O post Germinação das sementes: o que é e como ocorre esse processo? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Muitos produtores seguem o ciclo comum de: plantar a semente em solo fértil; irrigar; manejar pragas, doenças e plantas daninhas e, por fim, colhem. No entanto, se a semente não germinar, não adiantará de nada os demais processos.
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Conseguir visualizar o “nascimento” de uma plântula, quando a semente se rompe e inicia seu desenvolvimento, emitindo a primeira estrutura, que é a radícula, é realmente incrível.
Figura 1: Fenologia do milho. Fonte: Pioneer Sementes
Essa, porém, é apenas a parte visual externa, pois o mais importante ocorre internamente com substâncias, hormônios e transformações.
Todo o processo inicia com a entrada da água no embrião de uma semente. É o que explica Evandro Fagan, que é professor e pesquisador de fisiologia da produção do Rehagro.
“Quando a água entra, ela ativa a giberelina, que está na estrutura do embrião.” – pontua Evandro.
A giberelina é um tipo de hormônio vegetal que ajuda a regular diversos processos de desenvolvimento, então ela tem forte papel na germinação. Esse hormônio ainda ativa enzimas igualmente importantes para o processo.
A emissão da radícula só ocorre quando outro processo, dependente da giberelina e da ativação de enzimas, ocorre.
Evandro exemplifica com uma monocotiledônea, como o milho, e também mostra com uma dicotiledônea, como a soja. Os processos são parecidos, mas possuem suas diferenças.
Uma produção de grãos depende de muitos fatores, inclusive que vão além da lavoura. No entanto, entender detalhadamente o processo inicial do desenvolvimento de qualquer cultura agrícola, pode fazer toda a diferença.
Nesse caso da germinação, por exemplo, deixa claro a importância da disponibilidade de água nesse início. Mostra também que o processo diverge de acordo com o tipo de semente.
Entender cada fase de cada processo com propriedade de conhecimento, pode ser o que resultará em colheitas fartas depois, ou no manejo mais adequado em cada etapa do processo. E, claro, isso pode te destacar no mercado, seja como produtor ou especialista do setor.
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Além disso, todos os professores também prestam consultorias, ou seja, possuem vivência prática e atualizada das tendências de mercado.
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]]>O post Qualidade de sementes da soja e do milho: saiba a importância apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Para que uma semente de soja ou milho possa ser considerada de alta qualidade, deve apresentar:
Esses fatores respondem pelo desempenho da semente no campo, podendo ser avaliadas pelo estabelecimento da população de plantas desejadas para cada cultivar de soja e/ou híbrido de milho e indicadores de desempenho, tais como:
Figura 1. Avaliação do estabelecimento de lavouras de soja e milho.
Como aqui, o foco é a semente, fatores como fase reprodutiva e polinização do milho, não serão avaliados.
Os lotes de sementes devem ser testados em laboratórios para avaliações por metodologias regulamentadas por lei. Com o resultado das análises, é gerado um Laudo de Análise de Sementes (LAS) que apresenta também a validade do teste de germinação.
De acordo com a IN 45 de 17/09/2013, sementes de soja devem apresentar germinação mínima de 80% e do milho 85%. A validade dos testes de germinação e infestação é de 12 meses. É permitido por lei a reanálise com prazo de validade de oito meses.
O teste de germinação avalia a capacidade da plântula germinar e o teste de vigor a capacidade da plântula desenvolver em condições anormais.
A maioria das lavouras de soja e milho no Brasil são conduzidas em regime de sequeiro e que aumenta o risco de déficit hídrico, então o uso de sementes vigorosas é fundamental e aumenta a probabilidade de sucesso.
Para avaliação do vigor das sementes de soja, o teste mais realizado é o de tetrazólio que informa a viabilidade (germinação potencial), índice de vigor e causas da perda da qualidade fisiológica e o de envelhecimento acelerado que prediz o potencial de armazenamento do lote.
O vigor das sementes de milho é avaliado através do teste a frio, testando a germinação à 10°C e analisando se ela germina nessas condições de temperatura.
Ao adquirirem lotes de sementes, os produtores precisam amostrar esse lote e encaminhá-lo a um laboratório, para análise de germinação e comprovar a alta qualidade.
Utilizar terra coletada da camada superficial de 0-20 cm, proveniente de áreas com histórico de boas produtividades, sem problemas fitossanitários, com qualidade química, física e biológica.
A terra deverá ser seca, desboroada, peneirada e acondicionada em canteiros de 10 a 15 cm. Abrir sulcos com 3,0 cm de profundidade e de 1,5 a 2,0 m de comprimento espaçados em 10 a 15 cm entre eles, onde serão colocadas as sementes para o teste.
Utilizar quatro repetições de 100 sementes cada por amostra, e cada repetição em um sulco, com sementes bem espaçadas entre si.
Após a semeadura, cobrir os sulcos e todas as sementes com terra peneirada com, no máximo, 4 cm de profundidade.
A irrigação inicial não deve ser feita imediatamente após a semeadura, mas sim na manhã seguinte com cerca de 10 mm, realizando-se irrigações diárias sucessivas, para repor a água evapotranspirada, até o teor de água do solo alcançar a capacidade de campo.
As contagens do porcentual de emergência poderão ser realizadas em dois períodos: ao 5º ou 6º dia, após a semeadura e ao 8º ou 9º dia. A leitura ao 5º ou 6º dia poderá ser utilizada como um índice de vigor: quanto maior a porcentagem de plântulas emergidas, maior o vigor do lote de sementes.
Com a leitura e média dos 4 sulcos de semeadura, faz-se a média e obtém a porcentagem média dessas emergências de plântulas a campo.
O Rehagro é a maior e única faculdade privada do Brasil com mais de 200 clientes de consultoria. Isso significa que nossos professores também sofrem a pressão do produtor rural todos os dias. Ou seja, sabemos dos desafios muito além da sala de aula.
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]]>O post Mofo-branco no feijão: como identificar e controlar na lavoura apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão.
Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios de outono-inverno, sob áreas irrigadas. Isso acontece devido ao comprimento dos dias serem mais curtos, as temperaturas mais amenas e possuir alta umidade devido à disponibilidade de água pela irrigação.
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Outro ponto que favorece a ocorrência da doença nas lavouras de feijão está relacionado ao espaçamento entre plantas. Lavouras em que o cultivo é mais adensado, tem menor entrada de luz no dossel das plantas, criando assim, um microclima favorável à germinação e desenvolvimento do fungo.
Uma característica importante sobre esta doença é que a S. sclerotiorum possui estruturas de resistência, que podem sobreviver de forma viável no solo, por pelo menos 5 anos.
Estas estruturas são denominadas de escleródios e possuem coloração preta e são facilmente observadas em uma lavoura infectada, conforme demonstrado na figura 1 abaixo:
Figura 1 – Escleródios de mofo-branco
Os escleródios podem apresentar dois tipos de germinação, são elas:
Figura 2 Figura 3
Fonte: COBB & DILLARD, 2004.
O mofo-branco é considerado como sendo uma doença monocíclica, ou seja, possui apenas um ciclo primário de infecção, e uma vez que a planta está contaminada, a doença não é contagiosa. Portanto, a propagação do fungo de uma planta para outra pode acontecer, porém é um evento raro.
O ciclo de infecção do mofo-branco nas plantas ocorre da seguinte forma:
Fonte: APS Home
Conforme pode ser observado, o primeiro tecido a ser infectado pelos ascósporos são pétalas florais que já se encontram em estádio de senescência, portanto, são órgãos de fácil acesso para o fungo adquirir energia e se desenvolver.
Os primeiros indícios da presença de mofo-branco na lavoura de feijão ocorrem em reboleiras, onde pode ser observado a murcha da planta, resultante do apodrecimento do caule.
Os sintomas de infecção por mofo branco progridem das flores, local onde os ascósporos penetram, para folhas, caules, ramos e vagens, onde ocorre a formação de micélio cotonoso, de coloração branca, com presença de escleródios pretos, os quais possuem formas e tamanhos irregulares.
Caules e ramos quando infectados, provocam a morte da planta, as quais ficam branqueadas e secas.
Existem alguns métodos que podem ser utilizados em conjunto para manejar o mofo-branco na lavoura.
Áreas infestadas com mofo-branco não devem ter cultivos sucessivos de soja/feijão, uma vez que ambas as culturas são susceptíveis ao patógeno.
Portanto, deve-se adotar a prática da rotação de culturas, a qual permite fazer o cultivo de plantas que não são hospedeiras da doença, como as gramíneas, e assim, quebrar o ciclo do mofo-branco.
O uso de sementes sadias e com boa procedência deve ser prioridade na fazenda. Mesmo em áreas onde não se tem a presença de escleródios do mofo-branco, deve ser feito a aquisição de sementes de boa qualidade, para assim, evitar a entrada e disseminação da doença na lavoura.
Para isso, algumas medidas podem ser tomadas, como: fazer teste de sanidade do lote de semente e rebeneficiar as sementes compradas, usando mesas de gravidade para retirar escleródios.
O tratamento de sementes pode ser realizado por meio do uso de fungicidas de ação sistêmica em conjunto com fungicidas de contato e ambos devem ter registro no MAPA para o feijão.
Em geral, o tratamento de semente apresenta alta eficiência em erradicar os patógenos que estão dormentes no interior das sementes.
Em áreas onde se tem histórico de ocorrência de mofo-branco, deve-se preferir principalmente cultivares com porte ereto (feijão tipo I e tipo II), com hábito de crescimento determinado, pois permitem maior entrada de luz e circulação de ar. Exemplos de cultivares: TAA Gol, Goiano Precoce, BRS Radiante.
Sempre que possível, o plantio deverá ser realizado paralelamente à direção de caminhamento do sol e/ou no sentido da direção predominante do vento. A recomendação correta da população de plantas é fundamental para o bom manejo desta doença.
Em áreas com histórico de mofo-branco, deve-se evitar realizar o cultivo de feijão na safra outono-inverno. Uma outra opção é semear na segunda quinzena de julho (cultivo inverno-primavera), pois neste caso, a época de florescimento coincidirá com período de temperaturas crescentes, o que desfavorece o patógeno.
As aplicações de fungicidas de forma preventiva tem se mostrado muito eficiente para o manejo de mofo-branco. Desta forma, além de realizar o tratamento de sementes, é recomendado realizar a 1º aplicação quando se observar a primeira flor no feijoeiro. Existem diversos produtos registrados pelo MAPA para controle desta doença, os quais podem ser encontrados no AGROFIT.
O uso de fungos antagonistas tem se mostrado bastante interessante e um bom aliado ao manejo químico no controle de mofo-branco.
O principal produto à base de fungos é o Trichodermax, o qual é registrado pelo MAPA para a cultura do feijão. Recomenda-se a aplicação deste produto quando a planta estiver em estádio V4, bem como fazer a aplicação em dias com temperaturas mais amenas, preferencialmente no final da tarde ou à noite.
A cada nova safra, maiores os desafios, exigências e necessidade de qualificações. Tudo isso, para o profissional que atua ou pretende atuar em campo, ter mais segurança nas tomadas de decisões.
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]]>O post Produção do milho: como o clima atua no rendimento dos grãos? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No Brasil, existem diversas regiões produtoras agrícolas, as quais fazem cultivo do milho no verão e na safrinha em condições de sequeiro. Atualmente, a semeadura de milho safrinha tem representado cerca de 60% do cultivo total no país, e essa época de cultivo é caracterizado por apresentar baixa disponibilidade hídrica.
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Um dos fatores mais limitantes à produtividade da lavoura de milho é o déficit hídrico, o qual, pode causar perdas na ordem de até 50%. Entretanto, condições de temperatura/calor também tem influência significativa quando se pensa em rendimento de grãos deste cereal.
Logo, para melhor compreender as fases em que esta cultura tem maiores exigências climáticas, é preciso entender sua fisiologia. Aliado a isso, visando altas produtividades, deve-se conhecer quais são as condições climáticas da região, uma vez que esta pode garantir o sucesso do cultivo.
O milho é uma planta com metabolismo C4, caracterizada por ter elevado potencial produtivo.
Dentre as plantas que constituem o grupo C4, o milho é a que tem maior eficiência no uso da radiação solar e, praticamente não apresenta saturação por radiação, ou seja, não reduz o processo de fotossíntese ao longo do dia, conseguindo então, manter sua produção de carboidratos em um nível adequado.
Outro ponto importante sobre a cultura do milho, é que ela é insensível ao fotoperíodo, denominada foto neutra. Ou seja, diferentemente da soja que depende do fotoperíodo crítico para florescer, o milho não responde a essa condição. Neste caso, o fator temperatura apresenta grande influência sobre a entrada no período reprodutivo.
Sobre a fenologia da cultura, podemos descrever o ciclo do milho de acordo com as diferentes etapas de seu desenvolvimento, descritas abaixo, e de acordo com o estádio de desenvolvimento (Figura 1):
Ciclo do milho de acordo com estádio de desenvolvimento. Fonte: Dekalb Asgrow
Assim como a água é um dos fatores que mais limita, não só a produção do milho, mas de qualquer planta. A temperatura também representa um outro fator muito importante para a produtividade desta cultura. Veja abaixo consequências de temperaturas inadequadas ao cultivo de milho.
Regiões cujo verão apresenta temperaturas médias diária abaixo de 19°C e temperaturas médias noturna abaixo de 12,8°C não são recomendadas para este cultivo, pois podem retardar o florescimento e comprometer a produção final.
Em contrapartida, temperatura média diária acima de 26° C podem acelerar o processo de florescimento e enchimento de grãos, o que promove redução do tempo de acúmulo de massa seca nos mesmos. Temperatura média noturna acima de 24°C provocam consumo energético elevado, redução no ciclo da planta e queda de produtividade.
Sabendo-se alguns dos efeitos da temperatura sob o ciclo do milho, devemos então conhecer quais são as condições ideais durante o seu desenvolvimento, fique atento:
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