calagem Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/calagem/ Wed, 07 Dec 2022 17:02:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png calagem Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/calagem/ 32 32 Lavoura de café: 6 principais pontos na implantação https://blog.rehagro.com.br/implantacao-de-lavoura-cafeeira/ https://blog.rehagro.com.br/implantacao-de-lavoura-cafeeira/#comments Mon, 03 Jun 2019 12:34:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5882 Você anda sonhando em ter uma produção de café pra chamar de sua, com lavouras vigorosas, altamente produtivas e safras de alta lucratividade? Então, bem-vindo ao primeiro passo: a implantação da lavoura cafeeira! Ela é uma etapa extremamente importante, cujo planejamento e boa execução podem determinar o sucesso da sua produção.  O investimento inicial é […]

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Você anda sonhando em ter uma produção de café pra chamar de sua, com lavouras vigorosas, altamente produtivas e safras de alta lucratividade? Então, bem-vindo ao primeiro passo: a implantação da lavoura cafeeira!

Ela é uma etapa extremamente importante, cujo planejamento e boa execução podem determinar o sucesso da sua produção. 

O investimento inicial é alto e, por ser uma cultura perene, é uma lavoura que irá permanecer no campo por muitos anos.

Dessa forma, uma decisão errada mostrará seus reflexos por mais tempo, ao contrário do que acontece em culturas anuais. 

Veja os 6 principais pontos que merecem sua atenção para garantir melhores condições de crescimento para o cafeeiro e maior produtividade.

1. Escolha da cultivar

Para a escolha da cultivar, devem ser analisadas algumas de suas características, como: o período de maturação de cada uma delas, sua proporção na fazenda, adaptação à região, resistência às doenças e possibilidade de mecanização.

2. Mudas de qualidade

Elas podem ser produzidas ou compradas de viveiros idôneos, lembrando que devem sempre ser levadas ao campo mudas vigorosas, sadias e com sistema radicular bem desenvolvido, a fim de proporcionar um maior volume de solo explorado, com maior absorção de água e nutrientes para superar as adversidades e o período de adaptação no campo.

3. Correção da fertilidade do solo

A correção da fertilidade do solo é uma etapa crítica no manejo do cafeeiro e deve ser realizada cuidadosamente nas áreas de implantação, uma vez que a falta de nutrientes prejudica a produtividade e qualidade do café.

O calcário corrige o pH do solo, que influencia a disponibilidade dos nutrientes para as plantas, e fornece cálcio, que é importante na formação da parede celular das células.

Recomenda-se sua incorporação em maiores profundidades, como no mínimo 40 cm, já que o cafeeiro desenvolve o sistema radicular em camadas mais profundas: podem ser encontradas raízes de 2 metros de profundidade.

4. Aragem, subsolagem e gradagem do solo

Como a cultura permanecerá no campo por muitos anos, um bom preparo do solo também é um ponto fundamental.

Práticas como aragem, gradagem e subsolagem reduzem a compactação do solo, desmembram torrões e proporcionam melhores condições para o desenvolvimento das plantas.

Subsolagem e gradagem no solo

Subsolagem e gradagem do solo (Fonte: Diego Baquião)

5. Alinhamento e preparo do sulco de plantio

O alinhamento do sulco deve ser feito corretamente para que seja realizado um plantio centralizado, evitando problemas posteriores, como, por exemplo, durante a colheita.

Preparo do sulco

Fonte: Diego Baquião

No preparo do sulco de plantio, é recomendada a adição de:

  • Calcário;
  • Matéria orgânica, como o esterco;
  • Gesso;
  • Fósforo.

Calagem no solo

Calagem no sulco de plantio (Fonte: Diego Baquião)

Esterco e gesso no sulco de plantio Fornecimento de esterco e gesso no sulco de plantio (Fonte: Diego Baquião)

6. Época de plantio

Atenção para a época de plantio! Os meses de outubro e novembro, início do período chuvoso, normalmente apresentam melhores condições para o plantio, uma vez que proporcionam maior disponibilidade de água para o desenvolvimento das plantas, como observado nas fotos abaixo.

Em plantios mais tardios, há menor quantidade de chuvas e as plantas terão menor tempo de adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica, o que compromete seu desenvolvimento.

Plantio de café em fevereiro

Plantio de café realizado em 18 de fevereiro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

Plantio de café em dezembro

Plantio de café realizado em 19 de dezembro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

Plantio de café em outubro

Plantio de café realizado em 31 de outubro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

E então? Pronto para implantar sua lavoura?

Se sua resposta é SIM, segue mais uma dica pra você começar a colocar a mão na massa! 

Uma estratégia sensacional usada no manejo dos cafeeiros em formação é a utilização da Braquiária na entrelinha do café, que funciona como quebra-ventos e traz outros inúmeros benefícios, como a manutenção da umidade do solo, diminuição do risco de erosão e do uso de herbicidas, além de ser eficaz no controle de plantas daninhas. 

E-book Braquiária na entrelinha do cafeeiro

E lembre-se: conhecer a fundo o manejo de todo o processo produtivo do café é fundamental. 

Leia também sobre como identificar as principais doenças que podem acometer o cafeeiro e fique de olho!

Sucesso na produção!

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Calagem e gessagem no sistema de produção de grãos https://blog.rehagro.com.br/calagem-e-gessagem-no-sistema-de-producao-de-graos/ Fri, 24 May 2019 17:21:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5839 A quarta edição do Webinar Grãos aborda a Calagem e Gessagem no sistema de produção de grãos, com Silvino Moreira, UFLA.

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A quarta edição do Webinar Grãos aborda a Calagem e Gessagem no sistema de produção de grãos, com Silvino Moreira, Prof. Departamento de Agricultura UFLA Sistema de Produção de Culturas Anuais.

O Webinar fala sobre os seguintes temas:

  • Correção e construção do perfil do solo para a implantação de sistema de plantio direto;
  • Obtenção de altas produtividades de forma rápida;
  • Como corrigir solos de áreas de abertura;
  • Como realizar a manutenção da fertilidade em áreas com fertilidade já construída;
  • Quais as doses e equipamentos devem ser utilizados na correção.

Obtenha os melhores resultados!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Com ela, você vai dominar técnicas como:

  • Gestão financeira e econômica;
  • Manejo com foco em altas produtividades;
  • Proteção da sua lavoura;
  • Adubações e muito mais.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação Produção de Grãos

 

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Reforma de pastagem: as 5 principais etapas para uma realização bem feita https://blog.rehagro.com.br/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/ https://blog.rehagro.com.br/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/#comments Wed, 31 Oct 2018 16:16:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5327 O Brasil possui aproximadamente 180 milhões de hectares de pastagens, que se não forem bem manejadas, se tornam o fator fundamental na restrição para o aumento dos índices produtivos na criação de gado. Assim, se não há pasto de qualidade, não há condições de se ter uma pecuária com bons índices de ganho de peso, […]

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O Brasil possui aproximadamente 180 milhões de hectares de pastagens, que se não forem bem manejadas, se tornam o fator fundamental na restrição para o aumento dos índices produtivos na criação de gado.

Assim, se não há pasto de qualidade, não há condições de se ter uma pecuária com bons índices de ganho de peso, animais com o escore corporal adequado e nem mesmo lotação elevada.

Muitos pecuaristas almejam reformar a pastagem, contudo, o alto investimento e o tempo de inutilização da área, necessários no método tradicional, impossibilita muitos projetos.

 

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Para que a reforma de pastagem seja eficiente é importante dividir em etapas o programa de estabelecimento da pastagem, como mostra o exemplo abaixo de um calendário de ações aplicadas.

Cronograma para estabelecimento da pastagemCalendário de estabelecimento de pastagens. Fonte: Adilson Aguiar.

Nesse artigo, vamos ressaltar os pontos mais importantes das etapas do programa acima explicando o passo a passo para que você possa aplicar na sua fazenda.

1. Escolha da área a ser reformada e da forrageira

É muito importante checar qual relevo da área em questão para que se possa fazer um planejamento bem estruturado e mais eficiente. Assim, podemos avaliar se será necessária a utilização de máquinas de maior precisão ou mão de obra braçal.

A partir da escolha da área, é feita a escolha da forrageira, levando em conta onde será implantada (encosta leve, baixadas ou em morros). Além disso, devemos considerar a questão climática local (quantidade e distribuição de chuva e variação de temperatura ao longo do ano) e a fertilidade do solo.

2. Análise do solo

O manejo de reforma de pastagem inicia pela análise de solo. Não existe outra forma de se conhecer a real situação da fertilidade do solo sem uma correta amostragem e uma análise feita em um bom laboratório.

É importante salientar que caso a saturação de base esteja baixa, é necessário que a mesma seja elevada através da calagem, dando condições para que a gramínea se desenvolva através da disponibilidade dos nutrientes do solo.

Área dividida em glebasDivisão da área em glebas para amostragem de solos.

3. Recomendações agronômicas através da análise de solo

Calagem

Posteriormente à interpretação da análise do solo por um profissional da área, o engenheiro agrônomo, faz-se a recomendação da correção inicial, a relação Ca/Mg, que deve estar em torno de 3:1. Essa relação irá influenciar na escolha do tipo de calcário a ser usado.

Além disso, devemos prestar atenção para o teor de fósforo existente no solo, já que esse nutriente é de grande importância para um bom desenvolvimento das pastagens e que, infelizmente, é deficitário nos solos brasileiros.

O calcário deve ser aplicado com frequência, haja vista a extração de nutrientes ao longo do desenvolvimento das forrageiras.

Se o recomendado for abaixo de 1000 kg/ha pode ser feita em uma única aplicação e se for maior que 3000 kg/ha é apropriado dividir em duas aplicações. Após a distribuição do calcário, é interessante a ajuda de uma grade para melhor incorporação ao solo. Lembrando que esta atividade deve ser realizada antes do período chuvoso, assim como a gessagem.

Gessagem

A aplicação de gesso agrícola no solo tem como objetivo disponibilizar cálcio e enxofre e, também, reparar o ambiente em subsuperfície. O gesso pode ser utilizado como corretivo em solos salinos e sódicos. No entanto, por ser uma fonte mais solúvel do que o calcário, o gesso não promove a neutralização da acidez do solo.

Antes do cultivo é importante que haja a aplicação do gesso sempre em área total. A recomendação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) indica as quantidades de gesso a serem aplicadas no solo de acordo com a análise do solo para os teores de Ca e Al. Também deve levar em consideração, além do aumento na saturação em bases em camadas de subsuperfície, a capacidade de troca catiônica (CTC).

Por ter alta solubilidade no solo, o gesso abastece o cálcio, que pode ser lixiviado em profundidade, aprimorando a fertilidade e aumentando a exploração das raízes.

Webinar Manejo da fertilidade

4. Execução da reforma da pastagem

Aragem

A aração é um processo que visa revolver a terra, popularmente conhecido como tombamento. Nessa etapa, há uma inversão da camada superficial e a profunda do solo (em aproximadamente 30 cm). A superficial vai para baixo e a camada mais profunda para cima.

Como resultado deste processo, podem surgir muitos torrões, fragmentos grandes de solo agregado. Para que o manejo (plantio e adubação) não seja prejudicado, é importante realizar a gradagem.

Gradagem

A gradagem deve ser realizada quantas vezes forem necessárias para descompactar o solo devidamente. Usualmente, de 2 a 3 gradagens são satisfatórias. É essencial terminar o preparo do solo com uma grade niveladora, a fim de um acabamento no preparo.

Escolha da semente e semeadura

É de grande importância termos cautela na compra da semente, pois é exatamente neste item que muitos pecuaristas acabam errando, considerando o melhor preço como fator principal na decisão da aquisição e não a semente mais pura.

O maior percentual de pureza indica melhor qualidade e maior as chances de sucesso com o plantio, pois não haverá sementes de outras espécies sendo “plantadas” podendo comprometer a cobertura da gramínea e a presença de plantas invasoras

Embora pareça lógico que o produto tenha o mais próximo possível de 100% de sementes da gramínea que o produtor escolheu, infelizmente a fiscalização no Brasil é deficiente e a contaminação com outras sementes ainda é uma realidade.

Dessa forma, o pecuarista na ânsia de economizar acaba comprando um produto de pior qualidade e tendo mais gastos futuros com controle de invasoras, além das falhas de cobertura no solo. .

Para operacionalizar a semeadura, temos que levar em consideração o clima e garantir que todos os passos anteriores foram bem feitos e no tempo correto, pois todos são muito importantes.

Caso a semeadura seja realizada após o prazo correto, podemos não ter níveis satisfatórios de chuva para o estabelecimento correto da forrageira escolhida, perdendo quase todo o trabalho feito, pois para a semente germinar é necessário a presença de umidade no solo.

5. Manejo da pastagem

Após a formação e com o início da utilização da pastagem entra a parte mais importante que é o manejo, ou seja, manter a qualidade da pastagem. Ele requer que se conheça a altura correta para o cultivar implantado e o período necessário de descanso desta para a sua rebrota.

Lembre-se que o homem é o responsável em determinar o momento de retirar o gado da pastagem, e o treinamento da pessoa que cuida dessa decisão na fazenda é fundamental. O Cepea, em 2017, fez uma comparação dos custos, em reais, para a reforma e manutenção de pastagem por hectare. É possível observar o elevado custo de se reformar uma pastagem comparada com o custo da manutenção.

Custos para reforma e manutenção da pastagem

Assim, devemos levar em consideração que a reforma da pastagem deve ser feita quando não há alternativas de manejo para manter a produção animal em alta. Caso todos os passos apresentados acima sejam seguidos e caso a climatologia seja favorável, a reforma não será necessária.

Deve-se apenas monitorar o manejo, ajustando sempre a lotação animal dentro de cada área para que se tenha um pastejo ótimo e um ganho de peso por animal e por área equilibrado, conseguindo uma amplitude ótima de pastejo não tendo áreas grandes de superpastejo ou subpastejo, como mostra a figura abaixo.

Monitoramento do manejo da pastagem

Dica extra!

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  • Nutrição e pastagens;
  • Sanidade;
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As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.

O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

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Calcário nas lavouras de café: saiba quando utilizar https://blog.rehagro.com.br/saiba-quando-usar-calcario/ https://blog.rehagro.com.br/saiba-quando-usar-calcario/#comments Mon, 09 Jul 2018 19:16:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4694 Chegou a hora de fazer a calagem nas lavouras que necessitam, mas por que usamos calcário? O calcário ou outras fontes corretivas, como escórias de siderúrgicas, são usadas para corrigir os solos, adequando o pH, alumínio e manganês, além de ser a principal e mais barata fonte de cálcio e magnésio. A maioria dos solos […]

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Chegou a hora de fazer a calagem nas lavouras que necessitam, mas por que usamos calcário?

O calcário ou outras fontes corretivas, como escórias de siderúrgicas, são usadas para corrigir os solos, adequando o pH, alumínio e manganês, além de ser a principal e mais barata fonte de cálcio e magnésio.

A maioria dos solos brasileiros, principalmente da região dos cerrados, são solos que apresentam pH ácido. Este fato pode ter várias origens podendo citar entre elas:

  • Solos naturalmente ácidos, quando a rocha de origem for pobre em bases;
  • Intenso processo pedogenético (intemperismo), causando lixiviação de bases (Ca, Mg e K) ao longo dos anos, que são substituídas por íons H+ e, principalmente, por íons Al+3, resultantes da decomposição dos minerais da argila, situação apresentada por muitos latossolos originados de rochas básicas;
  • No processo de absorção, a raiz troca cátions da solução do solo (K+, Ca+2 e Mg+2) por íons H+ ou OH-, em função do balanço entre a absorção de cátions e ânions;
  • Os adubos nitrogenados não nítricos (sulfato de amônio, nitrato de amônio e uréia), ao serem nitrificados no solo, geram H+;
  • O cloreto de potássio promove aumento no solo de dois componentes da acidez, o alumínio e o manganês.
 

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Assim, em solos ácidos ou alcalinos, podemos ter vários efeitos maléficos para as plantas, causando menor crescimento e, consequentemente, menor produção. Entre estas causas podemos citar:

  • Toxidez por H+, Mn+2 e Al+3;
  • Baixa disponibilidade de nutrientes;
  • Baixa eficiência no aproveitamento de fertilizantes;
  • Baixa atividade microbiológica.

Gráfico mostrando disponibilidade de nutrientes no solo

Gráfico mostrando a baixa disponibilidade de nutrientes de acordo com o aumento do pH

Então, o ideal é manter o pH do solo na faixa de 6 a 7, sendo a faixa onde se encontra melhor eficiência no aproveitamento de fertilizantes.

Para conseguir chegar nessa faixa e corrigir o alumínio e manganês, dependemos de 3 aspectos técnicos:

  1. As características do corretivo utilizado;
  2. A dose do corretivo utilizado;
  3. A forma e época de aplicação do corretivo.

É importante ressaltar também que sempre devemos nos preocupar com aspectos de ordem econômica, como preço dos corretivos e custo do transporte e aplicação dos corretivos.

E-book Calagem na cultura do café

Características do corretivo

Poder de Neutralização (PN)

O poder de neutralização representa a quantidade de ácido que o corretivo consegue neutralizar. Esta característica depende de sua natureza química e do grau de pureza. Para calcular o PN de um calcário, usamos a seguinte fórmula:

PN = (% CaO . 1,79) + (% MgO . 2,48)

Granulometria

Para que o calcário sofra reação no solo, as partículas do corretivo têm que estar em contato com o solo. Então, quanto mais fina a granulometria, mais rápida a velocidade de reação do calcário no solo. Porém, o tamanho das partículas varia desde pó, até 2 mm de diâmetro.

ER (%) = (A . 0,2) + (B . 0,6) + (C . 1,0)

Sendo:

  • A = percentual de partículas de 0,84 a 2 mm;
  • B = percentual de partículas de 0,3 a 0,84 mm;
  • C = percentual de partículas menor que 0,3 mm.

Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT)

O poder relativo de neutralização total depende de sua natureza química (PN) e de sua natureza física (ER), sendo dado pela fórmula:

PRNT (%) = (PN x ER) / 100

O PRNT representa quantos % do seu PN irá reagir com o solo num período de 3 meses.

Para lavouras já formadas, devemos dar preferência por calcários com PRNT mais alto possível, pois assim haverá a correção em maiores profundidades, visto que não será incorporado.

Já na formação de novas lavouras, podemos usar calcários com PRNT um pouco mais baixo para ter um efeito residual.

Cálculo da necessidade de calagem

Método Baseado nos Teores de Alumínio, Cálcio e Magnésio Trocáveis

NC (t/ha) = Y . [Al3+ – (mt . t/100)] + [X – (Ca2+ + Mg2+)]

Sendo:

  • Al3+, Ca2+ e Mg2+ = correspondem aos valores encontrados na análise de solo
  • mt = indica a porcentagem de alumínio tolerada pela cultura, para café = 25%
  • t = valor da CTC efetiva na análise de solo
  • Y = representa o poder tampão do solo em função de sua textura, sendo assim:
    • Y = 0 – 1 (solos com menos de 15% de argila);
    • Y = 1 – 2 (solos com 16 a 35% de argila);
    • Y = 2 – 3 (solos com 35 a 60% de argila);
    • Y = 3 – 4 (solos com mais de 60% de argila).
  • X = representa o requerimento de Ca e Mg pela cultura, sendo para café = 3,5.

Método Baseado na Elevação da Saturação por Bases

Podemos enfatizar que este é o método mais usado para cálculo de calagem em Minas Gerais e que apresenta bons resultados.

NC (t/ha) = [T . (V2 – V1)] / 100

Sendo:

  • T = CTC potencial da análise de solo;
  • V2 = percentagem da saturação por bases ideal para a cultura, para café = 60%;
  • V1 = percentagem da saturação por bases do solo, conforme análise de solo.

Cálculo da dose a ser aplicada

Após calcular a necessidade de calagem, é preciso lembrar que este valor equivale a um corretivo com 100% de PRNT.

Porém, tal fato, além de ser difícil de ser encontrado, nem sempre é o desejável. Então, é necessária a seguinte correção pela fórmula:

Quantidade a aplicar = (Necessidade de calagem x 100) / PRNT

Ao ser aplicado o calcário em lavouras já formadas, muitos técnicos e pesquisadores recomendam que divida o valor por 2, partindo do princípio que o calcário irá descer no solo somente por 10 cm.

Porém, em resultados de pesquisa e em vivência prática, tem-se notado que podemos aplicar a dose completa, não havendo riscos de ter super calagem em superfície. Se houver a suspeita de estar tendo tal problema, podemos realizar uma análise de solo da camada de 0-10 cm para verificar.

Calcário sendo aplicado em lavoura de café

Época de aplicação

Para lavouras em formação ou em produção, é preciso atentar à época de aplicação. O calcário deve ser utilizado sempre antes das adubações, principalmente bem antes da fosfatagem. Então, podemos parcelar o calcário, aplicando metade antes da aração e metade antes da gradagem, incorporando-o melhor.

Lembrando que, se for incorporar a mais de 20 cm, é preciso usar um fator multiplicativo, pois a necessidade calculada é para a camada de 0-20 cm. Assim, se incorporamos, por exemplo, até 30 cm, devemos multiplicar por 1,5.

No plantio, temos que fazer a calagem complementar na cova, podendo usar 100g de calcário com PRNT mais baixo por metro linear de sulco para cada tonelada aplicada por hectare em área total. Neste caso, é importante lembrar que após a aplicação do calcário no sulco, é recomendado misturar o calcário no sulco antes da fosfatagem.

Em lavouras em produção, temos que planejar a calagem com base no planejamento das datas das adubações, seguindo do princípio que as adubações são feitas geralmente em outubro/novembro, dezembro/janeiro e fevereiro/março. Então, temos que fazer a calagem até julho/agosto, para, quando aplicar adubo, o calcário já tenha reagido no solo.

Aplicação do corretivo

Existem vários modelos de implementos para aplicar calcário, podendo usar adubadeiras a lanço, lancers e até caminhões equipados com mecanismos dosadores volumétricos. Os equipamentos espalhadores usados em caminhões têm seu uso somente em áreas de formação e são muito usados em agricultura de precisão.

Muitos produtores realizam calagem somente na faixa onde se aplica adubos, ou seja, na projeção da saia do cafeeiro. Porém, tem-se um melhor resultado realizando-se a calagem sempre em área total.

Nesta safra, o preço do café teve uma significativa recuperação. Mas, isso não significa que não temos cada vez mais que diminuir os custos de produção. Então, a calagem, sem dúvida, é o investimento na lavoura que tem o melhor custo/benefício e não impacta tanto nos custos de produção.

Temos que lembrar que a adubação, para ter uma boa eficiência no solo, este deve estar corrigido. A adubação sim, impacta muito no custo de produção.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

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