gado Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/gado/ Thu, 19 Jan 2023 19:52:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png gado Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/gado/ 32 32 Misturadores de ração: veja os principais tipos e garanta qualidade na mistura https://blog.rehagro.com.br/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/ https://blog.rehagro.com.br/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/#respond Wed, 20 Jul 2022 16:10:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9458 Desempenho aquém do esperado e aumento na incidência de desordens metabólicas, mesmo em dietas bem formuladas, são alguns dos problemas observados quando os animais conseguem selecionar e ingerir apenas alguns alimentos específicos da dieta, deixando outros de lado. E isso ocorre quando sua mistura não é realizada corretamente, o que pode ser evitado pelo uso […]

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Desempenho aquém do esperado e aumento na incidência de desordens metabólicas, mesmo em dietas bem formuladas, são alguns dos problemas observados quando os animais conseguem selecionar e ingerir apenas alguns alimentos específicos da dieta, deixando outros de lado.

E isso ocorre quando sua mistura não é realizada corretamente, o que pode ser evitado pelo uso dos misturadores.

Existem diversos modelos e tipos de sistemas de mistura no mercado, cada um com sua especificidade.

Neste artigo, você irá entender os benefícios e gargalos de cada um deles, bem como o passo a passo para garantir a qualidade da sua mistura, obtendo eficiência máxima no processo.

 

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Transformações no fornecimento de alimentos

Ao longo das últimas décadas, o perfil das dietas utilizadas na produção de gado de corte no país alterou de maneira significativa. Essa alteração foi observada tanto em dietas de confinamento, quanto no perfil dos suplementos utilizados para animais a pasto.

O desafio em busca do aumento da produtividade impulsiona técnicos e pecuaristas na utilização de dietas mais energéticas e “adensadas”. Dietas nesses padrões requerem, impreterivelmente, a utilização de maiores proporções de grãos, com diferentes tipos de processamento, e alimentos concentrados.

De acordo com o levantamento feito com nutricionistas por Millen et al. (2009) e Pinto e Millen (2016) a inclusão de grãos na dieta foi de 58% em 2009 para 85% em 2016, reduzindo a quantidade de forragem presentes nas dietas de terminação.

Nível de forragem e concentrado na dietaNível de forragem e concentrado na dieta de terminação.

Essa realidade implica em uma série de consequências, além dos esperados ganhos em desempenho, desafiar ruminantes a dietas ricas em energia acarreta desafios significativos, a utilização de aditivos, a necessidade de adaptação dos animais, os cuidados com a homogeneidade da dieta, dentre outros fatores que são fundamentais na mitigação dos riscos observados nessas dietas.

Por consequência dos processos evolutivos, bovinos são ruminantes com baixa capacidade de seleção dos alimentos, principalmente quando comparados a pequenos ruminantes como caprinos e ovinos.

Porém, na oferta de uma dieta com grande segregação de alimentos, é possível se observar a seleção e a predileção de certos alimentos por parte dos bovinos, possibilitando que animais, principalmente confinados, consumam maiores ou menores quantidades de grãos e alimentos concentrados do que o determinado no momento da formulação da dieta.

Esse fator transforma o risco de desordens metabólicas, como acidose e timpanismo, ainda mais evidente no caso de seleção por alimentos mais energéticos ou resulta em desempenho aquém do esperado quando os volumosos são selecionados pelo indivíduo.

Por isso é tão importante que se garanta durante o fornecimento de uma dieta total, uma perfeita mistura dos alimentos nas suas devidas proporções, onde os animais não consigam selecionar os alimentos, ingerindo partes precisas da dieta formulada.

Como garantir a qualidade da mistura?

A homogeneidade da mistura é um fator importante também quando lembramos dos minerais e aditivos que são incluídos na dieta em menores proporções, sendo que qualquer falha na mistura pode resultar ingestão desbalanceada desses micronutrientes e, consequentemente, menor desempenho.

Uma sugestão prática é sempre checar se a dieta batida na fazenda está mais próxima possível da dieta formulada pelo nutricionista. Portanto, a precisão no carregamento é fundamental.

A experiência do operador conta muito para o resultado desse processo. Recomenda-se que a variação da dieta a campo e formulada não ultrapasse 10%, sendo que abaixo de 5% é que consideramos ideal.

Quais são os tipos de misturadores de ração?

A principal forma utilizada para se misturar uma dieta é pela utilização de misturadores. Existem diversos modelos de misturadores de ração e tipos de sistemas de mistura no mercado, cada um com sua especificidade, qualidade e deficiência, misturadores com roscas horizontais ou verticais, rotor ou tombamento, podendo estes serem estacionários, tracionados ou acoplados no chassi de caminhão.

Entender os benefícios e os gargalos de cada um desses tipos é fundamental para que a operação flua da melhor e mais eficiente forma possível. Portanto, assertividade na escolha do tipo de sistema de mistura para a realidade da fazenda é o ponto de partida para garantir a qualidade da mistura.

E-book Misturadores e qualidade de mistura para rações

Misturador com rosca vertical (helicoide)

Sua principal característica é sua capacidade de misturar volumosos com partículas de fibras maiores, como por exemplo, o feno, em suma a robustez dos equipamentos desse tipo também se destacam.

Entretanto, para garantir uma mistura homogênea em vagões com rosca vertical, no geral, necessita-se de um maior tempo de mistura, cerca de 8 a 10 minutos, o que proporciona maiores gastos com combustível e desgaste dos tratores ou consumo de energia.

Nesse tipo de misturador deve-se estar atento à presença de facas para repicagem. Estas facas reduzem o tamanho da partícula, portanto não é indicado para dietas de confinamento. Sua indicação é para fenos, pré-secados e demais componentes secos que possuem fibras longas.

Há no mercado a opção com duas roscas verticais. Caso você opte por adicionar algum outro ingrediente que não seja volumoso e seja mais denso, atente-se para que ele seja adicionado ao misturador por último para melhor a homogeneidade da mistura.

Misturador com rosca verticalParte interna do misturador com rosca vertical. Fonte: Arquivo pessoal.  

Misturador helicoidal verticalMecanismos helicoidal vertical e facas de repicagem – Fonte: site da Siltomac. 

Misturador com rosca horizontal

Em contraste com o misturador vertical, o misturador horizontal tem como característica melhores condições de misturar volumosos com partículas de fibra menores, como a silagem de capim ou milho. Sua maior eficiência na mistura permite que esses misturadores proporcionem misturas homogêneas com menores tempos de mistura.

Nesse modelo é possível adicionar ingredientes de menor inclusão, garantindo sua distribuição uniforme. Portanto, o misturador horizontal é indicado em dietas com inclusão de grãos, farelos e subprodutos, podendo ser encontrado no mercado sistemas com 3 ou 4 roscas.

O tempo de mistura vai variar de 2 a 6 minutos, dependendo da capacidade do misturador e o tipo de dieta. Recomenda-se que o carregamento seja feito primeiro com os alimentos concentrados e depois com os alimentos volumosos.

Misturador helicoidal horizontalMisturador helicoidal horizontal de 3 roscas – Fonte: site da Siltomac. 

Misturador horizontal com 4 roscasDemonstração de movimento das roscas em misturador horizontal de 4 roscas – Fonte: site da Kuhn do Brasil.

Misturador por tombamento

Esse misturador é indicado para ração de mistura total, podendo conter silagem, subproduto, grãos e núcleo. Seu mecanismo de mistura é feito por correntes e travessas, que evitam a deposição de ingrediente com maior densidade no fundo do equipamento.

Recomenda-se acrescentar o volumoso antes do concentrado nesse tipo de sistema, ou até mesmo carregar em “sanduíche”, caso haja 2 fontes de volumosos, por exemplo, bagaço de cana e silagem.

Misturador por tombamentoCorrentes e travessa de misturador com rotor tombamento – Fonte: site da Siltomac.

Webinar Impacto da qualidade da silagem de milho

Misturador com rotor central e rosca

Esse modelo de misturador vem ganhando grande destaque dentre os diversos tipos de vagões, pois garante uma excelente qualidade de mistura com tempo reduzido de funcionamento mesmo quando comparado aos misturadores de rosca horizontal, além disso, permite-se incluir diferentes tamanhos de partículas de volumosos.

Esses misturadores contém a combinação de duas roscas sem fim e rotor central contendo pás. O mecanismo combinado desse último modelo citado permite melhor qualidade de mistura em rações com maior quantidade de concentrado e menor tempo de mistura.

Outra característica interessante é que esse tipo de mecanismo minimiza quebra de ingredientes peletizados ou floculados. O tempo de mistura deve ser a combinação da velocidade do rotor e tipo de dieta.

Uma recomendação prática de mistura é, em média, de 10-15 giros, com a velocidade de rotação (RPM) recomendado pelo fabricante, o que equivale aproximadamente 3 a 6 minutos. Esse tempo deve ser checado para cada equipamento de acordo com o teste de qualidade de mistura da ração, que não deve variar de 5-10% comparado com a ração formulada.

A recomendação é que os ingredientes concentrados (grãos, coprodutos, farelo e núcleo) sejam carregados antes do volumoso, sendo do mais denso para o menos denso.

Misturador com rotor centralMisturador com duas roscas sem fim e rotor central contendo pás. Fonte: Arquivo pessoal da Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro. 

Misturadores e caixas estacionárias

Independente de qual desses tipos de vagões – eles podem ser estáticos ou não – operações de maior porte que necessitam misturar grandes quantidades de ração, podem utilizar um misturador estacionário assessorados por um vagão apenas distribuidor ou caixas estacionárias de pré-carregamento assessorado por um misturador para reduzir o tempo do ciclo de alimentação.

Em confinamento acima de 15 mil cabeças, esse tipo de sistema otimiza a quantidade de equipamento distribuidor, combustível e funcionários. Vale a pena colocar essa conta na ponta do lápis.

Caixa estacionáriaCaixa estática pré-mistura. Fonte: Arquivo pessoal da Dra.Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro. 

Uma análise interessante foi feita em 15 confinamentos comparando os dois sistemas: carregamento direto no misturador acoplado a um caminhão (método tradicional) e o uso de caixas estacionárias para pré-carregamento antes de serem tombadas no caminhão misturador.

Essa análise mostrou que a variação de carregamento em peso absoluto foi menor com o uso de caixas estacionárias. Essa diferença, possivelmente, pode ser explicada pela otimização da mão de obra e do tempo no carregamento e descarregamento, que possibilita os funcionários serem mais precisos na quantidade de ingrediente na hora do carregamento, sem ter outro funcionário aguardando ou ele mesmo fazendo as duas operações.

A precisão no carregamento além de acarretar melhor qualidade da batida, minimiza desperdícios de ingredientes.

Caixa estacionária e carregamento diretoVariação absoluta de carregamento, em quilograma, entre o uso de caixa estacionária e carregamento direto no misturador acoplado ao caminhão. Fonte: Dados não publicados do arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.

Mensuração no carregamento e descarregamento

Escolher o misturador que melhor se adeque à realidade e características específicas de cada operação é fundamental, evitando desperdícios e ineficiência. Além disso, outros fatores devem ser levados em consideração para se garantir uma mistura de qualidade e uma dieta homogênea.

Todos os equipamentos possuem a versão com balança, o que se torna a opção mais interessante para monitorar a operação, carregamento e descarregamento controlado e o consumo dos animais.

Falhas na pesagem do ingrediente e maiores fornecimentos de determinado ingrediente da ração por si só já são causas para dietas desbalanceadas, por isso sempre estar atento no momento do carregamento e sempre conferir e aferir a precisão da balança, que pode ser feito 1 a 2 vezes no ano (Figura 8).

Além disso, a distribuição programada, com balança no equipamento distribuidor, torna-se essencial para o controle do consumo dos animais, principalmente quando o tema é confinamento.

Capacidade do equipamento

A sobrecarga dos equipamentos destinados a misturas da dieta, pode e vai interferir na qualidade da mistura, respeitar as especificações do fabricante de cada vagão é uma premissa importante, pois a sobrecarga impede que as partículas dos alimentos se misturem. Volumosos ocupam mais espaço, portanto, fique atento à capacidade cúbica, ao invés de checar apenas a capacidade em peso.

Entre dois tratos e, consequentemente, duas cargas do vagão, pode sobrar ração dentro do equipamento. Essa sobra, normalmente, pode interferir no momento do fornecimento do trato seguinte e alteração da composição da dieta do próximo trato.

Nesse caso, devemos cuidar para que essa sobra não seja acrescentada em dietas de adaptação, por exemplo, o que resultaria uma dieta mais energética, possivelmente, resultando em distúrbios metabólicos nos animais não adaptados.

Manutenção do misturador e componentes

Defeitos mecânicos e ausência ou ineficiência de algum componente do vagão também podem ocorrer e prejudicar o trabalho. Por exemplo, o desgaste das facas do vagão, por exemplo, irá comprometer a eficiência da mistura, no caso de fardos de fenos em misturadores verticais.

Por outro lado, se essas facas forem utilizadas em dietas de terminação contendo volumoso, poderá reduzir o tamanho de fibra além do exigido para manter a saúde ruminal, resultando em problemas metabólicos.

O atraso de tratos devido problemas mecânicos, consumo maior de combustível, ineficiência de mistura por desgaste de componentes, entre outros podem ser evitados através de manutenção periódica aos equipamentos e seus componentes.

Esteja sempre em dia com a manutenção do equipamento, e atento às exigências e recomendações dos fabricantes.

Tempo de mistura

O tempo em que os alimentos permanecem no vagão para misturar é crucial para o estado final da dieta. O tempo de mistura ideal varia de acordo com o equipamento utilizado, capacidade, marca do misturador e principalmente de acordo com o tipo de ingredientes utilizados, variando entre 3 e até 15 minutos.

Ao contrário do que muitos pensam, o tempo excedido de mistura da ração segrega as partículas “desmisturando” a dieta em vez de misturar, por isso devemos manter o tempo ideal.

Um teste fácil de realizar a campo é fixar um tempo de mistura, de acordo com a recomendação do tipo de misturador, e coletar amostras para enviar para laboratório como descreveremos mais adiante. Preconizamos que essa variação não deve ser maior que 10% entre amostras, sendo menor que 5% considerado com variação ideal. Lembre-se também de compará-la com a dieta formulada!

Dica rápida para ajuste de tempo de mistura

Para ajustar o tempo de mistura e ordem de carregamento, faça a amostragem da dieta como descrito no item “6 passos para mensurar a qualidade da mistura”, mas antes de enviar para laboratório, passe uma amostra na peneira Penn State e cheque se a distribuição de fibras está uniforme para o início, meio e fim do descarregamento.

Fixado o tempo ideal, amostre seguindo os passos recomendados e envie o laboratório de sua confiança para uma análise mais precisa. Lembre-se que o uso da distribuição de fibra é apenas um norteamento para o ajuste, mas as chances de erros são bem maiores do que as análises químicas. Uma dieta desbalanceada pode representar resultados aquém do esperado.

6 passos para mensurar a qualidade da mistura

A amostra que será enviada para laboratório deve representar a batida, e a forma como fazemos isso impacta diretamente nos resultados. O passo a passo abaixo pode ser conduzido de forma simples e bastante eficiente.

Passo 1: Após a batida, selecione 3 cochos para serem amostrados, sendo o primeiro cocho, um cocho intermediário, e o último cocho do descarregamento.

Passo 2: Assim, que a ração for distribuída, caminhe na frente do cocho coletando amostras, utilizando um equipamento em forma de concha ou a própria mão fazendo formato de concha. Faça a coleta antes dos animais terem acesso à comida para evitar seleção e contaminação pela saliva do animal.

Passo 3: Colete 1 amostra (mão cheia) a cada 5-10 metros, dependendo do tamanho do cocho, e coloque-as em um balde limpo. Alterne coletas no fundo, no meio e no topo da pilha de alimento, evitando pegar ração que tenha sobrado do dia anterior. Garanta de 5 a 10 amostras por cocho.

Passo 4: Após terminar a coleta no primeiro cocho, misture bem o conteúdo do balde, vire o balde em uma superfície limpa e reparta a amostra em 4 partes. Selecione 1 parte e repita a repartição. Faça esse procedimento até obter uma amostra de 200-500 gramas.

Passo 5: Coloque a amostra em um saco e lacre, identificando a amostra com o tipo de ração, batida e data da coleta. Envie para laboratório em até 24 horas para análise de algum componente da dieta de baixa inclusão, como por exemplo, zinco, ionóforo, cálcio. Pode-se analisar o teor de proteína, mas nesse caso a precisão será menor.

Passo 6: Faça o mesmo procedimento com os outros dois cochos. Quando você receber os resultados, compare o percentual de variação entre as 3 amostras da mesma batida.

Coleta de amostra de alimentoDemonstração da posição da mão durante a coleta de amostra para evitar perder partículas de alimento, obtendo amostras mais representativas. Fonte:  Arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro. 

Dicas rápidas para evitar erros

Seguindo as etapas citadas, é possível atingir a máxima eficiência do nosso sistema em proporcionar uma dieta homogênea, mais próxima possível da formulada e por consequência, desempenho animal esperado.

Deixamos aqui algumas dicas rápidas para evitar erros e desperdícios:

  • Lembre-se que ração com maior quantidade de volumoso exige maior capacidade do vagão;
  • Selecionar o misturador ideal depende de vários fatores, avalie os prós e contras e acordo com sua necessidade e condições de investimento;
  • O número de cabeças alimentadas e o operacional de cada fazenda irá determinar o tamanho do misturador e o número de carregamentos;
  • Faça um teste para cada tipo de ração para determinar o tempo de mistura ideal. Rações com maior quantidade de volumosos tendem a requerer mais tempo de mistura;
  • Treine seus colaboradores para melhor eficiência da operação, uso adequado dos equipamentos e, principalmente, para padrões de segurança.

A qualidade da mistura é um entre muitos pontos de atenção necessários para alcançarmos alta eficiência na nutrição, que pode representar mais de 70% dos custos de produção na pecuária de corte.

Para o pecuarista que deseja aumentar sua margem de lucro, mas não sabe por onde começar, planejar melhor a estratégia nutricional do rebanho pode ser um ótimo caminho.

Além disso, outros pilares como a reprodução, a sanidade, o manejo de pastagens e a gestão financeira da fazenda também devem andar juntos, sendo a base do sucesso de qualquer operação.

Vamos em frente?

O Rehagro possui o curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte, uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.

Aprenda com professores renomados, com anos de experiência no dia a dia das fazendas e eleve ao máximo a rentabilidade de sua fazenda.

Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte

Andrea Mobiglia

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Todo pecuarista sabe que o planejamento orçamentário é peça chave para o sucesso da operação.

Ele é o ponto de partida para que possamos traçar metas para aquele ano e alcançar os resultados desejados na propriedade.

Mas sabemos que, na maioria dos sistemas produtivos do Brasil, o ano pecuário ou ano safra, que vai de 1 de julho a 30 de junho, é diferente do ano civil ou ano calendário, de 1 de janeiro a 31 de dezembro.

 

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Então, fica a dúvida: quando devo fazer meu orçamento anual em um sistema de pecuária de corte? Ele deve ser feito para o ano civil ou deve acompanhar o ano pecuário?

A dica do nosso especialista Prof. Guilherme Lamego, coordenador de projetos de gestão na Pecuária de Corte, é a seguinte:

De modo geral, trabalhamos pensando o planejamento da atividade de 1 de julho a 30 de junho. Minha recomendação é planejar um ano que irá coincidir com nossas principais atividades produtivas, sem quebrá-las no meio.”

Por exemplo, em uma fazenda de cria, não é indicado “quebramos” a estação de parição no meio. Ou “quebrarmos” a venda de animais do confinamento, que foram recriados ao longo de todo o ano e colocados na engorda.

É como se, na agricultura, fosse feito um orçamento que cortasse a safra no meio. Você colheria a safra anterior, mas no custo de plantio, estaria plantando já a próxima safra.

Não faria muito sentido olhar para um ano que cortaria essas atividades no meio, certo?

Na pecuária de corte, é o mesmo raciocínio, lembrando somente que ela terá um ciclo mais longo do que a agricultura.

Às vezes vamos colher aquela safra, tendo resultados com aquele bezerro que começou a ser produzido, em dois, três anos”, lembra o Prof. Guilherme.

“O ideal é que comecemos o planejamento técnico, antes mesmo de entrarmos no financeiro, alguns meses antes de iniciarmos nosso ano pecuário. Se o ano começa em 1 de julho, vou começar esse planejamento ao redor de abril, maio, para que eu possa ter vários ciclos de validação com as pessoas envolvidas e até que no fim de junho eu já tenha o orçamento pronto, validado para rodar o ano pecuário.”

Ele ainda ressalta que, ao longo do ano pecuário, é indicado fazer todas as checagens de previsto versus realizado.

Na hora de colocar a mão na massa e encarar o dia a dia das fazendas, várias dúvidas como essa aparecem.

Por isso, devemos estar preparados para enfrentar os reais desafios da produção, que aparecem na prática.

Para isso, o Rehagro criou o Curso Gestão na Pecuária de Corte, que já capacitou mais de 1.800 profissionais para dominarem todas essas questões e assumirem o controle de suas propriedades, permitindo que alcançassem melhores resultados financeiros.

Feito para quem não tem tempo a perder, todo o conteúdo desse treinamento é aplicável à realidade da produção de gado de corte, ajudando profissionais a conduzirem os rebanhos rumo à máxima eficiência!

Caso você tenha interesse em aprender a melhorar a produtividade, lucratividade e sustentabilidade da fazenda em que você atua, venha conhecer essa capacitação!

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Produtividade e consumo de bovinos no pasto: veja fatores que interferem https://blog.rehagro.com.br/consumo-de-bovinos-a-pasto/ https://blog.rehagro.com.br/consumo-de-bovinos-a-pasto/#comments Tue, 10 Nov 2020 15:00:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8500 As interações que ocorrem entre os animais e a planta, em uma pastagem, podem proporcionar efeitos positivos e/ou negativos em ambos. A seleção realizada pelos animais em pastejo é um dos efeitos negativos que ocorrem no pasto e está diretamente relacionado com o consumo de bovinos, uma vez que as características e a estrutura do […]

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As interações que ocorrem entre os animais e a planta, em uma pastagem, podem proporcionar efeitos positivos e/ou negativos em ambos.

A seleção realizada pelos animais em pastejo é um dos efeitos negativos que ocorrem no pasto e está diretamente relacionado com o consumo de bovinos, uma vez que as características e a estrutura do pasto afetam o consumo por bocado.

Essa seleção pode estar associada ainda à contaminação do local por fezes e urina, à localização de água e sombreamento, que também podem influenciar o pastejo e seleção pelo animal (Sollenberger e Vanzant, 2011). A ingestão diária de forragem é uma função da taxa de consumo e o tempo de pastejo (Sollenberger et al., 2013).

 

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A produtividade animal de animais em pastejo é determinada pelo consumo de matéria seca, que é influenciado por uma série de fatores separados em três importantes grupos:

  1. Processo de digestão que estão relacionados com a maturidade da forragem, valor nutritivo e digestibilidade;
  2. Fatores da ingestão que estão associados à estrutura do pasto (facilidade de apreensão e colheita de forragem durante o pastejo);
  3. Estágio fisiológico e nível de desempenho dos animais, que estão associados aos requerimentos nutricionais e demanda por nutrientes.

De modo geral, a variável resposta, tanto das plantas forrageiras como dos animais são dependentes da estrutura do pasto e da interação com o animal, sendo esta fundamental na tomada de decisão do manejo da pastagem para favorecer o consumo de matéria seca.

Mas afinal, quais seriam os fatores relacionados às características estruturais do pasto que influenciam o consumo de matéria seca por bovinos em pastejo? Como mensurá-las e utilizá-las para aumentar a produtividade animal?

Além de conhecer quais são esses fatores e como eles interferem na produtividade, vamos entender nesse texto, quais os impactos que o manejo incorreto imprimem nos sistemas de produção.

Estrutura do pasto

A estrutura do pasto pode ser definido como arranjo e distribuição das plantas sobre o solo em um mesmo ambiente (Laca e Lemaire, 2000), sendo esta importante, por determinar a facilidade de apreensão dos componentes da planta, e isso pode afetar a quantidade ingerida de nutrientes.

Estrutura de pastagemFonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues

A relação folha/colmo, índice de área foliar, massa de forragem, densidade de folhas verdes e altura média são componentes da estrutura do pasto responsáveis por influenciar a ingestão de forragem pelos animais, pois alteram as variáveis do comportamento ingestivo (Mayne et al., 2000; Gontijo et al., 2006).

Na dimensão vertical, a altura e a distribuição dos componentes (folha, colmo) são as principais variáveis, e na dimensão horizontal é a massa de forragem, sendo essas as variáveis mais importantes que devem ser consideradas na avaliação da estrutura (Cabral et al., 2011).

Altura do pasto

Maiores alturas implicam em maturidade da planta e alongamento de colmo, havendo progressiva lignificação, que confere aumento na força de ruptura (Jacobs et al., 2011) e induz os animais a selecionarem a forragem a ser consumida, reduzindo a massa do bocado e aumentando o tempo por bocado.

Com isso a taxa de consumo diminui, devido às limitações da estrutura do pasto (Benvenutti et al., 2009), ou seja, alta presença de colmos podem ser uma barreira física ao processo de pastejo, dificultando o consumo (Casagrande et al., 2010).

A altura do pasto na condição de pré-pastejo apresenta alto grau de associação com os valores de interceptação luminosa pelo dossel, conforme observado em pesquisas realizadas com forrageiras tropicais.

Altura de espécies forrageiras Altura de pré-pastejo de espécies forrageiras sob lotação intermitente com base em 95% IL. 

Dessa forma, estratégias de manejo determinadas pelo controle de altura do pasto é uma variável consistente para determinar as respostas da pastagem e dos animais, em estudos sobre taxa de ingestão de forragem.

Assim, torna-se mais prático entender as modificações na estrutura do pasto, e das respostas dos animais a essas variações.

Altura do pastoFonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues. 

Massa de forragem

A massa de forragem pode ser definida como peso total de forragem por unidade de área, acima da altura de corte do capim, sendo usualmente expressa em kg/ha de MS.

Conhecer as diversas variações de massa de forragem entre espécies de forrageiras é importante para tomada de decisões do manejo do pastejo (Pellegrini et al., 2010).

Pastagem desenvolvidaFonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues. 

A partir do momento que 95% de toda a luz incidente é interceptada pela planta, a produção de folhas velhas aumenta e de folhas novas diminui, causando redução no acúmulo de folhas e intenso acúmulo de colmo e material senescente.

Nessa situação, a altura e a massa de forragem dos pastos aumentam, porém o valor nutritivo fica comprometido por apresentar menores proporções da parte mais digestível (folhas).

Webinar Manejando Pastagens

Relação folha:colmo

Uma relação folha:colmo elevada, pode caracterizar uma planta com maior teor de proteína e boa digestibilidade o que confere boa aceitabilidade pelos animais e alta ingestão.

Análise de folhas da pastagemFonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues. 

As folhas representam o componente com maior quantidade de tecidos não lignificados, como mesófilo, o que confere melhor qualidade nutricional e menor tempo de retenção no rúmen, consequentemente maior taxa de passagem (Humphreys, 1991).

O colmo apresenta maior presença de tecidos lignificados (epiderme e esclerênquima) onde menos de 50% da parede é prontamente digestível e utilizada pelo animal, o que compromete a eficiência de pastejo, como consequência da redução na relação folha:colmo.

Por isso, a relação folha:colmo pode atuar também como indicador da facilidade de apreensão da forragem pelo animal (Paula et al., 2012).

Relação folha colmo Fonte: Senar. 

O comportamento ingestivo de animais em pastejo é sensível a variações na estrutura do pasto (Palhano et al., 2007), onde qualquer falha ocorrida no dimensionamento da oferta de forragem pode repercutir em amplo impacto no desempenho animal.

A quantidade e qualidade de massa verde produzida é determinada pelo acúmulo de forragem que ocorre durante o período de rebrotação das plantas (pós pastejo) (Pedreira et al., 2009).

Em lotação rotativa, após a saída dos animais dos piquetes, o pasto começa a rebrotar, visando recompor a área foliar, interceptar luz e crescer novamente, acumulando nova quantidade de forragem para ser utilizada no próximo pastejo (Da Silva, 2009).

Dessa maneira, a interceptação luminosa (IL), associada à altura, tem sido a estratégia mais usada para manejar pastagens sob lotação rotativa, visando controlar as características estruturais do pasto (Pedreira et al., 2007).

Consumo de matéria seca

O consumo total de forragem de um animal em pastejo é o resultado do acúmulo de forragem consumida em cada bocado, e da frequência com que realiza, durante todo tempo em que passa se alimentando (Carvalho et al., 2009).

A ingestão de forragem por bocado é muito sensível a variações na estrutura no pasto particularmente na sua altura (Coleman, 1992). Quando a massa do bocado é reduzida, ocorre queda correspondente na taxa de consumo, a menos que um incremento compensatório na taxa de bocados seja observado.

Desse mesmo modo, o consumo diário de forragem também será afetado se qualquer redução na taxa de consumo não puder ser compensada por um incremento no tempo de pastejo.

Consumo de bovinos a pastoFonte: arquivo pessoal Zootecnista Patricia Rodrigues.

Os fatores associados à estrutura do pasto, bem como ao comportamento ingestivo dos animais, incluem seleção da dieta, tempo de pastejo, massa de bocado e taxa de bocados, sendo o bocado a unidade mais importante referente ao consumo.

Segundo Carvalho et al. (2007) o consumo pode ser dado pelo produto da massa de bocado, do tempo e número de refeições ao longo do dia.

Tempo de pastejo, massa e taxa de bocado

O tempo em pastejo é definido como o tempo em que o animal está apreendendo a forragem e mastigando-a e/ou deslocando-se com a cabeça baixa, podendo variar de acordo com a estrutura do pasto refletindo a facilidade de colheita da forragem.

A massa de forragem, altura, densidade, baixo teor de fibra das folhas, presença de barreira física (colmo) são características da estrutura do pasto que determinam os mecanismos utilizados pelos animais durante o processo de pastejo (Reis e Da Silva, 2011), interferindo o tempo de pastejo.

A variável tempo de pastejo é inversamente proporcional ao consumo, ou seja, quanto maior a massa de bocado, menor será o tempo de pastejo (Santos et al., 2010). Atividades como deslocamento, seleção, busca, manipulação e colheita do alimento estão inseridas na variável tempo de pastejo.

Sob baixa oferta de forragem, o tempo de pastejo aumenta, assim como a frequência de bocados, buscando atender a demanda diária de ingestão de matéria seca e consequentemente as exigências nutricionais diárias.

Segundo Ribeiro et al. (2012), o tempo destinado ao pastejo de bovinos não deve ultrapassar de 12 a 13h, vez que tempos acima desses valores podem influenciar negativamente as atividades ruminais dos animais.

A massa do bocado, pode ser definida como o produto entre a densidade volumétrica pelo volume do bocado, sendo este, função da área do bocado e profundidade. É a variável mais importante na determinação do consumo de animais em pastejo, e mais influenciada pela estrutura do pasto.

Diferente da massa de bocado, a taxa de bocado é o número de bocados em determinado período de tempo, sendo usada para calcular a taxa instantânea de consumo, dada em bocados/min (Hodgson, 1985). Sob condições de menor oferta de forragem, a taxa de bocado tende a aumentar, porém, o incremento não é suficiente para evitar diminuição na taxa de consumo, com isso o animal compensa no aumento de tempo de pastejo (Maggioni et al., 2009).

Em algumas situações a massa de bocado é inversamente proporcional à taxa de bocados, o que confirma que dosséis com maiores massas de forragens demandam mais movimentos mandibulares e mastigação do que de bocados e apreensão.

Considerações finais

Os componentes da estrutura do pasto afetam diretamente a ingestão de matéria seca por influenciarem o comportamento ingestivo dos bovinos. O controle da intensidade e frequência de pastejo, visa oferecer ao animal uma estrutura com elevada relação folha:colmo, que favorece o processo de pastejo.

Vamos em frente?

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.

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Patricia Rodrigues

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Reforma de pastagem: as 5 principais etapas para uma realização bem feita https://blog.rehagro.com.br/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/ https://blog.rehagro.com.br/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/#comments Wed, 31 Oct 2018 16:16:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5327 O Brasil possui aproximadamente 180 milhões de hectares de pastagens, que se não forem bem manejadas, se tornam o fator fundamental na restrição para o aumento dos índices produtivos na criação de gado. Assim, se não há pasto de qualidade, não há condições de se ter uma pecuária com bons índices de ganho de peso, […]

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O Brasil possui aproximadamente 180 milhões de hectares de pastagens, que se não forem bem manejadas, se tornam o fator fundamental na restrição para o aumento dos índices produtivos na criação de gado.

Assim, se não há pasto de qualidade, não há condições de se ter uma pecuária com bons índices de ganho de peso, animais com o escore corporal adequado e nem mesmo lotação elevada.

Muitos pecuaristas almejam reformar a pastagem, contudo, o alto investimento e o tempo de inutilização da área, necessários no método tradicional, impossibilita muitos projetos.

 

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Para que a reforma de pastagem seja eficiente é importante dividir em etapas o programa de estabelecimento da pastagem, como mostra o exemplo abaixo de um calendário de ações aplicadas.

Cronograma para estabelecimento da pastagemCalendário de estabelecimento de pastagens. Fonte: Adilson Aguiar.

Nesse artigo, vamos ressaltar os pontos mais importantes das etapas do programa acima explicando o passo a passo para que você possa aplicar na sua fazenda.

1. Escolha da área a ser reformada e da forrageira

É muito importante checar qual relevo da área em questão para que se possa fazer um planejamento bem estruturado e mais eficiente. Assim, podemos avaliar se será necessária a utilização de máquinas de maior precisão ou mão de obra braçal.

A partir da escolha da área, é feita a escolha da forrageira, levando em conta onde será implantada (encosta leve, baixadas ou em morros). Além disso, devemos considerar a questão climática local (quantidade e distribuição de chuva e variação de temperatura ao longo do ano) e a fertilidade do solo.

2. Análise do solo

O manejo de reforma de pastagem inicia pela análise de solo. Não existe outra forma de se conhecer a real situação da fertilidade do solo sem uma correta amostragem e uma análise feita em um bom laboratório.

É importante salientar que caso a saturação de base esteja baixa, é necessário que a mesma seja elevada através da calagem, dando condições para que a gramínea se desenvolva através da disponibilidade dos nutrientes do solo.

Área dividida em glebasDivisão da área em glebas para amostragem de solos.

3. Recomendações agronômicas através da análise de solo

Calagem

Posteriormente à interpretação da análise do solo por um profissional da área, o engenheiro agrônomo, faz-se a recomendação da correção inicial, a relação Ca/Mg, que deve estar em torno de 3:1. Essa relação irá influenciar na escolha do tipo de calcário a ser usado.

Além disso, devemos prestar atenção para o teor de fósforo existente no solo, já que esse nutriente é de grande importância para um bom desenvolvimento das pastagens e que, infelizmente, é deficitário nos solos brasileiros.

O calcário deve ser aplicado com frequência, haja vista a extração de nutrientes ao longo do desenvolvimento das forrageiras.

Se o recomendado for abaixo de 1000 kg/ha pode ser feita em uma única aplicação e se for maior que 3000 kg/ha é apropriado dividir em duas aplicações. Após a distribuição do calcário, é interessante a ajuda de uma grade para melhor incorporação ao solo. Lembrando que esta atividade deve ser realizada antes do período chuvoso, assim como a gessagem.

Gessagem

A aplicação de gesso agrícola no solo tem como objetivo disponibilizar cálcio e enxofre e, também, reparar o ambiente em subsuperfície. O gesso pode ser utilizado como corretivo em solos salinos e sódicos. No entanto, por ser uma fonte mais solúvel do que o calcário, o gesso não promove a neutralização da acidez do solo.

Antes do cultivo é importante que haja a aplicação do gesso sempre em área total. A recomendação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) indica as quantidades de gesso a serem aplicadas no solo de acordo com a análise do solo para os teores de Ca e Al. Também deve levar em consideração, além do aumento na saturação em bases em camadas de subsuperfície, a capacidade de troca catiônica (CTC).

Por ter alta solubilidade no solo, o gesso abastece o cálcio, que pode ser lixiviado em profundidade, aprimorando a fertilidade e aumentando a exploração das raízes.

Webinar Manejo da fertilidade

4. Execução da reforma da pastagem

Aragem

A aração é um processo que visa revolver a terra, popularmente conhecido como tombamento. Nessa etapa, há uma inversão da camada superficial e a profunda do solo (em aproximadamente 30 cm). A superficial vai para baixo e a camada mais profunda para cima.

Como resultado deste processo, podem surgir muitos torrões, fragmentos grandes de solo agregado. Para que o manejo (plantio e adubação) não seja prejudicado, é importante realizar a gradagem.

Gradagem

A gradagem deve ser realizada quantas vezes forem necessárias para descompactar o solo devidamente. Usualmente, de 2 a 3 gradagens são satisfatórias. É essencial terminar o preparo do solo com uma grade niveladora, a fim de um acabamento no preparo.

Escolha da semente e semeadura

É de grande importância termos cautela na compra da semente, pois é exatamente neste item que muitos pecuaristas acabam errando, considerando o melhor preço como fator principal na decisão da aquisição e não a semente mais pura.

O maior percentual de pureza indica melhor qualidade e maior as chances de sucesso com o plantio, pois não haverá sementes de outras espécies sendo “plantadas” podendo comprometer a cobertura da gramínea e a presença de plantas invasoras

Embora pareça lógico que o produto tenha o mais próximo possível de 100% de sementes da gramínea que o produtor escolheu, infelizmente a fiscalização no Brasil é deficiente e a contaminação com outras sementes ainda é uma realidade.

Dessa forma, o pecuarista na ânsia de economizar acaba comprando um produto de pior qualidade e tendo mais gastos futuros com controle de invasoras, além das falhas de cobertura no solo. .

Para operacionalizar a semeadura, temos que levar em consideração o clima e garantir que todos os passos anteriores foram bem feitos e no tempo correto, pois todos são muito importantes.

Caso a semeadura seja realizada após o prazo correto, podemos não ter níveis satisfatórios de chuva para o estabelecimento correto da forrageira escolhida, perdendo quase todo o trabalho feito, pois para a semente germinar é necessário a presença de umidade no solo.

5. Manejo da pastagem

Após a formação e com o início da utilização da pastagem entra a parte mais importante que é o manejo, ou seja, manter a qualidade da pastagem. Ele requer que se conheça a altura correta para o cultivar implantado e o período necessário de descanso desta para a sua rebrota.

Lembre-se que o homem é o responsável em determinar o momento de retirar o gado da pastagem, e o treinamento da pessoa que cuida dessa decisão na fazenda é fundamental. O Cepea, em 2017, fez uma comparação dos custos, em reais, para a reforma e manutenção de pastagem por hectare. É possível observar o elevado custo de se reformar uma pastagem comparada com o custo da manutenção.

Custos para reforma e manutenção da pastagem

Assim, devemos levar em consideração que a reforma da pastagem deve ser feita quando não há alternativas de manejo para manter a produção animal em alta. Caso todos os passos apresentados acima sejam seguidos e caso a climatologia seja favorável, a reforma não será necessária.

Deve-se apenas monitorar o manejo, ajustando sempre a lotação animal dentro de cada área para que se tenha um pastejo ótimo e um ganho de peso por animal e por área equilibrado, conseguindo uma amplitude ótima de pastejo não tendo áreas grandes de superpastejo ou subpastejo, como mostra a figura abaixo.

Monitoramento do manejo da pastagem

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:

  • Nutrição e pastagens;
  • Sanidade;
  • Reprodução;
  • Diagnóstico da propriedade;
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As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.

O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

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Estação de monta do gado zebu: veja qual a duração https://blog.rehagro.com.br/estacao-de-monta-para-gado-zebu/ https://blog.rehagro.com.br/estacao-de-monta-para-gado-zebu/#comments Mon, 09 Jul 2018 15:02:46 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4659 No trabalho com pecuária de corte em sistema de cria ou de ciclo completo (cria, recria e engorda), há uma premissa básica de manejo reprodutivo que se baseia na adoção e implementação da estação de monta. O conceito de Estação de Monta (EM) consiste em estabelecer um período para que tenhamos as ocorrências reprodutivas concentradas. […]

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No trabalho com pecuária de corte em sistema de cria ou de ciclo completo (cria, recria e engorda), há uma premissa básica de manejo reprodutivo que se baseia na adoção e implementação da estação de monta.

O conceito de Estação de Monta (EM) consiste em estabelecer um período para que tenhamos as ocorrências reprodutivas concentradas. Essas ocorrências são referentes às práticas de monta, como monta natural (touro – vaca) e/ou inseminação artificial.

 

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Tais práticas refletirão em parições em períodos concentrados, sendo que estes momentos coincidirão com a época de máximo crescimento natural dos pastos (período chuvoso), trazendo maior disponibilidade forrageira, com o objetivo principal de beneficiar as matrizes paridas.

Normalmente, a estação de monta para gado zebu no Brasil Central tem duração de 120 dias. Esta duração é influenciada por fatores como a condição corporal pré e pós-parto e ao início da estação de monta, a presença do bezerro ao pé da vaca, a ordem de parto, o período de gestação do gado zebu, e, principalmente, a relação entre estes fatores.

Redução do período e benefícios

A redução da estação reprodutiva no gado zebu para períodos menores que os tradicionais de 120 dias traz diversos benefícios.

Primeiramente, ocorre uma maior concentração de nascimentos em época ideal, na qual a qualidade e a quantidade da forragem atendem os requerimentos nutricionais das matrizes (Gráfico 1) e consequentemente, uma maior homogeneidade e peso dos animais à desmama.

Outro benefício é a separação dos períodos de monta e nascimento quando se realiza a estação menor que 70 dias, otimizando a utilização da mão-de-obra. Porém, ao se trabalhar no sentido de reduzir o período da estação de monta é necessária a avaliação da capacidade financeira, econômica e gerencial da propriedade para que esta seja capaz de suprir as principais entraves.

Curva de produção de forragem no Brasil CentralGráfico 1: Curva de produção de forragem no Brasil Central aliada à necessidade do rebanho.

O retorno à ciclicidade de vacas paridas x duração da estação de monta para gado zebu

O retorno à atividade cíclica é um dos fatores mais importantes que determinam a duração da estação reprodutiva e está altamente relacionada ao escore de condição corporal dos animais no pré e pós-parto e ao início da estação de monta.

No Gráfico 2, tem-se a indicação do percentual de ciclicidade de vacas Bos taurus (taurinas) de acordo com escore de condição corporal (escala de 1 a 9, em que 1 → Muito Magra / 9 → Obesa).

Efeito do escore de condição corporal sobre a ciclicidadeGráfico 2: Efeito do escore de condição corporal sobre a ciclicidade.

Outro fator de destaque está relacionado à presença do bezerro ao pé da vaca. Diversos autores relatam a queda na atividade ovariana pós-parto em função da presença da cria. Este fato interfere na liberação de GnRH pelo hipotálamo ou diminui a resposta a este hormônio na hipófise, tendo como consequência uma supressão da liberação pulsátil de LH, que é o fator endócrino chave para se determinar a ovulação ou não do folículo dominante.

Outros autores demonstraram que o efeito da sucção em vacas de corte é um dos principais fatores que afetam a duração do anestro pós-parto. Eles sugeriram que o comportamento materno é mais importante do que o ato da sucção em si para regular a frequência de pulsos de LH.

Desta forma, considerando a estreita relação mãe/cria em animais zebuínos, dimensiona-se o impacto da amamentação no retorno à ciclicidade.

Veja abaixo, no Gráfico 3, os dados obtidos a partir do trabalho de Resende, feito em 1993, em vacas primíparas zebuínas comparando o percentual de animais ciclando com uma amamentação por dia e em manejo tradicional (presença da cria ao pé) ao longo da estação de monta.

Percentual de vacas ciclando ao longo da estação de montaGráfico 3: Percentual de vacas ciclando ao longo da estação de monta, de acordo com o tipo de amamentação.

A ordem de parto também está altamente relacionada à duração da estação de monta. Considerando principalmente as vacas primíparas, ressalta-se que a dieta para estes animais no pós-parto deve, além de atender os requerimentos de mantença e da primeira lactação, atender aos requisitos finais de crescimento.

Dessa forma, dentre as categorias da propriedade, aquela que está mais submetida à queda na condição corporal, caso suas necessidades não sejam supridas, são as vacas de primeira cria.

Como já descrito anteriormente, a queda na condição corporal influencia diretamente no prolongamento do anestro pós-parto, fazendo com que estes animais retomem a ciclicidade tardiamente.

Este retorno tardio à ciclicidade é um dos principais entraves no encurtamento da duração da estação de monta, já que, caso estes animais não voltem a ciclar até o fim da estação reprodutiva, haverá um efeito negativo na taxa de prenhez.

O Gráfico 4 abaixo avalia, de acordo com a pesquisa de Meneghetti, em 2008, a queda na condição corporal (escala de 1 a 5) de primíparas de acordo com o mês de parição.

Queda na condição corporal de primíparasGráfico 4: Queda na condição corporal (escala de 1 a 5) de primíparas de acordo com o mês de parição. Fonte: Meneghetti (2008)

Ao correlacionar os fatores que interferem no retorno à ciclicidade, é possível compreender o motivo pelo qual as propriedades com estação de monta no Brasil Central, a fim de obterem taxas de prenhez satisfatórias, trabalham com uma duração média de 120 dias.

Algumas ferramentas podem ser utilizadas para a redução da duração da estação de monta. Em relação à nutrição das matrizes, destaca-se que alguns trabalhos científicos concluíram que a nutrição pré-parto tem maior importância do que a nutrição pós-parto na determinação do intervalo entre parto – primeiro estro.

Outro artifício técnico passível de utilização no início e durante a estação de monta está relacionado aos protocolos hormonais (por exemplo, IATF) somados ou não à restrição de amamentação.

Dentre as vantagens destacam-se a indução e/ou sincronização de rebanhos de matrizes em anestro, gerando a possibilidade de inseminar um grande número de vacas paridas ao início da estação de monta, com consequente concentração de parição no início da estação de nascimento subsequente. Este agrupamento dos eventos gera a possibilidade de reduzir o período da estação reprodutiva.

A partir do conhecimento dos fatores que influenciam a duração da estação de monta, se o objetivo é atingir uma taxa de prenhez satisfatória ao sistema, aliada a uma distribuição dos partos de forma adequada, deve-se avaliar se as condições inerentes a este sistema, de modo que permitam que a duração da estação reprodutiva seja encurtada.

Exemplos disso são a situação financeira e econômica da propriedade, o envolvimento dos funcionários, o manejo de pastagem e a condição nutricional do rebanho ao longo dos ciclos e a condição sanitária, que é de fundamental importância.

O sucesso da estação de monta depende de uma série de cuidados ligados às doenças infecciosas que podem afetar o sistema reprodutivo de machos e fêmeas, diminuindo a taxa de prenhez, causando abortos e levando à produção de bezerros com desempenho inferior.

Para saber como realizar o controle das principais doenças, como diarreia viral bovina (BVD), rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), leptospirose, brucelose, campilobacteriose genital bovina e tricomonose bovina, baixe nosso Manual Sanitário da Estação de Monta gratuitamente:

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Dica extra!

A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.

Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática. O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

Caso você tenha interesse, você pode encontrar outras informações na nossa página:

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

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Semiconfinamento de bovinos de corte: veja como funciona https://blog.rehagro.com.br/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/#respond Wed, 27 Jun 2018 15:47:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4535 A intensificação na utilização das pastagens na produção de gado de corte torna-se vantajosa quando falamos em diluição dos custos fixos, devido a redução da idade de abate e aumento na taxa de lotação. Sabe-se que a estacionalidade das plantas forrageiras é um dos principais fatores limitantes para altas produções. Dessa maneira, o semiconfinamento surge […]

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A intensificação na utilização das pastagens na produção de gado de corte torna-se vantajosa quando falamos em diluição dos custos fixos, devido a redução da idade de abate e aumento na taxa de lotação.

Sabe-se que a estacionalidade das plantas forrageiras é um dos principais fatores limitantes para altas produções. Dessa maneira, o semiconfinamento surge como uma estratégia para manutenção do equilíbrio de alimentos no sistema de produção, visando incrementar os níveis de produção animal (desempenho e ganho por área).

 

 

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A utilização de suplementos concentrados permite corrigir deficiências específicas de nutrientes na forragem para maximizar a atividade de digestão da fração fibrosa e, consequentemente, utilizar mais eficientemente os carboidratos estruturais, além de complementar a dieta em situações de escassez de forragem.

Nas situações onde o consumo é limitado pela baixa oferta de forragem, um suplemento pode substituir a forragem proveniente do pasto, constituindo às vezes o único alimento disponível. Os níveis de concentrado e as estratégias a serem usadas são dependentes da categoria animal e das metas de ganho de peso.

O semiconfinamento na pecuária de corte consiste em fornecer ração concentrada aos animais de 1 a 2% do peso corporal (PC), sendo caracterizadas pela grande produção de ácidos graxos de cadeia curta no rúmen, provocando quedas de pH, sendo necessários períodos de adaptação e possível uso de aditivos.

Os ganhos de peso irão variar de acordo com a oferta de forragem, potencial genético dos animais, níveis de concentrado na dieta e alguns outros fatores.

A suplementação com altas quantidades de concentrado na pecuária de corte permite maiores ganhos de peso, melhor rendimento de carcaça e acabamento, melhorando a eficiência do sistema de produção.

Em uma época de insumos caros como, por exemplo, o milho e a soja, é necessário encontrar alternativas as quais nos dão flexibilidade para trabalhar e possibilidade de ter o nosso custo de arroba produzida reduzido.

Diante dos altos desembolsos apresentados pelo sistema de confinamento em infraestrutura e máquinas, a suplementação de alto consumo a pasto na produção de gado de corte vem se tornando uma ferramenta cada vez mais atrativa por apresentar menor imobilização de capital e índices econômicos também satisfatórios.

Além disso, é importante destacar que durante a fase de terminação, a eficiência de conversão (kg MS/kg PC), é reduzida quando comparada na recria.

Isso se deve ao fato da diminuição do acúmulo de músculo e aumento do crescimento do tecido adiposo, o qual necessita de mais energia para sua deposição, sendo necessária a adequação correta da suplementação nessa fase.

Normalmente, o período de terminação do gado de corte se dá em um momento em que as pastagens apresentam baixa qualidade e baixa taxa de crescimento, limitando o consumo pelos mesmos. Dessa forma, torna-se desafiador produzir em uma situação extremamente desvantajosa.

Dessa forma, para terminar o gado de corte a pasto, em uma época com baixa oferta de forragem e baixo valor nutritivo, deve-se explorar o efeito substitutivo, deixando de ingerir forrageira para ingestão de concentrado, permitindo maior fornecimento de energia.

Nesse cenário, a forragem deixa de ser o componente principal da dieta, sendo importante apenas para a manutenção do ambiente ruminal minimamente saudável.

Webinar Suplementação a pasto

Sistema de confinamento convencional x semiconfinamento na produção de gado de corte

Ao comparar o sistema de confinamento convencional com o semiconfinamento, ou confinamento a pasto, recebendo altas quantidades de concentrado, a Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (APTA) concluiu que a taxa de ganho de peso vivo é diferente entre os dois sistemas, sendo vantajoso para o confinamento convencional.

Porém, quando observaram o ganho em carcaça, a diferença foi de apenas 0,043kg de carcaça por dia, ganhando 1 kg de peso vivo, chamando atenção para a forma de análise ao comparar as duas estratégias.

Nesse caso, como as dietas foram isoenergéticas, o rendimento do ganho (peso de carcaça final – peso de carcaça inicial/ peso vivo final – peso vivo inicial) foi afetado principalmente pelas mudanças no conteúdo do trato gastrointestinal e tamanho dos órgãos digestivos. Quando os animais são suplementados com grandes quantidades de concentrado, o consumo de fibra na dieta se torna muito pequeno.

Com isso, tem-se o aumento da taxa de passagem, em função da maior digestibilidade da dieta, resultando em diminuição do conteúdo do trato digestivo. Assim, o rúmen não precisa armazenar tanto o alimento e acaba reduzindo o tamanho.

Portanto, o semiconfinamento na produção de gado de corte pode tornar-se uma ferramenta extremamente interessante e estratégica. 

Para os profissionais que forem utilizar essa ferramenta, é importante darem atenção para o ganho em carcaça e não apenas em peso vivo, uma vez que na terminação a pasto pode ser subestimada, quando não consideradas essas diferenças.

Vamos em frente?

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação. 

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática. 

Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

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3 erros cometidos na hora de realizar o manejo do pasto: saiba quais são https://blog.rehagro.com.br/tres-grandes-erros-no-manejo-de-pasto/ https://blog.rehagro.com.br/tres-grandes-erros-no-manejo-de-pasto/#comments Thu, 14 Jun 2018 15:10:12 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4250 Você se preocupa mais com a suplementação e deixa o manejo de pasto de lado? Não faça isso! A suplementação dos animais criados a pasto é fundamental para a eficiência nesse tipo de sistema. No entanto, assim como o nome sugere, o suplemento trabalha apenas de forma suplementar à principal fonte de alimento dos bovinos […]

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Você se preocupa mais com a suplementação e deixa o manejo de pasto de lado? Não faça isso!

A suplementação dos animais criados a pasto é fundamental para a eficiência nesse tipo de sistema. No entanto, assim como o nome sugere, o suplemento trabalha apenas de forma suplementar à principal fonte de alimento dos bovinos criados nessas condições: a pastagem.

Seja para garantir um bom ECC (escore de condição corporal) de vacas em pastagens de brachiaria, ou seja para maximizar o desempenho da recria em pastagens de mombaça, o principal foco e objetivo do produtor deve ser a eficiência na produção e na colheita da pastagem.

 

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O planejamento e equilíbrio devem ser o foco do negócio. É de grande importância que o produtor saiba manejar o pasto de acordo com as estações do ano, sempre ajustar a taxa de lotação e realizar correções de solo e adubação de forma correta, quando for necessário.

Adotando eficientes práticas de manejo da pastagem você certamente aumentará a produtividade e a rentabilidade do seu negócio.

De olho no planejamento forrageiro

O primeiro passo para todo processo produtivo deve ser o planejamento. Independente dos desafios ou alternativas a serem seguidos, o planejamento é fundamental para o sucesso do negócio, e assim também deve ser a dinâmica na produção dos animais criados a pasto.

Entender e planejar as etapas do processo e as variáveis daquele sistema é o primeiro passo para o sucesso.

Precisamos responder algumas perguntas básicas antes de realizarmos qualquer ação na fazenda. Por exemplo, em uma propriedade, temos o objetivo de recriar dois mil animais. Antes de alocar os animais na propriedade, devemos perguntar:

  • É viável fazer isso?
  • Eu vou conseguir proporcionar condições para o ganho de peso desses animais e sustentar o bom rendimento da fazenda o ano inteiro com essa taxa de lotação?
  • Será que eu estou considerando as diferenças de produção de matéria seca da forragem nas estações do ano?
  • A infraestrutura da propriedade é suficiente para o objetivo?
  • O meu pasto comporta essa carga animal?

As respostas para essas perguntas nem sempre são simples. Antes de simplesmente comprar uma quantidade de animais e alocar na fazenda ou comprar todo o adubo e corretivo para aquela área, deve haver um planejamento prévio, levando-se em conta a área de forragem efetiva disponível, os dados climáticos da região (temperatura ao longo dos meses, índice pluviométrico e taxa de luminosidade), a espécie forrageira utilizada, e principalmente o objetivo desejado para determinado lote.

Ah! Não podemos esquecer de um detalhe fundamental, observar o fluxo de caixa da fazenda, principalmente quando pensamos em intensificação de áreas.

Quando esses cuidados não são levados em consideração, o produtor pode ter prejuízos. A superlotação é um deles, pois a alta taxa de lotação em áreas de pastagem acarreta o surgimento de plantas invasoras e um processo contínuo de degradação das áreas.

Isso traz consequências para o potencial produtivo da fazenda, pois ocasiona menor área efetiva de pasto, reduzindo ainda mais a capacidade suporte da fazenda, virando uma “bola de neve”, cada ano menos produtiva.

A sequência desse processo por longo período de tempo acarreta a necessidade ou quase obrigatoriedade do produtor realizar a reforma do pasto para continuar com processo produtivo na fazenda, aumentando de forma significativa o custo de produção e reduzindo a rentabilidade do negócio.

Manutenção da fertilidade do solo

A manutenção das pastagens com a utilização de corretivos, fertilizantes e o combate às plantas invasoras são medidas fundamentais para que as pastagens entreguem excelente produtividade, elevando a capacidade de suporte da fazenda.

Assista a uma aula incrível e completa sobre o assunto, com o especialista Rodrigo Amorim, da Embrapa Gado de Corte:

Webinar Manejando Pastagens

As forrageiras são culturas perenes, ou seja, não precisam ser reformadas ano após ano como as culturas anuais do milho, sorgo e soja. Plantas perenes são resistentes, mas precisam de manutenção e, principalmente, de um manejo adequado para permanecerem vigorosas e produtivas.

O ideal é que anualmente seja realizada, de maneira criteriosa, uma avaliação das pastagens contemplando, inclusive, análises do solo nos piquetes, sendo possível, a partir dessa análise, o planejamento e as intervenções necessárias que garantirão a perpetuidade da área produtiva.

Cada espécie forrageira requer um nível de exigência em fertilidade, pluviometria e até mesmo são mais ou menos resistentes às variações de temperatura, principalmente à baixas temperaturas.

Um dos pontos importantes na escolha da forrageira, sem dúvida, é a fertilidade da área a ser implementada. Colocar forrageiras mais exigentes em solos pobres em nutrientes, sem realizar a correção e adubação da pastagem, pode gerar queda da produtividade e consequente degradação.

Sendo assim, o primeiro erro a ser observado é a escolha inadequada da espécie forrageira e, principalmente, a ausência de manutenções corretamente realizadas nas áreas empastadas.

Diferenças de manejo

É preciso saber as características de cada gramínea para poder manejá-la de forma adequada. Cada espécie forrageira detém em suas características anatômicas e fisiológicas, fatores que determinam suas condições de crescimento, de rebrota, de emissão de folhas e caules, que impactarão diretamente na forma como devem ser manejadas.

Cada gramínea deve ser manejada, independente do sistema de pastoreio, rotativo ou contínuo, respeitando a altura correta de entrada e saída dos animais. Essas alturas são definidas após a observação do que chamamos de interceptação luminosa, ou seja, do momento exato de crescimento da planta onde as folhas emitidas bloqueiem cerca de 95% dos raios solares que chegam à base da planta.

Esse momento em específico foi determinado através de pesquisas, pois a partir dele a planta começa a apresentar a presença de material senescente (morto) em sua base, e principalmente por iniciar a emissão de caules, na busca por maior luminosidade.

Além disso, sabemos que quanto maior a proporção de caule em relação às folhas, menor tende a ser o desempenho dos animais que consomem aquela forrageira.

A altura de saída ou o resíduo deixado após o pastoreio dos animais também deve ser respeitada e é de grande importância para que se tenha naquele dossel uma rebrota adequada. Quando não manejamos dentro desses critérios, corremos sérios riscos de reduzir desempenho animal, degradar o dossel, entre outros fatores prejudiciais à produção.

Desrespeitar o desenvolvimento das plantas e realizar o manejo imperfeito da colheita dos pastos é erro determinante no fracasso da produção de gado a pasto.

O erro da adubação sem ajuste de carga

O ajuste de carga, ou seja, relacionar a carga animal à disponibilidade de forragem, é ponto fundamental para aumentar a produtividade.

Deve-se ter em mente quanto do pasto produzido é possível colher através da eficiência de pastejo sem que a condição de crescimento da forrageira seja afetada de forma negativa.

Dica importante: não adianta adubar o solo para produzir mais forragem, se não tivermos recurso em caixa. Pois, se não conseguirmos comprar o número de cabeças ideal para ajustar a lotação, muito tempo e dinheiro será perdido.

Além de ter desembolsado um alto valor com insumos, a qualidade da pastagem irá cair, pois o ponto de colheita provavelmente irá passar e então ocorrerá um alongamento de hastes e consequentemente uma queda no desempenho dos animais. Assim, o custo irá aumentar, piorando o resultado da fazenda.

Adubar e não colher o pasto da forma correta também é um grande erro que devemos evitar em nossas propriedades.

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