O post Bioindicadores da qualidade do solo: o que são e como funcionam? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Apesar da pecuária ter um impacto maior, a agricultura também tem sua parcela, com o desmatamento de áreas para o plantio, uso exagerado de agrotóxicos e a mudança nos solos.
Novas análises têm sido feitas, em busca de dados que quantifique, qualifique e mostre resultados concretos sobre ecossistemas.
Não apenas para monitorar a sustentabilidade, mas também para entender mais sobre a qualidade do solo, o uso de análises por meio de bioindicadores têm se tornado uma boa opção para produtores.
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De forma generalizada, bioindicadores são resultados de análises ambientais sobre seres vivos de qualquer natureza. Já o termo ‘qualidade do solo’ surgiu por volta dos anos 90, ou seja, é relativamente novo.
Em 1994, os pesquisadores Doran e Pakin definiram que um solo de qualidade é aquele com capacidade de funcionar dentro de um limite de ecossistema que:
A qualidade do solo, porém, pode ser divergente devido à complexidade. Um único grama de solo contém 1 bilhão de bactérias, 1 milhão de actinomicetos e 100 mil fungos!
Assim, é fato dizermos que as atividades metabólicas geradas por esses seres é grande demais. Além de que, os microrganismos atuam de forma direta em todo o sistema do solo, como: ciclagem do nutriente, formação da matéria orgânica (MO) e demais processos.
Tudo isso demonstra o quanto é importante avaliar de forma mais criteriosa o solo, o que inclui os bioindicadores.

Fatores que influenciam na qualidade do solo e que estão correlacionados – Fonte: Mendes et. al (2015)
No Brasil, a percepção da necessidade da inclusão dos bioindicadores nas avaliações de rotina do solo coincidiu com adoção de sistemas conservacionistas de manejo, como:
Do ponto de vista de microbiologia do solo, a comparação entre áreas agrícolas com revolvimento do solo e sob SPD é uma das mais emblemáticas e mais estudadas.
Em áreas com revolvimento do solo e sob SPD, a ecologia do ambiente solo-planta é bem distinta, pois envolve a destruição frequente e a preservação das relações construídas no solo com o tempo de cultivo nesses sistemas.
Isso se deve, principalmente, às diferenças no grau e intensidade de revolvimento do solo, no manejo da palha e da diversidade biológica (rotação de culturas) desses sistemas.
No SPD, a camada arável deixa de existir dando origem a uma camada superficial enriquecida com resíduos.

Plantio de feijão sobre a palhada (SPD) – Fonte: Sandy Azevedo
Diferentemente do que ocorre com os indicadores químicos de fertilidade, cujos níveis (baixo, médio, adequado e alto) já estão bem definidos para cada elemento e tipo de solo (sempre levando em consideração características como: textura, teor de MOS, etc.), até pouco tempo era difícil simplesmente medir e interpretar bioindicadores, independentemente de um controle ou referencial de comparação.
Nas tabelas de recomendação de nutrientes, pela comparação dos valores obtidos na análise de uma amostra de solo com aqueles das faixas de teores estabelecidos experimentalmente, atribui-se o grau de fertilidade.
Posteriormente, para cada cultura e tipo de solo, define-se a quantidade de nutrientes ou de corretivos a ser aplicada.

Classes de interpretação de bioindicadores para Latossolos Vermelhos argilosos de cerrado, sob cultivos anuais, na camada de 0 cm a 10 cm.
Valores da C da biomassa microbiana (CBM) expressos em mg de C/kg de solo; valores de atividade de β-Glicosidase, fosfatase ácida e arilsulfatase expressos em mg de p-nitrofenol/kg de solo/h. Fonte: Mendes et al. (2018).
O objetivo das tabelas de interpretação dos bioindicadores é o de auxiliar com relação à tomada de decisões sobre diferentes sistemas de manejo e/ou práticas de uso da terra e de seus impactos na qualidade do solo.
A coleta de solo pode ser efetuada no fim do período chuvoso, após a colheita das culturas, coincidindo com a amostragem para química de solo (quando o solo ainda apresenta alguma umidade, o que facilita a amostragem).
Um aspecto muito importante é que a camada diagnóstica para a bioanálise de solo é a profundidade de 0 cm a 10 cm.
A atividade enzimática total de um solo é o somatório da atividade enzimática dos organismos vivos:
E as enzimas abiônticas também entram nesse somatório, como as enzimas associadas à fração não viva, que se acumulam no solo protegidas da ação de proteases por meio de sua adsorção em partículas de argila e na matéria orgânica.
Por isso, as enzimas arilsulfatase e β-glicosidase, tendem a se comportar de modo mais semelhante a MOS, constituindo-se em verdadeiras impressões digitais dos sistemas de manejo aos quais o solo foi submetido, permitindo, dessa forma, acessar a “memória do solo”.
Ao contrário dos indicadores químicos de fertilidade, o componente biológico do solo é fortemente influenciado por fatores climáticos, tais como a umidade do solo e temperatura, gerando padrões de variação temporal.
Atributos biológicos que variam muito em períodos curtos tornam a calibração e interpretação mais difícil.
Por esta razão, um desvio padrão pequeno e baixas variações ao longo do tempo são alguns dos requisitos necessários para o uso dos parâmetros microbiológicos no monitoramento da qualidade do solo.
O uso da bioanálise de solo, como parte do conjunto de métricas, para avaliar a qualidade/saúde do solo, será fundamental para separar os sistemas com diferentes “condições” de sustentabilidade e para reforçar o papel da agricultura como importante prestadora de serviços ambientais.
A base de dados sobre a biologia completa do solo é escassa de informações. Havendo uma maior dificuldade em interpretar os bioindicadores presentes, além do mais, não há ainda uma padronização.
Todo estudo científico para “provar ou não” um dado, precisa ser quantificado e padronizado. No caso dos bioindicadores há diversos modelos propostos por pesquisadores, mas carece de padrão, o que abre brecha para interpretações e necessidade de mais investimento em pesquisas.
Alguns parâmetros são os mais comumente adotados nessa classificação, como:
Ainda assim há a expressiva necessidade de padronizar essas análise para ser ainda mais fiel aos valores obtidos e, com isso, determinar a qualidade ou não do solo.
Ainda na pesquisa de Mendes (et. al, 2015), ela defende que é preciso determinar parâmetros-chaves que sejam reconhecidos e sirvam de referência a todos os estudos posteriores. Ela enumera os listados abaixo:
Por fim, que não estejam na lista de controle do Exército.
A necessidade de inclusão dos bioindicadores nas análises está cada vez mais evidente. Num futuro próximo, esse tipo de análise poderá predizer aos produtores que utilizem sistemas de conservação, se seu solo está de fato tendo resultados sustentáveis.
Outro ponto que pode ajudar nisso, seriam as certificações que valorizam diversos produtores. Tendo os bioindicadores padronizados, é possível estipular metas para certificar propriedades que estejam dentro dos parâmetros ambientais e sustentáveis.
Você pôde notar que no futuro agrícola usaremos e muito as análises com os bioindicadores. Isso se mostra ainda mais importante em culturas anuais, como soja, milho, feijão e demais cereais.
Estar atento às novas demandas de mercado é o que pode diferenciar as fazendas de sucesso.
A fertilidade do solo implica não apenas na aplicação de adubos, mas do conhecimento básico do solo presente nas lavouras.
É possível produzir muito com um perfil de solo equilibrado e com plantas nutricionalmente desenvolvidas. Aliás, em termos de custos com a produção, os fertilizantes ficam em 2º lugar, tamanha a importância de entender bem essa etapa.
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]]>O post Principais doenças do feijoeiro: estratégias para o controle apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para falar sobre o assunto, contamos com um profissional renomado:

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]]>O post Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área cultivada de 500 hectares cada carrinho irá percorrer 1.000 quilômetros.
Nesse sentido podemos observar a necessidade da manutenção das semeadoras e realizar os cálculos que a falha pode ocasionar no momento do plantio. A boa plantabilidade mais o uso de sementes de qualidade é a receita que irá garantir altos rendimentos.
A plantabilidade é definida como a distribuição uniforme de sementes ao longo do sulco de semeadura com a população e a profundidade correta. Sendo assim deve-se buscar pela maior porcentagem possível de espaçamentos aceitáveis entre uma semente e outra e o mínimo possível de duplas e falhas.
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Ao deparar com uma maior porcentagem de falha os problemas que podem acontecer será a perda de produção pela falta da planta além disso poderá acontecer a entrada de plantas daninhas. No caso de plantas duplas ocorrerá a presença de plantas dominadas, acamamento da cultura acarretando perdas na colheita e dificuldade no controle de doenças.
A fim de identificar tais problemas a medida mais utilizada é a avaliação do coeficiente de variação do estande de plantio.
Para isso após a planta germinada (estádio V2 a V3 – quando as plantas de milho apresentam de duas a três folhas e a soja apresenta o seu segundo ou terceiro trifólio) é realizado a medida de espaçamento entre uma planta e outra em 5 metros lineares em 5 linhas de plantio sendo considerado no mínimo 5 subamostras por gleba de produção.
Para o cálculo do coeficiente de variação, é realizado o cálculo da média dos espaçamentos realizados e o cálculo do desvio padrão dos espaçamentos obtidos.

Onde:
Para a cultura da soja é considerado aceitável um coeficiente de variação menor que 50% e para a cultura do milho é considerado um coeficiente de variação aceitável menor que 30%.
Dentre os fatores que interferem diretamente na distribuição de plantas a velocidade de plantio é a que pode apresentar maior influência na distribuição longitudinal de plantas. Para isso a fim de manter o menor coeficiente de variação o ideal e manter a velocidade de plantio entre 5 e 6 km/h.
Para a comparação entre os coeficientes de variação vale ressaltar que deve ser realizada com as populações de plantas iguais. Na propriedade poderá ser construído um banco de dados das populações estabelecidas com os seus respectivos coeficientes de variação, e estabelecer metas a fim de reduzir o coeficiente de variação e obter melhor plantabilidade.
Além da velocidade de plantio alguns fatores que podem interferir na plantabilidade das culturas são questões referentes ao solo.
O tipo de preparo do solo seja ele convencional ou sistema de plantio direto, para isso deve ser realizada uma boa regulagem da máquina com um sistema eficiente de corte da palhada no caso de plantio direto.
A umidade é outro fator que apresenta grande interferência na plantabilidade, solos mais úmidos podem apresentar maiores problemas de embuchamento durante a semeadura das culturas. Para um bom plantio sobre a palhada a mesma deve estar seca a fim de evitar o envelopamento e garantir uma boa plantabilidade.
A qualidade das sementes seja ela fisiológica e sanitária irão interferir quando a uniformidade de germinação das culturas, para isso deve-se obter sementes com alta germinação e vigor.
Os fertilizantes também merecem atenção, para isso deve-se obter fertilizantes com boa qualidade física que apresentem boa uniformidade de partículas a fim de evitar a segregação das partículas. Apresentando menores paradas durante a semeadura no desentupimento dos mangotes.
Quanto às máquinas, o tipo de disco de corte utilizado seja ele liso ou corrugado a pressão da mola no disco de corte irá interferir diretamente na qualidade do corte da palhada.
Quanto aos sulcadores existem dois tipos a haste (facão) ou disco duplo. O disco duplo tem uma menor demanda de potência do trator e apresenta uma menor área mobilizada do sulco. No caso da haste pode promover uma leve escarificação do solo e depósito em maior profundidade do fertilizante.
Quanto ao mecanismo dosador de sementes no mercado existem as pneumáticas e as mecânicas:
A fim de evitar esses problemas a manutenção das máquinas como lubrificação da máquina, engraxamento dos pinos graxeiros, manutenção dos dosadores de fertilizantes, discos de corte desgastados, manutenção das molas, quantidade de grafite a ser colocada para manutenção da escoabilidade sendo ideal 5 gramas de grafite por quilo de semente.
Para obter uma boa plantabilidade a manutenção da semeadora e conferência do coeficiente de variação da população obtida torna-se um dos fatores primordiais para garantia do potencial produtivo das culturas.
Para realizar o acompanhamento da plantabilidade durante o processo de semeadura das cultura, pode ser feita uma planilha com um checklist, levantamento de plantas e fertilizantes.
Check list antes de iniciar a semeadura
Levantamento de plantas
Fertilizantes
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]]>O post Inteligência artificial na agricultura: benefícios e aplicações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A indústria agrícola agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras. A acessibilidade de muitos equipamentos e tecnologias de ponta como sistema de monitoramento inteligente, drones, robôs, entre outros revolucionou totalmente este setor.
Em 2017, o mercado global de inteligência artificial na agricultura foi avaliado em cerca de US$ 545 milhões, que agora está aumentado e previsto para chegar a quase US$ 2.075 milhões até 2024. O mercado irá crescer a um CAGR crescente de 21% ao longo da previsão período.
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Aproveitando a inteligência artificial, as empresas agrícolas e os agricultores serão capazes de aumentar a produção para atender às demandas de alimentos que mais precisam. Uma vez que os humanos trabalham duro e só podem funcionar por algumas horas, as máquinas não têm um horário fixo para trabalhar.
A mente de cada pessoa não tem fortes habilidades de tomada de decisão que podem levar a decisões inadequadas e indecorosas. Por outro lado, as máquinas com tecnologia de IA aprendem melhor as situações ou o ambiente e tomam decisões firmes.
Hoje, a inteligência artificial tem um grande impacto na agricultura, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.

Tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto acompanhado de digitalização a laser 3D, são úteis e podem fornecer métricas de safra em milhares de hectares de terras agrícolas.
Além disso, podem trazer mudanças revolucionárias do ponto de vista do tempo e os esforços são monitorados pelos agricultores.
Com a ajuda de soluções emergentes, os agricultores e empresas agrícolas podem tomar melhores decisões durante o cultivo, bem como podem avaliar uma variedade de coisas como condições climáticas, temperatura, uso de água ou condições do solo em tempo real.
Com a ajuda de tecnologia de visão computacional e dados coletados por drones, os agricultores podem tomar ações imediatas em tempo real para gerar o alerta para acelerar a agricultura de precisão.
Esta é uma das áreas significativas na agricultura de hoje. As tecnologias de visão por computador podem ser implantadas em áreas, incluindo detecção de doenças, preparação e identificação de safras, gerenciamento de campo e levantamento e mapeamento do solo.
Desafios ambientais, como mudanças climáticas e outros, são as maiores ameaças à produtividade agrícola, mas as técnicas acionadas por IA e a agricultura baseada em dados podem ajudar a tornar mais fácil para os agricultores navegar por turnos de acordo com as condições ambientais.
A inteligência artificial ajuda a lidar com a mudança climática, possibilitando um gerenciamento de recursos mais inteligente.
Neste processo, os agricultores podem detectar pragas, doenças nas plantas e má nutrição das plantas com a ajuda da IA.
Além disso, os sensores de IA podem identificar e direcionar as ervas daninhas e, em seguida, decidir quais herbicidas ou herbicidas aplicar na zona certa. Esses sensores ajudam a impedir a aplicação excessiva de herbicidas e toxinas excessivas que aparecem na alimentação diária de hoje.
Aproveitando a IA, os agricultores também estão criando modelos de previsão sazonal para aprimorar a precisão e a produtividade agrícolas.
Apesar do grande número de oportunidades para aplicações na agricultura, ainda há falta de familiaridade com as tecnologias mais recentes na maior parte do mundo.
Além disso, o alto custo inicial associado à implantação de IA na agricultura pode ser um fator de restrição para a digitalização do setor agrícola.
Os crescentes investimentos e adoção de IA e robótica estão acelerando principalmente o crescimento da IA global no mercado agrícola.
As aplicações de IA na agricultura abrangem robôs agrícolas, tratores autônomos, drones agrícolas, monitoramento da saúde da colheita, reconhecimento facial e sistemas de irrigação automatizados.
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]]>O post Feijoeiro-comum no Brasil: origem e histórico do cultivo apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa espécie tem grande importância econômica, alimentícia e cultural em diversos países. No Brasil, o feijão é um dos principais pilares do agronegócio.

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O feijão-comum está entre os alimentos mais antigos do mundo. Seus registros estão diretamente associados à história da humanidade.
No antigo Egito e na Grécia, os feijões eram cultivados e cultuados como símbolo da vida. Já em Roma, os antigos romanos utilizavam o feijão em festas gastronômicas e também como forma de pagamento de apostas.
Documentações também apontam que, na Suíça, durante a Idade do Bronze (cerca de 1.000 a.C), já existiam registros do cultivo dessa leguminosa. Na antiga Tróia, evidências mostram que o feijão era o prato favorito dos robustos guerreiros troianos. Historiadores atribuem essa vasta disseminação do feijão no mundo em decorrência de guerras, pois esse era o alimento principal da dieta dos combatentes em marcha.
Existem diversas hipóteses sobre a origem e domesticação do feijoeiro-comum. Atualmente, aceita-se que o grão teve dois centros de domesticação e um terceiro com menor expressão. Relatos indicam que tipos selvagens, similares a variedades crioulas foram encontradas na região central das Américas, como no México.
Acredita-se que essa região originou a maioria dos cultivares de grãos pequenos, como o carioca. O segundo local é atribuído ao sul dos Andes, mais especificamente ao norte da Argentina e sul do Peru, de onde possivelmente se desenvolveram os cultivares com sementes mais graúdas, como o Jalo. O terceiro, mas não menos importante centro de domesticação do feijão, é a Colômbia.
O que difere os grãos de feijão encontrados nestas três regiões citadas e que possibilitou afirmar a existência de três centros de origem e domesticação do feijão por auxílio de padrões eletroforéticos, é em relação ao tipo de proteína existente nos grãos.
Os feijões originários do México, conhecidos como mesoamericanos, possuem a proteína faseolina do tipo S. Enquanto que os de origem no sul dos Andes possuem a faseolina do tipo T e os provenientes da Colômbia possuem além das faseolinas S e T, os tipos B, C e H.
O feijoeiro-comum é um dos pratos mais conhecidos e tradicionais da culinária brasileira. Além de ser uma excelente fonte de proteína, os grãos também são compostos por carboidratos e minerais. Em especial, podemos citar o ferro, que é muito importante para o bom funcionamento do organismo.
No Brasil, existem diversas espécies e tipos de feijão cultivados e sua ocorrência é bastante regional e cultural, como por exemplo o feijão-caupi ou feijão de corda, muito cultivado no Norte e Nordeste do país, regiões pouco favoráveis ao cultivo do feijão-comum.
Como a sua produção no Brasil pode ocorrer em três épocas distintas, a possibilidade de incorporação de novas áreas sempre foi possível e isso permitiu com que seu cultivo tenha sido bastante difundido para todas as regiões do país.
Mesmo sendo uma cultura considerada de subsistência e de produção familiar, o cultivo desta leguminosa é crescente. Com isso, agricultores considerados tecnificados e que dispõem de maior quantidade de terras, maquinários e investimentos para ser aplicado ao cultivo, tornam a produção desta leguminosa mais promissora. Assim, o Brasil se torna um dos maiores produtores de feijão no mundo.
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]]>O post Estádios fenológicos do feijão: ciclo de desenvolvimento de cada fase apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Desta forma, visando altas produtividades é preciso saber quais as principais etapas do ciclo da cultura podem mais ser afetadas por agentes bióticos e abióticos e quais requerem maior atenção.
O ciclo de desenvolvimento do feijoeiro é dividido em dois momentos: estádio vegetativo (V) e reprodutivo (R).
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Após a semeadura do feijão e com umidade no solo, as sementes irão embeber (inchar) e será desencadeado processos metabólicos, sendo observado a germinação. Nesta fase os cotilédones atingem a superfície do solo.
Fonte: EMBRAPA
Este estádio é conhecido como “cotilédone ajoelhado”, onde os cotilédones se encontram visíveis acima da superfície do solo e começam a se separar, neste momento também pode ser observado a presença de folhas primárias. A partir deste estádio, até o V3 deve-se redobrar atenção com a presença de pragas de solo e desfolhadoras.
Nesse estádio é possível observar o ataque de patógenos de solo como: Rhizoctonia solani e Fusarium solani, para esses patógenos é necessário fazer um bom tratamento de sementes.
Fonte: EMBRAPA
Esta fase tem início pela abertura completa das folhas primárias (unifolioladas) e termina com a abertura da primeira folha trifoliolada.
Fonte: EMBRAPA
Inicia-se com a primeira folha composta (trifoliolada) totalmente expandida e termina quando a segunda folha trifoliolada já se encontra também expandida e a terceira folha começa a se abrir.
Fonte: EMBRAPA
Inicia-se quando a terceira folha trifoliolada se encontra totalmente aberta. Este estádio é também caracterizado pelo início do desenvolvimento dos primeiros ramos secundários (engalhamento) e termina com o surgimento dos botões florais.
É o estádio mais longo do desenvolvimento do feijoeiro, podendo variar de cultivar para cultivar. Entre os estádios V3 e V4 recomenda-se fazer controle preventivo com fungicidas e aplicação de herbicidas para controle de folhas largas, bem como, adubação de cobertura e aplicação de Cobalto e Molibdênio foliar.
Estresses causados em V4 por déficit hídrico, competição com plantas daninhas, deficiência nutricional, fitotoxicidade de produtos podem afetar diretamente o crescimento do feijoeiro e consequentemente reduzir a produtividade.
Fonte: EMBRAPA
Neste estádio fenológico ocorre o desenvolvimento dos ramos secundários e dos botões florais e termina a partir da abertura da primeira flor. Nesta fase, déficit hídrico e temperaturas elevadas poderão reduzir a formação de flores, que irão refletir em quebra de produtividade.
Fonte: EMBRAPA
Este estádio inicia-se quando 50% das plantas apresentam flores abertas e termina quando 100% das flores estão abertas. O período compreendido entre o meio e o final do florescimento é mais sujeito ao abortamento de flores.
Fonte: EMBRAPA
Neste momento, as flores que já estiverem fecundadas perdem suas pétalas e começa a formação das primeiras vagens, conhecidas como “canivetes”.
O final deste estádio fenológico ocorre quando as vagens atingirem seu comprimento máximo. Estresses hídricos neste período podem levar a formação de grãos chochos. Deve-se atentar à presença de lagartas desfolhadoras e percevejos e nesta fase faz-se aplicação preventiva de fungicidas.
Fonte: EMBRAPA
Neste período ocorre o aumento do volume das vagens em decorrência do enchimento dos grãos. O final deste estádio é marcado pela perda da coloração verde dos grãos, os quais passam a adquirir coloração característica da cultivar, bem como, pela perda das folhas.
Em R8 ainda deve-se fazer o monitoramento de lagartas e percevejos, pois atacam diretamente os grãos em formação. A dessecação pode ser realizada ao final deste estádio, com objetivo de uniformizar a maturação das vagens.
Fonte: EMBRAPA
Neste momento, as vagens começam a secar e perder sua coloração e as sementes passam a ter brilho e cor específica da cultivar. Em R9 pode-se fazer a dessecação com produtos de contato, quando não tiver sido realizada ao final de R8.
Fonte: EMBRAPA
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]]>O post Doenças do feijão: veja as principais e como controlar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Entre os fatores que limitam a produtividade, se destaca a ocorrência de doenças do feijão, as quais podem causar perdas superiores a 50% na produção ou até mesmo perdas totais caso não seja empregado o manejo adequado.
Grãos de feijão carioca (Dama) com excelente qualidade fisiológica
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Existem mais de 200 doenças que afetam o feijoeiro, que podem ser causadas por fungos, bactérias e vírus. Na Tabela 1, são apresentadas as principais doenças que afetam o feijoeiro.
Tabela 1. Algumas das principais doenças do feijoeiro
O sistema de cultivo de feijão irrigado e a qualidade das sementes favorece a infecção de fungos de solos e pode aumentar a dispersão dos fungos que colonizam a parte aérea do feijoeiro.
No sistema de sequeiro podemos citar duas doenças que possuem potencial para causar sérios danos à cultura. São elas: a antracnose e o mofo-branco.
Neste artigo vamos dar foco a essas duas doenças que afetam a produtividade e a qualidade dos grãos.
A Antracnose tem seu desenvolvimento potencializado em temperaturas que variam entre 13ºC e 26ºC e com alta umidade relativa do ar.
A alta umidade também favorece a ocorrência de mofo-branco, porém a temperatura ótima para o desenvolvimento da doença está entre 15ºC e 25ºC e dias com pouca radiação solar.
Os sintomas da antracnose podem se manifestar em toda parte aérea da planta, com o desenvolvimento da doença surgem lesões deprimidas de coloração marrom-escura tanto na haste quanto no caule da planta.
Nas folhas a manifestação da doença se dá na parte abaxial ao longo das nervuras que levam ao estrangulamento da nervura e adquirem coloração marrom-escura (Figura 2).
Figura 2. Lesão de atracnose em folha de feijão
Nas vagens as lesões são bem definidas com formato arredondado e com tamanho variável, possuem o centro da lesão claro e com um anel negro delimitando.
Figura 3. Vagem com sintoma de atracnose
Os sintomas de mofo-branco apresentam inicialmente lesões encharcadas que atingem tanto a haste quanto o caule das plantas podendo se expressar nas folhas e vagens. Após a infecção do tecido ocorre a formação de micélio cotonoso (Figura 4).
Figura 4. Vagens com sintoma de mofo-branco
Com a evolução da doença os tecidos apresentam podridão e as folhas das plantas ficam com aspecto carijó, amareladas.
O manejo químico é outra ferramenta para se trabalhar com estas doenças. Na Tabela 2, são apresentados alguns dos principais ingredientes ativos e doses recomendas para controle de antracnose e mofo-branco.
Tabela 2. Ingredientes ativos recomendado para o manejo de antracnose e mofo-branco
Para a antracnose além dos dois ingredientes ativos citados na Tabela 2, é comum integrar ao manejo o uso de triazóis e estrobilurinas.
As aplicações para o manejo destas doenças devem ser realizadas de maneira sequencial com produtos separados ou associados variando de acordo com a pressão da doença.
A época e o número de aplicações são dependentes do sistema de cultivo, das condições climáticas e do estádio fenológico da lavoura.
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