brusone Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/brusone/ Thu, 15 Dec 2022 12:15:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png brusone Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/brusone/ 32 32 Doenças do trigo: conheça as principais e saiba como fazer o manejo correto https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-trigo/ https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-trigo/#respond Fri, 02 Sep 2022 17:09:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14890 A ocorrência e intensidade de doenças na cultura do trigo, são afetadas pela variedade de ambientes existentes no Brasil. Em sua grande maioria, as doenças são causadas por fungos, embora enfermidades causadas por bactérias e vírus também possam causar danos importantes. Devido ao cenário de diversidade de ambientes na qual a cultura do trigo tem […]

O post Doenças do trigo: conheça as principais e saiba como fazer o manejo correto apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A ocorrência e intensidade de doenças na cultura do trigo, são afetadas pela variedade de ambientes existentes no Brasil.

Em sua grande maioria, as doenças são causadas por fungos, embora enfermidades causadas por bactérias e vírus também possam causar danos importantes.

Devido ao cenário de diversidade de ambientes na qual a cultura do trigo tem sido cultivada, se torna mais difícil a viabilização de sistemas padronizados de controle, resultando em uma condição no qual o efeito local se apresenta como grande importância no manejo de doenças.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Principais doenças do trigo

1. Giberela

Agente causador: Gibberella zeae. A principal forma assexuada do patógeno é Fusarium graminearum

Sintomas: Os sintomas iniciais são observados nas aristas, que desviam do sentido daquelas de espiguetas não afetadas. Posteriormente, aristas e espiguetas adquirem coloração esbranquiçada ou cor de palha. Em cultivares muito suscetíveis, os sintomas progridem para o pedúnculo, que adquire coloração marrom. Também podem ocorrer nas espigas sintomas similares aos da brusone.

Condições favoráveis: A giberela é extremamente influenciada pelo ambiente, cujas condições climáticas favoráveis são de frequente precipitação pluvial e temperaturas entre 20 °C e 25 °C.

Manejo: A giberela é uma doença de difícil controle. A integração de medidas de controle é a melhor estratégia para minimizar os prejuízos quantitativos e qualitativos por giberela.

2. Brusone

Agente causador: Pyricularia oryzae

Sintomas: Aparecem em folhas, colmos e espigas, mas o dano mais significativo ocorre nas espigas.

Em lavouras de sequeiro no Cerrado brasileiro, com semeaduras precoces (realizadas antes de meados de março), a ocorrência de brusone nas folhas pode se configurar em um grave problema, a ponto de promover perda total da lavoura.

Condições favoráveis: plantas em estádio de espigamento, temperatura variando entre 24 ºC e 28 ºC e períodos constantes de chuva, com manutenção de alta umidade relativa.

Manejo: O controle químico de brusone na parte aérea das plantas de trigo se baseia no princípio de que a espiga deve estar protegida preventivamente à infecção do patógeno. A chuva que forma o molhamento necessário para iniciar a infecção.

Vários experimentos de campo determinaram que fungicidas comerciais com mancozebe na sua formulação foram os de maior eficiência para controlar a brusone do trigo.

3. Mancha-amarela

Agente causador: Pyrenophora tritici-repentis

Sintomas: No início do desenvolvimento da doença, ocorrem lesões em forma de pequenas manchas de coloração marrom-bronzeada, que se expandem para manchas ovais ou em forma de diamante. Em volta das lesões é comum a ocorrência de um halo clorótico com um ponto mais escuro no centro da lesão.

A doença é mais severa em folhas mais velhas, após a emissão da folha bandeira. A planta, entretanto, pode ser infectada e apresentar sintomas desde a emissão das primeiras folhas, ainda jovens. Essa infecção inicial ocorre, muitas vezes, pelo inóculo primário, presente nos restos culturais deixados sobre o solo, entre uma safra e outra.

Condições favoráveis: Em condições climáticas favoráveis, com chuva frequente e temperatura em torno de 25 °C, a doença prolifera para as folhas superiores.

Disseminação: É um fungo necrotrófico, ou seja, que sobrevive e se desenvolve sobre restos culturais.

Manejo: O uso de fungicidas é sempre uma boa alternativa, especialmente em condições meteorológicas favoráveis à ocorrência da doença. Muitas vezes, essas condições favoráveis são previsíveis.

Em anos de ocorrência do fenômeno “El Niño”, é esperado que os meses de setembro e de outubro sejam de temperaturas e de volume de chuvas acima da média normal, altamente favoráveis ao desenvolvimento e à dispersão do patógeno. Em anos assim, será necessário ao menos uma aplicação de fungicida, dependendo do clima e da cultivar utilizada.

O momento da aplicação é outro fator igualmente importante, que depende do momento da ocorrência da doença que, por sua vez, depende das folhas de trigo com sintomas de mancha-amarela. Porções de folhas de trigo com sintoma de mancha-amarela coincidência entre clima favorável e cultivar suscetível.

Considerando-se apenas uma aplicação para o controle dessa doença, dados de experimentos têm demonstrado que a ocorrência da doença durante o emborrachamento pode ser mais crítica para a cultura.

Uma possível explicação é que nessa fase há redução de área verde, devido às áreas necrosadas pelo patógeno, quando a planta mais precisa de fotoassimilados, que é o enchimento de grãos.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

4. Ferrugem da folha

Agente causador: Puccinia triticina

Sintomas: Os sintomas ocorrem principalmente nas folhas como lesões elípticas, formando pústulas com uredosporos de cor alaranjada.

Condições favoráveis: O desenvolvimento da ferrugem da folha ocorre rapidamente a temperaturas entre 10 °C e 30 °C e, em condições favoráveis, com alta densidade de inóculo e em cultivares suscetíveis, os sintomas podem aparecer em outros tecidos verdes da planta.

Puccinia triticina sobrevive somente em tecidos vivos dos hospedeiros, mas os uredosporos têm vida relativamente longa e podem permanecer no campo, longe dos hospedeiros por várias semanas.

Disseminação: A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.

Manejo: O uso de cultivares com resistência genética é a medida de controle mais eficiente e econômica. Para o controle químico tem sido realizada a aplicação de estrobirulinas e triazóis nos órgãos aéreos das plantas.

5. Nanismo amarelo

Agente causador: Barley yellow dwarf virus – PAV

Sintomas: O sintoma mais evidente é o amarelecimento das folhas no sentido ápice-base. Os danos, porém, já iniciam quando o vírus é introduzido no sistema vascular da planta durante a alimentação dos afídeos. Pode ocorrer o escurecimento das espigas (confundido com outras patologias).

Disseminação: A transmissão ocorre por afídeos (pulgões), principalmente, Rhopalosiphum padi, do outono à primavera, e por Sitobion avenae, na primavera.

Manejo: O manejo inicia na escolha da cultivar. As cultivares disponíveis são suscetíveis ao vírus, mas variam em tolerância. Cultivares intolerantes podem perder mais de 60% do seu potencial produtivo.

O segundo passo é o manejo dos afídeos. Com a ação de inimigos naturais (parasitóides e predadores), as populações de afídeos não costumam atingir níveis que causem dano direto, mas causam danos pela transmissão do vírus, sendo necessária ação complementar com inseticidas.

Recomenda-se o Tratamento de Sementes (TS) com inseticidas sistêmicos que, em geral, dura até 30 dias após a semeadura.

6. Mosaico do trigo

Agente causador: Soil-borne wheat mosaic virus (SBWMV)

Sintomas: O longo período de sobrevivência do vetor no solo (superior a cinco anos) e a ampla gama de plantas hospedeiras, dificultam o controle desta virose de outra forma que não por meio da resistência genética.

Condições favoráveis: Os danos à produção costumam ser limitados às áreas da lavoura onde o vetor se concentra, mas sob condições de alta umidade, grandes áreas podem ser comprometidas.

Cultivares suscetíveis semeadas em áreas com inóculo, quando a precipitação pluvial mensal acumulada supera 200 mm, apresentam danos ao redor de 50% na produtividade de grãos.

Disseminação: O vírus é transmitido por Polymyxa graminis, microrganismo residente no solo e parasita obrigatório de raízes de plantas.

Manejo: Atualmente, há cultivares disponíveis com resistência, que podem ser empregadas em áreas com a doença.

7. Oídio

Agente causador: Blumeria graminis f. sp. tritici

Sintomas: A superfície das plantas, principalmente a folha, fica recoberta por micélio, conidióforos e conídios de aparência pulverulenta, com coloração branca quando jovem, ou cinza, quando envelhece.

Aparece principalmente em folhas inferiores, mas pode causar crestamento em folhas superiores, espigas e aristas de cultivares suscetíveis. Tecidos foliares infectados se tornam amarelados e, quando severamente atacados, as folhas colapsam e caem.

Disseminação: Oídio é um fungo biotrófico que se mantém, na entressafra, sobre plantas voluntárias e em restos culturais de trigo, sendo disseminado pelo vento.

A germinação, a infecção e a produção de novos conídios são completadas entre 5 dias e 10 dias, o que leva à ocorrência de muitos ciclos consecutivos da doença, principalmente entre 18 ºC e 22 ºC.

Em climas temperados, temperaturas muito baixas ou longos períodos de chuvas, no outono, retardam a epidemia.

Manejo: O uso de cultivares de trigo com resistência genética é a forma preferencial de controle. Como o fungo é variável, pode se tornar capaz de infectar cultivares consideradas resistentes em anos anteriores.

O controle químico via tratamento de sementes em cultivares suscetíveis é mais econômico do que pela aplicação de fungicidas nos órgãos aéreos.

Saiba mais!

O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.

Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.

Veja mais sobre o assunto com o e-book completo e gratuito!

E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

O post Doenças do trigo: conheça as principais e saiba como fazer o manejo correto apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-trigo/feed/ 0
Brusone no trigo: como realizar um manejo eficiente? https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-brusone-no-trigo/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-brusone-no-trigo/#comments Mon, 09 Jul 2018 13:37:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4646 O trigo pode sofrer com o ataque de diversas doenças, que podem afetar desde o início do seu desenvolvimento até o final de seu ciclo e sem o devido tratamento elas podem provocar perdas consideráveis. Sendo assim, no cultivo dessa lavoura é muito importante saber identificar corretamente essas doenças, conhecer suas características e entender a […]

O post Brusone no trigo: como realizar um manejo eficiente? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O trigo pode sofrer com o ataque de diversas doenças, que podem afetar desde o início do seu desenvolvimento até o final de seu ciclo e sem o devido tratamento elas podem provocar perdas consideráveis.

Sendo assim, no cultivo dessa lavoura é muito importante saber identificar corretamente essas doenças, conhecer suas características e entender a biologia do patógeno envolvido. Com essas informações em mãos é possível tomar as melhores decisões para a proteção da lavoura.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Com quais doenças você já se deparou na cultura do trigo? Em qual fase de desenvolvimento da lavoura?

De todas as enfermidades do trigo, a brusone, chamada de branqueamento da espiga, é provavelmente a responsável pelos maiores prejuízos.

Causada pelo fungo Pyricularia grisea seus danos aparecem durante o espigamento da cultura. Quando sua infestação é alta e a eficiência de controle é baixa, as perdas podem chegar a 50% no rendimento de grãos.

Lavoura de trigo

Para conhecer melhor essa doença, fique atento aos 4 pontos mais importantes sobre a brusone que trataremos a seguir.

1. Condições ambientais que favorecem a brusone

A ocorrência da doença é favorecida em condições de elevada precipitação pluvial, dias nublados e temperaturas variando entre 24 – 28°C. Locais onde o período de orvalho é longo, cerca de 15 horas, criam condições favoráveis à disseminação do patógeno, além de um período de 10-14 horas de molhamento sobre as espigas.

Os maiores danos com essa doença ocorrem quando as condições descritas coincidem com o período de desenvolvimento da lavoura, que vai do emborrachamento até o grão leitoso.

Uma das maneiras de gerenciar o risco da brusone é conhecer as características climáticas do local de cultivo, a época de florescimento da cultivar plantada e integrar essas informações à época de plantio da lavoura.

2. Como ocorre a disseminação da doença

A brusone pode sobreviver em sementes infectadas, hospedeiros secundários ou em restos culturais, este último pode ser considerada a principal fonte de inóculo do patógeno.

Seus esporos são pequenos e leves, facilmente dispersos pelo vento e podendo atingir áreas muito distantes da fonte de origem, parecido com o que ocorre com as ferrugens.

As plantas que podem ser hospedeiras alternativas da brusone são: milho, milheto, arroz, cevada, azevém e algumas gramíneas nativas. Desta forma é importante observar a presença de plantas invasoras que podem hospedar o patógeno, bem como sucessão com plantas hospedeiras em áreas de ocorrência de brusone.

3. Como identificar os sintomas da brusone

Os principais sintomas podem ser observados na espiga devido à sua descoloração, ela pode se tornar branca principalmente na sua metade superior (acima do ponto de infecção).

O principal ponto de infecção dessa doença na espiga é a ráquis, a qual uma vez infecta apresenta lesões escuro-brilhantes.

No campo é fácil identificar o patógeno, pois a espiga fica com uma coloração dupla, branco-palha acima da infecção e verde abaixo.

Em uma observação atenta da lavoura também possível identificar ocorrência de brusone nas folhas do trigo, causando lesões elípticas com margem de coloração marrom escuro e centro acinzentado. Os grãos nas espigas atacadas pela doença são menores e enrugados, isso ocorre devido à interrupção no fluxo de nutrientes a partir do ponto de infecção na ráquis.

Escala diagramática de brusone no trigoEscala diagramática de brusone no trigo. / Fonte: EMBRAPA Trigo, Maciel (2015)

Folha de trigo com brusoneFolha de trigo com sintoma de brusone. / Fonte: EMBRAPA

4. Controle da doença

O controle da brusone é bastante difícil, o manejo mais eficiente deve integrar:

  • Janela de plantio: normalmente a doença se desenvolve menos nos plantio tardios;
  • Cultivares resistentes: há diferentes níveis de suscetibilidade nas cultivares comerciais;
  • Rotação de culturas: essa prática não evita a doença mas ajuda a diminuir a quantidade de inoculo inicial, diminuindo sua incidência e o progresso da epidemia no campo;
  • Controle químico: uma das alternativas é o uso de fungicidas específicos em aplicação preventiva antes do início do espigamento, com uma segunda aplicação 10-15 dias após a primeira.

Um dos entraves no controle químico é a dificuldade de atingir o alvo da aplicação por conta das características das espiguetas de trigo, o que pode resultar em índices de controle não satisfatórios.

Para melhorar o manejo da brusone é necessário ficar atento às condições climáticas durante a fase reprodutiva da cultura, iniciar a aplicação de fungicida no final do emborrachamento e repetir a pulverização no florescimento (cerca de 15 dias após a aplicação anterior). Nesse caso uso de adjuvantes específicos contribui para aumentar a eficiência da aplicação.

Duas cultivares de trigoDiferença duas cultivares de trigo em relação à susceptibilidade a doenças. 

Aumente a produtividade de suas lavouras!

A cada nova safra, maiores os desafios, exigências e necessidade de qualificações. Tudo isso, para o profissional que atua ou pretende atuar em campo, ter mais segurança nas tomadas de decisões.

O Rehagro é uma instituição 100% voltada para o Agro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos, foi eleita como a melhor do país em EAD nesse setor.

Os professores possuem vasta experiência. Sabem exatamente o que o aluno precisa, porque são consultores atuantes em campo.

Com eles, você pode dominar:

  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Manejo com foco em altas produtividades (nutrição, qualidade, etc.);
  • Solo: amostragem, interpretação, análise, adubação;
  • Gestão financeira e econômica.

Seja esse profissional referência no mercado de grãos. Se especialize e se destaque no setor!

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Brusone no trigo: como realizar um manejo eficiente? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-brusone-no-trigo/feed/ 3