O post Produção de grãos no Brasil: cenário atual e perspectivas para o futuro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter et al., 2017).
Ao mesmo tempo, as perdas de nutrientes e as emissões de gases de efeito estufa da agricultura devem cair drasticamente pela adoção de sistemas conservacionistas, a fim de restaurar e manter o funcionamento do ecossistema.
Prevê-se que a demanda por alimentos aumente, enquanto os impactos ambientais devem despencar. Os pedidos para duplicar a produção agrícola a partir de uma linha de base recente implicam taxas de crescimento fora do intervalo das projeções empíricas, como mostra na figura a seguir:
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O trabalho da OECD-FAO (2019) projeta uma produção mundial da ordem de 1,311 bilhão de toneladas de milho para a safra 2027/28. Deste total, cerca de 60,0% devem ser destinados à alimentação animal, 13,4% ao consumo humano e 15,5% à produção de biocombustíveis.
Os maiores incrementos serão representados pelos 5 países:
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta exportações totais de milho da ordem de 188,8 milhões de toneladas em 2027/28. Esse volume deverá ser suprido principalmente pelos Estados Unidos, 29,6%. No entanto, a ordem aqui muda um pouco, pois é seguido por:
Em volume, as exportações brasileiras previstas pelo USDA são de 44,8 milhões de toneladas. Os maiores importadores, em um total de 84,0 milhões de toneladas, serão:
Segundo o USDA (2018), o comércio internacional de commodities agrícolas, tais como o milho, soja, e farelo de soja, é impulsionado pela demanda crescente de rações para a produção de frangos e suínos. O consumo internacional de carnes continuará a crescer ao longo do período das projeções.
Saber as projeções para o agronegócio brasileiro é importante para identificar a direção que o mercado está tomando.
Esse tipo de conhecimento possibilita saber quais as tendências de preços, entre outros pontos importantes.
Podemos observar que haverá aumentos significativos nas safras de grãos:
Percebe-se que o ganho com o agronegócio não será devido somente à expansão de área, mas sim ao ganho com produtividade.
Tabela 1: Projeção de produção de grãos e área plantada no Brasil para 2027/28. – Fonte: MAPA (2019).
Atualmente, no Brasil, cerca de 850 mil toneladas de milho estão sendo usadas para etanol. A capacidade industrial atual é para uso de 1,95 milhão de toneladas e, até o final de 2019, essa capacidade deverá crescer para 4,8 milhões de toneladas.
O Brasil é um dos maiores produtores de alimento do mundo, com potencial para ser o maior produtor mundial. Isso se deve, em partes, porque dispomos de vários recursos, principalmente climáticos, que favorecem a vasta produção de alimentos.
Além do clima, o Brasil apresenta quantidade de água considerável e potencial de mais áreas agricultáveis, utilizamos apenas 7,8% dessas áreas, com 25,6% de área preservada nos imóveis rurais.
Há também mais investimentos em tecnologia, o que difere positivamente nos valores de produção alcançados, desta forma, o agronegócio vem sendo impulsionado a produzir de maneira eficiente e consciente.
Figura 1: Uso e ocupação de terras no Brasil. – Fonte: Embrapa, (2019).
A rotação de culturas favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.
Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.
O sistema de plantio direto (SPD) apresenta como pilares fundamentais para a produção sustentável, a construção da fertilidade do solo, antes da sua adoção, e a rotação/sucessão de culturas.
O cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na:
Atualmente, estima-se que existam no Brasil cerca de 33 milhões de hectares sob SPD (IBGE, 2017).
Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.
Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação, preconizando-se a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.
Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessário uma adequada correção da acidez até as profundidades de 30 a 40 cm.
Caso a correção não seja adequada, haverá limitação do desenvolvimento das raízes das plantas, reduzindo a absorção de água e nutrientes. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.
Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário e/ou gesso na superfície, sem incorporação.
A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez no perfil do solo, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo. Sua associação com o gesso contribui como um carreador de nutrientes no perfil do solo.
A liberação de ácidos orgânicos de baixo peso molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.
Nos solos sob SPD de longa duração, com rotação de culturas e plantas de cobertura há maior produção da palhada. Isso favorece e fortalece:
Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo. Isso é, vinculado a níveis mais elevados de fertilidade do solo, biomassa microbiana e produtividade de grãos.
A adoção do SPD promove um sistema mais tamponado pela MO, reduzindo a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação.
Esse sistema favorece também, segundo Resende et. al (2016), a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência do:
Nas figuras a seguir, estão apresentados alguns dos principais sistemas de rotação/sucessão de culturas utilizados nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.
Figura 2: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Centro Oeste (MT, MS, GO).
Figura 3: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sul (RS, SC, PR).
Figura 4: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sudeste (SP, MG).
Figura 5: Sistema de rotação/sucessão de culturas no Norte/Nordeste (BA, TO, MA, PI, PA, AL e SE).
Uma opção de rotação de cultura que tem ganhado cada vez mais adeptos pelos múltiplos benefícios, é o consórcio milho-braquiária.
Por meio desta técnica é possível aproveitar o excedente hídrico do outono/inverno, em que se cultiva milho segunda safra para, ao mesmo tempo, cultivar a braquiária para formação de resíduos ao SPD.
No caso de propriedades sob o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), a braquiária serve como planta forrageira, justamente no período de maior escassez das pastagens.
Como você pôde notar, as perspectivas para a produção agrícola brasileira são positivas. No entanto, também mais exigentes. É preciso produzir mais, em menos área e menos tempo. A isso se atribui a produtividade acelerada e ao alto volume que o país tem demonstrado a cada safra.
O mercado está mais exigente e quem não consegue acompanhá-lo, acaba perdendo grandes oportunidades. Por isso, é preciso se especializar, entender as tendências de mercado, as perspectivas, novas tecnologias e conseguir superar as metas de produtividade.
A Pós-graduação em Produção de Grãos pode ser esse elo entre sua atualização e conhecimento específico na área e seu destaque de sucesso no mercado.
Ele é um curso online e completo, onde você aprenderá desde o planejamento de safras com projetos, passando por fertilidade, proteção, fisiologia e muito mais.
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]]>O post Plantas de cobertura do solo: conheça as principais apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As plantas de cobertura propiciam uma melhoria na resposta das culturas, principalmente em anos de estresses ambientais, ocasionados pelas mudanças climáticas. A diversidade das plantas de cobertura é essencial para um sistema produtivo e para a manutenção da saúde do solo.
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O aporte de resíduos orgânicos é fundamental para a cobertura do solo, no intuito de protegê-lo do impacto das gotas de chuva e da erosão, corroborando para uma boa qualidade estrutural, não somente pela adição de matéria orgânica proveniente da rotação de culturas, mas também pelo fornecimento de substrato orgânico como fonte de energia para as populações de microrganismos do solo, que agem na produção do carbono da biomassa microbiana, atuando como agente de estabilização dos agregados do solo, contribuindo com o sequestro de carbono, ciclagem e dinâmica de nutrientes.
Há uma gama de plantas de coberturas utilizadas nos trópicos e subtrópicos, ligadas a serviços de ecossistêmicos, aplicados em sistemas de cultivos anuais ou perenes. Sua adoção depende exclusivamente das diferenças climáticas regionais e pela adoção, ou não, do sistema de plantio direto.
O preparo do solo e as culturas utilizadas, possuem efeito preponderante sobre a estrutura do solo e, consequentemente, os fluxos de água e ar. A degradação do solo pode ser considerada uma das ameaças mais graves para o ecossistema, pois compromete a função do solo pelas mais diferentes causas, seja por erosão, compactação, redução nos estoques de carbono do solo e perda de matéria orgânica e nutrientes, acarretando menores produtividades.
O Sistema de Plantio Direto (SPD) é um componente chave para o manejo sustentável do solo, sendo definido pela aplicação de três princípios:
No Brasil, estima-se que tenha uma área superior a 33 milhões de hectares sob sistema de plantio direto.
Os principais fatores para a adoção generalizada do SPD são:
A rotação de culturas é definida como a alternância ordenada de diferentes culturas, em um determinado ciclo, na mesma área e na mesma estação do ano. A sucessão de culturas consiste no ordenamento de duas culturas na mesma área agrícola por tempo indeterminado, cada uma cultivada em uma estação do ano.
Sendo assim, modelos de sistemas de produção envolvendo a rotação de culturas se tornam mais complexos, envolvendo maior diversificação de espécies vegetais em comparação à sucessão de culturas.
Para dimensionamento do sistema de produção que apresente resiliência, a adoção de estratégias para diversificação de espécies vegetais que envolvam rotação, sucessão e consórcio de culturas, se torna fator fundamental.
A implantação de um sistema de produção diversificado deve garantir não causar transtornos operacionais ou econômicos, tendo em vista que a diversificação de culturas aumenta o grau de complexidade das tarefas a serem executadas. Sendo assim, para um modelo de produção envolvendo a primeira e segunda safra para regiões com clima subtropical e tropical, estão como exemplo na figura a seguir.

Distribuição temporal de espécies vegetais em um exemplo de modelo de sistema de produção para regiões subtropicais e tropicais.
Dentre as plantas de cobertura utilizadas para estimular a produção de cobertura morta, as leguminosas são as mais requeridas, pois apresentam a capacidade de fixar biologicamente o nitrogênio e disponibilizá-lo para a cultura sucessora.
As leguminosas com potencial de utilização para adubação verde, se destacam:
As gramíneas apresentam alto grau de rusticidade, elevado acúmulo de matéria verde, atuam como reguladoras da temperatura e umidade do solo e diminuem os riscos de erosão pela alta relação C/N e menor velocidade de decomposição da biomassa vegetal.
*PVC, ponto de valor cultural; Quantidade mínima de sementes = PVC / %VC, onde %VC = valor cultural
Época de florescimento dependerá da cultivar selecionada e, para alguns casos, também do fotoperíodo.
*DAS = dias após a semeadura
brizantha:
decumbens:
ruziziensis:
breviflora
juncea
ochroleuca
spectabilis
C. breviflora;
juncea
ochroleuca
spectabilis
breviflora
juncea
ochroleuca
spectabilis
Produção de biomassa
breviflora
juncea
ochroleuca
spectabilis
sativa
strigosa
sativa
strigosa
sativa
strigosa
Produção de biomassa
sativa
strigosa
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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]]>O post Curso Gestão na Produção de Café: confira as principais dúvidas do curso apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Primeiramente, o GC online, como é chamado o nosso curso, contempla desde a implantação da lavoura de café até a sua pós-colheita, abordando também os temas de gestão econômica, financeira e gestão de pessoas!
Vamos lá para as dúvidas mais comuns em relação ao curso:
Essa é uma pergunta importantíssima e faz muito sentido que queiram saber.
O 1º ponto é que todos os nossos professores são consultores, dessa forma, eles trazem para nossas aulas suas experiências do dia a dia do campo.
São eles:


Não, o GC é um curso de capacitação, por isso, não é necessário ter formação superior para cursá-lo.
Nós temos aulas gravadas e aulas ao vivo.
Caso você falte e não consiga ir, existe a possibilidade de repor a presença.
Você pode assistir às aulas quantas vezes desejar! Após a publicação das aulas, elas ficam disponíveis até o fim do curso.
As disciplinas possuem materiais complementares, mas especificamente a disciplina de Lavouras em Produção possui uma apostila escrita exclusivamente para os alunos desse curso, sobre a recomendação de corretivos e fertilizantes para a cultura do café.
Sim! Na disciplina de Gestão Econômica e Financeira, o professor disponibiliza uma planilha a qual os alunos podem utilizar nas suas propriedades para realização de orçamento, fluxo de caixa e check de metas.
Após o fim das aulas do curso, os conteúdos ficam disponíveis por mais 30 dias.
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Espero que tenha esclarecido as dúvidas em relação ao curso de Gestão na Produção de Café online, mas caso tenha ficado qualquer questão, eu me coloco à disposição para saná-la.
Conte comigo, e espero encontrar você no curso com a gente!

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]]>O post Colheita do café como elemento de qualidade apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>No Brasil a colheita, geralmente, se estende de abril a setembro e engloba:
Assim, para obtenção de cafés de qualidade e com menor custo, é preciso planejar e conhecer os diversos processos envolvidos na colheita.

Frutos de café cereja. (Fonte: Larissa Cocato)

Colheita mecanizada do café. (Fonte: Joana Oliveira)
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No Brasil, apesar da desuniformidade na maturação dos frutos, devido ao número de floradas que temos, ainda assim conseguimos realizar a colheita plena, que é a derriça plena dos cafés em diferentes estádios de maturação.
Vale destacar que, apesar dessa desuniformidade, quando temos máquinas bem reguladas e período de colheita adequado, é possível colher grande quantidade de frutos cereja.
A maioria dos cafeicultores realizam esse tipo de colheita, principalmente, pela redução dos custos com essa prática.

Colheita plena realizada com máquina. (Fonte: Henio Inácio)
Além disso, como opção para os frutos com várias maturações a partir da colheita plena, podemos lançar mão de práticas de processamento de cafés, conseguindo separar os grãos cereja dos verdes e secos.
Na colheita seletiva, somente os frutos com maturação fisiológica completa, os denominados grãos cerejas, são colhidos. Essa prática visa, principalmente, alcançar o máximo potencial de qualidade dos cafés.
Os grãos com desenvolvimento e maturação completos, apresentam maiores quantidades de compostos compartimentalizados no grão, como o açúcar.

Colheita seletiva do café. (Fonte: Joana Oliveira)
Os frutos de café colhidos na época certa e de modo correto, constituem matéria prima ideal para o posterior processamento de um café de qualidade. E para determinar essa época, é importante acompanhar a maturação dos frutos.
A desuniformidade dos frutos é o principal desafio quando se visa qualidade. Isso ocorre porque no estágio de frutos passas ou secos, podem ocorrer influências negativas por fermentações indesejáveis.
Nessa fase, os frutos se desprendem mais facilmente das plantas, sendo responsáveis por aumentar a quantidade de cafés de chão ou de varrição.
Outro problema são os frutos verdes, que causam menor rendimento de colheita e afetam a classificação por:
Os cafés com grãos verdes, irão apresentar certa adstringência na bebida, não sendo assim desejável.
Desse modo, visando obter cafés especiais, a colheita deve ser iniciada quando a lavoura ou talhão apresentar pequena quantidade de cafés verdes. O ideal é iniciar com menos de 15%, e ainda com pequena quantidade de frutos do tipo passas ou secos.
Se faz necessário, portanto, realizar mapeamentos das lavouras e com base nisso, fazer um planejamento de colheita para melhor tomada de decisão.

Determinação da porcentagem de maturação dos frutos a partir do mapeamento. (Fonte: Larissa Cocato)
Para fazer um planejamento de colheita, é preciso agrupar as lavouras de acordo com:
Assim, podemos obter maior homogeneidade dos lotes e trabalhar mais precisamente a qualidade do produto de cada talhão.
É essencial conhecer a época de maturação das lavouras, determinando as mais precoces, as médias e tardias.
Outro ponto importante no planejamento é ter uma estimativa da produção de cada área para determinar, previamente, a demanda de maquinários e funcionários no período da colheita. Isso também auxilia no escalonamento de terreiros e secadores, visto que os cafés não devem ficar amontoados por mais de 6 horas após colhidos.
Nesse sentido, devemos determinar também as glebas que serão colhidas de forma mecanizada e as de forma manual ou por meio de derriçadoras portáteis.
Com as estimativas em mãos, deve-se analisar e verificar se os maquinários da fazenda suportam essa colheita, ou, caso a fazenda não possua, agendar com antecedência o aluguel de colhedoras e/ou a contratação de funcionários sazonais, caso necessário.
Todo café que vem da lavoura passa por vários processos até ser beneficiado e, para que esses procedimentos não prejudiquem a qualidade do produto final, temos que ficar atentos e evitar imprevistos.
Só se consegue preços melhores se houver qualidade e, para isso, é primordial ter planejamento e organização.
Uma das formas de obter cafés melhores, é por meio da secagem em terreiros suspensos, pois diminuem as chances de imprevistos, seja por chuvas ou fermentações indesejadas.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:


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]]>O post Ambiente físico do solo: principais características apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Uma das maneiras que tem se difundido para preservar o solo e fornecer demais benefícios às culturas, é o sistema de plantio direto (SPD). Ele é definido pela aplicação de três princípios:
Visita técnica para análise da plantação de feijão sobre palhada de milho no Sul de Minas Gerais – Fonte: Sandy Azevedo
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No Brasil estima-se que tenha uma área superior a 33 milhões de hectares sob SPD.
Os principais fatores para adoção generalizada do SPD:
As formas de preparo do solo, o tráfego de máquinas e as culturas utilizadas, possuem efeito preponderante sobre a estrutura do solo.
A degradação do solo pode ser considerada uma das ameaças mais graves para o ecossistema, pois esta compromete a função do solo pelas mais diferentes causas:
Há uma gama de plantas de coberturas utilizadas nos trópicos e subtrópicos, ligadas a serviços de ecossistêmicos. Aplicados em sistemas de cultivos anuais ou perenes, sua adoção depende exclusivamente das diferenças climáticas regionais e pela adoção ou não do SPD.
A rotação de culturas é definida como a alternância ordenada de diferentes culturas, em um determinado ciclo, na mesma área e na mesma estação do ano.
A sucessão de culturas consiste no ordenamento de duas culturas na mesma área agrícola por tempo determinado, cada uma cultivada em uma estação do ano.
A implantação de um sistema de produção diversificado não deve causar transtornos operacionais ou econômicos, pois a diversificação de culturas aumenta a complexidade das tarefas a serem executadas.
Para um modelo de produção envolvendo a primeira e segunda safra para regiões do sul e sudeste, e centro-oeste norte e nordeste, estão como exemplo na Figura 2:
Distribuição temporal de espécies vegetais em um exemplo de modelo de sistema de produção para regiões subtropicais e tropicais.
Para o cultivo de plantas de cobertura, a capacidade de promover a absorção de nutrientes em camadas profundas do solo e acumulá-las na parte aérea, proporciona benefícios para a cultura sucessora após a degradação da palhada na superfície do solo.
Dentre as plantas de cobertura utilizadas como adubos verdes, se destacam:
Assim, os adubos verdes são importantes para a agricultura por promoverem a ciclagem rápida de nutrientes, favorecendo seu uso pela cultura em sequência, principalmente daqueles com potencial de lixiviação como o nitrogênio e potássio ou dos que podem ser fixados em solos intemperizados, como o fósforo.
O preparo do solo está relacionado ao seu nível de compactação. Ele visa criar condições favoráveis para um bom estabelecimento e desenvolvimento das culturas, com alto custo e alta demanda de energia.
Um dos principais objetivos do preparo do solo é influenciar os processos do solo, predominantemente na modificação das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.
A compactação do solo está se tornando cada vez mais uma preocupação à medida que os equipamentos agrícolas se tornam maiores e mais pesados. Por exemplo, o peso dos tratores tem aumentado de 4 ton ha-1 na década de 1940 para 20 a 45 ton ha-1 na década de 2000.
Trator da McCorneck dos anos 50 e da Case IH modelo 2018.
As mudanças causadas pela compactação do solo deterioram as propriedades físicas do solo, como:
A água é um fator importante, não só na produção de biomassa das plantas cultivadas, mas também na manutenção da fertilidade do solo do ponto de vista físico e químico.
Ele é utilizado para proteger e gerenciar a estrutura física do solo das mudanças indiscriminadas de tráfego extensivo de máquinas agrícolas.
O tráfego desorganizado de máquinas agrícolas promove aumento na densidade do solo, sua resistência e reduzindo sua porosidade.
As plantas de cobertura semeadas durante o inverno, com restrição hídrica, reduzem a compactação superficial do solo (0-0,06 cm), proporcionando maior produtividade de milho e soja cultivados no verão.
O uso de plantas de cobertura de inverno, aliado a ausência de tráfego de máquinas, pode reduzir a densidade do solo e aumentar a macroporosidade. Por outro lado, diminui a capacidade de suporte de carga e aumenta a suscetibilidade da superfície do solo à compactação.
Quando o solo apresenta compactação e mesmo assim o produtor quer utilizar a área com a adoção de SPD, a máquina, no entanto, pode ser uma aliada. É o caso dos escarificadores e subsoladores.
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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]]>O post Bioindicadores da qualidade do solo: o que são e como funcionam? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Apesar da pecuária ter um impacto maior, a agricultura também tem sua parcela, com o desmatamento de áreas para o plantio, uso exagerado de agrotóxicos e a mudança nos solos.
Novas análises têm sido feitas, em busca de dados que quantifique, qualifique e mostre resultados concretos sobre ecossistemas.
Não apenas para monitorar a sustentabilidade, mas também para entender mais sobre a qualidade do solo, o uso de análises por meio de bioindicadores têm se tornado uma boa opção para produtores.
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De forma generalizada, bioindicadores são resultados de análises ambientais sobre seres vivos de qualquer natureza. Já o termo ‘qualidade do solo’ surgiu por volta dos anos 90, ou seja, é relativamente novo.
Em 1994, os pesquisadores Doran e Pakin definiram que um solo de qualidade é aquele com capacidade de funcionar dentro de um limite de ecossistema que:
A qualidade do solo, porém, pode ser divergente devido à complexidade. Um único grama de solo contém 1 bilhão de bactérias, 1 milhão de actinomicetos e 100 mil fungos!
Assim, é fato dizermos que as atividades metabólicas geradas por esses seres é grande demais. Além de que, os microrganismos atuam de forma direta em todo o sistema do solo, como: ciclagem do nutriente, formação da matéria orgânica (MO) e demais processos.
Tudo isso demonstra o quanto é importante avaliar de forma mais criteriosa o solo, o que inclui os bioindicadores.

Fatores que influenciam na qualidade do solo e que estão correlacionados – Fonte: Mendes et. al (2015)
No Brasil, a percepção da necessidade da inclusão dos bioindicadores nas avaliações de rotina do solo coincidiu com adoção de sistemas conservacionistas de manejo, como:
Do ponto de vista de microbiologia do solo, a comparação entre áreas agrícolas com revolvimento do solo e sob SPD é uma das mais emblemáticas e mais estudadas.
Em áreas com revolvimento do solo e sob SPD, a ecologia do ambiente solo-planta é bem distinta, pois envolve a destruição frequente e a preservação das relações construídas no solo com o tempo de cultivo nesses sistemas.
Isso se deve, principalmente, às diferenças no grau e intensidade de revolvimento do solo, no manejo da palha e da diversidade biológica (rotação de culturas) desses sistemas.
No SPD, a camada arável deixa de existir dando origem a uma camada superficial enriquecida com resíduos.

Plantio de feijão sobre a palhada (SPD) – Fonte: Sandy Azevedo
Diferentemente do que ocorre com os indicadores químicos de fertilidade, cujos níveis (baixo, médio, adequado e alto) já estão bem definidos para cada elemento e tipo de solo (sempre levando em consideração características como: textura, teor de MOS, etc.), até pouco tempo era difícil simplesmente medir e interpretar bioindicadores, independentemente de um controle ou referencial de comparação.
Nas tabelas de recomendação de nutrientes, pela comparação dos valores obtidos na análise de uma amostra de solo com aqueles das faixas de teores estabelecidos experimentalmente, atribui-se o grau de fertilidade.
Posteriormente, para cada cultura e tipo de solo, define-se a quantidade de nutrientes ou de corretivos a ser aplicada.

Classes de interpretação de bioindicadores para Latossolos Vermelhos argilosos de cerrado, sob cultivos anuais, na camada de 0 cm a 10 cm.
Valores da C da biomassa microbiana (CBM) expressos em mg de C/kg de solo; valores de atividade de β-Glicosidase, fosfatase ácida e arilsulfatase expressos em mg de p-nitrofenol/kg de solo/h. Fonte: Mendes et al. (2018).
O objetivo das tabelas de interpretação dos bioindicadores é o de auxiliar com relação à tomada de decisões sobre diferentes sistemas de manejo e/ou práticas de uso da terra e de seus impactos na qualidade do solo.
A coleta de solo pode ser efetuada no fim do período chuvoso, após a colheita das culturas, coincidindo com a amostragem para química de solo (quando o solo ainda apresenta alguma umidade, o que facilita a amostragem).
Um aspecto muito importante é que a camada diagnóstica para a bioanálise de solo é a profundidade de 0 cm a 10 cm.
A atividade enzimática total de um solo é o somatório da atividade enzimática dos organismos vivos:
E as enzimas abiônticas também entram nesse somatório, como as enzimas associadas à fração não viva, que se acumulam no solo protegidas da ação de proteases por meio de sua adsorção em partículas de argila e na matéria orgânica.
Por isso, as enzimas arilsulfatase e β-glicosidase, tendem a se comportar de modo mais semelhante a MOS, constituindo-se em verdadeiras impressões digitais dos sistemas de manejo aos quais o solo foi submetido, permitindo, dessa forma, acessar a “memória do solo”.
Ao contrário dos indicadores químicos de fertilidade, o componente biológico do solo é fortemente influenciado por fatores climáticos, tais como a umidade do solo e temperatura, gerando padrões de variação temporal.
Atributos biológicos que variam muito em períodos curtos tornam a calibração e interpretação mais difícil.
Por esta razão, um desvio padrão pequeno e baixas variações ao longo do tempo são alguns dos requisitos necessários para o uso dos parâmetros microbiológicos no monitoramento da qualidade do solo.
O uso da bioanálise de solo, como parte do conjunto de métricas, para avaliar a qualidade/saúde do solo, será fundamental para separar os sistemas com diferentes “condições” de sustentabilidade e para reforçar o papel da agricultura como importante prestadora de serviços ambientais.
A base de dados sobre a biologia completa do solo é escassa de informações. Havendo uma maior dificuldade em interpretar os bioindicadores presentes, além do mais, não há ainda uma padronização.
Todo estudo científico para “provar ou não” um dado, precisa ser quantificado e padronizado. No caso dos bioindicadores há diversos modelos propostos por pesquisadores, mas carece de padrão, o que abre brecha para interpretações e necessidade de mais investimento em pesquisas.
Alguns parâmetros são os mais comumente adotados nessa classificação, como:
Ainda assim há a expressiva necessidade de padronizar essas análise para ser ainda mais fiel aos valores obtidos e, com isso, determinar a qualidade ou não do solo.
Ainda na pesquisa de Mendes (et. al, 2015), ela defende que é preciso determinar parâmetros-chaves que sejam reconhecidos e sirvam de referência a todos os estudos posteriores. Ela enumera os listados abaixo:
Por fim, que não estejam na lista de controle do Exército.
A necessidade de inclusão dos bioindicadores nas análises está cada vez mais evidente. Num futuro próximo, esse tipo de análise poderá predizer aos produtores que utilizem sistemas de conservação, se seu solo está de fato tendo resultados sustentáveis.
Outro ponto que pode ajudar nisso, seriam as certificações que valorizam diversos produtores. Tendo os bioindicadores padronizados, é possível estipular metas para certificar propriedades que estejam dentro dos parâmetros ambientais e sustentáveis.
Você pôde notar que no futuro agrícola usaremos e muito as análises com os bioindicadores. Isso se mostra ainda mais importante em culturas anuais, como soja, milho, feijão e demais cereais.
Estar atento às novas demandas de mercado é o que pode diferenciar as fazendas de sucesso.
A fertilidade do solo implica não apenas na aplicação de adubos, mas do conhecimento básico do solo presente nas lavouras.
É possível produzir muito com um perfil de solo equilibrado e com plantas nutricionalmente desenvolvidas. Aliás, em termos de custos com a produção, os fertilizantes ficam em 2º lugar, tamanha a importância de entender bem essa etapa.
Se você busca resultados promissores em sua produção, é preciso dominar os aspectos da fertilidade.
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]]>Acompanhe a explicação de Charles Allan Teles, gestor e consultor em negócios! Neste Webinar, ele falou sobre a importância da escolha das sementes.
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]]>O post 11 perguntas comuns em relação ao plantio de café apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essa etapa é determinante para o sucesso do cultivo e alguns pontos são cruciais para evitar erros que podem refletir na produção da lavoura.
Dessa forma, trouxemos nesse artigo 11 perguntas comuns sobre o plantio do café que poderão te ajudar.
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Deve-se levar em conta a época de maturação dos frutos do cultivar para possibilitar o escalonamento de colheita na propriedade, a resistência ou não a ferrugem, porte da planta, possibilidade de mecanização (porte alto em lavoura manual não é recomendado) e a resistência à colheita mecanizada (desprendimento do fruto).

Implantação de lavouras de café. (Foto: Diego Baquião).
Sim! De acordo com os resultados do estudo feito por Oliveira em 2015, a época de plantio influenciou no crescimento das plantas de café.
O estudo comparou 6 épocas (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março), e de acordo com os resultados, o autor observou que a partir do mês de outubro, quanto mais tardios foram os plantios, menor foi o crescimento inicial dos cafeeiros no primeiro ano em campo.
Isso possivelmente ocorre, pois plantios mais tardios recebem menor quantidade de chuvas, e dessa forma, terão menor tempo para adaptação antes do período de menor disponibilidade hídrica.

Lavoura do cultivar Catuaí 99 na terceira safra. (Foto: Luiz Paulo Vilela).
Por isso, recomenda-se que o plantio seja realizado mais cedo, preferencialmente nos meses de outubro e novembro (de acordo com a quantidade de chuvas), para que tenham maior disponibilidade de água para seu crescimento e dessa forma, plantas mais desenvolvidas apresentam maior possibilidade de melhores produtividades na primeira safra.
São polímeros que são valorizados pela sua capacidade de absorver água, dessa forma podendo suprir as plantas em épocas de escassez.
Na agricultura, tem sido mais utilizado os polímeros sintéticos como propenamida (denominados de poliacrilamida ou PAM). Esses polímeros têm a capacidade de absorver de 150 a 400 vezes sua massa seca.
O polímero hidroretentor ou gel hidroretentor é um condicionador de solo, e pode ser usado para aumentar a capacidade de armazenamento de água no solo, minimizando os problemas associados à disponibilidade irregular ou deficitária de água.
Depende das condições. Estudos mostram que plantios mais tardios**, tiveram menor percentual de mortalidade quando foi utilizado o gel hidroretentor adicionado a cova de plantio.
Já para plantios realizados mais cedo, com boa disponibilidade água para as plantas, a utilização deste polímero não acarretou em diferenças significativas.
Por isso, sua utilização em condições de déficit hídrico e/ou plantios tardios é uma boa estratégia, no entanto, em plantios em que se tem boa disponibilidade de água, sua utilização não proporciona diferenças.
**Vale destacar que recomendamos sempre que o plantio seja realizado mais cedo – outubro e novembro (de acordo com a quantidade de chuvas).
Isso é problema no plantio. Toda boa muda vai ter pião torto, pois o pião/raiz vai desenvolver bem, chegar no fundo e entortar.
Na hora do plantio é preciso cortar o fundo do saquinho. Já o tubete não tem esse problema, pois quando a raiz chega na parte inferior ela seca devido a presença de luz.

Muda com pião torto. (Foto: Larissa Cocato).
Nessas áreas deve-se atentar para teores de zinco (se estiverem altos podem causar intoxicação na lavoura), compactação do solo e residual de algum herbicida.
Nas questões química, pragas e doenças não há problema.
Se for uma pastagem degradada tem que fazer uma boa correção do solo, fornecer todos os nutrientes necessários e atentar para que não tenha compactação.
A definição de espaçamento correto é complexa de ser falada, pois existem variáveis que irão definir qual o melhor a ser utilizado para a área.
Um espaçamento com bom funcionamento é de 50 a 60 cm entre plantas, independente se a colheita será manual ou mecanizada. No caso da mecanizada um ponto mais importante é a largura da rua que pode ser entre 3,30 m e 4,0 m de acordo com a região.

Lavoura com espaçamento 3,60 m x 0,60. (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Não tem uma melhor fonte. Deve ser levada em consideração as características de cada uma, como por exemplo teor de P, custo, se possui outros nutrientes como o nitrogênio no MAP, o cálcio e o enxofre no Super Simples, por exemplo.
Ainda, existem as fontes de fósforo protegido que devem ser analisadas também com relação a custo e recomendação do fornecedor.
Não. Isso acontece com as fontes de fósforo reativos, que sofreram separação do cálcio em sua composição através da utilização de ácidos.
As outras fontes não têm, mas possuem liberação lenta apresentando eficiência baixa.
Pode. Quando se realiza o chegamento de terra é aconselhável ter uma pessoa vindo depois do trator para desafogar essas mudas e se o implemento não estiver bem regulado ainda pode causar o tombamento ou quebra dessas mudas e ferimentos.
Um ponto importante também é ter umidade no solo para não formar torrões que também podem atrapalhar o desenvolvimento das mudas.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
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]]>O post Microrganismos no solo: promotores de crescimento de plantas apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo.
A agregação do solo é influenciada por vários fatores, como mineralogia do solo, ciclos de umedecimento e secagem, a presença de óxidos de ferro e alumínio em função da faixa de pH do solo, argila e matéria orgânica.
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Raízes de plantas contribuem diretamente para a estabilidade dos agregados do solo através da abundância inerente dessas estruturas na matéria orgânica e a produção de exsudatos estimulando a atividade microbiana, e indiretamente pela produção de associados ao exopolissacarídeo.

A estabilidade do solo resulta de uma combinação de características bióticas e abióticas, e as comunidades microbianas podem fornecer uma medida quantitativa da saúde do solo, uma vez que essas bactérias determinam o funcionamento do ecossistema de acordo com processos biogeoquímicos.
A saúde do solo define a capacidade do solo de funcionar como um sistema vivo vital, dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra, para sustentar a produtividade vegetal e animal, manter ou melhorar a qualidade da água e do ar e promover a saúde vegetal e animal.
Os fatores que controlam a saúde do solo compreendem características químicas, físicas e biológicas, como tipo de solo, clima, padrões de cultivo, uso de defensivos agrícolas e fertilizantes, disponibilidade de substratos e nutrientes, concentrações de material tóxico e a presença ou ausência de conjuntos específicos e tipos de organismos.
As interações planta-microrganismos na rizosfera são os determinantes da saúde das plantas, produtividade e fertilidade do solo.
Bactérias promotoras de crescimento de plantas são bactérias que podem aumentar o crescimento das plantas e protegê-las de doenças e estresses abióticos por meio de uma ampla variedade de mecanismos; aqueles que estabelecem associações estreitas com plantas, como os endófitos, podem ter mais sucesso na promoção do crescimento das plantas.
Doenças causadas por microrganismos patogênicos frequentemente resultam em perda de produtividade. Também é bem conhecido que o crescimento das plantas é inibido quando as plantas são infectadas por patógenos, embora o mecanismo subjacente seja mal compreendido.
Algumas bactérias promotoras de crescimento de plantas protegem as plantas colonizadoras do ataque de patógenos, matando diretamente os parasitas. Esses tipos de bactérias promotoras de crescimento de plantas produzem antibióticos como HCN, fenazinas, pioluteorina e pirrolnitrina.
Algumas rizobactérias podem induzir resistência de plantas a micróbios patogênicos, que é chamada de resistência sistêmica induzida. Resistência sistêmica induzida é em geral diferente da resistência sistêmica adquirida, pois depende da sinalização do ácido jasmônico e do etileno da planta do que da sinalização do ácido salicílico.
O segundo grupo de bactérias promotoras de crescimento de plantas pode estimular o crescimento da planta diretamente na ausência de patógenos, fornecendo substâncias que ajudam as plantas. Bactérias do gênero Rhizobium fixa N2 gasoso em amônia que pode ser usado por plantas leguminosas como fonte de nitrogênio.
Existem bactérias promotoras de crescimento de plantas ajudam as plantas a crescer, fornecendo fosfato solúvel convertido de fósforo insolúvel. Hormônios vegetais que promovem o crescimento, como auxina, citocinina e giberelinas, também podem ser sintetizados por algumas bactérias do solo usando precursores secretados por plantas. Esses hormônios derivados de bactérias posteriormente facilitam o crescimento das plantas.
A remoção de contaminantes do solo, que normalmente induzem respostas ao estresse das plantas e inibem o crescimento das plantas, pelas bactérias do solo também pode ajudar as plantas a crescerem melhor. Em muitos casos, o estresse ambiental causado por poluentes do solo estimula a produção de etileno nas plantas, o que posteriormente retarda o crescimento das plantas.
As raízes das plantas respondem às condições ambientais por meio da secreção de uma ampla gama de compostos, de acordo com o estado nutricional e as condições do solo. Esta ação interfere com a interação planta-bactéria e é um fator importante contribuindo para a eficiência do inoculante.
A exsudação da raiz inclui a secreção de íons, oxigênio e água livres, enzimas, mucilagem e uma variedade de substâncias contendo carbono de metabólitos primários e secundários.
As raízes de plantas excretam 10 a 44% de carbono fixados fotossinteticamente, que serve como fonte de energia, moléculas sinalizadoras ou antimicrobianos para microrganismos do solo. A exsudação da raiz varia com a idade e genótipo da planta e, consequentemente, microorganismos específicos respondem e interagem com diferentes plantas hospedeiras.
Assim, os inoculantes são geralmente destinados a um específico planta da qual a bactéria foi isolada.
Os inoculantes bacterianos podem contribuir para aumentar a eficiência agronômica, reduzindo os custos de produção e a poluição ambiental, uma vez que o uso de fertilizantes químicos pode ser reduzido ou eliminado se os inoculantes forem eficientes.
Para que os inoculantes bacterianos obtenham sucesso na melhoria do crescimento e produtividade das plantas, diversos processos envolvidos podem influenciar a eficiência da inoculação, como por exemplo a exsudação pelas raízes das plantas, a colonização bacteriana nas raízes e a saúde do solo.
De forma geral, os efeitos de práticas agrícolas não sustentáveis, podem causar sérios danos ao meio ambiente. A inoculação é uma das práticas sustentáveis mais importantes na agricultura, pois os microrganismos estabelecem associações com as plantas e promovem o crescimento das plantas por meio de diversas características benéficas.
Endófitos são adequados para inoculação, refletindo a capacidade desses organismos para colonização de plantas, e vários estudos têm demonstrado a comunicação específica e intrínseca entre bactérias e plantas hospedeiras de diferentes espécies e genótipos.
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]]>O post Monitoramento e controle de percevejos e lagartas na cultura do milho apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A partir desse critério é possível elencar alguns pontos necessários para chegarmos a esse objetivo:
Todos esses fatores são levados em consideração quando se faz o manejo integrado de pragas – MIP.
Sendo assim, visando o controle dessas pragas de início de ciclo, devemos iniciar considerando qual a cultura ou quais as culturas que haviam anteriormente na área, seja na safra verão ou na segunda safra.
No período de entre safra alguns insetos possuem a capacidade de reduzir seu metabolismo para proporcionar um menor gasto de energia, alongando assim as suas fases até que as condições fiquem propícias para a reprodução, esse período é conhecido como diapausa.
Dessa forma devemos realizar amostragens nas áreas pré-dessecação para verificar a necessidade de uso de inseticidas e essa preocupação aumenta se a densidade populacional da praga já foi alta na cultura anterior.
Podemos optar pelo uso de inseticidas após a germinação das plantas, no caso do milho que sofre muito com ataque de percevejo barriga verde e o marrom (Dichelops sp. e Euschistus heros respectivamente), pois com a sucção da seiva a toxina é injetada na planta, que se torna raquítica e emite perfilhos não produtivos.
O tratamento de sementes tem um efeito de aproximadamente 20 dias, porém com uma densidade populacional da praga muito alta, há a redução do estande e produtividade da mesma forma.
Assim a alta densidade pode justificar-se na segunda safra por termos tido uma infestação no final do ciclo da soja, e no milho verão podemos justificar pela presença de plantas daninhas hospedeiras, como a trapoeraba (Commelina sp.), Capim carrapicho (Cenchrus echinatus), Malva (Sida cordifolia) e também em áreas onde tínhamos trigo anteriormente.
Recomenda-se levantar por meio da amostragem a quantidade de percevejos por metro e realizar a aplicação de Tiametoxam+Lambda cialotrina caso exceda o NC.
Sendo assim devemos realizar amostragens considerando um nível de controle acima de 0,8 por m², no caso de aplicações de inseticidas em V1, segundo Duarte 2015 e consideramos 2 até V3 (Gassen, 1996) onde ainda é possível evitar danos na produtividade.
Já no caso de amostragens na pré-dessecação ou pré-plantio podemos utilizar de iscas com grãos de soja umedecidos. As iscas devem ser distribuídas em número de para cada talhão, cerca de 250 gramas do grão umedecidos e acrescentados ½ colher de chá de sal de cozinha.
A partir da conferência das amostras podemos ter uma ideia da população de percevejos na área, recomendando-se o uso de tratamento de sementes quando 3 a 4 iscas apresentarem percevejos, e a aplicação quando 5 ou mais iscas apresentarem percevejos (Bianco 2005).

Percevejo barriga verde em plantas de milho – Fonte: Arquivo pessoal
Outra praga bastante comum no início do estabelecimento da cultura do milho é a lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) com hábito de lagarta rosca. Essas lagartas geralmente de 5° instar causam problemas na fase inicial da cultura do milho, podendo alimentar de plântulas jovens e causando redução de estande, apesar do ponto de crescimento da planta não ser afetado há uma grande redução no desenvolvimento da planta, abre uma entrada para patógenos.
Além disso o tratamento de sementes e a proteína Bt nesses casos não oferece um controle efetivo, pois lagartas já nesses instares são dificilmente controladas por meio dessas ferramentas de manejo, necessitando-se assim um monitoramento na pré dessecação, principalmente em áreas com plantas “tigueras” de milho e com plantas daninhas que oferecem abrigo para a Spodoptera, que assim permanece à espera da próxima safra.
Da mesma forma em que o percevejo, o recomendado é se atentar ao histórico da área em relação à praga e qual cultura antecedeu o cultivo do milho a ser plantado, e tomar a decisão de aplicação de piretróides, clorpirifós ou carbamatos no início da cultura, com essa aplicação, visando a Spodoptera, temos como adicional o efeito sobre a lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus), que causa o “coração morto”.
Outro ponto bastante interessante é a realização da dessecação antecipada, em áreas que o regime de chuvas permite, para que haja a retirada de hospedeiros alternativos para a praga. Esse tipo de dessecação pode auxiliar no controle não só da lagarta do cartucho como também a lagarta rosca (Agrotis ipsilon) e até mesmo os percevejos.

Postura e lagartas em 3º instar de Spodoptera Frugiperda em planta de milho na pré-dessecação – Fonte: Arquivo pessoal
Apesar da baixa resposta de controle ao tratamento de sementes para essas pragas em alta densidade populacional, recomenda-se a utilização do mesmo, pois o tratamento de semente tem efeito sobre pragas que podem ser importantes em algumas regiões, como a larva alfinete (Diabrotica speciosa), aos coleópteros conhecidos popularmente como corós ou bicho bolo (Phyllophaga spp., Cyclocephala spp.e Diloboderus abderus) e a lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus) que é mais comum em solos arenosos.
Pensando no manejo do Percevejo barriga verde e corós podemos utilizar a Clotianidina a 42 ml/i.a. para 60.000 sementes, outro produto que pode ser usado no TS é o Clorantraniliprole de 30 a 45 ml/i.a. para 60.000 sementes, com o intuito de controle do coró, elasmo, lagarta rosca e lagarta do cartucho em instares menores que venham raspar as folhas no início da cultura.
A partir desse manejo de controle é possível o estabelecimento de uma lavoura com um bom estande de plantas no início do ciclo, o que é de suma importância quando queremos atingir altos tetos produtivos.
O período entre a germinação e o fechamento de linhas reflete tanto na produção, quanto outras fases importantes como o florescimento e fecundação, ainda mais quando se trata da cultura do milho onde a perda de uma planta por metro já reflete muito no estande final e proporciona entrada de luz, aumentando a germinação e desenvolvimento de plantas daninhas.
Além disso, a amostragem proporciona a tomada de decisão tanto na opção de realizar a aplicação ou não, quanto a aplicação de dose cheia ou parcial da recomendação, gerando economias e redução do custo de produção, e isso é muito interessante quando se passa por uma safra com incertezas ou quando alguma intempérie pode causar a redução da produtividade.
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]]>O post Gesso na cultura do café: o que é, benefícios e como aplicar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>O gesso agrícola (CaSO4.2H2O) é um subproduto da indústria de ácido fosfórico amplamente utilizado na agricultura, com o intuito de condicionar o solo de subsuperficie, proporcionando assim melhoria do ambiente radicular.

Figura 1. Aplicação de gesso em superfície em lavouras novas. (Foto: Larissa Cocato).
O gesso neutraliza o alumínio, sendo esse fator extremamente desejável, visto que, o alumínio é um elemento tóxico para as plantas e pode acarretar em engrossamento e encurtamento das raízes, inibindo assim seu crescimento. Vale destacar que, a raiz é a “boca” da planta, por isso, fatores que podem afetar seu desenvolvimento, possivelmente poderão acarretar em prejuízos a planta, pelo fato do menor volume de solo explorado pelas raízes.
Também, o gesso agrícola fornece cálcio e enxofre, sendo ambos os nutrientes muito importantes para o desenvolvimento das plantas. Destaca-se que em muitos casos o fornecimento do S é normalmente feito via gesso, quando não se utiliza fontes de outros adubos com esse nutriente. Além disso, o gesso proporciona o carreamento das bases: Mg e K para camadas mais profundas do solo, dessa forma, favorecendo o ambiente radicular em subsuperfície e acarretando em maior desenvolvimento radicular.
Nesse sentido, com um maior desenvolvimento e aprofundamento do sistema radicular, há maior absorção de nutrientes e água, acarretando em reflexos positivos ao desenvolvendo das plantas. Destacando a maior resistência a seca em condições de estresse hídrico, o que é muito desejável devido as condições que vivemos com constante aumento da temperatura e má distribuição do regime de chuvas.

De acordo com a reação, o Al na forma trivalente, que é tóxico para as plantas, reage com o SO4-2, modificando a espécie iônica do Al, dessa forma, o gesso atua alterando a forma iônica do Al para uma forma menos tóxica.
Além disso, como mostra a reação, o K+ e o Mg2+ formam respectivamente os compostos K2SO40 e MgSO40 e, que possuem carga zero, e por isso percolam no solo, proporcionando assim melhores condições do ambiente radicular em profundidade.
É importante destacar que o gesso não corrige o pH do solo, portanto esse corretivo não substitui o calcário, dessa forma, as práticas são complementares e possuem objetivos diferentes.
A importância da utilização do gesso no desenvolvimento radicular é demonstrada em vários estudos.
Sousa et al. (2001) mostram a distribuição relativa do sistema radicular da leucena (Leucena leucocephala cv. Cunningham) no perfil do solo, com e sem a aplicação de gesso. Dessa forma, nota-se que o volume radicular explorado na condição de presença do gesso (em verde) é superior quando comparado a testemunha (em vermelho) testemunha.

Figura 2. Distribuição relativa do sistema radicular da leucena (Leucena leucocephala cv. Cunningham) no perfil de um Latossolo Vermelho argiloso, sem ou com aplicação de 6t há-1 de gesso. O valor de 100% equivale a 5,206g dm-3 de raízes no solo do tratamento com gesso. Souza et al. (2001).
Na cultura do café, a aplicação de gesso agrícola foi eficiente na melhoria do ambiente radicular no subsolo, favorecendo o desenvolvimento de raízes finas eficientes na absorção de água (CARDUCCI et al., 2014), além disso, de acordo com Marques, Faquin e Guimarães (1999), a aplicação de gesso acarretou em aumento nos teores de Ca e S na folha do cafeeiro.
Além disso, Resultados obtidos por Serafim et al. (2011) relatam que áreas com um sistema caracterizado pela aplicação de gesso associado ao cultivo da braquiária na entrelinha e sulco de plantio profundo, tem apresentado resultados promissores, com potencial para reduzir limitações hídricas.
Dessa forma, nota-se a importância da utilização desse condicionador e do seu reflexo positivos ao desenvolvimento radicular.
O gesso é cerca de 150 vezes mais solúvel que o calcário, dessa forma ele penetra facilmente no perfil do solo.
Para a recomendação de gesso, é necessário que seja feita a análise de solo na profundidade de 20-40 cm. Essa análise é sempre recomendada para que possamos acompanhar o nível dos nutrientes também em profundidade, e não somente na camada de 0-20.
Após realizada corretamente a amostragem e enviada ao laboratório, deve-se olhar os seguintes itens na análise de 20-40 cm:
– Al3+ maior que 0,3 cmolc/dm3 na camada de 20-40 cm
– Ca2+ abaixo de 1,5 cmolc/dm3 na camada de 20-40 cm
Além disso, se o enxofre na análise de 0-20 cm for menor que 20 mg/dm3 e não tiver aplicação de gesso nos últimos 3 anos, também é recomendado que se realize a gessagem.
Para a recomendação de gesso, nós temos a fórmula de Recomendação com base no teor de argila das camadas inferiores do solo (Souza et al (1997), que considera o teor de argila do solo multiplicado por 75, o qual resulta em uma necessidade em kg por hectare:
NG (Kg/ha) = 75 x teor de argila (%)
Em que:
NG: Necessidade de gessagem em Kg por hectare
Teor de argila (%): teor de argila do solo

Figura 3. Aplicação de gesso em superfície em lavouras novas – Fazenda localizada no município de Coqueiral/MG, assistida pelo consultor técnico: Diego Baquião.
Na prática, muitos técnicos tem utilizado a recomendação na faixa de 1 a 2 toneladas de gesso por hectare (podendo ser mais em algumas situações), avaliando a situação dos teores dos nutrientes: Al, Ca e S , e também olhando a CTC do solo, para a tomada de decisão mais assertiva, buscando sempre um manejo que proporcione melhores condições para o desenvolvimento radicular e consequentemente ao desenvolvimento da parte aérea das plantas. Além disso, que também seja sustentável do ponto de vista econômico, visto que o gesso é um insumo caro, e para produção de qualquer produto agrícola devemos tomar decisões com base na melhor recomendação técnica em cada situação aliada a situação financeira e análise de custo.
A aplicação de gesso pode ser feita a lanço em área total, no preparo do solo para o plantio de café, no enchimento das covas ou no fechamento de sulcos e em cobertura nas lavouras implantadas, sem ser necessária a incorporação devido a sua solubilidade. É importante que o gesso seja bem distribuído, para que não haja risco de carregamento do gesso pela chuva.

Figura 4. Aplicação de gesso em cobertura em cafeeiros de 7 meses (Foto: Diego Baquião).
Portanto, como vimos, o gesso é um condicionador de solo que proporciona vários benefícios ao desenvolvimento radicular e consequentemente as plantas. Por isso, de acordo com as condições mencionadas de recomendação, devemos fazer o uso do gesso agrícola, a fim de buscar sempre aprofundar raízes e aumentar seu volume de solo explorado, aumentando assim a “boca” da planta, e dessa forma podendo alcançar melhores resultados.
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
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]]>O post Aprendendo com os campeões do CESB: safra 2019-20 apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Em julho de 2020, fizemos a transmissão de mais um Webinar Grãos. O tema foi: “Aprendendo com os campeões do CESB: safra 2019-20″. O palestrante João Pascoalino é Engenheiro Agrônomo e Coordenador Técnico de Pesquisa do CESB.
Quer saber mais sobre o assunto? Então, não perca a oportunidade de assistir ao vídeo!
Se tiver dúvidas ou considerações, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.
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]]>O post Mancha anular do cafeeiro: sintomas, principais danos e como controlar apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Esse ácaro também é conhecido como uma séria praga na cultura dos citros, recebendo o nome vulgar de ácaro-da-leprose, por ser transmissor do vírus que causa essa doença.
Dessa forma, Brevipalpus phoenicis é uma praga polífaga, não infestando apenas a cultura do café.
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As fêmeas medem cerca de 0,30 mm de comprimento e 0,18 mm de largura, com manchas escuras no dorso. Os machos são semelhantes às fêmeas, no entanto, não apresentam as manchas escuras sobre o corpo.
Nas folhas do cafeeiro os ácaros localizam-se na parte inferior, próximos às nervuras, principalmente a central. Já nos frutos, os ácaros e seus ovos são encontrados preferencialmente na coroa e no pedúnculo, e também em fendas ou lesões com aspecto de cortiça na casca dos frutos (REIS, 2000).
O ciclo de vida de B. phoenicis é constituído pelas fases de ovo, larva, protoninfa, deutoninfa e adulto, e pode durar cerca de 18 dias, dependendo das condições climáticas.
Os sintomas da mancha anular podem aparecer em folhas e frutos do cafeeiro.
Nas folhas, são observadas manchas cloróticas, que tomam a forma de anel, podendo coalescer, abrangendo grande parte do limbo.
Nos frutos, os sintomas são manchas amareladas em forma de anéis ou irregularidades deprimidas.

Folhas de cafeeiro com sintomas do vírus inoculado pelo ácaro da mancha anular (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Frutos de cafeeiro com sintomas do vírus inoculado pelo ácaro da mancha anular (Foto: Luiz Paulo Vilela)
A incidência do ácaro da leprose pode acarretar em intensa desfolha, reduzindo significativamente a fotossíntese das plantas, dessa forma, podendo afetar na produtividade do cafeeiro.
Pelo fato do ataque do ácaro se concentrar mais na parte interna da planta, com uma desfolha de dentro para fora do cafeeiro, denomina-se “planta-oca”.
Também pode ocorrer queda acentuada de frutos, acarretando em aumento do café de varrição e interferência na qualidade da bebida.
Além disso, é importante destacar que após o ataque do ácaro os frutos ficam dispostos a entrada de microrganismos, como por exemplo:
Ou mesmo, a raspagem feita pelo ácaro nas folhas, podem facilitar a entrada de doenças no cafeeiro.
Após detectada a incidência do vírus da mancha anular nas lavouras, recomenda-se o controle do ácaro, visto que, esse inseto é o vetor do vírus, e na sua ausência não há a transmissão da doença.
O controle pode ser feito através da utilização dos ingredientes ativos: Hexythiazox, Espirodiclofeno e Propargito, pertencente aos grupos químicos: tiazolidinacarboxamida, cetoenol e sulfito de alquila, que são registrados para o ácaro da mancha anular na cultura do café.
Podem ser utilizados também outros acaricidas registrados para o controle desse inseto vetor, salientando a importância de se rotacionar o modo de ação dos inseticidas utilizados, com o intuito de evitar a ocorrência de resistência.
Para a pulverização, é recomendado a utilização de um maior volume de calda, a partir de 600 L/ha, de acordo com o porte e enfolhamento das plantas. Também, recomenda-se andar com menor velocidade no trator a fim de que a calda atinja o interior das plantas. Sendo recomendada pelo menos duas aplicações para o controle do ácaro.
Além disso, é importante o uso racional de inseticidas que possam afetar a população de ácaros predadores, visando evitar desequilíbrios nas populações.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.
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]]>O post Preparo do solo para implantação de lavouras de café: saiba as principais operações apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Nesse momento, é crucial realizar o preparo adequado do solo, para proporcionar boas condições para o crescimento das raízes das plantas, promovendo maior volume de solo explorado para absorção de água e nutrientes.
Para isso, contamos com as operações de:
Conheça um pouco mais sobre elas!
A principal função dos arados é propiciar ao solo melhores condições de aeração, infiltração e armazenamento de água. A aração do solo faz a inversão de suas camadas, normalmente realizada na profundidade de 20 cm. Em áreas que é necessário a correção do solo com calcário, é feito uma aração em área total entre as aplicações, utilizada para incorporação de corretivos ou material orgânico com o solo.
Quando se possui uma compactação em camadas abaixo de 20 cm, é recomendado a utilização do subsolador, que rompe camadas compactadas presentes principalmente nas camadas inferiores. Trata-se de um implemento robusto que demanda grande força de tração.

Subsolador (Foto: Luiz Paulo Vilela)
Após a aração ou subsolagem, ocorre a formação de torrão no solo. Para o destorroamento e nivelamento, é utilizada a gradagem, na qual o perfil de solo revolvido é superficial, cerca de 10 a 15 cm. O cuidado a ser tomado nessa operação é de não entrar na área com solo úmido, para evitar o “pé de grade”, que é uma camada com 5 cm ou mais de espessura endurecida ou compactada com baixa capacidade de infiltração de água no solo, causando erosão laminar.

Grade (Foto: Flávio Moraes).
Alguns técnicos optam pela sequência: subsolador, grade, niveladora e sulcador. O subsolador é usado para a descompactação de camadas inferiores. Quando possível, sua realização em camadas mais profundas pode trazer grandes benefícios, uma vez que o sistema radicular do cafeeiro pode atingir grandes profundidades.
É importante destacar que deve-se ter o cuidado na época de realização dessas práticas, uma vez que, dependendo das condições de chuva, elas podem facilitar a ocorrência de erosões hídricas.
Após a descompactação do solo e incorporação de corretivos e/ou material orgânico na área, é momento de realizar a abertura do sulco de plantio. Essa operação é feita com o sulcador, e é nesse momento que podemos adicionar calcário complementar, material orgânico e fertilizantes que vão ficar próximos às raízes da lavoura.
A orientação dos sulcos, após a decisão de espaçamento entre linhas, deve ser bem planejada, de forma que futuramente no manejo da lavoura se tenha o menor número de manobras possíveis de maquinários, desde adubação, tratamentos fitossanitários até a colheita, e, de preferência, em nível para evitar com que ocorra carreamento do solo do colo da planta após o plantio. Esta prática deve ser alinhada de maneira que as linhas fiquem paralelas com a mesma distância. Para isso ser feito, devemos utilizar ferramentas, como a barra na frente do trator (podendo ser feita com bambu), que demonstra a distância entre as linhas ou podem ser utilizadas ferramentas como o GPS.
Atenção!
Use bem essa oportunidade de realizar o preparo adequado do solo antes do seu plantio. Ele é a base para proporcionar melhores condições para o desenvolvimento radicular do cafeeiro, o que faz toda a diferença para a produtividade da lavoura!
E, depois da implantação, é importante ficar de olho na situação deste solo! Aprenda a fazer uma amostragem de solo adequada para a realização de sua análise. Os resultados permitirão a elaboração de estratégias de adubação racional.
Sucesso na produção!
Estar de acordo com as novas técnicas de mercado é de suma importância para quem deseja produzir cafés com excelência.
Desde a implantação da lavoura, gestão de equipe na fazenda, manejos como a fertilidade e proteção, ou mesmo as fases finais de colheita e pós-colheita, é preciso ter domínio e segurança, caso queira obter sucesso.
Por isso, no Rehagro há o curso online Gestão na Produção de Café, onde professores atuantes em campo, ensinam de forma prática, atualizada e validada essas técnicas. Clique abaixo e conheça um pouco mais sobre esse curso:

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]]>O post Adjuvantes agrícolas: o que são e importância para a pulverização apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A tecnologia de aplicação consiste na colocação correta do produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica, com o mínimo de contaminação de outras áreas. Para que as gotas se depositem sobre os alvos, estas devem ser grande suficiente para atingir o alvo desejado, mesmo sofrendo alguma evaporação no deslocamento da ponta até a superfície do alvo, mas pequena suficiente para promover a cobertura necessária no alvo, para que assim, o princípio ativo tenha a ação esperada.
Para realizar uma aplicação bem sucedida de defensivos agrícolas, deve-se atentar à forma de aplicação, seleção de pontas, ajuste do volume de calda, formulação dos defensivos agrícolas, estrutura das plantas e condições de microclima.
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A dificuldade das aplicações provém da variedade e métodos de aplicação, diversidade de culturas, insetos, doenças e plantas daninhas, das propriedades físico-químicas de caldas, condições ambientais, segurança dos aplicadores, leis ambientais, além da viabilidade econômica.
Os métodos de aplicação de defensivos agrícolas são basicamente por via sólida, líquida ou gasosa, sendo a aplicação via líquida a mais utilizada, tendo neste caso a água como o diluente mais comum.
Um composto químico com atividade fitossanitária raramente é aplicado de forma isolada. A formulação dos defensivos agrícolas é responsável por facilitar a dispersão homogênea deste composto nos veículos de aplicação. As aplicações agrícolas são afetadas por diversas variáveis relacionadas aos defensivos agrícolas, como a estabilidade, solubilidade, incompatibilidade, volatilização, formação de espuma, tamanho de gota, deriva, tensão superficial, cobertura, aderência, penetração, entre outros.
Os adjuvantes surgiram com o propósito de auxiliar outros materiais a serem mais eficientes e são utilizados em defensivos agrícolas para assegurar que cada gota de água contenha quantidade similar do ingrediente ativo, já que muitos destes não são solúveis em água.
São substâncias que facilitam a aplicação, reduzem perdas e riscos, melhoram o desempenho do defensivo agrícola ou modificam as características físicas das misturas, com exceção da água.
Através de mudanças das propriedades físicas e químicas, os adjuvantes podem influenciar os processos de formulação de defensivos agrícolas (compatibilidade, solubilidade, estabilidade e formação de espuma), pulverização (deriva e evaporação), retenção (reflexão e adesão), modificar a deposição (molhamento, espalhamento e solubilização) e penetração. Suas funções são descritas como molhante, adesiva, espalhante, espumante, anti-espumante, dispersante, redutor de deriva e também como responsável pelo aumento da atividade biológica dos defensivos agrícolas.
Os adjuvantes são provavelmente o grupo menos compreendido dentre os químicos utilizados na agricultura e diferenças sobre a terminologia destes produtos é esperada.

Classificação dos adjuvantes.
A eficiência das aplicações de defensivos agrícolas é frequentemente relacionada com o espalhamento e a evaporação das gotas aplicadas, e pode ser reduzida se o ingrediente ativo não se espalhar de forma uniforme sobre o alvo. A fragmentação da calda em gotas aumenta a superfície exposta do líquido, o que contribui para a evaporação.
O uso de gotas grandes minimiza perdas por deriva e evaporação, no entanto, proporcionam menor cobertura quando comparadas às gotas mais finas. A tabela seguinte exemplifica teoricamente o número de gotas esféricas resultantes da fragmentação de um volume de 1 litro em gotas de diversos diâmetros, além do somatório da área das gotas (número de gotas vezes a área).

Diâmetro de gota, área correspondente, número de gotas equivalente a fragmentação de 1 litro e área total das gotas.
Perdas de massa pela evaporação tornam as gotas mais susceptíveis ao arraste por correntes de ar ou a evaporação total antes de atingir o alvo. Os problemas relacionados à evaporação de gotas necessitam de atenção, principalmente pelo fato que a água é volátil e é o veículo mais utilizado em aplicações.
Altas temperaturas, antes e depois da aplicação, aumentam a penetração de agrotóxicos através da cutícula da planta, no entanto, também aumenta a volatilização dos líquidos e podem aumentar a evaporação das gotas a um ponto de cessar a penetração do defensivo agrícola.

Limites de temperatura e umidade relativa do ar para diferentes tamanhos de gotas. Fonte: Antiniassi et al. (2005).
A umidade do ar tem grande efeito na aplicação de agrotóxicos foliares, principalmente sobre a cutícula da planta e também sobre a evaporação e deposição das gotas.
Entre as funções descritas dos adjuvantes, está a de modificar as propriedades físico-químicas da calda de pulverização, que compreende o grupo dos adjuvantes ativadores, sendo estas propriedades a tensão superficial, densidade, viscosidade, volatilidade e solubilidade, e geralmente são influenciadas particularmente por surfactantes.
A figura abaixo apresenta as imagens obtidas durante a evaporação das gotas, desde o momento que a gota foi depositada (a e b), até o momento final (g e h), o aumento inicial da área molhada da gota (d), e a redução da altura neste mesmo momento (c). Na maior parte das observações realizadas, somente após a redução quase total da altura a área foi reduzida (e, f, g e h).

Comportamento da evaporação de uma gota ao longo do tempo. Imagens da câmera lateral (a, c, e, g) e da câmera perpendicular (b, d. f. h).
Diante do que foi apresentado faz-se necessário uma boa escolha de adjuvante, auxiliando na pulverização de defensivos agrícolas. Estes devem ser associados de acordo com as condições ambientais e eficácia em associação de herbicidas, inseticidas e fungicidas favorecendo com que o mesmo tenha sua melhor performance.
Estar sempre por dentro das novidades do mercado agrícola, pode tornar sua produção mais otimizada.
As tecnologias chegam através de maquinários e métodos, sempre para facilitar o trabalho do produtor que almeja produzir mais, em menos tempo e obtendo mais lucro. Por isso, temos diversos cursos no Rehagro e nossa Pós-graduação em Produção de Grãos é completa e é considerada a melhor do setor em ensino EAD.

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]]>O post Irrigação de alta performance: otimização dos recursos apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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]]>O post Integração lavoura-pecuária a serviço da pecuária de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>A transmissão foi um sucesso! Muitas pessoas participaram da palestra e debateram sobre o assunto. Isso mostra que os profissionais estão 100% engajados e comprometidos. O agro não para!
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]]>O post Amostragem de solo: veja dicas para uma a realização adequada em lavoura de café apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Para que os resultados da análise de solo sejam fidedignos e proporcionem o resultado esperado, o primeiro passo deve ser a realização de uma amostragem adequada, que deve representar bem a área a ser investigada.
Veja algumas dicas para executar essa etapa de forma correta!
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Amostragem de solo com trado Holandês
Inicialmente, deve-se dividir a área em talhões homogêneos quanto a cor do solo, textura, topografia, vegetação natural e manejo de lavouras anteriores (que inclui todas as práticas de manejo que foram realizadas na área).
Após a separação em talhões homogêneos, faz-se o caminhamento em zigue-zague na área, a fim de ser o mais representativo possível da realidade. E inicia-se a coleta da seguinte forma:
A profundidade amostrada pode ser feita de 0 – 20 cm e 20 – 40 cm. No entanto, devido ao cafeeiro ser uma cultura perene, suas raízes podem chegar a profundidades maiores, dependendo do manejo realizado. Desta forma, pode-se também realizar amostragem em maiores profundidades para se conhecer o perfil do solo, caso seja necessário.
Após a coleta de amostras simples dentro de cada área – em torno de 15 a 20 – faz-se uma amostra composta, através da mistura de amostras simples. (A mistura das amostras simples deve ser feita em baldes ou sacos limpos, para que não haja contaminação e consequentemente interferência nos resultados. Nunca utilize sacos usados de calcário, adubos, rações ou outros).
Da amostra composta são retiradas cerca de 300 gramas de solo, e colocadas em saquinhos devidamente identificados e enviados ao laboratório, para que posteriormente não haja confusão dos resultados da análise.

Saquinho para coleta de amostra de solo.
As amostras solicitadas podem ser:
A análise granulométrica é recomendada que se faça pelo menos uma vez na área, para que se conheça a textura do solo.
O segredo do manejo de sucesso está nos pequenos detalhes! Então, lembre-se desse checklist na sua próxima amostragem!
A partir dela, a análise do solo poderá apontar a deficiência de nutrientes que pode estar comprometendo a sua produtividade e gerando defeitos nos grãos do café, levando a uma perda de qualidade e redução do preço da saca vendida.
A cafeicultura é oscilante, mas nos últimos tempos, as safras têm ganhado cada vez mais destaque e valorização. Aquele que se prepara, produz mais, lucra mais e já consegue planejar os próximos passos para que a próxima safra seja ainda mais produtiva.
Se você busca esse resultado, comece se atualizando com as novas técnicas de mercado.
No curso online Gestão na Produção de Café, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

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]]>O post Cercosporiose do cafeeiro apareceu primeiro em Rehagro Blog.
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Mancha de olho pardo ou Cercosporiose é uma doença que pode atacar desde mudas no viveiro causando intensa desfolha, afetando o crescimento e desenvolvimento das plantas, ou mesmo lavouras adultas, que além da queda de folhas pode proporcionar queda de frutos. Veja nesse e-book:
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]]>O post Deficiência de magnésio no cafeeiro: principais sintomas e como fornecer apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>De maneira geral as plantas de café absorvem quatro vezes mais cálcio em relação ao magnésio. Esse nutriente apresenta papel importante como componente estrutural da clorofila e ativação enzimática, participando assim, de vários processos vitais no metabolismo das plantas, como fotossíntese, respiração, síntese de carboidratos e outros.

Folhas de cafeeiro com sintomas de deficiência de magnésio
Padrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de solo na cultura do café
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Atualmente alguns consultores e produtores trabalham para deixar o teor de Magnésio no solo acima de 1,5 Cmol/dm³, visto as altas produtividades alcançadas ocasionando em maior extração no solo.
Padrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de folha na cultura do café
Atualmente um dos fatores que mais ocasionam deficiência deste nutriente nas plantas é o alto teor de potássio no solo.
Em muitos casos a utilização de adubação com Potássio nas lavouras tem sido exagerada somando-se com a falta de fornecimento de Magnésio. No solo uma boa relação Ca:Mg:K seria 9:3:1 ou 25:5:1 o que na maioria dos casos não ocorre.

Deve-se tomar muito cuidado pois neste caso a lavoura apresenta agravamento nos sintomas das doenças que dificilmente são controladas por fungicidas.
Por ser um nutriente móvel, a deficiência de magnésio ocorre inicialmente nas folhas velhas, com clorose entre as nervuras, devido à redução no teor de clorofila.

O fornecimento do magnésio é feito normalmente por calcário com maiores teores de magnésio. Salientando a importância de se suprir a demanda de Mg via calcário, visto que, as outras fontes de Mg são mais dispendiosas quando comparado ao fornecimento pelo calcário.
Em lavouras que apresentarem deficiência desse nutriente, faz se o fornecimento por óxido de magnésio (45-54% de Mg) (Alcarde, 2007) ou por sulfato de magnésio (9% de Mg). Entretanto, esses casos são menos comuns, devido aos custos.
Além disso, alguns técnicos realizam aplicações via foliar com Mg no início e no fim do período seco, devido à dificuldade de absorção nesse período.
“Parâmetros para se trabalhar na interpretação de uma análise de solo“.
Estar por dentro das tendências, novidades e conhecimentos técnicos do mercado agrícola cafeeiro, é o que pode te diferenciar entre os profissionais da área.
Aquele que busca se destacar e criar carreira na cafeicultura, precisa estar se atualizando constantemente, afinal, o Agro não para e está cada vez mais exigente.
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]]>O post Tiririca (Cyperus rotundus): como realizar o manejo correto? apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Essas plantas invasoras podem trazer diversos malefícios, além da competição por água, luz, CO2 e nutrientes, elas podem servir como hospedeiras de pragas e doenças.
Destaca-se este problema no período mais seco, com falta de chuvas, devido a agressividade dessas plantas, principalmente as gramíneas, que possuem o metabolismo C4, dessa forma, apresentando maior eficiência do uso da água quando comparado ao cafeeiro, com metabolismo C3.
Por isso, essas plantas possuem grande poder de competição com cafeeiro, podendo resultar em atrasos no desenvolvimento das plantas, com posterior redução da produtividade.
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Nesse sentido, a tiririca (Cyperus rotundus L.) é uma planta daninha pertencente à família Cyperaceae, com altura em torno de 10 a 60 cm e reprodução quase exclusiva por tubérculos.
Devido a sua alta agressividade, essa planta pode exercer grande competição com o cafeeiro.
Tiririca (Cyperus rotundus). Fonte: techieoldfox
Por isso, como mostram as fotos abaixo, as plantas de café que possuem plantas de tiririca próximas, sentiram mais do que as plantas de café que estão com o solo exposto, isso porque, a competição das plantas invasoras não é somente por água, mas também por nutrientes.
Plantas de café sentido a seca e a mato competição exercida por plantas daninhas. (Foto: Diego Baquião)
Plantas de café na mesma época, sentindo menos a seca, sem a presença de plantas daninhas na linha de plantio (Foto: Diego Baquião)
Souza et al. (1999) determinaram os teores de nutrientes e a relação C/N presente na matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (Tiririca), e encontraram os valores abaixo:
Valores dos macronutrientes da matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (nome comum: tiririca). Adaptado de Souza et al. (1999). Botucatu/SP.
Valores dos micronutrientes, carbono e a relação C/N da matéria seca da parte aérea da espécie C. rotundus (nome comum: tiririca). Adaptado de Souza et al. (1999). Botucatu/SP.
Dessa forma, o manejo adequado de plantas invasoras é de grande valia, visando não possuir interferências no crescimento e desenvolvimento do cafeeiro.
Deve-se realizar um manejo de plantas daninhas em lavouras em formação e em lavouras adultas.
Esse manejo deve ser feito antes que as plantas invasoras atinjam o florescimento, principalmente quando jovens, pois seu controle é mais fácil, e a competição pelos nutrientes do cafeeiro será pequena.
O controle pode ser feito através da utilização de herbicidas, controle mecânico ou mesmo manejando plantas de cobertura na entrelinha.
No controle químico, pode se utilizar os herbicidas:
Destacando a importância de se rotacionar os modos de ação, evitando possíveis plantas resistentes, em alguns casos encontra-se plantas com determinada resistência e neste caso pode ser utilizado a aplicação sequencial do herbicida como é o caso do glyphosate.
A utilização de plantas de cobertura na entrelinha, além de atuar no controle de plantas invasoras por competição física, também atuam protegendo o solo contra erosão, ciclam nutrientes e estruturam o solo.
Entretanto, quando não manejadas, elas também podem exercer competição com o cafeeiro, por isso, recomenda-se que a braquiária fique com distancia de pelo menos 1 metro do cafeeiro.
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]]>O post Mancha aureolada do cafeeiro: como fazer o controle apareceu primeiro em Rehagro Blog.
]]>Tal enfermidade era mais comum nas regiões cafeeiras mais frias, como os estados do Paraná e São Paulo, porém, nos últimos anos tem-se constatado também nas zonas cafeeiras do Cerrado Mineiro (Triângulo e Alto Paranaíba), Sul de Minas e áreas de elevada altitude das Matas de Minas.
Tem maior severidade, em sua maioria, em lavouras novas, com até 4 anos, mas lavouras velhas que foram podadas e viveiros de mudas podem ser altamente vulneráveis.
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A bactéria penetra na planta de café por diversos mecanismos, sendo basicamente através de ferimentos, os quais podem ser causados por ataque de outras doenças/pragas, ventos, chuvas de granizo ou podas, e através de aberturas naturais, como estômatos, hidatódios, nectários e flores.
Figura 1. Formas de penetração da bactéria. FONTE: Agrios, 2005.
A mancha aureolada ataca folhas, ramos, frutos novos e rosetas, podendo ser encontrada tanto em viveiros, quanto no campo. A bactéria ataca de forma sistêmica os ramos, que inicialmente ficam com uma coloração escura (Figura 3).
Em seguida, ataca as folhas e o sintoma se caracteriza por uma mancha necrótica de coloração parda, podendo ser envolvida por um halo-amarelado (Figura 2), consequentemente levando à queda das folhas e diminuição da produção de fotoassimilados pela planta.
Já nos órgãos florais do cafeeiro, causa a queda de flores e frutos chumbinhos (Figura 4), e consequentemente diminuição da produção. O ataque da doença pode causar a morte da planta em até 1 ano, sintoma que as vezes pode ser confundido com outras doenças, como rizoctoniose.
Figura 2. Folha com lesão característica da Mancha Aureolada. Foto: Flávia Patrício.
Figura 3. Ramo de cafeeiro totalmente seco por ataque de Mancha Aureolada. Foto: Flávia Patrício.
Figura 4. Roseta atacada pela bactéria da Mancha Aureolada. Foto: Flávia Patrício.
Como mencionado, a bactéria causadora da mancha aureolada entra na planta por meio de aberturas causadas por ferimentos ou naturais. Como nas aberturas naturais o controle fica limitado, deve-se dar foco aos ferimentos, evitando-os.
A mancha aureolada ocorre pela combinação de fatores que estão ligados ao ambiente, ao hospedeiro e ao patógeno, como:
A mancha aureolada pode ser confundida com a cercosporiose, mas essa dúvida pode trazer prejuízos para a produção. Saiba mais sobre a cercosporiose com o nosso e-book completo e gratuito!
Primeiramente, é preciso entender que o manejo da mancha aureolada, como de qualquer outra bactéria, é complicado, pois o melhor controle é evitar sua entrada na planta, iniciando com plantio de mudas sadias e livres da bactéria.
Visto que a única forma de tentar controlar a doença é por meio de aplicações de bactericidas, que são pouco eficientes e podem ocasionar facilmente resistência da bactéria ao produto, o controle é difícil e oneroso.
Controles químicos estão obtendo melhores resultados, por meio de pulverizações preventivas com cúpricos no campo, e Hidróxido de Cobre e Casugamicina no viveiro, único antibiótico com registro para a cultura do café em viveiros no mercado.
Nota-se, como estratégia de muitos produtores, pulverizações seguidas com Casugamicina, quando a bactéria já está na planta. Porém, após a introdução da doença na planta, esta tática de controle muitas vezes é uma medida irracional do produtor em controlar a doença, pois tem eficiência muito baixa.
Desta forma, tem-se recomendado o uso da Casugamicina e Hidróxido de Cobre em viveiros, e em lavouras adultas o uso de cúpricos de maneira preventiva nas regiões sujeitas à enfermidade, já que não existe registro para o Casugamicina em lavouras adultas. Recomendações:
Os melhores resultados já obtidos no controle da bactéria da mancha aureolada foram através do uso de Oxicloreto de cobre na dosagem de 4 Kg/ha sem uso de misturas. Além disso, é importante aplicação de cúpricos antes da colheita, pelo fato de que essa operação causa ferimentos na planta, possibilitando a entrada da bactéria.
Em períodos muito chuvosos, o recomendado é reduzir o intervalo entre as aplicações e realizá-las de 15 a 25 dias entre aplicações, e sempre utilizar na concentração da calda mais alta de registro.
Quanto à resistência genética, percebe-se que a bactéria Pseudomonas atinge todos os cultivares, não tendo ainda estudos para avaliação de resistência. Porém, nota-se que a cultivar Mundo Novo é a mais suscetível a essa doença.
No campo, a principal tática a ser utilizada consiste basicamente em impedir ferimentos que possam servir de porta de entrada para a bactéria e o uso de produtos a base de cobre. Sendo assim, o recomendado é a utilização de quebra-ventos, como brachiaria e crotalária nas entrelinhas, e árvores, como o eucalipto, fora da lavoura, principalmente em lavouras novas.
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