cafeicultura Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/cafeicultura/ Thu, 12 Jan 2023 18:44:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png cafeicultura Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/cafeicultura/ 32 32 Tipos de colheita de café: como determinar o melhor? https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-colheita-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-colheita-de-cafe/#respond Tue, 27 Sep 2022 13:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15388 O período reprodutivo do cafeeiro é a fase mais aguardada pelo cafeicultor, é quando são colhidos os frutos de todo esforço e cuidado. O produto principal do café são seus frutos, que devem ser retirados da planta e esse processo é chamado de colheita. Existem diferentes tipos e sistemas de colheita do café, cada um […]

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O período reprodutivo do cafeeiro é a fase mais aguardada pelo cafeicultor, é quando são colhidos os frutos de todo esforço e cuidado. O produto principal do café são seus frutos, que devem ser retirados da planta e esse processo é chamado de colheita.

Existem diferentes tipos e sistemas de colheita do café, cada um deles possui características positivas e negativas. E é sobre isso que este texto abordará!

 

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Sistemas de colheita do café

A colheita pode ser realizada de forma manual, semimecanizada e mecanizada. A determinação de qual o melhor sistema irá depender da mão de obra disponível, declive do terreno, escala de produção, e com o objetivo da propriedade.

Colheita Manual

O sistema de colheita manual consiste na derriça dos frutos com as mãos.

Características positivas

  • Pode ser utilizada na cafeicultura de montanha;
  • Pode ser utilizada em lavouras de primeira e segunda safra;
  • Possibilita a colheita seletiva;
  • Gera empregos;
  • Quando feita com pessoas experientes e cuidadosas pode depauperar menos as plantas.

Características negativas

  • Custo elevado;
  • Menor rendimento e, consequentemente, maior tempo de colheita;
  • Maior número de pessoas sob a responsabilidade da fazenda.

Colheita manual de café

Colheita manual. Foto: Joana Oliveira

Colheita Semimecanizada

No sistema de colheita semimecanizada são utilizadas derriçadoras portáteis, manejadas manualmente, que provocam a vibração e queda dos frutos.

A colheita semimecanizada apresenta basicamente as mesmas características da colheita manual, porém, tem rendimento maior. Ela não possibilita a colheita seletiva e não é recomendada em lavouras de primeira e segunda safra, pois pode causar maior depauperamento das plantas.

Webinar Planejamento da colheita

Colheita Mecanizada

A colheita é realizada a partir de máquinas colhedoras.

Características positivas

  • Menor custo de colheita;
  • Maior rendimento;
  • Possibilita antecipar a colheita e realizá-la de forma mais seletiva de acordo com as regulagens de vibração, freio, velocidade e número de varetas;
  • Menor número de pessoas sob a responsabilidade da fazenda.

Características negativas

  • Utilizada apenas em áreas com declividade menor (não é empregada na cafeicultura de montanha) e exige espaçamentos e alinhamento de plantio adequados;
  • Alto custo inicial para aquisição da colhedora;
  • Em caso de regulagens inadequadas pode depauperar a lavoura.

Colheita mecanizada de café

Colheita mecanizada. Foto: Joana Oliveira

Tipos de colheita de café

Colheita plena

No Brasil, apesar da desuniformidade na maturação dos frutos e devido ao número de floradas, ainda é possível realizar a colheita plena, que é a derriça completa dos frutos da planta, mesmo em diferentes estádios de maturação.

Assim, em todos os sistemas de colheita é possível fazer a colheita plena. Quando se trata da colheita manual e semimecanizada, que geralmente é feita apenas uma derriça completa, contudo, é recomendado que ocorram no momento de maior uniformidade de maturação, com o mínimo possível de grãos verdes, pois o café colhido verde perde na qualidade e no rendimento.

Já na colheita mecanizada, quando temos máquinas bem reguladas e período de colheita adequado, é possível colher grande quantidade de frutos cereja e esperar até que os frutos verdes remanescentes cheguem no estádio de maturação para realizar o repasse.

A maioria dos cafeicultores realiza esse tipo de colheita, principalmente, pela redução dos custos com essa prática.

Frutos do café após colheita plena

Foto: Joana Oliveira

Colheita seletiva

Na colheita seletiva, somente os frutos com maturação fisiológica completa, os denominados grãos cerejas, são colhidos. Essa prática visa, principalmente, alcançar o máximo potencial de qualidade dos cafés.

Dessa forma, é possível realizar a colheita seletiva no sistema manual e mecanizado. No manual, os frutos são selecionados a dedo e a avaliação da maturação é feita visualmente por sua coloração, o que aumenta a precisão.

No mecanizado, a colheita seletiva é feita por meio da regulagem da colhedora, são elas:

  • As varetas da parte inferior da colhedora são retiradas, visto que no terço médio inferior das plantas de café a maturação é mais lenta, pela menor incidência de radiação solar;
  • Maior velocidade da colhedora;
  • Redução das vibrações e da tensão dos freios dos cilindros.

Nesse sentido, outra forma de regular a colhedora é pela metodologia proposta pelo Prof. Dr. Fábio Moreira da Silva – UFLA, chamada Índice Moreira.

Nessa metodologia a vibração deve ser dividida pela velocidade (i=vibração/velocidade). Assim, para colheita seletiva o índice i deve estar entre 0,5 e 0,7 e para colheita plena o índice deve estar entre 0,8 e 1,0.

Exemplo:

i = 700 vibração/ 1000 m/h    = 0,7 (Colheita seletiva)

Isso proporcionará baixa quantidade de grãos verdes desprendidos da planta, colhendo em sua maioria os grãos secos e cereja que têm maior facilidade de desprendimento.

Assim, deve ser observada a maturação ao longo dos dias, para determinar o melhor momento para realizar novas derriças nessas lavouras.

Frutos do café após colheita seletiva

Foto: Joana Oliveira

Qual o melhor método?

A melhor colheita é aquela que se adapta às condições e realidades de cada propriedade. Dessa forma, para avaliar e determinar a melhor opção, é preciso levar em consideração:

  • Fase da lavoura: lavouras até segunda safra são mais sensíveis e, geralmente, ainda não atingiram o porte ideal para a colheita mecanizada. Assim, na sua maioria a colheita é feita manualmente até a segunda ou terceira safra. Em lavouras bem formadas e desenvolvidas, porém, já é possível realizar a colheita mecanizada em lavouras de primeira safra, com mini colhedoras especializadas. A atenção, contudo, deve ser ainda maior para manter as regulagens adequadas.
  • Condições da lavoura: espaçamento, alinhamento, arquitetura e declividade: para possibilitar a colheita mecanizada a lavoura deve ter bom espaçamento (espaçamentos adensados impossibilita a colheita mecanizada), alinhamento correto das plantas, boa arquitetura (plantas entouceiradas, ou seja, com muitos brotos pode inviabilizar esse sistema de colheita), e declividade de até 20% (variando para mais ou para menos de acordo com o tipo de colhedora).
  • Disponibilidade de terreiro e/ou secadores: a colheita mecanizada demanda espaço em terreiro e/ou secadores, visto que o volume diário colhido é maior em comparação a colheita manual ou semimecanizada. Dessa forma, é preciso calcular a relação entre o volume de colheita e disponibilidade de locais para secagem.
  • Capital para investimento: a aquisição de colhedoras exige alto investimento inicial, assim é importante avaliar o custo/benefício e impacto dessa aquisição.
  • Mão de obra e/ou aluguel de colhedora disponível: verificar se na região possui mão de obra disponível ou colhedoras para alugar.
  • Carga da lavoura: em lavouras com carga muito baixa e com carga pendente alta para a próxima safra, deve se atentar na escolha da colheita, pois a colheita mecanizada com regulagens inadequadas pode não tirar os frutos do pé, e ainda depauperar a lavoura, prejudicando a safra seguinte.
  • Qualidade: como abordado anteriormente, a colheita manual e a mecanizada, permitem a seleção dos frutos cerejas, o que auxilia na obtenção de lotes com qualidade superior.

Conclusão

Com isso, entendemos que para determinar a melhor opção de colheita é preciso avaliar alguns fatores e encaixá-los à realidade de cada propriedade.

Deve-se levar em consideração a manutenção das lavouras, o custo, os objetivos da propriedade, a disponibilidade de ferramentas ou mão de obra, dentre outras.

Sabe-se que a colheita, seja ela mecanizada, manual ou semimecanizada, irá gerar certo estresse nas plantas. Assim, a colheita antecipada pode ajudar na recuperação da lavoura e na produção da safra seguinte. Para isso, é imprescindível ter planejamento e ferramentas prontamente disponíveis no período de colheita.

Como ter safras mais lucrativas?

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Joana Oliveira

Larissa Cocato

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Pós-colheita do café: dicas para ter qualidade e agregar valor ao produto https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-uma-pos-colheita-do-cafe-de-qualidade/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-uma-pos-colheita-do-cafe-de-qualidade/#respond Sat, 04 Jun 2022 13:00:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7663 Depois de percorrer toda a jornada da produção do café, passando por cada etapa de manejo, chega o tão esperado momento de colher o resultado de todo esse trabalho. Após a colheita, é época de realizar aquela poda que havia sido planejada e focar em um dos passos mais importantes para garantir a qualidade do […]

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Depois de percorrer toda a jornada da produção do café, passando por cada etapa de manejo, chega o tão esperado momento de colher o resultado de todo esse trabalho.

Após a colheita, é época de realizar aquela poda que havia sido planejada e focar em um dos passos mais importantes para garantir a qualidade do café produzido: a pós-colheita.

 

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Veja algumas dicas para que esta etapa seja realizada com sucesso, agregue valor ao produto e contribua para a valorização do preço da saca

Visão aérea de maquinários em uma pós-colheita de café.

(Foto: Paulo Henrique Sá Fortes)

Roteiro de Cafés naturais

Milhares de cafés cerejas espalhados.

Café cereja.(Foto: Larissa Cocato)

Café cereja separados em diferentes estágios de coloração.

(Foto: Larissa Cocato)

Após a colheita, não é recomendado que os cafés fiquem por mais de 6 horas amontoados.

Para a produção de um bom café natural o ideal é ter menos de 15% de cafés verdes, no entanto, essa porcentagem é um desafio muito grande devido ao número de floradas que podemos ter. Dessa forma, quanto menor a porcentagem de grãos verdes, melhor.

Colheitadeira realizando colheita de café.

Colheita de frutos com grande porcentagem de frutos verdes – não recomendado quando se busca cafés de qualidade. (Foto: Rehagro)

Em relação aos frutos vermelhos e amarelos, eles possuem qualidades diferentes e, por isso, não devem ser misturados. 

Além disso, a limpeza dos equipamentos é prática essencial para evitar contaminações.

Lavador/peneirão

  • O abanador deve remover impurezas, pois os gravetos levam umidade aos cafés e ao terreiro.
  • Se estiver passando mais do que 10% de café boia no café cereja, significa que a regulagem está mal feita. Da mesma forma, se estiver mais que 10% de café cereja e verde no café boia, também significa regulagem mal feita. 
  • A água do lavador deve ser trocada a cada 8 horas, a fim de evitar contaminações.

Terreiro

Milhares de cafés espalhados para a pós-colheita.

(Foto: Luiz Paulo Vilela)

  • O café deve ficar grão a grão no 1° e 2° dia, para facilitar a perda de água. Esse café não deve ser rodado no 1° dia de terreiro para aderir melhor a casca ao grão, evitando danos futuros, e para que esse café não seja descascado no terreiro devido ao revolvimento. 
  • A partir do 3° ou 4° dia esse café é dobrado, ocupando 50% da área inicial, retorna a fazer a dobra a cada 4 dias, rodando esse café pelo menos 12 vezes ao dia.
  • Quando o café chegar na meia-seca (20 a 25% Teor de água) estes devem ser enleirados e cobertos a noite, caso a este café seja finalizado no secador não deve chegar com mais do que 30% de água.

Secador de café

  • O secador deve receber lotes homogêneos, não é recomendado misturar os lotes
  • Secador vertical: não deixa a secagem muito uniforme, então não é benéfico à qualidade do café.
  • O secador rotativo deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm, para melhorar a eficiência da secagem.
  • O secador rotativo deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, no início da secagem, para retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem a temperatura do ventilador não deve passar de 60°C, para que a temperatura da massa de café natural não ultrapasse 35°C.
  • No terço médio da secagem a temperatura máxima da massa de café natural cereja ou passa deve ser de 35°C.
  • Após a meia seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e deve-se descansar esse café por no mínimo 8 horas.
  • No final da secagem do café natural, cereja ou passa, a temperatura do ventilador deve estar com no máximo 50°C.
  • O café não pode ser descarregado ainda quente na moega ou em tulhas de repouso.
  • A umidade no momento do descarregamento deve ser 11,5%.

Tulha de café

Tulha para repouso do café.

Tulha (Foto: Vinicius Moribe)

Tulha para repouso do café.

Tulha (Foto: Vinicius Moribe)

  • Na tulha, cobrir o café com palha de café ou pano para evitar contaminações e umidade.
  • Não colocar café quente sobre o café frio na tulha.
  • O café deve ser colocado na tulha de armazenamento seco na temperatura ambiente. 
  • O café deve ser descansado por 20 dias a 1 mês antes de ser provado definitivamente. Os cafés especiais devem ser descansados antes de se saber a real qualidade deste café, o descanso melhora a qualidade.

Roteiro de Cafés Descascados

Descascador/desmucilador

  • Regular bem o equipamento para não ter café verde no café cereja descascado.
  • Não pode estar passando mais que 10% de café cereja para o verde.
  • O café em pergaminho não pode estar saindo danificado do desmucilador.
  • A área de processamento deve ser lavada após o término do trabalho, a fim de evitar contaminações.
  • A área de processamento deve ser pulverizada, quinzenalmente com água sanitária a 10%, para evitar contaminações.

Terreiro – Café descascado: cereja, verde ou passa

Café descascado no terreiro.

Café descascado no terreiro. (Foto: Rehagro)

  • Os cafés descascados devem ser espalhados com 7 litros por m2 no 1° dia – ficar grão a grão para facilitar a perda de água.
  • Os cafés descascados devem ser rodados de 16 a 20 vezes por dia, para homogeneizar a secagem.
  • Também devem ser dobrados no 3° dia, e realizar outra dobra de 3 em 3 dias, com o objetivo de secar mais lentamente.
  • Após a meia-seca, os cafés descascados devem ser enleirados e cobertos às 15:00 horas e novamente abertos e espalhados às 9:00 horas do dia seguinte.
  • Não deve unir lotes no terreiro com mais de dois dias de colheita.
  • No caso de secagem complementar nos secadores, os cafés descascados devem ser retirados do terreiro com pelo menos dois dias, para que ele possa perder toda a água possível antes de ir para o secador.

Secador de café

  • O secador deve receber cafés homogêneos de acordo com o teor de água e tipo de café. Não é recomendado a mistura de lotes, para não desuniformizar a umidade.
  • Não é recomendado o secador vertical receber lotes de cafés úmidos, pois a água em excesso nesse caso, pode prejudicar a secagem, “cozinhando os grãos”.
  • O secador vertical, quando utilizado, deve ficar completo cobrindo a rosca transportadora, pois melhora a eficiência de secagem.
  • O rotativo deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm ao encher, pois melhora a secagem.
  • O mesmo, no início da secagem, deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, de forma a retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve estar acima de 70°C. 
  • Após a meia-seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e descansar obrigatoriamente por 8 horas no mínimo. 
  • No final da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve ultrapassar os 60°C.
  • O café não deve ser descarregado ainda quente na moega, ou em tulhas de repouso. Preferencialmente deve-se descarregar o café frio nas tulhas. 
  • O café deve ser coberto na tulha com palha de café ou pano para evitar contaminações e umidade.

Portanto, se você preza pela qualidade do seu café, fique de olho nesta etapa!

Tenha safras mais lucrativas!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

No curso online Gestão na Produção de Café Arábica, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Mercado de café: análise sobre as tendências https://blog.rehagro.com.br/mercado-de-cafe-quais-as-tendencias/ https://blog.rehagro.com.br/mercado-de-cafe-quais-as-tendencias/#respond Fri, 25 Feb 2022 18:00:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11745 Neste Webinar, Guilherme Morya, responsável pela área de pesquisa e análise setorial de café para o Rabobank Brasil, faz uma análise sobre as tendência do mercado de café, influência no preço, entre outros assuntos. Vale a pena conferir o conteúdo na íntegra! Não deixe de se inscrever no nosso canal para acompanhar nossos conteúdos. Ative […]

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Neste Webinar, Guilherme Morya, responsável pela área de pesquisa e análise setorial de café para o Rabobank Brasil, faz uma análise sobre as tendência do mercado de café, influência no preço, entre outros assuntos.

Vale a pena conferir o conteúdo na íntegra!

Não deixe de se inscrever no nosso canal para acompanhar nossos conteúdos. Ative o sino!

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Plantio de café: 6 recomendações para a sua lavoura https://blog.rehagro.com.br/plantio-do-cafe-o-que-voce-precisa-saber/ https://blog.rehagro.com.br/plantio-do-cafe-o-que-voce-precisa-saber/#comments Tue, 18 Jan 2022 18:04:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11038 O café é uma cultura perene, dessa forma, não precisa ser replantado todos os anos como ocorre com as culturas anuais. Assim sendo, a etapa do plantio de café é determinante para o sucesso do cultivo, visto que a adoção de práticas errôneas poderá refletir no estabelecimento e produção da lavoura ao longo dos anos. […]

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O café é uma cultura perene, dessa forma, não precisa ser replantado todos os anos como ocorre com as culturas anuais. Assim sendo, a etapa do plantio de café é determinante para o sucesso do cultivo, visto que a adoção de práticas errôneas poderá refletir no estabelecimento e produção da lavoura ao longo dos anos.

O plantio do café é uma das fases mais importantes da produção, se não a principal.

Diante disso, alguns pontos são cruciais na implantação do cafeeiro, e serão abordados nos próximos tópicos.

 

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1. A época de plantio interfere no crescimento e produtividade do café?

Sim. Estudos foram realizados analisando cafeeiros implantados em diferentes épocas do ano, e a partir dos resultados obtidos pode-se concluir que o plantio antecipado é benéfico para o desenvolvimento das plantas de café.

No período de outubro até o início de dezembro, as chances de ocorrer veranicos são menores, além disso, o cafeeiro terá mais tempo para crescer e desenvolver.

Assim sendo, haverá maior potencial produtivo na primeira safra, e o cafeicultor terá retorno mais rápido do seu investimento durante a formação da lavoura.

É recomendado que o plantio seja feito até dia 15 de dezembro (a depender de como está a distribuição de chuvas no ano), após esse período os riscos de perdas são consideravelmente maiores.

Lavoura e plantio de caféLavoura e plantio. Fonte: Joana Oliveira.

2. Quais as diferenças do plantio do café com mudas de saquinho e tubete?

Características das mudas de saquinho

  • Utiliza-se solo na produção das mudas, podendo haver inóculo de nematoides;
  • Geralmente tem menor custo;
  • Maior risco de pião-torto;
  • Maior desenvolvimento do sistema radicular;
  • Melhor resistência em campo.

Características das mudas de tubete

  • Menor risco de contaminação por nematoides, pela utilização de substrato ao invés de solo na formação das mudas;
  • Maior investimento inicial com instalações do viveiro e tubetes para produção de mudas;
  • Exige menor espaço na produção e no transporte;
  • Fácil manuseio no viveiro e em campo;
  • Menor demanda de mão-de-obra.

Em grande parte das regiões produtoras de café, o plantio é feito por mudas de saquinho, todavia, este cenário tende a inverter, principalmente pelo risco de contaminação por nematoides desse material.

Dessa forma, no caso das mudas de saquinho é importante adquirir em viveiros confiáveis, e fazer a análise de nematoides antes de levá-las a campo, visto que a contaminação do solo com nematoides pode ser irreversível, trazendo grandes prejuízos.

Plantio de café utilizando mudas com saquinhoPlantio de mudas com saquinho. Fonte: Joana Oliveira. 

As mudas de tubetes são mais sensíveis, principalmente nos primeiros 15 dias a campo, já que há pouca reserva em seu substrato e o desenvolvimento radicular pode ser menor, dessa forma, sua resistência a veranicos é reduzida e a época de plantio é ainda mais importante nessas situações.

Após o estabelecimento, ambos tipos de mudas apresentam bons resultados se manejadas e conduzidas corretamente.

3. O preparo do solo influencia no desenvolvimento do cafeeiro?

Sim, no entanto, é importante analisar a necessidade de preparar o solo, principalmente quanto à subsolagem. Essa ressalva se dá ao fato de, assim como a compactação irá inibir o desenvolvimento das plantas, a subsolagem sem necessidade também pode afetar negativamente.

É importante que o solo tenha certa resistência, havendo o ponto intermediário ideal entre a alta compactação e o solo muito solto.

Dessa forma, para analisar de forma precisa a estrutura do solo, é interessante retirar amostras indeformadas por meio de cilindros de diâmetro conhecido. O recomendado é fazer 3 pontos de amostragem para cada talhão homogêneo e retirar amostras por horizonte, assim, variando o número de amostras de acordo com o tipo de solo.

Determinada a necessidade, é importante realizar o preparo no momento certo, uma vez que o preparo em solos secos ocasionará formação de torrões, e em solos molhados o problema não será resolvido, podendo aumentar a compactação em certos pontos.

Com isso, é ideal preparar o solo quando o mesmo estiver friável, ou seja, na faixa intermediária entre seco e molhado, pois nessa faixa o solo fragmenta mais facilmente.

Solo sendo preparadoPreparo do solo. Fonte: Joana Oliveira. 

4. Qual a influência da fertilidade e correção do solo no crescimento e produção do cafeeiro?

A fertilidade, junto com a física do solo, são pontos decisivos para o sucesso da lavoura. Solos corrigidos e com boa fertilidade são expressivamente superiores em crescimento e em produção.

Alguns dos principais casos de sucesso de plantios de café são observados em áreas cultivadas anteriormente com cereais. Isso porque, nesses casos, a fertilidade já está construída, obtendo assim altas produtividades nas primeiras safras.

5. Quais insumos são utilizados no plantio de café?

Alguns insumos são indispensáveis no plantio, como fósforo e calcário. No caso do fósforo é recomendado, na adubação de sulco, aplicar parte de fósforo solúvel e outra parte de fósforo insolúvel. Isso porque nessa etapa o cafeeiro tem alta demanda do nutriente, necessitando da fonte solúvel.

O fósforo é um nutriente relativamente imóvel no solo, absorvido sobretudo por difusão e interceptação radicular. É importante, portanto, que o nutriente esteja o mais próximo possível das raízes do cafeeiro para que haja absorção.

Por isso a adubação do sulco pode ser a oportunidade do cafeicultor acrescentar fósforo no sistema de maneira eficiente, sendo a fonte insolúvel uma boa opção para essa finalidade.

Em relação ao calcário, nos últimos anos houve alterações sobre a concepção da quantidade a ser aplicada. Diante disso, maiores doses têm sido utilizadas, especialmente no plantio.

A variação do limite de calagem acontece de acordo com a forma de aplicação. Ou seja, se o insumo será aplicado apenas em superfície, junto com a subsolagem ou será incorporado em profundidade, variando também de acordo com a fertilidade do solo.

A recomendação mínima em área de abertura no plantio tem sido de em média 3 toneladas por hectare em área total, e em alguns casos com acréscimos no sulco de plantio.

A época de aplicação é outro ponto primordial. O calcário deve ser aplicado em área total no mínimo 60 dias antes do plantio, e o fósforo deve ser acrescentado no sulco, preferencialmente, no dia do plantio.

É importante ressaltar que, quando associados, esses dois insumos reagem e perdem sua função, dessa forma, não devem ser misturados diretamente. Quando aplicados simultaneamente no plantio, é preciso bater a cova ou o sulco.

Outros insumos que podem ser utilizados no plantio são os compostos orgânicos, o gesso agrícola, o polímero hidroretentor e outros. Estudos comprovam os benefícios do composto para o solo e para o desenvolvimento das plantas. Apesar de conter nutrientes, no plantio é utilizado principalmente como condicionador do solo.

Todavia, é necessário que o composto esteja estabilizado para ser utilizado no sulco de plantio, para evitar fermentações e danos ao sistema radicular do cafeeiro.

O gesso pode ser aplicado como condicionador do solo, e atua:

  • Na neutralização do alumínio;
  • No fornecimento de Ca;
  • No fornecimento de S;
  • Favorece o desenvolvimento radicular do cafeeiro.

Ele pode ser aplicado no plantio, ou na linha após o plantio antes do “chegamento” de terra.

Já o polímero hidroretentor, também conhecido como hidrogel, é utilizado de forma preventiva, a fim de reter água no solo e auxiliar as mudas de café, principalmente, em períodos de estiagem.

Cafeeiro com gesso e composto orgânicoUtilização de gesso e composto orgânico em cafeeiros em formação. Fonte: Joana Oliveira. 

6. Como determinar o espaçamento e posicionamento da lavoura?

Estes são dois pontos importantes no planejamento de plantio, pois afetam diretamente na produtividade das lavouras.

O espaçamento irá determinar o estande de plantas do talhão. Para determinar o melhor espaçamento, deve-se levar em consideração:

  • Se a lavoura será mecanizada ou não;
  • Qual a bitola dos maquinários da propriedade;
  • Porte da cultivar implantada.

Atualmente, tem-se observado maiores produtividades em espaçamentos menores, como de 0,5 a 0,75 m entre plantas, e de 3,2 a 3,6 m nas entrelinhas de plantio, variando de acordo com os critérios citados anteriormente.

Em relação ao posicionamento e alinhamento da lavoura, o ideal para região de Minas Gerais é com a face exposta a 315° Noroeste/Sudeste, pois nesse posicionamento as plantas pegarão sol dos dois lados durante o ano todo. Esse tipo de técnica ajuda a:

  • Diminuir os problemas com pragas e doenças;
  • Aumentar a capacidade fotossintética das plantas;
  • Elevar a produtividade.

Em determinadas condições é difícil manter esse alinhamento devido a topografia dos terrenos, assim é preferível alinhamentos que facilitem, otimizem os manejos e apresentem menores riscos de escoamento e erosões.

Considerações sobre as técnicas de plantio de café

Esses foram os 6 questionamentos cruciais a se levar em conta na fase de plantio.

Dominar essas e outras técnicas pode diferenciar o seu cultivo, possibilitando atingir altas produtividades.

No entanto, muitos cafeicultores ainda ficam com dúvidas se devem optar pelo plantio tradicional ou investir em um plantio mais tecnológico. Pensando nisso, criamos um webinar gratuito com dois profissionais da área, cada um apontando as características principais de cada um desses sistemas. Confira:

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Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

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Como fazer mudas de café em tubetes? Veja como é o processo https://blog.rehagro.com.br/producao-de-mudas-de-cafe-por-tubetes/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-mudas-de-cafe-por-tubetes/#respond Wed, 20 Oct 2021 18:50:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7398 Você sabe como produzir mudas de café em tubetes? Os tubetes são recipientes de formato cônico, fabricados com polietileno rígido, e apresentam ranhuras internas que direcionam as raízes para baixo, evitando seu enovelamento. Eles possuem um orifício na sua parte inferior, para drenagem da água, e, além disso, evitam que as raízes de enrolem no […]

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Você sabe como produzir mudas de café em tubetes?

Os tubetes são recipientes de formato cônico, fabricados com polietileno rígido, e apresentam ranhuras internas que direcionam as raízes para baixo, evitando seu enovelamento.

Eles possuem um orifício na sua parte inferior, para drenagem da água, e, além disso, evitam que as raízes de enrolem no fundo.

 

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Tamanho do tubete

O tamanho do tubete a ser utilizado é decisão importante a ser tomada, visto que, temos volumes de tubete de 50 ml, 180 ml e 280 ml.

Nesse sentido, quanto maior o volume do tubete, melhor, no entanto, o mais econômico e que proporciona a produção de mudas boas é o de 180 ml, pois o tubete com volume de 280 ml é mais caro, ocupa um volume maior no viveiro, e além disso, demanda uma maior quantidade de substrato, dessa forma, proporcionando um maior custo de produção das mudas.

Como é feita a produção de mudas em tubete?

Para produção de mudas de café em tubetes as sementes podem ser pré-germinadas em caixas de areia até a fase esporinha.

Para isso, as sementes são colocadas em um canteiro com areia e sobre a areia é colocada palhada de braquiária seca, essa braquiária é irrigada, para manutenção da umidade. Sobre palhada é colocada lona, essa lona é retirada a cada 7 dias para realização da irrigação novamente.

Assim que as sementes estiverem na fase de esporinha elas já podem ser retiradas das caixas de areia e semeadas nos tubetes.

Para retirar as sementes do canteiro de areia pode-se utilizar uma peneira coletando uma quantidade de areia com sementes misturadas e mergulhar a peneira em uma caixa de água, ficando a areia na caixa de água, e as sementes sobre as peneiras. Dessa forma, as sementes já estão prontas para serem semeadas.

Quando as sementes são pré-germinadas, realiza-se o semeio de apenas uma semente por tubete, dessa forma, dispensando a prática de raleio, que é comumente realizada na produção de mudas por saquinho de polietileno, visto que, são colocadas duas sementes por saquinho, e posteriormente, devem ser retiradas uma das plantas, a menos vigorosa.

Semeio de mudas de café em tubetes

Uma outra alternativa, é semear duas sementes por tubetes, como é feito no semeio do saquinho convencional, no entanto, quando realizado dessa forma, é necessário que se realize a prática do raleio posteriormente, retirando uma das plantas.

Para o semeio, os tubetes (180 ml) devem ser preenchidos com substrato misturado com adubo de liberação controlada. Após preenchidos os tubetes com substratos, molha-se o substrato e faz uma marca no substrato com chucho, para se realizar o semeio das sementes. Após o semeio, preenche o tubete com substrato novamente.

Pelo fato dos substratos serem mais friáveis que o solo utilizado na produção de mudas por saquinho de polietileno convencionais, em que se utiliza uma mistura de solo e material orgânico (por exemplo esterco), há uma maior facilidade para o crescimento do sistema radicular das mudas produzidas no substrato.

Após o semeio é colocado palhada de braquiária sobre os tubetes na bancada, essa palhada permanece até a fase de palito de fósforo, a fim de que não haja problemas na fase de joelho. Após o estádio de palito de fósforo retira-se a palhada das bancadas.

A irrigação é realizada duas vezes por dia, uma no período da manhã e outra no período da tarde, durante cerca de 20 a 30 minutos cada uma delas, até a formação do primeiro par de folhas.

Até essa fase é importante que não falte água para essas mudas, uma forma prática de avaliar se o substrato está bem molhado é pegar um tubete e apertá-lo bem, se após isso soltar água, é porque ele está bem molhado, no entanto, se ao apertar não pingar nenhuma gota de água, possivelmente o substrato não está tão úmido.

Tempo de produção das mudas de café

As mudas produzidas por tubetes, quando se realiza a pré-germinação em areia ficam prontas para ir para o campo antes que as mudas produzidas por saquinho de polietileno, demorando menos de 180 dias para estarem prontas com 4 pares de folhas, enquanto que as mudas produzidas por saquinho demoram cerca de 210 dias.

Plantio de mudas de café em tubetes

O plantio com tubete apresenta um maior rendimento devido ao seu tamanho reduzido, e a facilidade de manuseio.

Além disso, para o plantio de mudas por tubetes não é necessário a realização da prática de corte do fundo do saquinho, que é comumente feito nas mudas produzidas por saquinho, isso porque os tubetes apresentam uma abertura na extremidade inferior que não permite que as raízes se enrolem.

Esse plantio pode ser realizado manualmente, com matracas ou com plantadoras. Um ponto importante a ser destacado, é a época de plantio para a utilização desse tipo de muda, sendo recomendado seu plantio principalmente nos meses de outubro e novembro, para que a muda permaneça por mais tempo no período das chuvas e dessa forma, proporcione melhores condições para sua adaptação do campo.

Após o plantio das mudas, os tubetes e toda a estrutura do viveiro podem ser reutilizados nos anos subsequentes, dessa forma, diluindo os custos do investimento inicial.

Quer saber sobre outras fases do processo? Leia este artigo sobre implantação de lavoura de café.

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Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

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Novidades sobre o controle biológico de pragas na cultura do café https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-de-pragas-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-de-pragas-na-cultura-do-cafe/#respond Wed, 13 Oct 2021 18:30:17 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9877 Neste webinar, a pesquisadora em entomologia da Universidade de Franca, Alessandra Marieli Vacari, falou sobre o que já tem sido feito no controle biológico na cultura do café e o que tem de novo nas pesquisas para controle do bicho mineiro com o crisopídeo. Perdeu o webinar ao vivo? Assista ao conteúdo NA ÍNTEGRA clicando […]

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Neste webinar, a pesquisadora em entomologia da Universidade de Franca, Alessandra Marieli Vacari, falou sobre o que já tem sido feito no controle biológico na cultura do café e o que tem de novo nas pesquisas para controle do bicho mineiro com o crisopídeo.

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Café verde: saiba como aproveitar no mercado https://blog.rehagro.com.br/cafes-verdes-possuem-mercado-saiba-como-aproveitar/ https://blog.rehagro.com.br/cafes-verdes-possuem-mercado-saiba-como-aproveitar/#respond Wed, 22 Sep 2021 17:29:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9745 Todo cafeicultor que busca maior valorização da saca, foca os esforços no aumento produtivo e na qualidade deste produto. Quanto maior a qualidade dos grãos de café, maiores são as chances de alta classificação da bebida, e claro, isso reflete no lucro! A hora certa de colher é quando os grãos estão no ponto cereja […]

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Todo cafeicultor que busca maior valorização da saca, foca os esforços no aumento produtivo e na qualidade deste produto.

Quanto maior a qualidade dos grãos de café, maiores são as chances de alta classificação da bebida, e claro, isso reflete no lucro!

A hora certa de colher é quando os grãos estão no ponto cereja de maturação. Ainda assim, alguns grãos verdes podem ser selecionados, o que afeta negativamente a qualidade da bebida e perde em rendimento.

 

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Como conseguir preço bom, mesmo com o café verde?

Se o processamento desse café, principalmente no descascamento do grão, foi eficiente, mesmo verde possui uma qualidade boa, é o que aponta Leandro Paiva, especialista e professor de café.

Ele salienta que há diferenças entre os cafés verdes, muito aquosos e que originariam o grão preto, daqueles que estão formados, porém não terminaram a maturação e por isso estão verdes.

Nesse segundo tipo citado, ainda que tenha baixa classificação, existe mercado para ele. É possível comercializá-lo bem, quando o processamento é bem feito.

No vídeo abaixo você poderá entender melhor sobre esse processo:

Leandro pontua que a forma da secagem é o que fará toda a diferença.

Quando analisamos as diversas etapas até a comercialização desse café, de fato, a umidade ocupa boa parte.

Na colheita, além de observar a maturação, a umidade também ajuda na diferenciação, então é justificado ter etapas subsequentes sobre secagem.

Como esse café verde natural não atingiu sua maturação a tempo e, consequentemente, está com umidade inadequada, somos nós que devemos auxiliar nesse processo para garantir sua qualidade.

Esse manejo é importante porque esse é um café que tem muita umidade e que não tem as estruturas muito bem feitas (…). Então, são cafés que possuem comportamentos diferentes durante a secagem se comparado aos cafés maduros.

Uma das alternativas de manejo que ele propõe é que na secagem em terreiro, a camada seja mais fina e que o revolvimento seja mais intenso nos primeiros dias.

Esse manejo é um dos diversos que o cafeicultor deve proceder de colheita e na pós-colheita desse café, devendo se adaptar às realidades enfrentadas em sua fazenda.

Cada etapa dessas fases, por mais simples ou complexa que seja, vai afetar na qualidade final da bebida e isso vai interferir na lucratividade de toda a safra.

Webinar Pós-colheita de café

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o Curso Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

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Índice de qualidade microbiológica do solo https://blog.rehagro.com.br/indice-de-qualidade-microbiologica-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/indice-de-qualidade-microbiologica-do-solo/#respond Tue, 20 Jul 2021 14:30:34 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9456 Neste Webinar, a pesquisadora em microbiologia do solo da UFLA, Aline Oliveira, fala como avaliar a qualidade do solo, quais os principais indicadores microbiológicos, como eles atuam e mostrou resultados de estudos com esses indicadores. Aperte o play e confira ao conteúdo na íntegra! Para mais conteúdos exclusivos, se inscreva no nosso canal e ative […]

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Neste Webinar, a pesquisadora em microbiologia do solo da UFLA, Aline Oliveira, fala como avaliar a qualidade do solo, quais os principais indicadores microbiológicos, como eles atuam e mostrou resultados de estudos com esses indicadores.

Aperte o play e confira ao conteúdo na íntegra!

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Como aumentar a qualidade do seu café? https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-a-qualidade-do-seu-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-a-qualidade-do-seu-cafe/#comments Mon, 12 Jul 2021 15:00:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9426 Quando se fala em produção de café, uma das fases de maior importância é a pós-colheita. Todo e qualquer cuidado, principalmente em relação ao manejo desse grão, afeta a qualidade final da bebida. Isso pode significar altos lucros ou altos prejuízos, dependendo da forma que foi executado. Existem duas linhas de pensamento que falam sobre […]

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Quando se fala em produção de café, uma das fases de maior importância é a pós-colheita. Todo e qualquer cuidado, principalmente em relação ao manejo desse grão, afeta a qualidade final da bebida. Isso pode significar altos lucros ou altos prejuízos, dependendo da forma que foi executado.

Existem duas linhas de pensamento que falam sobre a pós-colheita do café e sua relação com a qualidade:

  1. A pós-colheita do café melhora a qualidade; 
  2. A pós-colheita mantém a qualidade que o café já possui.

Sem existir uma verdade absoluta, o que sabemos é que a pós-colheita tem um impacto muito importante na qualidade do café, e por isso requer uma maior atenção em suas etapas, pois, erros nesse processo podem comprometer a qualidade deste café, acarretando em prejuízos à bebida, e consequentemente ao preço de venda desse café.

Por isso, devemos ter atenção a vários processos, desde o tempo que o café fica amontoado após a colheita, até as condições e tempo de permanência na tulha de café.

 

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Diante disso, preparamos alguns pontos críticos que merecem atenção para quem busca a produção de cafés especiais!

Frutos cereja em terreiro suspenso.

Frutos cereja em terreiro suspenso. Fonte: Larissa Cocato da Silva

Mapeamento dos cafés

Quando se pretende produzir cafés de qualidade, o mapeamento é uma ferramenta importante para a tomada de decisão. Nisso, surgem duas grandezas:

  1. É necessário que você conheça seus cafés, dessa forma, o monitoramento te ajudará nesta ação;
  2. É importante que você monte um histórico de qualidade das suas lavouras.

Através desse mapeamento, será feita uma coleta de informações e por meio desses dados a tomada de decisões consegue ser mais assertiva, principalmente nas fases de colheita e de pós-colheita.

Recepção de cafés

Antes de falarmos propriamente sobre a parte da recepção dos cafés, uma etapa que parece simples, porém também pode acarretar problemas, é na amontoa desse café colhido. Não se recomenda que o café fique mais de 6 horas amontoado, pois pode acontecer fermentações indesejáveis nesse café.

Já a recepção, em si, também é uma etapa importante desse sistema. A atenção maior nesse caso é quanto à higienização, pois as moegas precisam estar sempre limpas!

Essa parte é particularmente importante, pois se não estiverem limpas, pode ocorrer contaminação e isso vai refletir na qualidade final do café.

Cafés naturais

Existem vários pontos no manejo do café, e se ele for processado do tipo natural, alguns desses pontos se diferenciam, quando comparados ao cereja descascado.

Café cereja amarelo em terreiro suspenso.

Café cereja amarelo. Fonte: Larissa Cocato

Estados de maturação do fruto vermelho lado a lado.

Estádios de maturação do fruto vermelho. Fonte: Larissa Cocato

Alguns aspectos desse processo requerem maior atenção:

  • Para a produção de um bom café natural, o ideal é ter menos de 15% de cafés verdes, no entanto, essa porcentagem é um desafio muito grande devido ao número de floradas que podemos ter. 
  • Dessa forma, quanto menor a porcentagem de grãos verdes, melhor!
  • Em relação aos frutos vermelhos e amarelos, eles possuem qualidades diferentes. 
  • Assim sendo, não devem ser misturados. 

Mão segurando frutos café cereja.Frutos cereja. Fonte: Larissa Cocato

Café natural – Lavador/peneirão

Nessa etapa, alguns cuidados devem ser tomados para a garantia da qualidade:

  • O abanador deve remover as impurezas.
  • Os gravetos levam umidade aos cafés e ao terreiro.
  • Se estiver passando mais de 10% de café bóia na parte do café cereja, significa que a regulagem está mal feita. Da mesma forma, se estiver mais que 10% de café cereja e verde no café bóia, também significa regulagem mal feita. 
  • Por isso, regule adequadamente o equipamento.
  • A água do lavador deve ser trocada a cada 8 horas.
  • Isso ajuda a evitar contaminações.
  • A desinfecção com água sanitária deve ser feita a cada 15 dias.
  • Mantenha o equipamento sempre limpo.

Café natural – Terreiro

Milhares de cafés em grãos cereja espalhados em terreiro.Cafés em grãos cereja. Fonte: Luiz Paulo Vilela

A parte do terreiro é a parte inicial da secagem desse café e como as demais, contém vários pontos que devemos nos atentar:

  • O café deve ficar grão a grão no 1° e 2° dia, para facilitar a perda de água. Esse café não deve ser rodado no 1° dia de terreiro para uma melhor aderência da casca ao grão. 
  • Isso evita futuros danos, e assim esse café não seja descascado no terreiro devido ao revolvimento.
  • A partir do 2° ou 3° dia, esse café é dobrado, ocupando 50% da área inicial.
  • Já a segunda dobra, deve ocorrer no 4º ou 5º dia de secagem e o revolvimento deve continuar 12 vezes ao dia;
  • A terceira dobra, realizar cerca de 6 a 7 dias, continuando o mesmo número de revolvimentos.
  • Quando o café chegar na meia-seca (25 a 30% do teor de água), estes devem ser enleirados e cobertos à noite.
  • Se este café for finalizado no secador, não deve chegar com mais do que 30% de água.

Café natural – Secador

Em relação à secagem em secadores, os pontos de observações aumentam. Confira:

  • O secador deve receber lotes homogêneos e se não se recomenda misturar os lotes;
  • Secador vertical: ele não deixa a secagem muito uniforme, então não é benéfico à qualidade do café;
  • Secador rotativo: ele deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm, para melhorar a eficiência da secagem;
  • O secador rotativo deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, no início da secagem, para retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem, a temperatura do ventilador não deve passar de 60°C, para que a temperatura da massa de café natural não ultrapasse os 35°C.
  • No terço médio da secagem, a temperatura máxima da massa de café natural cereja ou passa, deve ser de 35°C.
  • Após a meia seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e deve-se descansar esse café por no mínimo 8 horas.
  • No final da secagem do café natural, cereja ou passa, a temperatura do ventilador deve estar com no máximo 50°C.
  • O café não pode ser descarregado ainda quente na moega ou em tulhas de repouso;
  • A umidade no momento do descarregamento deve ser de 11,5%.

Webinar Pós-colheita de café: um checklist de qualidade

Cafés Cereja Descascados (CD)

Em relação aos cafés do tipo cereja descascados, alguns pontos divergem do natural, ainda assim requerem sua atenção. Confira:

CD – Descascador/desmucilador

  • Regular bem o equipamento para não ter café verde na parte do café cereja descascado;
  • Não pode estar passando mais do que 10% de café cereja para a parte do verde;
  • O café em pergaminho não pode estar saindo danificado do desmucilador;
  • A área de processamento deve ser lavada após o término do trabalho, a fim de evitar contaminações;
  • A área de processamento deve ser pulverizada quinzenalmente, com água sanitária à 10%, também com o objetivo de evitar contaminações. 

CD – Terreiro para cafés: cereja, verde ou passa

Café descascado espalhados no terreiro.Café descascado no terreiro. Fonte: Rehagro

  • Os cafés descascados devem ser espalhados com 7 litros por m² no 1° dia.
  • Deve ficar grão a grão para facilitar a perda de água.
  • Os cafés descascados devem ser rodados de 16 a 20 vezes por dia.
  • Isso ajuda a homogeneizar a secagem.
  • Os cafés devem ser dobrados após 1 a 2 dias de secagem, e realizar outra dobra de 3 em 3 dias.
  • O objetivo, nesse caso, é secar mais lentamente.
  • Após a meia-seca, os cafés descascados devem ser enleirados e cobertos as 15:00 horas e novamente abertos e espalhados às 9:00 horas do dia seguinte;
  • Lotes superiores a 2 dias de colheita, não devem ser unidos no terreiro;
  • Se optar pela secagem complementar nos secadores, os cafés descascados devem ser retirados do terreiro, com pelo menos 2 dias.
  • Isso permite que ele perca toda a água possível antes de ir para o secador.

CD – Secador

  • O secador deve receber cafés homogêneos de acordo com o teor de água e tipo de café. 
  • Não é recomendado a mistura de lotes, para não desuniformizar a umidade;
  • Secador vertical: não é recomendado que ele receba lotes de cafés úmidos, pois a água em excesso nesse caso, pode prejudicar a secagem, “cozinhando os grãos”.
  • O secador vertical, quando utilizado, deve ficar completo cobrindo a rosca transportadora, pois melhora a eficiência de secagem.
  • Secador rotativo: ele deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm ao encher. 
  • Isso melhora a secagem.
  • O secador rotativo, no início da secagem, deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, de forma a retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve estar acima de 50°C
  • Após a meia-seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e descansar obrigatoriamente por 8 horas, no mínimo.
  • No final da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve ultrapassar os 60°C.
  • O café não deve ser descarregado ainda quente na moega, ou em tulhas de repouso. Preferencialmente, deve-se descarregar o café frio nas tulhas.

CD – Tulha

Tulha utilizada para armazenar o café cereja.Tulha. Fonte: Vinicius Moribe

  • Na tulha, os grãos devem ser cobertos com palha de café ou pano para evitar contaminações e umidade;
  • Não se deve colocar o café quente sobre o café frio na tulha.
  • O café deve ser colocado seco na tulha de armazenamento e em temperatura ambiente.
  • O café deve ser descansado por 20 dias a 1 mês antes de ser provado definitivamente. Os cafés especiais devem ser descansados antes de se saber a real qualidade desse café.
  • Esse descanso melhora a qualidade.

Pronto para aumentar a qualidade do seu café?

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

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Larissa Cocato

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Preço da saca do café: veja como aumentar https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-o-valor-da-saca-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-o-valor-da-saca-de-cafe/#respond Mon, 12 Jul 2021 13:56:47 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9410 Para aumentar a qualidade do café e o produtor lucrar ainda mais, é preciso construir pontos estratégicos e assim conseguir maior valorização da saca. Devido ao expressivo aumento dos custos de produção, é ainda mais importante saber dessa gestão. Uma das formas mais certeiras para conseguir agregar mais valor à saca de café, é a […]

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Para aumentar a qualidade do café e o produtor lucrar ainda mais, é preciso construir pontos estratégicos e assim conseguir maior valorização da saca. Devido ao expressivo aumento dos custos de produção, é ainda mais importante saber dessa gestão.

Uma das formas mais certeiras para conseguir agregar mais valor à saca de café, é a busca pela produção de cafés especiais.

Sacas de café guardadas em galpão.

Sacos de café em galpão

 

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Cafés especiais

Um café especial é definido de acordo com a SCA (Specialty Coffee Association) como todo café que atinge, no mínimo, 80 pontos na escala de pontuação na metodologia, que vai até 100.

Essa escala leva em consideração mais de 10 fatores e a classificação é feita de modo sensorial e experimental. São eles: 

  • Fragrância/Aroma;
  • Uniformidade (cada xícara representa estatisticamente 20% do lote avaliado);
  • Ausência de defeitos;
  • Doçura;
  • Sabor;
  • Acidez;
  • Corpo;
  • Finalização;
  • Harmonia;
  • Conceito final (impressão geral sobre o café, atribuída pelo classificador).

Várias amostras de café em uma bancada passando pela classificação sensorial.

Classificação sensorial. Fonte: Vinicius Moribe

Webinar Análises financeiras e econômicas na cafeicultura

Estratégia de negócio do café especial

O consumo de café tem crescido a cada dia, e somado a isso, a busca por cafés de qualidade também apresenta um aumento crescente.

De acordo com dados da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), o consumo brasileiro em 2020 foi de 21,2 milhões de sacas, seguindo um ritmo de crescimento de 1,34% em relação ao mesmo período de 2019. O consumo em habitante ano está em 4,81 kg de café torrado (ABIC).

Apesar do consumo de café tradicional ainda dominar os lares, o mercado brasileiro de cafés premium tem crescido de forma acelerada, inclusive na pandemia. 

Xícara transparente com café em cima de uma mesa.

Mudança no hábito de consumo de cafés. Fonte: Larissa Cocato

Novas estratégias

Além da produção de cafés de qualidade, que hoje tem apresentado grande procura e agregado valor ao preço de venda no nosso produto, a segmentação também pode ser uma ótima estratégia.

É possível notar essa valorização, por exemplo, com: 

  • Cafés certificados; 
  • Cafés fermentados; 
  • Cafés produzidos por mulheres, etc.

Aumente a qualidade do café com uma boa pós-colheita

Portanto, buscar o aumento da qualidade do nosso café é uma ferramenta indispensável para quem busca aumentar o preço de venda da saca de café. 

Isso é possível por meio de um manejo de pós-colheita adequado, envolvendo cuidados e higiene em todo processo, regulagens adequadas no processamento e boas condições de armazenamento.

Diante disso, a secagem do café, que é uma das etapas do manejo da pós-colheita, também apresenta grande influência na qualidade do café.

Tenha safras ainda mais lucrativas!

No curso online Gestão na Produção de Café Arábica, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

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Larissa Cocato

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Fermentação do café: saiba como funciona essa técnica https://blog.rehagro.com.br/fermentacao-de-cafes/ https://blog.rehagro.com.br/fermentacao-de-cafes/#comments Mon, 01 Mar 2021 17:41:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8876 A cada dia tem aumentado a procura por cafés especiais e, consequentemente, a busca de cafeicultores pela produção desse tipo de café, a fim de agregar mais valor ao café, e dessa forma, obter melhores preços de venda do produto. Aliado a isso, também tem crescido a procura e interesse por cafés fermentados, visando a […]

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A cada dia tem aumentado a procura por cafés especiais e, consequentemente, a busca de cafeicultores pela produção desse tipo de café, a fim de agregar mais valor ao café, e dessa forma, obter melhores preços de venda do produto.

Aliado a isso, também tem crescido a procura e interesse por cafés fermentados, visando a mesma estratégia, de agregar mais valor ao produto, somado ao diferencial de ampliar o mercado e de ter uma maior diversidade dentro da fazenda, contribuindo assim, para melhorar a lucratividade do produtor.

 

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A fermentação do café

A fermentação já é um processo conhecido, que ocorre por exemplo em pães, cervejas, vinhos, queijos, dentre outros. No entanto, no café, a fermentação sempre esteve mais associada a processos degradativos que aconteciam nos frutos, tanto na planta, quanto na pós-colheita.

Essa fermentação ruim, acontecia devido a ação de microrganismos saprófitas, que degradavam os frutos de café, consumindo as partes que têm açúcar e água no fruto, prejudicando assim as sementes do café.

Como resultado dessa fermentação, tínhamos principalmente, frutos ardidos, com sabores amargos e ásperos ao paladar, e também prejuízos à classificação física, uma vez que frutos ardidos são considerados defeitos na classificação.

Entretanto, atualmente, a fermentação trazida para a pós-colheita, é caracterizada pela condução e controle do processo fermentativo, onde é feito com microrganismos específicos que promovem um meio adequado as mudanças dentro da semente, mudanças essas que são para trazer melhor qualidade e novas nuances para a bebida. Sendo ela, totalmente o contrário daquela fermentação ruim, que não é controlada, trazendo complicações para a bebida.

O que seria um café fermentado?

A fermentação do café consiste na degradação natural da polpa e da mucilagem do fruto realizada por microrganismos. Como resultado desta degradação, são produzidos compostos que podem interferir no sabor e aroma da bebida final.

Como fermentar o café?

Em condições adequadas, a mucilagem que está presente nos frutos de café, é atacada por fungos e leveduras e são produzidas enzimas e ácidos orgânicos, estes vão quebrar os carboidratos, proteínas e polifenóis. Através da quebra desses compostos, são formados compostos menores, metabolizados, que vão ser precursores de aroma e sabor para o café.

Nesse sentido, essa fermentação boa vem com o intuito de agregar qualidade ao café, mas pensando dessa forma, então seria recomendado fermentar todos os cafés produzidos na fazenda? A fim de buscar melhora na sua bebida?

Para saber sobre isso, devemos responder a seguinte pergunta:

Qualquer café pode ser fermentado e se tornar um café especial?

Não, realizar a fermentação de qualquer café não vai fazer ele se tornar um café especial

Para isso, o café deve ter uma base de qualidade, para se conseguir agregar características que são bastante interessantes nesse processo fermentativo. Por isso, o acréscimo desses aromas e sabores diferenciados só ficam interessantes se eles tiverem uma base.

Portanto, deve-se monitorar os cafés no campo, para monitorar a qualidade desses talhões, a fim de tomar a decisão dos cafés a serem fermentados.

E pensando em cafés naturais e descascados, ambos podem ser fermentados?

Sim, apesar de haver diferenças nas quantidades de polpa em cada um deles, tanto os cafés naturais, quanto os cafés descascados podem ser fermentados.

Não somente devemos tomar a decisão de quais cafés serão fermentados na propriedade, mas também a decisão de qual o tipo de fermentação que vamos realizar nesses cafés.

Isso porque, existe mais de um tipo de fermentação, cada uma delas com sua particularidade e característica específica.

Tipos de fermentação do café

  • Fermentação aberta;
  • Fermentação submergida;
  • Maceração carbônica;
  • Maceração semi–carbônica;
  • Dupla fermentação.

Fermentação aberta

É caracterizada por fermentar o café em um sistema aberto, com a presença de oxigênio.

Fermentação submergida

É caracterizada por fermentar o café em um sistema submergido em água limpa e, dessa forma, sem a presença de oxigênio.

Maceração carbônica

É caracterizado por injetar CO2 no processo, dessa forma, é uma fermentação estritamente anaeróbia, sem oxigênio.

Maceração semi-carbônica

É semelhante à maceração carbônica, no entanto, sem a injeção de CO2. Dessa forma, existe uma pequena quantidade de oxigênio presente no início do processo, e à medida que a fermentação produz CO2, vai tornando o processo estritamente anaeróbico, ou seja, sem oxigênio.

Dupla fermentação

É caracterizada pelo emprego de dois métodos de fermentação, independente de qual é o método.

Apesar de termos mais de um tipo de fermentação, cada uma com sua particularidade, todas necessitam de acompanhamento e controle das fermentações.

Fatores que afetam na fermentação

A fermentação pode ser influenciada por vários fatores, dentre eles:

  • Quantidade, qualidade e o tipo de inóculo;
  • Substrato (polpa do café e sua composição);
  • Temperatura do processo;
  • Qualidade da água e higiene do local;
  • pH;
  • Tempo.

Portanto, o tipo do microrganismo assim como a sua quantidade pode afetar e mudar todo o processo. Assim como, a polpa do café, em que, cada uma traz uma qualidade diferente, e podem ter diferenças também em relação à quantidade/qualidade da polpa nas diferentes cultivares.

A temperatura é um fator fácil de ser levantado, por meio de termômetros, e também muito importante para verificar se o processo de fermentação está acontecendo ou não, e se a gente já pode finalizar a fermentação.

O pH mede a acidificação do meio, por meio de pHmetros, e é importante para verificar se o processo está declinando, uma vez que a acidificação do meio, vem pela atividade desses microorganismos, acarretando em um ambiente acido ali.

Também, fatores como a qualidade da água, nos processos que possuem água influenciam na fermentação, e além disso, o local onde está sendo feito a fermentação deve ser bem limpo e higienizado a fim de evitar possíveis contaminações. Dessa forma, tornando-se imprescindível o controle dessas condições externas.

O tempo da fermentação também é fator fundamental a ser controlado. Isso porque a variação do tempo, pode acarretar em variações na qualidade e nas propriedades sensoriais do café.

Portanto, percebe-se que vários são os fatores que influenciam na fermentação do café. Por isso, devem ser anotados/acompanhados todas as condições do processo, para entender o que está acontecendo ali, e com isso, conseguir finalizar e repetir o processo.

Finalizando o processo de fermentação

Após o processo de fermentação, independente de qual deles foi utilizado, todo o café deve ser lavado para retirada dos resíduos do processo de fermentação e interromper a mesma, para assim passar para o processo de secagem.

E aí, pronto para começar?

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Larissa Cocato

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Métodos de preparo de café: Coado, Hario V60, Moka (ou Cafeteira Italiana) e Aeropress https://blog.rehagro.com.br/metodos-de-preparo-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/metodos-de-preparo-de-cafe/#respond Thu, 25 Feb 2021 15:00:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8814 Vários são os métodos de preparo de café que podem ser feitos, cada um com a sua particularidade. Dentre os métodos, temos: Coado, Hario V60, Moka (Cafeteira italiana), Aeropress, Chemex, Franch Press, Globinho e Pressca. Nesse texto falaremos sobre os métodos de preparo: Coado, Hario V60, Moka (cafeteira italiana) e Aeropress. Café coado O café […]

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Vários são os métodos de preparo de café que podem ser feitos, cada um com a sua particularidade.

Dentre os métodos, temos: Coado, Hario V60, Moka (Cafeteira italiana), Aeropress, Chemex, Franch Press, Globinho e Pressca.

Nesse texto falaremos sobre os métodos de preparo: Coado, Hario V60, Moka (cafeteira italiana) e Aeropress.

Café coado

O café coado surgiu na França por volta de 1780, e se popularizou na Inglaterra em 1815. No entanto, os cafés eram coados em coadores de algodão ou linho com um trançado de má qualidade, o que não deixava a bebida tão agradável. Assim, em 1908 a dona de casa alemã Melitta Bentz, inventou o primeiro filtro descartável de papel. A partir disso, o café coado em filtro de papel ou de pano ganhou espaço, sendo atualmente por sua praticidade, eficiência e qualidade, um dos métodos mais utilizados pelos brasileiros. 

No preparo do café coado, o ideal é que se utilize cafés com moagem média ou fina. Em relação ao tempo de preparo, após a água ferver, demora-se cerca de 3 minutos. Esse método possui baixa dificuldade no preparo, baixo investimento e média complexidade de sabor. Dessa forma, o sabor da bebida por esse método, geralmente, é mais leve, doce e com acidez acentuada. Uma desvantagem em comparação aos outros métodos é que não há o controle em nenhuma etapa de extração, dessa forma não é possível prever a potência dos elementos presentes no café na xícara.

Métodos de preparo de café

(Foto: site Vila café)

Modo de preparo do café coado

– Escalde o filtro com água fervente para evitar qualquer transferência de resíduos para a bebida;

– Coloque o pó no filtro, espalhando-o uniformemente, sem compactar;

– Despeje a água, antes da fervura (90ºC) ou após fervura (98ºC), em pequenas quantidades sobre o pó das beiradas para o centro do filtro, para umedecê-lo e deixe por cerca de 30 segundos. Posteriormente, despeje o restante do líquido lentamente no centro do filtro.

Hario V60

O Hario V60 é um método japonês similar ao café coado, onde também se utiliza um filtro de papel. No entanto, o porta filtro apresenta linhas espirais ou veios na parte interna, com isso proporciona a expansão do pó de café no momento em que a bebida é coada. Há também um grande orifício circular na parte inferior do coador permitindo que a velocidade seja controlada, além de impedir o acúmulo de resíduos na base da extração. 

Dessa forma, o filtro de papel segue em um modelo diferente. Ele possui formato de cone, o que permite uma filtragem rápida, igualitária e uniforme. A moagem indicada é de média para fina e seu tempo de preparo é similar ao café coado comum. O resultado desse método é uma bebida adocicada e com sabor suave, na qual fica evidente todas as nuances do café. Dentre as poucas desvantagens do método, é o uso de filtros específicos, dessa forma, não estão disponíveis para venda em qualquer supermercado como o filtro comum. 

Métodos de preparo de café

(Foto: site Grão gourmet)

Modo de preparo do café Hario V60

  • Escalde o filtro com água fervente para evitar qualquer transferência de resíduos para a bebida;
  • Coloque o pó no filtro, espalhando-o uniformemente, sem compactar;
  • Despeje a água aquecida a 92°C, em pequenas quantidades sobre o pó das beiradas para o centro do filtro, para umedecê-lo e deixe por cerca de 30 segundos. Posteriormente, despeje o restante do líquido lentamente no centro do filtro.

Curso Gestão na Produção de Café

Moka (ou Cafeteira Italiana)

Criada em 1933 por Alfonso Bialetti, a cafeteira Moka ou Italiana é conhecida por preparar um café forte, encorpado e saboroso, tendo características de café expresso. A Moka geralmente é de metal, formada por três compartimentos: base, dispenser de pó e parte superior com filtro na base. O café por esse método pode ser preparado em menos de 4 minutos, sem o uso de filtro de papel e sem a necessidade de verter a água sobre o pó.

O recomendado é que se utilize moagem média/grossa, pois a fina pode entupir o filtro e impedir a passagem da água. Além disso, o controle do fogo nesse método é essencial, pois o metal muito quente pode ocasionar a queima do café.

Métodos de preparo de café

(Foto: site coisas da Léia)

Modo de preparo do café – Moka ou Cafeteira Italiana

  • Colocar água até a válvula de segurança indicada na cafeteira;
  • Colocar a quantidade de pó adequada na peça central;
  • Em seguida encaixar a parte superior da Moka e levar ao fogo;
  •  Quando a água começar a subir, é hora de tirar a cafeteira do fogo;
  • Antes de servir o café, o ideal é mexer o café com uma colher na cafeteira para uniformizar a densidade.

Aeropress

A Aeropress foi criada em 2005 pelo engenheiro Alan Adler, apesar de ser um método recente, encanta pela praticidade e pela variedade de possíveis receitas, podendo apresentar uma xícara intensa com características de um café expresso, ou até mesmo uma bebida suave, com acidez acentuada, lembrando o café coado. Com isso, o método permite variações de moagem, de acordo com a preferência e apresenta baixo tempo de preparo, de apenas 2 minutos. Além disso, a Aeropress também é portátil e de fácil manipulação, possui formato de cilindro e duas peças que se encaixam, formando um vácuo. 

O método não dispensa a utilização de filtro, podendo ser de papel ou metálico. O filtro de papel é descartável, e pode reter alguns óleos, produzindo uma bebida mais limpa com menor amargor. Apesar de ter um preço acessível, no Brasil ainda é difícil encontrar locais de venda. 

Já o filtro metálico não é descartável, podendo ser mais econômico por não necessitar de trocas de filtros. Esse tipo de filtro gera uma bebida menos limpa, por não segurar tantas partículas, com isso, uma bebida mais amarga. Havendo também dificuldades para encontrar locais de venda no Brasil.

(Foto: site cafeculturabrasil)

Existem duas maneiras de utilizar a Aeropress, pela montagem tradicional e pela montagem invertida:

Modo de preparo – Aeropress – pela montagem tradicional

  • Escalde o filtro de papel ou metálico;
  • Coloque o pó de café dentro da AeroPress;
  • Adicione água até a marca 1 e aguarde 15 segundos;
  • Após coloque mais água até marcar 220g de água ou até a marca 4;
  • Tampe com o pistão e aguarde 1 minuto;
  • Pressione o êmbolo.

Modo de preparo – Aeropress – pela montagem invertida

  • Escalde o filtro de papel ou metálico;
  • Encaixe o êmbolo na camisa do pistão, vire-o de cabeça para baixo, de modo que o encaixe da peneira fique virado para cima;
  • Coloque então o pó de café dentro da AeroPress;
  • Adicione água até a marca 4, aguarde 15 segundos, depois coloque mais água até marcar 220g de água ou até a marca número 1;
  • Tampe com o filtro e aguarde 1 minuto;
  • Depois é só virar o lado da peneira para baixo, ou seja, dentro da caneca, e pressionar.

Saiba mais!

Para saber outros métodos de preparo do café, confira o artigo:

Métodos de preparo de café: Chemex, French Press, Cafeteira Globinho e Pressca

Larissa Cocato

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Veja no artigo abaixo, o passo a passo de preparo de café por meio dos seguintes métodos:

  • Chemex;
  • French Press;
  • Cafeteira Globinho;
  • Pressca!

Método Chemex

Considerado um método sofisticado de se preparar um bom café, o Chemex, é mais utilizado por amantes da bebida que o apreciam de forma gourmet. Este método tem origem alemã, e foi se espalhando com facilidade por se tratar de uma única peça e ter um designer muito atrativo, além de ser considerado muito prático. Seu formato tende a promover uma maior conservação das propriedades intrínsecas do café, aumentando assim, a qualidade da bebida através de técnicas de infusão.

Das proporções, recomenda-se que para o preparo da bebida utilizando este método com a Chemex, seja aquecida 275 ml de água à 95 °C e 20g de café moído, em moagem média grossa. É importante lembrar, que essas proporções são sugestões que não impedem que haja alterações para agradar os gostos pessoais.

Este método tem algumas desvantagens que podem dificultar o preparo do café. Deve-se ter atenção no manuseio da cafeteira, tendo em vista que seu material pode ser facilmente quebrado. 

Seu tempo de preparo pode variar de acordo com a habilidade que o preparador já possui com o equipamento, variando de 3 a 4 minutos.

Chemex French Press Cafeteira Globinho

(Foto: site espressomachine.com)

Modo de preparo – Chemex

  • Ferva a água e após atingir a fervura desligue-a e aguarde de 15 a 20 segundos, para que a água desça sua temperatura para  95 °C;
  • Moa o café;
  • Coloque o filtro chemex na peça, garantindo que a parte mais grossa do filtro esteja no mesmo lado do bico de escoamento; 
  • Importante escaldar o filtro já na peça e posteriormente descartar esta água;
  • Adicione o café moído no filtro e chacoalhe para igualar o café, tornando a infusão mais uniforme; 
  • Coloque de forma suave água aquecida em ziguezague sobre o café moído até cobrir e aguarde 30 segundos;
  • Adicione o restante da água de maneira circular sobre o café, importante que se mantenha movimentos de dentro para fora no sentido horário. Evite que caia água diretamente no filtro;
  • Após o escorrimento total do café, deve-se descartar o filtro junto com a borra de café que irá se formar;
  • Para finalizar, recomenda-se uma leve agitação do Chemex, pela alça de madeira para uniformizar a bebida. 
  • Após estes processos, encontra-se pronto para servir.

Método French Press

O método French Press, popularmente conhecido como “prensa francesa” é uma forma bem simples de se preparar um café. Como já diz o próprio nome, este método foi originado na França, em 1852, como um método que utiliza a filtragem e infusão como meio de se extrair melhor as propriedades do café. 

Neste método a água fica em contato com o café o tempo todo, com isso o processo de extração tende a continuar mesmo com o êmbolo já abaixado, portanto deve-se consumir a bebida o quanto antes, para que não haja perda da qualidade do café. 

As proporções irão depender muito dos gostos pessoais, uma bebida mais forte ou mais suave, cada preferência tem suas proporções, além disso, cada método de preparo tem sua moagem ideal. Uma sugestão é que para o método da prensa francesa, deve-se moer 25 gramas de café, equivalente a duas colheres de sopa, em moagem grossa, para 200ml de água à 95 °C.

As principais desvantagens deste método de preparo, são a presença de sedimentos de café ao final do preparo e a possibilidade de se fazer uma super extração do pó. 

O preparo da bebida neste método é um pouco mais rápido, podendo ser servido após 2 ou 3 minutos de começar a ser feito.

Chemex French Press Cafeteira Globinho

(Foto: site revistaespresso.com)

Modo de preparo – Método French Press

  • Ferva a água e após atingir a fervura desligue-a e aguarde de 15 a 20 segundos, para que a água desça sua temperatura para 95 °C;
  • Moa o café;
  • Deve- se escaldar a prensa por inteiro e descartar a água.
  • Adicionar o café já moído na prensa que estará pré aquecida após escaldar; 
  • Colocar a água quente sobre o café de forma suave, feito isso, deve-se misturar com o café moído com a água quente;
  • Feche a prensa com a tampa e o êmbolo sobre o café, sem pressionar. Aguarde por 4 minutos para que seja feita a infusão;
  • Passado os 4 minutos, pressione de maneira suave o êmbolo sobre o café;
  • Após esses procedimentos, está pronto para servir.
  • Atentar-se na hora de servir o café, adicione-o na xícara bem devagar para evitar que sedimentos oriundos da filtração caiam com a bebida. 

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Cafeteira Globinho

Criada em meados de 1830, na Alemanha, a cafeteira Globinho, também conhecida como Sifão ou Globo, possui um formato ímpar que desperta curiosidade em quem conhece em preparar um belo café, diante de tanta elegância. 

Este método traz algumas características que não são encontradas em cafeteiras convencionais. Como o próprio nome já diz, ela possui globos de vidro na parte superior e inferior, além do filtro e funil. Seu segredo está na transferência de calor a vácuo, que tende a acontecer quando a água ferve. Essa particularidade se dá naturalmente pela disposição de sua estrutura, que proporciona que a água tenha esse movimento natural dentro da cafeteria. 

Para preparar um bom café utilizando a Globinho, recomenda-se que a moagem do café seja média grossa (como açúcar cristal), para evitar que o pó passe para o globo que ficará com a bebida já pronta.  Tendo como proporção ideal de 20g de café para 200ml de água.

Esta cafeteria pode ser encontrada em lojas especializadas em bebida de café e tende a ter um valor de compra alto. Seu manuseio também se torna uma desvantagem, pois pode ser facilmente danificado. A pessoa que ainda não tem habilidades para manusear esta cafeteira é comum de acontecer pequenas queimaduras durante o preparo da bebida, por isso deve- se ter atenção. 

O tempo de preparo neste método pode variar bastante, uma vez que pode haver interferência no controle de aquecimento da água controlando a intensidade do fogo. Normalmente este processo demora até 5 minutos para que esteja pronto a servir. 

Chemex French Press Cafeteira Globinho

(Foto: site blog.ucoffee.com)

Modo de preparo – Cafeteira Globinho

  • Adicionar água já pré-aquecida no globo inferior, acelerando o processo de fervura;
  • Espere até que a água ferva e comece a transferir para o globo superior;
  • Neste momento, adicione no globo superior o café com moagem mais grossa;
  • Misture o pó de café com a água até que todo o pó fique submerso em água;
  • Aguarde em torno de 90 segundos até que toda a infusão aconteça;
  • Após 90 segundo, cesse o fogo do globo inferior e posteriormente espere até que a bebida já pronta retorne para o globo inferior;
  • Após essas etapas, o café encontra- se pronto para servir.

Cafeteira Pressca

A cafeteira Pressca, é uma invenção nacional, que vem sendo bastante procurada no mercado, diante da facilidade em estar carregando ela, uma vez que, ela consegue preservar a temperatura do café, sendo útil para transportar para o trabalho, escola, viagens e diversos outros lugares. 

Sua fácil locomoção é dada, pela simplicidade em sua estrutura, sendo composto apenas por dois copos, interno e externo, garantindo o isolamento térmico, e o êmbolo, onde fica o filtro de aço. 

Esta cafeteira permite ao consumidor alternar nos tipos de moagens, proporcionando diferentes resultados dentro de um mesmo café, o que não acontece em outros métodos que normalmente já vem com recomendação de uma moagem específica.  

Junto da embalagem na Pressca vem uma marcação delimitando o máximo de água que se deve adicionar, esse limite deve ser respeitado para que não haja danificação do material. Com isso, podemos variar bastante em relação a proporção de água e café que iremos fazer a bebida, de acordo com os gostos individuais. Uma recomendação é uma porção de 100ml de água quente para 10g de café.

Este método é tão simples e rápido que quase não se encontra desvantagens em comparação com outros métodos. A única particularidade desta cafeteira é que foi planejada para suprir uma pessoa, preparando quantidades quase que individuais.  

Chemex French Press Cafeteira Globinho

(Foto: site revistaespresso.com)

Modo de preparo – Pressca

  • Após moído a gosto o café, adicione-o dentro do copo da Pressca;
  • Coloque toda a água quente sobre o café de forma suave e circular;
  • Aguarde por aproximadamente 4 minutos, para que seja feita a infusão; 
  • Após esse tempo, coloque o êmbolo no copo e abaixe-o devagar, até o final, de forma a isolar o pó de café no fundo do copo;
  • Ao final, a bebida está pronta para servir.

Larissa Cocato

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11 perguntas comuns em relação ao plantio de café https://blog.rehagro.com.br/11-perguntas-comuns-em-relacao-ao-plantio-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/11-perguntas-comuns-em-relacao-ao-plantio-de-cafe/#comments Fri, 27 Nov 2020 11:00:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8601 O plantio do café é uma das fases mais importantes da produção, se não for a principal. Essa etapa é determinante para o sucesso do cultivo e alguns pontos são cruciais para evitar erros que podem refletir na produção da lavoura. Dessa forma, trouxemos nesse artigo 11 perguntas comuns sobre o plantio do café que […]

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O plantio do café é uma das fases mais importantes da produção, se não for a principal.

Essa etapa é determinante para o sucesso do cultivo e alguns pontos são cruciais para evitar erros que podem refletir na produção da lavoura.

Dessa forma, trouxemos nesse artigo 11 perguntas comuns sobre o plantio do café que poderão te ajudar.

 

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1. O que levar em conta na hora de escolher a cultivar de café?

Deve-se levar em conta a época de maturação dos frutos do cultivar para possibilitar o escalonamento de colheita na propriedade, a resistência ou não a ferrugem, porte da planta, possibilidade de mecanização (porte alto em lavoura manual não é recomendado) e a resistência à colheita mecanizada (desprendimento do fruto).

Café sendo plantado em lavoura

Implantação de lavouras de café. (Foto: Diego Baquião).

2. A época de plantio influencia no desenvolvimento das mudas e na produtividade da primeira safra?

Sim! De acordo com os resultados do estudo feito por Oliveira em 2015, a época de plantio influenciou no crescimento das plantas de café.

O estudo comparou 6 épocas (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março), e de acordo com os resultados, o autor observou que a partir do mês de outubro, quanto mais tardios foram os plantios, menor foi o crescimento inicial dos cafeeiros no primeiro ano em campo.

Isso possivelmente ocorre, pois plantios mais tardios recebem menor quantidade de chuvas, e dessa forma, terão menor tempo para adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica.

Cultivar Catuaí 99 na terceira safra

Lavoura do cultivar Catuaí 99 na terceira safra. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Por isso, recomenda-se que o plantio seja realizado mais cedo, preferencialmente nos meses de outubro e novembro (de acordo com a quantidade de chuvas), para que tenham maior disponibilidade de água para seu crescimento e dessa forma, plantas mais desenvolvidas apresentam maior possibilidade de melhores produtividades na primeira safra.

3. O que é o gel hidrorrententor e para que ele é usado?

São polímeros que são valorizados pela sua capacidade de absorver água, dessa forma podendo suprir as plantas em épocas de escassez.

Na agricultura, tem sido mais utilizado os polímeros sintéticos como propenamida (denominados de poliacrilamida ou PAM). Esses polímeros têm a capacidade de absorver de 150 a 400 vezes sua massa seca.

O polímero hidroretentor ou gel hidroretentor é um condicionador de solo, e pode ser usado para aumentar a capacidade de armazenamento de água no solo, minimizando os problemas associados à disponibilidade irregular ou deficitária de água.

4. O gel hidrorrententor sempre deve ser utilizado no plantio que irá proporcionar maior crescimento das plantas?

Depende das condições. Estudos mostram que plantios mais tardios**, tiveram menor percentual de mortalidade quando foi utilizado o gel hidroretentor adicionado a cova de plantio.

Já para plantios realizados mais cedo, com boa disponibilidade água para as plantas, a utilização deste polímero não acarretou em diferenças significativas.

Por isso, sua utilização em condições de déficit hídrico e/ou plantios tardios é uma boa estratégia, no entanto, em plantios em que se tem boa disponibilidade de água, sua utilização não proporciona diferenças.

**Vale destacar que recomendamos sempre que o plantio seja realizado mais cedo – outubro e novembro (de acordo com a quantidade de chuvas).

5. Em relação ao pião torto, o problema é no viveiro ou no plantio? Temos esse problema em mudas de saquinho e de tubete?

Isso é problema no plantio. Toda boa muda vai ter pião torto, pois o pião/raiz vai desenvolver bem, chegar no fundo e entortar.

Na hora do plantio é preciso cortar o fundo do saquinho. Já o tubete não tem esse problema, pois quando a raiz chega na parte inferior ela seca devido a presença de luz.

Pião torto em muda de café

Muda com pião torto. (Foto: Larissa Cocato).

6. Quais são os pontos de atenção na implementação de lavouras de café em áreas que houve cultivo?

Nessas áreas deve-se atentar para teores de zinco (se estiverem altos podem causar intoxicação na lavoura), compactação do solo e residual de algum herbicida.

7. Quais aspectos dar mais atenção em implantar uma lavoura em uma área que sempre foi pastagem?

Nas questões química, pragas e doenças não há problema.

Se for uma pastagem degradada tem que fazer uma boa correção do solo, fornecer todos os nutrientes necessários e atentar para que não tenha compactação.

8. Qual seria o espaçamento correto?

A definição de espaçamento correto é complexa de ser falada, pois existem variáveis que irão definir qual o melhor a ser utilizado para a área.

Um espaçamento com bom funcionamento é de 50 a 60 cm entre plantas, independente se a colheita será manual ou mecanizada. No caso da mecanizada um ponto mais importante é a largura da rua que pode ser entre 3,30 m e 4,0 m de acordo com a região.

Lavoura de café com bom espaçamento

Lavoura com espaçamento 3,60 m x 0,60. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

9. Qual melhor fonte de P2O5 para se usar na implantação? MAP, SS, DAP etc.

Não tem uma melhor fonte. Deve ser levada em consideração as características de cada uma, como por exemplo teor de P, custo, se possui outros nutrientes como o nitrogênio no MAP, o cálcio e o enxofre no Super Simples, por exemplo.

Ainda, existem as fontes de fósforo protegido que devem ser analisadas também com relação a custo e recomendação do fornecedor.

10. Qualquer tipo de fósforo que utilizar vai ter fixação com calcário?

Não. Isso acontece com as fontes de fósforo reativos, que sofreram separação do cálcio em sua composição através da utilização de ácidos.

As outras fontes não têm, mas possuem liberação lenta apresentando eficiência baixa.

11. Chegamento de terra com gradinha pode ocorrer afogamento da muda?

Pode. Quando se realiza o chegamento de terra é aconselhável ter uma pessoa vindo depois do trator para desafogar essas mudas e se o implemento não estiver bem regulado ainda pode causar o tombamento ou quebra dessas mudas e ferimentos.

Um ponto importante também é ter umidade no solo para não formar torrões que também podem atrapalhar o desenvolvimento das mudas.

Pronto para aprender mais?

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Larissa Cocato

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Calcário x gesso agrícola: quais são as principais diferenças? https://blog.rehagro.com.br/calcario-x-gesso-quais-as-diferencas/ https://blog.rehagro.com.br/calcario-x-gesso-quais-as-diferencas/#respond Wed, 25 Nov 2020 18:03:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8585 O calcário e o gesso são insumos muito importantes de serem utilizados nas lavouras de café. No entanto, ainda se tem dúvidas em relação a atuação e as diferenças entre eles. A seguir, veremos as principais diferenças de calcário x gesso. Gesso agrícola em lavouras de café. (Foto: Larissa Cocato) Calcário em superfície. (Foto: Luiz […]

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O calcário e o gesso são insumos muito importantes de serem utilizados nas lavouras de café. No entanto, ainda se tem dúvidas em relação a atuação e as diferenças entre eles.

A seguir, veremos as principais diferenças de calcário x gesso.

Gesso agrícola aplicado em lavoura de caféGesso agrícola em lavouras de café. (Foto: Larissa Cocato)

Calcário aplicado em superfície de uma lavoura de caféCalcário em superfície. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

 

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O que é o gesso agrícola?

O gesso agrícola é um subproduto da indústria de fertilizantes fosfatados, em que a partir da reação da rocha fosfatada com o ácido sulfúrico se dá a formação do adubo fosfatado e o resíduo desta reação química é o sulfato de cálcio, popularmente conhecido como gesso agrícola.

O que é o calcário?

O calcário é uma rocha sedimentar, que tem em sua composição carbonato de cálcio, podendo ter outros compostos.

Quais são as diferenças entre eles?

Tabela com as diferenças entre o calcário e o gesso agrícolaTabela 1. Diferença entre calcário e gesso

O calcário corrige a acidez dos solos, essa correção se faz necessária para promover maior eficiência na absorção de água e nutrientes pelas plantas e consequentemente obter melhores produtividades para as culturas.

O gesso promove alteração da forma iônica do alumínio, para uma forma menos tóxica, sendo este fato, extremamente vantajoso, pois o alumínio é um elemento prejudicial às raízes, visto que ele acarreta em engrossamento das mesmas, afetando assim na absorção de nutrientes.

Dessa forma, propiciando melhores condições para o desenvolvimento das raízes e maior volume de solo explorado por elas.

É importante destacar que, o ânion SO42- (base fraca) não tem praticamente capacidade de hidrolisar a água e produzir OH-, por essa razão, o gesso não é considerado corretivo da acidez.

O gesso pode substituir o calcário?

Conforme mostrado na tabela acima, o gesso e o calcário apresentam grandes diferenças, e por isso, um insumo não pode ser substituído pelo outro.

O calcário é um corretivo do solo, ou seja, ele corrige o pH do solo, já o gesso, é um condicionador de solo.

Um condicionador de solo é um material que proporciona melhoria das propriedades físicas, químicas ou da atividade biológica do solo. O gesso atua como melhorador químico do ambiente radicular, principalmente devido a sua ação sobre o alumínio trocável.

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Reações do calcário e do gesso

Como já mencionamos as diferenças entre o calcário e o gesso, as reações deles no solo também são diferentes.

Calcário

Após a aplicação de calcário no solo, o ânion CO32- (base forte) é o principal responsável pela hidrolise da água e formação do íon OH-, que irá neutralizar a acidez ativa (H+) do solo.

A partir das reações, percebemos o quanto é importante a presença de água para que ocorra a reação do calcário, e consequentemente ele atue no solo.

A correção da toxidez do alumínio ocorre por reações de precipitação desses elementos, na forma de oxihidróxido: Al(OH)3.

Gesso

Em um solo com umidade suficiente, o gesso agrícola sofre dissolução.

Uma vez na solução do solo, o Ca2+ pode interagir com o complexo de troca do solo, deslocando cátions, como Al3+, K+, Mg2+, para a solução do solo, que podem, por sua vez, reagir com SO42-, formando AlSO4+, que é menos tóxica às plantas e os pares iônicos neutros: K2SO40, CaSO40 e MgSO40.

Dada a sua neutralidade, os pares iônicos apresentam grande mobilidade ao longo do perfil, ocasionando uma descida de cátions para as camadas mais profundas do solo.

Quais são os benefícios do calcário e do gesso

Tabela com os benefícios do calcário e do gessoTabela 2. Benefícios do calcário e do gesso

Resultados de estudos mostram que o gesso propicia maior distribuição das raízes em profundidade (Souza et al., 2001), dessa forma, acarretando em maior volume de solo explorado e maior absorção de água e nutrientes.

Esse fato torna-se ainda mais importante em períodos de veranico, em que plantas com raízes mais profundas apresentam melhores condições para tolerar esses períodos.

Tipos de calcário

Em relação aos calcários, pelos teores de Mg, eles podem ser classificados nos seguintes tipos:

  • Calcítico, que apresenta teores de óxido de magnésio inferiores a 5%;
  • Magnesiano, que possui teores de óxido de magnésio em torno de 5 a 12%;
  • Dolomítico, que possui teores de óxido de magnésio acima de 12%.

Além disso, os calcários também se diferem pelo seu PRNT, ou seja, Poder Relativo de Neutralização Total. O PRNT é calculado por uma fórmula que considera o PN e o ER:

PRNT = (PN x ER) / 100

Dessa forma, para analisarmos o PRNT temos que nos atentar ao ‘’Poder de neutralização (PN)’’ que se define na capacidade neutralizante que as bases do corretivo possui e também a “Reatividade das partículas (ER)’’, que considera a granulometria do calcário.

Nesse sentido, para a escolha do calcário devemos considerar os valores de PN e ER, pois um calcário com mesmo PRNT, pode ter tempo de neutralização diferente, visto que, os valores de PN e ER podem ser diferentes e resultar em um mesmo valor de PRNT.

Tipos de gesso

O gesso agrícola por sua vez, atua como um grande fornecedor de cálcio e enxofre e condicionante de solo como foram citados anteriormente, sua composição química varia entre 16 a 20% nos teores de cálcio e de 13 a 16% nos teores de enxofre.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café Arábica, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Estresse hídrico no café: veja estratégias para minimizar o efeito https://blog.rehagro.com.br/deficit-hidrico-no-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/deficit-hidrico-no-cafe/#respond Fri, 13 Nov 2020 13:30:15 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8516 Temos observado um constante aumento na temperatura associado a má distribuição do regime de chuvas. Estes fatores podem afetar o crescimento e desenvolvimento do cafeeiro, causando estresse fisiológico as plantas. Isso porque, o cafeeiro em condições de déficit hídrico no café combinado a altas temperaturas, induz ao fechamento estomático, dessa forma, a taxa fotossintética dessas […]

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Temos observado um constante aumento na temperatura associado a má distribuição do regime de chuvas. Estes fatores podem afetar o crescimento e desenvolvimento do cafeeiro, causando estresse fisiológico as plantas.

Isso porque, o cafeeiro em condições de déficit hídrico no café combinado a altas temperaturas, induz ao fechamento estomático, dessa forma, a taxa fotossintética dessas plantas é reduzida, pois não haverá entrada de CO2.

Além disso, o estresse hídrico severo pode acarretar em morte das raízes, especialmente na superfície do solo. Também pode ser observado maior senescência foliar devido a alterações hormonais proporcionadas nessas condições. Por isso, são necessárias estratégias visando minimizar o efeito de veranicos no cafeeiro, em períodos de estiagem.

Nesse sentido, estratégias que proporcionem maior desenvolvimento radicular são muito desejáveis, isso porque, com um maior volume de solo explorado, principalmente se esse desenvolvimento das raízes for em profundidade, maior será a possibilidade das plantas suportarem melhor os períodos de veranico e estiagem. 

 

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Benefícios do gesso no cafeeiro

O gesso é um subproduto da indústria de fertilizantes fosfatados, obtidos a partir da ação do ácido sulfúrico sobre rocha fosfatada. Devido à solubilidade desse condicionador ele penetra facilmente no perfil do solo, proporcionando melhoria do ambiente radicular em profundidade.

Dessa forma, o gesso atua de forma positiva no aumento do comprimento do sistema radicular e no volume de raízes, assim propiciando a absorção de água e nutrientes em profundidade. 

Essa melhoria do ambiente radicular é proporcionada pela neutralização do alumínio, que é um elemento tóxico às plantas, e afeta o desenvolvimento radicular.

Além disso, o gesso fornece enxofre, sendo essa fonte uma das principais utilizadas para fornecimento deste nutriente, e também fornece cálcio em profundidade, com maior eficiência quando comparado ao calcário devido sua solubilidade.

Aplicação de gesso para evitar déficit hídrico em lavoura de café.

Lavoura com 7 meses com aplicação de gesso em superfície. (Foto: Diego Baquião)

Para exemplificar, Sousa et al. (2001) mostram a distribuição relativa do sistema radicular da leucena (Leucena leucocephala cv. Cunningham) no perfil do solo, com e sem a aplicação de gesso.

Dessa forma, nota-se que o volume radicular explorado na condição de presença do gesso (verde) é superior quando comparado a testemunha, em que não houve a aplicação de gesso (vermelho).

Distribuição relativa do sistema radicular da leucena (Leucena leucocephala cv. Cunningham) sem e com aplicação de gesso.

Distribuição relativa do sistema radicular da leucena (Leucena leucocephala cv. Cunningham) no perfil de um Latossolo Vermelho argiloso, sem ou com aplicação de 6t há-1 de gesso. O valor de 100% equivale a 5,206g dm-3 de raízes no solo do tratamento com gesso.

Preparação do solo

Outra prática com grande impacto no desenvolvimento de raízes, é uma boa preparação do solo com grade aradora e subsolagem, proporcionando descompactação e melhor aeração do solo, dessa forma favorecendo o desenvolvimento das raízes.

Deve-se salientar, que por se tratar de uma cultura perene, a implantação da lavoura é uma ótima oportunidade para a realização de um bom preparo de solo, principalmente em profundidade, isso porque, a cultura ficará no campo por muitos anos.

Por isso, a realização de um preparo de solo profundo, propiciando boas condições para o desenvolvimento das raízes tanto na parte superior do solo quanto em profundidade é uma ótima estratégia para que as plantas consigam suportar melhor condições de déficit hídrico.

Afinal, em solos compactados e sem uma boa preparação do solo podem acarretar em sistema superficial, sofrendo mais com condições de déficit hídrico. 

Máquina subsoladora.

Subsolador (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Benefícios do uso de calcário no cafeeiro

O calcário atua na correção da acidez do solo, fato esse que influencia na disponibilização dos nutrientes as plantas. Também, esse corretivo fornece cálcio e magnésio, nutrientes que atuam na formação da parece celular das células e na composição da molécula de clorofila respectivamente.

Além disso, o calcário reduz a toxidez do alumínio, fato já mencionado, que afeta o desenvolvimento do sistema radicular.

Por isso, a utilização de calcário a fim de corrigir a acidez do solo, e proporcionar melhores condições ao desenvolvimento do sistema radicular é muito desejável. 

Sua utilização pode ser feita em superfície ou incorporado no solo, esta última forma é muito desejável principalmente durante a preparação do solo para o plantio, visando o colocar esse corretivo em profundidade no solo, considerando sua baixa solubilidade, quando comparada ao gesso.

Dessa forma, sempre que possível sua incorporação é recomendada, visando favorecer as condições químicas do solo, e assim proporcionar um aprofundamento de raízes e consequentemente maior absorção de água e nutrientes devido ao maior alcance do sistema radicular.

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Proteção do solo

Além disso, técnicas que visem a proteção do solo atuando na maior retenção de água e também protegendo o solo a exposição de altas temperaturas, que podem afetar o desenvolvimento das raízes, são recomendadas.

Podem ser utilizadas casca de café, esterco, composto orgânico, palhadas entre outros resíduos existentes na própria propriedade.

Essas coberturas também podem fornecer nutrientes e possibilitar melhores condições para o desenvolvimento radicular, devendo sempre estar atento ao equilíbrio nutricional dos elementos fornecidos por esses materiais orgânicos.

Braquiária roçada na projeção da saia das plantas com intuito de amenizar o déficit hídrico no período seco.

Manejo de braquiária com roçadeira invertida “jogando” a braquiária roçada na projeção da saia das plantas com intuito de amenizar o déficit hídrico no período seco no sul de minas (Maio-Setembro)(Foto: Arquivo Rehagro).

Braquiária direcionada para a linha do cafeeiro, protegendo o solo na projeção da saia.

Braquiária recém roçada, visando a proteção do solo. É desejável que este material orgânico seja direcionado para a linha do cafeeiro, com o intuito de proteger o solo na projeção da saia (Foto: Larissa Cocato).

Lavoura da cultivar Mundo Novo, em que foi realizada aplicação de composto orgânico.

Lavoura da cultivar Mundo Novo, em que foi realizada aplicação de composto orgânico. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Considerações sobre estresse hídrico no café

Portanto, destaca-se a importância de práticas que visem aprofundamento do sistema radicular do cafeeiro, a começar pela boa preparação do solo, com aplicações de gesso e calcário e quando possível sua incorporação.

Cafeeiros assim estabelecidos e conduzidos, possuem sistemas radiculares profundos e resistem satisfatoriamente, de modo geral, a períodos de estiagens mais facilmente quando comparados a cafeeiros com sistema radicular superficial. Assim como, práticas com o intuito de proteção do solo para melhor armazenamento de água no solo.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Zinco na cultura do café: funções, sintomas de deficiência e recomendação https://blog.rehagro.com.br/zinco-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/zinco-na-cultura-do-cafe/#comments Tue, 03 Nov 2020 15:14:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8391 O zinco é um micronutriente essencial para a nutrição de plantas. Se tratando da cultura do café, isso não é diferente, este elemento exerce grandes funcionalidades no metabolismo da planta, sendo imprescindível para uma boa produção final da safra. Apesar de ser demandado em menores quantidades, quando comparado a outros nutrientes, principalmente os macronutrientes, não […]

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O zinco é um micronutriente essencial para a nutrição de plantas. Se tratando da cultura do café, isso não é diferente, este elemento exerce grandes funcionalidades no metabolismo da planta, sendo imprescindível para uma boa produção final da safra.

Apesar de ser demandado em menores quantidades, quando comparado a outros nutrientes, principalmente os macronutrientes, não o torna menos importante, pois cada macro e micronutriente tem sua função especifica dentro da planta.

Dessa forma, é necessário a presença de todos em quantidades suficientes para seu bom funcionamento.

 

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Funções do zinco na cultura do café

Este elemento está intimamente ligado ao crescimento da planta de café, uma vez que tem entre suas funções a síntese do aminoácido triptofano, que é percursor do regulador de crescimento auxina, sendo responsável pelo crescimento de tecidos vegetais.

Também, o zinco está ligado a diversas reações enzimáticas e fotossintéticas. Além disso, outras funções também estão ligadas a esse nutriente, como produção de açucares e síntese de proteínas.

Sintomas de deficiência de zinco

Na ausência deste elemento a planta apresenta sinais bem característicos, como exemplo a presença de internódios curtos, com folhas novas pequenas, estreitas e cloróticas. Em alguns casos surgem rosetas na ponta dos ramos plagiotrópicos, comumente chamado de “vassoura de bruxa”.

Os sintomas de deficiência são observados inicialmente nas folhas mais novas, uma vez que este nutriente apresenta baixa mobilidade na planta, dessa forma, não permitindo que se desloquem das folhas velhas para as folhas novas.

Folha de cafeeiro com sintomas de deficiência de zinco

Sintomas de deficiência de zinco em cafeeiro. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cafeeiros com deficiência de zinco

Sintomas de deficiência de zinco em cafeeiro. (Foto: PROCAFÉ).

Sintomas de deficiência de zinco x fitotoxicidade por glifosato

Devemos ter o cuidado para não confundir os sintomas de deficiência de zinco, com a toxidez por glifosato, visto que eles são parecidos.

Os sintomas observados para intoxicação por glifosato são: estreitamento do limbo foliar, clorose e excesso de brotações nas regiões apicais do ramo.

Sintomas de toxidez por glifosato

Sintoma de toxidez por glifosato (Foto: Larissa Cocato).

Diferença da deficiência de zinco e toxicidade por glifosato

Diferença visual de desenvolvimento de plantas de café intoxicadas pelo Glifosato (seta vermelha) e plantas normais (seta verde), sem a ocorrência de intoxicação. (Foto: Larissa Cocato)

Excesso de zinco

Considerando todos os nutrientes, o equilíbrio sempre é necessário, por isso, tanto a deficiência quanto excesso de qualquer nutriente são prejudiciais, e para o zinco isso não é diferente.

Abaixo, temos a foto de uma lavoura com altos teores de zinco, apresentando 15 mg/dm3 no solo, acarretando em toxidez deste nutriente. Vale destacar que os sintomas de deficiência e de excesso são parecidos, por isso, é importante estar atento ao que foi realizado de manejo na lavoura.

Características do zinco no solo

O zinco na solução do solo ocorre na forma Zn2+, forma essa que é absorvida pelas plantas.

Devemos nos atentar em relação a disponibilidade desse nutriente via solo, visto que, sua concentração diminui cerca de 100 vezes com o aumento de uma unidade no pH, como mostra o gráfico abaixo.

Com o aumento do pH, há a redução da disponibilidade de alguns micronutrientes, como ferro, cobre, manganês e o zinco.

Disponibilidade de zinco de acordo com o pH

Gráfico de disponibilidade de nutrientes em função do pH. (Fonte: Adaptado de Matiello).

Além disso, condições de altos teores de fósforo, também afetam a disponibilidade desse nutriente. Não é comum se observar essa condição no campo, mas é importante saber que há um antagonismo entre os nutrientes P e Zn, dessa forma, altas concentrações de fósforo, acarretam em baixa disponibilidade de zinco.

Por isso, torna-se imprescindível estar atento aos teores de zinco tanto via solo, quanto via foliar.

Teor de zinco no solo e na folha

Após realizado as adubações de zinco na lavoura, ou suas pulverizações com fontes de zinco, é importante sempre fazer o acompanhamento deste micronutriente, tanto via solo quanto via foliar, para evitar que sua lavoura sofra com as perdas das funcionalidades que este elemento irá trazer para as plantas.

Na análise foliar, teores considerados adequados se tratando do cafeeiro estão na faixa de 10-20 ppm ou 10-20 mg/dm3. Malavolta e Vitti mostram os teores adequados de zinco na folha de acordo com os meses do ano, conforme mostra a tabela abaixo:

Fatores de zinco adequados para o cafeeiro de acordo com os meses do anoFonte: Adaptado de E. Malavolta / G.C.Vitti

Já para análise de solo, de acordo com o Procafé, níveis de zinco abaixo de 1,5 mg/dm3 são considerados baixos, entre 1,5-3,0 mg/dm3 são considerados médios, e acima de 3,0 mg/dm3 são considerados altos.

Recomendação de adubação

Dessa forma, os técnicos buscam trabalhar com um teor de zinco no solo acima de 3,0 mg/dm3.

No entanto, para o manejo deste nutriente, devemos estar atentos ao teor de argila dos solos, se o solo é mais arenoso ou mais argiloso, uma vez que, em solos mais argilosos, o zinco fica muito retido no solo, nestes casos, a aplicação de zinco via foliar é mais eficiente.

Além disso, pelo fato dos micronutrientes serem demandados em menores quantidades, a aplicação via foliar é bem recomendada, e também acarreta em respostas mais rápidas após a aplicação.

Quando possível, e em solos mais arenosos, o fornecimento tanto via solo quanto via folha é desejável, devido a ação mais residual do fornecimento via solo e mais rápida do fornecimento via folha, sempre estando atento aos níveis adequados do zinco.

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Classificação sensorial do café: saiba como é feita a análise https://blog.rehagro.com.br/classificacao-sensorial-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/classificacao-sensorial-do-cafe/#comments Fri, 30 Oct 2020 18:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8364 É possível produzir sacas de café com alta qualidade e isso garante um elevado valor no mercado. Essa superioridade se mostra na bebida que é provada e classificada. A classificação sensorial do café é ferramenta indispensável para a indústria de alimentos, que dispõe de vários métodos distintos, utilizados por diferentes tipos de provadores. No Brasil, […]

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É possível produzir sacas de café com alta qualidade e isso garante um elevado valor no mercado. Essa superioridade se mostra na bebida que é provada e classificada.

A classificação sensorial do café é ferramenta indispensável para a indústria de alimentos, que dispõe de vários métodos distintos, utilizados por diferentes tipos de provadores.

No Brasil, essa classificação, normalmente, é feita seguindo a Instrução Normativa n° 8, de 11 de junho de 2003. No entanto, o método internacional da Specialty Coffee Association (SCA) também é bem aceito, principalmente quando se trata de cafés especiais (qualidade superior).

Café em análise sensorial

Classificação sensorial. Fonte: Joana Oliveira

 

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Métodos de classificação de café

Instrução normativa nº 8 de 11 de junho de 2003, criada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)

Nesse método, a classificação é feita de acordo com o aroma e sabor, por meio da prova de xícara, que deve ser realizada por um provador com certificado de classificação emitido pelo MAPA ou pelas pessoas jurídicas devidamente credenciadas pelo mesmo, de acordo com a legislação vigente.

Após a eliminação dos defeitos da amostra, o café é analisado de acordo com o grupo pertencente, sendo o grupo I – Arábica e grupo II – Robusta.  Logo após analisa-se o Subgrupo, que possui 7 classificações:

Grupo I – 7 subgrupos

  1. Bebidas Finas do Grupo I – Arábica. 
  • Estritamente mole: café que apresenta, em conjunto, todos os requisitos de aroma e sabor “mole”, porém mais acentuado; 
  • Mole: café que apresenta aroma e sabor agradável, brando e adocicado;
  • Apenas mole: café que apresenta sabor levemente doce e suave, mas sem adstringência ou aspereza de paladar;
  • Duro: café que apresenta sabor acre, adstringente e áspero, porém não apresenta paladares estranhos. 
  1. Bebidas Fenicadas do Grupo I – Arábica.
  • Riado: café que apresenta leve sabor, típico de iodofórmio;
  • Rio: café que apresenta sabor típico e acentuado de iodofórmio; 
  • Rio Zona: café que apresenta aroma e sabor muito acentuado, assemelhado ao iodofórmio ou ao ácido fênico, sendo repugnante ao paladar.

Grupo II – 4 subgrupos

  1. Bebidas do Grupo II – Robusta.
  • Excelente: café que apresenta sabor neutro e acidez mediana;
  • Boa: café que apresenta sabor neutro e ligeira acidez;
  • Regular: café que apresenta sabor típico de robusta sem acidez; 
  • Anormal: café que apresenta sabor não característico ao produto.

Webinar Pós-colheita de café

Método internacional da Specialty Coffee Association (SCA)

O método SCA é um dos mais utilizados no Brasil para a classificação sensorial de cafés, principalmente de cafés especiais. O fato de sua classificação ser feita por meio de pontuações, lhe confere maior consistência na discriminação da qualidade da bebida quando comparado a Instrução Normativa.

O formulário de avaliação da SCA conta com 11 fatores que são avaliados individualmente para maior precisão da pontuação, dentre eles está:

Os avaliados em um intervalo de 6 a 10 pontos:

  • Fragrância/aroma;
  • Sabor;
  • Acidez;
  • Sabor residual;
  • Corpo.

Há ainda aqueles que são avaliados de 0 a 10 pontos

  • Equilíbrio; 
  • Uniformidade; 
  • Xícara limpa; 
  • Doçura; 
  • Impressão geral. 

A contagem dos defeitos também é avaliada, a partir do número de xícaras defeituosas multiplicado pela intensidade do defeito encontrado.

O produto desta multiplicação deve ser descontado na nota final, que é feita com a soma das notas de todos os atributos, e assim indicando a qualidade global da bebida.

Para serem considerados cafés especiais, a pontuação final deve ser acima de 80 pontos. Além disso, a ficha ainda conta com um espaço para anotações, com a finalidade de especificar ainda mais a bebida analisada.

Formulário de avaliação da SCA – 11 fatores

  • Fragrância/aroma: são definidos pelas percepções olfativas do café, quando em pó seco (15 minutos depois da moagem), e após a adição da água quente, fazendo a quebra da crosta que se forma superfície da xícara.
  • Sabor: é a associação do cheiro com o gosto, como exemplo gosto doce, salgado, amargo, com os aromas de chocolate ou caramelo ou cereal.
  • Acidez: é uma propriedade sensorial que é percebida nos lados posteriores da língua durante a degustação, tem como característica principal fazer a boca salivar, pois o pH da boca cai quando ingerimos coisas muito ácidas.
  • Sabor residual: é a sensação persistente na boca após a ingestão da bebida. Se a sensação deixada é agradável, ela é desejada, mas se for amarga ou algum sabor estranho, não é desejado.
  • Corpo: é a sensação de oleosidade e de viscosidade do líquido na boca, principalmente entre a língua e o céu da boca. Uma bebida encorpada significa que ela é concentrada, forte e não rala.
  • Equilíbrio: é a forma como todos os vários aspectos de sabor, finalização, acidez e corpo da amostra se complementam ou contrastam um com o outro. Em outras palavras, se os atributos estão em harmonia entre si, o equilíbrio do café será bom.
  • Uniformidade: refere-se à consistência do sabor nos diferentes copos de amostra provados. Se os copos (são utilizados cinco copos para provar o mesmo café) apresentarem sabores diferentes, a classificação deste aspecto não será tão elevada.
  • Xícara limpa: é quando não há interferência de impressões negativas no sabor das amostras, desde a primeira ingestão à sensação de finalização, refletindo a transparência da bebida.
  • Doçura: café refere-se ao sabor doce agradável da bebida, sendo seu oposto o sabor amargo. A doçura no café é sutil, mas muito frequente e apreciada.
  • Impressão geral: é o conjunto dos aromas da bebida e de seu grau de intensidade, do equilíbrio e da harmonia da bebida e é nesse momento que os degustadores fazem suas avaliações pessoais.

Ficha para análise sensorial do café

Ficha sensorial utilizada na avaliação de qualidade SCA. Fonte: Specialty Coffee Association (SCA)

Prova da xícara do café

Roteiro de classificação

Apesar de haver algumas diferenças na forma de preparar as amostras e na realização da análise sensorial entre os métodos mencionados, em geral os procedimentos adotados devem garantir ao provador o máximo potencial da bebida avaliada, de forma que não haja diferenças em classificações de um mesmo lote de café em locais distintos.

Prova de xícara para análise sensorial do café

Classificação sensorial. Fonte: Vinicius Moribe

Diante disso, seguem as recomendações gerais para a execução da classificação sensorial, como:

  • Recomenda-se que a torra da amostra seja de 8 a 12 minutos, e a degustação ocorra até 24 horas, deixando-a em descanso, após a torra, de no mínimo 8 horas;
  • A torra deve ser de leve a leve-média intensidade, pois uma torra mais clara evidência mais os defeitos, escala Agtron “Gourmet” 63.0;
  • Passar pelo moinho regulado para a moagem grossa, 70 a 75% deve passar por uma peneira de 20 mesh, uma pequena quantidade do café torrado a ser submetido à prova de xícara, descartando o produto moído, a fim de evitar possíveis contaminações por outros produtos;
  • Retirar da amostra de café torrado, quantidade proporcional ao volume da xícara de prova, para cada mL de água 0,055 gramas de café, para uma xícara de prova de 170mL deve ser pesado 9,35 gramas de café torrado;
  • O ambiente de prova deve estar limpo, bem iluminado, sem interferência de aromas e ruídos;
  • Dispor as xícaras em uma mesa de prova, agrupadas por lote de produto a ser testado;
  • Escaldar o pó, utilizando água mineral ou natural filtrada, não submetida a tratamentos químicos, vertendo-a cuidadosamente sobre o produto, logo após a primeira fervura;
  • As xícaras com as amostras devem ser preenchidas com água até a borda, a temperatura da água deverá estar entre 92,2 a 94,4 ºC, e após a hidratação, devem permanecer sem perturbação por 3 a 5 minutos para, então, proceder sua avaliação;

Café sendo preparado para análise sensorial

Café sendo colocado para classificação sensorial. Fonte: Vinicius Moribe

  • Mexer a infusão com a colher de prova, devendo o provador sentir o seu cheiro para obtenção de uma avaliação preliminar dos vapores desprendidos e retirando-se a espuma sobrenadante;
  • Por meio dos aromas desprendidos, o classificador deve estabelecer uma análise prévia da qualidade da bebida das amostras, separando as bebidas de características mais favoráveis, que deverão ser provadas primeiro, daquelas de características menos favoráveis, que deverão ser provadas posteriormente;
  •  Ao passar de uma amostra para outra, em todas as amostras, a colher de prova deve ser lavada, em xícaras com água;
  • Aguardar a decantação do pó e em seguida retirar com a colher de prova a espuma e os resíduos que ficarem na borda da xícara;
  • Aguardar o resfriamento da mistura, ficando a critério do provador a determinação da temperatura adequada à execução do teste;
  • Iniciar a prova mergulhando a colher na superfície da xícara, de forma que a infusão entre na mesma. Levar à boca, fazendo uma forte sucção, de modo que um pouco da bebida aspergida vá ao encontro da língua e ao palatino, mantendo-a na boca apenas o tempo necessário para sentir o sabor e os aromas, expelindo-a depois na cuspideira;
  • Anotar no laudo ou ficha a qualidade da bebida, apresentada pela amostra.

Qualidade prévia

A classificação sensorial do café é uma forma de validar não somente a qualidade da bebida do café, mas também de todos os processos feitos anteriormente até se chegar ao produto final.

Isso pois, diversos fatores influenciam na qualidade do café, como por exemplo o processo de fermentação.

A fermentação, quando bem conduzida, pode auxiliar elevando a qualidade final dos grãos.

Mas como identificar se ela é boa ou ruim? Saiba mais com o artigo “Fermentação boa x ruim“.

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

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Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Larissa Cocato

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Gestão financeira na cultura do café https://blog.rehagro.com.br/gestao-financeira-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/gestao-financeira-na-cultura-do-cafe/#respond Mon, 19 Oct 2020 13:00:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8350 A gestão financeira gerencia a disponibilidade de dinheiro, de recurso. Já a gestão econômica verifica se estamos aplicando o recurso de forma correta. Nesse sentido, o econômico demonstra a eficiência, através do lucro. O financeiro demonstra o caixa. A eficiência de uma operação econômica se apura pelo DRE, que falaremos a respeito mais adiante. O […]

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A gestão financeira gerencia a disponibilidade de dinheiro, de recurso. Já a gestão econômica verifica se estamos aplicando o recurso de forma correta.

Nesse sentido, o econômico demonstra a eficiência, através do lucro. O financeiro demonstra o caixa. A eficiência de uma operação econômica se apura pelo DRE, que falaremos a respeito mais adiante. O financeiro se controla pelo fluxo de caixa. O econômico deve ser considerado pelo regime de competência, período no qual se realizou o fato, e o financeiro pelas datas efetivas em que ocorreram pagamentos e recebimentos. Econômico é aquilo que gera o financeiro, por exemplo a venda de café é um ato econômico e o recebimento dessa venda é um ato financeiro.

Por que existe a gestão econômica e financeira?

A Gestão Econômica e Financeira existe para que o gestor do negócio possa através dos indicadores financeiros tomar decisões estratégicas para sua fazenda, uma vez que esses indicadores trazem em números a realidade e a saúde financeira do negócio. Como benefício, ela proporciona que o gestor tenha o seu negócio em mãos, e dessa forma, possa ser mais assertivo em suas decisões.

Orçamento

O orçamento é parte de um plano financeiro estratégico, que compreende a previsão de receitas e despesas futuras para a administração de determinando período de tempo. 

Abaixo, temos um exemplo de orçamento:

gestão financeira

Por que o orçamento é importante?

Com um orçamento bem feito, o gestor consegue ter um controle mais eficiente das finanças da sua fazenda, evitando a escassez de recursos financeiros ou os gastos desnecessários com despesas que não são prioritárias.

Como é feito?

O orçamento é feito antes do início da safra de café, contendo mês a mês, a previsão de todos os gastos e receitas que irão ocorrer naquele período. Esse orçamento contempla todos os tipos de receitas e despesas, desde receitas de vendas, até o gasto com manejo das lavouras, colheita, pós-colheita, armazenamento, etc. Se a fazenda já tiver um histórico do financeiro, fica mais fácil a sua realização. 

É importante que dentro de cada mês seja especificado os gastos, para que posteriormente possa se comparar, se o recurso proposto para aquela atividade foi suficiente, se houve desvio, ou se não foi realizado.  

Benefícios do orçamento

A partir desta previsão, é possível se ter uma estimativa do valor que será gasto naquela referida safra e também, dos gastos por atividade mês a mês. Dessa forma, o orçamento possibilita ter uma visão do quanto de dinheiro será necessário no período, auxiliando assim, uma melhor tomada de decisão. O orçamento também é interessante para planejar as vendas de café, de acordo com a necessidade de recursos financeiros durante o período.

Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta de controle financeiro, em que, por meio dela é possível visualizar todas as entradas e saídas de dinheiro, tendo assim uma visão completa do negócio. A partir do fluxo de caixa, é possível ver quanto está entrando e saindo de dinheiro. 

Abaixo, temos o exemplo de um fluxo de caixa, de uma propriedade que possui mais de uma atividade agrícola: 

gestão financeira

Por que é importante ter fluxo de caixa?

O benefício da utilização do fluxo de caixa está relacionado ao controle financeiro da sua fazenda. Ao organizar todas as receitas e despesas de acordo com data e categoria, é possível ter uma visão clara de todas as movimentações que ocorreram no período em questão. Dessa forma, você consegue também saber qual a sua necessidade de caixa para os próximos 30 ou 60 dias, por exemplo.

Como implementar o fluxo de caixa?

Para a construção do Fluxo de Caixa, o primeiro passo é saber quanto seu negócio tem em caixa, no segundo momento é necessário que você tenha uma Plano de Contas bem definido, para que você consiga alocar cada gasto e cada receita a Conta Gerencial referida, e assim, quando você quiser analisar as origens das receitas e dos gastos você consiga fazer de forma clara. Após essas etapas realizadas, registre todas as entradas e saídas diárias do caixa da sua fazenda em uma planilha ou em um software de gestão. Para isto, é necessário realizar a conciliação bancária dos lançamentos para que não aconteça lançamentos equivocados e/ou a falta deles. Assim, atualizando diariamente os lançamentos você terá seu Fluxo de Caixa do período.

Mas afinal, o que é o plano de contas e centro de custos?

Plano de contas

É uma etapa importante que visa detalhar e padronizar todas as movimentações financeiras da fazenda. Com ela, os registros financeiros são classificados e codificados formando assim cada conta gerencial, para que o escritório da fazenda tenha uma melhor visão sobre a origem e sobre o uso de cada operação financeira. Temos abaixo o exemplo de uma parte de um plano de contas:  

gestão financeira

Centro de custos

Os centros de custos são uma maneira de separar a fazenda em vários setores, e cada um deles com suas responsabilidades operacionais, financeiras e econômicas. Eles são uma maneira eficiente de agrupar despesas e receitas. Os centros de custos são de suma importância para a gestão financeira, uma vez que facilitam as análises de cada parte do negócio, assim, se consegue analisar a contribuição de cada área do negócio para a lucratividade da fazenda. Como exemplo de centro de custos temos: Safra café 2020/2021 e administrativo. 

Orçamento e fluxo de caixa

A partir da realização de um orçamento e um fluxo de caixa correto, com todas as contas conciliadas, é possível a realização de um check de metas mensal ou por determinado período definido. Nesse check de metas, você compara qual era o orçamento para determinada atividade no período, o que já foi realizado, o que extrapolou o programado, o porquê desse desvio, ou o que houve de não planejado. Podendo atuar de forma pontual nos itens que ultrapassaram o orçamento. 

Para isso, é imprescindível que seja realizada uma conciliação bancaria, para se poder confiar nos números, visto que, ela audita as movimentações que serão comparadas ao orçamento. 

Considerações

Portanto, a gestão financeira gerencia a disponibilidade de dinheiro daquele negócio, e a partir das ferramentas propostas acima, consegue-se tomar decisões mais assertivas com base em números. Tendo conhecimento do recurso que temos, e de quanto de recurso iremos demandar em determinados períodos, dessa forma, tendo um planejamento da safra, e a partir dele, sendo mais assertivos. Afinal, “QUEM PLANEJA, ÀS VEZES ERRA! MAS QUEM NÃO PLANEJA, ÀS VEZES ACERTA!”

Para mais informações, leia o artigo Gestão de pessoas: você está fazendo do jeito certo? 

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Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Composto orgânico: o que é e quais são os seus benefícios https://blog.rehagro.com.br/composto-organico-quais-os-beneficios-como-e-feito/ https://blog.rehagro.com.br/composto-organico-quais-os-beneficios-como-e-feito/#comments Wed, 30 Sep 2020 15:30:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8234 O composto orgânico é um condicionador de solo, a base de resíduos orgânicos, que são decompostos de maneira controlada, pela ação de microrganismos. Este condicionador pode proporcionar melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Composto orgânico (Foto: Luiz Paulo Vilela) Quais os benefícios do composto orgânico? Por que aplicar? Quando aplicado no solo […]

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O composto orgânico é um condicionador de solo, a base de resíduos orgânicos, que são decompostos de maneira controlada, pela ação de microrganismos.

Este condicionador pode proporcionar melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.

Composto orgânicoComposto orgânico (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Quais os benefícios do composto orgânico? Por que aplicar?

Quando aplicado no solo o composto orgânico fornece macro e micronutrientes, mas também material orgânico estabilizado, propiciando não só a fertilização da cultura, como a melhoria das características físicas e químicas do solo.

O incremento de matéria orgânica contribui para o aumento da CTC (capacidade de troca de cátions), permitindo maior retenção de nutrientes, sejam eles do próprio composto ou de outras fontes, inclusive fertilizantes químicos.

Estes nutrientes retidos vão sendo liberados de forma gradativa para a planta, contribuindo com o aumento da produtividade.

 

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Além de proporcionar maior retenção de nutrientes e de água no solo (importante para os períodos de estiagem) e dos outros benefícios já citados, a aplicação de composto orgânico contribui ainda para maior disponibilização de fósforo para as plantas.

A disponibilização do fósforo é um fator muito importante, visto que ele apresenta grande interação com o solo, podendo ser fixado e por isso, não fica disponível para as plantas.

Porém, na presença dos ácidos orgânicos produzidos no processo de decomposição da matéria orgânica, ocorre uma competição pelos sítios de adsorção, deixando este nutriente disponível para as plantas absorverem.

Outro aspecto importante é que a utilização de composto orgânico favorece a atividade biológica do solo, que consiste principalmente de microrganismos que realizam diversas funções essenciais para o funcionamento do solo.

Os microrganismos decompõem a matéria orgânica, liberam nutrientes em formas disponíveis às plantas e degradam substâncias tóxicas.

Além disso, eles formam associações simbióticas com raízes de plantas, atuam no controle biológico de patógenos, influenciam na solubilização de minerais e contribuem para a estruturação e agregação do solo. Dessa forma, sendo extremamente desejáveis.

Os benefícios da aplicação do composto orgânico como um componente da adubação do solo podem ser visualmente notados pela observação do vigor das plantas em uma gleba submetida a este tipo de tratamento.

Para comprovar isso, trouxemos duas fotografias de uma lavoura cultivar Mundo Novo, em que foi realizada a aplicação de composto orgânico. Observem o ótimo vigor e enfolhamento das plantas!

Lavoura com aplicação de composto orgânicoLavoura com a aplicação de composto orgânico. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Lavoura de café com aplicação de composto orgânicoLavoura com a aplicação de composto orgânico. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Como é feito o composto orgânico?

O composto orgânico é produzido através da compostagem. A compostagem é um processo de degradação controlada de materiais orgânicos na presença de oxigênio, mediante uma relação adequada de carbono e nitrogênio.

Ao final do processo os nutrientes são convertidos em formas mais disponíveis para as plantas, podendo ser observado aumento no teor de N, P, K em relação aos materiais adicionados inicialmente na leira (COSTA et al., 2015). Durante a estabilização do material orgânico em substâncias húmicas há a formação de um produto mais estável, o composto, com propriedades diferentes do material que lhe deu origem.

Quais materiais podem ser compostados?

A compostagem pode ser conduzida com a utilização de diversos tipos de materiais orgânicos.

Na maioria das vezes o processo é conduzido utilizando resíduos como: restos de alimentos crus, dejetos de animais, folhas secas, serragem ou maravalha, palha de milho, palha de trigo, palha de café, bagaço de cana, subprodutos da indústria cervejeira, resíduos de matadouro, entre outros (LACERDA; SILVA, 2014).  O que vai variar é a quantidade de cada um destes materiais, conforme a quantidade de carbono e nitrogênio de cada um.

De forma geral os materiais orgânicos podem ser divididos em nitrogenados e carbonáceos, é a relação carbono nitrogênio (C/N) que indica se um material é rico em carbono ou em nitrogênio.

Os materiais nitrogenados são aqueles que em sua composição tem uma quantidade de nitrogênio maior que de carbono orgânico, ou seja, uma menor relação carbono nitrogênio (C/N). Já os materiais carbonáceos são aqueles que apresentam uma maior relação carbono nitrogênio.

Na tabela abaixo são listados alguns resíduos ricos em carbono e em nitrogênio.

Tabela com alguns resíduos orgânicosClassificação de alguns resíduos orgânicos

A quantidade de carbono e de nitrogênio ideal para se iniciar um processo de compostagem é entre 25/1 a 35/1 (KHIEL,2001). Esta relação supre as necessidades dos microrganismos para iniciar o processo de decomposição.

Para estabelecer uma relação C/N adequada, é necessário dosar a quantidade de resíduos nitrogenados e carbonáceos de acordo com as características de cada material. Em termos práticos, uma leira deve composta por 3 partes de resíduo carbonáceo para 1 parte de resíduo nitrogenado.

Como montar sua compostagem

Tipos de leira

Para iniciar o processo de compostagem, além de verificar os tipos de materiais disponíveis deve-se atentar também para a montagem das leiras. Leiras são formas de acondicionar os resíduos para iniciar a compostagem.

Existem diferentes métodos de compostagem, o mais simples é o método windrow, conhecido também como leiras reviradas (PEREIRA NETO, 2007).

Este método consiste em acondicionar a mistura de resíduos em leiras e revirá-las periodicamente para garantir a presença de oxigênio, fundamental para que o processo ocorra de forma correta.

Os tipos de leira mais comumente utilizados são piramidal, trapezoidal e cônico. Em compostagem de grande escala as leiras piramidais e trapezoidais são as mais indicadas.

Independentemente do tipo de leira escolhida recomenda-se montá-la a uma altura de até 1,5m. Pilhas muito altas podem ocasionar a compactação do material, prejudicando o fluxo de ar. Pilhas muito baixas prejudicam a manutenção da temperatura, perdendo calor para o meio. A largura e o comprimento são variáveis.

Tipos de leiras para compostagem

Parâmetros a serem monitorados durante o processo

A compostagem é um processo biológico e aeróbio, influenciado por fatores como a natureza dos microrganismos, umidade, aeração, temperatura e relação carbono nitrogênio(C/N) (Kiehl,2001).

Os microrganismos responsáveis pelo processo dependem de condições específicas para sobreviverem e realizarem o seu “trabalho”, condições estas:

Parâmetros ideais para um processo de compostagemParâmetros ideias para a condução do processo de compostagem.

No dia a dia do processo, a temperatura deve ser medida diariamente, em pontos diferentes da leira. O reviramento garante a presença de oxigênio e deve ser feito no mínimo uma vez por semana ou sempre que a temperatura foi maior que 65°C.

A umidade deve ser verificada e corrigida sempre que necessário, para verificar se está adequada aperte um pouco de composto na mão, ele deve estar igual ao da próxima imagem. Se escorrer está úmido demais, se esfarelar precisa de mais água.

Mão segurando uma amostra de composto orgânicoMétodo de verificação da umidade da leira. Observe que após ser apertado na mão o material manteve o formato dos dedos sem escorrer, esta é uma boa condição de umidade da leira. (Foto: Ana Elisa Daher)

Etapas da compostagem

O tempo necessário para produção do composto orgânico varia conforme as características dos materiais que compõem a leira, dependendo da relação C/N inicial, do teor de nitrogênio dos resíduos, do tamanho das partículas, da aeração e do número e frequência dos reviramentos, podendo durar até 120 dias.

O processo de compostagem pode ser subdividido de forma simplificada em duas fases:

  1. A fase de decomposição ativa (termofílica);
  2. Fase de maturação do composto.

A fase ativa (biodegradação rápida) caracteriza o início do processo onde se tem grande quantidade de nutrientes (nitrogênio) e energia (carbono) para serem consumidos pelos microrganismos e convertidos em dióxido de carbono, calor, água e composto.

Devido à alta atividade bacteriana a característica principal desta etapa é o aumento da temperatura. O fim da fase de degradação ativa é indicado pela redução da temperatura, à medida que os materiais vão sendo degradados e a taxa de atividade microbiana vai sendo reduzida, conforme o gráfico a seguir.

Gráfico mostrando a evolução da temperatura em uma leira de compostagemExemplo da evolução da temperatura em uma leira de compostagem. Fonte: Fernandes; Silva, 1996.

Após a faixa de biodegradação rápida ocorre a fase maturação do composto, quando a maior parte da matéria orgânica já foi estabilizada/degradada.

Nesta etapa não é necessário o reviramento periódico, este é usado apenas quando for observado aumento de temperatura da pilha, ou quando houver formação de maus odores. A umidade nesta fase deve ser mantida entre 45 a 50%.

Após a fase de maturação o composto está pronto para ser aplicado no solo

Por que realizar a compostagem e não somente aplicar os materiais orgânicos diretamente no solo?

O processo de compostagem promove a bioconversão dos nutrientes presentes nos materiais orgânicos, transformando-os da forma orgânica (não assimilável pela planta) para a forma mineral (disponível para a planta).

Além da mineralização dos nutrientes contidos, ocorre ainda a imobilização do material orgânico (ECKHARDT et al., 2018).

Um estudo conduzido por Eckhardt e colaboradores (2018) comparando a taxa de mineralização de N, P, K  no solo pela aplicação de fertilizantes orgânicos e resíduos de bovinos de corte e de leite in natura mostrou que as fezes de bovino de leite aplicadas diretamente no solo imobilizaram nitrogênio do mesmo, ao passo que o composto orgânico produzido com fezes de bovino de corte e palha obteve a maior taxa de disponibilização de nitrogênio entre os fertilizantes analisados.

O estudo realizado por Silva (2019) com o objetivo de avaliar o vigor de cafeeiros submetidos a diferentes práticas de manejo visando atenuar os efeitos da escassez hídrica, mostrou que a utilização do composto orgânico no manejo proporcionou incremento no solo de vários nutrientes, com destaque para o fósforo, em que foi superior a todos os outros manejos utilizados, como mostra o gráfico abaixo.

Dessa forma, salientando, sobre os diversos benefícios proporcionados pela utilização de composto orgânico, desde melhora na retenção de água no solo, até mesmo no fornecimento de nutrientes, destacando o fósforo que é um nutriente com grande interação no solo.

Concentração de fósforo no solo de acordo com o composto aplicadoBarras seguidas de mesma letra não diferem entre si a 5% de probabilidade pelo teste Scott-Knott. Fonte: Silva (2019).

Benefícios do composto orgânico

Portanto, são nítidos os benefícios químicos, físicos e biológicos ao solo com a utilização de composto orgânico. Refletindo assim em melhores condições para o crescimento e desenvolvimento das plantas, e, consequentemente acarretando em melhores resultados para a cultura.

A compostagem é um processo que pode ser realizado na própria fazenda, e em muitos casos com resíduos que ela mesma produz, reduzindo assim custo de produção desse material orgânico.

Para a realização do processo, é importante estar atento aos aspectos citados anteriormente, como: a quantidade de resíduos nitrogenados e carbonáceos, altura da leira, umidade, temperatura e presença de oxigênio (revirar a leira), para que o processo ocorra de forma adequada e se produza um composto orgânico de qualidade.

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Coffea arabica e Coffea canephora: quais são as diferenças das espécies? https://blog.rehagro.com.br/diferencas-das-especies-coffea-arabica-e-coffea-canephora-2/ https://blog.rehagro.com.br/diferencas-das-especies-coffea-arabica-e-coffea-canephora-2/#comments Sun, 27 Sep 2020 17:30:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8203 As duas principais espécies de café cultivadas no Brasil são Coffea arabica L. e Coffea canephora Pierre. A espécie Coffea arabica possui maior extensão de área cultivada, entretanto, em determinadas regiões a espécie Coffea canephora é predominante. Diante disso, apesar de ambas serem do gênero Coffea, as características dessas espécies apresentam diferenças. Plantas de café […]

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As duas principais espécies de café cultivadas no Brasil são Coffea arabica L. e Coffea canephora Pierre.

A espécie Coffea arabica possui maior extensão de área cultivada, entretanto, em determinadas regiões a espécie Coffea canephora é predominante. Diante disso, apesar de ambas serem do gênero Coffea, as características dessas espécies apresentam diferenças.

Plantas de Coffea arabica e Coffea canephoraPlantas de café das espécies Coffea canephora (esquerda) e Coffea arábica (direita). (Foto: Larissa Cocato da Silva)

 

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Coffea arabica

O café arábica é uma espécie alotetraploide (2n=44x=44), ou seja, possui 44 cromossomos e é autógama (< 5% de fecundação cruzada), em geral, suas mudas são formadas por meio de sementes, no entanto já existem pesquisas avançadas para viabilizar a utilização de estacas para sua reprodução.

Essa espécie possui menores teores de cafeína, assim como menores teores de sólidos solúveis e sua bebida, geralmente é mais aromática e ácida, porém menos encorpada quando comparada a espécie Coffea canephora.

Além disso, essa espécie é unicaule, suas folhas são verdes mais escuro e menores, os frutos são maiores ovalados, com mais mucilagem e mais aderidos as plantas. A temperatura ideal para seu cultivo é em torno de 18 a 22°C.

Coffea arabicaGrãos de café da espécie Coffea arabica e Coffea canephora. (Fonte: Google imagens).

O plantio do Coffea arabica é mais recomendado em maiores altitudes, enquanto que o canephora pode ser produzido em altitudes até 800 m. Sua produção é mais concentrada nos estados de Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP).

Coffea Canephora

Folha da espécie Coffea canephoraFolhas de café da espécie Coffea canephora – mais acosteladas (Foto: Larissa Cocato da Silva).

O Coffea canephora é uma espécie diplóide (2n=22x=22), possuindo 22 cromossomos. Está espécie, ao contrário da arábica, é alógama (> 95% de fecundação cruzada) e suas mudas podem ser formadas por meio de clones ou sementes.

Possui maiores teores de cafeína e sólidos solúveis, por isso é mais utilizada para produção de café solúvel. No entanto, menores teores de açúcar são observados nesta espécie. Os seus grãos são muito utilizados em “blends” de cafés.

Além disso, ao contrário da Coffea arabica, essa espécie geralmente é multicaule, apresentam folhas de coloração verde mais claro e maiores. Seus frutos são menores, esféricos, com menos mucilagem e se apresentam menos aderidos à planta.

Diferença dos caules do Coffea arabica e Coffea canephoraCaule (unicaule) da espécie Coffea arábica e multicaule da espécie Coffea canephora. (Foto: Larissa Cocato da Silva)

As plantas de café canephora suportam maiores temperaturas, por isso, sua temperatura ideal é em torno de 23 a 26°C.

Neste sentido, também são mais resistentes a pragas e doenças, sendo estas mais rústicas e produtivas em comparação ao arábica, entretanto, esta última possui valor de mercado mais alto que a primeira. A espécie canephora é mais cultivada nos estados do Espírito Santo (ES), Rondônia (RO) e Bahia (BA).

Coffea arabica x Coffea Canephora

Coffea arabicaFolhas de café da espécie Coffea arabica (esquerda) e Coffea canephora (direita). (Foto: Larissa Cocato da Silva)

Abaixo um resumo com as principais diferenças entre as espécies Coffea arabica e Coffea canephora.

Tabela com as principais diferenças entre Coffea arabica e Coffea canephoraDiferenças das espécies Coffea arabica e Coffea canephora.

Obtenha safras mais lucrativas

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Análises financeiras e econômicas na cafeicultura https://blog.rehagro.com.br/analises-financeiras-e-economicas-na-cafeicultura/ https://blog.rehagro.com.br/analises-financeiras-e-economicas-na-cafeicultura/#respond Tue, 28 Jul 2020 20:14:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7984 Em 16/06/2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre análises financeiras e econômicas na cafeicultura. O palestrante foi Fábio Santos, Engenheiro Agrônomo formado pela UFLA e Consultor do Núcleo Gestão do Rehagro. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. Se você é um deles, […]

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análises financeiras

Em 16/06/2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre análises financeiras e econômicas na cafeicultura. O palestrante foi Fábio Santos, Engenheiro Agrônomo formado pela UFLA e Consultor do Núcleo Gestão do Rehagro.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso debate de ideias! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

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Preparo do solo para implantação de lavouras de café: saiba as principais operações https://blog.rehagro.com.br/preparo-do-solo-na-implantacao-de-lavouras-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/preparo-do-solo-na-implantacao-de-lavouras-de-cafe/#comments Mon, 29 Jun 2020 17:00:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7816 Você decidiu que é hora de ganhar dinheiro na Cafeicultura, fez a escolha do cultivar a ser plantado, produziu mudas de qualidade e chegou o tão esperado momento – a implantação! Nesse momento, é crucial realizar o preparo adequado do solo, para proporcionar boas condições para o crescimento das raízes das plantas, promovendo maior volume […]

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Você decidiu que é hora de ganhar dinheiro na Cafeicultura, fez a escolha do cultivar a ser plantado, produziu mudas de qualidade e chegou o tão esperado momento – a implantação!

Nesse momento, é crucial realizar o preparo adequado do solo, para proporcionar boas condições para o crescimento das raízes das plantas, promovendo maior volume de solo explorado para absorção de água e nutrientes. 

Para isso, contamos com as operações de: 

  • Aragem;
  • Gradagem;
  • Subsolagem.

Conheça um pouco mais sobre elas!

Aração

A principal função dos arados é propiciar ao solo melhores condições de aeração, infiltração e armazenamento de água. A aração do solo faz a inversão de suas camadas, normalmente realizada na profundidade de 20 cm. Em áreas que é necessário a correção do solo com calcário, é feito uma aração em área total entre as aplicações, utilizada para incorporação de corretivos ou material orgânico com o solo.

Subsolagem

Quando se possui uma compactação em camadas abaixo de 20 cm, é recomendado a utilização do subsolador, que rompe camadas compactadas presentes principalmente nas camadas inferiores. Trata-se de um implemento robusto que demanda grande força de tração. 

Preparo do solo

Subsolador (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Gradagem

Após a aração ou subsolagem, ocorre a formação de torrão no solo. Para o destorroamento e nivelamento, é utilizada a gradagem, na qual o perfil de solo revolvido é superficial, cerca de 10 a 15 cm. O cuidado a ser tomado nessa operação é de não entrar na área com solo úmido, para evitar o “pé de grade”, que é uma camada com 5 cm ou mais de espessura endurecida ou compactada com baixa capacidade de infiltração de água no solo, causando erosão laminar.

Preparo do solo

Grade (Foto: Flávio Moraes).

Recomendação na implantação

Alguns técnicos optam pela sequência: subsolador, grade, niveladora e sulcador. O subsolador é usado para a descompactação de camadas inferiores. Quando possível, sua realização em camadas mais profundas pode trazer grandes benefícios, uma vez que o sistema radicular do cafeeiro pode atingir grandes profundidades.

Época de realização

É importante destacar que deve-se ter o cuidado na época de realização dessas práticas, uma vez que, dependendo das condições de chuva, elas podem facilitar a ocorrência de erosões hídricas.

Sulco de plantio

Após a descompactação do solo e incorporação de corretivos e/ou material orgânico na área, é momento de realizar a abertura do sulco de plantio. Essa operação é feita com o sulcador, e é nesse momento que podemos adicionar calcário complementar, material orgânico e fertilizantes que vão ficar próximos às raízes da lavoura.

A orientação dos sulcos, após a decisão de espaçamento entre linhas, deve ser bem planejada, de forma que futuramente no manejo da lavoura se tenha o menor número de manobras possíveis de maquinários, desde adubação, tratamentos fitossanitários até a colheita, e, de preferência, em nível para evitar com que ocorra carreamento do solo do colo da planta após o plantio. Esta prática deve ser alinhada de maneira que as linhas fiquem paralelas com a mesma distância. Para isso ser feito, devemos utilizar ferramentas, como a barra na frente do trator (podendo ser feita com bambu), que demonstra a distância entre as linhas ou podem ser utilizadas ferramentas como o GPS.

Atenção! 

Use bem essa oportunidade de realizar o preparo adequado do solo antes do seu plantio. Ele é a base para proporcionar melhores condições para o desenvolvimento radicular do cafeeiro, o que faz toda a diferença para a produtividade da lavoura!

E, depois da implantação, é importante ficar de olho na situação deste solo! Aprenda a fazer uma amostragem de solo adequada para a realização de sua análise. Os resultados permitirão a elaboração de estratégias de adubação racional.

Sucesso na produção!

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Onde realizar a adubação do cafeeiro? https://blog.rehagro.com.br/onde-adubar-o-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/onde-adubar-o-cafeeiro/#respond Thu, 04 Jun 2020 15:00:51 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7708 A adubação é prática importante de ser realizada no cafeeiro, visto que, ela interfere diretamente na produtividade da cultura. Nesse sentido, além da importância de uma boa amostragem de solo e recomendação adequada dos nutrientes, é importante que este fertilizante caia no local adequado. Quando isso não ocorre, pode acarretar em prejuízos ao cafeeiro. Esses […]

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A adubação é prática importante de ser realizada no cafeeiro, visto que, ela interfere diretamente na produtividade da cultura. Nesse sentido, além da importância de uma boa amostragem de solo e recomendação adequada dos nutrientes, é importante que este fertilizante caia no local adequado. Quando isso não ocorre, pode acarretar em prejuízos ao cafeeiro.

Esses prejuízos podem ser, desde a queima do coleto de plantas ou até mesmo a não absorção desses nutrientes pelas plantas, afetando assim a produtividade da cultura. Dessa forma, o local onde o adubo está sendo colocado é item importante no manejo da cultura.

Em algumas propriedades a adubação é realizada apenas de um lado do cafeeiro, alternando linhas na entrada da adubadora. Já em outras propriedades, a adubação é feita dos dois lados da planta. Mas, e essa prática, deve ser feita de um lado ou dos dois lados da planta?

Resultados de estudo feito pela Procafé, comparando modos de adubação do cafeeiro mostraram que houve maior produtividade média, considerando 5 safras, quando se adubou na projeção da saia, dos dois lados da planta.

Dessa forma, mostrando a importância de se adubar dos dois lados da planta, colocando assim o adubo mais próximo as raízes do cafeeiro, para que ele possa absorver.

Produção média anual de cinco safras em cafeeiros sob diferentes modos de adubação. Martins Soares-MG. 2001.

Por isso, quando nos referimos a adubação mecanizada, o adubo deve ser colocado dos dois lados do cafeeiro, na projeção da saia, conforme mostrado no estudo, em que esse tipo de adubação proporcionou maior incremento na produtividade, se comparado aos outros modos de adubação.

Nesse sentido, quando nos referimos a adubação mecanizada, é recomendado que a adubadora entre em todas as entrelinhas da lavoura e realize a adubação em ambos os lados da planta.

adubar o cafeeiro

Adubação na projeção da saia do cafeeiro. (Foto: Rehagro).

Nas adubações em lavouras manuais, quando possível, é recomendado que seja realizado em ambos os lados também, no entanto, em muitos casos onde as propriedades apresentam uma declividade muito acentuada, dificultando assim a realização da prática, e/ou não se possui mão de obra suficiente para a realização da adubação no período correto, pode ser realizada a adubação de um lado só do cafeeiro, sendo feito no lado de cima das plantas.

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Pós-colheita: um checklist para qualidade https://blog.rehagro.com.br/pos-colheita-um-checklist-para-qualidade/ https://blog.rehagro.com.br/pos-colheita-um-checklist-para-qualidade/#respond Mon, 18 May 2020 17:00:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7415 Em abril de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre pós-colheita: um checklist para qualidade. O palestrante foi Leandro Paiva, Coordenador do Pólo Agroindustrial do Café e Professor do IFSULDEMINAS Machado. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. Se você é um deles, […]

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Pós-colheita

Em abril de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre pós-colheita: um checklist para qualidade. O palestrante foi Leandro Paiva, Coordenador do Pólo Agroindustrial do Café e Professor do IFSULDEMINAS Machado.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso debate de ideias! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

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Desafios e oportunidades diante do coronavírus na cafeicultura https://blog.rehagro.com.br/coronavirus-na-cafeicultura-2/ https://blog.rehagro.com.br/coronavirus-na-cafeicultura-2/#respond Fri, 01 May 2020 17:30:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7466 No dia 13/04, fizemos um webinar café especial! O tema foi extremamente relevante para o momento de crise em que estamos vivendo: “Desafios e oportunidades diante do coronavírus na cafeicultura”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos especialistas renomados para falar sobre o assunto: Fabrício T. Andrade […]

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coronavírus na cafeicultura

No dia 13/04, fizemos um webinar café especial! O tema foi extremamente relevante para o momento de crise em que estamos vivendo: “Desafios e oportunidades diante do coronavírus na cafeicultura”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos especialistas renomados para falar sobre o assunto:

  • Fabrício T. Andrade – Gestor Sancoffee
  • Guilherme Ferreira – Head of Coffee Brazil
  • Marcelo Resende Campos – Engenheiro Agrônomo e Produtor

Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!

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Calagem no cafeeiro: o que é, quais os seus benefícios e como recomendar? https://blog.rehagro.com.br/calcario-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/calcario-na-cultura-do-cafe/#comments Tue, 21 Apr 2020 16:30:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7286 A acidez do solo é um dos fatores que podem limitar a produtividade do cafeeiro. Essa acidez pode ser causada por vários fatores, dentre eles: Material de origem do solo; Decomposição da matéria orgânica; Fertilizantes amoniacais; Chuva ácida; Remoção de bases pelas culturas; Absorção iônica pelas plantas com consequente exsudação de H+ (provocada pela absorção […]

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A acidez do solo é um dos fatores que podem limitar a produtividade do cafeeiro.

Essa acidez pode ser causada por vários fatores, dentre eles:

  • Material de origem do solo;
  • Decomposição da matéria orgânica;
  • Fertilizantes amoniacais;
  • Chuva ácida;
  • Remoção de bases pelas culturas;
  • Absorção iônica pelas plantas com consequente exsudação de H+ (provocada pela absorção de cátions).

Nesse sentido a correção do solo torna-se uma prática de grande importância, a fim de proporcionar melhores condições para o desenvolvimento do sistema radicular, através da correção da acidez dos solos e consequentemente maior disponibilidade de nutrientes para as plantas.

Efeito do pH na disponibilidade de nutrientes

Efeito do pH na disponibilidade dos nutrientes e na solubilidade do alumínio no solo (Malavolta, 1979).

 

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Quais os benefícios da calagem?

  • Corrigir a acidez dos solos;
  • Fornecer cálcio e magnésio para as plantas;
  • Diminui a toxidez do alumínio e manganês;
  • Neutralizar os sítios de cargas positivas dos oxihidróxidos de ferro e Al, minimizando a adsorção de fosfato.

Dessa forma, proporcionando melhores condições para desenvolvimento do sistema radicular, aumentando assim a absorção de água e nutrientes.

E-book Calagem na cultura do café

Calagem x produção de café

Não são recentes estudos que mostram os benefícios da calagem em cafeeiro, Lazzarini et al. (1965) mostram os resultados do cafeeiro em sacas beneficiadas por hectare em resposta à calagem e adubação em solos de campo-cerrado, é notório que com a prática da calagem houve incrementos na produção.

Resposta do cafeeiro à calagem

Resposta do cafeeiro em sacas benefic/ha à calagem e adubação em solos de campo-cerrado. Batatais – SP. 1965. Fonte: Lazzarini, Moraes, Cervelini, Toledo e Figueiredo

Também, resultados do IBC mostram os aumentos na produção do cafeeiro obtidos pela prática da calagem em diferentes regiões cafeeiras, com variação de aumento na produção variando de +63% a +160%, dessa forma, mostrando que a calagem proporciona incremento na produção.

Aumento da produtividade com a calagem

Aumentos de produtividade obtidos com a prática de calagem em cafezais, em diferentes regiões cafeeiras. Resultados extraídos de parcelas experimentais (Pesquisa/IBC).

Ação do alumínio nas raízes

A elevada acidez condiciona a uma alta atividade do Al na solução do solo, elemento que é tóxico para as plantas.

O Al se acumula preferencialmente no sistema radicular das plantas, retardando assim seu crescimento e desenvolvimento, aumentando o diâmetro de raízes e reduzindo o número raízes laterais.

Também, pesquisas tem demostrado que Al3+ no meio de crescimento influencia na absorção de elementos essenciais, como P, Ca e Mg (López-Bucio et al., 2000).

Nesse sentido Carvalhal & Miyazawa (2009) estudaram o efeito da interação Al e P no desenvolvimento de mudas de café, os autores concluíram que independente da concentração de P na solução o desenvolvimento das raízes foi inibido.

Volumes das raízes em função da razão [Al] / [P] das soluções nutritivas

Volumes das raízes em função da razão [Al] / [P] das soluções nutritivas. Média de seis repetições. (Carvalhal & Miyazawa, 2009)

Neste estudo foi observado também o efeito da toxidez nas raízes (Carvalhal & Miyazawa, 2009), sendo observado engrossamento e paralisação do crescimento devido a inibição da divisão celular, interferindo na absorção e translocação de água e nutrientes para a parte aérea (Foy et alii, 1978).

Efeitos interativos entre Al e P nas mudas de cafeeiros

Vista dos efeitos interativos entre Al e P nas mudas de cafeeiros em solução nutritiva com 1,0 mmol dm-3 de P. (Carvalhal & Miyazawa, 2009)

Nesse sentido, a calagem insolubiliza o Al, proporcionando assim maior desenvolvimento radicular, com consequente maior desenvolvimento da parte aérea das plantas.

Reação do calcário no solo

Após a aplicação do calcário no solo, o ânion CO32- é responsável pela hidrolise da água e formação do íon OH-, que irá neutralizar a acidez ativa (H+) do solo.

Reação do calcário no solo:

Reação do calcário no solo

Recomendação de calcário com base no aumento de cálcio no solo

Muitos técnicos tem feito a recomendação de calcário com base no aumento de cálcio no solo:

Exemplo de cálculo:

Se meu solo possui 2,1 cmolc/dm3, e eu desejo aumentar para 3,0 cmolc/dm3, logo, eu preciso aumentar no meu solo 0,9 cmolc/dm3 de Ca:

3,0 – 2,1 = 0,9 cmolc/dm³

Como são necessários 560 Kg de CaO para aumentar 1 cmolc/dm3, então, são necessários 504 kg de CaO, para elevar o cálcio do seu solo para 3,0 cmolc/dm3.

1 cmolc/dm³ —————– 560 kg CaO

0,9 cmol/dm³ —————X

X = 504 kg de CaO

Considerando que meu calcário que possui 36% de CaO, eu preciso fornecer 1,4 toneladas de calcário.

100 kg de calcário ————— 36 kg de CaO

X ———— 504 kg de CaO

X = 1400 kg = 1,4 toneladas

No entanto, esse total de 1,4 toneladas, há um aproveitamento de apenas 50%, por isso a dose deve considerar esse aproveitamento.

Aproveitamento de 50%:

1,4 toneladas ————— 50%

X ——————– 100%

X = 2,8 toneladas de calcário

Escolha do calcário

O teor de magnésio do calcário é uma característica importante a ser analisada para a escolha do corretivo, visto que existem diferentes teores de magnésio nos calcários.

Nesse sentido, é importante que se conheça o teor de magnésio nos solos, para que se tome a decisão do melhor calcário a ser utilizado em cada situação.

Em solos com teor de Mg muito baixo ou baixo, deve-se optar por calcários mais ricos em magnésio, devido ao alto custo desse fertilizante em relação a sua aplicação pelo calcário. Salientando a importância do magnésio como componente da clorofila, além de outras funções desempenhadas por ele.

Época de aplicação

A aplicação de calcário pode ser feita entre agosto a setembro, nas lavouras em produção, pode-se realiza-la após a varrição e chegação de cisco. Essa aplicação pode ser feita tanto em área total, como em faixa.

Conclusão

Portanto, a calagem além de corrigir a acidez dos solos, consequentemente proporcionando aumentando a disponibilidade de nutrientes, também diminui a toxidez do Al e Mn, fornece Ca e Mg para as plantas, nutrientes esses importantíssimos para o metabolismo das plantas.

Por isso, a calagem é uma prática que traz inúmeros benefícios ao desenvolvimento radicular e da parte aérea das plantas, por isso deve ser realizado nas lavouras, visto que a adubação em um solo ácido irá afetar a disponibilidade de nutrientes, além dos prejuízos causados pelo alumínio em solo ácido e suas consequências na produção do café.

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Curso Gestão na Produção de CaféLarissa Cocato

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Enxofre no café: veja funções, ciclo e sintomas de deficiência https://blog.rehagro.com.br/enxofre-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/enxofre-na-cultura-do-cafe/#comments Mon, 30 Mar 2020 17:00:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7191 O enxofre é um importante nutriente para o cafeeiro e possui sua absorção na forma do íon SO42- (sulfato). Seu transporte é feito até o sistema radicular principalmente por fluxo de massa. A adsorção do sulfato depende do teor de argila, do teor de matéria orgânica, da presença de hidróxidos de ferro e de alumínio […]

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O enxofre é um importante nutriente para o cafeeiro e possui sua absorção na forma do íon SO42- (sulfato).

Seu transporte é feito até o sistema radicular principalmente por fluxo de massa.

A adsorção do sulfato depende do teor de argila, do teor de matéria orgânica, da presença de hidróxidos de ferro e de alumínio e do pH, no entanto, a sua capacidade de adsorção quando em competição com fosfato e hidroxila é muito pequena.

Funções do enxofre

  • Componente de proteínas.
  • Participa da síntese de clorofila.
  • Participa de diversas reações no metabolismo das plantas.
  • Por isso, devido a sua grande participação em reações e em compostos nas plantas, a carência desse nutriente pode provocar uma série muito grande de distúrbios metabólicos.
 

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Ciclo do enxofre

O ciclo do enxofre se assemelha ao do nitrogênio, pelo fato de apresentar no solo muitas formas orgânicas e sofrer várias transformações em reações mediadas por microrganismos.

Ciclo do enxofreCiclo do enxofre (S). Fonte: Larissa Cocato.

Deficiência de enxofre

Os sintomas de deficiência de enxofre são observados inicialmente em folhas novas, devido a sua pouca redistribuição nos tecidos. Sendo observado clorose generalizada (parecido com o sintoma de deficiência de nitrogênio, no entanto a deficiência de enxofre aparece nas folhas novas).

Também podem ser observados encurtamento dos internódios e desfolha.

Sintomas de deficiência de enxofreSintomas de deficiência de enxofre (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Situações onde se tem maior chance de ter deficiência de enxofre

  • Solos com baixo teor de matéria orgânica.
  • Lavouras em que não se aplica fontes que contenham enxofre.
  • Altas produtividades sem a aplicação desse nutriente.

Fontes de enxofre

Dentre os fertilizantes e/ou condicionadores que contem enxofre na sua composição, podemos citar:

Fontes de enxofreFontes de enxofre mais utilizadas na agricultura. Fonte: VITTI et al. (2007) adaptada.

Recomendação de aplicação do enxofre

O enxofre é aplicado indiretamente às culturas, como componentes de alguns adubos como o superfosfato simples, sulfato de amônio, sulfato de magnésio, sulfato de potássio e gesso agrícola.

Aplicação de gesso no soloAplicação de gesso em superfície na cultura do café. (Foto: Larissa Cocato).

Aplicação com gesso x sem gesso

Abaixo as fotos mostram um cafeeiro em que foi realizada a aplicação do gesso (foto da esquerda), em contraste com um cafeeiro em que não foi realizada a aplicação de gesso (foto da direita), mostrando assim a deficiência de enxofre.

Cafeeiro sem gesso e cafeeiro com gessoFoto de cafeeiro com a aplicação de gesso e sem a aplicação de gesso (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Teor de enxofre nas folhas do cafeeiro

O teor desse nutriente na folha deve ser observado de acordo com o mês de referência durante a análise de folha do cafeeiro.

Análise de folha de cafeeiroParâmetros para análise de folha do cafeeiro

** Faixas de variação nos teores foliares em cafezais com produção média entre 30-40 sacas beneficiadas / ha – Folhas recém – amadurecidas (Resultados na matéria seca).
Fonte: E. Malavolta / G.C.Vitti

Além disso, é importante estar atento a relação N/S (nitrogênio/enxofre), pois todos os aminoácidos possuem nitrogênio, e alguns deles possuem enxofre, como por exemplo a cisteína, metionina e outras.

Parâmetros para análise de folha do cafeeiro – Relação nitrogênio/enxofre

** Faixas de variação nos teores foliares em cafezais com produção média entre 30-40 sacas beneficiadas / ha – Folhas recém – amadurecidas (Resultados na matéria seca).
Fonte: E. Malavolta / G.C.Vitti

Teor de enxofre no solo

Teor de enxofre no solo

Padrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de solos na cultura do café. Fonte: PROCAFÉ

Considerações finais

Por isso, apesar de ser um nutriente pouco falado e que recebe pouca atenção, devemos estar atentos ao fornecimento do enxofre, seja por sua aplicação direta ou pelo seu fornecimento indireto, através dos fertilizantes superfosfato simples, sulfato de amônio, sulfato de magnésio, sulfato de potássio, ou mesmo pela aplicação do condicionador de solo gesso agrícola, devido a sua grande atuação desse nutriente no metabolismo das plantas.

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Curso Gestão na Produção de CaféLarissa Cocato

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Análise foliar: como realizar a interpretação usando DRIS https://blog.rehagro.com.br/analise-de-folha/ https://blog.rehagro.com.br/analise-de-folha/#comments Tue, 03 Mar 2020 19:47:52 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7027 A análise foliar é uma prática importante de ser realizada todos os anos nas lavouras de café, uma vez que ela permite a diagnose do estado nutricional da planta. Entretanto, ela não deve ser usada em substituição à análise de solo, e sim como uma complementação e dessa forma auxiliar na tomada de decisão para as […]

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A análise foliar é uma prática importante de ser realizada todos os anos nas lavouras de café, uma vez que ela permite a diagnose do estado nutricional da planta.

Entretanto, ela não deve ser usada em substituição à análise de solo, e sim como uma complementação e dessa forma auxiliar na tomada de decisão para as próximas adubações.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Amostragem foliar: como realizar?

Como realizar uma amostragem foliar na sua lavoura de café:

1. Separar as áreas em glebas homogêneas de acordo com o histórico da área, cultivar, idade e manejo realizado.

2. Caminhar em zigue-zague na gleba.

Gleba em cafeeiro

3. Coletar no terço médio da planta o 3° e 4° par de folhas a partir da extremidade.

Análise de folha

 

4. Coletar um par de folha de um lado da planta, e outro par de folhas deve ser coletado lado oposto deste, mas este último pode ser coletado em linhas diferentes, ou seja, não necessariamente na mesma planta que foi coletada de um lado, para não se ter a necessidade de cruzar as linhas.

Dessa forma, serão coletadas 25 plantas de um lado, e 25 plantas do lado contrário = totalizando 100 folhas.

Análise de folha

5. As folhas coletadas não devem apresentar danos oriundos de pragas, doenças ou mesmo pela ação climática.

6. As folhas amostradas devem ser colocadas em sacos de papel devidamente identificados e enviadas ao laboratório.

Em qual época realizar a análise foliar do cafeeiro?

A análise de folha pode ser realizada a qualquer momento, desde que se siga os padrões referenciais para cada época (tabela abaixo).

Parâmetros para análise de folhaTabela 1. Parâmetros para análise de folha do cafeeiro

** Faixas de variação nos teores foliares em cafezais com produção média entre 30-40 sacas beneficiadas / ha FOLHAS RECEM – AMADURECIDAS (Resultados na matéria seca).
Fonte: Fertibrás – Fonte: E. Malavolta / G.C.Vitti

Cuidados na realização da amostragem de folha

É importante ressaltar, que deve-se realizar essa amostragem no mínimo 30 dias após a última adubação via solo ou via foliar para que não haja interferências.

Não é recomendado realizar a amostragem de folha próximo a dias que houve chuva, pois Moraes & Arens (1969), constataram ser o potássio facilmente lavado das folhas de plantas cultivadas, quando estas são lavadas, mostrando que o fenômeno pode ocorrer em condições de campo, graças à ação da água do orvalho ou das chuvas.

Da mesma forma, estudos realizados pela PROCAFÉ, mostram a lavagem e lixiviação do potássio das folhas de cafeeiros.

Estudo sobre lixiviação de potássio

  1. Folhas verdes, lavagem rápida de rotina- é o processo normal adotado nos laboratórios, onde as folhas são lavadas apenas para tirar sujeiras, secas em estufa por 16 horas a 60ºC, e encaminhadas para processo de análise.
  2. Folhas verdes, sem a lavagem rápida de rotina- secas em estufa por 16 horas, e encaminhadas para processo de análise.
  3. Folhas verdes, com lavagem por 24 horas, em 1500 ml de água destilada, em becker de dois litros sobre um agitador a 90 rpm, e depois foram secas por 16 horas em estufa a 60ºC, e encaminhadas para a análise.
  4. Folhas secas, por 16 horas, então lavadas por 24 horas do mesmo modo do tratamento 3.

Tabela com teores de potássio nas folhasTabela 2. Teores foliares de K em folhas de cafeeiros, submetidas ou não à lavagem, rápida ou demorada, Varginha MG, 2010. Fonte: PROCAFÉ, 2010.

Dessa forma, a lavagem e lixiviação do potássio das folhas de cafeeiros ocorrem de forma significativa, com redução do teor foliar desse nutriente, que pode ocorrer principalmente pela lavagem mais demorada, nas folhas verdes, e mais efetivas nas folhas secas.

Utilização do DRIS na cultura do café – O que é DRIS?

Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação, que considera o equilíbrio nutricional. O DRIS visa fazer comparações das relações dos nutrientes da amostra, dois a dois, com as do padrão, observando a sinergia e o antagonismo entre os mesmos.

O método DRIS, foi proposto por Beaufils (1973), desenvolvendo estudos com milho e seringueira na África do Sul.

Inicialmente o DRIS foi proposto como modelo para identificar fatores limitantes de produtividade. Entretanto, com o tempo, tem se mostrado muito mais eficiente como uma forma de interpretação de análise nutricional das plantas do que como modelo de produtividade agrícola (BATAGLIA, 1989).

Como interpretar os resultados da análise DRIS?

Lavouras mais equilibradas normalmente apresentam menores IBN, enquanto que, lavouras com maiores IBN, indicam maior desequilíbrio nutricional, evidenciado pelos índices DRIS de nutrientes muito negativos (deficiência) ou muito positivos (excesso).

Índice DRIS

Índice DRIS

A base de interpretação pode variar de acordo com os técnicos, por exemplo, alguns consideram valores de índice DRIS menores que -1 como nutriente deficiente, e valores maiores que 1, como excesso, o intervalo de -1 a 1 é considerado adequado.

No entanto, alguns técnicos consideram a referência de -1,5, ou seja, se for menor que -1,5 consideram como nutriente deficiente, e se for maior que 1,5 nutriente em excesso, e o intervalo adequado é considerado de -1,5 a 1,5.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o agro não para e está cada vez mais exigente.

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Larissa Cocato

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Fósforo no café: importância de aplicação, sintomas de deficiência e recomendação https://blog.rehagro.com.br/fosfatagem-no-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/fosfatagem-no-cafeeiro/#respond Thu, 27 Feb 2020 18:00:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7013 O fósforo é componente da molécula de ATP (Adenosina Trifosfato). Ele atua no armazenamento e transferência de energia para as reações bioquímicas e tem um importante papel na fotossíntese e respiração de plantas. Além disso, o fósforo é componente dos Fosfolipídeos. Neste artigo, falaremos sobre a fosfatagem no cafeeiro.   Absorção de fósforo (P) A absorção de […]

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O fósforo é componente da molécula de ATP (Adenosina Trifosfato). Ele atua no armazenamento e transferência de energia para as reações bioquímicas e tem um importante papel na fotossíntese e respiração de plantas. Além disso, o fósforo é componente dos Fosfolipídeos. Neste artigo, falaremos sobre a fosfatagem no cafeeiro.  

Absorção de fósforo (P)

A absorção de P é feita por difusão, que é caracterizada pelo movimento de íons em direção a raiz, em virtude do gradiente de concentração gerado na superfície radicular. O fósforo pode ser absorvido pelas formas:  HPO42- e H2PO4 sendo esta última mais absorvida.

fosfatagem no cafeeiro

Devido aos solos brasileiros serem altamente intemperizados (argila 1:1) e com elevados teores de óxidos de ferro e alumínio, ocorre elevada fixação do fósforo no solo, dessa forma, o solo tem papel de dreno de fósforo, não deixando esse nutriente disponível para absorção pelas plantas.

Deficiência de fósforo

Os sintomas de deficiência de fósforo aparecem inicialmente em folhas velhas, devido a mobilidade desse nutriente.

É caracterizado por folhas verdes e sem brilho, podem amarelecer e apresentar grandes manchas pardas ou violáceas na ponta e no meio.

fosfatagem no cafeeiro

A deficiência de fósforo resulta em diminuição na produção de ATP e NADPH, menor carboxilação e regeneração da RuBP, comprometendo assim a atividade fotossintética das plantas.

Recomendação de fósforo

Para recomendação de adubação com fósforo em lavouras de café:

  • Quando utilizado o extrator Mehlich 1 os técnicos trabalham com um intervalo entre o mínimo de fósforo no solo sendo 15 mg/dm3 e um ideal de 25 mg/dm3
  • Já se utilizado o extrator Resina tem-se trabalhado com teores acima de 30 ou 40 mg/dm³ no solo. 

Para elevar o nível de fósforo no solo, calcula-se com base na tabela de Souza et al. (2007). Variando a quantidade de P2O5 com base no teor de argila e no extrator utilizado.

Tabela 1. Valores do fator CT (capacidade tampão de fósforo) para estimar a dose do adubo fosfatado, em função do teor de argila no solo, para os métodos de Mehlich 1 e resina. 

fosfatagem no cafeeiro

Adaptado de Souza et al., 2007.

Interpretação da tabela

Dessa forma, se um solo possui 40% de argila, e for utilizado o extrator Mehlich 1 é necessário utilizar 30 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo.

Já se o extrator for resina, e o solo possuir o mesmo teor de argila de 40%, é necessário utilizar 14 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo.

Exemplo 1 de cálculo de recomendação de fósforo, com extrator Mehlich 1:

  •  Teor de P no solo: 18 mg/dm3 (extrator Mehlich 1)
  •  Teor de argila: 40%

** Quero atingir 25 mg/dm3 no solo e tenho 18 mg/ dm3:

25 mg/dm3 (quero atingir) – 18 mg/ dm3 (tenho no solo) = 7 mg/ dm3 (preciso aumentar 7 mg/ dm3 ). 

De acordo com a tabela utilizando o extrator Mehlich 1 é necessário utilizar 30 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo, então:

Elevar 1 mg/dm3 ______ 30 kg P2O5/ha 

Elevar 7 mg/ dm3 ______    X

X= 210 kg P2O5/ha

** Dessa forma, é necessário 210 kg de P2O5/ha 

Se a fonte utilizada for o Superfosfato simples, que contém 18% de P2O5 :

100 kg de SS _____ 18 kg de P2O5

            X           _____ 210 kg de P2O5

            X = 1.166,6 kg de superfosfato simples

           X= 1,16 toneladas

Exemplo 2 de cálculo de recomendação de fósforo, com extrator resina:

  •  Teor de P no solo: 29 mg/dm3 (extrator resina)
  •  Teor de argila: 40%

** Quero atingir 40 mg/dm3 no solo e tenho 29 mg/ dm3:

40 mg/dm3 (quero atingir) – 29 mg/ dm3 (tenho no solo) = 11 mg/ dm3 (preciso aumentar 11 mg/ dm3 ). 

De acordo com a tabela utilizando o extrator Resina é necessário utilizar 14 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo, então:

Elevar 1 mg/dm3 ______ 14 kg P2O5/ha 

Elevar 11 mg/ dm3 ______    X

X= 154 kg P2O5/ha

** Dessa forma, é necessário 154 kg de P2O5/ha 

Se a fonte utilizada for o MAP, que contém 48% de P2O5 :

100 kg de MAP _____ 48 kg de P2O5

           X           _____ 154 kg de P2O5

           X= 320,8 kg de MAP

          X =0,32 toneladas

Fontes de fósforo

Tabela 2. Fontes de fertilizantes fosfatados que podem ser utilizados:

fosfatagem no cafeeiro

Fatores que afetam a disponibilidade de fósforo:

  • Quantidade de argila
  • Teor de matéria orgânica
  • pH
  • Teor de cálcio
  • Ferro trivalente e alumínio

Estudos sugerem a relação da matéria orgânica com a diminuição da adsorção de fósforo no solo, devido a liberação de ácidos que competem com os sítios de adsorção de P (Haynes, 1984). 

Uma vez que, os ácidos possuem cargas negativas, que competem com os fosfatos, aumentando assim a disponibilidade de P para as plantas.

Extratores

Mehlich 1

A diferença entre os extratores Mehlich 1 e Resina é que o método de Mehlich 1 (ácido clorídrico + ácido sulfúrico) utiliza um extrator fortemente ácido, dessa forma, esse método pode extrair o fósforo ligado ao cálcio, que não está disponível para as plantas. Por isso, solos adubados com fosfatos de baixa solubilidade, como fosfatos naturais, e com a utilização desses extratores ácidos pode extrair quantidades de fósforo superiores àquelas consideradas disponíveis. Além disso, em solos argilosos, esse mesmo extrator, pode subestimar os valores de P disponíveis, apresentando valores menores devido ao fato de os extratores serem mais desgastados nesses solos, quando comparados aos solos arenosos (Novais & Kamprath, 1979; Muniz at el., 1987).

Resina

Já o extrator Resina fundamenta-se na premissa de simular o comportamento do sistema radicular das plantas na absorção de fósforo do solo (Raij, 1978). Esse processo gera a adsorção de P na solução nas cargas positivas da resina e, como consequência, há a remoção do P adsorvido na superfície das partículas do solo. Dessa forma, a resina não superestima a disponibilidade de P em solos tratados com fosfatos naturais, como ocorre com os extratores ácidos.

Estudo com extratores Mehlich 1 x Resina

Este trabalho mostra a eficiência do extrator resina.

Tabela 3. Comparação de métodos 70 trabalhos (Silva e Raij, 1999)

Fonte: RAIJ

Este trabalho mostra o comportamento dos extratores em 4 experimentos de calagem, sendo observado o extrator resina mais sensível que o extrator mehlich 1, que não apresentou diferenças estatísticas.

Tabela 4. P no solo em experimento de calagem – com soja – Ribeirão Preto SP.

Fonte: RAIJ

Época de aplicação

A aplicação do adubo fosfatado é realizada normalmente nos meses de outubro e novembro. No entanto, quando necessária a prática da calagem nos solos, deve-se ficar atento com a aplicação desse fertilizante. 

Por isso, quando possível é recomendada antecipadamente a aplicação de calcário nos meses de abril/maio, para que no inicio da safra, setembro e outubro, possa ser aplicado sem problemas.

Fósforo no plantio

Deve-se aproveitar o período de plantio para aplicação do fósforo no sulco, isso porque esse nutriente apresenta grande interação com o solo, dessa forma, nessa fase é importante sua colocação próxima as raízes do cafeeiro, pois por ser uma cultura perene, dificilmente terá outra oportunidade de coloca-lo neste local.

Para essa aplicação, é importante ter o cuidado somente com a aplicação do adubo fosfatado com o calcário, devido a sua complexação acarretar em indisponibilidade as plantas.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Centenas de cultivares de café: qual plantar? https://blog.rehagro.com.br/webinar-centenas-de-cultivares-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/webinar-centenas-de-cultivares-de-cafe/#respond Fri, 14 Feb 2020 18:00:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6886 Em novembro de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar sobre centenas de cultivares de café. O palestrante foi Vinicius Andrade, Engenheiro Agrônomo pela UFLA, Doutor em genética e melhoramento de plantas pela IAC e Consultor em Cafeicultura e Pesquisador do Rehagro. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar […]

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Em novembro de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar sobre centenas de cultivares de café. O palestrante foi Vinicius Andrade, Engenheiro Agrônomo pela UFLA, Doutor em genética e melhoramento de plantas pela IAC e Consultor em Cafeicultura e Pesquisador do Rehagro.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

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Adubação com ureia: como melhorar a eficiência? https://blog.rehagro.com.br/adubacoes-via-ureia/ https://blog.rehagro.com.br/adubacoes-via-ureia/#respond Thu, 06 Feb 2020 14:00:21 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6965 A ureia se destaca como um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados, no entanto, a aplicação no solo sem os devidos cuidados pode promover altas perdas por volatilização, na cultura do café essa perda pode chegar até 30%. Isso ocorre devido à formação do gás amônia (NH3), que é volátil, sendo uma das etapas intermediárias da […]

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A ureia se destaca como um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados, no entanto, a aplicação no solo sem os devidos cuidados pode promover altas perdas por volatilização, na cultura do café essa perda pode chegar até 30%.

Isso ocorre devido à formação do gás amônia (NH3), que é volátil, sendo uma das etapas intermediárias da hidrolise da ureia no solo.

A ureia é um fertilizante nitrogenado amídico (NH2)2, porém, as plantas absorvem o nitrogênio na forma nítrica (NO3-) e amoniacal (NH4+), assim, o nitrogênio sofre transformações no solo para ficar disponível para as plantas, conforme as figuras a seguir.

 

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Reações da ureia

Na reação 1, a ureia (CO (NH2)2) é solubilizada pela água e por meio da ureia se forma-se Carbonato de Amônio ((NH4)2CO3), e na sequência forma Amônia (NH3), que é um composto altamente volátil.

Reação da ureia formando amônia

Na reação 2, que é uma reação reversível, ou seja, ela não é estável, a Amônia (NH3) junta-se a água e forma-se Amônio (NH4+).

Esta reação é regida pelo pH do solo, se tiver condição de pH abaixo de 6,0 em água, forma-se Amônio (NH4+), que é a forma que as plantas absorvem, se tiver com pH acima de 8, forma-se Amônia (NH3) e fica sujeita a volatilização.

O fertilizante Sulfato de Amônia, tem pouca perda por volatilização, porque o Sulfato (SO4) promove redução do pH ao redor do grânulo do fertilizante, favorecendo a formação de Amônio (NH4+).

Reação da ureia formando amônio

Após a formação do Amônio (NH4+) se tivermos algumas condições como boa disponibilidade de oxigênio, que beneficia bactérias Nitrossomas e Nitrobacter, o Amônio (NH4+) poderá se transformar em Nitrato (NO3-), sendo esta uma reação irreversível, ficando assim, sem risco de perda por volatilização.

Reação da ureia se transformando em nitrato

Fatores que melhoram a eficiência das adubações nitrogenadas via ureia

Umidade no solo

Em solos úmidos, ocorre maior volatilização da ureia, isso porque com a umidade no solo, há um aumento da difusão de ureia, dessa forma, acarreta maior contato com a urease no solo. (LORENSINI et al., 2012).

Assim, a condição ideal para aplicação da ureia seria solo seco com boa previsão de chuvas nas próximas horas.

Urease

A urease é uma enzima produzida por bactérias, fungos de solo, ou mesmo originada de restos vegetais, essa enzima é responsável pela hidrolise da ureia (CO (NH2)2), acarretando assim em volatilização de amônia.

Portanto, em condições de muita matéria orgânica, como lavouras manejadas com braquiária ou lavouras com materiais vegetais oriundos de podas, é desejável utilização de uma outra fonte de nitrogenado ou ureias com inibidores de urease.

pH alcalino

A aplicação de ureia em solos com condições de pH acima de 8, irá favorecer para que fique na forma de Amônia (NH3) que é a forma onde ocorre a volatilização.

E-book Calagem na cultura do café

Compactação de solo

Solos compactados terão menor disponibilidade de oxigênio, assim, nesta situação terá menor disponibilidade de bactérias aeróbicas Nitrobacter e Nitrossomas, que transformam o Amônio (NH4+) em Nitrato (NO3-), assim, devemos sempre estar atentos a compactação do solo.

Nesta imagem podemos ver lavoura com boa disponibilidade de palhada, que poderá favorecer a Urease.

Lavoura de café com boa disponibilidade de palhada

No resultado da pesquisa desenvolvida por Chagas et al. (2016) fica evidente o risco da ureia em perder nitrogênio por volatilização, numa avaliação realizada em duas safras, enquanto o Nitrato de Amônio perdeu 4 kg/ha, a Ureia perdeu 166 kg/ha.

Tabela com dados de perda de nitrogênio por volatização

Como saber se a eficiência de sua adubação nitrogenada está boa?

O indicador que utilizamos em nossos clientes de consultoria para verificar a eficiência, é quantos quilos de nitrogênio tenho gasto por saca de café produzida. Para chegar a este número deve-se dividir o total de nitrogênio gasto por safra pelo total de sacas de café produzida.

É importante avaliar este indicador por biênios, pois avaliando em um ano somente poderá ser mascarado pela bienalidade da produção.

O benchmarking para este indicador é a faixa de 6 a 8 kg de N/sc.

  • Se estiver abaixo de 6,0 kg de N/sc ótimo, mas cuidado;
  • 8 a 9,0 kg de N/sc há margem para melhora;
  • Acima de 9,0 kg de N/sc há muita margem para melhora.

Na figura a seguir temos o resultado em kg de N/ano, sc/ha e kg de N/sc em seis safras.

Quantidade de nitrogênio utilizado em seis safras de café

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Luiz Paulo Vilela

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Pontos de atenção para a garantia da lucratividade na produção de café https://blog.rehagro.com.br/webinar-lucratividade-na-producao-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/webinar-lucratividade-na-producao-de-cafe/#respond Sat, 25 Jan 2020 18:28:53 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6881 Em agosto de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar Café sobre pontos de atenção para a garantia da lucratividade na produção cafeeira. O palestrante foi Luiz Paulo Vilela, Engenheiro Agrônomo pela UFLA e Coordenador e Consultor Equipe Café do Rehagro. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus […]

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Em agosto de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar Café sobre pontos de atenção para a garantia da lucratividade na produção cafeeira. O palestrante foi Luiz Paulo Vilela, Engenheiro Agrônomo pela UFLA e Coordenador e Consultor Equipe Café do Rehagro.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso 2º Webinar Café! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

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Como realizar a calibração de um pulverizador costal para a cultura do café? https://blog.rehagro.com.br/voce-sabe-como-calibrar-um-pulverizador-costal-para-a-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/voce-sabe-como-calibrar-um-pulverizador-costal-para-a-cultura-do-cafe/#respond Thu, 21 Nov 2019 18:05:24 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6346 Você sabe quais são os passos para calibrar um pulverizador costal para a cultura do café? Veja abaixo o passo a passo para essa atividade: 1. Primeiro deve-se abastecer o pulverizador somente com água. 2. O pulverizador costal deve ser colocado nas costas do aplicador e ser ajustada a alça para que o equipamento fique […]

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Você sabe quais são os passos para calibrar um pulverizador costal para a cultura do café? Veja abaixo o passo a passo para essa atividade:

1. Primeiro deve-se abastecer o pulverizador somente com água.

2. O pulverizador costal deve ser colocado nas costas do aplicador e ser ajustada a alça para que o equipamento fique confortável. (É importante que o aplicador esteja utilizando equipamentos de proteção individual (EPI’s)).

3. Peça para que o aplicador pulverize a água nas plantas de café caminhando a uma distância marcada de 20 metros por exemplo. Nesta etapa é importante que o aplicador ande em uma velocidade confortável e mantenha a velocidade e a pressão (em casos de pulverizadores costais manuais) sempre constante.

 

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4. Posteriormente, deve-se medir a quantidade de água necessária para reabastecer o tanque do pulverizador, para dessa forma verificar qual foi a quantidade de água gasta naquele percurso.

Nesta etapa é importante utilizar calibradores graduados para medir com mais precisão o volume aplicado.

5. Essa prática deve ser repetida por mais duas ou três vezes para que se calcule o gasto médio de água durante esta aplicação, nessa mesma distância (20 metros).

6. Considerando a cultura do café, com um espaçamento de 3,6 m entre ruas e 0,75 m entre plantas, equivale a 36 metros quadrados pulverizados, isso porque, como a pulverização atingira apenas metade da copa do café, a área pulverizada é com base em 20 metros andados multiplicado pela metade do espaçamento entre as ruas. Dessa forma:

  • 20 metros (caminhados pelo aplicador) x 1,8 metros (metade do espaçamento entre ruas de 3,6m) = 36 m² pulverizados

7. Se neste percurso (36 m2), a quantidade de água média medida nas três pulverizações teste foi de 900 ml (0,9 litros), a quantidade em um hectare será de:

36m² ————— 0,9 litros

10.000 m² —————— X

X = 250 litros de calda por ha

8. Se a dosagem do produto é de 400 ml por hectare, considerando uma capacidade do tanque do pulverizador de 20 litros:

250 l ———— 400 ml de produto por h

20 l ——————- X

X = 32 ml

Dessa forma, será recomendado para cada um tanque desse pulverizador cheio, 32,0 ml de produto.

9. Da mesma forma, se o produto recomendado for em quilograma, como por exemplo: 2,0 kg por hectare, considerando o mesmo volume do tanque, de 20 litros:

250 l —————- 20 kg de produto por ha

20 l —————- X

X = 0,16 kg = 160 gramas

Dessa forma, será recomendado para cada um tanque desse pulverizador cheio, 160 gramas de produto, que deve ser medido com balança de precisão.

10. Para pulverizar um hectare, será necessário abastecer o tanque do pulverizador 13 vezes, isso porque:

  •  250 l de calda/20 l (capacidade do pulverizador) = 12,5 bombas => 13 tanques do pulverizador.

Observações:

  • Considerando a aplicação com pulverizadores costais o volume de pulverização por hectare fica em torno de 250 L/ha.
  • Para casos em que o volume de pulverização encontrado não seja o desejado, substitua o bico por um de menor ou maior vazão ou ajuste o caminhamento do aplicador (velocidade), até que o volume desejado seja encontrado. Após essas alterações, devem ser realizadas novamente a pratica de calibragem descrita acima.
  • Para calibração de pulverizadores costais motorizados, durante a aplicação e o trabalho o acelerador deve estar no seu ponto máximo.
  • Destaca-se que o volume do pulverizador já consta o total do produto químico recomendado mais a água. Neste exemplo, com volume de 20 litros, já se refere a quantidade de produto químico adicionado a água.

Como avalizar a pulverização

Após a calibração das doses e volume de calda, é importante que a pulverização atinja seu alvo, para que o produto fitossanitário exerça sua ação.

Isso porque, mesmo na quantidade adequada do produto químico, se ele não atingir seu alvo, haverá perdas de eficácia na pulverização.

Por isso, para avaliar a pulverização, podem ser utilizados papeis hidrossensíveis, que devem ser colocados nas plantas, e após isso, realizar uma pulverização teste com água nessas plantas, caminhando normalmente com o pulverizador. Esses papeis quando em contato com água, desenvolvem manchas azuis muito nítidas, dessa forma, eles podem ser utilizados para avaliar a cobertura daquela pulverização.

Cuidados necessários na pulverização

  • Utilizar água de boa qualidade na pulverização.
  • Antes de iniciar a calibração e a pulverização, checar se o equipamento está funcionando normalmente, sem vazamentos.
  • Checar se o equipamento está limpo. Sempre realizar a limpeza e manutenção com frequência no seu pulverizador.
  • Os aplicadores devem utilizar EPI’s adequados.
  • É importante verificar se as condições climáticas estão adequadas para a realização da pulverização.  Condições de alta temperatura, baixa umidade e muito vento, são condições menos favoráveis a aplicação.

Condições ideais para realizar pulverizaçãoTabela 1. Condições ideais para aplicação.

Saiba mais!

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Larissa Cocato

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Lavoura de café: 6 principais pontos na implantação https://blog.rehagro.com.br/implantacao-de-lavoura-cafeeira/ https://blog.rehagro.com.br/implantacao-de-lavoura-cafeeira/#comments Mon, 03 Jun 2019 12:34:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5882 Você anda sonhando em ter uma produção de café pra chamar de sua, com lavouras vigorosas, altamente produtivas e safras de alta lucratividade? Então, bem-vindo ao primeiro passo: a implantação da lavoura cafeeira! Ela é uma etapa extremamente importante, cujo planejamento e boa execução podem determinar o sucesso da sua produção.  O investimento inicial é […]

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Você anda sonhando em ter uma produção de café pra chamar de sua, com lavouras vigorosas, altamente produtivas e safras de alta lucratividade? Então, bem-vindo ao primeiro passo: a implantação da lavoura cafeeira!

Ela é uma etapa extremamente importante, cujo planejamento e boa execução podem determinar o sucesso da sua produção. 

O investimento inicial é alto e, por ser uma cultura perene, é uma lavoura que irá permanecer no campo por muitos anos.

Dessa forma, uma decisão errada mostrará seus reflexos por mais tempo, ao contrário do que acontece em culturas anuais. 

Veja os 6 principais pontos que merecem sua atenção para garantir melhores condições de crescimento para o cafeeiro e maior produtividade.

1. Escolha da cultivar

Para a escolha da cultivar, devem ser analisadas algumas de suas características, como: o período de maturação de cada uma delas, sua proporção na fazenda, adaptação à região, resistência às doenças e possibilidade de mecanização.

2. Mudas de qualidade

Elas podem ser produzidas ou compradas de viveiros idôneos, lembrando que devem sempre ser levadas ao campo mudas vigorosas, sadias e com sistema radicular bem desenvolvido, a fim de proporcionar um maior volume de solo explorado, com maior absorção de água e nutrientes para superar as adversidades e o período de adaptação no campo.

3. Correção da fertilidade do solo

A correção da fertilidade do solo é uma etapa crítica no manejo do cafeeiro e deve ser realizada cuidadosamente nas áreas de implantação, uma vez que a falta de nutrientes prejudica a produtividade e qualidade do café.

O calcário corrige o pH do solo, que influencia a disponibilidade dos nutrientes para as plantas, e fornece cálcio, que é importante na formação da parede celular das células.

Recomenda-se sua incorporação em maiores profundidades, como no mínimo 40 cm, já que o cafeeiro desenvolve o sistema radicular em camadas mais profundas: podem ser encontradas raízes de 2 metros de profundidade.

4. Aragem, subsolagem e gradagem do solo

Como a cultura permanecerá no campo por muitos anos, um bom preparo do solo também é um ponto fundamental.

Práticas como aragem, gradagem e subsolagem reduzem a compactação do solo, desmembram torrões e proporcionam melhores condições para o desenvolvimento das plantas.

Subsolagem e gradagem no solo

Subsolagem e gradagem do solo (Fonte: Diego Baquião)

5. Alinhamento e preparo do sulco de plantio

O alinhamento do sulco deve ser feito corretamente para que seja realizado um plantio centralizado, evitando problemas posteriores, como, por exemplo, durante a colheita.

Preparo do sulco

Fonte: Diego Baquião

No preparo do sulco de plantio, é recomendada a adição de:

  • Calcário;
  • Matéria orgânica, como o esterco;
  • Gesso;
  • Fósforo.

Calagem no solo

Calagem no sulco de plantio (Fonte: Diego Baquião)

Esterco e gesso no sulco de plantio Fornecimento de esterco e gesso no sulco de plantio (Fonte: Diego Baquião)

6. Época de plantio

Atenção para a época de plantio! Os meses de outubro e novembro, início do período chuvoso, normalmente apresentam melhores condições para o plantio, uma vez que proporcionam maior disponibilidade de água para o desenvolvimento das plantas, como observado nas fotos abaixo.

Em plantios mais tardios, há menor quantidade de chuvas e as plantas terão menor tempo de adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica, o que compromete seu desenvolvimento.

Plantio de café em fevereiro

Plantio de café realizado em 18 de fevereiro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

Plantio de café em dezembro

Plantio de café realizado em 19 de dezembro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

Plantio de café em outubro

Plantio de café realizado em 31 de outubro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

E então? Pronto para implantar sua lavoura?

Se sua resposta é SIM, segue mais uma dica pra você começar a colocar a mão na massa! 

Uma estratégia sensacional usada no manejo dos cafeeiros em formação é a utilização da Braquiária na entrelinha do café, que funciona como quebra-ventos e traz outros inúmeros benefícios, como a manutenção da umidade do solo, diminuição do risco de erosão e do uso de herbicidas, além de ser eficaz no controle de plantas daninhas. 

E-book Braquiária na entrelinha do cafeeiro

E lembre-se: conhecer a fundo o manejo de todo o processo produtivo do café é fundamental. 

Leia também sobre como identificar as principais doenças que podem acometer o cafeeiro e fique de olho!

Sucesso na produção!

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Larissa Cocato

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Manejo de plantas daninhas no cafeeiro: como realizar? https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-plantas-daninhas-em-cafeeiros/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-plantas-daninhas-em-cafeeiros/#respond Fri, 05 Apr 2019 20:29:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5672 Planta daninha é qualquer ser vegetal que cresce onde não é desejada. Nesse sentido, essas plantas podem competir por recursos básicos ao desenvolvimento da cultura, como água, luz, nutrientes e o espaço para o crescimento. Indiretamente, elas também podem prejudicar as plantas cultivadas, por meio da exsudação de substancias alopáticas (tóxicas) ou por serem hospedeiras […]

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Planta daninha é qualquer ser vegetal que cresce onde não é desejada. Nesse sentido, essas plantas podem competir por recursos básicos ao desenvolvimento da cultura, como água, luz, nutrientes e o espaço para o crescimento.

Indiretamente, elas também podem prejudicar as plantas cultivadas, por meio da exsudação de substancias alopáticas (tóxicas) ou por serem hospedeiras de pragas e doenças.

 

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Na cultura do café é comum encontrar as plantas daninhas:

  • Caruru (Amaranthus spp);
  • Buva (Conyza spp);
  • Picão preto (Bidens pilosa);
  • Capim marmelada (Urochloa plantaginea);
  • Trapoeraba (Commelina benghalensis);
  • Tiririca (Cyperus rotundus);
  • Guanxuma (Sida spp.);
  • Poaia branca (Richardia brasiliensis);
  • Capim amargoso (Digitaria insularis);
  • Capim pé de galinha (Eleusine indica);
  • Corda de viola (Ipomoea spp);
  • Erva quente (Spermacoce latifolia);
  • Capim de burro (Cynodon dactylon);
  • Maria pretinha (Solanum americanum).

Recentemente um sério problema que é agravante no manejo de plantas daninhas, são as plantas daninhas resistentes aos principais herbicidas utilizados.

Nesse sentido, das plantas anteriormente citadas, o capim amargoso e buva se destacam com resistência pronunciada a diversos herbicidas utilizados na cafeicultura, dificultando assim seu manejo. Aliado a isto, as espécies do gênero Ipomoea e a espécie Commelina benghalensis possuem grande tolerância ao herbicida glifosato, um dos herbicidas mais utilizados na cafeicultura.

Diversos trabalhos relacionam perdas no crescimento do cafeeiro quando em competição com plantas daninhas. Neste sentido, Ronchi et al. (2003) verificaram interferência severa no conteúdo relativo de macro e micronutrientes na parte aérea de plantas de café quando em competição com B. pilosa.

Também, plantas de café que conviveram com o Capim marmelada (U. plantaginea) tiveram suas características de crescimento reduzidas, como altura, índice de área foliar e diâmetro do coleto, principalmente em maiores densidades desta planta (FIALHO et al., 2011).

Dessa forma, a interferência das plantas daninhas resulta em diminuição do teor de nutrientes nas folhas, menor crescimento e consequentemente, menor produção do cafeeiro (RONCHI et al., 2003; FIALHO et al., 2011; DIAS, ALVES & LEMES, 2009).

Portanto, é necessário que se realize o manejo dessas plantas invasoras, a fim de que as mesmas não exerçam competição com a cultura. Para tal, existem diversos métodos de controle, dentre eles: o manejo preventivo, o controle cultural, o controle mecânico, o controle físico, o controle biológico e o controle químico.

Manejo preventivo de plantas daninhas

O manejo preventivo de plantas daninhas consiste no uso de práticas que visam evitar a introdução, estabelecimento e/ou a disseminação de determinadas espécies em áreas ainda não infestadas por elas.

Neste sentido, práticas como a limpeza de máquinas e implementos que serão utilizados na área, são medidas essenciais para evitar a disseminação das mesmas.

Controle cultural

O controle cultural consiste no uso de práticas que favoreçam o desenvolvimento da cultura em detrimento da planta daninha.

Como exemplo, tem-se a utilização do capim braquiária na entrelinha do cafeeiro, visto que, além de suprimir o crescimento de outras plantas daninhas na rua do cafeeiro, também reduzem o risco de erosão do solo, aumentam o teor de matéria orgânica do mesmo, reduzem a amplitude térmica do solo, e, em lavouras novas podem ser utilizados como quebra ventos.

As espécies de capim braquiária mais indicadas para o plantio em consórcio nas entrelinhas do cafeeiro são: Urochloa decumbens e Urochloa ruziziensis. A espécie Urochloa brizantha (braquiarão) não é muito indicada devido seu crescimento entouceirado não cobrir totalmente o terreno e dificultar o manejo de varrição.

Esse manejo com o capim braquiária, acarreta em redução do uso de herbicidas, isso porque o controle químico será realizado apenas na linha de plantio (projeção da “saia” do cafeeiro), e o capim braquiária na entrelinha do cafeeiro será manejo por meio de roçadas (controle mecânico).

Preconiza-se a roçada antecedendo o florescimento desta gramínea, visando a manutenção do banco de sementes do solo e também para que não ocorra a germinação de sementes próximas ao cafeeiro.

Controle mecânico

O controle mecânico consiste no uso de práticas de eliminação de plantas por meio do efeito mecânico.

Como exemplo, tem-se a capina manual, as roçadas, sejam elas manuais ou mecanizadas. Aliado a isto, tem-se como forma mecânica de se manejar plantas daninhas o uso de grades e arados.

Controle físico

O controle físico de plantas daninhas em cafeeiros consiste no uso de técnicas que impliquem no impedimento físico ao crescimento/germinação das plantas daninhas.

Práticas como a utilização de restos vegetais ou coberturas não vivas no solo são recorrentemente utilizadas em cultivos cafeeiros.

Como exemplo de controle físico, tem-se a utilização de cobertura morta, com restos vegetais do Capim braquiária (palhada) ou mesmo a utilização de casca de café em cobertura. Salienta-se que, os restos culturais de qualquer planta de cobertura consorciada na entrelinha do cafeeiro, quando manejadas corretamente, podem servir como medida física de controle.

Além disso, o filme de polietileno também é considerado um controle físico, conhecida como Mulching, que já é amplamente utilizada na horticultura, e tem sido empregado em algumas áreas no cultivo do café.

Trabalhos como os de Castanheira (2018) e Voltolini (2019) relatam das vantagens desta tecnologia para a otimização do manejo das plantas daninhas e também dos recursos essenciais ao desenvolvimento do cafeeiro, como água e nutrientes.

Controle biológico

Esta forma de controle se dá com a utilização de agentes biológicos para erradicar plantas indesejadas, no entanto, a aplicabilidade deste método ainda é um entrave.

Neste sentido, também a alelopatia é considerada uma forma de controle biológico, que consiste na inibição química exercida devido a liberação de compostos de uma planta, esteja ela viva ou morta, sobre a germinação ou desenvolvimento de outras plantas.

A integração com animais também pode ser alternativa para o controle das plantas daninhas por meio do pastoreio.

Controle químico

O controle químico se dá por meio da utilização de herbicidas, visando o controle das plantas daninhas. Esse método é amplamente utilizado, devido a sua eficácia, custo reduzido, facilidade de aquisição dos produtos e também por existirem moléculas seletivas ao cafeeiro.

Existem diversos mecanismos de ação dos herbicidas, dentre eles: inibidores de ACCase, inibidores de ALS, inibidores de EPSPs, mimetizadores de auxina, inibidores do FS I, inibidores do FS II, inibidores da PROTOX, inibidores da biossíntese de carotenoides, inibidores do arranjo de microtúbulos e inibidores da síntese de ácidos graxos de cadeia muito longa, que devem ser utilizados de acordo com as plantas daninhas presentes na área.

Em cafeeiros, a maior utilização se dá com os inibidores de EPSPs, com o uso do Glyphosate. Outra alternativa são os inibidores da ACCase, que atuam exercendo controle sobre as plantas daninhas monocotiledôneas e são seletivas ao cafeeiro.

Outro mecanismo de ação que apresenta moderada seletividade às plantas de cafeeiro são os inibidores da ALS, que também são eficientes no controle das plantas daninhas (eudicotiledôneas).

E-book fitotoxicidade de herbicida

Manejo integrado de plantas daninhas

Para o manejo de plantas daninhas em cafeeiros é importante que se faça o manejo integrado, que contempla a combinação dos métodos citados anteriormente, capazes de manter o cafeeiro livre de competição, e além disso, reduzir o impacto ambiental negativo.

Um exemplo de sucesso no manejo integrado de plantas daninhas em cafeeiros é a consorciação com o capim braquiária, que é uma medida de controle cultural. Contudo, por meio da roçada (manejo mecânico), os restos culturais são depositados nas linhas de café, exercendo controle físico sobre a germinação das plantas daninhas.

Aliado a isto, o manejo correto é preconizado com a utilização de herbicidas para fazer a “trilhação” da lavoura, ou seja, manter a linha “no limpo”. Alguns trabalhos relatam da ocorrência de exsudação de composto das raízes do capim braquiária que atuam inibindo o crescimento de algumas plantas daninhas.

Portanto, para o sucesso no manejo das plantas daninhas em cafeeiros é essencial a adoção destas medidas de controle e principalmente a tomada de decisões de escolha por estratégias de sucesso como o uso de capim braquiária nas entrelinhas do cafeeiro.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

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Importância do café no Brasil: cenário e produção https://blog.rehagro.com.br/cenario-e-importancia-do-cafe-no-brasil/ https://blog.rehagro.com.br/cenario-e-importancia-do-cafe-no-brasil/#comments Tue, 02 Apr 2019 17:42:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5667 O Brasil é o maior produtor de café do mundo, de acordo com a Organização Internacional do café (2020), estando a frente dos Países: Vietnã, Colômbia, Indonésia, Honduras, Etiópia, Índia, Uganda, Peru e México. Além disso, o país se destaca como maior exportador desse produto, resultando assim em grande importância para o país. Atualmente, o […]

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O Brasil é o maior produtor de café do mundo, de acordo com a Organização Internacional do café (2020), estando a frente dos Países: Vietnã, Colômbia, Indonésia, Honduras, Etiópia, Índia, Uganda, Peru e México.

Além disso, o país se destaca como maior exportador desse produto, resultando assim em grande importância para o país. Atualmente, o café é relevante fonte de receita para centenas de município, assim como, grande gerador de empregos no Brasil.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a cadeia produtiva de café é responsável pela geração de mais de 8 milhões de empregos no País, proporcionado assim renda, acesso a saúde e à educação para os trabalhadores e suas famílias.

 

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Estados produtores no Brasil

Os estados que apresentam maior participação na produção de cafés são:

  • Minas Gerais;
  • Espírito Santo;
  • São Paulo;
  • Bahia;
  • Rondônia.

Além desses citados, os estados do Paraná, Rio de janeiro, Goiás e Mato Grosso, também apresentam participação nesse cenário, entretanto, a porcentagem é bem menor.

Estados produtores de café no BrasilTabela 1. Estimativa de produção de café dos estados brasileiros realizado em dezembro de 2020 pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento).

Área cultivada de café no Brasil

De acordo com a CONAB (2020), a área total cultivada no país com café, considerando as espécies Coffea arabica e Coffea canephora, totaliza 2,16 milhões de hectares no ano de 2020, apresentando um aumento de 1,4% em relação a 2019.

Desse total, 316,6 mil hectares (14,7%) estão em formação e 1,84 milhões de hectares, em produção, o que representa 85,3% da área.

Se tratando da espécie C. arabica, a área cultivada somou 1,76 milhões de hectares na safra 2020. Isso representa cerca de 81% da área existente com lavouras de café. Já a espécie C. canephora, a área cultivada estimada é de 401,7 mil hectares (CONAB, 2020).

Produção brasileira

A produção brasileira de café na safra 2019/2020 foi de 63,08 milhões de sacas beneficiadas. Este número 27,9% superior ao obtido na safra anterior (18/19). Destaca-se que o ano de 2020 foi um ano de bienalidade positiva para o café, ou seja, uma safra de alta produtividade (CONAB, 2020).

O gráfico mostra a produção total de café. Abordamos tanto a espécie Coffea arabica, quanto a espécie Coffea canephora. Os dados mostram a produção desde o ano de 2003 até o ano de 2020, demonstrando os anos de bienalidade positiva (na cor verde) e bienalidade negativa (na cor vinho).

Dados de produção de café no Brasil

Produtividade de C. arabica e C. canephora

A produtividade média estimada da espécie C. arábica na safra 2020 é de 32,18 sc/ha, representando um incremento de 36% em relação à safra anterior, que apresentou 23,66 sc/ha.

Já se tratando da espécie C. canephora, a produtividade média da safra 2020 foi de 38,78 sc/ha, sendo 6,2% inferior a observada em 2019. Vale destacar, que a espécie C. canephora é mais rústica que o arábica, e por isso possui vantagens. Ela apresenta um ciclo de bienalidade menos intenso, dessa forma apresentando menos variações na produção (CONAB, 2020).

Espécies Coffea arabica x Coffea canephora

Como já mencionado, as espécies arábica e canephora são diferentes, apresentando assim particularidades cada uma delas. As diferenças são genéticas, morfológicas, nas condições ideais de cultivo, de bebida e etc.

A foto a seguir mostra que visualmente as espécies são diferentes:

Diferença coffea arabica e coffea canephoraEspécies Coffea arabica (esquerda) e Coffea canephora (direita). Foto: Larissa Cocato.

Algumas diferenças entre as espécies

  • A espécie arábica é unicaule e suas folhas são menores, quando comparada a espécie canephora, que é multicaule com folhas maiores.
  • A temperatura ideal para a espécie arábica é mais amena (18° – 22° C) do que para a espécie canephora (23° – 26° C), sendo que, essa última suporta maiores temperaturas.
  • A espécie arábica possui menores teores de cafeína e sólidos solúveis em sua bebida quando comparada a canephora. Por isso, a espécie C. canephora é mais utilizada para a produção de café solúvel.

Consumo de café no Brasil

O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, ficando atrás apenas da água.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de café (ABIC), considerando o período de novembro 2019 a outubro de 2020 o país consumiu 21.004.430 sacas/ano. O consumo per-capita de café em grão cru (kg/hab.ano) foi de 6,02, e em grão torrado moído 4,82 (kg/hab.ano). Sendo observado no referido período maior consumo em relação ao período anterior.

Tem crescido também a procura por cafés de melhor qualidade, possivelmente isso é resultado do maior conhecimento sobre cafés, suas características, as diferentes formas de preparo, as diferentes regiões produtoras e, além disso, também é devido ao conhecimento dos benefícios do café a saúde humana.

Benéficos do consumo de café a saúde humana

Dentre os benefícios do consumo de café, podemos citar:

  • Efeito positivo na memória;
  • Prevenção de diabetes;
  • Alívio dos sintomas do mal de Parkinson;
  • Proteção contra o Alzheimer;
  • Diminuição do risco de esclerose múltipla;
  • Estímulo ao metabolismo;
  • Combate a depressão;
  • Redução do risco de doenças cardíacas.

No entanto, destaca-se a importância de um consumo moderado, assim como, seu consumo sem a adição de açúcar.

Saiba mais!

A história do café e sua origem: da Etiópia ao Brasil

Conheça alguns métodos de preparo de café

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Compactação do solo: como ocorre e práticas para corrigir https://blog.rehagro.com.br/compactacao-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/compactacao-do-solo/#comments Tue, 11 Sep 2018 13:00:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5063 A resistência do solo à penetração tenta representar a força que as raízes das plantas devem exercer para romper o solo. Ela é influenciada diretamente pela densidade do solo, indicando assim o estado de compactação do solo. Quando há um aumento da densidade do solo com consequente redução da porosidade do mesmo, resulta em interferência […]

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A resistência do solo à penetração tenta representar a força que as raízes das plantas devem exercer para romper o solo. Ela é influenciada diretamente pela densidade do solo, indicando assim o estado de compactação do solo.

Quando há um aumento da densidade do solo com consequente redução da porosidade do mesmo, resulta em interferência na permeabilidade do solo e na disponibilidade de nutrientes e água. Isso ocorre, devido à pressão exercida no solo, pelo tráfego de tratores, máquinas agrícolas, entre outras causas.

Vários são os problemas que um solo compactado pode apresentar, dentre eles, diminuição das trocas gasosas no solo, que são de grande importância para diversas reações que ocorrem, diminuição da infiltração da água, podendo ocasionar em escoamento superficial e erosão do solo.

 

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Compactação do solo e porosidade

O solo contém macro e microporos. Os solos arenosos por possuírem partículas maiores, apresentam maior espaço poroso constituído por macroporos (poros maiores), já os solos de textura argilosa apresentam maior quantidade de microporos (poros menores).

Os poros de menor diâmetro, estão relacionados com a retenção de água e habitat de fungos, e os poros de maior diâmetro, estão relacionados às trocas gasosas de oxigênio e gás carbônico, ao fluxo de água por infiltração, e ao crescimento radicular.

O crescimento das raízes está diretamente ligado ao número de macroporos, uma vez que o sistema radicular necessita de oxigênio para a respiração das raízes e nas reações que ocorrem no solo para absorção de nutrientes.

Por isso, solos compactados apresentam uma redução na porosidade, afetando assim o desenvolvimento radicular, e além disso, raízes mal desenvolvidas irão absorver menos nutrientes e consequentemente a parte aérea será afetada nesse processo.

No solo há um equilíbrio dinâmico entre a solução do solo, a fração sólida e a fração gasosa, sendo que o ar do solo é composto por uma solução gasosa composta principalmente de N2, O2, vapor d’água, CO2 e outros gases e a solução do solo de vários eletrólitos.

Um solo ideal apresenta 45% de material mineral, 5% de matéria orgânica, 33,5% de microporos e 16,5% de macroporos. O crescimento das plantas é afetado diretamente pelo conteúdo de água e oxigênio e pela resistência do solo a penetração de raízes.

Para as plantas, a compactação do solo é uma situação extremamente prejudicial, uma vez que traz prejuízos ao crescimento radicular, dificultando e até mesmo limitando seu crescimento. O valor de resistência a penetração indicado como impeditivo ao desenvolvimento do sistema radicular da maioria das culturas é de 2Mpa (Taylor et al., 1966).

A água tem grande influência na resistência a penetração, uma vez que o aumento da densidade do solo e diminuição no teor de água, resulta em aumento dessa resistência, enquanto que se os teores de água aumentam, acarreta em diminuição da resistência a penetração.

Por isso é interessante realizar medições de compactação com solos próximos a sua capacidade de campo, primeiramente a critério de comparação com os parâmetros que se tem de resistência a penetração e também porque solos secos não irão proporcionar condições favoráveis para o crescimento das raízes.

Dessa forma, o solo na sua capacidade de campo representa a situação que a planta vai encontrar para o desenvolvimento das suas raízes no campo, uma vez que as raízes irão crescer em solo úmidos.

O tipo de solo também influência nessa resistência em que solos mais argilosos, apresentam valores mais elevados de resistência do solo, quando comparados a solos arenosos. Silva em 2001, em Latossolo Vermelho-Amarelo fase arenosa, mostrou que as camadas abaixo de 20 cm apresentaram valores de resistência a penetração significativamente maiores, quando comparado as camadas mais superficiais.

Como medir a compactação do solo

Para medição de resistência a penetração do solo, pode-se utilizar penetrômetros, equipamentos portáteis que podem ser levados para o campo.

É importante salientar, que devido ao teor de água influenciar na resistência a penetração, ao aferir os dados é importante que o solo esteja na sua capacidade de campo, pois os parâmetros que se tem são em solos nessas condições.

Esses equipamentos podem determinar se o solo está compactado e qual a camada que apresenta maior resistência a penetração, para dessa forma tomar decisões de práticas com o intuito de descompactar esse solo.

Utilização de um penetrômetro para medir a compactação do soloMedição de resistência a penetração através de penetrômetros portáteis – Consultor Luiz Paulo Vilela.

Práticas para diminuir a compactação do solo

Algumas práticas de manejo do solo e das culturas provocam alterações nas propriedades físicas do solo, por isso estar atento as condições de manejo é de grande importância, para que minimizem o impacto de degradação do solo com consequente compactação, que pode trazer grandes prejuízos ao desenvolvimento da cultura.

Práticas de preparo do solo com subsoladores, arados e grades também ajudam no processo de descompactação do solo, entretanto o excesso dessas práticas também podem apresentar alguns efeitos negativos, pois podem acarretar em maiores chances de erosão hídrica, uma vez que ocorre mobilização das camadas do solo.

Por outro lado, devido ao cafeeiro ser uma cultura perene e permanecer no campo por muitos anos, uma preparação do solo bem feita traz grandes benefícios ao desenvolvimento da cultura, com o revolvimento das camadas adensadas de forma a facilitar o desenvolvimento das raízes do cafeeiro e dessa forma normalizar a penetração de água e o arejamento do solo.

Muitos técnicos optam pela sequência: subsolador, grade, niveladora e sulcador, realizando assim uma boa preparação do solo.

Subsolador utilizado para preparo do solo.

Grade para o preparo do solo.

Estudos sugerem que a prática da subsolagem (2 hastes) com a adição de 5 ton/ha de palha de café e o retorno do cisco ou a utilização da subsolagem (2 hastes) e voltar o cisco e enterrá-lo aumenta a produtividade de forma significativa.

Além disso, esse trabalho mostrou que o cisco e a palha isolados proporcionaram um aumento de produtividade de 6,9 e 6,2 sacas de café ben.ha-1 respectivamente, enquanto que a subsolagem apresentou um incremento de 10,8 sacas de café ben.ha-1em dois anos, quando comparada a testemunha.

Dessa forma, mostrando a importância da prática de subsolagem nas lavouras e da adição de matéria orgânica (Santinato et al., 2015).

Para promover a descompactação de lavouras em produção, pode-se optar pela técnica da subsolagem na entrelinha, com o intuito de revolver as camadas mais compactadas facilitando assim o desenvolvimento de raízes do cafeeiro, esses equipamentos formam fissuras com mínima mobilização do solo.

Santinato em 2013, realizou um trabalho comparando número de passadas com o subsolador (uma e duas passadas) e o número de hastes(uma, duas, três e quatro) em quatro safras consecutivas em Araguari-MG. Ele verificou que a subsolagem deve ser realizada utilizando duas hastes (Tabela 1) e de dois em dois anos, devido aos melhores resultados de produtividade.

Tabela com a produtividade de sacas de café de acordo com a subsolagem do solo

Em lavouras podadas, técnicos optam pela realização da subsolagem na entrelinha a cada dois anos, promovendo melhores condições para o solo, aproveitando o período em que é realizado a poda para subsolar a entrelinha, devido aos incrementos em produtividade mostrados nos trabalhos acima.

Salientando que a época ideal para realização desta operação é em períodos mais secos, a fim de destorroar o solo formando blocos, com menos riscos de erosão hídrica.

O manejo com a Braquiária também é muito importante neste sistema, visto que quando se promove a descompactação do solo e não há sistema radicular para “estabilização”, a compactação volta rapidamente, por isso, as gramíneas tem grande importância para a formação e estabilização dos agregados (Salton et al., 2008) do solo após a descompactação.

Além disso, a utilização da braquiária também reduz os riscos de erosão, contribui para um aporte de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes, após as roçadas e acumulo de palhada na projeção da saia.

Dessa forma, a utilização da braquiária é importante para complementar o processo subsolagem com o intuito de descompactação do solo, visando melhorar as condições do solo e poder impactar positivamente na produtividade.

A matéria orgânica melhora a agregação das partículas do solo, através de exsudados orgânicos produzidos por microrganismos do solo, provenientes da sua decomposição (Mairhofer et al., 2012), melhorando assim a porosidade do solo e acarretando em melhor infiltração de água, disponibilidade de nutrientes e diminuição da compactação do solo.

braquiária na entrelinha do cafeeiro

Por isso, para se planejar um plantio deve-se estar atento as todos os fatores que impactam no crescimento, desenvolvimento e consequentemente na produtividade das plantas.

Esse planejamento visa preparar o solo corretamente e adotar práticas de manejo em lavouras já implantadas, como a subsolagem na entrelinha, a utilização de braquiária e adição de matéria orgânica, que proporcionem melhores condições para o solo, garantindo um bom desenvolvimento do sistema radicular e consequentemente melhores produtividades.

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Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

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Calcário nas lavouras de café: saiba quando utilizar https://blog.rehagro.com.br/saiba-quando-usar-calcario/ https://blog.rehagro.com.br/saiba-quando-usar-calcario/#comments Mon, 09 Jul 2018 19:16:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4694 Chegou a hora de fazer a calagem nas lavouras que necessitam, mas por que usamos calcário? O calcário ou outras fontes corretivas, como escórias de siderúrgicas, são usadas para corrigir os solos, adequando o pH, alumínio e manganês, além de ser a principal e mais barata fonte de cálcio e magnésio. A maioria dos solos […]

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Chegou a hora de fazer a calagem nas lavouras que necessitam, mas por que usamos calcário?

O calcário ou outras fontes corretivas, como escórias de siderúrgicas, são usadas para corrigir os solos, adequando o pH, alumínio e manganês, além de ser a principal e mais barata fonte de cálcio e magnésio.

A maioria dos solos brasileiros, principalmente da região dos cerrados, são solos que apresentam pH ácido. Este fato pode ter várias origens podendo citar entre elas:

  • Solos naturalmente ácidos, quando a rocha de origem for pobre em bases;
  • Intenso processo pedogenético (intemperismo), causando lixiviação de bases (Ca, Mg e K) ao longo dos anos, que são substituídas por íons H+ e, principalmente, por íons Al+3, resultantes da decomposição dos minerais da argila, situação apresentada por muitos latossolos originados de rochas básicas;
  • No processo de absorção, a raiz troca cátions da solução do solo (K+, Ca+2 e Mg+2) por íons H+ ou OH-, em função do balanço entre a absorção de cátions e ânions;
  • Os adubos nitrogenados não nítricos (sulfato de amônio, nitrato de amônio e uréia), ao serem nitrificados no solo, geram H+;
  • O cloreto de potássio promove aumento no solo de dois componentes da acidez, o alumínio e o manganês.
 

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Assim, em solos ácidos ou alcalinos, podemos ter vários efeitos maléficos para as plantas, causando menor crescimento e, consequentemente, menor produção. Entre estas causas podemos citar:

  • Toxidez por H+, Mn+2 e Al+3;
  • Baixa disponibilidade de nutrientes;
  • Baixa eficiência no aproveitamento de fertilizantes;
  • Baixa atividade microbiológica.

Gráfico mostrando disponibilidade de nutrientes no solo

Gráfico mostrando a baixa disponibilidade de nutrientes de acordo com o aumento do pH

Então, o ideal é manter o pH do solo na faixa de 6 a 7, sendo a faixa onde se encontra melhor eficiência no aproveitamento de fertilizantes.

Para conseguir chegar nessa faixa e corrigir o alumínio e manganês, dependemos de 3 aspectos técnicos:

  1. As características do corretivo utilizado;
  2. A dose do corretivo utilizado;
  3. A forma e época de aplicação do corretivo.

É importante ressaltar também que sempre devemos nos preocupar com aspectos de ordem econômica, como preço dos corretivos e custo do transporte e aplicação dos corretivos.

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Características do corretivo

Poder de Neutralização (PN)

O poder de neutralização representa a quantidade de ácido que o corretivo consegue neutralizar. Esta característica depende de sua natureza química e do grau de pureza. Para calcular o PN de um calcário, usamos a seguinte fórmula:

PN = (% CaO . 1,79) + (% MgO . 2,48)

Granulometria

Para que o calcário sofra reação no solo, as partículas do corretivo têm que estar em contato com o solo. Então, quanto mais fina a granulometria, mais rápida a velocidade de reação do calcário no solo. Porém, o tamanho das partículas varia desde pó, até 2 mm de diâmetro.

ER (%) = (A . 0,2) + (B . 0,6) + (C . 1,0)

Sendo:

  • A = percentual de partículas de 0,84 a 2 mm;
  • B = percentual de partículas de 0,3 a 0,84 mm;
  • C = percentual de partículas menor que 0,3 mm.

Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT)

O poder relativo de neutralização total depende de sua natureza química (PN) e de sua natureza física (ER), sendo dado pela fórmula:

PRNT (%) = (PN x ER) / 100

O PRNT representa quantos % do seu PN irá reagir com o solo num período de 3 meses.

Para lavouras já formadas, devemos dar preferência por calcários com PRNT mais alto possível, pois assim haverá a correção em maiores profundidades, visto que não será incorporado.

Já na formação de novas lavouras, podemos usar calcários com PRNT um pouco mais baixo para ter um efeito residual.

Cálculo da necessidade de calagem

Método Baseado nos Teores de Alumínio, Cálcio e Magnésio Trocáveis

NC (t/ha) = Y . [Al3+ – (mt . t/100)] + [X – (Ca2+ + Mg2+)]

Sendo:

  • Al3+, Ca2+ e Mg2+ = correspondem aos valores encontrados na análise de solo
  • mt = indica a porcentagem de alumínio tolerada pela cultura, para café = 25%
  • t = valor da CTC efetiva na análise de solo
  • Y = representa o poder tampão do solo em função de sua textura, sendo assim:
    • Y = 0 – 1 (solos com menos de 15% de argila);
    • Y = 1 – 2 (solos com 16 a 35% de argila);
    • Y = 2 – 3 (solos com 35 a 60% de argila);
    • Y = 3 – 4 (solos com mais de 60% de argila).
  • X = representa o requerimento de Ca e Mg pela cultura, sendo para café = 3,5.

Método Baseado na Elevação da Saturação por Bases

Podemos enfatizar que este é o método mais usado para cálculo de calagem em Minas Gerais e que apresenta bons resultados.

NC (t/ha) = [T . (V2 – V1)] / 100

Sendo:

  • T = CTC potencial da análise de solo;
  • V2 = percentagem da saturação por bases ideal para a cultura, para café = 60%;
  • V1 = percentagem da saturação por bases do solo, conforme análise de solo.

Cálculo da dose a ser aplicada

Após calcular a necessidade de calagem, é preciso lembrar que este valor equivale a um corretivo com 100% de PRNT.

Porém, tal fato, além de ser difícil de ser encontrado, nem sempre é o desejável. Então, é necessária a seguinte correção pela fórmula:

Quantidade a aplicar = (Necessidade de calagem x 100) / PRNT

Ao ser aplicado o calcário em lavouras já formadas, muitos técnicos e pesquisadores recomendam que divida o valor por 2, partindo do princípio que o calcário irá descer no solo somente por 10 cm.

Porém, em resultados de pesquisa e em vivência prática, tem-se notado que podemos aplicar a dose completa, não havendo riscos de ter super calagem em superfície. Se houver a suspeita de estar tendo tal problema, podemos realizar uma análise de solo da camada de 0-10 cm para verificar.

Calcário sendo aplicado em lavoura de café

Época de aplicação

Para lavouras em formação ou em produção, é preciso atentar à época de aplicação. O calcário deve ser utilizado sempre antes das adubações, principalmente bem antes da fosfatagem. Então, podemos parcelar o calcário, aplicando metade antes da aração e metade antes da gradagem, incorporando-o melhor.

Lembrando que, se for incorporar a mais de 20 cm, é preciso usar um fator multiplicativo, pois a necessidade calculada é para a camada de 0-20 cm. Assim, se incorporamos, por exemplo, até 30 cm, devemos multiplicar por 1,5.

No plantio, temos que fazer a calagem complementar na cova, podendo usar 100g de calcário com PRNT mais baixo por metro linear de sulco para cada tonelada aplicada por hectare em área total. Neste caso, é importante lembrar que após a aplicação do calcário no sulco, é recomendado misturar o calcário no sulco antes da fosfatagem.

Em lavouras em produção, temos que planejar a calagem com base no planejamento das datas das adubações, seguindo do princípio que as adubações são feitas geralmente em outubro/novembro, dezembro/janeiro e fevereiro/março. Então, temos que fazer a calagem até julho/agosto, para, quando aplicar adubo, o calcário já tenha reagido no solo.

Aplicação do corretivo

Existem vários modelos de implementos para aplicar calcário, podendo usar adubadeiras a lanço, lancers e até caminhões equipados com mecanismos dosadores volumétricos. Os equipamentos espalhadores usados em caminhões têm seu uso somente em áreas de formação e são muito usados em agricultura de precisão.

Muitos produtores realizam calagem somente na faixa onde se aplica adubos, ou seja, na projeção da saia do cafeeiro. Porém, tem-se um melhor resultado realizando-se a calagem sempre em área total.

Nesta safra, o preço do café teve uma significativa recuperação. Mas, isso não significa que não temos cada vez mais que diminuir os custos de produção. Então, a calagem, sem dúvida, é o investimento na lavoura que tem o melhor custo/benefício e não impacta tanto nos custos de produção.

Temos que lembrar que a adubação, para ter uma boa eficiência no solo, este deve estar corrigido. A adubação sim, impacta muito no custo de produção.

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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