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Com o final da colheita nas fazendas de café, é chegada a hora de pensar nas adubações. Mas, será que todas as fazendas estão preparadas para o início desse período?

A adubação do cafeeiro deve ser planejada de acordo com as análises do solo e dos tecidos foliares e as quantidades variam em função da produção, idade da planta e do tipo de adubo usado, das perdas de nutrientes que venham a ocorrer, entre outros aspectos.

Como os principais nutrientes que a planta exige não são de fontes renováveis e o preço dos fertilizantes está cada vez mais alto, é preciso fazer uma adubação racional no cafeeiro.

Para isso, é extremamente importante ter um planejamento, chegar o cisco e fazer amostragens corretas, ou seja, as operações que antecedem a adubação precisam ser bem feitas também.

 

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O que é uma adubação racional?

O conceito de adubação racional é uma nutrição mais adequada dos cafeeiros, por meio do uso conjunto dos variados nutrientes, oriundos dos corretivos e adubos, mas sempre de forma equilibrada e observando as necessidades.

É muito comum ainda as recomendações de adubação do cafeeiro serem feitas por fórmulas diretas, programas no computador, ou seja, mecanicamente, sem analisar a área, as condições edafoclimáticas e as outras particularidades da lavoura.

Devido a isso, muitas vezes o produtor trabalha com excesso ou falta de determinados nutrientes.

É necessário procurar trabalhar com o equilíbrio dos nutrientes. Pela “Lei do Mínimo”, o crescimento e a produtividade das lavouras podem ficar limitados por apenas um ou alguns nutrientes que se encontram em quantidades insuficientes, tornando sem efeito a aplicação de muitos dos demais.

Parâmetros utilizados na adubação da cafeicultura

Diversos estudos foram realizados para determinar a correlação entre o potencial produtivo das lavouras e os níveis de nutrientes disponíveis.

A tabela abaixo traz as faixas dos teores de nutrientes no solo serem comparados com a análise de solo.

Teores de nutrientes para o soloFonte: MATIELLO, SANTINATO, GARCIA, ALMEIDA, FERNANDES. Cultura de café no Brasil. Novo Manual de Recomendações. Ed 2005.

Depois de ter em mãos a análise de solo e verificar em que faixa ele se enquadra, existem vários teores recomendados para se trabalhar em um solo.

A tabela a seguir mostra um parâmetro dos teores considerados ideais e a partir dela é possível fazer a recomendação dos corretivos para a lavoura.

Teores recomendados para uma análise de solo

Lembrando que essa tabela é somente uma sugestão de teores médios de nutrientes no solo considerado como teores básicos para se ter uma boa produção e um bom retorno econômico na atividade. Porém, esses teores variam de acordo com cada premissa e cada particularidade de fazenda, gleba, etc.

É extremamente importante não olhar os nutrientes dessa tabela de forma separada e lembrar que cada nutriente não tem ação sozinho. Eles se interagem e a falta de equilíbrio entre eles pode causar antagonismos.

Cada técnico utiliza seu parâmetro na hora de recomendar devido à experiência prática e técnica de cada um. Porém, é importante sempre buscar a máxima produtividade econômica. Lembre-se de que a curva de resposta dos nutrientes versus planta não é linear.

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Como interpretar uma análise de solo e fazer os cálculos de recomendação https://blog.rehagro.com.br/como-interpretar-uma-analise-de-solo-e-fazer-os-calculos-de-recomendacao/ https://blog.rehagro.com.br/como-interpretar-uma-analise-de-solo-e-fazer-os-calculos-de-recomendacao/#comments Fri, 26 Feb 2021 20:55:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8850 No mercado do agronegócio, não existe espaço para a dúvida. Em um setor que movimenta milhões, profissionais de todas as pontas da cadeia devem ter segurança máxima para exercer suas funções com excelência. No dia a dia do campo, sabemos que a análise do solo é uma ferramenta valiosa, que ampara com exatidão os próximos […]

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No mercado do agronegócio, não existe espaço para a dúvida. Em um setor que movimenta milhões, profissionais de todas as pontas da cadeia devem ter segurança máxima para exercer suas funções com excelência.

No dia a dia do campo, sabemos que a análise do solo é uma ferramenta valiosa, que ampara com exatidão os próximos passos do manejo, como a adubação racional.

Com o resultado em mãos, devemos conhecer bem os parâmetros que buscamos, para realizarmos os cálculos de recomendação dos nutrientes corretamente.

 

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Quando há escassez de nutrientes no solo, os sintomas de deficiência se manifestam e, neste ponto, as alterações no metabolismo da planta já ocorreram, o que significa que a produção já está sendo comprometida e o prejuízo já está ocorrendo.

Por isso, faz-se necessário uma recomendação adequada de nutrientes, suprindo todas as demandas do cafeeiro.

Neste artigo, vamos demonstrar, passo a passo, como interpretar uma análise de solo e realizar os cálculos de recomendação de:

  1. Nitrogênio;
  2. Fósforo;
  3. Potássio.

Para isso, vamos usar um exemplo prático. Acompanhe abaixo:

Tabela com análise do solo para profundidade de 20 centímetrosTabela 1. Resultado da análise de solo de 0 – 20 cm de profundidade em lavoura de café.

Informações do talhão 1:

  • Lavoura com 8 anos de idade;
  • Produtividade esperada para esse ano agrícola: 25 sc/ha;
  • Produtividade esperada para a safra seguinte a esse ano agrícola: 45 sc/ha;
  • Teor de argila do solo: 40%.

Padrões para análise de soloTabela 2. Padrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de solo na cultura do café.  Fonte: Luiz Paulo Vilela – Coordenador da equipe Rehagro Café e consultor técnico.

Cálculo para recomendação de nitrogênio (N)

Como não há resultado de teor de nitrogênio na análise de solo, devido a sua dinâmica no solo, a recomendação para esse nutriente é feita com base na expectativa de produtividade esperada para a cultura:

N (kg/ha) = (produção (em sacas por ha) x 2,6) + (próxima safra (em sacas por ha) x 3,6)

Calculando:

N (kg/ha) = (25 sc/ha x 2,6) + (45 sc/ha x 3,6)

N (kg/ha) = 65 + 162

N (kg/ha) = 227 kg/ha de nitrogênio.

Se a fonte utilizada for a ureia, que possui 45 % de N, serão necessários:

No entanto, é necessário calcular a demanda de ureia com base na sua eficiência (perdas por volatilização), que pode ser considerada de 60 a 80% dependendo das condições, assim consideramos 70%:

504,4 kg de ureia / 0,70 (eficiência) = 720,6 kg de ureia por ha

Dessa forma, com base nos cálculos, para essa lavoura com produtividade esperada para esse ano agrícola de 25 sacas por hectare e para a safra do ano seguinte de 45 sacas por hectare, é recomendado a aplicação de 227 kg/ha de nitrogênio.

Utilizando a fonte ureia é demandado 720 kg desse fertilizante por hectare, considerando sua eficiência de 70%.

Cálculo para recomendação de fósforo (P)

Na análise foi utilizado o extrator Mehlich 1, e o teor de fósforo é 15,5 mg/dm3, mas eu quero atingir 20 mg/dm3 (tabela 2). Por isso, é necessário aumentar 4,5 mg/dm3:

20 mg/dm3 (teor desejável) – 15,5 mg/dm3 (teor no solo) = 4,5 mg/dm3.

Conforme a tabela abaixo, utilizando o extrator Mehlich, para elevar 1 mg/dm3 de fósforo em um solo com 40% de argila, é necessário 30 kg de P2O5 (marcado em vermelho):

Tabela com valores do fator CTTabela 3. Valores do fator CT (capacidade tampão de fósforo) para estimar a dose do adubo fosfatado, em função do teor de argila no solo, para os métodos de Mehlich 1 e resina. 

Dessa forma, se eu desejo aumentar 4,5 mg/dm3:

Utilizando a fonte de Superfosfato Simples que possui 18% de P2O5, teremos que aplicar:

Dessa forma, a quantidade de Superfosfato Simples recomendada será de: 750 kg desse fertilizante por hectare.

**Se o extrator utilizado for o resina, devemos olhar os parâmetros para se trabalhar no solo com o extrator resina (tabela 2), e verificar quantos kg de P2O5 é necessário para aumentar no solo 1 mg/dm3 de P (tabela 3). Após isso, realizar os mesmos cálculos exemplificados acima.

Cálculo para recomendação de potássio (K)

Para o nutriente potássio, pode-se trabalhar para manter 120 mg/dm3 no solo (tabela 2), adicionado a extração pela cultura, de acordo com a produção e vegetação:

  • Recomendação de K para produção e vegetação:

K (kg/ha) = (produção x 3) + (vegetação x 2,9)

K (kg/ha) = (25 sc x 3) + (45 sc x 2,9)

K (kg/ha) = 75 + 130,5 = 205,5 kg/ha de K2O

  • Recomendação de K para manter um nível de segurança no solo:

Como o solo já está com teor de potássio acima de 120 mg/dm3, vamos calcular para descontar essa reserva do solo da quantidade de potássio demandada para aplicação:

153,0 mg/dm3 (teor no solo) – 120 mg/dm3 (nível para manter no solo) = 33 mg/dm3

Em cmolc/ dm3 essa quantidade corresponde a: 0,08 cmolc/dm3 que preciso aumentar no meu solo:

Para aumentar 1 cmolc/dm3 é necessário 942 kg de K2O por hectare:

Recomendação de potássio:

205,5 kg/ha de K2O (para produção e vegetação) – 75,4 kg de K2O/ha (reserva do solo) = 130,1 kg de K2O/ha.

Se a fonte utilizada for o cloreto de potássio, que contém 60% de K2O:

Tabela com demanda de nitrogênio, fósforo e potássio para lavoura de caféTabela 4. Demanda de nitrogênio, fósforo e potássio por hectare para essa lavoura

Exemplificamos acima, como é feita a recomendação de adubação para os nutrientes NPK, com base na análise de solo, e nas condições da lavoura exemplificadas neste material.

E então? Da próxima vez que a análise de solo chegar, você vai estar pronto para fazer uma recomendação adequada?

Essa interpretação e esses cálculos geram muitas dúvidas, até mesmo nos mais experientes profissionais.

Mas precisamos saber realizá-los com exatidão, porque são a base de planejamento para outras etapas de importância crucial na produção.

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A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Parâmetros para se trabalhar na interpretação de uma análise de solo https://blog.rehagro.com.br/parametros-para-se-trabalhar-na-interpretacao-de-uma-analise-de-solo/ https://blog.rehagro.com.br/parametros-para-se-trabalhar-na-interpretacao-de-uma-analise-de-solo/#respond Fri, 26 Feb 2021 19:56:21 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8832 A análise de solo é como uma bússola, que indica em qual direção devemos seguir para garantir que o cafeeiro tenha acesso a todos os nutrientes que precisa para alcançar eficiência máxima em produtividade! Após a realização da amostragem do solo e envio da amostra para o laboratório, recebemos um laudo repleto de números, mostrando […]

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A análise de solo é como uma bússola, que indica em qual direção devemos seguir para garantir que o cafeeiro tenha acesso a todos os nutrientes que precisa para alcançar eficiência máxima em produtividade!

Após a realização da amostragem do solo e envio da amostra para o laboratório, recebemos um laudo repleto de números, mostrando a quantidade de cada nutriente.  

E, nesse momento, pode bater aquela dúvida: e agora?

Os teores indicados estão ruins, bons ou ideais?

Saiba quais são os parâmetros usados nessa avaliação!

análise de solo

É muito importante conhecermos os teores que devemos buscar nos solos. Como a lei no mínimo aborda, aquele nutriente em menor disponibilidade irá afetar a produtividade da cultura. 

Dessa forma, de nada adianta termos altos teores de um determinado nutriente no solo, enquanto temos outro nutriente extremamente escasso, com valores abaixo dos níveis ideais. 

pH – Potencial hidrogeniônico

O potencial hidrogeniônico se refere à concentração de H+ em uma solução. A escala de pH varia entre 0 – 14, em que quanto menor o valor, mais ácido, e quanto maior o valor, mais básico. Para o solo, buscamos trabalhar com um pH em água entre 6,0 – 6,5.

Potássio – K

O potássio, em mg/dm3, buscamos trabalhar com teores superiores a 120 mg/dm3 no solo. Se a unidade de medida for cmolc/dm3, o valor deve ficar em torno de 0,30 cmolc/dm3. Vale destacar, que para o potássio, devemos estar atentos ao equilíbrio dos nutrientes Ca:Mg:K no solo, sempre se atentando e buscando relações de 9:3:1 ou 25:5:5.

Para passar de cmolc/dm3 para mmolc/dm3, devemos multiplicar por 10. 

Para passar de mmolc/dm3 para cmolc/dm3, devemos dividir por 10.

Para passar de mg/dm3 para cmolc/dm3, devemos dividir o valor em mg/dm3 por 391.

Fósforo – P

Para o fósforo, o resultado desse nutriente pode ser dado utilizando o extrator mehlich 1 ou resina (em alguns locais deve ser solicitado a análise com esse extrator).

O extrator resina apresenta um resultado de P mais fidedigno da realidade, quando comparado ao extrator mehlich 1.

Quando utilizado o extrator resina, buscamos trabalhar com teores acima de 40 mg/dm3 no solo.

Quando utilizado o extrator mehlich 1, buscamos trabalhar com teores acima de 30 mg/dm3 no solo.

Cálcio – Ca

Para o cálcio, buscamos trabalhar no solo acima de 3,0 cmolc/dm3, devendo também ficar atento ao equilíbrio de Ca:Mg:K mencionado acima, devido a esses nutrientes competirem pelo mesmo sitio de absorção.

Para passar de cmolc/dm3 para mmolc/dm3, devemos multiplicar por 10. 

Para passar de mmolc/dm3 para cmolc/dm3, devemos dividir por 10.

Magnésio – Mg

Para o magnésio, buscamos trabalhar no solo, com teores acima de 1 cmolc/dm3.

Para passar de cmolc/dm3 para mmolc/dm3, devemos multiplicar por 10. 

Para passar de mmolc/dm3 para cmolc/dm3, devemos dividir por 10.

Boro

O boro é um micronutriente, em que o ideal é trabalharmos com teores acima de 1,0 mg/dm3 no solo.

Alumínio – Al

O alumínio é um elemento tóxico às raízes, por isso, o ideal é que seu valor no solo seja de 0 cmolc/dm3.

Para passar de cmolc/dm3 para mmolc/dm3, devemos multiplicar por 10. 

Para passar de mmolc/dm3 para cmolc/dm3, devemos dividir por 10.

Importante: em alguns locais, o resultado da análise é dado em mmolc/dm3 e em outros laboratórios é dado em cmolc/dm3, por isso, abaixo de cada nutriente está como transformar as unidades de um para outro.

Lembre-se!

O manejo do solo é fundamental para o sucesso da produção, desde seu preparo para a implantação até a adubação de produção.

A partir de uma boa interpretação da análise do solo, podemos partir para a elaboração de uma estratégia de adubação racional, oferecendo ao cafeeiro tudo o que ele precisa para alcançarmos safras cada vez mais produtivas!

Obtenha safras mais lucrativas!

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Análise microbiológica do solo: o que é e como realizar? https://blog.rehagro.com.br/analise-microbiologica-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/analise-microbiologica-do-solo/#respond Mon, 05 Oct 2020 18:00:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8283 O solo é a base da agricultura, então entendê-lo é mais do que uma missão, é necessário. Tanto para os plantios anuais, perenes ou até para a pecuária, realizar uma análise microbiológica do solo e saber a sua composição fará toda a diferença no manejo. Composição do solo As propriedades do solo se dividem em […]

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O solo é a base da agricultura, então entendê-lo é mais do que uma missão, é necessário. Tanto para os plantios anuais, perenes ou até para a pecuária, realizar uma análise microbiológica do solo e saber a sua composição fará toda a diferença no manejo.

Composição do solo

As propriedades do solo se dividem em química, física e biológica. Sua composição depende de diversos fatores como:

  • Relevo; 
  • Clima;
  • Temperatura;
  • Rocha originária da formação;
  • Organismos vivos.

Sobre esse último tópico, os microrganismos fazem parte da propriedade biológica desse solo.

Esquema didático sobre as características da composição do solo.

Esquema didático sobre a composição do solo

 

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Propriedade biológica do solo

A parte biológica do solo é constituída por microrganismos (cerca de 70%), raízes e fauna. Além disso, ela apresenta uma estreita inter-relação com os componentes físicos e químicos.

Toda essa parte das propriedades do solo, unidas aos microrganismos, influenciam não só a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas, mas também suas funções ecológicas e serviços ambientais.

Histórico do solo

O grau de revolvimento mecânico, juntamente com a qualidade e a quantidade do resíduo vegetal que são aportados ao solo, fazem com que todo o sistema de uso ou manejo deixe sua impressão digital, sua assinatura biológica, no solo.

Solo sendo revolvido por uma escavadeira.

Escavadeira revolvendo o solo

As determinações de atividade enzimática são uma das vias de formação da memória do solo. Isso decorre do fato de que a atividade enzimática total de um solo é o somatório de:

  1. Atividade enzimática dos organismos vivos (microrganismos, plantas e animais);
  2. Enzimas abiônticas (associadas à fração não viva, que se acumulam no solo protegidas da ação de proteases por meio de sua adsorção em partículas de argila);
  3. Matéria orgânica.

A capacidade do solo de estabilizar e proteger enzimas está relacionada à sua capacidade de armazenar e estabilizar MO (afinal a enzima é uma molécula orgânica) e outras propriedades estruturais associadas (agregação e porosidade), que são de difícil detecção num curto período, diferentemente da atividade enzimática.

Webinar Correção do solo: como realizar cálculos para altas produtividades

Saúde do solo

Entre os parâmetros utilizados para caracterizar o componente biológico dos solos e avaliar a sua saúde/qualidade, destacam-se as avaliações de biomassa microbiana e de atividade enzimática.

Biomassa

A biomassa microbiana do solo, como o próprio nome diz, avalia a massa dos microrganismos no solo e é expressa como mg de C, N, e/ou P nos microrganismos por quilograma de solo.

A biomassa é a parte viva e mais ativa da MOS sendo constituída, principalmente, por fungos, bactérias e actinomicetos.

Apesar da sua importância em relação ao teor total de MOS, o tamanho dos componentes vivos é relativamente pequeno, variando de 1% a 5%.

Enzimas

No solo, as enzimas participam como catalizadoras das reações metabólicas intracelulares, que ocorrem nos seres vivos. Além disso, as enzimas extracelulares desempenham papel fundamental, atuando em várias reações que resultam na decomposição de resíduos orgânicos, tais como:

  • Ligninases;
  • Celulases;
  • Proteases;
  • Glucosidases;
  • Galactosidases. 

As enzimas também desempenham papéis importantes na ciclagem de nutrientes, os quais podemos citar:

  • Fosfatases;
  • Amidases;
  • Urease;
  • Sulfatase. 

Por fim, mas não menos importante, as enzimas estão ligadas à formação da MOS e da estrutura do solo.

O potencial das análises de atividade enzimática como indicadores de grande sensibilidade, especialmente β-glicosidase e arilsulfatase, tem sido verificado no Cerrado.

Assim foi ficando cada vez mais claro a necessidade de incluir também a análise dos bioindicadores nas avaliações de rotina do solo, principalmente quando se adota o sistema de plantio direto (SPD) devido ao manejo de conservação.

Com a expansão acelerada dos plantios, se faz necessário um solo construído de forma equilibrada e adequada para as culturas e as análises, portanto, se tornam imprescindíveis.

Atenção!

Como vimos nesse artigo, o solo é essencial, independente da ação agrícola que o produtor fará em sua fazenda. No entanto, um sistema de conservação como o SPD não permite grandes ações no solo e isso, muitas vezes, atrapalha sua aeração. Assim é necessário o uso de maquinários, como subsoladores e escarificadores.

Entender a microbiologia do solo é importante, mas se o solo apresenta compactação, o sistema poderá ficar comprometido. 

Para saber como melhorar a aeração do solo e trazer mais qualidade para as raízes no SPD, veja no artigo “Uso de subsoladores e escarificadores no sistema de plantio direto“.

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Dessecação da soja: como fazer e quando realizar essa estratégia? https://blog.rehagro.com.br/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/ https://blog.rehagro.com.br/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/#respond Sat, 03 Oct 2020 19:35:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5222 O uso da dessecação em pré-colheita na cultura da soja é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar está prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade? Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três […]

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O uso da dessecação em pré-colheita na cultura da soja é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar está prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade?

Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três benefícios fundamentais para os produtores:

  1. Uniformidade da maturação dos grãos;
  2. Antecipação da colheita;
  3. Controle de infestação de plantas daninhas que não foram manejadas corretamente no início do cultivo, facilitando assim a colheita.

 

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A uniformidade da maturação dos grãos é um fator muito importante, pois permite maior rendimento operacional da colhedora, reduzindo os problemas de plantas com haste verde e retenção foliar, o que faz com que a máquina embuche menos, diminuindo de forma expressiva a perda de grãos.

Além disso, a dessecação permite antecipar a colheita da soja, o que é fundamental para regiões que tem possibilidade de realizar a segunda safra, principalmente com a cultura do milho. Realizar a semeadura nos primeiros dias da janela de plantio é uma das formas de reduzir os riscos climáticos que são inerentes de cada região, sejam eles geadas ou veranicos.

Aprenda pontos importantes sobre a safra com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.

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Controle de plantas daninhas

Outro fator que merece destaque na atividade da dessecação da soja é o controle de plantas daninhas que não foram manejadas de forma eficiente no início de desenvolvimento da lavoura.

Essas plantas invasoras, além de reduzir o rendimento operacional, aumentam a porcentagem de impurezas nos grãos e também o teor de umidade, o que gera prejuízos ao produtor no momento do beneficiamento, sendo assim, a dessecação reduz este problema.

Pode-se perceber as diversas vantagens de utilizar a dessecação na cultura da soja, no entanto, o produtor precisa ficar atento ao momento correto de se realizar a aplicação do herbicida, pois se aplicado no estádio fenológico incorreto, pode reduzir de maneira expressiva a produtividade da lavoura.

Foi pensando nisso, que o Rehagro Pesquisa conduziu um experimento com o objetivo determinar o estádio fenológico adequado para se realizar a dessecação de forma que não afete o potencial produtivo soja.

Para isso foi utilizado o herbicida Paraquat, que atua inibindo o fotossistema I. É um herbicida que possui efeito apenas no local de contato com o material vegetal, ou seja, ele não será absorvido e transcolado pela planta, como ocorre no caso de produtos sistêmicos.

A escolha do produto é muito importante, pois caso seja selecionado um herbicida incorreto para está prática, há a possibilidade de deixar resíduos nos grãos que serão colhidos, desta forma, deve verificar quais os produtos são permitidos e respeitar o período de carência.

A dessecação foi realizada em três estádios fenológicos, R5.5 que representa uma granação de 76 a 100%, R6 que é 100% da granação com sementes verdes preenchendo toda a cavidade da vagem e no estádio R7.2 que representa a maturidade fisiológica, onde há de 50 a 70% de folhas e vagens amarelas. Foi conduzido também um tratamento sem dessecação.

Na figura abaixo é possível verificar a situação dos grãos 10 dias após a dessecação.

Soja após dessecação

Na figura abaixo é possível observar efeito significativo referente ao peso de mil grãos. A dessecação em R7.2 apresentou maior peso em gramas do que as dessecações realizadas em R5.5 e R6, no entanto, não houve diferença com o tratamento controle sem dessecação.

Peso de mil grãos de soja após dessecação

Como visualizado no peso de mil grãos, houve diferença significativa também em produtividade. Na figura abaixo é possível observar a importância de se realizar a dessecação no estágio fenológico correto.

As aplicações realizadas em R5.5 e R6 tiveram perda de produtividade de 59,9 e 24,9%, respectivamente, quando comparados com a testemunha sem dessecação. Não houve diferença estatística entre a aplicação realizada no estádio R7.2 e o tratamento sem dessecação.

Produtividade da dessecação da soja

Desta forma, é possível notar a importância de realizar um manejo correto, realizando as atividades no momento ideal. Com esses resultados é possível pensar nas estratégias de manejo mais adequada para cada região, sendo mais uma ferramenta para a tomada de decisão.

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Composto orgânico: o que é e quais são os seus benefícios https://blog.rehagro.com.br/composto-organico-quais-os-beneficios-como-e-feito/ https://blog.rehagro.com.br/composto-organico-quais-os-beneficios-como-e-feito/#comments Wed, 30 Sep 2020 15:30:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8234 O composto orgânico é um condicionador de solo, a base de resíduos orgânicos, que são decompostos de maneira controlada, pela ação de microrganismos. Este condicionador pode proporcionar melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Composto orgânico (Foto: Luiz Paulo Vilela) Quais os benefícios do composto orgânico? Por que aplicar? Quando aplicado no solo […]

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O composto orgânico é um condicionador de solo, a base de resíduos orgânicos, que são decompostos de maneira controlada, pela ação de microrganismos.

Este condicionador pode proporcionar melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.

Composto orgânicoComposto orgânico (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Quais os benefícios do composto orgânico? Por que aplicar?

Quando aplicado no solo o composto orgânico fornece macro e micronutrientes, mas também material orgânico estabilizado, propiciando não só a fertilização da cultura, como a melhoria das características físicas e químicas do solo.

O incremento de matéria orgânica contribui para o aumento da CTC (capacidade de troca de cátions), permitindo maior retenção de nutrientes, sejam eles do próprio composto ou de outras fontes, inclusive fertilizantes químicos.

Estes nutrientes retidos vão sendo liberados de forma gradativa para a planta, contribuindo com o aumento da produtividade.

 

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Além de proporcionar maior retenção de nutrientes e de água no solo (importante para os períodos de estiagem) e dos outros benefícios já citados, a aplicação de composto orgânico contribui ainda para maior disponibilização de fósforo para as plantas.

A disponibilização do fósforo é um fator muito importante, visto que ele apresenta grande interação com o solo, podendo ser fixado e por isso, não fica disponível para as plantas.

Porém, na presença dos ácidos orgânicos produzidos no processo de decomposição da matéria orgânica, ocorre uma competição pelos sítios de adsorção, deixando este nutriente disponível para as plantas absorverem.

Outro aspecto importante é que a utilização de composto orgânico favorece a atividade biológica do solo, que consiste principalmente de microrganismos que realizam diversas funções essenciais para o funcionamento do solo.

Os microrganismos decompõem a matéria orgânica, liberam nutrientes em formas disponíveis às plantas e degradam substâncias tóxicas.

Além disso, eles formam associações simbióticas com raízes de plantas, atuam no controle biológico de patógenos, influenciam na solubilização de minerais e contribuem para a estruturação e agregação do solo. Dessa forma, sendo extremamente desejáveis.

Os benefícios da aplicação do composto orgânico como um componente da adubação do solo podem ser visualmente notados pela observação do vigor das plantas em uma gleba submetida a este tipo de tratamento.

Para comprovar isso, trouxemos duas fotografias de uma lavoura cultivar Mundo Novo, em que foi realizada a aplicação de composto orgânico. Observem o ótimo vigor e enfolhamento das plantas!

Lavoura com aplicação de composto orgânicoLavoura com a aplicação de composto orgânico. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Lavoura de café com aplicação de composto orgânicoLavoura com a aplicação de composto orgânico. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Como é feito o composto orgânico?

O composto orgânico é produzido através da compostagem. A compostagem é um processo de degradação controlada de materiais orgânicos na presença de oxigênio, mediante uma relação adequada de carbono e nitrogênio.

Ao final do processo os nutrientes são convertidos em formas mais disponíveis para as plantas, podendo ser observado aumento no teor de N, P, K em relação aos materiais adicionados inicialmente na leira (COSTA et al., 2015). Durante a estabilização do material orgânico em substâncias húmicas há a formação de um produto mais estável, o composto, com propriedades diferentes do material que lhe deu origem.

Quais materiais podem ser compostados?

A compostagem pode ser conduzida com a utilização de diversos tipos de materiais orgânicos.

Na maioria das vezes o processo é conduzido utilizando resíduos como: restos de alimentos crus, dejetos de animais, folhas secas, serragem ou maravalha, palha de milho, palha de trigo, palha de café, bagaço de cana, subprodutos da indústria cervejeira, resíduos de matadouro, entre outros (LACERDA; SILVA, 2014).  O que vai variar é a quantidade de cada um destes materiais, conforme a quantidade de carbono e nitrogênio de cada um.

De forma geral os materiais orgânicos podem ser divididos em nitrogenados e carbonáceos, é a relação carbono nitrogênio (C/N) que indica se um material é rico em carbono ou em nitrogênio.

Os materiais nitrogenados são aqueles que em sua composição tem uma quantidade de nitrogênio maior que de carbono orgânico, ou seja, uma menor relação carbono nitrogênio (C/N). Já os materiais carbonáceos são aqueles que apresentam uma maior relação carbono nitrogênio.

Na tabela abaixo são listados alguns resíduos ricos em carbono e em nitrogênio.

Tabela com alguns resíduos orgânicosClassificação de alguns resíduos orgânicos

A quantidade de carbono e de nitrogênio ideal para se iniciar um processo de compostagem é entre 25/1 a 35/1 (KHIEL,2001). Esta relação supre as necessidades dos microrganismos para iniciar o processo de decomposição.

Para estabelecer uma relação C/N adequada, é necessário dosar a quantidade de resíduos nitrogenados e carbonáceos de acordo com as características de cada material. Em termos práticos, uma leira deve composta por 3 partes de resíduo carbonáceo para 1 parte de resíduo nitrogenado.

Como montar sua compostagem

Tipos de leira

Para iniciar o processo de compostagem, além de verificar os tipos de materiais disponíveis deve-se atentar também para a montagem das leiras. Leiras são formas de acondicionar os resíduos para iniciar a compostagem.

Existem diferentes métodos de compostagem, o mais simples é o método windrow, conhecido também como leiras reviradas (PEREIRA NETO, 2007).

Este método consiste em acondicionar a mistura de resíduos em leiras e revirá-las periodicamente para garantir a presença de oxigênio, fundamental para que o processo ocorra de forma correta.

Os tipos de leira mais comumente utilizados são piramidal, trapezoidal e cônico. Em compostagem de grande escala as leiras piramidais e trapezoidais são as mais indicadas.

Independentemente do tipo de leira escolhida recomenda-se montá-la a uma altura de até 1,5m. Pilhas muito altas podem ocasionar a compactação do material, prejudicando o fluxo de ar. Pilhas muito baixas prejudicam a manutenção da temperatura, perdendo calor para o meio. A largura e o comprimento são variáveis.

Tipos de leiras para compostagem

Parâmetros a serem monitorados durante o processo

A compostagem é um processo biológico e aeróbio, influenciado por fatores como a natureza dos microrganismos, umidade, aeração, temperatura e relação carbono nitrogênio(C/N) (Kiehl,2001).

Os microrganismos responsáveis pelo processo dependem de condições específicas para sobreviverem e realizarem o seu “trabalho”, condições estas:

Parâmetros ideais para um processo de compostagemParâmetros ideias para a condução do processo de compostagem.

No dia a dia do processo, a temperatura deve ser medida diariamente, em pontos diferentes da leira. O reviramento garante a presença de oxigênio e deve ser feito no mínimo uma vez por semana ou sempre que a temperatura foi maior que 65°C.

A umidade deve ser verificada e corrigida sempre que necessário, para verificar se está adequada aperte um pouco de composto na mão, ele deve estar igual ao da próxima imagem. Se escorrer está úmido demais, se esfarelar precisa de mais água.

Mão segurando uma amostra de composto orgânicoMétodo de verificação da umidade da leira. Observe que após ser apertado na mão o material manteve o formato dos dedos sem escorrer, esta é uma boa condição de umidade da leira. (Foto: Ana Elisa Daher)

Etapas da compostagem

O tempo necessário para produção do composto orgânico varia conforme as características dos materiais que compõem a leira, dependendo da relação C/N inicial, do teor de nitrogênio dos resíduos, do tamanho das partículas, da aeração e do número e frequência dos reviramentos, podendo durar até 120 dias.

O processo de compostagem pode ser subdividido de forma simplificada em duas fases:

  1. A fase de decomposição ativa (termofílica);
  2. Fase de maturação do composto.

A fase ativa (biodegradação rápida) caracteriza o início do processo onde se tem grande quantidade de nutrientes (nitrogênio) e energia (carbono) para serem consumidos pelos microrganismos e convertidos em dióxido de carbono, calor, água e composto.

Devido à alta atividade bacteriana a característica principal desta etapa é o aumento da temperatura. O fim da fase de degradação ativa é indicado pela redução da temperatura, à medida que os materiais vão sendo degradados e a taxa de atividade microbiana vai sendo reduzida, conforme o gráfico a seguir.

Gráfico mostrando a evolução da temperatura em uma leira de compostagemExemplo da evolução da temperatura em uma leira de compostagem. Fonte: Fernandes; Silva, 1996.

Após a faixa de biodegradação rápida ocorre a fase maturação do composto, quando a maior parte da matéria orgânica já foi estabilizada/degradada.

Nesta etapa não é necessário o reviramento periódico, este é usado apenas quando for observado aumento de temperatura da pilha, ou quando houver formação de maus odores. A umidade nesta fase deve ser mantida entre 45 a 50%.

Após a fase de maturação o composto está pronto para ser aplicado no solo

Por que realizar a compostagem e não somente aplicar os materiais orgânicos diretamente no solo?

O processo de compostagem promove a bioconversão dos nutrientes presentes nos materiais orgânicos, transformando-os da forma orgânica (não assimilável pela planta) para a forma mineral (disponível para a planta).

Além da mineralização dos nutrientes contidos, ocorre ainda a imobilização do material orgânico (ECKHARDT et al., 2018).

Um estudo conduzido por Eckhardt e colaboradores (2018) comparando a taxa de mineralização de N, P, K  no solo pela aplicação de fertilizantes orgânicos e resíduos de bovinos de corte e de leite in natura mostrou que as fezes de bovino de leite aplicadas diretamente no solo imobilizaram nitrogênio do mesmo, ao passo que o composto orgânico produzido com fezes de bovino de corte e palha obteve a maior taxa de disponibilização de nitrogênio entre os fertilizantes analisados.

O estudo realizado por Silva (2019) com o objetivo de avaliar o vigor de cafeeiros submetidos a diferentes práticas de manejo visando atenuar os efeitos da escassez hídrica, mostrou que a utilização do composto orgânico no manejo proporcionou incremento no solo de vários nutrientes, com destaque para o fósforo, em que foi superior a todos os outros manejos utilizados, como mostra o gráfico abaixo.

Dessa forma, salientando, sobre os diversos benefícios proporcionados pela utilização de composto orgânico, desde melhora na retenção de água no solo, até mesmo no fornecimento de nutrientes, destacando o fósforo que é um nutriente com grande interação no solo.

Concentração de fósforo no solo de acordo com o composto aplicadoBarras seguidas de mesma letra não diferem entre si a 5% de probabilidade pelo teste Scott-Knott. Fonte: Silva (2019).

Benefícios do composto orgânico

Portanto, são nítidos os benefícios químicos, físicos e biológicos ao solo com a utilização de composto orgânico. Refletindo assim em melhores condições para o crescimento e desenvolvimento das plantas, e, consequentemente acarretando em melhores resultados para a cultura.

A compostagem é um processo que pode ser realizado na própria fazenda, e em muitos casos com resíduos que ela mesma produz, reduzindo assim custo de produção desse material orgânico.

Para a realização do processo, é importante estar atento aos aspectos citados anteriormente, como: a quantidade de resíduos nitrogenados e carbonáceos, altura da leira, umidade, temperatura e presença de oxigênio (revirar a leira), para que o processo ocorra de forma adequada e se produza um composto orgânico de qualidade.

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Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

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Resistência à penetração do solo: como realizar avaliação https://blog.rehagro.com.br/penetracao-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/penetracao-do-solo/#respond Wed, 08 Apr 2020 18:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7324 Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo. Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do […]

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Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo.

Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do solo.

 

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Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.

O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos em condições de muita umidade e com pouca palha na superfície. O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, na faixa de 20 a 40 cm de profundidade.

Gráfico mostrando resistência a penetração do solo

Resistência à penetração (RP) de um Latossolo sob SPD há 10 anos.

A resistência à penetração do solo

O desenvolvimento radicular é afetado pela resistência à penetração (RP) e altera o potencial de produção das culturas.

Devido ao maior número de cultivos por ano, aumentou-se o tráfego de máquinas pesadas, o que pode aumentar a RP. A prática de intervenção mecânica para rompimento da camada compactada, muitas vezes é realizada sem critério técnico.

A resistência à penetração é um dos fatores mais importantes no alongamento radicular das culturas no perfil do solo. Os penetrômetros são os equipamentos mais adequados para prever a resistência à penetração das raízes.

Por outro lado, a conveniência em mensurar a RP com o uso de penetrômetros, pode superestimar a resistência para o crescimento radicular. Sendo que o alongamento da raiz no solo pode ser limitado pela RP e estresse hídrico.

Os diferentes tipos de penetrômetros disponíveis no mercado, com diferentes princípios de funcionamento, são necessários no mínimo de 15 repetições para avaliar a RP com menor variação.

Em solos sob SPD, a RP apresenta grande variação temporal estando associada à variação do teor de água para cada condição de densidade do solo ou estado de compactação.

Webinar Manejo da compactação do solo

Variabilidade espacial da resistência à penetração

A variabilidade espacial da RP diminui da área de cabeceira para o centro da lavoura, sendo que os valores de RP variam também entre as ordens de solos:

  • Argissolos, os valores críticos de RP variam entre 1,19 MPa e 1,5 MPa;
  • Latossolos Vermelho distrófico, os valores críticos podem variar entre 2,1 MPa à 3,2 MPa.

Solos sob SPD apresentam valores mais elevados de RP até 40 cm de profundidade, comparado a solos sob sistema convencional.

A compactação do solo proporciona mudanças no sistema poroso nos solos sob cultivo convencional, há valores maiores de densidade do solo e menores de macroporosidade e porosidade total.

Os atributos físicos do solo podem ser classificados como diretamente relacionados ao crescimento das plantas, água, oxigênio, temperatura e RP, e relacionados ao crescimento das raízes densidade do solo, porosidade, infiltração de água, agregação e textura.

A seleção de atributos físicos deve ser sensíveis ao manejo e produção das culturas, além do monitoramento da qualidade do solo.

Solos sob sistema de plantio direto

Solos sob SPD podem apresentar maior crescimento radicular devido à presença de poro contínuo, criado por minhocas e raízes de culturas anteriores.

Esses bioporos ocupam menos que 1% do volume do solo, podendo ser utilizado por raízes de culturas subsequentes como passagem para o desenvolvimento radicular. Os pelos radiculares nas pontas das raízes apresentam como função potencial de ancoragem mecânica, para as raízes que crescem em bioporos.

Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com a textura arenosa.

Em solos compactados, há decréscimo da macroporosidade, da disponibilidade de água e da absorção de nutrientes. Como consequência, há redução na difusão de gases no solo, limitando os processos metabólicos das plantas.

Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada. A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo. Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.

A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicada para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.

O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores, há o rompimento das camadas compactadas até 40 cm. A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.

A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional.

Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.

Atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido a adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.

Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e também devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.

Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações de RP devem ser realizadas para tomada de decisão sobre o uso de escarificadores e subsoladores.

Saiba mais!

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Alessandro Alvarenga

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Correção do solo: como realizar cálculos para altas produtividades https://blog.rehagro.com.br/correcao-do-solo-como-fazer-calculos/ https://blog.rehagro.com.br/correcao-do-solo-como-fazer-calculos/#comments Mon, 23 Mar 2020 14:56:22 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7167 O solo é a base da agricultura e para atingirmos altas produtividades é preciso ter o entendimento desse solo. Um solo bem construído consegue sustentar culturas de alto volume produtivo. Sabendo das necessidades nutricionais da cultura e do que falta em seu solo, é possível fornecer a ambos o que precisam para o pleno desenvolvimento. […]

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O solo é a base da agricultura e para atingirmos altas produtividades é preciso ter o entendimento desse solo. Um solo bem construído consegue sustentar culturas de alto volume produtivo.

Sabendo das necessidades nutricionais da cultura e do que falta em seu solo, é possível fornecer a ambos o que precisam para o pleno desenvolvimento. Para isso, as análises de solo são imprescindíveis. Elas mostram exatamente o que o solo carece e em qual quantidade. 

Assim, fizemos um webinar gratuito sobre a Correção do solo: como realizar cálculos para altas produtividades. O palestrante foi Silvino Moreira, que é Doutor em Solos e Nutrição de Plantas pela ESALQ-USP e professor do Departamento de Agricultura da UFLA.

Como realizar correção do solo

Silvino mostra por meio de dados reais e pesquisas, como proceder com esse tipo de manejo: calagem, gessagem, fosfatagem. Ele ainda pontua sobre as doses, aplicações, implementação, efeitos a longo prazo e muito mais.

Aprenda mais e aprimore seus conhecimentos sobre o solo.

Aproveite e confira no link abaixo.

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Como calcular soma de bases, CTC’s, saturação por bases e saturação por alumínio? https://blog.rehagro.com.br/saiba-como-calcular-soma-de-bases/ https://blog.rehagro.com.br/saiba-como-calcular-soma-de-bases/#comments Tue, 19 Nov 2019 17:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6322 Você sabe o que é, e como calcular a soma de bases, capacidade de troca de cátions (CTC) efetiva e potencial, saturação por bases e saturação por alumínio na análise de solo? Este material mostra as fórmulas com exemplos práticos para que você saiba realizar esses cálculos.   Sem tempo para ler agora? Baixe este […]

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Você sabe o que é, e como calcular a soma de bases, capacidade de troca de cátions (CTC) efetiva e potencial, saturação por bases e saturação por alumínio na análise de solo?

Este material mostra as fórmulas com exemplos práticos para que você saiba realizar esses cálculos.

 

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Figura 1. Trado holandês com amostra de solo em lavoura de café (Foto: Larissa Cocato)

 Com base em uma análise de solo retirada na projeção da saia do cafeeiro, na profundidade de 0-20 cm temos o seguinte resultado:

Análise do soloResultado análise do solo

Tabela 1. Resultado da análise de solo de 0 – 20 cm de profundidade em lavoura de café.

Cálculo de soma de bases (SB)

É a soma de cátions permutáveis, exceto H+ e Al3+.

  • SB = Ca2+ + Mg2+ + K+

Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:

Ex: SB = 3,21 cmolc/dm³ + 1,61 cmolc / dm³ + (126,6 mg/dm³/391) = 5,14 cmolc/dm³

*OBS: na análise de solo o potássio é dado em mg/dm3, para passar para cmolc/ dm3 é necessário dividir por 391.

Cálculo da CTC efetiva (t)

É a capacidade de troca de cátions do solo no seu pH natural.

  • t = Al + Ca2+ + Mg2+ + K+ ou
  • t = SB + Al

Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:

Ex: t = 0,25 cmolc/dm³ + 3,21 cmolc/dm³ + 1,61 cmolc /dm³ + (126,6 mg/dm³/391) = 5,39 cmolc/dm³

Cálculo da CTC potencial (T)

É a capacidade de troca de cátions a pH 7,0.

  • T = SB + H + Al

Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:

Ex: T = 5,14 cmolc/dm³ + 4,05 cmolc/dm³ = 9,19 cmolc/dm³

Cálculo da saturação por bases (V)

É a soma das bases trocáveis expressa em porcentagem de capacidade de troca de cátions.

  • V% = (SB x 100) / T

Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:

Ex: V% = (5,14 cmolc/dm³ x 100) / 9,19 cmolc/dm³ = 55,9%

Cálculo da saturação por alumínio (m)

Representa quantos % da CTC efetiva estão ocupados pelo Al.

  • m% = (Al x 100) / t

Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:

Ex: m% = (0,25 cmolc/ dm3 x 100) / 5,39 cmolc/ dm3 = 4,6 %

E-book Calagem na cultura do café

Porcentagem de saturação dos cátions da CTC a pH 7,0

Cátions da CTC potencial = (Teor do cátion / T) * 100

Com base nos valores da análise de solo, temos os seguintes exemplos:

  • Saturação de cálcio: % Ca = (Ca2+/ T)* 100

Ex: (3,21 cmolc/dm3/ 9,19 cmolc/dm3) * 100 = 34,9 %

  • Saturação de magnésio: % Mg = (Mg2+/T)* 100

Ex: (1,61 cmolc/dm3 / 9,19 cmolc/dm3) * 100 = 17,5 %

  • Saturação de potássio: % K = (K+/T)* 100

Ex: [(126,6 mg/dm3 / 391) / 9,19 cmolc/ dm3) * 100 = 3,5 %

Figura 2. Esquema mostrando as informações necessárias para calcular a CTC potencial (a pH 7,0) (T), CTC efetiva (t) e soma de bases (SB). (Fonte: Rehagro)

Soma de basesResultado da soma de basesTabela 2. Soma de bases, CTC efetiva e potencial, saturação por bases e saturação por alumínio, de análise de solo em lavoura de café.

Obtenha safras mais lucrativas! 

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Larissa Cocato

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