bovinos de corte Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/bovinos-de-corte/ Mon, 13 Feb 2023 08:22:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png bovinos de corte Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/bovinos-de-corte/ 32 32 Período de transição seca-águas: principais recomendações https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-seca-aguas/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-seca-aguas/#respond Thu, 29 Dec 2022 15:00:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16876 Vários são os fatores responsáveis pela saúde econômica e pela rentabilidade de uma propriedade de gado de corte. Dentre esses fatores a produtividade e o desempenho dos animais tem uma importância significativa. Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. […]

O post Período de transição seca-águas: principais recomendações apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Vários são os fatores responsáveis pela saúde econômica e pela rentabilidade de uma propriedade de gado de corte. Dentre esses fatores a produtividade e o desempenho dos animais tem uma importância significativa.

Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. É necessário que ao longo de todo o ano, o animal apresente um ganho médio diário (GMD) satisfatório.

Quando avaliamos uma propriedade de produção a pasto na grande maioria das fazendas do país, observamos uma variação do desempenho completamente dependente e correlacionada com a qualidade e a produção das forragens ao longo do ano.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Em épocas de maior pluviometria obtém-se desempenhos mais expressivos e no período de estiagem, onde o desenvolvimento das pastagens tropicais na grande parte do país é diminuta, o ganho de peso dos animais é limitado ou até mesmo apresentam perda de peso.

Por esses motivos, estudos e alternativas de suplementação foram desenvolvidas ao longo dos anos com intuito de potencializar o desempenho dos animais no período das águas, e maximizar o desempenho no período das secas.

Gado de corte em pastagem

Foto: Pedro Amorim, consultor técnico do Rehagro. 

Estratégias para o período de transição

Existe uma série de estratégias bem estabelecidas utilizadas para a suplementação no período em que as forragens estão em plena produção e já são encontramos de forma bem difundida, estratégias de suplementação para o período em que a produção forrageira é limitada.

Entretanto, existe um período ao longo do ano, conhecido como período de transição, onde as pastagens apresentam uma característica distinta justamente em transição entre o período das águas e das secas, que a suplementação também deve ser avaliada com critério para potencializar o desempenho dos animais ao longo do ano.

A estação do ano observada entre os meses mais quentes e chuvosos e os meses mais frios e secos é o outono. Traçar uma estratégia de suplementação para essa estação é fundamental quando pensamos em atingir a máxima produtividade ao longo de todo o ano.

Pastagem para gado

Foto: Paulo Eugênio, consultor técnico do Rehagro. 

Esse período conhecido com outono ou período de transição, reflete diretamente na qualidade das pastagens e é nítido e fácil observar com a diminuição das chuvas e a aproximação do inverno a mudança gradativa nas pastagens. A produtividade dos pastos diminui, a folhas começam a amarelar e a secar e em determinados casos observa-se a presença de sementes nas pastagens.

De maneira geral, há uma mudança no perfil das forrageiras, o que invariavelmente reflete no desempenho dos animais.

Com esse cenário de alteração e perda na qualidade das plantas e consequente diminuição no rendimento produtivo dos animais, se faz necessário uma estratégia de suplementação adequada e ajustada para esse período do ano.

O aumento da produtividade média dos animais ao longo do ano, deve ser alcançada considerando e avaliando todas as etapas e meses do período, inclusive o período de transição.

Gado de corte no pasto

Foto: Geraldo Barcellos, consultor técnico do Rehagro. 

Suplementação no período de transição

A medida em que os meses com menores índices pluviométricos avançam, o desempenho dos animais, em sentido contrário, diminui.

Com o passar dos meses e com a aproximação do período de estiagem, a tendência observada é de diminuição de desempenho independente da suplementação utilizada, entretanto, quando os animais continuam com suplementação apenas de mineral, por exemplo, a queda no desempenho é muito mais acentuada do que em animais suplementados com proteico (consumo de 3g por Kg de peso vivo) ou proteico energético (consumo de 5g por Kg de peso vivo).

Normalmente contemplado entre os meses de março, abril e maio, animais criados à pasto no período de transição suplementados “apenas” com mineral, apresentam desempenho até 50% menor do que animais suplementados com suplemento proteico.

Já animais suplementados com suplemento proteico energético apresentam desempenho 80% maiores do que animais também suplementados com suplemento mineral, apenas. Essa diferença apresentada entre o desempenho em diferentes estratégias, demonstra e reforça a importância de uma estratégia específica para o período de transição.

Independente das características climáticas da região onde a propriedade está localizada em determinado período do ano, essa tendência de piora nas pastagens e diminuição do desempenho vai ocorrer.

Em algumas regiões de forma menos evidente e por menor período, em outras regiões de forma mais marcante por longos períodos, esse “fenômeno” se repete por todo Brasil central, norte, nordeste.

Webinar Suplementação a pasto

Outro fator de grande importância para a tomada de decisão a respeito da estratégia suplementar a ser utilizada nesse período, além do desempenho, é o progresso que esses animais terão após o período de transição, qual caminho será seguido pelos animais após esses meses. 

Animais que serão terminados seja no confinamento convencional, seja na terminação a pasto, serão beneficiados com a estratégia de suplementações mais arrojadas no período de transição.

A utilização do proteico energético ou do proteico de 3g por Kg, por exemplo, fazem mais sentido quando pensamos que esses animais serão terminados na seca seguinte ao período de transição, preparando esses animais para engorda e melhorando os resultados produtivos finais após a engorda.

Gado de corte se alimentando no cocho

Foto: Vinicius Costa, consultor técnico do Rehagro. 

Em contrapartida, caso não esteja no planejamento das secas o fornecimento de uma suplementação visando a engorda dos animais ou o direcionamento desses animais para o cocho, a utilização do proteico no período de transição pode não se apresentar como uma boa estratégia. Quando utilizamos o 0,3%, por exemplo, no período de transição elevamos a exigência de mantença dos animais.

Se no período da seca seguinte ao período de transição esses animais não forem direcionados para engorda, todo o investimento realizado no período de transição será perdido com a queda de desempenho e até mesmo com a perda de peso dos animais no período das secas.

É de grande importância que a avaliação econômica seja realizada para a definição e a determinação das estratégias a serem utilizadas em cada um dos períodos do ano, inclusive no período de transição, entretanto, a avaliação do ganho médio diário, média do ano, deve ser avaliada de forma criteriosa, observando não somente o resultado do período, mas também cada uma das especificidades presentes em diferentes fases do ano.

A gestão e o planejamento nutricional da fazenda devem contemplar de forma específica as estratégias de suplementação para o período de transição, garantindo então, bons desempenhos durante esse período, maximizando o desempenho dos animais na média anual.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado. 

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática. 

Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Período de transição seca-águas: principais recomendações apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-seca-aguas/feed/ 0
Habilidade materna para seleção de bovinos: qual a importância? https://blog.rehagro.com.br/habilidade-materna/ https://blog.rehagro.com.br/habilidade-materna/#respond Thu, 15 Dec 2022 20:00:57 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16772 As tendências mercadológicas visam um abate cada vez mais precoce, por isso é fundamental investir em estratégias que permitam a permanência e a inserção do produtor nesses mercados. Nesse artigo, iremos demonstrar a importância da habilidade materna para a eficiência produtiva na pecuária de corte.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em […]

O post Habilidade materna para seleção de bovinos: qual a importância? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
As tendências mercadológicas visam um abate cada vez mais precoce, por isso é fundamental investir em estratégias que permitam a permanência e a inserção do produtor nesses mercados.

Nesse artigo, iremos demonstrar a importância da habilidade materna para a eficiência produtiva na pecuária de corte.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


O que é habilidade materna?

Presente em diversos sumários e avaliações genéticas existentes no Brasil, a habilidade materna é uma das características mais valorizadas. Essa qualidade pode ser medida pelas DEPs (Diferença Esperada de Progênie) maternais e possibilita a escolha de reprodutores capazes de produzir filhas com aptidão para desmamar bezerros mais pesados.

A habilidade materna, portanto, corresponde a todos os aspectos da relação mãe-cria, englobando desde a facilidade ao parto, produção de leite e amamentação, até comportamentos como acolhida e proteção da cria. Essa qualidade contribui diretamente para a desmama de bezerros sadios, pesados e com bom desenvolvimento muscular.

A habilidade materna é medida por meio do peso do bezerro em quilos, aos 120 dias de vida. Dessa forma, quanto maior a habilidade materna, maior será o peso do bezerro aos quatro meses.

Qual a importância da habilidade materna?

A habilidade materna possui influência direta sobre todo o sistema produtivo. Dentre sua importância, podemos destacar o ganho de peso nos primeiros meses de vida, gerando bezerros mais pesados a desmama.

Há também uma menor dependência de ração nesse período, afinal, quando existem vacas que produzem uma quantidade adequada de leite para os animais, o aporte de suplementação é menor pois a demanda nutricional é suprida majoritariamente pelo leite.

Outro ponto importante a ser considerado, é que ao se utilizar touros que produzem boas filhas, há um maior ganho em fêmeas de reposição que são destaque dentro da fazenda, aumentando assim o ganho genético do rebanho.

A elevação do ganho genético a partir da habilidade materna cria uma base sólida no rebanho que, quando consolidada, permite o investimento do produtor em outras diretrizes, como o acabamento de carcaça, por exemplo.

Atenção para a seleção

A seleção para habilidade exige alguns cuidados. Deve-se respeitar um equilíbrio, visto que em alguns casos o desbalanço traz malefícios.

A seleção exacerbada para essa característica traz mudanças anatômicas para o sistema mamário da vaca e a predisposição a danos, pois quando se seleciona muito para produção de leite, há o maior desenvolvimento do úbere e aumento dos tetos, aumentando a exposição a danos.

Essa maior seleção para habilidade materna, além disso, aumenta a probabilidade de desenvolvimento de patologias mamárias como a mastite. Outro ponto importante é a elevação das exigências nutricionais e dos custos para manutenção das fêmeas.

Todos esses fatores somados podem contribuir para redução da fertilidade dos animais, prejudicando todo o sistema produtivo.

Conclusão

A habilidade materna é de extrema importância para pecuária de corte, contribuindo para todo o sistema produtivo.

Contudo, é fundamental manter o equilíbrio para seleção dessa característica, cabendo aos produtores e ao técnicos o bom senso de adequar essa característica a cada particularidade dos sistema produtivos.

Saiba mais!

A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.

Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.

O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Brisa Sevidanes

O post Habilidade materna para seleção de bovinos: qual a importância? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/habilidade-materna/feed/ 0
5 passos para a intensificação da cria na pecuária de corte https://blog.rehagro.com.br/intensificacao-da-cria-na-pecuaria-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/intensificacao-da-cria-na-pecuaria-de-corte/#respond Tue, 13 Dec 2022 13:33:51 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16671 Toda dinâmica econômica de uma região, país ou mesmo a economia global, sofre influência de uma série de fatores que, quando somados, serão responsáveis por direcionar a toada dos negócios. De maneira mais localizada ou regional, esses fatores influenciadores se destacam desde o início das atividades comerciais e com o passar dos anos e o […]

O post 5 passos para a intensificação da cria na pecuária de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Toda dinâmica econômica de uma região, país ou mesmo a economia global, sofre influência de uma série de fatores que, quando somados, serão responsáveis por direcionar a toada dos negócios.

De maneira mais localizada ou regional, esses fatores influenciadores se destacam desde o início das atividades comerciais e com o passar dos anos e o avanço do fenômeno da globalização, a magnitude desses fatores aumentou em proporção e abrangência.

Um fator muito significativo que interfere diretamente na dinâmica do mercado, ficou conhecido como “lei da oferta e da demanda”, onde o preço dos produtos varia de acordo com a quantidade da procura por determinado produto versus a disponibilidade desse mesmo produto no mercado.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Ao analisarmos o agronegócio, em específico o cenário da cadeia produtiva de carne, esses dois fatores, globalização e lei da oferta e demanda, nos mostra uma tendência importante e significativa.

Durante as duas últimas décadas alguns mercados antes restritos, abriram suas economias gerando um aumento significativo na demanda por produtos ligados ao agro.

Em suma, o cenário interno e global demanda por mais produtos e de melhor qualidade, o que leva à uma necessidade de aumento imediato da produção. Existe a demanda por carne, e precisamos aumentar nossa produção.

Tendo em vista esse cenário macro destacado acima, concluímos então que por diversos fatores, existe uma necessidade de se aumentar e principalmente intensificar a produção de carne no Brasil. 

Mesmo com a grande disponibilidade territorial, única no mundo, a cadeia produtiva da carne precisa aprimorar suas técnicas de produção para que em um mesmo espaço de terra seja possível produzir uma maior quantidade de carne.

Apesar de já encontrarmos sistemas de produção altamente intensivos onde todas as fases de produção, cria, recria e engorda, são feitas em sistemas de confinamento dos animais, a grande maioria da carne produzida no país é ainda oriunda de sistemas de criação a pasto. O pasto, quando bem trabalhado, permite ao pecuarista explorar a produção de arroba de maneira mais rentável.

Geralmente a arroba mais barata produzida é a produzida à pasto, ressaltando a necessidade de ser bem trabalhada. Em diversas ocasiões é possível encontrar sistemas de produção totalmente a pasto, onde o valor final da arroba é extremamente oneroso, principalmente pela ineficiência e deficiência nas etapas do processo de produção.

Para se ter eficiência, rentabilidade, e retorno com a atividade pecuária de animais criados à pastos, inevitavelmente então, devemos aumentar a competitividade de nossa atividade e a maneira mais segura de alcançarmos isso é justamente intensificando nossa produção.

Levando em consideração apenas criações a pasto, temos então algumas diretrizes para seguir, onde alcançamos então maiores níveis de intensificação e possivelmente com isso, melhores índices de rentabilidade e lucratividade.

Basicamente em um sistema intensificado o que se alcança é uma maior produtividade, ou seja, uma maior produção de carne em um mesmo espaço físico.

Teoricamente temos então um problema de fácil resolução. Aumentamos a quantidade de animais em determinada área, chegando assim a uma maior produtividade. A prática e a dinâmica do negócio, porém, não são tão simples assim. Para se alcançar esses objetivos, uma série de fatores e práticas devem ser levadas em consideração.

Para aumentarmos a quantidade de animais em uma mesma área tendo em vista o aumento da taxa de lotação em cada fase do sistema cria, recria ou engorda, a métrica é semelhante. Aumentamos a quantidade de pastagem de determinada área e teremos então a possibilidade de aumentarmos a carga animal daquela área.

É bem verdade que o aumento da taxa de lotação é tido como o principal ou um dos principais fatores responsáveis pelo aumento dos níveis de intensificação de uma propriedade de criação a pasto, entretanto, para cada uma dessas fases temos uma série de outros fatores que colaboram e podem levar ao aumento da produção de carne em um mesmo espaço ou em uma mesma área.

A partir de agora, vamos citar e discutir alguns dos principais fatores associados ao aumento da produtividade em cada uma das fases de produção.

A intensificação da cria

De maneira geral, a fase de cria, dentro de um sistema de produção de carne é a fase responsável por fornecer a “matéria prima” de toda a cadeia produtiva. 

É na fase de cria que se produz o bezerro que será fornecido à recriadores e, futuramente, entrarão na fase de engorda. Como produto da fase de cria então, temos o bezerro.

Para isso, a fase de cria é composta basicamente, além do bezerro, pelo conjunto de matrizes responsáveis por gestar e amamentar esses bezerros e touros que serão responsáveis pela cobrição dessas matrizes.

Importante salientar que esse último citado, o touro, pode ser substituído por uma importante tecnologia disponível no sistema: a IATF, que vamos citar dentro do tópico de reprodução.

Seguindo a lógica anteriormente citada, a intensificação nessa fase então proporciona, basicamente, uma maior quantidade de arrobas produzidas de bezerros em um determinado espaço e tempo, um ano, por exemplo.

Sendo assim vamos discutir nesse tópico algumas importantes alternativas e ferramentas que podem ser utilizadas para alcançar esse esperado aumento de produção em bezerros.

O primeiro ponto a se destacar é um fator comum a todas as fases do processo de produção:

1. Aumento da taxa de lotação

Quando trabalhamos o aumento da taxa de lotação de maneira eficiente, podemos em uma mesma área aumentar a quantidade de matrizes naquela pastagem.

Esse fator por si só implica em uma maior produção de bezerros por hectare, o que levaria ao aumento final da quantidade de arroba de bezerros produzido em um hectare durante o ano. Alguns estudos mostram que o aumento da taxa de lotação em um sistema de cria pode levar a um aumento em até 300% nas taxas de lucratividade dessa fase.

Para aumentar a taxa de lotação no sistema de produção à pasto, alguns fatores devem ser avaliados e levados em consideração. Muito porque, além da melhoria na oferta e qualidade dos pastos, outros fatores estão associados e relacionados ao aumento da taxa de lotação, como por exemplo a suplementação.

Nesse momento vamos avaliar e comentar apenas os fatores inerentes ao pasto e ao manejo das pastagens e, posteriormente, citaremos esses outros fatores dentro dos próximos tópicos.

O aumento da capacidade de uma determinada área suportar uma carga animal maior, passa inicialmente e principalmente pela melhoria da qualidade e pelo aumento da oferta de pasto aos animais que ali estão pastejando.

Antes de se tratar da melhoria de uma pastagem já estabelecida, é importante ressaltar que ao longo dos anos de utilização incorreta de uma pastagem esta, pode por diversos fatores, entrar em um estado de degradação.

Estima-se que cerca de 80% das pastagens brasileiras se encontram em algum estado de degradação e pastagens degradadas representam menor capacidade produtiva, que se tardiamente observada, pode levar até a perda total do potencial produtivo de uma área originalmente empastada, sendo necessário a implantação de uma nova pastagem no determinado local.

O processo de implantação de uma nova pastagem requer várias frentes de análise e cuidados, a que se estende desde o momento da escolha da forrageira a ser utilizada até o manejo dos animais.

O momento da escolha da forrageira é fundamental para o bom desenvolvimento das pastagens e nele devem ser levados em consideração diversos fatores, entre eles:

  • Clima;
  • Solo;
  • Pragas e doenças;
  • Aceitabilidade;
  • Distúrbios metabólicos;
  • Formas de plantio;
  • Formas de uso;
  • Método de pastoreio;
  • Nível tecnológico, entre outros.

Após uma escolha criteriosa e assertiva da forrageira a ser utilizada, o processo de implantação dessa forrageira também deve seguir um criterioso processo, para então termos um pasto com qualidade e quantidade de forragem suficientes para o bom desempenho dos animais.

Considerando então um pasto bem formado, com solo corrigido e adubado dentro de suas necessidades e exigências, onde a forrageira escolhida possa expressar o seu máximo potencial, temos que estar atentos ao manejo e a manutenção dessas pastagens.

A manutenção é fundamental para a continuidade de sua alta produtividade e será necessário de tempos em tempos, respeitando sempre a singularidade de cada sistema, processo de adubação e correção dessa área.

O melhor fator, provavelmente, o mais importante para se manter uma pastagem expressando suas melhores produções, é o manejo correto.

Quando manejamos de maneira adequada respeitando sempre as alturas de entrada e saída de cada pastagem, evitamos o processo de degradação dos pastos, minimizando o aparecimento de plantas invasoras, baixa produtividade, poder de rebrota, entre outros. O manejo correto da forrageira permite que ela tenha uma importante força de rebrota, sempre vigorosa, não permitindo o desenvolvimento de outras plantas no local.

Existem alguns métodos de pastoreios diferentes, entre eles podemos destacar o método rotacionado com carga variável, onde um lote de animais pasteja determinada área dividida em piquetes. Esse método rotacionado em piquetes de tamanhos adequados à carga animal, permite que se aumente a quantidade de animais utilizando uma mesma área, aumentando assim as taxas de lotação.

Se considerarmos como exemplo um aumento muito plausível de 20% de matrizes em um pasto vigoroso, sendo manejado de maneira adequada, teremos por consequência, sem aumentar a área destinada para a produção, um aumento de até 20% na produção do produto bezerro ao final de um ciclo de produção.

2. Trabalhando a nutrição na cria

Sistemas de cria a pasto por muito tempo foram tidos como uma atividade de baixa rentabilidade por pecuaristas. Entretanto percebeu-se que uma fase de cria bem feita e explorada de maneira adequada, aparando as arestas em suas deficiências aproveitando de maneira mais eficiente seu potencial, pode representar para o sistema como um todo um alto ganho de potencial, bem como apresentar ótimos retornos econômicos para os criadores.

A nutrição de fêmeas para a produção de bezerro deixou de ser negligenciada ao se perceber os saltos nos ganhos de produtividade. Quando se aprimora a nutrição dos animais nessa fase, a suplementação das matrizes e dos bezerros não somente melhora os desempenhos reprodutivos e de ganho de peso, respectivamente, como influencia no desempenho das crias durante toda a vida dos animais.

Muitos estudos estão sendo realizados e mostrando que vacas com bom aporte nutricional, principalmente durante o terço médio de gestação (fase onde ocorre a multiplicação de células musculares no feto, chamada “hiperplasia”) dão origem a bezerros com melhores desempenhos não somente até a desmama mas também durante o período de recria e engorda dos animais.

Nutrição das matrizes

O primeiro ponto a se destacar na nutrição em uma propriedade de cria é referente a nutrição das matrizes. Vacas criadas a pasto sofrem com a sazonalidade na produção forrageira, ou seja, durante o verão, período chuvoso onde as condições de precipitação de chuva, temperatura e incidência luminosa são ideias para o desenvolvimento forrageiro, obtém-se pastagens de melhor qualidade.

Já no inverno ou período seco do ano onde ocorre a diminuição das chuvas, dos dias e também da temperatura, os pastos na grande maioria das propriedades brasileiras sofrem uma piora significativa nos níveis nutricionais de suas pastagens, principalmente a diminuição dos níveis de proteína.

Por esses fatores citados, entende-se como necessário um programa de suplementação das fêmeas, específico para cada uma dessas estações do ano. Durante o período com maior qualidade e quantidade de oferta de forragem, em várias situações, a suplementação mineral apenas, é suficiente para a manutenção do escore de condição corporal dessas matrizes.

Mesmo no verão, porém, em algumas situações principalmente buscando o aumento da taxa de lotação, se lança mão da utilização de um fornecimento de suplementação energética desses animais, proporcionando assim uma melhor desempenho e um alto aproveitamento das pastagens.

Ao contrário do período das águas onde temos pastagens de alta qualidade, durante o período de estiagem precisamos auxiliar essas vacas com um suplemento mais específico, contendo principalmente níveis mínimos de proteína, aumentando assim a capacidade de aproveitamento da forragem nessa época do ano.

Dois aspectos devem ser ressaltados quando falamos sobre programas de suplementação para vacas. O primeiro deles, comum a programas de suplementação em outras categorias de animais, é a necessidade de boas pastagens.

Suplementação das vacas

A suplementação das fêmeas se dá como um suporte à dieta principal desses animais: O pasto. Sendo assim, quando falamos em suplementar, mesmo que apenas com mineral sem adição de fontes de nitrogênio não proteico, subentende-se como pré-requisito uma pastagem de qualidade e com quantidade.

O segundo fator importante a ser ressaltado é referente ao objetivo de um programa de suplementação de vacas. A manutenção de um bom escore de condição corporal é suficiente para que essas matrizes tenham bons desempenhos reprodutivos e sejam capazes de gestar e amamentar suas crias. Nesse caso em específico,  o objetivo não é a engorda ou o ganho de peso excessivo dessas fêmeas.

Nutrição dos bezerros

Outra categoria de destaque dentro da fase de cria, onde a nutrição requer alguns cuidados, é o próprio bezerro. Basicamente e imediatamente após o parto, o único alimento demandado pelos bezerros é o leite materno.

Chamamos atenção para esse período para um fato extremamente importante, a colostragem. Uma boa colostragem nas primeiras horas de vida, permite um desenvolvimento em termos de saúde imunológica dos animais, por outro lado, falhas na colostragem podem causar diversos problemas, inclusive a morte.

Com o passar dos dias após o nascimento em um processo tanto social de imitar a mãe quanto natural do desenvolvimento, o bezerro passa a ingerir as primeiras quantidades de pasto, ainda como pré ruminante, pois nessa fase da vida o principal alimento dessas crias é ainda o leite.

A principal ferramenta nutricional, considerando uma mãe bem nutrida produzindo leite com qualidade e em quantidade suficiente para o bezerro, nessa fase da vida, é a suplementação.

O Creep-feeding torna-se então uma importante alternativa. Trata-se da utilização de um cocho privativo aos bezerros, onde as matrizes não têm acesso. Um cercado com dimensões específicas permite o acesso somente dos bezerros ao cocho.

Essa ferramenta ajuda para que os animais antes da desmama tenham acesso a um suplemento balanceado e ajustado às suas necessidades. Importante destacar que a conversão alimentar nessa fase da vida é altíssima, e a resposta dos bezerros ao suplemento é igualmente alta.

Em tempos de bons preços de venda dos bezerros, sem dúvidas programas de suplementação dessa categoria se tornam extremamente atrativos. A utilização do creep-feeding permite a desmama de bezerros mais pesados, comparando com bezerros não suplementados.

Outro fator importante sobre a suplementação de bezerros é referente ao desempenho futuro desses animais. Animais suplementados no período de aleitamento, dão origem a animais com melhores desempenhos durante a fase de recria e engorda, desde que nessas fases o produtor mantenha os níveis satisfatórios e ajustados no quesito nutricional.

Um adendo importante sobre a suplementação de bezerros deve ser ressaltado, principalmente em relação aos produtores de ciclo completo. Quando suplementamos um bezerro, espera-se que durante as próximas fases da vida desse animal, mantenha-se bons níveis de suplementação e cuidados com a nutrição.

Muito comum bezerros suplementados quando entram na fase de recria extensiva sem suplemento ou em pastagens de baixa qualidade, desempenharem aquém do seu potencial. Sendo assim, programas de suplementação de bezerros devem ser seguidos por boas práticas de suplementação durante a cria e também durante a engorda.

Por fim, de menor destaque, propriedades que utilizam de touros para monta natural, devem estar atentas ao escore de condição corporal desses animais. Manter um touro com bom escore durante o ano, permite que esse animal desempenhe com qualidade durante o período da estação de monta, onde eles serão mais exigidos.

3. Estação de monta

A estação de monta é um período do ano onde as matrizes de uma propriedade são desafiadas à reprodução. O processo de inseminação das fêmeas pode acontecer tanto por monta natural, onde os touros são utilizados na vacada, quanto por inseminação artificial. Às vezes até pelos dois, sendo comum vacas serem inseminadas uma ou mais vezes, fazendo depois um repasse com os touros.

Existem vários motivos que justificam a utilização da estação de monta. Hoje um sistema intensivo de cria a pasto inevitavelmente terá que estabelecer, de acordo com suas particularidades, uma estação de monta.

Dentre os diversos motivos para a utilização de monta, um se destaca. Já citado anteriormente, a sazonalidade de produção forrageira é um importante motivador para a implantação de uma estação de monta. É sabido que no decorrer de um ano existem várias estações que refletem em características climáticas diferentes e cada uma dessas características causa, por consequência, o aumento ou a diminuição da oferta de forragem nos pastos.

O objetivo principal para a implantação de uma estação de monta é então, ajustar o período reprodutivo das fêmeas precisamente no período do ano onde obtém-se a maior disponibilidade de forragem. Para uma boa resposta reprodutiva e para emprenhar e gerar um bezerro saudável, a fêmea aumenta sua demanda por forragem.

A estação, então, sincroniza esse aumento da necessidade com o momento onde há maior oferta nos pastos. Além de atender a demanda da vacada, a estação de monta por consequência apresenta uma série de outros benefícios, inclusive para os bezerros.

Cada propriedade deve adequar sua estação de monta de acordo com as características da região onde ela se encontra. Uma propriedade onde o início das chuvas ocorre primeiro, pode antecipar sua estação. Em contrapartida, nas regiões onde a chuva demora um pouco mais para começar, a estação pode ser retardada em alguns dias ou até meses.

Outro fator que pode variar entre propriedades é o período de duração de uma estação de monta. Uma referência importante para esse período é uma estação de 90 dias ou três meses.

Nesse modelo é possível que todas as matrizes sejam inseminadas uma ou mais vezes e o mais importante, permite que toda vaca produza ao menos um bezerro por ano, que é o grande objetivo de um sistema de cria.

Em algumas situações específicas no entanto, relacionadas principalmente ao quesito clima, algumas propriedades realizam a estação por um período de tempo maior. É importante salientar que quanto menor o tempo da estação, maior a capacidade de selecionar as fêmeas e maior a concentração de partos, o que também é um fator positivo.

Uma propriedade que não adota uma estação de monta bem estabelecida e deseja então iniciar essa ferramenta tão positiva, deve resguardar alguns cuidados. No início a estação pode ser maior, em torno de 5 ou 6 meses e ao decorrer dos anos pode ser ajustada para os três meses, que é o habitual.

Alguns fatores que não estão relacionados à vaca também são encontrados em uma propriedade que pratica uma estação bem estabelecida e funcional.

Quando se tem um período de acasalamento no início das águas, o nascimento dos bezerros ocorre em um período mais seco do ano, o que para o bezerro pode ser muito positivo. Bezerros que nascem no período chuvoso do ano apresentam maiores problemas relacionados à sanidade.

Estudos ainda mostram que o desempenho dos bezerros nascidos no início da estação de nascimento (meses de agosto e outubro), apresentam desempenhos superiores de ganho de peso, tanto na desmama quanto durante a recria e engorda, quando comparados aos bezerros nascidos no final do período de nascimento.

Esse fato se deve por vários motivos, além do aspecto sanitário já mencionado, o período de desmama dos bezerros ocorre em uma época do ano mais favorável ao animal que inicia sua vida como dependente apenas de forragem.

Um outro aspecto importante que devemos destacar relacionado aos bezerros, é em relação à sua seleção. Quando limitamos o período de nascimento dos animais, a comparação entre eles é mais justa e possibilita avaliar quais os animais apresentam o melhor desempenho dentro de uma mesma categoria, recebendo as mesmas condições nutricionais.

A concentração dos partos destes animais permite ainda ao pecuarista um maior poder de negociação desses bezerros. À medida que temos um grande número de animais para venda, aumentamos então nossas condições em busca de melhores preços.

A seleção das matrizes também se dá de maneira mais eficiente em uma propriedade que utiliza da estação de monta. Ao final de cada estação, é possível identificar e descartar as matrizes que não lograram com êxito no período reprodutivo, devendo então serem descartadas.

Por fim, o estabelecimento do período de nascimento dos bezerros e de inseminação das fêmeas auxilia no manejo da propriedade. Estas fases demandam de cuidados específicos e de mão de obra qualificada e quando conseguimos concentrar essas atividades, aumenta a possibilidade de planejamento para esses períodos, além de aumentar também a facilidade em determinar o momento de receita com bezerros machos, com as bezerras excedentes e com as vacas de descarte, possibilitando maior controle financeiro da atividade.

A estação de monta é uma realidade para as propriedades de cria e devem ser consideradas um objetivo para os pecuaristas que ainda não adotam esse manejo, bem como um ponto de melhoria constante para aqueles que já o fazem. São muitos os benefícios decorrentes de uma prática relativamente de baixo custo para o pecuarista.

4. Genética

A procura de produzir mais em menos tempo, leva a um maior investimento na fase de cria, mantendo o animal menos tempo em confinamento e pasto. Consequentemente, essa ação leva a lucros maiores e para que isso seja possível, a genética do rebanho é um fator essencial a ser discutido e levado em consideração pelos produtores.

Dentro do melhoramento genético na pecuária de corte, temos seleção e cruzamento. A seleção permite que escolha o animal que será utilizado como parental da próxima geração, já o cruzamento é entre as diferenças raças.

O melhoramento genético deve ser direcionado de acordo com o sistema de produção desejado, porém o mais comum é que este processo seja feito de forma aleatória, sem objetivos concretos. É necessário um planejamento correto, pois quando não é feito de forma incisiva, a evolução será um retrocesso no desempenho produtivo dos animais.

De acordo com o especialista Roberto Carvalheiro (GenSys) “todo criador é um selecionador”, pois escolhe quais animais colocará em reprodução, quais de suas vacas e quais touros (ou sêmen) utilizará, tomando assim decisões de seleção genética.

Porém, segundo o especialista, “nem todo selecionador promove melhoramento genético do seu rebanho”. A escolha das características a serem selecionadas deve ser tomada da melhor maneira possível, considerando todos os seus prós e contras.

Em um melhoramento genético do rebanho, primeiramente é preciso traçar um objetivo que desenvolva um cruzamento que fornecerá a melhoria de características. Deste modo irá trazer benefícios futuros para a produção, permitindo um maior valor agregado ao produto final.

O planejamento genético é essencial para a fase de cria e todo o retorno que o animal agrega para a fazenda, começa nessa fase. Um animal com alta genética necessita de uma maior atenção na questão da nutrição e ambiência, diferentemente de um animal de genética inferior. O objetivo deve ser traçado juntamente com a disponibilidade de estrutura da fazenda. Não adianta ter um animal com alto potencial genético e não ter condições ideais para ele poder expressá-las.

Quando se trabalha com seleção, o técnico ou o produtor deve observar quais são as características que um determinado touro expressa e qual a porcentagem de passá-la para a geração futura. Isso é feito utilizando índices de seleção de touros que combinam as características definidas como critérios de seleção nas proporções desejadas e/ou necessárias para melhoria da atividade.

Recomenda-se a definição de índices baseados nas deficiências observadas nos indicadores zootécnicos da propriedade. A partir desses índices, define-se o sêmen de touros testados e aprovados, disponíveis em catálogos específicos, de acordo com o valor das Diferenças Esperadas nas Progênies (DEPs), que representa o valor genético dos touros para cada característica utilizada como critério de seleção.

É necessário ficar atento, já que a seleção de uma determinada característica pode afetar outras de acordo com as correlações genéticas existentes. Assim, a seleção direta, aquela realizada para a característica-alvo, pode afetar outra característica, resultando na seleção indireta caso a correlação existente seja favorável.

Existem muitos programas genéticos disponíveis e muitas empresas investem pesado na consultoria. Com a produtividade crescendo cada vez mais, os produtores veem a necessidade de investir na genética do rebanho. A orientação e a determinação de um objetivo andam juntos e o investimento deve ser feito de forma consciente. O produtor só conseguirá bons resultados se todos os pilares da pecuária de corte estiverem sendo respeitados.

Por isso, a evolução genética do rebanho é de extrema importância, principalmente em um país que é o primeiro em exportação de carnes e derivados. Produzir com qualidade vai além da genética que o animal proporciona. O potencial genético é atingido quando a nutrição, manejo e ambiência são respeitados.

De maneira mais ou menos intensiva, o melhoramento animal vem sendo realizado de maneira instintiva, ou científica, desde que o homem começou a domesticar os animais e percebeu que poderia potencializar a produtividade e aptidão para a produção ao longo das gerações.

Em específico para cria, temos algumas opções para o melhoramento genético, onde focamos na seleção pensando exclusivamente na produção de bezerros machos com maiores índices produtivos e fêmeas com maiores capacidades reprodutivas. Pensando inicialmente na primeira parte, “melhor produção de bezerros machos” devemos focar em algumas características no momento de selecionar e escolher quais os animais serão utilizados em determinada propriedade voltadas ao ganho de peso.

Lembramos que o produto principal de uma fazenda, exclusivamente de cria, é a produção e venda dos bezerros. Sendo assim, a utilização de animais que comprovadamente transmitem à suas crias grandes potenciais de produção com determinados dias de vida, como por exemplo aos 120 dias, permite maiores ganhos com a venda de arroba de bezerros por ano.

Utilizar animais que comprovadamente produzem proles com grande potencial de peso ao desmame pode ser uma excelente alternativa para uma fazenda de cria.

Um ponto importante para se ressaltar, que tem grande impacto na produção de bezerros, está relacionado à carga genética das matrizes dentro do rebanho. Diferente dos objetivos direcionados apenas ao ganho de peso à desmama, por exemplo, a construção ou o melhoramento de um plantel de matrizes deve respeitar critérios muito além dos de ganho de peso.

Fatores como precocidade (idade ao primeiro parto, probabilidade de parto precoce, idade à puberdade de machos), habilidade materna, fertilidade e Stayability dentre outras características, devem ser avaliados quando pensamos em melhorar e ou construir um rebanho de matrizes.

Outro ponto a se avaliar em relação à genética ou melhoramento genético, é em relação a propriedades que não são exclusivas de cria ou mesmo aquelas que são de produção única de bezerros mas que atendem a um mercado específico com determinada exigência.

Essas propriedades, além de um bom plantel de matrizes com proles bem desenvoltas no quesito ganho de peso, podem focar seu processo seletivo e seu melhoramento genético em características para marmoreio, acabamento de carcaça e assim por diante, agregando valor e qualidade ao seu produto.

Quando alcançamos um rebanho de matrizes com carga genética satisfatória dentro dos objetivos da propriedade, damos um grande passo rumo ao sucesso da produção.

A utilização de touros melhoradores, permite uma evolução de qualidade no rebanho em pouquíssimo tempo. Um trabalho de melhoramento pode exigir paciência por parte do produtor, entretanto, o adicional genético em uma propriedade, é percebido já nas suas primeiras crias.

Independente do seu objetivo e de suas metas com um programa de melhoramento genético, um ponto é comum para todas as situações. Esse ponto é um planejamento de programa muito bem delineado. Como um todo deve ser bem estruturado, seguir esse planejamento e acompanhar as métricas estabelecidas. Assim proporcionará maiores probabilidades de sucesso no programa.

5. Reprodução

Trabalhar a reprodução de uma propriedade é uma importante e necessária alternativa no processo de intensificação da fase de cria. Melhorar os índices reprodutivos de uma propriedade trará um impacto positivo, direto e significativo nos resultados finais do sistema de produção.

Existem algumas alternativas importantes para o aperfeiçoamento do processo reprodutivo dentro de uma fazenda. O principal seja talvez a utilização da IATF. A inseminação artificial em tempo fixo permite, dentre outras coisas, o incremento genético rápido e com custos acessíveis à propriedade.

Webinar Protocolos da IATF

A intensificação do processo reprodutivo está também muito ligada a outra ferramenta já mencionada: a estação de monta. Falar sobre intensificação do sistema de cria citando reprodução é fundamental. Vamos destacar a importância e o impacto que a estação de monta tem em uma propriedade, em específico nos resultados reprodutivos.

O alinhamento entre IATF e EM é então a chave para o sucesso reprodutivo em uma propriedade de cria, entretanto, alguns cuidados e práticas são de grande importância durante a utilização da IATF em uma EM.

O Escore de Condição Corporal (ECC) é de grande importância quando se trata de reprodução. Um ECC aceitável está entre 5 a 6 no parto e/ou no início da estação de monta. Respeitando esse ECC, promovemos um menor tempo para o 1o estro, produção suficiente de colostro e garante um bezerro saudável e com uma alta taxa de desmama.

É importante que o produtor avalie sua produtividade pelo número de bezerros desmamados e não nascidos. Uma variação de ECC de 4 para 6 aumenta em 20% a 30% a taxa de prenhez. Por isso, são necessárias tecnologias que aumentem o ECC antes delas parirem e que as mantenham até a próxima.

No sistema de produção de bovinos, a eficiência reprodutiva é um fator fundamental, visto que apresentam ciclo reprodutivo longo, e geram somente um descendente a cada parto. Assim sendo, a inseminação artificial ou acasalamento permite maior vida útil dos animais e mais nascimento de bezerros. Para se atingir o peso ideal vai depender do nível do manejo, ambiência, sanidade e nutrição.

A nutrição deve ser balanceada desde antes da gestação. A fêmea deve ter uma alimentação energética e o controle de escore deve ser feito, visando uma gestação de qualidade e nascimento de bezerro com peso ideal. O cuidado pós-parto, deve ser intensificado.

Animais com ECC acima de 7, dificultam o parto, além de se tornarem inviáveis financeiramente, devido ao maior gasto financeiro.

As vacas recém-paridas possuem um alto requerimento de energia. Dessa forma, o ECC também é essencial nessa fase. A energia está diretamente relacionada com o consumo de matéria seca (CMS). Quanto maior o CMS, maior será o balanço energético líquido (BEL).

O início da lactação é um período de balanço negativo de nutrientes (Balanço Energético Negativo – BEN). O período de pós-parto requer um alto suprimento de energia, mas o animal tem redução do CMS. Se tiver carência nutricional, esse consumo naturalmente será mais baixo, aumentando o BEN e afetando negativamente a reprodução.

O BEN, não permite que o animal volte à reprodução, pois toda reserva energética do animal que seria utilizada para promover o ciclo reprodutivo é desviado, indo então para a produção de leite e no final somente para a mantença do mesmo. Essa condição deve ser avaliada sistematicamente quando se visa uma reprodução eficiente e rentável, não basta só alimentar o animal, o acompanhamento da condição deles é de suma importância.

A reprodução é uma etapa que muitas vezes é negligenciada pelo produtor, muitas vezes por falta de respaldo técnico. O processo de reprodução não se inicia no momento do cio do animal. Toda a preparação advinda anteriormente irá influenciar os resultados posteriores. A pecuária não cabe mais amadorismo, novas tecnologias chegaram e para uma maior rentabilidade, será preciso segui-las.

Conclusão

Seguindo esses passos, sempre atentos ao preço de venda dos bezerros desmamados, à qualidade desses animais, concomitante a um trabalho de gestão avaliando custos e processos, a cria pode e será uma atividade de viabilidade importante dentro da cadeia produtiva da pecuária.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve profissionais para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas e alcançando resultados financeiros robustos na produção.

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Cristiano Rossoni

O post 5 passos para a intensificação da cria na pecuária de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/intensificacao-da-cria-na-pecuaria-de-corte/feed/ 0
Desmama de bezerros de corte: quais os principais cuidados com essa fase? https://blog.rehagro.com.br/desmama-de-bezerros-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/desmama-de-bezerros-de-corte/#respond Fri, 25 Nov 2022 19:15:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16277 Eficiência produtiva e rentabilidade são os propósitos do pecuarista em todas as fases da produção. Dessa forma, é importante se atentar aos detalhes na desmama dos bezerros. Nesse artigo iremos pontuar os principais cuidados com a desmama e sua importância para o desenvolvimento dos bezerros.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em […]

O post Desmama de bezerros de corte: quais os principais cuidados com essa fase? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Eficiência produtiva e rentabilidade são os propósitos do pecuarista em todas as fases da produção. Dessa forma, é importante se atentar aos detalhes na desmama dos bezerros.

Nesse artigo iremos pontuar os principais cuidados com a desmama e sua importância para o desenvolvimento dos bezerros.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


A desmama na pecuária de corte

O desmame é o momento em que ocorre a separação do bezerro de sua mãe. No Brasil esse manejo tradicionalmente é realizado por volta dos 8 meses de vida do animal, sendo um período caracterizado por um grande estresse, tanto para a matriz quanto para a cria.

Em relação ao peso correto para desmama, é indicado realizar o manejo em bezerros que pesem entre 180 kg e 210 kg. Esse peso somado à idade (8 meses) contribui para o desmame saudável dos animais.

O respeito a esses parâmetros é importante, pois nesse período o bezerro terá uma imunidade robusta contra doenças que podem acarretar a mortalidade do animal.

Ademais, é na fase da desmama que o bezerro já é considerado um completo ruminante, sendo capaz de utilizar a forragem sólida como fonte de energia e nutrientes necessários para seu desenvolvimento.

Além disso, é importante levar em consideração outros fatores como: peso da vaca, idade, estado corporal da vaca e do bezerro, a quantidade e a qualidade dos alimentos disponíveis, à época do ano e a produção de leite da vaca.

Sistemas de desmama na pecuária de corte

Esse manejo pode ser realizado de diversas maneiras e a escolha vai de acordo com a finalidade do produtor, variando com os sistemas de produção.

Confira a seguir os quatro principais modelos de desmama no Brasil:

1. Desmama precoce

Esse manejo consiste na separação definitiva do bezerro, mais cedo que o momento tradicional, aos 8 meses de idade. 

Essa prática é recomendada para os períodos nos quais há escassez de forragem, objetivando reduzir o estresse da lactação e os requerimentos nutricionais da vaca (em especial novilhas), antecipando assim o restabelecimento da atividade reprodutiva.

É recomendado que essa prática ocorra no período de monta, a fim de alcançar a reconcepção imediata das fêmeas. 

2. Desmama temporária ou interrompida

Pode ser realizada com a remoção temporária do bezerro, por um período que pode variar de 48 a 72 horas, cerca de 40 dias após o parto. 

A remoção temporária do estímulo da amamentação provoca um aumento na liberação do LH (hormônio luteinizante), auxiliando assim o retorno do ciclo estral. Contudo, vacas de péssimo estado corporal não respondem a este estímulo.

3. Desmama lado a lado

Em algumas propriedades há a manutenção do contato visual mãe/cria, visando melhorar o bem-estar dos animais.

Nesse tipo de manejo, as vacas e os bezerros são mantidos lado a lado, separados apenas por uma cerca.

4. Separação completa/abrupta

Essa técnica consiste na separação realizada de uma vez (sem contato visual e auditivo).

Uma dica é retirar a matriz do pasto e deixar o bezerro, afinal aquele lugar já é conhecido para ele e dessa forma o estresse será menor.

Influência do desmame no desenvolvimento do bezerro

O período de desmame é um dos mais estressantes na vida do animal: a total dependência do rúmen, o distanciamento da mãe e a adaptação ao novo ambiente são desafios normalmente encontrados durante esta fase da vida.

O estresse desse manejo causa diversas perdas na produtividade do rebanho, afetando além do ganho de peso e da eficiência alimentar, a saúde e a reprodução dos animais.

Dessa forma, cuidados com os processos presentes nesse manejo, são essenciais para reduzir os efeitos negativos e minimizar a queda do desempenho dos animais.

Cuidados com a desmama

Os cuidados com a desmama se iniciam antes mesmo do bezerro nascer, afinal os manejos nesse período terão influência direta sobre o futuro do animal.

Esse processo começa nos cuidados com a mãe. As vacinas irão ajudar a estimular uma resposta imunológica que fornecerá proteção ao patógeno no colostro. É fundamental garantir a ingestão do colostro em quantidade e qualidade suficientes, nas primeiras 24 horas de vida dos bezerros.

Outro ponto de atenção é a realização de um programa completo de sanidade: vacinação, combate a endoparasitas e ectoparasitas. O correto manejo sanitário vai contribuir para a construção de uma imunidade robusta dos animais.

E-book Sanidade do gado de corte

Nos primeiros dias após a separação, deve-se evitar distúrbios aos recém-desmamados e caso os bezerros sejam transportados é necessário reduzir ao máximo o estresse desse manejo.

No dia do embarque, os bezerros devem ser manipulados por manejo racional e além disso, os animais devem embarcar prontamente. Evite os horários mais quentes do dia e se possível realize a comercialização e o transporte dos animais para propriedades mais próximas, quanto maior o trajeto, maior será o estresse.

Ao descarregar os animais, disponibilize um tempo para descanso e priorize o silêncio, forneça prontamente água fresca e ração de boa qualidade.

Conclusão

O desmame dos bezerros é com certeza um momento de grande impacto na vida dos animais, por isso é essencial estabelecer ações que visem reduzir os fatores estressantes. O planejamento deve ser multifatorial, levando em consideração o objetivo do produtor e o sistema da fazenda.

Estabelecer um plano específico para cada rebanho é o diferencial para alcançar os melhores resultados produtivos e o Rehagro pode te auxiliar nesse desenvolvimento.

O curso de Pós-Graduação em Pecuária de Corte aborda todos os pilares da produção, inclusive a desmama! Veja mais informações:

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Brisa Sevidanes

O post Desmama de bezerros de corte: quais os principais cuidados com essa fase? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/desmama-de-bezerros-de-corte/feed/ 0
Bem-estar animal de bovinos de corte: principais técnicas https://blog.rehagro.com.br/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/#respond Tue, 08 Nov 2022 15:00:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15834 A cada ano, o bem-estar animal ganha mais destaque dentro da pecuária. Esse crescimento está associado, principalmente, ao aumento da exigência do consumidor preocupado com a origem daquilo que consome. Dessa forma, é essencial que o produtor se integre sobre o tema e introduza na sua fazenda as normas de bem-estar específicas para os bovinos […]

O post Bem-estar animal de bovinos de corte: principais técnicas apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A cada ano, o bem-estar animal ganha mais destaque dentro da pecuária. Esse crescimento está associado, principalmente, ao aumento da exigência do consumidor preocupado com a origem daquilo que consome.

Dessa forma, é essencial que o produtor se integre sobre o tema e introduza na sua fazenda as normas de bem-estar específicas para os bovinos de corte.

Neste artigo você vai conhecer as 5 liberdades do bem estar animal, as principais técnicas e as vantagens de implementar manejos correlacionados na sua fazenda.

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


As 5 liberdades do bem-estar animal

O bem-estar animal (BEA) é uma ciência que estuda a relação de respeito entre o homem com os outros animais.

A partir do envolvimento de diversos pesquisadores e profissionais da agricultura e pecuária do Reino Unido, foram criadas 5 liberdades que devem ser garantidas para que o BEA ocorra. São elas:

  1. Livre de fome e sede: Os animais devem ter acesso a alimento e água, em quantidade e qualidade adequadas.
  2. Livre de dor e doença: Relacionado a sanidade dos animais, é essencial garantir a prevenção, o diagnóstico e tratamento adequados para quaisquer afecções físicas: dores, ferimentos e doenças.
  3. Livre de desconforto: O ambiente a qual os animais estão inseridos deve ser adequado à espécie, além disso é importante conter áreas para abrigo e descanso.
  4. Livre de medo e de estresse: Situações de estresse e esgotamento mental devem ser eliminadas.
  5. Livre para expressar seu comportamento natural: Os animais devem expressar o seu comportamento natural livremente.

Para que o bem-estar animal seja alcançado é necessário respeitar as 5 liberdades, proporcionando práticas de criação e produção adequadas.

Essas práticas exigem o envolvimento de todos: produtores, funcionários, veterinários e zootecnistas.

Principais técnicas de bem-estar animal na pecuária de corte

A adoção de boas práticas no manejo de bovinos de corte é fundamental em todas as fases da vida dos animais, afinal, técnicas que promovem o bem-estar animal podem aumentar a produtividade e ajudar a minimizar problemas na rotina da fazenda.

Com essa visão, existem alguns métodos de manejo e instalações que promovem o bem-estar animal na atividade pecuária, são eles:

Conscientização dos funcionários

A conscientização sobre o bem-estar animal para os funcionários da fazenda é fundamental, pois são eles os responsáveis pelo manejo do dia a dia. Capacitação e treinamento dos funcionários quanto ao BEA, promove a maior qualidade na execução das atividades pecuárias.

Conhecimento do comportamento animal

Compreender o comportamento dos animais pode auxiliar os métodos de condução dos mesmos, facilitando o manejo e reduzindo o estresse. Não utilizar ferrão ou outros objetos pontiagudos para o manejo, uma técnica que pode auxiliar a condução é o uso de bandeiras, que são movimentadas atrás dos animais, para que sigam em frente.

Alimentação balanceada

É essencial fornecer água limpa e suplementos nutricionais de boa qualidade durante todo o ano, que sejam suficientes para atender as necessidades de crescimento, mantença e produção dos animais.

Dimensionamento ambiental adequado

Oferecer espaço suficiente para que os animais possam manter suas atividades e expressar o comportamento normal dentro do grupo, disponibilizar condições que evitem sofrimento físico e mental (como dor, desconforto, medo e angústia).

Sanidade

Promover cuidados de saúde, sob responsabilidade do médico veterinário, visando prevenir, diagnosticar e tratar doenças, objetivando eliminar ou reduzir o sofrimento dos animais.

E-book Sanidade do gado de corte

Conforto ambiental

Disponibilizar sombra em quantidade suficiente para protegê-los do excesso de calor durante as horas mais quentes do dia.

Vantagens da implementação do bem-estar animal na pecuária de corte

Dentre as vantagens do bem-estar animal, podemos destacar a influência direta sobre o aumento da produtividade, a melhora dos índices zootécnicos e a redução da mortalidade.

Esse aumento de eficiência se dá pelo fato de que esses animais adoecem menos e assim, ganham peso mais rápido, reduzindo os custos com a criação e, como consequência, aumento nos lucros.

Outra vantagem é o aumento da qualidade dos produtos, afinal quando o conhecimento e o respeito ao comportamento além das necessidades dos bovinos são aplicados, evitamos o estresse e os danos à carcaça.

Esses fatos, proporcionam melhores resultados econômicos pois aumentam o valor agregado, melhoram a qualidade do produto final e possibilitam maior acesso ao mercado.

Além disso, a prática melhora a qualidade de trabalho na fazenda, proporcionando menor nível de estresse durante as atividades, praticidade, menos acidentes e aumento da segurança dos vaqueiros no manejo.

Sendo assim aumenta a eficiência no curral e proporciona melhor qualidade de vida a todos os envolvidos no processo, animais e seres humanos.

Conclusão

Os conceitos de bem-estar animal, bem como a produção de carne com segurança, sanidade e sustentabilidade estão cada vez mais presentes na pecuária de corte.

Promover essas práticas na rotina da sua fazenda não apenas melhora a produtividade e qualidade, como também facilita o trabalho dos funcionários e agrega valor à pecuária de corte nacional como um todo.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes,  em todos os sistemas de criação.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Bem-estar animal de bovinos de corte: principais técnicas apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/feed/ 0
Importância da suplementação mineral para bovinos de corte https://blog.rehagro.com.br/importancia-da-suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/importancia-da-suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/#respond Tue, 08 Nov 2022 12:00:17 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15828 A suplementação mineral, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo. Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais […]

O post Importância da suplementação mineral para bovinos de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A suplementação mineral, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo.

Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais seja potencializado quando se utiliza a estratégia suplementar mineral da forma adequada.

Estudos e pesquisas relacionados a importância da suplementação mineral já são realizados há muitos anos e o que se observa de maneira geral, é a necessidade de que os animais sejam suplementados com uma quantidade ótima de minerais onde, nesse caso, é possível observar também o melhor desempenho (avaliando especificamente o quesito disponibilidade de mineral) possível desse animal.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Diferente de carboidratos e proteínas, por exemplo, onde modulamos a quantidade fornecida para os animais visando a potencialização do desempenho nos minerais estabelece-se e devemos fornecer as exigências que garantam um bom desempenho dos animais para cada fase da vida. Cálcio e Fósforo são os únicos que apresentam exigências para mantença e também exigências para ganho.

Existem outras possibilidades, além do consumo ótimo, que podem ser observadas quando avaliamos o consumo de minerais.

Por exemplo, a deficiência no consumo, ou seja, quando os animais consomem níveis inferiores à sua exigência que quando discreta, pode levar a uma deficiência subclínica e, quando mais significativa, a uma deficiência clínica. 

O excesso no consumo dos minerais, por outro lado, também pode ser um problema. Pode levar a uma intoxicação subclínica ou até mesmo uma intoxicação clínica quando consumido em maiores quantidades, de acordo com as exigências de cada mineral. Por isso é de extrema importância quando o fornecimento e consequentemente o consumo dos animais, apresenta um ponto ótimo.

Os minerais exigidos hoje para bovinos de corte são 17, divididos em dois grupos, os macro e os microminerais. É importante salientar que essa divisão não está relacionada ao tamanho da molécula de cada mineral, mas sim a quantidade que estes minerais são encontrados nos tecidos corporais e consequentemente a quantidade que são exigidos.

Cada um dos minerais, seja macro ou micro, apresenta um papel importante para os ruminantes, principalmente nos quesitos: imunidade, desempenho, reprodução e produção de leite.

Macrominerais

  • Cálcio (Ca);
  • Fósforo (P);
  • Cloro (Cl);
  • Magnésio (Mg);
  • Potássio (K);
  • Sódio (Na);
  • Enxofre (S).

Esses minerais apresentam funções diversas no organismo, como por exemplo sendo componentes estruturais do esqueleto e outros tecidos corporais, transmissão de impulsos nervosos e pressão osmótica, dentre outras importantes funções.

Cálcio

O cálcio é de grande importância para a atividade muscular, coagulação sanguínea, estimulação da síntese de proteína muscular e, principalmente, exerce um papel fundamental na formação dos ossos e dos dentes.

Fósforo

O fósforo apresenta um papel importante como componente dos fosfolipídios das membranas celulares, sendo também um componente do ATP (molécula indispensável no processo de utilização de energia nas células), dentre outras funções.

Deficiências de cálcio e fósforo podem causar sérios prejuízos ao desempenho dos animais.

Uma das principais doenças consequentes dessas deficiências, é a hipocalcemia, também conhecida como febre do leite e apetite depravado (ocorrendo principalmente em regiões de solos pobres em P).Estudos relacionados reforçam ainda, grandes prejuízos relacionados à queda nos desempenhos reprodutivos de fêmeas com deficiência de fósforo.

Cálcio e fósforo atuam de forma concomitante na função óssea, por esse motivo a relação entre eles é importante fator de estudos e discussões, relação essa que pode ser de 1:1 até 7:1, desde que a exigência do fósforo seja atingida.

Magnésio

Cerca de 70% do magnésio no organismo dos ruminantes está presente no tecido ósseo. Esse importante mineral representa um papel determinante em mais de 300 enzimas no organismo.

O período de transição secas águas, pode significar um desafio, pensando no aporte de Mg. Isso porque o broto da pastagem nova contém baixo magnésio e alta concentração de potássio e N que diminuem a absorção de Mg no rúmen.

Uma forma prática de contornar esse desafio é a suplementação energética, que potencializa a utilização do N, além é claro da suplementação com o magnésio.

Dentre os efeitos da deficiência está o desenvolvimento da Tetania das pastagens, causadora de incoordenação e convulsões.

Potássio, sódio e cloro

São responsáveis principalmente pelo controle ácido básico no organismo. Esses minerais não apresentam, comumente, deficiências que geram desafios ou doenças como os anteriormente apresentados.

Cloreto de sódio rico em Cl e Na, pode ser utilizado como modulador de consumo e o K apresenta uma condição especial onde a maioria das espécies forrageiras são ricas nesse mineral.

Algumas condições específicas, como animais em estresse causado pela desmama e animais confinados com dietas sem adição de forragem, podem apresentar um aumento na exigência de potássio.

Enxofre

Componente importante de aminoácidos ao contrário dos demais minerais citados, o desafio mais importante com relação ao enxofre está relacionado ao seu excesso, principalmente avaliando a óptica da crescente utilização de coprodutos de destilaria de milho, ricos em enxofre.

É justamente esse excesso que pode causar uma doença que conhecemos como Poliencefalomalácia.

Microminerais

  • Cromo (Cr);
  • Cobalto (Co);
  • Cobre (Cu);
  • Ferro (Fe);
  • Iodo (I);
  • Manganês (Mn);
  • Molibdênio (Mo);
  • Níquel (Ni);
  • Selênio (Se);
  • Zinco (Zn).

Os microminerais são componentes em enzimas e agem também como componentes em hormônios no sistema endócrino. Apresentam grande importância para a manutenção da saúde e, consequentemente, do desempenho dos animais.

Cromo

Existe uma clara necessidade de mais pesquisas relacionadas ao papel do cromo no organismo e principalmente da adequação das doses a serem suplementadas, mesmo já demonstrando sua importância para o sistema imunológico dos animais.

Cobalto

O cobalto apresenta importância relevante, tendo em vista a demanda de Co por parte dos microrganismos do rúmen no momento da síntese de vitamina B12. Não existe uma exigência direta de cobalto por parte dos ruminantes, entretanto, existe uma exigência de vitamina B12, justificando então a importância na exigência do Co.

Cobre

O cobre é um constituinte de diversas enzimas no organismo e está diretamente relacionado ao metabolismo do Fe. A anemia é uma das principais doenças causadas pela deficiência de Cu, apresentando também participação na garantia da integridade do sistema nervoso central e pigmentação dos pelos.

Outros microminerais

São de grande valor na garantia de um bom desempenho dos animais. O ferro, por exemplo, é muito relevante nas funções do organismo e há uma boa disponibilidade desse mineral nas forragens.

O magnésio, essencial para reprodução, normalmente tem sua exigência atingida com consumo da forragem, por isso a avaliação da suplementação desse mineral é de grande valia, principalmente pensando em vacas para reprodução

O iodo controla a taxa metabólica fundamental para o anabolismo. O selênio atua como antioxidante e o zinco também é um mineral importante, sendo que sua deficiência pode levar a problemas de pele dos animais, principalmente dos mais jovens.

A suplementação mineral

A suplementação mineral, como já demonstrado acima, é muito valorosa e de grande impacto para os sistemas de produção. Sua deficiência é comumente identificada em propriedades de gado de corte.

Para cada categoria e fase da vida animal, as exigências e necessidades por esses macro e microminerais vão variar e devem ser atentamente atendidas.

Além das características específicas do indivíduo que será suplementado por determinado mineral, outros fatores podem influenciar na estratégia de suplementação. Entre eles, estão as condições ambientais, (mais especificamente as condições do solo e consequentemente das pastagens) e a espécie forrageira utilizada, onde os animais são criados.

Devido ao difícil controle e monitoramento dessas características e condições, apenas a realização das análises não nos garantem o fornecimento dos minerais, mesmo que apresentados nas amostras.

Assim como as condições das pastagens, a qualidade e a composição da água disponibilizada aos animais, também representa um fator ambiental que irá impactar nos cuidados no momento de definir a suplementação dos animais.

E-book Bebedouros para bovinos

Outro ponto que impacta na qualidade da suplementação mineral e representa uma grande parcela na eficiência de um programa de suplementação, é o fornecimento do suplemento.

Para se garantir uma suplementação mineral de sucesso é imprescindível que o fornecimento seja realizado de forma constante, ou seja, que não falte mineral no cocho dos animais.

O suplemento empedrado inibe e dificulta o consumo, sendo assim, sempre que possível é recomendado a utilização de cochos cobertos em bom estado de conservação e com um bom dimensionamento, como altura de:

  • 50 – 60 cm do solo para fêmeas com bezerro ao pé;
  • 70 – 80 cm para animais em recria e um metro para animais em terminação, sempre com espaçamento adequado, mínimo 4 cm por cabeça.

A localização do cocho nos piquetes também vai impactar no consumo do mineral, sendo recomendado que o cocho fique localizado próximo a fonte de água dos animais (não é um fator limitante para o consumo), principalmente em terrenos acidentados, propiciando então, condição para que todos os animais possam consumir o produto disponibilizado.

Até chegar ao cocho o suplemento passa por um grande processo desde sua fabricação, transporte, armazenamento dentro da propriedade e distribuição. Por isso, devemos inicialmente, adquirir um mineral de empresa idôneas, capazes de garantir a qualidade dos insumos utilizados na confecção do suplemento, bem como seu balanceamento correto, finalizando com transporte propício até a propriedade.

A partir do momento em que o suplemento se encontra na propriedade, a responsabilidade do armazenamento das sacarias deve ser muito bem estabelecida, garantindo assim os cuidados para que sejam armazenados em local fresco, abrigados de umidade e sol.

Muita atenção para a utilização de suplementos mais antigos, que normalmente ficam embaixo da pilha de sacaria, antes da utilização dos novos produtos recém-chegados à propriedade. De preferência, o ideal é não deixar os sacos com suplemento mineral em contato direto com solo e paredes.

Por fim, após a avaliação dos níveis de garantia e consequente, a escolha do produto de uma empresa idônea e reconhecida pela seriedade na produção dos suplementos, é recomendado um minucioso acompanhamento do consumo e do desempenho dos animais tratados com determinado suplemento.

Saiba mais!

A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.

No Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.

O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Cristiano Rossoni

O post Importância da suplementação mineral para bovinos de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/importancia-da-suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/feed/ 0
Suplementação do gado de corte: como realizar de forma correta? https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-voce-esta-usando-a-tecnologia-de-forma-correta/ https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-voce-esta-usando-a-tecnologia-de-forma-correta/#respond Sun, 23 Oct 2022 18:00:34 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8414 Rotineiramente, você se depara com resultados não satisfatórios de ganho de peso do gado na fazenda? Diversos fatores podem impactar negativamente nesse desempenho, tais como: nutrição, genética, manejo, sanidade, qualidade, disponibilidade do pasto, entre outros. Quebramos a cabeça para achar respostas para tais resultados e, muitas vezes, nos esquecemos de avaliar se o espaçamento de […]

O post Suplementação do gado de corte: como realizar de forma correta? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Rotineiramente, você se depara com resultados não satisfatórios de ganho de peso do gado na fazenda?

Diversos fatores podem impactar negativamente nesse desempenho, tais como: nutrição, genética, manejo, sanidade, qualidade, disponibilidade do pasto, entre outros.

Quebramos a cabeça para achar respostas para tais resultados e, muitas vezes, nos esquecemos de avaliar se o espaçamento de cocho e o manejo diário são ideais para o tipo de suplemento.

Talvez possa parecer algo simples, mas é de extrema importância para garantir os resultados esperados!

Veja algumas dicas sobre o assunto neste artigo!

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Suplementação mineral

O sal mineral é o tipo de suplementação mais comum no Brasil, que possibilita ganhos de peso adicionais, principalmente na época de seca, quando a qualidade do pasto está baixa. Aqui devemos garantir um espaçamento de 4-6 cm por unidade animal (UA=450 kg) para que o máximo de animais tenha acesso a esse cocho. 

Cocho para suplementação de gado de corte sendo montado

Fonte: Arquivo pessoal, Cristiano Rossoni, Técnico Rehagro.

Para a suplementação mineral, o ideal é fornecermos de 1 a 2 vezes na semana se houver cobertura nos cochos ou fornecermos em dias alternados (um dia sim, outro não) para os cochos descobertos. Mesmo assim, o sal pode umedecer propiciando a formação de crostas de sal, o que diminui o consumo pelos animais.

Cocho para gado de corte sendo mexido

Fotos: Arquivo pessoal Danilo Augusto, Técnico Rehagro

A inclusão de ureia no sal pede atenção redobrada, pois o acúmulo de água com ureia diluída pode causar intoxicação ao gado. Um furo no fundo do cocho que permite a água escoar, pode evitar esse problema.

Agora, se mudar a estratégia nutricional da fazenda, será que a estrutura está adequada para receber essa tecnologia?

Pensando em otimizar ganhos de peso na época das águas, a prática de adensarmos o sal para um consumo de 30-50g a cada 100kg de peso vivo (PV) pode trazer resultados excelentes.

Esse sal pode ser veículo de aditivos alimentares e contar com a adição de milho ou até mesmo de farelos. A adoção dessa técnica é de baixo investimento em termos estruturais, já que requer a mesma estrutura do fornecimento de sal mineral. Entretanto, precisamos estar atentos aos cochos descobertos. É importante não deixarmos esse sal mais que 2 dias no cocho para garantirmos boa resposta animal e bom retorno econômico.

Webinar Suplementação a pasto

Suplementação de baixo consumo

Agora se quisermos fornecer um proteinado 0,1 % ou 0,2 % PV, devemos nos programar para permitir um acesso de 10-12 cm por UA. A rotina de fornecimento quase não muda aqui, fornecendo de 2 a 3 vezes na semana conseguimos manter a qualidade desse produto. Porém, para termos um padrão de consumo mais uniforme possível, os cochos devem ser cobertos. Qual o investimento para isso?

Suplementação para gado de corte em cocho

Fonte: Arquivo pessoal, Paulo Eugênio, Técnico Rehagro

Antes de determinarmos que é caro, vamos colocar na ponta do lápis o investimento e o retorno desse capital com maiores ganhos de peso. A não padronização de consumo pode representar baixos ganhos de peso e consequentemente não pagar as contas. 

Lembre-se também de ajustar o consumo na sua fazenda, de acordo com o planejamento nutricional. Isso difere muito entre propriedades já que diversos fatores influenciarão no processo. 

Mas como ajustar?! Isso mesmo, medindo o consumo para os devidos ajustes. Se o plano é que o animal consuma 300g por dia, o consumo acima ou abaixo disso irá resultar em perdas econômicas. 

Suplemento médio consumo

O proteinado de 0,3% a 0,5% do PV já requer recomendações diferentes. Nessa situação o padrão de consumo dos animais muda. Eles ingerem o suplemento muito mais rápido, em poucas horas, o que nos permite utilizar cochos descobertos, pois o tempo do suplemento no cocho é curto e não compromete sua qualidade. Entretanto, o espaçamento de cocho é o gargalo para essa prática.

Como dito anteriormente, apesar de ser uma vantagem o consumo rápido, essa tecnologia requer que todos animais cheguem ao cocho ao mesmo tempo, ou então, alguns animais não terão acesso ao suplemento por serem intimidados pelos animais dominantes. O ideal é que haja de 3 a 5 animais por metro de cocho com acesso aos dois lados.

Esses números podem variar muito dependendo do tipo de animal e se há presença de chifres. A dica é fazermos a observação na fazenda, essa é a melhor maneira de determinarmos o espaçamento ideal. Se animais estão tendo acesso ao cocho pelas laterais (cabeceiras), isso pode ser sinal de que o espaçamento está aquém do que deveria ser e animais mais submissos não vão consumir o suplemento e os dominantes consumir mais do que deveriam, resultando na disparidade do lote.

A rotina de fornecimento precisa ser diária, e no mesmo horário do dia. Dê preferência por fornecer nos horários que os animais menos pastejam, assim não afetará o tempo de pastejo. Em geral, os horários mais quentes do dia são de menor preferência para o pastejo. Determine o horário que mais se adeque a sua rotina e que isso seja a prioridade daquele horário. Não deixe para “a hora que der, eu faço”.

O custo nutricional e operacional neste sistema é mais alto quando comparamos com o fornecimento de apenas sal. Portanto, cada detalhe pode afetar negativamente ou positivamente nos resultados. Fique atento!

Suplemento alto consumo

Suplemento com consumo de 0,7% a 1% PV pode ser fornecido em cochos descobertos ou cobertos, dependendo da região na qual a propriedade está localizada. Lembre-se que o consumo será mais lento, e os animais não conseguirão limpar o cocho em poucas horas. Regiões muito chuvosas pedem cobertura nos cochos para garantir o consumo ao longo do dia.

Essa técnica requer mais investimento ainda, pois requer 30-40 cm por cabeça de espaçamento de cocho. Porém, eles podem ser diluídos com o aumento da produção por hectare.

Já fez essas contas?

Suplementação sendo fornecida para gado de corte

Fonte: Arquivo pessoal, Paulo Eugênio, Técnico Rehagro

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte

Andrea Mobiglia

O post Suplementação do gado de corte: como realizar de forma correta? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-voce-esta-usando-a-tecnologia-de-forma-correta/feed/ 0
Confinamento de gado de corte: veja as principais rotinas https://blog.rehagro.com.br/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/ https://blog.rehagro.com.br/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/#respond Thu, 20 Oct 2022 19:16:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8422 O aumento da densidade energética das dietas e o aumento da duração do período em que os animais ficam confinados têm como objetivo o melhor aproveitamento da carcaça, com abates de animais mais pesados e melhor acabados. No entanto, esses fatores exigem uma maior eficiência nos processos e rotinas presentes no confinamento, pois qualquer erro […]

O post Confinamento de gado de corte: veja as principais rotinas apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O aumento da densidade energética das dietas e o aumento da duração do período em que os animais ficam confinados têm como objetivo o melhor aproveitamento da carcaça, com abates de animais mais pesados e melhor acabados.

No entanto, esses fatores exigem uma maior eficiência nos processos e rotinas presentes no confinamento, pois qualquer erro pode ser desastroso sob o ponto de vista econômico e do desempenho animal.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Mas afinal, quais são as principais rotinas em um confinamento que podem afetar o desempenho dos animais e o sucesso da operação? Conheça algumas delas no artigo abaixo!

Frequência de trato e horário do trato

Bovinos são animais que que gostam de rotina e qualquer alteração no padrão de fornecimento do trato, principalmente com a utilização de dietas com alta densidade energética, pode comprometer o desempenho dos animais por todo período de engorda.

Os ganhos em aumento da frequência de trato são visíveis quando elevamos de um para dois ou para três tratos por dia, entretanto, a partir de quatro tratos diários, o ganho adicional em se aumentar a frequência dos tratos é questionável ou discutível. Critérios operacionais devem ser levados em contas na tomada de decisão quanto ao número de tratos.

Trato de bovinos em confinamentoFonte: Arquivo pessoal Geraldo Barcellos, Técnico Rehagro.

Em situações específicas de confinamento dos animais em períodos chuvosos, é possível que se tenha a necessidade de aumentar a frequência de tratos, em menores volumes ofertados por vez, pensando em minimizar o desperdício de dieta, ocasionados pela chuva.

Outro ponto importante que chama atenção é a necessidade de se manter uma padronização nos horários do trato, variações no horário de fornecimento podem ter impactos negativos para os animais. Animais famintos no cocho aumentam os riscos de acidose ruminal, o que resulta em oscilações de consumo e menor desempenho.

Webinar Rotinas que afetam o resultado em um confinamento

Distribuição do trato

Ainda relacionado ao trato, especificamente, está no controle da distribuição. Alguns confinamentos brasileiros, ainda utilizam uma estratégia popularmente conhecida como “bica corrida”, em que não é levantado com exatidão a quantidade de trato oferecida para cada curral.

O problema desse tipo de distribuição é a falta de controle do consumo, o que pode gerar desperdício de ração ou até mesmo impactar no desempenho devido a falta de controle do total ofertado.

A outra forma de distribuição é a distribuição controlada, nesse caso, é levantado e anotado, quanto da dieta foi ofertada em cada curral em específico e em cada trato. Isso permite que o leitor de cocho consiga fazer a predição do consumo das próximas 24h a partir da leitura de cocho bem conduzida.

A nutrição representa o maior custo operacional em um confinamento, a avaliação e o controle da utilização dos recursos nutricionais é de extrema importância.

Distribuição do trato para bovinos confinadosFonte: Arquivo pessoal Hugo Martins, Técnico Rehagro.

Além do fornecimento controlado, da dieta no cocho, quantidade certa e específica para cada cocho, a distribuição dessa dieta nos cochos é muito importante.

A quantidade de alimento deve ser distribuída igualmente ao longo dos metros de cocho disponíveis para cada um dos currais.

Essa prática permite um acesso igual e democrático dos animais à dieta em horário semelhante, ajudando assim a padronização e o igual desenvolvimento dos animais de um determinado curral.

Alimento mal distribuído no cochoMá distribuição de alimento no cocho, aumentando o desperdício e reduzindo o espaçamento de cocho por indivíduo.

Fonte: Foto de Dr. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da pecuária de corte do Rehagro. 

Leitura de cocho

Assim como controlar a distribuição do trato, avaliar e controlar a sobra dos cochos nos confinamentos é fundamental. O que se busca, de maneira resumida, é que o leitor estime o consumo das próximas 24h do animal através da avaliação do que sobrou nas últimas 24h.

Propriedades que realizam um controle preciso da sobra de cocho, são em suma, mais eficientes quanto a minimização do desperdício das dietas, menos incidência de distúrbios metabólicos, e consequentemente, maior desempenho.

A limpeza do cocho também se faz muito importante, e apesar de aparentar uma grande dificuldade, em confinamento com um excelente manejo de cocho, avaliando de maneira diária e corrigindo a oferta, a quantidade de sobras no dia-dia será mínima, o que facilita a limpeza.

A leitura de cocho pode ser feita de diversas maneiras através de notas dadas em horários pré-estabelecidos de acordo com a rotina do confinamento. Pode-se também estabelecer mais que uma leitura de cocho, o que auxilia a assertividade do consumo dos animais.

Além disso, no momento da leitura deve-se observar os animais e a higiene dos cochos, sendo que qualquer ação necessária deve ser notificada à equipe responsável pelo confinamento.

Fezes dentro de cochoCocho com fezes que impedirá o consumo do animal no local e devem ser removidas antes do próximo trato. Fonte: Foto de Dr. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da pecuária de corte do Rehagro. 

Avaliação escore de fezes

Uma importante ferramenta para a avaliação dos animais confinados é a análise e a classificação média dos escores de fezes dos animais.

Avaliar a característica das fezes permite a inferência em torno da qualidade e do consumo da dieta pelos animais.

Segue abaixo um exemplo de classificação de fezes, o que buscamos em um confinamento é um padrão de fezes médio como o da foto de número 3.

Escore 5

Escore 5 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 4

Escore 4 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 3

Escore 3 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 2

Escore 2 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 1

Escore 1 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Curva de consumo

Acompanhar a curva de consumo, ou seja, a quantidade de alimento consumido por lote e por dia, é fundamental em um confinamento.

Somente acompanhando essa evolução é possível determinar se os animais estão realmente consumindo a quantidade de alimento programada. Sendo possível ainda avaliar a evolução dos animais quanto ao consumo, durante o passar dos dias de confinamento.

Limpeza dos bebedouros

A água é o primeiro e o mais barato ingrediente de uma dieta, além disso o consumo de água de qualidade é determinante para o consumo de matéria seca, sendo assim diretamente responsável pelo desempenho dos animais confinados.

Em média, bovinos confinados consomem entre 4 a 6 litros de água por quilo de matéria seca ingerida.

Além de proporcionar condições ótimas para o consumo, manter a qualidade da água evita diversos problemas sanitários. Bebedouros dentro de currais de confinamento devem ser limpos no mínimo três vezes por semana.

Análise dos alimentos

Após formular uma dieta precisa e bem estruturada para um confinamento, devemos garantir que essa dieta chegue, de fato, até os animais. Para isso, um dos fatores de grande importância é a avaliação dos alimentos utilizados na mistura da dieta.

A principal e mais simples das análises realizadas é a avaliação do teor de matéria seca (MS) dos alimentos.

A avaliação da matéria seca deve ser realizada pelo menos 3 vezes por semana no volumoso, uma vez por semana no grão úmido e pelo menos uma vez por semana na dieta total.

Essa avaliação permitirá também, ajustes na dieta, avaliação correta do consumo, otimização dos custos da dieta produzida.

Além da análise e avaliação da MS, o envio para análise bromatológica dos volumosos utilizados no confinamento, dos coprodutos e dos farelos deve ser realizado de forma mensal.

Realização de análise de matéria secaFonte: Arquivo pessoal Geraldo Barcellos, Técnico Rehagro.

A análise da fibra efetiva dos volumosos e da dieta total também deve ser feita com frequência, inclusive no momento da colheita do volumoso que será ensilado. Para isso, podemos utilizar a peneira desenvolvida pela universidade da Penn State, nos Estados Unidos, objetivando obter 60-70% das partículas na peneira de 8mm.

A avaliação da granulometria do milho e de outros grãos utilizados, também deve ser uma rotina presente nos confinamentos, a avaliação da moagem é importante e permite a correção de falhas que irão minimizar riscos de distúrbios metabólicos ou mesmos baixo aproveitamento de determinado insumo por parte dos animais.

A coleta dos alimentos deve ser feita por colaborador treinado, de maneira criteriosa e sistemática.

Essas análises permitem dentre outros fatores já citados, calibrar a matriz de alimentos utilizados no confinamento e também ajustar a dieta, caso necessário.

Ronda sanitária

A ronda sanitária deve ser realizada diariamente no confinamento, a avaliação dos animais deve seguir um padrão e um critério preestabelecido.

Avaliar não somente se há alguma desordem física nos animais, lesões ou sinais de doença, acompanhar e avaliar o comportamento dos animais, é tão importante quanto a avaliação de sinais clínicos de alguma doença.

Treinamento da mão de obra

Todas as práticas propostas acima, serão possíveis, se e somente se, o time operacional do confinamento estiver alinhado e motivado para o objetivo.

Por esse motivo, é importante que além de um excelente trabalho com a gestão de pessoas, seja realizado treinamento periódicos e reciclagem desses treinamentos com os colaboradores, de acordo com a exigência das funções que cada um exerce.

Controle de dados

O sucesso da operação do confinamento passa impreterivelmente pela a gestão dos dados desse confinamento.

Levantar dados é extremamente importante, desde dados zootécnicos aos dados relativos ao financeiro e econômico.

E os dados levantados devem ser, sempre, transformados em informações que de fato servirão para ajustes nas rotinas e aperfeiçoamento nos processos.

Veja mais!

O Rehagro possui o curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.

Aprenda com professores renomados, com anos de experiência no dia a dia das fazendas e eleve ao máximo a rentabilidade de sua fazenda.

Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Confinamento de gado de corte: veja as principais rotinas apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/feed/ 0
Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP): como implementar e os benefícios https://blog.rehagro.com.br/sistema-integracao-lavoura-pecuaria/ https://blog.rehagro.com.br/sistema-integracao-lavoura-pecuaria/#respond Mon, 26 Sep 2022 12:00:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15380 O Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP) é uma estratégia comumente utilizada na pecuária de corte, pois o comércio interno e externo está em constante crescente, gerando uma alta demanda para os sistemas de produção. Desta forma, necessita-se produzir com eficiência para suprir a exigência do abastecimento alimentar e não gerar prejuízos. A quantidade de carne […]

O post Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP): como implementar e os benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP) é uma estratégia comumente utilizada na pecuária de corte, pois o comércio interno e externo está em constante crescente, gerando uma alta demanda para os sistemas de produção.

Desta forma, necessita-se produzir com eficiência para suprir a exigência do abastecimento alimentar e não gerar prejuízos.

A quantidade de carne produzida e o potencial de produção da área são índices que estão inteiramente interligados, contudo, os sistemas tradicionais de produção têm se demonstrado pouco eficientes diante da crescente demanda e redução dos impactos sobre o meio ambiente.

Além disso, a principal fonte de alimentos dos bovinos de corte são as pastagens, tornando necessário a implementação de algumas estratégias, como a aquisição de animais geneticamente melhorados e maior aproveitamento do pasto. Diante dessas necessidades, vários estudos foram realizados, surgindo daí, o sistema de ILP.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


A ILP fundamenta-se na intensificação do uso da terra, recuperação de áreas degradadas, diversificação de atividades e aumento da eficiência dos sistemas de produção, contemplando os pilares da sustentabilidade. Isto é, ser tecnicamente eficiente, economicamente viável, ambientalmente adequado e socialmente justo.

Essa estratégia realiza a união de dois sistemas de produção: a agricultura e a pecuária de forma concomitante.

A integração entre os dois sistemas possibilita ganhos tanto para os animais, quanto para o pasto, porque aproveita a área e após a colheita da lavoura, os nutrientes residuais atuam diretamente na melhoria da qualidade do solo, produzindo forragens de melhor qualidade, e consequentemente, aumentando o desempenho do bovino.

Como implementar a ILP?

O primeiro passo é a escolha da espécie forrageira e da cultura. São várias possíveis combinações, dentre as mais comuns estão:

  • Brachiaria + sorgo;
  • Brachiaria + milho;
  • Brachiaria + milho + soja.

O que deve ser levado em consideração no planejamento é “Qual cultura e espécie forrageira se adequa melhor à realidade da minha fazenda”. Os fatores que vão interferir na escolha são clima, preço e disponibilidade das sementes, investimento em máquinas, treinamento e capacitação de mão-de-obra.

O plantio pode ser realizado de várias formas, sendo assim, a área pode ser aproveitada com o cultivo de apenas uma cultura, sendo dividido à parte. As figuras abaixo demonstram algumas possibilidades na implementação da ILP.

Forma de implementação da ILP

Formas de implementação da ILP

Os bovinos entram na área após a colheita das culturas, realizando o pastejo. A área em que estavam anteriormente, fica livre para uma nova plantação, o que ajuda na recuperação do pasto. A ideia é que este processo se repita.

O que varia é o tempo de permanência no pasto, uma via que depende da cultura que está implementada no sistema. Tudo depende então, da realização de um bom planejamento.

Webinar Integração Lavoura Pecuária

Benefícios da implementação da ILP

  • Recuperar as pastagens degradadas;
  • Produzir alimento (pasto, forragem e grãos) para os períodos de seca;
  • Recuperar a fertilidade do solo em áreas degradadas;
  • Melhorar as condições físicas e biológicas do solo;
  • Diversificar a renda do produtor;
  • Reformar as pastagens degradadas;
  • Aumentar a produção por unidade de área;
  • Aumentar a eficiência de uso de insumo;
  • Fornecer maior cobertura ao solo;
  • Reduzir a infestação de pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Melhorar o desempenho animal a pasto.

Diante disso, se empregada de forma correta, a ILP pode cursar com a aceleração na recuperação do solo e do retorno financeiro, por consequência de uma maior e melhor produção de massa forrageira, que resultará na formação de palhada, proporcionando maior proteção ao solo, além de maior disponibilização de nutrientes para a forragem.

Isso traz impactos positivos na pecuária de corte como um todo, uma vez que, um dos principais problemas enfrentados em nível nacional é a degradação das pastagens. Contudo, existem alguns pontos de atenção que devem ser analisados antes da tomada de decisão.

Desafios da integração lavoura pecuária

  • Falta de cultura e tradição na atividade;
  • Desconhecimento dos sistemas de produção;
  • Escolhas dos cultivares mais adequados;
  • Falta de infraestrutura e tecnologia;
  • Elevado investimento inicial;
  • Deficiência de mão-de-obra qualificada.

O sistema consiste em uma importante estratégia de eficiência produtiva, que quando bem utilizada, proporciona melhorias na produtividade na agricultura e na pecuária. Todavia, deve-se sempre avaliar a realidade do sistema de produção para que não ocorram prejuízos pós  implementação.

Veja mais!

O Rehagro possui o curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.

Aprenda com professores renomados, com anos de experiência no dia a dia das fazendas e eleve ao máximo a rentabilidade de sua fazenda.

Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte

Mariana Silva

O post Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP): como implementar e os benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/sistema-integracao-lavoura-pecuaria/feed/ 0
Bebedouros e qualidade da água para bovinos de corte https://blog.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-da-agua/ https://blog.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-da-agua/#respond Thu, 22 Sep 2022 13:33:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15363 Você pode aumentar o ganho médio diário dos animais em mais 220g/dia sem alterar a dieta, fornecendo apenas água de qualidade. Aprenda com esse e-book como chegar lá! O que você irá aprender com esse e-book? Consumo de água dos bovinos e como afeta o consumo da dieta; Tipos de bebedouros e qual o melhor […]

O post Bebedouros e qualidade da água para bovinos de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Você pode aumentar o ganho médio diário dos animais em mais 220g/dia sem alterar a dieta, fornecendo apenas água de qualidade.

Aprenda com esse e-book como chegar lá!

O que você irá aprender com esse e-book?

  • Consumo de água dos bovinos e como afeta o consumo da dieta;
  • Tipos de bebedouros e qual o melhor para a sua realidade;
  • Cuidados práticos importantes com as fontes de água naturais;
  • Cálculo de vazão x tamanho;
  • Dicas práticas para avaliar a frequência de lavagem dos bebedouros.

A importância da água para os bovinos

A água é o nutriente mais importante para os bovinos e participa de todos os processos fisiológicos do animal. Ela pode ser responsável pelo ganho de peso nas condições que ela traz.

Para exemplificar: Um animal na terminação durante 120 dias, com o correto consumo de água, pode ganhar 220g por dia, somando 26,4kg a mais em seu peso final.

Ficou interessado? Então esse e-book é para você. Obtenha-o agora e acesse as informações sempre que precisar!

E-book Bebedouros para bovinos

O post Bebedouros e qualidade da água para bovinos de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-da-agua/feed/ 0
Suplementação de vacas de corte a pasto: quando e como fazer https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-de-vacas-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-de-vacas-de-corte/#respond Wed, 21 Sep 2022 14:04:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5124 A produção de bovinos de corte é nitidamente importante para o agronegócio brasileiro. A demanda por produtos de origem animal, em âmbito global, tem proporcionado novas oportunidades para o setor, porém ao mesmo tempo, novos desafios surgem, sobretudo quanto à necessidade de melhoria na eficiência de produção. No Brasil, a alimentação de bovinos de corte […]

O post Suplementação de vacas de corte a pasto: quando e como fazer apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A produção de bovinos de corte é nitidamente importante para o agronegócio brasileiro. A demanda por produtos de origem animal, em âmbito global, tem proporcionado novas oportunidades para o setor, porém ao mesmo tempo, novos desafios surgem, sobretudo quanto à necessidade de melhoria na eficiência de produção.

No Brasil, a alimentação de bovinos de corte está baseada em pastagens, constituindo a principal fonte de nutrientes para os animais durante todo o ano.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Entretanto, em muitas situações, o uso exclusivo destas gramíneas não tem admitido a maximização da produção animal, dada a oscilação de qualidade e quantidade da forragem intrínseca ao clima tropical. Dessa forma, surge a necessidade de suplementação alimentar.

Melhoria na suplementação de vacas de corte

Nessa perspectiva, uma categoria animal que merece atenção dos produtores, são as vacas, uma vez que a manutenção e/ou melhoria no desempenho reprodutivo e produtivo destes animais é fundamental para melhoria nos índices aludidos.

Segundo os pesquisadores Bellows e Short em sua pesquisa em 1994, ao final da estação de monta, muitas vacas não estão prenhes e isso é uma das causas de maiores prejuízos no segmento de bovinocultura de corte de ciclo completo.

Em muitas situações o não retorno à atividade reprodutiva pode ser motivo de descarte da matriz. Além disso, a partir do conhecimento prévio sobre a partição de energias, sabe-se que a atividade reprodutiva é a menos prioritária.

Assim, a nutrição tem sido ponderada como um dos fatores determinantes da duração do anestro pós-parto em bovinos de corte.

As vacas diagnosticadas como vazias ao final da estação de monta e que não for definido descartá-las, devem adquirir e/ou manter escore de condição corporal que permita o retorno à atividade reprodutiva no início da estação de monta seguinte.

Com isso, o uso de suplementos de baixo consumo é fundamental no manejo nutricional adequado para promover ganhos moderados e/ou manter a condição corporal destes animais a custos compatíveis.

Reaver o escore de condição corporal pós-parto pode ser muito custoso, pois a estação de parição comumente coincide com o fim do período seco, quando a quantidade e a qualidade de forragens disponíveis são ainda pequenas, demandando uma maior quantidade de suplementos.

Além disso, as exigências nutricionais das matrizes são grandes, devido à gestação e produção de leite em sua maioria. Desse modo, entende-se a importância de melhorar a condição corporal das vacas antes do parto, uma vez que, além das solicitações de nutrientes serem menores, há o efeito anabólico causado pela progesterona, hormônio responsável pela manutenção da gestação.

Dessa maneira, consegue-se um maior ganho de peso com uma suplementação menor. Fêmeas parindo em bom estado nutricional são fundamentais para uma nova cria e se obter bons índices reprodutivos futuros.

Webinar Planejando a sanidade das matrizes para a estação de monta

O objetivo de suplementar a vaca pós-parto, que normalmente coincide com o período seco, é aprimorar o desempenho animal, melhorando a utilização da pastagem disponível.

A estratégia usada é fornecer uma pequena quantidade de nutrientes que favoreçam os microrganismos do rúmen e, consequentemente, aumento no consumo e na digestibilidade. Assim, utilizam-se suplementos que contenham teores de proteína bruta acima de 40%.

Além da fonte proteica e mineral, a adição de uma fonte energética colabora no consumo do suplemento e fornece a oferta de esqueletos carbônicos no rúmen. Nessa situação, o uso da ureia acima de 30% do PDR total é aceitável.

Em geral, em época de chuva, apenas a pastagem cultivada é suficiente, desde que bem manejada e suplementada com uma mistura mineral adequadamente balanceada.

Ingredientes utilizados como suplementos para vacas de criaPortanto, é válido salientar que o produtor precisa estar consciente da importância de oferecer aos animais pastagens de boa qualidade, manejadas corretamente.

Considerações sobre a suplementação de vacas

Deve-se levar em consideração que qualquer tomada de decisão relativa à suplementação alimentar de vacas deve ser precedida de um planejamento cauteloso, com ênfase na análise econômica, uma vez que os custos dessa suplementação podem ser elevados.

No entanto, as necessidades de cada categoria são importantes, inclusive das matrizes, uma vez que a manutenção e/ou melhoria no desempenho reprodutivo e produtivo destes animais é essencial para melhoria nos índices esperados pelo pecuarista.

Veja mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte

O post Suplementação de vacas de corte a pasto: quando e como fazer apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/suplementacao-de-vacas-de-corte/feed/ 0
Terminação intensiva a pasto – TIP: saiba como aplicar essa modalidade https://blog.rehagro.com.br/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/ https://blog.rehagro.com.br/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/#respond Tue, 20 Sep 2022 17:39:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15334 No Brasil, mais de 90% da engorda dos animais vem de sistema a pasto. Esse processo possui como principal desafio a estacionalidade da produção das forrageiras, isto é, elevada variação da disponibilidade de pastagens em quantidade e qualidade. Esse fato pode gerar o famoso “efeito sanfona”, no qual os animais engordam na época das chuvas […]

O post Terminação intensiva a pasto – TIP: saiba como aplicar essa modalidade apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
No Brasil, mais de 90% da engorda dos animais vem de sistema a pasto. Esse processo possui como principal desafio a estacionalidade da produção das forrageiras, isto é, elevada variação da disponibilidade de pastagens em quantidade e qualidade.

Esse fato pode gerar o famoso “efeito sanfona”, no qual os animais engordam na época das chuvas e emagrecem na época da seca.

Dessa forma, é essencial planejar estratégias de manejo nutricional a fim de evitar a queda do desempenho e o abate tardio dos animais, a Terminação Intensiva a Pasto (TIP) pode ser uma dessas estratégias.

Confira a seguir como funciona essa modalidade de terminação e quais são os pontos importantes e as suas principais vantagens.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


O que é a terminação intensiva a pasto (TIP)?

A Terminação Intensiva a Pasto, conhecida também por sua sigla TIP, é uma modalidade de terminação que traz a aplicação dos conceitos do confinamento e aumenta a capacidade de lotação dos pastos.

Essa técnica consiste em fornecer suplementação na forma de ração, suprindo as exigências nutricionais dos bovinos, não atendidas pela pastagem. O objetivo dessa técnica é promover a terminação toda a pasto, sem a necessidade da construção de um confinamento.

O bovino irá comer a mesma quantidade de ração no pasto como se estivesse confinado. A forrageira, no entanto, será a fonte de alimento volumoso, reduzindo os custos operacionais advindos do fornecimento desse alimento.

A TIP promove por meio do suplemento, o fornecimento de proteína, energia e mineral exigido para a fase de terminação, tendo o pasto como fonte de fibra para a manutenção da saúde ruminal.

Os bovinos recebem até 2% de seu peso vivo em ração concentrada objetivando a deposição de gordura na carcaça, dessa forma a TIP incrementa os níveis de produção, ganho de peso por animal, rendimento de carcaça e peso por área. Além disso, a TIP é de fácil adaptação pelos animais, eleva o bem estar e pode ser feita o ano todo.

Webinar Suplementação a pasto

Pontos importantes para implementação da TIP

A terminação intensiva a pasto é um sistema de suplementação e, por isso, é importante ficar atento ao consumo e ao ganho de peso dos animais – mensurar tais índices é essencial para o sucesso da TIP.

Outro ponto importante é o dimensionamento correto dos cochos. Uma dica é trabalhar com cerca de 30 a 40 cm lineares por unidade animal (450 kg). O ajuste da lotação no pasto também deve ser feito, apesar de elevar a taxa de lotação, a adequação do número de animais ao que o pasto suporta é fundamental para a TIP.

O fornecimento de água em quantidade e qualidade adequada é essencial para o sucesso da TIP na fazenda, afinal a ingestão de água está diretamente relacionada com o consumo de matéria seca.

Além disso, é imprescindível respeitar o horário de fornecimento do suplemento: mudanças na rotina do fornecimento podem mudar o comportamento ingestivo dos animais, refletindo negativamente no desempenho.

É importante realizar a adaptação dos animais à dieta, sempre iniciando o fornecimento com uma quantidade menor, aumentando gradativamente até fechar o total a ser fornecido. A avaliação do escore de condição corporal dos bovinos (ECC), associada à leitura do escore de fezes pode auxiliar no processo de adaptação.

Por último mas não menos importante, o correto dimensionamento, manejo e diferimento do pasto é fundamental para uma boa terminação intensiva. Dessa forma, há uma garantia de uma boa oferta de forragem no período seco do ano.

Vantagens da terminação de bovinos a pasto

Dentre as principais vantagens, podemos destacar que o sistema intensivo de terminação está, diretamente, relacionado à sustentabilidade da pecuária, afinal permite produzir uma maior quantidade de carne em uma menor área de terra.

Já pelo lado financeiro, a estratégia de terminar bovinos a pasto elimina os custos com a construção de um confinamento e reduz custos com maquinário.

Além disso, com esse sistema é possível alcançar melhor conversão dos animais, redução de perdas e maior velocidade na terminação do rebanho, aumentando a rentabilidade econômica do pecuarista.

Conclusão

A Terminação Intensiva de Bovinos a pasto, quando bem estruturada, pode ser uma excelente alternativa para o produtor que não pode investir em um confinamento.

Aqui no Rehagro temos o Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, os nossos mais experientes consultores te auxiliam a realizar uma gestão produtiva e lucrativa na sua fazenda! Para mais informações, visite a nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Terminação intensiva a pasto – TIP: saiba como aplicar essa modalidade apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/feed/ 0
Melhoramento genético animal: uma forma de ter um gado lucrativo https://blog.rehagro.com.br/melhoramento-genetico-animal/ https://blog.rehagro.com.br/melhoramento-genetico-animal/#respond Thu, 25 Aug 2022 17:02:42 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14715 Melhoramento genético é uma via da ciência que tem como objetivo desenvolver características precisas de determinadas linhagens. É importante lembrar que o desempenho do animal depende também da alimentação e do ambiente em que vive e, principalmente, da sua genética. O melhoramento genético animal pode tornar o animal mais preparado, inclusive, para situações do ambiente […]

O post Melhoramento genético animal: uma forma de ter um gado lucrativo apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Melhoramento genético é uma via da ciência que tem como objetivo desenvolver características precisas de determinadas linhagens. É importante lembrar que o desempenho do animal depende também da alimentação e do ambiente em que vive e, principalmente, da sua genética.

O melhoramento genético animal pode tornar o animal mais preparado, inclusive, para situações do ambiente que ele possa enfrentar. Então, promover um genoma que favoreça todo o seu rebanho é o que o melhoramento genético busca fazer.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Como é feito o melhoramento genético?

O melhoramento genético de bovinos visa dar aos animais de um rebanho, características produtivas mais positivas.

Para se adaptar às mudanças dramáticas e novos rumos da economia mundial, os pecuaristas precisam usar tecnologias projetadas para maximizar a produtividade e trazer maiores relações custo-benefício.

Por isso, os produtores contam com programas de melhoramento genético que, se bem elaborados, podem identificar os melhores animais, com maior probabilidade de alcançar bons resultados.

Como vimos, o melhoramento genético é o processo de mudar certas populações, aumentando ou diminuindo a frequência de certos genes. Essa técnica é feita para melhorar o desempenho da população relevante, melhorando, assim, as características consideradas importantes.

Melhoramento genético bovino

Fonte: CPT.

Veja como podemos empregar a técnica de melhoramento genético: 

Sistemas de acasalamento

O método é realizado de duas maneiras: primeiro por meio de seleção, incluindo a seleção de touros com maior valor genético, para influenciar a próxima geração, e depois por meio de sistemas de acasalamento para formar os casais reprodutores.

Esta é a forma mais rápida e eficiente de obter bons resultados por meio do melhoramento genético.

Fertilização in vitro e inseminação artificial

A inseminação artificial pode fornecer um grande número de criadores de material genético animal, com as melhores características. Como resultado, seu material genético será utilizado em diversos rebanhos, aumentando o número de descendentes.

Essa biotecnologia é usada para aumentar o número de animais com bons genes. Tem sido usado até para o rápido desenvolvimento da genética, especialmente em animais altamente férteis.

Devido ao desenvolvimento e redução do custo da fertilização in vitro, o processo se tornou mais acessível aos criadores, possibilitando a democratização do uso do sêmen de animais superiores.

A fertilização in vitro permite que as doadoras produzam até centenas de bezerros por ano, evitando o descarte precoce de fêmeas de alta produção, permitindo uma vida útil mais longa e aumentando a reprodução do gado apenas por meio de genética de ponta.

Saiba mais sobre os protocolos de IATF e o manejo reprodutivo de fêmeas. Assista a esse webinar completo e gratuito com tudo o que você precisa saber sobre essa biotecnologia.

Webinar Protocolos da IATF

Objetivo de seleção

Para determinar quais aspectos serão buscados no melhoramento genético de bovinos, é utilizada uma ferramenta chamada de objetivo de seleção.

Com essa abordagem, os criadores podem considerar a importância de cada característica, levando em conta o que é mais rentável em cada situação.

Dentre todos os argumentos citados, podemos considerar que a técnica atende todos os produtores, dos pequenos aos grandes, trazendo grandes benefícios para o rebanho e a saúde do animal. 

Saiba mais sobre a produção da pecuária de corte!

A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.

Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.

O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Cristiano Rossoni

O post Melhoramento genético animal: uma forma de ter um gado lucrativo apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/melhoramento-genetico-animal/feed/ 0
Ciclo pecuário: saiba o que é e como funciona https://blog.rehagro.com.br/ciclo-pecuario-saiba-o-que-e-e-como-funciona/ https://blog.rehagro.com.br/ciclo-pecuario-saiba-o-que-e-e-como-funciona/#respond Thu, 25 Aug 2022 14:36:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14690 O ciclo pecuário é um fenômeno caracterizado por flutuações nos preços do gado e da carne, com períodos de baixa e alta, que se repetem de tempos em tempos. Essa volatilidade é causada pela natureza da pecuária de corte, atividade de ciclo longo em que a produção responde muito lentamente a estímulos externos, como os […]

O post Ciclo pecuário: saiba o que é e como funciona apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O ciclo pecuário é um fenômeno caracterizado por flutuações nos preços do gado e da carne, com períodos de baixa e alta, que se repetem de tempos em tempos.

Essa volatilidade é causada pela natureza da pecuária de corte, atividade de ciclo longo em que a produção responde muito lentamente a estímulos externos, como os preços recebidos, por exemplo.

Assim, quando a oferta de gado mais gordo aumenta, os preços caem e outras categorias (gado magro, bezerros e barragens) também se desvalorizam. Sob pressão econômica, os criadores venderam mais vacas para abate. O abate de fêmeas aumenta a oferta de carne e os preços caem ainda mais.

Com a redução do número de matrizes, a produção de bezerros, a reposição de animais do rebanho reprodutor e a futura oferta de gado para abate foram afetados. Alguns anos depois, a escassez de touros para abate e novilhas para substituir as vacas descartadas obrigou os preços a subir, reiniciando o ciclo.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Quais são as fases do ciclo pecuário?

Quando ocorre baixa no ciclo: há um aumento na oferta de bezerros e redução no abate de fêmeas, além da redução no preço da arroba do boi gordo, bezerro e boi magro.

Quando ocorre alta no ciclo: há uma redução na oferta de bezerros e aumento no abate de fêmeas, além do aumento no preço da arroba do boi gordo, bezerro e boi magro.

Veja isso na imagem abaixo:

Ciclo pecuário

Desde 2020, a pecuária está no auge do ciclo pecuário, com preços mais altos para gado gordo, bezerro e boi magro. O abate de bovinos caiu em 2020 pela primeira vez em três anos, para 29,7 milhões de cabeças, com significativamente menos vacas, segundo o IBGE.

Essa redução da participação das fêmeas gera uma valorização dos machos. Podemos, portanto, argumentar que a oferta de animais para abate é a referência para a pecuária e o abate de fêmeas altera o patamar de preços.

Como resultado, o pequeno número de animais a serem abatidos, combinado com uma oferta limitada de gado engordado para abate e um boom nas exportações de carne, manteve os preços da arroba elevados.

É importante, no entanto, notar que preços mais altos não significam lucros mais altos. Isso porque os preços dos substitutos e insumos (principalmente milho e soja) também estão elevados, aumentando os custos de produção. No gráfico abaixo, podemos ver a variação anual do abate entre 1999 e 2010.

Variação anual do abate de gado de corte

Por que devemos entender o ciclo pecuário?

Entender o ciclo da pecuária e as fases de preço alto e baixo, nos permite planejar ações de compra, custos de produção, investimentos e o melhor momento para vender.

Por isso, entender o ciclo da pecuária é essencial para orientar a tomada de decisões “na porta”, que é o único lugar que temos controle.

O preço da arroba é um dos fatores que afeta a rentabilidade da pecuária de corte. Os pecuaristas, no entanto, têm o poder de ditar o que acontece na fazenda, incluindo ganho de peso, taxas de lotação e custos de produção.

Um planejamento cuidadoso e uma boa estratégia de abastecimento podem reduzir custos e aumentar a produção, resultando em mais arrobas a um preço satisfatório.

Durante as fases altas do ciclo, é importante ficar atento à coleta dos animais. Isso ocorre porque o ciclo de produção é longo, e o mercado muda quando o bezerro se transforma em uma vaca gorda que pode ser abatida. É até possível estar baixo no ciclo quando os preços de venda estão em desvantagem.

Como resultado, o preço de venda terá um impacto negativo e seus lucros serão menores, principalmente se a produtividade e os custos não estiverem bem ajustados.

Webinar Indicadores de alto impacto na pecuária de corte

Aumente os lucros com a pecuária de corte!

Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.

O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

Saiba mais informações, em nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Ciclo pecuário: saiba o que é e como funciona apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/ciclo-pecuario-saiba-o-que-e-e-como-funciona/feed/ 0
Sanidade de bovinos de corte: principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção https://blog.rehagro.com.br/sanidade-de-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/sanidade-de-bovinos-de-corte/#respond Mon, 01 Aug 2022 21:18:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14047 Saiba as principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda. O que você irá ver neste e-book: Manejo do bezerro e a importância da colostragem; Coccidiose ou “ diarreia preta”: prevenção e tratamento; Clostridioses: botulismo, tétano e mionecrose e prejuízos econômicos; Vacinação dos animais; Desafios sanitários […]

O post Sanidade de bovinos de corte: principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Saiba as principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda.

O que você irá ver neste e-book:

  • Manejo do bezerro e a importância da colostragem;
  • Coccidiose ou “ diarreia preta”: prevenção e tratamento;
  • Clostridioses: botulismo, tétano e mionecrose e prejuízos econômicos;
  • Vacinação dos animais;
  • Desafios sanitários do confinamento;
  • Custos com prevenção e tratamento.

Não ignore a sanidade do rebanho

Os atuais sistemas de produção demandam um investimento maior do produtor, por isso, a sanidade é tão importante que não existe produção eficiente com margens de lucro satisfatórias se os animais estiverem com a saúde comprometida.

Afinal, o custo para tratar uma doença pode ser até 5 vezes mais do que o valor necessário para preveni-las.

Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar de mais informações.

O post Sanidade de bovinos de corte: principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/sanidade-de-bovinos-de-corte/feed/ 0
Boi 777: como aplicar essa técnica que aumenta a produção e a produtividade https://blog.rehagro.com.br/boi-777-como-aplicar-essa-tecnica-que-aumenta-a-producao-e-a-produtividade/ https://blog.rehagro.com.br/boi-777-como-aplicar-essa-tecnica-que-aumenta-a-producao-e-a-produtividade/#respond Wed, 20 Jul 2022 21:00:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13960 A técnica do boi 777 é um modelo de sistema de produção, desenvolvido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), como uma sugestão para aumentar a produção e a  produtividade das fazendas. Serão produzidas 7 arrobas na cria, 7 recria e 7 na terminação, totalizando 21 arrobas em 24 meses, conforme mostrado na imagem […]

O post Boi 777: como aplicar essa técnica que aumenta a produção e a produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A técnica do boi 777 é um modelo de sistema de produção, desenvolvido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), como uma sugestão para aumentar a produção e a  produtividade das fazendas.

Serão produzidas 7 arrobas na cria, 7 recria e 7 na terminação, totalizando 21 arrobas em 24 meses, conforme mostrado na imagem a seguir:

Esquema boi 777

Porém, o mais importante não são os números (777) antes, é crucial entendermos de onde eles vêm.

São estudos de longa data comprovando que bezerros desmamados com 7 arrobas, seguindo de 7 arrobas produzidas na recria caracterizadas por serem as mais desafiadoras, e as 7 arrobas na terminação encaixa-se em um ótimo modelo em termos zootécnicos e principalmente econômico.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


O MAIS IMPORTANTE QUE DEVEMOS LEVAR É O CONCEITO E NÃO O NÚMERO.

Isso está ligado ao propósito do produtor dentro da propriedade, pois você pode buscar outros objetivos, e diferentes valores na hora de determinar as metas e mesmo assim conseguir resultados expressivos.

Relevância do boi 777

Você tem uma meta produtiva para cada fase do desenvolvimento dos bovinos de corte?

Para te ajudar com isso, separamos esse vídeo do Dr. Gustavo Siqueira, pesquisador da APTA, explicando o porque tão importante quanto conhecer a técnica, é ter um bom planejamento e gestão para desenvolver, mensurar e melhorar o seu sistema.

Busque sempre o maior ganho de peso a desmama,  a melhor meta de ganho na recria, e a maneira mais eficiente de terminar os animais, baseado na realidade da propriedade.

Por isso o boi 777 traz a relevância de ter uma meta para cada etapa produtiva, afinal não adianta investir muito na cria, em detrimento da recria, ou vice e versa. É importante ter um equilíbrio do sistema e melhorar de forma contínua. 

  • Determine Metas.
  • Equilíbrio Entre as Fases.
  • Plano Nutricional.

Logo, temos os conceitos de gestão, contornar, medir, analisar e consertar os problemas.

Dica importante!

Quando falamos desse assunto não podemos deixar de falar sobre o nosso Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele você vai encontrar os principais pilares da pecuária explicados pelos melhores profissionais da área, tudo isso de forma simples e prática para você aplicar.

Vamos conversar mais sobre:

  • Gerenciamento da produção de forragens
  • Gerenciamento da reprodução em pecuária de corte
  • Sucessão familiar e gestão do patrimônio

E muito mais!

Acesse nossa página para mais informações.

Curso Gestão da Pecuária de Corte

O post Boi 777: como aplicar essa técnica que aumenta a produção e a produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/boi-777-como-aplicar-essa-tecnica-que-aumenta-a-producao-e-a-produtividade/feed/ 0
Webinar profissional do futuro agro https://blog.rehagro.com.br/profissional-do-futuro-agro/ https://blog.rehagro.com.br/profissional-do-futuro-agro/#respond Tue, 05 Jul 2022 12:30:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13532 Você quer ser um excelente profissional do agro? Assista ao webinar Profissional do Futuro Agro na íntegra e confira as dicas! Neste webinar, Joyce Duarte (Técnica Gestão Equipe Corte Rehagro) e Frederico Lobão (Consultor Sênior Equipe Corte Rehagro) falam sobre o perfil do profissional que o mercado agro busca e Laís Silva (CEO da Conduzir […]

O post Webinar profissional do futuro agro apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Você quer ser um excelente profissional do agro? Assista ao webinar Profissional do Futuro Agro na íntegra e confira as dicas!

Neste webinar, Joyce Duarte (Técnica Gestão Equipe Corte Rehagro) e Frederico Lobão (Consultor Sênior Equipe Corte Rehagro) falam sobre o perfil do profissional que o mercado agro busca e Laís Silva (CEO da Conduzir Pessoas Consultoria e Treinamento) dá dicas de como realizar uma ótima entrevista de trabalho.

Ficou interessado? Assista ao webinar!

Quer saber mais sobre gestão de pessoas no agro? Assista ao webinar – Gestão de pessoas para obter melhores resultados no agronegócio

O post Webinar profissional do futuro agro apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/profissional-do-futuro-agro/feed/ 0
Recria intensiva a pasto – RIP: saiba como aplicar essa estratégia https://blog.rehagro.com.br/recria-intensiva-a-pasto-rip-o-que-e-e-como-aplicar/ https://blog.rehagro.com.br/recria-intensiva-a-pasto-rip-o-que-e-e-como-aplicar/#comments Thu, 17 Mar 2022 17:48:24 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11952 O processo de intensificação dos sistemas de produção da carne passa, dentre outros fatores, pelo aumento da produtividade por área útil utilizada, sem a perda na eficiência de desempenho por animal. Em resumo, a intensificação permite que em uma mesma área, se produza mais animais sem comprometer o desempenho individual. Além dos ganhos “diretos” com […]

O post Recria intensiva a pasto – RIP: saiba como aplicar essa estratégia apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O processo de intensificação dos sistemas de produção da carne passa, dentre outros fatores, pelo aumento da produtividade por área útil utilizada, sem a perda na eficiência de desempenho por animal. Em resumo, a intensificação permite que em uma mesma área, se produza mais animais sem comprometer o desempenho individual.

Além dos ganhos “diretos” com aumento da produtividade, existe um fator determinante que corrobora com o processo de intensificação que é a diluição dos custos operacionais relacionados àquele sistema de produção, ou seja, produzir mais, em menos tempo e na mesma área permite a otimização dos custos envolvidos na operação da atividade.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


E dentre as tradicionais fases de um sistema de produção, cria, recria e engorda, a recria apresenta uma grande oportunidade dentro desse cenário apresentado acima que permite maior giro do negócio.

Ao longo dos próximos parágrafos vamos tratar sobre uma estratégia ainda pouco difundida e que pode representar grandes oportunidades, a Recria Intensiva a Pasto (RIP), e como esta estratégia, desenvolvida e pesquisada pelos professor Dr. Gustavo Siqueira e Dr. Flávio Dutra do APTA, se transformou em uma excelente alternativa para solucionar problemas de desempenho na fase da recria.

Gado de corte se alimentandoFonte: Arquivo pessoal de Vinícius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.

A utilização da recria intensiva a pasto

A RIP é um programa de suplementação realizado com os animais em fase de recria, período da vida do animal após a desmama até sua entrada em fase de terminação ou engorda, onde é chamado de boi magro.

Normalmente é considerado como recria o tempo em que os animais saem de 210 Kg ou 7 arrobas, até os 420 Kg, 14 arrobas.

Essa métrica da recria sendo de 7 a 14@ serve como balizamento, mas é muito comum encontrar sistemas que trabalham e consideram pesos diferentes para essa fase (desmama a boi magro), principalmente, em propriedades mais intensivas, onde o ganho ao longo da recria é maior, tanto à desmama quanto na entrada dos animais na fase de engorda seja ela a pasto ou em confinamento.

Há ainda propriedades que por diversos motivos desmamam bezerros mais leves e ou entram com os animais mais pesados na engorda, concentrando o maior ganho de peso na fase que a fazenda tem mais facilidade de obter melhores resultados.

A utilização da recria intensiva a pasto se dá principalmente pela alta demanda de animais para engorda, seja pela própria propriedade ou pelo mercado de maneira geral.

Intensificar a recria, permite que mais animais fiquem aptos a entrar na fase de engorda em menos tempo, isso aumenta consequentemente a oferta de animais para a engorda.

O longo período destinado a recria dos animais é entendido como um gargalo importante para as propriedades, criar estratégias para diminuir esse tempo de recria, aumentando a eficiência do sistema produtivo e a rentabilidade dentro dessa fase é de suma importância para a pecuária nacional.

A RIP dentre as estratégias disponíveis apresenta uma solução interessante para essa fase da vida dos animais, principalmente para proprietários que já trabalham com um certo nível de intensificação.

Bovinos se alimentando vistos de cimaFonte: Arquivo pessoal de Vinícius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.

A estratégia de Recria Intensiva a Pasto

A RIP, consiste basicamente em um alto fornecimento de suplementação para os animais em recria. Espera-se que nessa estratégia seja alcançado ganho em torno de 800 gramas a 1 Kg de peso vivo por dia, por animal.

Levar os animais de 200 para 400 Kg em 8 meses, em uma recria já com bons níveis de produtividade os animais tendem a ganhar, em um ano, cerca de 200 Kg de peso vivo.

Com a estratégia para aumentar o consumo de suplementação dos animais é possível obter esse mesmo ganho individual no período de 8 meses, o que possibilita a diluição dos custos não alimentares de maneira significativa, além de ainda proporcionar um fornecimento de maior número de animais, em menos tempo, para a fase de engorda.

Recria Intensiva a PastoFonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.

A suplementação dentro dessa estratégia de recria, exige um cuidado especial. O grande objetivo dessa fase de vida dos animais é que ele se desenvolva, cresça e coloque carcaça, para isso é importante o ganho de “massa magra”, o foco deve ser o desenvolvimento muscular dos animais.

Para isso ser possível, a suplementação dos animais deve ser realizada com suplementos específicos com elevado teor de proteína para potencializar o crescimento e ganho de massa magra do animal.

Durante o período da seca, época em que as pastagens são inferiores quanto a disponibilidade e quantidade de proteína, os níveis de proteína do suplemento devem girar em torno de 25 %.

Já no momento de maior disponibilidade de forragem, período das águas, o suplemento é balanceado com níveis de proteína em torno de 20 a 22%, fornecendo assim entre 14-16% PB na dieta.

Suplemento para gado de corteFonte: Arquivo retirado das aulas do curso de Pós Graduação em Produção de Gado de Corte do Rehagro.

O consumo estipulado para que seja alcançado os desempenhos esperados, de 700g a 1kg/dia por animal, gira em torno de 1% do peso vivo dos animais, ou seja um animal em recria, de 300 Kg de peso vivo, terá seu consumo diário de suplemento em torno de 3kg.

A água é um componente essencial na produção animal em qualquer fase da vida e em qualquer nível de intensificação produtiva, sem água é impossível a produção animal, na pecuária, e principalmente em sistemas intensivos.

A água, de qualidade e com boa disponibilidade, exerce um grande e decisivo papel na produtividade dos animais, pois ela está diretamente relacionada ao desempenho dos animais.

Para um sistema de recria intensiva a pasto, um detalhe que se faz importante nesse quesito da água é a localização dos bebedouros.

Normalmente, os bebedouros ou as fontes de água dos animais são colocadas bem próximas ao cocho de suplementação, entretanto, quando há um objetivo de se suplementar esses animais com quantidades maiores de suplemento a tendência é que bebedouros muito próximos aos cochos tem um acúmulo de sujeira superior ao que teria em situações de suplementações de menor consumo.

Gado de corte em recria intensiva a pastoFonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.

Esse fato exige que os bebedouros sejam higienizados com uma frequência maior do que o de costume, recomendando-se ainda que, quando possível, sejam instalados bebedouros mais distantes dos cochos.

Bebedouros distantes 100 a 150 metros dos cochos permitem fácil acesso aos animais e evitam que grandes restos de alimento da boca dos animais caiam na água.

No percurso caminhando entre o bebedouro e o cocho os animais “limpam” a boca. Nesse tipo de suplementação, o que atrai a ida dos animais ao cocho é a própria ração, ao contrário do que acontece com a suplementação mineral, em que é indicado que os bebedouros fiquem próximos aos cochos para maximizar o consumo desse suplemento.

Portanto, nesse sistema intensivo os detalhes fazem toda a diferença para melhores resultados. 

Pastagem

A necessidade de pastagem em quantidade e qualidade ótimas para a produção continua sendo fundamental em um sistema de recria com fornecimentos de suplemento de elevado consumo, entretanto, o impacto da menor disponibilidade de forragem no desempenho dos animais é menor quando se comparado a animais suplementados com consumos inferiores, como 0,3%, por exemplo.

Isso ocorre devido ao efeito substitutivo, onde grande parcela da exigência do animal e consumo ocorre via suplementação.

Um animal consome em média de 2,2% de seu peso vivo em matéria seca (MS) por dia, quando fornecemos 1% do PV via suplemento isso significa que o animal terá que pastejar “apenas” para consumir os outros 1,2% do PV, que é um pouco mais que 50% de sua demanda diária, reduzindo assim o tempo de pastejo e também o impacto da quantidade de forragem no desempenho dos animais.

Esse fator ganha grande importância quando pensamos em exploração da área possível para produção, sendo possível produzir maiores quantidades de animais e consequentemente de arrobas em uma mesma área, sem perder, é claro, o desempenho individual dos animais. Em outras palavras, há um aumento da taxa de lotação na propriedade e produção de arrobas por hectare.

Gado de corte no pastoFonte: Arquivo pessoal de Vinicius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.

Desafios da recria intensiva a pasto

Como a maioria das ferramentas e tecnologias disponíveis para o processo de intensificação na produção animal, a RIP apresenta alguns desafios importantes.

O primeiro desafio a se chamar atenção está na estratégia nutricional geral da propriedade. Quando é realizado um programa nutricional, é de extrema importância que pensemos na fase seguinte à que o animal está, e principalmente, qual a estratégia nutricional para essa próxima fase, e isso ganha uma importância ainda mais relevante quando avaliamos a RIP.

Animais provenientes da recria intensiva a pasto devem seguir, prioritariamente, para um sistema de engorda igualmente intensivo, confinamento ou mesmo para uma TIP, terminação intensiva a pasto.

Caso contrário, há uma grande probabilidade de que, o investimento realizado na recria se perca na fase da engorda por a estratégia não atender a demanda nutricional maior do animal. A suplementação crescente deve ser uma meta e uma constante para sistemas intensivos.

Outro cuidado importante e de grande relevância para a ferramenta está relacionado ao ajuste preciso da dieta para que o animal em recria desempenhe bem e principalmente ele “cresça” sem que necessariamente inicie o processo de deposição de gordura nos tecidos.

Níveis de proteínas da dieta adequados para essa fase de crescimento, como ressaltadas anteriormente, são necessárias justamente para que se consiga manipular de forma extremamente eficiente a composição do ganho desses animais, proporcionando a ele condições de expressar seu potencial genético.

Toda essa preocupação e cuidados são necessários para evitar que esses animais “achatem” nesta fase.

O termo “achatar” é utilizado para definir uma situação onde animais de recria consomem uma dieta muito energética e pouco proteica, em que os animais passam a depositar gordura em sua carcaça, quando isso ocorre, esses animais diminuem o crescimento em massa magra, ou seja, deposição de músculo e, consequentemente de carcaça, refletindo em animais futuramente terminados com gordura em excesso, mas com baixo peso de carcaça. Parte dessa gordura será retirada no processo de abate, o que economicamente não se torna viável ao produtor.

Esses fatores reforçam e desaconselham a utilização de dietas de terminação nessa fase da vida dos animais, além de serem mais caras comprometem o crescimento animal.

O fornecimento de suplementação de elevado consumo dos animais em recria, requer uma série de cuidados e estratégias, também, voltados para a infraestrutura e logística da propriedade.

O espaçamento de cocho de ser semelhante a de animais em terminação 30-40 centímetros por cabeça, a distribuição do volume de alimento e a estrutura de água de qualidade exigem que a propriedade esteja preparada para a realização da RIP, ou podem por falhas nessa estrutura não obterem os resultados esperados.

Bovinos de corte no cochoFonte: Arquivo pessoal de Hugo Martins, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.

Independente da época ou situação de produção, a eficiência na aquisição de insumos para a alimentação dos animais compõem uma das ou a principal determinante do sucesso econômico da atividade.

Em tempo de insumos superando as cotações a cada dia, em um sistema de alto risco pelos níveis de intensificação, o planejamento e a gestão da compra de insumos para a formulação do suplemento pode ser o principal fator para o sucesso dessa ferramenta.

Comece a aplicar a recria intensiva a pasto!

A estratégia da recria intensiva a pasto vem sendo estudada com grande afinco pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios do estado de São Paulo (APTA- Colina), que desenvolve pesquisas para aprimorar a ferramenta e explorar o máximo potencial possível da mesma.

A implementação dessa tecnologia deve ser feita de forma criteriosa após uma boa análise das condições da fazenda. Um dos grandes gargalos apresentados na pecuária de corte se encontra justamente na fase de recria, normalmente longa e sem desempenhos satisfatórios, a RIP é uma grande ferramenta disponível, que quando bem trabalhada, pode solucionar esse problema. 

Além disso, essa ferramenta pode proporcionar um aumento de oferta de boi magro por parte de confinadores ou mesmo dentro de sistema de ciclo completo, com isso aumenta-se a capacidade de acelerar o sistema e aumentar o giro e a rentabilidade do negócio.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:

  • Nutrição e pastagens;
  • Sanidade;
  • Reprodução;
  • Diagnóstico da propriedade;
  • Gestão financeira e de pessoas.

As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.

O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

Para saber mais informações, visite nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Recria intensiva a pasto – RIP: saiba como aplicar essa estratégia apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/recria-intensiva-a-pasto-rip-o-que-e-e-como-aplicar/feed/ 2
Perspectivas do mercado da carne em 2021 https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-do-mercado-da-carne-em-2021/ https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-do-mercado-da-carne-em-2021/#respond Sun, 28 Mar 2021 18:00:29 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9050 Em fevereiro de 2021, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para profissionais que atuam na pecuária de corte: “Perspectivas do mercado da carne em 2021”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado: Caio Toledo, Head […]

O post Perspectivas do mercado da carne em 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
mercado da carne em 2021

Em fevereiro de 2021, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para profissionais que atuam na pecuária de corte: “Perspectivas do mercado da carne em 2021”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado:

  • Caio Toledo, Head de Pecuária da Stonex

Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:

Para ter acesso a este e outros assuntos, siga-nos no Instagram! É só clicar AQUI.

Para assistir outros Webinars, clique AQUI!

O post Perspectivas do mercado da carne em 2021 apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-do-mercado-da-carne-em-2021/feed/ 0
Bovinocultura de corte: utilização de coprodutos na nutrição https://blog.rehagro.com.br/co-produtos-na-bovinocultura-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/co-produtos-na-bovinocultura-de-corte/#respond Mon, 22 Mar 2021 12:45:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9037 Em 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para profissionais que atuam na pecuária de corte: “Utilização de coprodutos na bovinocultura de corte”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Para falar sobre o assunto, contamos um especialista bastante reconhecido no mercado: Prof. Antônio Branco, […]

O post Bovinocultura de corte: utilização de coprodutos na nutrição apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Em 2020, fizemos um webinar especial!

O tema foi extremamente relevante para profissionais que atuam na pecuária de corte: “Utilização de coprodutos na bovinocultura de corte”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Para falar sobre o assunto, contamos um especialista bastante reconhecido no mercado: Prof. Antônio Branco, Expert em Nutrição de Ruminantes. PHD.

Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:

Coprodutos na bovinocultura de corte

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, comercialização, em todos os sistemas de criação.

Para saber mais informações, visite a nossa página clicando na imagem abaixo:

Gestão na Pecuária de Corte

O post Bovinocultura de corte: utilização de coprodutos na nutrição apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/co-produtos-na-bovinocultura-de-corte/feed/ 0
Preparo de novilhas precoces para a estação de monta https://blog.rehagro.com.br/preparo-de-novilhas-precoces-para-a-estacao-de-monta/ https://blog.rehagro.com.br/preparo-de-novilhas-precoces-para-a-estacao-de-monta/#respond Wed, 25 Nov 2020 14:00:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8596 Em setembro de 2020, fizemos mais uma edição do Webinar Corte. O assunto foi: “Preparo de novilhas precoces para a estação de monta: técnicas X viabilidade”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos uma especialista de alto nível para trazer informações atualizadas sobre o tema: a Médica […]

O post Preparo de novilhas precoces para a estação de monta apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
novilhas precoces

Em setembro de 2020, fizemos mais uma edição do Webinar Corte. O assunto foi: “Preparo de novilhas precoces para a estação de monta: técnicas X viabilidade”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos uma especialista de alto nível para trazer informações atualizadas sobre o tema: a Médica Veterinária, PhD, Roberta Ferreira.

Se você ainda não assistiu o conteúdo, clique no link abaixo:

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá te responder!

O post Preparo de novilhas precoces para a estação de monta apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/preparo-de-novilhas-precoces-para-a-estacao-de-monta/feed/ 0
Aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte https://blog.rehagro.com.br/aumentando-a-lucratividade-de-um-projeto-de-gado-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/aumentando-a-lucratividade-de-um-projeto-de-gado-de-corte/#respond Sun, 27 Sep 2020 18:03:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8146 Em 2020, fizemos mais uma edição do Webinar Corte sobre o aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte usando o orçamento. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos um especialista de alto nível para debater sobre o assunto: Guilherme Lamego, Consultor Sênior da Equipe […]

O post Aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Em 2020, fizemos mais uma edição do Webinar Corte sobre o aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte usando o orçamento. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos um especialista de alto nível para debater sobre o assunto: Guilherme Lamego, Consultor Sênior da Equipe Corte do Rehagro.

Aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte

Se você ainda não assistiu o segundo Agroask da série, clique no link abaixo:

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!

O post Aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/aumentando-a-lucratividade-de-um-projeto-de-gado-de-corte/feed/ 0
Projeto pecuário de sucesso em fazenda de gado de corte: como realizar? https://blog.rehagro.com.br/um-projeto-pecuario-de-sucesso-se-inicia-pelo-diagnostico/ https://blog.rehagro.com.br/um-projeto-pecuario-de-sucesso-se-inicia-pelo-diagnostico/#comments Fri, 21 Aug 2020 14:00:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8058 Saiba como realizar um projeto pecuário bem sucedido através de um diagnóstico bem executado.  Em um projeto pecuário, buscamos sempre a maior produtividade possível e um aumento na rentabilidade do negócio. Mas hoje, encontramos no setor diversos desafios, como a concorrência com outros setores produtivos, a diminuição da margem de lucratividade e a presença de […]

O post Projeto pecuário de sucesso em fazenda de gado de corte: como realizar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Saiba como realizar um projeto pecuário bem sucedido através de um diagnóstico bem executado. 

Em um projeto pecuário, buscamos sempre a maior produtividade possível e um aumento na rentabilidade do negócio. Mas hoje, encontramos no setor diversos desafios, como a concorrência com outros setores produtivos, a diminuição da margem de lucratividade e a presença de novos agentes investidores.

Esses pontos tornam a profissionalização da cadeia produtiva da carne mais importante do que nunca e reforçam a necessidade da implementação de projetos estruturados e muito bem definidos.

A definição de um projeto pecuário envolve uma série de fatores, cuja variação ocorre pela peculiaridade de cada propriedade. Fazendas com distintas características internas e externas demandam, por consequência, projetos específicos àquelas peculiaridades.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Portanto, dois pontos são, ou deveriam ser, comuns a todo e qualquer projeto pecuário:

  1. Estabelecer um objetivo a ser alcançado, traçando metas e estratégias gradativas que irão construir o caminho até o objetivo do produtor.
  2. Conhecer o atual status da fazenda, pois somente conhecendo criteriosamente os fatores favoráveis e desfavoráveis daquela propriedade será possível determinar quais e quando as ações de melhoria devem ser implantadas.

Denomina-se “diagnóstico” o levantamento do momento atual da propriedade. Podemos compará-lo a uma fotografia, já que ao final do processo de diagnóstico, obtemos um “retrato” de como está a propriedade naquele determinado momento, sendo possível, a partir daí, construir planos estratégicos para alcançar a eficiência e a melhoria de todo o processo produtivo.

Como citado anteriormente, o objetivo dos projetos pecuários, podem variar de acordo com diversas características que são específicas de cada propriedade, entretanto, para o diagnóstico, podemos estabelecer uma série de itens a serem avaliados, que são comuns na maioria das fazendas.

Importante ressalva, está ligada ao processo de diagnóstico, todos e quaisquer dados levantados devem ser registrados de maneira que qualquer pessoa entenda e tenha a capacidade de leitura e interpretação daquela informação. Desde um profundo conhecedor daquela propriedade a alguém que nunca foi na fazenda.

Passo a passo de um diagnóstico

Área

O levantamento da área real da propriedade permite dentre outros aspectos o dimensionamento inicial do projeto pecuário. Com esse dado é possível entender, inclusive, qual a dimensão do projeto a ser estabelecido perante a região da propriedade. Um ponto importante também sobre o levantamento da área real da propriedade está ligado às adequações legais, georreferenciamento, reserva legal, dentre outras.

Área de pastagem com bovinosÁrea de pastagem com bovinos de uma fazenda cliente do Rehagro Consultoria. Fonte: Acervo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Tipo de exploração

No tipo de exploração deve ser levantado, basicamente, qual a fase do sistema de produção de gado de corte aquela fazenda realiza: cria, recria, engorda, ciclo completo ou alguma variação entre essas, por exemplo uma propriedade que trabalha com recria e engorda, produção de touros, etc.

O levantamento correto dessa informação é importante para definir o projeto pecuário, seja pela alteração do tipo de exploração ou permanência na mesma, sendo muito comum muitas propriedades confundirem esses tipos de exploração e perderem o foco de atuação no sistema.

Vale ressaltar que oportunidades de mercado momentâneas não devem ser usadas como a base de um projeto a médio e longo prazo, uma vez que este deve ter uma estrutura consolidada.

Sistema de criação

O sistema de criação apresenta como é realizada o tipo de exploração, qual o nível de intensificação realizado naquela fazenda no momento do diagnóstico. Se é uma fazenda extensiva, semi-intensiva ou intensiva.

Essa definição parece um pouco subjetiva, alguns pontos de avaliação e indicadores são importantes então para se definir o sistema de criação, tais como, a produtividade da fazenda @/ha/ano, se utilizam ou não de adubação das pastagens, se há algum sistema de engorda, como confinamento, kg de bezerro desmamado, dentre outras opção de serem avaliadas.

Pastagem irrigadaProdução de bovinos de corte em pastagem irrigada. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Objetivos do proprietário

Conhecer o objetivo do proprietário é fundamental para o sucesso do projeto pecuário e esse levantamento deve ser, impreterivelmente, realizado durante o diagnóstico, pois pode-se nesse momento detectar melhor quais as características fundamentais que a propriedade possui para alcançar esse objetivo.

É comum que o proprietário ou os proprietários tenham dificuldade em definir o objetivo com aquela propriedade, para isso, algumas perguntas podem ser feitas para obter uma visão amplificada dos anseios e desejos do proprietário.

  • Quantas cabeças gostaria de ter?
  • Qual a rentabilidade esperada?
  • Em quantos anos espera o retorno do capital investido?
  • O que gostaria de produzir (Genética, gado comercial, bezerro, boi gordo, etc)?
  • A fazenda é sua única fonte de renda?

Essas perguntas podem auxiliar o proprietário na definição do objetivo. Importante ressalva deve ser feita, alguns objetivos podem se chocar com alguma impossibilidade observada durante o diagnóstico, e assim o objetivo pode ser redefinido, antes do início do projeto.

Nesse momento de conversa com o proprietário deve-se estar atento ao perfil comportamental, e até mesmo ao perfil investidor (arrojado, conservador, intermediário). Essa informação auxilia no potencial de risco que o projeto deve ou não contemplar.

Cenário econômico regional

Conhecer criteriosamente a região onde a propriedade está inserida é fundamental. Nesse item devem ser levantados dados como características das propriedades vizinhas, se são criadores, invernistas, se tem muito confinamento na região, etc. Essas informações ajudam a definir o projeto e qual “produto” principal será produzido na fazenda.

Avaliar se a região detém acesso a insumos importantes para a produção, como grãos, distribuição de medicamentos, ração ,deve ser avaliado. Quantos ou se há algum frigorífico no entorno da propriedade, é uma informação indispensável para definir um sistema de engorda, pois sem que haja qualquer indústria frigorífica minimamente próxima, pode tornar inviável a implantação do projeto.

Observar qual a cidade mais próxima, se existe disponibilidade de mão de obra e ou serviços básicos como hospitais, casa agropecuárias e outros. Nesse cenário devemos levantar, também, quais são os possíveis parceiros comerciais, clientes e fornecedores.

Durante esse levantamento deve-se avaliar também a estrutura logística da propriedade, qual a capacidade de escoamento da produção, se a malha rodoviária regional permite acesso de carretas, tanto para compra de insumos, quanto para a venda de animais.

Características meteorológicas

O levantamento de dados climáticos, é fundamental em qualquer projeto. Analisar o histórico de precipitações anual e mensal, temperatura média, mínima e máxima, permitem a implantação do planejamento forrageiro, definição da estação de monta, época de confinar, época de plantio, entre outros exemplos, da propriedade.

Além dessas definições, outro ponto importante quanto às precipitações está ligado ao planejamento nutricional, pois um programa de suplementação, está diretamente ligado à qualidade da forrageira, só é possível determinar o suplemento mais adequado quando dominamos com exatidão, qual será o status da forrageira naquela determinada época do ano.

Dados meteorológicosExemplo de levantamento meteorológico dos últimos 30 anos de determinada região. Fonte de dados do INMET.

Rebanho

A avaliação do rebanho, em números e condições, é outra avaliação a ser feita durante o diagnóstico.

Além da quantidade absoluta de animais presentes na propriedade no momento do diagnóstico, deve-se caracterizar esse rebanho.

  • Quantidade de animal por categoria (exemplo: novilhas de 12 – 24 meses, bezerros machos, matrizes, etc)
  • Padrão racial, qual ou quais as raças predominantes no rebanho. Em caso de sistemas de cria, qual o padrão das matrizes e dos touros/sêmen utilizado.
  • Peso por categoria, qual a média de peso dos animais em cada categoria. Se a propriedade ainda não adota pesagens constantes, pode-se fazer uma avaliação visual. Entretanto, vale atentar-se para a importância da pesagem.

Com levantamento desse quesito é possível calcular um indicador de grande importância, a quantidade de unidade animal (UA; 1 UA = 450 kg de PV) presente na fazenda.

  • Status nutricional pela avaliação realizada de escore de condição corporal média para cada uma das categorias avaliadas.

Avaliação status nutricional do gado Avaliação do status nutricional dos animais. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

  • Status Sanitário do rebanho e quais as práticas e calendário sanitário que a fazenda adota.

Pastos

O diagnóstico dos pastos é, provavelmente, a parte de maior importância para a continuação do projeto pecuário, após a avaliação das pastagens e suas estruturas é possível determinar a atual capacidade produtiva para sistemas de produção a pasto.

O levantamento dessas informações permite a definição dos investimentos em reforma, recuperação e manutenção das pastagens.

O processo de avaliação deve ser minucioso, e realizado de preferência pela mesma pessoa em toda a área da propriedade, pois a maioria dos itens são avaliados de maneira visual. Alguns indicadores como o GMD (ganho de peso médio diário) dos animais permite uma inferência quanto a qualidade das pastagens onde os animais se encontram, entretanto, a avaliação de pasto por pasto deve ser feita.

O ideal é que a avaliação seja feita montada, o responsável deverá percorrer todos os pastos da propriedade avaliando e fazendo anotações. Hoje já podemos contar com tecnologias como drones para uma avaliação da área e captura de imagens, o que enriquece a acurácia das informações.

Os principais itens avaliados são:

Identificação dos pastos e levantamento da área

A identificação dos pastos deve ser realizada com a ajuda de um colaborador que conheça as divisões. Pode ser feita, preferencialmente, enumerando os pastos ou pelo nome comum utilizado na propriedade, desde que todos saibam qual é o pasto indicado.

Essa identificação assim como o levantamento do tamanho do piquete é importante para a realização dos futuros manejos, cálculos de capacidade suporte e de custos referentes à reforma/manutenção daquela área.

Espécie forrageira predominante

Aqui basicamente é apontado qual ou quais são as espécies forrageiras predominantes naquele pasto em específico.

Pastagem de braquiarãoPasto com presença predominante do braquiarão. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Área empastada

O levantamento da área empastada mostra qual o percentual da área daquele determinado pasto que está realmente encoberto da espécie forrageira ali presente.

Existem alternativas tecnológicas interessantes que auxiliam nesse levantamento como citado acima, os drones, por exemplo. Entretanto, é recomendado que o responsável faça esse apontamento a cavalo, e para isso ele deve percorrer toda a área de cada pasto, reforçando então a necessidade de ser o mesmo colaborador a fazer o levantamento de toda a área, por se tratar de uma avaliação subjetiva, devendo ser o mesmo critério adotado para toda a propriedade.

Área empastadaExemplo de área efetivamente empastada circulada em vermelho. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Área degradada

Assim como o levantamento da área empastada, a avaliação da área degradada deve ser feita de maneira visual e criteriosa. A princípio é feito o levantamento percentual da área degradada em relação a área total do pasto, e posteriormente calculado valor em hectares da área degradada.

Nível de degradação

Para caracterizar a área degradada, levantada no item anterior, é importante que caracterize a degradação, o que é degradação e quais são os níveis de degradação. Existem diferentes maneiras de se caracterizar a degradação, o mais comum é o estabelecimento de “notas” para essa degradação, criar uma nota de 0 a 4 por exemplo, para cada nível de degradação.

Classificação de níveis de degradação de pastagensClassificação de níveis de degradação das pastagens. Fonte: Adaptado de Adilson Aguiar.

Área infestada

Apesar de estar presente nos níveis de degradação, o levantamento da área infestada por plantas daninhas é importante para a realização do planejamento de recuperação das áreas, quantidade de herbicida necessário, e qual herbicida a ser utilizado.

Além da área, deve-se avaliar também qual a principal espécie invasora.

Área de reforma

O levantamento da área de reforma pode variar de acordo com os critérios adotados pelo técnico responsável, em suma, utiliza-se a subtração da área total do pasto pela área degradada ou área não empastada.

O critério é relativo, pode-se determinar, por exemplo, que será reformada todos os pastos em que menos de 50% da área esteja empastado, ou aqueles pastos em que a mais de 50% da área esteja com níveis iguais ou superiores a 2 na classificação do nível de degradação. A experiência do técnico que está fazendo o diagnóstico que irá direcionar os critérios de reforma.

Área de recuperação

Assim como a área de reforma, é importante a determinação de um critério para área de recuperação, por exemplo, pastos com mais de 30% da área infestada ou com 30 a 50% da área degradada devem ser recuperados.

Cercas

Ao percorrer os pastos, aproveita-se para avaliar a qualidade e o estado de conservação das cercas de cada pasto. Pode-se estabelecer notas de classificação, por exemplo, de 0 a 3, onde 0 não tem cerca, 1 cerca em péssimo estado de conservação, 2 cerca razoável e 3 cerca em perfeito estado de conservação.

Aguada

O diagnóstico das aguadas também acompanha o levantamento das características dos pastos. Pode-se definir níveis ou notas para o status das aguadas, com notas máximas à bebedouros artificiais limpos e em perfeito estado de conservação até notas mínimas que representam aguada natural, sujas, com indícios de erosão, impróprias para o consumo dos animais.

É sempre válido nesse momento coletar amostras para análises laboratoriais da qualidade de água, uma vez que esta está diretamente relacionada ao desempenho dos animais e possíveis problemas sanitários.

Bebedouro para gadoConstrução de bebedouro artificial. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Cochos

A avaliação dos cochos deve levar em conta dois aspectos importantes: a quantidade de cocho e dimensões do cocho, quantos metros de cocho cada piquete tem e também qual a qualidade e o estado de conservação desses cochos.

Assim como utilizamos para aguada, podemos estabelecer critérios de nota para o estado de conservação dos cochos, onde posteriormente será possível definir a melhor ação referente a cada cocho para cada um dos pastos da propriedade. Esses dados devem ser correlacionados com a quantidade de animais naquele pasto para se avaliar o espaçamento de cocho.

Esse levantamento também será importante para a definição do programa de suplementação. Há cocho suficiente para uma suplementação de médio a alto consumo?

Inspeção de cochosMedição de espaçamento de cocho feita pelo técnico Hugo Pereira. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Nutrição

Plano nutricional

É importante, que durante o diagnóstico seja levantado qual o programa nutricional é atualmente adotado em cada categoria animal da propriedade nas diferentes épocas do ano, e se a estratégia condiz com o estado de condição corporal avaliado no levantamento do rebanho.

Suplemento utilizado

Quando avaliamos o plano nutricional, um ponto de atenção que deve ser levantado se refere às características nutricionais dos insumos utilizados e as condições de armazenamento na propriedade.

Suplementação para bovinosSuplementação de alto consumo de animais criados a pasto. Fonte: arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Calendário sanitário

Além da avaliação visual realizada durante o diagnóstico do rebanho, é importante que se faça uma pesquisa do calendário sanitário realizado na fazenda, quais são e quando são aplicadas as vacinas e os vermífugos durante o ano e em quais categorias animais, incluindo as campanhas de vacinação.

Infraestrutura, benfeitorias e maquinário

Além de definir uma série de importantes investimentos a serem realizados no projeto pecuário, o levantamento das benfeitorias e dos maquinários é extremamente importante quando pensamos em capacidade produtiva daquela propriedade.

Esta informação será também utilizada para averiguar se as benfeitorias são suficientes para armazenar os insumos necessários no processo produtivo ou então, até mesmo, se o refeitório atende as exigências mínimas para os colaboradores.

Quanto ao maquinário, deve-se levantar: quais os maquinários? Quantos tratores e qual o ano desses tratores? Todos esses itens devem ser descritos quanto ao estado de conservação, modelo, marca e ano. Além de avaliar possíveis investimentos e planos de manutenção, com esse levantamento é possível calcular a depreciação que será levado em consideração para as análises econômicas da propriedade.

Mão de obra

A avaliação da mão de obra vai um pouco além da quantificação de colaboradores que trabalham atualmente na propriedade. Deve ser levantado qual o cargo e a função de cada colaborador, bem como a remuneração desses colaboradores.

Entender o quadro de funcionários, as funções e a hierarquia na propriedade pode definir importantes ações durante o projeto pecuário. Por isso, é recomendado a elaboração do organograma atual da fazenda.

Dados financeiros e indicadores

Por último, e não menos importante, é o levantamento dos indicadores produtivos e econômicos da fazenda. Embora, muitas fazendas não possuam esses dados estruturados ou não fazem coletas dessas informações, é fundamental investigar o quanto a fazenda está produzindo e qual sua eficiência de produção, independente do sistema. Para isso, há indicadores chaves para cada sistema de produção que devemos estar atentos.

Os dados financeiros seguem as mesmas premissas dos indicadores. Quanto mais informações se obter na hora do diagnóstico melhor será o direcionamento e a qualidade do projeto.

Aproveite para conferir o nosso webinar gratuito sobre os indicadores de alto impacto na pecuária de corte e coloque em prática os ensinamentos para obter um projeto pecuário de sucesso. 

Webinar Indicadores de alto impacto na pecuária de corte

O sucesso de um projeto pecuário

A realização do diagnóstico deve ser realizada de forma criteriosa para assegurar a veracidade da condição atual da fazenda. 

O sucesso de um projeto pecuário depende da integração bem sucedida entre uma série de pilares: nutrição, sanidade, reprodução e uma boa gestão financeira e de equipes. Resultados financeiros satisfatórios só vêm quando todos esses aspectos caminham juntos e estão em dia.

Dica extra!

A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.

Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática. O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

Caso você tenha interesse, você pode encontrar outras informações na nossa página:

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Cristiano Rossoni

O post Projeto pecuário de sucesso em fazenda de gado de corte: como realizar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/um-projeto-pecuario-de-sucesso-se-inicia-pelo-diagnostico/feed/ 2
Planejando a sanidade das minhas matrizes para a estação de monta https://blog.rehagro.com.br/planejando-a-sanidade-das-matrizes-para-a-estacao-de-monta/ https://blog.rehagro.com.br/planejando-a-sanidade-das-matrizes-para-a-estacao-de-monta/#respond Thu, 13 Aug 2020 15:00:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8040 Em 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Corte com o tema “Planejando a sanidade das minhas matrizes para a próxima estação de monta”. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG. O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais […]

O post Planejando a sanidade das minhas matrizes para a estação de monta apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Em 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Corte com o tema “Planejando a sanidade das minhas matrizes para a próxima estação de monta”.

O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG.

O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Corte! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o Ideagri e o 3RLab.

Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

Clique no botão abaixo e participe dessa incrível experiência do agronegócio!

Sanidade das matrizes

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, comercialização, em todos os sistemas de criação. 

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática. 

Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

Gestão na Pecuária de Corte

O post Planejando a sanidade das minhas matrizes para a estação de monta apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/planejando-a-sanidade-das-matrizes-para-a-estacao-de-monta/feed/ 0
Como iniciar um fluxo de caixa nas propriedades de gado de corte? https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-do-fluxo-de-caixa-nas-propriedades-de-gado-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-do-fluxo-de-caixa-nas-propriedades-de-gado-de-corte/#respond Thu, 30 Jul 2020 17:00:29 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7979 O processo de intensificação dos sistemas de produção de gado de corte é muito buscado por pecuaristas que desejam elevar suas margens de lucro na atividade. Porém, é importante saber que ela traz consigo uma série de exigências. Há um aumento dos riscos da atividade, e, consequentemente, da demanda por gestão, acompanhamento de metas e […]

O post Como iniciar um fluxo de caixa nas propriedades de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O processo de intensificação dos sistemas de produção de gado de corte é muito buscado por pecuaristas que desejam elevar suas margens de lucro na atividade. Porém, é importante saber que ela traz consigo uma série de exigências. Há um aumento dos riscos da atividade, e, consequentemente, da demanda por gestão, acompanhamento de metas e controle da operação.

Acompanhando a evolução da atividade, as metodologias e as ferramentas disponíveis para realização da gestão eficiente também evoluíram.

Entretanto, algumas ferramentas há muito tempo utilizadas ainda são indispensáveis para o sucesso de qualquer projeto pecuário: o plano de negócios e o fluxo de caixa, que veremos neste artigo.

O fluxo de caixa representa um importante ponto da gestão dentro de qualquer empresa, seja ela rural (como uma fazenda), ou urbana.

Por meio dele, são avaliadas todas as entradas e saídas, ou seja, todo o fluxo de dinheiro em um determinado período de tempo, daquela empresa. Portanto, toda quantia financeira, movimentações que entram ou saem das contas da empresa são registradas no fluxo de caixa.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Como deve ser a rotina de lançamento das informações do fluxo de caixa?

O primeiro passo para a realização de um fluxo de caixa eficaz e com informações precisas que auxiliem as tomadas de decisão dentro da propriedade é a criação de uma rotina para os lançamentos. 

Nessa rotina, é preciso estabelecer com muito critério um profissional capacitado e treinado para realização dessa função. Ele terá acesso a todas as informações de pagamentos e recebimentos da propriedade. Sendo assim, deve ser um colaborador organizado, comprometido e, acima de tudo, de confiança dos gestores.

No momento de inserir os dados no sistema ou planilha de fluxo de caixa, já deverá ter em mãos todas as informações relevantes, por exemplo:

  • Quem são os fornecedores ou clientes;
  • Datas de emissão;
  • Vencimento;
  • Recebimento e pagamento de cada um dos documentos lançados, juntamente com o número do documento.

Uma parte importante desses lançamentos é o plano de contas utilizado. Grosseiramente falando, cada uma das saídas e entradas será lançada com uma classificação específica.

Assim sendo, fica fácil para, posteriormente, avaliar quanto a fazenda gastou com milho, por exemplo, pois todas as notas fiscais de milho estarão lançadas em uma mesma conta gerencial. Isso irá ocorrer com outros insumos, e também com todos os recebimentos.

Além dessas ferramentas, existem algumas outras que podem auxiliar no controle dos números da fazenda.  Aqui, vamos focar no fluxo de caixa.

fluxo de caixa

Exemplo de gráfico ilustrando o fluxo de caixa.

Outro critério importante para o lançamento das informações que abastecerão o fluxo de caixa está ligado à conciliação bancária.

Para garantir confiabilidade às informações, é indispensável que todas as informações do fluxo de caixa estejam conciliadas com a conta bancária, ou seja, tudo que está no fluxo como entrada ou saída, também deve constar na conta corrente da propriedade, e o contrário também se aplica, tudo que está na conta corrente deve constar no fluxo de caixa, isso permite ter certeza que ao analisarmos o fluxo de caixa estaremos, realmente, avaliando os números e as informações de forma confiável.

O que compõe o fluxo de caixa?

A estrutura do fluxo de caixa é composta basicamente por três itens principais: entradas, saídas e o saldo acumulado.

As entradas no caixa da propriedade, independente da sua origem, toda quantia positiva que é somada ao caixa é considerada uma entrada, ou recebimento. Comumente, são oriundas da venda dos produtos daquela propriedade. Uma fazenda de cria, por exemplo, tem em sua principal fonte de entradas os valores advindos das vendas de bezerros, mas também pode ter entradas com venda de matrizes de descarte, aluguel de maquinários, resgate de investimentos financeiros, recebimento de recursos de empréstimos, etc.

Outro componente do fluxo de caixa são as saídas, ou todo e qualquer valor financeiro que gere desembolso ao caixa da propriedade, pagamento de insumos nutricionais, funcionários, energia dentre outros, são valores lançados como saídas.

Ao final de cada período avaliado, um mês por exemplo, a diferença entre as entradas e as saídas resulta no saldo de caixa daquele período.

O somatório dos saldos em dois ou mais desses períodos, representa o saldo acumulado. Exemplificando, em um determinado mês uma propriedade apresentou R$100.000,00 em entradas e R$80.000,00 em saídas, obtendo um saldo de R$20.000,00. No mês seguinte, os valores obtidos geraram um saldo positivo de R$25.000,00 e, por consequência, um saldo acumulado de R$45.000,00.

Representação de um fluxo de caixa com entradas, saídas e saldo acumulado

Representação de um fluxo de caixa.

Saldo Acumulado

O saldo acumulado é um importante ponto a ser avaliado em um fluxo de caixa, obtido através do somatório de cada fechamento, seja diário, semanal ou mensal. Quando estamos avaliando um fluxo de caixa projetando o futuro, ele nos aponta alguns pontos de extrema importância, como por exemplo a necessidade de capital de giro, também conhecida como “fundo de piscina”.

O “fundo de piscina”, como observado no gráfico abaixo, mostra qual a maior necessidade de caixa em um determinado período avaliado.

Representação gráfica do saldo acumulado em um fluxo de caixa

Gráfico representando o saldo acumulado de um fluxo de caixa. 

Observe assinalado em vermelho, na simulação acima, o momento do ano em que teremos a maior necessidade de caixa, de capital de giro, para poder suprir esses meses que por algum motivo o saldo acumulado está no negativo.

Importante nesse momento, é avaliar justamente os porquês desse saldo acumulado negativo e, principalmente, se existem alternativas para suprir esse “buraco”, por exemplo, com antecipações de receitas, adiamento de gastos, obtenção de empréstimos ou aporte pelo proprietário.

Manual de fluxo de caixa para fazendas de gado de corte

Prevendo o futuro via fluxo de caixa

Uma importante alternativa, fornecida pelo fluxo de caixa e que pode ser de grande valia para as propriedades é a possibilidade de visão de futuro. De fato, prever o futuro não é uma tarefa fácil, entretanto, com os lançamentos em dia, há uma real possibilidade da propriedade se programar quanto a suas demandas financeiras.

Para isso, dois pontos são extremamente importantes de serem administrados com atenção no fluxo de caixa: as contas a pagar e as contas a receber. Com o correto lançamento de todos os compromissos e contas que devemos pagar e receber, é possível que a propriedade se organize e preveja o futuro.

Essa avaliação pode ser realizada a curto e médio prazo. A curto prazo, sabemos por exemplo quanto a fazenda tem para receber e pagar na próxima semana e se o saldo da conta bancária é suficiente para quitar todas as obrigações daquele período.

Podemos citar como médio prazo a mesma situação para o próximo mês ou meses.

Mas afinal, qual a importância do fluxo de caixa?

O correto lançamento dos dados no fluxo de caixa é indispensável para a confiabilidade da ferramenta, entretanto, ele não deve ser utilizado apenas para o armazenamento desses dados, pelo contrário, a utilização dessa ferramenta é fundamental para que informações sejam levantadas e, a partir delas, seja possível a tomada de decisões em busca da maximização da eficiência em uma propriedade.

  • O fluxo de caixa permite que avaliemos de maneira simples, qual a condição do caixa. Ou seja: se o caixa está negativo ou positivo e em quanto está esse saldo.
  • Possibilita avaliar a situação financeira futura do negócio.
  • Permite avaliar quanto e quando será a maior necessidade de capital.
  • O fluxo de caixa, na implantação de um projeto, permite que avaliemos qual o período de payback dos valores investidos, ou seja, quando haverá o retorno de determinada quantia investida.
  • Demonstra se é necessário e quanto será necessário de capital externo para gerenciar o negócio.
  • As análises e o acompanhamento do fluxo de caixa permitem que evitemos o pagamento de juros e multas.

Conclusão

Em resumo, o fluxo de caixa é uma ferramenta relativamente simples, mas essencial para toda empresa. Ele nos permite a avaliação e a realização de importantes tomadas de decisões relativas ao sistema de produção.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Como iniciar um fluxo de caixa nas propriedades de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-do-fluxo-de-caixa-nas-propriedades-de-gado-de-corte/feed/ 0
Cerca elétrica em sistemas de pastejo: saiba como é a utilização https://blog.rehagro.com.br/a-utilizacao-da-cerca-eletrica-em-sistemas-de-pastejo/ https://blog.rehagro.com.br/a-utilizacao-da-cerca-eletrica-em-sistemas-de-pastejo/#respond Wed, 15 Jul 2020 18:00:32 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7947 A forragem representa a principal fonte de alimento para a produção de bovinos de corte no Brasil. Um consenso entre técnicos e pecuaristas é que a criação dos animais a pasto permite ganhos produtivos e econômicos, isso porque o custo da arroba produzida em pastagens é significativamente menor do que o custo dessa mesma arroba, […]

O post Cerca elétrica em sistemas de pastejo: saiba como é a utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A forragem representa a principal fonte de alimento para a produção de bovinos de corte no Brasil. Um consenso entre técnicos e pecuaristas é que a criação dos animais a pasto permite ganhos produtivos e econômicos, isso porque o custo da arroba produzida em pastagens é significativamente menor do que o custo dessa mesma arroba, produzida no confinamento, por exemplo.

Entretanto, há um fator importante a se destacar, para que alcancemos bons resultados, tanto em desempenho zootécnico e principalmente em desempenho econômico financeiro. É indispensável que a utilização dessas pastagens seja realizada de maneira adequada e eficaz.

O manejo bem feito do pastejo e das pastagens é determinante para o sucesso na atividade, bem como para a obtenção dos resultados positivos, produzir a supracitada, arroba com menores custos, e isso só se faz possível com uma condução bem ajustada dos recursos forrageiros disponíveis.

Além de proporcionar boas possibilidades referentes ao ganho de peso, bem como a bons resultados econômicos, o manejo correto das pastagens e do pastejo, está diretamente relacionado à manutenção das condições dessa pastagem.

Estima-se que 80% das pastagens do Brasil, encontram-se em algum grau de degradação, esse fato se dá, entre outros motivos, principalmente pela falha no processo de condução de manejo dessas pastagens.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


De maneira resumida e direta, o manejo correto das pastagens se torna possível, basicamente, quando respeitamos as alturas daquela forrageira quando os animais entram e saem de uma determinada área empastada.

Outros fatores, como adubação, correção de solo, controle de invasora, localização de cochos e bebedouros e outros, compõem esse processo, mas o princípio básico de respeitar as alturas de entrada e saída é fundamental.

Esse princípio só se faz possível, quando conduzimos os animais às pastagens nesse momento ideal, para isso existem algumas ferramentas e métodos de pastejo. Basicamente, podemos citar alguns desses métodos:

  • Pastejo alternado, quando um mesmo lote alterna momentos de pastejo entre dois piquetes; 
  • Pastejo rotacionado quando um lote utiliza 3 ou mais piquetes para pastejar. 

Esses são exemplos de métodos de manejo que permitem essa condução de maneira eficiente.

Cada um desses métodos e suas variáveis, apresentam suas características, benefícios e pontos de ajuste, entretanto, um fator é indispensável nesse processo, independente de qual manejo se escolha, e principalmente no manejo rotacionado, a cerca, sendo um componente de extrema importância nesse contexto.

Somente com uma boa estrutura de cerca, é possível a condução desses animais, da maneira que nós desejamos. Existem algumas estruturas de cerca possíveis de serem utilizadas, e uma delas vem ganhando destaque: a cerca elétrica.

A cerca elétrica é uma alternativa importante que, diferente das cercas convencionais de arame liso, a “cerca paraguaia”, podem ser móveis e de grande praticidade. Permitindo a condução do pastejo, potencializando e maximizando a utilização das pastagens.

A mobilidade e a praticidade da cerca elétrica ganham um destaque ainda maior, quando adotamos o pastejo rotacionado. A frequência da movimentação dos animais, e a necessidade de uma grande rede estrutural de cerca, são pontos que favorecem a utilização dessa tecnologia.

A cerca elétrica também tem encontrado muita resistência por parte dos produtores e funcionários devido à eficiência em segurar os animais na área delimitada, mas, quando se utiliza materiais de boa qualidade e a construção é criteriosa, a sua eficácia é muito alta.

Critérios como qualidade do aterramento, dimensionamento do aparelho eletrificador, vida útil do material, utilização de fio negativo, proteção contra descargas elétricas (raios) e uso de linha-mestra são muito importantes para o bom resultado deste tipo de cerca.

Como vantagens da cerca elétrica podemos citar, além do melhor aproveitamento das pastagens:

  • Fácil e rápida construção;
  • Facilita o manejo;
  • Amansa os animais;
  • Versátil;
  • Viável economicamente;
  • Ideal para sistemas de integração.

Dicas práticas para um bom funcionamento e vida útil da cerca é o grande “tripé” que garante a eficiência e a perfeita utilização de sistemas de cerca elétrica. Esse tripé é composto pela associação de potência adequada, isolamento eficiente e um aterramento bem feito.

Webinar Cercas Elétricas

Aterramento

Este é um dos pontos-chave para o sucesso da cerca elétrica, principalmente quando o solo não tem boa condutividade, em específico em estações secas.

Quando o animal toca ao mesmo tempo nos dois fios, tanto no fio positivo quanto fio terra (fase neutra), ele fecha o circuito via fio aterrado.

O número de hastes deve variar de acordo com o tamanho do aparelho, mas deve ter no mínimo 3 hastes. Existe um teste que indica a quantidade necessária para aterrar cada aparelho em cada tipo de solo. Esse teste consiste em medir a voltagem no aterramento após colocar 3 hastes em contato com a cerca e o solo (a uma distância de 100 metros do aterramento).

É muito importante que as hastes sejam aterradas em local que fique úmido mesmo na época da seca. Caso isto não seja possível, o aterramento deverá ser molhado com fartura e semanalmente na época de seca.

Lembrar que se a haste for de cobre, o fio de ligação deve ser de cobre e se for zinco, fio de ligação deve ser de zinco. A distância entre as hastes é de 3 metros. Quando o raio de distância do aparelho ultrapassar 1 Km, devem ser construídos aterramentos secundários no fio negativo usando uma ou duas hastes em cada aterramento.

Aterramento de cerca elétricaDiagrama de aterramento da cerca elétrica. Fonte: Manual prático de cercas elétricas da Speedrite.

Proteção contra raios

É outro fator muito importante. Deve ficar a uma distância de 20 metros do aterramento do aparelho. É feito no fio eletrificado, sendo que ele é interrompido com um isolador tipo castanha e interligado com uma mola própria (resistência).

Próximo à mola deve ser colocado o centelhador e este ligado ao fio eletrificado e ao aterramento contra raios. Este aterramento deve ter sempre uma haste a mais que o aterramento do seu respectivo aparelho. Em projetos muito longos, podem ser feitas outras proteções secundárias.

Esquema de ligação da proteção contra raios. Fonte: Manual prático de cercas elétricas da Speedrite.

Número e altura de fios

As cercas devem, no mínimo, ter dois fios (dois fios positivos ou um positivo e outro negativo), sendo que o fio de cima a uma altura 100-110 cm (positivo) e o fio de baixo (negativo) com 50-60 cm do solo.

Nas áreas de sequeiro onde há má distribuição de chuvas, também em projetos mais distantes (acima de 5 km de raio) e solos mais arenosos há a necessidade de que o fio de baixo seja sem choque (negativo).

Nas áreas irrigadas, como o uso será intensivo, a cerca pode ser com os dois fios positivos (devido ao solo úmido), o que torna esta cerca mais segura. O fio negativo deve acompanhar toda a cerca e em todas as passagens subterrâneas até que chegue ao aterramento principal do aparelho.

No aterramento, este fio deve ser ligado à haste mais distante do aparelho. O arame deve ser próprio para cerca elétrica (tripla camada de galvanização), mas o arame ovalado pode ser usado (é mais caro e tem vida útil menor).

Altura de fios da cerca elétricaEsquema de isolamento. Fonte: Manual prático de cercas elétricas da Speedrite. 

Dimensionamento do Aparelho

A recomendação do aparelho é que este tenha a potência de 1 Joule para 5 km de fio eletrificado (metade da distância recomendada pelos fabricantes), visando suprir possíveis perdas.

Importante ressaltar que, quanto mais intensificado for o sistema, maior será a demanda por potência, devido a pressão dos animais ser maior e mais frequente em sistemas com alta densidade demográfica.

Uso de Fio Subterrâneo

Nas passagens de porteiras e estradas é mais indicado o uso de fio subterrâneo com dupla camada de revestimento, ao contrário do fio aéreo ou de arames revestidos por mangueiras. Nestas passagens deve passar também o fio negativo (arame sem capa).

Uso de Catracas Isoladas

Nos casos de linhas de cercas mais longas (acima de 100 m) é indicado o uso de catracas isoladas para manter a boa tensão dos fios positivos (fácil manutenção). No caso das cercas de pivô onde os lances são curtos (50 metros) não há esta necessidade.

Madeira

Nas linhas longas há a necessidade do uso de esticadores nos cantos, com diâmetro acima de 10 cm. Nos lances curtos de pivô e nas estacas de meio pode ser usada madeira com diâmetro de 6-8 cm.

A distância entre estacas pode ser até de trinta metros (média de 20 m) No caso dos lances do pivô serão usadas 3 estacas por lance.

Isoladores

Os isoladores devem ser de bom isolamento e com proteção para raios UV. Os melhores são do tipo W ou anel, mas a mangueira própria também pode ser usada. Nos isoladores de canto é usado o tipo castanha.

Porteiras

É sugerido o uso de porteiras com molas de maior elasticidade (igual à do para-raios), com manopla isolante própria e o mesmo número e altura de fios existentes na cerca. Nestas porteiras elétricas, a largura deve ser de 6-8 metros. Também nos corredores, quando houver, a largura deve ser de 8 metros.

Porteira com cerca elétricaEsquema de isolamento das porteiras. Fonte: Manual prático de cercas elétricas da Speedrite. 

Área de Lazer

O mínimo de área por animal deve ser de 10 m2, onde houver mais espaço a área poderá ser de 20 m2 por animal. A sombra é muito importante e a sua projeção deve ter, no mínimo, 4 m2 por animal.

Aceiros

Com relação aos aceiros, os aparelhos quando bem dimensionados, suportam algumas perdas com o encosto do capim. Isto deve ser monitorado com o voltímetro e quando estiver sendo limitante, deve ser feito o aceiro químico (dessecante). Normalmente é feito no início do verão nas áreas de sequeiro e outra segunda vez (se necessário) nas áreas irrigadas.

Ligações

As ligações feitas nas passagens subterrâneas, nos cantos de cercas e nas emendas devem ser de boa qualidade e com grampo conector próprio.

No caso de desligar as cercas que não estão sendo usadas, ela deve ser feita com chave própria (chave faca). Para que não se gaste muitas chaves e para diminuir a administração, esta chave pode ser usada de maneira setorizada.

Linha-Mestra

Em projetos com raio muito grande (acima de 5 km), é necessário o uso de uma linha-mestra que leve energia para a cerca nas áreas mais distantes. Esta linha deve conter mais fios eletrificados (3 ou 4) e interligados entre si.

Painel Solar

Um grande avanço para utilização da cerca elétrica, é a disponibilidade da utilização de fontes de energia elétrica, fotovoltaicas, essa ferramenta permite que cercas elétricas sejam instaladas distantes da rede elétrica convencional, sem que haja perda da eficiência da utilização.

Considerações sobre a cerca elétrica

O uso de cerca elétrica é uma tecnologia bastante eficiente que permite ganhos imensuráveis, com a adoção de pastagens rotacionadas, seja em pivôs ou não.

Utilizar e demandar da estrutura correta para a implantação do processo é essencial para o perfeito funcionamento e garantia de sucesso dessa tecnologia. Um bom projeto garante o sucesso de seu uso, com baixos custos de manutenção.

Mãos à obra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.

As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.

Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.

Para saber mais informações, visite a nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Cerca elétrica em sistemas de pastejo: saiba como é a utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/a-utilizacao-da-cerca-eletrica-em-sistemas-de-pastejo/feed/ 0
Manejo nutricional de bovinos de corte: 5 pilares para o sucesso https://blog.rehagro.com.br/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/#comments Fri, 26 Jun 2020 18:42:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7856 Na pecuária de corte, existe um tripé que sustenta e confere dinamismo quando se fala em produção de bovinos, que consiste em genética, sanidade e manejo nutricional.  A associação da eficiência desse tripé somada à uma gestão eficiente dos recursos financeiros e das pessoas envolvidas no processo proporciona grande capacidade de obtenção de uma margem […]

O post Manejo nutricional de bovinos de corte: 5 pilares para o sucesso apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Na pecuária de corte, existe um tripé que sustenta e confere dinamismo quando se fala em produção de bovinos, que consiste em genética, sanidade e manejo nutricional. 

A associação da eficiência desse tripé somada à uma gestão eficiente dos recursos financeiros e das pessoas envolvidas no processo proporciona grande capacidade de obtenção de uma margem de lucratividade satisfatória.

Para se obter boa eficiência produtiva é importante que o manejo nutricional de bovinos de corte seja fundamentado em conhecimentos técnicos e aprofundados, revertidos em práticas eficientes de manejo nutricional. Isso permite que sejam adotadas estratégias para melhorar a eficiência alimentar dos animais e também a eficiência econômica do sistema.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Alimentação combinada com manejo nutricional de gado de corte pode ser considerado um assunto complexo, pois são diferentes variáveis que podem influenciar no sucesso deste manejo. Pensando em pecuária de corte brasileira, o dinamismo na atividade é ainda maior.

As diferenças nos sistemas de produção variam de região para região, e mesmo de forma regional podem variar muito em função de quantidade de raças de animais utilizadas, condições climáticas e ambientais que mudam ao longo do território nacional, variedade da composição nutricional da dieta utilizada para os animais nos diferentes sistemas, diversidade de forrageiras disponíveis, entre outras variações observadas.

Os níveis de intensificação de cada sistema, também interferem muito nesse dinamismo. O país apresenta uma diversidade muito grande em tipo e níveis de intensificação dos sistemas, onde é possível observar desde sistemas altamente extensivos, de criações a pasto, como sistemas de ciclo completo com 100% dos animais confinados, recebendo a dieta no cocho.

Gado se alimentandoFonte: acervo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Embora todas estas variações citadas, existem alguns princípios que devem ser levados em consideração para se fazer um bom manejo nutricional de bovinos de corte, independente das variáveis como raça, condições climáticas e espécies forrageiras disponíveis. 

Aqui, vamos explorar 5 pilares importantes para obter sucesso no manejo nutricional dos bovinos de corte.

1. Definição do objetivo do sistema de acordo com a categoria animal

O manejo nutricional adotado no sistema deve estar alinhado com os objetivos almejados para cada categoria. Os requerimentos nutricionais dos animais quanto aos nutrientes como proteína, energia, minerais e vitaminas variam conforme a categoria animal e também quanto a meta de desempenho produtivo.

Os bezerros, por exemplo, estão em uma fase onde o tipo de ganho é predominantemente o desenvolvimento dos tecidos musculares e ósseos, necessitando de uma dieta com níveis de proteína e minerais superiores às dietas dos animais mais erados, que por sua vez precisam de uma dieta mais energética, por estarem em uma fase onde o crescimento do esqueleto e desenvolvimento dos músculos já estão mais estabilizados e o aumento de deposição de tecido adiposo (gordura) torna-se mais acentuado.

Isso implica em planejar uma alimentação com os níveis adequados de nutrientes para garantir a efetividade do bom desempenho dos animais, sem contudo, perder eficiência econômica, seja pela falta de fornecimento de nutrientes, o que impossibilita o ganho de peso desejado, ou pelo excesso de nutrientes na alimentação, provocando aumento no custo de produção e desperdício de dinheiro.

Além dos objetivos traçados por exigências específicas de cada categoria, estabelecer o objetivo de ganho da categoria também é fundamental, desmamar bezerros com 240 kg, por exemplo, ou obter ganhos de 1,2 Kg por dia na engorda, são objetivos importantes de serem traçados em cada categoria.

2. Planejamento nutricional com estimativas da necessidade e disponibilidade de MS para alimentação dos animais durante determinado ciclo produtivo

Quando se fala em bovinos mantidos a pasto, a qualidade e a quantidade da forragem estão entre os principais fatores que influenciam a produtividade animal. As plantas forrageiras são responsáveis por fornecerem energia, proteína, minerais e vitaminas aos animais em pastejo com um baixo custo alimentar.

Contudo, estas estão sujeitas à estacionalidade de produção, apresentando boa qualidade e produtividade durante o período das chuvas, mas com perdas quantitativas e qualitativas durante os períodos secos do ano, como ilustrado na imagem.

Produção forrageiraA imagem representa a sazonalidade de produção forrageira em algumas regiões do Brasil, acompanhando as estações de seca e chuva.

Quando os bovinos não têm disponibilidade de pastagens com níveis mínimos de fibra e nutrientes, o desempenho produtivo destes animais é comprometido. Neste cenário, a probabilidade de que ao final do ciclo produtivo os animais não tenham apresentado o desempenho satisfatório é alta, o que provoca impacto negativo sobre a rentabilidade do sistema.

Para que isso não aconteça, é fundamental o planejamento nutricional antes do início do ciclo produtivo, para garantir que os níveis mínimos de nutrientes alimentares sejam oferecidos aos animais para atender suas exigências e o animal continue ganhando peso durante o período estabelecido.

Dessa forma, permite-se que os animais possam apresentar o desempenho satisfatório para que os objetivos produtivos e econômicos do sistema sejam alcançados.

Em um bom manejo nutricional, busca-se em geral maximizar a produção biológica e/ou econômica para determinado cenário socioeconômico, minimizar custos produtivos e garantir a sustentabilidade do sistema.

Manejo nutricionalFonte: acervo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador de consultoria do Rehagro. 

Durante o período de maior disponibilidade de forragem, podemos utilizar de suplementação também, diferente do período seco, onde além de corrigir as deficiências nutricionais das pastagens, aumentamos o consumo do capim mais seco.

Durante as águas, o pensamento é em maximizar os ganhos, ganhar ainda mais desempenho no período onde as pastagens são favoráveis, a conta não é simples, e não devemos simplesmente suplementar para ganhar mais, a estratégia deve compor um planejamento global e ser rentável economicamente.

3. Suplementação alimentar

Em função da estacionalidade produtiva das pastagens, estratégias alimentares que ajudem a sanar este problema devem ser adotadas, entre elas está a suplementação.

Bons resultados produtivos podem ser obtidos com a utilização da suplementação quando ela é realizada com um bom planejamento e apresenta coerência com a categoria animal e com o ganho desejado. É preciso estar atento, pois este cenário pode mudar em função de alguns fatores, como:

  • Disponibilidade e qualidade de forragem;
  • Categoria animal;
  • Mercado (para compra de insumos, animais e valor pago pela arroba vendida do animal);
  • Custo dessa suplementação.

Critérios que devem ser observados para suplementar:

  • Objetivo produtivo;
  • Raça e categoria animal;
  • Disponibilidade e qualidade de pastagens;
  • Quantidade e valor nutricional do suplemento;
  • Tempo de suplementação;
  • Preço pago pela arroba;
  • Custo x benefício do suplemento. Além de recursos físicos, como cochos e disponibilidade de mão de obra capacitada;
  • Logística da propriedade;
  • Infraestrutura, cocho, galpão, fábrica, etc.

Suplementação alimentarFonte: acervo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

É importante ressaltar que independente do tipo e nível de suplementação adotado, o objetivo desta estratégia deve ser sempre garantir a utilização eficaz da forragem e seus nutrientes pelos animais, potencializando o desempenho individual e aumentando a produção por hectare.

Ao se analisar o fator custo alimentar, os nutrientes obtidos através das forrageiras é consideravelmente inferior ao da suplementação, o que ressalta a importância da boa eficiência do pastejo.

Estratégias de suplementação podem ser utilizadas também para garantir sucesso em estratégias pontuais, como preparar novilhas para a estação de monta, desmamar bezerros, dentre outros.

Webinar Suplementação a pasto

4. “Contas na ponta do lápis”

Outro fator importante para se estabelecer o manejo nutricional dos animais, é a realização de uma análise sobre a viabilidade econômica. Não adianta fornecer alimentação diferenciada aos animais, garantindo bom desempenho, se ela não apresentar custo benefício favorável ao sistema. Em outras palavras, a produtividade animal tem que pagar o investimento realizado com a suplementação.

Por exemplo, em um sistema de cria onde a disponibilidade de forragens não atende aos requerimentos nutricionais das vacas em determinado período do ano, elas precisarão ser suplementadas.

Antes de qualquer decisão, deve-se realizar a análise da viabilidade econômica e o custo benefício da adoção desta estratégia. Isso pode ser realizado de diferentes maneiras, dentre elas, uma análise onde são levados em conta parâmetros como custo do suplemento, o tempo de suplementação e as taxas de desmame conseguidas (kg de bezerro desmamado/vaca/ano).

Somente através dessa análise e planejamento será possível garantir que o sistema apresente índices produtivos adequados com rentabilidade satisfatória.

Ressalva importante é que não devemos levar em conta somente os custos diretos com o suplemento, seja ele concentrado ou volumoso, os cálculos devem ser amplos levando em consideração, toda a logística e a operação envolvida no programa nutricional.

5. Monitoramento do manejo nutricional

Sabe-se que produzir, entender, monitorar e controlar dados em uma empresa é fundamental para o sucesso do negócio. Na bovinocultura de corte isso não é diferente, principalmente quando se observa as margens de lucro, cada vez mais reduzidas na atividade.

Gado comendo no cochoFonte: acervo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador de consultoria do Rehagro.

Sendo assim, após um bom planejamento nutricional com a realização de estudos e análises que demonstram a viabilidade da estratégia, é fundamental o monitoramento da mesma ao longo de sua execução.

Isso permitirá que durante a execução desse manejo, caso aconteça algum desvio como, por exemplo, desempenho produtivo insatisfatório, seja possível avaliar a causa do problema e também uma intervenção que o sane e possibilita que se tenha sucesso no final do ciclo produtivo.

Saiba mais sobre gestão na pecuária de corte! 

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.

As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.

Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.

Para saber mais informações, visite a nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Manejo nutricional de bovinos de corte: 5 pilares para o sucesso apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/feed/ 4
Bebedouro para gado: saiba a importância da qualidade da água https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-da-qualidade-da-agua-na-producao-de-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-da-qualidade-da-agua-na-producao-de-bovinos/#respond Wed, 17 Jun 2020 19:00:29 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7764 A busca pelo aumento da produtividade e da lucratividade na pecuária de corte passa por uma série de fatores, pesquisas e experimentos que são constantemente divulgados mostrando o impacto da genética, dos manejos sanitários, da eficiência no pastoreio e, principalmente, dentre outros fatores, da nutrição, no aumento da produtividade. Todavia, as ações e melhorias buscadas […]

O post Bebedouro para gado: saiba a importância da qualidade da água apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A busca pelo aumento da produtividade e da lucratividade na pecuária de corte passa por uma série de fatores, pesquisas e experimentos que são constantemente divulgados mostrando o impacto da genética, dos manejos sanitários, da eficiência no pastoreio e, principalmente, dentre outros fatores, da nutrição, no aumento da produtividade.

Todavia, as ações e melhorias buscadas nas dietas são quase sempre voltadas a fontes de volumosos e concentrados, porém, um fator determinante para o bom desempenho dos animais é a água. Entender o efeito e a importância de oferecer água em abundância e qualidade aos animais é fundamental.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Apesar de parecer simples e básico, cenas como a mostrada na Figura 1, são ainda muito comuns e corriqueiras no Brasil. Não apenas em criações extensivas de gado a pasto, mas também em confinamentos. Encontramos com frequência fontes de água totalmente inadequadas ao consumo.

Água em más condições de usoFoto ilustrando as más condições de água em propriedade de bovinos de corte a pasto. (Fonte: Vinicius Costa, trainee da Equipe Corte do Rehagro).

Bebedouro com água em má qualidadeFoto de bebedouro em confinamento com má qualidade de água devido a falta de limpeza.  (Fonte: Dra. Andrea Mobiglia, coordenadora de ensino da pecuária de corte e consultora do Rehagro).

A variedade das fontes de água encontradas nas fazendas de gado de corte é muito alta, desde açudes e cacimbas, rios e lagoas naturais a estruturas de bebedouro bem dimensionadas com a manutenção em dia. Podendo ainda ser observadas em diversas fontes dentro da mesma propriedade.

Água e a sanidade do rebanho

O primeiro ponto que devemos chamar a atenção, está relacionado aos impactos diretos da qualidade da água na saúde dos animais.

Fontes de água contaminadas, principalmente em açudes, cacimbas ou mesmo em bebedores sem manutenção e que contém água provinda de fontes não adequadas, representam sérios riscos à saúde dos animais, e consequentemente impacto negativo na produção.

Diarreia, eimeriose, leptospirose, botulismo, verminoses são algumas das doenças que podem afetar diretamente a saúde do animal.

Doenças como o botulismo podem causar grandes prejuízos, levando ao um surto e morte de muitos animais de maneira instantânea em uma propriedade. Já a leptospirose pode causar prejuízos incalculáveis durante uma estação de monta, aumentando abortos e reduzindo a taxa de prenhez.

E-book Manual Sanitário da estação de monta

Pensando ainda em prejuízos diretos à saúde dos animais, os bezerros também são diretamente impactados. No início de suas vidas, ao contrário do que muitos pensam, a disponibilidade de uma fonte de água de qualidade é fundamental para o desenvolvimento dos bezerros.

Casos de diarreia não são incomuns em fazendas em que o acesso dos bezerros à água está muito aquém do desejável, aumentando a mortalidade dessa categoria.

Dependendo da temperatura e da dieta utilizada, um bovino consome em média 5 litros de água, por quilo de matéria seca (MS) ingerida, frequentando em média a fonte de água quatro vezes ao dia em sistema de pastejo.

Água e o impacto no desempenho

Além dos impactos já supracitados, que influenciam direta e imediatamente a saúde dos animais, um ponto se destaca e requer bastante atenção é o desempenho dos animais.

Citamos que o consumo de matéria seca é diretamente proporcional ao consumo de água pelos animais. 

Limitações ao acesso da água, como barreiras físicas, estreitamento dos trilheiros na chegada às fontes de água, baixa disponibilidade de água e principalmente, água de má qualidade, irão impactar diretamente no consumo de MS pelos animais.

Bovinos em bebedouro mal planejadoFoto de confinamento ilustrando a dificuldade de acesso dos animais no bebedouro devido abertura de buracos no solo ocasionados pela falta de planejamento para a limpeza de bebedouro, onde a água escorria dentro da baia. (Fonte: Dra. Andrea Mobiglia, coordenadora de ensino da pecuária de corte e consultora do Rehagro).

Um estudo realizado por Willms et al. (2002) mostrou que houve redução do consumo de MS e ingestão de água à medida que a água era “propositadamente” contaminada com fezes. Um cenário não incomum em fazenda, o que neste estudo resultou em resolução de aproximadamente 12,5% no consumo MS, como ilustrado no Gráfico 1.

 

Qualidade da água x consumo dos bovinosIngestão de água e matéria seca de bovinos a medida que a fonte de água era contaminada com fezes. (Fonte: Adaptado de Willms et al., 2002).

Diminuir consumo de matéria seca, por esse motivo, é sinônimo de menores desempenhos, BICA et al., 2006, mostraram em seus estudos que bovinos de corte com acesso a água de fonte artificial, bebedouro, apresentaram desempenhos de 0,105Kg ou 29% superiores aos animais que consumiam água de açudes.

Portanto, a água é o primeiro e o mais barato ingrediente da dieta de um ruminante, o cuidado e a preservação desse recurso, a disponibilidade de águas de boa qualidade podem determinar o sucesso da atividade.

Capacidade dos bebedouros

Em confinamento, a métrica se mantém, ou até mesmo se acentua. Confinamentos, são na prática locais com maiores densidades de animais por m², o consumo de água é maior devido às características das dietas e o acesso ao bebedouro é observado constantemente por vários animais ao mesmo tempo, implicando em uma característica muito importante das recomendações do bebedouro.

É importante que esses sejam de alta vazão, ou seja, que tenham grande capacidade e velocidade de enchimento.

Bebedouro de alta vazãoProjeto de bebedouro pequeno mas de alta vazão. (Fonte: Cristiano Rossoni, consultor do Rehagro). 

A utilização de bebedouros artificiais, foi um grande avanço e é uma grande necessidade ainda em muitas propriedades, em grandes piquetes, ou mesmo em confinamentos.

Grandes estruturas de bebedouros foram instalados com intuito de armazenar muita água, que fosse capaz de suprir as necessidades de todos os animais de um lote, porém essas estruturas com grandes capacidades de armazenamento, apresentam uma maior dificuldade de manutenção, é em tese mais difícil se limpar um bebedouro ou uma caixa d’água com grandes volumes do que um bebedouro pequeno.

Bebedouro com enchimento lentoBebedouro com vazão insuficiente, enchimento lento. (Fonte: Cristiano Rossoni, consultor do Rehagro).

Se podemos observar vantagens em grandes estruturas para armazenar água para os bovinos, está justamente relacionado à diminuição de riscos de falta desse insumo tão importante.

Uma grande estrutura tem capacidade para garantir água aos animais por 2, 3 ou mais dias, mesmo se algum problema ocorrer com a distribuição da água.

Um ponto de atenção importante, quando pensamos em bebedouros menores, é a capacidade dessa estrutura em atender uma grande demanda por parte dos animais em um curto espaço de tempo.

A partir de então, passou-se a dar mais atenção à vazão dos bebedouros, estrutura menores, com grande capacidade de enchimento. São mais práticos, fáceis de limpar e podem atender, perfeitamente, a todos os animais.

Ainda em relação ao dimensionamento, quando falamos em tamanho de bebedouro, uma métrica utilizada são 2 cm lineares por cabeça, mas insistimos que mais importante do que o tamanho do bebedouro, e sempre relacionado ao sistema de produção, é importante avaliar a vazão do mesmo.

Manutenção e Limpeza

Independente da capacidade e da vazão do bebedouro, um ponto é indispensável em qualquer sistema de produção, a manutenção e limpeza dos bebedouros.

Principalmente quando pensamos em sistemas mais intensivos, como confinamentos, a frequência de manutenção e limpeza dos bebedouros requer atenção, e deve ser realizada no mínimo duas vezes por semana.

Dicas para limpeza:

  • Retire a água do bebedouro, deixando apenas um fundo;
  • Esfregue toda a superfície do bebedouro, incluindo paredes e fundo, com uma escova ou vassoura rígida. Caso necessário, utilize auxílio de produtos químicos para a limpeza, lembre caprichar no enxágue.);
  • Acabe de retirar a água e esfregar o fundo removendo toda sujeira, lodo e matéria orgânica;
  • Enxágue o bebedouro;
  • Deixe encher novamente.

Algumas plantas e estruturas de confinamento fazem avaliação e limpeza das fontes de água diariamente.

Alternativas podem ser utilizadas como auxílio à limpeza, no intuito de manter a água sempre em bom estado. A utilização de cloro e plantas aquáticas, por exemplo, também podem ser utilizadas e irão retardar o processo de sujeira da água, entretanto a limpeza, a lavagem do bebedouro é indispensável.

Cuidado com fontes alternativas, como criar peixes, essas culturas eliminam resíduos na água que afetam o desempenho de bovinos. Portanto, a maneira mais adequada e barata é manter uma rotina de limpeza na fazenda.

Custo de instalação

Um ponto de bastante indagação, principalmente por parte dos produtores, está relacionado ao custo de instalação dos bebedouros. Esse custo está associado a algumas particularidades, como distância do bebedouro à fonte de água e da quantidade de piquetes na fazenda, por exemplo. A quantidade de tubulação e mão de obra impactam nesse custo, além da própria estrutura.

Independente de maiores ou menores custos, a qualidade da água obtida em bebedouros artificiais, representa benefícios suficientes que justificam o investimento na infraestrutura.

Manejo das Pastagens

A instalação de bebedouros para gado, representa um benefício pouco comentado. Bovinos em pastejo preferem andar não mais de 200 metros de distância da água para pastejarem. Só o fazem quando consomem 50% da forragem disponível naquele raio e relutam a andar mais do que 600m de distância da água. Apenas andarão distâncias superiores a essa, quando consumirem mais do que 40 a 50% da forragem disponível.

Esse comportamento dos animais, quando a distância não está adequada, resulta em superpastejo em algumas áreas do piquete e subpastejo em outras, o que impacta diretamente no desempenho do animal. Além disso, ainda abre oportunidade de plantas invasoras em áreas mais prejudicadas pelo mau manejo do pastejo.

A localização adequada do bebedouro, tem potencial para maximizar a utilização dos piquetes, ressalvadas devidas proporções de possibilidades, pode ser uma grande opção.

Análise da água

Tomadas todas as providências de limpeza, manutenção e avaliação da capacidade de fornecimento, um passo importante é a realização periódica de análises da água fornecida aos animais.

Avaliação de fatores como acidez, alcalinidade, presença de sulfetos de hidrogênio, sulfatos de ferro e manganês, conteúdos sólidos totais dissolvidos, bactérias (coliformes fecais por exemplo) e população de algas devem ser realizadas, permitindo assim, controle e ações de melhoria na qualidade da água ofertada, respeitando as normativas e portarias do RIISPOA.

Relatório de análise da água

Relatório de análise da água. 

Conclusão

A qualidade da água na produção de bovinos é um ponto que merece grande atenção. Bovinos de corte podem beber mais de 50 litros de água por dia!

Fornecer água de qualidade e em abundância, não somente mitiga problemas sanitários dentro da propriedade, mas principalmente potencializa desempenho e maximiza resultados.

Vamos em frente?

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Bebedouro para gado: saiba a importância da qualidade da água apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-da-qualidade-da-agua-na-producao-de-bovinos/feed/ 0
Análise do coronavírus na cadeia da carne – 4ª edição https://blog.rehagro.com.br/analise-do-coronavirus-na-cadeia-da-carne-4a-edicao/ https://blog.rehagro.com.br/analise-do-coronavirus-na-cadeia-da-carne-4a-edicao/#respond Wed, 10 Jun 2020 18:00:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7749 No dia 29/04, fizemos a quarta edição do Agroask Online sobre o impacto do coronavírus na cadeia da carne. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos especialistas de alto nível para continuar debatendo a respeito do futuro da pecuária: Diego Palucci – Gerente de Negócios do Rehagro […]

O post Análise do coronavírus na cadeia da carne – 4ª edição apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
cadeia da carne

No dia 29/04, fizemos a quarta edição do Agroask Online sobre o impacto do coronavírus na cadeia da carne. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos especialistas de alto nível para continuar debatendo a respeito do futuro da pecuária:

  • Diego Palucci – Gerente de Negócios do Rehagro
  • Alexandre Ayosa – Agente de investimentos da Nova Futura
  • Michel Tortelli – Sócio Diretor da FinPec
  • Ricardo Mourão – Agente de Investimentos da MAM Investimentos
  • Conrado Zanon – Partner da Germinare

Se você ainda não assistiu a continuação da série, clique no link abaixo:

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!

Para ver a terceira edição, clique AQUI!

O post Análise do coronavírus na cadeia da carne – 4ª edição apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/analise-do-coronavirus-na-cadeia-da-carne-4a-edicao/feed/ 0
Grãos de destilaria do milho: DDG e WDG na alimentação dos bovinos https://blog.rehagro.com.br/graos-de-destilaria-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/graos-de-destilaria-do-milho/#comments Mon, 08 Jun 2020 17:00:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7713 O máximo aproveitamento dos recursos disponíveis dentro de um sistema, é fundamental para a diminuição dos custos de produção, essa máxima se estende por toda a cadeia produtiva do agronegócio. Explorar todas as possibilidades da matéria prima é uma grande virtude da cadeia produtiva da carne – tudo na produção de carne bovina é aproveitado. […]

O post Grãos de destilaria do milho: DDG e WDG na alimentação dos bovinos apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O máximo aproveitamento dos recursos disponíveis dentro de um sistema, é fundamental para a diminuição dos custos de produção, essa máxima se estende por toda a cadeia produtiva do agronegócio.

Explorar todas as possibilidades da matéria prima é uma grande virtude da cadeia produtiva da carne – tudo na produção de carne bovina é aproveitado.

Esse aproveitamento, entretanto, não deve se restringir às últimas etapas do sistema de produção. Frigoríficos têm grande eficiência no aproveitamento de 100% do animal abatido e as etapas anteriores, que sucedem o frigorífico, também devem seguir esse caminho.

 

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Um grande avanço nesse sentido está diretamente relacionado ao aproveitamento de coprodutos de outros negócios envolvidos no agro, a utilização de produtos advindos das cadeias produtivas do etanol (como por exemplo, os grãos de destilaria), do açúcar, do algodão e tantas outras, podem ser de grande valia na produção dos ruminantes.

Webinar Utilização de coprodutos

Além de diminuir a concorrência de utilização de produtos utilizados na alimentação humana, a utilização de coprodutos tem grande potencial quanto ao passivo ambiental.

A principal forma de interação e aproveitamento dos recursos está direcionada justamente a esses coprodutos, que são a cada dia mais utilizados na dieta de ruminantes. Casca de soja, torta de algodão, bagaço de cana, são alguns exemplos de “resíduos” de outras indústrias de grande importância para a nutrição de ruminantes.

Nos últimos anos, cresceu no Brasil, principalmente no Centro-Oeste brasileiro, o número de agroindústrias que utilizam a destilação do milho na produção do etanol. Esse processo tem como resíduos subprodutos de grande potencial para a inclusão nas dietas de ruminantes.

Resíduo de grãos de destilaria de milhoResíduo úmido da destilaria do milho, conhecido como WDG (wet distillers grain). Fonte: Material complementar, aula César Borges, Pós Graduação Gado de Corte – Rehagro

Resumidamente, nesse processo, utiliza-se o amido presente no milho como substrato para a fermentação e para a produção do etanol. O material remanescente é um produto rico em proteína, gordura e fibra, mais concentrados do que originalmente encontrados no milho. A proporção desses materiais varia entre as indústrias de etanol, dependendo do processo fermentativo que adotam.

O cozimento do milho irá proporcionar a gelatinização do amido, enzimas alfa amilase, termoestáveis, são adicionadas ao material e quebram o amido em glicose, que por sua vez será utilizado por leveduras adicionadas ao processo em etanol e gás carbônico (CO2).

DDG e WDG

Os principais coprodutos de grãos de destilaria são grãos secos ou úmidos de destilaria, mais conhecido no Brasil pela sigla em inglês DDG e WDG (dried distillers grains with solubles e wet distillers grains, respectivamente). Esses coprodutos se diferem basicamente, como diz sua nomenclatura, pelo teor de umidade.

Alimentação com coprodutos de grãos de destilariaBovinos se alimentando. Fonte: FS Bioenergia.

Durante o processo de fabricação do etanol, o material fermentado passa por uma etapa de secagem, dando origem ao DDG e quando retirado antes da fase de secagem temos o WDG. Além da característica principal, relacionada à umidade, esse processo de secagem irá interferir em alguns pontos importantes quando avaliamos a utilização desses produtos na nutrição de ruminantes.

Antes de chegar à fazenda, e serem realizadas as devidas considerações sobre nutrientes e inclusões nas dietas, devemos pensar nos custos e na logística que envolve a utilização desses produtos.

O produto úmido, WDG, apresenta, em média, na sua composição, 65% de água, o que acarreta, consequentemente, em maiores custos tanto no transporte, tornando mais atrativo para propriedade vizinha da indústria.

Também devemos destacar a armazenagem deste produto. A umidade diminui a densidade do produto, sendo necessário maior espaço para estocagem, além de necessitar de maiores cuidados com o aparecimento de mofos.

A utilização do WDG deve ser realizada de forma relativamente rápida nas propriedades. Estima-se que o tempo de vida útil do produto gire em torno de 3 a 4 dias, quando armazenado da forma “convencional” nos galpões de fábrica de confinamento, devendo ser o abastecimento da propriedade com esse produto uma rotina diária.

Uma alternativa a esse problema, pode ser a ensilagem do produto, hoje em dia a principal forma de ensilagem do WDG é feita por bags. Muitos produtores têm aproveitado a baixa nos preços para estocar e ensilar esse material.

A umidade interfere ainda, nas possibilidades de trato para os animais, suplementação de menores consumos, por exemplo, são praticamente inviáveis com WDG, o suplemento como um todo fica bastante úmido, fazendo com que o mesmo, estrague com mais facilidade.

Grãos de destilaria WDGWDG. Fonte: Site da FS Bioenergia.

Em contrapartida, justamente por não passar por uma etapa do processo de secagem, o WDG tem normalmente menores custos do Kg de MS, quando comparados ao DDG. Ainda referente ao quesito umidade, outro benefício do WDG está relacionado à sua maior capacidade de mistura, diminuindo inclusive a seleção dos animais.

O DDG, por todos os motivos supracitados, parece ser então uma opção mais viável, principalmente àquelas propriedades que estão distantes geograficamente das grandes usinas de etanol.

Sua composição com 10 a 12% de umidade, normalmente, permite que esse produto seja armazenado como a maioria dos concentrados comumente utilizados em uma propriedade de corte, ou seja, nos barracões e expostos ao ar.

Por ser um produto de MS mais elevado (88 a 90% de MS), pode inclusive ser utilizado como suplementação de animais à pasto, tendo maior vida útil nos cochos quando comparado ao WDG.

Processo de ensilagem do WDGWDG sendo ensilado. Fonte: Acervo pessoal, Esp. Paulo Eugênio, consultor e coordenador de consultoria do Rehagro.

Um adendo importante, que deve ser observado com bastante atenção em relação ao DDG, está relacionado justamente ao processo de secagem, onde, quando esse processo ocorre em demasia, pode levar à queima daquele material, levando à não disponibilização importante de alguns nutrientes.

Grãos de destilaria DDGDDG. Fonte: Site da FS Bioenergia

Tida algumas observações importantes sobre as características físicas desses produtos, principalmente em relação aos teores de MS e às consequências observadas em virtude da diferença entre esses produtos, a utilização e os níveis de inclusão desses coprodutos, passam a ser avaliadas pelas características bromatológicas dos mesmos.

Características comuns a esses grãos de destilaria do milho, justamente pelo processo fermentativo para produção de etanol utilizar o amido como substrato, são que esses nutrientes apresentam baixas concentrações, tanto no DDG quanto no WDG, em torno de 2 a 5%.

A principal forma de utilização desses coprodutos é como fonte proteica, e se justifica quando avaliamos os níveis de proteína desses materiais, sendo em média, 32% e 25 a 32% de proteína bruta no WDG e no DDG, respectivamente, sendo um substituto do farelo de soja.

Materiais comerciais podem variar quanto aos teores de proteína do produto, sendo vendido DDG com 19% de PB, por exemplo. Esses parâmetros devem ser observados na hora da compra para comparar preços.

Segundo uma pesquisa de Corrigan e colaboradores feita em 2006, podemos considerar, em inclusões superiores à 20% da dieta total, como fonte também energética, principalmente quando há a substituição do milho ao DDG.

Essa prática é mais usual em situações de suplementação à pasto dos animais. Nos confinamentos, inclusões próximas a 20% costumam suprir as exigências de proteína da dieta, e até mesmo alcançar valores superiores.

A substituição da fonte energética pode se justificar pelos níveis de NDT do DDG e do WDG, 90% e 98% respectivamente.

Armazenamento de DDGArmazenamento de DDG. Fonte: Acervo pessoal, Paulo Eugênio, consultor e coordenador de consultoria do Rehagro.

Outro ponto de avaliação desses produtos, diz respeito aos níveis de PNDR, que podem ser até 2,6 vezes maior do que os níveis encontrados no farelo de soja, por exemplo, na média o WDG apresenta 55% de PNDR enquanto o DDG apresenta 60 a 70% da PB de proteína não degradável no rúmen.

Entre os pontos de atenção e cuidados em relação a utilização desses insumos, dois chamam atenção, o primeiro deles está relacionado à inibição de consumo. Estudos como de Klopfenstein e colaboradores, feito no ano de 2014, sugerem que inclusões superiores a 30% da MS da dieta podem inibir consumo refletindo em desempenhos inferiores.

Em contrapartida, estudos como Buckner e colaboradores obtiveram desempenhos semelhantes com inclusão de até 40% na dieta. Ainda como ponto de atenção, é importante sempre a análise dos níveis de enxofre desses produtos.

Portanto, a utilização dos grãos de destilaria, secos ou úmidos, são uma excelente alternativa, principalmente como substitutivos para fontes proteicas como o farelo de soja. Os valores da MS devem ser levados em consideração no momento da escolha de qual produto utilizar na propriedade.

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:

  • Nutrição e pastagens;
  • Sanidade;
  • Reprodução;
  • Diagnóstico da propriedade;
  • Gestão financeira e de pessoas.

As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.

O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

Para saber mais informações, visite nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Grãos de destilaria do milho: DDG e WDG na alimentação dos bovinos apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/graos-de-destilaria-do-milho/feed/ 1
Análise do coronavírus na cadeia da carne – 3ª edição https://blog.rehagro.com.br/analise-do-coronavirus-na-cadeia-da-carne-3a-edicao/ https://blog.rehagro.com.br/analise-do-coronavirus-na-cadeia-da-carne-3a-edicao/#respond Sat, 23 May 2020 15:00:34 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7583 No dia 08/04, fizemos a terceira edição do Agroask Online sobre o impacto do coronavírus na cadeia da carne. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos especialistas de alto nível para continuar debatendo a respeito do futuro da pecuária: Diego Palucci – Gerente de Negócios do Rehagro […]

O post Análise do coronavírus na cadeia da carne – 3ª edição apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
cadeia da carne

No dia 08/04, fizemos a terceira edição do Agroask Online sobre o impacto do coronavírus na cadeia da carne. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos especialistas de alto nível para continuar debatendo a respeito do futuro da pecuária:

  • Diego Palucci – Gerente de Negócios do Rehagro
  • Caio Godoy – Gestor Hedge Pecuária da INTL FCStone
  • Alexandre Ayosa – Agente de investimentos da Nova Futura
  • Michel Tortelli – Sócio Diretor da FinPec
  • Ricardo Mourão – Agente de Investimentos da MAM Investimentos
  • Conrado Zanon – Partner da Germinare

Se você ainda não assistiu a continuação da série, clique no link abaixo:

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!

Para ver a segunda edição, clique AQUI!

O post Análise do coronavírus na cadeia da carne – 3ª edição apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/analise-do-coronavirus-na-cadeia-da-carne-3a-edicao/feed/ 0
Análise do coronavírus na cadeia da carne – 2ª edição https://blog.rehagro.com.br/analise-do-coronavirus-2a-edicao/ https://blog.rehagro.com.br/analise-do-coronavirus-2a-edicao/#respond Sat, 02 May 2020 17:00:29 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7470 No dia 01/04, fizemos mais uma edição do Agroask Online sobre o impacto do coronavírus na cadeia da carne. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos especialistas de alto nível para debater a respeito do futuro da pecuária: Diego Palucci – Gerente de Negócios do Rehagro Caio […]

O post Análise do coronavírus na cadeia da carne – 2ª edição apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Análise do coronavírus

No dia 01/04, fizemos mais uma edição do Agroask Online sobre o impacto do coronavírus na cadeia da carne. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos especialistas de alto nível para debater a respeito do futuro da pecuária:

  • Diego Palucci – Gerente de Negócios do Rehagro
  • Caio Godoy – Gestor Hedge Pecuária da INTL FCStone
  • Alexandre Ayosa – Agente de investimentos da Nova Futura
  • Michel Tortelli – Sócio Diretor da FinPec
  • Ricardo Mourão – Agente de Investimentos da MAM Investimentos
  • Conrado Zanon – Partner da Germinare

Se você ainda não assistiu o segundo Agroask da série, clique no link abaixo:

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!

Para ver a primeira edição, clique AQUI!

O post Análise do coronavírus na cadeia da carne – 2ª edição apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/analise-do-coronavirus-2a-edicao/feed/ 0
Análise semanal do impacto do coronavírus na cadeia da carne https://blog.rehagro.com.br/coronavirus-na-cadeia-da-carne/ https://blog.rehagro.com.br/coronavirus-na-cadeia-da-carne/#respond Thu, 26 Mar 2020 20:35:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7225 No dia 25/03, fizemos um Webinar Corte especial! O tema foi extremamente relevante para o momento em que estamos vivendo: “Análise semanal do impacto do coronavírus na cadeia da carne”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Devido ao grande sucesso da transmissão, decidimos fazer um encontro semanal […]

O post Análise semanal do impacto do coronavírus na cadeia da carne apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
coronavírus

No dia 25/03, fizemos um Webinar Corte especial! O tema foi extremamente relevante para o momento em que estamos vivendo: “Análise semanal do impacto do coronavírus na cadeia da carne”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Devido ao grande sucesso da transmissão, decidimos fazer um encontro semanal para atualizar os profissionais da área sobre o que está acontecendo no mercado. Escolhemos especialistas de alto nível para debater a respeito do futuro da pecuária:

  • Diego Palucci – Gerente de Negócios do Rehagro
  • Caio Godoy – Gestor Hedge Pecuária da INTL FCStone
  • Alexandre Ayosa – Agente de investimentos da Nova Futura
  • Michel Tortelli – Sócio Diretor da FinPec
  • Ricardo Mourão – Agente de Investimentos da MAM Investimentos

Se você ainda não assistiu o primeiro Webinar da série, clique no link abaixo:

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!

O post Análise semanal do impacto do coronavírus na cadeia da carne apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/coronavirus-na-cadeia-da-carne/feed/ 0
Silagem de espigas, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/ https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/#respond Wed, 25 Mar 2020 18:11:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7175 Em 2020, fizemos um Webinar Corte sobre “Silagem de espigas de milho, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte“. Nosso 23º Webinar da área! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. A transmissão foi um sucesso! Mais de 1.500 pessoas participaram da palestra e debateram sobre […]

O post Silagem de espigas, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Em 2020, fizemos um Webinar Corte sobre “Silagem de espigas de milho, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte“. Nosso 23º Webinar da área! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

A transmissão foi um sucesso! Mais de 1.500 pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Todas aproveitaram o momento de quarentena para aprimorarem seus conhecimentos. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos. O agro não para!

Quem esteve no comando do evento online foi Thiago Bernardes, professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

O especialista falou sobre estratégias de produção, principalmente de alimentos energéticos para gado de corte em confinamento. Ele também explicou como o snaplage pode ser uma excelente alternativa para melhorar os resultados financeiros das fazendas.

Se você ainda não assistiu a explicação do professor, clique no link abaixo:

Silagem de espigas, grãos úmidos e reconstituídos

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre silagem de espigas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, comercialização, em todos os sistemas de criação. 

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática. 

Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

Gestão na Pecuária de Corte

O post Silagem de espigas, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/feed/ 0
Fibra efetiva na nutrição de gado de corte: qual a importância? https://blog.rehagro.com.br/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/ https://blog.rehagro.com.br/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/#comments Mon, 16 Mar 2020 17:00:43 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7099 O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade e, consequentemente, da lucratividade da fazenda. O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão […]

O post Fibra efetiva na nutrição de gado de corte: qual a importância? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade e, consequentemente, da lucratividade da fazenda.

O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão mínima de fibras efetivas na dieta, feita a partir do oferecimento de volumosos, buscando excelentes resultados sem comprometer a saúde do indivíduo.

 

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Na falta de estímulo de fibra no rúmen-retículo, há comprometimento da ruminação e da produção de saliva. Essa última, por sua vez, é rica em elementos tamponantes para manter o pH ruminal. Sua falta resulta em queda de pH que, dependendo da intensidade, pode contribuir para um quadro de acidose. A acidose pode se desdobrar em timpanismo espumoso e laminite, além de ter impactos negativos e irreversíveis no desempenho animal.

FDN e FDNfe

A fibra também estimula a motilidade, que é importante por aumentar o contato do substrato com as enzimas extracelulares dos microrganismos do rúmen, auxiliar na ruminação e na renovação de conteúdo ruminal, ajudando a aumentar a taxa de passagem. A mudança na taxa passagem tem como consequência:

  • Alteração na eficiência da produção de proteína microbiana;
  • Taxas de passagem mais rápidas, que favorecem o crescimento microbiano;
  • Aumento de consumo, já que “libera” espaço no rúmen para o animal poder consumir mais alimento.

É comum haver casos de acidose subclínica: aquela que existe, mas não tem sintomas evidentes. Um bom indicativo de que pode estar ocorrendo é o consumo de matéria seca muito variável.

Na determinação do nível mínimo de fibra na dieta dos bovinos de corte, é importante que seja considerada a porção da fibra que efetivamente estimula a ruminação. Para garantir que a dieta tenha fibra em detergente neutro (FDN) desejável e que promova efetividade na ruminação, a fibra fisicamente efetiva (FDNfe) começou a ser mensurada.

FDN e FDNfeA figura exemplifica que a porção de FDN está contida na matéria seca (MS) da dieta, que possui um percentual de efetividade. No primeiro exemplo, a efetividade física do FDN é menor que no segundo. 

O FDNfe foi definido como a porcentagem do FDN que efetivamente estimula a mastigação, salivação, ruminação e motilidade ruminal. O conceito utilizado pelo NRC (1996) define como a soma das porcentagens do material retido em peneira acima de 1,18mm após separação vertical, e multiplicado pelo valor de FDN da amostra (FDNfe = FFDN x FDN amostra em %MS). As partículas menores que 1,18 mm não são capazes de estimular a ruminação e os demais fatores discutidos anteriormente.

Requerimento mínimo de fibra efetiva

Essa peneira foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia nos EUA, sendo nomeada de separador de partículas da Penn State (The Penn State Particle Separator). O método para mensurar consiste em passar uma amostra do material nas peneiras (19 mm, 8 mm, 1,18 mm e fundo).

Porém, no campo a peneira 1,18 mm foi substituída pela de 4 mm devido muitas partículas ficarem retidas na peneira 1,18 mm serem de baixa ou nenhuma efetividade. Ainda assim, o material da peneira 4 mm deve ser avaliado com cautela, pois partículas de rápida fermentação ruminal podem ficar retidas na peneira superestimando os valores de FDNfe. Essa peneira pode ser desconsiderada na soma, caso o nutricionista adote isso como critério. 

O que se sabe é que os zebuínos têm maior exigência de FDNfe, sendo algo em torno de 25-30%.

Essa exigência para demais bovinos ficaria próximo a 15%. Mas, estes valores podem ser muito variáveis, de acordo com o manejo da fazenda, maquinário existente na propriedade, qualidade de fibra e uso de aditivos.

Requerimento de FDNfeRequerimento de FDNfe em bovinos (TMR = ração de mistura total). Fonte:  Dados do NRC, 2016.

Níveis de FDNfe dos alimentos

No gráfico a seguir, é visto que a diminuição do FDNfe resulta em menor pH ruminal, podendo chegar a níveis muito baixos dependendo da dieta fornecida. Por isso, é importante estarmos atentos aos níveis de FDNfe dos alimentos mais utilizados.

Fibra efetiva na dietaA influência do teor de fibra fisicamente efetiva na dieta sob o pH ruminal de bovinos. 

Nas dietas formuladas, principalmente em confinamentos, alguns alimentos são utilizados com o único intuito de fornecer fibra efetiva aos animais.

Dentre os alimentos mais comumente utilizados no Brasil, alguns se destacam: o bagaço de cana que além de preço acessível (dependendo da região) apresenta uma importante porcentagem de fibra fisicamente efetiva, o feno também pode ser utilizado com esse intuito e até mesmo silagens de milho, capim, sorgo, que passaram um pouco do ponto de ensilagem podem ser utilizados com intuito de fornecer fibra efetiva a esses animais.

Além desses, outros importantes alimentos podem apresentar importante perfil de FDNfe e devem ser levados em consideração.

O quadro abaixo ilustra a efetividade de alguns insumos utilizados para bovinos. Note que o processamento é um fator crucial para esse parâmetro. Portanto, cada fazenda precisa conhecer seu insumo, e para isso a análise bromatológica e física das partículas é imprescindível para uma boa formulação de dieta.

Insumos para bovinos

Alguns subprodutos podem ser utilizados com o objetivo de estimular a ruminação através de sua efetividade, como por exemplo a casquinha de soja e o caroço de algodão, ambos alimentos possuem em sua composição bromatológica característica interessantes, o caroço com 44% de FDN, em média, e a casquinha 70% de sua MS total, entretanto por características dessa fibra a utilização dos dois alimentos se diferem.

A fibra efetiva do caroço de algodão é significativa para proporcionar a ruminação dos bovinos, podendo ser utilizada então com esse intuito, já a casquinha não apresenta essas características, e apesar de ser uma excelente alternativa de alimento não deve ter sua efetividade levada em consideração para promover ruminação.

Webinar Utilização de coprodutos

Quando pensamos em fornecer fibra aos animais buscando as características de sua efetividades, podemos acreditar que quanto maior o tamanho da partícula, melhor será para a dieta, entretanto partículas grandes em demais, acima de 19 mm, em grandes quantidades na dieta podem proporcionar uma seleção por parte dos animais, essa seleção acarreta diversos prejuízos como por exemplo, sobras no cocho e desempenho aquém do esperado para a dieta.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:

  • Nutrição e pastagens;
  • Sanidade;
  • Reprodução;
  • Diagnóstico da propriedade;
  • Gestão financeira e de pessoas.

As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.

O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

Para saber mais informações, visite nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Fibra efetiva na nutrição de gado de corte: qual a importância? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/feed/ 1
Qual a cerca ideal para produção de gado de corte? https://blog.rehagro.com.br/cerca-ideal-para-a-propriedade/ https://blog.rehagro.com.br/cerca-ideal-para-a-propriedade/#comments Wed, 11 Mar 2020 17:00:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7065 O sucesso da produção na cadeia produtiva da carne se deve à uma série de fatores. Em especial, a grande capacidade de produzir forragem durante praticamente todo o ano. De dimensões continentais, com clima tropical extremamente favorável à produção e desenvolvimento vegetal, a pecuária brasileira tem destaque no mundo pela criação de bovinos exclusivamente a […]

O post Qual a cerca ideal para produção de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O sucesso da produção na cadeia produtiva da carne se deve à uma série de fatores. Em especial, a grande capacidade de produzir forragem durante praticamente todo o ano.

De dimensões continentais, com clima tropical extremamente favorável à produção e desenvolvimento vegetal, a pecuária brasileira tem destaque no mundo pela criação de bovinos exclusivamente a pasto.

As características descritas acima, representam um potencial em se produzir pastos de qualidade. Por consequência, permitem que se produza arrobas a baixo custo. Contudo, somente o potencial produtivo não se faz suficiente para que a produção atinja níveis satisfatórios. Também é necessário que transformemos esse potencial em real produção de carne.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Manejo da pastagem e o manejo do pastejo

É importante que otimizemos todas essas “vantagens naturais” com objetivo de melhorar e maximizar a produção animal.

Existem várias estratégias e ferramentas que nos permitem aumentar a produção de arrobas em dado hectare. Seguem alguns exemplos de poderosas ferramentas que auxiliam na busca por melhores desempenhos dos animais e áreas:

  • Melhoramento genético do rebanho;
  • Suplementação mineral, proteica e/ou energética.

Entretanto, há dois fatores, de certa forma abrangentes, que são indispensáveis na busca pelo aumento da eficiência produtiva de animais criados a pasto: manejo da pastagem e o manejo do pastejo.

Exatamente o conjunto de ações que realizamos envolvendo os componentes solo-planta-animal serão denominados manejo da pastagem. Já a condução que proporcionamos aos animais para colheita da forragem produzida é o manejo do pastejo.

Somente adequando e aumentando ao máximo a eficiência no manejo da pastagem e do pastejo vamos conseguir, de fato, transformar todo nosso potencial produtivo em maiores produções de arrobas.

Dentre essas ações e ferramentas que utilizamos no manejo da pastagem, uma estrutura chama muita atenção por sua importância e também por ser, em muitos casos, negligenciada, a cerca. Isso mesmo, para se ter um pastejo adequado, é fundamental que tenhamos em nossa propriedade uma boa e eficiente estrutura de cerca.

A cerca na pecuária vem sendo utilizada e evoluindo ao longo dos últimos anos. Desde a época onde as cercas eram confeccionadas de pedra e valas até os dias de hoje, onde encontramos modernos sistemas automatizados de cerca e até mesmo cercas de campo magnético.

Além de proteger contra a fuga dos animais de uma propriedade, existe uma série de vantagens em se ter uma boa cerca. Veja algumas delas:

Separar os animais de diferentes categorias

Alguns exemplos são:

  • Em períodos ou estados reprodutivos diferentes;
  • Com peso, escore ou frame diferenciados;
  • Apresentando status sanitário especial, em quarentena por exemplo;
  • Grupos genéticos distintos;
  • Com exigências nutricionais diferenciadas.

Direcionar os animais pela propriedade

  • Corredores de acesso à currais, retiros ou outros pastos.

Limitar acesso dos animais em determinada localidade

  • Não permitir que os animais tenham acesso a uma nascente dentro do pasto;
  • Evitar o acesso de determinada categoria ao cocho, creep feeding.

Proporcionar o manejo adequado dos animais

  • É sabido que grandes extensões de pastagem é desfavorável para o pastejo uniforme dos animais. Sendo assim, a principal função de uma cerca dentro da propriedade é delimitar os piquetes e, por consequência, permitir a padronização e melhor utilização daquela forrageira por parte dos animais.

Mas afinal, qual a melhor opção de cerca para o meu negócio?

Existem, como citado acima, alguns tipos de cerca que podem auxiliar o produtor em diferentes finalidades. Cerca de arame farpado, cerca com arame liso “paraguaia”, cerca elétrica são os principais tipo de cercas encontrados em sistemas de pecuária de corte no Brasil.

Cada uma delas tem sua particularidade, seus benefícios e suas deficiências. Para conseguirmos alcançar o objetivo tratado nesse texto como principal, da cerca, devemos conhecer as características de cada um desses tipos e estabelecer qual será a melhor opção para nosso sistema.

Cerca de arame farpado

A cerca de arame farpado, talvez seja ainda a cerca mais utilizada por pecuaristas no Brasil e no mundo. Sua utilização se destaca em terrenos onde a topografia é mais acentuada, por exemplo:

  • Regiões de amplitude no relevo;
  • Regiões acidentadas;
  • Cercas que contém diversas mudanças de direção a cerca de arame farpada é preterida.

Pela menor elasticidade do arame farpado, esse tipo de cerca necessita de um menor espaçamento entre os postes de madeira.

No geral, o espaçamento não deve ser muito maior do que 3 a 5 metros entre os postes, exigindo ainda maior número de fios na cerca. As duas últimas características citadas, imprime na cerca de arame farpado, um maior custo de instalação quando comparamos com os outros dois tipos de cerca citados anteriormente.

Entretanto, pela menor necessidade de esticadores e pela praticidade na instalação, a mão de obra para se utilizar na instalação e manutenção desse tipo de cerca é fácil de se encontrar.

Cerca de arame liso

A cerca de arame liso, ao contrário da cerca de arame farpado tem maior elasticidade. Isso permite que o espaçamento entre os postes de suporte seja maior, mesmo necessitando de esticadores com menor intervalo.

No geral, cercas de arame liso permitem distância, não maiores do que 8m entre os postes. Justamente pela necessidade dos esticadores, a mão de obra para instalação e manutenção desse tipo de cerca requer um pouco mais de experiência.

A cerca de arame liso é recomendada, normalmente, para regiões mais planas e sem muita mudança de direção. Assim como na cerca de arame farpado o número de fios recomendado para uma boa cerca de arame liso são 5 fios.

Uma grande problemática, quando pensamos em cercas de arame farpado ou arame liso, principalmente em se tratando de divisões internas das propriedades, é o fato desses modelos de cercas serem fixas, ou seja, não há a possibilidade de movimentação ou mudança do local da cerca, sem que haja um grande desprendimento de tempo e recursos financeiros.

Cerca elétrica

A cerca elétrica é uma alternativa que se opõe as cercas convencionais de arame farpado ou liso, por poderem ser móveis e de grande praticidade, podendo ser utilizada para conduzir o pastejo, potencializando e maximizando a utilização das pastagens.

Ao contrário do que se parece, a técnica não necessariamente precisa estar próximo a fontes de energia tradicionais, existem modernos eletrificadores que são alimentados por painéis solares.

Esta pode ser até 4 vezes mais barata do que as cercas convencionais, entretanto, exige uma mão de obra qualificada e um projeto bem elaborado. Os aparelhos utilizados na cerca elétrica devem, necessariamente, serem de boa qualidade, para garantir o choque no fio. Esse fio não é muito esticado para melhor eficiência.

Webinar Cercas Elétricas

Considerações finais

Avaliando essas características, percebemos que não existe um modelo de cerca ideal, e que cada sistema deve entender suas peculiaridades e alternativas, para então escolher o melhor tipo a ser utilizado.

Existe ainda a possibilidade de se utilizar outros tipos de maneira consorciada, por exemplo o entorno de um módulo de pastejo feito com um modelo de arame liso e suas divisórias realizada de maneira móvel com a elétrica. Conte para nós, qual melhor se adéqua ao seu sistema?

Sucesso na sua produção!

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Qual a cerca ideal para produção de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/cerca-ideal-para-a-propriedade/feed/ 1
Manejo da fase de cria de bovinos de corte: como cuidar bem dos animais https://blog.rehagro.com.br/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/ https://blog.rehagro.com.br/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/#respond Thu, 13 Feb 2020 15:00:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6983 Você deseja alcançar uma maior produtividade e rentabilidade na fazenda, mas não sabe por onde começar? Que tal olhar para a sua estrutura de produção de bezerros, que é o início de tudo? Ela é a base que dará origem a todos os animais recriados e, futuramente, engordados e abatidos. Sendo assim, a excelência na […]

O post Manejo da fase de cria de bovinos de corte: como cuidar bem dos animais apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Você deseja alcançar uma maior produtividade e rentabilidade na fazenda, mas não sabe por onde começar? Que tal olhar para a sua estrutura de produção de bezerros, que é o início de tudo?

Ela é a base que dará origem a todos os animais recriados e, futuramente, engordados e abatidos. Sendo assim, a excelência na produção de gado de corte, em qualquer sistema, estará sempre ligada à fase de cria.

Os criadores estão cada dia mais focados em melhorias no desempenho, pensando em seus negócios. Eles buscam, principalmente, o aumento da produtividade, na produção de bezerros de qualidade e, consequentemente, da rentabilidade da atividade. Veja algumas dicas para chegar lá!

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Fatores ligados à reprodução

Alguns fatores interferem diretamente no desempenho e na produtividade dos criadores. Aspectos relacionados à reprodução, por exemplo, afetam diretamente no resultado de propriedades de cria, baixo índice de prenhes representa diminuição direta de bezerros desmamados.

Por esse motivo, nos últimos anos foi investido em técnicas e alternativas de manejo reprodutivo e protocolos hormonais. Essas técnicas estão cada dia mais evoluídas e permitem melhores resultados dentro da estação de monta.

Mas afinal, somente fatores ligados à reprodução são representativos no resultado de uma fazenda produtora de bezerros?

A resposta da pergunta feita acima é não. Não basta um grande desenvolvimento em estratégias diretamente ligadas à reprodução se outros fatores da propriedade não acompanharem a excelência. Como exemplo, podemos citar:

  • Desempenho;
  • Manejo de pastagem;
  • Suplementação de matrizes e bezerros;
  • Gestão das pessoas envolvidas na atividade.

Estes devem formar uma combinação em que, juntos, irão proporcionar o sucesso da atividade de cria.

Sanidade na fase de cria

Dentre esses fatores, um em específico vem a cada dia mostrando sua importância e seu impacto direto e indireto na produção do bezerro, bem como em toda a vida produtiva do animal: a sanidade.

Pensar em sanidade de bezerro e focar na sua eficiência é fundamental para a cadeia produtiva da carne. Problemas com a sanidade de um bezerro afetam não somente o desempenho desse animal até a desmama, mas também pode comprometer todo o seu desenvolvimento durante a recria e a engorda, e pode afetar o desempenho reprodutivo da futura matriz do rebanho.

Somente o impacto direto na produção de bezerros justifica o investimento e a melhoria nos processos sanitários de uma fazenda de cria. Os custos com insumos sanitários proporcionalmente baixos são importantes quando avaliamos o sistema como um todo.

Segundo dados da Consultoria do Rehagro, em propriedades extensivas os custos com sanidade representam, em média, 6,4% de todas as despesas.

Custos e estratégias

Em fazendas mais intensivas ou produtoras de genética, a representatividade desse custo é ainda menor. Cerca de 3,2% dos custos de uma propriedade de gado PO são direcionados à sanidade do rebanho.

Quanto mais intensificamos o processo, menor é a representatividade dos custos com sanidade em uma propriedade. Esses dados revelam uma importante reflexão. O investimento em sanidade é uma grande oportunidade.

As estratégias sanitárias dessa fase, são voltadas basicamente para três pontos importantes:

  1. Vacinação adequada;
  2. Controle de endo e ectoparasitas;
  3. Medicamentos utilizados em cuidados com bezerros.

Desafios da fase da cria

E quais são os principais desafios sanitários, quando pensamos na fase da cria?

O primeiro desafio de destaque na sanidade de bezerros está associado a falhas na transmissão de imunidade passiva. Comumente identificamos bezerros mal colostrados, por problemas anatômicos das matrizes, como:

  • Tetos demasiadamente grandes (por falha no acompanhamento da maternidade por parte dos colaboradores);
  • Maternidades em piquetes muito grandes;
  • Lotes muito grandes.

Bezerros guachos mal colostrados representam um impacto econômico significativo. Segundo uma pesquisa feita por Raboisson em 2016, o somatório de mortalidade, diarreia, pneumonia e outras complicações causadas pela falha da transmissão de imunidade passiva representam custos entre R$346,40 a R$1.398,00.

Cura do umbigo

Um segundo fator, extremamente relevante, e diretamente ligado a prejuízos econômicos requer uma atenção muito especial, a cura de umbigo. Problemas e deficiências na cura de umbigo de bezerros neonatos, representam um importante causa de mortalidade de recém-nascidos.

Um levantamento realizado por Dr. José Zambrano e Rafael Perez (Equipe Sanidade Rehagro), demonstrou na avaliação de mais de 1500 bezerros que, mais de 20% dos animais avaliados em diferentes fazendas apresentavam, ao menos, uma lesão de umbigo, inflamação e/ou miíase.

Cura do umbigoFotos: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

A deficiência no processo de cura do umbigo representa um impacto importante na fase inicial da vida dos bezerros. A deficiência tem grande potencial de interferir diretamente no desenvolvimento de toda a vida desses animais. Envolto de estruturas importantes anatomicamente falando, artérias umbilicais, úraco e veia umbilical, são uma porta potencial para:

  • Infecção e contaminação de órgão internos importantes;
  • Inflamação do umbigo (que pode levar de uma “simples” miíase a uma septicemia seguida de morte dos animais).

Por essa importância anatômica citada, existem grandes chances da inflamação de umbigos mal curados, evoluírem para problemas em órgãos importantes como o fígado.

A cura do umbigo parece ser de fácil resolução, na maioria das propriedades de cria. A ciência da importância de uma cura adequada de umbigo é relatada, entretanto, no dia-a-dia essa prática se mostra ineficiente. Uma boa recomendação para a obtenção de uma cura desejável é a utilização de tintura de iodo 10% no umbigo, já nas primeiras horas de vida do animal.

Diarreia

A diarreia já citada como uma das consequências na falha na transmissão de imunidade passiva, também representa um grande impacto na produção de bezerros.

São várias as causas possíveis para a diarreia, que variam de acordo com a idade do animal, neonatal (0-3 semanas) ou tardia (> 4 semanas). A utilização de soro oral associado a administração de AINES (Flunixin Meglumine), no tratamento de diarreia em bezerros com 8 a 11 dias de idade, vem mostrando bons resultados.

O aumento da densidade animal, agrupamento de animais de diversas faixas etárias, principalmente em regiões de alta umidade são fatores predisponentes de outra enfermidade que causa grande impacto econômico na produção de bezerros.

A Coccidiose, principalmente em animais jovens e recém desmamados, que apresentam quadro clínico, mas também em animais adultos que não apresentam, representa um impacto na produtividade com grande relevância no desempenho, principalmente em animais confinados.

A utilização de coccidiostáticos como monensina, salinomicina e o tratamento de animais com sintomatologia clínica com drogas como o Troltazuril demonstram boa eficiência no controle dessa doença.

Um problema “antigo” e por hora negligenciado são as verminoses. O impacto da infestação por verminoses em bezerros, pode representar grandes prejuízos econômicos, portanto a vermifugação na data correta com utilização de bases adequadas podem representar ganhos adicionais de até 1@ por animal.

Em resumo, são vários os desafios que devemos nos atentar quando pensamos em sanidade de bezerros, os impactos econômicos na fase da cria são mais perceptíveis, entretanto, o impacto de problemas sanitários na vida do animal representa um prejuízo ainda difícil de se mensurar.

Planejar e investir em programas e estratégias sanitárias assertivas é um caminho importante na eficiência produtiva de bezerros, assim como de todo ciclo de produção da pecuária de corte.

Além de todos os fatores citados, a tecnologia é uma grande aliada para um melhor desenvolvimento do sistema de produção de cria. Confira a sua utilização em nosso webinar gratuito:

Webinar Sistema de Produção de Cria

Seja um especialista em produção de gado de corte!

Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve profissionais para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas e alcançando resultados financeiros robustos na produção.

Caso você queira saber mais sobre ela, acesse pela imagem abaixo:

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Cristiano Rossoni

O post Manejo da fase de cria de bovinos de corte: como cuidar bem dos animais apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/feed/ 0
Minimizando os impactos da síndrome da morte do braquiarão https://blog.rehagro.com.br/webinar-corte-rehagro-morte-do-braquiarao/ https://blog.rehagro.com.br/webinar-corte-rehagro-morte-do-braquiarao/#respond Fri, 31 Jan 2020 16:00:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6866 Este é o 12º Webinar Gado de Corte, palestra ao vivo e gratuita, realizada no dia 12/02/2018, pelo Rehagro em parceria com o 3RLab. O tema é “Minimizando os impactos da síndrome da morte do braquiarão”. À frente da discussão está Bruno Pedreira, Doutor em Ciência Animal pela USP e Pesquisador Embrapa. Participe dessa incrível […]

O post Minimizando os impactos da síndrome da morte do braquiarão apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>

Este é o 12º Webinar Gado de Corte, palestra ao vivo e gratuita, realizada no dia 12/02/2018, pelo Rehagro em parceria com o 3RLab.

O tema é “Minimizando os impactos da síndrome da morte do braquiarão”.

À frente da discussão está Bruno Pedreira, Doutor em Ciência Animal pela USP e Pesquisador Embrapa.

Participe dessa incrível experiência do agronegócio!

Clique no link abaixo e faça sua inscrição!

O post Minimizando os impactos da síndrome da morte do braquiarão apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/webinar-corte-rehagro-morte-do-braquiarao/feed/ 0
Protocolos de IATF e estratégias no manejo reprodutivo em fêmeas de corte https://blog.rehagro.com.br/webinar-corte-rehagro-protocolos-da-iatf/ https://blog.rehagro.com.br/webinar-corte-rehagro-protocolos-da-iatf/#respond Fri, 17 Jan 2020 16:00:51 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6909 Em 2018, fizemos a transmissão de um Webinar Corte sobre protocolos de IATF e estratégias no manejo reprodutivo. O palestrante foi Reuel Luiz Gonçalves, Médico Veterinário e Gerente de Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. Se você é […]

O post Protocolos de IATF e estratégias no manejo reprodutivo em fêmeas de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Em 2018, fizemos a transmissão de um Webinar Corte sobre protocolos de IATF e estratégias no manejo reprodutivo. O palestrante foi Reuel Luiz Gonçalves, Médico Veterinário e Gerente de Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso 10º Webinar Gado de Corte! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

Clique no botão abaixo e participe dessa incrível experiência do agronegócio!

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

 

O post Protocolos de IATF e estratégias no manejo reprodutivo em fêmeas de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/webinar-corte-rehagro-protocolos-da-iatf/feed/ 0
Sequestro da recria: como aumentar sua margem de lucro https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-sua-margem-de-lucro-com-o-sequestro-da-recria/ https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-sua-margem-de-lucro-com-o-sequestro-da-recria/#comments Fri, 29 Nov 2019 12:00:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6618 O sistema de produção de gado a pasto é desafiador, pois a sazonalidade na produção de forragem representa um grande gargalo na produção. Não temos, nos meses de estiagem, pastagens em volume e qualidade suficientes para proporcionar aos animais ótimas condições para expressar seu potencial genético. Os ganhos nessa fase são irrisórios ou muitas vezes […]

O post Sequestro da recria: como aumentar sua margem de lucro apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O sistema de produção de gado a pasto é desafiador, pois a sazonalidade na produção de forragem representa um grande gargalo na produção.

Não temos, nos meses de estiagem, pastagens em volume e qualidade suficientes para proporcionar aos animais ótimas condições para expressar seu potencial genético. Os ganhos nessa fase são irrisórios ou muitas vezes inexistentes quando não há nenhum tipo de planejamento quanto ao uso de tecnologias para contornar esses desafios.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


O fato supracitado imprime uma segunda dificuldade aos produtores: o custo. Um importante fator impactante na rentabilidade do negócio na pecuária de corte é o custo operacional, ou seja, o custo ligado à operação do sistema.

Quanto maior o período de dias em que os animais ficam na propriedade, maior será o custo operacional por cabeça. Diferentemente, os custos ligados à nutrição onde, em tese, quanto maior o investimento, maiores são os ganhos e melhores são os resultados.

Sequestro de bezerrosSequestro de bezerros na Fazenda Icil, cliente Rehagro Consultoria. Fonte: arquivo pessoal de Hugo Martins, Técnico da Equipe Corte.

Os custos ligados ao operacional não significam melhores ganhos. Minimizar esses custos é fundamental para um bom retorno financeiro econômico da atividade.

Um animal que passa por todo um período das secas, sem ganhar peso, por exemplo, continua acumulando custo operacional sem produzir. Isso encarece muito o custo da arroba produzida ao final do processo produtivo.

Sequestro de bezerros

Pensando nesses dois fatos importantes, sazonalidade na produção de forragem e diluição dos custos operacionais, algumas estratégias podem ser utilizadas dentro da propriedade com intuito de acelerar o processo de ganho dos animais. 

Essas estratégias podem ser utilizadas independente da fase de vida do animal, cria, recria ou engorda.

Entretanto, uma estratégia vem chamando atenção: várias propriedades estão lançando mão do chamado “sequestro da recria”, “confinamento da recria” ou “resgate”. Elas também são alternativas de nomes a serem utilizados para classificar o processo de tratar no cocho os animais da recria no período da seca. 

A estratégia é fornecer toda a dieta desses animais no cocho por um período pré-determinado. A estrutura utilizada pode ser de confinamento ou então reservada uma área da fazenda para esse fim.

O planejamento para que se tenha espaçamento de cocho adequado, insumos e logística para todo o período de resgate é fundamental para o sucesso da operação.

Como forma de exercício pensamos em uma propriedade de ciclo completo, onde os bezerros são desmamados no mês de maio. Esses bezerros serão apartados da mãe e deixarão de ter o fornecimento do leite em um período do ano altamente desafiador.

O momento de grande estresse pela desmama dos animais é sequenciado pelo momento que eles passam a depender exclusivamente de forragem em uma época de baixa oferta e qualidade.

Esse período (primeira seca dos animais), é um momento de grande desafio por parte dos produtores, uma vez que os animais estão em uma fase muito importante da vida. Um erro no manejo dessa categoria, pode proporcionar o fracasso de todo o sistema produtivo.

Além do desafio dos animais propriamente dito, um outro fator deve ser levado em consideração quando pensamos na estratégia de sequestro da recria: o “descanso” das áreas de pasto, no momento de escassez de chuva.

A produção de forragem nessa época do ano é limitada. Manter altas taxas de lotação nesse período é um risco, pois os animais procuram as rebrotas desse capim devido ao maior valor nutricional. Isso pode comprometer o desempenho das pastagens por um bom tempo, proporcionando aparecimento de invasoras e iniciando um processo de degradação.

Não significa que utilizar os pastos no período da seca seja um erro, pelo contrário, existem excelentes estratégias para utilização dos pastos durante essa época do ano. Entretanto, o sequestro da recria pode ser uma grande alternativa para poupar e recuperar as pastagens, mantendo os animais na propriedade e principalmente, com bom desempenho produtivo.

Sequestro da recriaSequestro de bezerros na Fazenda Icil, cliente Rehagro Consultoria. Fonte: arquivo pessoal de Hugo Martins, Técnico da Equipe Corte.

Duração do sequestro de bezerros

O tempo de resgate desses animais é variável, e depende muito do objetivo do produtor. Alguns pecuaristas trabalham com período de tempo mais curto, 60 a 90 dias de sequestro, a fim de favorecer a rebrota dos pastos.

Já outros produtores trabalham com confinamento da recria em um período maior de dias. Nesse último cenário, além dos ganhos com as pastagens, aceleram ainda mais o processo produtivo pela redução considerável do tempo da recria. Esses trabalham com até 150 dias de cocho da recria.

Colocar os animais no cocho para receberem a dieta no período das secas é de grande valia para as pastagens como dito anteriormente. Para os animais, essa ferramenta também é extremamente eficiente.

Animais oriundos de uma cria intensiva, com creep-feeding, bons pastos, filhos de matrizes com boa habilidade materna, entram nesse sistema logo após a desmama com 7 a 8 @ e mantêm a crescente no seu desenvolvimento.

Um detalhe importante e que deve ser levado em consideração, é exatamente o quando podemos permitir que esses animais ganhem peso durante o sequestro da recria, principalmente em resgates mais longos.

Não é recomendado que os animais ganhem mais de 600, 700 gramas por dia. O custo da produção da arroba nesse período até se justifica para um recriador, mas para pecuaristas que desejam dar sequência no processo produtivo desses animais no período das águas, esse custo pode ficar muito elevado.

Outro adendo importante é a exigência desses animais no “pós-sequestro”. Animais oriundos de uma cria bem-feita, que passam pelo resgate, são animais que requerem uma continuidade no processo de desenvolvimento. Sendo assim, é esperado que no período sequente das águas esses animais sejam devidamente suplementados para manterem o desempenho.

Portanto, o resgate de animais após a desmama é uma ferramenta muito eficiente. Ela requer infraestrutura, logística e investimentos, mas quando bem executada, proporciona grandes benefícios aos produtores.

Seja um especialista em produção de gado de corte!

Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve profissionais para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas e alcançando resultados financeiros robustos na produção.

Caso você queira saber mais sobre ela, acesse pela imagem abaixo:

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Cristiano Rossoni

O post Sequestro da recria: como aumentar sua margem de lucro apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-sua-margem-de-lucro-com-o-sequestro-da-recria/feed/ 4
Qualidade de carcaça bovina: fatores de importância https://blog.rehagro.com.br/qualidade-de-carcaca-fatores-de-importancia/ https://blog.rehagro.com.br/qualidade-de-carcaca-fatores-de-importancia/#respond Tue, 05 Feb 2019 18:48:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5919 O Brasil, conhecido mundialmente pelo potencial produtivo do agronegócio, por diversos fatores favoráveis principalmente pelas condições climáticas e pela aptidão de seu povo, se tornou ao longo dos últimos anos detentor do maior rebanho comercial do mundo de bovinos de corte, entretanto devemos agora focar também na qualidade de carcaça oriunda desses animais. Espalhados por […]

O post Qualidade de carcaça bovina: fatores de importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O Brasil, conhecido mundialmente pelo potencial produtivo do agronegócio, por diversos fatores favoráveis principalmente pelas condições climáticas e pela aptidão de seu povo, se tornou ao longo dos últimos anos detentor do maior rebanho comercial do mundo de bovinos de corte, entretanto devemos agora focar também na qualidade de carcaça oriunda desses animais.

Espalhados por todas as regiões do país encontramos pecuaristas dos mais diversificados perfis, e também por suas dimensões continentais, é possível observar sistemas de produção bastante heterogêneos, principalmente no que se tange às tecnologias envolvidas na produção de carne, diferindo desde as raças produzidas ao tipo de sistema (intensivo, extensivo, semi-intensivo, confinamento, etc.).

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


É possível observar em uma mesma região produtora sistemas totalmente diferentes, envolvendo tecnologias das mais avançadas até sistemas totalmente extensivos como os que predominavam à décadas atrás, quando aprofundamos e avaliamos essas diferenças entre regiões (norte, sul, centro oeste, sudeste) essas diferenças podem ser encontradas de maneira ainda mais marcantes.

O motivo dessas diferenças se dão desde o objetivo de cada produtor com o negócio, ao acesso desses produtores às novas tecnologias e muito também se passa pela capacidade de investimento de cada um.

O somatório desses fatores é a produção de carcaças de distintas características e qualidades. Dentro de uma mesma propriedade é possível observar uma variável grande de animais que darão origem a carcaças totalmente heterogêneas.

A diferença entre as carcaças pode variar em diversos aspectos, desde a mais comum, com pouca cobertura e espessura de gordura à mais difícil de se encontrar com excesso de gordura. Existem diferenças ainda quanto ao peso dessas carcaças, distribuição de carne pela carcaça (mais ou menos carnes nos anteriores por exemplo), e assim sucessivamente teremos a presença nos frigoríficos de carcaças de diversas qualidades.

Se dentro de uma propriedade é possível observar animais que darão origem a carcaças tão diferentes, a avaliação entre animais de propriedades diferentes e principalmente a comparação entre carcaças oriundas de animais de sistemas de produção diferentes percebemos o quão gritante são as diferenças entre as carcaças produzidas no país.

Somando-se a todos esses fatores supracitados, um aspecto interessante deve ser avaliado. A grande maioria das indústrias frigoríficas do país não detém nenhum tipo de bonificação ou nenhum programa de bonificação para produtores que entregam carcaças de melhor qualidade.

Conhecido como sistema de “Bica corrida”, os frigoríficos nacionais abatem animais de todos os tipos e origem, sem distinção de tamanho, peso e acabamento de carcaça. Produtores que produzem e entregam animais precoces bem acabados irão receber, muito provavelmente na maioria das indústrias, o mesmo valor por quilo de carcaça do que os produtores de animais tardios, leves e pouco acabados.

Esse fator pode explicar de certa forma a falta de padrão das carcaças enviadas aos frigoríficos, afinal de contas, “porque investir em animais que proporcionarão ao frigorífico boas carcaças se não recebo a mais por isso?”.

Em contrapartida a recíproca deve ser considerada possível, como a indústria fará um programa de bonificação para um sistema produtor tão heterogêneo. Independente das causas e dos porquês dessa situação tão comum, é evidente a necessidade de se trabalhar com o fim de aumentar a qualidade de carcaça dos nossos animais.

Ao final de todo processo produtivo, o que se espera é a obtenção de um produto de qualidade e dentro dos padrões de exigência do mercado.

Na pecuária não é diferente, esperamos que ao final de um ciclo produtivo, os animais terminados à pasto ou em confinamento apresentem uma boa carcaça. É importante então sabermos identificar o que é considerado uma boa carcaça e quais os critérios são utilizados para definir uma boa carcaça e como definir qualidade e tipificação de carcaça.

Como já mencionado, no Brasil de maneira geral, a maioria das indústrias frigoríficas trabalham no sistema conhecido como “bica corrida” onde não há nenhuma bonificação para os diferentes padrões de qualidade de carcaça, muito pelo padrão desuniforme das carcaças. Entretanto alguns trabalhos vêm sendo desenvolvidos nesse sentido, em busca de um determinado padrão de qualidade que obedecem alguns critérios específicos.

Padronização das carcaças

De maneira geral, apesar da grande diferença entre indústrias e regiões, a qualidade da carcaça é determinada, primeiro por peso e segundo pela quantidade de presença de gordura nas carcaças, podendo variar entre carcaças 1 (gordura ausente) até carcaças 5 (gordura excessiva).

Para a padronização e enquadramento das carcaças, são utilizados alguns protocolos, existem vários protocolos utilizados no Brasil e no exterior:

  • Protocolo 35, macho inteiro;
  • Protocolo 35, macho castrado;
  • Protocolo 36, fêmeas;
  • Protocolo 1953;
  • Sistema USDA;
  • Sistema Nacional.

Além dos protocolos devemos observar e mensurar as principais características de carcaça e como essas mensurações são utilizadas na prática é fundamental.

Pensando em qualidade de carcaça, devemos avaliar todo um contexto envolvido para que cheguemos ao momento do abate, toda a cadeia produtiva, desde as condições de sanidade e escore da matriz, passando pelo nascimento e crescimento do bezerro de algum modo interferirá na qualidade da carne de bovinos.

  • Crescimento animal;
  • Raça;
  • Cruzamentos;
  • Dieta;
  • GMD;
  • Proporção dos tecidos na carcaça ao abate (processo que ocorre durante toda a vida do animal);
  • Crescimento fetal;
  • Processo da energia metabolizável consumida;
  • Curva de crescimento;
  • Tecidos que compõem a carcaça;
  • Eficiência de deposição de proteína;
  • Eficiência de deposição de gordura;
  • Rendimento do ganho;
  • Ganho compensatório;
  • Tamanho do animal ou frame.

Observados os fatores que envolvem e determinam o crescimento o desempenho e a qualidade da carcaça, devemos estar alinhados quanto aos conceitos que determinam qualidade, e como isso levará a um produto final de qualidade, ou seja, à uma carne de qualidade.

Alguns fatores devem ser avaliados e observados para termos um entendimento correto sobre qualidade de carne e o que é qualidade de carne.

  • Qualidade sanitária;
  • Qualidade nutricional;
  • Qualidade organoléptica.

De maneira geral, nos processos de produção de carne devem ser avaliados todas as alternativas e variâncias. Todos esses fatores citados vão, de alguma maneira, interferir na qualidade do produto final, e por consequência na aceitabilidade e no sucesso de comercialização para o consumidor final.

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

Curso Gestão da Pecuária de Corte

O post Qualidade de carcaça bovina: fatores de importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/qualidade-de-carcaca-fatores-de-importancia/feed/ 0
Verminoses em bovinos de corte: como realizar controle estratégico https://blog.rehagro.com.br/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/#comments Mon, 25 Jun 2018 15:25:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4457 Durante os últimos anos temos visto o desenvolvimento da pecuária brasileira, colocando o país num lugar de destaque no cenário mundial, tornando-se o número um em exportação de carne. No entanto, o potencial produtivo do nosso rebanho não é totalmente expressado devido a fatores ligados, muitas vezes, à sanidade dos animais. Dentro deste contexto, o […]

O post Verminoses em bovinos de corte: como realizar controle estratégico apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Durante os últimos anos temos visto o desenvolvimento da pecuária brasileira, colocando o país num lugar de destaque no cenário mundial, tornando-se o número um em exportação de carne. No entanto, o potencial produtivo do nosso rebanho não é totalmente expressado devido a fatores ligados, muitas vezes, à sanidade dos animais.

Dentro deste contexto, o controle de verminoses constitui uma prática importante, que tem como objetivo evitar perdas econômicas irreparáveis, uma vez que a presença de endoparasitas está ligada ao menor ganho ou perda de peso além da predisposição a outras doenças.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Calcula-se que os prejuízos causados pelas verminoses em países como os Estados Unidos estão por volta de 330 milhões de dólares/ano.

Além dos danos financeiros causados diretamente pelos parasitas, a utilização de antiparasitários é feita na maioria das vezes de maneira inadequada, aumentando ainda mais os prejuízos causados pelas verminoses.

No Brasil, os gastos com medicamentos antiparasitários no ano de 2000, foram de 223 milhões de dólares. Nem por isso o controle das verminoses é satisfatório. Segundo Bianchin (2000), as épocas de vermifugação são inadequadas, além disso, 80% das doses de anti-helmínticos são utilizadas erroneamente, no Brasil.

A partir destes fatos, se faz necessário a implantação de um programa de controle de verminoses eficaz e de baixo custo, que vise a eliminação dos agentes em épocas corretas, como uso racional de medicamentos antiparasitários.

Estratégias de combate às verminoses nos bovinos

O controle das verminoses pode ser baseado no ataque às formas de vida livre ou parasitária, tendo, cada uma destas alternativas, pontos positivos e negativos. O combate aos estágios de vida livre tem como objetivo eliminar das pastagens as formas infectantes, diminuindo a probabilidade de ingestão destas pelos bovinos.

Dentre as práticas de manejo mais valiosas para este tipo de controle destacam-se a rotação ou vedação temporária das pastagens, ou a utilização de agentes biológicos.

A primeira estratégia tem o objetivo de exaurir as reservas corporais das larvas, levando-as a morte. Estima-se que 80% das larvas morram quando não ingeridas por bovinos em intervalos de 30 a 45 dias. Já o controle biológico baseia-se na utilização de parasitas dos ovos e larvas como os fungos nematófagos de gênero Arthrobotrys e bactérias do gênero Bacillus.

Outra estratégia é a utilização de besouros coprófagos, mais conhecidos como “rola-bosta”, que devido ao seu hábito de enterrar as fezes, acabam inviabilizando o desenvolvimento dos ovos e larvas.

E-book Sanidade do gado de corte

No controle da fase de vida parasitária, a utilização de antiparasitários constitui a principal arma de combate das verminoses. Dentre as estratégias mais utilizadas podemos destacar:

  • Curativo: neste tipo de controle, os animais são vermifugados apenas quando ocorrem sinais clínicos, numa explícita intenção de minimizar os custos de tratamento. No entanto, a alta prevalência de casos subclínicos no rebanho, associada a alta contaminação por ovos nas pastagens, acabam inviabilizando esta estratégia.
  • Supressivo: neste caso utiliza-se vermífugos em intervalos pré- estabelecidos, durante todo o ano. Este procedimento pode implicar em dosificações desnecessárias, além do risco de criar resistência na população de vermes incidentes no rebanho.
  • Tático: tratamento onde os animais são vermifugados quando alguma condição ambiental favorece o desenvolvimento dos vermes ou quando práticas de manejo, como entrada em novas pastagens ou confinamento, rotação ou compras de animais torna oportuna a medicação.
  • Estratégico: esta prática de controle é baseada na prevenção de novas infestações de pastagens e apresenta resultados a médio e longo prazo. Tem como principal característica, a utilização racional de vermífugos e manutenção de cargas parasitárias compatíveis com a produção animal, apresentando, com isso, o melhor custo benefício, dentre as formas de tratamento. 

Gráfico com as principais formas de tratamento de verminoses em bovinosCusto/Benefício das principais formas de tratamento de verminoses em bovinos. Fonte : Embrapa Gado de Corte

Esta estratégia de controle baseia-se no conhecimento da epidemiologia e a dinâmica dos parasitos nos bovinos e na pastagem durante o ano, e a partir disto, pré-determinar vermifugações nos melhores períodos.

Sabe-se hoje que as larvas encontram nas pastagens condições ideais de sobrevivência no período chuvoso do ano em grande parte do território brasileiro. Cerca de 90 a 95% dos endoparasitas existentes estão nas pastagens em épocas de chuva.

No entanto, durante o período mais seco (junho, julho, agosto), o número de larvas diminui drasticamente nas pastagens, e grande parte dos vermes está presente nos animais.

Dinâmica populacional dos endoparasitas em bovinosDinâmica populacional dos endoparasitas em bovinos criados a pasto. Fonte: Pfizer Saúde Animal.

Com isso, a aplicação de vermífugos na época das chuvas tem pouco efeito no tratamento do rebanho, uma vez que a taxa de reinfecção é muito alta neste período pela alta carga de larvas nas pastagens.

Baseado nestes princípios, o controle estratégico preconiza a aplicação de vermífugos durante o período seco do ano, pois esta ação possibilita uma maior exposição dos vermes à ação dos antiparasitários. Consequentemente, os animais entrarão no período chuvoso com uma carga parasitária mínima, diminuindo a contaminação das pastagens por ovos.

O programa desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte baseia-se na aplicação de antiparasitários em épocas do ano pré-determinadas, levando em consideração a categoria animal e a relação custo-benefício.

Quando vermifugar os animais?

A utilização de vermífugos em bezerros é dita por muitos como de pouca utilidade devido à baixa mortalidade ocasionada por endoparasitas.

No entanto, estudos vêm demonstrando que bezerros vermifugados antes da desmama apresentam maior ganho de peso (10 a 15%) quando comparado a animais não tratados. Porém, a estratégia de tratar ou não esta categoria fica a cargo do proprietário ou médico veterinário, pois fatores econômicos podem pesar nessa decisão.

Para a utilização em bois de engorda, preconiza-se a utilização de antiparasitários nos meses de outubro ou novembro, momento no qual esta categoria entrará em pastagens vedadas, acarretando uma menor contaminação destas.

No caso de vacas, a vermifugação deve ser feita nos meses de julho e agosto, momento este anterior ao pico de parição, principalmente no Brasil Central (agosto e setembro). Com isso, o tratamento no periparto tem como objetivo uma menor contaminação das pastagens e consequentemente uma baixa infecção dos bezerros até o desmame.

Nos animais a partir da desmama até 24-30 meses, momento no qual as verminoses causam maiores prejuízos, a vermifugação deve englobar todo o período seco, com dosificações nos meses de maio, julho e setembro. Esta estratégia tem obtido bons resultados a campo, com redução da mortalidade em 2% e um ganho médio de peso vivo em torno de 41 quilos por animal (Bianchin et al.,1996).

A primeira aplicação (maio) tem o objetivo diminuir a carga parasitária adquirida pelo animal durante o período chuvoso, a segunda aplicação (julho) elimina os vermes que resistiram à primeira aplicação, além de combater os novos endoparasitas adquiridos no início do período seco.

A terceira aplicação combate os parasitas que sobreviveram às primeiras vermifugações, diminuindo o risco de contaminação das pastagens durante o período chuvoso que se iniciará.

Doses anti-helmínticas por categoria animalCategoria animal, prejuízo e número de doses anti-helmínticas nos Cerrados. Fonte: Bianchin (1995)

Indicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficazIndicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficaz, expressos por 100 cabeças de bovinos, para um período de dois anos. (B=dosificados em julho e setembro, C=dosificados em maio, julho e setembro e D=dosificados em maio, julho, setembro e dezembro; @=arroba ). Fonte: Bianchin (1991).

Por fim, o produtor deve ter em mente que o controle estratégico, ao contrário de outros métodos basicamente curativos, deve ser repetido anualmente na propriedade, respeitando épocas, idades e categorias previamente determinadas.

Além disso, para se evitar falhas ou impedimentos que ponham em risco sua eficiência, a vermifugação pode ser executada conjuntamente a outras práticas de manejo, como vacinações.

Conclui-se então que, controle estratégico é uma alternativa viável na tentativa do produtor em explorar ao máximo a produtividade do seu rebanho, a baixo custo e de maneira prática.

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.

As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.

Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.

Saiba mais informações em nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

O post Verminoses em bovinos de corte: como realizar controle estratégico apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/feed/ 2
Siistema digestivo dos bovinos: conheça a anatomia e fisiologia https://blog.rehagro.com.br/sistema-digestivo-dos-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/sistema-digestivo-dos-bovinos/#comments Thu, 14 Jun 2018 14:43:04 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4240 O sistema digestivo dos bovinos compreende boca, faringe, esôfago, pré-estômagos (rúmen, retículo, omaso), abomaso (estômago verdadeiro ou glandular), intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus. Os órgãos acessórios são: dentes, língua, glândulas salivares, fígado e pâncreas. Pela presença dos pré-estômagos, os bovinos, assim como a cabra, a ovelha, o búfalo, o camelo e os cervídeos, […]

O post Siistema digestivo dos bovinos: conheça a anatomia e fisiologia apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O sistema digestivo dos bovinos compreende boca, faringe, esôfago, pré-estômagos (rúmen, retículo, omaso), abomaso (estômago verdadeiro ou glandular), intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus. Os órgãos acessórios são: dentes, língua, glândulas salivares, fígado e pâncreas.

Pela presença dos pré-estômagos, os bovinos, assim como a cabra, a ovelha, o búfalo, o camelo e os cervídeos, são classificados como poligástricos ou ruminantes, animais que têm capacidade de ruminar, consistindo na regurgitação dos alimentos ingeridos, na remastigação e em nova deglutição.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


A língua é o principal órgão prensor, conduzindo o alimento até a boca. Ruminantes não têm dentes caninos nem incisivos superiores. A função antagonista dos incisivos inferiores se realiza pela lâmina dental constituída de tecido conjuntivo fibroso, recoberto por epitélio intensamente cornificado. A fórmula de dentição permanente de ruminantes é 2(I 0/4, C 0/0, P 3/3, M 3/3), quer dizer, 32 dentes.

A eficácia da mastigação é uma condição prévia vital para a digestão em ruminantes porque reduz o material vegetal a partículas de tamanho pequeno, que permite o ataque de microrganismos do rúmen aos carboidratos estruturais.

Os bovinos pastejam durante longos períodos de tempo, mastigam inicialmente de forma breve, ainda dispõem de amplos períodos de ruminação para reduzir as partículas de alimentos de forma a favorecer o ataque microbiano.

Os ruminantes jovens dispõem de uma dentição caduca que na maioria dos casos emerge antes do nascimento. A fórmula de dentição caduca de ruminantes é 2 (I 0/4, C 0/0, P 3/3), ou seja, 20 dentes.

Compartimentos digestivos dos bovinos

A função primária do trato digestivo é o de converter alimentos em componentes químicos capazes de serem absorvidos para a corrente sanguínea, para o uso como nutrientes para uma variedade de necessidades como manutenção corporal, crescimento, engorda, produção de leite e reprodução.

O estômago de ruminantes tem quatro compartimentos: o rúmen, retículo, omaso e abomaso. Coletivamente, estes órgãos ocupam quase 3/4 da cavidade abdominal, enchendo virtualmente todo o lado esquerdo e estendendo significativamente ao lado direito.

O retículo relaciona-se com o diafragma e é unido ao rúmen por uma dobra de tecido. O rúmen, o maior dos pré-estômagos, é propriamente saculado por colunas musculares que são chamadas saco dorsal, ventral, caudodorsal e caudoventral.

Em muitos aspectos, o retículo pode ser considerado uma bolsa cranioventral do rúmen; a digesta flui livremente entre estes dois órgãos. O retículo é conectado ao esférico omaso por um túnel pequeno, o orifício retículo-omasal. O abomaso é o estômago glandular ou verdadeiro do ruminante.

O interior do rúmen, retículo e omaso é exclusivamente coberto com epitélio estratificado escamoso, semelhante ao que é observado no esôfago.

Cada um destes órgãos tem estrutura mucosa muito distinta, embora dentro de cada órgão, alguma variação regional em morfologia possa ser observada. A superfície interior do rúmen forma numerosas papilas que variam em forma e tamanho, desde pequenas e pontiagudas a longas e folhadas.

O epitélio reticular é lançado em dobras que formam camadas poligonais que dão ao retículo, uma aparência de colmeia. Dentro do omaso ocorrem dobras longitudinais largas que lembram as páginas de um livro (um termo comumente utilizado para o omaso é livro). As pregas omasais são acumuladas com ingesta finamente moída e representam aproximadamente um terço da área de superfície total dos pré-estômagos. Epitélio estratificado, escamoso como achado no rúmen não é normalmente considerado um tipo de epitélio absortivo.

Papilas ruminais são muito ricamente vascularizadas e os ácidos graxos voláteis abundantes produzidos por fermentação são prontamente absorvidos através do epitélio. Sangue venoso dos pré-estômagos, como também do abomaso, leva estes nutrientes absorvidos até a veia porta. Ultrapassando estes compartimentos, a digesta chega ao intestino delgado e ao intestino grosso.

Rúmen

O rúmen é o maior dos quatro pré-estômagos. Localiza e preenche quase todo o lado esquerdo da cavidade abdominal. Ele é dividido em quatro áreas ou sacos por estruturas musculares chamadas de pilares ruminais. Há um saco dorsal, um ventral e dois sacos posteriores. Os pilares movem o bolo alimentar pelo rúmen em sentido rotatório, misturando o conteúdo sólido com o conteúdo líquido.

O órgão movimenta-se continuamente, a um ritmo de um a três movimentos por minuto, proporcionando uma divisão física (conhecida pelo nome de estratificação da digesta) e mistura das forragens e outras partículas ingeridas aos líquidos.

Quando completamente desenvolvido, apresenta vilosidades na face interna de sua parede, chamadas papilas ruminais. Estas papilas variam em número e tamanho em função do tipo de alimento fornecido. Quando bovinos são alimentados com dietas ricas em alimentos concentrados, o número e o tamanho das papilas ficam maiores para facilitar a absorção da grande quantidade de ácidos orgânicos produzidos durante a fermentação dos carboidratos.

O rúmen funciona como um combinado de reservatório e câmara fermentativa dos alimentos ingeridos. Os alimentos que chegam ao rúmen pela deglutição são digeridos ou degradados por processos fermentativos realizados pelos microrganismos que vivem dentro do órgão: bactérias, protozoários e fungos.

O processo de digestão ou fermentação é garantido por enzimas produzidas por estes microrganismos, enzimas estas que não são secretadas, mas ficam aderidas a parede celular. Tanto o rúmen quanto o retículo (e também o omaso), fornecem condições ideais para a colonização e crescimento destes microrganismos, que são os maiores responsáveis pelos processos digestivos dos ruminantes.

Condições ideais ao desenvolvimento e permanência dos microrganismos

  • Anaerobiose, ou seja, ausência quase total de oxigênio (O₂);
  • pH entre 5,5 a 7,0, sendo mais comum valores entre 6,8 a 6,9;
  • Temperatura entre 39 e 40ºC, ideal para a atividade enzimática microbiana;
  • Fornecimento contínuo de substrato, que é o alimento destes microrganismos;
  • Movimentos contínuos do retículo-rúmen, que apresentam e inoculam estes microrganismos nas partículas de alimento (substrato microbiano);
  • Alta umidade (em torno de 80% até 90% de água);
  • Retirada contínua dos produtos finais da fermentação, que poderiam acumular e se tornarem tóxicos.

A decomposição do conteúdo ocorre através da fermentação bacteriana, pois a saliva dos bovinos não contém enzimas digestivas e o revestimento dos pré-estômagos não têm glândulas capazes de secretar estas enzimas.

De uma maneira geral, a fermentação pelas bactérias ruminais irá ocorrer sobre cada um dos nutrientes dos alimentos.

Os carboidratos das plantas e outros alimentos (celulose, amido e açúcares) serão fermentados a ácidos graxos voláteis (os AGVs) e então absorvidos pelas papilas ruminais. As proteínas e outras fontes de nitrogênio (ureia, por exemplo) serão degradadas até amônia (NH₃), que será então utilizada para a síntese de proteína microbiana.

Os lípides/gordura serão quebrados em glicerol e ácidos graxos de cadeia longa, sendo o primeiro fermentado até AGV e o segundo hidrogenado, ou seja, as ligações duplas e triplas da cadeia de carbono são transformadas em ligações simples.

Os microrganismos do rúmen sintetizam vitaminas do Complexo B e K. Os AGV são absorvidos no rúmen, enquanto que os outros nutrientes passam para os compartimentos digestivos posteriores.

A atividade motora do rúmen e dos outros pré-estômagos é controlada pelo nervo vago (ramo dorsal, que inerva o saco dorsal do rúmen e o ramo ventral, que inerva o saco ventral do rúmen,retículo,omaso e abomaso), ligado ao sistema nervoso autônomo.

E-book Sistema Digestório dos bovinos

Retículo

O retículo ocupa uma posição cranial e não completamente separado do rúmen. Logo, suas funções e motilidades estão muito ligadas às do rúmen. A abertura do esôfago no cárdia é comum ao retículo e ao rúmen.

As paredes internas do retículo estão revestidas por uma membrana mucosa, disposta em inúmeras pregas (em forma de favos de mel).

Os corpos estranhos ingeridos pelo bovino (arames, pregos e outros) ficam retidos nestas pregas e impedidos de passar para os demais compartimentos do aparelho digestivo posterior, com consequentes reticulites e pericardites, altamente indesejável para estes animais, que, não raramente, levam o animal à morte.

Semelhante ao rúmen, o órgão não secreta nenhuma enzima. Apresenta um movimento constante, em sintonia com o rúmen. Do retículo, o alimento passa para o rúmen (alimento ainda não totalmente degradado/fermentado) ou para o omaso (alimento fermentado) e deste, para o trato digestivo posterior (abomaso e intestinos).

O retículo é o principal órgão que participa do processo de ruminação, já que é o responsável pela contração que leva a regurgitação.

Omaso

O omaso localiza-se do lado direito do retículo-rúmen, apresentado um formato esférico. Contêm em seu interior muitas lâminas musculares, que lhe conferiram o nome popular de folhoso (folhas semelhantes às de um livro). Na mucosa destas lâminas formam-se papilas, mais curtas e menos numerosas, se comparadas com as do rúmen.

Suas principais funções estão ligadas a absorção de água, de minerais, de ácidos graxos voláteis e redução de partículas alimentares.

Algumas pesquisas apontam o omaso como um órgão selecionador, ou seja, ele definiria se a digesta (alimento sendo digerido) que vem do retículo-rúmen está apta ou não para prosseguir para o abomaso. O material semi-líquido do retículo entra no omaso pelo orifício retículo-omasal.

Contrações omasais frequentes e fortes comprimem e trituram a digesta e de 60 a 70% da água é absorvida. O material de consistência mais sólida passa para o abomaso.

Abomaso

Corresponde ao estômago verdadeiro ou glandular dos bovinos. Possui uma mucosa mais úmida do que os outros pré-estômagos, com pregas longas e altas. Localiza-se ventralmente ao omaso, do lado direito do rúmen.

No bezerro, o abomaso cobre uma grande parte do assoalho do abdômen. A mucosa possui glândulas responsáveis por secretar o suco gástrico ou abomasal, numa velocidade que compensa, mais ou menos, a perda de líquido no omaso. O conteúdo do suco gástrico determina o pH, que pode ser de 1,5 a 3,0. Nestas condições, os microrganismos vindos do retículo-rúmen acabam morrendo.

Os principais produtos secretados pelas glândulas do abomaso são: enzimas (pepsina e pepsinogênio), hormônios (gastrina), ácidos (ácido clorídrico – HCl) e água. No bezerro, o abomaso secreta uma enzima específica para a digestão do leite, a quimosina, que coagula o colostro/leite, formando um coágulo de caseína e liberando o soro.

Intestinos

Os intestinos são divididos em duas porções, as quais sofrem, ainda, subdivisões:

  1. Intestino Delgado: duodeno (porção ativa de digestão e absorção), jejuno (porção para absorção) e íleo (porção para absorção e reabsorção);
  2. Intestino Grosso: ceco (saco cego), colo (parte mais volumosa do intestino grosso) e reto (termina no ânus).

As alças intestinais ocupam os dois terços posteriores do lado direito do abdômen. O rúmen cheio desloca as alças intestinais para a direita da linha média.

A digestão enzimática, que se iniciou no abomaso com a quimosina (bezerro) ou a pepsina (bovino adulto), é completada no intestino delgado com a participação das enzimas pancreáticas (tripsina, quimiotripsina, amilase pancreática, lipase) e de outras enzimas intestinais (lactase, maltase, sacarase, dissacaridases e outras).

Portanto, é no intestino delgado (especialmente no duodeno e jejuno) onde ocorrerá a maior parte da digestão e absorção dos nutrientes (proteínas, lipídios, minerais e vitaminas), ao passo que a maior parte dos carboidratos já foi fermentada no rúmen.

As paredes internas (mucosas) do intestino delgado são revestidas por inúmeras projeções papilares chamadas vilos ou vilosidades, que servem para aumentar a superfície de absorção destes nutrientes. A digestão enzimática desenvolve-se nas primeiras semanas de vida do bezerro, quando começa a ingerir nutrientes que exigem clivagem: dissacarídeos, amido e lipídios.

No intestino grosso, o processo de decomposição, síntese e conversão são mediadas por enzimas bacterianas. É justamente neste órgão que a maior parte da água ingerida será absorvida.

Existe no intestino grosso, uma população microbiana semelhante à do rúmen, mas bem menor em número. Estes microrganismos fermentam o pouco substrato que lá chega, da mesma forma que os do rúmen, produzindo ácidos graxos voláteis e proteínas microbianas.

Ocorre também certa digestão da celulose, pelas enzimas destes mesmos microrganismos. As vitaminas B e K, assim como no rúmen, também são sintetizadas neste órgão. Existe absorção destes nutrientes produzidos no intestino grosso, mas ela é bastante limitada.

Vamos em frente?

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo aos finais de semana para que os alunos possam tirar suas dúvidas.

As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.

Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.

Para saber mais informações, visite a nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

O post Siistema digestivo dos bovinos: conheça a anatomia e fisiologia apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/sistema-digestivo-dos-bovinos/feed/ 30
Sistema de produção de gado de corte: aspectos econômicos https://blog.rehagro.com.br/producao-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-corte/#comments Wed, 13 Jun 2018 13:58:35 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4189 A maior parte do rebanho brasileiro (38,74%) situa-se em áreas entre 100 e 1.000 ha, categoria em que se encontram apenas 9,35% dos estabelecimentos nacionais. Em seguida, destacam-se áreas maiores de 1.000 ha, que englobam 27,19% do rebanho nacional, distribuídos em apenas 0,94% dos estabelecimentos. Em áreas entre 10-100 ha, dispõe-se 24% do rebanho, sendo […]

O post Sistema de produção de gado de corte: aspectos econômicos apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A maior parte do rebanho brasileiro (38,74%) situa-se em áreas entre 100 e 1.000 ha, categoria em que se encontram apenas 9,35% dos estabelecimentos nacionais.

Em seguida, destacam-se áreas maiores de 1.000 ha, que englobam 27,19% do rebanho nacional, distribuídos em apenas 0,94% dos estabelecimentos. Em áreas entre 10-100 ha, dispõe-se 24% do rebanho, sendo 34,06% dos estabelecimentos responsáveis por este rebanho.

Por último, estão os estabelecimentos com menos de 10 ha, que representam somente 8,25% do rebanho e 43,96% dos estabelecimentos.

Dessa forma, verifica-se que apesar da maior parte dos estabelecimentos encontrar-se em áreas com menos de 100 ha, a maior parte do rebanho bovino encontra-se em poucas e maiores propriedades.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Apesar da maioria do rebanho estar localizada em fazendas de médio a grande porte é comum a falta de gestão técnico-administrativa nestas propriedades. A falta de controle dos custos faz com que os pecuaristas orientem-se em apenas um ou poucos parâmetros para tomar a decisão de vender os animais.

Relações de troca comparando o preço do boi gordo com o preço de animais para reposição e/ou insumos tem suas limitações, pois o aumento do custo dos demais insumos (vacinas, ração, mão-de-obra, etc.) não modifica estas relações, mas afeta o custo da arroba produzida.

Dessa forma, a própria melhoria tecnológica da produção, com consequente redução de custos totais, deveria alterar a “regra” de comercialização dos pecuaristas.

Além das “regras” de preços, algumas vezes as decisões são tomadas em função de situações contingenciais de venderem seus animais quando necessitam de capital de giro, enquanto outros o fazem quando não têm mais como manter os animais no pasto, demonstrando a falta de planejamento na atividade. As decisões também podem ser tomadas pela insatisfação com a situação real ou as perspectivas do cenário.

Nas situações de baixa produtividade (média brasileira), a busca por aumento da eficiência produtiva e econômica é necessária. O aumento da produtividade, normalmente, provoca redução do custo operacional total unitário (somatório do custo operacional fixo + operacional variável dividido pelas unidades produzidas).

O custo de produção deve ser entendido de maneira global dentro do sistema de produção e não isoladamente em segmentos do sistema de produção (adubação e irrigação de pastagens, confinamento, etc.), procurando sempre maximizar o lucro da atividade.

Manual de fluxo de caixa para fazendas de gado de corte

 

Índices zootécnicos como ferramenta no processo de gestão

Índices zootécnicos são aqueles cuja interação resulta na produção propriamente dita. Esses fatores podem ser analisados através de índices que permitam verificar o nível produtivo e reprodutivo do rebanho.

Dentre os índices zootécnicos preconizados destacam-se, idade ao primeiro parto e ao abate, taxa de natalidade e desmama, taxa de desfrute, taxa de mortalidade, entre outros.

Índices zootécnicosÍndices zootécnicos médios do rebanho brasileiro em diversos sistemas de produção. Fonte: Adaptado de Zimer e Euclides Filho, 1997.

Como mostra a a tabela acima, os pecuaristas devem atingir o sistema com média tecnologia, e aqueles já atingiram, devem melhorar estes números para maximizar a produtividade na propriedade buscando as metas listadas.

Taxas de rentabilidade dos sistemas de produção de gado

Com a introdução das tecnologias ocorre um aumento dos custos operacionais variáveis necessitando de maiores desembolsos no fluxo de caixa da empresa rural.

Em contrapartida, o aumento da produção (bezerros desmamados, arrobas produzidas, animais abatidos, etc.) tende a diluir os custos operacionais fixos (depreciações e despesas fixas) fazendo com que o custo operacional total unitário seja menor. Esses resultados serão melhores ou piores em função da região (preços de insumos, terra e de arroba) e escala de produção ou tamanho da propriedade.

As taxas de rentabilidades mais baixas, normalmente, são de fazendas em regiões com preços de terras mais elevadas, e as taxas mais elevadas de rentabilidade são de fazendas localizadas em terras mais baratas. Essas taxas também variam em função do sistema de produção, local, escala e nível de intensificação (correção e adubação de pastagens, suplementação nutricional, inseminação artificial, etc.).

Taxas de retorno do capital investidoDiferentes taxas de retorno do capital investido para sistema de 5.000 UA  em função dos sistemas de produção. Fonte: Anualpec, 2006.

De uma maneira geral, as taxas de rentabilidades do sistema de cria são mais baixas, o sistema de recria/engorda mais alta e o ciclo completo intermediário.

O sistema de cria normalmente é feito em locais de terras menos férteis, com forragens de menor produtividade (Brachiaria humidícola, Brachiaria decumbens, Capim-Andropogon, capim nativo do Pantanal e dos campos do Sul do Brasil, etc.) e valor nutricional mais baixo (demanda nutricional do sistema de cria é mais baixo).

O sistema de recria/engorda necessita de terras mais férteis com maior produção de forragens (Brachiaria decumbens, braquiarão, Panicum sp., entre outros) e melhor valor nutritivo.

O sistema completo necessita de áreas maiores para ter escala de produção e áreas com fertilidade para terminarem os animais.

O sistema de cria, normalmente, é de menor produtividade (arrobas produzidas /hectare/ ano) em função de “perda” na eficiência reprodutiva (anestro, abortos, absorção embrionária, natimortos, etc.), menor eficiência nutricional (kg de ganho/kg de alimento consumido) da matriz e das taxas de mortalidade dos bezerros mais elevadas. A intensificação deste sistema deve ser analisada com critério, pois os riscos são maiores em função da menor produtividade quando comparado aos outros dois sistemas.

Diversas tecnologias no sistema de produção de gado

Um estudo de simulação feito pela Embrapa-CNPGC avaliou a introdução da estação de monta em uma fazenda tradicional com 1.220 hectares de pastagens e 1.593 cabeças.

Foram avaliados os efeitos de redução da taxa de mortalidade de bezerros de 10 para 4% (efeito A), redução da relação touro:vaca de 1:25 para 1:33 (efeito B), aumento da taxa de natalidade de 65 para 75% (efeito C) e redução da mão-de-obra de vaqueiros (efeito D).

Com a introdução dos efeitos a produtividade foi aumentando, bem como o valor presente líquido (VPL), demonstrando a viabilidade econômica das tecnologias introduzidas.

Indicadores biológicos e econômicosMédias dos indicadores biológicos e econômicos de acordo com os cenários. Fonte: Abreu et al., 2002.

Esses mesmos autores analisaram a introdução destas tecnologias em fazendas tradicionais no Pantanal (MS) e mostraram aumento da eficiência econômica no sistema ao longo dos anos.

Os anos nos quais ocorreram maiores investimento foram os de menor eficiência. Porém, de modo geral, os anos nos quais ocorreram maiores investimentos (1996, 1998 e 1999) foram seguidos por anos com maiores eficiências (1997 e 2001).

Inicialmente os investimentos realizados prejudicaram a eficiência do sistema como um todo, mas forneceram a base física para a implantação das tecnologias e seus  aprimoramentos no sistema de produção.

Ao analisar uma propriedade em Minas Gerais com sistema intensivo de engorda (rotação e adubação de pastagens e confinamento) conclui-se que a produtividade a pasto já é elevada quando comparada à média do Brasil, e quando são somadas as arrobas produzidas no confinamento este números aumentam de 11 a 19% (@/ha).

Os custos são das arrobas produzidas dentro de cada tecnologia, onde a produção a pasto torna-se mais barata. Mas, para o sistema obter esta produtividade torna-se necessário o confinamento para terminar a maioria desses animais.

O sistema altamente intensificado necessita de um investimento alto, portanto torna-se de risco mais elevado, e obtém melhores taxas de rentabilidade onde o preço da arroba vendida é mais elevada.

Produção e custo de arrobasProdução e custo de arrobas totais em uma propriedade em Minas Gerais de acordo com o ano e a tecnologia empregada. *Custo não incluído a compra de animais.

Fonte: Barbosa, 2006 (dados não publicados).

Considerações finais sobre o sistema de produção

É necessário mensurar e avaliar economicamente o impacto do uso das tecnologias disponíveis para o aumento dos índices zootécnicos e produtivos nas diversas fases do ciclo de produção de bovinos, de acordo com cada sistema em particular, para que possa ser indicado técnica e economicamente as tecnologias.

O nível de intensificação deverá ser ditado pelos índices zootécnicos levantados inicialmente, isto é, com baixos índices produtivos, as medidas de manejo, de investimento menor, proporcionam retornos rápidos. Com o aumento gradativo dos índices produtivos devem ser introduzidas tecnologias de investimento mais elevado.

A intensificação também está em função do capital disponível de investimento, o risco e a taxa de retorno de cada situação.

O uso das tecnologias no sistema de produção tem que ser gradativo e coerente com os objetivos de produção, com coletas precisas dos dados para gerar as informações necessárias, buscando o aprendizado mútuo e contínuo de todos no sistema.

O planejamento técnico aliado ao financeiro é uma ferramenta imprescindível para verificar a viabilidade operacional e econômica das estratégias assumidas dentro do sistema e fornecer com maior precisão as informações necessárias para a tomada de decisão. A simulação técnico-econômica de projetos é uma maneira mais rápida e de menor custo para analisar os impactos das tecnologias em diversas situações.

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.

As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.

Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.

Para saber mais informações, visite a nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

O post Sistema de produção de gado de corte: aspectos econômicos apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/producao-de-corte/feed/ 1