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]]>Serão produzidas 7 arrobas na cria, 7 recria e 7 na terminação, totalizando 21 arrobas em 24 meses, conforme mostrado na imagem a seguir:

Porém, o mais importante não são os números (777) antes, é crucial entendermos de onde eles vêm.
São estudos de longa data comprovando que bezerros desmamados com 7 arrobas, seguindo de 7 arrobas produzidas na recria caracterizadas por serem as mais desafiadoras, e as 7 arrobas na terminação encaixa-se em um ótimo modelo em termos zootécnicos e principalmente econômico.
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O MAIS IMPORTANTE QUE DEVEMOS LEVAR É O CONCEITO E NÃO O NÚMERO.
Isso está ligado ao propósito do produtor dentro da propriedade, pois você pode buscar outros objetivos, e diferentes valores na hora de determinar as metas e mesmo assim conseguir resultados expressivos.
Você tem uma meta produtiva para cada fase do desenvolvimento dos bovinos de corte?
Para te ajudar com isso, separamos esse vídeo do Dr. Gustavo Siqueira, pesquisador da APTA, explicando o porque tão importante quanto conhecer a técnica, é ter um bom planejamento e gestão para desenvolver, mensurar e melhorar o seu sistema.
Busque sempre o maior ganho de peso a desmama, a melhor meta de ganho na recria, e a maneira mais eficiente de terminar os animais, baseado na realidade da propriedade.
Por isso o boi 777 traz a relevância de ter uma meta para cada etapa produtiva, afinal não adianta investir muito na cria, em detrimento da recria, ou vice e versa. É importante ter um equilíbrio do sistema e melhorar de forma contínua.
Logo, temos os conceitos de gestão, contornar, medir, analisar e consertar os problemas.
Quando falamos desse assunto não podemos deixar de falar sobre o nosso Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele você vai encontrar os principais pilares da pecuária explicados pelos melhores profissionais da área, tudo isso de forma simples e prática para você aplicar.
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]]>Se tratando de proteína de origem animal, mais especificamente quando pensamos em carne bovina, o destaque é igualmente significativo. Detemos o título de maior rebanho comercial do mundo e de maiores exportadores de carne bovina.
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Em 2020, o Brasil exportou mais de 2,2 milhões de toneladas de carne, o que representa mais de 14% do mercado internacional.
A tendência é de que esses números cresçam nos próximos anos, não somente em valores absolutos, ou seja em quantidade produzida e exportada, mas também em importância, aumentando o percentual que representamos na produção mundial. Algumas projeções, como a da USDA (Departamento de agricultura dos Estados Unidos) mostram que as exportações nacionais devem crescer em torno de 49% nos próximos 10 anos.
Todas essas perspectivas, no entanto, precisam de um suporte indispensável do próprio produtor. O pecuarista precisa corresponder a essa demanda e entregar não somente a quantidade demandada pelo mercado, mas principalmente, entregar um produto de qualidade que seja ainda capaz de gerar uma rentabilidade interessante ao fazendeiro.
Para isso precisamos avaliar nosso sistema de produção, sermos mais eficientes em produzir e gerar resultado. Um grande passo na busca desse objetivo vem sendo alcançado gerando por consequência o encurtamento do ciclo produtivo do boi.
Esse é um importante objetivo que podemos e precisamos buscar em nossos sistemas de produção, a média de idade de abate de bovinos diminuiu de forma importante no Brasil nos últimos anos.
Devemos continuar focados nesse trabalho, buscando produzir com eficiência e qualidade, reduzindo o tempo necessário para a produção de um animal pronto para o abate, isso não somente representa a melhoria na produtividade em todas as fases do sistema produtivo, como possibilita a maximização da produção por hectare.
Por diversos motivos a produção pecuária no Brasil foi conduzida de maneira extensiva e até extrativista durante longos anos.
Possibilitado pela grande margem de lucratividade por arroba comercializada há época, grandes lotes de animais eram destinados a extensas áreas de pastagens, sem maiores preocupações com a suplementação ou qualidade dessas pastagens os animais passavam 5, 6, 7 anos para atingirem as condições necessárias para o abate.
Com o avanço e a concorrência de outras atividades como a agricultura, o encurtamento das margens do negócio pecuário e o aumento da demanda pela carne, ficou evidente a necessidade de se acelerar o processo produtivo.
Ao contrário de sistemas extensivos, onde não há eficiência na produtividade por indivíduo nem tão pouco por hectare, sistemas intensivos permitem que os animais desempenhem melhores ganhos, as produtividades por hectare são muito superiores e o tempo de produção reduz de forma significativa.
O Brasil reduziu de forma impactante o tempo para o abate dos animais nos últimos anos e isso se fez possível graças a uma série de ações buscando o que hoje denominamos intensificação do sistema produtivo, em cada uma das fases do sistema.
A cria é a fase do sistema responsável por produzir bezerros que serão disponibilizados para o mercado ou serão utilizados na própria fazenda para recria e posteriormente engorda dos animais.
A fase conta com diferentes categorias:
Existem diferentes formas de se intensificar a fase da cria, a implementação de tecnologias e a consequente melhoria dos indicadores reprodutivos como taxa de concepção, taxa de prenhez a melhora no desempenho dos bezerros, com aumento do peso a desmama desses animais, são alternativas que precisamos alcançar ao longo desse processo.
O processo de intensificação dessa fase do sistema de produção passa pelo aumento da taxa de lotação das propriedades, a sensibilidade na melhoria dos resultados é significativa quando aumentamos a taxa de lotação das propriedades de cria, e com isso, é necessário que se invista em alternativas para o aumento da taxa de lotação em sistemas de cria.
A recria é o período da vida dos animais compreendido entre a desmama até a fase seguinte conhecida como engorda para os machos ou entrarem para reprodução no caso das fêmeas. Em alguns sistemas produtivos, a fêmea também é destinada ao abate, atendendo, muitas vezes, mercados de carne gourmet.
É o período de crescimento dos animais, que normalmente vai de 7 até 14@ nos machos, é de extrema importância entender que nessa fase da vida dos animais o grande objetivo é de crescimento e incremento de musculatura nos animais.
Isso impacta diretamente no planejamento nutricional dos animais, para deposição de musculatura é indispensável dietas bem balanceadas em proteína, principalmente.
Nessa fase da vida dos animais, temos uma grande oportunidade para melhoria no processo de intensificação, aumentar a taxa de lotação das propriedades, produzir mais animais em um mesmo espaço, e principalmente, melhorar o desempenho desses animais ao longo do ano.
A suplementação adequada ao longo das diferentes épocas do ano, permite que os animais desempenhem de forma satisfatória e crescente ao longo do ano, “entregando” cada vez mais rápido e em melhores condições para a fase de engorda.
A fase de engorda é a fase que desenvolve os animais entregues pela recria até o momento do abate, de 14 a 20@, por exemplo.
Nessa fase diferente da recria em que os animais depositam músculo, o grande objetivo é a deposição de gordura e o acabamento de carcaça, por isso as dietas devem ser ricas em energia.
Por algumas características observadas nessa fase do sistema de produção, a intensificação e o encurtamento da produção dos animais nessa fase, se desenvolveu muito nos últimos anos. A engorda de forma intensiva e eficiente se destaca quando comparada às outras fases do sistema de produção.
Grandes confinamento, alternativas de terminação a pasto e a mudança no perfil da dieta dos animais ao longo da engorda, permite que tenhamos resultados satisfatórios na aceleração dessa etapa do ciclo.
O que é possível observar hoje no cenário da cadeia produtiva da carne, é uma grande redução no tempo total na produção dos animais. De forma geral, principalmente pelos avanços e melhorias na engorda, a idade de abate dos animais reduziu nos últimos anos, mas ainda existe uma grande lacuna de oportunidade que precisa ser preenchida.
A afirmação é possível, pois existem propriedades trabalhando com eficiência e rentabilidade, abatendo animais pesados e bem acabados, com idades inferiores a 15 meses de idade, provavelmente não será a realidade da média nacional, mas esses casos demonstram que há uma possibilidade real de melhoria dentro dos sistemas.
Além do aumento da população mundial, e consequentemente o aumento da demanda por proteína de origem animal, o aumento do giro na produção do boi, permite melhores retornos financeiros e econômicos aos produtores.
Sim, a intensificação e consequente aceleração na produção é invariavelmente associada a maiores investimentos e despesas com a nutrição dos animais.
Entretanto, quando avaliamos o sistema como um todo, e observamos a possibilidade de maximizar a produtividade por hectare, a diluição do ágio existente entre as categorias e principalmente a diluição do custo operacional (todo o custo não nutricional envolvido na atividade) por cabeça, aumentando o giro do negócio, a conta se demonstra muito atrativa.
O aumento do giro, o boi de ciclo curto e o processo de intensificação são possíveis devido a um somatório de fatores. É indispensável entendermos que cada um dos pontos abaixo exerce um importante papel nesse processo.
A maximização na produção e principalmente um bom manejo que proporcione a colheita eficiente das pastagens pelos animais é o grande foco para o alcance do objetivo de produzir o boi do ciclo curto.
Cerca de 80% das áreas de pastagem no Brasil se encontram, segundo a Embrapa, em algum nível de degradação. Isso contradiz a busca pela produção eficiente, principalmente quando buscamos o encurtamento do ciclo produtivo.
Precisamos necessariamente, produzir mais forragem e de melhor qualidade na época propícia para isso, época das águas, e também precisamos conduzir nossas pastagens de maneira eficiente para que durante o período de menor produção, época da seca, nossos animais tenham acesso a uma massa seca que associada à suplementação adequada, proporcionará bons desempenhos aos animais, mesmo que durante esse período.
A utilização de estratégias de manejo, como pastoreio rotacionado, diferimento das pastagens, subdivisão das áreas de pastos, permitem maior eficiência na colheita além de preservar as pastagens do processo de degradação.
A produção a pasto nos permite a produção da arroba mais barata dentro do sistema de produção, desde que bem manejada e conduzida, permite bons desempenhos e longevidade ao sistema.
A adubação das áreas voltadas a produção de gramíneas tropicais para pasto, aumenta a cada ano e permite produção de forrageiras em excelentes volumes e de grande qualidade, propiciando aos animais condições ótimas para que expressem o máximo de seu potencial produtivo.
A pastagem será o ponto de maior relevância para a garantia do desempenho esperado dos animais em todas as fases do ciclo de produção.
Diversas estratégias nutricionais podem e devem ser utilizadas para a maximização do desempenho dos animais, permitindo e potencializando a produção do boi de ciclo curto.
As matrizes produtoras de bezerros, foram por anos negligenciadas pelo pecuarista, hoje já está claro que a nutrição das fêmeas ao longo do período reprodutivo é indispensável, não somente, para a eficiência da fase da cria, mas também para o bom desempenho dos animais ao longo de toda sua via.
O grande objetivo para essa categoria, é fornecer uma nutrição adequada para que essas fêmeas possam manter seu escore de condição corporal adequado, ao longo de todo o ano, e principalmente para que essas matrizes possam parir com um bom escore de condição corporal.
Quanto aos bezerros, a primeira fase da vida dos animais, é exatamente a fase que dará um start na busca pelo boi de ciclo curto, precisamos “arrancar” com a velocidade necessária para que não haja comprometimento do planejamento.
O principal alimento para a primeira etapa da vida dos animais, é o leite materno. Além do aporte materno e para maximização dos ganhos, nesse momento, a principal estratégia e ferramenta que utilizamos, pensando no aspecto nutricional, é a utilização do creep-feeding.
O creep-feeding é uma estrutura que utilizamos onde somente os bezerros acessam o cocho, que será abastecido com uma suplementação específica para essa categoria.
Os suplementos para os bezerros, devem conter em torno de 18 a 20% de proteína, pensando nas exigências de crescimento desses animais. Outro ponto importante é a utilização de ingredientes palatáveis incentivando o consumo desses animais.
O maior desempenho dos animais da recria é extremamente importante nesse processo de redução do ciclo, associado sempre, à maior produção por hectare.
Para atingir esses objetivos é necessário focar nas estratégias nutricionais pensando nas diferentes épocas do ano. Durante o período das águas, onde a oferta e a qualidade forrageira são excelentes, o intuito é maximizar a produção.
Ao longo do período de estiagem, o desafio é aproveitar ao máximo a massa de forragem devidamente diferida para as secas. A suplementação terá um papel determinante em fornecer proteína para esses animais, auxiliando na digestibilidade da forrageira e garantindo desempenhos satisfatórios.
Além das duas estações bem definidas, podemos ainda traçar estratégias nutricionais de suplementação para o período de transição águas-secas ou suplementação de outono, já pensando nos ajustes relacionados à mudança do perfil do capim.
A suplementação na recria deve, preferencialmente, ser crescente, a cada estação a disponibilidade da dieta (capim mais suplemento) deve proporcionar aos animais condições para um ganho excelente.
É justamente nesse momento e com essas ações que conseguimos reduzir o tempo da recria e por fim dar um importante passo para a produção do boi de ciclo curto.
Outras estratégias para a recria vêm sendo utilizadas de maneira crescente no Brasil, estratégias de suplementação de volumoso para os animais durante o período de estiagem, a utilização de suplementação de alto consumo (recria intensiva a pasto), permitem uma aceleração ainda maior da recria.
A engorda, como dito anteriormente, é a fase mais avançada no quesito nutrição de todas as fases.
São várias as opções nutricionais que permitem desempenhos excelentes nessa fase da vida dos animais, confinamento, terminação intensiva a pasto, semiconfinamento, são estratégias produtivas eficientes e que, quando bem conduzidas, permitem alcances significativos de desempenho dos animais.
Além de proporcionar boas condições de pastagem e nutricional aos animais, um fator é muito importante na busca produtiva do boi de ciclo curto: a genética.
A evolução genética dos animais do Brasil é relevante quando analisamos os últimos anos, animais precoces com grande capacidade produtiva se destacam e se encaixam perfeitamente no objetivo de produzir o boi de ciclo curto.
De acordo com a Nutreco, em média, no mundo todo, a produtividade dos animais encontra-se 30 a 40% abaixo do seu potencial genético, por conta de condições inadequadas de saúde.
Essa afirmação expressa muito bem a importância da sanidade no sistema produtivo em que almejamos a produção intensiva dos animais, sem uma perfeita gestão dos aspectos sanitários, todos os trabalhos acima citados serão insuficientes.
A sanidade representa, em média, 5 a 8% dos custos de uma propriedade de gado de corte, isso significa muito pouco quando pensamos nos benefícios que uma sanidade bem conduzida pode representar.
O objetivo é traçar uma estratégia sanitária de acordo com os desafios de cada propriedade, identificar os principais gargalos e focar na prevenção das doenças, principalmente das subclínicas.
A definição correta do sistema de produção adotado em uma propriedade é fundamental para o sucesso da fazenda, tanto para aumento da produtividade e principalmente para a rentabilidade do negócio.
A escolha do sistema é uma importante fase do projeto que deve estar presente em toda propriedade, e o primeiro passo do projeto, fundamental para a definição do sistema, é a realização de um diagnóstico.
Denomina-se “diagnóstico” o levantamento do momento atual da propriedade, onde hipoteticamente podemos compará-lo a uma fotografia, em que ao final do processo de diagnóstico obtemos um “retrato”.
Esse retrato associado às características gerais da propriedade permitem a escolha correta da fase ou das fases do sistema que vamos realizar na propriedade.
Somente com um sistema adequado às características da fazenda é possível o sucesso na produção animal.
A gestão do negócio como um todo é fundamental para o sucesso produtivo, a gestão financeira e econômica acompanha de forma relevante essa afirmação.
Conhecer os custos de produção e identificar cada um dos gargalos na propriedade, permite não somente a tomada de decisão correta, mas principalmente a avaliação de todas as outras estratégias que estão sendo realizadas.
Afinal de contas, o grande objetivo de todo o processo na produção do boi de ciclo curto, é o aumento da rentabilidade e remuneração da atividade pecuária.
Seguindo principalmente esses fatores supracitados o “encurtamento do ciclo”, a produção do boi de ciclo curto, ou a intensificação dos sistemas de produção permitem a maximização da utilização das propriedades, explora ao máximo o potencial genético dos animais, e quando bem realizada, garante a lucratividade do negócio.
Sabemos que o encurtamento do ciclo pode garantir uma lucratividade para a produção de gado de corte. Uma outra forma de aumentar esse lucro é saber qual o seu orçamento para definir o preço de venda.
Agora você já sabe alguns dos passos necessários para obter boiadas de ciclo curto e maximizar a margem de lucro das propriedades.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática. O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.
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]]>O post Perímetro escrotal de bovinos: importância da seleção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Atualmente o rebanho brasileiro possui aproximadamente 74,5 milhões de matrizes de corte em reprodução (ANUALPEC 2012).
Se considerarmos que somente 6% destas matrizes são inseminadas (ASBIA 2012), temos aproximadamente 70 milhões de matrizes que necessitam serem entouradas anualmente. Com uma relação média touro/matriz de 1/40, a necessidade é de 1,75 milhões de reprodutores ativos.
Para termos eficiência reprodutiva na pecuária de corte, aumentar a taxa de desfrute e consequentemente a rentabilidade da cadeia produtiva, é essencial que os reprodutores e as matrizes sejam criteriosamente selecionados para as características reprodutivas que influenciam diretamente nos resultados.
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Rebanhos detentores de elevada precocidade sexual e fertilidade possuem maior disponibilidade de animais, tanto para venda como para reposição, permitindo maior intensidade seletiva e, consequentemente, progressos genéticos mais elevados e maior lucratividade (BERGMANN,1998).
Embora os programas de melhoramento genético mais tradicionais tenham dado maior ênfase às características de desempenho ponderal, hoje já se sabe que a utilização de características reprodutivas como critério de seleção é indispensável para a melhoria do sistema produtivo (TOELLE& ROBISON, 1985).
Sabemos da importância da fertilidade em um rebanho, portanto, selecionar animais com idade mais precoce ao primeiro parto é estar pensando também em viabilidade econômica.
Para otimizar os índices reprodutivos e consequentemente a produtividade dos rebanhos de cria, é de fundamental importância definir os critérios de seleção para os rebanhos a serem explorados, conforme suas necessidades de evolução genética.
Bovino com 19 meses e 40 cm de circunferência escrotal / Crédito: Rehagro – Corte.
A seleção para Perímetro Escrotal (PE) é de média à alta herdabilidade, ou seja, sofre pouca influência do meio ambiente, e em pouco tempo pode ser incorporada ao rebanho.
Já a seleção para Idade ao Primeiro Parto (IPP) é de baixa à média herdabilidade, sofre influência do meio, e demora mais para ser fixada ao rebanho.
Com isso sabemos que selecionar animais para maior Perímetro Escrotal (PE), nos ajuda muito no processo do ganho genético do rebanho para características reprodutivas, devido à rapidez na fixação desta, e nos demonstra que a seleção para Idade ao Primeiro Parto (IPP) e demais características reprodutivas devem ser trabalhadas juntas, pois como o ganho é aditivo, mesmo que de baixa herdabilidade vão ser fixadas no rebanho no decorrer da seleção.
Segundo BERGMANN (1998), face às dificuldades operacionais para implementação de programas de seleção para idade à puberdade, torna-se importante a utilização de características indicadoras de precocidade sexual, que tenham variabilidade genética adequada, que sejam de mensuração fácil, e que tenham correlação genética favorável com a idade à puberdade e outras características economicamente importantes.
Quando não são conhecidas, a idade à puberdade e a data da primeira fecundação da fêmea bovina, as informações reprodutivas disponíveis são a ocorrência ou não do parto e a data do parto.
Destas informações, a característica que emerge como indicativa do início da atividade reprodutiva das fêmeas jovens é a idade ao primeiro parto (BERGMANN, 1998), que é uma característica de fácil mensuração (PEREIRA et al., 2000; FRIES, 2003). A utilização de fêmeas sexualmente mais precoces terá reflexo direto na eficiência, rentabilidade e competitividade da pecuária bovina nacional (FRIES, 2003).
Nos machos, o perímetro escrotal é a mais recomendada dentre as características indicadoras de precocidade sexual, (BERGMANN, 1998).
Existem duas características importantes correlacionadas diretamente com Perímetro Escrotal (PE), ligadas à produtividade e rentabilidade, que são: maior peso ao desmame (210 dias) e maior peso ao ano (365 dias), em rebanhos que priorizam esta seleção.
Existem também correlações entre perímetro escrotal e ganho médio diário do nascimento à desmama, indicando que ao selecionar para maior perímetro escrotal, irá reduzir a idade ao primeiro parto de suas filhas. Quando touros com maior perímetro escrotal são selecionados para a reprodução, indiretamente aumenta-se o ganho médio diário do nascimento à desmama (210 dias).
Outra característica interessante na seleção de reprodutores selecionados para maior Perímetro Escrotal (PE), é que touros jovens apresentam alta motilidade (60-80%), indicando melhor qualidade seminal e esta característica pode ser utilizada como um dos critérios na seleção de animais de alto potencial reprodutivo.
Selecionar machos para Perímetro Escrotal (PE) ao ano (365 dias) e ao sobreano (450 dias) é de extrema importância para identificar os animais melhoradores desde a idade jovem, com medidas de PE estabelecidas como critério de seleção, serão mantidos somente os animais superiores e consequentemente aqueles que mais vão contribuir para a evolução genética do rebanho.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
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]]>O post Estação de monta do gado zebu: veja qual a duração apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O conceito de Estação de Monta (EM) consiste em estabelecer um período para que tenhamos as ocorrências reprodutivas concentradas. Essas ocorrências são referentes às práticas de monta, como monta natural (touro – vaca) e/ou inseminação artificial.
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Tais práticas refletirão em parições em períodos concentrados, sendo que estes momentos coincidirão com a época de máximo crescimento natural dos pastos (período chuvoso), trazendo maior disponibilidade forrageira, com o objetivo principal de beneficiar as matrizes paridas.
Normalmente, a estação de monta para gado zebu no Brasil Central tem duração de 120 dias. Esta duração é influenciada por fatores como a condição corporal pré e pós-parto e ao início da estação de monta, a presença do bezerro ao pé da vaca, a ordem de parto, o período de gestação do gado zebu, e, principalmente, a relação entre estes fatores.
A redução da estação reprodutiva no gado zebu para períodos menores que os tradicionais de 120 dias traz diversos benefícios.
Primeiramente, ocorre uma maior concentração de nascimentos em época ideal, na qual a qualidade e a quantidade da forragem atendem os requerimentos nutricionais das matrizes (Gráfico 1) e consequentemente, uma maior homogeneidade e peso dos animais à desmama.
Outro benefício é a separação dos períodos de monta e nascimento quando se realiza a estação menor que 70 dias, otimizando a utilização da mão-de-obra. Porém, ao se trabalhar no sentido de reduzir o período da estação de monta é necessária a avaliação da capacidade financeira, econômica e gerencial da propriedade para que esta seja capaz de suprir as principais entraves.
Gráfico 1: Curva de produção de forragem no Brasil Central aliada à necessidade do rebanho.
O retorno à atividade cíclica é um dos fatores mais importantes que determinam a duração da estação reprodutiva e está altamente relacionada ao escore de condição corporal dos animais no pré e pós-parto e ao início da estação de monta.
No Gráfico 2, tem-se a indicação do percentual de ciclicidade de vacas Bos taurus (taurinas) de acordo com escore de condição corporal (escala de 1 a 9, em que 1 → Muito Magra / 9 → Obesa).
Gráfico 2: Efeito do escore de condição corporal sobre a ciclicidade.Outro fator de destaque está relacionado à presença do bezerro ao pé da vaca. Diversos autores relatam a queda na atividade ovariana pós-parto em função da presença da cria. Este fato interfere na liberação de GnRH pelo hipotálamo ou diminui a resposta a este hormônio na hipófise, tendo como consequência uma supressão da liberação pulsátil de LH, que é o fator endócrino chave para se determinar a ovulação ou não do folículo dominante.
Outros autores demonstraram que o efeito da sucção em vacas de corte é um dos principais fatores que afetam a duração do anestro pós-parto. Eles sugeriram que o comportamento materno é mais importante do que o ato da sucção em si para regular a frequência de pulsos de LH.
Desta forma, considerando a estreita relação mãe/cria em animais zebuínos, dimensiona-se o impacto da amamentação no retorno à ciclicidade.
Veja abaixo, no Gráfico 3, os dados obtidos a partir do trabalho de Resende, feito em 1993, em vacas primíparas zebuínas comparando o percentual de animais ciclando com uma amamentação por dia e em manejo tradicional (presença da cria ao pé) ao longo da estação de monta.
Gráfico 3: Percentual de vacas ciclando ao longo da estação de monta, de acordo com o tipo de amamentação.
A ordem de parto também está altamente relacionada à duração da estação de monta. Considerando principalmente as vacas primíparas, ressalta-se que a dieta para estes animais no pós-parto deve, além de atender os requerimentos de mantença e da primeira lactação, atender aos requisitos finais de crescimento.
Dessa forma, dentre as categorias da propriedade, aquela que está mais submetida à queda na condição corporal, caso suas necessidades não sejam supridas, são as vacas de primeira cria.
Como já descrito anteriormente, a queda na condição corporal influencia diretamente no prolongamento do anestro pós-parto, fazendo com que estes animais retomem a ciclicidade tardiamente.
Este retorno tardio à ciclicidade é um dos principais entraves no encurtamento da duração da estação de monta, já que, caso estes animais não voltem a ciclar até o fim da estação reprodutiva, haverá um efeito negativo na taxa de prenhez.
O Gráfico 4 abaixo avalia, de acordo com a pesquisa de Meneghetti, em 2008, a queda na condição corporal (escala de 1 a 5) de primíparas de acordo com o mês de parição.
Gráfico 4: Queda na condição corporal (escala de 1 a 5) de primíparas de acordo com o mês de parição. Fonte: Meneghetti (2008)
Ao correlacionar os fatores que interferem no retorno à ciclicidade, é possível compreender o motivo pelo qual as propriedades com estação de monta no Brasil Central, a fim de obterem taxas de prenhez satisfatórias, trabalham com uma duração média de 120 dias.
Algumas ferramentas podem ser utilizadas para a redução da duração da estação de monta. Em relação à nutrição das matrizes, destaca-se que alguns trabalhos científicos concluíram que a nutrição pré-parto tem maior importância do que a nutrição pós-parto na determinação do intervalo entre parto – primeiro estro.
Outro artifício técnico passível de utilização no início e durante a estação de monta está relacionado aos protocolos hormonais (por exemplo, IATF) somados ou não à restrição de amamentação.
Dentre as vantagens destacam-se a indução e/ou sincronização de rebanhos de matrizes em anestro, gerando a possibilidade de inseminar um grande número de vacas paridas ao início da estação de monta, com consequente concentração de parição no início da estação de nascimento subsequente. Este agrupamento dos eventos gera a possibilidade de reduzir o período da estação reprodutiva.
A partir do conhecimento dos fatores que influenciam a duração da estação de monta, se o objetivo é atingir uma taxa de prenhez satisfatória ao sistema, aliada a uma distribuição dos partos de forma adequada, deve-se avaliar se as condições inerentes a este sistema, de modo que permitam que a duração da estação reprodutiva seja encurtada.
Exemplos disso são a situação financeira e econômica da propriedade, o envolvimento dos funcionários, o manejo de pastagem e a condição nutricional do rebanho ao longo dos ciclos e a condição sanitária, que é de fundamental importância.
O sucesso da estação de monta depende de uma série de cuidados ligados às doenças infecciosas que podem afetar o sistema reprodutivo de machos e fêmeas, diminuindo a taxa de prenhez, causando abortos e levando à produção de bezerros com desempenho inferior.
Para saber como realizar o controle das principais doenças, como diarreia viral bovina (BVD), rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), leptospirose, brucelose, campilobacteriose genital bovina e tricomonose bovina, baixe nosso Manual Sanitário da Estação de Monta gratuitamente:
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]]>O post Boi castrado ou boi inteiro: qual a melhor forma? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Sendo assim, a proporção de músculos na carcaça aumenta inicialmente, decrescendo à medida que passa a predominar o tecido adiposo, com a elevação da proporção de gordura na carcaça. Por sua vez, a participação dos ossos decresce continuamente.
Chama-se de maturidade química da carcaça o ponto em que o peso adicional contém pouca proteína adicional, e o animal passa então a depositar mais gordura. Dessa forma, o estádio de desenvolvimento no momento do abate tem grande influência sobre a composição da carcaça.
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As mudanças nas proporções entre os tecidos e em sua composição durante o crescimento são influenciadas por vários fatores, dentre os quais se destacam peso, idade, raça, dieta e sexo. Já é de conhecimento amplo que o boi não castrado ganha mais peso que o castrado, numa mesma condição de alimentação.
Quem nunca ouviu dizer que “boi inteiro é melhor pra ganhar peso do que castrado?”.
Apesar de, em algumas situações, o proprietário ter que trabalhar com o boi castrado, devido principalmente a dificuldades de manejo, quando se têm fêmeas na fazenda, pela dificuldade de acabamento a pasto, ou quando o frigorífico exige que os animais sejam castrados, há normalmente a preferência pelo animal não castrado devido ao maior ganho de peso.
Essencialmente, essa “vantagem” do animal não castrado se dá pela composição do tecido depositado no ganho de peso. Traduzindo: o boi “inteiro” precisa ingerir menos energia para ganhar um quilo de peso quando comparado ao animal castrado. Mas por que isso acontece?
Bem, considerando-se animais de mesmo grau de sangue e com mesmo peso e idade, podemos citar algumas explicações para essa diferença.
A primeira está diretamente ligada à relação entre gordura e proteína no ganho de peso. Para cada quilo de peso que o animal ganhar, no castrado haverá mais tecido adiposo, gordura, do que musculatura. E a gordura possui mais que o dobro de energia que a musculatura.
Com isso, o animal castrado, para ganhar o mesmo 1 kg de peso corporal, tem que ingerir uma dieta com muito mais energia, ou então terá que ingerir uma maior quantidade de alimento. Isso, considerando-se que não castrado e castrado estão ganhando o mesmo peso. Assim, se ambos ingerirem a mesma dieta, o boi inteiro ganhará mais peso.
Essa diferença varia de 15 a 20%, ou seja, o animal castrado precisa ingerir 15 a 20% a mais de energia que o não castrado para ganhar o mesmo 1 kg de peso corporal.
A segunda explicação para essa maior eficiência do inteiro em relação ao castrado também está ligada à relação gordura e proteína no ganho de peso. Só que, dessa vez, isso não ocorre em relação ao teor energético dos tecidos adiposo e muscular, mas sim devido à proporção de água nestes tecidos.
O tecido adiposo possui muito menos água que o tecido muscular, ou seja, na realidade, o boi não castrado tem muito mais água no ganho de peso.
Essa diferença é muito grande. É claro que há variação entre animais, mas em média, o tecido adiposo contém 80% de matéria seca e 20% de água, e o tecido muscular contém 30% de matéria seca e 70% de água.
Isso quer dizer que para cada 1 kg de tecido adiposo que o animal depositar, na verdade serão 200g de água. Já no caso do animal não castrado, para cada 1 kg de musculatura que o animal ganhar, será 700g de água.
Faremos a comparação da necessidade nutricional de um animal que entra no confinamento com 14@, e sai com 18@, com ganho médio diário de 1,5 kg/dia.
Para alcançar este ganho, um boi não castrado deverá ingerir 6,89 Mcal/dia de energia líquida para ganho. Já no caso de um boi castrado, para ter este mesmo ganho de peso, seriam necessárias 7,92 Mcal/dia, ou seja, 15% a mais de energia (base de dados BR Corte, 2011, para zebuínos). Com isso, para obter um mesmo ganho de peso, o animal castrado precisa ingerir mais energia, que é um item de custo alto na alimentação.
No caso do animal a pasto, com ganho médio diário de 750g, a necessidade nutricional do boi inteiro seria de 3,21 Mcal de energia líquida para ganho, contra 3,69 Mcal/dia para o castrado. A diferença também seria de cerca de 15% a favor do animal não castrado.
Neste último caso, da terminação a pasto, o raciocínio é parecido, mas devem ser feitas algumas considerações.
Deve-se ter em mente que ao final do período de engorda, no acabamento da carcaça, há mais dificuldade em se ter deposição de gordura no boi não castrado. Isso porque, para que este animal deposite um bom teor de gordura na carcaça, ele teria que ingerir uma quantidade grande de energia, superior a sua capacidade de depositar musculatura.
Isso muitas vezes leva à necessidade de uma suplementação em maior qualidade ou quantidade, ou aumento na oferta de forragem para este animal. Entretanto, neste último caso, como o teor energético do capim, mesmo que bem manejado, não é alto, é comum o animal não castrado levar mais tempo para chegar ao ponto de abate.
E é aí a grande dúvida do produtor: uma vez que este boi normalmente atinge acabamento numa idade mais avançada, isso acarreta dificuldade de manejo e diminuição da taxa de desfrute.
Considerando então que o animal não castrado é mais eficiente para ganhar peso, a decisão de castrar ou não passa por fatores indiretos como:
Entretanto não se deve esquecer que os animais não castrados dão acabamento numa idade mais avançada, ou seja, com peso maior que os castrados, acarretando maior rendimento de carcaça.
Na realidade, existem vários fatores diretos e indiretos que influenciam na tomada de decisão entre castrar ou não os bois para a engorda, principalmente a pasto.
O prêmio pago pelo frigorífico aos animais castrados será determinante. Cabe então ao produtor analisar todos esses fatores para fazer a escolha certa. E se a decisão for a de castrar (a pasto), que ela seja o mais tardia possível para maximizar o peso corporal na fase de crescimento desse animal.
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