O post Lavoura de café: 6 principais pontos na implantação apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Ela é uma etapa extremamente importante, cujo planejamento e boa execução podem determinar o sucesso da sua produção.
O investimento inicial é alto e, por ser uma cultura perene, é uma lavoura que irá permanecer no campo por muitos anos.
Dessa forma, uma decisão errada mostrará seus reflexos por mais tempo, ao contrário do que acontece em culturas anuais.
Veja os 6 principais pontos que merecem sua atenção para garantir melhores condições de crescimento para o cafeeiro e maior produtividade.
Para a escolha da cultivar, devem ser analisadas algumas de suas características, como: o período de maturação de cada uma delas, sua proporção na fazenda, adaptação à região, resistência às doenças e possibilidade de mecanização.
Elas podem ser produzidas ou compradas de viveiros idôneos, lembrando que devem sempre ser levadas ao campo mudas vigorosas, sadias e com sistema radicular bem desenvolvido, a fim de proporcionar um maior volume de solo explorado, com maior absorção de água e nutrientes para superar as adversidades e o período de adaptação no campo.
A correção da fertilidade do solo é uma etapa crítica no manejo do cafeeiro e deve ser realizada cuidadosamente nas áreas de implantação, uma vez que a falta de nutrientes prejudica a produtividade e qualidade do café.
O calcário corrige o pH do solo, que influencia a disponibilidade dos nutrientes para as plantas, e fornece cálcio, que é importante na formação da parede celular das células.
Recomenda-se sua incorporação em maiores profundidades, como no mínimo 40 cm, já que o cafeeiro desenvolve o sistema radicular em camadas mais profundas: podem ser encontradas raízes de 2 metros de profundidade.
Como a cultura permanecerá no campo por muitos anos, um bom preparo do solo também é um ponto fundamental.
Práticas como aragem, gradagem e subsolagem reduzem a compactação do solo, desmembram torrões e proporcionam melhores condições para o desenvolvimento das plantas.

Subsolagem e gradagem do solo (Fonte: Diego Baquião)
O alinhamento do sulco deve ser feito corretamente para que seja realizado um plantio centralizado, evitando problemas posteriores, como, por exemplo, durante a colheita.

Fonte: Diego Baquião
No preparo do sulco de plantio, é recomendada a adição de:

Calagem no sulco de plantio (Fonte: Diego Baquião)
Fornecimento de esterco e gesso no sulco de plantio (Fonte: Diego Baquião)
Atenção para a época de plantio! Os meses de outubro e novembro, início do período chuvoso, normalmente apresentam melhores condições para o plantio, uma vez que proporcionam maior disponibilidade de água para o desenvolvimento das plantas, como observado nas fotos abaixo.
Em plantios mais tardios, há menor quantidade de chuvas e as plantas terão menor tempo de adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica, o que compromete seu desenvolvimento.

Plantio de café realizado em 18 de fevereiro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

Plantio de café realizado em 19 de dezembro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)

Plantio de café realizado em 31 de outubro. (Fonte: Luiz Paulo Vilela)
E então? Pronto para implantar sua lavoura?
Se sua resposta é SIM, segue mais uma dica pra você começar a colocar a mão na massa!
Uma estratégia sensacional usada no manejo dos cafeeiros em formação é a utilização da Braquiária na entrelinha do café, que funciona como quebra-ventos e traz outros inúmeros benefícios, como a manutenção da umidade do solo, diminuição do risco de erosão e do uso de herbicidas, além de ser eficaz no controle de plantas daninhas.
E lembre-se: conhecer a fundo o manejo de todo o processo produtivo do café é fundamental.
Leia também sobre como identificar as principais doenças que podem acometer o cafeeiro e fique de olho!
Sucesso na produção!
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.
No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

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]]>O post Reforma de pastagem: as 5 principais etapas para uma realização bem feita apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Assim, se não há pasto de qualidade, não há condições de se ter uma pecuária com bons índices de ganho de peso, animais com o escore corporal adequado e nem mesmo lotação elevada.
Muitos pecuaristas almejam reformar a pastagem, contudo, o alto investimento e o tempo de inutilização da área, necessários no método tradicional, impossibilita muitos projetos.
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Para que a reforma de pastagem seja eficiente é importante dividir em etapas o programa de estabelecimento da pastagem, como mostra o exemplo abaixo de um calendário de ações aplicadas.
Calendário de estabelecimento de pastagens. Fonte: Adilson Aguiar.
Nesse artigo, vamos ressaltar os pontos mais importantes das etapas do programa acima explicando o passo a passo para que você possa aplicar na sua fazenda.
É muito importante checar qual relevo da área em questão para que se possa fazer um planejamento bem estruturado e mais eficiente. Assim, podemos avaliar se será necessária a utilização de máquinas de maior precisão ou mão de obra braçal.
A partir da escolha da área, é feita a escolha da forrageira, levando em conta onde será implantada (encosta leve, baixadas ou em morros). Além disso, devemos considerar a questão climática local (quantidade e distribuição de chuva e variação de temperatura ao longo do ano) e a fertilidade do solo.
O manejo de reforma de pastagem inicia pela análise de solo. Não existe outra forma de se conhecer a real situação da fertilidade do solo sem uma correta amostragem e uma análise feita em um bom laboratório.
É importante salientar que caso a saturação de base esteja baixa, é necessário que a mesma seja elevada através da calagem, dando condições para que a gramínea se desenvolva através da disponibilidade dos nutrientes do solo.
Divisão da área em glebas para amostragem de solos.
Posteriormente à interpretação da análise do solo por um profissional da área, o engenheiro agrônomo, faz-se a recomendação da correção inicial, a relação Ca/Mg, que deve estar em torno de 3:1. Essa relação irá influenciar na escolha do tipo de calcário a ser usado.
Além disso, devemos prestar atenção para o teor de fósforo existente no solo, já que esse nutriente é de grande importância para um bom desenvolvimento das pastagens e que, infelizmente, é deficitário nos solos brasileiros.
O calcário deve ser aplicado com frequência, haja vista a extração de nutrientes ao longo do desenvolvimento das forrageiras.
Se o recomendado for abaixo de 1000 kg/ha pode ser feita em uma única aplicação e se for maior que 3000 kg/ha é apropriado dividir em duas aplicações. Após a distribuição do calcário, é interessante a ajuda de uma grade para melhor incorporação ao solo. Lembrando que esta atividade deve ser realizada antes do período chuvoso, assim como a gessagem.
A aplicação de gesso agrícola no solo tem como objetivo disponibilizar cálcio e enxofre e, também, reparar o ambiente em subsuperfície. O gesso pode ser utilizado como corretivo em solos salinos e sódicos. No entanto, por ser uma fonte mais solúvel do que o calcário, o gesso não promove a neutralização da acidez do solo.
Antes do cultivo é importante que haja a aplicação do gesso sempre em área total. A recomendação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) indica as quantidades de gesso a serem aplicadas no solo de acordo com a análise do solo para os teores de Ca e Al. Também deve levar em consideração, além do aumento na saturação em bases em camadas de subsuperfície, a capacidade de troca catiônica (CTC).
Por ter alta solubilidade no solo, o gesso abastece o cálcio, que pode ser lixiviado em profundidade, aprimorando a fertilidade e aumentando a exploração das raízes.
A aração é um processo que visa revolver a terra, popularmente conhecido como tombamento. Nessa etapa, há uma inversão da camada superficial e a profunda do solo (em aproximadamente 30 cm). A superficial vai para baixo e a camada mais profunda para cima.
Como resultado deste processo, podem surgir muitos torrões, fragmentos grandes de solo agregado. Para que o manejo (plantio e adubação) não seja prejudicado, é importante realizar a gradagem.
A gradagem deve ser realizada quantas vezes forem necessárias para descompactar o solo devidamente. Usualmente, de 2 a 3 gradagens são satisfatórias. É essencial terminar o preparo do solo com uma grade niveladora, a fim de um acabamento no preparo.
É de grande importância termos cautela na compra da semente, pois é exatamente neste item que muitos pecuaristas acabam errando, considerando o melhor preço como fator principal na decisão da aquisição e não a semente mais pura.
O maior percentual de pureza indica melhor qualidade e maior as chances de sucesso com o plantio, pois não haverá sementes de outras espécies sendo “plantadas” podendo comprometer a cobertura da gramínea e a presença de plantas invasoras
Embora pareça lógico que o produto tenha o mais próximo possível de 100% de sementes da gramínea que o produtor escolheu, infelizmente a fiscalização no Brasil é deficiente e a contaminação com outras sementes ainda é uma realidade.
Dessa forma, o pecuarista na ânsia de economizar acaba comprando um produto de pior qualidade e tendo mais gastos futuros com controle de invasoras, além das falhas de cobertura no solo. .
Para operacionalizar a semeadura, temos que levar em consideração o clima e garantir que todos os passos anteriores foram bem feitos e no tempo correto, pois todos são muito importantes.
Caso a semeadura seja realizada após o prazo correto, podemos não ter níveis satisfatórios de chuva para o estabelecimento correto da forrageira escolhida, perdendo quase todo o trabalho feito, pois para a semente germinar é necessário a presença de umidade no solo.
Após a formação e com o início da utilização da pastagem entra a parte mais importante que é o manejo, ou seja, manter a qualidade da pastagem. Ele requer que se conheça a altura correta para o cultivar implantado e o período necessário de descanso desta para a sua rebrota.
Lembre-se que o homem é o responsável em determinar o momento de retirar o gado da pastagem, e o treinamento da pessoa que cuida dessa decisão na fazenda é fundamental. O Cepea, em 2017, fez uma comparação dos custos, em reais, para a reforma e manutenção de pastagem por hectare. É possível observar o elevado custo de se reformar uma pastagem comparada com o custo da manutenção.

Assim, devemos levar em consideração que a reforma da pastagem deve ser feita quando não há alternativas de manejo para manter a produção animal em alta. Caso todos os passos apresentados acima sejam seguidos e caso a climatologia seja favorável, a reforma não será necessária.
Deve-se apenas monitorar o manejo, ajustando sempre a lotação animal dentro de cada área para que se tenha um pastejo ótimo e um ganho de peso por animal e por área equilibrado, conseguindo uma amplitude ótima de pastejo não tendo áreas grandes de superpastejo ou subpastejo, como mostra a figura abaixo.

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