lucratividade Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/lucratividade/ Mon, 13 Feb 2023 08:21:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://blog.rehagro.com.br/wp-content/uploads/2018/05/favicon-rehagro.png lucratividade Archives | Rehagro Blog https://blog.rehagro.com.br/tag/lucratividade/ 32 32 Desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana https://blog.rehagro.com.br/aumento-da-lucratividade-na-pecuaria-sergipana/ https://blog.rehagro.com.br/aumento-da-lucratividade-na-pecuaria-sergipana/#respond Wed, 30 Nov 2022 12:52:50 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=16370 Quer saber mais sobre os desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana? Assista a este Webinar! Neste bate-papo estiveram presentes os especialistas: Danilo Oliveira e Felipe Guerrieri, consultores Rehagro; Roberto Bispo, pecuarista; e Luciano Oliveira, agrônomo lRural. Eles debateram sobre o tema de forma interessante e construtiva. Confira na íntegra! Aproveite […]

O post Desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Quer saber mais sobre os desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana? Assista a este Webinar!

Neste bate-papo estiveram presentes os especialistas: Danilo Oliveira e Felipe Guerrieri, consultores Rehagro; Roberto Bispo, pecuarista; e Luciano Oliveira, agrônomo lRural. Eles debateram sobre o tema de forma interessante e construtiva.

Confira na íntegra! Aproveite para deixar seu like no vídeo e se inscrever no canal!

O post Desafios e oportunidades para o aumento da lucratividade na pecuária sergipana apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/aumento-da-lucratividade-na-pecuaria-sergipana/feed/ 0
Eficiência da atividade leiteira: como medir e avaliar os resultados? https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-da-atividade-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-da-atividade-leiteira/#respond Wed, 21 Sep 2022 14:12:01 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=15347 Uma das grandes dores dos produtores de leite é saber com clareza se a sua fazenda está sendo eficiente ou não. Essa é uma dúvida bastante pertinente, afinal, o negócio leite não se move apenas na base da paixão: também possui uma dependência primordial dos seus bons resultados. Da mesma forma que em outras atividades, […]

O post Eficiência da atividade leiteira: como medir e avaliar os resultados? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Uma das grandes dores dos produtores de leite é saber com clareza se a sua fazenda está sendo eficiente ou não. Essa é uma dúvida bastante pertinente, afinal, o negócio leite não se move apenas na base da paixão: também possui uma dependência primordial dos seus bons resultados.

Da mesma forma que em outras atividades, na pecuária leiteira também há casos de negócios bem-sucedidos e há aqueles que não alcançam grandes êxitos.

Onde a sua propriedade se encaixa nesse cenário? Saber o que avaliar e como avaliar é o primeiro passo. A próxima etapa consiste em entender como otimizar e potencializar os números e resultados da propriedade.

Veja nos números do benchmarking elaborado pelo Rehagro, como foi o cenário da pecuária leiteira nacional para o produtor no último ano. Os dados apresentados são referentes a produção total de 413 mil litros de leite por dia produzidos em 2021 pelas fazendas atendidas que tiveram seu ano fechado, com conciliação bancária feita e auditoria de estoque em dia.

Será que o leite foi um bom negócio?

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Eficiência e lucratividade na pecuária leiteira

Qual a melhor maneira para medir os resultados da atividade leiteira? Seria a produtividade por vaca no rebanho? Talvez a produção total de leite por dia? Ou, quem sabe, o lucro obtido por litro?

Para responder a essas perguntas, devemos ter em mente que o método utilizado para medir a eficiência na pecuária leiteira deve ser confiável, assertivo e permitir a comparação com outras atividades, como a agricultura, por exemplo. Tendo esse pensamento como referência, a medida de lucro operacional é bastante interessante.

Por definição, é entendido que o lucro operacional é o resultado gerado pela operação do negócio. Como princípio, na atividade leiteira analisamos o indicador do lucro operacional na unidade de medida de R$/hectare/ano, pois, além de ser uma forma segura, ainda permite comparar com outras áreas.

Mas como calcular o lucro operacional em R$/hectare/ano da atividade leiteira? Quais números devemos considerar?

Para cálculo do lucro operacional/hectare/ano, pegamos o valor da receita obtida com o leite comercializado somada à receita com animais de descarte e subtraímos o custo com as vacas e o custo da recria.

Mas atenção! Não é o custo de toda a recria, somente a parte necessária para repor as vacas que foram descartadas ou que morreram. Esse resultado de receita menos os custos, vamos dividir pela área útil da fazenda destinada à produção de leite, que é a área de instalação dos animais mais a área de produção de forragem.

Webinar Indices Zootécnicos

Resultados obtidos pelas fazendas

Respondendo à pergunta feita no início, para as fazendas produtoras de leite atendidas pelo Rehagro, o leite foi sim um ótimo negócio no último ano!

Lucro operacional em diferentes sistemas de produção

Veja no gráfico a seguir os resultados de lucro operacional em R$/hectare/ano em diferentes sistemas de produção.

Lucro operacional em diferentes sistemas de produção

Observe que, na média, as fazendas tiveram um lucro anual de R$ 12.587 por hectare, sendo que a fazenda com melhor lucro operacional apresentou resultado de R$ 25.486.

A discussão em cima desses números é bastante interessante. Quais fatores são decisivos para que seja possível alcançar belos resultados de lucro operacional em uma fazenda de leite?

Há aqueles que pensam que o tamanho da fazenda interfere diretamente, principalmente em fazendas grandes, com maior extensão de área. Já outros podem acreditar que o motivo está na produção de leite. Ou seja, quanto maior a produção de leite, maior o lucro operacional R$/ha/ano.

Lucro operacional conforme tamanho da área

O que te chama atenção nos dados do gráfico a seguir? Ele representa o lucro operacional de fazendas leiteiras conforme o tamanho da área, em hectares. Desde fazendas de no máximo 50 hectares de área até aquelas com mais de 300 hectares.

Lucro operacional de acordo com tamanho da fazenda

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Observe o comportamento do lucro operacional conforme o tamanho da fazenda e veja que não há um padrão. Isso salta aos olhos! Não há relação entre o tamanho da fazenda e o lucro operacional do negócio leite.

Ou seja, tanto fazendas com maior área quanto fazendas com menor área são capazes de obter bons resultados de lucro operacional.

Lucro operacional de acordo com a produção de leite

Mas e a produção de leite da fazenda? Será que fazendas com maior produção de leite por dia, obrigatoriamente, terão melhores resultados quando comparadas às fazendas de produção diária inferior?

Assim como apresentado anteriormente para o tamanho da fazenda, também não há relação entre volume de leite produzido por dia e lucro operacional.

No gráfico há fazendas com produção diária mais elevada, entre 17 e 18 mil litros por dia, obtendo 16% de lucro operacional sobre receita ao mesmo tempo que há fazendas com produção menor com 28% de lucro operacional.

Lucro operacional de acordo com a produção de leite

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Lucro operacional de acordo com IILB

Se o tamanho da fazenda e a produção de leite diária mostraram-se não serem fatores decisivos para o resultado de lucro operacional do negócio leite, em qual motivo podemos pensar? A resposta pode ser resumida em eficiência técnica!

Constate isso com os dados a seguir. Eles relacionam o lucro operacional das fazendas conforme as notas no Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB).

O IILB é um indicador de eficiência macro das fazendas, que compila diversos indicadores zootécnicos, como taxa de sobrevivência de fêmeas até um ano, idade ao primeiro serviço, taxa de concepção de novilhas, idade ao primeiro parto, taxa de prenhez de vacas, taxa de mortalidade de vacas, percentual de vacas em lactação em relação ao total de vacas, produção nas lactações, produção média, dias em lactação médio, dentre outros.

Lucro operacional de acordo com nota IILB

Fonte: Equipe Leite Grupo Rehagro (413.000 litros/dia)

Quanto maior a nota da fazenda no IILB, maior o lucro operacional! Em outras palavras, quanto maior a eficiência técnica da fazenda, maior o lucro operacional.

Tudo passa pela eficiência técnica do negócio. De nada adianta a fazenda ter volume de terra e em produção e não ser eficiente na produção de leite. A ineficiência do sistema é capaz de “desgastar” e desviar os lucros do negócio!

Premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite

Quando falamos em eficiência nas fazendas leiteiras é necessário entendermos o que está por trás e faz parte deste termo. Os dados de benchmarking do Rehagro mostram que a eficiência técnica é o fator decisivo para o lucro operacional da propriedade.

Podemos separar essa eficiência técnica em duas grandes eficiências, que são a eficiência zootécnica e a eficiência agrícola. Ou seja, é necessário que o rebanho tenha bons indicadores zootécnicos (produtivos, reprodutivos, sanitários etc.) e que a fazenda seja eficiente na produção de comida para atender a demanda dos animais.

Além da eficiência técnica, é fundamental que a propriedade tenha eficiência nos custos. Isso consiste em comprar bem e usar bem os insumos e recursos.

Estas são as premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite. Seguindo-as de forma sistemática e rigorosa os resultados aparecem e o leite se mostra como um excelente negócio!

Aumente os seus lucros com a produção de leite!

Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira!

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

O post Eficiência da atividade leiteira: como medir e avaliar os resultados? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/eficiencia-da-atividade-leiteira/feed/ 0
Como melhorar o lucro sem expandir área de plantio de café? https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-o-lucro-sem-expandir-area-de-plantio-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-o-lucro-sem-expandir-area-de-plantio-de-cafe/#respond Mon, 12 Jul 2021 18:00:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9416 Todo produtor deseja melhorar a rentabilidade de sua fazenda e muitos optam pelo aumento da área de plantio, no entanto, nem sempre ela é a única opção quando pensamos em obter maior lucratividade. Podemos dispor de dois pilares estratégicos, sem necessariamente envolver a expansão da área: Aumento de produtividade; Produção de cafés de qualidade.   […]

O post Como melhorar o lucro sem expandir área de plantio de café? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Todo produtor deseja melhorar a rentabilidade de sua fazenda e muitos optam pelo aumento da área de plantio, no entanto, nem sempre ela é a única opção quando pensamos em obter maior lucratividade.

Podemos dispor de dois pilares estratégicos, sem necessariamente envolver a expansão da área:

  1. Aumento de produtividade;
  2. Produção de cafés de qualidade.
 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Aumento da produtividade

Quando se fala em aumento da produtividade, deve-se ter em mente que ela não é sinônimo de aumento desordenado dos custos de produção. 

É possível sim, alcançar altas produtividades, sem necessariamente elevar de forma desproporcional os custos de produção, e para isso é importante saber que:

  • A lavoura deve ter um stand adequado de plantas;
  • Optar por uma cultivar produtiva com histórico de bons resultados em sua região;
  • Focar também na construção da fertilidade do solo e fornecimento adequado de nutrientes;
  • Fazer o manejo adequado de pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Realização de práticas de manejo nos momentos adequados. 

Dessa forma, você consegue explorar o máximo da capacidade produtiva das plantas, alcançando altas produtividades por hectare, e assim, obtendo mais lucratividade na sua propriedade.

Lavoura do cultivar Catuaí 99.

Lavoura do cultivar Catuaí 99. Fonte: Luiz Paulo Vilela.

Webinar Análises financeiras e econômicas na cafeicultura

Produção de cafés de qualidade

Não é novidade que, nos últimos tempos, houve uma mudança no hábito de consumo de cafés. Isso tem ocorrido porque os consumidores passaram a apreciar mais a bebida, e com isso, a busca por cafés especiais tem crescido.

Portanto, é uma ótima oportunidade para os produtores conseguirem agregar mais valor ao seu produto.

Quando se pensa em uma produção de cafés de qualidade, estamos falando desde um manejo adequado na lavoura, até as práticas de pós-colheita. Tudo isso reflete em um café com melhor valor de mercado e sem aumentar a área de plantio.

Saca de café torrado aberta com um caneco dentro.

Café processado e torrado em grãos

Nesse sentido, práticas adequadas de pós-colheita do café são imprescindíveis para a obtenção de cafés de qualidade.

Esse processo envolve diversos cuidados:

  1. Cuidados após a colheita do café;
  2. Cuidados no processamento do café, seja ele natural ou cereja descascado;
  3. Cuidados no processo de secagem do café – em terreiros e/ou secadores;
  4. Cuidados na armazenagem adequada desse café.

É preciso ser criterioso nesse período, tratando o café como fruto – que de fato ele é – para conseguir elevar a qualidade do café!

Ainda na linha de cafés de qualidade, a produção de cafés fermentados também pode ser uma estratégia.

Existem diversas práticas na cafeicultura que podem valorizar ou deteriorar o produto.

A secagem em terreiros é uma delas! Saber qual tipo se adequa à sua fazenda e como realizar o manejo desse café no terreiro, é um dos passos para conseguir elevar a qualidade final dos grãos de café.

Aumente o lucro de suas safras!

No curso online Gestão na Produção de Café Arábica, você aprenderá com quem entende do assunto, pois os professores atuam em fazendas comerciais e passarão o conhecimento a você. Não perca mais tempo e tire suas dúvidas:

Curso Gestão na Produção de Café

Larissa Cocato

O post Como melhorar o lucro sem expandir área de plantio de café? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/como-melhorar-o-lucro-sem-expandir-area-de-plantio-de-cafe/feed/ 0
Estratégias para aumento da lucratividade na pecuária baiana https://blog.rehagro.com.br/estrategias-para-aumento-da-lucratividade-na-pecuaria-baiana/ https://blog.rehagro.com.br/estrategias-para-aumento-da-lucratividade-na-pecuaria-baiana/#respond Fri, 26 Mar 2021 15:00:25 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=9046 Em dezembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para quem atua na pecuária de corte no estado da Bahia: “Estratégias para aumento da lucratividade na pecuária baiana”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista […]

O post Estratégias para aumento da lucratividade na pecuária baiana apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
lucratividade na pecuária baiana

Em dezembro de 2020, fizemos um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para quem atua na pecuária de corte no estado da Bahia: “Estratégias para aumento da lucratividade na pecuária baiana”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado que atua diretamente na região:

  • Danilo Oliveira, médico veterinário e coordenador do Rehagro consultoria nordeste.

Se você não teve a oportunidade de assistir a discussão, clique no link abaixo:

Para ter acesso a este e outros assuntos, siga-nos no Instagram! É só clicar AQUI.

Para assistir outros Webinars, clique AQUI!

O post Estratégias para aumento da lucratividade na pecuária baiana apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/estrategias-para-aumento-da-lucratividade-na-pecuaria-baiana/feed/ 0
Aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte https://blog.rehagro.com.br/aumentando-a-lucratividade-de-um-projeto-de-gado-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/aumentando-a-lucratividade-de-um-projeto-de-gado-de-corte/#respond Sun, 27 Sep 2020 18:03:35 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8146 Em 2020, fizemos mais uma edição do Webinar Corte sobre o aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte usando o orçamento. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Escolhemos um especialista de alto nível para debater sobre o assunto: Guilherme Lamego, Consultor Sênior da Equipe […]

O post Aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Em 2020, fizemos mais uma edição do Webinar Corte sobre o aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte usando o orçamento. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Escolhemos um especialista de alto nível para debater sobre o assunto: Guilherme Lamego, Consultor Sênior da Equipe Corte do Rehagro.

Aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte

Se você ainda não assistiu o segundo Agroask da série, clique no link abaixo:

Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!

O post Aumentando a lucratividade de um projeto de gado de corte apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/aumentando-a-lucratividade-de-um-projeto-de-gado-de-corte/feed/ 0
Como fazer um plano de contas em propriedade de gado de corte? https://blog.rehagro.com.br/plano-de-contas/ https://blog.rehagro.com.br/plano-de-contas/#respond Sat, 26 Sep 2020 17:31:20 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8267 Em qualquer atividade empresarial, a intensificação dos sistemas produtivos está diretamente associada ao aumento dos riscos. Essa tendência se perpetua e se destaca quando avaliamos sistemas de produção de gado de corte. Apesar de pouco eficiente, a pecuária extensiva apresenta riscos relativamente baixos. A busca pela eficiência produtiva e o aumento da rentabilidade passa pelo […]

O post Como fazer um plano de contas em propriedade de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Em qualquer atividade empresarial, a intensificação dos sistemas produtivos está diretamente associada ao aumento dos riscos. Essa tendência se perpetua e se destaca quando avaliamos sistemas de produção de gado de corte.

Apesar de pouco eficiente, a pecuária extensiva apresenta riscos relativamente baixos. A busca pela eficiência produtiva e o aumento da rentabilidade passa pelo inevitável processo de intensificação, trazendo consigo o aumento dos riscos para a pecuária.

Concomitante ao aumento de riscos na atividade, tem-se o aperfeiçoamento e a eficiência nos controles produtivos, controles zootécnicos e principalmente econômicos e financeiros.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Gestão financeira na pecuária de corte

A gestão financeira e econômica na pecuária de corte permite, dentre outros fatores, a minimização dos riscos gerados pelo aumento da intensificação do sistema de produção e o conhecimento dos custos de produção. Conhecer os custos de produção é extremamente importante para a busca do aperfeiçoamento dos processos produtivos e para a garantia da margem de lucratividade.

Essa gestão da propriedade exige controle, sendo que dentro desse controle há uma estrutura que se destaca e deve estar muito bem estruturada e alinhada com o sistema produtivo da propriedade, o plano de contas.

Plano de Contas

O plano de contas representa um conjunto de contas que irá caracterizar e classificar toda movimentação financeira e econômica da fazenda em uma nomenclatura comum, permitindo análises assertivas e eficientes quanto às movimentações.

De maneira resumida, o plano de contas irá separar todos os custos com a alimentação do rebanho em uma conta chamada “nutrição” ou todos os custos com manutenção e insumos para oficina em uma conta “máquinas”, por exemplo. E assim será realizada a separação de todas as movimentações de entrada e saída da propriedade.

O plano de contas pode ser mais ou menos detalhado, de acordo com a estrutura da propriedade e com o nível de detalhamento desejado pela administração da fazenda.

Planos muito detalhados exigem o maior treinamento e qualificação da mão de obra responsável pelos lançamentos, sendo que um plano menos específico inviabiliza o aprofundamento nas análises posteriores. Entretanto, é importante começar de forma mais simplificada e ir evoluindo o nível de detalhamento à medida que a equipe fica mais capacitada para tal função.

Manual de fluxo de caixa para fazendas de gado de corte

Estruturando o plano de contas

O primeiro ponto a se avaliar na propriedade onde se tem interesse em estruturar as rotinas financeiras e aperfeiçoar o gerenciamento financeiro e econômico da fazenda, é avaliar se já existe um plano de contas presente nessa propriedade e se há uma rotina de levantamento e tabulação de dados.

Não necessariamente denomina-se “plano de contas”, mas em ocasiões específicas há uma separação grosseira das contas, onde separam contas de uma maneira bem macro, exemplo contas do “rebanho” e contas “máquinas”.

Entendendo a organização das contas atuais da propriedade é possível então iniciar-se o processo de implantação de um plano de contas estruturado daquela fazenda.

Onde há a intenção de se detalhar ao máximo as contas da atividade vamos estabelecer “níveis” de contas. Primeiro nível de contas, faremos uma classificação ampla, exemplo “Despesas”. Já no segundo nível, iniciaremos a estratificação dessa conta, “Despesas operacionais” é um exemplo, e assim segue-se a estratificação, até o detalhamento do produto.

Ao longo do texto, vamos exemplificar um plano de contas real, utilizado em uma propriedade de corte, para que o entendimento fique perfeito.

Despesas

O primeiro nível de um plano de contas quando pensamos em saídas, é o nível mais abrangente é justamente o que denominamos “Despesas”. Todo o fluxo financeiro que sai da propriedade deverá ser classificado em alguma conta dentro das despesas.

Ao aprofundarmos nossa análise chegamos em um segundo nível. Como neste nosso exemplo faremos a avaliação de um plano de contas muito detalhada, o nosso segundo nível contará com três grandes contas: operacionais, financeiras e investimentos.

Quando somamos então, todas as saídas das contas “Operacionais”, “Financeiras” e “Investimento” temos o total da conta de nível “Despesas”.

Na conta “Financeiras” – que está dentro das Despesas (Nível 1) → Financeiras (Nível 2) – vamos incluir todas as saídas da propriedade que estão relacionadas a “Amortização”, “Distribuição de lucro” e “Juros”, por exemplo, cada um desses itens representará uma conta de terceiro nível.

Mas pode-se estratificar ainda mais as Despesas Financeiras de Amortização, incluindo dentro dessa conta uma conta de quarto nível, ou conta gerencial, por exemplo, conta para “Empréstimo de custeio”, por fim cada um dos Empréstimos de Custeio receberá sua identificação, e ficaria assim: Empréstimo n°x, chegando ao quinto nível de estratificação do plano de contas.

Sendo assim temos:

Nível 1 🡪  Nível 2 🡪  Nível 3 🡪  Nível 4 🡪  Nível 5

Despesas 🡪 Financeiro 🡪 Amortização 🡪 Empréstimo custeio 🡪 Empréstimo n°x

Essa mesma lógica funcionará de maneira semelhante para as outras despesas:

Despesas 🡪 Investimentos 🡪 Veículos, por exemplo.

Despesas Operacionais

E por fim destacamos as Despesas Operacionais (Nível 2), exatamente nessa conta, são lançadas todas as despesas relacionadas diretamente à produção.

A produção pode ser pecuária ou agrícola em uma grande propriedade, e por isso destacamos o terceiro nível com “Despesas Operacionais Pecuária” ou “Despesas Operacionais Agricultura”, sendo que a soma de todas as despesas da pecuária e agricultura será o total de Despesas Operacionais.

  • Despesas 🡪 Operacionais 🡪 Pecuária – Na sequência da estratificação dessas contas teremos então as contas de Nível 4, onde podemos separar as despesas em grupos como, “Alimentação do Rebanho”, “Reprodução”, “Sanidade” e assim por diante.
  • Despesas 🡪 Operacionais 🡪 Pecuária 🡪 Alimentação – Alguns itens de nível quatro, ainda podem ser amplos demais quando desejamos o máximo de detalhamento, por esse motivo podemos criar um quinto nível antes do produto, como nesse caso em específico para a conta “Alimentação” podemos incluir contas como “Mineral”, “Insumo Energético”, “Suplemento” dentre outros que se encaixem na realidade de cada propriedade.
  • Despesas → Operacionais → Pecuária → Alimentação → Insumo Energético – Por fim, quando alcançamos o quinto nível podemos incluir o produto responsável pela despesa, nesse caso, o Milho seria uma opção.

Desse modo, teremos:

Nível 1 🡪 Nível 2 🡪 Nível 3 🡪 Nível 4 🡪 Nível 5 🡪 Nível 6

Despesas 🡪 Operacionais 🡪 Pecuária 🡪 Alimentação 🡪 Insumo Energético 🡪 Produto (milho)

Despesas operacionais Fonte: Arquivo pessoal de Régis Henrique, técnico do Rehagro.

A imagem acima, mostra um exemplo do detalhamento de um plano de contas seguindo a lógica que abordamos.

Podemos fazer dessa mesma forma o detalhamento para todos os insumos de todos os custos e despesas envolvidos no rebanho.

Despesas operacionais de fazenda de pecuária de corteFonte: Arquivo pessoal de Régis Henrique, técnico do Rehagro.

Na figura acima, é possível avaliar um plano de contas, até o quarto nível, relacionados às Despesas Operacionais da Pecuária.

Essa estrutura permite um perfeito entendimento de onde estão sendo alocados as principais despesas da propriedade, e auxiliará o entendimento da composição dos custos de produção do produto final.

Detalhamento das despesas na pecuária de corteFonte: Arquivo pessoal de Gustavo Melo, técnico do Rehagro.

Receitas

Assim como é feito o detalhamento das despesas, as receitas também devem ser detalhadas, sendo importante que se entenda o perfil das receitas da propriedade. A lógica é a mesma, se estabelece um Nível 1, “Receitas”, onde todas as receitas são encontradas e a partir dela é realizada a estratificação.

Detalhamento das receitasFonte: Arquivo pessoal de Régis Henrique, técnico do Rehagro.

O detalhamento das receitas é tão importante quanto o detalhamento das despesas.

Considerações finais sobre o plano de contas

Controlar e avaliar as finanças de uma propriedade é fundamental para o sucesso da atividade. Só é possível angariar esforços na redução de custos de maneira efetiva, quando se conhece o perfil dos custos da fazenda. Por isso, o plano de contas é uma estrutura que facilita e permite uma avaliação detalhada da composição dos custos.

A facilidade de se entender, por exemplo, quanto se gastou ao longo de um ano com insumos energéticos, com energia elétrica, manutenção de máquinas etc, permite que se entenda melhor as despesas da propriedade e ainda que se centralize os esforços para a redução dos custos que realmente impactam no sistema de produção.

O importante é que cada propriedade estabeleça um plano de contas fiel à sua realidade e que, esse plano, seja alimentado regularmente.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, um treinamento completo, que aborda todos os tópicos acima em videoaulas de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para que os alunos possam tirar suas dúvidas.

As aulas podem ser feitas de qualquer lugar e são dadas por nossos mais experientes consultores, que focam na realidade do dia a dia da produção. 

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

 

O post Como fazer um plano de contas em propriedade de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/plano-de-contas/feed/ 0
Como planejar as ações de sua propriedade leiteira? https://blog.rehagro.com.br/planeje-as-acoes-de-sua-propriedade-leiteira/ https://blog.rehagro.com.br/planeje-as-acoes-de-sua-propriedade-leiteira/#respond Fri, 14 Aug 2020 17:00:03 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=8048 Planeje as ações de sua propriedade leiteira através do estabelecimento e gerenciamento de metas Para que a atividade leiteira no país seja sustentável e eficiente, é necessário a otimização dos recursos, sem perder de vista a viabilidade econômica e lucratividade. Dessa forma, é imprescindível que o trabalho na propriedade rural seja baseado no diagnóstico da […]

O post Como planejar as ações de sua propriedade leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Planeje as ações de sua propriedade leiteira através do estabelecimento e gerenciamento de metas

Para que a atividade leiteira no país seja sustentável e eficiente, é necessário a otimização dos recursos, sem perder de vista a viabilidade econômica e lucratividade.

Dessa forma, é imprescindível que o trabalho na propriedade rural seja baseado no diagnóstico da situação atual, planejamento técnico e financeiro, organização, execução e controle de processos, dados e resultados.

Neste sentido, o planejamento é o primeiro passo para a construção de um caminho que vai de encontro ao seu objetivo. Ele auxilia no processo de tomada de decisão, tornando-as mais eficazes e efetivas, concentrando esforço e recurso na medida certa, para se alcançar o melhor resultado.

E vale lembrar: quanto mais tempo você gasta em um planejamento bem feito, menos tempo você gasta na execução para alcançar seu objetivo.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Por onde começar um planejamento?

É frequente encontrar em empresas rurais decisões sendo tomadas sem embasamento concreto, apenas pelo “achismo”.

Vemos recursos sendo investidos em setores da fazenda sem o direcionamento ideal e de forma inadequada, enquanto o principal gargalo e pontos a melhorem sequer foram identificados.

Ouvimos dizer, por exemplo, relatos de baixos índices de mortalidade das bezerras ou alto custo com medicamentos das vacas sem que sejam utilizados instrumentos eficientes para mensuração e análises dos resultados.

Assim, é de se questionar:

  • O que é uma mortalidade baixa?
  • Quantas bezerras morrem?
  • Quanto isso representa na recria?
  • Quantos reais por litro você gasta com medicamento para as vacas?
  • Quanto os produtores com o mesmo sistema de produção e realidades próximas gastam?
  • Quanto você deseja reduzir esse gasto?

Saiba onde você está e onde quer chegar

Felizmente, existem diversas ferramentas que nos auxiliam no processo de planejamento. Dentre elas, a gestão de metas é uma forma de enxergar a propriedade e buscar melhorias para o sistema de produção.

Para a construção das metas, a técnica SMART é muito popular no meio empresarial e vem se destacando cada vez mais no agronegócio brasileiro.

O que é a meta SMART?

Conhecida como meta inteligente, é uma forma de construir metas claras, precisas e diretas. A sigla vem do inglês e nos mostra os cinco pilares sobre os quais as metas devem ser definidas:

  • Specific (específica);
  • Measurable (mensurável);
  • Attainable (atingível);
  • Relevant (relevante);
  • Time-based (temporal).

Specific ou específica

Sua meta deve ser clara e objetiva.

É preciso que seja bem detalhado o que está sendo medido, para que os esforços sejam focados no real objetivo da meta e não ocorra erro de entendimento ou confusão nos processos.

Measurable ou mensurável

Para que possamos saber se o resultado está sendo atingido, devemos medi-los ou quantifica-los.

Metas não mensuráveis não são desejáveis uma vez que dificultam a análise e dependem da percepção de quem recolhe os dados.

Attainable ou atingível

O histórico da fazenda deve ser levantado para que, a partir dos últimos resultados se planeje uma meta possível de ser atingida. Não adianta querer uma mudança drástica nos resultados da fazenda se não é possível alcança-la no tempo proposto.

É importante que o responsável pela atividade faça parte da construção dessa meta, uma vez que ele deve opinar se consegue cumpri-la dentro do prazo, com os recursos que tem a sua disposição. Vale ressaltar que metas inalcançáveis geram frustração e desmotivação da equipe.

Relevant ou relevante

A meta deve ser relevante, ou seja, atrelada aos processos que causam impacto real na produção e estão em conformidade com o objetivo da fazenda.

A estratégia aqui é focar nos pontos que mais precisam melhorar ou que a mudança seja mais significante econômica e produtivamente.

O resultado a ser alcançado deve ser significativo e desafiador, o esforço para bater a meta, ao contrário das metas inalcançáveis, geram maior motivação aos envolvidos na atividade.

Time-based ou temporal

Os prazos de início e conclusão devem ser estabelecidos. Quando não se tem uma data limite para que o resultado seja alcançado, a tendência é que as atividades sejam proteladas, e sempre deixadas para o futuro. Por isso é necessário a formulação de um cronograma e definição de prazos para a execução das metas.

Para ajudar na visualização dessa SMARTização das metas, confira o exemplo abaixo:

Meta: aumentar a eficiência econômica da recria

  • Especificando: Reduzir o custo de criação da recria para R$5,50 por cabeça por dia, sem reduzir o ganho de peso.
  • Mensurável: Sim! Com a correta coleta e análise de dados é possível mensurar o custo da recria e quanto esse custo está se alterando ao longo do tempo.
  • Atingível: É claro que as metas devem ser adequadas a cada sistema de criação, mas ter um custo de R$5,50 reais por cabeça por dia na recria é realidade de muitos criadores de leite e é uma meta atingível. Colocar a informação do custo do ultimo ano por exemplo de 6,00 par amostrar que é atingível.
  • Relevante: Sim! A recria impacta muito no bolso do produtor e requer muita atenção para não comprometer os resultados mensais da propriedade.
  • Temporal: Estabelecer prazo, por exemplo: Reduzir o custo de criação da recria para R$5,50 por cabeça por dia, sem reduzir o ganho de peso até o dia 1º de julho.

Webinar Indices Zootécnicos

O diferencial da meta SMART

Seu diferencial é que ela pode ser aplicada a todos os setores e níveis da fazenda. Você pode usar como meta pessoal, dos colaboradores, do rebanho, lavoura ou do controle econômico e financeiro.

O importante é que o processo de construção das metas seja adequado, detalhado e bem embasado, evitando assim, que se estabeleça metas inalcançáveis ou que não sejam relevantes para o negócio.

Para se alcançar as metas é necessário a construção de um plano de ações, devendo considerar a força de trabalho, necessidade de treinamento e capacitação, recursos disponíveis, metodologia de checagem e aprimoramento dos processos produtivos, dentre outros.

É interessante ainda que os resultados sejam divulgados para toda a equipe de trabalho, fornecendo feedbacks para os responsáveis que fazem parte da gestão e da operação das ações, seja quando não bateram as metas dentro do tempo previsto ou quando alcançaram bons resultados.

Pronto para aprender mais?

Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no Curso Online Gestão da Pecuária Leiteira.

Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!

Curso Gestão na Pecuária Leiteira

Bruno Guimarães

O post Como planejar as ações de sua propriedade leiteira? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/planeje-as-acoes-de-sua-propriedade-leiteira/feed/ 0
Como iniciar um fluxo de caixa nas propriedades de gado de corte? https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-do-fluxo-de-caixa-nas-propriedades-de-gado-de-corte/ https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-do-fluxo-de-caixa-nas-propriedades-de-gado-de-corte/#respond Thu, 30 Jul 2020 17:00:29 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=7979 O processo de intensificação dos sistemas de produção de gado de corte é muito buscado por pecuaristas que desejam elevar suas margens de lucro na atividade. Porém, é importante saber que ela traz consigo uma série de exigências. Há um aumento dos riscos da atividade, e, consequentemente, da demanda por gestão, acompanhamento de metas e […]

O post Como iniciar um fluxo de caixa nas propriedades de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
O processo de intensificação dos sistemas de produção de gado de corte é muito buscado por pecuaristas que desejam elevar suas margens de lucro na atividade. Porém, é importante saber que ela traz consigo uma série de exigências. Há um aumento dos riscos da atividade, e, consequentemente, da demanda por gestão, acompanhamento de metas e controle da operação.

Acompanhando a evolução da atividade, as metodologias e as ferramentas disponíveis para realização da gestão eficiente também evoluíram.

Entretanto, algumas ferramentas há muito tempo utilizadas ainda são indispensáveis para o sucesso de qualquer projeto pecuário: o plano de negócios e o fluxo de caixa, que veremos neste artigo.

O fluxo de caixa representa um importante ponto da gestão dentro de qualquer empresa, seja ela rural (como uma fazenda), ou urbana.

Por meio dele, são avaliadas todas as entradas e saídas, ou seja, todo o fluxo de dinheiro em um determinado período de tempo, daquela empresa. Portanto, toda quantia financeira, movimentações que entram ou saem das contas da empresa são registradas no fluxo de caixa.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Como deve ser a rotina de lançamento das informações do fluxo de caixa?

O primeiro passo para a realização de um fluxo de caixa eficaz e com informações precisas que auxiliem as tomadas de decisão dentro da propriedade é a criação de uma rotina para os lançamentos. 

Nessa rotina, é preciso estabelecer com muito critério um profissional capacitado e treinado para realização dessa função. Ele terá acesso a todas as informações de pagamentos e recebimentos da propriedade. Sendo assim, deve ser um colaborador organizado, comprometido e, acima de tudo, de confiança dos gestores.

No momento de inserir os dados no sistema ou planilha de fluxo de caixa, já deverá ter em mãos todas as informações relevantes, por exemplo:

  • Quem são os fornecedores ou clientes;
  • Datas de emissão;
  • Vencimento;
  • Recebimento e pagamento de cada um dos documentos lançados, juntamente com o número do documento.

Uma parte importante desses lançamentos é o plano de contas utilizado. Grosseiramente falando, cada uma das saídas e entradas será lançada com uma classificação específica.

Assim sendo, fica fácil para, posteriormente, avaliar quanto a fazenda gastou com milho, por exemplo, pois todas as notas fiscais de milho estarão lançadas em uma mesma conta gerencial. Isso irá ocorrer com outros insumos, e também com todos os recebimentos.

Além dessas ferramentas, existem algumas outras que podem auxiliar no controle dos números da fazenda.  Aqui, vamos focar no fluxo de caixa.

fluxo de caixa

Exemplo de gráfico ilustrando o fluxo de caixa.

Outro critério importante para o lançamento das informações que abastecerão o fluxo de caixa está ligado à conciliação bancária.

Para garantir confiabilidade às informações, é indispensável que todas as informações do fluxo de caixa estejam conciliadas com a conta bancária, ou seja, tudo que está no fluxo como entrada ou saída, também deve constar na conta corrente da propriedade, e o contrário também se aplica, tudo que está na conta corrente deve constar no fluxo de caixa, isso permite ter certeza que ao analisarmos o fluxo de caixa estaremos, realmente, avaliando os números e as informações de forma confiável.

O que compõe o fluxo de caixa?

A estrutura do fluxo de caixa é composta basicamente por três itens principais: entradas, saídas e o saldo acumulado.

As entradas no caixa da propriedade, independente da sua origem, toda quantia positiva que é somada ao caixa é considerada uma entrada, ou recebimento. Comumente, são oriundas da venda dos produtos daquela propriedade. Uma fazenda de cria, por exemplo, tem em sua principal fonte de entradas os valores advindos das vendas de bezerros, mas também pode ter entradas com venda de matrizes de descarte, aluguel de maquinários, resgate de investimentos financeiros, recebimento de recursos de empréstimos, etc.

Outro componente do fluxo de caixa são as saídas, ou todo e qualquer valor financeiro que gere desembolso ao caixa da propriedade, pagamento de insumos nutricionais, funcionários, energia dentre outros, são valores lançados como saídas.

Ao final de cada período avaliado, um mês por exemplo, a diferença entre as entradas e as saídas resulta no saldo de caixa daquele período.

O somatório dos saldos em dois ou mais desses períodos, representa o saldo acumulado. Exemplificando, em um determinado mês uma propriedade apresentou R$100.000,00 em entradas e R$80.000,00 em saídas, obtendo um saldo de R$20.000,00. No mês seguinte, os valores obtidos geraram um saldo positivo de R$25.000,00 e, por consequência, um saldo acumulado de R$45.000,00.

Representação de um fluxo de caixa com entradas, saídas e saldo acumulado

Representação de um fluxo de caixa.

Saldo Acumulado

O saldo acumulado é um importante ponto a ser avaliado em um fluxo de caixa, obtido através do somatório de cada fechamento, seja diário, semanal ou mensal. Quando estamos avaliando um fluxo de caixa projetando o futuro, ele nos aponta alguns pontos de extrema importância, como por exemplo a necessidade de capital de giro, também conhecida como “fundo de piscina”.

O “fundo de piscina”, como observado no gráfico abaixo, mostra qual a maior necessidade de caixa em um determinado período avaliado.

Representação gráfica do saldo acumulado em um fluxo de caixa

Gráfico representando o saldo acumulado de um fluxo de caixa. 

Observe assinalado em vermelho, na simulação acima, o momento do ano em que teremos a maior necessidade de caixa, de capital de giro, para poder suprir esses meses que por algum motivo o saldo acumulado está no negativo.

Importante nesse momento, é avaliar justamente os porquês desse saldo acumulado negativo e, principalmente, se existem alternativas para suprir esse “buraco”, por exemplo, com antecipações de receitas, adiamento de gastos, obtenção de empréstimos ou aporte pelo proprietário.

Manual de fluxo de caixa para fazendas de gado de corte

Prevendo o futuro via fluxo de caixa

Uma importante alternativa, fornecida pelo fluxo de caixa e que pode ser de grande valia para as propriedades é a possibilidade de visão de futuro. De fato, prever o futuro não é uma tarefa fácil, entretanto, com os lançamentos em dia, há uma real possibilidade da propriedade se programar quanto a suas demandas financeiras.

Para isso, dois pontos são extremamente importantes de serem administrados com atenção no fluxo de caixa: as contas a pagar e as contas a receber. Com o correto lançamento de todos os compromissos e contas que devemos pagar e receber, é possível que a propriedade se organize e preveja o futuro.

Essa avaliação pode ser realizada a curto e médio prazo. A curto prazo, sabemos por exemplo quanto a fazenda tem para receber e pagar na próxima semana e se o saldo da conta bancária é suficiente para quitar todas as obrigações daquele período.

Podemos citar como médio prazo a mesma situação para o próximo mês ou meses.

Mas afinal, qual a importância do fluxo de caixa?

O correto lançamento dos dados no fluxo de caixa é indispensável para a confiabilidade da ferramenta, entretanto, ele não deve ser utilizado apenas para o armazenamento desses dados, pelo contrário, a utilização dessa ferramenta é fundamental para que informações sejam levantadas e, a partir delas, seja possível a tomada de decisões em busca da maximização da eficiência em uma propriedade.

  • O fluxo de caixa permite que avaliemos de maneira simples, qual a condição do caixa. Ou seja: se o caixa está negativo ou positivo e em quanto está esse saldo.
  • Possibilita avaliar a situação financeira futura do negócio.
  • Permite avaliar quanto e quando será a maior necessidade de capital.
  • O fluxo de caixa, na implantação de um projeto, permite que avaliemos qual o período de payback dos valores investidos, ou seja, quando haverá o retorno de determinada quantia investida.
  • Demonstra se é necessário e quanto será necessário de capital externo para gerenciar o negócio.
  • As análises e o acompanhamento do fluxo de caixa permitem que evitemos o pagamento de juros e multas.

Conclusão

Em resumo, o fluxo de caixa é uma ferramenta relativamente simples, mas essencial para toda empresa. Ele nos permite a avaliação e a realização de importantes tomadas de decisões relativas ao sistema de produção.

Saiba mais!

Aqui no Rehagro, temos o Curso Online Gestão na Pecuária de Corte, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, em todos os sistemas de criação.

Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.

Curso Gestão da Pecuária de Corte

Cristiano Rossoni

O post Como iniciar um fluxo de caixa nas propriedades de gado de corte? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/a-importancia-do-fluxo-de-caixa-nas-propriedades-de-gado-de-corte/feed/ 0
Etapas para um plano de negócios eficaz https://blog.rehagro.com.br/6-etapas-para-um-plano-de-negocios/ https://blog.rehagro.com.br/6-etapas-para-um-plano-de-negocios/#comments Wed, 06 May 2020 18:56:12 +0000 http://blog.rehagro.xyz/?p=4079 Um plano de negócios eficaz deve conter os objetivos e os caminhos para se alcançar as metas pretendidas. Através deste documento você conseguirá identificar e restringir seus erros ali mesmo, no papel, antes de cometê-los no mercado. O plano vai te ajudar a concluir se sua ideia é viável e a buscar informações mais detalhadas […]

O post Etapas para um plano de negócios eficaz apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Um plano de negócios eficaz deve conter os objetivos e os caminhos para se alcançar as metas pretendidas. Através deste documento você conseguirá identificar e restringir seus erros ali mesmo, no papel, antes de cometê-los no mercado.

O plano vai te ajudar a concluir se sua ideia é viável e a buscar informações mais detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá oferecer, seus clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio. Ao final, irá ajudá-lo a responder a seguinte pergunta: vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?

Lembre-se de que a preparação de um plano de negócio não é uma tarefa fácil, pois exige persistência, comprometimento, pesquisa, trabalho duro e muita criatividade. Elaborando pessoalmente o seu plano, você tem a oportunidade de preparar o documento sob medida, baseado em informações que você mesmo levantou e nas quais pode depositar mais confiança. Quanto mais você conhecer sobre o mercado e sobre o ramo que pretende atuar, mais bem feito será seu plano.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


1. Análise de Mercado

Mercado consumidor

Esta é uma das etapas mais importantes da elaboração do seu plano de negócios. Afinal, sem clientes não há negócios. Precisamos levantar quais são os potenciais compradores do produto e/ou serviço. Pensando nos produtos do agronegócio, algumas perguntas devem ser respondidas:

  • Quais são as possíveis empresas compradoras do meu produto?
  • A quantos Km de distância estão da minha empresa?
  • Qual a capacidade de processamento (litros/dia, cabeças/dia, sacos/dia)
  • Quanto da capacidade de processamento está sendo ocupada?
  • Quais as exigências dos possíveis clientes quanto à qualidade?
  • Quais são as formas de pagamento que essas empresas praticam?

Mercado concorrente

Por se tratar, em sua maioria, de commodities agrícolas padronizadas, sendo a competição devido ao preço de venda, o impacto dos demais produtores do mesmo produto neste mercado é bastante restrito. Devemos pensar em produtos concorrentes para que o plano de negócios esteja alinhado:

  • Quais são os produtos que estão concorrendo com o produto da empresa?
  • Como tem se comportado o consumo destes produtos concorrentes?
  • Qual o volume de produção destes produtos concorrentes?

Mercado fornecedor

O mercado fornecedor compreende todas as pessoas e empresas que irão fornecer as matérias-primas e equipamentos utilizados para a fabricação ou venda de bens e serviços.

Uma das partes importantes do plano de negócios, inclui estudar as possibilidades de fornecedores, levantando quem serão seus fornecedores de equipamentos, ferramentas, móveis, utensílios, matérias-primas, embalagens, mercadorias e serviços. É muito importante levantarmos quais serão os possíveis fornecedores de insumos e serviços para a empresa, pois desta forma conseguimos identificar qual estrutura de mercado está vigente e, portanto, se há concentração de fornecedores.

Planeje como irá buscar informações sobre o mercado consumidor, concorrente e fornecedor. Crie uma agenda de trabalho, conhecer o mercado é uma das tarefas mais importantes para a elaboração do plano de negócio.

2. Plano de Marketing

No plano de negócios, devemos descrever os produtos que serão vendidos ou os serviços que serão prestados. Informe quais as linhas de produtos, especificando detalhes como tamanho, modelo, cor, embalagem, apresentação, marca, etc. Se necessário, fotografe os produtos e coloque as fotos como documentação de apoio ao final do seu plano de negócio. Para empresas de serviço, informe quais serviços serão prestados, suas características e as garantias oferecidas.

Lembre-se de que a qualidade do produto é aquela que o consumidor enxerga. Quando decidir melhorar um produto ou um serviço, pense sempre sob o ponto de vista do cliente.

Preço

No caso do Agronegócio, onde trabalhamos com commodities, a definição do preço se dá pelo mercado. Precisamos fazer uma pesquisa para estabelecermos um preço possível de venda. Este valor será usado nas análises financeiras de viabilidade do negócio.

Estrutura de comercialização

A estrutura de comercialização, é uma parte importante do seu plano de negócios e  diz respeito aos canais de distribuição, isto é, como seus produtos e/ou serviços chegarão até os seus clientes. A empresa pode adotar uma série de canais para isso, como: vendedores internos e externos, representantes, etc.

O produto que estamos comercializando nos permite uso de estratégias de comercialização? Quais?  Faremos usos destas estratégias? Quais vantagens esperamos com estas estratégias de comercialização?

Localização do negócio

Neste momento, você deve identificar a melhor localização para a instalação de seu negócio e justificar os motivos da escolha do local. A definição do ponto está diretamente relacionada com o ramo de atividades.

3. Plano Operacional

Arranjo físico

Definição de onde ficarão cada setor da empresa e a necessidade de pessoal para execução das tarefas, faz parte do plano de negócios.  Traduzindo, é a definição dentro do mapa da fazenda, onde será o setor produtivo, onde ficarão as lavouras, as instalações, galpão de máquinas etc. O ideal é contratar um profissional qualificado para apoiar nessa tarefa.

Capacidade produtiva

É importante estimar a capacidade instalada da empresa. Isto é, o quanto pode ser produzido ou quantos clientes podem ser atendidos com a estrutura existente. Com isso, é possível diminuir a ociosidade e o desperdício.

Processos operacionais

Dentro do plano de negócios, esse é o momento de registrar como a empresa irá funcionar. Você deve pensar em como serão feitas as várias atividades, descrevendo etapa por etapa, como será a fabricação dos produtos, a venda de mercadorias, a prestação dos serviços e, até mesmo, as rotinas administrativas. Identifique quais trabalhos serão realizados, quem serão os responsáveis, assim como os materiais e equipamentos necessários.

Necessidade de pessoal

Após a descrição de todas as tarefas, faça a projeção do pessoal necessário para o funcionamento do negócio. Esse item inclui o(s) sócio(s), os familiares (se for o caso) e as pessoas a serem contratadas. Nesta hora é interessante fazer o levantamento do valor da folha de pagamento. Não podemos esquecer dos encargos incidentes.

4. Plano Financeiro

Para que o plano de negócios seja altamente eficaz, nessa etapa, determinaremos o total de recursos a serem investidos para que a empresa comece a funcionar, assim como, quais os resultados esperados de acordo com as definições feitas anteriormente.

Descrição dos investimentos

Levantar todos os bens que a empresa precisa para funcionar de forma adequada: terra, máquinas, móveis, equipamentos, veículos, maquinários, ferramentas. Após saber as quantidades necessárias, precisamos levantar os preços de cada um e no seu conjunto o valor total a ser desembolsado em investimento.

Capital de giro

O capital de giro é o montante de recursos necessários para o funcionamento normal da empresa, compreendendo a compra de matérias-primas ou mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas. Resumindo:  é colocar valor nas operações diárias e estoque necessários.

Despesas pré-operacionais

Compreendem os gastos realizados antes do início das atividades da empresa, isto é, antes que ela abra as portas e comece a vender/produzir. São exemplos de investimentos pré-operacionais: despesas com reforma (pintura, instalação elétrica, troca de piso, etc.) ou mesmo as taxas de registro da empresa.

Investimento total

Agora que já estimamos os valores para investimentos fixos, financeiros e pré-operacionais do seu plano de negócios, é o momento de conhecer o total a ser investido no negócio.

É o somatório de investimentos + capital de giro + pré-operacionais.

Faturamento

Uma forma de estimar o quanto a empresa irá faturar por mês é multiplicar a quantidade de produtos a serem oferecidos pelo seu preço de venda (estabelecido no plano de marketing), que deve ser baseado em informações de mercado.

Estimativa de custo de produção

Aqui, será calculado o custo com materiais, serviços, insumos e depreciação para cada unidade produzida. Essa informação é importante para a gestão do negócio.

Cálculo de indicadores de viabilidade

  • Lucratividade : É um indicador que mede o lucro líquido em relação às vendas.
  • Lucratividade = (Lucro Líquido x 100) /Receita Total
  • Rentabilidade: É um indicador de atratividade dos negócios, pois mede o retorno do capital investido aos sócios. É obtido sob a forma de percentual por unidade de tempo (mês ou ano). É calculada através da divisão do lucro líquido pelo investimento total. A rentabilidade deve ser comparada com índices praticados no mercado financeiro. Rentabilidade = (Lucro Líquido x 100) / Investimento Total
  • Prazo de retorno do investimento: Assim como a rentabilidade, também é um indicador de atratividade. Indica o tempo necessário para que o empreendedor recupere o que investiu em seu negócio. Prazo de Retorno do Investimento = Investimento Total/Lucro Líquido
  • Análise de sensibilidade: A análise de sensibilidade identifica as variáveis que determinam o sucesso do projeto, mas não mede o risco associado a essas variáveis. É evidente que qualquer estudo de viabilidade econômica tem inerente sempre um fator de incerteza e a análise de sensibilidade não foge a esta regra. Recomenda-se, pois, que para além de estudos de mercado sobre o setor que a análise de sensibilidade possa avaliar diferentes tipos de cenários e não apenas os cenários otimistas onde todas as variáveis são perfeitas.

5. Construção de Cenários

Após a finalização do seu plano de negócio devemos simular valores e situações diversas para a empresa. Devemos construir cenários onde o negócio obtenha resultados pessimistas (queda nas vendas e/ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição nas despesas). A partir daí, pensaremos em ações para evitar e nos prevenir frente às adversidades, ou então para potencializar situações favoráveis. Faremos quantas simulações julgarmos necessárias.

6. Avaliação Estratégica

Aplicando a matriz SOWT levantaremos pontos fortes e pontos fracos interna e externamente identificando pontos que merecem mais atenção e ações para correção e pontos que são fortalezas do negócio. Por fim, devemos avaliar cada uma das informações e lembrarmos de que o plano de negócio tem por objetivo nos ajudar a responder à pergunta: “Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”. Saiba que o mundo e o mercado estão sujeitos a mudanças; a cada dia surgem novas oportunidades e ameaças. Assim sendo, devemos adaptar o planejamento às novas realidades. É por este motivo que um plano de negócio é “feito a lápis”, para que possa ser corrigido, alterado e ajustado. Devemos refazer o plano de tempos em tempos.

Obtenha os melhores resultados na gestão de fazendas!

Pensando nisso, o Rehagro desenvolveu a Graduação em Gestão do Agronegócio onde são abordados temas como Plano de negócios, Fluxo Financeiro, Gente e Gestão,  Fundamentos do Marketing e mais Ferramentas Gerenciais utilizadas no Agronegócio.

Se você deseja ter acesso a esses conteúdos e muito mais, venha conhecer a graduação!

Graduação em Gestão do Agronegócio

 

O post Etapas para um plano de negócios eficaz apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/6-etapas-para-um-plano-de-negocios/feed/ 1
Manejo da fase de cria de bovinos de corte: como cuidar bem dos animais https://blog.rehagro.com.br/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/ https://blog.rehagro.com.br/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/#respond Thu, 13 Feb 2020 15:00:16 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6983 Você deseja alcançar uma maior produtividade e rentabilidade na fazenda, mas não sabe por onde começar? Que tal olhar para a sua estrutura de produção de bezerros, que é o início de tudo? Ela é a base que dará origem a todos os animais recriados e, futuramente, engordados e abatidos. Sendo assim, a excelência na […]

O post Manejo da fase de cria de bovinos de corte: como cuidar bem dos animais apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Você deseja alcançar uma maior produtividade e rentabilidade na fazenda, mas não sabe por onde começar? Que tal olhar para a sua estrutura de produção de bezerros, que é o início de tudo?

Ela é a base que dará origem a todos os animais recriados e, futuramente, engordados e abatidos. Sendo assim, a excelência na produção de gado de corte, em qualquer sistema, estará sempre ligada à fase de cria.

Os criadores estão cada dia mais focados em melhorias no desempenho, pensando em seus negócios. Eles buscam, principalmente, o aumento da produtividade, na produção de bezerros de qualidade e, consequentemente, da rentabilidade da atividade. Veja algumas dicas para chegar lá!

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Fatores ligados à reprodução

Alguns fatores interferem diretamente no desempenho e na produtividade dos criadores. Aspectos relacionados à reprodução, por exemplo, afetam diretamente no resultado de propriedades de cria, baixo índice de prenhes representa diminuição direta de bezerros desmamados.

Por esse motivo, nos últimos anos foi investido em técnicas e alternativas de manejo reprodutivo e protocolos hormonais. Essas técnicas estão cada dia mais evoluídas e permitem melhores resultados dentro da estação de monta.

Mas afinal, somente fatores ligados à reprodução são representativos no resultado de uma fazenda produtora de bezerros?

A resposta da pergunta feita acima é não. Não basta um grande desenvolvimento em estratégias diretamente ligadas à reprodução se outros fatores da propriedade não acompanharem a excelência. Como exemplo, podemos citar:

  • Desempenho;
  • Manejo de pastagem;
  • Suplementação de matrizes e bezerros;
  • Gestão das pessoas envolvidas na atividade.

Estes devem formar uma combinação em que, juntos, irão proporcionar o sucesso da atividade de cria.

Sanidade na fase de cria

Dentre esses fatores, um em específico vem a cada dia mostrando sua importância e seu impacto direto e indireto na produção do bezerro, bem como em toda a vida produtiva do animal: a sanidade.

Pensar em sanidade de bezerro e focar na sua eficiência é fundamental para a cadeia produtiva da carne. Problemas com a sanidade de um bezerro afetam não somente o desempenho desse animal até a desmama, mas também pode comprometer todo o seu desenvolvimento durante a recria e a engorda, e pode afetar o desempenho reprodutivo da futura matriz do rebanho.

Somente o impacto direto na produção de bezerros justifica o investimento e a melhoria nos processos sanitários de uma fazenda de cria. Os custos com insumos sanitários proporcionalmente baixos são importantes quando avaliamos o sistema como um todo.

Segundo dados da Consultoria do Rehagro, em propriedades extensivas os custos com sanidade representam, em média, 6,4% de todas as despesas.

Custos e estratégias

Em fazendas mais intensivas ou produtoras de genética, a representatividade desse custo é ainda menor. Cerca de 3,2% dos custos de uma propriedade de gado PO são direcionados à sanidade do rebanho.

Quanto mais intensificamos o processo, menor é a representatividade dos custos com sanidade em uma propriedade. Esses dados revelam uma importante reflexão. O investimento em sanidade é uma grande oportunidade.

As estratégias sanitárias dessa fase, são voltadas basicamente para três pontos importantes:

  1. Vacinação adequada;
  2. Controle de endo e ectoparasitas;
  3. Medicamentos utilizados em cuidados com bezerros.

Desafios da fase da cria

E quais são os principais desafios sanitários, quando pensamos na fase da cria?

O primeiro desafio de destaque na sanidade de bezerros está associado a falhas na transmissão de imunidade passiva. Comumente identificamos bezerros mal colostrados, por problemas anatômicos das matrizes, como:

  • Tetos demasiadamente grandes (por falha no acompanhamento da maternidade por parte dos colaboradores);
  • Maternidades em piquetes muito grandes;
  • Lotes muito grandes.

Bezerros guachos mal colostrados representam um impacto econômico significativo. Segundo uma pesquisa feita por Raboisson em 2016, o somatório de mortalidade, diarreia, pneumonia e outras complicações causadas pela falha da transmissão de imunidade passiva representam custos entre R$346,40 a R$1.398,00.

Cura do umbigo

Um segundo fator, extremamente relevante, e diretamente ligado a prejuízos econômicos requer uma atenção muito especial, a cura de umbigo. Problemas e deficiências na cura de umbigo de bezerros neonatos, representam um importante causa de mortalidade de recém-nascidos.

Um levantamento realizado por Dr. José Zambrano e Rafael Perez (Equipe Sanidade Rehagro), demonstrou na avaliação de mais de 1500 bezerros que, mais de 20% dos animais avaliados em diferentes fazendas apresentavam, ao menos, uma lesão de umbigo, inflamação e/ou miíase.

Cura do umbigoFotos: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.

A deficiência no processo de cura do umbigo representa um impacto importante na fase inicial da vida dos bezerros. A deficiência tem grande potencial de interferir diretamente no desenvolvimento de toda a vida desses animais. Envolto de estruturas importantes anatomicamente falando, artérias umbilicais, úraco e veia umbilical, são uma porta potencial para:

  • Infecção e contaminação de órgão internos importantes;
  • Inflamação do umbigo (que pode levar de uma “simples” miíase a uma septicemia seguida de morte dos animais).

Por essa importância anatômica citada, existem grandes chances da inflamação de umbigos mal curados, evoluírem para problemas em órgãos importantes como o fígado.

A cura do umbigo parece ser de fácil resolução, na maioria das propriedades de cria. A ciência da importância de uma cura adequada de umbigo é relatada, entretanto, no dia-a-dia essa prática se mostra ineficiente. Uma boa recomendação para a obtenção de uma cura desejável é a utilização de tintura de iodo 10% no umbigo, já nas primeiras horas de vida do animal.

Diarreia

A diarreia já citada como uma das consequências na falha na transmissão de imunidade passiva, também representa um grande impacto na produção de bezerros.

São várias as causas possíveis para a diarreia, que variam de acordo com a idade do animal, neonatal (0-3 semanas) ou tardia (> 4 semanas). A utilização de soro oral associado a administração de AINES (Flunixin Meglumine), no tratamento de diarreia em bezerros com 8 a 11 dias de idade, vem mostrando bons resultados.

O aumento da densidade animal, agrupamento de animais de diversas faixas etárias, principalmente em regiões de alta umidade são fatores predisponentes de outra enfermidade que causa grande impacto econômico na produção de bezerros.

A Coccidiose, principalmente em animais jovens e recém desmamados, que apresentam quadro clínico, mas também em animais adultos que não apresentam, representa um impacto na produtividade com grande relevância no desempenho, principalmente em animais confinados.

A utilização de coccidiostáticos como monensina, salinomicina e o tratamento de animais com sintomatologia clínica com drogas como o Troltazuril demonstram boa eficiência no controle dessa doença.

Um problema “antigo” e por hora negligenciado são as verminoses. O impacto da infestação por verminoses em bezerros, pode representar grandes prejuízos econômicos, portanto a vermifugação na data correta com utilização de bases adequadas podem representar ganhos adicionais de até 1@ por animal.

Em resumo, são vários os desafios que devemos nos atentar quando pensamos em sanidade de bezerros, os impactos econômicos na fase da cria são mais perceptíveis, entretanto, o impacto de problemas sanitários na vida do animal representa um prejuízo ainda difícil de se mensurar.

Planejar e investir em programas e estratégias sanitárias assertivas é um caminho importante na eficiência produtiva de bezerros, assim como de todo ciclo de produção da pecuária de corte.

Além de todos os fatores citados, a tecnologia é uma grande aliada para um melhor desenvolvimento do sistema de produção de cria. Confira a sua utilização em nosso webinar gratuito:

Webinar Sistema de Produção de Cria

Seja um especialista em produção de gado de corte!

Aqui no Rehagro, temos a Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte, que desenvolve profissionais para que se tornem especialistas na área, dominando as principais áreas de atuação das fazendas e alcançando resultados financeiros robustos na produção.

Caso você queira saber mais sobre ela, acesse pela imagem abaixo:

Pós-Graduação em Produção de Gado de Corte

Cristiano Rossoni

O post Manejo da fase de cria de bovinos de corte: como cuidar bem dos animais apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/feed/ 0
Pontos de atenção para a garantia da lucratividade na produção de café https://blog.rehagro.com.br/webinar-lucratividade-na-producao-de-cafe/ https://blog.rehagro.com.br/webinar-lucratividade-na-producao-de-cafe/#respond Sat, 25 Jan 2020 18:28:53 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=6881 Em agosto de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar Café sobre pontos de atenção para a garantia da lucratividade na produção cafeeira. O palestrante foi Luiz Paulo Vilela, Engenheiro Agrônomo pela UFLA e Coordenador e Consultor Equipe Café do Rehagro. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus […]

O post Pontos de atenção para a garantia da lucratividade na produção de café apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>

Em agosto de 2019, fizemos a transmissão de um Webinar Café sobre pontos de atenção para a garantia da lucratividade na produção cafeeira. O palestrante foi Luiz Paulo Vilela, Engenheiro Agrônomo pela UFLA e Coordenador e Consultor Equipe Café do Rehagro.

O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso 2º Webinar Café! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.

Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.

Clique no botão abaixo e participe dessa incrível experiência do agronegócio!

O post Pontos de atenção para a garantia da lucratividade na produção de café apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/webinar-lucratividade-na-producao-de-cafe/feed/ 0
Percevejo do milho: quais os principais danos e como manejar? https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/ https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/#comments Wed, 08 Aug 2018 13:08:08 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4920 Os percevejos são pragas importantes e ocorrem em diversas culturas de grãos cultivadas no Brasil. No milho, essa praga possui um grande potencial de dano, pois nas primeiras fases de desenvolvimento da cultura o risco de perda é alto. Desta forma, é muito importante realizar o manejo eficiente para evitar perdas de produtividade.   Sem […]

O post Percevejo do milho: quais os principais danos e como manejar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Os percevejos são pragas importantes e ocorrem em diversas culturas de grãos cultivadas no Brasil. No milho, essa praga possui um grande potencial de dano, pois nas primeiras fases de desenvolvimento da cultura o risco de perda é alto.

Desta forma, é muito importante realizar o manejo eficiente para evitar perdas de produtividade.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Monitorando os percevejos do milho

Percevejos do milho

Listamos alguns pontos que devem ser observados para que os percevejos não reduzam os lucros das lavouras.

Ponte Verde

Além do milho, os percevejos podem causar problemas em lavouras de feijão, soja e trigo e ao final do ciclo dessas culturas podem se hospedar em algumas plantas daninhas, o que não interrompe o ciclo da praga, garantindo assim, condições de sobrevivência.

Com isso, é fundamental realizar o monitoramento das lavouras antes da instalação da cultura do milho.

Esse monitoramento é essencial para a tomada de decisão, pois ao identificar a praga em nível de dano econômico é preciso pensar em alternativas de controle no momento da dessecação e posicionar um bom tratamento de sementes bem como produtos para as fases de desenvolvimento da cultura.

Dessecação

Como mencionado, os percevejos podem se hospedar em diversas plantas e com isso se tornam grandes ameaças para a próxima cultura.

Desta forma, uma das estratégias que podem ser utilizadas quando se identifica essa praga em níveis de risco, é realizar posicionamento de um inseticida na dessecação da gleba.

Para esse manejo é possível utilizar inseticidas que pertencem ao grupo químico dos organofosforados.

Webinar Proteção da cultura do milho

Tratamento de sementes

O tratamento de sementes é uma ferramenta muito importante para o manejo de percevejo na cultura do milho, isso porque confere proteção inicial para as plantas. Sendo assim, é preciso realizar um bom tratamento de sementes, de forma homogênea e na dose correta do ingrediente ativo.

Desta forma, quando se pensa em tratamento de sementes, o grupo químico dos inseticidas neonicotinóides se mostra muito eficiente no controle desta praga.

Lavoura estabelecida

O ataque de percevejo no estádio de desenvolvimento inicial da lavoura pode ser fatal dependendo da infestação, isso porque a planta é menor e mais frágil e o aparelho bucal do inseto pode atingir o meristema apical, o que interfere no desenvolvimento da planta.

Quando não se atinge o meristema, o sintoma do ataque pode ser visualizado nas folhas, as quais ficarão deformadas com um halo amarelo. Quando estes insetos atingem os níveis de dano econômico é preciso realizar o controle destas pragas.

Sendo assim, recomenda-se trabalhar com inseticidas dos seguintes grupos químicos:

  • Organofosforados;
  • Neonicotinóides;
  • Piretróides.

Proteja suas lavouras!

Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?

Aprenda a aumentar os lucros de sua produção de grãos com o Curso Gestão na Produção de Grãos do Rehagro. Clique e saiba mais!

Curso Gestão na Produção de Grãos

O post Percevejo do milho: quais os principais danos e como manejar? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/percevejo-na-cultura-do-milho/feed/ 3
Investir em pessoas é importante para o sucesso das empresas rurais? https://blog.rehagro.com.br/investir-em-pessoas-para-o-sucesso-das-empresas-rurais/ https://blog.rehagro.com.br/investir-em-pessoas-para-o-sucesso-das-empresas-rurais/#comments Tue, 10 Jul 2018 14:56:54 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4704 A cada dia ouvimos comentários e questionamentos sobre pessoas que trabalham nas empresas rurais: Quais os desafios da gestão de pessoas no agronegócio? Qual a importância das pessoas dentro do sucesso do nosso negócio? O que seria das empresas rurais sem as pessoas? Quanto tempo é investido na capacitação das pessoas? Por que permanecem tão […]

O post Investir em pessoas é importante para o sucesso das empresas rurais? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
A cada dia ouvimos comentários e questionamentos sobre pessoas que trabalham nas empresas rurais:

  • Quais os desafios da gestão de pessoas no agronegócio?
  • Qual a importância das pessoas dentro do sucesso do nosso negócio?
  • O que seria das empresas rurais sem as pessoas?
  • Quanto tempo é investido na capacitação das pessoas?
  • Por que permanecem tão pouco tempo nas empresas?
  • É fácil encontrarmos pessoas qualificadas?

Perguntas como estas merecem reflexões profundas sobre a maneira de conduzir a empresa. A evolução dos modelos de gestão dentro das fazendas, principalmente no que diz respeito aos recursos humanos, pode ser considerada um fator extremamente importante para um futuro promissor no agronegócio.

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


Podemos afirmar que a relevância das pessoas para o sucesso do negócio é muito maior do que muitos possam imaginar e que a qualificação dessas pessoas deve ser o foco de todas as propriedades / empresas rurais que realmente almejam permanecer num mercado cada dia mais competitivo.

Os processos e resultados dos diversos sistemas de produção são realizados por pessoas. Por mais tecnificada que seja a propriedade, sempre haverá uma pessoa na condução da atividade. São os recursos humanos, pessoas necessárias para fazer com que as coisas aconteçam. Elas são responsáveis por tarefas como alimentar os animais, manejar o gado, inseminar, plantar, colher, anotar, registrar, entre outras. As pessoas são fundamentais para a existência e sucesso da empresa.

São elas que garantem a qualidade e excelência dos produtos e serviços. Então, as propriedades são constituídas de pessoas e dependem delas para atingir objetivos, superar metas e executar planos de ação. Por outro lado, as pessoas veem nas empresas o meio pelo qual podem alcançar vários objetivos pessoais e realizações.

Contudo, praticamente em todas as regiões do Brasil, não é raro, ouvirmos queixas sobre mão de obra. Expressões no dia a dia como as citadas abaixo são comumente ditas:

  • “é difícil mexer com pessoas”;
  • “mexer com roça até que é bom, o difícil são as pessoas”;
  • “a única coisa que é ruim na minha fazenda é o povo”;
  • “não tem gente querendo trabalhar”;
  • “as pessoas não sabem trabalhar direito”.

Estas reclamações devem nos fazer pensar o quanto precisamos urgentemente avaliar nossa maneira de lidar e gerenciar as pessoas, assim como capacitar os recursos humanos da propriedade.

Webinar estratégias para diminuir rotatividade de pessoas nas fazendas

Pessoas e empresas rurais embora inter-relacionadas vivem em compartimentos separados. Conduzir um negócio sem pensar nas pessoas, considerando a essência humana básica como seus valores, necessidades, sentimentos e emoções, história de vida, formação pessoal e profissional, é no mínimo incoerente.

Desta maneira, considerar as pessoas como recursos e cuidar para sua manutenção, renovação e desenvolvimento é fundamental para os negócios.

Líderes que percebem isto e adotam uma postura diferenciada na maneira de conduzir e gerenciar a empresa passam a gerar resultados técnicos, financeiros e econômicos, com menor rotatividade de pessoas e maior satisfação dos membros das equipes de trabalho. Isto sim, tem um impacto decisivo na performance das atividades desenvolvidas por cada um.

Diante disso, dois pontos são importantes para o sucesso da gestão de pessoas em empresas rurais: o recrutamento e seleção de pessoas; e o treinamento destes colaboradores selecionados.

Recrutando e selecionando pessoas em propriedades rurais

Neste item vale refletirmos sobre o quanto dedicamos no processo de admitir pessoas. Este tempo, está diretamente relacionado ao quanto de sucesso podemos ter com a vinda daquela pessoa para propriedade e para a própria vida do contratado e familiares, se for o caso.

A melhor maneira de construirmos algo com base sólida neste processo é desenvolver e ter alto nível de consciência da importância dos “cargos” existentes dentro das propriedades. Isto permite conhecer bem quais são as caraterísticas necessárias às pessoas que irão desempenhar tais tarefas.

Um bom trabalho de contratação de pessoas em propriedades rurais necessita da utilização de algumas ferramentas de gestão de pessoas. Uma destas importantes ferramentas, principalmente para o processo de seleção e contratação é a “Descrição de cargos e tarefas”.

Trata-se de um documento descrito para cada cargo da fazenda contendo as atividades, tarefas, procedimentos e funções relacionados a este. Assim, deve-se ter a descrição para o cargo de ordenhador, a descrição para o cargo de tratador, para o cargo de sanitarista, e assim por diante para todos os cargos existentes dentro de cada propriedade.

A “descrição de cargo” contém informações essenciais a serem utilizadas no momento de recrutamento de candidatos para vaga que a fazenda apresenta. Uma parte desse documento se refere ao que chamamos de “especificação do cargo” consistindo na declaração dos conhecimentos, habilidades e capacidades exigidas da pessoa para executar o trabalho.

Exemplos: saber ler e escrever, ter feito um curso de inseminação artificial, ter carteira de motorista, conhecer como funciona um equipamento de ordenha do modelo X, ter habilidades de lida com laço, peia, saber como conter e amarrar animais.

empresas ruraisExemplo de “descrição de cargo”

Outra parte fundamental de uma “descrição de cargo”‚ é a descrição das tarefas executadas pelo colaborador do cargo em questão. Devem estar listadas de maneira organizada e lógica, permitindo fácil entendimento e compreensão, sendo estas apresentadas de modo sequenciado.

O momento de recrutar ou levantar os possíveis candidatos para a vaga na fazenda dever ser entendido como um dos principais responsáveis pelos problemas de mão de obra das fazendas. Pois, nesta hora podemos detectar candidatos que sabidamente não estão dentro das necessidades especificadas na descrição do cargo envolvido.

Assim, estes candidatos não deveriam ser admitidos, diminuindo o desperdício de tempo, dinheiro, motivação, e contribuindo para um maior sucesso na fazenda.

Importante destacar que podemos fazer este recrutamento interno, procurando dentro da propriedade pessoas que gostariam de trabalhar numa função ou cargo diferente daquele que estão desempenhando atualmente. O simples fato de trocar pessoas de lugar dentro da propriedade pode ser produtivo e motivador para todos, dando a oportunidade de crescimento para aqueles que estão dentro do quadro de colaboradores.

A análise e avaliação das especificações do cargo com as expectativas e perfil do futuro colaborador da fazenda visa colocar as pessoas certas nos lugares certos, respeitando os “gostos pessoais”, as habilidades e competências individuais. Colocar uma pessoa que gostaria de trabalhar na ordenha, no cargo de tratador pode ser uma fonte de frustração, gerando piora na qualidade do serviço, baixo desempenho, falta de motivação, e contrariedade.

No processo de seleção desses candidatos precisamos estar preparados para entrevistar essas pessoas, conversar com elas sobre suas vidas pessoais, seus gostos pessoais, sua experiência profissional, suas referências de empregos anteriores para sabermos dos seus antigos empregadores como era aquele indivíduo como colaborador; explicar para eles o que se espera deles e como são desenvolvidos os trabalhos dentro da propriedade.

Ainda neste processo de pessoas dentro de propriedades rurais é preciso ter consciência da possibilidade de dispensar candidatos, perceber a não adequação as necessidades do cargo da fazenda, chegando ao ponto de não selecionar nenhum candidato, até encontrar alguém adequado, com o perfil desejado.

Claro que em alguns momentos podemos admitir uma pessoa provisoriamente ou alocar um colaborador interno até encontrarmos outra pessoa mais adequada a nossa necessidade. O importante é que não nos acomodemos nessa posição, correndo o risco de estarmos sempre com pessoas não adequadas aos cargos e desempenhando funções que não representam suas habilidades e interesses.

Treinando colaboradores de empresas rurais

Devido à importância das pessoas para realização dos processos nas propriedades rurais, pergunto a você:

  • Quanto tem custado treinar as pessoas de sua equipe?
  • Quanto tem custado não treinar essas pessoas?
  • Qual é mais caro?
  • Quanto pode custar ter uma pessoa sem preparo e sem treinamento trabalhando na propriedade?

Alguns líderes, já bem intencionados e com visão de futuro, já investem nas pessoas, treinam e qualificam. É preciso dizer que é realmente isso que queremos e vamos fazer. Mas, não podemos esquecer que esses líderes devem se incluir e investir no próprio desenvolvimento interpessoal e humano.

empresas ruraisTreinamento da equipe de trabalho da empresa rural – essencial para o sucesso do negócio

Embora a maioria dos produtores ainda não invista em treinamentos e cursos para seus colaboradores, é crescente o número de líderes que conscientizam e mudam o modelo de gestão que trabalham, destacando importância para o desenvolvimento de pessoas dentro de suas propriedades.

Esses sabem que para conseguir mão de obra qualificada, que proporcione aumento de produtividade, necessitam investir nas pessoas, seja na propriedade ou em instituições. Há ainda muitos produtores que tem consciência da necessidade e importância da própria capacitação e que esta tem que ser constante.

O investimento de tempo e recursos financeiros na capacitação e treinamento de pessoas dentro das fazendas deve ser conduzindo com planejamento e serenidade. Vale lembrar que esses investimentos serão tão mais proveitosos quanto mais voltados para as pessoas certas nos lugares certos.

Algumas dificuldades podem aparecer quando se investe na capacitação das pessoas e seria importante ressaltá-las:

  • O líder deve se preparar melhor para liderar um time de melhor nível. Pessoas capacitadas precisarão de um líder mais capacitado.

Uma boa estratégia é começar pela capacitação do líder. Buscar conhecimento técnico na pecuária, além de preparação em conceitos de liderança pode ser uma boa medida.

  • Talvez a maior dificuldade seja manter a capacitação como prioridade no dia a dia.

A melhor maneira de vencer isso é uma transformação na cultura da empresa. Não pare de investir em capacitação nunca. Faça isso formalmente, contratando treinamentos e consultorias capazes de trazer conhecimentos novos, mas também faça isso informalmente, através da difusão do conhecimento em suas atitudes do dia a dia. Treine sua equipe todos os dias.

O convite para que “corram o risco” de investir nas pessoas é fundamentado, viável, plausível e, acima de tudo, necessário para o alcance de todos os ganhos que o produtor tanto almeja e espera de sua atividade.

Alcance os melhores resultados com pessoas motivadas!

Pensando nisso, o Rehagro desenvolveu o Curso Gestão de Pessoas e Equipes, onde são abordados temas como Comunicação e Feedback, Liderança e Desenvolvimento de Equipe, Gestão Responsável e as principais Ferramentas Gerenciais utilizadas no Agronegócio.

Com o melhor do online, as aulas gravadas são de 15 minutos por dia, permitindo que você monte seu próprio horário! Além disso, são realizados os encontros online ao vivo para tirar todas as suas dúvidas com os professores, que são gestores de grande experiência no campo.

Todo o conteúdo tem foco 100% prático e cada aluno recebe acompanhamento individualizado para aplicar tudo o que aprendeu na sua própria propriedade, por meio dos projetos aplicados.

Além disso, temos um suporte dedicado a você, respondendo dúvidas dentro de 24 horas pela plataforma, WhatsApp ou e-mail.

Se você deseja ter acesso a esses conteúdos e muito mais, venha conhecer o curso!

Curso Gestão de Pessoas e Equipes

Autor: Emerson Alvarenga / Médico Veterinário, Coordenador e facilitador de Gestão de Pessoas – Rehagro

O post Investir em pessoas é importante para o sucesso das empresas rurais? apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/investir-em-pessoas-para-o-sucesso-das-empresas-rurais/feed/ 7
Irrigação de pastagens: saiba quais são as instruções técnicas https://blog.rehagro.com.br/irrigacao-de-pastagens/ https://blog.rehagro.com.br/irrigacao-de-pastagens/#comments Tue, 26 Jun 2018 14:18:03 +0000 https://rehagro.com.br/blog/?p=4483 Para se alcançar maiores índices de produtividade, alguns produtores rurais buscam alternativas para incrementar a produção de carne e leite na propriedade e, consequentemente, aumentar os seus lucros gerados. Com a irrigação das pastagens, o manejo da bovinocultura de corte e leite torna-se mais simples do que em um sistema tradicional de pastejo rotacionado. Sem […]

O post Irrigação de pastagens: saiba quais são as instruções técnicas apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
Para se alcançar maiores índices de produtividade, alguns produtores rurais buscam alternativas para incrementar a produção de carne e leite na propriedade e, consequentemente, aumentar os seus lucros gerados.

Com a irrigação das pastagens, o manejo da bovinocultura de corte e leite torna-se mais simples do que em um sistema tradicional de pastejo rotacionado. Sem as flutuações na produção, devido a veranicos, o sistema torna-se mais estável, em regiões que não tem problemas de temperaturas e fotoperíodo.

 

 

Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!


A irrigação e a fertirrigação em pastagem são técnicas cujas aplicações vêm crescendo no Brasil, possibilitando obter forrageiras de melhor valor nutricional e maiores índices de produção de matéria seca, além de favorecer o manejo racional do sistema de produção animal.

Segundo Dovrat, em um trabalho realizado em 1993, em muitos países, técnicos e produtores inicialmente usaram a irrigação na tentativa de solucionar o problema da estacionalidade de produção das pastagens, que é determinada pelo déficit dos fatores temperatura, luminosidade e água.

A irrigação da pastagem pode reduzir custos de produção e tempo de trabalho para alimentar o rebanho, comparada a outras alternativas de suplementação no outono-inverno, tais como a silagem e o feno, conforme Figura 1. Isso ocorre pela utilização de menor área, uso de água de baixa qualidade e possibilidade de prolongar o período de pastejo durante a estação seca.

Segundo Drumond e Aguiar (2005), em regiões onde a temperatura não é fator limitante, a irrigação pode ser uma alternativa para a produção intensiva de carne e leite em pequenas áreas, sendo possível reduzir custos de produção e de mão-de-obra.

De acordo com Andrade (2000), a irrigação de espécies forrageiras deve ser a última etapa a ser cumprida num sistema de produção pecuário ou de agricultura-pecuária. Todos os demais cuidados relativos ao planejamento da propriedade, a genética animal, o manejo do rebanho, a recuperação e a adubação das pastagens já devem ter sido tomados.

Comparação de custos na produção de matéria secaFigura 1 – Comparação de custos de produção de tonelada de matéria seca /Fonte: Adaptado de Drumond; Aguiar (2005).

Produção de pastagens em condições irrigadas

Em 2002, os pesquisadores Aguiar e Silva mediram o acúmulo de forragem de uma pastagem de capim Braquiarão adubada e irrigada em condições de campo (Tabela 1), na Fazenda Santa Ofélia, localizada no município de Selvíria, MS.

Eles observaram que a participação da forragem acumulada na estação de inverno foi 61% da acumulada na estação de verão. A média de lotação foi de 6,89 UA ha-1, muito superior à média brasileira.

Acúmulo de matéria seca estacionalTabela 1 – Acúmulo de matéria seca (t ha-1) estacional, anual e taxa de lotação em uma pastagem de capim Braquiarão adubada e irrigada para o ano pastoril 2001/2002, Selvíria, MS.

Legenda: MS – Matéria Seca / UA – Unidade Animal/ Fonte: AGUIAR; SILVA (2002).

Aguiar ainda apresenta dados importantes dos potenciais de produção de leite em diferentes sistemas de produção na Austrália, de acordo com o nível tecnológico adotado (Tabela 2).

O que chama a atenção nesses trabalhos realizados em outros países é que não é comum encontrar dados de irrigação de pastagens para bovinos de corte. Isso contraria a realidade atual no Brasil diante da grande adoção da irrigação de pastagens pelos pecuaristas de gado de corte, sendo a maioria dos dados disponíveis para os sistemas de produção de fazendas.

Capacidade de carga e produção por hectare de vários pastosTabela 2 – Capacidade de carga e produção por hectare de vários pastos sem suplementação na Austrália / Fonte: AGUIAR; SILVA (2002).

Em outro experimento realizado, Aguiar (2002) cita que na Fazenda Escola da Fazu em Uberaba, com capim Tifton 85, ocorreu diferença significativa entre os tratamentos irrigado e sequeiro ao longo de um ano, exceto no inverno.

A diferença foi devido a maior produção de forragem nas estações de primavera, verão e outono, quando as condições climáticas permitiram uma resposta da planta à irrigação. Entretanto, quando ocorreu redução da temperatura, ou seja, no inverno, não houve diferença entre os tratamentos irrigado e sequeiro (Tabela 3).

Massa de forragem em pastagem irrigada e pastagem não irrigadaTabela 3 – Massa de forragem (kg de MS ha-1) em pastagem irrigada e pastagem não irrigada de Tifton 85, submetido a manejo intensivo do pastejo, Uberaba, MG /Fonte: AGUIAR; SILVA (2002).

Sistemas de irrigação para pastagem

A maioria dos sistemas de irrigação de pastagem disponíveis poderia ser utilizada para irrigar espécies forrageiras. Porém, na prática, vários fatores limitam esta generalização, como custos de investimento e operação do sistema, disponibilidade de mão de obra para operação, topografia, solo, clima, espécie forrageira, presença do animal e questão cultural.

No Brasil, a maioria dos projetos de irrigação de pastagem está sendo realizada por aspersão, com o uso de pivô central, aspersão em malha e, em menor escala, aspersão convencional com canhão e autopropelido.

Aspersão em malha

Tem como características principais a utilização de tubos de PVC de baixo diâmetro, que constituem as linhas laterais que, ao contrário da aspersão convencional, são interligadas em malha.

Além disso, possui baixo consumo de energia; adaptação a qualquer tipo de terreno; possibilidade de divisão da área em várias subáreas; facilidade de operação e manutenção; possibilidade de fertirrigação e baixo custo de instalação (entre R$ 3.000,00 a R$ 4.000,00) e manutenção, conforme as Figuras 2 e 3, de Drumond e Fernandes (2001).

Aspersão em malha com aspersor pequenoFigura 2 – Aspersão em malha com aspersor pequeno

Aspersão em malha com mini-canhãoFigura 3 – Aspersão em malha com mini-canhão

Pivô central

É o equipamento mais utilizado na irrigação de pastagem, devido às facilidades de instalação, manejo e fertirrigação. Além disso, este sistema permitiu a automação de todo o processo. Tem custo de instalação de R$ 4.000,00 a R$ 5.000,00.

A divisão da área em piquetes tem sido realizada de formas diferentes. Algumas favorecem o manejo da pastagem e dos animais e outras favorecem o manejo da irrigação e da fertirrigação.

É realmente difícil encontrar uma maneira que favoreça as duas situações. A mais utilizada é a forma de “pizza” (Figura 6), pois dentre outras coisas, favorece em muito o processo de fertirrigação.

A área de lazer pode ser feita no centro ou na periferia do Pivô. Quando instalada no centro, têm-se observado problemas de compactação na região de estreitamento e formação de grande quantidade de lama na ocasião de uma chuva. A vantagem é a facilidade construção, manejo, distribuição de bebedouros e cochos de sal mineral, conforme Figuras 4 e 5 (DRUMOND; AGUIAR, 2005).

Divisão da área em pizza Figura 4 – Divisão em pizza, com área de lazer no centro do Pivô (Fonte Valley).

Pastagem irrigada com pivô centralFigura 5 – Exemplo de pastagem irrigada com pivô central.

A técnica de irrigar pastagens possibilita uma melhoria na qualidade da forragem e um aumento significativo na produção de matéria seca por área, com consequente acréscimo na taxa de lotação (UA/ha), proporcionando a obtenção de índices satisfatórios de lucratividade, tornando a atividade altamente competitiva no agronegócio nacional.

Dica extra!

Aqui no Rehagro, temos Curso Online Gestão da Pecuária de Corte. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:

  • Nutrição e pastagens;
  • Sanidade;
  • Reprodução;
  • Diagnóstico da propriedade;
  • Gestão financeira e de pessoas.

As aulas são dinâmicas, com duração de 15 minutos por dia e encontros online ao vivo para tirar todas as dúvidas dos alunos.

O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.

Para saber mais informações, visite nossa página:

Curso Gestão da Pecuária de Corte

O post Irrigação de pastagens: saiba quais são as instruções técnicas apareceu primeiro em Rehagro Blog.

]]>
https://blog.rehagro.com.br/irrigacao-de-pastagens/feed/ 1