O post Taxa de serviço em vacas leiteiras: o que é e como medir? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Servir as vacas no momento adequado é essencial para a otimização não apenas dos indicadores reprodutivos, mas também dos produtivos. A taxa de serviço, por exemplo, impacta diretamente no intervalo entre partos e, consequentemente, no DEL médio do rebanho e na média diária de produção de leite.
Mas o que é a taxa de serviço, como deve ser o raciocínio em torno desse indicador, qual o seu impacto no sistema de produção e quais estratégias podem ser adotadas a fim de potencializar os ganhos?
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Na pecuária leiteira a taxa de serviço é um indicador calculado a cada 21 dias e analisado de forma individual para as categorias de vacas e novilhas.
Ele é definido como a relação entre os animais servidos e os animais aptos do rebanho. Entende-se como animais servidos aqueles inseminados, cobertos por monta natural controlada, etc.
No caso de animais aptos, para vacas consideram-se aqueles animais vazios acima do período voluntário de espera (PEV), os que se saem do PEV e se tornam aptos durante o período de 21 dias e as vacas inseminadas.
Já para novilhas, são considerados aptos aqueles animais que já foram liberados para a reprodução após terem atingidos critérios pré-estabelecidos, que geralmente são peso e idade.
Taxa de serviço %= (Nº de vacas servidas/Nº de vacas aptas) x 100
Logo, se no intervalo do dia 01/01 ao dia 21/01 a fazenda inseminou 5 vacas de um universo de 10 vacas aptas, a taxa de serviço nesse período de 21 dias foi de 50%.
Taxa de serviço %= (5 vacas servidas/10 vacas aptas) x 100
Taxa de serviço %= 50%
Ainda no raciocínio do cálculo da taxa de serviço, não é raro encontrar situações em que vacas que ainda estão no PEV expressam cio e são inseminadas. O fato de as vacas expressarem cio não consiste em um problema. Isto mostra que os animais estão ciclando e que, provavelmente, estão em boas condições reprodutivas.
O que realmente deve ser encarado como um impasse é o fato de inseminar as vacas que ainda estão dentro do PEV. Ou seja, vacas não aptas estão sendo inseminadas na rotina da fazenda, o que contribui para o aumento do numerador (vacas servidas) mas que não contabiliza no denominador (vacas aptas).
Em outras palavras, situações como essa levam a um número superestimado da taxa de serviço do rebanho.
A título de ilustração, suponha no exemplo anterior que além das 5 vacas inseminadas, outra vaca foi servida, mas que ainda estava no PEV. Logo, agora serão 6 vacas servidas em um mesmo universo de 10 vacas aptas, já que um dos animais ainda não estava apto para reprodução. Dessa forma, a taxa de serviço do rebanho passaria a ser de 60%, o que não reflete a realidade do que realmente acontece na fazenda.
Quanto maior a taxa de serviço do rebanho, melhor. No entanto, esse pensamento não é prático e é pouco palpável, sendo necessário quantificar.
O mínimo da taxa de serviço que se deve trabalhar na rotina de qualquer fazenda é de 60 a 65%, independente do sistema de produção. Valores inferiores não são aceitáveis e apontam para uma ineficiência reprodutiva da fazenda.
Caso o programa reprodutivo do rebanho seja bem estruturado é possível atingir com tranquilidade esses valores. Muitas fazendas, inclusive, têm obtido taxas de serviço anuais de 70% a 75%.
A dinâmica que envolve a taxa de serviço é bastante interessante. Uma fazenda que possui baixa taxa de serviço, obviamente, possui menor taxa de prenhez.
Dessa forma, as vacas levam mais tempo para se tornarem gestantes e terem o próximo parto. O resultado é o prolongamento do intervalo entre partos.
Em resumo, para rebanhos com boa persistência, ao distanciar um parto do outro as vacas passarão mais tempo em lactação. A primeira impressão pode parecer que isso seja algo benéfico e positivo para a fazenda, pois ao ficarem em lactação por um período maior, mais leite será produzido nesse tempo. No entanto, a situação deve ser enxergada e analisada a nível de rebanho.
Quanto maior o tempo em produção, mais as vacas se distanciam do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite e possuem maior eficiência alimentar. Ou seja, ao aumentar o intervalo entre partos, a tendência é que a produtividade do rebanho reduza, justamente pelo aumento da média dos dias em lactação (DEL).
De tal modo, a eficiência alimentar também é prejudicada e o rebanho se torna menos eficiente em converter comida em leite, onerando o custo alimentar.
O cenário de aumento no intervalo entre partos também é prejudicial para rebanhos com baixa persistência de lactação, pois animais com este perfil tendem a ficar mais tempo em período seco, que é quando não há retorno de receita em leite para o sistema de produção.
Portanto, mais do que a ineficiência reprodutiva, baixas taxas de serviço contribuem também para redução da média de produção de leite, redução da eficiência alimentar do rebanho e redução também do retorno sobre o custo alimentar.
Os prejuízos são grandes e diversos, enquanto a otimização da taxa de serviço pode ser relativamente simples de ser alcançada na realidade da fazenda.
Conforme já dito, por meio de programas reprodutivos bem estruturados e alinhados com as características da fazenda é possível obter com tranquilidade valores de taxa de serviço acima de 65%.
Algumas perguntas devem ser respondidas quando se elabora um programa reprodutivo com foco em aumentar a taxa de serviço.
Ajustar as ações para cada uma dessas perguntas contribui para otimização do serviço do rebanho. Servir as vacas imediatamente após a saída do PEV é essencial.
O uso da IATF nesta situação representa uma alternativa bastante interessante, desde que a fazenda consiga realizar este manejo em frequência semanal.
Da mesma forma, a propriedade deve ter uma rotina sistemática de acompanhamento e observação de cio no intuito de identificar possíveis animais vazios e realizar a inseminação. O uso de ferramentas auxiliares de identificação de cio, como bastão de cera na base da cauda e adesivo raspadinha, são excelentes opções.
Muitas fazendas têm adotado a observação de cio logo na saída dos animais da ordenha. O manejo é bem simples e consiste em direcionar as vacas para o tronco coletivo, atentando-se para aqueles animais com possíveis sinais de cio (vulva edemaciada, muco vaginal, comportamento ativo, monta em outros animais, ralados na região da garupa etc.) e alterações nas ferramentas auxiliares (bastão borrado e adesivo raspado).
A taxa de serviço é um indicador facilmente manipulável no dia a dia da fazenda através de ajustes coerentes. Além disso, os resultados são vistos já a curto prazo, o que contribui para a eficiência do rebanho.
Os benefícios de se otimizar o serviço do rebanho são vários, conforme abordado ao longo do texto. O maior desafio está em estruturar e operacionalizar um programa reprodutivo específico para o rebanho e conforme as características da fazenda.
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]]>O post 4 dicas para aumentar o lucro na pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento do lucro da atividade.
Os resultados do negócio leite têm sido bem satisfatórios nos últimos tempos. É claro que há flutuações entre fazendas, havendo aquelas com ótimos retornos e aquelas que precisam ser mais eficientes para começar a verem o dinheiro da atividade sobrando no bolso.
A título de exemplificação, o benchmarking de 2021 das fazendas de pecuária leiteira atendidas pelo Rehagro, apresentou um lucro operacional médio de R$0,59/litro e R$12.587,00/ha/ano.
Esses mesmos resultados nas propriedades mais eficientes, foram de R$0,75 e R$21.637,00. Cerca de 413.000 litros de leite produzidos por dia e acompanhados pela consultoria do Rehagro, contribuíram para esses valores.
Confira algumas dicas que podem te auxiliar a otimizar os resultados em sua fazenda produtora de leite. Encarar a propriedade como uma empresa é o primeiro passo!
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Ter controle do estoque de rebanho atual, bem como dos seus indicadores, é imprescindível para projetarmos como ele estará no próximo ano e daqui 2, 5 ou 10 anos.
Todas essas e várias outras perguntas são respondidas pela evolução de rebanho, ferramenta de grande importância para a gestão e o planejamento da pecuária leiteira em qualquer propriedade.
A evolução de rebanho contempla todo o inventário de gado que a fazenda possui no presente, todas as categorias animais, seus indicadores zootécnicos e estipula metas coerentes e atingíveis para os anos seguintes. Sempre falamos que as metas pensadas devem ser conservadoras, com o “pé no chão”.
Imagine você considerar metas bastante otimistas para os indicadores na evolução de rebanho e ela projetar 300 vacas em lactação daqui 2 anos produzindo 30 kg de leite/dia e ao chegar no prazo estabelecido a fazenda possuir apenas 250 vacas em leite com média de 28 kg de leite/dia.
Esta situação não é muito agradável, certo? Mas imagine uma outra situação em que você trabalhe com metas mais moderadas e ao passarem 2 anos o seu rebanho conta com as mesmas 300 vacas em lactação e os 30 kg de leite/dia como média (ou quem sabe até mais!). Esta segunda condição é muito mais satisfatória, concorda?
A evolução de rebanho é um dos guias apoiadores na condução da fazenda leiteira e um dos pilares que sustentam o planejamento da propriedade. Se você quer aumentar o lucro da atividade, certamente deverá estipular metas para os indicadores zootécnicos e saber o comportamento futuro do rebanho através da evolução de rebanho.
Uma frase que é certeira na pecuária leiteira é “o leite entra é pela boca”. Afinal, é necessário que se tenha comida para que a vaca possa produzir o leite. No entanto, é necessário que essa comida seja de qualidade e não apenas haja volume de alimento.
E é nessa situação que entra a outra dica de ferramenta capaz de aumentar o lucro de uma fazenda produtora de leite. O planejamento forrageiro.
Uma das bases do planejamento forrageiro é a evolução de rebanho. Mas por quê? Justamente porque precisamos saber qual o total de animais que a fazenda terá no próximo ano para calcularmos de quanto será a demanda por comida.
De forma resumida, devemos analisar de forma estratificada o número de animais por categoria, multiplicamos pelo consumo alimentar médio diário estimado por cabeça e logo em seguida multiplicamos pela quantidade de dias que teremos que alimentar esses animais. Ao final descobriremos o total de comida que será necessária para alimentar o rebanho. De forma rápida e simples, o raciocínio é nessa linha.
Vamos considerar que ao realizar esses cálculos você chegou à conclusão de que serão necessárias 3.720 toneladas de silagem de milho para alimentar o seu rebanho que é todo confinado, desde a recria com menos de 1 ano de idade até vacas em lactação e vacas secas.
A área de plantio disponível em sua fazenda é de 90 hectares e a produtividade média por hectare para silagem de milho dos últimos anos é de 40 toneladas de matéria natural. Logo, com esta produtividade e esta área de plantio, sua fazenda conseguirá produzir por volta de 3.600 toneladas de silagem de milho (90 hectares x 40 toneladas por hectare).
Ou seja, na situação atual a fazenda não conseguirá produzir toda a comida necessária para todo o ano. Neste caso, será necessário aumentar a área de plantio ou então aumentar a eficiência da lavoura e produzir mais toneladas de silagem por hectare.
Suponha que você identificou oportunidades na condução agronômica da lavoura em sua fazenda através de melhorias no manejo do solo e escolha mais adequada de híbridos e vislumbrou um aumento da produtividade para 55 toneladas de matéria natural de silagem de milho por hectare.
Com os mesmos 90 hectares e agora com uma nova produtividade, a fazenda conseguirá produzir 4.950 toneladas de silagem de milho, o que atende a demanda anual de comida do rebanho.
Nem toda silagem que é produzida, porém, é realmente aproveitada, pois ocorrem perdas do alimento ao longo de todo o processo de confecção e uso. Para silagens bem manejadas desde o plantio até a desensilagem, uma boa referência de perdas gira em torno de algo próximo a 15%.
Como a demanda de comida do rebanho no exemplo que estamos utilizando é de 3.720 toneladas, devemos acrescentar 15% de perda, o que dará mais 558 toneladas a mais que deverão ser produzidas para compensar as perdas. Isso resultará em uma quantidade total de silagem de 4.278 toneladas.
Veja que mesmo contabilizando as perdas, a capacidade de produção de comida da fazenda no segundo cenário será superior a demanda do rebanho. O planejamento forrageiro, quando bem construído e criticado, traz segurança à fazenda. Realizá-lo ano a ano com o apoio da evolução de rebanho é essencial.
Muito provavelmente você já ouviu falar sobre o orçamento. Esta ferramenta é utilizada para planejar e estimar os gastos, as receitas, o capital disponível, as metas econômicas, as metas financeiras e as metas operacionais da propriedade para o ano seguinte ou que se inicia.
Sempre falamos que o orçamento deve ser o patrão da fazenda. Em outras palavras, sempre que houver a intenção de fazer um investimento para a atividade, por exemplo, devemos antes consultar o orçamento e avaliar se será possível realizá-lo naquele momento ou não.
Caso o investimento seja feito em uma ocasião inadequada, a saúde financeira da propriedade poderá ser comprometida. Por isso a importância de ter o orçamento como guia em todas as decisões da fazenda.
A precisão e a assertividade do orçamento dependem não somente da experiência de quem o faz. A obtenção de dados históricos confiáveis da fazenda também contribui para a qualidade do orçamento que é elaborado.
É claro que algumas informações são difíceis de prever, como por exemplo como será o comportamento do preço do leite vendido mês a mês ao longo do ano e quanto custará os principais insumos alimentares que serão utilizados na dieta dos animais. No entanto, a previsão de outros itens já possui maior domínio, como é o caso do gasto com maquinários.
Checar periodicamente o orçamento e compará-lo ao realizado na fazenda, permite a verificação de desvios em relação às metas e a identificação das possíveis causas. O ideal é que planos de ação sejam traçados, designando os responsáveis em cada etapa.
Vamos pensar em uma situação em que analisando o que foi planejado no orçamento e o que foi realizado, você identificou maior gasto com a manutenção de maquinários no mês de fevereiro. Ao apurar as possíveis causas, viu-se que esse aumento nos gastos foi devido a falta de manutenção preventiva no vagão misturador.
Dessa forma, você traçou um plano de ação para que o gerente da fazenda ficasse encarregado de contratar serviço de manutenção preventiva dos equipamentos para aumentar a vida útil e evitar gastos exorbitantes e imprevistos neste item.
Uma das grandes entregas da ferramenta de gestão orçamentária é justamente essa, fazer a fazenda andar nos trilhos conforme planejado, sendo lucrativa e resguardá-la de surpresas desagradáveis. Orçamento, evolução de rebanho e planejamento forrageiro devem andar lado a lado e de forma indissociável. Afinal, um depende do outro para o sucesso da propriedade.
Resultados só podem ser mensurados e analisados através de indicadores.
Independente da área, Seja na pecuária leiteira ou em qualquer outra, de nada adianta realizar evolução de rebanho, planejar a produção de comida e fazer a gestão orçamentária se os indicadores não são calculados e analisados frequentemente.
A gestão por indicadores permite avaliar a eficiência da fazenda. E quando falamos em eficiência não estamos nos referindo apenas aos resultados de indicadores zootécnicos, como taxa de prenhez, taxa de mortalidade e contagem de células somáticas (CCS), por exemplo, por mais que eles sejam extremamente importantes.
O conceito de eficiência é mais amplo. A fazenda deve ter eficiência zootécnica, eficiência agrícola e eficiência de custos. Em outras palavras, a propriedade deve possuir bom desempenho dos animais, produção adequada de comida em quantidade e qualidade, além de comprar e utilizar bem os insumos, serviços, implementos etc.
Ser eficiente tecnicamente (zootécnico e agrícola) e ser eficiente nos custos são premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite.
Quanto maior a eficiência técnica, por exemplo, maior é o lucro operacional da fazenda. Querer aumentar o lucro na atividade leiteira sem realizar a gestão de indicadores é o mesmo que querer dirigir um carro sem o painel. Você o guiará sem saber qual a situação atual e sem saber se tem condições para chegar ao objetivo proposto.
A associação de ferramentas gerenciais como evolução de rebanho, planejamento forrageiro, orçamento e gestão por indicadores torna-se indispensável para a lucratividade na pecuária leiteira.
Saber planejar a atividade e criticar os processos é uma obrigação de todos que visam este objetivo em comum.
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]]>O post Cetose bovina: o que é, principais causas, tratamento e como prevenir apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das fazendas, diminuindo consideravelmente a produção de leite. Além disso, há o aumento gradativo dos custos com sanidade.
Quer saber mais sobre essa doença? Leia o artigo abaixo e descubra as causas, os sintomas, o tratamento e a prevenção da cetose bovina!
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A cetose é uma das principais doenças metabólicas das vacas leiteiras e geralmente acomete animais de alta produção no pós-parto. Ela acontece quando há um excesso na produção e concentração de corpos cetônicos na corrente sanguínea devido a uma maior exigência energética para produção de leite.
A alta demanda por energia num momento de redução do consumo e escassez de glicose causa um desequilíbrio chamado balanço energético negativo.
Na cetose primária esse déficit ocorre majoritariamente durante o período de transição, no qual o animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante, nesse momento mudanças drásticas ocorrem no seu metabolismo.
Já nos quadros de cetose secundária, como o próprio nome diz, essa queda acentuada do apetite ocorre secundária a outras enfermidades. A vaca então passa a mobilizar tecido adiposo a fim de obter uma fonte alternativa de energia e como consequência há o aumento dos níveis séricos de ácidos graxos não-esterificados (AGNE) no sangue.
A cetose pode se apresentar na forma clínica e na forma subclínica.
Na cetose clínica há perda de escore corporal, anorexia, prostração e queda na produção de leite. Além disso, fezes secas e odor de cetona no ar expirado, podem ser comumente observados.
Em alguns casos, o quadro clínico pode evoluir apresentando sinais nervosos como: tremores musculares, hiperexcitabilidade e incoordenação com ataxia dos membros posteriores.
Em casos de cetose subclínica, os níveis de corpos cetônicos no sangue e no leite estarão aumentados mesmo sem a apresentação da sintomatologia clínica. Nesse sentido, a concentração sérica igual ou superior a 1,2 mmol/L de beta hidroxibutirato já é um indicativo de cetose subclínica.
A cetose subclínica gera grandes impactos produtivos e econômicos na fazenda, essa doença contribui para redução da imunidade dos animais e provoca ainda, mudanças drásticas no perfil hormonal da vaca.
Esses fatores podem ocasionar desde a redução de peso e da fertilidade dos animais, até enfermidades secundárias.
O manejo nutricional é um ponto decisivo para ocorrência da enfermidade, a oferta de dietas desbalanceadas e manejos desalinhados podem favorecer a redução do consumo, contribuindo para o aparecimento da cetose. O estresse térmico e as condições ambientais também podem predispor a doença.
Além disso, outras afecções metabólicas durante o período de transição e não metabólicas, como problemas de casco, podem induzir a redução do consumo de alimentos, aumentando a predisposição do animal à cetose.
O tratamento da forma clínica da doença é sintomático, dessa forma é importante reverter o quadro hipoglicêmico com a administração de glicose via endovenosa – a glicose via oral deve ser evitada, pois é rapidamente fermentada no rúmen, produzindo precursores cetogênicos, o que agravaria o problema.
Além disso, a realização de um monitoramento da cetose pode auxiliar no tratamento profilático dos quadros subclínicos, para isso basta mensurar os níveis de BHBA (beta- hidroxibutirato).
Esse monitoramento pode ser realizado em medidores apropriados para este fim, aplicando uma amostra de sangue coletada da cauda dos animais.
Nas situações de cetose leve ou moderada, devemos oferecer quantidades elevadas de energia , como o propileno glicol, visando evitar a mobilização de gordura nas vacas.
O uso de drench em vacas recém paridas pode ser uma boa opção, essa administração oral forçada de nutrientes (drench), minimiza a deficiência energética, reidrata o animal e estimula a fermentação ruminal.
A prevenção da cetose se inicia antes da secagem dos animais com a implementação de um manejo nutricional adequado e balanceado.
Nesse sentido, o fornecimento de forragens de boa qualidade e o uso de concentrados com alta palatabilidade, auxiliam na ingestão de nutrientes e consequentemente reduzem o dispêndio de reservas corporais.
A implementação de aditivos alimentares como os ionóforos, principalmente a monensina sódica, aumentam a eficiência ruminal e se tornam uma alternativa na prevenção da doença. Além disso, vitaminas do complexo B, podem reduzir a mobilização de gordura corporal durante o início da lactação e assim diminuir o balanço energético negativo, prevenindo enfermidades metabólicas.
A administração de gordura protegida com sais de cálcio (sem comprometer a ingestão de fibras), pode maximizar a densidade de energia na matéria seca consumida, contribuindo para redução do quadro de balanço energético negativo.
O monitoramento do escore de condição corporal (ECC), é uma boa ferramenta na avaliação da cobertura de gordura corporal da vaca, o ECC pode auxiliar na prevenção da enfermidade, servindo como termômetro do programa nutricional: o escore ótimo ao momento do parto é entre 3.0 – 3.50 (na escala que varia de 1-5).
Por fim, a promoção de um ambiente confortável, limpo e com temperatura amena também contribui para redução da incidência da doença na fazenda, afinal, vacas que não sofrem de estresse térmico durante o período seco possuem um melhor uso da função hepática durante o início da lactação.
Prevenir é sempre a melhor opção, por isso lembre-se: o manejo nutricional balanceado é a chave para reduzir a ocorrência da cetose na sua fazenda.
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]]>O post Planejamento forrageiro: Planilha + Guia Como calcular a demanda de forragem apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos pilares da atividade leiteira.
Um projeto de pecuária leiteira só pode ser bem executado caso a demanda de comida dos animais seja suprida em qualidade e quantidade adequada.
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]]>O post Protocolos IATF na pecuária leiteira: utilização e benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como IATF, contribui em grande escala nos programas reprodutivos das fazendas.
Mas o que é a IATF? Quais são os seus objetivos? E quais os seus benefícios? Como encaixar a IATF na rotina da fazenda?
Acompanhe o artigo e descubra a resposta para essas e outras questões relacionadas a inseminação em tempo fixo em fazendas leiteiras.
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A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consiste em uma ferramenta reprodutiva capaz de fornecer condições para que vacas e novilhas sejam inseminadas em uma data pré-determinada.
A base da IATF são os protocolos hormonais que, em resumo, se baseiam na utilização de hormônios específicos em dias previamente estabelecidos.
O principal objetivo dos protocolos hormonais de IATF é sincronizar a onda folicular dos animais e, consequentemente, a ovulação. Com todos os processos ocorrendo corretamente, se espera que a inseminação seja feita em boas condições e em um momento conveniente do ciclo estral da fêmea bovina.

Atualmente, são várias as opções de protocolos reprodutivos existentes no mercado capazes de entregar este propósito. A grande maioria dos protocolos atuais são variações de um protocolo de base inicial, conhecido como Ovsynch, demonstrado no esquema abaixo.

Com o passar do tempo este protocolo Ovsynch foi sendo aprimorado a partir de estudos científicos, novos hormônios foram incluídos, como é o caso do estradiol e da progesterona. Assim, novas opções de protocolos foram sendo elaboradas.
Um relato extremamente comum no campo é de que esse ou aquele protocolo reprodutivo é o melhor a ser utilizado na rotina de qualquer fazenda, pois é o que gera as maiores taxas de concepção no rebanho.
Tenha muito cuidado ao ouvir tais alegações! Não existe protocolo de IATF milagroso, existe aquele que melhor se encaixa na rotina da fazenda conforme os manejos e o padrão/situação/realidade do rebanho.
Algumas inverdades são atribuídas ao uso de IATF nas fazendas. Uma delas é que os protocolos hormonais eliminam a necessidade de observação de cio no rebanho. Ledo engano. Uma prática não exclui a outra, são complementares e devem ser utilizadas de forma associada para otimização da taxa de serviço na propriedade.
Mas por qual motivo há este pensamento corriqueiro no campo? O mais falado é de que como os protocolos permitem a inseminação em um dia pré-determinado, não há necessidade de monitorar o cio, pois aqueles animais serão inseminados exatamente no dia do protocolo.
Acontece que nem toda vaca que é submetida ao protocolo, é sincronizada. Ao mesmo passo que nem toda vaca que é inseminada e que fica gestante, vai manter a gestação, pois pode ocorrer perda de prenhez a qualquer momento.
Logo, se considerarmos uma vaca que não sincronizou no protocolo ou uma vaca que foi inseminada, ficou gestante e perdeu a gestação, ou até mesmo uma outra que foi inseminada e não emprenhou, em qualquer uma das três situações é possível que o cio retorne em tempos variáveis, não seguindo o intervalo a cada 21 dias do ciclo estral das vacas.
Por isso é fundamental e extremamente necessário que a ação de monitoramento e identificação de cio na fazenda tenha uma rotina e uma constância diária. Em outras palavras, de nada adianta implantar o recurso da IATF no rebanho e retirar os manejos de observação de cio. Não há benefício algum nesta decisão, muito pelo contrário.
Um outro ponto paralelo ao monitoramento de cio associado à IATF é de que condições inadequadas dos protocolos podem fazer com que um percentual considerável das vacas adiante, ou até mesmo atrase o cio em relação a data esperada, justamente por não sincronizarem corretamente a onda folicular.
O monitoramento de cio nestes casos permitirá identificar anormalidades dessa natureza e possibilitarão ajustes na rotina dos protocolos. Na média, bons protocolos de IATF sincronizam de 80 a 85% das vacas.

É fato a existência de uma grande variedade de protocolos reprodutivos no mercado atualmente. Mas como avaliar se um protocolo é de qualidade?
A resposta para essa questão está em quatro premissas principais. Para ser considerado de qualidade, um protocolo de IATF de vacas leiteiras deve propiciar:
O protocolo que fornece tais condições e que é conduzido de forma correta é totalmente capaz de entregar resultados interessantes de concepção do rebanho.
Aliás, a condução dos protocolos é outro fator que merece atenção. Para que os protocolos funcionem bem, eles devem fazer parte de uma rotina reprodutiva bem planejada e estruturada, seguindo critérios para a sua utilização.
Por exemplo, uma rotina reprodutiva pode ser construída para que todas as vacas sejam inseminadas por IATF no primeiro serviço pós-parto. Para que isso aconteça é necessária uma sistematização nos processos reprodutivos da fazenda para que todas as vacas sejam protocoladas na saída do Período Voluntário de Espera (PEV). Da mesma forma, uma opção complementar pode ser, por exemplo, protocolar todas as vacas vazias ao toque.
Note que o objetivo dos exemplos citados é demonstrar que o uso da IATF nos rebanhos leiteiros deve seguir critérios e propósitos. Ou seja, o uso dos protocolos deve fazer sentido na rotina da fazenda, e não apenas ser utilizado aleatoriamente.
Conforme já bem discutido e fundamentado ao longo do texto, o recurso da IATF entrega grandes avanços e benefícios para a fazenda, mas ele não deve ser implementado e trabalhado de modo isolado na propriedade.
Antes de tudo é necessário estruturar de forma estratégica um programa reprodutivo, onde os protocolos de IATF atuam como ferramenta para potencializar a reprodução do rebanho de forma associada a outros recursos. Seguindo esta linha, sem dúvidas a fazenda terá bons retornos!
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]]>O post Como tratar uma vaca com mastite? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Entenda quais são os tratamentos da mastite neste artigo!
Devo fazer o tratamento com antibiótico imediatamente quando for diagnosticada a mastite?
Pois o período de carência é grande e provavelmente esse leite vai ser descartado e o produtor vai ficar no prejuízo. Como minimizar esse prejuízo?
“A vaca deu mastite? Algo tem que ser feito.”, afirma o especialista Prof. Nathan Fontoura.
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Primeiramente, o leite dessa vaca não pode mais ser jogado para o tanque e ser misturado com o leite saudável das demais vacas. Por quê?
Sobre o tratamento ou não, o correto hoje é que a gente tenha uma ferramenta que se chama cultura microbiológica na fazenda.
O ideal é que realizemos a cultura do leite do animal na própria fazenda. 24 horas após a realização dessa cultura, fazemos a leitura do resultado e aí sim, tenho a resposta correta se o animal deve ser tratado ou não.
Confira a explicação do Prof. Nathan no vídeo abaixo:
Hoje em dia, cerca de 50% a 60% dos casos de mastite que temos encontrado nas fazendas no Brasil não precisam ser tratados.
Porém, se eu não tenho a ferramenta de cultura microbiológica disponível na fazenda, ou se eu não tenho acesso a esse tipo de ferramenta, aí preciso tratar 100% dos casos, e de maneira mais rápida.
O maior prejuízo é se ele não tratar esse animal que precisa de tratamento e o animal diminuir sua produção.
Para cada caso clínico que o animal tem na lactação, o animal perde, em média, 200 litros de leite no restante da lactação caso tenhamos uma cura clínica e microbiológica perfeita, dentro do desejado.
Caso não tenhamos essa cura da maneira correta, provavelmente, a perda de produção de leite nesse animal vai ser ainda maior. Então, ao invés de perder 150, 200 litros, pode perder 250, 400, 500 litros de leite ou até mesmo o quarto mamário pode ser perdido como um todo.
Portanto, se eu não tenho a ferramenta de cultura microbiológica na fazenda, eu devo iniciar imediatamente o tratamento desse animal com o protocolo mais recomendado, deixado pelo veterinário na fazenda.
Caso eu tenha acesso à cultura microbiológica, em até 24 horas eu tenho a correta resposta se devo tratar ou não e qual é o tratamento mais adequado naquele caso clínico.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
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]]>O post 7 fatores que interferem no consumo de vacas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Confira quais são os fatores que interferem o consumo de alimento e as dicas do especialista Prof. João Paulo Pereira.
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Esse é um ponto extremamente importante, principalmente quando falamos das fases do período de transição, tanto do pré quanto do pós-parto, quando as vacas estão com edema de úbere, às vezes inchadas, doloridas.
Então, temos que garantir para essas vacas um espaço de cocho adequado, para que haja a menor queda possível no consumo de alimento.
O ideal é fornecer alimento pelo menos 3 vezes ao dia. Algumas fazendas tratam os animais até mesmo 4 vezes ao dia.
Empurrando a comida para que estimule essa vaca, não deixando que a comida fique longe do cocho, principalmente em pista de alimentação. Às vezes a vaca vai mexendo na comida e ela vai ficando distante dela e assim, perde a capacidade efetiva de buscar comida. O ideal é fazer a aproximação de 6 a 8 vezes ao dia.
Esse é um ponto de fundamental importância. Saiba mais sobre o manejo no período de transição com o especialista na área, Prof. Bolivar Faria, com o vídeo a seguir:
É um ponto extremamente importante. Bovinos são animais de hábito gregário, ou seja, sempre andam juntos, em grupos.
Como todo tipo de animal que possui esse comportamento, tem sempre a vaca que é a dominante do grupo e as que são subordinadas. Então, toda vez que existe uma mudança no lote, uma entrada e saída de animais, isso causa um transtorno social naquele grupo até que se restabeleça a nova hierarquia.
Quanto menos mexemos nessa hierarquia, haverão menos brigas, menos disputas e maior vai ser a estabilidade social e, consequentemente, melhor o consumo.
Qualidade de forragem é fundamental em vaca de leite. Quando falamos de forragem, um dos pontos que não podemos esquecer é que uma boa forragem para uma vaca de leite vai ter baixo teor de fibras, porque isso vai possibilitar que haja uma alta ingestão de matéria seca oriunda de forragem.
Lembrando que um dos limitadores de consumo nos ruminantes é o enchimento do rúmen. Quando ocorre o enchimento ruminal, uma parte do alimento que causa essa distensão está relacionada à quantidade de fibra e à qualidade dessa fibra.
Então, se tenho um alimento com menor teor de fibra e que tenha uma fibra de boa qualidade, menos tempo ela vai ficar no rúmen da vaca e, consequentemente, mais ela consegue ingerir.
É um ponto extremamente importante no manejo alimentar. A vaca precisa estar em boa condição no momento do parto.
É muito importante o conforto de modo geral: térmico, de cama, espaçamento de cochos.
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
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]]>Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.
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Por isso, na maioria das vezes, usamos implantes em nossos protocolos.
Retiramos os implantes e aplicamos a prostaglandina para que a progesterona reduza ao máximo no momento da inseminação. Para isso, nos protocolos de vaca de leite, temos usado duas doses de prostaglandina.
Quando fazemos apenas uma dose de prostaglandina, 30 a 35% das vacas não regridem o corpo lúteo por completo. Ou seja, a progesterona não reduz tanto nessas vacas.
Quando fazemos duas doses de prostaglandina, aumentamos esse número para 95% das vacas reduzindo o corpo lúteo por completo.
Confira o vídeo com o especialista na íntegra:
Para alcançar alta progesterona após a inseminação, seria extremamente importante que as vacas tivessem corpo lúteo no início do protocolo porque, fisiologicamente, se essa vaca já ciclou, ela vai ter concentrações muito altas de progesterona, o que é muito bom para a fertilidade do folículo, afirma Guilherme.
Então, o protocolo de IATF tem que ser capaz de sincronizar a emergência da onda, ou seja, a alta progesterona vai conseguir fazer isso e vai conseguir dar qualidade para o meu folículo.
Precisamos ter um protocolo com uma duração interessante para que tenhamos, lá na frente, um corpo lúteo grande, produzindo altas concentrações de progesterona após a inseminação.
Então, não existe um melhor protocolo IATF. Bons protocolos têm essas características e, muito provavelmente, entregarão resultados interessantes.
Bons protocolos de IATF sincronizam 80 a 85% das vacas
Podem existir algumas variações quando vamos trabalhar com pasto e com confinamento. Por exemplo: em um sistema de produção a pasto, com vacas mestiças, que perdem um pouco mais de condição corporal e que às vezes têm a presença do bezerro ao pé. Nessas situações, o hormônio eCG passa a ganhar importância.
Se você estiver em uma fazenda de gado confinado, holandês, dentro de um composto ou um free stall, o eCG perde a importância.
Então, é importante entender esses conceitos e usar protocolos que tenham essas características.
Não necessariamente, esse protocolo será o melhor para 10 fazendas diferentes. Um protocolo IATF pode não ir tão bem em uma determinada fazenda. E aí, é necessária a realização de ajustes, lembrando dessas premissas, adequando o protocolo àquela propriedade específica.
Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
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]]>Dessa forma, aumentam-se as chances de o planejamento traçado ser certeiro, prevenindo imprevistos e surpresas desagradáveis.
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Independente do status da propriedade leiteira – se ela já se encontra em atividade, se iniciou a produção de leite há pouco tempo ou se ainda está apenas no papel – é importante conhecer de forma profunda e detalhada os pontos que a permeiam e que influenciam no seu resultado.
Esses pontos devem abranger não somente a propriedade de forma específica, mas também as pessoas envolvidas, a região onde ela está localizada e o mercado comprador/consumidor.
A melhor forma de conhecer a fazenda é por meio da ferramenta de Diagnóstico da Propriedade. Com ela é possível entender melhor o projeto, identificando as oportunidades, os riscos, alinhando as ações e atuando para melhorias.
Conforme já mencionado, o diagnóstico deve compreender fatores internos e externos da propriedade. O diagnóstico nada mais é do que um retrato da propriedade em um momento específico do tempo, relatando de forma detalhada todo o perfil da fazenda e da região.
Para organizar o raciocínio, podemos dividir os fatores em cinco grandes grupos:
Avaliar qual a aptidão econômica da região, se há facilidade de obtenção de mão de obra qualificada, quais são os compradores de leite, se existe mercado de compra e venda de animais, quais os possíveis fornecedores de insumos, qual a facilidade de acesso e escoamento da produção etc.
Tais fatores permitem reconhecer se a propriedade está/estará inserida em algum determinado polo leiteiro que a beneficie, até mesmo agregue valor à produção de leite.
Diz respeito à localização da propriedade, ao clima da região com as médias históricas de temperatura e pluviosidade ao longo do ano, ao relevo, ao tipo de solo, à disponibilidade de água, etc.
O conhecimento dessas variáveis permite, por exemplo, que saibamos qual o potencial agrícola da propriedade para a produção de comida dos animais.
Não basta apenas conhecer o relevo e o clima da propriedade: é necessário mensurar a sua área total e descrever a ocupação de cada divisão, como a extensão destinada à área de preservação permanente (APP), reserva legal, área mecanizável, área de manejo extensivo etc.
Compreender a divisão das áreas auxilia, por exemplo, na determinação de quantos hectares estão disponíveis para o plantio de milho para silagem ou então, quantos hectares podem ser trabalhados com pasto.
Além das áreas, devemos caracterizar também as instalações e os maquinários presentes na propriedade.
Essas informações fazem a diferença quando pensamos na depreciação e na necessidade de aquisição/construção de novas unidades.

Conhecer o perfil daqueles que lidam diretamente e diariamente com a propriedade faz toda a diferença.
Em relação aos colaboradores, qual é a mão de obra envolvida atualmente na propriedade com a produção de leite? Elaborar um organograma descrevendo o número de envolvidos com suas respectivas funções e remuneração recebida é uma excelente ideia!
Isto vale tanto para os colaboradores fixos quanto para aqueles esporádicos, como técnicos/consultores ou prestadores de serviço, por exemplo.
Esta etapa é de fundamental importância, assim como as demais já citadas. Por meio dela, podemos ter uma noção se os objetivos do proprietário e dos colaboradores estão alinhados com aquilo que a propriedade está retornando e com o potencial que ela pode entregar.
Enfim, daremos foco específico aos animais e às rotinas. Categorizar o rebanho em grupos é o ideal, quantificando qual o número de vacas em lactação, vacas secas, recria de 0 a 12 meses, recria de 12 a 24 meses e recria acima de 24 meses, por exemplo.
Se, porventura, a propriedade possuir touro ou criação de machos leiteiros, estes também devem ser contabilizados na composição do rebanho em uma categoria específica. Junto com a composição do rebanho devemos informar qual o padrão racial dos animais e qual a distribuição de grau sanguíneo em casos de animais mestiços no rebanho.
Qual o sistema de produção adotado pela fazenda? Extensivo, semi-intensivo ou intensivo? A pasto, semiconfinamento ou confinamento total? Essa informação é básica e essencial para o diagnóstico!
A verificação e a descrição dos manejos realizados na propriedade devem ser muito bem-feitas, possibilitando compreender de forma clara quais ações são feitas na rotina.
Todas estas perguntas relacionadas ao manejo, além de várias outras, estão atreladas aos indicadores da propriedade. Sendo assim, o recomendado é que, caso a fazenda trabalhe com indicadores, eles sejam mencionados juntos aos respectivos manejos, de modo a entender em que nível está a eficiência dos processos.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

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]]>O post E-book Manual de prevenção e controle da mastite bovina apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O custo com tratamento tem sido importante no valor total gasto com medicamentos nas propriedades, por isso, reduzi-lo é muito interessante para o sistema de produção.
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]]>O post Monitoramento da qualidade da água para os bovinos: qual a importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além dessa utilização direta pelos animais, a água também é utilizada de forma indireta nos sistemas de produção, seja através da limpeza das instalações, resfriamento, higienização de equipamentos, dentre outros.
Independente se o uso pelos animais é direto ou indireto, o monitoramento hídrico é extremamente importante para evitar surpresas desagradáveis como a ocorrência de doenças, queda na produção de leite, redução de índices zootécnicos, contaminação de instalações e equipamentos etc.
Neste texto vamos discutir alguns aspectos importantes relacionados a questão hídrica na pecuária leiteira, bem como o monitoramento da qualidade da água.
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O conhecimento da origem da água utilizada é primordial para a manutenção do status sanitário da propriedade.
Fontes de captação hídrica como açudes e cacimbas não são indicadas para o uso direto pelos animais como água de consumo. Tais fontes de captação, em grande parte das vezes, estão expostas ao tempo e ficam com a água estagnada, aumentando assim as chances de contaminação e disseminação de patógenos.
O interessante é que a água captada seja de um local onde o volume hídrico não seja estacionário, ou seja, sempre esteja em movimento, mesmo que mínimo.
Outro ponto importante a ser analisado se refere ao ambiente entorno da fonte de captação hídrica. Sempre devemos analisar se há presença de algum ponto ou foco de contaminação nas imediações, como escoamento de resíduos (esgoto, por exemplo), despejo de animais mortos, mineradoras etc. Todos esses aspectos fazem a diferença na qualidade da água ofertada.
A captação de águas pluviais representa uma boa alternativa em propriedades que realizam esta ação. O recurso hídrico proveniente desta prática pode ser utilizado principalmente, desde que em boas condições, na limpeza das instalações e no resfriamento dos animais.
Hoje em dia várias propriedades têm armazenado as águas provenientes de chuvas em represas construídas especificamente para este objetivo. No entanto, vale ressaltar o cuidado que se deve ter para que não haja proliferação de algas no volume hídrico armazenado.
Caso isto aconteça os bicos de pulverização do sistema de resfriamento poderão entupir, além de que classes específicas de algas representam agentes com capacidade de ocasionar doenças como a mastite.

Atentar para intensa proliferação de algas. (Fonte: Bruno Guimarães, Equipe Rehagro).

Sistema de reaproveitamento de águas pluviais em instalação de Compost Barn. (Fonte: Rafael Ferraz, Equipe Rehagro).
A supervisão de toda a água utilizada na propriedade deve ser feita em uma frequência mínima semestral.
O recomendado é que amostras sejam coletadas em pontos diversos da rede de distribuição. Por exemplo, coletar amostras da fonte de captação, dos encanamentos, da caixa d’água, dos bebedouros etc. Este procedimento torna-se necessário para que o monitoramento da qualidade da água seja bem estratificado, abordando todos os possíveis pontos de contaminação da propriedade.
Antes de coletar as amostras deve-se entrar em contato com um laboratório especializado em análises hídricas para que todo o processo de coleta e envio seja repassado e realizado adequadamente. O ideal é que seja solicitado a realização de análises dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.

(Fonte: Adaptado de Beede, 2006.)
Além do monitoramento em frequência mínima semestral, o tratamento da água na propriedade com produtos específicos torna-se interessante.
Vários técnicos e produtores, por exemplo, têm adotado a ação de utilizar pedras de cloro nas caixas d’água visando o controle microbiológico. A quantidade de cloro a ser adicionada na água é variável, devendo ser feita uma análise química previamente.
Associado à adição do cloro a água, se deve realizar a limpeza dos bebedouros com o objetivo de evitar a propagação de lodo, visto que uma quantidade excessiva de matéria orgânica pode inativar o produto químico.
Dentre os vários impactos ocasionados na bovinocultura de leite pela qualidade da água, neste texto vamos abordar dois exemplos especificamente, sendo um em gado jovem e o outro em gado adulto.
Muito se fala sobre a real importância da oferta de água para bezerros na fase de aleitamento. Alguns produtores defendem a corrente de que devido ao fato do colostro e do leite possuírem uma elevada proporção de água em sua composição, não há a necessidade de oferta dessa substância durante o aleitamento, somente após o desmame.
Entretanto, diversos estudos científicos comprovaram a importância do consumo da água de qualidade desde os primeiros dias de vida do bezerro.
Além de ser um componente essencial na dieta dos bezerros, a água também desempenha um importante papel na termorregulação corporal, na colonização do rúmen e no estímulo para o consumo de alimentos sólidos.
Portanto, caso o produtor queira obter bezerros com saúde e bons índices de crescimento e desenvolvimento, ele deve se preocupar em ofertar água de qualidade para os bezerros desde os primeiros dias de vida.
Já no gado adulto, em várias propriedades podemos observar uma preocupação muito grande na oferta de volumoso e concentrado (e não é para menos) que não é acompanhada na oferta hídrica.
Atualmente é mais que sabido que a oferta de uma água de qualidade consiste em um dos fatores limitantes para o consumo da dieta. Logo, caso a água ofertada para o rebanho em lactação, por exemplo, não seja de qualidade ou esteja armazenada em bebedouros de higiene precária, os animais não terão um consumo suficiente de alimento, não atenderão as suas exigências nutricionais e consequentemente terão as suas produções de leite reduzidas.
Como já dito no início do texto, além do impacto na produção de leite, a oferta hídrica de baixa qualidade também afetará a saúde, a reprodução e o desempenho do animal como um todo.

A presença elevada de moscas e matéria orgânica na água reduz o consumo hídrico, alimentar e o desempenho das bezerras. (Fonte: João Lúcio Diniz, Equipe Rehagro).

A presença elevada de matéria orgânica na água reduz o consumo e o desempenho também do gado adulto. (Fonte: Bruno Guimarães, Equipe Rehagro).
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]]>O post Gestão da nutrição – o que avaliar na prática? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em novembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para produtores, técnicos, veterinários e todos os profissionais que atuam na pecuária leiteira: “Gestão da nutrição – o que avaliar na prática?”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.
Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado:
Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:
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]]>O post Criptosporidiose bovina: o que é, como controlar e formas de prevenção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Neste texto iremos abordar sobre o Cryptosporidium spp., um importante protozoário causador de diarreia em bezerras leiteiras. Discutiremos sobre o agente, sua forma de controle, manejos necessários e formas de prevenção.
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A criptosporidiose bovina, doença causada pelo protozoário Cryptosporidium parvum, consiste em uma infecção que ocorre por meio da via oro-fecal, através da ingestão de alimentos e água contaminados por oocistos esporulados do agente.
Quando ingerido, o oocisto esporulado se encista no epitélio intestinal, destruindo-o e causando atrofia das vilosidades. Como consequência, a absorção de nutrientes e eletrólitos se torna prejudicada, resultando em diarreia mal absorvida que pode ser agravada em desidratação quando não identificada e tratada a tempo.

Principais patógenos causadores de diarreia em bezerros.
Faubert e Litvinski (2000) ao estudarem a transmissão natural da criptosporidiose entre vacas e seus bezerros relataram que as vacas eliminavam maior número de oocistos no momento do parto do que nos períodos de pré-parto e pós-parto.
Desta forma, há evidências que a infecção dos neonatos ocorre no momento do nascimento.
Animais recém-nascidos infectados com C. parvum tendem a desenvolver diarreia profusa e aquosa, inapetência, letargia, desidratação e, em alguns casos, óbito. O início da diarreia ocorre em torno de 3 – 4 dias após a ingestão dos oocistos, durando aproximadamente 1 – 2 semanas.

Exemplo de diarreia de bezerros. (Fonte: Maria Cecília Rabelo, estagiária equipe Leite – Grupo Rehagro)
Os oocistos do Crypstosporidium são relativamente estáveis e resistentes no ambiente. Devido a este motivo, já podemos entender qual a importância da higiene do ambiente no controle deste agente infeccioso.
A desinfecção e o vazio sanitário são medidas essenciais para redução da carga de oocistos, além de que, em ambientes abertos, a incidência de radiação solar é uma excelente aliada para o controle do Crypstosporidium.
A eliminação de oocistos no ambiente ocorre entre 4 e 12 dias após a infecção e se torna desafiadora, pois esta forma infectante é resistente a maioria dos desinfetantes.
Medidas como a remoção frequente das camas e fezes do ambiente, realização de vazio sanitário nas instalações, além da utilização de produtos de desinfecção a base de dióxido de cloro, amônia e peróxido de hidrogênio se mostram eficientes e podem contribuir para a redução da carga de Cryptosporidium no ambiente.
Segundo Heller e Chigerwe (2018), pequenas doses de oocistos podem resultar em infecções prolongadas com altas cargas parasitárias, devido ao fenômeno conhecido como autoinfecção.
Nestas situações, o agente infeccioso se replica dentro do hospedeiro e ocasiona reinfecção diretamente, sem precisar sair do organismo do animal. Esta ocorrência representa um dos motivos que favorecem a permanência do agente no rebanho, e, consequentemente, a sua disseminação em larga escala.
Falhas na higienização do ambiente e no manejo dos animais podem ocasionar surtos de diarreia por criptosporidiose bovina. Além disso, muitas vezes por falta de informação os produtores não administram o devido tratamento, ou o administram de forma errônea.
Também é importante salientar que muitas das perdas econômicas estão associadas ao uso abusivo e indiscriminado de antibióticos por parte dos criadores, por pensarem se tratar de diarreia bacteriana, o que ocasiona grande prejuízo econômico e, também, desenvolvimento de resistência bacteriana aos antibióticos utilizados (FEITOSA et al., 2008).
O medicamento de escolha para prevenção e tratamento da criptosporidiose bovina é a halofuginona. Seu efeito é criptosporidiostático, atuando sobre o ciclo do parasito impedindo a sua reprodução no hospedeiro.
O ideal é que o tratamento com a halofuginona seja feito por 7 dias consecutivos, observando-se como ponto positivo a redução da eliminação de oocistos e da duração da diarreia.
Assim como em qualquer outro medicamento, é importante se atentar para a dose recomendada – 2ml para cada 10 kg de peso vivo, uma vez ao dia, por via oral após a alimentação dos bezerros.
Os fabricantes da halofuginona não recomendam o seu uso em animais que apresentam sinais de diarreia por mais 24 horas, devido ao animal desidratado e comprometido ser mais susceptível à toxicidade do medicamento.
De forma geral, como medida profilática o medicamento deve ser administrado até 48 horas após o nascimento e, como agente terapêutico, em até 24 horas após o início dos sintomas (THOMSON et al., 2017).
A higienização do ambiente e dos utensílios utilizados no aleitamento, além da realização de vazio sanitário nas instalações, são etapas essenciais para o controle e prevenção do Cryptosporidium.
Bezerras com criptosporidiose tendem a apresentar diarreia profusa que leva a uma rápida desidratação. A identificação precoce dos sinais clínicos e o tratamento sendo prontamente estabelecido asseguram menores riscos para as bezerras.
Além disso, a coleta de fezes para o diagnóstico laboratorial de criptosporidiose consiste em uma alternativa interessante para maior compreensão dos desafios da propriedade.
O Curso Online de Gestão na Pecuária Leiteira já auxiliou mais de 2.400 produtores a transformarem seus resultados financeiros.
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]]>O post Vermifugação em bovinos leiteiros: quando realizar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as decisões sejam tomadas de forma coerente.
Os exames coprológicos de OPG e OOPG consistem em ferramentas importantes para análise da quantidade de ovos e oocistos de vermes por grama de fezes, respectivamente.
Neste texto, iremos discutir um pouco mais sobre a realização desses exames e a importância deles para o calendário de vermifugação dos animais.
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As verminoses gastrointestinais estão presentes em praticamente todas as propriedades de bovinos do mundo.
Os efeitos das verminoses causam grandes perdas econômicas para os sistemas de produção, visto que os parasitas reduzem a conversão alimentar, o ganho de peso, o crescimento e reduzem a produtividade em geral dos animais. Além disso, casos graves de verminose com elevadas taxas de parasitismo podem ser responsáveis por mortes de animais jovens.
Alguns parasitas como os coccídeos, em especial a Eimeria, são um dos principais causadores de diarreia em bezerras leiteiras, podendo permanecerem ocultos por longos períodos e comprometerem o desempenho dos animais por toda a vida.
Durante o ciclo da Eimeria, a multiplicação do agente ocorre no interior das células intestinais do hospedeiro, o que leva ao rompimento dessas células e comprometimento daquele segmento intestinal devido à redução da sua funcionalidade.
Entre os sinais clínicos mais frequentes das verminoses estão:
No entanto, todos esses sinais tendem a serem inespecíficos, necessitando de exames complementares para alcançarmos um diagnóstico assertivo.
O comportamento da carga de vermes nematódeos no ambiente é dependente principalmente dos manejos adotados pela propriedade e da época do ano.
É comum que nas épocas de elevada pluviosidade a carga de vermes no ambiente esteja mais elevada, devido às condições de temperatura e umidade, principalmente, que contribuem para a multiplicação dos vermes. Já nas épocas secas do ano a população de nematódeos tende a se concentrar mais nos animais.
Portanto, é de fundamental importância a realização do controle estratégico dos vermes de forma racional a fim de reduzir as populações tanto no ambiente quanto nos animais.
Conhecer os vermes presentes no rebanho conforme cada categoria animal e a taxa de parasitismo constitui um passo essencial para adotarmos uma vermifugação eficiente e racional. Os exames coprológicos de OPG e OOPG são as ferramentas responsáveis por fornecerem as respostas base desta ação.
Nos exames de OPG e OOPG buscamos identificar ovos e oocistos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiros, sendo representados por Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.
Todos estes vermes desenvolvem o seu ciclo no ambiente gastrointestinal e possuem os seus ovos liberados pelas fezes dos hospedeiros. As figuras a seguir ilustram o formato dos ovos desses vermes vistos em microscopia óptica.
Formato dos ovos dos principais vermes que acometem bovinos leiteiros. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)
Conforme já dito neste texto, os exames de OPG e OOPG são utilizados para quantificação de ovos e oocistos dos principais vermes nas fezes dos bovinos, respectivamente. Os materiais necessários para realização dos exames estão descritos a seguir juntamente com a técnica.
Obs.: caso as fezes não sejam processadas imediatamente após a coleta, deve-se armazená-las refrigeradas.
Coleta de fezes e organização de materiais para OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)
Após as amostras de fezes terem sido coletadas e identificadas com a numeração e o lote dos animais, deve-se organizar os materiais para a realização dos exames. Para facilitar o processo, recomenda-se organizar fileiras verticais contendo 3 copos plásticos de 50 mL cada.
Realização de exame de OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)
A contagem dos ovos e dos oocistos deve ser feita em ambos os lados da câmara de McMaster – lado A e lado B, diferenciando os ovos de Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.
Ao final, multiplicar a quantidade total de ovos/oocistos de Estrongilideos, Strongyloides e Eimeria por 100. Não há a necessidade de contar e multiplicar a quantidade de ovos de Moniezia, devendo apenas indicar quando houver presença de ovos deste nematódeo. Exemplo:

O desejável é que no mínimo 80% dos animais de cada lote apresentem carga baixa (< 200 ovos/oocistos), sendo que esta contagem não exige o tratamento dos animais com vermífugo.
Casos em que 20% ou mais dos animais de cada lote apresentam carga alta (> 800 ovos/oocistos) são indicativos de tratamento, devendo a estratégia de vermifugação ser discutida com o médico veterinário responsável pela propriedade. A presença de qualquer quantidade de ovos de Moniezia já é indicativa de tratamento, sendo que produtos à base de albendazol possuem maior eficácia sobre este tipo de verme.
A utilização das ferramentas de OPG e OOPG é essencial para a elaboração de calendários estratégicos de vermifugação de forma racional e assertiva, tratando somente os lotes de animais com elevada carga parasitária. Esta ação contribui para uma economia considerável no uso de vermífugos, além de analisar a eficiência das bases farmacológicas utilizadas.
O recomendado é que todos os lotes sejam monitorados periodicamente a fim de construir a dinâmica comportamental dos vermes nas diversas categorias animais.
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]]>O post Mastite bovina: o que é, como tratar e os impactos para pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Se você trabalha na produção de leite, provavelmente já sentiu os impactos dessa doença na propriedade. Mas você sabe o que pode causá-la?
A mastite bovina, ou mamite, consiste na inflamação do tecido da glândula mamária. Essa inflamação pode ocorrer devido a traumas, lesões no úbere e até mesmo devido a alguma agressão química.
No entanto, a ocorrência deste quadro está ligada, na maioria das vezes, a contaminações por microorganismos de um ou mais quartos mamários via ducto do teto. A mastite geralmente é causada por bactérias, mas também pode ocorrer devido a fungos, algas ou leveduras.
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Em resposta a infecção pela mastite, o sistema imune envia células de defesa ao local acometido para combater a invasão no tecido.
O estímulo lesivo da infecção e a ação das células de defesa levam ao aumento da resposta inflamatória tecidual que, além de eliminar o microrganismo invasor, visa também neutralizar toxinas produzidas pelos agentes infecciosos e restaurar o mais rápido possível o tecido mamário.
A associação das células de defesa (leucócitos) com as células de descamação do epitélio da própria glândula mamária representa as células somáticas. A resposta do organismo da vaca frente a um estímulo lesivo no úbere ocasiona aumento da contagem de células somáticas (CCS) no leite.
Como dito anteriormente, as células somáticas são compostas pelas células de descamação do epitélio da glândula mamária e pelas células de defesa do sistema imune que passam da corrente sanguínea para o leite. O aumento da CCS ocorre em casos de infecção/inflamação na glândula mamária.
Nem sempre as alterações na CCS são apresentadas de forma clara. Nos casos de mastite subclínica, conforme o próprio nome já diz, não são vistas alterações clínicas relevantes.
Por outro lado, nos casos de mastite clínica as alterações são perceptíveis, caracterizadas principalmente pela presença de grumos no leite e modificações no úbere da vaca, como dor, inchaço, vermelhidão e aumento de temperatura.
Conforme já dito, na mastite subclínica não é possível observar alterações no leite e no úbere do animal. No entanto, por ser uma infecção/inflamação da glândula mamária ela causa redução na produção de leite dos animais e pode acometer grande parte dos rebanhos.
Além disso, podem ocorrer alterações na composição do leite, como nos níveis de gordura, proteína e lactose. O aumento significativo na contagem de células somáticas afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor.
A mastite subclínica geralmente é causada por agentes contagiosos como o Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Corynebacterium bovis, dentre outros. Na maioria dos casos é transmitida dos quartos mamários contaminados para os sadios durante o processo de ordenha, seja pelas mãos dos ordenhadores ou pelo uso compartilhado de toalhas e teteiras contaminadas.
Algumas ferramentas têm sido utilizadas para mensurar os valores da CCS e identificar os animais portadores de mastite subclínica.
Atualmente, a contagem eletrônica individual da CSS é o exame mais utilizado para o diagnóstico da mastite subclínica, sendo que valores acima de 200 mil células/mL indicam um comprometimento da saúde do úbere (método quantitativo).
Exames como o CMT (California Mastitis Test) permitem identificar de maneira mais subjetiva a doença subclínica, devido ser baseado em uma análise visual da reação que ocorre entre o leite e o reagente no momento do exame (método qualitativo).
Uma vez identificada a mastite subclínica, torna-se interessante conhecermos o perfil do agente que está ocasionando a infecção. Nesse sentido, a cultura microbiológica do leite representa uma importante ferramenta para identificação dos patógenos e direcionamento dos tratamentos.
Por ser uma doença subclínica e necessitar de ferramentas específicas de diagnóstico, a mastite subclínica é muitas vezes negligenciada pelo produtor, acarretando em importantes prejuízos ao sistema de produção.
Consiste na forma da doença em que é possível observar alterações nas características do leite, na glândula mamária e até mesmo no comportamento do animal.
Nas vacas com mastite clínica é possível observar a presença de grumos no leite e alterações no úbere como inchaço, aumento de temperatura local, vermelhidão, aumento da sensibilidade dolorosa e até endurecimento dos quartos mamários acometidos.
Nos casos mais graves os animais podem apresentar um comprometimento geral do estado clínico, ocorrendo alguns sintomas como apatia, prostração, febre, desidratação e redução do apetite. Os animais com mastite clínica grave podem vir a óbito em situações onde os casos não são atendidos de forma rápida e adequada.
A mastite é uma doença que ocasiona grandes impactos negativos no sistema de produção de leite com perdas econômicas importantes. Dentre os gastos estão os custos com medicamentos para o tratamento de casos clínicos, descarte e morte de animais precocemente, custos com mão de obra, descarte do leite acometido e redução de produção dos animais doentes.
Devemos ter a consciência de que a redução da produção de leite dos animais doentes é o principal prejuízo da doença, sendo que muitas vezes não vemos essa redução que pode ir de 10 a 30%!
De forma específica, os prejuízos devido a mastite clínica envolvem descarte de leite, redução da produção a curto e longo prazo, custos com medicamentos e risco de antibiótico no leite. Já os prejuízos decorrentes da mastite subclínica são referentes a redução na produção de leite, sendo que esta forma de manifestação da doença representa cerca de 90 a 95% dos casos.
Nos Estados Unidos estima-se que o custo por caso de mastite seja de aproximadamente U$ 185/vaca/ano. Já na Europa a estimativa é de que este custo esteja por volta de € 190/vaca/ano. Em um estudo realizado no Brasil observou-se que a mastite subclínica foi responsável por uma redução de 17% no volume de produção de leite, representando uma perda de 2,4 bilhões de litros de leite/ano.
Para se alcançar sucesso no programa de controle da mastite é muito importante que os envolvidos na melhoria da qualidade do leite entendam cada etapa do processo, estejam abertos a receber treinamentos e percebam os benefícios que as ferramentas fornecem para o dia-a-dia no manejo dos animais. É essencial que durante o programa de controle exista um monitoramento periódico dos resultados obtidos.
O programa de 6 pontos de controle da mastite retrata ações fundamentais a serem realizadas para reduzir a ocorrência da doença. São eles:
Todas as medidas de controle visam reduzir o impacto econômico e os custos e, consequentemente, aumentar o lucro do produtor. O foco fica em prevenir novos casos de mastite e reduzir a duração dos casos existentes.
Você pode melhorar a sua produção de leite usando técnicas e ferramentas que não exigem um grande investimento de dinheiro na sua propriedade, mas podem trazer um grande retorno. Isso vale para todas as áreas na produção de leite!
Com pequenos ajustes na rotina, você pode melhorar a sua margem de lucro, tornando a pecuária leiteira um negócio mais rentável para você e sua família.
Com esse objetivo, o Rehagro criou o Curso Online Gestão na Pecuária Leiteira. Nele, os professores ensinam como melhorar a gestão da nutrição, reprodução, criação de bezerras, sanidade, qualidade do leite e gestão financeira na propriedade.

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]]>O post Gestão de índices zootécnicos com foco no lucro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
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]]>O post Como planejar as ações de sua propriedade leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para que a atividade leiteira no país seja sustentável e eficiente, é necessário a otimização dos recursos, sem perder de vista a viabilidade econômica e lucratividade.
Dessa forma, é imprescindível que o trabalho na propriedade rural seja baseado no diagnóstico da situação atual, planejamento técnico e financeiro, organização, execução e controle de processos, dados e resultados.
Neste sentido, o planejamento é o primeiro passo para a construção de um caminho que vai de encontro ao seu objetivo. Ele auxilia no processo de tomada de decisão, tornando-as mais eficazes e efetivas, concentrando esforço e recurso na medida certa, para se alcançar o melhor resultado.
E vale lembrar: quanto mais tempo você gasta em um planejamento bem feito, menos tempo você gasta na execução para alcançar seu objetivo.
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É frequente encontrar em empresas rurais decisões sendo tomadas sem embasamento concreto, apenas pelo “achismo”.
Vemos recursos sendo investidos em setores da fazenda sem o direcionamento ideal e de forma inadequada, enquanto o principal gargalo e pontos a melhorem sequer foram identificados.
Ouvimos dizer, por exemplo, relatos de baixos índices de mortalidade das bezerras ou alto custo com medicamentos das vacas sem que sejam utilizados instrumentos eficientes para mensuração e análises dos resultados.
Assim, é de se questionar:
Felizmente, existem diversas ferramentas que nos auxiliam no processo de planejamento. Dentre elas, a gestão de metas é uma forma de enxergar a propriedade e buscar melhorias para o sistema de produção.
Para a construção das metas, a técnica SMART é muito popular no meio empresarial e vem se destacando cada vez mais no agronegócio brasileiro.
Conhecida como meta inteligente, é uma forma de construir metas claras, precisas e diretas. A sigla vem do inglês e nos mostra os cinco pilares sobre os quais as metas devem ser definidas:
Sua meta deve ser clara e objetiva.
É preciso que seja bem detalhado o que está sendo medido, para que os esforços sejam focados no real objetivo da meta e não ocorra erro de entendimento ou confusão nos processos.
Para que possamos saber se o resultado está sendo atingido, devemos medi-los ou quantifica-los.
Metas não mensuráveis não são desejáveis uma vez que dificultam a análise e dependem da percepção de quem recolhe os dados.
O histórico da fazenda deve ser levantado para que, a partir dos últimos resultados se planeje uma meta possível de ser atingida. Não adianta querer uma mudança drástica nos resultados da fazenda se não é possível alcança-la no tempo proposto.
É importante que o responsável pela atividade faça parte da construção dessa meta, uma vez que ele deve opinar se consegue cumpri-la dentro do prazo, com os recursos que tem a sua disposição. Vale ressaltar que metas inalcançáveis geram frustração e desmotivação da equipe.
A meta deve ser relevante, ou seja, atrelada aos processos que causam impacto real na produção e estão em conformidade com o objetivo da fazenda.
A estratégia aqui é focar nos pontos que mais precisam melhorar ou que a mudança seja mais significante econômica e produtivamente.
O resultado a ser alcançado deve ser significativo e desafiador, o esforço para bater a meta, ao contrário das metas inalcançáveis, geram maior motivação aos envolvidos na atividade.
Os prazos de início e conclusão devem ser estabelecidos. Quando não se tem uma data limite para que o resultado seja alcançado, a tendência é que as atividades sejam proteladas, e sempre deixadas para o futuro. Por isso é necessário a formulação de um cronograma e definição de prazos para a execução das metas.
Para ajudar na visualização dessa SMARTização das metas, confira o exemplo abaixo:
Meta: aumentar a eficiência econômica da recria
Seu diferencial é que ela pode ser aplicada a todos os setores e níveis da fazenda. Você pode usar como meta pessoal, dos colaboradores, do rebanho, lavoura ou do controle econômico e financeiro.
O importante é que o processo de construção das metas seja adequado, detalhado e bem embasado, evitando assim, que se estabeleça metas inalcançáveis ou que não sejam relevantes para o negócio.
Para se alcançar as metas é necessário a construção de um plano de ações, devendo considerar a força de trabalho, necessidade de treinamento e capacitação, recursos disponíveis, metodologia de checagem e aprimoramento dos processos produtivos, dentre outros.
É interessante ainda que os resultados sejam divulgados para toda a equipe de trabalho, fornecendo feedbacks para os responsáveis que fazem parte da gestão e da operação das ações, seja quando não bateram as metas dentro do tempo previsto ou quando alcançaram bons resultados.
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!


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Em junho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG.
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Em 08/06/2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite Especial sobre Gestão Financeira de Fazendas de Leite. O palestrante foi Vitor Barros, Coordenador do Programa Gestão por Resultados.
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Em maio deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite com o tema “Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda?”. O palestrante foi José Eduardo Portela, PhD pela Universidade da Flórida.
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Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre desafios e oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite. O palestrante foi Elias Facury (Lobão), Mestre em Medicina Veterinária e Doutor em Ciência Animal pela UFMG.
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]]>O post Manejo alimentar de vacas em período de transição: veja principais recomendações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A importância da alimentação para a eficiência na produção de leite é fundamental em todos os estágios de produção, mas no período de transição, que compreende o intervalo de três semanas antes e três semanas após o parto, ocorrem grandes mudanças na fisiologia e no comportamento dos animais, o que gera grande impacto sobre a exigência nutricional.
Neste artigo, você verá algumas recomendações importantes para adequação do manejo de vacas no período de transição.
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A ingestão de nutrientes é essencial para garantir um balanço nutricional adequado, boa saúde, boa produção de leite e índices reprodutivos ideais.
Para que a fêmea no período de transição tenha uma ingestão de MS satisfatória, torna-se fundamental que pontos como escore de condição corporal, conforto térmico e manejo alimentar estejam adequados.
Devemos evitar que as vacas ganhem peso durante o período seco, pois conforme se aproxima o parto, o risco de esteatose hepática aumenta, principalmente nos animais com maior escore de condição corporal. O risco maior se concentra nas três primeiras semanas pós-parto devido à mobilização das reservas corporais.
Nesse caso, o uso de colina pode ser uma alternativa para auxiliar na prevenção do ganho de peso. No entanto, ela deve ser fornecida na forma protegida para que não sofra degradação ruminal.
Ao ser absorvida, a colina protegida otimiza o transporte e a metabolização dos lipídeos, prevenindo a esteatose hepática e demais distúrbios.
Além disso, a colina tende a estimular a produção de leite (2,3 kg/dia), auxiliar na redução da ocorrência de retenção de placenta (28% a menos) e de mastite (22% a menos).
As dietas acidogênicas (aniônicas) são conhecidas por promoverem ligeira acidose metabólica (pH sanguíneo de 7,38 – 7,40), induzindo uma melhor resposta dos receptores de paratormônio (PTH).
De forma resumida, essas duas alterações facilitam o processo de mobilização de cálcio no organismo e auxiliam na prevenção da hipocalcemia. Além disso, essa ligeira acidose metabólica induz uma acidose tubular a nível renal, que promove maior absorção de cálcio pelos rins.
Vacas que consomem dieta com diferença cátion-aniônica (DCAD) positiva, ou seja, dietas alcalogênicas, tendem a reduzir mais o consumo de MS quando comparadas às vacas alimentadas com dietas com DCAD negativo (dietas acidogênicas). A produção de leite também tende a seguir essa mesma resposta, exceto nas nulíparas, que não apresentam maior produção de leite quando alimentadas com dietas acidogênicas.
Nesse contexto, a avaliação do uso de aditivos pode ser uma alternativa interessante. Uma prática comum para a prevenção de distúrbios pós-parto é a utilização de aditivos na dieta pré-parto durante as últimas 3 semanas de gestação.
Nos gráficos abaixo, podemos observar que dietas com DCAD negativo podem reduzir a ocorrência de doenças como retenção de placenta, metrite e febre do leite.
DCAD e risco de febre do leite em vacas pluríparas
DCAD e risco de retenção de placenta ou metrite
Agora, você já sabe algumas dicas para adequar o manejo nutricional das vacas no período de transição. A alimentação é um dos principais pilares de sucesso para um projeto leiteiro e pode representar até metade dos custos de produção.

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]]>O post 4 principais doenças que acometem os bezerros apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Os primeiros cuidados logo após o nascimento, como a colostragem, cura de umbigo e nutrição adequada antes e após a desmama tornam-se imprescindíveis para garantir a saúde dos animais.
Caso estas ações não sejam realizadas corretamente ou sejam negligenciadas, as taxas de morbidade e mortalidade aumentam consideravelmente, trazendo prejuízos à propriedade.
Em algumas situações o prejuízo pode até não ser acentuado a curto prazo, mas o processo de determinadas doenças ocasiona alterações permanentes nos animais de forma a impactar no seu desenvolvimento e vida futura.
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Dentre as doenças que afetam as bezerras durante a fase de recria, as mais ocorrentes são as diarreias, as infecções umbilicais, as doenças respiratórias e a tristeza parasitária bovina.
Conforme será mostrado e discutido ao longo deste texto, dados de campo têm demonstrado quais são os períodos críticos para a ocorrência destas doenças.
Estes dados constituem informações valiosas que auxiliam na prevenção e no monitoramento dos distúrbios da saúde dos animais, podendo ser utilizados para definição de estratégias visando redução do número de casos de doenças.
A diarreia consiste em uma das principais razões pelas quais as bezerras adoecem ou morrem. Durante a fase de aleitamento as bezerras são altamente susceptíveis à ocorrência de diarreias devido ao sistema imunológico não estar plenamente desenvolvido e estabelecido.
Este fato contribui para que uma ampla diversidade de agentes patogênicos tenha a chance de se instalar no organismo do animal. Com isso, ocorrerão distúrbios intestinais de graus variáveis.
Esta ampla diversidade de agentes patogênicos constitui um dos motivos que dificultam o diagnóstico etiológico das diarreias. No entanto, conforme mencionado anteriormente, os dados de campo fundamentam-se como uma importante ferramenta que expressa os períodos críticos de atuação dos principais agentes envolvidos nas diarreias em bezerras leiteiras.
Todavia, há aquelas diarreias de origem não infecciosa, ou seja, não possuem um agente patogênico como causador. Estas diarreias tendem a se desenvolverem mediante a situações que prejudicam a absorção intestinal, fazendo com que solutos se acumulem na luz do órgão.
O acúmulo de solutos resulta na formação de um meio com alta osmolaridade que possui a capacidade de atração hídrica para o intestino, aumentando assim a fluidez das fezes.
As causas das diarreias não infecciosas envolvem principalmente erros no manejo alimentar das bezerras, como a má higienização dos utensílios e a oferta de sucedâneos de baixa digestibilidade.
Dentre os inúmeros efeitos que um quadro de diarreia ocasiona no animal, os principais são a desidratação, as perdas eletrolíticas e o desequilíbrio ácido-básico. Estes efeitos podem se apresentar em níveis variados, porém sempre possuem como característica o comprometimento do estado geral do animal e, consequentemente, facilitam a entrada de novos agentes infecciosos.
Portanto, assim como em qualquer outra doença/distúrbio, na diarreia o ideal é que o diagnóstico seja feito precocemente. Também é importante que o tratamento comece a ser realizado o mais rápido possível a fim de evitar maiores complicações no organismo do animal.
Dentre os agentes causadores de diarreia em bezerras leiteiras durante a fase de aleitamento, os principais são:
Agentes comuns em bezerras como a Escherichia coli e alguns vírus tendem a ocasionar diarreia logo nos primeiros dias de vida, enquanto agentes como Cryptosporidium spp. acometem mais o sistema digestivo do 5º ao 15º dia de vida, em média.
Todos os principais agentes patogênicos citados possuem as vias oral e fecal como potenciais meios de transmissão. Além disso, a higiene das instalações e do ambiente constitui uma medida básica e essencial de profilaxia.
O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)
Dinâmica da excreção de oocistos de Cryptosporidium spp. (Fonte: Leite, 2014.)
O processo de cura de umbigo representa um dos primeiros cuidados que se deve realizar com as bezerras logo após o nascimento, visto que o umbigo do recém-nascido ainda está aberto e corresponde a uma grande porta de entrada de microorganismos.
Caso uma quantidade considerável de bactérias alcance as estruturas umbilicais intra-abdominais e se dissemine pelo organismo, várias alterações podem ser desencadeadas, dentre elas a septicemia, a pneumonia, abcessos pulmonares e hepáticos, poliartrites, endocardites, encefalites etc.
Além destas alterações, um umbigo curado inadequadamente, ou não curado, representa um excelente atrativo de moscas que desencadeiam processos de miíases.
Um dos métodos mais eficazes para avaliação da eficiência da cura de umbigo consiste na realização da palpação umbilical. Neste método objetiva-se o reconhecimento manual das estruturas umbilicais, classificando-as em escores de 0 a 2, sendo:
Uma meta ideal seria de que no mínimo 90% das bezerras avaliadas expressem escore umbilical 0, ou seja, sem alterações.
O período recomendado para que a palpação seja feita corresponde da 2ª à 3ª semana de vida. Caso a avaliação seja realizada antes da 2ª semana de vida, as estruturas umbilicais se apresentarão em uma conformação diminuta que inviabiliza a identificação manual.
Por outro lado, caso a palpação seja feita após a 3ª semana de vida as estruturas umbilicais estarão em maior dificuldade para palpação devido ao aumento da resistência da musculatura abdominal das bezerras.

Normalmente, a patogênese das doenças respiratórias bovinas envolve a associação de fatores de estresse que comprometem os mecanismos de defesa do organismo, facilitando a infecção primária das vias respiratórias por um ou mais micro-organismos.
Sinais clássicos de problemas respiratórios em bezerras leiteiras envolvem corrimento nasal, tosse, aumento da frequência respiratória, alteração do padrão respiratório, letargia e febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C).
Dentre a diversidade das doenças respiratórias bovinas, a pneumonia é a mais comum. Quadros crônicos de pneumonia possuem a característica de provocar consolidação do parênquima pulmonar, reduzindo assim a capacidade respiratória do animal para o resto da vida.
Além de uma boa colostragem, assegurar uma adequada qualidade do ar nas instalações torna-se fundamental para evitar quadros de pneumonia. O ambiente onde as bezerras são alojadas deve ser seco, arejado e livre de odores e resíduos.
Conforme já mencionado anteriormente, a correta cura de umbigo também constitui um ponto importante para prevenção de pneumonia em animais recém-nascidos, visto a barreira química formada no cordão umbilical que impede a disseminação microbiana pelo organismo.
O gráfico a seguir demonstra os pontos críticos para ocorrência de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)
A tristeza parasitária bovina baseia-se em uma doença de grande ocorrência nacional, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Os impactos ocasionados na cadeia leiteira são importantes e a morbidade durante a fase de recria tende a ser elevada em propriedades que não realizam a prevenção e o monitoramento para a doença.
A tristeza parasitária é ocasionada pela associação de dois agentes etiológicos intra-eritrocitários, sendo a bactéria Anaplasma marginale e o protozoário Babesia, com as espécies B. bigemina e B. bovis. Tanto a anaplasmose quanto a babesiose podem ser transmitidas através do uso de instrumentos perfurocortantes contaminados (agulha, bisturi, etc.).
O agente Anaplasma marginale ainda pode ser transmitido via picada de insetos hematófagos, como moscas e mutucas, e a Babesia sp. pode ser veiculada via repasto sanguíneo de carrapatos infectados.
Os sinais clássicos da doença incluem febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C), letargia, apatia, alteração na coloração das mucosas (ictéricas, pálidas e/ou com presença de petéquias), corrimento lacrimal e perda de apetite.
Como profilaxia da tristeza parasitária bovina recomenda-se o controle de ectoparasitas e de insetos tanto nos animais quanto no ambiente, evitar o uso compartilhado de agulhas e realizar o monitoramento da temperatura retal dos animais.
Os animais positivos para a doença devem ser tratados o quanto antes, a fim de evitar a proliferação dos agentes, além de receberem tratamento de suporte com hidratação oral e/ou endovenosa e antipiréticos.
O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de tristeza parasitária bovina em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):
Número de casos de TPB em bezerros leiteiros de acordo com a idade (dias)
Mucosas ictéricas (A) e pálidas com petéquias (B) em bezerras com TPB
Essas são algumas das principais doenças que podem acometer as bezerras leiteiras e, por isso, merecem a atenção do produtor.
Ressaltando, juntamente com o oferecimento adequado do colostro, a cura do umbigo é uma medida sanitária prioritária, que influenciará diretamente a saúde do rebanho de qualquer criatório bovino.
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]]>O post Análise genômica em bovinos leiteiros: veja a utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A seleção consiste na triagem de indivíduos superiores pertencentes a um determinado rebanho. Ou seja, os indivíduos que possuem uma melhor performance produtiva e/ou reprodutiva quando comparados aos outros indivíduos do mesmo rebanho são selecionados para permanecerem e perpetuarem a sua genética.
Já o acasalamento constitui a ferramenta onde os animais de melhor desempenho zootécnico são direcionados para serem os pais da próxima geração.
Em resumo, ambas as ferramentas possuem como objetivo aumentar a frequência de genes favoráveis em uma determinada população.
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Durante muito tempo, a análise do desempenho da cria de um determinado touro ou de uma determinada vaca foi o método mais eficaz para avaliação genética dos reprodutores. Este método ficou conhecido como Teste de Progênie, e é utilizado até os dias atuais devido a sua confiabilidade.
No entanto, uma de suas desvantagens se diz a respeito do longo tempo necessário para obtenção dos resultados. Também é válido citar a necessidade de ter uma progênie relativamente extensa para dar segurança aos dados.
Com o passar dos anos, por volta do final da década de 80 e início da década de 90, incorporou-se modelos estatísticos precisos nos programas de melhoramento genético. Este modelo ficou conhecido como Modelo Animal.
O modelo estatístico visa a associação dos dados de desempenho do próprio animal com os dados de sua matriz de parentesco (pai, mãe, irmãos, avós etc.). O intuito é ter uma estimativa e obtenção dos valores genéticos. A inclusão de um modelo estatístico nos programas de melhoramento animal propiciou o avanço e a otimização das ferramentas de seleção e acasalamento. Como consequência, houve o aceleramento do progresso genético dos rebanhos em todo mundo.
Nos anos de 2008/2009, nos Estados Unidos, a tecnologia da genômica foi lançada para a área da pecuária leiteira de modo a revolucionar todo o mercado da genética bovina.
Desde então, os testes genômicos têm mudado a forma como os produtores de leite tomam suas decisões, fazem a seleção e gerenciam os acasalamentos de seus rebanhos. A genômica permite aos técnicos e produtores a possibilidade de conhecer geneticamente os rebanhos, estratificando assim os grupos de animais que possuem uma genética superior ou inferior em diversos pontos.
A análise genômica nos bovinos atua de modo a identificar marcadores moleculares que são de interesse econômico para os produtores.
De forma a contextualizar melhor o assunto, marcadores moleculares são variações no material genético (genoma) que caracterizam as diferenças fenotípicas entre dois ou mais indivíduos. Variações fenotípicas estas que podem ser expressas em quesitos como:
Vários são os tipos de marcadores moleculares existentes, sendo que os principais identificados pelos testes genômicos são os polimorfismos de base única (Single Nucleotide Polymorphism – SNP).
Este tipo específico de marcador molecular se baseia na alteração em uma única base na molécula de DNA de um indivíduo em comparação com um genoma de referência. E, como já mencionado, são justamente tais alterações que ditam as variações fenotípicas em uma população.
Através da tecnologia da engenharia genética foram desenvolvidos chips capazes de analisar e identificar detalhadamente o genoma dos animais. Para isto, basta coletar uma amostra de material genético (bulbo capilar, sangue etc.) do indivíduo e enviar para uma empresa/laboratório especializado no assunto.
Lá, esse material genético é processado por sistemas automatizados contendo chips com milhares de marcadores moleculares. Ao final de todo o processo é gerado um relatório contendo as informações genéticas específicas que foram identificados de um determinado animal.
Fonte: Grupo Rehagro
Se formos comparar a avaliação genômica + avaliação convencional (pedigree, progênie) com a avaliação convencional isolada, notamos que ela propicia uma maior velocidade nas análises, maior acurácia dos valores e maior alcance do valor genético verdadeiro.
No entanto, devemos sempre ter em mente que a avaliação genômica é um acelerador de todo o processo de melhoramento genético, e não um substituto.
Antigamente, por exemplo, um touro só teria seus primeiros valores genéticos divulgados com a idade de aproximadamente 7 a 8 anos. Isso porque precisaria esperar suas filhas nascerem e entrarem em idade reprodutiva e produtiva.
Nos dias atuais, com a tecnologia da genômica, não há essa necessidade, pois um touro já possui seus valores genéticos mensurados até mesmo antes da puberdade. Este exemplo demonstra claramente o auxílio que a genômica proporcionou para aumentar o progresso genético dos rebanhos bovinos.
Além dos benefícios já citados, as avaliações genômicas são utilizadas para mensurar características caras e complexas de serem medidas, de manifestação tardia, de baixa herdabilidade, medidas pós morte e também para correção dos valores da matriz de parentesco.
Outros grandes benefícios da utilização da genômica nas fazendas consistem:
Após o seu lançamento, os testes genômicos têm sido utilizados para identificação das características dos animais em diversos aspectos.
Os principais são os que envolvem particularidades de produção, saúde, conformação, habilidade de parto e doenças. A maioria dessas características já eram mensuradas antes do advento da genômica. No entanto esta tecnologia aumentou a velocidade de obtenção e a acurácia dos valores.
Dentro do critério de seleção de produção de leite, as características de maior destaque são relacionadas ao volume de leite produzido e a quantidade e ao percentual de produção de gordura e proteína.
Atualmente, aumentamos bastante o número de rebanhos genotipados para a beta-caseína A2. Sua capacidade – quando em homozigose (A2A2) – não ocasiona distúrbios digestivos nos humanos consumidores de leite e derivados.
Os animais que sabidamente possuem o gene para beta-caseína A2 tendem a serem acasalados entre si para obtenção de uma progênie homozigota (A2A2). Logo, a tendência atual é de que cada vez mais se tenha rebanhos formados por animais com genótipo A2A2 para beta-caseína.
Com relação às doenças de cunho genético, estas são analisadas a partir de haplótipos – combinações alélicas que resultam na expressão de uma doença. Holandês, Jersey e Pardo Suíço são algumas das raças leiteiras que possuem haplótipos identificados para doenças (CVM, BLAD, BY etc).
As informações sobre os haplótipos podem ser importantes ferramentas na hora de realizar um acasalamento bem direcionado de modo a evitar a ocorrência de doenças genéticas.
Em um estudo de Adams e colaboradores, em 2016, há relatado que um touro holandês portador de um haplótipo foi amplamente utilizado em rebanhos leiteiros por volta da década de 60. Anos depois realizou-se um levamento a cerca deste caso. Concluíram que a utilização deste touro portador de um haplótipo causou uma perda estimada de 500 milhões de dólares devido a perdas gestacionais.
De modo geral, podemos concluir que as avaliações genômicas desempenham um importante papel no melhoramento do rebanho leiteiro. Elas contribuem em potencial para aumentar o progresso genético das populações.
No entanto, de nada adianta querer utilizar somente a genômica e fechar os olhos para as avaliações tradicionais (pedigree, progênie). Independente do avanço genômico, as informações de pedigree e de teste de progênie continuam sendo extremamente essenciais para condução do mapeamento e melhoramento genético dos rebanhos bovinos.
As ferramentas genéticas, quando bem utilizadas e manejadas, trazem bons retornos aos produtores nas mais diversas áreas, seja produção, reprodução, nutrição, sanidade, dentre outras.
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Em setembro de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre gestão financeira com foco na melhoria de resultados de fazendas de leite. O palestrante foi Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo Gestão Leite do Rehagro.
O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Leite! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o Ideagri e o 3RLab.
Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.
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]]>O leite é um dos mais completos alimentos disponíveis e seu baixo custo relativo para a população faz dele um componente indispensável da dieta.

Composição média do leite
O principal grupo de proteínas do leite são as caseínas. Estas proteínas contêm uma composição de aminoácidos de grande importância para o crescimento e desenvolvimento infantil. Elas são facilmente digeridas no intestino quando comparadas com outras fontes de proteicas, fazendo do leite uma das melhores fontes existentes deste nutriente.
A composição do leite pode ser alterada basicamente por três fatores:
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As diferentes raças leiteiras apresentam diferentes composições de leite, como visto na tabela abaixo:

Dentro das diferentes raças, podemos ainda trabalhar geneticamente para a seleção de rebanhos com teores maiores ou menores de sólidos e/ou volume.
Sabemos que a seleção genética para volume de leite tem correlação negativa com percentuais de gordura e proteína, ou seja, quando selecionamos para altos volumes de leite (kg), a tendência é perdermos em percentuais de gordura e proteína.
Desta forma, é necessário traçar uma estratégia de seleção que atenda à demanda do mercado comprador. A tabela abaixo demonstra as diversas estratégias de seleção genética conforme interesse do mercado comprador.

Composição do leite conforme critério de seleção
Baseado nesta tabela, podemos optar pelo caminho a ser traçado na seleção genética para produção. Os atuais sistemas de pagamento do leite sugerem que volume de leite é uma importante característica a ser trabalhada. O volume de sólidos passa a ter importância no sistema de pagamento, com diversas empresas remunerando o produtor conforme teor de sólidos no leite produzido.
De acordo com estas colocações, nos parece mais lógico trabalhar com a seleção para volume de proteína, no entanto, rebanhos que já tenham altas produções médias nas suas vacas, podem se beneficiar trabalhando em selecionar percentuais (% proteína ou % gordura).
Basicamente, devemos estar atentos para a situação corrente do rebanho e, obviamente, para o que o mercado está buscando. A remuneração do produto (leite) definirá a estratégia de seleção genética para produção no rebanho.
A genética cumpre importante papel na determinação dos atuais níveis de produção e composição do leite. A seleção através do uso de touros e vacas superiores tem se mostrado uma ferramenta de alto valor para o melhoramento das diferentes raças leiteiras no que se refere à sua principal função, qual seja, produzir leite.
Confira o progresso genético obtido nos diferentes componentes do leite dentro da raça Holandesa nos EUA.

O gráfico acima representa os ganhos genéticos (EBVs) para volume de leite de vacas e touros ao longo dos últimos 40 anos. Os valores fenotípicos correspondentes passaram de 6.259 kg de leite em 1960 para os 11.623 kg em 2003!

O volume de gordura em 1960 era de 230 kg por lactação. Este volume passou para 426 kg em 2003. Grande parte deste aumento se deve ao próprio aumento em volume de leite, uma vez que os percentuais de gordura mostram-se estáveis.

A exemplo das outras características de produção, também a proteína teve grande aumento ao longo dos últimos 40 anos.
Notamos que este aumento é mais acentuado do que a de gordura, mais uma vez refletindo as demandas de mercado e sua influência na seleção genética. O volume de proteína na raça Holandesa em 1960 era de 196 kg por lactação. Este volume passou para 357 kg em 2003.
As características de produção têm médias a altas herdabilidades, até certo ponto em função da facilidade como são medidas e da acurácia das mensurações. Desta forma, o progresso genético obtido é relativamente rápido. Consideramos características de média a alta herdabilidades aquelas que estão acima de 0,12 (12%). Confira as herdabilidades para as características de produção:

Como fica evidente nos números mostrados acima, a seleção genética para as características de produção tem rápidas respostas em função das altas herdabilidades apresentadas.
Na prática, podemos dizer que o produtor tem uma relativa facilidade em obter melhorias nos teores de sólidos e volumes de produção com o uso da genética adequada. No entanto, como mencionado, a seleção isolada para produção atende apenas a uma parte do processo.
Para o produtor, é essencial que ele obtenha alta produção de uma matéria prima de qualidade com vacas eficientes e rentáveis.
Características como fertilidade, longevidade e baixo custo de manutenção são essenciais para obter a rentabilidade esperada. Estas características dependem em muito de uma correta estrutura funcional da vaca.
Com isso, queremos dizer que a funcionalidade de sistema mamário, correção de aprumos, estrutura de garupa adequada que facilite os processos reprodutivos e dê correta sustentação de úbere, além de equilibrada força e caracterização leiteira, são características importantes num processo de seleção.
Muitas destas características têm herdabilidades consideradas médias a baixas.
Desta forma, o processo de seleção torna-se ainda mais importante, devendo o produtor estar constantemente atento ao uso de touros que mantenham o equilíbrio desejado entre produção e tipo funcional. Touros extremos para uma ou outra característica nem sempre trazem o melhor resultado no longo prazo.
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]]>A atividade é rentável e com ótimas oportunidades de retornos, embora não seja uma tarefa fácil, devido à sua complexidade.
As margens estão mais apertadas e os consumidores cada vez mais exigentes quanto a segurança do produto oferecido. Nesse sentido, é necessária maior eficiência na produção. Tanto para a redução das perdas quanto para garantia da produção de um produto seguro e saudável aos consumidores.
Sendo assim, o correto manejo sanitário é um ponto fundamental para garantir esses dois objetivos. Em propriedades leiteiras ocorrem grandes perdas por erros ou negligências com esses manejos. Dentre as diversas ocorrências em vacas leiteiras, as mais citadas, geralmente são problemas reprodutivos, problemas de casco e mastite.
Estes são citados como as principais causas de descarte involuntário dentro do sistema de produção.
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Da mesma forma que garantir um correto manejo nutricional e conforto para os animais influenciam positivamente em todas essas características, um correto manejo sanitário também poderá atuar na prevenção de todas as ocorrências citadas acima.
Não é preciso nenhuma mudança complexa ou drástica na propriedade, apenas ter foco em premissas básicas. Pense bem!
Para que a vaca inicie uma lactação é necessária uma gestação seguida de parto. Além disso, também é importante ressaltar que o momento de maior eficiência de uma vaca leiteira para produzir leite é no início da lactação.
Logo a única forma de fazer com que a vaca permaneça mais tempo nesse período durante toda a sua vida produtiva é reduzindo o intervalo entre seus partos.
Situações como repetição de cio, abortos ou absorção embrionária causam atrasos reprodutivos. E, muitas vezes estão relacionadas a doenças como brucelose, leptospirose, IBR, BVD e outras.
Portanto, a implementação de um calendário sanitário, identificação dos animais doentes e adoção de medidas corretas para cada caso são atitudes essenciais a fim de garantir máxima eficiência reprodutiva e econômica para o sistema.
Outro ponto de gargalo dentro de rebanhos leiteiros são as grandes perdas em consequência a lesões podais. O conhecimento dos fatores de risco é fundamental para dar os próximos passos a fim de atuar em relação a eles e reduzir as perdas.
Os custos estão relacionados a menor produção de leite, tratamento dos animais, maior incidência de outras doenças como mastite, abortos, descarte de animais e na maioria das vezes é um somatório de todos estes.
Enquanto essa for a realidade, dificilmente, o objetivo será alcançado. Mais uma vez, medidas simples, porém essenciais podem mudar essa realidade.
Boa ambiência, casqueamento preventivo, correta utilização do pedilúvio de acordo com as características das lesões presentes em cada propriedade, identificação dos animais com claudicação e a correta atuação e tratamento para cada um.

Por fim, mas não de menor importância, outra fonte de redução na lucratividade do sistema leiteiro é a mastite.
“A mastite continua sendo a doença com maior impacto econômico sobre a bovinocultura leiteira e gera perdas em todas as etapas da cadeia produtiva.”
Afirmações como essas são extremamente comuns em fazendas leiteiras. Os custos associados à mastite podem ser divididos em:
Ao avaliar cada item citado acima sem dúvidas, a forma mais eficiente de atuação em todos estes, é através da prevenção de um novo caso. Certamente, é um grande desafio, não há dúvidas quanto a isso.
Entretanto, como todo grande desafio, precisa-se de boas estratégias e execuções desses planejamentos para conseguir melhores resultados e até mesmo excelência no alcance das metas.
Dentre os principais fatores de risco estão:
Portanto, é necessário o conhecimento desses fatores para implementação de um programa de controle eficiente.
É preciso parar de negligenciar o básico, fazer o simples bem feito, produzir com responsabilidade e assim desfrutar dos benefícios proporcionados pela pecuária leiteira.
Com foco no manejo sanitário de bovinos de leite e na saúde do rebanho e certamente as vacas retribuíram com mais leite, consequentemente maior eficiência do sistema e maior lucratividade.
Em nenhuma das três abordagens foram citados manejos complexos ou que exigem grandes investimentos, mas todos são essenciais para o sucesso da atividade. Por que não realizar? Não há nenhuma justificativa para não fazer.
O Curso Online de Gestão na Pecuária Leiteira já auxiliou mais de 2.400 produtores a transformarem seus resultados financeiros.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!
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A doença de casco em conjunto com a mastite e os problemas reprodutivos são alguns dos maiores desafios na bovinocultura de leite e corte em todo o mundo, acarretando perdas econômicas. Animais estão sendo descartados mais cedo por problemas de casco e antes dessa decisão, as perdas e custos já se fizeram presentes de maneira impactante. Baixe o e-book e conheça as principais lesões.
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