O post Plantas daninhas na produção de grãos e seus mecanismos de resistência apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O fator biótico pode ser manejado e controlado de forma que a redução da produtividade seja baixa ou nula, porém devemos nos atentar ao realizar esse manejo para que não haja uma seleção de resistência dessas plantas daninhas.
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A resistência de plantas daninhas é um tema que vêm sendo tratado nos últimos anos, entretanto é algo que já ocorre há muito tempo. Somente após o lançamento da soja com transgenia, que confere a resistência ao glifosato, que isso ficou mais evidente, pois uma molécula que oferecia controle eficiente de todas as daninhas na cultura da soja passou a ser utilizada com frequência nas áreas, e isso proporcionou a seleção de biótipos resistentes ao longo das safras, como exemplifica a figura abaixo.

Dessa maneira com o passar dos anos, doses elevadas do herbicida não surtiam efeito no controle e a tecnologia que era de grande ajuda, já não poderia ser utilizada sozinha.
No Brasil no final de 2018 já tínhamos 50 casos de resistência de plantas daninhas, sendo que 16 delas são casos de resistência múltipla (resistência a dois ou mais mecanismos de ação).
Para evitar a seleção devemos sempre optar pelo uso de herbicidas pertencentes a diferentes mecanismos de ação. Para exemplificar podemos falar de herbicidas muito usados na cultura da soja e que pertencem ao mesmo mecanismos de ação Lactofen, Fomesafen e Flumioxazim, todos inibidores da PROTOX, e agem no mesmo local na planta, e assim uma aplicação sequencial com esses princípios ativos aumentaria muito as chances de seleção das PD com genes de resistência.
Quando falamos no fator intrínseco da planta que possibilita a resistência, temos alguns mecanismos que podemos elencar como a causa da ineficiência do herbicida, como: a alteração do local de ação do herbicida; a amplificação gênica; metabolização e compartimentalização do herbicida.
A alteração de local de ação é constituída por mutações que mudam a conformação do sítio de ação da molécula fazendo com que a rota que o herbicida iria inibir continue funcionando normalmente, geralmente ocorre a troca de aminoácidos da sequência da enzima afetada.
Pode ser observada em plantas como Bidens pilosa (picão preto) Eleusine indica (pé de galinha) e Amaranthus palmeri (caruru) e os principais produtos afetados por esse mecanismo são inibidores da ALS, Triazinas e Dinitroanilinas.
A amplificação gênica também chamada de super expressão pode ser definida de forma mais simples como a multiplicação acelerada das cópias de DNA que codificam para a enzima alvo do herbicida, dessa forma a aplicação da dose normalmente recomendada não é suficiente para controlar a planta.
Como exemplo temos a enzima EPSP inibida pelo glifosato. Com uma alta produção dessa enzima ou de algumas enzimas que estão presentes no caminho de inibição do herbicida, a planta não sentirá tanto e não será controlada com a aplicação da dose normal. Apesar desse mecanismo ter sido encontrado em plantas de caruru e relacionado ao herbicida glifosato, podem ocorrer com outros herbicidas.
Outro fator que faz com que a planta daninha seja resistente ao herbicida é a metabolização do mesmo, podendo fazer com que ele seja degradado rapidamente, perdendo seu papel de herbicida ou até mesmo conjugado com outra molécula presente na planta, ou seja, a planta produz algum composto responsável por se ligar ao herbicida e assim ele não consegue se ligar ao local de inibição e esses compostos formados são menos tóxicos.
As principais enzimas responsáveis por essa degradação ou conjunção são a monoxigenase do citocromo P450 e a Glutationa. A atrazina é seletiva para o milho somente por conta da ação da glutationa que está presente na planta, fazendo com que haja uma destoxificação via essa enzima, a glutationa.
O isolamento do herbicida também é um mecanismo de resistência, menos frequente, porém não menos importante, ele consiste na compartimentalização da molécula maléfica à planta em locais onde não se atingirá o sítio de ação necessário, como o isolamento do herbicida no vacúolo celular, sendo assim o efeito é nulo sobre a síntese de proteínas, aminoácidos e outros compostos essenciais.
Temos como um exemplo bastante conhecido, a Buva (Conyza spp.) que possui biótipos resistentes a glifosato. A planta de buva resistente possui a capacidade de sequestrar essa molécula e isolá-la no vacúolo.
Plantas de buva (conyza spp.) após a dessecação para plantio. Foto: Breno Ferraz
Devemos primeiro observar como foi a falha do controle, se foi em faixas, reboleiras, em plantas isoladas ou praticamente em área total e observar se foi somente uma espécie de planta que resistiu ao controle.
Depois de observado esses pontos, prosseguimos com a análise dos fatores da tecnologia de aplicação realizando algumas perguntas que irão validar que tudo foi feito de maneira correta, como:
Faixa de plantas daninhas não controladas por motivos da qualidade de aplicação. Foto: Alessandro Alvarenga
Depois de avaliados esses pontos e não se encontrar falhas que proporcionaram esse não controle, há uma possibilidade de que essas plantas daninhas sejam resistentes ao herbicida e é necessária a retirada de sementes dessas plantas para que se faça testes com diferentes doses do herbicida e só assim chegarmos à conclusão da resistência.
Sendo assim para efetuar o controle das mesmas devemos optar por outro mecanismo de ação na hora da aplicação, podendo utilizar dois ou mais mecanismos de ação diferentes para controle, pois a chance de sobrevivência dessas plantas à aplicação de dois produtos de mecanismos distintos é bem menor.
Outro ponto é a aplicação no momento em que as plantas estão mais jovens, pois algumas espécies como a buva e capim amargoso são de mais fácil controle quando estão jovens, possibilitando assim uma maior eficiência e menor infestação.
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]]>O post Herbicidas pré-emergentes para soja: importância e utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Mesmo com o aumento da oferta de herbicidas aplicados em pós-emergência, grande parte das aplicações de herbicidas ainda é realizada diretamente no solo, em pré-emergência ou em pré-plantio incorporado.
A intensidade, a época e o efeito residual de herbicidas aplicados no controle de plantas daninhas têm efeito direto e relevante no potencial produtivo das culturas.
Esse controle é importante devido à competição das plantas daninhas com as culturas por fatores indispensáveis à expressão de seu potencial produtivo, como água, luz e nutrientes.
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O herbicida ideal seria aquele que efetuasse o controle de plantas daninhas com a maior eficiência possível e logo depois se dissipasse sem deixar vestígios e sem ocasionar nenhum dano ao ambiente, cumprindo assim também o seu segundo objetivo.
Devido à elevada utilização de herbicidas pré-emergentes nos cultivos agrícolas brasileiros, tem-se observado maior preocupação quanto à contaminação do ambiente e à utilização racional dos recursos hídricos e do solo.
Entre os efeitos diretos percebidos pelos produtores estão os sintomas de intoxicação e a redução de produtividade das culturas, ocasionados por herbicidas de ação residual.
Sua permanência e degradação no solo são processos chave na determinação do seu efeito residual, sendo fundamentais para avaliar a eficiência de controle das plantas daninhas.

No Brasil, a liberação oficial da soja RR® que confere a resistência ao herbicida glyphosate deu-se no ano de 1998. A partir da legalização, a soja RR® passou a ser amplamente cultivada pelos agricultores, sendo sua adoção considerada a mais rápida da agricultura mundial.
Como a inserção do evento biotecnológico da resistência ao glyphosate favoreceu o manejo das plantas daninhas em soja, este também foi introduzido no milho, sendo oficializado o comércio de milho RR® no Brasil em 2008, no entanto, sua aceitação por parte dos agricultores foi menor em relação a da soja.
Inicialmente os motivos da baixa adesão do milho RR® foi o fato de ainda haver opções de herbicidas eficientes para o manejo das plantas daninhas em milho, o maior custo das sementes com a tecnologia RR®, e a possibilidade de plantas voluntárias de milho RR® serem originadas em cultivos subsequentes, tornando-se plantas daninhas importantes, principalmente em sistema de cultivo em que a soja é cultivada após o milho RR®.

No cultivo da soja RR® em sucessão ao milho RR® é caracterizado o problema técnico. As sementes de milho que restam sobre a área germinam no cultivo da soja, infestando-a e criando uma competição interespecífica para cultura naquele momento.
Dessa maneira o milho presente torna-se planta indesejada e de difícil manejo, com potencial de reduzir em até 69,9% a produtividade da cultura da soja. Nessas situações é intitulado comumente como milho voluntário RR®, milho tiguera, restevas braba e/ou milho guaxo, em que se opta por alternativas de controle pós-emergência através de herbicidas graminicidas.
Plantas voluntárias de milho RR® emergidas em lavouras de soja não são controladas pelo glyphosate, sendo os herbicidas inibidores da enzima Acetil Coenzima A Carboxilase (ACCase) as alternativas adequadas para pós-emergência. Entretanto, há variabilidade na eficiência de controle dentre os herbicidas inibidores da ACCase para gramíneas, e tendo em vista que a competição do milho na fase inicial do desenvolvimento da soja é determinante para o nível de dano na cultura.
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O uso de herbicidas pré-emergentes na cultura da soja já é conhecido como ferramenta ideal para reduzir o grau de infestação das plantas daninhas de difícil controle ou com histórico de resistência ao glyphosate.
Nessa modalidade de manejo destacam-se herbicidas como: chlorimuronethyl e imazaquin, inibidores da enzima acetolactato sintase (ALS); flumioxazin e sulfentrazone, inibidores do Protoporfirinogênio Oxidase (PROTOX/PPO), apresentando diferentes mecanismos de ação e propriedades químicas.
Essa classe de herbicidas requer cuidados por se tratar de produtos intitulados “técnicos”, em relação a sua dinâmica e interação com o solo. Portanto, programas de manejo que contemplem o uso de herbicidas pré-emergentes no controle de milho voluntário RR®, são de suma importância para a sustentabilidade e produtividade da cultura da soja.
Os herbicidas residuais são aqueles que apresentam um maior período de atividade. Entretanto, esses herbicidas podem apresentar um efeito residual (carryover), que pode acarretar impacto ambiental negativo. Efeito residual é a habilidade que um herbicida tem para reter a integridade de sua molécula e, consequentemente, suas características físicas, químicas e funcionais no ambiente.
O potencial de carryover depende do herbicida utilizado, da cultura em sucessão e das condições ambientais após a aplicação de herbicidas. O planejamento da sucessão de culturas deve ser criterioso para evitar este problema, sendo que a situação ideal deve ser o controle com efeito residual até o “fechamento” da cultura.
O consecutivo incremento da área de plantio do milho segunda safra, após o cultivo de verão, torna-se de grande importância investigar a possibilidade de aparecimento de carryover dos herbicidas aplicados na cultura da soja, como é o caso do imazaquin.
Diante disso, Rodrigues & Almeida (1998) recomendam um intervalo de 300 dias entre a aplicação do imazaquin e a semeadura do milho em rotação. O herbicida imazethapyr, do grupo das imidazominonas (mesmo grupo do imazaquin), tem a persistência influenciada por propriedades do solo como o pH, a textura, a umidade e o teor de matéria orgânica.
Para a realização da aplicação de herbicidas em pré-emergência é imprescindível o monitoramento das condições do ambiente. A condição recomendada para a realização da aplicação é de temperatura do ar abaixo de 30°C, umidade relativa do ar (UR) superior a 50% e a velocidade do vento deve estar entre 3 e 10 km/h.
No entanto, muitas vezes durante o dia, principalmente no verão, as condições atmosféricas são desfavoráveis. Desse modo, em determinadas situações como para a aplicação de herbicidas em pré-emergência da soja onde o alvo principal é o solo, aplicações noturnas podem ser realizadas.
Para compreender o comportamento dos herbicidas no solo e utilizá-los de maneira racional, é de fundamental importância a escolha dos produtos e suas respectivas dosagens para mistura ou aplicação isolada, tomando-se o devido cuidado quanto ao tipo de solo e clima nos quais serão utilizados, assim como entender o motivo dos problemas ocorridos e prevenir falhas de controle, a fim de reduzir o risco do impacto ambiental que o efeito residual (carryover) possa vir a causar, além de minimizar problemas de fitotoxicidade e perdas em culturas subsequentes.
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]]>O post Quebra da dominância apical na cultura da soja apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas daninhas foram gerados, bem como a adoção do sistema de plantio direto (SPD). Esses fatores permitiram ao país dispor de uma das mais avançadas tecnologias referentes ao cultivo de soja do mundo.

Fonte: USDA/Boletim Informativo Safra Mundial de Soja – Fiesp (Março 2020)
Visando o aumento de produtividade, diversas propostas de manejo vêm surgindo para a cultura da soja. Muitas foram adotados por alguns produtores, mesmo sem respaldo científico.
Dentre estas tecnologias destaca-se a tentativa da quebra de dominância apical da soja, utilizando-se fitohormônios e substâncias consideradas reguladores de crescimento. Como exemplo, citamos alguns herbicidas que podem desempenhar esse papel de forma indireta.
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Além das substâncias químicas, acredita-se na possibilidade de utilização dos fitohormônios. A finalidade é de alterar a arquitetura de plantas, bem como causar mudanças nos componentes de produção da cultura da soja.
As citocininas (Ck) são descritas como importantes substâncias neste contexto. Elas podem causar a quebra da dominância apical, induzindo o aumento de brotações de gemas laterais e, consequentemente, causar um aumento na produtividade.

Fonte: Inara Alves

Fonte: Inara Alves
A quebra da dominância apical ocorre devido à menor produção de auxina, que é sintetizada no ápice da planta. Com isso, poderia ocorrer um aumento na síntese/concentração de citocinina, hormônio responsável pela emissão de ramificações da planta.
Acredita-se que ao utilizar herbicidas que possam comprometer a dominância apical, a planta mudaria o seu fluxo hormonal interno. Assim, modificaria o número dos componentes de produção que a cultura apresenta.
A emissão de novos ramos laterais ocorre, devido ao aumento do número de nós, os quais apresentam gemas capazes de gerar novos ramos. Assim, acredita-se que a utilização de reguladores de crescimento poderia aumentar de forma indireta o número de ramos e, consequentemente, e o número de flores, vagens e a produtividade da cultura.
A produtividade da cultura da soja é determinada por diversos fatores relacionados com a fisiologia, morfologia e manejo da cultura. Características como altura de plantas, número de nós por planta, ramos laterais, número de vagens por planta e grãos por vagens, peso de 100 grãos, estão diretamente ligados ao potencial produtivo da soja no final de seu ciclo. A quantidade de grãos por área é determinada em função de várias características:
Todos estes componentes são determinados por processos fenológicos como desenvolvimento vegetativo, florescimento, frutificação e maturação.
A grande maioria das variações que ocorrem na produtividade de soja estão associadas com alterações que podem vir a ocorrer no momento de formação dos componentes de produção da cultura, como número de vagens e grãos. Consequentemente, os processos que determinam o número de vagens e grãos por área desempenham papel importante na produtividade da cultura.
A taxa de formação de flores e vagens está relacionada à formação de ramos laterais nas plantas, já que a formação de flores ocorre nas axilas presentes nos ramos laterais, a qual é coordenada pelo balanço entre os hormônios auxina e citocinina.
A citocinina se apresenta como fator principal na indução de formação de flores, pois, está envolvida no processo de divisão, expansão, alongamento e diferenciação celular, além do crescimento da gema axilar e formação dos primórdios foliares, o que repercute na maior ou menor produtividade da cultura ao final de seu ciclo.
A densidade de plantas é outro fator de grande importância para o crescimento e a produtividade de soja. Quando a densidade de plantas é elevada, a formação de ramos laterais diminui e, dessa forma, o número de nós dos ramos laterais decresce, interferindo na produtividade. Situações com elevada população de plantas desencadeia uma competição por luz e pela absorção de nutrientes, sendo que estas plantas podem se tornar estioladas, com os caules finos e propensos ao acamamento.
As maiores produtividades, são obtidas através da utilização de um conjunto de práticas culturais, as quais ajudam a adequar o ambiente, de forma que a cultura possa alcançar o máximo potencial produtivo.
Dentre as práticas que podem ser usadas para a cultura da soja, a aplicação de fitohormônios e reguladores de crescimento está sendo explorada cada dia mais. Alguns estudos indicam as auxinas, as citocininas (CKs) e as giberelinas (GAs) como fitohormônios promissores em melhorar as características agronômicas de diversas culturas.
Os reguladores de crescimento são compostos químicos sinalizadores que atuam na regulação do crescimento e desenvolvimento de plantas. Normalmente, os reguladores estão ligados a receptores na planta e desencadeiam uma série de mudanças celulares, as quais podem afetar a iniciação ou modificação do desenvolvimento de órgãos ou tecidos.
Os fitohormônios, ou hormônios vegetais, são compostos orgânicos sintetizados em uma parte específica da planta e transportados para outra parte na qual em pequenas concentrações causam uma resposta fisiológica. Os hormônios vegetais podem causar modificações fisiológicas ou morfológicas, influenciando a germinação, crescimento e desenvolvimento vegetal, florescimento, frutificação, senescência e abscisão de folhas ou flores.
Os herbicidas lactofen e carfentrazone, têm sido utilizados por sojicultores, que acreditam na sua capacidade indireta em diminuir o porte de plantas de soja. Como são herbicidas inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), as ações de tais produtos geram o acúmulo de compostos fotodinâmicos como a protoporfirina IX, que interfere negativamente na fotossíntese, respiração e cadeia de transporte de elétrons na planta.
Mecanismos que levam à quebra da dominância apical e, consequentemente, a menor altura de plantas, causam desbalanço hormonal interno. Após a quebra da dominância apical, os níveis de auxina na planta diminuem, diminuindo os níveis de ácido abscísico e o transporte de nutrientes e citocininas das raízes para a gema lateral. Devido a esse efeito, acredita-se na possibilidade de se conseguir um aumento no número de ramos laterais de plantas de soja.
Na maioria das plantas, o crescimento da gema apical inibe o crescimento das gemas laterais, fenômeno denominado de dominância apical. As citocininas tem um grande potencial na indução da divisão celular, em conjunto com as auxinas. Esses dois hormônios vegetais interagem no controle da dominância apical, sendo que a relação é antagônica, uma vez que a auxina impede o crescimento de gemas laterais e a citocinina estimula esse crescimento.

Interação entre a auxina (AIA) e citocinina (CK) na regulação do desenvolvimento das gemas laterais. Fonte: (MASON et al., 2014).
As alterações causadas no interior e exterior da planta após o uso de reguladores de crescimento, podem vir a modificar o metabolismo interno da planta, de modo que esta poderá alterar a rota dos carboidratos, fazendo com que estes sejam acumulados em outros tecidos da planta.
Os açúcares em abundância promovem o crescimento e o armazenamento de carboidratos nos drenos e, quando a taxa de fotossíntese é alta, ocorre o acúmulo de açúcares totais nas folhas.
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]]>O post Percevejos na produção de grãos: saiba como identificar e controlar corretamente apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O aumento da adoção do sistema de plantio direto favorece seu desenvolvimento, que tem estreita associação com o solo e os restos da cultura durante certos períodos do ano.
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O cultivo de plantas hospedeiras em sequência, tais como cultivares de soja, milho e de trigo, favorece o desenvolvimento de populações de percevejos.
Aliás, criamos um e-book curto e de fácil leitura, mostrando justamente as principais doenças, daninhas e pragas que atingem o milho. Algumas delas são comuns em outros grãos, como o percevejo, ponto central deste artigo. Você pode baixá-lo gratuitamente, clicando no botão a seguir:
O percevejo, que é mais comumente encontrado na soja, recentemente tem sido visto na cultura do milho. Então se você quiser um conhecimento mais aprofundado na produção deste cereal, para dimensionar estratégias em sua lavoura, confira o e-book.
E se você pensa em implementar essa cultura, saiba que os percevejos do gênero Dichelops (Diceraeus) podem causar grandes danos já em seu desenvolvimento inicial.
A capacidade de reprodução a campo é estimada em 200 ovos por fêmea de percevejo. Em três semanas o percevejo passa pelas fases de incubação dos ovos e chega ao quarto e quinto ínstar da ninfa que apresenta capacidade de danos equivalentes aos dos adultos.
Durante o outono, o inverno e o início da primavera, os percevejos passam por períodos curtos de dormência, mas não entram em diapausa.
Alimentam-se de trigo, canola, nabo, aveia e várias plantas daninhas hospedeiras presentes na lavoura. Porém, raramente desenvolvem ovários, realizam oviposição ou estabelecem colônias de ninfas, nos meses de outono e inverno.
Fonte: COAMO
Na soja, o percevejo-marrom normalmente completa três gerações. Durante o final do verão e o início do outono.
Durante o verão, o percevejo-marrom pode ser encontrado se alimentando da erva daninha conhecida por leiteiro ou amendoim-bravo, Euphorbia heterophylla L.. E. heros pode se alimentar, mas não se reproduz, em carrapicho-de-carneiro, Acanthospermum hispidum DC.
É interessante salientar que, nessa erva daninha, esse típico sugador de sementes alimenta-se das hastes da planta. No outono, E. heros inicia a procura por abrigos sob a palhada, onde permanece até o próximo verão. Durante esse tempo, o percevejo acumula lipídios e não se alimenta, permanecendo num estado de hibernação parcial.
O adulto de E. heros apresenta coloração marrom escura, com dois prolongamentos laterais do pronoto, em forma de espinhos.
A longevidade média do adulto é de 116 dias. Os ovos são depositados em pequenas massas de cor amarela, normalmente com 5-8 ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas. Os ovos são colocados, principalmente, nas folhas ou nas vagens de soja, não afetando diretamente a polinização.
As ninfas recém-eclodidas medem cerca de 1,3 mm e têm o corpo alaranjado e a cabeça preta. As ninfas maiores (terceiro ao quinto ínstar) apresentam coloração que pode variar de cinza a marrom. Apesar de iniciarem a alimentação no segundo ínstar, as ninfas do percevejo-marrom causam danos às sementes apenas a partir do terceiro ínstar, quando atingem tamanho médio de 3,63 mm.
Ciclo de vida Euschistus heros. Fonte: G.L.M. Rosa
Espécies do gênero Dichelops são exclusivamente neotropicais e encontram-se distribuídos por diversos países da América do Sul. D. melacanthus é frequentemente observada no Brasil.
Segundo Grazia (1978), essa espécie é muito semelhante a D. furcatus, que tem sido observada em regiões brasileiras produtoras de soja, além de ser semelhante também a D. phoenix, que tem poucos registros no Brasil.
O percevejo-barriga-verde D. melacanthus, previamente relatado como uma praga da soja alimentando-se das vagens, pode se alimentar de milho, trigo, aveia-preta e triticale. Há registros também da ocorrência em plantas não cultivadas, como trapoeraba, crotalária e capim braquiária.
Após a colheita da soja, o percevejo-barriga-verde permanece no solo sob restos culturais, ou seja, é importante observar o histórico do trigo e milho anteriores, pois eles se alimentam das plantas cultivadas em sistema de semeadura direta.
Nessas áreas, os percevejos encontram abrigo (palhada) e alimento (sementes maduras caídas no solo) e conseguem sobreviver, diferentemente do que ocorre em áreas sob cultivo convencional, onde os percevejos são deslocados dos abrigos e mortos pela aração.
Os adultos de D. furcatus e D. melacanthus medem de 9 mm a 11 mm e sua coloração varia entre castanho-amarelado e acinzentado, apresentando o abdômen verde. Os ovos são verde-claros, ovoides, dispostos em grupos de tamanho variável, os quais são formados por três ou mais fileiras mais ou menos definidas.
As ninfas apresentam, geralmente, coloração marrom-acinzentada na região dorsal e verde na abdominal. Podem ser confundidas com as ninfas de E. heros, mas podem ser diferenciadas pelas jugas bifurcadas e agudas e pela coloração verde do abdômen.
Esse inseto foi constatado como uma praga de início de ciclo nas culturas de trigo e de milho.
Percevejo barriga-verde, Dichelops melancanthus, nas fases de adulto (a), ovo (b) e ninfa (c). Fonte: J.J. da Silva.
Flutuação populacional de Dichelops melacanthus, na sucessão cultural soja-milho, submetida a diferentes inseticidas via tratamento de sementes. Fonte: Chiesa (2016)
No cerrado brasileiro, o percevejo marrom (E. heros) destaca-se como praga chave na cultura da soja, aumentando os custos de produção e diminuindo a qualidade e o rendimento de grãos.
Adultos do percevejo marrom, quando presentes no final do estádio vegetativo (V8), não comprometem o rendimento de grãos de soja, independentemente da sua densidade populacional.
A presença de adultos do percevejo marrom na cultura da soja nos estádios R4 e R5 podem comprometer a produtividade de grãos e a qualidade de sementes de soja a partir de 2 percevejos m².
Sementes de soja atacadas por P. guildinii tiveram os corpos de proteína completamente destruídos, sugerindo maior ação deletéria das suas enzimas salivares para os tecidos da semente, em comparação às outras espécies (E. heros, N. viridula e D. melacanthus).
Também houve dano mais profundo nas sementes de soja, enquanto sementes atacadas por percevejos barriga-verde apresentaram danos menos profundos (Tabela 1).
Entretanto, o dano causado por P. guildinii não tem relação com o comprimento dos estiletes, pois tem aparelho bucal mais curto que N. viridula e E. heros. É possível que a área maior do canal alimentar de P. guildinii contribua para que esse percevejo ocasione maior área de dano nas sementes de soja, em comparação com as outras espécies.

O conhecimento na detecção de pragas e doenças no milho e demais grãos, como a mancha-alvo em soja, se mostra necessário, afinal, tanto para o percevejo quanto para essa doença, é preciso saber bem as fases da cultura e manejo adequado das culturas anteriores, pois podem sobreviver em restos culturais.
Com a definição do potencial produtivo da cultura do milho, os estádios iniciais de desenvolvimento da planta tornam-se também um período crítico. Dessa forma, a ocorrência de condições ótimas nessas fases de desenvolvimento, como manutenção da área foliar da cultura é um fator importante para a sua produção.
Ninfas médias, grandes e adultos de percevejos barriga-verde (D. melacanthus) têm grande potencial de causar dano em plantas de milho no estádio V1, bem como podem causar redução da massa seca da parte aérea da planta.
Os estádios de desenvolvimento do milho V1, V3 e V5 são mais susceptíveis ao ataque de adultos de percevejos barriga-verde em comparação ao estádio V7, podendo nestas condições afetar o rendimento de grãos da cultura.
Danos de percevejo Dichelops melacanthus na cultura do milho.
Nesse sentido, o controle do percevejo no sistema de produção de grãos faz-se necessário a fim de reduzir a população de plantas hospedeiras e compreender o hábito de migração, para que seja realizado o controle químico na época correta.
Agora você já sabe identificar as diferenças e características dos principais percevejos que atacam os grãos. É preciso identificar o estádio da planta e fazer o manejo de restos culturais adequadamente, pois além de beneficiar algumas pragas, também beneficiam doenças, como o fungo Giberella zeae, que reduz significativamente a produção de grãos, sendo a principal doença dos campos de trigo.
Se a dúvida surgiu na mente ou ficou inseguro, fique atento, pois sua lavoura pode ficar comprometida.
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

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]]>O post Estádios fenológicos da soja: quais são e suas características apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Por isso, reunimos neste texto um detalhamento dos estádios fenológicos da soja e, os momentos “chave” de maior sensibilidade à estresses hídricos, para realizar monitoramento/controle de pragas, doenças e plantas daninhas, visando altas produtividades e melhor utilização de recursos.
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O desenvolvimento da soja pode ser dividido em dois momentos importantes:
O período vegetativo é subdivido e suas denominações podem ser com letras seguidas do (V) ou números.
Após a semeadura da cultivar de soja, bem como os tratos culturais necessários, como adubação potássica e o processo de embebição dessas sementes, dá-se início ao processo germinativo e ao período vegetativo, fique atento:
Período de emergência da plântula, onde os cotilédones ficam acima do solo, o que a caracteriza como germinação epígea. Neste momento, a presença de pombas na área pode levar a uma redução do estande. É um período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de solo.
Fonte: Normam Neumaier
Cotiledonar, onde os cotilédones se encontram totalmente desenvolvidos e completamente abertos, curvados para baixo e os bordos das folhas unifolioladas não mais se tocam. Esse período pode durar de 3 a 10 dias. Período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de solo.
Fonte: Normam Neumaier
Completo desenvolvimento das folhas unifolioladas e a primeira folha trifoliolada com os bordos não mais se tocando. Caracterizado e identificado também pelo primeiro nó. Nesta fase, os patógenos de solo e pragas como coleópteros podem afetar o estabelecimento da cultura.
Fonte: Normam Neumaier
Pode ser definido como o segundo nó ou a segunda folha trifoliolada, em que os bordos não mais se tocam. Do estádio V1 ao V2, é que se dá o início da nodulação e o processo de Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), portanto, neste momento deve ser observado de 4 a 8 nódulos por planta.
No estádio V2, o ataque de pragas e doenças de solo também devem ser monitorados e a partir daqui inicia-se o período de matocompetição, ou seja, plantas daninhas podem passar a competir com a soja por recursos (água, nutrientes e espaço).
Fonte: Normam Neumaier
A planta apresenta 3 nós e a terceira folha trifoliolada já se encontra com os bordos não mais se tocando e 4 nós e a quarta folha trifoliolada, com bordos não mais se tocando, respectivamente. Neste período compreendido entre V3 e V4, a presença de nódulos deverá aumentar onde serão observados no mínimo 10 nódulos por planta.

A planta apresenta 5 nós e, neste momento, define-se a partir de processos fisiológicos, o potencial de nós que a planta poderá ter. Cada nó será responsável por um ramo lateral, cujas vagens serão formadas, portanto, este período é importante para definição do potencial da cultura.
Enésimo nó, este é o estádio anterior ao surgimento de flores e entrada no período reprodutivo.
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Início do florescimento, ao menos uma flor aberta em qualquer parte da haste principal.
Fontes: Danilo Estevão e IPNI
Florescimento pleno e uma flor aberta em um dos 2 últimos nós do caule, com folha completamente desenvolvida.
No período compreendido entre R1 e R2, a planta se encontra mais sensível ao ataque de insetos praga, portanto, o monitoramento deve ser constante. A partir de R2, inicia-se a rápida acumulação de matéria seca e de nutrientes na planta, sendo este, o período recomendado para fazer a coleta de folhas para análise dos teores de nutrientes foliares e avaliação da qualidade nutricional do solo.
Fontes: Danilo Estevão e IPNI
Início do desenvolvimento das vagens, conhecido também como fase de canivetinho, onde as vagens apresentam até 5 mm de comprimento.
Este estádio é de grande importância para a definição de componentes de rendimento da planta, como número de vagens por planta. É também um período sensível às condições ambientais, onde o estresse hídrico pode causar abortamento de vagens.
Fontes: Danilo Estevão e IPNI
Vagens completamente desenvolvidas e apresentando cerca de 2 cm de comprimento em um dos 4 últimos nós do caule, com folha completamente desenvolvida. A partir desse estádio, até R5.5, ocorre rápida acumulação de matéria seca pelas vagens.

Fontes: Danilo Estevão e IPNI
Início da formação e rápido enchimento dos grãos, onde ocorre redistribuição de matéria seca e nutrientes das partes vegetativas para os grãos.
O estádio fenológico da soja R5 é subdividido em 5 pontos, onde correspondem ao enchimento dos grãos até atingirem seu tamanho potencial. Ataques de sugadores como percevejos é um grande limitante para o potencial produtivo.
Quando os ataques são nos estádios iniciais de R5 pode não haver formação de grãos e nos estádios mais tardios de R5 poderá ocorrer a redução do tamanho e peso dos grãos. Além disso, condições de estresse também poderão reduzir o peso dos grãos.

Grão verde ou vagem cheia, nesta fase o grão ocupa toda a cavidade da vagem. O rápido amarelecimento das folhas (senescência) começa após este estádio e continua acentuadamente até R8.
Fonte: IPNI
Início da maturação fisiológica dos grãos, neste período será observado ao menos uma vagem madura, localizada na haste principal, com coloração marrom ou palha. A maturidade ocorre quando se cessa o acúmulo de matéria seca. Nesta fase, os grãos apresentam cerca de 60% de umidade e a partir daqui a umidade tende a cair.
Fonte: IPNI
Maturidade completa: neste período 95% das vagens encontram-se maduras e serão necessários cerca de 5 a 10 dias para que a umidade atinja 15% ou menos.
Desta forma, o momento de colheita dos grãos é crucial e a umidade adequada para esta tarefa é de 13%. Colheita com umidade pouco acima desse valor pode ser considerada, devendo lembrar que os custos com secagem para posterior armazenamento serão incluídos.
Dicas importantes para o momento da colheita para evitar perdas na lavoura e qualidade do grão:
Fique atento! Agora você já sabe todos os estádios fenológicos da soja, bem como as peculiaridades que podem acometer a lavoura em cada um deles. No entanto, existem doenças, como a mancha-alvo, que podem aparecer em qualquer um desses estádios e é preciso ficar atento.
Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?
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]]>Os dois primeiros passos são: amostrar o solo para análise e com isso saber suas necessidades nutricionais e escolher corretamente as cultivares, baseado em seus objetivos e potenciais.
A cultivar de soja pode ser classificada pelo hábito de crescimento e requerimento em luz (fotoperíodo). Conhecer esses aspectos são de extrema importância no sistema de produção, seja ele convencional ou plantio direto.
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A soja é classificada como planta de dias curtos, ou seja, depende do acúmulo de horas no escuro para iniciar o desenvolvimento da floração e reprodução.
O fotoperíodo é variável para cada cultivar de soja, e para orientar os produtores quanto à escolha correta, para cada região específica, desenvolveu-se a classificação dos grupos de maturação.
Abaixo estão descritos os grupos de maturação para cada latitude e região, fique atento ao grupo ideal para suas condições, pois isso o auxiliará a ter bons rendimentos de grãos.
Fonte: Alliprandini et al., (2009)
Latitudes maiores, mais ao Sul, têm a característica de apresentar dias mais longos, ou seja, horas de luz maiores que horas de escuro, enquanto que latitudes menores, mais ao Norte, o comprimento do dia tende a ser igual ao comprimento da noite.
Vale ressaltar que a latitude pode influenciar no ciclo de cada cultivar e por isso, dentro de cada faixa de maturação existem cultivares adaptadas e que possuem ciclo superprecoce, precoce, semiprecoce, médio, semitardio e tardio, logo, a escolha e o posicionamento de cada uma delas dependerá dos seus objetivos.
Neste tipo de hábito, as plantas atingem 90% de sua altura até o período de florescimento. Após este estágio elas praticamente cessam o seu crescimento e não ramificam mais. Então é importante saber identificar os estádios fenológicos.
Características marcantes das cultivares determinadas: o florescimento ocorre praticamente de forma simultânea pela extensão da planta e com a presença de um rácemo longo e muitas vagens no nó terminal.
Fonte: Agroprecision
Neste tipo de hábito, as plantas possuem a fase vegetativa simultânea à fase reprodutiva, ou seja, até o início do florescimento as plantas apresentam cerca de metade de seu crescimento potencial, assim, quando entram em estádio reprodutivo, continuam a crescer, podendo até dobrar a sua altura.
Características marcantes das cultivares indeterminadas: o florescimento ocorre de forma escalonada, de baixo para cima, podendo ter vagens desenvolvidas na base da planta e flores no ápice.
Além disso, mesmo após o florescimento, formam vagens e continuam crescendo. As folhas do topo destas plantas, geralmente, são menores que as demais, enquanto que na determinada, são do mesmo tamanho.
Em caso de se escolher trabalhar com sementes de soja, da cultivar de hábito determinado, deve-se atentar à possibilidade de períodos longos sem chuva (veranico). Se a planta estiver em estádio reprodutivo, o déficit hídrico poderá provocar queda de botões florais, flores e abortamento de vagens.
Como a soja cessa o seu crescimento e produção de ramos ao florescer, acaba reduzindo seu potencial produtivo. Enquanto que em cultivares de hábito indeterminado, o reflexo de um período de veranico no florescimento, seria menos acentuado, pois continuam emitindo novos ramos e flores, mesmo após entrarem no estádio reprodutivo e assim, seria possível manter um bom potencial produtivo que refletirá na colheita dos grãos.
Em áreas que ocorrem mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, o cultivo de soja de crescimento indeterminado aumenta o alerta do produtor, em relação à infecção. Isso porque o fungo só penetra e infecta a planta através das estruturas reprodutivas (flores), e como o período de florescimento delas é maior, a lavoura se torna mais suscetível à doença.
Além disso, por estas cultivares indeterminadas crescerem e ramificarem mais, o controle de doenças pode ser mais desafiador pela arquitetura da planta desfavorecer o acesso aos baixeiros e solo.
Agora que você sabe o que é necessário para escolher corretamente a cultivar de soja, caso opte pelo sistema de plantio direto, sabia que os restos da cultura anterior, quando associados à alta umidade, podem favorecer outras doenças fúngicas, como a mancha-alvo e, ainda, uma das principais pragas, que são os percevejos? Esteja atento!
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