de folhas e vagens amarelas. Foi conduzido também um tratamento sem dessecação.
Na figura abaixo é possível verificar a situação dos grãos 10 dias após a dessecação.

Na figura abaixo é possível observar efeito significativo referente ao peso de mil grãos. A dessecação em R7.2 apresentou maior peso em gramas do que as dessecações realizadas em R5.5 e R6, no entanto, não houve diferença com o tratamento controle sem dessecação.

Como visualizado no peso de mil grãos, houve diferença significativa também em produtividade. Na figura abaixo é possível observar a importância de se realizar a dessecação no estágio fenológico correto.
As aplicações realizadas em R5.5 e R6 tiveram perda de produtividade de 59,9 e 24,9%, respectivamente, quando comparados com a testemunha sem dessecação. Não houve diferença estatística entre a aplicação realizada no estádio R7.2 e o tratamento sem dessecação.

Desta forma, é possível notar a importância de realizar um manejo correto, realizando as atividades no momento ideal. Com esses resultados é possível pensar nas estratégias de manejo mais adequada para cada região, sendo mais uma ferramenta para a tomada de decisão.
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]]>O post Amostragem de solo: veja dicas para uma a realização adequada em lavoura de café apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para que os resultados da análise de solo sejam fidedignos e proporcionem o resultado esperado, o primeiro passo deve ser a realização de uma amostragem adequada, que deve representar bem a área a ser investigada.
Veja algumas dicas para executar essa etapa de forma correta!
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Amostragem de solo com trado Holandês
Inicialmente, deve-se dividir a área em talhões homogêneos quanto a cor do solo, textura, topografia, vegetação natural e manejo de lavouras anteriores (que inclui todas as práticas de manejo que foram realizadas na área).
Após a separação em talhões homogêneos, faz-se o caminhamento em zigue-zague na área, a fim de ser o mais representativo possível da realidade. E inicia-se a coleta da seguinte forma:
A profundidade amostrada pode ser feita de 0 – 20 cm e 20 – 40 cm. No entanto, devido ao cafeeiro ser uma cultura perene, suas raízes podem chegar a profundidades maiores, dependendo do manejo realizado. Desta forma, pode-se também realizar amostragem em maiores profundidades para se conhecer o perfil do solo, caso seja necessário.
Após a coleta de amostras simples dentro de cada área – em torno de 15 a 20 – faz-se uma amostra composta, através da mistura de amostras simples. (A mistura das amostras simples deve ser feita em baldes ou sacos limpos, para que não haja contaminação e consequentemente interferência nos resultados. Nunca utilize sacos usados de calcário, adubos, rações ou outros).
Da amostra composta são retiradas cerca de 300 gramas de solo, e colocadas em saquinhos devidamente identificados e enviados ao laboratório, para que posteriormente não haja confusão dos resultados da análise.

Saquinho para coleta de amostra de solo.
As amostras solicitadas podem ser:
A análise granulométrica é recomendada que se faça pelo menos uma vez na área, para que se conheça a textura do solo.
O segredo do manejo de sucesso está nos pequenos detalhes! Então, lembre-se desse checklist na sua próxima amostragem!
A partir dela, a análise do solo poderá apontar a deficiência de nutrientes que pode estar comprometendo a sua produtividade e gerando defeitos nos grãos do café, levando a uma perda de qualidade e redução do preço da saca vendida.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.
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]]>O post Agricultura e mudanças climáticas: impactos e modificações no cenário agrícola apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Certamente, num futuro próximo, devido às mudanças climáticas globais, ocorrerão modificações no cenário agrícola brasileiro.
Os impactos podem ser positivos, negativos ou neutros, pois as mudanças podem diminuir, aumentar ou não ter efeito sobre as plantas, doenças, pragas e outros organismos em cada região ou época, além dos demais componentes do agroecossistema.
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A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera tem atingido níveis significativamente altos nos últimos 650 mil anos. Desde 2000, a taxa de crescimento da concentração de CO2 está aumentando muito rapidamente em relação às décadas anteriores. O mesmo tem ocorrido para o gás metano (CH4), óxido de nitrogênio (N2O) e outros gases do efeito estufa.
Os modelos de previsão de mudanças climáticas do Centro de Distribuição de Dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) apresentam resultados bastante variáveis quanto ao comportamento da América do Sul. Contudo, todos preveem aumento de temperatura para todo o continente.
Quanto à precipitação as projeções indicam aumento de chuva em algumas regiões e diminuição em outras, podendo inclusive haver inversão em função da época do ano.
Sem dúvidas as mudanças climáticas também ocorrerão no Brasil e, talvez, com efeitos mais danosos pela vulnerabilidade histórica que o país apresenta a desastres naturais, como secas, enchentes e deslizamentos de encostas. Essas mudanças afetam diretamente a agricultura e as áreas florestais brasileiras
Alguns estudos simulando os impactos sobre a agricultura por meio de modelos matemáticos já foram apresentados para o trigo, milho, soja, café, feijão e arroz.
Esses estudos têm previsto perdas econômicas anuais provocadas pelo aumento de 1ºC na temperatura, chegando a valores de 375 milhões de dólares para o café, somando os estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, e 61 milhões de dólares para o milho em São Paulo.
Além desses, outros estudos contemplam efeitos sobre pragas, doenças, solos e outros aspectos do sistema produtivo agrícola.
Ao se considerar que a condição climática será de fato alterada, com base nos cenários previstos pelo IPCC (10) é possível formular algumas hipóteses sobre a dinâmica da agricultura no Brasil e no mundo.
Uma hipótese aceitável é sua migração para zonas temperadas, com boa possibilidade de ganho de produtividade nas espécies de ciclo fotossintético C4, denominação dada ao grupo de plantas das gramíneas (milho, sorgo e cana-de-açúcar)
Esse grupo apresenta características anatômicas e fisiológicas implicam em maior habilidade dessas plantas em conviver em ambientes mais quentes e com elevada irradiância solar, tornando-as supostamente mais aptas a suportar as condições que devem imperar nos verões das regiões temperadas.
Já as plantas C3 (feijão, soja, café), em contrapartida apresentam maior sensibilidade às condições de oferta ambiental abundante em relação à temperatura e à radiação solar.
Neste tipo de ambiente ocorre o fenômeno conhecido como fotorrespiração nessas espécies que é tido como um processo de autodefesa do aparelho fotossintético, principalmente em plantas expostas às altas intensidades luminosas, com o objetivo de dissipar o acúmulo de moléculas que, em condições ideais de temperatura e radiação, são úteis à célula, mas que, quando produzidos intensamente, podem se acumular e danificar as estruturas fotossintéticas.
Com base nessa breve comparação, parece razoável inferir que as espécies C4 estejam mais preparadas para a elevação da temperatura do que as espécies C3.
As porcentagens de perdas de área indicam níveis diferentes de impactos sobre as diferentes culturas, sendo que o milho, gramínea de ciclo C4, sofrerá menos com as altas temperaturas, pois apresenta aumento da taxa de fotossíntese para temperaturas de até aproximadamente 30ºC. Estimativas preliminares para a cana-de-açúcar para os estados de São Paulo, Mato Grosso e Goiás, também apontam nessa direção.
Mostram melhor desempenho em ambientes tropicais com menor sazonalidade, onde as condições de temperatura e disponibilidade de água ocorrem de maneira adequada à manutenção do seu ciclo fenológico ao longo do ano.
Ao se considerar os novos cenários projetados pelos modelos climáticos, nos quais a temperatura deve se elevar ao longo de todo o ano e com mais intensidade no inverno e a chuva deve se concentrar durante os meses de verão, acentuando e prolongando o período de seca no inverno, é razoável formular a hipótese de que a deficiência hídrica neste período aumentará em comparação ao que se observa atualmente.
Consequentemente, as espécies perenes teriam maior dificuldade em suportar o estresse por falta d’água durante o período mais seco do ano, sendo mais prejudicadas que as culturas anuais.
Porém, as respostas fisiológicas às diferentes condições ambientais não são lineares e mesmo sem alterações genéticas, plantas crescendo sob nova condição ambiental mostram capacidade de adaptação.
Um exemplo é o comportamento de plantas crescendo em estufas com aumento da concentração de CO2, ocorrendo um fenômeno conhecido como “fertilização por CO2”. Em condições de campo esse comportamento não é tão claro.
Estão normalmente presentes em sistemas naturais e agrícolas, sendo um dos primeiros organismos a demonstrarem o efeito das mudanças climáticas devido à numerosa população, facilidade de reprodução e dispersão e curto espaço entre gerações.
Dessa forma, eles constituem um grupo fundamental como indicador biológico que precisa ser avaliado quanto aos impactos das mudanças climáticas além de serem responsáveis por perdas de produção e uma ameaça potencial à sustentabilidade dos agroecossistemas.
Alguns estudos têm demonstrado que a introdução de fungos endofíticos (vivem dentro da planta sem causar danos) em plantas de importância agronômica as torna mais resistentes a alterações do clima.
Dessa forma, a elevação do nível de CO2 atmosférico, por exemplo, pode afetar, além das relações entre a planta hospedeira e o microrganismo endofítico, também as relações entre insetos herbívoros e as plantas, e destes com os endofíticos.
Tal alteração ambiente pode causar efeitos na composição nutricional e em fatores aleloquímicos das folhas, sendo que para muitas plantas, a redução do valor nutricional resulta do aumento do conteúdo de amido e carboidratos e declínio no teor de nitrogênio. Essas alterações causam mudanças no consumo e crescimento de insetos herbívoros.
Como as folhas apresentam aumento da relação carboidrato/nitrogênio em ambientes com elevado teor de CO2, os insetos compensam parcialmente essa mudança aumentando as taxas de consumo.
É importante salientar que as respostas fisiológicas das diferentes plantas, patógenos e insetos às diferentes condições ambientais não são lineares e, mesmo sem alterações genéticas, plantas crescendo sob nova condição ambiental mostram capacidade de se adaptação. É preciso avançar nas simulações de cenários agrícolas que sejam mais próximos do futuro real e processos fisiológicos.
O desenvolvimento de pragas e doenças com base na alteração climática, as mudanças de métodos nos sistemas produtivos e as projeções de avanços tecnológicos devem ser passíveis de modelagem matemática e incorporáveis aos modelos hoje utilizados para que possamos compreender melhor as mudanças que estão por vir.
O Brasil por possui uma matriz energética relativamente limpa e, resolvida a questão do desmatamento e das queimadas, poderá deixar de ser um dos maiores emissores do mundo para ocupar uma posição de destaque no cenário ambiental global.
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]]>O post Análise nematológica: como amostrar o solo e raízes? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Atenção, pois eles podem estar presentes no solo! Conhecendo bem os fitonematoides, por exemplo, pode reduzir em até 12% sua perda na lavoura!
Genericamente chamados de fitonematoides, os nematoides parasitos de plantas, são vermes microscópicos e translúcidos. Medem de 0,3 a 3,0 mm e causam perdas anuais médias à produção agrícola mundial, estimadas em 12%, o que corresponde a bilhões de dólares de prejuízo.
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Praticamente, todas as espécies de plantas cultivadas, seja em plantio convencional ou plantio direto, sofrem danos causados por, pelo menos, uma espécie de nematoide. Algumas culturas, inclusive, são hospedeiras de várias espécies.
A maioria dos nematoides ataca, principalmente, partes subterrâneas, cujas lesões ficam visíveis em forma de caroço, recebendo o nome de galhas.
Foto: Dra. Neucimara Rodrigues Ribeiro
As galhas são os sintomas típicos da infecção por espécies de Meloidogyne.
Foto: EMBRAPA – Soja
Quando adultas, as fêmeas possuem o corpo arredondado (forma de melão ou cabaça) e translúcido. Sob condições favoráveis podem produzir até 500 ovos, em um período de 4 a 6 semanas.
Outras espécies de nematoides causam diferentes tipos de lesões, a exemplo dos nematoides das lesões radiculares, Pratylenchus spp.
Fotos: Dr. Jaime Maia dos Santos
Esses nematoides causam a necrose, o descolamento e a quebra do córtex (a casca se solta facilmente) das raízes.
As alterações radiculares resultam em danos diretos, que depreciam o produto colhido, no caso de cultivares de soja, por exemplo, ocasionam a perda de vigor e clorose nas folhas.
A amostra deve ser representativa da área, de modo que permita conclusões seguras quanto à avaliação quantitativa e qualitativa da população de nematoides presentes. Para isso, vários cuidados devem ser tomados com relação ao tamanho e número das subamostras, profundidade e padrão da amostragem.
As amostras de solo devem ser coletadas na rizosfera das plantas com sintomas, incluindo-se no mesmo recipiente as raízes com injúrias ou galhas que forem encontradas.
As ferramentas necessárias para as coletas são: enxadão e/ou enxada, sacos plásticos, balde, etiquetas, caneta e ficha de campo.
1. Coletar amostras de SOLO e de RAÍZES;
2. As amostras devem estar com umidade natural, evitando-se ao máximo, condições de encharcamento ou excessivo ressecamento. NÃO SE DEVE ADICIONAR ÁGUA AO VOLUME COLETADO.
3. As amostras de solo e de raízes devem ser tomadas de 0 a 30 cm de profundidade, abrindo-se o solo em forma de V, tomar amostras junto às plantas que mostrem sintomas moderados de nematoses, evitando-se aquelas fortemente depauperadas

4. Coletar preferencialmente as raízes mais finas.
5. Durante a amostragem, deve-se caminhar em zigue-zague. Em áreas que apresentam o sintoma em reboleira, a amostragem deve ser feita nas plantas que se encontram na periferia, como mostra o esquema abaixo:
Amostrar em zigue-zague ou na periferia da Reboleira
6. As subamostras de solo e raízes, coletadas nos baldes, devem ser misturadas, tomando-se uma amostra composta de, no mínimo, 500 gramas de solo e em torno de 50 gramas de raízes.
7. As amostras de solo + raízes deverão ser acondicionadas em saco plástico e devidamente identificadas. A FICHA DE IDENTIFICAÇÃO deve conter o maior número de informações possíveis tais como:
8. Lavar as mãos e as ferramentas, após cada coleta para evitar contaminação das amostras;
9. Manusear as amostras com cuidado, para evitar contaminação;
10. Enviar as amostras o quanto antes para o laboratório, NÃO deixá-las expostas ao sol. Se precisar, as amostras podem ser armazenadas, por algum tempo, na parte inferior da geladeira.
Para as culturas anuais, como soja, milho, trigo ou perenes, coletar aproximadamente, dez subamostras por hectare, misturá-las em um recipiente e destas fazer uma amostra composta por hectare.
De todo modo, caso o solo esteja com problemas de nematoide, a troca de sistema de plantio pode ser eficiente. Há relatos de redução de alguns nematoides quando adotado o sistema de plantio direto, porém, quando o assunto é redução de patógenos do solo, a rotação de cultura ainda é a mais recomendada.
E agora que você sabe a importância de amostrar solos e raízes por causa dos nematoides que causam vários danos, você também saberia identificar doenças em milho com sintomas semelhantes? Afinal, se avaliarmos apenas os sintomas visuais, nem sempre dá para afirmar, mas o diagnóstico preciso, é muito importante.
Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?
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]]>O post Como realizar a análise da amostragem de solo corretamente? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assim, notamos a importância desse recurso natural, mas como torná-lo adequado para nossas culturas? A resposta disso vai depender do tipo de solo, minerais e nutrientes disponíveis. É por meio de dados como esse, que o produtor poderá fornecer exatamente o que sua lavoura precisa.
Para proceder a essa análise do solo, existem técnicas específicas para tornar os dados mais precisos e corretos.
O primeiro passo é a coleta da amostra. Essa etapa é a mais crítica, já que uma pequena porção de terra deverá representar alguns milhares de toneladas de solo.
Quando uma amostragem é mal executada, todo o processo de análise e interpretação fica comprometido, podendo causar grandes prejuízos. Então confira neste artigo, os procedimentos corretos.
O termo gleba é utilizado para áreas uniformes com relação às características importantes do solo, tais como:
Para que uma amostra seja representativa, devemos dividir a área com base nas características acima, tomando o cuidado para que uma gleba não seja superior a 10 ha.

Exemplo de divisão de área: as glebas 1 e 2 são separadas em função do tipo de exploração, enquanto as glebas 3 e 4 são diferentes por causa da declividade.
Como teremos amostras distintas, é conveniente desenhar um pequeno mapa da propriedade para identificar de forma segura a gleba que foi amostrada.
Para fins de fertilidade, a amostra pode ser coletada com enxada, enxadão + pá de corte ou trado, balde e saco plástico com etiqueta de identificação.
Todos os recipientes e materiais devem estar devidamente limpos para evitar contaminações da amostra.

Pá-de-corte e diferentes modelos de trados utilizados para realizar a amostragem


(Brasil, 2002)
Para solos explorados de forma intensiva, deve-se realizar ao menos uma amostragem ao ano, independente da cultura.
Em cultivos convencionais, as amostragens podem ser realizadas em intervalos de 2 ou 3 anos, visto que as aplicações anuais de adubo levam alguns anos para alterar os níveis dos elementos no solo.
O efeito residual do calcário dispensa amostragens anuais.
Solos com características muito arenosas ou de acidez elevada, merecem amostras mais frequentes.
As análises de rotina são realizadas com amostras na profundidade de 0 a 20 cm. No entanto, em diversas situações, essa profundidade não é suficiente.
Tanto para culturas anuais sob sistema de plantio direto, quanto em manutenção de pastagens adubadas, a amostragem deve ser executada de 0 a 10 cm e 10 a 20 cm.
Para implantação de culturas perenes ou quando se usa gesso, são necessárias amostras mais profundas de 20 cm (0 a 20, 20 a 40 e 40 a 60 cm).
A amostragem nas camadas subsuperficiais é realizada no mesmo ponto de coleta das camadas superficiais, com cuidado para evitar contaminar as camadas inferiores.
Para a realização de uma amostragem adequada, deve-se escolher aleatoriamente um ponto na gleba. Realiza-se uma limpeza superficial nesse local com auxílio de uma enxada. Em seguida, com o uso do trado, coleta-se uma amostra na profundidade desejada.


Posição adequada para coleta das amostras em culturas anuais e perenes.
Se a ferramenta utilizada for o enxadão, abre-se uma valeta conforme ilustra a figura 4, e com auxílio da pá de corte, retira-se uma fatia de 3 cm de espessura, desprezando-se as laterais e colocando a parte central no balde plástico limpo.
Essa operação deverá ser repetida pelo menos 20 vezes dentro da mesma gleba, caminhando-se ao acaso e em zigue-zague na área (Figura 4), para cada uma das profundidades amostradas.
Não devem ser coletadas amostras em locais atípicos da paisagem, como nas proximidades das casas, galpões, brejos, voçorocas, trilho de animais, formigueiros etc., evitando introduzir erros na amostragem.

Sequência de operações na coleta de amostra do solo, utilizando-se de enxadão e pá-de-corte

(Brasil, 2002)
Após a coleta das amostras, o solo deve ser misturado, obtendo-se uma amostra composta uniforme. Dela se separam 300 gramas em saco plástico limpo com etiqueta.
Cada amostra composta deve ser identificada com data, local, profundidade da coleta e enviada para um laboratório credenciado.
Caso não seja possível encaminhá-las em menos de 12 horas, as amostras devem ser secas à sombra, em local protegido de poeira ou qualquer outro resíduo, e encaminhar para o laboratório logo que possível.
Preencha o formulário fornecido pelo laboratório, visando melhor conhecimento do solo, manejo e facilitar a interpretação dos resultados.
Não deixe de realizar a análise do solo! É um investimento muito pequeno comparado aos benefícios que ela propicia. É por meio dela que você poderá predizer quais nutrientes sua cultura precisa para expressar seu máximo potencial produtivo.
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?
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