bactéria Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/bacteria/ Mon, 19 Dec 2022 15:59:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png bactéria Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/bacteria/ 32 32 Sanidade de bovinos de corte: principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção https://blog.rehagro.com.br/sanidade-de-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/sanidade-de-bovinos-de-corte/#respond Mon, 01 Aug 2022 21:18:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14047 Saiba as principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda. O que você irá ver neste e-book: Manejo do bezerro e a importância da colostragem; Coccidiose ou “ diarreia preta”: prevenção e tratamento; Clostridioses: botulismo, tétano e mionecrose e prejuízos econômicos; Vacinação dos animais; Desafios sanitários […]

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Saiba as principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda.

O que você irá ver neste e-book:

  • Manejo do bezerro e a importância da colostragem;
  • Coccidiose ou “ diarreia preta”: prevenção e tratamento;
  • Clostridioses: botulismo, tétano e mionecrose e prejuízos econômicos;
  • Vacinação dos animais;
  • Desafios sanitários do confinamento;
  • Custos com prevenção e tratamento.

Não ignore a sanidade do rebanho

Os atuais sistemas de produção demandam um investimento maior do produtor, por isso, a sanidade é tão importante que não existe produção eficiente com margens de lucro satisfatórias se os animais estiverem com a saúde comprometida.

Afinal, o custo para tratar uma doença pode ser até 5 vezes mais do que o valor necessário para preveni-las.

Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar de mais informações.

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Diferenças entre a mancha aureolada e cercosporiose: veja as principais https://blog.rehagro.com.br/diferencas-entre-mancha-aureolada-e-cercosporiose/ https://blog.rehagro.com.br/diferencas-entre-mancha-aureolada-e-cercosporiose/#respond Tue, 09 Feb 2021 18:00:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8792 Mancha aureolada ou cercosporiose? A confusão pode custar caro para o produtor! Os sintomas são parecidos e geram dúvidas até mesmo nos profissionais mais experientes! Mas esse erro gera grandes prejuízos para o bolso e para a produção, uma vez que o agente etiológico é diferente e, dessa forma, o controle também! Saiba com esse […]

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Mancha aureolada ou cercosporiose? A confusão pode custar caro para o produtor! Os sintomas são parecidos e geram dúvidas até mesmo nos profissionais mais experientes!

Mas esse erro gera grandes prejuízos para o bolso e para a produção, uma vez que o agente etiológico é diferente e, dessa forma, o controle também!

Saiba com esse artigo como não errar esse diagnóstico!

Mancha Aureolada em folha de cafeeiroSintomas de mancha aureolada no cafeeiro. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

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Mancha Aureolada

É causada pela bactéria Pseudomonas Syrigae.

A mancha aureolada é favorecida por temperaturas de 25° a 30°C, pluviosidade elevada e alta umidade relativa.

Além disso, os ferimentos servem como porta de entrada para esse patógeno, podendo ser causado por áreas sujeitas a ação dos ventos (maiores altitudes), por chuva de granizo ou frio intenso que podem provocar essas lesões (Pozza et al., 2010).

Mancha Aureolada e CercosporioseSintomas de mancha aureolada no cafeeiro. (Foto: Diego Baquião).

Cercosporiose

É causada pelo fungo Cercospora coffeicola.

A cercosporiose é favorecida pela radiação solar, uma vez que locais mais expostos ao sol ativam a enzima cercosporina, aumentando assim a incidência da doença.

Outra condição favorável é o desequilíbrio nutricional principalmente entre potássio e cálcio, assim como temperaturas de 10° a 25°C e alta umidade relativa.

Folha com sintomas de cercosporioseSintomas de cercosporiose no cafeeiro. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Sintomas mancha aureolada x cercosporiose

Mancha Aureolada e CercosporioseMancha aureolada (foto da esquerda) e cercosporiose (foto da direita). (Foto: Luiz Paulo Vilela).

A mancha aureolada (foto da esquerda) pode infectar desde mudas de café no viveiro, lavouras novas até lavouras adultas, causando manchas de cores pardas, circundadas por um grande halo amarelo, o que caracteriza o nome mancha-aureolada.

A cercosporiose (foto da direita) é uma doença que também pode infectar desde mudas no viveiro, até lavouras novas e adultas, e pode apresentar sintomas nas folhas e nos frutos.

As folhas apresentam manchas circulares de coloração castanho-clara a escura, com centro branco-acinzentado, que não é verificado no sintoma da mancha aureolada.

Essas manchas quase sempre são envolvidas por um halo amarelado, como o sintoma causada pela bactéria Pseudomonas Syrigae, porém com coloração amarelo menos acentuada.

Sintomas de mancha aureolada e cercosporioseReboleira de Mancha Aureolada em viveiro (Foto: Diego Baquião)

Para diferenciar a mancha aureolada da cercosporiose, pode-se observar a seca de ramos, que é um sintoma característico, em que os ramos secam e ficam inicialmente com as folhas murchas, caindo posteriormente as folhas, sintoma esse que não é observado pela incidência de Cercospora coffeicola.

Mancha aureolada em cafeeiroIncidência de mancha aureolada nos ramos de lavouras de produção (Foto: Diego Baquião).

Incidência de mancha aureolada no cafeeiroIncidência de mancha aureolada nos ramos de lavouras de produção (Foto: Diego Baquião).

Sintomas de cercosporiose em folha e fruto do cafeeiroSintomas de Cercospora nas folhas de café (foto da esquerda) e nos frutos de café (foto da direita).

É importante estar atento aos sintomas no campo! Assim, o manejo correto pode ser realizado em cada uma das situações, evitando maiores prejuízos!

Fique de olho também em outras doenças que acometem o cafeeiro, como a ferrugem, além das pragas, que causam defeitos nos grãos e comprometimento da qualidade.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

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Larissa Cocato

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Controle de mastite e qualidade do leite: principais pontos de atuação https://blog.rehagro.com.br/controle-de-mastite-e-qualidade-do-leite/ https://blog.rehagro.com.br/controle-de-mastite-e-qualidade-do-leite/#comments Mon, 18 Jun 2018 12:20:13 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4342 As exigências por qualidade de leite e a interferência dos parâmetros de qualidade na remuneração do produtor de leite vieram para ficar. Nesse cenário, devemos encarar o controle da mastite como uma prioridade nos sistemas de produção leiteira. A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e […]

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As exigências por qualidade de leite e a interferência dos parâmetros de qualidade na remuneração do produtor de leite vieram para ficar. Nesse cenário, devemos encarar o controle da mastite como uma prioridade nos sistemas de produção leiteira.

A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e a qualidade do leite produzido. Não é à toa, portanto, que a mastite é geralmente a doença que ocasiona os maiores prejuízos na atividade. 

 

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Vários são os agentes que podem causar mastite, mas o Staphylococcus aureus é, sem dúvida alguma, o principal deles, demandando grandes esforços e conhecimento para o seu controle.

Qualidade do leite e controle da mastite staphylococcus aureus

O S. aureus tem a capacidade de colonizar o epitélio dos tetos, principalmente se a pele se encontra lesada ou ressecada. Uma vez dentro da glândula mamária, o S. aureus segue um padrão longo de infecção, levando a um aumento significativo da contagem de células somáticas (CCS) e causando graves lesões, que irão reduzir a qualidade do leite e o potencial produtivo da glândula mamária.

Na figura a seguir, é possível identificar os diferentes estágios da infecção dentro da glândula mamária. O início ocorre com a adesão da bactéria aos tecidos da glândula (A), migração de glóbulos brancos (células somáticas) para dentro da glândula (C), obstrução das vias de drenagem por coágulos de leite e destruição do tecido que fica incapaz de produzir leite (F).

Ilustração de glândula mamária com mastiteEsquema ilustrativo da infecção intramamária por Staphylococcus aureus.

A próxima figura demonstra, macroscopicamente, a capacidade destruidora desse agente e o enorme prejuízo que pode causar deixando glândulas mamárias improdutivas.

Lesões na glândula mamária provocadas pela mastiteVisualização macroscópica das lesões da glândula mamária em casos crônicos de mastite.

Diagnóstico da mastite

O S. aureus se comporta de forma contagiosa, passando de animal para animal no momento da ordenha. Como em qualquer doença de comportamento contagioso, a identificação dos animais infectados é fundamental para o seu controle. O S. aureus causa, na maioria das vezes, mastite subclínica de longa duração com ocorrência de casos clínicos esporádicos.

Portanto, o monitoramento mensal da contagem de células somáticas das vacas em lactação é de grande importância. Pode sugerir a presença e o comportamento do agente no rebanho, como por exemplo, sua introdução, disseminação ou controle.

Controle da qualidade do leite

No entanto, em vista da existência de outros agentes que se comportam da mesma forma, o isolamento através do cultivo microbiológico do leite é fundamental. Para isso, amostras de leite devem ser coletadas de maneira asséptica, congeladas e enviadas para laboratório de microbiologia.

Uma parcela considerável das amostras enviadas geram resultados falso-negativos, já que S. aureus muitas vezes são eliminados de forma cíclica ou em baixo número na glândula mamária. Portanto, 3 amostras semanais de cada animal são necessárias para identificação eficiente de todas as vacas infectadas por S. aureus.

Controle da mastite

Controle da mastite

Os pontos fundamentais de atuação para o controle da mastite contagiosa são:

  1. Rotina higiênica de ordenha, focando na desinfecção dos tetos após a ordenha (pós-dipping);
  2. Funcionamento adequado do equipamento de ordenha;
  3. Terapia de vaca seca (TVS) em todos os quartos mamários;
  4. Segregação e/ou linha de ordenha;
  5. Tratamento de casos clínicos e alguns subclínicos;
  6. Descarte de animais com infecção crônica;
  7. Melhoria do “status” imunológico dos animais via redução de estresse, suplementação adequada de vitaminas e minerais ou mesmo vacinações.

Para um eficiente controle do S. aureus em rebanhos leiteiros é fundamental que todos esses pontos sejam implementados e gerenciados rotineiramente nas propriedades leiteiras, além da orientação técnica de um profissional competente, levando a um comprometimento de toda a equipe vinculada ao sistema produtivo.

Pós-Dipping

A imersão dos tetos com produto germicida logo após a ordenha é fundamental para evitar que microrganismos contagiosos como o S.aureus se instalem na superfície dos tetos ou no canal do teto. Portanto, toda a superfície dos tetos deve ser coberta pelo produto a fim de reduzir a população de S. aureus no rebanho e, por consequência, reduzir a ocorrência de novas infecções.

Segregação / linha de ordenha

Identificar os animais infectados e ordenhá-los após os animais sadios é fundamental para o controle do S.aureus. A glândula mamária infectada é o principal reservatório deste agente no sistema e sua disseminação ocorre no momento da ordenha. Portanto, separar os animais doentes para o final da ordenha evita a ocorrência de novas infecções.

Terapia com antibióticos

O S. aureus é um agente invasivo, que se aloja em áreas profundas da glândula, geralmente com formação de microabscessos. Nessas áreas, a penetração do antibiótico é geralmente reduzida, o que dificulta a eliminação desse agente via antibioticoterapia.

Além disso, o S. aureus é, geralmente, resistentes a alguns antimicrobianos (especialmente β-lactâmicos). Portanto, a eliminação de infecções intramamárias de S. aureus pelo tratamento com antibióticos durante a lactação, normalmente, é antieconômica e de baixa eficácia.

Por outro lado, o tratamento com antibióticos na secagem do animal (terapia de vaca seca -TVS) permite a infusão de um produto de maior duração na glândula, o que aumenta a eficiência do tratamento. Taxas de cura giram em torno de 20 a 85% e, portanto, a infusão de todos os quartos de todas as vacas na secagem é um método essencial para o controle do S. aureus.

Uma estratégia interessante e comprovada por nossa equipe recentemente se refere à associação de uma vacina contra S. aureus à terapia de vaca seca. Essa associação aumentou a taxa de cura em 48% se comparada à TVS sozinha.

Taxa de cura pós-partoTaxa de cura pós-parto de quartos mamários de vacas submetidas ou não à vacinação na secagem em associação à terapia de vaca seca (TVS)

Em resumo, diagnosticar e controlar a mastite por S. aureus são tarefas difíceis e que exigem orientação e dedicação. Não raramente, temos encontrado propriedades que revelaram o controle desse agente durante os anos, chegando, em certos casos, a prevalências superiores a 50% no rebanho.

Em um cenário futuro, onde a qualidade do leite estará interferindo cada vez mais na remuneração do produtor, relevar o controle desse agente hoje pode trazer perdas econômicas irreparáveis e até mesmo inviabilizar muitas propriedades.

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Qual a importância do controle da brucelose e da tuberculose bovina? https://blog.rehagro.com.br/controle-da-brucelose-e-tuberculose/ https://blog.rehagro.com.br/controle-da-brucelose-e-tuberculose/#respond Sun, 06 May 2018 18:57:11 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4081 Falar sobre brucelose e tuberculose pode parecer assunto antigo, mas na verdade, trata-se de um tema bastante atual, visto o impacto econômico e a gravidade dessas doenças para a saúde pública. O que acontece muitas vezes é que os produtores rurais obedecem a normas impostas pelos órgãos competentes no controle dessas enfermidades sem conhecer bem […]

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Falar sobre brucelose e tuberculose pode parecer assunto antigo, mas na verdade, trata-se de um tema bastante atual, visto o impacto econômico e a gravidade dessas doenças para a saúde pública.

O que acontece muitas vezes é que os produtores rurais obedecem a normas impostas pelos órgãos competentes no controle dessas enfermidades sem conhecer bem o porquê de estarem fazendo aquilo.

Para começar, a importância da brucelose e tuberculose é tamanha que mereceram a elaboração de um programa inteiro, exclusivamente destinado ao controle e erradicação das mesmas.

 

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O PNCEBT (Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal) foi instituído em 2001 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com o objetivo de diminuir o número de casos da doença (prevalência), assim como de novos casos (incidência).

Para tal, é obrigatória a vacinação de bezerras com idade entre 3 e 8 meses contra brucelose, o sacrifício de animais positivos para qualquer uma das duas doenças e a apresentação de atestado negativo para essas enfermidades ao transportar animais destinados à reprodução para fora do estado ou para ingressar em feiras e exposições.

E-book criação de bezerras leiteiras

A brucelose é comum tanto para gado de corte, como para leite, porém, a tuberculose é um problema mais sério para os produtores de leite, porque esta se dissemina pelo ar, urina e fezes, portanto, as chances de infecção são maiores em rebanhos mais confinados.

Uma vez que, só exigência sem incentivo tem chances reduzidas de sucesso, estão sendo criados, em colaboração com a indústria, métodos de incentivar os produtores a controlarem as doenças em seus plantéis.

De acordo com a resolução número 3207, de 2004 do Banco Central, é estabelecida uma linha de crédito para reposição de matrizes positivas para brucelose e tuberculose aos produtores que:

  • Tenham aderido à certificação de propriedades livres ou monitoradas em relação a estas doenças;
  • As propriedades que estejam participando de inquérito epidemiológico oficial em relação às doenças citadas, tenham tido animais sacrificados em virtude de reação positiva a testes detectores de brucelose ou tuberculose;
  • Atendam a todos os requisitos referentes à Instrução Normativa 6, de 8 de janeiro de 2004, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e outros normativos correlatos.

Para tanto, o limite de crédito é de R$75.000,00 (setenta e cinco mil reais) por produtor e R$1.500,00(mil e quinhentos reais)por animal.

As medidas de erradicação da brucelose e tuberculose das propriedades visam não somente a saúde dos animais, como a saúde do produtor, de seus familiares, tratadores, trabalhadores da propriedade e dos consumidores dos produtos de origem animal. Tendo em vista que estas são doenças de caráter zoonótico, sendo transmitidas do animal para o homem quando há o consumo de produtos oriundos de animais infectados ou contato com estes.

O produtor pode obter do PNCEBT a certificação de propriedade livre ou monitorada. Além dos benefícios sanitários, isso trará benefícios econômicos, já que haverá a redução dos prejuízos ocasionados pelas doenças, maior credibilidade sanitária de seus produtos, levando a maiores valores agregados e facilidades no trânsito de animais.

Perdas econômicas com as doenças

Brucelose

A brucelose é causada pela Brucella abortus e é uma doença infecto-contagiosa que acomete algumas espécies importantes de animais domésticos e o homem, incapacitando-o parcial ou totalmente para o trabalho.

Os sintomas no ser humano são parecidos com os da gripe: febre, sudorese noturna, dores musculares e articulares, podendo se agravar, levando, inclusive à morte. Os prejuízos, além do tempo sem trabalhar, contemplam também custos com o diagnóstico, tratamento e internação.

A forma mais comum de ser infectado é pela ingestão de leite, carne e derivados, sem tratamento térmico adequado, provenientes de animais contaminados. Para os trabalhadores rurais, o maior risco é a transmissão por meio do contato da bactéria com mucosas ou através de feridas na pele por ocasião do manuseio de animais e restos fetais provenientes de aborto.

Nos bovinos e bubalinos, a brucelose acomete principalmente o trato reprodutivo, ocorrendo preferencialmente em fêmeas, gerando:

  • Perdas diretas devido aos abortos e natimortos;
  • Aumento do intervalo entre partos;
  • Diminuição dos índices reprodutivos;
  • Diminuição da produção de leite;
  • Interrupção de linhagens genéticas.

O aborto ocorre no terço final da primeira gestação após a infecção, menos frequente na segunda subsequente e raramente nas próximas. Isso ocorre devido ao desenvolvimento de imunidade e, por isso, em rebanhos infectados, a doença se manifesta principalmente em novilhas. Nestes partos onde o animal já adquiriu certa resistência à doença, é mais comum o nascimento de bezerros fracos ou mortos. A retenção de placenta é frequente.

A vaca prenhe contaminada é a principal fonte de infecção para o rebanho por eliminar a bactéria por ocasião do aborto, disseminando bactérias no ambiente.

Ocorre desvalorização de animais provenientes de fazendas onde há casos positivos da doença e, nas regiões onde esta se encontra de forma endêmica, há desvantagem na disputa por novos mercados.

Dados indicam a brucelose como a responsável pela diminuição de 25% na produção de leite e de carne e redução de 15% na produção de bezerros. Há ainda estimativas mostrando que a cada 5 vacas infectadas, uma aborta ou torna-se permanentemente estéril. (Manual técnico do PNCEBT).

Para controlar a brucelose, além das medidas exigidas pela legislação, é preciso evitar a introdução de animais infectados no rebanho por meio da realização de exames antes de efetivar a compra. Além disso, a implementação de piquete de parição na propriedade ajuda a evitar a disseminação.

Tuberculose

A tuberculose é também uma doença infecto-contagiosa causada por bactéria. Nos bovinos, o agente responsável pela enfermidade é o Mycobacterium bovis, causador do desenvolvimento de lesões nodulares denominados tubérculos, que podem se localizar em qualquer tecido ou órgão do animal.

A evolução crônica da doença dificulta a identificação de sintomas, gerando disseminação pelo rebanho. Não apresenta sintomas alarmantes como aborto, febre alta e queda abrupta de produção, porém reduz o ganho de peso e a produção de leite, podendo levar à morte, além de promover o descarte precoce de animais com alto valor zootécnico e a condenação de carcaças no abate.

Há estimativas de que animais contaminados percam de 10 a 25% da sua eficiência produtiva, além da perda do prestígio e da credibilidade da fazenda onde há casos positivos de tuberculose.

Os sinais clínicos são poucas vezes associados à doença já que se desenvolvem lentamente. São eles:

  • Emagrecimento progressivo;
  • Cansaço;
  • Dificuldade respiratória;
  • Tosse;
  • Mastite, entre outros.

Pulmão e linfonodo bovino infectados pela tuberculosePulmão e linfonodo bovino com diversos nódulos de aspecto caseoso.

Em humanos, a contaminação se dá principalmente pelo consumo de leite e carne crua ou mal passada, oriundos de animais infectados. Como o agente da doença é eliminado pelo ar expirado, fezes, urina, leite e outros fluidos corporais dos bovinos, os trabalhadores das propriedades rurais e da indústria de alimentos também estão no grupo de risco da doença.

Isso se torna mais preocupante pelo fato de os animais infectados eliminarem a bactéria antes do aparecimento dos sintomas. Vale lembrar que os humanos portadores de tuberculose também podem ser fonte de infecção para o rebanho. As lesões em humanos variam de acordo com a via de penetração inicial da bactéria.

Assim como na brucelose, é importante exigir o exame de tuberculose antes de adquirir um animal. Também é medida de controle ter instalações que permitam a entrada da luz solar e evitar a aglomeração de animais em estábulos.

A partir de tudo isso, fica claro o porquê de se fazer um controle e manejo estratégico de eliminação destas duas doenças. O diagnóstico das duas doenças é simples e pode ser feito por médico veterinário habilitado.

Diagnóstico da brucelose

Para identificar a presença da brucelose no rebanho, dois exames podem ser feitos pelo médico veterinário habilitado: o Antígeno Acidificado tamponado (AAT) e o teste do anel em leite (TAL).

Ambos identificam a presença de anticorpos contra a doença, porém o último é feito em uma mistura do leite de vários animais. O AAT é individual, feito a partir do sangue coletado de cada bovino. Veja abaixo como é realizado o procedimento:

Coleta de sangue sendo realizada em uma vacaColeta de sangue da artéria coccígea, localizada no sulco central da parte ventral da cauda. As agulhas utilizadas devem ser individuais e descartáveis.

Amostra de sangue de gadoAmostras acondicionadas em tubos, preferencialmente, à vácuo.

Sangue sendo centrifugado para separação do soroCentrifugação do sangue por 3 minutos para promover a separação do soro. No caso de não possuir este aparelho, é possível a obtenção do soro deixando os tubos à temperatura ambiente por tempo suficiente para que o sangue se coagule.

Placa de vidro com amostra de soro e antígeno da bruceloseEm uma placa de vidro, são adicionados 0,03 ml deste soro e a mesma quantidade do antígeno acidificado tamponado, misturando-os com o auxílio de uma espátula.

Mistura entre o soro do sangue e o AAT Mistura entre o soro sanguíneo e o AAT. Em exames positivos, formam-se coágulos de fácil percepção nesta mistura.

Placa com exames negativos para a brucelosePlaca com todos os exames negativos.

Exemplo de resultado de exame positivo para bruceloseExemplo de reação positiva. (Fonte: Manual técnico do PNCEBT)

AAT é um exame de alta sensibilidade, ou seja, existem poucas chances de ser falso negativo.

Porém, falsos positivos podem ocorrer pela reação cruzada com determinadas bactérias. Nestes casos, a repetição da prova ou a realização de outro exame, denominado 2-mercaptoetanol, é recomendada.

Diagnóstico da tuberculose

O exame diagnóstico a seguir é a prova de tuberculinização, que consiste na inoculação intradérmica de uma tuberculoproteína , a tuberculina (CORRÊA & CORRÊA, 1992; PAES, 1990).

Existem três modalidades para este teste: a inoculação do Micobacterium Bovis na região cervical (teste cervical simples), do M. bovis e do M. avium na mesma região (teste cervical comparativo) ou tendo a prega caudal como local de inoculação do M.bovis. Este último só é permitido em rebanhos de corte.

As variações do teste cervical servem para descartar a possibilidade de um caso positivo na prova simples ser devido ao contato com a espécie aviária da tuberculose.

Veja nas fotos abaixo, como é realizado o procedimento de tuberculinização no exame comparativo:

São realizadas duas raspagens na região escapular do animal. No local da primeira raspagem (frente), faz-se o teste da tuberculose aviária, com a inoculação da tuberculina aviária e, no segundo, da tuberculose bovina, inoculando-se a tuberculina bovina.

Raspagem em bovino para retirada de sangue para exame de tuberculoseÁreas raspadas para demarcação das regiões a receber as inoculações de M.avium e M.bovis.

Dobra de pele de bovino sendo medida pelo cutímetroAntes das aplicações, a dobra de pele dos locais deve ser medida com o auxílio de um cutímetro e os valores obtidos devem ser anotados.

Nova medição com o cutímetro deve ser feita 72 horas após a inoculação dos reagentes. Com o cálculo da diferença de espessura das dobras de pele é obtido o resultado de acordo com o exemplo abaixo:

Valores de interpretação de teste de tuberculose

Os valores de interpretação do teste podem ser encontrados na bibliografia consultada na confecção deste artigo.

Observação

Os exames diagnósticos descritos acima (AAT e Prova de tuberculinização) foram realizados na Fazenda Suzana, localizada próximo a Ibitira/MG, de propriedade do Sr. Daniel Alves da Silva, gerenciada pelo Sr. José Valdemir e assistida pelo médico veterinário da equipe Rehagro, Ernane Campos. Para ambos os testes não houve diagnósticos positivos.

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