cultura do milho Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/cultura-do-milho/ Fri, 20 Jan 2023 13:31:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png cultura do milho Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/cultura-do-milho/ 32 32 Doenças do milho: identificação e como controlar https://blog.rehagro.com.br/identificacao-de-doencas-em-milho/ https://blog.rehagro.com.br/identificacao-de-doencas-em-milho/#respond Fri, 22 Apr 2022 18:00:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7352 A identificação correta de doenças é de suma importância e requer atenção. Nos últimos anos, o custo com inseticida e fungicida no Brasil para o cultivo do milho, chegou à casa dos bilhões de reais! De modo geral, pragas e doenças, se não controladas corretamente, reduzem de forma significativa o volume de produção, acarretando em […]

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A identificação correta de doenças é de suma importância e requer atenção. Nos últimos anos, o custo com inseticida e fungicida no Brasil para o cultivo do milho, chegou à casa dos bilhões de reais!

De modo geral, pragas e doenças, se não controladas corretamente, reduzem de forma significativa o volume de produção, acarretando em prejuízos aos produtores.

 

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Com a identificação desses patógenos, é necessário a adoção de um manejo adequado, que vai desde a escolha da cultivar, baseando-se na qualidade de sementes, até a pós-colheita, avaliando a armazenagem. Tudo isso, visando preservar o investimento que o produtor fez em sua lavoura, bem como toda a safra.

Esse monitoramento vai desde o planejamento, com análise nematológica do solo, por exemplo, especialmente em sistemas de plantio direto, até a identificação correta de doenças em lavouras já implantadas.

No entanto, há muitas doenças e indicativos foliares que, muitas vezes, nos confundem devido às semelhanças entre as que são mais comuns e aquelas que não são tão corriqueiras. Em casos como as pintas anormais que aparecem nas folhas de milho, como identificar corretamente?

Algumas doenças em milho, são até fáceis de identificar, já outras acabam confundindo pela similaridade com os sintomas das mais comuns. E é justamente essa facilidade, que gera confusão quando doenças secundárias compartilham alguma similaridade com as características daquelas mais rotuladas.

Folhas de milho com doença

Talvez, sintomas mais avançados como esses que aparecem nas imagens, não gerem tanta confusão quanto àqueles do início da doença, no aparecimento das primeiras manchas.

De toda forma, você é capaz de diferenciar com segurança sintomas de pinta branca e holcus spot?

Produção de milho no Brasil

Os 3 principais pontos na identificação de doenças no milho

Se você quiser identificar, de maneira eficiente, os sintomas de alguma doença a nível de lavoura, então deve ficar atento a esses três pontos principais:

  1. Conhecer os sintomas e as principais características das doenças, as quais você está em dúvida;
  2. Saber as condições (ambientais) que o patógeno necessita para se desenvolver, afinal, assim é possível fazer um paralelo com a cultura que você está avaliando;
  3. Ter uma perspectiva sobre como os sintomas evoluem a médio prazo (o que é ignorado pela maioria).

Em se tratando de pinta branca e holcus spot, a ideia geral sobre os sintomas é: pequenas manchas circulares de coloração branco-palha. Apenas com essas informações você não conseguirá diferenciá-las.

Diferenças básicas entre a Pinta Branca e Holcus spot

A pinta branca é provocada por uma associação entre os patógenos Phaeosphaeria sp. e Pantoea sp. (um fungo e uma bactéria) que necessitam de temperatura branda para o estabelecimento da doença.

Isso a torna mais comum em lavouras acima de 700m de altitude. Além disso, o aparecimento da doença é mais frequente próximo ao florescimento, com forte evolução na fase reprodutiva da lavoura.

O aumento da severidade dessa doença é favorecido, justamente, pela incidência de dias nublados e alta umidade relativa do ar, afinal, trata-se de um fungo e uma bactéria.

Holcus spot (nome originalmente usado pelos produtores americanos) é uma doença de ocorrência recente no Brasil. Causada pela bactéria Pseudomonas sp., pode aparecer em áreas de maior e menor altitude (já a encontrei em áreas a 500m).

É comum observar o aparecimento dos primeiros sintomas no início da fase vegetativa da cultura do milho, mesmo em condições de tempo ensolarado.

No caso de pragas como o percevejo, os danos causados na fase inicial da cultura podem comprometer severamente a lavoura. Já o Holcus spot, apesar dos sintomas surgirem nas fases iniciais, não existem referências de perdas expressivas por essa doença (pelo menos por enquanto).

Como identificar visualmente a médio prazo?

Imagine que você esteja caminhando em uma lavoura de milho cerca de um mês após o plantio e encontre uma mancha circular de coloração clara, qual doença você supõe ser? E se essa for uma lavoura de segunda safra na região do vale do Araguaia no MT?

Os sintomas iniciais dessas doenças possuem certa similaridade, a coloração típica evolui a partir de uma lesão “encharcada”. No entanto, se você acompanhar em uma perspectiva de médio prazo, é possível notar algumas diferenças na sua evolução.

No caso de pinta branca, a lesão encharcada se torna totalmente preenchida pela coloração branco-palha, e uma vez que ela se forma, não há crescimento da lesão. Também não há nenhum halo ou borda muito evidente na lesão, conforme imagem a seguir:

Lesões da pinta branca em folha

Com Holcus spot, é possível perceber no centro da lesão encharcada, um ponto claro, que cresce até formar a lesão circular. Mesmo nas lesões já formadas, é possível ver um halo de coloração mais clara, que sinaliza seu crescimento.

Com o tempo, a lesão cresce em todo o limite dessa área mais clara. Nas lesões mais velhas é possível notar um bordo amarelo-castanho, como mostra a imagem a seguir:

Lesões por Holcus spot

Os sintomas dessas doenças podem ser confundidos com algo mais?

O sintoma típico (lesão circular branco-palha) também pode ser confundido com a deriva do herbicida dessecante Paraquat. Nesse caso você não observará nenhum tipo de bordo ou halo na lesão, e tomando uma perspectiva sobre a evolução do sintoma não irá observar aumento no número de lesões (elas se formam apenas por ocasião da deriva).

Falando sobre evolução dos sintomas, no caso da pinta branca, a severidade da doença aumenta de maneira bem expressiva, chegando a “tomar conta” da maior parte das folhas do terço médio e superior. Uma severidade dessa dificilmente irá acontecer no caso de Holcus spot.

A identificação de doenças pode ser simples em muitos casos, em outros exigirá uma leitura mais complexa. Um olhar sobre o todo (atento aos três pontos já citados) sempre garantirá um maior nível de assertividade.

E agora que você já sabe identificar corretamente e diferenciar se as manchas nas folhas de milho são de Pinta Branca ou Holcus spot, quantas outras doenças semelhantes você sabe identificar nos demais grãos?

Existem algumas doenças que podem comprometer toda a safra e algumas delas, como a mancha-amarela em trigo, podem causar uma verdadeira epidemia. Em levantamentos a campo, ela foi encontrada em 60% deles. Então, fique por dentro!

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Cigarrinhas e enfezamentos: como reduzir os prejuízos na cultura do milho https://blog.rehagro.com.br/cigarrinhas-e-enfezamentos-como-reduzir-os-prejuizos-na-cultura-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/cigarrinhas-e-enfezamentos-como-reduzir-os-prejuizos-na-cultura-do-milho/#respond Tue, 25 May 2021 14:32:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9325 A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) obteve grande destaque econômico para a cultura do milho devido a sua infestação, principalmente no milho safrinha. Neste Webinar falamos sobre como reduzir os prejuízos causados por essa praga no milho, com o renomado especialista da Embrapa, Sérgio Abud. Aperte o play no vídeo abaixo e assista ao conteúdo de cigarrinhas e […]

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A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) obteve grande destaque econômico para a cultura do milho devido a sua infestação, principalmente no milho safrinha. Neste Webinar falamos sobre como reduzir os prejuízos causados por essa praga no milho, com o renomado especialista da Embrapa, Sérgio Abud. Aperte o play no vídeo abaixo e assista ao conteúdo de cigarrinhas e enfezamentos na íntegra!

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Controle das doenças do milho https://blog.rehagro.com.br/controle-das-doencas-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/controle-das-doencas-do-milho/#respond Thu, 20 May 2021 17:43:32 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9322 Em abril de 2021, transmitimos um Webinar sobre controle das doenças encontradas no milho. Durante a palestra, apresentada pelo especialista Lucas Navarini, falamos do melhor manejo para que o produtor tenha mais facilidade na hora de tomar decisões e, consequentemente, consiga garantir o sucesso da lavoura. Para quem não teve a oportunidade de conferir o […]

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Em abril de 2021, transmitimos um Webinar sobre controle das doenças encontradas no milho. Durante a palestra, apresentada pelo especialista Lucas Navarini, falamos do melhor manejo para que o produtor tenha mais facilidade na hora de tomar decisões e, consequentemente, consiga garantir o sucesso da lavoura.

Para quem não teve a oportunidade de conferir o evento, disponibilizamos o conteúdo na íntegra! Aperte o play no vídeo abaixo e confira!

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Produção de milho no Brasil: produtividade e sustentabilidade da atividade https://blog.rehagro.com.br/producao-de-milho-no-brasil/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-milho-no-brasil/#comments Fri, 18 Dec 2020 12:00:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8696 Neste e-book, falaremos sobre como a produção de milho é considerada estratégica para o alicerce da agricultura brasileira. Este grão compõe diversos sistemas de cultivo do país. As tecnologias empregadas nas regiões produtoras deste cereal, torna a oferta de grãos no mercado brasileiro dinâmica. Além disso, também têm relação direta nos preços das commodities agrícolas […]

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Neste e-book, falaremos sobre como a produção de milho é considerada estratégica para o alicerce da agricultura brasileira. Este grão compõe diversos sistemas de cultivo do país.

As tecnologias empregadas nas regiões produtoras deste cereal, torna a oferta de grãos no mercado brasileiro dinâmica. Além disso, também têm relação direta nos preços das commodities agrícolas e/ou pecuárias que compõem os sistemas produtivos em que o milho está inserido.

produção de milho

Para um cultivo com resultados satisfatórios quanto à produtividade, qualidade do produto, lucros e sustentabilidade da atividade, é preciso maior conhecimento sobre a planta de milho e seu ambiente de produção.

Dentre eles, podemos citar: fisiologia e fenologia da planta, condições climáticas, o momento do plantio, plantas daninhas, pragas e doenças.

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Produção de milho no Brasil

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Monitoramento e controle de percevejos e lagartas na cultura do milho https://blog.rehagro.com.br/monitoramento-e-controle-de-percevejos-e-lagartas-na-cultura-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/monitoramento-e-controle-de-percevejos-e-lagartas-na-cultura-do-milho/#comments Mon, 26 Oct 2020 19:11:34 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8449 Com o crescente aumento no preço de defensivos agrícolas nos últimos anos e com a necessidade de redução de custos de produção, o produtor vem cada vez menos realizando aplicações por calendário, adotando medidas de controle de pragas com uma maior precisão e munidos de parâmetros para tomada de decisão mais acertada possível, visando não […]

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Com o crescente aumento no preço de defensivos agrícolas nos últimos anos e com a necessidade de redução de custos de produção, o produtor vem cada vez menos realizando aplicações por calendário, adotando medidas de controle de pragas com uma maior precisão e munidos de parâmetros para tomada de decisão mais acertada possível, visando não só um recuo nesses custos, mas também a diminuição da quantidade de produtos químicos sendo exposto ao meio ambiente. 

A partir desse critério é possível elencar alguns pontos necessários para chegarmos a esse objetivo:

  • o conhecimento dos insetos pragas que atacam a cultura, tanto em sua biologia quanto hábitos;
  • os métodos de amostragem, para estabelecermos o controle com inseticidas, a partir do nível de controle – NC;
  • conhecimento da tolerância genética da variedade ou híbrido da cultura a ser plantada;
  • controle biológico por meio dos inimigos naturais;
  • quais os danos causados pela praga e quais os melhores inseticidas a serem usados para o controle.

Todos esses fatores são levados em consideração quando se faz o manejo integrado de pragas – MIP.

Monitoramento das pragas

Sendo assim, visando o controle dessas pragas de início de ciclo, devemos iniciar considerando qual a cultura ou quais as culturas que haviam anteriormente na área, seja na safra verão ou na segunda safra.

No período de entre safra alguns insetos possuem a capacidade de reduzir seu metabolismo para proporcionar um menor gasto de energia, alongando assim as suas fases até que as condições fiquem propícias para a reprodução, esse período é conhecido como diapausa.

Dessa forma devemos realizar amostragens nas áreas pré-dessecação para verificar a necessidade de uso de inseticidas e essa preocupação aumenta se a densidade populacional da praga já foi alta na cultura anterior. 

Percevejos (Euschistus heros e Dichelops sp.)

Podemos optar pelo uso de inseticidas após a germinação das plantas, no caso do milho que sofre muito com ataque de percevejo barriga verde e o marrom (Dichelops sp. e Euschistus heros respectivamente), pois com a sucção da seiva a toxina é injetada na planta, que se torna raquítica e emite perfilhos não produtivos.

O tratamento de sementes tem um efeito de aproximadamente 20 dias, porém com uma densidade populacional da praga muito alta, há a redução do estande e produtividade da mesma forma.

Assim a alta densidade pode justificar-se na segunda safra por termos tido uma infestação no final do ciclo da soja, e no milho verão podemos justificar pela presença de plantas daninhas hospedeiras, como a trapoeraba (Commelina sp.), Capim carrapicho (Cenchrus echinatus), Malva (Sida cordifolia) e também em áreas onde tínhamos trigo anteriormente.

Recomenda-se levantar por meio da amostragem a quantidade de percevejos por metro e realizar a aplicação de Tiametoxam+Lambda cialotrina caso exceda o NC.

Sendo assim devemos realizar amostragens considerando um nível de controle acima de 0,8 por m², no caso de aplicações de inseticidas em V1, segundo Duarte 2015 e consideramos 2 até V3 (Gassen, 1996) onde ainda é possível evitar danos na produtividade.

Já no caso de amostragens na pré-dessecação ou pré-plantio podemos utilizar de iscas com grãos de soja umedecidos. As iscas devem ser distribuídas em número de para cada talhão, cerca de 250 gramas do grão umedecidos e acrescentados ½ colher de chá de sal de cozinha.

A partir da conferência das amostras podemos ter uma ideia da população de percevejos na área, recomendando-se o uso de tratamento de sementes quando 3 a 4 iscas apresentarem percevejos, e a aplicação quando 5 ou mais iscas apresentarem percevejos (Bianco 2005).

Controle de percevejo de barriga verde em planta de milho.

Percevejo barriga verde em plantas de milho – Fonte: Arquivo pessoal

Lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda)

Outra praga bastante comum no início do estabelecimento da cultura do milho é a lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) com hábito de lagarta rosca. Essas lagartas geralmente de 5° instar causam problemas na fase inicial da cultura do milho, podendo alimentar de plântulas jovens e causando redução de estande, apesar do ponto de crescimento da planta não ser afetado há uma grande redução no desenvolvimento da planta, abre uma entrada para patógenos.

Além disso o tratamento de sementes e a proteína Bt nesses casos não oferece um controle efetivo, pois lagartas já nesses instares são dificilmente controladas por meio dessas ferramentas de manejo, necessitando-se assim um monitoramento na pré dessecação, principalmente em áreas com plantas “tigueras” de milho e com plantas daninhas que oferecem abrigo para a Spodoptera, que assim permanece à espera da próxima safra.

Da mesma forma em que o percevejo, o recomendado é se atentar ao histórico da área em relação à praga e qual cultura antecedeu o cultivo do milho a ser plantado, e tomar a decisão de aplicação de piretróides, clorpirifós ou carbamatos no início da cultura, com essa aplicação, visando a Spodoptera, temos como adicional o efeito sobre a lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus), que causa o “coração morto”.

Outro ponto bastante interessante é a realização da dessecação antecipada, em áreas que o regime de chuvas permite, para que haja a retirada de hospedeiros alternativos para a praga. Esse tipo de dessecação pode auxiliar no controle não só da lagarta do cartucho como também a lagarta rosca (Agrotis ipsilon) e até mesmo os percevejos.

Postura e lagartas em 3º instar de Spodoptera Frugiperda em planta de milho na pré-dessecação

Postura e lagartas em 3º instar de Spodoptera Frugiperda em planta de milho na pré-dessecação – Fonte: Arquivo pessoal

Tratamento de sementes

Apesar da baixa resposta de controle ao tratamento de sementes para essas pragas em alta densidade populacional, recomenda-se a utilização do mesmo, pois o tratamento de semente tem efeito sobre pragas que podem ser importantes em algumas regiões, como a larva alfinete (Diabrotica speciosa), aos coleópteros conhecidos popularmente como corós ou bicho bolo (Phyllophaga spp., Cyclocephala spp.e Diloboderus abderus) e a lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus) que é mais comum em solos arenosos.

Pensando no manejo do Percevejo barriga verde e corós podemos utilizar a Clotianidina a 42 ml/i.a. para 60.000 sementes, outro produto que pode ser usado no TS é o Clorantraniliprole de 30 a 45 ml/i.a. para 60.000 sementes, com o intuito de controle do coró, elasmo, lagarta rosca e lagarta do cartucho em instares menores que venham raspar as folhas no início da cultura.

A importância do bom manejo de controle

A partir desse manejo de controle é possível o estabelecimento de uma lavoura com um bom estande de plantas no início do ciclo, o que é de suma importância quando queremos atingir altos tetos produtivos.

O período entre a germinação e o fechamento de linhas reflete tanto na produção, quanto outras fases importantes como o florescimento e fecundação, ainda mais quando se trata da cultura do milho onde a perda de uma planta por metro já reflete muito no estande final e proporciona entrada de luz, aumentando a germinação e desenvolvimento de plantas daninhas.

Além disso, a amostragem proporciona a tomada de decisão tanto na opção de realizar a aplicação ou não, quanto a aplicação de dose cheia ou parcial da recomendação, gerando economias e redução do custo de produção, e isso é muito interessante quando se passa por uma safra com incertezas ou quando alguma intempérie pode causar a redução da produtividade.

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Boro na produção de soja e milho: principais características https://blog.rehagro.com.br/uso-de-boro-na-produtividade-de-milho-e-soja/ https://blog.rehagro.com.br/uso-de-boro-na-produtividade-de-milho-e-soja/#respond Thu, 18 Jun 2020 18:00:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7775 A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do boro (B). O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo […]

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A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do boro (B).

O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo macronutrientes.

Em alguns casos, a deficiência de macronutrientes pode ser ‘driblada’ por meio indiretos, que não a adubação propriamente dita. É o caso do fornecimento de Nitrogênio por meio de bactérias, como o Azospirillum no milho e o Rhizobium na soja.

 

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Outro ponto a ser levado em conta sobre os micronutrientes, é que eles estão, particularmente, envolvidos na fase reprodutiva e de crescimento das plantas e, consequentemente, na determinação da produtividade e no desempenho na colheita da cultura.

Saiba mais sobre a utilização de micronutrientes no sistema de produção de grãos, com o webinar gratuito: “Utilização de micronutrientes”.

Webinar Utilização de micronutrientes

Não apenas os nutrientes desempenham papéis fundamentais no desenvolvimento da cultura, mas conhecer a fisiologia da planta, pragas, doenças e as principais daninhas é igualmente importante.

Para quem produz ou pretende produzir, será benéfico para traçar estratégias de manejo, pois como estamos vendo nesse artigo, nem sempre damos importância aos micronutrientes, por exemplo, e ainda assim, a falta dele impacta na colheita.

Inclusive, as análises mostram que alguns micronutrientes estão em falta em nossos solos e o boro é um deles. O destaque maior, vai para aqueles solos sob Cerrado, onde o cultivo de grãos têm se expandido a cada ano.

O uso de boro está relacionado a diversos processos do vegetal, tais como:

  • Absorção iônica;
  • Transporte e metabolismo de carboidratos;
  • Sínteses de lignina, ácidos nucleicos e proteínas;
  • Atua na divisão e diferenciação celular nos tecidos meristemáticos.
  • Atuação na biogênese da parede celular, segundo estudos.

E mais! A participação do boro no desenvolvimento celular da planta influencia as propriedades físicas, estruturais e a diferenciação da parede celular.

Já a deficiência desse micronutriente, resulta em:

  • Inibição do crescimento da planta, devido às funções estruturais específicas desse elemento na parede celular e à limitada mobilidade do nutriente na maioria das plantas.
  • Causa alterações fisiológicas e bioquímicas no vegetal, tais como: alteração da integridade e funcionamento da membrana celular, disfunções metabólicas e aumento na produção de compostos fenólicos.

Boro no solo

No solo, o boro encontra-se na forma de ácido bórico não dissociado (H3BO3), que é a forma solúvel disponível para a planta. É um nutriente que apresenta um limite estreito entre o teor adequado e o nível tóxico nas plantas, o que exige, portanto, uma adubação cautelosa.

A concentração do uso de boro na solução, depende das reações de adsorção entre o H3BO3 e seus adsorventes existentes no solo, tais como os óxidos de ferro e alumínio, os minerais de argila, a matéria orgânica, o hidróxido de magnésio e o carbonato de cálcio. 

A adsorção aumenta com a elevação do pH, do teor de materiais adsorventes e com a diminuição da umidade do solo.

A matéria orgânica (MO) é a principal fonte de B que irá suprir as exigências das plantas. Após a mineralização da MO, o uso de boro é liberado para a solução do solo, podendo, a partir daí, seguir vários caminhos, tais como: ser absorvido pelas plantas, ser perdido por lixiviação ou ser adsorvido pelos colóides do solo. 

No entanto, solos com baixos teores de MO e a ocorrência de fatores que diminuem a sua mineralização, predispõem as culturas à carência do micronutriente, sendo estes fatores limitantes frequentemente observados nos solos brasileiros.

Boro nas plantas

O boro é o único nutriente que não atende ao critério direto de essencialidade, mas satisfaz o critério indireto. A maior prova da sua essencialidade consiste em que, nos solos das regiões tropicais, ao lado do zinco (Zn), é o micronutriente que mais frequentemente promove deficiência nas culturas.

A função fisiológica do boro difere de qualquer outro micronutriente, pois não pertence a nenhum composto ou enzima específica, mas sabe-se que possui funções em muitos processos fisiológicos da planta, como:

  1. Fixação biológica de nitrogênio (protege a enzima nitrogenase de danos causados pela toxidez de espécies reativas de oxigênio);
  2. Crescimento meristemático;
  3. Integridade e funcionamento da parede celular;
  4. Transporte de auxinas (AIA);
  5. Síntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA) e de fitohormônios;
  6. Atua no metabolismo de carboidrato.

Características de deficiência de boro

A deficiência de boro aparece, inicialmente, causando um anormal e lento desenvolvimento dos pontos de crescimento apical.

Os folíolos das folhas novas são deformados, enrugados, com frequência ficam mais grossos e com cor verde azulado escuro. Ocorre a inibição da síntese de lignina e estímulo da atividade da oxidase de ácido indolacético (AIA) e de enzimas na membrana plasmática.

Com o progresso da deficiência, a elongação dos entrenós fica lenta, ocorre a morte dos pontos de crescimento terminal e a formação de flores é restrita ou inibida.

Em plantas de soja, a deficiência de boro prejudicou o desenvolvimento dos nódulos e das raízes, consequentemente, a fixação biológica de nitrogênio. Em soja, as doses de boro aplicadas proporcionaram um aumento no número de folhas, na massa seca das raízes e na área foliar das plantas.

Planta com deficiência de boroSintomas de deficiência do Boro

Fontes de boro

A escolha da melhor fonte de nutriente para aplicação no solo, depende do tipo de solo, da cultura e do regime hídrico.

A maioria dos adubos boratados, apresentam alta solubilidade, assim o boro está sujeito à grande mobilidade no solo e, consequentemente, ao maior grau de lixiviação no perfil do solo, principalmente no arenoso. Dessa forma, a preferência é por fontes de solubilidade lenta, portanto, menos suscetíveis a perdas por lixiviação.

Basicamente, existem duas classificações para os boratos:

  1. Aqueles em que o material de origem passou por um processo de refinamento: conhecidos como boratos refinados. Por exemplo: Ácido Bórico, Octaborato de Sódio Tetrahidratado, Borax Decahidratado, Borax Pentahidratado e o Borax Anidro.
  2. Aqueles em que o material de origem não passou por nenhum processo de refinamento: conhecidos como boratos minerais ou não refinados. Por exemplo: Hidroboracita, Colemanita e a Ulexita.

O boro participa de uma série de processos fisiológicos dentro da planta, o que faz com que sua deficiência se confunda com a de outros nutrientes como a de fósforo (P) e a de potássio (K).

Em milho, a deficiência severa de boro pode resultar em espigas tortas e menores, enquanto na deficiência de potássio, as espigas também são reduzidas, o que mostra que a adubação em milho e demais grãos, precisa levar em conta macro e micronutrientes.

A deficiência de boro, ocasiona, ainda, diminuição no crescimento de novas raízes e de novas brotações, já que está envolvido na síntese de parede celular e integridade da membrana plasmática.

A disponibilidade do boro na solução do solo é governada pela reação de adsorção do boro com os colóides do solo. A adsorção de boro aumenta com o teor de argila e com o pH do solo.

As doses de boro, atualmente aplicadas, podem não fornecer a concentração adequada de B na solução do solo para o ótimo desenvolvimento das plantas, principalmente nos solos mais argilosos e com excesso de calagem.

Agora você já sabe a importância do boro para as culturas de grãos e que ele auxilia na melhoria da produtividade, mas muitas pessoas ainda confundem os sintomas. É o caso da Mancha-amarela em trigo, por exemplo, já que a falta de nitrogênio também deixa as folhas amarelas.

É preciso ficar atento e conhecer bem a cultura, suas principais doenças e, claro, o manejo adequado da fertilidade.

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Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

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Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

Ele é completo, online e aborda:

  • Fisiologia dos principais grãos, como: milho, soja, feijão, trigo e sorgo;
  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Manejo com foco em altas produtividades (nutrição, qualidade, etc.);
  • Solo: amostragem, interpretação, análise, adubação e outros;
  • Gestão financeira e econômica.

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Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra https://blog.rehagro.com.br/pontos-importantes-para-semeadura-da-2a-safra/ https://blog.rehagro.com.br/pontos-importantes-para-semeadura-da-2a-safra/#respond Sat, 09 May 2020 19:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7419 No dia 28/01, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre pontos importantes para a semeadura da 2ª safra. O palestrante foi Flávio Araújo de Moraes, Engenheiro Agrônomo pela UFSJ, Mestre em Fitotecnia com ênfase em correção de solo pela UFLA e Consultor da Equipe Grãos do Rehagro. Moraes fala que o plantio é a primeira […]

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No dia 28/01, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre pontos importantes para a semeadura da 2ª safra. O palestrante foi Flávio Araújo de Moraes, Engenheiro Agrônomo pela UFSJ, Mestre em Fitotecnia com ênfase em correção de solo pela UFLA e Consultor da Equipe Grãos do Rehagro.

Moraes fala que o plantio é a primeira etapa para aqueles que querem atingir altas produtividades. Ele é um dos fatores que mais interferem no potencial produtivo da cultura, pois investimos em sementes e fertilizantes e, muitas vezes, ocorrem falhas ao colocar a quantidade adequada de sementes e fertilizantes por hectare.

semeadura

Quer saber mais sobre o assunto? Então, não perca a oportunidade de assistir ao vídeo!

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Proteção da cultura do milho https://blog.rehagro.com.br/cultura-do-milho-2/ https://blog.rehagro.com.br/cultura-do-milho-2/#respond Thu, 30 Apr 2020 12:00:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7450 No dia 11/02, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre proteção da cultura do milho. O palestrante foi Geraldo Gontijo, Agrônomo e Mestre pela UFLA, Coordenador de cursos e Consultor da Equipe Grãos do Grupo Rehagro. O vídeo fala sobre proteção do milho, com foco no posicionamento do manejo de lagartas e doenças foliares, que […]

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cultura do milho

No dia 11/02, fizemos a transmissão do Webinar Grãos sobre proteção da cultura do milho. O palestrante foi Geraldo Gontijo, Agrônomo e Mestre pela UFLA, Coordenador de cursos e Consultor da Equipe Grãos do Grupo Rehagro.

O vídeo fala sobre proteção do milho, com foco no posicionamento do manejo de lagartas e doenças foliares, que são muito importantes para garantir altas produtividades das lavouras. Geraldo ensina como identificar os estádios decisivos e garantir a sanidade foliar da lavoura. O especialista explica três pontos essenciais:

  • O objetivo prático da proteção da lavoura;
  • As necessidades da cultura;
  • Como alcançar esse objetivo.

Se você gostaria de aprimorar seus conhecimentos sobre o assunto, não pode perder a oportunidade de assistir a este vídeo!

Se tiver dúvidas ou considerações, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

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Percevejos na produção de grãos: saiba como identificar e controlar corretamente https://blog.rehagro.com.br/percevejos-na-producao-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/percevejos-na-producao-de-graos/#respond Tue, 17 Mar 2020 15:30:26 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7109 Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os percevejos são pragas severas e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²! O aumento da adoção do sistema de […]

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Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os percevejos são pragas severas e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²!

O aumento da adoção do sistema de plantio direto favorece seu desenvolvimento, que tem estreita associação com o solo e os restos da cultura durante certos períodos do ano.

 

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O cultivo de plantas hospedeiras em sequência, tais como cultivares de soja, milho e de trigo, favorece o desenvolvimento de populações de percevejos.

Aliás, criamos um e-book curto e de fácil leitura, mostrando justamente as principais doenças, daninhas e pragas que atingem o milho. Algumas delas são comuns em outros grãos, como o percevejo, ponto central deste artigo. Você pode baixá-lo gratuitamente, clicando no botão a seguir:

Produção de milho no Brasil

O percevejo, que é mais comumente encontrado na soja, recentemente tem sido visto na cultura do milho. Então se você quiser um conhecimento mais aprofundado na produção deste cereal, para dimensionar estratégias em sua lavoura, confira o e-book.

E se você pensa em implementar essa cultura, saiba que os percevejos do gênero Dichelops (Diceraeus) podem causar grandes danos já em seu desenvolvimento inicial.

A capacidade de reprodução a campo é estimada em 200 ovos por fêmea de percevejo. Em três semanas o percevejo passa pelas fases de incubação dos ovos e chega ao quarto e quinto ínstar da ninfa que apresenta capacidade de danos equivalentes aos dos adultos.

Durante o outono, o inverno e o início da primavera, os percevejos passam por períodos curtos de dormência, mas não entram em diapausa.

Alimentam-se de trigo, canola, nabo, aveia e várias plantas daninhas hospedeiras presentes na lavoura. Porém, raramente desenvolvem ovários, realizam oviposição ou estabelecem colônias de ninfas, nos meses de outono e inverno.

Tipos de percevejos que atacam lavourasFonte: COAMO

Percevejo-marrom da soja – Euschistus heros

Na soja, o percevejo-marrom normalmente completa três gerações. Durante o final do verão e o início do outono.

Durante o verão, o percevejo-marrom pode ser encontrado se alimentando da erva daninha conhecida por leiteiro ou amendoim-bravo, Euphorbia heterophylla L.. E. heros pode se alimentar, mas não se reproduz, em carrapicho-de-carneiro, Acanthospermum hispidum DC.

É interessante salientar que, nessa erva daninha, esse típico sugador de sementes alimenta-se das hastes da planta. No outono, E. heros inicia a procura por abrigos sob a palhada, onde permanece até o próximo verão. Durante esse tempo, o percevejo acumula lipídios e não se alimenta, permanecendo num estado de hibernação parcial.

O adulto de E. heros apresenta coloração marrom escura, com dois prolongamentos laterais do pronoto, em forma de espinhos.

A longevidade média do adulto é de 116 dias. Os ovos são depositados em pequenas massas de cor amarela, normalmente com 5-8 ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas. Os ovos são colocados, principalmente, nas folhas ou nas vagens de soja, não afetando diretamente a polinização.

As ninfas recém-eclodidas medem cerca de 1,3 mm e têm o corpo alaranjado e a cabeça preta. As ninfas maiores (terceiro ao quinto ínstar) apresentam coloração que pode variar de cinza a marrom. Apesar de iniciarem a alimentação no segundo ínstar, as ninfas do percevejo-marrom causam danos às sementes apenas a partir do terceiro ínstar, quando atingem tamanho médio de 3,63 mm.

Percevejo Marrom da SojaCiclo de vida Euschistus heros. Fonte: G.L.M. Rosa

Percevejo-barriga-verde – Dichelops melacanthus

Espécies do gênero Dichelops são exclusivamente neotropicais e encontram-se distribuídos por diversos países da América do Sul. D. melacanthus é frequentemente observada no Brasil.

Segundo Grazia (1978), essa espécie é muito semelhante a D. furcatus, que tem sido observada em regiões brasileiras produtoras de soja, além de ser semelhante também a D. phoenix, que tem poucos registros no Brasil.

O percevejo-barriga-verde D. melacanthus, previamente relatado como uma praga da soja alimentando-se das vagens, pode se alimentar de milho, trigo, aveia-preta e triticale. Há registros também da ocorrência em plantas não cultivadas, como trapoeraba, crotalária e capim braquiária.

Após a colheita da soja, o percevejo-barriga-verde permanece no solo sob restos culturais, ou seja, é importante observar o histórico do trigo e milho anteriores, pois eles se alimentam das plantas cultivadas em sistema de semeadura direta.

Nessas áreas, os percevejos encontram abrigo (palhada) e alimento (sementes maduras caídas no solo) e conseguem sobreviver, diferentemente do que ocorre em áreas sob cultivo convencional, onde os percevejos são deslocados dos abrigos e mortos pela aração.

Os adultos de D. furcatus e D. melacanthus medem de 9 mm a 11 mm e sua coloração varia entre castanho-amarelado e acinzentado, apresentando o abdômen verde. Os ovos são verde-claros, ovoides, dispostos em grupos de tamanho variável, os quais são formados por três ou mais fileiras mais ou menos definidas.

As ninfas apresentam, geralmente, coloração marrom-acinzentada na região dorsal e verde na abdominal. Podem ser confundidas com as ninfas de E. heros, mas podem ser diferenciadas pelas jugas bifurcadas e agudas e pela coloração verde do abdômen.

Esse inseto foi constatado como uma praga de início de ciclo nas culturas de trigo e de milho.

Percevejo Barriga VerdePercevejo barriga-verde, Dichelops melancanthus, nas fases de adulto (a), ovo (b) e ninfa (c). Fonte: J.J. da Silva.

Flutuação Populacional de Percevejo Barriga VerdeFlutuação populacional de Dichelops melacanthus, na sucessão cultural soja-milho, submetida a diferentes inseticidas via tratamento de sementes. Fonte: Chiesa (2016)

Potencial de danos de percevejos na cultura da soja e do milho

No cerrado brasileiro, o percevejo marrom (E. heros) destaca-se como praga chave na cultura da soja, aumentando os custos de produção e diminuindo a qualidade e o rendimento de grãos.

Adultos do percevejo marrom, quando presentes no final do estádio vegetativo (V8), não comprometem o rendimento de grãos de soja, independentemente da sua densidade populacional.

A presença de adultos do percevejo marrom na cultura da soja nos estádios R4 e R5 podem comprometer a produtividade de grãos e a qualidade de sementes de soja a partir de 2 percevejos m².

Sementes de soja atacadas por P. guildinii tiveram os corpos de proteína completamente destruídos, sugerindo maior ação deletéria das suas enzimas salivares para os tecidos da semente, em comparação às outras espécies (E. heros, N. viridula e D. melacanthus).

Também houve dano mais profundo nas sementes de soja, enquanto sementes atacadas por percevejos barriga-verde apresentaram danos menos profundos (Tabela 1).

Entretanto, o dano causado por P. guildinii não tem relação com o comprimento dos estiletes, pois tem aparelho bucal mais curto que N. viridula e E. heros. É possível que a área maior do canal alimentar de P. guildinii contribua para que esse percevejo ocasione maior área de dano nas sementes de soja, em comparação com as outras espécies.

Danos causados por percevejos

Controle do percevejo na produção de grãos

O conhecimento na detecção de pragas e doenças no milho e demais grãos, como a mancha-alvo em soja, se mostra necessário, afinal, tanto para o percevejo quanto para essa doença, é preciso saber bem as fases da cultura e manejo adequado das culturas anteriores, pois podem sobreviver em restos culturais.

Com a definição do potencial produtivo da cultura do milho, os estádios iniciais de desenvolvimento da planta tornam-se também um período crítico. Dessa forma, a ocorrência de condições ótimas nessas fases de desenvolvimento, como manutenção da área foliar da cultura é um fator importante para a sua produção.

Ninfas médias, grandes e adultos de percevejos barriga-verde (D. melacanthus) têm grande potencial de causar dano em plantas de milho no estádio V1, bem como podem causar redução da massa seca da parte aérea da planta.

Os estádios de desenvolvimento do milho V1, V3 e V5 são mais susceptíveis ao ataque de adultos de percevejos barriga-verde em comparação ao estádio V7, podendo nestas condições afetar o rendimento de grãos da cultura.

Danos de percevejo na cultura do milhoDanos de percevejo Dichelops melacanthus na cultura do milho.

Nesse sentido, o controle do percevejo no sistema de produção de grãos faz-se necessário a fim de reduzir a população de plantas hospedeiras e compreender o hábito de migração, para que seja realizado o controle químico na época correta.

Agora você já sabe identificar as diferenças e características dos principais percevejos que atacam os grãos. É preciso identificar o estádio da planta e fazer o manejo de restos culturais adequadamente, pois além de beneficiar algumas pragas, também beneficiam doenças, como o fungo Giberella zeae, que reduz significativamente a produção de grãos, sendo a principal doença dos campos de trigo.

Se a dúvida surgiu na mente ou ficou inseguro, fique atento, pois sua lavoura pode ficar comprometida.

Proteja suas lavouras!

Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Origem do milho no Brasil e no mundo: cultura e histórico de cultivo https://blog.rehagro.com.br/origem-do-milho-no-brasil/ https://blog.rehagro.com.br/origem-do-milho-no-brasil/#comments Thu, 05 Dec 2019 18:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6643 O milho, atualmente, é um dos grãos mais produzidos no mundo! No Brasil, ele atingiu o marco histórico de preço, o que alegrou muitos produtores com a valorização e lucratividade alta. Apesar de sabermos o quanto o milho foi melhorado ao longo do tempo, muitos se perguntam: qual a sua origem e quando ele começou […]

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O milho, atualmente, é um dos grãos mais produzidos no mundo! No Brasil, ele atingiu o marco histórico de preço, o que alegrou muitos produtores com a valorização e lucratividade alta.

Apesar de sabermos o quanto o milho foi melhorado ao longo do tempo, muitos se perguntam: qual a sua origem e quando ele começou a ser cultivado?

O milho é a planta comercial originária das Américas mais importante no cenário agrícola. A origem do milho ainda é muito discutida, já que a gramínea pode ter surgido tanto do Paraguai até a Colômbia, quanto da Guatemala até o México.

De acordo com as evidências, é possível que seja originária do México. Isso porque é uma espécie pertencente à família Gramineae/Poaceae, cujo parente mais próximo, acredita-se ser o Teosinto (Zea mays sppparviglumis), e seu registro restringe-se ao Vale Central de Balsas, no México.

 

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Milho e Teosinto: um parentesco provável

Várias hipóteses já foram elaboradas tentando explicar a origem do milho e seu parentesco com o teosinto. Apesar dos relatos, ele se difere de seu ancestral, devido à imposição de pressões de seleção rigorosas pelo homem, a fim de domesticá-lo.

Além disso, geneticamente, estas duas espécies podem ser consideradas parentes pelos seguintes motivos: mesmo número de cromossomos, com homologia e morfologia semelhantes, a polinização é de fácil cruzamento gerando descendentes férteis e apresentam semelhanças entre dados morfológicos e isoenzimáticos.

Milho e TeosintoFonte: Vivendo Ciência

Por outro lado, alguns pesquisadores defendem a ideia contrária, afirmando existirem poucas evidências sobre a domesticação do mesmo (teosinto), sendo pouco provável que o homem primitivo possa ter criado ou selecionado milho a partir do teosinto.

Ainda, outros pesquisadores acreditam que possa ter havido um choque imediato, determinado pelo meio ambiente, que possa ter provocado rápida conversão da espiga central de uma ramificação lateral do teosinto em uma espiga e, que esta fenocópia tenha sido fixada geneticamente, passando, portanto, esta característica a seus descendentes.

Segundo relatos e provas através de escavações arqueológicas e geológicas e, a partir de medições por desintegração radioativa, esta é uma das culturas mais antigas no mundo, cultivada há pelo menos 5.000 anos. Obviamente, naquela época não era feita uma amostragem de solo para análise ou se sabiam sobre bactérias benéficas, como a Azospirillum, mas já eram feitos cultivos.

Mesmo assim, a presença do milho no continente Americano foi registrada pela primeira vez por Cristóvão Colombo em 1492, na costa norte de Cuba. Neste mesmo ano, o cultivo de milho já era realizado desde o Sul do Canadá até a parte central do Chile, em exceção às áreas recobertas por gramíneas ou savanas.

Apenas após o ano de 1800 é que essas áreas, não manejadas, começaram a receber os primeiros cultivos de milho, e isso só foi possível com a adoção do arado de aiveca. Provavelmente, nessa época o sistema não era plantio direto, mas convencional e com várias sementes por cova.

Origem do milho no mundo

Com o descobrimento do milho nas Américas, ele foi levado à Europa, mas era considerado uma cultura exótica em jardins europeus, ou seja, nada muito focado na qualidade de sementes e lavouras.

Seu real valor alimentício foi notado depois, e o império espanhol difundiu seu cultivo pela França, Itália, sudeste da Europa e norte da África.

Os responsáveis pela difusão do milho no restante do continente africano e no Oriente, foram os portugueses, chegando à China em 1516 e ao Japão só em 1775.

Devido aos seus diversos usos, o milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana.

Produção de milho no Brasil

Abaixo estão descritos alguns produtos obtidos de forma direta ou indireta do milho:

  • Acetato de cálcio e magnésio;
  • Adesivos (colas, pastas, mucilagens, gomas);
  • Álcoois etílico e butílico;
  • Herbicida natural e inseticida;
  • Alumínio;
  • Amido e glucose;
  • Antibióticos (penicilina), aspirina e outros medicamentos;
  • Baterias para veículos;
  • Bebidas gasosas;
  • Óleo comestível.

De acordo com dados da CONAB, o cultivo de milho no Brasil vem crescendo a cada ano, tanto em áreas cultivadas; seja por sistema de plantio direto ou convencional; como em produção, conforme descrito no gráfico abaixo.

Cultivo de milho no Brasil

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O Rehagro é a maior e única faculdade privada do Brasil com mais de 200 clientes de consultoria. Isso significa que nossos professores também sofrem a pressão do produtor rural todos os dias. Ou seja, sabemos dos desafios muito além da sala de aula.

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Muito além da entrega de um ensino atual, nosso objetivo é aumentar a lucratividade dos nossos alunos, clientes e parceiros do agronegócio. As aulas melhoram significativamente os resultados de quem produz soja, milho, feijão e algumas culturas de inverno como o trigo e aveia. Os próprios alunos atestam acima de 92% de aplicabilidade!

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Alessandro Alvarenga

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Produção do milho: como o clima atua no rendimento dos grãos? https://blog.rehagro.com.br/clima-e-produtividade-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/clima-e-produtividade-do-milho/#respond Thu, 18 Oct 2018 13:27:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5242 A compreensão das exigências climáticas do milho ao longo de seu desenvolvimento é um fator imprescindível quando se pensa em altas produtividades. Você está preparado para cultivar sua lavoura sob condições adversas inesperadas? No Brasil, existem diversas regiões produtoras agrícolas, as quais fazem cultivo do milho no verão e na safrinha em condições de sequeiro. […]

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A compreensão das exigências climáticas do milho ao longo de seu desenvolvimento é um fator imprescindível quando se pensa em altas produtividades. Você está preparado para cultivar sua lavoura sob condições adversas inesperadas?

No Brasil, existem diversas regiões produtoras agrícolas, as quais fazem cultivo do milho no verão e na safrinha em condições de sequeiro. Atualmente, a semeadura de milho safrinha tem representado cerca de 60% do cultivo total no país, e essa época de cultivo é caracterizado por apresentar baixa disponibilidade hídrica.

 

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Um dos fatores mais limitantes à produtividade da lavoura de milho é o déficit hídrico, o qual, pode causar perdas na ordem de até 50%. Entretanto, condições de temperatura/calor também tem influência significativa quando se pensa em rendimento de grãos deste cereal.

Logo, para melhor compreender as fases em que esta cultura tem maiores exigências climáticas, é preciso entender sua fisiologia. Aliado a isso, visando altas produtividades, deve-se conhecer quais são as condições climáticas da região, uma vez que esta pode garantir o sucesso do cultivo.

Produção de milho no Brasil

Fisiologia e fenologia do milho

O milho é uma planta com metabolismo C4, caracterizada por ter elevado potencial produtivo.

Dentre as plantas que constituem o grupo C4, o milho é a que tem maior eficiência no uso da radiação solar e, praticamente não apresenta saturação por radiação, ou seja, não reduz o processo de fotossíntese ao longo do dia, conseguindo então, manter sua produção de carboidratos em um nível adequado.

Outro ponto importante sobre a cultura do milho, é que ela é insensível ao fotoperíodo, denominada foto neutra. Ou seja, diferentemente da soja que depende do fotoperíodo crítico para florescer, o milho não responde a essa condição. Neste caso, o fator temperatura apresenta grande influência sobre a entrada no período reprodutivo.

Sobre a fenologia da cultura, podemos descrever o ciclo do milho de acordo com as diferentes etapas de seu desenvolvimento, descritas abaixo, e de acordo com o estádio de desenvolvimento (Figura 1):

  • Germinação e emergência: período compreendido entre a semeadura e o aparecimento da plântula acima do solo.
  • Crescimento vegetativo: período compreendido entre o aparecimento da primeira folha verdadeira até o início do florescimento. Esta etapa apresenta variações, as quais são caracterizadas pelo número de folhas.
  • Florescimento: período entre a abertura da flor masculina (pendão) e plena fecundação (início da formação dos grãos).
  • Frutificação: período que se estende após a fecundação até o enchimento completo dos grãos. A fase de enchimento dos grãos é caracterizada por diferentes estádios, dependendo do grau de desenvolvimento dos mesmos.
  • Maturidade fisiológica: período final da frutificação o qual é caracterizado pelo aparecimento do “ponto preto” no grão.

Estádios fenológicos do milhoCiclo do milho de acordo com estádio de desenvolvimento. Fonte: Dekalb Asgrow

Estágios de desenvolvimento e exigências climáticas

  • Germinação/Emergência: temperatura e umidade adequados favorecem o processo germinativo, dando início à formação de uma planta jovem. Temperatura de 18°C após a semeadura, permite que de 3 a 5 dias ocorra a germinação, para isso é necessário que a semeadura seja feita sob boas condições de umidade.
  • V4 – Milho com quatro folhas desenvolvidas: nesta fase ocorre a definição do potencial produtivo da lavoura, é muito importante se atentar ao controle de plantas daninhas e pragas. Outro ponto importante é a realização da adubação nitrogenada.
  • VT – Etapa de pendoamento: nesta fase, ocorrência de altas temperaturas, aliadas à baixa disponibilidade hídrica, luminosidade e deficiência nutricional, podem antecipar de forma expressiva a emissão do pendão, bem como maturação dos grãos de pólen antes que a espiga esteja apta a desenvolver suas funções, ou seja, pode ocorrer falta de sincronismo entre a emissão dos órgãos feminino e masculino.
  • R1 – Período de florescimento e polinização: as condições favoráveis nesta etapa são: temperatura entre 16-35°C e umidade relativa superior a 65%. Umidade relativa abaixo de 50% e temperatura superior a 35°C podem reduzir a viabilidade dos grãos de pólen, reduzindo a fecundação e consequentemente a produtividade.
  • R2 – Grãos leitosos a R5 Grãos duros: nesta etapa, a ocorrência de período nublado, deficiência hídrica, redução de área foliar por ataque de pragas e doenças e desequilíbrio nutricional, reduzirão consideravelmente a taxa de acúmulo de matéria seca nos grãos, reduzindo o peso dos mesmos e produtividade.

Influência da temperatura para o milho

Assim como a água é um dos fatores que mais limita, não só a produção do milho, mas de qualquer planta. A temperatura também representa um outro fator muito importante para a produtividade desta cultura. Veja abaixo consequências de temperaturas inadequadas ao cultivo de milho.

Regiões cujo verão apresenta temperaturas médias diária abaixo de 19°C e temperaturas médias noturna abaixo de 12,8°C não são recomendadas para este cultivo, pois podem retardar o florescimento e comprometer a produção final.

Em contrapartida, temperatura média diária acima de 26° C podem acelerar o processo de florescimento e enchimento de grãos, o que promove redução do tempo de acúmulo de massa seca nos mesmos. Temperatura média noturna acima de 24°C provocam consumo energético elevado, redução no ciclo da planta e queda de produtividade.

Sabendo-se alguns dos  efeitos da temperatura sob o ciclo do milho, devemos então conhecer quais são as condições ideais durante o seu desenvolvimento, fique atento:

  • Germinação: entre 25-30°C;
  • Emergência a floração: entre 24-30°C;
  • Temperatura média diária: 21°C apresenta maior rendimento de grãos;
  • Temperatura média noturna: 19ºC.

Seja especialista na produção de grãos!

A cada nova safra, maiores os desafios, exigências e necessidade de qualificações. Tudo isso, para o profissional que atua ou pretende atuar em campo, ter mais segurança nas tomadas de decisões.

O Rehagro é uma instituição 100% voltada para o Agro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos, foi eleita como a melhor do país em EAD nesse setor.

Os professores possuem vasta experiência. Sabem exatamente o que o aluno precisa, porque são consultores atuantes em campo.

Com eles, você pode dominar:

  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
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Pós-Graduação em Produção de Grãos

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Percevejo do milho: quais os principais danos e como manejar? https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/#comments Wed, 08 Aug 2018 13:08:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4920 Os percevejos são pragas importantes e ocorrem em diversas culturas de grãos cultivadas no Brasil. No milho, essa praga possui um grande potencial de dano, pois nas primeiras fases de desenvolvimento da cultura o risco de perda é alto. Desta forma, é muito importante realizar o manejo eficiente para evitar perdas de produtividade.   Sem […]

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Os percevejos são pragas importantes e ocorrem em diversas culturas de grãos cultivadas no Brasil. No milho, essa praga possui um grande potencial de dano, pois nas primeiras fases de desenvolvimento da cultura o risco de perda é alto.

Desta forma, é muito importante realizar o manejo eficiente para evitar perdas de produtividade.

 

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Monitorando os percevejos do milho

Percevejos do milho

Listamos alguns pontos que devem ser observados para que os percevejos não reduzam os lucros das lavouras.

Ponte Verde

Além do milho, os percevejos podem causar problemas em lavouras de feijão, soja e trigo e ao final do ciclo dessas culturas podem se hospedar em algumas plantas daninhas, o que não interrompe o ciclo da praga, garantindo assim, condições de sobrevivência.

Com isso, é fundamental realizar o monitoramento das lavouras antes da instalação da cultura do milho.

Esse monitoramento é essencial para a tomada de decisão, pois ao identificar a praga em nível de dano econômico é preciso pensar em alternativas de controle no momento da dessecação e posicionar um bom tratamento de sementes bem como produtos para as fases de desenvolvimento da cultura.

Dessecação

Como mencionado, os percevejos podem se hospedar em diversas plantas e com isso se tornam grandes ameaças para a próxima cultura.

Desta forma, uma das estratégias que podem ser utilizadas quando se identifica essa praga em níveis de risco, é realizar posicionamento de um inseticida na dessecação da gleba.

Para esse manejo é possível utilizar inseticidas que pertencem ao grupo químico dos organofosforados.

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Tratamento de sementes

O tratamento de sementes é uma ferramenta muito importante para o manejo de percevejo na cultura do milho, isso porque confere proteção inicial para as plantas. Sendo assim, é preciso realizar um bom tratamento de sementes, de forma homogênea e na dose correta do ingrediente ativo.

Desta forma, quando se pensa em tratamento de sementes, o grupo químico dos inseticidas neonicotinóides se mostra muito eficiente no controle desta praga.

Lavoura estabelecida

O ataque de percevejo no estádio de desenvolvimento inicial da lavoura pode ser fatal dependendo da infestação, isso porque a planta é menor e mais frágil e o aparelho bucal do inseto pode atingir o meristema apical, o que interfere no desenvolvimento da planta.

Quando não se atinge o meristema, o sintoma do ataque pode ser visualizado nas folhas, as quais ficarão deformadas com um halo amarelo. Quando estes insetos atingem os níveis de dano econômico é preciso realizar o controle destas pragas.

Sendo assim, recomenda-se trabalhar com inseticidas dos seguintes grupos químicos:

  • Organofosforados;
  • Neonicotinóides;
  • Piretróides.

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Adubação nitrogenada na cultura do milho: principais recomendações https://blog.rehagro.com.br/cultura-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/cultura-do-milho/#comments Fri, 06 Jul 2018 14:38:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4632 Nos últimos anos, percebeu-se um considerável aumento na produtividade das áreas de milho no Brasil. Esse fato pode ser atribuído ao emprego de novas tecnologias, aliadas à fertilidade do solo e práticas eficientes de manejo. Muitos produtores têm conseguido expressivos resultados de produção de milho acima de 15 toneladas por hectare e acima de 10 toneladas por […]

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Nos últimos anos, percebeu-se um considerável aumento na produtividade das áreas de milho no Brasil. Esse fato pode ser atribuído ao emprego de novas tecnologias, aliadas à fertilidade do solo e práticas eficientes de manejo.

Muitos produtores têm conseguido expressivos resultados de produção de milho acima de 15 toneladas por hectare e acima de 10 toneladas por hectare no caso da soja. No entanto, a média nacional é menos animadora nesse aspecto, sendo 5 toneladas/ha de milho e 3,4 toneladas/ha de soja.

A queda na produtividade, na maioria das vezes, está ligada à baixa fertilidade do solo e manejo nutricional inadequado da lavoura.

 

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É possível transformar esse tipo de situação que causa prejuízo, em algo benéfico. Tendo o conhecimento adequado e aplicando em suas lavouras, a produção possui grandes chances de aumento, principalmente na cultura dos cereais.

Isso não implica, porém, no aumento da área de plantio. Com as técnicas corretas, você pode produzir mais no mesmo espaço. Uma delas é ter em mente o que sua cultura de fato precisa e o que ela exige nutricionalmente.

Exigência nutricional na cultura do milho

A exigência nutricional da cultura é fundamental para as tomadas de decisões quanto à fertilidade. Ela é determinada pela quantidade de cada nutriente extraído do solo pela planta (tabela 1).

É importante ter em mente que tanto os macronutrientes, quanto os micronutrientes, fazem total diferença à resposta da cultura, que pode produzir mais ou menos.

Um dos macronutrientes de maior impacto é o nitrogênio. Além de ser o nutriente que o milho mais absorve, em sua grande maioria, também é o de melhor custo-benefício.

Adubação com nitrogênio em lavoura de milhoImagem 1. Adubação foliar com Nitrogênio líquido – Fonte: Revista Campo e Negócio

Para seguir adiante com a recomendação da quantidade de adubo nitrogenado ideal, uma série de fatores deve ser considerada, tais como:

  • Sistema de produção (convencional ou plantio direto);
  • Condições edafoclimáticas;
  • Época de semeadura;
  • Resposta da planta à adubação;
  • Modo de aplicação;
  • Fonte do nutriente;
  • Recursos financeiros, dentre outras.

Tabela com extração de nutrientes da cultura do milho

Segundo Coelho e seus colaboradores (2007), para que um produtor de milho consiga atingir uma produção equivalente a 9,2 toneladas de grãos em um único hectare, serão necessários 185 Kg/ha de nitrogênio. Estes mesmos resultados são comprovados por Coelho e França (2005), como citados na tabela 1.

Já nas pesquisas feitas por Casagrande e Fornasieri Filho (2002), o aumento nas doses de nitrogênio resulta em teores maiores não só do próprio Nitrogênio (N), mas também de Fósforo (P), Enxofre (S) e Zinco (Zn) nas folhas de milho.

Repare que o fósforo também é um dos macronutrientes e tem sido cada vez mais limitante, então o uso do nitrogênio é extremamente necessário.

Além do mais, o enxofre, quando absorvido pela planta, também auxilia na defesa contra patógenos, no aumento da oferta de proteínas e aminoácidos essenciais e no controle hormonal para o crescimento. O mesmo é observado no micronutriente de zinco.

Tudo isso contribui para a qualidade final do milho.

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Fontes de nitrogênio

Muito produtor cerealista acaba por tentar o caminho mais fácil que é a compra do fertilizante nitrogenado, mas muitos não sabem que até a origem desse macronutriente pode ter peso significativo.

A fonte de nitrogênio é importante para definir o modo de aplicação e em qual época será melhor aproveitada pela planta. Isso evita perdas e aumenta a velocidade de disponibilidade deste nutriente para a planta.

Para adubação na cultura do milho, são usadas basicamente, três fontes de nitrogênio:

  1. Ureia (fornece 45 % N);
  2. Sulfato de Amônio (além de fornecer 20 % N, também fornece de 22 a 24 % de S);
  3. Nitrato de Amônio (fornece 32 % N).

Mãos segurando ureia, uma fonte de nitrogênioImagem 2. Ureia – fonte de N

Na pesquisa conduzida por Meira (2009), cuja finalidade do experimento era avaliar diferentes dosagens e fontes distintas de Nitrogênio, concluiu-se que a produção de grãos aumenta com o acréscimo na dosagem do nutriente, porém não há diferença entre as fontes de nitrogênio utilizadas.

Apesar do aumento do fornecimento de nitrogênio ter tido uma boa resposta, a superdosagem pode reduzir a produtividade e causar toxicidade na planta devido ao efeito salino, segundo Jandrey (2019 – Pioneer).

Assim sendo, é preciso ter cautela e conhecer muito bem sobre fertilizantes, necessidades da cultura e adequação ao seu solo.

Época de aplicação de nitrogênio

Entre os estádios V3 a V6 é o período em que a planta tem maior demanda de nitrogênio, afinal, é nesse período de desenvolvimento que ela estará definindo o seu potencial produtivo.

No entanto, essa também é a melhor época para se realizar a adubação de cobertura, e por outro lado, a não aplicação do nitrogênio ou fornecimento fora da época recomendada pode causar grandes perdas de produção!

Representação dos estádios fenológicos do milho Imagem 3. Estádios fenológicos do Milho – Fonte: Mais Soja

Há a comprovação desse dado por Fancelli e Casadei (Tabela 2), onde as melhores respostas à produtividade de grãos ocorreram quando as adubações de cobertura foram feitas entre os estádios V2 e V6.

Tabela com resposta do milho à aplicação de adubação nitrogenadaTabela 2. Resposta à produtividade de grãos sob a aplicação de nitrogênio. Fonte: Fancelli e Casadei (dados não publicados)

Dosagem de nitrogênio na adubação

A prática mais comumente usada entre os produtores é a aplicação de no máximo 1/3 da dose total de Nitrogênio, desde que esse valor não passe de 50 kg/ha de N na fase de cobertura.

O outros 2/3 desse fertilizante, aplicam a lanço ou incorporam entre estádios V3 até o V6.

Quando o solo onde a cultura se desenvolve é do tipo arenoso, o recomendado é que a dose seja parcelada em 2 ou 3 vezes.

Ainda assim, é possível observar que não existe a necessidade de fornecer nitrogênio em estádios fenológicos avançados. Isso porque, além de não contribuir para o aumento de produtividade, essa prática pode favorecer a ocorrência de doenças como helmintosporiose, ferrugem e cercosporiose.

O resultado benéfico a respeito da aplicação de N em estádios fenológicos iniciais é comprovado pela pesquisa conduzida por Uhart e Andrade, na publicação de 1995 e citada por Fancelli em publicação de 2010.

Os pesquisadores constataram ainda, que nos 15 dias após a floração, o milho remobilizou entre 28 kg/ha e 100 kg/ha de N absorvido nos estádios iniciais. Esse dado representa de 18% a 42% daquele presente na biomassa (planta).

Desse total mobilizado, cerca de 46 a 50% foi proveniente das folhas, enquanto de 54 a 60%, estava presente no colmo da planta.

É inegável, portanto, a importância desse nutriente à planta.

Como aprimorar o uso dos fertilizantes?

Fica claro que o nível de informações geradas pela pesquisa e comprovadas através de experimentações em campo, devem ser absorvidas pelo produtor que busca aprimorar o uso eficiente dos fertilizantes e obter elevadas produtividades.

Nesse quesito, buscar informações atualizadas, com quem entende do assunto, fará total diferença para aqueles que querem obter maiores produções e com qualidades dentro das exigências de mercado.

Culturas cerealistas, principalmente, demandam mais atenção, pois são anuais e de grande impacto econômico nacional.

O nitrogênio tem um grande peso, como dito neste artigo, mas também salientamos não ignorar os micronutrientes. Existe na fertilidade uma expressão conhecida como Lei do Mínimo que diz: “a produção das culturas é limitada pelo nutriente em menor quantidade no solo, ainda que os demais estejam adequados, ele não supre essa necessidade.”

Tudo isso, unindo ainda a época de aplicação, se será por meio de sólidos ou líquidos, necessidade específica de cada cultura e do solo, faz com que seja necessário entender mais a fundo as várias etapas e processos da fertilidade.

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Alessandro Alvarenga

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