genético Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/genetico/ Fri, 06 Jan 2023 19:43:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png genético Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/genetico/ 32 32 Melhoramento genético animal: uma forma de ter um gado lucrativo https://blog.rehagro.com.br/melhoramento-genetico-animal/ https://blog.rehagro.com.br/melhoramento-genetico-animal/#respond Thu, 25 Aug 2022 17:02:42 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14715 Melhoramento genético é uma via da ciência que tem como objetivo desenvolver características precisas de determinadas linhagens. É importante lembrar que o desempenho do animal depende também da alimentação e do ambiente em que vive e, principalmente, da sua genética. O melhoramento genético animal pode tornar o animal mais preparado, inclusive, para situações do ambiente […]

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Melhoramento genético é uma via da ciência que tem como objetivo desenvolver características precisas de determinadas linhagens. É importante lembrar que o desempenho do animal depende também da alimentação e do ambiente em que vive e, principalmente, da sua genética.

O melhoramento genético animal pode tornar o animal mais preparado, inclusive, para situações do ambiente que ele possa enfrentar. Então, promover um genoma que favoreça todo o seu rebanho é o que o melhoramento genético busca fazer.

 

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Como é feito o melhoramento genético?

O melhoramento genético de bovinos visa dar aos animais de um rebanho, características produtivas mais positivas.

Para se adaptar às mudanças dramáticas e novos rumos da economia mundial, os pecuaristas precisam usar tecnologias projetadas para maximizar a produtividade e trazer maiores relações custo-benefício.

Por isso, os produtores contam com programas de melhoramento genético que, se bem elaborados, podem identificar os melhores animais, com maior probabilidade de alcançar bons resultados.

Como vimos, o melhoramento genético é o processo de mudar certas populações, aumentando ou diminuindo a frequência de certos genes. Essa técnica é feita para melhorar o desempenho da população relevante, melhorando, assim, as características consideradas importantes.

Melhoramento genético bovino

Fonte: CPT.

Veja como podemos empregar a técnica de melhoramento genético: 

Sistemas de acasalamento

O método é realizado de duas maneiras: primeiro por meio de seleção, incluindo a seleção de touros com maior valor genético, para influenciar a próxima geração, e depois por meio de sistemas de acasalamento para formar os casais reprodutores.

Esta é a forma mais rápida e eficiente de obter bons resultados por meio do melhoramento genético.

Fertilização in vitro e inseminação artificial

A inseminação artificial pode fornecer um grande número de criadores de material genético animal, com as melhores características. Como resultado, seu material genético será utilizado em diversos rebanhos, aumentando o número de descendentes.

Essa biotecnologia é usada para aumentar o número de animais com bons genes. Tem sido usado até para o rápido desenvolvimento da genética, especialmente em animais altamente férteis.

Devido ao desenvolvimento e redução do custo da fertilização in vitro, o processo se tornou mais acessível aos criadores, possibilitando a democratização do uso do sêmen de animais superiores.

A fertilização in vitro permite que as doadoras produzam até centenas de bezerros por ano, evitando o descarte precoce de fêmeas de alta produção, permitindo uma vida útil mais longa e aumentando a reprodução do gado apenas por meio de genética de ponta.

Saiba mais sobre os protocolos de IATF e o manejo reprodutivo de fêmeas. Assista a esse webinar completo e gratuito com tudo o que você precisa saber sobre essa biotecnologia.

Webinar Protocolos da IATF

Objetivo de seleção

Para determinar quais aspectos serão buscados no melhoramento genético de bovinos, é utilizada uma ferramenta chamada de objetivo de seleção.

Com essa abordagem, os criadores podem considerar a importância de cada característica, levando em conta o que é mais rentável em cada situação.

Dentre todos os argumentos citados, podemos considerar que a técnica atende todos os produtores, dos pequenos aos grandes, trazendo grandes benefícios para o rebanho e a saúde do animal. 

Saiba mais sobre a produção da pecuária de corte!

A pecuária de corte não para de evoluir e para que seja verdadeiramente lucrativa, nós, profissionais da área, devemos estar em constante atualização de nossas técnicas, ferramentas e estratégias.

Para isso, aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte. As aulas são online e o conteúdo tem aplicação prática.

O objetivo final é tornar o profissional capaz de elevar a lucratividade do negócio, pelo domínio de todos os pilares responsáveis pelo sucesso do projeto: nutrição, reprodução, sanidade, melhoramento genético, gestão financeira e de equipes.

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Cristiano Rossoni

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Protocolos IATF na pecuária leiteira: utilização e benefícios https://blog.rehagro.com.br/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/#respond Tue, 26 Jul 2022 20:00:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=14001 As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade. Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como […]

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As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade.

Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como IATF, contribui em grande escala nos programas reprodutivos das fazendas.

Mas o que é a IATF? Quais são os seus objetivos? E quais os seus benefícios? Como encaixar a IATF na rotina da fazenda?

Acompanhe o artigo e descubra a resposta para essas e outras questões relacionadas a inseminação em tempo fixo em fazendas leiteiras.

 

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Conhecendo a IATF

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consiste em uma ferramenta reprodutiva capaz de fornecer condições para que vacas e novilhas sejam inseminadas em uma data pré-determinada.

A base da IATF são os protocolos hormonais que, em resumo, se baseiam na utilização de hormônios específicos em dias previamente estabelecidos.

O principal objetivo dos protocolos hormonais de IATF é sincronizar a onda folicular dos animais e, consequentemente, a ovulação. Com todos os processos ocorrendo corretamente, se espera que a inseminação seja feita em boas condições e em um momento conveniente do ciclo estral da fêmea bovina.

Inseminação artificial sendo feita em vaca

Tipos de protocolos de IATF

Atualmente, são várias as opções de protocolos reprodutivos existentes no mercado capazes de entregar este propósito. A grande maioria dos protocolos atuais são variações de um protocolo de base inicial, conhecido como Ovsynch, demonstrado no esquema abaixo.

Variações de protocolos de iatf

Com o passar do tempo este protocolo Ovsynch foi sendo aprimorado a partir de estudos científicos, novos hormônios foram incluídos, como é o caso do estradiol e da progesterona. Assim, novas opções de protocolos foram sendo elaboradas.

Um relato extremamente comum no campo é de que esse ou aquele protocolo reprodutivo é o melhor a ser utilizado na rotina de qualquer fazenda, pois é o que gera as maiores taxas de concepção no rebanho.

Tenha muito cuidado ao ouvir tais alegações! Não existe protocolo de IATF milagroso, existe aquele que melhor se encaixa na rotina da fazenda conforme os manejos e o padrão/situação/realidade do rebanho.

Algumas inverdades são atribuídas ao uso de IATF nas fazendas. Uma delas é que os protocolos hormonais eliminam a necessidade de observação de cio no rebanho. Ledo engano. Uma prática não exclui a outra, são complementares e devem ser utilizadas de forma associada para otimização da taxa de serviço na propriedade.

Mas por qual motivo há este pensamento corriqueiro no campo? O mais falado é de que como os protocolos permitem a inseminação em um dia pré-determinado, não há necessidade de monitorar o cio, pois aqueles animais serão inseminados exatamente no dia do protocolo.

Acontece que nem toda vaca que é submetida ao protocolo, é sincronizada. Ao mesmo passo que nem toda vaca que é inseminada e que fica gestante, vai manter a gestação, pois pode ocorrer perda de prenhez a qualquer momento.

Logo, se considerarmos uma vaca que não sincronizou no protocolo ou uma vaca que foi inseminada, ficou gestante e perdeu a gestação, ou até mesmo uma outra que foi inseminada e não emprenhou, em qualquer uma das três situações é possível que o cio retorne em tempos variáveis, não seguindo o intervalo a cada 21 dias do ciclo estral das vacas.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

Por isso é fundamental e extremamente necessário que a ação de monitoramento e identificação de cio na fazenda tenha uma rotina e uma constância diária. Em outras palavras, de nada adianta implantar o recurso da IATF no rebanho e retirar os manejos de observação de cio. Não há benefício algum nesta decisão, muito pelo contrário.

Um outro ponto paralelo ao monitoramento de cio associado à IATF é de que condições inadequadas dos protocolos podem fazer com que um percentual considerável das vacas adiante, ou até mesmo atrase o cio em relação a data esperada, justamente por não sincronizarem corretamente a onda folicular.

O monitoramento de cio nestes casos permitirá identificar anormalidades dessa natureza e possibilitarão ajustes na rotina dos protocolos. Na média, bons protocolos de IATF sincronizam de 80 a 85% das vacas.

Protocolos IATF

Boas práticas para condução da IATF na pecuária leiteira

É fato a existência de uma grande variedade de protocolos reprodutivos no mercado atualmente. Mas como avaliar se um protocolo é de qualidade?

A resposta para essa questão está em quatro premissas principais. Para ser considerado de qualidade, um protocolo de IATF de vacas leiteiras deve propiciar:

  1. Progesterona alta durante o desenvolvimento folicular – Folículos que se desenvolvem sob elevadas concentrações de progesterona possuem maior fertilidade.
  2. Estrógeno alto durante o proestro – Folículos com bom desenvolvimento na fase que antecede o estro tendem a produzir maior quantidade de estrógeno, hormônio associado ao comportamento de cio.
  3. Progesterona baixa no momento da inseminação – A utilização de duas doses de prostaglandina durante a condução do protocolo, por exemplo, aumenta a regressão completa do corpo lúteo nas vacas, fazendo com que a progesterona esteja em concentrações mínimas no dia da inseminação.
  4. Progesterona alta nos momentos pós inseminação – Folículos bem desenvolvidos durante a onda folicular formam corpos lúteos bem estruturados, que contribuem com altas concentrações de progesterona após a inseminação, hormônio importante para o desenvolvimento embrionário e reconhecimento materno do embrião.

O protocolo que fornece tais condições e que é conduzido de forma correta é totalmente capaz de entregar resultados interessantes de concepção do rebanho.

Aliás, a condução dos protocolos é outro fator que merece atenção. Para que os protocolos funcionem bem, eles devem fazer parte de uma rotina reprodutiva bem planejada e estruturada, seguindo critérios para a sua utilização.

Por exemplo, uma rotina reprodutiva pode ser construída para que todas as vacas sejam inseminadas por IATF no primeiro serviço pós-parto. Para que isso aconteça é necessária uma sistematização nos processos reprodutivos da fazenda para que todas as vacas sejam protocoladas na saída do Período Voluntário de Espera (PEV). Da mesma forma, uma opção complementar pode ser, por exemplo, protocolar todas as vacas vazias ao toque.

Note que o objetivo dos exemplos citados é demonstrar que o uso da IATF nos rebanhos leiteiros deve seguir critérios e propósitos. Ou seja, o uso dos protocolos deve fazer sentido na rotina da fazenda, e não apenas ser utilizado aleatoriamente.

IATF como potencialização da reprodução

Conforme já bem discutido e fundamentado ao longo do texto, o recurso da IATF entrega grandes avanços e benefícios para a fazenda, mas ele não deve ser implementado e trabalhado de modo isolado na propriedade.

Antes de tudo é necessário estruturar de forma estratégica um programa reprodutivo, onde os protocolos de IATF atuam como ferramenta para potencializar a reprodução do rebanho de forma associada a outros recursos. Seguindo esta linha, sem dúvidas a fazenda terá bons retornos!

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Bruno Guimarães

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Sêmen bovino: por quanto tempo permanece viável no botijão? https://blog.rehagro.com.br/semen-bovino-por-quanto-tempo-permanece-viavel-no-botijao/ https://blog.rehagro.com.br/semen-bovino-por-quanto-tempo-permanece-viavel-no-botijao/#respond Thu, 21 Jul 2022 11:30:43 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13965 A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é uma realidade na pecuária brasileira. Atualmente cerca de 22,2% do rebanho inseminado foi através dessa técnica, permitindo que um animal com bom desempenho genético deixe o maior número de descendentes, controle de doenças, aumento produtivo e muitas outras vantagens. Porém, para ser realizada com sucesso a IATF […]

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A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é uma realidade na pecuária brasileira.

Atualmente cerca de 22,2% do rebanho inseminado foi através dessa técnica, permitindo que um animal com bom desempenho genético deixe o maior número de descendentes, controle de doenças, aumento produtivo e muitas outras vantagens.

Porém, para ser realizada com sucesso a IATF precisa de alguns materiais básicos como: aplicador, luvas, descongelador, botijão de sêmen, entre outros.

Boas práticas durante o protocolo de inseminação são fundamentais para manter a integridade do material genético, principalmente quando se trata do botijão de sêmen afinal é dentro desse recipiente térmico que o material é mantido.

 

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Uso adequado do botijão de sêmen

Inicialmente, ele deve ser guardado em local fresco, sem incidência direta de luz solar, transportado com muito cuidado sempre na vertical e nunca deve ser inclinado para não correr o risco do conteúdo vazar.

O que vai dentro do botijão?

Nitrogênio líquido. Ele é responsável por conservar as doses de sêmen em -196ºC durante tempo indeterminado desde que a quantidade  seja mantida acima do mínimo.

Para que isso seja possível é necessário fazer a verificação periódica da quantidade de nitrogênio e garantir a integridade do material, para isso usamos a régua graduada, onde a quantidade mínima de nitrogênio não deve ser menor que 15 cm.

Medindo nitrogênio no botijão de sêmen

Utilização da régua graduada para mensurar a quantidade de nitrogênio líquido no botijão de sêmen. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro)

O nitrogênio líquido evapora rapidamente por isso o botijão não pode ficar muito tempo aberto, após o manejo é necessário fechá-lo, caso precise retirar mais doses de sêmen entre as inseminações é necessário abri-lo novamente.

Quando retiramos as doses de sêmen não devemos remover completamente a caneca (estrutura onde ficam as racks que armazenam as palhetas de sêmen), o ideal é que esta fique em contato com nitrogênio líquido por mais tempo, e todo o processo seja realizado de forma rápida.

Manejo de amostras de sêmen bovino

Manejo correto para a retirada de amostras. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro).

O protocolo de descongelamento

Vários estudos comprovam que caso o descongelamento não seja realizado da forma correta os espermatozoides morrem durante o processo de descongelamento o impacta diretamente a taxa de prenhez da propriedade.

Atualmente existem muitas marcas disponíveis no mercado, porém o professor Douglas Costa dá uma indicação prática importante:

Não coloque muitas doses de uma vez no descongelador, pois isso fará com que a temperatura caia muito de forma rápida, logo, as paletas irão descongelar de forma irregular, comprometendo o material

Exemplo: caso o descongelador tenha 4 divisões uma opção é separá-lo com diferentes paletas de animais e raças distintas como na imagem.

Distribuição de palhetas de sêmen no descongelador

Sugestão de como distribuir palhetas de sêmen no descongelador. Fonte: Aula boas práticas nos protocolos de IATF, Professor Douglas Costa (Rehagro).

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A inseminação artificial oferece grandes benefícios aos produtores que optam por essa técnica, contudo a sua eficiência está diretamente ligada a mão de obra qualificada, instalações, manejo dos animais e dos equipamentos.

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Protocolo IATF: qual o melhor para vacas mestiças a pasto? https://blog.rehagro.com.br/protocolo-iatf-qual-o-melhor/ https://blog.rehagro.com.br/protocolo-iatf-qual-o-melhor/#respond Mon, 20 Jun 2022 21:12:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=13403 Independente se você estiver trabalhando em um sistema de produção a pasto ou em confinamento e independente se é uma vaca mestiça ou vaca pura, bons protocolos de IATF têm algumas premissas. Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! […]

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Independente se você estiver trabalhando em um sistema de produção a pasto ou em confinamento e independente se é uma vaca mestiça ou vaca pura, bons protocolos de IATF têm algumas premissas.

Confira abaixo quais são elas, de acordo com o especialista Guilherme Corrêa.

 

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1. Alta progesterona durante a condução do protocolo

Por isso, na maioria das vezes, usamos implantes em nossos protocolos.

2. Baixíssima progesterona no momento da inseminação

Retiramos os implantes e aplicamos a prostaglandina para que a progesterona reduza ao máximo no momento da inseminação. Para isso, nos protocolos de vaca de leite, temos usado duas doses de prostaglandina.

Quando fazemos apenas uma dose de prostaglandina, 30 a 35% das vacas não regridem o corpo lúteo por completo. Ou seja, a progesterona não reduz tanto nessas vacas.

Quando fazemos duas doses de prostaglandina, aumentamos esse número para 95% das vacas reduzindo o corpo lúteo por completo.

Confira o vídeo com o especialista na íntegra:

3. Alta progesterona após a inseminação

Para alcançar alta progesterona após a inseminação, seria extremamente importante que as vacas tivessem corpo lúteo no início do protocolo porque, fisiologicamente, se essa vaca já ciclou, ela vai ter concentrações muito altas de progesterona, o que é muito bom para a fertilidade do folículo, afirma Guilherme.

Então, o protocolo de IATF tem que ser capaz de sincronizar a emergência da onda, ou seja, a alta progesterona vai conseguir fazer isso e vai conseguir dar qualidade para o meu folículo. 

4. Duração adequada

Precisamos ter um protocolo com uma duração interessante para que tenhamos, lá na frente, um corpo lúteo grande, produzindo altas concentrações de progesterona após a inseminação.

Afinal, qual o melhor protocolo IATF?

Então, não existe um melhor protocolo IATF. Bons protocolos têm essas características e, muito provavelmente, entregarão resultados interessantes.

Bons protocolos de IATF sincronizam 80 a 85% das vacas

Podem existir algumas variações quando vamos trabalhar com pasto e com confinamento. Por exemplo: em um sistema de produção a pasto, com vacas mestiças, que perdem um pouco mais de condição corporal e que às vezes têm a presença do bezerro ao pé. Nessas situações, o hormônio eCG passa a ganhar importância.

Se você estiver em uma fazenda de gado confinado, holandês, dentro de um composto ou um free stall, o eCG perde a importância.

Então, é importante entender esses conceitos e usar protocolos que tenham essas características. 

Saiba mais!

Não necessariamente, esse protocolo será o melhor para 10 fazendas diferentes. Um protocolo IATF pode não ir tão bem em uma determinada fazenda. E aí, é necessária a realização de ajustes, lembrando dessas premissas, adequando o protocolo àquela propriedade específica.

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Métodos de reprodução bovina: monta natural, inseminação artificial e IATF https://blog.rehagro.com.br/manejo-reprodutivo/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-reprodutivo/#comments Wed, 17 Nov 2021 15:00:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4864 O sucesso da atividade da pecuária de corte está relacionado com a eficiência na produção, tanto em aspectos produtivos quanto reprodutivos. Bons índices de reprodução bovina na propriedade representam um importante passo para pecuarista se manter na atividade com bom retorno econômico. Em uma fazenda de cria de gado de corte, de forma simplicista, é […]

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O sucesso da atividade da pecuária de corte está relacionado com a eficiência na produção, tanto em aspectos produtivos quanto reprodutivos. Bons índices de reprodução bovina na propriedade representam um importante passo para pecuarista se manter na atividade com bom retorno econômico.

Em uma fazenda de cria de gado de corte, de forma simplicista, é esperado a produção anual de um bezerro de qualidade por matriz para que justifique os custos daquela matriz na propriedade.

Entretanto, a obtenção de um bezerro por vaca por ano, pode ser um grande desafio. Períodos prolongados de anestro (ausência de cio) pós-parto, fatores ambientais ou nutricionais, falhas na detecção de cio, deficiência dos touros e falhas com as técnicas de IATF são alguns dos fatores que impactam e prolongam o intervalo entre partos.

Para obtenção de resultados satisfatórios é importante definir cada técnica de manejo reprodutivo, elucidar os pontos positivos e entender as limitações de cada uma delas, das quais podem ser determinantes para a eficiência ou ineficiência da técnica.

 

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Monta natural (MN)

A técnica de acasalamento mais tradicional é a monta natural (MN), que consiste no touro mantido com as vacas durante o ano todo ou durante o período da estação de monta.

Esse método reprodução bovina é conhecido por aparentemente gerar mínimos custos, além de não haver a necessidade de detecção de cio e mão-de-obra altamente treinada, porém, essa prática possui limitações devido à ausência de informações e controle zootécnico.

Alguns pontos fracos dessa técnica podem ser citados, tais como:

  • Aumento de transmissão de doenças no rebanho;
  • Lesões em vacas devido ao tamanho e o peso dos touros;
  • Chances de lesionar o touro pela tentativa de monta;
  • Necessidade de manter mais touros na fazenda para obter uma relação adequada touro-vaca, comumente sendo utilizado um touro para cada trinta ou quarenta matrizes.

Quando consideramos a monta natural em um sistema sem estação de monta, os pontos fracos da utilização podem se acentuar:

  • Datas de cobertura e partos desconhecidas;
  • Dificuldades no manejo de bezerros ao longo do ano;
  • Fertilidade das matrizes prejudicada pela susceptibilidade à sazonalidade climáticas e de forrageiras;
  • Avanços;
  • Paternidade desconhecida;
  • Redução da vida útil do touro devido ao desgaste pelo excesso de montas.

Além desses pontos levantados, vale destacar que o melhoramento genético nesse cenário se torna lento e, na maioria das vezes, inexistente pela falta de informação dos cruzamentos e utilização de animais geneticamente superiores.

Monta natural controlada (MNC)

Diante desse cenário, a monta natural controlada (MNC) surgiu com o objetivo de suprir alguns dos pontos fracos da monta natural. Nesse método, as vacas são expostas ao touro quando apresentam cio, possibilitando melhor controle reprodutivo quando comparado com a monta natural.

Aqui, é possível registrar a paternidade, as datas de cobertura e estimar as datas de parição, assim possibilita calcular o intervalo entre partos. A identificação de problemas reprodutivos fica facilitada e a ocorrência de animais lesionados é minimizada já que a vaca está apta à monta.

A relação touro-vaca também é otimizada, podendo esta ser de até 1:100 o que maximiza a vida útil desse reprodutor e diminui o custo do bezerro produzido.

Para melhores resultados, é preciso que a equipe seja treinada para detectar o cio da vaca ainda quando ela esteja aceitando a monta, o que pode acarretar em perdas de cio caso ocorra falha no processo. O uso de rufião também é bastante comum para auxiliar na detecção do cio.

O macho deve ficar em piquete separado para receber as fêmeas, o que pode significar gastos com instalações e mão-de-obra. Neste tipo de manejo reprodutivo, é possível determinar um período do ano para a estação de monta, concentrando os partos na época mais favorável do ano.

A nutrição do reprodutor deve estar adequada para garantir o máximo desempenho reprodutivo, portanto, a recomendação nutricional de um profissional é importante.

Aqui é possível ter uma melhor seleção genética devido ao melhor controle da monta comparado à monta natural, porém o uso de algumas raças torna-se inviável devido a dificuldade de cobertura por touros de raças não adaptadas à algumas regiões do Brasil, limitando assim a adição de genes de interesse econômico na fazenda.

Vale ressaltar que tanto na monta natural como na monta natural controlada, a realização de exame andrológico em touros é essencial para garantir a saúde do rebanho evitando a disseminação de doenças, e também para o ajuste da relação touro-vaca de acordo com a qualidade espermática do macho a fim de não haver a subutilização dos touros, o que pode ter impactos negativos na produção e custo do bezerro.

Inseminação artificial (IA)

Outra técnica de reprodução bovina bastante difundida é a inseminação artificial (IA) que é definida pela deposição do sêmen do reprodutor no interior do útero da vaca.

Essa técnica trouxe maiores possibilidades e melhorias para o mercado da carne, dentro dos quais podem destacar melhoramento genético acelerado dentro da propriedade, possibilitando a aquisição de sêmen de touros comprovados por centrais genéticas.

Além da comprovação de descendentes superiores, podemos inserir ao rebanho características desejáveis já avaliadas através das DEPs (diferenças esperadas nas progênies) dos touros de centrais.

A escolha das características pode ser também corretiva, por exemplo, vacas com dificuldade no parto devido a bezerros muito pesados ao nascimento, a inseminação artificial traz a possibilidade de corrigir esses problemas com touros que possuem progênies mais leves ao nascer.

A técnica também possibilitou a produção de bezerros cruzados entre raças que dificilmente teriam bons desempenhos reprodutivos em certas regiões do Brasil. Como é o caso de matrizes zebuínas serem inseminadas com touros europeus, ou vice-versa, gerando progênies superiores e com alto valor de mercado.

A chegada da inseminação artificial reduz drasticamente a transmissão de doenças no rebanho, já que as centrais de sêmen possuem rigoroso controle sanitário. Além disso, podemos destacar também a redução de acidentes com os animais e com as pessoas envolvidas no manejo, já que o reprodutor é sempre um animal mais agressivo.

Assim como a monta natural controlada, o controle zootécnico é maior nesse tipo de manejo, já que a técnica exige a observação e anotações diárias do rebanho. A adoção de uma estação de monta facilita bastante o manejo e concentração das atividades

Embora o custo inicial da inseminação artificial seja maior, os resultados gerados com ganhos genéticos, redução de problemas no parto, gastos com reprodutores, controle do zootécnico do rebanho etc, tornam essa técnica financeiramente vantajosa para pequenos, médios e grandes produtores.

Entretanto, é preciso estar atento aos pontos que podem resultar em fracasso na adoção dessa tecnologia. A detecção do cio por uma equipe altamente treinada é fundamental para uma taxa de prenhes satisfatória, caso contrário o custo de produção será onerado.

A técnica é simples, mas exige que o inseminador a domine. Portanto, cursos e treinamentos são sempre necessários para se obter melhores resultados.

A aquisição de sêmen deve ser feita em centrais registradas para evitar problemas de disseminação de doenças ou mesmo de características de expressão genética negativa no rebanho. O armazenamento adequado deste sêmen em botijões contendo nitrogênio líquido é imprescindível para o sucesso da técnica.

A dificuldade de detecção de cio resulta em taxa de prenhez menores quando a inseminação artificial é utilizada, desse modo a técnica de inseminação em tempo fixo (IATF) tem suprido essa falha de manejo através da sincronização do estro das vacas com a utilização de hormônios para a recepção do sêmen inseminado no tempo em pré-determinado.

Inseminação artificial em tempo fixo (IATF)

Basicamente, todos os benefícios discutidos na inseminação artificial podem ser considerados na inseminação artificial em tempo fixo. Adicionalmente, a concentração das atividades e concepções pode ser ainda maior.

A inseminação artificial em tempo fixo requer menos mão-de-obra, já que não há necessidade de detecção do cio, entretanto, essa mão-de-obra deve ser especializada e devidamente treinada para que bons resultados sejam garantidos.

Diante das técnicas abordadas aqui, podemos ressaltar que não necessariamente elas precisam ser utilizadas isoladamente. A adoção de uma ou mais técnica pode ser estratégica para a otimização dos índices reprodutivos. Por exemplo, após a IATF podemos ter o repasse com touros. Ou então podemos utilizar a inseminação artificial após uma IATF, aproveitando o cio de retorno, cerca de 21 dias após a primeira IA.

Webinar Protocolos da IATF

Saiba mais sobre reprodução bovina e melhoramento genético!

Independente da técnica adotada ou do conjunto de técnicas, precisamos estudar o sistema e traçar metas de adoção da tecnologia. Motivar e adaptar a equipe às novas implementações é tarefa primordial para gerar bons resultados.

Fatores como nutrição adequada, controle da sanidade do rebanho, baixa taxa de aborto, controle zootécnico e acompanhamento de um profissional também são pontos chaves para o sucesso da tecnologia e retorno econômico.

É importante que o produtor conheça as vantagens e limitações de cada técnica de manejo reprodutivo, para que junto com o profissional de sua confiança possam implantar um protocolo que mais se adeque a sua realidade.

Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve veterinários e zootecnistas para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas, inclusive a reprodução e melhoramento genético. Caso você queira saber mais sobre ela, acesse pela imagem abaixo:

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Andrea Mobiglia

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Qual a cerca ideal para produção de gado de corte? https://blog.rehagro.com.br/cerca-ideal-para-a-propriedade/ https://blog.rehagro.com.br/cerca-ideal-para-a-propriedade/#comments Wed, 11 Mar 2020 17:00:37 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7065 O sucesso da produção na cadeia produtiva da carne se deve à uma série de fatores. Em especial, a grande capacidade de produzir forragem durante praticamente todo o ano. De dimensões continentais, com clima tropical extremamente favorável à produção e desenvolvimento vegetal, a pecuária brasileira tem destaque no mundo pela criação de bovinos exclusivamente a […]

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O sucesso da produção na cadeia produtiva da carne se deve à uma série de fatores. Em especial, a grande capacidade de produzir forragem durante praticamente todo o ano.

De dimensões continentais, com clima tropical extremamente favorável à produção e desenvolvimento vegetal, a pecuária brasileira tem destaque no mundo pela criação de bovinos exclusivamente a pasto.

As características descritas acima, representam um potencial em se produzir pastos de qualidade. Por consequência, permitem que se produza arrobas a baixo custo. Contudo, somente o potencial produtivo não se faz suficiente para que a produção atinja níveis satisfatórios. Também é necessário que transformemos esse potencial em real produção de carne.

 

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Manejo da pastagem e o manejo do pastejo

É importante que otimizemos todas essas “vantagens naturais” com objetivo de melhorar e maximizar a produção animal.

Existem várias estratégias e ferramentas que nos permitem aumentar a produção de arrobas em dado hectare. Seguem alguns exemplos de poderosas ferramentas que auxiliam na busca por melhores desempenhos dos animais e áreas:

  • Melhoramento genético do rebanho;
  • Suplementação mineral, proteica e/ou energética.

Entretanto, há dois fatores, de certa forma abrangentes, que são indispensáveis na busca pelo aumento da eficiência produtiva de animais criados a pasto: manejo da pastagem e o manejo do pastejo.

Exatamente o conjunto de ações que realizamos envolvendo os componentes solo-planta-animal serão denominados manejo da pastagem. Já a condução que proporcionamos aos animais para colheita da forragem produzida é o manejo do pastejo.

Somente adequando e aumentando ao máximo a eficiência no manejo da pastagem e do pastejo vamos conseguir, de fato, transformar todo nosso potencial produtivo em maiores produções de arrobas.

Dentre essas ações e ferramentas que utilizamos no manejo da pastagem, uma estrutura chama muita atenção por sua importância e também por ser, em muitos casos, negligenciada, a cerca. Isso mesmo, para se ter um pastejo adequado, é fundamental que tenhamos em nossa propriedade uma boa e eficiente estrutura de cerca.

A cerca na pecuária vem sendo utilizada e evoluindo ao longo dos últimos anos. Desde a época onde as cercas eram confeccionadas de pedra e valas até os dias de hoje, onde encontramos modernos sistemas automatizados de cerca e até mesmo cercas de campo magnético.

Além de proteger contra a fuga dos animais de uma propriedade, existe uma série de vantagens em se ter uma boa cerca. Veja algumas delas:

Separar os animais de diferentes categorias

Alguns exemplos são:

  • Em períodos ou estados reprodutivos diferentes;
  • Com peso, escore ou frame diferenciados;
  • Apresentando status sanitário especial, em quarentena por exemplo;
  • Grupos genéticos distintos;
  • Com exigências nutricionais diferenciadas.

Direcionar os animais pela propriedade

  • Corredores de acesso à currais, retiros ou outros pastos.

Limitar acesso dos animais em determinada localidade

  • Não permitir que os animais tenham acesso a uma nascente dentro do pasto;
  • Evitar o acesso de determinada categoria ao cocho, creep feeding.

Proporcionar o manejo adequado dos animais

  • É sabido que grandes extensões de pastagem é desfavorável para o pastejo uniforme dos animais. Sendo assim, a principal função de uma cerca dentro da propriedade é delimitar os piquetes e, por consequência, permitir a padronização e melhor utilização daquela forrageira por parte dos animais.

Mas afinal, qual a melhor opção de cerca para o meu negócio?

Existem, como citado acima, alguns tipos de cerca que podem auxiliar o produtor em diferentes finalidades. Cerca de arame farpado, cerca com arame liso “paraguaia”, cerca elétrica são os principais tipo de cercas encontrados em sistemas de pecuária de corte no Brasil.

Cada uma delas tem sua particularidade, seus benefícios e suas deficiências. Para conseguirmos alcançar o objetivo tratado nesse texto como principal, da cerca, devemos conhecer as características de cada um desses tipos e estabelecer qual será a melhor opção para nosso sistema.

Cerca de arame farpado

A cerca de arame farpado, talvez seja ainda a cerca mais utilizada por pecuaristas no Brasil e no mundo. Sua utilização se destaca em terrenos onde a topografia é mais acentuada, por exemplo:

  • Regiões de amplitude no relevo;
  • Regiões acidentadas;
  • Cercas que contém diversas mudanças de direção a cerca de arame farpada é preterida.

Pela menor elasticidade do arame farpado, esse tipo de cerca necessita de um menor espaçamento entre os postes de madeira.

No geral, o espaçamento não deve ser muito maior do que 3 a 5 metros entre os postes, exigindo ainda maior número de fios na cerca. As duas últimas características citadas, imprime na cerca de arame farpado, um maior custo de instalação quando comparamos com os outros dois tipos de cerca citados anteriormente.

Entretanto, pela menor necessidade de esticadores e pela praticidade na instalação, a mão de obra para se utilizar na instalação e manutenção desse tipo de cerca é fácil de se encontrar.

Cerca de arame liso

A cerca de arame liso, ao contrário da cerca de arame farpado tem maior elasticidade. Isso permite que o espaçamento entre os postes de suporte seja maior, mesmo necessitando de esticadores com menor intervalo.

No geral, cercas de arame liso permitem distância, não maiores do que 8m entre os postes. Justamente pela necessidade dos esticadores, a mão de obra para instalação e manutenção desse tipo de cerca requer um pouco mais de experiência.

A cerca de arame liso é recomendada, normalmente, para regiões mais planas e sem muita mudança de direção. Assim como na cerca de arame farpado o número de fios recomendado para uma boa cerca de arame liso são 5 fios.

Uma grande problemática, quando pensamos em cercas de arame farpado ou arame liso, principalmente em se tratando de divisões internas das propriedades, é o fato desses modelos de cercas serem fixas, ou seja, não há a possibilidade de movimentação ou mudança do local da cerca, sem que haja um grande desprendimento de tempo e recursos financeiros.

Cerca elétrica

A cerca elétrica é uma alternativa que se opõe as cercas convencionais de arame farpado ou liso, por poderem ser móveis e de grande praticidade, podendo ser utilizada para conduzir o pastejo, potencializando e maximizando a utilização das pastagens.

Ao contrário do que se parece, a técnica não necessariamente precisa estar próximo a fontes de energia tradicionais, existem modernos eletrificadores que são alimentados por painéis solares.

Esta pode ser até 4 vezes mais barata do que as cercas convencionais, entretanto, exige uma mão de obra qualificada e um projeto bem elaborado. Os aparelhos utilizados na cerca elétrica devem, necessariamente, serem de boa qualidade, para garantir o choque no fio. Esse fio não é muito esticado para melhor eficiência.

Webinar Cercas Elétricas

Considerações finais

Avaliando essas características, percebemos que não existe um modelo de cerca ideal, e que cada sistema deve entender suas peculiaridades e alternativas, para então escolher o melhor tipo a ser utilizado.

Existe ainda a possibilidade de se utilizar outros tipos de maneira consorciada, por exemplo o entorno de um módulo de pastejo feito com um modelo de arame liso e suas divisórias realizada de maneira móvel com a elétrica. Conte para nós, qual melhor se adéqua ao seu sistema?

Sucesso na sua produção!

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Caso você tenha interesse, na nossa página você poderá encontrar mais informações!

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

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Análise genômica em bovinos leiteiros: veja a utilização https://blog.rehagro.com.br/genomica-nas-fazendas-leiteiras/ https://blog.rehagro.com.br/genomica-nas-fazendas-leiteiras/#comments Fri, 06 Mar 2020 15:00:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7074 Em tempos passados o melhoramento genético dos rebanhos leiteiros se dava somente através das ferramentas de seleção e acasalamento. A seleção consiste na triagem de indivíduos superiores pertencentes a um determinado rebanho. Ou seja, os indivíduos que possuem uma melhor performance produtiva e/ou reprodutiva quando comparados aos outros indivíduos do mesmo rebanho são selecionados para […]

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Em tempos passados o melhoramento genético dos rebanhos leiteiros se dava somente através das ferramentas de seleção e acasalamento.

A seleção consiste na triagem de indivíduos superiores pertencentes a um determinado rebanho. Ou seja, os indivíduos que possuem uma melhor performance produtiva e/ou reprodutiva quando comparados aos outros indivíduos do mesmo rebanho são selecionados para permanecerem e perpetuarem a sua genética.

Já o acasalamento constitui a ferramenta onde os animais de melhor desempenho zootécnico são direcionados para serem os pais da próxima geração.

Em resumo, ambas as ferramentas possuem como objetivo aumentar a frequência de genes favoráveis em uma determinada população.

 

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Histórico da genômica

Durante muito tempo, a análise do desempenho da cria de um determinado touro ou de uma determinada vaca foi o método mais eficaz para avaliação genética dos reprodutores. Este método ficou conhecido como Teste de Progênie, e é utilizado até os dias atuais devido a sua confiabilidade.

No entanto, uma de suas desvantagens se diz a respeito do longo tempo necessário para obtenção dos resultados. Também é válido citar a necessidade de ter uma progênie relativamente extensa para dar segurança aos dados.

Com o passar dos anos, por volta do final da década de 80 e início da década de 90, incorporou-se modelos estatísticos precisos nos programas de melhoramento genético. Este modelo ficou conhecido como Modelo Animal.

O modelo estatístico visa a associação dos dados de desempenho do próprio animal com os dados de sua matriz de parentesco (pai, mãe, irmãos, avós etc.). O intuito é ter uma estimativa e obtenção dos valores genéticos. A inclusão de um modelo estatístico nos programas de melhoramento animal propiciou o avanço e a otimização das ferramentas de seleção e acasalamento. Como consequência, houve o aceleramento do progresso genético dos rebanhos em todo mundo.

Nos anos de 2008/2009, nos Estados Unidos, a tecnologia da genômica foi lançada para a área da pecuária leiteira de modo a revolucionar todo o mercado da genética bovina.

Desde então, os testes genômicos têm mudado a forma como os produtores de leite tomam suas decisões, fazem a seleção e gerenciam os acasalamentos de seus rebanhos. A genômica permite aos técnicos e produtores a possibilidade de conhecer geneticamente os rebanhos, estratificando assim os grupos de animais que possuem uma genética superior ou inferior em diversos pontos.

E-book Estratégias para aumentar detecção de cio

Como funciona a análise genômica?

A análise genômica nos bovinos atua de modo a identificar marcadores moleculares que são de interesse econômico para os produtores.

De forma a contextualizar melhor o assunto, marcadores moleculares são variações no material genético (genoma) que caracterizam as diferenças fenotípicas entre dois ou mais indivíduos. Variações fenotípicas estas que podem ser expressas em quesitos como:

  • Ganho de peso;
  • Idade ao primeiro parto;
  • Produção de leite;
  • Período de lactação;
  • Circunferência escrotal;
  • Pelagem, dentre outros.

Vários são os tipos de marcadores moleculares existentes, sendo que os principais identificados pelos testes genômicos são os polimorfismos de base única (Single Nucleotide Polymorphism – SNP).

Este tipo específico de marcador molecular se baseia na alteração em uma única base na molécula de DNA de um indivíduo em comparação com um genoma de referência. E, como já mencionado, são justamente tais alterações que ditam as variações fenotípicas em uma população.

Através da tecnologia da engenharia genética foram desenvolvidos chips capazes de analisar e identificar detalhadamente o genoma dos animais. Para isto, basta coletar uma amostra de material genético (bulbo capilar, sangue etc.) do indivíduo e enviar para uma empresa/laboratório especializado no assunto.

Lá, esse material genético é processado por sistemas automatizados contendo chips com milhares de marcadores moleculares. Ao final de todo o processo é gerado um relatório contendo as informações genéticas específicas que foram identificados de um determinado animal.

Vacas leiteiras em fazendaFonte: Grupo Rehagro

Benefícios da genômica para a pecuária

Se formos comparar a avaliação genômica + avaliação convencional (pedigree, progênie) com a avaliação convencional isolada, notamos que ela propicia uma maior velocidade nas análises, maior acurácia dos valores e maior alcance do valor genético verdadeiro.

No entanto, devemos sempre ter em mente que a avaliação genômica é um acelerador de todo o processo de melhoramento genético, e não um substituto.

Antigamente, por exemplo, um touro só teria seus primeiros valores genéticos divulgados com a idade de aproximadamente 7 a 8 anos. Isso porque precisaria esperar suas filhas nascerem e entrarem em idade reprodutiva e produtiva.

Nos dias atuais, com a tecnologia da genômica, não há essa necessidade, pois um touro já possui seus valores genéticos mensurados até mesmo antes da puberdade. Este exemplo demonstra claramente o auxílio que a genômica proporcionou para aumentar o progresso genético dos rebanhos bovinos.

Além dos benefícios já citados, as avaliações genômicas são utilizadas para mensurar características caras e complexas de serem medidas, de manifestação tardia, de baixa herdabilidade, medidas pós morte e também para correção dos valores da matriz de parentesco.

Outros grandes benefícios da utilização da genômica nas fazendas consistem:

  • Na otimização de investimentos, visto a possibilidade de se obter dados genéticos de um animal pouco tempo após seu nascimento.
  • Aumentar os critérios de seleção da propriedade devido ao aumento da variedade de características mensuradas.
  • Aumentar a pressão de seleção do rebanho devido a maior acurácia dos valores.

Características analisadas na genômica

Após o seu lançamento, os testes genômicos têm sido utilizados para identificação das características dos animais em diversos aspectos.

Os principais são os que envolvem particularidades de produção, saúde, conformação, habilidade de parto e doenças. A maioria dessas características já eram mensuradas antes do advento da genômica. No entanto esta tecnologia aumentou a velocidade de obtenção e a acurácia dos valores.

Dentro do critério de seleção de produção de leite, as características de maior destaque são relacionadas ao volume de leite produzido e a quantidade e ao percentual de produção de gordura e proteína.

Atualmente, aumentamos bastante o número de rebanhos genotipados para a beta-caseína A2. Sua capacidade – quando em homozigose (A2A2) – não ocasiona distúrbios digestivos nos humanos consumidores de leite e derivados.

Os animais que sabidamente possuem o gene para beta-caseína A2 tendem a serem acasalados entre si para obtenção de uma progênie homozigota (A2A2). Logo, a tendência atual é de que cada vez mais se tenha rebanhos formados por animais com genótipo A2A2 para beta-caseína.

Com relação às doenças de cunho genético, estas são analisadas a partir de haplótipos – combinações alélicas que resultam na expressão de uma doença. Holandês, Jersey e Pardo Suíço são algumas das raças leiteiras que possuem haplótipos identificados para doenças (CVM, BLAD, BY etc).

As informações sobre os haplótipos podem ser importantes ferramentas na hora de realizar um acasalamento bem direcionado de modo a evitar a ocorrência de doenças genéticas.

Em um estudo de Adams e colaboradores, em 2016, há relatado que um touro holandês portador de um haplótipo foi amplamente utilizado em rebanhos leiteiros por volta da década de 60. Anos depois realizou-se um levamento a cerca deste caso. Concluíram que a utilização deste touro portador de um haplótipo causou uma perda estimada de 500 milhões de dólares devido a perdas gestacionais.

Conclusão

De modo geral, podemos concluir que as avaliações genômicas desempenham um importante papel no melhoramento do rebanho leiteiro. Elas contribuem em potencial para aumentar o progresso genético das populações.

No entanto, de nada adianta querer utilizar somente a genômica e fechar os olhos para as avaliações tradicionais (pedigree, progênie). Independente do avanço genômico, as informações de pedigree e de teste de progênie continuam sendo extremamente essenciais para condução do mapeamento e melhoramento genético dos rebanhos bovinos.

As ferramentas genéticas, quando bem utilizadas e manejadas, trazem bons retornos aos produtores nas mais diversas áreas, seja produção, reprodução, nutrição, sanidade, dentre outras.

Webinar Eficiência reprodutiva em vacas leiteiras

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Bruno Guimarães

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Genética e a qualidade do leite: qual a relação entre elas? https://blog.rehagro.com.br/qualidade-do-leite-como-a-genetica-influi-sobre-ela/ https://blog.rehagro.com.br/qualidade-do-leite-como-a-genetica-influi-sobre-ela/#respond Thu, 02 Jan 2020 16:30:24 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6749 O leite contém nutrientes essenciais e sua riqueza em proteínas, vitaminas, gorduras e minerais tornam-no um alimento indispensável. A qualidade do leite está diretamente ligada em sua composição. O leite é um dos mais completos alimentos disponíveis e seu baixo custo relativo para a população faz dele um componente indispensável da dieta. Composição média do […]

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O leite contém nutrientes essenciais e sua riqueza em proteínas, vitaminas, gorduras e minerais tornam-no um alimento indispensável. A qualidade do leite está diretamente ligada em sua composição.

O leite é um dos mais completos alimentos disponíveis e seu baixo custo relativo para a população faz dele um componente indispensável da dieta.

Composição média do leite

Composição média do leite

O principal grupo de proteínas do leite são as caseínas. Estas proteínas contêm uma composição de aminoácidos de grande importância para o crescimento e desenvolvimento infantil. Elas são facilmente digeridas no intestino quando comparadas com outras fontes de proteicas, fazendo do leite uma das melhores fontes existentes deste nutriente.

A composição do leite pode ser alterada basicamente por três fatores:

  1. Nutrição – com efeito transitório, ou seja, depende da dieta no momento,
  2. Manejo – também transitório,
  3. Genética – esta com efeito permanente.
 

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Composição do leite de acordo com as raças leiteiras

As diferentes raças leiteiras apresentam diferentes composições de leite, como visto na tabela abaixo:

Composição do leite de acordo com a raça do gado leiteiro

Dentro das diferentes raças, podemos ainda trabalhar geneticamente para a seleção de rebanhos com teores maiores ou menores de sólidos e/ou volume.

Sabemos que a seleção genética para volume de leite tem correlação negativa com percentuais de gordura e proteína, ou seja, quando selecionamos para altos volumes de leite (kg), a tendência é perdermos em percentuais de gordura e proteína.

Desta forma, é necessário traçar uma estratégia de seleção que atenda à demanda do mercado comprador. A tabela abaixo demonstra as diversas estratégias de seleção genética conforme interesse do mercado comprador.

qualidade do leite

Composição do leite conforme critério de seleção

Seleção genética para produção

Baseado nesta tabela, podemos optar pelo caminho a ser traçado na seleção genética para produção. Os atuais sistemas de pagamento do leite sugerem que volume de leite é uma importante característica a ser trabalhada. O volume de sólidos passa a ter importância no sistema de pagamento, com diversas empresas remunerando o produtor conforme teor de sólidos no leite produzido.

De acordo com estas colocações, nos parece mais lógico trabalhar com a seleção para volume de proteína, no entanto, rebanhos que já tenham altas produções médias nas suas vacas, podem se beneficiar trabalhando em selecionar percentuais (% proteína ou % gordura).

Basicamente, devemos estar atentos para a situação corrente do rebanho e, obviamente, para o que o mercado está buscando. A remuneração do produto (leite) definirá a estratégia de seleção genética para produção no rebanho.

Manual de controle da mastite

Progresso genético

A genética cumpre importante papel na determinação dos atuais níveis de produção e composição do leite. A seleção através do uso de touros e vacas superiores tem se mostrado uma ferramenta de alto valor para o melhoramento das diferentes raças leiteiras no que se refere à sua principal função, qual seja, produzir leite.

Confira o progresso genético obtido nos diferentes componentes do leite dentro da raça Holandesa nos EUA.

Volume de leite produzido por raça Holandesa nos EUA

O gráfico acima representa os ganhos genéticos (EBVs) para volume de leite de vacas e touros ao longo dos últimos 40 anos. Os valores fenotípicos correspondentes passaram de 6.259 kg de leite em 1960 para os 11.623 kg em 2003!

Volume de gordura no leite de vacas da raça holandesa

O volume de gordura em 1960 era de 230 kg por lactação. Este volume passou para 426 kg em 2003. Grande parte deste aumento se deve ao próprio aumento em volume de leite, uma vez que os percentuais de gordura mostram-se estáveis.

Volume de proteína no leite de vacas da raça holandesa

A exemplo das outras características de produção, também a proteína teve grande aumento ao longo dos últimos 40 anos.

Notamos que este aumento é mais acentuado do que a de gordura, mais uma vez refletindo as demandas de mercado e sua influência na seleção genética. O volume de proteína na raça Holandesa em 1960 era de 196 kg por lactação. Este volume passou para 357 kg em 2003.

Herdabilidades para características de produção

As características de produção têm médias a altas herdabilidades, até certo ponto em função da facilidade como são medidas e da acurácia das mensurações. Desta forma, o progresso genético obtido é relativamente rápido. Consideramos características de média a alta herdabilidades aquelas que estão acima de 0,12 (12%). Confira as herdabilidades para as características de produção:

Herdabilidade para composição e qualidade do leite

Como fica evidente nos números mostrados acima, a seleção genética para as características de produção tem rápidas respostas em função das altas herdabilidades apresentadas.

Na prática, podemos dizer que o produtor tem uma relativa facilidade em obter melhorias nos teores de sólidos e volumes de produção com o uso da genética adequada. No entanto, como mencionado, a seleção isolada para produção atende apenas a uma parte do processo.

Para o produtor, é essencial que ele obtenha alta produção de uma matéria prima de qualidade com vacas eficientes e rentáveis.

Características como fertilidade, longevidade e baixo custo de manutenção são essenciais para obter a rentabilidade esperada. Estas características dependem em muito de uma correta estrutura funcional da vaca.

Com isso, queremos dizer que a funcionalidade de sistema mamário, correção de aprumos, estrutura de garupa adequada que facilite os processos reprodutivos e dê correta sustentação de úbere, além de equilibrada força e caracterização leiteira, são características importantes num processo de seleção.

Muitas destas características têm herdabilidades consideradas médias a baixas.

Desta forma, o processo de seleção torna-se ainda mais importante, devendo o produtor estar constantemente atento ao uso de touros que mantenham o equilíbrio desejado entre produção e tipo funcional. Touros extremos para uma ou outra característica nem sempre trazem o melhor resultado no longo prazo.

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