forragem Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/forragem/ Fri, 06 Jan 2023 17:03:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png forragem Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/forragem/ 32 32 Como garantir uma forragem de qualidade para o gado leiteiro? https://blog.rehagro.com.br/como-garantir-uma-forragem-de-qualidade-para-o-gado-leiteiro/ https://blog.rehagro.com.br/como-garantir-uma-forragem-de-qualidade-para-o-gado-leiteiro/#respond Fri, 02 Sep 2022 19:00:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14936 O consumo do volumoso é parte essencial para a manutenção da saúde e bom desempenho dos ruminantes. Com as vacas leiteiras não é diferente: a oferta de forragem de qualidade garante um funcionamento adequado do rúmen e contribui para saúde e boa produção de leite dos animais. Quais passos, contudo, são necessários para garantir uma […]

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O consumo do volumoso é parte essencial para a manutenção da saúde e bom desempenho dos ruminantes.

Com as vacas leiteiras não é diferente: a oferta de forragem de qualidade garante um funcionamento adequado do rúmen e contribui para saúde e boa produção de leite dos animais.

Quais passos, contudo, são necessários para garantir uma forragem de qualidade para o rebanho?

 

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Qual forragem produzir?

Antes de tudo é necessário entender que nem sempre a espécie forrageira que melhor se adapta na sua fazenda não será a mesma que melhor se adaptará a propriedade de outro produtor.

Esta é uma questão multifatorial e que depende da realidade de cada fazenda. A situação prática a seguir ajudará a esclarecer isso.

Considere uma fazenda produtora de leite cujo sistema de produção é a base de pasto rotacionado. Logo, a principal forragem para esta fazenda será justamente o pasto.

Da mesma forma, não condiz uma fazenda com sistema de produção confinado ter como principal forragem o pasto, certo? Estes exemplos, por mais básicos e lógicos que sejam, servem para retratar o raciocínio que devemos ter. Em outras palavras, a forragem produzida deve ser coerente com o objetivo da fazenda.

As características de área da propriedade também interferem diretamente. Variáveis como clima, topografia, altitude, perfil de solo, média anual de temperatura e pluviosidade fazem toda a diferença no momento de decidir qual forragem produzir.

Em regiões com boa distribuição de chuvas, por exemplo, é factível a produção de culturas mais exigentes, ao passo que em regiões com regime pluviométrico desafiador pode ser mais interessante a produção de culturas mais rústicas e tolerantes.

Em ambos os cenários citados é possível viabilizar a produção forrageira com qualidade. Tudo depende de um diagnóstico situacional bem-feito, que identifique de forma criteriosa as oportunidades da fazenda.

Ou seja, devemos sempre identificar o padrão de rebanho leiteiro que estamos trabalhando (exigência e produtividade, principalmente), em qual sistema de produção e em qual região juntamente às suas condições.

Como obter forragem de qualidade?

Independente da espécie forrageira produzida, um ponto é certo. Para ter qualidade de comida é necessário planejamento! Planejamento para que a forragem seja de qualidade e em quantidade adequada para o rebanho.

  • Qual o número de cabeças que serão alimentadas com essa forragem?
  • Por quanto tempo?
  • Qual o consumo médio diário?
  • Qual a demanda total de forragem?
  • Qual a produtividade média esperada da cultura?
  • Qual o tamanho da área que será necessário plantar?

Essas são algumas das principais perguntas que devem ser respondidas no momento de planejar a produção de comida para o rebanho leiteiro. Boa parte da energia de todo o planejamento deve ser direcionada a estas perguntas.

Uma conhecida frase retrata muito bem este pensamento de planejamento: “Se eu tivesse apenas uma hora para cortar uma árvore, eu usaria os primeiros quarenta e cinco minutos afiando meu machado.”

Guia Planejamento Forrageiro

Seja pasto ou lavoura, uma condução agronômica afiada é fundamental. Boas diretrizes se fazem necessárias para o manejo do solo, seleção de mudas/sementes, determinação da época de plantio, tratos culturais e organização da colheita. Sem isso não é possível ter muitas esperanças de elevada produtividade com uma forragem de alta qualidade ao final.

Alguns processos, é claro, são específicos da espécie forrageira que está sendo trabalhada e o seu objetivo. Se considerarmos a pastagem, um ponto a se preocupar é o manejo do pasto e do pastejo.

A área será dividida em piquetes/talhões? Qual a capacidade de suporte da pastagem? Qual será a taxa de lotação? Como os animais serão manejados nos piquetes? Qual será o período de ocupação? Haverá alguma ação de agricultura durante o período de descanso do pasto?

Pensando agora no uso das lavouras para silagem é importante que se pense, por exemplo, no ponto de colheita dessa lavoura, no maquinário a ser utilizado, no processamento do material, na compactação e vedação do silo, no tempo de armazenamento… Enfim, são muitos os pontos de atenção.

E assim, devemos raciocinar para qualquer que seja a forragem. Seja ela pasto, lavoura, pré-secado, ou qualquer outra. O foco principal deve ser em quais medidas devem ser feitas para que a produção e a qualidade da forragem sejam otimizadas ao máximo.

Considerações

Um dos principais gargalos das fazendas leiteiras é a produção de comida, em especial a produção de forragem. A palavra-chave para contornar esse desafio é planejamento.

No entanto, antes de planejar é necessário identificar qual forragem será produzida. Para isso, é preciso levar em consideração aspectos específicos do rebanho e da propriedade, conforme citado no texto. De tal maneira, associar a boas práticas agronômicas.

Somente dessa forma é que se torna possível produzir com garantia uma forragem de qualidade para o gado leiteiro. Afinal, antes de ser um bom produtor de leite, é necessário ser um bom agricultor!

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Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

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Bruno Guimarães

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Planejamento forrageiro: Planilha + Guia Como calcular a demanda de forragem https://blog.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro-planilha-guia-como-calcular-a-demanda-de-forragem/ https://blog.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro-planilha-guia-como-calcular-a-demanda-de-forragem/#respond Fri, 12 Aug 2022 13:00:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14163 Você conhece a demanda de forragem das diversas categorias animais do seu rebanho? Qual o tamanho da área que você terá que plantar para suprir essa demanda? A área total que você possui será suficiente para atender a necessidade de todos os animais? Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos […]

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Você conhece a demanda de forragem das diversas categorias animais do seu rebanho? Qual o tamanho da área que você terá que plantar para suprir essa demanda? A área total que você possui será suficiente para atender a necessidade de todos os animais?

Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos pilares da atividade leiteira.

Um projeto de pecuária leiteira só pode ser bem executado caso a demanda de comida dos animais seja suprida em qualidade e quantidade adequada.

Baixe gratuitamente a Planilha + Guia sobre o planejamento forrageiro do rebanho e tenha uma ferramenta prática e rápida para calcular a forragem necessária para alimentar o seu rebanho.

Baixar Planilha e Guia Planejamento forrageiroBruno Guimarães

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Manejo nutricional de bovinos de corte: 5 pilares para o sucesso https://blog.rehagro.com.br/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/#comments Fri, 26 Jun 2020 18:42:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7856 Na pecuária de corte, existe um tripé que sustenta e confere dinamismo quando se fala em produção de bovinos, que consiste em genética, sanidade e manejo nutricional.  A associação da eficiência desse tripé somada à uma gestão eficiente dos recursos financeiros e das pessoas envolvidas no processo proporciona grande capacidade de obtenção de uma margem […]

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Na pecuária de corte, existe um tripé que sustenta e confere dinamismo quando se fala em produção de bovinos, que consiste em genética, sanidade e manejo nutricional. 

A associação da eficiência desse tripé somada à uma gestão eficiente dos recursos financeiros e das pessoas envolvidas no processo proporciona grande capacidade de obtenção de uma margem de lucratividade satisfatória.

Para se obter boa eficiência produtiva é importante que o manejo nutricional de bovinos de corte seja fundamentado em conhecimentos técnicos e aprofundados, revertidos em práticas eficientes de manejo nutricional. Isso permite que sejam adotadas estratégias para melhorar a eficiência alimentar dos animais e também a eficiência econômica do sistema.

 

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Alimentação combinada com manejo nutricional de gado de corte pode ser considerado um assunto complexo, pois são diferentes variáveis que podem influenciar no sucesso deste manejo. Pensando em pecuária de corte brasileira, o dinamismo na atividade é ainda maior.

As diferenças nos sistemas de produção variam de região para região, e mesmo de forma regional podem variar muito em função de quantidade de raças de animais utilizadas, condições climáticas e ambientais que mudam ao longo do território nacional, variedade da composição nutricional da dieta utilizada para os animais nos diferentes sistemas, diversidade de forrageiras disponíveis, entre outras variações observadas.

Os níveis de intensificação de cada sistema, também interferem muito nesse dinamismo. O país apresenta uma diversidade muito grande em tipo e níveis de intensificação dos sistemas, onde é possível observar desde sistemas altamente extensivos, de criações a pasto, como sistemas de ciclo completo com 100% dos animais confinados, recebendo a dieta no cocho.

Gado se alimentandoFonte: acervo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

Embora todas estas variações citadas, existem alguns princípios que devem ser levados em consideração para se fazer um bom manejo nutricional de bovinos de corte, independente das variáveis como raça, condições climáticas e espécies forrageiras disponíveis. 

Aqui, vamos explorar 5 pilares importantes para obter sucesso no manejo nutricional dos bovinos de corte.

1. Definição do objetivo do sistema de acordo com a categoria animal

O manejo nutricional adotado no sistema deve estar alinhado com os objetivos almejados para cada categoria. Os requerimentos nutricionais dos animais quanto aos nutrientes como proteína, energia, minerais e vitaminas variam conforme a categoria animal e também quanto a meta de desempenho produtivo.

Os bezerros, por exemplo, estão em uma fase onde o tipo de ganho é predominantemente o desenvolvimento dos tecidos musculares e ósseos, necessitando de uma dieta com níveis de proteína e minerais superiores às dietas dos animais mais erados, que por sua vez precisam de uma dieta mais energética, por estarem em uma fase onde o crescimento do esqueleto e desenvolvimento dos músculos já estão mais estabilizados e o aumento de deposição de tecido adiposo (gordura) torna-se mais acentuado.

Isso implica em planejar uma alimentação com os níveis adequados de nutrientes para garantir a efetividade do bom desempenho dos animais, sem contudo, perder eficiência econômica, seja pela falta de fornecimento de nutrientes, o que impossibilita o ganho de peso desejado, ou pelo excesso de nutrientes na alimentação, provocando aumento no custo de produção e desperdício de dinheiro.

Além dos objetivos traçados por exigências específicas de cada categoria, estabelecer o objetivo de ganho da categoria também é fundamental, desmamar bezerros com 240 kg, por exemplo, ou obter ganhos de 1,2 Kg por dia na engorda, são objetivos importantes de serem traçados em cada categoria.

2. Planejamento nutricional com estimativas da necessidade e disponibilidade de MS para alimentação dos animais durante determinado ciclo produtivo

Quando se fala em bovinos mantidos a pasto, a qualidade e a quantidade da forragem estão entre os principais fatores que influenciam a produtividade animal. As plantas forrageiras são responsáveis por fornecerem energia, proteína, minerais e vitaminas aos animais em pastejo com um baixo custo alimentar.

Contudo, estas estão sujeitas à estacionalidade de produção, apresentando boa qualidade e produtividade durante o período das chuvas, mas com perdas quantitativas e qualitativas durante os períodos secos do ano, como ilustrado na imagem.

Produção forrageiraA imagem representa a sazonalidade de produção forrageira em algumas regiões do Brasil, acompanhando as estações de seca e chuva.

Quando os bovinos não têm disponibilidade de pastagens com níveis mínimos de fibra e nutrientes, o desempenho produtivo destes animais é comprometido. Neste cenário, a probabilidade de que ao final do ciclo produtivo os animais não tenham apresentado o desempenho satisfatório é alta, o que provoca impacto negativo sobre a rentabilidade do sistema.

Para que isso não aconteça, é fundamental o planejamento nutricional antes do início do ciclo produtivo, para garantir que os níveis mínimos de nutrientes alimentares sejam oferecidos aos animais para atender suas exigências e o animal continue ganhando peso durante o período estabelecido.

Dessa forma, permite-se que os animais possam apresentar o desempenho satisfatório para que os objetivos produtivos e econômicos do sistema sejam alcançados.

Em um bom manejo nutricional, busca-se em geral maximizar a produção biológica e/ou econômica para determinado cenário socioeconômico, minimizar custos produtivos e garantir a sustentabilidade do sistema.

Manejo nutricionalFonte: acervo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador de consultoria do Rehagro. 

Durante o período de maior disponibilidade de forragem, podemos utilizar de suplementação também, diferente do período seco, onde além de corrigir as deficiências nutricionais das pastagens, aumentamos o consumo do capim mais seco.

Durante as águas, o pensamento é em maximizar os ganhos, ganhar ainda mais desempenho no período onde as pastagens são favoráveis, a conta não é simples, e não devemos simplesmente suplementar para ganhar mais, a estratégia deve compor um planejamento global e ser rentável economicamente.

3. Suplementação alimentar

Em função da estacionalidade produtiva das pastagens, estratégias alimentares que ajudem a sanar este problema devem ser adotadas, entre elas está a suplementação.

Bons resultados produtivos podem ser obtidos com a utilização da suplementação quando ela é realizada com um bom planejamento e apresenta coerência com a categoria animal e com o ganho desejado. É preciso estar atento, pois este cenário pode mudar em função de alguns fatores, como:

  • Disponibilidade e qualidade de forragem;
  • Categoria animal;
  • Mercado (para compra de insumos, animais e valor pago pela arroba vendida do animal);
  • Custo dessa suplementação.

Critérios que devem ser observados para suplementar:

  • Objetivo produtivo;
  • Raça e categoria animal;
  • Disponibilidade e qualidade de pastagens;
  • Quantidade e valor nutricional do suplemento;
  • Tempo de suplementação;
  • Preço pago pela arroba;
  • Custo x benefício do suplemento. Além de recursos físicos, como cochos e disponibilidade de mão de obra capacitada;
  • Logística da propriedade;
  • Infraestrutura, cocho, galpão, fábrica, etc.

Suplementação alimentarFonte: acervo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

É importante ressaltar que independente do tipo e nível de suplementação adotado, o objetivo desta estratégia deve ser sempre garantir a utilização eficaz da forragem e seus nutrientes pelos animais, potencializando o desempenho individual e aumentando a produção por hectare.

Ao se analisar o fator custo alimentar, os nutrientes obtidos através das forrageiras é consideravelmente inferior ao da suplementação, o que ressalta a importância da boa eficiência do pastejo.

Estratégias de suplementação podem ser utilizadas também para garantir sucesso em estratégias pontuais, como preparar novilhas para a estação de monta, desmamar bezerros, dentre outros.

Webinar Suplementação a pasto

4. “Contas na ponta do lápis”

Outro fator importante para se estabelecer o manejo nutricional dos animais, é a realização de uma análise sobre a viabilidade econômica. Não adianta fornecer alimentação diferenciada aos animais, garantindo bom desempenho, se ela não apresentar custo benefício favorável ao sistema. Em outras palavras, a produtividade animal tem que pagar o investimento realizado com a suplementação.

Por exemplo, em um sistema de cria onde a disponibilidade de forragens não atende aos requerimentos nutricionais das vacas em determinado período do ano, elas precisarão ser suplementadas.

Antes de qualquer decisão, deve-se realizar a análise da viabilidade econômica e o custo benefício da adoção desta estratégia. Isso pode ser realizado de diferentes maneiras, dentre elas, uma análise onde são levados em conta parâmetros como custo do suplemento, o tempo de suplementação e as taxas de desmame conseguidas (kg de bezerro desmamado/vaca/ano).

Somente através dessa análise e planejamento será possível garantir que o sistema apresente índices produtivos adequados com rentabilidade satisfatória.

Ressalva importante é que não devemos levar em conta somente os custos diretos com o suplemento, seja ele concentrado ou volumoso, os cálculos devem ser amplos levando em consideração, toda a logística e a operação envolvida no programa nutricional.

5. Monitoramento do manejo nutricional

Sabe-se que produzir, entender, monitorar e controlar dados em uma empresa é fundamental para o sucesso do negócio. Na bovinocultura de corte isso não é diferente, principalmente quando se observa as margens de lucro, cada vez mais reduzidas na atividade.

Gado comendo no cochoFonte: acervo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador de consultoria do Rehagro.

Sendo assim, após um bom planejamento nutricional com a realização de estudos e análises que demonstram a viabilidade da estratégia, é fundamental o monitoramento da mesma ao longo de sua execução.

Isso permitirá que durante a execução desse manejo, caso aconteça algum desvio como, por exemplo, desempenho produtivo insatisfatório, seja possível avaliar a causa do problema e também uma intervenção que o sane e possibilita que se tenha sucesso no final do ciclo produtivo.

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Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.

As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção.

Eles dão todo o suporte à turma ao longo de 10 meses de um curso intensivo, que já impactou positivamente a produção de mais de 1.800 profissionais, que estão alcançando melhores resultados na atividade aplicando o que aprenderam.

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Irrigação de pastagens: saiba quais são as instruções técnicas https://blog.rehagro.com.br/irrigacao-de-pastagens/ https://blog.rehagro.com.br/irrigacao-de-pastagens/#comments Tue, 26 Jun 2018 14:18:03 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4483 Para se alcançar maiores índices de produtividade, alguns produtores rurais buscam alternativas para incrementar a produção de carne e leite na propriedade e, consequentemente, aumentar os seus lucros gerados. Com a irrigação das pastagens, o manejo da bovinocultura de corte e leite torna-se mais simples do que em um sistema tradicional de pastejo rotacionado. Sem […]

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Para se alcançar maiores índices de produtividade, alguns produtores rurais buscam alternativas para incrementar a produção de carne e leite na propriedade e, consequentemente, aumentar os seus lucros gerados.

Com a irrigação das pastagens, o manejo da bovinocultura de corte e leite torna-se mais simples do que em um sistema tradicional de pastejo rotacionado. Sem as flutuações na produção, devido a veranicos, o sistema torna-se mais estável, em regiões que não tem problemas de temperaturas e fotoperíodo.

 

 

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A irrigação e a fertirrigação em pastagem são técnicas cujas aplicações vêm crescendo no Brasil, possibilitando obter forrageiras de melhor valor nutricional e maiores índices de produção de matéria seca, além de favorecer o manejo racional do sistema de produção animal.

Segundo Dovrat, em um trabalho realizado em 1993, em muitos países, técnicos e produtores inicialmente usaram a irrigação na tentativa de solucionar o problema da estacionalidade de produção das pastagens, que é determinada pelo déficit dos fatores temperatura, luminosidade e água.

A irrigação da pastagem pode reduzir custos de produção e tempo de trabalho para alimentar o rebanho, comparada a outras alternativas de suplementação no outono-inverno, tais como a silagem e o feno, conforme Figura 1. Isso ocorre pela utilização de menor área, uso de água de baixa qualidade e possibilidade de prolongar o período de pastejo durante a estação seca.

Segundo Drumond e Aguiar (2005), em regiões onde a temperatura não é fator limitante, a irrigação pode ser uma alternativa para a produção intensiva de carne e leite em pequenas áreas, sendo possível reduzir custos de produção e de mão-de-obra.

De acordo com Andrade (2000), a irrigação de espécies forrageiras deve ser a última etapa a ser cumprida num sistema de produção pecuário ou de agricultura-pecuária. Todos os demais cuidados relativos ao planejamento da propriedade, a genética animal, o manejo do rebanho, a recuperação e a adubação das pastagens já devem ter sido tomados.

Comparação de custos na produção de matéria secaFigura 1 – Comparação de custos de produção de tonelada de matéria seca /Fonte: Adaptado de Drumond; Aguiar (2005).

Produção de pastagens em condições irrigadas

Em 2002, os pesquisadores Aguiar e Silva mediram o acúmulo de forragem de uma pastagem de capim Braquiarão adubada e irrigada em condições de campo (Tabela 1), na Fazenda Santa Ofélia, localizada no município de Selvíria, MS.

Eles observaram que a participação da forragem acumulada na estação de inverno foi 61% da acumulada na estação de verão. A média de lotação foi de 6,89 UA ha-1, muito superior à média brasileira.

Acúmulo de matéria seca estacionalTabela 1 – Acúmulo de matéria seca (t ha-1) estacional, anual e taxa de lotação em uma pastagem de capim Braquiarão adubada e irrigada para o ano pastoril 2001/2002, Selvíria, MS.

Legenda: MS – Matéria Seca / UA – Unidade Animal/ Fonte: AGUIAR; SILVA (2002).

Aguiar ainda apresenta dados importantes dos potenciais de produção de leite em diferentes sistemas de produção na Austrália, de acordo com o nível tecnológico adotado (Tabela 2).

O que chama a atenção nesses trabalhos realizados em outros países é que não é comum encontrar dados de irrigação de pastagens para bovinos de corte. Isso contraria a realidade atual no Brasil diante da grande adoção da irrigação de pastagens pelos pecuaristas de gado de corte, sendo a maioria dos dados disponíveis para os sistemas de produção de fazendas.

Capacidade de carga e produção por hectare de vários pastosTabela 2 – Capacidade de carga e produção por hectare de vários pastos sem suplementação na Austrália / Fonte: AGUIAR; SILVA (2002).

Em outro experimento realizado, Aguiar (2002) cita que na Fazenda Escola da Fazu em Uberaba, com capim Tifton 85, ocorreu diferença significativa entre os tratamentos irrigado e sequeiro ao longo de um ano, exceto no inverno.

A diferença foi devido a maior produção de forragem nas estações de primavera, verão e outono, quando as condições climáticas permitiram uma resposta da planta à irrigação. Entretanto, quando ocorreu redução da temperatura, ou seja, no inverno, não houve diferença entre os tratamentos irrigado e sequeiro (Tabela 3).

Massa de forragem em pastagem irrigada e pastagem não irrigadaTabela 3 – Massa de forragem (kg de MS ha-1) em pastagem irrigada e pastagem não irrigada de Tifton 85, submetido a manejo intensivo do pastejo, Uberaba, MG /Fonte: AGUIAR; SILVA (2002).

Sistemas de irrigação para pastagem

A maioria dos sistemas de irrigação de pastagem disponíveis poderia ser utilizada para irrigar espécies forrageiras. Porém, na prática, vários fatores limitam esta generalização, como custos de investimento e operação do sistema, disponibilidade de mão de obra para operação, topografia, solo, clima, espécie forrageira, presença do animal e questão cultural.

No Brasil, a maioria dos projetos de irrigação de pastagem está sendo realizada por aspersão, com o uso de pivô central, aspersão em malha e, em menor escala, aspersão convencional com canhão e autopropelido.

Aspersão em malha

Tem como características principais a utilização de tubos de PVC de baixo diâmetro, que constituem as linhas laterais que, ao contrário da aspersão convencional, são interligadas em malha.

Além disso, possui baixo consumo de energia; adaptação a qualquer tipo de terreno; possibilidade de divisão da área em várias subáreas; facilidade de operação e manutenção; possibilidade de fertirrigação e baixo custo de instalação (entre R$ 3.000,00 a R$ 4.000,00) e manutenção, conforme as Figuras 2 e 3, de Drumond e Fernandes (2001).

Aspersão em malha com aspersor pequenoFigura 2 – Aspersão em malha com aspersor pequeno

Aspersão em malha com mini-canhãoFigura 3 – Aspersão em malha com mini-canhão

Pivô central

É o equipamento mais utilizado na irrigação de pastagem, devido às facilidades de instalação, manejo e fertirrigação. Além disso, este sistema permitiu a automação de todo o processo. Tem custo de instalação de R$ 4.000,00 a R$ 5.000,00.

A divisão da área em piquetes tem sido realizada de formas diferentes. Algumas favorecem o manejo da pastagem e dos animais e outras favorecem o manejo da irrigação e da fertirrigação.

É realmente difícil encontrar uma maneira que favoreça as duas situações. A mais utilizada é a forma de “pizza” (Figura 6), pois dentre outras coisas, favorece em muito o processo de fertirrigação.

A área de lazer pode ser feita no centro ou na periferia do Pivô. Quando instalada no centro, têm-se observado problemas de compactação na região de estreitamento e formação de grande quantidade de lama na ocasião de uma chuva. A vantagem é a facilidade construção, manejo, distribuição de bebedouros e cochos de sal mineral, conforme Figuras 4 e 5 (DRUMOND; AGUIAR, 2005).

Divisão da área em pizza Figura 4 – Divisão em pizza, com área de lazer no centro do Pivô (Fonte Valley).

Pastagem irrigada com pivô centralFigura 5 – Exemplo de pastagem irrigada com pivô central.

A técnica de irrigar pastagens possibilita uma melhoria na qualidade da forragem e um aumento significativo na produção de matéria seca por área, com consequente acréscimo na taxa de lotação (UA/ha), proporcionando a obtenção de índices satisfatórios de lucratividade, tornando a atividade altamente competitiva no agronegócio nacional.

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