estação reprodutiva Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/estacao-reprodutiva/ Wed, 23 Nov 2022 20:33:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png estação reprodutiva Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/estacao-reprodutiva/ 32 32 Escore de Condição Corporal – ECC: importância para sistemas de cria https://blog.rehagro.com.br/importancia-do-escore-da-condicao-corporal-em-sistema-de-cria/ https://blog.rehagro.com.br/importancia-do-escore-da-condicao-corporal-em-sistema-de-cria/#respond Tue, 07 Jul 2020 18:00:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7878 A evolução dos sistemas de produção faz com que estratégias e avaliações sejam mais utilizadas a cada dia, com intuito de melhorar a eficiência dos processos e a assertividade nos manejos produtivos. Dentro desses processos e ferramentas, algumas estratégias se destacam, pelo baixo custo apresentado, pela praticidade na adoção e principalmente, pela eficácia e impacto […]

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A evolução dos sistemas de produção faz com que estratégias e avaliações sejam mais utilizadas a cada dia, com intuito de melhorar a eficiência dos processos e a assertividade nos manejos produtivos.

Dentro desses processos e ferramentas, algumas estratégias se destacam, pelo baixo custo apresentado, pela praticidade na adoção e principalmente, pela eficácia e impacto nos resultados.

O escore de condição corporal é uma medida subjetiva, fundamentada na classificação dos animais em função da cobertura de gordura e da massa muscular, o que estima o estado nutricional dos ruminantes de interesse zootécnico.

 

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Desse modo, o Escore de Condição Corporal (ECC) afere o estado nutricional dos animais a partir de avaliação visual e/ou tátil, sendo uma ferramenta fundamental no manejo.

Essa ponderação reflete as reservas energéticas dos animais e pode ser utilizada como acessório na indicação de práticas a serem seguidas no manejo nutricional do rebanho.

Os bovinos passam por diferentes ciclos produtivos e reprodutivos ao longo do ano, acarretando alterações em suas necessidades nutricionais.

A disponibilidade de pastagens e alimentos muda em decorrência das mudanças climáticas, dessa forma, ganhos ou perdas de peso dos animais são comuns e representam a produtividade do sistema, assim, essas modificações na condição corporal devem ser monitoradas.

Escore de condição corporal ECCFonte: acervo pessoal, Vinicius Costa, técnico trainee do Rehagro. 

Um bom indicador do estado nutricional é a avaliação do peso, mas deve-se ter atenção às variações entre raças e tamanho dos indivíduos (frame), pois, nem sempre um animal pesado apresenta uma boa condição corporal. A mensuração do peso vivo modifica em decorrência da função fisiológica do animal, por exemplo, a fêmea prenhe.

A importância de conhecer o escore de condição corporal (ECC)

Conhecer o ECC do rebanho contribui para a tomada de decisões assertivas no manejo nutricional e garante medidas de redução no impacto na produção e nos custos do pecuarista. Por exemplo, com ele é possível definir quando e quanto suplementar um lote de matrizes, com objetivo de reduzir o período de anestro pós-parto.

A acuidade da ponderação do escore corporal provém do conhecimento sobre o direcionamento de nutrientes da dieta de acordo com a prioridade do animal.

Short e Adams (1988) apresentaram a ordem de partição de nutrientes energéticos, sendo na ordem crescente:

  • Metabolismo basal;
  • Atividades mecânicas;
  • Crescimento;
  • Conjunto de reservas corporais básicas de energia;
  • Manutenção da prenhez;
  • Lactação;
  • Reservas extras de energia;
  • Ciclicidade estral;
  • Ovulação e o início da prenhez;
  • Reservas de excesso.

Portanto, os animais direcionam suas energias oriundas dos alimentos para suprir as necessidades básicas, seguindo a ordem acima relacionada, e posteriormente direcionam suas funções para atividades “secundárias”.

No entanto, essas atividades não primárias, representam grande parte dos resultados que geram produtividade ao negócio, como ganho de peso, produção de leite, e reprodução.

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É possível perceber que as funções reprodutivas não são prioritárias do ponto de vista de partição de nutrientes. Estudos apontam que quanto maior a perda de condição corporal entre o parto e a primeira inseminação menor será a taxa de concepção quando comparado a animais com perda moderada.

Além disso, a avaliação do ECC no início da estação de monta pode impactar na eficiência reprodutiva. No entanto, é importante salientar que as vacas de corte demasiadamente condicionadas (ECC maior que sete) podem apresentar dificuldades ao parto, bem como altos custos de mantença quando confrontadas com vacas de ECC moderado.

Probabilidade de prenhes de acordo com o ECC

Prenhez de acordo com condição corporal ao partoEscore de condição corporal ao parto e porcentagem de prenhez. Fonte: adaptado de Wettemann (1994).

As matrizes com boas condições corporais ao parto retornam ao cio mais cedo e apresentam melhores índices de concepção sendo a suplementação das vacas nos períodos pré e pós-parto resultam em incremento do peso corporal.

Isso acaba interferindo na taxa de prenhes positivamente, haja vista que animais com escores melhores durante a estação de monta possuem uma maior probabilidade de emprenhar.

A tabela abaixo mostra o desempenho reprodutivo de vacas de corte de raças europeias com ECC diferentes.

Efeito da condição corporal durante a estação reprodutiva na taxa de prenhez de bovinosFonte: adaptado de Faulkner (1990).

Os resultados da tabela acima evidenciam que há necessidade de ajustes no manejo nutricional, de modo que as vacas atinjam ECC de 5 a 7 ao parto, pois, a recuperação do ECC no pós-parto é mais difícil, especialmente, quando essa época se sobrepõe à estação de monta subsequente.

Do ponto de vista prático, se o rebanho de matrizes não atingiu condição corporal aceitável no período de parição, é necessário à suplementação alimentar. Em um ano em que as condições climáticas estão favoráveis, a condição corporal das vacas pode ser um indicativo de quão bem as demandas do rebanho estão sendo atendidas pelos recursos da fazenda.

Entretanto, se as vacas continuam magras, reflexo disso é um ECC baixo, a dieta dessas deve ser alterada. Assim, pode haver uma suplementação concentrada (sal ureado, proteico, proteico-energético, energético, sal mineral aditivado) visando atender suas exigências nutricionais.

No entanto, se não obtiver sucesso, mesmo após a suplementação, é importante alterar a lotação da fazenda, reduzindo, a fim de fornecer uma forragem de melhor qualidade e com volume maior por animal do rebanho.

Há casos em que se fazem necessárias suplementações mais impactantes, por exemplo, suplementação de volumoso, feno ou silagem, visando o sucesso da estação reprodutiva.

Visto que o suprimento de forrageiras é considerado como adequado, estratégias de melhoramento genético animal devem ser suscitadas, por exemplo, reduzir o tamanho corporal (frame) e/ou aspectos produtivos que estejam superdimensionados para o sistema, como a produção de leite.

Não se pode selecionar apenas para habilidade materna, é preciso que haja um equilíbrio entre as outras características de relevância significativas quanto esta, ou seja, é importante obter um foco na seleção e traçar um plano genético adequado a realidade de cada propriedade.

A avaliação do escore de condição corporal

Os animais são classificados de acordo com a quantidade de reservas teciduais, sobretudo de gordura e de músculos, em determinadas regiões do corpo, tais como algumas protuberâncias ósseas:

  • Costelas;
  • Processos espinhosos da coluna vertebral;
  • Processos transversos da coluna vertebral;
  • Vazio;
  • Ponta do íleo;
  • Base da cauda;
  • Sacro;
  • Vértebras lombares. Os escores extremos (superior ou inferior) são indesejáveis em qualquer escala e em qualquer espécie animal avaliada.

Escore visual para avaliação da condição corporal de vacas de criaFonte: adaptado de Nicholson e Butterworth (1986). 

Portanto, a obtenção de altas taxas reprodutivas está intimamente relacionada à produtividade e à lucratividade das explorações pecuárias.

Para que o produtor tenha êxito é importante que haja adoção de determinadas práticas de manejo, dentre essas, a nutrição. Essa deve prover às matrizes condições metabólicas ideais para enfrentar determinadas ocasiões estratégicas do ciclo produtivo, como a época de reprodução, período de parto e o momento de aleitamento.

Nesse cenário, o escore de condição corporal é uma ferramenta favorável na ponderação do estado nutricional do animal e, por consequência, tem aproveitamento estratégico no manejo do rebanho.

O emprego racional da informação conduzida pelo conhecimento do ECC do rebanho é altamente eficiente para o aumento da eficiência reprodutiva das matrizes e produtiva, pensando não só nas matrizes, mas também, nas demais categorias do sistema.

As primíparas requerem uma atenção especial. A avaliação do ECC dessa categoria extrapola os cuidados exigidos pelas matrizes de dois ou mais partos, multíparas, por se tratar de uma fase na vida onde as fêmeas são desafiadas em demasia, estão crescendo, amamentando, e ainda necessitam de energia para reproduzir, qualquer deslize para com esses animais, pode significar um grande fracasso durante a estação de monta.

Animais no pastoFonte: acervo pessoal, Vinicius Costa, técnico trainee do Rehagro. 

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Estação de monta do gado zebu: veja qual a duração https://blog.rehagro.com.br/estacao-de-monta-para-gado-zebu/ https://blog.rehagro.com.br/estacao-de-monta-para-gado-zebu/#comments Mon, 09 Jul 2018 15:02:46 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4659 No trabalho com pecuária de corte em sistema de cria ou de ciclo completo (cria, recria e engorda), há uma premissa básica de manejo reprodutivo que se baseia na adoção e implementação da estação de monta. O conceito de Estação de Monta (EM) consiste em estabelecer um período para que tenhamos as ocorrências reprodutivas concentradas. […]

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No trabalho com pecuária de corte em sistema de cria ou de ciclo completo (cria, recria e engorda), há uma premissa básica de manejo reprodutivo que se baseia na adoção e implementação da estação de monta.

O conceito de Estação de Monta (EM) consiste em estabelecer um período para que tenhamos as ocorrências reprodutivas concentradas. Essas ocorrências são referentes às práticas de monta, como monta natural (touro – vaca) e/ou inseminação artificial.

 

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Tais práticas refletirão em parições em períodos concentrados, sendo que estes momentos coincidirão com a época de máximo crescimento natural dos pastos (período chuvoso), trazendo maior disponibilidade forrageira, com o objetivo principal de beneficiar as matrizes paridas.

Normalmente, a estação de monta para gado zebu no Brasil Central tem duração de 120 dias. Esta duração é influenciada por fatores como a condição corporal pré e pós-parto e ao início da estação de monta, a presença do bezerro ao pé da vaca, a ordem de parto, o período de gestação do gado zebu, e, principalmente, a relação entre estes fatores.

Redução do período e benefícios

A redução da estação reprodutiva no gado zebu para períodos menores que os tradicionais de 120 dias traz diversos benefícios.

Primeiramente, ocorre uma maior concentração de nascimentos em época ideal, na qual a qualidade e a quantidade da forragem atendem os requerimentos nutricionais das matrizes (Gráfico 1) e consequentemente, uma maior homogeneidade e peso dos animais à desmama.

Outro benefício é a separação dos períodos de monta e nascimento quando se realiza a estação menor que 70 dias, otimizando a utilização da mão-de-obra. Porém, ao se trabalhar no sentido de reduzir o período da estação de monta é necessária a avaliação da capacidade financeira, econômica e gerencial da propriedade para que esta seja capaz de suprir as principais entraves.

Curva de produção de forragem no Brasil CentralGráfico 1: Curva de produção de forragem no Brasil Central aliada à necessidade do rebanho.

O retorno à ciclicidade de vacas paridas x duração da estação de monta para gado zebu

O retorno à atividade cíclica é um dos fatores mais importantes que determinam a duração da estação reprodutiva e está altamente relacionada ao escore de condição corporal dos animais no pré e pós-parto e ao início da estação de monta.

No Gráfico 2, tem-se a indicação do percentual de ciclicidade de vacas Bos taurus (taurinas) de acordo com escore de condição corporal (escala de 1 a 9, em que 1 → Muito Magra / 9 → Obesa).

Efeito do escore de condição corporal sobre a ciclicidadeGráfico 2: Efeito do escore de condição corporal sobre a ciclicidade.

Outro fator de destaque está relacionado à presença do bezerro ao pé da vaca. Diversos autores relatam a queda na atividade ovariana pós-parto em função da presença da cria. Este fato interfere na liberação de GnRH pelo hipotálamo ou diminui a resposta a este hormônio na hipófise, tendo como consequência uma supressão da liberação pulsátil de LH, que é o fator endócrino chave para se determinar a ovulação ou não do folículo dominante.

Outros autores demonstraram que o efeito da sucção em vacas de corte é um dos principais fatores que afetam a duração do anestro pós-parto. Eles sugeriram que o comportamento materno é mais importante do que o ato da sucção em si para regular a frequência de pulsos de LH.

Desta forma, considerando a estreita relação mãe/cria em animais zebuínos, dimensiona-se o impacto da amamentação no retorno à ciclicidade.

Veja abaixo, no Gráfico 3, os dados obtidos a partir do trabalho de Resende, feito em 1993, em vacas primíparas zebuínas comparando o percentual de animais ciclando com uma amamentação por dia e em manejo tradicional (presença da cria ao pé) ao longo da estação de monta.

Percentual de vacas ciclando ao longo da estação de montaGráfico 3: Percentual de vacas ciclando ao longo da estação de monta, de acordo com o tipo de amamentação.

A ordem de parto também está altamente relacionada à duração da estação de monta. Considerando principalmente as vacas primíparas, ressalta-se que a dieta para estes animais no pós-parto deve, além de atender os requerimentos de mantença e da primeira lactação, atender aos requisitos finais de crescimento.

Dessa forma, dentre as categorias da propriedade, aquela que está mais submetida à queda na condição corporal, caso suas necessidades não sejam supridas, são as vacas de primeira cria.

Como já descrito anteriormente, a queda na condição corporal influencia diretamente no prolongamento do anestro pós-parto, fazendo com que estes animais retomem a ciclicidade tardiamente.

Este retorno tardio à ciclicidade é um dos principais entraves no encurtamento da duração da estação de monta, já que, caso estes animais não voltem a ciclar até o fim da estação reprodutiva, haverá um efeito negativo na taxa de prenhez.

O Gráfico 4 abaixo avalia, de acordo com a pesquisa de Meneghetti, em 2008, a queda na condição corporal (escala de 1 a 5) de primíparas de acordo com o mês de parição.

Queda na condição corporal de primíparasGráfico 4: Queda na condição corporal (escala de 1 a 5) de primíparas de acordo com o mês de parição. Fonte: Meneghetti (2008)

Ao correlacionar os fatores que interferem no retorno à ciclicidade, é possível compreender o motivo pelo qual as propriedades com estação de monta no Brasil Central, a fim de obterem taxas de prenhez satisfatórias, trabalham com uma duração média de 120 dias.

Algumas ferramentas podem ser utilizadas para a redução da duração da estação de monta. Em relação à nutrição das matrizes, destaca-se que alguns trabalhos científicos concluíram que a nutrição pré-parto tem maior importância do que a nutrição pós-parto na determinação do intervalo entre parto – primeiro estro.

Outro artifício técnico passível de utilização no início e durante a estação de monta está relacionado aos protocolos hormonais (por exemplo, IATF) somados ou não à restrição de amamentação.

Dentre as vantagens destacam-se a indução e/ou sincronização de rebanhos de matrizes em anestro, gerando a possibilidade de inseminar um grande número de vacas paridas ao início da estação de monta, com consequente concentração de parição no início da estação de nascimento subsequente. Este agrupamento dos eventos gera a possibilidade de reduzir o período da estação reprodutiva.

A partir do conhecimento dos fatores que influenciam a duração da estação de monta, se o objetivo é atingir uma taxa de prenhez satisfatória ao sistema, aliada a uma distribuição dos partos de forma adequada, deve-se avaliar se as condições inerentes a este sistema, de modo que permitam que a duração da estação reprodutiva seja encurtada.

Exemplos disso são a situação financeira e econômica da propriedade, o envolvimento dos funcionários, o manejo de pastagem e a condição nutricional do rebanho ao longo dos ciclos e a condição sanitária, que é de fundamental importância.

O sucesso da estação de monta depende de uma série de cuidados ligados às doenças infecciosas que podem afetar o sistema reprodutivo de machos e fêmeas, diminuindo a taxa de prenhez, causando abortos e levando à produção de bezerros com desempenho inferior.

Para saber como realizar o controle das principais doenças, como diarreia viral bovina (BVD), rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), leptospirose, brucelose, campilobacteriose genital bovina e tricomonose bovina, baixe nosso Manual Sanitário da Estação de Monta gratuitamente:

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