O post Sistema Santa Fé: o que é como implantá-lo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Boa parte dessas plantas daninhas, também chamadas de invasoras, se desenvolvem junto à cultura e, além de causarem prejuízos no desenvolvimento da cultivar, seu controle impacta no custo da produção.
Há diversas maneiras de conseguir esse controle contra essas daninhas. Cada método tem suas particularidades e depende de vários fatores para escolher o melhor. Alguns deles são:
Sobre esse último, controle cultural, basicamente consiste em favorecer o crescimento da cultura principal em detrimento das plantas daninhas, por meio de boas práticas agrícolas, como: rotação de cultura, variação de espaçamento, uso de plantas de cobertura verde, dentre outros.
No uso da cobertura verde, desde 2000, tem se falado e se implementado muito o Sistema Santa Fé.
O Sistema Santa Fé consiste no aproveitamento intensivo das áreas agrícolas, reduzindo os custos porque consegue o aproveitamento da mesma área o ano todo, com lavouras anuais de cereais na safra de verão.
Na entressafra são produzidas forrageiras, como a braquiária, para fornecimento de palhada boa o bastante para um plantio direto.
O engenheiro agrônomo, consultor e especialista em fertilidade, Flávio Moraes, afirma que:
“Sim, é um sistema com vários benefícios e pode ser usado como uma forma de manejar plantas daninhas.”
No vídeo de, aproximadamente 4 minutos a seguir, você pode conferir como que esse tipo de sistema funciona, porque ele beneficia tanto, principalmente no caso do milho e quais os parâmetros seguir para fazer dar certo.
Lembrando que, inicialmente pode haver uma competição entre milho e a braquiária. Então como proceder? Flávio Moraes te explica no vídeo a seguir:
Ele cita o exemplo da buva, que é uma planta daninha de difícil controle, mas que no consórcio de milho com braquiária, por criar um ambiente desfavorável a ela, acaba ajudando a controlar o surgimento dessa planta invasora.
Posteriormente, esse tipo de técnica, acaba por inibir a germinação de outras plantas daninhas.
Isso significa retorno positivo ao produtor!
Como dito, plantas daninhas causam enormes prejuízos, quando não controladas. A palavra de “ordem” é essa: controlar.
Essas plantas são apenas um dos problemas que os produtores precisam lidar ao longo do desenvolvimento da cultura e, quando essas são anuais, como soja, milho e demais cereais, o cuidado é ainda mais intenso.
Há ainda as pragas e doenças que impactam em diversas fases da safra. Então, como se preparar para cada uma delas e garantir mais segurança para uma colheita satisfatória?
Não perca mais tempo. O controle e proteção das suas lavouras, só depende de você! Clique e tire suas dúvidas, sem compromisso:
O post Sistema Santa Fé: o que é como implantá-lo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Braquiária na entrelinha do cafeeiro: um case de sucesso apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Muito empregada pelos produtores, ela é uma estratégia que traz inúmeros benefícios para cafeeiros em formação e lavouras em produção, como a manutenção da umidade do solo, diminuição na utilização de herbicidas e no controle de plantas daninhas.
No entanto, atenção!
Muitos produtores erram na escolha da cultivar mais apropriada e em seu manejo.
Neste e-book, você verá dicas importantes para acertar todos os pontos nessa técnica, beneficiar sua lavoura e alcançar resultados fantásticos.
Clique no link abaixo para baixá-lo. O conteúdo é gratuito!
O post Braquiária na entrelinha do cafeeiro: um case de sucesso apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Brachiaria: principais espécies e como realizar o manejo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No Brasil, país de grande destaque mundial na produção de alimentos, alguns fatores foram determinantes para esse processo.
Apelidado de o “celeiro do mundo”, o país apresenta uma série de características que possibilitaram a detenção desse título, e permitiram que nos tornássemos o maior exportador de carne bovina do mundo, exportando expressivas 1,84 milhões de tonelada no ano de 2019, com perspectivas de crescimento significativos, mesmo em um cenário ático em 2020 e de difíceis previsões.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Dentre os fatores que permitiram esses destaques, as dimensões continentais, solo, precipitações, médias de temperatura, possibilitam a produção forrageira, durante praticamente todos os meses do ano, e justamente essa forrageira produzida, será utilizada para o consumo dos ruminantes.
Para isso, entretanto, é necessário que haja confluência entre os fatores citados como favoráveis a produção forrageira, a própria espécie forrageira e o animal, de modo que nesse cenário, algumas espécies forrageiras se destacaram de maneira significativa.
Fonte: Acervo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro.
Essas forrageiras associam com eficiência produção, nas condições geoclimáticas encontradas na maior parte do país, com a produtividade em quantidade e qualidade suficientes para proporcionar um bom escore corporal e desempenho aos animais, quando alinhados com um plano nutricional adequado para a estação do ano.
As espécies forrageiras do gênero Brachiaria ssp. são o grande destaque quando pensamos em ampla utilização e propulsão da pecuária nacional. Oriundas da África oriental, região de países como Quênia e Tanzânia, as braquiárias foram introduzidas no Brasil, na década de 50 com a Brachiaria decumbens.
Justamente por semelhanças nas características geoclimáticas da região de origem desse gênero, com as características encontradas no Brasil, as braquiárias se adaptaram e se tornaram ao principal gênero utilizado na pecuária de corte.
Trazido algum tempo depois da Brachiaria decumbens, em 1984, a Brachiaria brizantha, principalmente o cultivar Marandú, conhecido popularmente entre pecuaristas e técnicos por “braquiarão”, se tornou a espécie forrageira mais utilizada na produção de pastagens, ainda em 1994 já representava cerca de 45% das pastagens cultivadas no trópico brasileiro com destaque para sua utilização nas regiões amazônica, centro-oeste e sudeste do país.
Fonte: Embrapa.
Assim como as outras braquiárias, o braquiarão é uma espécie perene, ou seja, sua cultura permanece por anos em uma pastagem, sem a necessidade de replantar aquela forrageira, desde que seja manejada adequadamente.
Uma característica importante dessa espécie, que difere ela da maioria das outras espécies do gênero, está relacionado ao seu hábito de crescimento com colmos eretos e sub eretos, podendo atingir alturas entre 1 e 1,5 metros, o que pode ser considerado, inclusive, como um facilitador para o manejo.
Em geral, as folhas são lanceoladas (em forma de lança) sem ou com poucos pelos e seus rizomas são curtos, 30 a 50 mm de comprimento, cobertos de escamas amareladas e brilhantes o que sinaliza uma boa capacidade de tolerância ao pastejo.
Além dessas características físicas/anatômicas, que impactam no sistema de pastejo dessa espécie forrageira, algumas características relacionadas à produção devem ser levadas em consideração no momento da escolha pela utilização dessa gramínea.
O braquiarão apresenta boa produção de forragem, considerável exigência à fertilidade do solo e resistência à cigarrinha das pastagens quando comparada às outras espécies do gênero como a Brachiaria decumbens. Além disso, possui alto valor nutritivo, também comparado à outras espécies de braquiárias.
O somatório das características, em pastagens bem manejadas e adubadas, refletem em um material com proteína de alta degradabilidade ruminal e baixas quantidades de carboidratos estruturais de degradação lenta.
Fonte: Acervo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro.
Um ponto de atenção, significativo, deve ser tratado quando falamos sobre o cultivar Marandu é a síndrome da morte do braquiarão, também conhecida como “morte súbita do braquiarão”. É um problema de grande impacto nas regiões central e norte do país. A utilização dessa espécie forrageira deve ser criteriosamente avaliada em regiões que apresentam esse desafio.
Entre os cultivares de Brachiaria brizantha, existem diferenças que também devem ser levados em consideração, e a ressalva se faz necessária.
O cultivar Xaraés, MG5 quando comparado ao Marandu apresenta alta produtividade e rápida rebrota e florescimento tardio, prolongando o pastejo nas águas.
Entretanto, a alta produtividade está associada à maiores desafios no manejo, com característica significativa em alongamento de caule e perda maior na qualidade à medida que a forrageira atinge a maturidade, mas a “perda” em valor é compensado pela produtividade e eficiência de uso por área.
Braquiária Xaraés. Fonte: Embrapa.
Ainda mais recente do que a Xaraés, lançada em 2003, a Embrapa disponibilizou recentemente a Brachiaria brizantha BRS Paiaguás. Esse material apresenta um porte menor do que as outras brizanthas, com porte semelhante à decumbens, de folhas e colmos finos.
A Paiaguás, apresenta boa produtividade nas secas e fácil manejo, sendo uma boa opção para os sistemas de integração, entretanto, não é recomendada em áreas com grandes desafios à cigarrinha das pastagens por ser bastante susceptível.
Braquiária Paiaguás. Fonte: Embrapa.
Outra variedade interessante de Brachiaria brizantha, também lançada pela Embrapa, é BRS Ipyporã, que apresenta como característica marcante a elevada resistência à cigarrinha-das-pastagens e também à Mahanarva spp. Além disso, possui um melhor valor nutritivo que representa boas condições de proporcionar maiores ganhos individuais aos animais.
Braquiária Ipypora. Fonte: Embrapa.
A tabela abaixo traz um resumo das principais características dessas braquiárias que o produtor deve atentar-se antes de introduzi-la na propriedade.
Fonte: Adaptado da aula professor Ricardo Reis, Pós-Graduação Produção e Manejo de Pastagem para Bovinos de Corte do Rehagro.
Além das características citadas, e aliadas a elas, a utilização desse gênero pode representar outros benefícios, como a utilização em relevos mais acidentados, com boa cobertura de solo, evitando processos de degradação e erosão do solo.
Independente de qual espécie será utilizada em seu sistema de produção, a exigência por um bom manejo é indispensável. Respeitar as alturas de entrada e saída de cada uma das espécies, corrigir e adubar o solo onde estão estabelecidas essas pastagens, controlar pragas e invasoras, sempre será um pré-requisito para o sucesso na produção.
A Brachiaria brizantha é uma das principais responsáveis pela evolução e pelo avanço na intensificação da produção de gado de corte no Brasil, sua utilização é cabível em grande parte das regiões produtoras do país, por isso entender o funcionamento e as principais característica de seus cultivares pode definir a escolha da utilização e o sucesso na produção bovina a pasto.
Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.
Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.
Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

O post Brachiaria: principais espécies e como realizar o manejo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Braquiária na entrelinha do cafeeiro: um guia com os benefícios e como manejar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Esse manejo acarretava em aquecimento excessivo da superfície do solo, evaporação da água do solo mais rápido, impacto direto da água da chuva no solo e além disso, podendo acarretar em erosão do solo.
No entanto, atualmente muitos produtores já realizam o manejo do mato na entrelinha do cafeeiro. O consórcio consiste no cultivo da braquiária na entrelinha do cafeeiro, respeitando uma distância de um metro de cada lado da linha, a fim de não haver competição com o cafeeiro.
Após o corte da braquiária, seu resíduo é colocado na linha do cafeeiro, trazendo muitos benefícios.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Muitos são os benefícios proporcionados por esse consórcio, isso porque, o resíduo da braquiária mantido na linha do cafeeiro:
A braquiária na entrelinha do cafeeiro atua diminuindo o risco de erosões do solo, seu sistema radicular ajuda na estruturação do solo, devido a decomposição de parte das raízes que ocorre após a ceifa dessa gramínea.
Outro aspecto importante, é a redução no uso de herbicidas no cafeeiro, isso porque, a sua utilização é feita somente na linha do cafeeiro, uma vez que a entrelinha é manejada com roçadas.
Além disso, em lavouras novas, esse consórcio atua como quebra vento, evitando problemas de tombamento de mudas, que é comum em áreas sujeitas a ventos fortes.
Palhada da braquiária na linha de plantio (Foto: Diego Baquião)
Para a escolha da cultivar a ser plantada, deve-se observar algumas características, pois cada cultivar possui sua particularidade.
A Brachiaria brizantha (Urochloa brizantha) ou braquiarão, apresenta crescimento entouceirado, dessa forma não cobrindo totalmente o terreno. Por isso, essa espécie não é recomendada para esse fim, visto que o terreno ficará exposto, não atendendo nosso objetivo de cobrir o solo.
Brachiaria brizantha. (Foto: Diego Baquião)
A Brachiaria decumbens (Urochloa decumbens) ou braquiarinha, é uma cultivar rústica, apresentando boa tolerância ao sombreamento.
Essa braquiária forma touceiras menores, o que proporciona maior cobertura da entrelinha do cafeeiro quando comparada a U. brizantha. Essa espécie é uma boa opção para o manejo do cafeeiro com a brachiaria, podendo ser usada com êxito.
Brachiaria decumbens (Foto: Larissa Cocato)
A Brachiaria ruziziensis (Urochloa ruziziensis) não apresenta tamanha rusticidade quando comparada com a U. decumbens, dessa forma sua formação na área é mais demorada.
No entanto, ela possui grandes vantagens, por entouceirar menos que as outras espécies citadas, ela cobre mais o terreno, demora mais para produzir sementes, se mantendo por mais tempo no período vegetativo e produzindo maior quantidade de massa por hectare. Portanto, essa espécie é uma ótima opção para ser utilizada no manejo com a cultura do café.
(Urochloa ruziziensis) (Foto: Diego Baquião)
Após a escolha da espécie de braquiária a ser colocada na área, é recomendado realizar o plantio com antecedência, deixando a braquiária já formada, e após isso realizar o plantio do café.
No entanto, normalmente as lavouras são arrancadas em julho/agosto e o novo plantio já será realizado em novembro. Neste caso, deve-se optar por semear a braquiária o quanto antes possível, podendo ser realizado o semeio após a abertura do sulco, ou antes da abertura, sendo este último preferido por alguns técnicos.
Para a implantação da braquiária, deve-se aplicar herbicida em área total, após 10 dias realizar o plantio com plantadoras próprias, ou pode ser feito a lanço com adubadoras, onde deve-se utilizar um sistema de rolo ou alguma adaptação que consiga cobrir as sementes na área, pois se não estiverem cobertas as sementes não irão germinar.
A quantidade de semente a ser utilizada irá depender da porcentagem de germinação das sementes e se elas são peletizadas ou não, sendo utilizado em torno de 10 a 20 kgs de sementes por hectare, podendo ser a braquiária decumbens (Urochloa decumbens) ou a braquiária ruziziensis (Urochloa ruziziensis).
Para o manejo da braquiária, emprega-se duas práticas:
No período chuvoso, em lavouras de plantio, 1ª e 2ª safra e recepa, realiza-se roçadas alternadas nas ruas. Já em lavouras a partir da 3ª safra, pode-se roçar todas as ruas, e em ambos os casos, sempre que possível, é bom direcionar o mato para a projeção da saia do cafeeiro com o intuito de manter a umidade e fornecer nutrientes.
Manejo da Braquiária com linhas alternadas (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Na foto abaixo temos uma lavoura da cultivar Catuaí 62, com espaçamento 3,70 m 0,50 m, de 7 meses de idade, apresentando o manejo com linhas alternadas utilizando a Brachiaria Ruziziensis (Urochloa ruziziensis).
Manejo de lavoura nova com linhas alternadas utilizando a braquiária Ruziziensis (Urochloa ruziziensis). (Foto: Diego Baquião)
Já no período seco, realiza-se o controle em todas as ruas sem alternar, pois facilita na condução da arruação, salientando que o controle dessa gramínea na entrelinha é feito apenas através de roçadas, sem a utilização de herbicidas.
Na linha do cafeeiro, utiliza-se herbicidas para o controle de plantas invasoras a fim de não exercer competição. É importante destacar, que se deve respeitar uma faixa de controle de 100 cm de cada lado da linha do cafeeiro, de acordo com o estudo de Souza et al. (2006).
Isso porque, estudos mostram a interferência negativa no crescimento das plantas quando há aumento na densidade de plantas da espécie braquiária decumbens, acarretando em redução da área foliar (DIAS et al., 2004).
Braquiária na entrelinha do cafeeiro de lavouras adultas. (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Muitos estudos mostram os benefícios proporcionados ao solo e até mesmo as plantas de café, quando manejado adequadamente a braquiária.
De acordo com Silva (2019) o manejo da braquiária na entrelinha do cafeeiro acarretou em maior vigor do cafeeiro tanto na época seca quando na época chuvosa, se comparado ao manejo com o solo exposto (sem cobertura) e a utilização do filme plástico de polietileno (mulching) utilizado na linha do cafeeiro.
Há relatos de efeitos alelopáticos na cultura do café com a utilização dessa gramínea, no entanto, não foi comprovado cientificamente esse tipo de efeito sobre a cultura do café (RAGASSI et al., 2013).
Portanto, o consórcio da braquiária na entrelinha do cafeeiro se mostra uma excelente estratégia de manejo para ser utilizada, isso porque, ela promove diversos benefícios, que pode acarretar em maior vigor as plantas.
Esses benefícios envolvem desde a proteção do solo, reduzindo assim a temperatura do solo e o impacto direto da água da chuva, e até mesmo na possibilidade de fornecimento de nutrientes através da mineralização da braquiária.
Vale ressaltar, que a braquiária deve ser bem manejada, para que não exerça competição com o cafeeiro e possa trazer prejuízos a produtividade da cultura.
Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.
Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.
Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

O post Braquiária na entrelinha do cafeeiro: um guia com os benefícios e como manejar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Consórcio milho-braquiária: implantação, manejo e objetivos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A diferença entre um objetivo e outro consiste na população e distribuição de plantas. Para formação de pasto é desejado maior população de plantas comparado a menores populações para produção da palha.

A sucessão soja/milho safrinha apresenta baixos níveis de cobertura do solo, principalmente nos meses de agosto a outubro, entre a colheita do milho e a semeadura da soja, provocando decomposição da palha produzida nas safras anteriores, redução nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.
No Brasil o consórcio de milho com plantas de cobertura no outono/inverno é uma alternativa para elevar a quantidade de palha no sistema de produção e ciclagem de nutrientes, possibilitando maior retorno econômico.
Solos sob SPD necessitam de um aporte de 12 toneladas de palha por ano, o manejo de milho consorciado com braquiária pode proporcionar grande incremento de palha no sistema de produção.
Além disso, os benefícios dessa tecnologia têm a possibilidade de atingir todos os produtores rurais independente do nível tecnológico adotado na fazenda, pelo aumento da produtividade das culturas e da sociedade como um todo pelos benefícios sociais e ambientais decorrentes do uso dessa prática agrícola.
No consórcio de milho com braquiária tem sido adotada uma taxa de semeadura de 50 a 70 mil plantas por hectare de milho dependendo do desempenho do híbrido para cada região e de 7 a 15 quilos por hectare de braquiária, dependendo das condições edafoclimáticas da região.
A quantidade ideal de sementes de braquiária a serem utilizadas no consórcio deve ser calculada em função do valor cultural das sementes. Sempre que possível deve adquirir sementes de empresas idôneas, registradas no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e que contenham todas estas informações disponíveis na etiqueta colada à embalagem.
![]()
Onde:
A semeadura da braquiária pode ser realizada antes, durante ou depois da semeadura do milho. A semeadura da forrageira deve ser posterior ao controle de plantas daninhas, para proporcionar a produtividade normal do milho e alta produção de forragem.
Em condições de safrinha deve ser semeada a braquiária na profundidade de 3 cm. Na distribuição superficial das sementes de braquiária, a germinação de plantas depende da intensidade de chuva após a semeadura e da movimentação superficial do solo pela operação de plantio.
O consórcio do plantio de milho com linhas intercaladas às linhas do milho apresenta maior eficiência para espaçamentos de 0,75 a 1,0 m entre linhas de milho, tendo em vista a produção de palha para cobertura do solo.
Essa modalidade pode ser realizada intercalando as linhas das semeadoras de milho, e adicionando discos de semeadura de braquiária.
Como forma alternativa pode ser plantado linhas intercalares de milho e realizar a semeadura da braquiária com semeadora de grãos pequenos.
Outra forma de cultivo do consórcio e a semeadura de ambos na mesma linha, que pode ser utilizado em cultivos de milho em espaçamento reduzido, tanto para a produção de palha quanto para a produção de forragem. Para esse plantio é utilizado uma terceira caixa para sementes de braquiária, e posicionadas a saídas das sementes juntamente com a sementes de milho.
O sistema de consórcio com braquiária em área total pode ser utilizado para cultivos de milho em espaçamento reduzido e normal, sendo indicado para produção de palha e para produção de forragem.
A diferença desta modalidade para a modalidade em linha é o posicionamento das sementes de braquiária, que neste caso é distribuída em área total.
Normalmente, as sementes da braquiária são distribuídas na superfície do solo antecedendo ou simultaneamente à semeadura do milho, e parcialmente incorporadas pela passagem da máquina durante o plantio.
Um dos aspectos mais importantes que contemplam os sistemas consorciados diz respeito à redução da capacidade competitiva interespecífica das espécies cultivadas, no entanto, sem deixar de levar em consideração o controle integrado de plantas daninhas. Em virtude desta complexidade, considera-se pequena a adoção de sistemas de cultivo de ILP, porém com grande capacidade de expansão.
Uma das mais difundidas formas de mitigar os efeitos indesejáveis da competição interespecífica entre a cultura do milho e as espécies forrageiras é o uso de herbicidas.
Graças ao baixo custo operacional, em função da utilização de subdoses, este procedimento visa regular o crescimento, garantindo supressão adequada da forrageira, sem, no entanto, causar perdas excessivas de produção de massa.
Um dos fatores limitantes para utilização desta técnica é a disponibilidade de herbicidas registrados para a cultura do milho que apresentem compatibilidade com o sistema, ou melhor, que sejam seletivos tanto para a cultura do milho quanto para as espécies forrageiras (Tabela 1).
Um dos principais agravantes da utilização de herbicidas diz respeito à dose e ao estádio da forrageira no momento da aplicação, sendo indicado após iniciar formação do perfilho (Figura 1).

Braquiária após o controle de plantas daninhas.

Relação de herbicidas mais utilizados e suas respectivas doses para aplicação em pós-emergência na cultura do milho em consórcio com forrageiras.
Aliar o manejo adequado das espécies forrageiras evitando a competição interespecífica entre as culturas do milho e as espécies forrageiras ao controle eficiente de plantas daninhas em consórcio, talvez seja o principal desafio da pesquisa na atualidade, já que nem sempre a dose adequada para limitar o crescimento e desenvolvimento da forrageira é a mesma necessária para o adequado controle da flora invasora.
Além disso, a baixa disponibilidade de técnicas e, principalmente de mecanismos de ação de herbicidas que se adéquam ao sistema de consórcio limita ainda mais a implantação do sistema. Outro agravante é o crescente aumento no aparecimento de biótipos de plantas daninhas resistentes a herbicidas, dificultando a recomendação de até então utilizados, como atrazine e nicosulfuron.
A redução da população de plantas daninhas é outro benefício dos sistemas consorciados, sendo observados reduções significativas no banco de sementes de plantas daninhas no sistema de produção. Quando uma forrageira é utilizada como cobertura é adequadamente implantada e conduzida, os benefícios podem ser observados a longo prazo.
O consórcio milho braquiária aumenta a massa total de resíduos e inibe a presença de plantas daninhas de difícil controle no ano de seu cultivo. A reinfestação por buva ocorre após um ano sem consórcio e de capim amargoso após dois anos sem consórcio, porém em menores quantidades do que na sucessão soja-milho safrinha.
Dessa forma, tendo a braquiária integrada ao sistema de produção de grãos ou até mesmo ao ILP (Figura 2), possibilita a produção de alimentos com menor emissão de gases de efeito estufa, evitando o aquecimento global, principalmente por manter o solo coberto com vegetação o ano todo.

Lavoura de milho consorciada com braquiária.
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?
Aprenda a aumentar os lucros de sua produção de grãos com o Curso Gestão na Produção de Grãos do Rehagro. Clique e saiba mais!

O post Consórcio milho-braquiária: implantação, manejo e objetivos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Buva no cafeeiro: como realizar o manejo dessa planta daninha? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa espécie, apresenta resistência ao glifosato, dessa forma, seu controle no cafeeiro torna-se mais difícil. Por isso, o controle dessa planta deve ser feito, quando ainda nova.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A planta daninha é qualquer ser vegetal que cresce onde não é desejada (Lorenzi, 2014), essa incidência de plantas daninhas podem interferir no desenvolvimento da cultura de interesse, devido a competição por água, luz, CO2 e nutrientes.
Nesse sentido, devemos ficar atentos a ocorrência de plantas invasoras, principalmente aquelas de difícil controle.
Buva (Conyza spp)
Ocorrência de Buva (Conyza spp) no cafeeiro.
A utilização da braquiária como cobertura do solo na entrelinha do cafeeiro, é uma opção de manejo, com o intuito de suprimir o aparecimento de outras plantas daninhas, como por exemplo a Buva.
Além disso, este manejo protege o solo e reduz a utilização de herbicidas na entrelinha do cafeeiro, visto que, serão realizadas apenas triações químicas na linha.
Nesse sentido, deve se estar atento a ocorrência dessas plantas na linha de plantio, uma vez que a buva pode exercer grande competição com o cafeeiro, e seu controle pode ser dificultado.
No controle químico, pode-se utilizar herbicidas inibidores da protox, que atuam inibindo a atuação da enzima protoporfirinogênio oxidade, como é o caso dos ingredientes ativos: Oxyfluorfen, Flumioxazin, Carfentrazone-ethyl e Saflufenacil, ou também pode se utilizar o Metsulfuron.
A aplicação sequencial é uma opção dependendo do nível de infestação de buva no cafeeiro, para o controle químico ser eficiente as plantas devem estar menores que 25 cm, conforme o tamanho da planta vai aumentando a eficiência no controle vai diminuindo.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:
O post Buva no cafeeiro: como realizar o manejo dessa planta daninha? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>