beneficiamento Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/beneficiamento/ Tue, 13 Dec 2022 20:45:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png beneficiamento Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/beneficiamento/ 32 32 Cuidados para se ter uma boa colheita de café https://blog.rehagro.com.br/boa-colheita-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/boa-colheita-de-cafe/#respond Mon, 28 Jun 2021 19:05:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4579 A época de colheita do café se aproxima e muitas fazendas já começam a colher no mês de abril. A colheita engloba, além da retirada dos frutos do pé, as etapas de: Preparação da lavoura; Derriça dos frutos; Recolhimento; Abanação.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Para que se tenha […]

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A época de colheita do café se aproxima e muitas fazendas já começam a colher no mês de abril.

A colheita engloba, além da retirada dos frutos do pé, as etapas de:

  • Preparação da lavoura;
  • Derriça dos frutos;
  • Recolhimento;
  • Abanação.
 

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Para que se tenha um café de qualidade, ou seja, uma bebida boa e melhor preço pago pelo mercado, é preciso atentar para as várias etapas ou processos.

Cada fazenda apresenta diferentes dificuldades, sejam elas financeiras, com mão-de-obra ou com equipamentos. Para que isso não venha prejudicar a fazenda, é importante se adequar com o que tem e fazer o melhor.

Planejamento da colheita do café

A maturação dos grãos pode variar de acordo com a região e com a variedade da lavoura. Com isso, cabe ao proprietário ou quem for o responsável pelas lavouras fazer um planejamento de colheita.

Para fazer um planejamento de colheita, a pessoa responsável precisa saber quais são as glebas de maturação adiantadas e tardias. Outro ponto importante no planejamento da colheita é saber quais glebas serão feitas com colheitas mecanizadas e quais será colheita manual.

A preparação da lavoura para a colheita objetiva facilitar o posterior recolhimento dos frutos no chão.

A arruação é uma operação de limpeza da parte de baixo e próximo ao cafeeiro.

Uma arruação bem feita evita que o café que cai no chão se misture aos restos de vegetais, dificultando a varrição, ou seja, apuração do café após a derriça, e prejudicando a qualidade do produto final. Muitas vezes, após a arruação, é preciso fazer um controle de plantas daninhas caso seja necessário.

Webinar Planejamento da colheita

Evitando imprevistos e prejuízos na colheita

Todo café que vem da lavoura passa por vários processos até ser beneficiado e, para que esses processos não venham prejudicar na qualidade do produto final, temos que ficar atentos e evitar imprevistos e prejuízos.

Para evitar imprevistos e prejuízos durante a colheita, é muito importante fazer uma revisão em toda a infraestrutura (terreiros, estradas, tulhas) da fazenda e equipamentos (lavadores, secadores, maquinas de beneficiar) usados durante a colheita.

Outro ponto importante é a compra de materiais como panos, peneiras, escadas e peças de reposição. Não deixe para a última hora e procure sempre fazer cotações de todo material comprado para não pagar mais caro.

Não deixe que seu café seja prejudicado! Só se consegue preços melhores se houver qualidade e, para ter qualidade, é primordial ter planejamento e organização.

Obtenha safras mais lucrativas!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção.

Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

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Cana-de-açúcar: uma cultura de fácil condução https://blog.rehagro.com.br/cana-de-acucar-cultura-de-facil-conducao/ https://blog.rehagro.com.br/cana-de-acucar-cultura-de-facil-conducao/#comments Fri, 13 Jul 2018 15:06:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4722 A cana-de-açúcar é uma fonte de alimento fresco para os animais com altas produtividades de matéria seca por área. É uma cultura que, se bem conduzida, exigirá reforma ou replantio após 5 a 6 anos de produção. No entanto, o canavial será produtivo comercialmente durante todo esse tempo com alta produtividade de energia e matéria […]

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A cana-de-açúcar é uma fonte de alimento fresco para os animais com altas produtividades de matéria seca por área. É uma cultura que, se bem conduzida, exigirá reforma ou replantio após 5 a 6 anos de produção.

No entanto, o canavial será produtivo comercialmente durante todo esse tempo com alta produtividade de energia e matéria seca se seguidas as recomendações de correção do solo, adubação, manejo de pragas e plantas daninhas, colheita no período correto.

 

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Condução do canavial

Com canaviais bem conduzidos é possível obter uma produtividade de 120 a 150 t/ha, embora existam variedades com potencial de produção acima de 200 t/ha em um só corte.

Muitas vezes, as piores áreas da propriedade são destinadas ao plantio da cana-de-açúcar e não são seguidas as práticas recomendadas. Com isso, o canavial terá baixa produtividade, com pouca longevidade e a cultura será percebida como fonte de alimento com baixo teor nutritivo.

Canavial

Para a implantação de um canavial com alta produtividade e longevidade é necessário seguir várias práticas que vão desde a correção do solo para o plantio das mudas até a colheita da planta.

Correção do solo para plantio de cana-de-açúcar

O primeiro passo para uma boa correção é ter um profundo conhecimento desse solo.

Para isso é preciso ter em mãos os resultados da análise de solo, colhida e interpretada por um técnico responsável. Essa prática será um fator decisivo no sucesso da lavoura, pois é a partir dela que será feito o planejamento de adubos e fertilizantes.

Quando a amostragem de solo e a interpretação desses dados não são feitas corretamente, corre-se o risco de compra excessiva ou insuficiente de corretivos e fertilizantes, ocasionado assim uma queda de produtividade.

cana de açúcar

A calagem tem como principal objetivo reduzir a acidez do solo, elevando o valor do pH.

O valor de pH em água considerado ideal para um bom crescimento e desenvolvimento da maioria das culturas é de 5,5 a 6,5. Nesta faixa, as plantas terão condições ideais para absorção e aproveitamento dos nutrientes extraídos do solo.

A acidez do solo, quando excessiva, pode causar limitações no desenvolvimento da cultura comprometendo a sua produtividade. Sabe-se que para uma boa correção da acidez do solo é necessário a aplicação no mínimo 90 dias antes do plantio.

Dentre as características já citadas, o calcário tem várias vantagens com fornecimento de Ca e Mg para o solo, aumentar a eficiência de outros fertilizantes, melhora a atividade microbiana.

O uso do gesso agrícola é determinado através da interpretação da análise de solo e tem como principais funções fornecer Ca e redução da toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais (20 a 40 cm). Recomenda-se a aplicação do gesso agrícola quando: Ca: < 0,4 cmolc/dm3 e/ou Al: > 0,5 cmolc/dm3 e/ou saturação por alumínio (m%): > 30%.

Plantio da cana-de-açúcar

As mudas devem ser obtidas da cana-planta com 10-12 meses de idade, devem estar sadias, com colmos eretos e bom desenvolvimento. Para o plantio de 1 hectare serão necessários 10 toneladas de colmo.

Devem ser plantas vigorosas, resistente a pragas e a doenças, com alta produção de colmos e sacarose, ausência de joçal e floração.

É recomendado o espaçamento entre linhas de 1,0-1,5m, dependendo do tipo de solo e da variedade a ser plantada. Profundidade do sulco em torno de 0,40 m cobrindo as mudas com 0,10m de terra. As plantas são dispostas no sulco no sentido pé com ponta de maneira que fique de 15 a 18 gemas por metro e os toletes picados a cada 3 a 4 gemas.

Após a distribuição das mudas no sulco e picagem dos toletes é recomendado o tratamento com inseticida para evitar a o ataque de pragas iniciais que atacam a cultura, principalmente formigas e cupins.

Antes do plantio das mudas, deve-se ter um cuidado no combate das plantas daninhas, para que não tragam problemas na condução da lavoura.

Atualmente, têm sido usadas três épocas distintas para o plantio da cana-de-açúcar:

  • Janeiro a Março (cana de ano e meio);
  • Junho a Agosto (cana de inverno);
  • Setembro a Novembro (cana de ano).

Cana de ano

Neste caso, realiza-se o plantio junto com início da estação chuvosa (setembro a novembro). Mesmo apresentando menor potencial produtivo no primeiro ano é o método mais utilizado pelos pecuaristas, pois a produção de volumoso é rápida.

No entanto, o que se observa nas propriedades é essa regra não está sendo seguida. Isso devido ao atraso nas atividades pré-plantio e também à escassez de chuvas em muitas regiões, reduzindo ainda mais o potencial produtivo da lavoura no primeiro ano após o plantio.

erosão cana de açúcar

Outro cuidado que deve ser tomado é a escolha de áreas que apresentem menor risco de erosão, já que o solo ficará exposto durante grande parte da estação chuvosa.

Uma exigência é procurar solos com grande disponibilidade de água e nutrientes já que a cultura iniciará a formação dos colmos e terá pouco tempo com boa disponibilidade de água para se desenvolver, isso se tratando de áreas não irrigadas.

Esse método é recomendado nas fazendas somente em casos de urgência por alimento.

Cana de ano e meio

É um sistema muito adotado por usinas e destilarias. O canavial tem altas produtividades já no primeiro ano, pois terá de 15 a 18 meses para crescer e desenvolver. Pode ser cultivada em solos de baixa a alta fertilidade e cultivares de ciclo precoce, médio e tardio.

Neste método de cultivo, a cana é plantada nos primeiros meses do ano (janeiro a março). A planta inicia o seu desenvolvimento no fim do período chuvoso. Com a chegada do inverno, o desenvolvimento da planta fica mais lento durante cinco a seis meses (abril a setembro). Nos meses seguintes (outubro a abril), a planta paralisa o seu crescimento e só então amadurece nos meses seguintes até completar 15 a 18 meses.

Uma grande vantagem desse sistema é que a cultura aproveita os meses do ano com condições ideais de umidade e temperatura para o desenvolvimento das plantas, garantindo o pegamento das mudas.

Cana de inverno

Esse método é adotado em propriedades onde há irrigação disponível, obtendo altas produtividades já no primeiro ano. Neste sistema, podem ser plantados cultivares de ciclo precoce, médio ou tardio.

irrigação cana de açúcar

Condução da lavoura de cana

Deve-se tomar um cuidado imenso com o ataque de formigas após o plantio das mudas, pois essas pragas podem reduzir o seu estande necessitando, em alguns casos, de fazer o replantio da área.

Recomenda-se o plantio de variedades de todos os ciclos (precoce, médio e tardio) para se ter disponível plantas com alto teor de energia e matéria seca ao longo do ano.

A escolha da cultivar é um fator de suma importância para o sucesso da sua lavoura. Desejam-se variedades adaptadas à região e compatíveis com o sistema de produção, com boa resistência a pragas e doenças, alta produtividade de matéria seca.

Aconselha-se o combate no pré-plantio das plantas daninhas para que não haja problemas após a implantação da lavoura. Culturas infestadas podem ter a produção comprometida pela infestação por plantas daninhas, diminuindo o estande e reduzindo a vida útil do canavial.

Uma má condução do canavial pode comprometer a sua lavoura e aumentar o custo por hectare, tornando assim a sua produção inviável financeiramente.

É indispensável o acompanhamento do técnico durante a condução da lavoura, pois ele terá ferramentas e dicas práticas para uma boa condução da lavoura, levando-o a altas produtividades e canaviais bem duradouros.

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Formulação de dietas para bovinos leiteiros: veja passos essenciais https://blog.rehagro.com.br/dietas-para-bovinos-leiteiros/ https://blog.rehagro.com.br/dietas-para-bovinos-leiteiros/#comments Fri, 13 Jul 2018 14:19:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4714 O manejo nutricional de bovinos leiteiros é um aspecto de grande impacto sobre os resultados financeiros na atividade. A alimentação pode chegar a representar mais da metade dos custos de produção e, por isso, um planejamento deve ser muito bem feito, para assegurar máxima rentabilidade ao produtor. Formular dietas para bovinos leiteiros não é tão […]

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O manejo nutricional de bovinos leiteiros é um aspecto de grande impacto sobre os resultados financeiros na atividade. A alimentação pode chegar a representar mais da metade dos custos de produção e, por isso, um planejamento deve ser muito bem feito, para assegurar máxima rentabilidade ao produtor.

Formular dietas para bovinos leiteiros não é tão simples quanto se costuma acreditar! Envolve muito mais do que receitas prontas e vai muito além da indicação do uso de aditivos, sendo necessário grande conhecimento da composição dos alimentos, exigências dos animais e dos objetivos que se quer alcançar.

 

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Como primeiro e essencial ponto, é preciso conhecer de perto o rebanho e a fazenda. Genética e ambiente irão afetar diretamente o resultado da alimentação. Os alimentos volumosos disponíveis na propriedade deverão ser analisados visualmente e por análises laboratoriais para saber como ele  poderá ser utilizado na composição da dieta.

As exigências nutricionais de cada categoria deverão ser atendidas de modo a promover a manutenção e alcance de metas. Por exemplo, a categoria novilhas deverá alcançar determinado peso e tamanho para atingir a meta de entrar em reprodução com a idade correta, normalmente, de forma precoce.

As vacas, além de produzirem leite, devem se reproduzir de forma adequada, tendo o seu balanço energético adequado para tanto. Vacas em período de transição, por exemplo, necessitam de um manejo nutricional específico, que deve ser atendido com atenção.

O responsável pela nutrição de um rebanho deverá ter conhecimentos sobre os alimentos e seus valores nutricionais. O entendimento de um alimento passa também pela função que o mesmo exercerá no organismo do animal.

Para tanto, algumas perguntas simples podem ser feitas:

  • Ele irá promover ruminação?
  • Será benéfico para a microbiota desejável do rúmen, aquela que gera mais energia e proteína?
  • O alimento será degradado no rúmen ou chegará intacto ao intestino?
  • Ao chegar ao intestino ele será utilizado pelo animal ou nem será absorvido, sendo perdido nas fezes?

Fibra para dieta de bovinos leiteiros

Um nutricionista conhece bem a composição dos alimentos e também a forma como deverá ser oferecido, como por exemplo, o tamanho da fibra.

Por fim, um consultor em nutrição, tendo o conhecimento de que a alimentação é o item de maior custo dentro do sistema de produção de leite, deverá estar sempre atento aos preços de insumos, buscando uma dieta que tenha como resultado a lucratividade.

É importante ressaltar que, na maioria das vezes, uma dieta de mínimo custo, não é aquela de máxima eficiência!

Outro ponto bastante importante quando se considera a nutrição animal é a certeza de que dieta formulada será realmente consumida pelo animal. Devemos sempre considerar que, em uma fazenda, na verdade, existem ao menos três dietas diferentes:

  1. A dieta que o nutricionista formulou com o auxílio do computador;
  2. A dieta que o tratador entendeu que é a correta ou que tem capacidade de preparar;
  3. A dieta, a que a vaca consome, com o todo o seu poder de seleção e capacidade de alimentação.

E-book Aditivos na Dieta dos Bovinos Leiteiros

Principais aspectos afetados por uma nutrição inadequada dos bovinos leiteiros

Baixa produtividade

A produção de leite começa pela boca da vaca. É a alimentação oferecida, juntamente com a genética e o ambiente, que promoverá uma boa produção.

Uma nutrição inadequada pode, muitas vezes, não estar especificamente ocasionando baixas produtividades, mas impedindo o animal de expressar todo o seu potencial produtivo.

As exigências nutricionais de bovinos leiteiros variam de acordo com:

  • Categoria – bezerras, novilhas, vacas secas, vacas em lactação;
  • Fase de lactação;
  • Nível de produção;
  • Idade da vaca;
  • Condição corporal.

O estágio da lactação afeta a produção e composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal. Vacas no início da lactação produzem mais e, portanto, necessitam de melhor aporte nutricional, por exemplo.

Um plano de alimentação para vacas em lactação deve considerar os três estádios da curva de lactação. O não atendimento das necessidades específicas de cada fase pode prejudicar o potencial produtivo de cada uma delas ou, até mesmo, encurtar a persistência da lactação.

Curva de lactação da dieta para bovinos leiteirosCurva de lactação / Fonte: Ideagri

A idade do animal influencia as exigências alimentares na medida em que o nível de produção e as necessidades de mantença e desenvolvimento variam sob esse aspecto. Por exemplo, animais reprodutivamente precoces, que continuam em crescimento durante uma ou duas lactações, devem receber alimentos com qualidades superiores àqueles que estão em função apenas da produção de leite.

Um bom plano nutricional deve respeitar não só a produção, mas também o desenvolvimento corporal do animal.

Um nutricionista sabe que a recuperação da condição corporal de uma vaca acontece no pós-parto, mas não no período de balanço energético negativo, onde se deve focar em não permitir perda de peso.

Correr atrás do prejuízo na fase final da gestação, não só não oferece resultados para a vaca, como favorece a ocorrência de doenças metabólicas no pós-parto imediato. Então, qual a composição e quantidade devem ser fornecidas ao animal em cada fase? Consulte um nutricionista!

Um custo maior com a alimentação pode se transformar num lucro maior ainda, trazendo um resultado final positivo.

Doenças nutricionais

Uma grande parte das doenças enfrentadas por rebanhos leiteiros vêm, não de problemas sanitários, mas de um plano nutricional deficiente.

Você já ouviu falar de acidose? Sofre com problemas de casco no rebanho? Já viu muita retenção de placenta e infecção uterina? E a mastite? Deslocamento de abomaso?

A maior parte dos produtores de leite tecnificados conhece de perto ou se preocupa com todos esses problemas. A questão é: em que nível acontecem.

Uma elevada incidência dessas doenças em uma propriedade leiteira significa, não apenas um animal doente, mas uma fazenda doente, que necessita de melhor atenção na dieta e manejo nutricional.

Segundo o médico veterinário Bolivar Nóbrega de Faria, doutor em ciência animal, a nutrição é tão importante que o veterinário clínico está tendo que se especializar no assunto, trabalhando com o que se chama medicina de produção.

“A produção depende diretamente da nutrição e é ela que move a fazenda, desde a venda de leite até a comercialização de animais saudáveis. Falando em saúde, a maior parte das doenças na bovinocultura de leite moderna tem um fundo ou predisposição nutricional. Outro ponto importante é a reprodução, uma das maiores causas de descarte de animais. Se não houver um trabalho conjunto de nutrição e reprodução os índices reprodutivos serão baixos”.

Relação concentrado x volumoso

Relações entre concentrado e volumoso inadequadas são comuns nos rebanhos brasileiros. Um balanceamento incorreto entre fibra fisicamente efetiva e carboidratos não fibrosos é capaz de gerar um ciclo vicioso de enfermidades ligadas entre si.

É até desejável um pH ruminal ligeiramente ácido (respeitando o limite de 5,5) para maximizar a produção de leite de bovinos leiteiros, porque a digestibilidade da dieta e o rendimento da proteína microbiana produzida no rúmen são maximizados quando dietas altamente fermentáveis (concentrados) são consumidas.

Com a diminuição exagerada do pH ruminal, entretanto, há redução do apetite, da motilidade ruminal, da produção microbiana e da digestão da fibra.

O fornecimento excessivo de concentrados pode acarretar a chamada acidose subclínica. A etiologia da doença é explicada pelo aumento, ocasionado pelos alimentos altamente fermentáveis, dos níveis de ácidos no rúmen. Esses casos crônicos da doença podem apresentar como sintomas diarreia em parte do rebanho, diminuição dos movimentos gastrointestinais, diminuição na gordura do leite, laminite e úlcera de sola.

Úlcera de solaÚlcera de sola – problemas de casco podem ser decorrentes de erros no manejo nutricional, e não somente um problema de instalações

A diminuição dos movimentos gastrointestinais, levando à hipomotilidade do abomaso, relaciona a incidência de acidose ruminal à ocorrência de deslocamento de abomaso. É importante frisar que a etiologia do deslocamento de abomaso é multifatorial, sendo esse um dos fatores predisponentes da doença.

Os sintomas apresentados por um animal com deslocamento de abomaso à esquerda, normalmente, são apetite diminuído e seletivo, desidratação moderada a severa e grande queda na produção de leite. É facilmente diagnosticado e sua correção é cirúrgica.

O prejuízo fica a cargo dos custos com o tratamento, queda na produção, descartes involuntários de animais e até mesmo morte

Apesar de os altos níveis de concentrados nas dietas causarem diversas enfermidades, o contrário também pode levar a uma enfermidade chamada cetose.

Vacas com alta demanda de energia, como as do lote de pós-parto imediato, irão mobilizar seus depósitos de gordura corporal para atender à demanda de produção de leite não suprida por uma dieta pobre em energia e rica em fibra.

Os sintomas incluem depressão, rápida perda de peso, queda na produção, constipação, fezes cobertas com muco, entre outros. Geralmente comem feno ou outra forragem, mas recusam-se a comer concentrados.

O valor do nutricionista na formulação de dietas para bovinos

  • Quanto vale uma vaca produtiva e saudável?
  • Qual o prejuízo no descarte de um animal prematuramente?
  • Quanto vale uma novilha chegando à idade correta à puberdade?
  • Quanto custa o tratamento de todo o rebanho com problemas nos cascos?
  • Quanto vale uma bezerra saudável e desmamada mais cedo?
  • Quanto custa o investimento em um insumo de qualidade que não deu o resultado esperado?

Valores alcançados somados ao menor custo com os itens citados e outros inúmeros não mencionados são iguais ao resultado do trabalho de um bom nutricionista. Entende-se por resultado, não só o financeiro, mas também a satisfação do produtor com um dia a dia onde é possível focar mais no trabalho e menos em problemas.

Um bom nutricionista é de grande auxílio ao produtor, principalmente em épocas como a que estamos vivendo hoje, de alta de insumos, como o milho e a soja.

Esses profissionais podem apresentar estratégias nutricionais que mantenham uma boa produtividade, otimizem os custos e elevem a margem de lucro do negócio.

Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros

Bruno Guimarães

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Como a deficiência de boro no café pode impactar a produção? https://blog.rehagro.com.br/boro-no-cultivo-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/boro-no-cultivo-de-cafe/#comments Mon, 18 Jun 2018 19:12:46 +0000 https://rehagro.xyz/blog/?p=4407 O boro é um micronutriente que apresenta funções indispensáveis na planta, dentre elas podemos citar: Germinação do grão de pólen; Crescimento do tubo polínico; Regulagem da síntese da parede celular; Crescimento de meristemas e atividade enzimática.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Sendo assim ressalta-se a importância de um suprimento […]

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O boro é um micronutriente que apresenta funções indispensáveis na planta, dentre elas podemos citar:

  • Germinação do grão de pólen;
  • Crescimento do tubo polínico;
  • Regulagem da síntese da parede celular;
  • Crescimento de meristemas e atividade enzimática.
 

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Sendo assim ressalta-se a importância de um suprimento adequado desse nutriente, principalmente pela sua influência no pagamento da florada, que interfere diretamente na produção do cafeeiro.

Florada da lavoura de café Florada da Lavoura – Cultivar Topázio. (Foto: Diego Baquião)

Esse nutriente não se movimenta pelo floema, devido a essa imobilidade, sua aplicação via foliar apresenta baixa eficiência, por isso é indispensável a aplicação de boro via solo, quando houver demanda.

Sendo assim, a aplicação de boro via foliar deve funcionar apenas como um complemento da aplicação via solo, pois se utilizada em substituição pode resultar em deficiência desse nutriente.

Os sintomas de deficiência de boro ocorrem primeiramente nos órgãos mais novos e em regiões em crescimento. As folhas mais novas apresentam redução de tamanho e deformação, menor desenvolvimento das raízes, seca e morte das gemas apicais e menor pegamento da florada.

Cafeeiro com deficiência de boroDeficiência de boro (Foto: Luiz Paulo Oliveira)

Na literatura recomenda-se aplicação de boro quando teores abaixo de 0,6 mg/dm³ no solo, entretanto, muitos técnicos têm optado por aplicar boro quando este apresentar teor abaixo de 1,0 mg/dm³ no solo.

Em relação a fonte de aplicação pode-se optar por ácido bórico ou ulexita, considerando que o ácido bórico (H3BO3) é uma fonte solúvel em água e além de resultar em uma alta disponibilidade inicial, são extremamente suscetíveis à lixiviação.

Já no caso da ulexita, que é um borato de sódio e cálcio, sua solubilidade depende diretamente da proporção de entre sódio e cálcio, dessa forma, o boro é liberado mais lentamente, de acordo com a granulometria.

Além disto, deve-se ter atenção com relação ao tipo do solo, uma vez que solos de textura argilosa apresentam maior capacidade de retenção do boro, quando comparado a solos de textura arenosa, em que situações de elevada irrigação ou precipitação, pode acarretar em lixiviação deste nutriente.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

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Saiba mais sobre o controle biológico da cana-de-açúcar https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-da-cana-de-acucar/ https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-da-cana-de-acucar/#comments Mon, 18 Jun 2018 13:08:03 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4358 A cana-de-açúcar tem se destacado como uma cultura em expansão, principalmente nos cerrados, tanto para produção de açúcar e álcool, como na utilização para alimentação animal em fazendas de pequeno, médio e grande porte. No momento em que os olhos do mundo estão voltados para o aquecimento global, nossa tecnologia na obtenção de cana-de-açúcar tem […]

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A cana-de-açúcar tem se destacado como uma cultura em expansão, principalmente nos cerrados, tanto para produção de açúcar e álcool, como na utilização para alimentação animal em fazendas de pequeno, médio e grande porte.

No momento em que os olhos do mundo estão voltados para o aquecimento global, nossa tecnologia na obtenção de cana-de-açúcar tem servido de modelo para os demais países.

Dentro desta visão conservacionista devem-se realizar manejos na cultura que otimizem a produção de cana e que sejam coerentes com a produção sustentável.

 

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cana de açúcar com 8 mesesCana implantada com 8 meses de idade

plantação de canaÁrea de implantação da cultura da cana de açúcar

Como toda cultura, a cana é atacada por uma série de insetos-praga desde sua implantação até o corte. Após a instalação deve-se ficar atento ao ataque de pragas, as quais são responsáveis por grandes perdas nas lavouras.

Nesse artigo, será dado mais destaque as duas das mais importantes pragas que atacam a cana-de-açúcar: broca-da-cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) e cigarrinhas-das-raízes (Mahanarva fimbriolata). Para estes dois insetos o controle biológico apresenta-se como estratégia de controle viável, eficiente e a baixo custo.

Conhecendo o controle biológico da cana-de-açúcar

O Controle biológico consiste na utilização de um organismo vivo (animal, inseto, fungo, bactéria, vírus, etc.) para a regulação populacional de outro organismo vivo que esteja causando dano numa cultura de interesse econômico.

A broca-da-cana é uma praga muito importante por causar prejuízos diretos e indiretos à cana.

Como prejuízos diretos têm-se: perda de peso do colmo devido ao mau desenvolvimento das plantas atacadas, secamento dos ponteiros, enraizamento aéreo, brotação lateral, morte de algumas plantas, quebra do colmo na região da galeria e redução da quantidade de caldo.

Já os prejuízos indiretos são provocados pela entrada do fungo Fusarium moniliforme e Colletotrichum falcatum (“complexo broca-podridão”), através do orifício deixado pela broca, ocasionando respectivamente, a podridão-de-fusarium e a podridão-vermelha, responsáveis pela inversão e perda de sacarose no colmo.

broca-da-canaOrifícios de entrada e saída da broca-da-cana na base do colmo.

Para que se compreenda como usar o controle biológico para conter o ataque da broca é importante conhecer seu ciclo biológico.

Os ovos são colocados, geralmente, na face superior das folhas, de forma agrupada, assemelhando-se a escamas de peixe. Os ovos são muito sensíveis ao ressecamento em umidades relativas do ar inferiores a 70%.

As lagartas recém eclodidas (primeiros ínstares) alimentam-se das folhas do cartucho, raspando-as, onde se abrigam, alimentando-se da nervura central e fazendo pequenas galerias nas bainhas das folhas, caminhando em direção ao colmo.

As lagartas mais velhas (segundo ou terceiro ínstares) penetram no colmo pela parte mais mole e abrem galerias ascendentes na região do palmito e durante essa fase abrem galerias verticais e transversais, onde permanecem até o estágio adulto.

Lagarta-da-brocaLagarta-da-broca no interior das galerias abertas no colmo da cana-de-açúcar.

Após cerca de 40 dias, as lagartas abrem um orifício, fechando-o com fios de seda e serragem. Nessa fase, transformam-se em pupa e, posteriormente, em mariposas, as quais saem pelo orifício aberto e vão atingir novas plantas.

O ciclo completo do inseto varia de 53 a 60 dias. As lagartas de último instares podem durar muito tempo no inverno, quando as condições climáticas são desfavoráveis e o número de horas de luz diminui, passando por um período chamado de diapausa (dormência).

 lagartas no colmo da canaGalerias formadas pela alimentação das lagartas no colmo da cana.

Como as lagartas ficam dentro do colmo é muito difícil o controle químico da broca após sua entrada no colmo, pois os produtos químicos (inseticidas) não conseguem atingir o alvo (broca dentro do colmo).

Dessa forma, a única alternativa viável de controle é a liberação de uma vespinha (Cotesia flavipes) que consegue localizar a broca e parasitá-la no interior do colmo.

Antes da liberação da vespinha é importante que seja feito o levantamento da quantidade de lagartas na área quinzenalmente, quando as plantas apresentarem os primeiros internódios visíveis (plantas com três meses) e até quando não for possível entrar no meio do canavial (12 meses).

Para a amostragem são analisados dois pontos por hectare. Em cada ponto são avaliados os colmos de todas as plantas em 5 metros lineares de duas ruas paralelas, num total de 10 metros lineares por ponto. Todas as plantas devem ser avaliadas e os colmos com orifícios de entrada da broca abertos e observados.

Geralmente, a planta atacada apresenta o sintoma típico de “coração-morto” (folha central seca), o que é um indicativo da presença da broca. O amostrador deve anotar o número de lagartas menores e maiores que 1,5 cm, de pupas e de “massas” (grupo de pupas) da vespinha encontradas. Os valores devem ser extrapolados para 1 hectare para tomada de decisão.

A vespinha (Cotesia flavipes) consegue localizar as lagartas por meio do odor liberado pelas fezes no interior do colmo da cana parasitando-as em seguida. A liberação deve ser feita sempre que a população atingir o mínimo de 800 a 1000 lagartas/ha (1 a 1,5 lagartas/10 m amostrados).

As liberações de vespinhas podem ser parceladas ou únicas, com uma média de 6.000 adultos (fêmeas + machos)/ha/ano. As vespinhas devem ser liberadas de forma a cobrir toda a área-problema, posteriormente, transferindo-se o controle para outro local.

broca-da-canaSintoma típico do ataque da broca-da-cana: plantas com as folhas centrais secas (“coração-morto”).

Canaviais em maturação não devem receber liberações, pois nessa fase já não há mais tempo hábil para evitar danos. A maioria das grandes usinas sucroalcooleiras apresenta um laboratório para a criação massal dessas vespas e posterior liberação no campo em função do nível de infestação da broca-da-cana.

Também existem laboratórios particulares que comercializam a vespinha viabilizando a utilização dessa estratégia biológica de controle por todos os produtores.

Geralmente, o produtor adquire o parasitoide na fase pupal (em “massas”) em copos contendo cerca de 1.500 indivíduos. Esses copos devem permanecer com sua tampa, em sala com ar-condicionado (27oC), com umidade ao redor de 80% e iluminada, pois as vespinhas necessitam dessas condições para emergir e copular.

A liberação é realizada somente depois de 12 horas do início do nascimento (emergência) dos adultos, para que a cópula seja realizada. É usual a liberação de 1.500 adultos (um copo) por ponto, em 4 pontos/ha.

Resultados de pesquisa têm indicado que a liberação de 500 adultos/ponto em doze pontos/ha tem garantido uma melhor distribuição do parasitoide no canavial.

Entretanto, a quantidade de vespas a ser liberada é variável de acordo com o nível populacional da praga. Deve-se caminhar de um ponto ao outro com o copo aberto e, ao chegar ao local, pendurá-lo por entre as folhagens.

vespinha Cotesia flavipesLiberação da vespinha Cotesia flavipes  em copos contendo 1.500 adultos.  

Novas alternativas de controle biológico

Uma outra alternativa de controle biológico é o uso da vespinha Trichogramma galloi, que parasita os ovos da broca-da-cana.

A associação das vespinhas C. flavipes e Trichogramma tem garantido excelente controle, visto que estas atuam em diferentes fases de desenvolvimento da praga (ovo e lagarta). Três liberações semanais consecutivas de T. galloi e uma de C. flavipes acarretam uma diminuição de mais de 60% no índice de intensidade de infestação causado pela broca.

Outra praga importante da cana é a cigarrinha-das-raízes, cuja infestação tem aumentado com a expansão da colheita mecanizada em função dos resíduos de palha deixados sobre o solo.

Para combatê-la é importante conhecer seu ciclo de vida. Os ovos são depositados nas bainhas próximas à base das touceiras, nos resíduos vegetais e na superfície do solo. Dessa forma, a palha remanescente da colheita mecanizada serve de proteção aos ovos.

Cada fêmea pode colocar em média 340 ovos, que após 20 dias originarão as ninfas (formas jovens). As ninfas inicialmente são ativas, movimentando-se em busca de alimento. Algumas se fixam, imediatamente, nos coletos e radicelas na base da planta e começam a sugar seiva e fabricar a espuma na qual, em pouco tempo, ficam cobertas e protegidas.

Essa fase dura em média 37 dias, dependendo das condições climáticas. Os adultos durante o dia ficam escondidos dentro dos cartuchos ou na parte inferior das folhas. Geralmente, o ciclo de M. fimbriolata inicia-se com o início do período das chuvas.

A ausência do inseto de maio a setembro/outubro é decorrente da associação de falta de água, queda de temperatura e redução do fotoperíodo. Geralmente, o primeiro pico populacional de adultos da cigarrinha ocorre em novembro/dezembro que encontrando condições favoráveis de temperatura e umidade dá sequência ao seu ciclo, por mais duas gerações, até chegar a março/abril, quando então reencontra a situação desfavorável.

cigarrinhas-das-raízes.  Inoculação de toxinas nas folhas da cana-de-açúcar por adultos das cigarrinhas-das-raízes.  

A alimentação dos adultos da cigarrinha gera a “queima da cana-de-açúcar” devido às toxinas injetadas que causam redução no tamanho e grossura dos entrenós, que ficam curtos e fibrosos.

Os sintomas iniciam-se nas folhas que primeiramente apresentam pequenas manchas amarelas. Com o passar do tempo, tornam-se avermelhadas e, finalmente, opacas, reduzindo sensivelmente a capacidade de fotossíntese da planta e, por consequência, o conteúdo de sacarose do colmo.

As ninfas causam “desordem fisiológica” em decorrência das picadas que atingem os tecidos vasculares da raiz e os deterioram, dificultando ou impedindo o fluxo de água e nutrientes. A morte das raízes ocasiona desequilíbrio na fisiologia da planta, caracterizado pela desidratação do floema e do xilema que podem tornar o colmo oco, afinado, com posterior aparecimento de rugas na superfície externa.

Pode ocasionar também morte dos perfilhos, quebra da dominância apical com o aparecimento de brotações laterais e mudança na arquitetura da planta que fica com as folhas espalmadas, semelhantes a folhas de palmeiras. A segunda geração da cigarrinha-das-raízes, geralmente em janeiro, ocasiona as maiores perdas à produção.

É importante ter em mente que os danos causados pelas cigarrinhas variam com a época de corte da cana, sendo que os danos são maiores na cana de final da safra, podendo haver uma redução de até 50% da produtividade.

Isto ocorre porque a cana se encontra em plena brotação (fase em que é mais sensível ao ataque das cigarrinhas) na época em que a população de cigarrinhas está em alta no campo.

Falhas no canavial devido ao ataque de cigarrinhasFalhas no canavial devido ao ataque das cigarrinhas-das-raízes.

O monitoramento de adultos da cigarrinha pode ser feito com armadilhas de placa amarelas e o de ninfas, através da contagem de insetos por metro linear, 20 dias após as chuvas em dois pontos por hectare (2 metros de linha, afastando a palha e anotando-se o número de adultos e ninfas).

Considera-se como Nível de Controle (NC) de duas a três ninfas por metro linear de sulco e Nível de Dano Econômico (NDE) de cinco a oito ninfas por metro linear. A tomada de decisão quanto ao controle pode sofrer variação de acordo com o começo da safra (10-12 cigarrinhas/metro) e final da safra (3-5 insetos/metro).

O monitoramento é imprescindível para se decidir sobre a estratégia de controle da praga, sendo que quando realizado na primeira geração permite um controle mais eficiente.

Embora o emprego de inseticidas no controle das cigarrinhas seja recomendado, ele só deve ser utilizado em situações que exijam resposta rápida de controle. Isto ocorre geralmente quando a praga está em um ambiente extremamente favorável para sua proliferação (umidade próxima à saturação, variedade suscetível e área com histórico de ocorrência anterior da praga).

Para o controle efetivo das cigarrinhas-das-raízes, principalmente das formas jovens, tem-se utilizado o fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae quando for detectada 0-1 cigarrinha/metro linear. O fungo deve ser aplicado na concentração de 5 x 1012 conídios viáveis/hectare, equivalente a 225 gramas de conídios puros ou 5 kg do fungo + meio de cultura (arroz).

A aplicação deve ser realizada em alto volume, no mínimo 300 L/ha, utilizando bicos apropriados em pingente, com jato dirigido para a base da cana, de ambos os lados da touceira, preferencialmente ao entardecer para evitar a ação dos raios ultravioleta que degradam os conídios. O fungo consegue vencer a barreira fornecida pela espuma atingindo as formas jovens.

Não é recomendada a aplicação conjunta de inseticida químico com o fungo, pois a ação de ambos pode ser prejudicada. Dependendo da formulação e da concentração de conídios de M. anisopliae aplicados em suspensão, há necessidade de bicos especiais e filtros para se evitar os entupimentos. O fungo pode ser também aplicado em formulação granulada ou em óleo, fresco ou seco.

Alguns laboratórios comercializam o fungo e o enviam para diversas regiões do Brasil (Ex: Itaforte, Biocontrol).

Verifica-se então que na cultura da cana existem dois casos de sucesso do uso do controle biológico (vespinha X broca-da-cana; fungo X cigarrinha-das-raízes) para manutenção do nível de equilíbrio de duas pragas bastante expressivas quanto aos danos diretos e indiretos causados a cultura da cana.

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Casca de café: uma ótima alternativa de reaproveitamento https://blog.rehagro.com.br/casca-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/casca-de-cafe/#comments Thu, 14 Jun 2018 18:13:39 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4273 A casca de café é um subproduto da própria fazenda, que após o beneficiamento resulta em uma grande quantidade desse material, que possui excelente potencial para a lavoura. Ela oferece melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Benefícios da casca de café […]

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A casca de café é um subproduto da própria fazenda, que após o beneficiamento resulta em uma grande quantidade desse material, que possui excelente potencial para a lavoura. Ela oferece melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo.

Casca de café

 

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Benefícios da casca de café

Além de ser uma fonte de adubo orgânico liberando gradualmente os nutrientes, a casca de café também tem como benefícios:

  • Melhora a retenção de umidade do solo;
  • Controle da erosão;
  • Diminuição da temperatura do solo;
  • Aumento da CTC (capacidade de troca de cátions);
  • Melhora a atividade biológica do solo.

Além disso, ela atua no controle de crescimento de plantas invasoras na projeção da saia do café, tanto de maneira física, impedindo a germinação de sementes, como também de forma alelopática, como mostra o trabalho de Santos et al. (2001), que houve influência das coberturas mortas de casca de café (Coffea arabica L.) e casca de arroz (Oryza sativa L.) sobre o controle do Caruru-de-macha (Amaranthus viridis l.) em lavoura de café.

Fato extremamente vantajoso, visto que além de todos os benefícios citados acima, a casca de café pode ter influência no controle de plantas daninhas, podendo dessa forma diminuir os custos com triações na lavoura.

A casca de café fornece nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), com teores em torno de 1,5 de N, 0,15 de P e 3,0 de K, como mostra a tabela abaixo com a composição de NPK em alguns adubos orgânicos usados na cultura do café.

Esses macronutrientes possuem grande participação no metabolismo das plantas.

Composição de NPK de alguns adubos utilizados na cultura do caféFonte: Matiello et alli, Cultura do Café no Brasi l- Manual de Recomendações, Mapa Fundação Procafé, Ed 2010.

O potássio além de outras funções na planta é um nutriente com grande influência na qualidade de bebida. Vários autores comprovam esta afirmativa, como o estudo de (Silva et al., 1999) que avaliando diferentes fontes e doses de potássio concluíram que o aumento das doses desse elemento químico influencia diretamente na qualidade de bebida.

Estudos sobre a casca de café

Garcia e colaboradores (2004) concluíram que a palha do café em coco, a palha do café despolpado e o pergaminho do café cereja descascado apresentam boas características para uso como adubo orgânico, porém, o pergaminho apresenta menor densidade e baixo valor nutricional.

Entretanto, deve-se estar atento também a lixiviação de potássio, um estudo comparando cinco tipos de resíduos do benefício de café, sendo eles:

  1. Casca do café cereja despolpado;
  2. Casca do café “bóia” separado no lavador;
  3. Casca do café “natural” seco em coco sem passagem pelo lavador;
  4. Casca de café um ano compostada;
  5. Casca de café enriquecida e compostada por três anos.

Foi observado que na dose de 300 kg há-1 K2O obteve-se menor lixiviação de K com aplicação de K mineral nas cascas de café compostadas por um ano e café bóia.

Já as cascas de café cereja e do café natural seco em coco (normalmente utilizada na lavoura) apresentaram valores de lixiviação intermediários e a casca de café enriquecida e compostada por três anos foi o material que mais lixiviou (Zoca, 2012).

Dessa forma, a aplicação de K na forma de resíduos do benefício não evita perda por lixiviação, por isso deve-se considerar as possíveis perdas desse potássio oferecido pela casca de café.

Barros e colaboradores (2001) realizaram um trabalho comparando a produtividade da lavoura com a aplicação de palha de café seca, esterco e adubação exclusivamente química, e observaram que a associação de adubo químico e orgânico é extremamente benéfico a produção do cafeeiro em relação a adubação exclusivamente química, e além disso, nas doses 1,0, 2,0, e 4,0 Kg/cova de palha de café seca houve aumento crescente na produção.

Produção anual, média de cinco safras (1997/2001), em cafeeiros do cultivar Catuaí 44, do ensaio de doses e modos de aplicação de palha de café e esterco de gado associado ao adubo químico, na formação e produção do cafeeiro. Martins Soares – MG – 2001.

Recomendações da casca de café

A recomendação para a casca é a aplicação de 5 a 10 toneladas por hectare. A aplicação dessa casca de café seca é feita em cobertura.

Deve-se sempre considerar o equilíbrio entre o potássio, cálcio e magnésio no solo, visto que a palha de café possui um alto teor de potássio e baixo teor de magnésio e cálcio, ressaltando que no solo esses nutrientes devem sempre ficar na relação adequada.

Outro importante fator a considerar é a respeito da utilização em lavouras de plantio, pois necessitam de pouco potássio .

casca do café

Em relação ao armazenamento dessa casca, é recomendada que ela seja aplicada nas lavouras logo após a colheita.

Caso não seja possível essa prática, deve-se proteger com lona, para evitar a perda dos nutrientes por lixiviação devido a ação da chuva, ou realizar a compostagem da mesma com qualquer outra forma de esterco, enriquecendo ainda mais o material que poderá ser utilizado em lavouras em produção ou no sulco de plantio.

Mistura de esterco e palha de caféMistura de esterco de curral e palha de café. Fonte: Diego Baquião

Aplicação de casca de caféAplicação da casca de café. Fonte: Diego Baquião

Por ser um resíduo da fazenda, não são necessárias despesas adicionais para a compra desse adubo orgânico, os custos gerados são apenas de sua aplicação na lavoura, considerando a importância de uma prática que não encareça os custos de produção, uma vez que quanto maior esses custos, menor o lucro do produtor.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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