cio Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/cio/ Fri, 06 Jan 2023 19:43:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png cio Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/cio/ 32 32 Taxa de prenhez: como aumentar na sua propriedade https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/ https://blog.rehagro.com.br/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/#respond Thu, 29 Sep 2022 12:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15466 A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda. Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! […]

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A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda.

Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!

 

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O que é taxa de prenhez e como calcular?

A taxa de prenhez é um índice reprodutivo que indica a porcentagem de vacas gestantes em relação ao total de vacas aptas do rebanho, a cada 21 dias. Essa taxa é capaz de medir a velocidade em que os animais ficam gestantes na propriedade.

Para calcular a taxa de prenhez  precisamos conhecer outros dois indicadores:

  1. A taxa de serviço;
  2. A taxa de concepção.

A taxa de serviço, indica a quantidade de vacas inseminadas sobre o número de vacas aptas (a cada 21 dias), podendo ser calculada a partir da seguinte fórmula:

Taxa de serviço (%) =  Número Vacas Inseminadas / Número Vacas Aptas

Já a taxa de concepção nos mostra o número de animais que ficaram gestantes em relação ao número total de animais inseminados, e pode ser obtida pela equação:

Taxa de concepção (%) = (Nº Vacas Gestantes x 100)/ Total de Serviços

A partir dessas duas taxas conseguimos então, calcular a taxa de prenhez:

Taxa de Prenhez (%) = Taxa de Concepção (TC) x Taxa de Serviço (TS)         

Com ela é possível monitorar o desempenho reprodutivo das vacas, alcançando assim melhores resultados produtivos para a atividade leiteira.

A seguir, confira alguns fatores que influenciam essa taxa e algumas dicas para melhorar esse índice dentro da sua fazenda!

Fatores que influenciam a taxa de prenhez

Existem alguns fatores que possuem influência direta sobre a reprodução e taxa de prenhez da fazenda, por isso, conhecê-los é essencial para elevar esse índice e manter bons resultados reprodutivos.

Listamos 5 pontos que podem auxiliar o aumento da taxa de prenhez. Veja abaixo:

1. Respeitar o período de espera voluntário (PEV)

O PEV é o período que as vacas necessitam após o parto, para retornar a produção. Esse tempo pode variar entre 45 a 60 dias em média, dependendo da raça.

É preciso respeitar rigorosamente esse tempo, a fim de que o organismo do animal se recupere completamente para só então liberá-los para serem inseminados ou cobertos.

2. Proporcionar bem estar animal

Para obter bons índices de prenhez por animal, deve-se efetuar o manejo correto, fornecendo boas condições nutricionais, ambientais e comportamentais. A reprodução é uma função complexa do organismo e é altamente dependente de uma base de manejos bem feita.

3. Detectar corretamente o cio

A detecção correta do cio afeta de maneira drástica o manejo reprodutivo do rebanho. Fatores como horário e tempo de observação, tamanho de lotes e piquetes, bem como o olhar do observador, possuem interferência sobre a detecção do cio.

Por isso, invista em treinamentos e ferramentas para te auxiliar nesse momento tão importante.

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4. Atenção a qualidade do sêmen

Resguardar a qualidade do sêmen bovino é essencial para atingir bons resultados reprodutivos. Deve-se realizar a avaliação da quantidade, concentração e proporção dos espermatozoides, assim como a motilidade, antes do processo de inseminação.

É importante destacar que para validar a qualidade do sêmen é preciso haver uma associação positiva entre os critérios de avaliação.

5. Mão de obra de qualidade

Ter colaboradores aptos a realizar a inseminação é fundamental para se obter uma boa taxa de prenhez. É necessário investir em treinamentos e reciclagens para que os trabalhadores envolvidos no processo estejam sempre capacitados e atentos ao processo correto.

Além de oferecer cursos aos colaboradores, busque sempre destacar e valorizar a importância de seu trabalho para os resultados positivos da fazenda.

Conclusão

Obter uma alta taxa de prenhez e bons índices reprodutivos na fazenda é um processo multifatorial que exige atenção redobrada.

Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

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Métodos de reprodução bovina: monta natural, inseminação artificial e IATF https://blog.rehagro.com.br/manejo-reprodutivo/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-reprodutivo/#comments Wed, 17 Nov 2021 15:00:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4864 O sucesso da atividade da pecuária de corte está relacionado com a eficiência na produção, tanto em aspectos produtivos quanto reprodutivos. Bons índices de reprodução bovina na propriedade representam um importante passo para pecuarista se manter na atividade com bom retorno econômico. Em uma fazenda de cria de gado de corte, de forma simplicista, é […]

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O sucesso da atividade da pecuária de corte está relacionado com a eficiência na produção, tanto em aspectos produtivos quanto reprodutivos. Bons índices de reprodução bovina na propriedade representam um importante passo para pecuarista se manter na atividade com bom retorno econômico.

Em uma fazenda de cria de gado de corte, de forma simplicista, é esperado a produção anual de um bezerro de qualidade por matriz para que justifique os custos daquela matriz na propriedade.

Entretanto, a obtenção de um bezerro por vaca por ano, pode ser um grande desafio. Períodos prolongados de anestro (ausência de cio) pós-parto, fatores ambientais ou nutricionais, falhas na detecção de cio, deficiência dos touros e falhas com as técnicas de IATF são alguns dos fatores que impactam e prolongam o intervalo entre partos.

Para obtenção de resultados satisfatórios é importante definir cada técnica de manejo reprodutivo, elucidar os pontos positivos e entender as limitações de cada uma delas, das quais podem ser determinantes para a eficiência ou ineficiência da técnica.

 

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Monta natural (MN)

A técnica de acasalamento mais tradicional é a monta natural (MN), que consiste no touro mantido com as vacas durante o ano todo ou durante o período da estação de monta.

Esse método reprodução bovina é conhecido por aparentemente gerar mínimos custos, além de não haver a necessidade de detecção de cio e mão-de-obra altamente treinada, porém, essa prática possui limitações devido à ausência de informações e controle zootécnico.

Alguns pontos fracos dessa técnica podem ser citados, tais como:

  • Aumento de transmissão de doenças no rebanho;
  • Lesões em vacas devido ao tamanho e o peso dos touros;
  • Chances de lesionar o touro pela tentativa de monta;
  • Necessidade de manter mais touros na fazenda para obter uma relação adequada touro-vaca, comumente sendo utilizado um touro para cada trinta ou quarenta matrizes.

Quando consideramos a monta natural em um sistema sem estação de monta, os pontos fracos da utilização podem se acentuar:

  • Datas de cobertura e partos desconhecidas;
  • Dificuldades no manejo de bezerros ao longo do ano;
  • Fertilidade das matrizes prejudicada pela susceptibilidade à sazonalidade climáticas e de forrageiras;
  • Avanços;
  • Paternidade desconhecida;
  • Redução da vida útil do touro devido ao desgaste pelo excesso de montas.

Além desses pontos levantados, vale destacar que o melhoramento genético nesse cenário se torna lento e, na maioria das vezes, inexistente pela falta de informação dos cruzamentos e utilização de animais geneticamente superiores.

Monta natural controlada (MNC)

Diante desse cenário, a monta natural controlada (MNC) surgiu com o objetivo de suprir alguns dos pontos fracos da monta natural. Nesse método, as vacas são expostas ao touro quando apresentam cio, possibilitando melhor controle reprodutivo quando comparado com a monta natural.

Aqui, é possível registrar a paternidade, as datas de cobertura e estimar as datas de parição, assim possibilita calcular o intervalo entre partos. A identificação de problemas reprodutivos fica facilitada e a ocorrência de animais lesionados é minimizada já que a vaca está apta à monta.

A relação touro-vaca também é otimizada, podendo esta ser de até 1:100 o que maximiza a vida útil desse reprodutor e diminui o custo do bezerro produzido.

Para melhores resultados, é preciso que a equipe seja treinada para detectar o cio da vaca ainda quando ela esteja aceitando a monta, o que pode acarretar em perdas de cio caso ocorra falha no processo. O uso de rufião também é bastante comum para auxiliar na detecção do cio.

O macho deve ficar em piquete separado para receber as fêmeas, o que pode significar gastos com instalações e mão-de-obra. Neste tipo de manejo reprodutivo, é possível determinar um período do ano para a estação de monta, concentrando os partos na época mais favorável do ano.

A nutrição do reprodutor deve estar adequada para garantir o máximo desempenho reprodutivo, portanto, a recomendação nutricional de um profissional é importante.

Aqui é possível ter uma melhor seleção genética devido ao melhor controle da monta comparado à monta natural, porém o uso de algumas raças torna-se inviável devido a dificuldade de cobertura por touros de raças não adaptadas à algumas regiões do Brasil, limitando assim a adição de genes de interesse econômico na fazenda.

Vale ressaltar que tanto na monta natural como na monta natural controlada, a realização de exame andrológico em touros é essencial para garantir a saúde do rebanho evitando a disseminação de doenças, e também para o ajuste da relação touro-vaca de acordo com a qualidade espermática do macho a fim de não haver a subutilização dos touros, o que pode ter impactos negativos na produção e custo do bezerro.

Inseminação artificial (IA)

Outra técnica de reprodução bovina bastante difundida é a inseminação artificial (IA) que é definida pela deposição do sêmen do reprodutor no interior do útero da vaca.

Essa técnica trouxe maiores possibilidades e melhorias para o mercado da carne, dentro dos quais podem destacar melhoramento genético acelerado dentro da propriedade, possibilitando a aquisição de sêmen de touros comprovados por centrais genéticas.

Além da comprovação de descendentes superiores, podemos inserir ao rebanho características desejáveis já avaliadas através das DEPs (diferenças esperadas nas progênies) dos touros de centrais.

A escolha das características pode ser também corretiva, por exemplo, vacas com dificuldade no parto devido a bezerros muito pesados ao nascimento, a inseminação artificial traz a possibilidade de corrigir esses problemas com touros que possuem progênies mais leves ao nascer.

A técnica também possibilitou a produção de bezerros cruzados entre raças que dificilmente teriam bons desempenhos reprodutivos em certas regiões do Brasil. Como é o caso de matrizes zebuínas serem inseminadas com touros europeus, ou vice-versa, gerando progênies superiores e com alto valor de mercado.

A chegada da inseminação artificial reduz drasticamente a transmissão de doenças no rebanho, já que as centrais de sêmen possuem rigoroso controle sanitário. Além disso, podemos destacar também a redução de acidentes com os animais e com as pessoas envolvidas no manejo, já que o reprodutor é sempre um animal mais agressivo.

Assim como a monta natural controlada, o controle zootécnico é maior nesse tipo de manejo, já que a técnica exige a observação e anotações diárias do rebanho. A adoção de uma estação de monta facilita bastante o manejo e concentração das atividades

Embora o custo inicial da inseminação artificial seja maior, os resultados gerados com ganhos genéticos, redução de problemas no parto, gastos com reprodutores, controle do zootécnico do rebanho etc, tornam essa técnica financeiramente vantajosa para pequenos, médios e grandes produtores.

Entretanto, é preciso estar atento aos pontos que podem resultar em fracasso na adoção dessa tecnologia. A detecção do cio por uma equipe altamente treinada é fundamental para uma taxa de prenhes satisfatória, caso contrário o custo de produção será onerado.

A técnica é simples, mas exige que o inseminador a domine. Portanto, cursos e treinamentos são sempre necessários para se obter melhores resultados.

A aquisição de sêmen deve ser feita em centrais registradas para evitar problemas de disseminação de doenças ou mesmo de características de expressão genética negativa no rebanho. O armazenamento adequado deste sêmen em botijões contendo nitrogênio líquido é imprescindível para o sucesso da técnica.

A dificuldade de detecção de cio resulta em taxa de prenhez menores quando a inseminação artificial é utilizada, desse modo a técnica de inseminação em tempo fixo (IATF) tem suprido essa falha de manejo através da sincronização do estro das vacas com a utilização de hormônios para a recepção do sêmen inseminado no tempo em pré-determinado.

Inseminação artificial em tempo fixo (IATF)

Basicamente, todos os benefícios discutidos na inseminação artificial podem ser considerados na inseminação artificial em tempo fixo. Adicionalmente, a concentração das atividades e concepções pode ser ainda maior.

A inseminação artificial em tempo fixo requer menos mão-de-obra, já que não há necessidade de detecção do cio, entretanto, essa mão-de-obra deve ser especializada e devidamente treinada para que bons resultados sejam garantidos.

Diante das técnicas abordadas aqui, podemos ressaltar que não necessariamente elas precisam ser utilizadas isoladamente. A adoção de uma ou mais técnica pode ser estratégica para a otimização dos índices reprodutivos. Por exemplo, após a IATF podemos ter o repasse com touros. Ou então podemos utilizar a inseminação artificial após uma IATF, aproveitando o cio de retorno, cerca de 21 dias após a primeira IA.

Webinar Protocolos da IATF

Saiba mais sobre reprodução bovina e melhoramento genético!

Independente da técnica adotada ou do conjunto de técnicas, precisamos estudar o sistema e traçar metas de adoção da tecnologia. Motivar e adaptar a equipe às novas implementações é tarefa primordial para gerar bons resultados.

Fatores como nutrição adequada, controle da sanidade do rebanho, baixa taxa de aborto, controle zootécnico e acompanhamento de um profissional também são pontos chaves para o sucesso da tecnologia e retorno econômico.

É importante que o produtor conheça as vantagens e limitações de cada técnica de manejo reprodutivo, para que junto com o profissional de sua confiança possam implantar um protocolo que mais se adeque a sua realidade.

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Andrea Mobiglia

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O sucesso de um projeto leiteiro é definido a partir da máxima eficiência reprodutiva, levando ao aumento da eficiência de produção e alimentação das vacas.

Quando se eleva os indicadores reprodutivos, é possível aumentar a proporção de vacas na fase inicial de lactação, onde a produção de leite e o retorno sobre o custo alimentar são maiores. Os métodos para detecção de cio refletem na taxa de serviço das vacas.

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Como detectar o cio em vacas leiteiras de forma eficiente? https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-a-taxa-de-deteccao-de-cio/ https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-a-taxa-de-deteccao-de-cio/#respond Wed, 15 Jul 2020 18:00:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7898 A maximização da eficiência reprodutiva do rebanho e a taxa de detecção de cio consiste em uma das chaves para o sucesso da atividade leiteira. A obtenção de boas taxas reprodutivas tende a contribuir para o aumento dos lucros da fazenda, pois eleva-se a proporção de vacas em fase inicial de lactação. Nesta fase, o […]

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A maximização da eficiência reprodutiva do rebanho e a taxa de detecção de cio consiste em uma das chaves para o sucesso da atividade leiteira. A obtenção de boas taxas reprodutivas tende a contribuir para o aumento dos lucros da fazenda, pois eleva-se a proporção de vacas em fase inicial de lactação.

Nesta fase, o fato de a produção de leite ser maior possibilita uma otimização do retorno sobre o custo alimentar. No entanto, para que haja maior proporção de vacas em fase inicial de lactação e otimização do retorno sobre o custo alimentar é necessário, dentre outros fatores, que haja eficiência reprodutiva.

Uma situação observada comumente no campo em grande parte das fazendas é a baixa taxa de serviço nos rebanhos leiteiros. Ou seja, uma menor proporção de vacas é servida (coberta, inseminada, etc) em comparação com o ideal.

O objetivo deste texto baseia-se em apresentar e discutir os principais métodos que auxiliam na detecção de cio e, consequentemente, no aumento do indicador da taxa de serviço e na maximização da eficiência reprodutiva.

É importante salientar que não basta apenas garantir o serviço reprodutivo para a vaca, sendo necessário também que ele ocorra no momento adequado e que a gestação se mantenha de forma saudável e venha a gerar um parto.

 

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Cio: no que consiste?

O cio, também conhecido como estro, é comumente referido como o dia zero (D0) do ciclo estral das fêmeas bovinas, consistindo no período da fase reprodutiva no qual a fêmea apresenta sinais de receptividade sexual (aceitação de monta), seguida de ovulação.

A duração média do cio é de aproximadamente 12 a 18 horas, sendo que a ovulação ocorre de 12 a 16 horas após o término do cio, ou 28 horas após o início do estro. No entanto, em vacas leiteiras de alta produção tem-se observado que a duração média do cio se encontra inferior a 8 horas.

O início das atividades que caracterizam o cio tende a ocorrer durante a noite, madrugada ou começo da manhã, conforme demonstrado pela figura a seguir.

Gráfico mostrando relação das atividades de cio de acordo com as horas do dia

Características relacionadas ao cio das vacas

No período do cio, os elevados níveis circulantes de estradiol promovem alterações anatômicas e comportamentais nas fêmeas bovinas.

Um conjunto de comportamentos e alterações características são manifestadas pelos animais antes, durante e depois do estro, sendo importante que o colaborador responsável pela observação de cio conheça tais comportamentos para que redobre sua atenção.

As principais alterações comportamentais das vacas devido ao cio envolvem:

  • Pressão do queixo sobre o períneo/garupa;
  • Tentativa de monta;
  • Agitação;
  • Micção frequente;
  • Perda de apetite.

Associado às alterações comportamentais estão as mudanças anatômicas do aparelho reprodutivo da fêmea. Dentre elas, as principais são:

  • O edema e o avermelhamento da vulva;
  • A abertura da cérvix;
  • Corrimento muco-vaginal claro e viscoso.

A pergunta que fica é a seguinte: “Por que é tão difícil observar o cio?”.

De forma resumida, se deve ao fato de que as vacas leiteiras modernas apresentam uma série de fatores que contribuem para esta menor observação de cio, sendo os principais: maior produção de leite, menor duração do cio e maior desbalanço hormonal.

Estudos científicos, conforme demonstrado pelo gráfico a seguir, apontam que a duração do cio (horas) está associada a produção de leite (kg/dia), sendo que o cio tende a ser menor quanto maior for a produção de leite da vaca.

Este fato está relacionado em grande parte com a taxa de metabolismo das vacas, onde naquelas de alta produção tende a ser mais elevado, depurando de forma mais acelerada os hormônios esteroides e interferindo na duração do estro.

Gráfico mostrando a produção de leite de acordo com a detecção de cio

Outros estudos observaram a distribuição da duração do estro em vacas holandesas.

O encontrado foi de que aproximadamente 60% das vacas demonstraram atividade de cio por no máximo 8 horas. Destas vacas, 50% ficaram menos de 4 horas em estro. Veja o gráfico abaixo:

Gráfico mostrando a distribuição da duração do estro em vacas holandesas

Os dados e as informações apresentadas nos dois gráficos reforçam ainda mais a importância da adoção de estratégias e ferramentas auxiliares de identificação de cio.

É corriqueira a situação de vacas que não são identificadas em cio, não são trabalhadas reprodutivamente e contribuem para redução dos indicadores de eficiência reprodutiva e produtiva da fazenda.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

Métodos auxiliares de identificação do cio em vacas

A observação de aceitação de monta representa o método clássico para identificação de cio, no entanto apresenta alguns fatores limitantes para sua utilização isolada em rebanhos com maior produção de leite.

Conforme citado anteriormente, os sinais de cio frequentemente são expressos mais no período noturno, momento em que, geralmente, não há ninguém observando cio.

Além disso, o elevado consumo de matéria seca que é necessário para suprir as exigências nutricionais da alta produção de leite faz com que se eleve a taxa do metabolismo hepático das vacas, aumentando assim a depuração dos hormônios esteroides relacionados à reprodução. Esse fato contribui para redução da duração e intensidade dos sinais de estro.

A seguir serão discutidos alguns métodos/ferramentas que auxiliam no controle dos problemas relacionados à identificação de cio.

Raspadinha

A raspadinha consiste em um dispositivo semelhante a uma raspadinha de loteria que é colada na base da cauda do animal. No momento em que o animal é montado, a tinta da tira adesiva é removida, o que torna possível identificar que o animal aceitou monta.

Uma grande vantagem da utilização dessa ferramenta é identificar os animais que manifestaram cio durante a noite ou em momentos sem observação de cio. Uma das desvantagens é que utilizar em todo rebanho pode se tornar inviável economicamente.

Um ponto de atenção deve ser considerado quanto a utilização desta ferramenta em novilhas, uma vez que esta categoria animal normalmente apresenta cios mais intensos em comparação às vacas e possui instinto curioso, podendo contribuir para que a raspadinha seja desgastada com maior facilidade e até mesmo se solte do animal.

Uma das alternativas adotadas pelas fazendas para contornar esta situação consiste em associar o uso da raspadinha com o bastão de cera, que será discutido mais à frente. Esta associação aumenta a segurança e a certificação da identificação de cio.

Raspadinha para detecção de cio

Medidores de atividade

São ferramentas que se baseiam no aumento da atividade dos animais quando estão em estro. Além disso, alguns desses medidores atualmente conseguem realizar outras funções como identificar possíveis animais doentes, avaliação de estresse térmico e monitorar alimentação.

Os principais medidores disponíveis no mercado até o momento são pedômetros, colares e, recentemente, os brincos.

Por se tratar de dispositivos tecnológicos sujeitos a falhas, devemos nos lembrar de solicitar auditorias periódicas nestas ferramentas através do fabricante para que os resultados gerados sejam coerentes com as ocorrências de cio.

Caso as informações sejam repassadas incorretamente pelos dispositivos, as ações realizadas na rotina reprodutiva da fazenda também estarão incorretas.

Medidores de atividade em vacas leiteiras

Bastão de tinta

Consiste em pintar a base da cauda do animal e observar se o bastão passado foi apagado, indicando que o animal aceitou monta.

Esse manejo é realizado, geralmente, após a ordenha, na saída dos animais, aproveitando a passagem dos animais pelos currais de manejo. Fazendas que possuem canzis conseguem realizar esse manejo em momentos desvinculados da ordenha.

Todas as vacas em lactação devem ser pintadas para padronizar o manejo e evitar equívocos, inclusive vacas recém-paridas, vacas prenhes e vacas descarte.

No entanto, caso o rebanho seja menor e a situação reprodutiva dos animais seja facilmente conhecida de perto torna-se possível realizar o manejo do bastão de forma direcionada. Ou seja, em um rebanho de 30 vacas, por exemplo, sabemos de forma fácil e rápida quais são os animais que estão sendo e devem ser trabalhados na reprodução (vacas aptas, vacas inseminadas, vacas gestantes etc.).

Um outro tipo de manejo que algumas propriedades adotam é o uso de uma cor específica de bastão para cada situação reprodutiva. Por exemplo: as vacas inseminadas recebem bastão de cor amarela, as vacas gestantes recebem bastão de cor verde e as vacas aptas e vazias recebem bastão vermelho.

Vale ressaltar que esta estratégia deve ser pensada conforme a rotina da propriedade e do rebanho, justamente para que o emprego de cores variadas de bastão não complique as atividades e prejudiquem a eficiência desta técnica.

Técnica de bastão de tinta para detecção de cio

Considerações sobre a detecção de cio

O aumento da produção de leite e a otimização do custo alimentar das propriedades leiteiras passam, além de outros pontos, pela obtenção de eficiência reprodutiva.

Uma reprodução bem ajustada pode ser responsável por alcançar um DEL médio baixo no rebanho, ou seja, alcançar uma maior proporção de vacas em início de lactação produzindo mais leite.

A associação de métodos auxiliares de detecção de cio com outras ferramentas, tecnologias e estratégias torna-se interessante quanto mais intensificado for o sistema de produção. Identificar os pontos críticos de cada propriedade torna-se essencial para encontrar as oportunidades e atuar de modo a otimizar não só a reprodução, mas todos os setores da fazenda.

Além disso, adotar e seguir fielmente uma rotina reprodutiva é tão importante quanto o uso de ferramentas auxiliares de detecção de cio.

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