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]]>A seguir, veremos as principais diferenças de calcário x gesso.
Gesso agrícola em lavouras de café. (Foto: Larissa Cocato)
Calcário em superfície. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
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O gesso agrícola é um subproduto da indústria de fertilizantes fosfatados, em que a partir da reação da rocha fosfatada com o ácido sulfúrico se dá a formação do adubo fosfatado e o resíduo desta reação química é o sulfato de cálcio, popularmente conhecido como gesso agrícola.
O calcário é uma rocha sedimentar, que tem em sua composição carbonato de cálcio, podendo ter outros compostos.
Tabela 1. Diferença entre calcário e gesso
O calcário corrige a acidez dos solos, essa correção se faz necessária para promover maior eficiência na absorção de água e nutrientes pelas plantas e consequentemente obter melhores produtividades para as culturas.
O gesso promove alteração da forma iônica do alumínio, para uma forma menos tóxica, sendo este fato, extremamente vantajoso, pois o alumínio é um elemento prejudicial às raízes, visto que ele acarreta em engrossamento das mesmas, afetando assim na absorção de nutrientes.
Dessa forma, propiciando melhores condições para o desenvolvimento das raízes e maior volume de solo explorado por elas.
É importante destacar que, o ânion SO42- (base fraca) não tem praticamente capacidade de hidrolisar a água e produzir OH-, por essa razão, o gesso não é considerado corretivo da acidez.
Conforme mostrado na tabela acima, o gesso e o calcário apresentam grandes diferenças, e por isso, um insumo não pode ser substituído pelo outro.
O calcário é um corretivo do solo, ou seja, ele corrige o pH do solo, já o gesso, é um condicionador de solo.
Um condicionador de solo é um material que proporciona melhoria das propriedades físicas, químicas ou da atividade biológica do solo. O gesso atua como melhorador químico do ambiente radicular, principalmente devido a sua ação sobre o alumínio trocável.
Como já mencionamos as diferenças entre o calcário e o gesso, as reações deles no solo também são diferentes.
Após a aplicação de calcário no solo, o ânion CO32- (base forte) é o principal responsável pela hidrolise da água e formação do íon OH-, que irá neutralizar a acidez ativa (H+) do solo.

A partir das reações, percebemos o quanto é importante a presença de água para que ocorra a reação do calcário, e consequentemente ele atue no solo.
A correção da toxidez do alumínio ocorre por reações de precipitação desses elementos, na forma de oxihidróxido: Al(OH)3.

Em um solo com umidade suficiente, o gesso agrícola sofre dissolução.
Uma vez na solução do solo, o Ca2+ pode interagir com o complexo de troca do solo, deslocando cátions, como Al3+, K+, Mg2+, para a solução do solo, que podem, por sua vez, reagir com SO42-, formando AlSO4+, que é menos tóxica às plantas e os pares iônicos neutros: K2SO40, CaSO40 e MgSO40.
Dada a sua neutralidade, os pares iônicos apresentam grande mobilidade ao longo do perfil, ocasionando uma descida de cátions para as camadas mais profundas do solo.
Tabela 2. Benefícios do calcário e do gesso
Resultados de estudos mostram que o gesso propicia maior distribuição das raízes em profundidade (Souza et al., 2001), dessa forma, acarretando em maior volume de solo explorado e maior absorção de água e nutrientes.
Esse fato torna-se ainda mais importante em períodos de veranico, em que plantas com raízes mais profundas apresentam melhores condições para tolerar esses períodos.
Em relação aos calcários, pelos teores de Mg, eles podem ser classificados nos seguintes tipos:
Além disso, os calcários também se diferem pelo seu PRNT, ou seja, Poder Relativo de Neutralização Total. O PRNT é calculado por uma fórmula que considera o PN e o ER:
PRNT = (PN x ER) / 100
Dessa forma, para analisarmos o PRNT temos que nos atentar ao ‘’Poder de neutralização (PN)’’ que se define na capacidade neutralizante que as bases do corretivo possui e também a “Reatividade das partículas (ER)’’, que considera a granulometria do calcário.
Nesse sentido, para a escolha do calcário devemos considerar os valores de PN e ER, pois um calcário com mesmo PRNT, pode ter tempo de neutralização diferente, visto que, os valores de PN e ER podem ser diferentes e resultar em um mesmo valor de PRNT.
O gesso agrícola por sua vez, atua como um grande fornecedor de cálcio e enxofre e condicionante de solo como foram citados anteriormente, sua composição química varia entre 16 a 20% nos teores de cálcio e de 13 a 16% nos teores de enxofre.
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]]>O calcário ou outras fontes corretivas, como escórias de siderúrgicas, são usadas para corrigir os solos, adequando o pH, alumínio e manganês, além de ser a principal e mais barata fonte de cálcio e magnésio.
A maioria dos solos brasileiros, principalmente da região dos cerrados, são solos que apresentam pH ácido. Este fato pode ter várias origens podendo citar entre elas:
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Assim, em solos ácidos ou alcalinos, podemos ter vários efeitos maléficos para as plantas, causando menor crescimento e, consequentemente, menor produção. Entre estas causas podemos citar:

Gráfico mostrando a baixa disponibilidade de nutrientes de acordo com o aumento do pH
Então, o ideal é manter o pH do solo na faixa de 6 a 7, sendo a faixa onde se encontra melhor eficiência no aproveitamento de fertilizantes.
Para conseguir chegar nessa faixa e corrigir o alumínio e manganês, dependemos de 3 aspectos técnicos:
É importante ressaltar também que sempre devemos nos preocupar com aspectos de ordem econômica, como preço dos corretivos e custo do transporte e aplicação dos corretivos.
O poder de neutralização representa a quantidade de ácido que o corretivo consegue neutralizar. Esta característica depende de sua natureza química e do grau de pureza. Para calcular o PN de um calcário, usamos a seguinte fórmula:
PN = (% CaO . 1,79) + (% MgO . 2,48)
Para que o calcário sofra reação no solo, as partículas do corretivo têm que estar em contato com o solo. Então, quanto mais fina a granulometria, mais rápida a velocidade de reação do calcário no solo. Porém, o tamanho das partículas varia desde pó, até 2 mm de diâmetro.
ER (%) = (A . 0,2) + (B . 0,6) + (C . 1,0)
Sendo:
O poder relativo de neutralização total depende de sua natureza química (PN) e de sua natureza física (ER), sendo dado pela fórmula:
PRNT (%) = (PN x ER) / 100
O PRNT representa quantos % do seu PN irá reagir com o solo num período de 3 meses.
Para lavouras já formadas, devemos dar preferência por calcários com PRNT mais alto possível, pois assim haverá a correção em maiores profundidades, visto que não será incorporado.
Já na formação de novas lavouras, podemos usar calcários com PRNT um pouco mais baixo para ter um efeito residual.
NC (t/ha) = Y . [Al3+ – (mt . t/100)] + [X – (Ca2+ + Mg2+)]
Sendo:
Podemos enfatizar que este é o método mais usado para cálculo de calagem em Minas Gerais e que apresenta bons resultados.
NC (t/ha) = [T . (V2 – V1)] / 100
Sendo:
Após calcular a necessidade de calagem, é preciso lembrar que este valor equivale a um corretivo com 100% de PRNT.
Porém, tal fato, além de ser difícil de ser encontrado, nem sempre é o desejável. Então, é necessária a seguinte correção pela fórmula:
Quantidade a aplicar = (Necessidade de calagem x 100) / PRNT
Ao ser aplicado o calcário em lavouras já formadas, muitos técnicos e pesquisadores recomendam que divida o valor por 2, partindo do princípio que o calcário irá descer no solo somente por 10 cm.
Porém, em resultados de pesquisa e em vivência prática, tem-se notado que podemos aplicar a dose completa, não havendo riscos de ter super calagem em superfície. Se houver a suspeita de estar tendo tal problema, podemos realizar uma análise de solo da camada de 0-10 cm para verificar.

Para lavouras em formação ou em produção, é preciso atentar à época de aplicação. O calcário deve ser utilizado sempre antes das adubações, principalmente bem antes da fosfatagem. Então, podemos parcelar o calcário, aplicando metade antes da aração e metade antes da gradagem, incorporando-o melhor.
Lembrando que, se for incorporar a mais de 20 cm, é preciso usar um fator multiplicativo, pois a necessidade calculada é para a camada de 0-20 cm. Assim, se incorporamos, por exemplo, até 30 cm, devemos multiplicar por 1,5.
No plantio, temos que fazer a calagem complementar na cova, podendo usar 100g de calcário com PRNT mais baixo por metro linear de sulco para cada tonelada aplicada por hectare em área total. Neste caso, é importante lembrar que após a aplicação do calcário no sulco, é recomendado misturar o calcário no sulco antes da fosfatagem.
Em lavouras em produção, temos que planejar a calagem com base no planejamento das datas das adubações, seguindo do princípio que as adubações são feitas geralmente em outubro/novembro, dezembro/janeiro e fevereiro/março. Então, temos que fazer a calagem até julho/agosto, para, quando aplicar adubo, o calcário já tenha reagido no solo.
Existem vários modelos de implementos para aplicar calcário, podendo usar adubadeiras a lanço, lancers e até caminhões equipados com mecanismos dosadores volumétricos. Os equipamentos espalhadores usados em caminhões têm seu uso somente em áreas de formação e são muito usados em agricultura de precisão.
Muitos produtores realizam calagem somente na faixa onde se aplica adubos, ou seja, na projeção da saia do cafeeiro. Porém, tem-se um melhor resultado realizando-se a calagem sempre em área total.
Nesta safra, o preço do café teve uma significativa recuperação. Mas, isso não significa que não temos cada vez mais que diminuir os custos de produção. Então, a calagem, sem dúvida, é o investimento na lavoura que tem o melhor custo/benefício e não impacta tanto nos custos de produção.
Temos que lembrar que a adubação, para ter uma boa eficiência no solo, este deve estar corrigido. A adubação sim, impacta muito no custo de produção.
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