O post Fósforo no solo: um limitante na produção de grãos no Brasil apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Figura 1. Fórmula do fósforo

Fonte: Rehagro
O P é um macronutriente primário e essencial, já que está ligado ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Ou seja, quanto mais no início conseguir fornecer este nutriente, maiores são as garantias de sucesso da cultura.
No entanto, os solos brasileiros são, predominantemente, Latossolos e pobres em P e isso limita a produção das plantas, que por sua vez, absorvem P da solução do solo.
Na solução do solo, o P constitui apenas uma fração de todo o fósforo presente no solo, podendo ser fornecido pela hidrólise do P inorgânico (Pi) ou pela mineralização do P orgânico (Po). Essas frações, por sua vez, são trocadas por compostos P mais estáveis por meio de reações lentas.
Portanto, o suprimento de P para as culturas depende das quantidades de Pi lábil, das taxas de transformação entre Pi lábil mais estáveis e do tamanho das taxas de transformação do reservatório de Po mineralizável no solo.
Figura 2. esquema didático da fosfatagem

Fonte: Rehagro
As principais fontes minerais de fósforo são o fosfato monoamônico ou MAP (10% de N e 46 a 50% de P2O5) e fosfato diamônico ou DAP (16% de N e 38 a 40% de P2O5), superfosfato simples ou super simples (16 a 18% de P2O5 e 18 a 20% de Ca – Cálcio), superfosfato triplo ou super triplo (41% de P2O5 e 7 a 12% de Ca) e termofosfato (18 % de P2O5, 9% de Mg – Magnésio, 20% de Ca e 25% de SiO4).
Um dos problemas na avaliação da reversibilidade da sorção é que o P sorvido sofre outras transformações com o tempo. O processo pode envolver: recristalização; difusão de estado sólido, ou múltiplos reservatórios de P que não estão em troca imediata com a solução ou que têm afinidades diferentes com o P.
Além dos processos inorgânicos, o turnover da matéria orgânica libera constantemente P na solução a partir da mineralização de Po que cria um reservatório de P “total disponível” dependente do tempo.
O P disponível deve ser definido com relação ao tipo de sistema de produção em que é medido, incluindo:
Sistemas de produção de grãos considerando a rotação de culturas, pastagens e o conceito de “sustentabilidade”, requerem que a compreensão e as capacidades analíticas se desenvolvam além do reservatório de nutrientes “imediatamente disponível”.
A escassez natural de (P) é um grande problema nos solos brasileiros. A ampla disponibilidade e uso de fertilizantes P, no entanto, tem transformado áreas do Cerrado consideradas improdutivas.
Figura 3. Mapa do fósforo acumulado no solo durante o cultivo no Brasil, com adição de fertilizante mineral entre 1960 e 2016.

Fonte: Pavinato et al. (2020)
As previsões para o uso de fertilizantes minerais fosfatados no Brasil devem aumentar de 3 a 5% ao ano na próxima década. Além disso, a quantidade de P aplicada por cultura também aumentou ano a ano nas últimas duas décadas (72 e 105% para soja e milho, respectivamente), com valores médios de 27,2 e 22,9 kg ha− 1 de P aplicados atualmente.
Apesar do aumento no uso de fertilizante P, a eficiência de seu uso ainda é muito menor do que o esperado.
Os baixos valores de eficiência estão associados à alta capacidade de fixação de P dos solos brasileiros e sua capacidade de ligar quase irreversivelmente nas superfícies de oxihidróxidos de Fe / Al.
Essa eficiência pode ser aumentada em até 80% em solos tropicais quando o pH do solo é corrigido frequentemente e as rotações de culturas são adequadas.
Outra maneira de melhorar a eficiência do uso de P é a estratégia de gestão 5R:
Há uma necessidade de adotar estratégias de manejo aprimoradas para explorar P acumulado e sua eficiência, se quisermos aumentar a produção agrícola global preservando os recursos naturais.
Algumas das estratégias mais promissoras incluem:
Quando o solo não está corrigido e adubado de acordo com as necessidades da cultura, isso reflete no volume e na qualidade da produção e, consequentemente, no bolso do produtor. Se você quer dominar as estratégias para evitar essas perdas, acesse o artigo abaixo:
Perdas de produção: solo inadequado

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]]>O post 11 perguntas comuns em relação ao plantio de café apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa etapa é determinante para o sucesso do cultivo e alguns pontos são cruciais para evitar erros que podem refletir na produção da lavoura.
Dessa forma, trouxemos nesse artigo 11 perguntas comuns sobre o plantio do café que poderão te ajudar.
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Deve-se levar em conta a época de maturação dos frutos do cultivar para possibilitar o escalonamento de colheita na propriedade, a resistência ou não a ferrugem, porte da planta, possibilidade de mecanização (porte alto em lavoura manual não é recomendado) e a resistência à colheita mecanizada (desprendimento do fruto).

Implantação de lavouras de café. (Foto: Diego Baquião).
Sim! De acordo com os resultados do estudo feito por Oliveira em 2015, a época de plantio influenciou no crescimento das plantas de café.
O estudo comparou 6 épocas (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março), e de acordo com os resultados, o autor observou que a partir do mês de outubro, quanto mais tardios foram os plantios, menor foi o crescimento inicial dos cafeeiros no primeiro ano em campo.
Isso possivelmente ocorre, pois plantios mais tardios recebem menor quantidade de chuvas, e dessa forma, terão menor tempo para adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica.

Lavoura do cultivar Catuaí 99 na terceira safra. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
Por isso, recomenda-se que o plantio seja realizado mais cedo, preferencialmente nos meses de outubro e novembro (de acordo com a quantidade de chuvas), para que tenham maior disponibilidade de água para seu crescimento e dessa forma, plantas mais desenvolvidas apresentam maior possibilidade de melhores produtividades na primeira safra.
São polímeros que são valorizados pela sua capacidade de absorver água, dessa forma podendo suprir as plantas em épocas de escassez.
Na agricultura, tem sido mais utilizado os polímeros sintéticos como propenamida (denominados de poliacrilamida ou PAM). Esses polímeros têm a capacidade de absorver de 150 a 400 vezes sua massa seca.
O polímero hidroretentor ou gel hidroretentor é um condicionador de solo, e pode ser usado para aumentar a capacidade de armazenamento de água no solo, minimizando os problemas associados à disponibilidade irregular ou deficitária de água.
Depende das condições. Estudos mostram que plantios mais tardios**, tiveram menor percentual de mortalidade quando foi utilizado o gel hidroretentor adicionado a cova de plantio.
Já para plantios realizados mais cedo, com boa disponibilidade água para as plantas, a utilização deste polímero não acarretou em diferenças significativas.
Por isso, sua utilização em condições de déficit hídrico e/ou plantios tardios é uma boa estratégia, no entanto, em plantios em que se tem boa disponibilidade de água, sua utilização não proporciona diferenças.
**Vale destacar que recomendamos sempre que o plantio seja realizado mais cedo – outubro e novembro (de acordo com a quantidade de chuvas).
Isso é problema no plantio. Toda boa muda vai ter pião torto, pois o pião/raiz vai desenvolver bem, chegar no fundo e entortar.
Na hora do plantio é preciso cortar o fundo do saquinho. Já o tubete não tem esse problema, pois quando a raiz chega na parte inferior ela seca devido a presença de luz.

Muda com pião torto. (Foto: Larissa Cocato).
Nessas áreas deve-se atentar para teores de zinco (se estiverem altos podem causar intoxicação na lavoura), compactação do solo e residual de algum herbicida.
Nas questões química, pragas e doenças não há problema.
Se for uma pastagem degradada tem que fazer uma boa correção do solo, fornecer todos os nutrientes necessários e atentar para que não tenha compactação.
A definição de espaçamento correto é complexa de ser falada, pois existem variáveis que irão definir qual o melhor a ser utilizado para a área.
Um espaçamento com bom funcionamento é de 50 a 60 cm entre plantas, independente se a colheita será manual ou mecanizada. No caso da mecanizada um ponto mais importante é a largura da rua que pode ser entre 3,30 m e 4,0 m de acordo com a região.

Lavoura com espaçamento 3,60 m x 0,60. (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Não tem uma melhor fonte. Deve ser levada em consideração as características de cada uma, como por exemplo teor de P, custo, se possui outros nutrientes como o nitrogênio no MAP, o cálcio e o enxofre no Super Simples, por exemplo.
Ainda, existem as fontes de fósforo protegido que devem ser analisadas também com relação a custo e recomendação do fornecedor.
Não. Isso acontece com as fontes de fósforo reativos, que sofreram separação do cálcio em sua composição através da utilização de ácidos.
As outras fontes não têm, mas possuem liberação lenta apresentando eficiência baixa.
Pode. Quando se realiza o chegamento de terra é aconselhável ter uma pessoa vindo depois do trator para desafogar essas mudas e se o implemento não estiver bem regulado ainda pode causar o tombamento ou quebra dessas mudas e ferimentos.
Um ponto importante também é ter umidade no solo para não formar torrões que também podem atrapalhar o desenvolvimento das mudas.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.
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]]>O post Fósforo disponível no solo: interpretação pelo Mehlich-3 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Devido ao aumento do consumo de fósforo, os depósitos de rochas fosfáticas de boa qualidade estão tendo expressiva redução e isso, por consequência, um aumento do custo de extração.
Uma das estratégias que deve ser adotada para isso, é o uso racional de fertilizantes fosfatados pela agricultura, principalmente no Brasil. Além da importância para a segurança alimentar global, há uma alta dependência de fertilizantes fosfatados para a produção agrícola.
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Como a recomendação de fertilizantes fosfatados no Brasil se baseia na análise química do solo, acaba sendo necessário verificar sua eficiência com a evolução dos métodos de cultivo, bem como atualizar importantes valores de referência, como níveis críticos de fósforo no solo.
Figura 1 – Subamostra de solo para análise
A determinação da disponibilidade de fósforo do solo que se transloca para as plantas, no Brasil, é realizada por Mehlich-1 e Resina Trocadora de Íons.
O extrator Mehlich-1 é sensível à capacidade de tamponamento de P do solo. Assim, a interpretação de seus resultados depende do conhecimento prévio das características do solo, com relação às propriedades desses solos, o que não é necessário para Resina trocadora de Íons.
O extrator Mehlich-3 tem sido recomendado como substituto do Mehlich-1, devido às seguintes vantagens:
Assim, o Mehlich-3 possui grande potencial para ser utilizado em diversos laboratórios, cuja rotina seja para analisar solos no Brasil. Isso é possível devido à sua extração com múltiplos elementos, o que reduz os custos de análise.
O Mehlich-1 e o Mehlich-3 possuem princípios similares de extração, baseados principalmente em solubilização ácida e troca aniônica.
Durante o procedimento de extração no Mehlich-1, ocorre a solubilização dos fosfatos pelos íons H+ e a troca de SO4– pelo extrator com o PO4–, que é adsorvido com menor energia de ligação. Ao mesmo tempo, a ocupação dos locais de adsorção de PO4– por SO4– mantém a solução dessorvida de PO4–.
A extração do Mehlich-3 ocorre a um pH tamponado de 2,5, devido à presença de ácido acético, o que resulta em menos solubilização das formas de P-Ca do que o Mehlich-1, em que o pH do solo: a suspensão da solução é de cerca de 1,2.
Além disso, a presença de NH4F na solução Mehlich-3 extrai especificamente as formas P-Al e o EDTA, podendo ser responsável pela extração de algumas formas orgânicas de P.
A extração com Resina Trocadora de Íons é baseada no processo de adsorção de P na solução do solo pela resina aniônica. Consequentemente, na dessorção do P adsorvido em partículas do solo, que estão em equilíbrio com a solução do solo durante a agitação com o solo: água (1: 10 v / v) para 16 h.
É por isso que alguns autores afirmam que a Resina Trocadora de Íons age de maneira semelhante às raízes das plantas.
A extração com Mehlich-1 é realizada com (HCl 50,0 mmol L-1 H2SO4 12,5 mmol L-1) e no Mehlich-3 é realizada com (NH4F 15 mmol L-1 CH3COOH 200 mmol L-1 NH4NO3 250 mmol L-1 HNO3 13 mmol L-1 EDTA 1 mmol L-1) na proporção 1:10 solo: solução (5 cm³ para 50 mL do extrator).
As amostras são agitadas com a solução extrativa por 5 min e, em seguida, é realizada a filtração com papel de filtro lento.
Para extração com Resina de troca iônica, é utilizada uma mistura de resina de troca aniônica e resina de troca catiônica.
A extração é realizada agitando 2,5 cm³ de solo peneirado com 25 mL de água e bola de vidro por 15 min. Depois disso, a bola de vidro é removida e adicionados 2,5 cm³ de resina trocadora de íons e agitados com o solo e a água por 16 h. Em seguida, a resina trocadora de íons é removida do solo e agitado por uma hora com uma solução de NH4Cl 0,8 mol L-1 com HCl 0,2 mol L-1 para liberar o P.
Após a obtenção dos extratos, é realizada a determinação de P.
Devido à sensibilidade do Mehlich-3 ao tamponamento de P do solo, as faixas de interpretação para o teor de P disponível no solo é medido de acordo com o teor de argila e P-rem (Tabela 1).
Tabela 1. Classes para interpretação da disponibilidade de P do solo pelo extrator Mehlich-3, de acordo com a proporção do teor de argila ou P-rem. Fonte: Reis et al. (2020)
Conforme apresentado na Tabela 1, o nível crítico de P do solo por Mehlich-3 é estratificado de acordo com o P-rem em intervalos menores acima do P-rem de 19 mg L-1 (14,2 – 21,3 mg dm-3) em comparação com a recomendação para Mehlich-1 (15,8 – 30,0 mg dm-3).
As faixas de interpretação do P – Mehlich-3 levam em consideração a perda descontínua da capacidade de extração de P do extrator Mehlich-3. Também são apresentadas as faixas de disponibilidade mais baixas para argila como uma medida de capacidade de tamponamento de P do solo.
O nível crítico de P disponível no solo são os valores do limite superior da classe média.
As taxas de recuperação de fósforo no solo e os níveis críticos obtidos pelos extratores Mehlich-1 e Mehlich-3 são influenciados pela capacidade de tampão P do solo, avaliada pelo teor de argila do solo e o restante de fósforo. O que não ocorre com a resina de troca iônica.
O extrator Melhlich-3 sofre uma perda descontínua da capacidade de extração com o aumento da capacidade tampão do fósforo no solo, o que resulta em intervalos menores da disponibilidade de fósforo no solo na tabela de interpretação.
Para entender a análise do fósforo pelo Mehlich-3, é preciso ter um conhecimento prévio em tamponamento ou do fósforo restante, também chamado de remanescente ou pelo teor de argila desse solo.
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