confinamento Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/confinamento/ Fri, 20 Jan 2023 16:49:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png confinamento Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/confinamento/ 32 32 Confinamento de gado de corte: veja as principais rotinas https://blog.rehagro.com.br/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/ https://blog.rehagro.com.br/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/#respond Thu, 20 Oct 2022 19:16:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8422 O aumento da densidade energética das dietas e o aumento da duração do período em que os animais ficam confinados têm como objetivo o melhor aproveitamento da carcaça, com abates de animais mais pesados e melhor acabados. No entanto, esses fatores exigem uma maior eficiência nos processos e rotinas presentes no confinamento, pois qualquer erro […]

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O aumento da densidade energética das dietas e o aumento da duração do período em que os animais ficam confinados têm como objetivo o melhor aproveitamento da carcaça, com abates de animais mais pesados e melhor acabados.

No entanto, esses fatores exigem uma maior eficiência nos processos e rotinas presentes no confinamento, pois qualquer erro pode ser desastroso sob o ponto de vista econômico e do desempenho animal.

 

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Mas afinal, quais são as principais rotinas em um confinamento que podem afetar o desempenho dos animais e o sucesso da operação? Conheça algumas delas no artigo abaixo!

Frequência de trato e horário do trato

Bovinos são animais que que gostam de rotina e qualquer alteração no padrão de fornecimento do trato, principalmente com a utilização de dietas com alta densidade energética, pode comprometer o desempenho dos animais por todo período de engorda.

Os ganhos em aumento da frequência de trato são visíveis quando elevamos de um para dois ou para três tratos por dia, entretanto, a partir de quatro tratos diários, o ganho adicional em se aumentar a frequência dos tratos é questionável ou discutível. Critérios operacionais devem ser levados em contas na tomada de decisão quanto ao número de tratos.

Trato de bovinos em confinamentoFonte: Arquivo pessoal Geraldo Barcellos, Técnico Rehagro.

Em situações específicas de confinamento dos animais em períodos chuvosos, é possível que se tenha a necessidade de aumentar a frequência de tratos, em menores volumes ofertados por vez, pensando em minimizar o desperdício de dieta, ocasionados pela chuva.

Outro ponto importante que chama atenção é a necessidade de se manter uma padronização nos horários do trato, variações no horário de fornecimento podem ter impactos negativos para os animais. Animais famintos no cocho aumentam os riscos de acidose ruminal, o que resulta em oscilações de consumo e menor desempenho.

Webinar Rotinas que afetam o resultado em um confinamento

Distribuição do trato

Ainda relacionado ao trato, especificamente, está no controle da distribuição. Alguns confinamentos brasileiros, ainda utilizam uma estratégia popularmente conhecida como “bica corrida”, em que não é levantado com exatidão a quantidade de trato oferecida para cada curral.

O problema desse tipo de distribuição é a falta de controle do consumo, o que pode gerar desperdício de ração ou até mesmo impactar no desempenho devido a falta de controle do total ofertado.

A outra forma de distribuição é a distribuição controlada, nesse caso, é levantado e anotado, quanto da dieta foi ofertada em cada curral em específico e em cada trato. Isso permite que o leitor de cocho consiga fazer a predição do consumo das próximas 24h a partir da leitura de cocho bem conduzida.

A nutrição representa o maior custo operacional em um confinamento, a avaliação e o controle da utilização dos recursos nutricionais é de extrema importância.

Distribuição do trato para bovinos confinadosFonte: Arquivo pessoal Hugo Martins, Técnico Rehagro.

Além do fornecimento controlado, da dieta no cocho, quantidade certa e específica para cada cocho, a distribuição dessa dieta nos cochos é muito importante.

A quantidade de alimento deve ser distribuída igualmente ao longo dos metros de cocho disponíveis para cada um dos currais.

Essa prática permite um acesso igual e democrático dos animais à dieta em horário semelhante, ajudando assim a padronização e o igual desenvolvimento dos animais de um determinado curral.

Alimento mal distribuído no cochoMá distribuição de alimento no cocho, aumentando o desperdício e reduzindo o espaçamento de cocho por indivíduo.

Fonte: Foto de Dr. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da pecuária de corte do Rehagro. 

Leitura de cocho

Assim como controlar a distribuição do trato, avaliar e controlar a sobra dos cochos nos confinamentos é fundamental. O que se busca, de maneira resumida, é que o leitor estime o consumo das próximas 24h do animal através da avaliação do que sobrou nas últimas 24h.

Propriedades que realizam um controle preciso da sobra de cocho, são em suma, mais eficientes quanto a minimização do desperdício das dietas, menos incidência de distúrbios metabólicos, e consequentemente, maior desempenho.

A limpeza do cocho também se faz muito importante, e apesar de aparentar uma grande dificuldade, em confinamento com um excelente manejo de cocho, avaliando de maneira diária e corrigindo a oferta, a quantidade de sobras no dia-dia será mínima, o que facilita a limpeza.

A leitura de cocho pode ser feita de diversas maneiras através de notas dadas em horários pré-estabelecidos de acordo com a rotina do confinamento. Pode-se também estabelecer mais que uma leitura de cocho, o que auxilia a assertividade do consumo dos animais.

Além disso, no momento da leitura deve-se observar os animais e a higiene dos cochos, sendo que qualquer ação necessária deve ser notificada à equipe responsável pelo confinamento.

Fezes dentro de cochoCocho com fezes que impedirá o consumo do animal no local e devem ser removidas antes do próximo trato. Fonte: Foto de Dr. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da pecuária de corte do Rehagro. 

Avaliação escore de fezes

Uma importante ferramenta para a avaliação dos animais confinados é a análise e a classificação média dos escores de fezes dos animais.

Avaliar a característica das fezes permite a inferência em torno da qualidade e do consumo da dieta pelos animais.

Segue abaixo um exemplo de classificação de fezes, o que buscamos em um confinamento é um padrão de fezes médio como o da foto de número 3.

Escore 5

Escore 5 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 4

Escore 4 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 3

Escore 3 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 2

Escore 2 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Escore 1

Escore 1 de fezes bovinasFonte: Hutjens, 2008.

Curva de consumo

Acompanhar a curva de consumo, ou seja, a quantidade de alimento consumido por lote e por dia, é fundamental em um confinamento.

Somente acompanhando essa evolução é possível determinar se os animais estão realmente consumindo a quantidade de alimento programada. Sendo possível ainda avaliar a evolução dos animais quanto ao consumo, durante o passar dos dias de confinamento.

Limpeza dos bebedouros

A água é o primeiro e o mais barato ingrediente de uma dieta, além disso o consumo de água de qualidade é determinante para o consumo de matéria seca, sendo assim diretamente responsável pelo desempenho dos animais confinados.

Em média, bovinos confinados consomem entre 4 a 6 litros de água por quilo de matéria seca ingerida.

Além de proporcionar condições ótimas para o consumo, manter a qualidade da água evita diversos problemas sanitários. Bebedouros dentro de currais de confinamento devem ser limpos no mínimo três vezes por semana.

Análise dos alimentos

Após formular uma dieta precisa e bem estruturada para um confinamento, devemos garantir que essa dieta chegue, de fato, até os animais. Para isso, um dos fatores de grande importância é a avaliação dos alimentos utilizados na mistura da dieta.

A principal e mais simples das análises realizadas é a avaliação do teor de matéria seca (MS) dos alimentos.

A avaliação da matéria seca deve ser realizada pelo menos 3 vezes por semana no volumoso, uma vez por semana no grão úmido e pelo menos uma vez por semana na dieta total.

Essa avaliação permitirá também, ajustes na dieta, avaliação correta do consumo, otimização dos custos da dieta produzida.

Além da análise e avaliação da MS, o envio para análise bromatológica dos volumosos utilizados no confinamento, dos coprodutos e dos farelos deve ser realizado de forma mensal.

Realização de análise de matéria secaFonte: Arquivo pessoal Geraldo Barcellos, Técnico Rehagro.

A análise da fibra efetiva dos volumosos e da dieta total também deve ser feita com frequência, inclusive no momento da colheita do volumoso que será ensilado. Para isso, podemos utilizar a peneira desenvolvida pela universidade da Penn State, nos Estados Unidos, objetivando obter 60-70% das partículas na peneira de 8mm.

A avaliação da granulometria do milho e de outros grãos utilizados, também deve ser uma rotina presente nos confinamentos, a avaliação da moagem é importante e permite a correção de falhas que irão minimizar riscos de distúrbios metabólicos ou mesmos baixo aproveitamento de determinado insumo por parte dos animais.

A coleta dos alimentos deve ser feita por colaborador treinado, de maneira criteriosa e sistemática.

Essas análises permitem dentre outros fatores já citados, calibrar a matriz de alimentos utilizados no confinamento e também ajustar a dieta, caso necessário.

Ronda sanitária

A ronda sanitária deve ser realizada diariamente no confinamento, a avaliação dos animais deve seguir um padrão e um critério preestabelecido.

Avaliar não somente se há alguma desordem física nos animais, lesões ou sinais de doença, acompanhar e avaliar o comportamento dos animais, é tão importante quanto a avaliação de sinais clínicos de alguma doença.

Treinamento da mão de obra

Todas as práticas propostas acima, serão possíveis, se e somente se, o time operacional do confinamento estiver alinhado e motivado para o objetivo.

Por esse motivo, é importante que além de um excelente trabalho com a gestão de pessoas, seja realizado treinamento periódicos e reciclagem desses treinamentos com os colaboradores, de acordo com a exigência das funções que cada um exerce.

Controle de dados

O sucesso da operação do confinamento passa impreterivelmente pela a gestão dos dados desse confinamento.

Levantar dados é extremamente importante, desde dados zootécnicos aos dados relativos ao financeiro e econômico.

E os dados levantados devem ser, sempre, transformados em informações que de fato servirão para ajustes nas rotinas e aperfeiçoamento nos processos.

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Pontos sanitários no confinamento e engorda a pasto https://blog.rehagro.com.br/pontos-sanitarios-no-confinamento-e-engorda-a-pasto/ https://blog.rehagro.com.br/pontos-sanitarios-no-confinamento-e-engorda-a-pasto/#respond Fri, 16 Sep 2022 18:51:41 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15267 Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da sanidade, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho. Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema. O que você irá aprender com este e-book? Cuidados com a recepção dos animais na propriedade; Melhores […]

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Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da sanidade, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho.

Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema.

O que você irá aprender com este e-book?

  • Cuidados com a recepção dos animais na propriedade;
  • Melhores épocas para o controle de carrapato, mosca de chifre e verminoses;
  • Precauções contra doenças como: botulismo, clostridioses, raiva e pneumonia;
  • Importância da qualidade da água e conservação dos alimentos;
  • Acidose ruminal.

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Rotinas do confinamento do gado de corte https://blog.rehagro.com.br/rotinas-que-afetam-o-resultado-em-um-confinamento/ https://blog.rehagro.com.br/rotinas-que-afetam-o-resultado-em-um-confinamento/#comments Mon, 22 Mar 2021 12:59:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9039 Em 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para quem atua na pecuária de corte: “Rotinas que afetam o resultado em um confinamento”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Para falar sobre o assunto, contamos com uma especialista renomada: Dra. Amanda Oliveira, zootecnista e […]

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Em 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para quem atua na pecuária de corte: “Rotinas que afetam o resultado em um confinamento”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Para falar sobre o assunto, contamos com uma especialista renomada:

  • Dra. Amanda Oliveira, zootecnista e gerente técnica da Premix.

Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:

Rotinas do confinamento

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O que é e como prevenir o botulismo bovino? https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-prevenir-o-botulismo-bovino/ https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-prevenir-o-botulismo-bovino/#comments Thu, 10 Sep 2020 18:25:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8170 Doenças com sintomatologia neurológica são um grande desafio nas propriedades de pecuária de corte em todo mundo. Raiva, herpesvírus bovino 5, tétano, botulismo, dentre outras doenças, apresentam quadros clínicos neurológicos graves e podem, potencialmente, causar grandes prejuízos em diferentes sistemas de produção. Dentre essas doenças, o botulismo bovino se destaca, e os surtos são comumente […]

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Doenças com sintomatologia neurológica são um grande desafio nas propriedades de pecuária de corte em todo mundo. Raiva, herpesvírus bovino 5, tétano, botulismo, dentre outras doenças, apresentam quadros clínicos neurológicos graves e podem, potencialmente, causar grandes prejuízos em diferentes sistemas de produção.

Dentre essas doenças, o botulismo bovino se destaca, e os surtos são comumente relatados em todas as partes do país com cenas de dezenas de animais acometidos que chamam a atenção e assustam pela gravidade da situação.

 

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O botulismo em bovinos é causado pela ingestão de neurotoxinas C ou D da bactéria Clostridium botulinum que são formadas no processo de decomposição da matéria orgânica vegetal ou carcaças de animais mortos, podendo ser encontrada na água, no solo e alimentos.

Muitos têm a ideia errada de que se trata de uma infecção, mas na verdade é uma intoxicação. No Brasil, segundo a Embrapa, o primeiro caso registrado ocorreu no final da década de 1960, na região de Campo Maior, no Piauí.

A intoxicação causa paralisia que ascende a partir dos membros posteriores chegando até a paralisia cardiorrespiratória, ocasionando a morte do animal. O quadro de evolução da doença pode demorar dias, uma ou duas semanas para evoluir, e seu diagnóstico pode ser desafiador.

“Não tem lesão que identifique botulismo. A toxina se aloja na placa neuromuscular e evita que o animal se movimente, mas não causa lesão macroscópica”, esclarece o médico veterinário Dr. José Zambrano, especialista em sanidade e técnico do Rehagro.

Bovino com botulismoBovino acometido pelo botulismo. Fonte: Fotos do material da disciplina de sanidade, Dr. José Zambrano, técnico em sanidade do Rehagro.

“Microscopicamente, coletamos muito material para fazer histopatologia, mas também não encontramos outros sinais que sejam característicos de botulismo, apenas algumas alterações de hemorragia ou congestão pulmonar devido ao tempo que o animal permanece deitado”, completa o especialista.

O período de incubação e intoxicação clínica evoluem de acordo com a quantidade de toxinas ingeridas e a susceptibilidade do animal. Quanto maior for a ingestão, menor é o período de incubação e mais rápida é a evolução.

Quais são os sintomas do botulismo bovino?

Zambrano explica que após a contaminação, o animal começa a ter dificuldades para levantar os membros posteriores e, diferente de outras enfermidades como a raiva – primeira suspeita quando se trata de doenças neurológicas – é que o botulismo não provoca perda de consciência. O animal tenta se locomover, se alimentar, e não consegue.

Hipotonia em bovino com botulismoHipotonia de língua em bovino acometido pelo botulismo. Fonte: Material da disciplina de sanidade, Dr. José Zambrano, técnico em sanidade do Rehagro.

Dois sintomas importantes se destacam na sintomatologia clínica do botulismo, a diminuição dos movimentos da cauda e a perca do tônus da musculatura da língua, entretanto, alguns animais podem não apresentar esses sintomas no curso da doença.

E-book Sanidade do gado de corte

Como diagnosticar a doença?

O diagnóstico clínico do botulismo bovino deve ser feito por um médico veterinário. 

O primeiro passo para o diagnóstico assertivo do botulismo, é a realização de uma anamnese robusta na propriedade:

  • Avaliar além dos sintomas do caso clínico apresentado, também, possíveis fontes de contaminação, em reservatórios de água e alimentos destinados aos animais por exemplo;
  • Avaliar a presença de carcaças de animais nos pastos também deve fazer parte desse processo;
  • Avaliar se existe um calendário sanitário na propriedade e se este calendário contempla vacinas contra o botulismo;
  • Fazer a necrópsia, mesmo sem a presença de alterações macroscópicas apresentadas. São coletados o conteúdo do rúmen, do intestino e fígado enviados para análise.

Bovino com botulismoBovino com dificuldade de locomoção devido à intoxicação por botulismo. Fonte: Fotos do material da disciplina de sanidade, Professor José Zambrano.

“É uma doença com diagnóstico muito clínico. Às vezes pode ser que o animal morra infectado pela doença e mesmo assim ela não seja identificada nos exames, porque uma quantidade pequena da toxina que se aloja na placa neuromuscular já tem potencial para levar à morte”, conta o especialista sanitário do Rehagro.

O que causa os surtos de botulismo?

Os surtos, como o que matou mais de mil animais em uma propriedade em Ribas do Rio Pardo (MS), caso bastante divulgado em 2017, estão associados à ingestão da toxina, formada em carcaças decompostas, alimentos indevidamente armazenados – milho, silagem, feno e ração – cama de frango (proibido seu uso por lei), ou veiculação hídrica. 

Dias após o ocorrido no Mato Grosso do Sul, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgou uma nota confirmando a presença de toxinas botulínicas na silagem de milho que foi oferecida aos bovinos confinados.

Surto de botulismo em bovinosSurto de botulismo em confinamento no Mato Grosso do Sul. Fonte: Retirado do site Revista Globo Rural em 20 de maio de 2020.

Como prevenir o botulismo bovino?

A prevenção é essencial, mas se os animais começarem a apresentar sintomas da doença, o produtor deve fazer de forma rápida com um veterinário, o diagnóstico. De acordo com Dr. Zambrano:

“O botulismo é uma das poucas doenças que mata muitos animais ao mesmo tempo e o diagnóstico deve ser feito de forma adequada, pois a intoxicação pode ser confundida com outras doenças como a raiva.”

Segundo o Gerente da equipe corte do Rehagro, Diego Palucci, “no momento da compra do alimento é muito importante saber se o produto apresenta umidade dentro do padrão estabelecido. O milho e a soja, por exemplo, não podem ter mais de 14% de umidade. No armazenamento, a fermentação é favorecida, ocasionando perda do recurso”, alerta.

Palucci acrescenta, dizendo que o produtor deve estar atento à procedência dos grãos, observando o aspecto visual e possível contaminação por fungos.

Animal em decomposição contaminando água de açudeCarcaça de animal em decomposição em açude contaminando a água. Fonte: Arquivo pessoal de Vinícius Costa, trainee técnico do Rehagro.

Ter informações sobre a colheita, saber se choveu ou não durante o processo, é necessário. Os cuidados com o armazenamento também são de extrema importância“deve-se armazenar em um local que tenha ventilação, estrutura para evitar o acesso, principalmente, de ratos e pássaros, dois animais que sempre entram em estruturas mal feitas”– explica Palucci.

Zambrano complementa que o caminho para se evitar botulismo nas fazendas, além de conservar bem os alimentos, é eliminar o uso da cama de frango – que representa alto risco – e vacinar os animais. A vacina que protege contra gangrena gasosa, hemoglobinúria bacilar, botulismo e outras clostridioses, deve ser aplicada uma vez ao ano.

Importante ressalva deve ser feita também, sobre as fontes de água dos animais, bebedouros sem manutenção, açudes, e outras fontes de água, podem representar um grande risco.

O que fazer caso a doença já esteja acometendo os animais?

Identificado o botulismo, há ações a serem tomadas. O soro antibotulínico é uma opção e deve ser aplicadas 40 ampolas em cada animal já doente e duas em animais que ainda não apresentaram sintomas.

O custo benefício do medicamento é baixo, pois cada ampola custa em torno de R$10, atualmente, o que somaria um gasto de R$400 por animal doente.

“Utilizamos muito o soro em gado de elite, de preço elevado. Nesses animais, mesmo os que já apresentam sinais clínicos, vale a pena aplicar. Nos que ainda não adoeceram, mas têm a toxina, o soro também é uma boa opção”, conta Dr. Zambrano de sua experiência no campo.

Atenção!

“O maior erro quanto às questões nutricionais é que, muitas vezes, o produtor querendo melhorar a qualidade do alimento, não tem uma estrutura necessária e equipamento correto para isso. Ele acredita que a produção é simples e não toma os cuidados básicos, faz silo a céu aberto e sem cercamento, propiciando a invasão de roedores.

Por isso ao conservar um alimento temos que saber se a estrutura que possuímos é adequada para isso. Se não temos um local seguro, o melhor é armazenar fora da fazenda e comprar para uso momentâneo. Acredito que o mais importante é o nutricionista,  junto com o produtor, ter uma rotina de análise de alimentos para conhecer realmente o produto que possui.” – Diego Palucci, médico veterinário e Gerente da equipe corte do Rehagro.

O botulismo é um grande desafio em propriedade de gado de corte, embora esporádica, um surto de botulismo pode causar sérios problemas e grande prejuízo ao produtor. 

Vamos em frente?

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Andrea Mobiglia

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Fibra efetiva na nutrição de gado de corte: qual a importância? https://blog.rehagro.com.br/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/ https://blog.rehagro.com.br/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/#comments Mon, 16 Mar 2020 17:00:43 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7099 O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade e, consequentemente, da lucratividade da fazenda. O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão […]

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O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade e, consequentemente, da lucratividade da fazenda.

O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão mínima de fibras efetivas na dieta, feita a partir do oferecimento de volumosos, buscando excelentes resultados sem comprometer a saúde do indivíduo.

 

 

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Na falta de estímulo de fibra no rúmen-retículo, há comprometimento da ruminação e da produção de saliva. Essa última, por sua vez, é rica em elementos tamponantes para manter o pH ruminal. Sua falta resulta em queda de pH que, dependendo da intensidade, pode contribuir para um quadro de acidose. A acidose pode se desdobrar em timpanismo espumoso e laminite, além de ter impactos negativos e irreversíveis no desempenho animal.

FDN e FDNfe

A fibra também estimula a motilidade, que é importante por aumentar o contato do substrato com as enzimas extracelulares dos microrganismos do rúmen, auxiliar na ruminação e na renovação de conteúdo ruminal, ajudando a aumentar a taxa de passagem. A mudança na taxa passagem tem como consequência:

  • Alteração na eficiência da produção de proteína microbiana;
  • Taxas de passagem mais rápidas, que favorecem o crescimento microbiano;
  • Aumento de consumo, já que “libera” espaço no rúmen para o animal poder consumir mais alimento.

É comum haver casos de acidose subclínica: aquela que existe, mas não tem sintomas evidentes. Um bom indicativo de que pode estar ocorrendo é o consumo de matéria seca muito variável.

Na determinação do nível mínimo de fibra na dieta dos bovinos de corte, é importante que seja considerada a porção da fibra que efetivamente estimula a ruminação. Para garantir que a dieta tenha fibra em detergente neutro (FDN) desejável e que promova efetividade na ruminação, a fibra fisicamente efetiva (FDNfe) começou a ser mensurada.

FDN e FDNfeA figura exemplifica que a porção de FDN está contida na matéria seca (MS) da dieta, que possui um percentual de efetividade. No primeiro exemplo, a efetividade física do FDN é menor que no segundo. 

O FDNfe foi definido como a porcentagem do FDN que efetivamente estimula a mastigação, salivação, ruminação e motilidade ruminal. O conceito utilizado pelo NRC (1996) define como a soma das porcentagens do material retido em peneira acima de 1,18mm após separação vertical, e multiplicado pelo valor de FDN da amostra (FDNfe = FFDN x FDN amostra em %MS). As partículas menores que 1,18 mm não são capazes de estimular a ruminação e os demais fatores discutidos anteriormente.

Requerimento mínimo de fibra efetiva

Essa peneira foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia nos EUA, sendo nomeada de separador de partículas da Penn State (The Penn State Particle Separator). O método para mensurar consiste em passar uma amostra do material nas peneiras (19 mm, 8 mm, 1,18 mm e fundo).

Porém, no campo a peneira 1,18 mm foi substituída pela de 4 mm devido muitas partículas ficarem retidas na peneira 1,18 mm serem de baixa ou nenhuma efetividade. Ainda assim, o material da peneira 4 mm deve ser avaliado com cautela, pois partículas de rápida fermentação ruminal podem ficar retidas na peneira superestimando os valores de FDNfe. Essa peneira pode ser desconsiderada na soma, caso o nutricionista adote isso como critério. 

O que se sabe é que os zebuínos têm maior exigência de FDNfe, sendo algo em torno de 25-30%.

Essa exigência para demais bovinos ficaria próximo a 15%. Mas, estes valores podem ser muito variáveis, de acordo com o manejo da fazenda, maquinário existente na propriedade, qualidade de fibra e uso de aditivos.

Requerimento de FDNfeRequerimento de FDNfe em bovinos (TMR = ração de mistura total). Fonte:  Dados do NRC, 2016.

Níveis de FDNfe dos alimentos

No gráfico a seguir, é visto que a diminuição do FDNfe resulta em menor pH ruminal, podendo chegar a níveis muito baixos dependendo da dieta fornecida. Por isso, é importante estarmos atentos aos níveis de FDNfe dos alimentos mais utilizados.

Fibra efetiva na dietaA influência do teor de fibra fisicamente efetiva na dieta sob o pH ruminal de bovinos. 

Nas dietas formuladas, principalmente em confinamentos, alguns alimentos são utilizados com o único intuito de fornecer fibra efetiva aos animais.

Dentre os alimentos mais comumente utilizados no Brasil, alguns se destacam: o bagaço de cana que além de preço acessível (dependendo da região) apresenta uma importante porcentagem de fibra fisicamente efetiva, o feno também pode ser utilizado com esse intuito e até mesmo silagens de milho, capim, sorgo, que passaram um pouco do ponto de ensilagem podem ser utilizados com intuito de fornecer fibra efetiva a esses animais.

Além desses, outros importantes alimentos podem apresentar importante perfil de FDNfe e devem ser levados em consideração.

O quadro abaixo ilustra a efetividade de alguns insumos utilizados para bovinos. Note que o processamento é um fator crucial para esse parâmetro. Portanto, cada fazenda precisa conhecer seu insumo, e para isso a análise bromatológica e física das partículas é imprescindível para uma boa formulação de dieta.

Insumos para bovinos

Alguns subprodutos podem ser utilizados com o objetivo de estimular a ruminação através de sua efetividade, como por exemplo a casquinha de soja e o caroço de algodão, ambos alimentos possuem em sua composição bromatológica característica interessantes, o caroço com 44% de FDN, em média, e a casquinha 70% de sua MS total, entretanto por características dessa fibra a utilização dos dois alimentos se diferem.

A fibra efetiva do caroço de algodão é significativa para proporcionar a ruminação dos bovinos, podendo ser utilizada então com esse intuito, já a casquinha não apresenta essas características, e apesar de ser uma excelente alternativa de alimento não deve ter sua efetividade levada em consideração para promover ruminação.

Webinar Utilização de coprodutos

Quando pensamos em fornecer fibra aos animais buscando as características de sua efetividades, podemos acreditar que quanto maior o tamanho da partícula, melhor será para a dieta, entretanto partículas grandes em demais, acima de 19 mm, em grandes quantidades na dieta podem proporcionar uma seleção por parte dos animais, essa seleção acarreta diversos prejuízos como por exemplo, sobras no cocho e desempenho aquém do esperado para a dieta.

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Semiconfinamento de bovinos de corte: veja como funciona https://blog.rehagro.com.br/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/#respond Wed, 27 Jun 2018 15:47:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4535 A intensificação na utilização das pastagens na produção de gado de corte torna-se vantajosa quando falamos em diluição dos custos fixos, devido a redução da idade de abate e aumento na taxa de lotação. Sabe-se que a estacionalidade das plantas forrageiras é um dos principais fatores limitantes para altas produções. Dessa maneira, o semiconfinamento surge […]

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A intensificação na utilização das pastagens na produção de gado de corte torna-se vantajosa quando falamos em diluição dos custos fixos, devido a redução da idade de abate e aumento na taxa de lotação.

Sabe-se que a estacionalidade das plantas forrageiras é um dos principais fatores limitantes para altas produções. Dessa maneira, o semiconfinamento surge como uma estratégia para manutenção do equilíbrio de alimentos no sistema de produção, visando incrementar os níveis de produção animal (desempenho e ganho por área).

 

 

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A utilização de suplementos concentrados permite corrigir deficiências específicas de nutrientes na forragem para maximizar a atividade de digestão da fração fibrosa e, consequentemente, utilizar mais eficientemente os carboidratos estruturais, além de complementar a dieta em situações de escassez de forragem.

Nas situações onde o consumo é limitado pela baixa oferta de forragem, um suplemento pode substituir a forragem proveniente do pasto, constituindo às vezes o único alimento disponível. Os níveis de concentrado e as estratégias a serem usadas são dependentes da categoria animal e das metas de ganho de peso.

O semiconfinamento na pecuária de corte consiste em fornecer ração concentrada aos animais de 1 a 2% do peso corporal (PC), sendo caracterizadas pela grande produção de ácidos graxos de cadeia curta no rúmen, provocando quedas de pH, sendo necessários períodos de adaptação e possível uso de aditivos.

Os ganhos de peso irão variar de acordo com a oferta de forragem, potencial genético dos animais, níveis de concentrado na dieta e alguns outros fatores.

A suplementação com altas quantidades de concentrado na pecuária de corte permite maiores ganhos de peso, melhor rendimento de carcaça e acabamento, melhorando a eficiência do sistema de produção.

Em uma época de insumos caros como, por exemplo, o milho e a soja, é necessário encontrar alternativas as quais nos dão flexibilidade para trabalhar e possibilidade de ter o nosso custo de arroba produzida reduzido.

Diante dos altos desembolsos apresentados pelo sistema de confinamento em infraestrutura e máquinas, a suplementação de alto consumo a pasto na produção de gado de corte vem se tornando uma ferramenta cada vez mais atrativa por apresentar menor imobilização de capital e índices econômicos também satisfatórios.

Além disso, é importante destacar que durante a fase de terminação, a eficiência de conversão (kg MS/kg PC), é reduzida quando comparada na recria.

Isso se deve ao fato da diminuição do acúmulo de músculo e aumento do crescimento do tecido adiposo, o qual necessita de mais energia para sua deposição, sendo necessária a adequação correta da suplementação nessa fase.

Normalmente, o período de terminação do gado de corte se dá em um momento em que as pastagens apresentam baixa qualidade e baixa taxa de crescimento, limitando o consumo pelos mesmos. Dessa forma, torna-se desafiador produzir em uma situação extremamente desvantajosa.

Dessa forma, para terminar o gado de corte a pasto, em uma época com baixa oferta de forragem e baixo valor nutritivo, deve-se explorar o efeito substitutivo, deixando de ingerir forrageira para ingestão de concentrado, permitindo maior fornecimento de energia.

Nesse cenário, a forragem deixa de ser o componente principal da dieta, sendo importante apenas para a manutenção do ambiente ruminal minimamente saudável.

Webinar Suplementação a pasto

Sistema de confinamento convencional x semiconfinamento na produção de gado de corte

Ao comparar o sistema de confinamento convencional com o semiconfinamento, ou confinamento a pasto, recebendo altas quantidades de concentrado, a Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (APTA) concluiu que a taxa de ganho de peso vivo é diferente entre os dois sistemas, sendo vantajoso para o confinamento convencional.

Porém, quando observaram o ganho em carcaça, a diferença foi de apenas 0,043kg de carcaça por dia, ganhando 1 kg de peso vivo, chamando atenção para a forma de análise ao comparar as duas estratégias.

Nesse caso, como as dietas foram isoenergéticas, o rendimento do ganho (peso de carcaça final – peso de carcaça inicial/ peso vivo final – peso vivo inicial) foi afetado principalmente pelas mudanças no conteúdo do trato gastrointestinal e tamanho dos órgãos digestivos. Quando os animais são suplementados com grandes quantidades de concentrado, o consumo de fibra na dieta se torna muito pequeno.

Com isso, tem-se o aumento da taxa de passagem, em função da maior digestibilidade da dieta, resultando em diminuição do conteúdo do trato digestivo. Assim, o rúmen não precisa armazenar tanto o alimento e acaba reduzindo o tamanho.

Portanto, o semiconfinamento na produção de gado de corte pode tornar-se uma ferramenta extremamente interessante e estratégica. 

Para os profissionais que forem utilizar essa ferramenta, é importante darem atenção para o ganho em carcaça e não apenas em peso vivo, uma vez que na terminação a pasto pode ser subestimada, quando não consideradas essas diferenças.

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Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação. 

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Verminoses em bovinos de corte: como realizar controle estratégico https://blog.rehagro.com.br/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/#comments Mon, 25 Jun 2018 15:25:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4457 Durante os últimos anos temos visto o desenvolvimento da pecuária brasileira, colocando o país num lugar de destaque no cenário mundial, tornando-se o número um em exportação de carne. No entanto, o potencial produtivo do nosso rebanho não é totalmente expressado devido a fatores ligados, muitas vezes, à sanidade dos animais. Dentro deste contexto, o […]

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Durante os últimos anos temos visto o desenvolvimento da pecuária brasileira, colocando o país num lugar de destaque no cenário mundial, tornando-se o número um em exportação de carne. No entanto, o potencial produtivo do nosso rebanho não é totalmente expressado devido a fatores ligados, muitas vezes, à sanidade dos animais.

Dentro deste contexto, o controle de verminoses constitui uma prática importante, que tem como objetivo evitar perdas econômicas irreparáveis, uma vez que a presença de endoparasitas está ligada ao menor ganho ou perda de peso além da predisposição a outras doenças.

 

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Calcula-se que os prejuízos causados pelas verminoses em países como os Estados Unidos estão por volta de 330 milhões de dólares/ano.

Além dos danos financeiros causados diretamente pelos parasitas, a utilização de antiparasitários é feita na maioria das vezes de maneira inadequada, aumentando ainda mais os prejuízos causados pelas verminoses.

No Brasil, os gastos com medicamentos antiparasitários no ano de 2000, foram de 223 milhões de dólares. Nem por isso o controle das verminoses é satisfatório. Segundo Bianchin (2000), as épocas de vermifugação são inadequadas, além disso, 80% das doses de anti-helmínticos são utilizadas erroneamente, no Brasil.

A partir destes fatos, se faz necessário a implantação de um programa de controle de verminoses eficaz e de baixo custo, que vise a eliminação dos agentes em épocas corretas, como uso racional de medicamentos antiparasitários.

Estratégias de combate às verminoses nos bovinos

O controle das verminoses pode ser baseado no ataque às formas de vida livre ou parasitária, tendo, cada uma destas alternativas, pontos positivos e negativos. O combate aos estágios de vida livre tem como objetivo eliminar das pastagens as formas infectantes, diminuindo a probabilidade de ingestão destas pelos bovinos.

Dentre as práticas de manejo mais valiosas para este tipo de controle destacam-se a rotação ou vedação temporária das pastagens, ou a utilização de agentes biológicos.

A primeira estratégia tem o objetivo de exaurir as reservas corporais das larvas, levando-as a morte. Estima-se que 80% das larvas morram quando não ingeridas por bovinos em intervalos de 30 a 45 dias. Já o controle biológico baseia-se na utilização de parasitas dos ovos e larvas como os fungos nematófagos de gênero Arthrobotrys e bactérias do gênero Bacillus.

Outra estratégia é a utilização de besouros coprófagos, mais conhecidos como “rola-bosta”, que devido ao seu hábito de enterrar as fezes, acabam inviabilizando o desenvolvimento dos ovos e larvas.

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No controle da fase de vida parasitária, a utilização de antiparasitários constitui a principal arma de combate das verminoses. Dentre as estratégias mais utilizadas podemos destacar:

  • Curativo: neste tipo de controle, os animais são vermifugados apenas quando ocorrem sinais clínicos, numa explícita intenção de minimizar os custos de tratamento. No entanto, a alta prevalência de casos subclínicos no rebanho, associada a alta contaminação por ovos nas pastagens, acabam inviabilizando esta estratégia.
  • Supressivo: neste caso utiliza-se vermífugos em intervalos pré- estabelecidos, durante todo o ano. Este procedimento pode implicar em dosificações desnecessárias, além do risco de criar resistência na população de vermes incidentes no rebanho.
  • Tático: tratamento onde os animais são vermifugados quando alguma condição ambiental favorece o desenvolvimento dos vermes ou quando práticas de manejo, como entrada em novas pastagens ou confinamento, rotação ou compras de animais torna oportuna a medicação.
  • Estratégico: esta prática de controle é baseada na prevenção de novas infestações de pastagens e apresenta resultados a médio e longo prazo. Tem como principal característica, a utilização racional de vermífugos e manutenção de cargas parasitárias compatíveis com a produção animal, apresentando, com isso, o melhor custo benefício, dentre as formas de tratamento. 

Gráfico com as principais formas de tratamento de verminoses em bovinosCusto/Benefício das principais formas de tratamento de verminoses em bovinos. Fonte : Embrapa Gado de Corte

Esta estratégia de controle baseia-se no conhecimento da epidemiologia e a dinâmica dos parasitos nos bovinos e na pastagem durante o ano, e a partir disto, pré-determinar vermifugações nos melhores períodos.

Sabe-se hoje que as larvas encontram nas pastagens condições ideais de sobrevivência no período chuvoso do ano em grande parte do território brasileiro. Cerca de 90 a 95% dos endoparasitas existentes estão nas pastagens em épocas de chuva.

No entanto, durante o período mais seco (junho, julho, agosto), o número de larvas diminui drasticamente nas pastagens, e grande parte dos vermes está presente nos animais.

Dinâmica populacional dos endoparasitas em bovinosDinâmica populacional dos endoparasitas em bovinos criados a pasto. Fonte: Pfizer Saúde Animal.

Com isso, a aplicação de vermífugos na época das chuvas tem pouco efeito no tratamento do rebanho, uma vez que a taxa de reinfecção é muito alta neste período pela alta carga de larvas nas pastagens.

Baseado nestes princípios, o controle estratégico preconiza a aplicação de vermífugos durante o período seco do ano, pois esta ação possibilita uma maior exposição dos vermes à ação dos antiparasitários. Consequentemente, os animais entrarão no período chuvoso com uma carga parasitária mínima, diminuindo a contaminação das pastagens por ovos.

O programa desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte baseia-se na aplicação de antiparasitários em épocas do ano pré-determinadas, levando em consideração a categoria animal e a relação custo-benefício.

Quando vermifugar os animais?

A utilização de vermífugos em bezerros é dita por muitos como de pouca utilidade devido à baixa mortalidade ocasionada por endoparasitas.

No entanto, estudos vêm demonstrando que bezerros vermifugados antes da desmama apresentam maior ganho de peso (10 a 15%) quando comparado a animais não tratados. Porém, a estratégia de tratar ou não esta categoria fica a cargo do proprietário ou médico veterinário, pois fatores econômicos podem pesar nessa decisão.

Para a utilização em bois de engorda, preconiza-se a utilização de antiparasitários nos meses de outubro ou novembro, momento no qual esta categoria entrará em pastagens vedadas, acarretando uma menor contaminação destas.

No caso de vacas, a vermifugação deve ser feita nos meses de julho e agosto, momento este anterior ao pico de parição, principalmente no Brasil Central (agosto e setembro). Com isso, o tratamento no periparto tem como objetivo uma menor contaminação das pastagens e consequentemente uma baixa infecção dos bezerros até o desmame.

Nos animais a partir da desmama até 24-30 meses, momento no qual as verminoses causam maiores prejuízos, a vermifugação deve englobar todo o período seco, com dosificações nos meses de maio, julho e setembro. Esta estratégia tem obtido bons resultados a campo, com redução da mortalidade em 2% e um ganho médio de peso vivo em torno de 41 quilos por animal (Bianchin et al.,1996).

A primeira aplicação (maio) tem o objetivo diminuir a carga parasitária adquirida pelo animal durante o período chuvoso, a segunda aplicação (julho) elimina os vermes que resistiram à primeira aplicação, além de combater os novos endoparasitas adquiridos no início do período seco.

A terceira aplicação combate os parasitas que sobreviveram às primeiras vermifugações, diminuindo o risco de contaminação das pastagens durante o período chuvoso que se iniciará.

Doses anti-helmínticas por categoria animalCategoria animal, prejuízo e número de doses anti-helmínticas nos Cerrados. Fonte: Bianchin (1995)

Indicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficazIndicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficaz, expressos por 100 cabeças de bovinos, para um período de dois anos. (B=dosificados em julho e setembro, C=dosificados em maio, julho e setembro e D=dosificados em maio, julho, setembro e dezembro; @=arroba ). Fonte: Bianchin (1991).

Por fim, o produtor deve ter em mente que o controle estratégico, ao contrário de outros métodos basicamente curativos, deve ser repetido anualmente na propriedade, respeitando épocas, idades e categorias previamente determinadas.

Além disso, para se evitar falhas ou impedimentos que ponham em risco sua eficiência, a vermifugação pode ser executada conjuntamente a outras práticas de manejo, como vacinações.

Conclui-se então que, controle estratégico é uma alternativa viável na tentativa do produtor em explorar ao máximo a produtividade do seu rebanho, a baixo custo e de maneira prática.

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