fazenda Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/fazenda/ Tue, 13 Dec 2022 20:45:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png fazenda Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/fazenda/ 32 32 Desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana https://blog.rehagro.com.br/aumento-da-lucratividade-na-pecuaria-sergipana/ https://blog.rehagro.com.br/aumento-da-lucratividade-na-pecuaria-sergipana/#respond Wed, 30 Nov 2022 12:52:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16370 Quer saber mais sobre os desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana? Assista a este Webinar! Neste bate-papo estiveram presentes os especialistas: Danilo Oliveira e Felipe Guerrieri, consultores Rehagro; Roberto Bispo, pecuarista; e Luciano Oliveira, agrônomo lRural. Eles debateram sobre o tema de forma interessante e construtiva. Confira na íntegra! Aproveite […]

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Quer saber mais sobre os desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana? Assista a este Webinar!

Neste bate-papo estiveram presentes os especialistas: Danilo Oliveira e Felipe Guerrieri, consultores Rehagro; Roberto Bispo, pecuarista; e Luciano Oliveira, agrônomo lRural. Eles debateram sobre o tema de forma interessante e construtiva.

Confira na íntegra! Aproveite para deixar seu like no vídeo e se inscrever no canal!

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Como melhorar a gestão de uma fazenda leiteira? https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/#respond Mon, 29 Nov 2021 13:07:47 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10290 Imagine uma situação em que você precisa ir a um local em uma determinada cidade. Muito provavelmente você adotará uma das duas atitudes: perguntar a alguém como chegar no local ou buscar em um GPS as coordenadas e os caminhos possíveis. Caso opte pela primeira opção, os riscos de errar o trajeto de forma a […]

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Imagine uma situação em que você precisa ir a um local em uma determinada cidade. Muito provavelmente você adotará uma das duas atitudes: perguntar a alguém como chegar no local ou buscar em um GPS as coordenadas e os caminhos possíveis.

Caso opte pela primeira opção, os riscos de errar o trajeto de forma a dificultar e atrasar a sua chegada no local são bem maiores.

Este mesmo exemplo pode ser aplicado como uma analogia na pecuária leiteira. Vamos supor que a produção de leite ou a reprodução de seu rebanho não está boa e você decidiu otimizá-la. O que checar? Por onde começar? Quais atitudes tomar? Quais caminhos seguir?

 

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Ter informações seguras, confiáveis e certeiras da rotina da propriedade fazem toda a diferença nesta situação. Tais informações permitem o cálculo de indicadores que norteiam as ações dentro da fazenda, justamente por atuarem como um GPS que guia a gestão da propriedade.

Além disso, estes indicadores atuam também como termômetros, mensurando o desempenho do rebanho.

A gestão eficiente de uma fazenda leiteira só é alcançada por meio de indicadores. Tê-los em mão, portanto, é uma questão de empenho, rotina e dedicação.

Indicadores pecuária leiteiraDados de uma fazenda de produção de leite.

Conhecendo mais sobre indicadores da pecuária leiteira

Os indicadores são importantes ferramentas de gestão e de tomada de decisão. Eles se baseiam em dados reais que são utilizados para gerar números e taxas que apontam o desempenho de determinada ação ou processo.

Um exemplo comum a todos, são os indicadores que expressam o rendimento de desempenho de um veículo.

Um determinado carro pode ter uma autonomia de 480 km com 40 litros de combustível, enquanto um outro pode rodar 600 km com os mesmos 40 litros. Ou seja, o primeiro veículo possui um rendimento de 12 km/litro e já o segundo veículo possui um rendimento de desempenho maior, com 15 km/litro.

Veja que no exemplo citado temos mais de uma opção de expressarmos os indicadores, com diferentes unidades de medida.

O mesmo acontece na gestão de uma fazenda da pecuária leiteira. Podemos e devemos calcular indicadores para os mais diversos setores da atividade: produção de leite, reprodução, qualidade do leite, sanidade, gestão econômica e financeira etc.

Exemplos de indicadores na pecuária leiteira

A própria média de produção de leite do rebanho é um exemplo clássico de um indicador bastante acompanhado nas fazendas.

Para obtermos este número, basta dividirmos o volume total de leite produzido no dia pelo número de vacas em lactação. Se uma fazenda produziu 7.952 litros de leite no dia de hoje com um rebanho de 250 vacas em lactação, logo seu indicador de média de produção por vaca é de 31,8 litros de leite.

Perceba que este número é dinâmico e dependente de variáveis, assim como qualquer indicador. Neste exemplo, o volume total de leite produzido e o número de vacas em lactação são as variáveis que influenciarão no indicador de média de produção dos animais.

A mesma premissa é válida para diversos outros indicadores. Olhando agora para a reprodução, ao analisarmos o desempenho reprodutivo de um rebanho sempre verificamos números como taxa de serviço, taxa de concepção e taxa de prenhez. Todos eles são indicadores e também possuem um perfil bastante dinâmico, ou seja, variam constantemente.

Exemplos de indicadores de uma fazenda leiteiraExemplos de indicadores de uma fazenda de pecuária leiteira.

Outros dois pontos bastante importantes que são monitorados por indicadores nas fazendas são a qualidade do leite e a sanidade.

  • Qual a CCS do leite?
  • Qual a incidência de novos casos de mastite?
  • Qual a incidência de pneumonia nas bezerras?
  • Qual a mortalidade da recria?
  • Qual a taxa de descarte involuntário do rebanho?

Controle da mastite

Como obter os indicadores?

Conforme já discutido, a gestão eficiente de uma fazenda só é feita com base em indicadores. Os indicadores só são obtidos a partir de dados confiáveis. A coleta de dados confiáveis exige empenho, rotina e dedicação.

Portanto, a geração de indicadores se resume inicialmente no compromisso de implementar uma cultura de mensuração de desempenho e coleta de dados nas fazendas.

Pesagens de leite, partos, inseminações, secagens, casos de mastite, ganho de peso, desmama, mortes, dentre outros, são somente alguns exemplos de itens que compõem o grande universo de anotações que devem ser feitas na rotina de uma propriedade leiteira.

Com os dados em mãos, agora é hora de calcular os indicadores. Alguns são relativamente tranquilos de serem calculados sem o auxílio de ferramentas computacionais mais sofisticadas, como a média de produção de leite diária do rebanho, por exemplo.

Já para o cálculo de outros indicadores, como a taxa de serviço, o recomendado é que sejam utilizados softwares específicos de gerenciamento zootécnico do rebanho, visto apresentarem uma maior complexidade de tratamento dos dados e terem uma dinamicidade geralmente alta.

Concentrar todas as anotações e mensurações da fazenda (ou grande parte delas) em uma única base de dados, como em um software de gerenciamento zootécnico, pode ser benéfico, pois permite uma melhor análise e aproveitamento das informações. Lembrando que essa base de dados deve ser abastecida constantemente para que os indicadores gerados retratem a realidade atual da fazenda.

ficha de controle da mastiteExemplo de uma ficha de anotação e controle da mastite de uma fazenda leiteira

Tenha a fazenda nas mãos

Uma conhecida frase de Fernando Penteado Cardoso, engenheiro agrônomo brasileiro, diz que:

O Brasil é um país onde as pessoas acham muito, observam pouco e não medem praticamente nada.

Devemos ter consciência disso, compreender a importância de mensurar e coletar dados e internalizar este processo cada vez mais na pecuária leiteira, independente do tamanho do rebanho ou da propriedade.

Somente com a obtenção e análise de indicadores é que teremos a fazenda nas mãos, com condições seguras e confiáveis para tomarmos decisões assertivas na atividade. Qualquer coisa fora disso já permeia o caminho do achismo, colocando em grande risco o sucesso do negócio.

Saiba mais!

Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.

As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Manual de fluxo de caixa para fazendas de gado de corte https://blog.rehagro.com.br/manual-de-fluxo-de-caixa-para-fazendas-de-gado-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/manual-de-fluxo-de-caixa-para-fazendas-de-gado-de-corte/#respond Wed, 17 Nov 2021 19:15:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10100 Confira nesse e-book gratuito tudo o que você precisa saber para entender essa ferramenta simples e poderosa e iniciar uma estratégia para melhorar os resultados financeiros da sua fazenda. Neste e-book, você verá: O que é o fluxo de caixa da fazenda; Pra que ele serve; Como classificar as entradas e saídas da fazenda; Como montar o fluxo de caixa […]

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Confira nesse e-book gratuito tudo o que você precisa saber para entender essa ferramenta simples e poderosa e iniciar uma estratégia para melhorar os resultados financeiros da sua fazenda.

Neste e-book, você verá:

  • O que é o fluxo de caixa da fazenda;
  • Pra que ele serve;
  • Como classificar as entradas e saídas da fazenda;
  • Como montar o fluxo de caixa da sua fazenda – passo a passo!

Você sairá preparado para já usar a planilha que vamos enviar como BÔNUS!

fluxo de caixa permite que você enxergue claramente qual a situação financeira da fazenda e, com base no resultado, decida os caminhos a seguir para melhorar sua margem de lucro.

Preenchendo corretamente a planilha, com o seu fluxo de caixa em mãos, você poderá:

  • Classificar a entrada e saída de dinheiro na fazenda;
  • Enxergar a saúde financeira da propriedade;
  • Provisionar as entradas e saídas de dinheiro no ano da fazenda;
  • Planejar vendas estratégicas de animais ou capacitação de recursos através de empréstimos bancários ou custeios.
Esteja preparado para alcançar excelentes resultados com a sua fazenda.
Clique no botão abaixo e tenha uma boa leitura!
Manual de fluxo de caixa

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5 dicas importantes para a condução da atividade da pecuária leiteira https://blog.rehagro.com.br/dicas-importantes-para-a-conducao-da-atividade-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-importantes-para-a-conducao-da-atividade-na-pecuaria-leiteira/#comments Wed, 10 Nov 2021 12:27:23 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9932 Ao iniciar um negócio, uma das principais preocupações consiste na sua rentabilidade, para que todo o investimento feito seja retornado com uma margem de lucro significativa. Com a pecuária leiteira não é diferente: é preciso identificar os principais pontos do negócio, antes mesmo de iniciá-lo. Dessa forma, aumentam-se as chances de o planejamento traçado ser […]

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Ao iniciar um negócio, uma das principais preocupações consiste na sua rentabilidade, para que todo o investimento feito seja retornado com uma margem de lucro significativa. Com a pecuária leiteira não é diferente: é preciso identificar os principais pontos do negócio, antes mesmo de iniciá-lo.

Dessa forma, aumentam-se as chances de o planejamento traçado ser certeiro, prevenindo imprevistos e surpresas desagradáveis.

 

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Conhecendo o negócio leite

Independente do status da propriedade leiteira – se ela já se encontra em atividade, se iniciou a produção de leite há pouco tempo ou se ainda está apenas no papel – é importante conhecer de forma profunda e detalhada os pontos que a permeiam e que influenciam no seu resultado.

Esses pontos devem abranger não somente a propriedade de forma específica, mas também as pessoas envolvidas, a região onde ela está localizada e o mercado comprador/consumidor.

A melhor forma de conhecer a fazenda é por meio da ferramenta de Diagnóstico da Propriedade. Com ela é possível entender melhor o projeto, identificando as oportunidades, os riscos, alinhando as ações e atuando para melhorias.

Webinar Indicadores Econômicos e Zootécnicos

Construindo o diagnóstico da propriedade

Conforme já mencionado, o diagnóstico deve compreender fatores internos e externos da propriedade. O diagnóstico nada mais é do que um retrato da propriedade em um momento específico do tempo, relatando de forma detalhada todo o perfil da fazenda e da região.

Para organizar o raciocínio, podemos dividir os fatores em cinco grandes grupos:

1. Caracterização do mercado e do perfil da região

Avaliar qual a aptidão econômica da região, se há facilidade de obtenção de mão de obra qualificada, quais são os compradores de leite, se existe mercado de compra e venda de animais, quais os possíveis fornecedores de insumos, qual a facilidade de acesso e escoamento da produção etc.

Tais fatores permitem reconhecer se a propriedade está/estará inserida em algum determinado polo leiteiro que a beneficie, até mesmo agregue valor à produção de leite.

2. Geografia do terreno

Diz respeito à localização da propriedade, ao clima da região com as médias históricas de temperatura e pluviosidade ao longo do ano, ao relevo, ao tipo de solo, à disponibilidade de água, etc.

O conhecimento dessas variáveis permite, por exemplo, que saibamos qual o potencial agrícola da propriedade para a produção de comida dos animais.

3. Áreas, instalações e maquinários

Não basta apenas conhecer o relevo e o clima da propriedade: é necessário mensurar a sua área total e descrever a ocupação de cada divisão, como a extensão destinada à área de preservação permanente (APP), reserva legal, área mecanizável, área de manejo extensivo etc.

Compreender a divisão das áreas auxilia, por exemplo, na determinação de quantos hectares estão disponíveis para o plantio de milho para silagem ou então, quantos hectares podem ser trabalhados com pasto.

Além das áreas, devemos caracterizar também as instalações e os maquinários presentes na propriedade.

  • Qual a vida útil e o estado de conservação de cada um dos itens?
  • É possível trabalhar com o galpão de ordenha atual por mais 15 ou 20 anos?
  • O trator utilizado para a distribuição da dieta dos animais consegue realizar esta tarefa por mais quanto tempo?

Essas informações fazem a diferença quando pensamos na depreciação e na necessidade de aquisição/construção de novas unidades.

Trator de alimentos

4. Perfil do proprietário e dos colaboradores

Conhecer o perfil daqueles que lidam diretamente e diariamente com a propriedade faz toda a diferença.

  • Qual o perfil cultural e socioeconômico do proprietário?
  • Ele já possui experiências na pecuária leiteira?
  • Qual é o objetivo do produtor com a atividade pensando em volume de produção de leite, sistema de criação dos animais, remuneração, venda de genética, fabricação de produtos (laticínios, por exemplo)?
  • A atividade será conduzida pelo produtor mais como hobby ou terá a importância de ser a sua principal fonte de renda?
  • Há capital para investimento no negócio e/ou facilidade de obtenção de crédito?

Em relação aos colaboradores, qual é a mão de obra envolvida atualmente na propriedade com a produção de leite? Elaborar um organograma descrevendo o número de envolvidos com suas respectivas funções e remuneração recebida é uma excelente ideia!

Isto vale tanto para os colaboradores fixos quanto para aqueles esporádicos, como técnicos/consultores ou prestadores de serviço, por exemplo.

Esta etapa é de fundamental importância, assim como as demais já citadas. Por meio dela, podemos ter uma noção se os objetivos do proprietário e dos colaboradores estão alinhados com aquilo que a propriedade está retornando e com o potencial que ela pode entregar.

5. Sistema de produção, composição do rebanho e manejos realizados

Enfim, daremos foco específico aos animais e às rotinas. Categorizar o rebanho em grupos é o ideal, quantificando qual o número de vacas em lactação, vacas secas, recria de 0 a 12 meses, recria de 12 a 24 meses e recria acima de 24 meses, por exemplo.

Se, porventura, a propriedade possuir touro ou criação de machos leiteiros, estes também devem ser contabilizados na composição do rebanho em uma categoria específica. Junto com a composição do rebanho devemos informar qual o padrão racial dos animais e qual a distribuição de grau sanguíneo em casos de animais mestiços no rebanho.

Qual o sistema de produção adotado pela fazenda? Extensivo, semi-intensivo ou intensivo? A pasto, semiconfinamento ou confinamento total? Essa informação é básica e essencial para o diagnóstico!

A verificação e a descrição dos manejos realizados na propriedade devem ser muito bem-feitas, possibilitando compreender de forma clara quais ações são feitas na rotina.

  • Como é a reprodução das vacas e das novilhas?
  • É utilizada inseminação artificial? Se sim, com quais critérios?
  • Como ocorre a liberação das novilhas para reprodução?
  • Os animais em lactação são divididos em lotes? Se sim, com base em quais critérios?
  • Qual a produção de leite por lote?
  • Como é o manejo alimentar dos animais?
  • Quais alimentos compõem a dieta?
  • A dieta sofre variação entre as estações de chuva e seca?
  • Como as bezerras são criadas?
  • Qual o programa alimentar durante o aleitamento e após a desmama?
  • Quais as principais doenças que acometem os animais?
  • Existem protocolos de tratamento e calendário sanitário?
  • A fazenda realiza gestão financeira?

Todas estas perguntas relacionadas ao manejo, além de várias outras, estão atreladas aos indicadores da propriedade. Sendo assim, o recomendado é que, caso a fazenda trabalhe com indicadores, eles sejam mencionados juntos aos respectivos manejos, de modo a entender em que nível está a eficiência dos processos.

Saiba mais!

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As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Cuidados para se ter uma boa colheita de café https://blog.rehagro.com.br/boa-colheita-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/boa-colheita-de-cafe/#respond Mon, 28 Jun 2021 19:05:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4579 A época de colheita do café se aproxima e muitas fazendas já começam a colher no mês de abril. A colheita engloba, além da retirada dos frutos do pé, as etapas de: Preparação da lavoura; Derriça dos frutos; Recolhimento; Abanação.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Para que se tenha […]

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A época de colheita do café se aproxima e muitas fazendas já começam a colher no mês de abril.

A colheita engloba, além da retirada dos frutos do pé, as etapas de:

  • Preparação da lavoura;
  • Derriça dos frutos;
  • Recolhimento;
  • Abanação.
 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Para que se tenha um café de qualidade, ou seja, uma bebida boa e melhor preço pago pelo mercado, é preciso atentar para as várias etapas ou processos.

Cada fazenda apresenta diferentes dificuldades, sejam elas financeiras, com mão-de-obra ou com equipamentos. Para que isso não venha prejudicar a fazenda, é importante se adequar com o que tem e fazer o melhor.

Planejamento da colheita do café

A maturação dos grãos pode variar de acordo com a região e com a variedade da lavoura. Com isso, cabe ao proprietário ou quem for o responsável pelas lavouras fazer um planejamento de colheita.

Para fazer um planejamento de colheita, a pessoa responsável precisa saber quais são as glebas de maturação adiantadas e tardias. Outro ponto importante no planejamento da colheita é saber quais glebas serão feitas com colheitas mecanizadas e quais será colheita manual.

A preparação da lavoura para a colheita objetiva facilitar o posterior recolhimento dos frutos no chão.

A arruação é uma operação de limpeza da parte de baixo e próximo ao cafeeiro.

Uma arruação bem feita evita que o café que cai no chão se misture aos restos de vegetais, dificultando a varrição, ou seja, apuração do café após a derriça, e prejudicando a qualidade do produto final. Muitas vezes, após a arruação, é preciso fazer um controle de plantas daninhas caso seja necessário.

Webinar Planejamento da colheita

Evitando imprevistos e prejuízos na colheita

Todo café que vem da lavoura passa por vários processos até ser beneficiado e, para que esses processos não venham prejudicar na qualidade do produto final, temos que ficar atentos e evitar imprevistos e prejuízos.

Para evitar imprevistos e prejuízos durante a colheita, é muito importante fazer uma revisão em toda a infraestrutura (terreiros, estradas, tulhas) da fazenda e equipamentos (lavadores, secadores, maquinas de beneficiar) usados durante a colheita.

Outro ponto importante é a compra de materiais como panos, peneiras, escadas e peças de reposição. Não deixe para a última hora e procure sempre fazer cotações de todo material comprado para não pagar mais caro.

Não deixe que seu café seja prejudicado! Só se consegue preços melhores se houver qualidade e, para ter qualidade, é primordial ter planejamento e organização.

Obtenha safras mais lucrativas!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção.

Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

Curso Gestão na Produção de Café

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Ações financeiras para momentos de crise https://blog.rehagro.com.br/acoes-financeiras-para-momentos-de-crise/ https://blog.rehagro.com.br/acoes-financeiras-para-momentos-de-crise/#respond Fri, 11 Jun 2021 13:00:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9355 Neste e-book, aprenda dicas práticas para melhorar a saúde financeira da sua fazenda quando as coisas não vão bem. Saiba como organizar ou buscar soluções para a gestão financeira da sua propriedade leiteira em momentos de crise. Clique no botão abaixo para ter acesso ao material e boa leitura!  

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Ações financeiras para momentos de criseNeste e-book, aprenda dicas práticas para melhorar a saúde financeira da sua fazenda quando as coisas não vão bem.

Saiba como organizar ou buscar soluções para a gestão financeira da sua propriedade leiteira em momentos de crise.

Clique no botão abaixo para ter acesso ao material e boa leitura!

 

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Vermifugação em bovinos leiteiros: quando realizar? https://blog.rehagro.com.br/quando-vermifugar-os-bovinos/ https://blog.rehagro.com.br/quando-vermifugar-os-bovinos/#respond Wed, 28 Oct 2020 14:06:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8436 É bastante comum nos depararmos com perguntas como: Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos? Quando devo vermifugar os animais? Com qual frequência devo vermifugar? Qual o melhor vermífugo? Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as […]

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É bastante comum nos depararmos com perguntas como:

  • Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos?
  • Quando devo vermifugar os animais?
  • Com qual frequência devo vermifugar?
  • Qual o melhor vermífugo?

Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as decisões sejam tomadas de forma coerente.

Os exames coprológicos de OPG e OOPG consistem em ferramentas importantes para análise da quantidade de ovos e oocistos de vermes por grama de fezes, respectivamente.

Neste texto, iremos discutir um pouco mais sobre a realização desses exames e a importância deles para o calendário de vermifugação dos animais.

 

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Verminoses em bovinos

As verminoses gastrointestinais estão presentes em praticamente todas as propriedades de bovinos do mundo.

Os efeitos das verminoses causam grandes perdas econômicas para os sistemas de produção, visto que os parasitas reduzem a conversão alimentar, o ganho de peso, o crescimento e reduzem a produtividade em geral dos animais. Além disso, casos graves de verminose com elevadas taxas de parasitismo podem ser responsáveis por mortes de animais jovens.

Alguns parasitas como os coccídeos, em especial a Eimeria, são um dos principais causadores de diarreia em bezerras leiteiras, podendo permanecerem ocultos por longos períodos e comprometerem o desempenho dos animais por toda a vida.

Durante o ciclo da Eimeria, a multiplicação do agente ocorre no interior das células intestinais do hospedeiro, o que leva ao rompimento dessas células e comprometimento daquele segmento intestinal devido à redução da sua funcionalidade.

Entre os sinais clínicos mais frequentes das verminoses estão:

  • Emagrecimento;
  • Anemia;
  • Falta de apetite;
  • Diarreia;
  • Abdômen dilatado;
  • Pelos arrepiados e sem brilho.

No entanto, todos esses sinais tendem a serem inespecíficos, necessitando de exames complementares para alcançarmos um diagnóstico assertivo.

O comportamento da carga de vermes nematódeos no ambiente é dependente principalmente dos manejos adotados pela propriedade e da época do ano.

É comum que nas épocas de elevada pluviosidade a carga de vermes no ambiente esteja mais elevada, devido às condições de temperatura e umidade, principalmente, que contribuem para a multiplicação dos vermes. Já nas épocas secas do ano a população de nematódeos tende a se concentrar mais nos animais.

Portanto, é de fundamental importância a realização do controle estratégico dos vermes de forma racional a fim de reduzir as populações tanto no ambiente quanto nos animais.

Conhecer os vermes presentes no rebanho conforme cada categoria animal e a taxa de parasitismo constitui um passo essencial para adotarmos uma vermifugação eficiente e racional. Os exames coprológicos de OPG e OOPG são as ferramentas responsáveis por fornecerem as respostas base desta ação.

E-book criação de bezerras leiteiras

Principais verminoses de bovinos leiteiros

Nos exames de OPG e OOPG buscamos identificar ovos e oocistos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiros, sendo representados por Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.

Todos estes vermes desenvolvem o seu ciclo no ambiente gastrointestinal e possuem os seus ovos liberados pelas fezes dos hospedeiros. As figuras a seguir ilustram o formato dos ovos desses vermes vistos em microscopia óptica.

Ovos de vermes em microscópioFormato dos ovos dos principais vermes que acometem bovinos leiteiros. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)

OPG e OOPG – Materiais e técnica

Conforme já dito neste texto, os exames de OPG e OOPG são utilizados para quantificação de ovos e oocistos dos principais vermes nas fezes dos bovinos, respectivamente. Os materiais necessários para realização dos exames estão descritos a seguir juntamente com a técnica.

Materiais utilizados

  • Amostra de fezes coletadas diretamente do reto dos animais: coletar uma porcentagem significativa de amostras de fezes em cada lote das categorias de animais. Armazenar as fezes em sacos plásticos limpos de forma individual e identificá-los com a respectiva numeração do animal;
  • Copo plástico (50 mL);
  • Água;
  • Solução de Sheater: para preparar a solução de Sheater deve-se dissolver totalmente 500 gramas de açúcar em 360 mL de água.;
  • Peneira pequena;
  • Balança de pesagem mínima de 1 grama;
  • Pipeta de Pasteur (3 mL);
  • Câmara de McMaster;
  • Microscópio óptico.

Obs.: caso as fezes não sejam processadas imediatamente após a coleta, deve-se armazená-las refrigeradas.

Exames de OPG e OOPGColeta de fezes e organização de materiais para OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)

Técnica

Após as amostras de fezes terem sido coletadas e identificadas com a numeração e o lote dos animais, deve-se organizar os materiais para a realização dos exames. Para facilitar o processo, recomenda-se organizar fileiras verticais contendo 3 copos plásticos de 50 mL cada.

  1. Com o auxílio da balança, pesar 2 gramas de fezes por amostra, colocando-as no primeiro copo plástico. No segundo copo plástico colocar 28 mL de água e no terceiro 2 mL de solução de Sheater.
  2. Transferir os 28 mL de água para o copo contendo 2 gramas de fezes. Misturar bem o conteúdo com auxílio da pipeta de Pasteur.
  3. Após a mistura, coar o conteúdo de água e fezes com auxílio da peneira, transferindo-o para um próximo copo.
  4. Coletar 2 mL do conteúdo coado de água e fezes com a pipeta de Pasteur e adicioná-los ao copo contendo 2 mL da solução de Sheater.
  5. Preencher os dois lados (A e B) da câmara de McMaster com o conteúdo de água, fezes e solução de Sheater.
  6. Esperar 5 minutos e levar a câmara de McMaster preenchida ao microscópio para que seja realizada a contagem dos ovos e oocistos na objetiva de 10×0,25.

Técnica de exames de OPG e OOPGRealização de exame de OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)

A contagem dos ovos e dos oocistos deve ser feita em ambos os lados da câmara de McMaster – lado A e lado B, diferenciando os ovos de Estrongilideos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.

Ao final, multiplicar a quantidade total de ovos/oocistos de Estrongilideos, Strongyloides e Eimeria por 100. Não há a necessidade de contar e multiplicar a quantidade de ovos de Moniezia, devendo apenas indicar quando houver presença de ovos deste nematódeo. Exemplo:

Resultados de exames de OPG e OOPG

Interpretando os resultados

  • Menos de 200 ovos/oocistos por grama de fezes = carga baixa;
  • 300 a 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga média;
  • Mais de 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga alta.

O desejável é que no mínimo 80% dos animais de cada lote apresentem carga baixa (< 200 ovos/oocistos), sendo que esta contagem não exige o tratamento dos animais com vermífugo.

Casos em que 20% ou mais dos animais de cada lote apresentam carga alta (> 800 ovos/oocistos) são indicativos de tratamento, devendo a estratégia de vermifugação ser discutida com o médico veterinário responsável pela propriedade. A presença de qualquer quantidade de ovos de Moniezia já é indicativa de tratamento, sendo que produtos à base de albendazol possuem maior eficácia sobre este tipo de verme.

Considerações sobre OPG e OOPG

A utilização das ferramentas de OPG e OOPG é essencial para a elaboração de calendários estratégicos de vermifugação de forma racional e assertiva, tratando somente os lotes de animais com elevada carga parasitária. Esta ação contribui para uma economia considerável no uso de vermífugos, além de analisar a eficiência das bases farmacológicas utilizadas.

O recomendado é que todos os lotes sejam monitorados periodicamente a fim de construir a dinâmica comportamental dos vermes nas diversas categorias animais.

Saiba mais!

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Pós-Graduação em Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

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Vale a pena investir em conforto térmico para vacas leiteiras? https://blog.rehagro.com.br/conforto-termico-para-vacas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/conforto-termico-para-vacas-leiteiras/#comments Fri, 18 Sep 2020 19:00:52 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8140 Em agosto de 2020, fizemos a transmissão de um Agroask Leite com o seguinte tema: “Vale a pena investir em conforto térmico para vacas leiteiras?”. O encontro foi comandado pela especialista Fernanda Ferreira, diretamente da University of California. O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. […]

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conforto térmico

Em agosto de 2020, fizemos a transmissão de um Agroask Leite com o seguinte tema: “Vale a pena investir em conforto térmico para vacas leiteiras?”.

O encontro foi comandado pela especialista Fernanda Ferreira, diretamente da University of California.

O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

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Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

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Cocho para gado de corte: a importância da rotina de inspeção https://blog.rehagro.com.br/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/ https://blog.rehagro.com.br/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/#respond Thu, 17 Sep 2020 18:30:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8178 Aprenda a importância da rotina de inspeção dos cochos para manter uma suplementação adequada para a bovinocultura de corte. Os minerais são fundamentais para o metabolismo animal, tendo participação ativa em vários processos digestivos e metabólicos. Consequentemente, têm influência direta na produção individual de cada animal. A deficiência dos mesmos é considerada uma enfermidade metabólica. […]

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Aprenda a importância da rotina de inspeção dos cochos para manter uma suplementação adequada para a bovinocultura de corte.

Os minerais são fundamentais para o metabolismo animal, tendo participação ativa em vários processos digestivos e metabólicos. Consequentemente, têm influência direta na produção individual de cada animal. A deficiência dos mesmos é considerada uma enfermidade metabólica.

Para bovinos mantidos exclusivamente em pasto, geralmente, a suplementação de minerais é feita em cochos, na maioria das vezes descobertos, colocados em locais estratégicos do pasto e com abastecimento semanal.

O fornecimento da mistura mineral deve ser contínuo. Portanto, a mistura deve estar sempre à disposição do animal no cocho para que o consumo seja o mais uniforme possível, suprindo as exigências de minerais dos animais e garantindo o ganho de peso adequado para a estratégia nutricional.

 

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Fornecimento de misturas minerais no cocho

Um dos problemas relacionados com o fornecimento de misturas minerais à vontade é o consumo variável e, muitas vezes, o “não consumo”.

Vários fatores interferem nessa variação como: 

  • Estado fisiológico;
  • Raça;
  • Idade;
  • Distância da água e cochos;
  • Qualidade do produto, entre outros.

Inspeção de cochosInspeção de cochos, suplemento mineral com alta umidade. Fonte: arquivo pessoal de Gabriel Martins, estagiário do Rehagro.

O fornecimento de suplementação mineral é uma estratégia viável que permite ganhos adicionais quando aliada à uma boa oferta de forragem. Porém, para que o produtor obtenha bons resultados, além do bom manejo da pastagem e do pastejo, são necessários alguns cuidados no manejo e na qualidade desse produto no cocho.

Webinar Manejando Pastagens

Os cochos de suplementação mineral sem cobertura são os mais encontrados em propriedades rurais pelo país. Apesar de ser um método eficaz, traz consigo alguns desafios, como baixa proteção contra umidade e chuvas.

A água ou excesso de umidade no suplemento pode formar crostas ou até mesmo endurecê-lo, formando torrões e alterando a palatabilidade do produto, o que resulta na redução do consumo.

Em um estudo de Nicodemo, feito no ano 2000, foi observado que o consumo de um determinado suplemento sofre maior influência de sua palatabilidade, do que da sua capacidade em satisfazer demandas nutricionais específicas.

Cocho mal inspecionadoCocho de suplementação mineral descoberto e com alta umidade, atoleiro ao redor. Fonte: Rafael Araújo, técnico Rehagro / Acervo pessoal.

Rotina de inspeção de cochos

A rotina de inspeção dos cochos por uma pessoa previamente treinada é uma das práticas mais negligenciadas na propriedade rural. Entretanto, a adoção dessa rotina na fazenda garante o fornecimento do suplemento em condições adequadas para o consumo dos bovinos.

De acordo com um conceituado estudo conduzido por Ortolani, em 1999, há influência da forma física do suplemento mineral e seu consumo pelos bovinos.

Ele observou que os suplementos minerais ofertados de forma empedrada, devido à exposição à umidade, tiveram sua ingestão reduzida em 55%, quando comparados a um suplemento fornecido de forma fresca e seca.

Portanto, os benefícios dessa estratégia nutricional só poderão ser atingidos quando o produto é fornecido de forma adequada e com espaçamento de cocho recomendado de 5 cm/UA. Esse espaçamento pode diferir dependendo da categoria animal, raça, tamanho de lote, entre outros, por isso é sempre recomendável observar com cautela esse critério.

Portanto, implementar essa rotina de inspeção de cochos e “mexer o cocho” diminuindo ou acabando com os torrões possibilita um consumo menos variável e constante, garantindo que as exigências nutricionais dos animais sejam atendidas e, consequentemente, melhor desempenho do lote.

Agora, sabendo da importância desta rotina, já deu uma conferida nos “cochos” de sua fazenda hoje?

Dica extra!

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O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

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Cristiano Rossoni

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Gestão de índices zootécnicos com foco no lucro https://blog.rehagro.com.br/gestao-de-indices-zootecnicos/ https://blog.rehagro.com.br/gestao-de-indices-zootecnicos/#respond Wed, 09 Sep 2020 13:26:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8131 Em julho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre gestão de índices zootécnicos com foco no lucro. O palestrante foi Matheus Moreira, Coordenador Técnico da Equipe Leite do Rehagro e Mestrando em Zootecnia/Reprodução Animal pela UFMG. O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o […]

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Em julho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre gestão de índices zootécnicos com foco no lucro. O palestrante foi Matheus Moreira, Coordenador Técnico da Equipe Leite do Rehagro e Mestrando em Zootecnia/Reprodução Animal pela UFMG.

índices zootécnicos

O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Leite! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o Ideagri e o 3RLab.

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Projeto pecuário de sucesso em fazenda de gado de corte: como realizar? https://blog.rehagro.com.br/um-projeto-pecuario-de-sucesso-se-inicia-pelo-diagnostico/ https://blog.rehagro.com.br/um-projeto-pecuario-de-sucesso-se-inicia-pelo-diagnostico/#comments Fri, 21 Aug 2020 14:00:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8058 Saiba como realizar um projeto pecuário bem sucedido através de um diagnóstico bem executado.  Em um projeto pecuário, buscamos sempre a maior produtividade possível e um aumento na rentabilidade do negócio. Mas hoje, encontramos no setor diversos desafios, como a concorrência com outros setores produtivos, a diminuição da margem de lucratividade e a presença de […]

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Saiba como realizar um projeto pecuário bem sucedido através de um diagnóstico bem executado. 

Em um projeto pecuário, buscamos sempre a maior produtividade possível e um aumento na rentabilidade do negócio. Mas hoje, encontramos no setor diversos desafios, como a concorrência com outros setores produtivos, a diminuição da margem de lucratividade e a presença de novos agentes investidores.

Esses pontos tornam a profissionalização da cadeia produtiva da carne mais importante do que nunca e reforçam a necessidade da implementação de projetos estruturados e muito bem definidos.

A definição de um projeto pecuário envolve uma série de fatores, cuja variação ocorre pela peculiaridade de cada propriedade. Fazendas com distintas características internas e externas demandam, por consequência, projetos específicos àquelas peculiaridades.

 

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Portanto, dois pontos são, ou deveriam ser, comuns a todo e qualquer projeto pecuário:

  1. Estabelecer um objetivo a ser alcançado, traçando metas e estratégias gradativas que irão construir o caminho até o objetivo do produtor.
  2. Conhecer o atual status da fazenda, pois somente conhecendo criteriosamente os fatores favoráveis e desfavoráveis daquela propriedade será possível determinar quais e quando as ações de melhoria devem ser implantadas.

Denomina-se “diagnóstico” o levantamento do momento atual da propriedade. Podemos compará-lo a uma fotografia, já que ao final do processo de diagnóstico, obtemos um “retrato” de como está a propriedade naquele determinado momento, sendo possível, a partir daí, construir planos estratégicos para alcançar a eficiência e a melhoria de todo o processo produtivo.

Como citado anteriormente, o objetivo dos projetos pecuários, podem variar de acordo com diversas características que são específicas de cada propriedade, entretanto, para o diagnóstico, podemos estabelecer uma série de itens a serem avaliados, que são comuns na maioria das fazendas.

Importante ressalva, está ligada ao processo de diagnóstico, todos e quaisquer dados levantados devem ser registrados de maneira que qualquer pessoa entenda e tenha a capacidade de leitura e interpretação daquela informação. Desde um profundo conhecedor daquela propriedade a alguém que nunca foi na fazenda.

Passo a passo de um diagnóstico

Área

O levantamento da área real da propriedade permite dentre outros aspectos o dimensionamento inicial do projeto pecuário. Com esse dado é possível entender, inclusive, qual a dimensão do projeto a ser estabelecido perante a região da propriedade. Um ponto importante também sobre o levantamento da área real da propriedade está ligado às adequações legais, georreferenciamento, reserva legal, dentre outras.

Área de pastagem com bovinosÁrea de pastagem com bovinos de uma fazenda cliente do Rehagro Consultoria. Fonte: Acervo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Tipo de exploração

No tipo de exploração deve ser levantado, basicamente, qual a fase do sistema de produção de gado de corte aquela fazenda realiza: cria, recria, engorda, ciclo completo ou alguma variação entre essas, por exemplo uma propriedade que trabalha com recria e engorda, produção de touros, etc.

O levantamento correto dessa informação é importante para definir o projeto pecuário, seja pela alteração do tipo de exploração ou permanência na mesma, sendo muito comum muitas propriedades confundirem esses tipos de exploração e perderem o foco de atuação no sistema.

Vale ressaltar que oportunidades de mercado momentâneas não devem ser usadas como a base de um projeto a médio e longo prazo, uma vez que este deve ter uma estrutura consolidada.

Sistema de criação

O sistema de criação apresenta como é realizada o tipo de exploração, qual o nível de intensificação realizado naquela fazenda no momento do diagnóstico. Se é uma fazenda extensiva, semi-intensiva ou intensiva.

Essa definição parece um pouco subjetiva, alguns pontos de avaliação e indicadores são importantes então para se definir o sistema de criação, tais como, a produtividade da fazenda @/ha/ano, se utilizam ou não de adubação das pastagens, se há algum sistema de engorda, como confinamento, kg de bezerro desmamado, dentre outras opção de serem avaliadas.

Pastagem irrigadaProdução de bovinos de corte em pastagem irrigada. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Objetivos do proprietário

Conhecer o objetivo do proprietário é fundamental para o sucesso do projeto pecuário e esse levantamento deve ser, impreterivelmente, realizado durante o diagnóstico, pois pode-se nesse momento detectar melhor quais as características fundamentais que a propriedade possui para alcançar esse objetivo.

É comum que o proprietário ou os proprietários tenham dificuldade em definir o objetivo com aquela propriedade, para isso, algumas perguntas podem ser feitas para obter uma visão amplificada dos anseios e desejos do proprietário.

  • Quantas cabeças gostaria de ter?
  • Qual a rentabilidade esperada?
  • Em quantos anos espera o retorno do capital investido?
  • O que gostaria de produzir (Genética, gado comercial, bezerro, boi gordo, etc)?
  • A fazenda é sua única fonte de renda?

Essas perguntas podem auxiliar o proprietário na definição do objetivo. Importante ressalva deve ser feita, alguns objetivos podem se chocar com alguma impossibilidade observada durante o diagnóstico, e assim o objetivo pode ser redefinido, antes do início do projeto.

Nesse momento de conversa com o proprietário deve-se estar atento ao perfil comportamental, e até mesmo ao perfil investidor (arrojado, conservador, intermediário). Essa informação auxilia no potencial de risco que o projeto deve ou não contemplar.

Cenário econômico regional

Conhecer criteriosamente a região onde a propriedade está inserida é fundamental. Nesse item devem ser levantados dados como características das propriedades vizinhas, se são criadores, invernistas, se tem muito confinamento na região, etc. Essas informações ajudam a definir o projeto e qual “produto” principal será produzido na fazenda.

Avaliar se a região detém acesso a insumos importantes para a produção, como grãos, distribuição de medicamentos, ração ,deve ser avaliado. Quantos ou se há algum frigorífico no entorno da propriedade, é uma informação indispensável para definir um sistema de engorda, pois sem que haja qualquer indústria frigorífica minimamente próxima, pode tornar inviável a implantação do projeto.

Observar qual a cidade mais próxima, se existe disponibilidade de mão de obra e ou serviços básicos como hospitais, casa agropecuárias e outros. Nesse cenário devemos levantar, também, quais são os possíveis parceiros comerciais, clientes e fornecedores.

Durante esse levantamento deve-se avaliar também a estrutura logística da propriedade, qual a capacidade de escoamento da produção, se a malha rodoviária regional permite acesso de carretas, tanto para compra de insumos, quanto para a venda de animais.

Características meteorológicas

O levantamento de dados climáticos, é fundamental em qualquer projeto. Analisar o histórico de precipitações anual e mensal, temperatura média, mínima e máxima, permitem a implantação do planejamento forrageiro, definição da estação de monta, época de confinar, época de plantio, entre outros exemplos, da propriedade.

Além dessas definições, outro ponto importante quanto às precipitações está ligado ao planejamento nutricional, pois um programa de suplementação, está diretamente ligado à qualidade da forrageira, só é possível determinar o suplemento mais adequado quando dominamos com exatidão, qual será o status da forrageira naquela determinada época do ano.

Dados meteorológicosExemplo de levantamento meteorológico dos últimos 30 anos de determinada região. Fonte de dados do INMET.

Rebanho

A avaliação do rebanho, em números e condições, é outra avaliação a ser feita durante o diagnóstico.

Além da quantidade absoluta de animais presentes na propriedade no momento do diagnóstico, deve-se caracterizar esse rebanho.

  • Quantidade de animal por categoria (exemplo: novilhas de 12 – 24 meses, bezerros machos, matrizes, etc)
  • Padrão racial, qual ou quais as raças predominantes no rebanho. Em caso de sistemas de cria, qual o padrão das matrizes e dos touros/sêmen utilizado.
  • Peso por categoria, qual a média de peso dos animais em cada categoria. Se a propriedade ainda não adota pesagens constantes, pode-se fazer uma avaliação visual. Entretanto, vale atentar-se para a importância da pesagem.

Com levantamento desse quesito é possível calcular um indicador de grande importância, a quantidade de unidade animal (UA; 1 UA = 450 kg de PV) presente na fazenda.

  • Status nutricional pela avaliação realizada de escore de condição corporal média para cada uma das categorias avaliadas.

Avaliação status nutricional do gado Avaliação do status nutricional dos animais. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

  • Status Sanitário do rebanho e quais as práticas e calendário sanitário que a fazenda adota.

Pastos

O diagnóstico dos pastos é, provavelmente, a parte de maior importância para a continuação do projeto pecuário, após a avaliação das pastagens e suas estruturas é possível determinar a atual capacidade produtiva para sistemas de produção a pasto.

O levantamento dessas informações permite a definição dos investimentos em reforma, recuperação e manutenção das pastagens.

O processo de avaliação deve ser minucioso, e realizado de preferência pela mesma pessoa em toda a área da propriedade, pois a maioria dos itens são avaliados de maneira visual. Alguns indicadores como o GMD (ganho de peso médio diário) dos animais permite uma inferência quanto a qualidade das pastagens onde os animais se encontram, entretanto, a avaliação de pasto por pasto deve ser feita.

O ideal é que a avaliação seja feita montada, o responsável deverá percorrer todos os pastos da propriedade avaliando e fazendo anotações. Hoje já podemos contar com tecnologias como drones para uma avaliação da área e captura de imagens, o que enriquece a acurácia das informações.

Os principais itens avaliados são:

Identificação dos pastos e levantamento da área

A identificação dos pastos deve ser realizada com a ajuda de um colaborador que conheça as divisões. Pode ser feita, preferencialmente, enumerando os pastos ou pelo nome comum utilizado na propriedade, desde que todos saibam qual é o pasto indicado.

Essa identificação assim como o levantamento do tamanho do piquete é importante para a realização dos futuros manejos, cálculos de capacidade suporte e de custos referentes à reforma/manutenção daquela área.

Espécie forrageira predominante

Aqui basicamente é apontado qual ou quais são as espécies forrageiras predominantes naquele pasto em específico.

Pastagem de braquiarãoPasto com presença predominante do braquiarão. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Área empastada

O levantamento da área empastada mostra qual o percentual da área daquele determinado pasto que está realmente encoberto da espécie forrageira ali presente.

Existem alternativas tecnológicas interessantes que auxiliam nesse levantamento como citado acima, os drones, por exemplo. Entretanto, é recomendado que o responsável faça esse apontamento a cavalo, e para isso ele deve percorrer toda a área de cada pasto, reforçando então a necessidade de ser o mesmo colaborador a fazer o levantamento de toda a área, por se tratar de uma avaliação subjetiva, devendo ser o mesmo critério adotado para toda a propriedade.

Área empastadaExemplo de área efetivamente empastada circulada em vermelho. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Área degradada

Assim como o levantamento da área empastada, a avaliação da área degradada deve ser feita de maneira visual e criteriosa. A princípio é feito o levantamento percentual da área degradada em relação a área total do pasto, e posteriormente calculado valor em hectares da área degradada.

Nível de degradação

Para caracterizar a área degradada, levantada no item anterior, é importante que caracterize a degradação, o que é degradação e quais são os níveis de degradação. Existem diferentes maneiras de se caracterizar a degradação, o mais comum é o estabelecimento de “notas” para essa degradação, criar uma nota de 0 a 4 por exemplo, para cada nível de degradação.

Classificação de níveis de degradação de pastagensClassificação de níveis de degradação das pastagens. Fonte: Adaptado de Adilson Aguiar.

Área infestada

Apesar de estar presente nos níveis de degradação, o levantamento da área infestada por plantas daninhas é importante para a realização do planejamento de recuperação das áreas, quantidade de herbicida necessário, e qual herbicida a ser utilizado.

Além da área, deve-se avaliar também qual a principal espécie invasora.

Área de reforma

O levantamento da área de reforma pode variar de acordo com os critérios adotados pelo técnico responsável, em suma, utiliza-se a subtração da área total do pasto pela área degradada ou área não empastada.

O critério é relativo, pode-se determinar, por exemplo, que será reformada todos os pastos em que menos de 50% da área esteja empastado, ou aqueles pastos em que a mais de 50% da área esteja com níveis iguais ou superiores a 2 na classificação do nível de degradação. A experiência do técnico que está fazendo o diagnóstico que irá direcionar os critérios de reforma.

Área de recuperação

Assim como a área de reforma, é importante a determinação de um critério para área de recuperação, por exemplo, pastos com mais de 30% da área infestada ou com 30 a 50% da área degradada devem ser recuperados.

Cercas

Ao percorrer os pastos, aproveita-se para avaliar a qualidade e o estado de conservação das cercas de cada pasto. Pode-se estabelecer notas de classificação, por exemplo, de 0 a 3, onde 0 não tem cerca, 1 cerca em péssimo estado de conservação, 2 cerca razoável e 3 cerca em perfeito estado de conservação.

Aguada

O diagnóstico das aguadas também acompanha o levantamento das características dos pastos. Pode-se definir níveis ou notas para o status das aguadas, com notas máximas à bebedouros artificiais limpos e em perfeito estado de conservação até notas mínimas que representam aguada natural, sujas, com indícios de erosão, impróprias para o consumo dos animais.

É sempre válido nesse momento coletar amostras para análises laboratoriais da qualidade de água, uma vez que esta está diretamente relacionada ao desempenho dos animais e possíveis problemas sanitários.

Bebedouro para gadoConstrução de bebedouro artificial. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Cochos

A avaliação dos cochos deve levar em conta dois aspectos importantes: a quantidade de cocho e dimensões do cocho, quantos metros de cocho cada piquete tem e também qual a qualidade e o estado de conservação desses cochos.

Assim como utilizamos para aguada, podemos estabelecer critérios de nota para o estado de conservação dos cochos, onde posteriormente será possível definir a melhor ação referente a cada cocho para cada um dos pastos da propriedade. Esses dados devem ser correlacionados com a quantidade de animais naquele pasto para se avaliar o espaçamento de cocho.

Esse levantamento também será importante para a definição do programa de suplementação. Há cocho suficiente para uma suplementação de médio a alto consumo?

Inspeção de cochosMedição de espaçamento de cocho feita pelo técnico Hugo Pereira. Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Nutrição

Plano nutricional

É importante, que durante o diagnóstico seja levantado qual o programa nutricional é atualmente adotado em cada categoria animal da propriedade nas diferentes épocas do ano, e se a estratégia condiz com o estado de condição corporal avaliado no levantamento do rebanho.

Suplemento utilizado

Quando avaliamos o plano nutricional, um ponto de atenção que deve ser levantado se refere às características nutricionais dos insumos utilizados e as condições de armazenamento na propriedade.

Suplementação para bovinosSuplementação de alto consumo de animais criados a pasto. Fonte: arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Calendário sanitário

Além da avaliação visual realizada durante o diagnóstico do rebanho, é importante que se faça uma pesquisa do calendário sanitário realizado na fazenda, quais são e quando são aplicadas as vacinas e os vermífugos durante o ano e em quais categorias animais, incluindo as campanhas de vacinação.

Infraestrutura, benfeitorias e maquinário

Além de definir uma série de importantes investimentos a serem realizados no projeto pecuário, o levantamento das benfeitorias e dos maquinários é extremamente importante quando pensamos em capacidade produtiva daquela propriedade.

Esta informação será também utilizada para averiguar se as benfeitorias são suficientes para armazenar os insumos necessários no processo produtivo ou então, até mesmo, se o refeitório atende as exigências mínimas para os colaboradores.

Quanto ao maquinário, deve-se levantar: quais os maquinários? Quantos tratores e qual o ano desses tratores? Todos esses itens devem ser descritos quanto ao estado de conservação, modelo, marca e ano. Além de avaliar possíveis investimentos e planos de manutenção, com esse levantamento é possível calcular a depreciação que será levado em consideração para as análises econômicas da propriedade.

Mão de obra

A avaliação da mão de obra vai um pouco além da quantificação de colaboradores que trabalham atualmente na propriedade. Deve ser levantado qual o cargo e a função de cada colaborador, bem como a remuneração desses colaboradores.

Entender o quadro de funcionários, as funções e a hierarquia na propriedade pode definir importantes ações durante o projeto pecuário. Por isso, é recomendado a elaboração do organograma atual da fazenda.

Dados financeiros e indicadores

Por último, e não menos importante, é o levantamento dos indicadores produtivos e econômicos da fazenda. Embora, muitas fazendas não possuam esses dados estruturados ou não fazem coletas dessas informações, é fundamental investigar o quanto a fazenda está produzindo e qual sua eficiência de produção, independente do sistema. Para isso, há indicadores chaves para cada sistema de produção que devemos estar atentos.

Os dados financeiros seguem as mesmas premissas dos indicadores. Quanto mais informações se obter na hora do diagnóstico melhor será o direcionamento e a qualidade do projeto.

Aproveite para conferir o nosso webinar gratuito sobre os indicadores de alto impacto na pecuária de corte e coloque em prática os ensinamentos para obter um projeto pecuário de sucesso. 

Webinar Indicadores de alto impacto na pecuária de corte

O sucesso de um projeto pecuário

A realização do diagnóstico deve ser realizada de forma criteriosa para assegurar a veracidade da condição atual da fazenda. 

O sucesso de um projeto pecuário depende da integração bem sucedida entre uma série de pilares: nutrição, sanidade, reprodução e uma boa gestão financeira e de equipes. Resultados financeiros satisfatórios só vêm quando todos esses aspectos caminham juntos e estão em dia.

Dica extra!

A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.

Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática. O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

Caso você tenha interesse, você pode encontrar outras informações na nossa página:

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Cristiano Rossoni

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Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras https://blog.rehagro.com.br/programas-sanitarios-na-recria-de-bezerras-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/programas-sanitarios-na-recria-de-bezerras-leiteiras/#respond Mon, 10 Aug 2020 17:30:41 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8037 Em junho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG. O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar […]

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webinar recria de bezerras

Em junho de 2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG.

O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Leite! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o Ideagri e o 3RLab.

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Gestão financeira de fazendas de leite https://blog.rehagro.com.br/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/ https://blog.rehagro.com.br/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/#respond Thu, 06 Aug 2020 19:00:57 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8009 Em 08/06/2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite Especial sobre Gestão Financeira de Fazendas de Leite. O palestrante foi Vitor Barros, Coordenador do Programa Gestão por Resultados. O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. Se você é um deles, não perca a chance de […]

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fazendas de leite

Em 08/06/2020, fizemos a transmissão de um Webinar Leite Especial sobre Gestão Financeira de Fazendas de Leite. O palestrante foi Vitor Barros, Coordenador do Programa Gestão por Resultados.

O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Leite! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o Ideagri e o 3RLab.

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Mercado do leite: momento atual e perspectivas da cadeia leiteira https://blog.rehagro.com.br/mercado-do-leite-momento-atual-e-perspectivas-da-cadeia-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/mercado-do-leite-momento-atual-e-perspectivas-da-cadeia-leiteira/#respond Fri, 31 Jul 2020 15:00:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8012 Em 11/06/2020, fizemos a transmissão de um Agroask Leite com o seguinte tema: “Mercado do leite: momento atual e perspectivas da cadeia leiteira”. O encontro atualizou os profissionais da área sobre o que está acontecendo no mercado. Escolhemos especialistas renomados para o debate de ideias: Clóvis Corrêa – Rehagro Maurício Coelho – Grupo Cabo Verde […]

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mercado do leite

Em 11/06/2020, fizemos a transmissão de um Agroask Leite com o seguinte tema: “Mercado do leite: momento atual e perspectivas da cadeia leiteira”.

O encontro atualizou os profissionais da área sobre o que está acontecendo no mercado. Escolhemos especialistas renomados para o debate de ideias:

  • Clóvis Corrêa – Rehagro
  • Maurício Coelho – Grupo Cabo Verde
  • Danilo Ferreira – Fazenda Céu Azul
  • Roberto Jank – Agrindus
  • Glauco Carvalho – Embrapa
  • Ronei Volpi – Câmara Setorial do Leite/Comissão Nacional do Leite 
  • Flávia Fontes – #BEBAMAISLEITE

O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você ainda não assistiu ao Agroask da série, clique no link abaixo:

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Como iniciar um fluxo de caixa nas propriedades de gado de corte? https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-do-fluxo-de-caixa-nas-propriedades-de-gado-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-do-fluxo-de-caixa-nas-propriedades-de-gado-de-corte/#respond Thu, 30 Jul 2020 17:00:29 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7979 O processo de intensificação dos sistemas de produção de gado de corte é muito buscado por pecuaristas que desejam elevar suas margens de lucro na atividade. Porém, é importante saber que ela traz consigo uma série de exigências. Há um aumento dos riscos da atividade, e, consequentemente, da demanda por gestão, acompanhamento de metas e […]

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O processo de intensificação dos sistemas de produção de gado de corte é muito buscado por pecuaristas que desejam elevar suas margens de lucro na atividade. Porém, é importante saber que ela traz consigo uma série de exigências. Há um aumento dos riscos da atividade, e, consequentemente, da demanda por gestão, acompanhamento de metas e controle da operação.

Acompanhando a evolução da atividade, as metodologias e as ferramentas disponíveis para realização da gestão eficiente também evoluíram.

Entretanto, algumas ferramentas há muito tempo utilizadas ainda são indispensáveis para o sucesso de qualquer projeto pecuário: o plano de negócios e o fluxo de caixa, que veremos neste artigo.

O fluxo de caixa representa um importante ponto da gestão dentro de qualquer empresa, seja ela rural (como uma fazenda), ou urbana.

Por meio dele, são avaliadas todas as entradas e saídas, ou seja, todo o fluxo de dinheiro em um determinado período de tempo, daquela empresa. Portanto, toda quantia financeira, movimentações que entram ou saem das contas da empresa são registradas no fluxo de caixa.

 

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Como deve ser a rotina de lançamento das informações do fluxo de caixa?

O primeiro passo para a realização de um fluxo de caixa eficaz e com informações precisas que auxiliem as tomadas de decisão dentro da propriedade é a criação de uma rotina para os lançamentos. 

Nessa rotina, é preciso estabelecer com muito critério um profissional capacitado e treinado para realização dessa função. Ele terá acesso a todas as informações de pagamentos e recebimentos da propriedade. Sendo assim, deve ser um colaborador organizado, comprometido e, acima de tudo, de confiança dos gestores.

No momento de inserir os dados no sistema ou planilha de fluxo de caixa, já deverá ter em mãos todas as informações relevantes, por exemplo:

  • Quem são os fornecedores ou clientes;
  • Datas de emissão;
  • Vencimento;
  • Recebimento e pagamento de cada um dos documentos lançados, juntamente com o número do documento.

Uma parte importante desses lançamentos é o plano de contas utilizado. Grosseiramente falando, cada uma das saídas e entradas será lançada com uma classificação específica.

Assim sendo, fica fácil para, posteriormente, avaliar quanto a fazenda gastou com milho, por exemplo, pois todas as notas fiscais de milho estarão lançadas em uma mesma conta gerencial. Isso irá ocorrer com outros insumos, e também com todos os recebimentos.

Além dessas ferramentas, existem algumas outras que podem auxiliar no controle dos números da fazenda.  Aqui, vamos focar no fluxo de caixa.

fluxo de caixa

Exemplo de gráfico ilustrando o fluxo de caixa.

Outro critério importante para o lançamento das informações que abastecerão o fluxo de caixa está ligado à conciliação bancária.

Para garantir confiabilidade às informações, é indispensável que todas as informações do fluxo de caixa estejam conciliadas com a conta bancária, ou seja, tudo que está no fluxo como entrada ou saída, também deve constar na conta corrente da propriedade, e o contrário também se aplica, tudo que está na conta corrente deve constar no fluxo de caixa, isso permite ter certeza que ao analisarmos o fluxo de caixa estaremos, realmente, avaliando os números e as informações de forma confiável.

O que compõe o fluxo de caixa?

A estrutura do fluxo de caixa é composta basicamente por três itens principais: entradas, saídas e o saldo acumulado.

As entradas no caixa da propriedade, independente da sua origem, toda quantia positiva que é somada ao caixa é considerada uma entrada, ou recebimento. Comumente, são oriundas da venda dos produtos daquela propriedade. Uma fazenda de cria, por exemplo, tem em sua principal fonte de entradas os valores advindos das vendas de bezerros, mas também pode ter entradas com venda de matrizes de descarte, aluguel de maquinários, resgate de investimentos financeiros, recebimento de recursos de empréstimos, etc.

Outro componente do fluxo de caixa são as saídas, ou todo e qualquer valor financeiro que gere desembolso ao caixa da propriedade, pagamento de insumos nutricionais, funcionários, energia dentre outros, são valores lançados como saídas.

Ao final de cada período avaliado, um mês por exemplo, a diferença entre as entradas e as saídas resulta no saldo de caixa daquele período.

O somatório dos saldos em dois ou mais desses períodos, representa o saldo acumulado. Exemplificando, em um determinado mês uma propriedade apresentou R$100.000,00 em entradas e R$80.000,00 em saídas, obtendo um saldo de R$20.000,00. No mês seguinte, os valores obtidos geraram um saldo positivo de R$25.000,00 e, por consequência, um saldo acumulado de R$45.000,00.

Representação de um fluxo de caixa com entradas, saídas e saldo acumulado

Representação de um fluxo de caixa.

Saldo Acumulado

O saldo acumulado é um importante ponto a ser avaliado em um fluxo de caixa, obtido através do somatório de cada fechamento, seja diário, semanal ou mensal. Quando estamos avaliando um fluxo de caixa projetando o futuro, ele nos aponta alguns pontos de extrema importância, como por exemplo a necessidade de capital de giro, também conhecida como “fundo de piscina”.

O “fundo de piscina”, como observado no gráfico abaixo, mostra qual a maior necessidade de caixa em um determinado período avaliado.

Representação gráfica do saldo acumulado em um fluxo de caixa

Gráfico representando o saldo acumulado de um fluxo de caixa. 

Observe assinalado em vermelho, na simulação acima, o momento do ano em que teremos a maior necessidade de caixa, de capital de giro, para poder suprir esses meses que por algum motivo o saldo acumulado está no negativo.

Importante nesse momento, é avaliar justamente os porquês desse saldo acumulado negativo e, principalmente, se existem alternativas para suprir esse “buraco”, por exemplo, com antecipações de receitas, adiamento de gastos, obtenção de empréstimos ou aporte pelo proprietário.

Manual de fluxo de caixa para fazendas de gado de corte

Prevendo o futuro via fluxo de caixa

Uma importante alternativa, fornecida pelo fluxo de caixa e que pode ser de grande valia para as propriedades é a possibilidade de visão de futuro. De fato, prever o futuro não é uma tarefa fácil, entretanto, com os lançamentos em dia, há uma real possibilidade da propriedade se programar quanto a suas demandas financeiras.

Para isso, dois pontos são extremamente importantes de serem administrados com atenção no fluxo de caixa: as contas a pagar e as contas a receber. Com o correto lançamento de todos os compromissos e contas que devemos pagar e receber, é possível que a propriedade se organize e preveja o futuro.

Essa avaliação pode ser realizada a curto e médio prazo. A curto prazo, sabemos por exemplo quanto a fazenda tem para receber e pagar na próxima semana e se o saldo da conta bancária é suficiente para quitar todas as obrigações daquele período.

Podemos citar como médio prazo a mesma situação para o próximo mês ou meses.

Mas afinal, qual a importância do fluxo de caixa?

O correto lançamento dos dados no fluxo de caixa é indispensável para a confiabilidade da ferramenta, entretanto, ele não deve ser utilizado apenas para o armazenamento desses dados, pelo contrário, a utilização dessa ferramenta é fundamental para que informações sejam levantadas e, a partir delas, seja possível a tomada de decisões em busca da maximização da eficiência em uma propriedade.

  • O fluxo de caixa permite que avaliemos de maneira simples, qual a condição do caixa. Ou seja: se o caixa está negativo ou positivo e em quanto está esse saldo.
  • Possibilita avaliar a situação financeira futura do negócio.
  • Permite avaliar quanto e quando será a maior necessidade de capital.
  • O fluxo de caixa, na implantação de um projeto, permite que avaliemos qual o período de payback dos valores investidos, ou seja, quando haverá o retorno de determinada quantia investida.
  • Demonstra se é necessário e quanto será necessário de capital externo para gerenciar o negócio.
  • As análises e o acompanhamento do fluxo de caixa permitem que evitemos o pagamento de juros e multas.

Conclusão

Em resumo, o fluxo de caixa é uma ferramenta relativamente simples, mas essencial para toda empresa. Ele nos permite a avaliação e a realização de importantes tomadas de decisões relativas ao sistema de produção.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

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Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda? https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-nas-fazendas/ https://blog.rehagro.com.br/periodo-de-transicao-nas-fazendas/#respond Tue, 16 Jun 2020 17:30:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7755 Em maio deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite com o tema “Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda?”. O palestrante foi José Eduardo Portela, PhD pela Universidade da Flórida. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. […]

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Período de transição em fazendas

Em maio deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite com o tema “Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda?”. O palestrante foi José Eduardo Portela, PhD pela Universidade da Flórida.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

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Oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite https://blog.rehagro.com.br/vacinacao-para-bovinos-de-leite/ https://blog.rehagro.com.br/vacinacao-para-bovinos-de-leite/#respond Fri, 05 Jun 2020 19:09:53 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7740 Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre desafios e oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite. O palestrante foi Elias Facury (Lobão), Mestre em Medicina Veterinária e Doutor em Ciência Animal pela UFMG. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos […]

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vacinação para bovinos

Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre desafios e oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite. O palestrante foi Elias Facury (Lobão), Mestre em Medicina Veterinária e Doutor em Ciência Animal pela UFMG.

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Redução de perdas gestacionais para aumentar a taxa de concepção https://blog.rehagro.com.br/perdas-gestacionais-para-aumentar-a-taxa-de-concepcao/ https://blog.rehagro.com.br/perdas-gestacionais-para-aumentar-a-taxa-de-concepcao/#respond Fri, 22 May 2020 17:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7580 Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre redução de perdas gestacionais para aumentar a taxa de concepção. O palestrante foi Guilherme Correa, Mestre em Ciência Animal com foco em reprodução de vacas leiteiras. O especialista também é Consultor na Equipe Leite do Rehagro. O tema ainda é extremamente relevante no […]

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perdas gestacionais

Em abril deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre redução de perdas gestacionais para aumentar a taxa de concepção. O palestrante foi Guilherme Correa, Mestre em Ciência Animal com foco em reprodução de vacas leiteiras. O especialista também é Consultor na Equipe Leite do Rehagro.

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Como a gestão pode contribuir com o processo de sucessão familiar https://blog.rehagro.com.br/processo-de-sucessao-familiar/ https://blog.rehagro.com.br/processo-de-sucessao-familiar/#respond Thu, 14 May 2020 15:00:47 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7372 Em fevereiro deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre como a gestão pode contribuir com o processo de sucessão familiar. O palestrante foi Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo Gestão Leite do Rehagro. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o […]

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sucessão familiar

Em fevereiro deste ano, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre como a gestão pode contribuir com o processo de sucessão familiar. O palestrante foi Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo Gestão Leite do Rehagro.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

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Qualidade de sementes da soja e do milho: saiba a importância https://blog.rehagro.com.br/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/ https://blog.rehagro.com.br/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/#respond Wed, 22 Apr 2020 17:00:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7331 Produtores de soja e milho querem que suas lavouras expressem seu potencial de produção e isso depende muito do período inicial de estabelecimento das culturas. Assim, a qualidade das sementes é importante para atingir qualidade da lavoura e isso reflete em mais produção e mais ganhos.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo […]

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Produtores de soja e milho querem que suas lavouras expressem seu potencial de produção e isso depende muito do período inicial de estabelecimento das culturas. Assim, a qualidade das sementes é importante para atingir qualidade da lavoura e isso reflete em mais produção e mais ganhos.

 

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Para que uma semente de soja ou milho possa ser considerada de alta qualidade, deve apresentar:

  1. Altas taxas de vigor, germinação e sanidade;
  2. Garantias de pureza física e varietal (genética);
  3. Não conter sementes de plantas daninhas.

Esses fatores respondem pelo desempenho da semente no campo, podendo ser avaliadas pelo estabelecimento da população de plantas desejadas para cada cultivar de soja e/ou híbrido de milho e indicadores de desempenho, tais como:

  • Palatabilidade;
  • Porcentagem de falhas, duplas e aceitáveis;
  • Coeficiente de variação (população instalada sendo avaliada no V3, ou seja, é importante conhecer bem os estádios fenológicos).

Avaliação do estabelecimento de lavourasFigura 1. Avaliação do estabelecimento de lavouras de soja e milho.

Como aqui, o foco é a semente, fatores como fase reprodutiva e polinização do milho, não serão avaliados.

Qualidade fisiológica da semente

Os lotes de sementes devem ser testados em laboratórios para avaliações por metodologias regulamentadas por lei. Com o resultado das análises, é gerado um Laudo de Análise de Sementes (LAS) que apresenta também a validade do teste de germinação.

De acordo com a IN 45 de 17/09/2013, sementes de soja devem apresentar germinação mínima de 80% e do milho 85%. A validade dos testes de germinação e infestação é de 12 meses. É permitido por lei a reanálise com prazo de validade de oito meses.

O teste de germinação avalia a capacidade da plântula germinar e o teste de vigor a capacidade da plântula desenvolver em condições anormais.

A maioria das lavouras de soja e milho no Brasil são conduzidas em regime de sequeiro e  que aumenta o risco de déficit hídrico, então o uso de sementes vigorosas é fundamental e aumenta a probabilidade de sucesso.

Para avaliação do vigor das sementes de soja, o teste mais realizado é o de tetrazólio que informa a viabilidade (germinação potencial), índice de vigor e causas da perda da qualidade fisiológica e o de envelhecimento acelerado que prediz o potencial de armazenamento do lote.

O vigor das sementes de milho é avaliado através do teste a frio, testando a germinação à 10°C e analisando se ela germina nessas condições de temperatura.

Webinar Inoculação da Soja

Teste de germinação na fazenda

Ao adquirirem lotes de sementes, os produtores precisam amostrar esse lote e encaminhá-lo a um laboratório, para análise de germinação e comprovar a alta qualidade.

Utilizar terra coletada da camada superficial de 0-20 cm, proveniente de áreas com histórico de boas produtividades, sem problemas fitossanitários, com qualidade química, física e biológica. 

A terra deverá ser seca, desboroada, peneirada e acondicionada em canteiros de 10 a 15 cm. Abrir sulcos com 3,0 cm de profundidade e de 1,5 a 2,0 m de comprimento espaçados em 10 a 15 cm entre eles, onde serão colocadas as sementes para o teste. 

Utilizar quatro repetições de 100 sementes cada por amostra, e cada repetição em um sulco, com sementes bem espaçadas entre si.

Após a semeadura, cobrir os sulcos e todas as sementes com terra peneirada com, no máximo, 4 cm de profundidade.

A irrigação inicial não deve ser feita imediatamente após a semeadura, mas sim na manhã seguinte com cerca de 10 mm, realizando-se irrigações diárias sucessivas, para repor a água evapotranspirada, até o teor de água do solo alcançar a capacidade de campo. 

As contagens do porcentual de emergência poderão ser realizadas em dois períodos: ao 5º ou 6º dia, após a semeadura e ao 8º ou 9º dia. A leitura ao 5º ou 6º dia poderá ser utilizada como um índice de vigor: quanto maior a porcentagem de plântulas emergidas, maior o vigor do lote de sementes. 

Com a leitura e média dos 4 sulcos de semeadura, faz-se a média e obtém a porcentagem média dessas emergências de plântulas a campo.

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Alessandro Alvarenga

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Gestão Financeira com foco na melhoria de resultados de fazendas de leite https://blog.rehagro.com.br/melhoria-de-resultados-de-fazendas-de-leite/ https://blog.rehagro.com.br/melhoria-de-resultados-de-fazendas-de-leite/#respond Fri, 31 Jan 2020 15:10:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6952 Em setembro de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre gestão financeira com foco na melhoria de resultados de fazendas de leite. O palestrante foi Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo Gestão Leite do Rehagro. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre […]

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Em setembro de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar Leite sobre gestão financeira com foco na melhoria de resultados de fazendas de leite. O palestrante foi Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo Gestão Leite do Rehagro.

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Como avaliar os índices zootécnicos na eficiência reprodutiva de vacas leiteiras? https://blog.rehagro.com.br/indicadores-zootecnicos/ https://blog.rehagro.com.br/indicadores-zootecnicos/#respond Thu, 26 Jul 2018 17:42:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4825 A eficiência reprodutiva tem impacto significativo na lucratividade e produtividade do rebanho leiteiro. Um dos fatores que devem ser utilizados de maneira correta para tomadas de decisões mais assertivas e um bom manejo reprodutivo são os índices zootécnicos. É a partir da análise e controle desses dados que você conseguirá perceber onde estão as oportunidades, […]

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A eficiência reprodutiva tem impacto significativo na lucratividade e produtividade do rebanho leiteiro. Um dos fatores que devem ser utilizados de maneira correta para tomadas de decisões mais assertivas e um bom manejo reprodutivo são os índices zootécnicos.

É a partir da análise e controle desses dados que você conseguirá perceber onde estão as oportunidades, quais aspectos precisam de maior atenção para se maximizar a eficiência reprodutiva através da implementação e checagem de metas.

 

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Principais índices zootécnicos que auxiliam na eficiência reprodutiva

Taxa de concepção

A taxa de concepção é o resultado da divisão entre o número de vacas prenhes pelo número de inseminações feitas em determinado período.

Taxa de serviço

A taxa de serviço é obtida através da divisão do número de inseminações pelo número de vacas aptas a cada intervalo de 21 dias.

É um indicador extremamente dinâmico, uma vez que o universo de vacas aptas muda diariamente, o que dificulta a obtenção do mesmo. Para cálculo da taxa de serviço é interessante se trabalhar com um software de gerenciamento de rebanho.

De um modo geral, grande parte dos produtores tendem a acreditar que sua taxa de serviço é alta, uma vez que todas as vacas são inseminadas em determinado momento. No entanto, a maior parte das fazendas apresenta baixa taxa de serviço.

De fato, a maior parte das vacas, senão todas, são realmente inseminadas. Porém, muitas vezes são inseminadas tardiamente.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

Taxa de prenhez

Multiplique a taxa de concepção pela taxa de serviço e obtenha a taxa de prenhez. Essa taxa mede a velocidade em que as vacas aptas se tornam gestantes a cada intervalo de 21 dias.

Período de espera voluntário (PEV)

É o período que vai do parto até a liberação voluntária da vaca para ser novamente inseminada. Geralmente a espera é de 35 dias para evoluir o útero e o período de espera voluntário varia de 40 a 60 dias de fazenda para fazenda.

Aumento da produtividade com os índices zootécnicos

A maioria dos produtores não analisam esses índices, trabalham na intuição e acham que a eficiência reprodutiva do rebanho está satisfatória.

Mas, quando os dados concretos são obtidos e controlados, percebe-se os gargalos do sistema e as oportunidades de inseminação e técnicas reprodutivas que são deixadas de lado. Sempre há a possibilidade de inseminar uma quantidade maior de vacas e aumentar a lucratividade.

O importante é emprenhar a vaca no pós-parto o mais rápido possível e para isso precisamos ter:

  • Alta taxa de serviço;
  • Alta taxa de concepção;
  • Baixa perda de prenhez.

Garantindo essa relação teremos como resultado um intervalo menor entre partos e consequentemente um DEL (dias em lactação) menor e maior produção de leite.

Manejo e controle da eficiência reprodutiva

Se você quer garantir intervalo curto de partos em todas as vacas, dê oportunidade para todas elas. Muitas fazendas selecionam as vacas ideais para inseminação, excluindo animais magros, mancos ou que possuam outros tipos de problemas.

Se você não insemina essas vacas relativamente menos propensas à prenhez, a possibilidade de gestação é zero. Mas, quando você insemina, a chance delas emprenharem é pequena mas é maior que zero.

Esse manejo sistêmico de inseminação está a cargo do produtor, mas outros fatores que interferem na eficiência dependem também do sistema e da condição dos animais.

No geral, vacas sadias emprenham mais e por isso você precisa garantir todas as condições para que elas não adoeçam. Se você quer ter alta taxa de concepção é necessário planejar estratégias para reduzir a incidência de doenças.

Quais são essas estratégias?

O grande segredo está num bom manejo no período de transição das vacas. Nós temos que tentar maximizar o consumo no pré-parto, fazer as vacas comerem muito após o parto e minimizar a perda de condição corporal. Para isso existem algumas estratégias que podemos usar na alimentação dessas vacas:

  • Manipular o cálcio da dieta;
  • Trabalhar com dieta aniônica para reduzir a incidência de hipocalcemia;
  • Podemos aumentar a concentração de vitamina E no pré-parto para melhorar a imunidade.
  • Precisamos usar estratégias para minimizar o stress das vacas no pré-parto, porque assim nós conseguimos reduzir a concentração de cortisol, melhorar a imunidade das vacas e consequentemente melhorar a saúde também.

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Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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Cana-de-açúcar: uma cultura de fácil condução https://blog.rehagro.com.br/cana-de-acucar-cultura-de-facil-conducao/ https://blog.rehagro.com.br/cana-de-acucar-cultura-de-facil-conducao/#comments Fri, 13 Jul 2018 15:06:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4722 A cana-de-açúcar é uma fonte de alimento fresco para os animais com altas produtividades de matéria seca por área. É uma cultura que, se bem conduzida, exigirá reforma ou replantio após 5 a 6 anos de produção. No entanto, o canavial será produtivo comercialmente durante todo esse tempo com alta produtividade de energia e matéria […]

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A cana-de-açúcar é uma fonte de alimento fresco para os animais com altas produtividades de matéria seca por área. É uma cultura que, se bem conduzida, exigirá reforma ou replantio após 5 a 6 anos de produção.

No entanto, o canavial será produtivo comercialmente durante todo esse tempo com alta produtividade de energia e matéria seca se seguidas as recomendações de correção do solo, adubação, manejo de pragas e plantas daninhas, colheita no período correto.

 

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Condução do canavial

Com canaviais bem conduzidos é possível obter uma produtividade de 120 a 150 t/ha, embora existam variedades com potencial de produção acima de 200 t/ha em um só corte.

Muitas vezes, as piores áreas da propriedade são destinadas ao plantio da cana-de-açúcar e não são seguidas as práticas recomendadas. Com isso, o canavial terá baixa produtividade, com pouca longevidade e a cultura será percebida como fonte de alimento com baixo teor nutritivo.

Canavial

Para a implantação de um canavial com alta produtividade e longevidade é necessário seguir várias práticas que vão desde a correção do solo para o plantio das mudas até a colheita da planta.

Correção do solo para plantio de cana-de-açúcar

O primeiro passo para uma boa correção é ter um profundo conhecimento desse solo.

Para isso é preciso ter em mãos os resultados da análise de solo, colhida e interpretada por um técnico responsável. Essa prática será um fator decisivo no sucesso da lavoura, pois é a partir dela que será feito o planejamento de adubos e fertilizantes.

Quando a amostragem de solo e a interpretação desses dados não são feitas corretamente, corre-se o risco de compra excessiva ou insuficiente de corretivos e fertilizantes, ocasionado assim uma queda de produtividade.

cana de açúcar

A calagem tem como principal objetivo reduzir a acidez do solo, elevando o valor do pH.

O valor de pH em água considerado ideal para um bom crescimento e desenvolvimento da maioria das culturas é de 5,5 a 6,5. Nesta faixa, as plantas terão condições ideais para absorção e aproveitamento dos nutrientes extraídos do solo.

A acidez do solo, quando excessiva, pode causar limitações no desenvolvimento da cultura comprometendo a sua produtividade. Sabe-se que para uma boa correção da acidez do solo é necessário a aplicação no mínimo 90 dias antes do plantio.

Dentre as características já citadas, o calcário tem várias vantagens com fornecimento de Ca e Mg para o solo, aumentar a eficiência de outros fertilizantes, melhora a atividade microbiana.

O uso do gesso agrícola é determinado através da interpretação da análise de solo e tem como principais funções fornecer Ca e redução da toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais (20 a 40 cm). Recomenda-se a aplicação do gesso agrícola quando: Ca: < 0,4 cmolc/dm3 e/ou Al: > 0,5 cmolc/dm3 e/ou saturação por alumínio (m%): > 30%.

Plantio da cana-de-açúcar

As mudas devem ser obtidas da cana-planta com 10-12 meses de idade, devem estar sadias, com colmos eretos e bom desenvolvimento. Para o plantio de 1 hectare serão necessários 10 toneladas de colmo.

Devem ser plantas vigorosas, resistente a pragas e a doenças, com alta produção de colmos e sacarose, ausência de joçal e floração.

É recomendado o espaçamento entre linhas de 1,0-1,5m, dependendo do tipo de solo e da variedade a ser plantada. Profundidade do sulco em torno de 0,40 m cobrindo as mudas com 0,10m de terra. As plantas são dispostas no sulco no sentido pé com ponta de maneira que fique de 15 a 18 gemas por metro e os toletes picados a cada 3 a 4 gemas.

Após a distribuição das mudas no sulco e picagem dos toletes é recomendado o tratamento com inseticida para evitar a o ataque de pragas iniciais que atacam a cultura, principalmente formigas e cupins.

Antes do plantio das mudas, deve-se ter um cuidado no combate das plantas daninhas, para que não tragam problemas na condução da lavoura.

Atualmente, têm sido usadas três épocas distintas para o plantio da cana-de-açúcar:

  • Janeiro a Março (cana de ano e meio);
  • Junho a Agosto (cana de inverno);
  • Setembro a Novembro (cana de ano).

Cana de ano

Neste caso, realiza-se o plantio junto com início da estação chuvosa (setembro a novembro). Mesmo apresentando menor potencial produtivo no primeiro ano é o método mais utilizado pelos pecuaristas, pois a produção de volumoso é rápida.

No entanto, o que se observa nas propriedades é essa regra não está sendo seguida. Isso devido ao atraso nas atividades pré-plantio e também à escassez de chuvas em muitas regiões, reduzindo ainda mais o potencial produtivo da lavoura no primeiro ano após o plantio.

erosão cana de açúcar

Outro cuidado que deve ser tomado é a escolha de áreas que apresentem menor risco de erosão, já que o solo ficará exposto durante grande parte da estação chuvosa.

Uma exigência é procurar solos com grande disponibilidade de água e nutrientes já que a cultura iniciará a formação dos colmos e terá pouco tempo com boa disponibilidade de água para se desenvolver, isso se tratando de áreas não irrigadas.

Esse método é recomendado nas fazendas somente em casos de urgência por alimento.

Cana de ano e meio

É um sistema muito adotado por usinas e destilarias. O canavial tem altas produtividades já no primeiro ano, pois terá de 15 a 18 meses para crescer e desenvolver. Pode ser cultivada em solos de baixa a alta fertilidade e cultivares de ciclo precoce, médio e tardio.

Neste método de cultivo, a cana é plantada nos primeiros meses do ano (janeiro a março). A planta inicia o seu desenvolvimento no fim do período chuvoso. Com a chegada do inverno, o desenvolvimento da planta fica mais lento durante cinco a seis meses (abril a setembro). Nos meses seguintes (outubro a abril), a planta paralisa o seu crescimento e só então amadurece nos meses seguintes até completar 15 a 18 meses.

Uma grande vantagem desse sistema é que a cultura aproveita os meses do ano com condições ideais de umidade e temperatura para o desenvolvimento das plantas, garantindo o pegamento das mudas.

Cana de inverno

Esse método é adotado em propriedades onde há irrigação disponível, obtendo altas produtividades já no primeiro ano. Neste sistema, podem ser plantados cultivares de ciclo precoce, médio ou tardio.

irrigação cana de açúcar

Condução da lavoura de cana

Deve-se tomar um cuidado imenso com o ataque de formigas após o plantio das mudas, pois essas pragas podem reduzir o seu estande necessitando, em alguns casos, de fazer o replantio da área.

Recomenda-se o plantio de variedades de todos os ciclos (precoce, médio e tardio) para se ter disponível plantas com alto teor de energia e matéria seca ao longo do ano.

A escolha da cultivar é um fator de suma importância para o sucesso da sua lavoura. Desejam-se variedades adaptadas à região e compatíveis com o sistema de produção, com boa resistência a pragas e doenças, alta produtividade de matéria seca.

Aconselha-se o combate no pré-plantio das plantas daninhas para que não haja problemas após a implantação da lavoura. Culturas infestadas podem ter a produção comprometida pela infestação por plantas daninhas, diminuindo o estande e reduzindo a vida útil do canavial.

Uma má condução do canavial pode comprometer a sua lavoura e aumentar o custo por hectare, tornando assim a sua produção inviável financeiramente.

É indispensável o acompanhamento do técnico durante a condução da lavoura, pois ele terá ferramentas e dicas práticas para uma boa condução da lavoura, levando-o a altas produtividades e canaviais bem duradouros.

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Formulação de dietas para bovinos leiteiros: veja passos essenciais https://blog.rehagro.com.br/dietas-para-bovinos-leiteiros/ https://blog.rehagro.com.br/dietas-para-bovinos-leiteiros/#comments Fri, 13 Jul 2018 14:19:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4714 O manejo nutricional de bovinos leiteiros é um aspecto de grande impacto sobre os resultados financeiros na atividade. A alimentação pode chegar a representar mais da metade dos custos de produção e, por isso, um planejamento deve ser muito bem feito, para assegurar máxima rentabilidade ao produtor. Formular dietas para bovinos leiteiros não é tão […]

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O manejo nutricional de bovinos leiteiros é um aspecto de grande impacto sobre os resultados financeiros na atividade. A alimentação pode chegar a representar mais da metade dos custos de produção e, por isso, um planejamento deve ser muito bem feito, para assegurar máxima rentabilidade ao produtor.

Formular dietas para bovinos leiteiros não é tão simples quanto se costuma acreditar! Envolve muito mais do que receitas prontas e vai muito além da indicação do uso de aditivos, sendo necessário grande conhecimento da composição dos alimentos, exigências dos animais e dos objetivos que se quer alcançar.

 

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Como primeiro e essencial ponto, é preciso conhecer de perto o rebanho e a fazenda. Genética e ambiente irão afetar diretamente o resultado da alimentação. Os alimentos volumosos disponíveis na propriedade deverão ser analisados visualmente e por análises laboratoriais para saber como ele  poderá ser utilizado na composição da dieta.

As exigências nutricionais de cada categoria deverão ser atendidas de modo a promover a manutenção e alcance de metas. Por exemplo, a categoria novilhas deverá alcançar determinado peso e tamanho para atingir a meta de entrar em reprodução com a idade correta, normalmente, de forma precoce.

As vacas, além de produzirem leite, devem se reproduzir de forma adequada, tendo o seu balanço energético adequado para tanto. Vacas em período de transição, por exemplo, necessitam de um manejo nutricional específico, que deve ser atendido com atenção.

O responsável pela nutrição de um rebanho deverá ter conhecimentos sobre os alimentos e seus valores nutricionais. O entendimento de um alimento passa também pela função que o mesmo exercerá no organismo do animal.

Para tanto, algumas perguntas simples podem ser feitas:

  • Ele irá promover ruminação?
  • Será benéfico para a microbiota desejável do rúmen, aquela que gera mais energia e proteína?
  • O alimento será degradado no rúmen ou chegará intacto ao intestino?
  • Ao chegar ao intestino ele será utilizado pelo animal ou nem será absorvido, sendo perdido nas fezes?

Fibra para dieta de bovinos leiteiros

Um nutricionista conhece bem a composição dos alimentos e também a forma como deverá ser oferecido, como por exemplo, o tamanho da fibra.

Por fim, um consultor em nutrição, tendo o conhecimento de que a alimentação é o item de maior custo dentro do sistema de produção de leite, deverá estar sempre atento aos preços de insumos, buscando uma dieta que tenha como resultado a lucratividade.

É importante ressaltar que, na maioria das vezes, uma dieta de mínimo custo, não é aquela de máxima eficiência!

Outro ponto bastante importante quando se considera a nutrição animal é a certeza de que dieta formulada será realmente consumida pelo animal. Devemos sempre considerar que, em uma fazenda, na verdade, existem ao menos três dietas diferentes:

  1. A dieta que o nutricionista formulou com o auxílio do computador;
  2. A dieta que o tratador entendeu que é a correta ou que tem capacidade de preparar;
  3. A dieta, a que a vaca consome, com o todo o seu poder de seleção e capacidade de alimentação.

E-book Aditivos na Dieta dos Bovinos Leiteiros

Principais aspectos afetados por uma nutrição inadequada dos bovinos leiteiros

Baixa produtividade

A produção de leite começa pela boca da vaca. É a alimentação oferecida, juntamente com a genética e o ambiente, que promoverá uma boa produção.

Uma nutrição inadequada pode, muitas vezes, não estar especificamente ocasionando baixas produtividades, mas impedindo o animal de expressar todo o seu potencial produtivo.

As exigências nutricionais de bovinos leiteiros variam de acordo com:

  • Categoria – bezerras, novilhas, vacas secas, vacas em lactação;
  • Fase de lactação;
  • Nível de produção;
  • Idade da vaca;
  • Condição corporal.

O estágio da lactação afeta a produção e composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal. Vacas no início da lactação produzem mais e, portanto, necessitam de melhor aporte nutricional, por exemplo.

Um plano de alimentação para vacas em lactação deve considerar os três estádios da curva de lactação. O não atendimento das necessidades específicas de cada fase pode prejudicar o potencial produtivo de cada uma delas ou, até mesmo, encurtar a persistência da lactação.

Curva de lactação da dieta para bovinos leiteirosCurva de lactação / Fonte: Ideagri

A idade do animal influencia as exigências alimentares na medida em que o nível de produção e as necessidades de mantença e desenvolvimento variam sob esse aspecto. Por exemplo, animais reprodutivamente precoces, que continuam em crescimento durante uma ou duas lactações, devem receber alimentos com qualidades superiores àqueles que estão em função apenas da produção de leite.

Um bom plano nutricional deve respeitar não só a produção, mas também o desenvolvimento corporal do animal.

Um nutricionista sabe que a recuperação da condição corporal de uma vaca acontece no pós-parto, mas não no período de balanço energético negativo, onde se deve focar em não permitir perda de peso.

Correr atrás do prejuízo na fase final da gestação, não só não oferece resultados para a vaca, como favorece a ocorrência de doenças metabólicas no pós-parto imediato. Então, qual a composição e quantidade devem ser fornecidas ao animal em cada fase? Consulte um nutricionista!

Um custo maior com a alimentação pode se transformar num lucro maior ainda, trazendo um resultado final positivo.

Doenças nutricionais

Uma grande parte das doenças enfrentadas por rebanhos leiteiros vêm, não de problemas sanitários, mas de um plano nutricional deficiente.

Você já ouviu falar de acidose? Sofre com problemas de casco no rebanho? Já viu muita retenção de placenta e infecção uterina? E a mastite? Deslocamento de abomaso?

A maior parte dos produtores de leite tecnificados conhece de perto ou se preocupa com todos esses problemas. A questão é: em que nível acontecem.

Uma elevada incidência dessas doenças em uma propriedade leiteira significa, não apenas um animal doente, mas uma fazenda doente, que necessita de melhor atenção na dieta e manejo nutricional.

Segundo o médico veterinário Bolivar Nóbrega de Faria, doutor em ciência animal, a nutrição é tão importante que o veterinário clínico está tendo que se especializar no assunto, trabalhando com o que se chama medicina de produção.

“A produção depende diretamente da nutrição e é ela que move a fazenda, desde a venda de leite até a comercialização de animais saudáveis. Falando em saúde, a maior parte das doenças na bovinocultura de leite moderna tem um fundo ou predisposição nutricional. Outro ponto importante é a reprodução, uma das maiores causas de descarte de animais. Se não houver um trabalho conjunto de nutrição e reprodução os índices reprodutivos serão baixos”.

Relação concentrado x volumoso

Relações entre concentrado e volumoso inadequadas são comuns nos rebanhos brasileiros. Um balanceamento incorreto entre fibra fisicamente efetiva e carboidratos não fibrosos é capaz de gerar um ciclo vicioso de enfermidades ligadas entre si.

É até desejável um pH ruminal ligeiramente ácido (respeitando o limite de 5,5) para maximizar a produção de leite de bovinos leiteiros, porque a digestibilidade da dieta e o rendimento da proteína microbiana produzida no rúmen são maximizados quando dietas altamente fermentáveis (concentrados) são consumidas.

Com a diminuição exagerada do pH ruminal, entretanto, há redução do apetite, da motilidade ruminal, da produção microbiana e da digestão da fibra.

O fornecimento excessivo de concentrados pode acarretar a chamada acidose subclínica. A etiologia da doença é explicada pelo aumento, ocasionado pelos alimentos altamente fermentáveis, dos níveis de ácidos no rúmen. Esses casos crônicos da doença podem apresentar como sintomas diarreia em parte do rebanho, diminuição dos movimentos gastrointestinais, diminuição na gordura do leite, laminite e úlcera de sola.

Úlcera de solaÚlcera de sola – problemas de casco podem ser decorrentes de erros no manejo nutricional, e não somente um problema de instalações

A diminuição dos movimentos gastrointestinais, levando à hipomotilidade do abomaso, relaciona a incidência de acidose ruminal à ocorrência de deslocamento de abomaso. É importante frisar que a etiologia do deslocamento de abomaso é multifatorial, sendo esse um dos fatores predisponentes da doença.

Os sintomas apresentados por um animal com deslocamento de abomaso à esquerda, normalmente, são apetite diminuído e seletivo, desidratação moderada a severa e grande queda na produção de leite. É facilmente diagnosticado e sua correção é cirúrgica.

O prejuízo fica a cargo dos custos com o tratamento, queda na produção, descartes involuntários de animais e até mesmo morte

Apesar de os altos níveis de concentrados nas dietas causarem diversas enfermidades, o contrário também pode levar a uma enfermidade chamada cetose.

Vacas com alta demanda de energia, como as do lote de pós-parto imediato, irão mobilizar seus depósitos de gordura corporal para atender à demanda de produção de leite não suprida por uma dieta pobre em energia e rica em fibra.

Os sintomas incluem depressão, rápida perda de peso, queda na produção, constipação, fezes cobertas com muco, entre outros. Geralmente comem feno ou outra forragem, mas recusam-se a comer concentrados.

O valor do nutricionista na formulação de dietas para bovinos

  • Quanto vale uma vaca produtiva e saudável?
  • Qual o prejuízo no descarte de um animal prematuramente?
  • Quanto vale uma novilha chegando à idade correta à puberdade?
  • Quanto custa o tratamento de todo o rebanho com problemas nos cascos?
  • Quanto vale uma bezerra saudável e desmamada mais cedo?
  • Quanto custa o investimento em um insumo de qualidade que não deu o resultado esperado?

Valores alcançados somados ao menor custo com os itens citados e outros inúmeros não mencionados são iguais ao resultado do trabalho de um bom nutricionista. Entende-se por resultado, não só o financeiro, mas também a satisfação do produtor com um dia a dia onde é possível focar mais no trabalho e menos em problemas.

Um bom nutricionista é de grande auxílio ao produtor, principalmente em épocas como a que estamos vivendo hoje, de alta de insumos, como o milho e a soja.

Esses profissionais podem apresentar estratégias nutricionais que mantenham uma boa produtividade, otimizem os custos e elevem a margem de lucro do negócio.

Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos Leiteiros

Bruno Guimarães

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Como a deficiência de boro no café pode impactar a produção? https://blog.rehagro.com.br/boro-no-cultivo-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/boro-no-cultivo-de-cafe/#comments Mon, 18 Jun 2018 19:12:46 +0000 https://rehagro.xyz/blog/?p=4407 O boro é um micronutriente que apresenta funções indispensáveis na planta, dentre elas podemos citar: Germinação do grão de pólen; Crescimento do tubo polínico; Regulagem da síntese da parede celular; Crescimento de meristemas e atividade enzimática.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Sendo assim ressalta-se a importância de um suprimento […]

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O boro é um micronutriente que apresenta funções indispensáveis na planta, dentre elas podemos citar:

  • Germinação do grão de pólen;
  • Crescimento do tubo polínico;
  • Regulagem da síntese da parede celular;
  • Crescimento de meristemas e atividade enzimática.
 

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Sendo assim ressalta-se a importância de um suprimento adequado desse nutriente, principalmente pela sua influência no pagamento da florada, que interfere diretamente na produção do cafeeiro.

Florada da lavoura de café Florada da Lavoura – Cultivar Topázio. (Foto: Diego Baquião)

Esse nutriente não se movimenta pelo floema, devido a essa imobilidade, sua aplicação via foliar apresenta baixa eficiência, por isso é indispensável a aplicação de boro via solo, quando houver demanda.

Sendo assim, a aplicação de boro via foliar deve funcionar apenas como um complemento da aplicação via solo, pois se utilizada em substituição pode resultar em deficiência desse nutriente.

Os sintomas de deficiência de boro ocorrem primeiramente nos órgãos mais novos e em regiões em crescimento. As folhas mais novas apresentam redução de tamanho e deformação, menor desenvolvimento das raízes, seca e morte das gemas apicais e menor pegamento da florada.

Cafeeiro com deficiência de boroDeficiência de boro (Foto: Luiz Paulo Oliveira)

Na literatura recomenda-se aplicação de boro quando teores abaixo de 0,6 mg/dm³ no solo, entretanto, muitos técnicos têm optado por aplicar boro quando este apresentar teor abaixo de 1,0 mg/dm³ no solo.

Em relação a fonte de aplicação pode-se optar por ácido bórico ou ulexita, considerando que o ácido bórico (H3BO3) é uma fonte solúvel em água e além de resultar em uma alta disponibilidade inicial, são extremamente suscetíveis à lixiviação.

Já no caso da ulexita, que é um borato de sódio e cálcio, sua solubilidade depende diretamente da proporção de entre sódio e cálcio, dessa forma, o boro é liberado mais lentamente, de acordo com a granulometria.

Além disto, deve-se ter atenção com relação ao tipo do solo, uma vez que solos de textura argilosa apresentam maior capacidade de retenção do boro, quando comparado a solos de textura arenosa, em que situações de elevada irrigação ou precipitação, pode acarretar em lixiviação deste nutriente.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

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Controle de mastite e qualidade do leite: principais pontos de atuação https://blog.rehagro.com.br/controle-de-mastite-e-qualidade-do-leite/ https://blog.rehagro.com.br/controle-de-mastite-e-qualidade-do-leite/#comments Mon, 18 Jun 2018 12:20:13 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4342 As exigências por qualidade de leite e a interferência dos parâmetros de qualidade na remuneração do produtor de leite vieram para ficar. Nesse cenário, devemos encarar o controle da mastite como uma prioridade nos sistemas de produção leiteira. A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e […]

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As exigências por qualidade de leite e a interferência dos parâmetros de qualidade na remuneração do produtor de leite vieram para ficar. Nesse cenário, devemos encarar o controle da mastite como uma prioridade nos sistemas de produção leiteira.

A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e a qualidade do leite produzido. Não é à toa, portanto, que a mastite é geralmente a doença que ocasiona os maiores prejuízos na atividade. 

 

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Vários são os agentes que podem causar mastite, mas o Staphylococcus aureus é, sem dúvida alguma, o principal deles, demandando grandes esforços e conhecimento para o seu controle.

Qualidade do leite e controle da mastite staphylococcus aureus

O S. aureus tem a capacidade de colonizar o epitélio dos tetos, principalmente se a pele se encontra lesada ou ressecada. Uma vez dentro da glândula mamária, o S. aureus segue um padrão longo de infecção, levando a um aumento significativo da contagem de células somáticas (CCS) e causando graves lesões, que irão reduzir a qualidade do leite e o potencial produtivo da glândula mamária.

Na figura a seguir, é possível identificar os diferentes estágios da infecção dentro da glândula mamária. O início ocorre com a adesão da bactéria aos tecidos da glândula (A), migração de glóbulos brancos (células somáticas) para dentro da glândula (C), obstrução das vias de drenagem por coágulos de leite e destruição do tecido que fica incapaz de produzir leite (F).

Ilustração de glândula mamária com mastiteEsquema ilustrativo da infecção intramamária por Staphylococcus aureus.

A próxima figura demonstra, macroscopicamente, a capacidade destruidora desse agente e o enorme prejuízo que pode causar deixando glândulas mamárias improdutivas.

Lesões na glândula mamária provocadas pela mastiteVisualização macroscópica das lesões da glândula mamária em casos crônicos de mastite.

Diagnóstico da mastite

O S. aureus se comporta de forma contagiosa, passando de animal para animal no momento da ordenha. Como em qualquer doença de comportamento contagioso, a identificação dos animais infectados é fundamental para o seu controle. O S. aureus causa, na maioria das vezes, mastite subclínica de longa duração com ocorrência de casos clínicos esporádicos.

Portanto, o monitoramento mensal da contagem de células somáticas das vacas em lactação é de grande importância. Pode sugerir a presença e o comportamento do agente no rebanho, como por exemplo, sua introdução, disseminação ou controle.

Controle da qualidade do leite

No entanto, em vista da existência de outros agentes que se comportam da mesma forma, o isolamento através do cultivo microbiológico do leite é fundamental. Para isso, amostras de leite devem ser coletadas de maneira asséptica, congeladas e enviadas para laboratório de microbiologia.

Uma parcela considerável das amostras enviadas geram resultados falso-negativos, já que S. aureus muitas vezes são eliminados de forma cíclica ou em baixo número na glândula mamária. Portanto, 3 amostras semanais de cada animal são necessárias para identificação eficiente de todas as vacas infectadas por S. aureus.

Controle da mastite

Controle da mastite

Os pontos fundamentais de atuação para o controle da mastite contagiosa são:

  1. Rotina higiênica de ordenha, focando na desinfecção dos tetos após a ordenha (pós-dipping);
  2. Funcionamento adequado do equipamento de ordenha;
  3. Terapia de vaca seca (TVS) em todos os quartos mamários;
  4. Segregação e/ou linha de ordenha;
  5. Tratamento de casos clínicos e alguns subclínicos;
  6. Descarte de animais com infecção crônica;
  7. Melhoria do “status” imunológico dos animais via redução de estresse, suplementação adequada de vitaminas e minerais ou mesmo vacinações.

Para um eficiente controle do S. aureus em rebanhos leiteiros é fundamental que todos esses pontos sejam implementados e gerenciados rotineiramente nas propriedades leiteiras, além da orientação técnica de um profissional competente, levando a um comprometimento de toda a equipe vinculada ao sistema produtivo.

Pós-Dipping

A imersão dos tetos com produto germicida logo após a ordenha é fundamental para evitar que microrganismos contagiosos como o S.aureus se instalem na superfície dos tetos ou no canal do teto. Portanto, toda a superfície dos tetos deve ser coberta pelo produto a fim de reduzir a população de S. aureus no rebanho e, por consequência, reduzir a ocorrência de novas infecções.

Segregação / linha de ordenha

Identificar os animais infectados e ordenhá-los após os animais sadios é fundamental para o controle do S.aureus. A glândula mamária infectada é o principal reservatório deste agente no sistema e sua disseminação ocorre no momento da ordenha. Portanto, separar os animais doentes para o final da ordenha evita a ocorrência de novas infecções.

Terapia com antibióticos

O S. aureus é um agente invasivo, que se aloja em áreas profundas da glândula, geralmente com formação de microabscessos. Nessas áreas, a penetração do antibiótico é geralmente reduzida, o que dificulta a eliminação desse agente via antibioticoterapia.

Além disso, o S. aureus é, geralmente, resistentes a alguns antimicrobianos (especialmente β-lactâmicos). Portanto, a eliminação de infecções intramamárias de S. aureus pelo tratamento com antibióticos durante a lactação, normalmente, é antieconômica e de baixa eficácia.

Por outro lado, o tratamento com antibióticos na secagem do animal (terapia de vaca seca -TVS) permite a infusão de um produto de maior duração na glândula, o que aumenta a eficiência do tratamento. Taxas de cura giram em torno de 20 a 85% e, portanto, a infusão de todos os quartos de todas as vacas na secagem é um método essencial para o controle do S. aureus.

Uma estratégia interessante e comprovada por nossa equipe recentemente se refere à associação de uma vacina contra S. aureus à terapia de vaca seca. Essa associação aumentou a taxa de cura em 48% se comparada à TVS sozinha.

Taxa de cura pós-partoTaxa de cura pós-parto de quartos mamários de vacas submetidas ou não à vacinação na secagem em associação à terapia de vaca seca (TVS)

Em resumo, diagnosticar e controlar a mastite por S. aureus são tarefas difíceis e que exigem orientação e dedicação. Não raramente, temos encontrado propriedades que revelaram o controle desse agente durante os anos, chegando, em certos casos, a prevalências superiores a 50% no rebanho.

Em um cenário futuro, onde a qualidade do leite estará interferindo cada vez mais na remuneração do produtor, relevar o controle desse agente hoje pode trazer perdas econômicas irreparáveis e até mesmo inviabilizar muitas propriedades.

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3 erros cometidos na hora de realizar o manejo do pasto: saiba quais são https://blog.rehagro.com.br/tres-grandes-erros-no-manejo-de-pasto/ https://blog.rehagro.com.br/tres-grandes-erros-no-manejo-de-pasto/#comments Thu, 14 Jun 2018 15:10:12 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4250 Você se preocupa mais com a suplementação e deixa o manejo de pasto de lado? Não faça isso! A suplementação dos animais criados a pasto é fundamental para a eficiência nesse tipo de sistema. No entanto, assim como o nome sugere, o suplemento trabalha apenas de forma suplementar à principal fonte de alimento dos bovinos […]

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Você se preocupa mais com a suplementação e deixa o manejo de pasto de lado? Não faça isso!

A suplementação dos animais criados a pasto é fundamental para a eficiência nesse tipo de sistema. No entanto, assim como o nome sugere, o suplemento trabalha apenas de forma suplementar à principal fonte de alimento dos bovinos criados nessas condições: a pastagem.

Seja para garantir um bom ECC (escore de condição corporal) de vacas em pastagens de brachiaria, ou seja para maximizar o desempenho da recria em pastagens de mombaça, o principal foco e objetivo do produtor deve ser a eficiência na produção e na colheita da pastagem.

 

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O planejamento e equilíbrio devem ser o foco do negócio. É de grande importância que o produtor saiba manejar o pasto de acordo com as estações do ano, sempre ajustar a taxa de lotação e realizar correções de solo e adubação de forma correta, quando for necessário.

Adotando eficientes práticas de manejo da pastagem você certamente aumentará a produtividade e a rentabilidade do seu negócio.

De olho no planejamento forrageiro

O primeiro passo para todo processo produtivo deve ser o planejamento. Independente dos desafios ou alternativas a serem seguidos, o planejamento é fundamental para o sucesso do negócio, e assim também deve ser a dinâmica na produção dos animais criados a pasto.

Entender e planejar as etapas do processo e as variáveis daquele sistema é o primeiro passo para o sucesso.

Precisamos responder algumas perguntas básicas antes de realizarmos qualquer ação na fazenda. Por exemplo, em uma propriedade, temos o objetivo de recriar dois mil animais. Antes de alocar os animais na propriedade, devemos perguntar:

  • É viável fazer isso?
  • Eu vou conseguir proporcionar condições para o ganho de peso desses animais e sustentar o bom rendimento da fazenda o ano inteiro com essa taxa de lotação?
  • Será que eu estou considerando as diferenças de produção de matéria seca da forragem nas estações do ano?
  • A infraestrutura da propriedade é suficiente para o objetivo?
  • O meu pasto comporta essa carga animal?

As respostas para essas perguntas nem sempre são simples. Antes de simplesmente comprar uma quantidade de animais e alocar na fazenda ou comprar todo o adubo e corretivo para aquela área, deve haver um planejamento prévio, levando-se em conta a área de forragem efetiva disponível, os dados climáticos da região (temperatura ao longo dos meses, índice pluviométrico e taxa de luminosidade), a espécie forrageira utilizada, e principalmente o objetivo desejado para determinado lote.

Ah! Não podemos esquecer de um detalhe fundamental, observar o fluxo de caixa da fazenda, principalmente quando pensamos em intensificação de áreas.

Quando esses cuidados não são levados em consideração, o produtor pode ter prejuízos. A superlotação é um deles, pois a alta taxa de lotação em áreas de pastagem acarreta o surgimento de plantas invasoras e um processo contínuo de degradação das áreas.

Isso traz consequências para o potencial produtivo da fazenda, pois ocasiona menor área efetiva de pasto, reduzindo ainda mais a capacidade suporte da fazenda, virando uma “bola de neve”, cada ano menos produtiva.

A sequência desse processo por longo período de tempo acarreta a necessidade ou quase obrigatoriedade do produtor realizar a reforma do pasto para continuar com processo produtivo na fazenda, aumentando de forma significativa o custo de produção e reduzindo a rentabilidade do negócio.

Manutenção da fertilidade do solo

A manutenção das pastagens com a utilização de corretivos, fertilizantes e o combate às plantas invasoras são medidas fundamentais para que as pastagens entreguem excelente produtividade, elevando a capacidade de suporte da fazenda.

Assista a uma aula incrível e completa sobre o assunto, com o especialista Rodrigo Amorim, da Embrapa Gado de Corte:

Webinar Manejando Pastagens

As forrageiras são culturas perenes, ou seja, não precisam ser reformadas ano após ano como as culturas anuais do milho, sorgo e soja. Plantas perenes são resistentes, mas precisam de manutenção e, principalmente, de um manejo adequado para permanecerem vigorosas e produtivas.

O ideal é que anualmente seja realizada, de maneira criteriosa, uma avaliação das pastagens contemplando, inclusive, análises do solo nos piquetes, sendo possível, a partir dessa análise, o planejamento e as intervenções necessárias que garantirão a perpetuidade da área produtiva.

Cada espécie forrageira requer um nível de exigência em fertilidade, pluviometria e até mesmo são mais ou menos resistentes às variações de temperatura, principalmente à baixas temperaturas.

Um dos pontos importantes na escolha da forrageira, sem dúvida, é a fertilidade da área a ser implementada. Colocar forrageiras mais exigentes em solos pobres em nutrientes, sem realizar a correção e adubação da pastagem, pode gerar queda da produtividade e consequente degradação.

Sendo assim, o primeiro erro a ser observado é a escolha inadequada da espécie forrageira e, principalmente, a ausência de manutenções corretamente realizadas nas áreas empastadas.

Diferenças de manejo

É preciso saber as características de cada gramínea para poder manejá-la de forma adequada. Cada espécie forrageira detém em suas características anatômicas e fisiológicas, fatores que determinam suas condições de crescimento, de rebrota, de emissão de folhas e caules, que impactarão diretamente na forma como devem ser manejadas.

Cada gramínea deve ser manejada, independente do sistema de pastoreio, rotativo ou contínuo, respeitando a altura correta de entrada e saída dos animais. Essas alturas são definidas após a observação do que chamamos de interceptação luminosa, ou seja, do momento exato de crescimento da planta onde as folhas emitidas bloqueiem cerca de 95% dos raios solares que chegam à base da planta.

Esse momento em específico foi determinado através de pesquisas, pois a partir dele a planta começa a apresentar a presença de material senescente (morto) em sua base, e principalmente por iniciar a emissão de caules, na busca por maior luminosidade.

Além disso, sabemos que quanto maior a proporção de caule em relação às folhas, menor tende a ser o desempenho dos animais que consomem aquela forrageira.

A altura de saída ou o resíduo deixado após o pastoreio dos animais também deve ser respeitada e é de grande importância para que se tenha naquele dossel uma rebrota adequada. Quando não manejamos dentro desses critérios, corremos sérios riscos de reduzir desempenho animal, degradar o dossel, entre outros fatores prejudiciais à produção.

Desrespeitar o desenvolvimento das plantas e realizar o manejo imperfeito da colheita dos pastos é erro determinante no fracasso da produção de gado a pasto.

O erro da adubação sem ajuste de carga

O ajuste de carga, ou seja, relacionar a carga animal à disponibilidade de forragem, é ponto fundamental para aumentar a produtividade.

Deve-se ter em mente quanto do pasto produzido é possível colher através da eficiência de pastejo sem que a condição de crescimento da forrageira seja afetada de forma negativa.

Dica importante: não adianta adubar o solo para produzir mais forragem, se não tivermos recurso em caixa. Pois, se não conseguirmos comprar o número de cabeças ideal para ajustar a lotação, muito tempo e dinheiro será perdido.

Além de ter desembolsado um alto valor com insumos, a qualidade da pastagem irá cair, pois o ponto de colheita provavelmente irá passar e então ocorrerá um alongamento de hastes e consequentemente uma queda no desempenho dos animais. Assim, o custo irá aumentar, piorando o resultado da fazenda.

Adubar e não colher o pasto da forma correta também é um grande erro que devemos evitar em nossas propriedades.

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Cristiano Rossoni

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