O post Adubação racional do cafeeiro: como planejar e realizar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A adubação do cafeeiro deve ser planejada de acordo com as análises do solo e dos tecidos foliares e as quantidades variam em função da produção, idade da planta e do tipo de adubo usado, das perdas de nutrientes que venham a ocorrer, entre outros aspectos.
Como os principais nutrientes que a planta exige não são de fontes renováveis e o preço dos fertilizantes está cada vez mais alto, é preciso fazer uma adubação racional no cafeeiro.
Para isso, é extremamente importante ter um planejamento, chegar o cisco e fazer amostragens corretas, ou seja, as operações que antecedem a adubação precisam ser bem feitas também.
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O conceito de adubação racional é uma nutrição mais adequada dos cafeeiros, por meio do uso conjunto dos variados nutrientes, oriundos dos corretivos e adubos, mas sempre de forma equilibrada e observando as necessidades.
É muito comum ainda as recomendações de adubação do cafeeiro serem feitas por fórmulas diretas, programas no computador, ou seja, mecanicamente, sem analisar a área, as condições edafoclimáticas e as outras particularidades da lavoura.
Devido a isso, muitas vezes o produtor trabalha com excesso ou falta de determinados nutrientes.
É necessário procurar trabalhar com o equilíbrio dos nutrientes. Pela “Lei do Mínimo”, o crescimento e a produtividade das lavouras podem ficar limitados por apenas um ou alguns nutrientes que se encontram em quantidades insuficientes, tornando sem efeito a aplicação de muitos dos demais.
Diversos estudos foram realizados para determinar a correlação entre o potencial produtivo das lavouras e os níveis de nutrientes disponíveis.
A tabela abaixo traz as faixas dos teores de nutrientes no solo serem comparados com a análise de solo.
Fonte: MATIELLO, SANTINATO, GARCIA, ALMEIDA, FERNANDES. Cultura de café no Brasil. Novo Manual de Recomendações. Ed 2005.
Depois de ter em mãos a análise de solo e verificar em que faixa ele se enquadra, existem vários teores recomendados para se trabalhar em um solo.
A tabela a seguir mostra um parâmetro dos teores considerados ideais e a partir dela é possível fazer a recomendação dos corretivos para a lavoura.

Lembrando que essa tabela é somente uma sugestão de teores médios de nutrientes no solo considerado como teores básicos para se ter uma boa produção e um bom retorno econômico na atividade. Porém, esses teores variam de acordo com cada premissa e cada particularidade de fazenda, gleba, etc.
É extremamente importante não olhar os nutrientes dessa tabela de forma separada e lembrar que cada nutriente não tem ação sozinho. Eles se interagem e a falta de equilíbrio entre eles pode causar antagonismos.
Cada técnico utiliza seu parâmetro na hora de recomendar devido à experiência prática e técnica de cada um. Porém, é importante sempre buscar a máxima produtividade econômica. Lembre-se de que a curva de resposta dos nutrientes versus planta não é linear.
Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.
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]]>O post Como interpretar uma análise de solo e fazer os cálculos de recomendação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No dia a dia do campo, sabemos que a análise do solo é uma ferramenta valiosa, que ampara com exatidão os próximos passos do manejo, como a adubação racional.
Com o resultado em mãos, devemos conhecer bem os parâmetros que buscamos, para realizarmos os cálculos de recomendação dos nutrientes corretamente.
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Quando há escassez de nutrientes no solo, os sintomas de deficiência se manifestam e, neste ponto, as alterações no metabolismo da planta já ocorreram, o que significa que a produção já está sendo comprometida e o prejuízo já está ocorrendo.
Por isso, faz-se necessário uma recomendação adequada de nutrientes, suprindo todas as demandas do cafeeiro.
Neste artigo, vamos demonstrar, passo a passo, como interpretar uma análise de solo e realizar os cálculos de recomendação de:
Para isso, vamos usar um exemplo prático. Acompanhe abaixo:
Tabela 1. Resultado da análise de solo de 0 – 20 cm de profundidade em lavoura de café.
Informações do talhão 1:
Tabela 2. Padrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de solo na cultura do café. Fonte: Luiz Paulo Vilela – Coordenador da equipe Rehagro Café e consultor técnico.
Como não há resultado de teor de nitrogênio na análise de solo, devido a sua dinâmica no solo, a recomendação para esse nutriente é feita com base na expectativa de produtividade esperada para a cultura:
N (kg/ha) = (produção (em sacas por ha) x 2,6) + (próxima safra (em sacas por ha) x 3,6)
Calculando:
N (kg/ha) = (25 sc/ha x 2,6) + (45 sc/ha x 3,6)
N (kg/ha) = 65 + 162
N (kg/ha) = 227 kg/ha de nitrogênio.
Se a fonte utilizada for a ureia, que possui 45 % de N, serão necessários:

No entanto, é necessário calcular a demanda de ureia com base na sua eficiência (perdas por volatilização), que pode ser considerada de 60 a 80% dependendo das condições, assim consideramos 70%:
504,4 kg de ureia / 0,70 (eficiência) = 720,6 kg de ureia por ha
Dessa forma, com base nos cálculos, para essa lavoura com produtividade esperada para esse ano agrícola de 25 sacas por hectare e para a safra do ano seguinte de 45 sacas por hectare, é recomendado a aplicação de 227 kg/ha de nitrogênio.
Utilizando a fonte ureia é demandado 720 kg desse fertilizante por hectare, considerando sua eficiência de 70%.
Na análise foi utilizado o extrator Mehlich 1, e o teor de fósforo é 15,5 mg/dm3, mas eu quero atingir 20 mg/dm3 (tabela 2). Por isso, é necessário aumentar 4,5 mg/dm3:
20 mg/dm3 (teor desejável) – 15,5 mg/dm3 (teor no solo) = 4,5 mg/dm3.
Conforme a tabela abaixo, utilizando o extrator Mehlich, para elevar 1 mg/dm3 de fósforo em um solo com 40% de argila, é necessário 30 kg de P2O5 (marcado em vermelho):
Tabela 3. Valores do fator CT (capacidade tampão de fósforo) para estimar a dose do adubo fosfatado, em função do teor de argila no solo, para os métodos de Mehlich 1 e resina.
Dessa forma, se eu desejo aumentar 4,5 mg/dm3:

Utilizando a fonte de Superfosfato Simples que possui 18% de P2O5, teremos que aplicar:

Dessa forma, a quantidade de Superfosfato Simples recomendada será de: 750 kg desse fertilizante por hectare.
**Se o extrator utilizado for o resina, devemos olhar os parâmetros para se trabalhar no solo com o extrator resina (tabela 2), e verificar quantos kg de P2O5 é necessário para aumentar no solo 1 mg/dm3 de P (tabela 3). Após isso, realizar os mesmos cálculos exemplificados acima.
Para o nutriente potássio, pode-se trabalhar para manter 120 mg/dm3 no solo (tabela 2), adicionado a extração pela cultura, de acordo com a produção e vegetação:
K (kg/ha) = (produção x 3) + (vegetação x 2,9)
K (kg/ha) = (25 sc x 3) + (45 sc x 2,9)
K (kg/ha) = 75 + 130,5 = 205,5 kg/ha de K2O
Como o solo já está com teor de potássio acima de 120 mg/dm3, vamos calcular para descontar essa reserva do solo da quantidade de potássio demandada para aplicação:
153,0 mg/dm3 (teor no solo) – 120 mg/dm3 (nível para manter no solo) = 33 mg/dm3
Em cmolc/ dm3 essa quantidade corresponde a: 0,08 cmolc/dm3 que preciso aumentar no meu solo:

Para aumentar 1 cmolc/dm3 é necessário 942 kg de K2O por hectare:

Recomendação de potássio:
205,5 kg/ha de K2O (para produção e vegetação) – 75,4 kg de K2O/ha (reserva do solo) = 130,1 kg de K2O/ha.
Se a fonte utilizada for o cloreto de potássio, que contém 60% de K2O:

Tabela 4. Demanda de nitrogênio, fósforo e potássio por hectare para essa lavoura
Exemplificamos acima, como é feita a recomendação de adubação para os nutrientes NPK, com base na análise de solo, e nas condições da lavoura exemplificadas neste material.
E então? Da próxima vez que a análise de solo chegar, você vai estar pronto para fazer uma recomendação adequada?
Essa interpretação e esses cálculos geram muitas dúvidas, até mesmo nos mais experientes profissionais.
Mas precisamos saber realizá-los com exatidão, porque são a base de planejamento para outras etapas de importância crucial na produção.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.
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]]>Após a realização da amostragem do solo e envio da amostra para o laboratório, recebemos um laudo repleto de números, mostrando a quantidade de cada nutriente.
E, nesse momento, pode bater aquela dúvida: e agora?
Os teores indicados estão ruins, bons ou ideais?
Saiba quais são os parâmetros usados nessa avaliação!

É muito importante conhecermos os teores que devemos buscar nos solos. Como a lei no mínimo aborda, aquele nutriente em menor disponibilidade irá afetar a produtividade da cultura.
Dessa forma, de nada adianta termos altos teores de um determinado nutriente no solo, enquanto temos outro nutriente extremamente escasso, com valores abaixo dos níveis ideais.
O potencial hidrogeniônico se refere à concentração de H+ em uma solução. A escala de pH varia entre 0 – 14, em que quanto menor o valor, mais ácido, e quanto maior o valor, mais básico. Para o solo, buscamos trabalhar com um pH em água entre 6,0 – 6,5.
O potássio, em mg/dm3, buscamos trabalhar com teores superiores a 120 mg/dm3 no solo. Se a unidade de medida for cmolc/dm3, o valor deve ficar em torno de 0,30 cmolc/dm3. Vale destacar, que para o potássio, devemos estar atentos ao equilíbrio dos nutrientes Ca:Mg:K no solo, sempre se atentando e buscando relações de 9:3:1 ou 25:5:5.
Para passar de cmolc/dm3 para mmolc/dm3, devemos multiplicar por 10.
Para passar de mmolc/dm3 para cmolc/dm3, devemos dividir por 10.
Para passar de mg/dm3 para cmolc/dm3, devemos dividir o valor em mg/dm3 por 391.
Para o fósforo, o resultado desse nutriente pode ser dado utilizando o extrator mehlich 1 ou resina (em alguns locais deve ser solicitado a análise com esse extrator).
O extrator resina apresenta um resultado de P mais fidedigno da realidade, quando comparado ao extrator mehlich 1.
Quando utilizado o extrator resina, buscamos trabalhar com teores acima de 40 mg/dm3 no solo.
Quando utilizado o extrator mehlich 1, buscamos trabalhar com teores acima de 30 mg/dm3 no solo.
Para o cálcio, buscamos trabalhar no solo acima de 3,0 cmolc/dm3, devendo também ficar atento ao equilíbrio de Ca:Mg:K mencionado acima, devido a esses nutrientes competirem pelo mesmo sitio de absorção.
Para passar de cmolc/dm3 para mmolc/dm3, devemos multiplicar por 10.
Para passar de mmolc/dm3 para cmolc/dm3, devemos dividir por 10.
Para o magnésio, buscamos trabalhar no solo, com teores acima de 1 cmolc/dm3.
Para passar de cmolc/dm3 para mmolc/dm3, devemos multiplicar por 10.
Para passar de mmolc/dm3 para cmolc/dm3, devemos dividir por 10.
O boro é um micronutriente, em que o ideal é trabalharmos com teores acima de 1,0 mg/dm3 no solo.
O alumínio é um elemento tóxico às raízes, por isso, o ideal é que seu valor no solo seja de 0 cmolc/dm3.
Para passar de cmolc/dm3 para mmolc/dm3, devemos multiplicar por 10.
Para passar de mmolc/dm3 para cmolc/dm3, devemos dividir por 10.
Importante: em alguns locais, o resultado da análise é dado em mmolc/dm3 e em outros laboratórios é dado em cmolc/dm3, por isso, abaixo de cada nutriente está como transformar as unidades de um para outro.
O manejo do solo é fundamental para o sucesso da produção, desde seu preparo para a implantação até a adubação de produção.
A partir de uma boa interpretação da análise do solo, podemos partir para a elaboração de uma estratégia de adubação racional, oferecendo ao cafeeiro tudo o que ele precisa para alcançarmos safras cada vez mais produtivas!
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]]>O post Análise microbiológica do solo: o que é e como realizar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As propriedades do solo se dividem em química, física e biológica. Sua composição depende de diversos fatores como:
Sobre esse último tópico, os microrganismos fazem parte da propriedade biológica desse solo.

Esquema didático sobre a composição do solo
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A parte biológica do solo é constituída por microrganismos (cerca de 70%), raízes e fauna. Além disso, ela apresenta uma estreita inter-relação com os componentes físicos e químicos.
Toda essa parte das propriedades do solo, unidas aos microrganismos, influenciam não só a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas, mas também suas funções ecológicas e serviços ambientais.
O grau de revolvimento mecânico, juntamente com a qualidade e a quantidade do resíduo vegetal que são aportados ao solo, fazem com que todo o sistema de uso ou manejo deixe sua impressão digital, sua assinatura biológica, no solo.

Escavadeira revolvendo o solo
As determinações de atividade enzimática são uma das vias de formação da memória do solo. Isso decorre do fato de que a atividade enzimática total de um solo é o somatório de:
A capacidade do solo de estabilizar e proteger enzimas está relacionada à sua capacidade de armazenar e estabilizar MO (afinal a enzima é uma molécula orgânica) e outras propriedades estruturais associadas (agregação e porosidade), que são de difícil detecção num curto período, diferentemente da atividade enzimática.
Entre os parâmetros utilizados para caracterizar o componente biológico dos solos e avaliar a sua saúde/qualidade, destacam-se as avaliações de biomassa microbiana e de atividade enzimática.
A biomassa microbiana do solo, como o próprio nome diz, avalia a massa dos microrganismos no solo e é expressa como mg de C, N, e/ou P nos microrganismos por quilograma de solo.
A biomassa é a parte viva e mais ativa da MOS sendo constituída, principalmente, por fungos, bactérias e actinomicetos.
Apesar da sua importância em relação ao teor total de MOS, o tamanho dos componentes vivos é relativamente pequeno, variando de 1% a 5%.
No solo, as enzimas participam como catalizadoras das reações metabólicas intracelulares, que ocorrem nos seres vivos. Além disso, as enzimas extracelulares desempenham papel fundamental, atuando em várias reações que resultam na decomposição de resíduos orgânicos, tais como:
As enzimas também desempenham papéis importantes na ciclagem de nutrientes, os quais podemos citar:
Por fim, mas não menos importante, as enzimas estão ligadas à formação da MOS e da estrutura do solo.
O potencial das análises de atividade enzimática como indicadores de grande sensibilidade, especialmente β-glicosidase e arilsulfatase, tem sido verificado no Cerrado.
Assim foi ficando cada vez mais claro a necessidade de incluir também a análise dos bioindicadores nas avaliações de rotina do solo, principalmente quando se adota o sistema de plantio direto (SPD) devido ao manejo de conservação.
Com a expansão acelerada dos plantios, se faz necessário um solo construído de forma equilibrada e adequada para as culturas e as análises, portanto, se tornam imprescindíveis.
Como vimos nesse artigo, o solo é essencial, independente da ação agrícola que o produtor fará em sua fazenda. No entanto, um sistema de conservação como o SPD não permite grandes ações no solo e isso, muitas vezes, atrapalha sua aeração. Assim é necessário o uso de maquinários, como subsoladores e escarificadores.
Entender a microbiologia do solo é importante, mas se o solo apresenta compactação, o sistema poderá ficar comprometido.
Para saber como melhorar a aeração do solo e trazer mais qualidade para as raízes no SPD, veja no artigo “Uso de subsoladores e escarificadores no sistema de plantio direto“.
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]]>O post Dessecação da soja: como fazer e quando realizar essa estratégia? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três benefícios fundamentais para os produtores:
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A uniformidade da maturação dos grãos é um fator muito importante, pois permite maior rendimento operacional da colhedora, reduzindo os problemas de plantas com haste verde e retenção foliar, o que faz com que a máquina embuche menos, diminuindo de forma expressiva a perda de grãos.
Além disso, a dessecação permite antecipar a colheita da soja, o que é fundamental para regiões que tem possibilidade de realizar a segunda safra, principalmente com a cultura do milho. Realizar a semeadura nos primeiros dias da janela de plantio é uma das formas de reduzir os riscos climáticos que são inerentes de cada região, sejam eles geadas ou veranicos.
Aprenda pontos importantes sobre a safra com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.
Outro fator que merece destaque na atividade da dessecação da soja é o controle de plantas daninhas que não foram manejadas de forma eficiente no início de desenvolvimento da lavoura.
Essas plantas invasoras, além de reduzir o rendimento operacional, aumentam a porcentagem de impurezas nos grãos e também o teor de umidade, o que gera prejuízos ao produtor no momento do beneficiamento, sendo assim, a dessecação reduz este problema.
Pode-se perceber as diversas vantagens de utilizar a dessecação na cultura da soja, no entanto, o produtor precisa ficar atento ao momento correto de se realizar a aplicação do herbicida, pois se aplicado no estádio fenológico incorreto, pode reduzir de maneira expressiva a produtividade da lavoura.
Foi pensando nisso, que o Rehagro Pesquisa conduziu um experimento com o objetivo determinar o estádio fenológico adequado para se realizar a dessecação de forma que não afete o potencial produtivo soja.
Para isso foi utilizado o herbicida Paraquat, que atua inibindo o fotossistema I. É um herbicida que possui efeito apenas no local de contato com o material vegetal, ou seja, ele não será absorvido e transcolado pela planta, como ocorre no caso de produtos sistêmicos.
A escolha do produto é muito importante, pois caso seja selecionado um herbicida incorreto para está prática, há a possibilidade de deixar resíduos nos grãos que serão colhidos, desta forma, deve verificar quais os produtos são permitidos e respeitar o período de carência.
A dessecação foi realizada em três estádios fenológicos, R5.5 que representa uma granação de 76 a 100%, R6 que é 100% da granação com sementes verdes preenchendo toda a cavidade da vagem e no estádio R7.2 que representa a maturidade fisiológica, onde há de 50 a 70% de folhas e vagens amarelas. Foi conduzido também um tratamento sem dessecação.
Na figura abaixo é possível verificar a situação dos grãos 10 dias após a dessecação.

Na figura abaixo é possível observar efeito significativo referente ao peso de mil grãos. A dessecação em R7.2 apresentou maior peso em gramas do que as dessecações realizadas em R5.5 e R6, no entanto, não houve diferença com o tratamento controle sem dessecação.

Como visualizado no peso de mil grãos, houve diferença significativa também em produtividade. Na figura abaixo é possível observar a importância de se realizar a dessecação no estágio fenológico correto.
As aplicações realizadas em R5.5 e R6 tiveram perda de produtividade de 59,9 e 24,9%, respectivamente, quando comparados com a testemunha sem dessecação. Não houve diferença estatística entre a aplicação realizada no estádio R7.2 e o tratamento sem dessecação.

Desta forma, é possível notar a importância de realizar um manejo correto, realizando as atividades no momento ideal. Com esses resultados é possível pensar nas estratégias de manejo mais adequada para cada região, sendo mais uma ferramenta para a tomada de decisão.
A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.
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]]>O post Composto orgânico: o que é e quais são os seus benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Este condicionador pode proporcionar melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.
Composto orgânico (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Quando aplicado no solo o composto orgânico fornece macro e micronutrientes, mas também material orgânico estabilizado, propiciando não só a fertilização da cultura, como a melhoria das características físicas e químicas do solo.
O incremento de matéria orgânica contribui para o aumento da CTC (capacidade de troca de cátions), permitindo maior retenção de nutrientes, sejam eles do próprio composto ou de outras fontes, inclusive fertilizantes químicos.
Estes nutrientes retidos vão sendo liberados de forma gradativa para a planta, contribuindo com o aumento da produtividade.
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Além de proporcionar maior retenção de nutrientes e de água no solo (importante para os períodos de estiagem) e dos outros benefícios já citados, a aplicação de composto orgânico contribui ainda para maior disponibilização de fósforo para as plantas.
A disponibilização do fósforo é um fator muito importante, visto que ele apresenta grande interação com o solo, podendo ser fixado e por isso, não fica disponível para as plantas.
Porém, na presença dos ácidos orgânicos produzidos no processo de decomposição da matéria orgânica, ocorre uma competição pelos sítios de adsorção, deixando este nutriente disponível para as plantas absorverem.
Outro aspecto importante é que a utilização de composto orgânico favorece a atividade biológica do solo, que consiste principalmente de microrganismos que realizam diversas funções essenciais para o funcionamento do solo.
Os microrganismos decompõem a matéria orgânica, liberam nutrientes em formas disponíveis às plantas e degradam substâncias tóxicas.
Além disso, eles formam associações simbióticas com raízes de plantas, atuam no controle biológico de patógenos, influenciam na solubilização de minerais e contribuem para a estruturação e agregação do solo. Dessa forma, sendo extremamente desejáveis.
Os benefícios da aplicação do composto orgânico como um componente da adubação do solo podem ser visualmente notados pela observação do vigor das plantas em uma gleba submetida a este tipo de tratamento.
Para comprovar isso, trouxemos duas fotografias de uma lavoura cultivar Mundo Novo, em que foi realizada a aplicação de composto orgânico. Observem o ótimo vigor e enfolhamento das plantas!
Lavoura com a aplicação de composto orgânico. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
Lavoura com a aplicação de composto orgânico. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
O composto orgânico é produzido através da compostagem. A compostagem é um processo de degradação controlada de materiais orgânicos na presença de oxigênio, mediante uma relação adequada de carbono e nitrogênio.
Ao final do processo os nutrientes são convertidos em formas mais disponíveis para as plantas, podendo ser observado aumento no teor de N, P, K em relação aos materiais adicionados inicialmente na leira (COSTA et al., 2015). Durante a estabilização do material orgânico em substâncias húmicas há a formação de um produto mais estável, o composto, com propriedades diferentes do material que lhe deu origem.
A compostagem pode ser conduzida com a utilização de diversos tipos de materiais orgânicos.
Na maioria das vezes o processo é conduzido utilizando resíduos como: restos de alimentos crus, dejetos de animais, folhas secas, serragem ou maravalha, palha de milho, palha de trigo, palha de café, bagaço de cana, subprodutos da indústria cervejeira, resíduos de matadouro, entre outros (LACERDA; SILVA, 2014). O que vai variar é a quantidade de cada um destes materiais, conforme a quantidade de carbono e nitrogênio de cada um.
De forma geral os materiais orgânicos podem ser divididos em nitrogenados e carbonáceos, é a relação carbono nitrogênio (C/N) que indica se um material é rico em carbono ou em nitrogênio.
Os materiais nitrogenados são aqueles que em sua composição tem uma quantidade de nitrogênio maior que de carbono orgânico, ou seja, uma menor relação carbono nitrogênio (C/N). Já os materiais carbonáceos são aqueles que apresentam uma maior relação carbono nitrogênio.
Na tabela abaixo são listados alguns resíduos ricos em carbono e em nitrogênio.
Classificação de alguns resíduos orgânicos
A quantidade de carbono e de nitrogênio ideal para se iniciar um processo de compostagem é entre 25/1 a 35/1 (KHIEL,2001). Esta relação supre as necessidades dos microrganismos para iniciar o processo de decomposição.
Para estabelecer uma relação C/N adequada, é necessário dosar a quantidade de resíduos nitrogenados e carbonáceos de acordo com as características de cada material. Em termos práticos, uma leira deve composta por 3 partes de resíduo carbonáceo para 1 parte de resíduo nitrogenado.
Para iniciar o processo de compostagem, além de verificar os tipos de materiais disponíveis deve-se atentar também para a montagem das leiras. Leiras são formas de acondicionar os resíduos para iniciar a compostagem.
Existem diferentes métodos de compostagem, o mais simples é o método windrow, conhecido também como leiras reviradas (PEREIRA NETO, 2007).
Este método consiste em acondicionar a mistura de resíduos em leiras e revirá-las periodicamente para garantir a presença de oxigênio, fundamental para que o processo ocorra de forma correta.
Os tipos de leira mais comumente utilizados são piramidal, trapezoidal e cônico. Em compostagem de grande escala as leiras piramidais e trapezoidais são as mais indicadas.
Independentemente do tipo de leira escolhida recomenda-se montá-la a uma altura de até 1,5m. Pilhas muito altas podem ocasionar a compactação do material, prejudicando o fluxo de ar. Pilhas muito baixas prejudicam a manutenção da temperatura, perdendo calor para o meio. A largura e o comprimento são variáveis.

A compostagem é um processo biológico e aeróbio, influenciado por fatores como a natureza dos microrganismos, umidade, aeração, temperatura e relação carbono nitrogênio(C/N) (Kiehl,2001).
Os microrganismos responsáveis pelo processo dependem de condições específicas para sobreviverem e realizarem o seu “trabalho”, condições estas:
Parâmetros ideias para a condução do processo de compostagem.
No dia a dia do processo, a temperatura deve ser medida diariamente, em pontos diferentes da leira. O reviramento garante a presença de oxigênio e deve ser feito no mínimo uma vez por semana ou sempre que a temperatura foi maior que 65°C.
A umidade deve ser verificada e corrigida sempre que necessário, para verificar se está adequada aperte um pouco de composto na mão, ele deve estar igual ao da próxima imagem. Se escorrer está úmido demais, se esfarelar precisa de mais água.
Método de verificação da umidade da leira. Observe que após ser apertado na mão o material manteve o formato dos dedos sem escorrer, esta é uma boa condição de umidade da leira. (Foto: Ana Elisa Daher)
O tempo necessário para produção do composto orgânico varia conforme as características dos materiais que compõem a leira, dependendo da relação C/N inicial, do teor de nitrogênio dos resíduos, do tamanho das partículas, da aeração e do número e frequência dos reviramentos, podendo durar até 120 dias.
O processo de compostagem pode ser subdividido de forma simplificada em duas fases:
A fase ativa (biodegradação rápida) caracteriza o início do processo onde se tem grande quantidade de nutrientes (nitrogênio) e energia (carbono) para serem consumidos pelos microrganismos e convertidos em dióxido de carbono, calor, água e composto.
Devido à alta atividade bacteriana a característica principal desta etapa é o aumento da temperatura. O fim da fase de degradação ativa é indicado pela redução da temperatura, à medida que os materiais vão sendo degradados e a taxa de atividade microbiana vai sendo reduzida, conforme o gráfico a seguir.
Exemplo da evolução da temperatura em uma leira de compostagem. Fonte: Fernandes; Silva, 1996.
Após a faixa de biodegradação rápida ocorre a fase maturação do composto, quando a maior parte da matéria orgânica já foi estabilizada/degradada.
Nesta etapa não é necessário o reviramento periódico, este é usado apenas quando for observado aumento de temperatura da pilha, ou quando houver formação de maus odores. A umidade nesta fase deve ser mantida entre 45 a 50%.
Após a fase de maturação o composto está pronto para ser aplicado no solo.
O processo de compostagem promove a bioconversão dos nutrientes presentes nos materiais orgânicos, transformando-os da forma orgânica (não assimilável pela planta) para a forma mineral (disponível para a planta).
Além da mineralização dos nutrientes contidos, ocorre ainda a imobilização do material orgânico (ECKHARDT et al., 2018).
Um estudo conduzido por Eckhardt e colaboradores (2018) comparando a taxa de mineralização de N, P, K no solo pela aplicação de fertilizantes orgânicos e resíduos de bovinos de corte e de leite in natura mostrou que as fezes de bovino de leite aplicadas diretamente no solo imobilizaram nitrogênio do mesmo, ao passo que o composto orgânico produzido com fezes de bovino de corte e palha obteve a maior taxa de disponibilização de nitrogênio entre os fertilizantes analisados.
O estudo realizado por Silva (2019) com o objetivo de avaliar o vigor de cafeeiros submetidos a diferentes práticas de manejo visando atenuar os efeitos da escassez hídrica, mostrou que a utilização do composto orgânico no manejo proporcionou incremento no solo de vários nutrientes, com destaque para o fósforo, em que foi superior a todos os outros manejos utilizados, como mostra o gráfico abaixo.
Dessa forma, salientando, sobre os diversos benefícios proporcionados pela utilização de composto orgânico, desde melhora na retenção de água no solo, até mesmo no fornecimento de nutrientes, destacando o fósforo que é um nutriente com grande interação no solo.
Barras seguidas de mesma letra não diferem entre si a 5% de probabilidade pelo teste Scott-Knott. Fonte: Silva (2019).
Portanto, são nítidos os benefícios químicos, físicos e biológicos ao solo com a utilização de composto orgânico. Refletindo assim em melhores condições para o crescimento e desenvolvimento das plantas, e, consequentemente acarretando em melhores resultados para a cultura.
A compostagem é um processo que pode ser realizado na própria fazenda, e em muitos casos com resíduos que ela mesma produz, reduzindo assim custo de produção desse material orgânico.
Para a realização do processo, é importante estar atento aos aspectos citados anteriormente, como: a quantidade de resíduos nitrogenados e carbonáceos, altura da leira, umidade, temperatura e presença de oxigênio (revirar a leira), para que o processo ocorra de forma adequada e se produza um composto orgânico de qualidade.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
Por isso, no Rehagro há o Curso online Gestão na Produção de Café Arábica, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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]]>Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do solo.
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Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.
O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos em condições de muita umidade e com pouca palha na superfície. O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, na faixa de 20 a 40 cm de profundidade.

Resistência à penetração (RP) de um Latossolo sob SPD há 10 anos.
O desenvolvimento radicular é afetado pela resistência à penetração (RP) e altera o potencial de produção das culturas.
Devido ao maior número de cultivos por ano, aumentou-se o tráfego de máquinas pesadas, o que pode aumentar a RP. A prática de intervenção mecânica para rompimento da camada compactada, muitas vezes é realizada sem critério técnico.
A resistência à penetração é um dos fatores mais importantes no alongamento radicular das culturas no perfil do solo. Os penetrômetros são os equipamentos mais adequados para prever a resistência à penetração das raízes.
Por outro lado, a conveniência em mensurar a RP com o uso de penetrômetros, pode superestimar a resistência para o crescimento radicular. Sendo que o alongamento da raiz no solo pode ser limitado pela RP e estresse hídrico.
Os diferentes tipos de penetrômetros disponíveis no mercado, com diferentes princípios de funcionamento, são necessários no mínimo de 15 repetições para avaliar a RP com menor variação.
Em solos sob SPD, a RP apresenta grande variação temporal estando associada à variação do teor de água para cada condição de densidade do solo ou estado de compactação.
A variabilidade espacial da RP diminui da área de cabeceira para o centro da lavoura, sendo que os valores de RP variam também entre as ordens de solos:
Solos sob SPD apresentam valores mais elevados de RP até 40 cm de profundidade, comparado a solos sob sistema convencional.
A compactação do solo proporciona mudanças no sistema poroso nos solos sob cultivo convencional, há valores maiores de densidade do solo e menores de macroporosidade e porosidade total.
Os atributos físicos do solo podem ser classificados como diretamente relacionados ao crescimento das plantas, água, oxigênio, temperatura e RP, e relacionados ao crescimento das raízes densidade do solo, porosidade, infiltração de água, agregação e textura.
A seleção de atributos físicos deve ser sensíveis ao manejo e produção das culturas, além do monitoramento da qualidade do solo.
Solos sob SPD podem apresentar maior crescimento radicular devido à presença de poro contínuo, criado por minhocas e raízes de culturas anteriores.
Esses bioporos ocupam menos que 1% do volume do solo, podendo ser utilizado por raízes de culturas subsequentes como passagem para o desenvolvimento radicular. Os pelos radiculares nas pontas das raízes apresentam como função potencial de ancoragem mecânica, para as raízes que crescem em bioporos.
Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com a textura arenosa.
Em solos compactados, há decréscimo da macroporosidade, da disponibilidade de água e da absorção de nutrientes. Como consequência, há redução na difusão de gases no solo, limitando os processos metabólicos das plantas.
Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada. A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo. Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.
A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicada para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.
O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores, há o rompimento das camadas compactadas até 40 cm. A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.
A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional.
Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.
Atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido a adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.
Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e também devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.
Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações de RP devem ser realizadas para tomada de decisão sobre o uso de escarificadores e subsoladores.
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]]>O post Correção do solo: como realizar cálculos para altas produtividades apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Sabendo das necessidades nutricionais da cultura e do que falta em seu solo, é possível fornecer a ambos o que precisam para o pleno desenvolvimento. Para isso, as análises de solo são imprescindíveis. Elas mostram exatamente o que o solo carece e em qual quantidade.
Assim, fizemos um webinar gratuito sobre a Correção do solo: como realizar cálculos para altas produtividades. O palestrante foi Silvino Moreira, que é Doutor em Solos e Nutrição de Plantas pela ESALQ-USP e professor do Departamento de Agricultura da UFLA.

Silvino mostra por meio de dados reais e pesquisas, como proceder com esse tipo de manejo: calagem, gessagem, fosfatagem. Ele ainda pontua sobre as doses, aplicações, implementação, efeitos a longo prazo e muito mais.
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Aproveite e confira no link abaixo.
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]]>Este material mostra as fórmulas com exemplos práticos para que você saiba realizar esses cálculos.
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Figura 1. Trado holandês com amostra de solo em lavoura de café (Foto: Larissa Cocato)
Com base em uma análise de solo retirada na projeção da saia do cafeeiro, na profundidade de 0-20 cm temos o seguinte resultado:


Tabela 1. Resultado da análise de solo de 0 – 20 cm de profundidade em lavoura de café.
É a soma de cátions permutáveis, exceto H+ e Al3+.
Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:
Ex: SB = 3,21 cmolc/dm³ + 1,61 cmolc / dm³ + (126,6 mg/dm³/391) = 5,14 cmolc/dm³
*OBS: na análise de solo o potássio é dado em mg/dm3, para passar para cmolc/ dm3 é necessário dividir por 391.
É a capacidade de troca de cátions do solo no seu pH natural.
Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:
Ex: t = 0,25 cmolc/dm³ + 3,21 cmolc/dm³ + 1,61 cmolc /dm³ + (126,6 mg/dm³/391) = 5,39 cmolc/dm³
É a capacidade de troca de cátions a pH 7,0.
Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:
Ex: T = 5,14 cmolc/dm³ + 4,05 cmolc/dm³ = 9,19 cmolc/dm³
É a soma das bases trocáveis expressa em porcentagem de capacidade de troca de cátions.
Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:
Ex: V% = (5,14 cmolc/dm³ x 100) / 9,19 cmolc/dm³ = 55,9%
Representa quantos % da CTC efetiva estão ocupados pelo Al.
Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:
Ex: m% = (0,25 cmolc/ dm3 x 100) / 5,39 cmolc/ dm3 = 4,6 %
Cátions da CTC potencial = (Teor do cátion / T) * 100
Com base nos valores da análise de solo, temos os seguintes exemplos:
Ex: (3,21 cmolc/dm3/ 9,19 cmolc/dm3) * 100 = 34,9 %
Ex: (1,61 cmolc/dm3 / 9,19 cmolc/dm3) * 100 = 17,5 %
Ex: [(126,6 mg/dm3 / 391) / 9,19 cmolc/ dm3) * 100 = 3,5 %
Figura 2. Esquema mostrando as informações necessárias para calcular a CTC potencial (a pH 7,0) (T), CTC efetiva (t) e soma de bases (SB). (Fonte: Rehagro)

Tabela 2. Soma de bases, CTC efetiva e potencial, saturação por bases e saturação por alumínio, de análise de solo em lavoura de café.
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