feijoeiro Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/feijoeiro/ Thu, 15 Dec 2022 12:22:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png feijoeiro Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/feijoeiro/ 32 32 Principais doenças do feijoeiro: estratégias para o controle https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-do-feijoeiro/ https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-do-feijoeiro/#respond Thu, 25 Mar 2021 13:30:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9053 Em fevereiro de 2021, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para os profissionais que atuam na área de grãos: “Principais doenças do feijoeiro”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Para falar sobre o assunto, contamos com um profissional renomado: Pedro Lima, Engenheiro Agrônomo SOMA […]

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Em fevereiro de 2021, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para os profissionais que atuam na área de grãos: “Principais doenças do feijoeiro”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Para falar sobre o assunto, contamos com um profissional renomado:

  • Pedro Lima, Engenheiro Agrônomo SOMA Consultoria.

doenças do feijoeiro

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Feijoeiro-comum no Brasil: origem e histórico do cultivo https://blog.rehagro.com.br/feijoeiro-comum-no-brasil-origem-e-historico-do-cultivo/ https://blog.rehagro.com.br/feijoeiro-comum-no-brasil-origem-e-historico-do-cultivo/#respond Mon, 02 Dec 2019 12:00:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6614 O Phaseolus vulgaris, também conhecido como feijoeiro-comum, é uma das 55 espécies pertencentes ao gênero Phaseolus, cujo centro de origem se deu nas Américas. Essa espécie tem grande importância econômica, alimentícia e cultural em diversos países. No Brasil, o feijão é um dos principais pilares do agronegócio.   Sem tempo para ler agora? Baixe este […]

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O Phaseolus vulgaris, também conhecido como feijoeiro-comum, é uma das 55 espécies pertencentes ao gênero Phaseolus, cujo centro de origem se deu nas Américas.

Essa espécie tem grande importância econômica, alimentícia e cultural em diversos países. No Brasil, o feijão é um dos principais pilares do agronegócio.

Imagem retratando feijão preto, feijão vermelho e feijão carioca

 

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Origem do feijão

O feijão-comum está entre os alimentos mais antigos do mundo. Seus registros estão diretamente associados à história da humanidade.

No antigo Egito e na Grécia, os feijões eram cultivados e cultuados como símbolo da vida. Já em Roma, os antigos romanos utilizavam o feijão em festas gastronômicas e também como forma de pagamento de apostas.

Documentações também apontam que, na Suíça, durante a Idade do Bronze (cerca de 1.000 a.C), já existiam registros do cultivo dessa leguminosa. Na antiga Tróia, evidências mostram que o feijão era o prato favorito dos robustos guerreiros troianos. Historiadores atribuem essa vasta disseminação do feijão no mundo em decorrência de guerras, pois esse era o alimento principal da dieta dos combatentes em marcha.

Existem diversas hipóteses sobre a origem e domesticação do feijoeiro-comum. Atualmente, aceita-se que o grão teve dois centros de domesticação e um terceiro com menor expressão. Relatos indicam que tipos selvagens, similares a variedades crioulas foram encontradas na região central das Américas, como no México.

Acredita-se que essa região originou a maioria dos cultivares de grãos pequenos, como o carioca. O segundo local é atribuído ao sul dos Andes, mais especificamente ao norte da Argentina e sul do Peru, de onde possivelmente se desenvolveram os cultivares com sementes mais graúdas, como o Jalo. O terceiro, mas não menos importante centro de domesticação do feijão, é a Colômbia.

O que difere os grãos de feijão encontrados nestas três regiões citadas e que possibilitou afirmar a existência de três centros de origem e domesticação do feijão por auxílio de padrões eletroforéticos, é em relação ao tipo de proteína existente nos grãos.

Os feijões originários do México, conhecidos como mesoamericanos, possuem a proteína faseolina do tipo S. Enquanto que os de origem no sul dos Andes possuem a faseolina do tipo T e os provenientes da Colômbia possuem além das faseolinas S e T, os tipos B, C e H.

Webinar Principais doenças do feijoeiro

Feijoeiro no Brasil

O feijoeiro-comum é um dos pratos mais conhecidos e tradicionais da culinária brasileira. Além de ser uma excelente fonte de proteína, os grãos também são compostos por carboidratos e minerais. Em especial, podemos citar o ferro, que é muito importante para o bom funcionamento do organismo.

No Brasil, existem diversas espécies e tipos de feijão cultivados e sua ocorrência é bastante regional e cultural, como por exemplo o feijão-caupi ou feijão de corda, muito cultivado no Norte e Nordeste do país, regiões pouco favoráveis ao cultivo do feijão-comum.

Como a sua produção no Brasil pode ocorrer em três épocas distintas, a possibilidade de incorporação de novas áreas sempre foi possível e isso permitiu com que seu cultivo tenha sido bastante difundido para todas as regiões do país.

Mesmo sendo uma cultura considerada de subsistência e de produção familiar, o cultivo desta leguminosa é crescente. Com isso, agricultores considerados tecnificados e que dispõem de maior quantidade de terras, maquinários e investimentos para ser aplicado ao cultivo, tornam a produção desta leguminosa mais promissora. Assim, o Brasil se torna um dos maiores produtores de feijão no mundo.

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Estádios fenológicos do feijão: ciclo de desenvolvimento de cada fase https://blog.rehagro.com.br/estadio-fenologico-do-feijoeiro/ https://blog.rehagro.com.br/estadio-fenologico-do-feijoeiro/#comments Tue, 26 Nov 2019 18:00:43 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6551 O estádio fenológico de uma cultura é desenvolvido principalmente para auxiliar no manejo nutricional e fitossanitário de uma lavoura. Desta forma, visando altas produtividades é preciso saber quais as principais etapas do ciclo da cultura podem mais ser afetadas por agentes bióticos e abióticos e quais requerem maior atenção. O ciclo de desenvolvimento do feijoeiro […]

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O estádio fenológico de uma cultura é desenvolvido principalmente para auxiliar no manejo nutricional e fitossanitário de uma lavoura.

Desta forma, visando altas produtividades é preciso saber quais as principais etapas do ciclo da cultura podem mais ser afetadas por agentes bióticos e abióticos e quais requerem maior atenção.

O ciclo de desenvolvimento do feijoeiro é dividido em dois momentos: estádio vegetativo (V) e reprodutivo (R).

 

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Estádio fenológico vegetativo

V0 – Germinação

Após a semeadura do feijão e com umidade no solo, as sementes irão embeber (inchar) e será desencadeado processos metabólicos, sendo observado a germinação. Nesta fase os cotilédones atingem a superfície do solo.

Estádio fenológico vegetativo V0Fonte: EMBRAPA 

V1 – Emergência

Este estádio é conhecido como “cotilédone ajoelhado”, onde os cotilédones se encontram visíveis acima da superfície do solo e começam a se separar, neste momento também pode ser observado a presença de folhas primárias. A partir deste estádio, até o V3 deve-se redobrar atenção com a presença de pragas de solo e desfolhadoras.

Nesse estádio é possível observar o ataque de patógenos de solo como: Rhizoctonia solani e Fusarium solani, para esses patógenos é necessário fazer um bom tratamento de sementes.

Estádio fenológico do feijão V1Fonte: EMBRAPA 

V2 – Folhas primárias

Esta fase tem início pela abertura completa das folhas primárias (unifolioladas) e termina com a abertura da primeira folha trifoliolada.

Estádio fenológico do feijão V2Fonte: EMBRAPA 

V3 – Primeira folha composta

Inicia-se com a primeira folha composta (trifoliolada) totalmente expandida e termina quando a segunda folha trifoliolada já se encontra também expandida e a terceira folha começa a se abrir.

Estádio fenológico do feijão V3Fonte: EMBRAPA 

V4 – Terceira folha trifoliolada

Inicia-se quando a terceira folha trifoliolada se encontra totalmente aberta. Este estádio é também caracterizado pelo início do desenvolvimento dos primeiros ramos secundários (engalhamento) e termina com o surgimento dos botões florais.

É o estádio mais longo do desenvolvimento do feijoeiro, podendo variar de cultivar para cultivar. Entre os estádios V3 e V4 recomenda-se fazer controle preventivo com fungicidas e aplicação de herbicidas para controle de folhas largas, bem como, adubação de cobertura e aplicação de Cobalto e Molibdênio foliar.

Estresses causados em V4 por déficit hídrico, competição com plantas daninhas, deficiência nutricional, fitotoxicidade de produtos podem afetar diretamente o crescimento do feijoeiro e consequentemente reduzir a produtividade.

Estádio fenológico do feijão V4Fonte: EMBRAPA 

Webinar Principais doenças do feijoeiro

Estádio fenológico Reprodutivo

R5 – Período pré-floração

Neste estádio fenológico ocorre o desenvolvimento dos ramos secundários e dos botões florais e termina a partir da abertura da primeira flor. Nesta fase, déficit hídrico e temperaturas elevadas poderão reduzir a formação de flores, que irão  refletir em quebra de produtividade.

Estádio fenológico do feijão R5Fonte: EMBRAPA 

R6 – Floração

Este estádio inicia-se quando 50% das plantas apresentam flores abertas e termina quando 100% das flores estão abertas. O período compreendido entre o meio e o final do florescimento é mais sujeito ao abortamento de flores.

Estádio Fenológico do Feijão R6Fonte: EMBRAPA 

R7 – Formação das vagens

Neste momento, as flores que já estiverem fecundadas perdem suas pétalas e começa a formação das primeiras vagens, conhecidas como “canivetes”.

O final deste estádio fenológico ocorre quando as vagens atingirem seu comprimento máximo. Estresses hídricos neste período podem levar a formação de grãos chochos. Deve-se atentar à presença de lagartas desfolhadoras e percevejos e nesta fase faz-se aplicação preventiva de fungicidas.

Estádio Fenológico do Feijão R7Fonte: EMBRAPA 

R8 – Enchimento das vagens

Neste período ocorre o aumento do volume das vagens em decorrência do enchimento dos grãos. O final deste estádio é marcado pela perda da coloração verde dos grãos, os quais passam a adquirir coloração característica da cultivar, bem como, pela perda das folhas.

Em R8 ainda deve-se fazer o monitoramento de lagartas e percevejos, pois atacam diretamente os grãos em formação. A dessecação pode ser realizada ao final deste estádio, com objetivo de uniformizar a maturação das vagens.

Estádio Fenológico do Feijão R8Fonte: EMBRAPA 

R9 – Maturação

Neste momento, as vagens começam a secar e perder sua coloração e as sementes passam a ter brilho e cor específica da cultivar. Em R9 pode-se fazer a dessecação com produtos de contato, quando não tiver sido realizada ao final de R8.

Estádio Fenológico do Feijão R9Fonte: EMBRAPA 

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Mofo-branco no feijão: como identificar e controlar na lavoura https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/ https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/#respond Wed, 28 Nov 2018 12:59:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5574 O feijoeiro pode ser afetado por diversas doenças, causadas por fungos, bactérias e vírus. Dentre estas, a de maior importância e capaz de reduzir drasticamente a produtividade do cultivo, é o mofo-branco. O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão. Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios […]

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O feijoeiro pode ser afetado por diversas doenças, causadas por fungos, bactérias e vírus. Dentre estas, a de maior importância e capaz de reduzir drasticamente a produtividade do cultivo, é o mofo-branco.

O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão.

Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios de outono-inverno, sob áreas irrigadas. Isso acontece devido ao comprimento dos dias serem mais curtos, as temperaturas mais amenas e possuir alta umidade devido à disponibilidade de água pela irrigação.

 

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Outro ponto que favorece a ocorrência da doença nas lavouras de feijão está relacionado ao espaçamento entre plantas. Lavouras em que o cultivo é mais adensado, tem menor entrada de luz no dossel das plantas, criando assim, um microclima favorável à germinação e desenvolvimento do fungo.

Características do mofo-branco

Uma característica importante sobre esta doença é que a S. sclerotiorum possui estruturas de resistência, que podem sobreviver de forma viável no solo, por pelo menos 5 anos.

Estas estruturas são denominadas de escleródios e possuem coloração preta e são facilmente observadas em uma lavoura infectada, conforme demonstrado na figura 1 abaixo:

Mofo Branco no FeijãoFigura 1 – Escleródios de mofo-branco

Os escleródios podem apresentar dois tipos de germinação, são elas:

  1. Miceliongênica: a qual ocorre a produção de hifas, que podem estar presentes em sementes e dar origem à uma nova disseminação da doença na lavoura;
  2. Carpogênica: nesse caso ocorre a produção dos apotécios, estruturas em formato de cogumelo (Figura 2), que liberam os ascósporos (Figura 3) no ambiente. Os ascósporos são disseminados pelo vento e são estas as estruturas capazes de infectar a planta.

Tipos de germinação do mofo brancoFigura 2                                                                     Figura 3

Fonte: COBB & DILLARD, 2004.

O mofo-branco é considerado como sendo uma doença monocíclica, ou seja, possui apenas um ciclo primário de infecção, e uma vez que a planta está contaminada, a doença não é contagiosa. Portanto, a propagação do fungo de uma planta para outra pode acontecer, porém é um evento raro.

O ciclo de infecção do mofo-branco nas plantas ocorre da seguinte forma:

Ciclo de infecção do mofo brancoFonte: APS Home

Conforme pode ser observado, o primeiro tecido a ser infectado pelos ascósporos são pétalas florais que já se encontram em estádio de senescência, portanto, são órgãos de fácil acesso para o fungo adquirir energia e se desenvolver.

Sintomas do mofo-branco no feijoeiro

Os primeiros indícios da presença de mofo-branco na lavoura de feijão ocorrem em reboleiras, onde pode ser observado a murcha da planta, resultante do apodrecimento do caule.

Os sintomas de infecção por mofo branco progridem das flores, local onde os ascósporos penetram, para folhas, caules, ramos e vagens, onde ocorre a formação de micélio cotonoso, de coloração branca, com presença de escleródios pretos, os quais possuem formas e tamanhos irregulares.

Caules e ramos quando infectados, provocam a morte da planta, as quais ficam branqueadas e secas.

Webinar Principais doenças do feijoeiro

Manejo do mofo-branco na lavoura de feijão

Existem alguns métodos que podem ser utilizados em conjunto para manejar o mofo-branco na lavoura.

Rotação de culturas

Áreas infestadas com mofo-branco não devem ter cultivos sucessivos de soja/feijão, uma vez que ambas as culturas são susceptíveis ao patógeno.

Portanto, deve-se adotar a prática da rotação de culturas, a qual permite fazer o cultivo de plantas que não são hospedeiras da doença, como as gramíneas, e assim, quebrar o ciclo do mofo-branco.

Aquisição de sementes

O uso de sementes sadias e com boa procedência deve ser prioridade na fazenda. Mesmo em áreas onde não se tem a presença de escleródios do mofo-branco, deve ser feito a aquisição de sementes de boa qualidade, para assim, evitar a entrada e disseminação da doença na lavoura.

Para isso, algumas medidas podem ser tomadas, como: fazer teste de sanidade do lote de semente e rebeneficiar as sementes compradas, usando mesas de gravidade para retirar escleródios.

Tratamento de semente (TS)

O tratamento de sementes pode ser realizado por meio do uso de fungicidas de ação sistêmica em conjunto com fungicidas de contato e ambos devem ter registro no MAPA para o feijão.

Em geral, o tratamento de semente apresenta alta eficiência em erradicar os patógenos que estão dormentes no interior das sementes.

Escolha da cultivar

Em áreas onde se tem histórico de ocorrência de mofo-branco, deve-se preferir principalmente cultivares com porte ereto (feijão tipo I e tipo II), com hábito de crescimento determinado, pois permitem maior entrada de luz e circulação de ar. Exemplos de cultivares: TAA Gol, Goiano Precoce, BRS Radiante.

Espaçamento e densidade de semeadura

Sempre que possível, o plantio deverá ser realizado paralelamente à direção de caminhamento do sol e/ou no sentido da direção predominante do vento. A recomendação correta da população de plantas é fundamental para o bom manejo desta doença.

Época de plantio

Em áreas com histórico de mofo-branco, deve-se evitar realizar o cultivo de feijão na safra outono-inverno. Uma outra opção é semear na segunda quinzena de julho (cultivo inverno-primavera), pois neste caso, a época de florescimento coincidirá com período de temperaturas crescentes, o que desfavorece o patógeno.

Uso de fungicidas

As aplicações de fungicidas de forma preventiva tem se mostrado muito eficiente para o manejo de mofo-branco. Desta forma, além de realizar o tratamento de sementes, é recomendado realizar a 1º aplicação quando se observar a primeira flor no feijoeiro. Existem diversos produtos registrados pelo MAPA para controle desta doença, os quais podem ser encontrados no AGROFIT.

Uso de produtos biológicos

O uso de fungos antagonistas tem se mostrado bastante interessante e um bom aliado ao manejo químico no controle de mofo-branco.

O principal produto à base de fungos é o Trichodermax, o qual é registrado pelo MAPA para a cultura do feijão. Recomenda-se a aplicação deste produto quando a planta estiver em estádio V4, bem como fazer a aplicação em dias com temperaturas mais amenas, preferencialmente no final da tarde ou à noite.

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Doenças do feijão: veja as principais e como controlar https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-feijoeiro/ https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-feijoeiro/#comments Thu, 28 Jun 2018 18:43:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4567 O cultivo do feijoeiro é uma das principais atividades agrícolas do país, tanto pela área cultivada quanto pelo valor agregado. Entre os fatores que limitam a produtividade, se destaca a ocorrência de doenças do feijão, as quais podem causar perdas superiores a 50% na produção ou até mesmo perdas totais caso não seja empregado o […]

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O cultivo do feijoeiro é uma das principais atividades agrícolas do país, tanto pela área cultivada quanto pelo valor agregado.

Entre os fatores que limitam a produtividade, se destaca a ocorrência de doenças do feijão, as quais podem causar perdas superiores a 50% na produção ou até mesmo perdas totais caso não seja empregado o manejo adequado.

Grãos de feijão cariocaGrãos de feijão carioca (Dama) com excelente qualidade fisiológica

 

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Existem mais de 200 doenças que afetam o feijoeiro, que podem ser causadas por fungos, bactérias e vírus. Na Tabela 1, são apresentadas as principais doenças que afetam o feijoeiro.

principais doenças do feijoeiroTabela 1. Algumas das principais doenças do feijoeiro

Doenças no cultivo do feijão de sequeiro e irrigado

O sistema de cultivo de feijão irrigado e a qualidade das sementes favorece a infecção de fungos de solos e pode aumentar a dispersão dos fungos que colonizam a parte aérea do feijoeiro.

No sistema de sequeiro podemos citar duas doenças que possuem potencial para causar sérios danos à cultura. São elas: a antracnose e o mofo-branco.

Neste artigo vamos dar foco a essas duas doenças que afetam a produtividade e a qualidade dos grãos.

Webinar Principais doenças do feijoeiro

Condições climáticas que favorecem o desenvolvimento da antracnose e do mofo-branco

A Antracnose tem seu desenvolvimento potencializado em temperaturas que variam entre 13ºC e 26ºC e com alta umidade relativa do ar.

A alta umidade também favorece a ocorrência de mofo-branco, porém a temperatura ótima para o desenvolvimento da doença está entre 15ºC e 25ºC e dias com pouca radiação solar.

Sintomas da antracnose e do mofo-branco

Os sintomas da antracnose podem se manifestar em toda parte aérea da planta, com o desenvolvimento da doença surgem lesões deprimidas de coloração marrom-escura tanto na haste quanto no caule da planta.

Nas folhas a manifestação da doença se dá na parte abaxial ao longo das nervuras que levam ao estrangulamento da nervura e adquirem coloração marrom-escura (Figura 2).

 Lesão de atracnose em folha de feijãoFigura 2. Lesão de atracnose em folha de feijão

Nas vagens as lesões são bem definidas com formato arredondado e com tamanho variável, possuem o centro da lesão claro e com um anel negro delimitando.

Vagem com sintoma de atracnoseFigura 3. Vagem com sintoma de atracnose

Os sintomas de mofo-branco apresentam inicialmente lesões encharcadas que atingem tanto a haste quanto o caule das plantas podendo se expressar nas folhas e vagens. Após a infecção do tecido ocorre a formação de micélio cotonoso (Figura 4).

Vagens com sintoma de mofo-brancoFigura 4. Vagens com sintoma de mofo-branco

Com a evolução da doença os tecidos apresentam podridão e as folhas das plantas ficam com aspecto carijó, amareladas.

Como realizar o manejo da antracnose e do mofo-branco?

  • Para evitar as perdas ocasionadas por essas doenças sugere-se evitar o plantio de feijão após feijão, evitando também áreas com histórico das doenças.
  • Realizar o planejamento do plantio a fim de evitar que a cultura seja cultivada em períodos frios principalmente a fase inicial da cultura.
  • Utilizar sementes de qualidade com certificação e realizar análise fitossanitária das mesmas.
  • Adotar o sistema de plantio direto visando aumentar a palhada no solo, em trabalhos atuais as palhadas de milheto e trigo tem se mostrado efetiva para o manejo das doenças.

Manejo químico para essas doenças

O manejo químico é outra ferramenta para se trabalhar com estas doenças. Na Tabela 2, são apresentados alguns dos principais ingredientes ativos e doses recomendas para controle de antracnose e mofo-branco.

Manejo de doenças do feijoeiroTabela 2. Ingredientes ativos recomendado para o manejo de antracnose e mofo-branco

Para a antracnose além dos dois ingredientes ativos citados na Tabela 2, é comum integrar ao manejo o uso de triazóis e estrobilurinas.

As aplicações para o manejo destas doenças devem ser realizadas de maneira sequencial com produtos separados ou associados variando de acordo com a pressão da doença.

A época e o número de aplicações são dependentes do sistema de cultivo, das condições climáticas e do estádio fenológico da lavoura.

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