O post 4 dicas para aumentar o lucro na pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento do lucro da atividade.
Os resultados do negócio leite têm sido bem satisfatórios nos últimos tempos. É claro que há flutuações entre fazendas, havendo aquelas com ótimos retornos e aquelas que precisam ser mais eficientes para começar a verem o dinheiro da atividade sobrando no bolso.
A título de exemplificação, o benchmarking de 2021 das fazendas de pecuária leiteira atendidas pelo Rehagro, apresentou um lucro operacional médio de R$0,59/litro e R$12.587,00/ha/ano.
Esses mesmos resultados nas propriedades mais eficientes, foram de R$0,75 e R$21.637,00. Cerca de 413.000 litros de leite produzidos por dia e acompanhados pela consultoria do Rehagro, contribuíram para esses valores.
Confira algumas dicas que podem te auxiliar a otimizar os resultados em sua fazenda produtora de leite. Encarar a propriedade como uma empresa é o primeiro passo!
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Ter controle do estoque de rebanho atual, bem como dos seus indicadores, é imprescindível para projetarmos como ele estará no próximo ano e daqui 2, 5 ou 10 anos.
Todas essas e várias outras perguntas são respondidas pela evolução de rebanho, ferramenta de grande importância para a gestão e o planejamento da pecuária leiteira em qualquer propriedade.
A evolução de rebanho contempla todo o inventário de gado que a fazenda possui no presente, todas as categorias animais, seus indicadores zootécnicos e estipula metas coerentes e atingíveis para os anos seguintes. Sempre falamos que as metas pensadas devem ser conservadoras, com o “pé no chão”.
Imagine você considerar metas bastante otimistas para os indicadores na evolução de rebanho e ela projetar 300 vacas em lactação daqui 2 anos produzindo 30 kg de leite/dia e ao chegar no prazo estabelecido a fazenda possuir apenas 250 vacas em leite com média de 28 kg de leite/dia.
Esta situação não é muito agradável, certo? Mas imagine uma outra situação em que você trabalhe com metas mais moderadas e ao passarem 2 anos o seu rebanho conta com as mesmas 300 vacas em lactação e os 30 kg de leite/dia como média (ou quem sabe até mais!). Esta segunda condição é muito mais satisfatória, concorda?
A evolução de rebanho é um dos guias apoiadores na condução da fazenda leiteira e um dos pilares que sustentam o planejamento da propriedade. Se você quer aumentar o lucro da atividade, certamente deverá estipular metas para os indicadores zootécnicos e saber o comportamento futuro do rebanho através da evolução de rebanho.
Uma frase que é certeira na pecuária leiteira é “o leite entra é pela boca”. Afinal, é necessário que se tenha comida para que a vaca possa produzir o leite. No entanto, é necessário que essa comida seja de qualidade e não apenas haja volume de alimento.
E é nessa situação que entra a outra dica de ferramenta capaz de aumentar o lucro de uma fazenda produtora de leite. O planejamento forrageiro.
Uma das bases do planejamento forrageiro é a evolução de rebanho. Mas por quê? Justamente porque precisamos saber qual o total de animais que a fazenda terá no próximo ano para calcularmos de quanto será a demanda por comida.
De forma resumida, devemos analisar de forma estratificada o número de animais por categoria, multiplicamos pelo consumo alimentar médio diário estimado por cabeça e logo em seguida multiplicamos pela quantidade de dias que teremos que alimentar esses animais. Ao final descobriremos o total de comida que será necessária para alimentar o rebanho. De forma rápida e simples, o raciocínio é nessa linha.
Vamos considerar que ao realizar esses cálculos você chegou à conclusão de que serão necessárias 3.720 toneladas de silagem de milho para alimentar o seu rebanho que é todo confinado, desde a recria com menos de 1 ano de idade até vacas em lactação e vacas secas.
A área de plantio disponível em sua fazenda é de 90 hectares e a produtividade média por hectare para silagem de milho dos últimos anos é de 40 toneladas de matéria natural. Logo, com esta produtividade e esta área de plantio, sua fazenda conseguirá produzir por volta de 3.600 toneladas de silagem de milho (90 hectares x 40 toneladas por hectare).
Ou seja, na situação atual a fazenda não conseguirá produzir toda a comida necessária para todo o ano. Neste caso, será necessário aumentar a área de plantio ou então aumentar a eficiência da lavoura e produzir mais toneladas de silagem por hectare.
Suponha que você identificou oportunidades na condução agronômica da lavoura em sua fazenda através de melhorias no manejo do solo e escolha mais adequada de híbridos e vislumbrou um aumento da produtividade para 55 toneladas de matéria natural de silagem de milho por hectare.
Com os mesmos 90 hectares e agora com uma nova produtividade, a fazenda conseguirá produzir 4.950 toneladas de silagem de milho, o que atende a demanda anual de comida do rebanho.
Nem toda silagem que é produzida, porém, é realmente aproveitada, pois ocorrem perdas do alimento ao longo de todo o processo de confecção e uso. Para silagens bem manejadas desde o plantio até a desensilagem, uma boa referência de perdas gira em torno de algo próximo a 15%.
Como a demanda de comida do rebanho no exemplo que estamos utilizando é de 3.720 toneladas, devemos acrescentar 15% de perda, o que dará mais 558 toneladas a mais que deverão ser produzidas para compensar as perdas. Isso resultará em uma quantidade total de silagem de 4.278 toneladas.
Veja que mesmo contabilizando as perdas, a capacidade de produção de comida da fazenda no segundo cenário será superior a demanda do rebanho. O planejamento forrageiro, quando bem construído e criticado, traz segurança à fazenda. Realizá-lo ano a ano com o apoio da evolução de rebanho é essencial.
Muito provavelmente você já ouviu falar sobre o orçamento. Esta ferramenta é utilizada para planejar e estimar os gastos, as receitas, o capital disponível, as metas econômicas, as metas financeiras e as metas operacionais da propriedade para o ano seguinte ou que se inicia.
Sempre falamos que o orçamento deve ser o patrão da fazenda. Em outras palavras, sempre que houver a intenção de fazer um investimento para a atividade, por exemplo, devemos antes consultar o orçamento e avaliar se será possível realizá-lo naquele momento ou não.
Caso o investimento seja feito em uma ocasião inadequada, a saúde financeira da propriedade poderá ser comprometida. Por isso a importância de ter o orçamento como guia em todas as decisões da fazenda.
A precisão e a assertividade do orçamento dependem não somente da experiência de quem o faz. A obtenção de dados históricos confiáveis da fazenda também contribui para a qualidade do orçamento que é elaborado.
É claro que algumas informações são difíceis de prever, como por exemplo como será o comportamento do preço do leite vendido mês a mês ao longo do ano e quanto custará os principais insumos alimentares que serão utilizados na dieta dos animais. No entanto, a previsão de outros itens já possui maior domínio, como é o caso do gasto com maquinários.
Checar periodicamente o orçamento e compará-lo ao realizado na fazenda, permite a verificação de desvios em relação às metas e a identificação das possíveis causas. O ideal é que planos de ação sejam traçados, designando os responsáveis em cada etapa.
Vamos pensar em uma situação em que analisando o que foi planejado no orçamento e o que foi realizado, você identificou maior gasto com a manutenção de maquinários no mês de fevereiro. Ao apurar as possíveis causas, viu-se que esse aumento nos gastos foi devido a falta de manutenção preventiva no vagão misturador.
Dessa forma, você traçou um plano de ação para que o gerente da fazenda ficasse encarregado de contratar serviço de manutenção preventiva dos equipamentos para aumentar a vida útil e evitar gastos exorbitantes e imprevistos neste item.
Uma das grandes entregas da ferramenta de gestão orçamentária é justamente essa, fazer a fazenda andar nos trilhos conforme planejado, sendo lucrativa e resguardá-la de surpresas desagradáveis. Orçamento, evolução de rebanho e planejamento forrageiro devem andar lado a lado e de forma indissociável. Afinal, um depende do outro para o sucesso da propriedade.
Resultados só podem ser mensurados e analisados através de indicadores.
Independente da área, Seja na pecuária leiteira ou em qualquer outra, de nada adianta realizar evolução de rebanho, planejar a produção de comida e fazer a gestão orçamentária se os indicadores não são calculados e analisados frequentemente.
A gestão por indicadores permite avaliar a eficiência da fazenda. E quando falamos em eficiência não estamos nos referindo apenas aos resultados de indicadores zootécnicos, como taxa de prenhez, taxa de mortalidade e contagem de células somáticas (CCS), por exemplo, por mais que eles sejam extremamente importantes.
O conceito de eficiência é mais amplo. A fazenda deve ter eficiência zootécnica, eficiência agrícola e eficiência de custos. Em outras palavras, a propriedade deve possuir bom desempenho dos animais, produção adequada de comida em quantidade e qualidade, além de comprar e utilizar bem os insumos, serviços, implementos etc.
Ser eficiente tecnicamente (zootécnico e agrícola) e ser eficiente nos custos são premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite.
Quanto maior a eficiência técnica, por exemplo, maior é o lucro operacional da fazenda. Querer aumentar o lucro na atividade leiteira sem realizar a gestão de indicadores é o mesmo que querer dirigir um carro sem o painel. Você o guiará sem saber qual a situação atual e sem saber se tem condições para chegar ao objetivo proposto.
A associação de ferramentas gerenciais como evolução de rebanho, planejamento forrageiro, orçamento e gestão por indicadores torna-se indispensável para a lucratividade na pecuária leiteira.
Saber planejar a atividade e criticar os processos é uma obrigação de todos que visam este objetivo em comum.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia. Tenha acesso a todo o conhecimento que elas têm.

O post 4 dicas para aumentar o lucro na pecuária leiteira apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post 4 benefícios da reprodução sobre o aumento na produção de leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma fazenda que tem problemas reprodutivos tem uma série de outros desafios. E de modo oposto, quando a reprodução vai bem, conseguimos atuar melhor nas demais áreas, como a qualidade do leite e as bezerras, por exemplo.
“Quando trabalhamos em uma fazenda que tem eficiência reprodutiva muito alta, tudo fica mais fácil. É como se a reprodução fosse o coração da fazenda.”, afirma o especialista Prof. Guilherme Pontes.
Confira 4 grandes benefícios da reprodução para o aumento na produção de leite:
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Se pensarmos em um rebanho de vacas de alta persistência, rebanhos de vacas holandesas, vacas muito boas, como podemos aumentar o leite nessa fazenda?
Diminuindo o DEL (dias em lactação) do rebanho, que significa aumentar a proporção de vacas recém-paridas, onde a produção de leite é mais alta e o retorno sobre custo alimentar também é mais alto.
Confira a explicação completa do Prof. Guilherme no vídeo abaixo:
Se pensarmos em rebanhos de menor persistência, vacas que parem, começam a produzir leite, esse leite aumenta e muito rapidamente esse leite cai, por exemplo em rebanhos de vaca Gir, de modo geral.
Como eu aumento a produção de leite nesses rebanhos por meio da reprodução? Aumentando a proporção de vacas em lactação. Muitas vezes, chegamos em um rebanho que tem 55% – 60% de vacas dando leite, onde o esperado era de 80% – 84%.
Como vou produzir mais leite nessa fazenda? Aumentando o número de vacas que dão leite. Se eu emprenho essa vaca mais rápido, apesar de secar mais rápido, ela vai parir mais rápido, então acabo aumentando o número de vacas em lactação e, consequentemente, aumento a produção de leite.
Geralmente, rebanhos mais jovens, nos quais a proporção de primíparas e secundíparas é alta, temos uma série de benefícios nessa fazenda.
É comum, a primípara produzir menos leite que a secundípara. Então, se conseguimos ter uma proporção maior de secundíparas no rebanho, acabamos conseguindo ter uma maior produção de leite.
Quando tenho vacas recém-paridas, além de produzir mais leite, essas vacas possuem uma eficiência alimentar mais alta, conseguem converter melhor o alimento em leite e consequentemente, elas aumentam o retorno sobre o custo alimentar.
Dessa forma, nós acabamos tendo um custo alimentar do rebanho um pouco mais baixo, porque essas vacas são mais eficientes nessas fases iniciais da lactação.
Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.
O post 4 benefícios da reprodução sobre o aumento na produção de leite apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Como realizar o monitoramento da colostragem em bezerras leiteiras? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Dessa forma, a certificação de uma correta colostragem de bezerras consiste em um dos pilares da bovinocultura para se garantir a saúde e a sobrevivência dos animais.
Quando realizada de forma correta, a colostragem permite a absorção intestinal de imunoglobulinas que auxiliarão a bezerra na proteção contra doenças. Este processo de absorção de anticorpos via colostro materno é conhecido como transferência de imunidade passiva (TIP).
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Já é sabido que uma boa colostragem proporciona adequada TIP, estimula o crescimento e desenvolvimento do animal e reduz as taxas de morbidade e mortalidade antes do desmame.
Os benefícios adicionais a longo prazo associados à transferência passiva bem-sucedida incluem:
Estudos científicos recentes na área de colostro bovino têm discutido novas recomendações para serem adotadas durante o monitoramento da TIP em bezerras leiteiras.
O objetivo deste texto é abordar as visões atuais da ciência acerca da colostragem, apresentando os conceitos básicos do processo e as novas metas de monitoramento.
A avaliação da eficiência de colostragem pode ser feita via refratômetro. A diferença está na possibilidade de utilizar tanto o refratômetro de Brix quanto o de gramas por decilitro (g/dL) para avaliar se a colostragem foi eficiente ou não.
Em tempos anteriores, os parâmetros considerados ideais para avaliar a transferência de imunidade passiva eram 90% das bezerras avaliadas com valores de proteína sérica > 5,5 g/dL ou > 8,4° Brix. No entanto, estudos conduzidos nos Estados Unidos durante os anos de 1991 e 1992 demonstraram que 41% das bezerras apresentavam falhas na TIP quando se considerava as metas mencionadas anteriormente (> 5,5 g/dL ou > 8,4°Brix).
Desde então, os processos para melhorar o gerenciamento da qualidade do colostro nas fazendas norte-americanas foram intensificados, até que em 2014 somente 13% das bezerras apresentaram falha na TIP quando a média de proteína sérica foi de 6,0 g/dL. Além disso, a mortalidade pré-desmame das bezerras caiu de 10,8% em 1996 para 6,4% em 2014. Devido a esse fato, pesquisadores de Estados Unidos e Canadá passaram, a partir de 2018, a questionar a meta de TIP de 5,2 g/dL.
Com base nestas ocorrências e nos dados do Sistema Nacional de Monitoramento da Saúde Animal (NAHMS) dos Estados Unidos de 2014, pesquisadores criaram um novo consenso acerca das metas para avaliação da eficiência de imunidade passiva de bezerras leiteiras.
O novo modelo, conforme apresentado na tabela a seguir, considera novas metas para colostragem de bezerras e estratifica os níveis de transferência de imunidade passiva em excelente, bom, razoável e ruim.
A construção dos quatro níveis de eficiência de colostragem teve como base a avaliação das taxas de morbidade e mortalidade de bezerras nos estudos do NAHMS, bem como outras publicações da literatura.

Conforme discutido por Sandra Godden, Jason Lombard e Amelia Woolums (2019), o manejo do colostro materno consiste no fator mais importante para se garantir a saúde e a sobrevivência das bezerras leiteiras. Esse manejo passa por fornecer aos bezerros um volume suficiente de colostro bovino limpo e de alta qualidade nas primeiras horas de vida.
Benefícios adicionais podem ser obtidos através do fornecimento de várias mamadas e da alimentação prolongada de colostro ou leite de transição após as 6 horas iniciais.
O monitoramento contínuo da colostragem de bezerras ajuda os produtores a identificar e corrigir os problemas nos programa de gerenciamento de colostro.
Os dados a seguir representam informações reais sobre a eficiência de colostragem de duas fazendas no ano de 2019. Para cada uma das fazendas analisou-se a eficiência de colostragem no ano de 2019 considerando a meta antiga (> 5,5 g/dL) e a nova meta (> 6,2 g/dL).
O intuito desta análise consiste em demonstrar as oportunidades criadas pela nova proposta de monitoramento da colostragem em bezerras leiteiras.

Comparando os números apresentados da Fazenda A no ano de 2019, pode-se observar que ao considerar a nova meta para eficiência de colostragem (> 6,2 g/dL) houve uma queda no sucesso da transferência de imunidade passiva de 14 pontos percentuais (93% de eficiência na meta de > 5,5 g/dL vs. 79% de eficiência na meta de > 6,2 g/dL).
Ou seja, considerando a nova proposta de eficiência de colostragem a fazenda A passou a não apresentar a proporção ideal recomendada de bezerras bem colostradas, que é 90% dos animais com valores de transferência de imunidade passiva acima de 6,2 g/dL.
Ao analisar de forma mais detalhada, nota-se que com a nova meta de colostragem em apenas dois meses obteve-se mais de 90% dos animais com eficiência na transferência de imunidade passiva, enquanto na meta antiga oito meses foram satisfatórios.


Comparando agora os dados de colostragem apresentados pela Fazenda B, observa-se que a mudança de meta de > 5,5 g/dL para > 6,2 g/dL não afetou a proporção de bezerras bem colostradas da propriedade, pois em ambas as condições a proporção de animais com sucesso na TIP foi superior a 90% (99% de eficiência na meta de > 5,5 g/dL vs. 91% de eficiência na meta de > 6,2 g/dL).
Outra observação interessante é de que mesmo com a meta mais alta, a Fazenda B obteve dois meses com eficiência de colostragem de 100% (março e novembro), além de que em oitos meses a TIP obteve sucesso em mais de 90% das bezerras.
Os dados apresentados demonstram que ambas as fazendas possuíam índices de eficiência de colostragem satisfatórios com a meta antiga e que com a meta atual apresentaram perfis diferentes. Perante estes dados podemos tirar duas conclusões principais:
Conforme já abordado durante o texto, o sucesso na colostragem é multifatorial, sendo influenciado desde questões práticas, como duração do período seco da vaca, manejo alimentar, programa vacinal, tempo até a colostragem, qualidade microbiológica do colostro e dentre outros, até questões inerentes ao manejo com os animais, como raça e idade da vaca.
O recomendado está em fazer o básico bem feito, ou seja, adotar um adequado manejo de colostro que se fundamente nos quatro pilares: tempo, qualidade imunológica, qualidade microbiológica e quantidade de colostro ingerida.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

O post Como realizar o monitoramento da colostragem em bezerras leiteiras? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Análise genômica em bovinos leiteiros: veja a utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A seleção consiste na triagem de indivíduos superiores pertencentes a um determinado rebanho. Ou seja, os indivíduos que possuem uma melhor performance produtiva e/ou reprodutiva quando comparados aos outros indivíduos do mesmo rebanho são selecionados para permanecerem e perpetuarem a sua genética.
Já o acasalamento constitui a ferramenta onde os animais de melhor desempenho zootécnico são direcionados para serem os pais da próxima geração.
Em resumo, ambas as ferramentas possuem como objetivo aumentar a frequência de genes favoráveis em uma determinada população.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Durante muito tempo, a análise do desempenho da cria de um determinado touro ou de uma determinada vaca foi o método mais eficaz para avaliação genética dos reprodutores. Este método ficou conhecido como Teste de Progênie, e é utilizado até os dias atuais devido a sua confiabilidade.
No entanto, uma de suas desvantagens se diz a respeito do longo tempo necessário para obtenção dos resultados. Também é válido citar a necessidade de ter uma progênie relativamente extensa para dar segurança aos dados.
Com o passar dos anos, por volta do final da década de 80 e início da década de 90, incorporou-se modelos estatísticos precisos nos programas de melhoramento genético. Este modelo ficou conhecido como Modelo Animal.
O modelo estatístico visa a associação dos dados de desempenho do próprio animal com os dados de sua matriz de parentesco (pai, mãe, irmãos, avós etc.). O intuito é ter uma estimativa e obtenção dos valores genéticos. A inclusão de um modelo estatístico nos programas de melhoramento animal propiciou o avanço e a otimização das ferramentas de seleção e acasalamento. Como consequência, houve o aceleramento do progresso genético dos rebanhos em todo mundo.
Nos anos de 2008/2009, nos Estados Unidos, a tecnologia da genômica foi lançada para a área da pecuária leiteira de modo a revolucionar todo o mercado da genética bovina.
Desde então, os testes genômicos têm mudado a forma como os produtores de leite tomam suas decisões, fazem a seleção e gerenciam os acasalamentos de seus rebanhos. A genômica permite aos técnicos e produtores a possibilidade de conhecer geneticamente os rebanhos, estratificando assim os grupos de animais que possuem uma genética superior ou inferior em diversos pontos.
A análise genômica nos bovinos atua de modo a identificar marcadores moleculares que são de interesse econômico para os produtores.
De forma a contextualizar melhor o assunto, marcadores moleculares são variações no material genético (genoma) que caracterizam as diferenças fenotípicas entre dois ou mais indivíduos. Variações fenotípicas estas que podem ser expressas em quesitos como:
Vários são os tipos de marcadores moleculares existentes, sendo que os principais identificados pelos testes genômicos são os polimorfismos de base única (Single Nucleotide Polymorphism – SNP).
Este tipo específico de marcador molecular se baseia na alteração em uma única base na molécula de DNA de um indivíduo em comparação com um genoma de referência. E, como já mencionado, são justamente tais alterações que ditam as variações fenotípicas em uma população.
Através da tecnologia da engenharia genética foram desenvolvidos chips capazes de analisar e identificar detalhadamente o genoma dos animais. Para isto, basta coletar uma amostra de material genético (bulbo capilar, sangue etc.) do indivíduo e enviar para uma empresa/laboratório especializado no assunto.
Lá, esse material genético é processado por sistemas automatizados contendo chips com milhares de marcadores moleculares. Ao final de todo o processo é gerado um relatório contendo as informações genéticas específicas que foram identificados de um determinado animal.
Fonte: Grupo Rehagro
Se formos comparar a avaliação genômica + avaliação convencional (pedigree, progênie) com a avaliação convencional isolada, notamos que ela propicia uma maior velocidade nas análises, maior acurácia dos valores e maior alcance do valor genético verdadeiro.
No entanto, devemos sempre ter em mente que a avaliação genômica é um acelerador de todo o processo de melhoramento genético, e não um substituto.
Antigamente, por exemplo, um touro só teria seus primeiros valores genéticos divulgados com a idade de aproximadamente 7 a 8 anos. Isso porque precisaria esperar suas filhas nascerem e entrarem em idade reprodutiva e produtiva.
Nos dias atuais, com a tecnologia da genômica, não há essa necessidade, pois um touro já possui seus valores genéticos mensurados até mesmo antes da puberdade. Este exemplo demonstra claramente o auxílio que a genômica proporcionou para aumentar o progresso genético dos rebanhos bovinos.
Além dos benefícios já citados, as avaliações genômicas são utilizadas para mensurar características caras e complexas de serem medidas, de manifestação tardia, de baixa herdabilidade, medidas pós morte e também para correção dos valores da matriz de parentesco.
Outros grandes benefícios da utilização da genômica nas fazendas consistem:
Após o seu lançamento, os testes genômicos têm sido utilizados para identificação das características dos animais em diversos aspectos.
Os principais são os que envolvem particularidades de produção, saúde, conformação, habilidade de parto e doenças. A maioria dessas características já eram mensuradas antes do advento da genômica. No entanto esta tecnologia aumentou a velocidade de obtenção e a acurácia dos valores.
Dentro do critério de seleção de produção de leite, as características de maior destaque são relacionadas ao volume de leite produzido e a quantidade e ao percentual de produção de gordura e proteína.
Atualmente, aumentamos bastante o número de rebanhos genotipados para a beta-caseína A2. Sua capacidade – quando em homozigose (A2A2) – não ocasiona distúrbios digestivos nos humanos consumidores de leite e derivados.
Os animais que sabidamente possuem o gene para beta-caseína A2 tendem a serem acasalados entre si para obtenção de uma progênie homozigota (A2A2). Logo, a tendência atual é de que cada vez mais se tenha rebanhos formados por animais com genótipo A2A2 para beta-caseína.
Com relação às doenças de cunho genético, estas são analisadas a partir de haplótipos – combinações alélicas que resultam na expressão de uma doença. Holandês, Jersey e Pardo Suíço são algumas das raças leiteiras que possuem haplótipos identificados para doenças (CVM, BLAD, BY etc).
As informações sobre os haplótipos podem ser importantes ferramentas na hora de realizar um acasalamento bem direcionado de modo a evitar a ocorrência de doenças genéticas.
Em um estudo de Adams e colaboradores, em 2016, há relatado que um touro holandês portador de um haplótipo foi amplamente utilizado em rebanhos leiteiros por volta da década de 60. Anos depois realizou-se um levamento a cerca deste caso. Concluíram que a utilização deste touro portador de um haplótipo causou uma perda estimada de 500 milhões de dólares devido a perdas gestacionais.
De modo geral, podemos concluir que as avaliações genômicas desempenham um importante papel no melhoramento do rebanho leiteiro. Elas contribuem em potencial para aumentar o progresso genético das populações.
No entanto, de nada adianta querer utilizar somente a genômica e fechar os olhos para as avaliações tradicionais (pedigree, progênie). Independente do avanço genômico, as informações de pedigree e de teste de progênie continuam sendo extremamente essenciais para condução do mapeamento e melhoramento genético dos rebanhos bovinos.
As ferramentas genéticas, quando bem utilizadas e manejadas, trazem bons retornos aos produtores nas mais diversas áreas, seja produção, reprodução, nutrição, sanidade, dentre outras.
Se você é um profissional que atua na pecuária leiteira e gostaria de aprofundar seu conhecimento de modo prático, com flexibilidade de horário, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.

O post Análise genômica em bovinos leiteiros: veja a utilização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Como melhorar a qualidade do leite? Saiba os principais parâmetros apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>E isso é bem evidenciado com alguns programas de remuneração realizados entre a indústria de beneficiamento do leite e os produtores. Conforme o leite tenha os níveis desejáveis de qualidade pela indústria, o produtor é mais bem remunerado pelo seu produto.
O governo também reconhece a importância da qualidade do leite. O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) criou em 2002, a Instrução Normativa 51, onde foi estipulado padrões para a qualidade do leite produzido no Brasil, definindo como deve ser de maneira higiênica, a obtenção, a produção, o armazenamento e a comercialização do leite.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Segundo o MAPA, para ser considerado de qualidade, o leite deve apresentar:
Sabendo desses critérios, podemos realizar algumas intervenções no rebanho que podem favorecer a qualidade do leite antes da sua obtenção.
Um dos fatores mais importantes na qualidade do leite é a sua composição. Para ter bons padrões de qualidade, foi criado em 2011 a Instrução Normativa 62, onde é definido que o leite cru deve apresentar no mínimo:
Um dos principais componentes do leite é a gordura. E esse componente, pode ser muito influenciado pela nutrição recebida pelo animal. Quando é fornecido ao animal, uma dieta com alimentos volumosos, ricos em carboidratos estruturais (celulose e hemicelulose), tem-se um favorecimento na produção de ácido acético e butírico, pela fermentação ruminal.
Com o aumento das concentrações molares desses ácidos graxos voláteis no rúmen, obtém-se o aumento do teor de gordura no leite, pois desses produtos da fermentação das fibras (ácido acético e butírico) é que são formadas no úbere 50% da gordura do leite.
Mas se a dieta fornecida tiver uma quantidade maior de concentrado, alterando o tipo de fermentação e levando a produção de ácido propiônico, o teor da gordura no leite poderá ser menor.

Utilização dos ácidos graxos voláteis na formação dos componentes orgânicos do leite. (Fonte: Mülbach, 2004)
O uso de gorduras protegidas na dieta dos animais pode levar a um aumento singelo no percentual de gordura. Mas quando se tem o uso de gorduras insaturadas ou em maiores medidas na dieta, tem-se uma queda grande no teor de gordura.
Pode ocorrer também, a redução no teor de gordura quando tem o uso de lipídeos, pois dependendo da quantidade pode alterar a fermentação da celulose e hemicelulose dos alimentos fazendo com que ocorra uma queda na quantidade de gordura no leite.
Com isso, a nutrição animal, é um processo importante na obtenção de um leite com bons níveis de gordura.
Fornecer uma dieta que tenha uma proporção adequada de concentrado e volumoso, não ultrapassando a proporção de 50% de cada tipo de alimento, que contenha boa qualidade e qualidade de fibras e de ácidos graxos, é importante para que a vaca consiga realizar uma fermentação adequada, para que ocorra uma boa produção de ácido acético e butírico, levando a melhora na quantidade de gordura do leite, por meio de processos fisiológicos do animal (Mühlbach, 2004).
Segundo Sutton e Morrant (1989), outra maneira de ter bons níveis de gordura no leite, é o fornecimento de alimentos com mais frequência. Com isso, o pH ruminal é mantido com menos variações e há uma manutenção dos micro-organismos produtores de ácido acético no rúmen.
Outro componente importante do leite é a proteína, mas esse componente não é muito alterado pela dieta como a gordura, sendo estimado que para cada 1% de proteína acrescentada na dieta, seja aumentado cerca de 0,02% de proteína no leite. Esse aumento de proteína dietético pode aumentar o nível de nitrogênio não proteico do leite, podendo ser mensurado pela quantidade de ureia no leite.
As proteínas do leite são produzidas nas células alveolares, tendo como precursor alguns aminoácidos advindos do sangue. O teor baixo de proteínas no leite pode ser causado pela baixa produção de proteína microbiana pelo animal, ou a baixa absorção de proteína pelo intestino do animal.
A lactose está ligada com o controle do volume de leite e por estar ligada ao sistema endócrino do animal o seu teor vai ter pouca variação.
Essa lactose é mais influenciada pela produção de glicose no fígado, após a absorção de ácido propiônico pelo rúmen (sendo esse mais produzido em dietas com maiores proporções de alimento concentrado) e da transformação de certos aminoácidos.
Um grande problema envolvido na qualidade do leite é a Contagem de Células Somáticas (CCS). Altos níveis de CCS são indicadores de mastite no rebanho. Essa doença acontece por 137 diferentes agentes etiológicos, entre esses destacam-se o vírus, algas, fungos e principalmente bactérias.
Segundo Langoni (2000), a mastite é a principal afecção dos animais na produção leiteira, e essa doença altera os padrões físicos, químicos e microbiológicos do leite e da saúde da glândula mamária. As principais alterações são o sabor salgado do leite e redução do teor de proteína e gordura do leite.
Alguns outros fatores além da mastite podem interferir na CCS, como:
Existem algumas medidas simples que podem fazer com que ocorra redução na CCS, melhorando a qualidade do leite como:

Mudanças na composição do leite associadas com elevada contagem de células somáticas (CCS).
Outro indicador de qualidade do leite é a Contagem Bacteriana Total (CBT), que indica as condições de higiene na obtenção e conservação do leite.
A multiplicação de bactérias faz com que ocorram alterações nos componentes e reduz a qualidade do leite, e por isso tenta-se reduzir a CBT. A mastite raramente provocará uma alta CBT, exceto em casos de grandes infecções por Streptococcus agalactiae, ou em surtos de Streptococcus uberis, ou Escherichia coli.
Uma das causas mais comuns de alta CBT é a contaminação pelos tetos sujos. É importante que os tetos sejam preparados para ordenha, para evitar esse tipo de contaminação. Em casos onde a sala de ordenha é contaminada há um aumento significativo na CBT.
Alguns estudos mostraram que 10% dos microrganismos presentes no leite, advinham dos equipamentos. Entre uma ordenha e outra, deve ser realizada a limpeza e desinfecção de todo equipamento de ordenha. Uma deficiente limpeza nesse sistema de ordenha pode fazer com que se acumulem resíduos de leite, o que favorece o crescimento de microrganismos que são fontes de contaminação do leite.
A realização de limpezas e de desinfecções da ordenha pode reduzir em 90% o número de bactérias no leite (Mendes, 2006). Todas essas práticas devem ser rotineiras dentro das propriedades, para que esse procedimento de redução na CBT ocorra de maneira satisfatória.
A limpeza e a higienização devem ser feitas após a última vaca ser ordenhada. Segundo Álvares (2005) e Yamaguchi et al. (2006), a limpeza dos equipamentos por circulação deve ser realizada em 4 etapas:
Para a limpeza dos equipamentos de ordenha deve-se usar água tratada. O uso de água sem tratamento em contato com o leite, ou equipamentos de ordenha, pode acarretar no aumento expressivo da CBT.
Outro fator importante nos índices de CBT é o armazenamento e o transporte do leite. A refrigeração do leite deve ser realizada em tanques específicos que atinjam temperaturas de 4ºC, no máximo 3 horas após a ordenha (Brasil, 2011).
Caso isso não seja obtido, haverá uma grande multiplicação dos microrganismos, gerando a contaminação do leite, prejudicando assim, a sua qualidade. A refrigeração do leite tem como objetivo reduzir o crescimento das bactérias mesófilas, que se multiplicam de forma favorável entre temperaturas de 20 a 40ºC.
Esse tipo de bactéria promove a acidificação do leite, mas com a redução da temperatura nos tanques, há um favorecimento da multiplicação das bactérias psicotróficas presentes no leite. (Machado, 2013).
Algumas medidas podem ser realizadas pelo produtor, para que o leite não seja contaminado e a CBT esteja sempre em níveis aceitáveis, como:
Um dos requisitos mais importantes para que o leite seja considerado como de boa qualidade, é o produto ser livre de qualquer tipo de agente que traga algum tipo de risco para a saúde do consumidor.
Pela quantidade de nutrientes encontrados no leite, ele se torna um meio de cultura bom para o crescimento de microrganismos, por isso o controle sanitário e boa higiene devem ser sempre visados na produção.
O controle sanitário dentro do rebanho leiteiro se dá por meio de medidas preventivas, contra qualquer doença que pode acometer os animais, garantindo assim, que o produto consumido pelos clientes seja próprio para o consumo e não trazendo danos à saúde dos mesmos.
Duas doenças de grande importância e que podem ser transmitidas ao homem, pelo consumo de leite contaminado são a brucelose e tuberculose.
Foi criada pelo MAPA a Instrução Normativa 62 em 2001, que define rigorosas formas de controle e de medidas profiláticas e sanitárias, que devem ser realizadas pelas propriedades, visando à erradicação dessas patologias nos rebanhos e mantém a integridade da saúde pública frente a essas zoonoses e também para gerar competitividade da pecuária nacional no mercado mundial.
A IN-62, definiu um programa de vacinação obrigatório contra a brucelose bovina, credenciando as propriedades livres e que mantinham controles rigorosos contra essa doença.
Sabendo dos impactos dessas doenças para a saúde pública e por se tratar de zoonoses, o controle sanitário de manejo e preventivo da saúde dos animais, como a vacinação, é de extrema importância dentro das propriedades que visam a produção de um leite de qualidade.
Dentro das propriedades, é comum o uso de várias substâncias visando tratamentos contra alguma doença ou agentes que prejudiquem a saúde animal. Mas um fator que deve ser levado em conta com o uso dessas substâncias, é que após sua utilização, pode ser encontrados resíduos desse produto no leite, que podem prejudicar a saúde do consumidor, levando a formação de alergias, criação de resistência microbiana aos antimicrobianos e até prejuízos tecnológicos para a indústria de laticínios (Souza et al., 2013).
Com isso, deve-se respeitar, após o uso de tais substâncias, o período de carência de cada produto utilizado nos animais. Muitos fatores como: a formulação do produto utilizado, via de administração, dosagem e o protocolo utilizado, podem influenciar nesse período de carência.
Para evitar a presença de resíduos no leite, podem-se adotar algumas medidas como:
Outro fator que está sendo associado a prejuízos na qualidade do leite, é o desconforto térmico para os animais.
Segundo Titto (1998), a composição do leite pode ser alterada se os animais estiverem em situação de estresse térmico, alterando o teor de gordura, proteína e cálcio no leite. Os valores de sólidos totais do leite, também podem ter seus números diminuídos em épocas mais quentes do ano (Posano et al. 1999).
O estresse calórico pode aumentar a suscetibilidade dos animais a infecções e também as altas temperaturas podem estar associadas a um número maior de agentes infecciosos encontrados no ambiente. Segundo Smith (1989), a taxa de infecções por agente ambientais foi coincidente com o número maior de coliformes fecais encontrados na cama dos animais, nas épocas mais quentes do ano, como o verão.
Nessas épocas quentes do ano, também foi observado que o percentual de novas infecções de mastites era mais elevado, o que pode ser explicado pelo maior número de agentes patogênicos no ambiente e superfície dos tetos, ou diminuição da resistência imunológica do animal (Machado, 1998). E qualquer tipo de infecção da glândula mamária leva a um aumento no CCS, sendo isso prejudicial para a qualidade do leite.
Segundo Matazzaro (2007), animais que receberam uma melhor climatização na sala de espera por meio de ventilação, apresentaram melhor teor de gordura e também tiveram um número maior de hormônios, como o cortisol e T3 e T4 no organismo.
Com isso, o manejo correto, assim como o bem-estar animal, são importantes para a obtenção de um leite de qualidade, tanto na sua composição, como também na saúde da glândula mamária, o que reduz o número de mastite no rebanho e, consequentemente, a quantidade de CCS do leite.
Se você deseja melhorar sua atuação nas fazendas onde atua e ser capaz de conquistar as melhores oportunidades na pecuária leiteira, venha conhecer a Pós-Graduação Online em Pecuária Leiteira do Rehagro.
As aulas são dadas pelos nossos melhores consultores, que atendem hoje mais de 110 fazendas em 7 estados do Brasil, de todos os portes. Elas totalizam uma produção de mais de 1.000.000 de litros de leite por dia.
O post Como melhorar a qualidade do leite? Saiba os principais parâmetros apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Tripanossomose bovina: principais sintomas, tratamento e como evitar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A transmissão desse hemoparasita originário da África pode ocorrer tanto por meio de moscas hematófagas – tabanídeos e mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) – quanto após a utilização de uma mesma agulha em vários animais durante a aplicação de medicamentos e vacinas.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
A primeira ocorrência do T.vivax nas Américas foi na Guiana Francesa e, mais tarde, em outros países da América do Sul, Central e em algumas ilhas do Caribe. O primeiro relato na Venezuela foi em 1920 e em 1931 na Colômbia. Na época, importavam-se muitos animais da Venezuela para a Colômbia, então, acredita-se que essa doença tenha sido disseminada por meio da importação de gado.
No Brasil a T. vivax é considerada nova, mas não é tão recente assim, e já existe há muitos anos no norte do país. Lá, o estágio é de endemia e os transmissores são as moscas tabanídeos, que se adaptam a períodos chuvosos e são de difícil controle.


No sudeste o problema é a Stomoxys calcitrans, que se prolifera em ambientes úmidos e que tenham matéria orgânica. Na região norte, o parasita se instalou e os animais já adquiriram resistência à doença – é uma situação crônica.
Agora, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a tripanossomose chegou de surpresa por algum motivo, como pelo transporte de animais, e causou um estrago. Não existe programa de vacinação, mas é como se o gado do norte/nordeste fosse imunizado e o do sudeste não.
Em 2007 tivemos o primeiro caso de Trypanosoma vivax em Minas Gerais e o contágio na região nada tem a ver com as moscas hematófagas. O que mais temos visto é a doença ocorrer em animais na ordenha, principalmente devido ao uso da ocitocina.
Ao aplicar o hormônio na veia mamária da vaca, suga-se o sangue contaminado e transfere-se o parasita aos outros animais devido ao uso repetido da agulha infectada.
Em todas as fazendas que chegamos, que apresentam mortes e baixa produtividade por causa da doença, o problema está na ordenha. Geralmente, no estado, a T.vivax acomete animais livres da parasitose e que ainda não têm defesas para combatê-la.
Já em São Paulo, existe outra situação: os animais são atacados pelas moscas; então vemos bezerros, garrotes, vacas e bois reprodutores, todos infectados.
As usinas de cana de açúcar dão origem ao vinhoto, que é utilizado nas lavouras no processo de fertirrigação. Essa matéria orgânica é rica em nutrientes e favorece a reprodução das moscas. Por isso, como existem várias usinas no estado, a população de Stomoxys na região é altíssima.

Quando ocorre surto de Trypanosoma vivax numa fazenda, a produtividade é reduzida em torno de 50% a 60%. O parasita se instala no sangue, causando anemia e mucosas pálidas.
Em determinado momento do ciclo, ele se aloja nos linfonodos, provocando inchaço no local e hipertermia. Outros sintomas também são o emagrecimento e a cegueira, porque o parasita pode se hospedar na câmara anterior do olho.
Observamos o seguinte: após cerca de dois meses da entrada de um animal infectado na fazenda, o surto é iniciado. Neste momento, a produção de leite é reduzida em 40 – 60% e 5% dos que ficam doentes, morrem – o que representa cerca de 4 a 6 animais por fazenda; o tempo de vida após a infecção é de 15 a 21 dias.
Quando a parasitose é transmitida no momento da aplicação da ocitocina, a quantidade de sangue infectado que é repassado aos outros animais e a imunidade de cada um, impacta no desenvolvimento da doença. Se o animal é forte, bem alimentado, ele é mais resistente e demora a adoecer.
Vários trabalhos mostram que a tripanossomose quando ataca os machos causa uma inflamação nos testículos e epidídimos chamada orquite epididimite, ocasionando diminuição da fertilidade e deixando a qualidade do sêmen comprometida.
A T.vivax é uma doença muito inespecífica, não existe um sinal clínico que facilite a sua identificação. Um dos sintomas, como o aborto, por exemplo, é provocado por várias doenças como brucelose, leptospirose, neosporose, tristeza parasitária bovina, entre outras.
A tripanossomose é uma doença de rebanho aberto, de propriedades que compram e vendem gado. Em rebanhos fechados, geralmente, não há problema algum, porque não existe o risco de contágio por um animal externo infectado no momento da aplicação da ocitocina, por exemplo.
Animal com sinais clínicos de tripanossomose
Outros animais, como cães, cavalos e até mesmo nós, humanos, podemos contrair outros tipos de tripanossomose, que nada têm a ver com a que atinge os bovinos. Os equinos podem ser infectados pelo Trypanosoma evansi, já os cães e humanos, pelo Trypanosoma cruzi, a famosa doença de chagas.
A doença tem tratamento, mas é preciso cuidado com o medicamento, dose e via a ser utilizada. Dependendo da forma como a parasitose é combatida, os animais podem adquirir resistência. Neste caso, após um ou dois meses da primeira infecção, o contágio volta a ocorrer, atingindo todo o rebanho.
Dessa forma, por erro de tratamento, a doença retorna e causa os mesmos transtornos, baixa de produtividade e mortes, como se nunca tivesse ocorrido na fazenda em questão.
O melhor tratamento é feito a base de “cloreto de isometamidium”. O medicamento deve ser aplicado na medida correta – 1mg/kg. Muitas pessoas, para fazer economia, utilizam meio miligrama por quilo, ou seja: a metade da dose.
Muitos dizem que o tratamento não funciona, mas não é bem assim. A eficácia perdura por um período aproximado de 3 meses – tempo necessário para o produtor controlar a infecção. Se o problema não é resolvido em sua essência, com a regulagem da ocitocina ou o controle das moscas, os surtos continuarão ocorrendo.
O caminho para se prevenir tripanossomose nas fazendas é o cuidado com a compra de gado e esse é um desafio.
Mas, é possível driblar a doença e impedir que o rebanho seja contaminado no momento da ordenha, durante a aplicação da ocitocina. Utilizamos a estratégia de ter uma seringa para cada animal.
Dividimos as agulhas em dois potes – em um deles colocamos as agulhas limpas e no outro as que já foram utilizadas. Dessa forma, é impossível a contaminação. Logo depois de aplicar a ocitocina em todas as vacas, lavamos as seringas com água e sabão e pronto, podemos utilizá-las novamente.
Outra possível alternativa é a eliminação do uso de ocitocina. Vacas holandesas, Jersey, animais mais puros, produzem leite sem a necessidade de um bezerro ou da ocitocina como estímulo.
Já os animais mestiços, que precisam da estimulação externa, é possível treiná-los desde o nascimento. É um trabalho demorado, mas o melhor exemplo que podemos dar, é a Fazenda Santa Luzia, uma das maiores produtoras do país com animais Girolando, atendida pelo Rehagro Consultoria em Passos (MG). Hoje a propriedade não utiliza ocitocina.
Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.
Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

O post Tripanossomose bovina: principais sintomas, tratamento e como evitar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O post Pastejo rotacionado: veja a importância para sistemas de criação de gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Manejo de pastejo é associação entre solo-planta-animal, onde todos estes devem estar em harmonia para atingir uma alta produtividade com sustentabilidade.
Método de pastejo é a técnica ou procedimento de manejo de pastagem. Existem vários métodos de pastejo, do mais simples ao mais complexo, sendo eles, respectivamente:
O pastejo rotacionado é o método utilizado para intensificação da produção. Este método aumenta o ganho por área, mas dependendo da pressão de pastejo pode diminuir o ganho individual por animal. Ele dá a possibilidade de utilização de altas cargas animais, de 2 a mais de 5 U.A/ha média ano.
Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!
Para a implantação do pastejo rotacionado, deve-se levar em consideração o número de animais a serem manejados dessa forma e o potencial de crescimento da forrageira. A partir do diagnóstico da situação atual, as áreas degradadas devem ser recuperadas.
Áreas com forrageiras de alto potencial, com baixa carga animal em método de pastejo contínuo ou rotacionado, resultam em áreas de pasto desuniforme. Aparecem, então, áreas sub pastejadas, onde o pasto está “sobrando” (Figura 1) junto de áreas de superpastejo, onde se observa o oposto. Assim, o gado passa a evitar as áreas sub pastejadas, pois o capim fica passado.
Já as áreas de superpastejo (Figura 2), acontecem pelo hábito dos bovinos em pastejar sempre a rebrota do capim. Isso traz graves consequências, pois abre uma porta para o aparecimento de plantas invasoras, além de expor a superfície do solo nesses locais.
Comumente, essas áreas são próximas aos bebedouros e comedouros. Deve-se, então, para então implementar o método de pastejo rotacionado, uniformizar o pasto, colocando um lote grande de animais nessas áreas, a fim de obrigá-los a comer o que está sobrando, ou então roçar.
A escolha da forrageira é muito importante. Cada forrageira possui uma característica agronômica distinta, que se adequa melhor em determinadas condições climáticas, topografia, fertilidade e característica física do solo, dentre outras.
É necessário um período de descanso pós-pastejo que deve ser respeitado para que a planta consiga se recuperar e acumular reservas orgânicas. As forrageiras que possuem essa característica, então, encaixam-se muito bem ao método rotacionado.
Algumas forragens que funcionam muito bem no pastejo rotacionado são:
Figura 1 – Área de subpastejo.
Figura 2 – Área de superpastejo.
Para implantação desse método, o primeiro passo é mapear toda a área de pastagem efetiva da fazenda com GPS (Sistema de Posicionamento Global) e criar um mapa em um software como por exemplo o AutoCAD® (Figura 3).
Feito o mapa, são desenhadas as divisões das áreas em módulos e piquetes (Figura 4). Para saber o número de piquetes que se deve fazer, existe uma conta bem simples, mas antes é preciso fazer uma observação sobre período de ocupação e período de permanência.
O primeiro é o tempo total em que o piquete fica ocupado por animais no caso de mais de um lote (manejo de desponte/repasse). Já o período de permanência é o período em que um determinado lote permanece no piquete.
Assim, pode-se dizer que quando apenas um lote ocupa um piquete, o PP=PO. É importante conhecer essas diferenças para não errar na hora de calcular o número de piquetes.

Onde:
Figura 3 – Mapa da fazenda desenhado no AutoCAD®, a partir do GPS. Fonte: aula de elaboração de projetos para pecuária de corte, Paulo César Costa, Equipe Rehagro.
Figura 4 – Divisões dos módulos e piquetes para o pastejo rotacionado. Fonte: aula de elaboração de projetos para pecuária de corte, Paulo César Costa, Equipe Rehagro.
Definido o número de piquetes, o próximo passo é instalar as cercas na propriedade. As divisões dos piquetes podem ser feitas com cercas elétricas, pois, o investimento na implantação tem sido de duas a quatro vezes mais baixo quando comparado com a implantação de cercas convencionais, de arame liso ou farpado.
Os piquetes devem ser quadrados ou retangulares. O comprimento não deve passar de 3 vezes o da largura. Para economizar em instalações, construir praças de alimentação com saleiro e água, comuns a mais de um piquete tem sido bastante indicado, como mostrado na Figura 5.
Não é interessante fazer piquetes muito grandes para que não ocorra o sub e super pastejo. Os bovinos têm uma característica forte, eles preferem pastejar a uma distância de até 200 metros da fonte de água, deixando de comer em áreas cuja distância ultrapassam 600 metros. Eles só pastejam após 1,6 km de distância da água, quando 40 a 50% da forragem já tiver sido consumida.
Depois de preparadas as instalações, deve ser iniciado o manejo. O lote entra no primeiro piquete do módulo, ocupa esse piquete por um determinado tempo (PO), depois segue para o próximo piquete e assim por diante (ver Figura 5), completando então o ciclo de pastejo (CP).
O ciclo de pastejo nada mais é que a soma do período de ocupação (PO) com o período de descanso (PD). O período de ocupação (PO) é o tempo em que os animais ficam no piquete e o período de descanso (PD) é o tempo entre os pastejos.
Para simplificar então temos o seguinte cálculo:

Onde:
Figura 5 – Piquetes de rotação de pastagem, com praça de alimentação (círculo vermelho) comum entre 4 piquetes mostrando como deve funcionar um rotacionado.
A altura de entrada é uma característica particular de cada forragem e é um dos pontos mais importantes para um manejo de pastejo rotacionado adequado. Erros neste ponto causam perdas na produção do capim, levando à baixa produtividade ao longo do ano.
Foram conduzidos inúmeros estudos e experimentos para estabelecer a altura de entrada de cada forragem. Sabe-se que quando a planta atinge o valor de 95% de interceptação luminosa, rapidamente ela passa do estágio vegetativo para o reprodutivo, alongando suas hastes, aumentando a distância entre folhas e dificultando a colheita dos animais.
No momento em que a planta recebe na sua base apenas 5% de raios de luz, haverá boa quantidade de folhas em relação a hastes e material morto, como mostra o Gráfico 1.
Gráfico 1 – Situação quando temos interceptação luminosa em 95%. Fonte: Aspectos agronômicos para produção intensiva de leite a pasto – Sila Carneiro da Silva e Domício do Nascimento.
Tabela 1 – Essa tabela indica algumas alturas de entrada e saída de diversas forragens em diferentes épocas do ano. Fonte: Como planejar o pastoreio – Adilson Aguiar.
A altura de saída também é um ponto importante, mas não tão importante quanto a altura de entrada. Se mal manejada na altura de saída, a planta terá dificuldade no seu restabelecimento pós-pastejo.
Mas o que é o ideal? Devemos analisar então se é um sistema intensivo, com uma alta quantidade de nitrogênio no solo, associado a uma alta eficiência na coleta dos animais. Nesses casos, a altura de saída pode ser mais baixa.
Para definirmos o tempo ideal de cada piquete, devemos estar atentos a inúmeros fatores, como:
Esse período deve ser bem respeitado para que o pasto residual consiga, então, rebrotar rápido e com vigor, para que a produção seja boa.
É possível perceber que a viabilidade de implementação deste método é alta para sistemas de criação mais intensivos de bovinos de corte, pois o ganho/área é muito superior ao de outros métodos de pastejo.
Porém, o manejo não é simples. É necessária muita atenção para que não ocorram erros, principalmente ao observar a altura de entrada. Erros na altura de entrada podem levar a prejuízos enormes e o que poderia apresentar ótimos resultados pode se tornar um desastre.
Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:
As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.
O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.
Para saber mais informações, visite nossa página:
O post Pastejo rotacionado: veja a importância para sistemas de criação de gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>