grão Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/grao/ Tue, 10 Jan 2023 14:06:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png grão Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/grao/ 32 32 Nematoides na soja: o que são e como controlá-los de maneira eficaz https://blog.rehagro.com.br/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/#respond Fri, 15 Jan 2021 12:54:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8730 No Brasil, os nematoides recorrentes à cultura da soja têm sido os formadores de galhas (Meloidogyne spp.), o de cisto (Heterodera glycines), o das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide-reniforme (Rotylenchulus reniformis). Espécies como Helicotylenchus dihystera e Scutellonema brachyurus têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição […]

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No Brasil, os nematoides recorrentes à cultura da soja têm sido os formadores de galhas (Meloidogyne spp.), o de cisto (Heterodera glycines), o das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide-reniforme (Rotylenchulus reniformis).

Espécies como Helicotylenchus dihystera e Scutellonema brachyurus têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição nas lavouras brasileiras, seja pelo aumento nas densidades populacionais encontradas na cultura. Tubixaba tuxaua também pode ser considerado patógeno potencial da cultura, embora com distribuição mais restrita.

 

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Outro nematoide emergente, Aphelenchoides besseyi, é o único de parte aérea, relatado na cultura da soja, que tem por hábito alimentar-se das inflorescências, flores e folhas.

No Brasil, os danos provocados por nematoides podem chegar a R$ 35 bilhões por ano e, somente na soja, estima-se que os prejuízos alcancem R$ 16,2 bilhões.

Não obstante, pela primeira vez, em 2015, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) listou os nematoides entre as pragas consideradas de maior risco sanitário e com potencial de provocar prejuízos econômicos à agricultura brasileira.

Os nematoides apresentaram, ao longo de centenas de anos, transformações de partes do aparelho bucal em estrutura resistente, denominada estilete. Esta modificação conferiu a esses organismos a capacidade de adaptar-se a outra fonte alimentar e, assim, extrair alimentos de células vegetais.

Utilizam o estilete para perfurar os tecidos da parede celular e, a princípio, injetar secreções enzimáticas no interior das células. Estas secreções promovem uma pré-digestão do conteúdo celular que, posteriormente, será sugado por meio do estilete. Ação que pode induzir alterações na morfologia desta célula e das células adjacentes ou necrose dos tecidos.

Estes minúsculos patógenos são imperceptíveis até provocar os primeiros danos à lavoura, quando os sintomas da sua presença são observados nas plantas, na maioria das vezes, já completamente comprometidas.

As doenças de plantas causadas por fitonematoides tornaram-se comuns em diversos países, e a maioria refere-se à alimentação do patógeno no sistema radicular do vegetal. No entanto, algumas espécies são parasitas de órgãos aéreos. Na cultura da soja existem relatos no mundo que se referem à coexistência de mais de 100 espécies de fitonematoides, envolvendo cerca de 50 gêneros.

Nematoide-das-galhas

Os nematoides-das-galhas estão entre os mais importantes parasitas da cultura da soja. Existem mais de 80 espécies de nematoides do gênero Meloidogyne reconhecidas em todo o mundo.

Na cultura da soja nacional destacam-se Meloidogyne javanica e M. incognita. A primeira encontra-se disseminada por todas as áreas de soja e tem sido relacionada com os danos mais severos à cultura, enquanto a segunda, não menos problemática, é muito comum em áreas com histórico de cultivo de café e algodão.

Esses nematoides são classificados como endoparasitas sedentários, cuja interação entre patógeno e planta é extremamente evoluída.

Tanto a formação quanto a manutenção do sítio de alimentação são complexas e envolvem ação de enzimas e outras proteínas produzidas pelo nematoide. Tal sítio é composto por cerca de seis a oito células do hospedeiro, caracteristicamente grandes, com vacúolos pequenos ou ausentes, multinucleadas e com citoplasma denso.

Comumente, os sítios de alimentação são denominados células gigantes e funcionam como drenos na planta, visto que são responsáveis por desviar nutrientes que seriam usados no crescimento e na produção da planta, para servirem como alimento para os nematoides.

Nematoides das galhas

Como a alimentação do nematoide causa crescimento e multiplicação desordenada das células, observa-se, externamente, a formação de nodosidades nas raízes, comumente chamadas galhas, sendo este o sintoma típico do nematoide. Como reflexo, observam-se plantas subdesenvolvidas e com característica de deficiência nutricional, sendo ainda comum a presença de folhas carijó.

No campo, os sintomas ocorrem em reboleiras, visto que o nematoide apresenta movimentação limitada no solo, sendo disseminado, principalmente, por práticas agrícolas resultantes do revolvimento do solo.

É importante ressaltar que os sintomas são comumente observados no período reprodutivo da planta, o que muitas vezes faz com que técnicos e produtores acreditem que os nematoides atacam as plantas no período do florescimento, mas, na verdade, o nematoide infecta as raízes desde a germinação das sementes, preferindo sempre as raízes jovens.

O sintoma é mais visível em plantas na fase de florescimento, por ser um período de alta demanda de água e nutrientes, e quando a população do nematoide já se encontra elevada nas raízes, as quais perdem a função de suprir as necessidades da planta. Outro fator que contribui para manifestação severa de sintomas é a estiagem.

Apesar de as galhas constituírem sintomas típicos e fáceis de ser diagnosticados a olho nu, é importante lembrar que, comumente, os nematoides ocorrem em populações mistas no solo. A presença de nematoides-das-galhas pode mascarar a percepção de outras espécies presentes na área.

Destaca-se ainda que, além dos danos diretos ocasionados pelo nematoide, os processos de penetração, movimentação e alimentação abrem portas de entrada e predispõem a planta à ocorrência de outras doenças, principalmente associadas a fungos de solo, com destaque para Fusarium solani f. sp. glycines.

Nematoide-de-cisto-da-soja

O nematoide-de-cisto-da-soja, Heterodera glycines, continua a ser uma séria ameaça à produção de soja em todo o mundo. É uma das principais pragas da cultura pelos prejuízos que podem causar e pela facilidade de disseminação.

Nematoide de cisto da soja

Este nematoide caracteriza-se como um semiendoparasita sedentário, cujo ciclo de vida é semelhante àquele descrito para Meloidogyne, e completa-se em torno de três semanas.

A reprodução ocorre por anfimixia (cruzamento entre macho e fêmea), o que garante alta variabilidade genética. O sintoma inicial de ocorrência do nematoide-de-cisto-da-soja nas lavouras caracteriza-se pela presença de reboleiras, com as plantas atrofiadas e cloróticas e com poucas vagens.

Em locais onde a população do patógeno é alta, também pode ocorrer morte prematura de plantas. Cuidados devem ser tomados, uma vez que deficiência de alguns nutrientes, especialmente nitrogênio (N), potássio (K) e certos micronutrientes, fitotoxicidade por defensivos agrícolas, compactação do solo e outras desordens fisiológicas podem ocasionar os mesmos sintomas na parte aérea das plantas.

Nas regiões com boa distribuição de chuvas e solos de fertilidade natural mais alta, as plantas doentes podem não exibir sintomas evidentes na parte aérea, exceto uma ligeira redução no porte.

Portanto, o diagnóstico definitivo deve ser realizado com base nos sinais, ou seja, presença de fêmeas de cor branca ou amarela presas às raízes, cerca de cinco semanas após a semeadura da soja.

Nematoide-das-lesões-radiculares

Os nematoides-das-lesões-radiculares (Pratylenchus spp.) são assim denominados pelos sintomas causados nas raízes das plantas hospedeiras, as quais servem de porta de entrada para bactérias e fungos, resultando em necroses e podridões.

Nematoide das lesões radiculares

É um endoparasita migrador que causa danos mecânicos às raízes durante a alimentação e movimentação no interior dos tecidos. Além disso, apresenta ação espoliadora, pela retirada do conteúdo citoplasmático, e danos por ação tóxica, pela injeção de substâncias no córtex radicular.

Como consequência, modificam e destroem os tecidos, comprometendo a absorção e o transporte de água e nutrientes, prejudicando o desenvolvimento da planta, bem como facilitando a infecção por patógenos secundários. Os sistemas radiculares parasitados mostram-se reduzidos e pouco volumosos, e as plantas apresentam menor estatura, clorose e murchamento das folhas, refletindo em perdas de produção.

Nematoide-reniforme

Rotylenchulus reniformis é considerado um dos principais problemas da cultura do algodoeiro, mas sua importância vem crescendo nos últimos anos em áreas cultivadas com soja e algodão na região do Cerrado brasileiro.

Até pouco tempo atrás, esse nematoide era considerado um patógeno secundário para a cultura da soja. Contudo, atualmente é tido como espécie emergente nesta cultura, principalmente em lavouras do estado do Mato Grosso, onde sua ocorrência tem aumentado de forma consistente e altas populações têm sido associadas a perdas em rendimento na cultura.

Nematoide reniforme

Esse nematoide é considerado um semiendoparasita sedentário, que pode alimentar-se em qualquer ponto ao longo do comprimento das raízes. As fêmeas presentes no interior das raízes induzem à formação de um tecido nutridor, de onde retiram seu alimento para completar o ciclo de vida.

A produção de ovos inicia-se entre cinco e sete dias após a infecção das raízes das plantas, em número de até 100 ovos. Seu ciclo de vida é completado entre 24 a 30 dias, com grande influência da temperatura nesse período.

Outro fator que favorece essa espécie é a textura do solo, sendo este de textura fina, siltoso ou argiloso. Tem como característica a elevada capacidade de sobrevivência na ausência do hospedeiro, podendo permanecer no solo por até dois anos.

O manejo de R. reniformis pode ser realizado, principalmente, por meio da rotação de culturas, uma vez que esse nematoide possui círculo de hospedeiros mais restrito, em relação a Meloidogyne spp. ou P. brachyurus, além do uso de cultivares resistentes.

As cultivares de soja americanas Forrest e Custer são consideradas padrões de resistência ao nematoide-reniforme e, aparentemente, cultivares com resistência ao nematoide-de-cisto também conferem resistência a R. reniformis.

Práticas de controle dos nematoides

Atualmente, práticas de controle biológico fazem parte do manejo integrado para redução de um organismo “patógeno” alvo através de outros organismos vivos presentes rotineiramente na natureza, que não plantas resistentes com foco no retardo da densidade do inóculo ou das atividades determinantes da doença, estabelecendo equilíbrio por meio de ações que busquem melhoras na biodiversidade do solo.

Desse modo, os fungos antagonistas, fazem parte do nicho ecológico de biocontrole, entre eles os chamados fungos nematófagos, divididos em três grupos distintos (predadores, endoparasitas, oportunistas parasitas de ovos e juvenis), produzindo metabólitos tóxicos aos nematoides, além de poderem competir por nutrientes e espaço com os patógenos, ou ainda induzir a planta a desenvolver resistência as doenças.

São classificados de acordo com os mecanismos de ataque a seus hospedeiros, entre eles:

  • Fungos predadores com a produção de hifas modificadas em armadilhas para captura;
  • Fungos endoparasitas com produção de esporos que servem de alimento para nematoides;
  • Fungos oportunistas ou predadores de ovos, que colonizam e perfuram cascas de ovos de nematoides;
  • Fungos tóxicos, com produção de toxinas que imobilizam o nematoide antes da penetração das hifas.

As populações de fitonematoides, que coexistem no solo, flutuam sob a dependência da pressão dos fatores bióticos e abióticos. Tal influência responde não só pela quantidade, mas também pela qualidade das populações.

A duração do ciclo de vida, razão sexual, taxa reprodutiva, dinâmica e distribuição populacional no solo são geridos pela temperatura, umidade, textura, aeração e pH do solo, bem como pela cultura e pela planta hospedeira, por outros organismos existentes e pelo manejo adotado.

O produtor deve conhecer e estabelecer um rigoroso manejo em cada talhão da propriedade, para tanto a análise nematológica, em laboratório especializado, é tão necessária quanto as demais análises efetuadas na lavoura.

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Defeitos dos grãos de café e as principais causas https://blog.rehagro.com.br/defeitos-dos-graos-de-cafe-e-suas-causas/ https://blog.rehagro.com.br/defeitos-dos-graos-de-cafe-e-suas-causas/#comments Sun, 21 Jun 2020 16:00:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7793 Os defeitos nos grãos de café levam a uma redução da qualidade, interferindo no tipo do café, desvalorizando o valor da saca e diminuindo a lucratividade do produtor. Diversos fatores podem causar esses defeitos, como: Problemas na produção; Processamento; Armazenamento; Ação de microrganismos; Ação de pragas; Alterações fisiológicas; Alterações genéticas. Todos esses são fatores que […]

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Os defeitos nos grãos de café levam a uma redução da qualidade, interferindo no tipo do café, desvalorizando o valor da saca e diminuindo a lucratividade do produtor.

Diversos fatores podem causar esses defeitos, como:

  • Problemas na produção;
  • Processamento;
  • Armazenamento;
  • Ação de microrganismos;
  • Ação de pragas;
  • Alterações fisiológicas;
  • Alterações genéticas.

Todos esses são fatores que interferem diretamente no tipo do café, e consequentemente, na sua precificação. 

A identificação e conhecimento da origem dos defeitos nos possibilita aprimorar o nosso manejo de lavoura ou o manejo na pós-colheita do café, visando evitar a ocorrência desses defeitos, que depreciam o café.

 

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Nesse texto vamos abordar os principais defeitos encontrados em um lote de café beneficiado bica corrida, para isso devemos entender primeiro como é feita a classificação desse lote. 

Na classificação física do lote é recomendado pela INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 8, DE 11 DE JUNHO DE 2003 uma amostra de trabalho de 300 g homogênea.

Deve-se separar os defeitos dessa amostra. Com os defeitos separados, a categorização do lote pode ser dado em catação, que é a pesagem de todos os defeitos e convertido em porcentagem (exemplo: uma amostra de 300 g foi pesado 30 g de defeitos, logo a amostra possui 10% de catação), esta classificação para o produtor não é satisfatória para a correção de seu manejo, pois falta a descrição de que tipos de defeitos apresenta em seu café.

Outra classificação é por meio da equivalência de defeitos, em que se separa todos os defeitos encontrados e os quantifica, e cada defeito apresenta uma equivalência como apresentado na tabela a seguir. Esta classificação pode ser usada para observar qual o defeito mais prejudica o lote de café e assim buscar alternativas para solução do problema.

Tabela de classificação do Café Beneficiado Grão Cru quanto à equivalência de defeitos intrínsecos.

Classificação do Café Beneficiado Grão Cru quanto à equivalência de defeitos (intrínsecos)

Sobre os defeitos e sua origem nos lotes de cafés, podemos dividir em dois grupos, os defeitos intrínsecos, que são defeitos que ocorrem nos grãos de café, e defeitos extrínsecos, que não ocorrem nos grãos de café e podem ser encontrados na amostra.

Defeitos intrínsecos nos grãos de café

Grão Verde ou imaturo

Grãos que não completaram o amadurecimento e apresentam a película prateada ainda aderida, com coloração verde em tons diversos.

Amostra de alguns grãos de café verde.

Grão verde.

A causa dos grãos verdes é colheita prematura do fruto e no processo de secagem podemos apresentar mais um tipo de defeito que é causado pela secagem intensa e com alta temperatura, que é o grão Preto Verde, que diferente do defeito grão preto se apresenta brilhante por ainda ter a película prateada aderida, e deve ser considerado como defeito ardido.

Quatro grãos preto verde.

Grão preto verde.

Grão ardido

Grãos que por meio de alguma fermentação apresenta a coloração marrom, em diversos tons.

Grãos de café ardido.

Grão ardido.

O grão ardido está como o segundo pior defeito a ser encontrado em um lote, ele pode ser resultado de fermentações de microrganismos que pode ocorrer na lavoura ou na falta de revolvimento na secagem, terreiros com fendas ou buracos onde podem ficar alguns grãos é comum encontrar grãos como esse. 

Grão Preto

Grão com coloração preta opaca, categorizado como o pior defeito a ser encontrado no lote de café.

Amostra de café com grão preto.

Grão preto.

Se origina da permanência do fruto na planta por muito tempo, ou grãos que estavam em contato com o solo afetando seu aspecto, são grãos em apodrecimento.

Grão Brocado

Grão danificado pela broca do café ainda na lavoura, podendo ser dividido em brocado limpo, brocado rendado e brocado sujo.

Grãos de café brocado limpo, rendado e sujo.

Grão brocado.

A diferença entre esses três tipos de brocado é que o brocado limpo é aquele que apresenta até três furos sem partes pretas no grão, o brocado rendado apresenta três ou mais furos sem partes pretas no grão, e o brocado sujo é aquele grão que apresenta parte pretas ou azuladas junto aos furos da broca do café.

A equivalência do grão brocado varia de 2 a 5, de acordo com a classificação entre os 3 tipos. 

Grão Cabeça e mal formados

O grão mal formado é um grão com formação incompleta apresentando-se com pouca massa e, às vezes, com a superfície enrugada. Já o grão cabeça é composto por dois grãos imbricados, oriundos da fecundação de dois óvulos em uma única loja do ovário, neste caso, ele não será considerado defeito, a menos que se separe, dando origem à concha e ao miolo de concha.

Grãos de café com má-formação.

Grão mal formado.

Grão Concha e Miolo de Concha

O grão concha e miolo de concha é resultante da separação de grãos imbricados ou grão cabeça.

Grãos de café com defeito de grão concha e miolo de concha.

Grão concha e miolo de concha.

O grão concha é considerado um defeito com equivalência de 3:1, enquanto o miolo de concha é categorizado junto com os grãos quebrados.

Grão quebrado ou esmagado

Os grãos esmagados ocorrem principalmente quando o grão possui alta umidade, e é ocasionado por esmagamento de maquinários.

Já os grãos quebrados são mais comuns de ser encontrados quando o grão está com baixa umidade (abaixo de 10 % de umidade), pois ficam mais quebradiços, principalmente no beneficiamento.

A regulagem e dimensionamento adequados de equipamentos como descascadores e desmuciladores na via úmida e máquinas de beneficiamento podem evitar a quantidade desse defeito encontrado na amostra.

Grão de café quebrado.

Grão quebrado.

Defeitos extrínsecos nos grãos de café

Além dos defeitos apresentados podemos encontrar defeitos extrínsecos na amostra, que são aqueles que não são grãos de café, estes possuem uma penalidade maior na amostra como mostra a tabela 2, sua equivalência é de acordo com o tamanho do defeito encontrado e todos eles podem ser evitados pela regulagem adequada dos equipamentos.

Tabela de classificação do Café Beneficiado Grão Cru quanto à equivalência de impurezas extrínsecas.

Classificação do Café Beneficiado Grão Cru quanto à equivalência de impurezas (extrínsecos).

Defeito Coco

É o grão que não teve sua casca retirada no beneficiamento.

Grão de café coco.

Defeito coco.

Defeito Marinheiro

Grão que, no benefício, o pergaminho não foi total ou foi parcialmente retirado.

Grãos de café marinheiro.

Defeito Marinheiro.

Defeito Pau, Pedra, Torrão e materiais estranhos

Impurezas e outros detritos que contaminam o lote.

Impurezas que contaminam os grãos de café (pau, pedra, materiais estranhos).

Defeito pau, pedra e materiais estranhos.

Defeito Casca

Fragmento de casca seca do fruto do cafeeiro, de diversos tamanhos.

Grãos de café com defeito de casca.

Defeito casca.

Atenção!

É importante ficar atento à ocorrência de pragas, como a Broca do Café, que favorece a ocorrência desses defeitos, que geram muitos prejuízos financeiros.

Além disso, fique de olho nas doenças como a Ferrugem, Mancha aureolada e a Cercosporiose, que também comprometem a produtividade e, consequentemente, a qualidade do café produzido, reduzindo a lucratividade da fazenda.

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Tipos de moinhos para moagem de grãos https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/#comments Fri, 29 May 2020 17:00:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7616 Os tipos de grãos mais utilizados na nutrição de bovinos são: milho, sorgo, trigo e cevada. Sua aplicabilidade depende da região do país e dos custos desse insumo. Dentre esses, o de uso mais comum no Brasil é o milho. O milho é um alimento muito utilizado no Brasil por se tratar de uma fonte […]

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Os tipos de grãos mais utilizados na nutrição de bovinos são: milho, sorgo, trigo e cevada. Sua aplicabilidade depende da região do país e dos custos desse insumo. Dentre esses, o de uso mais comum no Brasil é o milho.

O milho é um alimento muito utilizado no Brasil por se tratar de uma fonte energética e com custo mais competitivo. Entretanto, o cenário pode mudar dependendo do local, condições climáticas e época do ano.

Independente do grão que se opte para uso na alimentação animal, o processamento tem o mesmo objetivo, que é alterar as características físicas e/ou químicas do grão para que haja alteração na taxa de digestão, melhora na qualidade de mistura e, por sua vez, melhor desempenho animal. 

 

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Esse processamento pode ser através da alteração no tamanho de partícula, aumento na área de superfície, exposição do amido pela quebra de barreiras físicas, aumento da umidade e gelatinização do amido.

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Dentre os tipos de processamento, os mais comuns são:

  • Moído;
  • Laminado;
  • Floculado;
  • Ensilado;
  • Reidratado;
  • Ensilado.

Neste texto, vamos abordar a moagem, que é o tipo de processamento mais comumente utilizado no Brasil.

A moagem é de custo relativamente baixo comparando-se com outras maneiras de processamento. Seu objetivo é a redução de tamanho do grão em vários fragmentos menores através da aplicação de forças mecânicas.

Com a redução do tamanho da partícula e aumento da uniformidade dos pedaços, obtém-se uma maior superfície de contato do ingrediente, melhorando a degradabilidade ruminal e, facilitando ainda, misturas em processamentos de formulação das rações.

Para moagem, é necessário a utilização do moinho, que é o responsável pelo processo de redução das partículas dos grãos. Existem diversos tipos de moinho, todos com a mesma finalidade. Entretanto, existem algumas diferenças no produto final e no método de ação.

Antes do detalhamento dos tipos de moinhos mais comumente utilizados nos processos relacionados à pecuária, algumas ressalvas devem ser destacadas.

Para uma boa qualidade do produto final da moagem, não é suficiente ter apenas um bom moinho ou uma excelente operação de moagem. A qualidade da matéria prima é determinante para a qualidade e produtividade do produto final, seja ele farelo, quirela, canjica, etc.

Os grãos moídos “finos”, matérias estranhas e impurezas que prejudicam a qualidade do moído devem ser evitados durante o processo como um todo, como exemplo de fatores que levam a produção de “finos” temos:

  • Genética do grão;
  • Tipo do grão (duro, semi-duro, mole);
  • Formato do grão;
  • Danos provocados pela colheitadeira;
  • Temperatura de secagem do grão;
  • Transporte do grão. 

Outro fator extremamente importante para um insumo de qualidade é a questão sanitária da fábrica e locais de armazenagem, onde devemos evitar e minimizar ao máximo as causas e as fontes de fungos, ácaros, insetos, tóxicos e demais contaminações.

Os moinhos mais utilizados na produção agrícola nacional são:

  • Moinho de rolo;
  • Moinho de martelo.

A correta escolha do moinho é de extrema importância para o sucesso não apenas da atividade moagem em si, mas também no processo como um todo.

É indispensável a observação de algumas características do moinho antes da aquisição do mesmo, além de fatores como qualidade e preço do equipamento, que são inerentes a qualquer mercadoria adquirida. Em relação a moinhos devemos atentar a alguns aspectos específicos.

Para determinar o desempenho do moinho, devemos avaliar a Taxa de moagem (TX), que é obtida através da relação entre tempo gasto na moagem e quantidade de milho em kg utilizado e o consumo de energia elétrica que é calculado de acordo com a potência do motor.

O dimensionamento do moinho deve ser muito bem avaliado de acordo com as características produtivas e capacidade de sua fábrica.

Um moinho subdimensionado com capacidade inferior às necessidades e demandas do empreendimento, vai impreterivelmente atrasar todo o processo de produção da ração, numa reação em cadeia todo a parte de produção, distribuição e fornecimento do trato dos animais será comprometido, levando a uma diminuição da produtividade acarretando em baixos índices de lucratividade.

Por outro lado, um moinho superdimensionado, ou seja, com capacidade de produção superior ao exigido pelas demandas da atividade, acarretará em desperdício, tanto para com o investimento, quanto para manter os custos de energia de um equipamento subutilizado. Lembramos ainda, em relação aos gastos com energia, que quanto mais fina for a moagem, maior será o gasto com energia elétrica.

Agora que conhecemos os principais fatores inerentes à moagem de milho, devemos conhecer as características dos diversos tipos de moinhos encontrados no mercado.

Moinho de rolo

Utilizando a força de compressão, dois ou mais cilindros giram em direção contrária, com velocidades diferentes, onde o milho, ao passar pelos cilindros, recebe essa força. Existem ainda moinhos de rolo onde se tem apenas um rolo que comprime o material moído contra a parede do moinho. 

O resultado final é uma moagem resultando um produto mais uniforme. É extremamente usual nas atividades ligadas à pecuária. Existem moinhos de rolo de diversos tamanhos e capacidades, desde pequenos moinhos caseiros para grãos, café, malte e outros, até grandes moinhos para indústrias de mineração. 

O moinho de rolo permite uma moagem mais fina, grande parte entre 1,25 a 2 mm, aumentando a degradabilidade do grão. Em contrapartida, exige maiores cuidados com o manejo da dieta e distúrbios metabólicos.

Moinho de roloFonte: Aula Professor Rafael Cervieri, Pós Corte Online. 

Moinho de martelo

Tendo com o impacto a força responsável para a quebra do grão é utilizado para produção de produtos de tamanhos entre intermediário e grandes (o tamanho das partículas pode variar entre moinhos mesmo comparando peneiras semelhantes, em virtude de potência, amperagem, desgaste dos martelos).

Moinho de martelos Fonte: Aula Professor Rafael Cervieri, Pós Corte Online. 

Entretanto, com mais tempo de moagem e dependendo do material a ser moído pode também fornecer um produto mais fino, inclusive do que o obtido no moinho de rolo. A granulometria do produto obtido é diretamente dependente de alguns fatores como: 

  • A potência do motor;
  • O número de martelos;
  • O tamanho dos martelos;
  • A distância entre o martelo e a parede do cilindro; 
  • A área de abertura da peneira na saída do moinho. 

O moinho de martelo, o mais utilizado no Brasil, funciona com uma alta rotação de “martelos” acoplados a uma peça giratória, que quando em alta velocidade, atinge o grão causando sua quebra.

Moinho de martelo peneira 5 mm Fonte: Aula Professor Rafael Cervieri, Pós Corte Online.

Moinho de disco

Fornece ao final da moagem um produto de granulação fina. Dependendo do tipo de produto, pode ser de disco simples ou disco duplo. 

É composto por um ou dois discos giratórios e um disco fixo. Os discos giratórios comprimem o alimento a ser moído no disco fixo e são extremamente utilizados para alimentos fibrosos.

Trituradores de mandíbulas

O produto a ser moído vai passando por duas grandes e resistentes mandíbulas, quando vão passando. À medida que as mandíbulas vão se estreitando, o produto vai sendo moído. Não é muito usual para moagem de milho.

Moinhos de bolas

O moinho de bolas é, basicamente, um cilindro regular contendo várias bolas de material pesado e resistente, onde a força e o impacto das bolas no material a ser moído será responsável pelo processo. 

Esse moinho é utilizado para um produto final com baixa granulometria, mais utilizado para moer polpa de cacau, amêndoas, castanhas e amendoins, sendo menos usual na pecuária.

A escolha do moinho deve ser realizada de acordo com as demandas e necessidades de cada propriedade, observando o objetivo da moagem e principalmente, as características que cada moinho implicará no milho e, consequentemente, na dieta dos animais.

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Resistência à penetração do solo: como realizar avaliação https://blog.rehagro.com.br/penetracao-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/penetracao-do-solo/#respond Wed, 08 Apr 2020 18:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7324 Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo. Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do […]

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Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo.

Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do solo.

 

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Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.

O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos em condições de muita umidade e com pouca palha na superfície. O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, na faixa de 20 a 40 cm de profundidade.

Gráfico mostrando resistência a penetração do solo

Resistência à penetração (RP) de um Latossolo sob SPD há 10 anos.

A resistência à penetração do solo

O desenvolvimento radicular é afetado pela resistência à penetração (RP) e altera o potencial de produção das culturas.

Devido ao maior número de cultivos por ano, aumentou-se o tráfego de máquinas pesadas, o que pode aumentar a RP. A prática de intervenção mecânica para rompimento da camada compactada, muitas vezes é realizada sem critério técnico.

A resistência à penetração é um dos fatores mais importantes no alongamento radicular das culturas no perfil do solo. Os penetrômetros são os equipamentos mais adequados para prever a resistência à penetração das raízes.

Por outro lado, a conveniência em mensurar a RP com o uso de penetrômetros, pode superestimar a resistência para o crescimento radicular. Sendo que o alongamento da raiz no solo pode ser limitado pela RP e estresse hídrico.

Os diferentes tipos de penetrômetros disponíveis no mercado, com diferentes princípios de funcionamento, são necessários no mínimo de 15 repetições para avaliar a RP com menor variação.

Em solos sob SPD, a RP apresenta grande variação temporal estando associada à variação do teor de água para cada condição de densidade do solo ou estado de compactação.

Webinar Manejo da compactação do solo

Variabilidade espacial da resistência à penetração

A variabilidade espacial da RP diminui da área de cabeceira para o centro da lavoura, sendo que os valores de RP variam também entre as ordens de solos:

  • Argissolos, os valores críticos de RP variam entre 1,19 MPa e 1,5 MPa;
  • Latossolos Vermelho distrófico, os valores críticos podem variar entre 2,1 MPa à 3,2 MPa.

Solos sob SPD apresentam valores mais elevados de RP até 40 cm de profundidade, comparado a solos sob sistema convencional.

A compactação do solo proporciona mudanças no sistema poroso nos solos sob cultivo convencional, há valores maiores de densidade do solo e menores de macroporosidade e porosidade total.

Os atributos físicos do solo podem ser classificados como diretamente relacionados ao crescimento das plantas, água, oxigênio, temperatura e RP, e relacionados ao crescimento das raízes densidade do solo, porosidade, infiltração de água, agregação e textura.

A seleção de atributos físicos deve ser sensíveis ao manejo e produção das culturas, além do monitoramento da qualidade do solo.

Solos sob sistema de plantio direto

Solos sob SPD podem apresentar maior crescimento radicular devido à presença de poro contínuo, criado por minhocas e raízes de culturas anteriores.

Esses bioporos ocupam menos que 1% do volume do solo, podendo ser utilizado por raízes de culturas subsequentes como passagem para o desenvolvimento radicular. Os pelos radiculares nas pontas das raízes apresentam como função potencial de ancoragem mecânica, para as raízes que crescem em bioporos.

Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com a textura arenosa.

Em solos compactados, há decréscimo da macroporosidade, da disponibilidade de água e da absorção de nutrientes. Como consequência, há redução na difusão de gases no solo, limitando os processos metabólicos das plantas.

Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada. A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo. Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.

A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicada para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.

O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores, há o rompimento das camadas compactadas até 40 cm. A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.

A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional.

Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.

Atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido a adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.

Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e também devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.

Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações de RP devem ser realizadas para tomada de decisão sobre o uso de escarificadores e subsoladores.

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Semeadura do milho e da soja à taxa variável de sementes https://blog.rehagro.com.br/semeadura-de-milho/ https://blog.rehagro.com.br/semeadura-de-milho/#comments Sun, 26 Jan 2020 16:30:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6921 Ao realizar um planejamento de semeadura de milho, a quantidade de sementes a serem utilizadas é um dos fatores que os produtores ficam atentos. Isso porque, invariavelmente, ocorre sobreposição de sementes nos arremates e bordaduras dos talhões, resultando em um desperdício. Devido aos altos custos de produção, diversos produtores estão explorando novas tecnologias para ajustar […]

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Ao realizar um planejamento de semeadura de milho, a quantidade de sementes a serem utilizadas é um dos fatores que os produtores ficam atentos. Isso porque, invariavelmente, ocorre sobreposição de sementes nos arremates e bordaduras dos talhões, resultando em um desperdício.

Devido aos altos custos de produção, diversos produtores estão explorando novas tecnologias para ajustar a utilização de sistemas de desligamento de seção. Os sistemas podem ser usados com diferentes implementos agrícolas como pulverizadores e semeadoras, controlando seções de bicos nos pulverizadores e linhas nas semeadoras.

Densidades de plantas que excedem a taxa ideal afim de maximizar a produtividade de grãos não apenas aumentam os custos de sementes, mas também podem reduzir os rendimentos.

As perdas econômicas e de rendimento de regiões com sobreposição de sementes, podem ser reduzidas usando a tecnologia de controle automático de seção em semeadoras, nas bordaduras dos talhões e arremates.

Semeadura do milhoRegião sem desligamento de seção (A) e região com desligamento de seção (B). (Fonte: Internet)

 

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Sistemas de semeaduras do milho e da soja

Semeadura do milho

Os sistemas de semeadura de taxa variável são relativamente novos no mercado, com a maioria sendo introduzida desde 2005.

Antes da disponibilidade de acionamentos hidráulicos, a maioria dos medidores de sementes da plantadeira mantinha o espaçamento das sementes por um acionamento fixo. O espaçamento envolvia o solo e girava a uma velocidade relativa à velocidade do solo da plantadeira.

As taxas de semeadura foram alteradas de campo para campo ou de colheita para colheita, mudando o disco para uma placa com um número diferente de sementes por rotação ou alterando a proporção de dentes entre as rodas dentadas da corrente.

O principal benefício dos sistemas de semeadura em taxa variável é um aumento no rendimento. Onde o principal fator que impulsiona o desempenho econômico é a variabilidade do solo.

Em áreas de produção muito uniformes, o retorno do investimento será baixo. Já em em áreas de produção heterogêneas com regiões de desempenho diferenciadas, o retorno do investimento será muito maior.

Além da redução no custo de sementes o sistema de desligamento de seção apresenta como vantagem o gerenciamento da distribuição de sementes, otimizando a gestão operacional da propriedade uma vez que exigem menos tempo de mão de obra para condução da semeadura.

As primeiras plantadeiras hidráulicas usavam um único motor hidráulico para acionar toda a plantadeira. Para reduzir custos, os sistemas mais novos incorporaram vários motores hidráulicos na plantadeira. No entanto, está disponível um corte de linha individual, utilizando um sistema de embreagem em cada unidade de linha que é capaz de desengatar o eixo de acionamento para reduzir ou eliminar a sobreposição de plantio em uma base de linha individual.

A maioria dos sistemas hidráulicos não é adequada para o plantio de contornos ou em terraços, pois a seção da plantadeira acionada por cada acionamento hidráulico deve operar na mesma velocidade.

Os dois sistemas de desligamento de seção utilizados atualmente, que gerencia individualmente as linhas de semeadura e que realiza o controle por seções de plantio (ex.: 4 linhas de plantio equivale uma seção) por meio de embreagem pneumática, embreagem elétrica e sistema hidráulico.

No entanto, semeadoras podem ser transformadas em semeadoras a taxa variável, ajustando a velocidade da unidade de medição de sementes. Isso efetivamente mudará a população da planta.

Webinar Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra

A semeadura de taxa variável é realizada separando ou desconectando os sistemas de medidores de sementes da plantadeira da roda motriz do solo. Ao conectar um motor ou caixa de engrenagens (para alterar a velocidade da entrada da roda de terra), a taxa de propagação pode variar em movimento.

Segundo Corassa e colaboradores (2018) e Dagios (2018) a área de sobreposição de semeadura varia entre 2,5 e 5,5% da área de plantio.

Para o cultivo de milho o desligamento de seção proporciona um maior comprimento de espiga, aumento no número de grãos por espiga e maior peso de grão. De maneira geral para o cultivo de milho grão apresenta um incremento de 11 a 14% de produção nas regiões com desligamento de seção.

Espigas de milho com diferenças de acordo com o sistema de semeaduraEspigas de milho em regiões com desligamento de seção (a) e espigas de milho em regiões sem desligamento de seção (b). Fonte: Dagios – 2018

Semeadura da soja

A resposta do rendimento de soja à taxa de semeadura foi dependente do rendimento do ambiente de produção.

A taxa ótima de semeadura aumentou conforme os ambientes de produção foi reduzido. A taxa de semeadura pode ser reduzida em 18% para ambientes de alta produtividade em relação a ambientes de baixo rendimento, sem apresentar redução na produção.

A época do plantio interage com a resposta da produção à taxa de semeadura, em ambientes de alto rendimento, o plantio tardio diminuiu a produção independentemente da taxa de semeadura.

A semeadura em taxa variável de sementes reduz a taxa de sementes, identificando e semeando sementes apenas nas áreas que atendem aos requisitos de sementes.

Os VRAs baseados em sensores são equipados com sensores de matéria orgânica do solo que detectam os diferentes níveis de conteúdo de matéria orgânica no solo e ajustam a população da planta de acordo.

Os medidores de umidade do solo também são usados ​​para ajustes de profundidade e, assim, para ajustar a população da planta. A taxa de semente é variada ao conectar uma caixa de engrenagens ou um motor à semeadora de taxa variável de sementes.

Sensor para semeadura em taxa variávelSensor de matéria orgânica do solo para semeadura em taxa variável. Fonte: Precision Planting – 2019

Semeadura de duas taxas

A maioria desses dispositivos será compatível com um mapa de prescrição e pode ter duas ou mais taxas.

Um cenário de duas taxas pode ser um sistema que reduz as taxas de semeadura fora do alcance de um sistema de irrigação por pivô central, enquanto várias taxas podem ser necessárias para ajustar os tipos de solo (capacidade de retenção de água) e matéria orgânica.

Com o aumento do estudo para identificação da variabilidade que ocorre nas áreas de produção e definição de ambientes de produção começa a realizar estudos para semeadura de multi-híbridos/cultivares.

Área plantada com multi híbridoExemplo de área plantada com multi-híbrido.

Na semeadora multi-híbrido/cultivar, dois ou mais híbridos/cultivares podem ser plantadas em um único campo a taxas de semeadura variáveis ou híbridos/cultivares são armazenadas em caixas de retenção separadas, das quais são medidas por várias unidades de medição de motores elétricos em um único tubo de semente ou transportador de correia/escova.

Semeadora multi hibridoUm exemplo de unidade de linha de semeadora multi-híbrido/cultivar. Fonte: Sharda et al – 2018

Em um estudo avaliando a viabilidade da semeadura multi-cultivar de soja, Corassa e colaboradores (2018) identificaram que o desempenho da variedade de soja é diferido de acordo com o ambiente de produção.

Variedades de porte alto devem ser colocadas em ambientes de baixa produtividade, onde a redução e um aumento no número de vagens e no rendimento foi registrado.

Variedades de porte baixo devem ser colocadas em ambientes de alta produtividade, evitando o crescimento excessivo das plantas e a redução do rendimento.

Dentro do campo de arranjo de variedades aumentou o rendimento em 2,1% e 11,5% para ambientes de alta produtividade e baixa produtividade, respectivamente.

As perspectivas para a semeadura a taxa variável são positivas. As suas técnicas podem proporcionar aos produtores e técnicos a reflexão sobre suas decisões de manejo, para que tenham mais sucesso e, o melhor, a partir dados coletados na própria propriedade.

O aumento da adesão dos produtores à tecnologia é gradual e a precisão das ferramentas será aumentada conforme forem sendo entendidos os fatores principais que atuam na variabilidade espacial das áreas agrícolas.

Arranjo de variedades da sojaEstrutura teórica para o arranjo de variedades de soja de acordo com a classe de rendimento (baixa e alta). Fonte: Corassa et al (2018c).

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Brusone no trigo: como realizar um manejo eficiente? https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-brusone-no-trigo/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-brusone-no-trigo/#comments Mon, 09 Jul 2018 13:37:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4646 O trigo pode sofrer com o ataque de diversas doenças, que podem afetar desde o início do seu desenvolvimento até o final de seu ciclo e sem o devido tratamento elas podem provocar perdas consideráveis. Sendo assim, no cultivo dessa lavoura é muito importante saber identificar corretamente essas doenças, conhecer suas características e entender a […]

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O trigo pode sofrer com o ataque de diversas doenças, que podem afetar desde o início do seu desenvolvimento até o final de seu ciclo e sem o devido tratamento elas podem provocar perdas consideráveis.

Sendo assim, no cultivo dessa lavoura é muito importante saber identificar corretamente essas doenças, conhecer suas características e entender a biologia do patógeno envolvido. Com essas informações em mãos é possível tomar as melhores decisões para a proteção da lavoura.

 

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Com quais doenças você já se deparou na cultura do trigo? Em qual fase de desenvolvimento da lavoura?

De todas as enfermidades do trigo, a brusone, chamada de branqueamento da espiga, é provavelmente a responsável pelos maiores prejuízos.

Causada pelo fungo Pyricularia grisea seus danos aparecem durante o espigamento da cultura. Quando sua infestação é alta e a eficiência de controle é baixa, as perdas podem chegar a 50% no rendimento de grãos.

Lavoura de trigo

Para conhecer melhor essa doença, fique atento aos 4 pontos mais importantes sobre a brusone que trataremos a seguir.

1. Condições ambientais que favorecem a brusone

A ocorrência da doença é favorecida em condições de elevada precipitação pluvial, dias nublados e temperaturas variando entre 24 – 28°C. Locais onde o período de orvalho é longo, cerca de 15 horas, criam condições favoráveis à disseminação do patógeno, além de um período de 10-14 horas de molhamento sobre as espigas.

Os maiores danos com essa doença ocorrem quando as condições descritas coincidem com o período de desenvolvimento da lavoura, que vai do emborrachamento até o grão leitoso.

Uma das maneiras de gerenciar o risco da brusone é conhecer as características climáticas do local de cultivo, a época de florescimento da cultivar plantada e integrar essas informações à época de plantio da lavoura.

2. Como ocorre a disseminação da doença

A brusone pode sobreviver em sementes infectadas, hospedeiros secundários ou em restos culturais, este último pode ser considerada a principal fonte de inóculo do patógeno.

Seus esporos são pequenos e leves, facilmente dispersos pelo vento e podendo atingir áreas muito distantes da fonte de origem, parecido com o que ocorre com as ferrugens.

As plantas que podem ser hospedeiras alternativas da brusone são: milho, milheto, arroz, cevada, azevém e algumas gramíneas nativas. Desta forma é importante observar a presença de plantas invasoras que podem hospedar o patógeno, bem como sucessão com plantas hospedeiras em áreas de ocorrência de brusone.

3. Como identificar os sintomas da brusone

Os principais sintomas podem ser observados na espiga devido à sua descoloração, ela pode se tornar branca principalmente na sua metade superior (acima do ponto de infecção).

O principal ponto de infecção dessa doença na espiga é a ráquis, a qual uma vez infecta apresenta lesões escuro-brilhantes.

No campo é fácil identificar o patógeno, pois a espiga fica com uma coloração dupla, branco-palha acima da infecção e verde abaixo.

Em uma observação atenta da lavoura também possível identificar ocorrência de brusone nas folhas do trigo, causando lesões elípticas com margem de coloração marrom escuro e centro acinzentado. Os grãos nas espigas atacadas pela doença são menores e enrugados, isso ocorre devido à interrupção no fluxo de nutrientes a partir do ponto de infecção na ráquis.

Escala diagramática de brusone no trigoEscala diagramática de brusone no trigo. / Fonte: EMBRAPA Trigo, Maciel (2015)

Folha de trigo com brusoneFolha de trigo com sintoma de brusone. / Fonte: EMBRAPA

4. Controle da doença

O controle da brusone é bastante difícil, o manejo mais eficiente deve integrar:

  • Janela de plantio: normalmente a doença se desenvolve menos nos plantio tardios;
  • Cultivares resistentes: há diferentes níveis de suscetibilidade nas cultivares comerciais;
  • Rotação de culturas: essa prática não evita a doença mas ajuda a diminuir a quantidade de inoculo inicial, diminuindo sua incidência e o progresso da epidemia no campo;
  • Controle químico: uma das alternativas é o uso de fungicidas específicos em aplicação preventiva antes do início do espigamento, com uma segunda aplicação 10-15 dias após a primeira.

Um dos entraves no controle químico é a dificuldade de atingir o alvo da aplicação por conta das características das espiguetas de trigo, o que pode resultar em índices de controle não satisfatórios.

Para melhorar o manejo da brusone é necessário ficar atento às condições climáticas durante a fase reprodutiva da cultura, iniciar a aplicação de fungicida no final do emborrachamento e repetir a pulverização no florescimento (cerca de 15 dias após a aplicação anterior). Nesse caso uso de adjuvantes específicos contribui para aumentar a eficiência da aplicação.

Duas cultivares de trigoDiferença duas cultivares de trigo em relação à susceptibilidade a doenças. 

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A cada nova safra, maiores os desafios, exigências e necessidade de qualificações. Tudo isso, para o profissional que atua ou pretende atuar em campo, ter mais segurança nas tomadas de decisões.

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  • Gestão financeira e econômica.

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