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]]>Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida.
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O manejo alimentar de bezerras tem início no fornecimento de colostro e termina com o processo de desaleitamento dos animais, período este que é importante para a manutenção do desempenho de animais recém desaleitados.
Ao nascimento, o trato digestivo dos animais já está formado, no entanto o desenvolvimento do rúmen, retículo e abomaso ainda não está completo.
O desenvolvimento completo dos pré-estômagos pode ser dividido em três fases, de acordo com o uso dos nutrientes pelo trato digestivo.
É importante ressaltar que o desaleitamento no momento em que animal apresenta o rúmen parcialmente desenvolvido é essencial para que o desempenho após esse manejo não seja prejudicado.
O completo desenvolvimento do trato digestivo está diretamente relacionado com o consumo de alimentos concentrados ou volumosos, seus níveis de inclusão, bem como sua forma física.
Diante disso, a dieta sólida possui um importante papel no desenvolvimento dos pré-estômagos, bem como na garantia de bezerros desaleitados capazes de ingerir quantidades adequadas de alimentos.
Durante a fase de aleitamento é essencial estimular o consumo de concentrado. A ingestão de grãos eleva a produção de propionato e butirato, substâncias importantes para o desenvolvimento das papilas do rúmen.
Quando se fala em desaleitamento, é importante que as bezerras estejam consumindo cerca de 1,0 a 1,5 kg de concentrado, visando reduzir o estresse nesse período.
Existem algumas práticas de manejo alimentar que podem favorecer o consumo dos concentrados desde a primeira semana de vida. Dentre elas, a oferta de concentrado em pequenas quantidades a partir do terceiro dia de vida e a redução da oferta de leite a partir de 30 dias, possuem uma boa taxa de sucesso.
A DISPONIBILIDADE DE ÁGUA É ESSENCIAL: Sem a oferta de água suficiente, as bactérias não crescem e se multiplicam, comprometendo o desenvolvimento ruminal. A água limpa e fresca deve ser colocada à disposição dos bezerros desde o nascimento.

São normalmente utilizados os concentrados farelados, texturizados e peletizados, já que a forma física pode afetar a preferência e a palatabilidade.
Os alimentos com partículas menores são atacados rapidamente pelas bactérias, sendo então rapidamente digeridos e absorvidos. Já os concentrados de maior granulometria conseguem estimular a movimentação do rúmen, contribuindo para o desenvolvimento muscular do órgão, a salivação e a mastigação.
Em relação à composição dos concentrados para energia, pode-se destacar: o milho, o arroz, o trigo, a cevada, o sorgo e a aveia, como as principais fontes. Já em relação a proteína, a soja é a fonte mais utilizada, no entanto, outros alimentos como o farelo de algodão e a semente de linhaça também são consumidos.
A utilização de fontes de nitrogênio não proteico, como a ureia, não são recomendadas para bezerros até os três meses de vida.
A oferta de fibra é essencial para redução dos problemas digestivos como a acidose ruminal. Dentre as fontes de fibra mais utilizadas para concentrados de bezerras destacam-se: casca de soja, casca de aveia e farelo de trigo.
Na literatura, algumas vantagens de oferecer forragem para bezerras têm sido descritas. São elas:
Para tanto, a forragem deve ser ofertada visando o livre consumo dos animais, sendo eles os regulares da quantidade a ser ingerida.
Em geral, as forragens ofertadas para as bezerras são leguminosas ou gramíneas, sendo que as leguminosas são mais degradadas quando comparadas às gramíneas e apresentam maior teor de amido e maior teor de matéria orgânica fermentável.
Nesse sentido, os animais que consomem uma dieta baseada em leguminosas apresentam um melhor desempenho quando comparados a animais que consomem gramíneas. As forragens ainda podem ser oferecidas como: pasto, feno, silagem ou silagem pré secada.
O volumoso deve ser ofertado a partir da oitava semana de vida dos animais, desde que as bezerras tenham à sua disposição, concentrado inicial desde a segunda semana de idade.
Como vimos, a introdução da dieta sólida para bezerras leiteiras é um processo importante para o sistema digestivo dos animais, possuindo impactos no futuro da fazenda.
O fornecimento de concentrado e volumoso, quando feito de maneira correta, promove o desenvolvimento dos animais e seu desaleitamento racional.
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]]>O post Suplementação a pasto: maximize resultados na pecuária de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Toda nova técnica apresenta um custo adicional por unidade produzida, e quando bem aplicada dilui gastos com serviços administrativos e jurídicos, impostos, depreciações de máquinas e equipamentos, aumentando a lucratividade da empresa.
A suplementação com energia e/ou proteína na produção de gado de corte pode ser estabelecida de acordo com o valor nutritivo da forragem, intimamente ligado à estratégia de manejo do pasto.
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É importante destacar que o desempenho do gado de corte a pasto é limitado especialmente pela ingestão de nutrientes, determinada pela composição bromatológica e pelo consumo de forragem feito pelo animal.
Pesquisadores mostram que animais mantidos em pastagens tropicais durante a seca, com baixos teores proteicos e energéticos, recebendo apenas suplementação mineral, normalmente apresentam perda de peso durante esse período.
Nesse caso, o baixo teor de proteína na forragem limita a fermentação ruminal, a degradação da fração fibrosa do alimento e a ingestão de forragem.

O consumo de forragem de animais em pastagens é um processo complexo, afetado por diversos fatores, alguns relacionados ao animal em si, como sexo, peso e composição corporal, nível de produção e potencial genético e fatores relacionados à pastagem, como a disponibilidade de forragem, a estrutura do pasto, a composição bromatológica da forragem e, finalmente, a suplementação ou não com alimentos concentrados.
Animais mantidos exclusivamente em pastagens tropicais durante o período quente e chuvoso do ano apresentaram ganho de peso diário entre 0,500 e 0,890 kg cab-1, com médio ao redor de 0,700 kg cab-1, segundo uma pesquisa de Ramalho, em 2006 e Santos e colaboradores em 2007.
Dessa maneira, mesmo na estação chuvosa, com forragens apresentando maior qualidade quando comparada ao período seco do ano, os animais não conseguem expressar todo o potencial genético.
Muitas vezes, esse potencial é limitado pela falta de energia, e, também, por proteína, quando em pastagens mais pobres. A suplementação com concentrado pode constituir-se em ferramenta auxiliar para:
Adotando a suplementação como ferramenta para a melhor utilização das forragens, pode-se manipular a dieta através de dois mecanismos: aumentando a taxa de digestão ruminal e/ou acelerando a taxa de passagem de componentes indigestíveis.
Porém, adequar níveis de proteína e energia que propicie maior crescimento microbiano e maior utilização da fibra é um grande desafio. Desafio este, que aumenta quando pensamos nas interações entre suplemento e forragem, dependente da quantidade e qualidade de forragem, quantidade e tipo de suplemento oferecido.
Em sistemas de produção já estabelecidos, a suplementação surge como uma ferramenta de auxílio às pastagens, visando produções compatíveis com a capacidade genética dos animais.
No entanto, é importante se atentar às estratégias compatíveis e adequadas para cada categoria animal, época e sistema, a fim de que não comprometa a eficiência econômica da propriedade. Uma alternativa para diminuir os custos adicionais com suplementação é a utilização de suplementos de baixo consumo.
Em uma pesquisa, novilhos Nelores foram suplementados com 1,5g/kg PV e o resultado foi melhor do que o obtido com animais suplementados apenas com sal mineral. Isso se deve ao fato de que nem sempre maiores resultados biológicos significam maiores respostas econômicas.
Ao avaliar o efeito da suplementação com sal mineral ou suplemento proteico, na época das águas, fornecido na quantidade de 1g/kg de peso corporal, estudiosos observaram diferença estatística nos ganhos médios diários, 0,630 e 0,812 kg/dia nos animais dos tratamentos com sal mineral e suplemento proteico, respectivamente.
Em outro estudo, foi testado o efeito da suplementação com mistura proteica energética fornecido na quantidade de 6g/kg PC contra um grupo controle e obteve-se resultados superiores nos animais que receberam suplementação (1,06 contra 0,77 kg/animal/dia).
As respostas à suplementação são maiores na época seca do ano, sendo principalmente devido a incrementos de 45 a 65% na taxa de degradação da fibra em detergente neutro potencialmente degradável da forragem de baixa qualidade, quando emprega-se suplementação exclusiva com compostos nitrogenados.
Assim, para manejar a nutrição dos animais de corte mantidos a pasto é importante conhecer a dinâmica do manejo das forragens, se atentar a qualidade e quantidade da forragem ofertada, e a interação com a quantidade e tipo de suplemento fornecido, de acordo com diferentes épocas do ano e metas a serem alcançadas.
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]]>O post Misturadores de ração: veja os principais tipos e garanta qualidade na mistura apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>E isso ocorre quando sua mistura não é realizada corretamente, o que pode ser evitado pelo uso dos misturadores.
Existem diversos modelos e tipos de sistemas de mistura no mercado, cada um com sua especificidade.
Neste artigo, você irá entender os benefícios e gargalos de cada um deles, bem como o passo a passo para garantir a qualidade da sua mistura, obtendo eficiência máxima no processo.
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Ao longo das últimas décadas, o perfil das dietas utilizadas na produção de gado de corte no país alterou de maneira significativa. Essa alteração foi observada tanto em dietas de confinamento, quanto no perfil dos suplementos utilizados para animais a pasto.
O desafio em busca do aumento da produtividade impulsiona técnicos e pecuaristas na utilização de dietas mais energéticas e “adensadas”. Dietas nesses padrões requerem, impreterivelmente, a utilização de maiores proporções de grãos, com diferentes tipos de processamento, e alimentos concentrados.
De acordo com o levantamento feito com nutricionistas por Millen et al. (2009) e Pinto e Millen (2016) a inclusão de grãos na dieta foi de 58% em 2009 para 85% em 2016, reduzindo a quantidade de forragem presentes nas dietas de terminação.
Nível de forragem e concentrado na dieta de terminação.
Essa realidade implica em uma série de consequências, além dos esperados ganhos em desempenho, desafiar ruminantes a dietas ricas em energia acarreta desafios significativos, a utilização de aditivos, a necessidade de adaptação dos animais, os cuidados com a homogeneidade da dieta, dentre outros fatores que são fundamentais na mitigação dos riscos observados nessas dietas.
Por consequência dos processos evolutivos, bovinos são ruminantes com baixa capacidade de seleção dos alimentos, principalmente quando comparados a pequenos ruminantes como caprinos e ovinos.
Porém, na oferta de uma dieta com grande segregação de alimentos, é possível se observar a seleção e a predileção de certos alimentos por parte dos bovinos, possibilitando que animais, principalmente confinados, consumam maiores ou menores quantidades de grãos e alimentos concentrados do que o determinado no momento da formulação da dieta.
Esse fator transforma o risco de desordens metabólicas, como acidose e timpanismo, ainda mais evidente no caso de seleção por alimentos mais energéticos ou resulta em desempenho aquém do esperado quando os volumosos são selecionados pelo indivíduo.
Por isso é tão importante que se garanta durante o fornecimento de uma dieta total, uma perfeita mistura dos alimentos nas suas devidas proporções, onde os animais não consigam selecionar os alimentos, ingerindo partes precisas da dieta formulada.
A homogeneidade da mistura é um fator importante também quando lembramos dos minerais e aditivos que são incluídos na dieta em menores proporções, sendo que qualquer falha na mistura pode resultar ingestão desbalanceada desses micronutrientes e, consequentemente, menor desempenho.
Uma sugestão prática é sempre checar se a dieta batida na fazenda está mais próxima possível da dieta formulada pelo nutricionista. Portanto, a precisão no carregamento é fundamental.
A experiência do operador conta muito para o resultado desse processo. Recomenda-se que a variação da dieta a campo e formulada não ultrapasse 10%, sendo que abaixo de 5% é que consideramos ideal.
A principal forma utilizada para se misturar uma dieta é pela utilização de misturadores. Existem diversos modelos de misturadores de ração e tipos de sistemas de mistura no mercado, cada um com sua especificidade, qualidade e deficiência, misturadores com roscas horizontais ou verticais, rotor ou tombamento, podendo estes serem estacionários, tracionados ou acoplados no chassi de caminhão.
Entender os benefícios e os gargalos de cada um desses tipos é fundamental para que a operação flua da melhor e mais eficiente forma possível. Portanto, assertividade na escolha do tipo de sistema de mistura para a realidade da fazenda é o ponto de partida para garantir a qualidade da mistura.
Sua principal característica é sua capacidade de misturar volumosos com partículas de fibras maiores, como por exemplo, o feno, em suma a robustez dos equipamentos desse tipo também se destacam.
Entretanto, para garantir uma mistura homogênea em vagões com rosca vertical, no geral, necessita-se de um maior tempo de mistura, cerca de 8 a 10 minutos, o que proporciona maiores gastos com combustível e desgaste dos tratores ou consumo de energia.
Nesse tipo de misturador deve-se estar atento à presença de facas para repicagem. Estas facas reduzem o tamanho da partícula, portanto não é indicado para dietas de confinamento. Sua indicação é para fenos, pré-secados e demais componentes secos que possuem fibras longas.
Há no mercado a opção com duas roscas verticais. Caso você opte por adicionar algum outro ingrediente que não seja volumoso e seja mais denso, atente-se para que ele seja adicionado ao misturador por último para melhor a homogeneidade da mistura.
Parte interna do misturador com rosca vertical. Fonte: Arquivo pessoal.
Mecanismos helicoidal vertical e facas de repicagem – Fonte: site da Siltomac.
Em contraste com o misturador vertical, o misturador horizontal tem como característica melhores condições de misturar volumosos com partículas de fibra menores, como a silagem de capim ou milho. Sua maior eficiência na mistura permite que esses misturadores proporcionem misturas homogêneas com menores tempos de mistura.
Nesse modelo é possível adicionar ingredientes de menor inclusão, garantindo sua distribuição uniforme. Portanto, o misturador horizontal é indicado em dietas com inclusão de grãos, farelos e subprodutos, podendo ser encontrado no mercado sistemas com 3 ou 4 roscas.
O tempo de mistura vai variar de 2 a 6 minutos, dependendo da capacidade do misturador e o tipo de dieta. Recomenda-se que o carregamento seja feito primeiro com os alimentos concentrados e depois com os alimentos volumosos.
Misturador helicoidal horizontal de 3 roscas – Fonte: site da Siltomac.
Demonstração de movimento das roscas em misturador horizontal de 4 roscas – Fonte: site da Kuhn do Brasil.
Esse misturador é indicado para ração de mistura total, podendo conter silagem, subproduto, grãos e núcleo. Seu mecanismo de mistura é feito por correntes e travessas, que evitam a deposição de ingrediente com maior densidade no fundo do equipamento.
Recomenda-se acrescentar o volumoso antes do concentrado nesse tipo de sistema, ou até mesmo carregar em “sanduíche”, caso haja 2 fontes de volumosos, por exemplo, bagaço de cana e silagem.
Correntes e travessa de misturador com rotor tombamento – Fonte: site da Siltomac.
Esse modelo de misturador vem ganhando grande destaque dentre os diversos tipos de vagões, pois garante uma excelente qualidade de mistura com tempo reduzido de funcionamento mesmo quando comparado aos misturadores de rosca horizontal, além disso, permite-se incluir diferentes tamanhos de partículas de volumosos.
Esses misturadores contém a combinação de duas roscas sem fim e rotor central contendo pás. O mecanismo combinado desse último modelo citado permite melhor qualidade de mistura em rações com maior quantidade de concentrado e menor tempo de mistura.
Outra característica interessante é que esse tipo de mecanismo minimiza quebra de ingredientes peletizados ou floculados. O tempo de mistura deve ser a combinação da velocidade do rotor e tipo de dieta.
Uma recomendação prática de mistura é, em média, de 10-15 giros, com a velocidade de rotação (RPM) recomendado pelo fabricante, o que equivale aproximadamente 3 a 6 minutos. Esse tempo deve ser checado para cada equipamento de acordo com o teste de qualidade de mistura da ração, que não deve variar de 5-10% comparado com a ração formulada.
A recomendação é que os ingredientes concentrados (grãos, coprodutos, farelo e núcleo) sejam carregados antes do volumoso, sendo do mais denso para o menos denso.
Misturador com duas roscas sem fim e rotor central contendo pás. Fonte: Arquivo pessoal da Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.
Independente de qual desses tipos de vagões – eles podem ser estáticos ou não – operações de maior porte que necessitam misturar grandes quantidades de ração, podem utilizar um misturador estacionário assessorados por um vagão apenas distribuidor ou caixas estacionárias de pré-carregamento assessorado por um misturador para reduzir o tempo do ciclo de alimentação.
Em confinamento acima de 15 mil cabeças, esse tipo de sistema otimiza a quantidade de equipamento distribuidor, combustível e funcionários. Vale a pena colocar essa conta na ponta do lápis.
Caixa estática pré-mistura. Fonte: Arquivo pessoal da Dra.Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.
Uma análise interessante foi feita em 15 confinamentos comparando os dois sistemas: carregamento direto no misturador acoplado a um caminhão (método tradicional) e o uso de caixas estacionárias para pré-carregamento antes de serem tombadas no caminhão misturador.
Essa análise mostrou que a variação de carregamento em peso absoluto foi menor com o uso de caixas estacionárias. Essa diferença, possivelmente, pode ser explicada pela otimização da mão de obra e do tempo no carregamento e descarregamento, que possibilita os funcionários serem mais precisos na quantidade de ingrediente na hora do carregamento, sem ter outro funcionário aguardando ou ele mesmo fazendo as duas operações.
A precisão no carregamento além de acarretar melhor qualidade da batida, minimiza desperdícios de ingredientes.
Variação absoluta de carregamento, em quilograma, entre o uso de caixa estacionária e carregamento direto no misturador acoplado ao caminhão. Fonte: Dados não publicados do arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.
Escolher o misturador que melhor se adeque à realidade e características específicas de cada operação é fundamental, evitando desperdícios e ineficiência. Além disso, outros fatores devem ser levados em consideração para se garantir uma mistura de qualidade e uma dieta homogênea.
Todos os equipamentos possuem a versão com balança, o que se torna a opção mais interessante para monitorar a operação, carregamento e descarregamento controlado e o consumo dos animais.
Falhas na pesagem do ingrediente e maiores fornecimentos de determinado ingrediente da ração por si só já são causas para dietas desbalanceadas, por isso sempre estar atento no momento do carregamento e sempre conferir e aferir a precisão da balança, que pode ser feito 1 a 2 vezes no ano (Figura 8).
Além disso, a distribuição programada, com balança no equipamento distribuidor, torna-se essencial para o controle do consumo dos animais, principalmente quando o tema é confinamento.
A sobrecarga dos equipamentos destinados a misturas da dieta, pode e vai interferir na qualidade da mistura, respeitar as especificações do fabricante de cada vagão é uma premissa importante, pois a sobrecarga impede que as partículas dos alimentos se misturem. Volumosos ocupam mais espaço, portanto, fique atento à capacidade cúbica, ao invés de checar apenas a capacidade em peso.
Entre dois tratos e, consequentemente, duas cargas do vagão, pode sobrar ração dentro do equipamento. Essa sobra, normalmente, pode interferir no momento do fornecimento do trato seguinte e alteração da composição da dieta do próximo trato.
Nesse caso, devemos cuidar para que essa sobra não seja acrescentada em dietas de adaptação, por exemplo, o que resultaria uma dieta mais energética, possivelmente, resultando em distúrbios metabólicos nos animais não adaptados.
Defeitos mecânicos e ausência ou ineficiência de algum componente do vagão também podem ocorrer e prejudicar o trabalho. Por exemplo, o desgaste das facas do vagão, por exemplo, irá comprometer a eficiência da mistura, no caso de fardos de fenos em misturadores verticais.
Por outro lado, se essas facas forem utilizadas em dietas de terminação contendo volumoso, poderá reduzir o tamanho de fibra além do exigido para manter a saúde ruminal, resultando em problemas metabólicos.
O atraso de tratos devido problemas mecânicos, consumo maior de combustível, ineficiência de mistura por desgaste de componentes, entre outros podem ser evitados através de manutenção periódica aos equipamentos e seus componentes.
Esteja sempre em dia com a manutenção do equipamento, e atento às exigências e recomendações dos fabricantes.
O tempo em que os alimentos permanecem no vagão para misturar é crucial para o estado final da dieta. O tempo de mistura ideal varia de acordo com o equipamento utilizado, capacidade, marca do misturador e principalmente de acordo com o tipo de ingredientes utilizados, variando entre 3 e até 15 minutos.
Ao contrário do que muitos pensam, o tempo excedido de mistura da ração segrega as partículas “desmisturando” a dieta em vez de misturar, por isso devemos manter o tempo ideal.
Um teste fácil de realizar a campo é fixar um tempo de mistura, de acordo com a recomendação do tipo de misturador, e coletar amostras para enviar para laboratório como descreveremos mais adiante. Preconizamos que essa variação não deve ser maior que 10% entre amostras, sendo menor que 5% considerado com variação ideal. Lembre-se também de compará-la com a dieta formulada!
Para ajustar o tempo de mistura e ordem de carregamento, faça a amostragem da dieta como descrito no item “6 passos para mensurar a qualidade da mistura”, mas antes de enviar para laboratório, passe uma amostra na peneira Penn State e cheque se a distribuição de fibras está uniforme para o início, meio e fim do descarregamento.
Fixado o tempo ideal, amostre seguindo os passos recomendados e envie o laboratório de sua confiança para uma análise mais precisa. Lembre-se que o uso da distribuição de fibra é apenas um norteamento para o ajuste, mas as chances de erros são bem maiores do que as análises químicas. Uma dieta desbalanceada pode representar resultados aquém do esperado.
A amostra que será enviada para laboratório deve representar a batida, e a forma como fazemos isso impacta diretamente nos resultados. O passo a passo abaixo pode ser conduzido de forma simples e bastante eficiente.
Passo 1: Após a batida, selecione 3 cochos para serem amostrados, sendo o primeiro cocho, um cocho intermediário, e o último cocho do descarregamento.
Passo 2: Assim, que a ração for distribuída, caminhe na frente do cocho coletando amostras, utilizando um equipamento em forma de concha ou a própria mão fazendo formato de concha. Faça a coleta antes dos animais terem acesso à comida para evitar seleção e contaminação pela saliva do animal.
Passo 3: Colete 1 amostra (mão cheia) a cada 5-10 metros, dependendo do tamanho do cocho, e coloque-as em um balde limpo. Alterne coletas no fundo, no meio e no topo da pilha de alimento, evitando pegar ração que tenha sobrado do dia anterior. Garanta de 5 a 10 amostras por cocho.
Passo 4: Após terminar a coleta no primeiro cocho, misture bem o conteúdo do balde, vire o balde em uma superfície limpa e reparta a amostra em 4 partes. Selecione 1 parte e repita a repartição. Faça esse procedimento até obter uma amostra de 200-500 gramas.
Passo 5: Coloque a amostra em um saco e lacre, identificando a amostra com o tipo de ração, batida e data da coleta. Envie para laboratório em até 24 horas para análise de algum componente da dieta de baixa inclusão, como por exemplo, zinco, ionóforo, cálcio. Pode-se analisar o teor de proteína, mas nesse caso a precisão será menor.
Passo 6: Faça o mesmo procedimento com os outros dois cochos. Quando você receber os resultados, compare o percentual de variação entre as 3 amostras da mesma batida.
Demonstração da posição da mão durante a coleta de amostra para evitar perder partículas de alimento, obtendo amostras mais representativas. Fonte: Arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.
Seguindo as etapas citadas, é possível atingir a máxima eficiência do nosso sistema em proporcionar uma dieta homogênea, mais próxima possível da formulada e por consequência, desempenho animal esperado.
Deixamos aqui algumas dicas rápidas para evitar erros e desperdícios:
A qualidade da mistura é um entre muitos pontos de atenção necessários para alcançarmos alta eficiência na nutrição, que pode representar mais de 70% dos custos de produção na pecuária de corte.
Para o pecuarista que deseja aumentar sua margem de lucro, mas não sabe por onde começar, planejar melhor a estratégia nutricional do rebanho pode ser um ótimo caminho.
Além disso, outros pilares como a reprodução, a sanidade, o manejo de pastagens e a gestão financeira da fazenda também devem andar juntos, sendo a base do sucesso de qualquer operação.
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]]>O post Dieta líquida de bezerras leiteiras: principais considerações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Tanto a dieta sólida quanto a dieta líquida atuam, primeiramente, na colonização do trato digestivo, e em seguida, no desenvolvimento dos órgãos relacionados a digestão de alimentos e absorção de nutrientes.
Assim como em outras áreas da criação de bezerras, a nutrição também possui certas crenças que precisam ser desmistificadas, a exemplo da narrativa incorreta de que a oferta de água às bezerras recém-nascidas deve ser feita somente a partir da desmama.
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Entende-se como colostro a primeira secreção láctea das fêmeas mamíferas logo após o parto, sendo responsável principalmente por fornecer energia e imunidade passiva.
O consumo desta secreção por parte da bezerra imediatamente após o nascimento está associado a proteção do organismo pela transmissão de imunoglobulinas, uma vez que o tipo de placenta dos bovinos não permite a passagem de grandes moléculas. É por isso que o fornecimento de colostro é de suma importância para garantir que os bezerros obtenham as imunoglobulinas e outras proteínas séricas maternas.
Além da oferta imunológica e proteica, uma outra função do colostro é o fornecimento de energia, vitaminas e minerais para o bezerro recém-nascido.
O ideal é que o colostro seja oferecido duas vezes ao longo do primeiro dia de vida da bezerra, sendo a primeira oferta nas primeiras 6 horas de vida da bezerra na quantidade de 10% do peso corporal, e a segunda oferta na quantidade de 5% do peso corporal cerca de 12 horas após a primeira colostragem.

Banco de colostro. (Fonte: Grupo Rehagro).
Alguns dos fatores relevantes quando se discute sobre dietas líquidas para as bezerras referem-se à qualidade e a quantidade fornecidas para essa categoria animal.
O fornecimento de leite na maneira correta auxilia no bom desenvolvimento e desempenho dos animais, promovendo assim um ganho de peso adequado e uma diminuição de doenças, como diarreia e pneumonia. A seguir serão abordados alguns aspectos relacionados a oferta de dieta líquida às bezerras leiteiras.
A temperatura em que o alimento líquido é fornecido é muito importante, pois quando se tem o fornecimento da dieta líquida em uma temperatura abaixo de 10º C o animal precisará gastar energia para aquecer tanto o seu organismo quanto o alimento ingerido.
Com isso, parte da energia que seria utilizada para crescimento terá que ser direcionada para regular a temperatura, havendo assim uma redução no desempenho do animal provocado por esse gasto energético.
O ideal é que, durante a oferta, o leite apresente temperatura próxima a temperatura do corpo do animal (aproximadamente 39ºC), pois isto influencia no processo de digestão e absorção, além de estimular o reflexo de fechamento da goteira esofágica.
Para definição da frequência de aleitamento deve-se levar em consideração a influência na vida do animal e no manejo geral da propriedade. Fornecimentos realizados uma vez ao dia podem aumentar o estresse nos animais, aumentar os casos de diarreia e ocasionar distúrbios que acometem o abomaso, por exemplo.
Recomenda-se que esse tipo de manejo alimentar seja evitado nos animais que possuem um consumo mais restrito de leite. O mais indicado é que o aleitamento seja feito no mínimo duas vezes ao dia, pois isso proporciona melhor aproveitamento da dieta e reduz o estresse do animal.
Os sistemas de aleitamento mais conhecidos que determinam o volume de leite ofertado às bezerras são o sistema convencional e o intensivo, tendo esse último as suas subdivisões.
No sistema convencional o fornecimento de leite é de cerca de 10% do peso corporal do animal (aproximadamente 4 litros/animal/dia), caracterizando-se por contribuir para um desaleitamento e um consumo de concentrado mais precoce devido a ingestão reduzida.
Neste caso, as exigências nutricionais do animal geralmente não são totalmente atendidas, sendo necessário o consumo de outros alimentos para suprir a demanda.
Outro aspecto desse tipo de manejo de aleitamento é a redução de custos com a nutrição, pois o principal fator que encarece a dieta dessa categoria animal é justamente a quantidade de leite designada para a alimentação das bezerras. Entretanto, esse manejo de aleitamento convencional está caindo em desuso por levar a baixos ganhos de peso e ao aumento na incidência de doenças.
No sistema de aleitamento intensivo as bezerras recebem um volume de leite de 15% ou até mais de 20% do seu peso corporal, o que favorece o ganho de peso e a futura produção de leite. No caso do sistema intensivo à vontade o consumo de leite é liberado, podendo chegar a mais de 20% do peso do animal, sendo fornecidos de 6 a 12 litros/dia ou tendo o aumento nos teores de sólidos da dieta líquida.
Nessas formas de aleitamento o desmame é dificultado, pois o animal tem a sua ingestão de dieta sólida reduzida pelo grande volume de leite consumido.
No sistema intensivo, o animal recebe volumes maiores de leite no início, e, de forma gradativa, a quantidade de leite fornecido vai sendo reduzida, o que leva o animal a consumir mais alimentos sólidos. Com isso, não ocorre prejuízo no desaleitamento dos animais.
É um dos alimentos que promovem o melhor desempenho dos bezerros devido ao alto valor nutritivo, sendo considerado o principal alimento para a alimentação dessa categoria.
Devido ao leite integral ser o principal produto utilizado na comercialização das propriedades, geralmente, a sua utilização deve ser bem planejada para que seja financeiramente viável para o sistema.
Não é incomum que o leite impróprio para a venda seja fornecido para as bezerras, entretanto essa prática pode ser prejudicial para os animais que consomem esse tipo de produto.
Geralmente, o leite proveniente de vacas doentes que se encontram em tratamento medicamentoso é fornecido para as bezerras, sendo que esse tipo de leite pode apresentar alta quantidade bacteriana, acarretando em algumas patologias, como a diarreia.
Outro problema associado a utilização do leite dessas vacas é que o tratamento com antibióticos pode levar a resíduos desses produtos no leite, fazendo com que os bezerros ingiram os resíduos, contribuindo assim para ocorrência de resistência bacteriana.
O leite proveniente de vacas com mastite possui um teor de nutrientes variáveis e uma baixa qualidade microbiológica, por isso esses tipos de leite não são indicados aos animais muito novos.
Um dos problemas relacionados ao uso de sucedâneo é o alto teor de fibra e de amido presente na formulação de alguns produtos comerciais, além da adição de gorduras e proteínas de baixo aproveitamento pelo animal, que quando somados podem gerar problemas intestinais nos bezerros.
Os sucedâneos não lácteos são produzidos com extratos vegetais, e uma das possíveis matérias-primas é a soja, caracterizada pela baixa digestibilidade que ocasiona um baixo desempenho do animal.
Outro fator que deve ser levado em conta com a utilização da soja são os fatores anti-nutricionais que podem levar a reações alérgicas intestinais, provocando diarreias nos animais. Já no caso dos sucedâneos lácteos há alguns subprodutos advindos do soro. Essas fontes não possuem fatores anti-nutricionais, como ocorre com as fontes de proteína vegetal.
O fornecimento de água para os bezerros deve ser iniciado logo nos primeiros dias de vida, devido a água ser um componente essencial para o organismo dos animais e de extrema importância em todos os processos fisiológicos.
Dentre todos os componentes da nutrição, a água é considerada como sendo o de maior importância justamente pela capacidade de limitar o consumo dos demais componentes caso não seja ingerida. A sua participação vai desde a dessedentação dos animais, termorregulação corporal, até o auxílio no desenvolvimento ruminal por criar um ambiente aquoso propício para fermentação bacteriana.
Independente da época do ano e da temperatura, a ingestão de água pelos bezerros torna-se imprescindível para estimular o consumo de alimentos secos. O consumo de matéria seca pelos bezerros está diretamente ligado à ingestão de água, e caso a ingestão de água seja reduzida, o consumo de matéria seca também será reduzido.

Oferta de água de qualidade para bezerras. (Fonte: Bruno Guimarães, Grupo Rehagro).
A manutenção da limpeza e higiene dos bebedouros consiste em outro ponto importante. Um estudo mostrou que no lote onde houve uma limpeza diária dos baldes para fornecimento de água os animais obtiveram um resultado de 9% a mais na eficiência no desmame quando comparados aos bezerros que tiveram seus baldes de fornecimento limpos a cada duas semanas (6%).
Outro efeito positivo promovido pela higiene dos bebedouros foi o ganho de peso com 160-170 dias, mostrando que o ganho de peso durante o período de crescimento desses animais foi mais satisfatório. Quando a água ofertada aos animais é de baixa qualidade, a ingestão hídrica é reduzida, e, consequentemente, acarretará numa redução do consumo de matéria seca e no desenvolvimento dos animais.
A boa higiene dos bebedouros também faz com que a presença de algumas doenças seja evitada, como no caso de parasitoses e de algumas infecções bacterianas e virais que podem ocorrer pela falta de higiene dos bebedouros.
A supervisão laboratorial da água utilizada na propriedade deve ser feita em uma frequência mínima semestral. O recomendado é que amostras sejam coletadas em pontos diversos da rede de distribuição. Por exemplo, coletar amostras da fonte de captação, dos encanamentos, da caixa d’água, dos bebedouros etc.
Este procedimento torna-se necessário para que o monitoramento da qualidade da água seja bem estratificado, abordando todos os possíveis pontos de contaminação da propriedade. O ideal é que seja solicitado a realização de análises dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.

Além do monitoramento em frequência mínima semestral, o tratamento da água na propriedade com produtos específicos torna-se interessante. Vários técnicos e produtores, por exemplo, têm adotado a ação de utilizar pedras de cloro nas caixas d’água visando o controle microbiológico.
A quantidade de cloro a ser adicionada na água é variável, devendo ser feita uma análise química previamente. Associado à adição do cloro a água, deve-se realizar a limpeza dos bebedouros com o objetivo de evitar a propagação de lodo, visto que uma quantidade excessiva de matéria orgânica pode inativar o produto químico.
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]]>O post Misturadores e qualidade de mistura para rações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Isso ocorre quando sua mistura não é realizada corretamente, o que pode ser evitado pelo uso dos misturadores.
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]]>O post Manejo alimentar de vacas em período de transição: veja principais recomendações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A importância da alimentação para a eficiência na produção de leite é fundamental em todos os estágios de produção, mas no período de transição, que compreende o intervalo de três semanas antes e três semanas após o parto, ocorrem grandes mudanças na fisiologia e no comportamento dos animais, o que gera grande impacto sobre a exigência nutricional.
Neste artigo, você verá algumas recomendações importantes para adequação do manejo de vacas no período de transição.
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A ingestão de nutrientes é essencial para garantir um balanço nutricional adequado, boa saúde, boa produção de leite e índices reprodutivos ideais.
Para que a fêmea no período de transição tenha uma ingestão de MS satisfatória, torna-se fundamental que pontos como escore de condição corporal, conforto térmico e manejo alimentar estejam adequados.
Devemos evitar que as vacas ganhem peso durante o período seco, pois conforme se aproxima o parto, o risco de esteatose hepática aumenta, principalmente nos animais com maior escore de condição corporal. O risco maior se concentra nas três primeiras semanas pós-parto devido à mobilização das reservas corporais.
Nesse caso, o uso de colina pode ser uma alternativa para auxiliar na prevenção do ganho de peso. No entanto, ela deve ser fornecida na forma protegida para que não sofra degradação ruminal.
Ao ser absorvida, a colina protegida otimiza o transporte e a metabolização dos lipídeos, prevenindo a esteatose hepática e demais distúrbios.
Além disso, a colina tende a estimular a produção de leite (2,3 kg/dia), auxiliar na redução da ocorrência de retenção de placenta (28% a menos) e de mastite (22% a menos).
As dietas acidogênicas (aniônicas) são conhecidas por promoverem ligeira acidose metabólica (pH sanguíneo de 7,38 – 7,40), induzindo uma melhor resposta dos receptores de paratormônio (PTH).
De forma resumida, essas duas alterações facilitam o processo de mobilização de cálcio no organismo e auxiliam na prevenção da hipocalcemia. Além disso, essa ligeira acidose metabólica induz uma acidose tubular a nível renal, que promove maior absorção de cálcio pelos rins.
Vacas que consomem dieta com diferença cátion-aniônica (DCAD) positiva, ou seja, dietas alcalogênicas, tendem a reduzir mais o consumo de MS quando comparadas às vacas alimentadas com dietas com DCAD negativo (dietas acidogênicas). A produção de leite também tende a seguir essa mesma resposta, exceto nas nulíparas, que não apresentam maior produção de leite quando alimentadas com dietas acidogênicas.
Nesse contexto, a avaliação do uso de aditivos pode ser uma alternativa interessante. Uma prática comum para a prevenção de distúrbios pós-parto é a utilização de aditivos na dieta pré-parto durante as últimas 3 semanas de gestação.
Nos gráficos abaixo, podemos observar que dietas com DCAD negativo podem reduzir a ocorrência de doenças como retenção de placenta, metrite e febre do leite.
DCAD e risco de febre do leite em vacas pluríparas
DCAD e risco de retenção de placenta ou metrite
Agora, você já sabe algumas dicas para adequar o manejo nutricional das vacas no período de transição. A alimentação é um dos principais pilares de sucesso para um projeto leiteiro e pode representar até metade dos custos de produção.

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]]>O post Snaplage: por que utilizar a silagem de espiga de milho apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essas são algumas das maneiras pelas quais é possível se investir para obtenção de melhores resultados.
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Pesquisadores e técnicos envolvidos na cadeia produtiva da pecuária de corte acompanham esse movimento, estudam e desenvolvem a cada dia perspectivas, ferramentas e alternativas para se alcançar melhores resultados.
Pensando no quesito melhoria da qualidade e disponibilidade dos alimentos ofertados nas dietas dos animais, principalmente em épocas de escassez de precipitações, uma alternativa muito utilizada e já bastante difundida é a silagem.
Originalmente, a ensilagem é um processo de armazenamento e conservação de alimentos, permitindo que esse alimento seja conservado por um longo período de tempo, para utilização em períodos onde a escassez de chuva limita a produção de pastagem, volumosos e/ou grãos.
Além da armazenagem em si, com passar dos anos e o avanço de estudos e pesquisas, percebeu-se que além de conservar os alimentos com baixa perda nutricional, a fermentação láctica produzida no processo de ensilagem permite ainda uma melhoria na disponibilidade de certos nutrientes presentes em determinados alimentos ensilados, é o caso por exemplo da silagem de grão úmido de milho ou sorgo.
Destaque para o grão de milho cultivado no Brasil, milho duro, que por suas características bromatológicas tem menor disponibilidade de amido, quando comparado com o milho dentado cultivado nos Estados Unidos, por exemplo.
Alguns alimentos são tradicionalmente ensilados e utilizados na alimentação de bovinos no Brasil, como silagem de planta inteira do milho e de sorgo, silagem de cana, silagem de capim, silagem do grão úmido de milho ou sorgo.
Além desses métodos “mais comuns” podemos descrever:
Todos esses métodos são alternativas que vêm ganhando destaque na nutrição de bovinos de corte.
Por volta dos anos de 1960, na Itália, teve início o processo de ensilagem da espiga de milho com a palha, o snaplage. Essa tecnologia foi levada aos Estados Unidos logo em seguida, país onde já é mais difundida. Há aproximadamente 6 a 7 anos, começaram a aparecer as primeiras silagens snaplage no Brasil.
O milho representa uma fatia representativa nos custos com alimentação de rebanhos em todo o Brasil, principalmente na composição de dietas para animais em confinamento. O milho seco e moído é bastante utilizado em dietas desse sistema, porém o snaplage vem ganhando destaque buscando alternativas de melhores custos sem perder o mais importante: produtividade do rebanho.
O snaplage é composto por 75 a 80% de grão, 10 a 15% de sabugo e 5 a 10% de palha, sendo um alimento energético rico em fibras. Sendo assim, ele estimula a ruminação, e auxilia na manutenção da saúde ruminal.
Entretanto, o snaplage não deve ser considerado um alimento substituto da silagem de planta inteira do milho. Por mais que tenha boa presença de fibra, não é um volumoso, e sim um insumo com o objetivo de adensar as dietas e aumentar o aproveitamento do amido pelo ruminante.
A inclusão do snaplage na dieta de confinamento deve ser associada ao grão seco para evitar problemas metabólicos. Além disso, essa combinação resulta em melhor aproveitamento energético pelo ruminante.
Essa relação de grãos fermentados e grãos secos deve ser de 70:30, desde que atenda o balanço entre amido fermentável e fibra fisicamente efetiva para ruminação. Por se tratar de um alimento energético com fibra, a adição de outras fontes de volumoso é reduzida.
Veja a comparação dos parâmetros médios de silagem de planta inteira, grão úmido e snaplage na Tabela 1.

Tabela 1: Parâmetros bromatológicos médios de silagem de planta inteira, silagem de grão úmido e snaplage (Fonte: Rehagro Consultoria)
O processo do snaplage exige algumas especificidades, como a colheita. A adaptação de uma plataforma despigadora à máquina autopropelida parece uma alternativa viável economicamente para colher esse material. Ela permite que essa alternativa possa ser difundida em todas as regiões.
O ponto de colheita tido como ótimo para o snaplage, é quando o grão do milho apresenta em torno de 28% a 35% de umidade. Isso ocorre porque a espiga possui cerca de 5% de umidade acima do grão.
É importante essa análise ser feita de maneira criteriosa, pois o percentual correto e desejável de umidade é essencial para o processo adequado de fermentação e compactação da silagem.
O tempo de ensilagem desse alimento é de no mínimo 60 dias para garantir a máxima digestibilidade do amido, que é o principal nutriente do snaplage. A produtividade da matéria seca da silagem de espiga é outra vantagem. O rendimento geralmente é cerca de 15-20% maior que a silagem de grão úmido devido a presença da palha e sabugo. Isso pode representar menor custo por tonelada produzida.
Imagem 1: Silagem de grão úmido (Fonte: Rehagro Ensino)
Outro fator, que poucos levam em consideração, mas que merece uma ressalva importante, não está ligado diretamente à qualidade ou às características do alimento snaplage. Ele diz respeito aos seus benefícios indiretos na lavoura, como a colheita da espiga.
A técnica deixa na roça um volume interessante de matéria orgânica que pode ser utilizado como fonte de fibra para diversas categorias de animais. É importante colocá-las para pastejar na área ou para o processo de plantio direto, que é extremamente interessante e positivo.
Existem muitas alternativas a serem consideradas na busca pela eficiência produtiva dentro da cadeia da carne. Alimentos e insumos utilizados nas dietas são potencialmente os principais responsáveis pelo desempenho dos animais, principalmente em confinamento. Sendo assim, criar espaço e desmistificar ferramentas é fundamental para a evolução do processo.
A snaplage é um alimento rico, de grande potencial produtivo e econômico, e deve ser levado em consideração nas atividades onde se fornecem alimentos ensilados aos animais.
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]]>Após uma avaliação do rebanho e seu desempenho, eles podem ser indicados quando há a real necessidade de refinamento nutricional, lembrando que o manejo alimentar tem grande impacto sobre os resultados financeiros do produtor.
Mas existem alguns critérios que devem ser considerados na escolha do aditivo ideal para as suas vacas! Conheça alguns deles neste artigo!
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Uma das dificuldades no monitoramento do desempenho de bovinos de leite é justamente avaliar o manejo nutricional ou alguma intervenção nutricional na falta de um grupo controle.
Isso faz com que muitas das análises sejam feitas de maneira subjetiva e com fatores que possam confundir a resposta. O efeito do tempo ou da estação do ano é um exemplo disso.
Para que o monitoramento do manejo nutricional tenha algum valor do ponto de vista da tomada de decisão é necessário que:
O uso de médias para a avaliação do desempenho animal, apesar de importante, é muitas vezes de pouco valor para a tomada de decisão. Já a visualização da distribuição dos dados de produção é muito importante para pesquisar oportunidades de melhoria no rebanho.
Esses dados devem ser provenientes de subgrupos do rebanho que apresentem características em comum, como número de lactações, dias em lactação, lote de produção e dieta fornecida.
Na análise de subgrupos dentro do rebanho em lactação, pode-se dividi-los em distintas categorias com base. Podemos citar:
Uma vez que os subgrupos tenham sido identificados, é necessário avaliar os dados mais recentes de desempenho animal quanto à produção de leite, produção de componentes do leite, contagem de células somáticas e incidência de distúrbios metabólicos.
Com os dados disponíveis, é possível analisá-los e determinar possíveis soluções e oportunidades para melhoria do desempenho do rebanho.
A avaliação dos dados de produção em relação ao número de dias em lactação para os diferentes subgrupos permite determinar pontos de estrangulamento no rebanho.
Dentre a separação dos animais para a análise da utilização ou não de um aditivo, um importante fator a ser considerado é o estado fisiológico do animal ou o momento da curva de lactação que o animal se encontra.
Vacas no período de transição, por exemplo, possuem particularidades ao passarem por modificações em sua fisiologia e comportamento e, consequentemente, na exigência nutricional.
Fatores relacionados à nutrição e aos animais devem ser considerados, como:
Tipos de alimentos e balanceamento de dieta para a categoria animal também são fatores importantes a serem considerados na possibilidade de suplementação de um aditivo.
A determinação desses fatores será fundamental para a escolha perfeita e maximização do retorno financeiro à utilização de um aditivo.
Vários aditivos da dieta de uma vaca leiteira estão relacionados a alterações do perfil de constituintes do leite. Alterações no perfil do leite podem levar a bonificações, como aumento dos teores de gordura e/ou proteína, que podem ser o alvo da utilização dos aditivos.
Deve-se tomar cuidado com o tipo de aditivo utilizado e sua interação com a dieta, pois alguns aditivos estão relacionados à queda na concentração de gordura do leite, mesmo sem haver queda significativa da produção total de gordura pela glândula mamária.
Muitos aditivos têm sido desenvolvidos para tentar manter a vaca saudável no pós-parto, prevenindo a ocorrência de algumas doenças.
Uma prática comum para a prevenção da hipocalcemia no pós-parto é a utilização de aditivos aniônicos à dieta pré-parto durante as últimas 3 semanas de gestação.
Além disso, muitos dos aditivos utilizados no pós-parto para melhorar o perfil energético e ruminal já podem ser fornecidos antes do parto em doses inferiores, mas compatíveis com a ingestão de matéria seca dessa fase.
Mas atenção! Vários deles necessitam de um tempo de adaptação do animal e, principalmente, da microbiota ruminal. Por isso, as práticas de adaptação aos aditivos são recomendadas na maioria dos casos.
Um plano de alimentação e suplementação com aditivos para vacas em lactação deve considerar os estágios da curva de lactação, bem como as respostas esperadas para cada uma dessas fases.
A nutrição pode representar cerca de 50% dos custos de produção na pecuária leiteira e a habilidade em produzir comida de qualidade para as vacas tende a flexibilizar esse custo, consequentemente, refletindo de forma positiva no caixa da fazenda.
Dessa forma, um bom nutricionista tem valor inestimável para um produtor que busca alcançar melhores resultados financeiros.
Para capacitar profissionais que desejam atender a essa demanda do mercado, o Rehagro criou a Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros.

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]]>Clique no botão abaixo e tenha acesso ao material!
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]]>Formular dietas para bovinos leiteiros não é tão simples quanto se costuma acreditar! Envolve muito mais do que receitas prontas e vai muito além da indicação do uso de aditivos, sendo necessário grande conhecimento da composição dos alimentos, exigências dos animais e dos objetivos que se quer alcançar.
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Como primeiro e essencial ponto, é preciso conhecer de perto o rebanho e a fazenda. Genética e ambiente irão afetar diretamente o resultado da alimentação. Os alimentos volumosos disponíveis na propriedade deverão ser analisados visualmente e por análises laboratoriais para saber como ele poderá ser utilizado na composição da dieta.
As exigências nutricionais de cada categoria deverão ser atendidas de modo a promover a manutenção e alcance de metas. Por exemplo, a categoria novilhas deverá alcançar determinado peso e tamanho para atingir a meta de entrar em reprodução com a idade correta, normalmente, de forma precoce.
As vacas, além de produzirem leite, devem se reproduzir de forma adequada, tendo o seu balanço energético adequado para tanto. Vacas em período de transição, por exemplo, necessitam de um manejo nutricional específico, que deve ser atendido com atenção.
O responsável pela nutrição de um rebanho deverá ter conhecimentos sobre os alimentos e seus valores nutricionais. O entendimento de um alimento passa também pela função que o mesmo exercerá no organismo do animal.
Para tanto, algumas perguntas simples podem ser feitas:

Um nutricionista conhece bem a composição dos alimentos e também a forma como deverá ser oferecido, como por exemplo, o tamanho da fibra.
Por fim, um consultor em nutrição, tendo o conhecimento de que a alimentação é o item de maior custo dentro do sistema de produção de leite, deverá estar sempre atento aos preços de insumos, buscando uma dieta que tenha como resultado a lucratividade.
É importante ressaltar que, na maioria das vezes, uma dieta de mínimo custo, não é aquela de máxima eficiência!
Outro ponto bastante importante quando se considera a nutrição animal é a certeza de que dieta formulada será realmente consumida pelo animal. Devemos sempre considerar que, em uma fazenda, na verdade, existem ao menos três dietas diferentes:
A produção de leite começa pela boca da vaca. É a alimentação oferecida, juntamente com a genética e o ambiente, que promoverá uma boa produção.
Uma nutrição inadequada pode, muitas vezes, não estar especificamente ocasionando baixas produtividades, mas impedindo o animal de expressar todo o seu potencial produtivo.
As exigências nutricionais de bovinos leiteiros variam de acordo com:
O estágio da lactação afeta a produção e composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal. Vacas no início da lactação produzem mais e, portanto, necessitam de melhor aporte nutricional, por exemplo.
Um plano de alimentação para vacas em lactação deve considerar os três estádios da curva de lactação. O não atendimento das necessidades específicas de cada fase pode prejudicar o potencial produtivo de cada uma delas ou, até mesmo, encurtar a persistência da lactação.
Curva de lactação / Fonte: Ideagri
A idade do animal influencia as exigências alimentares na medida em que o nível de produção e as necessidades de mantença e desenvolvimento variam sob esse aspecto. Por exemplo, animais reprodutivamente precoces, que continuam em crescimento durante uma ou duas lactações, devem receber alimentos com qualidades superiores àqueles que estão em função apenas da produção de leite.
Um bom plano nutricional deve respeitar não só a produção, mas também o desenvolvimento corporal do animal.
Um nutricionista sabe que a recuperação da condição corporal de uma vaca acontece no pós-parto, mas não no período de balanço energético negativo, onde se deve focar em não permitir perda de peso.
Correr atrás do prejuízo na fase final da gestação, não só não oferece resultados para a vaca, como favorece a ocorrência de doenças metabólicas no pós-parto imediato. Então, qual a composição e quantidade devem ser fornecidas ao animal em cada fase? Consulte um nutricionista!
Um custo maior com a alimentação pode se transformar num lucro maior ainda, trazendo um resultado final positivo.
Uma grande parte das doenças enfrentadas por rebanhos leiteiros vêm, não de problemas sanitários, mas de um plano nutricional deficiente.
Você já ouviu falar de acidose? Sofre com problemas de casco no rebanho? Já viu muita retenção de placenta e infecção uterina? E a mastite? Deslocamento de abomaso?
A maior parte dos produtores de leite tecnificados conhece de perto ou se preocupa com todos esses problemas. A questão é: em que nível acontecem.
Uma elevada incidência dessas doenças em uma propriedade leiteira significa, não apenas um animal doente, mas uma fazenda doente, que necessita de melhor atenção na dieta e manejo nutricional.
Segundo o médico veterinário Bolivar Nóbrega de Faria, doutor em ciência animal, a nutrição é tão importante que o veterinário clínico está tendo que se especializar no assunto, trabalhando com o que se chama medicina de produção.
“A produção depende diretamente da nutrição e é ela que move a fazenda, desde a venda de leite até a comercialização de animais saudáveis. Falando em saúde, a maior parte das doenças na bovinocultura de leite moderna tem um fundo ou predisposição nutricional. Outro ponto importante é a reprodução, uma das maiores causas de descarte de animais. Se não houver um trabalho conjunto de nutrição e reprodução os índices reprodutivos serão baixos”.
Relações entre concentrado e volumoso inadequadas são comuns nos rebanhos brasileiros. Um balanceamento incorreto entre fibra fisicamente efetiva e carboidratos não fibrosos é capaz de gerar um ciclo vicioso de enfermidades ligadas entre si.
É até desejável um pH ruminal ligeiramente ácido (respeitando o limite de 5,5) para maximizar a produção de leite de bovinos leiteiros, porque a digestibilidade da dieta e o rendimento da proteína microbiana produzida no rúmen são maximizados quando dietas altamente fermentáveis (concentrados) são consumidas.
Com a diminuição exagerada do pH ruminal, entretanto, há redução do apetite, da motilidade ruminal, da produção microbiana e da digestão da fibra.
O fornecimento excessivo de concentrados pode acarretar a chamada acidose subclínica. A etiologia da doença é explicada pelo aumento, ocasionado pelos alimentos altamente fermentáveis, dos níveis de ácidos no rúmen. Esses casos crônicos da doença podem apresentar como sintomas diarreia em parte do rebanho, diminuição dos movimentos gastrointestinais, diminuição na gordura do leite, laminite e úlcera de sola.
Úlcera de sola – problemas de casco podem ser decorrentes de erros no manejo nutricional, e não somente um problema de instalações
A diminuição dos movimentos gastrointestinais, levando à hipomotilidade do abomaso, relaciona a incidência de acidose ruminal à ocorrência de deslocamento de abomaso. É importante frisar que a etiologia do deslocamento de abomaso é multifatorial, sendo esse um dos fatores predisponentes da doença.
Os sintomas apresentados por um animal com deslocamento de abomaso à esquerda, normalmente, são apetite diminuído e seletivo, desidratação moderada a severa e grande queda na produção de leite. É facilmente diagnosticado e sua correção é cirúrgica.
O prejuízo fica a cargo dos custos com o tratamento, queda na produção, descartes involuntários de animais e até mesmo morte
Apesar de os altos níveis de concentrados nas dietas causarem diversas enfermidades, o contrário também pode levar a uma enfermidade chamada cetose.
Vacas com alta demanda de energia, como as do lote de pós-parto imediato, irão mobilizar seus depósitos de gordura corporal para atender à demanda de produção de leite não suprida por uma dieta pobre em energia e rica em fibra.
Os sintomas incluem depressão, rápida perda de peso, queda na produção, constipação, fezes cobertas com muco, entre outros. Geralmente comem feno ou outra forragem, mas recusam-se a comer concentrados.
Valores alcançados somados ao menor custo com os itens citados e outros inúmeros não mencionados são iguais ao resultado do trabalho de um bom nutricionista. Entende-se por resultado, não só o financeiro, mas também a satisfação do produtor com um dia a dia onde é possível focar mais no trabalho e menos em problemas.
Um bom nutricionista é de grande auxílio ao produtor, principalmente em épocas como a que estamos vivendo hoje, de alta de insumos, como o milho e a soja.
Esses profissionais podem apresentar estratégias nutricionais que mantenham uma boa produtividade, otimizem os custos e elevem a margem de lucro do negócio.

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]]>As adversidades climáticas, marcadas por má distribuição de chuvas e falta de grandes áreas adequadas à agricultura, restringem a utilização da terra, sendo a pecuária uma alternativa de menor risco.
No contexto da produção de leite, existe, nesta região, um grande potencial para a produção de alimentos, principalmente devido às altas temperaturas e luminosidade durante grande parte do ano, o que favorece crescimento de forrageiras tropicais, como a Brachiaria.
Somado a isso, em localizações específicas, os recursos hídricos estão disponíveis em abundância e a utilização da irrigação se torna uma opção promissora para a região.
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Fonte: IBGE (PPM, 2009)
No entanto, grande parte da produção ainda está concentrada em áreas do semiárido, que hoje corresponde a 53% do território do nordeste. Esta região é caracterizada pela irregularidade de chuvas, com precipitações anuais médias que giram entre 500 e 1000 mm, com grandes extensões abaixo de 700 mm, inviabilizando ou comprometendo a produção de forragens ou grãos (Lira, 1981).
Diante desta realidade, surgem alguns questionamentos:
A resposta é sim!
Exemplos disso estão nos números de produtividade de rebanho alcançados em estados como Alagoas e Pernambuco, que evidenciam o potencial destas regiões. E com certeza, um dos grandes diferenciais está na utilização da palma forrageira na alimentação dos rebanhos.
Comparação de Pernambuco e Alagoas em relação a outras áreas produtoras de leite do Brasil, 2001 / Fonte: Embrapa Gado de Leite (2003)
As primeiras espécies de palma forrageira foram trazidas do México pelos portugueses, com o objetivo de ser utilizadas como criatório de cochonilhas para a produção de corante natural.
Em 1818, foi introduzida no semiárido, onde começou a ser utilizada como alimento para ruminantes. A partir da percepção a campo do potencial deste vegetal, no final da década 50 iniciaram-se as pesquisas relacionadas ao manejo agronômico da palma.
A partir daí, centenas de trabalhos vem identificando, nos últimos anos, o real potencial deste alimento e seus benefícios econômicos e produtivos para a pecuária no semiárido.
Nos dias atuais, duas espécies são amplamente difundidas e utilizadas em várias regiões do nordeste brasileiro:
Palma gigante (Opuntia ficus-indica)
Palma Miúda ou doce (Nopalea cochenillifera)
Quando se fala em alimento de alta qualidade para vacas leiteiras, temos como referência os volumosos tradicionalmente utilizados em várias regiões do Brasil, como a cana-de-açúcar, silagem de milho e silagem de sorgo.
E qual seria o grande diferencial destas forrageiras? O grande potencial de produção de matéria seca e energia por hectare, além da boa disponibilidade dos seus nutrientes.
Surpreendentemente, a palma forrageira apresenta todas estas características e com o grande diferencial de estar muito bem adaptada às condições climáticas do semiárido, graças aos seus mecanismos fisiológicos que a tornam muito menos dependente de água.
Em situações de manejo intensivo, a palma forrageira pode alcançar produtividades de matéria seca e de energia por hectare ainda maiores do que a cana-de-açúcar e a silagem de milho, se tornando uma opção de alimento muita estratégica em algumas regiões.
Produção de NDT para Milho, Sorgo e Palma Forrageira. Dados médios.
Produtividades conseguidas em São Bento do Una no Agreste Pernambucano. Milho (27 ton/hectare), Sorgo (33 ton/hectare)e Palma (100 ton/hectare). Fonte: Adaptado de Ferreira (2005)
Comparativo de produtividade por área de Matéria Seca e energia (CNF-Carboidrato Não Fibroso) da Palma Forrageira e outros Volumosos utilizados no Brasil
Na tabela de produção de NDT, estão evidenciadas produtividades e teores de matéria seca do milho muito abaixo da atual realidade de algumas regiões do Brasil.
Isso ocorre devido à instabilidade de chuvas em algumas regiões do nordeste, como, por exemplo, a de condução do experimento, tornando o milho uma cultura de risco e comprovando a importância da palma e sua adaptabilidade às regiões de seca.
Em tempos onde o preço dos insumos alimentares como milho, soja, casquinha de soja e polpa cítrica apresentam variações constantes e são extremamente dependentes do mercado (commodities), um dos grandes desafios é conseguir fornecer ao animal o nível adequado de energia (CNF) na forma de amido ou outros constituintes, sem que o custo da dieta extrapole o orçamento e as metas de margens de lucro da propriedade.
Dentro deste contexto, a palma tem papel fundamental, uma vez que sua inclusão diminui a dependência de concentrados energéticos, além de seu custo de matéria seca ser menor do que outros alimentos, contribuindo significativamente na redução das despesas com alimentação (R$/Litro de Leite).
Tudo isso é possível pelo fato da palma, apesar de ser considerada um volumoso, apresentar, em sua constituição, grande porcentagem de carboidratos não fibrosos (CNF), constituído por açucares, amido, ácidos orgânicos e pectina, que são rapidamente disponibilizados para a fermentação ruminal.
Para se ter uma ideia, comparativamente, a palma apresenta 80% do valor nutricional do milho grão (Lima et al., 1981), tendo o custo de matéria seca 8 a 10 vezes menor.
É como se tivéssemos na propriedade um alimento semelhante à polpa cítrica, com custo de aproximadamente 80 a 100 reais a tonelada de matéria seca. É ou não é um bom negócio?
Custos de Produção por tonelada de Matéria Natural da Palma Forrageira cultivada em sistema intensivo e extensivo / Adaptado de Suassuna (2009)
Custos da Matéria Natural (MN) e Matéria Seca (MS) de Palma em comparação a outros forragens utilizadas em propriedades leiteiras
Apesar de ser considerada uma forragem, a palma forrageira apresenta características de um alimento concentrado, com baixo teor de fibra (FDN de 26%), alto conteúdo de carboidrato não fibroso (58,5% de CNF), além de pouca capacidade de estimular a ruminação.
Devido a isso, outras fontes de fibra devem ser adicionadas à dieta, uma vez que a utilização exclusiva de palma pode levar a problemas como o timpanismo (empazinamento), diarreia, diminuição da gordura do leite, acidose metabólica, diminuição do consumo de matéria seca e perda de peso.
Portanto, a escolha do volumoso que deverá ser associado à palma deve levar em consideração o equilíbrio entre o carboidrato fibroso e não fibroso. Por exemplo, em dietas com bagaço de cana (rico em FDN e pobre em CNF), a proporção de palma poderá ser bem maior do que silagem de Milho e Sorgo.
Da mesma forma, em dietas com grandes quantidades de alimentos concentrados, menos palma deve ser utilizada.
A palma apresenta baixo teor de proteína (4,8%), necessitando de complementação proteica vinda de alimentos como soja, ureia, torta e caroço de algodão, cevada, do próprio volumoso, dentre outros.
No entanto, erroneamente são utilizadas formulações comerciais com teores de proteína variando de 18 a 24%, que atendem à demanda de proteína quando é fornecida outra fonte de forragem como o pasto ou silagens de milho e sorgo, mas que não são suficientes para atingir os requerimentos da vaca quando se utiliza a palma forrageira.
Na tabela abaixo, veja que os teores de proteína no concentrado quando a palma é utilizada podem variar de 28 a 37,5%. Formulando incorretamente a ração, não é possível explorar todo o potencial de palma, criando uma falsa ilusão de que ela é inapropriada para a produção de leite.
Estimativa do teor de proteína bruta na MS do concentrado, quando da associação de palma forrageira com silagem de sorgo na proporção de 50% cada V:C (Relação Volumoso:Concentrado) , PB (Proteína Bruta), MS (Matéria Seca) / Fonte (Ferreira, 2005)
Esse é um dos grandes questionamentos dos produtores que utilizam palma forrageira nos seus rebanhos. No entanto, o mais importante não é a quantidade a ser fornecida, e sim como está sendo fornecida, principalmente com relação ao consórcio com outras fontes de fibra e o equilíbrio entre carboidrato não fibroso e Fibra efetiva (FDN).
Ferreira e seus colaboradores (2004) avaliaram a inclusão de palma em substituição ao feno de capim Tifton nas proporções de 0; 12,5; 25; 37,5 e 50% em dietas de vacas holandesas, mantendo a proporção de alimento concentrado em 30% da matéria seca.
Apesar da diminuição dos teores de gordura do leite e tempo de ruminação para as 2 maiores inclusões de palma, a presença deste alimento melhorou a eficiência alimentar, ou seja, para a mesma quantidade de matéria seca consumida, a produção de leite aumentou quando se elevou a proporção de palma dieta.
A relação de kg de leite por kg de concentrado variou de 2,92 para a dieta com 0% de palma na dieta, para 3,80 nas dietas com 50% de palma.
No entanto, foi detectada diarreia nas dietas com 50% de palma forrageira como fonte de volumoso, indicando mais uma vez a necessidade de balanceamento de fibra e certo limite para inclusão na dieta dependente da outra fonte de volumoso.
Trabalhos mostram consumo de matéria seca variando entre 1,1 a 1,8% do peso vivo para vacas em lactação, ou seja, uma vaca de 500 Kg consumiria entre 5,5 e 9 Kg de matéria seca de palma forrageira, ou um consumo entre 42 e 90 Kg de matéria natural. Nestes experimentos, mesmos com altos consumos (90 Kg de Palma), não ocorreram problemas de diarreia nas vacas.
Em contrapartida, vacas que consumiram 60 Kg apresentaram algum problema, evidenciando que os malefícios causados pelo fornecimento de palma forrageira não estão relacionados ao alto teor de umidade da palma e sim ao balanceamento da dieta.
A utilização da palma já é uma realidade em várias regiões do semiárido brasileiro. No entanto, paradigmas, conservadorismo e falta de adoção de tecnologias inibem a expansão deste alimento para outras regiões.
O conhecimento do real potencial da palma e sua correta utilização através das adequações de fibra e proteína na dieta são de extrema importância a fim de explorar todo o potencial deste alimento.
É importante salientar que os baixos custos da tonelada são conseguidos a partir de sistemas intensivos de plantio, nos quais se alcançam produtividades maiores que 400 toneladas por hectare.
Portanto, pensar que a palma é uma cactácea pouco exigente em fertilidade é um grande erro e a escolha de solos férteis, adubações (orgânica e química) e irrigação devem ser levadas em consideração, uma vez que apresentam excelente resultado.
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O post Palma forrageira na alimentação animal: uma opção para o semiárido apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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