fungo Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/fungo/ Tue, 17 Jan 2023 12:33:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png fungo Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/fungo/ 32 32 Cigarrinha-das-pastagens: como controlar essa praga? https://blog.rehagro.com.br/cigarrinhas-das-pastagens/ https://blog.rehagro.com.br/cigarrinhas-das-pastagens/#comments Sun, 20 Nov 2022 16:29:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5552 Para o manejo da cigarrinha-das-pastagens não se deve pensar em um método isolado e sim em um conjunto de medidas que devem ser adotadas de maneira integrada e ecológica, visando a redução do nível populacional da praga, a preservação dos inimigos naturais e a proteção das gramíneas forrageiras na sua fase de maior suscetibilidade ao […]

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Para o manejo da cigarrinha-das-pastagens não se deve pensar em um método isolado e sim em um conjunto de medidas que devem ser adotadas de maneira integrada e ecológica, visando a redução do nível populacional da praga, a preservação dos inimigos naturais e a proteção das gramíneas forrageiras na sua fase de maior suscetibilidade ao ataque.

 

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Controle cultural da cigarrinha-das-pastagens

Diversificação das pastagens: consiste no estabelecimento de pastos com diferentes espécies de gramíneas e com variável nível de suscetibilidade às cigarrinhas.

Nos períodos de maior incidência do inseto, os pastos formados com gramíneas de suscetibilidade alta (Brachiaria decumbens cv Basilisk, Brachiaria ruziziensis) e tolerantes (Brachiaria humidicola) devem ser submetidos a pastejo leve, enquanto os animais são manejados nos pastos com capins resistentes (Brachiaria brizantha cv Marandu, Panicum maximum cv Massai).

Cigarrinha-das-pastagens

Assim, os suscetíveis mantém seu vigor, suportando os danos causados pela praga. Recomenda-se evitar a formação de extensas áreas de pastagens com uma única espécie, na tentativa de impedir que a resistência seja superada.

Manejo de pastagens

Através da subdivisão dos pastos e controle da pressão de pastejo. Durante o período de maior ocorrência do inseto (novembro a abril), evitar o superpastejo, principalmente das gramíneas suscetíveis.

As gramíneas com hábito de crescimento rasteiro devem ser mantidas a altura entre 25 cm e 30 cm e as de crescimento cespitoso entre 40 e 45 cm, o que mantém o vigor das plantas e permite a preservação dos inimigos naturais das cigarrinhas.

Recomenda-se que pastagens de capins suscetíveis sejam rebaixadas, sem sobra de matéria senescente durante o período de maior concentração de postura de ovos em diapausa (março/abril).

Pastagem de tifton danificada por cigarrinhasPastagem de tífton danificada por cigarrinhas

Correção do pH e adubação de pastagens

Com o decorrer do tempo de utilização dos pastos, há uma constante e crescente queda no vigor da rebrota das forrageiras e infestação por plantas invasoras. Além disso, o ataque de pragas e doenças e o manejo inadequado resultam no processo de degradação das pastagens.

A reposição periódica dos nutrientes limitantes ao crescimento das gramíneas (fósforo, potássio e nitrogênio) deve ser determinada pela análise de solo e exigências da forrageira, a fim de manter as plantas vigorosas e resistentes ao ataque não só das cigarrinhas, mas de outras pragas também.

Consorciação de gramíneas x leguminosas

Baseia-se no princípio de que as cigarrinhas alimentam-se exclusivamente de gramíneas, assim quando essas estiverem consorciadas com leguminosas, há redução do substrato livre para praga. Quando as leguminosas são plantadas em faixas, essas atuam como barreira na dispersão dos adultos.

Além disso, deve-se considerar que pastagens consorciadas, quando bem manejadas, apresentam melhor valor nutritivo que reflete positivamente no desempenho animal.

Sementes forrageiras

Ao se adquirir sementes para formação e reforma de pastagens, deve-se certificar de que apresentam boa qualidade e ausência de ovos de cigarrinhas em quiescência.

Uso do fogo

O uso indiscriminado da queimada traz prejuízos à ecologia (extermínio dos inimigos naturais) e propriedades físico-químicas e biológicas do solo, que contribuem no processo de degradação das pastagens.

Deve-se restringir a pastos que tradicionalmente apresentam altas infestações através de queimada controlada durante a estação seca, buscando-se inviabilizar os ovos quiescentes, o que nem sempre é alcançado, podendo ter pouco ou nenhum controle. Recomenda-se, portanto, evitar o uso de tal medida.

Controle químico

O emprego de inseticidas no controle de adultos de cigarrinhas, só se justifica em caso de pastagens que tenham um alto valor agregado, como às destinadas à produção de sementes.

Para efetuar o controle, deve-se monitorar a população das ninfas, através de observações periódicas no campo. Recomenda-se, o controle somente após a constatação da existência de 20 a 25 ninfas de últimos instares (quase adultos)/m2.

Como existem ninfas de diferentes instares (“idades”), pode ser necessário repetir a aplicação sete dias após. Jamais utilizar inseticidas após a constatação do amarelecimento, pois a expressão dos sintomas se dá cerca de três semanas após o ataque das cigarrinhas adultas, período no qual os insetos responsáveis pelo dano já completaram seu ciclo. Ao conciliar o controle químico ao biológico numa mesma área de pastagem, deve-se optar por inseticidas compatíveis ao agente biológico.

O maior desafio ao controle químico das formas jovens das cigarrinhas, evitando-se assim que o adulto injete a saliva tóxica e cause o dano às pastagens, é fazer com que os produtos consigam vencer a barreira de proteção oferecida pela espuma na base da planta forrageira.

Controle biológico

Os inimigos naturais atuam em maior ou menor grau para redução da população das cigarrinhas, devendo-se adotar medidas que visem manter e/ou aumentar as suas populações, na busca do equilíbrio biológico.

Em condições de campo, as cigarrinhas são parcialmente controladas por vários inimigos naturais, entre eles o mais importante é o fungo Metarhizium anisopliae que coloniza as ninfas e os adultos. No entanto, a efetividade do fungo depende dos fatores ambientais, principalmente, temperatura e umidade relativa do ar.

Webinar Cigarrinhas das pastagens

Também tem-se observado larvas das moscas, Salpingogaster nigra e Salpingogaster pygophora, penetrando a massa espumosa para se alimentarem das ninfas e outros inimigos naturais, tais como: aranhas, formigas, microhimenópteros e nematóides entomopatogênicos.

O fungo M. anisopliae tem-se mostrado uma alternativa válida no controle das cigarrinhas em canaviais, com eficiência variando de 10 a 60%.

Em regiões ecologicamente favoráveis ao entomopatógeno, o uso do fungo tem superado o efeito real dos inseticidas químicos na evolução da praga. Embora ainda não se tenha definido um nível de dano econômico para a cigarrinha-das-pastagens, sugere-se que sejam feitos levantamentos populacionais da praga antes do controle, levando-se em consideração todas as medidas citadas anteriormente.

Para tanto, no período de máxima precipitação, quando ocorre a maior incidência do inseto, sugere-se realizar levantamentos de insetos a cada 15 dias.

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Giberela no trigo: como identificar e realizar o manejo correto https://blog.rehagro.com.br/giberela-no-trigo-o-fungo-giberella-zeae/ https://blog.rehagro.com.br/giberela-no-trigo-o-fungo-giberella-zeae/#respond Wed, 28 Apr 2021 14:22:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9212 No Brasil, a giberela alcançou o “status” de principal doença nas regiões produtoras de trigo. Por esse motivo, todo agricultor que pretende lidar com este cereal, precisa ficar atento aos sinais e compreender sobre manejos que podem reduzi-la. O trigo é uma cultura de grande importância mundial, estando sempre entre os mais produzidos e apreciados […]

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No Brasil, a giberela alcançou o “status” de principal doença nas regiões produtoras de trigo. Por esse motivo, todo agricultor que pretende lidar com este cereal, precisa ficar atento aos sinais e compreender sobre manejos que podem reduzi-la.

O trigo é uma cultura de grande importância mundial, estando sempre entre os mais produzidos e apreciados por suas multifuncionalidades. São muitos subprodutos oriundos deste cereal, porém ele é limitante em condições climáticas.

 

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O Brasil, por ser um país tropical, não favorece muito o cultivo do trigo que se desenvolve mais plenamente em climas temperados. Isso restringe um pouco seu cultivo em nosso país, que em sua grande maioria se concentra no sul e alguns estados do sudeste.

O clima em si, não atrapalha apenas no desenvolvimento deste cereal, mas na ocorrência de doenças fúngicas e que em sua grande maioria está associada à alta umidade. É o caso da Giberela, conhecida também por fusariose do trigo.

Ocorrência da doença

A giberela, cujo agente causal é o fungo Gibberella zeae (Schwein.) Petch (anamorfo Fusarium graminearum Schwabe), é uma das principais doenças em trigo, sendo transmitida em sua grande maioria, pelas sementes contaminadas.

Esta doença se manifesta mais intensamente em regiões com excesso de chuva e temperaturas amenas durante os períodos de floração e maturação dos grãos, podendo ser encontrada de forma generalizada por todo o mundo.

A doença é mais frequentemente encontrada no trigo, mas também pode afetar a cevada, a aveia, o centeio e algumas gramíneas forrageiras.

Sintomas da giberela

A giberela é melhor reconhecida pelo branqueamento de flores na ponta. Infecções graves podem causar crestamento precoce ou branqueamento de todo o espinho. Outros sintomas incluem descoloração de bronzeado a marrom.

Normalmente um micélio rosado/laranja está presente na base das flores sob condições úmidas, e grãos que são enrugados, brancos e de aparência calcária. Peritécios (corpos escuros de frutificação) são produzidos dentro do micélio, posteriormente no processo de infecção. Espiguetas descoloridas e doentes são estéreis ou contêm sementes murchas/descoloridas (geralmente com uma tonalidade rosa ou laranja).

Giberela no trigo

Como ocorre a transmissão da giberela

A transmissão do patógeno da semente para a plântula, ocorre entre as etapas de disseminação e colonização do seu ciclo de vida. Esse processo implica no transporte que proporciona uma infecção bem-sucedida, dando origem a uma planta doente.

Quanto à quantificação da transmissão, esta pode ser realizada através da detecção dos sintomas nas plantas, partindo do princípio de que o único meio de inoculação foi através da associação do patógeno com a semente.

Patógenos necrotróficos, em sua grande maioria e parte dos biotróficos, utilizam-se da semente como veículo de disseminação, abrigo e sobrevivência.

Dentre os fatores que afetam a transmissão dos patógenos a partir de sementes e, que podem afetar o estabelecimento do patógeno em uma cultura, destacam-se:

  1. Espécie cultivada (resistência varietal);
  2. Condições ambientais (umidade ambiental e do solo, temperatura, vento, chuva e luz);
  3. Inóculo (viabilidade, localização na semente, tipo);
  4. Práticas culturais (tipo de solo, pH, população de plantas, profundidade de semeadura e época de plantio, fertilização, etc.);
  5. Sobrevivência do inóculo;
  6. Vigor da semente;
  7. Microflora do solo e da semente, entre outros.

Existem ainda duas outras maneiras possíveis de estabelecimento do patógeno no interior das sementes: através do sistema vascular de plantas atacadas e através de órgãos fertilizadores, como grão de pólen contaminado ou infectado.

No caso da contaminação de sementes por patógenos, esta é comumente concretizada pela mistura mecânica do inóculo por ocasião da manipulação de plantas durante a colheita.

Reduzindo o contágio do patógeno

Tais fatores podem reduzir ou incrementar significativamente a passagem do patógeno para os órgãos foliares e/ou radiculares da planta hospedeira, refletindo no desenvolvimento da doença na lavoura.

A transmissão de patógenos através das sementes é capaz de propiciar:

  • Introdução do patógeno em novas áreas;
  • Sobrevivência do microrganismo na ausência do hospedeiro;
  • Seleção e disseminação de raças específicas a determinados hospedeiros e
  • Distribuição através da população de plantas como focos primários de inóculo.

Por se tratar de uma associação biológica, as taxas de transmissão planta-semente e semente-plântula são bastante influenciadas pelo ambiente e pelas características inerentes ao patógeno e ao hospedeiro.

A idade da planta, na ocasião da infecção, por exemplo, é um dos fatores que afeta a transmissão. De qualquer forma, essa relação biológica é afetada por fatores físicos, biológicos e por aqueles inerentes ao tipo de germinação das sementes.

Para patógenos habitantes do solo, como é o caso dos fungos pertencentes ao gênero Fusarium, o acesso à superfície dos frutos e sementes é favorecido pelo contato direto dessas estruturas com o solo ou através de respingos de chuva ou de irrigação por aspersão.

Manejo de controle da giberela

A giberela é considerada a doença do plantio direto. A sobrevivência saprofítica do patógeno em diversos hospedeiros, como espécies de plantas cultivadas, nativas e invasoras, assim como a facilidade de dispersão dos ascósporos, transportados a longa distância pelo vento, faz com que a giberela não seja controlada eficientemente pela rotação de culturas.

A grande disponibilidade de inóculo no ar, durante o período de floração, associada a períodos de molhamento contínuo, tem levado a danos significativos na cultura do trigo.

O escalonamento na época de semeadura e o uso de cultivares com diferentes ciclos, são estratégias de escape que possibilitam que as plantas possam atingir o período de predisposição sob condições climáticas adversas ou menos favoráveis ao patógeno.

No Brasil, ainda não estão disponíveis pela pesquisa cultivares resistentes à doença. Há indicação de cultivares com diferentes níveis de tolerância.

A aplicação de fungicidas específicos na floração é uma estratégia recomendada. A eficácia de controle depende principalmente do fungicida e do momento de aplicação.

A eficácia de controle químico da giberela no campo e o rendimento de grãos de trigo são maiores quando as aplicações de fungicidas específicos são realizadas no início do estádio fenológico de floração.

Desempenhos de fungicidas aplicados em grãos de trigo com giberelaTabela 1 – Desempenho de fungicidas aplicados no início da floração sobre o rendimento de grãos, peso de mil grãos e incidência de Fusarium graminearum em grãos de trigo.

O maior rendimento de grãos foi obtido com o fungicida metconazole, diferindo estatisticamente da testemunha, com aumento relativo de 29,6%. Uma única aplicação de todos os fungicidas proporcionou aumento médio no rendimento de grãos em relação à testemunha de 24,3%, variando de 15,7% até 29,6% (Tabela 1).

O que é eficiente contra a giberela

Em termos gerais, é possível reduzir a incidência dessa doença fúngica por meios práticos. Como ela é uma doença que requer a umidade, é preciso fazer o manejo sanitário em restos culturais, caso opte pelo plantio direto.

O uso de cultivares tolerantes à doença também pode ajudar e, ainda, o manejo gradual de mudança de cultivares no plantio, sendo eles de ciclos distintos, auxilia na tolerância da planta e desfavorece a doença.

Por fim, se optar pelo tratamento químico, fique atento à qualidade do produto e principalmente a época de aplicação, que deve ser no início do florescimento.

Trigo com giberelaFonte: Brown et al. (2011)

Trigo

A giberela é a principal doença apontada pelos triticultores, mas há outras como mancha-amarela e ferrugem. Todas elas reduzem significativamente a produção e, caso não sejam controladas, podem permanecer nos restos culturais e serem passadas às próximas culturas, comprometendo sua renda!

Além das doenças, há ainda as pragas e daninhas. Ou seja, é preciso entender de forma específica cada uma delas, se quiser alcançar os resultados que almeja em sua produção.

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Diferenças entre a mancha aureolada e cercosporiose: veja as principais https://blog.rehagro.com.br/diferencas-entre-mancha-aureolada-e-cercosporiose/ https://blog.rehagro.com.br/diferencas-entre-mancha-aureolada-e-cercosporiose/#respond Tue, 09 Feb 2021 18:00:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8792 Mancha aureolada ou cercosporiose? A confusão pode custar caro para o produtor! Os sintomas são parecidos e geram dúvidas até mesmo nos profissionais mais experientes! Mas esse erro gera grandes prejuízos para o bolso e para a produção, uma vez que o agente etiológico é diferente e, dessa forma, o controle também! Saiba com esse […]

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Mancha aureolada ou cercosporiose? A confusão pode custar caro para o produtor! Os sintomas são parecidos e geram dúvidas até mesmo nos profissionais mais experientes!

Mas esse erro gera grandes prejuízos para o bolso e para a produção, uma vez que o agente etiológico é diferente e, dessa forma, o controle também!

Saiba com esse artigo como não errar esse diagnóstico!

Mancha Aureolada em folha de cafeeiroSintomas de mancha aureolada no cafeeiro. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

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Mancha Aureolada

É causada pela bactéria Pseudomonas Syrigae.

A mancha aureolada é favorecida por temperaturas de 25° a 30°C, pluviosidade elevada e alta umidade relativa.

Além disso, os ferimentos servem como porta de entrada para esse patógeno, podendo ser causado por áreas sujeitas a ação dos ventos (maiores altitudes), por chuva de granizo ou frio intenso que podem provocar essas lesões (Pozza et al., 2010).

Mancha Aureolada e CercosporioseSintomas de mancha aureolada no cafeeiro. (Foto: Diego Baquião).

Cercosporiose

É causada pelo fungo Cercospora coffeicola.

A cercosporiose é favorecida pela radiação solar, uma vez que locais mais expostos ao sol ativam a enzima cercosporina, aumentando assim a incidência da doença.

Outra condição favorável é o desequilíbrio nutricional principalmente entre potássio e cálcio, assim como temperaturas de 10° a 25°C e alta umidade relativa.

Folha com sintomas de cercosporioseSintomas de cercosporiose no cafeeiro. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Sintomas mancha aureolada x cercosporiose

Mancha Aureolada e CercosporioseMancha aureolada (foto da esquerda) e cercosporiose (foto da direita). (Foto: Luiz Paulo Vilela).

A mancha aureolada (foto da esquerda) pode infectar desde mudas de café no viveiro, lavouras novas até lavouras adultas, causando manchas de cores pardas, circundadas por um grande halo amarelo, o que caracteriza o nome mancha-aureolada.

A cercosporiose (foto da direita) é uma doença que também pode infectar desde mudas no viveiro, até lavouras novas e adultas, e pode apresentar sintomas nas folhas e nos frutos.

As folhas apresentam manchas circulares de coloração castanho-clara a escura, com centro branco-acinzentado, que não é verificado no sintoma da mancha aureolada.

Essas manchas quase sempre são envolvidas por um halo amarelado, como o sintoma causada pela bactéria Pseudomonas Syrigae, porém com coloração amarelo menos acentuada.

Sintomas de mancha aureolada e cercosporioseReboleira de Mancha Aureolada em viveiro (Foto: Diego Baquião)

Para diferenciar a mancha aureolada da cercosporiose, pode-se observar a seca de ramos, que é um sintoma característico, em que os ramos secam e ficam inicialmente com as folhas murchas, caindo posteriormente as folhas, sintoma esse que não é observado pela incidência de Cercospora coffeicola.

Mancha aureolada em cafeeiroIncidência de mancha aureolada nos ramos de lavouras de produção (Foto: Diego Baquião).

Incidência de mancha aureolada no cafeeiroIncidência de mancha aureolada nos ramos de lavouras de produção (Foto: Diego Baquião).

Sintomas de cercosporiose em folha e fruto do cafeeiroSintomas de Cercospora nas folhas de café (foto da esquerda) e nos frutos de café (foto da direita).

É importante estar atento aos sintomas no campo! Assim, o manejo correto pode ser realizado em cada uma das situações, evitando maiores prejuízos!

Fique de olho também em outras doenças que acometem o cafeeiro, como a ferrugem, além das pragas, que causam defeitos nos grãos e comprometimento da qualidade.

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A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Mancha-alvo na cultura da soja: quais os sintomas e como tratá-la https://blog.rehagro.com.br/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/ https://blog.rehagro.com.br/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/#respond Mon, 25 Nov 2019 16:30:33 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6544 A soja e o milho sempre estão entre os grãos mais produzidos no mundo. E a cada ano, cultivares de soja e milho passam por melhoramentos genéticos, com o claro objetivo de adquirir mais resistência e tolerância a doenças e a fatores abióticos como o clima. Entretanto, doenças representam um grande entrave para qualquer cultura […]

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A soja e o milho sempre estão entre os grãos mais produzidos no mundo. E a cada ano, cultivares de soja e milho passam por melhoramentos genéticos, com o claro objetivo de adquirir mais resistência e tolerância a doenças e a fatores abióticos como o clima.

Entretanto, doenças representam um grande entrave para qualquer cultura e as que demandam uma atenção maior, são as que podem afetar a soja em qualquer época. É o caso da mancha-alvo, que trataremos neste artigo.

mancha-alvo (Corynespora cassiicola) é uma doença fúngica, comumente encontrada em lavouras de soja de toda a região do Brasil e pode incidir sobre a cultura em todo o seu ciclo, por isso é preciso uma atenção maior a ela!

 

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A sobrevivência deste patógeno depende de dois pontos principais: restos culturais e sementes.

No caso dos restos culturais, o patógeno pode sobreviver, principalmente em áreas sob sistema de plantio direto, afinal, esses restos de culturas passadas, unindo com a umidade, favorecem diversos fungos e um deles é o da mancha-alvo.

E o outro ponto a ser observado, são as sementes. É o principal meio de disseminação da mancha-alvo! Elas precisam, portanto, serem de boa procedência e qualidade.

Ainda assim, é preciso observar que as condições ideais para que tenha ocorrência da mancha-alvo na lavoura são: alta umidade relativa e temperaturas amenas (18-21°C).

Sintomas causados pela mancha-alvo

Muito embora essa doença seja frequentemente observada nas folhas, ela também pode afetar hastes, raízes, o que pode causar podridões nas flores e vagens da planta.

O sintoma típico causado por este patógeno, como o próprio nome diz, é por meio do aparecimento de pequenos pontos ou manchas com halo amarelado, que conforme vai crescendo, apresenta pontuações com coloração variando de castanho-claro a castanho-escuro no centro e anéis concêntricos de coloração escura.

As imagens a seguir, mostram os indícios dos sintomas em uma folha e na haste.

Folha e haste com sintomas de mancha-alvoFonte: EMBRAPA

Quando essa doença fúngica afeta a área das folhas, pode ocorrer redução da área fotossintética ou até mesmo a desfolha de forma precoce, e isso, por si só, irá comprometer o enchimento de grãos. Ou seja, é preciso ficar atento durante todos os estádios fenológicos da planta!

Além disso, a doença pode causar apodrecimento de vagens e hastes, o que irá influenciar diretamente no rendimento da cultura.

Quando essa doença ocorre nas lavouras de soja, em níveis elevados pode reduzir e comprometer a produtividade da soja em até 50%!

Portanto, nesse artigo, serão apresentados também, resultados de um estudo que buscou criar as ferramentas que pudessem auxiliar na avaliação e quantificação da presença do fungo da mancha-alvo, a fim de melhorar o manejo da lavoura.

Na imagem a seguir, é possível notar, tanto na folha normal de soja, quanto em escala em análise, os níveis de severidade da doença mancha-alvo.

Observe que da esquerda para a direita, o nível da severidade aumenta (de 1% a 52%) e, consequentemente, a incidência do sintoma mais visível que são as manchas circulares com halo amarelo e anéis concêntricos castanhos, aumentando e escurecendo, à medida que a doença avança.

Escala diagramática para avaliação da mancha-alvo da soja

Coleta de dados para utilização da escala diagramática

Muitos podem estar se perguntando: para que devo usar a escala diagramática? 

O uso desta escala serve para auxiliar o produtor ou engenheiro agrônomo a ter um parâmetro sobre a evolução e intensidade da doença na lavoura.

No entanto, a forma e o momento ideal para se fazer o controle da doença, fica a critério do responsável. Lembrando que, se for sistema de plantio direto, não apenas favorece doenças fúngicas como a mancha-alvo, mas também pragas, como o percevejo.

Caso proceda com a coleta de dados da escala diagramática, pode-se coletar um número médio de 15 de folhas por gleba, por cerca de 10-14 dias. Neste período, se for feita a aplicação de algum fungicida para controle da doença, as folhas devem continuar sendo coletadas, mesmo assim.

Após a obtenção e conferência dos dados, os mesmos deverão ser transferidos para uma planilha para que seja possível gerar o gráfico. Com os dados e o gráfico feitos, será possível avaliar o progresso da doença e/ou eficácia do controle, caso já esteja fazendo.

Estratégias de manejo da mancha-alvo

Para a não ocorrência da mancha-alvo nas lavouras de soja, ou a menor incidência das mesmas, algumas estratégias podem e devem ser tomadas. Assim, o risco de comprometimento da produtividade da lavoura diminui. São eles:

  1. Uso de cultivares resistentes;
  2. Uso de sementes sadias e de boa procedência (como mencionado, a principal incidência da doença vem de sementes infectadas);
  3. Tratamento de sementes;
  4. Rotação e sucessão de culturas com milho ou outras gramíneas;
  5. Uso de fungicidas.

Como pode perceber, o manejo existe desde a escolha da cultivar, ou seja, antes mesmo de implementar a lavoura, passa pelo tratamento de sementes, para evitar a incidência, mas também há manejo, caso a doença já esteja instalada.

Atenção, porém, ao optar pela 5ª estratégia: uso de fungicida!

É importante lembrar que ao adotar o controle químico, deve-se fazer a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação, pois isso permite com que a doença não se torne resistente a algum produto.

Abaixo estão apresentados os resultados de uma pesquisa do ano de 2017, a qual foram testados diferentes fungicidas registrados pelo MAPA para o controle desta doença, com aplicações sequenciais. Fique por dentro:

Os melhores tratamentos, os quais proporcionaram maiores produtividades e menor incidência da doença foram:

  1. bixafen + protioconazol + trifloxistrobina;
  2. piraclostrobina + fluxapiroxade;
  3. piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxade;
  4. trifloxistrobina + protioconazol;
  5. picoxistrobina + tebuconazol + mancozebe.

Qual combinação de produtos usar para o controle da mancha-alvo em soja? Isso depende muito da escolha do responsável técnico da área, pois como pode perceber, as cinco combinações se mostraram eficazes.

Lembrando que para melhores resultados, as demais táticas para manejo da doença também devem ser empregadas.

Bom… A mancha-alvo você já aprendeu, e pôde perceber que por ser fúngica, demanda alta umidade e temperatura amena. Existem várias doenças dessa natureza em grãos e a maioria se manifesta visualmente por manchas, que é o caso da mancha-amarela que já foi detectada em mais de 60% dos levantamentos em campo!

A diferença de uma lavoura farta para uma básica ou deficiente em produção está em saber manejar cada etapa do ciclo da cultura, bem como proteger a lavoura em todo o processo.

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Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Micotoxinas no trigo: saiba como evitar a contaminação https://blog.rehagro.com.br/micotoxinas-no-trigo/ https://blog.rehagro.com.br/micotoxinas-no-trigo/#respond Wed, 12 Jun 2019 15:02:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5905 Imagine demorar toda uma safra de lavouras de trigo e, no final, ele não poder ser comercializado porque acabou pegando fungo tóxico e colocando em risco a alimentação por meio dele? Lidar com lavouras e obter renda por meio dela, vai muito além de semear e colher. Entre dispor as sementes no solo e colher […]

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Imagine demorar toda uma safra de lavouras de trigo e, no final, ele não poder ser comercializado porque acabou pegando fungo tóxico e colocando em risco a alimentação por meio dele?

Lidar com lavouras e obter renda por meio dela, vai muito além de semear e colher. Entre dispor as sementes no solo e colher os grãos, há pormenores que farão a lavoura ter fartura e lucro, ou prejuízo. Aliás, na ‘borda’ desses dois extremos (semeadura e colheita), ainda há:

  • Planejamento da safra;
  • Análise e preparo do solo;
  • Escolha das sementes adequadas;
  • Escolha do melhor sistema e manejo;

 

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E, mesmo tendo tudo isso planejado e executado bem, há ainda as precauções que devem ser tomadas na pós-colheita, que é o caso de armazenamento, ensacamento, distribuição e comercialização. Grãos são organismos que transpiram e, como tal, precisam de uma umidade, por exemplo, que não o faça germinar ou ainda que seja propício aos fungos.

Tudo isso se reflete na qualidade do produto, que no caso do trigo, pode ainda passar aos subprodutos.

Então, neste artigo abordaremos um dos assuntos mais importantes quando se pensa em segurança alimentar, que é a presença de micotoxinas, especialmente em trigo armazenado.

A cada ano a população mundial cresce e com isso, a busca por aumento de produção de alimentos também. Diante disso, a cadeia produtiva, principalmente a primária, deve se movimentar para que possa disponibilizar a maior quantidade de produtos possíveis. No entanto, não é só produzir incessantemente, pois, nada adianta se estes produtos não apresentarem qualidade e segurança alimentar.

O que são as micotoxinas?

As micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas a partir do crescimento de fungos. Seu desenvolvimento ocorre em função de condições de temperatura e umidade quando propícias.

O surgimento pode ter início na produção dos grãos, ainda na lavoura, ou no processo de armazenamento, e os efeitos de sua presença são: perda de rendimento e produção de micotoxinas.

Essas micotoxinas, podem causar alterações não desejadas, como:

  • Alterar o sabor;
  • Alterar o odor e
  • Alterar até a aparência dos alimentos.

Durante o cultivo do trigo, a presença do fungo causador da doença Giberela (Fusarium) é o grande responsável pela produção de micotoxinas. Enquanto no armazenamento, os fungos Aspergillus e Penicillium são os responsáveis.

Estes fungos são considerados toxigênicos, portanto, é preciso se atentar à presença deles de modo a garantir qualidade e segurança alimentar aos produtos finais.

Os perigos das micotoxinas em alimentos

A presença destas micotoxinas em alimentos deve ser levada realmente a sério, pois, quando ingeridas, em quantidades suficientes, podem causar sintomas e afetar diversos órgãos, inclusive vitais, como:

  • Fígado;
  • Rins;
  • Cérebro;
  • Músculos;
  • Sistema nervoso.

Os sintomas variam de náuseas à falta de coordenação dos movimentos, podendo levar o indivíduo à morte.

Os produtos infectados podem, ainda, afetar de forma direta e indireta:

  • Direta: utilização direta dos produtos na alimentação humana e animal;
  • Indireta: a partir dos subprodutos e derivados contaminados que foram utilizados na alimentação animal, transferindo a toxina para o leite e carnes.

É relatado que a forma mais frequente de contaminação por micotoxinas é direta, onde se utiliza na alimentação, cereais, sementes oleaginosas e produtos derivados, os quais foram contaminados no processo pré e pós colheita.

De acordo com dado da FAO, cerca de 25% dos alimentos no mundo estão contaminados com micotoxinas e, confirmando ainda mais a importância desse artigo, os principais são:

  1. Alimentos de origem agrícola (cereais, sementes oleaginosas, frutos e vegetais);
  2. Alimento de origem animal (leite e seus derivados e carne);
  3. Produtos fermentados (cerveja, aditivos alimentares e vitaminas).

Mesmo em lavouras tecnificadas, com adoção de agricultura de precisão, esses tipos de fungos podem aparecer ainda na lavoura, por isso requer mais atenção.

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Devido aos efeitos negativos destas toxinas à saúde humana e animal, bem como no quesito econômico, foi estabelecido uma legislação específica que determina um valor de nível máximo de presença destas substâncias nos produtos alimentícios, que é denominada de LMT (Limites Máximos de Tolerância), criada pela ANVISA.

Principais micotoxinas do trigo

Atualmente são quatro micotoxinas que acometem os produtos à base de trigo:

  1. Desoxinivalenol (DON);
  2. Zearalenona (ZEA);
  3. Ocratoxina A (OCRA) e
  4. Aflatoxinas (AFLA) B1, B2, G1 e G2.

De acordo com a legislação, até este ano de 2019, o limite máximo de tolerância deve ser reduzido em alguns produtos para algumas micotoxinas, fique por dentro:

Tolerância de micotoxinas no trigo

A micotoxina Desoxinivalenol (DON) é a principal toxina que afeta a cultura do trigo e sua ocorrência está associada às espécies de fungos do complexo Fusarium graminearum, encontrado geralmente em cereais e responsável pela doença Giberela.

As condições climáticas de umidade elevada e temperaturas amenas, que já favorecem o surgimento de fungos, como a ferrugem em trigo, também favorecem a presença de DON durante o cultivo do grão.

Assim como a DON, a micotoxina ZEA também é produzido por fungos do gênero Fusarium, em especial Fgraminearum e F. culmorum, as quais ocorrem ainda com a cultura no campo e sob condições de boa precipitação pluviométrica e temperaturas amenas.

A micotoxina OCRA é produzida pelos fungos Aspergillus carbonarius, A. ochraceus, A. selerotiorum e A. sulphureus, e sua ocorrência se dá em fase de pós-colheita, principalmente quando o produto conservado estiver com umidade acima de 13%.

Assim como a OCRA, a micotoxina AFLA é também produzida por fungos do gênero Aspergillus, sendo eles: Aspergillus flavus, A. parasiticus e A. nomius. Sua ocorrência também se dá em fase pós-colheita.

Como evitar a presença de micotoxinas no trigo?

  • Utilização de cultivares mais resistentes à colonização fúngica e a Giberela;
  • Manejo adequado de Giberela em trigo – integrar ferramentas de manejo de doenças;
  • Colheita apropriada;
  • Secagem, armazenamento e estocagem adequados;
  • Controle de insetos e roedores, para evitar danos aos grãos;
  • Descarte de grãos leves, chochos e atacados por fungos;
  • Controle de umidade e temperatura no armazenamento;
  • Tempo de estocagem dentro dos limites de vitalidade dos grãos.

Fique atento! Como você pôde ver nesse artigo, os cuidados com a segurança alimentar, evitando o desenvolvimento de fungos e a produção de micotoxinas vão desde a lavoura, na armazenagem, mas também nos derivados, para não comprometer a saúde animal e humana.

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Alessandro Alvarenga

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