ferrugem Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/ferrugem/ Thu, 05 Jan 2023 20:52:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png ferrugem Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/ferrugem/ 32 32 Doenças do trigo: conheça as principais e saiba como fazer o manejo correto https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-trigo/ https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-trigo/#respond Fri, 02 Sep 2022 17:09:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14890 A ocorrência e intensidade de doenças na cultura do trigo, são afetadas pela variedade de ambientes existentes no Brasil. Em sua grande maioria, as doenças são causadas por fungos, embora enfermidades causadas por bactérias e vírus também possam causar danos importantes. Devido ao cenário de diversidade de ambientes na qual a cultura do trigo tem […]

O post Doenças do trigo: conheça as principais e saiba como fazer o manejo correto apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A ocorrência e intensidade de doenças na cultura do trigo, são afetadas pela variedade de ambientes existentes no Brasil.

Em sua grande maioria, as doenças são causadas por fungos, embora enfermidades causadas por bactérias e vírus também possam causar danos importantes.

Devido ao cenário de diversidade de ambientes na qual a cultura do trigo tem sido cultivada, se torna mais difícil a viabilização de sistemas padronizados de controle, resultando em uma condição no qual o efeito local se apresenta como grande importância no manejo de doenças.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Principais doenças do trigo

1. Giberela

Agente causador: Gibberella zeae. A principal forma assexuada do patógeno é Fusarium graminearum

Sintomas: Os sintomas iniciais são observados nas aristas, que desviam do sentido daquelas de espiguetas não afetadas. Posteriormente, aristas e espiguetas adquirem coloração esbranquiçada ou cor de palha. Em cultivares muito suscetíveis, os sintomas progridem para o pedúnculo, que adquire coloração marrom. Também podem ocorrer nas espigas sintomas similares aos da brusone.

Condições favoráveis: A giberela é extremamente influenciada pelo ambiente, cujas condições climáticas favoráveis são de frequente precipitação pluvial e temperaturas entre 20 °C e 25 °C.

Manejo: A giberela é uma doença de difícil controle. A integração de medidas de controle é a melhor estratégia para minimizar os prejuízos quantitativos e qualitativos por giberela.

2. Brusone

Agente causador: Pyricularia oryzae

Sintomas: Aparecem em folhas, colmos e espigas, mas o dano mais significativo ocorre nas espigas.

Em lavouras de sequeiro no Cerrado brasileiro, com semeaduras precoces (realizadas antes de meados de março), a ocorrência de brusone nas folhas pode se configurar em um grave problema, a ponto de promover perda total da lavoura.

Condições favoráveis: plantas em estádio de espigamento, temperatura variando entre 24 ºC e 28 ºC e períodos constantes de chuva, com manutenção de alta umidade relativa.

Manejo: O controle químico de brusone na parte aérea das plantas de trigo se baseia no princípio de que a espiga deve estar protegida preventivamente à infecção do patógeno. A chuva que forma o molhamento necessário para iniciar a infecção.

Vários experimentos de campo determinaram que fungicidas comerciais com mancozebe na sua formulação foram os de maior eficiência para controlar a brusone do trigo.

3. Mancha-amarela

Agente causador: Pyrenophora tritici-repentis

Sintomas: No início do desenvolvimento da doença, ocorrem lesões em forma de pequenas manchas de coloração marrom-bronzeada, que se expandem para manchas ovais ou em forma de diamante. Em volta das lesões é comum a ocorrência de um halo clorótico com um ponto mais escuro no centro da lesão.

A doença é mais severa em folhas mais velhas, após a emissão da folha bandeira. A planta, entretanto, pode ser infectada e apresentar sintomas desde a emissão das primeiras folhas, ainda jovens. Essa infecção inicial ocorre, muitas vezes, pelo inóculo primário, presente nos restos culturais deixados sobre o solo, entre uma safra e outra.

Condições favoráveis: Em condições climáticas favoráveis, com chuva frequente e temperatura em torno de 25 °C, a doença prolifera para as folhas superiores.

Disseminação: É um fungo necrotrófico, ou seja, que sobrevive e se desenvolve sobre restos culturais.

Manejo: O uso de fungicidas é sempre uma boa alternativa, especialmente em condições meteorológicas favoráveis à ocorrência da doença. Muitas vezes, essas condições favoráveis são previsíveis.

Em anos de ocorrência do fenômeno “El Niño”, é esperado que os meses de setembro e de outubro sejam de temperaturas e de volume de chuvas acima da média normal, altamente favoráveis ao desenvolvimento e à dispersão do patógeno. Em anos assim, será necessário ao menos uma aplicação de fungicida, dependendo do clima e da cultivar utilizada.

O momento da aplicação é outro fator igualmente importante, que depende do momento da ocorrência da doença que, por sua vez, depende das folhas de trigo com sintomas de mancha-amarela. Porções de folhas de trigo com sintoma de mancha-amarela coincidência entre clima favorável e cultivar suscetível.

Considerando-se apenas uma aplicação para o controle dessa doença, dados de experimentos têm demonstrado que a ocorrência da doença durante o emborrachamento pode ser mais crítica para a cultura.

Uma possível explicação é que nessa fase há redução de área verde, devido às áreas necrosadas pelo patógeno, quando a planta mais precisa de fotoassimilados, que é o enchimento de grãos.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

4. Ferrugem da folha

Agente causador: Puccinia triticina

Sintomas: Os sintomas ocorrem principalmente nas folhas como lesões elípticas, formando pústulas com uredosporos de cor alaranjada.

Condições favoráveis: O desenvolvimento da ferrugem da folha ocorre rapidamente a temperaturas entre 10 °C e 30 °C e, em condições favoráveis, com alta densidade de inóculo e em cultivares suscetíveis, os sintomas podem aparecer em outros tecidos verdes da planta.

Puccinia triticina sobrevive somente em tecidos vivos dos hospedeiros, mas os uredosporos têm vida relativamente longa e podem permanecer no campo, longe dos hospedeiros por várias semanas.

Disseminação: A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.

Manejo: O uso de cultivares com resistência genética é a medida de controle mais eficiente e econômica. Para o controle químico tem sido realizada a aplicação de estrobirulinas e triazóis nos órgãos aéreos das plantas.

5. Nanismo amarelo

Agente causador: Barley yellow dwarf virus – PAV

Sintomas: O sintoma mais evidente é o amarelecimento das folhas no sentido ápice-base. Os danos, porém, já iniciam quando o vírus é introduzido no sistema vascular da planta durante a alimentação dos afídeos. Pode ocorrer o escurecimento das espigas (confundido com outras patologias).

Disseminação: A transmissão ocorre por afídeos (pulgões), principalmente, Rhopalosiphum padi, do outono à primavera, e por Sitobion avenae, na primavera.

Manejo: O manejo inicia na escolha da cultivar. As cultivares disponíveis são suscetíveis ao vírus, mas variam em tolerância. Cultivares intolerantes podem perder mais de 60% do seu potencial produtivo.

O segundo passo é o manejo dos afídeos. Com a ação de inimigos naturais (parasitóides e predadores), as populações de afídeos não costumam atingir níveis que causem dano direto, mas causam danos pela transmissão do vírus, sendo necessária ação complementar com inseticidas.

Recomenda-se o Tratamento de Sementes (TS) com inseticidas sistêmicos que, em geral, dura até 30 dias após a semeadura.

6. Mosaico do trigo

Agente causador: Soil-borne wheat mosaic virus (SBWMV)

Sintomas: O longo período de sobrevivência do vetor no solo (superior a cinco anos) e a ampla gama de plantas hospedeiras, dificultam o controle desta virose de outra forma que não por meio da resistência genética.

Condições favoráveis: Os danos à produção costumam ser limitados às áreas da lavoura onde o vetor se concentra, mas sob condições de alta umidade, grandes áreas podem ser comprometidas.

Cultivares suscetíveis semeadas em áreas com inóculo, quando a precipitação pluvial mensal acumulada supera 200 mm, apresentam danos ao redor de 50% na produtividade de grãos.

Disseminação: O vírus é transmitido por Polymyxa graminis, microrganismo residente no solo e parasita obrigatório de raízes de plantas.

Manejo: Atualmente, há cultivares disponíveis com resistência, que podem ser empregadas em áreas com a doença.

7. Oídio

Agente causador: Blumeria graminis f. sp. tritici

Sintomas: A superfície das plantas, principalmente a folha, fica recoberta por micélio, conidióforos e conídios de aparência pulverulenta, com coloração branca quando jovem, ou cinza, quando envelhece.

Aparece principalmente em folhas inferiores, mas pode causar crestamento em folhas superiores, espigas e aristas de cultivares suscetíveis. Tecidos foliares infectados se tornam amarelados e, quando severamente atacados, as folhas colapsam e caem.

Disseminação: Oídio é um fungo biotrófico que se mantém, na entressafra, sobre plantas voluntárias e em restos culturais de trigo, sendo disseminado pelo vento.

A germinação, a infecção e a produção de novos conídios são completadas entre 5 dias e 10 dias, o que leva à ocorrência de muitos ciclos consecutivos da doença, principalmente entre 18 ºC e 22 ºC.

Em climas temperados, temperaturas muito baixas ou longos períodos de chuvas, no outono, retardam a epidemia.

Manejo: O uso de cultivares de trigo com resistência genética é a forma preferencial de controle. Como o fungo é variável, pode se tornar capaz de infectar cultivares consideradas resistentes em anos anteriores.

O controle químico via tratamento de sementes em cultivares suscetíveis é mais econômico do que pela aplicação de fungicidas nos órgãos aéreos.

Saiba mais!

O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.

Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.

Veja mais sobre o assunto com o e-book completo e gratuito!

E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

O post Doenças do trigo: conheça as principais e saiba como fazer o manejo correto apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/doencas-do-trigo/feed/ 0
Principais doenças do café: identificação e sintomas https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-do-cafe-como-identifica-las/ https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-do-cafe-como-identifica-las/#comments Thu, 20 Feb 2020 17:30:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6994 Manchas amareladas, curvaturas nas folhas, apodrecimento da casca… já viu algo assim no seu cafeeiro? Se sim, atenção! Esses são sintomas de doenças importantes que geram redução significativa na produtividade e qualidade do café e, consequentemente, redução do preço da saca vendida e da sua lucratividade. Neste texto, colocamos algumas fotos que podem ajudar na […]

O post Principais doenças do café: identificação e sintomas apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Manchas amareladas, curvaturas nas folhas, apodrecimento da casca… já viu algo assim no seu cafeeiro? Se sim, atenção!

Esses são sintomas de doenças importantes que geram redução significativa na produtividade e qualidade do café e, consequentemente, redução do preço da saca vendida e da sua lucratividade.

Neste texto, colocamos algumas fotos que podem ajudar na identificação das principais doenças que podem afetar o cafeeiro.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix) 

Os sintomas da Ferrugem se iniciam com pequenas manchas cloróticas translúcidas, localizadas na face inferior das folhas.

Essas lesões se desenvolvem, formando massas pulverulentas de coloração amarelo-alaranjado.

Folha com sintomas de ferrugem-do-cafeeiroFerrugem-do-cafeeiro. Fonte: Equipe Rehagro

Cercosporiose (Cercospora coffeicola)

A Cercosporiose pode atacar tanto folhas quanto frutos em desenvolvimento.

Nas folhas, os sintomas característicos são manchas circulares de coloração castanho-clara a escura, com o centro branco-acinzentado, quase sempre envolvidas por um halo amarelado.

Nos frutos, os sintomas são pequenas manchas necróticas e deprimidas, de cor marrom a negra, estendendo-se no sentido dos pólos do fruto.

Cercosporiose no cafeeiroCercosporiose. Fonte: Equipe Rehagro

Phoma (Phoma spp)

Cafeeiro com sintomas de phomaPhoma. Fonte: Equipe Rehagro

Os sintomas da Phoma são manchas irregulares de coloração escura nas folhas, iniciando, geralmente, nos bordos, podendo provocar curvaturas.

Nos ramos, pode-se observar lesões deprimidas e escuras, que podem envolver todo diâmetro do ramo e causar seca da extremidade ou do ponteiro.

Curso Gestão na Produção de Café

Mancha aureolada (Pseudomonas Syrigae)

Os sintomas da Mancha aureolada são manchas de cores pardas, circundadas por um grande halo amarelo.

Folha de cafeeiro com mancha aureolada

Mancha aureolada. Fonte: Equipe Rehagro

Rizoctoniose (Rhizoctonia solani)

Cafeeiro com sintomas de Rizoctoniose

Rizoctoniose. Fonte: Equipe Rehagro

Saiba mais!

A Cercosporiose é uma doença causadora de enormes perdas na produção e prejuízos ao produtor! O fungo causa queda das folhas, diminuindo o desenvolvimento da planta e afetando a produtividade.

Além disso, os frutos apresentam um processo de maturação acelerada, resultando em mal granados ou em queda precoce dos mesmos em vários estádios de crescimento, podendo resultar em fermentações indesejadas.

Saiba mais sobre essa doença, seu ciclo, condições favoráveis a ele e sobre seu controle no nosso E-book Cercosporiose do Cafeeiro.

E-book Cercosporiose do cafeeiro

Fique de olho nesses vilões que podem comprometer sua produção e os seus lucros!

Além da identificação de doenças, a identificação e controle das pragas, como o bicho mineiro e a broca do café, que são grandes causadoras de defeitos nos grãos de café, também é fundamental.

E lembre-se de que as medidas preventivas de controle são sempre o melhor caminho para evitar prejuízos.

Para isso, é necessário o cuidado desde a implantação da lavoura, passando pela realização cuidadosa de todas as etapas do manejo até uma colheita e pós-colheita de qualidade.

Larissa Cocato

O post Principais doenças do café: identificação e sintomas apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-do-cafe-como-identifica-las/feed/ 1
Ferrugem no trigo: prevenção e manejo do fungo causador https://blog.rehagro.com.br/ferrugem-da-folha-do-trigo/ https://blog.rehagro.com.br/ferrugem-da-folha-do-trigo/#comments Sat, 04 Jan 2020 18:00:46 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6774 O trigo está sempre entre os cinco cereais mais produzidos no mundo. Isso evidencia sua importância, mas o sucesso não se baseia apenas na comercialização dos grãos, mas também de seus derivados, como a farinha. O trigo no Brasil também tem grande destaque. No entanto, o clima e outras condições adversas acarretam em baixo volume […]

O post Ferrugem no trigo: prevenção e manejo do fungo causador apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O trigo está sempre entre os cinco cereais mais produzidos no mundo. Isso evidencia sua importância, mas o sucesso não se baseia apenas na comercialização dos grãos, mas também de seus derivados, como a farinha.

O trigo no Brasil também tem grande destaque. No entanto, o clima e outras condições adversas acarretam em baixo volume de produção, o que acaba não atendendo ao consumo interno, nisso, cresce a demanda por importações do cereal.

Nosso clima tropical, por vezes, cria uma atmosfera desfavorável, como alta umidade ou chuvas em época de colheitas e muitos grãos acabam germinando mesmo na espiga! Essas condições climáticas, podem favorecer a ocorrência de doenças fúngicas, como a ferrugem, que trataremos neste artigo.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Considerada uma cultura de inverno, o trigo é atualmente cultivado nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná (porque juntos detêm cerca de 90% da produção total), Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. São poucos os Estados produtores, porque a cultura exige condições bem específicas, como temperaturas amenas, o que não é facilmente observado no país.

Assim, conduzir eficientemente o manejo nas lavouras é fundamental para a obtenção de uma produção que seja representativa a ponto de suprir as demandas internas do mercado. Com isso, é possível manter bons preços não apenas nos grãos, mas também nos produtos alimentícios à base de trigo.

Prevenção e manejo do fungo Puccinia triticina

O manejo adequado da lavoura é um dos métodos mais eficientes para a melhora na qualidade do grão e, consequentemente, maior produtividade.

Um dos principais pontos a se trabalhar é o bom manejo fitossanitário, controlando de forma correta e sustentável as plantas daninhas, pragas e doenças. Afinal, há várias doenças, principalmente as fúngicas que são favorecidas pelo nosso clima e algumas podem até causar micotoxinas no trigo.

Nesse sentido, este artigo tem como objetivo auxiliar na correta identificação de uma das principais doenças, que afeta a cultura do trigo, além de apontar condições climáticas favoráveis para o seu desenvolvimento e formas de controle.

Uma das principais doenças capazes de causar grandes prejuízos aos triticultores em praticamente todas as regiões produtoras, é a ferrugem da folha do trigo, causada pelo fungo (Puccinia triticina).

Esta doença pode ser observada em todos os estádios de desenvolvimento da cultura, desde a emergência até a maturação, e as perdas em rendimentos de grãos podem chegar a 63%, dependendo das condições climáticas, severidade, suscetibilidade do cultivar e virulência da raça do patógeno.

Condições climáticas favoráveis para ocorrência da ferrugem da folha do trigo

A dispersão dos esporos deste fungo é favorecida pelo vento, e a ocorrência da doença por condições de temperatura, as quais podem variar entre 15 e 20 °C, e elevada umidade relativa do ar.

Sobre diferentes temperaturas e período de molhamento foliar, o período de infecção deste patógeno pode mudar. Relata-se que, para condições de temperatura de 10ºC, o período de molhamento foliar deve ser de 10 a 12 horas contínuas, porém, quando a 20ºC, o período cai para 3 horas contínuas.

É possível perceber que existe uma grande dependência entre esses dois fatores para que a doença ocorra na lavoura. Portanto, o produtor deve ficar em alerta para essas condições, monitorando diariamente a previsão do tempo para garantir um controle efetivo nas áreas.

Identificação da doença a campo

A ferrugem é caracterizada pelo aparecimento de pústulas de formato ovalado, com esporos de coloração variando de amarelo-escuro a marrom-avermelhado, encontradas sobre a superfície foliar.

Na imagem a seguir, é possível observar essas pústulas ovaladas na folha, na cor característica de ferrugem, como citado no parágrafo anterior.

Ferrugem na folha do trigoFonte: EMBRAPA

Sobrevivência do patógeno na lavoura

O fungo Puccinia é considerado biotrófico, ou seja, significa que ele apenas sobrevive parasitando algum hospedeiro vivo, principalmente tigueras de trigo presentes na lavoura.

Devido à sua sobrevivência, as folhas de trigo não são levadas à senescência, portanto. Assim, com o aumento de sua incidência sobre o tecido vegetal, a fotossíntese é afetada e consequentemente, a produtividade também.

Escala diagramática da ferrugem da folha

Como essa doença afeta bem a cultura do trigo, é necessário proceder a uma avaliação da lavoura e isso ocorre por meio de amostragens das folhas. É preciso definir uma quantidade representativa de toda a área e isso vai de caso a caso.

De acordo com a literatura, se for obtido 10-15% de incidência (presença) do fungo, pode-se optar em fazer o controle químico.

Outra forma de monitorar esta doença é através do uso da escala diagramática, criada para auxiliar na avaliação da incidência e severidade do patógeno e na eficiência de controle utilizado.

Escala de severidade da ferrugem na folha do trigoFonte: ALVES et al., (2015)

A imagem acima mostra, de forma esquematizada, a escala de severidade da doença na folha, indo de 0,1% a 95%, que é o grau máximo de severidade desse fungo na cultura.

Métodos de controle da ferrugem da folha do trigo

Para se obter um manejo eficiente da ferrugem da folha do trigo deve-se integrar os seguintes pontos:

  1. Uso de cultivar resistente – esse método é bastante eficaz, relativamente barato, seguro e mais consistente, já que é uma ação preventiva;
  2. Eliminação de plantas voluntárias, especialmente tigueras de trigo, ainda mais se for em regiões do Sul, onde a janela de plantio é bem extensa – nesse caso, é uma medida quase preventiva também, já que essas plantas voluntárias e a tigueira são hospedeiras desse fungo;
  3. Tratamento de sementes – também é uma medida preventiva e eficaz, pois permite uma maior proteção às plantas e possibilita a redução de uma operação de pulverização;
  4. Controle químico com uso de triazóis e mistura de triazóis com estrobilurina – nesse caso já é uma medida de intervenção, quando a lavoura já está implantada e foi constatado a presença e a avaliação mostrou-se necessária essa intervenção;
  5. Rotação de culturas – de certa forma, também é uma medida preventiva, porém a longo prazo, pois esta prática evita a permanência da doença na lavoura e de forma sucessiva.

Agora você sabe bem a importância de avaliar a severidade da ferrugem da folha no trigo, e seu grande impacto sobre a produtividade.

Apesar da ferrugem ocasionar perdas significativas nessa cultura, sua principal doença é a Giberella zeae, encontrada em 60% dos levantamentos em campo e que, se não controlada, permanece nos restos culturais e pode comprometer a próxima safra! Então, fique atento!

Seja especialista em produção de grãos!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Com ela, você vai dominar técnicas como:

  • Gestão financeira e econômica;
  • Manejo com foco em altas produtividades;
  • Proteção da sua lavoura;
  • Adubações e muito mais.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

O post Ferrugem no trigo: prevenção e manejo do fungo causador apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/ferrugem-da-folha-do-trigo/feed/ 1
Ferrugem do cafeeiro: o que é e como controlar essa doença? https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-controlar-a-ferrugem-no-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-controlar-a-ferrugem-no-cafeeiro/#comments Fri, 20 Jul 2018 18:05:03 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4807 Devido aos grandes prejuízos que ela causa por onde passa, a ferrugem do cafeeiro é considerada a doença mais importante na Cafeicultura. Ela causa uma intensa desfolha no cafeeiro e imensas perdas de produtividade e qualidade, comprometendo não somente a safra atual, mas também a seguinte. A ferrugem é um fungo da espécie Hemileia vastatrix […]

O post Ferrugem do cafeeiro: o que é e como controlar essa doença? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Devido aos grandes prejuízos que ela causa por onde passa, a ferrugem do cafeeiro é considerada a doença mais importante na Cafeicultura.

Ela causa uma intensa desfolha no cafeeiro e imensas perdas de produtividade e qualidade, comprometendo não somente a safra atual, mas também a seguinte.

A ferrugem é um fungo da espécie Hemileia vastatrix que ataca o cafeeiro. É a doença mais importante em termos de necessidade de controle e se caracteriza pelo aparecimento de pústulas com esporos de coloração amarelo escura a marrom na superfície das folhas, a partir da emergência até o estádio de maturação, provocando desfolha.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Conforme as folhas caem a planta diminui a taxa fotossintética, perde a capacidade de produzir carboidrato e consequentemente de auxiliar no crescimento do cafeeiro. Os esporos da ferrugem são espalhados pelo vento, germinam e penetram nas folhas.

De início, não é possível perceber nenhuma alteração aparente na planta, o que vai ocorrer algum tempo após a infestação, quando o fungo se reproduzir e esporular. Nesse momento, as manchas começam a surgir e a doença já causou danos à plantação.

A Hemileia vastatrix é um fungo biotrófico que sobrevive somente no cafeeiro; ou seja, precisa se reproduzir na plantação.

Folha com sintomas de ferrugem do cafeeiro

Sintomas da ferrugem no cafeeiro

Ao ser atacada pela ferrugem, a planta apresenta:

  • Manchas cloróticas, possíveis de serem vistas com as folhas colocadas contra a luz;
  • Manchas na face inferior da folha de coloração amarelo-alaranjada;
  • Aparecimento de massa pulverulenta de uredosporos sobre a mancha;
  • Necrose de partes do tecido foliar.

Folha de cafeeiro com ferrugem

Condições favoráveis para o desenvolvimento da ferrugem

As condições climáticas para o desenvolvimento da ferrugem são alta umidade e calor e a incidência é maior entre novembro e dezembro. A partir de janeiro, começam a surgir as manchas cloróticas, pois é o período mais chuvoso.

Lavouras adensadas também apresentam maiores sintomas de ferrugem, pois têm microclima propício ao desenvolvimento do fungo. A carga de frutos por plantas também influencia na incidência da ferrugem: quanto mais as plantas produzem, mais suscetíveis ficam à doença.

Danos da ferrugem no cafeeiro

A ferrugem do cafeeiro causa os seguintes danos:

  • Desfolha acarretando em prejuízos já naquela safra;
  • Redução da produção;
  • Prejuízos para a próxima safra do cafeeiro.

Monitoramento da ferrugem no cafeeiro

O monitoramento correto deve:

  • Dividir as lavouras em talhões uniformes;
  • Caminhar nas linhas aleatoriamente;
  • Coletar de cinco a dez folhas por planta no terceiro ou quarto par;
  • Localizadas no terço médio da planta;
  • Coletar cerca de 100 a 300 folhas por talhão.

Também é importante realizar o cálculo de incidência. Assim:

Cálculo da incidência da ferrugem no cafeeiro

NÍVEL DE CONTROLE = 5% de incidência

Controle da ferrugem

O manejo de controle contra a ferrugem deve ser preventivo, feito por meio da aplicação de fungicidas cúpricos a base de cobre, moléculas de triazol e estrobilurina, nos meses de novembro até março a abril, dependendo das condições de chuva do ano.

Pensando num método mais prático de controle, no geral, sem as condições climáticas que vão influenciar no manejo, fazemos:

  • Novembro: Aplicação do fungicida cúprico;
  • Dezembro: Aplicação Triazol + Estrobilurina;
  • Janeiro: Aplicação Triazol + Estrobilurina.

Dependendo das condições externas, repetimos em fevereiro e nos meses seguintes a aplicação de Triazol + Estrobilurina.

Caso a lavoura já esteja contaminada, o ideal é entrar com um fungicida rapidamente – alguns desses fungicidas de controle – de preferência o triazol, que é mais rápido, para evitar maiores danos. Geralmente, os mais utilizados são os que controlam a ferrugem por mais tempo; aqueles que têm um período residual maior.

É muito importante conhecer esse período residual do fungicida para saber quantas aplicações devem ser feitas – em alguns casos, duas aplicações serão suficientes para controlar a ferrugem, em outros não, vamos precisar fazer quatro ou mais pulverizações, dependendo da incidência, condições climáticas favoráveis e do fungicida.

Os erros mais comuns no controle da ferrugem normalmente estão relacionados ao prazo de prevenção. É necessário que o produtor esteja atento à incidência da doença, percebendo se está havendo aumento da infestação para conseguir agir com o fungicida.

Outro problema recorrente em fazendas são tratores, implementos mal regulados, pontas de pulverização não aptas à pulverização, manejo – não misturar os produtos corretamente na calda, não colocar na ordem certa no tanque etc.

Nas lavouras de café trabalha-se com o turbo atomizador, ligado com bastante pressão para o vento direcionar as gotas de fungicida no pé de café. Normalmente a ferrugem se instala onde é mais úmido, nas folhas mais velhas. Então, temos que fazer com que essas gotas cheguem no meio da planta, onde a incidência da doença é maior.

No caso dessas aplicações em ambientes de fazenda, as chuvas também são problema, pois ao invés de aplicar o fungicida no período de seca, de carência de chuvas, o produtor faz o contrário.

O fungicida precisa de no mínimo 4h a 6h para penetrar bem na planta. Após esse período pode chover que não há problemas. Mas, se a pulverização for feita às 14h, por exemplo, e chover às 16h, teremos perda com a aplicação do fungicida, que não será absorvido totalmente pela planta, sendo lavado parcialmente.

Assim, mantenha em mente que o controle preventivo é a chave para evitar grandes perdas causadas por essa doença.

Além da ferrugem, é preciso ficar de olho nas outras doenças que podem acometer o cafeeiro, como a Cercosporiose e a Mancha Aureolada.

Também é necessário o monitoramento rigoroso das pragas que afetam o cafeeiro e podem causar defeitos nos grãos.

E-book Cercosporiose do cafeeiro

Obtenha safras mais lucrativas!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café Arábica, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

O post Ferrugem do cafeeiro: o que é e como controlar essa doença? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-controlar-a-ferrugem-no-cafeeiro/feed/ 8