lavoura Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/lavoura/ Fri, 20 Jan 2023 13:31:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png lavoura Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/lavoura/ 32 32 Tipos de poda do café: quais são e quando recomendar? https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-poda-e-quando-recomendar/ https://blog.rehagro.com.br/tipos-de-poda-e-quando-recomendar/#respond Sat, 05 Nov 2022 13:00:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8460 Existem diversos tipos de podas para o cafeeiro, sendo importante verificar a situação da lavoura para escolher o tipo de poda que mais se adeque as necessidades das plantas, buscando sempre recuperar a estrutura produtiva do cafeeiro e consequentemente melhorar a produtividade das lavouras. Dessa forma, é imprescindível conhecer os tipos de podas que podem […]

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Existem diversos tipos de podas para o cafeeiro, sendo importante verificar a situação da lavoura para escolher o tipo de poda que mais se adeque as necessidades das plantas, buscando sempre recuperar a estrutura produtiva do cafeeiro e consequentemente melhorar a produtividade das lavouras.

Dessa forma, é imprescindível conhecer os tipos de podas que podem ser realizadas e em que situações elas são recomendadas, para que não se recomende podas muito drásticas em situações em que não era necessário esse tipo de poda ou mesmo realizar podas menos drásticas em situações em que era preciso um maior reestabelecimento das lavouras.

Por isso, para decisão do tipo de poda a ser realizado é indispensável que se conheça a situação da lavoura, com intuito de se ter mais sucesso no manejo da poda.

 

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Principais tipos de poda do cafeeiro

Decote

É uma poda alta, em que se elimina a parte superior da copa dos cafeeiros.

Essa poda é recomendada para plantas que ainda possuem saia (ramos inferiores) e não estão adensadas, ela pode ser usada para reduzir a altura de plantas para realização de tratos culturais e de colheita mecanizada, para corrigir deformações ou mesmo para estimular brotações.

Este decote pode ser alto (2,0 a 2,5 m) ou baixo ( 1,2 a 1,8 m) dependendo da finalidade da poda.

Poda do tipo decote realizada em cafeeiro

Lavoura decotada (Foto: Henio Inácio Pereira)

Desponte

Essa poda consiste em cortar as extremidades dos ramos plagiotrópicos para estimular a maior ramificação. É recomendada para lavouras que ainda apresentem saia, que estão abertas, com o intuito de estimular brotações nos ramos.

Esqueletamento

É o corte na lateral da planta, deixando os ramos plagiotrópicos a um comprimento médio de 20 a 30 cm do ramo ortotrópico, com o intuito de promover a abertura da lavoura, visto que esse tipo de poda é recomendado para lavouras que estão adensadas, mas que ainda possuem saia.

Esse tipo de poda também é chamado safra zero, visto que no ano seguinte a essa poda o cafeeiro irá apenas vegetar, não apresentando produção, no entanto, no segundo ano após o corte, pode-se ter altas produtividades que podem compensar o ano sem produção.

Recepa

É uma poda drástica, recomendada normalmente para lavouras que perderam a saia (ramos inferiores) ou para cafeeiros muito depauperados, mas que ainda apresentam um bom stand de plantas e bom alinhamento da lavoura.

Essa poda é realizada cortando em uma altura de 0,3 a 0,4 m. Após a realização desta poda é importante determinar o número de hastes que se vai conduzir de acordo com o espaçamento e eliminar o excesso de hastes que irão brotar.

Poda do tipo recepa em cafeeiro

Lavoura de café recepada  (Foto: Henio Inácio).

Lavoura de café um ano após a poda recepa

Lavoura da cultivar Catucaí com um ano após a recepa. (Foto: Henio Inácio).

Já no caso, de lavouras que perderam a saia, possuem falha de stand, espaçamento inadequado ou alinhamento ruim, é recomendado a realização de um novo plantio, visando implantar a lavoura com um espaçamento adequado e melhorar o stand de plantas.

Plantio após arranquio de lavoura com baixo stand de plantas

Plantio após arranquio de lavoura com baixo stand de plantas (Foto: Diego Baquião).

Lavoura de café em formação após uma poda ser realizada

Lavoura em formação. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Raízes x poda

A poda no cafeeiro acarreta em morte de parte das raízes, devido ao equilíbrio entre raiz e parte aérea, dessa forma quando realizada podas menos drásticas, como o decote, a porcentagem de raízes vivas são maiores, refletindo assim em menor gasto de energia para o crescimento dessas plantas.

No entanto, quando realizada podas mais drásticas, como é o caso da recepa e do esqueletamento, ocorre grande modificação do sistema radicular, acarretando em menor porcentagem de raízes vivas, dessa forma, a planta necessitará de mais energia para o seu restabelecimento, para posteriormente retomar a produção de frutos.

Porcentagem de raízes vivas de acordo com os tipos de poda em plantas de café.

Porcentagem de raízes vivas de acordo com os tipos de poda em plantas de café.

Portanto, para se recomendar a poda no cafeeiro, é preciso conhecer a situação da lavoura, para que a tomada de decisão do tipo de poda seja a que mais se encaixe nas condições que as plantas se encontram.

Além disso, é importante que se conheça os reflexos da poda nas plantas, e que este manejo seja planejado, visto que podas mais drásticas primeiramente irão vegetar para posteriormente produzir.

Obtenha destaque na cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Maturadores na cultura do café: saiba mais sobre a utilização https://blog.rehagro.com.br/maturadores-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/maturadores-na-cultura-do-cafe/#respond Fri, 04 Nov 2022 12:50:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7203 Para realizar a colheita do café é preciso que os frutos tenham atingido a maturidade fisiológica. Todavia, na prática são encontradas dificuldades, pois o cafeeiro apresenta mais de uma florada. Além disso, a maturação está condicionada a fatores como clima e genética, dessa forma, há desuniformidade na maturação dos frutos. Diante disso, existem alternativas para […]

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Para realizar a colheita do café é preciso que os frutos tenham atingido a maturidade fisiológica. Todavia, na prática são encontradas dificuldades, pois o cafeeiro apresenta mais de uma florada. Além disso, a maturação está condicionada a fatores como clima e genética, dessa forma, há desuniformidade na maturação dos frutos.

Diante disso, existem alternativas para otimizar o processo de colheita e auxiliar na manutenção da qualidade dos lotes, pela utilização de maturadores e retardadores de amadurecimento.

 

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Como ocorre a maturação dos frutos do café?

O etileno é um hormônio gasoso que promove o amadurecimento do fruto e outros processos. Na perspectiva da planta, o amadurecimento do fruto indica seu desenvolvimento completo, assim as sementes estão prontas para a dispersão.

E é com base nesse hormônio que os produtos maturadores atuam.

Fórmula do etileno

Estrutura química do etileno.

O que são maturadores?

São, em resumo, aceleradores de maturação. O produto comercial mais conhecido nessa linha é o ETHREL®, constituído pelo Ethephon (ácido 2-cloro-etil-fosfônico). Essa substância após ser absorvida por meio de uma reação, é decomposta no citosol (meio básico) liberando o gás etileno.

Com isso acarreta em aumento da respiração, consequentemente, acelera a maturação dos frutos. No fruto de café o etileno degrada a clorofila, causando o desverdecimento do fruto e pedúnculo, facilitando sua retirada, o que possibilita a antecipação da colheita.

Quando utilizar?

Os maturadores podem ser posicionados em situações como:

  • Antecipação de poda: com o uso de maturadores é possível liberar a planta mais cedo. Estudos comprovam que antecipar a poda proporciona maiores produtividades na primeira safra.
  • Escalonamento: quando tem-se em determinada propriedade cultivares de maturação semelhante, o uso de maturador possibilita o escalonamento da colheita, a fim de reduzir o pico de safra.
  • Dimensionamento de lavradores, terreiros e secadores: com o uso de maturador há redução do pico de safra, assim pode-se processar melhor os frutos e reduzir a demanda dos terreiros e secadores.
  • Alto potencial da lavoura para próxima safra: é importante liberar mais cedo às lavouras com alta carga pendente, pois a planta terá maior tempo de descanso até a florada, além disso os frutos que secam nas plantas liberam etileno, o que causa a desfolha.
  • Evitar repasse: em muitos casos é desnecessário o repasse semimecanizado após colhedora em lavouras que utilizam o maturador.
  • Reduzir quantidade de café de varrição: ao antecipar a colheita é reduzido o percentual de frutos que caem no chão.
  • Talhões “problema”: geralmente, em locais onde a insolação é baixa e a umidade é alta a tendência é ter problema com frutos fermentados. Assim, quanto antes colher estes talhões menor será a interferência na qualidade da bebida.
  • Facilitar a mecanização: em locais onde a mão de obra é escassa, alguns cafeicultores optam por fazer a colheita mecanizada nas primeiras safras produtivas. O maturador facilita o desprendimento dos frutos da planta, o que exige uma menor vibração das colhedoras, consequentemente reduz os danos nessas lavouras.

Frutos de café em processo de maturação

Frutos de café em processo de maturação após a aplicação de Ethepon. (Fonte: Joana Oliveira).

Recomendações de aplicação

A utilização de maturadores exige técnica e conhecimento em relação ao processo. Assim como outros produtos, é essencial seguir as recomendações do fabricante.

Algumas recomendações importantes sobre seu uso são:

  • Deve ser aplicado quando 90% dos grãos do terço inferior do cafeeiro estiverem fisiologicamente maduros e os frutos devem estar totalmente granados.
  • A aplicação deve ser feita 30 dias antes da colheita e após sua aplicação é imprescindível realizar a colheita no momento exato para evitar problemas na bebida.
  • É recomendado que o pulverizador ande com velocidade de cerca de 4,5 km/h com todos os bicos abertos e com calda de 600 litros por hectare. Há exceções quando aplicado em lavouras com porte menor, onde deve-se reduzir o volume de calda e de produto. Importante trabalhar com doses corretas para não ocasionar desfolha.
  • Não deve ser misturado a outros produtos de reação alcalina. Para que haja boa resposta e bom efeito do produto, o pH ideal da água deve situar-se entre os índices de pH de 5 a 6.

Medidor de pH da água

Medição do pH da água para aplicação do maturador. (Fonte: Joana Oliveira). 

Estudos com a utilização de maturadores no café

Em estudos, foi observado aumento na proporção de cereja de 36% para 60% nos tratamentos em que se utilizou Ethephon e elevação do volume de frutos colhidos na primeira e segunda passada.

Além disso, não observaram diferenças em relação à desfolha e qualidade da bebida do café colhido mecanicamente em duas passadas, entre as plantas tratadas ou não com Ethephon (Silva et al. 2009).

Já segundo os estudos de Negreiros et al. (2009), o produto aplicado interfere na qualidade da bebida e na classificação do café, por promover a uniformidade da maturação.

Resultados de estudos dos tipos de bebida com cada tratamento de maturadores.

Resultados dos tipos de bebida de cada tratamento (0, 15, 30 e 45 DAA) com e sem a presença de Ethepon. Dois Córregos, SP. 2017.

Percebe-se que até 30 dias após a aplicação do Ethephon, a qualidade da bebida foi superior ou igual entre os tratamentos com e sem ethrel. A partir dos 30 dias, já houve a queda na qualidade do tratamento com ethrel, possivelmente devido ao fato dos frutos terem passado do ponto ideal de colheita.

Webinar Pós-colheita de café

Conclusão

O maturador possui ação externa ao fruto, ou seja, ele tem poder de maturação na casca do café, assim, não acelera o desenvolvimento fisiológico do fruto/semente.

Dessa forma, suas vantagens estão ligadas aos benefícios de se antecipar a colheita. Todavia, sua utilização deve ser cautelosa e planejada, visto que a aplicação incorreta pode causar danos às plantas ou até menos não ter o efeito desejado. Desse modo, apesar dos estudos apontarem baixa interferência na qualidade da bebida, em casos de lotes menores com finalidade de obter cafés especiais, deve ser feita uma avaliação mais criteriosa sobre o uso de maturadores.

Destaque-se na Cafeicultura!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Joana Oliveira

Larissa Cocato

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Produção de grãos no Brasil: cenário atual e perspectivas para o futuro https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/ https://blog.rehagro.com.br/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/#respond Fri, 21 Oct 2022 18:49:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10815 Atualmente tem-se discutido que, com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal. Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter […]

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Atualmente tem-se discutido que, com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal.

Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter et al., 2017). 

Ao mesmo tempo, as perdas de nutrientes e as emissões de gases de efeito estufa da agricultura devem cair drasticamente pela adoção de sistemas conservacionistas, a fim de restaurar e manter o funcionamento do ecossistema.

Prevê-se que a demanda por alimentos aumente, enquanto os impactos ambientais devem despencar. Os pedidos para duplicar a produção agrícola a partir de uma linha de base recente implicam taxas de crescimento fora do intervalo das projeções empíricas, como mostra na figura a seguir:

 

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Projeções de produção de grãos no mundo

O trabalho da OECD-FAO (2019) projeta uma produção mundial da ordem de 1,311 bilhão de toneladas de milho para a safra 2027/28. Deste total, cerca de 60,0% devem ser destinados à alimentação animal, 13,4% ao consumo humano e 15,5% à produção de biocombustíveis.

Os maiores incrementos serão representados pelos 5 países:

  1. China (+47 milhões de toneladas);
  2. Estados Unidos (+31 milhões de toneladas);
  3. Brasil (+25 milhões de toneladas);
  4. Argentina (+17 milhões de toneladas);
  5. Ucrânia (+6 milhões de toneladas).

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta exportações totais de milho da ordem de 188,8 milhões de toneladas em 2027/28. Esse volume deverá ser suprido principalmente pelos Estados Unidos, 29,6%. No entanto, a ordem aqui muda um pouco, pois é seguido por:

  • Brasil, 23,7%;
  • Ucrânia, 16,2%;
  • Argentina, 17,2%.

Em volume, as exportações brasileiras previstas pelo USDA são de 44,8 milhões de toneladas. Os maiores importadores, em um total de 84,0 milhões de toneladas, serão:

  1. México;
  2. Japão;
  3. União Europeia;
  4. Irã;
  5. Egito.

Segundo o USDA (2018), o comércio internacional de commodities agrícolas, tais como o milho, soja, e farelo de soja, é impulsionado pela demanda crescente de rações para a produção de frangos e suínos. O consumo internacional de carnes continuará a crescer ao longo do período das projeções.

Futuro brasileiro para produção de grãos

Saber as projeções para o agronegócio brasileiro é importante para identificar a direção que o mercado está tomando.

Esse tipo de conhecimento possibilita saber quais as tendências de preços, entre outros pontos importantes.

Podemos observar que haverá aumentos significativos nas safras de grãos:

  1. De 234,1 milhões de toneladas na safra 2018/19 para 302 milhões de toneladas na safra 2027/28. Ou seja, quase 30% a mais que o valor atual.
  2. A área plantada sairá dos atuais 62,6 milhões de hectares para 71 milhões de hectares em 2027/28. Ou seja, mais de 13% a mais de áreas necessárias.

Percebe-se que o ganho com o agronegócio não será devido somente à expansão de área, mas sim ao ganho com produtividade.

Produção de grãos no Brasil para 2027-28Tabela 1: Projeção de produção de grãos e área plantada no Brasil para 2027/28. – Fonte: MAPA (2019).

Atualmente, no Brasil, cerca de 850 mil toneladas de milho estão sendo usadas para etanol. A capacidade industrial atual é para uso de 1,95 milhão de toneladas e, até o final de 2019, essa capacidade deverá crescer para 4,8 milhões de toneladas.

Produção de milho no Brasil

Sistema de produção de grãos nas regiões do Brasil

O Brasil é um dos maiores produtores de alimento do mundo, com potencial para ser o maior produtor mundial. Isso se deve, em partes, porque dispomos de vários recursos, principalmente climáticos, que favorecem a vasta produção de alimentos.

Além do clima, o Brasil apresenta quantidade de água considerável e potencial de mais áreas agricultáveis, utilizamos apenas 7,8% dessas áreas, com 25,6% de área preservada nos imóveis rurais.

Há também mais investimentos em tecnologia, o que difere positivamente nos valores de produção alcançados, desta forma, o agronegócio vem sendo impulsionado a produzir de maneira eficiente e consciente.

Uso e ocupação de terras no BrasilFigura 1: Uso e ocupação de terras no Brasil. – Fonte: Embrapa, (2019).

Rotação de Culturas

A rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.

Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.

Sistema de Plantio Direto

O sistema de plantio direto (SPD) apresenta como pilares fundamentais para a produção sustentável, a construção da fertilidade do solo, antes da sua adoção, e a rotação/sucessão de culturas.

O cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na:

  • Manutenção da umidade;
  • Aeração;
  • Temperatura;
  • Atividade macro e microbiológica do solo.

Atualmente, estima-se que existam no Brasil cerca de 33 milhões de hectares sob SPD (IBGE, 2017).

Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.

Como adotar esse sistema

Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, preconizando-se a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.

Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessário uma adequada correção da acidez até as profundidades de 30 a 40 cm.

Caso a correção não seja adequada, haverá limitação do desenvolvimento das raízes das plantas, reduzindo a absorção de água e nutrientes. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.

Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário e/ou gesso na superfície, sem incorporação.

A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez no perfil do solo, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo. Sua associação com o gesso contribui como um carreador de nutrientes no perfil do solo.

A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.

Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura há maior produção da palhada. Isso favorece e fortalece:

  • O tamponamento;
  • A resiliência dos solos;
  • Estabilidade nos solos de fertilidade construída;
  • Funcionamento do sistema.

Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo. Isso é, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.

A adoção do SPD promove um sistema mais tamponado pela MO, reduzindo a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação.

Esse sistema favorece também, segundo Resende et. al (2016), a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência do:

  • Uso da água;
  • Redução de custos;
  • Estabilidade produtiva e econômica;
  • Melhoria das condições de vida do produtor.

Principais sistemas de sucessão de culturas

Nas figuras a seguir, estão apresentados alguns dos principais sistemas de rotação/sucessão de culturas utilizados nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.

Rotação de culturas no Centro OesteFigura 2: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Centro Oeste (MT, MS, GO). 

Rotação de culturas no SulFigura 3: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sul (RS, SC, PR). 

Rotação de culturas no SudesteFigura 4: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sudeste (SP, MG). 

Rotação de culturas no Norte e NordesteFigura 5: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Norte/Nordeste (BA, TO, MA, PI, PA, AL e SE).

Uma opção de rotação de cultura que tem ganhado cada vez mais adeptos pelos múltiplos benefícios, é o consórcio milho-braquiária.

Por meio desta técnica é possível aproveitar o excedente hídrico do outono/inverno, em que se cultiva milho segunda safra para, ao mesmo tempo, cultivar a braquiária para formação de resíduos ao SPD.

No caso de propriedades sob o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), a braquiária serve como planta forrageira, justamente no período de maior escassez das pastagens.

Atingindo alta produtividade e se destacando

Como você pôde notar, as perspectivas para a produção agrícola brasileira são positivas. No entanto, também mais exigentes. É preciso produzir mais, em menos área e menos tempo. A isso se atribui a produtividade acelerada e ao alto volume que o país tem demonstrado a cada safra.

O mercado está mais exigente e quem não consegue acompanhá-lo, acaba perdendo grandes oportunidades. Por isso, é preciso se especializar, entender as tendências de mercado, as perspectivas, novas tecnologias e conseguir superar as metas de produtividade.

A Pós-graduação em Produção de Grãos pode ser esse elo entre sua atualização e conhecimento específico na área e seu destaque de sucesso no mercado.

Ele é um curso online e completo, onde você aprenderá desde o planejamento de safras com projetos, passando por fertilidade, proteção, fisiologia e muito mais.

Você pode tirar suas dúvidas no link abaixo:

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Viveiro de café: qual tela escolher, vermelha ou preta? Veja as diferenças https://blog.rehagro.com.br/telado-para-viveiro-vermelho-ou-preto/ https://blog.rehagro.com.br/telado-para-viveiro-vermelho-ou-preto/#respond Wed, 10 Aug 2022 19:14:24 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8538 Mudas de café vigorosas além de suportar melhor as condições ambientais adversas e proporcionar um melhor crescimento inicial das plantas no campo, diminuem as taxas de replantio, operação que resulta em custos a mais para o produtor. Por isso, produzir mudas vigorosas e bem desenvolvidas torna-se uma ótima alternativa para obter mais sucesso no plantio. […]

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Mudas de café vigorosas além de suportar melhor as condições ambientais adversas e proporcionar um melhor crescimento inicial das plantas no campo, diminuem as taxas de replantio, operação que resulta em custos a mais para o produtor.

Por isso, produzir mudas vigorosas e bem desenvolvidas torna-se uma ótima alternativa para obter mais sucesso no plantio.

Tela de viveiro de café com malha preta

Telado de viveiro com malha preta (Foto: Diego Baquião).

Tela de viveiro de café com malha vermelha

Telado de viveiro com malha vermelha (Foto: Diego Baquião)

 

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Tela vermelha x tela preta

A formação de mudas de café, normalmente se dá em viveiros sombreados ou parcialmente sombreados com uma passagem de 50% da radiação.

Nas propriedades é comum o uso do telado de coloração preta para esse fim, entretanto, estudos sugerem a utilização de malhas de coloração vermelha, isso porque a radiação vermelha e azul são as mais eficientes para otimizar várias respostas fisiológicas desejáveis nas plantas.

Os comprimentos de onda que são melhor absorvidos pelas plantas são principalmente 430 nm e 660 nm, que se refere as cores azul e vermelho respectivamente, apresentando nas plantas diferenças morfológicas devido a resposta dos pigmentos fotossintetizantes a esses comprimentos de onda.

Telas coloridas em viveiro de café

Por isso a utilização de telas coloridas tem por objetivo causar mudanças no espectro de radiação disponível para planta, proporcionando ajustes metabólicos no sistema fotossintético.

Contudo, apesar da coloração azul ser um dos comprimentos de onda mais absorvidos pelas plantas, ela excita a clorofila a um estado energético mais elevado do que a absorção de luz vermelha, no entanto, nesse estado de excitação a clorofila é extremamente instável liberando parte da energia absorvida na forma de calor, o que não ocorre com a luz vermelha.

Viveiro de café com telado na cor vermelha

Viveiro com malha de coloração vermelha (Foto: Diego Baquião).

Estudos comparativos de telas coloridas

Henrique et al., (2001), avaliou o crescimento de mudas de cafeeiro sob diferentes malhas coloridas, e observou que a tela vermelha apresentou massa seca total superior quando comparado aos outros ambientes.

Além disso, a malha de coloração vermelha também proporcionou maior teor de carboidrato nas raízes, sendo essa cor a mais eficiente na promoção de crescimento e desenvolvimento das mudas de café. Fato que é extremamente vantajoso considerando as adversidades que essas mudas podem sofrer no campo.

Gráfico mostrando massa seca de raiz e massa seca total
Massa seca de raiz e massa seca total. (Fonte: UFLA – 2011).

Gráfico mostrando diferença de teores de amido em massa de matéria seca de acordo com a cor do telado

Teores de amido em massa de matéria seca de folhas e raízes de mudas de cafeeiro. (Fonte: UFLA – 2011).

Conclusão

Dessa forma, apesar da malha de coloração vermelha apresentar um custo superior quando comparado a malha preta, nota-se que as plantas se desenvolvem mais no telado vermelho, e por isso, elas possuem maiores chances de sobrevivência no campo, além do maior arranque inicial do crescimento.

Obtenha safras mais lucrativas!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Controle biológico de pragas: o que é e a principais formas de realizar https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-uma-alternativa-ao-controle-de-pragas-agricolas/ https://blog.rehagro.com.br/controle-biologico-uma-alternativa-ao-controle-de-pragas-agricolas/#respond Thu, 04 Aug 2022 18:00:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8017 Os ambientes agrícolas sofrem forte interferência humana na busca por favorecer a abundância de uma ou de poucas espécies cultivadas. Isso resulta em uma concentração de recursos homogêneos que pode afetar as populações dos diferentes organismos ali presentes trazendo possíveis consequências indesejáveis, como, por exemplo, o surto populacional de pragas. Uma forma de buscar simular […]

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Os ambientes agrícolas sofrem forte interferência humana na busca por favorecer a abundância de uma ou de poucas espécies cultivadas.

Isso resulta em uma concentração de recursos homogêneos que pode afetar as populações dos diferentes organismos ali presentes trazendo possíveis consequências indesejáveis, como, por exemplo, o surto populacional de pragas.

Uma forma de buscar simular o equilíbrio populacional dinâmico que ocorre nos ambientes de vegetação natural é promover o controle biológico, que é um serviço ecossistêmico resultante da ação dos inimigos naturais.

 

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Inimigos naturais e controle biológico

Os inimigos naturais das plantações podem ser:

  • Patógenos;
  • Predadores;
  • Parasitas;
  • Herbívoros ;
  • Antagonistas.

Atuam sobre as populações de suas presas ou hospedeiros, prestando o serviço ecossistêmico de controle biológico. Em ambientes agrícolas, quando populações de plantas, animais ou fitopatógenos aumentam em níveis economicamente inaceitáveis.

Além disso, atingem o status de praga e seus inimigos naturais podem ser manejados ou inseridos no sistema para suprimi-las. Permitem, assim, o uso dos agrotóxicos de amplo espectro de forma alternativa.

Como consequência, temos a produção de alimentos de forma mais sustentável, bem como a conservação de habitat naturais.

A pesquisa sobre o controle biológico fez progressos notáveis nos últimos 50 anos, passando de um método baseado em tentativa e erro para uma abordagem mais preditiva, baseada em teorias ecológicas de interações inimigo natural-presas e dinâmica populacional.

Uma atividade tão rigorosa baseada em pesquisa deve ajudar a evitar erros como os cometidos no passado. Uma nova era está se iniciando, em que os benefícios e os riscos são bem compreendidos, de modo que as soluções que maximizam os benefícios e minimizam os riscos possam ser perseguidas e implementadas.

Práticas agrônomicas de controle biológico

Rotação de culturas com leguminosas usadas para adubação verde do solo, tais como guandu (Cajanus cajan) e crotalária (Crotalaria juncea), podem também contribuir para atrair e manter inimigos naturais nas áreas cultivadas.

Em área de cultivo de milho, o uso de crotalária como adubo verde favoreceu a presença dos predadores Doru luteipes (Scudder) (Derm.: Forficulidae), Nephila clavipes L. (Aran.: Nephilidae), Orius insidiosus (Say) (Het.: Anthocoridae), Pheidole sp., Solenopsis sp. (Hym.: Formicidae) (Tavares et al., 2011).

Na escolha das espécies a serem cultivadas em consórcio, além dos aspectos agronômicos, é importante considerar as interações bióticas das plantas com:

  • Microrganismos (ex.: fixadores de nitrogênio, estimuladores de crescimento, patogênicos e seus antagonistas);
  • Animais (ex.: polinizadores, pragas e seus agentes biológicos de controle, detritívoros), assim como interações químicas entre plantas (ex.: alelopatia).

Existem espécies de plantas que, quando plantadas em combinação, se comportam como “companheiras”. Assim, favorecem o crescimento mútuo e maximizam o potencial produtivo das áreas plantadas.

Também é importante observar o conjunto de pragas que cada espécie hospeda. Isso evita o uso de plantas nos consórcios que hospedem o mesmo grupo de espécies de pragas e doenças.

Produção em massa do inimigo natural

Quando os inimigos naturais que ocorrem naturalmente no agroecossistema não conseguem fornecer o nível de controle desejado de determinada praga, o aumento artificial da população de uma ou mais espécies de inimigos naturais selecionados pode ser uma estratégia importante.

Nesse caso, o aumento é feito por liberações do agente de controle biológico por meio das táticas inoculativa e inundativa. O procedimento mais comum é a produção massal do inimigo natural.

Em geral, ocorrem em fábricas comerciais altamente especializadas e a liberação em campo de grande número de indivíduos com o objetivo de suprimir a praga em relativamente curto prazo.

Essa estratégia de controle biológico é a mais apropriada quando o agente é um microrganismo. É muito adotada no Brasil para o controle de artrópodes e doenças de plantas. O aumento de inimigos naturais tem sido bem-sucedido quando o inimigo natural é passível de produção massal.

Interações tróficas

Nos agroecossistemas, as cadeias alimentares não são apenas verticais e lineares. Há uma rede de interações conhecidas por teias tróficas.

Os consumidores de ordens superiores, que são denominados predadores, parasitoides e patógenos, formam uma complexa rede de interação mútua entre si e com os consumidores de primeira ordem (que são os herbívoros ou fitófagos) e com as plantas.

Essas interações tróficas afetam a abundância relativa das espécies dessas comunidades por causa da competição e do sinergismo entre elas nos diferentes níveis tróficos.

O conhecimento do funcionamento dessas intrincadas interações permite o entendimento de como a introdução de um agente de controle biológico exótico. Este é o caso do controle biológico clássico.

Este, pode alterar a estrutura da comunidade de inimigos naturais existentes em um agroecossistema e as consequências, instantâneas ou em longo prazo, dessa introdução na população de pragas.

Da mesma forma, a mudança na abundância de um inimigo natural pela sua liberação massal, usando a estratégia de controle aumentativo, pode ter impacto imediato ou posterior na teia trófica e modificar a população de pragas.

Interações tróficas

Exemplo de teia trófica parcial que mostra a complexidade das interações entre organismos produtores (plantas) e consumidores (herbívoros, fitófagos, parasitoides, patógenos, etc.) de diferentes níveis.

Dinâmica populacional

O princípio da dinâmica populacional está relacionado a uma propriedade fundamental e evidente de que todas as populações de organismos vivos crescem geometricamente quando não sofrem efeitos do ambiente em que estão inseridos.

Dessa forma, uma espécie que apresenta taxa de crescimento r = 2 será capaz de aumentar sua população em oito vezes em apenas três gerações. No entanto, outra espécie com r = 10 será capaz de aumentar sua população em mil vezes nas mesmas três gerações.

Pragas agrícolas como diversas mariposas da família Noctuidae (ex.: lagarta-da-soja, lagarta-do-cartucho-do-milho e curuquerê-do-algodoeiro) são capazes de colocar entre 100 e 300 ovos por fêmea.

Além disso, podem completar seu ciclo vital de ovo a adulto (geração) em menos de 30 dias. Assim, percebe-se como pode ser dramático o crescimento das populações, alcançando valores milionários em apenas uma estação do ano ou uma safra agrícola.

Gráfico de crescimento populacional de pragas

Curvas teóricas de crescimento exponencial de populações de organismos vivos.

Fatores intrínsecos e intraespecíficos

Fatores intrínsecos e intraespecíficos, como competição e cooperação, podem alterar o crescimento das populações. Fatores extrínsecos e abióticos também são capazes de afetar a abundância populacional.

Mudanças sazonais nas condições climáticas, como: temperatura; umidade relativa do ar; luminosidade; eventos meteorológicos eventuais (como seca, chuvas torrenciais e geadas), são capazes de afetar de forma direta as populações, alterando a sobrevivência, a longevidade e a fecundidade.

Além disso, podem atuar de forma indireta, modificando a abundância de recursos alimentares e hídricos, impactando também a dinâmica populacional das espécies.

Fatores bióticos, como outras espécies competidoras e inimigos naturais como predadores, parasitoides e patógenos, são fatores extrínsecos ou interespecíficos de mortalidade capazes de controlar as populações.

Se, por um lado, os fatores físicos do ambiente podem matar os indivíduos independentemente de sua densidade, por outro os fatores bióticos como competidores e inimigos naturais podem atuar em algumas situações independentemente da densidade da população, enquanto em outras situações pode haver aumento da mortalidade em resposta à densidade das populações da praga e de seu inimigo natural.

Manutenção do controle biológico

Se o controle biológico é a manutenção da abundância dos indivíduos de uma população por seus inimigos naturais, o fato de esses inimigos naturais serem capazes de responder à abundância de suas presas ou hospedeiros e aumentar sua interação trófica é fundamental para que haja algum grau de sincronismo entre as populações de forma a manter um estado de equilíbrio dinâmico.

Essa propriedade pela qual uma população é capaz de manter-se dentro de limites máximos e mínimos em torno de um ponto de equilíbrio é conhecida como regulação populacional.

Esse conceito implica, portanto, que o inimigo natural não é apenas um fator de mortalidade quando em contato com a população da praga, mas é capaz de manter a densidade populacional da praga flutuando em um nível de equilíbrio.

Quando a presença ou a introdução da população do inimigo natural reduz a densidade da praga para o nível inferior ao de dano econômico em cultivos, estabelecendo um novo patamar de equilíbrio populacional, e passa a apresentar flutuação populacional em sincronia com a praga, ocorrerá uma situação “ideal” em que o controle biológico apresentará sua condição de maior sucesso.

Modelo hipotético de curva populacional que mostra uma situação ideal em programas de controle biológico

Modelo hipotético de curva populacional que mostra uma situação ideal em programas de controle biológico: a presença ou a introdução da população do inimigo natural reduz a densidade da praga para o nível inferior ao de dano econômico em cultivos, estabelecendo novo patamar de equilíbrio populacional, em sincronia com a praga.

Conclusão

Este efeito de dependência entre as densidades da praga e seu inimigo natural, por meio da interação trófica e da regulação das populações, está relacionado, com cinco características principais das espécies envolvidas:

  1. Densidade da presa;
  2. Densidade do inimigo natural (predador ou parasitoide);
  3. Características do ambiente (por exemplo, número e variedade de alimento ou hospedeiro alternativo);
  4. Características da praga (por exemplo, seus mecanismos de defesa);
  5. Características do inimigo natural (por exemplo, técnicas de ataque).

Duas dessas variáveis, densidade da praga e densidade do inimigo natural, são características fundamentais em qualquer relação trófica e dão origem a dois componentes básicos para avaliar se a interação é dependente das densidades: a resposta numérica e a resposta funcional do predador.

As interações entre pragas e inimigos naturais auxilia no entendimento dos diferentes mecanismos que regulam o controle natural, sendo essa compreensão fundamental para o uso bem sucedido e seguro do controle biológico.

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Adubação racional do cafeeiro: como planejar e realizar https://blog.rehagro.com.br/adubacao-racional-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/adubacao-racional-do-cafeeiro/#respond Sat, 09 Jul 2022 14:19:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4653 Com o final da colheita nas fazendas de café, é chegada a hora de pensar nas adubações. Mas, será que todas as fazendas estão preparadas para o início desse período? A adubação do cafeeiro deve ser planejada de acordo com as análises do solo e dos tecidos foliares e as quantidades variam em função da […]

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Com o final da colheita nas fazendas de café, é chegada a hora de pensar nas adubações. Mas, será que todas as fazendas estão preparadas para o início desse período?

A adubação do cafeeiro deve ser planejada de acordo com as análises do solo e dos tecidos foliares e as quantidades variam em função da produção, idade da planta e do tipo de adubo usado, das perdas de nutrientes que venham a ocorrer, entre outros aspectos.

Como os principais nutrientes que a planta exige não são de fontes renováveis e o preço dos fertilizantes está cada vez mais alto, é preciso fazer uma adubação racional no cafeeiro.

Para isso, é extremamente importante ter um planejamento, chegar o cisco e fazer amostragens corretas, ou seja, as operações que antecedem a adubação precisam ser bem feitas também.

 

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O que é uma adubação racional?

O conceito de adubação racional é uma nutrição mais adequada dos cafeeiros, por meio do uso conjunto dos variados nutrientes, oriundos dos corretivos e adubos, mas sempre de forma equilibrada e observando as necessidades.

É muito comum ainda as recomendações de adubação do cafeeiro serem feitas por fórmulas diretas, programas no computador, ou seja, mecanicamente, sem analisar a área, as condições edafoclimáticas e as outras particularidades da lavoura.

Devido a isso, muitas vezes o produtor trabalha com excesso ou falta de determinados nutrientes.

É necessário procurar trabalhar com o equilíbrio dos nutrientes. Pela “Lei do Mínimo”, o crescimento e a produtividade das lavouras podem ficar limitados por apenas um ou alguns nutrientes que se encontram em quantidades insuficientes, tornando sem efeito a aplicação de muitos dos demais.

Parâmetros utilizados na adubação da cafeicultura

Diversos estudos foram realizados para determinar a correlação entre o potencial produtivo das lavouras e os níveis de nutrientes disponíveis.

A tabela abaixo traz as faixas dos teores de nutrientes no solo serem comparados com a análise de solo.

Teores de nutrientes para o soloFonte: MATIELLO, SANTINATO, GARCIA, ALMEIDA, FERNANDES. Cultura de café no Brasil. Novo Manual de Recomendações. Ed 2005.

Depois de ter em mãos a análise de solo e verificar em que faixa ele se enquadra, existem vários teores recomendados para se trabalhar em um solo.

A tabela a seguir mostra um parâmetro dos teores considerados ideais e a partir dela é possível fazer a recomendação dos corretivos para a lavoura.

Teores recomendados para uma análise de solo

Lembrando que essa tabela é somente uma sugestão de teores médios de nutrientes no solo considerado como teores básicos para se ter uma boa produção e um bom retorno econômico na atividade. Porém, esses teores variam de acordo com cada premissa e cada particularidade de fazenda, gleba, etc.

É extremamente importante não olhar os nutrientes dessa tabela de forma separada e lembrar que cada nutriente não tem ação sozinho. Eles se interagem e a falta de equilíbrio entre eles pode causar antagonismos.

Cada técnico utiliza seu parâmetro na hora de recomendar devido à experiência prática e técnica de cada um. Porém, é importante sempre buscar a máxima produtividade econômica. Lembre-se de que a curva de resposta dos nutrientes versus planta não é linear.

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Pós-colheita do café: dicas para ter qualidade e agregar valor ao produto https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-uma-pos-colheita-do-cafe-de-qualidade/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-uma-pos-colheita-do-cafe-de-qualidade/#respond Sat, 04 Jun 2022 13:00:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7663 Depois de percorrer toda a jornada da produção do café, passando por cada etapa de manejo, chega o tão esperado momento de colher o resultado de todo esse trabalho. Após a colheita, é época de realizar aquela poda que havia sido planejada e focar em um dos passos mais importantes para garantir a qualidade do […]

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Depois de percorrer toda a jornada da produção do café, passando por cada etapa de manejo, chega o tão esperado momento de colher o resultado de todo esse trabalho.

Após a colheita, é época de realizar aquela poda que havia sido planejada e focar em um dos passos mais importantes para garantir a qualidade do café produzido: a pós-colheita.

 

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Veja algumas dicas para que esta etapa seja realizada com sucesso, agregue valor ao produto e contribua para a valorização do preço da saca

Visão aérea de maquinários em uma pós-colheita de café.

(Foto: Paulo Henrique Sá Fortes)

Roteiro de Cafés naturais

Milhares de cafés cerejas espalhados.

Café cereja.(Foto: Larissa Cocato)

Café cereja separados em diferentes estágios de coloração.

(Foto: Larissa Cocato)

Após a colheita, não é recomendado que os cafés fiquem por mais de 6 horas amontoados.

Para a produção de um bom café natural o ideal é ter menos de 15% de cafés verdes, no entanto, essa porcentagem é um desafio muito grande devido ao número de floradas que podemos ter. Dessa forma, quanto menor a porcentagem de grãos verdes, melhor.

Colheitadeira realizando colheita de café.

Colheita de frutos com grande porcentagem de frutos verdes – não recomendado quando se busca cafés de qualidade. (Foto: Rehagro)

Em relação aos frutos vermelhos e amarelos, eles possuem qualidades diferentes e, por isso, não devem ser misturados. 

Além disso, a limpeza dos equipamentos é prática essencial para evitar contaminações.

Lavador/peneirão

  • O abanador deve remover impurezas, pois os gravetos levam umidade aos cafés e ao terreiro.
  • Se estiver passando mais do que 10% de café boia no café cereja, significa que a regulagem está mal feita. Da mesma forma, se estiver mais que 10% de café cereja e verde no café boia, também significa regulagem mal feita. 
  • A água do lavador deve ser trocada a cada 8 horas, a fim de evitar contaminações.

Terreiro

Milhares de cafés espalhados para a pós-colheita.

(Foto: Luiz Paulo Vilela)

  • O café deve ficar grão a grão no 1° e 2° dia, para facilitar a perda de água. Esse café não deve ser rodado no 1° dia de terreiro para aderir melhor a casca ao grão, evitando danos futuros, e para que esse café não seja descascado no terreiro devido ao revolvimento. 
  • A partir do 3° ou 4° dia esse café é dobrado, ocupando 50% da área inicial, retorna a fazer a dobra a cada 4 dias, rodando esse café pelo menos 12 vezes ao dia.
  • Quando o café chegar na meia-seca (20 a 25% Teor de água) estes devem ser enleirados e cobertos a noite, caso a este café seja finalizado no secador não deve chegar com mais do que 30% de água.

Secador de café

  • O secador deve receber lotes homogêneos, não é recomendado misturar os lotes
  • Secador vertical: não deixa a secagem muito uniforme, então não é benéfico à qualidade do café.
  • O secador rotativo deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm, para melhorar a eficiência da secagem.
  • O secador rotativo deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, no início da secagem, para retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem a temperatura do ventilador não deve passar de 60°C, para que a temperatura da massa de café natural não ultrapasse 35°C.
  • No terço médio da secagem a temperatura máxima da massa de café natural cereja ou passa deve ser de 35°C.
  • Após a meia seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e deve-se descansar esse café por no mínimo 8 horas.
  • No final da secagem do café natural, cereja ou passa, a temperatura do ventilador deve estar com no máximo 50°C.
  • O café não pode ser descarregado ainda quente na moega ou em tulhas de repouso.
  • A umidade no momento do descarregamento deve ser 11,5%.

Tulha de café

Tulha para repouso do café.

Tulha (Foto: Vinicius Moribe)

Tulha para repouso do café.

Tulha (Foto: Vinicius Moribe)

  • Na tulha, cobrir o café com palha de café ou pano para evitar contaminações e umidade.
  • Não colocar café quente sobre o café frio na tulha.
  • O café deve ser colocado na tulha de armazenamento seco na temperatura ambiente. 
  • O café deve ser descansado por 20 dias a 1 mês antes de ser provado definitivamente. Os cafés especiais devem ser descansados antes de se saber a real qualidade deste café, o descanso melhora a qualidade.

Roteiro de Cafés Descascados

Descascador/desmucilador

  • Regular bem o equipamento para não ter café verde no café cereja descascado.
  • Não pode estar passando mais que 10% de café cereja para o verde.
  • O café em pergaminho não pode estar saindo danificado do desmucilador.
  • A área de processamento deve ser lavada após o término do trabalho, a fim de evitar contaminações.
  • A área de processamento deve ser pulverizada, quinzenalmente com água sanitária a 10%, para evitar contaminações.

Terreiro – Café descascado: cereja, verde ou passa

Café descascado no terreiro.

Café descascado no terreiro. (Foto: Rehagro)

  • Os cafés descascados devem ser espalhados com 7 litros por m2 no 1° dia – ficar grão a grão para facilitar a perda de água.
  • Os cafés descascados devem ser rodados de 16 a 20 vezes por dia, para homogeneizar a secagem.
  • Também devem ser dobrados no 3° dia, e realizar outra dobra de 3 em 3 dias, com o objetivo de secar mais lentamente.
  • Após a meia-seca, os cafés descascados devem ser enleirados e cobertos às 15:00 horas e novamente abertos e espalhados às 9:00 horas do dia seguinte.
  • Não deve unir lotes no terreiro com mais de dois dias de colheita.
  • No caso de secagem complementar nos secadores, os cafés descascados devem ser retirados do terreiro com pelo menos dois dias, para que ele possa perder toda a água possível antes de ir para o secador.

Secador de café

  • O secador deve receber cafés homogêneos de acordo com o teor de água e tipo de café. Não é recomendado a mistura de lotes, para não desuniformizar a umidade.
  • Não é recomendado o secador vertical receber lotes de cafés úmidos, pois a água em excesso nesse caso, pode prejudicar a secagem, “cozinhando os grãos”.
  • O secador vertical, quando utilizado, deve ficar completo cobrindo a rosca transportadora, pois melhora a eficiência de secagem.
  • O rotativo deve ficar com uma folga de no máximo 15 cm ao encher, pois melhora a secagem.
  • O mesmo, no início da secagem, deve ser rodado sem calor durante 1 a 2 horas, de forma a retirar o máximo de água antes da secagem.
  • No início da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve estar acima de 70°C. 
  • Após a meia-seca, o secador deve ser parado à noite por volta das 22:00 horas, e descansar obrigatoriamente por 8 horas no mínimo. 
  • No final da secagem do café descascado, a temperatura do ventilador não deve ultrapassar os 60°C.
  • O café não deve ser descarregado ainda quente na moega, ou em tulhas de repouso. Preferencialmente deve-se descarregar o café frio nas tulhas. 
  • O café deve ser coberto na tulha com palha de café ou pano para evitar contaminações e umidade.

Portanto, se você preza pela qualidade do seu café, fique de olho nesta etapa!

Tenha safras mais lucrativas!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Larissa Cocato

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Adubação do cafeeiro: dicas para ter qualidade e evitar perdas https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-adubacao-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/dicas-para-adubacao-do-cafeeiro/#respond Fri, 29 Apr 2022 15:00:11 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7433 A adubação nitrogenada deve ser necessariamente parcelada, a fim de evitar perdas. Sugere-se o parcelamento nas porcentagens 30%, 40% e 30% respectivamente. Deve-se ter cuidados com a adubação do cafeeiro com ureia, dependo das condições do ambiente e do clima (cuidado com solo úmido, altas temperaturas, pH básico próximo ao local, excesso de matéria orgânica […]

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A adubação nitrogenada deve ser necessariamente parcelada, a fim de evitar perdas. Sugere-se o parcelamento nas porcentagens 30%, 40% e 30% respectivamente.

Deve-se ter cuidados com a adubação do cafeeiro com ureia, dependo das condições do ambiente e do clima (cuidado com solo úmido, altas temperaturas, pH básico próximo ao local, excesso de matéria orgânica no local).

 

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Um estudo feito por Bartelega (2018) mostra as perdas de ureia durante a 1ª adubação nitrogenada. No gráfico, observamos que houve maiores perdas quando se utilizou a ureia convencional (36,2% de perda) e quando se utilizou a ureia + polímero aniônico (36,5% de perda) (demarcados pelo retângulo vermelho).

Já os fertilizantes nitrato de amônio e sulfato de amônio, apresentaram perdas com valores quase que insignificantes, de 0,70% e 0,60% respectivamente quando se utilizou essas fontes (demarcados pelo retângulo verde), conforme a figura abaixo:

Tabela de adubação do cafeeiro com perdas de N-NH3 acumuladas, diária de fertilizantes nitrogenados convencionais no ano de 2016/2017.

Perdas de N-NH3 acumuladas (A), diária (B) de fertilizantes nitrogenados convencionais e estabilizados e condições climáticas (C) após a 1ª adubação nitrogenada no cafeeiro no ano de 2016/2017. (BARTELEGA, 2018)

Perdas de ureia no cafeeiro

Outros autores também observaram perdas de ureia, conforme relatado por Júnior et al. (2014), que a combinação elevada de umidade do solo, ausência de chuvas durante o primeiro dia depois da adubação e temperatura elevada determinou elevadas perdas de amônia por volatilização, perdas observadas de 44% do N aplicado.

Excesso de nitrogênio, pode estimular muito a vegetação da cultura, em detrimento da sua produtividade. Além disso, algumas doenças são favorecidas pelo excesso de nitrogênio.

O estudo feito por Lima et al. (2010) mostra o aumento linear de 34,8% para a área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) da mancha de Phoma, com o aumento das doses de nitrogênio.

Isso porque, altos teores de N promovem aumento na produção de tecidos jovens e suculentos, por serem constituintes de ácidos nucléicos, aminoácidos e proteínas, entre outros. Além disso, aumenta a concentração de aminoácidos e amidas no apoplasto e na superfície foliar, favorecendo a germinação e a infecção, principalmente de fungos (MARSCHNER, 1995).

Tabela com a curva de progresso da incidência (AACPI) e da severidade (AACPS) da mancha de Phoma em mudas de café, em função de doses de nitrogênio em solução nutritiva.

Área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) e da severidade (AACPS) da mancha de Phoma em mudas de café, em função de doses de nitrogênio em solução nutritiva.

Adubação potássica do cafeeiro

Deve-se trabalhar com um teor mínimo no solo de potássio. Trabalhamos com cerca de 120 mg/dm3 ou 0,30 – 0,35 cmolc/dm3, observando sempre o equilíbrio Ca:Mg:K, na proporção de 9:3:1 ou 25:5:1.

Não se deve aplicar mais que 200 kg de K2O por parcelamento na lavoura de café, pois quantidades maiores que essas estão passíveis a lixiviação desse nutriente. Quando a recomendação de doses superiores a 200 kg de K2O por aplicação, deve-se optar por seu parcelamento.

E-book Calagem na cultura do café

Adubação fosfatada

  • O fosforo é recomendado a fim de se trabalhar com um teor no solo de acordo com o extrator utilizado.
  • Se o extrator do fósforo for o mehlich 1, pode-se trabalhar com cerca de 15 – 25 mg/dm3 no solo, já se o extrator for resina, trabalhamos com cerca de 30 – 40 mg/dm3 no solo.
  • Sua aplicação deve ser feita em solos corrigidos, visto que, em pH ácido, há uma grande adsorção de fósforo em óxidos de ferro e de alumínio.
  • A aplicação de fósforo deve ser feita de uma só vez, normalmente é feita nos meses de setembro – outubro.
  • Deve-se ter o cuidado com a aplicação de calcário e fertilizantes fosfatado junto, pois pode ocorrer indisponibilização de fósforo.
  • Cuidado com a aplicação de fosfatos de rocha, visto que demoram um pouco mais para serem disponibilizados, dependendo na necessidade de demanda de fósforo.

Cuidados com a utilização de formulados NPK

Quando a adubação é feita somente com formulados NPK, por exemplo, no caso da utilização do formulado 20-00-20, há o fornecimento da mesma quantidade de nitrogênio e potássio por esse fertilizante.

Como a recomendação de adubação para nitrogênio e potássio normalmente não são iguais, deve-se aplicar o formulado baseado no nutriente menor demandado para aquela adubação.

Por exemplo, se for demandado menor valor de nitrogênio quando comparado ao potássio naquele parcelamento, aplique a quantidade total de nitrogênio via esse formulado, e o restante do potássio deve ser incrementado com fertilizantes que contêm apenas potássio, sem nitrogênio, como o cloreto de potássio ou sulfato de potássio.

Por isso, quando recomendado diferentes doses de N e K nesse caso, não deve-se fazer seu fornecimento 100% via esse formulado.

Caso sejam utilizados outros formulados, deve-se fazer os cálculos da quantidade de cada nutriente está sendo fornecido, para não proporcionar fornecimento excessivo de algum nutriente.

O uso do formulado, proporciona maior facilidade na aplicação, visto que nitrogênio e potássio são aplicados juntos, no entanto, deve-se ter o cuidado com o que foi explicado acima, devido ao excesso de qualquer nutriente não ser desejável ao cafeeiro.

Além disso, o excesso de potássio pode competir pelo mesmo sitio de absorção do cálcio, acarretando em menor absorção deste último, podendo proporcionar assim, maior incidência de cercospora, como mostra o estudo abaixo:

Garcia e Junior observaram que o aumento das doses de cálcio, acarretou em menor área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) de Cercospora coffeicola (GARCIA JUNIOR, 2003)

Tabela com curva de progresso de incidência (AACPI) de Cercospora coffeicola em cafeeiro (Coffea arabica) em função das doses de cálcio em solução nutritiva.

Área abaixo da curva de progresso de incidência (AACPI) de Cercospora coffeicola em cafeeiro (Coffea arabica) em função das doses de cálcio em solução nutritiva.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

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Doenças do milho: identificação e como controlar https://blog.rehagro.com.br/identificacao-de-doencas-em-milho/ https://blog.rehagro.com.br/identificacao-de-doencas-em-milho/#respond Fri, 22 Apr 2022 18:00:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7352 A identificação correta de doenças é de suma importância e requer atenção. Nos últimos anos, o custo com inseticida e fungicida no Brasil para o cultivo do milho, chegou à casa dos bilhões de reais! De modo geral, pragas e doenças, se não controladas corretamente, reduzem de forma significativa o volume de produção, acarretando em […]

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A identificação correta de doenças é de suma importância e requer atenção. Nos últimos anos, o custo com inseticida e fungicida no Brasil para o cultivo do milho, chegou à casa dos bilhões de reais!

De modo geral, pragas e doenças, se não controladas corretamente, reduzem de forma significativa o volume de produção, acarretando em prejuízos aos produtores.

 

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Com a identificação desses patógenos, é necessário a adoção de um manejo adequado, que vai desde a escolha da cultivar, baseando-se na qualidade de sementes, até a pós-colheita, avaliando a armazenagem. Tudo isso, visando preservar o investimento que o produtor fez em sua lavoura, bem como toda a safra.

Esse monitoramento vai desde o planejamento, com análise nematológica do solo, por exemplo, especialmente em sistemas de plantio direto, até a identificação correta de doenças em lavouras já implantadas.

No entanto, há muitas doenças e indicativos foliares que, muitas vezes, nos confundem devido às semelhanças entre as que são mais comuns e aquelas que não são tão corriqueiras. Em casos como as pintas anormais que aparecem nas folhas de milho, como identificar corretamente?

Algumas doenças em milho, são até fáceis de identificar, já outras acabam confundindo pela similaridade com os sintomas das mais comuns. E é justamente essa facilidade, que gera confusão quando doenças secundárias compartilham alguma similaridade com as características daquelas mais rotuladas.

Folhas de milho com doença

Talvez, sintomas mais avançados como esses que aparecem nas imagens, não gerem tanta confusão quanto àqueles do início da doença, no aparecimento das primeiras manchas.

De toda forma, você é capaz de diferenciar com segurança sintomas de pinta branca e holcus spot?

Produção de milho no Brasil

Os 3 principais pontos na identificação de doenças no milho

Se você quiser identificar, de maneira eficiente, os sintomas de alguma doença a nível de lavoura, então deve ficar atento a esses três pontos principais:

  1. Conhecer os sintomas e as principais características das doenças, as quais você está em dúvida;
  2. Saber as condições (ambientais) que o patógeno necessita para se desenvolver, afinal, assim é possível fazer um paralelo com a cultura que você está avaliando;
  3. Ter uma perspectiva sobre como os sintomas evoluem a médio prazo (o que é ignorado pela maioria).

Em se tratando de pinta branca e holcus spot, a ideia geral sobre os sintomas é: pequenas manchas circulares de coloração branco-palha. Apenas com essas informações você não conseguirá diferenciá-las.

Diferenças básicas entre a Pinta Branca e Holcus spot

A pinta branca é provocada por uma associação entre os patógenos Phaeosphaeria sp. e Pantoea sp. (um fungo e uma bactéria) que necessitam de temperatura branda para o estabelecimento da doença.

Isso a torna mais comum em lavouras acima de 700m de altitude. Além disso, o aparecimento da doença é mais frequente próximo ao florescimento, com forte evolução na fase reprodutiva da lavoura.

O aumento da severidade dessa doença é favorecido, justamente, pela incidência de dias nublados e alta umidade relativa do ar, afinal, trata-se de um fungo e uma bactéria.

Holcus spot (nome originalmente usado pelos produtores americanos) é uma doença de ocorrência recente no Brasil. Causada pela bactéria Pseudomonas sp., pode aparecer em áreas de maior e menor altitude (já a encontrei em áreas a 500m).

É comum observar o aparecimento dos primeiros sintomas no início da fase vegetativa da cultura do milho, mesmo em condições de tempo ensolarado.

No caso de pragas como o percevejo, os danos causados na fase inicial da cultura podem comprometer severamente a lavoura. Já o Holcus spot, apesar dos sintomas surgirem nas fases iniciais, não existem referências de perdas expressivas por essa doença (pelo menos por enquanto).

Como identificar visualmente a médio prazo?

Imagine que você esteja caminhando em uma lavoura de milho cerca de um mês após o plantio e encontre uma mancha circular de coloração clara, qual doença você supõe ser? E se essa for uma lavoura de segunda safra na região do vale do Araguaia no MT?

Os sintomas iniciais dessas doenças possuem certa similaridade, a coloração típica evolui a partir de uma lesão “encharcada”. No entanto, se você acompanhar em uma perspectiva de médio prazo, é possível notar algumas diferenças na sua evolução.

No caso de pinta branca, a lesão encharcada se torna totalmente preenchida pela coloração branco-palha, e uma vez que ela se forma, não há crescimento da lesão. Também não há nenhum halo ou borda muito evidente na lesão, conforme imagem a seguir:

Lesões da pinta branca em folha

Com Holcus spot, é possível perceber no centro da lesão encharcada, um ponto claro, que cresce até formar a lesão circular. Mesmo nas lesões já formadas, é possível ver um halo de coloração mais clara, que sinaliza seu crescimento.

Com o tempo, a lesão cresce em todo o limite dessa área mais clara. Nas lesões mais velhas é possível notar um bordo amarelo-castanho, como mostra a imagem a seguir:

Lesões por Holcus spot

Os sintomas dessas doenças podem ser confundidos com algo mais?

O sintoma típico (lesão circular branco-palha) também pode ser confundido com a deriva do herbicida dessecante Paraquat. Nesse caso você não observará nenhum tipo de bordo ou halo na lesão, e tomando uma perspectiva sobre a evolução do sintoma não irá observar aumento no número de lesões (elas se formam apenas por ocasião da deriva).

Falando sobre evolução dos sintomas, no caso da pinta branca, a severidade da doença aumenta de maneira bem expressiva, chegando a “tomar conta” da maior parte das folhas do terço médio e superior. Uma severidade dessa dificilmente irá acontecer no caso de Holcus spot.

A identificação de doenças pode ser simples em muitos casos, em outros exigirá uma leitura mais complexa. Um olhar sobre o todo (atento aos três pontos já citados) sempre garantirá um maior nível de assertividade.

E agora que você já sabe identificar corretamente e diferenciar se as manchas nas folhas de milho são de Pinta Branca ou Holcus spot, quantas outras doenças semelhantes você sabe identificar nos demais grãos?

Existem algumas doenças que podem comprometer toda a safra e algumas delas, como a mancha-amarela em trigo, podem causar uma verdadeira epidemia. Em levantamentos a campo, ela foi encontrada em 60% deles. Então, fique por dentro!

Saiba mais sobre a produção de grãos!

Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

A Pós-graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

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Plantio Direto: quais são as estratégias e benefícios desse sistema? https://blog.rehagro.com.br/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/ https://blog.rehagro.com.br/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/#comments Sun, 17 Apr 2022 18:00:19 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7328 Você que lida com o meio agrícola, quer conquistar mais produtividade com resultados mais duradouros? Se sim, já pensou em adequar seu sistema de plantio? À medida em que toda a fazenda se alinha a uma boa estratégia, os lucros tendem a aparecer e é o caso quando falamos do sistema de plantio direto. O sistema […]

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Você que lida com o meio agrícola, quer conquistar mais produtividade com resultados mais duradouros? Se sim, já pensou em adequar seu sistema de plantio? À medida em que toda a fazenda se alinha a uma boa estratégia, os lucros tendem a aparecer e é o caso quando falamos do sistema de plantio direto.

O sistema de plantio direto (SPD) é um dos pilares fundamentais para a produção sustentável, pois ajuda na construção da fertilidade do solo, e a rotação/sucessão de culturas. Assim, o cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. Como por exemplo, o plantio do milho, sobre a palhada de trigo, mas o ideal é rotacionar com leguminosa e gramíneas.

A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na manutenção da umidade, aeração, temperatura e atividade macro e microbiológica do solo. Atualmente, estima-se que existam, no Brasil, cerca de 33 milhões de hectares sob sistema de plantio direto.

Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.

Lembrando que, além da exploração das raízes em busca de nutrientes, as mesmas buscam por água, então, dependendo do seu empreendimento agrícola, é interessante adotar um sistema de irrigação.

 

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Sistema de plantio direto e rotação de cultura

Com o sistema de plantio direto, o solo permanece úmido por mais tempo, ou seja, pode reduzir o gasto com água, já a rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.

Além disso, a rotação de culturas é uma das práticas efetivas na redução de nematoides no solo.

Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.

A união dos dois métodos: SPD e rotação de cultura, é muito utilizada no Brasil, com cultivares de soja e milho na próxima safra, e essa prática aumenta significativamente o rendimento de ambas as culturas.

Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, sendo prioritária a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.

Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessária uma adequada correção da acidez, até as profundidades de 30 a 40 cm. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.

Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário na superfície, sem incorporação. A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo.

Webinar Calagem e gessagem

A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.

Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura, há uma maior produção da palhada, o que fortalece o tamponamento, resiliência e estabilidade nos solos de fertilidade construída. Isso tudo, ainda favorece o funcionamento do sistema.

Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.

Na prática, por outro lado, há relatos de produtores que adotaram o SPD e tiveram problemas de compactação do solo. Nesse caso, o problema pode ser causado pelo tráfego de máquinas pesadas, principalmente se o solo ainda estiver muito úmido.

Solos sob SPD bem manejados, com mínimo revolvimento do solo, rotação de culturas e produção de palhada, não apresentam limitações físicas de manejo. Os bioporos, criados pelas raízes das culturas anteriores e mesofauna do solo, proporcionam que raízes das culturas sucessoras penetrem camadas mais compactadas.

A adoção do SPD reduz a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação. Favorece também a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência no uso da água, redução de custos, estabilidade produtiva e econômica, com melhoria das condições de vida do produtor.

Fique atento, pois apesar de você ter acabado de aprender e entender mais sobre o sistema de plantio direto e rotação de culturas no Brasil, pode estar se perguntando se esses métodos beneficiam alguma praga. E um dos maiores problemas desse sistema é o quanto ele favorece percevejos, atraídos pelos restos de culturas e eles fazem parte das principais pragas para soja, por exemplo!

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Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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Pós-Graduação em Produção de Grãos

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Plantio de café: 6 recomendações para a sua lavoura https://blog.rehagro.com.br/plantio-do-cafe-o-que-voce-precisa-saber/ https://blog.rehagro.com.br/plantio-do-cafe-o-que-voce-precisa-saber/#comments Tue, 18 Jan 2022 18:04:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=11038 O café é uma cultura perene, dessa forma, não precisa ser replantado todos os anos como ocorre com as culturas anuais. Assim sendo, a etapa do plantio de café é determinante para o sucesso do cultivo, visto que a adoção de práticas errôneas poderá refletir no estabelecimento e produção da lavoura ao longo dos anos. […]

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O café é uma cultura perene, dessa forma, não precisa ser replantado todos os anos como ocorre com as culturas anuais. Assim sendo, a etapa do plantio de café é determinante para o sucesso do cultivo, visto que a adoção de práticas errôneas poderá refletir no estabelecimento e produção da lavoura ao longo dos anos.

O plantio do café é uma das fases mais importantes da produção, se não a principal.

Diante disso, alguns pontos são cruciais na implantação do cafeeiro, e serão abordados nos próximos tópicos.

 

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1. A época de plantio interfere no crescimento e produtividade do café?

Sim. Estudos foram realizados analisando cafeeiros implantados em diferentes épocas do ano, e a partir dos resultados obtidos pode-se concluir que o plantio antecipado é benéfico para o desenvolvimento das plantas de café.

No período de outubro até o início de dezembro, as chances de ocorrer veranicos são menores, além disso, o cafeeiro terá mais tempo para crescer e desenvolver.

Assim sendo, haverá maior potencial produtivo na primeira safra, e o cafeicultor terá retorno mais rápido do seu investimento durante a formação da lavoura.

É recomendado que o plantio seja feito até dia 15 de dezembro (a depender de como está a distribuição de chuvas no ano), após esse período os riscos de perdas são consideravelmente maiores.

Lavoura e plantio de caféLavoura e plantio. Fonte: Joana Oliveira.

2. Quais as diferenças do plantio do café com mudas de saquinho e tubete?

Características das mudas de saquinho

  • Utiliza-se solo na produção das mudas, podendo haver inóculo de nematoides;
  • Geralmente tem menor custo;
  • Maior risco de pião-torto;
  • Maior desenvolvimento do sistema radicular;
  • Melhor resistência em campo.

Características das mudas de tubete

  • Menor risco de contaminação por nematoides, pela utilização de substrato ao invés de solo na formação das mudas;
  • Maior investimento inicial com instalações do viveiro e tubetes para produção de mudas;
  • Exige menor espaço na produção e no transporte;
  • Fácil manuseio no viveiro e em campo;
  • Menor demanda de mão-de-obra.

Em grande parte das regiões produtoras de café, o plantio é feito por mudas de saquinho, todavia, este cenário tende a inverter, principalmente pelo risco de contaminação por nematoides desse material.

Dessa forma, no caso das mudas de saquinho é importante adquirir em viveiros confiáveis, e fazer a análise de nematoides antes de levá-las a campo, visto que a contaminação do solo com nematoides pode ser irreversível, trazendo grandes prejuízos.

Plantio de café utilizando mudas com saquinhoPlantio de mudas com saquinho. Fonte: Joana Oliveira. 

As mudas de tubetes são mais sensíveis, principalmente nos primeiros 15 dias a campo, já que há pouca reserva em seu substrato e o desenvolvimento radicular pode ser menor, dessa forma, sua resistência a veranicos é reduzida e a época de plantio é ainda mais importante nessas situações.

Após o estabelecimento, ambos tipos de mudas apresentam bons resultados se manejadas e conduzidas corretamente.

3. O preparo do solo influencia no desenvolvimento do cafeeiro?

Sim, no entanto, é importante analisar a necessidade de preparar o solo, principalmente quanto à subsolagem. Essa ressalva se dá ao fato de, assim como a compactação irá inibir o desenvolvimento das plantas, a subsolagem sem necessidade também pode afetar negativamente.

É importante que o solo tenha certa resistência, havendo o ponto intermediário ideal entre a alta compactação e o solo muito solto.

Dessa forma, para analisar de forma precisa a estrutura do solo, é interessante retirar amostras indeformadas por meio de cilindros de diâmetro conhecido. O recomendado é fazer 3 pontos de amostragem para cada talhão homogêneo e retirar amostras por horizonte, assim, variando o número de amostras de acordo com o tipo de solo.

Determinada a necessidade, é importante realizar o preparo no momento certo, uma vez que o preparo em solos secos ocasionará formação de torrões, e em solos molhados o problema não será resolvido, podendo aumentar a compactação em certos pontos.

Com isso, é ideal preparar o solo quando o mesmo estiver friável, ou seja, na faixa intermediária entre seco e molhado, pois nessa faixa o solo fragmenta mais facilmente.

Solo sendo preparadoPreparo do solo. Fonte: Joana Oliveira. 

4. Qual a influência da fertilidade e correção do solo no crescimento e produção do cafeeiro?

A fertilidade, junto com a física do solo, são pontos decisivos para o sucesso da lavoura. Solos corrigidos e com boa fertilidade são expressivamente superiores em crescimento e em produção.

Alguns dos principais casos de sucesso de plantios de café são observados em áreas cultivadas anteriormente com cereais. Isso porque, nesses casos, a fertilidade já está construída, obtendo assim altas produtividades nas primeiras safras.

5. Quais insumos são utilizados no plantio de café?

Alguns insumos são indispensáveis no plantio, como fósforo e calcário. No caso do fósforo é recomendado, na adubação de sulco, aplicar parte de fósforo solúvel e outra parte de fósforo insolúvel. Isso porque nessa etapa o cafeeiro tem alta demanda do nutriente, necessitando da fonte solúvel.

O fósforo é um nutriente relativamente imóvel no solo, absorvido sobretudo por difusão e interceptação radicular. É importante, portanto, que o nutriente esteja o mais próximo possível das raízes do cafeeiro para que haja absorção.

Por isso a adubação do sulco pode ser a oportunidade do cafeicultor acrescentar fósforo no sistema de maneira eficiente, sendo a fonte insolúvel uma boa opção para essa finalidade.

Em relação ao calcário, nos últimos anos houve alterações sobre a concepção da quantidade a ser aplicada. Diante disso, maiores doses têm sido utilizadas, especialmente no plantio.

A variação do limite de calagem acontece de acordo com a forma de aplicação. Ou seja, se o insumo será aplicado apenas em superfície, junto com a subsolagem ou será incorporado em profundidade, variando também de acordo com a fertilidade do solo.

A recomendação mínima em área de abertura no plantio tem sido de em média 3 toneladas por hectare em área total, e em alguns casos com acréscimos no sulco de plantio.

A época de aplicação é outro ponto primordial. O calcário deve ser aplicado em área total no mínimo 60 dias antes do plantio, e o fósforo deve ser acrescentado no sulco, preferencialmente, no dia do plantio.

É importante ressaltar que, quando associados, esses dois insumos reagem e perdem sua função, dessa forma, não devem ser misturados diretamente. Quando aplicados simultaneamente no plantio, é preciso bater a cova ou o sulco.

Outros insumos que podem ser utilizados no plantio são os compostos orgânicos, o gesso agrícola, o polímero hidroretentor e outros. Estudos comprovam os benefícios do composto para o solo e para o desenvolvimento das plantas. Apesar de conter nutrientes, no plantio é utilizado principalmente como condicionador do solo.

Todavia, é necessário que o composto esteja estabilizado para ser utilizado no sulco de plantio, para evitar fermentações e danos ao sistema radicular do cafeeiro.

O gesso pode ser aplicado como condicionador do solo, e atua:

  • Na neutralização do alumínio;
  • No fornecimento de Ca;
  • No fornecimento de S;
  • Favorece o desenvolvimento radicular do cafeeiro.

Ele pode ser aplicado no plantio, ou na linha após o plantio antes do “chegamento” de terra.

Já o polímero hidroretentor, também conhecido como hidrogel, é utilizado de forma preventiva, a fim de reter água no solo e auxiliar as mudas de café, principalmente, em períodos de estiagem.

Cafeeiro com gesso e composto orgânicoUtilização de gesso e composto orgânico em cafeeiros em formação. Fonte: Joana Oliveira. 

6. Como determinar o espaçamento e posicionamento da lavoura?

Estes são dois pontos importantes no planejamento de plantio, pois afetam diretamente na produtividade das lavouras.

O espaçamento irá determinar o estande de plantas do talhão. Para determinar o melhor espaçamento, deve-se levar em consideração:

  • Se a lavoura será mecanizada ou não;
  • Qual a bitola dos maquinários da propriedade;
  • Porte da cultivar implantada.

Atualmente, tem-se observado maiores produtividades em espaçamentos menores, como de 0,5 a 0,75 m entre plantas, e de 3,2 a 3,6 m nas entrelinhas de plantio, variando de acordo com os critérios citados anteriormente.

Em relação ao posicionamento e alinhamento da lavoura, o ideal para região de Minas Gerais é com a face exposta a 315° Noroeste/Sudeste, pois nesse posicionamento as plantas pegarão sol dos dois lados durante o ano todo. Esse tipo de técnica ajuda a:

  • Diminuir os problemas com pragas e doenças;
  • Aumentar a capacidade fotossintética das plantas;
  • Elevar a produtividade.

Em determinadas condições é difícil manter esse alinhamento devido a topografia dos terrenos, assim é preferível alinhamentos que facilitem, otimizem os manejos e apresentem menores riscos de escoamento e erosões.

Considerações sobre as técnicas de plantio de café

Esses foram os 6 questionamentos cruciais a se levar em conta na fase de plantio.

Dominar essas e outras técnicas pode diferenciar o seu cultivo, possibilitando atingir altas produtividades.

No entanto, muitos cafeicultores ainda ficam com dúvidas se devem optar pelo plantio tradicional ou investir em um plantio mais tecnológico. Pensando nisso, criamos um webinar gratuito com dois profissionais da área, cada um apontando as características principais de cada um desses sistemas. Confira:

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Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

Curso Gestão na Produção de Café

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Potássio na produção de soja: como utilizar a quantidade necessária? https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/ https://blog.rehagro.com.br/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/#respond Mon, 13 Dec 2021 20:34:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=10576 A fertilidade é um dos pontos cruciais para produtores de cereais. No caso da soja é ainda mais importante entender os parâmetros de produção. Como uma cultura anual, com 2 safras por ano, a soja requer altas doses de nutrientes, para seu desenvolvimento pleno e em pouco tempo. 50% da soja consumida no mundo é […]

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A fertilidade é um dos pontos cruciais para produtores de cereais. No caso da soja é ainda mais importante entender os parâmetros de produção.

Como uma cultura anual, com 2 safras por ano, a soja requer altas doses de nutrientes, para seu desenvolvimento pleno e em pouco tempo.

50% da soja consumida no mundo é originada no Brasil, mas pelas estimativas do Cepea, o gasto médio com fertilizante também deve subir mais de 50%. Assim sendo, ter um planejamento nutricional equilibrado e sem desperdícios, é de suma importância.

Todo nutriente possui um valor crítico para atender as necessidades das plantas. No caso do potássio, esse valor é de 120 mg/dm3 no solo, segundo o Engenheiro Agrônomo, especialista em fertilidade e consultor em produção de grãos, Flávio Moraes.

Para plantar soja, porém, esse nível precisa estar acima desse valor? É possível produzir uma safra com quantidade abaixo do nível crítico?

Flávio lista em torno de 6 passos para entender o que deve ser levado em conta em relação ao plantio de soja e a quantidade necessária de potássio para atingir seus objetivos.

Qual sua expectativa de produção?

Essa é a primeira pergunta que se deve fazer. Por meio de estimativas e cálculos, no vídeo a seguir Flávio explica de forma simplificada o que você deve fazer, caso queira produzir soja e seu solo já apresente 140 mg/dm3 de potássio.

Saber o quanto sua cultura demanda de cada nutriente também faz toda a diferença.

Para produzir 1 tonelada de grãos, a cultura da soja demanda 20 Kg de K2O por hectare, cita Flávio.

No caso apresentado no vídeo em questão, o solo já possui uma “reserva” de 20 mg/dm3 e mesmo o valor parecendo baixo, não é. Isso significa economia a ser abatida no seu gasto final com potássio.

Um outro ponto a ser levado em conta é a conversão dos valores. Saber a quantidade disponível de potássio auxilia, mas é preciso transformar o valor para K2O e depois em quilos por hectare.

Além da economia, numa simulação onde o objetivo é colher 70 sacos de soja por hectare, só com essa quantidade de reserva, é possível garantir 20 sacos de soja!

Entender esses cálculos, técnicas e conseguir criar um planejamento e gestão de forma adequada é o que pode garantir uma maior produtividade. No entanto, saber calcular a quantidade de potássio necessário, de acordo com sua análise de solo, é apenas um dos passos para atingir esse objetivo.

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O Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.

Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.

Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.

Se esse é seu objetivo, se você busca safras de alto volume produtivo e de qualidade, conheça mais sobre o curso:

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Herbicidas pré-emergentes em soja: posicionamento e resultados atuais https://blog.rehagro.com.br/herbicidas-pre-emergentes-em-soja-posicionamento-e-resultados-atuais/ https://blog.rehagro.com.br/herbicidas-pre-emergentes-em-soja-posicionamento-e-resultados-atuais/#respond Mon, 08 Nov 2021 18:34:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9969 Neste Webinar, Dra. Camila Pinho, pesquisadora e professora da UFRRJ, bate um papo sobre herbicidas pré-emergentes em soja. Assista ao conteúdo na íntegra! Não esqueça de se inscrever no canal, ativar o sininho de notificações e curtir o vídeo!

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Neste Webinar, Dra. Camila Pinho, pesquisadora e professora da UFRRJ, bate um papo sobre herbicidas pré-emergentes em soja.

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Colheita do café como elemento de qualidade https://blog.rehagro.com.br/colheita-do-cafe-como-elemento-de-qualidade/ https://blog.rehagro.com.br/colheita-do-cafe-como-elemento-de-qualidade/#respond Mon, 04 Oct 2021 18:44:47 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9817 A colheita do café é a etapa mais importante e esperada para os cafeicultores, sob o ponto de vista econômico e social da lavoura cafeeira.  No Brasil a colheita, geralmente, se estende de abril a setembro e engloba:  Preparação da lavoura; A retirada dos frutos maduros do pé; Recolhimento. Assim, para obtenção de cafés de […]

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A colheita do café é a etapa mais importante e esperada para os cafeicultores, sob o ponto de vista econômico e social da lavoura cafeeira. 

No Brasil a colheita, geralmente, se estende de abril a setembro e engloba: 

  1. Preparação da lavoura;
  2. A retirada dos frutos maduros do pé;
  3. Recolhimento.

Assim, para obtenção de cafés de qualidade e com menor custo, é preciso planejar e conhecer os diversos processos envolvidos na colheita. 

Mão segurando frutos de café cereja.

Frutos de café cereja. (Fonte: Larissa Cocato)

Máquina realizando a colheita do café.

Colheita mecanizada do café. (Fonte: Joana Oliveira)

 

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Tipos de colheita do café

Colheita plena

No Brasil, apesar da desuniformidade na maturação dos frutos, devido ao número de floradas que temos, ainda assim conseguimos realizar a colheita plena, que é a derriça plena dos cafés em diferentes estádios de maturação.

Vale destacar que, apesar dessa desuniformidade, quando temos máquinas bem reguladas e período de colheita adequado, é possível colher grande quantidade de frutos cereja. 

A maioria dos cafeicultores realizam esse tipo de colheita, principalmente, pela redução dos custos com essa prática.

Colheita plena de café sendo realizada com máquina.

Colheita plena realizada com máquina. (Fonte: Henio Inácio)

Além disso, como opção para os frutos com várias maturações a partir da colheita plena, podemos lançar mão de práticas de processamento de cafés, conseguindo separar os grãos cereja dos verdes e secos.

Colheita seletiva

Na colheita seletiva, somente os frutos com maturação fisiológica completa, os denominados grãos cerejas, são colhidos. Essa prática visa, principalmente, alcançar o máximo potencial de qualidade dos cafés.

Os grãos com desenvolvimento e maturação completos, apresentam maiores quantidades de compostos compartimentalizados no grão, como o açúcar.

Centenas de grãos de café cereja.

Colheita seletiva do café. (Fonte: Joana Oliveira)

Webinar Pontos importantes no planejamento da colheita

Cuidados para uma colheita de café de qualidade

Os frutos de café colhidos na época certa e de modo correto, constituem matéria prima ideal para o posterior processamento de um café de qualidade. E para determinar essa época, é importante acompanhar a maturação dos frutos. 

A desuniformidade dos frutos é o principal desafio quando se visa qualidade. Isso ocorre porque no estágio de frutos passas ou secos, podem ocorrer influências negativas por fermentações indesejáveis.

Nessa fase, os frutos se desprendem mais facilmente das plantas, sendo responsáveis por aumentar a quantidade de cafés de chão ou de varrição. 

Outro problema são os frutos verdes, que causam menor rendimento de colheita e afetam a classificação por:

  • Tipo; 
  • Peso;
  • Qualidade da bebida.

Os cafés com grãos verdes, irão apresentar certa adstringência na bebida, não sendo assim desejável. 

Desse modo, visando obter cafés especiais, a colheita deve ser iniciada quando a lavoura ou talhão apresentar pequena quantidade de cafés verdes. O ideal é iniciar com menos de 15%, e ainda com pequena quantidade de frutos do tipo passas ou secos

Se faz necessário, portanto, realizar mapeamentos das lavouras e com base nisso, fazer um planejamento de colheita para melhor tomada de decisão.

Grupos de café separados de acordo com sua porcentagem de maturação.

Determinação da porcentagem de maturação dos frutos a partir do mapeamento. (Fonte: Larissa Cocato)

Como fazer um bom planejamento de colheita?

Para fazer um planejamento de colheita, é preciso agrupar as lavouras de acordo com: 

  1. Características de solo;
  2. Altitude;
  3. Face de exposição ao sol;
  4. Cultivares;
  5. Manejo.

Assim, podemos obter maior homogeneidade dos lotes e trabalhar mais precisamente a qualidade do produto de cada talhão. 

É essencial conhecer a época de maturação das lavouras, determinando as mais precoces, as médias e tardias.

Outro ponto importante no planejamento é ter uma estimativa da produção de cada área para determinar, previamente, a demanda de maquinários e funcionários no período da colheita. Isso também auxilia no escalonamento de terreiros e secadores, visto que os cafés não devem ficar amontoados por mais de 6 horas após colhidos

Nesse sentido, devemos determinar também as glebas que serão colhidas de forma mecanizada e as de forma manual ou por meio de derriçadoras portáteis.

Com as estimativas em mãos, deve-se analisar e verificar se os maquinários da fazenda suportam essa colheita, ou, caso a fazenda não possua, agendar com antecedência o aluguel de colhedoras e/ou a contratação de funcionários sazonais, caso necessário. 

Processos para atingir a qualidade

Todo café que vem da lavoura passa por vários processos até ser beneficiado e, para que esses procedimentos não prejudiquem a qualidade do produto final, temos que ficar atentos e evitar imprevistos. 

Só se consegue preços melhores se houver qualidade e, para isso, é primordial ter planejamento e organização.

Uma das formas de obter cafés melhores, é por meio da secagem em terreiros suspensos, pois diminuem as chances de imprevistos, seja por chuvas ou fermentações indesejadas.

Como ter safras com mais qualidade?

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Ambiente físico do solo: principais características https://blog.rehagro.com.br/ambiente-fisico-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/ambiente-fisico-do-solo/#respond Tue, 28 Sep 2021 12:10:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9752 O solo forma a base da agricultura, juntamente com a água e o sol. Esse ambiente é rico em diversidade biológica. Para torná-lo adequado ao plantio, no entanto, é preciso primeiro identificar os componentes presentes nesse solo. Isso é possível por meio de uma análise de solo. Uma das maneiras que tem se difundido para […]

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O solo forma a base da agricultura, juntamente com a água e o sol. Esse ambiente é rico em diversidade biológica. Para torná-lo adequado ao plantio, no entanto, é preciso primeiro identificar os componentes presentes nesse solo. Isso é possível por meio de uma análise de solo.

Uma das maneiras que tem se difundido para preservar o solo e fornecer demais benefícios às culturas, é o sistema de plantio direto (SPD). Ele é definido pela aplicação de três princípios: 

  1. Não há revolvimento ou se busca um menor distúrbio mecânico do solo;
  2. Cobertura do solo pela palhada;
  3. Diversificação das espécies de cultivo. 

Ambiente físico do soloVisita técnica para análise da plantação de feijão sobre palhada de milho no Sul de Minas Gerais – Fonte: Sandy Azevedo

 

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Adoção do sistema SPD

No Brasil estima-se que tenha uma área superior a 33 milhões de hectares sob SPD.

Os principais fatores para adoção generalizada do SPD: 

  1. Redução nos custos de produção e economia de tempo; 
  2. Flexibilidade técnica na semeadura, aplicação de corretivos, fertilizantes e controle de plantas daninhas; 
  3. Produtividade igual ou maior e mais estabilidade ao longo do tempo; 
  4. Maior proteção do solo contra erosão hídrica e eólica; 
  5. Maior eficiência na absorção de nutrientes pela planta; 
  6. Redução de custos e dos problemas de controle de pragas e doenças;
  7. Maior eficiência no armazenamento e captação de água pelas plantas. 

Ameaças à estrutura do solo

As formas de preparo do solo, o tráfego de máquinas e as culturas utilizadas, possuem efeito preponderante sobre a estrutura do solo.

A degradação do solo pode ser considerada uma das ameaças mais graves para o ecossistema, pois esta compromete a função do solo pelas mais diferentes causas: 

  • Erosão; 
  • Compactação;
  • Redução nos estoques de carbono do solo;
  • Perda de matéria orgânica e nutrientes.

Há uma gama de plantas de coberturas utilizadas nos trópicos e subtrópicos, ligadas a serviços de ecossistêmicos. Aplicados em sistemas de cultivos anuais ou perenes, sua adoção depende exclusivamente das diferenças climáticas regionais e pela adoção ou não do SPD.

Webinar Correção do solo

Sistemas de Produção

A rotação de culturas é definida como a alternância ordenada de diferentes culturas, em um determinado ciclo, na mesma área e na mesma estação do ano.

A sucessão de culturas consiste no ordenamento de duas culturas na mesma área agrícola por tempo determinado, cada uma cultivada em uma estação do ano. 

A implantação de um sistema de produção diversificado não deve causar transtornos operacionais ou econômicos, pois a diversificação de culturas aumenta a complexidade das tarefas a serem executadas. 

Para um modelo de produção envolvendo a primeira e segunda safra para regiões do sul e sudeste, e centro-oeste norte e nordeste, estão como exemplo na Figura 2:

Ambiente físico do soloDistribuição temporal de espécies vegetais em um exemplo de modelo de sistema de produção para regiões subtropicais e tropicais.

Plantas de Cobertura

Para o cultivo de plantas de cobertura, a capacidade de promover a absorção de nutrientes em camadas profundas do solo e acumulá-las na parte aérea, proporciona benefícios para a cultura sucessora após a degradação da palhada na superfície do solo.

Dentre as plantas de cobertura utilizadas como adubos verdes, se destacam:

  • Leguminosas: apresentam a capacidade de fixar biologicamente o nitrogênio e disponibilizá-lo para a cultura sucessora. 
  • Gramíneas: apresentam alto grau de rusticidade, elevado acúmulo de matéria verde, atuam como reguladoras da temperatura e umidade do solo e diminuem os riscos de erosão  pela alta relação C/N e menor velocidade de decomposição da biomassa.

Assim, os adubos verdes são importantes para a agricultura por promoverem a ciclagem rápida de nutrientes, favorecendo seu uso pela cultura em sequência, principalmente daqueles com potencial de lixiviação como o nitrogênio e potássio ou dos que podem ser fixados em solos intemperizados, como o fósforo.

Preparo do solo

O preparo do solo está relacionado ao seu nível de compactação. Ele visa criar condições favoráveis para um bom estabelecimento e desenvolvimento das culturas, com alto custo e alta demanda de energia. 

Um dos principais objetivos do preparo do solo é influenciar os processos do solo, predominantemente na modificação das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.

A compactação do solo está se tornando cada vez mais uma preocupação à medida que os equipamentos agrícolas se tornam maiores e mais pesados. Por exemplo, o peso dos tratores tem aumentado de 4 ton ha-1 na década de 1940 para 20 a 45 ton ha-1 na década de 2000.

Ambiente físico do soloTrator da McCorneck dos anos 50 e da Case IH modelo 2018.

As mudanças causadas pela compactação do solo deterioram as propriedades físicas do solo, como:

  • Porosidade;
  • Capacidade de ar e água;
  • Condutividade térmica. 

A água é um fator importante, não só na produção de biomassa das plantas cultivadas, mas também na manutenção da fertilidade do solo do ponto de vista físico e químico.

Tráfego controlado de máquinas

Ele é utilizado para proteger e gerenciar a estrutura física do solo das mudanças indiscriminadas de tráfego extensivo de máquinas agrícolas. 

O tráfego desorganizado de máquinas agrícolas promove aumento na densidade do solo, sua resistência e reduzindo sua porosidade.

As plantas de cobertura semeadas durante o inverno, com restrição hídrica, reduzem a compactação superficial do solo (0-0,06 cm), proporcionando maior produtividade de milho e soja cultivados no verão. 

O uso de plantas de cobertura de inverno, aliado a ausência de tráfego de máquinas, pode reduzir a densidade do solo e aumentar a macroporosidade. Por outro lado, diminui a capacidade de suporte de carga e aumenta a suscetibilidade da superfície do solo à compactação.

Quando o solo apresenta compactação e mesmo assim o produtor quer utilizar a área com a adoção de SPD, a máquina, no entanto, pode ser uma aliada. É o caso dos escarificadores e subsoladores.

Saiba mais!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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Bioindicadores da qualidade do solo: o que são e como funcionam? https://blog.rehagro.com.br/bioindicadores-para-determinar-a-qualidade-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/bioindicadores-para-determinar-a-qualidade-do-solo/#respond Wed, 22 Sep 2021 12:59:18 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9734 As questões ambientais têm ganhado notoriedade nos últimos tempos. Muitas são as preocupações com sustentabilidade e a biodiversidade, principalmente nas atividades que usufruem desse meio, como as agrárias. Apesar da pecuária ter um impacto maior, a agricultura também tem sua parcela, com o desmatamento de áreas para o plantio, uso exagerado de agrotóxicos e a […]

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As questões ambientais têm ganhado notoriedade nos últimos tempos. Muitas são as preocupações com sustentabilidade e a biodiversidade, principalmente nas atividades que usufruem desse meio, como as agrárias.

Apesar da pecuária ter um impacto maior, a agricultura também tem sua parcela, com o desmatamento de áreas para o plantio, uso exagerado de agrotóxicos e a mudança nos solos.

Novas análises têm sido feitas, em busca de dados que quantifique, qualifique e mostre resultados concretos sobre ecossistemas.

Não apenas para monitorar a sustentabilidade, mas também para entender mais sobre a qualidade do solo, o uso de análises por meio de bioindicadores têm se tornado uma boa opção para produtores.

 

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Conceitos de bioindicadores e qualidade do solo

De forma generalizada, bioindicadores são resultados de análises ambientais sobre seres vivos de qualquer natureza. Já o termo ‘qualidade do solo’ surgiu por volta dos anos 90, ou seja, é relativamente novo.

Em 1994, os pesquisadores Doran e Pakin definiram que um solo de qualidade é aquele com capacidade de funcionar dentro de um limite de ecossistema que:

  • Sustente a produtividade biológica;
  • Mantenha a qualidade do ar e da água;
  • E promova a saúde da humanidade, das plantas e dos animais.

A qualidade do solo, porém, pode ser divergente devido à complexidade. Um único grama de solo contém 1 bilhão de bactérias, 1 milhão de actinomicetos e 100 mil fungos!

Assim, é fato dizermos que as atividades metabólicas geradas por esses seres é grande demais. Além de que, os microrganismos atuam de forma direta em todo o sistema do solo, como: ciclagem do nutriente, formação da matéria orgânica (MO) e demais processos.

Tudo isso demonstra o quanto é importante avaliar de forma mais criteriosa o solo, o que inclui os bioindicadores.

Indicadores de qualidade do solo

Fatores que influenciam na qualidade do solo e que estão correlacionados – Fonte: Mendes et. al (2015)

Perspectiva brasileira

No Brasil, a percepção da necessidade da inclusão dos bioindicadores nas avaliações de rotina do solo coincidiu com adoção de sistemas conservacionistas de manejo, como:

Do ponto de vista de microbiologia do solo, a comparação entre áreas agrícolas com revolvimento do solo e sob SPD é uma das mais emblemáticas e mais estudadas.

Em áreas com revolvimento do solo e sob SPD, a ecologia do ambiente solo-planta é bem distinta, pois envolve a destruição frequente e a preservação das relações construídas no solo com o tempo de cultivo nesses sistemas.

Isso se deve, principalmente, às diferenças no grau e intensidade de revolvimento do solo, no manejo da palha e da diversidade biológica (rotação de culturas) desses sistemas.

No SPD, a camada arável deixa de existir dando origem a uma camada superficial enriquecida com resíduos.

Plantio de feijão sob palhada

Plantio de feijão sobre a palhada (SPD) – Fonte: Sandy Azevedo

Interpretação e mensuração dos bioindicadores

Diferentemente do que ocorre com os indicadores químicos de fertilidade, cujos níveis (baixo, médio, adequado e alto) já estão bem definidos para cada elemento e tipo de solo (sempre levando em consideração características como: textura, teor de MOS, etc.), até pouco tempo era difícil simplesmente medir e interpretar bioindicadores, independentemente de um controle ou referencial de comparação.

Nas tabelas de recomendação de nutrientes, pela comparação dos valores obtidos na análise de uma amostra de solo com aqueles das faixas de teores estabelecidos experimentalmente, atribui-se o grau de fertilidade.

Posteriormente, para cada cultura e tipo de solo, define-se a quantidade de nutrientes ou de corretivos a ser aplicada.

Tabela com classe de bioindicadores

Classes de interpretação de bioindicadores para Latossolos Vermelhos argilosos de cerrado, sob cultivos anuais, na camada de 0 cm a 10 cm.

Valores da C da biomassa microbiana (CBM) expressos em mg de C/kg de solo; valores de atividade de β-Glicosidase, fosfatase ácida e arilsulfatase expressos em mg de p-nitrofenol/kg de solo/h. Fonte: Mendes et al. (2018).

O objetivo das tabelas de interpretação dos bioindicadores é o de auxiliar com relação à tomada de decisões sobre diferentes sistemas de manejo e/ou práticas de uso da terra e de seus impactos na qualidade do solo.

Webinar Manejo da compactação do solo

Bioanálise do solo

A coleta de solo pode ser efetuada no fim do período chuvoso, após a colheita das culturas, coincidindo com a amostragem para química de solo (quando o solo ainda apresenta alguma umidade, o que facilita a amostragem).

Um aspecto muito importante é que a camada diagnóstica para a bioanálise de solo é a profundidade de 0 cm a 10 cm.

A atividade enzimática total de um solo é o somatório da atividade enzimática dos organismos vivos:

E as enzimas abiônticas também entram nesse somatório, como as enzimas associadas à fração não viva, que se acumulam no solo protegidas da ação de proteases por meio de sua adsorção em partículas de argila e na matéria orgânica.

Por isso, as enzimas arilsulfatase e β-glicosidase, tendem a se comportar de modo mais semelhante a MOS, constituindo-se em verdadeiras impressões digitais dos sistemas de manejo aos quais o solo foi submetido, permitindo, dessa forma, acessar a “memória do solo”.

Influências diretas e indiretas

Ao contrário dos indicadores químicos de fertilidade, o componente biológico do solo é fortemente influenciado por fatores climáticos, tais como a umidade do solo e temperatura, gerando padrões de variação temporal.

Atributos biológicos que variam muito em períodos curtos tornam a calibração e interpretação mais difícil.

Por esta razão, um desvio padrão pequeno e baixas variações ao longo do tempo são alguns dos requisitos necessários para o uso dos parâmetros microbiológicos no monitoramento da qualidade do solo.

O uso da bioanálise de solo, como parte do conjunto de métricas, para avaliar a qualidade/saúde do solo, será fundamental para separar os sistemas com diferentes “condições” de sustentabilidade e para reforçar o papel da agricultura como importante prestadora de serviços ambientais.

Importância dos bioindicadores

A base de dados sobre a biologia completa do solo é escassa de informações. Havendo uma maior dificuldade em interpretar os bioindicadores presentes, além do mais, não há ainda uma padronização.

Todo estudo científico para “provar ou não” um dado, precisa ser quantificado e padronizado. No caso dos bioindicadores há diversos modelos propostos por pesquisadores, mas carece de padrão, o que abre brecha para interpretações e necessidade de mais investimento em pesquisas.

Alguns parâmetros são os mais comumente adotados nessa classificação, como:

  • A avaliação da fauna que compõe esse solo;
  • Avaliação da biomassa;
  • Diversidade microbiana presente;
  • Diversidade e composição de plantas e raízes desse solo.

Ainda assim há a expressiva necessidade de padronizar essas análise para ser ainda mais fiel aos valores obtidos e, com isso, determinar a qualidade ou não do solo.

Ainda na pesquisa de Mendes (et. al, 2015), ela defende que é preciso determinar parâmetros-chaves que sejam reconhecidos e sirvam de referência a todos os estudos posteriores. Ela enumera os listados abaixo:

  1. Que sejam simples para a determinação analítica: Afinal, é preciso saber interpretar essa análise.
  2. Ligados à ciclagem da matéria orgânica do solo: Já vimos o quão significativa é essa fração no solo.
  3. Que não sejam influenciados pela adução: O objetivo é a avaliação do solo e não dos fertilizantes e demais mudanças em seus componentes.

Por fim, que não estejam na lista de controle do Exército.

O futuro dos bioindicadores

A necessidade de inclusão dos bioindicadores nas análises está cada vez mais evidente. Num futuro próximo, esse tipo de análise poderá predizer aos produtores que utilizem sistemas de conservação, se seu solo está de fato tendo resultados sustentáveis.

Outro ponto que pode ajudar nisso, seriam as certificações que valorizam diversos produtores. Tendo os bioindicadores padronizados, é possível estipular metas para certificar propriedades que estejam dentro dos parâmetros ambientais e sustentáveis.

Você pôde notar que no futuro agrícola usaremos e muito as análises com os bioindicadores. Isso se mostra ainda mais importante em culturas anuais, como soja, milho, feijão e demais cereais.

Estar atento às novas demandas de mercado é o que pode diferenciar as fazendas de sucesso.

A fertilidade do solo implica não apenas na aplicação de adubos, mas do conhecimento básico do solo presente nas lavouras.

É possível produzir muito com um perfil de solo equilibrado e com plantas nutricionalmente desenvolvidas. Aliás, em termos de custos com a produção, os fertilizantes ficam em 2º lugar, tamanha a importância de entender bem essa etapa.

Saiba mais!

Se você busca resultados promissores em sua produção, é preciso dominar os aspectos da fertilidade.

Com o Curso Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, você estará apto a interpretar análises de solo, manejo adequado para tornar seu solo fértil, nutrição precisa das plantas e até as tecnologias de aplicação.

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Alessandro Alvarenga

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Indicadores de fertilidade do solo: saiba quais são os principais https://blog.rehagro.com.br/indicadores-de-fertilidade-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/indicadores-de-fertilidade-do-solo/#respond Mon, 12 Jul 2021 13:30:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9400 A fertilidade é a característica que mais evidencia o valor agronômico do solo, e quando não está bem equilibrada, de acordo com o solo e as necessidades da cultura, pode acabar ocasionando perdas na produção. Nesse artigo, trataremos de vários desses indicadores, para que você entenda e possa evitar os prejuízos.  A fertilidade do solo […]

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A fertilidade é a característica que mais evidencia o valor agronômico do solo, e quando não está bem equilibrada, de acordo com o solo e as necessidades da cultura, pode acabar ocasionando perdas na produção. Nesse artigo, trataremos de vários desses indicadores, para que você entenda e possa evitar os prejuízos. 

A fertilidade do solo pode ser modificada pelo homem com certa facilidade para se adequar às exigências das plantas cultivadas, como necessidade de enxofre e fósforo que é bem limitante em nossos solos. Trata-se, pois, de uma característica variável no tempo e com o manejo agrícola. 

fertilidade do soloPreparo do solo.

Mesmo em condições naturais, o fluxo de nutrientes no sistema solo-planta-atmosfera é dinâmico e, portanto, passível de mudanças, cujas magnitudes dependem das condições ecológicas locais e da interação com a exploração agrícola. 

Em solo já cultivado, as mudanças dependem das condições iniciais de cultivo, do manejo adotado, da cultura trabalhada e das condições climáticas locais. 

A agricultura moderna exige a determinação precisa do teor de nutrientes no solo e na planta, para permitir um manejo que aperfeiçoe a produção e que garanta altas rentabilidades, sem perdas de sustentabilidade no tempo, nem danos ambientais ao ecossistema, onde a atividade agrícola está inserida. 

Materiais para análises

A análise de solo e a análise de tecido vegetal constituem as ferramentas apropriadas para isso, viabilizando a avaliação da fertilidade do solo. A partir dos resultados de análise do solo e de tecido vegetal, é possível tomar as decisões técnicas adequadas, levando em conta:

  • Os tipos de fertilizantes necessários; 
  • Quantidades adequadas; 
  • Modo de aplicação e ação;
  • Melhor época de aplicação de corretivos e fertilizantes.
  • Tudo isso para obter as melhores produtividades das diferentes culturas.

fertilidade do solo

Para uso adequado das análises de solo e de tecido vegetal como ferramentas que permitem avaliar a fertilidade e recomendar a correção do solo e adubação das culturas, é importante o entendimento de alguns termos técnicos.

Fertilidade do solo

É a capacidade que o solo tem em fornecer nutrientes para as plantas. É caracterizada pelos teores disponíveis dos nutrientes:

  • N: nitrogênio;
  • P: fósforo;
  • K: potássio;
  • Ca: cálcio;
  • Mg: magnésio;
  • S: enxofre;
  • B: boro;
  • Cl: cloro;
  • Cu: cobre;
  • Fe: ferro;
  • Mn: manganês;
  • Mo: molibdênio;
  • Ni: níquel;
  • Zn: zinco.

Outra característica importante avaliada é a acidez ativa:

  • H: hidrogênio; 
  • Trocável: alumínio – Al;
  • Potencial (H+Al);

E, por fim, o teor de matéria orgânica (MO). Os teores disponíveis de nutrientes são medidos utilizando extratores químicos que simulam a extração de nutrientes pelas raízes das plantas.

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Disponibilidade do nutriente 

A disponibilidade de um nutriente é a porção de seu teor total que o solo pode ceder às plantas durante todo seu ciclo. A esta porção chamamos de lábil ou de fator quantidade. Já a fração do nutriente que está na solução do solo e é facilmente disponível, podendo ser absorvida pelas plantas a qualquer momento, é denominada de fator intensidade. 

A capacidade do solo em manter constante a concentração do nutriente na solução do solo, por meio de reposição a partir dos nutrientes adsorvidos às partículas minerais, chama-se fator capacidade. 

Um solo fértil tende a manter os teores dos nutrientes na solução do solo razoavelmente constantes por longo período de tempo, mesmo em condições normais de cultivo. Um exemplo prático do uso desses conceitos é a análise de fósforo e enxofre no solo: os teores disponíveis desses nutrientes dependem estreitamente da capacidade tampão do solo, de modo que o teor de argila é amplamente utilizado como estimador dessa capacidade.

Teor disponível 

É o teor recuperado do solo por determinado extrator químico, que reflete a quantidade de nutriente que é absorvido e acumulado na planta em condições controladas de cultivo. 

Há diversos extratores químicos e as interpretações dos teores são válidas para cada extrator específico. 

Os elementos trocáveis, de modo geral, (K, Na, Ca, Mg e Al) são pouco influenciados pelos extratores usados no Brasil. No entanto, os teores de fósforo medidos pela resina trocadora de íons (Sistema IAC de Análise de Solo) e pelo extrator duplo ácido (Sistema Embrapa de Análise de Solo) são bem contrastantes em suas características e sensibilidade do fator capacidade tampão de fosfato. 

Em geral, a sensibilidade da resina ao teor de argila do solo é baixa, tornando desnecessária a sua indexação com os teores de argila; já os extratores ácidos, especialmente o Mehlich-1, tem necessidade de classificação dos teores recuperados de fósforo em função do teor de argila do solo, como um estimador de sua capacidade tampão de fosfato.

Nutriente trocável 

É o nutriente presente na superfície das partículas do solo, que é facilmente trocável por outro íon de igual caráter eletrônico, vindo de um sal neutro (por exemplo, K+ do KCl substitui NH4+, Ca2+, Mg2+ e Al3+ adsorvido nas partículas da fração argila) ou de um ácido forte diluído (por exemplo, o ânion fosfato substitui o sulfato; o cloreto substitui o nitrato; ou o H+ do duplo ácido substituindo o K+ e o Na+).

Elementos essenciais

Aqueles cuja deficiência impede que a planta complete seu ciclo vital. Não podem ser substituídos por outros com propriedades semelhantes. 

Elementos que fazem parte de moléculas essenciais ao metabolismo da planta ou que participam diretamente nesse metabolismo. 

Nem todos os elementos encontrados em grandes concentrações nas plantas são essenciais, pois as plantas possuem capacidade limitada de absorção seletiva, podendo absorver elementos não essenciais e até mesmo tóxicos.

Macronutrientes 

São os elementos essenciais que as plantas exigem em grandes quantidades normalmente em kg ha-1.

fertilidade do soloFertilizante do tipo ureia granulada – fornece N.

Fonte: Carlos Dias (Embrapa)

Eles são subdivididos em macronutrientes primários (N, P e K) e secundários (Ca, Mg e S) em função de sua presença predominante ou não na maioria dos fertilizantes comercializados.

Micronutrientes 

São os elementos essenciais que as plantas exigem em pequenas quantidades, geralmente em g ha-1

São eles: B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni e Zn.

Acidez ativa – pH 

A acidez ativa do solo é a concentração hidrogeniônica em solução. 

A escala de pH utilizada para medir a acidez ativa varia de 0 a 14. 

  • Valores de pH entre 2 e 3, indicam a presença de ácidos livres provenientes da pirita que, quando oxidada, passa para H2SO4
  • Quando o pH se situa entre 4 e 5, indica a presença de alumínio trocável. 
  • Quando o pH está em torno de 5,2 a 5,3, o alumínio trocável está quase na sua totalidade insolubilizado e não causa mais danos às raízes. 
  • Solos calcários apresentam pH entre 7 e 8. 
  • Quando o pH é próximo de 9, indica a presença de sódio.

Acidez trocável ou alumínio trocável 

fertilidade do soloAcidez por alumínio em plantas anuais. Fonte: Embrapa

A acidez trocável é representada pelo alumínio (Al3+). 

A presença de alumínio no solo pode inibir o crescimento radicular e influenciar na disponibilidade de outros nutrientes e processos como a mineralização da matéria orgânica. 

A correção do solo com calcário eleva o pH e insolubiliza o Al3+, tornando-o inofensivo para as raízes e processos do solo. 

Insistir em não fazer calagem quando o Al3+ no solo é maior que 0,5 cmolc dm-3, não é recomendado, pois, pode trazer prejuízos com a queda da produtividade. Algumas culturas são mais sensíveis ao Al3+ que outras.

Acidez total ou potencial 

A acidez potencial é composta pela acidez trocável e não trocável e é representada pelo H+Al.

Pode ser obtida diretamente através do método do acetato de cálcio a pH 7. 

O método baseia-se na relação existente entre o pH de uma solução tamponada, adicionada ao solo e o teor de H+Al. 

A relação é dependente de atributos físicos, químicos e mineralógicos do solo.

Capacidade de troca catiônica 

A capacidade de troca catiônica (CTC) pode ser obtida por soma de bases, conforme a fórmula: CTC = Ca2+ + Mg2+ + K+ + H+Al. 

  • Valores maiores do que 15 cmolc dm-3, indicam presença de argila 2:1 na fração argila. 
  • Valores menores que 5 cmolc dm-3, indicam baixo teor de argila ou predominância de argila 1:1 como a caulinita. 

Em solos intemperizados, boa parte da CTC vem da matéria orgânica. 

A capacidade de troca catiônica é um dado a ser considerado no manejo da adubação. Em solos de baixa CTC o parcelamento do nitrogênio e do potássio é necessário para evitar perdas por lixiviação.

Saturação por bases (V%) 

A saturação por bases é a proporção da capacidade de troca catiônica ocupada pelas bases. 

  • Solos com saturação por bases maiores que 70%, indicam bons teores de Ca, Mg e K.
  • Solos com saturação por bases menores que 50%, têm cargas ocupadas por componentes da acidez H ou Al e necessitam de correção. 

Webinar Correção do solo

Solos férteis

Todo aquele que pretende produzir, principalmente culturas anuais, precisa estar ciente que a análise do solo deve ser constante, ao menos a cada nova semeadura.

Conforme você pôde notar no artigo, entender os macro e micronutrientes são essenciais, pois as culturas são dependentes deles, no entanto, há também os limitantes, como o alumínio.

É possível reduzir as perdas ao se adequar o solo, mas mais do que isso, podemos mudar o foco, e nos perguntarmos: como torná-lo ainda mais produtivo? Como conseguir que seu solo esteja adubado o bastante para ter lavouras altamente produtivas?

Saiba mais com o artigo: “A fertilidade do solo para máxima eficiência produtiva: principais aspectos

Alessandro Alvarenga

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Fósforo no solo: um limitante na produção de grãos no Brasil https://blog.rehagro.com.br/fosforo-na-producao-de-graos-brasileira/ https://blog.rehagro.com.br/fosforo-na-producao-de-graos-brasileira/#respond Mon, 12 Jul 2021 12:00:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9388 Um dos elementos químicos que melhora significativamente a fertilidade dos solos brasileiros, é o fósforo (P), então todo produtor precisa incluí-lo em seu planejamento de fertilizantes, bem como nitrogênio, enxofre, etc. Figura 1. Fórmula do fósforo Fonte: Rehagro O P é um macronutriente primário e essencial, já que está ligado ao crescimento e desenvolvimento das […]

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Um dos elementos químicos que melhora significativamente a fertilidade dos solos brasileiros, é o fósforo (P), então todo produtor precisa incluí-lo em seu planejamento de fertilizantes, bem como nitrogênio, enxofre, etc.

Figura 1. Fórmula do fósforo

fósforo na produção de grãos

Fonte: Rehagro

O P é um macronutriente primário e essencial, já que está ligado ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Ou seja, quanto mais no início conseguir fornecer este nutriente, maiores são as garantias de sucesso da cultura.

No entanto, os solos brasileiros são, predominantemente, Latossolos e pobres em P e isso limita a produção das plantas, que por sua vez, absorvem P da solução do solo. 

Na solução do solo, o P constitui apenas uma fração de todo o fósforo presente no solo, podendo ser fornecido pela hidrólise do P inorgânico (Pi) ou pela mineralização do P orgânico (Po). Essas frações, por sua vez, são trocadas por compostos P mais estáveis por meio de reações lentas. 

Portanto, o suprimento de P para as culturas depende das quantidades de Pi lábil, das taxas de transformação entre Pi lábil mais estáveis e do tamanho das taxas de transformação do reservatório de Po mineralizável no solo.

Figura 2. esquema didático da fosfatagem

fósforo na produção de grãos

Fonte: Rehagro

Fontes de fósforo

As principais fontes minerais de fósforo são o fosfato monoamônico ou MAP (10% de N e 46 a 50% de P2O5) e fosfato diamônico ou DAP (16% de N e 38 a 40% de P2O5), superfosfato simples ou super simples (16 a 18% de P2O5 e 18 a 20% de Ca – Cálcio), superfosfato triplo ou super triplo (41% de P2O5 e 7 a 12% de Ca) e termofosfato (18 % de P2O5, 9% de Mg – Magnésio, 20% de Ca e 25% de SiO4).

Um dos problemas na avaliação da reversibilidade da sorção é que o P sorvido sofre outras transformações com o tempo. O processo pode envolver: recristalização; difusão de estado sólido, ou múltiplos reservatórios de P que não estão em troca imediata com a solução ou que têm afinidades diferentes com o P. 

Além dos processos inorgânicos, o turnover da matéria orgânica libera constantemente P na solução a partir da mineralização de Po que cria um reservatório de P “total disponível” dependente do tempo. 

O P disponível deve ser definido com relação ao tipo de sistema de produção em que é medido, incluindo: 

  • Período em que ele é necessário; 
  • Ciclo de crescimento; 
  • Taxas de reciclagem no período. 

Sistemas de produção de grãos considerando a rotação de culturas, pastagens e o conceito de “sustentabilidade”, requerem que a compreensão e as capacidades analíticas se desenvolvam além do reservatório de nutrientes “imediatamente disponível”.

Escassez x reposição de fósforo

A escassez natural de (P) é um grande problema nos solos brasileiros. A ampla disponibilidade e uso de fertilizantes P, no entanto, tem transformado áreas do Cerrado consideradas improdutivas. 

Figura 3. Mapa do fósforo acumulado no solo durante o cultivo no Brasil, com adição de fertilizante mineral entre 1960 e 2016.

fósforo na produção de grãos

Fonte: Pavinato et al. (2020)

Perspectivas do fósforo no Brasil

As previsões para o uso de fertilizantes minerais fosfatados no Brasil devem aumentar de 3 a 5% ao ano na próxima década. Além disso, a quantidade de P aplicada por cultura também aumentou ano a ano nas últimas duas décadas (72 e 105% para soja e milho, respectivamente), com valores médios de 27,2 e 22,9 kg ha− 1 de P aplicados atualmente. 

Eficiência no uso de P

Apesar do aumento no uso de fertilizante P, a eficiência de seu uso ainda é muito menor do que o esperado. 

Os baixos valores de eficiência estão associados à alta capacidade de fixação de P dos solos brasileiros e sua capacidade de ligar quase irreversivelmente nas superfícies de oxihidróxidos de Fe / Al. 

Essa eficiência pode ser aumentada em até 80% em solos tropicais quando o pH do solo é corrigido frequentemente e as rotações de culturas são adequadas.

Outra maneira de melhorar a eficiência do uso de P é a estratégia de gestão 5R:

  1. Realinhar os insumos de P; 
  2. Reduzir as perdas de P; 
  3. Reciclar P em biorrecursos; 
  4. Recuperar P em resíduos; 
  5. Redefinir P em sistemas alimentares.

Estratégias para um melhor aproveitamento de P

Há uma necessidade de adotar estratégias de manejo aprimoradas para explorar P acumulado e sua eficiência, se quisermos aumentar a produção agrícola global preservando os recursos naturais. 

Algumas das estratégias mais promissoras incluem: 

  1. Aumentar o pH do solo pela calagem;
  2. Melhoramento de culturas adaptáveis ao acesso de P no solo ainda inexplorável;
  3. Inoculação da cultura com microrganismos solubilizadores de P; 
  4. Introdução de culturas de cobertura com eficiência de P; 
  5. Agricultura mais intensiva, com sistema de dupla safra ou consorciado;
  6. Fertilizantes P modernos, específicos para culturas; 
  7. Administrar nutrientes 4R melhorando o manejo do fertilizante P; 
  8. Melhorar o solo para aumentar a raiz e ela ser capaz de absorver P em um grande volume de solo;
  9. Aplicação de fertilizante P incorporado e/ou próximo ao sistema radicular da planta.

Atenção!

Quando o solo não está corrigido e adubado de acordo com as necessidades da cultura, isso reflete no volume e na qualidade da produção e, consequentemente, no bolso do produtor. Se você quer dominar as estratégias para evitar essas perdas, acesse o artigo abaixo:

Perdas de produção: solo inadequado

Alessandro Alvarenga

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Adubação nitrogenada no cafeeiro: saiba a importância e evite perdas https://blog.rehagro.com.br/adubacao-nitrogenada-na-lavoura-cafeeira/ https://blog.rehagro.com.br/adubacao-nitrogenada-na-lavoura-cafeeira/#comments Tue, 06 Jul 2021 15:00:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4639 Quando pensamos nos diversos fatores que influenciam a produção cafeeira brasileira, comprovamos que a adubação e a correta relação entre os elementos necessários à produção desta cultura são primordiais para o sucesso produtivo e econômico da atividade. Considerando que buscamos sempre a produtividade máxima econômica, (ponto onde a produção gera a maior rentabilidade da atividade) […]

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Quando pensamos nos diversos fatores que influenciam a produção cafeeira brasileira, comprovamos que a adubação e a correta relação entre os elementos necessários à produção desta cultura são primordiais para o sucesso produtivo e econômico da atividade.

Considerando que buscamos sempre a produtividade máxima econômica, (ponto onde a produção gera a maior rentabilidade da atividade) torna-se necessária obtenção do equilíbrio entre os diferentes nutrientes a fim de buscarmos incremento produtivo de nossas lavouras.

Este correto equilíbrio nos fará ter base para produções elevadas a partir de adubações anuais de reposição e suprimento da demanda produtiva da safra seguinte.

adubacao-nitrogenada-na-lavoura-cafeeiraGráfico retirado do site da ANDA.

Para tanto, práticas como a avaliação da fertilidade do solo, diagnóstico das deficiências da lavoura (podem ser reais ou induzidas), análise da demanda de macro e micro nutrientes, proporção entre nutrientes no solo e folhas, identificação das carências através de sintomas foliares, devem ser realizadas a fim de obtermos um diagnóstico atual e, a partir deste ponto, começarmos a planejar as práticas seguintes de manejo.

Passamos então ao exame do potencial atual das lavouras e delineamento das metas para o futuro em termos de produtividade.

A relevância desses detalhes é reforçada pelo elevado preço dos adubos nitrogenados, assim como sua considerável participação no custo de produção.

 

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Nitrogênio no cafeeiro

O nitrogênio é importante na expansão da área foliar, no crescimento da vegetação e na formação dos botões florais, sendo essencial na atividade fotossintética.

As deficiências de nitrogênio ocorrem principalmente na época de granação dos frutos, em função de adubações insuficientes, problemas no sistema radicular, falta de chuva que impede a sua absorção do solo ou excesso, pois adubos nitrogenados são facilmente lixiviados, principalmente os nitratos.

A deficiência é crítica nas lavouras com alta carga pendente e principalmente se estas lavouras forem de primeira safra, visto que apresentam baixa relação folha fruto.

Nas plantas com deficiência, as folhas adultas da base do ramo para a extremidade e, principalmente, nos ramos com carga, perdem o brilho e a cor verde escura, passando para verde limão.

Quando a deficiência se acentua as folhas amarelecem, iniciando pelas nervuras e caminhando para as folhas mais novas, chegando ao ponto de desfolha e seca de ponteiros depauperando a planta.

Adubação nitrogenada no cafeeiro

A matéria orgânica é a principal fonte de nitrogênio no solo, onde cerca de 85% do N encontra-se na forma orgânica, e o seu teor depende do processo de mineralização.

De acordo com a recomendação oficial, as doses de N baseiam-se em função do rendimento esperado e do teor de nutriente na folha para cafeeiros em produção.

São recomendadas, em média, doses de até 450 Kg por ha de N por ano agrícola, fornecidos no período chuvoso, de setembro a março, compreendendo as fases de floração, frutificação e desenvolvimento vegetativo. Existem poucos trabalhos de pesquisa realizados para fundamentar uma recomendação específica de adubação de formação, ou seja, antes da 1ª safra.

A eficiência da adubação nitrogenada é conhecida apenas indiretamente, por meio da resposta da cultura em termos de produção.

O melhor aproveitamento dos fertilizantes pelo cafeeiro, principalmente o N, está relacionado com o efeito de doses e parcelamentos e, sobretudo com a época de adubação. A absorção de nitrogênio pelo café é intensificada a partir do quarto mês do florescimento, coincidindo com o período de granação e maturação.

A época de aplicação dos adubos nitrogenados é determinada em função de:

  • Início da vegetação;
  • Pegamento da florada;
  • Crescimento dos frutos.

É recomendado que as adubações nitrogenadas sejam feitas em três a quatro parcelas, devido a alta quantidade aplicada por ano e seus problemas com volatilização e lixiviação.

Obtenha safras mais lucrativas!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas.
Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

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Cuidados para se ter uma boa colheita de café https://blog.rehagro.com.br/boa-colheita-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/boa-colheita-de-cafe/#respond Mon, 28 Jun 2021 19:05:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4579 A época de colheita do café se aproxima e muitas fazendas já começam a colher no mês de abril. A colheita engloba, além da retirada dos frutos do pé, as etapas de: Preparação da lavoura; Derriça dos frutos; Recolhimento; Abanação.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Para que se tenha […]

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A época de colheita do café se aproxima e muitas fazendas já começam a colher no mês de abril.

A colheita engloba, além da retirada dos frutos do pé, as etapas de:

  • Preparação da lavoura;
  • Derriça dos frutos;
  • Recolhimento;
  • Abanação.
 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Para que se tenha um café de qualidade, ou seja, uma bebida boa e melhor preço pago pelo mercado, é preciso atentar para as várias etapas ou processos.

Cada fazenda apresenta diferentes dificuldades, sejam elas financeiras, com mão-de-obra ou com equipamentos. Para que isso não venha prejudicar a fazenda, é importante se adequar com o que tem e fazer o melhor.

Planejamento da colheita do café

A maturação dos grãos pode variar de acordo com a região e com a variedade da lavoura. Com isso, cabe ao proprietário ou quem for o responsável pelas lavouras fazer um planejamento de colheita.

Para fazer um planejamento de colheita, a pessoa responsável precisa saber quais são as glebas de maturação adiantadas e tardias. Outro ponto importante no planejamento da colheita é saber quais glebas serão feitas com colheitas mecanizadas e quais será colheita manual.

A preparação da lavoura para a colheita objetiva facilitar o posterior recolhimento dos frutos no chão.

A arruação é uma operação de limpeza da parte de baixo e próximo ao cafeeiro.

Uma arruação bem feita evita que o café que cai no chão se misture aos restos de vegetais, dificultando a varrição, ou seja, apuração do café após a derriça, e prejudicando a qualidade do produto final. Muitas vezes, após a arruação, é preciso fazer um controle de plantas daninhas caso seja necessário.

Webinar Planejamento da colheita

Evitando imprevistos e prejuízos na colheita

Todo café que vem da lavoura passa por vários processos até ser beneficiado e, para que esses processos não venham prejudicar na qualidade do produto final, temos que ficar atentos e evitar imprevistos e prejuízos.

Para evitar imprevistos e prejuízos durante a colheita, é muito importante fazer uma revisão em toda a infraestrutura (terreiros, estradas, tulhas) da fazenda e equipamentos (lavadores, secadores, maquinas de beneficiar) usados durante a colheita.

Outro ponto importante é a compra de materiais como panos, peneiras, escadas e peças de reposição. Não deixe para a última hora e procure sempre fazer cotações de todo material comprado para não pagar mais caro.

Não deixe que seu café seja prejudicado! Só se consegue preços melhores se houver qualidade e, para ter qualidade, é primordial ter planejamento e organização.

Obtenha safras mais lucrativas!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção.

Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

Curso Gestão na Produção de Café

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O impacto da qualidade das sementes na produtividade das lavouras de soja https://blog.rehagro.com.br/o-impacto-da-qualidade-das-sementes-na-produtividade-das-lavouras-de-soja/ https://blog.rehagro.com.br/o-impacto-da-qualidade-das-sementes-na-produtividade-das-lavouras-de-soja/#respond Mon, 14 Jun 2021 12:00:36 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9361 O uso de sementes de alta qualidade pode garantir pontos importantes para o sucesso da lavoura. Ao comprar sementes certificadas, o produtor garante qualidade, suporte técnico e um potencial maior na produtividade das safras. Acompanhe a explicação de Charles Allan Teles, gestor e consultor em negócios! Neste Webinar, ele falou sobre a importância da escolha […]

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O uso de sementes de alta qualidade pode garantir pontos importantes para o sucesso da lavoura. Ao comprar sementes certificadas, o produtor garante qualidade, suporte técnico e um potencial maior na produtividade das safras.

Acompanhe a explicação de Charles Allan Teles, gestor e consultor em negócios! Neste Webinar, ele falou sobre a importância da escolha das sementes.

Aperte o play e assista ao conteúdo na íntegra!

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Controle das doenças do milho https://blog.rehagro.com.br/controle-das-doencas-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/controle-das-doencas-do-milho/#respond Thu, 20 May 2021 17:43:32 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9322 Em abril de 2021, transmitimos um Webinar sobre controle das doenças encontradas no milho. Durante a palestra, apresentada pelo especialista Lucas Navarini, falamos do melhor manejo para que o produtor tenha mais facilidade na hora de tomar decisões e, consequentemente, consiga garantir o sucesso da lavoura. Para quem não teve a oportunidade de conferir o […]

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Em abril de 2021, transmitimos um Webinar sobre controle das doenças encontradas no milho. Durante a palestra, apresentada pelo especialista Lucas Navarini, falamos do melhor manejo para que o produtor tenha mais facilidade na hora de tomar decisões e, consequentemente, consiga garantir o sucesso da lavoura.

Para quem não teve a oportunidade de conferir o evento, disponibilizamos o conteúdo na íntegra! Aperte o play no vídeo abaixo e confira!

Para assistir a vídeos exclusivos, ative as notificações do nosso canal no YOUTUBE.

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Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas https://blog.rehagro.com.br/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas/ https://blog.rehagro.com.br/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas/#respond Mon, 17 May 2021 16:51:05 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9293 O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas. Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no […]

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O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.

Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.

Saiba mais sobre o assunto no nosso e-book GRATUITO! Clique no botão abaixo e faça o download.

E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

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Giberela no trigo: como identificar e realizar o manejo correto https://blog.rehagro.com.br/giberela-no-trigo-o-fungo-giberella-zeae/ https://blog.rehagro.com.br/giberela-no-trigo-o-fungo-giberella-zeae/#respond Wed, 28 Apr 2021 14:22:12 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9212 No Brasil, a giberela alcançou o “status” de principal doença nas regiões produtoras de trigo. Por esse motivo, todo agricultor que pretende lidar com este cereal, precisa ficar atento aos sinais e compreender sobre manejos que podem reduzi-la. O trigo é uma cultura de grande importância mundial, estando sempre entre os mais produzidos e apreciados […]

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No Brasil, a giberela alcançou o “status” de principal doença nas regiões produtoras de trigo. Por esse motivo, todo agricultor que pretende lidar com este cereal, precisa ficar atento aos sinais e compreender sobre manejos que podem reduzi-la.

O trigo é uma cultura de grande importância mundial, estando sempre entre os mais produzidos e apreciados por suas multifuncionalidades. São muitos subprodutos oriundos deste cereal, porém ele é limitante em condições climáticas.

 

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O Brasil, por ser um país tropical, não favorece muito o cultivo do trigo que se desenvolve mais plenamente em climas temperados. Isso restringe um pouco seu cultivo em nosso país, que em sua grande maioria se concentra no sul e alguns estados do sudeste.

O clima em si, não atrapalha apenas no desenvolvimento deste cereal, mas na ocorrência de doenças fúngicas e que em sua grande maioria está associada à alta umidade. É o caso da Giberela, conhecida também por fusariose do trigo.

Ocorrência da doença

A giberela, cujo agente causal é o fungo Gibberella zeae (Schwein.) Petch (anamorfo Fusarium graminearum Schwabe), é uma das principais doenças em trigo, sendo transmitida em sua grande maioria, pelas sementes contaminadas.

Esta doença se manifesta mais intensamente em regiões com excesso de chuva e temperaturas amenas durante os períodos de floração e maturação dos grãos, podendo ser encontrada de forma generalizada por todo o mundo.

A doença é mais frequentemente encontrada no trigo, mas também pode afetar a cevada, a aveia, o centeio e algumas gramíneas forrageiras.

Sintomas da giberela

A giberela é melhor reconhecida pelo branqueamento de flores na ponta. Infecções graves podem causar crestamento precoce ou branqueamento de todo o espinho. Outros sintomas incluem descoloração de bronzeado a marrom.

Normalmente um micélio rosado/laranja está presente na base das flores sob condições úmidas, e grãos que são enrugados, brancos e de aparência calcária. Peritécios (corpos escuros de frutificação) são produzidos dentro do micélio, posteriormente no processo de infecção. Espiguetas descoloridas e doentes são estéreis ou contêm sementes murchas/descoloridas (geralmente com uma tonalidade rosa ou laranja).

Giberela no trigo

Como ocorre a transmissão da giberela

A transmissão do patógeno da semente para a plântula, ocorre entre as etapas de disseminação e colonização do seu ciclo de vida. Esse processo implica no transporte que proporciona uma infecção bem-sucedida, dando origem a uma planta doente.

Quanto à quantificação da transmissão, esta pode ser realizada através da detecção dos sintomas nas plantas, partindo do princípio de que o único meio de inoculação foi através da associação do patógeno com a semente.

Patógenos necrotróficos, em sua grande maioria e parte dos biotróficos, utilizam-se da semente como veículo de disseminação, abrigo e sobrevivência.

Dentre os fatores que afetam a transmissão dos patógenos a partir de sementes e, que podem afetar o estabelecimento do patógeno em uma cultura, destacam-se:

  1. Espécie cultivada (resistência varietal);
  2. Condições ambientais (umidade ambiental e do solo, temperatura, vento, chuva e luz);
  3. Inóculo (viabilidade, localização na semente, tipo);
  4. Práticas culturais (tipo de solo, pH, população de plantas, profundidade de semeadura e época de plantio, fertilização, etc.);
  5. Sobrevivência do inóculo;
  6. Vigor da semente;
  7. Microflora do solo e da semente, entre outros.

Existem ainda duas outras maneiras possíveis de estabelecimento do patógeno no interior das sementes: através do sistema vascular de plantas atacadas e através de órgãos fertilizadores, como grão de pólen contaminado ou infectado.

No caso da contaminação de sementes por patógenos, esta é comumente concretizada pela mistura mecânica do inóculo por ocasião da manipulação de plantas durante a colheita.

Reduzindo o contágio do patógeno

Tais fatores podem reduzir ou incrementar significativamente a passagem do patógeno para os órgãos foliares e/ou radiculares da planta hospedeira, refletindo no desenvolvimento da doença na lavoura.

A transmissão de patógenos através das sementes é capaz de propiciar:

  • Introdução do patógeno em novas áreas;
  • Sobrevivência do microrganismo na ausência do hospedeiro;
  • Seleção e disseminação de raças específicas a determinados hospedeiros e
  • Distribuição através da população de plantas como focos primários de inóculo.

Por se tratar de uma associação biológica, as taxas de transmissão planta-semente e semente-plântula são bastante influenciadas pelo ambiente e pelas características inerentes ao patógeno e ao hospedeiro.

A idade da planta, na ocasião da infecção, por exemplo, é um dos fatores que afeta a transmissão. De qualquer forma, essa relação biológica é afetada por fatores físicos, biológicos e por aqueles inerentes ao tipo de germinação das sementes.

Para patógenos habitantes do solo, como é o caso dos fungos pertencentes ao gênero Fusarium, o acesso à superfície dos frutos e sementes é favorecido pelo contato direto dessas estruturas com o solo ou através de respingos de chuva ou de irrigação por aspersão.

Manejo de controle da giberela

A giberela é considerada a doença do plantio direto. A sobrevivência saprofítica do patógeno em diversos hospedeiros, como espécies de plantas cultivadas, nativas e invasoras, assim como a facilidade de dispersão dos ascósporos, transportados a longa distância pelo vento, faz com que a giberela não seja controlada eficientemente pela rotação de culturas.

A grande disponibilidade de inóculo no ar, durante o período de floração, associada a períodos de molhamento contínuo, tem levado a danos significativos na cultura do trigo.

O escalonamento na época de semeadura e o uso de cultivares com diferentes ciclos, são estratégias de escape que possibilitam que as plantas possam atingir o período de predisposição sob condições climáticas adversas ou menos favoráveis ao patógeno.

No Brasil, ainda não estão disponíveis pela pesquisa cultivares resistentes à doença. Há indicação de cultivares com diferentes níveis de tolerância.

A aplicação de fungicidas específicos na floração é uma estratégia recomendada. A eficácia de controle depende principalmente do fungicida e do momento de aplicação.

A eficácia de controle químico da giberela no campo e o rendimento de grãos de trigo são maiores quando as aplicações de fungicidas específicos são realizadas no início do estádio fenológico de floração.

Desempenhos de fungicidas aplicados em grãos de trigo com giberelaTabela 1 – Desempenho de fungicidas aplicados no início da floração sobre o rendimento de grãos, peso de mil grãos e incidência de Fusarium graminearum em grãos de trigo.

O maior rendimento de grãos foi obtido com o fungicida metconazole, diferindo estatisticamente da testemunha, com aumento relativo de 29,6%. Uma única aplicação de todos os fungicidas proporcionou aumento médio no rendimento de grãos em relação à testemunha de 24,3%, variando de 15,7% até 29,6% (Tabela 1).

O que é eficiente contra a giberela

Em termos gerais, é possível reduzir a incidência dessa doença fúngica por meios práticos. Como ela é uma doença que requer a umidade, é preciso fazer o manejo sanitário em restos culturais, caso opte pelo plantio direto.

O uso de cultivares tolerantes à doença também pode ajudar e, ainda, o manejo gradual de mudança de cultivares no plantio, sendo eles de ciclos distintos, auxilia na tolerância da planta e desfavorece a doença.

Por fim, se optar pelo tratamento químico, fique atento à qualidade do produto e principalmente a época de aplicação, que deve ser no início do florescimento.

Trigo com giberelaFonte: Brown et al. (2011)

Trigo

A giberela é a principal doença apontada pelos triticultores, mas há outras como mancha-amarela e ferrugem. Todas elas reduzem significativamente a produção e, caso não sejam controladas, podem permanecer nos restos culturais e serem passadas às próximas culturas, comprometendo sua renda!

Além das doenças, há ainda as pragas e daninhas. Ou seja, é preciso entender de forma específica cada uma delas, se quiser alcançar os resultados que almeja em sua produção.

Torne-se especialista na produção de grãos!

Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

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Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Padrão de ouro na recria: melhores práticas na criação de bezerras e novilhas https://blog.rehagro.com.br/padrao-de-ouro-na-recria-melhores-praticas-na-criacao-de-bezerras-e-novilhas/ https://blog.rehagro.com.br/padrao-de-ouro-na-recria-melhores-praticas-na-criacao-de-bezerras-e-novilhas/#respond Fri, 09 Apr 2021 12:52:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5975 Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença da palestrante Sandra Gesteira, Doutora em Ciência Animal pela UFMG, que teve como premissa o tema: “Padrão Ouro na Recria: melhores práticas na criação de bezerras e novilhas”. Clique aqui e assista o webinar na íntegra.  

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Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença da palestrante Sandra Gesteira, Doutora em Ciência Animal pela UFMG, que teve como premissa o tema: “Padrão Ouro na Recria: melhores práticas na criação de bezerras e novilhas”.

Clique aqui e assista o webinar na íntegra.

 

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Estádio fenológico do trigo: identificação e ciclo de desenvolvimento https://blog.rehagro.com.br/identificacao-do-estadio-fenologico-do-trigo-ciclo-de-desenvolvimento/ https://blog.rehagro.com.br/identificacao-do-estadio-fenologico-do-trigo-ciclo-de-desenvolvimento/#respond Fri, 12 Feb 2021 15:00:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8802 O ciclo de desenvolvimento do trigo pode ser dividido em três fases: vegetativa, reprodutiva e enchimento de grãos. A escala mais recomendada para a descrição dos estádios fenológicos de desenvolvimento do trigo é a de Zadoks, por considerar conjuntamente as fases vegetativas e reprodutivas. A escala de Zadoks é constituída por dois dígitos, sendo que […]

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O ciclo de desenvolvimento do trigo pode ser dividido em três fases: vegetativa, reprodutiva e enchimento de grãos.

A escala mais recomendada para a descrição dos estádios fenológicos de desenvolvimento do trigo é a de Zadoks, por considerar conjuntamente as fases vegetativas e reprodutivas.

A escala de Zadoks é constituída por dois dígitos, sendo que o primeiro corresponde ao estádio principal de desenvolvimento, iniciando com a fase de germinação (estádio 0) e finalizando com a fase de maturidade fisiológica dos grãos (estádio 9), e o segundo formado pela subdivisão do estádio principal.

 

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Durante o ciclo de cultivo do trigo, ocorrem duas mudanças na morfologia externa das plantas:

  1. Visíveis à olho humano (crescimento + desenvolvimento);
  2. Atividade tecidual (desenvolvimento), nem sempre perceptível.

A descrição dos diferentes estados externos e internos através dos quais a colheita de trigo pode ser feita através do uso de diferentes escalas, permitindo uma referência precisa dos diferentes estágios ou estados de desenvolvimento pelo qual a colheita passa.

A escala de Zadoks é a mais utilizada no cultivo de trigo e apenas descreve estados morfológicos externos de cultivo, que envolve algum desenvolvimento e outros processos de crescimento.

Esses estados devem ter levados em consideração ao analisar os estados e processos de desenvolvimento e os fatores que os regulam e modificam. A escala de Zadoks possui 10 fases numeradas de 0 a 9 que descrevem o cultivo.

Estádios fenológicos do trigoEstádio fenológico do trigo e componentes de produção.

Tabela com estádios fenológicos do trigoTabela com estádios fenológicos do trigoTabela com estádios fenológicos do trigoTabela com estádios fenológicos do trigoTabela representando a escala decimal de desenvolvimento do trigo segundo Zadoks et al. (1974).

Fases de desenvolvimento do trigo

A escala de Zadoks nos permite, por meio de uma apreciação da morfologia exterior da cultura, tenha uma ideia do estado de desenvolvimento que acontece.

Essa escala é inestimável como uma ferramenta para unificar critérios e falar todo o mesmo idioma ao tomar uma decisão agronômica; Ex.: aplicação de fertilizantes, herbicidas, inseticidas, tratamento com fungicidas.

Para aplicar esta ferramenta corretamente no nível do lote, uma amostragem representativa deve ser realizada. Devem ser observadas plantas individuais e, a partir disso, será considerado que a colheita atingiu um certo estado quando o mesmo se manifestou em 50% das plantas observadas.

Torne-se especialista na produção de grãos!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

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Carneirinho no café: como manejar essa praga? https://blog.rehagro.com.br/carneirinho-praga-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/carneirinho-praga-do-cafe/#respond Mon, 08 Feb 2021 13:30:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8777 Os carneirinhos são besouros do gênero Naupactus pertencentes à ordem coleóptera, possuindo diversas espécies e cores. Essa praga é polífaga e por isso, além de causar prejuízos ao cafeeiro, podem causar danos em diversas outras culturas como Citrus sp, cana-de-açúcar, alfafa, entre outras. Carneirinho (Foto: Dalyse Castanheira). Adulto de Naupactus cervinus. (Fonte: SOUZA, ANJOS & […]

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Os carneirinhos são besouros do gênero Naupactus pertencentes à ordem coleóptera, possuindo diversas espécies e cores.

Essa praga é polífaga e por isso, além de causar prejuízos ao cafeeiro, podem causar danos em diversas outras culturas como Citrus sp, cana-de-açúcar, alfafa, entre outras.

Carneirinho praga do café

Carneirinho (Foto: Dalyse Castanheira).

Carneirinho praga do café

Adulto de Naupactus cervinus. (Fonte: SOUZA, ANJOS & SORGATO, 2009.)

Apesar de não serem muito comuns na cultura do café, podem ocorrer ataques ocasionando assim em danos as lavouras.

 

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Hábitos dos carneirinhos e danos causados

Os adultos permanecem durante o dia escondidos entre as folhas ou nas axilas das folhas e se alimentam durante a noite.

Esses besouros se alimentam de folhas tenras, por isso é comum seu ataque em cafeeiros novos e em brotações de lavouras recepadas, recortando os bordos das folhas, acarretando assim em aspecto rendilhado. Os danos causados podem servir como porta de entrada de patógenos.

Além disso, as larvas que permanecem no solo, podem consumir as radicelas e raízes finas.

Danos causados por carneirinhos

Danos causados pelo Carneirinho no café. (Foto: Dalyse Castanheira).

Danos no cafeerio causados pelo carneirinho

Danos causados pelo Carneirinho no café. (Foto: Dalyse Castanheira).

Período de ocorrência da praga

O período de maior ocorrência dos carneirinhos é de novembro a março, em lavouras podadas com intensa emissão de folhas novas (Silva et al., 2010). Pode-se observar um maior ataque na rebrota.

Controle do carneirinho

Para o controle químico é recomendado a utilização de inseticidas do grupo dos organofosforados.

Os inseticidas organofosforados são neurotóxicos, e por isso, agem no sistema nervoso, inibindo a enzima acetilcolinesterase.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Cigarrinha-do-milho e enfezamentos: como prevenir e realizar o controle? https://blog.rehagro.com.br/cigarrinha-do-milho-o-vetor-dos-enfezamentos-e-virus/ https://blog.rehagro.com.br/cigarrinha-do-milho-o-vetor-dos-enfezamentos-e-virus/#comments Fri, 05 Feb 2021 13:11:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8769 A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é vetor de três patógenos na cultura do milho: Spiroplasma kunkelli (CSS-corn stunt spiroplasma), o fitoplasma do milho (MBSP-maize bushy stunt phytoplasma) e o vírus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino virus). O aumento da área cultivada com milho e a redução da sazonalidade de seu cultivo, têm destacado a cigarrinha Dalbulus […]

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A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é vetor de três patógenos na cultura do milho: Spiroplasma kunkelli (CSS-corn stunt spiroplasma), o fitoplasma do milho (MBSP-maize bushy stunt phytoplasma) e o vírus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino virus).

O aumento da área cultivada com milho e a redução da sazonalidade de seu cultivo, têm destacado a cigarrinha Dalbulus maidis com importância relativa de pragas e doenças.

Cigarrinha do milho em uma folha de milho.

Sintomas dos enfezamentos

Os sintomas dos enfezamentos manifestam-se em maior intensidade na fase de produção das plantas de milho, porém pode se manifestar na fase vegetativa quando o hospedeiro se encontra sob grande pressão desde a emergência, ou na fase de florescimento. 

O enfezamento pálido, caracteriza-se pelas manchas cloróticas e independentes, produzidas na base das folhas, posteriormente coalescem e formam bandas grandes; os entre nós se desenvolvem menos e a planta tem altura reduzida. 

O enfezamento vermelho, caracteriza-se pela severidade dos sintomas na planta com incidência do enfezamento e pela maior intensidade da cor vermelha, que chega a ser púrpura nas folhas mais velhas, e por abundante perfilhamento nas axilas foliares e na base das plantas. 

Os sintomas do MRFV consistem na ocorrência de pontos cloróticos, manchas, ou linhas-curtas, distribuídas, de forma uniforme na parte superior de folhas jovens, e geralmente nas nervuras secundárias e terciárias.

Com o passar do tempo os pontos tornam-se mais numerosos e coalescem, ao longo das nervuras formando riscas com mais de 10 cm de comprimento, podendo ser facilmente observadas quando colocadas contra a luz.

Webinar Cigarrinhas e Enfezamentos

Utilização de híbridos

Na literatura são citadas como plantas hospedeiras de D. maidis: milho (Zea mays), tripsacum (Tripsacum dactiloides) teosinto (Euchlaena mexicana), sorgo (Sorghum bicolor), braquiária ruziziensis (Urochloa ruziziensis) e milheto (Pennisetum glaucum).

Os ovos de D. maidis podem ser depositados de forma isolada, em pares ou em grupos de cinco ou seis na superfície superior das folhas, sendo inseridos nos tecidos da planta, de preferência na metade basal das primeiras folhas das plantas jovens.

As ninfas se alimentam da seiva da planta e dificilmente abandonam o sítio de alimentação durante o seu desenvolvimento, sendo que após a muda é fácil a observação das exúvias presas nas folhas.

A duração dos estádios ninfais de D. maidis varia com a temperatura. A 23,4°C e 83 % UR, os ínstares I, II, III, IV e V tiveram duração média de 2,0; 2,0; 2,5; 3,0 e 3,0 dias, respectivamente. Estudos da biologia dessa cigarrinha em temperaturas variando de 10 a 32ºC, apresenta cinco ínstares com duração média variando de 23,0 (10ºC) a 3,2 dias (32ºC). 

Os adultos da cigarrinha do milho medem cerca de 3 mm de comprimento e são de coloração palha, podendo apresentar coloração mais escura nas regiões geográficas altas e em tons claros com manchas em baixas altitudes.

A longevidade média dos adultos é de 16,3 dias para machos e de 42,1 dias para fêmeas a 23,4ºC e 83% de UR. Entretanto, essa longevidade varia em função da temperatura, atingindo 66,6 dias a 10ºC e 15,7 dias a 32,2ºC. O período de pré-oviposição é de 8,5 dias, o de oviposição de 29,6 dias e a fecundidade média é de 128,7 ovos/fêmea. 

A utilização de híbridos com resistência genética, apresenta-se como um importante método de controle de pragas e doenças virais na cultura do milho. Características físicas, morfológicas e/ou químicas das plantas podem alterar o comportamento dos insetos ou interferir na sua biologia, dando proteção às plantas permitindo a seleção de híbridos resistentes.

A cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) é a principal transmissora de doenças conhecidas como os enfezamentos e a virose do raiado fino, provocando perdas de até 90% no milho cultivado em algumas regiões.

Folha de milho no solo com vírus do raiado fino causado pela cigarrinha do milho.Vírus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino vírus) (CULTIVAR)

A infestação da cigarrinha de milho é influenciada pelo híbrido de milho plantado, havendo materiais que podem apresentar maior ou menor infestação.

A severidade fitossanitária demonstrou ser crescente em função do número de cigarrinhas/plantas, havendo híbrido que demonstraram maior ou menor suscetibilidade.

A intensidade da infestação por cigarrinhas no milho influenciou diretamente a severidade fitossanitária de forma que o aumento do número de cigarrinhas proporcionou maior severidade com reflexo nos parâmetros produtivos.

Manejo e pulverização da cigarrinha do milho

A adoção do manejo integrado de pragas deve se considerados aspectos como a eliminação de hospedeiros, definição de épocas de semeadura, controle biológico e controle químico.

O tratamento de sementes com inseticidas neonicotinóides (imidacloprid, thiametoxan e clotiandina) tem sido importante por realizar o controle na primeira população migrante no cultivo, apresentando eficiência até os 15 dias após a emergência da cultura. 

A adoção de pulverizações com organofosforado (acefato) nos estádios V4/V5 e V8/V9, a fim de promover o controle da cigarrinha para reduzir os prejuízos.

A adoção destas pulverizações tende a complementar a estratégia do tratamento de sementes, sendo fundamental para o controle de populações migrantes de outras culturas.

Plantação de milho com enfezamento causado pela cigarrinha do milho.Enfezamento do milho (EMBRAPA)

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Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

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Alessandro Alvarenga

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Sistema radicular das plantas e qualidade do solo no plantio direto https://blog.rehagro.com.br/desenvolvimento-radicular-no-sistema-de-plantio-direto/ https://blog.rehagro.com.br/desenvolvimento-radicular-no-sistema-de-plantio-direto/#respond Thu, 03 Dec 2020 16:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8621 Uma das formas de se avaliar a presença de compactação é pela avaliação do sistema radicular das culturas nas camadas inferiores do solo. Atualmente, tem sido desenvolvido metodologias para avaliar o crescimento de raízes em profundidade, além da avaliação da atividade de raízes no perfil. O desenvolvimento radicular no perfil do solo é afetado pela presença […]

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Uma das formas de se avaliar a presença de compactação é pela avaliação do sistema radicular das culturas nas camadas inferiores do solo.

Atualmente, tem sido desenvolvido metodologias para avaliar o crescimento de raízes em profundidade, além da avaliação da atividade de raízes no perfil. O desenvolvimento radicular no perfil do solo é afetado pela presença de Al tóxico e principalmente pelo impedimento físico.

 

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A causa direta do excesso de Al tóxico é o engrossamento das raízes nas camadas superficiais do solo e restrição do crescimento da parte aérea em situação de limitação de chuvas.

As raízes não apresentam bom desenvolvimento em solos ácidos devido ao excesso de Al e/ou deficiência de Ca. De maneira geral, o crescimento das raízes é prejudicado pela presença de Al tóxico às plantas (Al3+e AlOH2+).

Solos manejados adequadamente sob sistema de plantio direto, não têm apresentado restrição ao crescimento de raízes devido à falta de Ca e/ou Al tóxico. Além disso, parte do Al tóxico pode ser complexado por ligantes orgânicos.

Desenvolvimento de raízes Desenvolvimento de raízes. (Foto: Alessandro Alvarenga)

Nas condições do Sul do Brasil, a acidez do solo limitou o crescimento radicular e a produção de trigo pela falta de água na fase do desenvolvimento vegetativo.

A calagem superficial proporcionou aumento de 66% no crescimento radicular até 60 cm de profundidade e aumento de até 140% na produtividade de trigo. Nos estudos de Joris et al. (2013), a calagem aumentou a densidade e o comprimento das raízes, absorção de nutrientes e produção de milho e soja sob estresse hídrico, comparado aos locais sem aplicação de calcário.

Segundo Caires et al. (2001), o crescimento radicular da soja não foi afetado pelas condições de acidez do solo com 1,5, 1,2 e 0,8 cmolc dm-3 de Ca e 28, 32 e 40% de saturação por Al, nas profundidades de 0-10, 10-20 e 20-40 cm, respectivamente.

Webinar Manejo da compactação do solo

Concentração das raízes e acidez subsuperficial

A concentração das raízes apenas na camada superficial do solo proporciona menores produtividade das culturas. Com a correção da acidez do solo no perfil, as culturas apresentam maior desenvolvimento radicular, proporcionado maiores produtividades.

A acidez subsuperficial apresenta-se como fator determinante para o crescimento do sistema radicular, tendo grande importância para o aumento do reservatório de água disponível durante os períodos de estresse hídrico. Além disso, a aplicação de calcário na superfície do solo, apresenta baixa eficiência na correção da acidez subsuperficial.

Nesse sentido, Veronesse et al. (2012) observaram que plantas de cobertura associadas à calagem promoveram melhoria nos parâmetros de acidez do solo, quando a dose aplicada é maior ou igual que a recomendada para saturação por bases (V) de 50%.

Plantas de cobertura apresentam como função, a liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular, formando complexo orgânico com alumínio (Al), cálcio (Ca) e magnésio (Mg). Dessa forma, além de neutralizar o Al tóxico, esses ácidos podem aumentar a mobilidade de Ca e Mg no perfil do solo.

A calagem com resíduos de aveia preta e nabo forrageiro, promoveu o aumento do pH e o teor de Ca, reduzindo o teor de Al na camada de 0 a 20 cm de profundidade.

Calagem com nabo forrageiroCalagem com nabo forrageiro. (Foto: Geraldo Gontijo)

O crescimento das raízes acompanha os efeitos químicos do solo, sendo favorável ao gradiente de correção da acidez, e após nove anos da calagem em superfície com dose de 3 ton ha-1 aumentou os teores de pH e Ca e reduziu os teores de Al até 60 cm de profundidade.

Franchini et al. (2001) observaram que a prática da calagem em superfície sem resíduo vegetal promoveu crescimento de raízes de trigo até 10 cm de profundidade, enquanto a calagem em superfície com resíduos de aveia e nabo favoreceu o crescimento das raízes até 20 cm de profundidade.

Manutenção da palhada no plantio direto

A manutenção da palhada proporciona melhores condições de umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento radicular das culturas.

A aplicação superficial de calcário sobre palhada de aveia preta não provocou aumentos no crescimento de raiz de milho e soja. Girardello et al. (2017) acrescentam que o menor crescimento do sistema radicular das culturas, inviabiliza o acesso a um maior volume de água e nutrientes em períodos de veranicos.

Plantas de sistema radicular robusto (braquiárias e milheto) contribuem para mobilização de nutrientes, recuperando aqueles deslocados para zonas inferiores (K, S, B) e auxilia a incorporação de outros menos móveis (P e Ca), além de aportar carbono e agregar os benefícios da matéria orgânica do solo em camadas mais profundas.

Sistema de plantio direto(Foto: Flávio Moraes)

Além da acidez, a restrição física pode apresentar como principal fator de impedimento ao crescimento radicular. A resistência do solo à penetração superior a 1,3 MPa afeta o desenvolvimento do sistema radicular no perfil. Isso porque reduz a macroporosidade do solo, a qual apresenta como indicador para a restrição do crescimento radicular do milho.

Diagnósticos qualitativos como a distribuição das raízes no perfil do solo, e quantitativos como o grau de acidez no perfil do solo, apresentam-se como ferramentas para auxílio na verificação da qualidade do manejo adotado e no estabelecimento de limites de acidez, que não afetam o desenvolvimento radicular das plantas em sistemas de produção de grãos.

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Com ela, você vai dominar técnicas como:

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Subsoladores e escarificadores no sistema de plantio direto https://blog.rehagro.com.br/uso-de-subsoladores-e-escarificadores/ https://blog.rehagro.com.br/uso-de-subsoladores-e-escarificadores/#respond Mon, 30 Nov 2020 18:00:42 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8614 Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo. Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, ou seja, rompendo a estrutura física da camada do solo. Para recomendação dessa prática deve-se analisar […]

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Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo.

Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, ou seja, rompendo a estrutura física da camada do solo. Para recomendação dessa prática deve-se analisar o solo quanto à compactação.

Imagem 1 – Penetrômetro

Compactação do solo

Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas. 

Isso é ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, seja em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.

O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos com condições de muita umidade e com pouca palha na superfície.

O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, principalmente até 20 cm de profundidade.

Trator com escarificador e subsolador

Imagem 2 – Trator com escarificador e subsolador acoplados

Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com textura arenosa.

Solos compactados apresentam decréscimos de diversos fatores importantes, tais como:

  • Macroporosidade;
  • Disponibilidade de água;
  • Absorção de nutrientes.

O déficit desses fatores acaba gerando consequência, como a redução na difusão de gases no solo, o que acaba por limitar os processos metabólicos das plantas.

Manejo para solos compactados

Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada.

A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo.

Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.

Webinar Manejo da compactação do solo

Escarificadores para SPD

A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicados para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.

Girardello e seus colaboradores (2014) avaliaram a eficiência de escarificadores e observaram uma diminuição nos valores de resistência à penetração (RP), comparado aos locais sem escarificação.

Nas parcelas em que não realizou a escarificação, o valor da RP foi de 1,36 MPa , e de 1,75 MPa onde teve o tráfego de tratores, sem escarificação.

Já na pesquisa de Bellé (et. al, 2014) relata que, em solos com a utilização de escarificador, há menor consumo de combustível, potência e tração do trator do que em locais sem uso de escarificador.

Subsoladores para SPD

O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores rompe as camadas compactadas até 0,30 m (Monteiro et. al, 2017).

A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional. Em solos onde foi realizada a subsolagem, não apresentaram diferença na produtividade de culturas, em comparação com solos manejados sem subsolagem, sob SPD (Raper et. al, 2005).

A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície, tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.

Comparativo entre escarificadores e subsoladores

Seki e seus colaboradores (2015) avaliaram o efeito de escarificadores e subsoladores em solos sob SPD. Ele observaram que:

A utilização do escarificador proporcionou maior manutenção da cobertura vegetal do solo do que os subsoladores. 

No entanto, na pesquisa de Nunes (et. al, 2015) concluíram que a utilização de semeadoras adaptadas ao SPD, podem descompactar o solo até a profundidade de 0,17 m.

Vários autores relatam que não foram apresentados incrementos na produtividade das culturas, após a prática da escarificação ou da subsolagem em solos compactados.

Em Latossolos e Argissolos oxídicos, sob SPD, a escarificação e subsolagem apresentam como operações desnecessárias, pois a longo prazo a qualidade física do solo pode ser melhorada com a prática de rotação e sucessão de culturas.

Rotação de culturas

Imagem 3 – Rotação de culturas – Fonte: Instituto Agro

Girardello e seus colaboradores (2014), avaliando a eficiência de escarificadores, verificaram que a produtividade da soja em área escarificada foi de 3.669 kg.ha-1, sendo semelhante a área sem escarificação.

Práticas desejáveis para alta produtividade

Em pesquisa de 2014 (Andrade Júnior et. al) observaram que os sistemas de preparo de solo, cultivo mínimo com subsolagem e SPD, com espaçamento de plantio de 0,40 m proporcionam aumento na produtividade de milho.

Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.

Manejo de gramíneas

Imagem 4 –  Manejo de gramíneas forrageiras em ILP e SPD no Semiárido – Fonte: Embrapa

Apesar de trabalhos mais antigos terem mostrado pouco efeito no uso de escarificação e subsolagem na produtividade das culturas, atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido à adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.

Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.

Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações devem ser realizadas para diferentes condições edafoclimáticas e regiões de produção do país.

Assim sendo, o uso de máquinas têm aumentado nas lavouras, até porque estão produzindo mais, buscando melhores qualidades e em menos tempo.

O quesito físico do solo é essencial tanto no desenvolvimento da cultura quanto na saúde desse solo, mas igualmente importantes são os fatores químicos e biológicos.

Sobre isso, os bioindicadores podem ser verdadeiros aliados. Por isso eles têm ganhado cada vez mais espaço nas avaliações do solo.

Conquiste uma alta produtividade

Por isso, o Rehagro possui a capacitação online em Fertilidade dos Solos e Nutrição de Plantas, que já transformou a vida de mais de 100 profissionais! Eles aprenderam com tecnologia de ponta e com professores com vivência prática em campo, como o Flávio Moraes.

Na busca por atualização e aprimoramento de seus conhecimentos em fertilidade, o curso ensina a interpretar corretamente uma análise de solo, manejo da compactação, aplicação de corretivos e fertilizantes.

Com ele, você será capaz de construir um perfil de solo e programa nutricional com foco na obtenção de alta produtividade.

Se esse é seu objetivo, se você busca safras de alto volume produtivo e de qualidade, conheça mais sobre o curso:

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11 perguntas comuns em relação ao plantio de café https://blog.rehagro.com.br/11-perguntas-comuns-em-relacao-ao-plantio-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/11-perguntas-comuns-em-relacao-ao-plantio-de-cafe/#comments Fri, 27 Nov 2020 11:00:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8601 O plantio do café é uma das fases mais importantes da produção, se não for a principal. Essa etapa é determinante para o sucesso do cultivo e alguns pontos são cruciais para evitar erros que podem refletir na produção da lavoura. Dessa forma, trouxemos nesse artigo 11 perguntas comuns sobre o plantio do café que […]

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O plantio do café é uma das fases mais importantes da produção, se não for a principal.

Essa etapa é determinante para o sucesso do cultivo e alguns pontos são cruciais para evitar erros que podem refletir na produção da lavoura.

Dessa forma, trouxemos nesse artigo 11 perguntas comuns sobre o plantio do café que poderão te ajudar.

 

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1. O que levar em conta na hora de escolher a cultivar de café?

Deve-se levar em conta a época de maturação dos frutos do cultivar para possibilitar o escalonamento de colheita na propriedade, a resistência ou não a ferrugem, porte da planta, possibilidade de mecanização (porte alto em lavoura manual não é recomendado) e a resistência à colheita mecanizada (desprendimento do fruto).

Café sendo plantado em lavoura

Implantação de lavouras de café. (Foto: Diego Baquião).

2. A época de plantio influencia no desenvolvimento das mudas e na produtividade da primeira safra?

Sim! De acordo com os resultados do estudo feito por Oliveira em 2015, a época de plantio influenciou no crescimento das plantas de café.

O estudo comparou 6 épocas (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março), e de acordo com os resultados, o autor observou que a partir do mês de outubro, quanto mais tardios foram os plantios, menor foi o crescimento inicial dos cafeeiros no primeiro ano em campo.

Isso possivelmente ocorre, pois plantios mais tardios recebem menor quantidade de chuvas, e dessa forma, terão menor tempo para adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica.

Cultivar Catuaí 99 na terceira safra

Lavoura do cultivar Catuaí 99 na terceira safra. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Por isso, recomenda-se que o plantio seja realizado mais cedo, preferencialmente nos meses de outubro e novembro (de acordo com a quantidade de chuvas), para que tenham maior disponibilidade de água para seu crescimento e dessa forma, plantas mais desenvolvidas apresentam maior possibilidade de melhores produtividades na primeira safra.

3. O que é o gel hidrorrententor e para que ele é usado?

São polímeros que são valorizados pela sua capacidade de absorver água, dessa forma podendo suprir as plantas em épocas de escassez.

Na agricultura, tem sido mais utilizado os polímeros sintéticos como propenamida (denominados de poliacrilamida ou PAM). Esses polímeros têm a capacidade de absorver de 150 a 400 vezes sua massa seca.

O polímero hidroretentor ou gel hidroretentor é um condicionador de solo, e pode ser usado para aumentar a capacidade de armazenamento de água no solo, minimizando os problemas associados à disponibilidade irregular ou deficitária de água.

4. O gel hidrorrententor sempre deve ser utilizado no plantio que irá proporcionar maior crescimento das plantas?

Depende das condições. Estudos mostram que plantios mais tardios**, tiveram menor percentual de mortalidade quando foi utilizado o gel hidroretentor adicionado a cova de plantio.

Já para plantios realizados mais cedo, com boa disponibilidade água para as plantas, a utilização deste polímero não acarretou em diferenças significativas.

Por isso, sua utilização em condições de déficit hídrico e/ou plantios tardios é uma boa estratégia, no entanto, em plantios em que se tem boa disponibilidade de água, sua utilização não proporciona diferenças.

**Vale destacar que recomendamos sempre que o plantio seja realizado mais cedo – outubro e novembro (de acordo com a quantidade de chuvas).

5. Em relação ao pião torto, o problema é no viveiro ou no plantio? Temos esse problema em mudas de saquinho e de tubete?

Isso é problema no plantio. Toda boa muda vai ter pião torto, pois o pião/raiz vai desenvolver bem, chegar no fundo e entortar.

Na hora do plantio é preciso cortar o fundo do saquinho. Já o tubete não tem esse problema, pois quando a raiz chega na parte inferior ela seca devido a presença de luz.

Pião torto em muda de café

Muda com pião torto. (Foto: Larissa Cocato).

6. Quais são os pontos de atenção na implementação de lavouras de café em áreas que houve cultivo?

Nessas áreas deve-se atentar para teores de zinco (se estiverem altos podem causar intoxicação na lavoura), compactação do solo e residual de algum herbicida.

7. Quais aspectos dar mais atenção em implantar uma lavoura em uma área que sempre foi pastagem?

Nas questões química, pragas e doenças não há problema.

Se for uma pastagem degradada tem que fazer uma boa correção do solo, fornecer todos os nutrientes necessários e atentar para que não tenha compactação.

8. Qual seria o espaçamento correto?

A definição de espaçamento correto é complexa de ser falada, pois existem variáveis que irão definir qual o melhor a ser utilizado para a área.

Um espaçamento com bom funcionamento é de 50 a 60 cm entre plantas, independente se a colheita será manual ou mecanizada. No caso da mecanizada um ponto mais importante é a largura da rua que pode ser entre 3,30 m e 4,0 m de acordo com a região.

Lavoura de café com bom espaçamento

Lavoura com espaçamento 3,60 m x 0,60. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

9. Qual melhor fonte de P2O5 para se usar na implantação? MAP, SS, DAP etc.

Não tem uma melhor fonte. Deve ser levada em consideração as características de cada uma, como por exemplo teor de P, custo, se possui outros nutrientes como o nitrogênio no MAP, o cálcio e o enxofre no Super Simples, por exemplo.

Ainda, existem as fontes de fósforo protegido que devem ser analisadas também com relação a custo e recomendação do fornecedor.

10. Qualquer tipo de fósforo que utilizar vai ter fixação com calcário?

Não. Isso acontece com as fontes de fósforo reativos, que sofreram separação do cálcio em sua composição através da utilização de ácidos.

As outras fontes não têm, mas possuem liberação lenta apresentando eficiência baixa.

11. Chegamento de terra com gradinha pode ocorrer afogamento da muda?

Pode. Quando se realiza o chegamento de terra é aconselhável ter uma pessoa vindo depois do trator para desafogar essas mudas e se o implemento não estiver bem regulado ainda pode causar o tombamento ou quebra dessas mudas e ferimentos.

Um ponto importante também é ter umidade no solo para não formar torrões que também podem atrapalhar o desenvolvimento das mudas.

Pronto para aprender mais?

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

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Calcário x gesso agrícola: quais são as principais diferenças? https://blog.rehagro.com.br/calcario-x-gesso-quais-as-diferencas/ https://blog.rehagro.com.br/calcario-x-gesso-quais-as-diferencas/#respond Wed, 25 Nov 2020 18:03:55 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8585 O calcário e o gesso são insumos muito importantes de serem utilizados nas lavouras de café. No entanto, ainda se tem dúvidas em relação a atuação e as diferenças entre eles. A seguir, veremos as principais diferenças de calcário x gesso. Gesso agrícola em lavouras de café. (Foto: Larissa Cocato) Calcário em superfície. (Foto: Luiz […]

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O calcário e o gesso são insumos muito importantes de serem utilizados nas lavouras de café. No entanto, ainda se tem dúvidas em relação a atuação e as diferenças entre eles.

A seguir, veremos as principais diferenças de calcário x gesso.

Gesso agrícola aplicado em lavoura de caféGesso agrícola em lavouras de café. (Foto: Larissa Cocato)

Calcário aplicado em superfície de uma lavoura de caféCalcário em superfície. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

 

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O que é o gesso agrícola?

O gesso agrícola é um subproduto da indústria de fertilizantes fosfatados, em que a partir da reação da rocha fosfatada com o ácido sulfúrico se dá a formação do adubo fosfatado e o resíduo desta reação química é o sulfato de cálcio, popularmente conhecido como gesso agrícola.

O que é o calcário?

O calcário é uma rocha sedimentar, que tem em sua composição carbonato de cálcio, podendo ter outros compostos.

Quais são as diferenças entre eles?

Tabela com as diferenças entre o calcário e o gesso agrícolaTabela 1. Diferença entre calcário e gesso

O calcário corrige a acidez dos solos, essa correção se faz necessária para promover maior eficiência na absorção de água e nutrientes pelas plantas e consequentemente obter melhores produtividades para as culturas.

O gesso promove alteração da forma iônica do alumínio, para uma forma menos tóxica, sendo este fato, extremamente vantajoso, pois o alumínio é um elemento prejudicial às raízes, visto que ele acarreta em engrossamento das mesmas, afetando assim na absorção de nutrientes.

Dessa forma, propiciando melhores condições para o desenvolvimento das raízes e maior volume de solo explorado por elas.

É importante destacar que, o ânion SO42- (base fraca) não tem praticamente capacidade de hidrolisar a água e produzir OH-, por essa razão, o gesso não é considerado corretivo da acidez.

O gesso pode substituir o calcário?

Conforme mostrado na tabela acima, o gesso e o calcário apresentam grandes diferenças, e por isso, um insumo não pode ser substituído pelo outro.

O calcário é um corretivo do solo, ou seja, ele corrige o pH do solo, já o gesso, é um condicionador de solo.

Um condicionador de solo é um material que proporciona melhoria das propriedades físicas, químicas ou da atividade biológica do solo. O gesso atua como melhorador químico do ambiente radicular, principalmente devido a sua ação sobre o alumínio trocável.

E-book Calagem na cultura do café

Reações do calcário e do gesso

Como já mencionamos as diferenças entre o calcário e o gesso, as reações deles no solo também são diferentes.

Calcário

Após a aplicação de calcário no solo, o ânion CO32- (base forte) é o principal responsável pela hidrolise da água e formação do íon OH-, que irá neutralizar a acidez ativa (H+) do solo.

A partir das reações, percebemos o quanto é importante a presença de água para que ocorra a reação do calcário, e consequentemente ele atue no solo.

A correção da toxidez do alumínio ocorre por reações de precipitação desses elementos, na forma de oxihidróxido: Al(OH)3.

Gesso

Em um solo com umidade suficiente, o gesso agrícola sofre dissolução.

Uma vez na solução do solo, o Ca2+ pode interagir com o complexo de troca do solo, deslocando cátions, como Al3+, K+, Mg2+, para a solução do solo, que podem, por sua vez, reagir com SO42-, formando AlSO4+, que é menos tóxica às plantas e os pares iônicos neutros: K2SO40, CaSO40 e MgSO40.

Dada a sua neutralidade, os pares iônicos apresentam grande mobilidade ao longo do perfil, ocasionando uma descida de cátions para as camadas mais profundas do solo.

Quais são os benefícios do calcário e do gesso

Tabela com os benefícios do calcário e do gessoTabela 2. Benefícios do calcário e do gesso

Resultados de estudos mostram que o gesso propicia maior distribuição das raízes em profundidade (Souza et al., 2001), dessa forma, acarretando em maior volume de solo explorado e maior absorção de água e nutrientes.

Esse fato torna-se ainda mais importante em períodos de veranico, em que plantas com raízes mais profundas apresentam melhores condições para tolerar esses períodos.

Tipos de calcário

Em relação aos calcários, pelos teores de Mg, eles podem ser classificados nos seguintes tipos:

  • Calcítico, que apresenta teores de óxido de magnésio inferiores a 5%;
  • Magnesiano, que possui teores de óxido de magnésio em torno de 5 a 12%;
  • Dolomítico, que possui teores de óxido de magnésio acima de 12%.

Além disso, os calcários também se diferem pelo seu PRNT, ou seja, Poder Relativo de Neutralização Total. O PRNT é calculado por uma fórmula que considera o PN e o ER:

PRNT = (PN x ER) / 100

Dessa forma, para analisarmos o PRNT temos que nos atentar ao ‘’Poder de neutralização (PN)’’ que se define na capacidade neutralizante que as bases do corretivo possui e também a “Reatividade das partículas (ER)’’, que considera a granulometria do calcário.

Nesse sentido, para a escolha do calcário devemos considerar os valores de PN e ER, pois um calcário com mesmo PRNT, pode ter tempo de neutralização diferente, visto que, os valores de PN e ER podem ser diferentes e resultar em um mesmo valor de PRNT.

Tipos de gesso

O gesso agrícola por sua vez, atua como um grande fornecedor de cálcio e enxofre e condicionante de solo como foram citados anteriormente, sua composição química varia entre 16 a 20% nos teores de cálcio e de 13 a 16% nos teores de enxofre.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café Arábica, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade? https://blog.rehagro.com.br/plantabilidade-para-o-potencial-de-producao/ https://blog.rehagro.com.br/plantabilidade-para-o-potencial-de-producao/#comments Mon, 16 Nov 2020 17:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8476 O potencial produtivo das culturas inicia no momento da semeadura, semeando errado a probabilidade de colher baixas produtividades aumentam muito. Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área […]

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O potencial produtivo das culturas inicia no momento da semeadura, semeando errado a probabilidade de colher baixas produtividades aumentam muito.

Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área cultivada de 500 hectares cada carrinho irá percorrer 1.000 quilômetros.

Nesse sentido podemos observar a necessidade da manutenção das semeadoras e realizar os cálculos que a falha pode ocasionar no momento do plantio. A boa plantabilidade mais o uso de sementes de qualidade é a receita que irá garantir altos rendimentos.

A plantabilidade é definida como a distribuição uniforme de sementes ao longo do sulco de semeadura com a população e a profundidade correta. Sendo assim deve-se buscar pela maior porcentagem possível de espaçamentos aceitáveis entre uma semente e outra e o mínimo possível de duplas e falhas.

 

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Ao deparar com uma maior porcentagem de falha os problemas que podem acontecer será a perda de produção pela falta da planta além disso poderá acontecer a entrada de plantas daninhas. No caso de plantas duplas ocorrerá a presença de plantas dominadas, acamamento da cultura acarretando perdas na colheita e dificuldade no controle de doenças.

Coeficiente de variação do estande de plantio

A fim de identificar tais problemas a medida mais utilizada é a avaliação do coeficiente de variação do estande de plantio.

Para isso após a planta germinada (estádio V2 a V3 – quando as plantas de milho apresentam de duas a três folhas e a soja apresenta o seu segundo ou terceiro trifólio) é realizado a medida de espaçamento entre uma planta e outra em 5 metros lineares em 5 linhas de plantio sendo considerado no mínimo 5 subamostras por gleba de produção.

Para o cálculo do coeficiente de variação, é realizado o cálculo da média dos espaçamentos realizados e o cálculo do desvio padrão dos espaçamentos obtidos.

Coeficiente de variação

Onde:

  • CV = coeficiente de variação;
  • δ = desvio padrão;
  • μ = média.

Para a cultura da soja é considerado aceitável um coeficiente de variação menor que 50% e para a cultura do milho é considerado um coeficiente de variação aceitável menor que 30%.

Dentre os fatores que interferem diretamente na distribuição de plantas a velocidade de plantio é a que pode apresentar maior influência na distribuição longitudinal de plantas. Para isso a fim de manter o menor coeficiente de variação o ideal e manter a velocidade de plantio entre 5 e 6 km/h.

Para a comparação entre os coeficientes de variação vale ressaltar que deve ser realizada com as populações de plantas iguais. Na propriedade poderá ser construído um banco de dados das populações estabelecidas com os seus respectivos coeficientes de variação, e estabelecer metas a fim de reduzir o coeficiente de variação e obter melhor plantabilidade.

Webinar Pontos importantes para a semeadura da 2ª safra

Fatores que interferem em uma boa plantabilidade

Além da velocidade de plantio alguns fatores que podem interferir na plantabilidade das culturas são questões referentes ao solo.

O tipo de preparo do solo seja ele convencional ou sistema de plantio direto, para isso deve ser realizada uma boa regulagem da máquina com um sistema eficiente de corte da palhada no caso de plantio direto.

A umidade é outro fator que apresenta grande interferência na plantabilidade, solos mais úmidos podem apresentar maiores problemas de embuchamento durante a semeadura das culturas. Para um bom plantio sobre a palhada a mesma deve estar seca a fim de evitar o envelopamento e garantir uma boa plantabilidade.

A qualidade das sementes seja ela fisiológica e sanitária irão interferir quando a uniformidade de germinação das culturas, para isso deve-se obter sementes com alta germinação e vigor.

Os fertilizantes também merecem atenção, para isso deve-se obter fertilizantes com boa qualidade física que apresentem boa uniformidade de partículas a fim de evitar a segregação das partículas. Apresentando menores paradas durante a semeadura no desentupimento dos mangotes.

Quanto às máquinas, o tipo de disco de corte utilizado seja ele liso ou corrugado a pressão da mola no disco de corte irá interferir diretamente na qualidade do corte da palhada.

Quanto aos sulcadores existem dois tipos a haste (facão) ou disco duplo. O disco duplo tem uma menor demanda de potência do trator e apresenta uma menor área mobilizada do sulco. No caso da haste pode promover uma leve escarificação do solo e depósito em maior profundidade do fertilizante.

Quanto ao mecanismo dosador de sementes no mercado existem as pneumáticas e as mecânicas:

  • Nas semeadoras mecânicas a escolha do disco e anel apropriado é um dos fatores que interferem diretamente na qualidade da semeadura. Para sementes redondas deve-se optar por anel rebaixado, quanto ao disco deve-se optar pelo disco que entre apenas uma semente em cada furo;
  • Nas pneumáticas deve-se atentar a pressão do vácuo em cada uma das linhas, falta de vácuo pode causar falha e excesso de vácuo pode causar dupla. Outro fator é quanto a pressão do pneu da roda motriz, conferir a pressão garante uma melhor uniformidade de deposição das sementes.

A fim de evitar esses problemas a manutenção das máquinas como lubrificação da máquina, engraxamento dos pinos graxeiros, manutenção dos dosadores de fertilizantes, discos de corte desgastados, manutenção das molas, quantidade de grafite a ser colocada para manutenção da escoabilidade sendo ideal 5 gramas de grafite por quilo de semente.

Para obter uma boa plantabilidade a manutenção da semeadora e conferência do coeficiente de variação da população obtida torna-se um dos fatores primordiais para garantia do potencial produtivo das culturas.

Para realizar o acompanhamento da plantabilidade durante o processo de semeadura das cultura, pode ser feita uma planilha com um checklist, levantamento de plantas e fertilizantes.

Checklist semeaduraCheck list antes de iniciar a semeadura

Levantamento de plantasLevantamento de plantas

FertilizantesFertilizantes

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Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

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Zinco na cultura do café: funções, sintomas de deficiência e recomendação https://blog.rehagro.com.br/zinco-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/zinco-na-cultura-do-cafe/#comments Tue, 03 Nov 2020 15:14:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8391 O zinco é um micronutriente essencial para a nutrição de plantas. Se tratando da cultura do café, isso não é diferente, este elemento exerce grandes funcionalidades no metabolismo da planta, sendo imprescindível para uma boa produção final da safra. Apesar de ser demandado em menores quantidades, quando comparado a outros nutrientes, principalmente os macronutrientes, não […]

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O zinco é um micronutriente essencial para a nutrição de plantas. Se tratando da cultura do café, isso não é diferente, este elemento exerce grandes funcionalidades no metabolismo da planta, sendo imprescindível para uma boa produção final da safra.

Apesar de ser demandado em menores quantidades, quando comparado a outros nutrientes, principalmente os macronutrientes, não o torna menos importante, pois cada macro e micronutriente tem sua função especifica dentro da planta.

Dessa forma, é necessário a presença de todos em quantidades suficientes para seu bom funcionamento.

 

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Funções do zinco na cultura do café

Este elemento está intimamente ligado ao crescimento da planta de café, uma vez que tem entre suas funções a síntese do aminoácido triptofano, que é percursor do regulador de crescimento auxina, sendo responsável pelo crescimento de tecidos vegetais.

Também, o zinco está ligado a diversas reações enzimáticas e fotossintéticas. Além disso, outras funções também estão ligadas a esse nutriente, como produção de açucares e síntese de proteínas.

Sintomas de deficiência de zinco

Na ausência deste elemento a planta apresenta sinais bem característicos, como exemplo a presença de internódios curtos, com folhas novas pequenas, estreitas e cloróticas. Em alguns casos surgem rosetas na ponta dos ramos plagiotrópicos, comumente chamado de “vassoura de bruxa”.

Os sintomas de deficiência são observados inicialmente nas folhas mais novas, uma vez que este nutriente apresenta baixa mobilidade na planta, dessa forma, não permitindo que se desloquem das folhas velhas para as folhas novas.

Folha de cafeeiro com sintomas de deficiência de zinco

Sintomas de deficiência de zinco em cafeeiro. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cafeeiros com deficiência de zinco

Sintomas de deficiência de zinco em cafeeiro. (Foto: PROCAFÉ).

Sintomas de deficiência de zinco x fitotoxicidade por glifosato

Devemos ter o cuidado para não confundir os sintomas de deficiência de zinco, com a toxidez por glifosato, visto que eles são parecidos.

Os sintomas observados para intoxicação por glifosato são: estreitamento do limbo foliar, clorose e excesso de brotações nas regiões apicais do ramo.

Sintomas de toxidez por glifosato

Sintoma de toxidez por glifosato (Foto: Larissa Cocato).

Diferença da deficiência de zinco e toxicidade por glifosato

Diferença visual de desenvolvimento de plantas de café intoxicadas pelo Glifosato (seta vermelha) e plantas normais (seta verde), sem a ocorrência de intoxicação. (Foto: Larissa Cocato)

Excesso de zinco

Considerando todos os nutrientes, o equilíbrio sempre é necessário, por isso, tanto a deficiência quanto excesso de qualquer nutriente são prejudiciais, e para o zinco isso não é diferente.

Abaixo, temos a foto de uma lavoura com altos teores de zinco, apresentando 15 mg/dm3 no solo, acarretando em toxidez deste nutriente. Vale destacar que os sintomas de deficiência e de excesso são parecidos, por isso, é importante estar atento ao que foi realizado de manejo na lavoura.

Características do zinco no solo

O zinco na solução do solo ocorre na forma Zn2+, forma essa que é absorvida pelas plantas.

Devemos nos atentar em relação a disponibilidade desse nutriente via solo, visto que, sua concentração diminui cerca de 100 vezes com o aumento de uma unidade no pH, como mostra o gráfico abaixo.

Com o aumento do pH, há a redução da disponibilidade de alguns micronutrientes, como ferro, cobre, manganês e o zinco.

Disponibilidade de zinco de acordo com o pH

Gráfico de disponibilidade de nutrientes em função do pH. (Fonte: Adaptado de Matiello).

Além disso, condições de altos teores de fósforo, também afetam a disponibilidade desse nutriente. Não é comum se observar essa condição no campo, mas é importante saber que há um antagonismo entre os nutrientes P e Zn, dessa forma, altas concentrações de fósforo, acarretam em baixa disponibilidade de zinco.

Por isso, torna-se imprescindível estar atento aos teores de zinco tanto via solo, quanto via foliar.

Teor de zinco no solo e na folha

Após realizado as adubações de zinco na lavoura, ou suas pulverizações com fontes de zinco, é importante sempre fazer o acompanhamento deste micronutriente, tanto via solo quanto via foliar, para evitar que sua lavoura sofra com as perdas das funcionalidades que este elemento irá trazer para as plantas.

Na análise foliar, teores considerados adequados se tratando do cafeeiro estão na faixa de 10-20 ppm ou 10-20 mg/dm3. Malavolta e Vitti mostram os teores adequados de zinco na folha de acordo com os meses do ano, conforme mostra a tabela abaixo:

Fatores de zinco adequados para o cafeeiro de acordo com os meses do anoFonte: Adaptado de E. Malavolta / G.C.Vitti

Já para análise de solo, de acordo com o Procafé, níveis de zinco abaixo de 1,5 mg/dm3 são considerados baixos, entre 1,5-3,0 mg/dm3 são considerados médios, e acima de 3,0 mg/dm3 são considerados altos.

Recomendação de adubação

Dessa forma, os técnicos buscam trabalhar com um teor de zinco no solo acima de 3,0 mg/dm3.

No entanto, para o manejo deste nutriente, devemos estar atentos ao teor de argila dos solos, se o solo é mais arenoso ou mais argiloso, uma vez que, em solos mais argilosos, o zinco fica muito retido no solo, nestes casos, a aplicação de zinco via foliar é mais eficiente.

Além disso, pelo fato dos micronutrientes serem demandados em menores quantidades, a aplicação via foliar é bem recomendada, e também acarreta em respostas mais rápidas após a aplicação.

Quando possível, e em solos mais arenosos, o fornecimento tanto via solo quanto via folha é desejável, devido a ação mais residual do fornecimento via solo e mais rápida do fornecimento via folha, sempre estando atento aos níveis adequados do zinco.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

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Larissa Cocato

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Monitoramento e controle de percevejos e lagartas na cultura do milho https://blog.rehagro.com.br/monitoramento-e-controle-de-percevejos-e-lagartas-na-cultura-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/monitoramento-e-controle-de-percevejos-e-lagartas-na-cultura-do-milho/#comments Mon, 26 Oct 2020 19:11:34 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8449 Com o crescente aumento no preço de defensivos agrícolas nos últimos anos e com a necessidade de redução de custos de produção, o produtor vem cada vez menos realizando aplicações por calendário, adotando medidas de controle de pragas com uma maior precisão e munidos de parâmetros para tomada de decisão mais acertada possível, visando não […]

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Com o crescente aumento no preço de defensivos agrícolas nos últimos anos e com a necessidade de redução de custos de produção, o produtor vem cada vez menos realizando aplicações por calendário, adotando medidas de controle de pragas com uma maior precisão e munidos de parâmetros para tomada de decisão mais acertada possível, visando não só um recuo nesses custos, mas também a diminuição da quantidade de produtos químicos sendo exposto ao meio ambiente. 

A partir desse critério é possível elencar alguns pontos necessários para chegarmos a esse objetivo:

  • o conhecimento dos insetos pragas que atacam a cultura, tanto em sua biologia quanto hábitos;
  • os métodos de amostragem, para estabelecermos o controle com inseticidas, a partir do nível de controle – NC;
  • conhecimento da tolerância genética da variedade ou híbrido da cultura a ser plantada;
  • controle biológico por meio dos inimigos naturais;
  • quais os danos causados pela praga e quais os melhores inseticidas a serem usados para o controle.

Todos esses fatores são levados em consideração quando se faz o manejo integrado de pragas – MIP.

Monitoramento das pragas

Sendo assim, visando o controle dessas pragas de início de ciclo, devemos iniciar considerando qual a cultura ou quais as culturas que haviam anteriormente na área, seja na safra verão ou na segunda safra.

No período de entre safra alguns insetos possuem a capacidade de reduzir seu metabolismo para proporcionar um menor gasto de energia, alongando assim as suas fases até que as condições fiquem propícias para a reprodução, esse período é conhecido como diapausa.

Dessa forma devemos realizar amostragens nas áreas pré-dessecação para verificar a necessidade de uso de inseticidas e essa preocupação aumenta se a densidade populacional da praga já foi alta na cultura anterior. 

Percevejos (Euschistus heros e Dichelops sp.)

Podemos optar pelo uso de inseticidas após a germinação das plantas, no caso do milho que sofre muito com ataque de percevejo barriga verde e o marrom (Dichelops sp. e Euschistus heros respectivamente), pois com a sucção da seiva a toxina é injetada na planta, que se torna raquítica e emite perfilhos não produtivos.

O tratamento de sementes tem um efeito de aproximadamente 20 dias, porém com uma densidade populacional da praga muito alta, há a redução do estande e produtividade da mesma forma.

Assim a alta densidade pode justificar-se na segunda safra por termos tido uma infestação no final do ciclo da soja, e no milho verão podemos justificar pela presença de plantas daninhas hospedeiras, como a trapoeraba (Commelina sp.), Capim carrapicho (Cenchrus echinatus), Malva (Sida cordifolia) e também em áreas onde tínhamos trigo anteriormente.

Recomenda-se levantar por meio da amostragem a quantidade de percevejos por metro e realizar a aplicação de Tiametoxam+Lambda cialotrina caso exceda o NC.

Sendo assim devemos realizar amostragens considerando um nível de controle acima de 0,8 por m², no caso de aplicações de inseticidas em V1, segundo Duarte 2015 e consideramos 2 até V3 (Gassen, 1996) onde ainda é possível evitar danos na produtividade.

Já no caso de amostragens na pré-dessecação ou pré-plantio podemos utilizar de iscas com grãos de soja umedecidos. As iscas devem ser distribuídas em número de para cada talhão, cerca de 250 gramas do grão umedecidos e acrescentados ½ colher de chá de sal de cozinha.

A partir da conferência das amostras podemos ter uma ideia da população de percevejos na área, recomendando-se o uso de tratamento de sementes quando 3 a 4 iscas apresentarem percevejos, e a aplicação quando 5 ou mais iscas apresentarem percevejos (Bianco 2005).

Controle de percevejo de barriga verde em planta de milho.

Percevejo barriga verde em plantas de milho – Fonte: Arquivo pessoal

Lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda)

Outra praga bastante comum no início do estabelecimento da cultura do milho é a lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) com hábito de lagarta rosca. Essas lagartas geralmente de 5° instar causam problemas na fase inicial da cultura do milho, podendo alimentar de plântulas jovens e causando redução de estande, apesar do ponto de crescimento da planta não ser afetado há uma grande redução no desenvolvimento da planta, abre uma entrada para patógenos.

Além disso o tratamento de sementes e a proteína Bt nesses casos não oferece um controle efetivo, pois lagartas já nesses instares são dificilmente controladas por meio dessas ferramentas de manejo, necessitando-se assim um monitoramento na pré dessecação, principalmente em áreas com plantas “tigueras” de milho e com plantas daninhas que oferecem abrigo para a Spodoptera, que assim permanece à espera da próxima safra.

Da mesma forma em que o percevejo, o recomendado é se atentar ao histórico da área em relação à praga e qual cultura antecedeu o cultivo do milho a ser plantado, e tomar a decisão de aplicação de piretróides, clorpirifós ou carbamatos no início da cultura, com essa aplicação, visando a Spodoptera, temos como adicional o efeito sobre a lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus), que causa o “coração morto”.

Outro ponto bastante interessante é a realização da dessecação antecipada, em áreas que o regime de chuvas permite, para que haja a retirada de hospedeiros alternativos para a praga. Esse tipo de dessecação pode auxiliar no controle não só da lagarta do cartucho como também a lagarta rosca (Agrotis ipsilon) e até mesmo os percevejos.

Postura e lagartas em 3º instar de Spodoptera Frugiperda em planta de milho na pré-dessecação

Postura e lagartas em 3º instar de Spodoptera Frugiperda em planta de milho na pré-dessecação – Fonte: Arquivo pessoal

Tratamento de sementes

Apesar da baixa resposta de controle ao tratamento de sementes para essas pragas em alta densidade populacional, recomenda-se a utilização do mesmo, pois o tratamento de semente tem efeito sobre pragas que podem ser importantes em algumas regiões, como a larva alfinete (Diabrotica speciosa), aos coleópteros conhecidos popularmente como corós ou bicho bolo (Phyllophaga spp., Cyclocephala spp.e Diloboderus abderus) e a lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus) que é mais comum em solos arenosos.

Pensando no manejo do Percevejo barriga verde e corós podemos utilizar a Clotianidina a 42 ml/i.a. para 60.000 sementes, outro produto que pode ser usado no TS é o Clorantraniliprole de 30 a 45 ml/i.a. para 60.000 sementes, com o intuito de controle do coró, elasmo, lagarta rosca e lagarta do cartucho em instares menores que venham raspar as folhas no início da cultura.

A importância do bom manejo de controle

A partir desse manejo de controle é possível o estabelecimento de uma lavoura com um bom estande de plantas no início do ciclo, o que é de suma importância quando queremos atingir altos tetos produtivos.

O período entre a germinação e o fechamento de linhas reflete tanto na produção, quanto outras fases importantes como o florescimento e fecundação, ainda mais quando se trata da cultura do milho onde a perda de uma planta por metro já reflete muito no estande final e proporciona entrada de luz, aumentando a germinação e desenvolvimento de plantas daninhas.

Além disso, a amostragem proporciona a tomada de decisão tanto na opção de realizar a aplicação ou não, quanto a aplicação de dose cheia ou parcial da recomendação, gerando economias e redução do custo de produção, e isso é muito interessante quando se passa por uma safra com incertezas ou quando alguma intempérie pode causar a redução da produtividade.

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Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

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Agricultura conectada: análise de dados e uso de IoT https://blog.rehagro.com.br/agricultura-conectada-internet-das-coisas-iot-e-a-analise-de-dados/ https://blog.rehagro.com.br/agricultura-conectada-internet-das-coisas-iot-e-a-analise-de-dados/#respond Sat, 17 Oct 2020 15:00:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8304 A agricultura conectada é uma tendência real no Brasil e no mundo. Duas tendências poderosas – a Internet das coisas (IoT) e a análise de dados – estão ganhando força discretamente na aplicação dessas tecnologias para a produção de alimentos. Os agricultores estão melhorando a produtividade, reduzindo as perdas e reduzindo custos, fazendo um uso […]

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A agricultura conectada é uma tendência real no Brasil e no mundo. Duas tendências poderosas – a Internet das coisas (IoT) e a análise de dados – estão ganhando força discretamente na aplicação dessas tecnologias para a produção de alimentos.

Os agricultores estão melhorando a produtividade, reduzindo as perdas e reduzindo custos, fazendo um uso mais direcionado de recursos como fertilizantes e água. O ponto de partida para esta agricultura de precisão são os dados, cujos sensores e redes sem fio desempenham um papel fundamental na coleta.

 

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Existem essencialmente três tipos de plataforma envolvidos na agricultura de precisão:

  1. Sistemas aéreos;
  2. Móveis baseados no solo;
  3. Sistemas estacionários.

Os sensores e a tecnologia de rede que os tipos de plataforma tendem a utilizar variam, embora também haja alguma sobreposição. Uma coisa que as plataformas compartilham, no entanto, é uma enorme diversidade nos conjuntos de recursos dos muitos produtos concorrentes que tratam desse espaço de aplicação.

Sistemas aéreos

As plataformas aéreas buscam coletar dados sobre culturas e campos de cima usando sensoriamento remoto. Os sensores podem estar localizados em aeronaves ou satélites pilotados, mas cada vez mais estão sendo transportados por veículos aéreos não tripulados (UAVs) – drones – de asa fixa ou multi-helicóptero.

Equipados com um sensor de posicionamento de precisão, como o módulo GNSS de precisão, os drones são particularmente adequados para o levantamento de campos de pequeno a médio porte para monitoramento da saúde vegetal, com aeronaves e satélites fornecendo levantamentos de área maiores.

O principal sensor no monitoramento da saúde da planta é uma câmera multiespectral que pode capturar imagens de alta resolução em luz visível e infravermelha próxima (NIR).

A maioria dos sensores de imagem pode fornecer essas imagens, embora a maioria das câmeras comerciais não. A chave para essa aparente contradição está na filtragem.

Área em propriedade rural rastreada via agricultura de precisão

Sensor de infravermelho

Para monitoramento da saúde da planta, no entanto, essa sensibilidade infravermelho (IR) é a melhor opção.

Área em uma propriedade rural sendo analisada por sensor de infravermelho

As folhas de plantas saudáveis refletem mais IR e absorvem mais luz vermelha do que as de plantas estressadas. Isso levou os cientistas vegetais a definir o índice de vegetação de diferença normalizada (NDVI) – (NIR – Vermelho) / (NIR + Vermelho) – como uma medida da saúde das plantas.

Com a filtragem certa e algum processamento básico de imagem, um sensor de imagem pode ser transformado em um sensor NDVI. As plataformas aéreas fornecem a perspectiva necessária para fazer o levantamento da saúde da planta de campos inteiros com um único sistema.

Webinar Ferramentas de agricultura de precisão

Elementos básicos para plataformas agrícolas móveis

Na maior parte, as necessidades de comunicação de rede das plataformas aéreas são mínimas.

Alguns sistemas oferecem links Wi-Fi para smartphones para oferecer resultados de pesquisas em tempo real. A maioria, entretanto, simplesmente armazena os dados da imagem em cartões removíveis para processamento posterior.

Esse uso de armazenamento em vez de link de rede também é comum em plataformas móveis de agricultura de precisão baseadas no solo, como acessórios de trator e veículos robóticos.

Os dados que seus sensores coletam podem ser exibidos em tempo real para o motorista, mas como plataformas aéreas, os dados raramente são enviados ao vivo para uma rede. Os tipos de sensores envolvidos, no entanto, são completamente diferentes.

Na maioria das vezes, essas plataformas móveis carregam sensores eletroquímicos que monitoram as condições de crescimento, incluindo fatores como pH, condutividade elétrica do solo (que se correlaciona com a produtividade da cultura), e teor de umidade do solo.

O sensor de raios gama detecta variações na radiação de fundo natural para avaliar a composição e estrutura do solo. Sensores ópticos ajudam a medir o conteúdo orgânico do solo, incluindo resíduos da colheita.

Esses sistemas móveis, fornecem um mapeamento de solo com resolução de grãos muito mais fina do que as técnicas de amostragem manual tradicional. O mapeamento, por sua vez, ajuda os agricultores a aplicar fertilizantes do tipo e quantidade que o solo precisa em qualquer local.

Mapeamento em uma área rural utilizando sensor

O tipo de precisão de mapeamento centimétrico que essas plataformas móveis oferecem exige mais do que sensoriamento de navegação por satélite, no entanto a navegação por satélite é normalmente precisa apenas em torno de um metro.

Para refinar ainda mais o posicionamento, algum tipo de unidade de medição inercial, pode ser necessária. O mesmo tipo de precisão que informa o esforço de mapeamento pode então ser usado para orientar a aplicação de sementes, fertilizantes e pesticidas, bem como para orientar o maquinário de colheita para evitar sobreposição durante a colheita.

As plataformas de agricultura de precisão que normalmente não requerem sensores de posição embutidos são os sistemas estacionários baseados no solo, embora ainda seja importante registrar sua posição quando colocados pela primeira vez. Também ao contrário de outros tipos de plataforma, os sistemas estacionários dependem fortemente dos recursos de comunicação de rede.

Uma variedade de opções de comunicação está sendo usada na agricultura, com a escolha frequentemente dependente da situação, incluindo celular, rede mesh, LPWAN (LoRa, SigFox, 6LoWPan e semelhantes) e configurações diretas de dispositivo para gateway. Outros oferecem plataformas de sensores estacionários com qualquer uma dessas opções de comunicação disponíveis como opções especificadas pelo cliente.

Uso de um sensor para monitoramento de lavoura de milho

Sistemas agrícolas estacionários

Esses sistemas estacionários também oferecem uma gama mais ampla de tipos de sensores do que as outras plataformas, o monitoramento ambiental, meteorológico localizado (temperatura, precipitação, insolação, vento e semelhantes) e sensores fitossanitários junto com monitores ambientais para comparar o crescimento real da planta com as expectativas.

Sistemas capturam e contam tipos específicos de pragas usando atração baseada em feromônios para identificar possíveis infestações. A umidade do solo (medida usando capacitância ou outras propriedades eletromagnéticas do solo), taxas de evapotranspiração, umidade das folhas (devido à chuva ou condensação), altura da planta e até mesmo a espessura dos caules ou o tamanho dos frutos em crescimento (dendometria) são todas as opções de sensores potenciais para agricultura.

Os sistemas estacionários são onde grande parte do desenvolvimento de produtos de sensores para agricultura de precisão tem ocorrido, em parte porque eles oferecem o maior potencial para vendas de volume.

Um único sistema de sensoriamento aéreo ou móvel pode atender a todos os campos do agricultor, mas a coleta de dados de granularidade suficiente para o máximo benefício exigirá a implantação de vários sistemas de sensores estacionários. As principais características de tais sistemas são energia solar, baixo custo e integração com redes de longa distância e serviços em nuvem para lidar com os dados.

Embora a agricultura de precisão tenha sido explorada por mais de uma década, o apoio a essa agricultura acionada por sensores ainda é uma indústria nascente. A adoção pode acontecer muito cedo.

A população mundial está a caminho de aumentar para mais de 9 bilhões nos próximos anos. O aumento estimado de 70% na produção de alimentos que a implementação total da agricultura de precisão se tornará necessária para atender a demanda. Para desenvolvedores, isso significa que ainda há um grande potencial para o mercado de sistemas de sensores agrícolas.

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Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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Inteligência artificial na agricultura: benefícios e aplicações https://blog.rehagro.com.br/inteligencia-artificial-na-agricultura/ https://blog.rehagro.com.br/inteligencia-artificial-na-agricultura/#respond Tue, 13 Oct 2020 18:00:15 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8296 A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia vital na agricultura digital de hoje que está sendo implementada e implantada em grande escala para um uso mais sustentável dos recursos disponíveis. A indústria agrícola agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras. A acessibilidade de muitos equipamentos […]

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A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia vital na agricultura digital de hoje que está sendo implementada e implantada em grande escala para um uso mais sustentável dos recursos disponíveis.

A indústria agrícola agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras. A acessibilidade de muitos equipamentos e tecnologias de ponta como sistema de monitoramento inteligente, drones, robôs, entre outros revolucionou totalmente este setor.

Em 2017, o mercado global de inteligência artificial na agricultura foi avaliado em cerca de US$ 545 milhões, que agora está aumentado e previsto para chegar a quase US$ 2.075 milhões até 2024. O mercado irá crescer a um CAGR crescente de 21% ao longo da previsão período.

 

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Aproveitando a inteligência artificial, as empresas agrícolas e os agricultores serão capazes de aumentar a produção para atender às demandas de alimentos que mais precisam. Uma vez que os humanos trabalham duro e só podem funcionar por algumas horas, as máquinas não têm um horário fixo para trabalhar.

A mente de cada pessoa não tem fortes habilidades de tomada de decisão que podem levar a decisões inadequadas e indecorosas. Por outro lado, as máquinas com tecnologia de IA aprendem melhor as situações ou o ambiente e tomam decisões firmes.

Hoje, a inteligência artificial tem um grande impacto na agricultura, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.

Inteligência artificial na agricultura

Inteligência artificial na agricultura

Monitorando a saúde da colheita

Tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto acompanhado de digitalização a laser 3D, são úteis e podem fornecer métricas de safra em milhares de hectares de terras agrícolas.

Além disso, podem trazer mudanças revolucionárias do ponto de vista do tempo e os esforços são monitorados pelos agricultores.

Com a ajuda de soluções emergentes, os agricultores e empresas agrícolas podem tomar melhores decisões durante o cultivo, bem como podem avaliar uma variedade de coisas como condições climáticas, temperatura, uso de água ou condições do solo em tempo real.

Fornecendo insights baseados em imagens

Com a ajuda de tecnologia de visão computacional e dados coletados por drones, os agricultores podem tomar ações imediatas em tempo real para gerar o alerta para acelerar a agricultura de precisão.

Esta é uma das áreas significativas na agricultura de hoje. As tecnologias de visão por computador podem ser implantadas em áreas, incluindo detecção de doenças, preparação e identificação de safras, gerenciamento de campo e levantamento e mapeamento do solo.

Webinar Ferramentas de Agricultura de Precisão

Gerenciando desafios ambientais

Desafios ambientais, como mudanças climáticas e outros, são as maiores ameaças à produtividade agrícola, mas as técnicas acionadas por IA e a agricultura baseada em dados podem ajudar a tornar mais fácil para os agricultores navegar por turnos de acordo com as condições ambientais.

A inteligência artificial ajuda a lidar com a mudança climática, possibilitando um gerenciamento de recursos mais inteligente.

Agricultura de precisão

Neste processo, os agricultores podem detectar pragas, doenças nas plantas e má nutrição das plantas com a ajuda da IA.

Além disso, os sensores de IA podem identificar e direcionar as ervas daninhas e, em seguida, decidir quais herbicidas ou herbicidas aplicar na zona certa. Esses sensores ajudam a impedir a aplicação excessiva de herbicidas e toxinas excessivas que aparecem na alimentação diária de hoje.

Aproveitando a IA, os agricultores também estão criando modelos de previsão sazonal para aprimorar a precisão e a produtividade agrícolas.

Fatores desafiadores e crescentes da IA ​​na agricultura

Apesar do grande número de oportunidades para aplicações na agricultura, ainda há falta de familiaridade com as tecnologias mais recentes na maior parte do mundo.

Além disso, o alto custo inicial associado à implantação de IA na agricultura pode ser um fator de restrição para a digitalização do setor agrícola.

Os crescentes investimentos e adoção de IA e robótica estão acelerando principalmente o crescimento da IA ​​global no mercado agrícola.

As aplicações de IA na agricultura abrangem robôs agrícolas, tratores autônomos, drones agrícolas, monitoramento da saúde da colheita, reconhecimento facial e sistemas de irrigação automatizados.

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A Pós-Graduação em Produção de Grãos do Rehagro, foi eleita como o melhor curso à distância do Agro pela revista Exame.

Essa notoriedade vem da qualidade. Estamos sempre atualizando, apresentando dados reais e os professores são consultores em fazendas de alto nível.

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Alessandro Alvarenga

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Podridão vermelha da raiz da soja: como identificar e controlar https://blog.rehagro.com.br/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/ https://blog.rehagro.com.br/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/#respond Tue, 06 Oct 2020 15:30:21 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8289 O agente causal da podridão vermelha da raiz (PVR), foi classificado como Fusarium solani f. sp. glycines. Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies: Fusarium brasiliense sp. nov., Fusarium cuneirostrum sp. nov., Fusarium tucumaniae ; Fusarium […]

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O agente causal da podridão vermelha da raiz (PVR), foi classificado como Fusarium solani f. sp. glycines.

Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies:

  1. Fusarium brasiliense sp. nov.,
  2. Fusarium cuneirostrum sp. nov.,
  3. Fusarium tucumaniae ;
  4. Fusarium virguliforme.

No Brasil a espécie prevalente é F. tucumaniae.

 

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Reduções em produtividade, por causa da PVR, dependem do estádio fenológico da cultura, da extensão dos sintomas radiculares e do progresso da doença a partir desses sintomas. Já foram observadas reduções em produtividade de grãos de até 27%, quando os primeiros sintomas foliares foram observados antes do estádio R5 (enchimento de grão) de desenvolvimento da soja.

A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas. Caso a doença se desenvolva no período do florescimento, flores e vagens jovens podem ser abortadas, intensificando as perdas.

Raiz da soja afetada pela podridão vermelha

Sintomas da podridão vermelha na soja

O efeito da doença na produtividade depende fundamentalmente do estádio fenológico da planta, da extensão dos sintomas radiculares e dos sintomas foliares e do progresso da doença a partir desses sintomas.

A podridão vermelha da raiz induz o sintoma foliar típico de folha carijó, com manchas cloróticas e necróticas internervais e a região das nervuras permanece com coloração verde normal. Este sintoma é mais evidente próximo à fase de florescimento e pode progredir causando completa desfolha das plantas.

O patógeno infecta as raízes, reduzindo o volume e a nodulação delas. O lenho adquire coloração castanho clara, que se estende por vários centímetros acima do solo, mas a medula permanece branca. A raiz principal apresenta uma mancha avermelhada, logo abaixo do nível do solo, que se expande adquirindo coloração negra.

Se uma planta com sintomas foliares avançados da PVR é retirada do solo, seu sistema radicular será menos vigoroso quando comparado com uma planta sadia. As raízes podem também apodrecer.

Se as plantas forem coletadas quando o solo estiver úmido, é possível observar pequenas manchas de coloração azulada na superfície da raiz principal, perto da linha do solo. Essas manchas são massas de esporos do fungo que causa a PVR. Com a superfície da raiz seca, a cor azul desaparece.

Os sintomas nas folhas consistem em manchas cloróticas que aparecem entre as nervuras da folha, normalmente após o estádio R4, podendo ocorrer, em infestações severas, nos estádios vegetativos. Com o desenvolvimento da doença, as lesões tornam-se necróticas ou formam estrias cloróticas.

Esse sintoma é conhecido como folha “carijó”, sendo que folhas severamente afetadas caem, mas os pecíolos permanecem no caule. Esses sintomas são causados por toxinas produzidas pelo fungo nas raízes e translocadas para as folhas. As toxinas provocam os sintomas foliares, já que o fungo não invade o caule mais do que alguns centímetros acima da linha do solo.

Os sintomas típicos da PVR são similares aos da podridão parda da haste, causada por Cadophora gregata, e do cancro da haste, causado por Diaporthe phaseolorum var. meridionalis.

A podridão parda da haste é diferenciada da PVR por apresentar, nas plantas infectadas, descoloração típica na parte interna da haste, o que não acontece na PVR. Já o cancro da haste pode ser diferenciado da PVR por apresentar cancros nas hastes das plantas infectadas.

Raiz de soja afetada pela podridão vermelha

Características da podridão vermelha

Nas cultivares com ciclo precoce os sintomas dificilmente aparecem, ou quando aparecem os danos são pequenos, sendo que a doença é mais severa em baixas temperaturas e alta umidade. A presença do nematoide do cisto da soja (Heterodera glycines) é outro fator que acarreta aumento na severidade da podridão vermelha da raiz.

O patógeno desenvolve-se em temperaturas entre 25°C e 28°C, sendo a temperatura de 25°C a ideal para o desenvolvimento do fungo em meio de cultura.

Solos compactados e com água livre favorecem o desenvolvimento de Fusarium spp., que se distribui na lavoura em forma de manchas ao acaso. A associação entre alta umidade do solo e ocorrência de PVR é uma observação comum no campo. O desenvolvimento dos sintomas da PVR é altamente favorecido pela umidade elevada no solo, especialmente nas fases reprodutivas R4 e R5.

Webinar Manejo da compactação do solo

O fungo pode infectar as raízes das plântulas de soja logo após a semeadura, penetrando no tecido vascular da planta. Muitas vezes, os primeiros sintomas aparecem depois de chuvas pesadas, durante os estádios reprodutivos, pois a umidade elevada aumenta a severidade da doença.

Os primeiros sintomas visíveis da PVR são amarelecimento e desfolha no terço superior da planta. Quando os sintomas aparecem pela primeira vez num campo, eles podem ser limitados a áreas pequenas (reboleiras) ou faixas, muitas vezes em zonas úmidas ou compactadas. Durante a segunda e a terceira semanas, as áreas afetadas podem aumentar e plantas em outras áreas no campo podem apresentar sintomas.

A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas.

Caso a doença desenvolva-se no início da temporada, flores e frutos jovens vão abortar, intensificando as perdas. Quando se desenvolve mais tarde, a planta produzirá sementes menores e com menor quantidade por vagem. Como o fungo persiste no solo por longos períodos, com o passar do tempo, maiores áreas serão afetadas pela doença.

Controle da podridão vermelha da raiz

Não existe controle químico adequado para a podridão vermelha da raiz. No entanto, algumas práticas culturais têm sido capazes de reduzir seu impacto.

Fungicidas aplicados no sulco durante a semeadura ou para o tratamento de sementes têm apenas efeitos limitados sobre a redução da doença. Fungicidas aplicados nas folhas não apresentam nenhum efeito, presumivelmente porque mesmo fungicidas sistêmicos normalmente não se movem em direção ao sistema radicular da planta, local da infecção.

Solos compactados impedem a percolação de água e restringem o crescimento radicular. Chuvas excessivas também contribuem para saturar esses solos, o que favorece o desenvolvimento da doença. Corrigindo problemas de compactação e da permeabilidade do solo, pode-se reduzir o risco da PVR.

A aração, escarificação ou subsolagem para manejo físico do solo melhoram a drenagem, interferem positivamente na posição do resíduo de colheita, bem como na composição microbiana do solo, favorecendo competidores e inimigos naturais de Fusarium spp.

A rotação de culturas pode reduzir a incidência de PVR. A rotação de soja com sorgo (Sorghum bicolor) e trigo (Triticum aestivum) reduziu significativamente a população de Fusarium spp. No entanto, constatou-se que milho (Zea mays) e soja em rotação anual, não reduziu a incidência e a severidade da doença.

Folha com sintomas de podridão vermelha

O uso de cultivares resistentes tem sido o método de controle mais eficaz. A caracterização de cultivares e linhagens de soja quanto à reação à PVR possibilitará a recomendação das mais resistentes para plantio, diminuindo, assim, as perdas em produtividade. Além disso, esses genótipos servirão como fontes de resistência para programas de melhoramento genético.

No Brasil, são necessários estudos baseados em conjuntos de isolados, tanto de Fusarium spp., representativos das diversas regiões de cultivo da soja.

Dessa forma, haverá melhor conhecimento da variabilidade genética de ambos os patógenos, o que possibilitará montar bases de dados que incluam o conhecimento da estrutura genética das populações dos patógenos, da patogenicidade e da agressividade, contribuindo significativamente para o manejo dessas doenças nas regiões produtoras de soja do Brasil.

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O uso da dessecação em pré-colheita na cultura da soja é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar está prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade?

Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui três benefícios fundamentais para os produtores:

  1. Uniformidade da maturação dos grãos;
  2. Antecipação da colheita;
  3. Controle de infestação de plantas daninhas que não foram manejadas corretamente no início do cultivo, facilitando assim a colheita.

 

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A uniformidade da maturação dos grãos é um fator muito importante, pois permite maior rendimento operacional da colhedora, reduzindo os problemas de plantas com haste verde e retenção foliar, o que faz com que a máquina embuche menos, diminuindo de forma expressiva a perda de grãos.

Além disso, a dessecação permite antecipar a colheita da soja, o que é fundamental para regiões que tem possibilidade de realizar a segunda safra, principalmente com a cultura do milho. Realizar a semeadura nos primeiros dias da janela de plantio é uma das formas de reduzir os riscos climáticos que são inerentes de cada região, sejam eles geadas ou veranicos.

Aprenda pontos importantes sobre a safra com o webinar “Manejo fisiológico da cultura da soja”, ministrado pelo professor e pesquisador Evandro Fagan, uma aula completa e 100% gratuita.

Webinar Manejo fisiológico da cultura da soja

Controle de plantas daninhas

Outro fator que merece destaque na atividade da dessecação da soja é o controle de plantas daninhas que não foram manejadas de forma eficiente no início de desenvolvimento da lavoura.

Essas plantas invasoras, além de reduzir o rendimento operacional, aumentam a porcentagem de impurezas nos grãos e também o teor de umidade, o que gera prejuízos ao produtor no momento do beneficiamento, sendo assim, a dessecação reduz este problema.

Pode-se perceber as diversas vantagens de utilizar a dessecação na cultura da soja, no entanto, o produtor precisa ficar atento ao momento correto de se realizar a aplicação do herbicida, pois se aplicado no estádio fenológico incorreto, pode reduzir de maneira expressiva a produtividade da lavoura.

Foi pensando nisso, que o Rehagro Pesquisa conduziu um experimento com o objetivo determinar o estádio fenológico adequado para se realizar a dessecação de forma que não afete o potencial produtivo soja.

Para isso foi utilizado o herbicida Paraquat, que atua inibindo o fotossistema I. É um herbicida que possui efeito apenas no local de contato com o material vegetal, ou seja, ele não será absorvido e transcolado pela planta, como ocorre no caso de produtos sistêmicos.

A escolha do produto é muito importante, pois caso seja selecionado um herbicida incorreto para está prática, há a possibilidade de deixar resíduos nos grãos que serão colhidos, desta forma, deve verificar quais os produtos são permitidos e respeitar o período de carência.

A dessecação foi realizada em três estádios fenológicos, R5.5 que representa uma granação de 76 a 100%, R6 que é 100% da granação com sementes verdes preenchendo toda a cavidade da vagem e no estádio R7.2 que representa a maturidade fisiológica, onde há de 50 a 70% de folhas e vagens amarelas. Foi conduzido também um tratamento sem dessecação.

Na figura abaixo é possível verificar a situação dos grãos 10 dias após a dessecação.

Soja após dessecação

Na figura abaixo é possível observar efeito significativo referente ao peso de mil grãos. A dessecação em R7.2 apresentou maior peso em gramas do que as dessecações realizadas em R5.5 e R6, no entanto, não houve diferença com o tratamento controle sem dessecação.

Peso de mil grãos de soja após dessecação

Como visualizado no peso de mil grãos, houve diferença significativa também em produtividade. Na figura abaixo é possível observar a importância de se realizar a dessecação no estágio fenológico correto.

As aplicações realizadas em R5.5 e R6 tiveram perda de produtividade de 59,9 e 24,9%, respectivamente, quando comparados com a testemunha sem dessecação. Não houve diferença estatística entre a aplicação realizada no estádio R7.2 e o tratamento sem dessecação.

Produtividade da dessecação da soja

Desta forma, é possível notar a importância de realizar um manejo correto, realizando as atividades no momento ideal. Com esses resultados é possível pensar nas estratégias de manejo mais adequada para cada região, sendo mais uma ferramenta para a tomada de decisão.

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Gesso na cultura do café: o que é, benefícios e como aplicar https://blog.rehagro.com.br/gesso-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/gesso-na-cultura-do-cafe/#comments Fri, 02 Oct 2020 17:30:45 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8275 Você sabe a finalidade do gesso na cultura do café? A especialista Larissa Cocato traz todas as informações neste artigo técnico. Veja: O que é o gesso? O gesso agrícola (CaSO4.2H2O) é um subproduto da indústria de ácido fosfórico amplamente utilizado na agricultura, com o intuito de condicionar o solo de subsuperficie, proporcionando assim melhoria […]

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Você sabe a finalidade do gesso na cultura do café? A especialista Larissa Cocato traz todas as informações neste artigo técnico. Veja:

O que é o gesso?

O gesso agrícola (CaSO4.2H2O) é um subproduto da indústria de ácido fosfórico amplamente utilizado na agricultura, com o intuito de condicionar o solo de subsuperficie, proporcionando assim melhoria do ambiente radicular.

gesso na cultura

Figura 1. Aplicação de gesso em superfície em lavouras novas. (Foto: Larissa Cocato).

Benefícios do gesso

O gesso neutraliza o alumínio, sendo esse fator extremamente desejável, visto que, o alumínio é um elemento tóxico para as plantas e pode acarretar em engrossamento e encurtamento das raízes, inibindo assim seu crescimento. Vale destacar que, a raiz é a “boca” da planta, por isso, fatores que podem afetar seu desenvolvimento, possivelmente poderão acarretar em prejuízos a planta, pelo fato do menor volume de solo explorado pelas raízes.

Também, o gesso agrícola fornece cálcio e enxofre, sendo ambos os nutrientes muito importantes para o desenvolvimento das plantas. Destaca-se que em muitos casos o fornecimento do S é normalmente feito via gesso, quando não se utiliza fontes de outros adubos com esse nutriente. Além disso, o gesso proporciona o carreamento das bases: Mg e K para camadas mais profundas do solo, dessa forma, favorecendo o ambiente radicular em subsuperfície e acarretando em maior desenvolvimento radicular. 

Nesse sentido, com um maior desenvolvimento e aprofundamento do sistema radicular, há maior absorção de nutrientes e água, acarretando em reflexos positivos ao desenvolvendo das plantas. Destacando a maior resistência a seca em condições de estresse hídrico, o que é muito desejável devido as condições que vivemos com constante aumento da temperatura e má distribuição do regime de chuvas.

Como ele atua?

gesso na cultura

De acordo com a reação, o Al na forma trivalente, que é tóxico para as plantas, reage com o SO4-2, modificando a espécie iônica do Al, dessa forma, o gesso atua alterando a forma iônica do Al para uma forma menos tóxica.  

Além disso, como mostra a reação, o K+ e o Mg2+ formam respectivamente os compostos K2SO40 e MgSO40 e, que possuem carga zero, e por isso percolam no solo, proporcionando assim melhores condições do ambiente radicular em profundidade.

É importante destacar que o gesso não corrige o pH do solo, portanto esse corretivo não substitui o calcário, dessa forma, as práticas são complementares e possuem objetivos diferentes.

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Principais estudos

A importância da utilização do gesso no desenvolvimento radicular é demonstrada em vários estudos.

Sousa et al. (2001) mostram a distribuição relativa do sistema radicular da leucena (Leucena leucocephala cv. Cunningham) no perfil do solo, com e sem a aplicação de gesso. Dessa forma, nota-se que o volume radicular explorado na condição de presença do gesso (em verde) é superior quando comparado a testemunha (em vermelho) testemunha.

gesso na cultura

Figura 2. Distribuição relativa do sistema radicular da leucena (Leucena leucocephala cv. Cunningham) no perfil de um Latossolo Vermelho argiloso, sem ou com aplicação de 6t há-1 de gesso. O valor de 100% equivale a 5,206g dm-3 de raízes no solo do tratamento com gesso. Souza et al. (2001).

Na cultura do café, a aplicação de gesso agrícola foi eficiente na melhoria do ambiente radicular no subsolo, favorecendo o desenvolvimento de raízes finas eficientes na absorção de água (CARDUCCI et al., 2014), além disso, de acordo com Marques, Faquin e Guimarães (1999), a aplicação de gesso acarretou em aumento nos teores de Ca e S na folha do cafeeiro.

Além disso, Resultados obtidos por Serafim et al. (2011) relatam que áreas com um sistema caracterizado pela aplicação de gesso associado ao cultivo da braquiária na entrelinha e sulco de plantio profundo, tem apresentado resultados promissores, com potencial para reduzir limitações hídricas.

Dessa forma, nota-se a importância da utilização desse condicionador e do seu reflexo positivos ao desenvolvimento radicular.

Solubilidade

O gesso é cerca de 150 vezes mais solúvel que o calcário, dessa forma ele penetra facilmente no perfil do solo.

Quando recomendar?

Para a recomendação de gesso, é necessário que seja feita a análise de solo na profundidade de 20-40 cm. Essa análise é sempre recomendada para que possamos acompanhar o nível dos nutrientes também em profundidade, e não somente na camada de 0-20.

Após realizada corretamente a amostragem e enviada ao laboratório, deve-se olhar os seguintes itens na análise de 20-40 cm: 

– Al3+ maior que 0,3 cmolc/dmna camada de 20-40 cm

– Ca2+ abaixo de 1,5 cmolc/dm3 na camada de 20-40 cm

Além disso, se o enxofre na análise de 0-20 cm for menor que 20 mg/dm3 e não tiver aplicação de gesso nos últimos 3 anos, também é recomendado que se realize a gessagem.

Aplicação do gesso

Para a recomendação de gesso, nós temos a fórmula de Recomendação com base no teor de argila das camadas inferiores do solo (Souza et al (1997), que considera o teor de argila do solo multiplicado por 75, o qual resulta em uma necessidade em kg por hectare:

NG (Kg/ha) = 75 x teor de argila (%)

Em que:

NG: Necessidade de gessagem em Kg por hectare

Teor de argila (%): teor de argila do solo

gesso na cultura

Figura 3. Aplicação de gesso em superfície em lavouras novas – Fazenda localizada no município de Coqueiral/MG, assistida pelo consultor técnico: Diego Baquião.

Na prática, muitos técnicos tem utilizado a recomendação na faixa de 1 a 2 toneladas de gesso por hectare (podendo ser mais em algumas situações), avaliando a situação dos teores dos nutrientes: Al, Ca e S , e também olhando a CTC do solo, para a tomada de decisão mais assertiva, buscando sempre um manejo que proporcione melhores condições para o desenvolvimento radicular e consequentemente ao desenvolvimento da parte aérea das plantas. Além disso, que também seja sustentável do ponto de vista econômico, visto que o gesso é um insumo caro, e para produção de qualquer produto agrícola devemos tomar decisões com base na melhor recomendação técnica em cada situação aliada a situação financeira e análise de custo.

A aplicação de gesso pode ser feita a lanço em área total, no preparo do solo para o plantio de café, no enchimento das covas ou no fechamento de sulcos e em cobertura nas lavouras implantadas, sem ser necessária a incorporação devido a sua solubilidade. É importante que o gesso seja bem distribuído, para que não haja risco de carregamento do gesso pela chuva.

Figura 4. Aplicação de gesso em cobertura em cafeeiros de 7 meses (Foto: Diego Baquião).

Considerações:

Portanto, como vimos, o gesso é um condicionador de solo que proporciona vários benefícios ao desenvolvimento radicular e consequentemente as plantas. Por isso, de acordo com as condições mencionadas de recomendação, devemos fazer o uso do gesso agrícola, a fim de buscar sempre aprofundar raízes e aumentar seu volume de solo explorado, aumentando assim a “boca” da planta, e dessa forma podendo alcançar melhores resultados.

Destaque-se na Cafeicultura! 

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Coffea arabica e Coffea canephora: quais são as diferenças das espécies? https://blog.rehagro.com.br/diferencas-das-especies-coffea-arabica-e-coffea-canephora-2/ https://blog.rehagro.com.br/diferencas-das-especies-coffea-arabica-e-coffea-canephora-2/#comments Sun, 27 Sep 2020 17:30:49 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8203 As duas principais espécies de café cultivadas no Brasil são Coffea arabica L. e Coffea canephora Pierre. A espécie Coffea arabica possui maior extensão de área cultivada, entretanto, em determinadas regiões a espécie Coffea canephora é predominante. Diante disso, apesar de ambas serem do gênero Coffea, as características dessas espécies apresentam diferenças. Plantas de café […]

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As duas principais espécies de café cultivadas no Brasil são Coffea arabica L. e Coffea canephora Pierre.

A espécie Coffea arabica possui maior extensão de área cultivada, entretanto, em determinadas regiões a espécie Coffea canephora é predominante. Diante disso, apesar de ambas serem do gênero Coffea, as características dessas espécies apresentam diferenças.

Plantas de Coffea arabica e Coffea canephoraPlantas de café das espécies Coffea canephora (esquerda) e Coffea arábica (direita). (Foto: Larissa Cocato da Silva)

 

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Coffea arabica

O café arábica é uma espécie alotetraploide (2n=44x=44), ou seja, possui 44 cromossomos e é autógama (< 5% de fecundação cruzada), em geral, suas mudas são formadas por meio de sementes, no entanto já existem pesquisas avançadas para viabilizar a utilização de estacas para sua reprodução.

Essa espécie possui menores teores de cafeína, assim como menores teores de sólidos solúveis e sua bebida, geralmente é mais aromática e ácida, porém menos encorpada quando comparada a espécie Coffea canephora.

Além disso, essa espécie é unicaule, suas folhas são verdes mais escuro e menores, os frutos são maiores ovalados, com mais mucilagem e mais aderidos as plantas. A temperatura ideal para seu cultivo é em torno de 18 a 22°C.

Coffea arabicaGrãos de café da espécie Coffea arabica e Coffea canephora. (Fonte: Google imagens).

O plantio do Coffea arabica é mais recomendado em maiores altitudes, enquanto que o canephora pode ser produzido em altitudes até 800 m. Sua produção é mais concentrada nos estados de Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP).

Coffea Canephora

Folha da espécie Coffea canephoraFolhas de café da espécie Coffea canephora – mais acosteladas (Foto: Larissa Cocato da Silva).

O Coffea canephora é uma espécie diplóide (2n=22x=22), possuindo 22 cromossomos. Está espécie, ao contrário da arábica, é alógama (> 95% de fecundação cruzada) e suas mudas podem ser formadas por meio de clones ou sementes.

Possui maiores teores de cafeína e sólidos solúveis, por isso é mais utilizada para produção de café solúvel. No entanto, menores teores de açúcar são observados nesta espécie. Os seus grãos são muito utilizados em “blends” de cafés.

Além disso, ao contrário da Coffea arabica, essa espécie geralmente é multicaule, apresentam folhas de coloração verde mais claro e maiores. Seus frutos são menores, esféricos, com menos mucilagem e se apresentam menos aderidos à planta.

Diferença dos caules do Coffea arabica e Coffea canephoraCaule (unicaule) da espécie Coffea arábica e multicaule da espécie Coffea canephora. (Foto: Larissa Cocato da Silva)

As plantas de café canephora suportam maiores temperaturas, por isso, sua temperatura ideal é em torno de 23 a 26°C.

Neste sentido, também são mais resistentes a pragas e doenças, sendo estas mais rústicas e produtivas em comparação ao arábica, entretanto, esta última possui valor de mercado mais alto que a primeira. A espécie canephora é mais cultivada nos estados do Espírito Santo (ES), Rondônia (RO) e Bahia (BA).

Coffea arabica x Coffea Canephora

Coffea arabicaFolhas de café da espécie Coffea arabica (esquerda) e Coffea canephora (direita). (Foto: Larissa Cocato da Silva)

Abaixo um resumo com as principais diferenças entre as espécies Coffea arabica e Coffea canephora.

Tabela com as principais diferenças entre Coffea arabica e Coffea canephoraDiferenças das espécies Coffea arabica e Coffea canephora.

Obtenha safras mais lucrativas

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Tráfego controlado de máquinas agrícolas: principais aspectos e benefícios https://blog.rehagro.com.br/trafego-controlado-de-maquinas-agricolas/ https://blog.rehagro.com.br/trafego-controlado-de-maquinas-agricolas/#respond Fri, 11 Sep 2020 15:00:07 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8185 Nas últimas décadas, com a intensificação do sistema de produção de grãos e adoção do sistema de plantio direto (SPD), impulsionou o uso de máquinas agrícolas de maior capacidade para aumentar os rendimentos operacionais e redução do custo das operações agrícolas. Em contrapartida, o aumento do tamanho das máquinas associado aos seus pesos, a indústria […]

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Nas últimas décadas, com a intensificação do sistema de produção de grãos e adoção do sistema de plantio direto (SPD), impulsionou o uso de máquinas agrícolas de maior capacidade para aumentar os rendimentos operacionais e redução do custo das operações agrícolas.

Em contrapartida, o aumento do tamanho das máquinas associado aos seus pesos, a indústria de máquinas agrícolas com intuito de amenizar os efeitos, tem desenvolvido tecnologia em pneus e orientação a fim de reduzir as pressões de contato com o solo.

 

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Máquina agrícola em campo aberto com pessoas e outras máquinas ao fundo.

Gimenez e Milan (2007) relatam que na região dos Campos Gerais no estado do Paraná e no sul do estado de São Paulo os operadores de máquinas agrícolas não recebem capacitação suficiente e propriedades maiores faz o uso mais eficiente de máquinas agrícolas, e a potência por área dos tratores nas menores propriedades foi duas vezes maior que observada nas maiores propriedades. Sendo as máquinas agrícolas o segundo maior investimento, e a adequação ao tamanho da propriedade um fator fundamental na redução de custos.

Máquina agrícola em um campo aberto.

Quais os benefícios do uso do Sistema de Tráfego Controlado?

O tráfego de máquinas agrícolas é indicado como uma das principais causas da compactação dos solos, intensificando pelo incremento no peso das máquinas e implementos agrícolas, e pela intensidade do uso do solo.

Neste sentido, o sistema de tráfego controlado (STC) de máquinas agrícolas pode reduzir a demanda de tração de forma significativa, por meio da menor resistência ao deslocamento dos pneus em áreas trafegadas permanentemente, apresentando menor compactação em áreas destinadas ao cultivo de plantas e sem o tráfego de máquinas.

A adoção do STC em larga escala ainda é baixa, apresentando destaque para a Austrália com aproximadamente 30 a 40% do total da área no sistema de produção de grãos manejados sob STC.

O desenvolvimento de linhas de tráfego de acordo com as condições de tráfego do terreno pode representar 15% da área cultivada.

A modificação comercial das máquinas agrícolas e o desenvolvimento de sistemas orientação de precisão com variação 2 cm de acurácia (RTK e DGNSS: Real Time Kinematic e Differencial Global Navigation Satellite System) vieram para facilitar a adoção do STC.

A adoção comercial do STC concentra e melhora a trafegabilidade, ao mesmo tempo em que auxilia a melhoria da estrutura do solo entre as linhas de tráfego. O aspecto mais valioso da tecnologia é seu benefício em áreas cultivadas sujeitas à compactação.

Webinar Manejo da compactação do solo

Segundo a Australlian Controlled Traffic Farming Association (ACTFA, 2020), define o tráfego controlado de máquinas agrícolas como um sistema no qual: (i) todas as máquinas têm a mesma largura de trabalho e bitola (distância entre as rodas em um eixo) de modo que o tráfego no campo seja restrito à menor área possível de vias permanentes; (ii) todas as máquinas são capazes de uma orientação precisa ao longo das faixas de tráfego permanente; (iii) uma grade de tráfego permanente é projetado para otimizar a drenagem superficial e logística. Sendo os componentes essenciais para o sistema de tráfego controlado.

Para a conversão do sistema convencional para o STC devem ser considerado os seguintes aspectos:

  • Sistema de orientação com acurácia (RTK e DGNSS, ± 2 cm de correção) para que as máquinas sempre passem nas linhas de tráfego permanentes;
  • Máquinas que sejam correspondentes para combinar o espaçamento da bitola e escolher uma largura de operação que ajuste as operações de semeadura e colheita afim de combinar com o pulverizador estabelecendo uma relação 3:1;
  • Otimizar as linhas de tráfego, e o gerenciamento e orientação permanente das linhas de tráfego;
  • Linhas de tráfego de acordo com a declividade do terreno reduzindo o risco de erosão, e aplicação subsequente de tecnologia a taxa variável de insumos.

Máquina agrícola em um campo aberto

Sistema de tráfego controlado alinhado a outras tecnologias

Atualmente existem softwares dedicados ao desenvolvimento de linhas de tráfego, onde determinam a extensão e localização das rodas nos campos de produção, de acordo com as máquinas disponíveis na fazenda. Sendo uma ferramenta para a tomada de decisão com base em cenários para a conversão do sistema convencional para o STC.

O uso de sensores multiespectrais embarcados no drone para obtenção do modelo digital de elevação (MDE), possibilita realizar análise de declividade do terreno, sendo uma das principais informações para análise de cenários. A integração de linhas de tráfego com o modelo de erosão do solo apresenta grande acurácia na dependência espacial, podendo ser um importante planejamento para a conservação do solo.

Para o manejo da compactação do solo, a identificação de processos responsáveis por mudanças nas propriedades físicas do solo e práticas agrícolas que possam ser adotadas para minimizar problemas de compactação do solo, são essenciais a fim de reduzir o risco de perdas de produtividade. Nesse sentido, STC é um meio eficaz para o gerenciamento da compactação, restringindo todas as rodas à menor área possível de faixas de tráfego permanentes.

Faixas de tráfego de máquinas agrícolas

Na mesorregião do Campo das Vertentes no estado de Minas Gerais, os solos cultivados sob SPD são classificados como Latossolo, Argilsolo e Cambissolo com característica de relevo ondulado.

No sistema de produção de grãos praticado pelos produtores são adotados a rotação de culturas com o plantio de soja realizado na primeira safra seguido de trigo na segunda safra e/ou feijão na primeira safra e milho consorciado com braquiária na segunda safra.

No cultivo de soja em rotação com o trigo, são realizadas duas operações de semeadura, três operações de fertilização, doze operações de pulverização e duas operações de colheita.

As operações de pulverização e colheita, podem acontecer após a ocorrência de chuvas, apresentando condições adversas ao manejo sustentável do solo. Nesse sentido, a adoção do STC visam a manutenção do manejo sustentável do sistema de produção de grãos.

O uso do sistema de tráfego controlado no Brasil

No Brasil o STC vem sendo adotado em cultivos de cana-de-açúcar, seu principal benefício é durante as operações de colheita, sendo realizadas pela colhedora e um transbordo para transporte do produto colhido. O STC promove melhores condições para as condições físicas do solo, apresentando baixa densidade do solo e maior macroporosidade. O STC proporcionou incremento no desenvolvimento radicular e na produtividade de cana-de-açúcar.

Sistema de tráfego controlado de máquinas agrícolas

No Brasil o STC em cultivos de grãos ainda é incipiente. Ao comparar diferentes sistemas de manejo, a área trafegada por máquinas dentro da lavoura em preparo convencional é de aproximadamente 82%, em SPD o tráfego chega a 46% e com STC de 14% da área total da lavoura sofre pressão de pneus.

O STC em cultivo de grãos no Paraná promoveu aumento da RP na linha central do tráfego na camada de 5 a 40 cm, e incremento do comprimento radicular na camada de 0 a 10 cm. Devido a compactação moderada e precipitação elevada não houve incrementos de produtividade na cultura da soja. 

O efeito do STC sob SPD após 10 anos, houve incremento de matéria orgânica e P disponível até a camada de 30 cm de profundidade. Houve também incrementos de macroporosidade e taxas de infiltração de água nos tratamentos com STC.

O STC combinado com o SPD, é um valioso sistema para restaurar a produtividade de solos com risco de degradação, promovendo uma agricultura sustentável.

A variação da compactação é devida a deslocamentos laterais do solo, tendo a variação do tipo de rodado e interação solo-pneu com a condição do solo no momento do tráfego.

A condutividade elétrica aparente do solo (CEa) pode ser uma ferramenta para determinação das linhas de tráfego e caracterização da compactação do solo em solos argilosos e siltosos, nas camadas superficiais e no subsolo foi possível identificar a diferença da compactação.

Uma das principais barreiras para adoção do STC é devido a incompatibilidade e necessidade de modificação das máquinas de acordo com as características do local e o risco de os produtores perderem as garantias. Outra barreira se dá pelo fato de os produtores cultivarem em áreas arrendadas necessitando alteração do sistema.

Na Austrália e na Europa organizações como a ACTFA e CTF Europe Ltd., auxiliam os produtores no desenvolvimento de linhas de tráfego adequadas ao sistema de produção. 

Aumente a produtividade de suas lavouras!

O sistema de tráfego controlado na agricultura tem a capacidade de revolucionar o setor agrícola, mudando a maneira que as máquinas impactam no solo e, como resultado, aprimorando as práticas agrícolas. 

Esses sistemas demonstram a promessa da tecnologia STC para produtividade do solo. É o futuro agrícola!

A Pós-graduação em Produção de Grãos, foi eleita como a melhor do país em EAD nesse setor e pode ser esse elo entre sua atualização e conhecimento específico na área e seu destaque de sucesso no mercado.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Época de plantio do café: qual a influência no desenvolvimento do cafeeiro? https://blog.rehagro.com.br/epoca-de-plantio-do-cafe-influencia-no-desenvolvimento-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/epoca-de-plantio-do-cafe-influencia-no-desenvolvimento-do-cafeeiro/#comments Fri, 11 Sep 2020 13:00:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8150 A época de plantio do café é uma decisão importante, uma vez que ela influencia diretamente no resultado da lavoura. De acordo com um estudo feito por Oliveira em 2015, a época de plantio influenciou no crescimento das plantas de café. O autor comparou o plantio de café em 6 épocas, sendo elas nos meses: […]

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A época de plantio do café é uma decisão importante, uma vez que ela influencia diretamente no resultado da lavoura.

De acordo com um estudo feito por Oliveira em 2015, a época de plantio influenciou no crescimento das plantas de café.

O autor comparou o plantio de café em 6 épocas, sendo elas nos meses: outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março, com o intuito de verificar a melhor época de plantio.

plantio do caféFigura 1.  Implantação de lavouras de café. (Foto: Diego Baquião).

As avaliações de crescimento, foram realizadas em duas épocas, uma no período seco (julho) e outra no período chuvoso (janeiro), e observou-se que ambas apresentaram a mesma tendência, à medida que o plantio foi realizado mais tardiamente, resultou em menor altura, diâmetro do caule e crescimento dos ramos plagiotrópicos das plantas.

 

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Os gráficos abaixo mostram a tendência de diminuição da altura de plantas (cm), diâmetro de caule (mm) e comprimento dos ramos plagiotrópicos (cm), à medida que os plantios são realizados mais tardios.

Altura de plantas

Gráfico mostrando diferença da altura das plantas de café Figura 2. Altura de plantas (cm) nos meses de julho de 2013 e janeiro de 2014 em função dos seis meses de plantio (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março).

Diâmetro do caule (mm)

Gráfico mostrando diferença no diâmetro do caule dos pés de caféFigura 3. Diâmetro do caule (mm) nos meses de julho de 2013 e janeiro de 2014 em função dos seis meses de plantio (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março).

Comprimento do ramo plagiotrópico (cm)

Gráfico mostrando diferença entre o comprimento do ramo plagiotrópico dos cafeeirosFigura 4. Comprimento do ramo plagiotrópico nos meses de julho de 2013 e janeiro de 2014 em função dos seis meses de plantio (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março).

Dessa forma, de acordo com os resultados deste estudo, nota-se que a partir de outubro, quanto mais tardios foram os plantios, menor foi o crescimento inicial dos cafeeiros no primeiro ano em campo.

Isso possivelmente ocorre, pois plantios mais tardios recebem menor quantidade de chuvas, e dessa forma, terão menor tempo para adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica. Por isso, aqueles plantios realizados mais cedo, apresentam um maior incremento no crescimento das plantas de café.

Além disso, vale destacar que, plantios mais tardios, além de afetar esse crescimento e desenvolvimento inicial das plantas, podem acarretar uma maior taxa de replantio, aumentando assim o custo de implantação da lavoura e afetando diretamente nos resultados do produtor.

Plantas de café com plantio em outubro

Plantio de café realizado em outubroFigura 5. Plantio de café realizado em 31 de outubro. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Plantas de café com plantio em dezembro

Plantio de café realizado em dezembroFigura 6. Plantio de café realizado em 19 de dezembro. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Plantas de café com plantio em fevereiro

Plantio de café realizado em fevereiroFigura 7. Plantio de café realizado em 18 de fevereiro. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Dessa forma, os meses outubro e novembro, início do período chuvoso, normalmente apresentam boas condições para o plantio, proporcionando assim uma maior disponibilidade de água para o desenvolvimento dessas plantas, como foi observado nas fotos acima.

Lavouras de café

Desenvolvimento de lavoura do cultivar Catuaí 62, com espaçamento 3,70 m x 0,50 m, com plantio em novembro de 2019.

Essa lavoura está com manejo utilizando a Braquiária Ruziziensis na entrelinha, com linhas alternadas. Município: Jacuí/MG. (Foto tirada em junho de 2020 – 7 meses de idade)

Lavoura de café manejada com braquiáriaFigura 8. Lavoura de Catuaí com plantio em novembro de 2019. (Foto: Diego Baquião).

Vários são os fatores que influenciam para se ter sucesso na implantação de uma lavoura de café.

Dentre eles, a época de plantio é um fator que pode interferir no crescimento e desenvolvimento inicial das plantas, dessa forma, plantio realizados mais cedo trazem maiores crescimento e desenvolvimento das plantas, e, consequentemente maior possibilidade de maiores produtividades nas primeiras safras, proporcionando assim aos cafeicultores um retorno mais rápido do investimento na formação da lavoura.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Mancha de Phoma no cafeeiro: sintomas e formas de controle https://blog.rehagro.com.br/mancha-de-phoma-phoma-spp-no-cafeeiro-2/ https://blog.rehagro.com.br/mancha-de-phoma-phoma-spp-no-cafeeiro-2/#respond Mon, 24 Aug 2020 18:41:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8125 A mancha de Phoma cujo principal agente etiológico é Phoma tarda é uma doença fúngica que pode ocorrer no cafeeiro desde a fase de mudas até na fase adulta do café. Sintomas de phoma em cafeeiro. Foto: Luiz Paulo Vilela   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Sintomas da mancha de […]

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A mancha de Phoma cujo principal agente etiológico é Phoma tarda é uma doença fúngica que pode ocorrer no cafeeiro desde a fase de mudas até na fase adulta do café.

Mancha de phoma no cafeeiroSintomas de phoma em cafeeiro. Foto: Luiz Paulo Vilela

 

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Sintomas da mancha de Phoma

Os sintomas dessa doença são manchas irregulares de coloração escura nas folhas, iniciando, geralmente nos bordos, essas lesões nos bordos podem provocar curvatura.

Nos ramos podem ser observadas lesões deprimidas e escuras, que podem envolver todo diâmetro do ramo e causar seca da extremidade ou do ponteiro.

Folhas do cafeeiro com mancha de phomaFolhas com sintomas de mancha de phoma no cafeeiro. Foto: Luiz Paulo Vilela

Ponteiros de cafeeiro secosSeca de ponteiros em cafeeiro. Fotos: Luiz Paulo Vilela e arquivo Rehagro

Comparação entre ramo de cafeeiro sadio e ramo com mancha de phomaRamo de café sadio (foto da esquerda) x ramo de café com Phoma (foto da direta). Foto: Luiz Paulo Vilela

Essa doença pode causar desfolha, queda de botões florais, mumificação e queda de chumbinhos, acarretando assim em perdas na produção.

Condições favoráveis para mancha de Phoma no cafeeiro

A penetração do fungo Phoma é facilitada por danos mecânicos no tecido da planta, produzidos por exemplo por insetos, atrito de folhas em função de ventos acentuados em épocas frias, ou outras fontes de danos.

Dessa forma, esse fungo é favorecido por baixas temperaturas, vento e umidade relativa alta.

Regiões de altitudes superiores, propícias a ventos frios com baixas temperaturas noturnas e presença de orvalho são condições ideais para o aparecimento dessa doença. Portanto, nessas regiões, deve-se realizar o controle preventivo.

Tabela com as condições favoráveis para ocorrência da mancha de phoma Zambolim et al., 1999; Salgado et al., 2002; Pozza et al., 2003

Além disso, a adubação também pode interferir no aparecimento desse patógeno, uma vez que o excesso de nitrogênio pode acarretar em aumento da produção de tecidos jovens e suculentos, dessa forma sendo mais suscetíveis a entrada do patógeno, conforme observado por Lima et al. (2010).

Curva de incidência da mancha de phoma em função de doses de nitrogênioÁrea abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) e da severidade (AACPS) da mancha de Phoma em mudas de café, em função de doses de nitrogênio em solução nutritiva.

Em relação ao potássio, os autores observaram aumento da área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) e da severidade (AACPS) da mancha de Phoma com doses de potássio acima de 7 mmol/L.

Isso possivelmente ocorre devido a inibição competitiva entre os cátions Ca e K pelos mesmos sítios de absorção, com maior eficiência de potássio na absorção e translocação na planta.

Dessa forma, eles observaram que o aumento de K na solução, acarretou em redução do teor de cálcio na parte aérea das plantas, salientando que a presença de cálcio confere certa resistência à penetração de patógenos, visto que ele é constituinte da lamela média das células, sendo assim, importante para o fortalecimento da parede celular.

Curva de incidência da mancha de phoma em função de doses de potássioÁrea abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) e da severidade (AACPS) da mancha de Phoma em mudas de café, em função de doses de potássio em solução nutritiva.

Controle de mancha de Phoma no cafeeiro

Dentre as medidas preventivas de controle podemos citar a escolha da área para instalação de viveiros, optando pela escolha de locais bem drenados e protegidos contra ventos frios.

Da mesma forma, para a escolha da área de plantio de café, deve-se evitar o plantio de café em áreas sujeitas a ventos fortes e frios. A utilização de quebra ventos também é muito importante desde a implantação da lavoura.

Também, adubações equilibradas se atentando principalmente ao equilíbrio com nitrogênio e ao fornecimento de cálcio devido a sua constituição na parede celular.

Em regiões de altitudes superiores, propícias a ventos frios com baixas temperaturas noturnas e presença de orvalho é importante estar atento por estarem mais sujeitas ao ataque desse patógeno. Portanto, nessas regiões, deve-se realizar o controle preventivo, principalmente nas fases de pré e pós-florada.

Quando necessário a entrada com o controle químico, deve-se lembrar de rotacionar o princípio ativo dos fungicidas, a fim de evitar problemas com resistência de populações.

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Aprenda sobre: implantação; fertilidade; proteção; colheita e pós-colheita e até sobre a gestão financeira da fazenda.

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Cultivares de café: conheça as características e como escolher https://blog.rehagro.com.br/cultivares-de-cafe-qual-escolher/ https://blog.rehagro.com.br/cultivares-de-cafe-qual-escolher/#comments Mon, 27 Jul 2020 18:00:28 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7962 Frutos vermelhos ou amarelinhos? Ninguém pode negar que a vista da lavoura de café repleta de frutos cheios, próxima à colheita, é sempre encantadora. Mas a escolha de qual cultivar plantar vai muito além das cores e deve levar em conta uma série de critérios, que irão impactar sua produtividade e qualidade! Por ser uma […]

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Frutos vermelhos ou amarelinhos? Ninguém pode negar que a vista da lavoura de café repleta de frutos cheios, próxima à colheita, é sempre encantadora.

Mas a escolha de qual cultivar plantar vai muito além das cores e deve levar em conta uma série de critérios, que irão impactar sua produtividade e qualidade!

Por ser uma cultura perene, o cafeeiro permanecerá por muitos anos no campo. Assim, deve ser feita uma escolha cuidadosa, seguida por um preparo de solo adequado para realização da implantação.

Alguns pontos a serem considerados são:

  • Porcentagem das cultivares de café quanto à maturação para evitar afogamento no período da colheita;
  • Adaptação daquela cultivar naquela região;
  • Resistência das cultivares às doenças;
  • Possibilidade de mecanização: resistência à colheita mecanizada, força de desprendimento do fruto.
 

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Cultivares de café mais produzidas no Brasil

  1. Mundo Novo;
  2. Catuaí;
  3. Acaiá;
  4. Catucaí;
  5. Topázio;
  6. Bourbon;
  7. Obatã;
  8. Acauã;
  9. Sabiá;
  10. Paraíso;
  11. Arara;
  12. Catiguá.

Veja a seguir, as principais características de cada uma delas.

cultivares de café

(Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Mundo Novo

Mundo Novo é uma cultivar muito plantada, proveniente de um provável cruzamento entre Sumatra e Bourbon Vermelho, as linhagens mais plantadas dessa cultivar são: 376-4 e 379-19.

De porte alto, maturação de média a precoce, essa cultivar apresenta ótimo vigor e longevidade, bom sistema radicular e alta brotação secundária, respondendo bem as podas.

Cultivar Mundo Novo

Cultivar Mundo Novo. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Mundo novo 379-19

Cultivar Mundo Novo 379-19. (Foto: Daniel Veiga).

Cultivar Catuaí

Proveniente entre um cruzamento artificial entre Caturra e Mundo Novo, as linhagens mais plantadas de Catuaí são o 144 e 99 com frutos vermelhos e as linhagens 62 e 32 com frutos de coloração amarela.

Essa cultivar apresenta porte baixo, o que resulta em facilidade na colheita e nos tratos fitossanitários, bom vigor vegetativo, bom sistema radicular, alta longevidade e sua maturação é tardia. Essa cultivar exibe maior tolerância à ferrugem se comparadas à cultivar Mundo Novo. Atualmente essa cultivar é muito plantada.

Cultivar Catuaí 62

Cultivar Catuaí 62. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Catuaí 144

Cultivar Catuaí 144. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Acaiá

É uma seleção do Mundo Novo, possui os frutos maiores, com bom desenvolvimento vegetativo mesmo em solos menos férteis, a linhagem mais indicada é Acaiá Cerrado MG 1474.

Essa cultivar é de porte alto, maturação média, com frutos graúdos de coloração vermelha, além disso essa cultivar é muito boa para colheita mecanizada.

Cultivar Catucaí

Proveniente de um possível cruzamento natural entre Catuaí e Icatú, essa cultivar apresenta bom vigor. Seu porte é de médio a baixo e pode apresentar frutos vermelhos ou amarelos.

O Catucaí 2 SL é bem plantado, sendo altamente produtivo, no entanto, é muito exigente em nutrição, não tolera atrasos nos tratamentos nutricionais e também sanitários, dessa forma, pode depauperar facilmente.

Cultivar Catucaí 2SL

Cultivar Catucaí 2SL, 1ª safra. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Café de cultivar Catucaí

Cultivar Catucaí. (Foto: Diego Baquião).

Cultivar Catucaí

Cultivar Catucaí. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Topázio

Cruzamento por sucessivas gerações de Catuaí x Mundo Novo, a cultivar Topázio possui porte baixo, com boa produtividade e bom vigor vegetativo, não exibindo depauperamento precoce após elevadas produtividades.

Tem-se notado melhor resistência a condições de déficit hídrico e uniformidade de maturação dos frutos. Essa cultivar possui frutos amarelos, sendo os mais plantados Topázio MG 1189 e 1184.

Webinar Cultivares de café

Cultivar Bourbon

De porte médio a alto, essa cultivar possui frutos vermelhos ou amarelo, com excelente qualidade de bebida, dessa forma, ela é sempre lembrada e preferida por quem busca cafés de qualidade.

No entanto, ela não é uma cultivar muito rústica, se depauperando muito fácil dependendo do manejo e além disso, é altamente suscetível a ferrugem, por isso deve-se ter atenção em seus tratos culturais. Sua maturação é super precoce, fato importante para o escalonamento da colheita nas propriedades.

Café Bourbon Amarelo

Bourbon amarelo. (Foto: Rehagro).

Cultivar Obatã

Essa cultivar é derivada do cruzamento da cultivar Villa Sarchi com o Híbrido de Timor, apresentando porte baixo, seus frutos são graúdos e podem ser de cor vermelha ou amarela, com maturação mais tardia.

Cultivar Acauã

Essa cultivar é resultado do cruzamento entre Mundo Novo e Sarchimor, apresentando elevado vigor, sua planta apresenta porte baixo, frutos vermelhos e seu ciclo de maturação é de médio a tardio. Ela também apresenta resistência à seca e elevada produtividade.

Cultivar de café Acauã

Cultivar Acauã novo. (Foto: Vinicius Teixeira).

Grãos de café da cultivar Acauã

Cultivar Acauã novo. (Foto: Vinicius Teixeira).

Cultivar Sabiá

Originada de um cruzamento entre Catimor e Acaiá, essa cultivar apresenta elevada produtividade, principalmente durante as três primeiras produções, mas devido a isso, é bem exigente em nutrição. Sua maturação é tardia com frutos vermelhos.

Cultivar Paraíso

Proveniente de uma hibridação entre Catuaí amarelo e híbrido de Timor, a cultivar Paraíso apresenta porte baixo, frutos de coloração amarelo e é resistente à ferrugem, causada pelo fungo Hemileia vastatrix. Essa cultivar apresenta boa capacidade produtiva e maturação intermediária.

Cultivar Arara

Originado por cruzamento natural entre Obatã e, provavelmente, com Icatu ou Catuaí amarelo, essa cultivar possui bom vigor, resistência à ferrugem e porte baixo. Seus frutos são amarelos e sua maturação é tardia.

Primeira safra da cultivar de café Arara

1ª safra de Arara. (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Cultivar Catiguá

Proveniente de um cruzamento artificial entre cafeeiro da cultivar Catuaí Amarelo e uma planta Híbrido de Timor, essa cultivar apresenta porte baixo, alto vigor vegetativo e maturação intermediária.

Ela também possui resistência à ferrugem e ao nematoide das galhas da espécie Meloidogyne exígua.

Afinal, qual é a melhor cultivar de café?

Aquela que atende o objetivo que você escolher naquele momento!

Deve ir de acordo com o perfil do produtor, as condições de manejo, os tratos culturais, a estrutura de pós-colheita e as condições climáticas.

Pronto para decidir qual delas utilizar? Conta pra gente!

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

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Poda do cafeeiro: a época pode interferir no crescimento e na produção? https://blog.rehagro.com.br/a-epoca-de-poda-pode-interferir-no-crescimento-e-producao-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/a-epoca-de-poda-pode-interferir-no-crescimento-e-producao-do-cafeeiro/#respond Tue, 21 Jul 2020 16:00:58 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7932 O sucesso no manejo do cafeeiro depende de três fatores: como, onde e quando realizar cada etapa. Após a colheita, o produtor deve se preocupar com a realização de um pós-colheita de qualidade e chega a hora da realização da poda que deve ser planejada com antecedência. E é importante lembrar que, como em toda […]

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O sucesso no manejo do cafeeiro depende de três fatores: como, onde e quando realizar cada etapa.

Após a colheita, o produtor deve se preocupar com a realização de um pós-colheita de qualidade e chega a hora da realização da poda que deve ser planejada com antecedência.

E é importante lembrar que, como em toda etapa do processo produtivo, há uma época própria para garantir sua eficiência máxima.

 

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Lavoura de café decotada

Lavoura decotada. (Foto: Diego Baquião).

Qual a melhor época para a poda do cafeeiro?

Poda tipo esqueletamento

Estudos realizados por Matiello et al. (2008) concluíram que a poda do tipo esqueletamento juntamente com a realização do decote em cafeeiros do cultivar Mundo Novo 379/19, quando realizada mais cedo, nos meses de julho e agosto, apresentaram recuperação mais rápida nas brotações e produções iniciais mais altas, como mostra a Tabela 1.

Tabela.1 Produtividades, em sacas/ha, na primeira safra, em cafeeiros esqueletados e decotados em diferentes épocas, no ensaio em Varginha-MG, 2008. Adaptado: PROCAFÉ, 2008.

A foto abaixo mostra o crescimento dos ramos plagiotrópicos em diferentes meses de poda, de julho à dezembro, dessa forma evidenciando o maior desenvolvimento daqueles ramos em que a poda foi realizada mais cedo.

Ramos Plagiotrópicos

Ramos Plagiotrópicos em diferentes meses de poda. Fonte: GARCIA, A.L.A.

Poda tipo recepa

Da mesma forma, Pereira et al. (2007) realizaram um estudo com a poda tipo recepa comparando duas épocas de poda, uma feita logo após a colheita (julho 2002) e outra poda tardia, em janeiro de 2003.

Concluíram que a melhor época de poda de se podar o cafeeiro é logo após a colheita, isso porque a estação chuvosa propicia melhores condições de recuperação da planta.

Dessa forma, esse tipo de poda após a colheita faz com que após dois anos o cafeeiro já apresente capacidade vegetativa de produção.

Comprimento e diâmetro do broto, diâmetro da saia e número de plagiotrópicos de cafeeiros

Tabela.2 Comprimento e diâmetro do broto, diâmetro da saia e número de plagiotrópicos de cafeeiros, em julho de 2004, em função de duas épocas de poda.

*As médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem-se significativamente entre si pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade.

Lavoura recepada

Lavora recepada, do cultivar Catucaí. (Foto: Henio Inácio).

Poda tipo decote

Para a poda tipo decote, Santinato (2012) realizou um estudo comparando épocas para realização de podas do tipo decote, nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro, sendo avaliada a poda em três anos (2010, 2011 e 2012).

Na primeira safra após a poda, a época mais indicada para poda foi o mês de agosto e setembro. A poda tardia, nos meses de outubro e novembro, proporciona redução da produção na primeira safra, mas de acordo com o estudo, essa produção foi recuperada na segunda safra para a poda no mês de outubro e na terceira safra para o mês de novembro.

Produção em função da época de poda

Tabela.3 Produção em função da época de poda por decote em cafezal nas condições de clima e solo na região dos cerrados de Araguari,MG.

* Tratamentos seguidos das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Ducan a 5% de probabilidade.

Lavoura com poda do tipo decote

Lavoura do cultivar Mundo Novo, decotada com altura de 1,80 m (Foto: Diego Baquião).

Interferência no crescimento e produção

Por isso a época de poda pode interferir no crescimento e produção do cafeeiro, principalmente em podas mais drásticas como é o caso da recepa e esqueletamento, isso porque a planta irá possuir mais tempo para vegetar novamente, dessa forma apresentando maiores produtividades na primeira safra.

Já no caso de poda do tipo decote, poda menos drástica, a primeira produção também é afetada pela poda mais tardia, no entanto, essa produção média pode ser recuperada nas safras seguintes.

Apesar disso, a poda (decote) tardia acarreta em atraso econômico a curto prazo, devido a redução da produção das primeiras safras. Portanto, é recomendado a realização da poda o quanto antes, para que a planta apresente maior crescimento vegetativo para produzir e não comprometer as próximas safras.

A decisão de realização da poda varia de acordo com a situação da lavoura, como a presença ou ausência de saia, adensamento, falhas, ocorrência de geadas, stand de plantas, entre outros fatores.

Conclusão

Após a decisão de podar a lavoura, além da escolha do tipo de poda a ser realizado, é importante ter atenção a época da sua realização, pois ela pode afetar o desenvolvimento da planta e consequentemente a produtividade das próximas safras, isso porque, a lavoura podada mais cedo tem mais tempo para vegetar.

O planejamento é chave no sucesso da produção do café!

Planeje sua poda com antecedência, conheça os tipos, qual deles é o mais recomendado para a lavoura naquele momento e tome a melhor decisão para beneficiar sua produtividade!

Vamos em frente?

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão em Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas.

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Classificação física do café: o que é e como realizar? https://blog.rehagro.com.br/classificacao-fisica-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/classificacao-fisica-do-cafe/#respond Mon, 06 Jul 2020 17:00:39 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7846 A classificação física do café, é uma etapa de grande importância para se determinar a qualidade e a precificação do grão. Os seus critérios se baseiam na Instrução normativa nº 8, de 11 de junho de 2003, do Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que tem objetivo de especificar os aspectos de identidade […]

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A classificação física do café, é uma etapa de grande importância para se determinar a qualidade e a precificação do grão.

Os seus critérios se baseiam na Instrução normativa nº 8, de 11 de junho de 2003, do Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que tem objetivo de especificar os aspectos de identidade e de qualidade do Café Beneficiado Grão Cru. 

O café pode ser classificado por categoria, subcategoria, grupo, subgrupo, classe e tipo, de acordo a espécie, formato do grão e a granulometria, o aroma e o sabor, a bebida, a cor e a qualidade, de acordo com a Instrução normativa nº 8. No entanto, a principal finalidade da classificação física é obter a tipificação.

A tipificação é uma forma de categorizar o café a partir da quantificação de seus defeitos extrínsecos e intrínsecos. Esses defeitos são contabilizados de acordo sua gravidade, por meio de equivalência. 

 

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Defeitos extrínsecos do café

Os defeitos extrínsecos são os defeitos externos ao grão de café, como: pau, pedra, torrão, casca, e qualquer matéria estranha ou impureza que estiverem juntos ao grão de café. Normalmente, são oriundos da falta de limpeza e por problemas no beneficiamento.

A classificação das cascas, paus, pedras e torrões, como grandes, regulares, ou pequenos, pode ser feita com o grão de café como referência, dessa forma, se possuírem tamanho superior ao grão são considerados grandes, e tamanho inferior, pequenos. Cafés com mais de 1% de impurezas e matérias estranhas são proibidos de serem comercializados, até que ocorra o seu rebeneficiamento.

Tabela de defeitos extrínsecos do café (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

Tabela de defeitos extrínsecos (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

Defeitos intrínsecos no café

Já os defeitos intrínsecos são os defeitos contidos no grão de café, que geralmente são oriundos de sua produção, processamento, armazenamento, de modificações fisiológicas e genéticas, e na maioria das vezes pela ação de microrganismos, pragas e doenças, ou outros fatores que trarão danos diretos ao grão de café. Dentre estes defeitos, destacam-se, grão preto, grão ardido, grão preto verde, concha, mal granado, verde, quebrado.

É importante ressaltar que quando em um grão for visto dois ou mais defeitos, deve-se classificá-lo de acordo com a maior equivalência do defeito.Tabela de defeitos intrínsecos do café (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

Tabela de defeitos intrínsecos (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

Webinar Pós-colheita de café

Etapas da classificação do café

Segundo a Instrução Normativa n° 8, é necessário cumprir etapas para chegar na tipificação do café, como:

  1. Verificar se há na amostra qualquer indício de desqualificação direta, como presença de insetos vivos, aspecto de mofado, mau estado de conservação, presença de sementes tóxicas, etc.
  2. Caso o produto esteja em condições de ser classificado, deve-se fazer a uniformização e homogeneização da amostra de trabalho, e assim fazer o quarteamento da mesma, até a obtenção de 300 gramas para a análise.
  3. Indicar as características de umidade e cor do produto, passando os resultados para o laudo.
  4. Separar as impurezas e matérias estranhas da amostra, efetuar a pesagem das mesmas, a partir disso realiza-se o cálculo do percentual encontrado. Caso ocorra um percentual maior que 1%, constado na norma, é necessário desclassificar temporariamente o produto.
  5. Após a amostra estar livre de defeitos extrínsecos, deve-se começar a separação dos defeitos sempre agrupando de acordo com suas equivalências. 
  6. A partir da separação e o agrupamento, realiza-se a contagem dos defeitos de acordo com os parâmetros da tabela (tabela 2), anotando os resultados no laudo. 
  7. Analisar o resultado do número de defeitos, e determinar o tipo do café.

Tabela de tipificação de cafés (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

Tabela de tipificação de cafés (Coffea arábica L.), segundo INº 08.

A tabela demonstra a equivalência do número de defeitos contabilizados ao final da classificação. Ela determina, assim, o seu tipo de acordo com a pontuação da amostra analisada. Onde o tipo 2 é o tipo com o menor número de defeitos, apresentando de 4 a 11 defeitos, e o 8 com o maior número de defeitos, podendo apresentar até 360 defeitos.

A tipificação é um ponto crucial para a exportação e comercialização do café, onde cafés com tipo acima de 8 são considerados fora de tipo e impedidos de serem comercializados, necessitando assim, realizar o rebeneficiamento.

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Preparo do solo para implantação de lavouras de café: saiba as principais operações https://blog.rehagro.com.br/preparo-do-solo-na-implantacao-de-lavouras-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/preparo-do-solo-na-implantacao-de-lavouras-de-cafe/#comments Mon, 29 Jun 2020 17:00:02 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7816 Você decidiu que é hora de ganhar dinheiro na Cafeicultura, fez a escolha do cultivar a ser plantado, produziu mudas de qualidade e chegou o tão esperado momento – a implantação! Nesse momento, é crucial realizar o preparo adequado do solo, para proporcionar boas condições para o crescimento das raízes das plantas, promovendo maior volume […]

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Você decidiu que é hora de ganhar dinheiro na Cafeicultura, fez a escolha do cultivar a ser plantado, produziu mudas de qualidade e chegou o tão esperado momento – a implantação!

Nesse momento, é crucial realizar o preparo adequado do solo, para proporcionar boas condições para o crescimento das raízes das plantas, promovendo maior volume de solo explorado para absorção de água e nutrientes. 

Para isso, contamos com as operações de: 

  • Aragem;
  • Gradagem;
  • Subsolagem.

Conheça um pouco mais sobre elas!

Aração

A principal função dos arados é propiciar ao solo melhores condições de aeração, infiltração e armazenamento de água. A aração do solo faz a inversão de suas camadas, normalmente realizada na profundidade de 20 cm. Em áreas que é necessário a correção do solo com calcário, é feito uma aração em área total entre as aplicações, utilizada para incorporação de corretivos ou material orgânico com o solo.

Subsolagem

Quando se possui uma compactação em camadas abaixo de 20 cm, é recomendado a utilização do subsolador, que rompe camadas compactadas presentes principalmente nas camadas inferiores. Trata-se de um implemento robusto que demanda grande força de tração. 

Preparo do solo

Subsolador (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Gradagem

Após a aração ou subsolagem, ocorre a formação de torrão no solo. Para o destorroamento e nivelamento, é utilizada a gradagem, na qual o perfil de solo revolvido é superficial, cerca de 10 a 15 cm. O cuidado a ser tomado nessa operação é de não entrar na área com solo úmido, para evitar o “pé de grade”, que é uma camada com 5 cm ou mais de espessura endurecida ou compactada com baixa capacidade de infiltração de água no solo, causando erosão laminar.

Preparo do solo

Grade (Foto: Flávio Moraes).

Recomendação na implantação

Alguns técnicos optam pela sequência: subsolador, grade, niveladora e sulcador. O subsolador é usado para a descompactação de camadas inferiores. Quando possível, sua realização em camadas mais profundas pode trazer grandes benefícios, uma vez que o sistema radicular do cafeeiro pode atingir grandes profundidades.

Época de realização

É importante destacar que deve-se ter o cuidado na época de realização dessas práticas, uma vez que, dependendo das condições de chuva, elas podem facilitar a ocorrência de erosões hídricas.

Sulco de plantio

Após a descompactação do solo e incorporação de corretivos e/ou material orgânico na área, é momento de realizar a abertura do sulco de plantio. Essa operação é feita com o sulcador, e é nesse momento que podemos adicionar calcário complementar, material orgânico e fertilizantes que vão ficar próximos às raízes da lavoura.

A orientação dos sulcos, após a decisão de espaçamento entre linhas, deve ser bem planejada, de forma que futuramente no manejo da lavoura se tenha o menor número de manobras possíveis de maquinários, desde adubação, tratamentos fitossanitários até a colheita, e, de preferência, em nível para evitar com que ocorra carreamento do solo do colo da planta após o plantio. Esta prática deve ser alinhada de maneira que as linhas fiquem paralelas com a mesma distância. Para isso ser feito, devemos utilizar ferramentas, como a barra na frente do trator (podendo ser feita com bambu), que demonstra a distância entre as linhas ou podem ser utilizadas ferramentas como o GPS.

Atenção! 

Use bem essa oportunidade de realizar o preparo adequado do solo antes do seu plantio. Ele é a base para proporcionar melhores condições para o desenvolvimento radicular do cafeeiro, o que faz toda a diferença para a produtividade da lavoura!

E, depois da implantação, é importante ficar de olho na situação deste solo! Aprenda a fazer uma amostragem de solo adequada para a realização de sua análise. Os resultados permitirão a elaboração de estratégias de adubação racional.

Sucesso na produção!

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Adjuvantes agrícolas: o que são e importância para a pulverização https://blog.rehagro.com.br/uso-de-adjuvantes-em-caldas-de-pulverizacao/ https://blog.rehagro.com.br/uso-de-adjuvantes-em-caldas-de-pulverizacao/#respond Mon, 22 Jun 2020 19:00:17 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7786 O uso de defensivos agrícolas causa preocupações devido a exposições de trabalhadores, contaminação ambiental e impactos diversos nos ecossistemas, sendo a redução de seu uso um dos principais objetivos da tecnologia de aplicação. A tecnologia de aplicação consiste na colocação correta do produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica, com o […]

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O uso de defensivos agrícolas causa preocupações devido a exposições de trabalhadores, contaminação ambiental e impactos diversos nos ecossistemas, sendo a redução de seu uso um dos principais objetivos da tecnologia de aplicação.

A tecnologia de aplicação consiste na colocação correta do produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica, com o mínimo de contaminação de outras áreas. Para que as gotas se depositem sobre os alvos, estas devem ser grande suficiente para atingir o alvo desejado, mesmo sofrendo alguma evaporação no deslocamento da ponta até a superfície do alvo, mas pequena suficiente para promover a cobertura necessária no alvo, para que assim, o princípio ativo tenha a ação esperada.

Para realizar uma aplicação bem sucedida de defensivos agrícolas, deve-se atentar à forma de aplicação, seleção de pontas, ajuste do volume de calda, formulação dos defensivos agrícolas, estrutura das plantas e condições de microclima.

 

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A dificuldade das aplicações provém da variedade e métodos de aplicação, diversidade de culturas, insetos, doenças e plantas daninhas, das propriedades físico-químicas de caldas, condições ambientais, segurança dos aplicadores, leis ambientais, além da viabilidade econômica.

Os métodos de aplicação de defensivos agrícolas são basicamente por via sólida, líquida ou gasosa, sendo a aplicação via líquida a mais utilizada, tendo neste caso a água como o diluente mais comum.

Um composto químico com atividade fitossanitária raramente é aplicado de forma isolada. A formulação dos defensivos agrícolas é responsável por facilitar a dispersão homogênea deste composto nos veículos de aplicação. As aplicações agrícolas são afetadas por diversas variáveis relacionadas aos defensivos agrícolas, como a estabilidade, solubilidade, incompatibilidade, volatilização, formação de espuma, tamanho de gota, deriva, tensão superficial, cobertura, aderência, penetração, entre outros.

Qual a importância dos adjuvantes agrícolas?

Os adjuvantes surgiram com o propósito de auxiliar outros materiais a serem mais eficientes e são utilizados em defensivos agrícolas para assegurar que cada gota de água contenha quantidade similar do ingrediente ativo, já que muitos destes não são solúveis em água.

São substâncias que facilitam a aplicação, reduzem perdas e riscos, melhoram o desempenho do defensivo agrícola ou modificam as características físicas das misturas, com exceção da água.

Através de mudanças das propriedades físicas e químicas, os adjuvantes podem influenciar os processos de formulação de defensivos agrícolas (compatibilidade, solubilidade, estabilidade e formação de espuma), pulverização (deriva e evaporação), retenção (reflexão e adesão), modificar a deposição (molhamento, espalhamento e solubilização) e penetração. Suas funções são descritas como molhante, adesiva, espalhante, espumante, anti-espumante, dispersante, redutor de deriva e também como responsável pelo aumento da atividade biológica dos defensivos agrícolas.

Os adjuvantes são provavelmente o grupo menos compreendido dentre os químicos utilizados na agricultura e diferenças sobre a terminologia destes produtos é esperada.

Tabela com alguns adjuvantes

Classificação dos adjuvantes.

E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

Deposição e evaporação de gotas

A eficiência das aplicações de defensivos agrícolas é frequentemente relacionada com o espalhamento e a evaporação das gotas aplicadas, e pode ser reduzida se o ingrediente ativo não se espalhar de forma uniforme sobre o alvo. A fragmentação da calda em gotas aumenta a superfície exposta do líquido, o que contribui para a evaporação.

O uso de gotas grandes minimiza perdas por deriva e evaporação, no entanto, proporcionam menor cobertura quando comparadas às gotas mais finas. A tabela seguinte exemplifica teoricamente o número de gotas esféricas resultantes da fragmentação de um volume de 1 litro em gotas de diversos diâmetros, além do somatório da área das gotas (número de gotas vezes a área).

Tabela de fragmentação de um volume de 1 litro de água em gotas de diversos diâmetros.

Diâmetro de gota, área correspondente, número de gotas equivalente a fragmentação de 1 litro e área total das gotas.

Perdas de massa pela evaporação tornam as gotas mais susceptíveis ao arraste por correntes de ar ou a evaporação total antes de atingir o alvo. Os problemas relacionados à evaporação de gotas necessitam de atenção, principalmente pelo fato que a água é volátil e é o veículo mais utilizado em aplicações.

Altas temperaturas, antes e depois da aplicação, aumentam a penetração de agrotóxicos através da cutícula da planta, no entanto, também aumenta a volatilização dos líquidos e podem aumentar a evaporação das gotas a um ponto de cessar a penetração do defensivo agrícola.

Tabela limites de temperatura e umidade relativa do ar para diferentes tamanhos de gotas.

Limites de temperatura e umidade relativa do ar para diferentes tamanhos de gotas. Fonte: Antiniassi et al. (2005).

A umidade do ar tem grande efeito na aplicação de agrotóxicos foliares, principalmente sobre a cutícula da planta e também sobre a evaporação e deposição das gotas.

Entre as funções descritas dos adjuvantes, está a de modificar as propriedades físico-químicas da calda de pulverização, que compreende o grupo dos adjuvantes ativadores, sendo estas propriedades a tensão superficial, densidade, viscosidade, volatilidade e solubilidade, e geralmente são influenciadas particularmente por surfactantes.

A figura abaixo apresenta as imagens obtidas durante a evaporação das gotas, desde o momento que a gota foi depositada (a e b), até o momento final (g e h), o aumento inicial da área molhada da gota (d), e a redução da altura neste mesmo momento (c). Na maior parte das observações realizadas, somente após a redução quase total da altura a área foi reduzida (e, f, g e h).

Etapas do comportamento da evaporação de uma gota ao longo do tempo.

Comportamento da evaporação de uma gota ao longo do tempo. Imagens da câmera lateral (a, c, e, g) e da câmera perpendicular (b, d. f. h).

Diante do que foi apresentado faz-se necessário uma boa escolha de adjuvante, auxiliando na pulverização de defensivos agrícolas. Estes devem ser associados de acordo com as condições ambientais e eficácia em associação de herbicidas, inseticidas e fungicidas favorecendo com que o mesmo tenha sua melhor performance.

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As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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Boro na produção de soja e milho: principais características https://blog.rehagro.com.br/uso-de-boro-na-produtividade-de-milho-e-soja/ https://blog.rehagro.com.br/uso-de-boro-na-produtividade-de-milho-e-soja/#respond Thu, 18 Jun 2020 18:00:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7775 A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do boro (B). O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo […]

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A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do boro (B).

O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo macronutrientes.

Em alguns casos, a deficiência de macronutrientes pode ser ‘driblada’ por meio indiretos, que não a adubação propriamente dita. É o caso do fornecimento de Nitrogênio por meio de bactérias, como o Azospirillum no milho e o Rhizobium na soja.

 

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Outro ponto a ser levado em conta sobre os micronutrientes, é que eles estão, particularmente, envolvidos na fase reprodutiva e de crescimento das plantas e, consequentemente, na determinação da produtividade e no desempenho na colheita da cultura.

Saiba mais sobre a utilização de micronutrientes no sistema de produção de grãos, com o webinar gratuito: “Utilização de micronutrientes”.

Webinar Utilização de micronutrientes

Não apenas os nutrientes desempenham papéis fundamentais no desenvolvimento da cultura, mas conhecer a fisiologia da planta, pragas, doenças e as principais daninhas é igualmente importante.

Para quem produz ou pretende produzir, será benéfico para traçar estratégias de manejo, pois como estamos vendo nesse artigo, nem sempre damos importância aos micronutrientes, por exemplo, e ainda assim, a falta dele impacta na colheita.

Inclusive, as análises mostram que alguns micronutrientes estão em falta em nossos solos e o boro é um deles. O destaque maior, vai para aqueles solos sob Cerrado, onde o cultivo de grãos têm se expandido a cada ano.

O uso de boro está relacionado a diversos processos do vegetal, tais como:

  • Absorção iônica;
  • Transporte e metabolismo de carboidratos;
  • Sínteses de lignina, ácidos nucleicos e proteínas;
  • Atua na divisão e diferenciação celular nos tecidos meristemáticos.
  • Atuação na biogênese da parede celular, segundo estudos.

E mais! A participação do boro no desenvolvimento celular da planta influencia as propriedades físicas, estruturais e a diferenciação da parede celular.

Já a deficiência desse micronutriente, resulta em:

  • Inibição do crescimento da planta, devido às funções estruturais específicas desse elemento na parede celular e à limitada mobilidade do nutriente na maioria das plantas.
  • Causa alterações fisiológicas e bioquímicas no vegetal, tais como: alteração da integridade e funcionamento da membrana celular, disfunções metabólicas e aumento na produção de compostos fenólicos.

Boro no solo

No solo, o boro encontra-se na forma de ácido bórico não dissociado (H3BO3), que é a forma solúvel disponível para a planta. É um nutriente que apresenta um limite estreito entre o teor adequado e o nível tóxico nas plantas, o que exige, portanto, uma adubação cautelosa.

A concentração do uso de boro na solução, depende das reações de adsorção entre o H3BO3 e seus adsorventes existentes no solo, tais como os óxidos de ferro e alumínio, os minerais de argila, a matéria orgânica, o hidróxido de magnésio e o carbonato de cálcio. 

A adsorção aumenta com a elevação do pH, do teor de materiais adsorventes e com a diminuição da umidade do solo.

A matéria orgânica (MO) é a principal fonte de B que irá suprir as exigências das plantas. Após a mineralização da MO, o uso de boro é liberado para a solução do solo, podendo, a partir daí, seguir vários caminhos, tais como: ser absorvido pelas plantas, ser perdido por lixiviação ou ser adsorvido pelos colóides do solo. 

No entanto, solos com baixos teores de MO e a ocorrência de fatores que diminuem a sua mineralização, predispõem as culturas à carência do micronutriente, sendo estes fatores limitantes frequentemente observados nos solos brasileiros.

Boro nas plantas

O boro é o único nutriente que não atende ao critério direto de essencialidade, mas satisfaz o critério indireto. A maior prova da sua essencialidade consiste em que, nos solos das regiões tropicais, ao lado do zinco (Zn), é o micronutriente que mais frequentemente promove deficiência nas culturas.

A função fisiológica do boro difere de qualquer outro micronutriente, pois não pertence a nenhum composto ou enzima específica, mas sabe-se que possui funções em muitos processos fisiológicos da planta, como:

  1. Fixação biológica de nitrogênio (protege a enzima nitrogenase de danos causados pela toxidez de espécies reativas de oxigênio);
  2. Crescimento meristemático;
  3. Integridade e funcionamento da parede celular;
  4. Transporte de auxinas (AIA);
  5. Síntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA) e de fitohormônios;
  6. Atua no metabolismo de carboidrato.

Características de deficiência de boro

A deficiência de boro aparece, inicialmente, causando um anormal e lento desenvolvimento dos pontos de crescimento apical.

Os folíolos das folhas novas são deformados, enrugados, com frequência ficam mais grossos e com cor verde azulado escuro. Ocorre a inibição da síntese de lignina e estímulo da atividade da oxidase de ácido indolacético (AIA) e de enzimas na membrana plasmática.

Com o progresso da deficiência, a elongação dos entrenós fica lenta, ocorre a morte dos pontos de crescimento terminal e a formação de flores é restrita ou inibida.

Em plantas de soja, a deficiência de boro prejudicou o desenvolvimento dos nódulos e das raízes, consequentemente, a fixação biológica de nitrogênio. Em soja, as doses de boro aplicadas proporcionaram um aumento no número de folhas, na massa seca das raízes e na área foliar das plantas.

Planta com deficiência de boroSintomas de deficiência do Boro

Fontes de boro

A escolha da melhor fonte de nutriente para aplicação no solo, depende do tipo de solo, da cultura e do regime hídrico.

A maioria dos adubos boratados, apresentam alta solubilidade, assim o boro está sujeito à grande mobilidade no solo e, consequentemente, ao maior grau de lixiviação no perfil do solo, principalmente no arenoso. Dessa forma, a preferência é por fontes de solubilidade lenta, portanto, menos suscetíveis a perdas por lixiviação.

Basicamente, existem duas classificações para os boratos:

  1. Aqueles em que o material de origem passou por um processo de refinamento: conhecidos como boratos refinados. Por exemplo: Ácido Bórico, Octaborato de Sódio Tetrahidratado, Borax Decahidratado, Borax Pentahidratado e o Borax Anidro.
  2. Aqueles em que o material de origem não passou por nenhum processo de refinamento: conhecidos como boratos minerais ou não refinados. Por exemplo: Hidroboracita, Colemanita e a Ulexita.

O boro participa de uma série de processos fisiológicos dentro da planta, o que faz com que sua deficiência se confunda com a de outros nutrientes como a de fósforo (P) e a de potássio (K).

Em milho, a deficiência severa de boro pode resultar em espigas tortas e menores, enquanto na deficiência de potássio, as espigas também são reduzidas, o que mostra que a adubação em milho e demais grãos, precisa levar em conta macro e micronutrientes.

A deficiência de boro, ocasiona, ainda, diminuição no crescimento de novas raízes e de novas brotações, já que está envolvido na síntese de parede celular e integridade da membrana plasmática.

A disponibilidade do boro na solução do solo é governada pela reação de adsorção do boro com os colóides do solo. A adsorção de boro aumenta com o teor de argila e com o pH do solo.

As doses de boro, atualmente aplicadas, podem não fornecer a concentração adequada de B na solução do solo para o ótimo desenvolvimento das plantas, principalmente nos solos mais argilosos e com excesso de calagem.

Agora você já sabe a importância do boro para as culturas de grãos e que ele auxilia na melhoria da produtividade, mas muitas pessoas ainda confundem os sintomas. É o caso da Mancha-amarela em trigo, por exemplo, já que a falta de nitrogênio também deixa as folhas amarelas.

É preciso ficar atento e conhecer bem a cultura, suas principais doenças e, claro, o manejo adequado da fertilidade.

Faça uma especialização em produção de grãos!

Agora que você já ficou por dentro desses parâmetros agrícolas e sabe da importância de estar sempre se atualizando com as novas tecnologias e tendências de mercado, já pensou em ser especialista, aprendendo com quem é referência na produção de grãos?

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Onde realizar a adubação do cafeeiro? https://blog.rehagro.com.br/onde-adubar-o-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/onde-adubar-o-cafeeiro/#respond Thu, 04 Jun 2020 15:00:51 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7708 A adubação é prática importante de ser realizada no cafeeiro, visto que, ela interfere diretamente na produtividade da cultura. Nesse sentido, além da importância de uma boa amostragem de solo e recomendação adequada dos nutrientes, é importante que este fertilizante caia no local adequado. Quando isso não ocorre, pode acarretar em prejuízos ao cafeeiro. Esses […]

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A adubação é prática importante de ser realizada no cafeeiro, visto que, ela interfere diretamente na produtividade da cultura. Nesse sentido, além da importância de uma boa amostragem de solo e recomendação adequada dos nutrientes, é importante que este fertilizante caia no local adequado. Quando isso não ocorre, pode acarretar em prejuízos ao cafeeiro.

Esses prejuízos podem ser, desde a queima do coleto de plantas ou até mesmo a não absorção desses nutrientes pelas plantas, afetando assim a produtividade da cultura. Dessa forma, o local onde o adubo está sendo colocado é item importante no manejo da cultura.

Em algumas propriedades a adubação é realizada apenas de um lado do cafeeiro, alternando linhas na entrada da adubadora. Já em outras propriedades, a adubação é feita dos dois lados da planta. Mas, e essa prática, deve ser feita de um lado ou dos dois lados da planta?

Resultados de estudo feito pela Procafé, comparando modos de adubação do cafeeiro mostraram que houve maior produtividade média, considerando 5 safras, quando se adubou na projeção da saia, dos dois lados da planta.

Dessa forma, mostrando a importância de se adubar dos dois lados da planta, colocando assim o adubo mais próximo as raízes do cafeeiro, para que ele possa absorver.

Produção média anual de cinco safras em cafeeiros sob diferentes modos de adubação. Martins Soares-MG. 2001.

Por isso, quando nos referimos a adubação mecanizada, o adubo deve ser colocado dos dois lados do cafeeiro, na projeção da saia, conforme mostrado no estudo, em que esse tipo de adubação proporcionou maior incremento na produtividade, se comparado aos outros modos de adubação.

Nesse sentido, quando nos referimos a adubação mecanizada, é recomendado que a adubadora entre em todas as entrelinhas da lavoura e realize a adubação em ambos os lados da planta.

adubar o cafeeiro

Adubação na projeção da saia do cafeeiro. (Foto: Rehagro).

Nas adubações em lavouras manuais, quando possível, é recomendado que seja realizado em ambos os lados também, no entanto, em muitos casos onde as propriedades apresentam uma declividade muito acentuada, dificultando assim a realização da prática, e/ou não se possui mão de obra suficiente para a realização da adubação no período correto, pode ser realizada a adubação de um lado só do cafeeiro, sendo feito no lado de cima das plantas.

E-book Calagem na cultura do café

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Integração lavoura-pecuária a serviço da pecuária de corte https://blog.rehagro.com.br/integracao-lavoura-pecuaria/ https://blog.rehagro.com.br/integracao-lavoura-pecuaria/#respond Tue, 26 May 2020 19:00:48 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7589 Em 2020, fizemos um Webinar Corte sobre “A integração lavoura-pecuária a serviço da pecuária de corte“. Trata-se de uma palestra gratuita feita pelo Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos. […]

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Em 2020, fizemos um Webinar Corte sobre “A integração lavoura-pecuária a serviço da pecuária de corte“. Trata-se de uma palestra gratuita feita pelo Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos. O agro não para!

Quem esteve no comando do evento online foi Felipe Amadeu, Consultor Técnico em Agricultura e Consultor Técnico do Rehagro. Amadeu é especialista em produção de volumoso, pastagem e integração lavoura-pecuária.

Se você ainda não assistiu a explicação do palestrante, clique no link abaixo:

Dica extra!

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Chegar terra em cafeeiros novos: como realizar essa prática https://blog.rehagro.com.br/chegar-terra-em-cafeeiros-novos/ https://blog.rehagro.com.br/chegar-terra-em-cafeeiros-novos/#respond Tue, 26 May 2020 17:00:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7607 Chegar terra é uma prática que tem sido realizada em lavouras novas a fim de manter a umidade do solo principalmente no período seco, e proteger o sistema radicular mais superficial, uma vez que a camada de terra mais espessa no solo protege o sistema radicular do superaquecimento da superfície do solo, que pode ser […]

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Chegar terra é uma prática que tem sido realizada em lavouras novas a fim de manter a umidade do solo principalmente no período seco, e proteger o sistema radicular mais superficial, uma vez que a camada de terra mais espessa no solo protege o sistema radicular do superaquecimento da superfície do solo, que pode ser prejudicial as raízes.

Outro benefício é que a grade utilizada nessa operação atua como uma capina nas laterais da linha de plantio do cafeeiro, pelo fato da terra enterrar o mato. Além disso, essa prática proporciona maior firmeza das mudas, evitando o tombamento pela ação dos ventos e isso tem sido um grande problema em lavouras novas com bom desenvolvimento.

Por isso, devido a esses benefícios esse manejo tem sido muito realizado a fim de proporcionar melhores condições para o crescimento e desenvolvimento das plantas.

Vale ressaltar que chegar  terra é uma prática recomendada para proteger o cafeeiro da “canela de geada” em situações de risco de geada. De acordo com Caramori e Chaves, 1986, a realização dessa prática em cafeeiros, evita a ocorrência de canela de geada (dano aos troncos dos cafeeiros), se comparado as plantas em que essa prática não foi realizada, em que pelo menos uma planta foi afetada.

 

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Em que época realizar o chegamento de terra?

Essa prática é realizada de março a abril em lavouras novas, que normalmente foram plantadas em outubro, novembro e dezembro, para que essas plantas suportem melhor o período seco, esse de maior estresse as plantas, devido aos benefícios proporcionados por esse manejo.

Equipamentos utilizados para chegar terra

O chegamento de terra pode ser feito por meio de uma adaptação de equipamentos, como é feito com a grade, invertendo os dois discos, conforme mostra as figuras abaixo:

Equipamento adaptado para chegar terra em cafeeiros.

Equipamento adaptado para chegar terra em cafeeiros. (Fonte: Daniel Veiga)

Chegando terra em mudas de café com uma adaptação na grade.

Chegando terra em mudas de café com uma adaptação na grade. (Fonte: Daniel Veiga)

No entanto, por meio desse equipamento são formados mais torrões e um degrau na lavoura, conforme mostra a seguinte imagem:

Chegamento de terra em mudas de café feito com grade adaptada.

Chegamento de terra em mudas de café feito com grade adaptada. (Fonte: Daniel Veiga)

Outra forma de chegar terra é com a roça carpe, sendo esse equipamento preferido por alguns técnicos devido a não formar torrões e não formar degrau nas lavouras. 

Máquina fazendo o chegamento de terra em mudas de café com roça carpe.

Prática de chegamento de terra em mudas de café com roça carpe. (Fonte: Daniel Veiga)

Chegamento de terra em cafeeiros novos realizado com a roça carpe.

Chegamento de terra em cafeeiros novos realizado com a roça carpe. (Fonte: Daniel Veiga)

Pesquisas sobre chegamento de terra

Alguns técnicos tem realizado associado ao chegamento de terra a adição de adubos de liberação lenta para proporcionar crescimento dessas plantas no período mais seco, no entanto, apesar de serem observados resultados visuais positivos com a realização dessa prática, ainda faltam trabalhos de pesquisa que comprovem os incrementos no crescimento e desenvolvimento das plantas.

Assim como, alguns técnicos relatam que há um maior crescimento e desenvolvimento das mudas submetidas apenas ao chegamento de terra se comparado à plantas em que esse manejo não foi realizado, mas da mesma forma, apesar de já ser amplamente realizada em fazenda, faltam trabalhos de pesquisa quantificando os resultados positivos dessa prática.

Obtenha safras mais lucrativas!

Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.

Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.

Com o curso Gestão na Produção de Café, isso é possível! Professores atuantes em campo, vão te passar por meio de dados reais, atuais e validados, as técnicas para atingir a excelência de produção. Domine as principais técnicas e destaque-se no mercado cafeeiro!

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Larissa Cocato

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Amostragem de solo: veja dicas para uma a realização adequada em lavoura de café https://blog.rehagro.com.br/amostragem-de-solo-em-lavoura-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/amostragem-de-solo-em-lavoura-de-cafe/#comments Wed, 20 May 2020 16:00:04 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7576 Você sabe o quanto uma análise de solo pode ser valiosa para a escolha da melhor estratégia para aumento da produtividade da sua fazenda e qualidade do café produzido, trazendo maiores lucros para o seu bolso. Para que os resultados da análise de solo sejam fidedignos e proporcionem o resultado esperado, o primeiro passo deve […]

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Você sabe o quanto uma análise de solo pode ser valiosa para a escolha da melhor estratégia para aumento da produtividade da sua fazenda e qualidade do café produzido, trazendo maiores lucros para o seu bolso.

Para que os resultados da análise de solo sejam fidedignos e proporcionem o resultado esperado, o primeiro passo deve ser a realização de uma amostragem adequada, que deve representar bem a área a ser investigada.

Veja algumas dicas para executar essa etapa de forma correta!

 

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Coleta de solo com trado holandês

Amostragem de solo com trado Holandês

Principais aspectos para uma coleta de solo correta

Inicialmente, deve-se dividir a área em talhões homogêneos quanto a cor do solo, textura, topografia, vegetação natural e manejo de lavouras anteriores (que inclui todas as práticas de manejo que foram realizadas na área).

Após a separação em talhões homogêneos, faz-se o caminhamento em zigue-zague na área, a fim de ser o mais representativo possível da realidade. E inicia-se a coleta da seguinte forma:

  • A coleta do solo é feita na projeção da saia do cafeeiro.
  • Deve-se limpar o local que será amostrado, retirando restos de plantas, palhadas, sem, contudo, retirar terra do local. Após a limpeza, realiza-se a coleta.
  • Os equipamentos utilizados podem ser: trado de rosca, trado holandês, trado de caneco, sonda, enxadão ou pá reta.

A profundidade amostrada pode ser feita de 0 – 20 cm e 20 – 40 cm. No entanto, devido ao cafeeiro ser uma cultura perene, suas raízes podem chegar a profundidades maiores, dependendo do manejo realizado. Desta forma, pode-se também realizar amostragem em maiores profundidades para se conhecer o perfil do solo, caso seja necessário.

Após a coleta de amostras simples dentro de cada área – em torno de 15 a 20 – faz-se uma amostra composta, através da mistura de amostras simples. (A mistura das amostras simples deve ser feita em baldes ou sacos limpos, para que não haja contaminação e consequentemente interferência nos resultados. Nunca utilize sacos usados de calcário, adubos, rações ou outros).

Da amostra composta são retiradas cerca de 300 gramas de solo, e colocadas em saquinhos devidamente identificados e enviados ao laboratório, para que posteriormente não haja confusão dos resultados da análise.

amostragem de solo

Saquinho para coleta de amostra de solo.

As amostras solicitadas podem ser:

  • Amostra de rotina, que contempla: pH, K, P, Ca, Mg, Al, H+Al e P-rem;
  • Amostra completa, que contém: pH, K, P, Ca, Mg, Al, H+Al, P-rem, M.O., B, S, Zn, Fe, Mn e Cu.

A análise granulométrica é recomendada que se faça pelo menos uma vez na área, para que se conheça a textura do solo.

O segredo do manejo de sucesso está nos pequenos detalhes! Então, lembre-se desse checklist na sua próxima amostragem!

A partir dela, a análise do solo poderá apontar a deficiência de nutrientes que pode estar comprometendo a sua produtividade e gerando defeitos nos grãos do café, levando a uma perda de qualidade e redução do preço da saca vendida.

Obtenha safras mais lucrativas!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.

No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Usando dados agrícolas para impulsionar a sustentabilidade https://blog.rehagro.com.br/dados-agricolas-na-sustentabilidade/ https://blog.rehagro.com.br/dados-agricolas-na-sustentabilidade/#respond Thu, 30 Apr 2020 17:30:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7445 Sustentabilidade não é uma ideia nova na agricultura. É tão antigo quanto a própria terra. No entanto, está se tornando cada vez mais urgente à medida que as partes interessadas do setor respondem a uma crescente população global e a restrições ambientais à produtividade. Grandes empresas, produtores, varejistas e outros membros da cadeia de valor […]

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Sustentabilidade não é uma ideia nova na agricultura. É tão antigo quanto a própria terra. No entanto, está se tornando cada vez mais urgente à medida que as partes interessadas do setor respondem a uma crescente população global e a restrições ambientais à produtividade. Grandes empresas, produtores, varejistas e outros membros da cadeia de valor estão trabalhando incansavelmente para implementar novos padrões de administração e transparência; eles estão examinando dados agrícolas, testando estratégias de gerenciamento e experimentando novas tecnologias.

As empresas do agronegócio devem garantir que esses esforços de sustentabilidade sejam economicamente viáveis, além de otimizar seu impacto. Para promover maior participação e maior eficiência, essas empresas devem ajudar a comunicar os esforços dos produtores à cadeia de valor e aos consumidores. 

Empresas e sustentabilidade

Os produtores devem aprender o raciocínio por trás dos protocolos sugeridos. Os membros da cadeia de valor aprendem sobre o impacto em campo desses mesmos protocolos. Esse novo entendimento fornece aos participantes as ferramentas e informações para adotar uma abordagem melhor e mais eficiente da sustentabilidade. Por sua vez, os produtores começam a estabelecer relacionamentos mais fortes com as partes interessadas em todo o setor.

Os relacionamentos são apenas o primeiro passo. Para obter informações valiosas e compartilhar estratégias e melhorias de sustentabilidade, as empresas devem fazer um esforço conjunto para defender a segurança dos dados. Eles devem tomar medidas claras e demonstráveis ​​para proteger os dados do produtor. Também é importante educar os membros da cadeia de valor sobre práticas de segurança de dados para manter a confiança do produtor. Políticas de dados fortes e acessíveis estabelecem expectativas claras sobre o compartilhamento de dados. Essas políticas devem ser favoráveis ​​ao produtor e adaptáveis ​​às necessidades individuais de cada operação.

A eficácia dessas iniciativas de sustentabilidade depende de dados agrícolas do produtor e é imprescindível a disposição para implementar a tecnologia de agricultura digital orientada a dados. Um sistema intuitivo de gerenciamento de dados pode ser uma excelente ferramenta para produtores experientes e inexperientes.

Como a tecnologia está transformando a força de trabalho agrícola 

Uma maior adoção de ferramentas digitais como plataformas de inteligência artificial (IA), drones, desempenho das lavouras e outros avanços mecânicos na agricultura ajudará os agricultores a maximizar os recursos e melhorar a produtividade.  Essas tecnologias agrícolas cumprem a promessa de ajudar o setor agrícola a se adaptar aos desafios demográficos e ambientais do mundo. 

Drones podem gerar informações agrícolas de grande valor em uma fração do tempo que levaria um agricultor a inspecionar o mesmo terreno a pé. Equipado com câmeras multiespectrais de resolução ultra alta ou estabilizadas por vagens para obter a máxima qualidade de imagem e auxiliado por sofisticados algoritmos de IA, esse tipo de monitoramento revela o que o olho nu não pode, até um nível granular, de infestações por pragas a indicadores de excesso de água.

A transformação de dados Agrícolas

O gerenciamento de dados é uma parte importante de todos os negócios, processos e interações entre negócios. É por isso que os dados da agricultura são tão importantes para os produtores e seus parceiros agrícolas durante momentos de mudanças.

Alguns produtores e agrônomos digitalizaram seus registros nos últimos 10 anos, outros ainda não começaram devido a várias razões. Empresas agrícolas que compram commodities ou vendem insumos para exigir que mais informações sejam trocadas digitalmente com os produtores em vez de pessoalmente ou com o papel envolvido. 

Fazer com que os parceiros da cadeia de suprimentos exijam informações digitais será um motivador extra para os produtores e agrônomos coletarem todas as informações digitalmente do campo, em vez de terem que digitá-las novamente em um computador posteriormente.

A agricultura sempre foi um setor que gira em torno de relacionamentos pessoais, e isso não mudará tão cedo. O que já está mudando, no entanto, é a maneira pela qual devemos interagir uns com os outros. 

Funcionalidades

Algumas das funcionalidades mais importantes que os produtores precisam ser capazes de fazer digitalmente:

  • Utilizar uma plataforma que permita que todos vejam as alterações feitas por outras pessoas em tempo real.
  • Os produtores desejam poder gravar digitalmente as observações de um campo e compartilhá-las com seus agrônomos e outros consultores.
  • Os agrônomos precisam poder compartilhar suas recomendações digitalmente de uma maneira que permita que o produtor compartilhe isso facilmente com seu aplicador e fornecedor também.
  • Com interações diretas mínimas entre as pessoas, como garantir que todos os envolvidos tenham todos os dados necessários para realizar seu trabalho da melhor maneira possível?
  • Os agrônomos precisam saber se um campo já foi pulverizado ou não e onde esse local específico está em um campo sobre o qual o produtor teve dúvidas.
  • Os produtores precisam saber onde estão todos os funcionários e prestadores de serviços, quais trabalhos já foram executados e quais produtos precisam ser encomendados para as próximas semanas.
  • Os varejistas e cooperativas precisam saber quais culturas seus clientes cultivadores estão plantando e quais produtos seus consultores planejam usar durante a safra e quando.
  • O aumento do volume de dados oferece às operações a capacidade de realizar análises precisas de final de safra, com as quais elas podem reduzir o desperdício e aumentar a eficiência.

Além disso, os produtores podem fornecer informações detalhadas e precisas aos varejistas e consumidores que desejam transparência. Com essas novas vantagens no mercado, os produtores terão a oportunidade de aumentar a lucratividade nas próximas temporadas, criando valor em toda a cadeia de suprimentos.

Referências

  • https://www.precisionag.com/digital-farming/data-management/3-ways-covid-19-is-pushing-ag-data-transformation;
  • https://www.precisionag.com/digital-farming/how-technology-is-transforming-the-farming-workforce-and-why-it-matters-during-a-global-pandemic;
  • https://www.precisionag.com/digital-farming/data-management/using-agricultural-data-to-drive-sustainability/

dados agrícolas

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Qualidade de sementes da soja e do milho: saiba a importância https://blog.rehagro.com.br/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/ https://blog.rehagro.com.br/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/#respond Wed, 22 Apr 2020 17:00:38 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7331 Produtores de soja e milho querem que suas lavouras expressem seu potencial de produção e isso depende muito do período inicial de estabelecimento das culturas. Assim, a qualidade das sementes é importante para atingir qualidade da lavoura e isso reflete em mais produção e mais ganhos.   Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo […]

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Produtores de soja e milho querem que suas lavouras expressem seu potencial de produção e isso depende muito do período inicial de estabelecimento das culturas. Assim, a qualidade das sementes é importante para atingir qualidade da lavoura e isso reflete em mais produção e mais ganhos.

 

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Para que uma semente de soja ou milho possa ser considerada de alta qualidade, deve apresentar:

  1. Altas taxas de vigor, germinação e sanidade;
  2. Garantias de pureza física e varietal (genética);
  3. Não conter sementes de plantas daninhas.

Esses fatores respondem pelo desempenho da semente no campo, podendo ser avaliadas pelo estabelecimento da população de plantas desejadas para cada cultivar de soja e/ou híbrido de milho e indicadores de desempenho, tais como:

  • Palatabilidade;
  • Porcentagem de falhas, duplas e aceitáveis;
  • Coeficiente de variação (população instalada sendo avaliada no V3, ou seja, é importante conhecer bem os estádios fenológicos).

Avaliação do estabelecimento de lavourasFigura 1. Avaliação do estabelecimento de lavouras de soja e milho.

Como aqui, o foco é a semente, fatores como fase reprodutiva e polinização do milho, não serão avaliados.

Qualidade fisiológica da semente

Os lotes de sementes devem ser testados em laboratórios para avaliações por metodologias regulamentadas por lei. Com o resultado das análises, é gerado um Laudo de Análise de Sementes (LAS) que apresenta também a validade do teste de germinação.

De acordo com a IN 45 de 17/09/2013, sementes de soja devem apresentar germinação mínima de 80% e do milho 85%. A validade dos testes de germinação e infestação é de 12 meses. É permitido por lei a reanálise com prazo de validade de oito meses.

O teste de germinação avalia a capacidade da plântula germinar e o teste de vigor a capacidade da plântula desenvolver em condições anormais.

A maioria das lavouras de soja e milho no Brasil são conduzidas em regime de sequeiro e  que aumenta o risco de déficit hídrico, então o uso de sementes vigorosas é fundamental e aumenta a probabilidade de sucesso.

Para avaliação do vigor das sementes de soja, o teste mais realizado é o de tetrazólio que informa a viabilidade (germinação potencial), índice de vigor e causas da perda da qualidade fisiológica e o de envelhecimento acelerado que prediz o potencial de armazenamento do lote.

O vigor das sementes de milho é avaliado através do teste a frio, testando a germinação à 10°C e analisando se ela germina nessas condições de temperatura.

Webinar Inoculação da Soja

Teste de germinação na fazenda

Ao adquirirem lotes de sementes, os produtores precisam amostrar esse lote e encaminhá-lo a um laboratório, para análise de germinação e comprovar a alta qualidade.

Utilizar terra coletada da camada superficial de 0-20 cm, proveniente de áreas com histórico de boas produtividades, sem problemas fitossanitários, com qualidade química, física e biológica. 

A terra deverá ser seca, desboroada, peneirada e acondicionada em canteiros de 10 a 15 cm. Abrir sulcos com 3,0 cm de profundidade e de 1,5 a 2,0 m de comprimento espaçados em 10 a 15 cm entre eles, onde serão colocadas as sementes para o teste. 

Utilizar quatro repetições de 100 sementes cada por amostra, e cada repetição em um sulco, com sementes bem espaçadas entre si.

Após a semeadura, cobrir os sulcos e todas as sementes com terra peneirada com, no máximo, 4 cm de profundidade.

A irrigação inicial não deve ser feita imediatamente após a semeadura, mas sim na manhã seguinte com cerca de 10 mm, realizando-se irrigações diárias sucessivas, para repor a água evapotranspirada, até o teor de água do solo alcançar a capacidade de campo. 

As contagens do porcentual de emergência poderão ser realizadas em dois períodos: ao 5º ou 6º dia, após a semeadura e ao 8º ou 9º dia. A leitura ao 5º ou 6º dia poderá ser utilizada como um índice de vigor: quanto maior a porcentagem de plântulas emergidas, maior o vigor do lote de sementes. 

Com a leitura e média dos 4 sulcos de semeadura, faz-se a média e obtém a porcentagem média dessas emergências de plântulas a campo.

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O Rehagro é a maior e única faculdade privada do Brasil com mais de 200 clientes de consultoria. Isso significa que nossos professores também sofrem a pressão do produtor rural todos os dias. Ou seja, sabemos dos desafios muito além da sala de aula.

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Alessandro Alvarenga

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Lagartas no café: principais espécies, danos e como controlar https://blog.rehagro.com.br/lagartas-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/lagartas-na-cultura-do-cafe/#respond Wed, 15 Apr 2020 18:00:58 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7277 Pertencentes à ordem Lepidoptera, as lagartas são insetos polífagos, ou seja, não atacam apenas uma cultura. No cafeeiro elas podem se alimentar de folhas, trazendo danos as mesmas, e além disso acarretar em porta de entrada para patógenos. Dentre as espécies de lagartas que podem atacar o cafeeiro, podemos citar as mais comuns: Lagarta dos […]

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Pertencentes à ordem Lepidoptera, as lagartas são insetos polífagos, ou seja, não atacam apenas uma cultura. No cafeeiro elas podem se alimentar de folhas, trazendo danos as mesmas, e além disso acarretar em porta de entrada para patógenos.

Dentre as espécies de lagartas que podem atacar o cafeeiro, podemos citar as mais comuns:

  • Lagarta dos cafezais (Eacles imperialis magnifica);
  • Lagarta mede palmo (Oxydia saturniata);
  • Lagarta urticante (Lonomia (Periga) circunstans;);
  • Lagarta rosca (Agrotis ípsilon).

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Principais espécies de lagartas

Lagarta dos cafezais

A lagarta dos cafezais (Eacles imperialis magnifica), é uma lagarta grande que pode atingir cerca de 10-12 cm de comprimento e apresentam coloração variável entre o verde, o alaranjado e o marrom.

Ela apresenta pubescência e fios brancos, seu ciclo dura em torno de 65-85 dias e a capacidade de postura das fêmeas é de aproximadamente 198 ovos.

Lagarta dos cafezaisLagarta dos cafezais (Eacles imperialis magnifica). (Foto: Revista Cafeicultura)

Lagarta urticante

Lagarta urticante (Lonomia (Periga) circunstans), é uma lagarta de coloração escura e mede cerca de 6 a 7 cm de comprimento.

Essas lagartas são urticantes com diversos espinhos espalhados pelo corpo, podendo causar queimaduras em homens e animais. Essa espécie tem o habito de viver agrupada durante o dia e a noite se alimentar das folhas.

Lagarta urticanteLagarta urticante (Lonomia (Periga) circunstans). (Fonte: Google Imagens).

Lagarta rosca

A lagarta rosca (Agrotis ípsilon), quando completamente desenvolvida mede cerca de 4 cm, são robustas, cilíndricas e de coloração cinza escura.

Essas lagartas tem hábitos noturnos e vivem no solo, nas proximidades das plantas que atacam durante a noite. De acordo com Santos & Nakano (1982), essa espécie (Agrotis ípsilon), ocorre principalmente em locais úmidos.

O nome lagarta rosca, é devido ao habito de se enrolar, quando tocada. Essa lagarta pode acarretar em morte de plantas jovens.

De acordo com Silva et al. (2011), tem se detectado dois problemas decorrentes ao ataque desse inseto, um deles é em torno de um ano após o roletamento do caule, as folhas se tornam amareladas e se desprendem da planta, outro dano observado é a mortalidade das plantas jovens pela ação do vento, devido ao enfraquecimento no local de ataque da muda.

De acordo com o estudo realizado por esses autores, eles verificaram mortalidades de 10 a 30% em plantas jovens.

Lagarta mede palmo

A lagarta mede palmo (Oxydia saturniata) também se alimenta das folhas.

Danos causados pelas lagartas

Os danos causados pelas lagartas podem ser diretos ou indiretos.

Os danos diretos são devido a alimentar-se de folhas e brotos terminais. Dessa forma, em condições de ataque severo, podem acarretar em grandes prejuízos ao cafeeiro, principalmente aos cafeeiros mais novos e com menor número de folhas.

Já os danos indiretos ocorrem devido aos ferimentos causados nas folhas pelas lagartas servirem como porta de entrada de patógenos, como por exemplo: Phoma e Pseudomonas.

Folha de cafeeiro danificada por lagartaDanos causados por lagartas em folhas de cafeeiro (Fonte: Larissa Cocato).

Folhas danificadas por lagartaFolhas de cafeeiro adulta com ataque de lagartas. (Foto: Luiz Paulo Vilela de Oliveira).

Folhas após ataque de lagartasFolhas de cafeeiro adulta com ataque de lagartas. (Foto: Luiz Paulo Vilela de Oliveira).

Controle das lagartas no cafeeiro

Após detectada a incidência e os danos causados pelas lagartas, deve-se realizar o controle dessas pragas. Salienta-se que vale, planejar o controle conjugado dessa praga juntamente ao controle de bicho-mineiro.

Dentre os princípios ativos utilizados para o controle químico de lagartas, podemos citar:

  • Os piretróides, que atuam nos canais de sódio, mantendo os canais abertos por mais tempo, dessa forma, proporcionando hiperexcitação e consequente morte;
  • Clórpirifos, um organofosforado que atua inibindo a acetilcolinasterase.

Destaque-se na Cafeicultura!

Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Consórcio milho-braquiária: implantação, manejo e objetivos https://blog.rehagro.com.br/consorcio-milho-braquiaria/ https://blog.rehagro.com.br/consorcio-milho-braquiaria/#respond Mon, 13 Apr 2020 13:00:26 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7343 O consórcio milho (Zea mays) com braquiária (Urochloa spp.) tem como objetivos a produção de palha para a cobertura de solo, sistema adotado por produtores de grãos sob sistema de plantio direto (SPD), e produção de forragem para alimentação de animais, produtores que visam a integração lavoura pecuária (ILP) com suplementação alimentar para o gado […]

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O consórcio milho (Zea mays) com braquiária (Urochloa spp.) tem como objetivos a produção de palha para a cobertura de solo, sistema adotado por produtores de grãos sob sistema de plantio direto (SPD), e produção de forragem para alimentação de animais, produtores que visam a integração lavoura pecuária (ILP) com suplementação alimentar para o gado e resíduo de palha.

A diferença entre um objetivo e outro consiste na população e distribuição de plantas. Para formação de pasto é desejado maior população de plantas comparado a menores populações para produção da palha.

Lavoura com consórcio milho braquiária

A sucessão soja/milho safrinha apresenta baixos níveis de cobertura do solo, principalmente nos meses de agosto a outubro, entre a colheita do milho e a semeadura da soja, provocando decomposição da palha produzida nas safras anteriores, redução nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.

No Brasil o consórcio de milho com plantas de cobertura no outono/inverno é uma alternativa para elevar a quantidade de palha no sistema de produção e ciclagem de nutrientes, possibilitando maior retorno econômico.

Solos sob SPD necessitam de um aporte de 12 toneladas de palha por ano, o manejo de milho consorciado com braquiária pode proporcionar grande incremento de palha no sistema de produção.

Além disso, os benefícios dessa tecnologia têm a possibilidade de atingir todos os produtores rurais independente do nível tecnológico adotado na fazenda, pelo aumento da produtividade das culturas e da sociedade como um todo pelos benefícios sociais e ambientais decorrentes do uso dessa prática agrícola.

Implantação do consórcio milho-braquiária

No consórcio de milho com braquiária tem sido adotada uma taxa de semeadura de 50 a 70 mil plantas por hectare de milho dependendo do desempenho do híbrido para cada região e de 7 a 15 quilos por hectare de braquiária, dependendo das condições edafoclimáticas da região.

A quantidade ideal de sementes de braquiária a serem utilizadas no consórcio deve ser calculada em função do valor cultural das sementes. Sempre que possível deve adquirir sementes de empresas idôneas, registradas no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e que contenham todas estas informações disponíveis na etiqueta colada à embalagem.

Cálculo sobre a quantidade de sementes da braquiária a ser utilizada no consórcio

Onde:

  • QS – quantidade de sementes kg/ha
  • VC – valor cultural das sementes.

A semeadura da braquiária pode ser realizada antes, durante ou depois da semeadura do milho. A semeadura da forrageira deve ser posterior ao controle de plantas daninhas, para proporcionar a produtividade normal do milho e alta produção de forragem.

Em condições de safrinha deve ser semeada a braquiária na profundidade de 3 cm. Na distribuição superficial das sementes de braquiária, a germinação de plantas depende da intensidade de chuva após a semeadura e da movimentação superficial do solo pela operação de plantio.

O consórcio do plantio de milho com linhas intercaladas às linhas do milho apresenta maior eficiência para espaçamentos de 0,75 a 1,0 m entre linhas de milho, tendo em vista a produção de palha para cobertura do solo.

Essa modalidade pode ser realizada intercalando as linhas das semeadoras de milho, e adicionando discos de semeadura de braquiária.

Como forma alternativa pode ser plantado linhas intercalares de milho e realizar a semeadura da braquiária com semeadora de grãos pequenos.

Outra forma de cultivo do consórcio e a semeadura de ambos na mesma linha, que pode ser utilizado em cultivos de milho em espaçamento reduzido, tanto para a produção de palha quanto para a produção de forragem. Para esse plantio é utilizado uma terceira caixa para sementes de braquiária, e posicionadas a saídas das sementes juntamente com a sementes de milho.

O sistema de consórcio com braquiária em área total pode ser utilizado para cultivos de milho em espaçamento reduzido e normal, sendo indicado para produção de palha e para produção de forragem.

A diferença desta modalidade para a modalidade em linha é o posicionamento das sementes de braquiária, que neste caso é distribuída em área total.

Normalmente, as sementes da braquiária são distribuídas na superfície do solo antecedendo ou simultaneamente à semeadura do milho, e parcialmente incorporadas pela passagem da máquina durante o plantio.

Uso de herbicidas no controle de plantas daninhas e no travamento da braquiária

Um dos aspectos mais importantes que contemplam os sistemas consorciados diz respeito à redução da capacidade competitiva interespecífica das espécies cultivadas, no entanto, sem deixar de levar em consideração o controle integrado de plantas daninhas. Em virtude desta complexidade, considera-se pequena a adoção de sistemas de cultivo de ILP, porém com grande capacidade de expansão.

Uma das mais difundidas formas de mitigar os efeitos indesejáveis da competição interespecífica entre a cultura do milho e as espécies forrageiras é o uso de herbicidas.

Graças ao baixo custo operacional, em função da utilização de subdoses, este procedimento visa regular o crescimento, garantindo supressão adequada da forrageira, sem, no entanto, causar perdas excessivas de produção de massa.

Um dos fatores limitantes para utilização desta técnica é a disponibilidade de herbicidas registrados para a cultura do milho que apresentem compatibilidade com o sistema, ou melhor, que sejam seletivos tanto para a cultura do milho quanto para as espécies forrageiras (Tabela 1).

Um dos principais agravantes da utilização de herbicidas diz respeito à dose e ao estádio da forrageira no momento da aplicação, sendo indicado após iniciar formação do perfilho (Figura 1).

Planta braquiária após controle de plantas daninhas

Braquiária após o controle de plantas daninhas.

Tabela com a relação de herbicidas mais utilizados e suas respectivas doses para aplicação em pós-emergência na cultura do milho em consórcio com forrageiras

Relação de herbicidas mais utilizados e suas respectivas doses para aplicação em pós-emergência na cultura do milho em consórcio com forrageiras.

Aliar o manejo adequado das espécies forrageiras evitando a competição interespecífica entre as culturas do milho e as espécies forrageiras ao controle eficiente de plantas daninhas em consórcio, talvez seja o principal desafio da pesquisa na atualidade, já que nem sempre a dose adequada para limitar o crescimento e desenvolvimento da forrageira é a mesma necessária para o adequado controle da flora invasora.

 Além disso, a baixa disponibilidade de técnicas e, principalmente de mecanismos de ação de herbicidas que se adéquam ao sistema de consórcio limita ainda mais a implantação do sistema. Outro agravante é o crescente aumento no aparecimento de biótipos de plantas daninhas resistentes a herbicidas, dificultando a recomendação de até então utilizados, como atrazine e nicosulfuron.

A redução da população de plantas daninhas é outro benefício dos sistemas consorciados, sendo observados reduções significativas no banco de sementes de plantas daninhas no sistema de produção. Quando uma forrageira é utilizada como cobertura é adequadamente implantada e conduzida, os benefícios podem ser observados a longo prazo.

O consórcio milho braquiária aumenta a massa total de resíduos e inibe a presença de plantas daninhas de difícil controle no ano de seu cultivo. A reinfestação por buva ocorre após um ano sem consórcio e de capim amargoso após dois anos sem consórcio, porém em menores quantidades do que na sucessão soja-milho safrinha.

Dessa forma, tendo a braquiária integrada ao sistema de produção de grãos ou até mesmo ao ILP (Figura 2), possibilita a produção de alimentos com menor emissão de gases de efeito estufa, evitando o aquecimento global, principalmente por manter o solo coberto com vegetação o ano todo.

Lavoura consorciada milho-braquiária

Lavoura de milho consorciada com braquiária.

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Resistência à penetração do solo: como realizar avaliação https://blog.rehagro.com.br/penetracao-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/penetracao-do-solo/#respond Wed, 08 Apr 2020 18:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7324 Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo. Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do […]

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Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo.

Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do solo.

 

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Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.

O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos em condições de muita umidade e com pouca palha na superfície. O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, na faixa de 20 a 40 cm de profundidade.

Gráfico mostrando resistência a penetração do solo

Resistência à penetração (RP) de um Latossolo sob SPD há 10 anos.

A resistência à penetração do solo

O desenvolvimento radicular é afetado pela resistência à penetração (RP) e altera o potencial de produção das culturas.

Devido ao maior número de cultivos por ano, aumentou-se o tráfego de máquinas pesadas, o que pode aumentar a RP. A prática de intervenção mecânica para rompimento da camada compactada, muitas vezes é realizada sem critério técnico.

A resistência à penetração é um dos fatores mais importantes no alongamento radicular das culturas no perfil do solo. Os penetrômetros são os equipamentos mais adequados para prever a resistência à penetração das raízes.

Por outro lado, a conveniência em mensurar a RP com o uso de penetrômetros, pode superestimar a resistência para o crescimento radicular. Sendo que o alongamento da raiz no solo pode ser limitado pela RP e estresse hídrico.

Os diferentes tipos de penetrômetros disponíveis no mercado, com diferentes princípios de funcionamento, são necessários no mínimo de 15 repetições para avaliar a RP com menor variação.

Em solos sob SPD, a RP apresenta grande variação temporal estando associada à variação do teor de água para cada condição de densidade do solo ou estado de compactação.

Webinar Manejo da compactação do solo

Variabilidade espacial da resistência à penetração

A variabilidade espacial da RP diminui da área de cabeceira para o centro da lavoura, sendo que os valores de RP variam também entre as ordens de solos:

  • Argissolos, os valores críticos de RP variam entre 1,19 MPa e 1,5 MPa;
  • Latossolos Vermelho distrófico, os valores críticos podem variar entre 2,1 MPa à 3,2 MPa.

Solos sob SPD apresentam valores mais elevados de RP até 40 cm de profundidade, comparado a solos sob sistema convencional.

A compactação do solo proporciona mudanças no sistema poroso nos solos sob cultivo convencional, há valores maiores de densidade do solo e menores de macroporosidade e porosidade total.

Os atributos físicos do solo podem ser classificados como diretamente relacionados ao crescimento das plantas, água, oxigênio, temperatura e RP, e relacionados ao crescimento das raízes densidade do solo, porosidade, infiltração de água, agregação e textura.

A seleção de atributos físicos deve ser sensíveis ao manejo e produção das culturas, além do monitoramento da qualidade do solo.

Solos sob sistema de plantio direto

Solos sob SPD podem apresentar maior crescimento radicular devido à presença de poro contínuo, criado por minhocas e raízes de culturas anteriores.

Esses bioporos ocupam menos que 1% do volume do solo, podendo ser utilizado por raízes de culturas subsequentes como passagem para o desenvolvimento radicular. Os pelos radiculares nas pontas das raízes apresentam como função potencial de ancoragem mecânica, para as raízes que crescem em bioporos.

Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com a textura arenosa.

Em solos compactados, há decréscimo da macroporosidade, da disponibilidade de água e da absorção de nutrientes. Como consequência, há redução na difusão de gases no solo, limitando os processos metabólicos das plantas.

Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada. A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo. Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.

A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicada para romper camadas compactadas até 0,20 m. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.

O uso de subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores, há o rompimento das camadas compactadas até 40 cm. A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.

A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional.

Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.

Atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido a adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.

Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e também devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.

Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações de RP devem ser realizadas para tomada de decisão sobre o uso de escarificadores e subsoladores.

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Nitrogênio no café: funções, deficiência e cálculo de recomendação de adubação https://blog.rehagro.com.br/nitrogenio-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/nitrogenio-na-cultura-do-cafe/#comments Tue, 31 Mar 2020 14:57:30 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7243 O nitrogênio (N) é o nutriente mais exigido pelas plantas, e com o café não seria diferente. A absorção do nitrogênio pelas plantas é feita via: NO3– (nítrica – predominante em condições naturais), NH4+ (amoniacal), ureia. O transporte desse elemento é feito via xilema, na corrente transpiratória. O nitrogênio é um nutriente altamente móvel, dessa […]

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O nitrogênio (N) é o nutriente mais exigido pelas plantas, e com o café não seria diferente. A absorção do nitrogênio pelas plantas é feita via: NO3 (nítrica – predominante em condições naturais), NH4+ (amoniacal), ureia.

O transporte desse elemento é feito via xilema, na corrente transpiratória.

O nitrogênio é um nutriente altamente móvel, dessa forma, os sintomas de deficiência ocorrem inicialmente nas folhas velhas.

Absorção de nitrogênio x pH

O pH ácido inibe a absorção do NH4+ e favorece a do NO3, já em pH neutro/alcalino o contrário é observado, possivelmente, devido a efeitos competitivos do H+ e OH no processo de absorção do NH4+ e do NO3, respectivamente. (FAQUIN, 2005).

 

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Funções do nitrogênio no café

  • Constituinte de aminoácidos e proteínas.
  • Constituinte de ácidos nucléicos.
  • Constituinte da clorofila.

Estrutura molecular da clorofilaMolécula de clorofila

Sintomas de deficiência de nitrogênio

Os sintomas de deficiência desse nutriente na cultura do café é uma clorose – um amarelamento – que aparece inicialmente nas folhas velhas.

Em condições de deficiência podem ser observadas folhas pequenas, devido ao nitrogênio atuar na formação de folhas. Além disso, pode ser observada desfolha, morte dos ramos, acarretando em menor atividade fotossintética.

Folhas do cafeeiro com sintomas de deficiência de nitrogênioSintomas de deficiência de nitrogênio em café (Foto: Diego Baquião)

Cafeeiro com sintomas de deficiência de nitrogênioLavoura com deficiência de nitrogênio. (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Já em condições de excesso de nitrogênio, pode acarretar em favorecimento de doenças como a Phoma e Bacterioses.

Cálculo de recomendação de nitrogênio na cultura do café

Exemplo de cálculo, seguindo a fórmula da Fundação PROCAFÉ:

N (Kgs/ha) = (produção (em sacas ha)x 2,6) + (próxima safra (em sacas ha) x 3,6)

Condições da lavoura:

  • Produção do ano: 40 sacas
  • Produção esperada para a próxima safra: 28 sacas

Recomendação de nitrogênio para produção e vegetação

N (Kgs/ha) = (40 sacas x 2,6 kg de N) + (28 sacas x 3,6 kg de N)

N (Kgs/ha) = 104 + 100,8 = 204,8 kg de N

Após calculada a dose de nitrogênio necessária, deve se escolher o fertilizante a ser utilizado.

Dentre as fontes de fertilizantes nitrogenados, podemos citar:

Fontes de fertilizantes nitrogenadosFonte: Raij et al. (1997)

Para o exemplo, vamos utilizar o nitrato de amônio, que contém 33% de nitrogênio:

Para os fertilizantes nitrogenados, temos que considerar a eficiência dos mesmos. Para a uréia consideramos uma eficiência de 70%, já para o nitrato consideramos uma eficiência de 90%.

Para o nosso exemplo, como utilizamos nitrato:

Em seguida, calcula-se a porcentagem a ser aplicada em cada parcelamento, que pode ser considerada: 30%, 40% e 30%. Por fim, faz-se a conta da quantidade de adubo por metro linear ou por planta (considerando o espaçamento).

Indicador de nitrogênio por saca de café

O indicador que utilizamos em nossos clientes de consultoria para verificar a eficiência, é quantos quilos de nitrogênio tenho gasto por saca de café produzida. Para chegar a este número deve-se dividir o total de nitrogênio gasto por safra pelo total de sacas de café produzida.

É importante avaliar este indicador por biênios, pois avaliando em um ano somente poderá ser mascarado pela bienalidade da produção.

O benchmarking para este indicador é a faixa de 6 a 8 kg de N/sc.

  • Se estiver abaixo de 6,0 kg de N/sc, ÓTIMO, mas cuidado!
  • 8 a 9,0 kg de N/sc, há margem para melhora.
  • Acima de 9,0 kg de N/sc, há muita margem para melhora.

Cuidados na adubação quando se utiliza a ureia

A ureia se destaca como um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados, no entanto, a aplicação de ureia no solo sem os devidos cuidados pode promover altas perdas por volatilização, na cultura do café essa perda pode chegar até 30% (DOMINGHETTI et al., 2016).

Isso ocorre devido à formação do gás amônia (NH3), que é volátil, sendo uma das etapas intermediárias da hidrolise da ureia no solo.

  • Evitar a aplicação de ureia em solos úmidos, sempre preferindo sua aplicação em solos secos, com boa previsão de chuvas nas próximas horas.
  • Cuidado com a aplicação de ureia em condições de muita matéria orgânica, pois a enzima uréase (produzida por bactérias, fungos de solo ou originada de restos vegetais) é responsável pela hidrolise da ureia, podendo haver perdas.
  • Cuidado com a aplicação de ureia em solos com pH alcalino, que favorece a formação de amônia, que é volátil.

Teor de nitrogênio das folhas

nitrogênio no caféParâmetros para análise de folha do cafeeiro, para o nutriente nitrogênio ao longo dos meses do ano

** Faixas de variação nos teores foliares em cafezais com produção média entre 30-40 sacas beneficiadas / ha Folhas recém – amadurecidas (Resultados na matéria seca).
Fonte: E. Malavolta / G.C.Vitti

Com base nesses parâmetros de Malavolta e Vitti podem ser realizados ajustes nas adubações com nitrogênio para o café.

Considerações sobre a recomendação de nitrogênio

Por isso, devemos ter atenção para se realizar uma recomendação adequada de nitrogênio para a cultura do café, evitando assim problemas com deficiências desse nutriente que pode afetar o metabolismo e consequentemente a produtividade da cultura.

É importante também estarmos atentos aos índices de nitrogênio na análise de folha e aos indicadores de N por saca de café produzida na média de duas safras, a fim de verificar se estamos aplicando mais ou menos nitrogênio que o necessário para a cultura, sempre buscando uma alta produtividade e lucratividade ao produtor.

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A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Enxofre no café: veja funções, ciclo e sintomas de deficiência https://blog.rehagro.com.br/enxofre-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/enxofre-na-cultura-do-cafe/#comments Mon, 30 Mar 2020 17:00:06 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7191 O enxofre é um importante nutriente para o cafeeiro e possui sua absorção na forma do íon SO42- (sulfato). Seu transporte é feito até o sistema radicular principalmente por fluxo de massa. A adsorção do sulfato depende do teor de argila, do teor de matéria orgânica, da presença de hidróxidos de ferro e de alumínio […]

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O enxofre é um importante nutriente para o cafeeiro e possui sua absorção na forma do íon SO42- (sulfato).

Seu transporte é feito até o sistema radicular principalmente por fluxo de massa.

A adsorção do sulfato depende do teor de argila, do teor de matéria orgânica, da presença de hidróxidos de ferro e de alumínio e do pH, no entanto, a sua capacidade de adsorção quando em competição com fosfato e hidroxila é muito pequena.

Funções do enxofre

  • Componente de proteínas.
  • Participa da síntese de clorofila.
  • Participa de diversas reações no metabolismo das plantas.
  • Por isso, devido a sua grande participação em reações e em compostos nas plantas, a carência desse nutriente pode provocar uma série muito grande de distúrbios metabólicos.
 

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Ciclo do enxofre

O ciclo do enxofre se assemelha ao do nitrogênio, pelo fato de apresentar no solo muitas formas orgânicas e sofrer várias transformações em reações mediadas por microrganismos.

Ciclo do enxofreCiclo do enxofre (S). Fonte: Larissa Cocato.

Deficiência de enxofre

Os sintomas de deficiência de enxofre são observados inicialmente em folhas novas, devido a sua pouca redistribuição nos tecidos. Sendo observado clorose generalizada (parecido com o sintoma de deficiência de nitrogênio, no entanto a deficiência de enxofre aparece nas folhas novas).

Também podem ser observados encurtamento dos internódios e desfolha.

Sintomas de deficiência de enxofreSintomas de deficiência de enxofre (Foto: Luiz Paulo Vilela)

Situações onde se tem maior chance de ter deficiência de enxofre

  • Solos com baixo teor de matéria orgânica.
  • Lavouras em que não se aplica fontes que contenham enxofre.
  • Altas produtividades sem a aplicação desse nutriente.

Fontes de enxofre

Dentre os fertilizantes e/ou condicionadores que contem enxofre na sua composição, podemos citar:

Fontes de enxofreFontes de enxofre mais utilizadas na agricultura. Fonte: VITTI et al. (2007) adaptada.

Recomendação de aplicação do enxofre

O enxofre é aplicado indiretamente às culturas, como componentes de alguns adubos como o superfosfato simples, sulfato de amônio, sulfato de magnésio, sulfato de potássio e gesso agrícola.

Aplicação de gesso no soloAplicação de gesso em superfície na cultura do café. (Foto: Larissa Cocato).

Aplicação com gesso x sem gesso

Abaixo as fotos mostram um cafeeiro em que foi realizada a aplicação do gesso (foto da esquerda), em contraste com um cafeeiro em que não foi realizada a aplicação de gesso (foto da direita), mostrando assim a deficiência de enxofre.

Cafeeiro sem gesso e cafeeiro com gessoFoto de cafeeiro com a aplicação de gesso e sem a aplicação de gesso (Foto: Luiz Paulo Vilela).

Teor de enxofre nas folhas do cafeeiro

O teor desse nutriente na folha deve ser observado de acordo com o mês de referência durante a análise de folha do cafeeiro.

Análise de folha de cafeeiroParâmetros para análise de folha do cafeeiro

** Faixas de variação nos teores foliares em cafezais com produção média entre 30-40 sacas beneficiadas / ha – Folhas recém – amadurecidas (Resultados na matéria seca).
Fonte: E. Malavolta / G.C.Vitti

Além disso, é importante estar atento a relação N/S (nitrogênio/enxofre), pois todos os aminoácidos possuem nitrogênio, e alguns deles possuem enxofre, como por exemplo a cisteína, metionina e outras.

Parâmetros para análise de folha do cafeeiro – Relação nitrogênio/enxofre

** Faixas de variação nos teores foliares em cafezais com produção média entre 30-40 sacas beneficiadas / ha – Folhas recém – amadurecidas (Resultados na matéria seca).
Fonte: E. Malavolta / G.C.Vitti

Teor de enxofre no solo

Teor de enxofre no solo

Padrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de solos na cultura do café. Fonte: PROCAFÉ

Considerações finais

Por isso, apesar de ser um nutriente pouco falado e que recebe pouca atenção, devemos estar atentos ao fornecimento do enxofre, seja por sua aplicação direta ou pelo seu fornecimento indireto, através dos fertilizantes superfosfato simples, sulfato de amônio, sulfato de magnésio, sulfato de potássio, ou mesmo pela aplicação do condicionador de solo gesso agrícola, devido a sua grande atuação desse nutriente no metabolismo das plantas.

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Desbrota na cultura do café: veja a importância de se realizar https://blog.rehagro.com.br/desbrota-na-cultura-do-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/desbrota-na-cultura-do-cafe/#respond Thu, 26 Mar 2020 18:00:44 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7162 A desbrota consiste na retirada de brotos que nascem no ramo ortotrópico da planta, denominados ramos “ladrões”. Esses ramos podem utilizar as reservas energéticas da planta para seu crescimento, dessa forma em cafeeiros adultos, podem acarretar em prejuízos na produção, além de prejudicar a estrutura da planta e reduzir a vida útil da lavoura. Já […]

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A desbrota consiste na retirada de brotos que nascem no ramo ortotrópico da planta, denominados ramos “ladrões”.

Esses ramos podem utilizar as reservas energéticas da planta para seu crescimento, dessa forma em cafeeiros adultos, podem acarretar em prejuízos na produção, além de prejudicar a estrutura da planta e reduzir a vida útil da lavoura. Já em cafeeiros jovens, esses ramos podem acarretar em enfraquecimento das plantas.

Brotos "ladrões" na planta de café.

Ramos “ladrões” na planta de café. (Foto: Larissa Cocato)

A desbrota em diversos casos é uma prática esquecida pelo produtor que fica desatento ao desenvolvimento dos brotos ou àqueles que optam pela não realização dessa prática por ser onerosa, considerando que a desbrota é uma atividade de baixo rendimento realizada exclusivamente por mão de obra manual.

 

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Indicadores de desbrota na cultura do café

O número de pés desbrotados por pessoa varia em função do rendimento do funcionário e da condição da lavoura (número e estado dos brotos), no entanto, esse número está em torno de 200 a 1000 plantas por serviço.

Desbrota de ramos crescendo na planta de café.

Ramos “ladrões” na planta de café. (Foto: Larissa Cocato)

Estudos com desbrota na cultura do café

Santinato, Figueredo e Silva (2008) realizaram um trabalho, com o intuito de estudar a desbrota do cafeeiro de forma total, ou seja, com eliminação de todos os tipos de brotos ladrões e a desbrota parcial, eliminando somente os ramos ladrões que vergam para o centro das ruas.

O ensaio foi instalado em uma lavoura da cultivar Catuai vermelho (IAC-144), irrigado sob Pivô central, com 6 anos de idade, de espaçamento 3,7 m x 0,5 m.

A partir dos resultados do estudo, os autores concluíram que o melhor tratamento foi a desbrota total em todos os anos, acrescentando 42% na produtividade (Tabela 1).

Tabela 1. Efeito da desbrota total e parcial em cafeeiros irrigados sob Pivô Central. Fonte: Santinato, Figueredo e Silva (2008).

Jordão Filho et al. (2017) estudaram a condução da brotação após poda do tipo decote e esqueletamento, a fim de obter informações sobre a desbrota, na região da Mogiana Paulista.

O estudo foi realizado com lavoura da cultivar Mundo Novo 379/19, espaçamento 3,5 x 0,70, plantadas em fevereiro de 2006.

Em agosto de 2013, foi iniciado o trabalho aplicando a poda, sendo para três tratamentos do tipo decote + esqueletamento (safra zero) e outros três apenas o decote, considerando um tratamento como testemunha, onde não recebeu nenhum tipo de poda.

Foi possível concluir que, em relação ao modo de condução das lavouras após a poda, a realização da desbrota apresentou melhores resultados a curto prazo (Tabela 2).

Tabela com os efeitos da desbrota total e parcial em cafeeiros irrigados sob Pivô Central.

Tabela 2. Produtividade nas safras pós-poda em cafeeiros sob diferentes sistemas de poda e de condução da brotação apical e ortotrópicas (2017). As médias seguidas da mesma letra minúscula não diferem entre si na coluna, pelo Teste Scott Knott a 10 % de probabilidade.

Lacerda et al. (2016) realizaram um experimento com o intuito de verificar a influência da desbrota na primeira produção após a poda por esqueletamento associado ao decote em altura média.

Os ensaios foram instalados em modelo fatorial com duas cultivares e cinco tratamentos de condução de brotos, sendo uma da cultivar Mundo Novo IAC 376/4, com espaçamento de 3,8 x 0,8 m, e outra com a cultivar Catuai 99 com espaçamento 3,7 x 0,7 m. A poda foi realizada no inicio do mês de setembro com esqueletamento e decote a 1,7 m de altura.

Os resultados observados nesse estudo estão descritos na tabela abaixo (Tabela 3). Dessa forma, conclui-se que o sistema de livre crescimento, ou seja, sem desbrota, reduz significativamente a produtividade.

Tabela com a primeira produção após esqueletamento com decote a 1,7 m de altura em lavouras com diferentes sistemas de condução de brotos.

Tabela 3. Primeira produção após esqueletamento com decote a 1,7 m de altura em lavouras com diferentes sistemas de condução de brotos. (Varginha, 2016). Médias seguidas da mesma letra minúscula não diferem entre si na coluna, pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade.

Considerações finais

Portanto, apesar dos prejuízos provenientes da não realização da desbrota normalmente não serem percebidos no primeiro ano, quando os brotos ainda se encontram pequenos, os estudos mostram as consequências de não realizar a desbrota na produtividade da cultura.

Por isso, mesmo sendo uma prática dispendiosa e com grande demanda de mão de obra, a não realização dessa atividade, pode acarretar em prejuízos nas produtividades das safras seguintes e até redução da vida útil das plantas.

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Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

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Principais doenças do café: identificação e sintomas https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-do-cafe-como-identifica-las/ https://blog.rehagro.com.br/principais-doencas-do-cafe-como-identifica-las/#comments Thu, 20 Feb 2020 17:30:27 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6994 Manchas amareladas, curvaturas nas folhas, apodrecimento da casca… já viu algo assim no seu cafeeiro? Se sim, atenção! Esses são sintomas de doenças importantes que geram redução significativa na produtividade e qualidade do café e, consequentemente, redução do preço da saca vendida e da sua lucratividade. Neste texto, colocamos algumas fotos que podem ajudar na […]

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Manchas amareladas, curvaturas nas folhas, apodrecimento da casca… já viu algo assim no seu cafeeiro? Se sim, atenção!

Esses são sintomas de doenças importantes que geram redução significativa na produtividade e qualidade do café e, consequentemente, redução do preço da saca vendida e da sua lucratividade.

Neste texto, colocamos algumas fotos que podem ajudar na identificação das principais doenças que podem afetar o cafeeiro.

 

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Ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix) 

Os sintomas da Ferrugem se iniciam com pequenas manchas cloróticas translúcidas, localizadas na face inferior das folhas.

Essas lesões se desenvolvem, formando massas pulverulentas de coloração amarelo-alaranjado.

Folha com sintomas de ferrugem-do-cafeeiroFerrugem-do-cafeeiro. Fonte: Equipe Rehagro

Cercosporiose (Cercospora coffeicola)

A Cercosporiose pode atacar tanto folhas quanto frutos em desenvolvimento.

Nas folhas, os sintomas característicos são manchas circulares de coloração castanho-clara a escura, com o centro branco-acinzentado, quase sempre envolvidas por um halo amarelado.

Nos frutos, os sintomas são pequenas manchas necróticas e deprimidas, de cor marrom a negra, estendendo-se no sentido dos pólos do fruto.

Cercosporiose no cafeeiroCercosporiose. Fonte: Equipe Rehagro

Phoma (Phoma spp)

Cafeeiro com sintomas de phomaPhoma. Fonte: Equipe Rehagro

Os sintomas da Phoma são manchas irregulares de coloração escura nas folhas, iniciando, geralmente, nos bordos, podendo provocar curvaturas.

Nos ramos, pode-se observar lesões deprimidas e escuras, que podem envolver todo diâmetro do ramo e causar seca da extremidade ou do ponteiro.

Curso Gestão na Produção de Café

Mancha aureolada (Pseudomonas Syrigae)

Os sintomas da Mancha aureolada são manchas de cores pardas, circundadas por um grande halo amarelo.

Folha de cafeeiro com mancha aureolada

Mancha aureolada. Fonte: Equipe Rehagro

Rizoctoniose (Rhizoctonia solani)

Cafeeiro com sintomas de Rizoctoniose

Rizoctoniose. Fonte: Equipe Rehagro

Saiba mais!

A Cercosporiose é uma doença causadora de enormes perdas na produção e prejuízos ao produtor! O fungo causa queda das folhas, diminuindo o desenvolvimento da planta e afetando a produtividade.

Além disso, os frutos apresentam um processo de maturação acelerada, resultando em mal granados ou em queda precoce dos mesmos em vários estádios de crescimento, podendo resultar em fermentações indesejadas.

Saiba mais sobre essa doença, seu ciclo, condições favoráveis a ele e sobre seu controle no nosso E-book Cercosporiose do Cafeeiro.

E-book Cercosporiose do cafeeiro

Fique de olho nesses vilões que podem comprometer sua produção e os seus lucros!

Além da identificação de doenças, a identificação e controle das pragas, como o bicho mineiro e a broca do café, que são grandes causadoras de defeitos nos grãos de café, também é fundamental.

E lembre-se de que as medidas preventivas de controle são sempre o melhor caminho para evitar prejuízos.

Para isso, é necessário o cuidado desde a implantação da lavoura, passando pela realização cuidadosa de todas as etapas do manejo até uma colheita e pós-colheita de qualidade.

Larissa Cocato

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Colheita de grãos: veja indicadores de desempenho https://blog.rehagro.com.br/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/#respond Mon, 10 Feb 2020 17:00:09 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6974 Tanto na semeadura quanto na colheita, conhecer bem os implementos é necessário, inclusive nas aplicações de fertilizantes, sejam eles sólidos, líquidos ou inoculantes, como os que auxiliam as bactérias Azospirillum ou Rhizobium na fixação biológica de nitrogênio. De todo modo, perdas estão sujeitas a ocorrerem, mas com as manutenções, regulagens e conhecimentos, elas podem ser […]

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Tanto na semeadura quanto na colheita, conhecer bem os implementos é necessário, inclusive nas aplicações de fertilizantes, sejam eles sólidos, líquidos ou inoculantes, como os que auxiliam as bactérias Azospirillum ou Rhizobium na fixação biológica de nitrogênio.

De todo modo, perdas estão sujeitas a ocorrerem, mas com as manutenções, regulagens e conhecimentos, elas podem ser controladas.

 

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Com a intensificação dos sistemas de produção, a colheita é a última operação realizada e exige melhor atenção, devido às perdas decorrentes desse processo. 

Embora a origem das perdas seja diversa e ocorra tanto antes, quanto durante a colheita, cerca de 80% delas ocorrem pela ação dos mecanismos da plataforma de corte das colhedoras. Sendo assim, é necessário conhecer as causas das perdas, sejam elas físicas, fisiológicas ou operacionais.

Nesse sentido, o conceito de controle para uma lavoura produtiva não se restringe à qualidade de sementes, mas também um controle na qualidade das operações agrícolas. Essa ação é viabilizada por incidir, diretamente, nos principais objetivos do processo produtivo: retorno econômico e aumento da produtividade!

A colheita mecanizada de cultivares de soja, trigo, milho e demais grãos, muitas vezes é realizada sem que haja controle efetivo para que a variabilidade das perdas fique dentro de padrões aceitáveis.

O princípio de funcionamento de uma colhedora é compreendido por uma sequência de operações, sendo elas:

  • Corte;
  • Alimentação;
  • Trilha;
  • Separação;
  • Limpeza;
  • Transporte e armazenamento dos grãos.

O desempenho dessas operações está diretamente ligado ao desempenho individual, com o intuito de obter o máximo desempenho de cada um.

As colhedoras são máquinas que possuem muita tecnologia embarcada, auxiliando o operador a manter as regulagens recomendadas e ainda monitorar durante a colheita.

Dessa forma são elencados cinco indicadores de desempenho para colheita de grãos. Ao entender corretamente esses indicadores e estar familiarizado com a colhedora, é possível fazer os ajustes necessários para corrigir qualquer problema e aperfeiçoar o desempenho geral da colhedora.

Plataforma de Corte e Recolhimento

O molinete possui regulagens de posição horizontal e vertical, inclinação dos dedos prensores e rotação. Esta rotação deve proporcionar um índice de velocidade do molinete de 1,25 a 1,50, sendo este índice determinado pela relação entre a velocidade do molinete e a velocidade de deslocamento da máquina. 

Esta regulagem evita perdas por debulha, por arremesso e/ou por tombamento das plantas!

As perdas na plataforma de corte podem ser bastante expressivas, caso não esteja bem regulada. Somente a altura de corte correta e a inclinação da plataforma de corte, podem representar até 20% de redução das perdas totais, não deixando desta maneira vagens presas às plantas não colhidas.

Altura e ângulo de trabalho da plataforma de corteAltura de corte e ângulo de trabalho da plataforma de corte

Amostra de tanque graneleiro

A presença de grãos quebrados no tanque graneleiro, indica que está havendo uma debulha excessiva e/ou a velocidade do ventilador está baixa demais.

Para isso, deve-se aumentar a folga do côncavo. Isso reduz ou elimina a fragmentação dos grãos provocada pela debulha excessiva.

O côncavo obstruído pode causar danos aos grãos, pois os grãos não podem sair da área do côncavo. A presença de material não debulhado no tanque graneleiro pode ser a falta de debulha ou abertura excessiva da peneira inferior. O ideal é aumentar a velocidade do rotor e reduzir a folga do côncavo, conforme necessário para corrigir o problema.

Distribuição de grãos na peneira superior

O terço dianteiro da peneira superior deve estar completamente limpo. O terço do meio deve conter alguns grãos, mas principalmente resíduos. O terço traseiro da peneira superior deve conter apenas resíduos.

Caso tenha a presença de grãos no terço traseiro da peneira superior, os retornos serão aumentados e há possibilidade que os grãos caiam da parte traseira da colhedora.

Amostra de retrilha

É normal que a amostra de retorno contenha algumas espigas não debulhadas.

O objetivo do sistema de retrilha é devolver espigas não debulhadas para a área de debulha, para que passem de novo no sistema. Uma grande quantidade de espigas não debulhadas indica que a folga do côncavo está grande demais.

Perdas de grãos na colheita

As perdas de grãos em uma lavoura podem ocorrer antes do início da operação das colhedoras, por isso a importância de saber identificar bem os estádios fenológicos da cultura.

Ou seja, ter um conhecimento mais apurado acerca de agricultura de precisão, pode ajudar a entender bem sobre maquinários, implementos e unindo ao conhecimento da cultura a qual você produz.

Aqui no Rehagro, nós temos um material gratuito sobre esse tema. Clique e assista gratuitamente:

Webinar Ferramentas de Agricultura de Precisão

A debulha natural é um processo ligado a cultivar, existindo as que são mais suscetíveis do que outras.

Características morfológicas, como altura de planta e de inserção das primeiras vagens, número de ramificações e acamamento, influenciam na operação de colheita; plantas baixas (menores que 50 cm) favorecem a formação de vagens muito próximas ao solo, de modo que, ficando abaixo do nível da barra de corte, permanecem ligadas à parte remanescente do caule após a passagem da colhedora.

A amostragem de perdas durante o processo de colheita deve ser feita, em pelo menos, cinco pontos da área colhida. As perdas podem ocorrer em estágios diferentes:

  1. Perdas anteriores à colheita (PAC): ocasionadas por condições climáticas adversas e/ou condições de culturas mais secas e não maduras;
  2. Perdas na plataforma (PP): ocasionadas por ajustes incorretos da plataforma.
  3. Perdas totais (PT): podem ser ocasionados por vazamentos ocasionados por vedações, ajustes na peneira pela baixa velocidade do ventilador de limpeza e perdas no rotor que poder ser constituídos por grãos não debulhados, devido a um ajuste ruim do tambor e do côncavo.

Avaliação de perdas na colheitaPontos amostrais para avaliação de perdas na colheita

Pontos para avaliação de perdas na colheitaPontos para avaliação de perdas na colheita

Determinação de perdas de grãos

Determinando perdas de grãos

Para o adequado planejamento da operação de colheita, deve-se, também, considerar a capacidade efetiva de trabalho de uma colhedora (Mesquita, 1981), que é dada pela fórmula: Cte = V x L x Ef / 10.000, onde:

  • Cte: capacidade efetiva de trabalho (em ha/h);
  • V: velocidade de deslocamento (em m/h);
  • L: largura efetiva de operação (em m);
  • Ef: coeficiente de eficiência (para colhedoras automotrizes, o valor varia de 0,65 a 0,80).

Antes mesmo da colheita de grãos, os mesmos podem ter reduzida qualidade e baixa produtividade por diversos motivos, que vão desde a má qualidade da semente, deficiências nutricionais de macronutrientes como nitrogênio, ou micronutrientes como o boro.

Na colheita de grãos, a umidade de grãos e a quebra de grãos, são as principais causas na perda de qualidade do produto colhido, bem como a quantidade de impurezas, que inclui a presença de plantas daninhas.

Atente-se, ainda, quanto às características na colhedora a fim de minimizar as perdas qualitativas de grãos. A adequada configuração da colhedora auxilia na diminuição das perdas ocasionadas durante o processo de colheita.

É importante um bom treinamento do operador da colhedora, não apenas sobre o maquinário e implementos, mas como as configurações são necessárias para não haver perdas. Dessa forma, manter a colhedora em condições de trabalho adequadas também ajuda.

Agora, você sabe como atingir um bom desempenho na colheita de grãos, levando em conta regulagens dos maquinários e implementos para evitar as perdas.

E com o avanço tecnológico na agricultura, por meio da Inteligência Artificial, já é possível monitorar a saúde da sua colheita e, assim, reduzir os custos, aumentando sua produtividade!

Seja especialista na produção de grãos!

Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.

As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

Com ela, você vai dominar técnicas como:

  • Gestão financeira e econômica;
  • Manejo com foco em altas produtividades;
  • Proteção da sua lavoura;
  • Adubações e muito mais.

Seja especialista em produção de grãos e garanta safras com mais qualidade e segurança produtiva.

Pós-Graduação em Produção de Grãos

Alessandro Alvarenga

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Como calcular soma de bases, CTC’s, saturação por bases e saturação por alumínio? https://blog.rehagro.com.br/saiba-como-calcular-soma-de-bases/ https://blog.rehagro.com.br/saiba-como-calcular-soma-de-bases/#comments Tue, 19 Nov 2019 17:00:40 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6322 Você sabe o que é, e como calcular a soma de bases, capacidade de troca de cátions (CTC) efetiva e potencial, saturação por bases e saturação por alumínio na análise de solo? Este material mostra as fórmulas com exemplos práticos para que você saiba realizar esses cálculos.   Sem tempo para ler agora? Baixe este […]

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Você sabe o que é, e como calcular a soma de bases, capacidade de troca de cátions (CTC) efetiva e potencial, saturação por bases e saturação por alumínio na análise de solo?

Este material mostra as fórmulas com exemplos práticos para que você saiba realizar esses cálculos.

 

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Figura 1. Trado holandês com amostra de solo em lavoura de café (Foto: Larissa Cocato)

 Com base em uma análise de solo retirada na projeção da saia do cafeeiro, na profundidade de 0-20 cm temos o seguinte resultado:

Análise do soloResultado análise do solo

Tabela 1. Resultado da análise de solo de 0 – 20 cm de profundidade em lavoura de café.

Cálculo de soma de bases (SB)

É a soma de cátions permutáveis, exceto H+ e Al3+.

  • SB = Ca2+ + Mg2+ + K+

Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:

Ex: SB = 3,21 cmolc/dm³ + 1,61 cmolc / dm³ + (126,6 mg/dm³/391) = 5,14 cmolc/dm³

*OBS: na análise de solo o potássio é dado em mg/dm3, para passar para cmolc/ dm3 é necessário dividir por 391.

Cálculo da CTC efetiva (t)

É a capacidade de troca de cátions do solo no seu pH natural.

  • t = Al + Ca2+ + Mg2+ + K+ ou
  • t = SB + Al

Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:

Ex: t = 0,25 cmolc/dm³ + 3,21 cmolc/dm³ + 1,61 cmolc /dm³ + (126,6 mg/dm³/391) = 5,39 cmolc/dm³

Cálculo da CTC potencial (T)

É a capacidade de troca de cátions a pH 7,0.

  • T = SB + H + Al

Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:

Ex: T = 5,14 cmolc/dm³ + 4,05 cmolc/dm³ = 9,19 cmolc/dm³

Cálculo da saturação por bases (V)

É a soma das bases trocáveis expressa em porcentagem de capacidade de troca de cátions.

  • V% = (SB x 100) / T

Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:

Ex: V% = (5,14 cmolc/dm³ x 100) / 9,19 cmolc/dm³ = 55,9%

Cálculo da saturação por alumínio (m)

Representa quantos % da CTC efetiva estão ocupados pelo Al.

  • m% = (Al x 100) / t

Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:

Ex: m% = (0,25 cmolc/ dm3 x 100) / 5,39 cmolc/ dm3 = 4,6 %

E-book Calagem na cultura do café

Porcentagem de saturação dos cátions da CTC a pH 7,0

Cátions da CTC potencial = (Teor do cátion / T) * 100

Com base nos valores da análise de solo, temos os seguintes exemplos:

  • Saturação de cálcio: % Ca = (Ca2+/ T)* 100

Ex: (3,21 cmolc/dm3/ 9,19 cmolc/dm3) * 100 = 34,9 %

  • Saturação de magnésio: % Mg = (Mg2+/T)* 100

Ex: (1,61 cmolc/dm3 / 9,19 cmolc/dm3) * 100 = 17,5 %

  • Saturação de potássio: % K = (K+/T)* 100

Ex: [(126,6 mg/dm3 / 391) / 9,19 cmolc/ dm3) * 100 = 3,5 %

Figura 2. Esquema mostrando as informações necessárias para calcular a CTC potencial (a pH 7,0) (T), CTC efetiva (t) e soma de bases (SB). (Fonte: Rehagro)

Soma de basesResultado da soma de basesTabela 2. Soma de bases, CTC efetiva e potencial, saturação por bases e saturação por alumínio, de análise de solo em lavoura de café.

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Tratamento racional de mastite clínica: uma visão imparcial baseada em ciência https://blog.rehagro.com.br/ratamento-racional-de-mastite-clinica-uma-visao-imparcial-baseada-em-ciencia/ https://blog.rehagro.com.br/ratamento-racional-de-mastite-clinica-uma-visao-imparcial-baseada-em-ciencia/#comments Fri, 30 Aug 2019 20:40:00 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6003 Nesta edição do WEBINAR LEITE GRATUITO, o palestrante José Carlos Pantoja, Doutor em Qualidade do Leite – Universidade de Wisconsin, Professor UNESP / Botucatu, falou sobre o tratamento racional de mastite clínica, com uma visão baseada em ciência. Não perca! Clique no botão abaixo para ter acesso:

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Nesta edição do WEBINAR LEITE GRATUITO, o palestrante José Carlos Pantoja, Doutor em Qualidade do Leite – Universidade de Wisconsin, Professor UNESP / Botucatu, falou sobre o tratamento racional de mastite clínica, com uma visão baseada em ciência.

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Indicadores zootécnicos na pecuária leiteira: qual a realidade brasileira? https://blog.rehagro.com.br/indicadores-zootecnicos-na-pecuaria-leiteira-qual-a-realidade-brasileira/ https://blog.rehagro.com.br/indicadores-zootecnicos-na-pecuaria-leiteira-qual-a-realidade-brasileira/#comments Wed, 28 Aug 2019 14:19:13 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5976 Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença do palestrante Matheus Moreira, Coordenador Técnico Equipe Leite Rehagro, Mestrando em Zootecnia/Produção Animal UFMG, que teve como premissa o tema: “Indicadores zootécnicos na pecuária leiteira: qual a realidade brasileira?”. Clique aqui e assista o webinar completo. 

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Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença do palestrante Matheus Moreira, Coordenador Técnico Equipe Leite Rehagro, Mestrando em Zootecnia/Produção Animal UFMG, que teve como premissa o tema: “Indicadores zootécnicos na pecuária leiteira: qual a realidade brasileira?”.

gestão na pecuária leiteira

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Polinização do milho: fatores que afetam essa etapa https://blog.rehagro.com.br/polinizacao-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/polinizacao-do-milho/#comments Wed, 27 Mar 2019 17:19:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5655 Em toda atividade agrícola, em especial a de grãos, o foco é produzir cada vez mais. Assim, entender os processos que tornam isso possível, é de extrema importância. É o caso da polinização. Se seu foco é a produtividade, você precisa se atentar em como os frutos (grãos) se formarão. Você sabia que a polinização […]

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Em toda atividade agrícola, em especial a de grãos, o foco é produzir cada vez mais. Assim, entender os processos que tornam isso possível, é de extrema importância. É o caso da polinização. Se seu foco é a produtividade, você precisa se atentar em como os frutos (grãos) se formarão.

Você sabia que a polinização é uma etapa crucial durante o ciclo do milho? Por isso, neste artigo foram reunidos alguns pontos importantes para a compreensão mais completa e abrangente sobre a fase deste ciclo.

 

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Antes de entrar, propriamente no assunto da polinização, é preciso conhecer um pouco sobre aspectos genéticos, pois estão intimamente relacionados à polinização.

O milho tem origem nas Américas, é uma planta do tipo monóica, ou seja, possui os dois sexos separados na mesma planta, no entanto, é de espécie alógama, o que significa que sua polinização ocorre, predominantemente, por cruzamento (95%) e ao acaso. Em resumo, isso faz com que ocorra troca de genes entre os próprios indivíduos.

Processo de Polinização do Milho

Expressão Genética

Do ponto de vista genético, a troca de genes faz com que os descendentes (grãos colhidos) tenham menor expressão do potencial produtivo quando cultivados. 

Na prática, isso significa que quando o produtor adquire uma semente de um milho híbrido, com elevado potencial produtivo, ele fará seu cultivo, mas após realizar a colheita e separar parte dos grãos para plantar na próxima safra, ele não observará a mesma expressão genética da safra anterior.

Isso ocorre porque o cruzamento entre estes indivíduos, considerados aparentados, faz com que aumente os locus em homozigose, que nada mais é do que o aumento da existência de genes deletérios ou com baixa expressão gênica. 

Em resumo, se seu objetivo é manter a alta produção, não deve-se plantar as sementes advindas de uma safra anterior desses híbridos, pois essas plantas são aparentadas e o cruzamento, portanto, reduz a população.

Sendo assim, sempre que for iniciar um cultivo, será preciso adquirir um novo lote focando na qualidade das sementes híbridas, para assim, permitir com que se alcance boas produtividades a cada safra.

Polinização do Milho

Entendendo algumas características genéticas da planta de milho, é preciso compreender quais são os fatores externos que podem influenciar na sua polinização:

  • Ao entrar no período de florescimento, as plantas de milho emitem as inflorescências, que são a masculina – pendão (Figura 1) e feminina – espiga (Figura 2).

Inflorenscências Pendão e Espiga

  • Pendão: órgão responsável pela produção e liberação dos grãos de pólen do milho.
  • Dispersão: é por meio dele que ocorre a principal forma de dispersão, que é através do vento, que acaba carregando os grãos de pólen até uma distância de 500 metros sem que sua viabilidade seja afetada.
  • Considerações: a dispersão pode durar de 5 a 8 dias, os quais, permanecem viáveis por até 24 horas após sua liberação, podendo variar de acordo com as condições ambientais.
  • Estilo-estigma: popularmente chamado de “cabelo” do milho, é o responsável por levar o grão de pólen até o óvulo do milho.
  • Dispersão: após a dispersão do pólen, o mesmo cai nesse estilo-estigma, dando início ao processo de fecundação dos óvulos.
  • Considerações: condições adequadas para que o estilo-estigma permaneça viável: Temperaturas entre 16º C e 35ºC; Umidade relativa superior a 65%.
  • Curiosidade: cada “cabelo” do milho corresponde a um óvulo que, quando fecundado, formará um grão. É importante ressaltar que cada espiga pode produzir de 500 a 1000 óvulos.
  • Alerta: condições ambientais como tempo seco, neste período, faz com que o estilo-estigma perca umidade e isso resultará em baixa germinação do tubo polínico e consequentemente, baixa fecundação do óvulo e assim, não formará grãos causando falhas na espiga.

O milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana.

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Produção de milho no Brasil

Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea)

Durante este período de emissão da espiga e do “cabelo” do milho, deve-se atentar à presença da lagarta-da-espiga, pois esta pode comprometer a produtividade da lavoura, fique atento.

Esta praga se alimenta, preferencialmente, do “cabelo” do milho, podendo comprometer diretamente a fertilização dos óvulos e assim, causar falhas na formação de grãos. Além disso, quando os cabelos do milho já estão secos, a lagarta passa a atacar os grãos, reduzindo a produção esperada e podendo ainda facilitar a entrada de microrganismos na espiga.

Lagarta-da-espiga

Manejo da lagarta-da-espiga: o controle químico tem sido pouco utilizado como forma de manejo desta praga, em razão da dificuldade de aplicação. Portanto, pode-se adotar o controle biológico, através da liberação de inimigos naturais, como o Trichograma.

Agora que você já sabe a importância da polinização e os entraves que podem acabar afetando esse processo, também é importante assegurar o pleno desenvolvimento da cultura, e isso pode ser impedido por plantas daninhas e pragas, como o percevejo, que causam danos, principalmente na fase inicial.

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Mofo-branco no feijão: como identificar e controlar na lavoura https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/ https://blog.rehagro.com.br/mofo-branco-no-feijoeiro/#respond Wed, 28 Nov 2018 12:59:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5574 O feijoeiro pode ser afetado por diversas doenças, causadas por fungos, bactérias e vírus. Dentre estas, a de maior importância e capaz de reduzir drasticamente a produtividade do cultivo, é o mofo-branco. O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão. Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios […]

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O feijoeiro pode ser afetado por diversas doenças, causadas por fungos, bactérias e vírus. Dentre estas, a de maior importância e capaz de reduzir drasticamente a produtividade do cultivo, é o mofo-branco.

O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorun é a doença mais destrutiva no cultivo de feijão.

Sua ocorrência é frequentemente observada em plantios de outono-inverno, sob áreas irrigadas. Isso acontece devido ao comprimento dos dias serem mais curtos, as temperaturas mais amenas e possuir alta umidade devido à disponibilidade de água pela irrigação.

 

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Outro ponto que favorece a ocorrência da doença nas lavouras de feijão está relacionado ao espaçamento entre plantas. Lavouras em que o cultivo é mais adensado, tem menor entrada de luz no dossel das plantas, criando assim, um microclima favorável à germinação e desenvolvimento do fungo.

Características do mofo-branco

Uma característica importante sobre esta doença é que a S. sclerotiorum possui estruturas de resistência, que podem sobreviver de forma viável no solo, por pelo menos 5 anos.

Estas estruturas são denominadas de escleródios e possuem coloração preta e são facilmente observadas em uma lavoura infectada, conforme demonstrado na figura 1 abaixo:

Mofo Branco no FeijãoFigura 1 – Escleródios de mofo-branco

Os escleródios podem apresentar dois tipos de germinação, são elas:

  1. Miceliongênica: a qual ocorre a produção de hifas, que podem estar presentes em sementes e dar origem à uma nova disseminação da doença na lavoura;
  2. Carpogênica: nesse caso ocorre a produção dos apotécios, estruturas em formato de cogumelo (Figura 2), que liberam os ascósporos (Figura 3) no ambiente. Os ascósporos são disseminados pelo vento e são estas as estruturas capazes de infectar a planta.

Tipos de germinação do mofo brancoFigura 2                                                                     Figura 3

Fonte: COBB & DILLARD, 2004.

O mofo-branco é considerado como sendo uma doença monocíclica, ou seja, possui apenas um ciclo primário de infecção, e uma vez que a planta está contaminada, a doença não é contagiosa. Portanto, a propagação do fungo de uma planta para outra pode acontecer, porém é um evento raro.

O ciclo de infecção do mofo-branco nas plantas ocorre da seguinte forma:

Ciclo de infecção do mofo brancoFonte: APS Home

Conforme pode ser observado, o primeiro tecido a ser infectado pelos ascósporos são pétalas florais que já se encontram em estádio de senescência, portanto, são órgãos de fácil acesso para o fungo adquirir energia e se desenvolver.

Sintomas do mofo-branco no feijoeiro

Os primeiros indícios da presença de mofo-branco na lavoura de feijão ocorrem em reboleiras, onde pode ser observado a murcha da planta, resultante do apodrecimento do caule.

Os sintomas de infecção por mofo branco progridem das flores, local onde os ascósporos penetram, para folhas, caules, ramos e vagens, onde ocorre a formação de micélio cotonoso, de coloração branca, com presença de escleródios pretos, os quais possuem formas e tamanhos irregulares.

Caules e ramos quando infectados, provocam a morte da planta, as quais ficam branqueadas e secas.

Webinar Principais doenças do feijoeiro

Manejo do mofo-branco na lavoura de feijão

Existem alguns métodos que podem ser utilizados em conjunto para manejar o mofo-branco na lavoura.

Rotação de culturas

Áreas infestadas com mofo-branco não devem ter cultivos sucessivos de soja/feijão, uma vez que ambas as culturas são susceptíveis ao patógeno.

Portanto, deve-se adotar a prática da rotação de culturas, a qual permite fazer o cultivo de plantas que não são hospedeiras da doença, como as gramíneas, e assim, quebrar o ciclo do mofo-branco.

Aquisição de sementes

O uso de sementes sadias e com boa procedência deve ser prioridade na fazenda. Mesmo em áreas onde não se tem a presença de escleródios do mofo-branco, deve ser feito a aquisição de sementes de boa qualidade, para assim, evitar a entrada e disseminação da doença na lavoura.

Para isso, algumas medidas podem ser tomadas, como: fazer teste de sanidade do lote de semente e rebeneficiar as sementes compradas, usando mesas de gravidade para retirar escleródios.

Tratamento de semente (TS)

O tratamento de sementes pode ser realizado por meio do uso de fungicidas de ação sistêmica em conjunto com fungicidas de contato e ambos devem ter registro no MAPA para o feijão.

Em geral, o tratamento de semente apresenta alta eficiência em erradicar os patógenos que estão dormentes no interior das sementes.

Escolha da cultivar

Em áreas onde se tem histórico de ocorrência de mofo-branco, deve-se preferir principalmente cultivares com porte ereto (feijão tipo I e tipo II), com hábito de crescimento determinado, pois permitem maior entrada de luz e circulação de ar. Exemplos de cultivares: TAA Gol, Goiano Precoce, BRS Radiante.

Espaçamento e densidade de semeadura

Sempre que possível, o plantio deverá ser realizado paralelamente à direção de caminhamento do sol e/ou no sentido da direção predominante do vento. A recomendação correta da população de plantas é fundamental para o bom manejo desta doença.

Época de plantio

Em áreas com histórico de mofo-branco, deve-se evitar realizar o cultivo de feijão na safra outono-inverno. Uma outra opção é semear na segunda quinzena de julho (cultivo inverno-primavera), pois neste caso, a época de florescimento coincidirá com período de temperaturas crescentes, o que desfavorece o patógeno.

Uso de fungicidas

As aplicações de fungicidas de forma preventiva tem se mostrado muito eficiente para o manejo de mofo-branco. Desta forma, além de realizar o tratamento de sementes, é recomendado realizar a 1º aplicação quando se observar a primeira flor no feijoeiro. Existem diversos produtos registrados pelo MAPA para controle desta doença, os quais podem ser encontrados no AGROFIT.

Uso de produtos biológicos

O uso de fungos antagonistas tem se mostrado bastante interessante e um bom aliado ao manejo químico no controle de mofo-branco.

O principal produto à base de fungos é o Trichodermax, o qual é registrado pelo MAPA para a cultura do feijão. Recomenda-se a aplicação deste produto quando a planta estiver em estádio V4, bem como fazer a aplicação em dias com temperaturas mais amenas, preferencialmente no final da tarde ou à noite.

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Cigarra-do-cafeeiro: veja como controlar essa praga https://blog.rehagro.com.br/cigarra-do-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/cigarra-do-cafeeiro/#comments Wed, 28 Nov 2018 12:42:29 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5567 Inseto pertencente a ordem hemíptera, a cigarra-do-cafeeiro é um inseto sugador que possui metamorfose incompleta. É uma praga que não ataca somente o cafeeiro (Polífago), dessa forma, ela pode atacar outras espécies de plantas. Segundo Souza et al. (1983), na cafeicultura da região do Sul de Minas, ocorrem três espécies de cigarra, sendo elas: Quesada […]

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Inseto pertencente a ordem hemíptera, a cigarra-do-cafeeiro é um inseto sugador que possui metamorfose incompleta.

É uma praga que não ataca somente o cafeeiro (Polífago), dessa forma, ela pode atacar outras espécies de plantas.

Segundo Souza et al. (1983), na cafeicultura da região do Sul de Minas, ocorrem três espécies de cigarra, sendo elas:

  1. Quesada gigas;
  2. Fidicinoides sp.;
  3. Carineta sp.

No entanto, a Q. gigas é predominante e causa maiores prejuízos, essa espécie possui em torno de 5 a 7 cm e apresenta trânsito de agosto a novembro, por isso, deve-se ficar atento com a ocorrência dessa praga.

Tipos de cigarras-do-cafeeiroAdultos de Q. gigas, macho (esquerda) e fêmea (direita). (Fonte: Paulo Rebelles Reis – EPAMIG)

 

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Ciclo da cigarra-do-cafeeiro

As fêmeas adultas após terem sido copuladas pelos machos, depositam seus ovos nos ramos das plantas hospedeiras e após a eclosão dos ovos, há a formação da fase ninfa móvel, que desce até o solo através de um filamento produzido pela própria ninfa, a fim de buscar uma raiz do cafeeiro e iniciar sua alimentação da seiva.

Terminada a fase de ninfa móvel e já totalmente desenvolvida, elas abandonam o solo, deixando buracos no solo em sua saída, sobem no caule do cafeeiro e fixam-se no tronco, passando assim para a fase ninfa imóvel (Souza et al., 2007).

Posteriormente a essa fase, ocorre a ecdise (mudança do exoesqueleto) emergindo o adulto, dessa forma estando prontas ao acasalamento.

cigarras do cafeeiro na terraNinfas móveis de Q. gigas no solo (Fonte: Paulo Rebelles Reis – EPAMIG)

cigarras do cafeeiro em lavoura de caféCigarra-do-cafeeiro.

Danos e prejuízos da cigarra-do-cafeeiro

Apesar de ser uma praga que não ataca apenas a cultura do café, as cigarras podem trazer prejuízos ao cafeeiro, quando não manejadas corretamente.

Devido a sua alimentação da seiva das raízes, pode acarretar em prejuízos ao aproveitamento de água e nutrientes, resultando em:

  • Morte das raízes;
  • Clorose;
  • Queda precoce de folhas;
  • Prejuízos a granação dos frutos;
  • Queda na produção;
  • Diminuição da vida útil das lavouras;
  • Definhamento progressivo e morte das plantas, em casos mais severos.

Monitoramento e controle da cigarra

Embora nos últimos anos as cigarras não tenham apresentando grandes problemas em diversas lavouras cafeeiras, devido ao controle com produtos eficientes via solo, ainda podemos encontrar lavouras com infestação dessa praga. Para a tomada de decisão do controle, deve-se realizar o monitoramento, com o intuito de verificar a infestação.

O monitoramento é feito nos talhões, após observar a presença de orifícios circulares de saída de ninfas móveis do solo, na projeção da copa do cafeeiro e a presença de exúvias no caule.

Deve-se escolher 10 plantas ao acaso, e realizar trincheiras de um lado dessas plantas, retirando as ninfas encontradas, para posteriormente serem contabilizadas e multiplicadas por dois, para que represente ambos os lados da planta amostrada. Caso sejam encontradas mais de 35 ninfas móveis, deve-se realizar o controle (Souza et al., 2007).

O controle químico pode ser feito com inseticidas do grupo químico neonicotinóide, como imidacloprid e thiamethoxam, devendo observar a dosagem recomendada e o modo de aplicação para cada produto. Com o intuito de realizar uma boa distribuição, para melhor contato e absorção pelas raízes.

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Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.

Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.

Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café Arabica, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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Bicho-mineiro: veja como realizar o controle dessa praga https://blog.rehagro.com.br/bicho-mineiro-nao-perca-o-controle/ https://blog.rehagro.com.br/bicho-mineiro-nao-perca-o-controle/#comments Wed, 31 Oct 2018 13:35:56 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5321 Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma pequena mariposa de coloração branco-prateada, pertencente a ordem Lepidoptera. Com hábitos noturnos, a mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia, e só realiza suas atividades ao entardecer. Esse inseto é considerado uma das principais pragas do cafeeiro no Brasil, devido a sua generalizada ocorrência e ao fato […]

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Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma pequena mariposa de coloração branco-prateada, pertencente a ordem Lepidoptera. Com hábitos noturnos, a mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia, e só realiza suas atividades ao entardecer.

Esse inseto é considerado uma das principais pragas do cafeeiro no Brasil, devido a sua generalizada ocorrência e ao fato de em algumas situações a perda de controle da praga implicar em uma alta % de desfolha do cafeeiro, refletindo em grande perda de produtividade.

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Danos causados pelo bicho-mineiro

Essa praga tem grande importância na cultura do café, pois provoca redução da área foliar e queda de folhas, com consequente diminuição da fotossíntese, resultando assim em queda na produção.

Geralmente, em condições de ataque intenso, é observado maior desfolha no topo da planta.

Ciclo do bicho-mineiro

Com metamorfose completa, esse inseto passa pelas fases: ovo, lagarta, pupa ou crisálida e adulto, sendo a lagarta que causa o dano ao cafeeiro, visto que elas se alimentam do parênquima paliçádico causando lesões e deixando um vazio entre as duas epidermes, as populares “minas”, que diminuem a área fotossintética, e em altas infestações podem causar grande desfolha.

A duração do ciclo evolutivo do bicho-mineiro pode variar entre 19 a 87 dias, de acordo com as condições climáticas, em que situações de baixa umidade e altas temperaturas resultam em encurtamento do ciclo, proporcionando assim um ataque mais intenso e severo.

Ciclo do bicho-mineiro

Condições favoráveis para incidência

O ataque do bicho-mineiro é mais severo em regiões e períodos de seca segundo Zambolim et al. (2007), dessa forma períodos de estiagem favorecem essa praga.

Fernandes et al. (2009) realizou um trabalho mostrando os efeitos das variáveis ambientais na densidade populacional de bicho-mineiro, como mostra o gráfico abaixo, evidenciando que as maiores densidades da praga correspondem a períodos com baixa precipitação e baixa umidade relativa.

Assim, visto a observação de aumento de temperatura nos meses mais secos do ano (maio a setembro), esta praga tem se tornado um grande problema nas regiões do Cerrado Mineiro, Goiás e Bahia, e, no Sul de Minas tem-se observado ano a ano um aumento da pressão da praga nestes períodos.

Incidência de bicho-mineiro

Além das condições já citadas, o bicho-mineiro tem preferência por espaçamentos mais abertos e pelas faces mais ensolaradas, como mostra um trabalho feito por Custódio et at. (2008), que houve uma maior incidência de bicho-mineiro na face norte, devido ao menor período de molhamento foliar e maior ressecamento, evidenciando a preferência dessa praga pelas faces de maior exposição das folhas ao sol.

Monitoramento do bicho-mineiro

O monitoramento é uma prática aliada para tomada de decisões mais acertadas. Visto que, essa prática permite entender como está a infestação dessa praga na lavoura. Este acompanhamento pode ser através de amostragens de folhas na área.

Na amostragem de folhas é importante que a lavoura seja dividida em talhões homogêneos, posteriormente pode iniciar o monitoramento escolhendo plantas ao acaso no talhão e coletando o 3° ou 4° par de folhas, com caminhamento em zigue-zague para melhor representatividade da área.

Após a coleta, realiza-se a separação de folhas com larvas vivas e folhas minadas sem larvas vivas, para que se tenha a porcentagem de cada uma delas. Após a contagem de cada conjunto de folhas, esse valor é dividido pelo número total de folhas coletadas e multiplicado por 100. O valor resultante será a porcentagem de folhas com larvas vivas e folhas apenas minadas de bicho-mineiro. A partir disso, parte para a tomada de decisão.

É importante que o técnico esteja sempre atento aos locais e áreas com maior risco de infestação, pois como vimos, o ciclo da praga pode encurtar e a infestação aumentar em um curto espaço de tempo. Por isso a importância de se conhecer o histórico da área e estar sempre atento as condições climáticas para realização do monitoramento e controle na época adequada.

Caso, ao entrar com um controle na lavoura tenha mais do que 15% de minas com larvas vivas, deve-se primeiro entrar com inseticida de choque (carbamato ou fosforado) e após aproximadamente 7 a 12 dias entrar com um inseticida residual (diamida, espinosina).

À vista disso, é importante que o técnico ou responsável esteja sempre atento as condições de bicho-mineiro na área, visto que essa praga pode ocorrer o ano todo, com maior ataque em algumas épocas do ano. Por isso a importância de se atentar para essas épocas com maior severidade da praga.

Controle do bicho-mineiro

Dentre os vários métodos de controle, podemos citar o controle cultural, genético, biológico e químico.

No controle cultural, tratos culturais adequados, para proporcionar um maior enfolhamento das plantas.

O controle genético consiste na busca de cultivares resistentes ao bicho-mineiro, entretanto, para esse controle a decisão ocorre no plantio, por isso a importância de um bom planejamento.

O controle biológico ocorre naturalmente com predadores e parasitas de bicho-mineiro, podendo citar respectivamente as vespas, que perfuram as minas e retiram as larvas (Souza et al. 1998) e os microhimenopteros que é capaz de parasitar uma larva ou pupa.

Entretanto, o uso indiscriminado e inadequado de inseticidas pode acarretar em morte de inimigos naturais com consequente desequilíbrio da população de bicho-mineiro, causando severos danos.

No controle químico, pode-se utilizar os grupos químicos registrados para a cultura, como Neonicotinóides, organofosforado, diamidas, espinosinas, piretróide e carbamato, podendo aparecer um grupo químico ou a associação de mais de um deles, sempre tomando o cuidado com as doses utilizadas, as misturas de ingredientes ativos, ou mesmo a não rotação deles, que podem causar tanto a morte de inimigos naturais como o aumento de resistência do inseto.

Controle químico do bicho-mineiro

Grupos químicos para manejo do bicho-mineiro na cultura do café

Aumente a eficiência em suas lavouras!

A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.

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Produção do milho: como o clima atua no rendimento dos grãos? https://blog.rehagro.com.br/clima-e-produtividade-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/clima-e-produtividade-do-milho/#respond Thu, 18 Oct 2018 13:27:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5242 A compreensão das exigências climáticas do milho ao longo de seu desenvolvimento é um fator imprescindível quando se pensa em altas produtividades. Você está preparado para cultivar sua lavoura sob condições adversas inesperadas? No Brasil, existem diversas regiões produtoras agrícolas, as quais fazem cultivo do milho no verão e na safrinha em condições de sequeiro. […]

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A compreensão das exigências climáticas do milho ao longo de seu desenvolvimento é um fator imprescindível quando se pensa em altas produtividades. Você está preparado para cultivar sua lavoura sob condições adversas inesperadas?

No Brasil, existem diversas regiões produtoras agrícolas, as quais fazem cultivo do milho no verão e na safrinha em condições de sequeiro. Atualmente, a semeadura de milho safrinha tem representado cerca de 60% do cultivo total no país, e essa época de cultivo é caracterizado por apresentar baixa disponibilidade hídrica.

 

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Um dos fatores mais limitantes à produtividade da lavoura de milho é o déficit hídrico, o qual, pode causar perdas na ordem de até 50%. Entretanto, condições de temperatura/calor também tem influência significativa quando se pensa em rendimento de grãos deste cereal.

Logo, para melhor compreender as fases em que esta cultura tem maiores exigências climáticas, é preciso entender sua fisiologia. Aliado a isso, visando altas produtividades, deve-se conhecer quais são as condições climáticas da região, uma vez que esta pode garantir o sucesso do cultivo.

Produção de milho no Brasil

Fisiologia e fenologia do milho

O milho é uma planta com metabolismo C4, caracterizada por ter elevado potencial produtivo.

Dentre as plantas que constituem o grupo C4, o milho é a que tem maior eficiência no uso da radiação solar e, praticamente não apresenta saturação por radiação, ou seja, não reduz o processo de fotossíntese ao longo do dia, conseguindo então, manter sua produção de carboidratos em um nível adequado.

Outro ponto importante sobre a cultura do milho, é que ela é insensível ao fotoperíodo, denominada foto neutra. Ou seja, diferentemente da soja que depende do fotoperíodo crítico para florescer, o milho não responde a essa condição. Neste caso, o fator temperatura apresenta grande influência sobre a entrada no período reprodutivo.

Sobre a fenologia da cultura, podemos descrever o ciclo do milho de acordo com as diferentes etapas de seu desenvolvimento, descritas abaixo, e de acordo com o estádio de desenvolvimento (Figura 1):

  • Germinação e emergência: período compreendido entre a semeadura e o aparecimento da plântula acima do solo.
  • Crescimento vegetativo: período compreendido entre o aparecimento da primeira folha verdadeira até o início do florescimento. Esta etapa apresenta variações, as quais são caracterizadas pelo número de folhas.
  • Florescimento: período entre a abertura da flor masculina (pendão) e plena fecundação (início da formação dos grãos).
  • Frutificação: período que se estende após a fecundação até o enchimento completo dos grãos. A fase de enchimento dos grãos é caracterizada por diferentes estádios, dependendo do grau de desenvolvimento dos mesmos.
  • Maturidade fisiológica: período final da frutificação o qual é caracterizado pelo aparecimento do “ponto preto” no grão.

Estádios fenológicos do milhoCiclo do milho de acordo com estádio de desenvolvimento. Fonte: Dekalb Asgrow

Estágios de desenvolvimento e exigências climáticas

  • Germinação/Emergência: temperatura e umidade adequados favorecem o processo germinativo, dando início à formação de uma planta jovem. Temperatura de 18°C após a semeadura, permite que de 3 a 5 dias ocorra a germinação, para isso é necessário que a semeadura seja feita sob boas condições de umidade.
  • V4 – Milho com quatro folhas desenvolvidas: nesta fase ocorre a definição do potencial produtivo da lavoura, é muito importante se atentar ao controle de plantas daninhas e pragas. Outro ponto importante é a realização da adubação nitrogenada.
  • VT – Etapa de pendoamento: nesta fase, ocorrência de altas temperaturas, aliadas à baixa disponibilidade hídrica, luminosidade e deficiência nutricional, podem antecipar de forma expressiva a emissão do pendão, bem como maturação dos grãos de pólen antes que a espiga esteja apta a desenvolver suas funções, ou seja, pode ocorrer falta de sincronismo entre a emissão dos órgãos feminino e masculino.
  • R1 – Período de florescimento e polinização: as condições favoráveis nesta etapa são: temperatura entre 16-35°C e umidade relativa superior a 65%. Umidade relativa abaixo de 50% e temperatura superior a 35°C podem reduzir a viabilidade dos grãos de pólen, reduzindo a fecundação e consequentemente a produtividade.
  • R2 – Grãos leitosos a R5 Grãos duros: nesta etapa, a ocorrência de período nublado, deficiência hídrica, redução de área foliar por ataque de pragas e doenças e desequilíbrio nutricional, reduzirão consideravelmente a taxa de acúmulo de matéria seca nos grãos, reduzindo o peso dos mesmos e produtividade.

Influência da temperatura para o milho

Assim como a água é um dos fatores que mais limita, não só a produção do milho, mas de qualquer planta. A temperatura também representa um outro fator muito importante para a produtividade desta cultura. Veja abaixo consequências de temperaturas inadequadas ao cultivo de milho.

Regiões cujo verão apresenta temperaturas médias diária abaixo de 19°C e temperaturas médias noturna abaixo de 12,8°C não são recomendadas para este cultivo, pois podem retardar o florescimento e comprometer a produção final.

Em contrapartida, temperatura média diária acima de 26° C podem acelerar o processo de florescimento e enchimento de grãos, o que promove redução do tempo de acúmulo de massa seca nos mesmos. Temperatura média noturna acima de 24°C provocam consumo energético elevado, redução no ciclo da planta e queda de produtividade.

Sabendo-se alguns dos  efeitos da temperatura sob o ciclo do milho, devemos então conhecer quais são as condições ideais durante o seu desenvolvimento, fique atento:

  • Germinação: entre 25-30°C;
  • Emergência a floração: entre 24-30°C;
  • Temperatura média diária: 21°C apresenta maior rendimento de grãos;
  • Temperatura média noturna: 19ºC.

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Com eles, você pode dominar:

  • Proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Manejo com foco em altas produtividades (nutrição, qualidade, etc.);
  • Solo: amostragem, interpretação, análise, adubação;
  • Gestão financeira e econômica.

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Pós-Graduação em Produção de Grãos

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Silagem de milho: da escolha do híbrido ao cocho https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-milho-da-escolha-do-hibrido-ao-cocho-ed-05/ https://blog.rehagro.com.br/silagem-de-milho-da-escolha-do-hibrido-ao-cocho-ed-05/#comments Tue, 09 Oct 2018 12:46:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5270 Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença do professor da Universidade Federal de Lavras, Thiago Bernardes, palestrando sobre o tema: “Silagem de milho: da escolha do híbrido ao cocho”. Veja durante a palestras, assuntos como: O que buscamos em um híbrido? Doenças na cultura do milho; Cuidados para garantir a eficiência do inoculante; […]

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Nesta edição do Webinar Leite, contamos com a presença do professor da Universidade Federal de Lavras, Thiago Bernardes, palestrando sobre o tema: “Silagem de milho: da escolha do híbrido ao cocho”. Veja durante a palestras, assuntos como:

  • O que buscamos em um híbrido?
  • Doenças na cultura do milho;
  • Cuidados para garantir a eficiência do inoculante;
  • Quando colher o milho e muito mais.

Gestão na pecuária leiteira

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Pragas de grãos armazenados: conheça as principais https://blog.rehagro.com.br/pragas-no-armazenamento-de-graos/ https://blog.rehagro.com.br/pragas-no-armazenamento-de-graos/#respond Wed, 12 Sep 2018 19:10:32 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5108 A qualidade dos produtos no período pós-colheita pode ser reduzida devido a diversos fatores, bióticos e abióticos. Dentre os fatores bióticos, destacam-se os insetos praga, os quais são responsáveis por grandes perdas no processo de armazenamento. De acordo com dados da FAO/ONU e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de 2015, as perdas […]

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A qualidade dos produtos no período pós-colheita pode ser reduzida devido a diversos fatores, bióticos e abióticos. Dentre os fatores bióticos, destacam-se os insetos praga, os quais são responsáveis por grandes perdas no processo de armazenamento.

De acordo com dados da FAO/ONU e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de 2015, as perdas médias quantitativas de grãos por ano ficam em torno de 10% do total produzido.

Além dessas perdas, existem as perdas de qualidade durante o processamento, a qual podem inviabilizar todo um lote do produto, trazendo grandes prejuízos aos produtores. Como é o caso do trigo, em que os moinhos não aceitam lotes que tenham presença de insetos, pois isso compromete a qualidade da farinha, que interfere nos subprodutos da panificação, inviabilizando o lote.

De modo geral, os principais causadores de perda de qualidade dos produtos agrícolas armazenados são os insetos. Portanto, é de extrema importância conhecer a biologia, a descrição e os danos causados pelas pragas, a fim de se adotar a melhor estratégia de manejo, evitando grandes prejuízos.

 

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Pragas primárias e secundárias

As pragas são classificadas de acordo com seus hábitos alimentares, podendo ser classificadas como primárias ou secundárias.

Pragas primárias

São aquelas que atacam os grãos que se encontram inteiros e sadios, podendo atacar a parte interna ou externa.

As pragas internas, perfuram os grãos, se alimentam de todo o conteúdo interno e permanecem em seu interior para completar seu ciclo, além disso, permitem a instalação de outros agentes de deterioração como microrganismos. Como exemplos temos as espécies de besouros R. dominica, S. oryzae e S. zeamais.

Exemplos de pragas primárias

As pragas primárias externas se alimentam da casca do grão, destruindo-a totalmente, posteriormente, elas consomem a parte interna. A diferença é que essas pagas não se desenvolvem dentro do grão, a destruição do produto é apenas para alimentação e não reprodução, como acontece no caso da traça (Plodia interpunctella).

Pragas secundárias

Estas pragas não tem a capacidade de atacar grãos sadios e inteiros, é necessário que os mesmos estejam quebrados ou danificados por pragas primárias para que as mesmas consigam se alimentar.

A multiplicação destas pragas é muito rápida e por esse fator, causam enormes prejuízos, como é o caso dos besouros das seguintes espécies C. ferrugineus, O. surinamensis e T. castaneum.

Exemplos de pragas secundárias

Os Coleópteros, conhecidos também como gorgulhos ou carunchos, são insetos pequenos e possuem alta resistência devido ao exoesqueleto quitinoso.

Essas características permitem que consigam se movimentar por pequenos espaços entre os grãos, conseguindo atingir grandes profundidades dentro dos silos e graneleiros, diante disso, representam um grande problema, conseguindo atingir massas de grãos em todo o silo.

Em contrapartida, os lepidópteros ou traças, são mais frágeis, permanecendo desta forma, na superfície da massa de grãos, causando menos prejuízos que os coleópteros.

Webinar Cigarrinhas e Enfezamentos

Ordem Coleoptera

Família Curculionidae

S. zeamais e S. oryzae apresentam como características marcantes um prolongamento cefálico em forma de tromba, conhecido como rostro, onde está localizado o aparelho bucal.

Exemplo de inseto da família Curculionidae

Estes insetos podem viver cerca de 1 ano em produtos armazenados e cada fêmea consegue depositar 150 ovos, os quais são colocados um a um dentro de cavidades feitas nos grãos.

Família Bostrichidae

R. dominica, eram considerados broqueadores de madeira, entretanto, têm mudado seu hábito alimentar e transformado em praga primária de grãos armazenados. Possuem pernas curtas, isso faz com que sejam mais lentos para se movimentar, no entanto, são bons voadores.

Esta praga afeta principalmente grãos de milho em locais de clima quente, podendo atacar os grãos antes ou após a colheita. As fêmeas podem colocar cerca de 400 ovos na superfície dos grãos, conseguem atingir em 1 ano cerca de 7 gerações com alto poder destrutivo.

Família Cucujidae

C. ferrugineus, são pragas secundárias de grãos armazenados e estão em geral associados a ocorrência das pragas primárias, por serem insetos bem pequenos e com corpo achatado, conseguem infestar grãos que estejam pouco danificados, entrando por pequenas trincas.

As fêmeas em geral depositam cerca de 200 ovos, podendo ficar soltos ou no material de grão farináceo.

Família Silvanidae

O. surinamensis, são pragas secundárias, possuem tamanho médio de 2-4 mm de comprimento, corpo alongado e achatado, possui antena clavada com 11 segmentos. As condições ideais para seu desenvolvimento são, umidade entre 32,5 – 35°C e umidade relativa de 90%.

Família Tenebrionidae

T. castaneum, as espécies desta família são bem adaptadas a condições de baixa umidade ou seca. São insetos de coloração castanho-avermelhado e podem medir cerca de 3-4 mm de comprimento. Os adultos de T. castaneum, possuem ciclo completo em aproximadamente 21 dias.

Ordem Lepdoptera

Família Pyralidae

P. interpunctella, são pragas consideradas primárias de grãos destinados a moagem. O adulto pode medir cerca de 18 mm.

A fêmea desta espécie pode depositar de 100-500 ovos isolados ou em grupos nos produtos atacados. Atacam preferencialmente a superfície do silo, sua maior ocorrência é em sacos de produtos armazenados.

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Compactação do solo: como ocorre e práticas para corrigir https://blog.rehagro.com.br/compactacao-do-solo/ https://blog.rehagro.com.br/compactacao-do-solo/#comments Tue, 11 Sep 2018 13:00:10 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=5063 A resistência do solo à penetração tenta representar a força que as raízes das plantas devem exercer para romper o solo. Ela é influenciada diretamente pela densidade do solo, indicando assim o estado de compactação do solo. Quando há um aumento da densidade do solo com consequente redução da porosidade do mesmo, resulta em interferência […]

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A resistência do solo à penetração tenta representar a força que as raízes das plantas devem exercer para romper o solo. Ela é influenciada diretamente pela densidade do solo, indicando assim o estado de compactação do solo.

Quando há um aumento da densidade do solo com consequente redução da porosidade do mesmo, resulta em interferência na permeabilidade do solo e na disponibilidade de nutrientes e água. Isso ocorre, devido à pressão exercida no solo, pelo tráfego de tratores, máquinas agrícolas, entre outras causas.

Vários são os problemas que um solo compactado pode apresentar, dentre eles, diminuição das trocas gasosas no solo, que são de grande importância para diversas reações que ocorrem, diminuição da infiltração da água, podendo ocasionar em escoamento superficial e erosão do solo.

 

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Compactação do solo e porosidade

O solo contém macro e microporos. Os solos arenosos por possuírem partículas maiores, apresentam maior espaço poroso constituído por macroporos (poros maiores), já os solos de textura argilosa apresentam maior quantidade de microporos (poros menores).

Os poros de menor diâmetro, estão relacionados com a retenção de água e habitat de fungos, e os poros de maior diâmetro, estão relacionados às trocas gasosas de oxigênio e gás carbônico, ao fluxo de água por infiltração, e ao crescimento radicular.

O crescimento das raízes está diretamente ligado ao número de macroporos, uma vez que o sistema radicular necessita de oxigênio para a respiração das raízes e nas reações que ocorrem no solo para absorção de nutrientes.

Por isso, solos compactados apresentam uma redução na porosidade, afetando assim o desenvolvimento radicular, e além disso, raízes mal desenvolvidas irão absorver menos nutrientes e consequentemente a parte aérea será afetada nesse processo.

No solo há um equilíbrio dinâmico entre a solução do solo, a fração sólida e a fração gasosa, sendo que o ar do solo é composto por uma solução gasosa composta principalmente de N2, O2, vapor d’água, CO2 e outros gases e a solução do solo de vários eletrólitos.

Um solo ideal apresenta 45% de material mineral, 5% de matéria orgânica, 33,5% de microporos e 16,5% de macroporos. O crescimento das plantas é afetado diretamente pelo conteúdo de água e oxigênio e pela resistência do solo a penetração de raízes.

Para as plantas, a compactação do solo é uma situação extremamente prejudicial, uma vez que traz prejuízos ao crescimento radicular, dificultando e até mesmo limitando seu crescimento. O valor de resistência a penetração indicado como impeditivo ao desenvolvimento do sistema radicular da maioria das culturas é de 2Mpa (Taylor et al., 1966).

A água tem grande influência na resistência a penetração, uma vez que o aumento da densidade do solo e diminuição no teor de água, resulta em aumento dessa resistência, enquanto que se os teores de água aumentam, acarreta em diminuição da resistência a penetração.

Por isso é interessante realizar medições de compactação com solos próximos a sua capacidade de campo, primeiramente a critério de comparação com os parâmetros que se tem de resistência a penetração e também porque solos secos não irão proporcionar condições favoráveis para o crescimento das raízes.

Dessa forma, o solo na sua capacidade de campo representa a situação que a planta vai encontrar para o desenvolvimento das suas raízes no campo, uma vez que as raízes irão crescer em solo úmidos.

O tipo de solo também influência nessa resistência em que solos mais argilosos, apresentam valores mais elevados de resistência do solo, quando comparados a solos arenosos. Silva em 2001, em Latossolo Vermelho-Amarelo fase arenosa, mostrou que as camadas abaixo de 20 cm apresentaram valores de resistência a penetração significativamente maiores, quando comparado as camadas mais superficiais.

Como medir a compactação do solo

Para medição de resistência a penetração do solo, pode-se utilizar penetrômetros, equipamentos portáteis que podem ser levados para o campo.

É importante salientar, que devido ao teor de água influenciar na resistência a penetração, ao aferir os dados é importante que o solo esteja na sua capacidade de campo, pois os parâmetros que se tem são em solos nessas condições.

Esses equipamentos podem determinar se o solo está compactado e qual a camada que apresenta maior resistência a penetração, para dessa forma tomar decisões de práticas com o intuito de descompactar esse solo.

Utilização de um penetrômetro para medir a compactação do soloMedição de resistência a penetração através de penetrômetros portáteis – Consultor Luiz Paulo Vilela.

Práticas para diminuir a compactação do solo

Algumas práticas de manejo do solo e das culturas provocam alterações nas propriedades físicas do solo, por isso estar atento as condições de manejo é de grande importância, para que minimizem o impacto de degradação do solo com consequente compactação, que pode trazer grandes prejuízos ao desenvolvimento da cultura.

Práticas de preparo do solo com subsoladores, arados e grades também ajudam no processo de descompactação do solo, entretanto o excesso dessas práticas também podem apresentar alguns efeitos negativos, pois podem acarretar em maiores chances de erosão hídrica, uma vez que ocorre mobilização das camadas do solo.

Por outro lado, devido ao cafeeiro ser uma cultura perene e permanecer no campo por muitos anos, uma preparação do solo bem feita traz grandes benefícios ao desenvolvimento da cultura, com o revolvimento das camadas adensadas de forma a facilitar o desenvolvimento das raízes do cafeeiro e dessa forma normalizar a penetração de água e o arejamento do solo.

Muitos técnicos optam pela sequência: subsolador, grade, niveladora e sulcador, realizando assim uma boa preparação do solo.

Subsolador utilizado para preparo do solo.

Grade para o preparo do solo.

Estudos sugerem que a prática da subsolagem (2 hastes) com a adição de 5 ton/ha de palha de café e o retorno do cisco ou a utilização da subsolagem (2 hastes) e voltar o cisco e enterrá-lo aumenta a produtividade de forma significativa.

Além disso, esse trabalho mostrou que o cisco e a palha isolados proporcionaram um aumento de produtividade de 6,9 e 6,2 sacas de café ben.ha-1 respectivamente, enquanto que a subsolagem apresentou um incremento de 10,8 sacas de café ben.ha-1em dois anos, quando comparada a testemunha.

Dessa forma, mostrando a importância da prática de subsolagem nas lavouras e da adição de matéria orgânica (Santinato et al., 2015).

Para promover a descompactação de lavouras em produção, pode-se optar pela técnica da subsolagem na entrelinha, com o intuito de revolver as camadas mais compactadas facilitando assim o desenvolvimento de raízes do cafeeiro, esses equipamentos formam fissuras com mínima mobilização do solo.

Santinato em 2013, realizou um trabalho comparando número de passadas com o subsolador (uma e duas passadas) e o número de hastes(uma, duas, três e quatro) em quatro safras consecutivas em Araguari-MG. Ele verificou que a subsolagem deve ser realizada utilizando duas hastes (Tabela 1) e de dois em dois anos, devido aos melhores resultados de produtividade.

Tabela com a produtividade de sacas de café de acordo com a subsolagem do solo

Em lavouras podadas, técnicos optam pela realização da subsolagem na entrelinha a cada dois anos, promovendo melhores condições para o solo, aproveitando o período em que é realizado a poda para subsolar a entrelinha, devido aos incrementos em produtividade mostrados nos trabalhos acima.

Salientando que a época ideal para realização desta operação é em períodos mais secos, a fim de destorroar o solo formando blocos, com menos riscos de erosão hídrica.

O manejo com a Braquiária também é muito importante neste sistema, visto que quando se promove a descompactação do solo e não há sistema radicular para “estabilização”, a compactação volta rapidamente, por isso, as gramíneas tem grande importância para a formação e estabilização dos agregados (Salton et al., 2008) do solo após a descompactação.

Além disso, a utilização da braquiária também reduz os riscos de erosão, contribui para um aporte de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes, após as roçadas e acumulo de palhada na projeção da saia.

Dessa forma, a utilização da braquiária é importante para complementar o processo subsolagem com o intuito de descompactação do solo, visando melhorar as condições do solo e poder impactar positivamente na produtividade.

A matéria orgânica melhora a agregação das partículas do solo, através de exsudados orgânicos produzidos por microrganismos do solo, provenientes da sua decomposição (Mairhofer et al., 2012), melhorando assim a porosidade do solo e acarretando em melhor infiltração de água, disponibilidade de nutrientes e diminuição da compactação do solo.

braquiária na entrelinha do cafeeiro

Por isso, para se planejar um plantio deve-se estar atento as todos os fatores que impactam no crescimento, desenvolvimento e consequentemente na produtividade das plantas.

Esse planejamento visa preparar o solo corretamente e adotar práticas de manejo em lavouras já implantadas, como a subsolagem na entrelinha, a utilização de braquiária e adição de matéria orgânica, que proporcionem melhores condições para o solo, garantindo um bom desenvolvimento do sistema radicular e consequentemente melhores produtividades.

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Percevejo do milho: quais os principais danos e como manejar? https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/#comments Wed, 08 Aug 2018 13:08:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4920 Os percevejos são pragas importantes e ocorrem em diversas culturas de grãos cultivadas no Brasil. No milho, essa praga possui um grande potencial de dano, pois nas primeiras fases de desenvolvimento da cultura o risco de perda é alto. Desta forma, é muito importante realizar o manejo eficiente para evitar perdas de produtividade.   Sem […]

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Os percevejos são pragas importantes e ocorrem em diversas culturas de grãos cultivadas no Brasil. No milho, essa praga possui um grande potencial de dano, pois nas primeiras fases de desenvolvimento da cultura o risco de perda é alto.

Desta forma, é muito importante realizar o manejo eficiente para evitar perdas de produtividade.

 

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Monitorando os percevejos do milho

Percevejos do milho

Listamos alguns pontos que devem ser observados para que os percevejos não reduzam os lucros das lavouras.

Ponte Verde

Além do milho, os percevejos podem causar problemas em lavouras de feijão, soja e trigo e ao final do ciclo dessas culturas podem se hospedar em algumas plantas daninhas, o que não interrompe o ciclo da praga, garantindo assim, condições de sobrevivência.

Com isso, é fundamental realizar o monitoramento das lavouras antes da instalação da cultura do milho.

Esse monitoramento é essencial para a tomada de decisão, pois ao identificar a praga em nível de dano econômico é preciso pensar em alternativas de controle no momento da dessecação e posicionar um bom tratamento de sementes bem como produtos para as fases de desenvolvimento da cultura.

Dessecação

Como mencionado, os percevejos podem se hospedar em diversas plantas e com isso se tornam grandes ameaças para a próxima cultura.

Desta forma, uma das estratégias que podem ser utilizadas quando se identifica essa praga em níveis de risco, é realizar posicionamento de um inseticida na dessecação da gleba.

Para esse manejo é possível utilizar inseticidas que pertencem ao grupo químico dos organofosforados.

Webinar Proteção da cultura do milho

Tratamento de sementes

O tratamento de sementes é uma ferramenta muito importante para o manejo de percevejo na cultura do milho, isso porque confere proteção inicial para as plantas. Sendo assim, é preciso realizar um bom tratamento de sementes, de forma homogênea e na dose correta do ingrediente ativo.

Desta forma, quando se pensa em tratamento de sementes, o grupo químico dos inseticidas neonicotinóides se mostra muito eficiente no controle desta praga.

Lavoura estabelecida

O ataque de percevejo no estádio de desenvolvimento inicial da lavoura pode ser fatal dependendo da infestação, isso porque a planta é menor e mais frágil e o aparelho bucal do inseto pode atingir o meristema apical, o que interfere no desenvolvimento da planta.

Quando não se atinge o meristema, o sintoma do ataque pode ser visualizado nas folhas, as quais ficarão deformadas com um halo amarelo. Quando estes insetos atingem os níveis de dano econômico é preciso realizar o controle destas pragas.

Sendo assim, recomenda-se trabalhar com inseticidas dos seguintes grupos químicos:

  • Organofosforados;
  • Neonicotinóides;
  • Piretróides.

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Milho para silagem: 5 dicas para obter alta produtividade https://blog.rehagro.com.br/milho-para-silagem/ https://blog.rehagro.com.br/milho-para-silagem/#comments Thu, 26 Jul 2018 18:18:14 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4829 Obter uma alta produtividade é o resultado que todo produtor deseja, e com a produção de milho para silagem não poderia ser diferente. Nesse artigo vamos ter a oportunidade de discutir alguns pontos sobre o milho para silagem que podem reduzir os custos de produção e ajudar a garantir o sucesso da próxima safra. Alguns […]

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Obter uma alta produtividade é o resultado que todo produtor deseja, e com a produção de milho para silagem não poderia ser diferente.

Nesse artigo vamos ter a oportunidade de discutir alguns pontos sobre o milho para silagem que podem reduzir os custos de produção e ajudar a garantir o sucesso da próxima safra.

Alguns assuntos que serão abordados já fazem parte da rotina de muitas propriedades, no entanto, alguns procedimentos ainda são pouco comuns em parte delas.

 

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Lavoura de milho para silagemLavoura de milho para silagem na Região de Sete Lagoas, MG

1. Conhecimento da fertilidade do solo da gleba, correções de solo e a adubação utilizada

Acredita-se que esse seja o primeiro passo a ser dado para o planejamento de todas as safras em qualquer fazenda. Com o aumento dos valores dos corretivos e fertilizantes, atualmente esses insumos podem representar quase 60% dos custos para produção de silagem de milho.

Assim, se o técnico conhecer bem a fertilidade da área, através de uma boa análise de terra é possível em muitos casos utilizar uma fórmula menos concentrada e reduzir o impacto do insumo fertilizante no custo final da lavoura.

Só para se ter uma ideia da importância da recomendação adequada de adubação, basta dizer que muitos produtores utilizam como adubo de plantio 400 kg/ha de NPK 08 28 16 ano após ano. Isso é justificado em muitos casos pelos baixos níveis de fósforo encontrados nos primeiros anos de cultivo em muitas áreas.

No entanto, à medida que as glebas são cultivadas, os teores de fósforo vão aumentando no solo. Assim, pode-se chegar numa situação em que o produtor passa a utilizar, por exemplo, a formulação NPK 10 20 10. Essa simples mudança de formulação poderá significar uma economia de cerca de 400 reais/ha, sem reflexos em perdas de produção.

Se for considerado um custo de 3.000 reais/ha, o produtor teria uma economia de 13%. No entanto, isso só será possível se o produtor contar com apoio técnico apropriado e utilizar essa ferramenta eficientemente em suas áreas.

A adubação deve ser equilibrada, e ser feita de acordo com as necessidades da cultura, expectativa de produção e fertilidade do solo, dentre outros. Assim, no exemplo anterior, o produtor de silagem poderia estar usando uma adubação excessiva em fósforo, com maior custo e baixa em potássio.

O milho é uma das culturas com maior necessidade de potássio para se atingir uma boa produtividade. Como 70 a 80% do potássio é armazenado nas folhas e colmo, quando se trata de uma lavoura de grãos, a maior parte do nutriente retorna ao solo, ao contrário de uma lavoura de silagem, em que toda planta é colhida.

Os dados para exemplificar esse fato foram extraídos de resultados de pesquisa da Embrapa Milho e Sorgo. Na Tabela 1, a seguir, é feita uma comparação entre as necessidades de potássio para uma lavoura de grãos e para uma lavoura de silagem, em áreas com diferentes tetos produtivos.

Tabela com a extração média de nutrientes pela cultura do milho

Tabela 1. Extração média de nutrientes (kg/ha) pela cultura do milho destinada à produção de grãos e silagem, para diferentes produtividades.

P para P2O5 e K para K2O multiplicar por 2,29 e 1,20, respectivamente. Fonte: Adaptado de Coelho et al. (2002)

Para reposição do potássio extraído, parte do nutriente pode ser adicionado no adubo de plantio (até 50 kg/ha), parte via adubação de cobertura, junto com o nitrogênio e parte antes ou imediatamente após a semeadura, aplicado a lanço. As quantidades e a melhor forma de aplicação deverão ser definidas pelo técnico, juntamente com o proprietário e/ou gerência da fazenda.

2. Manutenção do solo coberto a maior parte do tempo e adoção da semeadura direta/cultivo mínimo

Principalmente nas propriedades do Brasil Central, muitos produtores ainda cultivam suas áreas no sistema convencional, ou seja, colhem a silagem do milho com solo úmido, colocam o gado na “palhada” durante a época seca do ano e preparam o solo para um novo plantio no final do ano.

Geralmente, o preparo corresponde a uma aração, seguida de uma gradagem pesada e uma ou duas gradagens niveladoras, anteriores ao plantio.

Por outro lado, são inegáveis as dificuldades do sistema de semeadura direta nessas propriedades, pelo reduzido tamanho das áreas, dificuldade de equipamentos, compactação de alguns solos argilosos, em que a colheita ocorre com solo úmido.

Área de milho sob plantio diretoÁrea de milho sob plantio direto na Região de Sete Lagoas, MG – palhada de braquiária

Áreas de milho sob plantio direto   Áreas de milho sob plantio direto na Região de Norte de Minas – palhada de Crotalária

Mesmo diante dessas dificuldades práticas, é possível reduzir a frequência no preparo do solo, de três a quatro operações para uma ou duas, na pior das hipóteses. O que tem gerado bons resultados é a semeadura de uma cultura para cobertura morta do solo, imediatamente após o corte do milho (fevereiro-março).

A planta de cobertura deverá ser semeada o mais rápido possível após a colheita, para se aproveitar a umidade do solo e as chuvas remanescentes. Essa semeadura pode ser realizada com um único implemento, que subsola o solo, distribui as sementes e faz uma leve compactação das sementes com um rolo destorroador, ao invés das arações ou gradagens.

Além disso, o uso do subsolador é feito no final do período chuvoso, reduzindo os riscos com erosão. Como esse implemento não é comum em todas as propriedades, pode-se fazer a terceirização desse serviço, a aquisição do implemento em algumas propriedades ou mesmo compra associada.

Pode-se também utilizar um único implemento para preparo do solo, como o subsolador, e distribuir as sementes com o distribuidor de fertilizantes. A espécie de cobertura a ser utilizada depende da região e dos objetivos do técnico e proprietário. Pode-se inclusive fazer uma safrinha de sorgo, girassol ou feijão, dependendo da situação.

Áreas de milho sob plantio direto

3. Época da semeadura do milho

A presença de plantas de cobertura tem a função de proteção do solo, retenção de umidade, reciclagem de nutrientes e aumento da matéria orgânica, dentre outros.

Cerca de 60 dias antes da semeadura do milho, a área já deverá ter sido roçada, para que haja brotação e/ou germinação de ervas e a área seja manejada para um novo plantio.

O tempo entre a dessecagem e a semeadura é variável (15 a 30 dias) com a planta de cobertura. Esse tempo é importante para a redução da população de alguns insetos prejudiciais à cultura (lagartas, vaquinhas, besouros, dentre outros), além de permitir uma boa condição de plantio.

Para evitar riscos é sempre recomendável esperar um acumulado de chuva para o início da semeadura (cerca de 80 a 100 mm, dentro de 8 a 10 dias), além de previsões futuras de chuvas. No entanto, deve-se evitar desrespeitar a data recomendada de plantio para cada região.

Para a região central do Brasil existem dados na literatura mostrando perdas de 30 a 60 kg/ha para cada dia de atraso, após o dia 15 de novembro.

4. Qualidade de plantio e posicionamento dos híbridos

A qualidade da semeadura é essencial para que qualquer híbrido expresse seu potencial, quando todos os outros atributos estão adequados (correção de solo, adubação e clima apropriado).

Para que isso ocorra, além de um preparo de solo e/ou dessecagem (áreas de cultivo mínimo ou plantio direto), deve-se fazer uma pré-regulagem da semeadora com antecedência, escolha correta dos discos, no caso dos sistemas mecânicos e um bom tratamento de sementes de acordo com pragas da região, a fim de se evitar perdas de população que comprometam a produtividade final da lavoura.

Webinar silagem de milho

Geralmente, é recomendado o tratamento de sementes a base de carbamatos (tiodicarbe) para reduzir a população inicial das pragas de solo e mastigadores (lagartas). Para regiões com problemas de insetos sugadores, geralmente as sementes são tratadas com produtos a base de imidacloprid ou tiametoxan.

No caso específico do complexo de enfezamentos, doenças veiculadas pela cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis, a principal medida a ser adotada é o uso de híbridos resistentes à doença.

Por outro lado, os híbridos também não podem ser escolhidos por modismo ou acaso. Os híbridos deverão ser escolhidos de acordo com sua adaptabilidade à região, época de plantio, altitude (abaixo de 400 metros, acima de 700 metros ou transição, entre 400 e 500 metros), tolerância às principais doenças que ocorrem na região e o potencial de produção.

É recomendado plantar mais de um híbrido na propriedade, principalmente porque as glebas são diferentes entre si. Nenhum híbrido é perfeito, sempre têm pontos fortes e fracos, que devem ser considerados por ocasião da seleção.

5. Manejo cultural do milho para silagem

Após a semeadura, devem ser efetuadas as operações de manejo (manejo de ervas, pragas, doenças, adubação, etc.). O milho é uma planta muito sensível à presença de ervas até o fechamento da lavoura (aproximadamente 40-50 dias após a semeadura).

Dessa forma, durante todo esse período a lavoura deverá ser monitorada. A melhor época de efetuar o controle de ervas é quando o milho atingir por volta de 3 a 4 folhas abertas, denominados de estágio V3 e V4 (12 a 20 dias, após a semeadura, dependendo do híbrido, época de semeadura, umidade, região, etc.).

Deverão ser avaliadas as ervas predominantes no local e aplicados os herbicidas de acordo com as espécies presentes (folhas largas ou estreitas).

O milho é uma cultura atacada por diversas pragas, sendo as principais a lagarta-do-cartucho, cigarrinhas-das-pastagens, broca-da-cana, lagarta-elasmo, lagarta-rosca, percevejos, dentre outras.

No caso das lagartas, mesmo com o tratamento de sementes, geralmente ocorrem prejuízos se não forem tomadas medidas de controle, posteriormente, ao se detectar os insetos na lavoura. O manejo dependerá da infestação na área.

Dessa forma, assim que houver 15 a 20% das plantas de milho raspadas pela lagarta-do-cartucho, será feito o controle. Existem no mercado mais de 100 produtos registrados para esse fim.

Além do controle de ervas e pragas, deve-se ficar atento com a melhor época de fazer a adubação de cobertura do milho. Como o milho é uma cultura que define seu potencial produtivo muito cedo (4 a 6 folhas abertas), não pode estar sujeito a nenhum estresse nessa época, principalmente relacionado à falta de nutrientes.

Assim, convencionou-se que a adubação de cobertura deverá ser realizada quando o milho estiver com 4 folhas totalmente formadas. Em certos casos, principalmente em solos arenosos e/ou áreas irrigadas essas adubações deverão ser divididas em mais de uma etapa.

A adubação deverá ser feita 7 a 10 dias após a capina, quando for utilizado algum herbicida do grupo sulfonil-uréia (Sanson ou Equip Plus) na capina. A quantidade de adubo empregada será de acordo com o potencial de cada área e estimativa de produção da lavoura.

O adubo será aplicado nas entrelinhas da cultura de milho e enterrado a 5 cm de profundidade, para se evitar perdas do nitrogênio por volatilização, na forma de amônia. Nos casos em que fonte de nitrogênio for o nitrato ou o sulfato de amônio e a propriedade dispuser de bons equipamentos para distribuição, a adubação de cobertura poderá ser feita a lanço.

No entanto, de nada adianta seguir todos esses passos de manejo para o milho para silagem a risca e negligenciar no momento correto da colheita. Para que a silagem tenha boa qualidade, além da lavoura produtiva e sadia, o material deverá ser colhido com matéria seca entre 30 a 33%, bem picado, a fim de que todos os grãos sejam bem danificados.

Outro ponto muito importante é qualidade da compactação e o tempo de fechamento do silo. Quanto maior a compactação e mais rápido o fechamento dos silos, melhor será a silagem.

Milho no ponto ideal de colheitaMilho no ponto ideal de colheita (1/2 do amido formado e com 32% de matéria seca).

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Ferrugem do cafeeiro: o que é e como controlar essa doença? https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-controlar-a-ferrugem-no-cafeeiro/ https://blog.rehagro.com.br/o-que-e-e-como-controlar-a-ferrugem-no-cafeeiro/#comments Fri, 20 Jul 2018 18:05:03 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4807 Devido aos grandes prejuízos que ela causa por onde passa, a ferrugem do cafeeiro é considerada a doença mais importante na Cafeicultura. Ela causa uma intensa desfolha no cafeeiro e imensas perdas de produtividade e qualidade, comprometendo não somente a safra atual, mas também a seguinte. A ferrugem é um fungo da espécie Hemileia vastatrix […]

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Devido aos grandes prejuízos que ela causa por onde passa, a ferrugem do cafeeiro é considerada a doença mais importante na Cafeicultura.

Ela causa uma intensa desfolha no cafeeiro e imensas perdas de produtividade e qualidade, comprometendo não somente a safra atual, mas também a seguinte.

A ferrugem é um fungo da espécie Hemileia vastatrix que ataca o cafeeiro. É a doença mais importante em termos de necessidade de controle e se caracteriza pelo aparecimento de pústulas com esporos de coloração amarelo escura a marrom na superfície das folhas, a partir da emergência até o estádio de maturação, provocando desfolha.

 

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Conforme as folhas caem a planta diminui a taxa fotossintética, perde a capacidade de produzir carboidrato e consequentemente de auxiliar no crescimento do cafeeiro. Os esporos da ferrugem são espalhados pelo vento, germinam e penetram nas folhas.

De início, não é possível perceber nenhuma alteração aparente na planta, o que vai ocorrer algum tempo após a infestação, quando o fungo se reproduzir e esporular. Nesse momento, as manchas começam a surgir e a doença já causou danos à plantação.

A Hemileia vastatrix é um fungo biotrófico que sobrevive somente no cafeeiro; ou seja, precisa se reproduzir na plantação.

Folha com sintomas de ferrugem do cafeeiro

Sintomas da ferrugem no cafeeiro

Ao ser atacada pela ferrugem, a planta apresenta:

  • Manchas cloróticas, possíveis de serem vistas com as folhas colocadas contra a luz;
  • Manchas na face inferior da folha de coloração amarelo-alaranjada;
  • Aparecimento de massa pulverulenta de uredosporos sobre a mancha;
  • Necrose de partes do tecido foliar.

Folha de cafeeiro com ferrugem

Condições favoráveis para o desenvolvimento da ferrugem

As condições climáticas para o desenvolvimento da ferrugem são alta umidade e calor e a incidência é maior entre novembro e dezembro. A partir de janeiro, começam a surgir as manchas cloróticas, pois é o período mais chuvoso.

Lavouras adensadas também apresentam maiores sintomas de ferrugem, pois têm microclima propício ao desenvolvimento do fungo. A carga de frutos por plantas também influencia na incidência da ferrugem: quanto mais as plantas produzem, mais suscetíveis ficam à doença.

Danos da ferrugem no cafeeiro

A ferrugem do cafeeiro causa os seguintes danos:

  • Desfolha acarretando em prejuízos já naquela safra;
  • Redução da produção;
  • Prejuízos para a próxima safra do cafeeiro.

Monitoramento da ferrugem no cafeeiro

O monitoramento correto deve:

  • Dividir as lavouras em talhões uniformes;
  • Caminhar nas linhas aleatoriamente;
  • Coletar de cinco a dez folhas por planta no terceiro ou quarto par;
  • Localizadas no terço médio da planta;
  • Coletar cerca de 100 a 300 folhas por talhão.

Também é importante realizar o cálculo de incidência. Assim:

Cálculo da incidência da ferrugem no cafeeiro

NÍVEL DE CONTROLE = 5% de incidência

Controle da ferrugem

O manejo de controle contra a ferrugem deve ser preventivo, feito por meio da aplicação de fungicidas cúpricos a base de cobre, moléculas de triazol e estrobilurina, nos meses de novembro até março a abril, dependendo das condições de chuva do ano.

Pensando num método mais prático de controle, no geral, sem as condições climáticas que vão influenciar no manejo, fazemos:

  • Novembro: Aplicação do fungicida cúprico;
  • Dezembro: Aplicação Triazol + Estrobilurina;
  • Janeiro: Aplicação Triazol + Estrobilurina.

Dependendo das condições externas, repetimos em fevereiro e nos meses seguintes a aplicação de Triazol + Estrobilurina.

Caso a lavoura já esteja contaminada, o ideal é entrar com um fungicida rapidamente – alguns desses fungicidas de controle – de preferência o triazol, que é mais rápido, para evitar maiores danos. Geralmente, os mais utilizados são os que controlam a ferrugem por mais tempo; aqueles que têm um período residual maior.

É muito importante conhecer esse período residual do fungicida para saber quantas aplicações devem ser feitas – em alguns casos, duas aplicações serão suficientes para controlar a ferrugem, em outros não, vamos precisar fazer quatro ou mais pulverizações, dependendo da incidência, condições climáticas favoráveis e do fungicida.

Os erros mais comuns no controle da ferrugem normalmente estão relacionados ao prazo de prevenção. É necessário que o produtor esteja atento à incidência da doença, percebendo se está havendo aumento da infestação para conseguir agir com o fungicida.

Outro problema recorrente em fazendas são tratores, implementos mal regulados, pontas de pulverização não aptas à pulverização, manejo – não misturar os produtos corretamente na calda, não colocar na ordem certa no tanque etc.

Nas lavouras de café trabalha-se com o turbo atomizador, ligado com bastante pressão para o vento direcionar as gotas de fungicida no pé de café. Normalmente a ferrugem se instala onde é mais úmido, nas folhas mais velhas. Então, temos que fazer com que essas gotas cheguem no meio da planta, onde a incidência da doença é maior.

No caso dessas aplicações em ambientes de fazenda, as chuvas também são problema, pois ao invés de aplicar o fungicida no período de seca, de carência de chuvas, o produtor faz o contrário.

O fungicida precisa de no mínimo 4h a 6h para penetrar bem na planta. Após esse período pode chover que não há problemas. Mas, se a pulverização for feita às 14h, por exemplo, e chover às 16h, teremos perda com a aplicação do fungicida, que não será absorvido totalmente pela planta, sendo lavado parcialmente.

Assim, mantenha em mente que o controle preventivo é a chave para evitar grandes perdas causadas por essa doença.

Além da ferrugem, é preciso ficar de olho nas outras doenças que podem acometer o cafeeiro, como a Cercosporiose e a Mancha Aureolada.

Também é necessário o monitoramento rigoroso das pragas que afetam o cafeeiro e podem causar defeitos nos grãos.

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Como realizar a análise da amostragem de solo corretamente? https://blog.rehagro.com.br/amostra-de-solo-para-calagem-e-adubacao/ https://blog.rehagro.com.br/amostra-de-solo-para-calagem-e-adubacao/#respond Mon, 09 Jul 2018 18:21:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4682 O solo é um dos componentes mais essenciais para a agricultura. É ele quem sustenta as lavouras, fornece a maior parte dos nutrientes que a cultura precisa e, de acordo com suas características, pode aumentar significativamente o volume de produção. Assim, notamos a importância desse recurso natural, mas como torná-lo adequado para nossas culturas? A […]

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O solo é um dos componentes mais essenciais para a agricultura. É ele quem sustenta as lavouras, fornece a maior parte dos nutrientes que a cultura precisa e, de acordo com suas características, pode aumentar significativamente o volume de produção.

Assim, notamos a importância desse recurso natural, mas como torná-lo adequado para nossas culturas? A resposta disso vai depender do tipo de solo, minerais e nutrientes disponíveis. É por meio de dados como esse, que o produtor poderá fornecer exatamente o que sua lavoura precisa.

Para proceder a essa análise do solo, existem técnicas específicas para tornar os dados mais precisos e corretos.

O primeiro passo é a coleta da amostra. Essa etapa é a mais crítica, já que uma pequena porção de terra deverá representar alguns milhares de toneladas de solo. 

Quando uma amostragem é mal executada, todo o processo de análise e interpretação fica comprometido, podendo causar grandes prejuízos. Então confira neste artigo, os procedimentos corretos.

Seleção da gleba

O termo gleba é utilizado para áreas uniformes com relação às características importantes do solo, tais como: 

  • Cor do solo;
  • Drenagem;
  • Posição na encosta;
  • Cultura explorada;
  • Textura do solo;
  • Histórico da área. 

Para que uma amostra seja representativa, devemos dividir a área com base nas características acima, tomando o cuidado para que uma gleba não seja superior a 10 ha.

Vista aérea de um campo dividido em quatro glebas diferentes.

Exemplo de divisão de área: as glebas 1 e 2 são separadas em função do tipo de exploração, enquanto as glebas 3 e 4 são diferentes por causa da declividade.

Como teremos amostras distintas, é conveniente desenhar um pequeno mapa da propriedade para identificar de forma segura a gleba que foi amostrada.

Como selecionar a amostra do solo?

Para fins de fertilidade, a amostra pode ser coletada com enxada, enxadão + pá de corte ou trado, balde e saco plástico com etiqueta de identificação. 

Todos os recipientes e materiais devem estar devidamente limpos para evitar contaminações da amostra.

Ilustração de como realizar a retirada da amostra do solo com diferentes ferramentas.

Pá-de-corte e diferentes modelos de trados utilizados para realizar a amostragem

Ferramentas utilizadas para realizar a retirada de amostragem do solo.

Pessoa retirando uma amostra do solo utilizando um trado.

(Brasil, 2002)

Época de amostragem de solo

  • Culturas anuais: a amostragem deve ser feita alguns meses antes do plantio. 
  • Culturas perenes: a amostragem deve ser feita no final do período chuvoso ou após a colheita.

Quando coletar

Para solos explorados de forma intensiva, deve-se realizar ao menos uma amostragem ao ano, independente da cultura.

Em cultivos convencionais, as amostragens podem ser realizadas em intervalos de 2 ou 3 anos, visto que as aplicações anuais de adubo levam alguns anos para alterar os níveis dos elementos no solo. 

O efeito residual do calcário dispensa amostragens anuais.

Solos com características muito arenosas ou de acidez elevada, merecem amostras mais frequentes.

Profundidade da amostra

As análises de rotina são realizadas com amostras na profundidade de 0 a 20 cm. No entanto, em diversas situações, essa profundidade não é suficiente.

Tanto para culturas anuais sob sistema de plantio direto, quanto em manutenção de pastagens adubadas, a amostragem deve ser executada de 0 a 10 cm e 10 a 20 cm.

Para implantação de culturas perenes ou quando se usa gesso, são necessárias amostras mais profundas de 20 cm (0 a 20, 20 a 40 e 40 a 60 cm). 

A amostragem nas camadas subsuperficiais é realizada no mesmo ponto de coleta das camadas superficiais, com cuidado para evitar contaminar as camadas inferiores.

A coleta

Para a realização de uma amostragem adequada, deve-se escolher aleatoriamente um ponto na gleba. Realiza-se uma limpeza superficial nesse local com auxílio de uma enxada. Em seguida, com o uso do trado, coleta-se uma amostra na profundidade desejada.

Ilustração com a posição adequada para coleta de amostra em glebas.

Foto de um homem retirando amostra do solo e colocando em um saco para transporte.

Posição adequada para coleta das amostras em culturas anuais e perenes.

Se a ferramenta utilizada for o enxadão, abre-se uma valeta conforme ilustra a figura 4, e com auxílio da pá de corte, retira-se uma fatia de 3 cm de espessura, desprezando-se as laterais e colocando a parte central no balde plástico limpo.

Essa operação deverá ser repetida pelo menos 20 vezes dentro da mesma gleba, caminhando-se ao acaso e em zigue-zague na área (Figura 4), para cada uma das profundidades amostradas.

Não devem ser coletadas amostras em locais atípicos da paisagem, como nas proximidades das casas, galpões, brejos, voçorocas, trilho de animais, formigueiros etc., evitando introduzir erros na amostragem.

Sequência de operações na coleta de amostra do solo

Sequência de operações na coleta de amostra do solo, utilizando-se de enxadão e pá-de-corte 

Sequencia de retirada de amostra do solo

(Brasil, 2002)

Remessa

Após a coleta das amostras, o solo deve ser misturado, obtendo-se uma amostra composta uniforme. Dela se separam 300 gramas em saco plástico limpo com etiqueta. 

Cada amostra composta deve ser identificada com data, local, profundidade da coleta e enviada para um laboratório credenciado. 

Caso não seja possível encaminhá-las em menos de 12 horas, as amostras devem ser secas à sombra, em local protegido de poeira ou qualquer outro resíduo, e encaminhar para o laboratório logo que possível.

Preencha o formulário fornecido pelo laboratório, visando melhor conhecimento do solo, manejo e facilitar a interpretação dos resultados. 

Não deixe de realizar a análise do solo! É um investimento muito pequeno comparado aos benefícios que ela propicia. É por meio dela que você poderá predizer quais nutrientes sua cultura precisa para expressar seu máximo potencial produtivo.

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Brusone no trigo: como realizar um manejo eficiente? https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-brusone-no-trigo/ https://blog.rehagro.com.br/manejo-de-brusone-no-trigo/#comments Mon, 09 Jul 2018 13:37:59 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4646 O trigo pode sofrer com o ataque de diversas doenças, que podem afetar desde o início do seu desenvolvimento até o final de seu ciclo e sem o devido tratamento elas podem provocar perdas consideráveis. Sendo assim, no cultivo dessa lavoura é muito importante saber identificar corretamente essas doenças, conhecer suas características e entender a […]

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O trigo pode sofrer com o ataque de diversas doenças, que podem afetar desde o início do seu desenvolvimento até o final de seu ciclo e sem o devido tratamento elas podem provocar perdas consideráveis.

Sendo assim, no cultivo dessa lavoura é muito importante saber identificar corretamente essas doenças, conhecer suas características e entender a biologia do patógeno envolvido. Com essas informações em mãos é possível tomar as melhores decisões para a proteção da lavoura.

 

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Com quais doenças você já se deparou na cultura do trigo? Em qual fase de desenvolvimento da lavoura?

De todas as enfermidades do trigo, a brusone, chamada de branqueamento da espiga, é provavelmente a responsável pelos maiores prejuízos.

Causada pelo fungo Pyricularia grisea seus danos aparecem durante o espigamento da cultura. Quando sua infestação é alta e a eficiência de controle é baixa, as perdas podem chegar a 50% no rendimento de grãos.

Lavoura de trigo

Para conhecer melhor essa doença, fique atento aos 4 pontos mais importantes sobre a brusone que trataremos a seguir.

1. Condições ambientais que favorecem a brusone

A ocorrência da doença é favorecida em condições de elevada precipitação pluvial, dias nublados e temperaturas variando entre 24 – 28°C. Locais onde o período de orvalho é longo, cerca de 15 horas, criam condições favoráveis à disseminação do patógeno, além de um período de 10-14 horas de molhamento sobre as espigas.

Os maiores danos com essa doença ocorrem quando as condições descritas coincidem com o período de desenvolvimento da lavoura, que vai do emborrachamento até o grão leitoso.

Uma das maneiras de gerenciar o risco da brusone é conhecer as características climáticas do local de cultivo, a época de florescimento da cultivar plantada e integrar essas informações à época de plantio da lavoura.

2. Como ocorre a disseminação da doença

A brusone pode sobreviver em sementes infectadas, hospedeiros secundários ou em restos culturais, este último pode ser considerada a principal fonte de inóculo do patógeno.

Seus esporos são pequenos e leves, facilmente dispersos pelo vento e podendo atingir áreas muito distantes da fonte de origem, parecido com o que ocorre com as ferrugens.

As plantas que podem ser hospedeiras alternativas da brusone são: milho, milheto, arroz, cevada, azevém e algumas gramíneas nativas. Desta forma é importante observar a presença de plantas invasoras que podem hospedar o patógeno, bem como sucessão com plantas hospedeiras em áreas de ocorrência de brusone.

3. Como identificar os sintomas da brusone

Os principais sintomas podem ser observados na espiga devido à sua descoloração, ela pode se tornar branca principalmente na sua metade superior (acima do ponto de infecção).

O principal ponto de infecção dessa doença na espiga é a ráquis, a qual uma vez infecta apresenta lesões escuro-brilhantes.

No campo é fácil identificar o patógeno, pois a espiga fica com uma coloração dupla, branco-palha acima da infecção e verde abaixo.

Em uma observação atenta da lavoura também possível identificar ocorrência de brusone nas folhas do trigo, causando lesões elípticas com margem de coloração marrom escuro e centro acinzentado. Os grãos nas espigas atacadas pela doença são menores e enrugados, isso ocorre devido à interrupção no fluxo de nutrientes a partir do ponto de infecção na ráquis.

Escala diagramática de brusone no trigoEscala diagramática de brusone no trigo. / Fonte: EMBRAPA Trigo, Maciel (2015)

Folha de trigo com brusoneFolha de trigo com sintoma de brusone. / Fonte: EMBRAPA

4. Controle da doença

O controle da brusone é bastante difícil, o manejo mais eficiente deve integrar:

  • Janela de plantio: normalmente a doença se desenvolve menos nos plantio tardios;
  • Cultivares resistentes: há diferentes níveis de suscetibilidade nas cultivares comerciais;
  • Rotação de culturas: essa prática não evita a doença mas ajuda a diminuir a quantidade de inoculo inicial, diminuindo sua incidência e o progresso da epidemia no campo;
  • Controle químico: uma das alternativas é o uso de fungicidas específicos em aplicação preventiva antes do início do espigamento, com uma segunda aplicação 10-15 dias após a primeira.

Um dos entraves no controle químico é a dificuldade de atingir o alvo da aplicação por conta das características das espiguetas de trigo, o que pode resultar em índices de controle não satisfatórios.

Para melhorar o manejo da brusone é necessário ficar atento às condições climáticas durante a fase reprodutiva da cultura, iniciar a aplicação de fungicida no final do emborrachamento e repetir a pulverização no florescimento (cerca de 15 dias após a aplicação anterior). Nesse caso uso de adjuvantes específicos contribui para aumentar a eficiência da aplicação.

Duas cultivares de trigoDiferença duas cultivares de trigo em relação à susceptibilidade a doenças. 

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  • Gestão financeira e econômica.

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Manejo do mato no cafezal: qual a relação entre eles? https://blog.rehagro.com.br/a-relacao-entre-mato-e-cafezais/ https://blog.rehagro.com.br/a-relacao-entre-mato-e-cafezais/#respond Wed, 27 Jun 2018 13:03:23 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4506 Quando se pensa nos diversos fatores que influenciam a produção dos cafezais brasileiros, temos que levar em consideração a relação entre mato e cafezais. O mato é formado por plantas herbáceas, chamadas de ervas ou plantas daninhas, ou plantas invasoras do cafezal. Corresponde às ervas que crescem no meio das lavouras de café, aproveitando as […]

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Quando se pensa nos diversos fatores que influenciam a produção dos cafezais brasileiros, temos que levar em consideração a relação entre mato e cafezais.

O mato é formado por plantas herbáceas, chamadas de ervas ou plantas daninhas, ou plantas invasoras do cafezal. Corresponde às ervas que crescem no meio das lavouras de café, aproveitando as áreas livres, principalmente em lavouras de formação e podadas.

Por um lado, o mato representa uma concorrência em água, luz e nutrientes com os cafeeiros, por outro, também traz benefícios como proteção do solo contra erosões e excesso de temperatura, promove maior infiltração de água, reciclagem de nutrientes e, em lavouras de formação, também atua como quebra ventos, por meio da manutenção de mato em uma faixa central da rua da lavoura, principalmente em áreas onde ocorre muita incidência de vento.

 

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Para conseguir que as plantas daninhas atuem como quebra vento, pode-se trabalhar com capinas mecânicas alternadas, ou seja, roça uma rua e pula uma.

Veja o exemplo na foto abaixo:

Cafeeiro com mato na entrelinha

Lembrando que é muito importante deixar a linha do cafeeiro limpa, o controle do mato nessa faixa é chamado de trilhação.

A trilhação pode ser feita com enxadas ou com herbicidas. É essencial deixar essa faixa limpa porque ali são feitas as adubações e as aplicações de defensivos de solo e qualquer mato que esteja lá concorre com o cafeeiro.

A época mais importante para o controle do mato, quando se estabelece maior concorrência entre essas plantas e o cafeeiro é entre outubro e março.

Porém, sem um controle adequado, as plantas daninhas se multiplicam e crescem de forma rápida, retirando do solo os nutrientes e água necessários ao crescimento do cafeeiro.

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Estudos mostram que lavouras onde o mato não foi controlado o ano todo tiveram uma perda de ate 43% da produção, lavouras sempre limpas não tiveram perdas e com capina de outubro a março tiveram 7%. (fonte: Miguel et all, Anais do 8º CBPC, p. 44-6).

O mato pode abrigar pragas do cafeeiro, como adultos do bicho-mineiro, nematóides e cigarrinhas, dificultando o controle. Por outro lado, atrai vespas inimigas naturais das pragas.

Quando se fala de mato em lavouras de café, cada um tem o seu posicionamento a respeito da condução. O importante é estar aberto às novidades e fazer testes para que as lavouras de café paguem os custos e tenham produtividade.

Leia mais sobre como alguns pontos podem ser importantes e determinantes para a fertilidade do solo.

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