O post Indicadores de fertilidade do solo: saiba quais são os principais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A fertilidade do solo pode ser modificada pelo homem com certa facilidade para se adequar às exigências das plantas cultivadas, como necessidade de enxofre e fósforo que é bem limitante em nossos solos. Trata-se, pois, de uma característica variável no tempo e com o manejo agrícola.
Preparo do solo.
Mesmo em condições naturais, o fluxo de nutrientes no sistema solo-planta-atmosfera é dinâmico e, portanto, passível de mudanças, cujas magnitudes dependem das condições ecológicas locais e da interação com a exploração agrícola.
Em solo já cultivado, as mudanças dependem das condições iniciais de cultivo, do manejo adotado, da cultura trabalhada e das condições climáticas locais.
A agricultura moderna exige a determinação precisa do teor de nutrientes no solo e na planta, para permitir um manejo que aperfeiçoe a produção e que garanta altas rentabilidades, sem perdas de sustentabilidade no tempo, nem danos ambientais ao ecossistema, onde a atividade agrícola está inserida.
A análise de solo e a análise de tecido vegetal constituem as ferramentas apropriadas para isso, viabilizando a avaliação da fertilidade do solo. A partir dos resultados de análise do solo e de tecido vegetal, é possível tomar as decisões técnicas adequadas, levando em conta:

Para uso adequado das análises de solo e de tecido vegetal como ferramentas que permitem avaliar a fertilidade e recomendar a correção do solo e adubação das culturas, é importante o entendimento de alguns termos técnicos.
É a capacidade que o solo tem em fornecer nutrientes para as plantas. É caracterizada pelos teores disponíveis dos nutrientes:
Outra característica importante avaliada é a acidez ativa:
E, por fim, o teor de matéria orgânica (MO). Os teores disponíveis de nutrientes são medidos utilizando extratores químicos que simulam a extração de nutrientes pelas raízes das plantas.
A disponibilidade de um nutriente é a porção de seu teor total que o solo pode ceder às plantas durante todo seu ciclo. A esta porção chamamos de lábil ou de fator quantidade. Já a fração do nutriente que está na solução do solo e é facilmente disponível, podendo ser absorvida pelas plantas a qualquer momento, é denominada de fator intensidade.
A capacidade do solo em manter constante a concentração do nutriente na solução do solo, por meio de reposição a partir dos nutrientes adsorvidos às partículas minerais, chama-se fator capacidade.
Um solo fértil tende a manter os teores dos nutrientes na solução do solo razoavelmente constantes por longo período de tempo, mesmo em condições normais de cultivo. Um exemplo prático do uso desses conceitos é a análise de fósforo e enxofre no solo: os teores disponíveis desses nutrientes dependem estreitamente da capacidade tampão do solo, de modo que o teor de argila é amplamente utilizado como estimador dessa capacidade.
É o teor recuperado do solo por determinado extrator químico, que reflete a quantidade de nutriente que é absorvido e acumulado na planta em condições controladas de cultivo.
Há diversos extratores químicos e as interpretações dos teores são válidas para cada extrator específico.
Os elementos trocáveis, de modo geral, (K, Na, Ca, Mg e Al) são pouco influenciados pelos extratores usados no Brasil. No entanto, os teores de fósforo medidos pela resina trocadora de íons (Sistema IAC de Análise de Solo) e pelo extrator duplo ácido (Sistema Embrapa de Análise de Solo) são bem contrastantes em suas características e sensibilidade do fator capacidade tampão de fosfato.
Em geral, a sensibilidade da resina ao teor de argila do solo é baixa, tornando desnecessária a sua indexação com os teores de argila; já os extratores ácidos, especialmente o Mehlich-1, tem necessidade de classificação dos teores recuperados de fósforo em função do teor de argila do solo, como um estimador de sua capacidade tampão de fosfato.
É o nutriente presente na superfície das partículas do solo, que é facilmente trocável por outro íon de igual caráter eletrônico, vindo de um sal neutro (por exemplo, K+ do KCl substitui NH4+, Ca2+, Mg2+ e Al3+ adsorvido nas partículas da fração argila) ou de um ácido forte diluído (por exemplo, o ânion fosfato substitui o sulfato; o cloreto substitui o nitrato; ou o H+ do duplo ácido substituindo o K+ e o Na+).
Aqueles cuja deficiência impede que a planta complete seu ciclo vital. Não podem ser substituídos por outros com propriedades semelhantes.
Elementos que fazem parte de moléculas essenciais ao metabolismo da planta ou que participam diretamente nesse metabolismo.
Nem todos os elementos encontrados em grandes concentrações nas plantas são essenciais, pois as plantas possuem capacidade limitada de absorção seletiva, podendo absorver elementos não essenciais e até mesmo tóxicos.
São os elementos essenciais que as plantas exigem em grandes quantidades normalmente em kg ha-1.
Fertilizante do tipo ureia granulada – fornece N.
Fonte: Carlos Dias (Embrapa)
Eles são subdivididos em macronutrientes primários (N, P e K) e secundários (Ca, Mg e S) em função de sua presença predominante ou não na maioria dos fertilizantes comercializados.
São os elementos essenciais que as plantas exigem em pequenas quantidades, geralmente em g ha-1.
São eles: B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni e Zn.
A acidez ativa do solo é a concentração hidrogeniônica em solução.
A escala de pH utilizada para medir a acidez ativa varia de 0 a 14.
Acidez por alumínio em plantas anuais. Fonte: Embrapa
A acidez trocável é representada pelo alumínio (Al3+).
A presença de alumínio no solo pode inibir o crescimento radicular e influenciar na disponibilidade de outros nutrientes e processos como a mineralização da matéria orgânica.
A correção do solo com calcário eleva o pH e insolubiliza o Al3+, tornando-o inofensivo para as raízes e processos do solo.
Insistir em não fazer calagem quando o Al3+ no solo é maior que 0,5 cmolc dm-3, não é recomendado, pois, pode trazer prejuízos com a queda da produtividade. Algumas culturas são mais sensíveis ao Al3+ que outras.
A acidez potencial é composta pela acidez trocável e não trocável e é representada pelo H+Al.
Pode ser obtida diretamente através do método do acetato de cálcio a pH 7.
O método baseia-se na relação existente entre o pH de uma solução tamponada, adicionada ao solo e o teor de H+Al.
A relação é dependente de atributos físicos, químicos e mineralógicos do solo.
A capacidade de troca catiônica (CTC) pode ser obtida por soma de bases, conforme a fórmula: CTC = Ca2+ + Mg2+ + K+ + H+Al.
Em solos intemperizados, boa parte da CTC vem da matéria orgânica.
A capacidade de troca catiônica é um dado a ser considerado no manejo da adubação. Em solos de baixa CTC o parcelamento do nitrogênio e do potássio é necessário para evitar perdas por lixiviação.
A saturação por bases é a proporção da capacidade de troca catiônica ocupada pelas bases.
Todo aquele que pretende produzir, principalmente culturas anuais, precisa estar ciente que a análise do solo deve ser constante, ao menos a cada nova semeadura.
Conforme você pôde notar no artigo, entender os macro e micronutrientes são essenciais, pois as culturas são dependentes deles, no entanto, há também os limitantes, como o alumínio.
É possível reduzir as perdas ao se adequar o solo, mas mais do que isso, podemos mudar o foco, e nos perguntarmos: como torná-lo ainda mais produtivo? Como conseguir que seu solo esteja adubado o bastante para ter lavouras altamente produtivas?
Saiba mais com o artigo: “A fertilidade do solo para máxima eficiência produtiva: principais aspectos”

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]]>O post Manejo da fertilidade do solo em pastagens: correção e adubação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos.
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]]>O post O aumento na produção de leite reduz a fertilidade das vacas? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma dessas causas, e talvez uma das mais relevantes, seja o próprio crescimento na produção de leite associado ao aumento no consumo de alimento. Diversos trabalhos têm demonstrado uma correlação negativa entre o aumento da produção de leite e a eficiência reprodutiva em vacas leiteiras.
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Nos anos 70, vacas de alta produção leiteira apresentaram taxa de concepção de aproximadamente 50%. Nos anos 90, o mesmo indicador se encontrava na casa dos 40% e hoje se encontra abaixo dos 40%.
Além disso, a taxa de concepção das novilhas tem sido mantida mais ou menos constante ao longo dos anos.
Diante dos fatos, a conclusão mais óbvia é de que o aumento na produção de leite reduz a fertilidade das vacas.
Muitas pessoas tendem a acreditar que na medida em que a produção de leite aumenta, as vacas perdem fertilidade. No entanto, quando isso ocorre, elas se tornam mais exigentes em vários aspectos.
É fato que com o aumento na produção, as vacas passam a comer mais e consequentemente ter maior metabolismo dos hormônios esteróides (estradiol e progesterona) no fígado.
Com o aumento na produção de leite das vacas, houve também aumento na ingestão de matéria seca, o que tem levado a algumas alterações na fisiologia reprodutiva de vacas de alta produção leiteira.
Algumas dessas alterações envolvem o aumento na incidência de ovulações múltiplas e consequentemente maior incidência de partos gemelares, menor duração e intensidade dos estros, mais perdas de gestação, entre outras.
Diversas pesquisas têm sido realizadas para entender os mecanismos e desenvolver tecnologias que nos permitam minimizar os impactos causados por essas alterações.
Muitos desses estudos envolvem a manipulação hormonal do ciclo estral das vacas, com a utilização de estradiol e progesterona exógenos.
Outro aspecto de extrema relevância é o fato de que quanto maior a produção de leite da vaca maior é a quantidade de calor produzida.
O rúmen de vacas de elevada produção leiteira produz muito calor, acentuando os problemas provocados pelo estresse calórico nestes animais. Diversas pesquisas têm sido desenvolvidas no sentido de tentar controlar e minimizar as perdas provocadas pelo estresse calórico.
De qualquer forma é fundamental oferecer boas condições térmicas para que elas possam produzir e reproduzir de forma mais eficiente.
Para avaliar se a propriedade apresenta problemas de estresse calórico basta medir a temperatura corporal de uma amostra do rebanho. Vacas com temperatura acima de 39,1ºC começam a apresentar perdas provocadas pelo estresse calórico.
Outro ponto de extrema importância para se maximizar a eficiência reprodutiva em vacas de alta produção leiteira é o bom manejo dessas vacas durante o período de transição, que compreende os 21 dias pré e pós parto.
Antes do parto é normal que ocorra queda na ingestão de matéria seca. No entanto, esta queda não pode ser tão acentuada. Assim, é fundamental que as vacas sejam movidas para o lote maternidade com boa condição corporal, uma vez que vacas obesas apresentam queda mais acentuada no consumo de matéria seca, agravando os problemas de saúde após o parto.
De modo geral, vacas que comem mais antes do parto, comerão mais após o parto, reduzindo a intensidade do balanço energético negativo e consequentemente retornando à ciclicidade ovariana mais cedo com maior fertilidade.
Assim, precisamos facilitar o acesso das vacas à comida de boa qualidade nesse período para maximizar a eficiência reprodutiva.
Além disso, vacas que perdem mais condição corporal após a parição demoram mais para retomar a ciclicidade ovariana, apresentam menor taxa de concepção e maior perda de gestação após a primeira inseminação.
Grande parte dos problemas que levam à ineficiência reprodutiva em rebanhos leiteiros é a alta incidência de doenças após a parição, que estão associadas não só ao atraso ao retorno à ciclicidade ovariana, mas também pior fertilidade após a inseminação e alta incidência de perdas de prenhez.
Muitas dessas doenças estão relacionadas à queda de imunidade que vacas de alta produção leiteira enfrentam no período de transição. Assim, é necessário se atentar ainda mais ao balanceamento das dietas nesse período.
Dois componentes da dieta de extrema importância para o bom funcionamento do sistema imune são o cálcio e a vitamina E.
Vacas de alta produção leiteira precisam mobilizar grandes volumes de cálcio do sangue e dos ossos para produção do colostro.
Em alguns casos, isso estimula a ocorrência de hipocalcemia clínica e em outros, leva à ocorrência de hipocalcemia subclínica; ambas responsáveis pela maior incidência de inúmeras outras doenças que afetam não só a eficiência reprodutiva, mas também a produção de leite das vacas.
Além disso, grande parte da vitamina E (α-tocoferol) circulante no sangue é eliminada via colostro, que associado à menor ingestão de matéria seca dessas vacas no período pré-parto aumentam a exigência desse nutriente em vacas de elevada produção leiteira.
Dessa forma, ao formular dietas para vacas no período de transição é fundamental atentar a esses detalhes. Existem várias formas de controlar os problemas citados acima, como alterar o balanceamento do cálcio da dieta para minimizar a incidência de hipocalcemia subclínica, fornecer dietas aniônicas, fornecer às vacas a quantidade de vitamina E recomendada pelo NRC, entre outros.
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]]>O post Como realizar a análise da amostragem de solo corretamente? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assim, notamos a importância desse recurso natural, mas como torná-lo adequado para nossas culturas? A resposta disso vai depender do tipo de solo, minerais e nutrientes disponíveis. É por meio de dados como esse, que o produtor poderá fornecer exatamente o que sua lavoura precisa.
Para proceder a essa análise do solo, existem técnicas específicas para tornar os dados mais precisos e corretos.
O primeiro passo é a coleta da amostra. Essa etapa é a mais crítica, já que uma pequena porção de terra deverá representar alguns milhares de toneladas de solo.
Quando uma amostragem é mal executada, todo o processo de análise e interpretação fica comprometido, podendo causar grandes prejuízos. Então confira neste artigo, os procedimentos corretos.
O termo gleba é utilizado para áreas uniformes com relação às características importantes do solo, tais como:
Para que uma amostra seja representativa, devemos dividir a área com base nas características acima, tomando o cuidado para que uma gleba não seja superior a 10 ha.

Exemplo de divisão de área: as glebas 1 e 2 são separadas em função do tipo de exploração, enquanto as glebas 3 e 4 são diferentes por causa da declividade.
Como teremos amostras distintas, é conveniente desenhar um pequeno mapa da propriedade para identificar de forma segura a gleba que foi amostrada.
Para fins de fertilidade, a amostra pode ser coletada com enxada, enxadão + pá de corte ou trado, balde e saco plástico com etiqueta de identificação.
Todos os recipientes e materiais devem estar devidamente limpos para evitar contaminações da amostra.

Pá-de-corte e diferentes modelos de trados utilizados para realizar a amostragem


(Brasil, 2002)
Para solos explorados de forma intensiva, deve-se realizar ao menos uma amostragem ao ano, independente da cultura.
Em cultivos convencionais, as amostragens podem ser realizadas em intervalos de 2 ou 3 anos, visto que as aplicações anuais de adubo levam alguns anos para alterar os níveis dos elementos no solo.
O efeito residual do calcário dispensa amostragens anuais.
Solos com características muito arenosas ou de acidez elevada, merecem amostras mais frequentes.
As análises de rotina são realizadas com amostras na profundidade de 0 a 20 cm. No entanto, em diversas situações, essa profundidade não é suficiente.
Tanto para culturas anuais sob sistema de plantio direto, quanto em manutenção de pastagens adubadas, a amostragem deve ser executada de 0 a 10 cm e 10 a 20 cm.
Para implantação de culturas perenes ou quando se usa gesso, são necessárias amostras mais profundas de 20 cm (0 a 20, 20 a 40 e 40 a 60 cm).
A amostragem nas camadas subsuperficiais é realizada no mesmo ponto de coleta das camadas superficiais, com cuidado para evitar contaminar as camadas inferiores.
Para a realização de uma amostragem adequada, deve-se escolher aleatoriamente um ponto na gleba. Realiza-se uma limpeza superficial nesse local com auxílio de uma enxada. Em seguida, com o uso do trado, coleta-se uma amostra na profundidade desejada.


Posição adequada para coleta das amostras em culturas anuais e perenes.
Se a ferramenta utilizada for o enxadão, abre-se uma valeta conforme ilustra a figura 4, e com auxílio da pá de corte, retira-se uma fatia de 3 cm de espessura, desprezando-se as laterais e colocando a parte central no balde plástico limpo.
Essa operação deverá ser repetida pelo menos 20 vezes dentro da mesma gleba, caminhando-se ao acaso e em zigue-zague na área (Figura 4), para cada uma das profundidades amostradas.
Não devem ser coletadas amostras em locais atípicos da paisagem, como nas proximidades das casas, galpões, brejos, voçorocas, trilho de animais, formigueiros etc., evitando introduzir erros na amostragem.

Sequência de operações na coleta de amostra do solo, utilizando-se de enxadão e pá-de-corte

(Brasil, 2002)
Após a coleta das amostras, o solo deve ser misturado, obtendo-se uma amostra composta uniforme. Dela se separam 300 gramas em saco plástico limpo com etiqueta.
Cada amostra composta deve ser identificada com data, local, profundidade da coleta e enviada para um laboratório credenciado.
Caso não seja possível encaminhá-las em menos de 12 horas, as amostras devem ser secas à sombra, em local protegido de poeira ou qualquer outro resíduo, e encaminhar para o laboratório logo que possível.
Preencha o formulário fornecido pelo laboratório, visando melhor conhecimento do solo, manejo e facilitar a interpretação dos resultados.
Não deixe de realizar a análise do solo! É um investimento muito pequeno comparado aos benefícios que ela propicia. É por meio dela que você poderá predizer quais nutrientes sua cultura precisa para expressar seu máximo potencial produtivo.
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?
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]]>O post Fertilidade do solo: principais conceitos para aumentar a produtividade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Em geral, os solos brasileiros são pobres em nutrientes e ácidos (70% dos solos cultivados tem limitação séria de fertilidade), sendo, portanto, geralmente necessário à aplicação de corretivos e fertilizantes, tomando o cuidado para que sejam aplicados na dosagem correta.
Para alcançar o máximo de fertilidade é preciso conhecer o solo da propriedade, peculiaridades e características para que o manejo seja muito bem feito e que os resultados na lavoura sejam fantásticos.
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Algumas características são tão determinantes para se trabalhar a fertilidade do solo que são denominadas “Leis da Fertilidade do Solo”.
É necessário conhece-las para definir as ações e conseguir atuar na melhoria da fertilidade do solo e alcançar máxima produtividade:
“A produção das culturas é limitada pelo nutriente em menor disponibilidade no solo, mesmo que todos os outros estejam disponíveis e em quantidade adequada”.
A Lei do Mínimo nos permite concluir que a planta precisa de todos os 14 nutrientes em suas quantidades adequadas para uma produção sustentável e em grande escala.
“Ao se adicionar doses crescentes de um nutriente, o maior incremento em produção é obtido com a primeira dose. Com aplicações sucessivas do nutriente, os incrementos de produção são cada vez menores”.
A Lei dos Incrementos Decrescentes dita que o aumento da produção com aplicação de fertilizantes e corretivos não é linear.
O manejo correto da fertilidade é responsável pela maior parcela dos ganhos de produtividade obtidos com o uso de práticas culturais recomendadas para as diversas culturas.
Isto quer dizer que, se avaliarmos a fertilidade do solo de maneira correta, aplicaremos a quantidade correta de fertilizantes e corretivos necessária para explorarmos o máximo de produção que aquela cultura pode nos oferecer. Por isso, conhecer os conceitos básicos sobre fertilidade do solo é fundamental.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:
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]]>O post Controle de mastite e qualidade do leite: principais pontos de atuação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e a qualidade do leite produzido. Não é à toa, portanto, que a mastite é geralmente a doença que ocasiona os maiores prejuízos na atividade.
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Vários são os agentes que podem causar mastite, mas o Staphylococcus aureus é, sem dúvida alguma, o principal deles, demandando grandes esforços e conhecimento para o seu controle.

O S. aureus tem a capacidade de colonizar o epitélio dos tetos, principalmente se a pele se encontra lesada ou ressecada. Uma vez dentro da glândula mamária, o S. aureus segue um padrão longo de infecção, levando a um aumento significativo da contagem de células somáticas (CCS) e causando graves lesões, que irão reduzir a qualidade do leite e o potencial produtivo da glândula mamária.
Na figura a seguir, é possível identificar os diferentes estágios da infecção dentro da glândula mamária. O início ocorre com a adesão da bactéria aos tecidos da glândula (A), migração de glóbulos brancos (células somáticas) para dentro da glândula (C), obstrução das vias de drenagem por coágulos de leite e destruição do tecido que fica incapaz de produzir leite (F).
Esquema ilustrativo da infecção intramamária por Staphylococcus aureus.
A próxima figura demonstra, macroscopicamente, a capacidade destruidora desse agente e o enorme prejuízo que pode causar deixando glândulas mamárias improdutivas.
Visualização macroscópica das lesões da glândula mamária em casos crônicos de mastite.
O S. aureus se comporta de forma contagiosa, passando de animal para animal no momento da ordenha. Como em qualquer doença de comportamento contagioso, a identificação dos animais infectados é fundamental para o seu controle. O S. aureus causa, na maioria das vezes, mastite subclínica de longa duração com ocorrência de casos clínicos esporádicos.
Portanto, o monitoramento mensal da contagem de células somáticas das vacas em lactação é de grande importância. Pode sugerir a presença e o comportamento do agente no rebanho, como por exemplo, sua introdução, disseminação ou controle.

No entanto, em vista da existência de outros agentes que se comportam da mesma forma, o isolamento através do cultivo microbiológico do leite é fundamental. Para isso, amostras de leite devem ser coletadas de maneira asséptica, congeladas e enviadas para laboratório de microbiologia.
Uma parcela considerável das amostras enviadas geram resultados falso-negativos, já que S. aureus muitas vezes são eliminados de forma cíclica ou em baixo número na glândula mamária. Portanto, 3 amostras semanais de cada animal são necessárias para identificação eficiente de todas as vacas infectadas por S. aureus.
Os pontos fundamentais de atuação para o controle da mastite contagiosa são:
Para um eficiente controle do S. aureus em rebanhos leiteiros é fundamental que todos esses pontos sejam implementados e gerenciados rotineiramente nas propriedades leiteiras, além da orientação técnica de um profissional competente, levando a um comprometimento de toda a equipe vinculada ao sistema produtivo.
A imersão dos tetos com produto germicida logo após a ordenha é fundamental para evitar que microrganismos contagiosos como o S.aureus se instalem na superfície dos tetos ou no canal do teto. Portanto, toda a superfície dos tetos deve ser coberta pelo produto a fim de reduzir a população de S. aureus no rebanho e, por consequência, reduzir a ocorrência de novas infecções.
Identificar os animais infectados e ordenhá-los após os animais sadios é fundamental para o controle do S.aureus. A glândula mamária infectada é o principal reservatório deste agente no sistema e sua disseminação ocorre no momento da ordenha. Portanto, separar os animais doentes para o final da ordenha evita a ocorrência de novas infecções.
O S. aureus é um agente invasivo, que se aloja em áreas profundas da glândula, geralmente com formação de microabscessos. Nessas áreas, a penetração do antibiótico é geralmente reduzida, o que dificulta a eliminação desse agente via antibioticoterapia.
Além disso, o S. aureus é, geralmente, resistentes a alguns antimicrobianos (especialmente β-lactâmicos). Portanto, a eliminação de infecções intramamárias de S. aureus pelo tratamento com antibióticos durante a lactação, normalmente, é antieconômica e de baixa eficácia.
Por outro lado, o tratamento com antibióticos na secagem do animal (terapia de vaca seca -TVS) permite a infusão de um produto de maior duração na glândula, o que aumenta a eficiência do tratamento. Taxas de cura giram em torno de 20 a 85% e, portanto, a infusão de todos os quartos de todas as vacas na secagem é um método essencial para o controle do S. aureus.
Uma estratégia interessante e comprovada por nossa equipe recentemente se refere à associação de uma vacina contra S. aureus à terapia de vaca seca. Essa associação aumentou a taxa de cura em 48% se comparada à TVS sozinha.
Taxa de cura pós-parto de quartos mamários de vacas submetidas ou não à vacinação na secagem em associação à terapia de vaca seca (TVS)
Em resumo, diagnosticar e controlar a mastite por S. aureus são tarefas difíceis e que exigem orientação e dedicação. Não raramente, temos encontrado propriedades que revelaram o controle desse agente durante os anos, chegando, em certos casos, a prevalências superiores a 50% no rebanho.
Em um cenário futuro, onde a qualidade do leite estará interferindo cada vez mais na remuneração do produtor, relevar o controle desse agente hoje pode trazer perdas econômicas irreparáveis e até mesmo inviabilizar muitas propriedades.
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]]>O post 3 erros cometidos na hora de realizar o manejo do pasto: saiba quais são apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A suplementação dos animais criados a pasto é fundamental para a eficiência nesse tipo de sistema. No entanto, assim como o nome sugere, o suplemento trabalha apenas de forma suplementar à principal fonte de alimento dos bovinos criados nessas condições: a pastagem.
Seja para garantir um bom ECC (escore de condição corporal) de vacas em pastagens de brachiaria, ou seja para maximizar o desempenho da recria em pastagens de mombaça, o principal foco e objetivo do produtor deve ser a eficiência na produção e na colheita da pastagem.
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O planejamento e equilíbrio devem ser o foco do negócio. É de grande importância que o produtor saiba manejar o pasto de acordo com as estações do ano, sempre ajustar a taxa de lotação e realizar correções de solo e adubação de forma correta, quando for necessário.
Adotando eficientes práticas de manejo da pastagem você certamente aumentará a produtividade e a rentabilidade do seu negócio.
O primeiro passo para todo processo produtivo deve ser o planejamento. Independente dos desafios ou alternativas a serem seguidos, o planejamento é fundamental para o sucesso do negócio, e assim também deve ser a dinâmica na produção dos animais criados a pasto.
Entender e planejar as etapas do processo e as variáveis daquele sistema é o primeiro passo para o sucesso.
Precisamos responder algumas perguntas básicas antes de realizarmos qualquer ação na fazenda. Por exemplo, em uma propriedade, temos o objetivo de recriar dois mil animais. Antes de alocar os animais na propriedade, devemos perguntar:
As respostas para essas perguntas nem sempre são simples. Antes de simplesmente comprar uma quantidade de animais e alocar na fazenda ou comprar todo o adubo e corretivo para aquela área, deve haver um planejamento prévio, levando-se em conta a área de forragem efetiva disponível, os dados climáticos da região (temperatura ao longo dos meses, índice pluviométrico e taxa de luminosidade), a espécie forrageira utilizada, e principalmente o objetivo desejado para determinado lote.
Ah! Não podemos esquecer de um detalhe fundamental, observar o fluxo de caixa da fazenda, principalmente quando pensamos em intensificação de áreas.
Quando esses cuidados não são levados em consideração, o produtor pode ter prejuízos. A superlotação é um deles, pois a alta taxa de lotação em áreas de pastagem acarreta o surgimento de plantas invasoras e um processo contínuo de degradação das áreas.
Isso traz consequências para o potencial produtivo da fazenda, pois ocasiona menor área efetiva de pasto, reduzindo ainda mais a capacidade suporte da fazenda, virando uma “bola de neve”, cada ano menos produtiva.
A sequência desse processo por longo período de tempo acarreta a necessidade ou quase obrigatoriedade do produtor realizar a reforma do pasto para continuar com processo produtivo na fazenda, aumentando de forma significativa o custo de produção e reduzindo a rentabilidade do negócio.
A manutenção das pastagens com a utilização de corretivos, fertilizantes e o combate às plantas invasoras são medidas fundamentais para que as pastagens entreguem excelente produtividade, elevando a capacidade de suporte da fazenda.
Assista a uma aula incrível e completa sobre o assunto, com o especialista Rodrigo Amorim, da Embrapa Gado de Corte:
As forrageiras são culturas perenes, ou seja, não precisam ser reformadas ano após ano como as culturas anuais do milho, sorgo e soja. Plantas perenes são resistentes, mas precisam de manutenção e, principalmente, de um manejo adequado para permanecerem vigorosas e produtivas.
O ideal é que anualmente seja realizada, de maneira criteriosa, uma avaliação das pastagens contemplando, inclusive, análises do solo nos piquetes, sendo possível, a partir dessa análise, o planejamento e as intervenções necessárias que garantirão a perpetuidade da área produtiva.
Cada espécie forrageira requer um nível de exigência em fertilidade, pluviometria e até mesmo são mais ou menos resistentes às variações de temperatura, principalmente à baixas temperaturas.
Um dos pontos importantes na escolha da forrageira, sem dúvida, é a fertilidade da área a ser implementada. Colocar forrageiras mais exigentes em solos pobres em nutrientes, sem realizar a correção e adubação da pastagem, pode gerar queda da produtividade e consequente degradação.
Sendo assim, o primeiro erro a ser observado é a escolha inadequada da espécie forrageira e, principalmente, a ausência de manutenções corretamente realizadas nas áreas empastadas.
É preciso saber as características de cada gramínea para poder manejá-la de forma adequada. Cada espécie forrageira detém em suas características anatômicas e fisiológicas, fatores que determinam suas condições de crescimento, de rebrota, de emissão de folhas e caules, que impactarão diretamente na forma como devem ser manejadas.
Cada gramínea deve ser manejada, independente do sistema de pastoreio, rotativo ou contínuo, respeitando a altura correta de entrada e saída dos animais. Essas alturas são definidas após a observação do que chamamos de interceptação luminosa, ou seja, do momento exato de crescimento da planta onde as folhas emitidas bloqueiem cerca de 95% dos raios solares que chegam à base da planta.
Esse momento em específico foi determinado através de pesquisas, pois a partir dele a planta começa a apresentar a presença de material senescente (morto) em sua base, e principalmente por iniciar a emissão de caules, na busca por maior luminosidade.
Além disso, sabemos que quanto maior a proporção de caule em relação às folhas, menor tende a ser o desempenho dos animais que consomem aquela forrageira.
A altura de saída ou o resíduo deixado após o pastoreio dos animais também deve ser respeitada e é de grande importância para que se tenha naquele dossel uma rebrota adequada. Quando não manejamos dentro desses critérios, corremos sérios riscos de reduzir desempenho animal, degradar o dossel, entre outros fatores prejudiciais à produção.
Desrespeitar o desenvolvimento das plantas e realizar o manejo imperfeito da colheita dos pastos é erro determinante no fracasso da produção de gado a pasto.
O ajuste de carga, ou seja, relacionar a carga animal à disponibilidade de forragem, é ponto fundamental para aumentar a produtividade.
Deve-se ter em mente quanto do pasto produzido é possível colher através da eficiência de pastejo sem que a condição de crescimento da forrageira seja afetada de forma negativa.
Dica importante: não adianta adubar o solo para produzir mais forragem, se não tivermos recurso em caixa. Pois, se não conseguirmos comprar o número de cabeças ideal para ajustar a lotação, muito tempo e dinheiro será perdido.
Além de ter desembolsado um alto valor com insumos, a qualidade da pastagem irá cair, pois o ponto de colheita provavelmente irá passar e então ocorrerá um alongamento de hastes e consequentemente uma queda no desempenho dos animais. Assim, o custo irá aumentar, piorando o resultado da fazenda.
Adubar e não colher o pasto da forma correta também é um grande erro que devemos evitar em nossas propriedades.
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