grãos de café Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/graos-de-cafe/ Mon, 19 Dec 2022 17:28:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png grãos de café Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/graos-de-cafe/ 32 32 O que torna um café especial? Saiba quais são os parâmetros analisados https://blog.rehagro.com.br/o-que-torna-um-cafe-especial/ https://blog.rehagro.com.br/o-que-torna-um-cafe-especial/#respond Thu, 12 Aug 2021 19:35:31 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9618 A maior exigência do mercado e dos consumidores de café, tem estimulado a produção de cafés com qualidade superior, conhecidos também como cafés especiais. Esse termo “cafés especiais” foi utilizado pela primeira vez no discurso de Erna Knutsen, em uma conferência internacional de café em 1978 na França. Os cafés especiais eram aqueles originados de […]

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A maior exigência do mercado e dos consumidores de café, tem estimulado a produção de cafés com qualidade superior, conhecidos também como cafés especiais.

Esse termo “cafés especiais” foi utilizado pela primeira vez no discurso de Erna Knutsen, em uma conferência internacional de café em 1978 na França. Os cafés especiais eram aqueles originados de locais especiais, que possuíam microclima favorável e produziam grãos com aspectos sensoriais únicos e exclusivos (Rhinehart, 2009).

Apesar de ser um fato verídico, na época a procura por esses cafés denominados especiais, ainda era pequena.

Ênfase do café especial

Foi a partir da fundação da Specialty Coffee Association of America (SCAA), que os cafés de qualidade elevada começaram a ter destaque e valorização mundial. A SCAA incentivou o consumo desses cafés com campanhas de divulgação do produto, bem como as várias pesquisas relacionadas à sua qualidade.

Enquanto isso, no Brasil o surgimento de várias associações também contribuiu para a valorização dessa classe de cafés. Dentre elas, podemos citar a Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA).

A partir da década de 1990, a busca e o consumo de cafés especiais aumentaram fortemente e o Brasil teve melhorias relevantes, tanto no mercado interno quanto externo.

O que classifica o café como especial

Os cafés especiais não possuem definição específica, porém, todos os cafés especiais devem apresentar um elevado potencial de expressão de aroma e sabor na hora de sua prova na xícara e precisam ser notavelmente bons (Giomo e Borém, 2011).

Para um café ser considerado especial, ele deve obter no mínimo 80 pontos na escala de classificação de cafés especiais da atual Specialty Coffee Association – SCA e isso equivale a um café de bebida mole, de acordo com a Instrução Normativa n° 8, de 11 de junho de 2003. Além disso, em sua amostra não poderá conter defeitos físicos de nenhum tipo de origem.

Figura 1. Prova de xícaras para determinação da qualidade do café

Fonte: Joana Oliveira

O que diferencia o café especial

Para um café ser considerado de qualidade, não é apenas a bebida que conta, mas também as condições em que os grãos foram produzidos. Se diferenciando dos cafés comuns pelos seguintes fatores:

Origem ambiental e social dos plantios

A determinação de um café especial vai além das características sensoriais da bebida, englobando também aspectos sociais, culturais e ambientais.

Diante disso, diferentes regiões originam cafés com diferentes características, por isso há peculiaridades regionais. Estes são fatores importantes para a valorização, quando apresentam atributos desejáveis e/ou são produzidos em regiões específicas.

Assim, a Identificação Geográfica (IG) é uma das formas de reconhecer uma região pela produção de determinado produto, como ocorre na cafeicultura. Além disso, a vinculação dessa origem, unido à tradição, também auxilia na valorização desse café. É o caso quando falam em “Cafés do Cerrado Mineiro” e os “Cafés da Alta Mogiana”.

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Cultivares

Algumas cultivares apresentam geneticamente um maior potencial de produzir cafés com qualidade superior. Uma das mais conhecidas por esse aspecto é o Bourbon Amarelo, no entanto, novas cultivares estão aliando também a resistência à doenças e boa produtividade, como a Arara e a MGS Paraíso 2.

Figura 2. Lavoura da cultivar Arara.

Fonte: Joana Oliveira

A localização

A localização é determinante na qualidade dos grãos devido aos fatores que ela engloba.

De modo geral, maiores altitudes, solos com fertilidade construída, temperaturas amenas e bom volume de chuvas, são condições ideais para obtenção de bons cafés. No entanto, existem outras variáveis como a mineralogia do solo, a incidência de doenças e pragas entre outros que podem impactar no produto final.

Figura 3. Aspergillus ochraceus (fungo rosa) em grãos de café, é um fungo maléfico, que é beneficiado em condições climáticas ideais. 

café especial

Fonte: Joana Oliveira

Aspecto dos grãos

Existem grãos de diferentes peneiras, diferentes formatos e com diferentes características intrínsecas e extrínsecas. Esses fatores são analisados e avaliados por meio da classificação física dos lotes, que também determina a qualidade do produto.

Figura 4. Classificação física dos cafés 

café especial

Foto: Larissa Cocato.

Colheita e pós-colheita

Os frutos que chegam à maturidade fisiológica, apresentam desenvolvimento completo e com isso, maior complexidade de compostos armazenados. Assim, para produzir um café especial, o ideal é trabalhar apenas com cafés maduros, podendo haver essa separação durante a colheita de forma seletiva, ou durante o processamento.

Posteriormente, os cafés podem ser submetidos à fermentação, que apesar de opcional, tem se tornado uma prática frequente nas fazendas. Ela ajuda no realce e/ou com novas características à bebida, mas é necessário cautela e conhecimento para sua realização, pois há chances de ocorrerem fermentações indesejadas, o que prejudica o lote.

Já o beneficiamento e o armazenamento são processos indispensáveis e podem afetar diretamente a qualidade, portanto também exigem cuidado. 

Figura 5. Secagem de frutos de café maduros para determinação do potencial de qualidade do lote. 

café especial

Fonte: Joana Oliveira.

Preparo do café

A torra, a moagem e o método de preparo utilizados são chaves para validar todo o processo anterior, mas se feitos incorretamente, desqualificam a bebida.

Figura 6. Diferentes níveis de torra em café.

café especial

Fonte: Joana Oliveira.

Crescimento do segmento

Pode-se dizer que os cafés especiais representam um mercado que está em constante crescimento, onde segundo algumas certificadoras a demanda mundial pelo produto cresce cerca de 15% ao ano.

Tal fato, faz com que os cafés especiais sejam uma ótima opção diante das oscilações de preço das commodities, onde o valor de sua venda é normalmente de 30% a 40% superior aos cafés convencionais. Em algumas situações pode ultrapassar os 100%, gerando maior renda, principalmente aos pequenos cafeicultores.

Mercado do café

De acordo com o relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a exportação de cafés especiais correspondeu a 7,9 milhões de sacas em 2020, o maior volume dos últimos cinco anos.

O volume representa 17,7% do total de café embarcado em 2020, com avanço de 4,4% em relação ao volume exportado no ano de 2019. Os principais mercados consumidores dos cafés especiais brasileiros foram: Estados Unidos, Alemanha e Bélgica, respectivamente.

O mercado está aquecido, competitivo e cada vez mais exigente. Produtores que almejam grandes produções e com foco em qualidade, precisam conhecer as técnicas capazes de tornarem isso possível.

Larissa Cocato

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Classificação sensorial do café: saiba como é feita a análise https://blog.rehagro.com.br/classificacao-sensorial-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/classificacao-sensorial-do-cafe/#comments Fri, 30 Oct 2020 18:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8364 É possível produzir sacas de café com alta qualidade e isso garante um elevado valor no mercado. Essa superioridade se mostra na bebida que é provada e classificada. A classificação sensorial do café é ferramenta indispensável para a indústria de alimentos, que dispõe de vários métodos distintos, utilizados por diferentes tipos de provadores. No Brasil, […]

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É possível produzir sacas de café com alta qualidade e isso garante um elevado valor no mercado. Essa superioridade se mostra na bebida que é provada e classificada.

A classificação sensorial do café é ferramenta indispensável para a indústria de alimentos, que dispõe de vários métodos distintos, utilizados por diferentes tipos de provadores.

No Brasil, essa classificação, normalmente, é feita seguindo a Instrução Normativa n° 8, de 11 de junho de 2003. No entanto, o método internacional da Specialty Coffee Association (SCA) também é bem aceito, principalmente quando se trata de cafés especiais (qualidade superior).

Café em análise sensorial

Classificação sensorial. Fonte: Joana Oliveira

 

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Métodos de classificação de café

Instrução normativa nº 8 de 11 de junho de 2003, criada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)

Nesse método, a classificação é feita de acordo com o aroma e sabor, por meio da prova de xícara, que deve ser realizada por um provador com certificado de classificação emitido pelo MAPA ou pelas pessoas jurídicas devidamente credenciadas pelo mesmo, de acordo com a legislação vigente.

Após a eliminação dos defeitos da amostra, o café é analisado de acordo com o grupo pertencente, sendo o grupo I – Arábica e grupo II – Robusta.  Logo após analisa-se o Subgrupo, que possui 7 classificações:

Grupo I – 7 subgrupos

  1. Bebidas Finas do Grupo I – Arábica. 
  • Estritamente mole: café que apresenta, em conjunto, todos os requisitos de aroma e sabor “mole”, porém mais acentuado; 
  • Mole: café que apresenta aroma e sabor agradável, brando e adocicado;
  • Apenas mole: café que apresenta sabor levemente doce e suave, mas sem adstringência ou aspereza de paladar;
  • Duro: café que apresenta sabor acre, adstringente e áspero, porém não apresenta paladares estranhos. 
  1. Bebidas Fenicadas do Grupo I – Arábica.
  • Riado: café que apresenta leve sabor, típico de iodofórmio;
  • Rio: café que apresenta sabor típico e acentuado de iodofórmio; 
  • Rio Zona: café que apresenta aroma e sabor muito acentuado, assemelhado ao iodofórmio ou ao ácido fênico, sendo repugnante ao paladar.

Grupo II – 4 subgrupos

  1. Bebidas do Grupo II – Robusta.
  • Excelente: café que apresenta sabor neutro e acidez mediana;
  • Boa: café que apresenta sabor neutro e ligeira acidez;
  • Regular: café que apresenta sabor típico de robusta sem acidez; 
  • Anormal: café que apresenta sabor não característico ao produto.

Webinar Pós-colheita de café

Método internacional da Specialty Coffee Association (SCA)

O método SCA é um dos mais utilizados no Brasil para a classificação sensorial de cafés, principalmente de cafés especiais. O fato de sua classificação ser feita por meio de pontuações, lhe confere maior consistência na discriminação da qualidade da bebida quando comparado a Instrução Normativa.

O formulário de avaliação da SCA conta com 11 fatores que são avaliados individualmente para maior precisão da pontuação, dentre eles está:

Os avaliados em um intervalo de 6 a 10 pontos:

  • Fragrância/aroma;
  • Sabor;
  • Acidez;
  • Sabor residual;
  • Corpo.

Há ainda aqueles que são avaliados de 0 a 10 pontos

  • Equilíbrio; 
  • Uniformidade; 
  • Xícara limpa; 
  • Doçura; 
  • Impressão geral. 

A contagem dos defeitos também é avaliada, a partir do número de xícaras defeituosas multiplicado pela intensidade do defeito encontrado.

O produto desta multiplicação deve ser descontado na nota final, que é feita com a soma das notas de todos os atributos, e assim indicando a qualidade global da bebida.

Para serem considerados cafés especiais, a pontuação final deve ser acima de 80 pontos. Além disso, a ficha ainda conta com um espaço para anotações, com a finalidade de especificar ainda mais a bebida analisada.

Formulário de avaliação da SCA – 11 fatores

  • Fragrância/aroma: são definidos pelas percepções olfativas do café, quando em pó seco (15 minutos depois da moagem), e após a adição da água quente, fazendo a quebra da crosta que se forma superfície da xícara.
  • Sabor: é a associação do cheiro com o gosto, como exemplo gosto doce, salgado, amargo, com os aromas de chocolate ou caramelo ou cereal.
  • Acidez: é uma propriedade sensorial que é percebida nos lados posteriores da língua durante a degustação, tem como característica principal fazer a boca salivar, pois o pH da boca cai quando ingerimos coisas muito ácidas.
  • Sabor residual: é a sensação persistente na boca após a ingestão da bebida. Se a sensação deixada é agradável, ela é desejada, mas se for amarga ou algum sabor estranho, não é desejado.
  • Corpo: é a sensação de oleosidade e de viscosidade do líquido na boca, principalmente entre a língua e o céu da boca. Uma bebida encorpada significa que ela é concentrada, forte e não rala.
  • Equilíbrio: é a forma como todos os vários aspectos de sabor, finalização, acidez e corpo da amostra se complementam ou contrastam um com o outro. Em outras palavras, se os atributos estão em harmonia entre si, o equilíbrio do café será bom.
  • Uniformidade: refere-se à consistência do sabor nos diferentes copos de amostra provados. Se os copos (são utilizados cinco copos para provar o mesmo café) apresentarem sabores diferentes, a classificação deste aspecto não será tão elevada.
  • Xícara limpa: é quando não há interferência de impressões negativas no sabor das amostras, desde a primeira ingestão à sensação de finalização, refletindo a transparência da bebida.
  • Doçura: café refere-se ao sabor doce agradável da bebida, sendo seu oposto o sabor amargo. A doçura no café é sutil, mas muito frequente e apreciada.
  • Impressão geral: é o conjunto dos aromas da bebida e de seu grau de intensidade, do equilíbrio e da harmonia da bebida e é nesse momento que os degustadores fazem suas avaliações pessoais.

Ficha para análise sensorial do café

Ficha sensorial utilizada na avaliação de qualidade SCA. Fonte: Specialty Coffee Association (SCA)

Prova da xícara do café

Roteiro de classificação

Apesar de haver algumas diferenças na forma de preparar as amostras e na realização da análise sensorial entre os métodos mencionados, em geral os procedimentos adotados devem garantir ao provador o máximo potencial da bebida avaliada, de forma que não haja diferenças em classificações de um mesmo lote de café em locais distintos.

Prova de xícara para análise sensorial do café

Classificação sensorial. Fonte: Vinicius Moribe

Diante disso, seguem as recomendações gerais para a execução da classificação sensorial, como:

  • Recomenda-se que a torra da amostra seja de 8 a 12 minutos, e a degustação ocorra até 24 horas, deixando-a em descanso, após a torra, de no mínimo 8 horas;
  • A torra deve ser de leve a leve-média intensidade, pois uma torra mais clara evidência mais os defeitos, escala Agtron “Gourmet” 63.0;
  • Passar pelo moinho regulado para a moagem grossa, 70 a 75% deve passar por uma peneira de 20 mesh, uma pequena quantidade do café torrado a ser submetido à prova de xícara, descartando o produto moído, a fim de evitar possíveis contaminações por outros produtos;
  • Retirar da amostra de café torrado, quantidade proporcional ao volume da xícara de prova, para cada mL de água 0,055 gramas de café, para uma xícara de prova de 170mL deve ser pesado 9,35 gramas de café torrado;
  • O ambiente de prova deve estar limpo, bem iluminado, sem interferência de aromas e ruídos;
  • Dispor as xícaras em uma mesa de prova, agrupadas por lote de produto a ser testado;
  • Escaldar o pó, utilizando água mineral ou natural filtrada, não submetida a tratamentos químicos, vertendo-a cuidadosamente sobre o produto, logo após a primeira fervura;
  • As xícaras com as amostras devem ser preenchidas com água até a borda, a temperatura da água deverá estar entre 92,2 a 94,4 ºC, e após a hidratação, devem permanecer sem perturbação por 3 a 5 minutos para, então, proceder sua avaliação;

Café sendo preparado para análise sensorial

Café sendo colocado para classificação sensorial. Fonte: Vinicius Moribe

  • Mexer a infusão com a colher de prova, devendo o provador sentir o seu cheiro para obtenção de uma avaliação preliminar dos vapores desprendidos e retirando-se a espuma sobrenadante;
  • Por meio dos aromas desprendidos, o classificador deve estabelecer uma análise prévia da qualidade da bebida das amostras, separando as bebidas de características mais favoráveis, que deverão ser provadas primeiro, daquelas de características menos favoráveis, que deverão ser provadas posteriormente;
  •  Ao passar de uma amostra para outra, em todas as amostras, a colher de prova deve ser lavada, em xícaras com água;
  • Aguardar a decantação do pó e em seguida retirar com a colher de prova a espuma e os resíduos que ficarem na borda da xícara;
  • Aguardar o resfriamento da mistura, ficando a critério do provador a determinação da temperatura adequada à execução do teste;
  • Iniciar a prova mergulhando a colher na superfície da xícara, de forma que a infusão entre na mesma. Levar à boca, fazendo uma forte sucção, de modo que um pouco da bebida aspergida vá ao encontro da língua e ao palatino, mantendo-a na boca apenas o tempo necessário para sentir o sabor e os aromas, expelindo-a depois na cuspideira;
  • Anotar no laudo ou ficha a qualidade da bebida, apresentada pela amostra.

Qualidade prévia

A classificação sensorial do café é uma forma de validar não somente a qualidade da bebida do café, mas também de todos os processos feitos anteriormente até se chegar ao produto final.

Isso pois, diversos fatores influenciam na qualidade do café, como por exemplo o processo de fermentação.

A fermentação, quando bem conduzida, pode auxiliar elevando a qualidade final dos grãos.

Mas como identificar se ela é boa ou ruim? Saiba mais com o artigo “Fermentação boa x ruim“.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Coffea arabica e Coffea canephora: quais são as diferenças das espécies? https://blog.rehagro.com.br/diferencas-das-especies-coffea-arabica-e-coffea-canephora-2/ https://blog.rehagro.com.br/diferencas-das-especies-coffea-arabica-e-coffea-canephora-2/#comments Sun, 27 Sep 2020 17:30:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8203 As duas principais espécies de café cultivadas no Brasil são Coffea arabica L. e Coffea canephora Pierre. A espécie Coffea arabica possui maior extensão de área cultivada, entretanto, em determinadas regiões a espécie Coffea canephora é predominante. Diante disso, apesar de ambas serem do gênero Coffea, as características dessas espécies apresentam diferenças. Plantas de café […]

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As duas principais espécies de café cultivadas no Brasil são Coffea arabica L. e Coffea canephora Pierre.

A espécie Coffea arabica possui maior extensão de área cultivada, entretanto, em determinadas regiões a espécie Coffea canephora é predominante. Diante disso, apesar de ambas serem do gênero Coffea, as características dessas espécies apresentam diferenças.

Plantas de Coffea arabica e Coffea canephoraPlantas de café das espécies Coffea canephora (esquerda) e Coffea arábica (direita). (Foto: Larissa Cocato da Silva)

 

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Coffea arabica

O café arábica é uma espécie alotetraploide (2n=44x=44), ou seja, possui 44 cromossomos e é autógama (< 5% de fecundação cruzada), em geral, suas mudas são formadas por meio de sementes, no entanto já existem pesquisas avançadas para viabilizar a utilização de estacas para sua reprodução.

Essa espécie possui menores teores de cafeína, assim como menores teores de sólidos solúveis e sua bebida, geralmente é mais aromática e ácida, porém menos encorpada quando comparada a espécie Coffea canephora.

Além disso, essa espécie é unicaule, suas folhas são verdes mais escuro e menores, os frutos são maiores ovalados, com mais mucilagem e mais aderidos as plantas. A temperatura ideal para seu cultivo é em torno de 18 a 22°C.

Coffea arabicaGrãos de café da espécie Coffea arabica e Coffea canephora. (Fonte: Google imagens).

O plantio do Coffea arabica é mais recomendado em maiores altitudes, enquanto que o canephora pode ser produzido em altitudes até 800 m. Sua produção é mais concentrada nos estados de Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP).

Coffea Canephora

Folha da espécie Coffea canephoraFolhas de café da espécie Coffea canephora – mais acosteladas (Foto: Larissa Cocato da Silva).

O Coffea canephora é uma espécie diplóide (2n=22x=22), possuindo 22 cromossomos. Está espécie, ao contrário da arábica, é alógama (> 95% de fecundação cruzada) e suas mudas podem ser formadas por meio de clones ou sementes.

Possui maiores teores de cafeína e sólidos solúveis, por isso é mais utilizada para produção de café solúvel. No entanto, menores teores de açúcar são observados nesta espécie. Os seus grãos são muito utilizados em “blends” de cafés.

Além disso, ao contrário da Coffea arabica, essa espécie geralmente é multicaule, apresentam folhas de coloração verde mais claro e maiores. Seus frutos são menores, esféricos, com menos mucilagem e se apresentam menos aderidos à planta.

Diferença dos caules do Coffea arabica e Coffea canephoraCaule (unicaule) da espécie Coffea arábica e multicaule da espécie Coffea canephora. (Foto: Larissa Cocato da Silva)

As plantas de café canephora suportam maiores temperaturas, por isso, sua temperatura ideal é em torno de 23 a 26°C.

Neste sentido, também são mais resistentes a pragas e doenças, sendo estas mais rústicas e produtivas em comparação ao arábica, entretanto, esta última possui valor de mercado mais alto que a primeira. A espécie canephora é mais cultivada nos estados do Espírito Santo (ES), Rondônia (RO) e Bahia (BA).

Coffea arabica x Coffea Canephora

Coffea arabicaFolhas de café da espécie Coffea arabica (esquerda) e Coffea canephora (direita). (Foto: Larissa Cocato da Silva)

Abaixo um resumo com as principais diferenças entre as espécies Coffea arabica e Coffea canephora.

Tabela com as principais diferenças entre Coffea arabica e Coffea canephoraDiferenças das espécies Coffea arabica e Coffea canephora.

Obtenha safras mais lucrativas

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Classificação física do café: o que é e como realizar? https://blog.rehagro.com.br/classificacao-fisica-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/classificacao-fisica-do-cafe/#respond Mon, 06 Jul 2020 17:00:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7846 A classificação física do café, é uma etapa de grande importância para se determinar a qualidade e a precificação do grão. Os seus critérios se baseiam na Instrução normativa nº 8, de 11 de junho de 2003, do Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que tem objetivo de especificar os aspectos de identidade […]

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A classificação física do café, é uma etapa de grande importância para se determinar a qualidade e a precificação do grão.

Os seus critérios se baseiam na Instrução normativa nº 8, de 11 de junho de 2003, do Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que tem objetivo de especificar os aspectos de identidade e de qualidade do Café Beneficiado Grão Cru. 

O café pode ser classificado por categoria, subcategoria, grupo, subgrupo, classe e tipo, de acordo a espécie, formato do grão e a granulometria, o aroma e o sabor, a bebida, a cor e a qualidade, de acordo com a Instrução normativa nº 8. No entanto, a principal finalidade da classificação física é obter a tipificação.

A tipificação é uma forma de categorizar o café a partir da quantificação de seus defeitos extrínsecos e intrínsecos. Esses defeitos são contabilizados de acordo sua gravidade, por meio de equivalência. 

 

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Defeitos extrínsecos do café

Os defeitos extrínsecos são os defeitos externos ao grão de café, como: pau, pedra, torrão, casca, e qualquer matéria estranha ou impureza que estiverem juntos ao grão de café. Normalmente, são oriundos da falta de limpeza e por problemas no beneficiamento.

A classificação das cascas, paus, pedras e torrões, como grandes, regulares, ou pequenos, pode ser feita com o grão de café como referência, dessa forma, se possuírem tamanho superior ao grão são considerados grandes, e tamanho inferior, pequenos. Cafés com mais de 1% de impurezas e matérias estranhas são proibidos de serem comercializados, até que ocorra o seu rebeneficiamento.

Tabela de defeitos extrínsecos do café (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

Tabela de defeitos extrínsecos (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

Defeitos intrínsecos no café

Já os defeitos intrínsecos são os defeitos contidos no grão de café, que geralmente são oriundos de sua produção, processamento, armazenamento, de modificações fisiológicas e genéticas, e na maioria das vezes pela ação de microrganismos, pragas e doenças, ou outros fatores que trarão danos diretos ao grão de café. Dentre estes defeitos, destacam-se, grão preto, grão ardido, grão preto verde, concha, mal granado, verde, quebrado.

É importante ressaltar que quando em um grão for visto dois ou mais defeitos, deve-se classificá-lo de acordo com a maior equivalência do defeito.Tabela de defeitos intrínsecos do café (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

Tabela de defeitos intrínsecos (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

Webinar Pós-colheita de café

Etapas da classificação do café

Segundo a Instrução Normativa n° 8, é necessário cumprir etapas para chegar na tipificação do café, como:

  1. Verificar se há na amostra qualquer indício de desqualificação direta, como presença de insetos vivos, aspecto de mofado, mau estado de conservação, presença de sementes tóxicas, etc.
  2. Caso o produto esteja em condições de ser classificado, deve-se fazer a uniformização e homogeneização da amostra de trabalho, e assim fazer o quarteamento da mesma, até a obtenção de 300 gramas para a análise.
  3. Indicar as características de umidade e cor do produto, passando os resultados para o laudo.
  4. Separar as impurezas e matérias estranhas da amostra, efetuar a pesagem das mesmas, a partir disso realiza-se o cálculo do percentual encontrado. Caso ocorra um percentual maior que 1%, constado na norma, é necessário desclassificar temporariamente o produto.
  5. Após a amostra estar livre de defeitos extrínsecos, deve-se começar a separação dos defeitos sempre agrupando de acordo com suas equivalências. 
  6. A partir da separação e o agrupamento, realiza-se a contagem dos defeitos de acordo com os parâmetros da tabela (tabela 2), anotando os resultados no laudo. 
  7. Analisar o resultado do número de defeitos, e determinar o tipo do café.

Tabela de tipificação de cafés (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

Tabela de tipificação de cafés (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

A tabela demonstra a equivalência do número de defeitos contabilizados ao final da classificação. Ela determina, assim, o seu tipo de acordo com a pontuação da amostra analisada. Onde o tipo 2 é o tipo com o menor número de defeitos, apresentando de 4 a 11 defeitos, e o 8 com o maior número de defeitos, podendo apresentar até 360 defeitos.

A tipificação é um ponto crucial para a exportação e comercialização do café, onde cafés com tipo acima de 8 são considerados fora de tipo e impedidos de serem comercializados, necessitando assim, realizar o rebeneficiamento.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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