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]]>A recomendação dos técnicos para a adubação do cafeeiro, é a aplicação de metade da dose do adubo de um lado da planta e metade do outro lado.
Foto: Rehagro.
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Essa aplicação dos dois lados da planta de café se refere principalmente quando a adubação é mecanizada. Isso porque, em lavouras com adubação manual e declividade acentuada, essa prática fica mais dificultada. Dessa forma, sendo realizada apenas de um lado da planta – lado de cima.
Abaixo, trazemos um exemplo prático para você entender melhor. Supondo que iremos fazer a recomendação da quantidade de adubo para a nossa primeira adubação, utilizando o nitrogênio (N).
Por exemplo, se a recomendação para o fertilizante nitrogenado para esta lavoura é de 229,3 kg/ha de nitrato:

Vamos fazer o cálculo de metros lineares na lavoura, utilizando o espaçamento entre linhas:
10.000 m2 (1 hectare) / 3,6 m (espaçamento entre linhas) = 2.777,7 metros lineares
Dose de nitrato: 229,3 kg
229,3 kg / 2.777,7 metros lineares = 0,0825 kg por metro = 82,5 g por metro.
No entanto, como a dose deve ser de cada lado, deve-se dividir por 2:
82,5 g por metro / 2 (lados da planta a serem adubados) = 41,2 g por metro de cada lado do cafeeiro.
Considerando que o trator demora 25 segundos para realizar o trajeto de 50 m, deve ser coletado de adubo em um lado da adubadora, nesse tempo (25 segundos):
41,2 g por metro x 50 metros = 2.060 gramas em 50 metros = 2,06 kg de nitrato em 50 metros.
Ou seja, em 25 segundos deve ser coletado em uma saída da adubadora a quantidade de 2,06 kg de nitrato, que corresponde a quantidade do fertilizante que irá cair em 50 metros, proporcionando a adubação de 41,2 gramas de nitrato por metro linear.
Por exemplo, se a recomendação para o fertilizante nitrogenado para esta lavoura é de 229,3 kg/ha de nitrato:

Cálculo do número de plantas por hectare. Com espaçamento de 3,60 m x 0,60 m, temos:
3,60 m x 0,60 m = 2,16 m2
10.000 m2 (1 hectare) / 2,16 m2 = 4.629 plantas por hectare.
**Esse cálculo está considerando que está lavoura não possui falhas, em situações que a lavoura apresenta muitas falhas, deve-se considerar a porcentagem de falhas sob o número de plantas por hectare. Dessa forma, se a lavoura tiver muitas falhas, o número de plantas por hectare será menor, e consequentemente a dose por planta irá aumentar.
Considerando a dose de 229,3 kg de nitrato:
229,3 kg / 4.629 plantas = 0,0495 kg = 49,5 gramas por planta.
Conforme relatado acima, em relação as lavouras de adubação manual e declive acentuado, é mais complicado realizar a adubação dos dois lados da planta. Dessa forma, a dose para adubação manual nessa lavoura é de 49,5 gramas de nitrato por planta.
É importante que saibamos fazer os cálculos de recomendação dos fertilizantes para adubação manual e mecanizada, para sempre passarmos aos responsáveis pela adubação a quantidade final a ser aplicada.
Dessa forma, o acompanhamento da regulagem dos maquinários, quando a adubação for mecanizada, com o intuito de aplicar a quantidade correta do adubo, deve sempre ser feito, para não faltar e nem sobrar da quantidade final que deveria ser aplicada.
Essa conferência de regulagens de máquinas é importante que seja bem feita, pois não adianta fazer uma recomendação adequada dos nutrientes, e na prática não ser aplicada a quantidade recomendada.
Além disso, os indicadores de nutrientes que trabalhamos na lavoura, como por exemplo, do nitrogênio, que varia de 6 a 8 kg de nitrogênio por saca, deve considerar o nitrogênio que realmente foi aplicado na lavoura, e não aquele que foi recomendado. Por isso, devemos ficar atentos a essas quantidades e regulagens.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>O post Calagem no cafeeiro: o que é, quais os seus benefícios e como recomendar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa acidez pode ser causada por vários fatores, dentre eles:
Nesse sentido a correção do solo torna-se uma prática de grande importância, a fim de proporcionar melhores condições para o desenvolvimento do sistema radicular, através da correção da acidez dos solos e consequentemente maior disponibilidade de nutrientes para as plantas.

Efeito do pH na disponibilidade dos nutrientes e na solubilidade do alumínio no solo (Malavolta, 1979).
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Dessa forma, proporcionando melhores condições para desenvolvimento do sistema radicular, aumentando assim a absorção de água e nutrientes.
Não são recentes estudos que mostram os benefícios da calagem em cafeeiro, Lazzarini et al. (1965) mostram os resultados do cafeeiro em sacas beneficiadas por hectare em resposta à calagem e adubação em solos de campo-cerrado, é notório que com a prática da calagem houve incrementos na produção.

Resposta do cafeeiro em sacas benefic/ha à calagem e adubação em solos de campo-cerrado. Batatais – SP. 1965. Fonte: Lazzarini, Moraes, Cervelini, Toledo e Figueiredo
Também, resultados do IBC mostram os aumentos na produção do cafeeiro obtidos pela prática da calagem em diferentes regiões cafeeiras, com variação de aumento na produção variando de +63% a +160%, dessa forma, mostrando que a calagem proporciona incremento na produção.

Aumentos de produtividade obtidos com a prática de calagem em cafezais, em diferentes regiões cafeeiras. Resultados extraídos de parcelas experimentais (Pesquisa/IBC).
A elevada acidez condiciona a uma alta atividade do Al na solução do solo, elemento que é tóxico para as plantas.
O Al se acumula preferencialmente no sistema radicular das plantas, retardando assim seu crescimento e desenvolvimento, aumentando o diâmetro de raízes e reduzindo o número raízes laterais.
Também, pesquisas tem demostrado que Al3+ no meio de crescimento influencia na absorção de elementos essenciais, como P, Ca e Mg (López-Bucio et al., 2000).
Nesse sentido Carvalhal & Miyazawa (2009) estudaram o efeito da interação Al e P no desenvolvimento de mudas de café, os autores concluíram que independente da concentração de P na solução o desenvolvimento das raízes foi inibido.
![Volumes das raízes em função da razão [Al] / [P] das soluções nutritivas](/blog/wp-content/uploads/2020/04/unnamed-1.png)
Volumes das raízes em função da razão [Al] / [P] das soluções nutritivas. Média de seis repetições. (Carvalhal & Miyazawa, 2009)
Neste estudo foi observado também o efeito da toxidez nas raízes (Carvalhal & Miyazawa, 2009), sendo observado engrossamento e paralisação do crescimento devido a inibição da divisão celular, interferindo na absorção e translocação de água e nutrientes para a parte aérea (Foy et alii, 1978).

Vista dos efeitos interativos entre Al e P nas mudas de cafeeiros em solução nutritiva com 1,0 mmol dm-3 de P. (Carvalhal & Miyazawa, 2009)
Nesse sentido, a calagem insolubiliza o Al, proporcionando assim maior desenvolvimento radicular, com consequente maior desenvolvimento da parte aérea das plantas.
Após a aplicação do calcário no solo, o ânion CO32- é responsável pela hidrolise da água e formação do íon OH-, que irá neutralizar a acidez ativa (H+) do solo.
Reação do calcário no solo:

Muitos técnicos tem feito a recomendação de calcário com base no aumento de cálcio no solo:
Exemplo de cálculo:
Se meu solo possui 2,1 cmolc/dm3, e eu desejo aumentar para 3,0 cmolc/dm3, logo, eu preciso aumentar no meu solo 0,9 cmolc/dm3 de Ca:
3,0 – 2,1 = 0,9 cmolc/dm³
Como são necessários 560 Kg de CaO para aumentar 1 cmolc/dm3, então, são necessários 504 kg de CaO, para elevar o cálcio do seu solo para 3,0 cmolc/dm3.
1 cmolc/dm³ —————– 560 kg CaO
0,9 cmol/dm³ —————X
X = 504 kg de CaO
Considerando que meu calcário que possui 36% de CaO, eu preciso fornecer 1,4 toneladas de calcário.
100 kg de calcário ————— 36 kg de CaO
X ———— 504 kg de CaO
X = 1400 kg = 1,4 toneladas
No entanto, esse total de 1,4 toneladas, há um aproveitamento de apenas 50%, por isso a dose deve considerar esse aproveitamento.
Aproveitamento de 50%:
1,4 toneladas ————— 50%
X ——————– 100%
X = 2,8 toneladas de calcário
O teor de magnésio do calcário é uma característica importante a ser analisada para a escolha do corretivo, visto que existem diferentes teores de magnésio nos calcários.
Nesse sentido, é importante que se conheça o teor de magnésio nos solos, para que se tome a decisão do melhor calcário a ser utilizado em cada situação.
Em solos com teor de Mg muito baixo ou baixo, deve-se optar por calcários mais ricos em magnésio, devido ao alto custo desse fertilizante em relação a sua aplicação pelo calcário. Salientando a importância do magnésio como componente da clorofila, além de outras funções desempenhadas por ele.
A aplicação de calcário pode ser feita entre agosto a setembro, nas lavouras em produção, pode-se realiza-la após a varrição e chegação de cisco. Essa aplicação pode ser feita tanto em área total, como em faixa.
Portanto, a calagem além de corrigir a acidez dos solos, consequentemente proporcionando aumentando a disponibilidade de nutrientes, também diminui a toxidez do Al e Mn, fornece Ca e Mg para as plantas, nutrientes esses importantíssimos para o metabolismo das plantas.
Por isso, a calagem é uma prática que traz inúmeros benefícios ao desenvolvimento radicular e da parte aérea das plantas, por isso deve ser realizado nas lavouras, visto que a adubação em um solo ácido irá afetar a disponibilidade de nutrientes, além dos prejuízos causados pelo alumínio em solo ácido e suas consequências na produção do café.
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]]>O calcário ou outras fontes corretivas, como escórias de siderúrgicas, são usadas para corrigir os solos, adequando o pH, alumínio e manganês, além de ser a principal e mais barata fonte de cálcio e magnésio.
A maioria dos solos brasileiros, principalmente da região dos cerrados, são solos que apresentam pH ácido. Este fato pode ter várias origens podendo citar entre elas:
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Assim, em solos ácidos ou alcalinos, podemos ter vários efeitos maléficos para as plantas, causando menor crescimento e, consequentemente, menor produção. Entre estas causas podemos citar:

Gráfico mostrando a baixa disponibilidade de nutrientes de acordo com o aumento do pH
Então, o ideal é manter o pH do solo na faixa de 6 a 7, sendo a faixa onde se encontra melhor eficiência no aproveitamento de fertilizantes.
Para conseguir chegar nessa faixa e corrigir o alumínio e manganês, dependemos de 3 aspectos técnicos:
É importante ressaltar também que sempre devemos nos preocupar com aspectos de ordem econômica, como preço dos corretivos e custo do transporte e aplicação dos corretivos.
O poder de neutralização representa a quantidade de ácido que o corretivo consegue neutralizar. Esta característica depende de sua natureza química e do grau de pureza. Para calcular o PN de um calcário, usamos a seguinte fórmula:
PN = (% CaO . 1,79) + (% MgO . 2,48)
Para que o calcário sofra reação no solo, as partículas do corretivo têm que estar em contato com o solo. Então, quanto mais fina a granulometria, mais rápida a velocidade de reação do calcário no solo. Porém, o tamanho das partículas varia desde pó, até 2 mm de diâmetro.
ER (%) = (A . 0,2) + (B . 0,6) + (C . 1,0)
Sendo:
O poder relativo de neutralização total depende de sua natureza química (PN) e de sua natureza física (ER), sendo dado pela fórmula:
PRNT (%) = (PN x ER) / 100
O PRNT representa quantos % do seu PN irá reagir com o solo num período de 3 meses.
Para lavouras já formadas, devemos dar preferência por calcários com PRNT mais alto possível, pois assim haverá a correção em maiores profundidades, visto que não será incorporado.
Já na formação de novas lavouras, podemos usar calcários com PRNT um pouco mais baixo para ter um efeito residual.
NC (t/ha) = Y . [Al3+ – (mt . t/100)] + [X – (Ca2+ + Mg2+)]
Sendo:
Podemos enfatizar que este é o método mais usado para cálculo de calagem em Minas Gerais e que apresenta bons resultados.
NC (t/ha) = [T . (V2 – V1)] / 100
Sendo:
Após calcular a necessidade de calagem, é preciso lembrar que este valor equivale a um corretivo com 100% de PRNT.
Porém, tal fato, além de ser difícil de ser encontrado, nem sempre é o desejável. Então, é necessária a seguinte correção pela fórmula:
Quantidade a aplicar = (Necessidade de calagem x 100) / PRNT
Ao ser aplicado o calcário em lavouras já formadas, muitos técnicos e pesquisadores recomendam que divida o valor por 2, partindo do princípio que o calcário irá descer no solo somente por 10 cm.
Porém, em resultados de pesquisa e em vivência prática, tem-se notado que podemos aplicar a dose completa, não havendo riscos de ter super calagem em superfície. Se houver a suspeita de estar tendo tal problema, podemos realizar uma análise de solo da camada de 0-10 cm para verificar.

Para lavouras em formação ou em produção, é preciso atentar à época de aplicação. O calcário deve ser utilizado sempre antes das adubações, principalmente bem antes da fosfatagem. Então, podemos parcelar o calcário, aplicando metade antes da aração e metade antes da gradagem, incorporando-o melhor.
Lembrando que, se for incorporar a mais de 20 cm, é preciso usar um fator multiplicativo, pois a necessidade calculada é para a camada de 0-20 cm. Assim, se incorporamos, por exemplo, até 30 cm, devemos multiplicar por 1,5.
No plantio, temos que fazer a calagem complementar na cova, podendo usar 100g de calcário com PRNT mais baixo por metro linear de sulco para cada tonelada aplicada por hectare em área total. Neste caso, é importante lembrar que após a aplicação do calcário no sulco, é recomendado misturar o calcário no sulco antes da fosfatagem.
Em lavouras em produção, temos que planejar a calagem com base no planejamento das datas das adubações, seguindo do princípio que as adubações são feitas geralmente em outubro/novembro, dezembro/janeiro e fevereiro/março. Então, temos que fazer a calagem até julho/agosto, para, quando aplicar adubo, o calcário já tenha reagido no solo.
Existem vários modelos de implementos para aplicar calcário, podendo usar adubadeiras a lanço, lancers e até caminhões equipados com mecanismos dosadores volumétricos. Os equipamentos espalhadores usados em caminhões têm seu uso somente em áreas de formação e são muito usados em agricultura de precisão.
Muitos produtores realizam calagem somente na faixa onde se aplica adubos, ou seja, na projeção da saia do cafeeiro. Porém, tem-se um melhor resultado realizando-se a calagem sempre em área total.
Nesta safra, o preço do café teve uma significativa recuperação. Mas, isso não significa que não temos cada vez mais que diminuir os custos de produção. Então, a calagem, sem dúvida, é o investimento na lavoura que tem o melhor custo/benefício e não impacta tanto nos custos de produção.
Temos que lembrar que a adubação, para ter uma boa eficiência no solo, este deve estar corrigido. A adubação sim, impacta muito no custo de produção.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:
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