O post Como melhorar a gestão de uma fazenda leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Caso opte pela primeira opção, os riscos de errar o trajeto de forma a dificultar e atrasar a sua chegada no local são bem maiores.
Este mesmo exemplo pode ser aplicado como uma analogia na pecuária leiteira. Vamos supor que a produção de leite ou a reprodução de seu rebanho não está boa e você decidiu otimizá-la. O que checar? Por onde começar? Quais atitudes tomar? Quais caminhos seguir?
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Ter informações seguras, confiáveis e certeiras da rotina da propriedade fazem toda a diferença nesta situação. Tais informações permitem o cálculo de indicadores que norteiam as ações dentro da fazenda, justamente por atuarem como um GPS que guia a gestão da propriedade.
Além disso, estes indicadores atuam também como termômetros, mensurando o desempenho do rebanho.
A gestão eficiente de uma fazenda leiteira só é alcançada por meio de indicadores. Tê-los em mão, portanto, é uma questão de empenho, rotina e dedicação.
Dados de uma fazenda de produção de leite.
Os indicadores são importantes ferramentas de gestão e de tomada de decisão. Eles se baseiam em dados reais que são utilizados para gerar números e taxas que apontam o desempenho de determinada ação ou processo.
Um exemplo comum a todos, são os indicadores que expressam o rendimento de desempenho de um veículo.
Um determinado carro pode ter uma autonomia de 480 km com 40 litros de combustível, enquanto um outro pode rodar 600 km com os mesmos 40 litros. Ou seja, o primeiro veículo possui um rendimento de 12 km/litro e já o segundo veículo possui um rendimento de desempenho maior, com 15 km/litro.
Veja que no exemplo citado temos mais de uma opção de expressarmos os indicadores, com diferentes unidades de medida.
O mesmo acontece na gestão de uma fazenda da pecuária leiteira. Podemos e devemos calcular indicadores para os mais diversos setores da atividade: produção de leite, reprodução, qualidade do leite, sanidade, gestão econômica e financeira etc.
A própria média de produção de leite do rebanho é um exemplo clássico de um indicador bastante acompanhado nas fazendas.
Para obtermos este número, basta dividirmos o volume total de leite produzido no dia pelo número de vacas em lactação. Se uma fazenda produziu 7.952 litros de leite no dia de hoje com um rebanho de 250 vacas em lactação, logo seu indicador de média de produção por vaca é de 31,8 litros de leite.
Perceba que este número é dinâmico e dependente de variáveis, assim como qualquer indicador. Neste exemplo, o volume total de leite produzido e o número de vacas em lactação são as variáveis que influenciarão no indicador de média de produção dos animais.
A mesma premissa é válida para diversos outros indicadores. Olhando agora para a reprodução, ao analisarmos o desempenho reprodutivo de um rebanho sempre verificamos números como taxa de serviço, taxa de concepção e taxa de prenhez. Todos eles são indicadores e também possuem um perfil bastante dinâmico, ou seja, variam constantemente.
Exemplos de indicadores de uma fazenda de pecuária leiteira.
Outros dois pontos bastante importantes que são monitorados por indicadores nas fazendas são a qualidade do leite e a sanidade.
Conforme já discutido, a gestão eficiente de uma fazenda só é feita com base em indicadores. Os indicadores só são obtidos a partir de dados confiáveis. A coleta de dados confiáveis exige empenho, rotina e dedicação.
Portanto, a geração de indicadores se resume inicialmente no compromisso de implementar uma cultura de mensuração de desempenho e coleta de dados nas fazendas.
Pesagens de leite, partos, inseminações, secagens, casos de mastite, ganho de peso, desmama, mortes, dentre outros, são somente alguns exemplos de itens que compõem o grande universo de anotações que devem ser feitas na rotina de uma propriedade leiteira.
Com os dados em mãos, agora é hora de calcular os indicadores. Alguns são relativamente tranquilos de serem calculados sem o auxílio de ferramentas computacionais mais sofisticadas, como a média de produção de leite diária do rebanho, por exemplo.
Já para o cálculo de outros indicadores, como a taxa de serviço, o recomendado é que sejam utilizados softwares específicos de gerenciamento zootécnico do rebanho, visto apresentarem uma maior complexidade de tratamento dos dados e terem uma dinamicidade geralmente alta.
Concentrar todas as anotações e mensurações da fazenda (ou grande parte delas) em uma única base de dados, como em um software de gerenciamento zootécnico, pode ser benéfico, pois permite uma melhor análise e aproveitamento das informações. Lembrando que essa base de dados deve ser abastecida constantemente para que os indicadores gerados retratem a realidade atual da fazenda.
Exemplo de uma ficha de anotação e controle da mastite de uma fazenda leiteira
Uma conhecida frase de Fernando Penteado Cardoso, engenheiro agrônomo brasileiro, diz que:
O Brasil é um país onde as pessoas acham muito, observam pouco e não medem praticamente nada.
Devemos ter consciência disso, compreender a importância de mensurar e coletar dados e internalizar este processo cada vez mais na pecuária leiteira, independente do tamanho do rebanho ou da propriedade.
Somente com a obtenção e análise de indicadores é que teremos a fazenda nas mãos, com condições seguras e confiáveis para tomarmos decisões assertivas na atividade. Qualquer coisa fora disso já permeia o caminho do achismo, colocando em grande risco o sucesso do negócio.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
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]]>O post Métodos de reprodução bovina: monta natural, inseminação artificial e IATF apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em uma fazenda de cria de gado de corte, de forma simplicista, é esperado a produção anual de um bezerro de qualidade por matriz para que justifique os custos daquela matriz na propriedade.
Entretanto, a obtenção de um bezerro por vaca por ano, pode ser um grande desafio. Períodos prolongados de anestro (ausência de cio) pós-parto, fatores ambientais ou nutricionais, falhas na detecção de cio, deficiência dos touros e falhas com as técnicas de IATF são alguns dos fatores que impactam e prolongam o intervalo entre partos.
Para obtenção de resultados satisfatórios é importante definir cada técnica de manejo reprodutivo, elucidar os pontos positivos e entender as limitações de cada uma delas, das quais podem ser determinantes para a eficiência ou ineficiência da técnica.
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A técnica de acasalamento mais tradicional é a monta natural (MN), que consiste no touro mantido com as vacas durante o ano todo ou durante o período da estação de monta.
Esse método reprodução bovina é conhecido por aparentemente gerar mínimos custos, além de não haver a necessidade de detecção de cio e mão-de-obra altamente treinada, porém, essa prática possui limitações devido à ausência de informações e controle zootécnico.
Alguns pontos fracos dessa técnica podem ser citados, tais como:
Quando consideramos a monta natural em um sistema sem estação de monta, os pontos fracos da utilização podem se acentuar:
Além desses pontos levantados, vale destacar que o melhoramento genético nesse cenário se torna lento e, na maioria das vezes, inexistente pela falta de informação dos cruzamentos e utilização de animais geneticamente superiores.
Diante desse cenário, a monta natural controlada (MNC) surgiu com o objetivo de suprir alguns dos pontos fracos da monta natural. Nesse método, as vacas são expostas ao touro quando apresentam cio, possibilitando melhor controle reprodutivo quando comparado com a monta natural.
Aqui, é possível registrar a paternidade, as datas de cobertura e estimar as datas de parição, assim possibilita calcular o intervalo entre partos. A identificação de problemas reprodutivos fica facilitada e a ocorrência de animais lesionados é minimizada já que a vaca está apta à monta.
A relação touro-vaca também é otimizada, podendo esta ser de até 1:100 o que maximiza a vida útil desse reprodutor e diminui o custo do bezerro produzido.
Para melhores resultados, é preciso que a equipe seja treinada para detectar o cio da vaca ainda quando ela esteja aceitando a monta, o que pode acarretar em perdas de cio caso ocorra falha no processo. O uso de rufião também é bastante comum para auxiliar na detecção do cio.
O macho deve ficar em piquete separado para receber as fêmeas, o que pode significar gastos com instalações e mão-de-obra. Neste tipo de manejo reprodutivo, é possível determinar um período do ano para a estação de monta, concentrando os partos na época mais favorável do ano.
A nutrição do reprodutor deve estar adequada para garantir o máximo desempenho reprodutivo, portanto, a recomendação nutricional de um profissional é importante.
Aqui é possível ter uma melhor seleção genética devido ao melhor controle da monta comparado à monta natural, porém o uso de algumas raças torna-se inviável devido a dificuldade de cobertura por touros de raças não adaptadas à algumas regiões do Brasil, limitando assim a adição de genes de interesse econômico na fazenda.
Vale ressaltar que tanto na monta natural como na monta natural controlada, a realização de exame andrológico em touros é essencial para garantir a saúde do rebanho evitando a disseminação de doenças, e também para o ajuste da relação touro-vaca de acordo com a qualidade espermática do macho a fim de não haver a subutilização dos touros, o que pode ter impactos negativos na produção e custo do bezerro.
Outra técnica de reprodução bovina bastante difundida é a inseminação artificial (IA) que é definida pela deposição do sêmen do reprodutor no interior do útero da vaca.
Essa técnica trouxe maiores possibilidades e melhorias para o mercado da carne, dentro dos quais podem destacar melhoramento genético acelerado dentro da propriedade, possibilitando a aquisição de sêmen de touros comprovados por centrais genéticas.
Além da comprovação de descendentes superiores, podemos inserir ao rebanho características desejáveis já avaliadas através das DEPs (diferenças esperadas nas progênies) dos touros de centrais.
A escolha das características pode ser também corretiva, por exemplo, vacas com dificuldade no parto devido a bezerros muito pesados ao nascimento, a inseminação artificial traz a possibilidade de corrigir esses problemas com touros que possuem progênies mais leves ao nascer.
A técnica também possibilitou a produção de bezerros cruzados entre raças que dificilmente teriam bons desempenhos reprodutivos em certas regiões do Brasil. Como é o caso de matrizes zebuínas serem inseminadas com touros europeus, ou vice-versa, gerando progênies superiores e com alto valor de mercado.
A chegada da inseminação artificial reduz drasticamente a transmissão de doenças no rebanho, já que as centrais de sêmen possuem rigoroso controle sanitário. Além disso, podemos destacar também a redução de acidentes com os animais e com as pessoas envolvidas no manejo, já que o reprodutor é sempre um animal mais agressivo.
Assim como a monta natural controlada, o controle zootécnico é maior nesse tipo de manejo, já que a técnica exige a observação e anotações diárias do rebanho. A adoção de uma estação de monta facilita bastante o manejo e concentração das atividades
Embora o custo inicial da inseminação artificial seja maior, os resultados gerados com ganhos genéticos, redução de problemas no parto, gastos com reprodutores, controle do zootécnico do rebanho etc, tornam essa técnica financeiramente vantajosa para pequenos, médios e grandes produtores.
Entretanto, é preciso estar atento aos pontos que podem resultar em fracasso na adoção dessa tecnologia. A detecção do cio por uma equipe altamente treinada é fundamental para uma taxa de prenhes satisfatória, caso contrário o custo de produção será onerado.
A técnica é simples, mas exige que o inseminador a domine. Portanto, cursos e treinamentos são sempre necessários para se obter melhores resultados.
A aquisição de sêmen deve ser feita em centrais registradas para evitar problemas de disseminação de doenças ou mesmo de características de expressão genética negativa no rebanho. O armazenamento adequado deste sêmen em botijões contendo nitrogênio líquido é imprescindível para o sucesso da técnica.
A dificuldade de detecção de cio resulta em taxa de prenhez menores quando a inseminação artificial é utilizada, desse modo a técnica de inseminação em tempo fixo (IATF) tem suprido essa falha de manejo através da sincronização do estro das vacas com a utilização de hormônios para a recepção do sêmen inseminado no tempo em pré-determinado.
Basicamente, todos os benefícios discutidos na inseminação artificial podem ser considerados na inseminação artificial em tempo fixo. Adicionalmente, a concentração das atividades e concepções pode ser ainda maior.
A inseminação artificial em tempo fixo requer menos mão-de-obra, já que não há necessidade de detecção do cio, entretanto, essa mão-de-obra deve ser especializada e devidamente treinada para que bons resultados sejam garantidos.
Diante das técnicas abordadas aqui, podemos ressaltar que não necessariamente elas precisam ser utilizadas isoladamente. A adoção de uma ou mais técnica pode ser estratégica para a otimização dos índices reprodutivos. Por exemplo, após a IATF podemos ter o repasse com touros. Ou então podemos utilizar a inseminação artificial após uma IATF, aproveitando o cio de retorno, cerca de 21 dias após a primeira IA.
Independente da técnica adotada ou do conjunto de técnicas, precisamos estudar o sistema e traçar metas de adoção da tecnologia. Motivar e adaptar a equipe às novas implementações é tarefa primordial para gerar bons resultados.
Fatores como nutrição adequada, controle da sanidade do rebanho, baixa taxa de aborto, controle zootécnico e acompanhamento de um profissional também são pontos chaves para o sucesso da tecnologia e retorno econômico.
É importante que o produtor conheça as vantagens e limitações de cada técnica de manejo reprodutivo, para que junto com o profissional de sua confiança possam implantar um protocolo que mais se adeque a sua realidade.
Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve veterinários e zootecnistas para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas, inclusive a reprodução e melhoramento genético. Caso você queira saber mais sobre ela, acesse pela imagem abaixo:

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]]>O post Eficiência reprodutiva das vacas leiteiras: principais problemas enfrentados apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao observar e analisar os números de fazendas eficientes, ou seja, daquelas que produzem com boa margem de crescimento e retorno da atividade, podemos constatar grande assertividade nestas ações que refletem na eficiência geral do negócio.
No entanto, para chegar em um nível considerável de eficiência é necessário percorrer constantemente caminhos contendo uma série infindável de variáveis que interferem no resultado.
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Entender o sistema como um todo, realizar o diagnóstico da propriedade para identificar os principais problemas e colocar em prática propostas de melhoria tende a ser um excelente recurso para clarear estes caminhos e amenizar as variáveis.
Dentre os setores que compõem uma fazenda leiteira, talvez a reprodução seja o de maior expressividade em termo gerais quando analisamos o impacto no sistema de produção como um todo, seja ele a curto, médio ou longo prazo.
Entretanto, isso não significa que a reprodução caminhe sozinha. Ela é altamente dependente dos outros setores e áreas, como nutrição, sanidade, recria, genética, produção de comida, mão de obra, dentre outros.
Quantas são as possibilidades de problemas relacionados à reprodução em uma fazenda leiteira? Você é capaz de quantificá-las?
Seriam 5, 10, 15 ou até mesmo 50 possibilidades? Ou, quem sabe, até mais?! Há aqueles que dizem que os problemas relacionados à reprodução são infinitos!
De fato, não está errado quem pensa que são infinitas as possibilidades de problemas, pois tudo o que envolve a rotina de uma fazenda de leite pode interferir na reprodução dos animais, literalmente tudo.
Falta de comida, deficiência nutricional, volumoso de baixa qualidade, estresse térmico, doença, carrapato, ausência de rotina… Até mesmo se o responsável pelo manejo dormir mal ou não estiver bem, isto afeta a reprodução das vacas!
No entanto, há de concordar que se trabalharmos com o volume de intermináveis problemas a chance de conseguirmos alinhar a reprodução do rebanho de forma notável é mínima ou praticamente nula.
Devido a isso, para que haja sucesso reprodutivo, torna-se importante centralizarmos a energia e o foco das ações em poucos problemas, desde que eles sejam representativos e abranjam todos os aspectos da reprodução.
Respondendo então à pergunta realizada no início deste tópico:
Pergunta: Quantas são as possibilidades de problemas relacionados à reprodução em uma fazenda leiteira?
Resposta: 3! Isto mesmo, apenas TRÊS possibilidades de problemas!
Mas quais são eles?
Conforme mencionado, são três as possibilidades de problemas reprodutivos em vacas leiteiras:
Quais os motivos específicos para cada uma destas possibilidades?
A taxa de serviço consiste em um indicador amplamente utilizado para acompanhar e monitorar a reprodução das fazendas leiteiras.
Dos pontos que interferem em seu sucesso os principais são:
A retomada da ciclicidade ovariana após o parto ocorre de forma gradual, estando bastante relacionada com o status metabólico do animal.
Vacas que passam por um período de transição desafiador (3 semanas antes do parto até 3 semanas após o parto), por exemplo, geralmente apresentam maior queda no consumo alimentar e, como consequência, necessitam mobilizar maior quantidade de reserva corporal para tentar atender as exigências nutricionais do organismo, desenvolvendo um balanço energético negativo mais acentuado.
Estes eventos contribuem para que parte da energia que seria utilizada para reprodução seja direcionada e priorizada para a mantença do animal e para produção de leite, reduzindo a atividade dos ovários e a expressão de cio.
Portanto, ajustar os manejos e reduzir ao máximo possível os desafios no período de transição é essencial para a reprodução das vacas no pós-parto.
Além da ciclicidade ovariana, a grande maioria das propriedades não detectam os episódios de cio com eficiência. Este fato pode estar relacionado ao nível de produção de leite dos animais, pois as vacas modernas de alta produção normalmente expressam cios de menor duração e intensidade e, além disso, boa parte das atividades de estro ocorrem no período noturno, momento em que geralmente não há colaboradores na fazenda.
Entretanto, grande parte das falhas na detecção de cio acontecem devido à ausência de rotinas e programas reprodutivos.
É bastante comum nos depararmos com fazendas que acreditam que a observação de cio somente nos instantes em que as vacas são guiadas dos lotes para a ordenha já é suficiente e que isto consiste em uma rotina reprodutiva. Um grande engano!
As rotinas reprodutivas devem ser elaboradas e seguidas de forma sistemática e fiel. Devem ser definidos dias específicos para que os manejos pré-determinados aconteçam, como por exemplo o dia para início e continuação dos protocolos de inseminação, observação de cio todos os dias com auxílio de ferramentas (bastão de cera, raspadinha etc.), dentre outros.
Estabelecer rotinas reprodutivas é sinônimo de organização e padronização do serviço, fornecendo melhores condições para a otimização da reprodução e visualização do cenário real do rebanho através de indicadores coerentes e que façam sentido.
Os fatores que influenciam na taxa de concepção são mais complexos, pois conforme já mencionado, tudo de forma geral na fazenda impacta na fertilidade das vacas. Podemos mencionar como alguns dos principais fatores que influenciam bastante na taxa de concepção:
Doenças, condição anovulatória e nutrição estão intimamente relacionados.
Vacas que possuem consumo de matéria seca abaixo da necessidade nutricional e que, além disso, consomem dieta desbalanceada são mais propensas a desenvolverem doenças, tanto metabólicas quanto infecciosas. Vacas mal nutridas e doentes reduzem consideravelmente a condição ovariana e a fertilidade e, consequentemente, possuem menor taxa de concepção.
Portanto, a lição é clara: alimentar corretamente as vacas e prevenir a ocorrência de doenças contribui tanto para a taxa de serviço quanto para a taxa de concepção.
Vários estudos científicos objetivaram quantificar qual o impacto do estresse térmico na reprodução de vacas leiteiras. De forma majoritária e até mesmo unânime, os resultados comprovam que os animais submetidos ao estresse térmico possuem pior desempenho reprodutivo quando comparados àqueles criados em situações de conforto térmico.
A elevação da temperatura corporal das vacas exige a ativação de processos fisiológicos de termorregulação que alteram as rotas de equilíbrio do organismo, prejudicando a concepção.
Água, sombra, vento e tempo são os quatro pilares essenciais para a execução de um sistema adequado de resfriamento térmico dos animais.
Dentre os fatores citados, a técnica de inseminação tende a ser o que é mais bem compreendido. Logicamente, quando os passos da inseminação não são seguidos corretamente, a reprodução é afetada. Armazenamento e manejo do sêmen, temperatura de descongelamento, montagem dos equipamentos, higiene do processo e deposição correta do sêmen são alguns dos pontos que influenciam diretamente no resultado positivo da técnica.
Realizar auditorias periódicas pode ser uma boa estratégia para cercar surpresas negativas com este fator.
O sucesso reprodutivo de um rebanho não consiste apenas em servir adequadamente as vacas de modo que elas obtenham boa concepção. É necessário que as gestações sejam mantidas para efetivamente gerarem um parto. Logo, as perdas de prenhez devem ser baixas.
De forma geral, a perda de prenhez está estreitamente relacionada com a taxa de concepção, sendo que grande parte dos problemas com concepção baixa envolvem uma perda de prenhez alta.
Ou seja, é muito comum que fazendas com baixa taxa de concepção possuam alta taxa de perda de prenhez antes do primeiro diagnóstico de gestação.
Logo, os fatores que influenciam na taxa de concepção e na perda de prenhez se assemelham bastante. Em vista disso, além dos fatores já citados no tópico sobre taxa de concepção, a técnica pela qual a vaca está emprenhando também possui relação com a perda gestacional (fertilização in vitro – FIV, transferência de embrião -TE, inseminação artificial – IA etc.).
Como exemplo, animais que emprenham por FIV geralmente possuem uma perda de prenhez superior aos animais que emprenham por IA.
Conforme discutido ao longo do texto, são inúmeros os problemas que influenciam na reprodução dos rebanhos leiteiros. Entretanto, estes problemas podem ser resumidos em basicamente três: taxa de serviço, taxa de concepção e perda de prenhez.
Realizar o diagnóstico situacional da reprodução do rebanho e identificar em qual destes pontos se encontra o problema reprodutivo da fazenda é essencial. Ter foco no direcionamento das ações de melhoria possibilita que a otimização da reprodução seja certeira e mais efetiva.
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]]>O post Manual sanitário da estação de monta apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No entanto, seu sucesso depende de uma série de cuidados ligados às doenças infecciosas que podem afetar o sistema reprodutivo de machos e fêmeas, diminuindo a taxa de prenhez, causando abortos e levando à produção de bezerros com desempenho inferior à média.
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]]>O post E-book Estratégias para aumentar a detecção de cio nas fazendas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Quando se eleva os indicadores reprodutivos, é possível aumentar a proporção de vacas na fase inicial de lactação, onde a produção de leite e o retorno sobre o custo alimentar são maiores. Os métodos para detecção de cio refletem na taxa de serviço das vacas.
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]]>O post Condição anovulatória: incidência, eficiência reprodutiva e tratamento apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista bastante conhecido no mercado:
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]]>O post Escore de Condição Corporal – ECC: importância para sistemas de cria apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Dentro desses processos e ferramentas, algumas estratégias se destacam, pelo baixo custo apresentado, pela praticidade na adoção e principalmente, pela eficácia e impacto nos resultados.
O escore de condição corporal é uma medida subjetiva, fundamentada na classificação dos animais em função da cobertura de gordura e da massa muscular, o que estima o estado nutricional dos ruminantes de interesse zootécnico.
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Desse modo, o Escore de Condição Corporal (ECC) afere o estado nutricional dos animais a partir de avaliação visual e/ou tátil, sendo uma ferramenta fundamental no manejo.
Essa ponderação reflete as reservas energéticas dos animais e pode ser utilizada como acessório na indicação de práticas a serem seguidas no manejo nutricional do rebanho.
Os bovinos passam por diferentes ciclos produtivos e reprodutivos ao longo do ano, acarretando alterações em suas necessidades nutricionais.
A disponibilidade de pastagens e alimentos muda em decorrência das mudanças climáticas, dessa forma, ganhos ou perdas de peso dos animais são comuns e representam a produtividade do sistema, assim, essas modificações na condição corporal devem ser monitoradas.
Fonte: acervo pessoal, Vinicius Costa, técnico trainee do Rehagro.
Um bom indicador do estado nutricional é a avaliação do peso, mas deve-se ter atenção às variações entre raças e tamanho dos indivíduos (frame), pois, nem sempre um animal pesado apresenta uma boa condição corporal. A mensuração do peso vivo modifica em decorrência da função fisiológica do animal, por exemplo, a fêmea prenhe.
Conhecer o ECC do rebanho contribui para a tomada de decisões assertivas no manejo nutricional e garante medidas de redução no impacto na produção e nos custos do pecuarista. Por exemplo, com ele é possível definir quando e quanto suplementar um lote de matrizes, com objetivo de reduzir o período de anestro pós-parto.
A acuidade da ponderação do escore corporal provém do conhecimento sobre o direcionamento de nutrientes da dieta de acordo com a prioridade do animal.
Short e Adams (1988) apresentaram a ordem de partição de nutrientes energéticos, sendo na ordem crescente:
Portanto, os animais direcionam suas energias oriundas dos alimentos para suprir as necessidades básicas, seguindo a ordem acima relacionada, e posteriormente direcionam suas funções para atividades “secundárias”.
No entanto, essas atividades não primárias, representam grande parte dos resultados que geram produtividade ao negócio, como ganho de peso, produção de leite, e reprodução.
É possível perceber que as funções reprodutivas não são prioritárias do ponto de vista de partição de nutrientes. Estudos apontam que quanto maior a perda de condição corporal entre o parto e a primeira inseminação menor será a taxa de concepção quando comparado a animais com perda moderada.
Além disso, a avaliação do ECC no início da estação de monta pode impactar na eficiência reprodutiva. No entanto, é importante salientar que as vacas de corte demasiadamente condicionadas (ECC maior que sete) podem apresentar dificuldades ao parto, bem como altos custos de mantença quando confrontadas com vacas de ECC moderado.

Escore de condição corporal ao parto e porcentagem de prenhez. Fonte: adaptado de Wettemann (1994).
As matrizes com boas condições corporais ao parto retornam ao cio mais cedo e apresentam melhores índices de concepção sendo a suplementação das vacas nos períodos pré e pós-parto resultam em incremento do peso corporal.
Isso acaba interferindo na taxa de prenhes positivamente, haja vista que animais com escores melhores durante a estação de monta possuem uma maior probabilidade de emprenhar.
A tabela abaixo mostra o desempenho reprodutivo de vacas de corte de raças europeias com ECC diferentes.
Fonte: adaptado de Faulkner (1990).
Os resultados da tabela acima evidenciam que há necessidade de ajustes no manejo nutricional, de modo que as vacas atinjam ECC de 5 a 7 ao parto, pois, a recuperação do ECC no pós-parto é mais difícil, especialmente, quando essa época se sobrepõe à estação de monta subsequente.
Do ponto de vista prático, se o rebanho de matrizes não atingiu condição corporal aceitável no período de parição, é necessário à suplementação alimentar. Em um ano em que as condições climáticas estão favoráveis, a condição corporal das vacas pode ser um indicativo de quão bem as demandas do rebanho estão sendo atendidas pelos recursos da fazenda.
Entretanto, se as vacas continuam magras, reflexo disso é um ECC baixo, a dieta dessas deve ser alterada. Assim, pode haver uma suplementação concentrada (sal ureado, proteico, proteico-energético, energético, sal mineral aditivado) visando atender suas exigências nutricionais.
No entanto, se não obtiver sucesso, mesmo após a suplementação, é importante alterar a lotação da fazenda, reduzindo, a fim de fornecer uma forragem de melhor qualidade e com volume maior por animal do rebanho.
Há casos em que se fazem necessárias suplementações mais impactantes, por exemplo, suplementação de volumoso, feno ou silagem, visando o sucesso da estação reprodutiva.
Visto que o suprimento de forrageiras é considerado como adequado, estratégias de melhoramento genético animal devem ser suscitadas, por exemplo, reduzir o tamanho corporal (frame) e/ou aspectos produtivos que estejam superdimensionados para o sistema, como a produção de leite.
Não se pode selecionar apenas para habilidade materna, é preciso que haja um equilíbrio entre as outras características de relevância significativas quanto esta, ou seja, é importante obter um foco na seleção e traçar um plano genético adequado a realidade de cada propriedade.
Os animais são classificados de acordo com a quantidade de reservas teciduais, sobretudo de gordura e de músculos, em determinadas regiões do corpo, tais como algumas protuberâncias ósseas:
Fonte: adaptado de Nicholson e Butterworth (1986).
Portanto, a obtenção de altas taxas reprodutivas está intimamente relacionada à produtividade e à lucratividade das explorações pecuárias.
Para que o produtor tenha êxito é importante que haja adoção de determinadas práticas de manejo, dentre essas, a nutrição. Essa deve prover às matrizes condições metabólicas ideais para enfrentar determinadas ocasiões estratégicas do ciclo produtivo, como a época de reprodução, período de parto e o momento de aleitamento.
Nesse cenário, o escore de condição corporal é uma ferramenta favorável na ponderação do estado nutricional do animal e, por consequência, tem aproveitamento estratégico no manejo do rebanho.
O emprego racional da informação conduzida pelo conhecimento do ECC do rebanho é altamente eficiente para o aumento da eficiência reprodutiva das matrizes e produtiva, pensando não só nas matrizes, mas também, nas demais categorias do sistema.
As primíparas requerem uma atenção especial. A avaliação do ECC dessa categoria extrapola os cuidados exigidos pelas matrizes de dois ou mais partos, multíparas, por se tratar de uma fase na vida onde as fêmeas são desafiadas em demasia, estão crescendo, amamentando, e ainda necessitam de energia para reproduzir, qualquer deslize para com esses animais, pode significar um grande fracasso durante a estação de monta.
Fonte: acervo pessoal, Vinicius Costa, técnico trainee do Rehagro.
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]]>Uma dessas causas, e talvez uma das mais relevantes, seja o próprio crescimento na produção de leite associado ao aumento no consumo de alimento. Diversos trabalhos têm demonstrado uma correlação negativa entre o aumento da produção de leite e a eficiência reprodutiva em vacas leiteiras.
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Nos anos 70, vacas de alta produção leiteira apresentaram taxa de concepção de aproximadamente 50%. Nos anos 90, o mesmo indicador se encontrava na casa dos 40% e hoje se encontra abaixo dos 40%.
Além disso, a taxa de concepção das novilhas tem sido mantida mais ou menos constante ao longo dos anos.
Diante dos fatos, a conclusão mais óbvia é de que o aumento na produção de leite reduz a fertilidade das vacas.
Muitas pessoas tendem a acreditar que na medida em que a produção de leite aumenta, as vacas perdem fertilidade. No entanto, quando isso ocorre, elas se tornam mais exigentes em vários aspectos.
É fato que com o aumento na produção, as vacas passam a comer mais e consequentemente ter maior metabolismo dos hormônios esteróides (estradiol e progesterona) no fígado.
Com o aumento na produção de leite das vacas, houve também aumento na ingestão de matéria seca, o que tem levado a algumas alterações na fisiologia reprodutiva de vacas de alta produção leiteira.
Algumas dessas alterações envolvem o aumento na incidência de ovulações múltiplas e consequentemente maior incidência de partos gemelares, menor duração e intensidade dos estros, mais perdas de gestação, entre outras.
Diversas pesquisas têm sido realizadas para entender os mecanismos e desenvolver tecnologias que nos permitam minimizar os impactos causados por essas alterações.
Muitos desses estudos envolvem a manipulação hormonal do ciclo estral das vacas, com a utilização de estradiol e progesterona exógenos.
Outro aspecto de extrema relevância é o fato de que quanto maior a produção de leite da vaca maior é a quantidade de calor produzida.
O rúmen de vacas de elevada produção leiteira produz muito calor, acentuando os problemas provocados pelo estresse calórico nestes animais. Diversas pesquisas têm sido desenvolvidas no sentido de tentar controlar e minimizar as perdas provocadas pelo estresse calórico.
De qualquer forma é fundamental oferecer boas condições térmicas para que elas possam produzir e reproduzir de forma mais eficiente.
Para avaliar se a propriedade apresenta problemas de estresse calórico basta medir a temperatura corporal de uma amostra do rebanho. Vacas com temperatura acima de 39,1ºC começam a apresentar perdas provocadas pelo estresse calórico.
Outro ponto de extrema importância para se maximizar a eficiência reprodutiva em vacas de alta produção leiteira é o bom manejo dessas vacas durante o período de transição, que compreende os 21 dias pré e pós parto.
Antes do parto é normal que ocorra queda na ingestão de matéria seca. No entanto, esta queda não pode ser tão acentuada. Assim, é fundamental que as vacas sejam movidas para o lote maternidade com boa condição corporal, uma vez que vacas obesas apresentam queda mais acentuada no consumo de matéria seca, agravando os problemas de saúde após o parto.
De modo geral, vacas que comem mais antes do parto, comerão mais após o parto, reduzindo a intensidade do balanço energético negativo e consequentemente retornando à ciclicidade ovariana mais cedo com maior fertilidade.
Assim, precisamos facilitar o acesso das vacas à comida de boa qualidade nesse período para maximizar a eficiência reprodutiva.
Além disso, vacas que perdem mais condição corporal após a parição demoram mais para retomar a ciclicidade ovariana, apresentam menor taxa de concepção e maior perda de gestação após a primeira inseminação.
Grande parte dos problemas que levam à ineficiência reprodutiva em rebanhos leiteiros é a alta incidência de doenças após a parição, que estão associadas não só ao atraso ao retorno à ciclicidade ovariana, mas também pior fertilidade após a inseminação e alta incidência de perdas de prenhez.
Muitas dessas doenças estão relacionadas à queda de imunidade que vacas de alta produção leiteira enfrentam no período de transição. Assim, é necessário se atentar ainda mais ao balanceamento das dietas nesse período.
Dois componentes da dieta de extrema importância para o bom funcionamento do sistema imune são o cálcio e a vitamina E.
Vacas de alta produção leiteira precisam mobilizar grandes volumes de cálcio do sangue e dos ossos para produção do colostro.
Em alguns casos, isso estimula a ocorrência de hipocalcemia clínica e em outros, leva à ocorrência de hipocalcemia subclínica; ambas responsáveis pela maior incidência de inúmeras outras doenças que afetam não só a eficiência reprodutiva, mas também a produção de leite das vacas.
Além disso, grande parte da vitamina E (α-tocoferol) circulante no sangue é eliminada via colostro, que associado à menor ingestão de matéria seca dessas vacas no período pré-parto aumentam a exigência desse nutriente em vacas de elevada produção leiteira.
Dessa forma, ao formular dietas para vacas no período de transição é fundamental atentar a esses detalhes. Existem várias formas de controlar os problemas citados acima, como alterar o balanceamento do cálcio da dieta para minimizar a incidência de hipocalcemia subclínica, fornecer dietas aniônicas, fornecer às vacas a quantidade de vitamina E recomendada pelo NRC, entre outros.
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]]>Dentre os fatores capazes de impulsionar a produção está o desempenho reprodutivo, uma vez que a produção de leite começa a partir do parto.
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Para exaltar a importância do manejo reprodutivo de vacas leiteiras, o período ideal, em dias, entre um parto e outro deve ser mantido entre 365 e 395 dias.
Quando este intervalo entre partos passa, por exemplo, de 12 para 18 meses, podem ocorrer perdas de até 3,2kg de leite na produção/dia/animal.
Problemas uterinos no pós-parto podem ser uma das causas para isso. Além disso, com uma vida útil de 6 anos, o animal deixa de produzir 2 bezerros quando comparado com um animal com intervalo entre partos (IEP) de 12 meses. Em vacas mestiças, a redução desse intervalo se torna ainda mais importante, uma vez que a persistência da lactação é mais curta (aproximadamente 275 dias), no mínimo 30 dias menos do que vacas taurinas.
Além de enxergar os números, identificar e contornar as possíveis variações dos índices zootécnicos para se solucionar os problemas reprodutivos, estratégias de manejo podem ser implantadas nas propriedades.
O sinal primário do cio é a aceitação da monta.
Como sua duração é de apenas 8 horas, são indicadas pelo menos duas observações por dia, com duração mínima de 30 minutos.
O funcionário deve evitar outras atividades concomitantes e procurar os sinais secundários que podem ocorrer do início ao final do cio, como:
Assim, é importante observar em um local de melhor visibilidade, mas principalmente onde os animais tenham facilidade em andar (o piso de terra menos abrasivo é melhor para observação porque elas irão montar mais umas nas outras) e anotar as informações (horário, número do animal).
O auxílio do rufião e de dispositivos para detecção de cio podem contribuir muito para melhora dos índices reprodutivos, exemplos de dispositivos são o Pedômetro, Kamar®, Heat Watch®, Estrotec®.
A sincronia entre viabilidade dos gametas e o momento da inseminação é vital para fecundação e desenvolvimento do embrião.
O óvulo é liberado do ovário entre 10 e 14 horas após o final do cio, e permanece viável entre 6 e 12 horas. Já o espermatozoide fica viável por até 24 horas.
Cerca de 5 a 30% das inseminações ocorrem no momento errado do ciclo, o que inviabiliza a prenhez.
A inseminação pode ser realizada de duas formas diferentes com bons resultados, utilizando a regra AM/PM, ou seja, as vacas que apresentaram cio pela manhã são inseminadas à tarde e as vacas que apresentarem cio à tarde inseminadas na manhã seguinte.
Recentemente, alguns estudos demonstraram que a inseminação em um único horário, na parte da manhã, conserva a boa fertilidade.
Quando a quantidade de inseminações ultrapassa o ideal de 1,6 doses por prenhez, entre as causas, podemos associar à fertilidade das vacas (qualidade do óvulo, estado nutricional do animal, condição uterina entre outras causas) dos touros ou do sêmen adquirido.
Em caso de monta natural a repetição de cio pode estar associada à baixa libido do touro, doenças de casco, pênis, prepúcio, ou a patologias sexualmente transmissíveis.
Se a vaca repetiu o cio após a inseminação artificial, quase sempre os problemas estão associados a problemas na manipulação do sêmen. A seguir, as práticas corretas:
Existe uma remota possibilidade da qualidade do sêmen ter sido comprometida ainda na central de coleta, mas ainda sim pode acontecer e cabe ao técnico identificar.
Ideal é que exames ginecológicos que sejam realizados nas vacas regularmente, principalmente nos animais que apresentarem:
O monitoramento pode ser realizado através da palpação retal a partir de 50 dias ou da ultrassonografia a partir dos 40 dias da monta ou IA. Mais do que o diagnóstico de prenhes é importante para detecção das vacas que não estão prenhas. Isso permite o rápido retorno do animal ao manejo reprodutivo.
A palpação transretal se mostra eficaz na detecção de animais que não estão ciclando, especialmente no início da estação de cobertura, sendo possível verificar ovários relativamente pequenos e ausência de corpo lúteo.
Entretanto, a detecção manual do corpo lúteo não é encorajada mesmo para os mais experientes, pois dependerá de sua protrusão do ovário que nem sempre acontece. A ultrassonografia, no entanto, pode identificar o corpo lúteo no ovário e a condição dos folículos ovarianos.
São muitos os aspectos que influenciam na reprodução a serem observados na busca de sistemas capazes de proporcionar resultados zootécnicos e financeiros desejados. Mas sem dúvida, o manejo ajustado pode minimizar e muito estes problemas.
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]]>É a partir da análise e controle desses dados que você conseguirá perceber onde estão as oportunidades, quais aspectos precisam de maior atenção para se maximizar a eficiência reprodutiva através da implementação e checagem de metas.
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A taxa de concepção é o resultado da divisão entre o número de vacas prenhes pelo número de inseminações feitas em determinado período.
A taxa de serviço é obtida através da divisão do número de inseminações pelo número de vacas aptas a cada intervalo de 21 dias.
É um indicador extremamente dinâmico, uma vez que o universo de vacas aptas muda diariamente, o que dificulta a obtenção do mesmo. Para cálculo da taxa de serviço é interessante se trabalhar com um software de gerenciamento de rebanho.
De um modo geral, grande parte dos produtores tendem a acreditar que sua taxa de serviço é alta, uma vez que todas as vacas são inseminadas em determinado momento. No entanto, a maior parte das fazendas apresenta baixa taxa de serviço.
De fato, a maior parte das vacas, senão todas, são realmente inseminadas. Porém, muitas vezes são inseminadas tardiamente.
Multiplique a taxa de concepção pela taxa de serviço e obtenha a taxa de prenhez. Essa taxa mede a velocidade em que as vacas aptas se tornam gestantes a cada intervalo de 21 dias.
É o período que vai do parto até a liberação voluntária da vaca para ser novamente inseminada. Geralmente a espera é de 35 dias para evoluir o útero e o período de espera voluntário varia de 40 a 60 dias de fazenda para fazenda.
A maioria dos produtores não analisam esses índices, trabalham na intuição e acham que a eficiência reprodutiva do rebanho está satisfatória.
Mas, quando os dados concretos são obtidos e controlados, percebe-se os gargalos do sistema e as oportunidades de inseminação e técnicas reprodutivas que são deixadas de lado. Sempre há a possibilidade de inseminar uma quantidade maior de vacas e aumentar a lucratividade.
O importante é emprenhar a vaca no pós-parto o mais rápido possível e para isso precisamos ter:
Garantindo essa relação teremos como resultado um intervalo menor entre partos e consequentemente um DEL (dias em lactação) menor e maior produção de leite.
Se você quer garantir intervalo curto de partos em todas as vacas, dê oportunidade para todas elas. Muitas fazendas selecionam as vacas ideais para inseminação, excluindo animais magros, mancos ou que possuam outros tipos de problemas.
Se você não insemina essas vacas relativamente menos propensas à prenhez, a possibilidade de gestação é zero. Mas, quando você insemina, a chance delas emprenharem é pequena mas é maior que zero.
Esse manejo sistêmico de inseminação está a cargo do produtor, mas outros fatores que interferem na eficiência dependem também do sistema e da condição dos animais.
No geral, vacas sadias emprenham mais e por isso você precisa garantir todas as condições para que elas não adoeçam. Se você quer ter alta taxa de concepção é necessário planejar estratégias para reduzir a incidência de doenças.
O grande segredo está num bom manejo no período de transição das vacas. Nós temos que tentar maximizar o consumo no pré-parto, fazer as vacas comerem muito após o parto e minimizar a perda de condição corporal. Para isso existem algumas estratégias que podemos usar na alimentação dessas vacas:
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
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]]>Atualmente o rebanho brasileiro possui aproximadamente 74,5 milhões de matrizes de corte em reprodução (ANUALPEC 2012).
Se considerarmos que somente 6% destas matrizes são inseminadas (ASBIA 2012), temos aproximadamente 70 milhões de matrizes que necessitam serem entouradas anualmente. Com uma relação média touro/matriz de 1/40, a necessidade é de 1,75 milhões de reprodutores ativos.
Para termos eficiência reprodutiva na pecuária de corte, aumentar a taxa de desfrute e consequentemente a rentabilidade da cadeia produtiva, é essencial que os reprodutores e as matrizes sejam criteriosamente selecionados para as características reprodutivas que influenciam diretamente nos resultados.
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Rebanhos detentores de elevada precocidade sexual e fertilidade possuem maior disponibilidade de animais, tanto para venda como para reposição, permitindo maior intensidade seletiva e, consequentemente, progressos genéticos mais elevados e maior lucratividade (BERGMANN,1998).
Embora os programas de melhoramento genético mais tradicionais tenham dado maior ênfase às características de desempenho ponderal, hoje já se sabe que a utilização de características reprodutivas como critério de seleção é indispensável para a melhoria do sistema produtivo (TOELLE& ROBISON, 1985).
Sabemos da importância da fertilidade em um rebanho, portanto, selecionar animais com idade mais precoce ao primeiro parto é estar pensando também em viabilidade econômica.
Para otimizar os índices reprodutivos e consequentemente a produtividade dos rebanhos de cria, é de fundamental importância definir os critérios de seleção para os rebanhos a serem explorados, conforme suas necessidades de evolução genética.
Bovino com 19 meses e 40 cm de circunferência escrotal / Crédito: Rehagro – Corte.
A seleção para Perímetro Escrotal (PE) é de média à alta herdabilidade, ou seja, sofre pouca influência do meio ambiente, e em pouco tempo pode ser incorporada ao rebanho.
Já a seleção para Idade ao Primeiro Parto (IPP) é de baixa à média herdabilidade, sofre influência do meio, e demora mais para ser fixada ao rebanho.
Com isso sabemos que selecionar animais para maior Perímetro Escrotal (PE), nos ajuda muito no processo do ganho genético do rebanho para características reprodutivas, devido à rapidez na fixação desta, e nos demonstra que a seleção para Idade ao Primeiro Parto (IPP) e demais características reprodutivas devem ser trabalhadas juntas, pois como o ganho é aditivo, mesmo que de baixa herdabilidade vão ser fixadas no rebanho no decorrer da seleção.
Segundo BERGMANN (1998), face às dificuldades operacionais para implementação de programas de seleção para idade à puberdade, torna-se importante a utilização de características indicadoras de precocidade sexual, que tenham variabilidade genética adequada, que sejam de mensuração fácil, e que tenham correlação genética favorável com a idade à puberdade e outras características economicamente importantes.
Quando não são conhecidas, a idade à puberdade e a data da primeira fecundação da fêmea bovina, as informações reprodutivas disponíveis são a ocorrência ou não do parto e a data do parto.
Destas informações, a característica que emerge como indicativa do início da atividade reprodutiva das fêmeas jovens é a idade ao primeiro parto (BERGMANN, 1998), que é uma característica de fácil mensuração (PEREIRA et al., 2000; FRIES, 2003). A utilização de fêmeas sexualmente mais precoces terá reflexo direto na eficiência, rentabilidade e competitividade da pecuária bovina nacional (FRIES, 2003).
Nos machos, o perímetro escrotal é a mais recomendada dentre as características indicadoras de precocidade sexual, (BERGMANN, 1998).
Existem duas características importantes correlacionadas diretamente com Perímetro Escrotal (PE), ligadas à produtividade e rentabilidade, que são: maior peso ao desmame (210 dias) e maior peso ao ano (365 dias), em rebanhos que priorizam esta seleção.
Existem também correlações entre perímetro escrotal e ganho médio diário do nascimento à desmama, indicando que ao selecionar para maior perímetro escrotal, irá reduzir a idade ao primeiro parto de suas filhas. Quando touros com maior perímetro escrotal são selecionados para a reprodução, indiretamente aumenta-se o ganho médio diário do nascimento à desmama (210 dias).
Outra característica interessante na seleção de reprodutores selecionados para maior Perímetro Escrotal (PE), é que touros jovens apresentam alta motilidade (60-80%), indicando melhor qualidade seminal e esta característica pode ser utilizada como um dos critérios na seleção de animais de alto potencial reprodutivo.
Selecionar machos para Perímetro Escrotal (PE) ao ano (365 dias) e ao sobreano (450 dias) é de extrema importância para identificar os animais melhoradores desde a idade jovem, com medidas de PE estabelecidas como critério de seleção, serão mantidos somente os animais superiores e consequentemente aqueles que mais vão contribuir para a evolução genética do rebanho.
A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.
Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática. O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.
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]]>O post Principais impactos do estresse térmico na produção de vacas leiteiras apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma das reações fisiológicas mais imediatas ao estresse calórico é a redução no consumo de alimentos, estratégia para diminuir o metabolismo basal e manter a temperatura constante. A redução no consumo de alimentos é tanto maior quanto mais intenso for o estresse.
Autores citam que a 32ºC, o consumo alimentar de vacas holandesas em lactação tem queda de 20% e, a 40ºC, declina a zero. Consequentemente à diminuição na ingestão de alimentos, ocorre redução na produção e nos constituintes do leite, acarretando prejuízos aos produtores.
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Alguns pesquisadores relatam que o maior volume de leite produzido por uma vaca acontece quando esta está deitada descansando.
O estresse por calor, também afeta o tempo de descanso de vacas leiteiras. Nas horas mais quentes do dia, elas preferem ficar em pé ao invés de se deitarem. Dessa forma, o tempo de descanso deitado é menor quando não se proporciona espaço de sombra e ventilação suficientes para os animais.
Em relação aos danos à eficiência reprodutiva, alguns autores citam que a duração do cio de vacas leiteiras é de aproximadamente 14 horas, podendo reduzir para 8 horas em períodos mais quentes, além de reduzir o número de aceitação de montas, impactando na taxa de serviço.
O estresse calórico tem efeito negativo sobre a qualidade ocitária, reduzindo as taxas de fecundação, viabilidade e desenvolvimento embrionário. Ocorre, então, queda na taxa de prenhez.
São implementadas duas estratégias diferentes para aumentar a produção de bovinos de leite em condições de clima quente.
Na sala de espera da ordenha é um momento em que as vacas sofrem muito com o calor. Manter os animais o menor tempo possível na sala de espera, além de proporcionar aos animas uma instalação coberta, com ventiladores e aspersores, com um pé direito mais alto, pode favorecer um melhor conforto.
No ambiente, podemos utilizar sombras, sendo naturais ou artificiais, que forneçam uma área de pelo menos 3 a 5 m² por animal, salientando-se que quanto maior a área destinada à sombra, menores serão os riscos de acidentes e menor a formação de barro.
A sombra natural possui a vantagem de ser mais barata, mas como o crescimento das árvores é um processo lento, muitas vezes é necessário lançar mão do sombreamento artificial. Este pode ser conseguido com a utilização de sombrites, que são telas de fibra sintética e que devem fornecer de 60% a 80% de sombra.
A orientação das árvores ou da estrutura artificial deve ser planejada. Quando os animais estão confinados a melhor orientação é a leste/oeste por proporcionar sombra o dia todo.
Para os animais que não estão confinados eles podem se movimentar à procura de sombra, devendo então a estrutura ter orientação norte/sul, para que a sombra “caminhe” ao longo do dia de oeste (período da manhã) para leste (período da tarde), reduzindo a formação de lama. A utilização de rodízio das áreas de sombra, quando estiverem com muita lama, também é necessária e pode ser realizada com o auxílio da cerca elétrica isolando as áreas mais críticas.
A utilização de ventiladores, aspersores e nebulizadores também pode ser planejada para galpões de confinamento, currais de espera ou em áreas cobertas e apresenta grande eficiência na retirada de calor do animal e do ambiente.
Outro fato de extrema importância é a presença de cochos de água e comida na sombra ou próximo, para que os animais não fiquem apenas na sombra e tenham seu consumo diminuído. Não é necessário ter um bebedouro grande, mas este deve apresentar um fluxo contínuo de água, uma vazão que o mantenha sempre cheio e ser mantido limpo.
Comparada a um eficaz sistema de manejo do ambiente, a manipulação da dieta da vaca leiteira em estresse calórico terá efeito relativamente pequeno sobre a produtividade. O consumo de matéria seca começa a reduzir quando a temperatura ambiente excede 25,5ºC.
Uma estratégia para diminuir a queda no consumo de matéria seca é aumentar o número de fornecimento da dieta ao longo do dia. Além disso, limpar o cocho diariamente retirando sobras que possam fermentar e impactar ainda mais na queda do consumo do alimento.
Outras ações que podem ser realizadas é manter a ordenha sempre nas horas mais frescas do dia, buscando minimizar os efeitos negativos do calor quando os animais estiverem aglomerados. E evitar a lida com os animais (vacinação, pesagem, inseminação, controle de parasitos, entre outros) nos momentos mais quentes do dia, pois o calor e aglomeração dos animais irá piorar o estresse térmico.
O efeito do estresse calórico no desempenho animal, provavelmente vai se tornar muito mais importante no futuro, caso a destruição ambiental continue aumentando. Dessa forma o aquecimento global que já pode ser notado, tenderá a ter efeitos ainda maiores.
Em se tratando de estresse calórico animal, deve ser promovido à integração entre técnicos, pesquisadores e produtores, na busca por alternativas viáveis e adaptadas a cada realidade. Ações que melhorem o conforto térmico do animal levam a transformação do bem-estar em maior consumo de alimentos, que resultará em aumento da produção de leite e melhora na reprodução.
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]]>A importância desse método é o de ordenar os animais para fins de seleção, visando atingir o melhor valor econômico final.
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Para planejar um programa de melhoramento genético deve-se ter em mente os objetivos de seleção e os critérios a serem utilizados.
Após definidos estes requisitos é feita a observação fenotípica, do ambiente no qual o fenotípico foi coletado – quanto mais informações do ambiente, melhor – e obtêm-se também o Pedigree (genealogia/antecedentes do animal observado).
Atualmente, com o desenvolvimento da avaliação genômica, existe um auxílio na identificação de características que não têm análise fenotípica. Hoje, as características de precocidade sexual estão em foco, pois têm correlação positiva com o aumento da lucratividade nos sistemas de pecuária de corte.
Para indicar um bom programa de melhoramento genético deve-se observar o ganho genético do rebanho para os objetivos escolhidos e manter padrões de descarte de animais inferiores de forma concreta.
Entre os fatores que afetam o progresso genético do rebanho, estão: herdabilidade, intensidade de seleção, variação fenotípica e intervalo de geração.
Quando for medir os resultados do programa de melhoramento, colete os dados fenotípicos e armazene em softwares estatísticos, que realizam a análise de desempenho das características de ganho de peso, fertilidade, acabamento de carcaça, precocidade sexual, habilidade materna, peso da cria ao nascer etc.
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Basicamente deve-se selecionar os machos com a melhor DEP (Diferença esperada na progênie, ou seja, capacidade prevista de transmissão) e melhor acurácia para esse objetivo, levando em consideração as correlações de características e o fator ambiente, que pode afetar no produto final.
Como o Brasil é um país com vasto território, acaba sendo afetado por diversos fatores ambientais e, por isso, é necessário conhecer a genética que estamos selecionando, pois touros com melhores DEP’s e acurácia nem sempre vão nos apresentar o melhor valor fenotípico.
Também podemos considerar que há touros com boas DEP’s e baixos valores de acurácia. Isso nem sempre será a real situação, pois touros mais jovens normalmente vão apresentar menor acurácia que touros mais velhos, devido ao número de progênies testadas.
Hoje, para maximizar esses dados no melhoramento genético, já podemos contar com a genômica que reduz o intervalo de gerações. Identificar animais precocemente na desmama ou com 12 meses direciona maior pressão na seleção para características de precocidade.
Atualmente, no Brasil, a pecuária de corte enfrenta problemas relacionados à produtividade, devido à competição por área do sistema com a agricultura. Portanto, é preciso produzir mais em uma menor área, maximizando a eficiência produtiva.
A interação genótipo/ambiente é outro fator que devemos estar atentos – animais que são bons para o sistema a pasto nem sempre têm o mesmo resultado em confinamento – e com os mais diversificados fatores ambientais presentes no Brasil, é indicado um programa de melhoramento relacionado a eficiência dos animais no sistema que ele se encontra.
Diante disso, os programas de melhoramento devem trazer análises e avaliação de touros visando a interação genética/ambiente para maior assertividade de seleção. Os programas como genômica prometem resultados com menores gerações, o que é um ganho espetacular para a pecuária de corte.
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