O post Tipos de colheita de café: como determinar o melhor? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Existem diferentes tipos e sistemas de colheita do café, cada um deles possui características positivas e negativas. E é sobre isso que este texto abordará!
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A colheita pode ser realizada de forma manual, semimecanizada e mecanizada. A determinação de qual o melhor sistema irá depender da mão de obra disponível, declive do terreno, escala de produção, e com o objetivo da propriedade.
O sistema de colheita manual consiste na derriça dos frutos com as mãos.

Colheita manual. Foto: Joana Oliveira
No sistema de colheita semimecanizada são utilizadas derriçadoras portáteis, manejadas manualmente, que provocam a vibração e queda dos frutos.
A colheita semimecanizada apresenta basicamente as mesmas características da colheita manual, porém, tem rendimento maior. Ela não possibilita a colheita seletiva e não é recomendada em lavouras de primeira e segunda safra, pois pode causar maior depauperamento das plantas.
A colheita é realizada a partir de máquinas colhedoras.

Colheita mecanizada. Foto: Joana Oliveira
No Brasil, apesar da desuniformidade na maturação dos frutos e devido ao número de floradas, ainda é possível realizar a colheita plena, que é a derriça completa dos frutos da planta, mesmo em diferentes estádios de maturação.
Assim, em todos os sistemas de colheita é possível fazer a colheita plena. Quando se trata da colheita manual e semimecanizada, que geralmente é feita apenas uma derriça completa, contudo, é recomendado que ocorram no momento de maior uniformidade de maturação, com o mínimo possível de grãos verdes, pois o café colhido verde perde na qualidade e no rendimento.
Já na colheita mecanizada, quando temos máquinas bem reguladas e período de colheita adequado, é possível colher grande quantidade de frutos cereja e esperar até que os frutos verdes remanescentes cheguem no estádio de maturação para realizar o repasse.
A maioria dos cafeicultores realiza esse tipo de colheita, principalmente, pela redução dos custos com essa prática.

Foto: Joana Oliveira
Na colheita seletiva, somente os frutos com maturação fisiológica completa, os denominados grãos cerejas, são colhidos. Essa prática visa, principalmente, alcançar o máximo potencial de qualidade dos cafés.
Dessa forma, é possível realizar a colheita seletiva no sistema manual e mecanizado. No manual, os frutos são selecionados a dedo e a avaliação da maturação é feita visualmente por sua coloração, o que aumenta a precisão.
No mecanizado, a colheita seletiva é feita por meio da regulagem da colhedora, são elas:
Nesse sentido, outra forma de regular a colhedora é pela metodologia proposta pelo Prof. Dr. Fábio Moreira da Silva – UFLA, chamada Índice Moreira.
Nessa metodologia a vibração deve ser dividida pela velocidade (i=vibração/velocidade). Assim, para colheita seletiva o índice i deve estar entre 0,5 e 0,7 e para colheita plena o índice deve estar entre 0,8 e 1,0.
Exemplo:
i = 700 vibração/ 1000 m/h = 0,7 (Colheita seletiva)
Isso proporcionará baixa quantidade de grãos verdes desprendidos da planta, colhendo em sua maioria os grãos secos e cereja que têm maior facilidade de desprendimento.
Assim, deve ser observada a maturação ao longo dos dias, para determinar o melhor momento para realizar novas derriças nessas lavouras.

Foto: Joana Oliveira
A melhor colheita é aquela que se adapta às condições e realidades de cada propriedade. Dessa forma, para avaliar e determinar a melhor opção, é preciso levar em consideração:
Com isso, entendemos que para determinar a melhor opção de colheita é preciso avaliar alguns fatores e encaixá-los à realidade de cada propriedade.
Deve-se levar em consideração a manutenção das lavouras, o custo, os objetivos da propriedade, a disponibilidade de ferramentas ou mão de obra, dentre outras.
Sabe-se que a colheita, seja ela mecanizada, manual ou semimecanizada, irá gerar certo estresse nas plantas. Assim, a colheita antecipada pode ajudar na recuperação da lavoura e na produção da safra seguinte. Para isso, é imprescindível ter planejamento e ferramentas prontamente disponíveis no período de colheita.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>O post Calcário x gesso agrícola: quais são as principais diferenças? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A seguir, veremos as principais diferenças de calcário x gesso.
Gesso agrícola em lavouras de café. (Foto: Larissa Cocato)
Calcário em superfície. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
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O gesso agrícola é um subproduto da indústria de fertilizantes fosfatados, em que a partir da reação da rocha fosfatada com o ácido sulfúrico se dá a formação do adubo fosfatado e o resíduo desta reação química é o sulfato de cálcio, popularmente conhecido como gesso agrícola.
O calcário é uma rocha sedimentar, que tem em sua composição carbonato de cálcio, podendo ter outros compostos.
Tabela 1. Diferença entre calcário e gesso
O calcário corrige a acidez dos solos, essa correção se faz necessária para promover maior eficiência na absorção de água e nutrientes pelas plantas e consequentemente obter melhores produtividades para as culturas.
O gesso promove alteração da forma iônica do alumínio, para uma forma menos tóxica, sendo este fato, extremamente vantajoso, pois o alumínio é um elemento prejudicial às raízes, visto que ele acarreta em engrossamento das mesmas, afetando assim na absorção de nutrientes.
Dessa forma, propiciando melhores condições para o desenvolvimento das raízes e maior volume de solo explorado por elas.
É importante destacar que, o ânion SO42- (base fraca) não tem praticamente capacidade de hidrolisar a água e produzir OH-, por essa razão, o gesso não é considerado corretivo da acidez.
Conforme mostrado na tabela acima, o gesso e o calcário apresentam grandes diferenças, e por isso, um insumo não pode ser substituído pelo outro.
O calcário é um corretivo do solo, ou seja, ele corrige o pH do solo, já o gesso, é um condicionador de solo.
Um condicionador de solo é um material que proporciona melhoria das propriedades físicas, químicas ou da atividade biológica do solo. O gesso atua como melhorador químico do ambiente radicular, principalmente devido a sua ação sobre o alumínio trocável.
Como já mencionamos as diferenças entre o calcário e o gesso, as reações deles no solo também são diferentes.
Após a aplicação de calcário no solo, o ânion CO32- (base forte) é o principal responsável pela hidrolise da água e formação do íon OH-, que irá neutralizar a acidez ativa (H+) do solo.

A partir das reações, percebemos o quanto é importante a presença de água para que ocorra a reação do calcário, e consequentemente ele atue no solo.
A correção da toxidez do alumínio ocorre por reações de precipitação desses elementos, na forma de oxihidróxido: Al(OH)3.

Em um solo com umidade suficiente, o gesso agrícola sofre dissolução.
Uma vez na solução do solo, o Ca2+ pode interagir com o complexo de troca do solo, deslocando cátions, como Al3+, K+, Mg2+, para a solução do solo, que podem, por sua vez, reagir com SO42-, formando AlSO4+, que é menos tóxica às plantas e os pares iônicos neutros: K2SO40, CaSO40 e MgSO40.
Dada a sua neutralidade, os pares iônicos apresentam grande mobilidade ao longo do perfil, ocasionando uma descida de cátions para as camadas mais profundas do solo.
Tabela 2. Benefícios do calcário e do gesso
Resultados de estudos mostram que o gesso propicia maior distribuição das raízes em profundidade (Souza et al., 2001), dessa forma, acarretando em maior volume de solo explorado e maior absorção de água e nutrientes.
Esse fato torna-se ainda mais importante em períodos de veranico, em que plantas com raízes mais profundas apresentam melhores condições para tolerar esses períodos.
Em relação aos calcários, pelos teores de Mg, eles podem ser classificados nos seguintes tipos:
Além disso, os calcários também se diferem pelo seu PRNT, ou seja, Poder Relativo de Neutralização Total. O PRNT é calculado por uma fórmula que considera o PN e o ER:
PRNT = (PN x ER) / 100
Dessa forma, para analisarmos o PRNT temos que nos atentar ao ‘’Poder de neutralização (PN)’’ que se define na capacidade neutralizante que as bases do corretivo possui e também a “Reatividade das partículas (ER)’’, que considera a granulometria do calcário.
Nesse sentido, para a escolha do calcário devemos considerar os valores de PN e ER, pois um calcário com mesmo PRNT, pode ter tempo de neutralização diferente, visto que, os valores de PN e ER podem ser diferentes e resultar em um mesmo valor de PRNT.
O gesso agrícola por sua vez, atua como um grande fornecedor de cálcio e enxofre e condicionante de solo como foram citados anteriormente, sua composição química varia entre 16 a 20% nos teores de cálcio e de 13 a 16% nos teores de enxofre.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
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]]>O post Estresse hídrico no café: veja estratégias para minimizar o efeito apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Isso porque, o cafeeiro em condições de déficit hídrico no café combinado a altas temperaturas, induz ao fechamento estomático, dessa forma, a taxa fotossintética dessas plantas é reduzida, pois não haverá entrada de CO2.
Além disso, o estresse hídrico severo pode acarretar em morte das raízes, especialmente na superfície do solo. Também pode ser observado maior senescência foliar devido a alterações hormonais proporcionadas nessas condições. Por isso, são necessárias estratégias visando minimizar o efeito de veranicos no cafeeiro, em períodos de estiagem.
Nesse sentido, estratégias que proporcionem maior desenvolvimento radicular são muito desejáveis, isso porque, com um maior volume de solo explorado, principalmente se esse desenvolvimento das raízes for em profundidade, maior será a possibilidade das plantas suportarem melhor os períodos de veranico e estiagem.
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O gesso é um subproduto da indústria de fertilizantes fosfatados, obtidos a partir da ação do ácido sulfúrico sobre rocha fosfatada. Devido à solubilidade desse condicionador ele penetra facilmente no perfil do solo, proporcionando melhoria do ambiente radicular em profundidade.
Dessa forma, o gesso atua de forma positiva no aumento do comprimento do sistema radicular e no volume de raízes, assim propiciando a absorção de água e nutrientes em profundidade.
Essa melhoria do ambiente radicular é proporcionada pela neutralização do alumínio, que é um elemento tóxico às plantas, e afeta o desenvolvimento radicular.
Além disso, o gesso fornece enxofre, sendo essa fonte uma das principais utilizadas para fornecimento deste nutriente, e também fornece cálcio em profundidade, com maior eficiência quando comparado ao calcário devido sua solubilidade.

Lavoura com 7 meses com aplicação de gesso em superfície. (Foto: Diego Baquião)
Para exemplificar, Sousa et al. (2001) mostram a distribuição relativa do sistema radicular da leucena (Leucena leucocephala cv. Cunningham) no perfil do solo, com e sem a aplicação de gesso.
Dessa forma, nota-se que o volume radicular explorado na condição de presença do gesso (verde) é superior quando comparado a testemunha, em que não houve a aplicação de gesso (vermelho).

Distribuição relativa do sistema radicular da leucena (Leucena leucocephala cv. Cunningham) no perfil de um Latossolo Vermelho argiloso, sem ou com aplicação de 6t há-1 de gesso. O valor de 100% equivale a 5,206g dm-3 de raízes no solo do tratamento com gesso.
Outra prática com grande impacto no desenvolvimento de raízes, é uma boa preparação do solo com grade aradora e subsolagem, proporcionando descompactação e melhor aeração do solo, dessa forma favorecendo o desenvolvimento das raízes.
Deve-se salientar, que por se tratar de uma cultura perene, a implantação da lavoura é uma ótima oportunidade para a realização de um bom preparo de solo, principalmente em profundidade, isso porque, a cultura ficará no campo por muitos anos.
Por isso, a realização de um preparo de solo profundo, propiciando boas condições para o desenvolvimento das raízes tanto na parte superior do solo quanto em profundidade é uma ótima estratégia para que as plantas consigam suportar melhor condições de déficit hídrico.
Afinal, em solos compactados e sem uma boa preparação do solo podem acarretar em sistema superficial, sofrendo mais com condições de déficit hídrico.

Subsolador (Foto: Luiz Paulo Vilela)
O calcário atua na correção da acidez do solo, fato esse que influencia na disponibilização dos nutrientes as plantas. Também, esse corretivo fornece cálcio e magnésio, nutrientes que atuam na formação da parece celular das células e na composição da molécula de clorofila respectivamente.
Além disso, o calcário reduz a toxidez do alumínio, fato já mencionado, que afeta o desenvolvimento do sistema radicular.
Por isso, a utilização de calcário a fim de corrigir a acidez do solo, e proporcionar melhores condições ao desenvolvimento do sistema radicular é muito desejável.
Sua utilização pode ser feita em superfície ou incorporado no solo, esta última forma é muito desejável principalmente durante a preparação do solo para o plantio, visando o colocar esse corretivo em profundidade no solo, considerando sua baixa solubilidade, quando comparada ao gesso.
Dessa forma, sempre que possível sua incorporação é recomendada, visando favorecer as condições químicas do solo, e assim proporcionar um aprofundamento de raízes e consequentemente maior absorção de água e nutrientes devido ao maior alcance do sistema radicular.
Além disso, técnicas que visem a proteção do solo atuando na maior retenção de água e também protegendo o solo a exposição de altas temperaturas, que podem afetar o desenvolvimento das raízes, são recomendadas.
Podem ser utilizadas casca de café, esterco, composto orgânico, palhadas entre outros resíduos existentes na própria propriedade.
Essas coberturas também podem fornecer nutrientes e possibilitar melhores condições para o desenvolvimento radicular, devendo sempre estar atento ao equilíbrio nutricional dos elementos fornecidos por esses materiais orgânicos.

Manejo de braquiária com roçadeira invertida “jogando” a braquiária roçada na projeção da saia das plantas com intuito de amenizar o déficit hídrico no período seco no sul de minas (Maio-Setembro)(Foto: Arquivo Rehagro).

Braquiária recém roçada, visando a proteção do solo. É desejável que este material orgânico seja direcionado para a linha do cafeeiro, com o intuito de proteger o solo na projeção da saia (Foto: Larissa Cocato).

Lavoura da cultivar Mundo Novo, em que foi realizada aplicação de composto orgânico. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
Portanto, destaca-se a importância de práticas que visem aprofundamento do sistema radicular do cafeeiro, a começar pela boa preparação do solo, com aplicações de gesso e calcário e quando possível sua incorporação.
Cafeeiros assim estabelecidos e conduzidos, possuem sistemas radiculares profundos e resistem satisfatoriamente, de modo geral, a períodos de estiagens mais facilmente quando comparados a cafeeiros com sistema radicular superficial. Assim como, práticas com o intuito de proteção do solo para melhor armazenamento de água no solo.
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]]>O post Zinco na cultura do café: funções, sintomas de deficiência e recomendação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Apesar de ser demandado em menores quantidades, quando comparado a outros nutrientes, principalmente os macronutrientes, não o torna menos importante, pois cada macro e micronutriente tem sua função especifica dentro da planta.
Dessa forma, é necessário a presença de todos em quantidades suficientes para seu bom funcionamento.
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Este elemento está intimamente ligado ao crescimento da planta de café, uma vez que tem entre suas funções a síntese do aminoácido triptofano, que é percursor do regulador de crescimento auxina, sendo responsável pelo crescimento de tecidos vegetais.
Também, o zinco está ligado a diversas reações enzimáticas e fotossintéticas. Além disso, outras funções também estão ligadas a esse nutriente, como produção de açucares e síntese de proteínas.
Na ausência deste elemento a planta apresenta sinais bem característicos, como exemplo a presença de internódios curtos, com folhas novas pequenas, estreitas e cloróticas. Em alguns casos surgem rosetas na ponta dos ramos plagiotrópicos, comumente chamado de “vassoura de bruxa”.
Os sintomas de deficiência são observados inicialmente nas folhas mais novas, uma vez que este nutriente apresenta baixa mobilidade na planta, dessa forma, não permitindo que se desloquem das folhas velhas para as folhas novas.

Sintomas de deficiência de zinco em cafeeiro. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Sintomas de deficiência de zinco em cafeeiro. (Foto: PROCAFÉ).
Devemos ter o cuidado para não confundir os sintomas de deficiência de zinco, com a toxidez por glifosato, visto que eles são parecidos.
Os sintomas observados para intoxicação por glifosato são: estreitamento do limbo foliar, clorose e excesso de brotações nas regiões apicais do ramo.

Sintoma de toxidez por glifosato (Foto: Larissa Cocato).

Diferença visual de desenvolvimento de plantas de café intoxicadas pelo Glifosato (seta vermelha) e plantas normais (seta verde), sem a ocorrência de intoxicação. (Foto: Larissa Cocato)
Considerando todos os nutrientes, o equilíbrio sempre é necessário, por isso, tanto a deficiência quanto excesso de qualquer nutriente são prejudiciais, e para o zinco isso não é diferente.
Abaixo, temos a foto de uma lavoura com altos teores de zinco, apresentando 15 mg/dm3 no solo, acarretando em toxidez deste nutriente. Vale destacar que os sintomas de deficiência e de excesso são parecidos, por isso, é importante estar atento ao que foi realizado de manejo na lavoura.
O zinco na solução do solo ocorre na forma Zn2+, forma essa que é absorvida pelas plantas.
Devemos nos atentar em relação a disponibilidade desse nutriente via solo, visto que, sua concentração diminui cerca de 100 vezes com o aumento de uma unidade no pH, como mostra o gráfico abaixo.
Com o aumento do pH, há a redução da disponibilidade de alguns micronutrientes, como ferro, cobre, manganês e o zinco.

Gráfico de disponibilidade de nutrientes em função do pH. (Fonte: Adaptado de Matiello).
Além disso, condições de altos teores de fósforo, também afetam a disponibilidade desse nutriente. Não é comum se observar essa condição no campo, mas é importante saber que há um antagonismo entre os nutrientes P e Zn, dessa forma, altas concentrações de fósforo, acarretam em baixa disponibilidade de zinco.
Por isso, torna-se imprescindível estar atento aos teores de zinco tanto via solo, quanto via foliar.
Após realizado as adubações de zinco na lavoura, ou suas pulverizações com fontes de zinco, é importante sempre fazer o acompanhamento deste micronutriente, tanto via solo quanto via foliar, para evitar que sua lavoura sofra com as perdas das funcionalidades que este elemento irá trazer para as plantas.
Na análise foliar, teores considerados adequados se tratando do cafeeiro estão na faixa de 10-20 ppm ou 10-20 mg/dm3. Malavolta e Vitti mostram os teores adequados de zinco na folha de acordo com os meses do ano, conforme mostra a tabela abaixo:
Fonte: Adaptado de E. Malavolta / G.C.Vitti
Já para análise de solo, de acordo com o Procafé, níveis de zinco abaixo de 1,5 mg/dm3 são considerados baixos, entre 1,5-3,0 mg/dm3 são considerados médios, e acima de 3,0 mg/dm3 são considerados altos.
Dessa forma, os técnicos buscam trabalhar com um teor de zinco no solo acima de 3,0 mg/dm3.
No entanto, para o manejo deste nutriente, devemos estar atentos ao teor de argila dos solos, se o solo é mais arenoso ou mais argiloso, uma vez que, em solos mais argilosos, o zinco fica muito retido no solo, nestes casos, a aplicação de zinco via foliar é mais eficiente.
Além disso, pelo fato dos micronutrientes serem demandados em menores quantidades, a aplicação via foliar é bem recomendada, e também acarreta em respostas mais rápidas após a aplicação.
Quando possível, e em solos mais arenosos, o fornecimento tanto via solo quanto via folha é desejável, devido a ação mais residual do fornecimento via solo e mais rápida do fornecimento via folha, sempre estando atento aos níveis adequados do zinco.
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]]>O post Composto orgânico: o que é e quais são os seus benefícios apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Este condicionador pode proporcionar melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.
Composto orgânico (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Quando aplicado no solo o composto orgânico fornece macro e micronutrientes, mas também material orgânico estabilizado, propiciando não só a fertilização da cultura, como a melhoria das características físicas e químicas do solo.
O incremento de matéria orgânica contribui para o aumento da CTC (capacidade de troca de cátions), permitindo maior retenção de nutrientes, sejam eles do próprio composto ou de outras fontes, inclusive fertilizantes químicos.
Estes nutrientes retidos vão sendo liberados de forma gradativa para a planta, contribuindo com o aumento da produtividade.
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Além de proporcionar maior retenção de nutrientes e de água no solo (importante para os períodos de estiagem) e dos outros benefícios já citados, a aplicação de composto orgânico contribui ainda para maior disponibilização de fósforo para as plantas.
A disponibilização do fósforo é um fator muito importante, visto que ele apresenta grande interação com o solo, podendo ser fixado e por isso, não fica disponível para as plantas.
Porém, na presença dos ácidos orgânicos produzidos no processo de decomposição da matéria orgânica, ocorre uma competição pelos sítios de adsorção, deixando este nutriente disponível para as plantas absorverem.
Outro aspecto importante é que a utilização de composto orgânico favorece a atividade biológica do solo, que consiste principalmente de microrganismos que realizam diversas funções essenciais para o funcionamento do solo.
Os microrganismos decompõem a matéria orgânica, liberam nutrientes em formas disponíveis às plantas e degradam substâncias tóxicas.
Além disso, eles formam associações simbióticas com raízes de plantas, atuam no controle biológico de patógenos, influenciam na solubilização de minerais e contribuem para a estruturação e agregação do solo. Dessa forma, sendo extremamente desejáveis.
Os benefícios da aplicação do composto orgânico como um componente da adubação do solo podem ser visualmente notados pela observação do vigor das plantas em uma gleba submetida a este tipo de tratamento.
Para comprovar isso, trouxemos duas fotografias de uma lavoura cultivar Mundo Novo, em que foi realizada a aplicação de composto orgânico. Observem o ótimo vigor e enfolhamento das plantas!
Lavoura com a aplicação de composto orgânico. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
Lavoura com a aplicação de composto orgânico. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
O composto orgânico é produzido através da compostagem. A compostagem é um processo de degradação controlada de materiais orgânicos na presença de oxigênio, mediante uma relação adequada de carbono e nitrogênio.
Ao final do processo os nutrientes são convertidos em formas mais disponíveis para as plantas, podendo ser observado aumento no teor de N, P, K em relação aos materiais adicionados inicialmente na leira (COSTA et al., 2015). Durante a estabilização do material orgânico em substâncias húmicas há a formação de um produto mais estável, o composto, com propriedades diferentes do material que lhe deu origem.
A compostagem pode ser conduzida com a utilização de diversos tipos de materiais orgânicos.
Na maioria das vezes o processo é conduzido utilizando resíduos como: restos de alimentos crus, dejetos de animais, folhas secas, serragem ou maravalha, palha de milho, palha de trigo, palha de café, bagaço de cana, subprodutos da indústria cervejeira, resíduos de matadouro, entre outros (LACERDA; SILVA, 2014). O que vai variar é a quantidade de cada um destes materiais, conforme a quantidade de carbono e nitrogênio de cada um.
De forma geral os materiais orgânicos podem ser divididos em nitrogenados e carbonáceos, é a relação carbono nitrogênio (C/N) que indica se um material é rico em carbono ou em nitrogênio.
Os materiais nitrogenados são aqueles que em sua composição tem uma quantidade de nitrogênio maior que de carbono orgânico, ou seja, uma menor relação carbono nitrogênio (C/N). Já os materiais carbonáceos são aqueles que apresentam uma maior relação carbono nitrogênio.
Na tabela abaixo são listados alguns resíduos ricos em carbono e em nitrogênio.
Classificação de alguns resíduos orgânicos
A quantidade de carbono e de nitrogênio ideal para se iniciar um processo de compostagem é entre 25/1 a 35/1 (KHIEL,2001). Esta relação supre as necessidades dos microrganismos para iniciar o processo de decomposição.
Para estabelecer uma relação C/N adequada, é necessário dosar a quantidade de resíduos nitrogenados e carbonáceos de acordo com as características de cada material. Em termos práticos, uma leira deve composta por 3 partes de resíduo carbonáceo para 1 parte de resíduo nitrogenado.
Para iniciar o processo de compostagem, além de verificar os tipos de materiais disponíveis deve-se atentar também para a montagem das leiras. Leiras são formas de acondicionar os resíduos para iniciar a compostagem.
Existem diferentes métodos de compostagem, o mais simples é o método windrow, conhecido também como leiras reviradas (PEREIRA NETO, 2007).
Este método consiste em acondicionar a mistura de resíduos em leiras e revirá-las periodicamente para garantir a presença de oxigênio, fundamental para que o processo ocorra de forma correta.
Os tipos de leira mais comumente utilizados são piramidal, trapezoidal e cônico. Em compostagem de grande escala as leiras piramidais e trapezoidais são as mais indicadas.
Independentemente do tipo de leira escolhida recomenda-se montá-la a uma altura de até 1,5m. Pilhas muito altas podem ocasionar a compactação do material, prejudicando o fluxo de ar. Pilhas muito baixas prejudicam a manutenção da temperatura, perdendo calor para o meio. A largura e o comprimento são variáveis.

A compostagem é um processo biológico e aeróbio, influenciado por fatores como a natureza dos microrganismos, umidade, aeração, temperatura e relação carbono nitrogênio(C/N) (Kiehl,2001).
Os microrganismos responsáveis pelo processo dependem de condições específicas para sobreviverem e realizarem o seu “trabalho”, condições estas:
Parâmetros ideias para a condução do processo de compostagem.
No dia a dia do processo, a temperatura deve ser medida diariamente, em pontos diferentes da leira. O reviramento garante a presença de oxigênio e deve ser feito no mínimo uma vez por semana ou sempre que a temperatura foi maior que 65°C.
A umidade deve ser verificada e corrigida sempre que necessário, para verificar se está adequada aperte um pouco de composto na mão, ele deve estar igual ao da próxima imagem. Se escorrer está úmido demais, se esfarelar precisa de mais água.
Método de verificação da umidade da leira. Observe que após ser apertado na mão o material manteve o formato dos dedos sem escorrer, esta é uma boa condição de umidade da leira. (Foto: Ana Elisa Daher)
O tempo necessário para produção do composto orgânico varia conforme as características dos materiais que compõem a leira, dependendo da relação C/N inicial, do teor de nitrogênio dos resíduos, do tamanho das partículas, da aeração e do número e frequência dos reviramentos, podendo durar até 120 dias.
O processo de compostagem pode ser subdividido de forma simplificada em duas fases:
A fase ativa (biodegradação rápida) caracteriza o início do processo onde se tem grande quantidade de nutrientes (nitrogênio) e energia (carbono) para serem consumidos pelos microrganismos e convertidos em dióxido de carbono, calor, água e composto.
Devido à alta atividade bacteriana a característica principal desta etapa é o aumento da temperatura. O fim da fase de degradação ativa é indicado pela redução da temperatura, à medida que os materiais vão sendo degradados e a taxa de atividade microbiana vai sendo reduzida, conforme o gráfico a seguir.
Exemplo da evolução da temperatura em uma leira de compostagem. Fonte: Fernandes; Silva, 1996.
Após a faixa de biodegradação rápida ocorre a fase maturação do composto, quando a maior parte da matéria orgânica já foi estabilizada/degradada.
Nesta etapa não é necessário o reviramento periódico, este é usado apenas quando for observado aumento de temperatura da pilha, ou quando houver formação de maus odores. A umidade nesta fase deve ser mantida entre 45 a 50%.
Após a fase de maturação o composto está pronto para ser aplicado no solo.
O processo de compostagem promove a bioconversão dos nutrientes presentes nos materiais orgânicos, transformando-os da forma orgânica (não assimilável pela planta) para a forma mineral (disponível para a planta).
Além da mineralização dos nutrientes contidos, ocorre ainda a imobilização do material orgânico (ECKHARDT et al., 2018).
Um estudo conduzido por Eckhardt e colaboradores (2018) comparando a taxa de mineralização de N, P, K no solo pela aplicação de fertilizantes orgânicos e resíduos de bovinos de corte e de leite in natura mostrou que as fezes de bovino de leite aplicadas diretamente no solo imobilizaram nitrogênio do mesmo, ao passo que o composto orgânico produzido com fezes de bovino de corte e palha obteve a maior taxa de disponibilização de nitrogênio entre os fertilizantes analisados.
O estudo realizado por Silva (2019) com o objetivo de avaliar o vigor de cafeeiros submetidos a diferentes práticas de manejo visando atenuar os efeitos da escassez hídrica, mostrou que a utilização do composto orgânico no manejo proporcionou incremento no solo de vários nutrientes, com destaque para o fósforo, em que foi superior a todos os outros manejos utilizados, como mostra o gráfico abaixo.
Dessa forma, salientando, sobre os diversos benefícios proporcionados pela utilização de composto orgânico, desde melhora na retenção de água no solo, até mesmo no fornecimento de nutrientes, destacando o fósforo que é um nutriente com grande interação no solo.
Barras seguidas de mesma letra não diferem entre si a 5% de probabilidade pelo teste Scott-Knott. Fonte: Silva (2019).
Portanto, são nítidos os benefícios químicos, físicos e biológicos ao solo com a utilização de composto orgânico. Refletindo assim em melhores condições para o crescimento e desenvolvimento das plantas, e, consequentemente acarretando em melhores resultados para a cultura.
A compostagem é um processo que pode ser realizado na própria fazenda, e em muitos casos com resíduos que ela mesma produz, reduzindo assim custo de produção desse material orgânico.
Para a realização do processo, é importante estar atento aos aspectos citados anteriormente, como: a quantidade de resíduos nitrogenados e carbonáceos, altura da leira, umidade, temperatura e presença de oxigênio (revirar a leira), para que o processo ocorra de forma adequada e se produza um composto orgânico de qualidade.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
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]]>O post Irrigação na cultura de café: como manejar para uniformização da florada? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em agosto de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar sobre irrigação na cultura de café. O palestrante foi Alexandre Mudrik, mestre em recursos hídricos com 15 anos de experiência em gestão de irrigação. Durante a transmissão, Mudrik discutiu sobre a viabilidade econômica do negócio e sobre o manejo da uniformização da florada.
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]]>O post Mancha anular do cafeeiro: sintomas, principais danos e como controlar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Esse ácaro também é conhecido como uma séria praga na cultura dos citros, recebendo o nome vulgar de ácaro-da-leprose, por ser transmissor do vírus que causa essa doença.
Dessa forma, Brevipalpus phoenicis é uma praga polífaga, não infestando apenas a cultura do café.
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As fêmeas medem cerca de 0,30 mm de comprimento e 0,18 mm de largura, com manchas escuras no dorso. Os machos são semelhantes às fêmeas, no entanto, não apresentam as manchas escuras sobre o corpo.
Nas folhas do cafeeiro os ácaros localizam-se na parte inferior, próximos às nervuras, principalmente a central. Já nos frutos, os ácaros e seus ovos são encontrados preferencialmente na coroa e no pedúnculo, e também em fendas ou lesões com aspecto de cortiça na casca dos frutos (REIS, 2000).
O ciclo de vida de B. phoenicis é constituído pelas fases de ovo, larva, protoninfa, deutoninfa e adulto, e pode durar cerca de 18 dias, dependendo das condições climáticas.
Os sintomas da mancha anular podem aparecer em folhas e frutos do cafeeiro.
Nas folhas, são observadas manchas cloróticas, que tomam a forma de anel, podendo coalescer, abrangendo grande parte do limbo.
Nos frutos, os sintomas são manchas amareladas em forma de anéis ou irregularidades deprimidas.

Folhas de cafeeiro com sintomas do vírus inoculado pelo ácaro da mancha anular (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Frutos de cafeeiro com sintomas do vírus inoculado pelo ácaro da mancha anular (Foto: Luiz Paulo Vilela)
A incidência do ácaro da leprose pode acarretar em intensa desfolha, reduzindo significativamente a fotossíntese das plantas, dessa forma, podendo afetar na produtividade do cafeeiro.
Pelo fato do ataque do ácaro se concentrar mais na parte interna da planta, com uma desfolha de dentro para fora do cafeeiro, denomina-se “planta-oca”.
Também pode ocorrer queda acentuada de frutos, acarretando em aumento do café de varrição e interferência na qualidade da bebida.
Além disso, é importante destacar que após o ataque do ácaro os frutos ficam dispostos a entrada de microrganismos, como por exemplo:
Ou mesmo, a raspagem feita pelo ácaro nas folhas, podem facilitar a entrada de doenças no cafeeiro.
Após detectada a incidência do vírus da mancha anular nas lavouras, recomenda-se o controle do ácaro, visto que, esse inseto é o vetor do vírus, e na sua ausência não há a transmissão da doença.
O controle pode ser feito através da utilização dos ingredientes ativos: Hexythiazox, Espirodiclofeno e Propargito, pertencente aos grupos químicos: tiazolidinacarboxamida, cetoenol e sulfito de alquila, que são registrados para o ácaro da mancha anular na cultura do café.
Podem ser utilizados também outros acaricidas registrados para o controle desse inseto vetor, salientando a importância de se rotacionar o modo de ação dos inseticidas utilizados, com o intuito de evitar a ocorrência de resistência.
Para a pulverização, é recomendado a utilização de um maior volume de calda, a partir de 600 L/ha, de acordo com o porte e enfolhamento das plantas. Também, recomenda-se andar com menor velocidade no trator a fim de que a calda atinja o interior das plantas. Sendo recomendada pelo menos duas aplicações para o controle do ácaro.
Além disso, é importante o uso racional de inseticidas que possam afetar a população de ácaros predadores, visando evitar desequilíbrios nas populações.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>O post Onde realizar a adubação do cafeeiro? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Esses prejuízos podem ser, desde a queima do coleto de plantas ou até mesmo a não absorção desses nutrientes pelas plantas, afetando assim a produtividade da cultura. Dessa forma, o local onde o adubo está sendo colocado é item importante no manejo da cultura.
Em algumas propriedades a adubação é realizada apenas de um lado do cafeeiro, alternando linhas na entrada da adubadora. Já em outras propriedades, a adubação é feita dos dois lados da planta. Mas, e essa prática, deve ser feita de um lado ou dos dois lados da planta?
Resultados de estudo feito pela Procafé, comparando modos de adubação do cafeeiro mostraram que houve maior produtividade média, considerando 5 safras, quando se adubou na projeção da saia, dos dois lados da planta.
Dessa forma, mostrando a importância de se adubar dos dois lados da planta, colocando assim o adubo mais próximo as raízes do cafeeiro, para que ele possa absorver.

Produção média anual de cinco safras em cafeeiros sob diferentes modos de adubação. Martins Soares-MG. 2001.
Por isso, quando nos referimos a adubação mecanizada, o adubo deve ser colocado dos dois lados do cafeeiro, na projeção da saia, conforme mostrado no estudo, em que esse tipo de adubação proporcionou maior incremento na produtividade, se comparado aos outros modos de adubação.
Nesse sentido, quando nos referimos a adubação mecanizada, é recomendado que a adubadora entre em todas as entrelinhas da lavoura e realize a adubação em ambos os lados da planta.

Adubação na projeção da saia do cafeeiro. (Foto: Rehagro).
Nas adubações em lavouras manuais, quando possível, é recomendado que seja realizado em ambos os lados também, no entanto, em muitos casos onde as propriedades apresentam uma declividade muito acentuada, dificultando assim a realização da prática, e/ou não se possui mão de obra suficiente para a realização da adubação no período correto, pode ser realizada a adubação de um lado só do cafeeiro, sendo feito no lado de cima das plantas.
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]]>O post Fósforo no café: importância de aplicação, sintomas de deficiência e recomendação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A absorção de P é feita por difusão, que é caracterizada pelo movimento de íons em direção a raiz, em virtude do gradiente de concentração gerado na superfície radicular. O fósforo pode ser absorvido pelas formas: HPO42- e H2PO4– sendo esta última mais absorvida.

Devido aos solos brasileiros serem altamente intemperizados (argila 1:1) e com elevados teores de óxidos de ferro e alumínio, ocorre elevada fixação do fósforo no solo, dessa forma, o solo tem papel de dreno de fósforo, não deixando esse nutriente disponível para absorção pelas plantas.
Os sintomas de deficiência de fósforo aparecem inicialmente em folhas velhas, devido a mobilidade desse nutriente.
É caracterizado por folhas verdes e sem brilho, podem amarelecer e apresentar grandes manchas pardas ou violáceas na ponta e no meio.

A deficiência de fósforo resulta em diminuição na produção de ATP e NADPH, menor carboxilação e regeneração da RuBP, comprometendo assim a atividade fotossintética das plantas.
Para recomendação de adubação com fósforo em lavouras de café:
Para elevar o nível de fósforo no solo, calcula-se com base na tabela de Souza et al. (2007). Variando a quantidade de P2O5 com base no teor de argila e no extrator utilizado.
Tabela 1. Valores do fator CT (capacidade tampão de fósforo) para estimar a dose do adubo fosfatado, em função do teor de argila no solo, para os métodos de Mehlich 1 e resina.

Adaptado de Souza et al., 2007.
Dessa forma, se um solo possui 40% de argila, e for utilizado o extrator Mehlich 1 é necessário utilizar 30 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo.
Já se o extrator for resina, e o solo possuir o mesmo teor de argila de 40%, é necessário utilizar 14 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo.
** Quero atingir 25 mg/dm3 no solo e tenho 18 mg/ dm3:
25 mg/dm3 (quero atingir) – 18 mg/ dm3 (tenho no solo) = 7 mg/ dm3 (preciso aumentar 7 mg/ dm3 ).
De acordo com a tabela utilizando o extrator Mehlich 1 é necessário utilizar 30 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo, então:
Elevar 1 mg/dm3 ______ 30 kg P2O5/ha
Elevar 7 mg/ dm3 ______ X
X= 210 kg P2O5/ha
** Dessa forma, é necessário 210 kg de P2O5/ha
Se a fonte utilizada for o Superfosfato simples, que contém 18% de P2O5 :
100 kg de SS _____ 18 kg de P2O5
X _____ 210 kg de P2O5
X = 1.166,6 kg de superfosfato simples
X= 1,16 toneladas
** Quero atingir 40 mg/dm3 no solo e tenho 29 mg/ dm3:
40 mg/dm3 (quero atingir) – 29 mg/ dm3 (tenho no solo) = 11 mg/ dm3 (preciso aumentar 11 mg/ dm3 ).
De acordo com a tabela utilizando o extrator Resina é necessário utilizar 14 kg P2O5/ha para elevar 1 mg/dm3 de fósforo, então:
Elevar 1 mg/dm3 ______ 14 kg P2O5/ha
Elevar 11 mg/ dm3 ______ X
X= 154 kg P2O5/ha
** Dessa forma, é necessário 154 kg de P2O5/ha
Se a fonte utilizada for o MAP, que contém 48% de P2O5 :
100 kg de MAP _____ 48 kg de P2O5
X _____ 154 kg de P2O5
X= 320,8 kg de MAP
X =0,32 toneladas
Tabela 2. Fontes de fertilizantes fosfatados que podem ser utilizados:

Estudos sugerem a relação da matéria orgânica com a diminuição da adsorção de fósforo no solo, devido a liberação de ácidos que competem com os sítios de adsorção de P (Haynes, 1984).
Uma vez que, os ácidos possuem cargas negativas, que competem com os fosfatos, aumentando assim a disponibilidade de P para as plantas.
A diferença entre os extratores Mehlich 1 e Resina é que o método de Mehlich 1 (ácido clorídrico + ácido sulfúrico) utiliza um extrator fortemente ácido, dessa forma, esse método pode extrair o fósforo ligado ao cálcio, que não está disponível para as plantas. Por isso, solos adubados com fosfatos de baixa solubilidade, como fosfatos naturais, e com a utilização desses extratores ácidos pode extrair quantidades de fósforo superiores àquelas consideradas disponíveis. Além disso, em solos argilosos, esse mesmo extrator, pode subestimar os valores de P disponíveis, apresentando valores menores devido ao fato de os extratores serem mais desgastados nesses solos, quando comparados aos solos arenosos (Novais & Kamprath, 1979; Muniz at el., 1987).
Já o extrator Resina fundamenta-se na premissa de simular o comportamento do sistema radicular das plantas na absorção de fósforo do solo (Raij, 1978). Esse processo gera a adsorção de P na solução nas cargas positivas da resina e, como consequência, há a remoção do P adsorvido na superfície das partículas do solo. Dessa forma, a resina não superestima a disponibilidade de P em solos tratados com fosfatos naturais, como ocorre com os extratores ácidos.
Este trabalho mostra a eficiência do extrator resina.
Tabela 3. Comparação de métodos 70 trabalhos (Silva e Raij, 1999)

Fonte: RAIJ
Este trabalho mostra o comportamento dos extratores em 4 experimentos de calagem, sendo observado o extrator resina mais sensível que o extrator mehlich 1, que não apresentou diferenças estatísticas.
Tabela 4. P no solo em experimento de calagem – com soja – Ribeirão Preto SP.

Fonte: RAIJ
A aplicação do adubo fosfatado é realizada normalmente nos meses de outubro e novembro. No entanto, quando necessária a prática da calagem nos solos, deve-se ficar atento com a aplicação desse fertilizante.
Por isso, quando possível é recomendada antecipadamente a aplicação de calcário nos meses de abril/maio, para que no inicio da safra, setembro e outubro, possa ser aplicado sem problemas.
Deve-se aproveitar o período de plantio para aplicação do fósforo no sulco, isso porque esse nutriente apresenta grande interação com o solo, dessa forma, nessa fase é importante sua colocação próxima as raízes do cafeeiro, pois por ser uma cultura perene, dificilmente terá outra oportunidade de coloca-lo neste local.
Para essa aplicação, é importante ter o cuidado somente com a aplicação do adubo fosfatado com o calcário, devido a sua complexação acarretar em indisponibilidade as plantas.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>O post Centenas de cultivares de café: qual plantar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em novembro de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar sobre centenas de cultivares de café. O palestrante foi Vinicius Andrade, Engenheiro Agrônomo pela UFLA, Doutor em genética e melhoramento de plantas pela IAC e Consultor em Cafeicultura e Pesquisador do Rehagro.
O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.
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]]>O post Lavoura de café: 6 principais pontos na implantação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ela é uma etapa extremamente importante, cujo planejamento e boa execução podem determinar o sucesso da sua produção.
O investimento inicial é alto e, por ser uma cultura perene, é uma lavoura que irá permanecer no campo por muitos anos.
Dessa forma, uma decisão errada mostrará seus reflexos por mais tempo, ao contrário do que acontece em culturas anuais.
Veja os 6 principais pontos que merecem sua atenção para garantir melhores condições de crescimento para o cafeeiro e maior produtividade.
Para a escolha da cultivar, devem ser analisadas algumas de suas características, como: o período de maturação de cada uma delas, sua proporção na fazenda, adaptação à região, resistência às doenças e possibilidade de mecanização.
Elas podem ser produzidas ou compradas de viveiros idôneos, lembrando que devem sempre ser levadas ao campo mudas vigorosas, sadias e com sistema radicular bem desenvolvido, a fim de proporcionar um maior volume de solo explorado, com maior absorção de água e nutrientes para superar as adversidades e o período de adaptação no campo.
A correção da fertilidade do solo é uma etapa crítica no manejo do cafeeiro e deve ser realizada cuidadosamente nas áreas de implantação, uma vez que a falta de nutrientes prejudica a produtividade e qualidade do café.
O calcário corrige o pH do solo, que influencia a disponibilidade dos nutrientes para as plantas, e fornece cálcio, que é importante na formação da parede celular das células.
Recomenda-se sua incorporação em maiores profundidades, como no mínimo 40 cm, já que o cafeeiro desenvolve o sistema radicular em camadas mais profundas: podem ser encontradas raízes de 2 metros de profundidade.
Como a cultura permanecerá no campo por muitos anos, um bom preparo do solo também é um ponto fundamental.
Práticas como aragem, gradagem e subsolagem reduzem a compactação do solo, desmembram torrões e proporcionam melhores condições para o desenvolvimento das plantas.

Subsolagem e gradagem do solo (Fonte: Diego Baquião)
O alinhamento do sulco deve ser feito corretamente para que seja realizado um plantio centralizado, evitando problemas posteriores, como, por exemplo, durante a colheita.

Fonte: Diego Baquião
No preparo do sulco de plantio, é recomendada a adição de:

Calagem no sulco de plantio (Fonte: Diego Baquião)
Fornecimento de esterco e gesso no sulco de plantio (Fonte: Diego Baquião)
Atenção para a época de plantio! Os meses de outubro e novembro, início do período chuvoso, normalmente apresentam melhores condições para o plantio, uma vez que proporcionam maior disponibilidade de água para o desenvolvimento das plantas, como observado nas fotos abaixo.
Em plantios mais tardios, há menor quantidade de chuvas e as plantas terão menor tempo de adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica, o que compromete seu desenvolvimento.

Plantio de café realizado em 18 de fevereiro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

Plantio de café realizado em 19 de dezembro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

Plantio de café realizado em 31 de outubro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)
E então? Pronto para implantar sua lavoura?
Se sua resposta é SIM, segue mais uma dica pra você começar a colocar a mão na massa!
Uma estratégia sensacional usada no manejo dos cafeeiros em formação é a utilização da Braquiária na entrelinha do café, que funciona como quebra-ventos e traz outros inúmeros benefícios, como a manutenção da umidade do solo, diminuição do risco de erosão e do uso de herbicidas, além de ser eficaz no controle de plantas daninhas.
E lembre-se: conhecer a fundo o manejo de todo o processo produtivo do café é fundamental.
Leia também sobre como identificar as principais doenças que podem acometer o cafeeiro e fique de olho!
Sucesso na produção!
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>O post Manejo de plantas daninhas no cafeeiro: como realizar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Indiretamente, elas também podem prejudicar as plantas cultivadas, por meio da exsudação de substancias alopáticas (tóxicas) ou por serem hospedeiras de pragas e doenças.
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Na cultura do café é comum encontrar as plantas daninhas:
Recentemente um sério problema que é agravante no manejo de plantas daninhas, são as plantas daninhas resistentes aos principais herbicidas utilizados.
Nesse sentido, das plantas anteriormente citadas, o capim amargoso e buva se destacam com resistência pronunciada a diversos herbicidas utilizados na cafeicultura, dificultando assim seu manejo. Aliado a isto, as espécies do gênero Ipomoea e a espécie Commelina benghalensis possuem grande tolerância ao herbicida glifosato, um dos herbicidas mais utilizados na cafeicultura.
Diversos trabalhos relacionam perdas no crescimento do cafeeiro quando em competição com plantas daninhas. Neste sentido, Ronchi et al. (2003) verificaram interferência severa no conteúdo relativo de macro e micronutrientes na parte aérea de plantas de café quando em competição com B. pilosa.
Também, plantas de café que conviveram com o Capim marmelada (U. plantaginea) tiveram suas características de crescimento reduzidas, como altura, índice de área foliar e diâmetro do coleto, principalmente em maiores densidades desta planta (FIALHO et al., 2011).
Dessa forma, a interferência das plantas daninhas resulta em diminuição do teor de nutrientes nas folhas, menor crescimento e consequentemente, menor produção do cafeeiro (RONCHI et al., 2003; FIALHO et al., 2011; DIAS, ALVES & LEMES, 2009).
Portanto, é necessário que se realize o manejo dessas plantas invasoras, a fim de que as mesmas não exerçam competição com a cultura. Para tal, existem diversos métodos de controle, dentre eles: o manejo preventivo, o controle cultural, o controle mecânico, o controle físico, o controle biológico e o controle químico.
O manejo preventivo de plantas daninhas consiste no uso de práticas que visam evitar a introdução, estabelecimento e/ou a disseminação de determinadas espécies em áreas ainda não infestadas por elas.
Neste sentido, práticas como a limpeza de máquinas e implementos que serão utilizados na área, são medidas essenciais para evitar a disseminação das mesmas.
O controle cultural consiste no uso de práticas que favoreçam o desenvolvimento da cultura em detrimento da planta daninha.
Como exemplo, tem-se a utilização do capim braquiária na entrelinha do cafeeiro, visto que, além de suprimir o crescimento de outras plantas daninhas na rua do cafeeiro, também reduzem o risco de erosão do solo, aumentam o teor de matéria orgânica do mesmo, reduzem a amplitude térmica do solo, e, em lavouras novas podem ser utilizados como quebra ventos.
As espécies de capim braquiária mais indicadas para o plantio em consórcio nas entrelinhas do cafeeiro são: Urochloa decumbens e Urochloa ruziziensis. A espécie Urochloa brizantha (braquiarão) não é muito indicada devido seu crescimento entouceirado não cobrir totalmente o terreno e dificultar o manejo de varrição.
Esse manejo com o capim braquiária, acarreta em redução do uso de herbicidas, isso porque o controle químico será realizado apenas na linha de plantio (projeção da “saia” do cafeeiro), e o capim braquiária na entrelinha do cafeeiro será manejo por meio de roçadas (controle mecânico).
Preconiza-se a roçada antecedendo o florescimento desta gramínea, visando a manutenção do banco de sementes do solo e também para que não ocorra a germinação de sementes próximas ao cafeeiro.
O controle mecânico consiste no uso de práticas de eliminação de plantas por meio do efeito mecânico.
Como exemplo, tem-se a capina manual, as roçadas, sejam elas manuais ou mecanizadas. Aliado a isto, tem-se como forma mecânica de se manejar plantas daninhas o uso de grades e arados.
O controle físico de plantas daninhas em cafeeiros consiste no uso de técnicas que impliquem no impedimento físico ao crescimento/germinação das plantas daninhas.
Práticas como a utilização de restos vegetais ou coberturas não vivas no solo são recorrentemente utilizadas em cultivos cafeeiros.
Como exemplo de controle físico, tem-se a utilização de cobertura morta, com restos vegetais do Capim braquiária (palhada) ou mesmo a utilização de casca de café em cobertura. Salienta-se que, os restos culturais de qualquer planta de cobertura consorciada na entrelinha do cafeeiro, quando manejadas corretamente, podem servir como medida física de controle.
Além disso, o filme de polietileno também é considerado um controle físico, conhecida como Mulching, que já é amplamente utilizada na horticultura, e tem sido empregado em algumas áreas no cultivo do café.
Trabalhos como os de Castanheira (2018) e Voltolini (2019) relatam das vantagens desta tecnologia para a otimização do manejo das plantas daninhas e também dos recursos essenciais ao desenvolvimento do cafeeiro, como água e nutrientes.
Esta forma de controle se dá com a utilização de agentes biológicos para erradicar plantas indesejadas, no entanto, a aplicabilidade deste método ainda é um entrave.
Neste sentido, também a alelopatia é considerada uma forma de controle biológico, que consiste na inibição química exercida devido a liberação de compostos de uma planta, esteja ela viva ou morta, sobre a germinação ou desenvolvimento de outras plantas.
A integração com animais também pode ser alternativa para o controle das plantas daninhas por meio do pastoreio.
O controle químico se dá por meio da utilização de herbicidas, visando o controle das plantas daninhas. Esse método é amplamente utilizado, devido a sua eficácia, custo reduzido, facilidade de aquisição dos produtos e também por existirem moléculas seletivas ao cafeeiro.
Existem diversos mecanismos de ação dos herbicidas, dentre eles: inibidores de ACCase, inibidores de ALS, inibidores de EPSPs, mimetizadores de auxina, inibidores do FS I, inibidores do FS II, inibidores da PROTOX, inibidores da biossíntese de carotenoides, inibidores do arranjo de microtúbulos e inibidores da síntese de ácidos graxos de cadeia muito longa, que devem ser utilizados de acordo com as plantas daninhas presentes na área.
Em cafeeiros, a maior utilização se dá com os inibidores de EPSPs, com o uso do Glyphosate. Outra alternativa são os inibidores da ACCase, que atuam exercendo controle sobre as plantas daninhas monocotiledôneas e são seletivas ao cafeeiro.
Outro mecanismo de ação que apresenta moderada seletividade às plantas de cafeeiro são os inibidores da ALS, que também são eficientes no controle das plantas daninhas (eudicotiledôneas).
Para o manejo de plantas daninhas em cafeeiros é importante que se faça o manejo integrado, que contempla a combinação dos métodos citados anteriormente, capazes de manter o cafeeiro livre de competição, e além disso, reduzir o impacto ambiental negativo.
Um exemplo de sucesso no manejo integrado de plantas daninhas em cafeeiros é a consorciação com o capim braquiária, que é uma medida de controle cultural. Contudo, por meio da roçada (manejo mecânico), os restos culturais são depositados nas linhas de café, exercendo controle físico sobre a germinação das plantas daninhas.
Aliado a isto, o manejo correto é preconizado com a utilização de herbicidas para fazer a “trilhação” da lavoura, ou seja, manter a linha “no limpo”. Alguns trabalhos relatam da ocorrência de exsudação de composto das raízes do capim braquiária que atuam inibindo o crescimento de algumas plantas daninhas.
Portanto, para o sucesso no manejo das plantas daninhas em cafeeiros é essencial a adoção destas medidas de controle e principalmente a tomada de decisões de escolha por estratégias de sucesso como o uso de capim braquiária nas entrelinhas do cafeeiro.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>O post Importância do café no Brasil: cenário e produção apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Além disso, o país se destaca como maior exportador desse produto, resultando assim em grande importância para o país. Atualmente, o café é relevante fonte de receita para centenas de município, assim como, grande gerador de empregos no Brasil.
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a cadeia produtiva de café é responsável pela geração de mais de 8 milhões de empregos no País, proporcionado assim renda, acesso a saúde e à educação para os trabalhadores e suas famílias.
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Os estados que apresentam maior participação na produção de cafés são:
Além desses citados, os estados do Paraná, Rio de janeiro, Goiás e Mato Grosso, também apresentam participação nesse cenário, entretanto, a porcentagem é bem menor.
Tabela 1. Estimativa de produção de café dos estados brasileiros realizado em dezembro de 2020 pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento).
De acordo com a CONAB (2020), a área total cultivada no país com café, considerando as espécies Coffea arabica e Coffea canephora, totaliza 2,16 milhões de hectares no ano de 2020, apresentando um aumento de 1,4% em relação a 2019.
Desse total, 316,6 mil hectares (14,7%) estão em formação e 1,84 milhões de hectares, em produção, o que representa 85,3% da área.
Se tratando da espécie C. arabica, a área cultivada somou 1,76 milhões de hectares na safra 2020. Isso representa cerca de 81% da área existente com lavouras de café. Já a espécie C. canephora, a área cultivada estimada é de 401,7 mil hectares (CONAB, 2020).
A produção brasileira de café na safra 2019/2020 foi de 63,08 milhões de sacas beneficiadas. Este número 27,9% superior ao obtido na safra anterior (18/19). Destaca-se que o ano de 2020 foi um ano de bienalidade positiva para o café, ou seja, uma safra de alta produtividade (CONAB, 2020).
O gráfico mostra a produção total de café. Abordamos tanto a espécie Coffea arabica, quanto a espécie Coffea canephora. Os dados mostram a produção desde o ano de 2003 até o ano de 2020, demonstrando os anos de bienalidade positiva (na cor verde) e bienalidade negativa (na cor vinho).

A produtividade média estimada da espécie C. arábica na safra 2020 é de 32,18 sc/ha, representando um incremento de 36% em relação à safra anterior, que apresentou 23,66 sc/ha.
Já se tratando da espécie C. canephora, a produtividade média da safra 2020 foi de 38,78 sc/ha, sendo 6,2% inferior a observada em 2019. Vale destacar, que a espécie C. canephora é mais rústica que o arábica, e por isso possui vantagens. Ela apresenta um ciclo de bienalidade menos intenso, dessa forma apresentando menos variações na produção (CONAB, 2020).
Como já mencionado, as espécies arábica e canephora são diferentes, apresentando assim particularidades cada uma delas. As diferenças são genéticas, morfológicas, nas condições ideais de cultivo, de bebida e etc.
A foto a seguir mostra que visualmente as espécies são diferentes:
Espécies Coffea arabica (esquerda) e Coffea canephora (direita). Foto: Larissa Cocato.
O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, ficando atrás apenas da água.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de café (ABIC), considerando o período de novembro 2019 a outubro de 2020 o país consumiu 21.004.430 sacas/ano. O consumo per-capita de café em grão cru (kg/hab.ano) foi de 6,02, e em grão torrado moído 4,82 (kg/hab.ano). Sendo observado no referido período maior consumo em relação ao período anterior.
Tem crescido também a procura por cafés de melhor qualidade, possivelmente isso é resultado do maior conhecimento sobre cafés, suas características, as diferentes formas de preparo, as diferentes regiões produtoras e, além disso, também é devido ao conhecimento dos benefícios do café a saúde humana.
Dentre os benefícios do consumo de café, podemos citar:
No entanto, destaca-se a importância de um consumo moderado, assim como, seu consumo sem a adição de açúcar.
“A história do café e sua origem: da Etiópia ao Brasil”
“Conheça alguns métodos de preparo de café”

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