colheita Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/colheita/ Wed, 18 Jan 2023 14:10:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png colheita Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/colheita/ 32 32 Maturadores na cultura do café: saiba mais sobre a utilização https://blog.rehagro.com.br/maturadores-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/maturadores-na-cultura-do-cafe/#respond Fri, 04 Nov 2022 12:50:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7203 Para realizar a colheita do café é preciso que os frutos tenham atingido a maturidade fisiológica. Todavia, na prática são encontradas dificuldades, pois o cafeeiro apresenta mais de uma florada. Além disso, a maturação está condicionada a fatores como clima e genética, dessa forma, há desuniformidade na maturação dos frutos. Diante disso, existem alternativas para […]

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Para realizar a colheita do café é preciso que os frutos tenham atingido a maturidade fisiológica. Todavia, na prática são encontradas dificuldades, pois o cafeeiro apresenta mais de uma florada. Além disso, a maturação está condicionada a fatores como clima e genética, dessa forma, há desuniformidade na maturação dos frutos.

Diante disso, existem alternativas para otimizar o processo de colheita e auxiliar na manutenção da qualidade dos lotes, pela utilização de maturadores e retardadores de amadurecimento.

 

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Como ocorre a maturação dos frutos do café?

O etileno é um hormônio gasoso que promove o amadurecimento do fruto e outros processos. Na perspectiva da planta, o amadurecimento do fruto indica seu desenvolvimento completo, assim as sementes estão prontas para a dispersão.

E é com base nesse hormônio que os produtos maturadores atuam.

Fórmula do etileno

Estrutura química do etileno.

O que são maturadores?

São, em resumo, aceleradores de maturação. O produto comercial mais conhecido nessa linha é o ETHREL®, constituído pelo Ethephon (ácido 2-cloro-etil-fosfônico). Essa substância após ser absorvida por meio de uma reação, é decomposta no citosol (meio básico) liberando o gás etileno.

Com isso acarreta em aumento da respiração, consequentemente, acelera a maturação dos frutos. No fruto de café o etileno degrada a clorofila, causando o desverdecimento do fruto e pedúnculo, facilitando sua retirada, o que possibilita a antecipação da colheita.

Quando utilizar?

Os maturadores podem ser posicionados em situações como:

  • Antecipação de poda: com o uso de maturadores é possível liberar a planta mais cedo. Estudos comprovam que antecipar a poda proporciona maiores produtividades na primeira safra.
  • Escalonamento: quando tem-se em determinada propriedade cultivares de maturação semelhante, o uso de maturador possibilita o escalonamento da colheita, a fim de reduzir o pico de safra.
  • Dimensionamento de lavradores, terreiros e secadores: com o uso de maturador há redução do pico de safra, assim pode-se processar melhor os frutos e reduzir a demanda dos terreiros e secadores.
  • Alto potencial da lavoura para próxima safra: é importante liberar mais cedo às lavouras com alta carga pendente, pois a planta terá maior tempo de descanso até a florada, além disso os frutos que secam nas plantas liberam etileno, o que causa a desfolha.
  • Evitar repasse: em muitos casos é desnecessário o repasse semimecanizado após colhedora em lavouras que utilizam o maturador.
  • Reduzir quantidade de café de varrição: ao antecipar a colheita é reduzido o percentual de frutos que caem no chão.
  • Talhões “problema”: geralmente, em locais onde a insolação é baixa e a umidade é alta a tendência é ter problema com frutos fermentados. Assim, quanto antes colher estes talhões menor será a interferência na qualidade da bebida.
  • Facilitar a mecanização: em locais onde a mão de obra é escassa, alguns cafeicultores optam por fazer a colheita mecanizada nas primeiras safras produtivas. O maturador facilita o desprendimento dos frutos da planta, o que exige uma menor vibração das colhedoras, consequentemente reduz os danos nessas lavouras.

Frutos de café em processo de maturação

Frutos de café em processo de maturação após a aplicação de Ethepon. (Fonte: Joana Oliveira).

Recomendações de aplicação

A utilização de maturadores exige técnica e conhecimento em relação ao processo. Assim como outros produtos, é essencial seguir as recomendações do fabricante.

Algumas recomendações importantes sobre seu uso são:

  • Deve ser aplicado quando 90% dos grãos do terço inferior do cafeeiro estiverem fisiologicamente maduros e os frutos devem estar totalmente granados.
  • A aplicação deve ser feita 30 dias antes da colheita e após sua aplicação é imprescindível realizar a colheita no momento exato para evitar problemas na bebida.
  • É recomendado que o pulverizador ande com velocidade de cerca de 4,5 km/h com todos os bicos abertos e com calda de 600 litros por hectare. Há exceções quando aplicado em lavouras com porte menor, onde deve-se reduzir o volume de calda e de produto. Importante trabalhar com doses corretas para não ocasionar desfolha.
  • Não deve ser misturado a outros produtos de reação alcalina. Para que haja boa resposta e bom efeito do produto, o pH ideal da água deve situar-se entre os índices de pH de 5 a 6.

Medidor de pH da água

Medição do pH da água para aplicação do maturador. (Fonte: Joana Oliveira). 

Estudos com a utilização de maturadores no café

Em estudos, foi observado aumento na proporção de cereja de 36% para 60% nos tratamentos em que se utilizou Ethephon e elevação do volume de frutos colhidos na primeira e segunda passada.

Além disso, não observaram diferenças em relação à desfolha e qualidade da bebida do café colhido mecanicamente em duas passadas, entre as plantas tratadas ou não com Ethephon (Silva et al. 2009).

Já segundo os estudos de Negreiros et al. (2009), o produto aplicado interfere na qualidade da bebida e na classificação do café, por promover a uniformidade da maturação.

Resultados de estudos dos tipos de bebida com cada tratamento de maturadores.

Resultados dos tipos de bebida de cada tratamento (0, 15, 30 e 45 DAA) com e sem a presença de Ethepon. Dois Córregos, SP. 2017.

Percebe-se que até 30 dias após a aplicação do Ethephon, a qualidade da bebida foi superior ou igual entre os tratamentos com e sem ethrel. A partir dos 30 dias, já houve a queda na qualidade do tratamento com ethrel, possivelmente devido ao fato dos frutos terem passado do ponto ideal de colheita.

Webinar Pós-colheita de café

Conclusão

O maturador possui ação externa ao fruto, ou seja, ele tem poder de maturação na casca do café, assim, não acelera o desenvolvimento fisiológico do fruto/semente.

Dessa forma, suas vantagens estão ligadas aos benefícios de se antecipar a colheita. Todavia, sua utilização deve ser cautelosa e planejada, visto que a aplicação incorreta pode causar danos às plantas ou até menos não ter o efeito desejado. Desse modo, apesar dos estudos apontarem baixa interferência na qualidade da bebida, em casos de lotes menores com finalidade de obter cafés especiais, deve ser feita uma avaliação mais criteriosa sobre o uso de maturadores.

Destaque-se na Cafeicultura!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

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Secagem mecânica de cafés: manejo e cuidados https://blog.rehagro.com.br/secagem-mecanica-de-cafes-manejo-e-cuidados/ https://blog.rehagro.com.br/secagem-mecanica-de-cafes-manejo-e-cuidados/#respond Tue, 04 Oct 2022 19:36:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9837 Se você quer atingir um café de qualidade saiba que a secagem é uma das etapas mais importantes. A etapa de secagem consiste na remoção da água dos grãos de café colhidos, a fim de diminuir a ocorrência de variações, devido a fatores físicos, químicos e biólogos internos e externos ao grão, e assim, alcançar […]

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Se você quer atingir um café de qualidade saiba que a secagem é uma das etapas mais importantes.

A etapa de secagem consiste na remoção da água dos grãos de café colhidos, a fim de diminuir a ocorrência de variações, devido a fatores físicos, químicos e biólogos internos e externos ao grão, e assim, alcançar a homogeneidade dos lotes para atender aos padrões de comercialização.

A secagem dos grãos de café pode ser feita em secadores mecânicos, ou em terreiros, que podem ser:

  • Suspensos;
  • Pavimentados;
  • Não pavimentados.
 

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Nos terreiros, a remoção da água dos grãos ocorre por meio da energia solar e o movimento natural do ar. Para uma secagem correta e uniforme em terreiros, é necessário dispor de grande mão-de-obra, espaço suficiente para comportar os picos da colheita, além de depender de condições climáticas favoráveis.

Já no caso de secadores mecânicos, essa remoção ocorre pela entrada de ar forçado e aquecido a diferentes temperaturas. 

Frequentemente, aplica-se a combinação destes dois métodos, utilizando-se um período de pré-secagem em terreiros, quando o café ainda possui elevado teor de água, e a complementação em secadores mecânicos.

Há ainda os secadores mecânicos que dispensam o período de pré-secagem em terreiros, chamados de pré-secadores.

Tipos de secadores e suas características

Com o avanço da cafeicultura, os secadores mecânicos ganharam espaço e hoje são altamente utilizados no processo, pois:

  1. Diminuem o período de secagem;
  2. Não dependem das condições climáticas;
  3. Demandam baixa mão-de-obra.

Com isso, o cafeicultor tem diferentes opções de secadores mecânicos no mercado e cada um possui suas características e especificidades.

Secador vertical ou de baú

Vantagens

  • Tem capacidade de secar grandes volumes de café;
  • É de fácil manuseio e operação.

Desvantagens

  • Secagem desuniforme, pois o ar perde temperatura ao longo da movimentação da massa de café;
  • Grande consumo de energia;
  • Baixa eficiência de secagem;
  • Risco de superaquecimento à medida que o café aquece durante o processo.

Secador de baú

Secador de baú. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Secador de leito fixo

Vantagens

  • Tem formato redondo e possui um motor para mexer o café;
  • A secagem pode ser intermitente ou contínua;
  • Apresenta baixo custo operacional;
  • É de fácil construção.

Desvantagens

  • Capacidade de secar pequenos volumes de café;
  • Grande consumo de energia.

Secador de leito fixo

Secador de leito fixo. (Foto: Joana Oliveira).

Secador horizontal

Vantagens e características

  • É um dos mais utilizados.
  • A secagem pode ser intermitente ou contínua;
  • Favorece a limpeza do produto;
  • Secagem uniforme pelo constante revolvimento;
  • Facilidade de manuseio.

Desvantagens

  • Baixa eficiência energética;
  • Apresenta alto custo de investimento, pois são necessárias adequações para sua instalação, como duas moegas, ambiente coberto, o secador deve ser chumbado no chão, entre outras.

Secador de café horizontal

Secador horizontal. (Foto: Joana Oliveira).

Secador estático ou de camada fixa

Vantagens e características

  • Pode ser utilizado como pré-secador;
  • O ar passa de baixo para cima e a secagem acontece pela alternância entre massas de ar quente e frio no interior da caixa, onde o café é mantido;
  • As caixas podem ter tamanhos variados, e podem ser utilizadas uma ou duas caixas por fornalha.

Desvantagens

Secador de camada fixa

Secador de camada fixa. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Webinar Pós-colheita de café

Preparo dos lotes para secagem mecânica

Para proceder à secagem mecânica, há diversas sub etapas para tornar esse trabalho eficiente, tais como:

  1. O café colhido é lavado e pode ser processado via seca (café natural) ou via úmida (café descascado);
  2. Após, o café é levado para etapa de pré-secagem, que pode ser feita em terreiros onde fica de dois a três dias ou até a meia seca (30 a 25% de umidade); ou em pré-secadores;
  3. Realizada a pré-secagem, o café pode ser encaminhado para o secador onde sua secagem será completa;
  4. Nessa fase é importante salientar que o lote deve ser homogêneo quanto ao teor de água e estado de maturação, uma vez que cada tipo de café possui um teor de umidade diferente, como mostra a tabela abaixo:

Tabela com teores de umidade de alguns tipos de café

Teores de umidade nos diversos tipos de cafés colhidos. (Fonte: Bártholo et al. (1989)).

Cuidados e manejos em secadores

  • Em secadores verticais não é interessante colocar lotes de cafés úmidos, pois a água em excesso prejudica a secagem. Além disso, ele deve ser coberto com café até a rosca transportadora para obter maior eficiência no processo.
  • No secador rotativo a carga de café não deve preencher totalmente o cilindro, deixando uma folga de 15 cm na parte superior, após o carregamento para permitir a movimentação do café.  Também, neste secador, inicialmente recomenda-se que o mesmo opere com ar natural por cerca de 1 a 2 horas, visando homogeneizar o café e retirar parte da água. Após isso, o ar poderá ser aquecido.
  • Já no secador estático, deve-se ter atenção com a altura da massa de grãos, uma vez que as temperaturas vão variar ao longo das camadas, pois o ar esfria e fica mais úmido até alcançar as partes superiores. Assim, pode haver uma diferença de 1° C a cada 40 cm de camada. Dessa forma, para evitar problemas e perda de qualidade da faixa superior, é recomendado movimentar o café pelo menos 4 vezes ao dia, com auxílio de rosca sem fim, enxadas, pás ou outros.
  • As fornalhas devem ser de fogo indireto para não passar fumaça para o café, o aquecimento das mesmas, geralmente, é feito com lenha ou palha de café.
  • A palha possibilita maior controle da temperatura. Caso seja utilizada lenha no processo, ela deve estar seca para evitar gosto de fumaça ou cinzas na bebida.

Temperaturas no secador

Quando o objetivo do cafeicultor é a produção de cafés naturais especiais, é recomendado:

  • Que a temperatura máxima na entrada de ar no início da secagem não passe de 60°C.
  • A temperatura da massa não passe de 35°C, durante a secagem.
  • A temperatura máxima na entrada de ar no fim da secagem, não passe de 50°C.

Termômetro de um secador

Termômetro na entrada de ar do secador. (Foto: Larissa Cocato).

Principais recomendações para os secadores mecânicos

  • Durante a noite é recomendado interromper o fornecimento de energia para promover uniformização da água no café, além de menor consumo de energia elétrica e combustível, assim é importante descansar o café por 8 horas no mínimo;
  • Posteriormente, deve-se reiniciar o processo de secagem com o secador operando nas primeiras horas com ar natural, e depois realizar o aquecimento do ar;
  • Quando o lote atingir umidade entre 12 e 13%, o secador poderá ser descarregado com a massa ainda quente e coberto com pano durante a noite;
  • No dia seguinte, após o resfriamento do lote, a umidade deve estar em torno de 10,8 e 11,2% para o armazenamento;
  • Se o lote atingir 11% de umidade no secador, deve-se rodar o secador com ar ambiente para que a massa esfrie.

Destaque-se na produção de café!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o Curso Gestão em Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas.

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

Joana Oliveira

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Terreiro suspenso no pós-colheita do café: como montar e técnicas de manejo https://blog.rehagro.com.br/terreiro-suspenso-construcao-e-manejo/ https://blog.rehagro.com.br/terreiro-suspenso-construcao-e-manejo/#respond Tue, 04 Oct 2022 19:07:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9828 Na cadeia produtiva do café, as etapas de produção são interligadas, principalmente quando se deseja produzir cafés superiores. O manejo do solo, os tratos culturais, e a colheita são elementos essenciais para obtenção de bons cafés. Todavia, a pós-colheita é uma das etapas mais influentes na manutenção da qualidade, principalmente, pelo processo de secagem, uma […]

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Na cadeia produtiva do café, as etapas de produção são interligadas, principalmente quando se deseja produzir cafés superiores.

O manejo do solo, os tratos culturais, e a colheita são elementos essenciais para obtenção de bons cafés. Todavia, a pós-colheita é uma das etapas mais influentes na manutenção da qualidade, principalmente, pelo processo de secagem, uma vez que, erros nesse processo prejudicam diretamente o produto final.

A secagem pode ser feita de diferentes formas, seja por meio de terreiros ou secadores mecânicos. Dentre estes, o terreiro suspenso tem ganhado espaço e mostrado ser efetivo na secagem de cafés especiais.  

 

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Café em processo de secagem em terreiro suspenso

Foto: Larissa Cocato (Fazenda Guariroba).

Como é o terreiro suspenso?

O terreiro suspenso é uma estrutura de tela de malhas finas tipo sombrite 50%, sustentada por arame liso esticado sobre pilares de cimento, madeira ou outros materiais, e possui por finalidade secar lotes de café de forma lenta, evitando o contato dos grãos com o chão.

Qual a viabilidade desse tipo de terreiro?

Esse tipo de estrutura é utilizada para secar pequenos lotes que possuem alto valor agregado, muito comum em propriedades produtoras de cafés especiais.

É indicado, preferencialmente, para cafés descascados e despolpados, por possibilitar um uso mais intensivo, pela redução no volume e pela sua secagem mais acelerada. O que não impede de também ser utilizada para secar o café natural.

Mas, quando falamos em secagem de um grande volume de café ou secagem de cafés commodity, não é viável a utilização desse tipo de terreiro, podendo-se optar por outras estratégias.

Tipos de terreiro suspenso

As diferenças entre os tipos de terreiros suspensos estão no piso e na cobertura.

De modo geral há 3 tipos distintos:

  1. Terreiro com e sem pavimentação no solo;
  2. Terreiros com e sem cobertura de lona plástica;
  3. Terreiros feitos dentro de estufas.

Terreiro suspenso sem cobertura e sem pavimentação do piso

Terreiro suspenso sem cobertura

Terreiro suspenso com estrutura para cobertura e sem pavimentação do piso

Terreiro suspenso com estrutura para cobertura

Foto: Larissa Cocato (Fazenda Guariroba).

Terreiro suspenso com cobertura

Terreiro suspenso com coberturaFoto: Larissa Cocato (Fazenda Guariroba).

Terreiro suspenso na estufa, sobre piso pavimentado

Terreiro suspenso em estufaFoto: Larissa Cocato (Fazenda Barreiro/MG).

A cobertura evita que os grãos recebam umidade do orvalho durante a noite e em condições de chuva. Já a pavimentação do piso, evita que os grãos recebam umidade pela evaporação da água do solo.

Existem também pequenos terreiros suspensos, porém não fixados ao chão, chamados de camas africanas. Nesse tipo de terreiro, é possível recolher o terreiro inteiro e colocá-los empilhados em galpões durante a noite ou em dias de chuva.

Webinar Pós-colheita de café

Terreiro suspenso x qualidade

Muitos fatores estão envolvidos na qualidade da bebida, como o material genético, terroir, nutrição, condições edafoclimáticas, ponto ideal de colheita, entre outros.

No entanto, o café seco em terreiro suspenso tem menor risco de fermentações indesejadas, desde que ele não entre em contato com o solo antes de chegar no terreiro.

Além disso, sua taxa de secagem é baixa, o que garante qualidade ao café, pelo fato de manter os compostos químicos íntegros dentro da membrana, não deixando que eles se percam no ambiente.

Vantagens e desvantagens do terreiro suspenso

Vantagens

  • Secagem mais uniforme;
  • Menor risco de fermentações ruins;
  • Produto mais limpo.

Desvantagens

  • Estrutura mais cara que terreiro de cimento;
  • Não é viável secar grande quantidade;
  • Secagem mais lenta.

Construção de um terreiro suspenso

Algumas medidas são recomendadas para a construção do terreiro suspenso, no entanto, ele deve ser construído de forma a atender a necessidade de cada propriedade. Assim, as seguintes medidas são recomendadas:

  • Largura: 2 a 2,5 m, de forma que com o braço seja possível alcançar o meio do terreiro, para facilitar e garantir o bom revolvimento do café.
  • Comprimento: 10 a 15 m, pois fica difícil percorrer mais de 15 m para revolver o café do outro lado do terreiro, assim ele sendo mais curto facilita a movimentação.
  • Altura: 0,80 a 0,90 m, para proporcionar posições confortáveis à pessoa durante o revolvimento do café, e para facilitar a carga e descarga de café no terreiro. Além disso, em terreiros muito próximos do chão os respingos da chuva podem incidir sobre o telado e umedecer o café.
  • Cobertura: quando o terreiro for coberto, é indicado que a cobertura tenha 0,80 a 0,90 m de altura. Em alturas maiores, haverá maior consumo de materiais, e consequentemente aumento do custo. Já alturas mais baixas podem dificultar a movimentação e o manejo.
  • Pés: normalmente, entre 2,5 e 3 m de terreiro coloca-se pés, e em cada pé um arco para fazer a cobertura do terreiro. Por fim, deve-se colocar o sombrite, preferencialmente o de 50% de sombreamento. Tudo isso para distribuir e acomodar melhor o peso do café.

Outras recomendações para construção do terreiro

É recomendado que o terreiro tenha recobrimento de telado mais grosso, como os utilizados em galinheiro, e também arames com esticadores na ponta.

A estrutura do terreiro pode ser metálica, cimento, e madeira, a escolha dependerá da disponibilidade de materiais e preferência da propriedade.

Manejo do café em terreiro suspenso

No terreiro suspenso a secagem de cafés naturais e descascados é feita da mesma forma. De acordo, com os seguintes manejos:

  • Inicia-se o processo com espessura de camada entre 4 e 5 cm, conduzindo nessa espessura até a meia seca;
  • É importante revolver o café desde o início até o final do processo, levando em consideração o monitoramento da temperatura, assim, sempre que o café atingir 35° C deve ser feito o revolvimento;
  • Depois da meia seca, é feita a primeira e única dobra de camada, conduzindo o café até o final do processo com espessura de 10 cm;
  • Todo fim de tarde, desde o início da secagem é interessante cobrir o café;
  • Em sequentes dias de chuva é necessário abrir as laterais do terreiro para ter movimentação do ar, e retirar a umidade acumulada sobre a massa de café;
  • Já em noites frias e com muito orvalho pode-se manter as laterais fechadas, porém caso perceba o umedecimento é importante abrir;
  • A partir de 16% de umidade, deve-se monitorar a umidade até atingir 12%, quando a secagem estará completa.

Conclusão

Algumas características do terreiro suspenso, como a baixa taxa de secagem do café e a anulação do contato dele com o chão, são responsáveis por garantir a manutenção da qualidade nessa etapa.

O manejo correto durante a secagem e a construção de uma estrutura adequada, são de grande importância para garantir o sucesso do processo.

Dessa forma, a escolha do método de secagem influencia fortemente na qualidade do produto final. No entanto, é importante estar atento à particularidade de cada um deles.

No caso da secagem mecânica, ela também pode ser uma opção, quando se deseja um processo mais rápido e menor custo com mão de obra, porém, requer muita atenção, pois se mal conduzido pode afetar a qualidade do café.

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o Curso Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Tipos de colheita de café: como determinar o melhor? https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-colheita-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-colheita-de-cafe/#respond Tue, 27 Sep 2022 13:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15388 O período reprodutivo do cafeeiro é a fase mais aguardada pelo cafeicultor, é quando são colhidos os frutos de todo esforço e cuidado. O produto principal do café são seus frutos, que devem ser retirados da planta e esse processo é chamado de colheita. Existem diferentes tipos e sistemas de colheita do café, cada um […]

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O período reprodutivo do cafeeiro é a fase mais aguardada pelo cafeicultor, é quando são colhidos os frutos de todo esforço e cuidado. O produto principal do café são seus frutos, que devem ser retirados da planta e esse processo é chamado de colheita.

Existem diferentes tipos e sistemas de colheita do café, cada um deles possui características positivas e negativas. E é sobre isso que este texto abordará!

 

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Sistemas de colheita do café

A colheita pode ser realizada de forma manual, semimecanizada e mecanizada. A determinação de qual o melhor sistema irá depender da mão de obra disponível, declive do terreno, escala de produção, e com o objetivo da propriedade.

Colheita Manual

O sistema de colheita manual consiste na derriça dos frutos com as mãos.

Características positivas

  • Pode ser utilizada na cafeicultura de montanha;
  • Pode ser utilizada em lavouras de primeira e segunda safra;
  • Possibilita a colheita seletiva;
  • Gera empregos;
  • Quando feita com pessoas experientes e cuidadosas pode depauperar menos as plantas.

Características negativas

  • Custo elevado;
  • Menor rendimento e, consequentemente, maior tempo de colheita;
  • Maior número de pessoas sob a responsabilidade da fazenda.

Colheita manual de café

Colheita manual. Foto: Joana Oliveira

Colheita Semimecanizada

No sistema de colheita semimecanizada são utilizadas derriçadoras portáteis, manejadas manualmente, que provocam a vibração e queda dos frutos.

A colheita semimecanizada apresenta basicamente as mesmas características da colheita manual, porém, tem rendimento maior. Ela não possibilita a colheita seletiva e não é recomendada em lavouras de primeira e segunda safra, pois pode causar maior depauperamento das plantas.

Webinar Planejamento da colheita

Colheita Mecanizada

A colheita é realizada a partir de máquinas colhedoras.

Características positivas

  • Menor custo de colheita;
  • Maior rendimento;
  • Possibilita antecipar a colheita e realizá-la de forma mais seletiva de acordo com as regulagens de vibração, freio, velocidade e número de varetas;
  • Menor número de pessoas sob a responsabilidade da fazenda.

Características negativas

  • Utilizada apenas em áreas com declividade menor (não é empregada na cafeicultura de montanha) e exige espaçamentos e alinhamento de plantio adequados;
  • Alto custo inicial para aquisição da colhedora;
  • Em caso de regulagens inadequadas pode depauperar a lavoura.

Colheita mecanizada de café

Colheita mecanizada. Foto: Joana Oliveira

Tipos de colheita de café

Colheita plena

No Brasil, apesar da desuniformidade na maturação dos frutos e devido ao número de floradas, ainda é possível realizar a colheita plena, que é a derriça completa dos frutos da planta, mesmo em diferentes estádios de maturação.

Assim, em todos os sistemas de colheita é possível fazer a colheita plena. Quando se trata da colheita manual e semimecanizada, que geralmente é feita apenas uma derriça completa, contudo, é recomendado que ocorram no momento de maior uniformidade de maturação, com o mínimo possível de grãos verdes, pois o café colhido verde perde na qualidade e no rendimento.

Já na colheita mecanizada, quando temos máquinas bem reguladas e período de colheita adequado, é possível colher grande quantidade de frutos cereja e esperar até que os frutos verdes remanescentes cheguem no estádio de maturação para realizar o repasse.

A maioria dos cafeicultores realiza esse tipo de colheita, principalmente, pela redução dos custos com essa prática.

Frutos do café após colheita plena

Foto: Joana Oliveira

Colheita seletiva

Na colheita seletiva, somente os frutos com maturação fisiológica completa, os denominados grãos cerejas, são colhidos. Essa prática visa, principalmente, alcançar o máximo potencial de qualidade dos cafés.

Dessa forma, é possível realizar a colheita seletiva no sistema manual e mecanizado. No manual, os frutos são selecionados a dedo e a avaliação da maturação é feita visualmente por sua coloração, o que aumenta a precisão.

No mecanizado, a colheita seletiva é feita por meio da regulagem da colhedora, são elas:

  • As varetas da parte inferior da colhedora são retiradas, visto que no terço médio inferior das plantas de café a maturação é mais lenta, pela menor incidência de radiação solar;
  • Maior velocidade da colhedora;
  • Redução das vibrações e da tensão dos freios dos cilindros.

Nesse sentido, outra forma de regular a colhedora é pela metodologia proposta pelo Prof. Dr. Fábio Moreira da Silva – UFLA, chamada Índice Moreira.

Nessa metodologia a vibração deve ser dividida pela velocidade (i=vibração/velocidade). Assim, para colheita seletiva o índice i deve estar entre 0,5 e 0,7 e para colheita plena o índice deve estar entre 0,8 e 1,0.

Exemplo:

i = 700 vibração/ 1000 m/h    = 0,7 (Colheita seletiva)

Isso proporcionará baixa quantidade de grãos verdes desprendidos da planta, colhendo em sua maioria os grãos secos e cereja que têm maior facilidade de desprendimento.

Assim, deve ser observada a maturação ao longo dos dias, para determinar o melhor momento para realizar novas derriças nessas lavouras.

Frutos do café após colheita seletiva

Foto: Joana Oliveira

Qual o melhor método?

A melhor colheita é aquela que se adapta às condições e realidades de cada propriedade. Dessa forma, para avaliar e determinar a melhor opção, é preciso levar em consideração:

  • Fase da lavoura: lavouras até segunda safra são mais sensíveis e, geralmente, ainda não atingiram o porte ideal para a colheita mecanizada. Assim, na sua maioria a colheita é feita manualmente até a segunda ou terceira safra. Em lavouras bem formadas e desenvolvidas, porém, já é possível realizar a colheita mecanizada em lavouras de primeira safra, com mini colhedoras especializadas. A atenção, contudo, deve ser ainda maior para manter as regulagens adequadas.
  • Condições da lavoura: espaçamento, alinhamento, arquitetura e declividade: para possibilitar a colheita mecanizada a lavoura deve ter bom espaçamento (espaçamentos adensados impossibilita a colheita mecanizada), alinhamento correto das plantas, boa arquitetura (plantas entouceiradas, ou seja, com muitos brotos pode inviabilizar esse sistema de colheita), e declividade de até 20% (variando para mais ou para menos de acordo com o tipo de colhedora).
  • Disponibilidade de terreiro e/ou secadores: a colheita mecanizada demanda espaço em terreiro e/ou secadores, visto que o volume diário colhido é maior em comparação a colheita manual ou semimecanizada. Dessa forma, é preciso calcular a relação entre o volume de colheita e disponibilidade de locais para secagem.
  • Capital para investimento: a aquisição de colhedoras exige alto investimento inicial, assim é importante avaliar o custo/benefício e impacto dessa aquisição.
  • Mão de obra e/ou aluguel de colhedora disponível: verificar se na região possui mão de obra disponível ou colhedoras para alugar.
  • Carga da lavoura: em lavouras com carga muito baixa e com carga pendente alta para a próxima safra, deve se atentar na escolha da colheita, pois a colheita mecanizada com regulagens inadequadas pode não tirar os frutos do pé, e ainda depauperar a lavoura, prejudicando a safra seguinte.
  • Qualidade: como abordado anteriormente, a colheita manual e a mecanizada, permitem a seleção dos frutos cerejas, o que auxilia na obtenção de lotes com qualidade superior.

Conclusão

Com isso, entendemos que para determinar a melhor opção de colheita é preciso avaliar alguns fatores e encaixá-los à realidade de cada propriedade.

Deve-se levar em consideração a manutenção das lavouras, o custo, os objetivos da propriedade, a disponibilidade de ferramentas ou mão de obra, dentre outras.

Sabe-se que a colheita, seja ela mecanizada, manual ou semimecanizada, irá gerar certo estresse nas plantas. Assim, a colheita antecipada pode ajudar na recuperação da lavoura e na produção da safra seguinte. Para isso, é imprescindível ter planejamento e ferramentas prontamente disponíveis no período de colheita.

Como ter safras mais lucrativas?

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Curso Gestão na Produção de Café

Joana Oliveira

Larissa Cocato

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Secagem do café em terreiro: importância e cuidados durante o processo https://blog.rehagro.com.br/secagem-do-cafe-em-terreiro/ https://blog.rehagro.com.br/secagem-do-cafe-em-terreiro/#respond Tue, 14 Jun 2022 13:12:20 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4226 A colheita do café é um período extremamente importante nas propriedades cafeeiras, onde o café colhido passará por alguns processos até o benefício. O café, após a colheita no campo, possui certa umidade, que irá variar de acordo com o estado de maturação sendo necessário fazer sua secagem para que não ocorra fatores que venham […]

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A colheita do café é um período extremamente importante nas propriedades cafeeiras, onde o café colhido passará por alguns processos até o benefício.

O café, após a colheita no campo, possui certa umidade, que irá variar de acordo com o estado de maturação sendo necessário fazer sua secagem para que não ocorra fatores que venham a prejudicar a qualidade do produto.

O processo mais comum de secagem é feito em terreiros e secadores. Dentre esses existem vários tipos, sendo mais comuns os de terra, os de concreto e os de lama asfáltica.

Existe também a variação entre secadores verticais e horizontais, podendo ainda ser classificados como pré-secadores e secadores.

 

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Etapas do processo de secagem

O café no terreiro será depositado numa superfície que poderá variar de acordo com a propriedade e assim será exposto ao sol para retirar a umidade dos grãos.

O revolvimento do café precisa ser feito a cada hora, movimentando os grãos no sentido em que a incidência da radiação solar tenha a melhor distribuição sobre eles, ou seja, caso essa movimentação seja manual é extremamente importante que a sombra do terreiro esteja à sua frente ou atrás.

Após alguns dias, os grãos terão perdido um pouco da umidade. Assim, no final do dia é preciso aproveitar a massa quente do café e enleirar no sentido da declividade do terreiro. No dia seguinte, esparramar o café somente quando o orvalho do terreiro já tiver evaporado.

O tempo de secagem poderá variar de 8 até 30 dias de acordo com o tipo de café, terreiro e condições climáticas. Um ponto importante a ser empregado para uma melhor secagem é a separação de lotes a partir da época de colheita, umidade e homogeneidade dos lotes.

Veja a seguir o quadro que considera alguns pontos importantes em função do tipo de terreiro a ser empregado na propriedade:

Tabela com tipos de terreiro para secagem do café* x: não é recomendado; v: recomendado

Webinar Pós-colheita de café

Dimensionamento do terreiro

O dimensionamento do terreiro é um ponto fundamental a ser considerado e pode ser calculado de acordo com a fórmula abaixo:

S = 0,02 x Q.t / n

Onde:

  • S: área do terreiro em m²
  • Q: colheita média anual de café da roça, em Lt
  • t: tempo médio da seca na região em dias
  • n: período de colheita em dias

Exemplo: Para uma propriedade com uma colheita de 1.000 sacas e rendimento de 450 Lt/sc de café beneficiada, teremos 450.000 Lt de café da roça, com 12 dias de média para a completa secagem do café no terreiro e um período de 90 dias de colheita.

S = 0,02 x Q x t / n

S = 0,02 x (450.000) x 12 / 70

S = 1.200 m²

De acordo com os cálculos, o dimensionamento do terreiro será de 1.200 m².

A secagem completa do café no terreiro poderá onerar muito os custos dependendo do tamanho da produção, porque poderá exigir grande área e mão-de-obra. Por isso, é necessário adaptar e planejar a estrutura de secagem conforme a produção da propriedade.

É importante lembrar que quanto maior o tempo de secagem do café no terreiro, maiores também serão os riscos de deterioração do produto devido às condições climáticas que poderão ocorrer.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o Curso Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

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Pós-colheita do café: dicas para ter qualidade e agregar valor ao produto https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-uma-pos-colheita-do-cafe-de-qualidade/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-uma-pos-colheita-do-cafe-de-qualidade/#respond Sat, 04 Jun 2022 13:00:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7663 Depois de percorrer toda a jornada da produção do café, passando por cada etapa de manejo, chega o tão esperado momento de colher o resultado de todo esse trabalho. Após a colheita, é época de realizar aquela poda que havia sido planejada e focar em um dos passos mais importantes para garantir a qualidade do […]

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Depois de percorrer toda a jornada da produção do café, passando por cada etapa de manejo, chega o tão esperado momento de colher o resultado de todo esse trabalho.

Após a colheita, é época de realizar aquela poda que havia sido planejada e focar em um dos passos mais importantes para garantir a qualidade do café produzido: a pós-colheita.

 

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Veja algumas dicas para que esta etapa seja realizada com sucesso, agregue valor ao produto e contribua para a valorização do preço da saca

Visão aérea de maquinários em uma pós-colheita de café.

(Foto: Paulo Henrique Sá Fortes)

Roteiro de Cafés naturais

Milhares de cafés cerejas espalhados.

Café cereja.(Foto: Larissa Cocato)

Café cereja separados em diferentes estágios de coloração.

(Foto: Larissa Cocato)

Após a colheita, não é recomendado que os cafés fiquem por mais de 6 horas amontoados.

Para a produção de um bom café natural o ideal é ter menos de 15% de cafés verdes, no entanto, essa porcentagem é um desafio muito grande devido ao número de floradas que podemos ter. Dessa forma, quanto menor a porcentagem de grãos verdes, melhor.

Colheitadeira realizando colheita de café.

Colheita de frutos com grande porcentagem de frutos verdes – não recomendado quando se busca cafés de qualidade. (Foto: Rehagro)

Em relação aos frutos vermelhos e amarelos, eles possuem qualidades diferentes e, por isso, não devem ser misturados. 

Além disso, a limpeza dos equipamentos é prática essencial para evitar contaminações.

Lavador/peneirão

  • O abanador deve remover impurezas, pois os gravetos levam umidade aos cafés e ao terreiro.
  • Se estiver passando mais do que 10% de café boia no café cereja, significa que a regulagem está mal feita. Da mesma forma, se estiver mais que 10% de café cereja e verde no café boia, também significa regulagem mal feita. 
  • A água do lavador deve ser trocada a cada 8 horas, a fim de evitar contaminações.

Terreiro

Milhares de cafés espalhados para a pós-colheita.

(Foto: Luiz Paulo Vilela)

  • O café deve ficar grão a grão no 1° e 2° dia, para facilitar a perda de água. Esse café não deve ser rodado no 1° dia de terreiro para aderir melhor a casca ao grão, evitando danos futuros, e para que esse café não seja descascado no terreiro devido ao revolvimento. 
  • A partir do 3° ou 4° dia esse café é dobrado, ocupando 50% da área inicial, retorna a fazer a dobra a cada 4 dias, rodando esse café pelo menos 12 vezes ao dia.
  • Quando o café chegar na meia-seca (20 a 25% Teor de água) estes devem ser enleirados e cobertos a noite, caso a este café seja finalizado no secador não deve chegar com mais do que 30% de água.

Secador de café

  • O secador deve receber lotes homogêneos, não é recomendado misturar os lotes
  • Secador vertical: não deixa a secagem muito uniforme, então não é benéfico à qualidade do café.
  • O secador rotativo deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm, para melhorar a eficiência da secagem.
  • O secador rotativo deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, no início da secagem, para retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem a temperatura do ventilador não deve passar de 60°C, para que a temperatura da massa de café natural não ultrapasse 35°C.
  • No terço médio da secagem a temperatura máxima da massa de café natural cereja ou passa deve ser de 35°C.
  • Após a meia seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e deve-se descansar esse café por no mínimo 8 horas.
  • No final da secagem do café natural, cereja ou passa, a temperatura do ventilador deve estar com no máximo 50°C.
  • O café não pode ser descarregado ainda quente na moega ou em tulhas de repouso.
  • A umidade no momento do descarregamento deve ser 11,5%.

Tulha de café

Tulha para repouso do café.

Tulha (Foto: Vinicius Moribe)

Tulha para repouso do café.

Tulha (Foto: Vinicius Moribe)

  • Na tulha, cobrir o café com palha de café ou pano para evitar contaminações e umidade.
  • Não colocar café quente sobre o café frio na tulha.
  • O café deve ser colocado na tulha de armazenamento seco na temperatura ambiente. 
  • O café deve ser descansado por 20 dias a 1 mês antes de ser provado definitivamente. Os cafés especiais devem ser descansados antes de se saber a real qualidade deste café, o descanso melhora a qualidade.

Roteiro de Cafés Descascados

Descascador/desmucilador

  • Regular bem o equipamento para não ter café verde no café cereja descascado.
  • Não pode estar passando mais que 10% de café cereja para o verde.
  • O café em pergaminho não pode estar saindo danificado do desmucilador.
  • A área de processamento deve ser lavada após o término do trabalho, a fim de evitar contaminações.
  • A área de processamento deve ser pulverizada, quinzenalmente com água sanitária a 10%, para evitar contaminações.

Terreiro – Café descascado: cereja, verde ou passa

Café descascado no terreiro.

Café descascado no terreiro. (Foto: Rehagro)

  • Os cafés descascados devem ser espalhados com 7 litros por m2 no 1° dia – ficar grão a grão para facilitar a perda de água.
  • Os cafés descascados devem ser rodados de 16 a 20 vezes por dia, para homogeneizar a secagem.
  • Também devem ser dobrados no 3° dia, e realizar outra dobra de 3 em 3 dias, com o objetivo de secar mais lentamente.
  • Após a meia-seca, os cafés descascados devem ser enleirados e cobertos às 15:00 horas e novamente abertos e espalhados às 9:00 horas do dia seguinte.
  • Não deve unir lotes no terreiro com mais de dois dias de colheita.
  • No caso de secagem complementar nos secadores, os cafés descascados devem ser retirados do terreiro com pelo menos dois dias, para que ele possa perder toda a água possível antes de ir para o secador.

Secador de café

  • O secador deve receber cafés homogêneos de acordo com o teor de água e tipo de café. Não é recomendado a mistura de lotes, para não desuniformizar a umidade.
  • Não é recomendado o secador vertical receber lotes de cafés úmidos, pois a água em excesso nesse caso, pode prejudicar a secagem, “cozinhando os grãos”.
  • O secador vertical, quando utilizado, deve ficar completo cobrindo a rosca transportadora, pois melhora a eficiência de secagem.
  • O rotativo deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm ao encher, pois melhora a secagem.
  • O mesmo, no início da secagem, deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, de forma a retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve estar acima de 70°C. 
  • Após a meia-seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e descansar obrigatoriamente por 8 horas no mínimo. 
  • No final da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve ultrapassar os 60°C.
  • O café não deve ser descarregado ainda quente na moega, ou em tulhas de repouso. Preferencialmente deve-se descarregar o café frio nas tulhas. 
  • O café deve ser coberto na tulha com palha de café ou pano para evitar contaminações e umidade.

Portanto, se você preza pela qualidade do seu café, fique de olho nesta etapa!

Tenha safras mais lucrativas!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Retardadores de amadurecimento na cultura do café: como funcionam? https://blog.rehagro.com.br/retardadores-de-amadurecimento-no-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/retardadores-de-amadurecimento-no-cafe/#respond Sun, 10 Apr 2022 19:00:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7271 O cafeeiro apresenta cerca de 2 a 3 floradas no ano, podendo apresentar um intervalo de 20 a 30 dias entre elas, dessa forma, acarretando em uma grande desuniformidade de maturação nos frutos, o que afeta a realização de uma colheita eficiente na cultura do cafeeiro. Isso porque, dependendo do sistema e época de colheita […]

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O cafeeiro apresenta cerca de 2 a 3 floradas no ano, podendo apresentar um intervalo de 20 a 30 dias entre elas, dessa forma, acarretando em uma grande desuniformidade de maturação nos frutos, o que afeta a realização de uma colheita eficiente na cultura do cafeeiro.

Isso porque, dependendo do sistema e época de colheita adotado, pode resultar em uma elevada quantidade de frutos verdes colhidos, ou mesmo, em uma grande quantidade de frutos secos caídos no chão.

Nesse sentido, uma estratégia a fim de reduzir essa dificuldade, é a utilização de produtos capazes de retardar o processo de amadurecimento dos frutos, visando assim, uma maior uniformidade.

Fruto de café verde e flor no mesmo ramo

Frutos verde e flores no mesmo ramo, mostrando assim a desuniformidade do cafeeiro.

O que são retardadores de amadurecimento?

São produtos que tem como princípio retardar a síntese do etileno, visto que, o etileno é um hormônio gasoso que promove o amadurecimento dos frutos. Como exemplos desses produtos, podemos citar o Acetato de potássio (Matury® – nome comercial) e produtos à base de cobalto (Hold®- nome comercial).

Esses produtos, atuam inibindo a biossíntese de etileno, dessa forma, podendo reduzir parte da queda dos frutos provenientes das primeiras floradas, e esperando o termino do desenvolvimento daqueles frutos de floradas mais tardias.

Como os retardadores de amadurecimento atuam?

A biossíntese de etileno compreende a conversão da S-adenosil-metionina (SAM) em ácido 1-carboxílico-1-aminociclopropano (ACC) sob a ação da ACC sintase, e a conversão do ACC em etileno, pela ACC oxidase. Dessa forma, as duas enzimas chave na via de biossíntese do etileno são ACC sintase e a ACC oxidase.

Nesse ciclo, o Acetato de potássio (Matury®) é um percursor do AVG (Amino-etoxivinilglicina), que por sua vez inibe a ACC sintase, inibindo assim a conversão de SAM em ACC.

Já os produtos a base de cobalto (Hold®), inibem a atividade da ACC oxidase, retardando assim a produção de etileno, desacelerando a velocidade de amadurecimento para o estádio seco.

Dessa forma, os frutos que ainda estão verdes podem amadurecer para cereja, enquanto que os cereja permanecem no mesmo estádio.

Esquema da ação dos retardadores de amadurecimento

Esquematização do modo de ação de inibidores de etileno na planta.

Esquema do ciclo do etileno

Rota biossitética do etileno e ciclo de Yang. (Taiz, Zeiger, Moller & Murphy, 2017) (De McKeon et al., 1995)

Qual a recomendação?

O Matury® é recomendado na fase em que a maior parte dos grãos esteja na maturação verde cana a maduro.

No caso do Hold®️ é recomendado de uma a duas aplicações durante fase de maturação dos frutos.

Quais os cuidados se devem ter com as aplicações?

Os inibidores de etileno utilizado em lavouras que possuem uma maior força de desprendimento de frutos podem acentuar ainda mais essa característica, dificultando sua colheita.

Curso Gestão na Produção de Café

Estudos com a utilização de retardadores de amadurecimento

Dias et al. (2014), realizaram um estudo que visualizou a operação de colheita mecanizada do café com o uso do inibidor da biossíntese de etileno, buscando compreender sua influência no volume de frutos cerejas em colheita mecanizada com uma passada da colhedora.

O trabalho foi realizado município de Lavras, MG. Foram utilizadas a cultivar Catuaí Vermelho IAC 15 (maturação tardia), implantada em 2004 no espaçamento 3,6 x 0,6 metros.

Para o estudo, utilizou-se o produto comercial Mathury®. Em 2012 foram dois tratamentos, um como testemunha, sem utilização do produto (Tratamento 1) e outro com utilização de de 5 L ha-1 de produto comercial com volume de calda de 400 L ha-1 (Tratamento 2).

Foi observado para a cultivar Catuai Vermelho IAC 15, na safra de 2012, diferença significativa para eficiência de colheita e derriça, sendo que , para ambas as variáveis, foi verificada maior eficiência, nas parcelas com Tratamento 2 (aplicação de 5 litros por hectare do inibidor da biossíntese de etileno), em relação às parcelas-testemunha (Tratamento 1).

Estudo sobre os retardadores de amadurecimentio

Conclusão

A utilização de retardadores da maturação, que atuam inibindo a biossíntese de etileno, é uma ferramenta que pode ser utilizada no cafeeiro, a fim de proporcionar uma maior uniformidade dos frutos no momento da colheita, sendo capaz de reduzir a queda de frutos secos, e diminuir do número de grãos verdes colhidos, podendo assim trazer uma maior eficiência na colheita.

Larissa Cocato

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Como obter sucesso no plantio de grãos? https://blog.rehagro.com.br/como-obter-sucesso-no-plantio-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/como-obter-sucesso-no-plantio-de-graos/#respond Thu, 24 Mar 2022 13:00:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9298 A fase de plantio de grãos, quando feita corretamente, aumenta a produção, facilita a colheita e reduz a incidência de daninhas. Para atingir a produtividade satisfatória, é necessário proteger sua lavoura contra patógenos. Tudo isso minimiza os danos, mas o foco central é antes da ocorrência das perdas, nesse caso: o plantio. Neste e-book, você […]

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A fase de plantio de grãos, quando feita corretamente, aumenta a produção, facilita a colheita e reduz a incidência de daninhas.

Para atingir a produtividade satisfatória, é necessário proteger sua lavoura contra patógenos. Tudo isso minimiza os danos, mas o foco central é antes da ocorrência das perdas, nesse caso: o plantio.

Neste e-book, você descobrirá como ter sucesso garantido e aumentar os lucros da sua produção. Clique no botão abaixo e faça o download GRATUITO!

E-book Como obter sucesso no plantio de grãos

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Colheita mecanizada: principais pontos e o seu papel na produção de grãos https://blog.rehagro.com.br/colheita-mecanizada/ https://blog.rehagro.com.br/colheita-mecanizada/#respond Tue, 18 Jan 2022 13:03:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11023 Quando pensamos em sistemas de produção em grãos, já pensamos nos dois principais: convencional e plantio direto. Independente do sistema que você optar em sua fazenda, uma coisa é certa: você estará visando a colheita. Entender os pontos da fase em que nos mostra o real resultado de nossos esforços na lavoura, é de suma […]

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Quando pensamos em sistemas de produção em grãos, já pensamos nos dois principais: convencional e plantio direto. Independente do sistema que você optar em sua fazenda, uma coisa é certa: você estará visando a colheita.

Entender os pontos da fase em que nos mostra o real resultado de nossos esforços na lavoura, é de suma importância. Uma colheita de grãos mal feita, inclusive, acarretará em mais perdas do que a aceitável e isso vai refletir no lucro final do produtor, que pode acabar sendo abaixo do esperado.

O papel da colheita mecanizada

À medida que a tecnologia avança, maior é a intensidade de produção do setor agrário, com no mínimo 2 safras e em alguns casos até 3 safras por ano.

Como isso ocorre na mesma área, há ainda a rapidez na comercialização e tudo isso se torna possível com a colheita mecanizada, é o que aponta Alessandro Alvarenga, que é consultor técnico e coordenador em agricultura de precisão do Rehagro.

Ele exemplifica que, no caso do milho, ocorre esses dois tipos de colheita:

No milho, quando ele atinge a maturação, o colmo seca demais e ocorre queda de algumas espigas, pelo vento e demais fatores. A colhedora não tem a capacidade de colher esses, sendo necessária a colheita manual.

Apesar da colheita mecanizada ser vantajosa, por apresentar mais rapidez, ela também tem seus pontos negativos e um deles é a perda. Confira mais detalhes nesse vídeo do Alessandro com menos de 4 minutos:

É possível ter um bom rendimento em sua área, desde que você conduza de forma correta, precisa e com as técnicas adequadas.

Tecnologia além da colheita

Como dito mais acima, a colheita é a fase pela qual o produtor mais espera, mas ela não é a única. Para uma lavoura ser produtiva, é preciso um manejo adequado antes mesmo do plantio, iniciando pelo preparo do solo.

As fases são muitas até a comercialização e captação de lucro pelo produtor, mas com os avanços tecnológicos e o mercado demandando cada vez mais volume produtivo, os cerealistas precisam estar por dentro das novas tecnologias que tornarão isso possível.

Não precisa necessariamente ter máquinas de última geração, mas o conhecimento atualizado sim. Já existem tratores, colhedoras e sensores usados há anos, porém, nem sempre de forma correta e em seu máximo potencial.

Aprenda a aumentar os lucros de sua produção de grãos com o Curso Gestão na Produção de Grãos do Rehagro. Clique e saiba mais!

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Colheita do café como elemento de qualidade https://blog.rehagro.com.br/colheita-do-cafe-como-elemento-de-qualidade/ https://blog.rehagro.com.br/colheita-do-cafe-como-elemento-de-qualidade/#respond Mon, 04 Oct 2021 18:44:47 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9817 A colheita do café é a etapa mais importante e esperada para os cafeicultores, sob o ponto de vista econômico e social da lavoura cafeeira.  No Brasil a colheita, geralmente, se estende de abril a setembro e engloba:  Preparação da lavoura; A retirada dos frutos maduros do pé; Recolhimento. Assim, para obtenção de cafés de […]

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A colheita do café é a etapa mais importante e esperada para os cafeicultores, sob o ponto de vista econômico e social da lavoura cafeeira. 

No Brasil a colheita, geralmente, se estende de abril a setembro e engloba: 

  1. Preparação da lavoura;
  2. A retirada dos frutos maduros do pé;
  3. Recolhimento.

Assim, para obtenção de cafés de qualidade e com menor custo, é preciso planejar e conhecer os diversos processos envolvidos na colheita. 

Mão segurando frutos de café cereja.

Frutos de café cereja. (Fonte: Larissa Cocato)

Máquina realizando a colheita do café.

Colheita mecanizada do café. (Fonte: Joana Oliveira)

 

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Tipos de colheita do café

Colheita plena

No Brasil, apesar da desuniformidade na maturação dos frutos, devido ao número de floradas que temos, ainda assim conseguimos realizar a colheita plena, que é a derriça plena dos cafés em diferentes estádios de maturação.

Vale destacar que, apesar dessa desuniformidade, quando temos máquinas bem reguladas e período de colheita adequado, é possível colher grande quantidade de frutos cereja. 

A maioria dos cafeicultores realizam esse tipo de colheita, principalmente, pela redução dos custos com essa prática.

Colheita plena de café sendo realizada com máquina.

Colheita plena realizada com máquina. (Fonte: Henio Inácio)

Além disso, como opção para os frutos com várias maturações a partir da colheita plena, podemos lançar mão de práticas de processamento de cafés, conseguindo separar os grãos cereja dos verdes e secos.

Colheita seletiva

Na colheita seletiva, somente os frutos com maturação fisiológica completa, os denominados grãos cerejas, são colhidos. Essa prática visa, principalmente, alcançar o máximo potencial de qualidade dos cafés.

Os grãos com desenvolvimento e maturação completos, apresentam maiores quantidades de compostos compartimentalizados no grão, como o açúcar.

Centenas de grãos de café cereja.

Colheita seletiva do café. (Fonte: Joana Oliveira)

Webinar Pontos importantes no planejamento da colheita

Cuidados para uma colheita de café de qualidade

Os frutos de café colhidos na época certa e de modo correto, constituem matéria prima ideal para o posterior processamento de um café de qualidade. E para determinar essa época, é importante acompanhar a maturação dos frutos. 

A desuniformidade dos frutos é o principal desafio quando se visa qualidade. Isso ocorre porque no estágio de frutos passas ou secos, podem ocorrer influências negativas por fermentações indesejáveis.

Nessa fase, os frutos se desprendem mais facilmente das plantas, sendo responsáveis por aumentar a quantidade de cafés de chão ou de varrição. 

Outro problema são os frutos verdes, que causam menor rendimento de colheita e afetam a classificação por:

  • Tipo; 
  • Peso;
  • Qualidade da bebida.

Os cafés com grãos verdes, irão apresentar certa adstringência na bebida, não sendo assim desejável. 

Desse modo, visando obter cafés especiais, a colheita deve ser iniciada quando a lavoura ou talhão apresentar pequena quantidade de cafés verdes. O ideal é iniciar com menos de 15%, e ainda com pequena quantidade de frutos do tipo passas ou secos

Se faz necessário, portanto, realizar mapeamentos das lavouras e com base nisso, fazer um planejamento de colheita para melhor tomada de decisão.

Grupos de café separados de acordo com sua porcentagem de maturação.

Determinação da porcentagem de maturação dos frutos a partir do mapeamento. (Fonte: Larissa Cocato)

Como fazer um bom planejamento de colheita?

Para fazer um planejamento de colheita, é preciso agrupar as lavouras de acordo com: 

  1. Características de solo;
  2. Altitude;
  3. Face de exposição ao sol;
  4. Cultivares;
  5. Manejo.

Assim, podemos obter maior homogeneidade dos lotes e trabalhar mais precisamente a qualidade do produto de cada talhão. 

É essencial conhecer a época de maturação das lavouras, determinando as mais precoces, as médias e tardias.

Outro ponto importante no planejamento é ter uma estimativa da produção de cada área para determinar, previamente, a demanda de maquinários e funcionários no período da colheita. Isso também auxilia no escalonamento de terreiros e secadores, visto que os cafés não devem ficar amontoados por mais de 6 horas após colhidos

Nesse sentido, devemos determinar também as glebas que serão colhidas de forma mecanizada e as de forma manual ou por meio de derriçadoras portáteis.

Com as estimativas em mãos, deve-se analisar e verificar se os maquinários da fazenda suportam essa colheita, ou, caso a fazenda não possua, agendar com antecedência o aluguel de colhedoras e/ou a contratação de funcionários sazonais, caso necessário. 

Processos para atingir a qualidade

Todo café que vem da lavoura passa por vários processos até ser beneficiado e, para que esses procedimentos não prejudiquem a qualidade do produto final, temos que ficar atentos e evitar imprevistos. 

Só se consegue preços melhores se houver qualidade e, para isso, é primordial ter planejamento e organização.

Uma das formas de obter cafés melhores, é por meio da secagem em terreiros suspensos, pois diminuem as chances de imprevistos, seja por chuvas ou fermentações indesejadas.

Como ter safras com mais qualidade?

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Joana Oliveira

Larissa Cocato

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Café verde: saiba como aproveitar no mercado https://blog.rehagro.com.br/cafes-verdes-possuem-mercado-saiba-como-aproveitar/ https://blog.rehagro.com.br/cafes-verdes-possuem-mercado-saiba-como-aproveitar/#respond Wed, 22 Sep 2021 17:29:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9745 Todo cafeicultor que busca maior valorização da saca, foca os esforços no aumento produtivo e na qualidade deste produto. Quanto maior a qualidade dos grãos de café, maiores são as chances de alta classificação da bebida, e claro, isso reflete no lucro! A hora certa de colher é quando os grãos estão no ponto cereja […]

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Todo cafeicultor que busca maior valorização da saca, foca os esforços no aumento produtivo e na qualidade deste produto.

Quanto maior a qualidade dos grãos de café, maiores são as chances de alta classificação da bebida, e claro, isso reflete no lucro!

A hora certa de colher é quando os grãos estão no ponto cereja de maturação. Ainda assim, alguns grãos verdes podem ser selecionados, o que afeta negativamente a qualidade da bebida e perde em rendimento.

 

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Como conseguir preço bom, mesmo com o café verde?

Se o processamento desse café, principalmente no descascamento do grão, foi eficiente, mesmo verde possui uma qualidade boa, é o que aponta Leandro Paiva, especialista e professor de café.

Ele salienta que há diferenças entre os cafés verdes, muito aquosos e que originariam o grão preto, daqueles que estão formados, porém não terminaram a maturação e por isso estão verdes.

Nesse segundo tipo citado, ainda que tenha baixa classificação, existe mercado para ele. É possível comercializá-lo bem, quando o processamento é bem feito.

No vídeo abaixo você poderá entender melhor sobre esse processo:

Leandro pontua que a forma da secagem é o que fará toda a diferença.

Quando analisamos as diversas etapas até a comercialização desse café, de fato, a umidade ocupa boa parte.

Na colheita, além de observar a maturação, a umidade também ajuda na diferenciação, então é justificado ter etapas subsequentes sobre secagem.

Como esse café verde natural não atingiu sua maturação a tempo e, consequentemente, está com umidade inadequada, somos nós que devemos auxiliar nesse processo para garantir sua qualidade.

Esse manejo é importante porque esse é um café que tem muita umidade e que não tem as estruturas muito bem feitas (…). Então, são cafés que possuem comportamentos diferentes durante a secagem se comparado aos cafés maduros.

Uma das alternativas de manejo que ele propõe é que na secagem em terreiro, a camada seja mais fina e que o revolvimento seja mais intenso nos primeiros dias.

Esse manejo é um dos diversos que o cafeicultor deve proceder de colheita e na pós-colheita desse café, devendo se adaptar às realidades enfrentadas em sua fazenda.

Cada etapa dessas fases, por mais simples ou complexa que seja, vai afetar na qualidade final da bebida e isso vai interferir na lucratividade de toda a safra.

Webinar Pós-colheita de café

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o Curso Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

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Silagem de milho: como produzir com qualidade? https://blog.rehagro.com.br/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/#comments Tue, 20 Jul 2021 17:33:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4795 A silagem de milho, um alimento tradicionalmente utilizado na pecuária leiteira no Brasil, deve ser produzida com eficiência, buscando alta qualidade. O contrário gera baixa produtividade no rebanho e aumento dos custos alimentares, devido à maior necessidade de compra de insumos. A definição de silagem de qualidade sofreu transformações ao longo do tempo. Inicialmente, o […]

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A silagem de milho, um alimento tradicionalmente utilizado na pecuária leiteira no Brasil, deve ser produzida com eficiência, buscando alta qualidade. O contrário gera baixa produtividade no rebanho e aumento dos custos alimentares, devido à maior necessidade de compra de insumos.

A definição de silagem de qualidade sofreu transformações ao longo do tempo. Inicialmente, o enfoque era a produção máxima de volume de massa verde por hectare, como forma de obter um alimento de baixo custo.

 

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Na década de 60 e 70, com a evolução do nível genético das vacas, passou-se a buscar a produção de uma silagem com maior teor de grãos. Estudos, na época, demonstravam que os grãos eram mais digestíveis que folhas e colmos. Entretanto, não havia um conhecimento da constituição química dessas silagens.

Nesse sentido, estudos recentes demonstraram que silagens com menores teores de Fibra em Detergente Neutro (FDN), que representa a fração fibrosa do alimento na parte verde da planta, combinada com alta proporção de grãos, resultam em silagem de melhor qualidade.

Mais recentemente, em estudos conduzidos em Lavras – MG, foi demonstrado que a constituição do grão de milho influenciava a qualidade da silagem. Neste trabalho, foi demonstrado que híbridos de milho com textura mole têm maior digestibilidade do que os híbridos de milho com textura dura.

Estes novos pensamentos são somatórios, ou seja, a produção de uma silagem de boa qualidade deve ter alta produção de toneladas por hectare, com alta proporção de grãos de textura mole e com baixo teor de Fibra em Detergente Neutro.

A produção de uma silagem de milho de boa qualidade passa por três fases importantes:

  1. Plantio e condução agronômica;
  2. Colheita e ensilagem;
  3. Desensilagem e fornecimento.

Estas três fases são complementares, ou seja, falhas em qualquer uma serão cumulativas na qualidade final do produto. Nesse artigo, o foco será os dois últimos processos na produção de silagens.

Webinar Silagem de Milho

Colheita e ensilagem

Ponto de Colheita

O ponto de colheita é uma importante variável na produção da silagem de milho. Vários estudos foram conduzidos buscando determinar qual o melhor momento para colheita do volumoso e qual parâmetro pode ser utilizado para fazer essa determinação.

É importante entender que a planta de milho acumula matéria seca com o avançar de sua maturidade, mas também aumenta o seu teor de fibra em detergente neutro e lignina. À medida que o tempo passa, sua digestibilidade diminui.

O ponto ideal de colheita é quando a planta possui 30-35% de matéria seca (MS) ou 65 a 70% de umidade. Esse estágio é, geralmente, atingido quando a linha do leite está entre 1/2 e 2/3 do grão.

No entanto, a correlação entre linha de leite e porcentagem MS não é muito grande. Existe uma grande variação entre híbridos e anos de plantio e ela serve como uma referência prática. Portanto, a melhor maneira de se determinar o ponto adequado de colheita do milho e sorgo é através da determinação da matéria seca, utilizando-se, por exemplo, o aparelho de micro-ondas ou aparelhos de medição de umidade, como o Koster.

Forragens ensiladas com alto teor de umidade (20 a 27% de matéria seca) possuem um processo de fermentação muito ativo e, geralmente, estão associadas  a altas perdas de nutrientes por efluentes. Além disso, são consumidas em menor quantidade por animais em relação a forragens ensiladas com teores ótimos de matéria seca (30-35%).

Conforme demonstrado na figura 1, há um aumento no teor da matéria seca e amido do milho com o avanço de sua maturidade fisiológica. Portanto, com 2/3 da linha do leite é alcançado o máximo de amido na silagem.

Por outro lado, o teor de fibra na planta reduz até 2/3 da linha do leite. Esses dois fatores são explicados devido ao aumento da proporção de grãos na planta, que ocorrem até 2/3 da linha do leite (Bal et al. 1997). Então, com 2/3 da linha do leite há o maior acúmulo de amido e o menor teor de fibra na silagem de milho.

Teor de matéria secaFigura 1 – Teor de Matéria Seca (MS), Amido e Fibra em Detergente Neutro (FDN) de silagens de milho em quatros estágio de maturação do grão de milho. Adaptado de Bal et al. (1997)

O estádio ideal de colheita do milho tem duração aproximada de dez dias. Após esse período, o teor elevado de MS da planta aumenta as perdas na colheita e dificulta a compactação. Assim, atrasos na colheita por falhas no planejamento, chuvas, quebra de maquinário, entre outros fatores, podem prejudicar sensivelmente a qualidade da silagem produzida, o que certamente será traduzido em menor desempenho dos animais.

Quando se corta a planta de milho com o grão ainda leitoso, colhe-se somente o equivalente a 50% do potencial produtivo de grãos e 75% da forragem. Já no ponto ideal de colheita, quando a linha do leite está na metade do grão e a planta apresenta teor de matéria seca próxima a 35%, colhe-se 95% dos grãos e 100% da forragem.

Produção de leite Figura 2 – Produção de leite de vacas alimentadas com silagem em quatro estágios de maturação do grão de milho. Adaptado de Bal et al. (1997)

A produção de leite e produção de proteína na silagem com 2/3 da linha do leite foi maior do que para a silagem no estágio leitoso. Estatisticamente, não houve diferença para os outros estágios de maturação na produção de leite.

No entanto, a produção de proteína foi maior para silagem no estágio de 2/3 da linha do leite. Portanto, esses dados reforçam que o ponto ideal de colheita é quando a planta atinge 35% de matéria seca, existindo uma flexibilidade entre 32 e 35% de MS na planta inteira.

Altura de corte

O aumento na altura de corte pode ser uma estratégia para aumentar a concentração energética e diminuir o teor da Fibra em Detergente Neutro (FDN) na silagem. O teor de FDN está correlacionado à degradabilidade da matéria seca, que determina a quantidade de fibra da planta, correspondente às frações de celulose, hemicelulose e lignina (Mendes, 2006).

Segundo Dias (2002), os teores de lignina e FDN são inversamente proporcionais à degradabilidade in vitro da matéria seca.  Ao aumentar a altura de corte no momento da ensilagem, há redução na relação colmo/espiga, o que faz com que haja melhorias nas características nutricionais do alimento.

Vasconcelos (2004) observou diminuição na produção de matéria seca de 18,6 para 15,32 ton/ha quando a altura de corte foi aumentada de 0,1 m para 0,8 m respectivamente, representando uma redução de 17,7% na produtividade de matéria seca. Também foi constatado por Caetano (2001) redução na produção de matéria seca/ha. Segundo ele, essa redução foi de 25,6% quando aumentou a altura de corte de 0,5 m para 0,8 m.

Lauer (1998) citado por Caetano (2001) observou redução de 15% na produção de matéria seca/ha quando aumentou a altura de corte de 0,15 m para 0,45 m. O autor também atestou aumento da produção de leite em torno de 12% para a mesma elevação na altura de corte. Tal resultado se deu devido ao menor teor fibra e fração indigestível na silagem, resultando, assim, em uma redução de apenas 3% na produção de leite estimada por área.

Vasconcelos (2004) observou aumento de 10,9% (7,3 a 7,93%) no teor de proteína bruta (PB), redução de 8,8% (50,16 a 45,75%) no teor da FDN e redução de 14,85% (25,87 a 22,0%) no teor de FDA. Isso se deve à menor participação do colmo na massa ensilada, sendo que este apresenta alto teor de fibra.

Os principais constituintes da silagem de milho são carboidratos não fibrosos e FDN, sendo que o amido representa cerca de 70% da fração grão e a FDN 50% da fração haste (Sapienza, 1996). Qualquer alteração nessas duas frações representa modificações significativas na qualidade nutricional da silagem. Vale ressaltar que o aumento na altura de corte pode trazer melhorias nas características físico-química do solo, pois haverá maior residual de matéria vegetal na área (Caetano, 2001; Vasconcelos, 2004).

Portanto, o produtor deve priorizar suas necessidades de obtenção de máxima produção de forragem versus alta qualidade da silagem, para determinar qual altura de corte será adotada, sendo que isso pode variar em diferentes anos em função do potencial produtivo e qualidade da cultura (Shaver, 2000 citado por Caetano, 2001).

As perdas na produção de matéria seca deverão ser compensadas pela melhoria na qualidade nutricional da silagem. Para isso é necessário realizar uma análise econômica, e avaliar os custos de produção, para que assim possa haver maior segurança na tomada de decisão.

Tamanho de partícula da silagem

Em uma silagem de boa qualidade, o que se procura é picar o material em tamanhos de partícula de 6 a 15 mm, mantendo um tamanho médio de 8 mm.

Quando o corte da planta é inadequado, as partículas grandes dificultam a compactação, e a menor quebra dos grãos levará a um menor aproveitamento dos mesmos, fazendo com que apareçam inteiros nas fezes dos animais.

Silagens com tamanhos de partículas grandes reduzem a ingestão das vacas e, consequentemente, podem reduzir a produção de leite. A solução não está na troca do híbrido ou na antecipação do corte, mas em procedimentos simples como afiar as facas de corte da ensiladeira duas vezes ao dia e aproximá-las das contra-facas. Estas medidas, que não têm custo algum, resolvem facilmente esses problemas.

A redução no tamanho de partícula é favorável ao processo de fermentação da massa vegetal no silo pela compactação facilitada, pelo incremento na área de superfície da forragem, permitindo maior interação entre substrato e microrganismo, além de reduzir os custos de estocagem (Muck et al., 2003).

E-book Aditivos na Dieta dos Bovinos Leiteiros

Compactação da silagem de milho

O processo de enchimento e compactação deve ser feito de forma a distribuir por todo silo camadas uniformes de espessura média ao redor de 20 a 30 cm. Essas camadas devem ser espalhadas de forma a ficarem inclinadas em direção à entrada do silo ou porta.

A compactação deverá ser feita com passagens consecutivas do trator ou pá carregadeira sobre a massa já distribuída. O objetivo desta compactação é a expulsão do ar, controlando a respiração, a elevação da temperatura e favorecendo a ação das bactérias produtoras de ácido láctico e do rápido abaixamento do pH do material ensilado.

A densidade da silagem vai depender do tipo de implemento usado para compactação, como também do tempo total gasto na compactação por tonelada de forragem. A densidade da compactação é maximizada pela utilização de tratores mais pesados com pneus que aplicam um maior peso por unidade de superfície.

Devemos utilizar rodas mais finas para que possam fazer uma maior pressão por unidade de área.

Perdas de MSFigura 3 – Perdas de MS em cinco diferentes compactações. Adaptado de Ruppel et al. (1995)

Fases da ensilagem

O processo de ensilagem é constituído de quatro fases:

  1. Fase anterior ao fechamento do silo;
  2. Fermentação ativa;
  3. Fase estável;
  4. Pós-abertura.

Durante a fase anterior ao fechamento do silo, de pré-vedação, as células da planta e microrganismos aeróbicos presentes consomem o oxigênio, carboidratos solúveis e proteínas são convertidos em água, CO2, calor e amônia livre. Esta fase continua até que todo o oxigênio seja utilizado ou excluído, ou os carboidratos solúveis sejam consumidos.

Quando os níveis de oxigênio diminuem, a fase de fermentação ativa inicia. A produção de ácidos reduz o pH, chegando na faixa de 3,4 a 4,5. Nessa faixa baixa de pH, mantendo o material livre de oxigênio, o crescimento de todos os microrganismos é inibido e a silagem entra na fase estável.

Nesta fase, a qualidade nutricional da silagem pode ser mantida quase indefinidamente. No entanto, após a abertura do silo e exposição da silagem ao ar, o crescimento de microrganismos (bactérias, leveduras) é retomado com o consumo de ácido láctico, permitindo o aumento do pH e o crescimento de microrganismos que causam a diminuição da qualidade nutricional do material ensilado. Portanto, perdas significativas de matéria seca da silagem podem ocorrer durante a fase pós-abertura.

Quanto mais rápido o oxigênio é excluído da massa ensilada, mais rápido é observada a queda de pH durante a fermentação, inibindo o crescimento de microrganismos indesejáveis, que contribuem para diminuição da qualidade nutricional da massa ensilada. Portanto, os processos de colheita da forragem, transporte, compactação e vedação devem ser rápidos visando diminuir as perdas durante a fermentação e a queda do valor nutricional do material ensilado.

A densidade e a matéria seca (MS) do material ensilado determinam a porosidade da silagem, afetando a taxa com o que o ar penetra na massa ensilada durante a descarga do silo, deteriorando a silagem. Além disso, quanto maior a densidade, maior a capacidade de estocagem do silo. Portanto, maiores densidades do material ensilado diminuem os custos anuais de estocagem por aumentar a quantidade de silagem estocada e por diminuir as perdas do material ensilado no silo.

Lona, abaulamento e fechamento do silo

A contribuição mais expressiva da etapa de vedação do silo está em evitar a penetração de ar do ambiente externo para o interior. A vedação consiste em não permitir a entrada de ar e é feita através da cobertura do silo por uma lona e, sobre ela, uma camada de terra.

As lonas pretas comumente usadas nas fazendas têm trazido problemas como rasgos, furos, entre outros. Por isso, lonas de dupla face têm dado um melhor resultado. Além disso, tem a vantagem de refletir o calor, o que ajuda a não esquentar o material ensilado. As lonas a serem utilizadas devem ter 150 micras ou mais, para que possam durar mais tempo.

Outro ponto importante é cobrir a lona com terra, restos de capins e pneus, pois ajudam a protegê-la contra os raios solares, que podem danificá-la.

Outra operação relevante é cercar os silos com cerca de arame e tela para proteger a lona de possíveis animais que possam furá-la, como tatu, galinha, cães e o próprio rebanho, que pode se soltar e subir sobre os silos.

Desensilagem e Fornecimento

Maneje bem a face de retirada do silo

A face de retirada do silo deve ser mantida o mais plana possível e perpendicular ao solo e laterais. Isso minimiza a área de superfície exposta ao ar. A taxa de retirada do silo deve ser suficiente para prevenir a silagem exposta ao aquecimento e perdas associadas.

Em temperaturas mais altas, como as encontradas no Brasil central, recomenda-se a retirada de fatias de silo de pelo menos 30-35 cm por dia. Esta prática previne o material ensilado de ser exposto ao ar por um período de tempo suficiente que favoreça a proliferação de microrganismos responsáveis pela deterioração da silagem.

Os silos devem ser dimensionados para essa retirada mínima, diminuindo perdas quando o silo é aberto. O acúmulo de silagem solta na base da face do silo deve ser evitado, pois esse material desensilado é especialmente vulnerável a rápida decomposição aeróbica.

Descarte a silagem deteriorada

Vedar o material ensilado com lona e colocar pesos sobre o material ensilado não é 100% efetivo no controle de perdas. Perdas por fermentação aeróbica sempre ocorrem em diversas magnitudes e o descarte das porções perdidas nem sempre é uma prática comum em fazendas. A inclusão de silagem deteriorada nas dietas de animais possui um grande impacto sobre o desempenho.

A adição de silagem deteriorada a dietas diminui o consumo de matéria seca e a digestibilidade de nutrientes (PB e FDN), além da produtividade animal. Portanto, o descarte das partes deterioradas de silos é uma prática de manejo importante.

Para fazer silagens de boa qualidade, práticas de manejo devem ser adotadas de maneira integrada, já que a negligência de um procedimento pode levar a uma descontinuidade de um processo adequado de preservação da forragem.

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Como aumentar a qualidade do seu café? https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-a-qualidade-do-seu-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-a-qualidade-do-seu-cafe/#comments Mon, 12 Jul 2021 15:00:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9426 Quando se fala em produção de café, uma das fases de maior importância é a pós-colheita. Todo e qualquer cuidado, principalmente em relação ao manejo desse grão, afeta a qualidade final da bebida. Isso pode significar altos lucros ou altos prejuízos, dependendo da forma que foi executado. Existem duas linhas de pensamento que falam sobre […]

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Quando se fala em produção de café, uma das fases de maior importância é a pós-colheita. Todo e qualquer cuidado, principalmente em relação ao manejo desse grão, afeta a qualidade final da bebida. Isso pode significar altos lucros ou altos prejuízos, dependendo da forma que foi executado.

Existem duas linhas de pensamento que falam sobre a pós-colheita do café e sua relação com a qualidade:

  1. A pós-colheita do café melhora a qualidade; 
  2. A pós-colheita mantém a qualidade que o café já possui.

Sem existir uma verdade absoluta, o que sabemos é que a pós-colheita tem um impacto muito importante na qualidade do café, e por isso requer uma maior atenção em suas etapas, pois, erros nesse processo podem comprometer a qualidade deste café, acarretando em prejuízos à bebida, e consequentemente ao preço de venda desse café.

Por isso, devemos ter atenção a vários processos, desde o tempo que o café fica amontoado após a colheita, até as condições e tempo de permanência na tulha de café.

 

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Diante disso, preparamos alguns pontos críticos que merecem atenção para quem busca a produção de cafés especiais!

Frutos cereja em terreiro suspenso.

Frutos cereja em terreiro suspenso. Fonte: Larissa Cocato da Silva

Mapeamento dos cafés

Quando se pretende produzir cafés de qualidade, o mapeamento é uma ferramenta importante para a tomada de decisão. Nisso, surgem duas grandezas:

  1. É necessário que você conheça seus cafés, dessa forma, o monitoramento te ajudará nesta ação;
  2. É importante que você monte um histórico de qualidade das suas lavouras.

Através desse mapeamento, será feita uma coleta de informações e por meio desses dados a tomada de decisões consegue ser mais assertiva, principalmente nas fases de colheita e de pós-colheita.

Recepção de cafés

Antes de falarmos propriamente sobre a parte da recepção dos cafés, uma etapa que parece simples, porém também pode acarretar problemas, é na amontoa desse café colhido. Não se recomenda que o café fique mais de 6 horas amontoado, pois pode acontecer fermentações indesejáveis nesse café.

Já a recepção, em si, também é uma etapa importante desse sistema. A atenção maior nesse caso é quanto à higienização, pois as moegas precisam estar sempre limpas!

Essa parte é particularmente importante, pois se não estiverem limpas, pode ocorrer contaminação e isso vai refletir na qualidade final do café.

Cafés naturais

Existem vários pontos no manejo do café, e se ele for processado do tipo natural, alguns desses pontos se diferenciam, quando comparados ao cereja descascado.

Café cereja amarelo em terreiro suspenso.

Café cereja amarelo. Fonte: Larissa Cocato

Estados de maturação do fruto vermelho lado a lado.

Estádios de maturação do fruto vermelho. Fonte: Larissa Cocato

Alguns aspectos desse processo requerem maior atenção:

  • Para a produção de um bom café natural, o ideal é ter menos de 15% de cafés verdes, no entanto, essa porcentagem é um desafio muito grande devido ao número de floradas que podemos ter. 
  • Dessa forma, quanto menor a porcentagem de grãos verdes, melhor!
  • Em relação aos frutos vermelhos e amarelos, eles possuem qualidades diferentes. 
  • Assim sendo, não devem ser misturados. 

Mão segurando frutos café cereja.Frutos cereja. Fonte: Larissa Cocato

Café natural – Lavador/peneirão

Nessa etapa, alguns cuidados devem ser tomados para a garantia da qualidade:

  • O abanador deve remover as impurezas.
  • Os gravetos levam umidade aos cafés e ao terreiro.
  • Se estiver passando mais de 10% de café bóia na parte do café cereja, significa que a regulagem está mal feita. Da mesma forma, se estiver mais que 10% de café cereja e verde no café bóia, também significa regulagem mal feita. 
  • Por isso, regule adequadamente o equipamento.
  • A água do lavador deve ser trocada a cada 8 horas.
  • Isso ajuda a evitar contaminações.
  • A desinfecção com água sanitária deve ser feita a cada 15 dias.
  • Mantenha o equipamento sempre limpo.

Café natural – Terreiro

Milhares de cafés em grãos cereja espalhados em terreiro.Cafés em grãos cereja. Fonte: Luiz Paulo Vilela

A parte do terreiro é a parte inicial da secagem desse café e como as demais, contém vários pontos que devemos nos atentar:

  • O café deve ficar grão a grão no 1° e 2° dia, para facilitar a perda de água. Esse café não deve ser rodado no 1° dia de terreiro para uma melhor aderência da casca ao grão. 
  • Isso evita futuros danos, e assim esse café não seja descascado no terreiro devido ao revolvimento.
  • A partir do 2° ou 3° dia, esse café é dobrado, ocupando 50% da área inicial.
  • Já a segunda dobra, deve ocorrer no 4º ou 5º dia de secagem e o revolvimento deve continuar 12 vezes ao dia;
  • A terceira dobra, realizar cerca de 6 a 7 dias, continuando o mesmo número de revolvimentos.
  • Quando o café chegar na meia-seca (25 a 30% do teor de água), estes devem ser enleirados e cobertos à noite.
  • Se este café for finalizado no secador, não deve chegar com mais do que 30% de água.

Café natural – Secador

Em relação à secagem em secadores, os pontos de observações aumentam. Confira:

  • O secador deve receber lotes homogêneos e se não se recomenda misturar os lotes;
  • Secador vertical: ele não deixa a secagem muito uniforme, então não é benéfico à qualidade do café;
  • Secador rotativo: ele deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm, para melhorar a eficiência da secagem;
  • O secador rotativo deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, no início da secagem, para retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem, a temperatura do ventilador não deve passar de 60°C, para que a temperatura da massa de café natural não ultrapasse os 35°C.
  • No terço médio da secagem, a temperatura máxima da massa de café natural cereja ou passa, deve ser de 35°C.
  • Após a meia seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e deve-se descansar esse café por no mínimo 8 horas.
  • No final da secagem do café natural, cereja ou passa, a temperatura do ventilador deve estar com no máximo 50°C.
  • O café não pode ser descarregado ainda quente na moega ou em tulhas de repouso;
  • A umidade no momento do descarregamento deve ser de 11,5%.

Webinar Pós-colheita de café: um checklist de qualidade

Cafés Cereja Descascados (CD)

Em relação aos cafés do tipo cereja descascados, alguns pontos divergem do natural, ainda assim requerem sua atenção. Confira:

CD – Descascador/desmucilador

  • Regular bem o equipamento para não ter café verde na parte do café cereja descascado;
  • Não pode estar passando mais do que 10% de café cereja para a parte do verde;
  • O café em pergaminho não pode estar saindo danificado do desmucilador;
  • A área de processamento deve ser lavada após o término do trabalho, a fim de evitar contaminações;
  • A área de processamento deve ser pulverizada quinzenalmente, com água sanitária à 10%, também com o objetivo de evitar contaminações. 

CD – Terreiro para cafés: cereja, verde ou passa

Café descascado espalhados no terreiro.Café descascado no terreiro. Fonte: Rehagro

  • Os cafés descascados devem ser espalhados com 7 litros por m² no 1° dia.
  • Deve ficar grão a grão para facilitar a perda de água.
  • Os cafés descascados devem ser rodados de 16 a 20 vezes por dia.
  • Isso ajuda a homogeneizar a secagem.
  • Os cafés devem ser dobrados após 1 a 2 dias de secagem, e realizar outra dobra de 3 em 3 dias.
  • O objetivo, nesse caso, é secar mais lentamente.
  • Após a meia-seca, os cafés descascados devem ser enleirados e cobertos as 15:00 horas e novamente abertos e espalhados às 9:00 horas do dia seguinte;
  • Lotes superiores a 2 dias de colheita, não devem ser unidos no terreiro;
  • Se optar pela secagem complementar nos secadores, os cafés descascados devem ser retirados do terreiro, com pelo menos 2 dias.
  • Isso permite que ele perca toda a água possível antes de ir para o secador.

CD – Secador

  • O secador deve receber cafés homogêneos de acordo com o teor de água e tipo de café. 
  • Não é recomendado a mistura de lotes, para não desuniformizar a umidade;
  • Secador vertical: não é recomendado que ele receba lotes de cafés úmidos, pois a água em excesso nesse caso, pode prejudicar a secagem, “cozinhando os grãos”.
  • O secador vertical, quando utilizado, deve ficar completo cobrindo a rosca transportadora, pois melhora a eficiência de secagem.
  • Secador rotativo: ele deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm ao encher. 
  • Isso melhora a secagem.
  • O secador rotativo, no início da secagem, deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, de forma a retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve estar acima de 50°C
  • Após a meia-seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e descansar obrigatoriamente por 8 horas, no mínimo.
  • No final da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve ultrapassar os 60°C.
  • O café não deve ser descarregado ainda quente na moega, ou em tulhas de repouso. Preferencialmente, deve-se descarregar o café frio nas tulhas.

CD – Tulha

Tulha utilizada para armazenar o café cereja.Tulha. Fonte: Vinicius Moribe

  • Na tulha, os grãos devem ser cobertos com palha de café ou pano para evitar contaminações e umidade;
  • Não se deve colocar o café quente sobre o café frio na tulha.
  • O café deve ser colocado seco na tulha de armazenamento e em temperatura ambiente.
  • O café deve ser descansado por 20 dias a 1 mês antes de ser provado definitivamente. Os cafés especiais devem ser descansados antes de se saber a real qualidade desse café.
  • Esse descanso melhora a qualidade.

Pronto para aumentar a qualidade do seu café?

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Preço da saca do café: veja como aumentar https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-o-valor-da-saca-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/como-aumentar-o-valor-da-saca-de-cafe/#respond Mon, 12 Jul 2021 13:56:47 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9410 Para aumentar a qualidade do café e o produtor lucrar ainda mais, é preciso construir pontos estratégicos e assim conseguir maior valorização da saca. Devido ao expressivo aumento dos custos de produção, é ainda mais importante saber dessa gestão. Uma das formas mais certeiras para conseguir agregar mais valor à saca de café, é a […]

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Para aumentar a qualidade do café e o produtor lucrar ainda mais, é preciso construir pontos estratégicos e assim conseguir maior valorização da saca. Devido ao expressivo aumento dos custos de produção, é ainda mais importante saber dessa gestão.

Uma das formas mais certeiras para conseguir agregar mais valor à saca de café, é a busca pela produção de cafés especiais.

Sacas de café guardadas em galpão.

Sacos de café em galpão

 

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Cafés especiais

Um café especial é definido de acordo com a SCA (Specialty Coffee Association) como todo café que atinge, no mínimo, 80 pontos na escala de pontuação na metodologia, que vai até 100.

Essa escala leva em consideração mais de 10 fatores e a classificação é feita de modo sensorial e experimental. São eles: 

  • Fragrância/Aroma;
  • Uniformidade (cada xícara representa estatisticamente 20% do lote avaliado);
  • Ausência de defeitos;
  • Doçura;
  • Sabor;
  • Acidez;
  • Corpo;
  • Finalização;
  • Harmonia;
  • Conceito final (impressão geral sobre o café, atribuída pelo classificador).

Várias amostras de café em uma bancada passando pela classificação sensorial.

Classificação sensorial. Fonte: Vinicius Moribe

Webinar Análises financeiras e econômicas na cafeicultura

Estratégia de negócio do café especial

O consumo de café tem crescido a cada dia, e somado a isso, a busca por cafés de qualidade também apresenta um aumento crescente.

De acordo com dados da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), o consumo brasileiro em 2020 foi de 21,2 milhões de sacas, seguindo um ritmo de crescimento de 1,34% em relação ao mesmo período de 2019. O consumo em habitante ano está em 4,81 kg de café torrado (ABIC).

Apesar do consumo de café tradicional ainda dominar os lares, o mercado brasileiro de cafés premium tem crescido de forma acelerada, inclusive na pandemia. 

Xícara transparente com café em cima de uma mesa.

Mudança no hábito de consumo de cafés. Fonte: Larissa Cocato

Novas estratégias

Além da produção de cafés de qualidade, que hoje tem apresentado grande procura e agregado valor ao preço de venda no nosso produto, a segmentação também pode ser uma ótima estratégia.

É possível notar essa valorização, por exemplo, com: 

  • Cafés certificados; 
  • Cafés fermentados; 
  • Cafés produzidos por mulheres, etc.

Aumente a qualidade do café com uma boa pós-colheita

Portanto, buscar o aumento da qualidade do nosso café é uma ferramenta indispensável para quem busca aumentar o preço de venda da saca de café. 

Isso é possível por meio de um manejo de pós-colheita adequado, envolvendo cuidados e higiene em todo processo, regulagens adequadas no processamento e boas condições de armazenamento.

Diante disso, a secagem do café, que é uma das etapas do manejo da pós-colheita, também apresenta grande influência na qualidade do café.

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Cuidados para se ter uma boa colheita de café https://blog.rehagro.com.br/boa-colheita-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/boa-colheita-de-cafe/#respond Mon, 28 Jun 2021 19:05:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4579 A época de colheita do café se aproxima e muitas fazendas já começam a colher no mês de abril. A colheita engloba, além da retirada dos frutos do pé, as etapas de: Preparação da lavoura; Derriça dos frutos; Recolhimento; Abanação.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Para que se tenha […]

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A época de colheita do café se aproxima e muitas fazendas já começam a colher no mês de abril.

A colheita engloba, além da retirada dos frutos do pé, as etapas de:

  • Preparação da lavoura;
  • Derriça dos frutos;
  • Recolhimento;
  • Abanação.
 

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Para que se tenha um café de qualidade, ou seja, uma bebida boa e melhor preço pago pelo mercado, é preciso atentar para as várias etapas ou processos.

Cada fazenda apresenta diferentes dificuldades, sejam elas financeiras, com mão-de-obra ou com equipamentos. Para que isso não venha prejudicar a fazenda, é importante se adequar com o que tem e fazer o melhor.

Planejamento da colheita do café

A maturação dos grãos pode variar de acordo com a região e com a variedade da lavoura. Com isso, cabe ao proprietário ou quem for o responsável pelas lavouras fazer um planejamento de colheita.

Para fazer um planejamento de colheita, a pessoa responsável precisa saber quais são as glebas de maturação adiantadas e tardias. Outro ponto importante no planejamento da colheita é saber quais glebas serão feitas com colheitas mecanizadas e quais será colheita manual.

A preparação da lavoura para a colheita objetiva facilitar o posterior recolhimento dos frutos no chão.

A arruação é uma operação de limpeza da parte de baixo e próximo ao cafeeiro.

Uma arruação bem feita evita que o café que cai no chão se misture aos restos de vegetais, dificultando a varrição, ou seja, apuração do café após a derriça, e prejudicando a qualidade do produto final. Muitas vezes, após a arruação, é preciso fazer um controle de plantas daninhas caso seja necessário.

Webinar Planejamento da colheita

Evitando imprevistos e prejuízos na colheita

Todo café que vem da lavoura passa por vários processos até ser beneficiado e, para que esses processos não venham prejudicar na qualidade do produto final, temos que ficar atentos e evitar imprevistos e prejuízos.

Para evitar imprevistos e prejuízos durante a colheita, é muito importante fazer uma revisão em toda a infraestrutura (terreiros, estradas, tulhas) da fazenda e equipamentos (lavadores, secadores, maquinas de beneficiar) usados durante a colheita.

Outro ponto importante é a compra de materiais como panos, peneiras, escadas e peças de reposição. Não deixe para a última hora e procure sempre fazer cotações de todo material comprado para não pagar mais caro.

Não deixe que seu café seja prejudicado! Só se consegue preços melhores se houver qualidade e, para ter qualidade, é primordial ter planejamento e organização.

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Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

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Pós-colheita do café: o especialista responde https://blog.rehagro.com.br/pos-colheita-do-cafe-o-especialista-responde/ https://blog.rehagro.com.br/pos-colheita-do-cafe-o-especialista-responde/#respond Mon, 31 May 2021 17:21:32 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9342 Para ter café de qualidade, os processos de pós-colheita são muito importantes. Leandro Paiva, Q-grader, e professor na IFSULDEMINAS, falou neste Webinar sobre alguns pontos críticos na pós-colheita do café. Ao final, o especialista respondeu as perguntas dos participantes. Assista ao conteúdo na íntegra e tire suas dúvidas sobre o assunto! Aperte o play no […]

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Para ter café de qualidade, os processos de pós-colheita são muito importantes. Leandro Paiva, Q-grader, e professor na IFSULDEMINAS, falou neste Webinar sobre alguns pontos críticos na pós-colheita do café. Ao final, o especialista respondeu as perguntas dos participantes.

Assista ao conteúdo na íntegra e tire suas dúvidas sobre o assunto! Aperte o play no vídeo abaixo.

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Geada no café: como evitar prejuízos na propriedade https://blog.rehagro.com.br/geada-nos-cafezais-como-evitar-prejuizos-na-propriedade/ https://blog.rehagro.com.br/geada-nos-cafezais-como-evitar-prejuizos-na-propriedade/#comments Tue, 20 Apr 2021 13:52:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4781 A geada nas lavouras de café no sul de Minas Gerais é uma realidade que causa medo nos produtores rurais. Isso porque é o fenômeno natural que pode levar as plantas de café a morte e perder toda a produção do próximo ano. Um exemplo clássico é o estado do Paraná que teve a cultura […]

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A geada nas lavouras de café no sul de Minas Gerais é uma realidade que causa medo nos produtores rurais. Isso porque é o fenômeno natural que pode levar as plantas de café a morte e perder toda a produção do próximo ano. Um exemplo clássico é o estado do Paraná que teve a cultura dizimada na década de 70 devido aos danos ocasionados pelo fenômeno.

A planta de café está entre as culturas mais sensíveis à geada. A sensibilidade está ligada a estrutura da parede celular, que no exemplo do café é sensível ao congelamento por se romper facilmente.

 

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O frio por si só, causa um retardamento no crescimento da planta e as bordas das folhas novas amarelecem e podem ate a escurecer. Quando a geada atinge a planta, as partes atingidas atingem coloração escura, com aspecto de queima.

A geada pode atingir apenas as partes externas da planta (geada de capote), atingir o tronco em lavouras de até 1,5 anos (canela de geada) ou ainda queimar a planta como um todo. Os pontos da planta atingidos são caracterizados por grande formação de brotações (palmeamento) (MATIOELLO, et al, 2016).

Lavoura de CaféFonte: Luiz Paulo Vilela

Considerando o ponto de vista agronômico, a geada é um fenômeno que causa morte das plantas ou de algumas de suas partes em função da redução da temperatura ambiente. A morte da planta se dá devido a formação de gelo nos espaços intercelulares das plantas, que podem danificar o tecido de duas formas:

  1. Formação de cristais de gelo que rompe o tecido celular;
  2. Desidratação da célula, visto que o gelo é formado apenas por água pura e que consequentemente aumenta a concentração no meio intercelular e assim forma um potencial osmótico entre o meio inter e o intracelular.

Geada branca e geada negra

Ao contrário do que muitos pensam, o sol que atinge o gelo formado superficialmente no tecido vegetal não é a causa da queima das plantas. As geadas agronômicas são divididas em geada branca ou geada negra. A geada branca é quando há congelamento do orvalho e deposição na superfície do material vegetal, devido a condensação do vapor de água atmosférico.

A geada branca ocorre quando a temperatura de congelamento do ar é menor do que a temperatura de congelamento da planta, ou seja a umidade do ar está alta.

Geada Branca em Folha de CaféGeada branca em folha de cafeeiro no município de Nova Resende – MG (Foto: Diego Baquião).

Em condições em que a umidade do ar está baixa (o ar do ambiente está seco), o frio é capaz de congelar a seiva da planta antes mesmo de formar cristais de gelo na superfície vegetal. Portanto, não é visível como a geada branca e é denominada de geada negra. Diferente da geada negra, a geada branca em alguns casos pode ser reversível.

Como já citado, a geada ocorre nas noites que a temperatura ambiente esta baixa, ou seja, noites frias. Os meses de inverno (junho, julho e agosto) são os mais propensos a ocorrência do fenômeno, por serem secos e com as noites longas. Dias com o céu limpo (sem nuvens) e noites sem vento, também favorecem a redução da temperatura noturna.

Resistência das plantas a geada

Vários são os fatores que influenciam na resistência das plantas a geada, um deles é o estádio de desenvolvimento, em que nas fases de frutificação e maturação, a atividade fisiológica é maior, acarretando assim em maiores danos, ao passo que, uma injuria em plantas com menor atividade fisiológica causa menos danos.

O estado nutricional também influencia na resistência das plantas a geada, nesse sentido, quando se tem maior concentração de potássio diminui a temperatura de congelamento no interior da folha.

Como evitar prejuízos com geadas

Dentre os manejos existentes para reduzir o prejuízo com geadas, a escolha da área é a melhor prevenção. Realizar plantios acima da “linha de geada” (mínimo de 4 anos sem ocorrência de geada) para evitar locais de risco.

Para saber onde é formada a linha de geada é interessante buscar o histórico da área e realizar bate papos com os vizinhos e pessoas mais velhas. Os locais abaixo da lavoura devem promover a drenagem do ar frio (evitar vegetação densa) e manter vegetação de porte alto acima da lavoura para evitar a entrada de ar frio na lavoura.

Manter a cultura no limpo, é uma medida recomendada para se realizar quando se tem risco de geada, isso porque a vegetação no solo faz com que o solo não receba calor durante o dia.

Também, a eliminação da palhada é recomendada nesses casos, uma vez que a palhada apresenta baixa condutividade térmica e baixa capacidade calorífica, dessa forma, ela aquece rapidamente, e também esfria rapidamente.

Portanto, em casos de risco de geada não é recomendada manter a braquiária na entrelinha do cafeeiro para cobrir o solo, nem mesmo a palhada da braquiária, mantendo o solo nu nas entrelinhas.

Cafeeiro com entrelinha mantida no limpoEntrelinha do cafeeiro mantida no limpo (Foto: Diego Baquião).

A boa condução da lavoura também é uma medida preventiva, visto que, uma lavoura bem cuidada oferece uma maior resistência a geada.

As propriedades que dispõe de irrigação devem fazer uso da mesma, pois o processo umidifica o ar e eleva o ponto de congelamento.

Quando observado o risco de geada, realizar uma adubação foliar com sulfato de potássio tem mostrado bons resultados por dois motivos: o nutriente potássio na planta aumenta o ponto de congelamento da seiva e o processo de pulverização, além de aplicar água, também causa uma turbulência no ar frio, dispersando-o no ambiente.

Também, o chegamento de terra junto ao tronco de cafeeiros é uma prática para proteger as plantas da “canela de geada”. Em que, caso ocorra a geada, a terra protege as gemas ortotrópicas e mesmo que as folhas e ramos plagiotrópicos sejam afetados, haverá rebrota.

Foi realizado um experimento em Londrina – PR, a fim de avaliar os efeitos do tempo de permanência de terra em contato com o tronco, no crescimento de cafeeiros jovens durante o período sujeito a geadas, e a eficiência desta prática na proteção contra o fenômeno da “canela de geada”.

Por meio desse estudo, foi observado que o tempo de permanência do solo junto ao tronco não interferiu no crescimento das plantas. Já em relação aos tratamentos cujos caules das plantas foram protegidos antes da ocorrência das geadas, estes não apresentaram nenhuma planta com sintomas de “canela de geada”, enquanto que nos demais, em que as plantas não foram protegidas, houve pelo menos uma planta afetada.

O que fazer após a geada

Após a ocorrência da geada, não é possível verificar exatamente até onde queimou, e os estragos causados para se tomar a decisão do que deverá ser feito no momento. Dessa forma, é necessário esperar para que os danos apareçam e se tome a melhor decisão, sendo assim, não é recomenda a poda imediata logo após a geada em lavouras de café.

Portanto, após o aparecimento dos danos causados pela geada e dependendo da sua intensidade é recomendado a realização de podas mais leves ou podas mais drásticas, como é o caso da recepa, ou mesmo não ser recomendado nenhum tipo de poda, e realizar apenas desbrotas.

Lavoura de café após a geadaDanos observados nas lavouras de café devido a ação da geada. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

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Colheita do café: a importância de um bom planejamento https://blog.rehagro.com.br/colheita-do-cafe-a-importancia-de-um-bom-planejamento/ https://blog.rehagro.com.br/colheita-do-cafe-a-importancia-de-um-bom-planejamento/#respond Tue, 13 Apr 2021 17:43:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9113 A colheita do café é uma das operações mais importantes na lavoura cafeeira, sendo influenciada por diversos fatores como a altitude, latitude e clima, que influenciam diretamente o crescimento, a floração e a maturação dos frutos (PIMENTA, 2003). Também, as cultivares apresentam grande influência na época de maturação dos frutos, visto que, temos cultivares precoces, […]

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A colheita do café é uma das operações mais importantes na lavoura cafeeira, sendo influenciada por diversos fatores como a altitude, latitude e clima, que influenciam diretamente o crescimento, a floração e a maturação dos frutos (PIMENTA, 2003). Também, as cultivares apresentam grande influência na época de maturação dos frutos, visto que, temos cultivares precoces, médias e tardias.

Por isso, diante desses fatores é importante o produtor e o técnico responsável observar a época de maturação dos frutos de sua região para fazer um bom planejamento de sua colheita e evitar atrasos que possam comprometer a safra subsequente.

Lavoura de café do cultivar Catuaí.

Lavoura do cultivar Catuaí 62 (Foto: Luiz Paulo Vilela).

 

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Qual a importância de um bom planejamento de colheita?

A colheita do café é uma das operações que mais impacta no custo de produção, logo a escolha do método de colheita para cada lavoura é essencial para uma boa relação custo-benefício para o produtor. Ou seja, para definir a melhor estratégia de colheita que se encaixa em seu sistema de produção é importante saber a produtividade esperada de cada lavoura, a disponibilidade de máquina, mão de obra, número de dias que serão gastos para sua realização e a capacidade que os terreiros ou secadores mecânicos suportam.

 Vista aérea de um terreiro de café com café cereja descascado.

Terreiro de café com café cereja descascado. (Foto: Paulo Henrique).

Sistemas de colheita do café

A colheita pode ser realizada de forma manual, semimecanizada e mecanizada, variando de acordo com a escala de produção, nível tecnológico, mão de obra e com o objetivo de cada fazenda. 

Colheita Manual

O sistema de colheita manual é muito utilizado, e nele as operações da colheita são realizadas a partir do trabalho braçal. Quando falamos nesse tipo de colheita, geralmente lembramos dos produtores de regiões montanhosas, essa forma de colheita é um método muito utilizado por eles, e sabendo do impacto que o custo com mão de obra representa na colheita do café, é importante que esses produtores invistam na cultura, principalmente no aumento da produtividade e na qualidade da bebida.

Por isso é recomendado que a colheita ocorra no momento de maior uniformidade de maturação, com o mínimo possível de grãos verdes, pois o café colhido verde perde na qualidade e no rendimento acarretando prejuízo ao produtor na época da comercialização.

Colheita Semimecanizada

No sistema de colheita semimecanizada são utilizadas derriçadoras portáteis, manejadas manualmente que provocam a vibração e queda dos frutos. É uma forma onde o rendimento é maior em relação à colheita manual. 

Webinar Pontos importantes no planejamento da colheita

Colheita mecanizada

O sistema de colheita mecanizado é muito utilizado em terrenos onde não há limitações com declividade. Isso permite um rendimento operacional maior e consequentemente reduzindo os custos de colheita. Para uma colheita mecanizada bem feita, é importante regular a velocidade da operação, vibração das hastes, tensão dos freios dos cilindros e verificar o número de passadas necessárias na lavoura.

Visão aérea de uma colheita sendo feita de forma mecanizada.

Colheita mecanizada. (Foto: Paulo Henrique).

O impacto do atraso da colheita na safra subsequente

A colheita seja ela mecanizada ou manual, pode ser considerada um fator de estresse à planta, a partir disso a colheita antecipada pode ajudar na recuperação da lavoura no período pós-colheita, levando a lavoura a maior produção de ramos plagiotrópicos para a safra subsequente.

De acordo com o trabalho de Bordin et al. (2019), que teve como objetivo quantificar as estruturas reprodutivas do cafeeiro após submetê-lo a diferentes épocas de colheita, os autores observaram que: realizando a colheita mais precoce a planta tem maior tempo para se recuperar do estresse causado pela colheita e pelo forte dreno advindo dos frutos. Além disso, o atraso na colheita também compromete o manejo de lavoura em que se vai realizar a poda e os tratos culturais.

Tabela com a média das estruturas reprodutivas e quantificadas em cada parcela experimental: colheita precoce, colheita ideal e colheita tardia.

Média das estruturas reprodutivas* quantificadas em cada parcela experimental: colheita precoce, colheita ideal e colheita tardia.

Por isso, um bom planejamento de colheita visando colher a planta antes, torna-se imprescindível para um bom crescimento e produção da safra seguinte.

Além disso, a colheita antecipada das lavouras é uma estratégia importante também em lavouras que serão podadas. Isso porque as plantas podadas mais cedo, têm mais tempo para seu crescimento vegetativo. Neste caso, pode-se optar até mesmo pela utilização de aceleradores de maturação, a fim de liberar essa planta o quanto antes. 

Tenha safras mais lucrativas!

A colheita do café deve ser vista como o início de um novo ciclo. Por isso, é importante planejar a colheita para não comprometer a safra subsequente e, assim, obter bons resultados.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Fermentação do café: saiba como funciona essa técnica https://blog.rehagro.com.br/fermentacao-de-cafes/ https://blog.rehagro.com.br/fermentacao-de-cafes/#comments Mon, 01 Mar 2021 17:41:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8876 A cada dia tem aumentado a procura por cafés especiais e, consequentemente, a busca de cafeicultores pela produção desse tipo de café, a fim de agregar mais valor ao café, e dessa forma, obter melhores preços de venda do produto. Aliado a isso, também tem crescido a procura e interesse por cafés fermentados, visando a […]

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A cada dia tem aumentado a procura por cafés especiais e, consequentemente, a busca de cafeicultores pela produção desse tipo de café, a fim de agregar mais valor ao café, e dessa forma, obter melhores preços de venda do produto.

Aliado a isso, também tem crescido a procura e interesse por cafés fermentados, visando a mesma estratégia, de agregar mais valor ao produto, somado ao diferencial de ampliar o mercado e de ter uma maior diversidade dentro da fazenda, contribuindo assim, para melhorar a lucratividade do produtor.

 

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A fermentação do café

A fermentação já é um processo conhecido, que ocorre por exemplo em pães, cervejas, vinhos, queijos, dentre outros. No entanto, no café, a fermentação sempre esteve mais associada a processos degradativos que aconteciam nos frutos, tanto na planta, quanto na pós-colheita.

Essa fermentação ruim, acontecia devido a ação de microrganismos saprófitas, que degradavam os frutos de café, consumindo as partes que têm açúcar e água no fruto, prejudicando assim as sementes do café.

Como resultado dessa fermentação, tínhamos principalmente, frutos ardidos, com sabores amargos e ásperos ao paladar, e também prejuízos à classificação física, uma vez que frutos ardidos são considerados defeitos na classificação.

Entretanto, atualmente, a fermentação trazida para a pós-colheita, é caracterizada pela condução e controle do processo fermentativo, onde é feito com microrganismos específicos que promovem um meio adequado as mudanças dentro da semente, mudanças essas que são para trazer melhor qualidade e novas nuances para a bebida. Sendo ela, totalmente o contrário daquela fermentação ruim, que não é controlada, trazendo complicações para a bebida.

O que seria um café fermentado?

A fermentação do café consiste na degradação natural da polpa e da mucilagem do fruto realizada por microrganismos. Como resultado desta degradação, são produzidos compostos que podem interferir no sabor e aroma da bebida final.

Como fermentar o café?

Em condições adequadas, a mucilagem que está presente nos frutos de café, é atacada por fungos e leveduras e são produzidas enzimas e ácidos orgânicos, estes vão quebrar os carboidratos, proteínas e polifenóis. Através da quebra desses compostos, são formados compostos menores, metabolizados, que vão ser precursores de aroma e sabor para o café.

Nesse sentido, essa fermentação boa vem com o intuito de agregar qualidade ao café, mas pensando dessa forma, então seria recomendado fermentar todos os cafés produzidos na fazenda? A fim de buscar melhora na sua bebida?

Para saber sobre isso, devemos responder a seguinte pergunta:

Qualquer café pode ser fermentado e se tornar um café especial?

Não, realizar a fermentação de qualquer café não vai fazer ele se tornar um café especial

Para isso, o café deve ter uma base de qualidade, para se conseguir agregar características que são bastante interessantes nesse processo fermentativo. Por isso, o acréscimo desses aromas e sabores diferenciados só ficam interessantes se eles tiverem uma base.

Portanto, deve-se monitorar os cafés no campo, para monitorar a qualidade desses talhões, a fim de tomar a decisão dos cafés a serem fermentados.

E pensando em cafés naturais e descascados, ambos podem ser fermentados?

Sim, apesar de haver diferenças nas quantidades de polpa em cada um deles, tanto os cafés naturais, quanto os cafés descascados podem ser fermentados.

Não somente devemos tomar a decisão de quais cafés serão fermentados na propriedade, mas também a decisão de qual o tipo de fermentação que vamos realizar nesses cafés.

Isso porque, existe mais de um tipo de fermentação, cada uma delas com sua particularidade e característica específica.

Tipos de fermentação do café

  • Fermentação aberta;
  • Fermentação submergida;
  • Maceração carbônica;
  • Maceração semi–carbônica;
  • Dupla fermentação.

Fermentação aberta

É caracterizada por fermentar o café em um sistema aberto, com a presença de oxigênio.

Fermentação submergida

É caracterizada por fermentar o café em um sistema submergido em água limpa e, dessa forma, sem a presença de oxigênio.

Maceração carbônica

É caracterizado por injetar CO2 no processo, dessa forma, é uma fermentação estritamente anaeróbia, sem oxigênio.

Maceração semi-carbônica

É semelhante à maceração carbônica, no entanto, sem a injeção de CO2. Dessa forma, existe uma pequena quantidade de oxigênio presente no início do processo, e à medida que a fermentação produz CO2, vai tornando o processo estritamente anaeróbico, ou seja, sem oxigênio.

Dupla fermentação

É caracterizada pelo emprego de dois métodos de fermentação, independente de qual é o método.

Apesar de termos mais de um tipo de fermentação, cada uma com sua particularidade, todas necessitam de acompanhamento e controle das fermentações.

Fatores que afetam na fermentação

A fermentação pode ser influenciada por vários fatores, dentre eles:

  • Quantidade, qualidade e o tipo de inóculo;
  • Substrato (polpa do café e sua composição);
  • Temperatura do processo;
  • Qualidade da água e higiene do local;
  • pH;
  • Tempo.

Portanto, o tipo do microrganismo assim como a sua quantidade pode afetar e mudar todo o processo. Assim como, a polpa do café, em que, cada uma traz uma qualidade diferente, e podem ter diferenças também em relação à quantidade/qualidade da polpa nas diferentes cultivares.

A temperatura é um fator fácil de ser levantado, por meio de termômetros, e também muito importante para verificar se o processo de fermentação está acontecendo ou não, e se a gente já pode finalizar a fermentação.

O pH mede a acidificação do meio, por meio de pHmetros, e é importante para verificar se o processo está declinando, uma vez que a acidificação do meio, vem pela atividade desses microorganismos, acarretando em um ambiente acido ali.

Também, fatores como a qualidade da água, nos processos que possuem água influenciam na fermentação, e além disso, o local onde está sendo feito a fermentação deve ser bem limpo e higienizado a fim de evitar possíveis contaminações. Dessa forma, tornando-se imprescindível o controle dessas condições externas.

O tempo da fermentação também é fator fundamental a ser controlado. Isso porque a variação do tempo, pode acarretar em variações na qualidade e nas propriedades sensoriais do café.

Portanto, percebe-se que vários são os fatores que influenciam na fermentação do café. Por isso, devem ser anotados/acompanhados todas as condições do processo, para entender o que está acontecendo ali, e com isso, conseguir finalizar e repetir o processo.

Finalizando o processo de fermentação

Após o processo de fermentação, independente de qual deles foi utilizado, todo o café deve ser lavado para retirada dos resíduos do processo de fermentação e interromper a mesma, para assim passar para o processo de secagem.

E aí, pronto para começar?

Agregar mais valor ao seu produto é o segredo para alcançar maior vantagem competitiva no mercado e um maior retorno para o seu bolso.

Aqui no Rehagro, além de Consultora Técnica, sou coordenadora de um curso, que é o Curso Online Gestão na Produção de Café

Nele, temos uma disciplina completa que fala sobre a Fermentação de Cafés e várias outras que falam sobre como podemos melhorar a qualidade dos grãos, o que aumenta o valor da saca no momento da comercialização e, consequentemente, a lucratividade.  E ele vai muito além disso.

É um curso feito para quem tem o pé no cafezal e quer encontrar, em um só lugar, toda a informação que precisa sobre todo o processo produtivo do café, passo a passo, e a gestão da fazenda.

Você sairá preparado para ter a palavra final e conduzir suas equipes e lavouras rumo à produtividade máxima. E então, caberá a você aplicar o que aprendeu para construir um negócio de sucesso.

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Irrigação na cultura de café: como manejar para uniformização da florada? https://blog.rehagro.com.br/irrigacao-na-cultura-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/irrigacao-na-cultura-de-cafe/#respond Mon, 14 Sep 2020 18:00:52 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8137 Em agosto de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre irrigação na cultura de café. O palestrante foi Alexandre Mudrik, mestre em recursos hídricos com 15 anos de experiência em gestão de irrigação. Durante a transmissão, Mudrik discutiu sobre a viabilidade econômica do negócio e sobre o manejo da uniformização da florada. O tema […]

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uniformização da florada

Em agosto de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre irrigação na cultura de café. O palestrante foi Alexandre Mudrik, mestre em recursos hídricos com 15 anos de experiência em gestão de irrigação. Durante a transmissão, Mudrik discutiu sobre a viabilidade econômica do negócio e sobre o manejo da uniformização da florada.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao vídeo! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

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Cultivares de café: conheça as características e como escolher https://blog.rehagro.com.br/cultivares-de-cafe-qual-escolher/ https://blog.rehagro.com.br/cultivares-de-cafe-qual-escolher/#comments Mon, 27 Jul 2020 18:00:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7962 Frutos vermelhos ou amarelinhos? Ninguém pode negar que a vista da lavoura de café repleta de frutos cheios, próxima à colheita, é sempre encantadora. Mas a escolha de qual cultivar plantar vai muito além das cores e deve levar em conta uma série de critérios, que irão impactar sua produtividade e qualidade! Por ser uma […]

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Frutos vermelhos ou amarelinhos? Ninguém pode negar que a vista da lavoura de café repleta de frutos cheios, próxima à colheita, é sempre encantadora.

Mas a escolha de qual cultivar plantar vai muito além das cores e deve levar em conta uma série de critérios, que irão impactar sua produtividade e qualidade!

Por ser uma cultura perene, o cafeeiro permanecerá por muitos anos no campo. Assim, deve ser feita uma escolha cuidadosa, seguida por um preparo de solo adequado para realização da implantação.

Alguns pontos a serem considerados são:

  • Porcentagem das cultivares de café quanto à maturação para evitar afogamento no período da colheita;
  • Adaptação daquela cultivar naquela região;
  • Resistência das cultivares às doenças;
  • Possibilidade de mecanização: resistência à colheita mecanizada, força de desprendimento do fruto.
 

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Cultivares de café mais produzidas no Brasil

  1. Mundo Novo;
  2. Catuaí;
  3. Acaiá;
  4. Catucaí;
  5. Topázio;
  6. Bourbon;
  7. Obatã;
  8. Acauã;
  9. Sabiá;
  10. Paraíso;
  11. Arara;
  12. Catiguá.

Veja a seguir, as principais características de cada uma delas.

cultivares de café

(Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Mundo Novo

Mundo Novo é uma cultivar muito plantada, proveniente de um provável cruzamento entre Sumatra e Bourbon Vermelho, as linhagens mais plantadas dessa cultivar são: 376-4 e 379-19.

De porte alto, maturação de média a precoce, essa cultivar apresenta ótimo vigor e longevidade, bom sistema radicular e alta brotação secundária, respondendo bem as podas.

Cultivar Mundo Novo

Cultivar Mundo Novo. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Mundo novo 379-19

Cultivar Mundo Novo 379-19. (Foto: Daniel Veiga).

Cultivar Catuaí

Proveniente entre um cruzamento artificial entre Caturra e Mundo Novo, as linhagens mais plantadas de Catuaí são o 144 e 99 com frutos vermelhos e as linhagens 62 e 32 com frutos de coloração amarela.

Essa cultivar apresenta porte baixo, o que resulta em facilidade na colheita e nos tratos fitossanitários, bom vigor vegetativo, bom sistema radicular, alta longevidade e sua maturação é tardia. Essa cultivar exibe maior tolerância à ferrugem se comparadas à cultivar Mundo Novo. Atualmente essa cultivar é muito plantada.

Cultivar Catuaí 62

Cultivar Catuaí 62. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Catuaí 144

Cultivar Catuaí 144. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Acaiá

É uma seleção do Mundo Novo, possui os frutos maiores, com bom desenvolvimento vegetativo mesmo em solos menos férteis, a linhagem mais indicada é Acaiá Cerrado MG 1474.

Essa cultivar é de porte alto, maturação média, com frutos graúdos de coloração vermelha, além disso essa cultivar é muito boa para colheita mecanizada.

Cultivar Catucaí

Proveniente de um possível cruzamento natural entre Catuaí e Icatú, essa cultivar apresenta bom vigor. Seu porte é de médio a baixo e pode apresentar frutos vermelhos ou amarelos.

O Catucaí 2 SL é bem plantado, sendo altamente produtivo, no entanto, é muito exigente em nutrição, não tolera atrasos nos tratamentos nutricionais e também sanitários, dessa forma, pode depauperar facilmente.

Cultivar Catucaí 2SL

Cultivar Catucaí 2SL, 1ª safra. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Café de cultivar Catucaí

Cultivar Catucaí. (Foto: Diego Baquião).

Cultivar Catucaí

Cultivar Catucaí. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Topázio

Cruzamento por sucessivas gerações de Catuaí x Mundo Novo, a cultivar Topázio possui porte baixo, com boa produtividade e bom vigor vegetativo, não exibindo depauperamento precoce após elevadas produtividades.

Tem-se notado melhor resistência a condições de déficit hídrico e uniformidade de maturação dos frutos. Essa cultivar possui frutos amarelos, sendo os mais plantados Topázio MG 1189 e 1184.

Webinar Cultivares de café

Cultivar Bourbon

De porte médio a alto, essa cultivar possui frutos vermelhos ou amarelo, com excelente qualidade de bebida, dessa forma, ela é sempre lembrada e preferida por quem busca cafés de qualidade.

No entanto, ela não é uma cultivar muito rústica, se depauperando muito fácil dependendo do manejo e além disso, é altamente suscetível a ferrugem, por isso deve-se ter atenção em seus tratos culturais. Sua maturação é super precoce, fato importante para o escalonamento da colheita nas propriedades.

Café Bourbon Amarelo

Bourbon amarelo. (Foto: Rehagro).

Cultivar Obatã

Essa cultivar é derivada do cruzamento da cultivar Villa Sarchi com o Híbrido de Timor, apresentando porte baixo, seus frutos são graúdos e podem ser de cor vermelha ou amarela, com maturação mais tardia.

Cultivar Acauã

Essa cultivar é resultado do cruzamento entre Mundo Novo e Sarchimor, apresentando elevado vigor, sua planta apresenta porte baixo, frutos vermelhos e seu ciclo de maturação é de médio a tardio. Ela também apresenta resistência à seca e elevada produtividade.

Cultivar de café Acauã

Cultivar Acauã novo. (Foto: Vinicius Teixeira).

Grãos de café da cultivar Acauã

Cultivar Acauã novo. (Foto: Vinicius Teixeira).

Cultivar Sabiá

Originada de um cruzamento entre Catimor e Acaiá, essa cultivar apresenta elevada produtividade, principalmente durante as três primeiras produções, mas devido a isso, é bem exigente em nutrição. Sua maturação é tardia com frutos vermelhos.

Cultivar Paraíso

Proveniente de uma hibridação entre Catuaí amarelo e híbrido de Timor, a cultivar Paraíso apresenta porte baixo, frutos de coloração amarelo e é resistente à ferrugem, causada pelo fungo Hemileia vastatrix. Essa cultivar apresenta boa capacidade produtiva e maturação intermediária.

Cultivar Arara

Originado por cruzamento natural entre Obatã e, provavelmente, com Icatu ou Catuaí amarelo, essa cultivar possui bom vigor, resistência à ferrugem e porte baixo. Seus frutos são amarelos e sua maturação é tardia.

Primeira safra da cultivar de café Arara

1ª safra de Arara. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Catiguá

Proveniente de um cruzamento artificial entre cafeeiro da cultivar Catuaí Amarelo e uma planta Híbrido de Timor, essa cultivar apresenta porte baixo, alto vigor vegetativo e maturação intermediária.

Ela também possui resistência à ferrugem e ao nematoide das galhas da espécie Meloidogyne exígua.

Afinal, qual é a melhor cultivar de café?

Aquela que atende o objetivo que você escolher naquele momento!

Deve ir de acordo com o perfil do produtor, as condições de manejo, os tratos culturais, a estrutura de pós-colheita e as condições climáticas.

Pronto para decidir qual delas utilizar? Conta pra gente!

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

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Larissa Cocato

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Pós-colheita: um checklist para qualidade https://blog.rehagro.com.br/pos-colheita-um-checklist-para-qualidade/ https://blog.rehagro.com.br/pos-colheita-um-checklist-para-qualidade/#respond Mon, 18 May 2020 17:00:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7415 Em abril de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre pós-colheita: um checklist para qualidade. O palestrante foi Leandro Paiva, Coordenador do Pólo Agroindustrial do Café e Professor do IFSULDEMINAS Machado. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. Se você é um deles, […]

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Pós-colheita

Em abril de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre pós-colheita: um checklist para qualidade. O palestrante foi Leandro Paiva, Coordenador do Pólo Agroindustrial do Café e Professor do IFSULDEMINAS Machado.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso debate de ideias! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

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Pontos importantes no planejamento da colheita https://blog.rehagro.com.br/planejamento-da-colheita/ https://blog.rehagro.com.br/planejamento-da-colheita/#respond Tue, 05 May 2020 17:30:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7361 Em março deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar sobre pontos importantes no planejamento da colheita. O palestrante foi Luiz Paulo Vilela, Coordenador e Consultor da Equipe Café do Rehagro. O Webinar aborda a importância do planejamento estratégico, além da visão de longo prazo durante o período que antecede a colheita e causa preocupação […]

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planejamento da colheita

Em março deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar sobre pontos importantes no planejamento da colheita. O palestrante foi Luiz Paulo Vilela, Coordenador e Consultor da Equipe Café do Rehagro.

O Webinar aborda a importância do planejamento estratégico, além da visão de longo prazo durante o período que antecede a colheita e causa preocupação e estresse em atingir bons resultados.

Vilela nos ensina que a colheita atual não é o fim do processo, mas sim, o início do próximo ciclo. É necessário realizar um trabalho com excelência para não comprometer o ano seguinte.

O especialista nos instiga com as seguintes perguntas: 

  • Tenho máquinas suficientes?
  • Quantas passadas devo realizar na lavoura?
  • Qual o gasto de horas máquinas em cada processo?
  • Qual a capacidade da estrutura de pós-colheita?
  • Qual a data de previsão de finalização?

Luiz Paulo traz soluções para todos os questionamentos!

Diante disso, percebemos que o tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

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Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

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Colheita de grãos: veja indicadores de desempenho https://blog.rehagro.com.br/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/#respond Mon, 10 Feb 2020 17:00:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6974 Tanto na semeadura quanto na colheita, conhecer bem os implementos é necessário, inclusive nas aplicações de fertilizantes, sejam eles sólidos, líquidos ou inoculantes, como os que auxiliam as bactérias Azospirillum ou Rhizobium na fixação biológica de nitrogênio. De todo modo, perdas estão sujeitas a ocorrerem, mas com as manutenções, regulagens e conhecimentos, elas podem ser […]

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Tanto na semeadura quanto na colheita, conhecer bem os implementos é necessário, inclusive nas aplicações de fertilizantes, sejam eles sólidos, líquidos ou inoculantes, como os que auxiliam as bactérias Azospirillum ou Rhizobium na fixação biológica de nitrogênio.

De todo modo, perdas estão sujeitas a ocorrerem, mas com as manutenções, regulagens e conhecimentos, elas podem ser controladas.

 

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Com a intensificação dos sistemas de produção, a colheita é a última operação realizada e exige melhor atenção, devido às perdas decorrentes desse processo. 

Embora a origem das perdas seja diversa e ocorra tanto antes, quanto durante a colheita, cerca de 80% delas ocorrem pela ação dos mecanismos da plataforma de corte das colhedoras. Sendo assim, é necessário conhecer as causas das perdas, sejam elas físicas, fisiológicas ou operacionais.

Nesse sentido, o conceito de controle para uma lavoura produtiva não se restringe à qualidade de sementes, mas também um controle na qualidade das operações agrícolas. Essa ação é viabilizada por incidir, diretamente, nos principais objetivos do processo produtivo: retorno econômico e aumento da produtividade!

A colheita mecanizada de cultivares de soja, trigo, milho e demais grãos, muitas vezes é realizada sem que haja controle efetivo para que a variabilidade das perdas fique dentro de padrões aceitáveis.

O princípio de funcionamento de uma colhedora é compreendido por uma sequência de operações, sendo elas:

  • Corte;
  • Alimentação;
  • Trilha;
  • Separação;
  • Limpeza;
  • Transporte e armazenamento dos grãos.

O desempenho dessas operações está diretamente ligado ao desempenho individual, com o intuito de obter o máximo desempenho de cada um.

As colhedoras são máquinas que possuem muita tecnologia embarcada, auxiliando o operador a manter as regulagens recomendadas e ainda monitorar durante a colheita.

Dessa forma são elencados cinco indicadores de desempenho para colheita de grãos. Ao entender corretamente esses indicadores e estar familiarizado com a colhedora, é possível fazer os ajustes necessários para corrigir qualquer problema e aperfeiçoar o desempenho geral da colhedora.

Plataforma de Corte e Recolhimento

O molinete possui regulagens de posição horizontal e vertical, inclinação dos dedos prensores e rotação. Esta rotação deve proporcionar um índice de velocidade do molinete de 1,25 a 1,50, sendo este índice determinado pela relação entre a velocidade do molinete e a velocidade de deslocamento da máquina. 

Esta regulagem evita perdas por debulha, por arremesso e/ou por tombamento das plantas!

As perdas na plataforma de corte podem ser bastante expressivas, caso não esteja bem regulada. Somente a altura de corte correta e a inclinação da plataforma de corte, podem representar até 20% de redução das perdas totais, não deixando desta maneira vagens presas às plantas não colhidas.

Altura e ângulo de trabalho da plataforma de corteAltura de corte e ângulo de trabalho da plataforma de corte

Amostra de tanque graneleiro

A presença de grãos quebrados no tanque graneleiro, indica que está havendo uma debulha excessiva e/ou a velocidade do ventilador está baixa demais.

Para isso, deve-se aumentar a folga do côncavo. Isso reduz ou elimina a fragmentação dos grãos provocada pela debulha excessiva.

O côncavo obstruído pode causar danos aos grãos, pois os grãos não podem sair da área do côncavo. A presença de material não debulhado no tanque graneleiro pode ser a falta de debulha ou abertura excessiva da peneira inferior. O ideal é aumentar a velocidade do rotor e reduzir a folga do côncavo, conforme necessário para corrigir o problema.

Distribuição de grãos na peneira superior

O terço dianteiro da peneira superior deve estar completamente limpo. O terço do meio deve conter alguns grãos, mas principalmente resíduos. O terço traseiro da peneira superior deve conter apenas resíduos.

Caso tenha a presença de grãos no terço traseiro da peneira superior, os retornos serão aumentados e há possibilidade que os grãos caiam da parte traseira da colhedora.

Amostra de retrilha

É normal que a amostra de retorno contenha algumas espigas não debulhadas.

O objetivo do sistema de retrilha é devolver espigas não debulhadas para a área de debulha, para que passem de novo no sistema. Uma grande quantidade de espigas não debulhadas indica que a folga do côncavo está grande demais.

Perdas de grãos na colheita

As perdas de grãos em uma lavoura podem ocorrer antes do início da operação das colhedoras, por isso a importância de saber identificar bem os estádios fenológicos da cultura.

Ou seja, ter um conhecimento mais apurado acerca de agricultura de precisão, pode ajudar a entender bem sobre maquinários, implementos e unindo ao conhecimento da cultura a qual você produz.

Aqui no Rehagro, nós temos um material gratuito sobre esse tema. Clique e assista gratuitamente:

Webinar Ferramentas de Agricultura de Precisão

A debulha natural é um processo ligado a cultivar, existindo as que são mais suscetíveis do que outras.

Características morfológicas, como altura de planta e de inserção das primeiras vagens, número de ramificações e acamamento, influenciam na operação de colheita; plantas baixas (menores que 50 cm) favorecem a formação de vagens muito próximas ao solo, de modo que, ficando abaixo do nível da barra de corte, permanecem ligadas à parte remanescente do caule após a passagem da colhedora.

A amostragem de perdas durante o processo de colheita deve ser feita, em pelo menos, cinco pontos da área colhida. As perdas podem ocorrer em estágios diferentes:

  1. Perdas anteriores à colheita (PAC): ocasionadas por condições climáticas adversas e/ou condições de culturas mais secas e não maduras;
  2. Perdas na plataforma (PP): ocasionadas por ajustes incorretos da plataforma.
  3. Perdas totais (PT): podem ser ocasionados por vazamentos ocasionados por vedações, ajustes na peneira pela baixa velocidade do ventilador de limpeza e perdas no rotor que poder ser constituídos por grãos não debulhados, devido a um ajuste ruim do tambor e do côncavo.

Avaliação de perdas na colheitaPontos amostrais para avaliação de perdas na colheita

Pontos para avaliação de perdas na colheitaPontos para avaliação de perdas na colheita

Determinação de perdas de grãos

Determinando perdas de grãos

Para o adequado planejamento da operação de colheita, deve-se, também, considerar a capacidade efetiva de trabalho de uma colhedora (Mesquita, 1981), que é dada pela fórmula: Cte = V x L x Ef / 10.000, onde:

  • Cte: capacidade efetiva de trabalho (em ha/h);
  • V: velocidade de deslocamento (em m/h);
  • L: largura efetiva de operação (em m);
  • Ef: coeficiente de eficiência (para colhedoras automotrizes, o valor varia de 0,65 a 0,80).

Antes mesmo da colheita de grãos, os mesmos podem ter reduzida qualidade e baixa produtividade por diversos motivos, que vão desde a má qualidade da semente, deficiências nutricionais de macronutrientes como nitrogênio, ou micronutrientes como o boro.

Na colheita de grãos, a umidade de grãos e a quebra de grãos, são as principais causas na perda de qualidade do produto colhido, bem como a quantidade de impurezas, que inclui a presença de plantas daninhas.

Atente-se, ainda, quanto às características na colhedora a fim de minimizar as perdas qualitativas de grãos. A adequada configuração da colhedora auxilia na diminuição das perdas ocasionadas durante o processo de colheita.

É importante um bom treinamento do operador da colhedora, não apenas sobre o maquinário e implementos, mas como as configurações são necessárias para não haver perdas. Dessa forma, manter a colhedora em condições de trabalho adequadas também ajuda.

Agora, você sabe como atingir um bom desempenho na colheita de grãos, levando em conta regulagens dos maquinários e implementos para evitar as perdas.

E com o avanço tecnológico na agricultura, por meio da Inteligência Artificial, já é possível monitorar a saúde da sua colheita e, assim, reduzir os custos, aumentando sua produtividade!

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Mofo-branco no feijão: como identificar e controlar na lavoura https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/ https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/#respond Wed, 28 Nov 2018 12:59:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5574 O feijoeiro pode ser afetado por diversas doenças, causadas por fungos, bactérias e vírus. Dentre estas, a de maior importância e capaz de reduzir drasticamente a produtividade do cultivo, é o mofo-branco. O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão. Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios […]

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O feijoeiro pode ser afetado por diversas doenças, causadas por fungos, bactérias e vírus. Dentre estas, a de maior importância e capaz de reduzir drasticamente a produtividade do cultivo, é o mofo-branco.

O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão.

Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios de outono-inverno, sob áreas irrigadas. Isso acontece devido ao comprimento dos dias serem mais curtos, as temperaturas mais amenas e possuir alta umidade devido à disponibilidade de água pela irrigação.

 

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Outro ponto que favorece a ocorrência da doença nas lavouras de feijão está relacionado ao espaçamento entre plantas. Lavouras em que o cultivo é mais adensado, tem menor entrada de luz no dossel das plantas, criando assim, um microclima favorável à germinação e desenvolvimento do fungo.

Características do mofo-branco

Uma característica importante sobre esta doença é que a S. sclerotiorum possui estruturas de resistência, que podem sobreviver de forma viável no solo, por pelo menos 5 anos.

Estas estruturas são denominadas de escleródios e possuem coloração preta e são facilmente observadas em uma lavoura infectada, conforme demonstrado na figura 1 abaixo:

Mofo Branco no FeijãoFigura 1 – Escleródios de mofo-branco

Os escleródios podem apresentar dois tipos de germinação, são elas:

  1. Miceliongênica: a qual ocorre a produção de hifas, que podem estar presentes em sementes e dar origem à uma nova disseminação da doença na lavoura;
  2. Carpogênica: nesse caso ocorre a produção dos apotécios, estruturas em formato de cogumelo (Figura 2), que liberam os ascósporos (Figura 3) no ambiente. Os ascósporos são disseminados pelo vento e são estas as estruturas capazes de infectar a planta.

Tipos de germinação do mofo brancoFigura 2                                                                     Figura 3

Fonte: COBB & DILLARD, 2004.

O mofo-branco é considerado como sendo uma doença monocíclica, ou seja, possui apenas um ciclo primário de infecção, e uma vez que a planta está contaminada, a doença não é contagiosa. Portanto, a propagação do fungo de uma planta para outra pode acontecer, porém é um evento raro.

O ciclo de infecção do mofo-branco nas plantas ocorre da seguinte forma:

Ciclo de infecção do mofo brancoFonte: APS Home

Conforme pode ser observado, o primeiro tecido a ser infectado pelos ascósporos são pétalas florais que já se encontram em estádio de senescência, portanto, são órgãos de fácil acesso para o fungo adquirir energia e se desenvolver.

Sintomas do mofo-branco no feijoeiro

Os primeiros indícios da presença de mofo-branco na lavoura de feijão ocorrem em reboleiras, onde pode ser observado a murcha da planta, resultante do apodrecimento do caule.

Os sintomas de infecção por mofo branco progridem das flores, local onde os ascósporos penetram, para folhas, caules, ramos e vagens, onde ocorre a formação de micélio cotonoso, de coloração branca, com presença de escleródios pretos, os quais possuem formas e tamanhos irregulares.

Caules e ramos quando infectados, provocam a morte da planta, as quais ficam branqueadas e secas.

Webinar Principais doenças do feijoeiro

Manejo do mofo-branco na lavoura de feijão

Existem alguns métodos que podem ser utilizados em conjunto para manejar o mofo-branco na lavoura.

Rotação de culturas

Áreas infestadas com mofo-branco não devem ter cultivos sucessivos de soja/feijão, uma vez que ambas as culturas são susceptíveis ao patógeno.

Portanto, deve-se adotar a prática da rotação de culturas, a qual permite fazer o cultivo de plantas que não são hospedeiras da doença, como as gramíneas, e assim, quebrar o ciclo do mofo-branco.

Aquisição de sementes

O uso de sementes sadias e com boa procedência deve ser prioridade na fazenda. Mesmo em áreas onde não se tem a presença de escleródios do mofo-branco, deve ser feito a aquisição de sementes de boa qualidade, para assim, evitar a entrada e disseminação da doença na lavoura.

Para isso, algumas medidas podem ser tomadas, como: fazer teste de sanidade do lote de semente e rebeneficiar as sementes compradas, usando mesas de gravidade para retirar escleródios.

Tratamento de semente (TS)

O tratamento de sementes pode ser realizado por meio do uso de fungicidas de ação sistêmica em conjunto com fungicidas de contato e ambos devem ter registro no MAPA para o feijão.

Em geral, o tratamento de semente apresenta alta eficiência em erradicar os patógenos que estão dormentes no interior das sementes.

Escolha da cultivar

Em áreas onde se tem histórico de ocorrência de mofo-branco, deve-se preferir principalmente cultivares com porte ereto (feijão tipo I e tipo II), com hábito de crescimento determinado, pois permitem maior entrada de luz e circulação de ar. Exemplos de cultivares: TAA Gol, Goiano Precoce, BRS Radiante.

Espaçamento e densidade de semeadura

Sempre que possível, o plantio deverá ser realizado paralelamente à direção de caminhamento do sol e/ou no sentido da direção predominante do vento. A recomendação correta da população de plantas é fundamental para o bom manejo desta doença.

Época de plantio

Em áreas com histórico de mofo-branco, deve-se evitar realizar o cultivo de feijão na safra outono-inverno. Uma outra opção é semear na segunda quinzena de julho (cultivo inverno-primavera), pois neste caso, a época de florescimento coincidirá com período de temperaturas crescentes, o que desfavorece o patógeno.

Uso de fungicidas

As aplicações de fungicidas de forma preventiva tem se mostrado muito eficiente para o manejo de mofo-branco. Desta forma, além de realizar o tratamento de sementes, é recomendado realizar a 1º aplicação quando se observar a primeira flor no feijoeiro. Existem diversos produtos registrados pelo MAPA para controle desta doença, os quais podem ser encontrados no AGROFIT.

Uso de produtos biológicos

O uso de fungos antagonistas tem se mostrado bastante interessante e um bom aliado ao manejo químico no controle de mofo-branco.

O principal produto à base de fungos é o Trichodermax, o qual é registrado pelo MAPA para a cultura do feijão. Recomenda-se a aplicação deste produto quando a planta estiver em estádio V4, bem como fazer a aplicação em dias com temperaturas mais amenas, preferencialmente no final da tarde ou à noite.

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Bicho-mineiro: veja como realizar o controle dessa praga https://blog.rehagro.com.br/bicho-mineiro-nao-perca-o-controle/ https://blog.rehagro.com.br/bicho-mineiro-nao-perca-o-controle/#comments Wed, 31 Oct 2018 13:35:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5321 Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma pequena mariposa de coloração branco-prateada, pertencente a ordem Lepidoptera. Com hábitos noturnos, a mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia, e só realiza suas atividades ao entardecer. Esse inseto é considerado uma das principais pragas do cafeeiro no Brasil, devido a sua generalizada ocorrência e ao fato […]

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Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma pequena mariposa de coloração branco-prateada, pertencente a ordem Lepidoptera. Com hábitos noturnos, a mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia, e só realiza suas atividades ao entardecer.

Esse inseto é considerado uma das principais pragas do cafeeiro no Brasil, devido a sua generalizada ocorrência e ao fato de em algumas situações a perda de controle da praga implicar em uma alta % de desfolha do cafeeiro, refletindo em grande perda de produtividade.

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Danos causados pelo bicho-mineiro

Essa praga tem grande importância na cultura do café, pois provoca redução da área foliar e queda de folhas, com consequente diminuição da fotossíntese, resultando assim em queda na produção.

Geralmente, em condições de ataque intenso, é observado maior desfolha no topo da planta.

Ciclo do bicho-mineiro

Com metamorfose completa, esse inseto passa pelas fases: ovo, lagarta, pupa ou crisálida e adulto, sendo a lagarta que causa o dano ao cafeeiro, visto que elas se alimentam do parênquima paliçádico causando lesões e deixando um vazio entre as duas epidermes, as populares “minas”, que diminuem a área fotossintética, e em altas infestações podem causar grande desfolha.

A duração do ciclo evolutivo do bicho-mineiro pode variar entre 19 a 87 dias, de acordo com as condições climáticas, em que situações de baixa umidade e altas temperaturas resultam em encurtamento do ciclo, proporcionando assim um ataque mais intenso e severo.

Ciclo do bicho-mineiro

Condições favoráveis para incidência

O ataque do bicho-mineiro é mais severo em regiões e períodos de seca segundo Zambolim et al. (2007), dessa forma períodos de estiagem favorecem essa praga.

Fernandes et al. (2009) realizou um trabalho mostrando os efeitos das variáveis ambientais na densidade populacional de bicho-mineiro, como mostra o gráfico abaixo, evidenciando que as maiores densidades da praga correspondem a períodos com baixa precipitação e baixa umidade relativa.

Assim, visto a observação de aumento de temperatura nos meses mais secos do ano (maio a setembro), esta praga tem se tornado um grande problema nas regiões do Cerrado Mineiro, Goiás e Bahia, e, no Sul de Minas tem-se observado ano a ano um aumento da pressão da praga nestes períodos.

Incidência de bicho-mineiro

Além das condições já citadas, o bicho-mineiro tem preferência por espaçamentos mais abertos e pelas faces mais ensolaradas, como mostra um trabalho feito por Custódio et at. (2008), que houve uma maior incidência de bicho-mineiro na face norte, devido ao menor período de molhamento foliar e maior ressecamento, evidenciando a preferência dessa praga pelas faces de maior exposição das folhas ao sol.

Monitoramento do bicho-mineiro

O monitoramento é uma prática aliada para tomada de decisões mais acertadas. Visto que, essa prática permite entender como está a infestação dessa praga na lavoura. Este acompanhamento pode ser através de amostragens de folhas na área.

Na amostragem de folhas é importante que a lavoura seja dividida em talhões homogêneos, posteriormente pode iniciar o monitoramento escolhendo plantas ao acaso no talhão e coletando o 3° ou 4° par de folhas, com caminhamento em zigue-zague para melhor representatividade da área.

Após a coleta, realiza-se a separação de folhas com larvas vivas e folhas minadas sem larvas vivas, para que se tenha a porcentagem de cada uma delas. Após a contagem de cada conjunto de folhas, esse valor é dividido pelo número total de folhas coletadas e multiplicado por 100. O valor resultante será a porcentagem de folhas com larvas vivas e folhas apenas minadas de bicho-mineiro. A partir disso, parte para a tomada de decisão.

É importante que o técnico esteja sempre atento aos locais e áreas com maior risco de infestação, pois como vimos, o ciclo da praga pode encurtar e a infestação aumentar em um curto espaço de tempo. Por isso a importância de se conhecer o histórico da área e estar sempre atento as condições climáticas para realização do monitoramento e controle na época adequada.

Caso, ao entrar com um controle na lavoura tenha mais do que 15% de minas com larvas vivas, deve-se primeiro entrar com inseticida de choque (carbamato ou fosforado) e após aproximadamente 7 a 12 dias entrar com um inseticida residual (diamida, espinosina).

À vista disso, é importante que o técnico ou responsável esteja sempre atento as condições de bicho-mineiro na área, visto que essa praga pode ocorrer o ano todo, com maior ataque em algumas épocas do ano. Por isso a importância de se atentar para essas épocas com maior severidade da praga.

Controle do bicho-mineiro

Dentre os vários métodos de controle, podemos citar o controle cultural, genético, biológico e químico.

No controle cultural, tratos culturais adequados, para proporcionar um maior enfolhamento das plantas.

O controle genético consiste na busca de cultivares resistentes ao bicho-mineiro, entretanto, para esse controle a decisão ocorre no plantio, por isso a importância de um bom planejamento.

O controle biológico ocorre naturalmente com predadores e parasitas de bicho-mineiro, podendo citar respectivamente as vespas, que perfuram as minas e retiram as larvas (Souza et al. 1998) e os microhimenopteros que é capaz de parasitar uma larva ou pupa.

Entretanto, o uso indiscriminado e inadequado de inseticidas pode acarretar em morte de inimigos naturais com consequente desequilíbrio da população de bicho-mineiro, causando severos danos.

No controle químico, pode-se utilizar os grupos químicos registrados para a cultura, como Neonicotinóides, organofosforado, diamidas, espinosinas, piretróide e carbamato, podendo aparecer um grupo químico ou a associação de mais de um deles, sempre tomando o cuidado com as doses utilizadas, as misturas de ingredientes ativos, ou mesmo a não rotação deles, que podem causar tanto a morte de inimigos naturais como o aumento de resistência do inseto.

Controle químico do bicho-mineiro

Grupos químicos para manejo do bicho-mineiro na cultura do café

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A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Produção do milho: como o clima atua no rendimento dos grãos? https://blog.rehagro.com.br/clima-e-produtividade-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/clima-e-produtividade-do-milho/#respond Thu, 18 Oct 2018 13:27:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5242 A compreensão das exigências climáticas do milho ao longo de seu desenvolvimento é um fator imprescindível quando se pensa em altas produtividades. Você está preparado para cultivar sua lavoura sob condições adversas inesperadas? No Brasil, existem diversas regiões produtoras agrícolas, as quais fazem cultivo do milho no verão e na safrinha em condições de sequeiro. […]

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A compreensão das exigências climáticas do milho ao longo de seu desenvolvimento é um fator imprescindível quando se pensa em altas produtividades. Você está preparado para cultivar sua lavoura sob condições adversas inesperadas?

No Brasil, existem diversas regiões produtoras agrícolas, as quais fazem cultivo do milho no verão e na safrinha em condições de sequeiro. Atualmente, a semeadura de milho safrinha tem representado cerca de 60% do cultivo total no país, e essa época de cultivo é caracterizado por apresentar baixa disponibilidade hídrica.

 

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Um dos fatores mais limitantes à produtividade da lavoura de milho é o déficit hídrico, o qual, pode causar perdas na ordem de até 50%. Entretanto, condições de temperatura/calor também tem influência significativa quando se pensa em rendimento de grãos deste cereal.

Logo, para melhor compreender as fases em que esta cultura tem maiores exigências climáticas, é preciso entender sua fisiologia. Aliado a isso, visando altas produtividades, deve-se conhecer quais são as condições climáticas da região, uma vez que esta pode garantir o sucesso do cultivo.

Produção de milho no Brasil

Fisiologia e fenologia do milho

O milho é uma planta com metabolismo C4, caracterizada por ter elevado potencial produtivo.

Dentre as plantas que constituem o grupo C4, o milho é a que tem maior eficiência no uso da radiação solar e, praticamente não apresenta saturação por radiação, ou seja, não reduz o processo de fotossíntese ao longo do dia, conseguindo então, manter sua produção de carboidratos em um nível adequado.

Outro ponto importante sobre a cultura do milho, é que ela é insensível ao fotoperíodo, denominada foto neutra. Ou seja, diferentemente da soja que depende do fotoperíodo crítico para florescer, o milho não responde a essa condição. Neste caso, o fator temperatura apresenta grande influência sobre a entrada no período reprodutivo.

Sobre a fenologia da cultura, podemos descrever o ciclo do milho de acordo com as diferentes etapas de seu desenvolvimento, descritas abaixo, e de acordo com o estádio de desenvolvimento (Figura 1):

  • Germinação e emergência: período compreendido entre a semeadura e o aparecimento da plântula acima do solo.
  • Crescimento vegetativo: período compreendido entre o aparecimento da primeira folha verdadeira até o início do florescimento. Esta etapa apresenta variações, as quais são caracterizadas pelo número de folhas.
  • Florescimento: período entre a abertura da flor masculina (pendão) e plena fecundação (início da formação dos grãos).
  • Frutificação: período que se estende após a fecundação até o enchimento completo dos grãos. A fase de enchimento dos grãos é caracterizada por diferentes estádios, dependendo do grau de desenvolvimento dos mesmos.
  • Maturidade fisiológica: período final da frutificação o qual é caracterizado pelo aparecimento do “ponto preto” no grão.

Estádios fenológicos do milhoCiclo do milho de acordo com estádio de desenvolvimento. Fonte: Dekalb Asgrow

Estágios de desenvolvimento e exigências climáticas

  • Germinação/Emergência: temperatura e umidade adequados favorecem o processo germinativo, dando início à formação de uma planta jovem. Temperatura de 18°C após a semeadura, permite que de 3 a 5 dias ocorra a germinação, para isso é necessário que a semeadura seja feita sob boas condições de umidade.
  • V4 – Milho com quatro folhas desenvolvidas: nesta fase ocorre a definição do potencial produtivo da lavoura, é muito importante se atentar ao controle de plantas daninhas e pragas. Outro ponto importante é a realização da adubação nitrogenada.
  • VT – Etapa de pendoamento: nesta fase, ocorrência de altas temperaturas, aliadas à baixa disponibilidade hídrica, luminosidade e deficiência nutricional, podem antecipar de forma expressiva a emissão do pendão, bem como maturação dos grãos de pólen antes que a espiga esteja apta a desenvolver suas funções, ou seja, pode ocorrer falta de sincronismo entre a emissão dos órgãos feminino e masculino.
  • R1 – Período de florescimento e polinização: as condições favoráveis nesta etapa são: temperatura entre 16-35°C e umidade relativa superior a 65%. Umidade relativa abaixo de 50% e temperatura superior a 35°C podem reduzir a viabilidade dos grãos de pólen, reduzindo a fecundação e consequentemente a produtividade.
  • R2 – Grãos leitosos a R5 Grãos duros: nesta etapa, a ocorrência de período nublado, deficiência hídrica, redução de área foliar por ataque de pragas e doenças e desequilíbrio nutricional, reduzirão consideravelmente a taxa de acúmulo de matéria seca nos grãos, reduzindo o peso dos mesmos e produtividade.

Influência da temperatura para o milho

Assim como a água é um dos fatores que mais limita, não só a produção do milho, mas de qualquer planta. A temperatura também representa um outro fator muito importante para a produtividade desta cultura. Veja abaixo consequências de temperaturas inadequadas ao cultivo de milho.

Regiões cujo verão apresenta temperaturas médias diária abaixo de 19°C e temperaturas médias noturna abaixo de 12,8°C não são recomendadas para este cultivo, pois podem retardar o florescimento e comprometer a produção final.

Em contrapartida, temperatura média diária acima de 26° C podem acelerar o processo de florescimento e enchimento de grãos, o que promove redução do tempo de acúmulo de massa seca nos mesmos. Temperatura média noturna acima de 24°C provocam consumo energético elevado, redução no ciclo da planta e queda de produtividade.

Sabendo-se alguns dos  efeitos da temperatura sob o ciclo do milho, devemos então conhecer quais são as condições ideais durante o seu desenvolvimento, fique atento:

  • Germinação: entre 25-30°C;
  • Emergência a floração: entre 24-30°C;
  • Temperatura média diária: 21°C apresenta maior rendimento de grãos;
  • Temperatura média noturna: 19ºC.

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  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Manejo com foco em altas produtividades (nutrição, qualidade, etc.);
  • Solo: amostragem, interpretação, análise, adubação;
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Ferrugem do cafeeiro: o que é e como controlar essa doença? https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-controlar-a-ferrugem-no-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-controlar-a-ferrugem-no-cafeeiro/#comments Fri, 20 Jul 2018 18:05:03 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4807 Devido aos grandes prejuízos que ela causa por onde passa, a ferrugem do cafeeiro é considerada a doença mais importante na Cafeicultura. Ela causa uma intensa desfolha no cafeeiro e imensas perdas de produtividade e qualidade, comprometendo não somente a safra atual, mas também a seguinte. A ferrugem é um fungo da espécie Hemileia vastatrix […]

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Devido aos grandes prejuízos que ela causa por onde passa, a ferrugem do cafeeiro é considerada a doença mais importante na Cafeicultura.

Ela causa uma intensa desfolha no cafeeiro e imensas perdas de produtividade e qualidade, comprometendo não somente a safra atual, mas também a seguinte.

A ferrugem é um fungo da espécie Hemileia vastatrix que ataca o cafeeiro. É a doença mais importante em termos de necessidade de controle e se caracteriza pelo aparecimento de pústulas com esporos de coloração amarelo escura a marrom na superfície das folhas, a partir da emergência até o estádio de maturação, provocando desfolha.

 

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Conforme as folhas caem a planta diminui a taxa fotossintética, perde a capacidade de produzir carboidrato e consequentemente de auxiliar no crescimento do cafeeiro. Os esporos da ferrugem são espalhados pelo vento, germinam e penetram nas folhas.

De início, não é possível perceber nenhuma alteração aparente na planta, o que vai ocorrer algum tempo após a infestação, quando o fungo se reproduzir e esporular. Nesse momento, as manchas começam a surgir e a doença já causou danos à plantação.

A Hemileia vastatrix é um fungo biotrófico que sobrevive somente no cafeeiro; ou seja, precisa se reproduzir na plantação.

Folha com sintomas de ferrugem do cafeeiro

Sintomas da ferrugem no cafeeiro

Ao ser atacada pela ferrugem, a planta apresenta:

  • Manchas cloróticas, possíveis de serem vistas com as folhas colocadas contra a luz;
  • Manchas na face inferior da folha de coloração amarelo-alaranjada;
  • Aparecimento de massa pulverulenta de uredosporos sobre a mancha;
  • Necrose de partes do tecido foliar.

Folha de cafeeiro com ferrugem

Condições favoráveis para o desenvolvimento da ferrugem

As condições climáticas para o desenvolvimento da ferrugem são alta umidade e calor e a incidência é maior entre novembro e dezembro. A partir de janeiro, começam a surgir as manchas cloróticas, pois é o período mais chuvoso.

Lavouras adensadas também apresentam maiores sintomas de ferrugem, pois têm microclima propício ao desenvolvimento do fungo. A carga de frutos por plantas também influencia na incidência da ferrugem: quanto mais as plantas produzem, mais suscetíveis ficam à doença.

Danos da ferrugem no cafeeiro

A ferrugem do cafeeiro causa os seguintes danos:

  • Desfolha acarretando em prejuízos já naquela safra;
  • Redução da produção;
  • Prejuízos para a próxima safra do cafeeiro.

Monitoramento da ferrugem no cafeeiro

O monitoramento correto deve:

  • Dividir as lavouras em talhões uniformes;
  • Caminhar nas linhas aleatoriamente;
  • Coletar de cinco a dez folhas por planta no terceiro ou quarto par;
  • Localizadas no terço médio da planta;
  • Coletar cerca de 100 a 300 folhas por talhão.

Também é importante realizar o cálculo de incidência. Assim:

Cálculo da incidência da ferrugem no cafeeiro

NÍVEL DE CONTROLE = 5% de incidência

Controle da ferrugem

O manejo de controle contra a ferrugem deve ser preventivo, feito por meio da aplicação de fungicidas cúpricos a base de cobre, moléculas de triazol e estrobilurina, nos meses de novembro até março a abril, dependendo das condições de chuva do ano.

Pensando num método mais prático de controle, no geral, sem as condições climáticas que vão influenciar no manejo, fazemos:

  • Novembro: Aplicação do fungicida cúprico;
  • Dezembro: Aplicação Triazol + Estrobilurina;
  • Janeiro: Aplicação Triazol + Estrobilurina.

Dependendo das condições externas, repetimos em fevereiro e nos meses seguintes a aplicação de Triazol + Estrobilurina.

Caso a lavoura já esteja contaminada, o ideal é entrar com um fungicida rapidamente – alguns desses fungicidas de controle – de preferência o triazol, que é mais rápido, para evitar maiores danos. Geralmente, os mais utilizados são os que controlam a ferrugem por mais tempo; aqueles que têm um período residual maior.

É muito importante conhecer esse período residual do fungicida para saber quantas aplicações devem ser feitas – em alguns casos, duas aplicações serão suficientes para controlar a ferrugem, em outros não, vamos precisar fazer quatro ou mais pulverizações, dependendo da incidência, condições climáticas favoráveis e do fungicida.

Os erros mais comuns no controle da ferrugem normalmente estão relacionados ao prazo de prevenção. É necessário que o produtor esteja atento à incidência da doença, percebendo se está havendo aumento da infestação para conseguir agir com o fungicida.

Outro problema recorrente em fazendas são tratores, implementos mal regulados, pontas de pulverização não aptas à pulverização, manejo – não misturar os produtos corretamente na calda, não colocar na ordem certa no tanque etc.

Nas lavouras de café trabalha-se com o turbo atomizador, ligado com bastante pressão para o vento direcionar as gotas de fungicida no pé de café. Normalmente a ferrugem se instala onde é mais úmido, nas folhas mais velhas. Então, temos que fazer com que essas gotas cheguem no meio da planta, onde a incidência da doença é maior.

No caso dessas aplicações em ambientes de fazenda, as chuvas também são problema, pois ao invés de aplicar o fungicida no período de seca, de carência de chuvas, o produtor faz o contrário.

O fungicida precisa de no mínimo 4h a 6h para penetrar bem na planta. Após esse período pode chover que não há problemas. Mas, se a pulverização for feita às 14h, por exemplo, e chover às 16h, teremos perda com a aplicação do fungicida, que não será absorvido totalmente pela planta, sendo lavado parcialmente.

Assim, mantenha em mente que o controle preventivo é a chave para evitar grandes perdas causadas por essa doença.

Além da ferrugem, é preciso ficar de olho nas outras doenças que podem acometer o cafeeiro, como a Cercosporiose e a Mancha Aureolada.

Também é necessário o monitoramento rigoroso das pragas que afetam o cafeeiro e podem causar defeitos nos grãos.

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Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

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Larissa Cocato

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Controle biológico da broca-do-café (Hypothenemus hampei): uma alternativa ao controle químico https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-da-broca-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-da-broca-do-cafe/#comments Tue, 03 Jul 2018 19:35:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4600 Estima-se que a broca-do-café (Hypothenemus hampei) provoque danos na ordem de 500 milhões de dólares em todo mundo (Brun et al., 1989). O controle químico desta praga, apesar de ser o mais utilizado, não tem apresentado boa eficiência e vem causando problemas de resistência e desequilíbrio do meio ambiente. Por isso, a utilização do manejo […]

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Estima-se que a broca-do-café (Hypothenemus hampei) provoque danos na ordem de 500 milhões de dólares em todo mundo (Brun et al., 1989).

O controle químico desta praga, apesar de ser o mais utilizado, não tem apresentado boa eficiência e vem causando problemas de resistência e desequilíbrio do meio ambiente.

Por isso, a utilização do manejo integrado, que é uma estratégia de controle múltiplo que se fundamenta no monitoramento das populações para tomada de decisão adequada, com a utilização do controle biológico, cultural e químico torna-se uma ferramenta aliada no controle de pragas nas lavouras.

 

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O controle biológico é um método de combater pragas agrícolas através da utilização de seus inimigos naturais, que podem ser insetos predadores, parasitoides e microrganismos (fungos, bactérias e vírus).

Broca-do-café em visão ampliada.Foto: Daniel Veiga

Os fungos entomopatogênicos são agentes de controle de inúmeras pragas, como a broca-do-café. Dentre os diferentes agentes de controle natural da broca está o fungo Beauveria bassiana, que foi observado em muitos países atacando está praga (Murphy e moore, 1990).

Existem vários estudos descrevendo a eficiência de B. bassiana no combate da broca em campo, contudo, foi observado que este fungo também pode ser um aliado no controle de outras pragas como o bicudo do algodoeiro, mosca branca, broca do rizoma da bananeira, psílideo, ácaro rajado, gorgulho-da-cana-de-açúcar entre outros (Azevedo et al. 2000).

Modo de ação do fungo B. bassiana

O fungo B.bassiana tem um estágio de desenvolvimento conhecido como conídios, especifico para disseminação e para início da infecção.

Na maioria dos casos o fungo penetra nos insetos por contato, quando viável germina sobre o inseto e por ação química e física atravessa a cutícula e penetra na cavidade geral do corpo. Posteriormente, com o objetivo de se reproduzir, o fungo atravessa o corpo do inseto e produz conídios em grande quantidade que vão ser responsáveis pela disseminação e infecção completando o ciclo.

As brocas mortas pelo fungo que esporulou, ficam geralmente na coroa do fruto e com o corpo branco.

Broca-do-café morta pelo fungo B. bassiana na coroa do fruto.Foto: Daniel Veiga

A infecção ocorre via tegumento, onde a B. bassiana germina em um período de 12 a 18 horas, dependendo de fatores nutricionais.

Decorridos 72 horas de inoculação, o inseto apresenta-se totalmente colonizado, ocasionando a morte do inseto, devido à falta de nutrientes e ao acumulo de substâncias toxicas liberadas pelo fungo.

Sobre o inseto morto ocorre a formação de conidióforos com uma grande quantidade de conídios, que após 7 a 10 dias são liberados no ambiente podendo contaminar novos indivíduos, reiniciando o ciclo do fungo (Alves, 1998).

O fungo contamina a broca e age antes da penetração da praga no fruto de café. Gonzaléz et al. (1993) testaram dois isolados de B. bassiana sobre a broca-do-café e comprovaram a eficiência de controle com tempo médio letal para o isolado 1 de 54,72 horas e para o isolado 2 de 92,4 horas após o contato do fungo com a praga.

Gráfico da mortalidade broca-do-café.

Mortalidade acumulada e tempo médio letal (TL50) da Broca do café (Hypothenemus hampei) infectada com isolados de Beauveria bassiana. (Adaptado González et al., 1993)

Comportamento da broca-do-café

A broca sobrevive e se multiplica de uma safra para outra nos frutos remanescentes na planta ou no solo.

Os machos da broca possuem asas atrofiadas e permanecem no interior dos frutos apenas para copular as fêmeas.

As fêmeas vivem em torno de 156 dias e ao serem fecundadas saem em busca dos frutos para colocar seus ovos, entretanto os frutos nessa fase não apresentam condições favoráveis para o desenvolvimento de suas larvas, pois as sementes encontram-se com elevada umidade (86%) condição essa não favorável.

Dessa forma, a fêmea apenas realiza uma marcação nos frutos e após 50 dias quando as condições já estão favoráveis para o desenvolvimento das larvas as brocas voltam nesse mesmo fruto e realizam a postura.

As fêmeas apresentam um campo de alcance de 348 metros podendo perfurar até 25 frutos de café (Dardón; Flores, 1974), com uma capacidade de colocar 25 ovos por galeria.

O horário de revoada é de 16:00 a 18:00 horas, dessa forma coincidindo com as condições de aplicação adequada para os fungos.

Condições de aplicação e manejo

A aplicação da B. bassiana é recomendada em temperaturas entre 25° a 30° C e umidade acima de 65%, preferencialmente em dias nublados. O intervalo de aplicação e a dosagem podem variar de acordo com a infestação da broca, sendo o monitoramento fundamental para a tomada de decisão.

A aplicação do fungo na lavoura utiliza o mesmo pulverizador desenvolvido para defensivos agrícolas. A calda é de 400 litros por hectare, podendo variar de acordo com as tecnologias utilizadas na aplicação, destacando a importância de se realizar uma limpeza adequada dos equipamentos antes do uso, visando a maior eficiência de calda.

Deve-se respeitar no mínimo 3 dias de carência após aplicações de fungicidas na lavoura, visto que alguns destes produtos podem atuar negativamente sobre estes microrganismos reduzindo o crescimento vegetativo, esporulação e viabilidade (Andaló, et al., 2004).

Prejuízos causados pela broca-do-café

Os danos aos frutos são causados pelas larvas da broca-de-café, que vivem no interior destes podendo se alimentar de uma ou das duas sementes, resultando em redução do peso dos grãos (prejuízo quantitativo), queda de frutos e interferência na qualidade (prejuízo qualitativo), visto que os orifícios depreciam o tipo do café e servem como porta de entrada de patógenos, que podem causar fermentações indesejáveis.

Fato que é de grande importância, devido ao mercado estar demandando a cada dia de bebidas de melhor qualidade. Além disso, a broca do café pode acarretar em redução da produtividade, em que um café com 100% de infestação (frutos broqueados) as perdas de peso podem chegar a 21,1% ou 12,6 kg por saco de 60 kg de café broqueado (Souza et al., 2014), dessa forma afetando a lucratividade do produtor.

Vantagens do controle biológico

Dentre as vantagens do controle biológico, esse tipo de controle não proporciona resistência de pragas, apresenta menor toxicidade humana e ambiental e redução dos custos, podendo ser até 87% mais barato que alguns inseticidas convencionais.

Além disso, esse controle não apresenta período de carência e não acarreta em eliminação de insetos benéficos a lavoura, o que em muitos casos é proporcionado por aplicações excessivas e inadequadas de produtos que resultam em morte de inimigos naturais, causando assim desequilíbrio de outras pragas.

Devido ao produtor rural ter disponível poucas ferramentas para o controle da broca-do-café atualmente, a utilização da B. bassiana passa ser mais uma opção no manejo das populações dessa praga, considerando os benefícios de se utilizar o controle biológico. Contudo, a utilização desse controle tem o intuito de aumentar a eficiência das técnicas atuais de controle através da utilização do manejo integrado de pragas.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

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Colheita de café como elemento de qualidade https://blog.rehagro.com.br/colheita-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/colheita-de-cafe/#respond Wed, 27 Jun 2018 12:18:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4499 A qualidade do café depende da composição química dos grãos, influenciada pela genética, ambiente e manejo cultural e também do processo de colheita e preparo, com influência da umidade, temperatura e manejo que interferem diretamente na qualidade dos grãos; e posteriormente no processo de industrialização e preparo da bebida.  Os frutos de café colhidos na […]

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A qualidade do café depende da composição química dos grãos, influenciada pela genética, ambiente e manejo cultural e também do processo de colheita e preparo, com influência da umidade, temperatura e manejo que interferem diretamente na qualidade dos grãos; e posteriormente no processo de industrialização e preparo da bebida. 

Os frutos de café colhidos na época e modo correto constituem matéria prima ideal para um posterior processamento de um café de qualidade.

 

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Qualidade do café

A colheita representa a operação mais importante, sob o ponto de vista econômico e social da lavoura cafeeira, tendo grande participação no custo de produção e no número de trabalhadores além, de influenciar diretamente na qualidade do produto.

A desuniformidade de maturação dos frutos é uma das principais dificuldades a serem superadas para realização de uma boa colheita do café. Frutos no estágio pós maturação podem sofrer influências negativas por fermentação quando os grãos cereja evoluem para passas ou secos, tendo como agravante a possibilidade de aumentar a quantidade de cafés de chão ou de varrição, pois os frutos caem facilmente.

Outro problema são os frutos verdes que causam prejuízos na classificação por tipo, no peso de grão, no rendimento de colheita, no desgaste da planta, na qualidade da bebida e no valor do produto.

Desse modo a colheita deve ser iniciada quando a lavoura ou talhão apresentar pequena quantidade de cafés verdes, menor que 20%, e estiver ainda com pequena quantidade de frutos passas ou secos. Não podemos dizer qual época devemos iniciar a colheita, pois a época ideal de maturação dos frutos depende da região, variedade, sistema de plantio, face de exposição do terreno e do regime de chuvas.

Atentos a todos estes fatores podemos generalizar que o período de colheita vai de março/ Abril até setembro sendo que em alguns casos pode  prolongar até novembro/ dezembro, sendo de junho a agosto os meses onde se realizam a maior parte da colheita em nosso país. (Cultura do café no Brasil Manual de Recomendações Procafé ed.2005)

Cabe ao produtor observar em suas lavouras os estágios mais avançado de maturação para fazer planejamento da colheita e evitar prejuízos, tanto colhendo alta porcentagem de cafés verdes como em estágio avançado de maturação.

Webinar Pontos importantes no planejamento da colheita

Tipos de colheita de café

Derriça manual

Neste sistema de colheita o café é derriçado sobre panos de plástico que são colocados sobre o chão ao lado de cada pé de café ou ao longo da linha.

Os panos são colocados para evitar que o café colhido entre em contato com a terra e com cafés que caíram antes do início da colheita, cafés de varrição fermentados. Sendo por isso o modo mais adequado para regiões com invernos úmidos o que facilita a fermentação que é indesejável. Além disso, facilita a abanação, processo em que são separados os frutos de folhas e galhos e também colabora no transporte e processamento do café no terreiro, pois evita que impurezas como terra e pedras se misturem com o café.

A colheita compreende três operações: Derriça do café da planta, rastelação/varrição e levantamento do café do chão/abanação.Tarefas que representam respectivamente, em média 65, 15, e 20% do trabalho. (Manual de Recomendações PROCAFÉ, 2005)

O rendimento operacional da colheita por derriça manual no pano foi avaliado em um trabalho realizado por técnicos do ex – IBC no sul de Minas onde foram colhidas várias lavouras de duas variedades, Mundo Novo e Catuaí, em diversos níveis de produtividade. Verificou-se a necessidade variável de 15 a 60 homens/dia para a colheita de mil cafeeiros (espç. 4X 1,5), sendo essa necessidade crescente com o aumento da carga, não sendo esse acréscimo proporcional.

Nas lavouras de Catuaí de porte baixo onde não se exigiu escada o rendimento foi 38% superior em relação ao mundo novo com idêntica idade e produtividade.

A derriça é uma prática usada quase que somente no Brasil, pois como a maturação é mais igualada o café pode ser retirado de uma só vez, o que não impede a opção pela colheita seletiva (a dedo) praticada em algumas fazendas.

Derriça manual no chão

O café pode ser derriçado no chão em regiões com inverno mais seco com terrenos arenosos, onde a passagem do fruto maduro para o seco ocorre rapidamente não ocorrendo a fermentação que é indesejável. Esse tipo de derriça é muito usada em cafezais muito adensados, onde a colocação do pano é difícil.

Para se adotar esse tipo de prática temos que tomar alguns cuidados, principalmente em anos mais úmidos, tais como:

  • prévia arruação bem feita deixando o chão limpo;
  • juntar e recolher o café de varrição que estava no chão antes da colheita;
  • recolher no mesmo dia o café derriçado;
  • transportar rapidamente o café para a unidade de beneficiamento para que o mesmo seja lavado e seco;

Colheita a dedo

Esse sistema é muito pouco usado no Brasil. É muito usado na Colômbia e América Central e em quase totalidade das regiões cafeeiras do mundo. Esse tipo de colheita é em função da maturação desigualada dos frutos, sendo colhidos somente os frutos maduros e a colheita pode ocorrer em 10 a 16 passadas ao ano. No Brasil quase que somente no Nordeste se usa esse tipo de colheita, em sua maioria familiar.

Nesses casos de colheita a dedo ou catação o preparo de cafés descascados ou despolpados é quase uma obrigação, pois produz um café de possível melhor qualidade, dependendo do pós-colheita, aumentando a remuneração do produtor e compensando o seu maior custo de colheita, além de facilitar a secagem.

Mesmo sendo um sistema pouco utilizado pela maioria dos cafeicultores no Brasil vejo neste sistema uma boa alternativa para pequenos agricultores e agricultura familiar, pois se conjugado com um pós-colheita bem feito compensa a pequena escala produzida com um maior valor agregado por unidade.

O rendimento da colheita a dedo do café cereja é de 80 a 100 litros/ pessoa/dia (Informe Agropecuário EPAMIG,nº162 1989).

Tenha safras mais lucrativas!

Dispomos hoje de vários modos de colheita para diversas situações cabendo o produtor ou técnico responsável escolher o modo que mais se adequar a sua propriedade e condição da região. Vale ressaltar que sendo a colheita o fator que mais onera o custo de produção da cafeicultura, deve ser o principal item a ser observado na tomada de decisão.

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Como a deficiência de boro no café pode impactar a produção? https://blog.rehagro.com.br/boro-no-cultivo-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/boro-no-cultivo-de-cafe/#comments Mon, 18 Jun 2018 19:12:46 +0000 https://rehagro.xyz/blog/?p=4407 O boro é um micronutriente que apresenta funções indispensáveis na planta, dentre elas podemos citar: Germinação do grão de pólen; Crescimento do tubo polínico; Regulagem da síntese da parede celular; Crescimento de meristemas e atividade enzimática.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Sendo assim ressalta-se a importância de um suprimento […]

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O boro é um micronutriente que apresenta funções indispensáveis na planta, dentre elas podemos citar:

  • Germinação do grão de pólen;
  • Crescimento do tubo polínico;
  • Regulagem da síntese da parede celular;
  • Crescimento de meristemas e atividade enzimática.
 

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Sendo assim ressalta-se a importância de um suprimento adequado desse nutriente, principalmente pela sua influência no pagamento da florada, que interfere diretamente na produção do cafeeiro.

Florada da lavoura de café Florada da Lavoura – Cultivar Topázio. (Foto: Diego Baquião)

Esse nutriente não se movimenta pelo floema, devido a essa imobilidade, sua aplicação via foliar apresenta baixa eficiência, por isso é indispensável a aplicação de boro via solo, quando houver demanda.

Sendo assim, a aplicação de boro via foliar deve funcionar apenas como um complemento da aplicação via solo, pois se utilizada em substituição pode resultar em deficiência desse nutriente.

Os sintomas de deficiência de boro ocorrem primeiramente nos órgãos mais novos e em regiões em crescimento. As folhas mais novas apresentam redução de tamanho e deformação, menor desenvolvimento das raízes, seca e morte das gemas apicais e menor pegamento da florada.

Cafeeiro com deficiência de boroDeficiência de boro (Foto: Luiz Paulo Oliveira)

Na literatura recomenda-se aplicação de boro quando teores abaixo de 0,6 mg/dm³ no solo, entretanto, muitos técnicos têm optado por aplicar boro quando este apresentar teor abaixo de 1,0 mg/dm³ no solo.

Em relação a fonte de aplicação pode-se optar por ácido bórico ou ulexita, considerando que o ácido bórico (H3BO3) é uma fonte solúvel em água e além de resultar em uma alta disponibilidade inicial, são extremamente suscetíveis à lixiviação.

Já no caso da ulexita, que é um borato de sódio e cálcio, sua solubilidade depende diretamente da proporção de entre sódio e cálcio, dessa forma, o boro é liberado mais lentamente, de acordo com a granulometria.

Além disto, deve-se ter atenção com relação ao tipo do solo, uma vez que solos de textura argilosa apresentam maior capacidade de retenção do boro, quando comparado a solos de textura arenosa, em que situações de elevada irrigação ou precipitação, pode acarretar em lixiviação deste nutriente.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Como é feito o manejo de secadores de café? https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-secadores/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-secadores/#respond Thu, 14 Jun 2018 17:13:54 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4264 A secagem do café é tradicionalmente realizada em terreiros, usando a energia solar e o movimento natural do ar para a remoção da água ou em secadores mecânicos que usam ar forçado aquecido a diferentes temperaturas. No entanto, frequentemente aplica-se a combinação destes dois tipos de secagem, utilizando-se um período de pré-secagem em terreiros, quando […]

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A secagem do café é tradicionalmente realizada em terreiros, usando a energia solar e o movimento natural do ar para a remoção da água ou em secadores mecânicos que usam ar forçado aquecido a diferentes temperaturas.

No entanto, frequentemente aplica-se a combinação destes dois tipos de secagem, utilizando-se um período de pré-secagem em terreiros, quando o café ainda possui elevado teor de água, e a complementação da secagem em secadores mecânicos.

secar café

Como é feito

  • O café colhido é lavado e levado para o terreiro.
  • Após atingir a meia seca, esse café será levado ao secador, salientando nesse caso a importância do lote ser homogêneo quanto ao teor de água e estado de maturação, uma vez que cada tipo de café possui um teor de umidade diferente, como mostra a tabela abaixo. Por isso deve-se evitar sempre de misturar lotes diferentes, que possam ter diferentes teores de água.

Teores de umidade nos diversos tipos de cafés colhidos

  • A carga de café não deve preencher totalmente o secador, deixando uma folga de 15 cm, na parte superior após o carregamento, para permitir a movimentação do café dentro do secador.
  • Inicialmente, recomenda-se que o secador opere com ar natural por cerca de 1 a 2 horas, visando homogeneizar o café e retirar parte da água.
  • Após isso, o ar poderá ser aquecido.
  • Recomenda-se que a temperatura da massa de café não ultrapasse:
    40°C para cafés cereja, 35°C para cafés em pergaminho e 30°C para frutos verdes (Ribeiro). Temperaturas mais altas que as indicadas para cada tipo de cafés podem acarretar em manchas nos grãos ou em alguns casos fermentações indesejadas.
  • Durante a noite, é recomendado interromper o fornecimento de energia para promover uniformização da água no café, além de menor consumo de energia elétrica e combustível.
  • No dia seguinte, deve-se reiniciar o processo, o secador nas primeiras horas operando com ar natural e posteriormente aquecer o ar.
  • Esse manejo deverá ser conduzido até atingir 12% de teor de água.
  • Após isso, recomenda-se deixar o café na moega de descanso cobertos por pano e lona ou palha de café, para que o teor de umidade chegue em 11%, isso porque descarregar o café quente na tulha pode umedecer o local, e resultar em possíveis problemas, o que não é desejado.

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