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]]>Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida.
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O manejo alimentar de bezerras tem início no fornecimento de colostro e termina com o processo de desaleitamento dos animais, período este que é importante para a manutenção do desempenho de animais recém desaleitados.
Ao nascimento, o trato digestivo dos animais já está formado, no entanto o desenvolvimento do rúmen, retículo e abomaso ainda não está completo.
O desenvolvimento completo dos pré-estômagos pode ser dividido em três fases, de acordo com o uso dos nutrientes pelo trato digestivo.
É importante ressaltar que o desaleitamento no momento em que animal apresenta o rúmen parcialmente desenvolvido é essencial para que o desempenho após esse manejo não seja prejudicado.
O completo desenvolvimento do trato digestivo está diretamente relacionado com o consumo de alimentos concentrados ou volumosos, seus níveis de inclusão, bem como sua forma física.
Diante disso, a dieta sólida possui um importante papel no desenvolvimento dos pré-estômagos, bem como na garantia de bezerros desaleitados capazes de ingerir quantidades adequadas de alimentos.
Durante a fase de aleitamento é essencial estimular o consumo de concentrado. A ingestão de grãos eleva a produção de propionato e butirato, substâncias importantes para o desenvolvimento das papilas do rúmen.
Quando se fala em desaleitamento, é importante que as bezerras estejam consumindo cerca de 1,0 a 1,5 kg de concentrado, visando reduzir o estresse nesse período.
Existem algumas práticas de manejo alimentar que podem favorecer o consumo dos concentrados desde a primeira semana de vida. Dentre elas, a oferta de concentrado em pequenas quantidades a partir do terceiro dia de vida e a redução da oferta de leite a partir de 30 dias, possuem uma boa taxa de sucesso.
A DISPONIBILIDADE DE ÁGUA É ESSENCIAL: Sem a oferta de água suficiente, as bactérias não crescem e se multiplicam, comprometendo o desenvolvimento ruminal. A água limpa e fresca deve ser colocada à disposição dos bezerros desde o nascimento.

São normalmente utilizados os concentrados farelados, texturizados e peletizados, já que a forma física pode afetar a preferência e a palatabilidade.
Os alimentos com partículas menores são atacados rapidamente pelas bactérias, sendo então rapidamente digeridos e absorvidos. Já os concentrados de maior granulometria conseguem estimular a movimentação do rúmen, contribuindo para o desenvolvimento muscular do órgão, a salivação e a mastigação.
Em relação à composição dos concentrados para energia, pode-se destacar: o milho, o arroz, o trigo, a cevada, o sorgo e a aveia, como as principais fontes. Já em relação a proteína, a soja é a fonte mais utilizada, no entanto, outros alimentos como o farelo de algodão e a semente de linhaça também são consumidos.
A utilização de fontes de nitrogênio não proteico, como a ureia, não são recomendadas para bezerros até os três meses de vida.
A oferta de fibra é essencial para redução dos problemas digestivos como a acidose ruminal. Dentre as fontes de fibra mais utilizadas para concentrados de bezerras destacam-se: casca de soja, casca de aveia e farelo de trigo.
Na literatura, algumas vantagens de oferecer forragem para bezerras têm sido descritas. São elas:
Para tanto, a forragem deve ser ofertada visando o livre consumo dos animais, sendo eles os regulares da quantidade a ser ingerida.
Em geral, as forragens ofertadas para as bezerras são leguminosas ou gramíneas, sendo que as leguminosas são mais degradadas quando comparadas às gramíneas e apresentam maior teor de amido e maior teor de matéria orgânica fermentável.
Nesse sentido, os animais que consomem uma dieta baseada em leguminosas apresentam um melhor desempenho quando comparados a animais que consomem gramíneas. As forragens ainda podem ser oferecidas como: pasto, feno, silagem ou silagem pré secada.
O volumoso deve ser ofertado a partir da oitava semana de vida dos animais, desde que as bezerras tenham à sua disposição, concentrado inicial desde a segunda semana de idade.
Como vimos, a introdução da dieta sólida para bezerras leiteiras é um processo importante para o sistema digestivo dos animais, possuindo impactos no futuro da fazenda.
O fornecimento de concentrado e volumoso, quando feito de maneira correta, promove o desenvolvimento dos animais e seu desaleitamento racional.
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]]>O post Escore de saúde respiratória de bezerras leiteiras: Planilha + guia apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa doença é extremamente relevante, porém seu diagnóstico na rotina sanitária das fazendas ainda é bastante defasado, podendo causar confusão e subnotificações.
Para isso, pesquisadores criaram escores individuais para avaliação da saúde respiratória das bezerras leiteiras.
O modelo de pontuação mais utilizado para detecção de DRB em bezerras é o Escore Respiratório de Wisconsin, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, em Madison, Estados Unidos.
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]]>O post 4 benefícios da reprodução sobre o aumento na produção de leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo.
“Quando trabalhamos em uma fazenda que tem eficiência reprodutiva muito alta, tudo fica mais fácil. É como se a reprodução fosse o coração da fazenda.”, afirma o especialista Prof. Guilherme Pontes.
Confira 4 grandes benefícios da reprodução para o aumento na produção de leite:
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Se pensarmos em um rebanho de vacas de alta persistência, rebanhos de vacas holandesas, vacas muito boas, como podemos aumentar o leite nessa fazenda?
Diminuindo o DEL (dias em lactação) do rebanho, que significa aumentar a proporção de vacas recém-paridas, onde a produção de leite é mais alta e o retorno sobre custo alimentar também é mais alto.
Confira a explicação completa do Prof. Guilherme no vídeo abaixo:
Se pensarmos em rebanhos de menor persistência, vacas que parem, começam a produzir leite, esse leite aumenta e muito rapidamente esse leite cai, por exemplo em rebanhos de vaca Gir, de modo geral.
Como eu aumento a produção de leite nesses rebanhos por meio da reprodução? Aumentando a proporção de vacas em lactação. Muitas vezes, chegamos em um rebanho que tem 55% – 60% de vacas dando leite, onde o esperado era de 80% – 84%.
Como vou produzir mais leite nessa fazenda? Aumentando o número de vacas que dão leite. Se eu emprenho essa vaca mais rápido, apesar de secar mais rápido, ela vai parir mais rápido, então acabo aumentando o número de vacas em lactação e, consequentemente, aumento a produção de leite.
Geralmente, rebanhos mais jovens, nos quais a proporção de primíparas e secundíparas é alta, temos uma série de benefícios nessa fazenda.
É comum, a primípara produzir menos leite que a secundípara. Então, se conseguimos ter uma proporção maior de secundíparas no rebanho, acabamos conseguindo ter uma maior produção de leite.
Quando tenho vacas recém-paridas, além de produzir mais leite, essas vacas possuem uma eficiência alimentar mais alta, conseguem converter melhor o alimento em leite e consequentemente, elas aumentam o retorno sobre o custo alimentar.
Dessa forma, nós acabamos tendo um custo alimentar do rebanho um pouco mais baixo, porque essas vacas são mais eficientes nessas fases iniciais da lactação.
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]]>O post Alimentação de bezerras leiteiras: principais exigências nutricionais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Logo após o parto, o colostro deve ser fornecido em quantidades que atendam às necessidades nutricionais e de anticorpos das recém-nascidas. Ao ser administrado em tempo hábil, o colostro garante que esse primeiro alimento seja bem absorvido pelo organismo. Depois de todo este trabalho é fundamental ter um bom manejo nutricional, sanitário e ambiental garantindo que o fruto desse esforço não se perca.
Em todo o Brasil, há uma crença de que devem ser fornecidos 4 litros diários de leite às bezerras durante a fase de aleitamento. Este “mito” surgiu baseado em uma correlação das necessidades alimentares com o peso ao nascimento, sendo 10% do peso vivo em leite.
Entretanto, na prática, nunca certificamos se esse volume atende à necessidade de uma bezerra durante essa fase.
A pergunta é: o volume de 4 litros de leite está atendendo a necessidade nutricional das bezerras para que cresçam de forma saudável?
Lembrando que devemos levar em consideração o percentual de proteína, gordura e lactose. Se a composição do leite varia de vaca para vaca, de fazenda para fazenda, será que esses animais não estão passando fome?
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Outro hábito comum entre os criadores em nosso país, principalmente de rebanhos mestiços, é desmamar as bezerras aos 60 dias de idade.
Mas, se a quantidade de alimento fornecido durante todo esse tempo foi insuficiente, os animais estarão em condições de sofrer mais uma restrição alimentar? Aos 60 dias já foi atingido o peso ideal para o desmame?
Depois de tais questionamentos, é preciso rever nossos conceitos sobre as bezerras em aleitamento. Para isso, devemos saber qual é a exigência energética e proteica do animal nessa fase.
Diante dessa exigência, é possível saber se o volume de 4 litros, de acordo com a composição média do leite para proteína, gordura e lactose (boletim dos laticínios), atende à demanda nutricional dessa categoria.
As exigências nutricionais devem ser avaliadas em kilocal (kcal) de Energia Metabolizável por dia e em gramas(g) de proteína digestível por dia. Essa exigência varia de acordo com o peso vivo da bezerra e o ganho de peso diário que se quer atingir durante a fase de aleitamento. Veja a tabela abaixo:

Tabela 1 – Energia Metabolizável (EM) e Proteína digestível (PD) para mantença e ganho de peso de acordo com o peso da bezerra. *Peso médio ao nascimento **Peso médio próximo a desmama.
De posse da exigência de energia e proteína e de acordo com a composição média do leite, é possível então avaliar se realmente nossas estão passando fome.
Na tabela a seguir foi feito um simulado com fornecimento de 4 ou 6 litros de leite. Usou-se duas diferentes composições de leite recebidas do Boletim de Leite do pagamento de um laticínio.

Tabela 2 – Cálculo de disponibilidade de energia e proteína de acordo com a composição do leite em dois diferentes volumes de leite (4 versus 6 litros).
Para calcular a quantidade de energia metabolizável (EM) em 4 ou 6 litros de leite foi considerado o valor energético por:
Outro ponto importante é saber que o consumo de concentrado de uma bezerra nos primeiros 20 dias de vida é muito baixo. Uma bezerra recém-nascida não consome mais do que 100 gramas de concentrado por dia nesse período, já que está aprendendo a consumir este tipo de alimento.
Na tabela 3 temos o consumo total de energia metabolizável e proteína digestível por dia. Eles são provenientes do consumo de leite de acordo com sua composição (simulado da tabela 2). Também temos o consumo médio de 100 gramas de concentrado nos primeiros 20 dias de idade.
Por meio dos cálculos da tabela 1 e 2 podemos então certificar se existe déficit ou excesso de energia e proteína. Nesse simulado foi considerado a exigência de uma bezerra de 38 kg de peso vivo descrito na Tabela 1.

Tabela 3. Déficit ou excesso de energia, proteína e litros de leite por dia de uma bezerra de 38 kg de peso vivo ganhando 800 g/dia consumindo 4 ou 6 litros de leite.
* 100 gramas de concentrado de alta qualidade possui 315 kcal de energia metabolizável e 15 g de proteína digestível.
** Para calcular a quantidade necessária de leite para suprir o déficit, foram usados valores de EM de um litro de leite que varia de acordo com a composição do mesmo.
Podemos verificar que nas duas primeiras situações (1 e 2), com o volume de 4 litros de leite fornecidos por dia, a quantidade total de alimento ingerido (leite + concentrado) não foi suficiente para suprir as exigências das bezerras tanto energética quanto proteica.
Interessante, nesse caso, que mesmo o leite com alto teor de gordura e proteína (situação 2) também não conseguiu atender à demanda nutricional do animal. Importante lembrar que nessas duas situações, se o concentrado dado à bezerra for de pior qualidade. Isto significa que o concentrado tem baixo teor de energia e proteína de pior qualidade, fazendo com que essa situação seja ainda mais grave.
Ajustando o volume para pelo menos 6 litros diários (simulação 3 e 4) se adequa o aleitamento de tal forma que é possível atender à demanda de energia e proteína das bezerras. Ou seja, os dois litros de leite a mais é exatamente o que está faltando para atender à demanda das bezerras.
Na simulação 4, onde foi considerado um leite com maior teor de sólidos, o volume de seis litros de leite fornece a quantidade de nutrientes acima da exigência das bezerras. Neste caso é possível trabalhar até com 700 gramas de leite/dia a menos no aleitamento.
Uma excelente alternativa seria fornecer os 6 litros e desmamar os animais mais precocemente. Ainda assim, eles ficariam mais pesados e mais saudáveis do que o esquema tradicional.
Com as situações mostradas acima podemos afirmar que: NOSSAS BEZERRAS ESTÃO PASSANDO FOME, SIM!
Bezerras recém-nascidas possuem requerimentos energéticos maiores para manter a temperatura corporal adequada, onde a temperatura ambiental crítica para bezerros é de 10ºC.
Caso a temperatura ambiente esteja abaixo de dez graus, as necessidades nutricionais para mantença dessas bezerras, principalmente para manutenção da temperatura corporal aumentam, retirando energia que seria destinada ao ganho de peso para controle da temperatura do corpo.
Ou seja, em estações mais frias, o requerimento aumenta, fazendo com que os 4 litros diários de leite sejam ainda mais deficitários. Este é um grande problema para regiões no Brasil onde a temperatura do ambiente cai muito no inverno.
O fato de não suprir a exigência proteica, conforme observado na tabela 3, irá interferir muito na saúde das bezerras em aleitamento, pois a proteína absorvida, principalmente do leite, é usada na formação do sistema imune dos animais jovens.
Até a “construção” desse sistema imune a resistência às doenças é adquirida de uma boa colostragem até 12 horas após nascimento. Entretanto, essa imunidade que o colostro transfere não perdura para sempre e sim no máximo até 40-45 dias de idade.
Ou seja, o não atendimento da exigência proteica das bezerras durante a formação do seu próprio sistema imunológico, diminuirá a capacidade desses animais de responder às injúrias. Isso as torna mais susceptíveis a várias doenças, sendo o problema mais agravado no pós desmame.
Além disso, ao desenvolver qualquer tipo de doença como diarreias e pneumonias, a exigência nutricional desse animal aumenta. Desta forma o déficit nutricional de animais alimentados apenas com 4 litros de leite, fica ainda maior.
É preciso quebrar o paradigma do fornecimento de 4 litros de leite. A verdade é que as bezerras estão passando necessidades em um momento de suas vidas em que já enfrentam tantos desafios.
Elas são parte fundamental do sistema leiteiro e merecem o máximo cuidado para que possam desempenhar todo o potencial esperado no seu futuro produtivo.
Pesquisadores americanos relatam que bezerras que bebem mais leite produzem mais leite quando vacas. A relação se mostra óbvia quando pensamos: Saúde se reflete em produtividade!
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]]>O post Sucedâneo no aleitamento de bezerras: dicas para correta utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Mas afinal, qual a melhor opção: fornecer leite limpo, leite de descarte ou sucedâneo lácteo para as bezerras?
Quando há condições de se fornecer o leite limpo de vaca em condições adequadas de higiene, os resultados alcançados tendem a serem melhores, com melhor desempenho, menor incidência de diarreias e, consequentemente, menor mortalidade.
Além disso, não devemos desconsiderar o uso de leite de descarte quando em vista a disponibilidade de pasteurização e a correção do teor de sólidos.
Vamos abordar neste texto dicas a fim de garantir um correto aleitamento quando a decisão for utilizar sucedâneo como principal alimento para bezerras em aleitamento.
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O sucedâneo deve ter a sua utilização considerada principalmente em situações de adensamento de leite e quando não houver disponibilidade de leite limpo e/ou leite de descarte.
A decisão de quando utilizar o sucedâneo é específica para cada fazenda e deve ser considerada mediante análises de custo-benefício. Essa escolha é muitas vezes norteada pela redução de custos. A parte econômica da utilização de sucedâneo não deve ser ignorada, ao contrário, sua análise deve estar vinculada ao desempenho animal.
Além da redução de custos, outras vantagens podem ser ressaltadas quanto ao uso de sucedâneos, como desvincular o horário da ordenha ao horário do trato dos bezerros, evitar a transmissão vertical (via leite) de doenças da vaca para a bezerra, reduzir o uso de leite de descarte, facilidade de estoque e produto de consistência uniforme quando manejado corretamente.
A correta utilização do sucedâneo será fundamental para ter oportunidade de desfrutar dos benefícios citados. Sendo assim, é preciso atenção primeiramente na decisão da sua inclusão ou não na dieta. Por fim, caso a melhor opção seja sua utilização, será necessário foco em alguns pontos para compra de um produto que proporcione também boas condições de desenvolvimento às bezerras.
Assim como na oferta de leite para as bezerras, o uso de sucedâneo lácteo deve seguir algumas recomendações, como:
O fornecimento de sucedâneo pode ser realizado através de mamadeira, amamentador automático, balde com bico, amamentador coletivo e balde sem bico. Vale ressaltar que a altura do balde com bico deve ser de aproximadamente 45 cm do chão, se assemelhando com a altura do úbere da mãe.
O ideal é que o sucedâneo utilizado seja produzido a partir de matéria prima de origem láctea.
No entanto, há aqueles que são produzidos a partir de matéria prima de origem vegetal. Os valores de fibra indicados no rótulo dos sucedâneos nos indicam se o produto possui mais ou menos proteína de origem vegetal.
Conforme será citado no próximo tópico, a recomendação é de que os sucedâneos apresentam teores de fibra inferiores a 0,15. Valores superiores apontam que há uma grande quantidade de proteínas vegetais, as quais as bezerras não conseguem digerir muito bem e podem desencadear distúrbios digestivos.
Observar o aspecto do sucedâneo algum tempo após sua diluição e mistura também é uma boa opção. Sucedâneos que apresentam decantação após serem diluídos corretamente e bem misturados geralmente não possuem uma qualidade nutricional que atenda às exigências das bezerras.

Qualidade de mistura de sucedâneos. Note que o sucedâneo da esquerda apresentou boa qualidade de mistura e não decantou, enquanto o sucedâneo da direita não se misturou bem e decantou de forma considerável. Fonte: Professora Sandra Gesteira, UFMG

Mas afinal, para que servem os sólidos totais? Os teores de sólidos totais auxiliam no desempenho da bezerra, fazendo com que a mesma ganhe peso e seja desaleitada mais rapidamente e com saúde.
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]]>O post Dieta líquida de bezerras leiteiras: principais considerações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Tanto a dieta sólida quanto a dieta líquida atuam, primeiramente, na colonização do trato digestivo, e em seguida, no desenvolvimento dos órgãos relacionados a digestão de alimentos e absorção de nutrientes.
Assim como em outras áreas da criação de bezerras, a nutrição também possui certas crenças que precisam ser desmistificadas, a exemplo da narrativa incorreta de que a oferta de água às bezerras recém-nascidas deve ser feita somente a partir da desmama.
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Entende-se como colostro a primeira secreção láctea das fêmeas mamíferas logo após o parto, sendo responsável principalmente por fornecer energia e imunidade passiva.
O consumo desta secreção por parte da bezerra imediatamente após o nascimento está associado a proteção do organismo pela transmissão de imunoglobulinas, uma vez que o tipo de placenta dos bovinos não permite a passagem de grandes moléculas. É por isso que o fornecimento de colostro é de suma importância para garantir que os bezerros obtenham as imunoglobulinas e outras proteínas séricas maternas.
Além da oferta imunológica e proteica, uma outra função do colostro é o fornecimento de energia, vitaminas e minerais para o bezerro recém-nascido.
O ideal é que o colostro seja oferecido duas vezes ao longo do primeiro dia de vida da bezerra, sendo a primeira oferta nas primeiras 6 horas de vida da bezerra na quantidade de 10% do peso corporal, e a segunda oferta na quantidade de 5% do peso corporal cerca de 12 horas após a primeira colostragem.

Banco de colostro. (Fonte: Grupo Rehagro).
Alguns dos fatores relevantes quando se discute sobre dietas líquidas para as bezerras referem-se à qualidade e a quantidade fornecidas para essa categoria animal.
O fornecimento de leite na maneira correta auxilia no bom desenvolvimento e desempenho dos animais, promovendo assim um ganho de peso adequado e uma diminuição de doenças, como diarreia e pneumonia. A seguir serão abordados alguns aspectos relacionados a oferta de dieta líquida às bezerras leiteiras.
A temperatura em que o alimento líquido é fornecido é muito importante, pois quando se tem o fornecimento da dieta líquida em uma temperatura abaixo de 10º C o animal precisará gastar energia para aquecer tanto o seu organismo quanto o alimento ingerido.
Com isso, parte da energia que seria utilizada para crescimento terá que ser direcionada para regular a temperatura, havendo assim uma redução no desempenho do animal provocado por esse gasto energético.
O ideal é que, durante a oferta, o leite apresente temperatura próxima a temperatura do corpo do animal (aproximadamente 39ºC), pois isto influencia no processo de digestão e absorção, além de estimular o reflexo de fechamento da goteira esofágica.
Para definição da frequência de aleitamento deve-se levar em consideração a influência na vida do animal e no manejo geral da propriedade. Fornecimentos realizados uma vez ao dia podem aumentar o estresse nos animais, aumentar os casos de diarreia e ocasionar distúrbios que acometem o abomaso, por exemplo.
Recomenda-se que esse tipo de manejo alimentar seja evitado nos animais que possuem um consumo mais restrito de leite. O mais indicado é que o aleitamento seja feito no mínimo duas vezes ao dia, pois isso proporciona melhor aproveitamento da dieta e reduz o estresse do animal.
Os sistemas de aleitamento mais conhecidos que determinam o volume de leite ofertado às bezerras são o sistema convencional e o intensivo, tendo esse último as suas subdivisões.
No sistema convencional o fornecimento de leite é de cerca de 10% do peso corporal do animal (aproximadamente 4 litros/animal/dia), caracterizando-se por contribuir para um desaleitamento e um consumo de concentrado mais precoce devido a ingestão reduzida.
Neste caso, as exigências nutricionais do animal geralmente não são totalmente atendidas, sendo necessário o consumo de outros alimentos para suprir a demanda.
Outro aspecto desse tipo de manejo de aleitamento é a redução de custos com a nutrição, pois o principal fator que encarece a dieta dessa categoria animal é justamente a quantidade de leite designada para a alimentação das bezerras. Entretanto, esse manejo de aleitamento convencional está caindo em desuso por levar a baixos ganhos de peso e ao aumento na incidência de doenças.
No sistema de aleitamento intensivo as bezerras recebem um volume de leite de 15% ou até mais de 20% do seu peso corporal, o que favorece o ganho de peso e a futura produção de leite. No caso do sistema intensivo à vontade o consumo de leite é liberado, podendo chegar a mais de 20% do peso do animal, sendo fornecidos de 6 a 12 litros/dia ou tendo o aumento nos teores de sólidos da dieta líquida.
Nessas formas de aleitamento o desmame é dificultado, pois o animal tem a sua ingestão de dieta sólida reduzida pelo grande volume de leite consumido.
No sistema intensivo, o animal recebe volumes maiores de leite no início, e, de forma gradativa, a quantidade de leite fornecido vai sendo reduzida, o que leva o animal a consumir mais alimentos sólidos. Com isso, não ocorre prejuízo no desaleitamento dos animais.
É um dos alimentos que promovem o melhor desempenho dos bezerros devido ao alto valor nutritivo, sendo considerado o principal alimento para a alimentação dessa categoria.
Devido ao leite integral ser o principal produto utilizado na comercialização das propriedades, geralmente, a sua utilização deve ser bem planejada para que seja financeiramente viável para o sistema.
Não é incomum que o leite impróprio para a venda seja fornecido para as bezerras, entretanto essa prática pode ser prejudicial para os animais que consomem esse tipo de produto.
Geralmente, o leite proveniente de vacas doentes que se encontram em tratamento medicamentoso é fornecido para as bezerras, sendo que esse tipo de leite pode apresentar alta quantidade bacteriana, acarretando em algumas patologias, como a diarreia.
Outro problema associado a utilização do leite dessas vacas é que o tratamento com antibióticos pode levar a resíduos desses produtos no leite, fazendo com que os bezerros ingiram os resíduos, contribuindo assim para ocorrência de resistência bacteriana.
O leite proveniente de vacas com mastite possui um teor de nutrientes variáveis e uma baixa qualidade microbiológica, por isso esses tipos de leite não são indicados aos animais muito novos.
Um dos problemas relacionados ao uso de sucedâneo é o alto teor de fibra e de amido presente na formulação de alguns produtos comerciais, além da adição de gorduras e proteínas de baixo aproveitamento pelo animal, que quando somados podem gerar problemas intestinais nos bezerros.
Os sucedâneos não lácteos são produzidos com extratos vegetais, e uma das possíveis matérias-primas é a soja, caracterizada pela baixa digestibilidade que ocasiona um baixo desempenho do animal.
Outro fator que deve ser levado em conta com a utilização da soja são os fatores anti-nutricionais que podem levar a reações alérgicas intestinais, provocando diarreias nos animais. Já no caso dos sucedâneos lácteos há alguns subprodutos advindos do soro. Essas fontes não possuem fatores anti-nutricionais, como ocorre com as fontes de proteína vegetal.
O fornecimento de água para os bezerros deve ser iniciado logo nos primeiros dias de vida, devido a água ser um componente essencial para o organismo dos animais e de extrema importância em todos os processos fisiológicos.
Dentre todos os componentes da nutrição, a água é considerada como sendo o de maior importância justamente pela capacidade de limitar o consumo dos demais componentes caso não seja ingerida. A sua participação vai desde a dessedentação dos animais, termorregulação corporal, até o auxílio no desenvolvimento ruminal por criar um ambiente aquoso propício para fermentação bacteriana.
Independente da época do ano e da temperatura, a ingestão de água pelos bezerros torna-se imprescindível para estimular o consumo de alimentos secos. O consumo de matéria seca pelos bezerros está diretamente ligado à ingestão de água, e caso a ingestão de água seja reduzida, o consumo de matéria seca também será reduzido.

Oferta de água de qualidade para bezerras. (Fonte: Bruno Guimarães, Grupo Rehagro).
A manutenção da limpeza e higiene dos bebedouros consiste em outro ponto importante. Um estudo mostrou que no lote onde houve uma limpeza diária dos baldes para fornecimento de água os animais obtiveram um resultado de 9% a mais na eficiência no desmame quando comparados aos bezerros que tiveram seus baldes de fornecimento limpos a cada duas semanas (6%).
Outro efeito positivo promovido pela higiene dos bebedouros foi o ganho de peso com 160-170 dias, mostrando que o ganho de peso durante o período de crescimento desses animais foi mais satisfatório. Quando a água ofertada aos animais é de baixa qualidade, a ingestão hídrica é reduzida, e, consequentemente, acarretará numa redução do consumo de matéria seca e no desenvolvimento dos animais.
A boa higiene dos bebedouros também faz com que a presença de algumas doenças seja evitada, como no caso de parasitoses e de algumas infecções bacterianas e virais que podem ocorrer pela falta de higiene dos bebedouros.
A supervisão laboratorial da água utilizada na propriedade deve ser feita em uma frequência mínima semestral. O recomendado é que amostras sejam coletadas em pontos diversos da rede de distribuição. Por exemplo, coletar amostras da fonte de captação, dos encanamentos, da caixa d’água, dos bebedouros etc.
Este procedimento torna-se necessário para que o monitoramento da qualidade da água seja bem estratificado, abordando todos os possíveis pontos de contaminação da propriedade. O ideal é que seja solicitado a realização de análises dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.

Além do monitoramento em frequência mínima semestral, o tratamento da água na propriedade com produtos específicos torna-se interessante. Vários técnicos e produtores, por exemplo, têm adotado a ação de utilizar pedras de cloro nas caixas d’água visando o controle microbiológico.
A quantidade de cloro a ser adicionada na água é variável, devendo ser feita uma análise química previamente. Associado à adição do cloro a água, deve-se realizar a limpeza dos bebedouros com o objetivo de evitar a propagação de lodo, visto que uma quantidade excessiva de matéria orgânica pode inativar o produto químico.
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]]>O post Importância do colostro bovino para bezerros: Saiba 4 dicas úteis apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O colostro é a principal fonte de anticorpos para bezerras e um dos pilares da bovinocultura, que garante a saúde e a sobrevivência dos animais, protegendo-os contra as doenças.
Neste artigo, saiba mais sobre os conceitos básicos sobre o colostro, sua importância e confira quatro dicas para realização de uma boa administração do colostro.
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Colostro é a secreção oriunda da glândula mamária obtida durante a primeira ordenha pós-parto em fêmeas mamíferas.
Graças à sua composição rica em gordura, proteína (principalmente imunoglobulinas G – IgG), leucócitos, fatores de crescimento, hormônios e fatores antimicrobianos, o colostro materno possui a função de fornecer imunidade, fortalecer e aquecer o recém-nascido.
A tabela a seguir apresenta uma comparação da composição nutricional do colostro bovino com o leite bovino:

O colostro bovino representa a principal fonte de anticorpos para o neonato, visto que a placenta bovina é do tipo sindesmocorial, impedindo a passagem de grandes moléculas da mãe para o feto.
Quando realizada de forma correta, a colostragem permite a absorção intestinal de imunoglobulinas que auxiliarão a bezerra na proteção contra doenças. Este processo de absorção de anticorpos via colostro materno é conhecido como transferência de imunidade passiva (TIP).
Já é sabido que uma boa colostragem proporciona adequada TIP, estimula o crescimento e desenvolvimento do animal e reduz as taxas de morbidade e mortalidade antes do desmame.
Os benefícios adicionais a longo prazo associados à transferência passiva bem-sucedida incluem redução da mortalidade no período pós-desmame, melhor taxa de ganho de peso, redução da idade ao primeiro parto, aumento do volume de leite produzido na primeira e segunda lactação e redução das chances de descarte durante a primeira lactação.
No entanto, quais são os pilares que garantem uma boa colostragem?
As diretrizes do modelo atual de criação de bezerras leiteiras apontam quatro aspectos básicos como sendo os pilares para se alcançar uma colostragem adequada e, consequentemente, eficiência na TIP. São eles:
O ideal é que a colostragem de bezerras seja realizada em até duas horas após o nascimento, sendo permitido realizar em até seis horas.
O período entre o nascimento do animal e a colostragem é de extrema importância, pois após as seis primeiras horas de vida a taxa de absorção das imunoglobulinas do colostro materno cai consideravelmente devido à alteração estrutural das vilosidades intestinais.
Logicamente, a concentração de anticorpos no colostro bovino é outro aspecto que contribui para o sucesso da transferência de imunidade passiva. Nesse caso, o anticorpo colostral utilizado para mensuração da qualidade imunológica é a IgG.
O recomendado é que 90% das amostras de colostro bovino apresentem concentração de IgG maior que 50 g/L.
Um método indireto de se mensurar a concentração de IgG do colostro materno é através do refratômetro de Brix, seja ele óptico ou digital, sendo que valores iguais ou superiores a 22°Brix indicam boa qualidade imunológica.
No entanto, vale ressaltar que os valores de imunoglobulina estipulados como meta durante a avaliação do refratômetro variam conforme o desafio de cada propriedade. Raça, idade da vaca, duração do período seco, manejo alimentar no pré-parto e vacinação constituem alguns dos fatores que interferem na qualidade imunológica do colostro bovino.
Os parâmetros de qualidade microbiológica avaliados no colostro são a contagem bacteriana total e a quantidade de coliformes totais, sendo que as metas consideradas ideais são < 100.000 UFC/ml e < 10.000 UFC/ml, respectivamente.
Diversos estudos demonstram haver correlação entre a quantidade sérica de IgG e a contagem total de coliformes, sendo que quanto maior a quantidade de coliformes menor é a concentração de IgG.
A qualidade microbiológica do colostro bovino está totalmente relacionada com a adoção de práticas de higiene durante a sua ordenha, manipulação e armazenamento.
Por muito tempo se trabalhou somente com uma única oferta de colostro na quantidade de 10 a 12% do peso corporal (PC) da bezerra nas 6 primeiras horas de vida.
Atualmente, estudos científicos vêm demonstrando os benefícios de uma segunda oferta de colostro na quantidade de 5% do peso corporal da bezerra.
Deste modo, o modelo atual de criação de bezerras leiteiras recomenda um plano de colostragem baseado em duas ofertas de colostro ao longo das primeiras 24 horas de vida, sendo a primeira ingestão do colostro materno em até 6 horas (10 a 12% do PC) e a segunda oferta ocorrendo nas demais 18 horas antes da bezerra concluir o primeiro dia de vida (5% do PC).
Uma alternativa interessante para a segunda oferta consiste no resfriamento do volume excedente utilizado para a primeira colostragem.
Sempre atentar para o correto armazenamento do colostro bovino refrigerado: de preferência em sacos plásticos resistentes e higienizados, em temperatura de 2 a 8°C e por um período não superior a 48 horas.

Colostragem via sonda esofágica. (Fonte: Fazenda Queima Ferro).
Conforme já abordado durante o texto, o sucesso na colostragem é multifatorial, sendo influenciado desde questões práticas, como duração do período seco da vaca, manejo alimentar, programa vacinal, tempo até a colostragem, qualidade microbiológica do colostro e dentre outros, até questões inerentes ao manejo com os animais, como raça e idade da vaca.
O recomendado está em fazer o básico bem feito, ou seja, adotar um adequado manejo de colostro que se fundamente nos quatro pilares: tempo, qualidade imunológica, qualidade microbiológica e quantidade de colostro ingerida.
Lembre-se a colostragem apresenta diversos benefícios e é imprescindível para a proteção das bezerras contra as doenças, sendo sua principal fonte de anticorpos.
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]]>Após o nascimento, ações como a colostragem e a cura de umbigo, são imprescindíveis para garantir a saúde dos animais. Caso estas ações não sejam realizadas, as taxas de morbidade e mortalidade aumentam consideravelmente, trazendo prejuízos à propriedade.
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]]>O post Monitoramento da qualidade da água para os bovinos: qual a importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além dessa utilização direta pelos animais, a água também é utilizada de forma indireta nos sistemas de produção, seja através da limpeza das instalações, resfriamento, higienização de equipamentos, dentre outros.
Independente se o uso pelos animais é direto ou indireto, o monitoramento hídrico é extremamente importante para evitar surpresas desagradáveis como a ocorrência de doenças, queda na produção de leite, redução de índices zootécnicos, contaminação de instalações e equipamentos etc.
Neste texto vamos discutir alguns aspectos importantes relacionados a questão hídrica na pecuária leiteira, bem como o monitoramento da qualidade da água.
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O conhecimento da origem da água utilizada é primordial para a manutenção do status sanitário da propriedade.
Fontes de captação hídrica como açudes e cacimbas não são indicadas para o uso direto pelos animais como água de consumo. Tais fontes de captação, em grande parte das vezes, estão expostas ao tempo e ficam com a água estagnada, aumentando assim as chances de contaminação e disseminação de patógenos.
O interessante é que a água captada seja de um local onde o volume hídrico não seja estacionário, ou seja, sempre esteja em movimento, mesmo que mínimo.
Outro ponto importante a ser analisado se refere ao ambiente entorno da fonte de captação hídrica. Sempre devemos analisar se há presença de algum ponto ou foco de contaminação nas imediações, como escoamento de resíduos (esgoto, por exemplo), despejo de animais mortos, mineradoras etc. Todos esses aspectos fazem a diferença na qualidade da água ofertada.
A captação de águas pluviais representa uma boa alternativa em propriedades que realizam esta ação. O recurso hídrico proveniente desta prática pode ser utilizado principalmente, desde que em boas condições, na limpeza das instalações e no resfriamento dos animais.
Hoje em dia várias propriedades têm armazenado as águas provenientes de chuvas em represas construídas especificamente para este objetivo. No entanto, vale ressaltar o cuidado que se deve ter para que não haja proliferação de algas no volume hídrico armazenado.
Caso isto aconteça os bicos de pulverização do sistema de resfriamento poderão entupir, além de que classes específicas de algas representam agentes com capacidade de ocasionar doenças como a mastite.

Atentar para intensa proliferação de algas. (Fonte: Bruno Guimarães, Equipe Rehagro).

Sistema de reaproveitamento de águas pluviais em instalação de Compost Barn. (Fonte: Rafael Ferraz, Equipe Rehagro).
A supervisão de toda a água utilizada na propriedade deve ser feita em uma frequência mínima semestral.
O recomendado é que amostras sejam coletadas em pontos diversos da rede de distribuição. Por exemplo, coletar amostras da fonte de captação, dos encanamentos, da caixa d’água, dos bebedouros etc. Este procedimento torna-se necessário para que o monitoramento da qualidade da água seja bem estratificado, abordando todos os possíveis pontos de contaminação da propriedade.
Antes de coletar as amostras deve-se entrar em contato com um laboratório especializado em análises hídricas para que todo o processo de coleta e envio seja repassado e realizado adequadamente. O ideal é que seja solicitado a realização de análises dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.

(Fonte: Adaptado de Beede, 2006.)
Além do monitoramento em frequência mínima semestral, o tratamento da água na propriedade com produtos específicos torna-se interessante.
Vários técnicos e produtores, por exemplo, têm adotado a ação de utilizar pedras de cloro nas caixas d’água visando o controle microbiológico. A quantidade de cloro a ser adicionada na água é variável, devendo ser feita uma análise química previamente.
Associado à adição do cloro a água, se deve realizar a limpeza dos bebedouros com o objetivo de evitar a propagação de lodo, visto que uma quantidade excessiva de matéria orgânica pode inativar o produto químico.
Dentre os vários impactos ocasionados na bovinocultura de leite pela qualidade da água, neste texto vamos abordar dois exemplos especificamente, sendo um em gado jovem e o outro em gado adulto.
Muito se fala sobre a real importância da oferta de água para bezerros na fase de aleitamento. Alguns produtores defendem a corrente de que devido ao fato do colostro e do leite possuírem uma elevada proporção de água em sua composição, não há a necessidade de oferta dessa substância durante o aleitamento, somente após o desmame.
Entretanto, diversos estudos científicos comprovaram a importância do consumo da água de qualidade desde os primeiros dias de vida do bezerro.
Além de ser um componente essencial na dieta dos bezerros, a água também desempenha um importante papel na termorregulação corporal, na colonização do rúmen e no estímulo para o consumo de alimentos sólidos.
Portanto, caso o produtor queira obter bezerros com saúde e bons índices de crescimento e desenvolvimento, ele deve se preocupar em ofertar água de qualidade para os bezerros desde os primeiros dias de vida.
Já no gado adulto, em várias propriedades podemos observar uma preocupação muito grande na oferta de volumoso e concentrado (e não é para menos) que não é acompanhada na oferta hídrica.
Atualmente é mais que sabido que a oferta de uma água de qualidade consiste em um dos fatores limitantes para o consumo da dieta. Logo, caso a água ofertada para o rebanho em lactação, por exemplo, não seja de qualidade ou esteja armazenada em bebedouros de higiene precária, os animais não terão um consumo suficiente de alimento, não atenderão as suas exigências nutricionais e consequentemente terão as suas produções de leite reduzidas.
Como já dito no início do texto, além do impacto na produção de leite, a oferta hídrica de baixa qualidade também afetará a saúde, a reprodução e o desempenho do animal como um todo.

A presença elevada de moscas e matéria orgânica na água reduz o consumo hídrico, alimentar e o desempenho das bezerras. (Fonte: João Lúcio Diniz, Equipe Rehagro).

A presença elevada de matéria orgânica na água reduz o consumo e o desempenho também do gado adulto. (Fonte: Bruno Guimarães, Equipe Rehagro).
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]]>O post Criação de bezerras e novilhas – gestão de indicadores apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com três especialistas renomados:
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]]>O post Criptosporidiose bovina: o que é, como controlar e formas de prevenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Neste texto iremos abordar sobre o Cryptosporidium spp., um importante protozoário causador de diarreia em bezerras leiteiras. Discutiremos sobre o agente, sua forma de controle, manejos necessários e formas de prevenção.
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A criptosporidiose bovina, doença causada pelo protozoário Cryptosporidium parvum, consiste em uma infecção que ocorre por meio da via oro-fecal, através da ingestão de alimentos e água contaminados por oocistos esporulados do agente.
Quando ingerido, o oocisto esporulado se encista no epitélio intestinal, destruindo-o e causando atrofia das vilosidades. Como consequência, a absorção de nutrientes e eletrólitos se torna prejudicada, resultando em diarreia mal absorvida que pode ser agravada em desidratação quando não identificada e tratada a tempo.

Principais patógenos causadores de diarreia em bezerros.
Faubert e Litvinski (2000) ao estudarem a transmissão natural da criptosporidiose entre vacas e seus bezerros relataram que as vacas eliminavam maior número de oocistos no momento do parto do que nos períodos de pré-parto e pós-parto.
Desta forma, há evidências que a infecção dos neonatos ocorre no momento do nascimento.
Animais recém-nascidos infectados com C. parvum tendem a desenvolver diarreia profusa e aquosa, inapetência, letargia, desidratação e, em alguns casos, óbito. O início da diarreia ocorre em torno de 3 – 4 dias após a ingestão dos oocistos, durando aproximadamente 1 – 2 semanas.

Exemplo de diarreia de bezerros. (Fonte: Maria Cecília Rabelo, estagiária equipe Leite – Grupo Rehagro)
Os oocistos do Crypstosporidium são relativamente estáveis e resistentes no ambiente. Devido a este motivo, já podemos entender qual a importância da higiene do ambiente no controle deste agente infeccioso.
A desinfecção e o vazio sanitário são medidas essenciais para redução da carga de oocistos, além de que, em ambientes abertos, a incidência de radiação solar é uma excelente aliada para o controle do Crypstosporidium.
A eliminação de oocistos no ambiente ocorre entre 4 e 12 dias após a infecção e se torna desafiadora, pois esta forma infectante é resistente a maioria dos desinfetantes.
Medidas como a remoção frequente das camas e fezes do ambiente, realização de vazio sanitário nas instalações, além da utilização de produtos de desinfecção a base de dióxido de cloro, amônia e peróxido de hidrogênio se mostram eficientes e podem contribuir para a redução da carga de Cryptosporidium no ambiente.
Segundo Heller e Chigerwe (2018), pequenas doses de oocistos podem resultar em infecções prolongadas com altas cargas parasitárias, devido ao fenômeno conhecido como autoinfecção.
Nestas situações, o agente infeccioso se replica dentro do hospedeiro e ocasiona reinfecção diretamente, sem precisar sair do organismo do animal. Esta ocorrência representa um dos motivos que favorecem a permanência do agente no rebanho, e, consequentemente, a sua disseminação em larga escala.
Falhas na higienização do ambiente e no manejo dos animais podem ocasionar surtos de diarreia por criptosporidiose bovina. Além disso, muitas vezes por falta de informação os produtores não administram o devido tratamento, ou o administram de forma errônea.
Também é importante salientar que muitas das perdas econômicas estão associadas ao uso abusivo e indiscriminado de antibióticos por parte dos criadores, por pensarem se tratar de diarreia bacteriana, o que ocasiona grande prejuízo econômico e, também, desenvolvimento de resistência bacteriana aos antibióticos utilizados (FEITOSA et al., 2008).
O medicamento de escolha para prevenção e tratamento da criptosporidiose bovina é a halofuginona. Seu efeito é criptosporidiostático, atuando sobre o ciclo do parasito impedindo a sua reprodução no hospedeiro.
O ideal é que o tratamento com a halofuginona seja feito por 7 dias consecutivos, observando-se como ponto positivo a redução da eliminação de oocistos e da duração da diarreia.
Assim como em qualquer outro medicamento, é importante se atentar para a dose recomendada – 2ml para cada 10 kg de peso vivo, uma vez ao dia, por via oral após a alimentação dos bezerros.
Os fabricantes da halofuginona não recomendam o seu uso em animais que apresentam sinais de diarreia por mais 24 horas, devido ao animal desidratado e comprometido ser mais susceptível à toxicidade do medicamento.
De forma geral, como medida profilática o medicamento deve ser administrado até 48 horas após o nascimento e, como agente terapêutico, em até 24 horas após o início dos sintomas (THOMSON et al., 2017).
A higienização do ambiente e dos utensílios utilizados no aleitamento, além da realização de vazio sanitário nas instalações, são etapas essenciais para o controle e prevenção do Cryptosporidium.
Bezerras com criptosporidiose tendem a apresentar diarreia profusa que leva a uma rápida desidratação. A identificação precoce dos sinais clínicos e o tratamento sendo prontamente estabelecido asseguram menores riscos para as bezerras.
Além disso, a coleta de fezes para o diagnóstico laboratorial de criptosporidiose consiste em uma alternativa interessante para maior compreensão dos desafios da propriedade.
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]]>O post Como realizar o monitoramento da colostragem em bezerras leiteiras? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Dessa forma, a certificação de uma correta colostragem de bezerras consiste em um dos pilares da bovinocultura para se garantir a saúde e a sobrevivência dos animais.
Quando realizada de forma correta, a colostragem permite a absorção intestinal de imunoglobulinas que auxiliarão a bezerra na proteção contra doenças. Este processo de absorção de anticorpos via colostro materno é conhecido como transferência de imunidade passiva (TIP).
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Já é sabido que uma boa colostragem proporciona adequada TIP, estimula o crescimento e desenvolvimento do animal e reduz as taxas de morbidade e mortalidade antes do desmame.
Os benefícios adicionais a longo prazo associados à transferência passiva bem-sucedida incluem:
Estudos científicos recentes na área de colostro bovino têm discutido novas recomendações para serem adotadas durante o monitoramento da TIP em bezerras leiteiras.
O objetivo deste texto é abordar as visões atuais da ciência acerca da colostragem, apresentando os conceitos básicos do processo e as novas metas de monitoramento.
A avaliação da eficiência de colostragem pode ser feita via refratômetro. A diferença está na possibilidade de utilizar tanto o refratômetro de Brix quanto o de gramas por decilitro (g/dL) para avaliar se a colostragem foi eficiente ou não.
Em tempos anteriores, os parâmetros considerados ideais para avaliar a transferência de imunidade passiva eram 90% das bezerras avaliadas com valores de proteína sérica > 5,5 g/dL ou > 8,4° Brix. No entanto, estudos conduzidos nos Estados Unidos durante os anos de 1991 e 1992 demonstraram que 41% das bezerras apresentavam falhas na TIP quando se considerava as metas mencionadas anteriormente (> 5,5 g/dL ou > 8,4°Brix).
Desde então, os processos para melhorar o gerenciamento da qualidade do colostro nas fazendas norte-americanas foram intensificados, até que em 2014 somente 13% das bezerras apresentaram falha na TIP quando a média de proteína sérica foi de 6,0 g/dL. Além disso, a mortalidade pré-desmame das bezerras caiu de 10,8% em 1996 para 6,4% em 2014. Devido a esse fato, pesquisadores de Estados Unidos e Canadá passaram, a partir de 2018, a questionar a meta de TIP de 5,2 g/dL.
Com base nestas ocorrências e nos dados do Sistema Nacional de Monitoramento da Saúde Animal (NAHMS) dos Estados Unidos de 2014, pesquisadores criaram um novo consenso acerca das metas para avaliação da eficiência de imunidade passiva de bezerras leiteiras.
O novo modelo, conforme apresentado na tabela a seguir, considera novas metas para colostragem de bezerras e estratifica os níveis de transferência de imunidade passiva em excelente, bom, razoável e ruim.
A construção dos quatro níveis de eficiência de colostragem teve como base a avaliação das taxas de morbidade e mortalidade de bezerras nos estudos do NAHMS, bem como outras publicações da literatura.

Conforme discutido por Sandra Godden, Jason Lombard e Amelia Woolums (2019), o manejo do colostro materno consiste no fator mais importante para se garantir a saúde e a sobrevivência das bezerras leiteiras. Esse manejo passa por fornecer aos bezerros um volume suficiente de colostro bovino limpo e de alta qualidade nas primeiras horas de vida.
Benefícios adicionais podem ser obtidos através do fornecimento de várias mamadas e da alimentação prolongada de colostro ou leite de transição após as 6 horas iniciais.
O monitoramento contínuo da colostragem de bezerras ajuda os produtores a identificar e corrigir os problemas nos programa de gerenciamento de colostro.
Os dados a seguir representam informações reais sobre a eficiência de colostragem de duas fazendas no ano de 2019. Para cada uma das fazendas analisou-se a eficiência de colostragem no ano de 2019 considerando a meta antiga (> 5,5 g/dL) e a nova meta (> 6,2 g/dL).
O intuito desta análise consiste em demonstrar as oportunidades criadas pela nova proposta de monitoramento da colostragem em bezerras leiteiras.

Comparando os números apresentados da Fazenda A no ano de 2019, pode-se observar que ao considerar a nova meta para eficiência de colostragem (> 6,2 g/dL) houve uma queda no sucesso da transferência de imunidade passiva de 14 pontos percentuais (93% de eficiência na meta de > 5,5 g/dL vs. 79% de eficiência na meta de > 6,2 g/dL).
Ou seja, considerando a nova proposta de eficiência de colostragem a fazenda A passou a não apresentar a proporção ideal recomendada de bezerras bem colostradas, que é 90% dos animais com valores de transferência de imunidade passiva acima de 6,2 g/dL.
Ao analisar de forma mais detalhada, nota-se que com a nova meta de colostragem em apenas dois meses obteve-se mais de 90% dos animais com eficiência na transferência de imunidade passiva, enquanto na meta antiga oito meses foram satisfatórios.


Comparando agora os dados de colostragem apresentados pela Fazenda B, observa-se que a mudança de meta de > 5,5 g/dL para > 6,2 g/dL não afetou a proporção de bezerras bem colostradas da propriedade, pois em ambas as condições a proporção de animais com sucesso na TIP foi superior a 90% (99% de eficiência na meta de > 5,5 g/dL vs. 91% de eficiência na meta de > 6,2 g/dL).
Outra observação interessante é de que mesmo com a meta mais alta, a Fazenda B obteve dois meses com eficiência de colostragem de 100% (março e novembro), além de que em oitos meses a TIP obteve sucesso em mais de 90% das bezerras.
Os dados apresentados demonstram que ambas as fazendas possuíam índices de eficiência de colostragem satisfatórios com a meta antiga e que com a meta atual apresentaram perfis diferentes. Perante estes dados podemos tirar duas conclusões principais:
Conforme já abordado durante o texto, o sucesso na colostragem é multifatorial, sendo influenciado desde questões práticas, como duração do período seco da vaca, manejo alimentar, programa vacinal, tempo até a colostragem, qualidade microbiológica do colostro e dentre outros, até questões inerentes ao manejo com os animais, como raça e idade da vaca.
O recomendado está em fazer o básico bem feito, ou seja, adotar um adequado manejo de colostro que se fundamente nos quatro pilares: tempo, qualidade imunológica, qualidade microbiológica e quantidade de colostro ingerida.
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]]>Todos os cuidados a serem realizados com os animais recém-nascidos visam a manutenção de um bom status sanitário, possibilitando ao animal expressar um excelente desempenho desde o período inicial da vida.
A não execução de procedimentos essenciais nessa fase impactam diretamente a saúde e o desempenho do animal, prejudicando também sua desmama.
Entretanto, sabe-se que os cuidados com as bezerras recém-nascidas não começam somente após o parto, devendo ser planejados desde o acasalamento da matriz e passando por todo período gestacional.
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O colostro consiste na primeira secreção láctea das fêmeas mamíferas logo após o parto, sendo responsável principalmente por fornecer energia e imunidade passiva devido aos seus elevados teores de gordura (6,7%), proteína (14,0%) e imunoglobulina (6,0%).
Essas funções do colostro são extremamente importantes para o neonato, uma vez que o tipo de placenta dos bovinos (epiteliocorial) não permite a passagem de grandes moléculas para o feto e os bezerros recém-nascidos possuem pouca reserva energética no organismo.
Basicamente, os quatro pilares de uma colostragem adequada envolvem:

Todos os quatro pilares impactam diretamente na eficiência de colostragem das bezerras e no nível de proteção conferido a elas. Casos em que o colostro é ofertado após 6 horas do parto e/ou apresenta baixa concentração de IgG e alta contaminação microbiológica elevam consideravelmente os riscos das doenças perinatais.
O tempo máximo de 6 horas estipulado para realização do processo de colostragem se deve à circunstância de que após este período as vilosidades da mucosa intestinal reduzem a permeabilidade a moléculas grandes como os anticorpos.
Em eventos onde a bezerra não mame o colostro de forma espontânea através da mamadeira deve-se providenciar a colostragem via sonda esofágica de forma a garantir a execução deste procedimento.
A qualidade do colostro ofertado às bezerras é influenciada de modo multifatorial. As influências vão desde o período de ambientação da vaca no pré-parto até o modo como o colostro é ordenhado e armazenado. O perfil de anticorpos colostrais da fêmea gestante é moldado frente aos patógenos do ambiente, as vacinas utilizadas, ao padrão de nutrição, ao status de condição corporal, etc.
Já o perfil sanitário do colostro se estabelece conforme as condições de higiene adotadas durante os processos de ordenha e armazenamento, podendo ser avaliado através dos exames de cultivo microbiológico em laboratório.
A validação da qualidade imunológica do colostro ofertado às bezerras pode ser feita através da análise em colostrômetro ou refratômetro de Brix (óptico ou digital). A tabela abaixo apresenta a classificação dos valores colostrais referentes à sua qualidade imunológica:

As possíveis formas de oferta de colostro para as bezerras envolvem o colostro fresco, colostro refrigerado, colostro congelado e colostro em pó. Vale ressaltar que o principal motivo a se considerar para o armazenamento do colostro nas formas refrigerado e congelado consiste em sua qualidade imunológica.
Uma alternativa interessante para o aproveitamento de colostro de baixa qualidade constitui na sua associação a um colostro de boa qualidade, processo conhecido como enriquecimento de colostro.
A avaliação da eficiência de colostragem é feita através da dosagem das proteínas séricas totais da bezerra, verificando assim a transferência de imunidade passiva.
Uma amostra individual de sangue deve ser coletada 48 horas após a realização da colostragem, sendo armazenada em um tubo sem anticoagulante. Após o processo de coagulação ter ocorrido, instilar uma gota de soro no prisma de um refratômetro de g/dL ou Brix, ambos podendo ser óptico ou digital.
Resultados iguais ou superiores a 6,2 g/dL ou 9,4° Brix indicam que a colostragem foi realizada da forma correta, oferecendo proteção ideal por anticorpos colostrais à bezerra. Em uma análise de rebanho, recomenda-se que no mínimo 90% das bezerras apresentem eficiência na transferência de imunidade passiva, ou seja, valores de proteína sérica total iguais ou superiores a 6,2 g/dL ou 9,4° Brix.
A anatomia umbilical dos bezerros é composta por uma veia, duas artérias e um úraco.
Logo após o nascimento e rompimento dos anexos fetais, a estrutura do umbigo configura uma porta de entrada de infecções para o organismo do animal. Esta é uma das principais razões pelas quais o procedimento de cura de umbigo constitui em um dos primeiros cuidados a serem realizados com as bezerras recém-nascidas.
Ao alcançar o cordão umbilical, agentes patogênicos podem perfazer o caminho das vias de acesso ao organismo (veia, artérias e úraco). De forma geral, a infecção umbilical é denominada de onfalite. No entanto, a nomenclatura da infecção gerada varia conforme a estrutura umbilical acometida. Exemplo:
Obs.: outras nomenclaturas de infecção umbilical são existentes conforme a associação das estruturas acometidas (veia + artéria, veia + úraco, artéria + úraco).
Processos de onfalite tendem a não ficarem restritos somente ao umbigo, ocasionando alterações em outras áreas do organismo das bezerras. Além da possibilidade de acarretar alterações físicas e fisiológicas, estudos demonstram que a ocorrência dos distúrbios gerados pelas infecções umbilicais possuem correlação com redução da produção de leite já na primeira lactação.
É importante ressaltar que quadros de onfalite não diagnosticados e/ou não tratados tendem a se complicar, ocasionando septicemia e levando os animais a óbito. O esquema a seguir demonstra algumas das possíveis alterações que podem ocorrer de acordo com a estrutura umbilical afetada:

O ideal é que a cura de umbigo seja realizada imediatamente após o nascimento da bezerra, podendo ser feita com tintura de iodo de 7 a 10%.
O processo recomendado é o de imergir o cordão umbilical até a sua base na tintura de iodo durante aproximadamente 30 segundos, adotando uma frequência mínima de 2 vezes por dia até o dia em que o umbigo seque e se desprenda do abdômen.
A conservação da tintura de iodo ao abrigo da luz solar e da matéria orgânica é essencial para garantir o seu desempenho, visto que o contato do produto com esses fatores reduz a sua bioeficiência.
É por esses motivos que se indica o armazenamento do iodo em um recipiente âmbar (reduz a passagem de radiação solar) do tipo copo sem retorno (evita o retorno de sujidade do ambiente para a tintura).
A avaliação das estruturas umbilicais quanto a presença ou não de processo infeccioso/inflamatório se dá através de palpação manual para classificação dos umbigos em uma escala de 0 a 2:
Ao analisar a eficiência da cura de umbigo em um rebanho, espera-se que no mínimo 90% das bezerras apresentem escore umbilical 0.
Para obter uma boa eficiência de cura de umbigo torna-se essencial a utilização de um iodo de qualidade, podendo a tintura ser de origem comercial ou produzida na própria fazenda. A seguir segue uma sugestão de fórmula de tintura de iodo para fabricação na fazenda:
Fonte: Departamento de Clínica e Cirurgia de Ruminantes da UFMG
Macerar as 75 gramas de iodo metálico e as 25 gramas de iodeto de potássio, diluindo-as em 50 – 100 ml de água destilada. Acrescentar 900 – 950 ml de álcool absoluto até que a tintura complete 1 litro. Armazenar todo o líquido em um frasco de cor âmbar e ao abrigo da luminosidade. Transferir a tintura de iodo para o copo sem retorno quando necessário.
O procedimento de mochação tem como objetivo cauterizar de modo físico (ferro quente ou elétrico) ou químico (pasta cáustica) os cornos do animal, visando eliminar o risco de acidentes e complicações envolvendo tais estruturas.
Recomenda-se que este procedimento seja realizado em animais com idade inferios a 30 dias.
Algumas observações e cuidados devem ser adotadas previamente ao procedimento de mochação:

A anestesia dos cornos pode ser alcançada utilizando-se 5 ml de anestésico local 2% por corno ou 2 mL de anestésico local 5% por corno.
Todo o volume do anestésico deve ser aplicado na fossa localizada acima do globo ocular do animal com o auxílio de seringa e agulha 40×12 estéreis. Os dados apresentados abaixo referem-se aos efeitos de 4 técnicas de mochação sobre o comportamento de bezerras leiteiras:
Fonte: Adaptado de Sutherland et al., 2018
Através destes dados pode-se perceber a importância da utilização do anestésico local durante o procedimento de mochação.
Os animais que receberam aplicação de anestésico não tiveram seu comportamento alterado, fato que gera reflexo positivo no consumo de alimentos e contribui para o desenvolvimento das bezerras.
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]]>Os primeiros cuidados logo após o nascimento, como a colostragem, cura de umbigo e nutrição adequada antes e após a desmama tornam-se imprescindíveis para garantir a saúde dos animais.
Caso estas ações não sejam realizadas corretamente ou sejam negligenciadas, as taxas de morbidade e mortalidade aumentam consideravelmente, trazendo prejuízos à propriedade.
Em algumas situações o prejuízo pode até não ser acentuado a curto prazo, mas o processo de determinadas doenças ocasiona alterações permanentes nos animais de forma a impactar no seu desenvolvimento e vida futura.
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Dentre as doenças que afetam as bezerras durante a fase de recria, as mais ocorrentes são as diarreias, as infecções umbilicais, as doenças respiratórias e a tristeza parasitária bovina.
Conforme será mostrado e discutido ao longo deste texto, dados de campo têm demonstrado quais são os períodos críticos para a ocorrência destas doenças.
Estes dados constituem informações valiosas que auxiliam na prevenção e no monitoramento dos distúrbios da saúde dos animais, podendo ser utilizados para definição de estratégias visando redução do número de casos de doenças.
A diarreia consiste em uma das principais razões pelas quais as bezerras adoecem ou morrem. Durante a fase de aleitamento as bezerras são altamente susceptíveis à ocorrência de diarreias devido ao sistema imunológico não estar plenamente desenvolvido e estabelecido.
Este fato contribui para que uma ampla diversidade de agentes patogênicos tenha a chance de se instalar no organismo do animal. Com isso, ocorrerão distúrbios intestinais de graus variáveis.
Esta ampla diversidade de agentes patogênicos constitui um dos motivos que dificultam o diagnóstico etiológico das diarreias. No entanto, conforme mencionado anteriormente, os dados de campo fundamentam-se como uma importante ferramenta que expressa os períodos críticos de atuação dos principais agentes envolvidos nas diarreias em bezerras leiteiras.
Todavia, há aquelas diarreias de origem não infecciosa, ou seja, não possuem um agente patogênico como causador. Estas diarreias tendem a se desenvolverem mediante a situações que prejudicam a absorção intestinal, fazendo com que solutos se acumulem na luz do órgão.
O acúmulo de solutos resulta na formação de um meio com alta osmolaridade que possui a capacidade de atração hídrica para o intestino, aumentando assim a fluidez das fezes.
As causas das diarreias não infecciosas envolvem principalmente erros no manejo alimentar das bezerras, como a má higienização dos utensílios e a oferta de sucedâneos de baixa digestibilidade.
Dentre os inúmeros efeitos que um quadro de diarreia ocasiona no animal, os principais são a desidratação, as perdas eletrolíticas e o desequilíbrio ácido-básico. Estes efeitos podem se apresentar em níveis variados, porém sempre possuem como característica o comprometimento do estado geral do animal e, consequentemente, facilitam a entrada de novos agentes infecciosos.
Portanto, assim como em qualquer outra doença/distúrbio, na diarreia o ideal é que o diagnóstico seja feito precocemente. Também é importante que o tratamento comece a ser realizado o mais rápido possível a fim de evitar maiores complicações no organismo do animal.
Dentre os agentes causadores de diarreia em bezerras leiteiras durante a fase de aleitamento, os principais são:
Agentes comuns em bezerras como a Escherichia coli e alguns vírus tendem a ocasionar diarreia logo nos primeiros dias de vida, enquanto agentes como Cryptosporidium spp. acometem mais o sistema digestivo do 5º ao 15º dia de vida, em média.
Todos os principais agentes patogênicos citados possuem as vias oral e fecal como potenciais meios de transmissão. Além disso, a higiene das instalações e do ambiente constitui uma medida básica e essencial de profilaxia.
O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)
Dinâmica da excreção de oocistos de Cryptosporidium spp. (Fonte: Leite, 2014.)
O processo de cura de umbigo representa um dos primeiros cuidados que se deve realizar com as bezerras logo após o nascimento, visto que o umbigo do recém-nascido ainda está aberto e corresponde a uma grande porta de entrada de microorganismos.
Caso uma quantidade considerável de bactérias alcance as estruturas umbilicais intra-abdominais e se dissemine pelo organismo, várias alterações podem ser desencadeadas, dentre elas a septicemia, a pneumonia, abcessos pulmonares e hepáticos, poliartrites, endocardites, encefalites etc.
Além destas alterações, um umbigo curado inadequadamente, ou não curado, representa um excelente atrativo de moscas que desencadeiam processos de miíases.
Um dos métodos mais eficazes para avaliação da eficiência da cura de umbigo consiste na realização da palpação umbilical. Neste método objetiva-se o reconhecimento manual das estruturas umbilicais, classificando-as em escores de 0 a 2, sendo:
Uma meta ideal seria de que no mínimo 90% das bezerras avaliadas expressem escore umbilical 0, ou seja, sem alterações.
O período recomendado para que a palpação seja feita corresponde da 2ª à 3ª semana de vida. Caso a avaliação seja realizada antes da 2ª semana de vida, as estruturas umbilicais se apresentarão em uma conformação diminuta que inviabiliza a identificação manual.
Por outro lado, caso a palpação seja feita após a 3ª semana de vida as estruturas umbilicais estarão em maior dificuldade para palpação devido ao aumento da resistência da musculatura abdominal das bezerras.

Normalmente, a patogênese das doenças respiratórias bovinas envolve a associação de fatores de estresse que comprometem os mecanismos de defesa do organismo, facilitando a infecção primária das vias respiratórias por um ou mais micro-organismos.
Sinais clássicos de problemas respiratórios em bezerras leiteiras envolvem corrimento nasal, tosse, aumento da frequência respiratória, alteração do padrão respiratório, letargia e febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C).
Dentre a diversidade das doenças respiratórias bovinas, a pneumonia é a mais comum. Quadros crônicos de pneumonia possuem a característica de provocar consolidação do parênquima pulmonar, reduzindo assim a capacidade respiratória do animal para o resto da vida.
Além de uma boa colostragem, assegurar uma adequada qualidade do ar nas instalações torna-se fundamental para evitar quadros de pneumonia. O ambiente onde as bezerras são alojadas deve ser seco, arejado e livre de odores e resíduos.
Conforme já mencionado anteriormente, a correta cura de umbigo também constitui um ponto importante para prevenção de pneumonia em animais recém-nascidos, visto a barreira química formada no cordão umbilical que impede a disseminação microbiana pelo organismo.
O gráfico a seguir demonstra os pontos críticos para ocorrência de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)
A tristeza parasitária bovina baseia-se em uma doença de grande ocorrência nacional, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Os impactos ocasionados na cadeia leiteira são importantes e a morbidade durante a fase de recria tende a ser elevada em propriedades que não realizam a prevenção e o monitoramento para a doença.
A tristeza parasitária é ocasionada pela associação de dois agentes etiológicos intra-eritrocitários, sendo a bactéria Anaplasma marginale e o protozoário Babesia, com as espécies B. bigemina e B. bovis. Tanto a anaplasmose quanto a babesiose podem ser transmitidas através do uso de instrumentos perfurocortantes contaminados (agulha, bisturi, etc.).
O agente Anaplasma marginale ainda pode ser transmitido via picada de insetos hematófagos, como moscas e mutucas, e a Babesia sp. pode ser veiculada via repasto sanguíneo de carrapatos infectados.
Os sinais clássicos da doença incluem febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C), letargia, apatia, alteração na coloração das mucosas (ictéricas, pálidas e/ou com presença de petéquias), corrimento lacrimal e perda de apetite.
Como profilaxia da tristeza parasitária bovina recomenda-se o controle de ectoparasitas e de insetos tanto nos animais quanto no ambiente, evitar o uso compartilhado de agulhas e realizar o monitoramento da temperatura retal dos animais.
Os animais positivos para a doença devem ser tratados o quanto antes, a fim de evitar a proliferação dos agentes, além de receberem tratamento de suporte com hidratação oral e/ou endovenosa e antipiréticos.
O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de tristeza parasitária bovina em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de TPB em bezerros leiteiros de acordo com a idade (dias)
Mucosas ictéricas (A) e pálidas com petéquias (B) em bezerras com TPB
Essas são algumas das principais doenças que podem acometer as bezerras leiteiras e, por isso, merecem a atenção do produtor.
Ressaltando, juntamente com o oferecimento adequado do colostro, a cura do umbigo é uma medida sanitária prioritária, que influenciará diretamente a saúde do rebanho de qualquer criatório bovino.
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]]>Dentre os fatores capazes de impulsionar a produção está o desempenho reprodutivo, uma vez que a produção de leite começa a partir do parto.
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Para exaltar a importância do manejo reprodutivo de vacas leiteiras, o período ideal, em dias, entre um parto e outro deve ser mantido entre 365 e 395 dias.
Quando este intervalo entre partos passa, por exemplo, de 12 para 18 meses, podem ocorrer perdas de até 3,2kg de leite na produção/dia/animal.
Problemas uterinos no pós-parto podem ser uma das causas para isso. Além disso, com uma vida útil de 6 anos, o animal deixa de produzir 2 bezerros quando comparado com um animal com intervalo entre partos (IEP) de 12 meses. Em vacas mestiças, a redução desse intervalo se torna ainda mais importante, uma vez que a persistência da lactação é mais curta (aproximadamente 275 dias), no mínimo 30 dias menos do que vacas taurinas.
Além de enxergar os números, identificar e contornar as possíveis variações dos índices zootécnicos para se solucionar os problemas reprodutivos, estratégias de manejo podem ser implantadas nas propriedades.
O sinal primário do cio é a aceitação da monta.
Como sua duração é de apenas 8 horas, são indicadas pelo menos duas observações por dia, com duração mínima de 30 minutos.
O funcionário deve evitar outras atividades concomitantes e procurar os sinais secundários que podem ocorrer do início ao final do cio, como:
Assim, é importante observar em um local de melhor visibilidade, mas principalmente onde os animais tenham facilidade em andar (o piso de terra menos abrasivo é melhor para observação porque elas irão montar mais umas nas outras) e anotar as informações (horário, número do animal).
O auxílio do rufião e de dispositivos para detecção de cio podem contribuir muito para melhora dos índices reprodutivos, exemplos de dispositivos são o Pedômetro, Kamar®, Heat Watch®, Estrotec®.
A sincronia entre viabilidade dos gametas e o momento da inseminação é vital para fecundação e desenvolvimento do embrião.
O óvulo é liberado do ovário entre 10 e 14 horas após o final do cio, e permanece viável entre 6 e 12 horas. Já o espermatozoide fica viável por até 24 horas.
Cerca de 5 a 30% das inseminações ocorrem no momento errado do ciclo, o que inviabiliza a prenhez.
A inseminação pode ser realizada de duas formas diferentes com bons resultados, utilizando a regra AM/PM, ou seja, as vacas que apresentaram cio pela manhã são inseminadas à tarde e as vacas que apresentarem cio à tarde inseminadas na manhã seguinte.
Recentemente, alguns estudos demonstraram que a inseminação em um único horário, na parte da manhã, conserva a boa fertilidade.
Quando a quantidade de inseminações ultrapassa o ideal de 1,6 doses por prenhez, entre as causas, podemos associar à fertilidade das vacas (qualidade do óvulo, estado nutricional do animal, condição uterina entre outras causas) dos touros ou do sêmen adquirido.
Em caso de monta natural a repetição de cio pode estar associada à baixa libido do touro, doenças de casco, pênis, prepúcio, ou a patologias sexualmente transmissíveis.
Se a vaca repetiu o cio após a inseminação artificial, quase sempre os problemas estão associados a problemas na manipulação do sêmen. A seguir, as práticas corretas:
Existe uma remota possibilidade da qualidade do sêmen ter sido comprometida ainda na central de coleta, mas ainda sim pode acontecer e cabe ao técnico identificar.
Ideal é que exames ginecológicos que sejam realizados nas vacas regularmente, principalmente nos animais que apresentarem:
O monitoramento pode ser realizado através da palpação retal a partir de 50 dias ou da ultrassonografia a partir dos 40 dias da monta ou IA. Mais do que o diagnóstico de prenhes é importante para detecção das vacas que não estão prenhas. Isso permite o rápido retorno do animal ao manejo reprodutivo.
A palpação transretal se mostra eficaz na detecção de animais que não estão ciclando, especialmente no início da estação de cobertura, sendo possível verificar ovários relativamente pequenos e ausência de corpo lúteo.
Entretanto, a detecção manual do corpo lúteo não é encorajada mesmo para os mais experientes, pois dependerá de sua protrusão do ovário que nem sempre acontece. A ultrassonografia, no entanto, pode identificar o corpo lúteo no ovário e a condição dos folículos ovarianos.
São muitos os aspectos que influenciam na reprodução a serem observados na busca de sistemas capazes de proporcionar resultados zootécnicos e financeiros desejados. Mas sem dúvida, o manejo ajustado pode minimizar e muito estes problemas.
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]]>O post Soro para bezerros: como auxiliar no tratamento da desidratação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A principal alteração é a perda do apetite, com redução na ingestão tanto de água, quanto de alimentos. Com isso, ficam menos resistentes aos desafios.
No caso da diarreia, a desidratação é ainda mais grave, pois à redução de consumo, soma-se grande perda de líquido nas fezes. A tabela a seguir mostra a perda de água e nutrientes nas fezes de bezerros com diarreia.
Excreção diária de constituintes fecais de bezerros sadios ou com diarreia (Adaptado de Wattiaux, 2000; Criação de novilhas)
Na maioria das vezes, a morte de bezerros com diarreia não é devido à infecção, mas à desidratação. A partir desta observação, o soro oral torna-se fundamental. Ele irá fornecer não apenas o líquido, mas também diversos minerais e energia para que o animal possa se recuperar.
Podem ser utilizadas formulações feitas na fazenda, como mostra o quadro abaixo, ou formulações comerciais.
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Fórmula para preparação de 4 litros de soro para bezerros. Fonte: Antônio Ultimo de Carvalho e Elias Jorge Facury Filho – EV/UFMG
Bezerros desidratados apresentam diversas alterações metabólicas que precisam ser corrigidas para uma melhor recuperação. Assim, cada um dos ingredientes da formulação tem sua importância e todos devem ser fornecidos na quantidade indicada.
A formulação apresentada deve ser misturada à água somente no momento do fornecimento.
Para facilitar o manejo, principalmente em rebanhos menores, uma dica é colocar em saquinhos plásticos a quantidade de cada ingrediente a ser utilizado por bezerro. Em um pacotinho coloca-se o bicarbonato de sódio, o cloreto de potássio e o sal comum. Em outro, a glicose de milho. Assim, no momento de fornecer o soro aos bezerros, é só misturar o conteúdo dos dois saquinhos plásticos a 4 litros de água.
É importante separar a glicose de milho, pois quando misturada ao outros ingredientes antes de ser colocada na água, a glicose “empedra” e fica difícil dissolvê-la na água.
O soro oral deve ser fornecido em um volume mínimo de 4 litros por bezerro por dia, desde o primeiro dia em que a doença for observada até que o animal esteja curado. Essa quantidade é a mínima necessária para uma bezerra de 50 kg com 8% de desidratação. O volume de soro a ser fornecido deve levar em conta a soma entre:
Sinais clínicos em função do grau de desidratação
A avaliação da hidratação é muito simples e pode ser feita analisando, entre outras coisas, as alterações:

Além de o soro oral ser fundamental no tratamento de bezerros com diarreia, é também uma ferramenta muito importante no tratamento de doenças como pneumonia e tristeza parasitária, ou em qualquer caso de desidratação.
Outro ponto importante é que o soro oral deve ser fornecido no mínimo 30 minutos após o fornecimento de leite. O bicarbonato de sódio, presente na formulação, pode interferir na digestão do leite se o fornecimento de leite e soro for feito em curto intervalo de tempo. Por isso, é muito importante que este intervalo entre o fornecimento de leite e soro seja respeitado.
No caso da pneumonia, o soro ajuda muito na recuperação do bezerro por fluidificar secreções e assim melhorar sua excreção e limpar as vias aéreas. Além disso, fornece alguns nutrientes, o que é importante visto que normalmente estes animais têm consumo reduzido de leite e ração.
Na tristeza parasitária, a ingestão de soro, combatendo a desidratação, ajuda a evitar uma redução muito grande do volume de sangue da bezerra, reduzindo as conseqüências da anemia. Essas bezerras ficam ofegantes para compensar a anemia, o que gera acidose, que pode ser corrigida com o uso do soro.
Os bezerros normalmente aceitam muito bem o soro oral. O soro pode ser colocado na vasilha de água para que a bezerra beba ou pode ser fornecido com mamadeira. Pode ser utilizada também sonda esofágica ou, nos casos graves de desidratação (acima de 8%), a terapia endovenosa. Essas últimas devem ser realizadas por pessoas treinadas.

O fornecimento de soro oral como terapia auxiliar no tratamento de bezerras é uma alternativa barata e que apresenta ótimos resultados. Manter os animais bem hidratados é fundamental para que haja uma boa recuperação, independente da doença.
O soro para bezerros, além de hidratar, estimula o apetite, ajudando ainda mais na recuperação. O uso do soro oral é prático e fácil, e por isso deve ser uma ferramenta sempre disponível nas fazendas como auxiliar ao tratamento de todas as doenças.
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]]>O post Desmama de bezerras leiteiras: principais cuidados apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Todas essas características positivas na idade adulta começam com o bom manejo das bezerras jovens, desde os primeiros cuidados, envolvendo a colostragem entre outros fatores, e principalmente, nos 2 a 3 primeiros meses de vida.
Um manejo inadequado nessas primeiras semanas de vida geralmente está associado a um alto índice de mortalidade e de doenças durante esse período. Esses problemas irão acarretar uma menor produtividade do rebanho como um todo.
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Em muitas fazendas do Brasil, é comum a regra de que devem ser fornecidos 4 litros diários de leite às bezerras durante a fase de aleitamento. Isso surgiu baseado em uma correlação das necessidades alimentares com o peso ao nascimento, sendo 10% do peso vivo em leite.
Na prática, pode ser que esse volume não atenda às necessidades de uma bezerra durante essa fase. A composição do leite varia de vaca para vaca, de fazenda para fazenda. Pode ser que esses animais estejam passando fome quando fixamos como regra geral 4 litros de leite.
Outro hábito comum entre os produtores é desmamar as bezerras aos 60 dias de idade ou sendo comum observar bezerras sendo desmamadas a partir de um único critério, sua idade: 1, 2 ou 3 meses de vida.
Mas, se a quantidade de alimento fornecido durante todo esse tempo foi insuficiente, os animais estarão em condições de sofrer mais uma restrição alimentar? Aos 60 dias já foi atingido o peso ideal para o desmame?
No entanto, dependendo do manejo realizado até então, é possível que as bezerras não consigam ingerir quantidades suficientes de alimento sólido e se sustentar sem o leite. Logo, desmamá-las a partir do único critério da idade pode ter consequências graves, já que bezerras subnutridas são mais susceptíveis às doenças e, consequentemente, a morte.
Para se fazer um bom desmame dos animais, deve-se ter como principais critérios o consumo de alimentos sólidos, mais especificamente concentrados, e o peso.
Em alguns sistemas que usam aleitamento artificial, com bezerras 3/4, 7/8 e 15/16 holandês-gir, tem-se observado melhores resultados quando a desmama das bezerras ocorre quando as bezerras têm por volta de 90 kg de peso vivo e estão comendo, aproximadamente, 1 kg de concentrado/dia, de maneira constante. Esses critérios podem ser alcançados quando a bezerra tem entre quatro a oito semanas de idade.
Bezerras que iniciam o consumo de alimentos sólidos mais cedo podem ser desmamadas mais precocemente do que aquelas cujo consumo é muito baixo. Isso porque, ao passar pelo rúmen, o concentrado sofre fermentação, e os gases resultantes têm contribuição essencial para o desenvolvimento do próprio rúmen, do retículo e do omaso.
Estes são os chamados pré-estômagos, que só quando bem desenvolvidos permitem que as bezerras aproveitem os nutrientes de alimentos sólidos a ponto de se sustentarem sem o leite. É a partir do momento em que os pré-estômagos estão desenvolvidos e funcionais que podemos chamá-las de ruminantes.
A desmama precoce traz como vantagens a redução do período de dieta líquida, o que diminui o tempo gasto com mão de obra para o fornecimento de leite aos bezerros e diminui os custos com a alimentação destes animais, já que o leite é mais caro do que alimentos sólidos.
O objetivo do manejo nutricional durante a fase pré-desmama é promover o consumo máximo de concentrado, pois possibilita o mais rápido desenvolvimento do rúmen e uma desmama precoce.
As características do concentrado oferecido à bezerra são muito importantes para que se otimize este processo. Um bom concentrado deve apresentar as seguintes características:
Caso o concentrado possua níveis adequados de fibra, não é preciso incluir forragem ou alimento volumoso até os 60 dias de idade dos bezerros. No entanto, se necessário para atingir os 7 a 9% de fibra, pode-se acrescentar até 5% de feno de boa qualidade ao concentrado de bezerros.
O feno ajuda a conferir textura grosseira a este alimento, estimula a ruminação e deve ser a primeira forrageira a ser oferecida aos bezerros. O consumo médio desta forrageira é menor do que 50 g/dia até a oitava semana de vida. Após este período o consumo tende a crescer rapidamente. O ganho de peso é pequeno quando somente feno é oferecido a bezerras em fase de aleitamento.
Um concentrado de boa qualidade garante que as bezerras consigam aproveitar ao máximo os nutrientes que o compõem, se desenvolvendo melhor.
O concentrado deve ser oferecido à vontade até o terceiro mês de idade, quando pode ser limitado a 2kg/dia, dependendo de seu manejo. Deve estar disponível, limpo e fresco durante todo o tempo. O ganho de peso deve girar em torno de 700 g/dia. Dependendo do porte, raça e grau de sangue do animal, este ganho de peso diário pode ser maior.
O concentrado deve ser oferecido à vontade para bezerras em aleitamento, para se alcançar o máximo desempenho desses animais.
Outra situação que deve ser observada é o umedecimento do concentrado por saliva das bezerras, chuva ou mesmo do vasilhame de água próximo, o que ocasiona a deterioração do concentrado oferecido, diminuindo a palatabilidade e consequentemente o consumo da mistura.
Além disso, o umedecimento pode promover o crescimento de organismos patogênicos, colocando em risco a saúde de bezerras. As trocas de concentrados, portanto, devem ser constantes e o vasilhame regularmente limpo para estimular o consumo de concentrado de boa qualidade.
Neste processo, o acesso à água desde os primeiros dias de vida da bezerra é essencial. Existem vários fatores que afetam a ingestão de concentrado pela bezerra.
A disponibilidade e a palatabilidade do concentrado estão entre eles. No entanto, um dos mais críticos é a disponibilidade de água. Para cada quilo de concentrado ingerido, as bezerras consomem, em média, 4 litros de água. Portanto, caso a água não esteja disponível, o consumo de concentrado pode ser limitado.
Várias práticas podem estimular o consumo de concentrado com a finalidade de obtenção de altas taxas de desenvolvimento dos pré-estômagos e realização de desaleitamento precoce. Dentre elas pode-se citar:
Colocar o concentrado no fundo do balde logo após o aleitamento, ou colocá-lo diretamente na boca do bezerro na mesma ocasião também estimula o consumo deste alimento.
Geralmente a desmama ocorre em um período crítico de transição de imunidade das bezerras, tornando esse animal suscetível à ocorrência de doenças.
Neste período, a imunidade passiva, transmitida pela ingestão de colostro materno, está em queda, ao mesmo tempo em que a imunidade ativa (própria) da bezerra ainda não se desenvolveu totalmente, sendo incapaz de proteger a bezerra de maneira eficiente (janela imunológica).
É importante ter em mente que a desmama, por si só, é um grande fator de estresse para as bezerras. Deve-se, portanto, evitar que maiores fatores de estresse atuem junto ao evento da desmama e favoreçam a debilitação da bezerra recém-desmamada.
Por isso, é fortemente recomendado que não se realize outras práticas de manejo (descorna, troca de dieta, vacinas, etc) juntamente com a desmama das bezerras.
Não menos importante é a recomendação de que as bezerras desmamadas permaneçam no mesmo local ao qual estão habituadas por um período de, pelo menos, 10 dias. Durante esse período o consumo de concentrado aumenta e estabiliza, favorecendo a adequada ingestão de nutrientes pelo animal.
É importante também manter a mesma composição de concentrado quando as bezerras forem transferidas e colocadas em pequenos grupos, que devem ter no máximo 8 a 12 animais. Também é recomendável que bezerras doentes ou que tiveram diarreia, pneumonia, etc, à época da desmama permaneçam com a dieta líquida (leite) até se recuperarem.
As bezerras representam o futuro do sistema, pois são a garantia de reposição e de continuidade do rebanho, além de serem resultado de cruzamentos que podem melhorar a qualidade genética do mesmo.
Por isso, cuidados durante toda a fase de criação das bezerras são fundamentais para se alcançar o máximo desempenho desses animais, com menor custo e melhor retorno para o produtor. O manejo sanitário é um dos pontos principais quando deseja-se alcançar o sucesso nessa fase.
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]]>Logo após ao parto essas estruturas se rompem, perdem a funcionalidade e originam o coto umbilical, que ainda assim possui importância para as bezerras recém-nascidas devido representar uma “ferida aberta” que serve como porta de entrada de microrganismos do ambiente para o organismo.
Sendo assim, o processo de cura de umbigo representa um cuidado inicial extremamente importante para a saúde das leiteiras e que impacta diretamente seu desenvolvimento futuro.
Neste texto serão discutidos aspectos sobre a anatomia umbilical, consequências das onfalites, cura adequada do umbigo e monitoramento da saúde umbilical. Acompanhe!
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Conforme demonstrado pela imagem abaixo, a anatomia umbilical é composta por uma veia que se direciona diretamente ao fígado, por duas artérias que se distribuem pelo organismo e pelo úraco que estabelece ligação com a bexiga.

Conhecer as estruturas que compõem o umbigo das bezerras é essencial para entender as consequências das infecções umbilicais, denominadas também como onfalites.
O desfecho dos quadros de onfalite depende principalmente da estrutura umbilical acometida e da eficiência de processos como a colostragem. O esquema apresentado abaixo expõe as principais consequências das onfalites de acordo com a estrutura umbilical acometida.


Casos de onfalite em bovinos recém-nascidos. (Fonte: Rafael Perez, Grupo Rehagro).
Além da possibilidade de acarretar alterações físicas e fisiológicas no organismo das bezerras, estudos demonstram que os distúrbios gerados pelas infecções umbilicais possuem correlação com redução da produção de leite já na primeira lactação.
Em casos onde a bezerra não foi bem colostrada e desenvolveu onfalite, por exemplo, as consequências são ainda mais graves. Onfalites não diagnosticadas e/ou não tratadas tendem a se complicar, ocasionando septicemia e levando os animais ao óbito.
Realizar a cura de umbigo significa imergir o coto umbilical até a sua base em uma substância antisséptica e desidratante. A substância que possui essas características e que é mais recomendada para este processo é a tintura de iodo com concentração a 10%.
Recomenda-se que a cura de umbigo seja feita imediatamente após o nascimento da bezerra, imergindo o cordão umbilical até a sua base na tintura de iodo durante aproximadamente 30 segundos.
A frequência mínima a ser adotada é de 2 vezes por dia, até o dia em que o umbigo seque e se desprenda do abdômen.
A conservação da tintura de iodo ao abrigo da luz solar e da matéria orgânica é essencial para garantir o seu desempenho, visto que o contato do produto com esses fatores reduz a sua bioeficiência.
É por esses motivos que se indica o armazenamento do iodo em um recipiente âmbar (reduz a passagem de radiação solar) do tipo copo sem retorno (evita o retorno de sujidade do ambiente para a tintura).

Copo sem retorno para armazenamento da tintura de iodo. (Fonte: José Zambrano, Grupo Rehagro)
A tintura de iodo pode ser de origem comercial ou produzida pela própria fazenda. Independente da sua origem, a tintura deve ser de qualidade a fim de promover uma adequada cura de umbigo.
Na tabela a seguir está demonstrada uma fórmula de tintura de iodo 10% para fabricação na fazenda, confira.

Como fazer a tintura:
A eficiência da cura de umbigo deve ser monitorada constantemente e periodicamente.
Recomenda-se realizar a avaliação do umbigo das bezerras por meio de palpação manual cerca de 15 a 20 dias após o nascimento para averiguar a eficiência do processo de cura de umbigo e detectar possíveis alterações/infecções.
O esperado é que bezerras com umbigo saudável apresentem diâmetro umbilical próximo ao de uma carga de caneta esferográfica. Avaliações a campo tem observado que os animais oriundos de fecundação in vitro (FIV)/ transferência embrionária (TE) têm apresentado um maior diâmetro do umbigo, o que deve ser diferenciado dos casos de onfalite.
Palpações umbilicais realizadas fora do período ideal, ou seja, entre os 15 e 20 dias de idade, não são muito confiáveis, pois antes dessa fase o reconhecimento das estruturas umbilicais internas não é tão fácil e após os 20 dias aumenta-se a tensão da musculatura abdominal das bezerras, dificultando o acesso das estruturas pela palpação.
Durante a palpação deve-se classificar o umbigo em um escore de 0 a 2:

Uma meta comumente trabalhada como ideal é de que no mínimo 90% das bezerras avaliadas apresentem escore umbilical 0, ou seja, sem alterações.
Dada a importância da saúde do umbigo, torna-se essencial intensificar e dar prioridade ao processo de cura de umbigo.
Casos de onfalite contribuem para redução do desempenho das bezerras, ocorrência de doenças concomitantes, aumento nos custos com tratamento e redução nas taxas de sobrevivência dos animais. Avaliar a condição umbilical de forma periódica e sistemática através da palpação manual garante o monitoramento da eficiência do processo de cura de umbigo.
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