bicho-mineiro Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/bicho-mineiro/ Thu, 12 Jan 2023 21:48:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png bicho-mineiro Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/bicho-mineiro/ 32 32 Principais pragas do café: saiba quais são, como prevenir e realizar o controle https://blog.rehagro.com.br/quais-sao-as-principais-pragas-do-cafe-arabica/ https://blog.rehagro.com.br/quais-sao-as-principais-pragas-do-cafe-arabica/#comments Sat, 30 Apr 2022 19:37:23 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5665 Elas são tão pequenas, que podem passar despercebidas a olho nu. Mas o estrago que causam é tão grande, que é impossível não notarmos sua presença na lavoura. Essas pequenas grandes vilãs geram um enorme comprometimento da qualidade e da produtividade das culturas. Listamos as principais pragas do café arábica, para ajudar você a entender melhor […]

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Elas são tão pequenas, que podem passar despercebidas a olho nu. Mas o estrago que causam é tão grande, que é impossível não notarmos sua presença na lavoura.

Essas pequenas grandes vilãs geram um enorme comprometimento da qualidade e da produtividade das culturas.

Listamos as principais pragas do café arábica, para ajudar você a entender melhor sobre sua ocorrência e controle.

Broca-do-café (Hypothenemus hampei)

Fruto do café sendo afetado pela broca

Fruto sendo afetado pela broca-do-café. (Fonte: Luiz Paulo Vilela).

A broca do café é causada por besouros de coloração preta que realizam orifícios normalmente na região da coroa dos frutos.

Os machos são menores que as fêmeas e não voam. Já as fêmeas voam e medem cerca de 1,7 mm de comprimento. As fêmeas colocam ovos dentro dos frutos.

Após a eclosão, são formadas as larvas, que causam os danos propriamente ditos. As larvas se alimentam dos grãos de café, reduzindo assim seu peso e depreciando seu tipo. Além disso, os orifícios feitos por essa praga nos grãos podem servir como porta de entrada para patógenos, comprometendo assim sua qualidade.

Devido à broca do café ser uma praga monófaga, ou seja, ela ataca somente a cultura do café, uma colheita bem feita com repasse, evitando-se deixar frutos remanescentes na lavoura é de grande importância, com o intuito de diminuir a fonte de alimento desses insetos na entressafra. Nesse sentido, esse controle cultural é de grande valia.

Além disso, para o controle biológico, pode-se utilizar o fungo Beauveria bassiana que atua colonizando a broca. Já para o controle químico, pode-se utilizar grupos químicos: Ciantraniliprole, Clorpirifós, Clorantraniliprole, Abamectina e Espinosade.

Bicho mineiro (Leucoptera coffeella)

Folha de cafeeiro com lesões provocadas pelo bicho mineiro

Folha do cafeeiro com lesões feitas pelo bicho mineiro.

O bicho mineiro é uma pequena mariposa de coloração branco-prateada, com hábitos noturnos.

A mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia e realiza suas atividades ao entardecer. Essa praga possui grande importância devido a sua generalizada ocorrência. Em algumas situações a perda no controle da praga resulta em intensa desfolha, refletindo assim na redução da produção da cultura.

O ciclo desta praga pode variar entre 19 a 87 dias, dependendo das condições climáticas, com encurtamento do ciclo em condições de alta temperatura e baixa umidade.

A lagarta se alimenta do parênquima paliçádico deixando um vazio entre as duas epidermes, por isso, as chamadas “minas”, que acarretam em diminuição da taxa fotossintética e desfolha. Logo, no controle cultural é importante a realização de tratos culturais adequados a fim de proporcionar maior enfolhamento das plantas.

Para o controle químico, utilizar grupos químicos registrados para a cultura, como: Neonicotinóides, organofosforado, diamidas, espinosinas, piretróide e carbamato, podendo aparecer um grupo químico ou a associação de mais de um deles, sempre tendo o cuidado de rotaciona-lós.

Cigarra (Quesada gigas, Fidicinoides sp. e Carineta sp)

cigarras em lavoura de café

Cigarra. 

São insetos sugadores de seiva, quando presente essa praga na lavoura é possível observar orifícios no solo próximos à saia do cafeeiro, presença de exúvias e adultos de machos cantando.

Apesar de ser uma praga polífaga, ou seja, que não ataca apenas a cultura do café, quando não manejada as cigarras podem trazer prejuízos ao cafeeiro, uma vez que as ninfas sugam a raiz do cafeeiro, e dessa forma resultar em depauperamento das plantas, clorose e queda de folhas, acarretando assim em prejuízos a granação.

Em casos mais severos, pode ocorrer a morte das plantas. Para o controle, deve-se utilizar inseticidas sistêmicos de diferentes grupos, tais como carbamato ou neonicotinóide.

Ácaro vermelho (Oligonychus ilicis) e Ácaro da leprose (Brevipalpus phoenicis)

Na cultura do café, uma das principais pragas do café arábica é o ácaro-vermelho (Oligonychus ilicis) e ácaro da mancha anular (Brevipalpus phoenicis).

O ácaro-vermelho vive na face superior das folhas de café, o principal sintoma do ataque deste ácaro é a perda de brilho das folhas do cafeeiro, que adquirem uma coloração bronzeada.

Esse bronzeamento acarreta em diminuição da fotossíntese das folhas e, consequentemente, pode resultar em redução da produção.

Ele é favorecido em períodos mais secos. Para esse ácaro, chuvas abundantes podem reduzir sua população, por isso, em muitos casos não é necessário o controle químico.

O ácaro da mancha-anular ou ácaro da leprose é transmissor do vírus da mancha anular, ele pode acarretar desfolha das plantas, reduzindo assim a taxa fotossintética e consequentemente a produtividade das culturas.

Os sintomas nas folhas, são caracterizados por manchas cloróticas, geralmente em forma de anéis, abrangendo grande parte do limbo ou ao longo das nervuras.

Nos frutos os sintomas são manchas amareladas em forma de anéis ou irregularidades deprimidas. O controle químico é feito através da utilização de acaricidas como: Hexythiazox, Spirodiclofen, Cyflumetofen, pertencente aos grupos químicos: Carboxamida, Ketoenoles e Benzoil Acetonitrila.

Folha com sintomas após ataque de ácaro vermelho

Lesões provocadas pelo ácaro. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Frutos com sintomas de ataque por ácaro vermelho

Frutos de café com lesões provocadas pelo ácaro. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Conhece outras pragas do café arábica? Compartilhe com a gente!

E não se esqueça, o monitoramento é chave para evitar os prejuízos trazidos por elas, que causam defeitos nos grãos e comprometimento da qualidade.

Além disso, fique de olho nas doenças que podem acometer o cafeeiro

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência. 

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

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Larissa Cocato

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Bicho-mineiro: veja como realizar o controle dessa praga https://blog.rehagro.com.br/bicho-mineiro-nao-perca-o-controle/ https://blog.rehagro.com.br/bicho-mineiro-nao-perca-o-controle/#comments Wed, 31 Oct 2018 13:35:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5321 Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma pequena mariposa de coloração branco-prateada, pertencente a ordem Lepidoptera. Com hábitos noturnos, a mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia, e só realiza suas atividades ao entardecer. Esse inseto é considerado uma das principais pragas do cafeeiro no Brasil, devido a sua generalizada ocorrência e ao fato […]

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Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma pequena mariposa de coloração branco-prateada, pertencente a ordem Lepidoptera. Com hábitos noturnos, a mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia, e só realiza suas atividades ao entardecer.

Esse inseto é considerado uma das principais pragas do cafeeiro no Brasil, devido a sua generalizada ocorrência e ao fato de em algumas situações a perda de controle da praga implicar em uma alta % de desfolha do cafeeiro, refletindo em grande perda de produtividade.

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Danos causados pelo bicho-mineiro

Essa praga tem grande importância na cultura do café, pois provoca redução da área foliar e queda de folhas, com consequente diminuição da fotossíntese, resultando assim em queda na produção.

Geralmente, em condições de ataque intenso, é observado maior desfolha no topo da planta.

Ciclo do bicho-mineiro

Com metamorfose completa, esse inseto passa pelas fases: ovo, lagarta, pupa ou crisálida e adulto, sendo a lagarta que causa o dano ao cafeeiro, visto que elas se alimentam do parênquima paliçádico causando lesões e deixando um vazio entre as duas epidermes, as populares “minas”, que diminuem a área fotossintética, e em altas infestações podem causar grande desfolha.

A duração do ciclo evolutivo do bicho-mineiro pode variar entre 19 a 87 dias, de acordo com as condições climáticas, em que situações de baixa umidade e altas temperaturas resultam em encurtamento do ciclo, proporcionando assim um ataque mais intenso e severo.

Ciclo do bicho-mineiro

Condições favoráveis para incidência

O ataque do bicho-mineiro é mais severo em regiões e períodos de seca segundo Zambolim et al. (2007), dessa forma períodos de estiagem favorecem essa praga.

Fernandes et al. (2009) realizou um trabalho mostrando os efeitos das variáveis ambientais na densidade populacional de bicho-mineiro, como mostra o gráfico abaixo, evidenciando que as maiores densidades da praga correspondem a períodos com baixa precipitação e baixa umidade relativa.

Assim, visto a observação de aumento de temperatura nos meses mais secos do ano (maio a setembro), esta praga tem se tornado um grande problema nas regiões do Cerrado Mineiro, Goiás e Bahia, e, no Sul de Minas tem-se observado ano a ano um aumento da pressão da praga nestes períodos.

Incidência de bicho-mineiro

Além das condições já citadas, o bicho-mineiro tem preferência por espaçamentos mais abertos e pelas faces mais ensolaradas, como mostra um trabalho feito por Custódio et at. (2008), que houve uma maior incidência de bicho-mineiro na face norte, devido ao menor período de molhamento foliar e maior ressecamento, evidenciando a preferência dessa praga pelas faces de maior exposição das folhas ao sol.

Monitoramento do bicho-mineiro

O monitoramento é uma prática aliada para tomada de decisões mais acertadas. Visto que, essa prática permite entender como está a infestação dessa praga na lavoura. Este acompanhamento pode ser através de amostragens de folhas na área.

Na amostragem de folhas é importante que a lavoura seja dividida em talhões homogêneos, posteriormente pode iniciar o monitoramento escolhendo plantas ao acaso no talhão e coletando o 3° ou 4° par de folhas, com caminhamento em zigue-zague para melhor representatividade da área.

Após a coleta, realiza-se a separação de folhas com larvas vivas e folhas minadas sem larvas vivas, para que se tenha a porcentagem de cada uma delas. Após a contagem de cada conjunto de folhas, esse valor é dividido pelo número total de folhas coletadas e multiplicado por 100. O valor resultante será a porcentagem de folhas com larvas vivas e folhas apenas minadas de bicho-mineiro. A partir disso, parte para a tomada de decisão.

É importante que o técnico esteja sempre atento aos locais e áreas com maior risco de infestação, pois como vimos, o ciclo da praga pode encurtar e a infestação aumentar em um curto espaço de tempo. Por isso a importância de se conhecer o histórico da área e estar sempre atento as condições climáticas para realização do monitoramento e controle na época adequada.

Caso, ao entrar com um controle na lavoura tenha mais do que 15% de minas com larvas vivas, deve-se primeiro entrar com inseticida de choque (carbamato ou fosforado) e após aproximadamente 7 a 12 dias entrar com um inseticida residual (diamida, espinosina).

À vista disso, é importante que o técnico ou responsável esteja sempre atento as condições de bicho-mineiro na área, visto que essa praga pode ocorrer o ano todo, com maior ataque em algumas épocas do ano. Por isso a importância de se atentar para essas épocas com maior severidade da praga.

Controle do bicho-mineiro

Dentre os vários métodos de controle, podemos citar o controle cultural, genético, biológico e químico.

No controle cultural, tratos culturais adequados, para proporcionar um maior enfolhamento das plantas.

O controle genético consiste na busca de cultivares resistentes ao bicho-mineiro, entretanto, para esse controle a decisão ocorre no plantio, por isso a importância de um bom planejamento.

O controle biológico ocorre naturalmente com predadores e parasitas de bicho-mineiro, podendo citar respectivamente as vespas, que perfuram as minas e retiram as larvas (Souza et al. 1998) e os microhimenopteros que é capaz de parasitar uma larva ou pupa.

Entretanto, o uso indiscriminado e inadequado de inseticidas pode acarretar em morte de inimigos naturais com consequente desequilíbrio da população de bicho-mineiro, causando severos danos.

No controle químico, pode-se utilizar os grupos químicos registrados para a cultura, como Neonicotinóides, organofosforado, diamidas, espinosinas, piretróide e carbamato, podendo aparecer um grupo químico ou a associação de mais de um deles, sempre tomando o cuidado com as doses utilizadas, as misturas de ingredientes ativos, ou mesmo a não rotação deles, que podem causar tanto a morte de inimigos naturais como o aumento de resistência do inseto.

Controle químico do bicho-mineiro

Grupos químicos para manejo do bicho-mineiro na cultura do café

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