fertilidade Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/fertilidade/ Tue, 17 Jan 2023 17:17:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png fertilidade Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/fertilidade/ 32 32 Indicadores de fertilidade do solo: saiba quais são os principais https://blog.rehagro.com.br/indicadores-de-fertilidade-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/indicadores-de-fertilidade-do-solo/#respond Mon, 12 Jul 2021 13:30:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9400 A fertilidade é a característica que mais evidencia o valor agronômico do solo, e quando não está bem equilibrada, de acordo com o solo e as necessidades da cultura, pode acabar ocasionando perdas na produção. Nesse artigo, trataremos de vários desses indicadores, para que você entenda e possa evitar os prejuízos.  A fertilidade do solo […]

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A fertilidade é a característica que mais evidencia o valor agronômico do solo, e quando não está bem equilibrada, de acordo com o solo e as necessidades da cultura, pode acabar ocasionando perdas na produção. Nesse artigo, trataremos de vários desses indicadores, para que você entenda e possa evitar os prejuízos. 

A fertilidade do solo pode ser modificada pelo homem com certa facilidade para se adequar às exigências das plantas cultivadas, como necessidade de enxofre e fósforo que é bem limitante em nossos solos. Trata-se, pois, de uma característica variável no tempo e com o manejo agrícola. 

fertilidade do soloPreparo do solo.

Mesmo em condições naturais, o fluxo de nutrientes no sistema solo-planta-atmosfera é dinâmico e, portanto, passível de mudanças, cujas magnitudes dependem das condições ecológicas locais e da interação com a exploração agrícola. 

Em solo já cultivado, as mudanças dependem das condições iniciais de cultivo, do manejo adotado, da cultura trabalhada e das condições climáticas locais. 

A agricultura moderna exige a determinação precisa do teor de nutrientes no solo e na planta, para permitir um manejo que aperfeiçoe a produção e que garanta altas rentabilidades, sem perdas de sustentabilidade no tempo, nem danos ambientais ao ecossistema, onde a atividade agrícola está inserida. 

Materiais para análises

A análise de solo e a análise de tecido vegetal constituem as ferramentas apropriadas para isso, viabilizando a avaliação da fertilidade do solo. A partir dos resultados de análise do solo e de tecido vegetal, é possível tomar as decisões técnicas adequadas, levando em conta:

  • Os tipos de fertilizantes necessários; 
  • Quantidades adequadas; 
  • Modo de aplicação e ação;
  • Melhor época de aplicação de corretivos e fertilizantes.
  • Tudo isso para obter as melhores produtividades das diferentes culturas.

fertilidade do solo

Para uso adequado das análises de solo e de tecido vegetal como ferramentas que permitem avaliar a fertilidade e recomendar a correção do solo e adubação das culturas, é importante o entendimento de alguns termos técnicos.

Fertilidade do solo

É a capacidade que o solo tem em fornecer nutrientes para as plantas. É caracterizada pelos teores disponíveis dos nutrientes:

  • N: nitrogênio;
  • P: fósforo;
  • K: potássio;
  • Ca: cálcio;
  • Mg: magnésio;
  • S: enxofre;
  • B: boro;
  • Cl: cloro;
  • Cu: cobre;
  • Fe: ferro;
  • Mn: manganês;
  • Mo: molibdênio;
  • Ni: níquel;
  • Zn: zinco.

Outra característica importante avaliada é a acidez ativa:

  • H: hidrogênio; 
  • Trocável: alumínio – Al;
  • Potencial (H+Al);

E, por fim, o teor de matéria orgânica (MO). Os teores disponíveis de nutrientes são medidos utilizando extratores químicos que simulam a extração de nutrientes pelas raízes das plantas.

Curso Fertilidade do Solo e Nutrição das Plantas

Disponibilidade do nutriente 

A disponibilidade de um nutriente é a porção de seu teor total que o solo pode ceder às plantas durante todo seu ciclo. A esta porção chamamos de lábil ou de fator quantidade. Já a fração do nutriente que está na solução do solo e é facilmente disponível, podendo ser absorvida pelas plantas a qualquer momento, é denominada de fator intensidade. 

A capacidade do solo em manter constante a concentração do nutriente na solução do solo, por meio de reposição a partir dos nutrientes adsorvidos às partículas minerais, chama-se fator capacidade. 

Um solo fértil tende a manter os teores dos nutrientes na solução do solo razoavelmente constantes por longo período de tempo, mesmo em condições normais de cultivo. Um exemplo prático do uso desses conceitos é a análise de fósforo e enxofre no solo: os teores disponíveis desses nutrientes dependem estreitamente da capacidade tampão do solo, de modo que o teor de argila é amplamente utilizado como estimador dessa capacidade.

Teor disponível 

É o teor recuperado do solo por determinado extrator químico, que reflete a quantidade de nutriente que é absorvido e acumulado na planta em condições controladas de cultivo. 

Há diversos extratores químicos e as interpretações dos teores são válidas para cada extrator específico. 

Os elementos trocáveis, de modo geral, (K, Na, Ca, Mg e Al) são pouco influenciados pelos extratores usados no Brasil. No entanto, os teores de fósforo medidos pela resina trocadora de íons (Sistema IAC de Análise de Solo) e pelo extrator duplo ácido (Sistema Embrapa de Análise de Solo) são bem contrastantes em suas características e sensibilidade do fator capacidade tampão de fosfato. 

Em geral, a sensibilidade da resina ao teor de argila do solo é baixa, tornando desnecessária a sua indexação com os teores de argila; já os extratores ácidos, especialmente o Mehlich-1, tem necessidade de classificação dos teores recuperados de fósforo em função do teor de argila do solo, como um estimador de sua capacidade tampão de fosfato.

Nutriente trocável 

É o nutriente presente na superfície das partículas do solo, que é facilmente trocável por outro íon de igual caráter eletrônico, vindo de um sal neutro (por exemplo, K+ do KCl substitui NH4+, Ca2+, Mg2+ e Al3+ adsorvido nas partículas da fração argila) ou de um ácido forte diluído (por exemplo, o ânion fosfato substitui o sulfato; o cloreto substitui o nitrato; ou o H+ do duplo ácido substituindo o K+ e o Na+).

Elementos essenciais

Aqueles cuja deficiência impede que a planta complete seu ciclo vital. Não podem ser substituídos por outros com propriedades semelhantes. 

Elementos que fazem parte de moléculas essenciais ao metabolismo da planta ou que participam diretamente nesse metabolismo. 

Nem todos os elementos encontrados em grandes concentrações nas plantas são essenciais, pois as plantas possuem capacidade limitada de absorção seletiva, podendo absorver elementos não essenciais e até mesmo tóxicos.

Macronutrientes 

São os elementos essenciais que as plantas exigem em grandes quantidades normalmente em kg ha-1.

fertilidade do soloFertilizante do tipo ureia granulada – fornece N.

Fonte: Carlos Dias (Embrapa)

Eles são subdivididos em macronutrientes primários (N, P e K) e secundários (Ca, Mg e S) em função de sua presença predominante ou não na maioria dos fertilizantes comercializados.

Micronutrientes 

São os elementos essenciais que as plantas exigem em pequenas quantidades, geralmente em g ha-1

São eles: B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni e Zn.

Acidez ativa – pH 

A acidez ativa do solo é a concentração hidrogeniônica em solução. 

A escala de pH utilizada para medir a acidez ativa varia de 0 a 14. 

  • Valores de pH entre 2 e 3, indicam a presença de ácidos livres provenientes da pirita que, quando oxidada, passa para H2SO4
  • Quando o pH se situa entre 4 e 5, indica a presença de alumínio trocável. 
  • Quando o pH está em torno de 5,2 a 5,3, o alumínio trocável está quase na sua totalidade insolubilizado e não causa mais danos às raízes. 
  • Solos calcários apresentam pH entre 7 e 8. 
  • Quando o pH é próximo de 9, indica a presença de sódio.

Acidez trocável ou alumínio trocável 

fertilidade do soloAcidez por alumínio em plantas anuais. Fonte: Embrapa

A acidez trocável é representada pelo alumínio (Al3+). 

A presença de alumínio no solo pode inibir o crescimento radicular e influenciar na disponibilidade de outros nutrientes e processos como a mineralização da matéria orgânica. 

A correção do solo com calcário eleva o pH e insolubiliza o Al3+, tornando-o inofensivo para as raízes e processos do solo. 

Insistir em não fazer calagem quando o Al3+ no solo é maior que 0,5 cmolc dm-3, não é recomendado, pois, pode trazer prejuízos com a queda da produtividade. Algumas culturas são mais sensíveis ao Al3+ que outras.

Acidez total ou potencial 

A acidez potencial é composta pela acidez trocável e não trocável e é representada pelo H+Al.

Pode ser obtida diretamente através do método do acetato de cálcio a pH 7. 

O método baseia-se na relação existente entre o pH de uma solução tamponada, adicionada ao solo e o teor de H+Al. 

A relação é dependente de atributos físicos, químicos e mineralógicos do solo.

Capacidade de troca catiônica 

A capacidade de troca catiônica (CTC) pode ser obtida por soma de bases, conforme a fórmula: CTC = Ca2+ + Mg2+ + K+ + H+Al. 

  • Valores maiores do que 15 cmolc dm-3, indicam presença de argila 2:1 na fração argila. 
  • Valores menores que 5 cmolc dm-3, indicam baixo teor de argila ou predominância de argila 1:1 como a caulinita. 

Em solos intemperizados, boa parte da CTC vem da matéria orgânica. 

A capacidade de troca catiônica é um dado a ser considerado no manejo da adubação. Em solos de baixa CTC o parcelamento do nitrogênio e do potássio é necessário para evitar perdas por lixiviação.

Saturação por bases (V%) 

A saturação por bases é a proporção da capacidade de troca catiônica ocupada pelas bases. 

  • Solos com saturação por bases maiores que 70%, indicam bons teores de Ca, Mg e K.
  • Solos com saturação por bases menores que 50%, têm cargas ocupadas por componentes da acidez H ou Al e necessitam de correção. 

Webinar Correção do solo

Solos férteis

Todo aquele que pretende produzir, principalmente culturas anuais, precisa estar ciente que a análise do solo deve ser constante, ao menos a cada nova semeadura.

Conforme você pôde notar no artigo, entender os macro e micronutrientes são essenciais, pois as culturas são dependentes deles, no entanto, há também os limitantes, como o alumínio.

É possível reduzir as perdas ao se adequar o solo, mas mais do que isso, podemos mudar o foco, e nos perguntarmos: como torná-lo ainda mais produtivo? Como conseguir que seu solo esteja adubado o bastante para ter lavouras altamente produtivas?

Saiba mais com o artigo: “A fertilidade do solo para máxima eficiência produtiva: principais aspectos

Alessandro Alvarenga

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Manejo da fertilidade do solo em pastagens: correção e adubação https://blog.rehagro.com.br/fertilidade-do-solo-em-pastagens/ https://blog.rehagro.com.br/fertilidade-do-solo-em-pastagens/#respond Mon, 15 Jun 2020 17:00:03 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7752 Em 2020, fizemos um Webinar Corte sobre “O manejo da fertilidade do solo em pastagens: correção e adubação”. Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% […]

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Em 2020, fizemos um Webinar Corte sobre “O manejo da fertilidade do solo em pastagens: correção e adubação”. Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos.

Quem esteve no comando do evento online foi Adilson Aguiar, Professor do Rehagro e da FAZU/CONSUPEC.

Se você ainda não assistiu a explicação do palestrante, clique no link abaixo:

Manejo da fertilidade do solo

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O aumento na produção de leite reduz a fertilidade das vacas? https://blog.rehagro.com.br/producao-de-leite-reduz-a-fertilidade-das-vacas/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-leite-reduz-a-fertilidade-das-vacas/#comments Mon, 27 Aug 2018 17:51:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4983 Vacas de elevada produção leiteira têm apresentado um aumento gradativo em problemas reprodutivos ao longo dos anos, aparentemente devido a causas multifatoriais. Uma dessas causas, e talvez uma das mais relevantes, seja o próprio crescimento na produção de leite associado ao aumento no consumo de alimento. Diversos trabalhos têm demonstrado uma correlação negativa entre o […]

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Vacas de elevada produção leiteira têm apresentado um aumento gradativo em problemas reprodutivos ao longo dos anos, aparentemente devido a causas multifatoriais.

Uma dessas causas, e talvez uma das mais relevantes, seja o próprio crescimento na produção de leite associado ao aumento no consumo de alimento. Diversos trabalhos têm demonstrado uma correlação negativa entre o aumento da produção de leite e a eficiência reprodutiva em vacas leiteiras.

 

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Nos anos 70, vacas de alta produção leiteira apresentaram taxa de concepção de aproximadamente 50%. Nos anos 90, o mesmo indicador se encontrava na casa dos 40% e hoje se encontra abaixo dos 40%.

Além disso, a taxa de concepção das novilhas tem sido mantida mais ou menos constante ao longo dos anos.

Diante dos fatos, a conclusão mais óbvia é de que o aumento na produção de leite reduz a fertilidade das vacas.

Aumento na produção de leite e a redução da fertilidade

Muitas pessoas tendem a acreditar que na medida em que a produção de leite aumenta, as vacas perdem fertilidade. No entanto, quando isso ocorre, elas se tornam mais exigentes em vários aspectos.

É fato que com o aumento na produção, as vacas passam a comer mais e consequentemente ter maior metabolismo dos hormônios esteróides (estradiol e progesterona) no fígado.

Com o aumento na produção de leite das vacas, houve também aumento na ingestão de matéria seca, o que tem levado a algumas alterações na fisiologia reprodutiva de vacas de alta produção leiteira.

Algumas dessas alterações envolvem o aumento na incidência de ovulações múltiplas e consequentemente maior incidência de partos gemelares, menor duração e intensidade dos estros, mais perdas de gestação, entre outras.

Diversas pesquisas têm sido realizadas para entender os mecanismos e desenvolver tecnologias que nos permitam minimizar os impactos causados por essas alterações.

Muitos desses estudos envolvem a manipulação hormonal do ciclo estral das vacas, com a utilização de estradiol e progesterona exógenos.

  • De modo geral, busca-se elevar a progesterona durante o desenvolvimento folicular e após a ovulação de modo a aumentar a fertilidade dos ovócitos e favorecer o desenvolvimento embrionário inicial.
  • Além disso, o estradiol durante o pró-estro também parece exercer papel fundamental na fertilidade das vacas. Assim, busca-se elevá-lo no pró-estro durante os protocolos para manipulação do ciclo estral, melhorando o transporte dos gametas e potencialmente exercendo algum papel direto na fertilidade dos gametas.

Outro aspecto de extrema relevância é o fato de que quanto maior a produção de leite da vaca maior é a quantidade de calor produzida.

O rúmen de vacas de elevada produção leiteira produz muito calor, acentuando os problemas provocados pelo estresse calórico nestes animais. Diversas pesquisas têm sido desenvolvidas no sentido de tentar controlar e minimizar as perdas provocadas pelo estresse calórico.

De qualquer forma é fundamental oferecer boas condições térmicas para que elas possam produzir e reproduzir de forma mais eficiente.

Para avaliar se a propriedade apresenta problemas de estresse calórico basta medir a temperatura corporal de uma amostra do rebanho. Vacas com temperatura acima de 39,1ºC começam a apresentar perdas provocadas pelo estresse calórico.

Período de transição

Outro ponto de extrema importância para se maximizar a eficiência reprodutiva em vacas de alta produção leiteira é o bom manejo dessas vacas durante o período de transição, que compreende os 21 dias pré e pós parto.

Antes do parto é normal que ocorra queda na ingestão de matéria seca. No entanto, esta queda não pode ser tão acentuada. Assim, é fundamental que as vacas sejam movidas para o lote maternidade com boa condição corporal, uma vez que vacas obesas apresentam queda mais acentuada no consumo de matéria seca, agravando os problemas de saúde após o parto.

De modo geral, vacas que comem mais antes do parto, comerão mais após o parto, reduzindo a intensidade do balanço energético negativo e consequentemente retornando à ciclicidade ovariana mais cedo com maior fertilidade. 

Assim, precisamos facilitar o acesso das vacas à comida de boa qualidade nesse período para maximizar a eficiência reprodutiva.

Além disso, vacas que perdem mais condição corporal após a parição demoram mais para retomar a ciclicidade ovariana, apresentam menor taxa de concepção e maior perda de gestação após a primeira inseminação.

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Grande parte dos problemas que levam à ineficiência reprodutiva em rebanhos leiteiros é a alta incidência de doenças após a parição, que estão associadas não só ao atraso ao retorno à ciclicidade ovariana, mas também pior fertilidade após a inseminação e alta incidência de perdas de prenhez.

Muitas dessas doenças estão relacionadas à queda de imunidade que vacas de alta produção leiteira enfrentam no período de transição. Assim, é necessário se atentar ainda mais ao balanceamento das dietas nesse período.

Dois componentes da dieta de extrema importância para o bom funcionamento do sistema imune são o cálcio e a vitamina E.

  • Cálcio: participa ativamente no processo de funcionamento das células de defesa, além de participar da condução de impulsos nervosos e contração muscular, entre outros.
  • Vitamina E: é um agente antioxidante que melhora o funcionamento das células de defesa em vacas que enfrentam qualquer grau de estresse oxidativo.

Vacas de alta produção leiteira precisam mobilizar grandes volumes de cálcio do sangue e dos ossos para produção do colostro.

Em alguns casos, isso estimula a ocorrência de hipocalcemia clínica e em outros, leva à ocorrência de hipocalcemia subclínica; ambas responsáveis pela maior incidência de inúmeras outras doenças que afetam não só a eficiência reprodutiva, mas também a produção de leite das vacas.

Além disso, grande parte da vitamina E (α-tocoferol) circulante no sangue é eliminada via colostro, que associado à menor ingestão de matéria seca dessas vacas no período pré-parto aumentam a exigência desse nutriente em vacas de elevada produção leiteira.

Dessa forma, ao formular dietas para vacas no período de transição é fundamental atentar a esses detalhes. Existem várias formas de controlar os problemas citados acima, como alterar o balanceamento do cálcio da dieta para minimizar a incidência de hipocalcemia subclínica, fornecer dietas aniônicas, fornecer às vacas a quantidade de vitamina E recomendada pelo NRC, entre outros.

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Como realizar a análise da amostragem de solo corretamente? https://blog.rehagro.com.br/amostra-de-solo-para-calagem-e-adubacao/ https://blog.rehagro.com.br/amostra-de-solo-para-calagem-e-adubacao/#respond Mon, 09 Jul 2018 18:21:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4682 O solo é um dos componentes mais essenciais para a agricultura. É ele quem sustenta as lavouras, fornece a maior parte dos nutrientes que a cultura precisa e, de acordo com suas características, pode aumentar significativamente o volume de produção. Assim, notamos a importância desse recurso natural, mas como torná-lo adequado para nossas culturas? A […]

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O solo é um dos componentes mais essenciais para a agricultura. É ele quem sustenta as lavouras, fornece a maior parte dos nutrientes que a cultura precisa e, de acordo com suas características, pode aumentar significativamente o volume de produção.

Assim, notamos a importância desse recurso natural, mas como torná-lo adequado para nossas culturas? A resposta disso vai depender do tipo de solo, minerais e nutrientes disponíveis. É por meio de dados como esse, que o produtor poderá fornecer exatamente o que sua lavoura precisa.

Para proceder a essa análise do solo, existem técnicas específicas para tornar os dados mais precisos e corretos.

O primeiro passo é a coleta da amostra. Essa etapa é a mais crítica, já que uma pequena porção de terra deverá representar alguns milhares de toneladas de solo. 

Quando uma amostragem é mal executada, todo o processo de análise e interpretação fica comprometido, podendo causar grandes prejuízos. Então confira neste artigo, os procedimentos corretos.

Seleção da gleba

O termo gleba é utilizado para áreas uniformes com relação às características importantes do solo, tais como: 

  • Cor do solo;
  • Drenagem;
  • Posição na encosta;
  • Cultura explorada;
  • Textura do solo;
  • Histórico da área. 

Para que uma amostra seja representativa, devemos dividir a área com base nas características acima, tomando o cuidado para que uma gleba não seja superior a 10 ha.

Vista aérea de um campo dividido em quatro glebas diferentes.

Exemplo de divisão de área: as glebas 1 e 2 são separadas em função do tipo de exploração, enquanto as glebas 3 e 4 são diferentes por causa da declividade.

Como teremos amostras distintas, é conveniente desenhar um pequeno mapa da propriedade para identificar de forma segura a gleba que foi amostrada.

Como selecionar a amostra do solo?

Para fins de fertilidade, a amostra pode ser coletada com enxada, enxadão + pá de corte ou trado, balde e saco plástico com etiqueta de identificação. 

Todos os recipientes e materiais devem estar devidamente limpos para evitar contaminações da amostra.

Ilustração de como realizar a retirada da amostra do solo com diferentes ferramentas.

Pá-de-corte e diferentes modelos de trados utilizados para realizar a amostragem

Ferramentas utilizadas para realizar a retirada de amostragem do solo.

Pessoa retirando uma amostra do solo utilizando um trado.

(Brasil, 2002)

Época de amostragem de solo

  • Culturas anuais: a amostragem deve ser feita alguns meses antes do plantio. 
  • Culturas perenes: a amostragem deve ser feita no final do período chuvoso ou após a colheita.

Quando coletar

Para solos explorados de forma intensiva, deve-se realizar ao menos uma amostragem ao ano, independente da cultura.

Em cultivos convencionais, as amostragens podem ser realizadas em intervalos de 2 ou 3 anos, visto que as aplicações anuais de adubo levam alguns anos para alterar os níveis dos elementos no solo. 

O efeito residual do calcário dispensa amostragens anuais.

Solos com características muito arenosas ou de acidez elevada, merecem amostras mais frequentes.

Profundidade da amostra

As análises de rotina são realizadas com amostras na profundidade de 0 a 20 cm. No entanto, em diversas situações, essa profundidade não é suficiente.

Tanto para culturas anuais sob sistema de plantio direto, quanto em manutenção de pastagens adubadas, a amostragem deve ser executada de 0 a 10 cm e 10 a 20 cm.

Para implantação de culturas perenes ou quando se usa gesso, são necessárias amostras mais profundas de 20 cm (0 a 20, 20 a 40 e 40 a 60 cm). 

A amostragem nas camadas subsuperficiais é realizada no mesmo ponto de coleta das camadas superficiais, com cuidado para evitar contaminar as camadas inferiores.

A coleta

Para a realização de uma amostragem adequada, deve-se escolher aleatoriamente um ponto na gleba. Realiza-se uma limpeza superficial nesse local com auxílio de uma enxada. Em seguida, com o uso do trado, coleta-se uma amostra na profundidade desejada.

Ilustração com a posição adequada para coleta de amostra em glebas.

Foto de um homem retirando amostra do solo e colocando em um saco para transporte.

Posição adequada para coleta das amostras em culturas anuais e perenes.

Se a ferramenta utilizada for o enxadão, abre-se uma valeta conforme ilustra a figura 4, e com auxílio da pá de corte, retira-se uma fatia de 3 cm de espessura, desprezando-se as laterais e colocando a parte central no balde plástico limpo.

Essa operação deverá ser repetida pelo menos 20 vezes dentro da mesma gleba, caminhando-se ao acaso e em zigue-zague na área (Figura 4), para cada uma das profundidades amostradas.

Não devem ser coletadas amostras em locais atípicos da paisagem, como nas proximidades das casas, galpões, brejos, voçorocas, trilho de animais, formigueiros etc., evitando introduzir erros na amostragem.

Sequência de operações na coleta de amostra do solo

Sequência de operações na coleta de amostra do solo, utilizando-se de enxadão e pá-de-corte 

Sequencia de retirada de amostra do solo

(Brasil, 2002)

Remessa

Após a coleta das amostras, o solo deve ser misturado, obtendo-se uma amostra composta uniforme. Dela se separam 300 gramas em saco plástico limpo com etiqueta. 

Cada amostra composta deve ser identificada com data, local, profundidade da coleta e enviada para um laboratório credenciado. 

Caso não seja possível encaminhá-las em menos de 12 horas, as amostras devem ser secas à sombra, em local protegido de poeira ou qualquer outro resíduo, e encaminhar para o laboratório logo que possível.

Preencha o formulário fornecido pelo laboratório, visando melhor conhecimento do solo, manejo e facilitar a interpretação dos resultados. 

Não deixe de realizar a análise do solo! É um investimento muito pequeno comparado aos benefícios que ela propicia. É por meio dela que você poderá predizer quais nutrientes sua cultura precisa para expressar seu máximo potencial produtivo.

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Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

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Alessandro Alvarenga

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Fertilidade do solo: principais conceitos para aumentar a produtividade https://blog.rehagro.com.br/fertilidade-do-solo-conceitos-basicos/ https://blog.rehagro.com.br/fertilidade-do-solo-conceitos-basicos/#respond Thu, 21 Jun 2018 18:43:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4447 Um solo fértil é um solo com grande capacidade de fornecer nutrientes para a planta. Em geral, os solos brasileiros são pobres em nutrientes e ácidos (70% dos solos cultivados tem limitação séria de fertilidade), sendo, portanto, geralmente necessário à aplicação de corretivos e fertilizantes, tomando o cuidado para que sejam aplicados na dosagem correta. […]

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Um solo fértil é um solo com grande capacidade de fornecer nutrientes para a planta.

Em geral, os solos brasileiros são pobres em nutrientes e ácidos (70% dos solos cultivados tem limitação séria de fertilidade), sendo, portanto, geralmente necessário à aplicação de corretivos e fertilizantes, tomando o cuidado para que sejam aplicados na dosagem correta.

Para alcançar o máximo de fertilidade é preciso conhecer o solo da propriedade, peculiaridades e características para que o manejo seja muito bem feito e que os resultados na lavoura sejam fantásticos.

 

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Pontos importantes e determinantes para a fertilidade do solo

  • 17 elementos químicos são necessários para a nutrição das plantas, sendo 14 deles fornecidos pelo solo. O primeiro papel do solo é de fornecedor esses elementos químicos essenciais para que a planta se desenvolva.
  • A água é o principal fator limitante de produção máxima, sendo a fertilidade o segundo.
  • Cada solo tem uma capacidade diferente de fornecer nutrientes para as plantas em função de suas características químicas, físicas e biológicas.
  • O manejo dos nutrientes para o solo é específico para cada tipo de solo e de cultura.

Algumas características são tão determinantes para se trabalhar a fertilidade do solo que são denominadas “Leis da Fertilidade do Solo”.

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Leis da fertilidade do solo

É necessário conhece-las para definir as ações e conseguir atuar na melhoria da fertilidade do solo e alcançar máxima produtividade:

Lei do Mínimo

“A produção das culturas é limitada pelo nutriente em menor disponibilidade no solo, mesmo que todos os outros estejam disponíveis e em quantidade adequada”.

A Lei do Mínimo nos permite concluir que a planta precisa de todos os 14 nutrientes em suas quantidades adequadas para uma produção sustentável e em grande escala.

Lei dos Incrementos Decrescentes

“Ao se adicionar doses crescentes de um nutriente, o maior incremento em produção é obtido com a primeira dose. Com aplicações sucessivas do nutriente, os incrementos de produção são cada vez menores”. 

A Lei dos Incrementos Decrescentes dita que o aumento da produção com aplicação de fertilizantes e corretivos não é linear.

O manejo correto da fertilidade é responsável pela maior parcela dos ganhos de produtividade obtidos com o uso de práticas culturais recomendadas para as diversas culturas.

Isto quer dizer que, se avaliarmos a fertilidade do solo de maneira correta, aplicaremos a quantidade correta de fertilizantes e corretivos necessária para explorarmos o máximo de produção que aquela cultura pode nos oferecer. Por isso, conhecer os conceitos básicos sobre fertilidade do solo é fundamental.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

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Controle de mastite e qualidade do leite: principais pontos de atuação https://blog.rehagro.com.br/controle-de-mastite-e-qualidade-do-leite/ https://blog.rehagro.com.br/controle-de-mastite-e-qualidade-do-leite/#comments Mon, 18 Jun 2018 12:20:13 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4342 As exigências por qualidade de leite e a interferência dos parâmetros de qualidade na remuneração do produtor de leite vieram para ficar. Nesse cenário, devemos encarar o controle da mastite como uma prioridade nos sistemas de produção leiteira. A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e […]

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As exigências por qualidade de leite e a interferência dos parâmetros de qualidade na remuneração do produtor de leite vieram para ficar. Nesse cenário, devemos encarar o controle da mastite como uma prioridade nos sistemas de produção leiteira.

A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e a qualidade do leite produzido. Não é à toa, portanto, que a mastite é geralmente a doença que ocasiona os maiores prejuízos na atividade. 

 

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Vários são os agentes que podem causar mastite, mas o Staphylococcus aureus é, sem dúvida alguma, o principal deles, demandando grandes esforços e conhecimento para o seu controle.

Qualidade do leite e controle da mastite staphylococcus aureus

O S. aureus tem a capacidade de colonizar o epitélio dos tetos, principalmente se a pele se encontra lesada ou ressecada. Uma vez dentro da glândula mamária, o S. aureus segue um padrão longo de infecção, levando a um aumento significativo da contagem de células somáticas (CCS) e causando graves lesões, que irão reduzir a qualidade do leite e o potencial produtivo da glândula mamária.

Na figura a seguir, é possível identificar os diferentes estágios da infecção dentro da glândula mamária. O início ocorre com a adesão da bactéria aos tecidos da glândula (A), migração de glóbulos brancos (células somáticas) para dentro da glândula (C), obstrução das vias de drenagem por coágulos de leite e destruição do tecido que fica incapaz de produzir leite (F).

Ilustração de glândula mamária com mastiteEsquema ilustrativo da infecção intramamária por Staphylococcus aureus.

A próxima figura demonstra, macroscopicamente, a capacidade destruidora desse agente e o enorme prejuízo que pode causar deixando glândulas mamárias improdutivas.

Lesões na glândula mamária provocadas pela mastiteVisualização macroscópica das lesões da glândula mamária em casos crônicos de mastite.

Diagnóstico da mastite

O S. aureus se comporta de forma contagiosa, passando de animal para animal no momento da ordenha. Como em qualquer doença de comportamento contagioso, a identificação dos animais infectados é fundamental para o seu controle. O S. aureus causa, na maioria das vezes, mastite subclínica de longa duração com ocorrência de casos clínicos esporádicos.

Portanto, o monitoramento mensal da contagem de células somáticas das vacas em lactação é de grande importância. Pode sugerir a presença e o comportamento do agente no rebanho, como por exemplo, sua introdução, disseminação ou controle.

Controle da qualidade do leite

No entanto, em vista da existência de outros agentes que se comportam da mesma forma, o isolamento através do cultivo microbiológico do leite é fundamental. Para isso, amostras de leite devem ser coletadas de maneira asséptica, congeladas e enviadas para laboratório de microbiologia.

Uma parcela considerável das amostras enviadas geram resultados falso-negativos, já que S. aureus muitas vezes são eliminados de forma cíclica ou em baixo número na glândula mamária. Portanto, 3 amostras semanais de cada animal são necessárias para identificação eficiente de todas as vacas infectadas por S. aureus.

Controle da mastite

Controle da mastite

Os pontos fundamentais de atuação para o controle da mastite contagiosa são:

  1. Rotina higiênica de ordenha, focando na desinfecção dos tetos após a ordenha (pós-dipping);
  2. Funcionamento adequado do equipamento de ordenha;
  3. Terapia de vaca seca (TVS) em todos os quartos mamários;
  4. Segregação e/ou linha de ordenha;
  5. Tratamento de casos clínicos e alguns subclínicos;
  6. Descarte de animais com infecção crônica;
  7. Melhoria do “status” imunológico dos animais via redução de estresse, suplementação adequada de vitaminas e minerais ou mesmo vacinações.

Para um eficiente controle do S. aureus em rebanhos leiteiros é fundamental que todos esses pontos sejam implementados e gerenciados rotineiramente nas propriedades leiteiras, além da orientação técnica de um profissional competente, levando a um comprometimento de toda a equipe vinculada ao sistema produtivo.

Pós-Dipping

A imersão dos tetos com produto germicida logo após a ordenha é fundamental para evitar que microrganismos contagiosos como o S.aureus se instalem na superfície dos tetos ou no canal do teto. Portanto, toda a superfície dos tetos deve ser coberta pelo produto a fim de reduzir a população de S. aureus no rebanho e, por consequência, reduzir a ocorrência de novas infecções.

Segregação / linha de ordenha

Identificar os animais infectados e ordenhá-los após os animais sadios é fundamental para o controle do S.aureus. A glândula mamária infectada é o principal reservatório deste agente no sistema e sua disseminação ocorre no momento da ordenha. Portanto, separar os animais doentes para o final da ordenha evita a ocorrência de novas infecções.

Terapia com antibióticos

O S. aureus é um agente invasivo, que se aloja em áreas profundas da glândula, geralmente com formação de microabscessos. Nessas áreas, a penetração do antibiótico é geralmente reduzida, o que dificulta a eliminação desse agente via antibioticoterapia.

Além disso, o S. aureus é, geralmente, resistentes a alguns antimicrobianos (especialmente β-lactâmicos). Portanto, a eliminação de infecções intramamárias de S. aureus pelo tratamento com antibióticos durante a lactação, normalmente, é antieconômica e de baixa eficácia.

Por outro lado, o tratamento com antibióticos na secagem do animal (terapia de vaca seca -TVS) permite a infusão de um produto de maior duração na glândula, o que aumenta a eficiência do tratamento. Taxas de cura giram em torno de 20 a 85% e, portanto, a infusão de todos os quartos de todas as vacas na secagem é um método essencial para o controle do S. aureus.

Uma estratégia interessante e comprovada por nossa equipe recentemente se refere à associação de uma vacina contra S. aureus à terapia de vaca seca. Essa associação aumentou a taxa de cura em 48% se comparada à TVS sozinha.

Taxa de cura pós-partoTaxa de cura pós-parto de quartos mamários de vacas submetidas ou não à vacinação na secagem em associação à terapia de vaca seca (TVS)

Em resumo, diagnosticar e controlar a mastite por S. aureus são tarefas difíceis e que exigem orientação e dedicação. Não raramente, temos encontrado propriedades que revelaram o controle desse agente durante os anos, chegando, em certos casos, a prevalências superiores a 50% no rebanho.

Em um cenário futuro, onde a qualidade do leite estará interferindo cada vez mais na remuneração do produtor, relevar o controle desse agente hoje pode trazer perdas econômicas irreparáveis e até mesmo inviabilizar muitas propriedades.

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3 erros cometidos na hora de realizar o manejo do pasto: saiba quais são https://blog.rehagro.com.br/tres-grandes-erros-no-manejo-de-pasto/ https://blog.rehagro.com.br/tres-grandes-erros-no-manejo-de-pasto/#comments Thu, 14 Jun 2018 15:10:12 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4250 Você se preocupa mais com a suplementação e deixa o manejo de pasto de lado? Não faça isso! A suplementação dos animais criados a pasto é fundamental para a eficiência nesse tipo de sistema. No entanto, assim como o nome sugere, o suplemento trabalha apenas de forma suplementar à principal fonte de alimento dos bovinos […]

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Você se preocupa mais com a suplementação e deixa o manejo de pasto de lado? Não faça isso!

A suplementação dos animais criados a pasto é fundamental para a eficiência nesse tipo de sistema. No entanto, assim como o nome sugere, o suplemento trabalha apenas de forma suplementar à principal fonte de alimento dos bovinos criados nessas condições: a pastagem.

Seja para garantir um bom ECC (escore de condição corporal) de vacas em pastagens de brachiaria, ou seja para maximizar o desempenho da recria em pastagens de mombaça, o principal foco e objetivo do produtor deve ser a eficiência na produção e na colheita da pastagem.

 

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O planejamento e equilíbrio devem ser o foco do negócio. É de grande importância que o produtor saiba manejar o pasto de acordo com as estações do ano, sempre ajustar a taxa de lotação e realizar correções de solo e adubação de forma correta, quando for necessário.

Adotando eficientes práticas de manejo da pastagem você certamente aumentará a produtividade e a rentabilidade do seu negócio.

De olho no planejamento forrageiro

O primeiro passo para todo processo produtivo deve ser o planejamento. Independente dos desafios ou alternativas a serem seguidos, o planejamento é fundamental para o sucesso do negócio, e assim também deve ser a dinâmica na produção dos animais criados a pasto.

Entender e planejar as etapas do processo e as variáveis daquele sistema é o primeiro passo para o sucesso.

Precisamos responder algumas perguntas básicas antes de realizarmos qualquer ação na fazenda. Por exemplo, em uma propriedade, temos o objetivo de recriar dois mil animais. Antes de alocar os animais na propriedade, devemos perguntar:

  • É viável fazer isso?
  • Eu vou conseguir proporcionar condições para o ganho de peso desses animais e sustentar o bom rendimento da fazenda o ano inteiro com essa taxa de lotação?
  • Será que eu estou considerando as diferenças de produção de matéria seca da forragem nas estações do ano?
  • A infraestrutura da propriedade é suficiente para o objetivo?
  • O meu pasto comporta essa carga animal?

As respostas para essas perguntas nem sempre são simples. Antes de simplesmente comprar uma quantidade de animais e alocar na fazenda ou comprar todo o adubo e corretivo para aquela área, deve haver um planejamento prévio, levando-se em conta a área de forragem efetiva disponível, os dados climáticos da região (temperatura ao longo dos meses, índice pluviométrico e taxa de luminosidade), a espécie forrageira utilizada, e principalmente o objetivo desejado para determinado lote.

Ah! Não podemos esquecer de um detalhe fundamental, observar o fluxo de caixa da fazenda, principalmente quando pensamos em intensificação de áreas.

Quando esses cuidados não são levados em consideração, o produtor pode ter prejuízos. A superlotação é um deles, pois a alta taxa de lotação em áreas de pastagem acarreta o surgimento de plantas invasoras e um processo contínuo de degradação das áreas.

Isso traz consequências para o potencial produtivo da fazenda, pois ocasiona menor área efetiva de pasto, reduzindo ainda mais a capacidade suporte da fazenda, virando uma “bola de neve”, cada ano menos produtiva.

A sequência desse processo por longo período de tempo acarreta a necessidade ou quase obrigatoriedade do produtor realizar a reforma do pasto para continuar com processo produtivo na fazenda, aumentando de forma significativa o custo de produção e reduzindo a rentabilidade do negócio.

Manutenção da fertilidade do solo

A manutenção das pastagens com a utilização de corretivos, fertilizantes e o combate às plantas invasoras são medidas fundamentais para que as pastagens entreguem excelente produtividade, elevando a capacidade de suporte da fazenda.

Assista a uma aula incrível e completa sobre o assunto, com o especialista Rodrigo Amorim, da Embrapa Gado de Corte:

Webinar Manejando Pastagens

As forrageiras são culturas perenes, ou seja, não precisam ser reformadas ano após ano como as culturas anuais do milho, sorgo e soja. Plantas perenes são resistentes, mas precisam de manutenção e, principalmente, de um manejo adequado para permanecerem vigorosas e produtivas.

O ideal é que anualmente seja realizada, de maneira criteriosa, uma avaliação das pastagens contemplando, inclusive, análises do solo nos piquetes, sendo possível, a partir dessa análise, o planejamento e as intervenções necessárias que garantirão a perpetuidade da área produtiva.

Cada espécie forrageira requer um nível de exigência em fertilidade, pluviometria e até mesmo são mais ou menos resistentes às variações de temperatura, principalmente à baixas temperaturas.

Um dos pontos importantes na escolha da forrageira, sem dúvida, é a fertilidade da área a ser implementada. Colocar forrageiras mais exigentes em solos pobres em nutrientes, sem realizar a correção e adubação da pastagem, pode gerar queda da produtividade e consequente degradação.

Sendo assim, o primeiro erro a ser observado é a escolha inadequada da espécie forrageira e, principalmente, a ausência de manutenções corretamente realizadas nas áreas empastadas.

Diferenças de manejo

É preciso saber as características de cada gramínea para poder manejá-la de forma adequada. Cada espécie forrageira detém em suas características anatômicas e fisiológicas, fatores que determinam suas condições de crescimento, de rebrota, de emissão de folhas e caules, que impactarão diretamente na forma como devem ser manejadas.

Cada gramínea deve ser manejada, independente do sistema de pastoreio, rotativo ou contínuo, respeitando a altura correta de entrada e saída dos animais. Essas alturas são definidas após a observação do que chamamos de interceptação luminosa, ou seja, do momento exato de crescimento da planta onde as folhas emitidas bloqueiem cerca de 95% dos raios solares que chegam à base da planta.

Esse momento em específico foi determinado através de pesquisas, pois a partir dele a planta começa a apresentar a presença de material senescente (morto) em sua base, e principalmente por iniciar a emissão de caules, na busca por maior luminosidade.

Além disso, sabemos que quanto maior a proporção de caule em relação às folhas, menor tende a ser o desempenho dos animais que consomem aquela forrageira.

A altura de saída ou o resíduo deixado após o pastoreio dos animais também deve ser respeitada e é de grande importância para que se tenha naquele dossel uma rebrota adequada. Quando não manejamos dentro desses critérios, corremos sérios riscos de reduzir desempenho animal, degradar o dossel, entre outros fatores prejudiciais à produção.

Desrespeitar o desenvolvimento das plantas e realizar o manejo imperfeito da colheita dos pastos é erro determinante no fracasso da produção de gado a pasto.

O erro da adubação sem ajuste de carga

O ajuste de carga, ou seja, relacionar a carga animal à disponibilidade de forragem, é ponto fundamental para aumentar a produtividade.

Deve-se ter em mente quanto do pasto produzido é possível colher através da eficiência de pastejo sem que a condição de crescimento da forrageira seja afetada de forma negativa.

Dica importante: não adianta adubar o solo para produzir mais forragem, se não tivermos recurso em caixa. Pois, se não conseguirmos comprar o número de cabeças ideal para ajustar a lotação, muito tempo e dinheiro será perdido.

Além de ter desembolsado um alto valor com insumos, a qualidade da pastagem irá cair, pois o ponto de colheita provavelmente irá passar e então ocorrerá um alongamento de hastes e consequentemente uma queda no desempenho dos animais. Assim, o custo irá aumentar, piorando o resultado da fazenda.

Adubar e não colher o pasto da forma correta também é um grande erro que devemos evitar em nossas propriedades.

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Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

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