cultura microbiológica Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/cultura-microbiologica/ Tue, 22 Nov 2022 21:32:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png cultura microbiológica Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/cultura-microbiologica/ 32 32 Mastite subclínica: o que fazer e como tratar https://blog.rehagro.com.br/mastite-subclinica-como-tratar/ https://blog.rehagro.com.br/mastite-subclinica-como-tratar/#respond Thu, 11 Aug 2022 19:27:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14251 “Após identificar a mastite subclínica através do teste de CMT ou CCS eletrônica, devo realizar análise microbiológica do leite? Em qual cenário é necessário entrar com tratamento para essa mastite clínica com a vaca ainda em lactação?” Se essas dúvidas também são suas, acompanhe nesse artigo a resposta para elas com um especialista do Rehagro. […]

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“Após identificar a mastite subclínica através do teste de CMT ou CCS eletrônica, devo realizar análise microbiológica do leite? Em qual cenário é necessário entrar com tratamento para essa mastite clínica com a vaca ainda em lactação?”

Se essas dúvidas também são suas, acompanhe nesse artigo a resposta para elas com um especialista do Rehagro.

 

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Identificação da mastite subclínica

Com os testes de CMT (California Mastitis Test) ou CCS (Contagem de Células Somáticas) eletrônica, podemos identificar as vacas que têm mastite subclínica.

A partir da identificação desses animais, podemos tomar algumas medidas, como:

  • Segregação do animal;
  • Fazer uma linha de ordenha;
  • Destinar o leite desse animal para consumo dos bezerros.

Essas ações vão fazer com que o leite da vaca com mastite subclínica não vá direto para o tanque ou que isolemos esses animais em um grupo de vacas que também têm a mastite subclínica.

E o que mais pode ser feito?

Além disso, esse animal que tem mastite subclínica, principalmente as vacas que têm mastite subclínica em mais de uma coleta, ou seja, que na coleta passada e na coleta atual têm uma CCS acima de 200.000 e, portanto, é considerada uma vaca crônica, são animais que possivelmente irão apresentar um resultado positivo quando eu fizer uma cultura microbiológica do leite. São animais que são economicamente mais viáveis da gente separar o leite, mandar para um laboratório ou fazer a cultura dentro da própria fazenda e, assim, identificar quais bactérias estão causando a mastite subclínica.”, explica o especialista Nathan Fontoura.

Confira sua explicação na íntegra no vídeo abaixo, em apenas 3 minutos:

No vídeo acima, o Prof. Nathan explica que nem sempre haverá algo a ser feito, mesmo nas vacas nas quais conseguimos identificar o microrganismo que está causando a mastite subclínica.

Se for identificada uma bactéria Gram-positiva, como um Streptococcus agalactiae ou um Streptococcus dysgalactiae, que tem um comportamento de contagioso, temos visto resultados em trabalhos científicos, e também na prática, que comprovam a viabilidade econômica do tratamento desse animal ainda na lactação.

Porém, algumas outras bactérias com Staphylococcus aureus, Pseudomonas e inúmeros outros microrganismos como algas e leveduras, não vão responder ou vão responder muito pouco ao tratamento durante a lactação e também no período seco, não sendo economicamente viável o tratamento desses animais.

Resumindo, a CCS eletrônica e o CMT podem ser uma pré-informação para selecionar as vacas nas quais iremos realizar a cultura microbiológica para termos uma correta tomada de decisão de tratar ou não aquele animal durante a lactação.

Porém, só podemos tomar essa decisão de maneira assertiva após o resultado da cultura microbiológica, para saber se o tratamento daquele animal é economicamente viável ou não.

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Posso deixar de tratar a mastite bovina? Saiba em quais casos isso é possível https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/ https://blog.rehagro.com.br/posso-deixar-de-tratar-a-mastite-bovina/#respond Mon, 27 Jun 2022 19:05:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13467 Você gostaria de poder deixar de tratar até 50% dos casos de mastite bovina no seu rebanho? Seria um avanço para sua produção? Então, esse conteúdo é pra você! Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal? A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra […]

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Você gostaria de poder deixar de tratar até 50% dos casos de mastite bovina no seu rebanho? Seria um avanço para sua produção?

Então, esse conteúdo é pra você!

Quais mastites eu poderia deixar de tratar, esperando que haja uma cura do animal?

A cultura microbiológica consiste em uma ferramenta na qual coletamos uma amostra do leite do animal e levamos para uma estufa, que fica na própria fazenda. Em menos de 24 horas, temos o resultado do cultivo dessa amostra, identificando os microrganismos presentes ali.

 

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Com as placas mais modernas, chamadas placas cromogênicas, no resultado dessa cultura, podemos identificar até mesmo a espécie bacteriana que temos no leite analisado.

Com esse resultado em mãos, podemos decidir com segurança como devemos proceder:

  • Se devemos tratar;
  • Se devemos não tratar;
  • Se devemos direcionar um tratamento mais específico para os micro-organismos identificados na amostra.

E em quais casos poderíamos deixar de tratar a mastite, contando que o animal tenha uma cura clínica, bacteriológica e, consequentemente, uma redução da CCS (contagem de células somáticas) no teto acometido?

Confira, no vídeo abaixo, em quais casos podemos deixar de tratar a mastite, com o Prof. Nathan Fontoura, especialista do Rehagro Leite:

Ele explica que nós poderíamos deixar de tratar:

1. Principalmente e obrigatoriamente casos de mastite nos quais não há mais crescimento bacteriano ou microbiológico, ou seja, naqueles em que não há mais envolvimento daquela bactéria ou microrganismo no caso clínico. O que estamos vendo ali são resquícios da reação inflamatória provocada pelo agente microbiológico.

Mas lembre-se! Esse leite ainda tem uma alta contagem de CCS e, portanto, mesmo não tratando a vaca, ele deve ser destinado ao descarte. Caso contrário, ele irá contaminar o leite do tanque.

2. Quando identificamos na cultura microbiológica bactérias Gram-negativas. No entanto, algumas bactérias Gram-negativas, como a Klebsiella, têm uma resposta razoável ao tratamento e é economicamente viável tratá-las.

Portanto, se pudermos identificar a espécie presente na amostra, deixaríamos de tratar principalmente as mastites causadas por Escherichia coli.

Considerações finais

Deixando de tratar as mastite causadas pela E. coli e as mastites nas quais não houve crescimento microbiológico na cultura em uma fazenda em que as bactérias do grupo contagioso estão controladas, podemos deixar de tratar até 50% dos casos de mastite que acometem o rebanho, conclui o Prof. Nathan Fontoura.

Já é um grande avanço, não é mesmo?

Saiba mais sobre como realizar a cultura microbiológica na sua fazenda, com o artigo “Uso da cultura microbiológica do leite no controle da mastite“.

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Uso consciente de antimicrobianos no controle da mastite bovina https://blog.rehagro.com.br/uso-racional-de-antimicrobianos-no-controle-da-mastite/ https://blog.rehagro.com.br/uso-racional-de-antimicrobianos-no-controle-da-mastite/#respond Wed, 10 Feb 2021 15:00:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8785 O controle da mastite é fundamental para que o produtor tenha boa lucratividade na produção de leite. Ela é considerada a principal doença que afeta os rebanhos leiteiros no mundo, proporcionando as maiores perdas econômicas na pecuária de leite. Além disso, a mastite clínica foi reconhecida como a razão mais frequente para o uso de […]

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O controle da mastite é fundamental para que o produtor tenha boa lucratividade na produção de leite. Ela é considerada a principal doença que afeta os rebanhos leiteiros no mundo, proporcionando as maiores perdas econômicas na pecuária de leite.

Além disso, a mastite clínica foi reconhecida como a razão mais frequente para o uso de antibióticos em gado leiteiro, sendo responsável por até 62% do uso total de antimicrobianos.

Os antimicrobianos são compostos químicos capazes de matar ou inibir o crescimento de microrganismos. O primeiro relato do uso de antimicrobianos na medicina veterinária foi  para o tratamento de mastite em vacas leiteiras.

Essas drogas podem ser usadas de formas diferentes. O uso de antimicrobianos para o tratamento de casos já existentes de mastite, por exemplo, é considerado como uso terapêutico.

 

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Em casos específicos, essas drogas podem ser usadas para mais de uma finalidade, como no caso da terapia de vacas secas, cujo objetivo é curar infecções intramamárias existentes (terapêutico) e prevenir novas infecções (profilático).

O uso irracional de antimicrobianos tende a influenciar a geração ou seleção de patógenos resistentes, sendo que a resistência bacteriana atualmente é uma das maiores preocupações globais. Diante deste cenário e da crescente pressão do mercado consumidor,  medidas devem ser adotadas a fim do uso racional dos antimicrobianos.

Impactos econômicos gerados pela mastite na pecuária leiteira

A mastite bovina consiste na inflamação da glândula mamária, sendo causada por uma grande variedade de agentes, incluindo bactérias, leveduras, fungos e algas.

Os impactos negativos dessa doença são vistos principalmente na produção de leite, reduzindo o volume produzido e aumentando o custo de produção devido ao uso de medicamentos, como  antibióticos e anti-inflamatórios, para prevenção e tratamento.

Além disso, é comum que os prejuízos relacionados ao descarte de leite, descarte precoce de animais e morte, por exemplo, não sejam computados no real impacto econômico gerado pela mastite. A falta de orientação técnica e a carência de profissional qualificado são as principais causas desta falha de gestão.

Os prejuízos com descarte de leite por alteração e/ou presença de resíduos após tratamento, bem como os gastos com a compra de medicamentos somam 16% dos custos totais relacionados à mastite.

Estudos mostram que os custos da mastite nos Estados Unidos para prevenção e tratamento somaram aproximadamente US$185/vaca/ano.

Recentemente, estimou-se as perdas financeiras para mastite clínica durante os primeiros 30 dias de lactação em US$444 por caso, contabilizando diagnósticos, custos com antimicrobianos, leite não comercializável, custos veterinários, redução na produção de leite e perdas reprodutivas, além dos custos com reposição.

Manual de controle da mastite

Cultura microbiológica na fazenda

O uso consciente de antimicrobianos para o controle da mastite requer a participação  de todas as partes envolvidas na atividade, incluindo proprietários, colaboradores e médicos veterinários.

Pensando nisso, conduzir os tratamentos dos casos de mastite baseando-se na cultura microbiológica do leite possui a capacidade de reduzir o uso de antimicrobianos,  levando a menores riscos de resíduos, custos de tratamento e descarte de leite.

Por meio da cultura microbiológica é possível avaliar qual agente está causando a mastite e, dessa forma, atuar de forma rápida e precisa sobre qual antibiótico usar para cada caso e até mesmo decidir pelo não tratamento, dependendo do agente etiológico.

Alguns estudos relatam que entre 30 e 50% das culturas de mastite clínica não apresentam crescimento de bactérias, não justificando assim o tratamento com antimicrobianos.

Além disso, grande proporção das infecções causadas por patógenos gram negativos são rapidamente eliminadas pelo próprio sistema imunológico da vaca.

Terapia seletiva de vacas secas 

A terapia de vaca seca é um método bastante utilizado pelos produtores de leite durante a secagem das vacas para o tratamento de infecções intramamárias existentes e prevenção de novos casos de mastite.

Neste método, utiliza-se bisnagas de antimicrobiano de amplo espectro em cada quarto mamário, geralmente associado à posterior aplicação de selante de teto.

Nos últimos tempos, a terapia seletiva de vaca seca tem ganhado forças como uma alternativa que visa a redução do uso de antimicrobianos, promovendo a avaliação da necessidade de tratamento durante a secagem de cada vaca em específico.

Os principais critérios considerados na terapia seletiva de vaca seca são o histórico da contagem de células somáticas (CCS) e mastite clínica durante a lactação e o resultado da cultura microbiológica durante a secagem. Atualmente, poucos rebanhos conseguem preencher estes critérios e implementar este tipo de terapia, o que faz com que poucos produtores a adotem.

No Brasil, estima-se que a média de CCS seja de aproximadamente 550 mil células/mL e que 45% das vacas apresentam mastite subclínica no momento da secagem.

Portanto, nesta realidade, o uso de antimicrobianos configura uma prática indispensável dentro de um conceito de controle de mastite.

Conclusão

Frente à realidade de resistência bacteriana aos antimicrobianos em uso e da pressão atual do mercado consumidor, a racionalização do uso desses medicamentos torna-se uma questão urgente na pecuária leiteira.

A mastite é um dos principais eventos nos quais os antibióticos são mais utilizados. Analisar de forma segura e detalhada cada situação permite que a melhor decisão seja tomada, podendo reduzir sua utilização e os custos com tratamento por animal na propriedade.

Alternativas como cultura microbiológica do leite e terapia seletiva de vacas secas auxiliam no tratamento direcionado dos casos e uso consciente dos antimicrobianos.

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Bruno Guimarães

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